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PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL - PDE SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DO PARANÁ - SEED/PR NÚCLEO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DE MARINGÁ UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ - UEM

MARINGÁ/PR, 2009

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO – PARANÁ SUPERINTENDÊNCIA DA EDUCAÇÃO DIRETORIA DE POLÍTICAS E PROGRAMAS EDUCACIONAIS PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL (PDE)

IDENTIFICAÇÃO

Professor:

NRE: Maringá-Pr Município: Maringá-Pr Estabelecimento:

Orientação: Yolanda Shizue Aoki- Prof. MS em geografia (yolandaaoki@gmail.com) Co-Orientação: Sandra TerezinhaMalysz MS em geografiasandramalysz@hotmail.com) IES: Universidade Estadual de Maringá-Pr

Disciplina:

Relação interdisciplinar: História- Filosofia- Sociologia Conteúdo Estruturante:

Geografia (0401)- Ensino Médio

POLUIÇÃO SONORA NOS CENTROS URBANOS: CASO ZONA SETE DE MARINGÁ

Resumo

Lourdes Aparecida Leonareo Hilgert 1

A geografia é disciplina que pode ser trabalhada de maneira interdisciplinar e que aplicada de

maneira criativa, pode trazer melhor aquisição de conhecimentos. A cada dia tem se discutido

o papel do professor no ensino, como pesquisador constante e reformulador de sua prática.

Este artigo, portanto, traz exposição de um trabalho aplicado com alunos do ensino médio do CEEBJA Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos Professor Manoel Rodrigues da Silva. Assim, tendo como campo de aplicação da pesquisa, Maringá, em especial a Zona 07, realizou-se um trabalho sobre a poluição sonora. A metodologia utilizada nesta aplicação incluiu além da revisão de literatura, a exposição de dados obtidos na pesquisa de gabinete e de campo. Os alunos puderam de forma contextualizada trabalhar diferentes aspectos da poluição sonora. A aplicação da pesquisa de campo envolveu os alunos que entrevistaram 54 pessoas sobre a poluição sonora na Zona 07 e de suas consequências para os indivíduos principalmente nos grandes centros urbanos. Demonstrou-se, por meio da pesquisa que, os indivíduos são incomodados com ruídos do trânsito, de sons automotivos ou de outras fontes e que devido a estes incômodos estes sofrem irritabilidade, insônia, dor de cabeça entre outros. Notou-se ainda que, as pessoas não se entendem como poluidoras, não conhecem a legislação e nem tão pouco sabem por que o IBAMA é responsável pelas multas para os que produzem barulho fora dosa níveis e horários permitidos. As atividades executadas permitiram aos alunos entender sobre a da poluição sonora em Maringá bem como o papel trabalho realizado de maneira interdisciplinar e que se aplicada de maneira criativa permite melhor aquisição de conhecimentos.

Palavras-chave: Geografia. Poluição sonora, Zona Sete, Maringá.

1

Professora de Geografia graduada pela UEM.

Prof.da Rede Pública e Municipal.

1. INTRODUÇÃO

A educação no sentido amplo é sinônimo de socialização do indivíduo e compreende

todos aqueles processos institucionalizados ou não que visam transmitir determinados conhecimentos e padrões de comportamento a fim de garantir a continuidade da cultura e normas da sociedade.

O professor é aquele sujeito social cujo trabalho é, de forma intencional e formal, o

de realizar parcela significativa da atividade social de educar. A essência da atividade prática do professor é o ensino-aprendizagem, o conhecimento técnico e prático de como levar a aprendizagem, que é consequência da atividade de ensinar. O professor na sala de aula deve ser um referencial para que seus alunos se sintam envolvidos por aquilo que estão aprendendo.

Da mesma forma, a Geografia é descrita por Corrêa (2000) como ciência social, cujo objeto de estudo é a sociedade, mas também pontos como o homem, a paisagem, os animais, a região, o espaço, o lugar e o território, seus conhecimentos são úteis para serem aplicados na vida real.

Os conteúdos de geografia podem ser trabalhados de maneira enriquecedora, pois conforme Ross (2006), os saberes contidos nesta ciência são amplos. Essa permite se trabalhar com estudos sobre os seres humanos, seu habitat, forma de sustentabilidade de vida; estuda o homem, a crosta terrestre, a atmosfera, o solo, a cobertura vegetal, o reino animal, tornando o saber geográfico extremamente importante de ser conhecido.

Diante disso, este artigo traz exemplo de atitude onde os conhecimentos de geografia foram expostos aos educandos visando maneiras diferentes e atraentes de aprender. Aqui se apresenta os resultados obtidos por meio de atividades propostas, cujo tema se ligava ao estudo da poluição sonora na área urbana.

Esta proposta de trabalho foi aplicada junto aos alunos do Ensino Médio do CEEBJA – Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos “Prof. Manoel Rodrigues da Silva” situada na Zona Sete, em Maringá-PR. O referido trabalho teve como objetivo o estudo, de forma interdisciplinar, de conteúdos ligados à educação ambiental, em especial sobre a poluição sonora e seus efeitos, algo que hoje é comum nos grandes centros. Como metodologia proposta, os alunos realizaram a pesquisa bibliográfica, a aplicação de pesquisa de campo e a análise dos resultados obtidos bem como a produção de vídeos e outros materiais.

2. MARINGÁ E A POLUIÇÃO SONORA - A REALIDADE VIVENCIADA NOS CENTROS URBANOS

Fundada em 10 de maio de 1947 pela Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná, foi planejada por Jorge Macedo Vieira. Teve seu nome inspirado na canção de Joubert de Carvalho, "Maria do Ingá", a cidade das matas e estradas lamacentas dos primeiros anos, com os passar do tempo veio a ter espaçosas avenidas e imponentes prédios, mas isso discussões sobre a preservação ambiental (SANCHES, 2006).

A cidade foi elevada à categoria de município em 1951, desmembrando-se de Mandaguari, porém desde sua criação foi associada conforme Rego (2001) a um grande empreendimento agrícola e imobiliário. Devido isso, a marcha pioneira que avançou em direção ao norte do Paraná e à região noroeste de São Paulo na primeira metade do Século XX, teve em Maringá um eixo das linhas ferroviárias então abertas e plantio de diferentes culturas.

Desde sua criação a cidade de Maringá foi associada a idéia atrativa de progresso. De acordo com Silva e Loch (2006) a cidade veio a ser relacionada a oportunidade, de comércio, de investimentos e de qualidade de vida.

A cidade ganharia status de “cidade sempre ecológica”, com beleza e nível sócio econômico elevado, fato comprovado em Silva e Loch (2006) que mencionam artigo da Revista Veja n.20, de 1999, onde a cidade foi denominada como sendo a “Dallas Brasileira”. A propagada serviu de instrumento de legitimação da idéia de boa qualidade de vida, mas hoje a cidade vem vivenciando muitos problemas.

A paisagem da cidade modificou-se conforme Luz (1999) (LUZ apud GONÇALVES (1999)) a partir da década de 60, momento em que se iniciou um processo de urbanização diferente, com o aumento das construções e abertura de novas ruas e novos bairros. Nesse período também, matas foram derrubadas e um maior número de pessoas veio a disputava espaços nos locais próximos ao centro. Esse processo de expansão propicia o surgimento dos primeiros problemas ambientais na cidade de Maringá

Conforme dados da Prefeitura Municipal de Maringá (2009) nos anos 1980 e 1990 a população da cidade aumentaria, fato que se manteria nos anos seguintes. Assim, a cidade no ano de 2000, segundo dados do Censo de 2000 (IBGE) teria 288.465 habitantes, número que

já foi superado, pois em 2005, conforme o IBGE projetava-se para a cidade 318.952 habitantes e em 2009, estima-se este total em 335 mil.

Maringá experimentou no decorrer dos anos 1990 em acelerado crescimento, tanto no que se refere à estrutura populacional quanto à estrutura urbana (Setor de serviços). Portanto, Maringá com o processo de crescimento urbano com intensa verticalização e do crescimento no total de veículos tem enfrentado situação para qual na verdade não foi planejado. O crescimento se deve ao fato da cidade ser é local onde o comércio, as possibilidades de emprego e de formação universitária têm atraído muitas pessoas da região, aumentando o total populacional.

A cidade de Maringá, por conseguinte, se tornou a terceira maior cidade do Estado e a 66 a maior cidade no país, no entanto, se a cidade foi planejada para um total de 200 mil habitantes, conta atualmente devido seu crescimento com uma maior concentração de pessoas por metro quadrado. Um dos fatores, de sua aceleração urbana deveu-se também à expansão e crescimento da Universidade Estadual de Maringá bem como do surgimento de outras instituições de ensino superior, gerando um processo de atração de população estudantil de outros estados, em especial, São Paulo.

Como parte desse processo, o adensamento de bairros como a Zona Sete, que concentra uma população de estudantes e de veículos que dividem os espaços. Esses dois processos provocaram um aumento da poluição de maneira geral, e em particular, a sonora, conseqüência dessa concentração, daí a preocupação com a questão ambiental.

Para se reforçar esse processo descrito dados sobre o crescimento da frota de veículos em Maringá, mostram que em 1998, o número de veículos era de 102.509 veículos para uma população de 267 mil habitantes, representando 2,61 veículos por moradores. Já o total de motocicletas era de 13.807 (SETRAN, 2008; PREFEITURA MUNICIPAL DE MARINGÁ, 2009). No ano de 2008, o crescimento no total de veículos foi drástico, fazendo da frota de Maringá a segunda maior em concentração do Estado do Paraná, ficando atrás somente de Curitiba. O total de veículos comprovado por pesquisa de Carvalho (2008) era, de janeiro até junho de 2008, 196.688 veículos, com crescimento de 4,51, representando 1 veículo para 1,7 pessoas.

O crescimento vertiginoso do perímetro urbano ligado ao setor acadêmico aumentando também trouxe o fluxo de pessoas e de veículos na área da Zona 07, situada

próxima a UEM - Universidade Estadual de Maringá sendo assim a poluição sonora aumentou nessa região.

A questão da poluição sonora gerada na Zona 07 merece atenção, uma vez que, de acordo com Almeida (1999) a poluição sonora é considerada um dos problemas ambientais mais graves nos centros urbanos, principalmente naqueles com maior índice populacional. Isto é mencionado, pois a nocividade do ruído se relaciona com seu espectro de freqüências, como a intensidade da pressão sonora, direção da exposição diária, como ainda a suscetibilidade individual.

Para a saúde humana na parte auditiva, o ruído precisa ser considerado poluição agressiva, visto causar PAIR – Perda Auditiva Induzida pelo Ruído. A PAIR é considerada patologia progressiva, ligada diretamente com a exposição ao ruído e de caráter permanente, sendo o único tratamento eficaz a prevenção (ALMEIDA, 1999). Portanto, se os habitantes da Zona Sete convivem com o ruído, podem ter o risco de desenvolverem a PAIR.

Entende-se então que existem muitas formas de poluição, mas cada qual com seus efeitos danosos ao meio ambiente, figurando entre elas a poluição sonora que pode trazer gravíssimos danos. Como causa danos, os ruídos se enquadram dentro do objetivo da Constituição Federal de controle da Poluição, firmada em seu artigo 24, inciso VI, pois poluição é toda a ação que resulte em poluir, e poluir é alterar o meio ambiente negativamente.

Segundo Pereira Junior (2002) não apenas no texto constitucional se procurar formas de regulamentar a questão ambiental, como ainda, na Legislação Federal sobre Poluição

Sonora Urbana que destaca em seu inciso II do art 3 da Lei n 6.938, de agosto que:

Art 3 Para os fins previstos nesta Lei entende-se por : poluição , a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta e indiretamente:

a. prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população;

b. criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;

c. afetem desfavoravelmente abiota ;

d. afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente:

e. lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos (PEREIRA, 2002, p.4)

Esta lei, apenas corresponde às diferentes leis que desde a maior urbanização do Brasil, teve destaque. As leis vieram para proteger os cidadãos contra os incômodos da poluição, dentre elas a poluição sonora, que segundo consta veio a ser uma preocupação muito anterior a regulamentação legal que foi dada a questão de outras formas de poluição.

O cuidado com os ruídos levou órgãos responsáveis no controle da Poluição Sonora a normatizar pela Associação Brasileira de Normais Técnicas (ABNT) e pelo Instituto Brasileiro de Normatização e Metrologia (INMETRO), limites de ruídos acima dos quais se caracteriza poluição. Esses instrumentos sofrem atualização conforme os avanços tecnológicos.

Apesar de discutir a questão dos ruídos, é preciso compreender que o ruído é qualquer sensação sonora indesejável, que invada o ambiente e traga sensações desagradáveis, mas é importante expor que som e ruído são diferentes. O som conforme Santos (2008) é qualquer variação de pressão do ar, ou água, que o ouvido possa captar, quanto ao ruído, este corresponde a qualquer som ou conjunto de sons indesejáveis, desagradáveis perturbadores. O critério de distinção pode ser variável depende do fator psicológico de cada indivíduo, motivo que levou o ruído a se constituir um dos principais problemas ambientais dos grandes centros.

Conforme Gereges (2000) a poluição sonora tem efeitos na saúde, uma vez que, ruídos excessivos são atribuídos como causas de perturbações na saúde mental, provando que a poluição sonora ofende o meio ambiente, afetando o interesse difuso e coletivo. Logo, os níveis excessivos de sons e ruídos causam deterioração da qualidade de vida, na relação entre as pessoas, bem como nos limites suportáveis pelo ouvido humano, mas prejudiciais ao repouso noturno e ao sossego público, como se vivencia nos grandes centros.

Os ruídos nos grandes e médios centros urbanos de acordo com Zannin (2002) causam perturbação do sono, seja de maneira direta ou indireta trazendo estresse. A poluição sonora é comumente associada à irritabilidade, significando fonte de estresse do organismo principalmente em níveis de ruídos que chegam a 65 db(A). Tal ainda é ligado devido o estresse, ao desequilíbrio bioquímico, aumentando riscos de doença degenerativa.

Com base nos autores citados, compreende-se que é preciso discussão constante no sentido de propor medidas quanto os ruídos, por estes causarem a surdez, redução da capacidade de comunicação, e de memorização, envelhecimento, distúrbios neurológicos, cardíacos, circulatórios, gástricos e pressão alta. Faz-se necessário, compreender que grande parte destes ruídos se concentra no trânsito com os veículos automotores, mas ainda, no meio ambiente do trabalho e ambiente doméstico, entre outros.

Segundo Fiorillo (2003) a poluição por ruídos se deve em grande parte aos veículos, que são responsáveis pelas perturbações sonoras. Alguns veículos podem ser ruidosos por, com danos ao escapamento, por as alterações no silencioso ou no cano de descarga, por alterações no motor e por maus hábitos ao dirigir.

A partir dessa reflexão, portanto, foi desenvolvido um trabalho com os alunos da Escola CEEBJA – Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos “Prof. Manoel Rodrigues da Silva”, o estudo sobre a poluição sonora e os ruídos incômodos causados à população, delimitando-se o estudo a Zona 07 de Maringá e arredores da escola.

A discussão da questão do ruído foi tão importante quanto às outras questões do meio ambiente como poluição, o desmatamento, os recursos naturais, sustentabilidade, desperdício. Como os ruídos são uma das formas de poluição que faz parte dos grandes centros, a Geografia tem neste contexto objeto para estudo e proposta de ações.

Diante o exposto, portanto, esta pesquisa faz parte da área de Geografia, que de acordo com Bovo (2005), tem como objeto de estudo a relação, as interações que se estabelecem entre a sociedade e natureza, onde as questões ambientais estão contempladas.

3. A GEOGRAFIA TRABALHADA DE FORMA INTERDISCIPLINAR

Antunes (2004) destaca que o meio ambiente é um bem jurídico autônomo e unitário, não podendo ser confundido com os recursos ambientais. Também, perante essa lição, o meio ambiente não é simples somatório destes, mas sim algo que resulta da supressão de todos os seus componentes adquirindo uma particularidade jurídica que se deriva da própria integração ecológica de tais elementos.

Frente isso, a população desde cedo precisa ser orientada para compreender o que é meio ambiente, como este influencia sua vida e como a qualidade do mesmo pode ser prejudicada pela interferência do homem, sendo a poluição sonora um exemplo desta. Portanto, o trabalho que foi desenvolvido sobre a poluição sonora, trouxe proposta de uma Geografia trabalhada de maneira interdisciplinar direcionada a Educação Ambiental. Este trabalho, além dessa discussão de conceitos como meio-ambiente, crescimento urbano, poluição, de maneira especial, a poluição sonora, além de propor uma série de atividades a serem desenvolvida em conjunto e num diálogo com diferentes disciplinas como Língua Portuguesa e Literatura, Ciências Biológicas, Física, Química, Artes, Educação Física entre outras.

Para tanto, o público-alvo deste trabalho foram os alunos do Ensino Médio do CEEBJA – Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos “Prof.Manoel Rodriques da Silva,” e a comunidade da zona 07 de Maringá-Pr nos arredores do CEEBJA. Esses alunos foram encaminhados ao Ambiente Informatizado Educacional da escola e por meio de discussões sobre o meio ambiente e a questão da influencia do homem ao mesmo., introduziu-se o primeiro assunto a ser ministrado. A exposição do conteúdo começou com o tópico cujo texto trazia introdução sobre o que é poluição. Após esse assunto os alunos foram convidados a navegar na Internet e tomar conhecimento dos Órgãos responsáveis pelas questões ambientais em âmbito Nacional , Regional e local.

O texto discorria sobre a poluição, bem como seus conceitos e tratamento dado a esta e ao meio ambiente perante a Constituição Federal de 1988. Também se expôs o artigo 3, inciso III da Lei n.6.938/81 que trata da poluição, tendo como objetivo explicar aos alunos

que é considerado poluição qualquer elemento que direta ou indiretamente seja causado pelos seres humanos e que prejudiquem o meio ambiente e a qualidade de vida.

Depois de exposto tal conteúdo, se propôs aos educandos, atividade no qual deveriam pesquisar sobre a forma como se organizam o CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente e o IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e quais funções de cada um bem como entrevistar funcionários destes órgãos. Depois disso, os alunos tiveram de relatar se as leis expostas no texto eram em sua opinião, aplicadas em sua cidade, bairro, ou condomínio.

Prosseguindo, passou-se a apresentar as diferenciações entre som e ruído. Feito isso se requereu dos alunos pesquisa sobre o assunto, onde tais deveriam demonstrar se realmente entenderam a diferença entre som e ruído. Na própria sala onde estavam os alunos fez o máximo possível de silêncio e então deixou-se cair uma régua, chacoalhou molho de chave

chaves,arrastou-se cadeiras, para que se pudesse fazer as identificações se eram sons ou ruídos

o que se tinha emitido.

Verificados os conhecimentos dos alunos(as) sobre a diferença entre som e ruído continuou-se a pesquisa, onde se abordou o que é poluição sonora e o quanto a intensidade de sons e ruídos pode configurar tal tipo de poluição. Assim, os conceitos de intensidade e freqüência foram comentados para se compreender até que ponto a emissão de sons e ruídos medidos em decibéis é nociva à saúde.

Na atividade questionou-se aos alunos se os sons produzidos no ambiente os incomodavam ou não, bem como ainda requerendo-se dos mesmos que organizassem suas respostas em quadro, efetuando análise dos resultados. Neste quadro se descreveria a origem do som ou ruído, o tipo de som e ruído.

Terminada a tarefa, foi trabalhado texto com os alunos onde não somente se abordou

a poluição sonora, mas também os efeitos colaterais dos mesmos, demonstrando que as

pessoas nos grandes centros têm sido acometidas por diferentes problemas psicológicos e fisiológicos gerados por esta. Exposto o texto, aplicou-se atividade junto aos alunos onde se questionou se os mesmos percebiam a existência de poluição sonora em seu bairro, quais os principais emissores desta poluição, perguntando se existe legislação específica sobre

poluição sonora em seu município e em caso de não existência, qual a sugestão do aluno.

A questão dos sons e ruídos dos grandes centros serem causados principalmente pelo

trânsito e o tratamento dado a este pela legislação ambiental foi trabalhada, discutindo-se as formas de se resolver esta questão. Nessa atividade solicitou-se aos alunos que relacionassem as doenças que podem ser causadas pela exposição dos seres humanos aos ruídos, discutissem e logo após, produzissem um texto dissertativo sobre o tema.

O projeto de intervenção na forma de “Folhas” apresentou em seu conteúdo, texto no

qual abordou a poluição sonora no Brasil e no mundo, expondo de que maneira tal tem sido tratada tanto em nível nacional como internacional, destacando os níveis de decibéis definidos como aceitáveis no meio urbano. Também se expôs exemplos de realidades vividas por grandes centros brasileiros quanto à poluição sonora.

Nesta etapa, foram trabalhadas atividades no computador, os alunos ouviram músicas de diferentes estilos (funk, samba ,forró ,orquestrada ) e fizeram uma análise sobre as mesmas, expondo quais estilos eram agradáveis e quais não eram considerados não agradáveis para logo após se discutir as percepções individuais obtidas. Isto foi feito, visto que a música conforme o total de decibéis também pode trazer prejuízos à saúde.

O texto posterior abordou o Selo Ruído, que hoje tem sido empregado para definir

quais os índices de ruídos emitidos por eletrodomésticos, brinquedos, máquinas e motores.

Desta maneira, abordou-se texto que expôs a posição da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes e a iniciativa da criação de um selo quanto à qualidade sonora dos ambientes. Após texto, atividades foram desenvolvidas sobre o assunto, onde os alunos deram sua opinião sobre o assunto, questionando-se aos mesmos, se em sua cidade, e bairros os mesmos conhecem iniciativa em relação à poluição sonora em certos ambientes.

Além disso, apresentou-se texto onde se relatava a história de uma mulher acusada de causar poluição sonora numa cidade de Rondônia devido som alto em seu estabelecimento. Feito isso, em atividade proposta pediu-se aos alunos que depois de ler com atenção o assunto, respondessem se tais concordam que bares e casas noturnas podem utilizar aparelhos em máxima potência, ou se devem fazê-lo respeitando horários e níveis corretos. Na atividade questionou aos alunos se tais concordam com a atitude da polícia frente atos de poluição sonora, propondo-se discussão em sala quanto o assunto. Perguntou-se na atividade se os alunos possuíam aparelhos de som em casa, como tais o utilizam e que tipos de música ouviam. Também em sequência, trabalhou-se atividade no computador usando os seus vários

recursos para escrever e ilustrar uma história em quadrinhos cujo personagem principal foi utilizado para alertar e prevenir as pessoas nos grandes centros, quanto poluição sonora.

Devido à necessidade de discutir o tema poluição sonora como algo próximo a realidade dos educandos, abordou-se a questão da poluição sonora em cidades do Paraná, tendo Curitiba e também Maringá como exemplos. Mediante a discussão de textos, os alunos passaram a compreender que este tipo de poluição tem sido comum em seu meio, observando os danos a audição, causados por esta.

A interdisciplinaridade com Artes e Educação Física se deram num momento em que os alunos foram encaminhados a sala de Artes e Educação Física, nas dependências do CEEBJA, tiveram atividades para proporcionar-lhes serenidade e relaxamento e foram ministrados sobre a origem do teatro, como e o que e possível representar através do teatro.

Numa exposição diálogo-expositiva foi destacado quais os ambientes urbanos sujeitos a poluição sonora tais como: trânsito, praça de alimentação em shopping ,hospitais, escolas, entre outros , esses temas foram sorteados e os alunos fizeram peças teatrais e apresentaram. Outra atividade foi emitir vários tipos de som feitos com os lábios expressar com o corpo e rosto o que esses sons transmitiam .

Para efetivar foi convidado técnico do meio ambiente e geógrafa da Secretaria do Municipal do meio ambiente que ministrou palestra e com o decibilimitro fez as medições em frente da escola e nas imediações .

Ao término das atividades propostas, frente todo o conteúdo trabalhado, desenvolveu-se pesquisa de campo em que os alunos, mediante questionário com 09 (nove) questões abertas e fechadas, entrevistaram 54 (cinquenta e quatro) indivíduos nas proximidades do CEEBJA – Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos “Prof. Manoel Rodrigues da Silva” situado na Zona 07. Após a aplicação dos questionários, os alunos tabularam os dados e organizaram os mesmos em tabelas que serão apresentadas a seguir para se traçar um perfil e análise dos mesmos.

Dos que responderam ao questionário, 19 eram do sexo masculino e 35 do sexo feminino. E conforme se pode observar na Tabela 01 a distribuição dos entrevistados por faixa etária.

Tabela 01 – Distribuição dos dados quanto à idade dos pesquisados

 

IDADE

N◦.

%

18

a 23 anos

17

31,48

24

a 29 anos

10

18,52

30

a 35 anos

09

16,66

36

a 41 anos

02

3,70

Acima de 42 anos

16

29,64

 

TOTAL

54

100

Fonte: Alunos, pesquisa realizada em abril de 2009.

Nesta etapa os alunos através dos cálculos verificaram que a maioria dos pesquisados apresentavam idades entre 18 a 23 anos (31,48%) e acima de 42 anos (29,64%). Sabendo-se tais dados, passaram a coleta de informações quanto o nível de escolaridade dos pesquisados, organizando-se os dados na tabela.

Tabela 02 – Distribuição dos dados quanto à escolaridade dos pesquisados

IDADE

N◦.

%

Ensino Fund. Completo

06

11,11

Ensino Fund. Incompleto

04

7,41

Ensino Médio Completo

20

37,03

Ensino Médio Incompleto

05

9,26

Superior Completo

05

9,26

Superior Incompleto

10

18,52

Pós-graduado

04

7,41

TOTAL

54

100

Fonte: Alunos, pesquisa realizada em abril de 2009.

Dentre os pesquisados a maioria (37,03%) havia cursado Ensino Médio completo,

18,52%, tinham grau de escolaridade Superior incompleto. A pesquisa atingiu pessoas com

diferentes níveis de escolaridade.

Conhecidas as características dos entrevistados quanto sexo, idade e escolaridade, os

alunos prosseguiram a aplicação do questionário onde perguntaram aos entrevistados quais as

fontes de ruídos que mais os incomodam, dividindo as fontes em contínuas e não contínuas,

cujos dados os alunos organizaram da forma de aparece na tabela 03.

Tabela 03 – Distribuição dos dados quanto à fonte de ruído que mais incomodam os pesquisados

FONTES

%

Fontes Contínuas

Trânsito

55,55

Bares

16,66

Vizinhos

25,93

Casas noturnas

00

Lanchonetes

1,86

Outros

00

Fontes não-contínuas

Fogos de artifício

6,99

Sirenes

4,66

Propaganda

16,31

Templos/igrejas

2,33

Construção civil

16,31

Som automotivo

48,93

Vendedores ambulantes

2,33

Clubes

9,23

Outros

4,66

Fonte: Alunos, pesquisa realizada em abril de 2009.

Nesta questão os entrevistados tiveram respostas múltiplas, mas diante dos dados

organizados pelos alunos, observou-se que 55,55% dos entrevistados manifestaram ser

incomodados pelo trânsito da cidade, o que justifica principalmente pela proximidade da

Avenida Colombo. Como fontes contínuas de som e ruído que mais apareceram nas respostas

Quanto às fontes não-contínuas, os indivíduos pesquisados apontaram com maior

prevalência o barulho provocado pelo som automotivo (48,93%), freqüentemente com som

ensurdecedor e um estilo de música nem sempre agradável à uma parcela da população.

Outra fonte de incomodo apontada na pesquisa é provocada pela propaganda feita

nas ruas (16,31%), principalmente, próximo ao final de semana em que diversos

estabelecimentos comerciais disputam o ouvido e a paciência dos moradores com a circulação

de veículos com som nem sempre agradável. A construção civil com 16,31% de indicações

representa um indicador da intensidade da expansão de construções no bairro.

Sabendo quais eram as fontes de ruídos e sons, se questionou aos pesquisados se o

mesmo incomodava sempre, ou às vezes, sendo distribuídos os resultados na tabela 04.

Tabela 04 – Distribuição dos dados sobre o quanto o ruído/som é incômodo

GRAU DE INCÔMODO

N◦.

%

Sempre incomoda

25

46,30

Às vezes incomoda

28

51,85

Não incomoda

01

1,85

TOTAL

54

100

Fonte: Alunos, pesquisa realizada em abril de 2009.

Os alunos concluíram que a maioria dos entrevistados considera que o ruído ou som

na Zona 07 incomoda às vezes (51,85%) e 46,30% disseram que tais sempre incomodam,

mostrando o risco que a polução sofre em termos de problemas psicológicos e fisiológicos.

Comparando-se esta tabela, com a origem dos ruídos e sons, os educandos junto com a

educadora concluíram que o som do trânsito e o som automotivo têm grande contribuição

neste incomodo.

Sabendo-se o incômodo causado, os alunos perguntaram aos entrevistados qual a

classificação dada por estes ao incomodo, passando os alunos a organizarem os resultados

conforme se vê na tabela 05.

Tabela 05 – Distribuição dos dados a intensidade do incômodo

INTENSIDADE DO INCÔMODO

N◦.

%

Pouco intenso

21

38,89

Intenso

13

24,07

Muito intenso

20

37,04

TOTAL

54

100

Fonte: Alunos, pesquisa realizada em abril de 2009.

Os alunos observaram nesta etapa da pesquisa que a opinião dos pesquisados sobre o ruído e os sons vivenciados na Zona 07, é distribuída de forma regular, pois 38,89% disseram considerar pouco intenso, mas que 37,04% os consideram muito intenso e 24,07% intenso. Assim, os alunos em sala discutiram sobre isso, pois a questão da percepção sobre a intensidade dos sons e ruídos depende de uma série de fatores. E, num bairro em que o barulho provocado pela intensidade do trânsito, pela concentração de estabelecimentos com som alto, e pela quantidade de reuniões de alunos promovendo festas nas repúblicas, geram uma condição de não se perceber mais ou não se incomodar com o barulho, conforme se pode verificar analisando os dados das Tabelas 4 e 5.

Sabendo-se a intensidade no incômodo gerado pelo ruído e sons urbanos, os alunos perguntaram aos indivíduos participantes da pesquisa, com respostas de múltipla escolha, quais os incômodos que sofriam, organizando-se os resultados na tabela 06.

Tabela 06 – Distribuição dos dados a intensidade do incômodo

INTENSIDADE DO INCÔMODO

%

Irritabilidade

48,15

Insônia

31,48

Dor de cabeça

14,81

Baixa concentração

22,22

Não sente nada

11,11

Fonte: Alunos, pesquisa realizada em abril de 2009.

A maioria das pessoas apresentava mais de um tipo de incomodo, mas principalmente irritabilidade, insônia e baixa concentração. Diante das respostas os alunos em discussão em sala verificaram que as respostas tinham ligação com o texto desenvolvido em sala, mostrando que realmente as pessoas no ambiente urbano, devido os ruídos e sons vivenciam problemas parecidos e que Maringá deve ter preocupação com a poluição sonora. Assim, além dos danos ao ambiente urbano, os incômodos provocados podem gerar problemas psicológicos e fisiológicos, principalmente com perda auditiva.

Conhecidos os incômodos causados pelos ruídos e sons, os alunos perguntaram aos entrevistados se os mesmos se reconheciam como agentes poluidores, pedindo que os mesmos explicassem por que. Nesta fase observando todas as respostas teve-se a prevalência de respostas nas quais as pessoas diziam não se considerarem poluidoras sonoras, explicando na grande maioria das informações que não faziam barulho, ou não incomodavam ninguém.

Ainda nas questões abertas os alunos perguntaram aos pesquisados, se os mesmos conheciam a legislação sobre a poluição sonora, sendo percebido que 34 indivíduos disseram não conhecer e 20 manifestaram ter conhecimentos sobre a mesma, porém na maioria das respostas, conforme os alunos, tais disseram ter conhecimentos esparsos.

Ao final, se conhecendo a noção dos pesquisados quanto à legislação, também se perguntou aos mesmos se tais sabiam o motivo do IBAMA ser órgão de aplica multas, onde se viu que 46 indivíduos não sabiam por que tal órgão é responsável pelas multas; e apenas 08 sabiam a função deste órgão. É importante expor que, dentre aqueles que manifestaram saber a função do IBAMA em relação à poluição sonora, tais não sabiam como explicar como tal órgão faz isso.

Após a conclusão da pesquisa cada participante recebeu do aluno encarregado da pesquisa, um folder com o seguinte titulo “Maringá diz não ao barulho.” Neste foram resumidas as informações úteis para a população sobre a questão da poluição sonora, com apresentação de telefone onde a população pode entrar fazer reclamações, devido ruído ou som incômodo.

Lidos e organizados os resultados cujas tabelas aparecem aqui, os mesmos foram divulgados para a comunidade escolar, bem como para a comunidade que faz parte da Zona 07 da cidade de Maringá através de material distribuído no CEEBJA – Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos “Prof. Manoel Rodrigues da Silva,” ou pela exposição dos resultados em igrejas, praças e futuramente em instituições da prefeitura municipal.

Também, como parte do trabalho, uma vez conseguidos os resultados, foi elaborado vídeo em que os alunos em grupos montaram esquetes, ou seja, cenas de dramatização sobre as várias situações em que se dá a poluição sonora. Finalizados os vídeos e as esquetes, estes foram expostos para a comunidade escolar.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se, mediante este artigo que a Geografia pode ser trabalhada de maneira interdisciplinar e com atividades criativas e estimulantes, fazendo do educando um pesquisador, permite um melhor aprendizado. Também, no que se refere aos educandos, o

trabalho demonstrou não apenas noções de meio ambiente, mas ainda, serviu para expor aos mesmos um exemplo de prejuízo ao meio ambiente, em especial a sua qualidade de vida, que

é a poluição sonora.

O trabalho desenvolvido trouxe contextualização do assunto trabalhado, dando-lhe maior e melhor significado, onde os alunos não somente trabalharam habilidades como leitura, escrita, interpretação, raciocínio, questionamento, interação, trabalho em grupo, entre outros, mas também, proporcionou conscientização destes sobre a poluição sonora de Maringá, tendo a Zona 07 como exemplo proximidade do( CEEBJA.)

Isto é colocado, pois os alunos puderam ter a exata noção de que Maringá cresceu e que vem sofrendo de problemas considerados de grandes centros. Serviu para demonstrar aos educandos que, é preciso leis e preocupação municipal com a questão doa poluição sonora na cidade, já que como visto nos textos trabalhados vários são os problemas de saúde desenvolvidos em função desta poluição.

O estudo dos alunos foi útil para a cidade, visto que deu uma idéia do que a população vivência na Zona 07 (imediações do CEEBJA). Isto é colocado, pois o trânsito, som automotivo, som dos vizinhos e bares apareceram como principais ruídos que incomodam. Tal se justifica, pois conforme analise dos alunos, a Zona 07 sofre com o trânsito da Avenida Colombo, mas também com a questão da proximidade da UEM e do tipo de comportamento de muitos moradores da região e estabelecimentos, cujo som empregado é alto e gera incômodo.

A pesquisa aplicada pelos alunos junto à comunidade, mostrou aos mesmos que as pessoas na região da Zona 07, tem tido sua qualidade de vida prejudicada, pois o som incomoda os moradores, que manifestaram ser acometidos de problemas como irritabilidade,

insônia, falta de concentração e dores de cabeça, o que são fatores extremamente estressantes

e prejudiciais.

A coleta de informações, em especial, a aplicação da pesquisa de campo, transformou os alunos em pesquisadores e lhes mostrou que as pessoas não se reconhecem como agentes de poluição sonora, o que destaca a importância da conscientização dos mesmos de que, nos centros urbanos cada um tem um papel e que tudo que se faz produz som ou ruído. Assim, tais pessoas devem ser orientadas a se reconhecerem como agentes de poluição sonora, motivo pela quais precisam agir com respeito e cuidado em relação ao som ou ruído que produzem, já que também podem sofrer problemas causados por tal modalidade de poluição. Podem não poluir conscientemente, mas indiretamente também contribuem para a poluição.

Outro fato relevante exposto na pesquisa dos educandos, é que os cidadãos em grande parte desconhecem a legislação sobre a poluição sonora, bem como o papel do IBAMA na fiscalização de danos ao meio ambiente, ou quanto esta poluição, destacando a importância do trabalho no município de orientação dos cidadãos.

Ao final deste artigo na qual se expõe o trabalho desenvolvido e aplicado, conclui-se que, o professor pode ser um instrumento de conscientização e mudança e que este é capaz de mostrar aos educandos que o conhecimento aprendido na escola, seja de Geografia ou não, são parte de um mundo real, de algo vivo e que precisa ser pesquisado, estudado e sentido de maneira critica.

O trabalho demonstra que educar é ato que requer pesquisa e mudança, criatividade e iniciativa, pois isto motiva e leva a participação dos alunos, que não somente aprendem, mas também se tornam agentes disseminadores de conhecimentos adquiridos à comunidade. Para o professor de Geografia, é um exemplo de forma de trabalhar a educação ambiental, tão importante para cuidar do meio ambiente. Trata-se de uma Geografia ativa e construtiva, de um saber pensado e transformado em algo real.

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Abstract

To each day if the paper of the professor in education has argued, saying itself of this as constant and reformulador researcher of practical its. This article, therefore, brings exposition

of Leves applied with pupils of Average to teach

 

of a CEEBJA. It displays application of

geography contents on the sonorous pollution, having Maringá, in special Zone 07, as field of application of the research. Thus, how much its methodology, this article is about literature revision and exposition of data gotten in research and classroom of field displays description of the application of Leves and its results. By means of the research, one saw that geography is disciplines that it can be worked in way to interdisciplinary and that applied in creative way, can better bring acquisition of knowledge. As for the worked subject, one sees that the pupils had learned what it is sonorous pollution and that also they had been able to assimilate the applied content of orm, since the application of the research of field with 54 individuals on the sonorous pollution in Zone 07, demonstrated in the practical one that urban centers really suffer with this problem. To the end, therefore, one concludes that, the Leves brought to the pupils common knowledges not only on the sonorous pollution, but still it displayed that in Zone 07, the individuals are bothered with noises of the transit, automotiv sounds or other sources; it was seen that due I bother it these suffer with irritability, sleeplessness, migraine among others; one noticed despite, the people if do not understand as polluting, they do not know the legislation and nor so little they know because the IBAMA is responsible for the fines. Therefore, the article for pupils and community, not only gave contribution on the

question of the sonorous pollution in Maringá, but also of the paper of geography.

 

Key words

: Geography. Sonorous