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Técnicas

de

Redação

Maio de

2013

Dickson Cosseti

Curso de Técnicas de Redação para Concursos

Sumário

 

Apresentação

3

1.

A avaliação discursiva

4

 

O

que é um texto?

5

Como são os enunciados das avaliações discursivas?

10

O

que é necessário para fazer uma boa dissertação?

23

O

que são argumentações?

30

Quais os tipos de argumentação?

30

O

que fazer quando não se sabe muito a respeito do tema?

40

Critérios de avaliação das provas discursivas

41

Exercícios

56

Dicas de Gramática

69

Curso de Técnicas de Redação para Concursos

Apresentação

Esse é o curso de TÉCNICAS DE REDAÇÃO DISCURSIVA, criado para garantir que o candidato consiga, de forma rápida, compreender aquilo que é necessário para desenvolver um texto dissertativo - nas provas de concursos públicos - com objetividade, riqueza argumentativa e respeito às normas cultas e formais da Língua Portuguesa.

O objetivo específico dessa obra é, sobretudo, preparar o candidato, por meio de exemplos práticos e exercícios específicos para redigir de forma clara as redações propostas pelas bancas.

Contudo, não queremos alunos mecanizados. Mesmo porque a mecanização não lhes serviria para nada, pois cada ato de escritura exigi-lhes uma nova postura. Queremos que os alunos utilizem todos os recursos que dispõem para construir não apenas um parágrafo, mas principalmente um texto real, fruto conciso e coerente com a funcionalidade que o seu redator lhe atribui.

Além disso, pretende-se ainda mostrar a necessidade de se planejar como será conduzida sua dissertação do começo ao fim, sobretudo, no tocante ao tempo, seleção de argumentos e técnicas, organização do conteúdo e revisão textual.

Essa apostila foi preparada com todos os assuntos previstos no seu edital. Cada tema ou assunto proposto aqui é específico para o seu concurso.

No entanto, não basta fazer o curso, ler a apostila e pronto. O candidato deve treinar. E muito! Ler bastante, fazer exercícios aplicando as técnicas e elaborar as redações é fundamental.

Dessa forma, para o sucesso desse curso é essencial que o candidato não falte a nenhuma das cinco aulas, bem como elabore e entregue as quatro redações solicitadas e os exercícios propostos em sala. A sequência correta na elaboração das redações é necessária para a mensuração do progresso do candidato com relação à evolução da capacidade de redigir bons textos e ao gerenciamento do texto.

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A AVALIAÇÃO DISCURSIVA

Qual a importância da prova discursiva?

É cada vez mais frequente a cobrança de avaliações discursivas nos concursos

públicos. Seja de nível superior ou médio. Essa é uma tendência que parece se tornar quase obrigatória para todos os candidatos a concursos públicos.

Todos sabem que a Administração Pública se manifesta por meio dos seus atos. A publicidade é um dos princípios da Administração Pública. E para se tornarem públicos, esses atos, são exteriorizados pelos seus servidores. Quando são escritos, devem obedecer a um padrão. Sobretudo, no tocante ao uso formal e culto da língua portuguesa.

É essencial o entendimento da língua escrita por parte dos servidores públicos. São

contratos, declarações, notas técnicas, editais e todo o tipo de documentos de abrangência muitas vezes nacional.

Agora, imagine escrever algo errado e repassar para a chefia um documento que será publicado e lido por centenas ou milhares de pessoas? É, realmente, constrangedor.

Além disso, percebemos que o peso dessas avaliações cresceu nos últimos anos. Em alguns concursos chegam a valer até 50 % da nota.

Quebrando paradigmas

Para iniciar essa conversa, ou melhor, essa obra, quebraremos três paradigmas de provas de concursos. Mas antes de tudo, o que são paradigmas? São modelos estabelecidos; são padrões. Pois bem, vamos a eles:

Escrever muito

Para se tirar uma boa nota não é essencial escrever o número máximo de linhas permitidas na prova. Pelo contrário, quem escreve muito tem a possibilidade de se perder no assunto ou ser prolixo, assim como, tem a chance de errar mais (gramaticalmente). Todavia, isso não quer dizer que deve escrever pouco. Sempre deverá ir além do número mínimo de linhas.

Escrever difícil

O candidato deve utilizar apenas palavras que conheça e que saiba o significado. A

linguagem técnica (juridiquês e outras formações técnicas) deve ser empregada somente quando exigido, a depender do cargo almejado.

Os textos das provas de concursos devem ser redigidos de forma simples e objetiva, facilitando a sua leitura e seu entendimento. Isso não quer dizer que deve ser coloquial a linguagem usada no nosso cotidiano. A dissertação deve orientar-se pelo uso formal e culto da Língua Portuguesa, quer dizer, respectivamente, uso da linguagem dos meios acadêmicos e trabalhistas (Administração Pública e Privada) e o respeito às normas das gramáticas referenciais.

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Dominar a gramática

Há algum tempo, as provas de concurso deixaram de dar importância principal ao respeito às normas gramaticais. É evidente que isso é importante. Claro. Contudo, hoje, tem papel subsidiário. Algumas bancas destinam quase 80% do total da nota para o desenvolvimento do tema proposto, a argumentação utilizada pelo candidato e a sua capacidade crítica. Desse modo, é possível o candidato tirar uma boa nota errando alguns itens no que se refere à questão gramatical. Porém, o zelo pelas normas é essencial para se escrever bem.

O que é um texto?

A palavra texto vem do Latim e significa tecido. Literalmente, quer representar que ao produzir um texto estamos entrelaçando fios de ideias como na indústria têxtil se entrelaçam fios de linha para se fazer o tecido. O bom texto, portanto, é uma ampla unidade clara, com coerência de sentido e com frases relacionadas umas às outras.

Tipologia Textual

Tipo textual é a forma como um texto se apresenta. As únicas tipologias existentes são: narração, descrição, dissertação ou exposição, informação e injunção.

Tradicionalmente em concursos públicos as provas discursivas cobram a elaboração de textos dissertativos. Dispensaremos todas as energias nesse tipo.

Atenção! Caso o candidato não respeite o tipo textual exigido em sua prova, será punido pela banca com “nota zero”.

O que é dissertação?

É a forma de redação que expões ideias próprias do seu autor sobre determinado tema. Dissertar é discutir, refletir, analisar, avaliar determinado assunto.

É o tipo de texto mais exigido em provas de concursos. Trata-se de um texto que obedece a uma lógica.

A dissertação pode ser:

Expositiva objetiva apresentar e discutir um assunto de forma impessoal e objetiva. Sua finalidade não é a de convencer ou influenciar o leitor, mas sim expor o ponto de vista do autor sobre determinado tema por meio de ideias, fatos, argumentos etc.

Argumentativa objetiva persuadir, convencer, influenciar o leitor sobre a validade de um assunto por meio de ideias, fatos, argumentos etc. É um texto muito mais pessoal do que o expositivo. Muitas vezes, ao lê-lo, percebemos um pouco da emoção que o autor vivenciou no momento em que escreveu o texto.

Para as provas de concursos públicos, poderemos utilizar conceitos e ideias de ambas as formas. Contudo, caberá ao candidato avaliar o que é solicitado pelo seu edital.

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Elementos da dissertação de concurso

1. Título (somente se exigido no comando da questão): é uma mera referência ao texto. Deverá ser centralizado na parte superior da prova, acima das linhas numeradas. O candidato não deverá saltar linhas para iniciar o seu texto, devendo começá-lo na linha 1 da folha de redação.

Atenção! Caso o candidato coloque título em sua prova quando não exigido ou qualquer outra marca identificadora como frases, desenhos, números, nomes ou assinaturas, será punido pela banca com “nota zero”.

2. Tema: é o assunto a ser tratado no texto. Existem três tipos de temas classificados assim por esse autor:

I. Temas específicos

Com o passar do tempo, percebemos que algumas bancas começaram a cobrar temas que exigem conhecimentos específicos dos candidatos. Normalmente são temas que têm relação com as atividades, atribuições e responsabilidades do cargo a ser desempenhado. É o caso de concursos para nível médio e superior para os cargos de técnico, analista e especialista das Agências Reguladoras, alguns tribunais e as polícias judiciárias. É uma tendência a ser seguida por todas as bancas.

Os

temas específicos se subdividem em:

a.

Técnicos ou questões discursivas

O

examinador apresenta uma questão bem objetiva cobrando do candidato

conhecimentos acerca da lei ou da doutrina de forma teórica. O candidato deve atentar-se,

principalmente, às legislações, normas, leis e doutrinas na sua resposta.

Exemplo: Discuta a validade jurídica de um ato administrativo consoante com a lei e incompatível com a moralidade administrativa.

b. Estudos de caso ou situação problema

O examinador monta uma situação e exige que o candidato aplique a lei ao caso apresentado, ou seja, traga a aplicação ao caso prático. O candidato não deve apenas atentar-se às legislações, normas, leis e doutrinas na sua resposta, mas, sobretudo, aos costumes, ensinamentos, jurisprudências e à situação apresentada no comando da questão.

II. Temas de atualidades

São temas que abordam tópicos atuais e relevantes de diversas áreas, tais como desenvolvimento sustentável, ecologia, tecnologia, energia, política, economia, sociedade, relações internacionais, educação, saúde, segurança e artes e literatura e suas vinculações históricas. Era costume aparecerem em quase todos os tipos de concursos, independente do nível ou cargo. Atualmente, são temas cobrados em provas de alguns cargos de tribunais, alguns ministérios, Policias Militares e Detrans.

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III. Temas reflexivos

São temas que versam a respeito de assuntos mais abstratos e exigem uma reflexão por parte do candidato, ou seja, exigem que o candidato vá além daquilo que está escrito e demonstrado no comando da questão. A interpretação de texto é essencial nesse contexto. É um tipo de tema muito utilizado em vestibulares do CESPE e em vários concursos da FGV.

Exemplo: A tendência à criação de um mundo de “conformistas mimados”.

A ideia desse tema foi apresentada por um artigo do colunista do The New York Times, Roger Cohen, reproduzido no jornal Folha de São Paulo. O candidato não consegue escrever às cegas sobre esse tema. Precisa refletir antes se somos uma sociedade de conformistas, medrosos, ou de pessoas que se mobilizam e se esforçam para transformar as situações. Faz até o candidato refletir sobre sua própria situação.

3. Tese: é a abordagem dada pelo autor ao tema; é o ponto de vista do autor a respeito do tema; é algo que o autor quer provar.

4. Problemas: são tópicos a serem abordados no texto. São obrigatórios. Eles aparecem de forma genérica na introdução e são detalhados durante o desenvolvimento da dissertação. O normal é tratarmos cada um em - pelo menos - um parágrafo do desenvolvimento. Quando eles já são dados no comando da prova, chamamos de redação roteirizada, devendo assim, serem desenvolvidos naquela ordem proposta. Quando não, o candidato deve, por sua conta, criá-los e tratá-los no desenvolvimento do seu texto.

5. Argumentos: são raciocínios, fatos, estudos, dados, citações, informações, elaborações que visem sustentar uma ideia, isto é, que comprovem a sua tese.

6. Texto motivador: é dado na maioria das provas. Pode ser apenas um ou mais. Servem para instigar o candidato a pensar a respeito do tema da redação. São meras referências ao tema. Erro muito comum é o candidato deixar levar-se pelo teor dos textos motivadores e esquecer o tema da redação, dessa forma, poderá ser penalizado indicando o tangenciamento do tema ou a fuga ao tema.

7. Parágrafo: Segundo Figueiredo (1999), parágrafo é um bloco de raciocínio progressivo. Cada parágrafo possui a ideia central ao redor da qual giram ideias complementares. Nota-se que essa visão de parágrafo baseia-se em Garcia (2006), que elaborou um estudo sistemático da constituição do texto a partir do parágrafo. Para esse autor, o “parágrafo é uma unidade de composição constituída por um ou mais de um período, em que se desenvolve determinada ideia central”.

Os períodos se organizam em parágrafos. Mas, diferente do período, o parágrafo não é uma organização essencialmente sintática. Ele tem uma função estética e também estrutural. É primordialmente um facilitador de leitura utilizado como um instrumento de organização das ideias. Desse modo, ao iniciar um novo parágrafo, deve-se iniciar um

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novo assunto. Em textos escritos à mão, usa-se como marca um distanciamento da margem de aproximadamente 2,5 cm.

8. Parágrafo padrão: alguns manuais de redação e livros sobre o assunto costumam defender o ensino de um parágrafo tido como Padrão. Segundo Garcia, o parágrafo- padrão é aquele se estrutura em três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão. A introdução, conhecida como tópico frasal, expressa rapidamente a ideia núcleo; o desenvolvimento explana tal ideia e a conclusão fecha o raciocínio.

Estrutura de uma dissertação

O texto dissertativo possui três partes: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão. Veremos uma a uma.

Introdução

É onde o candidato faz a abertura do seu texto convidando o leitor a apreciá-lo. É

aqui que se apresenta a tese e os problemas de forma genérica. Ou seja, uma ideia geral daquilo que será exposto.

A introdução é o “carro-chefe” do texto. Uma introdução objetiva, clara e com boa argumentação abre caminho para uma nota alta na avaliação discursiva. O examinador se torna amigável toda vez que tem um bom começo. É um parágrafo muito importante.

Desenvolvimento

É onde o candidato comprova a sua tese por meio de argumentos, ideias, fatos,

dados, informações, elaborações, notícias, afirmações, legislações etc. É a parte da redação onde se detalham os problemas (aspectos a serem abordados no texto).

No desenvolvimento o candidato não pode apenas citar os problemas. Erro dos mais comuns nos textos dissertativos de concursos. Isso pode caracterizar o tangenciamento do tema o que representaria perda de pontos importantes. O candidato deve detalhar de forma precisa e acrescentar novos argumentos ao tópico de modo a utilizar todos os artifícios para comprovar seu ponto de vista. Entretanto, a subjetividade deve ser evitada. O candidato deve ser objetivo.

O candidato jamais deve, também, fugir ao tema. Isso implicaria em “nota zero”. Um

exemplo de fuga ao tema é quando o comando da redação apresenta o tema Princípios da Administração Pública e o candidato escreve a respeito dos Princípios Constitucionais. Ou

ainda, quando o comando solicita que se redija um texto que aborde como ocorrerá a política de combate à fome no Brasil e o candidato aborda o combate à fome no Nordeste.

Via de regra, é no desenvolvimento que as bancas costumam dispensar maior atenção. É aqui que é avaliada a aptidão argumentativa e a capacidade para desenvolver o assunto proposto.

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Conclusão

É a apresentação da visão geral do assunto tratado. É a parte do texto em que se retoma a ideia inicial (tese), resume-se o que foi tratado no desenvolvimento e se apresenta a resposta ao problema levantado, ou a solução, ou o seu posicionamento, ou ainda, a sua contribuição acerca do tema. Isso dependerá do contexto da sua redação.

Na maioria dos casos, representa uma síntese do assunto tratado na dissertação ou a reafirmação da ideia central do texto. E o tipo mais comum de finalização de um texto dissertativo é a denominada conclusão-resumo.

Evite o emprego de frases emocionais, que expressam ensinamentos ou uma forma idealizada de avaliar um problema. Tente ser impessoal e não emocional. Sempre. Essas argumentações trazem subjetividade ao texto.

Para melhorar o estilo técnico, é necessário evitar: os clichês palavras “pobres” e de sentido genérico ou desgastado pelo abuso; o excesso de advérbios terminados em “mente” e de voz passiva no texto; expressões pleonásticas como: referência supracitada, como dissemos acima, pela presente vem através desta, tomamos a liberdade de etc. Expressões consideradas obsoletas como: conforme o assunto ventilado, passo as suas mãos, outrossim,sem mais para o momento, de conformidade quanto ao solicitado etc.

Segue um exemplo do que não se deve fazer:

Assim, a corrupção na Administração Pública mostra-se como o maior dos males. A atitude - contrária à legalidade - dos homens que têm responsabilidade com o erário os condenará ao castigo da história. É possível fazer-se algo, de imediato, que possa acender uma pequena chama de esperança que venha a raiar no horizonte de um Brasil digno de se dizer: esse é o país do agora e não mais o país do futuro.

Percebe-se, claramente, o condão pessoal dispensado pelo autor nas suas palavras. Além disso, o texto é repleto de julgamentos, frases de efeito e ditados, coisas que sempre devem ser evitadas, na conclusão ou em qualquer outro parágrafo da redação.

Veja em destaque as partes problemáticas: “O maior dos males”; “os condenará ao castigo da história”; e para fechar com “chave de ouro” “que possa acender uma pequena chama de esperança que venha a raiar no horizonte de um Brasil digno de se dizer: esse é o país do agora e não mais o país do amanhã”.

Alguns exemplos de conclusão:

Tema: Educação

Por todo o exposto, percebe-se a importância da educação na formação de cidadãos com capacidade crítica que podem contribuir para a evolução do país. Investir mais na qualificação dos professores, aparelhar as universidades e colégios públicos bem como implementar políticas baseadas em meritocracia nas escolas, poderiam acelerar esse processo.

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Tema: A nova Lei Seca

Portanto, constata-se que a efetividade da nova Lei Seca será possível, sobretudo, no aspecto relacionado à comprovação da embriaguez. No entanto, fica claro que o aumento da fiscalização - por parte dos Detrans e das PMs é necessário. Ampliar o efetivo e intensificar as blitzes poderia trazer melhorias no caso em questão. Afinal, de que vale uma lei se não há fiscalização nas ruas para cumpri-la?

Como são os enunciados das avaliações discursivas?

Atualmente os enunciados das avaliações discursivas se caracterizam por apresentar um, dois ou até três textos motivadores. Esses textos apenas têm alguma relação com o tema. Eles servem para que o candidato seja instigado a criar ideias acerca do assunto a ser abordado. Podem vir na forma de charge também.

Além disso, apresentam o comando da questão e, em seguida, os problemas a serem tratados na dissertação. Porém, pode ser que os problemas não sejam apresentados como era feito antigamente. Nesse caso, caberá ao candidato delimitar e criar os problemas. Quantos achar necessário. Deverá reservar, ao menos, um parágrafo para cada problema. Seguem alguns enunciados de avaliações discursivas anteriores.

ANATEL/2012 - Analista

enunciados de avaliações discursivas anteriores. ANATEL/2012 - Analista Facebook: DIRETO AO PONTO Dickson Cosseti 10

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Secretaria Educação/2012

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CETRO-Analista de Licitação/2013

Redação para Concursos CETRO-Analista de Licitação/2013 CETRO - Bibliotecário/2013 Facebook: DIRETO AO PONTO

CETRO - Bibliotecário/2013

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ESAF

Concurso Público DNIT/Técnico Administrativo - 2013

PROVA DISCURSIVA

A respeito do processo administrativo federal e tendo por base a disciplina que lhe foi dada pela Lei n. 9.784/99 e respectivas alterações, discorra sobre os seguintes aspectos:

a) Os princípios do processo administrativo e a importância do processo para o Estado de

Direito.

b) A competência administrativa.

c) O dever de decidir e a motivação dos atos administrativos.

d) As formas de extinção do processo.

e) O recurso administrativo e a revisão.

de extinção do processo. e) O recurso administrativo e a revisão. Facebook: DIRETO AO PONTO Dickson

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DETRAN/DF/2012

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PCDF/2009 Agente de Polícia

Redação para Concursos PCDF/2009 – Agente de Polícia CNJ/2012 – Técnico Judiciário – Área

CNJ/2012 Técnico Judiciário Área Administrativa

Polícia CNJ/2012 – Técnico Judiciário – Área Administrativa Facebook: DIRETO AO PONTO Dickson Cosseti 18

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DPF/2012 - Agente

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PRF/2009

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Curso de Técnicas de Redação para Concursos O que é necessário para fazer uma boa dissertação?

O que é necessário para fazer uma boa dissertação?

1. Saber as técnicas de redação

É o primeiro passo para o sucesso. Somente com o domínio das técnicas de redação o candidato pode escrever com objetividade, agilidade e boa argumentação. É a essência desse curso: o aprendizado de técnicas eficientes para fazer provas de concurso.

2. Estudar as matérias que serão cobradas na avaliação discursiva

O candidato deve ler e estudar a respeito das matérias ou conhecimentos que serão

cobrados na sua avaliação discursiva. Avalie bem o seu edital, pois em alguns concursos, mesmo que seja afirmado que a dissertação versará a respeito de alguma(s) matéria(s) da parte básica, a banca pode exigir conceitos da parte específica na prova discursiva. Fique atento para isso!

3. Praticar a leitura

O candidato deve ler bastante. Um pouco de tudo: jornais, revistas, colunas, artigos,

sites de notícias e livros. Muitos livros. Só consegue escrever bem aquele que lê bastante.

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É assim que ampliamos nossa capacidade argumentativa e entramos em contato com pontos de vista diferentes do nosso.

O candidato que lê bastante, refletidamente, tem como benefícios o domínio linguístico e temático. Assim, será muito mais fácil, evidentemente, escrever a respeito daquilo que se sabe. Passará a exprimir-se com mais riqueza de detalhes, mais criatividade, com clareza, agilidade e correção.

No entanto, não é qualquer leitura. Trata-se da leitura interpretativa, direcionada à análise do texto lido.

4. Praticar a escrita

É muito comum o candidato dizer que “entende o tema abordado na prova, mas não consegue passar a ideia para o papel”. Isso se deve ao fato de que, infelizmente, a escrita não faz parte do seu dia a dia. Com as modernidades de hoje, quase não escrevemos e quando o fazemos apenas utilizamos códigos: “o q vc qr fzr hj?” O máximo que fazemos com relação à escrita são mensagens de texto de celular, redes sociais, e-mails etc.

É muito importante ter o hábito de escrever. E escrever de forma correta. Sem abreviações. Dessa forma, treinar as técnicas de redação é essencial. Para tanto, o candidato deve fazer os exercícios propostos e as redações, assim como fazer resumos, resenhas e parágrafos é essencial.

Além das redações, o candidato pode a partir de agora ter atenção especial em todo o momento do dia que precisar se comunicar utilizando a modalidade escrita. Seja na hora de enviar um e-mail para um amigo, ou mesmo na hora de falar no trabalho ou em casa, ou seja, na hora de fazer uma correspondência. Atente-se para as dicas que são dadas no curso.

5. Conhecer o inimigo

Diante das mudanças na forma de cobrança e dos conhecimentos necessários para se fazer as provas de concursos, esse autor percebeu que conhecer o inimigo é das “manhas de concurseiro”, talvez a mais importante.

É essencial para tanto, conhecer a fundo: o edital do concurso, a banca examinadora, as atribuições e responsabilidades do órgão ou entidade que o candidato pretende prestar a prova e do cargo almejado.

O edital é a lei do concurso. Ele disciplina todas as normas e informações que são importantes para o candidato.

No tocante à parte discursiva, destacamos abaixo os itens mais relevantes do concurso da ANVISA de 2013.

I)

ANVISA

9.10. Quanto à Prova Discursiva:

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9.10.1. A Prova Discursiva será realizada no mesmo dia da Prova

Objetiva.

9.10.2. Para a realização da Prova Discursiva, o candidato receberá

caderno específico, no qual redigirá com caneta de tinta preta.

9.10.2.1. A Prova Discursiva deverá ser escrita à mão, em letra legível, não sendo permitida a interferência ou a participação de outras pessoas, salvo em caso de candidato que tenha solicitado condição especial para esse fim. Nesse caso, o candidato será acompanhado por um fiscal da Cetro Concursos, devidamente treinado, ao qual deverá ditar integralmente o texto, especificando oralmente a grafia das palavras e os sinais gráficos de acentuação e pontuação.

9.10.3. O candidato redigirá um texto dissertativo-argumentativo que

deverá versar sobre: um tema relacionado à Regulação e Vigilância Sanitária para o cargos de Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária e Analista Administrativo; um tema sobre Regulação e

Administração Pública e Vigilância Sanitária e Saúde Pública.

9.10.4. A Prova Discursiva não poderá ser assinada, rubricada ou conter,

em outro local que não seja o cabeçalho da Folha de Texto Definitivo, qualquer palavra ou marca que a identifique, sob pena de ser anulada. Assim, a detecção de qualquer marca identificadora no espaço destinado

à transcrição do texto definitivo acarretará a anulação da Prova

Discursiva implicando a eliminação do candidato.

9.10.5. O texto definitivo será o único documento válido para a avaliação

da Prova Discursiva. As folhas para rascunho são de preenchimento facultativo e não valem para finalidade de avaliação.

9.10.6. Para os cargos de nível superior, a Prova Objetiva de Conhecimentos Básicos e a Prova Discursiva terão tempo total para sua realização de 5 (cinco) horas, no período matutino, incluído o tempo para preenchimento das respectivas Folhas de Respostas. A Prova Objetiva de Conhecimentos Específicos terá tempo total para sua realização de 4 (quatro) horas, no período vespertino, incluído o tempo para preenchimento da respectiva Folha de Respostas.

9.10.6.1. Para os cargos de nível médio, a Prova Objetiva e a Prova Discursiva terão tempo total para sua realização de 5 (cinco) horas, no período matutino, incluído o tempo para preenchimento das respectivas Folhas de Respostas.

XI - DA AVALIAÇÃO E JULGAMENTO DA PROVA DISCURSIVA

11.1. A Prova Discursiva, de caráter eliminatório e classificatório, tem o objetivo de avaliar o uso adequado da norma-padrão da Língua

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Portuguesa, a coesão e a coerência e o domínio técnico do assunto abordado.

11.2. Respeitados os empates na última colocação, serão corrigidas as

provas discursivas dos candidatos aprovados nas provas objetivas e

classificados dentro do limite de 3 (três) vezes o número de vagas para

os cargos com mais de 15 vagas. O limite será de 5 (cinco) vezes o

número de vagas para os cargos com menos de 15 vagas.

11.2.1. Serão avaliadas somente as Provas Discursivas dos candidatos que obtiverem as melhores pontuações no quantitativo disposto no item

11.2.

11.2.2. No caso de ocorrência de empate na última posição, serão avaliadas as Provas Discursivas de todos os candidatos inclusos nesta situação.

11.3. Para os cargos de Técnico Administrativo e Técnico em Regulação e

Vigilância Sanitária, a Prova Discursiva, de caráter eliminatório e classificatório, será avaliada na escala de 0 (zero) a 40 (quarenta) pontos, com pontuação mínima de 16 (dezesseis) pontos: TEMA RELACIONADO AOS CONTEÚDOS DE “REGULAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E VIGILÂNCIA SANITÁRIA E SAÚDE PÚBLICA”.

11.4. Para os cargos de Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária e Analista Administrativo, a Prova Discursiva, de caráter eliminatório e classificatório, será avaliada na escala de 0 (zero) a 80 (oitenta) pontos com pontuação mínima de 32 (trinta e dois) pontos: TEMA RELACIONADO AOS CONTEÚDOS DE “REGULAÇÃO E VIGILÂNCIA SANITÁRIA”

11.5. O candidato que não atingir a pontuação mínima estabelecida aos

respectivos cargos, conforme disposto nas tabelas dos itens 11.3. e 11.4.

deste Edital não será habilitado na Prova Discursiva e será excluído do concurso público.

11.5.1. Os critérios de avaliação/ pontuação das Provas Discursivas está disposto no Anexo II deste Edital.

11.6. Durante a realização da Prova Discursiva, não será permitida

nenhuma espécie de consulta ou comunicação entre os candidatos, nem

a utilização

de

livros,

códigos,

manuais,

impressos

ou

quaisquer

anotações.

 

11.7.

Será atribuída nota 0 (zero) à Prova Discursiva nos seguintes

casos:

a) fugir à proposta apresentada;

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b) apresentar textos sob forma não articulada verbalmente (apenas com

desenhos, números e palavras soltas ou forma em verso);

c) for assinada fora do local apropriado;

d) apresentar qualquer sinal que, de alguma forma, possibilite a identificação do candidato;

e) for escrita a lápis, em parte ou na sua totalidade;

f) estiver em branco;

g) apresentar letra ilegível;

11.7.1. O candidato que não respeitar o limite mínimo de 20 (vinte) e máximo de 30 (trinta) linhas será penalizado em sua pontuação.

11.8. As Folhas para Rascunho no caderno de provas é de preenchimento facultativo. Em hipótese alguma, o rascunho elaborado pelo candidato será considerado na correção da Prova Discursiva pela Banca Examinadora.

Conhecer a banca examinadora também é fundamental. O candidato deve analisar e resolver as provas anteriores da banca para aquele cargo. Caso ela não tenha realizado nenhuma avaliação para aquele cargo, o candidato deverá resolver as provas de outros cargos que tenham relação com o seu, ou ainda, que sejam do mesmo nível que o do cargo almejado. Como já visto, vários exemplos de provas anteriores são mostrados nessa apostila.

O candidato deve, ainda, raciocinar como o examinador. Deve ter em mente que será avaliado como um futuro servidor daquele órgão/entidade para realizar as atividades desempenhadas por aquele cargo específico; deve escrever o que o examinador quer ler. Assim, conseguirá pensar e elaborar temas similares aos da sua prova.

Além disso, é essencial o candidato saber quais as atividades serão desempenhadas no cargo almejado. Isso irá ajudá-lo a “incorporar” todas as atribuições e responsabilidades do futuro cargo. Deve ainda, entender que será avaliado como um futuro integrante daquele órgão que desempenha uma função específica na sua estrutura. Vou dar um exemplo: se o candidato for fazer prova para a ANVISA, deverá saber tudo que faz parte da rotina de trabalho do cargo almejado. Veja abaixo as atribuições dos principais cargos da autarquia Especialista, analista e Técnico em Regulação da ANVISA:

CARGO TÉCNICO EM REGULAÇÃO E VIGILÂNCIA SANITÁRIA

Atribuições do cargo: suporte e apoio técnico especializado às atividades de regulação, inspeção, fiscalização e controle das instalações físicas, da produção e da comercialização de alimentos, medicamentos e insumos sanitários, bem como à implementação de políticas e à realização de estudos e pesquisas respectivos a essas atividades; fiscalização do

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cumprimento das regras pelos agentes do mercado regulado; orientação aos agentes do mercado regulado e ao público em geral; e execução de outras atividades finalísticas inerentes ao exercício da competência da Anvisa.

CARGO ANALISTA ADMINISTRATIVO - ANVISA

Atribuições do cargo: atividades administrativas e logísticas relativas ao exercício das competências constitucionais e legais a cargo da anvisa, fazendo uso de todos os equipamentos e recursos disponíveis para a consecução dessas atividades.

CARGO ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO E VIGILÂNCIA SANITÁRIA

Atribuições do cargo: atividades especializadas de regulação, inspeção, fiscalização e controle das instalações físicas da produção e da comercialização de alimentos, medicamentos e insumos sanitários, bem como à implementação de políticas e à realização de estudos e pesquisas respectivos a essas atividades; formulação e avaliação de planos, programas e projetos relativos às atividades de regulação; elaboração de normas para regulação do mercado; planejamento e coordenação de ações de fiscalização de alta complexidade; gerenciamento, coordenação e orientação de equipes de pesquisa e de planejamento de cenários estratégicos; gestão de informações de mercado de caráter sigiloso; orientação aos agentes do mercado regulado e ao público em geral; e execução de outras atividades finalísticas inerentes ao exercício da competência da Anvisa.

6. Realizar o seu planejamento para atacar a prova discursiva

É muito comum que o candidato comece seu texto dissertativo sem nenhum planejamento, sem nenhuma estratégia de ataque. É um erro grave e já ocasionou a reprovação de vários candidatos em diversas provas.

Apresento aqui uma fórmula desenvolvida para facilitar o processo de se escrever. Tem cinco fases distintas que devem ser seguidas na ordem disposta. Vamos a elas:

I. Interpretar o enunciado

O candidato deve entender o que o examinador quer. Tem um ditado que diz que:

90% dos problemas traz no enunciado a sua resposta”, é maios ou menos essa a ideia. Mais à frente apresentaremos uma série de enunciados de provas de concursos para que o candidato se torne íntimo desse tipo de questão. Mas agora, veja esse enunciado:

Dissertar sobre os direitos fundamentais, a diferença com relação às garantias fundamentais, suas delimitações e características, mais especificamente a respeito da imprescritibilidade, inalienabilidade e irrenunciabilidade, bem como sua classificação

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em gerações (dimensões), levando-se em conta o momento de seu surgimento e reconhecimento pelos ordenamentos constitucionais.

A princípio, parece-nos um enunciado cumprido e difícil de entender. Mas não é.

Vamos melhorar isso aí. Olhem:

Qual é o tema da questão? Se o comando pede para dissertar sobre direitos fundamentais, logo no começo, e todas as outras coisas do comando tem a ver com isso, só pode ser o tema.

TEMA: Direitos Fundamentais

Se o tema é esse, vamos separar o restante em problemas, pois é a única coisa que sobra do comando: uma série de problemas.

Problema 1: a diferença com relação às garantias fundamentais;

Problema 2: suas delimitações e características, mais especificamente a respeito da imprescritibilidade, inalienabilidade e irrenunciabilidade;

Problema 3: classificação em gerações (dimensões), levando-se em conta o momento de seu surgimento e reconhecimento pelos ordenamentos constitucionais.

Ficou simples agora. Traduzimos um enunciado complexo para uma forma mais conhecida. É só seguir adiante.

Lembre-se de citar cada um dos problemas estabelecidos pelo examinador. É

obrigatório.

II. Roteirizar o texto

Nesse item, o candidato deverá decidir a respeito da sua tese e escolher a forma e os argumentos para cada parágrafo do seu texto. Mais à frente, estudaremos o que é argumentação e quais os seus tipos.

III. Rascunhar o texto

É aqui que o candidato de fato começa e escrever. Utilize seu roteiro como guia e desenvolva seu texto. Não há problema em errar. Ainda é o rascunho. Tente ser objetivo no seu texto. Escreva o essencial de forma simples.

IV. Revisar o texto

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Diante do rascunho finalizado o candidato deve ler o texto, quantas vezes necessárias, e realizar as mudanças, correções, alterações, exclusões ou inclusões e ajustes que forem necessários. O candidato deve deixar o texto finalizado para ser passado

a limpo.

V. Passar a limpo

Nessa fase o candidato deve ter muita atenção. As rasuras têm de ser evitadas. Elas podem tirar pontos preciosos. Contudo, às vezes cometemos enganos e o que deveria ser “exceção” vira “excessão”. O que fazer nesse caso? Simples: o candidato deverá apenas (eu disse: apenas!) passar um risco horizontal por toda a palavra, termo, frase ou linha e escrevê-la imediatamente à sua frente. Supondo um texto qualquer, essa é a forma correta de se rasurar: vários feriados brasileiros tem origem religiosa, à excessão exceção de um

feriado que todos sabem faz parte da cultura de outra

Mas atenção! O excesso de rasuras mesmo da forma correta é punível. O examinador pode acreditar que dependendo da quantidade de rasuras, faltou planejamento para o candidato na hora de rascunhar ou passar o seu texto a limpo.

Além disso, o candidato deve estar se perguntando a respeito da sua letra na hora de passar o texto a limpo. Poderá ser cursiva ou de fôrma, ou até misturar as modalidades de letras. Todavia, deve distinguir as maiúsculas das minúsculas. Isso é feito não pelo tamanho, mas sim pelo fato da letra maiúscula estar sob a forma de “caixa alta”.

Desde que legível, não há problema que a letra não seja a mais bela. Assim, é essencial que seja legível, entendível, caso contrário poderá ser o candidato punido com “nota zero”. Para aqueles que escrevem garranchos indecifráveis, a dica é ser cuidadoso e caprichar nessa hora. Dê o seu melhor e treine muito para melhorar.

O que são argumentações?

Um bom texto dissertativo é dividido em tópicos. Normalmente, em cada parágrafo trata-se uma ideia diferente, mas que se relaciona à sua tese que é a ideia central de toda

a redação.

As argumentações são as diversas formas que podemos abordar a ideia em cada parágrafo. A maioria serve tanto para criar a introdução como o desenvolvimento. Obviamente que, devem-se realizar os devidos ajustes, tanto para um, quanto para outro.

O candidato deverá analisar o tema e o problema a serem abordados. Daí, escolher aquele que melhor se encaixar a ideia daquele parágrafo.

Quais os tipos de argumentação?

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Na verdade, existem vários tipos de argumentação. Veremos alguns deles aqui. Os mais importantes.

I. Contextualização

Esse tipo de argumentação é muito utilizada para a introdução, não sendo tão útil para parágrafos de desenvolvimento. Pode ser utilizada para quase qualquer tipo de tema. Ela é muito eficaz quando estamos com pouco tempo para fazer a redação, pois ela já está quase pronta no enunciado.

Para parágrafos de introdução, é o mais simples e mais básico que existe. É considerado por alguns estudiosos de dissertação como uma introdução com características escolares. Na verdade ela já está pronta no enunciado, o candidato apenas acrescentas elementos de coesão e algum(s) argumento(s).

O candidato poderá iniciar a introdução situando o leitor de onde, quando e como a respeito do assunto e apresentando sua tese. Logo após apresente o(s) problemas e o(s) argumento(s) de forma bem objetiva.

Já com relação ao desenvolvimento, o candidato deverá apresentar a sua IP (Ideia Principal) para aquele parágrafo mais onde, quando e como. Logo após acrescentar fatos, dados, legislações, elaborações que a comprovem. O candidato pode inverter a ordem. Primeiro os fatos, depois a IP.

a) Exemplo de Introdução

Tema: Terrorismo nos eventos esportivos sediados pelo Brasil

Problema 1: O que é terrorismo?;

Problema 2: Grupos terroristas no Brasil;

Problema 3: Fale a respeito da segurança nas fronteiras brasileiras.

Nos próximos anos, o país sediará dois grandes eventos esportivos: a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. No entanto, a ameaça de ataques terroristas ganha contornos preocupantes e assuntos como: o que é terrorismo?; a presença de grupos terroristas no Brasil; e a segurança nas fronteiras dominam os debates nas forças responsáveis pela segurança nacional.

Vamos dificultar um pouco mais as coisas. Bolei um tema que não é tão acessível a esse tipo de introdução. Como falei acima: “Pode ser utilizada para quase qualquer tipo de tema.”. Quase qualquer tipo de tema. Cabe a o candidato analisá-lo e ver qual o tipo de argumentação se encaixa no tema e qual ficará melhor.

Exemplo de Introdução

Tema: Os costumes

Problema 1: fale sobre a relação entre fé e costumes;

Problema 2: o que são os costumes?

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No país, desde os tempos mais remotos, vários tipos de costumes fazem parte da rotina das pessoas. Alguns têm origem religiosa, como é o caso da privação de algum alimento ou de algo que traga prazer à pessoa, ou ainda, dos rituais para santos e seres místicos. Muito comum durante a quaresma. O fato é que por representarem regras sociais resultantes de uma prática reiterada dominam a vida dos brasileiros.

b) Exemplo de desenvolvimento

Tema: Energia

Atualmente, a geração de energia elétrica no Brasil é cerca de 80% produzida a partir de hidrelétricas, 11% por termoelétricas e o restante por outros processos. A partir da usina a energia é transformada, em subestações elétricas, e elevada a níveis de tensão e transportada em corrente alternada através de cabos elétricos, até as subestações rebaixadoras, delimitando a fase de transmissão.

Utilize para compor sua introdução: Nos dias atuais/em 2012, nos anos 80/na última

década, semana, ano, evento, século

importância; são temas frequentes na mídia/nos jornais/na tv/nos meios de comunicação;

são temas que trazem grande preocupação para todos/para o governo/para o executivo/para os três poderes/para o judiciário/para o executivo/para a Presidenta

É assunto frequente/relevante/de grande

II. Exemplificação

O candidato poderá iniciar a introdução com a sua tese e logo após apresentar um

ou mais exemplos de fatos, dados, elaborações, ideias que tenham a ver com o tema. Podem ser os problemas. O candidato deve analisá-los, tema e problemas, e ver como podem se encaixar. Cuidado para a introdução não ficar muito cumprida. O candidato pode inverter a ordem. Primeiro dê os exemplos, depois apresente a tese.

Já com relação ao desenvolvimento, o candidato deverá apresentar a sua IP para aquele parágrafo e logo após enumerar um ou mais exemplos de argumentos para comprová-la (esquema do parágrafo ideal). O candidato pode inverter a ordem. Primeiro dê os exemplos, depois apresente a IP.

a) Exemplo de Introdução

Tema: A tecnologia como propulsor da humanidade

Problema 1:relação entre tecnologia e ciência;

Problema 2: a ciência e as diversas áreas do conhecimento;

Problema 3: a utilização de ferramentas e do aprendizado adquiridos.

O grande salto da agricultura mundial, a nanotecnologia ciência dos pequenos

componentes e a astronomia são exemplos de benefícios proporcionados pela tecnologia.

Ela é uma das grandes responsáveis pelo avanço da humanidade. É normalmente consequência da ciência e pode envolver diversas áreas do conhecimento humano. Além

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disso, a cada dia a tecnologia avança mais, pois com a utilização de ferramentas e do aprendizado adquiridos a sociedade dá grandes saltos para o futuro.

b) Exemplo de desenvolvimento

Tema: Meio ambiente

No mundo inteiro, dispensa-se atenção adicional às mudanças climáticas. Recentes estudos demonstram que as mudanças climáticas ocorrem de forma avançada. Exemplo disso é a escassez de chuvas, a mudança no habitat de certas espécies, a extinção de certas formas de vida animal e vegetal e a repetição de tragédias envolvendo os tornados, ciclones e tempestades dos mais variados níveis.

O candidato pode começar assim também: “O melhor exemplo de “algo” no Brasil/no

mundo/ na América Latina é “tal coisa”

No Brasil, o melhor exemplo de respeito às leis, às vezes, vem daqueles que são mais humildes. É comum encontrarmos nas classes com menos renda, pessoas que seguem as regras da vida em civilização sem jamais se deixar levar para o outro lado. É a honestidade em questão.

III.

Controvérsia

Esse método é utilizado quando o tema apresenta dois lados opostos. Podem ser duas perspectivas, dois momentos, dois conceitos, aspectos positivos e negativos, favoráveis e contrários, prós e contras etc. Muito útil para aqueles temas com teor polêmico.

É mais utilizado (na introdução) quando os problemas não são dados. O candidato é quem os delimita e os estabelece. O candidato poderá iniciar a introdução com a sua tese e logo após apresentar os dois lados. Daí, durante o desenvolvimento, o candidato deve detalha-los. Um de cada vez, é claro, e um em cada parágrafo, pelo menos. Eles podem ser os problemas, ou ainda, o candidato poderá acrescentar outro(s) problema(s).

No caso do desenvolvimento, o candidato poderá apresentar num mesmo parágrafo os dois lados do tema, de forma resumida. Isso para quando os problemas já foram delimitados e um deles é apresentar os dois lados do tema. Analise o comando e veja como foi solicitado.

a) Exemplo de Introdução

Tema: Redução da maioridade penal

A redução da maioridade penal é um assunto que gera calorosos debates no Brasil.

Os que são favoráveis, afirmam que assim como o crime é radical, também a justiça deve ser, cortando o mal pela raiz, porque os bandidos aproveitam da idade dos menores com a certeza da impunidade. Já os contrários, dizem que isso poderia piorar as coisas. Na verdade, poderia levar a consequências mais danosas para a vida dos adolescentes e que dificilmente ele poderia se recuperar socialmente tendo contato com criminosos adultos nas prisões.

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b) Exemplo de desenvolvimento

Tema: Economia

A economia brasileira passa, desde 2011, por uma crise com efeitos por enquanto não tão graves. Sob a ótica econômica, o Planalto deu incentivos para as empresas reduzindo e prorrogando uma série de impostos o que devolveu certo fôlego ao consumo. Sob a ótica social, o governo manteve a política assistencialista mantendo e, em alguns casos, ampliando os programas sociais.

IV. Causas e Consequencias

Esse método é utilizado quando o tema apresenta causas e consequências e também quando os problemas não são dados, no que se refere à introdução. O candidato é quem os delimita e os estabelece.

O candidato poderá iniciar a introdução com a sua tese e logo após apresentar as causas e as consequências que dizem respeito ao tema. Daí, durante o desenvolvimento, o candidato deverá detalha-las, cada uma, em pelo menos um parágrafo. Elas podem ser os problemas, ou ainda, o candidato poderá acrescentar outro(s) problema(s).

No caso do desenvolvimento, o candidato poderá apresentar num mesmo parágrafo as causas e consequencias, de forma resumida. Isso para quando os problemas já foram delimitados e um deles é apresentar as causas e consequências. Analise o comando e veja como foi solicitado. Segue o mesmo formato da introdução.

a) Exemplo de Introdução

Tema: Economia/Desemprego

Embora a geração de empregos tenha aumentado nos últimos anos, graças ao crescimento da economia, ainda existem milhões de brasileiros desempregados. As principais causas são: demanda ainda maior que a oferta de postos de trabalho, a falta de uma boa formação educacional e de qualificação profissional de qualidade. As consequências disso não são as melhores para o país, entre elas: crescimento da economia informal e aumento de benefícios pagos pelo governo.

Tema: Violência nas escolas

Atualmente é visível a manifestação da violência na sociedade em geral e nas escolas em particular. Frente a essa realidade, torna-se necessária uma análise sobre o tema que considere não a violência nas escolas em si, mas os elementos a ela ligados. Especialistas apontam como causa para isso o abandono e a negligência dos pais e as privações afetivas e sociais. E as consequências são: baixo rendimento escolar e problemas na sua formação como cidadão.

b) Exemplo de Desenvolvimento

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Tema: Meio ambiente/Aquecimento global

O Aquecimento global é um fenômeno climático de larga extensão. Alguns especialistas afirmam que suas causas estão relacionadas às atividades humanas, que intensificam o efeito de estufa por meio do aumento na queima de gases de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão mineral e gás natural e desmatamentos. Suas consequências podem ser drásticas: aumento no nível do mar, enchentes e secas. Outros efeitos prováveis incluem alterações na frequência e intensidade de eventos meteorológicos extremos, extinção de espécies e variações na produção agrícola.

V. Conceituação

Vamos explicar o “tema”. Isso. Colocaremos o conceito do tema. É claro que esse método deve ser utilizado naquele tema que se encaixa em sua estrutura. Mas ele se encaixa na maioria dos temas.

O candidato poderá iniciar a introdução com a sua tese como conceito. Não esqueça

os elementos obrigatórios da introdução. Cuidado para não ficar muito extensa.

Com relação ao desenvolvimento, o candidato deverá apresentar a sua IP (Ideia Principal) como conceito e logo após fatos, dados, argumentos que o sustentem.

a) Exemplo de Introdução

Tema: Energias renováveis

Problema 1:A energia solar e sua captação;

Problema 2: A energia eólica e sua aplicabilidade;

Problema 3: No que consiste a energia geotérmica.

A energia renovável é a energia que vem de recursos naturais, que são recursos

renováveis (naturalmente abastecidos). A energia solar (obtida pela luz do sol) é captada

por meio de painéis. A energia eólica (obtida pela ação dos ventos) também é produzida pelo sol e já é utilizada em vários países, sobretudo para o transporte marítimo. Já a energia geotérmica é produzida pelo calor interno da terra que chega até a crosta terrestre.

Exemplo de desenvolvimento

Tema: Educação

No seu sentido mais amplo, educação significa o meio em que os hábitos, costumes e valores de uma comunidade são transferidos de uma geração para a geração seguinte. A educação vai se desenvolvendo por meio de situações presenciadas e experiências vividas por cada indivíduo ao longo da sua vida.

Tema: Terrorismo - Segurança

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Terrorismo é o uso de violência, física ou psicológica, por meio de ataques localizados a elementos ou instalações de um governo ou da população governada. A intenção é incutir medo, terror, e assim obter efeitos psicológicos que ultrapassem largamente o círculo das vítimas, incluindo, antes, o resto da população do território. É utilizado por uma grande gama de instituições como forma de alcançar seus objetivos, como organizações políticas de esquerda e direita, grupos separatistas e até por governos no poder.

O candidato pode conceituar, também, falando sobre a composição de algo, das

condições de criação de um órgão ou entidade, ou seja, apresentando uma definição de

algo. Veja o exemplo abaixo:

Tema: Saúde

O sistema de saúde brasileiro é composto por um grande sistema público, gerido

pelo governo, chamado S.U.S. (Sistema Único de Saúde), que serve a maioria da população, e pelo setor privado, gerido por fundos de seguros de saúde privados e empresários.

VI.

Enumeração

O candidato deverá iniciar a introdução com uma enumeração de fatos que tenha a

ver com o tema. Podem ser os problemas. Cuidado para a introdução não ficar muito extensa.

Com relação ao desenvolvimento, o candidato deverá apresentar a sua IP para aquele parágrafo e logo após enumerar os argumentos para comprová-la (esquema do parágrafo ideal). Pode inverter a ordem. Primeiro enumere os argumentos, depois apresente a IP.

A enumeração difere da exemplificação porque aqui o candidato apenas enumera

fatos, argumentos, ideias. Tem que ser mais de um argumento para se enumerar. Na exemplificação o candidato utiliza exemplo(s) de alguma coisa. Existe uma ideia central da qual os argumentos são exemplo(s). Pode ser apenas um exemplo. Já na enumeração os argumentos estão ligados a uma ideia central, mas não são exemplos de uma mesma coisa.

a) Exemplo de Introdução

Tema: A nova Lei Seca

Problema 1: Diferenças entre a antiga lei e a nova;

Problema 2: Novas formas de comprovação da embriaguez;

Problema 3: A efetividade da nova lei.

Um projeto que virou lei, acabou com a exigência dos 6 (seis) decigramas de álcool por litro de sangue para comprovar a embriaguez do motorista. A nova Lei Seca é a

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afirmação de que a sociedade não aguenta mais a impunidade e o grande número de mortes que combinam bebida e direção. Diferenças entre a antiga e a nova lei, novas formas de comprovação da embriaguez e a efetividade do novo diploma são assuntos que dominam os debates nacionais.

b) Exemplo de desenvolvimento

Tema: saúde

Embora o Brasil tenha avançado na área social nos últimos anos, ainda persistem muitos problemas que afetam a vida dos brasileiros. Violência e criminalidade, poluição, desemprego, serviços de saúde ruins, educação de má qualidade, desigualdade social e falta de moradia são alguns deles.

VII.

Citação

O candidato poderá iniciar a introdução com uma citação de alguém, um estudioso, um pensador, um livro, uma reportagem, uma lei, um artigo etc. Deve ser uma citação objetiva, pois deverá comportar ainda - os componentes obrigatórios da introdução. Deixe espaço para eles. Daí, apenas cite os problemas envolvendo-os em um, dois ou três pequenos argumentos. Cuidado para a introdução não ficar muito extensa.

Com relação ao desenvolvimento, o candidato poderá usar uma citação na íntegra. Ou ainda, construa a IP com uma citação e logo após acrescente os argumentos para comprová-la (esquema do parágrafo ideal). O candidato pode inverter essa ordem também.

a) Exemplo de Introdução

Tema: Saúde no Brasil

Problema 1: Fale sobre a previsão constitucional acerca da saúde;

Problema 2: Acesso à saúde pelos mais pobres;

Problema 3: Sugira soluções para os problemas.

Segundo o art. 196. da CF (Constituição Federal), “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.” Sendo assim, o acesso à saúde de qualidade deveria ser proporcionado a todos. Não é o que acontece na prática. As soluções para o problema não são fáceis, porém são possíveis.

b) Exemplos de Desenvolvimento

Tema: Política

Em declaração à imprensa, a presidente Dilma destacou a importância do encontro para aproximar a América Latina e a África na construção de um mundo multipolar. No

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discurso, Dilma afirmou que a Nigéria faz parte da história do Brasil e fará parte também do futuro da nação.

Tema: Economia

Keynes afirmava que a premissa fundamental para se compreender uma economia encontrava-se na simples observação dos níveis de consumo e investimento do governo, das empresas e dos próprios consumidores. Partindo desse princípio, a doutrina keynesiana aponta que no momento em que as empresas tendem a investir menos, inicia-se todo um processo de retração econômica que abre portas para o estabelecimento de uma crise.

Tema: Violência

Antonio Paiva Rodrigues já dizia que “a violência é o maior câncer da sociedade, seu crescimento transformasse em neoplasia de tristezas e queixumes e somente a paz e o amor podem dizimá-la.” A violência urbana é um problema que afeta a ordem pública e toda a sociedade, independente de classe social, englobando diversos tipos de violência:

doméstica, escolar, dentro das empresas, contra idosos, crianças, entre outras.

VIII. Questionamento/Pergunta

Esse método é muito utilizado para temas polêmicos. O candidato poderá iniciar ou finalizar a introdução com uma pergunta. Apresente sua tese a respeito do tema e, logo após, apresente os problemas e os argumentos. Em seguida, faça um questionamento a respeito do tema.

Com relação ao desenvolvimento, o candidato poderá apresentar a IP daquele parágrafo e após fazer a pergunta. Ou vice-versa. A ordem não importa.

Entretanto, não se esqueça: o candidato deve responder ou indicar a “provável” solução para o questionamento durante os próximos parágrafos. Pode ser, inclusive, na conclusão.

a) Exemplo de Introdução

Tema: As inovações trazidas pelas alterações na Lei Seca

Problema 1: Diferenças entre a antiga lei e a nova;

Problema 2: Novas formas de comprovação da embriaguez;

Problema 3: A efetividade da nova lei.

A nova Lei Seca é a afirmação de que a sociedade não aguenta mais a impunidade e o grande número de acidentes e mortes que resultam da combinação de bebida e direção. Nesse contexto, várias são as questões acerca do tema: Quais as diferenças entre a antiga e a nova lei? Quais as novas provas aceitas na comprovação da embriaguez? Qual a efetividade do novo diploma?

b) Exemplo de Desenvolvimento

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Tema: Sociedade/Cultura

Guerra nuclear, pandemia viral, mudança climática: a suposta profecia maia não será cumprida, mas o apocalipse já começou e a agonia será lenta, alertam os cientistas. Será que essas teorias do fim do mundo realmente tem algum fundamento científico?

IX.

Declaração

O candidato poderá iniciar a introdução com uma declaração a respeito do tema

(afirmação). Deve ser uma declaração objetiva, pois deverá comportar ainda - os componentes obrigatórios da introdução. Deixe espaço para eles. Daí, apenas cite os problemas envolvendo-os em um, dois ou três pequenos argumentos. Cuidado para a introdução não ficar muito extensa.

Com relação ao desenvolvimento, o candidato poderá usar uma, duas ou três declarações. Ou ainda, construa a IP com uma única declaração e logo após acrescente os argumentos para comprová-la (esquema do parágrafo ideal). Pode inverter a ordem.

Diferentemente da conceituação, na declaração o candidato não, necessariamente, explica o assunto. O candidato pode explicar ou não. Na verdade coce declara, afirma algo que se relaciona com o tema. Pode ser qualquer coisa que tenha relação com o tema e que se encaixe no contexto da sua redação. Podem ser várias afirmações a respeito do tema ou apenas uma única afirmação.

a) Exemplo de Introdução

Tema: Mandado de Injunção

O mandado de injunção garante o exercício do direito do cidadão ou do grupo de

cidadãos. Esse instrumento legal deve ser utilizado sempre que autoridade pública se negue a respeitar um direito constitucional por não existir uma lei que o regulamente. A decisão do juiz acerca daquele caso concreto fica valendo como lei pelas partes.

b) Exemplo de Desenvolvimento

Tema: Demissão

A demissão pode representar um dos momentos de maior dificuldade para os

profissionais. A verdade é que o a demissão é difícil tanto para quem perde o emprego como para quem dá o recado. É impossível calcular qual será a reação da pessoa que recebe a notícia, às vezes é de tristeza, em outras, de alívio, raiva, conformismo etc.

Tema: Educação

Diante das dificuldades recentes, o governo brasileiro decidiu investir na erradicação do analfabetismo. Uma série de políticas públicas voltadas para a especialização do quadro de profissionais da educação garantia de matricula na rede de ensino público para todos e uma revisão das matérias e conteúdos lecionados pelas escolas de todos os anos e níveis são as armas do Estado para essa empreitada.

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O que fazer quando não se sabe muito a respeito do tema?

Nesse caso, os textos motivadores e os textos da prova objetiva têm grande importância. Entretanto, lembre-se: a indicação inicial é ler atentamente os problemas e interpretá-los buscando construir conceitos e raciocínios que auxiliem na identificação de possíveis soluções e respostas para eles. Trazer o problema para um exemplo da realidade, que seja conhecido e estabelecer conexões entre as demais ideias apresentadas nos textos motivadores e no tema, pode auxiliar na estruturação do pensamento.

Temos então que raciocinar significa fazer inferências. A inferência consiste em manipular as informações, fazendo conexões com as pré-existentes, estruturar a ordem dos pensamentos criando linhas de hierarquia entre elas e fazendo análises que apresentam resultados para os problemas propostos pela questão.

O aperfeiçoamento da escrita se dá à medida que aumentamos o nosso conhecimento linguístico, procurando cada vez mais ampliar o nosso vocabulário e o nosso conhecimento em relação aos assuntos abordados.

Dessa forma, diversos são os elementos que participam desta competência, tais como a prática assídua da leitura, dentre outros. E como dito anteriormente, essa busca pelo aperfeiçoamento deve ser constante, e um procedimento de extrema importância, e que merece destaque, é a reescrita textual.

No momento em que escrevemos, vamos formulando as ideias, realizando uma tessitura coesa e organizada, com vistas a tornar a mensagem passível de entendimento para o leitor. Contudo, em certos momentos, cometemos algumas falhas no que se refere à ortografia e à disposição das palavras como um todo, e que somente por meio de uma releitura conseguimos identificá-las.

Reescritura

Dentre a prática da reescrita reside uma forma de intertextualização denominada “Paráfrase”, cuja finalidade é a criação de um texto baseado em outro com as nossas próprias palavras, sem que a ideia (a mensagem) seja alterada.

Parafrasear consiste em transcrever, com novas palavras, as idéias centrais de um texto. O leitor deverá fazer uma leitura cuidadosa e atenta e, a partir daí, reafirmar e/ou esclarecer o tema central do texto apresentado, acrescentando aspectos relevantes de uma opinião pessoal ou acercando-se de críticas bem fundamentadas. Portanto, a paráfrase repousa sobre o texto-base, condensando-o de maneira direta e imperativa. Consiste em um excelente exercício de redação, uma vez que desenvolve o poder de síntese, clareza e precisão vocabular. Acrescenta-se o fato de possibilitar um diálogo intertextual, recurso muito utilizado para efeito estético na literatura moderna. Essa técnica é muito explorada por importantes escritores brasileiros. Veja o exemplo abaixo:

“A mente de Deus é como a Internet: ela pode ser acessada por qualquer um, no mundo todo.” (Américo Barbosa, na Folha de São Paulo).

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Reescrevendo: No mundo todo, qualquer um pode acessar a mente de Deus e a internet. Ou ainda: Tanto a internet quanto a mente de Deus podem ser acessadas, no mundo todo, por qualquer um.

Critérios de avaliação das provas discursivas

As bancas, normalmente, avaliam o candidato sob dois aspectos: microestruturais e macroestruturais. Os aspectos microestruturais, referem-se às noções gramaticais da língua portuguesa e à apresentação visual do texto (margens, parágrafos, legibilidade etc). Já os macroestruturais, referem-se aos aspectos globais do texto como adequação à tipologia textual e o desenvolvimento do conteúdo.

O domínio das normas gramaticais, apesar de importante, é apenas subsidiário nas

dissertações para concurso. Não estou dizendo que não é importante, mas é secundário. O

maior peso (cerca de 80%) é dado aos aspectos macroestruturais.

Resumindo: escrever bem para passar na prova significa compor um texto objetivo e impessoal, atentando-se para a forma e o conteúdo; requer que se coordenem as ideias de forma lógica e clara e que elas sejam expressas por meio de um bom estilo.

As características essenciais que serão exigidas na sua redação são: a clareza e a precisão das ideias, coerência, concisão, coesão e, principalmente, a abordagem consistente do conteúdo proposto.

1. Aspectos Macroestruturais

I. Clareza

É a capacidade de transmitir uma ideia com exatidão, que não permita uma

interpretação equivocada pelo leitor. Ser claro é não dar margem à ambiguidade. O candidato deve ser objetivo e preciso nas suas colocações.

II. Coerência

É construir seu texto baseado numa mesma lógica. É fazer todo o texto falar uma mesma língua. Ser coerente é ser organizado.

Bom texto expressa boa relação entre as ideias. Todas as ideias apresentadas devem estar envolvidas em torno de uma ideia principal: a tese.

Apresentar seu texto com coerência, seguindo uma ordem de ideias, cadenciando introdução, desenvolvimento e conclusão é essencial para o entendimento do texto.

III.

Concisão

É a capacidade de dizer o máximo no mínimo de linhas. Na dissertação, o candidato deve se preocupar mais com a qualidade do que com a quantidade. Escrever muitas linhas

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não significa que o candidato domina o tema. Pelo contrário. Muitas vezes a chance de se errar é muito maior. Escreva o essencial e dispense aquilo que não tem relevância ou que não contribui para o valor da dissertação. O candidato deve ser objetivo.

IV.

Coesão

É a relação adequada entre as ideias ou os vocábulos. Coesão é a conexão, ligação, harmonia entre os elementos de um texto. Percebemos tal definição quando lemos um texto e verificamos que as palavras, as frases e os parágrafos estão entrelaçados, um dando continuidade ao outro.

Os elementos de coesão determinam a transição de ideias entre as frases e os parágrafos.

Observe a coesão presente no texto a seguir:

“Os sem-terra fizeram um protesto em Brasília contra a política agrária do país, porque consideram injusta a atual distribuição de terras. Porém o ministro da Agricultura considerou a manifestação um ato de rebeldia, uma vez que o projeto de Reforma Agrária pretende assentar milhares de sem-terra.”

JORDÃO, R., BELLEZI C. Linguagens. São Paulo: Escala Educacional, 2007, p. 566

As palavras destacadas têm o papel de ligar as partes do texto. Podemos dizer que elas são responsáveis pela coesão do texto.

a. Tabela de conectores e seus sentidos

Em gramática, articuladores do discurso ou conectores são expressões que num texto ligam palavras e frases.

Os conectores são, assim, palavras ou expressões que se utilizam para especificar as relações entre vários segmentos linguísticos de um texto - sequencializam as ideias e estabelecem ligação entre elas.

O uso correto de conectores permite uma maior coesão textual e envolve uma compreensão facilitada da globalidade do texto.

Os conectores pertencem a diversas classes de palavras - conjunções - (ou locuções conjuncionais) coordenativas e subordinativas, advérbios (ou locuções adverbiais), preposições (ou locuções prepositivas), expressões adjetivas ou até orações completas.

Relação de sentido

Elementos de ligação de ideias

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Prioridade, relevância

Em primeiro lugar, acima de tudo precipuamente, principalmente, primordialmente, sobretudo.

Tempo (freqüência, duração,

Então, enfim, logo, logo depois, imediatamente, logo após, a princípio, pouco antes, pouco depois, anteriormente, posteriormente, em seguida, afinal, por fim, finalmente, agora, atualmente, hoje, freqüentemente, constantemente, às vezes, eventualmente, por vezes, ocasionalmente, sempre, raramente, não raro, ao mesmo tempo, simultaneamente, nesse ínterim, nesse meio tempo, enquanto, quando, antes que, depois que, logo que, sempre que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, apenas.

ordem,

sucessão,

anterioridade, posteridade)

Semelhança,

comparação,

Igualmente, da mesma forma, assim também, do mesmo modo, similarmente, semelhantemente, analogamente, por analogia, de maneira idêntica, de conformidade com, de acordo com, segundo, conforme, sob o mesmo ponto de vista, tal qual, tanto quanto, como, assim como,bem como, corno se.

conformidade

Condição, hipótese

Se, caso, eventualmente, desde que, contanto que, a não ser que, salvo se, como, conforme, segundo, de acordo com, em conformidade com, consoante, para, em consonância.

Alternância

Ou, ora…ora, já…já, seja…seja, quer, quer.

Explicação

Pois, porque, por, porquanto, uma vez que, visto que, já que, em virtude de.

Fazer concessão

Apesar de, embora, ainda que, se bem que, por mais que,por menos que, por melhor que, por muito que, mesmo que.

Para concluir

Portanto, por isso, assim sendo, por conseguinte, conseqüentemente, então, deste modo, desta maneira, em vista disso, diante disso, mediante o exposto, em suma, em síntese, em conclusão, enfim, em resumo, portanto, assim, dessa forma, dessa maneira, logo, pois, portanto, pois, (depois do verbo), com isso, desse/deste modo; dessa/desta maneira, dessa/desta forma, assim, em vista disso, por conseguinte, então, logo, destarte.

Para incluir

Também, inclusive, igualmente, até (inclusive)

Adição, continuação

Além disso,outrossim, ainda mais, ainda por cima, por outro lado, também e as conjunções aditivas (e nem, não só…mas também e, nem, também, ainda além de, não apenas…como também, não só…bem como, também, inclusive igualmente, até, bem como, não só… mas ainda, não somente mas também, alem de, com efeito, por outro lado, ainda, realmente, ora, acrescentando-se que, acrescente- se que, saliente-se ainda que, paralelamente, ademais, alem do que, tanto…quanto, como se não bastasse,tanto… como.

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Dúvida

Talvez, provavelmente, possivelmente, quiçá, quem sabe, é provável, não é certo, se é que.

Certeza, ênfase

De

certo,

por

certo,

certamente,

indubitavelmente,

inquestionavelmente, sem

dúvida,

inegavelmente,com

toda

a

certeza.

Surpresa, imprevisto

Inesperadamente,

inopinadamente,

de

súbito,

imprevistamente

surpreendentemente.

 

Ilustração, esclarecimento

Por exemplo, isto é, quer dizer, em outras palavras, ou por outra, a saber.

Propósito,

intenção,

Com o fim de, a fim de, com o propósito de

 

Finalidade

 

Lugar,

proximidade,

Perto de, próximo a ou de, junto a ou de, dentro fora, mais adiante, além,acolá, lá, ali, algumas preposições e os pronomes demonstrativos.

distância

Resumo,

recapitulação,

Em suma, em síntese, enfim, em resumo, portanto, assim, dessa forma, dessa maneira, por isso, assim sendo, por conseguinte, conseqüentemente então, deste modo, desta maneira,em vista disso, diante disso.

conclusão

Causa,

conseqüência

e

Assim, de fato, com efeito, que, já que, uma vez que, visto que, por conseguinte, logo, pois (posposto ao verbo), então conseqüentemente, em vista disso, diante disso, em vista do que, de (tal) sorte que, de (tal) modo que de, (tal) maneira que…, por conseqüência, como resultado, tão…que, tanto…que, tamanha(o)…que, tal … que…,decorrente de, em decorrência de, conseqüentemente, com isso, que, porque, pois, como, por causa de, já que, uma vez que, porquanto; na medida em que, visto que.

explicação

Contraste, restrição, ressalva

oposição,

Pelo contrário em contraste com, salvo, exceto, menos, mas, contudo, todavia, entretanto, embora, apesar, ainda que, mesmo que, posto que, conquanto que, se bem que, por mais que, por menos que, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, senão, opor-se, contrariar, negar, impedir, surgir em oposição, surgir em contraposição apresentar em oposição, ser contrário.

Afirmação

Consistir, constituir, significar, denotar, mostrar, traduzir-se por, expressar, representar, evidenciar.

Causalidade

Causar, motivar, originar, ocasionar, gerar, propiciar, resultar, provocar, produzir, contribuir, determinar, criar.

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Finalidade

Visar, ter em vista, objetivar, ter por objetivo, pretender, tencionar, cogitar, tratar, servir para, prestar-se para.

Palavras de transição

Palavras responsáveis pela coesão do texto por estabelecem a inter- relação entre os enunciados (orações, frases, parágrafos), são preposições, conjunções alguns advérbios e locuções adverbiais. Inicialmente (começo introdução) desde já (começo introdução) a principio, a priori (começo), em primeiro lugar (começo)além disso (continuação), do mesmo modo (continuação), acresce que (continuação), ainda por cima (continuação), bem como (continuação), outrossim (continuação), enfim (conclusão), dessa forma (conclusão), em suma (conclusão), nesse sentido, nesse âmbito (conclusão), portanto (conclusão), afinal (conclusão),logo após (tempo), ocasionalmente (tempo), posteriormente (tempo)atualmente (tempo), enquanto isso (tempo), imediatamente (tempo), não raro (tempo), concomitantemente (tempo), igualmente (semelhança, conformidade), segundo (semelhança, conformidade), conforme (semelhança conformidade) assim também (semelhança, conformidade), de acordo com (semelhança, conformidade), daí (causa e conseqüência), por isso (causa e conseqüência), de fato (causa e conseqüência), em virtude de (causa e conseqüência), assim (causa é conseqüência) naturalmente (causa e conseqüência), então (exemplificação esclarecimento), por exemplo (exemplificação, esclarecimento) isto é (exemplificação esclarecimento), a saber (exemplificação, esclarecimento), em outras palavras (exemplificação esclarecimento), ou seja (exemplificação esclarecimento) quer dizer (exemplificação esclarecimento) rigorosamente falando (exemplificação, esclarecimento).

Coesão por substituição

Substituição de um nome (pessoa, objeto, lugar etc) verbos períodos ou trechos do texto por uma palavra ou expressão que tenha sentido próximo, evitando a repetição no corpo do texto.Ex.: Porto Alegre pode ser substituída por “a capital gaucha;Castro Alves pode ser substituído por “O Poeta dos Escravos ;João Paulo II: Sua Santidade;

Vênus: A Deusa da Beleza.

b. Formas de se iniciar os parágrafos

Além da tabela dos conectores, preparei, também, outra muito útil. Com estes termos e frases o candidato nunca mais terá problemas para iniciar, desenvolver, conectar, melhorar, clarificar ou concluir qualquer parágrafo da sua dissertação. Contudo, não é uma fórmula fechada. O candidato deverá analisar bem o que quer dizer no seu parágrafo de forma a escolher a que melhor se encaixa no contexto específico. Existem inúmeras. Essas são apenas algumas delas. Utilize para:

Iniciar a Introdução

Iniciar o Desenvolvimento

Iniciar a Conclusão

Continuar a Conclusão

 

É de conhecimento geral

a) Frases para parágrafos

Em

virtude

dos

fatos

somos

levados

a

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que/É do conhecimento de todos que

que

explorem

causas

e

mencionados

 

acreditar que

 

consequências:

     

Ninguém

desconhece

Ao

se examinarem algumas

Por isso tudo

 

é-se levado a acreditar que

que

das causas/consequências… verifica-se que …

 

Concluindo

Com o intuito de

 

Diante

 

da

entendemos que

Muitos

devem

ainda

se

De

acordo com as causas

argumentação

 

entende-se que

lembrar

     
 

Observando as condições

Levando-se

 

em

concluímos que

Acredita-se que

 

consideração

esses

 

A

análise

dos

aspectos

aspectos

conclui-se que

Dizem os

 

(delimitar

mostra

 

quem: especialistas, políticos, parlamentares,

Pode-se

mencionar,

por

Dessa forma

percebemos que

defensores, juristas )

 

exemplo…,

 

Em vista dos argumentos apresentados

percebe-se que

Todos

sabem

que,

em

Em

consequência disso, vê-

resta aos homens, ao Estado, ao Governo, ao povo, à sociedade

nosso

país,

tempos,

se, a todo instante,…

 

Em

vista

do

que

foi

observa-se…

   

mencionado

 

Obs.: nesse caso, utilizei circunstância de lugar (em nosso país) e de tempo (há tempos). Isso é só para mostrar que é possível acrescentar circunstâncias diversas na introdução, ou seja, quase qualquer tipo de advérbio. Outro elemento com o qual se deve tomar muito cuidado é o pronome se. Nesse caso, ele é partícula apassivadora, portanto o verbo deverá concordar com o elemento

que vier à frente (singular

Em

contrapartida

     

b)

Frases para parágrafos

Dado o exposto

 

é imprescindível que todos se conscientizem de que

que explorem prós e contras

Diante

do

exposto.

Mediante o exposto

   

Alguns argumentam que/Além disso/Isso sem contar que

 

nos

resta esperar

Tendo em

vista

os

que

aspectos observados

   

é preciso que

Outros, porém,…

 

Levando-se em conta o que foi observado

é necessário que

Os

defensores

alegam

que

Em

virtude

do

que

foi

faz-se necessário que

mencionado

 

Para

 

os

 

favoráveis/contrários

Por

aspectos

todos

esses

ou

plural)

outros pensam/afirmam

Cogita-se, com freqüência de… (advérbio de modo)

que

Sendo assim

Por outro lado…

 

Não

obstante

a

tudo

Muito

se

tem

discutido,

Outro fator existente

 

isso

recentemente,

 

acerca

 

de…

 

c)

Frases para parágrafos

Muito se debate, hoje em dia…

que explorem trajetória histórica

Pela observação dos aspectos analisados

Portanto

/

logo

/

No século… / Em meados dos anos… Quando…, percebia-se que…

então

Obs.:

 

Partícula

apassivadora

novamente.

- Em

face

das normas

Cuidado

com

a

 

adotadas

 

concordância.

 

Atualmente,

 

observa-se

 

- À

vista

O

(A,S)

 

é de

que…

 

do exposto

   

- Ante

os fatos

fundamental importância

Com o passar do tempo

 

apontados

- Diante

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em… Em outras épocas das evidências - Em vista É de fundamental Há registros históricos
em…
Em outras épocas
das evidências
- Em
vista
É
de
fundamental
Há registros históricos de…
que…
da situação encontrada
importância
o
(a,s)
d) Outras frases:
É
indiscutível
que…/
É
inegável que…
Entre os inúmeros motivos
que levaram
o (ao)
é
Muito
se
discute
a
incontestável que…
importância de…
Além disso…
Comenta-se,
com
freqüência,
a
respeito
Outra
preocupação
de…
constante…
Não
raro,
toma-se
Ainda convém lembrar …
conhecimento,
por
meio
de…, de
Porém,
mas,
contudo,
todavia,
no
entanto,
Apesar
de
muitos
entretanto …
acreditarem
que…
(refutação).
Ao
contrário
do
que
muitos
acreditam…
(refutação).
Expressões do tipo “quanto
ao primeiro item”, “No que
tange ao…” “Finalmente no
que diz respeito…”. Vão dar
coesão ao texto.
Pode-se afirmar que, em
razão de
(devido
a, pelo)
Ao fazer uma análise da
sociedade, busca-se
descobrir as causas de…
Talvez seja difícil dizer o
motivo pelo qual…
Ao analisar o (a, os, a)…,
é possível conhecer o (a,
os, as)…, pois…
Qualquer observador mais
atento consegue perceber
o estado critico da
(assunto) no Brasil/no
Mundo/no estado

2. Aspectos Microestruturais

Mostrarei agora, alguns dos critérios microestruturais utilizados pelas bancas examinadoras na hora de avaliar as dissertações. Não se pretende aqui contemplar todos os aspectos formais dos textos conforme apresentados nas gramáticas normativas de

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referência , mas que abranja procedimentos gerais que requerem padronização de critérios de avaliação.

Na seleção dos aspectos microestruturais a serem abordados, foram utilizados dois critérios: incidência de erros relativos a tais aspectos nos textos avaliados e atualização de regras em gramáticas normativas de referência.

a. Procedimentos gerais de avaliação

1. Antes de iniciar a avaliação, a banca de avaliadores analisa a prova objetiva e a proposta de produção de texto, para se inteirar do contexto em que se insere a proposta e, também, para, durante a avaliação, verificar se, no desenvolvimento do texto do candidato, há cópia de trecho de texto que conste da prova objetiva, sem a devida referência ao texto original e sem o uso de aspas, quando for o caso.

2. A banca de avaliação de aspectos formais de produções textuais (microestrutura) observa os critérios gerais a seguir.

2.1 Qualquer extensão de texto escrito nas linhas é considerada para efeito de cálculo do número de linhas efetivamente escritas. Observação: marcações inadequadas de parágrafo; desrespeito às margens e rasuras são aspectos apenados.

2.2 A linha integralmente riscada pelo candidato não é computada como efetivamente escrita. Observação: linha riscada em que haja palavra(s) ou parte de palavra é computada como efetivamente escrita.

2.3 Nenhuma extensão de texto escrita fora do espaço reservado à transcrição do

texto definitivo é considerada na avaliação.

2.4 A presença de título no texto não é apenada, a não ser que haja determinação contrária expressa em comando da prova. Não é registrado como erro o emprego de letras maiúsculas ainda que todas no título; são registrados como erros o emprego de letra inicial minúscula na primeira palavra do título e o emprego aleatório de maiúsculas e minúsculas.

2.5 O quesito “identificação do candidato” — se explícito na planilha de avaliação é assinalado quando, no texto, houver assinatura, rubrica ou qualquer outra forma de identificação. Os nomes utilizados em situação hipotética que faça parte do comando da questão não são classificados como identificação, porém qualquer outro termo adicional a esse nome é assim considerado.

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2.6 Comumente, nas propostas de questão discursiva e nas redações, espera-se a

elaboração de texto objetivo, referencial, que esteja de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. Atenta-se, portanto, para os usos descritos e abonados por gramáticos

de referência da língua portuguesa.

b. Aspectos avaliados

Os tópicos de microestrutura avaliados em questão discursiva ou em redação são:

Grafia/Acentuação Gráfica

Morfossintaxe

Propriedade vocabular

c. Critérios de avaliação

O trabalho da banca examinadora desenvolve-se com base em critérios de avaliação que seguem a descrição, os ensinamentos, as orientações, as determinações e/ou as codificações expressas em obras de referência acerca de aspectos gramaticais e/ou lexicais da língua portuguesa, tais como gramáticas normativas, dicionários e/ou obras de sistematização da grafia da língua portuguesa, incluindo-se, entre estas, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP).

d. Grafia/Acentuação Gráfica

Parâmetros de avaliação: gramáticas normativas de referência, dicionários da língua portuguesa e VOLP.

Na avaliação dos textos, a banca obedece ao disposto no Decreto n.° 6.583/2008, que promulgou o novo acordo ortográfico da língua portuguesa e que, no parágrafo único do art. 2.°, determina: “A implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1.° de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica em vigor e a nova norma estabelecida.”

1 Legibilidade

1.1 A identificação dos erros de grafia e acentuação gráfica depende, muitas vezes,

da legibilidade, o que exige que o examinador esgote as possibilidades de decifração da letra manuscrita e/ou do sinal gráfico empregado no texto.

1.2 Em caso de rasura que impeça a discriminação de letras na leitura, ou de grafia

que gere dúvida, registra-se erro.

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1.3 Não são apenados elementos relacionados ao talhe da letra do candidato, ou

seja, que demonstrem falhas no desenho da letra, tais como i aberto com pingo deslocado,

acento deslocado para o final da palavra, ou, mesmo, colocado próximo a espaço da linha superior, assim como a ausência de pingo nas letras i e j.

1.4 Não é registrado como erro o emprego de letra de fôrma.

2 Repetição de erro

Se algum erro de grafia ou de acentuação se repete no texto elaborado pelo candidato, ainda que no radical de palavras derivadas (consiência e consientização, por exemplo), registra-se um único erro, preferencialmente em sua primeira ocorrência.

3 Siglas

3.1 É correto o uso de siglas grafadas com letras maiúsculas (ONU, OAB) ou apenas

com a inicial maiúscula, no caso de serem pronunciadas como uma palavra (Petrobras, Prodasen1 etc.).

3.2 Não é registrado como erro o uso de siglas que não tenham sido explicitadas

anteriormente por extenso; ou de siglas pronunciadas como uma palavra e grafadas com

letras maiúsculas (PETROBRAS, PRODASEN etc.); ou, ainda, de siglas com acréscimo de “s” minúsculo ao final, sem apóstrofo, para indicar plural (CPIs, CPFs etc.).

4 Emprego de letra inicial maiúscula

4.1 É correto o uso de letra inicial maiúscula que indica a singularização de nomes,

tais como leis aprovadas pelo Congresso Nacional (Lei de responsabilidade Fiscal, Estatuto do Idoso etc.); termos que representem conceitos políticos: Estado (no sentido de Nação), União, Constituição, Ministério Público, Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, Ministério da Fazenda (ou qualquer outro); nomes das regiões brasileiras: Nordeste, Sudeste, Norte, Sul; nomes de órgãos: Assembleia Legislativa do Estado do Piauí, Câmara Municipal de

Formosa etc.

4.2 As palavras ou expressões Constituição, Estado(s), Município(s), Administração

Pública, Fazenda Pública, Câmara Municipal, Assembleia Legislativa, empregadas em sentido geral, podem ser grafadas com letra inicial maiúscula (como estão na Constituição e na legislação infraconstitucional) ou minúscula.

5 Abreviaturas

5.1 É avaliado como correto o uso de abreviaturas de pronomes de tratamento e as

referentes a leis ou artigos (Sr., art., inc.), sendo, entretanto, apenadas abreviações de uso informal (p/,vc, tb, pq, tá, né etc.).

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5.2 É registrada como erro a omissão do acento da vogal tônica se esta fizer parte

da abreviatura (pag., quim. etc.).

6 Translineação

6.1 Na translineação, a separação de sílabas deve seguir as regras da gramática

normativa.

6.2 É registrada como erro a ausência de marca de translineação.

6.3 É registrada como erro a colocação de hífen no início da linha, caso corresponda

a marca única de translineação.

6.4 Não é registrado como erro o emprego de dois hifens um ao final da linha e o

outro no início da seguinte , em se tratando de palavra simples. Também não é apenado

o emprego de hífen apenas ao final da linha, em se tratando de palavra composta.

6.5 Não são registrados como erros os seguintes casos, desde que as regras de

separação silábica tenham sido cumpridas: (i) uma única vogal deixada em uma das linhas; (ii) formação, por efeito da translineação, de palavras estranhas ao contexto (des- /peito).

7 Acentuação gráfica

7.1 São registrados como erros de acentuação gráfica o emprego ou a omissão de

acento grave, em locuções adverbiais ou em contexto que envolva emprego do artigo

definido “a(s) e a preposição “a” exigida pela regência de uma palavra.

7.2 São registrados como erros de acentuação gráfica o emprego equivocado ou a

ausência dos acentos diferenciais de certas formas verbais (tem/têm, vem/vêm,

contém/contêm).

e. Morfossintaxe

1 Pontuação Parâmetros de avaliação: casos previstos nas gramáticas normativas de referência.

1.1 É registrado como erro o emprego de sinal de pontuação no início de uma linha.

1.2 Emprego da vírgula

1.2.1 É registrado somente um erro no caso de o contexto sob análise exigir o emprego de duas vírgulas e nenhuma delas tiver sido empregada.

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1.2.2 É registrado como erro o emprego de vírgula ao final de uma declaração (Os

softwares utilizados para usufruir do voip também evoluem de forma acelerada, os

Nesse

exemplo, identifica-se erro no emprego da vírgula após “acelerada”, termo que encerra uma declaração.

softwares possibilitam a utilização de recursos de transmissão de voz [

]).

1.2.3 É registrada como erro a ausência de vírgula nos casos em que essa pontuação

seja necessária para isolar locuções ou expressões adverbiais longas assim consideradas

as expressões com três ou mais palavras deslocadas, para o início da oração, ou intercaladas.

Observação: Essa regra não se aplica a elementos adverbiais que expressem conclusão, explicação, retificação ou ratificação. Esses adjuntos adverbiais devem ser obrigatoriamente isolados por vírgula, como, por exemplo em: Afirmou, sim, que o caso estava resolvido.

1.2.4 É registrada como erro a ausência de vírgula no caso de expressão intercalada

em locução verbal, independentemente da extensão da expressão, como em: Os candidatos estavam (sic) quase sempre (sic) conversando sobre avaliação. (Pontuação correta: Os candidatos estavam, quase sempre, conversando sobre avaliação.).

1.2.5 É registrada como erro a ausência de vírgula no caso de orações adverbiais

deslocadas, independentemente da extensão da oração

.

1.2.6

Nas referências a leis e suas partes constitutivas (artigo, inciso, parágrafo

etc.), se a ordem for crescente, não se usa a vírgula (inc. II do art. 29 da CF). Entretanto,

se a ordem apresentada for decrescente (art. 29, inc II, da CF), é obrigatório o emprego de vírgula.

1.2.7 Não é registrado como erro o emprego da vírgula antes de etc.

1.2.8 Não é registrada como erro a ausência de vírgula nos seguintes casos: (i) junto

a advérbio deslocado, a não ser que haja ambiguidade; (ii) antes de expressão adverbial (adjunto ou oração, incluindo-se as reduzidas) em final de oração ou período, a não ser que haja ambiguidade a ser sanada. Assim, considera-se correta a seguinte construção:

Estes dois elementos foram o estopim para que a bomba da violência explodisse no interior do país.

1.3 Emprego do ponto

1.3.1 É registrada como erro a ausência de ponto após palavras abreviadas: etc.; id.

(idem), Dr. (doutor).

1.3.2 É registrado como erro o emprego de ponto em siglas.

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1.3.3 É registrado como erro o emprego de ponto final após o ponto de abreviações. Nesse contexto, de coincidência de emprego do ponto, apenas um ponto deve ser empregado: Foram convidados para o debate: políticos, professores, engenheiros etc.

1.4 Emprego do sinal de dois pontos

1.4.1 É registrado como erro o emprego do sinal de dois pontos quando, na introdução de uma explicação, já houver elemento como, por exemplo, uma conjunção que desempenhe essa função (Nos grandes centros, as pessoas vivem amedrontadas porque: o trânsito é assustador, a violência aumenta a cada dia).

1.5 Emprego de aspas

1.5.1 É registrada como erro a abertura de aspas sem fechamento, ou vice-versa.

1.5.2 É registrada como erro a ausência de marca formal como aspas ou sublinhado em neologismos e palavras de outros idiomas (estrangeirismos), bem como em expressões da linguagem coloquial empregadas em texto em que se exige o emprego da linguagem formal.

2 Emprego e colocação de termos/construção do período

Parâmetros de avaliação: casos previstos nas gramáticas normativas de referência.

2.1 É registrado como erro o emprego indevido do pronome demonstrativo, nas referências a tempo e local: por exemplo, “nesse século”, para o século atual (em vez de “neste século”); “nesse continente”, para a América do Sul (em vez de “neste continente”). Observação: Essa regra não se aplica a construções em que o pronome demonstrativo tem função anafórica, ou seja, retoma expressão já mencionada no texto.

2.2 É registrado como erro o emprego indevido de pronome em alusão discriminada

a termos já mencionados (A Constituição e a lei ordinária regulam direitos dos idosos, essa (esta) nos aspectos específicos, e a outra (aquela) nos gerais.).

2.3 É registrado como erro o emprego do pronome relativo “cujo” que não expresse relação de posse, bem como o emprego indevido de outro pronome relativo no lugar de “cujo” (O relatório cujo eu revisei ontem./O relatório que o conteúdo revisei ontem./O relatório cujo conteúdo revisei ontem.).

2.4 É registrado como erro o emprego do pronome relativo “onde” em referência a antecedente que não expresse a noção de lugar (O uso do sistema de informações está se fazendo presente por uma questão de estratégia, onde servirá para a melhoria no atendimento ao público.).

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2.5 É registrado como erro o emprego indevido de verbo auxiliar (“ir”, “poder” etc.) flexionado no presente ou futuro + verbo auxiliar “estar” no infinitivo + gerúndio (gerundismo) para expressar futuro (Vou enviar/Enviarei (vou estar enviando) o documento./As agências de viagem anunciam que tomarão (vão estar tomando) as devidas providências para que os passageiros possam chegar a seus destinos com tranquilidade.).

2.6 É registrada como erro a colocação pronominal nos seguintes casos:

_ início de período (Me informaram que haveria reunião naquela semana.);

_ contextos de orações subordinadas com conjunções ou pronomes relativos (É preciso que as pessoas preparem(-se) para as novas exigências do mercado de trabalho./O contexto em que encontra-se não lhe permite a dúvida.);

_ verbo antecedido por palavra de sentido negativo não, ninguém, nunca etc. (Não encontrou-se resposta para o problema.);

_ locução verbal formada de particípio: Tenho dito(-lhe).

_ verbos no futuro do presente ou do pretérito: Considerariam(-se) corretos os procedimentos que estivessem de acordo com a lei.

2.7 Não é registrada como erro a colocação, nas locuções verbais, do pronome átono

entre o verbo auxiliar e o principal (Devia lhe falar).

2.8 É registrada como erro a colocação de sujeito em construção impessoal com tratar-se de (Essa situação trata-se de um caso complexo).

2.9 Em caso de período “truncado” ou com sequência de orações intercaladas sem a oração principal, o erro é registrado na linha em que se inicia o período. 3 Concordância nominal e verbal

Parâmetros de avaliação: casos previstos nas gramáticas de referência e os aceitos na norma padrão.

3.1 É registrado como erro o emprego do

_ plural nos verbos impessoais fazer (em sentido de ‘tempo’) e haver (em sentido de ‘existir’): Fazia(m) muitos meses./Havia(m) muitos estudantes na manifestação.

_ plural em verbos seguidos de preposição, em construção impessoal com o pronome se:

Trata(m)-se dos melhores profissionais./Precisa(m)-se de empregados./Apela(m)-se para todos.

_ plural quando o sujeito for composto pela expressão cada um de seguida de nome no

plural: Cada um dos processos tem (têm) respaldo legal distinto. _ plural em relação a uma unidade: A obra custará R$1,25 bilhão (bilhões)./Ganhou R$1,87 milhão (milhões).

_ plural quando o sujeito coletivo estiver junto ao verbo e não vier especificado: O grupo

veio (vieram) muito tarde. _ singular nos verbos existir, bastar, faltar, restar, sobrar quando o sujeito estiver no

plural:Faltam (Falta) professores para o ensino médio.

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3.2 É registrada como erro a ausência de concordância entre o verbo transitivo

direto acompanhado do pronome apassivador se e o sujeito da oração no plural (Buscam

(Busca)-se novas formas de gerência).

3.3 É registrada como erro a ausência de concordância, em gênero e número, no

(Dado) as suas

emprego de particípios antecipados (Vistos (Visto) os índices [ ideias [

]/Dadas

4 Regência nominal e verbal

Parâmetros

de

avaliação: casos previstos

nas gramáticas

de

referência, nos

dicionários de regência e os aceitos na norma-padrão.

4.1 É registrado como erro o emprego de construção com pronome relativo (que, o

qual, os quais etc.) em que não tenham sido respeitadas as regras de regência verbal (O documento que fiz referência no processo é de grande importância./O documento a que fiz referência no processo é de grande importância.).

4.2 É registrado como erro o emprego do pronome lhe como objeto direto (Nós o

(lhe) convidamos).

4.3 É registrado como erro o emprego do pronome o como objeto indireto (A posição

lhe (o) traz desconforto).

4.4 É registrado como erro o emprego do pronome se com passiva analítica (Sempre

(se) é cobrado o pedágio).

4.5 É registrado como um único erro de morfossintaxe o emprego de palavras

repetidas (Isso seria o mesmo, por exemplo, que a luta luta de irmãos).

4.6 Não é registrado como erro o emprego, com regência transitiva direta, dos

verbos visar, lembrar/esquecer, obedecer/desobedecer, assistir (presenciar), dado o registro de uso já consagrado nos dicionários de regência verbal (cf. Francisco Fernandes, Dicionário de verbos e regimes, Porto Alegre, Globo, 1983).

ATENÇÃO: os erros de morfossintaxe (pontuação; emprego e colocação de termos/construção do período; concordância nominal e verbal; regência nominal e verbal), em princípio, são apenados quantas vezes ocorrerem no texto. Entretanto, nas repetições literais (o mesmo verbo, por exemplo, com a mesma regência), registra-se apenas um erro, preferencialmente na primeira ocorrência.

f. Propriedade Vocabular

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Parâmetros

portuguesa.

de

avaliação:

gramáticas

de

referência

e

dicionários

da

língua

1 São registrados como impropriedades vocabulares:

_ o estabelecimento de diálogo com o leitor, ou seja, o uso da função apelativa da

linguagem (Veja que o primeiro argumento que usei neste texto é mais consistente que o segundo.);

_ o emprego de palavras repetidas de forma viciosa no mesmo parágrafo (considera-se

apenas um erro, na primeira repetição);

_ o uso de expressões coloquiais em textos formais (arrebentar a boca do balão; bola da

vez; estar a mil; estar com a corda toda);

_ o emprego indevido de parônimos: avocar/evocar; autuar/atuar; deferir/diferir;

comprimento/cumprimento etc.;

_ o emprego inadequado de uma expressão por outra: a cerca de/acerca de/há cerca de; a

fim de/afim; à medida que/na medida em que; ao encontro de/de encontro a; ao invés de

(‘ao contrário de’)/em vez de (‘substituição’); a princípio/em princípio/por princípio; onde/aonde/donde; tampouco/tão pouco; sob/sobre;

_ o uso de expressões não dicionarizadas: de formas que (Dicionário Houaiss: de forma

que/a); demais disso; eis que (para introduzir oração causal); face de (Dicionários Aurélio e Houaiss: em face de/à face de/face a); frente a (Dicionários Aurélio e Houaiss: em frente de, no sentido de ‘em face de’); inobstante; lado outro; no que pertine (verbo inexistente); no que atine (acepção inexistente para o verbo “atinar”); vez que (Dicionários Aurélio e

Houaiss: uma vez que);

_ o uso de figura de linguagem que comprometa a clareza do texto, provoque ambiguidade ou gere incoerência.

2 Não é registrado como impropriedade vocabular o emprego de adjetivo por advérbio, como “independente” por “independentemente”.

Exercícios

I) Redija a introdução de um texto dissertativo especificando qual o método utilizado:

1) (Segurança) Com um PIB per capita de cerca de R$ 50 mil reais, um dos maiores do país, Brasília completou 52 anos liderando, também, os índices de violência.

Aborde os seguintes tópicos/problemas:

Causas e consequências da violência no DF;

A corrupção na PMDF e os salários pagos aos policiais na Capital da República;

Discorra a respeito dos principais tipos de crime que preocupam a sociedade brasiliense.

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Método utilizado:

2) (Educação) Como pode um país que alcançou a sexta posição entre as maiores economias do planeta ostentar um constrangedor 88º lugar em um ranking mundial publicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2012?

Tema: A importância da educação e sua atual situação no Brasil.

Aborde os seguintes tópicos/problemas:

Atraso da educação no Brasil com relação a outros países;

Boa educação melhora a saúde, diminui a criminalidade e aumenta o salário;

Má formação e remuneração dos professores da rede pública.

Método utilizado:

3) (Economia) A Inflação em janeiro de 2013 é a mais alta desde abril de 2005, diz IBGE. Será o retorno do nosso velho inimigo?

Tema: A atual situação da economia brasileira.

Aborde os seguintes tópicos/problemas:

Nível de emprego atual no Brasil;

Situação atual do consumo interno;

Nível atual da taxa de juros interna.

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4) (Saúde) Envelhecer faz bem ao Brasil: os brasileiros acima de 60 anos conquistam espaço no mercado de trabalho, impulsionam a economia e se transformam na nova força geradora da riqueza.

Tema: Envelhecimento da sociedade brasileira e seus relacionamentos.

Aborde os seguintes tópicos/problemas:

O que é quais as causa(s) do “bônus demográfico”;

Comente a respeito das modificações ocorridas nos últimos anos na pirâmide etária no Brasil e das que ainda estão por vir;

Comente a respeito das mudanças na Legislação de aposentadoria no serviço público.

Método utilizado:

5) (Sociedade) A tolerância tem que ser zero: o Brasil não pode mais conviver com a rotina de pequenas irregularidades que causam grandes prejuízos à sociedade.

Tema: Corrupção no Brasil.

Aborde os seguintes tópicos/problemas:

A prática comum do “jeitinho brasileiro”;

A corrupção e suas várias formas no serviço público;

Mecanismos de combate à corrupção na administração pública.

Método utilizado:

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6) (Tecnologia/cultura) A transição para a era digital é a mais radical transformação da nossa história intelectual desde a invenção do alfabeto grego. Sim, o momento é histórico: há mudanças profundas na leitura, na escrita - e talvez até dentro do cérebro humano.

Tema: Transição de uma cultura escrita para uma cultura mais digital e visual.

Aborde os seguintes tópicos/problemas:

No mundo digital, tudo acontece rapidamente, vide o sucesso da obra “50 tons de cinza”;

Causas e consequências dessa transição;

Alguns livros já não são mais impressos, pois é mais fácil utilizá-los e atualizá-los digitalmente.

Método utilizado:

II) Reescreva os textos abaixo utilizando as técnicas de reescritura.

1) O sonho é essencial para as vidas. Sem o sonho é impossível conseguir as coisas, é o mesmo que não comer, não respirar. O sonho é tão necessário como qualquer outra atividade humana.

O homem deve ser na natureza o único, ou o animal que mais sonha. E a

maior diferença entre ele e os outros animais é que ele sempre sonha com mais e nunca com menos.

2)

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3)

Somente o homem possui a capacidade de sonhar. É esta a maior diferença

entre ele e os outros animais.

4)

O jogador nunca passou por outra cirurgia do joelho em nenhuma outra parte

do corpo.

5)

O atleta não fez nenhuma cirurgia no joelho nem tão pouco em qualquer parte

do corpo.

6) Podemos abordar um tema que, creio eu, todos pensam e dissertam sobre o próprio. A juventude e a velhice. A meu ver, entre essas duas faixas etárias cria-se uma certa antagonização de desejos e interesses, que são ideias e sentimentos muito duvidosos para corrigi-los e determiná-los ou não.

7) O homem é considerado um ser criativo e de muita imaginação o que ajuda a viver melhor perante a sociedade. Muitas vezes as desavenças, proibições e contradições se escondem no intimo de cada individuo, no qual cria um estagio de fuga a essas contradições que são em grande parte refugiadas no sonho.

8)

Existem várias campanhas conta doenças graves onde suas verbas são

desviadas para outras coisas, que é de inútil interesse para a população.

Seguem alguns exemplos de boas construções de textos dissertativos elaboradas por esse autor:

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Exemplo 1

Curso de Técnicas de Redação para Concursos Exemplo 1 Fazendo o planejamento: 1) Interpretar o enunciado:

Fazendo o planejamento:

1)

Interpretar o enunciado:

Tema: O usuário dos serviços públicos: contribuinte e cidadão.

Tese: Analisar aspectos relacionados ao conceito de contribuinte-cidadão.

Problema 1: a ineficiência e ineficácia do atendimento ao público em geral;

Problema 2: a contribuição da tecnologia para a melhoria dos padrões de acesso, disponibilização e fornecimento dos serviços públicos;

Problema 3: transparência e controle da administração pública, e a participação direta dos cidadãos nos processos decisórios.

2)

Roteirizar o texto:

a) Introdução: conceituação (contribuinte-cidadão) + problemas.

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Não se confunda. O tema não é a respeito dos serviços públicos, mas sim do contribuinte- cidadão.

b)

Desenvolvimento

Problema 1: declaração eficiência (custo/benefício) e eficácia (atingir metas e objetivos); Problema 2: exemplificação (benefícios da tecnologia); Problema 3: conceituação (accountability).

3)

Agora é só rascunhar, revisar e passar a limpo:

Um conceito ganha força no Brasil: o de contribuinte-cidadão. É o usuário de serviços públicos que não apenas paga seus impostos, mas, sobretudo, exige seus direitos, reclamando quando o atendimento é ineficiente ou ineficaz ou quando a própria execução é insatisfatória. Desse modo, a tecnologia surge como aliada, outrossim, as inovações como transparência e controle e a participação direta dos cidadãos no processo decisório se somam a esse reforço. O atendimento é uma das principais reclamações dos usuários de serviços do governo. A falta de eficiência realizar mais com custos menores e de eficácia atingir metas e objetivos estabelecidos é evidente. Gasta-se mais e, quase sempre, faz-se apenas uma parte do que se planejou. Por certo, atingir metas e objetivos também não seria possível nesse cenário. Softwaresmais modernos (que permitem o usuário acessar serviços de casa), centrais de autoatendimento com acesso à internet e serviços disponíveis para celulares são alguns exemplos dos benefícios da tecnologia para a melhoria no acesso, na disponibilização e no fornecimento dos serviços públicos. Nesse sentido, a noção de accountabilityencontra-se relacionada com o uso do poder e dos recursos públicos, em que o titular da coisa pública é o cidadão. Remete à obrigação dos governantes de prestar contas. Com efeito, tem a ver com maior transparência e controle dos atos públicos, bem como com a participação da sociedade em determinadas decisões. Dessa forma, exercer os seus direitos, enquanto usuário de serviços públicos, é importante para os governados. Esse é um dos desejos do contribuinte-cidadão: serviços com mais eficiência e eficácia. Para tanto, a tecnologia e as inovações que traz o “accountability” são ferramentas poderosas que podem auxiliar nesse processo.

Total de linhas: 24

Essa próxima questão foi elaborada por mim.

Texto I

Exemplo 2

“Todos os dias nos chegam, por meio da mídia, notícias dos mais variados tipos de violência vivenciados na sociedade brasileira e mesmo em âmbito internacional.

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Particularmente se observa, dentro das escolas, crianças e adolescentes cometendo infrações que se caracterizam por agressões verbais, físicas, pichações, ‘bullying’ e furtos, sem nenhuma causa aparente que justifique tais ações ou comportamentos. Estes tipos de comportamentos, além de despertar o interesse em compreender o fenômeno da violência de forma ampla, por parte das autoridades competentes, exigem também, daqueles que se dedicam à esfera educacional, um olhar mais atento e observador, quanto aos comportamentos estudantis, suas manifestações e consequências no cotidiano escolar.”

Caderno Discente do Instituto Superior de Educação Ano 2, n. 2 Com alterações do autor

Texto II

Bullying é um ato caracterizado pela violência física e/ou psicológica, de forma intencional e continuada, de um individuo, ou grupo contra outro(s) individuo(s), ou grupo(s), sem motivo claro. A palavra Bullying é de origem inglesa. No Brasil, a palavra Bullying é utilizada principalmente em relação aos atos agressivos entre alunos e/ou grupos de alunos nas escolas. Até pouco tempo, o que hoje reconhecemos como Bullying, era visto como fatos isolados, ‘briguinhas de criança’, e normalmente família e escola não tomavam atitude nenhuma a respeito. Atualmente o Bullying é reconhecido como problema crônico nas escolas, e com conseqüências sérias, tanto para vitimas, quanto para agressores.” http://www.infoescola.com/sociologia/bullying-na-escola - Com alterações do autor

Tendo em vista que o fragmento de texto acima tem caráter unicamente motivador, redija um texto dissertativo a respeito da violência nas escolas. Ao elaborar seu texto aborde, necessariamente, os seguintes aspectos:

A violência nas escolas e suas diversas faces;

As causas e consequências da violência nas escolas;

Ações afirmativas que podem ser implementadas para mitigar a violência nas escolas.

Proposta de solução

Fazendo o planejamento:

1)

Interpretar o enunciado:

Do enunciado conseguimos extrair e definir tema, tese e problemas:

Tema: Violência nas escolas.

Tese: Análise a respeito da violência nas escolas.

Problema 1: A violência nas escolas e suas diversas faces;

Problema 2: Causas e consequências da violência nas escolas;

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Problema 3: Ações afirmativas que podem ser implementadas para mitigar a violência nas escolas.

2)

Roteirizar o texto:

a) Introdução: declaração (a respeito da análise problemas).

Cuidado. Não se confunda. O tema não é a respeito do “bullying”, mas sim da violência nas escolas. O texto II traz o conceito de “bullying” e pode levar o candidato a fugir do tema.

b) Desenvolvimento

Analisando os problemas propostos, percebe-se que a exemplificação predominará como técnica de argumentação. Devemos analisar o binômio: qual técnica se encaixa naquele período + o que eu sei (ou quero) falar sobre aquele problema. Às vezes, duas ou mais técnicas se encaixam naquele parágrafo. Você poderá tanto usar as duas técnicas em conjunto, quanto a que achar melhor.

Problema 1: exemplificação (das formas de violência na escola); Problema 2: exemplificação ou enumeração (das causas e consequencias); Problema 3: declaração + exemplificação (de ações mitigadoras).

3)

Agora é só rascunhar, revisar e passar a limpo:

Atualmente é visível a manifestação da violência na sociedade em geral e nas escolas em particular. Frente a essa realidade, faz-se necessária uma análise que considere não apenas a violência em si, mas, sobretudo, os elementos a ela ligados. Logo, há que se verificar as suas diversas faces, as suas causas e consequências, assim como as ações afirmativas que podem ser implementadas para mitigar esse problema. A violência na escola pode se dar de diversas formas: intimidações físicas e verbais contra alunos ou professores, “bullying”, degradação do espaço físico ou depredação, roubos, furtos etc. Louças e janelas quebradas, banheiros com encanamento entupido, furto de torneiras e lâmpadas e atos de vandalismo são alguns exemplos de atos dos estudantes contra o patrimônio escolar. Nesse contexto, entre os motivos que podem causar o problema em questão, destaca-se a violência doméstica, a desestruturação familiar, bem como a negligência e o abandono afetivo. De forma geral, observa-se que as agressividades reproduzidas por alunos, podem estar relacionadas ao que eles presenciam no convívio do lar. Já as consequências são, entre tantas: o desinteresse dos alunos pelo estudo, dificuldade de relacionamento com os colegas, repetência e a evasão escolar. Diante desse quadro preocupante, se faz necessário discutir e promover algumas possíveis soluções para minimizar o problema. Oferecer apoio psicológico para orientar as famílias, com relação às formas de se abordar o tema em casa, é muito importante. Além disso, aproximar os pais das diretorias dos colégios pode ser uma alternativa viável para essa questão. Portanto, conclui-se com a análise dos fatos que a violência no âmbito escolar faz parte do cotidiano do Brasil. Pode assumir várias faces, inclusive se dar contra o patrimônio escolar. Apresenta causas variadas e consequências quase irreversíveis. Entretanto, apoiar

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psicologicamente as famílias dos alunos, bem como trazer os pais e responsáveis para próximo da diretoria dos colégios, podem ser ações que minimizem esse grave problema.

Total de linhas: 23

Texto I

Exemplo 3

“A Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas afirma que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos, dotados de razão e de consciência e devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”

Texto II

Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU)

“Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:

I - II - prevalência dos direitos humanos;”

Texto III

Constituição Federal de 1988

Em 25 de julho de 2011 foi noticiado, graças à repercussão da mobilização da sociedade civil em virtude do assassinato do menino Juan Moraes, que a polícia é responsável por uma morte em confrontos com marginais a cada cinco horas. Estatísticas mostram que 141 ocorrências com mortes são registradas por agentes do Estado, ao mês.”

Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República

Tendo em vista que os fragmentos de textos acima tem caráter unicamente motivador, redija um texto dissertativo acerca da ação policial e o respeito aos Direitos Humanos. Ao elaborar seu texto aborde, necessariamente, os seguintes aspectos:

Conceito de Direitos Humanos;

fale acerca do abuso de autoridade e a atuação policial;

como a polícia pode agir respeitando os Direitos Humanos?;

Proposta de solução

Fazendo o planejamento:

1)

Interpretar o enunciado:

Do enunciado consegue-se extrair e definir tema, tese e problemas:

Tema: A ação policial e o respeito aos Direitos Humanos.

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Tese: Provar que a polícia pode atuar respeitando os Direitos Humanos.

Problema 1: defina Direitos Humanos; Problema 2: abuso de autoridade e a atuação policial; Problema 3: como a polícia pode agir respeitando os Direitos Humanos?;

2)

Roteirizar o texto:

a) Introdução: citação (reescritura do Art. 4 da CF/88) + questionamento (transformar a tese e os problemas em perguntas)

Cuidado. Não se confunda. O tema não é a respeito dos Direitos Humanos e nem dos Direitos Fundamentais, mas sim da ação policial e o respeito aos direitos dos cidadãos. Os textos I e II trazem ideias complementares ao tema e, dessa forma podem levar o candidato a fugir do tema proposto pela banca.

b) Desenvolvimento

Quanto às argumentações para o desenvolvimento, deve-se analisar o binômio: qual técnica se encaixa naquele parágrafo + o que eu sei (ou quero) falar sobre aquele problema. Às vezes, duas ou mais técnicas se encaixam ali. Você poderá escolher entre elas ou usá-las em conjunto.

Problema 1: declaração + conceituação; Problema 2: conceituação + dados numéricos (ofertados no Texto III) Problema 3: declaração + exemplificação (técnicas não letais e outros meios que preservem a vida)

3)

Agora é só rascunhar, revisar e passar a limpo:

Em seu artigo art. 4º, inciso II, a CF/88 estabelece que o Brasil adota o princípio da prevalência dos Direitos Humanos na condução das suas relações internacionais. Ocorre que a mídia noticia, com frequencia, casos abusivos envolvendo policiais. Quais são os limites da atuação policial? Como a polícia pode atuar respeitando os direitos em questão? O tema Direitos Humanos vem merecendo especial atenção em razão de haver taxativa desaprovação da opinião pública internacional aos países que desrespeitam as convenções e tratados que regulam essa matéria. Representam os direitos e liberdades básicas de todos os seres humanos. Com relação ao abuso de autoridade, caracteriza-se por qualquer conduta que atente contra as liberdades e outros direitos inerentes à pessoa. As estatísticas mostram que os policiais são responsáveis por uma morte a cada cinco horas em confrontos com bandidos. Esses atos corrompem a estrutura policial e desencadeiam o envolvimento de seus membros em vários crimes. Contudo, não podem encontrar lugar na atuação das forças de segurança pública.

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Nesse cenário, a ação protetiva da polícia deve cercar-se de técnicas corretas, meios adequados e da energia necessária. Uma saída, já em uso por alguns estados brasileiros, são as técnicas não letais. É o conjunto de métodos utilizados para resolver um determinado litígio, de modo a preservar as vidas das pessoas envolvidas na situação. Conforme o exposto, percebe-se que é possível que as forças policiais realizem seu trabalho com respeito aos Direitos Humanos. Combater os excessos de alguns membros, adotar técnicas não letais e que tenham como princípio primordial a preservação da vida pode ser um caminho. O policial tem o potencial de ser promotor dos direitos dos cidadãos, revertendo o quadro de descrédito social e qualificando-se como um personagem central da democracia.

Total de linhas: 24

Exercício 4 - Fazendo uma Redação passo a passo em sala

Texto I

“Diante da crescente demanda por serviços públicos policiais, verificáveis não só em razão do sentimento das pessoas, mas pelos indicadores criminais é necessário o envolvimento de todos os atores: o Estado, gerenciando e destinando recursos orçamentários; a Polícia, atualizando tecnologicamente e capacitando seus agentes; e finalmente, a Sociedade, compartilhando e assumindo posições críticas, estimulada à educação e à cidadania.”

ARTIGO - Segurança pública, responsabilidade e necessidade de todos Modificado

Texto II

“As estatísticas mostram o quanto a violência cresce no DF. Todos os crimes contra a vida, como homicídio, aumentaram em comparação ao ano passado. Foram 329 assassinatos, contra 290 contabilizados entre janeiro e maio de 2012. A mesma tendência foi registrada pelos delitos contra o patrimônio, entre eles o roubo de carros que teve alta de quase 80%. Foram 1.794 veículos tomados por assalto, enquanto no ano passado o número foi de 999. Tentativa de latrocínio também subiu de 57 casos em 2012 para 101 em 2013, um crescimento de 77,2%.” mapadaviolencia.org.br/pdf2012/mapa2012_df - Modificado

Texto III

“Com o crescimento representativo do mercado de segurança privada no Brasil, desenvolve-se também um mercado de segurança, mas é o de segurança particular clandestina. Pessoas sem treinamento, mal preparadas, sem porte legal de armas e sem a perícia técnica que um vigilante particular de uma grande empresa legalizada possui.”

Artigo Segurança Privada no Brasil

Tendo em vista que os fragmentos de textos acima tem caráter unicamente motivador, redija um texto dissertativo sobre a segurança pública no DF: realidades e desafios. Ao elaborar seu texto aborde, necessariamente, os seguintes aspectos:

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Papel do Estado, do cidadão e da PMDF na segurança pública;

Os efeitos do crescimento do mercado de segurança privada no Brasil;

Trace um panorama a respeito da situação atual da segurança pública no DF, comentando acerca dos principais crimes ocorridos nessa região.

Proposta de solução

Fazendo o planejamento:

4) Interpretar o enunciado (Raciocínio Dedutivo): dele consegue-se extrair e definir tema, tese e problemas:

Tema: Segurança pública no DF: realidades e desafios

Tese: O problema da segurança pública no DF suas realidades e seus desafios.

Problema 1: Papel do Estado, do cidadão e da PMDF na segurança pública; Problema 2: Os efeitos do crescimento do mercado de segurança privada no Brasil; Problema 3: panorama da situação atual da segurança pública e os principais crimes ocorridos no DF.

5)

Roteirizar o texto:

c) Introdução: Dec (Tese) + questionamento (transformar um ou dois problemas em perguntas)

d) Desenvolvimento

Quanto às argumentações para o desenvolvimento, deve-se analisar o binômio: qual técnica se encaixa naquele parágrafo + o que eu sei (ou quero) falar sobre aquele problema. Às vezes, duas ou mais técnicas se encaixam ali. Você poderá escolher entre elas ou usá-las em conjunto.

Problema 1: declaração (Reescritura T1) + Funcionalidade (Estado, Sociedade e PM);

Problema 2: declaração (IN) + polêmica (lado da falência da Seg Pública e o lado da

informalidade)

Problema 3: declaração (IN) + dados estatísticos (Reescritura Texto II)

6)

redação com problemas complexos e grandes. O candidato deverá usar bem as técnicas de

resumo e ser bem objetivo.

Agora é só rascunhar, revisar e passar a limpo. No entanto, fique atento. Essa é uma

A segurança pública no DF tornou-se um problema para o governo local, cujas realidades e desafios preocupam a todos. Em vista disso, qual é o papel do Estado, do cidadão e da PMDF com relação à segurança? Além disso, faz-se necessário entender os

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efeitos do crescimento do mercado de segurança privada no Brasil, assim como traçar um panorama situacional da segurança na região. O Estado tem o dever exclusivo de gerir estrategicamente a segurança pública, de modo a zelar pela integridade das pessoas e seus bens. Com relação ao cidadão, é responsável pela sua manutenção, agir quando necessário denunciar e socorrer bem como participar, opinar e sugerir. Já a PMDF, deve executá-la por meio da prevenção e repressão à criminalidade, preservando os Direitos Humanos dos cidadãos. Nesse sentido, diante do atual cenário de insegurança e omissão do Estado, cresce o mercado de segurança privada no Brasil. Dois são os efeitos a considerar. O primeiro é que a sua expansão poderia levar a segurança pública à falência. O segundo é a informalidade, que vai desde empresas não credenciadas para atuar, até a prestação de serviços esporádicos por agentes públicos nos momentos de folga. Infelizmente, o DF já é comparado aos grandes centros mais violentos do país. Dados mostram que os crimes contra o patrimônio aumentaram significativamente de 2012 a 2013. No entanto, os delitos que se destacam são: os sequestros relâmpago crescimento de 52,4% - e os homicídios crescimento de 13%. Diante disso, percebe-se a dificuldade vivenciada pela segurança pública no DF. Mesmo com cada ator fazendo sua parte e com o avanço do mercado privado de segurança, esse ente já é comparado às grandes metrópoles violentas do Brasil. A integração entre as policias, maior envolvimento da sociedade e um empenho mais efetivo do Estado poderiam auxiliar no combate a esse mal.

Total de linhas: 24

Dicas de Gramática

I. Pronomes demonstrativos

Os pronomes demonstrativos, na Língua Portuguesa, são os seguintes: este, esta, isto, esse, essa, isso, aquele, aquela, aquilo, o, a, os, as, tal, tais.

Pronomes

Espaço (lugar)

Tempo

Citações

     

Este, esta, isto

Aqui

Presente

Apresentam um elemento

Esse, essa, isso

Passado recente ou futuro

Retomam um elemento

Aquele, aquela, aquilo

Ali, lá, acolá

Passado remoto

-o-

a. Em relação ao espaço (lugar), usamos este, esta, isto para representar qualquer elemento que esteja próximo da pessoa que fala; esse, essa, isso, para elemento que esteja próximo da pessoa com quem se fala; aquele, aquela, aquilo, para elemento distante de ambos. Por exemplo:

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"Comprei esta jaqueta que estou usando daquele camelô que vai lá adiante. Onde você comprou essa sua?"

"Dê-me essa caneta, que é minha, e não sua."

"Que cara é essa, Armenegildo?"

b. Em relação ao tempo, usamos este, esta, isto para representar o tempo presente; esse, essa, isso, para o passado recente ou para o futuro; aquele, aquela, aquilo, para o passado remoto. O grande problema é distinguir o passado recente do remoto, pois duas pessoas podem ter interpretações diferentes para a mesma frase.

Quando o verbo estiver conjugado no pretérito imperfeito do indicativo (cantava, vendia, partia), usa-se aquele, aquela, aquilo; com o pretérito perfeito do indicativo (cantei, vendi, parti) é uma questão de estilo: o que julgar que é passado recente usará esse, essa, isso e o que julgar que é passado distante usará aquele, aquela, aquilo. Por exemplo:

"Este ano é o ano das mudanças!"

"Nesse domingo, irei a Águas de Santa Bárbara."

"Essas olimpíadas foram horríveis para os atletas brasileiros."

"Em 1922 aconteceu a Semana de Arte Moderna; naquela época, havia muitos poetas eminentes." ("Naquela época", pois observe o verbo no pretérito imperfeito do indicativo havia)

"Em 1984 casei-me; esse foi um dos melhores anos de minha vida." ("esse", pois para mim, apesar de fazer 16 anos, é passado recente; para outra pessoa poderia ser distante)

c. Em relação a citações orais ou escritas, usamos esse, essa, isso para retomar um elemento ou uma frase anterior. Por exemplo:

"O fumo é prejudicial à saúde; isso já foi comprovado cientificamente"

"Astolfeno Barbosento é candidato a prefeito de Castanheira Verde do Sudoeste; esse homem é muito truculento".

Usamos este, esta, isto para apresentar um elemento ou uma frase que será escrita ou falada. Por exemplo:

"Preste atenção a estas palavras: O fumo é prejudicial à saúde"

"Pode ser citado como exemplo comprobatório este fato: o policial não estava armado".

Se o pronome demonstrativo estiver retomando o substantivo imediatamente anterior, deveremos usar este, esta, isto. Por exemplo:

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"O fumo é prejudicial à saúde; esta deve ser preservada".

Perceba que o pronome "esta" está retomando o substantivo "saúde", que está imediatamente anterior a ele. Outro exemplo:

"Meu filho, não se envolva com os funcionários da empresa em que trabalha o nosso vizinho; aliás, nem com este você deve envolver-se".

d.

Enumeração de dois elementos:

Quando houver a enumeração de dois elementos e, à frente, quiser retomá-los, deve- se substituir o primeiro por aquele, aquela, aquilo e o último por este, esta, isto. Por exemplo:

"Ao me encontrar com Florisberto perguntei por Abiduílson, apesar de saber que este jamais conversa com aquele." (este = Abiduílson; aquele = Florisberto)

"Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade são dois dos maiores nomes da literatura brasileira. Este é conhecido por suas poesias; aquele, por seus brilhantes romances." (este = Carlos Drummond de Andrade; aquele = Machado de Assis)

II.

Pontuação

Para reproduzir, na linguagem escrita, os inumeráveis recursos da fala, contamos com uma série de sinais gráficos denominados sinais de pontuação. São eles:

Alguns sinais de pontuação servem, fundamentalmente, para marcar pausas (o ponto, a vírgula, o ponto e vírgula). Outros têm a função de indicar a melodia, a entoação que as frases escritas teriam se fossem pronunciadas em voz alta.

Para o bom emprego dos sinais de pontuação, convém conhecer os casos em que o uso de alguns deles é obrigatório (determinado pela sintaxe), mas levando em conta que existem também razões de ordem subjetiva (a busca da melhor expressão, que se transforma numa questão de estilística).

a. Ponto e vírgula

O ponto e vírgula marca uma pausa mais longa que a da vírgula, no entanto menor que a do ponto. É empregado para:

- separar orações coordenadas que já venham quebradas no seu interior por vírgula

Ex.: Os indignados réus mostravam suas razões para as autoridades de forma firme;

alguns,

no

entanto,

por

receio

de

punições,

escondiam

detalhes

aos

policiais.

Ex.:

Ela

prefere

cinema;

 

eu,

teatro.

Ex.:

Não

esperava

outra

coisa;

afinal,

eu

havia

sido

avisado.

Ex.: Os indignados réus protestaram; os severos juízes, no entanto, não cederam.

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- separar orações coordenadas que se contrabalançam em força expressiva (formando antítese, por exemplo)

Ex.: Muitos se esforçam; poucos conseguem.

Ex.: Uns trabalham; outros descansam.

- separar orações coordenadas de certa extensão

Ex.: Os jogadores de futebol olímpico reclamaram com razão das constantes críticas do técnico; porém o teimoso técnico ficou completamente indiferente aos apelos dos atletas.

- separar os diversos itens de um considerando ou de uma enumeração Ex.: Considerando:

a) a alta taxa de desemprego no país;

b) a persistente inflação;

c) a recessão econômica;

solicitamos especial atenção ao nosso pedido.

Ex.: Art. 92. São órgãos do poder Judiciário:

I- o Supremo Tribunal Federal; II- o Superior Tribunal de Justiça; III- os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais; N- os Tribunais e Juízes do Trabalho; V- os Tribunais e Juízes Eleitorais; VI- os Tribunais e Juízes Militares; VII- os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. (Constih1ição

Federal)

b. Dois pontos

Os dois-pontos marcam a suspensão da melodia de uma frase e são utilizados

para:

- dar início a fala ou citação textual de outrem Ex.: "A porta abriu-se, um brado ressoou:

- Até que enfim, meu rapaz!" (Eça de Queirós)

- dar início a uma seqüência que explica, esclarece, identifica, desenvolve ou discrimina uma ideia anterior

Ex.: Descobri a grande razão da minha vida: você.

Ex.: Já lhe dei tudo: amor, carinho, compreensão, apoio. Ex.: Tivemos uma ótima ideia: abandonar a sala. Ex.: O resultado não se fez esperar: fomos chamados à diretoria.

c.

Aspas

Empregam-se as aspas para:

- isolar citação textual colhida a outrem

Ex.: Como afirma Caio Prado Jr., em História econômica do Brasil: "A questão da

imigração europeia do século XIX está intimamente ligada à da escravidão".

Os títulos de obras literárias ou artísticas devem vir entre aspas se o texto é

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manuscrito ou datilografado; se o texto é impresso, o procedimento normal é colocar o nome da obra em itálico. As aspas só aparecem depois da pontuação quando abrangem todo o período. Ex.: "Não tenhas ciúmes de tua mulher para que ela não se meta a enganar-te com a malícia que aprender de ti." (Machado de Assis)

- isolar palavras ou expressões estranhas à língua culta, tais como: gírias, expressões populares, estrangeirismos, neologismos, arcaísmos, etc. Ex.: Ele era um "gentleman". Ex.: Ele estava "numa boa". Ex.: O rapaz ficou "grilado" com o resultado. Ex.: Emocionado, o rapaz deu-lhe um "ósculo" ardente.

- mostrar que uma palavra está sendo utilizada em sentido diverso do habitual (geralmente, expressando ironia) Ex.: Fizeste "excelente" serviço. Ex.: Sua ideia foi mesmo "fantástica".

- dar destaque a uma palavra ou expressão

Ex.: Já entendi o "porquê" do seu projeto; só não percebo "como" executá-lo.

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Travessão

O travessão simples ( ) serve para indicar que alguém está falando de viva voz (discurso direto). Emprega-se, pois, o travessão para marcar a mudança de interlocutor nos diálogos. Ex.:

De quem são as pernas?

Da Madalena, respondeu Gondim.

Quem?

Uma professora. Não conhece? Bonita.

Educada, atalhou João Nogueira.

Bonita, disse outra vez Gondim. Uma lourinha aí de uns trinta anos.

Quantos?, perguntou João Nogueira.

Uns trinta, pouco mais ou menos." (Graciliano Ramos)

Pode-se usar o duplo travessão (— —) para substituir dupla vírgula, sobretudo quando se quer dar ênfase ou destaque ao termo intercalado.

Ex.: O ministro profundo conhecedor do mercado internacional está consciente das dificuldades. Ex.: Machado de Assis grande romancista brasileiro também escreveu contos.

As orações intercaladas podem vir separadas por vírgulas ou duplo travessão.

Ex.: Eu, disse o eminente jurista, não aceito tal decisão. / Eu disse o eminente jurista

não aceito tal decisão.

d.

Reticências

As reticências marcam uma interrupção na seqüência lógica da frase. Podem ser usadas com valor estilístico, ou seja, com a intenção deliberada de permitir que o leitor complete o pensamento que foi suspenso, ou para marcar fala quebrada e desconexa, própria de quem está nervoso ou inseguro. Ex.: Não vou dizer mais nada. Você já deve ter percebido que ele Ex.: "Depois de um instante, Carlos lançou lá, entre um rumor de água que caía:

- Não sei

Talvez