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Um dos grandes problemas para todos que praticam a eletrônica é a leitura dos códigos de alguns componentes. Para os resistores não existem muitos problemas, a não ser em caso dos tipos SMD, mas para os capacitores a coisa muda. Os diversos tipos de código e o modo como são aplicados podem causar confusões. Veja nesse artigo como ler os códigos dos principais tipos de capacitores.

A variedade de tipos, formas e tamanhos segundo os quais são encontrados os capacitores exige dos fabricantes técnicas especiais para marcar seus componentes. Para os capacitores grandes, por exemplo, os eletrolíticos, poliéster e papel de grandes dimensões, existe espaço suficiente para que a marcação direta, sem problemas seja feita, conforme sugere a figura 1.

<a href=Código de Capacitores Um dos grandes problemas para todos que praticam a eletrônica é a leitura dos códigos de alguns componentes. Para os resistores não existem muitos problemas, a não ser em caso dos tipos SMD, mas para os capacitores a coisa muda. Os diversos tipos de código e o modo como são aplicados podem causar confusões. Veja nesse artigo como ler os códigos dos principais tipos de capacitores. A variedade de tipos, formas e tamanhos segundo os quais são encontrados os capacitores exige dos fabricantes técnicas especiais para marcar seus componentes. Para os capacitores grandes, por exemplo, os eletrolíticos, poliéster e papel de grandes dimensões, existe espaço suficiente para que a marcação direta, sem problemas seja feita, conforme sugere a figura 1. No entanto à medida que os componentes se tornam menores, cada vez menos espaço existe para a marcação dos valores. Esse processo culmina com os capacitores SMD que mal têm espaço para a gravação de 3 ou 4 pequenos símbolos, conforme mostra a figura 2. " id="pdf-obj-0-8" src="pdf-obj-0-8.jpg">

No entanto à medida que os componentes se tornam menores, cada vez menos espaço existe para a marcação dos valores. Esse processo culmina com os capacitores SMD que

mal têm espaço para a gravação de 3 ou 4 pequenos símbolos, conforme mostra a figura

2.

<a href=Código de Capacitores Um dos grandes problemas para todos que praticam a eletrônica é a leitura dos códigos de alguns componentes. Para os resistores não existem muitos problemas, a não ser em caso dos tipos SMD, mas para os capacitores a coisa muda. Os diversos tipos de código e o modo como são aplicados podem causar confusões. Veja nesse artigo como ler os códigos dos principais tipos de capacitores. A variedade de tipos, formas e tamanhos segundo os quais são encontrados os capacitores exige dos fabricantes técnicas especiais para marcar seus componentes. Para os capacitores grandes, por exemplo, os eletrolíticos, poliéster e papel de grandes dimensões, existe espaço suficiente para que a marcação direta, sem problemas seja feita, conforme sugere a figura 1. No entanto à medida que os componentes se tornam menores, cada vez menos espaço existe para a marcação dos valores. Esse processo culmina com os capacitores SMD que mal têm espaço para a gravação de 3 ou 4 pequenos símbolos, conforme mostra a figura 2. " id="pdf-obj-0-16" src="pdf-obj-0-16.jpg">
<a href=Código de Capacitores Um dos grandes problemas para todos que praticam a eletrônica é a leitura dos códigos de alguns componentes. Para os resistores não existem muitos problemas, a não ser em caso dos tipos SMD, mas para os capacitores a coisa muda. Os diversos tipos de código e o modo como são aplicados podem causar confusões. Veja nesse artigo como ler os códigos dos principais tipos de capacitores. A variedade de tipos, formas e tamanhos segundo os quais são encontrados os capacitores exige dos fabricantes técnicas especiais para marcar seus componentes. Para os capacitores grandes, por exemplo, os eletrolíticos, poliéster e papel de grandes dimensões, existe espaço suficiente para que a marcação direta, sem problemas seja feita, conforme sugere a figura 1. No entanto à medida que os componentes se tornam menores, cada vez menos espaço existe para a marcação dos valores. Esse processo culmina com os capacitores SMD que mal têm espaço para a gravação de 3 ou 4 pequenos símbolos, conforme mostra a figura 2. " id="pdf-obj-0-18" src="pdf-obj-0-18.jpg">

Figura 2 Modo de gravação de valores em capacitores SMD (e outros componentes também)

Mesmo assim, esses componentes ainda precisam ser lidos, em alguns casos, com o auxílio de uma lente de aumento. Os códigos especiais podem assumir diversas formas, conforme o tipo de componente considerado. Um deles, é o código de 2 ou 3 dígitos adotado para os capacitores cerâmicos e outros. Conforme mostra a figura 3, um capacitor de 47 pF e um de 100 pF podem vir com a marcação simples 47 e 100. As letras estão relacionadas com a tolerância.

Figura 2 – Modo de gravação de valores em capacitores SMD (e outros componentes também) Mesmo

Figura 3 Marcação de capacitores cerâmicos com valores em picofarads.

Mas, o profissional deve estar atento para o caso em que os três dígitos não indicam o valor direto do componente, mas sim o valor dado por um código que, de certa forma lembra o código usado para os resistores. Nesse código, os dois primeiro dígitos fornecem o valor ou mantissa da capacitância, enquanto que o terceiro fornece o multiplicador ou número de zeros que deve ser acrescentado à mantissa para se obter a capacitância. Assim, conforme mostra a figura 4, um capacitor com a marcação 223 é de 22 + 000 pF ou 22 nF. Um capacitor de 101 é de 10 + 0 = 100 pF.

Figura 2 – Modo de gravação de valores em capacitores SMD (e outros componentes também) Mesmo

Figura 4 Capacitores com valores dados pelo código de 3 dígitos.

A tabela abaixo dá os valores dos multiplicadores para o terceiro dígito dos códigos de capacitores (em pF)

Tabela

Terceiro

 

digito

Multiplicador

0

1

1

10

2

100

3

1,000

4

10,000

5

100,000

6

não

 

usado

7

não

 

usado

8

.01

9

.1

Por exemplo, um capacitor com a marcação 473 é de 47 + 000 = 47 000 pF ou 47 nF.

Em alguns casos, o leitor pode ficar confusão se um código de tolerância for acrescentado a essa marcação. Por exemplo, um capacitor com a marcação 223J é um capacitor de 22 nF (22 + 000 pF) com +/- 5% de tolerância. A tabela com o código de tolerâncias é dada a seguir.

Tabela:

Letra

Tolerância

B

+/- 0.10%

C

+/- 0.25%

D

+/- 0.5%

E

+/- 0.5%

F

+/- 1%

G

+/- 2%

H

+/- 3%

J

+/- 5%

K

+/- 10%

M

+/- 20%

N

+/- 0.05%

P

+100% ,-0%

Z

+80%, -20%

Um código que causa alguma confusão é o formato por letra número - letra, como Z5U. Um capacitor com a marcação 103 Z5U é um capacitor de 10 000 pF ou 10 nF indicado para temperaturas na faixa de -10º C a +85º C e uma tolerância de +22% e - 56%. A tabela abaixo mostra como ler esse código adicional.

 

Código do Dielétrico

 

Primeiro

Limite

Segundo

Limite

Terceiro

Variação máxima de capacitância na

símbolo

inferior de

símbolo

superior de

Símbolo

faixa de

(letra)

temperatura

(numero)

temperatura

(letra)

temperaturas

Z

+10º C

 

+45º C

  • 2 A

 

+1.0%

Y

-30º C

 

+65º C

  • 4 B

 

+/- 1.5%

X

-55º C

  • 5 +85º C

 

C

+/- 2.2%

   
  • 6 +105º C

 

D

+/- 3.3%

     

+125º C

  • 7 E

 

+/- 4.7%

       

F

+/- 7.5%

       

P

+/- 10.0%

       

R

+/- 15.0%

       

S

+/- 22.0%

       

T

+22%, -33%

       

U

+22%, -56%

       

V

+22%, -82%

Capacitores antigos como da série “zebrinha” que ainda podem ser encontrados em

equipamentos mais antigos, usam um código de faixas coloridas. Nesses capacitores a leitura é feita como no caso de resistores, sendo a quarta faixa a tensão de trabalho e a última faixa a tolerância onde: marrom significa 1% e vermelho 2%, preto 20% e branco 10%. Existem ainda outros padrões que podem eventualmente se usados na marcação de capacitores. O primeiro é o padrão EIA que facilmente é identificado por começa com a letra R. Um exemplo é dado a seguir:

R DM 15 F 271(R) J 5 O (C)

Esse código significa o seguinte:

R

Indica que é o código EIA

DM

Indica um invólucro dipped case, CM indicaria um invólucro moldado

15

Tamanho do invólucro

F

Característica conforme tabela dada a seguir

271R

O R is a vírgula decimal quando usado (nem sempre) os dois primeiros dígitos formam a mantissa da capacitância e o terceiro o multiplicador. O capacitor é de

270pF.

J

É a tolerância, conforme a tabela que já demos. No caso J significa 5%.

5

Á tensão DC de trabalho em centenas de volts (EIA somente) No caso 500V

O

É a faixa de temperaturas, da tabela correspondente já dada

C

Diz como são os terminais. Crimpados nesse caso. Um S indica que são diretos.

A seguir temos um exemplo de código militar:

CM 15 B D 152 K N 3

CM

DM é um invólucro dipped e CM seria moldado

15

É o código de tamanhos

B

Trata-se do desvio de capacitância com a temperatura

D

Tensão segundo código dado mais adiante na tabela

152

Indica que a capacitância é 1 500pF

K

Tolerância: 10%, conforme tabela

N

Faixa de temperaturas conforme tabela

3

Grau de vibração 3 20G de 10 a 2,000 Hz por 12 horas (1 é 10G de 10 a 55 Hz por 4.5 horas)

 

Tabela de Características

EIA ou MIL Código de

Máximo desvio de

Coeficiente para a faixa de

Característica

capacitância

temperaturas máxima

B

Não especificado

Não especificado

C

+/-(0.5% + 0.1pF)

+/- 200 ppm/ƒC

D

+/-(0.3% + 0.1pF)

+/- 100 ppm/ƒC

E

+/-(0.1% + 0.1pF)

-20 to +100 ppm/ƒC

F

+/-(0.05% + 0.1pF)

0 to +70 ppm/ƒC

Faixa de Temperaturas

M

-55 to 70 ƒC

N

-55 to 85 ƒC

O

-55 to 125 ƒC

P

-55 to 150 ƒC

Código Militar de Tensões (V)

A

100

B

250

C

300

D

500

E

600

F

  • 1 000

G

  • 1 200

H

  • 1 500

J

  • 2 000

K

  • 2 500

L

  • 3 000

M

  • 4 000

N

  • 5 000

P

  • 6 000

Q

  • 8 000

R

  • 10 000

S

  • 12 000

T

  • 15 000

U

  • 20 000

V

  • 25 000

W

  • 30 000

X

  • 35 000

Capacitores Para Montagem em Superfície (SMD)

Devemos observar que a maioria dos fabricantes de componentes costuma marcar os seus capacitores, se bem que existam alguns que os deixam sem marcas, já que são utilizados por máquinas e por isso basta que o rolo em que eles estão (normalmente) seja identificado.

No código mais comum temos três símbolos, sendo os dois primeiros a mantissa e último o multiplicador, sempre em picofarads, da mesma forma que nos capacitores cerâmicos. A tabela abaixo dá alguns exemplos:

Marca

 

Valor

152

1500 pF / 1,5 nF

124

120000

pF / 120 nF

221

220 pF

104

100000

pF / 100 nF / 0.1 uF

Existe também um sistema que faz uso de dois símbolos, sendo mais comum para os capacitores. Nesse código, o primeiro símbolo é uma letra que indica o valor, segundo uma tabela e o segundo é o multiplicador, sempre obtendo-se o valor final em pico farads.

Para o primeiro símbolo temos a seguinte tabela:

A 1.0 J 2.2 S 4.7 a 2.5 B 1.1 K 2.4 T 5.1 b 3.5
A
1.0
J
2.2
S
4.7
a
2.5
B
1.1
K
2.4
T
5.1
b
3.5
C
1.2
L 2.7
U
5.6
d
4.0
D
1.3
M 3.0
V
6.2
e
4.5
E
1.5
N
3.3
W
6.8
f
5.0
F
1.6
P
3.6
X
7.5
m 6.0
G
1.8
Q
3.9
Y
8.2
n
7.0
H
2.0
R
4.3
Z
9.1
t
8.0
y
9.0

A tabela abaixo indica os multiplicadores:

  • 0 = x1

    • 1 = x10

    • 2 = x100

    • 3 = x1000

    • 4 = x10000, etc.

Os capacitores eletrolíticos de alumínio SMD usam três símbolos no seu código de identificação, sendo dois números para a capacitância e uma letra para a tensão de trabalho. A letra pode ser intercalada ao número, substituindo a vírgula decimal.

O código para as tensões é o seguinte:

C

= 6.3 V

D

= 10 V

E = 16 V F = 25 V G = 40 V H = 63 V

Por exemplo, F33 indica um capacitor de 33 uF x 25 V. 4E7 indica um capacitor de 4,7 uF x 16 V.

 

Conclusão

Muitos códigos, diferentes para cada componente trazem enormes problemas aos profissionais que precisam fazer a manutenção de um equipamento. Ter esses códigos à

mão para consulta é algo fundamental para um trabalho feito com rapidez e precisão. Veja no nosso almanaque diversas tabelas de leitura de código de capacitores e conversão de unidades de capacitância que podem ajudar a sanar as dificuldades que eventualmente os leitores ainda tenham.