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ARTIGO 1

Regras para as Ginastas


1.1 Requisitos para Ginasta.

Deve estar informada sobre o Código e agir de acordo com as regras especificadas
abaixo:
- Collants e requisitos auxiliares:
- Deve usar o uniforme de competição corretamente, não transparente e com um
modelo elegante.
• A cava da perna do collant não pode ultrapassar o osso do quadril (máximo).
• decote do collant na frente e atrás deve ser apropriado, não pode ultrapassar a linha
media do esterno e nem a parte mais baixa da escápula.
• Os collants podem ser com ou sem mangas, quando são sem mangas, as alças
devem ter no mínimo 2cm.
- emblema nacional deve estar centralizado na altura do esterno ou peito, ou em uma
das mangas segundo as regras de publicidade da FIG.
- Os anúncios publicitários devem estar na lateral do quadril ou em uma das mangas
segundo as regras de publicidade da FIG.
- As ginastas de um mesmo País devem usar collants idênticos na competição
classificatória e final por equipe (CI e CIV).
- Não é permitido o uso de jóias (pulseiras ou colar). Somente são permitidos pequenos
brincos (com tarraxa).
- Devem usar os números dorsais, Podem ser aceitos pedidos por escrito para que os
números dorsais sejam retirados, em casos especiais de giros sobre as costas na
trave ou solo. Então, a ginasta deverá mostrar manualmente o número dorsal,
imediatamente antes de sua apresentação para a responsável no início da série.
- Não é permitido o uso de protetores (almofadas) nos quadris ou outro lugar qualquer.
Bandagens são permitidas e devem estar seguramente fixadas.
- Nas paralelas é permitido o uso de protetores nas mãos (estafa).
- O uso de sapatilha e meia (soquete) é opcional

1.1.2 - Uso do magnésio:


- Durante a preparação das barras na paralela, não é permitido o uso excessivo de
magnésio, causando desagradável e prejudicial dispersão do magnésio no podium.
- Podem ser feitas pequenas marcas com o magnésio na trave.
- Não é permitido espalhar magnésio sobre o solo. São permitidas pequenas marcas,
por exemplo: “X” como orientação para elementos acrobáticos difíceis.

1.1.3 - Modificações nos aparelhos:


- É permitido o uso de um colchão adicional (macio) de até 10cm sobre os colchões
oficiais de aterrissagem básicos. (20cm).
- Com aprovação por escrito do CTF é permitido aumentar a altura de ambas as barras
da paralela (5 cm cada uma), se os pés ou o quadril da ginasta tocam os colchões.
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1.1.4 - Regras para o aquecimento:
- Na competição classificatória – I, Final por equipe – IV, Final Individual – II e
Finais por aparelho - III
• Cada ginasta tem o direito a um período de aquecimento imediatamente antes da
competição, em todos os aparelhos.
• Salto: 2 (dois) saltos no mínimo
• Trave e Solo: 30 segundos por ginasta .
• Paralelas: 50 segundos por ginasta, incluindo a preparação das barras
.
OBSERVAÇÃO:
- Na Competição classificatória – I e Final por equipes – IV, o tempo de aquecimento
total (30 segundos por ginasta no salto, trave e solo respectivamente e 50 segundos
na paralela) pertencem a equipe. A equipe deve observar o passar do tempo, para que
a última ginasta tenha o seu tempo de aquecimento.
- Nos grupos mistos o tempo de aquecimento pertence particularmente a ginasta.
- A finalização do período de aquecimento é indicado por um “sinal”. Se neste momento
uma ginasta está mental e fisicamente preparada para saltar ou encontra-se sobre o
aparelho, pode completar o elemento ou seqüência iniciada. Após a finalização do
período de aquecimento ou durante a “pausa da competição” o aparelho pode ser
preparado mas não usado.

1.1.5 - Regras Gerais da Competição:


- Com respeito a avaliação de um salto ou elemento novo, deve entregar uma
solicitação por escrito, por intermédio do treinador ou chefe de delegação, segundo o
cronograma estabelecido no Plano de trabalho. Ver artigo 5.5
- Antes do treinamento de podium deve entregar uma solicitação por escrito, em caso
de necessidade de aumentar a altura das barras da paralela assimétrica.
- Deve apresentar-se ao Responsável pelo Júri do Aparelho, no início e final do
exercício.
- Deve observar que para iniciar o exercício, a luz verde deve estar acesa ou que o
Membro do CTF tenha dado o sinal para começar.
- Deve iniciar o exercício dentro de 30 segundos (em todos os aparelhos).
- Após uma queda tem 30 segundos para recuperar-se, colocar magnésio ou falar com
seu treinador(a), antes de reiniciar o exercício na Paralela, e 10 segundos antes de
subir novamente na Trave.
- Deve abandonar o podium imediatamente após o término do seu exercício.
- Pode ter uma pessoa sobre o podium para segurança, nos elementos D/E/Super E, na
Paralela. Quando este elemento estiver no início do exercício, pode haver uma
segunda pessoa (treinador(a) ou ginasta) sobre o podium para retirar o trampolim.
- Caso tenha necessidade de abandonar a área de competição, esta não pode sofrer
atraso devido a sua ausência. Uma ausência injustificada da área de competição pode
levar a desqualificação e perda de medalhas.
- Não deve falar com os árbitros que estão atuando durante a competição.
- Deve participar na respectiva entrega de medalhas com vestimenta adequada,
segundo o protocolo da FIG.
- Como ginasta reserva para o Concurso II e III deve respeitar as regras do
Regulamento Técnico da FIG.

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1.2 – Direitos da ginasta
Além das regras já mencionadas que incluem responsabilidades e direitos, a ginasta tem
garantido o direito de:
- ter no ginásio de treinamento, ginásio de aquecimento e no treinamento de podium,
colchões e aparelhos idênticos aos da competição, conforme as especificações e
normas das competições oficiais da FIG.
- Receber por escrito a avaliação da dificuldade do salto ou elemento novo apresentado,
dentro de um tempo razoável, antes do começo da competição.
- Que sua nota seja mostrada ao público, imediatamente depois de sua apresentação,
por meio de sistema eletrônico ou manual aceito pela FIG e
- Receber por meio do chefe de delegação os resultados emitidos, que mostrem todas
as notas recebidas pela ginasta durante a competição.

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ARTIGO 2
Regras para os Treinadores
2.1 - Requisitos para os Treinadores (Mulher ou Homem)
Devem conhecer o Código de Pontuação e agir de acordo com suas regras, que são
especificadas a seguir:
- Devem comportar-se de uma maneira justa e desportiva durante a competição, em
particular:
• no aparelho
• durante os desfiles desde e até o aparelho
• durante a cerimônia de premiação.

2.1.1 - Número de Treinadores permitidos na área de competição


- Classificação – I e Final por equipe - IV:
• para equipes completas - 1 treinadora e 1 treinador ou 2 treinadoras, se existir
somente um treinador, poderá ser homem
- Classificação – I:
• Países com 3, 2 ou uma ginasta(s) individuais – 1 treinador (homem ou mulher).
- Final Individual – II e Final por aparelhos – III
• Cada ginasta – 1 treinador (mulher ou homem).

2.1.2 – Locais onde é permitida a presença dos treinadores


- No podium durante o período de aquecimento para auxiliar a ginasta ou equipe sob
sua responsabilidade:
• no Salto para arrumar o trampolim e o protetor (2 treinadores).
• no Salto, Paralela e Trave para colocar o colchão suplementar de aterrissagem (2
treinadores).
• na Paralela, para preparar os barrotes (2 treinadores).
- No podium depois de acesa a luz verde:
• na Paralela para retirar o trampolim, e dar segurança durante todo o exercício
sempre que sejam realizados elementos D/E/Super E (1 treinador). Quando este
tipo de elemento estiver no começo do exercício, pode haver uma segunda pessoa
(treinador ou ginasta) no podium para retirar o trampolim.
• na Trave para retirar o trampolim (1 treinador – que após esta ação deverá
abandonar imediatamente o podium.
• em todos os aparelhos em caso de lesão ou defeito no aparelho.
Ao lado do podium, no Salto, Paralela e Trave para assessorar a ginasta durante o tempo
intermediário depois de uma queda.

2.1.3 – Não é permitido aos treinadores


- Falar diretamente com a Ginasta, fazer sinais, gritar ou atitudes similares durante o
exercício.
- Obstruir a visão dos Árbitros:
- quando permanecem no podium para dar segurança na Paralela ou
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- - quando retiram o trampolim.
- Mudar a altura dos aparelhos sem permissão da responsável do Júri de
competição.
- Questionar os Painéis A ou B com relação a avaliação durante a competição.
- Fazer contato com os árbitros dentro da área de competição e/ou com outras pessoas
que estejam fora da área durante a Competição. Com exceção do: médico da equipe e
chefe de delegação.
- Interferir nos direitos dos outros participantes.
- Atrasar a competição.

OBSERVAÇÃO:
Ver artigo 6 com respeito as deduções por violações e comportamento antidesportivo.

Na ocorrência de situações imprevistas ou incomuns, é permitido solicitar por escrito


esclarecimentos por escrito a Presidente do Júri de competição, através do Chefe de
Delegação.

2.2 – REGRAS GERAIS


Além das regras aqui mencionadas que incluem tanto responsabilidades como direitos, o
treinador tem garantido o direito de apresentar por escrito uma solicitação, representando
a ginasta e o chefe de delegação:
• para avaliação de um salto ou elemento novo (ver artigo 5.5)
• para subir os barrotes da Paralela (ver artigo 1.1.5) e entregar a ordem de
apresentação e todas as informações solicitadas e estipuladas no Código de
Pontuação e/ou Regulamento Técnico da FIG.

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ARTIGO 3
Regras para os Árbitros
3.1 - Comitê Técnico Feminino da FIG
Os membros do Comitê Técnico Feminino da FIG atuam em todas as competições oficiais
da FIG – Campeonatos Mundiais, Copa do Mundo e Jogos Olímpicos.

3.1.1 - Presidente
A Presidente do CTF e ou sua substituta preside o Júri de Competição e tem juntamente
com os membros do CTF a função de:
- dirigir as reuniões de árbitros antes das competições.
- sortear os árbitros para os 4 Júris de Aparelhos (Painéis A e B) nas diferentes fases da
competição.
- Avaliar os Saltos e elementos novos apresentados.
- Aprovar ou não o pedido por escrito de uma Federação para aumentar a altura dos
barrotes da Paralela, para uma ginasta em particular.
- supervisionar o controle dos aparelhos de acordo com as normas e especificações da
FIG.
- Ocupar-se com perguntas e solicitações sobre a competição de acordo com o
Regulamento Técnico/FIG específico para a competição.
- Aplicar as disposições do Regulamento de recompensas, sanções e apelações para
os árbitros da FIG e
- Cumprir todas as obrigações especificadas no Regulamento Técnico da FIG.

3.1.2 - Membros
- Durante cada fase da competição, cada uma atua como membro do Júri de
Competição ou como Responsável pelo Júri do Aparelho.
- Como membro do Júri de Competição, auxilia a Presidente nas obrigações
especificadas no Artigo 4.3 – Júri de Competição.
- Como responsável pelo Júri de Aparelho, deve cumprir as responsabilidades
especificadas no Artigo 4.2 – Responsável pelo Aparelho, em particular.
• Dirigir o trabalho dos Painéis A e B.
• Colaborar na sessão de revisão para os árbitros, reuniões e sorteio dos árbitros.

3.2 Árbitros
Todos os membros dos Júris de Aparelhos (Painéis A e B, assistentes e secretarias)
devem possuir um exato e adequado conhecimentos sobre:
- O regulamento Técnico (RT) da FIG
- O Código de Pontuação da FIG, para a Ginástica Olímpica Feminina.
- Os apêndices do Código da FIG com os saltos e elementos novos.
- O Regulamento de recompensas, sanções e apelações da FIG.

Devem:
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- Ter participado com êxito de um Curso Intercontinental, Continental ou Internacional.
- Possuir e apresentar o Brevet e o Livro de Árbitro do corrente ciclo.
- Estar na listagem Mundial de Árbitros.
- Possuir a categoria correspondente aplicável a competição (em questão).

São responsáveis em:


- Participar da Reunião de Arbitragem antes da respectiva competição (o
CTF/FIG decidirá sobre exceções extraordinárias que sejam inevitáveis).
- Estar presentes e ser pontuais em todas as reuniões de arbitragem.
- Assistir ao treinamento de podium.
- Estar no local da competição 1:30 h antes do início ,segundo o cronograma
estabelecido.
- Usar o uniforme de competição estabelecido pela FIG (traje (tailler) azul escuro e blusa
branca) com exceção dos Jogos Olímpicos, onde o uniforme será fornecido pelo
Comitê Organizador.
- Seguir as instruções entregues pelas autoridades competentes.
- Estar preparada previamente, em todos os aparelhos, antes da competição.
- Cumprir as obrigações especificadas no Artigo 4, principalmente :
• 4.3 – Responsável pelo Aparelho
• 4.4 – Júri do Aparelho
- avaliar os exercícios atentamente, consistentemente, rápido, com objetividade, com
imparcialidade e eticamente.
- Compreender e acatar as tarefas de registro, como:
• entrada das notas no computador.
• Preenchimento das papeletas
• Uso das planilhas de símbolos.
• Possuir registro de suas próprias notas.

Durante a competição o árbitro não deve:


- abandonar seu lugar, exceto com o consentimento da Responsável pelo Aparelho..
- Ter contato e ou discussões com outras pessoas, por exemplo: técnicos, chefes de
delegação e outros árbitros.

Somente o membro do Comitê Técnico Feminino e seu respectivo Painel A, tem o direito
de fazer contato com a Presidente do CTF e ou Júri de Competição.

Todos os árbitros devem atuar de forma profissional todo o tempo, dando exemplo ,
com um comportamento ético imparcial.†
Nos casos em que se tomem uma ação arbitraria contra um árbitro, este tem o direito de
apresentar uma apelação:
• ao Júri de Competição, se a ação foi iniciada pela Responsável pelo Júri do Aparelho.
• Ao Júri de Apelação, se a ação foi iniciada pelo Júri de Competição.

OBSERVAÇÃO:
† Ver:
- Regulamento de recompensas, sanções e apelações de árbitros da FIG (edição em vigência).

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- Regulamento para Árbitros da FIG, de Ginástica Olímpica Feminina (edição em vigência) para
categorização e os requisitos para as ativação dos árbitros.

3.3 – Juramento dos Árbitros


Nas competições oficiais da FIG e outras competições importantes, Os Júris e Árbitros
deverão prometer em uníssono, respeitar os dizeres do Juramento de árbitros:

“ Eu declaro, em minha honra, que na qualidade de árbitro, me guiarei somente pelo


espirito de lealdade e dignidade desportivas, e prometo julgar o trabalho apresentado
conscientemente e sem levar em consideração a pessoa ou nação”.
ARTIGO 4
Estrutura, Composição e Funções dos Júris
4.1 – Júri de Apelação (RT/FIG 7.8.3)
É formado por:
- dois membros do Comitê Executivo, designados pelo Comitê Executivo (um deles atua
como Presidente) e
- um membro do Comitê Técnico Feminino (que não esteja envolvida no Júri de
Competição, nem no processo de julgamento do Aparelho em questão)., designada
pelo CTF.
O Júri de Apelação se ocupa ao final de cada sessão, de qualquer apelação feita pelos
árbitros que tenham sido advertidas ou excluídas pelo Júri de Competição.

O Júri de Competição e o Júri do Aparelho correspondente, podem ser consultados


durante o processo de preparação das decisões a serem tomadas.

4.2 – Júri de Competição


O Júri de Competição tem a seguinte formação:
- Presidente do Comitê Técnico Feminino, que cumpre a Função de Responsável pelo
Júri de Competição e
- Dois (2) membros do Comitê Técnico Feminino designadas pelo mesmo.
- Júri de Competição decide com a Responsável pelo Júri do Aparelho, problemas
técnicos e quando os exercícios poderão ser repetidos.

O Júri de Competição
- supervisiona toda a competição e se ocupa de:
1. qualquer infração disciplinar ou circunstancia extraordinária que afete a ginastas,
treinadores e árbitros durante a competição, e
2. revisa continuamente a avaliação do Júri dos Aparelhos e se ocupa de:
3. qualquer erro grave de julgamento, tomando a ação que considere necessária segundo
as regras do Código e Regulamento de recompensas, sanções e apelações.

Em colaboração com o Júri de Competição e respectivo membro do CTF, a Presidente do


CTF, se ocupa de:
- advertência, remoção e substituição de qualquer pessoa envolvida no julgamento, se é
evidente e está documentado:
• um conhecimento insuficiente
• avaliação subjetiva e ou
• comportamento não profissional

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- A remoção de treinadores (mulher ou homem) da zona delimitada e da área do
podium, face a uma violação das regras de comportamento e
- Aplicação das deduções correspondentes, em caso de violações das regras de
comportamento por uma ginasta ou treinador.

Na preparação da competição e com a ajuda dos membros do CTF/FIG, a Presidente do


CTF:
- toma as decisões necessárias para um bom desenvolvimento da competição,
assegurando-se que os requisitos técnicos e organizacionais estejam em ordem.

- Supervisiona o controle:
• dos aparelhos de acordo com as normas da FIG.
• dos sinais eletrônicos, os dispositivos de tempo, papeletas, etc.
- dirige a sessão de revisão e as reuniões de arbitragem antes das competições e
- é responsável pelo sorteio dos árbitros para os 4 Júris de Aparelhos (Painéis A e B)
nas diferentes fases da competição

Durante a competição, a Presidente do CTF


- dirige o Júri de Competição
- tem direito de consultar a Responsável do CTF, no Aparelho, quando em sua opinião
• a dedução média do Painel B não se mantém consistente, com um mesmo padrão
de julgamento durante toda a competição neste aparelho.
• ocorre um valor de partida impossível segundo as regras do Código.
- corrige e assina as súmulas oficiais depois de uma troca de nota e
- informa constantemente o Comitê Organizador com respeito a todas as questões
referentes a competição.
(Referências: RT FIG 4.7, 7.8.2 , 7.9 , 7.10 , 7.11 , 7.14.3 , 11.3)

4.3. Responsável pelo Aparelho (Membro Do CTF)


- Orienta o trabalho dos árbitros antes da competição, para que realizem um trabalho
correto no respectivo aparelho.
- Dirige e controla o trabalho de todo o Júri do Aparelho.
- supervisiona o trabalho das assistentes e cronometristas, segundo as sessões 4.4.4 e
4.4.5
• em particular a ordem de apresentação correta dentro de uma equipe ou em um
grupo misto.
- Registra o conteúdo total dos exercícios em símbolos.
• Calcula o valor de partida ( Nota A).
• Determina as deduções das falhas ocorridas (Nota B).
• Registra a nota de controle, em função da avaliação dos Painéis A e B.
• As quais entrega no final da competição.
- Com o Painel A, decide quando:
• a ginasta não se apresenta antes e ou depois do exercício.
- em caso de desacordo entre A1 e A2, ela intervém para resolver o Valor de Partida.
- Informa o Júri de Competição sobre irregularidades no julgamento e ou violações das
regras de comportamento durante a competição e
1. propõe as penalidades e sanções correspondentes ( para árbitros, ginastas e
treinadores).
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- Observa se as deduções neutras de tempo, linha e falhas de comportamento são
tiradas da nota média final, antes de serem mostradas.
- Em casos de notas extremas (com muita diferença) e ou impossíveis, a Responsável
tem o direito de intervir para assegurar-se que a ginasta receba a nota correta e justa.
A Responsável, em consulta com o Júri de competição, pode intervir no Júri B no
momento oportuno, tanto imediatamente depois do exercício como ao final da rotação,
de modo que se possa fazer a revisão do vídeo.
• guia para o desvio máximo permitido entre a dedução média do Painel B e a
dedução do controle é:
- 0,15 p. para notas médias entre 9,60 p. – 10,00 p.
- 0,25 p. para notas médias entre 9,00 p. – 9,59 p.
- 0,35 p. para notas médias abaixo de 9,00 p.
OBS: a nota média é a decisiva
• Com aprovação do Júri de Competição, a Responsável pode aplicar a dedução
base, que é calculada da seguinte maneira:
(dedução média + dedução do controle /2).
- Entrega um relatório por escrito sobre todas as ocorrências à Presidente do CTF.

4.4 – Júri de Aparelho (Painéis De Árbitros)


A principal responsabilidade do Painel A é avaliar o conteúdo máximo de valor do
exercício.

A principal responsabilidade do Painel B é avaliar as faltas de execução, apresentação e


apresentação artística ocorridas durante o exercício.

A estrutura do Júri de Aparelhos para os diferentes tipos de competição é a seguinte: (ver


quadro no final do Artigo 4):

Campeonatos Mundiais e Competições Competições por Equipes


Jogos Olímpicos Internacionais
Opção # 1
- Um membro do CTF (A) 2 árbitros do Painel A,
(Responsável) (A) 2 árbitros do Painel A com:
(A) 2 árbitros do Painel A ,com: A1 como Responsável
(B) Seis (6) árbitros do A1 como Responsável do Júri do Aparelho
Painel B pelo Júri do Aparelho
A2 também como
árbitro #1 do Painel B

Total = Nove (9) Árbitros (B) Seis (6) árbitros - (B) 4 árbitros - incluindo
incluindo A2 do Painel A. A1 e A2 do Painel A..

Total = Sete (7) Árbitros. Total = Quatro (4) Árbitros.

Opção # 2
(A) 2 árbitros do Painel
A, com:
A1 como
Responsável pelo
Júri do Aparelho
(B) 4 árbitros
10
Total = Seis (6) Árbitros

Auxiliadas pelas Assistentes (cronometristas e árbitros de linha) e secretárias com Brevet


internacional.

4.4.1 Funções do Painel A


- As árbitros do Painel A são designadas ou sorteadas pelo CTF/FIG.
- A1 atua como Responsável assistente e é a coordenadora do Painel A..
- As duas árbitros do Painel A registram o conteúdo total dos exercícios em símbolos
,avaliam independentemente, sem parcialidade e depois em conjunto determinam o
valor de partida do exercício (VP). É permitida discussão entre A1 e A2
- A2 entra com o Valor de Partida no computador.
- Em caso de desacordo entre A1 e A2 devem solicitar o conselho do membro do CTF
(Responsável).
- são responsáveis pelo Valor de Partida (em décimos, ex.: 9.60) que deve ser
- lançado no computador o mais rápido possível.

Ao valor de partida pertencem:


- Todos os elementos de dificuldade A – B – C
- Valor de dificuldade por dificuldades D – E – Super E
- Valor de ligações
- Deduções por:
• Falta de Exigências especiais
• Omissão de saída ou saída não permitida
- Nota “0” por execução de um salto inválido.
- Ao terminar a competição devem entregar os formulários detalhando as violações e
questões duvidosas com o número e nome da ginasta.
- Depois da competição devem fazer uma avaliação completa baseadas nas análises
dos vídeos, sob a supervisão e colaboração do CTF, em particular da Responsável
pelo Aparelho.
• entregar este relatório o mais rápido possível, não mais de um mês depois de
finalizada a competição.
- Devem deixar disponíveis as anotações em símbolos durante as consultas.

A1 A2
Calcula o valor de Calcula o valor de
partida com A2, e atua partida com A1
como Responsável
assistente coordenando
o trabalho do Painel A

4.4.2 Funções do Painel B


- O Painel B é sorteado sob a responsabilidade do CTF de acordo com o Regulamento
Técnico 7.10
- Devem observar os exercícios atentamente e avaliar corretamente as falhas
com suas deduções correspondentes, independentemente e com imparcialidade.

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- Devem registrar as deduções por:
• Falhas gerais
• Falhas de composição específicas do aparelho
• Falhas de execução específicas do aparelho
• Ajuda durante o Salto, exercício e ou saída (Paralela, Trave e Solo).
• Falhas de apresentação artística (Trave e Solo).
- Os árbitros trabalham com um total de deduções de cinco centésimos (Ex.: 0,55 p.)
- Devem preencher a papeleta rápida e claramente, assinar de forma legível e
imediatamente lançar as suas deduções no computador com exatidão. As deduções
deverão entrar no computador separadamente:
1. soma das deduções por falhas gerais, falhas específicas e ajuda, etc.
2. soma das falhas por Apresentação Artística (Trave e Solo)
- Devem ter a disposição o registro pessoal por escrito de suas avaliações em todos os
exercícios.
- Se for utilizado um sistema de computação manual, devem controlar que os estafetas
levem imediatamente suas papeletas.
- Se o sistema de computação for manual, as seis notas do Painel B devem ser
mostradas simultaneamente.

4.4.3 - Papeletas de Notas para os Painéis A E B


Os Painéis A e B devem julgar o exercício de acordo com o critério já mencionado e
preencher a papeleta de notas correspondente* .

* OBS:
Em competições oficiais da FIG, podem ser eliminadas as papeletas de notas e a
computação manual, por intermédio de um acordo entre a Presidente do CTF,
responsáveis pela computação e os organizadores.

† Ver Apêndice IV –3.

4.4.4 - Funções Das Assistentes


As assistentes são sorteadas entre os árbitros com brevet para atuar como:
- Árbitros de linha no solo para determinar a saída da área de solo.
- Árbitros cronometristas nas Paralelas, Trave e Solo para:
• Cronometrar a duração do exercício (na trave e solo) e tempo intermediário de
queda (na trave).
• Cronometrar a duração do tempo de queda (na Paralela).
• Controlar o início do exercício após acender a luz verde e o ajuste com o tempo de
aquecimento.
 Em caso de descumprimento, notificação por escrito para a secretária.

4.4.5 - Funções das Secretárias


As secretárias, com brevet FIG, normalmente são nomeadas pelo Comitê Organizador.
Sob a supervisão do Membro do CTF (Responsável) as secretárias são responsáveis pela
exatidão de todas as entradas nos computadores.
- Correta ordem de entrada das equipes e ginastas.
- Funcionamento das luzes verde e vermelha.
- Anúncio correto da Nota Média Final.

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Júri de Aparelhos (Painéis de Árbitros)
Campeonatos Mundiais, Jogos Olímpicos e Copas do Mundo
9 Árbitros
Membro do CTF
Responsável – Controle
Calcula a Nota de Partida e deduções para
avaliação dos Painéis A e B
Painel A Painel B
A 1 – Responsável A2 6 Árbitros
Assistente
Calculam a Nota de Partida Eliminam-se as deduções mais alta e mais
baixa.
Consulta a Entra a Nota de Média das 4 deduções intermediárias, que
Responsável Partida é diminuída da NP = Nota Final
quando necessário

Competições Internacionais
7 Árbitros
Painel A Painel A e B Painel B
A1 A2 6 Árbitros
Responsável e Arbitro B 1 incluindo a A 2
Calculam a Nota de Partida
Calcula deduções para Eliminam-se a dedução mais baixa e a mais alta.
avaliação do Painel B Média das 4 deduções intermediárias, que é diminuída da
Nota de Partida = Nota Final

6 Árbitros
Painel A Painel B
A1 A2 4 Árbitros
Responsável
Calculam a Nota de Partida
Calcula deduções Eliminam-se a dedução mais baixa e a
para avaliação do mais alta.
Painel B Média das 2 deduções intermediárias, que
é diminuída da Nota de Partida = Nota final

Competições por Equipe


4 Árbitros
Painel A e B Painel B

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A1 A2 4 Árbitros
Responsável e Árbitro B 2 incluindo A 1 e 2
Árbitro B 1
Calculam Nota de Partida
Calcula deduções Eliminam-se as deduções mais alta e mais baixa. Média das
para avaliação do 2 deduções intermediárias, que é diminuída da Nota de Partida =
Painel B Nota Final

Obs.: O Painel A dá a Nota de partida a partir de 10.00p.

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4.5. Localização do Júri de Aparelhos (Painéis de Árbitros).
Os Árbitros devem sentar-se o mais longe possível do Aparelho, se for possível, sobre
pódios elevados (30 a 50 cm de altura), para permitir-lhes uma observação correta do
exercício e sem perturbações. Especificamente no salto, as duas fases de vôo devem ser
visíveis para todos os Árbitros).
- A Responsável deve estar na linha central do Aparelho.
- A cronometrista(s) senta-se ao lado do Júri do Aparelho, e no diagrama é indicada com
a sigla AST.
- Os árbitros de linha, no Solo, devem sentar-se em diagonais opostas e observar as 2
linhas mais próximas de cada uma delas.

Exemplos:

2 3 4 5
1 AST A2 A1 CTF SEC 6
OU
1 2 3 AST A2 A1 CTF SEC 4 5 6

No salto, o Júri do Aparelho (Painel de Árbitros) deve colocar-se pelo menos a 2 metros de
distância do cavalo, localizado desde o centro do aparelho até ao lado da aterrissagem. A
distribuição ideal é a seguinte:

3 4  Sobre Podium de 50 cm.


2 5  Sobre Podium de 30 cm

A2 A1 CTF SEC  Sobre Podium de 50 cm.


AST 1 6  Sobre Podium de 30 cm

OU

3 4 5 6  Sobre Podium de 30 ou 50 cm.

1 2 A2 A1 CTF SEC AST  Sobre Podium de 30 ou 50 cm.

4.6 - Cálculo das Notas


Os árbitros são obrigados durante seu trabalho a seguir as regras do Código de
Pontuação, artigos 5-11, de uma maneira imparcial e consciente, caso contrário, o
CTF/FIG e ou o Júri de competição poderá sancioná-las segundo o Regulamento de
recompensas, sanções e apelações para árbitros FIG*.
* Ver apêndice IV-5.
15
Na avaliação dos exercícios, os árbitros trabalham com um total de deduções de cinco
centésimos (ex.: 0.55 p.). Preenchem a papeleta e lançam as deduções no computador,
depois que o valor de partida tenha sido determinado e mostrado pelo Júri A.

As seis notas dos árbitros são a base para o cálculo da Nota. A dedução mais Alta e a
dedução mais Baixa são eliminadas, as 4 deduções intermediárias são somadas e
divididas pôr quatro = Nota do Painel B.

Exemplos:
Painel A valor de partida = 9.70 p.
Painel B deduções

Árbitros: B1 B2 B3 B4 B5 B6
Execuç. 0.60 0.50 0.50 0.45 0.40 0.30
A. Artís. 0.25 0.20 0.10 0.15 0.10 0.05
X X X X
Deduç. 0.85 0.70 0.60 0.60 0.50 0.35
X X X X .
Notas 8.85 9.00 9.10 9.10 9.20 9.35

Nota Final = 36.4/4 = 9.10 p.

Painel A valor de partida = 9.30 p.


Painel B deduções

Árbitros: B1 B2 B3 B4 B5 B6
Execuç. 0.70 0.70 0.60 0.65 0.60 0.55
A. Artís. 0.30 0.30 0.30 0.20 0.20 0.15
X X X X
Deduç. 1.00 1.00 0.90 0.85 0.80 0.70
X X X X
Notas 8.30 8.30 8.40 8.45 8.50 8.60

Nota Final = 33.65/2= 8.412 p

Quando se trabalha com quatro árbitros, também se eliminam a dedução mais Alta e a
dedução mais Baixa, as 2 (duas) deduções intermediárias são somadas e divididas por 2
= Nota do Painel B.

Nos sistemas de computação, manual e/ou eletrônico as notas não são arredondadas.
Ex.: 8.4125 não é arredondada para 8.413. Nos resultados divulgados não são mostradas
a quarta e quinta casa decimal.

OBS:
Em todos os totais individuais (individual geral), a eliminação da quarta e quinta casa
decimal pode encobrir um empate. Quando a primeira e segunda casa decimais são
iguais, é necessário um calculo adicional para determinar a classificação efetiva.

16
ARTIGO 5

A Avaliação dos Exercícios


5.1 – Generalidades
Na competição classificatória (C-I), Final por equipes (C-IV), Final individual (C-II), e Final
por Aparelhos (C-III) podem ser realizados o mesmo exercício ou diferente.

O método de avaliação descrito no ponto 5.2 será utilizado durante as competições oficiais
da FIG:
- Campeonatos Mundiais
- Copa do Mundo
- Jogos Olímpicos
E está disponível para competições:
- continentais
- regionais
- por equipes e
- internacionais.

Para competições de Países com um nível de desenvolvimento mais baixo, as autoridades


técnicas continentais ou regionais estipularão Regras modificadas de competição para a
Classificatória e as respectivas finais, que sejam apropriadas a idade das ginastas e nível
de desenvolvimento.
Ver o Programa de desenvolvimento para grupos de idade da FIG
• conteúdo de dificuldade, conteúdo técnico recomendado, exigências especiais e
componentes da avaliação para os quatro aparelho

A princípio não é permitida a repetição de um exercício. Com respeito as exceções, por


ex.: defeitos nos aparelhos, problemas com a gravação da música e sistema de som,
deficiências de organização ou problemas similares que ocorram sem a culpa da ginasta,
o Júri de competição em consulta com o Painel A do respectivo aparelho é responsável
pela decisão.

5.2. Componentes da Avaliação

A atual filosofia com relação ao conteúdo e combinação do exercício, motiva a dar ênfase
na maestria da coreografia, da dança e da acrobacia, apresentadas com graça, arte e
estilo pessoal.

O exercício será avaliado desde 10.00 p. nos Aparelhos: Paralela Assimétrica, Trave de
Equilíbrio e Solo.

Os Saltos serão avaliados de acordo com o Valor de Partida da tabela de Saltos.

As responsabilidades para a avaliação são distribuídas entre os Painéis A e B segundo


são descritas a seguir:
17
5.2.1. Nota A (Valor de Partida/Conteúdo)
A Nota A (Valor de Partida) na Paralela Assimétrica, Trave de Equilíbrio e Solo incluem:
- Partes de Valor - 2.60 p. - Estrutura do exercício (A – B – C)
- Exigências Especiais - 1.20 p.
- Valor Aditivo - 1.20 p.
• Dificuldades (D – E – Super E)
• Ligações
TOTAL - 5.00 p.

Estes componentes da Nota A são descritos no Artigo 5.3

5.2.2. Nota B (Performance/apresentação)


A Nota B inclui deduções por falhas de:
- Composição
- Execução
- Apresentação Artística (Trave e Solo)
TOTAL - 5.00 P.

As deduções das falhas são descritas no Artigo 6 e nos Artigos específicos de cada
aparelho (8 – 11). Os erros estão organizados de acordo com as seguintes categorias:
- Postura corporal, falhas de estética e falhas técnicas.
- Falhas gerais durante todo o exercício
- Falhas de execução
- Falhas na aterrissagem
- Outras falhas (ajuda e exercício com menos de 5 elementos)
- Falhas específicas de cada aparelho, com respeito a:
1. composição
2. execução
3. expressão artística

5.2.3 Nota Média Final


Cumprindo com os requisitos de Partes de Valor (A – B – C) e as Exigências Especiais do
aparelho, e com execução, combinação e expressão artística perfeitas, a ginasta pode
obter uma nota de
8.80 p.

Por Valor Aditivo (Dificuldades e Ligações) pode-se ganhar até 1.20 p.

NOTA MÉDIA FINAL PERFEITA


10.00 p.

A Nota Média Final é calculada segundo a seguinte fórmula:


Nota A menos Nota B = Nota Final

Exemplo do cálculo:
- Nota A desde 8.80 p.
• Falta de partes de Valor - 0.00 p.
• Falta de exigências especiais - 0.20 p.
• Valor aditivo por Dificuldades e Ligações +0.60 p.
NOTA A 9.20 p.
18
- Nota B (deduções)
• Composição e Execução - 0.45 p.
• Apresentação Artística - 0.20 p.
NOTA B - 0.65 p.
A Nota B é calculada fazendo-se a média das 4 notas intermediárias, das 6 notas
(deduções).
NOTA MÈDIA FINAL 8.55 p.

5.3 Componentes da Nota A

5.3.1 Partes de Valor (PV) e Dificuldades

O Código de Pontuação contém Tabelas de Elementos específicas para cada Aparelho


(ver Artigos 8 a 11), nas quais cada elemento é identificado com um número multidigital.

Exemplos:
- 101 a 199 = Partes de Valor A
- 201 a 299 = Partes de Valor B
- 301 a 399 = Partes de Valor C
- 401 a 499 = Partes de Valor D
- 501 a 599 = Partes de Valor E
- 601 a 699 = Partes de Valor Super E

As Partes de Valor, que formam a estrutura do exercício, possuem os seguintes valores:


- Partes A = 0.10 p.
- Partes B = 0.30 p.
- Partes C = 0.50 p.

As partes de Valor exigidas são as seguintes:

Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos


Concursos I – II – III – IV
2A = 0.20 p.
3B = 0.90 p.
3C = 1.50 p.

A mesma Parte de Valor e ou Dificuldade pode ser reconhecida somente uma vez no
exercício.
• Se é realizada uma segunda vez, o Valor do elemento não é considerado.
A contagem dos elementos é feita em ordem cronológica.

Os elementos são considerados diferentes quando aparecem com:


- números diferentes
- números iguais, quando:
• Tem posições diferentes do corpo (grupada, carpada ou estendida), nos mortais.
• Tem diferentes graus de giro ½, 1/1. 1 ½, (180º - 360º - 540º), etc.
• Impulsão dos saltos realizados em uma ou duas pernas
• Apoio se realiza sobre um ou dois braços.

19
• Impulsão ou aterrissagem dos elementos acrobáticos são realizados sobre uma ou
duas pernas (Trave).
• As entradas são realizadas como elementos dentro do exercício.
5.3.2 – Exigências Especiais (EE) (1.20 P.)
Em cada aparelho devem ser cumpridas 6 exigências especiais, que são descritas no
respectivo Artigo de cada aparelho 8.3, 8.4.1, 9.3, 10.3 e 11.3

Os elementos A podem ser usados para cumprir exigências especiais, da maneira como
aparecem na tabela de elementos ou aqueles comumente reconhecidos.

Para cada exigência especial faltante é deduzido 0.20 p. da Nota A


Um elemento pode cumprir mais de uma exigência especial, porém um elemento não
pode ser repetido para cumprir outra exigência especial, por exemplo: repetir o mesmo
mortal C – D para cumprir a exigência da saída no Solo.

5.3.3 Valor Aditivo (1.20 P.)


Para que seja levado em consideração na Nota A, o elemento de Dificuldade e ou Ligação
deve ser realizado sem erro grave ( -0.30 p.) em qualquer dos elementos.

5.3.3.1 Valor de Dificuldade (VD)


São avaliados progressivamente como:
- partes D + 0.10 p.
- partes E + 0.20 p.
- partes Super E + 0.30 p.
As dificuldades D – E ou Super E podem substituir uma Parte de Valor exigida A - B - C e
ainda continuam dando bonificação por Valor de dificuldade.

5.3.3.2 Valor de Ligação (Vl)


Pode-se obter os seguintes valores com ligações:
• + 0.10 p. ou + 0.20 p.

O Valor de Ligação é obtido mediante combinações únicas e muito difíceis de Partes de


Valor e Dificuldades :
- Na Paralela, Trave e Solo.

As fórmulas para o Valor de Ligação são descritas nos respectivos Artigos dos aparelhos:
9.4, 10.4, 11.4.

- De acordo com as fórmulas para se obter a bonificação por Ligação, todos os


elementos acrobáticos com vôo: A – B – C – D – E e Super E, e os elementos de
dança C ou mais difíceis.
- Todas as ligações dever ser diretas, somente no Solo as ligações podem ser indiretas.
- Ligações diretas são aquelas em que os elementos acrobáticos e ou de dança são
realizados sem:
- hesitação ou pausa entre os elementos.
- embalo ou passo suplementar entre os elementos.
- Ligações indiretas (somente para seqüências acrobáticas no Solo), são aquelas nas
quais são realizados elementos acrobáticos com fase de vôo e apoio das mãos (do
grupo 5, exemplo: rondada, flic-flac como elementos preparatórios) ligados
diretamente entre elementos livres - sem mãos – (grupo 5) e mortais (grupo 6 – 7 – 8).

20
- Os elementos não podem ser repetidos (em outra ligação) para receber bonificação
por ligação.
- O reconhecimento dos elementos é feito em ordem cronológica.
- Os elementos na Paralela e os elementos acrobáticos na Trave e Solo podem ser
realizados duas vezes dentro de uma mesma ligação, exemplo:
- Paralela: Tkatchev 2 vezes
Giro gigante para trás com 1/1 giro saltado 2 X
- Trave: layout 2 vezes
- Solo: 2 vezes flic sem mãos + duplo carpado
- A ordem de apresentação das partes de valor dentro de uma ligação podem ser
escolhidas livremente.
- Em uma ligação direta de três ou mais elementos, o segundo elemento (e/ou os
seguintes) podem ser utilizados uma segunda vez:
- a primeira vez como o último elemento de uma ligação
- a segunda vez como o primeiro elemento para começar uma nova ligação.

5.4 Componentes da Nota B

5.4.1 Postura corporal (forma), falhas de estética e falhas técnicas.


Estas falhas estão enumeradas no Artigo 6 – Tabela de falhas gerais e penalizações e
incluem deduções por erros evidentes de:
- posição de braços, joelhos ou pernas.
- Altura do vôo nos elementos acrobáticos e saltos de dança, elementos com vôo na
Paralela.
- Amplitude durante o movimento de todas as partes do corpo.
- Exatidão nas posições do corpo e
- Exatidão das fases durante os giros ao redor dos diversos eixos.

5.4.2 Falhas durante todo o Exercício


Estas falhas estão enumeradas no Artigo 6 – Tabela de falhas gerais e incluem deduções
por erros cumulativos em:
- finalização do movimento
- postura (forma) e
- flexibilidade

5.4.3 Execução e Falhas de Aterrissagem


Estas falhas incluem:
- hesitação no Salto, elevação ou impulso ao apoio invertido.
- Ajuste de empunhaduras, apoios de mão adicionais.
- Tocar, roçar ou golpear com os pés, o colchão ou aparelho.
- Agarrar-se no aparelho e
- Perda de estabilidade e segurança na aterrissagem dos elementos e saídas.

Os descontos ocasionados por quedas ou passos na aterrissagem serão somados às


deduções por falhas de postura e falhas técnicas, incluindo a amplitude durante a
execução de um elemento ou ligação.

5.4.4 Falhas Específicas de Composição

21
Estas falhas estão enumeradas nos respectivos Artigos dos aparelhos 8.5, 9.5, 10.5, 11.5,
e incluem deduções por erros em:
- uma composição diversificada e criativa de elementos e ligações provenientes de
diferentes categorias de movimentos.
- Uma distribuição progressiva dos elementos, conduzindo a uma saída proporcional e
- O uso total do aparelho, mostrando mudanças no espaço e direções.

5.4.5 FALHAS ESPECÍFICAS DE EXECUÇÃO


Estas falhas estão enumeradas nos respectivos Artigos dos aparelhos: 8.6, 9.6, 10.6, 11.6,
além de outros, e incluem deduções por erros em:
- ritmo e tempo
- execução dinâmica
- agilidade nos movimentos
- interpretação e expressão artística na Trave e Solo.

5.4.5 DEDUÇÕES ESPECÍFICAS POR EXERCÍCIO CURTO


Por exercício curto é feita uma dedução de 2.00 p. da Nota Média Final, da seguinte
maneira:
- exercício na Paralela com menos de 5 elementos.
- Exercício na Trave com uma duração menor de 30 segundos.
- Exercício no Solo com uma duração menor de 30 segundos
Além das seguintes deduções:
- Da Nota A: por falta de partes de valor e exigências especiais e por falta de saída e
- Da Nota B: por falhas de execução, composição e apresentação artística (Trave e
Solo).

5.5 Reconhecimento de Saltos, Elementos e Ligações Novas


Em princípio, somente aparecem no Código aqueles elementos que já tenham sido
executados.
- Os treinadores e ginastas são incentivados a apresentar Saltos novos, elementos
(Partes de Valor) e Dificuldades) e ligações novas, que não tenham sido realizadas e
ou não apareçam nas Tabelas de elementos.
- Para que os elementos sejam reconhecidos como elemento novo ou ligação, o
elemento ou ligação devem ser executados com êxito.
Se solicita que todos os Saltos, elementos e ligações novas (a serem realizados pela
primeira vez em uma competição oficial da FIG: Campeonatos Mundiais, Copa do Mundo
ou Jogos Olímpicos, etc.) sejam enviados ao CTF pelo correio eletrônico, fax ou correio
em qualquer momento durante o ano.

De qualquer maneira, devem ser apresentados no dia e hora estabelecidos no Plano de


Trabalho. O pedido de avaliação deve estar acompanhado de desenhos e figuras técnicas,
assim como uma fita de vídeo cassete.

O CTF/FIG avaliará com respeito ao:


- Valor de Partida de Saltos novos (grupo de Salto e número).
- Valor do elemento novo (partes de valor e dificuldade).
- Valor da ligação nova, que não exista ainda nas regras para o valor da ligação.

A avaliação pode ser diferente em comparação com o valor recebido em outras


competições, que não sejam oficiais da FIG.
22
A decisão será comunicada o mais rápido possível por escrito para:
- a Federação interessada e
- aos árbitros na reunião de arbitragem antes da respectiva competição.

É possível apresentar os Saltos e elementos e ligações novas em qualquer outra


competição internacional à Diretora técnica e ou a representante técnica da FIG. A
avaliação e decisão terá lugar nas reuniões técnicas antes da respectiva competição.

As decisões tem validade somente para esta competição, porém poderia ser enviada a
Presidente do CTF para que sejam revisadas pelo CTF na próxima reunião do CTF. Estes
novos elementos aparecerão pela primeira vez na Atualização do Código, somente
quando tiverem sido apresentados, confirmados e realizados em uma competição oficial
da FIG.

5.6 Atualização do Código


Após uma competição oficial da FIG, o CTF/FIG publica a Atualização do Código, que
inclui:
- todos os elementos novos e variantes, com um número e ilustração.
- Ligações novas com seu valor, que não existam ainda nas regras para Valor de
ligação.
- Qualquer modificação ou interpretação necessária resultante do desenvolvimento,
segundo seja demonstrada pela análise feita.

A secretaria geral da FIG enviará a Atualização do Código a todas as Federações filiadas,


incluindo a data desde a qual é válida para todas as competições posteriores da FIG.

23
ARTIGO 8
Salto sobre o Cavalo
8.1. Generalidades
A ginasta deve realizar um ou dois Saltos da Tabela de Saltos, dependendo da Exigência
Especial para esta fase da competição. A ginasta é responsável em anunciar o número do
Salto previsto antes de sua realização.

O tamanho recomendado da corrida é de 25 metros. Porém, a distância da corrida pode


ser definida individualmente pelas ginastas.

Após o acendimento da luz verde ou depois de receber o sinal da Responsável pelo


Aparelho, a ginasta realiza seu primeiro Salto e regressa ao final da pista de corrida para
colocar o número do segundo Salto. Depois que o placar mostrar a nota do seu primeiro
Salto, deve estar preparada para começar imediatamente o segundo Salto.

O Salto começa com a corrida, chegada e impulsão no trampolim com os dois pés e
pernas unidas, podendo ser da:
- posição de frente para o cavalo ou
- posição de costas para o cavalo.

As fases do Salto que são avaliadas começam com a impulsão no trampolim e são:
- primeiro vôo, repulsão, segundo vôo e aterrissagem (ver parágrafo 8.6).

Não são permitidos Saltos com impulsão lateral. Todos os Saltos devem ser realizados
com repulsão de ambas as mãos sobre o cavalo.

As corridas de aproximação permitidas, desde que a ginasta não tenha tocado o trampolim
e ou o cavalo são:
- duas corridas quando é exigido um único Salto (não é permitida uma terceira corrida).
- Três corridas quando são exigidos dois Saltos (não é permitida uma quarta corrida).

É exigido o uso do “colar de proteção” colocado a disposição pelo Comitê Organizador


para Saltos com entrada em Rondada.

Será marcada uma zona de 1 metro, na região da aterrissagem (colchões de chegada).


A aterrissagem nesta zona receberá uma penalização de 0.50 p. Se a aterrissagem for
feita fora desta zona, as deduções serão feitas em função da distância do segundo vôo e
da altura da ginasta.
Como orientação para as deduções de direção, será marcado um corredor sobre o centro
dos colchões de aterrissagem, medindo 50cm para cada lado, desde a linha central do
cavalo. A ginasta deve aterrissar e finalizar o Salto em uma posição em pé e estável
dentro desta zona.

Saltos com impulsão e ou chegada lateral não poderão ser submetidos como Saltos
novos. O contato inicial da aterrissagem é decisivo.
24
C
A (1 m)
V
A
- 0.50 P.
L
O

8.2. Grupos de Saltos


Os saltos encontram-se classificados nos seguintes grupos:
Grupo I - Saltos sem mortais (reversões e Yamashitas) e com ou sem giros sobre o
eixo longitudinal na 1ª fase e/ou na 2ª fase de vôo.

Grupo 2 - Reversão a frente com ou sem giro de 360º no 1º vôo Fase de entrada) -
mortal para frente ou para trás com ou sem giro sobre o eixo longitudinal na
2º fase de vôo.

Grupo 3 - Reversão com ½ giro (180º) na 1ª fase de vôo (entrada em Tsukahara) -


mortal para trás ou para frente com ou sem giro sobre o eixo longitudinal na
2ª fase de vôo.

Grupo 4 - Rondada na 1ª fase de vôo - mortal para frente ou para trás com ou sem giro
sobre o eixo longitudinal na 2ª fase de vôo.

Grupo 5 - Rondada com ½ ou 1/1 giro na 1ª fase de vôo – reversão ou mortal para
frente ou para trás com ou sem giro sobre o eixo longitudinal na 2ª fase de
vôo.

8.3 . Exigências Especiais (EE) (Painel A)


- o número previsto do Salto deve ser mostrado (manual ou eletronicamente), antes da
sua execução.
- Na fase Classificatoria deve ser realizado um Salto. Logicamente, será contada
somente uma Nota.
- Na competição Final por equipes e Final Individual Geral: devem ser realizados dois
Saltos, os dois Saltos devem ser diferentes.
- Na competição Final por Aparelhos devem ser realizados dois Saltos de grupos
diferentes*

* OBS: Na Final por equipes, Final Individual Geral e Final por Aparelhos , as notas dos
dois Saltos são somadas e divididas por dois, para se obter a nota final.

8.4 DEDUÇÕES ESPECÍFICAS DO Aparelho (Painel A)

8.4.1 Falta de Exigência Especiais Deduções


- Não mostrar o número do Salto previsto*
* da Nota final do Salto realizado 0.20 p.
- Na Final por equipes e Final Individual Geral, executar duas vezes o mesmo Salto:
Avaliação: Média de ambos os Saltos menos 1.00 p. = Nota Final.
- Na Final por Aparelhos executa dois Saltos do mesmo grupo.
Avaliação: Média dos dois Saltos menos 1.00 p. = Nota Final.
- Na Final por equipes, Final Individual Geral e Final por Aparelhos executa somente um
Salto:
Avaliação: Nota do Salto executado dividido por dois = Nota Final
25
OBS:
O Painel A é responsável pelas deduções por falta de Exigências Especiais e a Secretária
entra com estas deduções no computados.

8.4.2 Execução de Saltos inválidos


- Corrida de aproximação com toque no cavalo ou trampolim,
sem executar o Salto Inválido – Nota 0
- Não tocar o cavalo Inválido – Nota 0
- Ajuda durante o Salto Inválido – Nota 0
- Não usar o “colar de proteção” nos Saltos com entrada em
Rondada Inválido – Nota 0
- Na aterrissagem não chegar primeiro com os pés. Inválido – Nota 0

OBS:
Os dois Painéis A e B dão nota “0”

O Júri de Competição fará automaticamente uma revisão em vídeo de todos os casos de


Saltos inválidos – Nota 0, ou que tenha recebido uma dedução de 1.00 p. por “Salto com
toque de uma única mão no cavalo”.

8.5 Método de determinação das notas


Painel A: entra com a Nota de Partida do Salto realizado
Painel B: cada árbitro avalia a execução do Salto realizado e entra com sua dedução total,
exemplo: - 0.45 p.

A Nota do primeiro Salto deverá ser mostrada antes que a ginasta realize seu segundo
Salto.

Na competição Final por equipes, Final Individual Geral e Final por Aparelhos, o método
para calcular as notas é o seguinte:
(1º Salto + 2º Salto) divididos por 2 = Nota Final
Todos os saltos são identificados com um número - grupado, carpado e estendido.

Saltos A até 8.20 p.


Saltos B de 8.30 p. até 8.90 p.
Saltos C de 9.00 p. até 9.40 p.
Saltos D de 9.50 p. até 9.70 p.
Saltos E de 9.80 p. até 9.90 p.
Saltos Super E 10.00 p.

A ginasta é responsável em mostrar o número do Salto previsto.


Não há penalização se realizar um Salto diferente daquele que anunciou.

26
27
8.6. Deduções Específicas de Execução (Painel B).
Muito
Leve Pequena Média Grave grave
FALHAS 0.10
0.05 0.20 0.30 0.50
8.6.1 Primeira fase de vôo
- Giro sobre o eixo longitudinal incompleto X X X X
- Pernas afastadas X X X
- Pernas flexionadas X X X X
- Técnica pobre:
- ângulo no quadril (carpa) X X X
8.6.2 Fase de Repulsão
- Técnica pobre:
- ângulo nos ombros X X X
- ângulo no quadril (cela) X X X
- Braços flexionados X X X X 0.50
- Giro sobre o eixo longitudinal iniciado muito
cedo X X X X
- Desconto especial
- Toque de uma única mão 1.00
8.6.3 Segunda fase de vôo
- Giro sobre o eixo longitudinal iniciado muito
tarde X X X X 0.50
- Pernas cruzadas X X
- Pernas afastadas X X X
- Pernas flexionadas X X X X
- Insuficiente:
- rotação a menos em giros sobre o eixo
transversal X X
- exatidão nos giros sobre o eixo
longitudinal X X
X X X X
- posição grupada, carpada, estendida
- Altura X X X X 0.50
- Distância:
- terrissagem na zona não permitida
(área de 1m).
- distância insuficiente da zona não 0.50
autorizada (muito perto desta zona) X X X
- Extensão do corpo (abertura) antes da
aterrissagem:
- não manter a posição estendida
(carpar na aterrissagem de Saltos X X X X
estendidos)
- extensão insuficiente e ou tarde
(Saltos grupados e carpados) X X X
- ausência de extensão (Saltos
grupados e carpados 0.30
- em saltos com duplo mortal
- extensão insuficiente e ou tarde X X
- ausência de extensão 0.20
28
Muito
Leve Pequena Média Grave grave
FALHAS 0.10
0.05 0.20 0.30 0.50
8.6.4 Aterrissagem
- Pernas afastadas X X
- Movimentos para manter o equilíbrio:
- pequeno saltito ou leve ajuste dos pés X X
- movimentos adicionais de braços X X
- movimentos adicionais de tronco X X X
- passos (por passo, máximo 4 passos) 0.10
- passo ou salto muito grande 0.20
- aterrissagem agachada 0.30
- apoio de 1 ou 2 mãos no colchão 0.50
- queda sobre os joelhos ou quadril,
sobre o colchão 0.50
- queda sobre o aparelho 0.50
- Giro incompleto na aterrissagem >0º >30º >60º
<= 30º <= 60º <= 90º
- Desvio de direção (linha reta)
- um pé completamente fora da zona 0.10
marcada
- ambos os pés completamente fora da
zona marcada 0.20
- um ou dois pés fora do colchão 0.30
8.6.5 Geral
- Dinamismo insuficiente X X X X

29
ARTIGO 9
Paralelas Assimétricas
9.1. Generalidades
A avaliação do exercício começa com a impulsão no trampolim, ou colchões. Não são
permitidos apoios adicionais sob o trampolim (por exemplo: um outro trampolim ou
colchão).

É permitida uma segunda corrida de aproximação para a entrada, desde que a Ginasta,
na sua primeira tentativa, não tenha tocado o trampolim, o aparelho ou passado pôr baixo
do mesmo.
- Se for necessária uma terceira corrida, a Ginasta recebe uma dedução de 0.50 p.

Durante uma queda do ou sobre o aparelho, é permitida uma interrupção de 30 segundos


antes de reiniciar o exercício. Será dado um sinal, 10 segundos antes da finalização deste
tempo.

9.2. Conteúdo e Construção do Exercício

As partes de Valor A - B - C - D – E e Super E devem representar de forma variada as


seguintes categorias de movimentos:
- Quipes (como entrada e dentro do exercício)
- Impulsos para trás (lançamentos).
- Impulsos abaixo da barra, giros livres.
- Giros gigantes para trás
- Giros gigantes para frente
- Stalders para frente.
- Stalders para trás.
- Balanços circulares, peixes.

OBS:
Destes grupos estruturais devem ser executados elementos com giros sobre o eixo
longitudinal (piruetas) e transversal (mortais), trocas de tomadas e elementos com vôo.

O exercício deve mostrar:


- Distribuição progressiva dos elementos, com criação de pontos culminantes,
conduzindo a uma saída proporcional ao valor do exercício.
- uso total do aparelho (espaço e direção), com movimentos ao redor, em cima, entre e
abaixo dos barrotes por meio de:
- uma apresentação com elementos de impulso, vôo e giro.
- amplitude de impulso, vôo e posições com limpeza da linha do corpo.
- predomínio dos elementos com impulso.
- Trocas dinâmicas nas diferentes posições do corpo.

30
Não são permitidas saídas com impulso somente dos pés.
9.3. Exigências Especiais
O exercício deve conter as seguintes 6 (seis) exigências especiais:
1 - uma troca de barras da Barra baixa para a barra alta, mínimo elemento B
2 - um segundo elemento com troca de barras, da barra alta para a barra baixa.
3 - um elemento de vôo* , mínimo elemento B, com retomada na mesma barra.
4 - um elemento na barra baixa, mínimo B.
• começando e terminando na barra baixa, excluindo a entrada
5 - um elemento do grupo 3,6, ou 7, mínimo C.
6 - Saída:
• mínimo C – Classificatória – Final por equipes – Individual Geral
• mínimo D – Final por Aparelhos

* Os elementos com vôo para cumprirem a Exigência Especial, incluem:


- elementos com contra movimento (counter) no vôo, salto, peixe ou mortal seguido de
retomada na mesma barra.
As trocas de tomadas saltadas com ½ (180º e 1/1 (360º) giro não são considerados
elementos de vôo.

9.4 Valor de Ligação (VL) (Painel A)


O Valor de Ligação pode ser obtido através de ligações diretas. A soma total dos valores
de ligações é acrescentada a Nota A.

Para o Valor de Ligação um elemento pode ser realizado duas vezes dentro de uma
mesma ligação direta, porém não recebe o valor de dificuldade na segunda vez que é
executado.

As fórmulas para as ligações diretas são as seguintes:


a) C + D, D + D 0.10 P.
b) D + E ou mais difícil 0.20 P.
Os elementos C devem ter fase de vôo** ou giro sobre o eixo longitudinal de no mínimo
180º.
** Os elementos com vôo para Valor de Ligação, incluem elementos com vôo visível:
- da barra alta para a barra baixa ou ao contrário.
- com contramovimento no vôo, salto, peixe ou mortal seguido de:
- retomada na mesma ou na outra barra..
- realizados com entradas.
As trocas de tomadas saltadas com ½ (180º e 1/1 (360º) giro não são considerados
elementos de vôo.

As ligações diretas podem ser realizadas como:


- ligação com entrada
- ligação dentro do exercício
- ligações com saída

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Se entre dois elementos for realizado um “impulso vazio” ou um impulso suplementar
(embalo intermediário), a ginasta não pode receber o Valor por ligação (bonificação). (ver
definição em 9,5 e 9.6).
ARTIGO 10

Trave de Equilíbrio

10.1. Generalidades
A avaliação do exercício começa com a impulsão no trampolim ou saída dos colchões.
Não são permitidos apoios adicionais sob o trampolim (ex.: outro trampolim ou colchão
extra).

É permitida uma segunda corrida de aproximação para a entrada, se a ginasta na sua


primeira tentativa não tiver tocado o trampolim, o aparelho, nem ter passado pôr baixo do
mesmo.
- Se for necessário uma terceira corrida, a ginasta recebe uma dedução de 0.50 p.

A duração do exercício na trave de equilíbrio não pode ser maior que 1 minuto e trinta
segundos.

Cronometragem:
As assistentes iniciam a cronometrar quando a ginasta deixa o trampolim ou o colchão e
param o cronômetro quando a ginasta faz a aterrissagem, tocando o colchão e finalizando
seu exercício: Dez (10) segundos antes e no término do tempo máximo, um sinal indicará
que o exercício deve ser terminado.

Se a aterrissagem coincide com o som do segundo sinal, não há dedução.


Se a aterrissagem ocorre após o segundo sinal, há uma dedução por excesso de tempo.
Os Árbitros avaliam o exercício completo, incluindo a saída.

A dedução por excesso de tempo é de 0.10 P., e é feita quando o exercício tem a duração
maior do que 1 minuto e 30 segundos. Os elementos que são realizados após os 90
segundos limite, são reconhecidos pelo Painel A e avaliados pelo Painel B.

As infrações de tempo são informadas, por escrito, pelos árbitros cronometristas à


Responsável do Jùri do Aparelho , que faz a dedução da Nota Final.

Tempo Intermediário (queda):

- Na interrupção do exercício em função de uma queda é permitido um período


intermediário de 10 (dez) segundos. A cronometragem deste tempo é feita
separadamente, não é incluída no tempo total do exercício.
- A cronometragem do tempo de queda começa quando a ginasta toca o colchão.
- período de queda termina quando os pés da ginasta deixam o colchão para retornar a
trave.
- Após retornar a trave, a cronometragem é reiniciada com o primeiro movimento para
continuar o exercício.
32
- Se o tempo de queda - 10 segundos - é ultrapassado, o exercício é considerado
finalizado, as partes de dificuldade e as exigências faltantes são deduzidas.

33
10.2. Conteúdo e Construção do Exercício
As partes de valor (dificuldade) A - B - C - D – E e Super E devem representar de forma
variada as seguintes categorias de elementos:
- Elementos acrobáticos:
• rolamentos
• equilíbrios (com apoio de um ou dois braços)
• reversões com apoio das mãos, com ou sem fase de vôo.*
• mortais*
• em movimentos para frente/lateral e atrás
- Elementos de dança:
• saltos
• giros
• ondas corporais
• posições de manutenção (em pé, sentada ou deitada)

O exercício deve mostrar:


- uma distribuição progressiva dos elementos com criação de pontos culminantes,
conduzindo a uma saída proporcional ao conteúdo do exercício.
- movimentos em posição longitudinal, transversal, obliqua e posições baixas em
relação ao aparelho, com:
- mudanças harmoniosas entre elementos e ligações de dança e acrobáticos, com:
- pausas para mostrar controle e domínio de elementos de equilíbrio
- flexibilidade
- ritmo variado
- execução dinâmica, com:
- apresentação artística, mostrando qualidades de:
• feminilidade, beleza e elegância
• estilo pessoal, presença e expressão
• caráter atrativo

10.3 Exigências Especiais (EE) (Painel A)


O exercício deve conter as seguintes Exigências Especiais:

1 - uma ligação acrobática com um mínimo de dois elementos de vôo, um deles deve ser
um mortal ou movimento sem mãos executado sobre a Trave.
2 - uma ligação direta de dança ou mista (dança-acrobático), com um mínimo de dois
elementos
Estas ligações em princípio, devem ser realizadas sobre a Trave, e não como uma
seqüência de saída. As ondas e os “elementos de manutenção” (Grupo 4 e 5) não são
permitidos nas ligações diretas.
3 - um giro sobre um dos pés ou joelho (apoio das mãos alternado), no mínimo de 360º
4 - um salto com 180º de afastamento das pernas.
As Exigências #3 (giro de 360º) e ou #4 (salto com 180º de afastamento das pernas)
podem fazer parte da Exigência Especial #2 (seqüência de dança ou mista).
5 - um equilíbrio (sobre um dos pés), prancha ou apoio invertido da Tabela de elementos
(manter 2 segundos),
6 - Saída:
• mínimo C – Classificatória – Final por equipes – Individual Geral
• mínimo D – Final por Aparelhos
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10.4. Valor de Ligação (VE) (Painel A)
O Valor de Ligação pode ser obtido através de ligações diretas. A soma total dos valores
de ligações é acrescentada a Nota A.

Para o Valor de Ligação um elemento pode ser realizado duas vezes dentro de uma
mesma ligação direta, porém não recebe o valor de dificuldade na segunda vez que é
executado.

As fórmulas para as ligações diretas são as seguintes:

10.4.1 Ligação direta de 2 elementos acrobáticos com vôo (excluindo a saída).

a) C + C, C + D, B + E ou mais difícil 0.10 P.

10.4.2 Ligação direta de 3 elementos acrobáticos com vôo, incluindo a entrada e a


saída (elementos de saída devem ser no mínimo D).

a) B + B + D 0.10 P.
b) C + C + C ( não mais de 2 elementos iguais) 0.20 P.
c) B + C + D, B + B + E 0.20 P.

10.4.3* Ligação direta de:


- 2 elementos de dança diferentes
- 2 elementos de dança/acrobático (ou o inverso)

a) C + C ou mais difícil ( não menos que C) 0.10 P.

* OBS: 10.4.3 se aplica a entrada e ligações dentro do exercício.


Os elementos de dança não podem ser repetidos em sucessão para receber
bonificação por Valor de ligação.

Os seguintes elementos acrobáticos B – com apoio das mãos e fase de vôo:


- flic-flac com pernas unidas
- flic-flac com pernas afastadas
- auerbach
- rondada
- reversão para frente com vôo
podem ser realizados uma segunda vez no exercício e ou saída para receber
bonificação por Valor de ligação.

35
10.5 Deduções Específicas de Composição (Painel B)

Muito
Leve Pequena Média Grave grave
FALHAS 0.10
0.05 0.20 0.30 0.50
- Uso unilateral de elementos:
- falta de elemento acrobático para c /um
frente/lateral e para atrás (grupo 7 e 8) X
- uso excessivo de elementos de dança
(mais de dois) do mesmo tipo da
Tabela de elementos X X
- mais de um salto a posição de apoio c/ um
facial X
- falta de equilíbrio entre elementos
acrobáticos e de dança X X
- Falta de:
- distribuição progressiva dos elementos
com criação de pontos culminantes X X
- Uso insuficiente do aparelho:
- falta de movimento* próximo a Trave X
- espaço X
- direção X

* Movimento (não é necessário que seja um elemento) próximo a Trave, com uma parte do
tronco e ou cabeça em contato com a Trave.

10.6 Deduções Específicas de Execução (Painel B)


Muito
Leve Pequena Média Grave grave
FALHAS 0.10
0.05 0.20 0.30 0.50
- Terceira corrida de aproximação 0.50
- Mais de um elemento antes da entrada
(saída do trampolim) X
- Apoio de uma perna na lateral da Trave cada
X
- Agarrar-se na Trave para evitar uma queda cada
X
- Pausa para concentração (maior que 2 “) cada
X
- Falta de ritmo durante a execução das cada cada
ligações X X
- Apresentação artística insuficiente durante
todo o exercício:
- feminilidade, beleza e elegância X X
- estilo pessoal, presença e expressão X X
- caráter atrativo X X

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ARTIGO 11
Solo
11.1. Generalidades
A avaliação do exercício começa com o primeiro movimento da ginasta.
A duração do exercício de solo não pode ser maior que 1 minuto e 30 segundos.

Cronometragem
A assistente inicia a cronometragem quando a ginasta começa o primeiro movimento de
seu exercício. A assistente para o cronômetro quando a ginasta finaliza seu exercício com
o último movimento. O exercício deve finalizar com a música.

As fitas com as músicas do Solo devem ser entregues na administração da competição.


Cada fita será cronometrada e o tempo será aprovado pela organização e pelo treinador
da delegação correspondente.
- A dedução por excesso de tempo é de 0.10 P., e é feita quando o exercício tem a
duração maior do que 1 minuto e 30 segundos.
- Os elementos que são realizados após os 90 segundos limite, são reconhecidos pelo
Painel A e avaliados pelo Painel B.

O acompanhamento musical pode ser com orquestra, piano ou outro instrumento qualquer
(sem canto) e deve estar em uma fita gravada.

Ultrapassar a área de solo (12 m x 12 m) significa tocar o solo com qualquer parte do
corpo, fora da linha demarcatória, a cada ultrapassagem existe uma dedução de 0.10 P.
- Os elementos com aterrissagem fora da área do Solo são reconhecidos pelo Painel A
e avaliados pelo Painel B.

As infrações de tempo são informadas, por escrito, pelos árbitros cronometrista e de linha
à Responsável do Júri do Aparelho , que faz a dedução da Nota Final.

11.2. Conteúdo e Construção do Exercício


As partes de valor (dificuldade) A - B - C - D – E e Super E devem representar de forma
variada as seguintes categorias de elementos:
- Elementos acrobáticos:
• rolamentos
• apoios invertidos
• elementos com apoio das mãos, com ou sem fase de vôo* e
• mortais*
• em movimentos para frente,lateral ou atrás
- Elementos de dança:
• saltos
• giros

O exercício deve mostrar:


- uma distribuição progressiva dos elementos com criação de pontos culminantes,
conduzindo a uma seqüência acrobática final proporcional ao conteúdo acrobático do
exercício.

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- uso versátil da área do Solo: alternar passagens de dança longas com elementos de
dança no lugar.
- alternância de elementos executados próximos e longe do Solo.
- trocas harmoniosas e dinâmicas entre elementos de dança e acrobáticos, sequências
e ligações correspondentes ao caráter da música.
- coreografia
• que expresse a personalidade, estilo, idade e tipo morfológico da ginasta e,
• que mostre integração entre música e movimento, com expressão e emoção.
- flexibilidade
- ritmos variados
- execução dinâmica
- apresentação artística, mostrando qualidades de:
• feminilidade, beleza e elegância
• estilo pessoal, presença e expressão
• caráter atrativo
São indesejáveis os exageros pouco estéticos e sem valor desportivo.

11.3. Exigências Especiais (EE) (Painel A)


O exercício deve conter as seguintes 6 (seis) Exigências Especiais:
1 - uma seqüência acrobática*
2 - uma segunda seqüência acrobática* com dois mortais
• uma seqüência acrobática está constituída no mínimo por 3 elementos acrobáticos
com vôo, um deles deve ser um mortal.
3 - três mortais diferentes dentro do exercício.
4 - um giro de dança sobre um dos pés, no mínimo valor B.
5 - uma ligação direta de dança com no mínimo dois saltos, cada um com impulso em
uma das pernas.
• OBS: os saltos podem ser iguais ou diferentes.
6 - Saída:
• último mortal/ligação - mínimo C: na CI – CIV - CII
• último mortal/ligação - mínimo D: na CIII
OBS:
Os elementos de dança não podem substituir os elementos acrobáticos em uma
seqüência acrobática, somente podem ser incluídos adicionalmente.
11.4 Valor de Ligação (VL) (Painel A)
O valor de ligação pode ser obtido através de ligações acrobáticas diretas e indiretas, e
ligações de dança ou dança/acrobático diretos. . A soma total dos valores de ligações é
acrescentada a Nota A.
Um elemento de dança não pode ser realizado duas vezes em sucessão direta para Valor
de Ligação.
As fórmulas para ligações indiretas e diretas são as seguintes:
11.4.1 Ligação acrobática indireta* de dois mortais.
a) C + D ou mais difícil (não menos que C) 0.10 P.
11.4.2 ligação acrobática indireta* e direta de 3 ou mais mortais e ou elementos
acrobáticos com vôo e sem apoio das mãos (livre) na mesma seqüência.
a) A + A + D (mínimo) 0.10 P.
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∗ Ligações indiretas são aquelas em que entre os elementos sem mãos (grupo 5) e
mortais (grupo 6, 7 e 8) são realizados elementos acrobáticos com vôo e apoio das
mãos, ligados diretamente. Ex.: rondada, flic-flac, etc. como elementos preparatórios.

11.4.3 ligações acrobáticas diretas de dois mortais e ou elementos acrobáticos com


vôo e sem apoio das mãos.
a) D + B, E + A, C + C 0.10 P.
b) D + C, E + B ou mais difícil 0.20 P.

11.4.4 Ligação direta** de:


- 2 elementos acrobáticos de dança diferentes ou
- 2 elementos de dança/acrobático (ou o inverso)
a) C + D ou mais difícil (não menos que C) 0.10 P.

** OBS:
Os elementos acrobáticos podem ser mortais, elementos sem apoio das mãos e
elementos acrobáticos com vôo e apoio das mãos.

11.5 Deduções Específicas de Composição (Painel B)


Muito
Leve Pequena Média Grave grave
FALHAS 0.10
0.05 0.20 0.30 0.50
- Uso unilateral de elementos:
- elementos de dança do mesmo tipo X X
- giros sobre o EL ou ET nos mortais X X
- mais de um salto a posição de apoio c/um
facial. X
- Falta de:
- distribuição progressiva dos elementos
com criação de pontos culminantes X X
- Uso insuficiente da área do Solo:
- espaço X
- direção X
X

11.6 Deduções Específicas de Execução (Painel B)


Muito
Leve Pequena Média Grave grave
FALHAS 0.10
0.05 0.20 0.30 0.50
- Pausa para concentração (maior que 2”) c/uma 0.50
antes das seqüências acrobáticas X
- Falta de sincronia entre o movimento e o
ritmo da música:
- cada vez X
- durante todo o exercício – máximo X
- no final do exercício X

- Apresentação artística insuficiente durante


todo o exercício:
- feminilidade, beleza e elegância X X
- estilo pessoal, presença e expressão X X
- caráter atrativo X X

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Dedução especial
- Ausência de música ou música com voz (letra) 1.00 P.
Deduzida pelo Painel A da Nota Final

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