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ADP - ASS OCIAÇÃO DOS DESIGNERS DE PRODUT O No uso de suas atribuições p

ADP - ASS OCIAÇÃO DOS DESIGNERS DE PRODUT O

No uso de suas atribuições p revistas no artigo 3º do Estatuto da A ssociação dos Designers de Produto - ADP, o Conselho de Ética Profissional apre senta o seguinte

Código de Ética Profissional, o qual deverá ser observado pelos as sociados, em toda

a sua atuação profissional.

Aprovado em Assembleia Ge ral realizada dia 08 de dezembro de 2 004.

Objetivos e princípios

Art. 1 - O Código de Ética Pr ofissional da ADP tem como objetivo in dicar normas de

conduta que aprimorem a q ualidade do desempenho da profissão

produto, conforme definição apresentada no artigo 2. É voltado ao s associados da ADP, regulando suas relaçõe s com a classe, empregadores, cliente s, fornecedores, empregados e sociedade civ il, proporcionando, assim, uma melhor ia na qualidade dos serviços prestados pela classe, o incremento na competitivida de leal e ética entre seus associados, tend o como fim último a melhoria da qualid ade de vida e a proteção do meio ambiente.

do designer de

Art. 2 - As relações entre os associados devem se pautar por princ ípios de moralidade, de ética profissi onal, de respeito às regras de concorr ência leal e à legislação vigente aplicável à matéria, respeitando os preceitos da Propriedade Intelectual (Propriedade Ind ustrial e Direito Autoral) e das norma s técnicas nacionais e internacionais, r esguardando os interesses dos cliente s e empregadores sem prejuízo da dignidade p rofissional e dos interesses maiores d a sociedade (Código de Defesa do Consu midor).

Definições

Art. 3 - Para efeito deste cód igo, adota-se a definição de design ut ilizada pelo Conselho Internacional de S ociedades de Desenho Industrial - ICS ID, disponível no site www.icsid.org

"Missão - Design é uma ativi dade criativa cuja finalidade é estabel ecer as qualidades multifacetadas de objetos, p rocessos, serviços e seus sistemas, co mpreendendo todo

seu ciclo de vida. Portanto,

tecnologias e o fator crucial para o intercâmbio econômico e cultu ral.

design é o fator central da humanizaçã o inovadora de

Tarefas - O design procura i dentificar e avaliar relações estruturai s, organizacionais, funcionais, expressivas e ec onômicas, visando:

- ampliar a sustentabilidade global e a proteção ambiental (ética g lobal);

- oferecer benefícios e liberd ade para a comunidade humana como um todo, usuários

finais individuais e coletivos , protagonistas da indústria e comérci o (ética social);

- apoiar a diversidade cultur al, apesar da globalização do mundo ( ética cultural);

- dar aos produtos, serviços e sistemas, formas que expressem (se miologia) e sejam coerentes com (estética) su a própria complexidade.

O design diz respeito a prod utos, serviços e sistemas concebidos a partir de

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ferramentas, organizações e quando produzidos por meio de processos seriados. O adjetivo "in dustrial" associado

ferramentas, organizações e

quando produzidos por meio de processos seriados. O adjetivo "in dustrial" associado

ao design deve relacionar-se

produtivo, ou em seu sentid o mais antigo de "atividade engenhosa , habilidosa". Assim, o design é uma ativid ade que envolve um amplo espectro d e profissões nas quais produtos, serviços, gr áfica, interiores e arquitetura, todos pa rticipam. Juntas, essas atividades deveriam a mpliar ainda mais - de forma integrad a com outras profissões relacionadas - o v alor da vida.

lógica introduzidos pela industrializaç ão - não apenas

ao termo indústria, ou no seu sentido

de setor

uma profissão

intelectual, e não simplesme nte oferece um negócio ou presta um serviço para as empresas."

Dessa forma o termo design er se refere a um indivíduo que pratica

Responsabilidades dos asso ciados

São deveres dos associados, entre outros:

- para com clientes e empre gadores

Art. 4 - O designer deve ofer ecer-lhes o melhor de sua capacidade técnica e profissional, procurando con tribuir para a obtenção de máximos b enefícios em decorrência de seu trabalho ;

Art. 5 - O designer deve exe rcer seu trabalho profissional com leal dade, dedicação e honestidade, e com espírito de justiça e eqüidade para com os forn ecedores e contratados;

Par. 1º - No caso de solicitar desligamento de um projeto, o design er deve informar com antecedência ao cliente ou empregador, de maneira a não pre judicar os prazos compromissados;

Art. 6 - O designer deve sem pre, por princípio, manter e garantir t otal sigilo das informações internas privile giadas e as relativas ao projeto em ne gociação ou contratado, conforme os pra zos estabelecidos.

Par. 1º É responsabilidade d o designer assegurar que todos os de sua equipe

estejam comprometidos com

este sigilo

Par. 2º - O tipo de produto a ser projetado ou serviço prestado dev e ser mantido em caráter de exclusividade par a aquele cliente, devendo ser oferecid o ainda, o privilégio de sua utilização e comercialização.

Par 3º - O designer não dev e prestar serviços simultaneamente a d ois ou mais clientes, concorrentes direto s, em projetos de produtos similares, a não ser com a concordância expressa das p artes envolvidas.

Art. 7 - Na qualidade de con sultor, perito ou árbitro independente, o designer deve agir com absoluta imparciali dade, somente expressando a sua opi nião se baseada em conhecimentos adequados e convicção honesta.

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- para com usuários e socied ade em geral Art. 8 - O designer deve

- para com usuários e socied ade em geral

Art. 8 - O designer deve inte ressar-se pelo bem público e direciona r sua capacidade para esse fim, subordinando seu interesse particular ao da socieda de e aplicando seu

conhecimento e ferramentas

resultem em melhoria da qu alidade de vida do cidadão, bem estar geral da sociedade

e progresso do País;

ao seu alcance, para gerar soluções d e design que

Art. 9 - O designer deve con tribuir para o desenvolvimento do Bra sil e valorização de aspectos sociais e identidad es culturais locais.

- para com a proteção ao me io ambiente

Art. 10 -Em termos absoluto s, os interesses das atuais e futuras g erações poderão ser protegidos se o ecossist ema puder ser salvaguardado. Em cons eqüência o, designer associado à ADP de ve adotar os seguintes princípios de g estão ambiental:

Par. 1º Defesa de produtos e

de projeto que orientem o d esenvolvimento de ambientes, produto s, comunicações e

embalagens que minimizem danos à natureza e que sejam seguro s no uso por todos.

serviços seguros. O designer deve es tabelecer critérios

Par. 2º Proteção da biosfera . O designer deve procurar minimizar

qualquer poluente que poss a ameaçar a vida, o ar, a água, ou o pla neta.

a liberação de

Par. 3º Uso sustentável de r ecursos naturais. O designer deve esfo rçar-se afim de especificar processos e mat eriais que sejam o resultado de recurs os naturais sustentáveis ou renováveis, incluindo a proteção da vegetação, do habitat selvagem, dos espaços abertos e da na tureza. O designer compartilhará infor mação que

auxiliará seus pares a fazer a melhor escolha na especificação de processos.

materiais e

Par. 4º Redução do desperdí cio e aumento da reciclagem. O design er deve tentar minimizar o desperdício. Ne ste sentido, deve projetar para a durab ilidade, adaptabilidade, manutenção e a reciclagem do produto.

Par. 5º Uso correto da energ ia. O designer deve escolher fontes de energia ambientalmente seguras e a dotar, sempre que possível, meios de conservação de energia tanto na produção c omo na operação de suas criações

Par. 6º Uso de novas tecnolo gias. O designer deve constantement e avaliar as

possibilidades oferecidas pe las novas tecnologias, e as usar para a plicar novos materiais e processos que e conomizem recursos naturais.

- para com a profissão

Art. 11 - O designer deve tra tar colegas de profissão ou de outras profissões com

cortesia, evitando comentár ios depreciativos ou atitudes injustas colegas;

contra seus

Art. 12 - O designer deve re speitar sempre os legítimos interesses de outros profissionais;

Par. 1º - O designer pode su bstituir profissional ou empresa de de sign, revisando ou

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corrigindo seu trabalho, ape nas em relação de trabalho já encerra da, com seu prévio

corrigindo seu trabalho, ape nas em relação de trabalho já encerra da, com seu prévio conhecimento e autorização ;

Par. 2º - O designer deve te r sempre em vista o bem-estar e o pro gresso funcional dos seus empregados ou su bordinados e os tratará com retidão, ju stiça e humanidade.

Art. 13 -O designer não deve

desempenhando função dire tiva em entidade representativa da ca tegoria;

tirar proveito, em benefício próprio, q uando

Art. 14 - O designer deve co operar para o progresso da profissão

intercâmbio de informações sobre seus conhecimentos e tirocínio, contribuindo com trabalho às associações de c lasse, escolas e órgãos de divulgação técnica , científica

e profissional;

mediante o

Art. 15 - Para efeito de divul gação pública ou em currículo, o desig ner não deve reivindicar crédito individua l em projeto no qual participaram outr os designers. O escritório de design, demais participantes de equipes e suas respe ctivas atribuições deverão ser mencionadas.

Honorários / remuneração

Art. 16 - Os honorários profi ssionais devem ser fixados com base n a tabela divulgada pela ADP, atendidos os segu intes aspectos:

Par. 1º - a relevância, o vult o e a complexidade do trabalho a exec utar;

Par. 2º - o tempo e o trabalh o necessários para execução do serviç o;

Par. 3º - a condição econôm ica do cliente e o benefício para ele re sultante do serviço profissional;

Par. 4º - o caráter do serviç o, seja ele avulso, habitual ou permane nte;

Par. 5º - o local da prestaçã o do serviço, tendo em vista o tempo e as condições de deslocamento em relação ao domicílio profissional do associado;

Par. 6º - a competência e re nome dos profissionais envolvidos no

serviço.

Art. 17 - É considerada desle al a prestação de serviços profissiona is gratuitos ou por preços inferiores aos da con corrência, excetuados os casos em qu e o beneficiário seja entidade incapaz de re munerá-los e cujos fins sejam de inegá vel proveito social coletivo.

Art.18 - A divulgação de info rmações privilegiadas, sobre preço e o rçamento de um fornecedor para outro, com o intuito de se obter desconto, caracte riza-se como uma atitude não recomendável e comercialmente desfavorável à conco rrência,

prejudicando toda a cadeia

produtiva e a economia nacional.

Art. 19 - A remuneração da

pagamento, deverão ser com binadas e documentadas prévia e clar amente;

prestação dos serviços de projeto de d esign e a forma de

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Art. 20 - Sendo chamado pa ra opinar ou para avaliar outro designe r, consultor

Art. 20 - Sendo chamado pa ra opinar ou para avaliar outro designe r, consultor ou escritório em um processo d e seleção, o associado não poderá rec eber remuneração alguma daquele candidato o u empresa.

Art. 21 - O designer deve re ceber compensações ou honorários de uma única fonte, pelo mesmo serviço prestad o salvo se, para proceder de modo div erso, tiver havido consentimento de todas as p artes interessadas;

Art. 22 - Será considerada c omo honorário aquela porcentagem so bre todas despesas reembolsadas pelo cliente, a título de taxa de administração, desd e que com seu conhecimento e devidament e contabilizada pelo associado;

Concursos e concorrências

Art. 23 - O designer não dev e participar, a qualquer título, de conc orrência especulativa, promovida por cliente potencial, cujas exigências ate ntem contra princípios éticos estabelecid os neste código, tais como:

Par. 1º - apresentação de pr ojetos cujo pagamento de honorários esteja condicionado somente à apr ovação do mesmo;

Par. 2º - não devolução dos projetos apresentados e não aprovado s.

Art. 24 - O designer organiz ador de concursos e/ou concorrências tem por obrigação pautar-se por critérios pré-e stabelecidos, em todas as suas fases, inclusive

informando aos excluídos os profissional.

reais motivos, de modo a contribuir p ara sua evolução

Da publicidade da sua ativid ade

Art.25 - A publicidade de su a atividade, deve acontecer de maneira

toda e qualquer manifestaçã o que possa comprometer o conceito de colegas.

digna, impedindo de sua profissão ou

Art. 26 - Todas as publicaçõ es ou divulgações relacionadas a sua a tividade devem conter apenas informações f actuais verdadeiras e estar sedimenta das em bases sólidas e éticas, como comp etência, custo e qualidade de um deter minado produto ou serviço.

Art. 27 - O designer pode pe rmitir que seus clientes usem seu nom e para a promoção de artigos/produtos por ele projetados ou serviços por ele forneci dos de uma forma apropriada ao status da prof issão.

Art. 28 - O designer não dev e permitir que seu nome seja associad o a realização de um projeto que tenha sido a lterado pelo cliente, a ponto de não m ais ser, na sua essência, seu trabalho origin al.

Art. 29 - O designer deve pr ocurar difundir os benefícios e as corre tas metodologias de sua atividade profissiona l em qualquer tempo e condição.

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Considerações finais Art. 30 - A falta ou inexistên cia neste Código, de definição ou

Considerações finais

Art. 30 - A falta ou inexistên cia neste Código, de definição ou orien tação sobre questão ética profissional, q ue seja relevante para o exercício da a tividade do associado, será objeto de co nsulta e manifestação do Conselho de Ética Profissional da ADP.

Art. 31 - As infrações a este Código de Ética Profissional serão julg adas pela ADP, ouvidos os membros do Con selho de Ética da entidade.

Art. 32 - Compete privativam ente a ADP, quando necessário, alter ar, adaptar ou modificar as disposições des te Código, bem como editar proviment os destinados a sua efetiva aplicabilidade.

Art. 33 - Este Código de Étic a Profissional entrará em vigor na data

em Assembléia Geral dos as sociados da ADP, obrigando-se todos o s seus associados

a cumprirem com o estabele cido, a partir do momento de sua filiaç ão.

de sua aprovação

São Paulo, 4 de agosto de 2 004

Elaborado por Auresnede Pires Stephan Cyntia Malaguti Freddy Van Camp Nikolas Alexander Savio Chi crala

Documentos de referência

- Código de ética das empre sas de design associadas ao Comitê de Design da Associação Brasileira de Em balagem - ABRE

- Código de ética profissiona l da ADG - Associação dos Designers G ráficos

- Modelo de código de ética profissional do ICSID/ICOGRADA/IFI

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