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TEXTO BASE 2 CONCEPÇÕES DE “SER HUMANO”, “LÍNGUA” E “SUJEITO” Fernando Afonso de Almeida DISCIPLINA:
TEXTO
BASE 2
CONCEPÇÕES DE
“SER HUMANO”,
“LÍNGUA” E “SUJEITO”
Fernando Afonso de Almeida
DISCIPLINA: ENUNCIAÇÃO, DISCURSO E INTERAÇÃO
ESPECIALIZAÇÃO EM ENSINO DE LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL
Fundação Cecierj/ Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
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DEFININDO OS OBJETIVOS:

Esta Aula está organizada de modo que, ao fim dela, você seja capaz de:

1. Reconhecer e diferenciar diferentes concepções de “ser humano”, “língua” e

“sujeito” que circulam nas instâncias e instituições da vida social;

2. Posicionar-se sobre a relação entre essas concepções e a perspectiva que

desenvolve ou pretende desenvolver em suas atividades docentes.

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CONTEXTUALIZANDO O TEMA

No campo das pesquisas acadêmicas, é comum afirmar que é o olhar do pesquisador que define seu objeto de estudo. Com razão, de acordo com as hipóteses, os objetivos e as motivações do pesquisador, será sempre adotada uma abordagem que o levará a examinar certos aspectos de seu objeto de estudo e, ao mesmo tempo, negligenciar outros. Sua perspectiva determina, portanto, o modo de encarar o objeto e orienta não somente o rumo da investigação, mas também a escolha dos instrumentos de análise.

Em Les conceptions de l’être humain (1993), Leclerc & Pucella apresentam cinco propostas de abordagem do mesmo objeto de estudo o ser humano cada uma delas assentada em uma base teórica distinta. Trata-se das concepções racionalista, cristã, naturalista, marxista e freudiana. Para tanto, os autores apoiam-se em textos de pensadores consagrados, pertencentes a diversas épocas, como Platão, Santo Agostinho, Descartes, Darwin, Kant, Nietzsche, Freud, Marx e Sartre. Assim, buscando referências em perspectivas e períodos diversos, eles delineiam diferentes contornos do ser humano de forma a realçar traços constitutivos de nossa humanidade. Para introduzir o tema que será desenvolvido nesta segunda aula, as concepções de língua e de sujeito, retomaremos sucintamente as cinco concepções do ser humano propostas pelos referidos autores, pois elas trazem à tona aspectos específicos da problemática da humanidade, que poderão ser, em seguida, aprofundados em sua interface com a linguagem. A essas cinco concepções originais acrescentamos, ainda, uma sexta: a sociológica.

2- SEIS CONCEPÇÕES DE “SER HUMANO

2.1- Concepção racionalista

A vertente racionalista sublinha a importância da linguagem e do pensamento, os quais tornam possível a emergência da razão e da consciência, bem como o desenvolvimento

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do conhecimento e a busca da verdade. O homem é um ser que pensa, e é este pensar que atesta sua existência, mesmo quando pensa para colocar em dúvida as evidências trazidas por seus sentidos. Pode duvidar do valor de “verdade” deste ou daquele pensamento, mas não duvida de seu ato de pensar, como conclui Descartes: “Penso, logo existo” (1962). A primazia atribuída à razão, à lógica, à capacidade de refletir, falar e argumentar, em detrimento dos afetos, do instinto e da espontaneidade do corpo, situa o homem no território da linguagem e da moral. É um homem autocentrado, que constrói uma estrutura social regulada por ele próprio, sobrepondo-se assim à natureza, dominando-a, transformando-a. O pensamento organizado, submetido à análise lógica e à razão, faz surgirem no horizonte valores e ideais como “liberdade”, “solidariedade”, “respeito”, “ordem”, “igualdade”, “progresso”, que devem orientar o caminhar da humanidade.

2.2- Concepção cristã

Esta concepção, por sua vez, enxerga o homem como uma criação divina, possuidora de uma alma destinada a sobreviver após a morte. O fato de ser dotado de uma vida imaterial permite ao homem, e apenas a ele, desfrutar, graças a sua fé, da felicidade da contemplação de Deus, ao lado do qual ele retornará após a morte do corpo. Esse retorno, que representa uma recompensa, não lhe é dado incondicionalmente, mas conquistado por sua conduta.

Uma vez que a existência de Deus não pode ser demonstrada logicamente, a relação entre fé e razão se estabelece nos seguintes termos: acredita-se inicialmente em uma religião e, em seguida interpreta-se racionalmente a concepção de ser humano que ela transmite. Não é a prova da existência de Deus que torna o indivíduo cristão, mas o inverso: é o fato de crer que possibilita a compreensão de Deus, como diz o aforismo de Pascal: “O coração tem suas razões que a própria razão desconhece.” As visões religiosas do universo e do homem têm sido historicamente objeto de interesse dos filósofos, na medida em que os conceitos de Deus, espírito, alma, eternidade etc, se desprenderam de sua dimensão sagrada para alimentar a reflexão metafísica.

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2.3- Concepção naturalista

A observação científica revela que toda espécie é impelida a mudar e, portanto, apresenta-se em um estágio transitório de transformação. Para a visão naturalista, o homem é um ser natural, subordinado às leis que regem o mundo dos seres vivos e o universo físico e, assim sendo, é fruto de um processo em constante evolução. Para compreendê-lo, não é necessário fazer intervir uma ordem superior ou um princípio imaterial (a alma, por exemplo); ao contrário, ele pode e deve ser um objeto de análise científica.

Já na antiguidade, filósofos como Lucrécio, Epicuro (LECLERC & PUCELLA, op. cit.) consideram que a morte é a cessação das funções vitais, o desaparecimento definitivo da pessoa enquanto entidade biológica e psicológica. Importa determinar as causas naturais dos processos naturais e as consequências que eles trazem. A observação dos fenômenos e as experiências levam às explicações científicas e à formulação de leis, as quais poderão ser sempre revistas, reformuladas, uma vez que o conhecimento que se tem do universo nunca é definitivo. Considerada no sentido estrito, a concepção naturalista conduz a um posicionamento materialista e ateu.

2.4- Concepção marxista

De acordo com a perspectiva marxista, existe uma ligação necessária entre a concepção do mundo material e a atividade própria ao ser humano, na medida em que o mundo, tal qual o percebemos, tal qual o conhecemos, é um mundo humanizado, já transformado pela ação humana, pelo trabalho. Tendo como pano de fundo os acontecimentos que marcaram a segunda metade do século XIX na Europa a industrialização, a organização do trabalho coletivo, as condições de miséria da população, as revoltas dos trabalhadores etc. em sua tese sobre as relações entre a vida econômica e a vida das sociedades, Marx (1965) denuncia o processo de alienação do operário pelo trabalho assalariado no sistema capitalista. O autor sustenta, primeiro, que o modo de produção exige o estabelecimento de tipos de relações sociais entre os indivíduos, que não dependem de sua vontade e, segundo, que a consciência individual é determinada pela

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posição que o indivíduo ocupa no seio das relações sociais: “Não é a consciência dos homens que determina sua existência, ao contrário, é sua existência social que determina sua consciência” (idem).

2.5- Concepção freudiana

Com a visão freudiana, traz-se à cena uma dimensão do psiquismo até então desconhecida, o inconsciente, território “subterrâneo” capaz de influenciar insidiosamente a vida consciente. Considera-se assim que o plano psíquico pode produzir importantes alterações sobre o plano biológico, muitas vezes provocadas pelo mecanismo de recalque.

Freud (1967) propõe a tripartição do psiquismo em três zonas: o id, parte obscura e totalmente inconsciente da personalidade, onde se encontra a energia vital e afetiva que nos faz viver, agir, gozar (a libido); o ego, parte do id modificada em virtude das influências e exigências do mundo exterior e que torna possível a relação do organismo com o meio ambiente; e o superego, que representa as regras morais a serem respeitadas. Trata-se, neste último caso, da interiorização, pelo indivíduo, de julgamentos e valores transmitidos por seus educadores, principalmente os pais. Além da descoberta do inconsciente, Freud (1970) lança um olhar inovador sobre a sexualidade infantil, cujo amadurecimento é balizado por diferentes etapas que conduzem à sexualidade da idade adulta (fases oral, anal, genital).

2.6- Concepção sociológica

Para fazer parte de um grupo organizado por formas de agir, falar e pensar, e para ser reconhecido como tal, o indivíduo é levado a observar valores e regras que regulam os comportamentos nas diferentes esferas de atividades sociais. Essa aquisição começa na mais tenra infância, se processa de modo cumulativo e prossegue por toda a vida, tornando o indivíduo mais apto a participar de eventos variados e em diversos

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contextos. Assim, aos poucos, aprende-se a utilizar os transportes públicos, a frequentar a escola, a participar de uma consulta médica etc.

Citamos anteriormente Gusdorf, para quem o outro é necessário não apenas para o funcionamento da linguagem, mas também para a própria constituição do “eu” e da consciência. Desenvolvendo essa ideia em termos mais funcionais, Goffman sustenta que “toda pessoa vive em um mundo de encontros sociais, que a põe em contato, seja este face a face ou mediado, com outros participantes.” (1980, p.76) e, sendo assim,

quando um indivíduo chega à presença de outros; estes, geralmente, procuram obter

Independentemente do objetivo particular que o

indivíduo tenha em mente e da razão desse objetivo, será do interesse dele regular a

Assim, quando uma

pessoa chega à presença de outras, existe, em geral, alguma razão que a leva a atuar de

forma a transmitir a elas a impressão que lhe interessa transmitir. (1983, p. 11-14).

conduta dos outros, principalmente a maneira como o tratam [

informação a seu respeito [

]

]

Para Sartre, o homem por si só, sem a convivência, não pode conhecer-se em sua totalidade, por inteiro. Somente através dos olhos dos outros é possível ver-se como parte do mundo. Cada pessoa, embora não tenha acesso às consciências das outras pessoas, pode extrair de seus olhares uma imagem de si próprio.

O fato de o real não se deixar apreender em sua complexidade e em sua materialidade não deve invalidar os esforços para aproximá-lo e compreendê-lo, mesmo quando se sabe que essa compreensão será sempre parcial. Ao apresentar essas seis concepções do ser humano, cada uma delas lançando um olhar diferenciado sobre o homem, sublinhando ora esta, ora aquela característica da humanidade, procurou-se atribuir diferentes feições ao objeto observado, o homem. A estas seis concepções estão vinculadas concepções de linguagem, as quais se relacionam, por sua vez, a concepções de língua e sujeito enunciador, que permeiam e definem diariamente nosso lugar e nossos discursos de professor e aluno em nossas interações em sala de aula.

Nas seções seguintes serão apresentadas algumas concepções de língua e de sujeito, tendo em vista o aprofundamento da discussão em torno da relação envolvendo o homem e a linguagem.

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TRÊS CONCEPÇÕES DE ‘LÍNGUA’ E ‘SUJEITO’

O professor disserta sobre ponto difícil do programa.

Um aluno dorme,

Cansado das canseiras desta vida.

O professor vai sacudi-lo?

Vai repreendê-lo? Não.

O professor baixa a voz,

Com medo de acordá-lo.

Na sala de aula, o saber sobre a linguagem se constrói na presença e pela interação dos

sujeitos, principalmente através da língua. Ora, os conceitos de língua e de sujeito, por

serem conceitos, são variáveis e dependem da perspectiva de análise, ou seja, da

concepção de linguagem que orienta a definição de língua. Em Desvendando os

segredos do texto, Koch afirma que “a concepção de ‘sujeito’ da linguagem varia de

acordo com a concepção de língua que se adote” (2002: 13), e distingue três vertentes: a

língua como representação do pensamento, a língua como macroestrutura ideológica e a

língua como espaço social de trocas.

Leia as propostas a seguir sobre as diferentes perspectivas da linguagem: será que elas

são excludentes? Quais são as implicações de cada uma destas perspectivas para o

ensino de língua na escola?

3.1 - Língua como representação do pensamento

Atribui-se à língua traço distintivo entre o homem e o animal a função de

instrumento simbólico que possibilita a emergência do pensamento estruturado e da

razão. Através da palavra o homem pode comunicar, argumentar, organizar-se

socialmente, adquirir e transmitir conhecimentos. Pode também julgar. Essa concepção

de língua traz implicitamente a ideia de um sujeito psicológico que se distancia da vida

selvagem, assumindo o controle de seus instintos, de seus pensamentos e de suas ações

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através da consciência. O homem se sobrepõe à natureza, dominando-a, transformando- a. Segundo Mosé (2011, p. 21), a consciência individual teria surgido com a consciência da própria morte:

Tudo indica que a consciência da morte foi a primeira manifestação da

A percepção da morte, a percepção da vida,

como um ponto de vista, fez nascer o indivíduo no humano, o que o tornou distinto do conjunto da espécie. O indivíduo nasce da consciência de si. O homem é o ser que, a partir de si, avalia.

consciência humana. [

]

Assim, o uso que esse sujeito (psicológico) faz da linguagem é controlado por sua consciência individual. Ele é responsável por aquilo que diz. Tem controle não apenas sobre seu discurso, mas também sobre o sentido que seus enunciados vão produzir para o outro. Comunicar é um processo estável, objetivo, simétrico, em que o destinatário extrai do enunciado a(s) ideia(s) que o enunciador queria de fato transmitir. Considera- se, portanto, o enunciador como sendo a fonte do sentido do enunciado. Esta vertente corresponde à concepção racionalista, que privilegia uma percepção cartesiana do ser humano, como vimos anteriormente.

3.2- A língua como macroestrutura ideológica

Esta abordagem entende que a língua é o reflexo das tensões, do embate de forças existentes no plano social, que determinam para o sujeito formas de dizer, pensar e perceber o mundo, os outros e a si mesmo. A língua enquanto reflexo de uma macroestrutura ideológica é um sistema que submete o indivíduo, uma vez que os discursos que ele produz são predeterminados pelo interdiscurso, conjunto estruturado das formações discursivas que estabelece relações entre os objetos constituídos, relações essas que o sujeito assume como se fossem suas (CHAURAUDEAU & MAINGUENEAU, 2002).

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Neste sentido, o indivíduo não tem consciência do jogo de forças que determinam seu lugar, sua atitude e seu falar. De acordo com essa visão de cunho psicanalítico e

marxista, o sujeito vive

a ilusão de ser a origem de seu enunciado, ilusão necessária, de que a ideologia lança mão para fazê-lo pensar que é livre para fazer e dizer o que deseja. Mas, na verdade, ele só diz e faz o que se exige que faça e diga na posição em que se encontra. (KOCH, op. cit, p.14).

Dependente, repetidor, o sujeito assujeitado pelo sistema pensa ter autonomia, quando é de fato a ideologia que se manifesta através dele. As posições que lhe são possíveis ocupar são determinadas de modo externo, reguladas pelas condições sócio-históricas do sistema do qual participa.

3.3- Língua como espaço social de trocas

Nas diversas culturas, o homem desenvolveu uma organização social marcada pela construção de dois tipos de instrumentos: os materiais, que lhe trouxeram maior eficiência no desempenho de atividades concretas, e os semióticos, graças aos quais pôde projetar estratégias e comunicar formas de pensar e agir, possibilitando assim colaboração e parcerias, como formas de garantir a sobrevivência do grupo (BRONCKART, 1999).

Assim, além de ser um instrumento lógico-racional, a língua possui uma função relacional-pragmática, é um espaço de contato entre seres conscientes de si e do outro, movidos por algum propósito. Para Bakhtin (2002, p.113), a interação verbal é a realidade fundamental da linguagem” e todo enunciado é endereçado a um interlocutor, esteja ele fisicamente presente ou não. A linguagem é por definição dialógica, isto é, convoca sempre dois sujeitos: o enunciador e o outro, de quem o “eu” necessita para se constituir enquanto tal. “Eu” e “tu” são, portanto, condição à prática da linguagem. A interação verbal é o lugar da produção de linguagem e da constituição do sujeito social. Essa interação entre os interlocutores é o princípio fundador da linguagem e os próprios interlocutores se constroem pela linguagem (idem).

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No processo de constituição da subjetividade, revela-se de fundamental importância a etapa em que a criança passa a reconhecer o “outro” não apenas enquanto objeto de seu olhar, mas como um outro “eu” capaz de percebê-la enquanto objeto. Ela se enxerga, então, como um “eu” que pode ser visto por um outro “eu” que não ela própria. A identidade se constrói nessa relação com a alteridade (GUSDORF, 1970: 43).

Esta vertente identifica no processo de constituição do sujeito a intervenção fundamental de dois fatores: o outro (o social) e a lingua(gem). Preconiza, dessa forma, a existência de uma relação de interdependência entre sujeito, sociedade e língua(gem), uma vez que o sujeito se consubstancia na relação com o “outro” e que essa relação é construída/mediada essencialmente pela lingua(gem). Nesse contexto, o sujeito é uma entidade psicossocial, envolvido por uma relação dialética que opera em dois sentidos:

por um lado, ele é fortemente marcado pelo ambiente sociocultural do qual participa enquanto membro; por outro lado, seu comportamento e suas escolhas influenciam e modificam o ambiente pelo qual ele é modelado.

4- CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo desta unidade foi ampliar a visão de língua e de sujeito, bem como a cultura geral do professor com relação às linhas teóricas relacionadas às diferentes concepções da linguagem.

Na atividade de fórum que está proposta para esta Aula, vamos incentivar você a rever alguns dos conceitos apresentados, se concentrar especialmente naqueles que tiverem lhe parecido mais interessante, e ainda fazer a ponte entre esta apresentação geral do texto base e o seu trabalho junto aos alunos do ensino básico.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BAKHTIN,

HUCITEC: 2002.

Mikhail.

Marxismo

e

filosofia

da

linguagem.

10ª.

ed.

São

Paulo:

BENVENISTE, Émile. Problemas de linguística geral II. Campinas, Pontes, 1989.

BRONCKART, Jean-Paul. Atividade de linguagem, textos e discursos. São Paulo, EDUC: 1999.

CHAURAUDEAU, Patrick & MAINGUENEAU, Dominique. Dictionnaire d’analyse du discours. Paris, Seuil: 2002.

DESCARTES, René. Obra escolhida. Tradução de J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo, Difel: 1962.

FREUD, Sigmund. Introduction à la psychanalyse. Paris, Payot : 1970.

FREUD, Sigmund. L’interprétation des rêves. Paris, P.U.F.: 1967.

GOFFMAN, Erving. “Elaboração da face”, em Psicanálise e ciências sociais. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1980.

--------. A representação do eu na vida cotidiana. Petrópolis, Vozes, 1983.

GUSDORF, Georges, 1970, A fala. Porto: Edições Despertar.

KOCH, Ingedore G. V. Desvendando os segredos do texto. São Paulo, Cortez: 2002.

LECLERC, Bruno & PUCELLA, Salvatore. Les conceptions de l’être humain. Québec, Editions du Renouveau Pédagogique : 1993.

MARX, Karl. Critique de l’économie politique. Paris, Gallimard: 1965.

MOSÉ, Viviane. O homem que sabe. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira: 2011.

SAUSSURE, Ferdinand de. Cours de linguistique générale. Paris, Payot & Rivages:

1995.

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