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Previdência. Fontes de custeio. Segurados.

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Previdência. Fontes de custeio. Segurados.

MATERIAL TEÓRICO

Responsável pelo Conteúdo:

Prof. Claudio Alves da Silva Profa Ms Fernanda Garcez Lopes de Souza

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1. Previdência social Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade

1. Previdência social

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Previdência é o segmento da Seguridade Social, composto de um conjunto de princípios, de regras e de instituições destinados a estabelecer um sistema de proteção social, mediante contribuição, que tem por objetivo proporcionar meios indispensáveis de subsistência ao segurado e a sua família, contra contingências de perda ou redução da sua remuneração, de forma temporária ou permanente, de acordo com a precisão da lei.

A Previdência Social compreende: o Regime Geral de Previdência Social e os Regimes Próprios de Previdência Social dos Servidores Públicos e dos Militares. (art. 6º do Dec. 3.048/99).

Os princípios da Previdência Social estão elencados no artigo 3º da Lei nº 8.212 e no artigo 2º da Lei nº 8.213 e são os seguintes:

a. Universalidade de participação nos planos previdenciários, mediante contribuição;

b. Valor da renda mensal dos benefícios substitutos do salário- de-contribuição ou do rendimento do trabalho do segurado não inferior ao do salário mínimo;

c. Cálculo dos benefícios, considerando-se os salários-de- contribuição, corrigidos monetariamente;

d. Preservação do valor real dos benefícios (§ 4º do art. 201 da CF);

por

e. Previdência

complementar

facultativa,

custeada

contribuição adicional;

f. Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais;

g. Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios;

h. Irredutibilidade do valor dos benefícios de forma preservar- lhes o poder aquisitivo;

i. Caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do governo nos órgãos colegiados;

j. Solidariedade (ativos contribuem para financiar benefícios dos inativos);

k. Contrapartida (não há benefício sem custeio).

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2. Fontes de custeio da previdência social

Fontes de custeio são os meios econômicos e financeiros obtidos e

destinados à concessão e manutenção das prestações da Previdência Social.

As fontes de custeio provêm da comunidade e destinam-se ao consumo de

uma fração dela: os beneficiários.

As fontes de custeio podem ser diretas ou indiretas. São fontes diretas

as contribuições previstas no sistema, cobradas de trabalhadores e

empregadores. São fontes indiretas os impostos que serão utilizados nas

insuficiências financeiras do sistema, sendo pagos por toda a sociedade.

As regras de custeio da Seguridade Social estão delineadas no art. 195

da Constituição e na Lei 8.212/91, além de outras normas esparsas.

São fontes de custeio as seguintes contribuições sociais cuja criação é

de competência da União:

a) dos empregadores, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviços, mesmo sem vínculo empregatício, o faturamento ou a receita e o lucro.

b) do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensões concedidas pelo Regime Geral da Previdência Social;

c) sobre a receita de concursos de prognósticos;

d) do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar.

Além das anteriormente citadas, poderão ser instituídas outras

contribuições, com base na competência residual prevista no § 4º do art. 195,

para a manutenção ou expansão do sistema, desde que a nova fonte de

custeio seja instituída por lei complementar.

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Outras receitas (art. 27 da Lei nº 8.212/91):

As multas (moratórias e por descumprimento de obrigações acessórias), a atualização monetária e os juros moratórios;

A remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados por terceiros (art. 274 do dec. Nº 3.048/99);

As receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou arrendamento de bens;

As demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras;

As doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais;

50% do valor obtido e aplicado na forma do parágrafo único do art. 243 da constituição federal.

2.1 Fontes de custeio do regime jurídico dos servidores públicos federais

Os servidores públicos federais são atualmente regidos pela Lei nº 8.112/90, que também trata de questões previdenciárias.

O custeio das aposentadorias e pensões é de responsabilidade da União

e de seus servidores, os quais contribuem mediante alíquota de 11% sobre a remuneração.

A União, as autarquias e as fundações públicas participam do custeio do

Plano de Seguridade do servidor por meio de contribuição mensal, com recursos do Orçamento Fiscal, de valor idêntico à contribuição de cada servidor; e também por intermédio de recursos adicionais, quando necessários, em montante igual à diferença entre as despesas relativas ao Plano e as receitas provenientes da contribuição dos servidores e a contribuição da União.

A Emenda Constitucional nº 41/03 instituiu teto para os novos servidores

públicos, que é igual ao teto do Regime Geral de Previdência Social. Sem embargo, esse teto somente poderá ser aplicado após a instituição do regime

de previdência complementar para os servidores de cargo efetivo da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

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2.2 Fontes de custeio do regime jurídico dos servidores públicos estaduais e municipais

Se os Estados e Municípios adotarem o Regime da CLT, os servidores contribuirão na forma da Lei nº 8.212/91. Se, no entanto, os servidores estaduais e municipais forem regidos por estatuto, seguirão a regra quanto ao sistema previdenciário que for nele disposto.

O § 1º do art. 149 da Constituição Federal estabelece que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição, cobrada de seus servidores para custeio, em benefício destes, do regime previdenciário do sistema dos servidores públicos, cuja alíquota não será inferior à contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União (atualmente, 11% sobre a remuneração).

2.3 Congressistas

e seu regime previdenciário

Atualmente, deputados e senadores estão subordinados ao regime geral da previdência, se não estiver filiado a outro regime próprio. A letra h do inciso I dos artigos 12 da Lei nº 8.212/91 e 11 da Lei nº 8.213/91 estabelecem que os exercentes de cargo eletivo federal, e estadual ou municipal são considerados como empregados, desde que não estejam vinculados a regime próprio de previdência.

2.4 Militares e seu regime de previdência

Os militares possuem regime próprio de Seguridade Social, consoante o Estatuto dos Militares (Lei n° 6.880, de 09 de dezembro de 1980), a Lei de Remuneração dos Militares (Medida Provisória n° 2.215-10, de 31 de agosto de 2001) e a Lei de Pensões (Lei n°3.765 de 04 de maio de 1960).

Todos os militares da União (da ativa e inativos) contribuem, mensalmente, com 7,5% para a pensão militar e com até 3,5% para a assistência médico-hospitalar, sobre os seus proventos, sendo que é previsto o ressarcimento, pelo militar, do valor correspondente a 20% dos procedimentos médicos, dentísticos e hospitalares por ele realizado, de maneira que o sistema de saúde é autosustentado por meio da participação dos próprios usuários.

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INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

1)

Não incide contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo Regime

2)

Geral da Previdência Social; As contribuições para a Seguridade Social previstas nos incisos I a IV da

3)

Constituição Federal podem ser instituídas por lei ordinária; É entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal que a contribuição para

Seguridade pode sim ter fato gerador ou base de cálculo de outro imposto já existente, podendo ser também cumulativa;

a

4)

Servidor federal, estadual ou municipal com regime próprio ou o militar que venha

a

exercer, concomitantemente, uma ou mais atividades abrangidas pelo Regime

Geral da Previdência Social, torna-se segurado obrigatório em relação a essas atividades.

3.

seguridade social

Teorias

sobre

a

natureza

jurídica

da

contribuição

à

Diversas são as teorias que tentam explicar a natureza jurídica da contribuição para a seguridade social, isto é, o que representa, para o direito, a contribuição para a seguridade.

Vejamos as teorias e as respectivas críticas e, num momento posterior, as posições predominantes na doutrina e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal:

3.1 Teoria do prêmio seguro A natureza jurídica da contribuição à seguridade Social se equipara, segundo essa teoria, ao prêmio pago pelo beneficiário às companhias seguradoras. Poderia ser chamado de prêmio de seguro de direito público, em face da obrigatoriedade da contribuição que é efetuada em benefício dos segurados, atendendo ao regime jurídico de custeio do sistema da Seguridade Social.

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custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui CRÍTICA: a ideia de prêmio de Seguro

CRÍTICA: a ideia de prêmio de Seguro não se assemelha à Seguridade Social, pois esta tem por objetivo amparar as pessoas que estejam em situação de necessidade. Além disso, a Seguridade Social tem por objetivo distribuir renda. Acrescente-se, ainda, que a contribuição para a Seguridade Social pertence ao direito público, é compulsória e independe da vontade do particular.

3.2 Teoria do Salário Diferido

Para a Teoria do Salário Diferido, a contribuição para a Seguridade

Social seria um salário diferido, porque o benefício resultante não seria pago

imediatamente ao trabalhador. Seria um salário adquirido no presente a ser

utilizado no futuro, uma poupança diferida, uma forma de pecúlio.

3.3 Teoria do salário atual

CRÍTICA: A crítica a esta teoria consiste no fato de que inexiste uma relação de direito privado para o pagamento da contribuição. A relação é de direito público, incidindo a contribuição por imposição da lei. Também não se trata de salário, pois o órgão pagador é o INSS, não um empregador. Ademais, o valor a ser percebido, por exemplo, na aposentadoria, não terá necessariamente o

mesmo valor do contrato de trabalho sobre o qual se deu a contribuição.

Consoante esta teoria, a contraprestação pela realização do trabalho se

dá mediante o pagamento de duas quotas: uma entregue diretamente ao

operário, como retribuição pelos serviços prestados, outra destinada aos fins

da seguridade social. Essa quota visa a assegurar uma existência digna para a

garantia da satisfação de necessidades futuras, determinadas pela ocorrência

de certos eventos que venham a prejudicar a renda pessoal.

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3.4 Teoria fiscal Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade

3.4 Teoria fiscal

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custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui CRÍTICA: Critica-se esta teoria sob o entendimento

CRÍTICA: Critica-se esta teoria sob o entendimento de que não há atualidade em tal salário, nem este é pago diretamente pelo empregador. Não pode o referido salário ser exigido de imediato, apenas se atendidas determinadas condições especificadas em lei.

A contribuição à seguridade social é uma obrigação tributária, uma prestação pecuniária compulsória paga ao ente público, com a finalidade de constituir um fundo econômico para o financiamento do serviço público. Portanto, a contribuição para a Seguridade Social é um tributo.

3.5 Teoria parafiscal

CRÍTICA: a contribuição não se

enquadraria em nenhuma das espécies de

tributo (não é imposto, não é taxa, nem

contribuição de melhoria).

Contribuição parafiscal é aquela que se destina a sustentar encargos do Estado que não lhe seriam próprios. A contribuição para a Seguridade Social seria parafiscal, porque se destinaria a custear uma necessidade social da comunidade, qual seja o futuro benefício previdenciário.

comunidade, qual seja o futuro benefício previdenciário. CRÍTICA: o fato do sujeito ativo não ser a

CRÍTICA: o fato do sujeito ativo não ser a própria entidade estatal, mas outra pessoa especificada por lei (INSS), que arrecada a contribuição não alteraria sua natureza de tributo.

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Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui 3.6 Teoria
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3.6 Teoria da exação ‘sui generis’

A Contribuição à Seguridade Social nada tem a ver com o Direito Tributário, não é tributo nem contribuição parafiscal, mas sim uma imposição estatal atípica, uma determinação legal, cogente, prevista na Constituição e na legislação ordinária. Não sendo tributo, seria uma exação sui generis, uma exigência compulsória com previsão legal.

POSIÇÃO EM NÍVEL JURISPRUDENCIAL - A orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a contribuição para a Seguridade Social é modalidade de tributo que não se enquadra na espécie de imposto, taxa ou contribuição de melhoria.

POSIÇÃO PREDOMINANTE DA DOUTRINA - As contribuições para a Seguridade Social possuem natureza jurídica tributária, estando sujeitas a regime constitucional peculiar aos tributos, salvo o princípio da anterioridade clássico, pois essas contribuições se subordinam ao princípio da anterioridade nonagesimal, previsto no art. 195, § 6º da Constituição Federal.

4. Segurados do RGPS

4.1 Segurados

O conceito de segurado DEVE compreender:

a) aqueles que exercem atividade remunerada, tanto efetiva, diária (trabalhador

empregado), como ocasional (trabalhador eventual). Para ser segurado, o trabalhador poderá ou não ter vínculo empregatício;

b) aqueles que já exerceram atividade remunerada (os aposentados) e os que

não mais estão exercendo (desempregados);

c) aqueles que não exercem atividade remunerada, como o estudante e a dona

de casa e, todavia, contribuem para o sistema.

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Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui Segurado pode
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Segurado pode ser definido como sendo a pessoa física que exerce, já exerceu ou não exerce atividade remunerada, efetiva ou eventual, com ou sem vínculo empregatício, bem como o que não exerce atividade remunerada, porém contribui para a Previdência Social.

Sobre a questão da idade de filiação, é imperioso ressaltar que o Brasil ratificou a Convenção 138 da OIT, pelo Decreto Legislativo 179, de 14/12/99; e o Decreto nº 4.134/02 aprovou o texto, em que consta idade mínima para admissão a emprego como sendo 16 anos. A condição de aprendiz, a partir dos 14 anos é admitida pela CF/88, sendo que o ECA assegura ao aprendiz maior de 14 anos direitos trabalhistas e previdenciários, sendo assim filiado ao RGPS como segurado empregado.

Logo, para ser segurado, a pessoa deve ser maior de dezesseis anos, ou de quatorze anos, se aprendiz. (art. 7º, XXXIII). Não há idade máxima para a filiação, que pode ocorrer a qualquer tempo.

Impende ressaltar, como já visto na Unidade anterior, que o aposentado que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade pelo Regime Geral da Previdência Social é segurado em relação a essa atividade e deverá realizar as contribuições previstas na Lei nº 8.212, para custeio da Seguridade.

Para adquirir a condição de Segurado, a pessoa deve estar filiada ao Regime Geral da Previdência Social.

FILIAÇÃO é o vínculo que se estabelece entre a previdência social e as pessoas que para ela contribuem, do qual decorrem direitos e obrigações. No caso dos segurados obrigatórios, que estudaremos mais adiante, a filiação decorre automaticamente do exercício da atividade remunerada abrangida pelo RGPS. A filiação é, portanto, obrigatória, compulsória, independente da vontade do segurado e ocorre automaticamente com o simples exercício da atividade laboral remunerada. É um ato informal.

A filiação do Segurado Facultativo, que estudaremos adiante, decorre da formalização da inscrição por ato de vontade e do pagamento da primeira contribuição, ou seja, para o facultativo, o vínculo com o RGPS não é automático, mas surge apenas com o recolhimento da contribuição previdenciária.

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Destaque-se que a qualidade de segurado, portanto, é condição necessária, porém insuficiente, para a obtenção dos benefícios previdenciários. Ele há de estar inscrito, realizando as contribuições mensais e há de cumprir o período de carência estipulado em lei para obter os citados benefícios.

É mister que fique claro a distinção entre os institutos jurídicos da inscrição e da filiação. Da filiação, como vimos, resulta a condição de segurado, surgindo o vínculo entre a Previdência e o cidadão. A inscrição do segurado no ente previdenciário, por seu turno, é ato formal pelo qual o beneficiário é cadastrado no RGPS, mediante comprovação dos dados pessoais e de outros elementos necessários e úteis a sua caracterização. É a apresentação do segurado perante o segurador, qualificando-se. Por intermédio da inscrição se individualiza a pessoa que terá direito à proteção previdenciária e a pessoa que é devedora da contribuição previdenciária.

Consoante o art. 18 do Decreto nº 3.048/99, a inscrição do segurado obrigatório se dá da seguinte maneira:

Empregado/ Trabalhador avulso

Pelo preenchimento dos documentos que os habilitem ao exercício da atividade, formalizado pelo contrato de trabalho, no caso de empregado, e pelo cadastramento e registro no sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra, no caso de trabalhador avulso.

Empregado doméstico

Pela apresentação de documento que comprove a existência de contrato de trabalho.

Contribuinte individual

Pela apresentação de documento que caracterize a sua condição ou o exercício de atividade profissional, liberal ou não. Ex: inscrição na OAB.

Segurado especial

Pela apresentação de documento que comprove o exercício de atividade rural.

Facultativo

Pela apresentação de documento de identidade e declaração expressa de que não exerce atividade que o enquadre na categoria de segurado obrigatório.

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DESTAQUE Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui Informações

DESTAQUE

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Informações importantes:

1)

Se o segurado exerce mais de uma atividade remunerada sujeita ao RGPS, concomitantemente, será obrigatoriamente inscrito em relação a cada uma delas;

2)

A anotação em CTPS vale para todos os efeitos como prova de filiação à Previdência Social, em relação ao contrato de trabalho, tempo de serviço e salário-de-contribuição. Trata-se, todavia, de presunção relativa;

3)

Presentes os pressupostos da filiação, admite-se a inscrição após a morte do segurado especial.

4.1.1 Manutenção e perda da qualidade de segurado

A participação nos planos previdenciários depende de contribuição, mas,

sob determinadas circunstâncias, o segurado continua fazendo jus às

prestações do RGPS, ainda que não contribua. É o denominado período de

graça. O art. 13 do Dec. nº 3.048/99 estipula os seguintes períodos de graça,

independentemente de contribuições:

Prazo

Circunstância

 

Sem

limite

de

Estar no gozo de benefício previdenciário (durante o

prazo

gozo de benefício previdenciário o segurado não

contribui, salvo o benefício da licença maternidade).

Até 12 meses

 

Da cessação de benefício por incapacidade ou após a

 

cessação das contribuições, o segurado que deixar de

exercer atividade remunerada abrangida pela

Previdência Social ou estiver suspenso ou licenciado

sem remuneração.

 

Até 3 meses

 

Licenciamento do segurado incorporado às Forças

 

Armadas para prestar serviço militar.

 

Até 6 meses

 

Da

cessação

das

contribuições

para

o

segurado

 

facultativo.

 

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Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui Os períodos
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Os períodos de graça podem ser maiores conforme a contribuição do Segurado. Assim:

a) Será de até 24 meses o período de graça para o trabalhador que tiver pago mais de 120 contribuições sem interrupção, a contar da cessação de benefício por incapacidade ou após a cessação das contribuições, o segurado que deixar de exercer atividade remunerada abrangida pela Previdência Social ou estiver suspenso ou licenciado sem remuneração;

b) Será de até 24 meses o período de graça para o segurado desempregado, desde que comprovada essa situação por registro no órgão próprio do Ministério do Trabalho e Emprego, a contar da cessação de benefício por incapacidade ou após a cessação das contribuições, o segurado que deixar de exercer atividade remunerada abrangida pela Previdência Social ou estiver suspenso ou licenciado sem remuneração.

c) Será de até 36 meses o período de graça para o trabalhador que tiver pago mais de 120 contribuições sem interrupção, a contar da cessação de benefício por incapacidade ou após a cessação das contribuições, o segurado que deixar de exercer atividade remunerada abrangida pela Previdência Social ou estiver suspenso ou licenciado sem remuneração e estiver desempregado.

Obs.: A extensão do prazo de graça para 24 ou 36 meses somente ocorre em adição ao período básico de até 12 meses. Trata-se, portanto de uma prorrogação por mais doze meses, no caso de desempregado ou de segurado que tenha realizado mais de 120 contribuições mensais interruptas sem perda da qualidade de segurado; e o prazo de 36 meses corresponde a uma segunda prorrogação de 12 meses ao segurado que tenha realizado mais de 120 contribuições mensais interruptas sem perda da qualidade de segurado e esteja desempregado.

No caso de o segurado vir a ser preso, é suspenso o período de graça por tantos anos quantos forem os de prisão e, após a soltura, mais os que restarem até 12 meses, subtraindo os períodos não contributivos em razão de fuga.

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Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui Expirados os
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Expirados os prazos anteriormente mencionados sem que a pessoa volte a contribuir ocorre a perda da qualidade de segurado. A perda da qualidade de segurado importa em caducidade dos direitos inerentes a essa qualidade, ocorrendo a extinção da relação jurídica com o INSS, não fazendo mais jus ao benefício.

Todavia, a perda da qualidade de segurado não prejudica o direito à aposentadoria para cuja concessão tenham sido preenchidos todos os requisitos; não é considerada para a concessão das aposentadorias por tempo de contribuição especial e nem será considerada para a concessão de aposentadoria por idade desde que o segurado conte com, no mínimo o tempo de contribuição correspondente ao exigido para efeito de carência na data do requerimento do benefício.

4.2 Classificação dos segurados

Podemos dividir os Segurados em quatro grupos:

Segurados obrigatórios comuns

Empregado, empregado doméstico e o trabalhador avulso.

Segurados obrigatórios individuais

Autônomos, eventuais e empresários.

Segurados obrigatórios especiais

Produtor rural.

Segurados facultativos

Donas de casa ou estudante.

Passemos ao estudo de cada um dos grupos de segurados:

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Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui 4.2.1 Segurados
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4.2.1 Segurados obrigatórios comuns 4.2.1.1 Empregado

Trata-se da pessoa física que presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter não eventual e subordinada as ordens de um empregador. São características do segurado empregado a pessoalidade (a relação de emprego é relação jurídica de direito pessoal, assim o trabalho somente pode ser realizado pelo próprio empregado, salvo casos excepcionais com a anuência do empregador); não-eventualidade (é considerado empregado aquele que presta serviço de natureza permanente, necessária à continuidade da atividade empresarial); subordinação (refere-se ao direito do empregador de dirigir, fiscalizar e ordenar da forma que melhor lhe convier os serviços contratados) e onerosidade (o empregador recebe a prestação de serviços por parte do empregado e, em contrapartida, deve pagar pelos serviços que recebeu do empregado).

São considerados empregados para fins previdenciários e segurados obrigatórios:

Empregado urbano

é aquele que presta serviço de

natureza

urbana (secretária,

administrador

de

empresas,

advogado, etc.).

Empregado Rural

pessoa física que, em propriedade rural ou prédio rústico, presta serviços com continuidade a empregador rural mediante dependência e salário (vide Lei nº

5.889/73.).

Diretor Empregado

pessoa que, exercendo a função de diretor na empresa, continua tendo subordinação ao empregador; aquele que, participando ou não do risco econômico do empreendimento, seja contratado ou promovido para cargo de direção das sociedades anônimas, mantendo as características inerentes à relação de emprego.

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Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui Trabalhador Temporário
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Unidade:
Previdência. Fontes de custeio. Segurados.
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Trabalhador Temporário

o contratado por empresa de trabalho temporário, por prazo não superior a três meses, prorrogável, presta serviço para atender a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviço de outras empresas, na forma da legislação própria (vide Lei nº 6.019/74).

O

brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado

Ex: Juan, economista, argentino, domiciliado em Florianópolis, é contratado, em São Paulo, pelo Banco Itaú para ser gerente de agência recém inaugurada em Bogotá.

no

Brasil para trabalhar como empregado no exterior,

em

sucursal ou agência de empresa constituída sob as

leis brasileiras e que tenha sede e administração no País. Ou o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior com maioria do capital votante pertencente a empresa constituída sob

as

leis brasileiras, que tenha sede e administração no

 

País e cujo controle efetivo esteja em caráter permanente sob a titularidade direta ou indireta de pessoas físicas domiciliadas e residentes no País ou

de

entidade de direito público interno.

Aquele que presta serviço no Brasil à missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos o não-brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular .

Ex: Empregados de consulados de outros países no Brasil.

O

brasileiro, exceto militar, que trabalha para a União

Ex: Representante brasileiro na

no

exterior, em organismos oficiais internacionais dos

ONU

a

serviço do Governo

quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá

Federal.

domiciliado e contratado, salvo se amparado por regime próprio de previdência social.

O

brasileiro civil que presta serviços à União no

Ex: Empregados de consulados brasileiros no exterior. OBS:

exterior, em repartições governamentais brasileiras, lá

domiciliado e contratado, inclusive o auxiliar local de que trata a Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, este desde que, em razão de proibição legal, não possa filiar-se ao sistema previdenciário local.

auxiliares locais de nacionalidade estrangeira não são cobertos pelo RGPS

O

bolsista e o estagiário que prestam serviços à

Ex: aluno de história que atua como estagiário em caixa de banco

empresa, em desacordo com o artigo 3º da Lei 11.788,

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Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui de 25
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Previdência. Fontes de custeio. Segurados.
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de

25 Set 08.

 

OBS: A nova lei de Estágio prevê que não haverá vínculo de emprego nem encargos sociais, trabalhistas e Previdenciários se observados seguintes requisitos:

1) matrícula e frequência regular do educando em curso de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e nos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos e atestados pela instituição de ensino; 2) celebração de termo de compromisso entre o educando, a parte concedente do estágio e a instituição de ensino; 3) compatibilidade entre as atividades do estágio e aquelas previstas no termo de compromisso. O estágio, ainda deverá ter acompanhamento do professor orientador da instituição de ensino e por supervisor da parte concedente.

O

servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em

Ex: Assessores de deputados e senadores, ocupantes de cargos comissionados. OBS: Se o comissionado já for segurado de outro regime previdenciário, não será segurado obrigatório.

comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração (Vide Lei nº 8.647/93).

O

servidor ocupante de cargo efetivo, desde que,

Ex: Servidor de uma prefeitura que não instituiu regime próprio de Previdência, que garanta aposentadoria e pensão;

nessa qualidade, não esteja amparado por regime

próprio de previdência social.

O

servidor contratado por tempo determinado, para

Ex: pessoa contratada para combate a epidemias.

atender a necessidade temporária de excepcional interesse público, nos termos do inciso IX do art. 37 da

 

O

escrevente e o auxiliar contratados por titular de

(OBS:

notários

e

oficiais

de

serviços notariais e de registro a partir de 21 de novembro de 1994, bem como aquele que optou pelo Regime Geral de Previdência Social, em conformidade com a Lei nº 8.935, de 18 de novembro de 1994.

registro

são

contribuintes

individuais).

O

exercente de mandato eletivo federal, estadual ou

 

municipal, desde que não vinculado a regime próprio

de

previdência social.

O

empregado de organismo oficial internacional ou

Ex: empregado da UNICEF, caso não esteja coberto por regime próprio de previdência social.

estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo quando

coberto por regime próprio de previdência social

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4.2.1.2 Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui Empregado

4.2.1.2

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Previdência. Fontes de custeio. Segurados.
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Empregado doméstico

É aquele que presta serviço de natureza contínua e de finalidade não

lucrativa à pessoa ou à família no âmbito residencial destas. Descaracteriza a condição de empregado doméstico, por exemplo, o fato de a empregada produzir doces caseiros para serem vendidos em lojas e feiras.

A caracterização do empregado doméstico depende que sua atividade

seja contínua, não esporádica ou eventual.

São empregados domésticos o caseiro, a enfermeira, o jardineiro, o mordomo e o motorista particular, desde que trabalhem para uma família.

4.2.1.3 Trabalhador Avulso

É aquele que, sindicalizado ou não, presta serviços de natureza urbana

ou rural, sem vínculo empregatício, a diversas empresas, com intermediação

obrigatória do sindicato da categoria ou órgão gestor de mão-de-obra.

O que caracteriza um trabalhador avulso: (a) curta duração dos serviços

prestados; (b) remuneração paga por meio de rateio procedido pelo sindicato;

(c) intermediação da mão-de-obra por meio de sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra OGMO; (d) possibilidade de prestação de serviços a mais de uma empresa; (e) inexistência de vínculo, quer com a empresa, quer com o sindicato ou OGMO.

São exemplos de trabalhadores avulsos: o trabalhador que exerce atividade portuária de capatazia, estiva, conferência e conserto de carga; o trabalhador de estiva de mercadorias de qualquer natureza, inclusive carvão e minério; o trabalhador em alvarenga; o guidasteiro; o prático de barra em portos; o amarrador de embarcação; o ensacador de café, cacau, sal e similares; o trabalhador na indústria de extração de sal; o carregador de bagagem em porto; o classificador, o movimentador e o empacotador de mercadoria e outros assim classificados pelo Ministério do Trabalho.

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Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui 4.2.2 Contribuintes
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4.2.2 Contribuintes individuais

É a pessoa física que recolhe individualmente suas contribuições. Estão previstos no art. 12, V da Lei nº 8.212/91 dentre os quais:

a) A pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade agropecuária, a qualquer título, em caráter permanente ou temporário, em área superior a 4 (quatro) módulos fiscais; ou, quando em área igual ou inferior a 4 (quatro) módulos fiscais ou atividade pesqueira, com auxílio de empregados ou por intermédio de prepostos; ou ainda nas hipóteses dos §§ 10 e 11 do art. 12 da Lei nº 8.212/91; (Lei nº 11.718, 20.06.08).

b) A pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de extração mineral - garimpo, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de prepostos, com ou sem o auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda que de forma não contínua

c) O ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa.

d) O brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social.

e) quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego (trabalhador eventual).

f) a pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não. (trabalhador autônomo)

g) O titular de firma individual urbana ou rural, o diretor não empregado e o membro de conselho de administração de sociedade anônima, o sócio solidário, o sócio de indústria, o sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração decorrente de seu trabalho em empresa urbana ou rural, e o associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem como o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que recebam remuneração.

Encontramos, na Doutrina, para fins didáticos, a divisão dos segurados obrigatórios individuais em autônomos, eventuais e empresários.

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Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui Autônomo é
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Autônomo é a pessoa física que exerce por conta própria atividade econômica remunerada de natureza urbana, com fins lucrativos ou não. (alínea „h‟ do inciso V do art. 12 da Lei nº 8.212).

Apesar da definição da lei falar em “atividade de natureza urbana”, estão também abrangidas atividades rurais. Por exemplo, o veterinário, o engenheiro agrônomo conquanto exerçam suas atividades muitas vezes no meio rural, não deixam de ser profissionais liberais do mesmo modo que o advogado, o contador ou o dentista e, como estes, são considerados autônomos para fins previdenciários.

O trabalhador autônomo exerce atividade de natureza habitual para o

tomador de serviços e não vez ou outra.

Trabalhador eventual é a pessoa física que presta serviços de natureza urbana ou rural em caráter esporádico a uma ou mais empresas, sem relação de emprego. (alínea „g‟ do inciso V do art. 12 da Lei nº 8.212).

O trabalho prestado é ocasional, fortuito, esporádico. Não é eventual o

trabalho por não se inserir na vida normal da empresa. Exemplo: eletricista que trabalha na indústria automobilística. Esta indústria não vende eletricidade, mas a produção de veículos, o trabalhador que presta serviços com habitualidade, sob dependência e mediante salário, será considerado empregado. Por outro lado, se o eletricista comparece apenas vez ou outra para reparar instalações elétricas está configurada a eventualidade.

Os trabalhadores autônomos e os eventuais estão listado no § 15 do art. 9º do Decreto nº 3.048/99.

Empresário é o segurado contribuinte individual que, em empresa urbana ou rural, exerce a atividade de gestão ou administração. Integra o rol de contribuintes individuais sendo, portanto, segurado obrigatório.

De acordo com o art. 966 do Código Civil, é a pessoa física que executa profissionalmente atividade economicamente organizada visando à produção de bens ou serviços para o mercado, com finalidade de lucro.

São considerados empresários: o diretor não-empregado; o membro de Conselho de Administração na Sociedade Anônima; todos os sócios na

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Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui sociedade em
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sociedade em nome coletivo e na sociedade de capital e indústria; o sócio-

gerente e o sócio cotista que recebem remuneração decorrente de seu trabalho

e o administrador não-empregado na sociedade limitada; e o síndico ou administrador eleito para direção condominial, desde que recebam remuneração.

4.2.3 Segurados especiais

Considera-se segurado especial o produtor, o meeiro e o arrendatário rurais, o pescador artesanal e seus assemelhados, que exercem atividades individualmente ou em regime de economia familiar, com ou sem auxílio eventual de terceiros, mas sem empregados permanentes, bem como seus

respectivos cônjuges ou companheiros e filhos maiores de 16 anos de idade ou

a eles equiparados, desde que trabalhem comprovadamente com o grupo familiar respectivo.

Em resumo, o pequeno produtor rural,

que explore atividade agropecuária em área de até 4 (quatro) módulos fiscais ou atividade de seringueiro ou extrativista vegetal que exerça suas atividades nos termos do inciso XII do caput do art. 2° da Lei n° 9.985, de 18 de julho de 2000, e faça dessas atividades o principal meio de vida. Também é segurado especial o pescador artesanal.

A contribuição para a seguridade social do Segurado Especial se dá mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei. A base constitucional do segurado especial está no § 8º do art. 195 da CF/88.

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ATENÇÃO: Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui 1)
ATENÇÃO: Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui 1)

ATENÇÃO:

Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui
Unidade:
Previdência. Fontes de custeio. Segurados.
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1) A expressão “regime de economia familiar” Significa a atividade em que o trabalho dos membros da família é indispensável à própria subsistência e ao desenvolvimento socioeconômico do núcleo familiar e é exercido em condições de mútua dependência e colaboração, sem a utilização de empregados permanentes;

2) o grupo familiar poderá utilizar-se de empregados contratados por prazo determinado ou mesmo contribuinte individual, como um tratorista, em épocas de safra, à razão de no máximo 120 (cento e vinte) pessoas/dia por ano civil, em períodos corridos ou intercalados ou, ainda, por tempo equivalente em horas de trabalho. A relação pessoas/dia quer dizer o seguinte: poderá o segurado especial utilizar-se de um empregado por até 120 dias dentro de um mesmo ano civil. Se tiver dois empregados, poderá mantê-los por até 60 dias e assim por diante.

3) o falecimento de um ou ambos os cônjuges não retira do filho maior de 16 anos a condição de segurado especial, desde que permaneça exercendo a atividade individualmente ou em regime de economia familiar;

4) Se um dos membros do grupo familiar possuir outra fonte de rendimento ele não será considerado segurado especial, salvo se dirigente sindical no exercício do mandato se percebe pensão por morte deixada por segurado especial ou se percebe auxílio-acidente, auxílio-reclusão ou pensão por morte em valor inferior ao menor ao benefício de prestação continuada.

4.2.4 Segurado facultativo

É a pessoa física que, não estando em nenhuma das situações que a lei considera como segurado obrigatório, deseja contribuir para a Seguridade Social, desde que maior de 14 anos, segundo a doutrina, ou de 16 anos (segundo o Decreto nº 3.048/99).

Conforme o art. 11 do Decreto nº 3.048 segurados facultativos, entre outros: a dona de casa; o síndico de condomínio não remunerado; o estudante; o brasileiro que acompanha cônjuge que presta serviço no exterior; aquele que deixou de ser segurado obrigatório do RGPS; o membro do Conselho Tutelar do Menor; o presidiário que não exerce atividade remunerada nem esteja vinculado a qualquer regime de previdência social.

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Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui
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custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui ATENÇÃO: 1) é vedado filiar-se como facultativo

ATENÇÃO:

1) é vedado filiar-se como facultativo a pessoa participante de regime próprio, salvo se afastado em licença sem vencimentos e desde que não se permita, nesta condição, contribuição ao respectivo regime jurídico.

2) A filiação do segurado facultativo acontece a partir da inscrição e do primeiro recolhimento da contribuição.

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Anotações Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui Campus

Anotações

Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui
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Referências Unidade: Previdência. Fontes de custeio. Segurados. Unidade: Colocar o nome da unidade aqui CASTRO,

Referências

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Unidade:
Previdência. Fontes de custeio. Segurados.
Unidade: Colocar o nome da unidade aqui

CASTRO, C. A. P.; LAZZARI, J. B. Manual de Direito Previdenciário. 11 ed. São Paulo. Conceito Editorial 2009.

DIAS, E. R.; MACEDO, J. L. M. Curso de Direito Previdenciário. São Paulo. Editora Método 2009.

HORVATH JUNIOR, M. Direito Previdenciário. 7. ed. São Paulo. Quartier Latin. 2008

IBRAHIM, F. Z. Curso de Direito Previdenciário. 14 ed. Rio de Janeiro. Impethus, 2009.

MARTINS, S. P. Direito da Seguridade Social. 12 ed. São Paulo. Atlas, 2011.

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