Você está na página 1de 56
Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual
Prof. Vitor Kümpel
Curso: Anual

QUESTÕES DE CONCURSOS IED – INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO

1) ALCANCE DA LEI DE INTRODUÇÃO; NOMENCLATURA; ETIMOLOGIA.

(Ministério Público – RO – CESPE 2010) Assinale a opção correta com referência à Lei de

Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB).

a) A equidade, uma das formas de colmatação de lacunas, está expressa na LINDB.

b) Os fatos sociais são disciplinados pela LINDB, haja vista que se referem ao direito internacional

privado.

c) A LINDB prevê o procedimento de integração do direito como recurso técnico para a interpretação

das normas jurídicas.

d) Segundo a LINDB, a autointegração do direito, como espécie de integração, ocorre quando se

utilizam recursos do próprio sistema.

e) A LINDB foi criada originariamente mediante lei ordinária.

1)

2) (Procurador da Fazenda Nacional - 1998 – ESAF) Assinale a opção falsa:

a) A Lei de Introdução não é parte integrante do Código Civil, por ser aplicável a qualquer norma e por

conter princípios gerais sobre as leis em geral.

b) A Lei de Introdução é uma lex legum, ou seja, um conjunto de normas que não rege relações da

vida, mas sim as normas, uma vez que indica como interpretá-las, determinando-lhes a vigência e eficácia, suas dimensões espaço-temporais, assinalando suas projeções nas situações conflitantes de ordenamentos jurídicos nacionais e alienígenas, evidenciando os respectivos elementos de conexão.

c) A Lei de Introdução é um código de normas que não tem por conteúdo qualquer critério de

hermenêutica jurídica.

d) As normas de Direito Internacional Privado contidas da Lei de Introdução ao Código Civil têm por

objetivo solucionar o conflito de jurisdição, estabelecer princípios indicativos de critérios solucionadores do problema de qualificação, determinar o efeito dos atos realizados no exterior, reger a condição jurídica do estrangeiro e tratar da eficácia internacional de um direito legitimamente adquirido em um país, que poderá ser reconhecido e exercido em outro.

e) A Lei de Introdução ao Código Civil disciplina a garantia da eficácia global da ordem jurídica, não

admitindo a ignorância da lei vigente, que a comprometeria.

3)

(AGU – Advogado da União – 1999 – ESAF) Assinale a opção falsa:

a)

A Lei de Introdução ao Código Civil é parte componente do Código Civil, sendo suas normas

aplicáveis apenas ao direito civil.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual
Prof. Vitor Kümpel
Curso: Anual

b) A Lei de Introdução ao Código Civil é uma lex legum, ou seja, um conjunto de normas sobre

normas.

c) A Lei de Introdução ao Código Civil é também um Estatuto do Direito Internacional Privado.

d) A Lei de Introdução ao Código Civil disciplina o direito intertemporal, para assegurar a certeza,

segurança e estabilidade do ordenamento jurídico-positivo, preservando as situações consolidadas em que o interesse individual prevalece.

e) A Lei de Introdução ao Código Civil contém critérios de hermenêutica jurídica.

4) A Lei 12.376, de 30 de Dezembro de 2010:

a) Alterou a ementa do Decreto-Lei nº.4.657/42, ampliando seu campo de atuação, antes restrito

apenas ao Código Civil, inaplicáveis, até então, aos demais diplomas legais.

b) Alterou a ementa do Decreto-Lei nº.4.657/42, ampliando seu campo de atuação, que passou a ter a

seguinte redação : Lei de Introdução às normas do Direito no Brasil, cuja entrada em vigor ocorreu somente 45 dias após a publicação.

c) Alterou a ementa do Decreto-Lei nº.4.657/42, ampliando seu campo de atuação, que passou a

vigorar com a seguinte redação: “Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro.” cuja entrada em vigor ocorreu na data da publicação.

d) Alterou a ementa do Decreto-Lei nº.4.657/42, restringindo seu campo de atuação, que passou a ter a

seguinte redação : Lei de Introdução às normas do Direito no Brasil”.

2) ACEPÇÕES DO DIREITO (JUSTO; NORMA AGENDI – DIREITO OBJETIVO; FACULTAS AGENDI – DIREITO SUBJETIVO; SANÇÃO); CAUSAS DO DIREITO; JUSTIÇA; DIREITO E MORAL; DIREITO PÚBLICO E PRIVADO.

5) (TRT 9ª Região – Juiz do Trabalho - 2012) Considerando a Teoria do Direito Civil acerca das locuções “direito objetivo” e “direito subjetivo”, assinale a alternativa incorreta:

a) O direito subjetivo associa-se à noção de “facultas agendi”.

b) Visto como um conjunto de normas que a todos se dirige e a todos vincula, temos o “direito

subjetivo”.

c) Direito subjetivo é a prerrogativa de invocação da norma jurídica, pelo titular, na defesa do seu

interesse.

d) Visto sob o ângulo subjetivo, o direito é o interesse juridicamente tutelado (Ihering).

e) O direito objetivo refere-se a um conjunto de regras que impõem à conduta humana certa direção ou

limite. Ele descreve condutas obrigatórias e comina sanções pelo comportamento diverso dessa descrição.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual
Prof. Vitor Kümpel
Curso: Anual

6) (167º CONCURSO MAGISTRATURA DO ESTADO DE SÃO PAULO - 1ª FASE - 1996) Assinale a alternativa correta quanto à distinção entre o direito objetivo e direito subjetivo:

a) o direito objetivo é a pretensão posta em juízo, enquanto que o direito subjetivo, o fato documentado

pela sentença.

b) o direito objetivo é embasamento legal de suporte das execuções, o direito subjetivo é a faculdade o

devedor resistir à pretensão do credor.

c) o direito objetivo é a norma jurídica e o direito subjetivo a faculdade jurídica.

d) o direito objetivo é a menção do ato processual, ao passo que o direito subjetivo, a faculdade do juiz

de conhecer, de ofício, a prescrição.

(TJ-SP/1996) Assinale a alternativa correta quanto à distinção entre o direito objetivo e direito

subjetivo.

a) o direito objetivo é a pretensão posta em juízo, enquanto que o direito subjetivo, o fato documentado

pela sentença.

b) o direito objetivo é embasamento legal de suporte das execuções, o direito subjetivo é a faculdade o

devedor resistir à pretensão do credor.

c) o direito objetivo é a norma jurídica e o direito subjetivo a faculdade jurídica.

7)

d) o direito objetivo é a menção do ato processual, ao passo que o direito subjetivo, a faculdade do juiz

de conhecer, de ofício, a prescrição.

3) DIREITO CIVIL; HISTÓRICO DA CODIFICAÇÃO; CARACTERÍSTICAS DO CC; CLÁUSULAS GERAIS; PRINCÍPIOS BÁSICOS; DIREITO CIVIL CONSTITUCIONAL; EFICÁCIA HORIZONTAL DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS.

8) (TRT 21ª Região - Juiz do Trabalho – 2012) “O direito privado é apenas direito “ordinário”, e está, enquanto tal, na estrutura hierárquica da ordem jurídica, num plano sob a Constituição. Constitui, pois, um imperativo da lógica normativa que a legislação no campo do direito privado esteja vinculada aos direitos fundamentais, segundo o princípio da primazia da lex superior” (CANARIS, Claus-Wilhelm. Direitos Fundamentais e Direito Privado. Tradução de Ingo Wolfgang Sarlet e Paulo Mota Pinto. Coimbra: Livraria Almedina, 2003, p. 27/28). A partir dessa afirmação, é correto afirmar:

I - A teoria da eficácia imediata ou direta dos direitos fundamentais reconhece que os direitos fundamentais também são oponíveis aos particulares e ao Estado, independentemente de intermediação legislativa.

II – Apesar da eficácia horizontal dos direitos fundamentais ser admitida pela doutrina brasileira, não há manifestações do Supremo Tribunal Federal acolhendo-a, e não é possível, pela via interpretativa ordinária dos Tribunais de 2ª Instância, acolhê-la, pois apenas o Supremo Tribunal Federal é o intérprete da Constituição.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

III – O Supremo Tribunal Federal prolatou decisão sobre a eficácia horizontal dos direitos

fundamentais exclusivamente quanto ao tema da igualdade de direitos trabalhistas entre empregados brasileiros e estrangeiros.

a) apenas a assertiva I está correta;

b) apenas as assertivas I e II estão corretas;

c) apenas as assertivas I e III estão corretas;

d) apenas as assertivas II e III estão corretas;

e) todas estão corretas

9) (TJPR/Juiz de Direito/2008) Assinale a alternativa correta:

a) A doutrina da constitucionalização do Direito Civil preconiza uma diferenciação radical entre os

direitos da personalidade e o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, em especial no

seu âmbito de aplicação, uma vez que essa distinção seria fundante da dicotomia entre Direito Privado e Direito Público.

b) É pacífico na doutrina o entendimento sobre a impossibilidade de se admitir colisão entre direitos da

personalidade, de modo que, ainda que realizados em sua máxima extensão, um direito da personalidade jamais implicará em negação ou, mesmo, em restrição aos demais direitos da personalidade.

c) A vedação legal à limitação voluntária de exercício dos direitos da personalidade revela que esses

direitos, mesmo quanto ao seu exercício, não se submetem ao princípio da autonomia privada.

d) É impossível afirmar, mesmo à luz da doutrina que preconiza a constitucionalização do Direito Civil, que nem todo direito fundamental é direito da personalidade.

(PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO – 2009/2010 – GOIÁS) Por cláusulas gerais,

pode-se afirmar:

I- São Normas que não prescrevem uma certa conduta, mas, simplesmente, definem valores e parâmetros hermenêuticos. Servem assim como ponto de referência interpretativo e oferecem ao intérprete os critérios axiológicos e os limites para a aplicação de demais disposições normativas.

II- A prof. Cláudia Lima Marques, comentando sobre as cláusulas gerais, afirma que existem três momentos em que se exerce o "direito dos juízes:" a) no caso da ocorrência de lacunas do direito,

citando como exemplo o comércio eletrônico; b) no caso dos conceitos indeterminados; e c) no caso

das cláusulas gerais, em que o juiz tem a chance de concretização do direito, citando como exemplo o

art. 113, do Código Civil.

III- As cláusulas gerais valem-se de linguagem aberta, fluida, vaga.

IV- O CDC não possui cláusula geral, pois utiliza-se de outras normas para sua completude e integração.

a) Todas alternativas são verdadeiras.

b) Apenas uma alternativa é verdadeira.

10)

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

c) Apenas uma alternativa é falsa.

d) Todas as alternativas são falsas.

11) (Procurador Municipal/Diadema-SP/2008) Quanto à teoria da aplicação horizontal dos direitos fundamentais, analise os itens:

I. A teoria da aplicação horizontal dos direitos fundamentais analisa a possibilidade do particular, não somente o Poder Público, ser o destinatário direto das obrigações decorrentes desses direitos fundamentais;

II. O Brasil adotou, como discurso majoritário e influenciado pelo direito constitucional português, a não incidência dos direitos fundamentais no âmbito das relações privadas;

III. O indivíduo que é expulso de cooperativa sem a observância da ampla defesa, visto que esse

direito não está garantido pelo estatuto, sendo respeitado todo o normativo interno da entidade, não pode pleitear a anulação do ato perante o Poder Judiciário, visto que o indivíduo pactuou com o

estatuto quando se filiou à cooperativa, sabendo que esse direito fundamental não era garantido;

IV. Aplicação direta e imediata do efeito externo dos direitos fundamentais tem por objetivo impedir

que o indivíduo saia de uma condição de liberdades frente ao Estado e caia em uma relação de servidão com os entes privados.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) assertiva(s):

a) I e II;

b) I e III;

c) I e IV;

d) II;

e) III.

12)

(TJPR/Juiz de Direito/2007) Sobre a constitucionalidade do direito civil, é correto afirmar:

a) As normas constitucionais que possuem estrutura de princípios se destinam exclusivamente ao

legislador, que não pode contrariá-las ao criar as normas próprias do direito civil, não sendo possível, todavia, ao aplicador do direito, empregar os princípios constitucionais na interpretação dessas normas de direito civil;

b) A constitucionalização do direito civil se restringe à migração, para o texto constitucional, de

matérias outrora próprias do direito civil;

c) A doutrina que sustenta a constitucionalização do direito civil afirma a irrelevância das normas

infraconstitucionais na disciplina das relações interprivadas;

d) A eficácia dos direitos fundamentais nas relações entre particulares, seja de forma indireta e

mediata, seja de forma direta e imediata, é defendida ela doutrina que sustenta a constitucionalização

do direito civil.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual
Prof. Vitor Kümpel
Curso: Anual

13)

(Magistratura / SC – 2002) No Código Civil, a função das cláusulas gerais é:

I - dotar o sistema interno do Código Civil de mobilidade, mitigando as regras mais rígidas.

II - a de atuar de forma a concretizar o que se encontra previsto nos princípios gerais de direito e nos conceitos legais indeterminados.

III - a de, também, abrandar as desvantagens do estilo excessivamente abstrato e genérico da lei.

Assinale, portanto, a alternativa ou alternativas corretas:

a) nenhuma das alternativas está correta.

b) todas as alternativas estão corretas.

c) apenas a alternativa II está correta.

d) apenas as alternativas I e III estão corretas.

e) apenas as alternativas II e III estão corretas.

14) (MP/GO/Promotor de Justiça/2005) O atual Código Civil optou “muitas vezes, por normas genéricas ou cláusulas gerais, sem a preocupação de excessivo rigorismo conceitual, a fim de possibilitar a criação de modelos jurídicos hermenêuticos, quer pelos advogados quer pelos juízes, para a contínua atualização dos preceitos legais” (trecho extraído do livro História do novo Código Civil, de Miguel Reale e Judith Martins Costa). Considerando o texto, é correto afirmar que:

a) Cláusulas gerais são normas orientadoras sob a forma de diretrizes, dirigidas precipuamente ao juiz,

vinculando-o ao mesmo tempo em que lhe dão liberdade para decidir, sendo que tais cláusulas restringem-se à Parte Geral do Código Civil;

b) Aplicando a mesma cláusula geral, o juiz não poderá dar uma solução em um determinado caso, e

solução diferente em outro;

c) São exemplos de cláusulas gerais: a função social do contrato como limite à autonomia privada e

que no contrato devem as partes observar a boa-fé objetiva e a probidade;

d) As cláusulas gerais afrontam o princípio da eticidade, que é um dos regramentos básicos que sustentam a codificação privada.

4)

FONTES; LEIS.

FONTES

DO

DIREITO;

SISTEMAS

DE

INTEGRAÇÃO;

CLASSIFICAÇÃO

DAS

15) (Procurador do Estado de Goiás – 2000) Ocorrendo omissão da lei em face de determinado caso concreto, o juiz decidirá observando a seguinte ordem:

a) a analogia, os costumes e os princípios gerais do direito;

b) os princípios gerais do direito, a analogia e a eqüidade;

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual
Prof. Vitor Kümpel
Curso: Anual

d) os costumes, a eqüidade e a analogia.

16)

(Magistratura / DF – 2000) Assinale a alternativa correta.

As leis, segundo a hierarquia, classificam-se em:

a) federais, estaduais e municipais.

b) imperativas e supletivas.

c) constitucionais, complementares e ordinárias.

d) materiais e formais.

17)

(Magistratura / SP – 174º) O art. 4º da Lei de Introdução ao Código Civil, ao dispor que, ante a

omissão da lei, o juiz decidirá de acordo com a analogia e os costumes, é norma:

a) dirigida exclusivamente ao campo do Direito Privado.

b) dirigida a todos os campos do Direito Positivo.

c) que se aplica ao campo do Direito Privado, mas não a todos os campos do Direito Positivo.

d) que se aplica a todos os campos do Direito Positivo, com exceção do Direito Penal.

18) Aponte a opção correta.

a) O costume contra legem é o que se forma em sentido contrário ao da lei, mas não seria o caso de

consuetudo abrogatoria, implicitamente revogatória das disposições legais, nem da desuetudo, que

produz a não-aplicação da lei, uma vez que a norma legal passa a ser letra morta.

b) A analogia juris estriba-se num conjunto de normas para extrair elementos que possibilitem sua

aplicabilidade ao caso concreto não previsto, mas similar.

c) Os princípios gerais de direito não são normas de valor genérico, nem orientam a compreensão do

direito, em sua aplicação e integração.

d) São condições para a vigência do costume sua continuidade, diuturnidade e não-obrigatoriedade.

e) Não há possibilidade de existirem, no ordenamento jurídico, princípios e normas latentes capazes de

solucionar situações não previstas, expressamente, pelo legislador.

5) COSTUMES E PRINCÍPIOS GERAIS; DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA; NOVOS PARADIGMAS; SÚMULA VINCULANTE; PRINCÍPIOS GERAIS DE DIREITO; BROCARDOS JURÍDICOS.

19)

(Juiz Substituto – Tribunal de Justiça do Paraná – 2010 – PUC/PR) Considerando as súmulas

vinculantes pátrias, assinale a opção CORRETA:

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

a) A EC n. 54/2007 (reforma administrativa) introduziu no direito brasileiro a “súmula vinculante”,

que foi regulamentada pela Lei n. 11.417, de 19 de dezembro de 2008.

b) A Corte Suprema (STF), guardiã da Constituição Federal de 1988, de ofício ou mediante

provocação, tem exclusividade para a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante.

c) A súmula vinculante, introduzida no Brasil pela EC n. 54/2004, uma vez publicada, produz efeitos

de vinculação para a administração pública direta e indireta, mas não para os órgãos do Poder

Judiciário.

d) O instituto da súmula vinculante, introduzido no ordenamento jurídico brasileiro por meio de

emenda à Constituição, até então não foi regulamentado pelo legislador ordinário.

20) (TRT – 14ª. Região – Juiz do Trabalho - 2012) De acordo com a hermenêutica constitucional assinale a opção INCORRETA:

a) Para Dworkin não é possível a correlação entre o direito e os valores sociais.

b) Podemos afirmar que não há hierarquia normativa entre princípios. Na verdade o que existe é

distinção axiomática/valorativa.

c) De acordo com o princípio da unidade da Constituição o conflito entre princípios resolve-se pelo

método da ponderação.

d) De acordo com o princípio da justeza ou conformidade funcional não pode haver subversão do

esquema organizatório-funcional constitucionalmente estabelecido.

e) Pelo método científico-espiritual a análise da forma constitucional não se fixa na literalidade da

norma, mas parte da realidade social e dos valores subjacentes do texto da Constituição.

21) (Tribunal de Justiça da Paraíba – 2011 – Juiz Substituto (CESPE)) Com relação aos institutos da interpretação e da integração da lei, assinale a opção correta.

a) Segundo a doutrina, os princípios gerais do direito expressam se nas máximas jurídicas, nos adágios

ou brocardos, sendo todas essas expressões fórmulas concisas que representam experiência secular, com valor jurídico próprio.

b) A interpretação histórica tem por objetivo adaptar o sentido ou a finalidade da norma às novas

exigências sociais, em atenção às demandas do bem comum.

c) Implícito no sistema jurídico civil, o princípio segundo o qual ninguém pode transferir mais direitos

do que tem é compreendido como princípio geral de direito, podendo ser utilizado como meio de integração das normas jurídicas.

d) No direito civil, não há doutrina que admita a hierarquia na utilização dos mecanismos de

integração das normas jurídicas constantes no Código Civil.

e) Não há distinção entre analogia legis e analogia juris, uma vez que ambas se fundamentam em um

conjunto de normas para a obtenção de elementos que permitam sua aplicação em casos concretos.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

22) (Procurador do BACEN – 2002 – ESAF) No mercado de Barretos (Estado de São Paulo) os negócios de gado, por mais avultados que sejam, celebram-se dentro da maior confiança, verbalmente, dando origem a:

a) princípio geral de direito

b) costume praeter legem

c) costume contra legem

d) desuso

e) costume secundum legem

23) (Procurador do Estado de Pernambuco – 2004 – FCC) Estabelecendo a Lei de Introdução ao Código Civil que “quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito” (art. 4º), é correto afirmar que:

a) somente se admite o costume secundum legem.

b) é admitido amplamente o costume contra legem.

c) o costume praeter legem desempenha função supletiva da lei.

d) o costume é meio de integração do direito, mas não pode ser considerado fonte ou forma de

expressão do direito.

e) o costume constitui apenas regra de hermenêutica.

24) (Juiz Substituto – Tribunal de Justiça do Paraná – 2010 – PUC/PR) Considerando as súmulas vinculantes pátrias, assinale a opção CORRETA:

a) A EC n. 54/2007 (reforma administrativa) introduziu no direito brasileiro a “súmula vinculante”,

que foi regulamentada pela Lei n. 11.417, de 19 de dezembro de 2008.

b) A Corte Suprema (STF), guardiã da Constituição Federal de 1988, de ofício ou mediante

provocação, tem exclusividade para a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula

vinculante.

c) A súmula vinculante, introduzida no Brasil pela EC n. 54/2004, uma vez publicada, produz efeitos

de vinculação para a administração pública direta e indireta, mas não para os órgãos do Poder

Judiciário.

d) O instituto da súmula vinculante, introduzido no ordenamento jurídico brasileiro por meio de

emenda à Constituição, até então não foi regulamentado pelo legislador ordinário.

25) Com relação aos institutos da interpretação e da integração da lei, assinale a opção correta.

a) Segundo a doutrina, os princípios gerais do direito expressam- se nas máximas jurídicas, nos

adágios ou brocardos, sendo todas essas expressões fórmulas concisas que representam experiência

secular, com valor jurídico próprio.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual
Prof. Vitor Kümpel
Curso: Anual

b) A interpretação histórica tem por objetivo adaptar o sentido ou a finalidade da norma às novas

exigências sociais, em atenção às demandas do bem comum.

c) Implícito no sistema jurídico civil, o princípio segundo o qual ninguém pode transferir mais direitos

do que tem é compreendido como princípio geral de direito, podendo ser utilizado como meio de integração das normas jurídicas.

d) No direito civil, não há doutrina que admita a hierarquia na utilização dos mecanismos de

integração das normas jurídicas constantes no Código Civil.

e) Não há distinção entre analogia legis e analogia juris, uma vez que ambas se fundamentam em um

conjunto de normas para a obtenção de elementos que permitam sua aplicação em casos concretos.

Desempenhando diferentes funções, classifica-se o costume, conforme seu conteúdo, do

seguinte modo:

I - praeter legem.

II - secundum legem.

III - contra legem.

Sobre eles, é correto afirmar que o primeiro

a) exerce função supletiva; o segundo é interpretativo; e o terceiro não é admitido pelo sistema,

embora possa induzir o legislador a modificar leis anacrônicas ou injustas.

b) não é admitido pelo sistema, embora possa induzir o legislador a modificar leis anacrônicas ou

injustas; o segundo é interpretativo; e o terceiro exerce função supletiva.

26)

c) é interpretativo; o segundo exerce função supletiva; e o terceiro não é admitido pelo sistema, todavia

pode induzir o legislador a modificar leis anacrônicas ou injustas.

d) não é admitido pelo sistema, embora possa induzir o legislador a modificar leis anacrônicas ou

injustas; o segundo exerce função supletiva; e o terceiro é interpretativo.

e) é interpretativo; o segundo não é admitido pelo sistema, embora possa induzir o legislador a

modificar leis anacrônicas ou injustas; e o terceiro exerce função supletiva.

6) EFICÁCIA DA LEI NO TEMPO; PROCESSO LEGISLATIVO; PRINCÍPIO DA OBRIGATORIEDADE (ART. 3º); PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE; EFICÁCIA; EFETIVIDADE; VACATIO LEGIS.

27) (TRT 9ª Região – Juiz do Trabalho -2012) A vigência da norma jurídica é um dos temas mais importante do Direito Civil, que se relaciona com diversos outros campos do conhecimento jurídico. Dentre as alternativas abaixo, selecione a que não corresponde ao pensamento de Hans Kelsen sobre a norma jurídica (especialmente em “Teoria Pura do Direito”):

a) “Vigência” (estar a norma valendo) e “validade” (ser a norma vigente) são expressões sinônimas.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

b) A vigência da norma jurídica não é condicionada por um mínimo de eficácia (isto é, o fato real de

ela ser efetivamente aplicada e observada).

c) Uma norma jurídica que nunca e em parte alguma é aplicada e respeitada não será considerada como

norma válida.

d) A referência da norma ao espaço e ao tempo é o domínio da vigência espacial e temporal da norma.

e) A norma pode valer quando o ato de vontade de que ela se constitui já não existe.

28) A respeito de vigência, eficácia, conflito, hermenêutica e aplicação da lei, da analogia, dos princípios gerais do direito e da equidade, assinale a alternativa correta.

a) Leis formais são as que definem direitos e deveres, estabelecem as condições existenciais de uns e

de outros, os requisitos de constituição e gozo das situações jurídicas, bem como os elementos dos status pessoais.

b) A derrogação é a revogação total da lei.

c) Quanto à origem, a interpretação da lei pode ser gramatical, lógica ou sistemática.

d) Segundo os postulados da escola exegética, ao entendimento da norma, devem contribuir todos os

fatores extrínsecos, deve-se cogitar das necessidades econômicas ou sociais, assim como podem

penetrar ideias renovadoras, a inspiração da equidade e o conceito abstrato de boa-fé.

e) Segundo as teorias objetivistas, no silêncio da lei a respeito de sua aplicação às situações geradas

sob o império da lei antiga, cujos efeitos se prolongarem na constância da lei nova, é que se deve fazer apelo aos princípios diretores da solução dos conflitos de leis no tempo.

29) O Congresso Nacional elaborou a Lei 15.000/2012 - Código de Processos Coletivos -, que foi posteriormente sancionada e promulgada pelo Presidente da República, e publicada no dia 15 de maio de 2012, sendo omissa quanto ao período de vacatio legis. Tendo a situação hipotética em mente, assinale a afirmativa verdadeira.

a) Ocorrendo nova publicação em 27 de junho de 2012 em que haja modificação de quatro dos setenta

e cinco artigos da lei, um novo período de vacatio se abre para a integralidade da lei, em decorrência do princípio da segurança jurídica.

b) A contagem do prazo exclui o dia da publicação, mas inclui o do último dia do prazo, entrando em

vigor no dia subsequente à sua consumação integral, prevalecendo a velha parêmia romana dies a quo

non computatur in termino.

c) A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro adotou o princípio da vigência sincrônica

quando a lei for omissa quanto ao período de vacatio legis. Esse princípio admite exceções, como, por

exemplo, a lei orçamentária anual, que vigora a partir do 1º dia do ano, ainda que nenhum de seus artigos faça estipulações a respeito, pouco importando a data de sua publicação oficial.

d) O ordenamento jurídico brasileiro repugna o instituto da repristinação, inadmitindo-o ainda que a lei

nova revogadora da lei anterior expressamente restaure a lei original.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

e) Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia 6 (seis)

meses depois de oficialmente publicada.

A respeito da aplicabilidade da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue os

próximos itens.

I - O sistema da obrigatoriedade simultânea regula a obrigatoriedade da lei no país, a qual entra em vigor, em todo o território nacional, quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada, se não haver disposição em contrário.

30)

II - O juiz não pode deixar de decidir quando a lei for omissa, devendo atentar para os fins sociais a que ela se dirige e julgar o caso de acordo com esses fins, a analogia, os costumes e os princípios gerais do direito.

III - Publicada uma lei, caso o juiz constate que houve erro na definição de determinado objeto, poderá

corrigi-lo mediante interpretação analógica.

IV - Publicada lei nova, os atos praticados durante a vacatio legis de conformidade com a lei antiga

terão validade, ainda que destinados a evitar os efeitos da lei nova.

Estão certos apenas os itens

a) I e III.

b) I e IV.

c) II e III.

d) I, II e IV.

e) II, III e IV.

31) A respeito da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assinale a opção correta.

a) A lei nova que estabelece disposições gerais revoga as leis especiais anteriores que dispõem sobre a

mesma matéria, pois não pode ocorrer conflito de leis, ou seja, aquele em que diversas leis regem a mesma matéria.

b) Nas ações envolvendo a sucessão por morte real ou presumida, deve ser aplicada a lei do país do

domicílio do autor da herança, quaisquer que sejam a natureza e a situação dos bens. Quanto à capacidade para suceder, aplica-se a lei do domicílio do herdeiro ou legatário.

c)

As leis, por serem preceitos de ordem pública, ou seja, de observância obrigatória, sejam cogentes

ou

dispositivas, têm força coercitiva e não podem ser derrogadas por convenção entre as partes.

d)

A finalidade da interpretação da lei é revelar sua significação e também dar-lhe uma interpretação

atual que atenda às necessidades do momento histórico em que está sendo aplicada. Quanto à origem, a interpretação autêntica é realizada pelos tribunais e juízes nas decisões proferidas nos casos concretos que lhes são submetidos a julgamento.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

32) Suponha que tenha sido publicada no Diário Oficial da União, do dia 26 de abril de 2012 (terça-feira), uma lei federal, com o seguinte teor: “Lei GTI, de 25 de abril de 2012. Define o alcance dos direitos da personalidade previstos no Código Civil. O Presidente da República Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º: Os direitos da personalidade previstos no Código Civil aplicáveis aos nascituros são estendidos aos embriões laboratoriais (in vitro), ainda não implantados no corpo humano. Art. 2º: Esta lei entra em vigor no prazo de 45 dias. Brasília, 25 de abril 2012, 190º da Independência da República e 123º da República.”.

Ante a situação hipotética descrita e considerando as regras sobre a forma de contagem do período de vacância e a data em que a lei entrará em vigor, é correto afirmar que a contagem do prazo para entrada em vigor de lei que contenha período de vacância se dá:

a) pela exclusão da data de publicação da lei e a inclusão do último dia do prazo, entrando em vigor no

dia subsequente à sua consumação integral, que na situação descrita será o dia 13/06/2012.

b) pela inclusão da data de publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor no dia subsequente

à sua consumação integral, passando a vigorar no dia 10/06/2012.

c) pela inclusão da data de publicação e exclusão do último dia do prazo, entrando em vigor no dia

09/06/2012.

d) pela exclusão da data de publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor no dia 11/06/2012.

33)

a) a norma não tem possibilidade de ser aplicada, por depender de lei posterior para produção de efeitos.

b) a obrigatoriedade da lei é simultânea, porque entrará em vigor a um só tempo em todo país, ou seja,

quarenta e cinco dias após a sua publicação, não havendo data estipulada para sua entrada em vigor.

c) a norma não será válida por si por relacionar-se com outras normas.

d) a norma pode ter eficácia sem ter vigência.

e) a norma sempre terá eficácia residual.

(Procurador do BACEN – 2001- ESAF) Pelo princípio da vigência sincrônica,

34) (Procurador do Município de São Paulo – 2004 – FCC) O art. 3º da Lei de Introdução ao Código Civil brasileiro (“ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece”) contém uma hipótese de:

a) presunção judicial.

b) presunção legal.

c) ficção.

d) dedução.

e) indução.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

35) (Ministério Público / SP – 82º ) A Lei de Introdução ao Código Civil, ao dispor que “salvo disposição contrária, a lei passa a vigorar em todo país 45 dias depois de oficialmente publicada” (art. 1º, caput), consagra o princípio ou sistema da obrigatoriedade:

a) progressiva.

b) condicional.

c) simultânea.

d) fracionada.

e) temporal.

36)

aplica-se:

a) a lei nova.

b) a lei alterada.

c) a lei que for escolhida pelo Magistrado de acordo com seu livre convencimento e poder de arbítrio.

d) o Código Civil.

e) a lei mais benéfica.

(Ministério Público / SP – 81º) Alterada uma lei, durante o prazo da vacatio legis” da nova lei,

37)

normatização específica:

a) ela entra em vigor no estrangeiro, quando admitida, 3 meses depois da publicação, e no país, 45 dias

depois de publicada, se não contiver disposição expressa referente ao início de sua vigência.

b) ela começa a existir com a promulgação, entrando em vigor com a publicação oficial.

c) a vacatio legis é o intervalo entre a aprovação da lei e a sua entrada em vigor.

d) no silêncio da lei editada, ela entra em vigor 60 dias após a data de sua publicação oficial.

(Magistratura/ SP – 171º ) Editada uma lei que não seja orçamentária ou tributária, que possui

38) (Ministério Público / CE – 2001) A vigência da lei orçamentária, que estabelece a despesa e a receita nacional pelo prazo de um ano, cessará:

a) pelo decurso do tempo

b) pela consecução do fim a que se propõe

c) por revogação expressa

d) por revogação tácita

e) pelo término do estado de coisas não-permanentes

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual
Prof. Vitor Kümpel
Curso: Anual

39) (Magistratura / RN – 1999) Salvo disposição em contrário, no tocante ao termo inicial de vigência da lei e do regulamento:

a) no país e no estrangeiro, a lei e o regulamenta entram em vigor na data da publicação.

b) nas sedes das embaixadas da Brasil no exterior, a lei brasileira entra em vigor três (03) meses depois

de oficialmente publicada e o regulamento na data de sua publicação.

c) no país, a lei entra em vigor quarenta e cinco (45) dias depois de oficialmente publicada e o

regulamento na data de sua publicação.

d) no país, a lei e o regulamento entram em vigor quarenta e cinco (45) dias depois da publicação

oficial e, no estrangeiro, três (03) meses depois.

e) no país, a lei e o regulamento entram em vigor noventa (90) dias depois da publicação oficial.

40)

a) salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o País, 45 (quarenta e cinco) dias depois

de oficialmente promulgada.

b) nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia 90 (noventa)

dias depois de oficialmente promulgada.

c) se antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o prazo

de início de sua vigência começará a correr da data da primeira publicação.

d) não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou a revogue.

e) a lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, sempre revoga a

anterior.

(FCC/2011 – Procurador do Estado – MT) É correto afirmar que:

7) ERRATA; REVOGAÇÃO; REPRISTINAÇÃO; ANTINOMIA JURÍDICA; INEXISTÊNCIA, NULIDADE E ANULABILIDADE.

41) (Ministério Público – Sergipe – CESPE 2010) Considere que a Lei A, de vigência temporária, revogue expressamente a Lei B. Nesse caso, quando a lei A perder a vigência,

a) a lei B será automaticamente restaurada, já que a lei A é temporária e os seus efeitos, apenas

suspensivos.

b) a lei B será automaticamente restaurada, já que não pode haver vácuo normativo.

c) a lei B não será restaurada, já que não se admite antinomia real.

d) a lei B não será restaurada, salvo disposição expressa nesse sentido.

e) a revogação será tida como ineficaz, porque não pode ser determinada por lei de vigência

temporária.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

42) (Defensoria Pública de Goiás – 2010 – Instituto Cidades) Na solução dos concretos, pode o órgão julgador deparar-se com textos normativos conflitantes. A antinomia é situação problemática que impõe tomada de posição que convenha à solução do conflito. A antinomia de direito interno- internacional surge em razão de conflito entre lei:

a) Nacional e texto normativo internacional e a solução depende da natureza do órgão julgador.

b) Interna e texto normativo de país estrangeiro e a solução depende da natureza do órgão julgador.

c) Interna e texto normativo de país estrangeiro e prevalece a norma nacional, independentemente do

órgão julgador.

d) Nacional e texto normativo externo e a solução determina-se a partir do órgão julgador interno.

e) Internacional e texto normativo externo e a solução determina-se a partir do órgão julgador interno.

43)

se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência”. Este enunciado é:

a) verdadeiro e caracteriza derrogação legal.

b) verdadeiro e caracteriza o princípio da irretroatividade legal.

c) falso e caracteriza a vacância legal.

d) falso e configura a abrogação legal.

e) verdadeiro e configura a regra sobre repristinação legal.

(TRT 1ª Região – Juiz do Trabalho - 2012) “Salvo disposição em contrário, a lei revogada não

44) (Juiz Substituto – Tribunal de Justiça de Pernambuco - 2011) No Direito brasileiro vigora a seguinte regra sobre a repristinação da lei:

a) não se destinando a vigência temporária, a lei vigorará até que outra a modifique ou revogue.

b) se, antes de entrar em vigor, ocorrer nova publicação da lei, destinada a correção, o prazo para entrar em vigor começará a correr da nova publicação.

c) as correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

d) salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.

e) a lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem

modifica a lei anterior.

45)

e da jurisprudência acerca da vigência e da eficácia da lei, assinale a opção correta.

a) A norma declarada inconstitucional é nula ab origine e, em regra, não se revela apta à produção de

efeito algum, sequer o de revogar a norma anterior, que volta a viger plenamente nesse caso.

(Tribunal de Justiça da Paraíba – 2011 – Juiz Substituto (CESPE)) À luz das disposições legais

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

b) As regras de direito intertemporal, segundo as quais as obrigações devem ser regidas pela lei

vigente ao tempo em que se constituíram, não são aplicáveis quando a obrigação tiver base extracontratual.

c) O fato de, antes da entrada em vigor de determinada lei, haver nova publicação de seu texto para

simples correção não é capaz, por si só, de alterar o prazo inicial de vigência dessa lei.

d) Como, em regra, a lei vigora até que outra a modifique ou revogue, lei nova que estabeleça

disposições especiais a par das já existentes revoga ou modifica a lei anterior.

e) A repristinação ocorre com a revogação da lei revogadora e, salvo disposição em contrário, é

amplamente admitida no sistema normativo pátrio.

46)

assinale a alternativa correta:

I – As correções a texto de lei já em vigor considera-se mera retificação do texto anterior.

II – A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior.

III – A lei revogada, salvo disposição em contrário, restaura-se imediatamente quando a lei revogadora perde a sua vigência.

IV – A lei do país onde nasceu a pessoa é que determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.

V – Com o objetivo de evitar conflitos que podem surgir em razão da aplicação da nova lei, o legislador pode inserir, no próprio texto do novo diploma legal, as disposições que terão vigência temporária.

a) apenas a assertiva III está correta;

b) apenas a assertiva I está correta;

c) apenas as assertivas II e V estão corretas;

d) apenas as assertivas I e IV estão corretas;

e) apenas as assertivas II e III estão corretas.

(TRT 21ª – Juiz do Trabalho – 2012) Sobre a eficácia da lei, considerando as assertivas abaixo,

47)

e da jurisprudência acerca da vigência e da eficácia da lei, assinale a opção correta.

a) A norma declarada inconstitucional é nula ab origine e, em regra, não se revela apta à produção de

efeito algum, sequer o de revogar a norma anterior, que volta a viger plenamente nesse caso.

b) As regras de direito intertemporal, segundo as quais as obrigações devem ser regidas pela lei

vigente ao tempo em que se constituíram, não são aplicáveis quando a obrigação tiver base extracontratual.

c) O fato de, antes da entrada em vigor de determinada lei, haver nova publicação de seu texto para

simples correção não é capaz, por si só, de alterar o prazo inicial de vigência dessa lei.

(Juiz Substituto – Tribunal de Justiça da Paraíba – CESPE – 2011) À luz das disposições legais

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

d) Como, em regra, a lei vigora até que outra a modifique ou revogue, lei nova que estabeleça

disposições especiais a par das já existentes revoga ou modifica a lei anterior.

e) A repristinação ocorre com a revogação da lei revogadora e, salvo disposição em contrário, é

amplamente admitida no sistema normativo pátrio.

48) (Ministério Público – Sergipe – CESPE 2010) Considere que a Lei A, de vigência temporária, revogue expressamente a Lei B. Nesse caso, quando a lei A perder a vigência,

a) a lei B será automaticamente restaurada, já que a lei A é temporária e os seus efeitos, apenas

suspensivos.

b) a lei B será automaticamente restaurada, já que não pode haver vácuo normativo.

c) a lei B não será restaurada, já que não se admite antinomia real.

d) a lei B não será restaurada, salvo disposição expressa nesse sentido.

e) a revogação será tida como ineficaz, porque não pode ser determinada por lei de vigência

temporária.

49) (Defensoria Pública de Goiás – 2010 – Instituto Cidades) Na solução dos concretos, pode o órgão julgador deparar-se com textos normativos conflitantes. A antinomia é situação problemática que impõe tomada de posição que convenha à solução do conflito. A antinomia de direito interno- internacional surge em razão de conflito entre lei

a) Nacional e texto normativo internacional e a solução depende da natureza do órgão julgador.

b) Interna e texto normativo de país estrangeiro e a solução depende da natureza do órgão julgador.

c) Interna e texto normativo de país estrangeiro e prevalece a norma nacional, independentemente do

órgão julgador.

d) Nacional e texto normativo externo e a solução determina-se a partir do órgão julgador interno.

e) Internacional e texto normativo externo e a solução determina-se a partir do órgão julgador interno.

50)

se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência”. Este enunciado é:

a) verdadeiro e caracteriza derrogação legal.

b) verdadeiro e caracteriza o princípio da irretroatividade legal.

c) falso e caracteriza a vacância legal.

d) falso e configura a abrogação legal.

e) verdadeiro e configura a regra sobre repristinação legal.

(TRT 1ª Região – Juiz do Trabalho - 2012) “Salvo disposição em contrário, a lei revogada não

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

51) (Juiz Substituto – Tribunal de Justiça de Pernambuco - 2011) No Direito brasileiro vigora a seguinte regra sobre a repristinação da lei:

a) não se destinando a vigência temporária, a lei vigorará até que outra a modifique ou revogue.

b) se, antes de entrar em vigor, ocorrer nova publicação da lei, destinada a correção, o prazo para

entrar em vigor começará a correr da nova publicação.

c) as correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

d) salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a

vigência.

e) a lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem

modifica a lei anterior.

52)

a) A contagem do prazo para entrada em vigor das leis que estabeleçam período de vacância far-se-á

com a inclusão da data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor no dia subsequente à sua consumação integral.

b) Salvo disposição em contrário, a lei começa a vigorar em todo o território nacional quarenta e cinco

dias depois de oficialmente publicada.

c) As emendas ou correções à lei que já tenha entrado em vigor não serão consideradas lei nova.

d) Se, durante a vacatio legis, vier a lei a ser corrigida em seu texto, que contém erros materiais ou

falhas de ortografia, ensejando nova publicação, os prazos mencionados nos itens anteriores começam a correr da data da nova publicação.

e) Nos estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, inicia-se três meses

depois de oficialmente publicada.

A propósito do início da vigência da lei, todas as afirmativas abaixo são verdadeiras, exceto.

53) Assinale a opção incorreta sobre as formas de revogação da lei.

a) A revogação expressa é, algumas vezes, singular, taxativa e refere-se especialmente à disposição

abolida.

b) A derrogação ocorre quando a nova lei regula toda a matéria, que era regulada pela lei precedente,

caso em que a revogação desta é sempre total.

c) A revogação tácita, que também é chamada de indireta, pode verificar-se de dois modos diversos,

um deles ocorre quando a lei nova encerra disposições incompatíveis com as da anterior, podendo a revogação ser parcial.

d) A revogação expressa pode também ser geral, compreensiva e aplicar-se a todas as disposições

contrárias, sem individualização.

e) A sucessiva ab-rogação de uma lei, que ab-rogou outra anterior, não faz ressurgir a anterior, nem

mesmo no caso em que não tenha sido promulgada outra lei nova.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

54)

I - As correções a texto de lei já em vigor considera-se mera retificação do texto anterior.

II - A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem

modifica a lei anterior.

III - A lei revogada, salvo disposição em contrário, restaura-se imediatamente quando a lei revogadora

perde a sua vigência.

IV - A lei do país onde nasceu a pessoa é que determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.

V - Com o objetivo de evitar conflitos que podem surgir em razão da aplicação da nova lei, o

legislador pode inserir, no próprio texto do novo diploma legal, as disposições que terão vigência temporária.

a) apenas a assertiva III está correta;

b) apenas a assertiva I está correta;

c) apenas as assertivas II e V estão corretas;

d) apenas as assertivas I e IV estão corretas;

e) apenas as assertivas II e III estão corretas.

Sobre a eficácia da lei, considerando as assertivas abaixo, assinale a alternativa correta:

55)

brasileiro:

I - As correções a texto de lei já em vigor consideram- se lei nova.

II - A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, revoga a lei

anterior.

III - A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.

Considere as seguintes assertivas a respeito da Lei de Introdução às normas do Direito

IV - Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou.

Está correto o que consta APENAS em

a) I e III.

b) I, III e IV.

c) III e IV.

d) II e IV.

e) I, II e IV.

56)

a) a par de leis especiais já existentes a estas não revoga. X

b) sempre revogará as leis especiais anteriores sobre a mesma matéria.

(MAGISTRATURA FEDERAL - 3ª REGIÃO) A lei nova que estabelecer disposições gerais:

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

c) somente pode revogar a lei geral anterior, continuando vigentes todas leis especiais.

d) apenas revoga as leis especiais às quais expressamente se referiu.

57)

I. quando houver conflito entre o critério hierárquico e o critério cronológico para a solução de uma antinomia jurídica, estaremos diante de uma antinomia de segundo grau, que se resolve através da meta-regra da prevalência do critério temporal.

II. toda interpretação jurídica pressupõe a valoração objetivada na proposição normativa.

III.

extraterritorialidade.

no espaço relativos aos direitos reais regem-se pelo princípio da

(Magistratura / SP – 176º Concurso) Analise as assertivas abaixo.

os

conflitos

de

lei

IV. deparando-se com lacuna jurídica, o juiz, para seu preenchimento, deverá se valer da analogia, do costume e dos princípios gerais do direito.

São corretas apenas as assertivas:

a) I e II

b) I e III

c) II e III

d) II e IV

58) (Defensor Público do Estado do Maranhão – 2003 - FCC) A Lei nova que estabelecer disposição geral a par da lei especial em vigor:

a) não revoga nem modifica a lei especial.

b) apenas modifica a lei especial.

c) revoga a lei especial.

d) derroga, mas não ab-roga a lei especial.

e) só entrará em vigor depois de expressamente revogada a lei especial.

59)

a) antinomia é um conflito de normas.

b) derrogação é uma revogação total.

c) revogação é espécie de ab-rogação.

d) a revogação é expressa e a derrogação é tácita.

e) ab-rogação é uma revogação parcial.

(Procurador do Município de São Paulo – 2002) É correto afirmar que:

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

60)

(Procurador do Município de São Paulo – IPREM – 2000 – VUNESP) Assinale a alternativa

correta.

a) lei que tem vigência temporária não pode ser revogada por outra lei, pois desaparece do

ordenamento jurídico com o só decurso do prazo da sua vigência.

b) a lei especial revoga a lei geral quando com ela seja incompatível.

c) toda lei tem que ter, necessariamente, um período de vacância, igual, pelo menos, a quarenta e cinco

dias.

d) lei que tem vigência temporária pode ser revogada por outra lei antes do decurso do prazo da sua

vigência.

e) derrogação é uma revogação total.

61)

a) ab-rogação é a supressão total da lei anterior;

b) derrogação é a supressão total da lei anterior;

c) ab-rogação é o gênero, enquanto derrogação e revogação são espécies que relacionam-se ao

princípio da continuidade da lei;

d) todas as alternativas acima estão erradas.

(Procurador do Estado de Goiás – 2001) Assinale a alternativa correta:

62) (Magistratura/ SP – 173º) Assinale a alternativa incorreta:

a) é preciso não olvidar que uma norma não mais vigente, por ter sido revogada, não poderá continuar

vinculante, nem com vigor para os casos anteriores à sua revogação. A norma não poderá ser eficaz, porque revogada.

b) a irretroatividade da lei é um princípio constitucional, apesar de não ser absoluto, já que as normas

poderão retroagir, desde que não ofendam coisa julgada, direito adquirido e ato jurídico perfeito.

c) a nova lei sobre prazo prescricional aplica-se desde logo se o aumentar, embora deva ser computado

o lapso temporal já decorrido na vigência da norma revogada. Se o encurtar, o novo prazo de prescrição começará a correr por inteiro a partir da lei revogadora. Se o prazo prescricional já se ultimou, a nova lei que o alterar não o atingirá.

d) quando o legislador derroga ou ab-roga uma lei que revogou a anterior, surge a questão de se saber

se a norma que foi revogada fica restabelecida, recuperando sua vigência, independentemente de declaração expressa. Mas, pela LICC, a lei revogadora de outra lei revogadora não terá efeito repristinatório sobre a velha norma abolida, a não ser que haja pronunciamento expresso da lei a esse respeito.

63)

a) a lei nova tem sua vigência suspensa até o implemento da condição nela estipulada para sua eficácia

plena.

(Magistratura Federal/ 3ª Região – 10º) Por “repristinação” deve-se entender que:

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

b) a lei não incide duplamente sobre o mesmo fato.

c) a lei revogada restaura-se por ter a lei revogadora perdido a vigência.

d) a lei posterior produz efeitos imediatos revogando as leis com ela incompatíveis.

64)

a) a par de leis especiais já existentes a estas não revoga.

b) sempre revogará as leis especiais anteriores sobre a mesma matéria.

c) somente pode revogar a lei geral anterior, continuando vigentes todas as leis especiais.

d) apenas revoga as leis especiais às quais expressamente se referiu.

(Magistratura Federal / 3ª Região – 11º) A lei nova que estabelecer disposições gerais:

65)

I. no nosso ordenamento jurídico o desuso é causa de revogação da lei.

II. o fenômeno da repristinação é a regra no nosso direito positivo.

III. há a revogação tácita quando a lei posterior é incompatível ou quando regula inteiramente a

matéria de que trata a lei anterior.

IV. a Lei de Introdução ao Código Civil tem aplicação somente no âmbito da legislação civil

V. de acordo com o art. 7º da Lei de Introdução ao Código Civil, o “estatuto pessoal” funda-se na lei

do domicílio.

VI. o entendimento jurisprudencial de que as restrições convencionais constantes do contrato-padrão

arquivado no registro imobiliário quando do registro de loteamento, na forma da Lei 6.766/79, não sofrem revogação por lei municipal posterior tratando de zoneamento, fundamenta-se no princípio albergado na Lei de Introdução ao Código Civil.

Podemos afirmar:

a) todas estão corretas;

b) apenas duas estão corretas;

c) apenas uma está correta;

d) todas estão erradas;

e) três estão corretas.

(Ministério Público / MA – 2002) Das afirmações:

66)

ou (F) falso, assinalando a alternativa que contenha a seqüência correta:

I. a lei nova que estabeleça disposições gerais ou especiais, a par das já existentes, revoga a lei anterior;

(Ministério Público / RN – 2002) Julgue as seguintes assertivas, atribuindo-lhes (V) verdadeiro

II. a lei revogadora de outra lei revogadora não terá efeito repristinatório sobre a velha norma abolida,

a não ser que haja pronunciamento expresso da lei a esse respeito;

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

III. as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome e a capacidade são determinadas pela

lei do país de nascimento da pessoa;

IV. o novo Código Civil, derrogou o antigo Código Civil e ab-rogou o Código Comercial;

V. a Lei de Introdução ao Código Civil tem aplicação fora do âmbito da legislação civil, pois contém normas de sobredireito ou de apoio que disciplinam a atuação da ordem jurídica.

a) VFVVF

b) VFFVV

c) FVFVV

d) VVVFF

e) FVFFV

67)

a) a correção a texto de lei já em vigor;

b) o restabelecimento de uma lei revogada, face a revogação da lei que a tinha revogado;

c) a revogação de uma lei por outra;

d) a manutenção da lei anterior, pela lei nova, que estabeleça disposições gerais e especiais a par das já

existentes.

(Ministério Público / MT – 1999) O que é repristinação?

68)

alternativa INCORRETA.

a) a revogação expressa pode ser geral (derrogação) ou parcial (ab-rogação).

b) ocorre revogação tácita quando existe incompatibilidade entre os dispositivos da nova lei com os da

lei anterior.

c) no sistema legal brasileiro, a continuada inobservância ou o desuso da lei não acarretam a sua

revogação.

(Magistratura Federal – 4ª Região – 2001 – 10º) Sobre a eficácia da lei no tempo, assinalar a

d) a lei posterior, que inova disposições gerais ou especiais, a par das já existentes, não revoga nem

modifica a lei anterior, a menos que assim o estabeleça.

69) (Magistratura Federal – 5ª Região – 2001) A regra do art. 1º, caput, da Lei de Introdução ao Código Civil, que estabelece a vacatio legis de 45 dias, salvo disposição contrária,

a) aplica-se, apenas, às leis ordinárias federais.

b) não se aplica aos decretos.

c) não foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988.

d) aplica-se, também, nos Estados estrangeiros, quando admitida a obrigatoriedade da lei brasileira.

e) foi revogada tacitamente por lei superveniente.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual
Prof. Vitor Kümpel
Curso: Anual

70)

a Lei B. Tendo a lei revogadora perdido a vigência, é certo que:

a) a lei revogada é automaticamente restaurada, já que a lei revogadora é temporária, e, os seus efeitos

estavam apenas suspensos.

b) a lei revogada é automaticamente restaurada, já que não se pode ficar sem lei.

(Procurador do Estado — SP — 2006) A Lei A, de vigência temporária, revoga expressamente

c) a revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência, porque não é admitido o

princípio da comoriência.

d) a lei não revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência, salvo disposição

expressa neste sentido.

e) como não existe lei de vigência temporária, a revogação da anterior nunca teria acontecido.

71)

a) a revogação de uma lei opera efeito repristinatório automático em caso de lacuna normativa.

b) a lei não pode ter vigência temporária.

c) a lei começa a vigorar em todo país, salvo disposição contrária, 40 (quarenta) dias depois de

oficialmente publicada, denominando-se período de

vacatio legis.

d) a ab-rogação é a supressão parcial da norma anterior, enquanto a derrogação vem a ser a supressão

total da norma anterior.

e) os efeitos da lei revogada poderão ser restaurados se houver previsão expressa na lei revogadora.

(FCC/2009 – PGE-SP) No que diz respeito à vigência da norma jurídica,

8) CONFLITO DE LEI NO TEMPO; PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE; TEORIA DE ROUBIER E GABA; DIREITO ADQUIRIDO; ATO JURÍDICO PERFEITO; COISA JULGADA.

72) (Procurador do Estado do Maranhão – 2003 – FCC) “O alcance, portanto, da regra do efeito imediato entre nós, é o de que a nova lei, em princípio, atinge as partes posteriores dos facta pendentia com a condição de não ferir o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.” (FRANÇA, R. Limongi. A irretroatividade das Leis e o Direito Adquirido. 5 ed. São Paulo: Saraiva, 1998. P. 210)

A afirmação acima, de um dos autores que estudaram o direito intertemporal, se refere:

a) à vedação expressa na Constituição de lei com efeito retroativo.

b) apenas à regra constitucional que preserva da lei nova o direito adquirido.

c) à regra contida na legislação ordinária, segundo a qual a lei em vigor terá efeito imediato e geral,

respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

d) à proibição contida na legislação ordinária de que as leis e regulamentos tenham efeito retroativo.

e) à regra segundo a qual a lei entra em vigor imediatamente a partir de sua publicação, se nada

dispuser em sentido contrário, mas serão respeitados o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a

coisa julgada.

73) (124º OAB - SÃO PAULO - 1ª FASE - 2004) 21. Antônio tem 31 anos de serviço público. Suponha que exista uma lei à época, que concede direito de aposentadoria a Antônio aos 30 anos de idade. Suponha, ainda, que se edite lei nova que só admite aposentadoria aos 35 anos de serviço público. Nesse caso, Antônio

a) tem direito de aposentar-se, mas fica impedido ante a nova lei.

b) tem direito de aposentar-se e pode exercer esse direito sob a vigência da lei nova, com fundamento

na lei antiga.

c) não tem direito de aposentar-se, porque não exerceu esse direito sob a vigência da lei antiga.

d) não tem direito de aposentar-se, porque não completou 35 anos de serviço.

74) (Tribunal Regional do Trabalho 4a Região – 2012 – FCC) As regras estabelecidas na Constituição Federal e na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, a respeito do direito intertemporal:

a) não admitem em qualquer hipótese lei com efeito retroativo.

b) impedem o efeito imediato da lei, apenas para não atingir o ato jurídico perfeito.

c) preservam a coisa julgada dos efeitos da lei nova, mas não o direito adquirido, nem o ato jurídico

perfeito.

d) permitem sempre a prevalência das normas de ordem pública, em relação ao direito adquirido.

e) estabelecem a coexistência da regra do efeito imediato da lei com a vedação de ela prejudicar o

direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.

75) O Código Civil de 2002 estabelece no artigo 2.035: "A validade dos negócios e demais atos jurídicos, constituídos antes da entrada em vigor deste Código, obedece ao disposto nas leis anteriores, referidas no art. 2.045, mas os seus efeitos, produzidos após a vigência deste Código, aos preceitos dele se subordinam, salvo se houver sido prevista pelas partes determinada forma de execução". Essa disposição:

a) revogou totalmente o artigo 6o da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, porque

estabelece nova regra de direito intertemporal.

b) é compatível com a do artigo 6o da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro que estabelece: "A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada".

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

c) revogou parcialmente o artigo 6o da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, porque

aboliu o efeito imediato da lei.

d) não tem qualquer relação com o direito intertemporal, porque se trata de norma transitória.

e) é inconstitucional porque manda aplicar os preceitos do novo Código Civil aos efeitos de negócio

jurídico celebrado na vigência do Código Civil anterior.

76) Sobre a eficácia da lei no tempo (retroatividade das leis), assinalar a alternativa INCORRETA.

a) Deve-se entender por irretroatividade da lei o princípio segundo o qual esta se aplicará somente aos

atos futuros, como tais entendidos aqueles ocorridos após sua promulgação.

b) O direito que só poderá ser exercido após o advento de um termo pré-estabelecido ou a ocorrência

de determinada condição inalterável não pode ser prejudicado por uma lei nova.

c) A nova lei, que estabelece princípios de direito público ou de ordem pública, não poderá atingir

quaisquer direitos individuais cujo titular já possa exercê-los, ou para cujo início de exercício exista termo prefixado, porque tais direitos reputam-se adquiridos.

d) Se o exercício do direito depende da ocorrência de evento condicional suspensivo, sem que o

advento da condição possa estar na dependência da vontade de terceiro, reputa-se adquirido tal direito e a nova lei não o poderá prejudicar.

77) O Código Civil de 2002 estabelece no artigo 2.035: "A validade dos negócios e demais atos jurídicos, constituídos antes da entrada em vigor deste Código, obedece ao disposto nas leis anteriores, referidas no art. 2.045, mas os seus efeitos, produzidos após a vigência deste Código, aos preceitos dele se subordinam, salvo se houver sido prevista pelas partes determinada forma de execução". Essa disposição

a) revogou totalmente o artigo 6o da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, porque

estabelece nova regra de direito intertemporal.

b) é compatível com a do artigo 6o da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro que estabelece: "A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada".

c) revogou parcialmente o artigo 6o da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, porque

aboliu o efeito imediato da lei.

d) não tem qualquer relação com o direito intertemporal, porque se trata de norma transitória.

e) é inconstitucional porque manda aplicar os preceitos do novo Código Civil aos efeitos de negócio

jurídico celebrado na vigência do Código Civil anterior.

78)

a) Deve-se entender por irretroatividade da lei o princípio segundo o qual esta se aplicará somente aos

atos futuros, como tais entendidos aqueles ocorridos após sua promulgação.

Sobre a eficácia da lei no tempo (retroatividade das leis), assinalar a alternativa INCORRETA.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual
Prof. Vitor Kümpel
Curso: Anual

b) O direito que só poderá ser exercido após o advento de um termo pré-estabelecido ou a ocorrência

de determinada condição inalterável não pode ser prejudicado por uma lei nova.

c) A nova lei, que estabelece princípios de direito público ou de ordem pública, não poderá atingir

quaisquer direitos individuais cujo titular já possa exercê-los, ou para cujo início de exercício exista termo prefixado, porque tais direitos reputam-se adquiridos.

d) Se o exercício do direito depende da ocorrência de evento condicional suspensivo, sem que o advento da condição possa estar na dependência da vontade de terceiro, reputa-se adquirido tal direito e a nova lei não o poderá prejudicar.

9) CONFLITO DE LEI NO ESPAÇO, DOUTRINA DA EXTRATERRITORIALIDADE, ESTATUTO PESSOAL, LEX DOMICILIE, CASAMENTO REALIZADO NO BRASIL, CASAMENTO REALIZADO NO EXTERIOR, DIVÓRCIO NO EXTERIOR

79)

a) O casamento de brasileira com estrangeiro, realizado em consulado estrangeiro no Brasil, para ter

validade no país, deverá ser transcrito no livro E do Registro Civil competente.

b) O casamento de estrangeiro no Brasil poderá ser celebrado perante autoridades diplomáticas ou

consulares do país de ambos os cônjuges.

c) O estrangeiro somente poderá se casar com brasileira comprovando domicílio no Brasil.

d) Após a celebração do casamento do estrangeiro com brasileira, o Oficial deverá comunicar o Oficial

de Registro Civil do 1.º Subdistrito, para a anotação necessária.

(Outorga de Delegações - SP - 2008) Assinale a alternativa correta.

80) (Outorga de Delegações - SP - 2006) Quanto à Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro, assinale a alternativa errada.

a) A lei do país em que for domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da

personalidade, o nome, a capacidade, os direitos de família. Por isso, é errado dizer que as formas dos

atos de estado civil são regidas pelo princípio locus regit actum.

b) Tratando-se de brasileiros, as autoridades consulares brasileiras são competentes para celebrar o

casamento e demais atos de Registro Civil e de Tabelionato, inclusive o registro de nascimento e de óbito de filho de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do consulado.

c) A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.

d) Quando a lei for omissa, o Juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os

princípios gerais de direito, observando-se que a solução por analogia é por auto-integração e que a

solução pelos costumes é por heterointegração.

81)

a) As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

(VUNESP/2011 – Procurador - FUNSERV – Sorocaba) Assinale a alternativa correta.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

b) A lei posterior revoga a anterior apenas quando expressamente o declare.

c) Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a equidade.

d) Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, inicia-se três meses

depois de oficialmente publicada.

e) A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da

personalidade, mas não regula a capacidade.

82) (Defensoria Pública da União – CESPE – 2010) Com relação ao conflito de leis no espaço e aos elementos de conexão que viabilizam a sua resolução, julgue os itens a seguir.

(1) regra geral, ante o conflito de leis no espaço, é a aplicação do direito pátrio, empregando-se o direito estrangeiro apenas excepcionalmente, quando isso for, expressamente, determinado pela legislação interna de um país.

(2) lex damni, como espécie de elemento de conexão, indica que a lei aplicável deve ser a do lugar em que se tenham manifestado as consequências de um ato ilícito, para reger a obrigação de indenizar aquele que tenha sido atingido por conduta delitiva de outra parte em relação jurídica internacional.

83) (Juiz Federal – 3ª. Região – 2010) Para a solução do conflito é fundamental importância a qualificação da relação do direito, isto é, se a questão é de capacidade ou de forma. Assim, considerando as regras da LINDB (Dec. Lei 4.657/42) pergunta-se:

a) A capacidade negocial do contratante há de ser aferida em função da sua lei pessoal, enquanto a

validade do negócio jurídico deve ser constatada de acordo com as regras do local de sua celebração e

de sua execução.

b) Tratando-se de gestão de negócios a capacidade das partes deve ser regida pela lei do domicílio, e

possuindo as partes domicílios diversos, os efeitos da gestão serão regrados pela lei que estas eventualmente estipularem, por força da incidência do princípio da autonomia da vontade, admitido pela LINDB.

c) A capacidade nupcial há de ser aferida segundo as regras de domicilio dos nubentes, ainda que estes

sejam diversos, caso em que o primeiro domicilio conjugal determinará as regras incidentes sobre as hipóteses de invalidade do matrimônio e o regime de bens, e as leis nacionais disciplinarão as formalidades de realização do matrimônio , caso celebrado no Brasil, por força do princípio lex loci celebrationes.

d) A capacidade para adquirir a propriedade pela usucapião, bem como os pressupostos objetivos

necessários à ocorrência da prescrição aquisitiva, serão aferidos em função da lei local em que se encontrem os bens, sejam móveis ou imóveis, em virtude do princípio lex rei sitae.

84) (Juiz Federal – 3ª. Região – 2010) Segundo Frederich Carl von Savigny há um direito próprio ao homem, o qual se determina pelo lugar de seu domicílio. A LINDB adota este critério para determinar, entre outras regras:

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual
Prof. Vitor Kümpel
Curso: Anual

a) a capacidade da pessoa, inclusive a capacidade para suceder, as questões relativas à sucessão por

morte, qualquer que seja a natureza e situação dos bens, as questões relativas aos bens móveis, as questões relativas à união estável.

b) A capacidade da pessoa, excepcionando-se a capacidade para sucessão, as questões relativas à

invalidade matrimonial, as questões referentes aos regimes de bens, as questões relativas à atuação das pessoas jurídicas e ao cumprimento da obrigações.

c) O começo e o fim da personalidade, ao nome e a capacidade da pessoa, excepcionando-se a

capacidade de suceder, a formação da relação contratual e seu cumprimento e as questões relativas à sucessão por ausência, qualquer que seja a natureza e situação dos bens.

d) O começo e o fim da personalidade , ao nome e a capacidade da pessoa, o penhor , as questões

relativas aos impedimentos matrimoniais e às causas de suspensão do matrimônio e as questões relativas à sucessão, quando os herdeiros ou beneficiários forem brasileiros.

85) (Juiz Federal - TRF 5ª Região – 2011) Mohamed, filho concebido fora do matrimônio, requereu, na justiça brasileira, pensão alimentícia do pai, Said, residente e domiciliado no Brasil. Said negou o requerido e não reconheceu Mohamed como filho, alegando que, perante a Tunísia, país no qual ambos nasceram, somente são reconhecidos como filhos os concebidos no curso do matrimônio. A partir dessa situação hipotética, assinale a opção correta à luz da legislação brasileira de direito internacional privado.

a) A reserva da ordem pública não está expressa na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.

b) O juiz, ao julgar a referida relação jurídica, deve obedecer à lei da Tunísia.

c) Nesse caso, não se aplicam normas de ordem pública, pois se trata de relação jurídica de direito

internacional privado, e não, de direito internacional público.

d) O juiz não deverá aplicar, nessa situação, o direito estrangeiro.

e) A lei brasileira assemelha-se à da Tunísia, razão pela qual esta deverá ser aplicada.

10) SUCESSÃO; COMPETÊNCIA; EXECUÇÃO DE SENTENÇA ESTRANGEIRA; BENS; OBRIGAÇÕES E CONTRATOS; CÓDIGO BUSTAMANTE.

86)

incluem

a) o Código de Bustamante, de 1928.

b) os contratos internacionais privados.

c) a Lei de Introdução ao Código Civil, de 1942.

d) a doutrina.

e) a jurisprudência.

(Advogado da Caixa - 2010 - CESPE) As fontes de direito internacional privado no Brasil não

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

87)

(TRF - 4ª Região - Juiz - 2010 - CESPE) Dadas as assertivas abaixo, assinale a alternativa

correta.

I. A delibação é um sistema jurídico de homologação de sentença estrangeira que tem fundamento na cortesia internacional pela qual a sentença estrangeira é reapreciada e examinada quanto ao mérito e à sua forma.

II. O procedimento a ser seguido para a homologação de sentença estrangeira é, segundo a norma do

Código de Processo Civil, o do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.

III. Segundo o entendimento majoritário do tribunal competente para a homologação de sentença estrangeira, contra essa é passível de arguição como defesa apenas a questão relativa à observância dos requisitos para a homologação, sendo vedado à arguição versar sobre outras questões.

IV. Havendo tramitação de duas ações idênticas paralelamente (competência concorrente) na jurisdição estrangeira e jurisdição nacional e ocorrendo o trânsito em julgado da sentença estrangeira e sua homologação no Brasil, deverá ser extinto o processo no Brasil pela ocorrência de coisa julgada

estrangeira.

V. Poderá ser homologada pelo tribunal competente do Brasil a sentença estrangeira já transitada em

julgado relativa a sucessão mortis causa que dispõe sobre bem imóvel situado no Brasil.

a) Está correta apenas a assertiva III.

b) Está correta apenas a assertiva IV.

c) Estão corretas apenas as assertivas I e II.

d) Estão corretas apenas as assertivas I e IV.

e) Estão corretas apenas as assertivas II e III.

88)

“Art. 9.º , § 2.º, da LINDB – A obrigação resultante do contrato reputa-se constituída no lugar em que residir o proponente”.

“Art. 435, do Código Civil – Reputar-se-á celebrado o contrato no lugar em que foi proposto”.

À face destes textos legais, é correto afirmar:

a) art. 435 do CC revogou o art. 9.º, § 2.º, da LINDB;

b) art. 9.º, § 2.º, da LINDB foi revogado por tratado internacional de que o Brasil é signatário, sendo

repristinado o art. 435 do CC;

c) art. 9.º, § 2.º, da LINDB revogou o art. 435 do CC;

d) os textos acima do art. 9.º, § 2.º, da LINDB e do art. 435 do CC estão em vigor;

e) os textos acima do art. 9.º, § 2.º, da LINDB e o art. 1.087 do CC revogam-se reciprocamente.

(TRT - 6ª Região - Técnico Judiciário - 2012) Dispõem:

89)

(PGR - 2012 - Procurador) A sucessão de bens de estrangeiro situados no Brasil

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

a) é regulada pela lei do último domicilio em beneficio do cônjuge e filhos brasileiros,ou de quem os

represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei brasileira;

b) é regulada pela lei pessoal do de cujus;

c) é regulada pela lei brasileira em beneficio do cônjuge e filhos brasileiros, ou de quem os represente,

sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus;

d) é regulada pela lei do último domicilio em beneficio do cônjuge e filhos brasileiros,ou de quem os

represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus.

90) (OAB - 2012) A sociedade empresária do ramo de comunicações A Notícia Brasileira, com sede no Brasil, celebrou contrato internacional de prestação de serviços de informática com a sociedade empresária Santiago Info, com sede em Santiago. O contrato foi celebrado em Buenos Aires, capital argentina, tendo sido estabelecido como foro de eleição pelas partes Santiago, se porventura houver a necessidade de resolução de litígio entre as partes.

Diante da situação exposta, à luz das regras de Direito Internacional Privado veiculadas na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) e no estatuto processual civil pátrio (Código de Processo Civil – CPC), assinale a alternativa correta.

a) No tocante à regência das obrigações previstas no contrato, aplica-se a legislação chilena, já que

Santiago foi eleito o foro competente para se dirimir eventual controvérsia.

b) Nos contratos internacionais, a lei que rege a capacidade das partes pode ser diversa da que rege o

contrato. É o que se verifica no caso exposto acima.

c) Como a execução da obrigação avençada entre as partes se dará no Brasil, aplica-se, obrigatoriamente, no tocante ao cumprimento do contrato, a legislação brasileira.

d) A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro veda expressamente o foro de eleição, razão

pela qual é nula ipso jure a cláusula estabelecida pelas partes nesse sentido.

91)

ao conflito de leis, ao reenvio e à interpretação do direito estrangeiro, assinale a opção correta.

a) A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar, quanto ao ônus e

aos meios de produzir- se, não admitindo, porém, os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira desconheça.

b) As partes têm liberdade para escolher a lei de regência em contratos internacionais em razão da

regra geral da autonomia da vontade, em matéria contratual. Nesse sentido, as leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, terão plena eficácia no Brasil, independentemente de qualquer condição ou ressalva.

c) Entre as fontes do direito internacional privado incluem-se as convenções internacionais, o costume

internacional e os princípios gerais do direito, mas não as decisões judiciais e a doutrina dos juristas,

estas, somente obrigatórias para as partes litigantes e a respeito dos casos em questão.

d) Embora entenda o STF que haja paridade entre o tratado e a lei nacional, esse tribunal firmou a tese

de que, no conflito entre tratado de qualquer natureza e lei posterior, esta há sempre de prevalecer, pois

(TRF - 1ª Região - 2012 - Juiz) No que diz respeito às fontes do direito internacional privado,

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

a CF não garante privilégio hierárquico do tratado sobre a lei, sendo inevitável que se garanta a autoridade da norma mais recente.

e) Para resolver os conflitos de lei no espaço, o Brasil adota a prática do reenvio, mediante a qual se

substitui a lei nacional pela estrangeira, desprezando-se o elemento de conexão apontado pela ordenação nacional, para dar preferência à indicada pelo ordenamento jurídico alienígena.

92) (AGU - 2012 - Advogado - CESPE) No que se refere à história dos conflitos de leis, a elementos de conexão e a reenvio, julgue os itens seguintes.

O

reenvio é proibido pela Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.

(

) Certo

(

) Errado

93) (Defensoria Pública da União – CESPE – 2010) No que diz respeito às fontes brasileiras de direito internacional e à aplicação do direito estrangeiro no Brasil, julgue os itens subsequentes.

(1) No Brasil, não se admite o costume como recurso de integração ao direito.

(2) A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar, razão pela qual os tribunais brasileiros podem, excepcionalmente, admitir provas que a lei brasileira desconheça.

94) (TRT 14ª. Região – Juiz do Trabalho – 2012) Assinale a alternativa correta:

a) As sentenças estrangeiras, em virtude dos tratados e convenções assinadas pelo Brasil, terão vigência interna.

b) Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro desde que as partes tenham sido citadas, todavia, havendo-se legalmente verificada a revelia esta não é exequível.

c) Verificados os requisitos para execução no Brasil de sentença proferida no estrangeiro, se houver de

aplicar a lei estrangeira, ter-se-á em vista a disposição desta, sem considerar-se qualquer remissão por ela feita a outra lei.

d) Para que a sentença estrangeira seja executada no Brasil, em razão da convenções internacionais,

deverá ser submetida à autorização pelo Ministério das Relações exteriores e ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal.

e) A sentença estrangeira para ser executada no Brasil deverá ser traduzida por intérprete indicado

pelas partes, cujas despesas deverão ser suportadas por estas.

95)

assinale a opção correta.

a) Segundo as regras legais brasileiras, permite-se ao julgador o non liquet, nos casos de lacunas ou

obscuridade da norma.

b) O Código Civil não admite a doação feita ao nascituro, apesar de lhe assegurar o status de pessoa

humana.

Considerando as regras de introdução às normas do direito brasileiro e os direitos do nascituro,

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

c) Como o Código Civil exige o nascimento com vida para a aquisição da personalidade civil, o

nascituro não tem direito a indenização por danos morais pela morte do pai.

d) O efeito repristinatório não é automático. Apenas excepcionalmente a lei revogada voltará a viger

quando a lei revogadora for declarada inconstitucional ou quando for concedida a suspensão cautelar da eficácia da norma impugnada.

e) De acordo com a lei brasileira, o itinerante tem como domicílio presumido o local de moradia de

seus pais ou de seu curador ou tutor.

96) Assinale a opção incorreta.

a) A qualificacão dos bens móveis ou imóveis e das relações jurídicas a eles concernentes rege-se pelo

princípio da territorialidade, ou seja, pela lex rei sitae, sendo que a dos móveis sem localização permanente e a do penhor regula-se pela lei domiciliar de seu titular, seja ele proprietário ou possuidor.

b) Os incapazes têm por domicílio o de seus representantes legais.

c) A validade extrínseca do testamento rege-se pela lex domicilii do de cujus e a intrínseca pela lex loci

actus.

d) A forma extrínseca dos atos e negócios jurídicos segue a locus regit actum, exceto nos executados

no território nacional, aos quais se aplica a lex loci solutionis, quanto aos requisitos intrínsecos,

exigindo-se o respeito à forma essencial requerida pela lei brasileira.

e) A sucessão por morte ou ausência segue a lex domicilii do falecido ou desaparecido, vigente ao

tempo de sua morte, pouco importando a sua nacionalidade, a natureza e a situação dos bens e a lei pessoal de seus herdeiros.

97) Dispõe a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro que a obrigação resultante do contrato reputa-se constituída no lugar em que residir o proponente (art. 9º § 2º ) e o Código Civil que reputar-se-á celebrado o contrato no lugar em que for proposto (art. 435). Neste caso,

a) ambas as disposições legais se acham em vigor e não se contradizem.

b) o Código Civil foi revogado nessa disposição pela Lei de Introdução às Normas do Direito

Brasileiro.

c) aquela regra estabelecida na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro foi revogada pelo

Código Civil.

d) ambas as disposições se revogam reciprocamente.

e) tendo o juiz dúvida sobre qual das normas legais deve aplicar, possui a faculdade de considerar

revogada qualquer das duas regras, aplicando a outra.

98) Analise as proposições abaixo e responda:

I - Salvo disposição em contrário, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. No cômputo da vacatio legis inclui-se o dia da publicação oficial (dies a quo) e exclui-se o dia em que se vence o prazo (dies ad quem). Contudo, na hipótese do dies ad quem

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual
Prof. Vitor Kümpel
Curso: Anual

cair em domingo ou feriado nacional, considera-se prorrogado o prazo da vacatio legis até o dia útil seguinte.

II - Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia seis meses depois de oficialmente publicada. Neste contexto, a lei brasileira, independentemente de conter expressa estipulação de prazo superior a seis meses para sua entrada em vigor no Brasil, passará a ter vigência no estrangeiro logo após o decurso deste prazo, contado da sua publicação no Diário Oficial.

III - A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da

personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. Trata-se de disposição contida no Decreto Lei n. 4.657/42 que reflete a inserção do princípio domiciliar como elemento de conexão para determinar a lei aplicável, em especial ao estrangeiro aqui domiciliado.

IV - Segundo o disposto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, o estrangeiro casado,

que se naturalizar brasileiro, pode, mediante expressa anuência de seu cônjuge, requerer ao juiz, no ato

de

entrega do decreto de naturalização, se apostile ao mesmo a adoção do regime de comunhão parcial

de

bens, respeitados os direitos de terceiros e dada esta adoção ao competente registro.

V

- Segundo o Decreto Lei n. 4.657/42, os Governos estrangeiros, bem como as organizações de

qualquer natureza, que eles tenham constituído, dirijam ou hajam investido de funções públicas, não poderão adquirir no Brasil bens imóveis ou suscetíveis de desapropriação. Excepcionalmente, poderão adquirir a propriedade dos prédios necessários à sede dos representantes diplomáticos ou dos agentes consulares.

a) Apenas as assertivas I, II, III e IV estão corretas.

b) Apenas as assertivas III, IV e V estão corretas.

c) Apenas as assertivas II e V estão corretas.

d) Apenas as assertivas III e IV estão corretas.

e) Todas as assertivas estão corretas.

11) HERMENÊUTICA JURÍDICA; ESPÉCIES DE INTERPRETAÇÃO (GRAMATICAL, LÓGICA, HISTÓRICA E SISTEMÁTICA); VOLUNTAS LEGIS; VOLUNTAS LEGISLATORES.

99) (Defensoria Pública RO- CESPE 2012) Considerando a hermenêutica jurídica, e ainda considerando a interpretação do direito, a superação dos métodos de interpretação mediante puro raciocínio lógico-dedutivo e o método de interpretação pela lógica do razoável, assinale a opção correta.

a) Há um princípio geral informador de todo o ordenamento jurídico nacional, necessário à interpretação, que pode ser inferido da existência de várias normas e ao qual se chega por meio da indução.

b) De acordo com o método de interpretação da lógica do razoável, devem ser considerados os fins em

função dos quais a lei seja editada e haja de ser compreendida pela sua causa final.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

c) No processo lógico, a lógica formal, de tipo puro, a priori, só é adequada na análise dos conceitos

jurídicos essenciais e, para tudo que pertence à existência humana — a prática do Direito, inclusive —, impõe-se o uso da lógica do humano e do razoável (lógica material).

d) Interpretar a norma jurídica corresponde a integrar, preencher lacunas e aplicar, de forma lógica, o

direito ao caso concreto.

e) Atualmente, utiliza-se, na interpretação das leis, a exegese escolástica, partindo–se do conjunto

principiológico existente nas normas.

100) (ESAF – Analista de Finanças e Controle – Controladoria Geral da União – 2006) A hermenêutica constitucional, interpretação e aplicabilidade das normas constitucionais, assinale a única opção correta.

a) O princípio de interpretação conforme a constituição comporta o princípio da prevalência da

constituição, o princípio da conservação de normas e o princípio da exclusão da interpretação conforme a constituição mas contra legem.

b) No método de interpretação constitucional tópico-problemático, há prevalência da norma sobre o

problema concreto a ser resolvido.

c) O método de interpretação hermenêutico-concretizador prescinde de uma pré-compreensão da

norma a ser interpretada.

d) A eficácia do método de interpretação jurídico clássico não é afetada pela estrutura normativo-

material da norma constitucional a serem interpretada.

e) Uma norma constitucional de eficácia contida não possui eficácia plena, no momento da

promulgação do texto constitucional, só adquirindo essa eficácia após a edição da norma que nela é

referida.

(ESAF – Analista de Finanças e Controle – Controladoria Geral da União – 2006) Assinale a

opção errônea.

a) A hermenêutica é a teoria científica da arte de interpretar.

b) A técnica interpretativa lógica pretende desvendar o sentido e o alcance da norma, mediante seu

estudo, por meio de raciocínios lógicos, analisando os períodos da lei e combinando-os entre si, com o escopo de atingir perfeita compatibilidade.

c) Para integrar a lacuna o juiz recorre, preliminarmente, à analogia, que consiste em aplicar a um caso

não previsto de modo direto ou específico por uma norma jurídica uma norma que prevê hipótese distinta, mas semelhante ao caso não contemplado.

d) A derrogação é a supressão total da norma anterior e a ab-rogação torna sem efeito uma parte da

norma.

e) O juiz só decidirá por equidade nos casos previstos em lei.

101)

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

102) (Juiz Substituto – Tribunal de Justiça do Piauí – CESPE 2012) O fato de um juiz, transcendendo a letra da lei, utilizar de raciocínio para fixar o alcance e a extensão da norma a partir de motivações políticas, históricas e ideológicas caracteriza o exercício da interpretação

A) teleológica.

B) sistemática.

C) histórica.

D) lógica.

E) doutrinária.

(CESPE - Juiz Substituto – Tribunal de Justiça – Alagoas – 2008) Acerca das espécies e

métodos clássicos de interpretação adotados pela hermenêutica jurídica, assinale a opção correta.

A) A interpretação autêntica pressupõe que o sentido da norma é o fixado pelos operadores do direito,

por meio da doutrina e jurisprudência.

B) A interpretação lógica se caracteriza por pressupor que a ordem das palavras e o modo como elas

estão conectadas são essenciais para se alcançar a significação da norma.

C) A interpretação sistemática se caracteriza por pressupor que qualquer preceito normativo deverá ser

interpretado em harmonia com as diretrizes gerais do sistema, preservando-se a coerência do ordenamento.

D) A interpretação histórica se caracteriza pelo fato de que o significado da norma deve atender às

características sociais do período histórico em que é aplicada.

E) A interpretação axiológica pressupõe uma unidade objetiva de fins determinados por valores que

coordenam o ordenamento, assim legitimando a aplicação da norma.

103)

104)

(CESPE – 2010- AGU) Julgue:

O método hermenêutico-concretizador caracteriza-se pela praticidade na busca da solução dos problemas, já que parte de um problema concreto para a norma.”

(

) Certo

(

) Errado

105)

(CESPE – 2010- AGU) Julgue:

Pelo princípio da concordância prática ou harmonização, na hipótese de eventual conflito ou concorrência entre bens jurídicos constitucionalizados, deve-se buscar a coexistência entre eles, evitando-se o sacrifício total de um princípio em relação ao outro.”

( ) Certo

(

) Errado

106) (CONCURSO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - PROVA ESCRITA OBJETIVA - 2001) Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

se dirige e às exigências do bem comum. É a própria possibilidade do julgador em adaptar a finalidade da norma às novas exigências sociais. Dentre as modalidades de interpretação abaixo, estudadas pela hermenêutica jurídica, assinale aquela que se coaduna com o enunciado acima.

a) gramatical;

b) lógica;

c) sistemática;

d) histórica;

e) teleológica.

107)

(MAGISTRATURA FEDERAL – 1ª REGIÃO – 2001) Interpretação extensiva:

a) Equivale a interpretação analógica.

b) É sinômina de interpretação intra legem.

c) Ocorre quando a ratio legis é mais ampla do que a letra da lei.

d) Dá-se quando a um preceito genérico segue-se um casuístico.

(TRE-PA - Analista Judiciário - 2005 - CESPE) Acerca da vigência, aplicação e interpretação

da lei, assinale a opção incorreta.

a) Repristinar uma lei é dar-lhe nova vigência, ou seja, uma lei que fora revogada volta a viger por

determinação expressa de uma nova lei.

b) O intervalo entre a data da publicação da lei e a de sua entrada em vigor chama-se vacatio legis.

c) A lei posterior revoga a anterior quando é com ela incompatível ou quando disciplina inteiramente a

matéria por ela tratada.

d) Para que uma lei seja interpretada de maneira sistemática há que se examinar a sua relação com as

demais leis que integram o ordenamento jurídico.

e) A irretroatividade da lei é um princípio constitucional absoluto. A lei nova não pode retroagir e a sua aplicação e seus efeitos abrangem fatos futuros, não sendo aplicável ao passado.

108)

109)

a) a interpretação extensiva é recurso passível de ser utilizado pelo aplicador do direito quando não

existir norma jurídica que regule a matéria.

b) o princípio geral de direito introduzido no direito positivo caracteriza-se como cláusula geral.

c) a analogia, os costumes e os princípios gerais do direito são elementos de integração do direito.

d) a analogia legis é a analogia propriamente dita e a analogia juris é a que dá solução igual a duas

hipóteses em virtude da mesma razão de direito.

e) a equidade é recurso passível de ser utilizado pelo aplicador do direito nos casos de lacuna da lei.]

(MPE-SP - 2010) Assinale a alternativa incorreta:

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

(TSE - Analista Judiciário - 2007) A respeito da Lei de Introdução do Código Civil e das

pessoas, assinale a opção correta.

a) A lei nova que estabelece disposições gerais revoga as leis especiais anteriores que dispõem sobre a

mesma matéria, pois não pode ocorrer conflito de leis, ou seja, aquele em que diversas leis regem a mesma matéria.

b) Nas ações envolvendo a sucessão por morte real ou presumida, deve ser aplicada a lei do país do

domicílio do autor da herança, quaisquer que sejam a natureza e a situação dos bens. Quanto à capacidade para suceder, aplica-se a lei do domicílio do herdeiro ou legatário.

c) As leis, por serem preceitos de ordem pública, ou seja, de observância obrigatória, sejam cogentes

ou dispositivas, têm força coercitiva e não podem ser derrogadas por convenção entre as partes.

d) A finalidade da interpretação da lei é revelar sua significação e também dar-lhe uma interpretação

atual que atenda às necessidades do momento histórico em que está sendo aplicada. Quanto à origem, a interpretação autêntica é realizada pelos tribunais e juízes nas decisões proferidas nos casos concretos que lhes são submetidos a julgamento.

110)

(TRT - 1ª Região - Juiz - 2010 - CESPE) A respeito de hierarquia, interpretação e integração de

lei, assinale a opção correta.

a) A interpretação teleológica pode ser utilizada pelo juiz para superar antinomia.

b) Não há hierarquia entre lei complementar e decreto autônomo, quando este for validamente editado.

c) O costume, para que possa suprir lacuna legal, deve consistir em conduta reiterada de determinada

prática.

d) Não é correto falar em hierarquia entre lei editada pela União e lei editada por estado.

e) A interpretação é do tipo analógica quando pressupõe que a autoridade expressou na norma

exatamente o que pretendia.

111)

112) (TJ-SP - 2008) O magistrado se encontra em situação de decisão da lide, mas as normas de direito positivo que lhe parecem aplicáveis à matéria se mostram obscuras. Por outro lado, as regras seguidas pelo povo aparentariam contrariedade ao sistema positivo. Assinale a alternativa correta.

a) O juiz de direito deve aplicar, no julgamento da causa, as regras seguidas pelo povo, no caso.

b) O juiz de direito deve extinguir o processo, sem decisão sobre o mérito, ante obscuridade manifesta

da lei.

c) A sentença, na dúvida, deverá se mostrar contrária à pretensão deduzida pelo autor em juízo, de

modo a não se verem feridas as regras seguidas pelo povo.

d) A sentença deve ser dada mediante extensão da interpretação, buscando-se nela alguma norma

aplicável a uma situação jurídica semelhante, ainda que diferente, ou princípio jurídico não positivado.

e) O juiz deve suscitar conflito negativo em face de ineficácia normativa por costume negativo.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual
Prof. Vitor Kümpel
Curso: Anual

113)

alcance das normas jurídicas. Nesse contexto, a interpretação autêntica da lei é realizada

a) pela doutrina.

b) pela prolação de uma decisão judicial.

c) pelo legislador.

d) pela jurisprudência.

e) pelo aplicador do Direito.

(OAB-SP - 2008) A ciência da interpretação normativa tem por objetivo descobrir o sentido e o

114) (TJ-PB - Juiz - 2011) Com relação aos institutos da interpretação e da integração da lei, assinale a opção correta.

a) Segundo a doutrina, os princípios gerais do direito expressam-se nas máximas jurídicas, nos adágios

ou brocardos, sendo todas essas expressões fórmulas concisas que representam experiência secular, com valor jurídico próprio.

b) A interpretação histórica tem por objetivo adaptar o sentido ou a finalidade da norma às novas

exigências sociais, em atenção às demandas do bem comum.

c) Implícito no sistema jurídico civil, o princípio segundo o qual ninguém pode transferir mais direitos

do que tem é compreendido como princípio geral de direito, podendo ser utilizado como meio de integração das normas jurídicas.

d) No direito civil, não há doutrina que admita a hierarquia na utilização dos mecanismos de

integração das normas jurídicas constantes no Código Civil.

e) Não há distinção entre analogia legis e analogia juris, uma vez que ambas se fundamentam em um

conjunto de normas para a obtenção de elementos que permitam sua aplicação em casos concretos.

12) ANALOGIA; INDUÇÃO E EQUIDADE; LÓGICA DO RAZOÁVEL; INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL.

115) (Defensoria Pública - RO – CESPE 2012) Com relação ao conceito de direito e de equidade, assinale a opção correta.

a) Equidade pode ser definida como o conjunto de princípios que, atribuídos a Deus, à razão, ou

havidos como decorrentes da natureza das coisas, independem de convenção ou legislação, e que

seriam determinantes, informativos ou condicionantes das leis positivas.

b) Define-se equidade como a autorização, dada pelo direito objetivo, de fazer ou ter o que não pode

ser impedido ou tirado, sem violação da norma jurídica.

c) O direito, definido como conjunto de princípios imanentes, constitui a substância jurídica da

humanidade, segundo a sua natureza e o seu fim; tais princípios, imutáveis em essência, se adaptam à

realidade histórica e geográfica.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

d) Segundo Dante, o direito representa uma proporção real e pessoal, de homem para homem, que,

conservada, conserva a sociedade, e, corrompida, corrompe-a.

e) O direito pode ser definido como a justa aplicação da norma jurídica geral ao caso concreto para que

o summum jus não se transforme em summa injuria.

116) (Defensoria Pública – Espírito Santo – CESPE – 2012) Em relação ao conceito de supremacia constitucional e de constitucionalismo, julgue os itens seguintes.

A rigidez e o controle de constitucionalidade não se relacionam com a supremacia da CF, mas com a compatibilidade das leis com o texto constitucional.

Na perspectiva moderna, o conceito de constitucionalismo abrange, em sua essência, a limitação do poder político e a proteção dos direitos fundamentais.

(Defensoria Pública – Espírito Santo – CESPE – 2012) Julgue os itens a seguir, relativos às

normas constitucionais.

Uma das características da hermenêutica constitucional contemporânea é a distinção entre regras e princípios; segundo Ronald Dworkin, tal distinção é de natureza lógico-argumentativa, pois somente pode ser percebida por meio dos usos dos argumentos e razões no âmbito de

cada caso concreto.

De acordo com a classificação de José Afonso da Silva, as normas constitucionais podem ser classificadas, quanto à eficácia e à aplicabilidade, em normas de eficácia plena, normas de eficácia contida e normas de eficácia absoluta.

De acordo com o que dispõe a CF, as normas definidoras de direitos fundamentais têm aplicação imediata, mas gradual.

117)

(TJ-AL - Juiz - 2008 - CESPE) Podem-se encontrar diversos argumentos para justificar a

aplicação da analogia no direito, entre os quais a busca pela vontade do legislador ou a imperiosa

aplicação da igualdade jurídica, demandando-se soluções semelhantes para casos semelhantes. Com referência a essa aplicação, é correto afirmar que

a) a analogia tem como principal função descobrir o sentido e o alcance das normas jurídicas.

b) a analogia legis se caracteriza por recorrer à síntese de um complexo de princípios jurídicos.

c) a analogia juris ocorre quando se formula regra nova, semelhante a outra já existente.

d) a analogia pressupõe que casos análogos sejam estabelecidos em face de normas análogas, mas não

díspares.

e) a analogia afasta a criação de regra nova, mas exige interpretação extensiva de regras já existentes.

118)

119)

(MPE-SP - Promotor de Justiça - 2010) Assinale a alternativa incorreta:

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

a) a interpretação extensiva é recurso passível de ser utilizado pelo aplicador do direito quando não

existir norma jurídica que regule a matéria.

b) o princípio geral de direito introduzido no direito positivo caracteriza-se como cláusula geral.

c) a analogia, os costumes e os princípios gerais do direito são elementos de integração do direito.

d) a analogia legis é a analogia propriamente dita e a analogia juris é a que dá solução igual a duas

hipóteses em virtude da mesma razão de direito.

e) a equidade é recurso passível de ser utilizado pelo aplicador do direito nos casos de lacuna da lei.

120) (PGE-PB - Procurador do Estado - 2008 - CESPE) A interpretação de qualquer regra jurídica deve seguir o caminho traçado pelos princípios que fornecem coesão ao sistema jurídico. Nesse sentido, conclui-se que a integração da norma tributária não deve ser feita por meio

a) dos princípios gerais de direito tributário.

b) dos costumes.

c) da eqüidade.

d) da analogia.

e) dos princípios gerais de direito público.

121) (TRT-CE - Juiz - 2005) A analogia juris:

a) surge do fato de que as notas, que trazem a tônica da semelhança de um objeto a outro, convenham

ao segundo em grau distinto do primeiro.

b) é o argumento consistente em ter por ordenado ou permitido, de modo implícito, algo menor do que

o que está determinado ou autorizado expressis verbis.

c) parte do fato de que uma disposição normativa inclui certo comportamento num modo deôntico,

excluindo-se de seu âmbito qualquer outra conduta, isto é, um comportamento “C” estando proibido, qualquer conduta “Não – C” está permitida.

d) estriba-se num conjunto de normas, para extrair elementos que possibilitem sua aplicabilidade ao

caso concreto não contemplado, mas similar.

e) consiste em passar da validade de uma disposição normativa menos extensa para outra mais ampla,

necessitando-se, para tanto, do auxílio de valorações.

122) (OAB-DF - 2004) Assinale a alternativa correta. “Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum”.

a) verifica-se no texto o planejamento social da norma jurídica.

b) o legislador considera primordiais valores sociais sobre os individuais, escolhendo claramente uma

posição sobre a finalidade social do direito.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

d) a função social da lei consoante a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro não tem similar

em qualquer diploma legal.

e) o jurista atém-se a explicitar o ordenamento jurídico, apresentado-o como um todo coerente e

perfeitamente adequado às valorações sociais.

123) (OAB-SP - 2009) A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), lei de introdução às leis, contém princípios gerais sobre as normas sem qualquer discriminação, indicando como aplicá-las, determinando-lhes a vigência e eficácia, suas projeções nas situações conflitivas, evidenciando os respectivos elementos de conexão determinantes das normas substantivas aplicáveis no caso de haver conflito de leis no tempo e no espaço (Maria Helena Diniz. Curso de direito civil brasileiro. Teoria geral do direito civil. Vol. 1, 24.ª ed., São Paulo: Saraiva, 2007, adaptado).

Considerando as ideias do texto acima e os dispositivos da LINDB, assinale a opção correta.

a) Na interpretação sociológica da norma, o aplicador examina cada termo do texto normativo, isolada

ou sintaticamente, atendendo à pontuação, colocação de vocábulos e origem etimológica das palavras.

b) Na aplicação da norma, observa-se a existência do critério de subsunção quando, ao aplicar a norma

ao caso, o juiz não encontra norma que lhe seja aplicável.

c) Pelo princípio da inescusabilidade (ignorantia juris neminem excusat), é vedado, ao juiz, decidir

pela não-solução da relação jurídica, por não haver respaldo legal

d) A abrogação torna sem efeito uma parte da lei.

e) Em caso de lacunas, a LINDB estabelece mecanismos de integração de normas, tais como a

analogia, os costumes e os princípios gerais de direito.

124) (TJ-AL – Juiz - 2008) Considerando as alusões à eqüidade pelo ordenamento jurídico brasileiro, revela-se importante identificar a posição dessa figura em face do quadro das fontes do direito. A respeito dessa relação, é correto afirmar que a eqüidade

a) não se revela como fonte do direito, pois a autorização de seu emprego apenas permite ao juiz criar

normas para o caso concreto com base em preceitos de justiça.

b) não se revela como fonte do direito, pois a autorização de seu emprego apenas permite ao juiz

aplicar ao caso concreto normas gerais de justiça previamente positivadas no ordenamento.

c) não se revela como fonte do direito, pois a autorização de seu emprego apenas permite ao juiz

buscar uma melhor compreensão hermenêutica das normas particulares que se aplicam ao caso concreto.

d) se revela como fonte do direito, pois ela se compõe de um conjunto de valores e normas preexistentes ao ordenamento positivo, os quais incidirão sempre que autorizadas por este.

e) se revela como fonte do direito, pois ela prescreve parâmetros para a decisão judicial que não se

apóiam nas normas positivadas no ordenamento.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

125) (TRT - 9ª Região - Juiz - 2009) Considere as seguintes proposições:

I. Com exceção das normas constitucionais federais, que prevalecem sobre todas as categorias de normas complementares ou ordinárias vigentes no Brasil, não existe hierarquia absoluta entre leis federais, estaduais e municipais, já que esse escalonamento objetivo só prevalece quando houver competência normativa concorrente entre os entes da federação.

II. Por analogia estende-se a um caso não previsto aquilo que o legislador previu para um caso

semelhante, em igualdade de razões, preenchendo uma lacuna na lei, enquanto na interpretação extensiva supõe-se que a norma existe, sendo passível de aplicação ao caso concreto, desde que sua abrangência seja estendida além do que usualmente se faz. Quando se afirma a existência de uma lacuna legal e se nega a aplicação de norma por analogia ao caso concreto, o operador jurídico ainda pode utilizar os princípios gerais de direito para a solução do conflito.

III. A equidade é um elemento de integração da lei e pode ser utilizada para abrandamento do texto

legal, amoldando a justiça à especificidade de uma situação real.

IV. Os princípios gerais de direito são enunciações normativas de valor genérico, que condicionam e

orientam a compreensão do ordenamento jurídico, quer para a sua aplicação e integração, quer para a elaboração de novas normas, abrangendo tanto o campo da pesquisa pura do Direito quanto o de sua atualização prática.

V. Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os

princípios gerais de direito. Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum.

a) todas as proposições estão corretas

b) somente as proposições I, II, III e IV estão corretas

c) somente as proposições II, III, IV e V estão corretas

d) somente as proposições I, III, IV e V estão corretas

e) somente as proposições I, II, IV e V estão corretas

126) (TJ-PI - Juiz - 2007 - CESPE) No julgamento de determinada ação em matéria tributária, o juiz verificou que não existia norma específica aplicável à questão em exame. Socorrendo-se do CTN, verificou que poderia utilizar-se de outras normas ou princípios incidentes. Em face desse caso, assinale a opção incorreta.

a) Antes de aplicar os princípios gerais de direito tributário, o juiz deve fazer uso, se possível, da

analogia.

b) A aplicação da eqüidade deve anteceder à dos princípios gerais de direito público.

c) Ao empregar a analogia, o juiz não poderá determinar a exigência de tributo que não seja previsto

em lei.

d) Ao empregar a eqüidade, o juiz não poderá dispensar o pagamento de tributo devido.

e) Entre a analogia e a equidade, o juiz deverá aplicar a primeira.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual
Prof. Vitor Kümpel
Curso: Anual

127) (MPE-MS - Promotor de Justiça - 2011) Em relação à legislação tributária, a autoridade competente, na falta de disposição expressa, poderá utilizar sucessivamente:

a) a equidade, os princípios gerais de direito e a analogia;

b) os princípios gerais de direito, a analogia e a equidade;

c) a analogia, os princípios gerais de direito tributário, os princípios gerais de direito público e a

equidade;

d) a analogia, os princípios gerais de direito público, os princípios gerais de direito tributário e a

equidade;

e) a analogia, os princípios gerais de direito público, a equidade e os princípios gerais de direito

tributário.

13) ESCOLAS FILOSÓFICAS; DIREITO NATURAL; DIREITO POSITIVO (JURISPRUDÊNCIA DOS CONCEITOS, DOS INTERESSES); NEOPOSITIVISMO.

128) (Defensoria Pública do Estado de São Paulo – 2010 (FCC)) Ao comentar a doutrina aristotélica da justiça, Tércio Sampaio Ferraz Junior, em sua obra Estudos de Filosofia do Direito, indica aquele que seria “preceito básico do direito justo, pois só por meio dele a justiça se revelaria em sua atualidade plena”. Este preceito que também pode ser definido como “uma feliz retificação do justo estritamente legal” ou ainda “o justo na concretude” é denominado:

a) Liberdade

b) Dignidade

c) Vontade

d) Equidade

e) Piedade

129) (Defensoria Pública do Estado de São Paulo – 2010 (FCC) ) Em sua teoria do ordenamento jurídico, Norberto Bobbio estuda os aspectos da unidade, da coerência e da completude do ordenamento. Relativamente ao aspecto da coerência do ordenamento jurídico, “a situação de normas incompatíveis entre si” refere-se ao problema da:

a) Das lacunas

b) Da incompletude

c) Das antinomias

d) Da analogia

e) Do espaço jurídico vazio

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

(Defensoria Pública Paraná 2012 – FCC) Um argumento correto quanto à doutrina da norma

para Hans Kelsen é:

a) Para Kelsen as normas jurídicas são juízos, isto é, enunciados sobre um objeto dado ao conhecimento. São apenas comandos do ser.

b) Para Kelsen, na obra Teoria Pura do Direito, norma é o sentido de um ato através do qual uma

conduta é prescrita, permitida ou, especialmente, facultada, no sentido de adjudicada à competência de alguém.

c) Kelsen não reconhece a distinção entre normas jurídicas e proposições normativas.

d) Para Kelsen a norma que confere validade a todo o sistema jurídico ou conjunto de normas é a

norma fundamental que se confunde com a Constituição, já que ambas são postas e impostas.

e) Segundo Mata Machado, Kelsen, enquanto jusnaturalista, reduz o direito à norma, mas desenvolve a

noção de direito objetivo enquanto coisa devida e a de justiça como Direito Natural.

130)

131) (Juiz Substituto – Tribunal de Justiça do Paraná – 2010 – PUC/PR) O pensador inglês Herbert Hart, tido como um dos principais representantes da escola do Positivismo Jurídico, que teve lugar na segunda metade do século XX, manteve a defesa da tese kelseniana da separação entre o Direito e a Moral, sendo que, a partir dessa premissa metodológica, propôs um conceito analítico de Direito. Os críticos do pensamento de Herbert Hart normalmente lhe atribuem a aceitação de cinco teses que seriam consequências lógicas deduzidas da ideia de separação entre Direito e Moral, entre as quais apenas alguma(s) foi/foram verdadeiramente defendida(s) por Herbert Hart e, de resto, pelos principais autores positivistas do século XX, sob o argumento de que as tais cinco teses são logicamente independentes e que, nessa condição, pode-se aceitar a validade de alguma(s) e, ao mesmo tempo, rechaçar outras sem que se caia em contradição. Das cinco teses abaixo que os críticos de Herbert Hart associam ao seu pensamento, marque como falsa(s) (F) aquela(s) que ele não defendeu e como verdadeira(s) (V) aquela(s) que ele de fato sustentou.

Em seguida, assinale a opção CORRETA.

(

)

A tese da Lei, segundo a qual o conceito de Direito deve ser definido mediante o conceito de

Lei.

A tese da Neutralidade, segundo a qual o conceito de Direito tem que ser definido prescindindo- se de seu conteúdo.

A tese da Subsunção, segundo a qual a aplicação do Direito pode ser levada a cabo em todos os casos mediante uma subsunção livre de valorações.

) (

A tese do Legalismo, segundo a qual as normas do Direito devem ser obedecidas em todas as circunstâncias.

(

(

(

)

)

A tese do Subjetivismo, segundo a qual os critérios do Direito “reto” são de natureza subjetiva.

)

a) F, V, V, F, F

b) V, F, F, V, F

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

d) F, V, F, V, F

132) (Defensoria/SP - 2010) “Na fase madura de seu pensamento, a substituição da lei pela convicção comum do povo (Volksgeist) como fonte originária do direito relega a segundo plano a sistemática lógico-dedutiva, sobrepondo-lhe a sensação (Empfindung) e a intuição (Anschauung) imediatas. Savigny enfatiza o relacionamento primário da intuição do jurídico não à regra genérica e abstrata, mas aos institutos de direito’ (Rechtsinstitute), que expressam ‘relações vitais’ (Lebensverhältnisse) típicas e concretas”.

Esta caracterização, realizada por Tercio Sampaio Ferraz Júnior, em sua obra A Ciência do Direito, corresponde a aspectos essenciais da seguinte escola filosófico-jurídica:

a) Historicismo Jurídico.

b) Realismo Jurídico.

c) Normativismo.

d) Positivismo jurídico.

e) Jusnaturalismo.

133) (Defensoria/SP - 2010) “A intelectualização e a racionalização crescentes não equivalem, portanto, a um conhecimento geral crescente acerca das condições em que vivemos. Significam, antes, que sabemos ou acreditamos que, a qualquer instante, poderíamos, bastando que o quiséssemos, provar que não existe, em princípio, nenhum poder misterioso e imprevisível que inteira com o curso de nossa vida; em uma palavra, que podemos dominar tudo, por meio da previsão. Equivale isso a despojar de magia o mundo. Para nós não mais se trata, como para o selvagem que acredita na existência daqueles poderes, de apelar a meios mágicos para dominar os espíritos ou exorcizá-los, mas de recorrer à técnica e à previsão. Tal é a significação essencial da intelectualização”.

No trecho citado acima, retirado do ensaio “A Ciência como vocação”, Max Weber caracteriza aquilo que entende ser um processo “realizado ao longo dos milênios da civilização ocidental”, do qual a ciência participa como “elemento e motor”. Weber denomina este processo

a) sistematização.

b) desencantamento.

c) tecnocracia.

d) descrença.

e) democratização.

134) (PGE-AL/2010) Quando, na mesma pessoa, ou no mesmo corpo de magistrados, o Poder Legislativo se junta ao Executivo, desaparece a liberdade; pode-se temer que o monarca ou o senado promulguem leis tirânicas, para aplicá-las tiranicamente. Não há liberdade se o Poder Judiciário não

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

está separado do Legislativo e do Executivo. Se houvesse tal união com o Legislativo, o poder sobre a vida e a liberdade dos cidadãos seria arbitrário, já que o juiz seria ao mesmo tempo legislador. Se o Judiciário se unisse com o Executivo, o juiz poderia ter a força de um opressor. E tudo estaria perdido se a mesma pessoa, ou o mesmo corpo de nobres, de notáveis, ou de populares, exercesse os três poderes: o de fazer as leis, o de ordenar a execução das resoluções públicas e o de julgar os crimes e conflitos dos cidadãos.

Montesquieu. In: Norberto Bobbio. A teoria das formas de governo. 10.ª ed. Brasília: EDUnB, p. 137 (com adaptações).

Tendo como referência inicial o texto acima, assinale a opção correta.

a) Para a moderna doutrina constitucional, cada um dos poderes constituídos exerce uma função típica

e exclusiva, afastando o exercício por um poder de função típica de outro.

b) A CF, atenta às discussões doutrinárias contemporâneas, não consigna que a divisão de atribuições

estatais se faz em três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário.

c) O poder soberano é uno e indivisível e emana do povo. A separação dos poderes determina apenas a

divisão de tarefas estatais, de atividades entre distintos órgãos autônomos. Essa divisão, contudo, não é

estanque, pois há órgãos de determinado poder que executam atividades típicas de outro. Um exemplo disso, na CF, é a possibilidade de as comissões parlamentares de inquérito obterem acesso a decisão judicial protegida sob o manto do segredo de justiça.

d) A edição de súmula vinculante vedando a nomeação de parentes da autoridade nomeante ou de

servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança em qualquer dos poderes da União, dos estados, do DF e dos municípios viola o princípio da separação dos poderes.

e) A cada um dos poderes foi conferida uma parcela da autoridade soberana do Estado. Para a

convivência harmônica entre esses poderes existe o mecanismo de controles recíprocos (checks and balances). Esse mecanismo, contudo, não chega ao ponto de autorizar a instauração de processo administrativo disciplinar por órgão representante de um poder para apurar a responsabilidade de ato praticado por agente público de outro poder.

135) (PGE-CE/2008) Quanto aos direitos fundamentais, assinale a opção correta

a) A Constituição de 1937 trouxe, como inovação, diversos direitos sociais relativos aos trabalhadores,

os quais não eram previstos nas constituições anteriores.

b) Direitos fundamentais como o princípio da legalidade, a livre manifestação do pensamento, a

liberdade religiosa, o princípio da reserva legal, a independência judicial, o princípio do juiz natural, a individualização da pena, a liberdade de profissão e o direito de petição somente surgiram no ordenamento jurídico brasileiro, de forma expressa, na Constituição Federal de 1988.

c) Em regra, as normas constitucionais que prescrevem direitos fundamentais têm eficácia contida e

dependem de regulamentação.

d) A teoria jusnaturalista fundamenta os direitos humanos em uma ordem superior universal, imutável

e inderrogável. Segundo essa teoria, os direitos humanos não são criações dos legisladores, tribunais

ou juristas e, conseqüentemente, não podem desaparecer da consciência dos homens.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

e) A noção de direitos fundamentais é contemporânea ao surgimento da idéia de constitucionalismo,

que permitiu esculpir um rol mínimo de direitos humanos em um documento escrito, derivado diretamente da vontade popular.

136) (PGE-PE/2009) Chega de ação. Queremos promessas. Assim protestava o grafite, ainda em tinta fresca, inscrito no muro de uma cidade, no coração do mundo ocidental. A espirituosa inversão da lógica natural dá conta de uma das marcas dessa geração: a velocidade da transformação, a profusão de ideias, a multiplicação das novidades. Vivemos a perplexidade e a angústia da aceleração da vida. Os tempos não andam propícios para doutrinas, mas para mensagens de consumo rápido. Para jingles, e não para sinfonias. O direito vive uma grave crise existencial. Não consegue entregar os dois produtos que fizeram sua reputação ao longo dos séculos. De fato, a injustiça passeia pelas ruas com passos firmes e a insegurança é a característica da nossa era.

Na aflição dessa hora, imerso nos acontecimentos, não pode o intérprete beneficiar-se do distanciamento crítico em relação ao fenômeno que lhe cabe analisar. Ao contrário, precisa operar em meio à fumaça e à espuma. Talvez esta seja uma boa explicação para o recurso recorrente aos prefixos pós e neo: pós-modernidade, pós-positivismo, neoliberalismo, neoconstitucionalismo. Sabe-se que veio depois e que tem a pretensão de ser novo. Mas ainda não se sabe bem o que é. Tudo é ainda incerto. Pode ser avanço. Pode ser uma volta ao passado. Pode ser apenas um movimento circular, uma dessas guinadas de 360 graus.

L. R. Barroso. Neoconstitucionalismo e constitucionalização do direito. O triunfo tardio do direito constitucional no Brasil. In: Internet: (com adaptações).

Tendo o texto acima como motivação, assinale a opção correta a respeito do constitucionalismo e do neoconstitucionalismo.

a) O neoconstitucionalismo tem como marco filosófico o pós-positivismo, com a centralidade dos

direitos fundamentais, no entanto, não permite uma aproximação entre direito e ética.

b) A democracia, como vontade da maioria, é essencial na moderna teoria constitucional, de forma que

as decisões judiciais devem ter o respaldo da maioria da população, sem o qual não possuem legitimidade.

c) No neoconstitucionalismo, a Constituição é vista como um documento essencialmente político, um

convite à atuação dos poderes públicos, ressaltando que a concretização de suas propostas fica condicionada à liberdade de conformação do legislador ou à discricionariedade do administrador.

d) O constitucionalismo pode ser definido como uma teoria (ou ideologia) que ergue o princípio do

governo limitado indispensável à garantia dos direitos em dimensão estruturante da organização político-social de uma comunidade. Nesse sentido, o constitucionalismo moderno representa uma técnica de limitação do poder com fins garantísticos.

e) O neoconstitucionalismo não autoriza a participação ativa do magistrado na condução das políticas

públicas, sob pena de violação do princípio da separação dos poderes.

137)

a) igualam o direito natural ao direito positivo.

(ENC-Provão/1998) O positivismo jurídico engloba doutrinas que

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual
Prof. Vitor Kümpel
Curso: Anual

b) acreditam ser o direito positivo o desdobramento inevitável do direito natural.

c) afirmam serem as leis do Estado portadoras de valores positivos.

d) defendem a observância ao direito positivo como um dever moral.

e) repelem a crença em um fundamento valorativo do direito.

(ENC-Provão/2001) Analise as seguintes idéias do conselheiro Aires, personagem do romance

Esaú e Jacó, de Machado de Assis:

"Depois, imaginou que a grita da multidão protestante era filha de um velho instinto de resistência à autoridade. Advertiu que o homem, uma vez criado, desobedeceu logo ao Criador, que aliás lhe dera um paraíso para viver; mas não há paraíso que valha o gosto da oposição. Que o homem se acostume às leis, vá; que incline o colo à força e ao bel-prazer, vá também; é o que se dá com a planta, quando sopra o vento. Mas que abençoe a força e cumpra as leis sempre, sempre, sempre, é violar a liberdade primitiva, a liberdade do velho Adão. Ia assim cogitando o conselheiro Aires".

As considerações do conselheiro Aires contêm uma justificativa que pode ser vista como

a) jusnaturalista, para o exercício do poder de polícia em matéria de direitos fundamentais.

b) jusnaturalista, para a democracia direta.

c) jusnaturalista, para a prática da desobediência civil.

d) positivista, para a liberdade de consciência e crença.

e) positivista, para a liberdade de manifestação de pensamento.

138)

14) DIREITO; PODER; VIOLÊNCIA E MORAL.

139) (Defensoria Pública do Estado de São Paulo – 2012 – FCC) “O Estado moderno é um agrupamento de dominação que apresenta caráter institucional e procurou (com êxito) monopolizar, nos limites de um território, a violência física legítima como instrumento de domínio e que, tendo esse objetivo, reuniu nas mãos dos dirigentes os meios materiais de gestão. Equivale isso a dizer que o Estado moderno expropriou todos os funcionários que, segundo o princípio dos “Estados” dispunham outrora, por direito próprio, de meios de gestão, substituindo-se a tais funcionários, inclusive no topo da hierarquia”. No trecho acima, extraído do ensaio "A Política como Vocação", Max Weber refere-se ao Estado moderno, resultante de seu desenvolvimento racional. Para o autor, este Estado é caracterizado como um estado

a) burocrático.

b) autoritário.

c) autocrático.

d) democrático.

e) nação.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

140) (Defensoria/SP - 2010) Em sua teoria da norma jurídica, Noberto Bobbio distingue as sanções jurídicas das sanções morais e sociais. Segundo esta distinção, a sanção jurídica, diferentemente da sanção moral, é sempre uma resposta de grupo e, diferentemente da sanção social, a sanção jurídica é regulada em geral com as mesmas formas e através das mesmas fontes de produção das regras primárias. Para o autor, tal distinção oferece um critério para distinguir, por sua vez, as normas jurídicas das normas morais e das normas sociais.

Considerando-se este critério, pode-se afirmar que são normas jurídicas as normas cuja execução é garantida por uma sanção

a) externa e institucionalizada.

b) interna e não-institucionalizada.

c) interna e institucionalizada.

d) externa e não-institucionalizada.

e) interna e informal.

141) (Defensoria/SP - 2010) No ensaio “A Política como vocação”, Max Weber realiza uma caracterização de três tipos de dominação legítima, a saber:

– A dominação que repousa sobre a “autoridade do ‘passado eterno’, isto é, dos costumes santificados pela validez imemorial e pelo hábito, enraizado nos homens, de respeitá-los”.

– A dominação que se funda em “dons pessoais e extraordinários de um indivíduo”, na “devoção e

confiança estritamente pessoais depositadas em alguém que se singulariza por qualidades prodigiosas,

por heroísmo ou por outras qualidades exemplares que dele fazem o chefe”.

– A dominação que se impõe “em razão da crença na validez de um estatuto legal e de uma ‘competência’ positiva, fundada em regras racionalmente estabelecidas”.

Estes modos de dominação correspondem, respectivamente, ao que Weber entende por dominação

a) legal, tradicional e carismática.

b) carismática, tradicional e legal.

c) tradicional, carismática e legal.

d) carismática, legal e tradicional.

e) tradicional, legal e carismática.

142) (Senado Federal - Administrador/2008) A primeira e mais clara fonte de poder numa organização é a autoridade formal, um tipo de poder legitimado que é respeitado e conhecido por aqueles com quem interage. A legitimidade é uma forma de aprovação social essencial para a estabilidade das relações de poder; ela aparece quando as pessoas reconhecem que alguém tem direito

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual
Prof. Vitor Kümpel
Curso: Anual

de mandar em alguma área da vida humana e quando aquele que é mandado considera como um dever obedecer.

Essa caracterização da legitimidade das relações de poder foi estudada pelo seguinte pensador:

a) Max Weber.

b) Robert Dahl.

c) Karl Marx.

d) Michel Foucault.

e) Talcott Parsons.

(Ministério do Planejamento/2010) O termo Estado evoluiu muito em sua utilização desde

Maquiavel. Escolha a opção que não está correta.

a) Bruno Bauer, criticado por Marx em 'A Questão Judaica' (1844), analisa o Estado sob a ótica da

emancipação política e critica o Estado religioso. Para Bauer, a religião é uma inimiga da razão e, consequentemente, do progresso, pois impede a formação de um bem comum, pautado na comunidade

de homens livres, na igualdade de direitos e no desfrute das liberdades, tornando-se necessária sua abolição.

b) A fundamentação do Estado Rousseauniano é a vontade de todos, que surge do conflito entre as vontades particulares de todos os cidadãos.

c) Para Marx, é no Estado político que são declarados os direitos do homem, como liberdade, a propriedade, a igualdade e a segurança. No entanto, essa liberdade concedida como direito do homem não se objetiva nas relações sociais. Desse modo, a igualdade política não tem correspondência na igualdade social.

d) Para Weber, Estado é a entidade que possui o monopólio do uso legítimo da ação coercitiva.

e) O Estado, para Durkheim, é a instituição da disciplina moral que vai orientar a conduta do homem.

143)

144)

(TRT - 18ª Região - Analista/2008) De acordo com Kant, a subsistência de um Estado de

direito depende de que

a) uma parte dos cidadãos se disponha à submissão devida às leis.

b) o sistema constitucional se imponha à maioria dos cidadãos.

c) a legislação em que se sustenta obtenha o apoio dos cidadãos.

d) o poder governamental saiba ser coercitivo em nome da lei.

e) a obediência dos cidadãos seja o objetivo de quem legisla.

15) DIREITO E JUSTIÇA.

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

se de um lado quebra o

elo entre jurisprudência e procedimento dogmático fundado na autoridade dos textos romanos, não rompe, de outro, com o caráter dogmático, que tentou aperfeiçoar, ao dar-lhe a qualidade de sistema, que se constrói a partir de premissas cuja validade repousa na sua generalidade racional. A teoria jurídica passa a ser um construído sistemático da razão e, em nome da própria razão, um instrumento de crítica da realidade”.

Esta caracterização, realizada por Tercio Sampaio Ferraz Júnior, em sua obra A Ciência do Direito, evoca elementos essenciais do

145) (Defensoria Pública São Paulo – 2012 - FCC) A Ciência do Direito (

),

a) jusnaturalismo moderno.

b) historicismo.

c) realismo crítico.

d) positivismo jurídico.

e) humanismo renascentista.

(Defensoria Pública São Paulo 2012 – FCC) Na classificação das normas jurídicas proposta por

Norberto Bobbio, em sua obra Teoria da Norma Jurídica, encontra-se a distinção formal entre a norma

“que estabelece que uma determinada ação deve ser cumprida quando se verifica uma certa condição” e a norma “que estabelece que uma determinada ação deve ser cumprida”. Estas normas são chamadas, respectivamente,

a) norma indefinida e norma definida.

b) norma categórica e norma eficaz.

c) norma hipotética e norma categórica.

d) norma indefinida e norma hipotética.

e) norma categórica e norma hipotética.

146)

147) (TRT 9ª Região 2012) Sobre a teoria da responsabilidade no pensamento de Hans Kelsen (“Teoria Pura do Direito”), assinale a proposição INCORRETA:

a) O dever de ressarcir os prejuízos é uma sanção, e não um dever subsidiário. O dever principal

consiste em não causar prejuízos a outrem.

b) Conceito essencialmente ligado com o conceito de dever jurídico – mas que dele deve ser distinguido – é o conceito de responsabilidade.

c) A responsabilidade não é um dever, mas a relação do indivíduo contra o qual o ato coercitivo é

dirigido com o delito por ele ou por outrem cometido.

d) A sanção da execução civil se dirige ao patrimônio do indivíduo que causou o prejuízo através de

sua conduta e não o indenizou. Esse indivíduo responde pelo se próprio delito, que consiste no não-

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

ressarcimento do prejuízo por ele causado. Mas, por este delito, isto é, pelo não-ressarcimento do prejuízo por ele causado, também, pode responder um outro indivíduo.

e) Pelo não-ressarcimento do prejuízo causado por um indivíduo também pode responder um outro

indivíduo, se a sanção da execução civil deve ser dirigida contra o patrimônio de um outro indivíduo na hipótese do primeiro não cumprir seu dever de indenizar. Um exemplo dessa proposição, incorporada ao direito positivo brasileiro, é o dever de indenizar , cometido ao empregador, por atos praticados por seus empregados, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele.

148) (Defensoria/SP - 2010) “Esse princípio tem, nas regras de Direito, uma função análoga a que tem o princípio da causalidade nas leis naturais por meio das quais a ciência natural descreve a natureza. Uma regra de direito, por exemplo, é a afirmação de que, se um homem cometeu um crime, uma punição deve ser infligida a ele, ou a afirmação de que, se um homem não paga uma dívida contraída por ele, uma execução civil deve ser dirigida contra sua propriedade. Formulando de um modo mais geral: se um delito for cometido, uma sanção deve ser executada”.

No trecho reproduzido acima, em sua obra O que é justiça?, Hans Kelsen refere-se ao princípio

a) da eficácia.

b) da imputação.

c) do monismo metodológico.

d) da imperatividade do direito.

e) da validade.

149) (Defensoria/SP - 2010) Em sua Teoria Pura do Direito, Hans Kelsen concebe o Direito como uma “técnica social específica”. Segundo o filósofo, na obra O que é justiça?, “esta técnica é caracterizada pelo fato de que a ordem social designada como ‘Direito’ tenta ocasionar certa conduta dos homens, considerada pelo legislador como desejável, provendo atos coercitivos como sanções no caso da conduta oposta”.

Tal concepção corresponde à definição kelseniana do Direito como

a) uma positivação da justiça natural.

b) uma ordem estatal facultativa.

c) uma ordem axiológica que vincula a interioridade.

d) um veículo de transformação social.

e) uma ordem coercitiva.

150) (ENC-Provão/2003) Existe doutrina sobre direitos fundamentais sustentando que, na ocorrência de um conflito de direitos, há necessidade de se construir uma solução com base na harmonização e

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

que, caso seja necessário que um direito prevaleça sobre outro, essa prevalência se defina em face das circunstâncias concretas. É coerente com esse posicionamento afirmar-se

a) que se deve procurar conferir a maior eficácia possível às normas acerca dos direitos fundamentais,

aplicando-as por meio da ponderação de interesses, de acordo com o contexto jurídico e a situação

fática.

b) que é vedado ao Poder Judiciário definir, no caso concreto, que um direito fundamental prevaleça

sobre outro, exceto quando houver critério para essa prevalência expressamente definido na Constituição.

c) que, havendo conflito de direitos, uma das normas envolvidas será considerada tacitamente

revogada.

d) ser possível extrair do ordenamento jurídico, em tese, uma gradação hierárquica entre direitos

fundamentais, o que ocorre expressamente na Constituição brasileira.

e) haver inconstitucional idades intrínsecas nas próprias normas da Constituição, o que se evidencia

quando duas normas definidoras de direitos fundamentais entram em conflito, devendo uma delas prevalecer.

(ENC-Provão/2003) “O problema fundamental em relação aos direitos do homem, hoje, não é

tanto o de justificá-los, mas o de protegê-los. Trata-se de um problema não filosófico, mas político.”

Esta afirmação de Norberto Bobbio repercute profundamente na discussão sobre o tema dos direitos humanos e justifica-se porque

a) o tema dos direitos humanos se encontra ausente do constitucionalismo contemporâneo.

b) os direitos humanos não estão positivados.

c) a afirmação histórica desses direitos se iniciou apenas no final do século XX.

d) o tema dos direitos humanos não deve ser discutido ou justificado pela Filosofia do Direito ou

mesmo pela Sociologia do Direito.

e) existe uma preocupação com a crise de efetividade que compromete a concretização desses direitos.

151)

152) (TRE-GO - Analista Judiciário - 2009 - CESPE) Liberdade de expressão. Garantia constitucional que não se tem como absoluta. Limites morais e jurídicos. O direito à livre expressão não pode abrigar, em sua abrangência, manifestações de conteúdo imoral que implicam ilicitude penal. As liberdades públicas não são incondicionais, por isso devem ser exercidas de maneira harmônica, observados os limites definidos na própria Constituição Federal (CF), artigo 5.º, § 2.º, primeira parte. O preceito fundamental de liberdade de expressão não consagra o "direito à incitação ao racismo", dado que um direito individual não pode constituir-se em salvaguarda de condutas ilícitas, como sucede com os delitos contra a honra. Prevalência dos princípios da dignidade da pessoa humana e da igualdade jurídica.

(HC 82424, Relator(a): min. Moreira Alves, Relator(a) p/ Acórdão: min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, julgado em 17/9/2003, DJ 19/3/2004 PP-00017)

Prof. Vitor Kümpel Curso: Anual

Prof. Vitor Kümpel

Curso: Anual

No trecho reproduzido acima, o Supremo Tribunal Federal (STF) travou discussão sobre determinada publicação que continha manifestações de conteúdo racista. A controvérsia residia em se definir a amplitude do princípio constitucional que garante a liberdade de expressão e decidir se esse princípio estaria ou não em conflito com o princípio da dignidade da pessoa humana e da igualdade. Como se percebe da leitura desse trecho, o STF, buscando harmonizar os princípios em jogo, deu prevalência ao princípio da dignidade da pessoa humana e da igualdade jurídica em detrimento do princípio de liberdade de expressão. Com base nessas informações, assinale a opção correspondente ao princípio de interpretação constitucional utilizado pelo STF para dirimir a questão.

a) princípio da conformidade funcional

b) princípio da máxima efetividade

c) princípio da força normativa à CF

d) princípio da concordância prática