Você está na página 1de 41
Direcção de Marcas e Patentes Departamento de Patentes e Modelos de Utilidade E E n

Direcção de Marcas e Patentes Departamento de Patentes e Modelos de Utilidade

Departamento de Patentes e Modelos de Utilidade E E n n e e r r g

EEnneerrggiiaa OOcceeâânniiccaa

Jorge Fernandes Cunha Roxana Onofrei

Examinadores de Patentes

ÍNDICE Energia Oceânica 1 Nota Prévia   3 2 Introdução 4 3 Tipos de tecnologias

ÍNDICE

Energia Oceânica

1 Nota Prévia

 

3

2 Introdução

4

3 Tipos de tecnologias

5

3.1

Energia das Marés

7

3.2

Energia das Ondas

9

3.4

Energia

Eólica Offshore (no mar)

15

3.5

Energia do Gradiente de Salinidade ou Energia Osmótica

18

(Osmotic power or salinity gradient power)

18

4

Projectos implementados de aproveitamento de Energias das Ondas

20

4.1 Projectos de colaboração

20

4.2 Projectos implementados

24

5

Uma visão global sobre a implementação da tecnologia das ondas

28

5.1 Propriedade Industrial sobre o desenvolvimento das energias das ondas

29

5.2 A situação actual em Portugal

34

6 Considerações Finais

38

7 Referências Bibliográficas

40

Energia Oceânica 1 Nota Prévia Este documento insere ‐ se na prossecução dos objectivos delineados

Energia Oceânica

1 Nota Prévia

Este documento insere se na prossecução dos objectivos delineados aquando da criação dos

Clusters do Conhecimento dentro da estrutura técnica da Direcção de Marcas e Patentes do INPI

e, nomeadamente no Departamento Patentes e Modelos de Utilidade. Este é mais um de vários

documentos apresentados pelo Cluster das Energias Renováveis.

É notória a crescente actualidade, interesse e desenvolvimento tecnológico que o tema das

“Renováveis” tem apresentado nos últimos anos, tanto na vertente da cidadania reclamada pela população em geral e pelos fora sociais de âmbitos global e local, como pela comunidade científica e tecnológica, ou ainda surgindo com maior acuidade na agenda política ou programática instituições, governos e partidos políticos. De forma genérica, o sistema de Propriedade Industrial, como uma das vias de alavanca desta

verde revolução tecnológica, tem verificado a incidência de pedidos com soluções técnicas que procuram a resolução efectiva (leia se técnica!) das insuficiências de relacionamento da humanidade consigo própria e com o planeta que a acolhe e sustenta.

O diagnóstico dos problemas relacionados com o aquecimento global do planeta, da insuficiência

dos recursos energéticos sobre os quais a humanidade (ou pelo menos parte dela) tem sustentado a melhoria e manutenção da sua qualidade de vida e a consciencialização da consequente pegada ecológica produzida pelo seu consumo, têm conduzido à procura de fontes

energéticas alternativas que minimizem o impacte nos ecossistemas e que não conduzam ao esgotamento dos recursos naturais.

70% da superfície do planeta é coberta por água do mar, mas a realidade é que a humanidade

conhece melhor o solo lunar que os nossos oceanos. O nosso ainda escasso conhecimento sobre

o mar, deve se em parte ao elevado custo operacional das pesquisas nesta área. O mar, um

recurso dinâmico de energia inesgotável, impelido pelas forças gravíticas e pelos ventos, apresenta se como uma fonte imensa de energia, nas suas múltiplas formas de a aproveitar. O Mar representa, em particular para Portugal, e especialmente no domínio energético, uma enorme oportunidade de desenvolvimento, um recurso estratégico vital e uma marca de identidade incontornável.

Este documento pretende de forma simples e descritiva, apresentar aos utilizadores da página electrónica do INPI informação diversa existente sobre as várias tecnologias relacionadas com o aproveitamento da energia dos oceanos, focalizando mais em concreto a fileira da Energia das Ondas, dada o seu maior grau de desenvolvimento, mormente em Portugal, e fornecer ainda alguns dados de análise feitos sobre pedidos de patentes de origem nacional e mundial.

2 Introdução Energia Oceânica Desde a descoberta do fogo a Humanidade tem suportado o seu

2 Introdução

Energia Oceânica

Desde a descoberta do fogo a Humanidade tem suportado o seu crescimento de conforto e qualidade de vida nas crescentes transformação e consumo de recursos naturais, que por um lado se constata serem cada vez menos inesgotáveis e, por outro, fonte de alteração das condições básicas da sua sobrevivência.

Quando abordamos a contribuição das energias renováveis para a questão energética temos em conta energias como as energias solar, eólica, hídrica, geotérmica, ou outras ainda. Para combater a mudança climática e todas as negativas implicações que surgem desse fenómeno torna se premente o uso de recursos energéticos alternativos, inesgotáveis não poluentes, nomeadamente quanto aos denominados gases de efeito de estufa . A última década tem registado consideráveis progressos a nível global na investigação e desenvolvimento de tecnologias associadas ao aproveitamento da energia proveniente do oceano. Esta fonte não foi ainda conveniente e suficientemente explorada, nas suas múltiplas valências, de que as ondas são o exemplo mais relevante dada a sua diversificada distribuição mundial. As ondas são pois, um abundante recurso renovável, que se encontra a ser pontualmente explorado por alguns países, quer a nível experimental, quer a contribuir efectivamente para a produção nacional, pese embora essa contribuição ainda ter carácter residual, sendo porém das fileiras de aproveitamento da energia oceânica, a que se encontra em mais avançado estado de desenvolvimento. A energia das ondas tem origem directa no efeito dos ventos, os quais são gerados pela radiação solar incidente. A conversão de energia a partir das ondas apresenta alguma proximidade com a tecnologia da energia eólica. Dado que as ondas são produzidas pela acção do vento, os dois recursos apresentam idêntica irregularidade e variação sazonal. Em ambos os casos extrai se energia dum meio fluido em movimento e de extensão praticamente ilimitada. Contudo, a natureza ondulatória do mar está na origem da maior complexidade de concepção de sistemas de conversão para aproveitamento da energia oceânica.

Na evolução das indústrias das energias renováveis a energia das ondas apresenta se em franco desenvolvimento, sendo o seu potencial de crescimento muito efectivo. A tecnologia encontra se ainda em desenvolvimento, com muitas soluções técnicas ainda na fase conceptual ou a necessitarem “validação no mar” ou ainda a enfrentarem a luta da viabilidade económica dado o elevado preço de custo do seu megawatt/hora face ao valor de produção de energia de outras fontes, mais maduras como o caso da energia eólica. Porém, o interesse por parte dos governos e da indústria sobre esta fileira energética continua a crescer estimandose uma curva de crescimento correspondente ao verificado para a eólica na última década. O interesse por esta fileira decorre não só pelo facto do mercado da fileira eólica se aproximar comercialmente do estado maduro, apontando claramente para a viragem tecnológica dos fornecedores energéticos e dos investidores que vêem as ondas como o novo desafio tecnológico e fonte de aposta comercial, a que não é alheio o preponderante o facto das ondas possuírem elevada a maior densidade energética dos recursos renováveis.

Energia Oceânica A conversão da energia das ondas tem desafiado os engenheiros e cientistas desde

Energia Oceânica

A conversão da energia das ondas tem desafiado os engenheiros e cientistas desde várias

décadas. A ideia de converter a energia das ondas de superfície noutras formas de energia não é nova (a 1ª tecnologia patenteada data de 1799 Girard & Son, França), no entanto a intensa investigação e desenvolvimento da conversão da energia das ondas começou depois da dramática subida dos preços do petróleo em 1973. Diferentes países com condições de

exploração deste recurso começaram a ter em conta a energia das ondas como uma possível fonte de energia e introduziram medidas e programas de apoio nesse âmbito. Importantes programas de investigação com apoio governamental e privado começaram a surgir, principalmente na Dinamarca, Irlanda, Noruega, Portugal, Suécia e no Reino Unido, desenvolvendo tecnologias de conversão industrial da energia das ondas a médio longo prazo.

3 Tipos de tecnologias

Os oceanos manifestam diferentes formas de fluxos energéticos que levaram ao desenvolvimento de diferentes conceitos de como aproveitar a sua energia. Estes conceitos deram origem às diferentes tecnologias de aproveitamento da energia do oceano convertendoa em energia, numa primeira fase mecânica e, mais tarde, eléctrica.

O aproveitamento da Energia dos Oceanos apresenta várias fileiras que configuram tecnologias

distintas de produção energética, tais como: energia das ondas, energia das marés, energia associada ao diferencial térmico (OTEC), energia osmótica ou do gradiente salino, ou correntes marítimas.

Ao encontro do anteriormente referido, o quadro abaixo revela as diferentes fileiras tecnológicas da Energia Oceânica, efectuando uma distinção dos diferentes estádios de desenvolvimento tecnológico, comercial ou de investigação.

É perceptível, da análise do gráfico, que a fileira da energia das ondas concentra o maior número de desenvolvimento de dispositivos, estando porém a maioria, ainda numa fase de testes entre o tanque e o mar, de modelos à escala, ou numa fase pré comercial.

A fileira é caracterizada como estando numa espécie de corrida à tecnologia mais eficiente e

economicamente viável, mas devido à complexidade e agressividade do meio onde ela vai ser instalada, que dita o aparecimento de muitos escolhos e desafios, a referida corrida perfila se

inevitavelmente como uma prova de fundo.

Energia Oceânica Estado tecnológico da Energia Oceânica (Fonte: Jahangir Khan, et al., 2008) A maior

Energia Oceânica

Energia Oceânica Estado tecnológico da Energia Oceânica (Fonte: Jahangir Khan, et al., 2008) A maior

Estado tecnológico da Energia Oceânica

(Fonte: Jahangir Khan, et al., 2008)

A maior importância dada à fileira tecnológica das ondas poder seá explicar também pelo relevante potencial de produção energético, onde se apresenta como o principal contribuidor, no domínio da energia oceânica, de acordo com o gráfico.

MARINE RENEWABLE RESOURCES

Resource

Power (TW)

Energy Density (m)

Ocean Currents

0.05

0.05

Ocean Waves

2.7

1.5

Tides

0.03

10

Thermal Gradient

2.0

210

Salinity Gradient

2.6

240

(Fonte: G.L. Wick and W.R. Schmitt, 1977, de A.T. Jones W. Finley)

3.1 Energia das Marés (Fontes: EMEC ‐ European Marine Energy Center,2009) e (Aqua ‐ Ret)

3.1 Energia das Marés

(Fontes: EMEC European Marine Energy Center,2009) e (Aqua Ret)

Energia Oceânica

A Energia das Marés resulta do aproveitamento do movimento naturais das massas de água

marítimas que são influenciadas pelos campos gravitacionais da terra, da lua e do sol. As correntes e fluxos marítimos são frequentemente ampliados por características topográficas como cabos, enseadas e estreitos ou canais, e ainda pela forma do leito oceânico quando a água é conduzida por passagens estreitas.

Os dispositivos de aproveitamento da energia das marés tiram partido da energia cinética das correntes produzidas pelas marés, sendo genericamente similares a turbinas eólicas submergidas.

O facto de estarem submergidas, devido à densidade da água, permite que estas possam ter pás

mais curtas com um movimento mais lento.

Estão identificados variados tipos de Conversores de Energia das Marés:

Turbinas de Eixo Horizontal

Dispositivos que extraem energia do movimento de corrente de água à semelhança das turbinas eólicas e que podem ser também alojadas dentro de estruturas concentradoras e aceleradoras do fluxo produzindo uma alteração da pressão.

do fluxo produzindo uma alteração da pressão. Turbinas de Eixo Vertical Dispositivos que extraem

Turbinas de Eixo Vertical

Dispositivos que extraem energia do movimento de corrente de água, de forma similar às turbinas de eixo horizontal, sendo que neste caso, a turbina está montada num eixo vertical, configurando uma forma opcional de montar a turbina, de acordo com a conveniência do projecto do dispositivo.

uma forma opcional de montar a turbina, de acordo com a conveniência do projecto do dispositivo.
Hidrofólios Oscilantes (único ou recíprocos) Energia Oceânica Dispositivos que utilizam pás (ou asas) não

Hidrofólios Oscilantes (único ou recíprocos)

Energia Oceânica

Dispositivos que utilizam pás (ou asas) não rotativas acopladas a um braço oscilante, sendo que o dito movimento oscilatório é causado pelo impulso do fluxo da corrente de maré que faz ascender a pá. O braço oscilatório actua num sistema hidráulico (pistão e motor hidráulico ligado a gerador) que converte o movimento em energia eléctrica. Estes dispositivos podem ter mais do que uma dispostas em paralelo ou de forma recíproca (opostas), configurando formas opcionais de projecto.

(opostas), configurando formas opcionais de projecto. Dispositivos de Efeito Venturi Dispositivos submergidos

Dispositivos de Efeito Venturi

Dispositivos submergidos contendo estruturas concentradoras e aceleradoras do fluxo da corrente das marés, que produzem uma alteração da pressão e a criação de um fluxo secundário através da turbina, nomeadamente condutas onde internamente se alojam as turbinas (independentemente da orientação axial do seu eixo).

(independentemente da orientação axial do seu eixo). Outros Pontualmente são identificáveis outros modelos

Outros

Pontualmente são identificáveis outros modelos de dispositivos com desenhos diferentes e únicos, relativamente aos modelos acima descritos, ou com características tecnológicas não identificáveis.

Energia Oceânica 3.2 Energia das Ondas (Fontes: European Marine Energy Centre ‐ EMEC ; Aqua

Energia Oceânica

3.2 Energia das Ondas

(Fontes: European Marine Energy Centre EMEC ; Aqua Ret e European Ocean Energy Association EUOEA)

As ondas do Oceano são criadas pela interacção do vento na superfície do mar, sendo o seu tamanho determinado por este (velocidade, período e área de incidência), pela batimetria do leito oceânico (que concentra ou dispersa a energia das ondas) e pelas correntes marítimas. A energia das ondas (energia cinética) pode ser convertida em energia eléctrica através de Dispositivos Conversores de Energia das Ondas Wave Energy Converter (WEC).

Os sistemas produtores de energia eléctrica de energia das ondas dividem se em 3 grupos:

Dispositivos fixos ou embutidos na linha costeira, sujeitos à rebentação (shoreline);

Dispositivos instalados perto da costa, em águas pouco profundas (2025m) (até 500m da costa (nearshore);

Dispositivos instalados ao largo (a partir dos 25m de profundidade) (offshore).

São identificados seis tipos principais de Dispositivos Conversores de Energia das Ondas (WEC):

Atenuadores

Dispositivos flutuantes alinhados perpendicularmente em relação à frente de onda, flutuando sobre esta e captando a energia quando estes são atravessados, efectuando um movimento progressivo ao longo do seu comprimento.

a energia quando estes são atravessados, efectuando um movimento progressivo ao longo do seu comprimento. 9
Energia Oceânica Sistema Oscilante de Simetria Axial (Point Absorber) Dispositivos flutuantes que absorvem

Energia Oceânica

Sistema Oscilante de Simetria Axial (Point Absorber)

Dispositivos flutuantes que absorvem energia proveniente de qualquer direcção decorrente dos movimentos da superfície da água, à passagem de uma onda, tendo capacidade para absorver energia de uma área de mar superior às dimensões do dispositivo.

área de mar superior às dimensões do dispositivo. Conversores Oscilantes de Translação das Ondas

Conversores Oscilantes de Translação das Ondas (Oscillating Wave Surge Converters OWSC)

Dispositivos submergidos e fixos ao leito oceânico, contudo com a parte colectora próximo da superfície, que aproveitam a energia criada por vagas de ondas e o movimento de partículas de água por elas provocadas. Possuem um braço oscilatório de movimento pendular invertido, conectado a uma articulação que responde ao movimento da água induzido pela onda.

responde ao movimento da água induzido pela onda. Coluna de Água Oscilante (CAO) (Oscillating Water

Coluna de Água Oscilante (CAO) (Oscillating Water Column OWC)

Estes dispositivos são estruturas parcialmente submersas, em forma de câmara contendo uma abertura inferior para o mar, permitindo que uma coluna de água oscile, subindo e descendo, por acção do movimento da onda, promovendo a compressão e a descompressão de uma coluna de

Energia Oceânica ar contida na câmara, sobre a coluna de água. Esta variação de pressão

Energia Oceânica

ar contida na câmara, sobre a coluna de água. Esta variação de pressão da coluna de ar faz accionar uma turbina, usualmente de sentido reversível. Estes dispositivos são habitualmente instalados na linha de costa, embora existam também dispositivos ”CAO” flutuantes.

existam também dispositivos ”CAO” flutuantes. Dispositivos de Galgamento ( Overtopping Device ) Este

Dispositivos de Galgamento (Overtopping Device )

Este tipo de dispositivos utiliza o galgamento da onda por uma estrutura semi submersa em forma de rampa, que eleva a água do mar, capturandoa num reservatório acima da linha do nível do mar. Esta água é depois devolvida à massa de água do mar através de convencionais turbinas de baixa queda, instaladas no fundo do reservatório. São conhecidos dispositivos deste tipo instalados de forma fixa (estruturas na linha de costa) e ainda flutuantes.

(estruturas na linha de costa) e ainda flutuantes. Dispositivos Submersos de Diferença de Pressão (

Dispositivos Submersos de Diferença de Pressão (Submerged Pressure Differential)

Dispositivos submersos, habitualmente instalados perto da linha de costa e fixos no leito marinho. A passagem das ondas provoca a subida e a descida do nível do mar sobre o dispositivo, induzindo uma pressão diferencial neste, a que corresponde um movimento tipopistão de um sistema hidráulico de forma a gerar electricidade.

Energia Oceânica Outros Pontualmente são identificáveis outros modelos de dispositivos com desenhos diferentes e

Energia Oceânica

Energia Oceânica Outros Pontualmente são identificáveis outros modelos de dispositivos com desenhos diferentes e

Outros

Pontualmente são identificáveis outros modelos de dispositivos com desenhos diferentes e únicos, relativamente aos modelos acima descritos, ou com características tecnológicas não identificáveis. (Ex: Estruturas flexíveis, …)

3.3 Energia Térmica dos Oceanos

(OTEC Ocean Thermal Energy Conversion )

(inventor: Jacques D'Arsonval, in 1881).

A Conversão de Energia Térmica dos Oceanos (OTEC) é um método que consiste na extracção de

energia da diferença de temperatura entre águas superficiais e sub superficiais através de um motor térmico. Esta tecnologia só apresenta viabilidade económica em diferenças de temperatura na ordem dos 20°C, sendo que relativamente à água fria, a captação desta deve manterse a uma profundidade inferior a 100m. A maior diferença de temperatura entre frio e calor, localizada geralmente na zona do equador ou dos trópicos, fornece potencialmente uma quantidade enorme de energia. Assim, o desafio técnico principal apresenta se em como produzir

a maior quantidade de energia a partir de um pequeno rácio térmico, nomeadamente nos outros

pontos do globo que não o do equador, onde a variação térmica não é tão acentuada. A água quente é utilizada para aquecer e vaporizar um líquido, normalmente, um líquido com ponto de ebulição baixo. À medida que o vapor se expande, acciona a turbina. A água fria trazida do fundo é, então, utilizada para condensar o vapor novamente em líquido.

Energia Oceânica Mapa da diferença térmica entre a superfície e os 1000m de profundidade (Fonte:

Energia Oceânica

Energia Oceânica Mapa da diferença térmica entre a superfície e os 1000m de profundidade (Fonte: Peter

Mapa da diferença térmica entre a superfície e os 1000m de profundidade (Fonte: Peter Meisen, 2009)

Comparativamente com a Energia das Ondas, a energia disponível pelo OTEC é de intensidade uma ou duas vezes superior, embora a eficiência térmica seja muito baixa, com um máximo teórico de eficiência de 6 ou 7%. Além disso, a extracção de energia é tecnicamente difícil e por isso mesmo dispendiosa (implica bombagem de enormes quantidades de água do mar para um sistema flutuador e ainda a dificuldade do transporte da energia do mar para a rede em terra). Esta tecnologia, se competitiva com as convencionais tecnologias de produção eléctrica, poderá conseguir fornecer gigawats de energia eléctrica.

Tipos de Tecnologias OTEC

São conhecidos três tipos de sistemas de produção de energia desta tecnologia, dependendo do local de implantação e do ciclo usado. As centrais eléctricas podem estar localizadas em terra, na plataforma oceânica ou em instalações flutuantes (plataformas ou embarcações).

(Fontes: Portal das Energias Alternativas e European Ocean Energy Association, EUOEA)

Os sistemas usados são: Ciclo Fechado, Ciclo Aberto e Ciclo Híbrido ou Misto.

Sistema OTEC de Ciclo Fechado

Ciclo Híbrido ou Misto. Sistema OTEC de Ciclo Fechado Diagrama de Sistema OTEC de Ciclo Fechado

Diagrama de Sistema OTEC de Ciclo Fechado (Fonte: Peter Meisen, 2009)

Energia Oceânica Este ciclo utiliza um líquido (encerrado no sistema) que é arrefecido e aquecido

Energia Oceânica

Este ciclo utiliza um líquido (encerrado no sistema) que é arrefecido e aquecido num ciclo fechado. A água mais quente da superfície do mar é bombeada através de um permutador de calor para vaporizar um líquido com baixo ponto ebulição, que aquecido é vaporizado. O gás que se expande é dirigido para um conjunto turbina gerador onde se produz a electricidade, e depois condensado novamente em estado líquido, pela água do mar mais fria, que é bombeada através de um segundo permutador de calor.

Sistema OTEC de Ciclo Aberto

permutador de calor. Sistema OTEC de Ciclo Aberto Diagrama de Sistema OTEC de Ciclo Aberto (Fonte:

Diagrama de Sistema OTEC de Ciclo Aberto (Fonte: Peter Meisen, 2009)

Este sistema dispensa o uso do fluido em ciclo fechado, fazendo directamente uso da água superficial do mar. Esta água mais quente é bombeada através de um reservatório de baixa pressão, onde se a evaporação. O vapor em expansão acciona um conjunto turbina gerador, sendo depois condensado de novo em estado líquido através da exposição à água do mar profunda, mais fria. Se o vapor produzido for mantido isolado da água do mar durante a condensação, pode produzir se água doce (dessalinizada) como resultado do processo.

Sistema OTEC de Ciclo Híbrido (ou Misto)

Neste sistema, que combina os dois ciclos a água do mar quente é rapidamente evaporada em pressão de vapor numa câmara de vácuo. O vapor é então conduzido por um permutador de calor utilizado para vaporizar um líquido de trabalho em ciclo fechado, líquido esse caracterizado por possui baixo ponto de ebulição. Como no Ciclo Aberto pode produzir se água doce (dessalinizada) como resultado do processo.

Energia Oceânica Diagrama de Sistema OTEC de Ciclo Híbrido (Fonte: Peter Meisen, 2009) 3.4 Energia

Energia Oceânica

Energia Oceânica Diagrama de Sistema OTEC de Ciclo Híbrido (Fonte: Peter Meisen, 2009) 3.4 Energia Eólica

Diagrama de Sistema OTEC de Ciclo Híbrido (Fonte: Peter Meisen, 2009)

3.4 Energia Eólica Offshore (no mar)

Fonte: www.nrel.gov

Com o potencial de crescimento da instalação de dispositivos para produção de energia Eólica OnShore (em terra) reduzido e na procura de uma maior velocidade dos ventos marítimos, desenvolve se a tecnologia Eólica Offshore (no mar) que se suporta na fusão de conhecimentos técnicos das tecnologias Eólica Onshore e da extracção offshore de petróleo e gás, nomeadamente no que às plataformas diz respeito.

A tecnologia eólica offshore diferencia se da eólica onshore quanto ao tipo de suporte das turbinas, isto é as fundações da torre. Enquanto as turbinas eólicas em terra necessitam de grandes estruturas de fundações em betão, as turbinas eólicas offshore necessitam de diferentes tipos de estruturas de fundações, dependendo da profundidade e das características do fundo do mar.

de fundações, dependendo da profundidade e das características do fundo do mar. Fonte: www.nrel.gov 15

Fonte: www.nrel.gov

Energia Oceânica As torres das turbinas eólicas são colocadas no mar, suportadas em estruturas fixas

Energia Oceânica

As torres das turbinas eólicas são colocadas no mar, suportadas em estruturas fixas ao leito oceânico (junto á costa) ou em plataformas flutuantes (alto mar). São conhecidos três conceitos gerais do formato de plataformas flutuantes que incluem as dos tipos semi submersível, bóia spar e flutuante ancorada (tension leg), cada uma delas usando diferente método para adquirir estabilidade.

Águas pouco profundas – 030m – são usadas estruturasbase gravitacionais maciças que estabilizam com a sua inércia, estruturas de pilar (habitualmente de pilar único a estas profundidades) que perfuram o leito oceânico, e pilares de sucção.

perfuram o leito oceânico, e pilares de sucção. Fonte: www.nrel.gov Zona de Transição ‐ 30 –

Fonte: www.nrel.gov

Zona de Transição 30 – 60m – (similar às águas pouco profundas) são usadas estruturas fixas no leito oceânico [jacket (lattice) ou multi pilar (tripés ou quadripés) que proporcionam uma base sólida para suporte das torres eólicas. A estas profundidades pode ser necessária a colaboração de navios preparados para deposições profundas.

pode ser necessária a colaboração de navios preparados para deposições profundas. Fonte: www.nrel.gov 16

Fonte: www.nrel.gov

Energia Oceânica Águas Profundas ‐ >60m – são usadas estruturas de suporte flutuantes, plataformas

Energia Oceânica

Águas Profundas >60m são usadas estruturas de suporte flutuantes, plataformas marítimas, que podem ser rebocadas em barcos desde a costa, ou transportadas nestes e depositadas no mar, permitindo localizações mais favoráveis. Enquadram se nestas estruturas as plataformas marítimas do tipo semi submersíveis, bóias spar, e flutuantes ancoradas (tension leg).

bóias spar, e flutuantes ancoradas (tension ‐ leg). 1 2 3 4 5 Fonte: www.nrel.gov Conceitos

1

2

3

4

5

Fonte: www.nrel.gov Conceitos de plataformas flutuantes offshore: (1) semi submersíveis 3 flutuadores (Bulder et al. 2002); (2) bóia spar (Lee 2005); (3) tension leg platform (TLP), Glosten Associates (2010); (4) TLP de betão com âncora de gravidade (Fulton, Malcolm, and Moroz 2006); (5) spar de águas profundas (Sway 2010)

Turbinas de Eixo Horizontal

profundas (Sway 2010) Turbinas de Eixo Horizontal Turbinas Eixo vertical Turbina Darrieus Turbina Savonius

Turbinas Eixo vertical

profundas (Sway 2010) Turbinas de Eixo Horizontal Turbinas Eixo vertical Turbina Darrieus Turbina Savonius 17

Turbina Darrieus

profundas (Sway 2010) Turbinas de Eixo Horizontal Turbinas Eixo vertical Turbina Darrieus Turbina Savonius 17
profundas (Sway 2010) Turbinas de Eixo Horizontal Turbinas Eixo vertical Turbina Darrieus Turbina Savonius 17
profundas (Sway 2010) Turbinas de Eixo Horizontal Turbinas Eixo vertical Turbina Darrieus Turbina Savonius 17

Turbina Savonius

Energia Oceânica 3.5 Energia do Gradiente de Salinidade ou Energia Osmótica ( Osmotic power or

Energia Oceânica

3.5 Energia do Gradiente de Salinidade ou Energia Osmótica

(Osmotic power or salinity gradient power )

Osmótica ( Osmotic power or salinity gradient power ) (Fonte: Tomas Harrysson, David Lönn and Jesper
Osmótica ( Osmotic power or salinity gradient power ) (Fonte: Tomas Harrysson, David Lönn and Jesper

(Fonte: Tomas Harrysson, David Lönn and Jesper Svensson http://exergy.se/goran/cng/alten/proj/97/o/ )

Esta tecnologia baseia se na diferença de entropia entre a água salgada e a água doce.

São principalmente conhecidos dois métodos desta tecnologia: electrodiálise reversa ( reverse electro dialysis RED) e osmose a pressão retardada ( pressure retarded osmosis PRO). Ambos os processos utilizam câmaras alternadas separadas por membranas semipermeáveis. O método RED envolve a migração dos iões de sal, por osmose, através da membrana semipermeável, criando assim, uma corrente de baixa voltagem. O método PRO utiliza uma membrana que é mais permeável à água do que ao sal. As moléculas da água serão forçadas a passar através da membrana, para o lado da água salgada. À medida que as moléculas da água passam através da membrana, a pressão hidrostática irá aumentar no lado da água salgada, até um máximo de 26 bars. Esta água pressurizada é utilizada para accionar uma turbina e produzir electricidade.

le&id=182&Itemid=325&lang=pt ) (Statkraft Osmotic Power Plant , Tofte , Norway)
Energia Oceânica Outros dois métodos para esta tecnologia são também referenciados: Compressão do vapor Este

Energia Oceânica

Outros dois métodos para esta tecnologia são também referenciados:

Compressão do vapor

Este método tira partido de diferenças na pressão do vapor da água e da água do mar para obter energia do gradiente salino. A água doce é evaporada sob vácuo e depois condensada em água do mar. O vapor resultante acciona um conjunto turbina gerador. A vantagem da utilização diferenças de pressão do vapor é que permite eliminar a necessidade de membranas e, consequentemente, os problemas que advêm da sua utilização, como por exemplo a sua degradação e deposição de organismos e de sujidades. Este método não necessita de tratamento prévio da água e apresenta se muito fiável. (Fonte: A.T. Jones W. Finley)

Gerador “Hydrocratic”(processo de pseudo osmose)

Uma tecnologia patenteada pela patente de invenção US 6313545 ( 2001) (FINLEY WARREN [US]; PSCHEIDT EDWARD [US] )] que divulga uma central hidroeléctrica que produz energia através de um processo de pseudoosmose que tira partido do potencial da energia osmótica entre duas massas de água com concentrações diferentes de salinidade. O método e o aparelho da presente invenção não requerem a utilização de uma membrana semipermeável, ou outro material especial, nem necessitam de aquecimento ou arrefecimento da água doce ou salgada. Além disso, o dispositivo pode ser usado para recuperar energia a partir de uma ampla variedade de fontes de água doce, incluindo água tratada ou não, águas residuais ou efluentes e outros. O dispositivo é bastante adequado para a produção de energia em uma ampla variedade de locais geográficos e em uma ampla variedade de condições. A invenção tem a vantagem especial para uso em regiões remotas, onde a produção de energia eléctrica por meios convencionais possa ser

menos conveniente. (Fonte: European Patent Office espacenet database – Resumo da Pat. US 6313545 ( 2001) http://v3.espacenet.com/publicationDetails/b iblio?DB=EPODOC&adjacent=true&locale=en_EP&FT=D&date=20011106&CC=US&NR=6313545B1&

“Hydrocratic generator”

KC=B1 ) “Hydrocratic generator” (Pat. nº US 6313545 ( 2001) (FINLEY WARREN [US];

(Pat. US 6313545 ( 2001) (FINLEY WARREN [US]; PSCHEIDT EDWARD [US] )

Energia Oceânica 4 Projectos implementados de aproveitamento de Energias das Ondas A energia contida no

Energia Oceânica

4 Projectos implementados de aproveitamento de Energias das Ondas

A energia contida no oceano sob a forma de ondas tem vindo a ser considerada um recurso

aproveitável no quadro da produção eléctrica distribuída de origem renovável. Ao longo dos

últimos anos têm sido vários os projectos sem que qualquer tecnologia se tenha imposto definitivamente, dada a agressividade do meio e a complexidade dos processos de conversão.

A variabilidade das ondas torna se um problema para a injecção de potência na rede eléctrica

com a continuidade e qualidade exigidas, como tal a solução tem passado pela existência de armazenamento intermédio da energia mecânica.

4.1 Projectos de colaboração

ORECCA Off shore Renewable Energy Conversion platforms Coordinated Action (20092011)

O objectivo deste projecto é desenvolver um framework para a partilha de conhecimento e

desenvolver um roadmap para actividades de investigação a curto e médio prazo no contexto das energias renováveis marítimas. Em particular, o projecto vai estimular as actividades de investigação e desenvolvimento (I&D) conducente a inovadora.

Os objectivos do projecto ORECCA são os seguintes:

melhorar o intercâmbio de informação e impulsionar a cooperação científica principalmente

entre o meio académico, indústria, os agentes públicos e privados; criar uma estrutura eficiente e orientada para a partilha de conhecimentos;

envolver e estimular todos os stakeholder groups relevantes na Europa para definir o quadro para a futura exploração das fontes de energia renováveis marítimas (ondas e eólico);

definir o estado da arte, descrever o actual quadro legal e económico e identificar barreiras em matéria de energia renovável marítimas (ondas e eólico).

O projecto tem a duração de 18 meses, envolve cerca de 30 instituições Europeias e é liderado

pelo Instituto Alemão Fraunhofer. Financiamento: EC FP7 Coordination and support action.

SOWFIA Streamlining of Ocean Wave Farms Impact Assessment (20102012)

O projecto que tem como objectivo de promover o desenvolvimento de ferramentas de análise

ambiental e socioeconómica para projectos de energia das ondas, reúne parceiros europeus que têm interesse no desenvolvimento de parques de energia das ondas. Projectos de simulação para parques de energia das ondas serão estudados em cada um dos países da EU envolvidos no projecto. Ao utilizar os resultados da tecnologia de controlo específico em vários locais, SOWFIA vai acelerar a transferência de conhecimentos e impulsionar o começo de projectos pioneiros à escala europeia relacionados com a energia das ondas.

Os objectivos do projecto SOWFIA são: Energia Oceânica ‐ compilar informações sobre a experiência

Os objectivos do projecto SOWFIA são:

Energia Oceânica

compilar informações sobre a experiência europeia relativamente aos projectos relacionados com a energias das ondas;

ajudar a compreensão das melhor práticas por parte das autoridades reguladoras e dos interessadas;

desenvolver sistemas sustentável mesmo na fase de design.

FAME The Future of the Atlantic Marine Environment (20102012)

O projecto tem como objectivo a ligação da protecção dos valores naturais, neste caso a

biodiversidade (avifauna) e as actividades económicas no Atlântico Europeu.

Os objectivos do projecto são:

estabelecer uma base de dados transnacionais para informar as decisões sobre o ambiente marinho do Atlântico;

fazer recomendações específicas sobre designação e gestão de Áreas Marinhas Protegidas

(AMP); desenvolver uma comunicação eficiente entre os decisores políticos, cientistas, ONGs, profissionais da marinha e do público sobre a importância do ambiente marinho do Atlântico e do papel que pode desempenhar na sua protecção.

Desta forma o projecto consistirá em 4 actividades/tarefas:

1) Gestão do projecto; 2) Recolha de dados através de observações marítimas e monitorização das colónias de nidificação; 3) Gestão do Ambiente Marinho; 4) Comunicação.

O projecto FAME é financiado pelo programa INTERREG IV (20072013 Atlantic Area Programme). O projecto dura 39 meses. A entidade coordenadora é a Royal Society for the Protection of Birds (RSPB) e o projecto reúne parceiros de 5 países que têm conhecimentos e competências no meio marinho, desde o seguimento e monitorização de aves marinhas ao mapeamento, análise de dados e relação com os sectores das energias renováveis marinhas e das pescas.

CORES Components for Renewable Ocean Energy Systems (20082011)

CORES é um projecto de investigação europeu no âmbito do 7ºPQ RTD da Comissão Europeia com foco em componentes e novos conceitos para conversores de energia do oceano. Estes conversores estão num estágio inicial de desenvolvimento. Dispositivos de primeira geração foram instalados em algumas linhas de costa e consistem normalmente em sistemas de Coluna

Energia Oceânica de Água Oscilante. Para que estes sistemas cheguem a ser comercializadas devem desenvolver

Energia Oceânica

de Água Oscilante. Para que estes sistemas cheguem a ser comercializadas devem desenvolver unidades adaptadas à produção em massa.

Um dos objectivos principais do CORES é a criação de uma ferramenta de modelação completa para ser aplicada à tecnologia OEBuoy. O projecto CORES irá focar as suas actividades no desenvolvimento de novas concepções de dispositivos, componentes para a produção de energia, controlo, amarração, aquisição de dados e instrumentação. Outro objectivo importante deste projecto será o de reduzir barreiras técnicas e não técnicas no ambiente marinho e assim reduzir o custo por kWh da energia gerada. Este projecto teve início em Abril de 2008 e prolongar se á por um período de três anos.

O projecto divide se em 4 Tarefas:

Ficheiro de trabalho 1: Turbinas eólicas Ficheiro de trabalho 2: Parte eléctrica e Controlo Ficheiro de trabalho 3: Amarrações e Sistemas elevatórios Ficheiro de trabalho 4: Teste de Campo

WAVEPORT “Demonstration & Deployment of a Commercial Scale Wave Energy Converter with an innovative Real Time Wave by Wave Tuning System” (20092012).

O projecto WAVEPORT financiado a 3 anos pelo 7º programa quadro, é um projecto com uma

forte componente de demonstração, centrado na demonstração das melhores práticas em termos de design, instalação e operação à escala real. Trata se da demonstração ao largo de Santona (Espanha) de uma unidade de 150 kW da tecnologia PowerBuoy da empresa americana Ocean Power Technologies.

SURGE Simple Underwater Renewable Generation of Electricity (2009 2011)

O projecto europeu SURGE, financiado pelo programa quadro, pretende testar e avaliar o