PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACORDAO/DECISÃO MONOCRÁTICA REGISTRADO(A) SOB N°

130 ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação n° 0174977-93.2008.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em E que é apelante LTDA sendo UNIVERSAL apelado EMPREENDIMENTOS CONSTRUÇÕES

FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO. ACORDAM, em 9a Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferir a seguinte decisão: "NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO. V. U.", de conformidade com o voto do(a) Relator(a), que integra este acórdão. O julgamento OSWALDO teve LUIZ a participação PALU dos

Desembargadores

(Presidente),

REBOUÇAS DE CARVALHO E GONZAGA FRANCESCHINI. São Paulo, 30 de março de 2011.

OSWALDO LUIZ PALU PRESIDENTE E RELATOR

RELATÓRIO 1.Inadmissibilidade .PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO VOTO N° 3.036 APELAÇÃO CÍVEL N° 0174977-93. morais e à imagem Empresa privada vitima de roubo Pretensão de responsabilizar o Estado por suposta falha do serviço .Sentença mantida.Nexo causai entre a conduta do Estado e o prejuizo não demonstrado . exigivel em se tratando de ato omissivo . 78/82.Danos materiais. Negado provimento ao recurso. Cuida-se de apelação cível interposta em face da r. de conduta culposa da Administração. sentença de fls.2008 COMARCA: SÃO PAULO APELANTE: UNIVERSAL EMPREENDIMENTOS E CONSTRUÇÕES LTDA APELADA: FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO Juíza de Ia instância: Luciana Almeida Prado Bresciani APELAÇÃO CÍVEL .Precedentes .Responsabilidade civil do Estado .Não demonstração. outrossim. 1 .

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO cujo relatório se adota. fls. e processado às contrarrazões relatório. Alega cerceamento de defesa. Já no mérito. de modo que faz jus à indenização pleiteada. 2 . buscando a reversão do julgado e o conseqüente decreto de procedência do pedido inicial. condenação objetivando.&«/^*(Wf77-ÍJ. morais e à imagem que teria sofrido por ter sido vitima de um roubo. a FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO. 100 devidamente e recebido as É o 99). autora (fls. que julgou improcedente a ação de cobrança E proposta CONSTRUÇÕES da ré por LTDA. 3.2O0?-VA. 2.P-ui. Inconformada. FUNDAMENTO E VOTO. /VV. aduz que os danos que sofreu em razão do roubo de que foi vitima são conseqüência do mau funcionamento do serviço público.*'JO%'^ií. II. por que o julgamento antecipado da lide impediu a produção da prova oral requerida. apela a empresa 90/98). em pagar indenização por danos materiais. a UNIVERSAL contra lhes a EMPREENDIMENTOS sintese. Recurso (fls. sobrevieram seguintes.

5.o resultou prejuizo financeiro no valor de R$ 5. seria de nenhum proveito. afastada suscitada pela a alegação a pela Primeiramente. ajuizou a presente ação alegando que em 17 de setembro de 2006 cidade fora de vitima São de roubo que na sede em de seu estabelecimento localizado na avenida paulista. pena de guarida risco Irresignada. do serviço da qual de ora segurança se apela. a empresa autora interpõe o presente recurso. julgou improcedente a ação por não ter verificado a existência de falha no serviço do Estado. A sentença. empresa que empreendimentos atua no ramos e de estacionamento de veículos automotores. bem como em danos à sua moral e à sua imagem. Aduz que tais danos se deram em razão de omissão por parte do Estado na prestação r. bem como pela impossibilidade de se responsabilizar o Estado se dar por todo e à qualquer teoria dano do indiretamente integral. o qual não merece ser acolhido. relacionado a supostas falhas no serviço. . na Paulo. requerida sido Assim. pois o feito foi julgado improcedente caso roubo em do em razão a fora excluida. pública. de Ao cerceamento contrário oral ter autora.546. do Estado afastada tela.PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO 4. Construções Universal Ltda.00. qual responsabilidade vitima. prova de é do de de ser defesa alegado não lhe no no a apelante.

prejuízos Destarte. conforme decidiu a MM. de rigor seu indeferimento. impertinente a prova requerida. por si só. 6. passa- se ao mérito da demanda. é incabivel que seja o Estado responsabilizado pelos prejuízos que a empresa apelante experimentou em razão do roubo perpetrado em seu estabelecimento. Superada tal questão. a pois não capaz se de da demonstrou o nexo causai entre o dano e a conduta Administração. Carvalho Filho: Santos "o nexo de causalidade importância responsabilidade supérfluo e para civil é fator de a do de fundamental de exame de atribuição Estado. De fato. o foi apelante à José apontar. concretamente. Juiza. não permite que se conclua da pela falha Não no serviço.PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO responsabilidade delito empresa trouxe trouxe autora do fazer de réu pelos de prejuízos que o que o á à apelante. com o julgamento antecipado da lide. de nada prova ordem moral adiantaria roubo (fls. fatos 0 apressado causadores danos a indivíduos tem levado alguns intérpretes à equivocada conclusão de responsabilidade civil 4 . embora se reconheça tratar-se de fato lamentável. 0 fato de ter havido um crime. lhe 76). onde estaria o nexo causai ligando evento Conforme danoso ensina conduta dos Administração.

200Í . que 'a responsabilidade que o Estado responda pelo que lhe for imputado.'" dose de acerto. 22 a edição. Essa é a razão por com i n t e i r a objetiva como dano causai exige. ("Droit A d m i n i s t r a t i f ' . p.Vrf.PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO do Estado. LAUBADÈRE. 145 e s s . um fato vitima e imputável a à Administração) . tanto como nacional. Paris) no entender que a f a l t a do serviço pode c o n s i s t i r em uma * f a l t a anônima'. o dano da de que o dano proveio certe za efetivamente daquele f a t o . do nexo que os estudiosos fixada requisito entre pelo para texto têm consignado. •« J0J< « .J. ou seja. . como a a l i e n í g e n a . 532. constitucional a fixação estatal. ed. ou não foi aquele que normalmente se poderia e s p e r a r .D. PP.U» P*U» 5 . Para que se tenha com o uma análise absolutamente consentânea mandamento constitucional. não sublinhado no o r i g i n a l ) . VENEZIA & GAUDENET. 16. L.G. é necessário que se veri fique se realmente houve um fato administrat ivo ( ou seja. como c i t a d a . por exemplo A doutrina é dominante. o serviço é que funcionou mal. pelo e a atividade funcional (Manual de agente Direito Administrativo. da qual o autor não aparece de modo p r e c i s o . A f a l t a do serviço c o n s i s t i r á notadamente: no caso em que o serviço não funcionou (acidente na via pública causado por f a l t a de s i n a l i z a ç ã o de uma obra pública) ou em AftUfU Ci*l ** WW7M3. o dano produzido desempenhada.

) A teoria da falta do serviço público é ainda original por sua característica de graduação: em certas matérias. o mesmo José dos Santos Carvalho Filho. p. 143).PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que ele funcionou mal ou muito tarde. A mesma doutrina não deixa de remarcar. conduta apelante prevenção fora o omissiva tenta do quanto -. . investigação imprescindível. em face das dificuldades do funcionamento do serviço público. do Ademais. a jurisprudência. com precisão. entretanto. . Estado imputar serviço na é da ao tratando-se . pondera: . que do de que a mal na o a da funcionamento policia. 7. E na hipótese. (culpa prejuízo que sofreu em virtude do roubo do qual vitima elemento para anônima responsabilidade se configure. exige. cit. para que a responsabilidade da administração seja presente. A esse respeito.haja vista suposto tanto crime. que esteja presente culpa Administração) . não há nos autos elementos que possam levar à conclusão de que o Poder Público tenha concorrido para a ocorrência do evento. que tenha havido uma falta grave. ainda que se admita o fato da omissão estatal. ( . ser necessária a prova do nexo causai ou que o dano seja ximputable au service public' (ob.

já que ela própria assume a condição de lesada juntamente com os passageiros. de furtos e assaltos à mão armada em transportes coletivos ou na via pública. Destarte. por verdadeira isso resulta dissociado análise jurídica. Semelhante visão. Sem a prova da culpa. conforme entendido esta Colenda Nona Câmara: tem "APELAÇÃO materiais." (obra citada. porém. não há como responsabilizá-lo civilmente por atos de terceiros. fundase em argumento mesmo. É o caso. Somente mediante a constatação de que a omissão foi a responsável conjunta pela ocorrência do dano é que se pode atribuir a responsabilidade estatal. CÍVEL morais e Indenização estéticos por danos em sofridos 7 . não há como responsabilizar a empresa concessionária de transporte.PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO "Sem que se possa imputar atuação omissiva direta ao Estado. É justo reconhecer que opiniões em sentido contrário se justificam em razão do cansaço da sociedade pelo alto grau de violência que tem assolado as grandes cidades. 8. Nesse sentido se têm pronunciado os Tribunais. de ordem emocional. 536). da que. p. lamentavelmente freqüente.

a Administração Pública possa ser Sentença de improcedência (Apelação Civel de Direito responsabilizada mantida .O Poder público somente responde pelos danos que seus agentes.2010). em 15.j . em 24.310839-6 9a Câmara Público .11.12. E também a Colenda 13 a recentemente proferiu julgamento no mesmo "INDENIZAÇÃO .Ausência de qualquer evidencia de no caso.u» p*u» 8 .Rei." n° 990.A ausência de policiais no local por si só não dá ensejo à Responsabilidade Civil do Estado .j.IM. Des. 36.iooi . AftUfi* &*i«.10.468335-1 .2010).10. *« yoa <*>.Rei. Peiretti de Godoy .DANOS MORAIS . causarem a terceiros Precedentes Superiores desta Câmara e dos Tribunais . nesta qualidade. § 7 o da CF . Des. .TJ/SP .Vitima de assalto em via pública .PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO tentativa de roubo ocorrida no interior de estação do Metrô .TJ/SP ." (Apelação Civel n° 990. De Paula Santos .' vwrn-ft.Recurso não provido.Sentença que se mantém não provido.Alegada omissão do Estado Responsabilidade por omissão que é de natureza subjetiva que.Art.Recurso .

&*i»1omm-tt2D09-\/H»+£JOi6<>°-Si*P*J* 9 .PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Ante todo o e x p o s t o . o. nego provimento ao r e c u r s o . pelo AtAii.

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