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AULA DE ORÇAMENTO

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Profª. CRISTINA MARTINS

COMENTÁRIOS DAS QUESTÕES DA AULA ANTERIOR

11-(ESAF/ACE_TCU/2006) - No Brasil, o Plano Plurianual (PPA) é componente


básico do planejamento estratégico governamental. Na definição do objetivo e da
natureza específicos da planificação estratégica, o governo deve por em realce quatro
elementos principais. Identifique a opção que não é pertinente.
a) A importância da reflexão, essencialmente qualitativa, no futuro a longo prazo.
b) A concentração da análise dos fatores essenciais das atividades-fins da
administração pública.
c) O predomínio do processo sobre os planos que dele derivam.
d) A natureza estratégica das decisões a tomar, decisões que comprometem de
modo quase irreversível o futuro da Nação.
e) O melhoramento do desempenho gerencial da administração pública.
GABARITO: “E”
Comentários: A maioria dos candidatos com certeza errou esta questão, mas lembre-se
se você estudou e não sabe um assunto pode acreditar que a maioria também não saberá,
então fique calmo e faça o melhor. Esta questão consta no livro de:
SILVA, Fernando Antônio Resende de. Finanças públicas. São Paulo, Atlas, 1981.
(1996, p.30) menciona que "o governo deve pôr em realce quatro elementos principais
na definição do objetivo e da natureza”.Tais elementos são os que seguem:
• a importância da reflexão, essencialmente qualitativa, no futuro a longo prazo;
• a concentração da análise dos fatores essenciais das atividades-fins da
administração pública;
• a natureza estratégica das decisões a tomar, decisões que comprometem de modo
quase irreversível o futuro da Nação;
• o predomínio do processo sobre os planos que dele derivam.
O melhoramento do desempenho gerencial da administração pública é a única opção
que não faz parte dos elementos aos quais o governo deve dar realce.

12-(ESAF/AFC_SFC/2002) - O Sistema de Planejamento Integrado, também


conhecido, no Brasil, como Processo de Planejamento-Orçamento, consubstancia-se nos
seguintes instrumentos: Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei
Orçamentária Anual. No que diz respeito à Lei de Diretrizes Orçamentárias, aponte a
única opção falsa.
a) Tem a finalidade de nortear a elaboração dos orçamentos anuais.
b) Contém as metas e prioridades da administração pública federal.
c) Dispõe sobre as alterações na legislação tributária.
d) Compreende o orçamento fiscal, o orçamento de investimento e o orçamento da
seguridade social.
e) Estabelece a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
Governamentais e financeiras.
GABARITO: “D”
Comentários: Atenção concursando! O conhecimento do artigo 165 a 169 é pré-
requisito para fazer provas da área da despesa – STN, CGU, TCU, etc., estes artigos não
costumam cair, eles despencam em provas, então não esqueça de dar uma boa estudada.
Voltando a questão: o orçamento é que compreende, de acordo com § 5º, do artigo 165
da CF/88, o orçamento fiscal, o orçamento de investimento e o orçamento da seguridade
social.
As demais alternativas são todas aplicáveis a LDO.

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13-(ESAF/TCE_GO/2007) – O Orçamento é um instrumento fundamental de governo


e seu principal documento de políticas públicas. Por meio dele, os governantes
selecionam prioridades, decidindo como gastar os recursos extraídos da sociedade e
como distribuí-los entre diferentes grupos sociais, conforme seu peso ou força política.
No que diz respeito a orçamento, indique a opção falsa.
a) Nas decisões orçamentárias, os problemas centrais de uma ordem democrática
como representação estão presentes.
b) A Constituição de 1988 trouxe inegável avanço na estrutura institucional que
organizou o processo orçamentário brasileiro.
c) A Constituição de 1988 não só introduziu o processo de planejamento do ciclo
orçamentário, medida tecnicamente importante, mas, sobretudo, reforçou o
legislativo.
d) A Constituição de 1988 indica que, por iniciativa do Poder Legislativo, devem
ser estabelecidas além do Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária anual (LOA).
e) O Plano Plurianual é um instrumento de planejamento no qual são apresentadas,
de quatro em quatro, os objetivos e as metas governamentais.
GABARITO: “D”
Comentários: A alternativa incorreta é a opção “d”, uma vez que a Constituição
Federal, em seu artigo 165, atribui ao chefe do Poder Executivo a iniciativa exclusiva
dos projetos de lei do PPA, LDO e da LOA.
As demais alternativas estão corretas.

14-(ESAF/AFC_CGU/2006) – Segundo a Constituição de 1988, no capítulo das


Finanças Públicas, o Plano Plurianual - PPA é uma Lei que abrangerá os respectivos
Poderes na União, nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios. No que diz
respeito ao Plano Plurianual (PPA) e Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO),
identifique a opção incorreta.
a) A Lei que instituir o Plano Plurianual será elaborada no princípio do primeiro
ano do mandato do executivo e terá vigência de quatro anos.
b) Com base no Plano Plurianual, o governo elaborará e enviará para o Poder
Legislativo o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias.
c) A Lei que instituir o Plano Plurianual definirá programas, objetivos e metas para
o quadriênio, cabendo desta forma, à LDO definir, com base no PPA, quais
serão as metas que serão desenvolvidas no exercício financeiro subseqüente.
d) Com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal, em maio de 2000, passou a
integrar a LDO, dois anexos: o Anexo de Metas Fiscais e o Anexo de Objetivos
Fiscais.
e) A LDO antecipa o orçamento anual, com todas suas implicações alocativas e
tributárias, e ainda fixa o programa das instituições financeiras da União.
GABARITO: “D”
Comentários: Atenção concurseiro! Assuntos de extrema importância para
concurso são os anexos de “Metas Fiscais” e de “Riscos Fiscais” que passaram a
integrar a LDO, por força do artigo 4º da LRF. A questão está incorreta, pois colocou
“anexo de Objetivos fiscais”, quando o correto é “Anexo de Riscos Fiscais”.
As demais alternativas estão corretas.

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15-(ESAF/ACE_TCU/2002) - A ação planejada do Estado materializa-se através do


orçamento público. Indique o princípio orçamentário que consiste na não-inserção de
matéria estranha à previsão da receita e à fixação da despesa.
a) princípio da discriminação
b) princípio da exclusividade
c) princípio do orçamento bruto
d) princípio da universalidade
e) princípio do equilíbrio
GABARITO: “B”
Comentários: De acordo com o princípio da exclusividade, a lei orçamentária deverá
conter somente matéria de natureza orçamentária, não podendo constar dispositivo
estranho à previsão da receita e a fixação da despesa.

16-(ESAF/MPOG-Analista de Planejamento e orçamento/2002) - De acordo com os


princípios orçamentários, identifique o princípio que está inserido nos dispositivos
constitucionais, orientando a construção do sistema orçamentário em sintonia com o
planejamento e programação do poder público e garantindo que todos os atos
relacionados aos interesses da sociedade devem passar pelo exame e pela aprovação do
parlamento.
a) Princípio da periodicidade
b) Princípio da exclusividade
c) Princípio da universalidade
d) Princípio da unidade
e) Princípio da legalidade
GABARITO: “E”
Comentários: O princípio que assegura que o orçamento será analisado e aprovado
pelo Poder legislativo, representantes legítimos dos interesses da sociedade, é o
princípio da legalidade. Isso porque se o orçamento em obediência ao princípio da
legalidade deverá ser instrumentalizado por intermédio de lei deverá obedecer ao
tramite necessário para se tornar uma lei, ou seja deverá ser encaminhado ao
parlamento para exame e aprovação.

17-(ESAF/MPO-Analista de Planejamento e orçamento/2002) O Orçamento Geral


da União é elaborado pelos três poderes da República e consolidado pelo Poder
Executivo. As metas para a elaboração da proposta orçamentária são definidas pelo
Plano Plurianual (PPA) e priorizadas pela (pelo):
a) Lei Orçamentária Anual.
b) Balanço Geral da União.
c) Lei de Diretrizes Orçamentárias.
d) Congresso Nacional.
e) Execução Financeira.
GABARITO: “C”
Comentários: Candidato antenado já decorou, mas relembrando, o PPA estabelece
DOM, (diretrizes, objetivos e metas) da administração pública, a LDO estabelece MP
(metas e prioridades) para a administração, logo a alternativa correta é a letra “c”.

18-(ESAF/MPO-Analista de Planejamento e orçamento/2003) - A Lei de Diretrizes


Orçamentárias (LDO) instituída pela Constituição de 1988 é o instrumento norteador da
Lei Orçamentária Anual (LOA). A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de 04 de

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maio de 2000, atribuiu à LDO a responsabilidade de tratar também de outras matérias.


Indique qual opção não representou uma responsabilidade adicional às criadas pela
LRF.
a) A avaliação de riscos fiscais.
b) A fixação de critérios para a limitação de empenho e movimentação financeira.
c) A publicação da avaliação financeira e atuarial dos regimes geral de previdência
social e próprio dos servidores civis e militares.
d) O estabelecimento de prioridades e metas da administração pública federal.
e) O estabelecimento de metas fiscais.
GABARITO: “D”
Comentários: Já comentamos a importância das inovações trazidas pela LRF aos
instrumentos de planejamento, mas nunca é demais reforçar a sua incidência em provas
de concursos. A alternativa que não representa uma inovação trazida pela LRF é a letra
“d”, o instrumento legal que define que a LDO estabelecerá as metas e prioridades da
administração pública é a própria Constituição Federal (§ 2º, do art. 165).

19-(ESAF/MPO-Analista de Planejamento e orçamento/2003) - Identifique a única


opção correta pertinente aos princípios orçamentários.
a) Com base no princípio da universalidade, o orçamento deve ser uno.
b) O princípio da anualidade enfatiza que o orçamento deve conter todas as receitas
e todas as despesas referentes aos três poderes da União.
c) O princípio da exclusividade afirma que o conteúdo orçamentário deve ser
divulgado por meio de veículos oficiais de comunicação, para conhecimento
público e para a eficácia de sua validade.
d) O princípio da especificação estabelece que o montante da despesa não deve
ultrapassar a receita prevista para o período.
e) O princípio da não-afetação afirma que é vedada a vinculação de receita de
impostos a órgãos, fundos ou despesas, excetuadas as afetações que a própria
Carta Magna determina.
GABARITO: “E”
Comentários:
a) ERRADO. O princípio da universalidade define que todas as receitas e despesas
devem estar contidas na LOA, enquanto que a obrigatoriedade do orçamento ser uno é
decorrente do princípio da unidade;
b) ERRADO. O princípio da anualidade estabelece que a cada ano financeiro (período
de 12 meses) seja elaborado uma nova lei orçamentária. Quem define que o orçamento
deve conter todas as receitas e todas as despesas é o princípio da exclusividade;
c) ERRADO. O princípio da publicidade é que afirma que o conteúdo orçamentário
deve ser divulgado por meio de veículos oficiais de comunicação, para conhecimento
público e para a eficácia de sua validade.
d) ERRADO. O princípio da especificação exige que toda a despesa deve ser
identificada no mínimo por elemento, permitindo um maior controle da execução
orçamentária;
e) CERTO. A definição desta alternativa é a descrição perfeita e exata do princípio da
não afetação.

20-(ESAF/ANALISTA_IRB/2005/2006) - No que tange à Lei de Diretrizes


Orçamentárias (LDO) e a integração planejamento/orçamento, não se pode afirmar que:

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a) a LDO tem a finalidade de nortear a elaboração dos orçamentos anuais,


compreendendo o orçamento social e o orçamento monetário.
b) a LDO estabelece a partilha dos recursos orçamentários entre os três poderes e o
Ministério Público, bem como os parâmetros para administração da dívida
pública.
c) o Sistema de Planejamento Integrado, também conhecido como Processo de
Planejamento-Orçamento, consubstancia-se nos seguintes instrumentos: Plano
Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual.
d) a LDO compreende o conjunto de metas e prioridades da Administração Pública
Federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro
subseqüente, orientando a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA).
e) a LDO também dispõe sobre as alterações na legislação tributária e estabelece a
política de aplicações das agências financeiras oficiais de fomento.
GABARITO: “A”
Comentários: A LDO tem a finalidade de nortear a elaboração dos orçamentos anuais,
compreendendo o orçamento fiscal, de investimento e de seguridade social.
As demais alternativas estão corretas.

AULA 02: ORÇAMENTO


CRÉDITOS ADICIONAIS, CICLO ORÇAMENTÁRIO,
DESCENTRALIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.

CRÉDITOS ADICIONAIS – (Artigos 40 a 46 da Lei 4320//64)


Os créditos adicionais são autorizações de despesas não computadas ou
insuficientemente dotadas ou programadas na lei orçamentária, ou seja, são
considerados instrumentos de ajustes orçamentários, que visam, dentre outras coisas,
corrigir planejamentos mal formulados, atender situações inesperadas, emergenciais,
imprevisíveis, etc.
Os créditos adicionais se dividem em três espécies/tipos: suplementares,
especiais e extraordinários.

Créditos Suplementares
Os créditos suplementares têm a finalidade de reforçar o orçamento, isto é, existe
orçamento previsto, porém em montante inferior ao necessário.
ATENÇÃO - O poder legislativo pode autorizar a abertura de crédito
suplementar na própria lei orçamentária, até determinado valor.
Assunto importante, pois as bancas costumam afirmar que o poder legislativo
pode autorizar, na própria LOA, a abertura de crédito especial ou extraordinário, ou
ainda, colocam somente crédito adicional de forma abrangente, em qualquer dessas
hipóteses a questão estaria incorreta, a única espécie de crédito adicional que pode ter
autorização na própria LOA é o suplementar e ainda assim com limitação de valor.
Inclusive a autorização para abertura de crédito suplementar na própria LOA
constitui uma das exceções ao princípio da exclusividade, conforme art. 165, §8º.

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Enquanto existir saldo de autorização na própria LOA, o Poder Executivo, por


meio de decreto, pode abrir o crédito suplementar, depois de esgotado o saldo de
créditos, aí sim, toda vez que for suplementar uma obra ou serviço o Executivo terá que
pedir autorização ao Legislativo.
IMPORTANTE - O período de vigência dos créditos suplementares é adstrito
ao exercício financeiro em que forem abertos. Este é o único crédito adicional que
não pode ser reaberto no exercício seguinte, ainda que aberto nos últimos quatro
meses do exercício anterior.
O crédito suplementar é autorizado por lei e aberto por decreto do Poder
Executivo. A sua abertura depende da indicação dos recursos disponíveis que
sustentarão a abertura dos respectivos créditos e será precedida de exposição
justificativa.

Créditos Especiais
Os créditos especiais são destinados às despesas para as quais não haja dotação
ou categoria de programação específica na própria lei orçamentária, visam atender
despesas novas, não previstas na LOA, mas que surgiram no decorrer do exercício.
ATENÇÃO – Se a lei de autorização do crédito especial for promulgada nos
últimos quatro meses do exercício financeiro, e no final do exercício ainda houver saldo
não utilizado, este valor será reaberto no exercício subseqüente e incorporado ao
orçamento. Os examinadores, às vezes, tentam enganar o concurseiro, afirmando que
pode haver reabertura de créditos suplementares, esta afirmativa é falsa.
A reabertura dos créditos especiais gera um saldo financeiro, essa receita
incorporada ao orçamento subseqüente é extra-orçamentária, isto porque já foi
considerada como orçamentária no exercício anterior.
Em de regra, os créditos adicionais especiais terão vigência dentro do próprio
exercício financeiro em que forem abertos, salvo se o ato de autorização for promulgado
nos últimos quatro meses do exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus
saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subseqüente.
A abertura do crédito especial é realizada por meio de decreto do Poder
Executivo, após prévia autorização legislativa em Lei Especial.

Crédito Extraordinário
Os créditos extraordinários são destinados somente ao atendimento de despesas
urgentes e imprevisíveis, decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade
pública.
Os créditos extraordinários, devido ao seu caráter de urgência, não necessitam de
autorização legislativa prévia para sua abertura e nem da indicação da fonte de recursos.
IMPORTANTE: Os créditos extraordinários, no caso da União, são abertos pelo
Poder Executivo por meio de Medida Provisória e submetidos imediatamente ao Poder
Legislativo, por força do artigo 62. Os Estados que possuem a figura da MP prevista nas
suas constituições podem adotá-la também, seguindo a mesma regra estabelecida para o
executivo federal, nos demais casos a abertura será realizada por decreto.

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ATENÇÃO! A lei 4320/64, em seu artigo 44, determina que os créditos


extraordinários serão abertos por decreto do Poder Executivo, que deles dará
imediato conhecimento ao Poder Legislativo.

O procedimento de abertura do crédito extraordinário é diferente do


procedimento adotado na abertura das outras espécies de créditos adicionais. No caso de
despesas imprevistas e urgentes relativas a guerra, comoção interna ou calamidade
pública, o Presidente da República realiza a abertura dos créditos extraordinários por
intermédio da MP e a submete ao Congresso Nacional, e mesmo que a MP não tenha,
ainda, sido apreciada pelo CN, o governo pode iniciar a realização dos gastos
necessários.
ATENÇÃO: Para fins de concursos tem sido considerada correta a afirmação de
que prefeitos e governadores abrem créditos extraordinários por meio de decreto.
A vigência dos créditos extraordinários, a exemplo dos créditos especiais, será
dentro do exercício financeiro, no entanto se a lei for promulgada nos últimos quatro
meses do exercício financeiro, poderão ser reabertos pelos seus saldos no próximo
exercício.

RESUMO DOS CRÉDITOS ADICIONAIS:

CREDITOS CRÉDITOS CRÉDITOS


SUPLEMENTARES ESPECIAIS EXTRAORDINÁRIOS

Reforço de dotação Atender a despesas não Atender despesas


orçamentária que se tornou contempladas no imprevistas e urgentes;
insuficiente. orçamento;

Depende de prévia Depende de prévia Independe de prévia


autorização na LOA ou em autorização em lei autorização em lei especial
lei especial; especial;

Aberto por decreto do Aberto por decreto do Aberto por MP ou decreto


Poder Executivo; Poder Executivo do Poder Executivo;

Obrigatória a indicação de Obrigatória a indicação de Independe de indicação de


recursos; recursos; recursos;

Vigência dentro do Vigência, em regra no Vigência, em regra no


exercício financeiro; exercício em que for exercício em que for aberto;
aberto;

Não podem ser reabertos no Podem ser reabertos no Podem ser reabertos no
exercício subseqüente. exercício seguinte, desde exercício seguinte, desde
que o ato de autorização que o ato de autorização
tenha sido promulgado nos tenha sido promulgado nos
últimos 04 meses do últimos 04 meses do

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exercício. exercício.

FONTE DE RECURSOS PARA ABERTURA DE CRÉDITOS ADICIONAIS


A abertura de créditos suplementares e especiais dependerá da existência de
recursos disponíveis e deverá ser justificada por meio das seguintes fontes de recursos:
 O superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior;
 O excesso de arrecadação;
 Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei
orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes, desde que haja
prévia e específica autorização legislativa;
 Os resultantes de anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de
créditos adicionais, autorizados em lei;
 O produto de operações de crédito autorizadas, em forma que juridicamente
possibilite ao poder executivo realizá-las;
 Os resultantes da reserva de contingências, estabelecidos na LOA;

Superávit Financeiro
O superávit financeiro é a diferença positiva entre o ativo financeiro e o passivo
financeiro, conjugando-se, ainda, os saldos dos créditos adicionais transferidos e as
operações de créditos a eles vinculadas.
MUITA ATENÇÃO: o superávit ou déficit financeiro é apurado no balanço
patrimonial. Os examinadores costumam colocar que o superávit é apurado no balanço
financeiro, acabando por confundir o candidato.
Outra questão recorrente em prova é afirmar que o superávit é apurado no
balanço patrimonial do exercício, está errado! O superávit considerado como fonte de
recursos é apurado no encerramento do exercício anterior, em 31/12.

Excesso de Arrecadação
Excesso de arrecadação é o saldo positivo das diferenças acumuladas mês a mês
entre a arrecadação prevista e a realizada, considerando-se, ainda, a tendência do
exercício.
Caso tenham sido abertos créditos extraordinários sem indicação da fonte de
recursos, no momento de apurar o excesso de arrecadação, esses créditos abertos no
período devem ser descontados do cálculo.

Recursos Resultantes de Anulação Parcial ou Total de Dotações Orçamentárias


A anulação parcial ou total de dotações orçamentárias são fatos meramente
permutativos, onde se anulam total ou parcialmente determinadas dotações e remaneja

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os recursos para outra dotação, desde que tais remanejamentos sejam permitidos na
LDO.
Operações de Crédito
As operações de crédito são receitas obtidas por meio de empréstimos,
geralmente de longo prazo, portanto compõem a dívida fundada ou consolidada do ente.

Reserva de Contingência
A reserva de contingência é uma dotação orçamentária não especificada ou
destinada a órgão, fundo ou despesa, que deverá estar prevista na LOA, cuja forma de
utilização e montante será definida com base na receita corrente líquida.

CICLO ORÇAMENTÁRIO
O orçamento passa por diversas fases até estar pronto para ser executado, inicia-
se com uma proposta que se transformará em projeto de lei que será apreciado,
emendado, aprovado, sancionado e publicado passando pela execução, momento em
que ocorre a arrecadação da receita e a realização da despesa, dentro do exercício
financeiro, até o acompanhamento e avaliação da execução, realizada pelos controles
internos e externos.

RESUMINDO: O ORÇAMENTO PASSA PELAS SEGUINTES FASES:


 Elaboração do projeto de lei;
 Apreciação, estudo e proposição de emendas;
 Votação, sanção e publicação da Lei Orçamentária;
 Execução da Lei Orçamentária;
.  Acompanhamento e avaliação da execução orçamentária

(1) Elaboração do Projeto

(4) Acompanhamento e (2) Apreciação, Aprovação


Avaliação e Publicação.

(3) Execução

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Elaboração
A primeira etapa, elaboração do projeto de lei orçamentária, tem início com a
definição de cada unidade gestora da sua proposta parcial de orçamento, A setorial
orçamentária recebe todas as propostas parciais de todas as unidades que compõem o
órgão e consolida tudo numa única proposta do órgão.
Todas essas propostas setoriais dos órgãos de todos os poderes, executivo,
legislativo e judiciário, são encaminhadas para o órgão central do sistema de orçamento
e gestão, para nova consolidação, daí surge o projeto de lei orçamentária que será
submetido ao Presidente da República que fará o encaminhamento do projeto ao
Congresso Nacional, por meio de mensagem.

ATENÇÃO: A LDO traz todas as orientações que deverão ser seguidas quando
da elaboração da LOA.

Aprovação
Após o projeto ser remetido ao Congresso Nacional, ele será apreciado pela
Comissão Mista Permanente de Orçamento composta de deputados e senadores,
prevista no artigo 166 da CF/88. Esta comissão tem a função de examinar e emitir
parecer sobre o projeto, bem como acompanhar e fiscalizar o orçamento.
O projeto de lei orçamentária, assim como as emendas propostas ao projeto após
parecer da comissão mista permanente serão apreciadas pelo plenário das duas casas do
Congresso Nacional.
Com a aprovação do projeto pelo plenário do Congresso Nacional, o projeto será
devolvido ao Presidente da República que poderá sancioná-lo ou propor vetos. Havendo
a sanção o projeto deverá ser encaminhado para publicação.

IMPORTANTE: se todas as etapas ocorrerem dentro dos prazos legais previstos, a


lei orçamentária começará a ser executada no início do exercício financeiro, após o
detalhamento da despesa, feito por meio do QDD.

Execução
No início do exercício financeiro, após a publicação do Quadro de Detalhamento
da Despesa – QDD, os órgãos começarão a executar o orçamento.

ATENÇÃO: O QDD é um documento contendo dados mais analíticos acerca da


autorização dada na lei, em nível de projeto, atividade, operação especial e
elemento de despesa.
Para que os órgãos possam começar a executar o orçamento, empenhar, liquidar,
pagar, arrecadar receita, etc, a Secretaria do Tesouro Nacional providencia a
consignação da dotação orçamentária, em nível de QDD, a todos os órgãos e ministérios
contemplados na lei de meios.

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Caso ocorra algum problema no decorrer das etapas que impeça a


disponibilização da dotação orçamentária, os órgãos poderão utilizar um instituto, desde
que haja previsão na LDO, denominado duodécimo.
O que é “duodécimo”? É o instituto que possibilita aos órgãos, caso autorizado
na LDO, a executar a cada mês do exercício financeiro, um doze avos do projeto de lei
orçamentária que está sendo apreciado de modo a não prejudicar totalmente a execução
prevista para o exercício.

IMPORTANTE: quando o legislativo não recebe o projeto de lei orçamentária no


prazo fixado nas constituições e leis orgânicas dos municípios, considerará como
proposta a lei de orçamento vigente.

Controle
Nesta fase ocorre o acompanhamento e avaliação do processo de execução
orçamentária, que segundo a legislação em vigor será interno quando realizado pelos
agentes do próprio órgão, ou externo quando realizado pelo poder legislativo, auxiliado
tecnicamente pelo Tribunal de Contas.
O controle será mais eficiente se realizado a priori, ou seja, realizado
preponderantemente sobre atos ainda não concretizados, porém o que se observa é que a
avaliação ocorre, em grande parte, sobre o processo de despesa já realizado. Isto
prejudica a correção de falhas no processo de execução e, por conseguinte inviabiliza o
cumprimento das metas estabelecidas.

DESCENTRALIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA
A LOA contempla as unidades setoriais orçamentárias de cada órgão com
dotações orçamentárias, essas dotações precisam ser descentralizadas para que as
unidades gestoras administrativas possam efetuar a sua execução.
TOME NOTA: Unidades Gestoras são aquelas que efetivamente realizam o
gasto, ou seja, executam a despesa orçamentária.

A descentralização dos créditos orçamentários ou adicionais poderá ocorrer das


seguintes formas:
Dotação: É a transferência de créditos orçamentários e adicionais feitas pelo órgão
central do sistema de orçamento (Secretaria de Orçamento Federal – SOF, do Ministério
de Planejamento, Orçamento e Gestão – MOG) ás unidades setoriais de orçamento.
Provisão ou descentralização interna de créditos: Quando envolve unidades gestoras
de um mesmo órgão, ministério ou entidade integrantes do orçamento fiscal e do
orçamento da seguridade social;
Destaque ou descentralização externa de créditos: Quando envolve unidades gestoras
de órgãos, ministérios ou entidades de estruturas administrativas diferentes, ou seja, de
um órgão para outro.

IMPORTANTE: Nota de Movimentação de Crédito (NC) é o documento


FLUXO
utilizado DA DESCENTRALIZAÇÃO
no SIAF ORÇAMENTÁRIA
para a contabilizar a provisão e o destaque.

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ORGÃO CENTRAL DE ORÇAMENTO


Dotação Secretaria de Orçamento Federal do Dotação
Ministério do Planejamento, Orçamento e
Gestão.

MINISTÉRIO “A” MINISTÉRIO “B”


(Unidade Orçamentária) DESTAQUE (Unidade Orçamentária)

PROVISÃO PROVISÃO

MINISTÉRIO “A” MINISTÉRIO “B”


(Unidade Administrativa) (Unidade Administrativa)

IMPORTANTE: Nota de dotação (ND) é o documento utilizado no SIAF para


a contabilizar o orçamento aprovado.

PRGRAMAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO FINANCEIRA


Apesar do assunto desta aula ser orçamento, entendo interessante para fins
didáticos já falarmos da descentralização financeira e da programação financeira,
principalmente porque essas estão intimamente ligadas com o orçamento.
Programação Financeira
A programação financeira é o conjunto de ações desenvolvidas com o intuito de
estabelecer o fluxo de caixa da União, durante o exercício financeiro, com a finalidade
de assegurar às unidades orçamentárias os recursos financeiros suficientes e necessários
à execução dos programas de trabalho, mantendo o equilíbrio entre a receita arrecadada
e a despesa realizada. A programação financeira é feita tendo como parâmetro a
previsão da receita, os limites orçamentários da despesa e sua demanda e a tendência de
resultado (déficit ou superávit) considerada para o exercício.
O sistema de programação financeira é administrado pela Secretaria do Tesouro
Nacional-STN, do Ministério da Fazenda (órgão central), tendo ainda em sua
composição os órgãos setoriais de programação financeira (OSPF) que são as
secretarias de administração geral dos ministérios civis e órgãos equivalentes da
Presidência da República e Ministérios Militares e, finalmente unidades gestoras.
A programação financeira se divide em duas etapas: solicitação e aprovação. A
PPF – Proposta de Programação Financeira, é o documento utilizado pelas unidades
executoras para fazer a solicitação de programação financeira aos órgãos setoriais e
também estes ao órgão central.

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Após a solicitação, cabe ao órgão central a aprovação dos valores a serem


liberados aos órgãos setoriais. Estes por sua vez, aprovam os valores a liberar para as
unidades executoras, esta operação é realizada por meio de PFA – Programação
Financeira Aprovada.

TOME NOTA: A PPF e a PFA que representam as etapas da programação são


contabilizadas por intermédio da Nota de Programação Financeira – PF.

Descentralização Financeira
Após a solicitação e aprovação da programação financeira são realizadas as
descentralizações financeiras das disponibilidades entre os órgãos que compõem o
sistema de programação financeira. Essa descentralização é realizada por meio dos
seguintes procedimentos:
Cota: é a primeira fase da descentralização das disponibilidades financeiras, consiste na
transferência do órgão central de programação financeira para os órgãos setoriais do
sistema. Essa movimentação está condicionada, entre outras coisas, a efetiva
arrecadação de recursos financeiros pelo Tesouro Nacional e ao montante de
compromissos financeiros assumidos pelos órgãos.
Repasse: é a descentralização das disponibilidades financeiras vinculadas ao
orçamento, recebidas anteriormente sob a forma de cota da STN/MF, sendo de
competência dos órgãos setoriais de programação financeira, que as transfere para outro
órgão ou ministério.
Sub-repasse: é a descentralização de disponibilidades financeiras vinculadas ao
orçamento, realizada pelos órgãos setoriais de programação financeira, para unidade
orçamentária ou administrativa a eles vinculadas, ou seja, que faça parte da sua própria
estrutura.
FLUXO DA DESCENTRALIZAÇÃO FINANCEIRA

ORGÃO CENTRAL DE
Cota PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA Cota
Secretaria do Tesouro Nacional-STN, do
Ministério da Fazenda.

MINISTÉRIO “A” MINISTÉRIO “B”


(Unidade Orçamentária) REPASSE (Unidade Orçamentária)

SUB-REPASSE SUB-REPASE

MINISTÉRIO “A” MINISTÉRIO “B”


(Unidade Administrativa) (Unidade Administrativa)
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QUESTÕES COMENTADAS
FIQUE LIGADO! A resolução de questões é um passo imprescindível para conquistar
a aprovação!

1-(ESAF/ACE_TCU/2006) - De acordo com os tipos de créditos orçamentários,


assinale a única opção falsa.
a) O crédito suplementar é destinado ao reforço de dotação já existente no
orçamento em vigor.
b) O crédito especial destina-se à despesa para o qual não haja previsão
orçamentária específica.
c) O crédito extraordinário é autorizado por lei e aberto por decreto do Poder
Executivo.
d) Os créditos adicionais são autorizações de despesa não computadas ou
insuficientemente dotadas na lei de orçamento.
e) A abertura dos créditos suplementares e especiais depende da existência de
recursos disponíveis para acorrer à despesa e será precedida de exposição
justificada.
GABARITO: “C”
Comentários: Os créditos extraordinários, devido ao seu caráter de urgência, não
necessitam de autorização legislativa prévia para sua abertura, no caso da União, são
abertos pelo Poder Executivo por meio de Medida Provisória e submetidos
imediatamente ao Poder Legislativo, por força do artigo 62.

2-(ESAF/ACE_TCU/2002) - Com relação aos créditos adicionais, aponte a única


opção correta pertinente aos créditos extraordinários.
a) São destinados a reforço de dotação orçamentária.
b) São destinados a despesas para as quais não haja dotação específica.
c) São autorizados por lei e abertos por decreto.
d) São abertos por decreto do Executivo, que dará conhecimento ao Legislativo.
e) Sua abertura depende da existência de recursos disponíveis.
GABARITO: “D”
Comentários: Questão capciosa. A Lei 4320/64, em seu artigo 44, realmente determina
que os créditos extraordinários serão abertos por decreto do Poder Executivo, que deles
dará imediato conhecimento ao Poder Legislativo. No entanto por força do artigo 62 da
CF/88, os créditos extraordinários, no caso da União, serão abertos pelo Poder
Executivo por meio de Medida Provisória - MP - e submetidos imediatamente ao Poder
Legislativo e, inclusive, os Estados que possuem a figura da MP prevista nas suas
constituições podem adotá-la também, seguindo a mesma regra estabelecida para o
executivo federal.
No caso de questões como esta precisamos analisá-las com a devida cautela, a
questão está correta se a analisarmos sobre o prisma da Lei 4320/64, outra coisa que
poderia ajudar o candidato é que as demais alternativas estão totalmente incorretas.

3-(ESAF/MPO-Analista de Planejamento e orçamento/2003) - Com base na


Constituição Federal de 1988, identifique a opção correta com relação aos créditos
adicionais.
a) Os créditos adicionais são classificados em crédito complementar, crédito
especial e crédito extraordinário.

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b) Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em


que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos
quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites dos seus
saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subseqüente.
c) O crédito especial destina-se ao reforço de categoria de programação
orçamentária já existente.
d) O crédito extraordinário destina-se às despesas para as quais não haja categoria
de programação orçamentária específica, visando atender objetivo não previsto
no orçamento.
e) É vedada a abertura de crédito especial ou extraordinário sem prévia autorização
legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes.
GABARITO: “B”
Comentários:
a) ERRADO. Os créditos são classificados em crédito suplementar, créditos especial e
crédito extraordinário.
b) CERTO. Esta alternativa é cópia fiel do § 2º, do artigo 167, da CF/88.
c) ERRADO. Os créditos especiais são destinados às despesas para as quais não haja
dotação ou categoria de programação específica na própria lei orçamentária. Os créditos
suplementares é que se destinam a reforço de dotação já existente.
d) ERRADO. Os créditos extraordinários são destinados somente ao atendimento de
despesas urgentes e imprevisíveis, decorrentes de guerra, comoção interna ou
calamidade pública.
e) ERRADO. A abertura de crédito especial realmente precisa de prévia autorização
legislativa e da indicação dos recursos correspondentes, porém estas regras não se
aplicam aos créditos extraordinários.

4-(ESAF/AFC_CGU/2006) - Para o Governo operacionalizar o processo de alocação


de recursos da gestão pública ele se utilizado ciclo da gestão, que se divide em etapas. A
etapa em que os atos e fatos são praticados na Administração Pública para
implementação da ação governamental, e na qual ocorre o processo de
operacionalização objetiva e concreta de uma política pública denomina-se:
a) Planejamento.
b) Execução.
c) Programação.
d) Orçamentação.
e) Controle.
GABARITO: “B”
Comentários: Na fase de execução é que as unidades orçamentárias passam
efetivamente a executarem os seus programas de trabalho, por meio da concretização de
diversos atos e fatos administrativos, inerentes à execução de receita e de despesa
orçamentária, tais como emissão de empenho, liquidação de despesa, emissão de ordens
bancárias, arrecadação de receita, etc.

5-(ESAF/TCE-GO/2007) – O Poder Executivo, para executar despesa cuja dotação


orçamentária seja insuficiente, deve:
a) Abrir crédito extraordinário mediante autorização legislativa.
b) Obter autorização legislativa prévia e justificar a abertura de crédito
extraordinário para execução da despesa sem dotação orçamentária específica.
c) Abri crédito suplementar por decreto, após autorização legislativa.

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d) Remanejar recursos de outras dotações e abrir crédito especial destinado a


reforço da dotação orçamentária específica.
e) Abrir crédito especial por decreto e dar imediato conhecimento ao poder
legislativo.
GABARITO: “C”
Comentários: O tipo de crédito adicional a ser aberto pelo Poder Executivo é o crédito
suplementar por decreto, após autorização legislativa. Os créditos suplementares têm a
finalidade de reforçar o orçamento, isto é, existe orçamento previsto, porém em
montante inferior ao necessário.

6-(ESAF/ANALISTA_MPU/2004) - De acordo com a classificação dos créditos


adicionais, assinale a opção correta em relação a créditos extraordinários.
a) São autorizados para cobertura de despesas eventuais ou essenciais e, por isso
mesmo, não considerados na Lei do Orçamento.
b) Destinam-se ao reforço de dotações orçamentárias.
c) São os destinados a despesas urgentes e imprevistas, como em caso de guerra,
comoção intestina ou calamidade pública.
d) São autorizações abertas por decreto do Poder Executivo até o limite
estabelecido em lei.
e) São os destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária
específica.
GABARITO: “C”
Comentários: Os créditos extraordinários são para atender despesas urgentes e
imprevistas, como em caso de guerra, comoção intestina ou calamidade pública, este
tipo de crédito adicional não precisa de prévia autorização legislativa.
Nas opções “a” e “e” o crédito adicional ao qual se referem é o especial, na
alternativa “b” o crédito que se destina a reforço de dotações orçamentárias é o
suplementar e a opção “d”, autorizações abertas por decreto do Poder Executivo até o
limite estabelecido em lei, aplica-se tanto ao crédito especial quanto ao suplementar,
exceto para o extraordinário.

07-(ESAF/AFC_SEFAZ_CE/2004) - Assinale a opção falsa em relação às regras


impostas pela Constituição Federal para a abertura de créditos adicionais.
a) Admite-se a reabertura, no exercício seguinte, dos saldos remanescentes dos
créditos especiais e extraordinários independentemente da data em que tenham
sido abertos.
b) Os créditos especiais destinam-se às despesas para as quais não existe dotação
específica.
c) Os créditos suplementares podem ser abertos mediante cancelamento de outros
créditos consignados em lei.
d) Créditos Extraordinários podem ser abertos por Medida Provisória.
e) Na abertura de créditos extraordinários não é necessário indicar a fonte de
recursos.
GABARITO: “A”
Comentários: Os créditos especiais e extraordinários podem ser reabertos no exercício
seguinte, desde que o ato de autorização tenha sido promulgado nos últimos 04 meses
do exercício. O erro do item “a” é a expressão “independentemente da data”.
As demais alternativas estão corretas.

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08-(ESAF/AFC_SEFAZ_CE/2006) - A respeito da elaboração do Orçamento Geral da


União, é correto afirmar, exceto:
a) o Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional
propondo a alteração do projeto de lei orçamentária a qualquer tempo.
b) é prerrogativa do Presidente da República a iniciativa dos projetos de lei
orçamentária.
c) as emendas parlamentares aos projetos de lei orçamentária anual não poderão
indicar como despesas a serem anuladas as destinadas ao pagamento de pessoal
e seus encargos.
d) na fase de tramitação no Congresso Nacional, cabe a uma comissão mista de
Senadores e Deputados examinar e emitir parecer sobre os projetos de lei que
tratam de orçamento.
e) a proposta orçamentária para o exercício seguinte deverá ser enviada ao
Congresso Nacional até 31 de agosto do ano anterior.
GABARITO: “A”
Comentários: A alternativa “a” é a incorreta, pois o presidente da república somente
pode encaminhar mensagem ao Congresso Nacional, propondo modificações no projeto
do PPA, enquanto não iniciada a votação, na Comissão Mista, da parte cuja alteração
é proposta.
As demais alternativas estão corretas.

09-(ESAF/ANALISTA_MPOG/2005) A elaboração da lei orçamentária é a etapa que,


efetivamente, caracteriza a idéia de processo orçamentário, compreendendo fases e
operações. A discussão é a fase dos trabalhos consagrada ao debate em plenário. Aponte
a opção incorreta com relação às etapas da fase da discussão.
a) emendas
b) voto do relator
c) redação final
d) votação em plenário
e) veto
GABARITO: “E”
Comentários: A única alternativa que não faz parte da discussão no plenário é o veto
do chefe do executivo, que ocorre em fase posterior a aprovação do parlamento.

10-(ESAF/ACE_TCU/2002) O Ciclo Orçamentário é a seqüência das etapas


desenvolvidas pelo processo orçamentário. Assinale a única opção correta no tocante à
etapa de elaboração do orçamento.
a) É fase de competência do Poder Legislativo.
b) Constitui a concretização anual dos objetivos e metas determinados para o setor
público, no processo de planejamento integrado.
c) Compreende a fixação de objetivos concretos para o período considerado, bem
como o cálculo dos recursos humanos, materiais e financeiros, necessários à sua
materialização e concretização.
d) Configura-se na necessidade de que o povo, através de seus representantes,
intervenha na decisão de suas próprias aspirações, bem como na maneira de
alcançá-las.
e) É a etapa que impõe a necessidade de um sistema estatístico cuja informação
básica se obtém em cada uma das repartições ou órgãos.
GABARITO: “C”

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Comentários:
a)ERRADO. A fase de competência do legislativo é a fase de aprovação;
b)ERRADO. A fase que representa a concretização dos objetivos e metas determinados
para o setor público é a da execução;
c)CERTO. A fase da elaboração compreende a fixação de objetivos concretos para o
período considerado, bem como o cálculo dos recursos humanos, materiais e
financeiros, necessários à sua materialização e concretização;
d)ERRADO. A alternativa fala sobre a fase de aprovação pelo parlamento,
representantes legítimos do povo.
e)ERRADO. Esta é a etapa do controle, onde se acompanha a execução das metas
propostas por meio do acompanhamento dos indicadores de desempenho.

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não acerte, consegue realmente aprender...

11-(ESAF/TFC_SFC/2001) - A Constituição de 1988, em seu art. 165, determina que a


lei orçamentária anual compreenderá:
- O orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da
administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder
Público;

- O orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente,


detenha a maioria do capital com direito a voto;

- O orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela


vinculada, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações
instituídos e mantidos pelo Poder Público. Além dos orçamentos anuais acima
indicados, a nova constituição estabelece que leis de iniciativa do Poder Executivo
estabelecerão:
a) o plano plurianual, as diretrizes compensatórias e as atualizações fiduciárias
b) o plano bianual, as diretrizes orçamentárias e as atualizações permanentes
c) o plano plurianual, as diretrizes estratégicas e as atualizações permanentes
d) o plano trianual, as diretrizes orçamentárias e as atualizações fiduciárias
e) o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os planos e programas
nacionais, regionais e setoriais
As outras opções estão erradíssimas.

12-(ESAF/TÉCNICO_MPU/2004) - Afirma-se que a seqüência das etapas


desenvolvidas pelo processo orçamentário é intitulada:
a) avaliação orçamentária.
b) ciclo orçamentário.
c) aprovação orçamentária.
d) execução orçamentária.
e) elaboração orçamentária.

13-(ESAF/TÉCNICO_MPU/2004) - Os créditos adicionais são classificados em:


a) suplementares, especiais e extraordinários.

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b) complementares, específicos e extraordinários.


c) complementares, especiais e extraordinários.
d) suplementares, específicos e extraordinários.
e) complementares, suplementares e especiais.

14-(ESAF/TÉCNICO_MPU/2004) - Entre as características principais dos créditos


suplementares, não é pertinente:
a) o reforço de categoria de programação orçamentária já existente.
b) a autorização por lei.
c) a abertura por decreto do Poder Executivo.
d) a indicação obrigatória dos recursos.
e) a permissão de prorrogação da vigência.

15-(ESAF/TÉCNICO ORÇAMENTO_MPU/2004) - Aponte a opção incorreta no que


diz respeito ao Orçamento Público no Brasil.
a) A Lei Orçamentária Anual compreenderá o orçamento fiscal, o orçamento de
investimento das empresas em que o Estado, direta ou indiretamente, detenha a
maioria do capital social com direito a voto e o orçamento da seguridade social.
b) A Lei de Diretrizes Orçamentárias tem a finalidade de nortear a elaboração dos
orçamentos anuais de forma a adequá-los às diretrizes, objetivos e metas da
administração pública, estabelecidos na lei orçamentária anual.
c) O Plano Plurianual é um plano de médio prazo, através do qual procura-se
ordenar as ações do governo que levem o atingimento dos objetivos e metas
fixadas para um período de quatro anos.
d) A lei dos orçamentos anuais é o instrumento utilizado para a conseqüente
materialização do conjunto de ações e objetivos que foram planejados visando
ao atendimento e bem-estar da coletividade.
e) A Lei de Diretrizes Orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da
administração pública.

16-(ESAF/TÉCNICO ORÇAMENTO_MPU/2004) - De acordo com a Constituição


Federal, o orçamento que engloba os recursos dos Poderes da União, representados
pelos Fundos, Órgãos e Entidades da Administração Direta e Indireta, inclusive
Fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, denomina-se:
a) orçamento fiscal.
b) orçamento-programa.
c) orçamento de investimento.
d) orçamento da seguridade social.
e) orçamento funcional.

17-(FCC/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO_TCE_MA/2005) – Os projetos


de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual serão
enviadas ao Congresso Nacional:
a) Pelo Presidente do Tribunal de Contas da União.
b) Pela Comissão Mista permanente de Deputados e Senadores.
c) Pelo Banco Central.
d) Pelo Presidente da República.
e) Pelo conjunto das Assembléias Legislativas dos Estados da Federação.

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18-(FCC/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO_TCE_MA/2005) – Em matéria


orçamentária, o princípio da exclusividade, consagrado na Constituição Federal de
1988, estabelece a vedação de conteúdos estranhos à fixação da despesa e à previsão da
receita, excetuando:
a) a autorização para criação de estruturas administrativas.
b) A propositura de emendas parlamentares sem indicação de fonte de recursos.
c) O remanejamento de dotações entre diferentes categorias de programação.
d) A contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos
termos da lei.
e) A autorização para abertura de créditos extraordinários para atender as despesas
previstas de forma insuficiente no orçamento.

19-(FCC/ANALISTA DE ORÇAMENTO_MPU/2007) – Na execução orçamentária


e financeira, os termos destaque e repasse estão relacionados, respectivamente, com:
a) Obtenção de autorização de créditos extraordinários e créditos especiais.
b) Fixação da reserva de contingências e liberação financeira de créditos
adicionais.
c) Autorização de despesa orçamentária e previsão de receita extra-orçamentária.
d) Autorização orçamentária e transferência de recursos financeiros.
e) Autorização de despesa extra-orçamentária e arrecadação de receita
orçamentária.

20-(FCC/ANALISTA DE ORÇAMENTO_MPU/2007) – Os créditos adicionais


especiais tem por características:
a) Independem de autorização legislativa.
b) Dependem da existência de recursos para financiá-los.
c) Destinam-se ao reforço de dotação orçamentária insuficiente.
d) Serem previstos na lei orçamentária anual.
e) Atenderem a despesas de caráter urgente e imprevisto.

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