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2ª Edição - 2011

2ª Edição - 2011 Exame de Suficiência Bacharel em Ciências Contábeis Prova Resolvida e Comentada

Exame de Suficiência

Bacharel em Ciências Contábeis

Prova Resolvida e Comentada

PROVA DO EXAME DE SUFICIÊNCIA 2.2011 RESOLVIDA E COMENTADA BACHAREL EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS

1. Acerca das demonstrações contábeis, julgue os itens abaixo e, em seguida, assinale a opção CORRETA.

I. O recebimento de caixa resultante da venda de Ativo Imobilizado e Intangível é apresentado na Demonstração dos Fluxos de Caixa como atividade operacional.

II. No Balanço Patrimonial, os ativos mantidos com o propósito de serem negociados classificam- se no grupo do Ativo Circulante.

III. Uma empresa que realize uma operação de venda do seu estoque por R$21.000,00, que foi adquirido por R$11.000,00 e que, ainda, tenha incorrido em comissões sobre venda no valor total de R$2.000,00 apresentará na Demonstração do Resultado um Lucro Bruto de R$8.000,00.

Está(ão) certo(s) apenas o(s) item(ns):

a) I e II.

b) II e III.

c) II.

d) III.

CONTABILIDADE GERAL – a elaboração das demonstrações contábeis: Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Período, Demonstração dos Fluxos de Caixa.

O art. 188, inciso I da lei nº 6.404/76 diz que a demonstração dos fluxos de caixa demonstrará as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando- se essas alterações em, no mínimo, 3 (três) fluxos: das operações, dos financiamentos e dos investimentos. Para regulamentar este artigo o Comitê de Pronunciamentos Contábeis publicou o CPC nº 3 onde são detalhadas as operações que fazem parte desses 3 fluxos. No item 16.b do referido CPC encontramos que fazem parte das atividades de investimento os recebimentos de caixa resultantes da venda de ativo imobilizado, intangíveis e outros ativos de longo prazo. Portanto, item I incorreto.

CPC 26 - Demonstrações Contábeis

68. O ciclo operacional da entidade é o tempo entre a aquisição de ativos para processamento e sua realização

em caixa ou seus equivalentes. Quando o ciclo operacional normal da entidade não for claramente identificável, pressupõe-se que CPC_26 21 sua duração seja de doze meses. Os ativos circulantes incluem ativos (tais como estoque e contas a receber comerciais) que são vendidos, consumidos ou realizados como parte do ciclo operacional normal mesmo quando não se espera que sejam realizados no período de até doze meses após a data do balanço. Os ativos circulantes também incluem ativos essencialmente mantidos com a finalidade

de

classificados como

serem negociados (por exemplo, ativos financeiros dentro dessa categoria

disponíveis para venda de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 38 – Instrumentos Financeiros:

Reconhecimento e Mensuração) e a parcela circulante de ativos financeiros não circulantes.

item II correto

82. A demonstração do resultado do período deve, no mínimo, incluir as seguintes rubricas, obedecidas também as determinações legais:

(a)

receitas;

(b)

custo dos produtos, das mercadorias ou dos serviços vendidos;

(c)

lucro bruto;

(d)

despesas com vendas, gerais, administrativas e outras despesas e receitas operacionais;

(e)

parcela dos resultados de empresas investidas reconhecida por meio do método de equivalência patrimonial;

(f) resultado antes das receitas e despesas financeiras

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(g)

despesas e receitas financeiras;

(h)

resultado antes dos tributos sobre o lucro;

(i)

despesa com tributos sobre o lucro;

(j)

resultado líquido das operações continuadas;

(k)

valor líquido dos seguintes itens:

(i)

resultado líquido após tributos das operações descontinuadas;

(ii) resultado após os tributos decorrente da mensuração ao valor justo menos despesas de venda ou na baixa

dos ativos ou do grupo de ativos à disposição para venda que constituem a unidade operacional descontinuada;

(l) resultado líquido do período;

Venda

21.000,00

(-) CMV

11.000,00

(=) Lucro Bruto

10.000,00

As comissões sobre vendas são despesas que serão deduzidas do lucro bruto para se chegar ao lucro líquido de R$ 8.000,00.

Item III incorreto.

Alternativa c.

2. Uma indústria de alimentos pagou em 1º de dezembro de 2010 o valor de R$4.800,00 pela contratação de prêmio de seguro dos veículos utilizados para entrega dos produtos vendidos, vigente de dezembro de 2010 a novembro de 2011.

Em janeiro de 2011, o registro contábil correspondente ao gasto com seguros gerou um aumento de:

a) R$400,00 em Despesa.

b) R$400,00 em Custo de Produção.

c) R$4.400,00 em Despesa.

d) R$4.400,00 em Custo de Produção.

CONTABILIDADE GERAL - A Escrituração Contábil: os registros das operações e suas retificações de acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade.

Em dezembro de 2010 na data da contratação do seguro, a empresa fez o seguinte lançamento:

D

– Seguros a Vencer - AC

C

– Caixa/Bancos – AC

4.800,00

Como o seguro foi contratado pelo prazo de 1 ano, para apropriarmos a despesa mensal de seguro faremos:

4.800,00 / 12 = 400,00

D

– Despesa de Seguros

C

– Seguros a Vencer – AC

400,00

Resposta: alternativa a.

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3. Uma sociedade empresária que tem como atividade operacional a prestação de serviços registrou as seguintes transações no mês de agosto de 2011.

Aquisição de peças para reposição no valor de R$10.000,00 para serem utilizadas na prestação de serviços do mês de setembro de 2011.

Prestação de serviços no valor total de R$80.000,00 para diversos clientes. Para a execução desses serviços, a sociedade utilizou-se de peças que haviam custado R$5.000,00 e o custo total com pessoal totalizou R$25.000,00.

Pagamento do valor de R$100,00 referente à comissão sobre as vendas do mês de julho de 2011.

Obtenção de empréstimo bancário no início do mês de agosto de 2011, no valor de R$40.000,00, a ser pago no fim do mês de agosto de 2011 acrescidos de juros de 3% para o período.

Despesa com o pessoal administrativo no valor de R$1.000,00 a ser pago em setembro de

2011.

Recebimento do valor de R$60.000,00 referente aos serviços prestados no mês de maio de 2011.

Pagamento de salários referente à folha do mês de julho de 2011 no valor de R$20.000,00.

Considerando as transações do mês de agosto de 2011, o Resultado do Período apurado é:

a) R$78.900,00.

b) R$49.000,00.

c) R$47.800,00.

d) R$37.800,00.

CONTABILIDADE GERAL - A elaboração das demonstrações contábeis: Demonstração do Resultado do Exercício.

Temos que identificar basicamente as transações que irão afetar o resultado do exercício no mês de agosto.

A 1ª transação irá fazer parte do CSP do mês de setembro;

A 3ª transação afeta somente as contas patrimoniais de passivo e ativo, respectivamente;

A 6ª transação afeta somente contas patrimoniais de ativo;

A 7ª transação afeta somente contas patrimoniais passivo e ativo, respectivamente.

Portanto as transações que irão fazer parte do resultado do exercício do mês de agosto são somente as 2ª, 4ª e 5ª.

Na 4ª transação, no final do mês, será gerada uma despesa de juros de R$ 1.200,00 (R$ 40.000,00 x 3% = R$ 1.200,00).

DRE

Débitos

Créditos

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CSP

30.000,00

80.000,00 Receita Serviços

47.800,00 Resultado Exercício

Despesa de Juros

1.200,00

Despesa Pessoal

1.000,00

32.200,00

Resposta: alternativa c.

4. Uma sociedade empresária apresenta no seu Ativo Não Circulante investimento em uma Subsidiária Integral. Em 31 de dezembro de 2010, foi apresentado o seguinte papel de trabalho para que fossem identificados os registros de eliminações e os saldos consolidados. Não existem lucros não realizados decorrentes de transações entre as companhias.

Contas

Controladora

Subsidiária

Eliminação de Consolidação

Saldos

Débito

Crédito

Consolidados

ATIVO CIRCULANTE Caixa Clientes – Terceiros Clientes – Subsidiária Estoques

R$525.000,00

R$225.000,00

     

R$75.000,00

R$85.000,00

R$150.000,00

R$40.000,00

R$100.000,00

-

R$200.000,00

R$100.000,00

ATIVO NÃO CIRCULANTE Investimentos em Subsidiária Imobilizado TOTAL DO ATIVO

R$475.000,00

R$0,00

R$125.000,00

-

R$350.000,00

-

R$1.000.000,00

R$225.000,00

PASSIVO Fornecedores – Terceiros Fornecedores – Controladora

R$450.000,00

R$100.000,00

R$450.000,00

-

-

R$100.000,00

PASSIVO NÃO CIRCULANTE

R$0,00

R$0,00

PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Reserva de Lucro

R$550.000,00

R$125.000,00

R$500.000,00

R$125.000,00

R$50.000,00

-

TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

R$1.000.000,00

R$225.000,00

A partir da elaboração do Balanço Patrimonial Consolidado, assinale a opção INCORRETA.

a) O Ativo Circulante consolidado é de R$650.000,00.

b) O Ativo Não Circulante consolidado é de R$350.000,00.

c) O Patrimônio Líquido consolidado é de R$550.000,00.

d) O Ativo consolidado é de R$1.100.000,00.

CONTABILIDADE GERAL - Consolidação das Demonstrações Contábeis.

A Lei nº 6.404/76 no seu art. 250 diz que serão excluídas das demonstrações consolidadas:

1 - as participações de uma sociedade em outra;

2 - os saldos de quaisquer contas entre as sociedades;

3 – as parcelas dos resultados do exercício, dos lucros ou prejuízos acumulados e do custo de

estoques ou do ativo não circulante que corresponderem a resultados, ainda não realizados, de

negócios entre as sociedades.

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As eliminações efetuadas na consolidação não afetam a escrituração regular da companhia, ou seja, os lançamentos necessários à consolidação não são feitos nos livros Diário e Razão. Os lançamentos são feitos, extracontabilmente, em papéis de trabalho que o contabilista elabora para essa finalidade.

PAPEL DE TRABALHO

Contas

Controladora

Subsidiária

Eliminação de Consolidação

Saldos

Débito

Crédito

Consolidados

ATIVO CIRCULANTE Caixa Clientes – Terceiros Clientes – Subsidiária Estoques

R$525.000,00

R$225.000,00

-

 

- 650,000,00

R$75.000,00

R$85.000,00

-

- 160.000,00

R$150.000,00

R$40.000,00

-

- 190.000,00

R$100.000,00

-

-

100.000,00

-

R$200.000,00

R$100.000,00

-

- 300.000,00

ATIVO NÃO CIRCULANTE Investimentos em Subsidiária Imobilizado TOTAL DO ATIVO

R$475.000,00

R$0,00

-

- 350.000,00

R$125.000,00

- -

125.000,00

-

R$350.000,00

- -

-

350.000,00

R$1.000.000,00

R$225.000,00

-

-

1.000.000,00

PASSIVO Fornecedores – Terceiros Fornecedores – Controladora

R$450.000,00

R$100.000,00

-

-

450.000,00

R$450.000,00

-

-

-

450.000,00

-

R$100.000,00

100.000,00

-

-

PASSIVO NÃO CIRCULANTE

R$0,00

R$0,00

-

-

-

PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Reserva de Lucro

R$550.000,00

R$125.000,00

-

-

550.000,00

R$500.000,00

R$125.000,00

125.000,00

-

500.000,00

R$50.000,00

-

- -

50.000,00

TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

R$1.000.000,00

R$225.000,00

- -

1.000.000,00

Resposta: alternativa d.

5. Uma empresa industrial possui um Ativo Imobilizado cujo custo histórico é igual a R$50.000,00 e cuja depreciação acumulada equivale a R$12.000,00. A empresa apurou, para esse ativo, um valor justo líquido de despesas de venda de R$10.000,00 e um valor em uso de R$20.000,00.

Com base nos dados informados, considerando a NBC TG 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos –, o valor a ser registrado como perda por desvalorização do Ativo Imobilizado será de:

a) R$18.000,00.

b) R$28.000,00.

c) R$30.000,00.

d) R$40.000,00.

CONTABILIDADE GERAL - A avaliação dos ativos e passivos: Valor recuperável de ativos.

É necessário o conhecimento dos seguintes termos utilizados pela NBC TG 01 (baseada no CPC nº 01):

Valor contábil é o montante pelo qual o ativo está reconhecido no balanço depois da dedução de toda respectiva depreciação, amortização ou exaustão acumulada e ajuste para perdas.

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Unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera entradas de caixa, entradas essas que são em grande parte independentes das entradas de caixa de outros ativos ou outros grupos de ativos.

Despesas de venda ou de baixa são despesas incrementais diretamente atribuíveis à venda ou

à baixa de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa, excluindo as despesas financeiras e de impostos sobre o resultado gerado.

Valor justo líquido de despesa de venda é o montante a ser obtido pela venda de um ativo ou de unidade geradora de caixa em transações em bases comutativas, entre partes conhecedoras

e interessadas, menos as despesas estimadas de venda.

Perda por desvalorização é o montante pelo qual o valor contábil de um ativo ou de unidade geradora de caixa excede seu valor recuperável.

Valor recuperável de um ativo ou de unidade geradora de caixa é o maior montante entre o seu valor justo líquido de despesa de venda e o seu valor em uso.

Valor em uso é o valor presente de fluxos de caixa futuros esperados que devem advir de um ativo ou de unidade geradora de caixa.

Com os dados da questão temos:

Custo histórico

R$

50.000,00

(-) Depreciação Acumulada

R$

12.000,00

(=) Valor contábil

R$

38.000,00

Valor justo líquido de despesas de vendas

R$10.000,00

Valor em uso

R$

20.000,00

Como o valor recuperável de um ativo é o maior montante entre o seu valor justo líquido de despesa de venda e o seu valor em uso, temos que o valor recuperável do ativo é R$

20.000,00.

A perda por desvalorização é o valor contábil menos o valor recuperável: R$ 38.000,00 – R$

20.000,00 = R$ 18.000,00. Resposta: alternativa a.

6. Uma sociedade empresária apresentou o seguinte quadro, construído a partir da identificação de diversas obrigações presentes decorrentes de eventos passados, cujas probabilidades de saída de recurso foram classificadas como prováveis ou possíveis.

Natureza da Obrigação

Saída de

Mensuração

Estimativa

Recurso

Garantias

Provável

Estimativas confiáveis

R$150.000,00

Danos ambientais

Provável

Inexistência de estimativas confiáveis

R$10.000,00

Riscos fiscais, trabalhistas e cíveis

Provável

Estimativas confiáveis

R$700.000,00

Riscos fiscais, trabalhistas e cíveis

Possível

Estimativas confiáveis

R$300.000,00

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Danos ambientais

Possível

Estimativas confiáveis

R$100.000,00

De acordo com a NBC TG 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, o valor de provisões a ser constituído e apresentado no Balanço Patrimonial será de:

a) R$400.000,00.

b) R$850.000,00.

c) R$860.000,00.

d) R$1.250.000,00.

CONTABILIDADE GERAL - Medidas preliminares à elaboração das Demonstrações Contábeis:

As provisões.

A NBC TG 25 no item 14 diz que uma provisão deve ser reconhecida quando:

a) a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado; b) seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para liquidar a obrigação; e c) possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação.

Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão deve ser reconhecida.

Diante dessas condições a questão apresenta apenas duas obrigações que as satisfazem:

Garantias (R$ 150.000,00) e Riscos fiscais, trabalhistas e cíveis (R$ 700.000,00). R$ 150.000,00

+ R$ 700.000,00 = R$ 850.000,00.

Resposta: alternativa b.

7. Uma sociedade empresária mantém no seu estoque de mercadorias para revenda três tipos de mercadorias: I, II e III. O valor total do custo de aquisição, preço de vendas e gastos com vendas, em 31.12.2010, estão detalhados a seguir:

Tipo de Estoque

Custo

Preço de Venda

Gastos com vendas

I

R$ 660,00

R$ 820,00

R$ 100,00

II

R$ 385,00

R$ 366,00

R$

38,00

III

R$ 800,00

R$ 750,00

R$

45,00

No Balanço Patrimonial em 31.12.2010, o saldo de Estoque de acordo com a NBC TG 16 é de:

a) R$1.693,00.

b) R$1.753,00.

c) R$1.845,00.

d) R$1.936,00.

CONTABILIDADE GERAL - A avaliação dos ativos e passivos: Valor realizável.

É necessária a definição do seguinte termo usado na NBC TG 16:

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Valor realizável líquido é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados necessários para se concretizar a venda.

Nos itens 28 e 29 da NBC TG 16 encontramos:

O custo dos estoques pode não ser recuperável se esses estoques estiverem danificados, se se tornarem total ou parcialmente obsoletos ou se os seus preços de venda tiverem diminuído. O custo dos estoques pode também não ser recuperável se os custos estimados de acabamento ou os custos estimados a serem incorridos para realizar a venda tiverem aumentado. A prática de reduzir o valor de custo dos estoques (write down) para o valor realizável líquido é consistente com o ponto de vista de que os ativos não devem ser escriturados por quantias superiores àquelas que se espera que sejam realizadas com a sua venda ou uso.

Os estoques devem ser geralmente reduzidos para o seu valor realizável líquido item a item. (

).

Trata-se daquela famosa regra – custo ou mercado, dos dois o menor – que aplicamos quando o preço de venda dos estoques está abaixo do valor de custo.

Na questão verificamos que os itens II e III estão com valores realizáveis líquidos menores que o custo.

Preço de Venda

-

Gastos com vendas = valor realizável líquido

Item II

R$

366,00.

-

R$ 38,00

= R$ 328,00

Item III

R$

750,00.

-

R$ 45,00

= R$ 705,00

Saldo de estoque = R$ 660,00 + R$ 328,00 + R$ 705,00 = R$ 1.693,00

Resposta: alternativa a.

8. Uma entidade apresentou, em 31.12.2010, os seguintes saldos de contas:

Contas

Saldos

Ações de Outras Empresas – para negociação

R$

2.300,00

Ações em Tesouraria

R$

500,00

Bancos Conta Movimento

R$ 7.500,00

Caixa

R$ 1.000,00

Capital Social

R$ 26.500,00

Depreciação Acumulada

R$ 11.000,00

Estoque de Mercadoria para Revenda

R$

6.200,00

Fornecedores – Vencimento em setembro de 2011

R$ 24.000,00

Imóveis de Uso

R$ 32.500,00

Impostos a Pagar – Vencimento em janeiro de 2011

R$

8.000,00

Propriedades para Investimento

R$

5.000,00

Participação Societária em Empresas Controladas

R$ 17.500,00

Participações Permanentes no Capital de Outras Empresas

R$

1.500,00

Reserva Legal

R$

4.500,00

No Balanço Patrimonial, o saldo do grupo Investimentos do Ativo Não Circulante é igual a:

a) R$21.300,00.

b) R$23.000,00.

c) R$24.000,00.

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d) R$26.300,00.

CONTABILIDADE GERAL - A elaboração das demonstrações contábeis: Balanço Patrimonial.

Temos a seguintes contas que fazem parte do grupo Investimentos da Ativo Não circulante:

Propriedades para Investimento Participação Societária em Empresas Controladas Participações Permanentes no Capital de Outras Empresas Total

Resposta: alternativa c.

9.

INCORRETA.

Em

relação

às

Notas

Explicativas

e

às

Demonstrações

R$

R$ 17.500,00

5.000,00

1.500,00

R$ 24.000,00

R$

Contábeis,

assinale

a

opção

CONTABILIDADE GERAL - A elaboração das demonstrações contábeis Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis.

a) A entidade deve divulgar nas notas explicativas as fontes principais da incerteza das estimativas à data do balanço que tenham risco significativo de provocar modificação material nos valores contábeis de ativos e passivos durante o próximo.

NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis.

Fontes de incerteza na estimativa

125. A entidade deve divulgar nas notas explicativas informação acerca dos principais pressupostos relativos ao futuro, e outras fontes principais da incerteza das estimativas à data do balanço, que tenham risco significativo de provocar modificação material nos valores contábeis de ativos e passivos durante o próximo. Com respeito a esses ativos e passivos, as notas explicativas devem incluir detalhes informativos acerca:

(a) da sua natureza; e

(b) do seu valor contábil à data do balanço.

b) A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis significativas as bases de mensuração utilizadas na elaboração das demonstrações contábeis e outras políticas contábeis utilizadas que sejam relevantes para a compreensão das demonstrações contábeis.

NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis.

Divulgação de políticas contábeis

117. A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis significativas:

(a) a base (ou bases) de mensuração utilizada(s) na elaboração das demonstrações

contábeis; e

(b) outras políticas contábeis utilizadas que sejam relevantes para a compreensão

das demonstrações contábeis.

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c) Informação adicional que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis, mas que

seja relevante para sua compreensão, deve ser apresentada nas notas explicativas.

NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis.

Estrutura

112. As notas explicativas devem:

(a) apresentar informação acerca da base para a elaboração das demonstrações contábeis

e das políticas contábeis específicas utilizadas de acordo com os itens 117 a 124;

(b) divulgar a informação requerida pelas normas, interpretações e comunicados técnicos

que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis; e

(c) prover informação adicional que não tenha sido apresentada nas demonstrações

contábeis, mas que seja relevante para sua compreensão.

d) Políticas contábeis inadequadas podem ser retificadas por meio da divulgação das políticas

contábeis utilizadas ou por notas ou qualquer outra divulgação explicativa.

Não encontramos essa informação na NBC TG 26. Item incorreto.

Resposta: alternativa d.

10. Uma sociedade empresária “A” apresentou em seu Balanço Patrimonial, no grupo de Passivo Circulante, a quantia de R$1.000.000,00 a titulo de Dividendos Propostos e, na Demonstração de Resultado, um Lucro do Período no valor de R$4.000.000,00.

Considerando que uma determinada sociedade investidora “B” participa do Capital dessa empresa com um percentual de 10% e que apresenta no Ativo Não Circulante a participação na sociedade “A”, classificada como Investimento avaliado pelo método de custo, por ser a forma adequada de classificação, o registro contábil desta mutação patrimonial na investidora “B”, será:

a) Débito

Dividendos Propostos a Receber

R$100.000,00

Crédito

Receitas de Dividendos

R$100.000,00

b) Débito

Dividendos Propostos a Receber

R$100.000,00

Débito

Investimentos

R$400.000,00

Crédito

Ganho por Equivalência Patrimonial

R$500.000,00

c) Débito

Dividendos Propostos a Receber

R$100.000,00

Crédito

Investimentos

R$100.000,00

d) Débito

Dividendos Propostos a Receber

R$100.000,00

Débito

Investimentos

R$300.000,00

Crédito

Ganho por Equivalência Patrimonial

R$400.000,00

CONTABILIDADE GERAL - A avaliação dos ativos e passivos: A avaliação de investimentos pelo método de custo.

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11

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PROVA DO EXAME DE SUFICIÊNCIA 2.2011 RESOLVIDA E COMENTADA BACHAREL EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS

Segundo (Ferreira, 2007, p. 253)

No método do custo de aquisição, a investidora não reconhece, como parte do valor do investimento, os resultados apurados pela investida. Não há, portanto, equivalência entre o valor do investimento registrado pela investidora e o valor de patrimônio líquido da participação. Caso a investida apure lucro, o seu reconhecimento pela investidora ocorrerá apenas quando da distribuição ou pagamento de dividendos correspondentes a esse lucro. Também não são reconhecidas pela investidora as variações do patrimônio líquido da investida decorrentes de reservas ou ajustes de exercícios anteriores. Assim, no método do custo de aquisição, a investidora não reconhece as modificações ocorridas no patrimônio líquido da investida em virtude de resultados e reservas, enquanto não houver a sua distribuição ou pagamento na forma de dividendos ou lucros.

Os dividendos recebidos em decorrência de participação societária avaliada pelo custo de aquisição devem ser registrados como receita operacional. Assim teremos:

% de participação da Investidora x Dividendos Propostos pela Investida = Dividendos Propostos

a Receber pela Investidora

10% x R$ 1.000.000,00 = R$ 100.000,00

D

– Dividendos Propostos a Receber – AC

C

– Receitas de Dividendos – Resultado

R$

100.000,00

Resposta: alternativa a.

11. Uma sociedade empresária foi constituída em 31.12.2010 com capital de R$100.000,00, dos quais R$10.000,00 foram integralizados em dinheiro naquela data. Em janeiro de 2011, os sócios entregaram mais R$30.000,00 em dinheiro e R$40.000,00 em terrenos. Ainda em janeiro, a sociedade empresária adquiriu mercadorias para revenda por R$32.000,00, metade à vista e metade para pagamento em 30 dias.

Desconsiderando a incidência de tributos e com base nos dados informados, é CORRETO afirmar que, na Demonstração dos Fluxos de Caixa relativa ao mês de janeiro de 2011:

a) as atividades de financiamento geraram caixa no valor de R$70.000,00.

b) as atividades de financiamento geraram caixa no valor de R$80.000,00.

c) as atividades de investimento consumiram caixa no valor de R$40.000,00.

d) as atividades operacionais consumiram caixa no valor de R$16.000,00.

CONTABILIDADE GERAL - A elaboração das demonstrações contábeis: Demonstração dos Fluxos de Caixa.

1º lançamentos das transações ocorridas no mês de dezembro/2010.

1. – Capital a Integralizar

D

C

– Capital Subscrito

R$

100.000,00

2. - Caixa

D

C

– Capital a Integralizar

R$

10.000,00

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PROVA DO EXAME DE SUFICIÊNCIA 2.2011 RESOLVIDA E COMENTADA BACHAREL EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS

Razonetes:

Capital Subscrito

100.000,00
100.000,00

100.000,00

100.000,00

Capital a Integralizar

100.000,00

10.000,00

90.000,00

 

Caixa

10.000,00

10.000,00
10.000,00
10.000,00

2º lançamentos das transações ocorridas no mês de janeiro/2011.

3. D

- Caixa

R$

30.000,00

D

- Terrenos

R$

40.000,00

C

– Capital a Integralizar

R$

70.000,00

4. - Estoque de Mercadorias

D

R$

32.000,00

C

– Caixa

R$

16.000,00

C

– Fornecedores

R$

16.000,00

Razonetes:

Capital Subscrito

Capital a Integralizar

Caixa

100.000,00

90.000,00

30.000,00

10.000,00

16.000,00

 

40.000,00

30.000,00

 

20.000,00

 

24.000,00

 

Terrenos

40.000,00

40.000,00
40.000,00
40.000,00

Estoque de Mercadorias

32.000,00

32.000,00
32.000,00
32.000,00

Elaboração do Fluxo de Caixa pelo método direto:

Fornecedores

16.000,00
16.000,00

16.000,00

16.000,00

Demonstração dos fluxos de caixa pelo método direto - 01/2011

Fluxos de caixa das atividades operacionais Recebimentos de clientes

-

Pagamentos a fornecedores e empregados

(16.000,00)

Caixa gerado pelas operações

(16.000,00)

Juros pagos

-

Imposto de renda e contribuição social pagos

-

Imposto de renda na fonte sobre dividendos recebidos

-

 

(16.000,0

Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais

0)

Fluxos de caixa das atividades de investimento Aquisição da controlada X, líquido do caixa obtido na aquisição

-

Compra de ativo imobilizado

-

Recebimento pela venda de equipamento

-

Juros recebidos

-

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Dividendos recebidos

-

Caixa líquido consumido pelas atividades de investimento

-

-

Fluxos de caixa das atividades de financiamento Recebimento pela integralização de capital Recebimento por empréstimo a longo prazo Pagamento de passivo por arrendamento Dividendos pagos

de capital Recebimento por empréstimo a longo prazo Pagamento de passivo por arrendamento Dividendos pagos
de capital Recebimento por empréstimo a longo prazo Pagamento de passivo por arrendamento Dividendos pagos
de capital Recebimento por empréstimo a longo prazo Pagamento de passivo por arrendamento Dividendos pagos

30.000,00

-

-

-

Caixa líquido consumido pelas atividades de financiamento

30.000,00

Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa

14.000,00

Caixa e equivalentes de caixa no início do período

10.000,00

Caixa e equivalentes de caixa no fim do período

24.000,00

Portanto as atividades operacionais consumiram caixa no valor de R$ 16.000,00

Resposta: alternativa d.

12. Uma sociedade empresária iniciou suas atividades em 1º de agosto de 2011, tendo realizado as seguintes operações durante o mês:

Data

Operação

1.8.11

Integralização do capital inicial de R$200.000,00 em dinheiro, depositado em conta corrente.

2.8.11

Compra à vista, com cheque, de terreno para uso próprio por

R$80.000,00.

5.8.11

Compra de computadores para revenda à vista por R$120.000,00.

8.8.11

Compra, a prazo, de computadores para revenda pelo valor de

R$80.000,00.

12.8.11

Devolução de 25% da compra do dia 8 por defeito na mercadoria.

28.8.11

Venda do estoque de computadores à vista por R$350.000,00.

Em relação ao Balanço Patrimonial elaborado, a partir do registro das transações, é CORRETO afirmar que o:

a) Patrimônio Líquido totaliza R$370.000,00.

b) Patrimônio Líquido totaliza R$200.000,00.

c) Passivo totaliza R$430.000,00.

d) Ativo Circulante totaliza R$430.000,00.

CONTABILIDADE

Patrimonial.

GERAL

-

A

elaboração

das

demonstrações

contábeis:

Balanço

Lançamentos contábeis das transações ocorridas no mês de agosto de 2011.

1.8.2011

1.

D

- Bancos c/movimento

C

– Capital Social

R$

200.000,00

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2.8.2011

2.

D

- Terrenos

C

– Bancos c/movimento

R$

80.000,00

5.8.2011

3.

D

- Estoque de Mercadorias

C

– Bancos c/movimento

R$

120.000,00

8.8.2011

4.

D

- Estoque de Mercadorias

C

– Fornecedores

R$

80.000,00

12.8.2011

 

5.

D

- Fornecedores

C

– Estoque de Mercadorias

R$

20.000,00

28.8.2011

6.

D

- Bancos c/movimento

R$

350.000,00

D

- CMV

R$

180.000,00

C

– Estoque de Mercadorias

R$

180.000,00

C

– Vendas

R$

350.000,00

Razonetes:

Capital Social

 

Bancos c/movimento

Terrenos

 

200.000,00

200.000,00

80.000,00

80.000,00

 
 

350.000,00

120.000,00

350.000,00

 

Estoque de Mercadorias

 

Fornecedores

CMV

120.000,00

20.000,00

20.000,00

80.000,00

180.000,00

180.000,00

80.000,00

180.000,00

 

60.000,00

0,00

 
Vendas RE Lucros Acumulados 350.000,00 350.000,00 180.000,00 350.000,00 170.000,00 170.000,00
Vendas
RE
Lucros Acumulados
350.000,00
350.000,00
180.000,00
350.000,00
170.000,00
170.000,00

BALANÇO PATRIMONIAL

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ATIVO

430.000,00

PASSIVO + PL

430.000,00

CIRCULANTE

350.000,00

CIRCULANTE

60.000,00

Bancos c/movimento

350.000,00

Fornecedores

60.000,00

NÃO CIRCULANTE

80.000,00

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

370.000,00

IMOBILIZADO

80.000,00

Capital Social

200.000,00

Terrenos

80.000,00

Lucros Acumulados

170.000,00

Resposta: alternativa a.

13. Com base em um contrato continuado de serviço de manutenção de aparelhos com o fornecimento de peças incluso no mesmo contrato, sem distinção dos objetos de gasto no Setor Público, julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção CORRETA.

I. O elemento de despesa tem por finalidade identificar os objetos de gasto, tais como

vencimentos e vantagens fixas, juros, diárias, material de consumo, serviços de terceiros

prestados sob qualquer forma e outros de que a administração pública se serve para a consecução de seus fins.

II. Para a emissão do empenho, deve-se identificar o objeto do gasto, que, no caso, é a prestação

de serviços com base no contrato de manutenção de aparelhos, já que não é possível no contrato fazer a distinção entre os objetos de gasto.

III. É desnecessária a emissão de dois empenhos, sendo emitido apenas um na Natureza da Despesa, pois o fornecimento de peças está incluso e não altera o valor do contrato.

A sequência CORRETA é:

a) F, F, F.

b) F, F, V.

c) V, F, F.

d) V, V, V.

CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO - Normas Brasileiras de Contabilidade. Interpretação da legislação básica. Orçamento, conceito, classificação e estágios, aspectos patrimoniais, aspectos legais, contabilização.

Segundo o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público – Parte I - (Válido para o ano de

2011), instituído de Portaria STN/SOF nº 4, despesa

elemento de

de 30 de novembro de 2010, (p. 69), o

Tem por finalidade identificar os objetos de gasto, tais como vencimentos e vantagens fixas, juros, diárias, material de consumo, serviços de terceiros prestados sob qualquer forma, subvenções sociais, obras e instalações, equipamentos e material permanente, auxílios, amortização e outros que a administração pública utiliza para a consecução de seus fins.

Segundo o mesmo Manual – Parte VI (Perguntas e Respostas) - (Válido para o ano de 2011), instituído de Portaria STN/SOF nº 664, de 30 de novembro de 2010, (p. 6)

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3 – No caso de contrato continuado de serviço de manutenção de aparelhos com o fornecimento de peças incluso no mesmo contrato, sem distinção dos objetos de gasto, o empenho deve ser feito no elemento de despesa 3.3.90.39, pelo valor total ou devem ser feitos dois empenhos, um na natureza de despesa 3.3.90.39 e outro na 3.3.90.30, para atender eventuais despesas com o fornecimento de peças?

Conforme definição constante deste manual, o elemento de despesa tem por finalidade identificar os objetos de gasto, tais como vencimentos e vantagens fixas, juros, diárias, material de consumo, serviços de terceiros prestados sob qualquer forma e outros de que a administração pública se serve para a consecução de seus fins. Portanto, para emissão do empenho deve-se identificar o objeto do gasto que, no caso, é a prestação de serviços com base no contrato de manutenção de aparelhos, já que não é possível no contrato fazer a distinção entre os objetos de gasto.

Complementando o parágrafo anterior, encontramos na parte final:

Assim, torna-se desnecessária a emissão de dois empenhos, sendo emitido apenas um na ND 3.3.90.39, pois o fornecimento de peças está incluso e não altera o valor do contrato.

Resposta: alternativa d.

14. Relacione a classe descrita na primeira coluna com exemplos de grupo de contas na segunda coluna e, em seguida, assinale a opção CORRETA.

(1)

Variação Patrimonial Diminutiva

( )

Tributos e Contribuições, Venda de Mercadorias, Valorização e Ganhos de Ativos, Planejamento Aprovado, Orçamento Aprovado, Inscrição de Restos a Pagar.

(2)

Variação Patrimonial Aumentativa

( )

Execução dos Atos Potenciais, Execução da Administração Financeira, Execução da Dívida Ativa, Execução dos Riscos Fiscais, Apuração de Custos.

(3)

Controles da Execução do Planejamento e Orçamento

( )

Pessoal e Encargos, Benefícios Previdenciários, Tributos e Contribuições, Uso de Bens, Serviços e Consumo de Capital Fixo.

(4)

Controles Devedores

( )

Atos Potenciais, Administração Financeira, Dívida Ativa, Riscos Fiscais, Custos.

(5)

Controles Credores

( )

Execução do Planejamento, Execução do Orçamento, Execução de Restos a Pagar.

A sequência CORRETA é:

a) 2, 5, 3, 4, 1.

b) 2, 5, 1, 4, 3.

c) 2, 4, 1, 5, 3.

d) 2, 3, 1, 4, 5.

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CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO - Plano de Contas: Conceito, estrutura e contas do ativo, passivo, variações patrimoniais aumentativas e diminutivas, resultado e controles do Planejamento e Orçamento.

De acordo com o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público – Parte VI (Plano de Contas) - (Válido para o ano de 2011), instituído de Portaria STN/SOF nº 664, de 30 de novembro de 2010, (p. 27), as classes e grupos de contas que compõem o plano de contas têm a seguinte estrutura:

3 – Variação Patrimonial Diminutiva

3.1

- Pessoal e Encargos

3.2

- Benefícios Previdenciários e Assistenciais

3.3

- Uso De Bens, Serviços e Consumo de Capital Fixo

3.4

- Variações Patrimoniais Diminutivas Financeiras

3.5

- Transferências Concedidas

3.6

- Desvalorização e Perda De Ativos

3.7

- Tributárias

3.9

- Outras Variações Patrimoniais Diminutivas

4 – Variação Patrimonial Aumentativa

4.1

- Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria

4.2

- Contribuições

4.3

- Exploração e venda de bens, serviços e direitos

4.4

- Variações Patrimoniais Aumentativas Financeiras

4.5

- Transferências Recebidas

4.6

- Valorização e Ganhos Com Ativos

4.9

- Outras Variações Patrimoniais Aumentativas

6 – Controles da Execução do Planejamento e Orçamento

6.1

- Execução do Planejamento

6.2

- Execução do Orçamento

6.3

- Execução de Restos a Pagar

7 – Controles Devedores

7.1

- Atos Potenciais

7.2

- Administração Financeira

7.3

- Dívida Ativa

7.4

- Riscos Fiscais

7.8

- Custos

7.9

- Outros Controles

8 – Controles Credores

8.1

- Execução dos Atos Potenciais

8.2

- Execução da Administração Financeira

8.3

- Execução da Dívida Ativa

8.4

- Execução dos Riscos Fiscais

8.8

- Apuração de Custos

8.9

- Outros Controles

Sequência: 2, 5,1, 4,3.

Resposta: alternativa b.

15. Uma empresa realizou seu inventário físico em 1º.8.2011, identificando em seu estoque de mercadorias 8.000 unidades, avaliadas ao custo médio unitário de R$180,00. Em 5.8.2011

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vendeu 6.000 unidades, à vista, por R$1.650.000,00, numa operação isenta de tributos de qualquer natureza. O comprador, no dia 10.8.2011, devolveu 20% da compra e ainda conseguiu obter um abatimento de 20% no preço. Considerando essas transações as únicas do mês de agosto, a empresa apresentou um estoque em 31.8.2011 de:

a) 3.200 unidades a R$144,00, totalizando R$460.800,00.

b) 3.200 unidades a R$166,50, totalizando R$532.800,00.

c) 3.200 unidades a R$180,00, totalizando R$576.000,00.

d) 3.200 unidades a R$193,50, totalizando R$619.200,00.

CONTABILIDADE GERAL - Medidas preliminares à elaboração das Demonstrações Contábeis:

O inventário de mercadorias e de materiais.

ENTRADAS FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUES CUSTO MÉDIO UNITÁRIO SAÍDAS SALDO Data QT. VU. VT.
ENTRADAS
FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUES
CUSTO MÉDIO UNITÁRIO
SAÍDAS
SALDO
Data
QT.
VU.
VT.
QT.
VU.
VT.
QT.
VU.
VT.
1.8.2011
8.000
180,00
1.440.000,00
5.8.2011
6.000
180,00
1.080.000,00
2.000
180,00
360.000,00
10.8.2011
(1.200) 180,00 (216.000,00) 3.200 180,00 576.000,00

Resposta: alternativa c.

16. Em 31 de dezembro de 2010, um determinado órgão público publicou a seguinte Demonstração de Resultado Econômico:

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ECONÔMICO

Receita Econômica dos Serviços Prestados

R$

4.900.000,00

(-)

Custos de Execução Diretos

(R$

4.886.000,00)

=

Margem Bruta

R$

14.000,00

(-)

Custos de Execução Indiretos

(R$

480.000,00)

=

Resultado Econômico Apurado

(R$

466.000,00)

Acerca da análise da Demonstração do Resultado Econômico, em conformidade com a NBC T SP 16.6 e o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, assinale a opção CORRETA.

a) A apresentação desta demonstração permite a este órgão público avaliar os custos dos

serviços prestados, a transparência sobre aspectos qualitativos, quantitativos e ampliar

mecanismos de controle da sociedade sobre a atuação governamental no campo orçamentário, financeiro e patrimonial.

b) A avaliação da gestão deste órgão público não pode ser verificada pela avaliação dos custos

de serviços prestados e da receita econômica apresentada nesta demonstração, pois a não obrigatoriedade da demonstração financeira e patrimonial deixa a execução orçamentária fora dos parâmetros diante da falta do sistema de controle interno.

c) A Constituição Federal de 1988 afirma que a apresentação da aplicação de recursos públicos

nos órgãos federais é fator de comprovação da eficácia e eficiência da gestão orçamentária,

portanto, dispensando a apresentação do financeiro e patrimonial.

d) Este órgão público está apresentando um controle financeiro e patrimonial que deve ser

apenas analisado pela gestão interna, pois a Lei de Responsabilidade Fiscal determina que a Administração Pública mantenha sistema de custos que permita a avaliação e o acompanhamento da gestão orçamentária e, não, do financeiro e patrimonial.

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CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO - Demonstrações Contábeis: Conceitos, aspectos legais, forma de apresentação, elaboração e análise. Demonstração do Resultado Econômico.

De acordo com o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público – Parte V (Demonstrações Contábeis) - (Válido para o ano de 2011), instituído de Portaria STN/SOF nº 664, de 30 de novembro de 2010, (p. 27), sobre a demonstração do resultado econômico:

A crescente exigência popular acerca da transparência na gestão dos recursos públicos, objetivando a verificação da otimização dos benefícios gerados à sociedade, revela a necessidade de implantação de um sistema de informações que permita a evidenciação de resultados alcançados sob à égide da eficiência, eficácia e efetividade da gestão.

) (

Neste contexto, o Conselho Federal de Contabilidade, por meio da Resolução nº 1.129/08, que aprovou a NBCT 16. 2 – Patrimônio e Sistemas Contábeis, estabeleceu o Subsistema de Custos que tem como objetivo registrar, processar e evidenciar os custos dos bens e serviços, produzidos e ofertados à sociedade pela entidade pública.

Segundo a norma, o subsistema de custos, integrado com os demais – orçamentário, financeiro, patrimonial e compensação – deve subsidiar a Administração Pública sobre:

(a) desempenho da unidade contábil no cumprimento da sua missão;

(b) avaliação dos resultados obtidos na execução dos programas de trabalho com relação à economicidade, eficiência, eficácia e efetividade;

(c)

avaliação das metas estabelecidas pelo planejamento;

(d)

avaliação dos riscos e das contingências.

De igual modo, a Resolução CFC nº 1.133/08, que aprovou a NBC T 16.6 – Demonstrações Contábeis, apresenta Demonstração do Resultado Econômico (DRE), cujo objetivo é evidenciar o resultado econômico das ações do setor público, considerando sua interligação com o subsistema de custos.

) (

A análise do custo dos serviços prestados, da receita econômica e do resultado econômico permite analisar a eficiência da gestão pública.

Além de se preocupar com a legalidade, a Constituição Federal de 1988 também evidenciou a necessidade da avaliação de resultados quanto à eficiência e eficácia, como está demonstrado na redação dos seus art. 70 e 74:

“Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.”

“Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade de:

II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado. (Constituição Federal de 1988)”

Ainda, a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 04 de maio de 2000), estabelece que no parágrafo 3º do seu art. 50 estabelece que “a Administração Pública manterá sistema de

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custos que permita a avaliação e o acompanhamento da gestão orçamentária, financeira e patrimonial”.

(

)

Portanto, de acordo com o trecho do manual, a única alternativa correta é a primeira.

Resposta: alternativa a.

17. No primeiro semestre de 2011, uma determinada indústria tem os seguintes custos indiretos

em seu departamento de colocação de tampas em garrafas.

Mão de Obra Indireta

R$11.200,00

Lubrificantes

R$2.450,00

Energia Elétrica

R$3.325,00

Depreciação

R$1.750,00

Custos Indiretos Diversos

R$4.200,00

Neste primeiro semestre, foram produzidas 24.500 dúzias de garrafas de 0,5 litro, 28.000 dúzias de garrafas de 1,0 litro e 17.500 dúzias de garrafas de 1,5 litro. Com base na quantidade produzida, assinale a opção que apresenta o rateio dos custos indiretos das garrafas.

a) A garrafa de 1,0 litro totalizou custos indiretos na ordem de R$9.651,43.

b) A garrafa de 1,5 litro totalizou custos indiretos na ordem de R$9.050,79.

c) As garrafas de 0,5 e 1,0 litro totalizaram custos indiretos na ordem de R$17.193,75.

d) As garrafas de 1,0 e 1,5 litro totalizaram custos indiretos na ordem de R$18.702,22.

CONTABILIDADE DE CUSTOS - Controle e registro contábil de custos: Custos indiretos de fabricação e seus critérios de rateio.

 

Prod.

Unidades

c. unit.

Total custo

Mão de Obra Indireta Lubrificantes Energia Elétrica Depreciação Custos Indiretos Diversos Total

11.200,00

0,5 l

24.500,00 DZ

x 0,3275

=

8.023,75

2.450,00

1,0 l

28.000,00 DZ

x 0,3275

=

9.170,00

3.325,00

1,5 l

17.500,00 DZ

x 0,3275

=

5.731,25

1.750,00

70.000,00 DZ

= 22.925,00

4.200,00

22.925,00

/

70.000,00 DZ

= 0,3275

Resposta: alternativa c.

8.023,75 + 9.170,00 = 17.193,75

18. As seguintes informações foram extraídas do departamento de escuderia de uma indústria, no

mês de junho 2011, que utiliza o Sistema de Custeio ABC:

 

Produto

MATERIAIS

MÃO DE OBRA DIRETA

Pedidos de

Quilowatt-

DIRETOS

alterações de

hora

 

engenharia

 

A R$ 22.000,00

R$

8.000,00

15

7.000 W

 

B R$ 28.000,00

R$ 12.000,00

25

13.000

W

Total

R$ 50.000,00

R$ 20.000,00

40

20.000

W

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Foram identificadas as seguintes atividades relevantes:

ATIVIDADE

DIRECIONADOR DE CUSTO

Realizar engenharia

Pedidos de alterações de engenharia

Energizar

Quilowatt-hora

Os custos indiretos de manufatura para o mês foram:

Realizar engenharia

R$ 84.000

Energizar

R$ 15.000

Total dos custos indiretos de manufatura

R$ 99.000

Com base nos dados apresentados, assinale a opção que apresenta o custo total do Produto “A” e do Produto “B”, utilizando o método ABC, respectivamente:

a) R$66.750,00 e R$102.250,00.

b) R$69.600,00 e R$99.400,00.

c) R$72.429,00 e R$96.571,00.

d) R$73.560,00 e R$ 95.440,00.

CONTABILIDADE DE CUSTOS - Métodos de custeio: Custeio Baseado em Atividades (ABC).

Ratearemos os custos indiretos de manufatura utilizando o método ABC (custeio baseado em atividades.

Para a atividade realizar engenharia tivemos custos indiretos de R$ 84.000,00 no mês. Ratearemos este custo utilizando o direcionador de custo pedidos de alterações de engenharia realizados no mês:

R$ 84.000,00 / 40 = R$ 2.100,00

Para alocarmos o custo da atividade realizar engenharia aos produtos, multiplicaremos o valor obtido acima pelos direcionadores de custo do respectivo produto:

Produto A

15

x

R$ 2.100,00

= R$ 31.500,00

Produto B

25

x

R$ 2.100,00

= R$ 52.500,00

Total

= R$ 84.000,00

Para a atividade energizar tivemos custos indiretos de R$ 15.000,00 no mês. Ratearemos este custo utilizando o direcionador de custo quilowatt-hora utilizados no mês

R$ 15.000,00 / 20.000 = R$ 0,75

Para alocarmos o custo da atividade energizar aos produtos, multiplicaremos o valor obtido acima pelos direcionadores de custo do respectivo produto:

Produto A

7.000

x

R$ 0,75

= R$

5.250,00

Produto B

13.000

x

R$ 0,75

= R$

9.750,00

Total

= R$ 15.000,00

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Somando os custos indiretos dos produtos com os custos diretos (materiais diretos e mão de obra direta) respectivos, obteremos:

Produto A

Produto B

R$ 22.000,00

R$

28.000,00

R$

8.000,00

R$

12.000,00

R$ 31.500,00

R$

52.500,00

R$

5.250,00

R$

9.750,00

R$ 66.750,00

R$ 102.250,00

Resposta: alternativa a.

19. Uma determinada empresa iniciou suas atividades no mês de agosto fabricando mesas escolares. Nesse mês, foram acabadas 700 unidades e 75 ficaram na produção em andamento com acabamento médio de 36%.

Custos:

Matéria-prima

R$ 124.000,00

Mão de Obra Direta

R$

50.000,00

Custos Indiretos

R$

36.700,00

A matéria-prima é totalmente requisitada do almoxarifado antes de se iniciar a produção.

Os custos da produção acabada e da produção em andamento são, respectivamente, de:

a) R$105.350,00 e R$105.350,00.

b) R$190.309,68 e R$20.390,32.

c) R$195.480,06 e R$15.219,94.

d) R$202.874,83 e R$7.825,17.

CONTABILIDADE DE CUSTOS - Sistemas de Acumulação de Custos: Equivalente de produção.

Prestem atenção na seguinte parte do enunciado: “a matéria-prima é totalmente requisitada do almoxarifado antes de se iniciar a produção”. Isso significa que o equivalente da produção deverá ser aplicado somente sobre a mão de obra direta e os custos indiretos, ou seja, a matéria- prima já foi totalmente aplicada tanto nas 700 unidades acabadas como nas 75 unidades em elaboração.

Matéria - Prima utilizada nas unidades acabadas e em elaboração:

R$ 124.000,00 / 775 unidades = R$ 160,00 p/unidade

700

unidades x R$ 160,00 = R$ 112.000,00

75

unidades x R$ 160,00 = R$

12.000,00

Equivalente de produção:

Unidades iniciadas e acabadas no período

700 unidades

Unidades iniciadas no período e ainda em elaboração consideradas proporcionalmente acabadas: 75 x 36% =

27 unidades

Equivalente total de produção do período

727 unidades

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Mão de obra direta + custos indiretos

=

86.700,00

= 119,2572214 por unidade

Equivalente total de produção

727 unids.

Custo de Produção dos Produtos Acabados

700 unids. x 119,2572214 = 83.480,06 + 112.000,00 = 195.480,06

Custo de Produção dos Produtos em Elaboração

75 unids. x 36% = 27 unids. acabadas (proporcionalmente) x 119,2572214 = 3.219,94 + 12.000,00 = 15.219,94

Resposta: alternativa c.

20. De acordo com a terminologia de custos, julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção CORRETA.

CONTABILIDADE DE CUSTOS - Classificação e nomenclatura dos custos: custos diretos e indiretos. Controle e registro contábil de custos: Métodos de controle de estoques de materiais. Custos indiretos de fabricação e seus critérios de rateio.

I. A depreciação de equipamentos que são utilizados em mais de um produto é classificada como custos indiretos de fabricação.

Os custos indiretos incluem custos indiretos propriamente ditos e custos diretos (por natureza), mas que são tratados como indiretos em função de sua irrelevância ou da dificuldade de sua medição ou do interesse da empresa. A depreciação poderia ser apropriada de maneira direta, porém, pela própria natureza do custo, não é considerado útil tal procedimento, pois o valor da depreciação é tão estimado e arbitrariamente fixado que chega a ser pouco útil a alocação direta. Item verdadeiro.

II. Quando uma indústria produz apenas um produto, não existe alocação de custos indiretos de fabricação.

Quando há um único produto em fabricação, todos os custos são diretos. Todo o esforço de produção é relacionado a ele e todos os custos são apropriados a esse produto. Item verdadeiro.

III. O valor anormal de desperdício de materiais, mão de obra ou outros insumos de produção são incluídos como custo do período.

Perda anormal é o sacrifício patrimonial involuntário e anormal. Representa a redução do patrimônio por fatores alheios à vontade do empresário. As perdas anormais de produção são apropriadas diretamente ao resultado, sem transitar pelo estoque. Item falso.

IV. O critério PEPS pressupõe que os itens de estoque que foram comprados ou produzidos primeiro sejam vendidos em primeiro lugar e, consequentemente, os itens que permanecerem em estoque no fim do período sejam os mais recentemente comprados ou produzidos. PEPS - Primeiro que entra, primeiro que sai -, então os itens mais antigos do estoque (comparados ou produzidos) serão os primeiros a serem vendidos, irão compor o CMV ou CPV e os itens mais recentemente comprados ou produzidos irão permanecer no estoque final. Item verdadeiro.

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V. De acordo com o critério do custo médio ponderado, o custo de cada item é determinado a partir da média ponderada do custo de itens semelhantes no começo de um período e do custo dos mesmos itens comprados ou produzidos durante o período.

Item verdadeiro

.

A sequência CORRETA é:

a) V, F, V, F, F.

b) V, F, V, F, V.

c) V, V, F, V, F.

d) V, V, F, V, V.

Resposta: alternativa d.

21. Uma empresa possui as seguintes informações extraídas de seu Balancete de Verificação em 30 de junho de 2011, em milhões de reais:

Grupos de Contas

1º.1.2011

30.6.2011

Ativo Circulante

R$17.500.000,00

R$39.625.000,00

Passivo Circulante

R$9.500.000,00

R$20.500.000,00

Em relação à variação do Capital Circulante Líquido da empresa, no primeiro semestre de 2011, assinale a opção CORRETA.

a) A empresa teve uma variação negativa no Capital Circulante Líquido no montante de

R$11.125.000,00.

b) A empresa teve uma variação positiva no Capital Circulante Líquido no montante de

R$11.125,000,00.

c) A empresa teve uma variação negativa no Capital Circulante Líquido no montante de

R$19.125.000,00.

d) A empresa teve uma variação positiva no Capital Circulante Líquido no montante de

R$19.125.000,00.

CONTABILIDADE GERENCIAL - Análise das demonstrações contábeis: Análise do capital de giro.

CCL

= AC – PC

CCL

em 1.1.2011

R$ 17.500.000,00 - R$ 9.500.000,00 = R$ 8.000.000,00

CCL em 30.6.2011

R$ 39.625.000,00 - R$ 20.500.000,00 = R$ 19.125.000,00

Variação do CCL = R$ 19.125.000,00 - R$ 8.000.000,00 = R$ 11.125.000,00

Resposta: alternativa b.

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22. Relacione o Indicador Econômico Financeiro descrito na primeira coluna com exemplos de

indicadores na segunda coluna e, em seguida, assinale a opção CORRETA.

(1)

Indicadores de Capacidade de Pagamento

( )

Liquidez Corrente, Liquidez Seca, Liquidez Imediata, Liquidez Geral e Endividamento.

(2)

Indicadores de Atividade

( )

Prazo Médio de Recebimento, Prazo Médio de Pagamento, Giro de Estoques, Giro do Ativo Total.

(3)

Indicadores de Rentabilidade

( )

Margem Operacional sobre Vendas, Margem Líquida sobre Vendas, Rentabilidade do Ativo Total e Rentabilidade do Patrimônio Líquido.

A sequência CORRETA é:

a) 2, 3, 1.

b) 3, 1, 2.

c) 1, 3, 2.

d) 1, 2, 3.

CONTABILIDADE GERENCIAL - Análise das demonstrações contábeis: Índices de Liquidez. Índices de Endividamento. Índices de rentabilidade. Prazos médios de renovação de estoques, recebimento de vendas e pagamento de compras. Ciclo operacional e financeiro.

Os indicadores de capacidade de pagamento evidenciam a condição da empresa de saldar suas dívidas e de sua estrutura de endividamento. Dividem-se em índices de liquidez – que comparam os direitos realizáveis com as exigibilidades - e índices de endividamento – que indicam a participação de capitais de terceiros sobre os capitais próprios.

Os indicadores de atividade demonstram como está sendo o ciclo operacional e o ciclo de caixa da empresa. Os indicadores de atividade são: prazo médio de renovação de estoques, prazo médio de recebimento de vendas, prazo médio de pagamento de compras e giro do ativo.

Os indicadores de rentabilidade mostram qual a rentabilidade dos capitais investidos, isto é, quanto renderam os investimentos e, portanto, qual o grau de êxito econômico da empresa. Fazem parte desses índices: margem operacional, margem líquida, rentabilidade do ativo e rentabilidade do patrimônio líquido.

Resposta: alternativa d.

23. Uma empresa apresenta duas propostas de orçamento para o segundo semestre de 2012.

 

Orçamento 1

%

Orçamento 2

%

Vendas

R$ 8.550.000,00

100

R$ 14.400.000,00

100

Custos Variáveis

R$ 5.130.000,00

60

R$

5.760.000,00

40

Margem Contribuição

R$ 3.420.000,00

40

R$

8.640.000,00

60

Custos Fixos

R$ 1.795.500,00

21

R$

4.752.000,00

33

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Lucro Líquido

   

R$ 1.624.500,00

19

 

R$

3.888.000,00

27

 

Os

pontos

de

equilíbrio

contábil

dos

Orçamentos

1

e

2,

em

valores

monetários,

são,

respectivamente:

a) R$9.450.000,00 e R$17.600.000,00.

b) R$7.735.714,29 e R$11.781.818,18.

c) R$4.488.750,00 e R$7.920.000,00.

d) R$4.061.250,00 e R$6.480.000,00.

CONTABILIDADE GERENCIAL - Custos para Decisão: Ponto de Equilíbrio contábil, econômico e financeiro.

Custos Fixos

Ponto de Equilíbrio Contábil

=

Margem de Contribuição

Ponto de Equilíbrio Contábil em termos monetários

PEC do Orçamento 1

PEC do Orçamento 2

 

1.795.500,00

=

3.420.000,00

=

4.752.000,00

=

8.640.000,00

=

0,525

0,55

=

PEC x Vendas

x

8.550.000,00

=

4.488.750,00

x

14.400.000,00

=

7.920.000,00

Resposta: alternativa c.

24. Uma empresa apresenta seu orçamento de produção estimado para 2012, com um total de vendas de 1.485.000 unidades; um estoque estimado no início do ano de 412.500 unidades; e um estoque desejado no final do ano de 294.000 unidades. A produção anual total indicada no orçamento de produção em unidades será de:

a) 778.500 unidades.

b) 1.366.500 unidades.

c) 1.603.500 unidades.

d) 2.191.500 unidades.

CONTROLADORIA - Planejamento e Orçamento Empresarial: Planejamento operacional. Orçamentos de Vendas e de Produção. / CONTABILIDADE DE CUSTOS - Controle e registro contábil de custos: Apuração do Custo dos Produtos Vendidos.

Fórmula: CPV = EIPA + PP – EFPA

Onde,

CPV = Custo dos Produtos Vendidos; EIPA = Estoque Inicial de Produtos Acabados; PP = Produção do Período; EFPA = Estoque Final de Produtos Acabados.

CPV = EIPA + PP – EFPA 1.485.000 un. = 412.500 un. + PP – 294.000 um.

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PP = 1.485.000 un. + 294.000 un. – 412.500 un. PP = 1.366.500 un.

Resposta: alternativa b.

25. O planejamento adequado, a designação apropriada de pessoal para a equipe de trabalho, a

aplicação de ceticismo profissional, a supervisão e revisão do trabalho de auditoria executado, ajudam a aprimorar a eficácia do procedimento de auditoria e de sua aplicação e reduzem a possibilidade de que o auditor possa selecionar um procedimento de auditoria inadequado, aplicar erroneamente um procedimento de auditoria apropriado ou interpretar erroneamente os resultados da auditoria. Tais procedimentos são fundamentais na redução do risco de:

a) controle.

b) detecção.

c) distorção inerente.

d) relevante.

AUDITORIA CONTÁBIL - Legislação e Normas Técnicas e Profissionais de Auditoria: Normas Brasileiras de auditoria. Planejamento de Auditoria: Avaliação do Risco. Modelo de risco de auditoria.

Segundo a Resolução CFC nº 1.203/09 (NBC TA 200),

Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção.

O Risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de

auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções.

O risco de detecção se relaciona com a natureza, a época e a extensão dos procedimentos que são

determinados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável. Portanto, é uma função da eficácia do procedimento de auditoria e de sua aplicação pelo auditor. Assuntos como:

• planejamento adequado;

• designação apropriada de pessoal para a equipe de trabalho;

• aplicação de ceticismo profissional; e

• supervisão e revisão do trabalho de auditoria executado, ajudam a aprimorar a eficácia do procedimento de auditoria e de sua aplicação e reduzem a possibilidade de que o auditor possa selecionar um procedimento de auditoria inadequado, aplicar erroneamente um procedimento de auditoria apropriado ou interpretar erroneamente os resultados da auditoria.

Resposta: alternativa b.

26. Em relação aos procedimentos de auditoria, assinale a opção CORRETA.

a) A auditoria das demonstrações contábeis exime as responsabilidades da administração ou dos

responsáveis pela governança.

b) As demonstrações contábeis sujeitas à auditoria são as da entidade elaboradas pelo auditor

independente, com supervisão geral dos responsáveis pela governança.

c) As NBC Técnicas impõem responsabilidades à administração ou aos responsáveis pela

governança e se sobrepõem às leis e regulamentos que governam as suas responsabilidades.

d) O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte

dos usuários.

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AUDITORIA CONTÁBIL - Legislação e Normas Técnicas e Profissionais de Auditoria: Normas Brasileiras de auditoria.

Encontramos nos itens 3 e 4 da Resolução CFC nº 1.203/09 (NBC TA 200):

3. O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. No caso da maioria das estruturas conceituais para fins gerais, essa opinião expressa se as demonstrações contábeis estão apresentadas adequadamente, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro. A auditoria conduzida em conformidade com as normas de auditoria e exigências éticas relevantes capacita o auditor a formar essa opinião (ver item A1).

4. As demonstrações contábeis sujeitas à auditoria são as da entidade, elaboradas pela sua administração, com supervisão geral dos responsáveis pela governança. As NBC TAs não impõem responsabilidades à administração ou aos responsáveis pela governança e não se sobrepõe às leis e regulamentos que governam as suas responsabilidades. Contudo, a auditoria em conformidade com as normas de auditoria é conduzida com base na premissa de que a administração e, quando apropriado, os responsáveis pela governança têm conhecimento de certas responsabilidades que são fundamentais para a condução da auditoria. A auditoria das demonstrações contábeis não exime dessas responsabilidades a administração ou os responsáveis pela governança.

Resposta: alternativa d.

27. Em relação à identificação e à avaliação dos riscos de distorção relevante, assinale a opção

CORRETA.

a) O auditor deve obter entendimento do controle interno relevante para a auditoria.

b) O auditor na sua análise deve identificar pontos fortes no ambiente de controle que são

desconhecidos.

das

demonstrações contábeis.

d) O auditor não deve obter um entendimento do ambiente de controle, quando for analisar as

c)

O

auditor

não

deve

identificar

riscos

de

negócio

relevantes

para

os

objetivos

demonstrações contábeis.

AUDITORIA CONTÁBIL - Legislação e Normas Técnicas e Profissionais de Auditoria: Normas Brasileiras de auditoria.

Encontramos nos itens 12 e 15 da Resolução CFC nº 1.212/09 (NBC TA 315):

12.

O auditor deve obter entendimento do controle interno relevante para a auditoria. Embora seja mais provável que a maioria dos controles relevantes para a auditoria esteja relacionada com demonstrações contábeis, nem todos os controles que se relacionam com as demonstrações contábeis são relevantes para a auditoria. É uma questão de julgamento profissional do auditor, determinar se um controle, individualmente ou em combinação com outros, é relevante para a auditoria.

15.

O auditor deve buscar entender se a entidade tem processo para:

(a) identificar riscos de negócio relevantes para os objetivos das demonstrações contábeis;

Resposta: alternativa a.

28. Em relação à preparação da documentação da auditoria, assinale a opção CORRETA.

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a) Ao documentar a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria executados,

o auditor não precisa registrar quem executou o trabalho de auditoria nem a data em que foi

concluído.

b) É fundamental que o auditor, antes do início dos trabalhos de auditoria, prepare tempestivamente a documentação de auditoria.

c) O auditor deve documentar discussões de assuntos significativos, exceto se forem discutidos

com a administração.

d) Se o auditor identificou informações referentes a um assunto significativo que é inconsistente

com a sua conclusão final, ele não deve documentar como tratou essa inconsistência.

AUDITORIA CONTÁBIL - Legislação e Normas Técnicas e Profissionais de Auditoria: Normas Brasileiras de auditoria. Papeis de Trabalho: Preparação de papeis de trabalho.

Os itens 7, 9, 10 e 11 da Resolução CFC nº 1.206/09 (NBC TA 230) dizem:

7.

O auditor deve preparar tempestivamente a documentação de auditoria.

9.

Ao documentar a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria executados, o auditor DEVE REGISTRAR:

(a)

as características que identificam os itens ou assuntos específicos testados;

(b)

quem executou o trabalho de auditoria e a data em que foi concluído; e

(c)

quem revisou o trabalho de auditoria executado e a data e extensão de tal revisão.

10. O auditor deve documentar discussões de assuntos significativos COM A ADMINISTRAÇÃO, os responsáveis pela governança e outros, incluindo a natureza dos assuntos significativos discutidos e quando e com quem as discussões ocorreram.

11. Se o auditor identificou informações referentes a um assunto significativo que são inconsistentes com a sua conclusão final, ele DEVE documentar como tratou essa inconsistência.

Resposta: alternativa b.

29. De acordo com a NBC TP 01 – Perícia Contábil, os procedimentos de perícia contábil visam fundamentar as conclusões que serão levadas ao laudo pericial contábil ou parecer pericial contábil e abrangem, total ou parcialmente, segundo a natureza e a complexidade da matéria, exame, vistoria, indagação, investigação, arbitramento, mensuração, avaliação e certificação.

Relacione procedimentos de perícia contábil na primeira coluna com a respectiva descrição na segunda coluna e, em seguida, assinale a opção CORRETA.

(1)

Exame

( )

Ato de atestar a informação trazida ao laudo pericial contábil pelo perito-contador, conferindo-lhe caráter de autenticidade pela fé pública atribuída a este profissional.

(2)

Vistoria

( )

Determinação de valores ou a solução de controvérsia por critério técnico-científico.

(3)

Arbitramento

( )

Análise de livros, registros das transações e documentos.

(4)

Certificação

( )

Diligência que objetiva a verificação e a constatação de situação, coisa ou fato, de forma circunstancial.

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Francisco Campos

PROVA DO EXAME DE SUFICIÊNCIA 2.2011 RESOLVIDA E COMENTADA BACHAREL EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS

A sequência CORRETA é:

a) 4, 3, 2, 1.

b) 4, 3, 1, 2.

c) 3, 4, 1, 2.

d)

2, 1.

3,4,

PERÍCIA CONTÁBIL - Legislação: Legislação profissional vigente sobre a matéria, especialmente as Normas Brasileiras de Perícia Contábil.

A NBC TP 01 assim define nos itens 19 a 26, os procedimentos de perícia contábil:

19. O exame é a análise de livros, registros das transações e documentos.

20. A vistoria é a diligência que objetiva a verificação e a constatação de situação, coisa ou fato, de forma

circunstancial.

) (

23. O arbitramento é a determinação de valores ou a solução de controvérsia por critério técnico-científico.

) (

26. A certificação é o ato de atestar a informação trazida ao laudo pericial contábil pelo perito-contador,

conferindo-lhe caráter de autenticidade pela fé pública atribuída a este profissional.

Sequência 4, 3, 1.2.

Resposta: alternativa b.

30. Com relação ao comportamento dos peritos contadores, julgue as situações hipotéticas apresentadas nos itens abaixo e, em seguida, assinale a opção CORRETA.

PERÍCIA CONTÁBIL - Legislação: Legislação profissional vigente sobre a matéria, especialmente as Normas Brasileiras de Perícia Contábil.

Trata-se das hipóteses de impedimento e suspeição do perito contador previstas na NBC PP 01 nos itens 18 a 23.

I. Um perito-contador nomeado pelo juiz dirigiu ao juiz petição, no prazo legal, justificando que não poderia realizar a perícia, por ter sido empregado de uma das partes, há menos de 6 meses.

A primeira hipótese é de impedimento legal, conforme itens 18 e 20.c da NBC PP 01.

18. Quando nomeado em juízo, o perito deve dirigir petição, no prazo legal, o motivo do impedimento.

(

)

justificando a escusa ou

20. O perito-contador nomeado ou escolhido deve se declarar impedido quando não puder exercer suas atividades com imparcialidade e sem qualquer interferência de terceiros, ou ocorrendo pelo menos uma das seguintes situações:

(c). tiver mantido, nos últimos dois anos, ou mantenha com alguma das partes ou seus procuradores, relação de trabalho como empregado, administrador ou colaborador assalariado;

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Francisco Campos

PROVA DO EXAME DE SUFICIÊNCIA 2.2011 RESOLVIDA E COMENTADA BACHAREL EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS

) (

Item correto.

II. Um perito-contador, nomeado em juízo para atuar em uma questão relativa a uma dissolução de sociedade, após constatar que não dispunha dos recursos humanos e materiais em sua estrutura profissional para assumir o encargo, informou verbalmente ao juiz que iria aceitar o trabalho, mas que não teria condições de cumprir com os prazos estabelecidos.

A segunda hipótese é de impedimento técnico-científico conforme itens 18 e 21.b da NBC PP 01.

18. Quando nomeado em juízo, o perito deve dirigir petição, no prazo legal, o motivo do impedimento.

justificando a escusa ou