CASA GRANDE & SENZALA CAPÍTULO 1 PORTUGUÊS QUE VINHA PARA CÁ Antes de vir para cá os portugueses já se misturavam culturalmente com

outros povos. Gilberto Freyre os descreve como um povo quase mouro, diferente do europeu do norte. A unificação do povo se dava mais por crença religiosa do que por qualquer outra coisa. O DEGREDADO E O TARADO Houve no rasil como em outros pa!ses a presença de degredados e aventureiros, apesar de seu estilo de vida não ter prosperado "morar em pequenas casas e viver da terra#, colaboraram no povoamento. $elo mesmo motivo tamb%m os tarados, que constitu!am um problema em $ortugal, tornavam&se muito 'teis nas col(nias. O BANDEIRANTE ) andeirante teve um papel muito importante na ocupação do territ*rio e criaç+es de subcomunidades. O RELIGIOSO )s religiosos vieram ao rasil pensando que iriam fundar uma sociedade puramente teocrática, com !ndios domesticados cuja 'nica finalidade seria servir aos interesses da ,greja. ) povoamento por parte das fam!lias portuguesas foi de encontro a esses planos, arruinando&os. O FAMILIAR -A fam!lia, não o indiv!duo, nem tampouco o .stado nem nen/uma compan/ia de com%rcio, % desde o s%culo 01, o grande fator coloni2ador do rasil 345. 6obre ela o rei de $ortugal quase reina sem governar.7 8uitas fam!lias mandaram ramos familiares para o rasil e foi com a iniciativa privada, não p'blica, que se fe2 a coloni2ação. MISCIGENAÇÃO Foi a escasse2 de capital /umano em $ortugal, devido a doenças e guerras na ,dade 8%dia, que incentivou a miscigenação do portugu9s com outros povos. $or já ter tido contato com outras culturas, criou&se entre os /omens lusitanos a mistificação da mul/er mulata em objeto se:ual. .ram as mul/eres mestiças, não as loiras as desejadas. RELAÇÃO SENHOR X ESCRAVO A relação de posse estabelecida entre o branco e o negro recebia uma atenção especial durante a adolesc9ncia do sen/or. ;urante esta fase, o jovem aprendia a tratar o escravo como objeto se:ual em uma relação sádica e, enquanto a crueldade do sen/or viria dessas e:peri9ncias, a da sen/ora despertaria, consequentemente, por ci'mes.

Gilberto Freyre fala da sifili2ação do rasil.uropa. por%m quando os alimentos c/egavam estavam em p%ssima qualidade. nas vi2in/anças de tribos !ndias. ) clima e as qualidades qu!mica e f!sica do solo não variavam muito de norte a sul. os coloni2adores foram obrigados a mudar seu estilo comercial para um estilo agrário no rasil.. o rasil possu!a uma população local sem rique2as materiais aparentes "ouro.. Ameaçar a religião era ameaçar a pr*pria unidade territorial. a var!ola e a s!filis. ?untamente com a bouba. . tratava&se mais de quantidade do que da qualidade desta alimentação.. ACLIMATAÇÃO $or estarem mais acostumados a condiç+es climáticas mais pr*:imas das do rasil do que outros povos da . e mesmo assim. Bm menino de tre2e anos que não tivesse a marca da doença era considerado um don2elão. já que mulatos teriam nascido mais adaptados ao clima. a be:iga.iferente de suas outras col(nias.5 o imigrante era a /eterodo:ia 3. frutas ou cereais no rasil. como ocorreu na Am%rica do Corte. assim era preciso importar. tamb%m assolavam a população o berib%ri "defici9ncia de vitamina @# e a anemia. seda.RELAÇÃO ESCRAVO X ÍNDIO -<8uitos escravos fugiam para se aquilombar nas matas. . F) que barrava 3. Al%m de ter um solo quimicamente mais rico. Aer s!filis era visto como uma forma de ostentação e não de vergon/a. que teria acontecido com o povoamento.5.>7 DOENÇAS A nutrição pobre uniu&se aos agentes patog9nicos e:ternos. pois cultivava atividades agr!colas e pastoris. TERRITÓRIO . a qual seria mandatoriamente cat*lica.evido Ds circunstEncias.. a bouba. )s rios que eram 'teis aos colonos eram os pequenos. 6e eles quisessem lucro nessa região teriam de produ2i&lo.:cetua&se a população paulista que tin/a uma alimentação mais balanceada. prata. A monocultura varria a terra. A fuga das mul/eres era mais dif!cil= de sorte que o rapto das !ndias era largamente praticado pelos pretos quilombolas. os portugueses se aclimataram mais facilmente. tapete# e sem um l!der regional para negociar em grande escala. . . ALIMENTAÇÃO A alimentação era muito deficiente.o que se fa2ia questão era da sa'de religiosaG a s!filis. Cada se plantava ou criava para consumo. Há a teoria de que a miscigenação teria ajudado. )s grandes provavam&se instáveis e destrutivos. RELIGIÃO A unidade da col(nia se dava por conta da religião.sso evitava que se formassem duas sociedades antag(nicas no sentido econ(mico e social. As classes mais bem alimentadas eram os sen/ores e os escravos. a lepra entravam livremente tra2idas por europeus e negros de várias proced9nciasF. Cão /avia carne. .

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