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NÚCLEOS INTEGRALISTAS DO ESTADO

DO RIO DE JANEIRO
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O Integralismo
ea
Revolução Comunista de 1935.
Sérgio de Vasconcellos

Ao Companheiro Valmir Soares.

Nos dias finais de Novembro de 1935, vivendo o Brasil em plena Democracia,


sob a égide da Constituição social-democrática de 1934, alguns Brasileiros, civis e
militares, magnetizados pelo marxismo-leninismo – uma ideologia estrangeira,
internacionalista, imperialista, materialista, totalitária e anti-democrática -, desfecharam
um golpe revolucionário visando destruir as liberdades públicas e instaurar um Estado
Totalitário. Tal revolução, mais conhecida pelo antipático nome de “Intentona
Comunista”, custou a vida de dezenas de Brasileiros – muitos dos quais Integralistas -, e
que teve sua nada heróica culminância no episódio tristemente célebre do 3º RI, na Praia
Vermelha, no Rio de Janeiro, quando militares comunistas assassinaram covardemente
colegas de farda ainda dormindo.
Apesar de toda a articulação - secreta e de procedência internacional -, a
insurreição bolchevista estourou apenas nas cidades de Natal, Recife e Rio de Janeiro,
malogrando inteiramente. Ora, qual a principal razão do fracasso comunista?A ação fora
minuciosamente concebida e a certeza de seu sucesso era tão grande, que Stálin enviou
ao nosso País três comunistas de sua inteira confiança – que seriam os verdadeiros
governantes do Brasil, agindo por trás de Luís Carlos Prestes, o líder oficial – Harry
Berger, a esposa deste (Elise) e Olga Benário, que ao contrário da vulgata romântica,
não se uniu a Prestes por “amor”, mas por ordem do Komintern...
Se formos ouvir os discursos nas Comemorações oficiais do esmagamento do
levante e de Homenagem aos seus Mortos, teremos a impressão que foi a pronta reação
das Forças Armadas que impossibilitou o sucesso comunista. Por mais que nos
desagrade desmentir as Autoridades Nacionais, particularmente, as das nossas Forças
Armadas, que desde a Guerra Holandesa só tem honrado o Brasil, infelizmente, somos
obrigados a dizer em nome da Verdade que, a versão oficial é falsa e que as explicações
que até aqui têm sido dadas pelos historiadores para a derrota comunista em 1935, salvo
as honrosas exceções de praxe, são insuficientes e equivocadas.
Então, perguntar-me-ão, afinal, qual é a Verdade? Respondo:
A principal razão para o total fracasso da Revolução Comunista de Novembro de
1935 chama-se... INTEGRALISMO!
Se os Militares chamam para si a inteira responsabilidade da vitória da legalidade,
se os historiadores, em sua maioria, desconhecem os acontecimentos, isto não altera a
substancialidade do fato histórico. Os Integralistas, os únicos Brasileiros que
pressentiam estar sendo algo tramado contra o Brasil pela 3ª Internacional, foram os
primeiros a opor-se ao levante comunista, inclusive apresentando-se em instalações
militares – quando a cadeia de comando e comunicação do Exército estava
completamente rota -, o que impediu que diversas unidades militares fossem tomadas ou
sublevadas pelos Vermelhos, como por exemplo, meu Tio, Geraldo de Paula Lopes, a
frente de um Grupo de Integralistas no Quartel de Campinho, no Rio de Janeiro.
Todavia, a Heróica iniciativa dos Integralistas, que foi seguida pela ação de outros
civis patriotas e finalmente pelas Forças Armadas, não teria talvez logrado o êxito
obtido se muito antes de 1935, o Integralismo, não tivesses se lançado a tarefa de
esclarecer o Povo Brasileiro e construir uma consciência cívico-política. Graças ao
metódico trabalho da Acção Integralista Brasileira foi quase que por completa anulada a
infiltração marxista nos Quartéis, o que privou a Revolução Comunista de elementos
humanos preciosos, sem os quais a Revolução Vermelha já estava fadada ao fracasso.
Curiosamente, se Militares e Historiadores ignoram ou fingem ignorar a
participação vital do Integralismo no debelamento da revolta marxista, os derrotados,
isto é, os Comunistas, reconhecem-na lealmente, o que se comprova por uma Carta-
Circular de 1936, em que Prestes explicava o insucesso e, entre outras coisas, dizia:
“Eu pensava agir de outro modo bem diferente” – refere-se à revolução comunista
de 1935 – “como já tinha tido oportunidade de me manifestar aos camaradas mais
chegados, PRINCIPALMENTE DEPOIS DO FENÔMENO INTEGRALISTA, que
escapou por completo às minhas cogitações. Informei em sessão secreta do Comintern
que, antes de tentar qualquer golpe no Brasil, era necessário:
“(...).
“3º) – EXTINGUIR OU PELO MENOS ENFRAQUECER O
INTEGRALISMO”.
O próprio Dimitroff o reconheceu:
“Não foi possível vencermos no Brasil porque tivemos a leviandade de subestimar
a força e a influência que o Integralismo representava”.
Então, Dimitroff expede novas instruções gerais, em 1936:
“1 – Exercitar as massas populares no movimento anti-nacionalista (fascismo,
nazismo, “Croix du Feu”, INTEGRALISMO e outras organizações anti-comunistas);
atrair para essa luta a pequena burguesia(classes liberais), reservando-lhes um lugar para
as reivindicações que tiverem, na frente-popular democrática.
“(...)”.
Enfim, o malogro da Revolução Comunista acabou por originar a seguinte
diretiva, também de Dimitroff, que é seguida maquinalmente até hoje pelos comunistas
e pela burguesia apátrida:
“Concentrant lê feu contre “les chefs” intégralistes et la politique hitlerienne du
gouvernement, soulignant que ces “chefs” sont des agents des groupes les plus
réactionnaires de l’impérialisme, il faut partout lutter pour lê front démocratique
national-libérateur, surtout à la base y compris celle de l’Action Integraliste. Il faut
mobiliser les masses pour qu’elles exigent des deux candidats (Armando Salles et José
Américo) non des phrases vides pour la “démocratie”, mais une attitude nette devant les
problèmes concrètes de la démocratization du pays, qui exige, pour commencer, la
libération de Prestes e de sés compagnons, leur amnistie totale, l’établissement d’um
regime de libertes démocratiques, etc”.
Traduzindo para o nosso idioma a parte que mais nos interessa desse precioso
documento:
“Concentrando o fogo contra “os chefes” integralistas (...), sublinhando que
esses “chefes” pertencem aos grupos mais reacionários do imperialismo, lutar em
toda a parte pela frente democrática nacional-libertadora, principalmente na base,
incluindo a luta contra a Ação Integralista.(...)”.
Σ
Todas estas reflexões de caráter histórico são importantíssimas, quando sabemos
que o marxismo – que muitos bisonhos acham que desapareceu com a sinistra União
Soviética – está conspirando ativamente para instaurar no Brasil um Estado Totalitário,
com o seu cortejo de horrores. Hoje, mais do que nunca, o Brasil necessita dos
Integralistas, e que o exemplo dos Companheiros que nos antecederam na Revolução
Integralista nos sirva de seguro farol de orientação na nossa luta por Deus, pela Pátria e
pela Família.
Σ

BIBLIOGRAFIA:
1 – Custódio de Viveiros
“Os Inimigos do Sigma”
Rio de Janeiro – Livraria H. Antunes – 1936 – 200 págs.
2 – Plínio Salgado
“O Communismo contra o Brasil”
Rio de Janeiro – s/ed. – 1937 – 31 págs.
3 – Plínio Salgado
“Páginas de Combate”
Rio de Janeiro – Livraria H. Antunes – 1937 – 189 págs.
4 – Plínio Salgado
“Discursos (1ª Série – 1946/1947)” – 1ª edição
São Paulo – Cia. Ed. Panorama – 1948 – 190 págs.
5 – Plínio Salgado
“O Integralismo perante a Nação” – 4ª edição
em
“Obras Completas de Plínio Salgado” – vol. 9.
São Paulo – Editora das Américas – 1955 – 423 págs.
6 – Plínio Salgado
“Doutrina e Tática Comunistas(Noções Parlamentares)” – 1ª edição
Rio de Janeiro – Livraria Clássica Brasileira – 1956 – 155 págs.
7 – Plínio Salgado
“Livro Verde da Minha Campanha” – 2ª edição
Rio de Janeiro – Livraria Clássica Brasileira – 1956 – 270 págs.
8 – Plínio Salgado
“Palestras com o Povo
“(Irradiações do programa das terças-feiras na Rádio Globo em 1957 e 1958)”
Rio de Janeiro – Livraria Clássica Brasileira – 1959 – 195 págs.
9 – Plínio Salgado
“O Integralismo na Vida Brasileira”
Rio de Janeiro – Edições GRD/Livraria Clássica Brasileira – s/d – 269 págs.
“Enciclopédia do Integralismo” – Vol. I
10 – Plínio Salgado
“Discursos Parlamentares”
Seleção e introdução de Gumercindo Rocha Dorea
Brasília – Câmara dos Deputados – 1982 – 982 págs. – il.
Perfis Parlamentares – vol. 18.
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