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SICONV - ELABORAÇÃO DE PROPOSTAS E PLANOS DE TRABALHO E SUA INCLUSÃO NO SISTEMA

SICONV - ELABORAÇÃO DE PROPOSTAS E PLANOS DE TRABALHO E SUA INCLUSÃO NO SISTEMA

Palestrante:

Sérgio Pavan Margarido, economista formado pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em Campinas (SP), e mestre em Teoria Econômica pela UNICAMP. Foi Diretor Tributário e Secretário de Fazenda da Prefeitura Municipal de Maringá (PR) e Supervisor Departamental da Secretaria de Finanças da Prefeitura Municipal de Campinas (SP).

Vem realizando programas de capacitação que abordam a captação de recursos federais e a utilização do SICONV desde 2008, quando o sistema foi criado. Seus cursos conquistaram posição de destaque no cenário nacional, tendo sido frequentados por milhares de profissionais de órgãos públicos, entidades privadas sem fins lucrativos, universidades e institutos de pesquisa.

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SUMÁRIO

1. TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS DE RECURSOS FEDERAIS

1

1.1. TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS

1

1.1.1. Transferências Voluntárias de Recursos Federais

1

1.1.2. Convênio

1

1.1.3. Contrato de Repasse

2

1.1.4. Termo de Cooperação

2

1.1.5. Termo de Parceria

2

1.2. PLANO DE TRABALHO E PROPOSTA DE TRABALHO

2

1.2.1. Plano de Trabalho

2

1.2.2. Proposta de Trabalho

3

1.3. DECRETO Nº 6.170/2007 E PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 127/2008

4

2. OBJETO (PRODUTO), PROBLEMAS E OBJETIVOS ASSOCIADOS A UM PLANO DE TRABALHO

5

2.1. O QUE É UM PROJETO?

5

2.2. DEFINIÇÃO DO OBJETO (PRODUTO) DO PROJETO

5

2.2.1. Objeto (Produto)

5

2.2.2. Objetos de Programa de Transferência de Recursos

6

2.2.3. Caracterização Detalhada do Objeto

6

2.2.4. Caracterização Detalhada do Objeto e Especificações Técnicas

6

2.3. DEFINIÇÃO DO PROBLEMA

9

2.3.1. Importância da Definição do Problema

9

2.3.2. Definição do Problema em Projetos para Captação de Recursos

9

2.4. DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS

10

2.4.1. Objetivos do Projeto

10

2.4.2. Objetivos do Projeto e Objetivos do Programa de Transferência de Recursos

10

3.

CRONOGRAMA FÍSICO: DEFINIÇÃO DE METAS E ETAPAS

13

 

3.1. DEFINIÇÃO DE CRONOGRAMA FÍSICO

13

3.2. DISCRIMINAÇÃO DE ATIVIDADES A SEREM REALIZADAS

13

3.2.1. Organização das Atividades em Níveis

13

3.2.2. Objeto do Plano de Trabalho

13

3.2.3. Metas

14

3.2.4. Etapas

16

3.3. ELABORAÇÃO DE CRONOGRAMA FÍSICO

16

3.3.1. Estrutura de Cronograma Físico

16

3.3.2. Mensuração de Quantitativos de Metas e Etapas

19

3.3.3. Definição de Prazos para Execução de Metas e Etapas

20

4.

ORÇAMENTO DO PROJETO: PLANILHA DE CUSTOS E PLANO DE APLICAÇÃO

21

4.1. ORÇAMENTO DO PROJETO

21

4.1.1. Orçamento e Execução de Projeto

21

4.1.2. Planilha de Custos

21

4.1.3. Plano de Aplicação

22

4.1.4. Obediência à Planilha de Custos e ao Plano de Aplicação durante a Execução do Projeto

22

4.1.5. Alteração da Planilha de Custos e do Plano de Aplicação durante a Execução do Projeto

23

4.2. PLANILHA DE CUSTOS

23

4.2.1. Estrutura de Planilha de Custos

23

4.2.2. Retenções de Tributos e Contribuições

23

4.2.3. Tributo ou Contribuição Patronal

30

4.2.4. Planilha de Custos no Caso de Obra ou Serviço de Engenharia

31

4.3. PLANO DE APLICAÇÃO

32

4.3.1. Planilha de Custos e Plano de Aplicação

32

4.3.2. Planilha de Custos e Plano de Aplicação no Caso de Obra ou Serviço de Engenharia

36

4.4. PLANILHA DE CUSTOS E CRONOGRAMA FÍSICO

36

5.

FONTES DE RECURSOS DO PROJETO E CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO

37

 

5.1. FONTES DE RECURSOS E CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO

37

5.2. DEFINIÇÃO DAS FONTES DE RECURSOS PARA EXECUÇÃO DO PROJETO

37

 

5.2.1. Repasse e Contrapartida

37

5.2.2. Cálculo do Valor Mínimo da Contrapartida com base no Valor do Objeto

38

5.2.3. Cálculo do Valor Mínimo da Contrapartida com base no Valor do Repasse

38

5.2.4. Cálculo do Valor Mínimo da Contrapartida com base no Valor do Repasse (no caso de desconto de taxa de administração de instituição mandatária)

39

 

5.3. CONTRAPARTIDA EM BENS E SERVIÇOS (CONTRAPARTIDA NÃO FINANCEIRA)

40

 

5.3.1. Definição

40

5.3.2. Apuração do Valor Máximo da Contrapartida em Bens e Serviços

40

5.3.3. Inclusão de Contrapartida em Bens e Serviços na Planilha de Custos e no Plano de Aplicação

41

5.3.4. Apuração do Valor de Bens e Serviços Propostos como Contrapartida Não Financeira

41

 

5.4. CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO

42

 

5.4.1. Definição

42

5.4.2. Estrutura de um Cronograma de Desembolso

42

5.4.3. Parcela de Cronograma de Desembolso

45

 

5.5. ELABORAÇÃO DE CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO

45

 

5.5.1. Roteiro

45

5.5.2. Definição da Periodicidade de Desembolso de Recursos

46

5.5.3. Preparação da Estrutura do Cronograma de Desembolso

46

5.5.4. Alocação da Contrapartida e do Repasse por Meta(s) e Etapa(s)

48

 

5.6. CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO DE OBRA OU SERVIÇO DE ENGENHARIA E CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO

55

 

5.6.1. Cronograma Físico-Financeiro

55

5.6.2. Cronograma Físico-Financeiro e Cronograma de Desembolso

57

6.

SISTEMA DE GESTÃO DE CONVÊNIOS E CONTRATOS DE REPASSE (SICONV)

61

 

6.1.

RECURSOS DISPONÍVEIS NO SICONV

61

6.2.

CREDENCIAMENTO E CADASTRAMENTO

62

6.3.

GERENCIAMENTO DE USUÁRIOS

62

6.3.1. Perfiis de Usuários do SICONV

62

6.3.2. Acesso ao SICONV

64

6.3.3. Gerenciamento de Usuários

65

7. INCLUSÃO DE PROPOSTA DE TRABALHO NO SICONV

71

7.1. MENU “PROPOSTAS”

71

7.2. INCLUSÃO DE PROPOSTA DE TRABALHO

72

 

7.2.1. Identificação de Programa(s) para Transferência de Recursos

72

7.2.2. Definição de Objeto(s) do Programa, da Contrapartida e dos

Valores da Proposta ou do Plano

75

7.2.3. Confirmação da Seleção de Programa(s)

76

7.2.4. Registro das Demais Informações da Proposta de Trabalho

77

7.2.5. Registro de Dados do(s) Repasse(s)

79

7.2.6. Inclusão (Cadastramento) de Proposta de Trabalho

80

7.3. ABAS PARA INCLUSÃO DO PLANO DE TRABALHO

82

8. INCLUSÃO DE PARTICIPANTES NO SICONV

85

8.1. PARTICIPANTES EM UM CONVÊNIO OU CONTRATO DE REPASSE

85

8.2. INCLUSÃO DE PARTICIPANTE NO SICONV

86

 

8.2.1. Aba “Participantes”

86

8.2.2. Inclusão de Interveniente

86

9. INCLUSÃO DE CRONOGRAMA FÍSICO NO SICONV

89

9.1. CRONOGRAMA FÍSICO

89

9.2. INCLUSÃO DE CRONOGRAMA FÍSICO NO SICONV

90

 

9.2.1. Aba “Crono Físico”

90

9.2.2. Inclusão de Metas e Etapas

90

10.

INCLUSÃO DE CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO NO SICONV

103

10.1. CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO

103

10.2. INCLUSÃO DE CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO NO SICONV

105

10.2.1. Aba “Crono Desembolso”

105

10.2.2. Inclusão de Cronograma de Desembolso

105

11. INCLUSÃO DE PLANO DE APLICAÇÃO NO SICONV

127

11.1. PLANO DE APLICAÇÃO

127

11.2. INCLUSÃO DE PLANO DE APLICAÇÃO NO SICONV

129

11.2.1. Aba “Plano de Aplicação Detalhado”

129

11.2.2. Inclusão de Bem ou Serviço no SICONV

129

11.3. CONSULTA DE PLANO DE APLICAÇÃO

135

12. INCLUSÃO DE ARQUIVOS ANEXOS NO SICONV

137

12.1. ANEXAÇÃO DE ARQUIVOS À PROPOSTA OU AO PLANO DE TRABALHO

137

12.2. ABA “ANEXOS”

137

12.3. ABA “PROJETO BÁSICO / TERMO DE REFERÊNCIA”

138

12.3.1. Projeto Básico e Termo de Referência

138

12.3.2. Anexação de Projeto Básico e Termo de Referência

139

13. GERENCIAMENTO DE PROPOSTAS E PLANOS DE TRABALHO NO SICONV

141

13.1. SITUAÇÃO DE UMA PROPOSTA OU DE UM PLANO DE TRABALHO

141

13.2. CONSULTA DE PROPOSTAS E PLANOS DE TRABALHO

143

13.3. ENVIO DE PROPOSTAS E PLANOS DE TRABALHO PARA ANÁLISE

148

13.4. PROPOSTA OU PLANO DE TRABALHO EM COMPLEMENTAÇÃO E CONSULTA DE PARECERES

148

1.

1

TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS DE RECURSOS FEDERAIS

1.1. TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS

1.1.1. Transferências Voluntárias de Recursos Federais

Transferências voluntárias de recursos são realizadas pelo Governo Federal para órgãos e entidades públicas ou privadas que estão mais próximas das populações assistidas ou atendidas por programas federais. Ao transferir recursos para entes próximos ao público alvo destes programas, o Governo Federal tem o objetivo de melhorar a sua gestão, potencializando seus efeitos positivos.

São realizadas por meio da assinatura de instrumentos jurídicos como convênios, contratos de repasse, termos de cooperação e termos de parceria.

1.1.2. Convênio

Convênio é um acordo que:

disciplina a transferência de recursos financeiros dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União;

visa a execução de programa de governo; e

envolve a realização de projeto, atividade, serviço ou evento de interesse recíproco, em regime de mútua cooperação.

Participam de um convênio:

Concedente, que é o órgão ou entidade da administração pública federal direta ou indireta responsável pela transferência dos recursos financeiros ou pela descentralização dos créditos orçamentários destinados à execução do objeto do convênio; e

Convenente, que é o órgão ou entidade da administração pública direta e indireta, de qualquer esfera de governo, assim como entidade privada sem fins lucrativos, com o qual a administração federal pactua a

execução de programa, projeto/atividade ou evento mediante a celebração de convênio.

1.1.3. Contrato de Repasse

Contrato de repasse é um acordo que:

disciplina a transferência de recursos financeiros dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União, sendo a transferência gerenciada por instituição ou agente financeiro público federal;

visa a execução de programa de governo; e

envolve a realização de projeto, atividade, serviço ou evento de interesse recíproco, em regime de mútua cooperação.

Participam de um contrato de repasse:

Contratante, que é o órgão ou a entidade da administração pública federal direta ou indireta que pactua

a execução de programa, projeto, atividade ou evento por intermédio de instituição financeira federal (mandatária) mediante a assinatura deste tipo de instrumento;

Contratado, que é o órgão ou entidade da administração pública direta e indireta, de qualquer esfera de

governo, assim como entidade privada sem fins lucrativos, com a qual a administração federal pactua a execução

de programa, projeto/atividade ou evento mediante a celebração de contrato de repasse; e

Instituição Mandatária, que é a instituição ou o agente financeiro público federal responsável pela operacionalização da transferência de recursos, atuando em nome do órgão ou da entidade contratante.

1.1.4. Termo de Cooperação

Termo de cooperação é um acordo que disciplina a transferência de crédito orçamentário de um órgão ou

de uma entidade da administração pública federal direta para outro órgão ou entidade federal da mesma natureza

ou, ainda, para uma autarquia, fundação pública ou empresa estatal dependente.

1.1.5. Termo de Parceria

Termo de parceria é um instrumento jurídico utilizado para realizar a transferência de recursos federais para organizações sociais de interesse público (OSCIPs), estando previsto na Lei nº 9.790, de 23 de março de 1999.

1.2. PLANO DE TRABALHO E PROPOSTA DE TRABALHO

1.2.1. Plano de Trabalho

Plano de trabalho é o documento que deve ser enviado por um órgão ou uma entidade como requisito prévio para receber transferências voluntárias de recursos do Governo Federal. A obrigatoriedade de envio de um plano de trabalho é prevista na Lei nº 8.666/1993, que, em seu artigo 116, parágrafo 1º, determina que a celebração de convênios e instrumentos congêneres por órgãos ou entidades da administração pública depende de prévia aprovação de plano de trabalho proposto pelo órgão ou entidade que pretende receber recursos. O

mesmo parágrafo detalha os elementos que devem compor o plano:

identificação do objeto a ser executado;

definição das metas a serem atingidas;

descrição das etapas ou fases de execução;

plano de aplicação dos recursos financeiros, em que são detalhadas as despesas a serem realizadas, assim como identificadas as origens dos recursos;

cronograma de desembolso;

previsão de início e fim da execução do objeto, bem como da conclusão das etapas ou fases programadas; e

comprovação de que os recursos próprios para complementar a execução do objeto estão devidamente assegurados no caso de obras ou serviços de engenharia, exceto se o custo total do empreendimento recair sobre o órgão ou a entidade que transfere os recursos.

1.2.2. Proposta de Trabalho

Proposta de trabalho é um documento que órgãos e entidades concedentes ou contratantes podem exigir antes do envio do plano de trabalho, para que seja feita uma análise preliminar. Se aprovada a proposta, o órgão ou a entidade solicita, em um segundo momento, o envio do plano de trabalho completo, a ser submetido à análise final.

Comparada ao plano de trabalho, a proposta de trabalho é um documento menos detalhado, não tendo, como regra geral, o cronograma físico, o cronograma de desembolso e o plano de aplicação. Segundo a Portaria Interministerial nº 127/2008, artigo 15, uma proposta de trabalho deve conter, no mínimo, os seguintes pontos:

descrição do objeto a ser executado;

justificativa, que deve incluir:

- a caracterização dos interesses recíprocos;

- a relação entre a proposta e os objetivos e as diretrizes do programa federal;

- a definição do público alvo;

- a identificação do problema a ser resolvido; e

- a descrição dos resultados esperados com a execução do programa.

estimativa dos recursos financeiros necessários, incluindo o repasse a ser feito pelo Governo Federal e a contrapartida, especificando-se o valor de cada parcela;

previsão de prazo para a execução; e

informações relativas à capacidade técnica e gerencial do proponente para a execução do objeto.

1.3. DECRETO Nº 6.170/2007 E PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 127/2008

O Decreto nº 6.170, publicado pelo Governo Federal em julho de 2007, e a Portaria Interministerial nº 127,

publicada em maio de 2008, estabeleceram um novo marco regulatório para a realização de transferências voluntárias de recursos financeiros federais por meio de convênios, contratos de repasse, termos de cooperação, termos de parceria e instrumentos afins. Em conjunto, o decreto e a portaria substituem a Instrução Normativa nº 1, de janeiro de 1997, publicada pela Secretaria do Tesouro Nacional, embora muitos de seus dispositivos tenham sido reproduzidos na íntegra.

No centro deste novo marco regulatório, e como suas partes mais visíveis, estão o Portal dos Convênios e, especialmente, o Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (SICONV). O SICONV é um sistema informatizado utilizado na Internet em que órgãos ou entidades concedentes ou contratantes, de um lado, e órgãos ou entidades convenentes ou contratadas, de outro, realizam os procedimentos necessários à formalização, execução e prestação de contas de convênios, contratos de repasse e instrumentos congêneres. Sua implantação teve como principais objetivos proporcionar maior agilidade à tramitação de solicitações de recursos federais por órgãos públicos estaduais, distritais ou municipais e por entidades privadas sem fins lucrativos e aumentar a capacidade de fiscalização do Governo Federal, da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União.

2

OBJETO (PRODUTO), PROBLEMAS E OBJETIVOS ASSOCIADOS A UM PROJETO

1.4. O QUE É UM PROJETO?

Um projeto é um esforço temporário empreendido por uma organização que tem por objetivo de gerar um determinado objeto (ou produto), permitindo, assim, solucionar problema(s) identificado(s) por esta organização.

1.5. DEFINIÇÃO DO OBJETO (PRODUTO) DO PROJETO

1.5.1. Objeto (Produto)

O objeto ou o produto de um projeto é aquilo que se pretende gerar ao final da execução deste projeto. “Aquilo” pode ser um produto, uma construção, um serviço, um treinamento, “algo” que permite ao órgão ou à entidade atingir determinados objetivos expressos no projeto.

Alguns exemplos de objetos:

a ampliação de uma escola;

a capacitação de funcionários;

a aquisição de veículos;

a reforma de um ginásio de esportes;

o reequipamento de uma unidade básica de saúde;

a canalização de um córrego;

a aquisição de medicamentos; e

a realização de um evento.

1.5.2.

Objetos de Programa de Transferência de Recursos

Como mencionado anteriormente, cada programa de transferência de recursos tem objetivos, requisitos, exigências e critérios de seleção estabelecidos pelo órgão que transfere os recursos. Cada programa tem definidos também os objetos que poderão ser executados com os recursos que vierem a ser transferidos.

1.5.3. Caracterização Detalhada do Objeto

A definição de objetos pouco detalhados é um dos problemas apontados em fiscalizações de convênios e contratos de repasse realizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Um objeto deve ser plenamente caracterizado no projeto, com informações como o local onde vai ser executado,

o tipo de capacitação a ser realizado ou a finalidade a ser atribuída a veículos e equipamentos a serem adquiridos. Utilizando os exemplos de objetos mencionados anteriormente, o detalhamento exige agregar informações como:

a construção de uma unidade básica de saúde no Bairro Vila Nova;

a capacitação de funcionários da Secretaria Municipal de Saúde envolvidos no combate à dengue;

a aquisição de veículos e equipamentos para o setor de manutenção de estradas rurais localizadas no Município;

a reforma do Ginásio Municipal de Esportes;

o reequipamento da unidade de urgência e emergência do Bairro São Marcos;

a canalização do córrego Águas Rasas;

a aquisição de medicamentos para distribuição a diabéticos; e

a realização da XII Festa da Uva e do Vinho.

Caracterizar o objeto desta forma significa garantir ele seja único. Pode haver vários projetos cujo objeto é

a “construção de uma unidade básica de saúde”, no entanto, existe um único com o objeto “construção de uma unidade básica de saúde no Bairro Vila Nova”. Da mesma forma, pode haver vários projetos com objetos “aquisição de veículos e equipamentos”, no entanto, o projeto com objeto “aquisição de veículos e equipamentos para o setor de manutenção de estradas rurais localizadas no Município” é único.

Garantir que o objeto seja único e bem claro é fundamental para garantir que, durante a execução do projeto, esforços sejam realizados para gerar efetivamente esse objeto e não outro objeto que, por mais parecido que seja, implicaria elaborar e executar outro projeto. Considerando as punições existentes nas normas brasileiras no caso de haver a execução de um objeto distinto daquele previsto no projeto, esse detalhamento é fundamental para se evitar esses desvios.

1.5.4. Caracterização Detalhada do Objeto e Especificações Técnicas

Caracterizar o objeto de forma detalhada não significa, no entanto, descrever suas especificações técnicas. É comum encontrar casos em que consta na descrição do objeto a especificação técnica detalhada de um veículo ou equipamento a ser adquirido ou de uma obra a ser realizada. Este tipo de detalhamento técnico é

desnecessário e, em muitos casos, pode gerar problemas. Definir o objeto significa dar uma idéia precisa do que o projeto vai gerar de produto ao seu final, não definir suas características técnicas em detalhe. Isto pode ser visto em dois exemplos. O primeiro, ilustrado na FIGURA 2.1. abaixo, trata de um projeto que pretende adquirir um caminhão a ser utilizado na coleta de resíduos sólidos.

FIGURA 2.1.

Possibilidades para Definição do Objeto (exemplo 1)

elaboração:

para Definição do Objeto (exemplo 1) elaboração: Possibilidade 1 aquisição de caminhão

Possibilidade 1

aquisição de caminhão

Possibilidade 2

aquisição de caminhão para coleta de resíduos sólidos

Possibilidade 3

aquisição de caminhão para coleta de resíduos sólidos, novo, 4X2 toco, fabricação nacional, com cabine avançada, motor diesel turbo com no mínimo 6 cilindros, potência mínima de 220V, equipado com gerenciamento eletrônico de combustível, torque mínimo de 82 KGFM (NM), embreagem hidráulica, direção hidráulica, tanque de combustível com capacidade mínima de 275 litros, capacidade máxima de carga de 16 000 KG S

O exemplo mostra três possibilidades para definir o objeto:

na primeira, a definição do objeto como “aquisição de um caminhão” é insuficiente, pois não permite identificar de forma precisa o produto que será gerado ao final da execução do projeto; não se dá idéia da finalidade da aquisição deste caminhão;

na segunda possibilidade, definir o objeto como “aquisição de caminhão para coleta de resíduos sólidos” dá um grau maior de precisão: ao se especificar na definição a finalidade para aquisição do caminhão, cria-se um elo com os problemas que levaram à elaboração do projeto e com os objetivos que esse projeto propõe atingir; e

na terceira e última possibilidade, trazer para a definição do objeto a especificação técnica detalhada do caminhão não trouxe nenhum benefício em termos de esclarecer a ligação entre o objeto, os problemas a serem resolvidos e os objetivos do projeto; a especificação técnica não é necessária para isso, devendo ser feita na planilha de custos e no plano de aplicação do projeto.

A inclusão da especificação técnica no objeto pode trazer problemas durante a execução do projeto. As normas para a realização de transferências voluntárias de recursos vedam a alteração do objeto. Em muitos casos, existe um longo período de tempo entre o momento em que um projeto é enviado para a análise do órgão repassador dos recursos e o momento em que o convênio ou o contrato de repasse é assinado e o órgão ou a entidade pode iniciar a execução do projeto. Durante este período, as especificações técnicas de veículos, equipamentos ou outros materiais que constam no projeto podem sofrer alterações. Por exemplo, o veículo ou o equipamento pode não estar mais sendo produzido, pode se tornar obsoleto ou pode ter seu preço reduzido, passando a ser viável a aquisição de um veículo ou de um equipamento com especificação superior. Se a especificação detalhada tiver sido feita no plano de aplicação, o órgão ou a entidade pode solicitar formalmente, com justificativa, a sua alteração. Deve-se notar que, neste caso, o que está sendo solicitada é a alteração de

especificação do objeto, não alteração do objeto. Se o veículo ou o equipamento tivesse sido especificado no objeto, o órgão repassador dos recursos poderia considerar a solicitação como alteração de objeto, não de especificação. Mesmo que o órgão aceitasse a solicitação de alteração, haveria ainda o risco de um órgão de controle como o Tribunal de Contas da União ou a Controladoria-Geral da União fiscalizar a execução do convênio ou contrato de repasse e considerar a alteração da especificação como alteração do objeto.

Como segundo exemplo relativo ao nível de detalhamento necessário na definição do objeto, pode-se considerar o caso de um projeto que pretende realizar obra de pavimentação. Existem várias possibilidades de definir o objeto, ilustrado na FIGURA 2.2. a seguir.

FIGURA 2.2.

Possibilidades para Definição do Objeto (exemplo 2)

elaboração:

para Definição do Objeto (exemplo 2) elaboração: Possibilidade 1 pavimentação Possibilidade 2

Possibilidade 1

pavimentação

Possibilidade 2

pavimentação de avenidas e ruas do município

Possibilidade 3

pavimentação de avenidas e ruas do Bairro Nova Lima

Possibilidade 4

pavimentação da Avenida Brasil e das ruas Santos Dumont e Tiradentes

Possibilidade 5

pavimentação da Avenida Brasil (trecho entre as avenidas Duque de Caxias e Dom Pedro I) e das ruas Santos Dumont (trecho entre as avenidas São Paulo e Minas Gerais) e Tiradentes (trecho entre as avenidas São Paulo e Minas Gerais)

Possibilidade 6

pavimentação da Avenida Brasil (trecho entre as avenidas Duque de Caxias e Dom Pedro I) e das ruas Santos Dumont (trecho entre as avenidas São Paulo e Minas Gerais) e Tiradentes (trecho entre as avenidas São Paulo e Minas Gerais), com construção de sarjetas e guias

Neste exemplo em que o objeto é a pavimentação a definição do objeto torna-se mais complicada:

as três primeiras possibilidades resultam em uma definição bastante imprecisa do objeto, não se identificando avenidas e ruas que serão submetidas à pavimentação;

na quarta possibilidade a definição do objeto é mais detalhada que nas três primeiras, identificando-se a avenida e as ruas que serão pavimentadas; no entanto, ainda existe uma imprecisão decorrente do fato de não se saber que trechos desta avenida e destas ruas serão pavimentados;

na quinta possibilidade a definição do objeto está bem precisa, identificando-se claramente o que será pavimentado, trecho a trecho; e

na sexta e última possibilidade, o objeto tem na sua definição características técnicas da obra de pavimentação, sendo descrita a construção de sarjetas e guias.

Destas possibilidades para definir o objeto, sugere-se utilizar a quinta ou a sexta, em que se define com maior grau de precisão o que será pavimentado. As primeiras quatro possibilidades para definição do objeto são muito pouco precisas, podendo gerar questionamentos de órgãos de controle.

1.6. DEFINIÇÃO DO PROBLEMA

1.6.1. Importância da Definição do Problema

Um projeto é elaborado porque o órgão ou a entidade identificou problema(s) que deve(m) ser solucionado(s).

No momento de caracterizar o(s) problema(s) que levam à organização a elaborar um projeto, é fundamental realizar um diagnóstico detalhado da situação que se pretende alterar com a execução deste projeto, com identificação precisa dos problemas que se pretende resolver. Em especial, no momento de se realizar este diagnóstico, deve-se atentar para os seguintes pontos:

o programa do órgão federal que prevê a transferência de recursos identifica problemas que aquele órgão pretende resolver ao transferir esses recursos para um órgão público estadual ou municipal ou para uma entidade privada sem fins lucrativos; os problemas apontados no diagnóstico feito pelo órgão ou pela entidade que está elaborando o projeto devem ser da mesma natureza daqueles que o órgão federal pretende resolver;

deve ser feito um levantamento de dados quantitativos que permitam caracterizar a relevância do projeto para o qual estão sendo solicitados recursos, o que é fundamental quando se considera que este projeto está competindo por recursos financeiros federais com centenas ou até milhares de projetos de outros órgãos e entidades; não é suficiente identificar um problema como “inexistência de atendimento especializado na área de ortopedia”, é necessário, se existirem dados, identificar quantas pessoas são prejudicadas por isso, assim o problema seria melhor definido como: “inexistência de atendimento especializado na área de ortopedia, com demanda não atendida de 250 pessoas por mês na área de atuação da unidade de saúde a ser ampliada”; e

é necessário avaliar de forma cuidados a viabilidade de se resolver, com a execução do projeto, cada problema apontado; um problema para o qual não se prevê solução com a execução desse projeto não deve ser especificado no diagnóstico.

1.6.2. Definição do Problema em Projetos para Captação de Recursos

Transferências voluntárias de recursos são realizadas por órgãos federais com o intuito de fazer suas ações serem complementadas por ações realizadas por órgãos públicos estaduais e municipais e por entidades privadas sem fins lucrativos que recebem esses recursos. Convênios e contratos de repasse são, neste sentido, um instrumento de cooperação assinado entre um órgão que transfere recursos para execução de um projeto e um órgão ou uma entidade que recebe esses recursos, ambos com interesses comuns.

Cada programa de transferência de recursos mantido por um órgão federal tem por objetivo solucionar problemas de sua responsabilidade. Como mencionado na subseção anterior, órgãos e entidades que buscam esses recursos devem analisar detalhadamente os objetivos, os requisitos, as exigências e os critérios de seleção

estabelecidos pelos órgãos que transferem recursos. Ambos têm que ter interesses comuns, recíprocos: resolver determinado(s) problema(s) deve ser um objetivo de quem elabora o projeto para captar recursos e de quem tem recursos para transferir.

Em projetos enviados para captação de recursos de órgãos federais, a definição do(s) problema(s) deve ser feita na justificativa. A Portaria Interministerial nº 127/2008, que regulamenta a transferência de recursos financeiros federais por meio de convênios e contratos de repasse, determina em seu artigo 15, inciso II, que deve constar em qualquer projeto:

II - justificativa contendo a caracterização dos interesses recíprocos, a relação entre a proposta apresentada e os objetivos e diretrizes do programa federal e a indicação do público alvo, do problema a ser resolvido e dos resultados esperados;

1.7. DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS

1.7.1. Objetivos do Projeto

Como visto, projetos são elaborados e executados para resolver um problema ou problemas idenficado(s) por uma organização. O projeto prevê a geração de um objeto ou de um produto ao final de sua execução. Esse objeto ou produto, espera-se, permitirá à organização atingir determinados objetivos relacionados à solução do(s) problema(s) identificado(s). Objetivos são, portanto, resultados que se pretende atingir quando o projeto tiver sido executado na íntegra e seu objeto ou produto tiver sido produzido, gerado ou entregue.

Quando são estabelecidos os objetivos de um projeto, deve-se fazer com que cada um deles:

esteja associado a um problema identificado no diagnóstico;

seja mensurável;

seja realista; e

seja limitado no tempo.

Na subseção 2.3.1. foi utilizado um exemplo em que foi identificado, na fase de diagnóstico, um problema como “inexistência de atendimento especializado na área de ortopedia, com demanda não atendida de 250 pessoas por mês na área de atuação da unidade de saúde a ser ampliada”. A este problema deve corresponder, na definição dos objetivos que se pretende atingir com a execução do projeto, algo como “criar atendimento especializado na área de ortopedia, eliminando a demanda reprimida (250 pessoas por mês) na área de atuação da unidade de saúde”. Definindo desta forma o objetivo, é possível:

associar o problema que se pretende resolver (“inexistência de atendimento especializado na área de ortopedia”) ao benefício (“criar atendimento especializado na área de ortopedia”);

quantificar o benefício trazido pelo projeto (“250 pessoas”);

analisar a viabilidade de resolver o problema; e

estabelecer o prazo para que o benefício seja alcançado (ao final da obra de ampliação da unidade de

saúde).

1.7.2.

Objetivos do Projeto e Objetivos do Programa de Transferência de Recursos

No caso de projetos para captação de recursos, a definição dos objetivos deve considerar, também, as características próprias do programa de transferência de recursos. Os objetivos do projeto devem ser compatíveis com o objetivo do órgão que dispõe de recursos para transferir. Deve-se lembrar que transferências voluntárias de recursos são realizadas por órgãos federais com o interesse de fazer suas ações serem complementadas por ações realizadas por órgãos públicos estaduais e municipais e por entidades privadas sem fins lucrativos de recursos que recebem esses recursos. Os objetivos de ambos (quem transfere recursos e quem recebe) devem ser complementares e compatíveis.

2.

3

CRONOGRAMA FÍSICO:

DEFINIÇÃO DE METAS E ETAPAS

2.1. DEFINIÇÃO DE CRONOGRAMA FÍSICO

O cronograma físico é o documento do projeto que discrimina as atividades que devem ser realizadas durante a execução do projeto, sendo necessário:

especificar de forma detalhada cada atividade a ser realizada;

estimar o tempo necessário para a realização de cada uma; e

estimar os custos envolvidos na sua realização.

Os dois primeiros tópicos são abordados neste capítulo. Estimar custos, no entanto, depende da elaboração da planilha de custos, tópico que é abordado no próximo capítulo. Com base nas informações contidas na planilha de custos é possível concluir a elaboração do cronograma físico.

2.2. DISCRIMINAÇÃO DE ATIVIDADES A SEREM REALIZADAS

2.2.1. Organização das Atividades em Níveis

As atividades previstas durante a execução de um projeto podem ser desdobradas em vários níveis. No caso de projetos para captação de recursos financeiros federais, são utilizados dois níveis para detalhar as atividades a serem executadas: metas e etapas, sendo estas uma subdivisão das metas.

2.2.2. Objeto do Plano de Trabalho

Entender o conceito de objeto é o primeiro passo para se entender as definições de meta e de etapa. O objeto de um plano de trabalho, como visto no capítulo anterior, é o produto que se espera gerar com a sua

execução. São exemplos de objetos:

a “construção de escola municipal no bairro Presidente Vargas”;

a “aquisição de veículos para o setor de manutenção de estradas rurais”; e

a “realização de cursos de capacitação de jovens para o mercado de trabalho”.

Em cada exemplo espera-se entregar ao final da execução do projeto um determinado produto ou serviço à sociedade, que é o objeto. Existem diferenças, no entanto, entre eles:

no caso da “construção de escola municipal no bairro Presidente Vargas”, a execução do projeto gera uma única entrega: a construção da escola, que é o produto esperado, entregue ao final da obra;

nos dois outros exemplos, é possível identificar mais de uma entrega ao longo da execução do projeto:

- no segundo exemplo (objeto definido como “aquisição de veículos para o setor de manutenção de estradas rurais”), é possível identificar mais de uma entrega a ser realizada: cada veículo a ser adquirido pode ser considerado uma sub-entrega que compõe o objeto: um caminhão e uma pá carregadeira são, portanto, as duas sub-entregas ou os dois sub-produtos esperados; e

- no terceiro exemplo, cujo objeto é a “realização de cursos de capacitação de jovens para o mercado de trabalho”, pode-se ter várias sub-entregas, cada uma referente a um curso distinto: a “realização de curso de capacitação em informática”, a “realização de curso de capacitação em manutenção de equipamentos eletrônicos” e a “realização de curso de capacitação em panificação”.

2.2.3. Metas

Com base no conceito de objeto, pode-se definir uma meta como uma atividade que gera uma sub-entrega final durante a execução do projeto. No primeiro exemplo discutido na subseção anterior, cujo objeto é a “construção de escola municipal no bairro Presidente Vargas”, viu-se que o objeto é indivisível, isto é, não é possível identificar mais de uma entrega ao longo da execução do plano de trabalho. A única entrega que se espera é a entrega do próprio objeto – a escola construída - ao final da execução do projeto, quando a obra tiver sido concluída. Desta forma, no momento de se elaborar o projeto, pode-se estabelecer um cronograma físico com uma única meta, que é “executar a obra”. Pode-se observar esta situação de forma esquemática na FIGURA 3.1

FIGURA 3.1.

Objeto e

Meta(s)

(exemplo 1)

elaboração:

3.1 FIGURA 3.1. Objeto e Meta(s) (exemplo 1) elaboração: CONSTRUÇÃO DE ESCOLA MUNICIPAL NO BAIRRO PRESIDENTE
3.1 FIGURA 3.1. Objeto e Meta(s) (exemplo 1) elaboração: CONSTRUÇÃO DE ESCOLA MUNICIPAL NO BAIRRO PRESIDENTE
3.1 FIGURA 3.1. Objeto e Meta(s) (exemplo 1) elaboração: CONSTRUÇÃO DE ESCOLA MUNICIPAL NO BAIRRO PRESIDENTE
3.1 FIGURA 3.1. Objeto e Meta(s) (exemplo 1) elaboração: CONSTRUÇÃO DE ESCOLA MUNICIPAL NO BAIRRO PRESIDENTE

CONSTRUÇÃO DE ESCOLA MUNICIPAL NO BAIRRO PRESIDENTE VARGAS

CONSTRUÇÃO DE ESCOLA MUNICIPAL NO BAIRRO PRESIDENTE VARGAS CONSTRUÇÃO DE ESCOLA MUNICIPAL NO BAIRRO PRESIDENTE VARGAS

CONSTRUÇÃO DE ESCOLA MUNICIPAL NO BAIRRO PRESIDENTE VARGAS

MUNICIPAL NO BAIRRO PRESIDENTE VARGAS CONSTRUÇÃO DE ESCOLA MUNICIPAL NO BAIRRO PRESIDENTE VARGAS executar a obra

executar a obra

14

No segundo exemplo, cujo objeto é a “aquisição de veículos para o setor de manutenção de estradas rurais”, há mais de uma entrega prevista ao longo da execução do projeto, permitindo definir, desta forma, mais de uma meta no cronograma físico. Por exemplo, pode-se ter as sub-entregas “aquisição de caminhão” e “aquisição de pá carregadeira”. Podem ser estabelecidas duas metas: “adquirir um caminhão” e “adquirir uma pá carregadeira”, que são as atividades necessárias para promover as sub-entregas, tal como ilustrado na FIGURA 3.2. abaixo.

FIGURA 3.2.

Objeto e

Meta(s)

(exemplo 2)

elaboração:

FIGURA 3.2. Objeto e Meta(s) (exemplo 2) elaboração: AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS PARA O SETOR DE MANUTENÇÃO
FIGURA 3.2. Objeto e Meta(s) (exemplo 2) elaboração: AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS PARA O SETOR DE MANUTENÇÃO
FIGURA 3.2. Objeto e Meta(s) (exemplo 2) elaboração: AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS PARA O SETOR DE MANUTENÇÃO
FIGURA 3.2. Objeto e Meta(s) (exemplo 2) elaboração: AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS PARA O SETOR DE MANUTENÇÃO
AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS PARA O SETOR DE MANUTENÇÃO DE ESTRADAS RURAIS AQUISIÇÃO DE UMA PÁ
AQUISIÇÃO DE
VEÍCULOS PARA O SETOR DE
MANUTENÇÃO DE ESTRADAS RURAIS
AQUISIÇÃO DE
UMA PÁ
CARREGADEIRA
DE ESTRADAS RURAIS AQUISIÇÃO DE UMA PÁ CARREGADEIRA Por fim, no terceiro exemplo, em que o
DE ESTRADAS RURAIS AQUISIÇÃO DE UMA PÁ CARREGADEIRA Por fim, no terceiro exemplo, em que o

Por fim, no terceiro exemplo, em que o objeto é a “realização de cursos de capacitação de jovens para o mercado de trabalho”, pode-se identificar três sub-entregas, que são a “realização de curso de capacitação em informática”, a “realização de curso de capacitação em manutenção de equipamentos eletrônicos” e a “realização de curso de capacitação em panificação”. Neste caso, podem ser definidas três metas no cronograma físico, isto é, três atividades a serem realizadas, cada qual relacionada à obtenção de uma sub-entrega: “realizar curso de informática”, “realizar curso de manutenção de equipamentos eletrônicos” e “realizar curso de panificação”. A situação está ilustrada na FIGURA 3.3

FIGURA 3.3.

Objeto e

Meta(s)

(exemplo 3)

elaboração:

3.3 FIGURA 3.3. Objeto e Meta(s) (exemplo 3) elaboração: REALIZAÇÃO DE CURSOS DE CAPACITAÇÃO DE JOVENS
3.3 FIGURA 3.3. Objeto e Meta(s) (exemplo 3) elaboração: REALIZAÇÃO DE CURSOS DE CAPACITAÇÃO DE JOVENS
REALIZAÇÃO DE CURSOS DE CAPACITAÇÃO DE JOVENS PARA O MERCADO DE TRABALHO
REALIZAÇÃO DE CURSOS DE CAPACITAÇÃO DE JOVENS PARA O MERCADO DE TRABALHO
REALIZAÇÃO DE CURSOS DE CAPACITAÇÃO DE JOVENS PARA O MERCADO DE TRABALHO

REALIZAÇÃO DE CURSOS DE CAPACITAÇÃO DE JOVENS PARA O MERCADO DE TRABALHO

REALIZAÇÃO DE CURSOS DE CAPACITAÇÃO DE JOVENS PARA O MERCADO DE TRABALHO
CURSOS DE CAPACITAÇÃO DE JOVENS PARA O MERCADO DE TRABALHO REALIZAÇÃO DE CURSO DE CAPACITAÇÃO EM
CURSOS DE CAPACITAÇÃO DE JOVENS PARA O MERCADO DE TRABALHO REALIZAÇÃO DE CURSO DE CAPACITAÇÃO EM

REALIZAÇÃO DE CURSO DE CAPACITAÇÃO EM INFORMÁTICA

REALIZAÇÃO DE CURSO DE CAPACITAÇÃO EM MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS

REALIZAÇÃO DE CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PANIFICAÇÃO

REALIZAÇÃO DE CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PANIFICAÇÃO realizar curso de Informática realizar curso de
REALIZAÇÃO DE CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PANIFICAÇÃO realizar curso de Informática realizar curso de

realizar curso de Informática

realizar curso de manutenção de equipamentos eletrônicos

realizar curso de panificação

2.2.4.

Etapas

Tendo definido uma meta como uma atividade a ser executada para a obtenção de uma sub-entrega do objeto, é possível definir uma etapa como uma sub-atividade em que se divide a meta. Em alguns casos, a execução de uma meta implica a realização de uma única atividade, em outros casos é necessário realizar várias atividades. Pode-se perceber isto utilizando os exemplos utilizados anteriormente:

no caso do objeto “construção da Escola Municipal Presidente Vargas”:

- para obter a sub-entrega associada à meta “executar a obra” (a obra pronta), é necessário realizar uma série de sub-atividades que são previstas no cronograma preparado pela engenharia, tais como “executar serviços preliminares”, “construir a fundação”, “construir a cobertura”, “instalar a parte elétrica”, “instalar a parte hidráulica” e “realizar acabamento”; deve-se observar que nas planilhas de custos e nos cronogramas físico-financeiros de obras e serviços de engenharia, etapas costumam ser denominadas “serviços”; e

- estas atividades são necessárias para que seja realizada a sub-entrega (no caso, a única sub-entrega que é a construção da escola).

para o objeto “aquisição de veículos para o setor de manutenção de estradas rurais”, a cada meta pode ser associada uma única etapa:

- para obter a sub-entrega associada à meta “adquirir um caminhão” (o caminhão) é necessário realizar uma única atividade, que é realizar a sua compra; assim, pode-se definir uma única etapa, que pode, inclusive, ser denominada da mesma forma que a meta (“adquirir um caminhão”); e

- para obter a sub-entrega associada à meta “adquirir uma pá carregadeira” (a pá carregadeira), também é necessário realizar uma única atividade (etapa “adquirir uma pá carregadeira”).

no caso do objeto “realização de cursos de capacitação de jovens para o mercado de trabalho”:

- promover a sub-entrega de cada meta (“realizar curso de informática”, “realizar curso de manutenção de equipamentos eletrônicos” e “realizar curso de panificação”) também envolve realizar várias etapas; para cada meta pode-se estabelecer no cronograma físico etapas como:

alugar sala para realização do curso”, “produzir material impresso para divulgação do curso”, “contratar profissionais para ministrar o curso”, “adquirir material permanente a ser utilizado no curso” e “adquirir material de consumo a ser utilizado no curso”; e

- a realização dessas etapas permite gerar as sub-entregas que são os três cursos.

2.3. ELABORAÇÃO DE CRONOGRAMA FÍSICO

2.3.1. Estrutura de Cronograma Físico

Após definir os conceitos de metas e etapas de um cronograma físico, pode-se montar sua estrutura utilizando-se o modelo mostrado na FIGURA 3.4., na página ao lado. Na figura é utilizado como exemplo o objeto “construção da Escola Municipal Presidente Vargas”, em que há uma meta e seis etapas.

FIGURA 3.4. Unidade de Data de Data de Valor Valor Meta / Etapa Quantidade Fornecimento
FIGURA 3.4.
Unidade de
Data de
Data de
Valor
Valor
Meta / Etapa
Quantidade
Fornecimento
Início
Término
Unitário (R$)
Total (R$)
Estrutura de
Cronograma
Físico
Meta 01 -
Executar a obra
(exemplo 1)
Etapa 01 -
Executar serviços
preliminares
Etapa 02 -
Construir a fundação
Etapa 03 -
Construir a cobertura
Etapa 04 -
Instalar a parte elétrica
Etapa 05 -
Instalar a parte
hidráulica
Etapa 06 -
Realizar acabamento
elaboração:
TOTAL
Cada meta e cada etapa devem ser caracterizadas com as seguintes informações:

Unidade de Fornecimento”, que é unidade utilizada para medir a quantidade da meta ou da etapa;

Quantidade”, que é quantidade de atividades a ser realizada;

Data de Início”, que é a data em se pretende iniciar a execução da meta ou da etapa;

Data de Término”, que é a data em que se pretende terminar a execução da meta ou da etapa;

Valor Unitário (R$)”, que é o valor unitário estimado para executar a meta ou a etapa; e

“Valor Total (R$)”, que é o valor total estimado para executar a meta ou a etapa, que resulta da multiplicação da “Quantidade” pelo “Valor Unitário (R$).

No segundo exemplo visto anteriormente, cujo objeto era a “aquisição de veículos para o setor de manutenção de estradas rurais”, havia duas metas: “adquirir um caminhão” e “adquirir uma pá carregadeira”, cada uma com uma etapa. O cronograma físico teria a estrutura como a reproduzida na FIGURA 3.5

FIGURA 3.5.

Estrutura de

Cronograma

Físico

(exemplo 2)

elaboração:

Estrutura de Cronograma Físico (exemplo 2) elaboração: Unidade de Data de Data de Valor Valor Meta
Unidade de Data de Data de Valor Valor Meta / Etapa Quantidade Fornecimento Início Término
Unidade de
Data de
Data de
Valor
Valor
Meta / Etapa
Quantidade
Fornecimento
Início
Término
Unitário (R$)
Total (R$)
Meta 01 -
Adquirir um caminhão
Etapa 01 -
Adquirir um caminhão
Meta 02 -
Adquirir uma pá
carregadeira
Etapa 01 -
Adquirir uma pá
carregadeira
TOTAL

17

No último exemplo (objeto “realização de cursos de capacitação de jovens para o mercado de
No último exemplo (objeto “realização de cursos de capacitação de jovens para o mercado de trabalho”),
o cronograma físico teria uma estrutura como a que aparece na FIGURA 3.6
FIGURA 3.6.
Unidade de
Data de
Data de
Valor
Valor
Meta / Etapa
Quantidade
Fornecimento
Início
Término
Unitário (R$)
Total (R$)
Estrutura de
Cronograma
Físico
Meta 01 -
Realizar curso de
informática
(exemplo 3)
Etapa 01 -
Alugar sala para realização
do curso
Etapa 02 -
Produzir material impresso
para divulgação do curso
Etapa 03 -
Contratar profissionais
para ministrar o curso
Etapa 04 -
Adquirir material
permanente a ser utilizado
no curso
Etapa 05 -
Adquirir material de
consumo a ser utilizado no
curso
Meta 02 -
Realizar curso de
manutenção de
equipamentos eletrônicos
Etapa 01 -
Alugar sala para realização
do curso
Etapa 02 -
Produzir material impresso
para divulgação do curso
Etapa 03 -
Contratar profissionais
para ministrar o curso
Etapa 04 -
Adquirir material
permanente a ser utilizado
no curso
Etapa 05 -
Adquirir material de
consumo a ser utilizado no
curso
Meta 03 -
Realizar curso de
panificação
Etapa 01 -
Alugar sala para realização
do curso
Etapa 02 -
Produzir material impresso
para divulgação do curso
Etapa 03 -
Contratar profissionais
para ministrar o curso
Etapa 04 -
Adquirir material
permanente a ser utilizado
no curso
Etapa 05 -
Adquirir material de
consumo a ser utilizado no
curso
elaboração:
TOTAL

2.3.2.

Mensuração de Quantitativos de Metas e Etapas

As duas primeiras informações que caracterizam cada meta e cada etapa do cronograma físico são as colunas “Unidade de Fornecimento” e “Quantidade”. Indicar estas informações permite averiguar, após a execução do projeto, se as metas e as etapas foram executadas conforme previsto. Na maior parte dos casos, metas e etapas podem ser medidas simplesmente com a utilização da unidade de fornecimento “unidade”, sendo a quantidade igual a “1”. Isto pode ser visto nos três exemplos que estão sendo utilizados neste capítulo:

no caso do objeto “construção da Escola Municipal Presidente Vargas” (FIGURA 3.4.):

- a meta “executar a obra” consiste em entregar a obra, que é medida por “unidade”, com quantidade “1”: existe uma atividade a ser realizada, que é a execução da obra; e

- o mesmo acontece quando se analisa cada etapa desta meta (“executar serviços preliminares”, “construir a fundação”, “construir a cobertura”, “instalar a parte elétrica”, “instalar a parte hidráulica” e “realizar acabamento”), em que cada etapa deve ser realizada uma única vez, sendo portanto medidas também por “unidade”: uma atividade relativa à execução de serviços preliminares, uma atividade de construção de cobertura, e assim por diante.

no caso da “aquisição de veículos para o setor de manutenção de estradas rurais” (FIGURA 3.5.):

- cada meta (“adquirir um caminhão” e “adquirir uma pá carregadeira”) também pode ser mensurada pela palavra “unidade”: existem uma atividade relativa à aquisição de caminhão e outra atividade de aquisição de pá carregadeira; e

- da mesma forma, cada etapa (“adquirir um caminhão” e “adquirir uma pá carregadeira”) também deve ser realizada uma vez.

no último caso, com objeto “realização de cursos de capacitação de jovens para o mercado de trabalho” (FIGURA 3.6.):

- existe uma unidade de cada meta a ser executada (“realizar curso de informática”, “realizar curso de manutenção de equipamentos eletrônicos” e “realizar curso de panificação”);

- no caso das etapas, “alugar sala para realização do curso”, “produzir material impresso para divulgação do curso”, “contratar profissionais para ministrar o curso”, “adquirir material permanente a ser utilizado no curso” e “adquirir material de consumo a ser utilizado no curso”, cada atividade prevista em determinada meta será executada uma vez: a locação de sala, a produção de material impresso e assim por diante.

Deve-se alertar, por fim, que não se deve confundir atividades a serem executadas, que constituem metas e etapas do cronograma físico, com bens a serem adquiridos e serviços a serem contratados, que devem ser discriminados de forma detalhada na planilha de custos e no plano de aplicação. Como discutido no capítulo 4, na planilha de custos e no plano de aplicação devem ser estabelecidos, para cada bem ou serviço:

a especificação detalhada;

a quantidade a ser adquirida ou contratada; e

o preço unitário estimado.

2.3.3.

Definição de Prazos para Execução de Metas e Etapas

No cronograma físico também devem ser informadas as datas previstas de início e de término de execução de metas e etapas. Por exemplo, a meta “executar a obra” envolve realizar uma série de atividades que aparecem discriminadas na planilha de custos e no cronograma físico-financeiro preparados pela engenharia, tais como “executar serviços preliminares”, “construir a fundação”, “construir a cobertura”, “instalar a parte elétrica”, “instalar a parte hidráulica” e “realizar acabamento”. Cada etapa tem datas de início e de término definidas.

Outras atividades, no entanto, não são explicitadas na planilha de custos e no cronograma físico-financeiro da obra, mas consomem tempo. Basicamente são atividades não diretamente associadas à execução da obra e que têm uma natureza administrativa: “preparar o projeto básico da obra”, “elaborar o edital de licitação”, “publicar a licitação”, “aguardar o prazo legal para realizar a licitação”, “licitar”, “receber e julgar recursos”, “emitir a ordem de execução da obra”, “realizar as medições” e “realizar os pagamentos”. Os prazos necessários para executar estas atividades devem ser somados aos prazos necessários para executar a obra em si, aquelas previstas explicitamente no cronograma físico-financeiro.

O mesmo acontece em projetos que envolvem a aquisição de bens ou a contratação de serviços, em que também há atividades de natureza administrativa que não aparecem no cronograma físico, mas cujos prazos devem ser somados aos prazos necessários à execução.

3.

4

ORÇAMENTO DO PROJETO:

PLANILHA DE CUSTOS E PLANO DE APLICAÇÃO

3.1. ORÇAMENTO DO PROJETO

3.1.1. Orçamento e Execução de Projeto

Estimar o custo envolvido na execução de um determinado projeto é a parte mais importante do trabalho de elaboração deste projeto. No caso específico de projetos elaborados para captar recursos financeiros federais, dois tipos de documentos devem ser elaborados:

a planilha de custos; e

o plano de aplicação.

3.1.2. Planilha de Custos

A planilha de custos é o documento que contém a discriminação, para cada meta e para cada etapa do cronograma físico, das despesas a serem realizadas para:

aquisição de bens;

contratação de serviços;

contratação de pessoas físicas;

pagamento de tarifas alfandegárias e outras incidentes sobre a importação de bens ou serviços;

pagamento de tributos e contribuições de outras naturezas, como contribuições previdenciárias (tópico abordado particularmente nas subseções 4.2.2. e 4.2.3.); e

outras despesas decorrentes da execução do projeto.

Para cada despesa prevista na planilha deve haver informações sobre:

a quantidade;

o valor unitário estimado; e

o valor total estimado, que corresponde à multiplicação da quantidade pelo valor unitário estimado.

Além das despesas a serem realizadas, no caso de projetos elaborados com a finalidade de buscar recursos federais devem ser discriminados, também, bens e serviços de propriedade do proponente que serão utilizados na execução do projeto e que são computados como contrapartida não financeira.

Cada despesa discriminada na planilha de custos deve ser separada de acordo com a meta e a etapa devido ao nível de detalhamento exigido na prestação de contas a ser feita no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (SICONV): no momento de registrar dados de uma nota fiscal ou documento equivalente utilizado para pagar uma despesa (recibo, guia, etc.), o usuário do sistema deve informar, para cada item descrito na nota ou documento, a(s) meta(s) e a(s) etapa(s) ao qual se refere essa despesa

As informações contidas na planilha de custos são utilizadas na elaboração de três outros documentos do projeto:

cronograma físico, documento que utiliza as informações sobre as despesas previstas totais a serem realizadas em cada meta e em cada etapa;

plano de aplicação, documento que resume as informações sobre as despesas previstas na planilha de

custos; e

cronograma de desembolso, documento que também utiliza as informações sobre as despesas previstas totais a serem realizadas em cada meta e em cada etapa.

3.1.3. Plano de Aplicação

O plano de aplicação é um documento derivado da planilha de custos que também contém a discriminação

das despesas a serem realizadas ao longo da execução do projeto, tendo como única diferença o fato de que não

detalha as despesas por meta e por etapa do cronograma físico. Ele é abordado na seção 4.3

No caso de projetos elaborados para captar recursos financeiros federais, inclusive aqueles que devem ser incluídos no SICONV, o documento que é exigido é o plano de aplicação. No entanto, devido ao mencionado detalhamento exigido na prestação de contas, órgãos e entidades que buscam recursos devem elaborar ambos os documentos, sendo a planilha de custos fundamental no momento de prestar contas.

3.1.4. Obediência à Planilha de Custos e ao Plano de Aplicação durante a Execução do Projeto

A principal fonte de problemas na execução de um projeto que recebe recursos federais encontra-se na

realização de despesas em condições diferentes das estabelecidas na planilha de custos e no plano de aplicação.

Deve-se lembrar que ambos os documentos foram submetidos à análise e à aprovação prévias do órgão federal responsável pelo repasse dos recursos, em conjunto com os demais documentos e informações que compõem o

projeto (definição do objeto, justificativa, cronograma físico e cronograma de desembolso, entre outros). O órgão federal e o órgão ou a entidade que receberá os recursos formalizam um convênio ou um contrato de repasse estabelecendo as regras para utilização destes recursos. Entre estas regras está a rigorosa obediência ao que está estabelecido no projeto, inclusive naquilo que se refere à obrigatoriedade de realização das despesas previstas. Isto significa que:

devem ser realizadas apenas as despesas previstas na planilha de custos e no plano de aplicação;

na realização destas despesas devem ser respeitadas as especificações contidas nos dois documentos;

devem ser adquiridas, contratadas ou pagas exatamente as quantidades previstas; e

deve ser gasto, no máximo, o valor unitário estimado nos documentos.

3.1.5. Alteração da Planilha de Custos e do Plano de Aplicação durante a Execução do Projeto

Existe, no entanto, a possibilidade de que, ao iniciar a execução do projeto, o órgão ou a entidade avalie como necessária a realização de alterações na planilha de custos e no plano de aplicação, tais como:

alteração na(s) especificação(ões) de despesa(s) prevista(s);

aumento e/ou redução na(s) quantidade(s) prevista(s);

exclusão de despesa(s) que não é (são) mais necessária(s);

inclusão de despesa(s) não prevista(s) inicialmente; e

realização de despesa(s) com valor(es) acima do(s) previsto(s).

Realizar estas alterações apenas é possível mediante formalização prévia de autorização para o órgão federal responsável pela transferência de recursos financeiros. Apenas depois de receber autorização o órgão ou a entidade executor(a) do projeto pode realizar as despesas de forma diferente ao que estava previsto inicialmente.

3.2. PLANILHA DE CUSTOS

3.2.1. Estrutura de Planilha de Custos

Uma planilha de custos, como definido anteriormente, contém a discriminação detalhada de todas as

despesas a serem realizadas durante a execução do projeto, sendo necessário separar as despesas de acordo com

a meta e a etapa ao qual está associada sua realização. Como mencionado anteriormente, esta separação é

necessária devido ao nível de detalhamento exigido na prestação de contas a ser feita no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (SICONV): no momento de registrar dados de uma nota fiscal ou documento semelhante, o usuário do sistema deve informar, para cada item descrito nesta nota ou neste documento, a meta

e a etapa ao qual ele se refere. A planilha de custos teria um estrutura como a reproduzida na FIGURA 4.1. na

página seguinte. Neste exemplo, a planilha toma por base o cronograma físico utilizado no capítulo 3 no caso do

objeto “aquisição de veículos para o setor de manutenção de estradas rurais”, em que há duas metas e uma etapa em cada uma.

s

FIGURA 4.1.

Planilha de

Custos

(exemplo 1)

elaboração:

s FIGURA 4.1. Planilha de Custos (exemplo 1) elaboração:   Meta /     Natureza de
 

Meta /

   

Natureza de

Unidade de

     

Programa

Bem / Serviço

Natureza da Aquisição

Quantidade

Preço Unitário

Preço Total

 

Etapa

   

Despesa

Fornecimento

     
           

2200020100150

Meta 01 – Adquirir um caminhão

 

125.000,00

 

Etapa 01 – Adquirir um caminhão

 

125.000,00

 

Item 001 - caminhão

recursos do convênio

 

unidade

 

1 125.000,00

125.000,00

2200020100150

Meta 02 – Adquirir uma pá carregadeira

 

80.000,00

 

Etapa 01 – Adquirir uma pá carregadeira

 

80.000,00

 

Item 002 – pá carregadeira

recursos do convênio

 

unidade

 

1 80.000,00

80.000,00

 

TOTAL

205.000,00

Na planilha de custos que aparece na FIGURA 4.1. nota-se que:

metas e etapas estão discriminadas na segunda coluna (“Meta/Etapa”); como mencionado anteriormente, a estrutura de metas e etapas da planilha de custos deve reproduzir a estrutura existente no cronograma físico (no exemplo, duas metas, cada qual com uma etapa);

cada meta deve ser associada a um único programa para transferência de recursos de um determinado órgão federal (no exemplo, ambas estão associadas ao programa com código “2200020100150”); esta associação é necessária porque, em alguns casos, o órgão ou a entidade que está elaborando o plano de trabalho pode solicitar recursos de mais de um programa do mesmo órgão federal, sendo necessário identificar, para cada meta, a origem dos recursos;

as despesas a serem realizadas estão discriminados na terceira coluna (“Bem/Serviço”), sendo que:

- se a despesa for relacionada à aquisição de bem ou à contratação de serviço, sua especificação deve ser detalhada, próxima a que será utilizada no momento de se realizar a aquisição ou contratação (na planilha, devido a limitações de espaço, a especificação está simplificada); e

- se a despesa for relacionada ao pagamento de tarifas alfandegárias, tributos ou contribuições ou outra, a especificação deve caracterizá-la perfeitamente, não deixando dúvida sobre o tipo de despesa a ser realizada.

despesas devem ser separadas por meta e etapa às quais estão associadas:

- o item “Item 001 - caminhão” está associado à “Etapa 01” da “Meta 01”; como mencionado, a especificação da despesa na planilha está simplificada por razões de espaço, sendo que, em um caso real, a planilha deve conter sua especificação detalhada (no exemplo, um caminhão); e

- o item “Item 002 – pá carregadeira” está associado à “Etapa 01” da “Meta 02”.

Cada despesa discriminada na planilha deve ser caracterizada por seis informações:

Natureza da Aquisição”, coluna em que é indicado se a despesa:

- será paga com recursos financeiros (“recursos do convênio”, termo utilizado no SICONV), que incluem recursos financeiros repassados pelo órgão federal e recursos da contrapartida financeira do órgão ou entidade que está elaborando o projeto; ou

- faz parte da contrapartida não financeira do órgão ou entidade convenente ou contratada (“contrapartida em bens e serviços”).

Natureza de Despesa”, coluna em que é informada a classificação orçamentária da despesa (não preenchida na planilha);

Unidade de Fornecimento”, coluna em que se indica a unidade utilizada para medir a quantidade, como, por exemplo, “metros quadrados”, “metros cúbicos”, “unidade”, “tonelada”, etc.;

Quantidade”, coluna em que é informada:

- a quantidade de itens a serem adquiridos, contratados ou pagos (se houver previsão de desembolso de recursos financeiros); ou

- a quantidade do bem ou serviço que será alocada como contrapartida não financeira do órgão ou da entidade que está elaborando o projeto.

Preço Unitário”, coluna em que se informa:

- o valor unitário estimado da despesa; ou

- o valor unitário atribuído ao bem ou ao serviço quando ele faz parte da contrapartida em bens e serviços; a apuração de seu valor depende das normas do órgão federal.

Preço Total”, coluna que mostra:

- o valor total estimado da despesa, multiplicando-se a quantidade pelo preço unitário estimado; ou

- o valor total estimado atribuído ao bem ou ao serviço quando ele faz parte da contrapartida em bens ou serviços, multiplicando-se a quantidade a ser utilizada deste bem ou serviço pelo seu preço unitário estimado.

Outra planilha de custos é ilustrada na FIGURA 4.2., que utiliza como base o exemplo do capítulo 4 em que o objeto do projeto é a “realização de cursos de capacitação de jovens para o mercado de trabalho”. Neste exemplo, existiam três metas (“realizar curso de informática”, “realizar curso de manutenção de equipamentos eletrônicos” e “realizar curso de panificação”). Para facilitar a exposição, considera-se neste capítulo que o objeto tem apenas as duas primeiras metas.

Este exemplo permite identificar vários pontos importantes na elaboração da planilha de custos: O primeiro ponto refere-se a existência de despesas iguais em mais de uma meta e etapa, como, por exemplo:

item 002 – folder”, existindo previsão de adquirir “10.000” unidades para divulgar o “curso de informática” (“Etapa 02” da “Meta 01”) e outras “10.000” unidades para divulgar o “curso de manutenção de equipamentos eletrônicos” (“Etapa 02” da “Meta 02”);

item 005 – computador”, existindo previsão de adquirir “20” unidades para realizar o “curso de informática” (“Etapa 04” da “Meta 01”) e outras “2” unidades para realizar o “curso de manutenção de equipamentos eletrônicos” (“Etapa 04” da “Meta 02”);

item 006 – impressora”, existindo previsão de adquirir “2” unidades para realizar o “curso de informática” (“Etapa 04” da “Meta 01”) e “1” unidade para realizar o “curso de manutenção de equipamentos eletrônicos” (“Etapa 04” da “Meta 02”);

item 007 – papel A4”, existindo previsão de adquirir “100” resmas para utilização no “curso de informática” (“Etapa 05” da “Meta 01”) e outras “50” resmas para utilização no “curso de manutenção de equipamentos eletrônicos” (“Etapa 05” da “Meta 02”); e

item 008 – toner”, existindo previsão de adquirir “20” unidades para utilização no “curso de informática” (“Etapa 05” da “Meta 01”) e outras “2” unidades para utilização no “curso de manutenção de equipamentos eletrônicos” (“Etapa 05” da “Meta 02”).

Ainda que os itens sejam os mesmos, devem ser discriminados separadamente na planilha de custos, de acordo com a meta e a etapa.

Outro ponto importante que aparece na planilha de custos reproduzida na FIGURA 4.2. é a existência de despesas com itens semelhantes, mas com especificações e, especialmente, preços unitários estimados diferentes:

aluguel de salas, despesa prevista tanto na “Etapa 01” da “Meta 01” (“item 001”) quanto na “Etapa 01” da “Meta 02”( “item 009”); no exemplo da planilha supõe-se que se tratam de salas com diferentes características:

- o aluguel de uma sala (“item 001”) tem valor estimado de “R$ 4.800,00” durante todo o período de duração do projeto (por exemplo, oito meses de aluguel a “R$ 600,00”); e

- o aluguel de outra sala (“item 009”) tem valor estimado de “R$ 6.000,00” durante todo o período de duração do projeto (por exemplo, oito meses de aluguel a “R$ 750,00”).

professor, despesa prevista na “Etapa 03” da “Meta 01” (“item 003”) e na “Etapa 03” da “Meta 02”(“item 010”); no exemplo que aparece na planilha supõe-se também que se tratam de professores diferentes:

- a contratação de um professor para ministrar o “curso de informática” (“item 003”) tem valor estimado de “R$ 12.000,00” durante todo o período de duração do projeto (por exemplo, oito meses de salário bruto de “R$ 1.500,00”); e

- a contratação de um professor para ministrar o “curso de manutenção de equipamentos eletrônicos” (“item 010”) tem valor estimado de “R$ 8.000,00” durante todo o período de duração do projeto (por exemplo, oito meses de salário bruto de “R$ 1.000,00”).

monitor, despesa prevista tanto na “Etapa 03” da “Meta 01” (“item 004”) quanto na “Etapa 03” da “Meta 02”(“item 011”); no exemplo que aparece na planilha supõe-se que se tratam de monitores diferentes:

- a contratação de dois monitores para auxiliarem o professor no “curso de informática” (“item 004”) tem valor estimado de “R$ 8.000,00” durante todo o período de duração do projeto (por exemplo, oito meses de salário bruto de “R$ 500,00” cada monitor); e

- a contratação de um monitor para auxiliar o professor no “curso de manutenção de equipamentos eletrônicos” (“item 011”) tem valor estimado de “R$ 3.000,00” durante todo o período de duração do projeto (por exemplo, oito meses de salário bruto de “R$ 375,00”).

Apesar das semelhanças entre as despesas a serem realizadas na contratação destes itens (“aluguel de sala”, “professor” e “monitor”), eles são, na realidade, itens diferentes e, assim, devem ser registrados separadamente na planilha de custos.

O terceiro ponto importante que aparece na planilha de custos (ainda na FIGURA 4.2.), decorrente do anterior, é o fato de que, quando está prevista a compra de bens ou a contratação de serviços semelhantes (“aluguel de sala”, “professor” e “monitor”), torna-se ainda mais fundamental realizar o detalhamento cuidadoso da despesa, para que fique nítida a diferença entre eles. Por exemplo:

no caso do aluguel de sala, deve haver duas especificações distintas: “item 001 – aluguel de sala com 80 metros quadrados, com ar condicionado” e “item 009 – aluguel de sala com 120 metros quadrados, com ar condicionado”; e

- o mesmo deve acontecer no caso da contratação de professor e de monitor, devendo estar explícita na planilha de custos e no plano de aplicação a diferença entre os profissionais.

s

FIGURA 4.2.

Planilha de

Custos

(exemplo 2,

parte A)

elaboração:

4.2. Planilha de Custos (exemplo 2, parte A) elaboração:   Meta /     Natureza de
 

Meta /

   

Natureza de

Unidade de

     

Programa

Bem / Serviço

Natureza da Aquisição

Quantidade

Preço Unitário

Preço Total

 

Etapa

   

Despesa

Fornecimento

     
           

3800020100050

Meta 01 - Realizar curso de informática

 

62.600,00

 

Etapa 01 - Alugar sala para realização do curso

 

4.800,00

 

Item 001 - aluguel de sala

recursos do convênio

 

unidade

1

4.800,00

4.800,00

Etapa 02 - Produzir material impresso para divulgação do curso

 

1.000,00

 

Item 002 - folder

recursos do convênio

 

unidade

10.000

0,10

1.000,00

Etapa 03 - Contratar profissionais para ministrar o curso

 

20.000,00

 

Item 003 - professor

recursos do convênio

 

unidade

1

12.000,00

12.000,00

Item 004 - monitor

recursos do convênio

 

unidade

2

4.000,00

8.000,00

Etapa 04 - Adquirir material permanente a ser utilizado no curso

 

31.600,00

 

Item 005 - computador

recursos do convênio

 

unidade

20

1.500,00

30.000,00

Item 006 - impressora

recursos do convênio

 

unidade

2

800,00

1.600,00

Etapa 05 - Adquirir material de consumo a ser utilizado no curso

 

5.200,00

 

Item 007 - papel A4

recursos do convênio

 

resma

100

12,00

1.200,00

Item 008 - toner

recursos do convênio

 

unidade

20

200,00

4.000,00

s

FIGURA 4.2.

Planilha de

Custos

(exemplo 2,

parte B)

elaboração:

4.2. Planilha de Custos (exemplo 2, parte B) elaboração:   Meta /     Natureza de
 

Meta /

   

Natureza de

Unidade de

     

Programa

Bem / Serviço

Natureza da Aquisição

Quantidade

Preço Unitário

Preço Total

 

Etapa

   

Despesa

Fornecimento

     
           

3800020100050

Meta 02 - Realizar curso de manutenção de equipamentos eletrônicos

 

22.800,00

 

Etapa 01 - Alugar sala para realização do curso

 

6.000,00

 

Item 009 - aluguel de sala

recursos do convênio

 

unidade

1

6.000,00

6.000,00

Etapa 02 - Produzir material impresso para divulgação do curso

 

1.000,00

 

Item 002 - folder

recursos do convênio

 

unidade

10.000

0,10

1.000,00

Etapa 03 - Contratar profissionais para ministrar o curso

 

11.000,00

 

Item 010 - professor

recursos do convênio

 

unidade

1

8.000,00

8.000,00

 

Item 011 - monitor

recursos do convênio

 

unidade

1

3.000,00

3.000,00

Etapa 04 - Adquirir material permanente a ser utilizado no curso

 

3.800,00

 

Item 005 - computador

recursos do convênio

 

unidade

2

1.500,00

3.000,00

 

Item 006 - impressora

recursos do convênio

 

unidade

1

800,00

800,00

Etapa 05 - Adquirir material de consumo a ser utilizado no curso

 

1.000,00

 

Item 007 - papel A4

recursos do convênio

 

resma

50

12,00

600,00

 

Item 008 - toner

recursos do convênio

 

unidade

2

200,00

400,00

 

TOTAL

85.400,00

3.2.2.

Retenções de Tributos e Contribuições

Como visto anteriormente, na elaboração da planilha de custos e do plano de aplicação é necessário identificar o valor estimado de cada despesa de responsabilidade do órgão ou da entidade que está elaborando o projeto. Tributos e contribuições que são de responsabilidade do fornecedor ou do prestador de serviços e que que terão que ser retidos do pagamento pelo órgão ou pela entidade que estão executando o projeto não devem ser discriminados na planilha de custos e no plano de aplicação, pois não são despesas de sua responsabilidade. Em relação a isso devem ser considerados os seguintes pontos:

o valor de um bem ou de um serviço que aparece na planilha de custos e no plano de aplicação

incorpora:

- a remuneração do fornecedor ou prestador; e

- os tributos e as contribuições que incidem sobre o valor do fornecimento do bem ou da prestação do serviço.

tributos e contribuições que incidem sobre o valor do fornecimento de bens ou da prestação de serviços podem ser pagos:

- diretamente pelo próprio fornecedor ou prestador de serviços; e

- pelo órgão ou pela entidade que está executando o projeto, caso existam normas federais, estaduais e/ou municipais que o obriguem a:

reter, do valor do pagamento, o valor correspondente aos tributos e às contribuições; e

realizar o recolhimento dos tributos e das contribuições ao órgão competente, substituindo o fornecedor ou prestador de serviço nesta obrigação.

ao realizar o recolhimento do valor do tributo ou da contribuição que foi retido do pagamento feito ao fornecedor ou prestador de serviço, o órgão ou a entidade que está executando o projeto não está realizando uma despesa de sua responsabilidade, mas apenas exercendo uma obrigação prevista em norma para que retenha e pague o tributo ou a contribuição que é de responsabilidade do fornecedor ou do prestador de serviço.

3.2.3. Tributo ou Contribuição Patronal

A situação torna-se diferente quando o tributo ou a contribuição é de responsabilidade do órgão ou da entidade que realiza a contratação do serviço. Neste caso, a despesa prevista para pagamento do tributo ou da contribuição patronal deve constar explicitamente na planilha de custos e no plano de aplicação, caso contrário ela não poderá ser realizada com recursos do convênio ou do contrato de repasse, tendo que ser paga com recursos próprios do órgão ou da entidade.

Existe previsão,

tanto na “Etapa 03 da Meta 01” quanto na “Etapa 03 da Meta 02”, apenas para a realização de despesas com a contratação de professores e monitores, não existindo previsão específica para a realização de despesas com o pagamento de contribuições de responsabilidade patronal. A planilha teria que ser reelaborada, com inclusão de

duas novas despesas (“pagamento de INSS patronal”), uma em cada etapa mencionada.

Pode-se considerar a situação exposta na planilha de custos que aparece na FIGURA 4.2

3.2.4.

Planilha de Custos no Caso de Obra ou Serviço de Engenharia

No caso de projeto voltado à execução de obras ou de serviço de engenharia existe planilha de custos

própria. Um exemplo encontra-se na FIGURA 4.3

O conceito de “serviço” equivale ao conceito de “etapa”.

FIGURA 4.3.

Planilha de Custos de Obra ou Serviço de Engenharia (exemplo)

elaboração:

de Obra ou Serviço de Engenharia (exemplo) elaboração:   Código       Preço  
 

Código

     

Preço

 

Item

Serviços

Unidade

Quantidade

Preço Total

Sinapi

Unitário

         

1.0

 

Serviços Preliminares

 

1.1

           

1.2

           
 

Total

 

2.0

 

Infra e Supra-Estrutura

 

2.1

   

2.2

           
 

Total

 

3.0

 

Alvenaria

 

3.1

           

3.2

           
 

Total

 

4.0

 

Cobertura

 

4.1

   

4.2

           
 

Total

 

5.0

 

Instalação Hidráulica

 

5.1

         

5.2

           
 

Total

 

6.0

 

Instalação Elétrica

 

6.1

           

6.2

           
 

Total

 

7.0

 

Acabamento

 

7.1

   

7.2

           
 

Total

 

TOTAL GERAL

BDI

TOTAL COM BDI

Neste exemplo aparecem sete serviços: “serviços preliminares”, “infra e supra-estrutura”, “alvenaria”, “cobertura”, “instalação hidráulica”, “instalação elétrica” e “acabamento”.

Na planilha deve-se observar que:

cada serviço listado é numerado na primeira coluna, de “1.0” a “7.0”; dependendo do porte e da

complexidade da obra ou do serviço de engenharia a planilha pode ter uma quantidade maior ou menor de serviços e, dentro de cada serviço, mais ou menos itens;

devem ser informados em cada serviço as despesas a serem realizadas na aquisição de materiais e na contratação de serviços, discriminando-se:

- o número sequencial da despesa, seguindo o número do serviço: por exemplo, despesas “1.1”, “1.2”, “1.3”, etc., para o serviço “1.0”; despesas “2.1”, “2.2”, 2.3, etc., para o serviço “2.0”, e assim por diante (primeira coluna da planilha);

- o código SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil) (segunda coluna);

- a descrição do material a ser adquirido ou do serviço a ser contratado (terceira coluna);

- a unidade de medida, como, por exemplo, metro quadrado, conjunto, quilo, etc. (quarta coluna);

- a quantidade a ser adquirida ou contratada (quinta coluna);

- o preço unitário (sexta-coluna); e

- o preço total (última coluna).

na última linha de cada serviço deve ser informado o preço total do serviço, somando-se os preços totais de todos os materiais e serviços discriminados no serviço; e

existem três linhas de totalização no final da planilha:

- “Total Geral”, em que são somados os valores de cada serviço (os totais dos serviços “1.0”, “2.0”, “3.0” em diante, até o serviço “7.0”);

- “BDI” (Benefício e Despesas Indiretas), que é uma taxa percentual aplicada sobre os custos diretos para execução dos serviços, que deve cobrir as despesas indiretas e o benefício (lucro) da empresa que executar a obra; e

- “Total com BDI”, que informa o custo da obra acrescido do BDI.

Em alguns casos, o cálculo do BDI é realizado para cada serviço, existindo duas colunas adicionais à direita daquelas que aparecem na FIGURA 4.3.:

uma coluna onde é informado o valor do BDI relativo a cada serviço; e

uma coluna em que é informado o valor total do serviço, já incluído o BDI.

3.3. PLANO DE APLICAÇÃO

3.3.1. Planilha de Custos e Plano de Aplicação

Como visto anteriormente, o plano de aplicação é um documento derivado da planilha de custos que também discrimina despesas a serem realizadas. A diferença entre os dois reside no fato de que o plano de aplicação não detalha as despesas por meta e por etapa do cronograma físico como é feito na planilha de custos. Isto pode ser visto na próxima página comparando-se a planilha de custos contida na FIGURA 4.4. (já apresentada anteriormente neste capítulo) com o plano de aplicação dela derivado que está na FIGURA 4.5

s

FIGURA 4.4.

Planilha de

Custos

(exemplo 1)

elaboração:

s FIGURA 4.4. Planilha de Custos (exemplo 1) elaboração: FIGURA 4.5. Plano de Aplicação (exemplo 1)

FIGURA 4.5.

Plano de

Aplicação

(exemplo 1)

elaboração:

FIGURA 4.5. Plano de Aplicação (exemplo 1) elaboração: Meta / Natureza de Unidade de Programa Bem
Meta / Natureza de Unidade de Programa Bem / Serviço Natureza da Aquisição Quantidade Preço
Meta /
Natureza de
Unidade de
Programa
Bem / Serviço
Natureza da Aquisição
Quantidade
Preço Unitário
Preço Total
Etapa
Despesa
Fornecimento
2200020100150
Meta 01 - Adquirir um caminhão
125.000,00
Etapa 01 - Adquirir um caminhão
125.000,00
Item 001 - caminhão
recursos do convênio
unidade
1 125.000,00
125.000,00
2200020100150
Meta 02 - Adquirir uma pá carregadeira
80.000,00
Etapa 01 - Adquirir uma pá carregadeira
80.000,00
Item 002 - pá carregadeira
recursos do convênio
unidade
1 80.000,00
80.000,00
TOTAL
205.000,00
     

Natureza de

Unidade de

     
           

Programa

Bem / Serviço

Natureza da Aquisição

Despesa

Fornecimento

Quantidade

Preço Unitário

Preço Total

           

2200020100150

Item 001 - caminhão

recursos do convênio

 

unidade

1

125.000,00

125.000,00

2200020100150

Item 002 - pá carregadeira

recursos do convênio

 

unidade

1

80.000,00

80.000,00

 

TOTAL

205.000,00

Outra planilha de custos discutida anteriormente neste capítulo refere-se um projeto que tinha como objeto a “realização de cursos de capacitação de jovens para o mercado de trabalho” (FIGURA 4.2.). Naquele exemplo havia duas particularidades que foram destacadas. Em primeiro lugar, existiam despesas iguais em mais de uma meta e etapa, que, na planilha de custos, apareciam separadas. No plano de aplicação as quantidades a serem adquiridas ou contratadas são somadas. Isto pode ser visto na tabela que aparece na FIGURA 4.6. abaixo e diretamente no plano de aplicação (FIGURA 4.7. na página ao lado).

FIGURA 4.6.

Planilha de Custos e Plano de Aplicação

elaboração:

4.6. Planilha de Custos e Plano de Aplicação elaboração: Bem / Serviço   Planilha de Custos

Bem / Serviço

 

Planilha de Custos

Plano de Aplicação

 

10.000

unidades (“Etapa 02” da “Meta 01”)

 

item 002 - folder

10.000

unidades (“Etapa 02” da “Meta 02”)

20.000 unidades

 

20

unidades (“Etapa 04” da “Meta 01”)

 

item 005 - computador

 

22

unidades

 
 

2

unidades (“Etapa 04” da “Meta 02”)

 
 

2

unidades (“Etapa 04” da “Meta 01”)

 

Item 006 - impressora

1

unidade (“Etapa 04” da “Meta 02”)

3 unidades

 

100 resmas (“Etapa 05” da “Meta 01”)

 

Item 007 - papel A4

50 resmas (“Etapa 05” da “Meta 02”)

150 resmas

 

20

unidades (“Etapa 05” da “Meta 01”)

 

Item 008 - toner

 

22

unidades

 
 

2

unidades (“Etapa 05” da “Meta 02”)

 

Em segundo lugar, havia na planilha de custos despesas com itens semelhantes, mas com especificações e, especialmente, preços unitários estimados diferentes. Estes itens aparecem separadamente no plano de aplicação:

existe previsão de realização de duas despesas diferentes com aluguel de salas:

- o aluguel de uma sala (“item 001”) tem valor estimado de “R$ 4.800,00” durante todo o período de duração do projeto (por exemplo, oito meses de aluguel a “R$ 600,00”); e

- o aluguel de outra sala (“item 009”) tem valor estimado de “R$ 6.000,00” durante todo o período de duração do projeto (por exemplo, oito meses de aluguel a “R$ 750,00”).

existe previsão de realização de duas despesas com contratação de professor:

- uma despesa relativa ao “curso de informática” (“item 003”), com valor estimado de “R$ 12.000,00” durante a duração do projeto (oito meses de salário de “R$ 1.500,00”); e

- uma despesa relativa ao “curso de manutenção de equipamentos eletrônicos” (“item 010”), com valor estimado de “R$ 8.000,00” (oito meses de salário de “R$ 1.000,00”).

existe previsão de realização de duas despesas com contratação de monitor:

- uma despesa relativa ao “curso de informática” (“item 004”), com valor estimado de “R$ 8.000,00” durante a duração do projeto (oito meses de salário bruto de “R$ 500,00” cada monitor); e

- uma despesa relativa ao “curso de manutenção de equipamentos eletrônicos” (“item 011”), com valor estimado de “R$ 3.000,00” (oito meses de salário bruto de “R$ 375,00”).

São seis despesas diferentes, lançadas uma a uma no plano de aplicação (FIGURA 4.7. na página ao lado).

s

FIGURA 4.7.

Plano de

Aplicação

(exemplo 2)

elaboração:

s FIGURA 4.7. Plano de Aplicação (exemplo 2) elaboração:       Natureza de Unidade de
     

Natureza de

Unidade de

     
           

Programa

Bem / Serviço

Natureza da Aquisição

Despesa

Fornecimento

Quantidade

Preço Unitário

Preço Total

           

3800020100050

Item 001 - aluguel de sala

recursos do convênio

 

unidade

1

4.800,00

4.800,00

3800020100050

Item 002 - folder

recursos do convênio

 

unidade

20.000

0,10

2.000,00

3800020100050

Item 003 - professor

recursos do convênio

 

unidade

1

12.000,00

12.000,00

3800020100050

Item 004 - monitor

recursos do convênio

 

unidade

2

4.000,00

8.000,00

3800020100050

Item 005 - computador

recursos do convênio

 

unidade

22

1.500,00

33.000,00

3800020100050

Item 006 - impressora

recursos do convênio

 

unidade

3

800,00

2.400,00

3800020100050

Item 007 - papel A4

recursos do convênio

 

resma

150

12,00

1.800,00

3800020100050

Item 008 - toner

recursos do convênio

 

unidade

22

200,00

4.400,00

3800020100050

Item 009 - aluguel de sala

recursos do convênio

 

unidade

1

6.000,00

6.000,00

3800020100050

Item 010 - professor

recursos do convênio

 

unidade

1

8.000,00

8.000,00

3800020100050

Item 011 - monitor

recursos do convênio

 

unidade

1

3.000,00

3.000,00

 

TOTAL

85.400,00

Ainda no que se refere ao exemplo de plano de aplicação ilustrado na FIGURA 4.7., deve-se lembrar neste ponto a discussão anteriormente realizada sobre a necessidade de discriminar na planilha de custos e no plano de aplicação as despesas que serão realizadas para pagamento de tributos e contribuições que são de responsabilidade do órgão ou da entidade que elabora o projeto. No exemplo estas despesas não estão discriminadas, o que significa que o órgão ou a entidade não poderá pagá-las com recursos do convênio ou do contrato de repasse, mas, sim, com seus próprios recursos. Alternativamente, o órgão ou a entidade poderia ter previsto duas novas despesas (“pagamento de INSS patronal”) na planilha de custos, uma em cada etapa onde elas serão realizadas. No plano de aplicação poderia aparecer apenas um item de despesa.

3.3.2. Planilha de Custos e Plano de Aplicação no Caso de Obra ou Serviço de Engenharia

Existe uma diferença importante relativa ao plano de aplicação no caso de projetos que visam executar obra ou serviço de engenharia. Na maior parte dos casos, órgãos e entidades que elaboram esses projetos definem que a obra ou o serviço de engenharia será executado por empreitada global, cabendo à empresa contratada realizar a aquisição de materiais e a contratação de serviços a serem utilizados. Estas despesas, portanto, são de responsabilidade da empresa, não do órgão ou da entidade que elaborou o projeto, cabendo a este ou esta realizar uma única despesa: a contratação da empresa responsável pela execução da obra ou do serviço de engenharia. Desta forma, o plano de aplicação contém, na maior parte das situações, uma única despesa descrita, que é a contratação da empresa por empreitada global. Nestas situações as despesas na aquisição de materiais e na contratação de serviços que estão discriminadas na planilha de custos não devem aparecer no plano de aplicação, pois não são despesas a serem realizadas pelo órgão ou pela entidade que está elaborando o projeto.

3.4. PLANILHA DE CUSTOS E CRONOGRAMA FÍSICO

No capítulo anterior foram discutidos os passos necessários para definir as metas e as etapas que compõem o cronograma físico. Para concluir a elaboração do cronograma faltava ainda definir os custos estimados para cada meta e etapa. Como alertado naquele capítulo, estas informações estão disponíveis após ter sido elaborada a planilha de custos, pois nesta se encontra a discriminação detalhada das despesas a serem realizadas em cada meta e em cada etapa, assim como os valores totais de cada uma, informações que são necessárias no cronograma físico.

4.

5

FONTES DE RECURSOS DO PROJETO E CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO

4.1. FONTES DE RECURSOS E CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO

A elaboração da planilha de custos permite ao órgão ou à entidade que está elaborando o projeto estimar o custo total necessário para a sua execução. Os próximos passos na elaboração do projeto são:

determinar as fontes de recursos a serem utilizadas no pagamento das despesas previstas; e

definir o cronograma de desembolso destes recursos.

4.2. DEFINIÇÃO DAS FONTES DE RECURSOS PARA EXECUÇÃO DO PROJETO

4.2.1. Repasse e Contrapartida

Como visto anteriormente, no caso de projetos elaborados para captação de recursos federais, existem duas fontes de recursos que podem ser utilizados para pagamento das despesas previstas na planilha de custos e no plano de aplicação:

recursos financeiros a serem transferidos pelo órgão federal (repasse); e

recursos financeiros a serem aportados pelo órgão ou pela entidade que está elaborando o projeto como contrapartida.

Para determinar a composição das fontes de recursos a serem utilizados, o órgão ou a entidade que está elaborando o projeto deve observar as regras específicas do órgão federal do qual estão sendo solicitados recursos. Com base nestas informações calcula-se o valor da contrapartida, havendo três formas distintas de fazer o cálculo, explicadas nas subseções seguintes.

4.2.2.

Cálculo do Valor Mínimo da Contrapartida com base no Valor do Objeto

O caso mais simples para calcular o valor mínimo da contrapartida é aquele em que se conhece o valor

estimado do projeto, isto é, quando a planilha de custos já foi elaborada. O cálculo é feito com a multiplicação deste valor pelo percentual mínimo de contrapartida:

VALOR MÍNIMO DA CONTRAPARTIDA = VALOR ESTIMADO DO PROJETO X PERCENTUAL MÍNIMO DE CONTRAPARTIDA

Como exemplo, pode-se considerar um projeto com valor estimado de “R$ 100.000,00”, existindo exigência de contrapartida mínima de “2%”. A conta é direta:

VALOR MÍNIMO DA CONTRAPARTIDA = R$ 100.000,00 X 2%

VALOR MÍNIMO DA CONTRAPARTIDA = R$ 2.000,00

A contrapartida mínima de “R$ 2.000,00” pode ser decomposta em contrapartida financeira e contrapartida em bens e serviços, conforme regras de cada órgão federal (ver subseção 5.3.).

4.2.3. Cálculo do Valor Mínimo da Contrapartida com base no Valor do Repasse

O cálculo do valor mínimo da contrapartida é diferente no caso do órgão ou da entidade receber uma

emenda parlamentar destinando um valor do orçamento de um órgão federal para a execução de um projeto. Nesta situação não existe ainda uma planilha de custos estimando o valor total do projeto, o que impossibilita a utilização da fórmula mostrada na subseção anterior. O cálculo deve ser feita com a utilização de duas fórmulas. A primeira permite calcular o valor mínimo que o projeto deve ter considerando o valor do repasse:

VALOR MÍNIMO DO PROJETO =

VALOR DO REPASSE

PERCENTUAL DO REPASSE

O percentual do repasse é o percentual do valor do projeto a ser coberto com recursos federais. Por

exemplo, se o programa para transferência de recursos prevê contrapartida mínima de “2%”, o percentual do repasse é de “98%”. Se a contrapartida mínima é de “4%”, o percentual de repasse é de “96%”, e assim por diante.

Para fins de exemplo, considere-se uma emenda destinando “R$ 100.000,00” a um órgão ou a uma entidade, sendo que o programa exige um mínimo de “8%” (ou “0,08”) de contrapartida. Neste caso, o percentual de repasse é de “92%” (ou “0,92”). A conta inicial a ser feita destina-se a calcular o valor mínimo do projeto:

VALOR MÍNIMO DO PROJETO =

VALOR MÍNIMO DO PROJETO =

VALOR DO REPASSE

PERCENTUAL DO REPASSE

R$ 100.000,00

0,92

.

VALOR MÍNIMO DO PROJETO = R$ 108.695,65

O valor mínimo da contrapartida é calculado com a utilização de uma segunda fórmula:

VALOR MÍNIMO DA CONTRAPARTIDA = VALOR MÍNIMO DO PROJETO – VALOR DO REPASSE

O valor mínimo da contrapartida é, portanto, a diferença entre o valor mínimo do projeto (“R$ 108.695,65

no exemplo contido na página anterior) e o valor do repasse a ser efetuado (“R$ 100.000,00”):

VALOR MÍNIMO DA CONTRAPARTIDA = R$ 108.695,65 – R$ 100.000,00

VALOR MÍNIMO DA CONTRAPARTIDA = R$ 8.695,65

O órgão ou a entidade que recebeu a emenda deve propor, neste exemplo, um projeto com valor mínimo

de “R$ 108.695,65”, dos quais “R$ 100.000,00” serão provenientes do repasse a ser feito pelo órgão federal e os

restantes “R$ 8.695,65” são provenientes da sua contrapartida.

O orgão ou a entidade pode propor contrapartida superior ao mínimo se o valor somado do repasse e da

contrapartida for insuficiente para executar o projeto. Por exemplo, se forem necessários “R$ 115.000,00” para

executar o projeto, sendo “R$ 100.000,00” cobertos pelo órgão federal, o órgão ou a entidade teria que propor contrapartida de “R$ 15.000,00”, superior ao mínimo de “R$ 8.695,65”.

4.2.4. Cálculo do Valor Mínimo da Contrapartida com base no Valor do Repasse (no caso de desconto de taxa de administração de instituição mandatária)

A forma de apuração do valor mínimo da contrapartida muda quando a instituição mandatária que gerencia

o repasse de recursos em nome do órgão federal recebe um percentual do valor do repasse a título de taxa de administração. Neste caso, o órgão ou a entidade que recebe a emenda parlamentar não recebe o valor integral previsto, pois a remuneração da instituição mandatária será descontada deste valor. Por exemplo, se a taxa de administração é de “2,5%” dos “R$ 100.000,00” do valor da emenda, “R$ 2.500,00” serão retidos e o órgão ou a entidade receberá apenas “R$ 97.500,00”. É este valor a ser recebido (líquido da taxa de administração) que deve ser utilizado para cálculo do valor mínimo da contrapartida.

Considerando o mesmo exemplo anterior, com percentual mínimo de contrapartida de “8%”, calcula-se inicialmente o valor mínimo do projeto, utilizando-se a mesma fórmula utilizada na subseção anterior:

VALOR MÍNIMO DO PROJETO =

VALOR MÍNIMO DO PROJETO =

VALOR DO REPASSE

PERCENTUAL DO REPASSE</