Edição especial de Natal e Ano Novo 2013/14

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Literário, sem frescuras!
ISSN 16641664-5243

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Edição especial de Natal e Ano Novo 2013/14

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Edição especial de Natal e Ano Novo 2013/14

EXPEDIENTE
Revista Literária VARAL DO BRASIL NO. 26B - Edição Especial de Natal e Ano Novo - Genebra - CH - ISSN 1664-5243 Copyright : Cada autor detém o direito sobre o seu texto. Os direitos da revista pertencem a Jacqueline Aisenman. O VARAL DO BRASIL é promovido, organizado e realizado por Jacqueline Aisenman Site do VARAL: www.varaldobrasil.com Blog do Varal: www.varaldobrasil.blogspot.com Textos: Vários Autores Ilustrações: Vários Autores Foto capa: © SerrNovik—Fotolia com Muitas imagens encontramos na internet sem ter o nome do autor citado. Se for uma foto ou um desenho seu, envie um e-mail aqui para a gente e teremos o maior prazer em divulgar o seu talento. Agradecemos sua compreensão. Revisão parcial de cada autor Revisão geral VARAL DO BRASIL Composição e diagramação: Jacqueline Aisenman

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08ar'es Dic9ens

PARITICIPE DAS PRÓXIMAS EDIÇÕES: •

Até 25 de JANEIRO você pode enviar textos para nossa edição de março que trará o tema INFINITA MULHER e onde falaremos da mulher em todos os seus significados e expressões. As inscrições podem ser encerradas antes se um número ideal de participantes for atingido.

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Edição especial de Natal e Ano Novo 2013/14

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ISSN 16641664-5243

LITERÁRIO, SEM FRESCURAS
Genebra, Natal e Ano Novo de 2013/14 Ano 5 - Edição Especial 26B

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Edição especial de Natal e Ano Novo 2013/14

Para muitos o Natal significa muito, para outros tantos, nada ou muito pouco. Pouco importa. O que nos importa é o espírito natalino, o espírito de paz, de irmandade, de amor e comunhão que se empara das pessoas e leva-as a gestos, palavras e atos que, estes sim, têm uma importância capital. Amar conta. Amar importa. E Natal é amor. Assim chegamos, com este pensamento de amor e paz, a mais um fim de ano juntos, escrevendo sem frescuras para um mundo literário cada vez mais em busca de simplicidade e sinceridade. Chegamos juntos ao fim de 2013 e entraremos juntos em 2014 bradando pela PAZ e pelo AMOR! Neste ano que passou fizemos e acontecemos com nossa revista e nossas atividades. E assim também será em 2014! Sempre com você, sempre por você! Não esqueçamos as guerras, a fome, as tragédias. Mas tampouco não nos deixemos abalar por estes fatos que consomem e maltratam nossa realidade. Façamos de tudo isto objetivos para seguir mais fortes, para combater com mais força e mais vontade. Lutemos pelo bem comum! Lutemos pela natureza! Lutemos pelo ser humano! Lutemos pelos animais! Uma luta de amor, esta energia maior que pode e deve mover o mundo! Lutemos com e por amor!

Em 2014 esperamos que a vida seja inspirada na arte ainda mais que a arte na vida: seja a vida povoada de poesia; recriada em contos e crônicas; plena de romances! A você, nosso desejo sincero de um Natal e Ano Novo com muita PAZ e muito AMOR! Tenha 2014 SAÚDE ALEGRIAS PAZ AMOR SUCESSO TRABALHO Que tudo isto é a felicidade de existir e viver!

FELIZ NATAL, FELIZ 2014!

Jacqueline Aisenman Editora-Chefe Varal do Brasil

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ADÃO WONS ADRIANA SHERNER ALDO MORAES ALEXANDRA MAGALHÃES ZEINER ANA ROSENROT ANAMARIA KOVACS ANAXIMANDRO AMORIM ANDRÉ SALES ANDREIA COSTA ANNA BACK CAMILA GOMES CINTIA MEDEIROS CRISTINA CACOSSI DIVA MENDES DULCE AURIEMO DULCE RODRIGUES EMANUEL MEDEIROS VIEIRA ESTHER ROGESSI GAIÔ GIRLENE MONTEIRO PORTO GUACIRA MACIEL HILTON LEAL IRIS ALBUQUERQUE IVANE LAURETE PEROTTI IZABEL C. S. VARGAS JACQUELINE AISENMAN JANIA SOUZA JEANNE PAGANUCCI JÔ ALCOFORADO

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JOSÉ HILTON ROSA JÚLIA REGO LANGE PINHEIRO LENIVAL NUNES DE ANDRADE LUIZ CARLOS AMORIM MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA MARIA LINDGREN MARINA GENTILE MARIO REZENDE MARLENE CERVIGLIERI MARLI RIBEIRO DE FREITAS MARLY RONDAN MARTA CARVALHO MARZO DEUTSCH NUBIA STRASBACH ODENIR FERRO OLIVEIRA CARUSO PAULA ALVES ROBINSON SILVA ALVES ROGÉRIO ARAÚJO (ROFA) SANDRA NASCIMENTO SID SUMMERS SILVANA BRUGNI SONIA CINTRA SONIA NOGUEIRA SUZANA VILLAÇA VÓ FIA (MARIA APARECIDA FELICORI) WELBER ROCHA YARA DARIN

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Neste ano novo eu desejo para você o suficiente.. . DESEJO-TE O SUFICIENTE Por Girlene Monteiro Porto Desejo-te o suficiente para viver O suficiente para viver em paz Suficientes tristezas E suficientes alegrias Para superar qualquer tristeza. Desejo-te suficiente amor Para que jamais se lembre do ódio. Desejo-te suficientes derrotas Para que possa dá maior valor às vitórias. Desejo-te o suficiente para viver O suficiente para viver feliz. Suficientes dores para que na cura Valorizes a saúde. Desejo-te suficiente força Pois, o verdadeiro vitorioso não é quem nunca cai, E sim aquele que aprende a diante de um fracasso Sempre se reerguer. Desejo-te suficiente fé para que jamais esqueça que na vida a paz, as tristezas, as alegrias, as derrotas, as vitórias, as dores e as curas tudo lhe foi dado por DEUS. A força para tentar e cair A força para se reerguer e tentar novamente. Se todos tivéssemos o suficiente, não haveriam aqueles que nada têm.

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EXTRA! EXTRA! EXTRA! Por Anaximandro Amorim

Edição Extraordinária:
Belém. Sucursal: A comunidade internacional não fala de outra coisa! Chefes de Estado do mundo todo se preparam para o que acabou de acontecer. Diplomatas do globo estão em polvorosa! À meia-noite do dia 24, foi avistada, no céu da cidade judaica de Belém, em Israel, uma intensa bola de luz, que fazia uma trajetória descendente, em direção àquele lugar. Cientistas do mundo todo estão prontos para desvendar o estranho fenômeno. Há quem pense tratarse de mais uma manobra terrorista, para que se desviem as atenções de todos com um míssil ou qualquer outro tipo de artefato bélico. Entretanto, fontes seguras afirmam tratar-se, não de mais uma arma de guerra ou mesmo de um objeto voador não identificado, como também foi especulado, mas sim de uma estrela. Uma linda estrela de paz... Esta estrela, segundo astrônomos do mundo todo, é um fenômeno raro: aparece nos céus do mundo todo, sempre à meia-noite de vinte e quatro de dezembro, riscando o firmamento com sua luz extremamente intensa. Além disso, segundo as mesmas autoridades, ela sempre cai no mesmo lugar. Isto porque traz uma mensagem: nasceu o menino! E assim, há mais de 2000 anos, a mesma estrela singra os céus, avisando a todos da chegada deste menino, tão pequeno, tão frágil, ão pobrezinho, mas tão rico no amor a todo aqueles que Ele considera seus filhos. Infelizmente, poucos de nós entendemos e, até mesmo, observamos o cair deste astro de luz. Aliás, quiçá atentamos para o nascimento desta criança, que se dá, para nós, todos os anos, como o maior presente que poderíamos receber em nossas vidas. Hoje, mais uma vez, o menino nasceu; e, nascerá, cada ano, trazendo consigo a sua mensagem de amor, de paz e de fraternidade. É uma mensagem muito simples, aliás. E, de fato, não é preciso ser um cientista ou um grande líder para escutá-la. Pois ela não está nas teorias, nos livros ou na melhor retórica; mas sim, dentro do coração de cada um de nós. Ouçamo-la, portanto. Porque, mergulhados no caos do quotidiano, na cada vez mais acirrada ganância dum mundo que se orienta, dia-a-dia, para a guerra e para a destruição, fechamos nossos olhos para não vermos o cair da estrela e nossos corações, para não recebermos este menino. Este menino que se chama JESUS CRISTO. É o que desejamos a todos, nesta data plena de magia: fiquem com o Cristo de cada ano, o Cristo de sempre, pois só Ele é capaz de manter a chama deste espírito que nos imbui e que deve perdurar, cada ano, o ano todo! Não somos irmãos apenas no dia do natal; somos irmãos todos os dias, enquanto renascermos com Jesus. Esta é a mensagem do menino...

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Natal, um Quadro Vivo
Por Sonia Nogueira Uma sena inusitada. Embaixo da árvore, na praça, o olhar captou a sena seguida por alguns minutos. Um senhor esquelético, só osso. A carne parecia que não existia sob a pele queimada. Varrendo o local. Tudo arrumadinho. Uma caixa, talvez contendo míseros mantimentos adquiridos com as moedas extraídas dos passantes, algumas molambos encardidos, uma criança de cara suja, uma mulher sorridente, um cachorro. A mulher sorridente sim! Nunca vira mulher sorrir na miséria! Mulheres atiradas ao destino têm rosto áspero, olhar de ódio faiscando á uma simples palavra de desagrado. Mas vi-a sorrindo quando lhe atiraram uma cédula, eu não sei a quantia, seria talvez de uma quantia nunca recebida e daria para uma noite de natal, uma só noite, que valia por uma noite apenas, mas valia. Amanhã o mesmo ódio se instalaria no rosto de desengano com a vida. Somente o cachorro criara carne e estava roliço. Na praça, os restos de comida jogados ao chão era banquete de qualidade para um vira lata, pequenino ainda. Quase dez horas de perigo em qualquer praça, mesmo em bairro residencial. Ao redor casas iluminadas, cadeiras nos jardins, entram e saem amigos. Clima de festa. A sobrinha desceu para pegar iguarias encomendadas, na confeiteira. O olhar deu um giro ao redor. Na quadra havia jogos mal conservados, carrinho de pipoqueiro, guarnecido por cadeado, rede elástica, onde crianças pulavam, aguardando o próximo desafio. Vi uma lapinha natural sem luzes ofuscando, presentes caros, bolinhas coloridas imagens de santos e animais adorando o Jesus Menino Fixei o olhar na sena ao lado: uma lona velha cobria a pequena árvore contra o sereno da noite. O cachorro deitado olhando atento para sua dona, a criança, dormindo nuns molambos à luz de lamparina, luz que apaga as trevas, a fumaça para espantar mosquitos era como incenso ofertado ao Jesus Menino. Mas estava lá, a lapinha, no desejo oculto, sem poder de sofisticação. Foi aí, neste recurso natural, que vi por instinto, para não apagar e perpetuar a história uma lapinha natural. Os pais sentados no chão, guardiões da filha. Pintei uma lapinha, um quadro vivo no Natal.

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TORTA VITRAL DE MORANGO
Enviada por Silvana Brugni

assada e por cima coloque MORANGOS, cobrindo todo o centro. "COBERTURA VITRAL" - dissolva um pacotinho de gelatina sabor morango ou frutas vermelhas em meia xícara de água fervente e acrescente mais meia xícara de água gelada. Cubra imediatamente a torta, jogando essa cobertura por cima dos morangos. Decore a lateral com CASTANHAS DE CAJU PICADINHAS. *Leve á torta à geladeira e sirva após 4 horas ou quando a gelatina estiver consistente.

INGREDIENTES DA MASSA: 1/2 kl de farinha de trigo 1 colher de chá de fermento para bolo 200 gramas de margarina 3 gemas 1 copo de leite 1 pitada de sal 2 colheres de sopa da açúcar. PREPARO DA MASSA: Em uma vasilha coloque os ingredientes secos. Depois coloque as gemas, a margarina e vá acrescentando o leite aos poucos e misturando a massa, até o ponto de que ela se solte naturalmente das suas mãos. Sove ela e deixe descansar alguns minutos enquanto prepara o creme. Obs.: se 1 copo de leite não for suficiente para deixar a massa macia, acrescente um pouco mais e vá sentindo a massa. Se ficar muito "molhada" acrescente um pouco mais de farinha de trigo. CREME DE BAUNILHA. 2 latas de leite condensado 1 lata de leite 1 gema 1 colher de café de essência de baunilha 1 colher de maisena. * Leve ao fogo e vá mexendo sem parar até engrossar o creme, deixe esfriar um pouco. Utilize uma forma ou assadeira de vidro própria para ir ao forno, e forre-a toda com a massa, abrindo com as mãos diretamente sobre a assadeira. (não precisa untar). Fure com garfo para que a massa não "estufe" quando for assar. Asse em forne médio por aproximadamente 15 minutos (observe, quando a massa estiver levemente dourada está pronta). ARRUMAÇÃO: Ponha o creme de baunílha dentro da massa

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JÁ ESTAVA COM SAUDADES!

ainda te dá muito mais do que você merece. Tudo depende das suas atitudes! Eu estarei no seu celular, em cima da sua me-

Por Lange Pinheiro Prepare seu coração porque eu já estou a caminho! Confesso que chegarei novamente com aquela previsível pontualidade britânica, mas que também levarei algumas surpresas, como já é de praxe. Ao te ver gostaria de ganhar sorrisos, abraços não protocolados e um pouco daquele champanhe que eu gosto tanto... Acho que fiquei mal acostumado. Já nos meus primeiros dias eu te ajudarei a programar aquele regime, a fazer um check-up da saúde e a concluir aquele seu antigo projeto. Por minha causa você vai querer ter um filho, aprender inglês e quem sabe realizar uma lista de desejos. Você também vai querer trocar de carro, de emprego, de namorado e, se tudo isso acontecer, inevitavelmente vai trocar também de vida. Dos presentinhos que levo na mala infelizmente também tem muita criminalidade, violência no trânsito, dinheiro ilícito na meia, na cueca e muita coisa suja... Mas você é o culpado! Eu ainda trago temperaturas acima de 40 graus, enchentes incompreensíveis e a dor de pessoas inocentes, mas a culpa também é toda sua. Você deveria ter cuidado melhor da nossa casa. Mas também trago alegrias. Eu te garanto que se você procurar direitinho certamente encontrará noites românticas de lua cheia, brisas aconchegantes e um pôr do sol maravilhoso a cada dia - então perceberás que a natureza

sa, no canto direito da tela do seu computador ou mesmo atrás da porta, te alertando que o tempo está passando. Você terá uma nova chance de fazer o bem, de perdoar seu inimigo, de se livrar da inveja, do consumismo e finalmente crescer como ser humano. Mas eu vou logo te avisando: apesar do conhecido jargão, eu não vou lhe trazer muito dinheiro no bolso e nem saúde pra dar e vender. Mas lhe darei 365 dias pra você conquistar todos os seus sonhos. E se isso acontecer, eu te garanto que você vai inventar muitos outros para a próxima vez que eu voltar. Portanto, dia 31 de dezembro me espere! Olhe para o céu com o coração aberto, esperanças renovadas, um sorriso no rosto e um leve brilho nos olhos. Eu sou o seu Ano Novo!

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Cada um tem seu Natal
Por Marina Gentile

a certeza de que esposo e filhos esperavam por ela. As crianças de Maria ficavam ansiosas pela chegada da mãe e do Papai Noel. Aliás, o Papai Noel só dava sinal de vida depois que ela chegava, era sempre assim, uma coincidência. Em algum canto da casa a menina encontrava um fogãozinho, ou xícaras ou panelinhas. Para os meninos o Papai Noel deixava carrinho, ou bola, ou uns soldadinhos ou um conjunto de diversos bichinhos coloridos. Depois da empolgação dos presentes do Papai Noel, era o momento de degustar as delícias trazidas da casa dos patrões. Mas antes disto tinham que orar. As crianças abriam e fechavam os olhos, repetidas vezes, tal a ansiedade. A oração era curta porque Maria estava no limite do cansaço. - Meus filhos, hoje é o dia do nascimento de Jesus, não podemos esquecer. Agradecemos Senhor por mais este momento de paz em nossa casa, por todas as bênçãos que temos recebido. Agradecemos por nossa saúde, por nosso alimento de cada dia. Deus seja louvado. Amém. - Meus filhos, sabemos que vocês gostam dos presentes do Papai Noel, das comidinhas gostosas, mas o Natal não se resume só nisto. - Um dia vocês entenderão porque comemoramos diferente. Enquanto uns festejam, outros têm que trabalhar. Imaginem se todos parassem no mesmo tempo. Inúmeras pessoas comemoram em dias ou horários diferentes. Médicos, enfermeiros, motoristas, garçons, muitos outros passam pela mesma situação que eu. O importante é que estamos bem e juntos meus filhos. Que seja sempre assim. As crianças ficaram silenciosas por alguns instantes e depois começaram a cantar: “ Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel ........”

O José pertencia a uma família de agricultores, a qual perdeu tudo que possuía na crise de 1929. Patrões e empregados estavam literalmente arruinados na região. No final da década de 1940 decidiu partir, tentar a sorte na cidade grande, escolheu São Paulo, onde teria mais oportunidade de trabalho. Na primeira noite dormiu em uma pequena pensão próxima da rodoviária. Depois procurou um tio no subúrbio, onde ficou por alguns dias. Zé conseguiu o primeiro trabalho como auxiliar de pintor de residências, em um bairro de classe média. Aos poucos fez sua freguesia, tornou -se um excelente pintor. Assim foi vivendo. Depois de alguns anos, mais experiente e com profissão definida, o Zé constituiu família, iniciou outra fase na vida. Um dos patrões cedeulhe um terreno para construir uma casa bem simples. Era interessante para as duas partes. O Zé não precisava pagar aluguel, em troca desempenhava o papel de caseiro sem remuneração. Certo dia a família ficou em pânico, Zé pintor sofreu um derrame. Não possuía carteira registrada, seguro, convênio médico, nada. Apesar da gravidade, sobreviveu. Nunca mais teve a vitalidade para desempenhar seu oficio de pintor. A manutenção da família ficou comprometida. A esposa conseguiu uma colocação como empregada doméstica, e trabalhava das 7 às 19 horas. Só podia sair depois do jantar servido. O Zé fazia pequenos trabalhos autônomos, recebia uns trocados. As crianças caminhavam sozinhas para o grupo escolar. No restante do dia ficavam brincando no quintal, até que o Zé e Maria retornassem. Em época de Natal a família de Maria e José não tinha comemoração como nas demais residências. Era um dos dias que Maria mais trabalhava na casa dos patrões. Alguns pratos eram preparados próximos do momento de servir. Depois que a ceia natalina do dia 24 de dezembro era encerrada, guardava as sobras, limpava tudo. Nesta ocasião tinha que dormir na casa dos patrões, pois bem cedo começava a preparar o almoço do dia 25. Maria se esforçava para cozinhar e servir da melhor forma possível. No final da comemoração natalina dos patrões a Maria retornava para sua casa, com

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AGENDA DO VARAL

Estão abertas as inscrições para o Salão Internacional do Livro de Genebra (exposição de livros e sessões de autógrafos) 2 !" #t$ 2% de nove&bro estare&os recebendo textos para a revista 'aral de (aneiro (co& te&a livre) #t$ !% de de)e&bro estare&os recebendo textos para o *oncurso da +rel,a

#t$ -! de de)e&bro estare&os recebendo textos para a .l/&a seleção para o livro 'aral #ntológico " #t$ 2% de (aneiro estare&os recebendo textos para a revista de &arço co& o te&a I01I0I2# 34L5E6

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É DEZEMBRO, É NATAL!
Por Odenir Ferro

laços significativos do verdadeiro amor fraternal, da paz universal, e da comunhão e da consagração da harmonia entre todos os povos. Esta é a certeza de uma vida construída e vivida dia a dia em plenitude e concórdia com o nosso próximo – que embora não tenhamos os mesmos laços consanguíneos – somos formados através do mistério da criação, e somos desenvolvidos atrav s do !mor "niversal de #eus; que concedeu ao seu filho unigênito, que viesse ao mundo para que desta forma, pudesse conhecer a essência da sua obra – ou seja, nós, humanos – para que então, pudesse redimir-nos dos pecados e conquistássemos a plenitude da Vida em Eternidade. Natal é tempo de comemorarmos com sabedoria e dignidade – e em profundidade – as essências emanadas dos mistérios da vida. Estamos sempre envoltos em intensas ondas magnéticas de misteriosas magias. O mundo é um espetáculo onde muitos acontecimentos bons, ainda ocorrem. A natureza se renova momento a momento: tudo em nossa volta e dentro de nós recria-se com força e intensidade. A beleza e a poesia universal emanada pela força sapientíssima de Deus espalham-se em profusas abundâncias em todos os lugares do nosso Planeta Terra e também do Universo.

Por quantos e quantos mistérios – ainda estamos envoltos, em indecifráveis enigmas – que se acercam em torno do nascimento, vida e morte do Grande Mestre Nosso Senhor Jesus Cristo! Muito se pensa, muito se reza, muito se celebra sobre os mistérios envoltos no nascimento, vida e morte e ressurreição eterna de Jesus! Mas as conclusões a que chegamos são – nas suas grandes maiorias – concluídas pelo íntimo pessoal desenvolto através da nossa fé. Natal também é tempo de reafirmarmos ou reatarmos Esta fé – que é um dos fatores das nossas razões e fortalecermos os nossos laços familiares – de enemocionais e existenciais – faz com que sejamos volvermo-nos com toda a magia e encantamento desconscientes de que ela está impressa nas páginas do perto pela ternura melódica das músicas natalinas, inconsciente coletivo da humanidade, desde os tem- dos sinos das igrejas, assim como também com todos pos mais primitivos da nossa história. Permitindo os eventos musicais ou teatrais, que simbolizam a assim, que de uma forma ou de outra, possamos criar eterna e encantadora beleza – que se destaca nos meuma sustentabilidade dentro de um conformismo ple- ses de dezembro, em cada novo ano em que aguardano de estímulos gerados pela esperança – de que um mos, com fé, esperança e muito amor e fraternidade dia, também nós, assim como todos os nossos entes no coração, uma renovação dos votos da vida – denqueridos que formem os nossos laços familiares, tro da proximidade de mais um novo ano que se desatravés da nossa imensa árvore genealógicas – tam- ponta no horizonte, num futuro próximo – aonde o bém possamos acreditar que também ressuscitaremos tempo se encarregará que trazer-nos uma linha de trajeto existencial – através da qual iremos camiapós a nossa morte física. nhando e vivenciando – momento a momento – toJesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou por nós! dos os nossos anseios, todas as nossas expectativas Este é o Mistério da Santíssima Trindade: O Pai, O em redobradas fontes de energia plena de esperança Filho, e O Espírito Santo, num só corpo. Este é um e de projetos e de conquistas e realiza$%es; que &a' dos Mistérios da Ressurreição de Nosso Senhor Je- zem parte da construção dos nossos sonhos – muitos sus Cristo! Ninguém chegará ao Pai, senão através dos quais conseguiremos torna-los reais, e outros de Jesus. Esta é uma das motivações emocionais e nem tanto – apenas ficando reservados no perfil das existenciais que alimentam o conteúdo intenso, reso- nossas memórias, à espera que possamos construir luto, da nossa fé: a de crermos na nossa própria res- uma oportunidade para que também eles aconteçam surreição, indo ao encontro da Eternidade! Quanta dentro da nossa realidade objetiva, dentro dos nossos sabedoria, quanto mistério, quanto encanto pleno de projetos de vida. muitos fascínios que chegam a serem poéticos e intensamente sublimes – existem em torno destes mi- Natal é tempo de fortalecimento. É tempo de alegria, tos, destes mistérios, que envolvem o nascimento, de falarmos sobre os Anjos, os Arcanjos e toda a sua vida, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus hierarquia celestial, assim como também é tempo de deixarmos o pulsar quente das nossas emoções, falar Cristo! ou gritarem mais alto, dentro do nosso coração. Celebrarmos o Natal é celebrarmos a vida em toda a sua plenitude – construída através da sabedoria dos (Segue)
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É tempo de papai Noel, é tempo de enfeitarmos e admirarmos as árvores de natal, os presépios, as luzes, as guirlandas enfeitadas de motivos natalinos... Também é tempo de vinhos, champanhes, ceias repletas de alimentos doces e guloseimas, de trocarmos presentes, enfim, de comemorarmos. De celebrarmos o nascimento daquele que foi, é, e sempre será um Mito de Fé, Amor, Paixão e Vida! Natal é a renovação e também a continuidade do princípio da vida de cada ser humano que vive neste nosso querido Planeta Terra, a procura da realização dos sonhos, amores, objetivos de vida, de encontros, de esperança e acima de tudo de paz e amor e comunhão entre todos os povos habitantes deste ainda tão magnífico e exuberante Planeta Terra!

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CONTRASTE DE SENTIMENTOS Por Jô Mendonça Alcoforado Chegou festas de Natal Misto de alegrias, tristezas, amor e ódio Família de amor e famílias de ódio Lembranças de sofrimentos... De um homem que sofreu or nós Nosso ai !elestial" Dono do !#u e da terra Nos dei$ou a natureza %ue sofre !om os desatinos Da in&enç'o do ró rio homem ( intelig)n!ia do homem sobre *e ao amor ( guerra das dis utas !arnais, !erebrais (mamos, odiamos, lutamos, sofremos e morremos N'o le&amos nada do que lantamos e do que !olhemos ( enas !edo ou tarde nos tornamos adubos ara uma no&a era.

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bûche de noël
Do site: h%p,//mariacarambola.wordpress.com/ ingredientes • 1 embalagem de pão torta fria • 500g de chocolate meio amargo • 300 ml de creme de leite fresco • 2 colheres (sopa) de rum • 150g de avelãs, amêndoas ou nozes • 320g de geleia de laranja modo de Preparo • Pique o chocolate grosseiramente e reserve. • Aqueça o creme de leite em banho-maria e junte o chocolate até derreter. • Acrescente o rum e separe cerca de uma xícara do creme para cobrir o tronco. • Coloque as avelãs picadas — se quiser sentir os pedaços na massa, triture pouco. • Reserve. • Abra as tiras de pão com um rolo e deixe-as bem fininhas. • Estenda um guardanapo de tecido — sequinho e limpinho, hein — e coloque cinco tiras na vertical, bem encostadas uma à outra. Se preferir, pode usar papel-manteiga. • Faça a mesma coisa com as duas tiras restantes. • Espalhe a geleia de laranja por toda a superfície. • Sobre a geleia, coloque o creme de chocolate com avelãs. • Enrole o retângulo maior, como um rocambole, no sentido da largura, e o menor, no sentido do comprimento. • Embale os rolos com filme plástico e leve à geladeira por uma hora. • Retire o filme plástico, coloque os rocamboles sobre uma travessa. • Corte as pontas e coloque a parte menor na lateral, formando um galho. • Cubra com o creme reservado e decore com cereja. • Você pode usar enfeites natalinos para dar uma graça.

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Um conto de Natal
Por Hilton Leal

lho se perdeu no fundo lamacento da maré. Minha tarde havia acabado. Com o peito em frangalhos fui para casa imaginando como iria explicar ao meu tio que havia perdido a sua máscara de mergulho que ele sequer sabia que estava em minhas mãos. Pior, havia perdido uma das poucas chances que até então tivera para beijar uma garota. Uma outra chance dessas só ia acontecer no Natal. Apesar de detestar festas de final de ano em 1990 eu fazia parte de um pequeno grupo de dança. Alguns colegas haviam se juntado para ensaiar coreografias com musicas dos anos 60. Foi uma das poucas épocas de minha vida em que eu estava plenamente integrado com a sociedade, em que vivia cercado de amigos descolados, em que eu via garotas e cogitava a possibilidade de beijar várias delas. Na verdade havia uma menina em especial que parecia querer me beijar e apesar de estarmos em plena década de 90, para meus padrões retrógrados, um beijo ainda era muita coisa. Seu nome era Tatiane e era linda como um pôr do sol sobre um milhão de girassóis. No pleno esplendor de seus 16 anos ela era uma preciosidade. Loura, de cintura fina, seios pequenos, olhos levemente puxados e lábios bem desenhados que se abriam em um sorriso devastador para meu pobre coração de menino atormentado. A grande oportunidade de beijá-la iria aparecer no baile de natal onde o nosso grupo de dança iria se apresentar. Mas havia um empecilho: o traje para a festa. Acho que falei em outro lugar que eu só ganhava trajes novos no natal, de modo que meu guarda-roupa se resumia na posse de uma ou duas calças jeans, três camisas, um par de sapatos (geralmente com o solado furado ou descolando) umas 4 cuecas (me envergonho de comentar as pequenas dificuldades oriundas desse detalhe) e 3 bermudas. Eu tinha uma tarefa terrível pela frente, convencer minha velha à me dar roupas de natal que servissem para o baile. Minha relação com minha mãe nunca foi das melhores, é verdade, mas nessa específica situação ela foi bem sensível e concordou em cooperar. No final de semana anterior ao da festa percorremos juntos toda a extensão da barroquinha e da baixa de sapateiros procurando uma combinação de calça-sapato-camisa-preço que servisse para os meus propósitos e para os dela também. Não foi fácil, mas achamos alguma coisa.

Nem tudo foi ruim em minha adolescência. Por exemplo, nos finais de semana eu ia nadar na pequena península chamada “baia dos tainheiros” e depois jogar voley na areia imunda da pequena praia que terminava nos pés da igreja de nossa senhora do Lobato. A agua já não era muito limpa naquela época, mas era a única opção de diversão para mim e para dezenas de outros jovens pobres em um bairro que não tinha sequer uma praça ou uma quadra de esportes. Era muito bom exibir o que eu achava que eram os meus dotes de nadador para as garotas. Claro, eu nadava tão bem quanto um macaco se afogando, mas eu não sabia disso. Claro que eu não impressionava ninguém, mas a expectativa de ser focalizado por um par de olhos femininos era muito boa. Um dia até consegui beijar uma garota na praia, quer dizer, quase beijar. Nesse dia eu estava com a máscara de mergulho do meu tio que eu havia pegado sem permissão. Me exibia com a máscara diante dos olhares extasiados dos outros meninos. Até uma linda garota, com traços de índia, cabelos lisos e negros, me pediu para experimentar. Era minha deixa. Sugeri, grande capitalista que sou, que permitiria que ela usasse os óculos se me desse um beijo. Ela concordou, mas o beijo teria que ser embaixo d’agua para seus pais não perceberem. Sem alternativas eu aceitei , mas a coisa toda foi bem complicada. A água era meio marrom e, como tinha emprestado a máscara pra ela, não dava pra enxergar nada lá embaixo. Quando eu mergulhava não conseguia unir nossos lábios no tão desejado beijo. Ela vinha ao meu encontro e eu me desviava tentando ir ao encontro dela. Uma breve alegoria do que seria a minha vida afetiva depois de adulto. Quando finalmente conseguimos juntar nossas (Segue) bocas, o nervosismo foi tão grande que dei um solavanco no rosto dela e a máscara de mergu-

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Era óbvio que por aquele preço algo tinha que dar errado, mas eu não tinha condições de pensar nisso naquele momento. No dia do baile eu estava elétrico. Era a primeira vez que Juan Leon estava no centro da cena e não pelos cantos maldizendo o destino. A coreografia começou; ia tudo bem. As pessoas olhavam atentas os meus movimentos precisos como os de um Barishnikov da favela. Era a redenção. Imaginava-me dentro de “Os Embalos de Sábado à noite” e eu era o “Tony Maneiro”; a min a !livia "e#ton $o n me sorria e dançava comigo colocando seu %raço suave em torno do meu pescoço; eu era o omem seguro &ue a conduzia pelo salão. 'm um dos movimentos da dança eu levantei a perna um pouco mais e a calça rasgou-se no fundo com um ruído desconcertante. Os demais não perceberam em função da altura da música, contudo eu sabia. O solado do sapato também começou a descolar mas com uma resignação estóica eu consegui manter o sorriso de plástico no rosto até terminar a dança sob aplausos. O pessoal foi para a mesa reservada para o grupo, elogiar-se mutuamente e colher os louros de suas performances. Eu me arrastei até o ouvido de Tatiane e lhe disse baixinho: -Tenho que ir embora. Ela me olhou decepcionada e aquilo também devastou meu coração. Era a primeira vez que uma garota bonita esperava algo de mim além da distância. Mas não suportaria deixa-la saber do pequeno incidente com minhas calças e sapatos. Disse que havia torcido o tornozelo e por isso estava andando daquele jeito curioso, parecendo um velho marreco. Despedi-me dos demais e fui para casa sozinho. Estrelas curiosas me olhavam da distancia. Acima delas alguém devia estar se divertindo muito.

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Natal, sempre Natal
Por Maria Lindgren Eu não queria escrever sobre o Natal. Sei que é a data máxima da cristandade, o nascimento do Deus-Homem, com sua Mãe Maria, de nome copiado pela gente luso-brasileira, ao lado de José, meu segundo nome também cópia, com muita honra. E olha que o meu nome é, por si só uma celebração deste casal bemaventurado, que mostra ao mundo o amor além do sexo. (Complicados o casamento e a concepção de Maria, sem dúvida, mas bonitos, lindos mesmo).

rasse um hospital para o bebê tentar viver. Imaginei a aflição do casal novinho com a inesperada tragégia natalina. Em vez do presente de um filho saudáve como o próprio Menino-Jesus, um prematuro, um quase-feto. E a vontade de salvá -lo a todo o custo. Gritei para minha empregada, em desespero: - Seu filho tem que usar camisinha! Não é possível ter filho quando não se tem dinheiro! O bebê vai morrer!!!!! E ela, em prantos: - Mas ele usa. É o primeiro. E eles estão casados há dois anos. Queriam muito ter um filho.

Calei-me, encolhida na cama, para não pensar. Para quê, então repetir o que dizem toInútil. Já antevia o bebê morto, quando o telefodos? Para quê usar as mesmas palavras de ne bateu. Era um outro médico com a boa nova: sempre para definir o Natal? achara vaga para o bebê no Fernandes FilgueiInda mais, o Natal da tal modernidade ras. Apesar da longa viagem de Seropédica até fajuta da sociedade consumista do capitalismo o Flamengo, a esperança. selvagem, que tudo deturpa e substitui a oração Pulei da cama aliviada: valeu o Natal!!!!! por compra de presentes, de mau ou bom gosPosso celebrar em paz. to, de acordo ou não com a pessoa que os reQue todos os meus amigos tenham um cebe. São avidamente procurados, nas lojas de Feliz Natal!!!!! todos os cantos, de rico e, sobretudo, de remediado da Classe C, privilegiada por nosso quase ex-presidente Lula, debaixo de um calor carioca de derreter osso, em pagamento de longo prazo para fingir que não se gastou quase nada. E tome de comida, e tome de bebida e tome de enfeites e cacarecos para a casa, e tome de roupa nova, e tome de preparação exagerada e, por que não dizer, injusta, pois nem todos podem ter um Natal que dependa de bom dinheiro, boas pernas, bom estômago... Sei que alguns vão pensar: velha e rabugenta. Não deixa de ser verdade. O acúmulo dos anos não nos traz a alegria das novidades. Tudo já foi feito, dito, repetido. E sempre se acha que era melhor, ainda que lutemos para estar na última moda tecnológica, pelo menos. De repente, meu marido e eu sorvíamos uma taça de vinho tinto em homenagem talvez a nós mesmos, quando a notícia dramática nos atacou. A nora da empregada antiga teve um bebê prematuro de seis meses e não achavam hospital apropriado para tratar da criança. Entupidos todos de crianças doentes, não importam as datas. Os mesmos problemas da saude brasileira, meu Deus! Azucrinada, tranquei-me no quarto, não sem antes pedir ao marido médico que procuwww.varaldobrasil.com 23

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ANIMAIS NÃO SÃO BRINQUEDOS! NÃO PRESENTEIE ANIMAIS!

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É NATAL Por Gaiô Busco o céu com pés fincados, Enraizados, firme chão. É Natal confia o vento, Que contente faz canção. Céu celebra, acende a terra! E me deixo iluminar em gratidão Pela estrela-guia-o-homem, Transcendendo em comunhão, todo irmão. Um Menino rompe a luz, Faz a síntese, se aninha ao coração. Brilha a noite, faz-se dia, Pai-Nosso, Ave-Maria, Nosso Deus, Cheia de graça, Magnificat! À multidão. Tece, acolhe, colo terno, Flui materno em bendição. Todo o mundo, mãos unidas No Pão Nosso em cada dia, Faz a dança circular, germina a vida. Cantam anjos nas alturas Glória a Deus, toda energia, Que em matéria viva vibra! Sopra tênue paz que busco, Paz na terra, tão difícil, Busco alto a integração na esperança, Boa vontade, faz-se AMOR, Todo homem é uma criança.

Feliz Tempo Novo!
Por Gaiô Fechemos de luz! Na coleta de noites e dias cansados, No amor semeia!. Na poesia das horas caídas, doídas, Vertidas das profundezas, Clama o artista em espelhos vividos, Refletindo vazios, ora de sombras, Ora de luz a colheita. De frutos benditos chorados, Sonho, esperança somados Na força do bem, de mãos que se dão. Irmanadas, no templo sagrado, Coração alado, Pura beleza se faz doação. Vida, Arte, saída pra delicadeza, Homem de fé, na dança À volta do fogo celebra Ecos eternos de integração. Portais se abrem pra festa, Num tempo aberto, desperto. Consciência ampliada, Sensíveis momentos Em contemplação... Augure! Vamos! Adentremos!

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ECOVOLUNTÁRIA
Alexandra Magalhães Zeiner

E os rios e o mar serão caminho de todos meus desejos, enquanto a selva amada sacudirá, de júbilo, suas cúpulas. Eu direi a minhas palavras: - Não mentia ao gritar-vos. Deus dirá a meus amigos: - Certifico que viveu com vocês esperando este dia. De golpe, com a morte, A Ecovoluntária do Varal do Brasil agradece 2013 com uma poesia sobre a dor de todas espécies que desaparecem e desaparecerão, enquanto a obra de Belo Monte ou Belo Monstro continua...Porém, estejam certos, nossa Mãe Natureza, ouvirá cada apelo, cada choro, cada prece murmurada…No final, somente Ela, a Terra, permanecerá: a energia que nos trouxe, é a mesma que nos leva… minha vida se fará verdade. Por fim terei amado!

PROFECIA EXTREMA Pedro Casaldàliga

Eu morrerei de pé como as árvores. Me matarão de pé. O sol, como testemunha maior, porá seu lacre sobre meu corpo duplamente ungido.
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É NATAL!
Por Marta Carvalho TODO ANO PARECE TUDO SEMPRE IGUAL, QUANDO CHEGA A ÉPOCA DO NATAL. TUDO FICA ENFEITADO E HARMONIOSO E TODO MUNDO MAIS GENEROSO. SEMPRE TROCAMOS PRESENTES COM NOSSOS AMIGOS E PARENTES, MAS O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL, PARECE ESTAR CADA VEZ MAIS AUSENTE. QUANDO NOSSO SENHOR NOS DEMONSTROU SEU GRANDE AMOR NOS ENVIANDO SEU FILHO O SALVADOR, NOS ENSINOU O VERDADEIRO AMOR. NÃO APENAS UMA CONFRATERNIZAÇÃO MUNDIAL MAS O GRANDE AMOR FRATERNAL, NO DIA A DIA, DEVE SER O NOSSO NATAL.

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O presente
Por Núbia Strasbach Querido Papai Noel Aqui quem lhe escreve, não é uma criança, e sim uma adulta de 40 anos, que deseja um presente como todo mundo. Minha mãe não pode comprá-lo e meu pai já é falecido. Sabe o que eu gostaria? De um homem! Não um boneco inflável, mas de um homem de verdade, que fale,que me escute, que ´passeie comigo, que me abrace, que me entenda. Já procurei nas lojas, nos mercados, nos shoppings, nos cinemas, na internet, mas não encontrei ou não fui encontrada. Já tive homem ciumento, briguento, violento, mas nunca um carinhoso, bondoso. Sei que o senhor atende as cartinhas das crianças, mas e de uma adulta carente? O senhor atende? Pode ser que o senhor não o tenha no estoque, eu aceito qualquer um ,desde que me entenda e me ame. Ficarei acordada na noite de natal a sua espera, com o meu presente...se não ganhar, tudo bem, quem sabe no ano que vem?

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Sobremesa de merengue italiano, gelatina e geleia
Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/

Ingredientes
. 1 2/3 xícara de água . 2 envelopes de gelatina em pó branca, sem sabor . 2 xícaras de suco de maracujá natural . 1/2 xícara de açúcar . 1 xícara de geleia de framboesa Para o merengue italiano . 1 1/4 xícara de açúcar . 1/4 de xícara de água . 4 claras grandes

Modo de preparo
Em uma tigela refratária pequena, polvilhe 2/3 de xícara de água com a gelatina. Deixe descansar por cinco minutos e leve ao fogo, em banho-maria, até dissolver totalmente. Em uma tigela, misture o suco de maracujá com a água restante e o açúcar. Junte a gelatina dissolvida. Transfira para uma assadeira de 21 x 30 cm umedecida com água. Leve para gelar por três horas ou até ficar bem firme. Prepare o merengue italiano Em uma panela, leve ao fogo o açúcar com a água até ferver. Pare de mexer e ferva por cinco minutos ou até a calda atingir o ponto de bala dura. Derrame um pouco da calda em uma xícara com água - ela estará no ponto se conseguir modelá-la entre os dedos, formando uma bola dura. Momentos antes de a calda ficar pronta, bata as claras até obter picos moles. Com a batedeira ligada, junte a calda em fio. Continue batendo até esfriar e obter picos firmes. Monte a sobremesa Corte a gelatina de maracujá em cubos. Em taças, alterne camadas de merengue, gelatina e geleia. Decore com cubos de gelatina e geleia e sirva.

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TEMPOS NOVOS

Por Robinson Silva Alves

NESTE ANO NOVO QUERO OUVIR A VOZ DE UM POVO

GRITANDO UM NOVO TEMPO QUERO UM ALENTO SENTINDO MIL SENTIMENTOS

SONHANDO E BUSCANDO A PAZ UM TEMPO NOVO UM MUNDO DE PAZ

QUERO UMA TERRA DE TODOS TODOS IGUAIS

QUE O ANO NOVO NASÇA FEITO MENINO E OS SONHOS DO HOMEM RENASÇAM TRANSFORMEM NOSSO DESTINO.

FELIZ ANO NOVO.

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Salpicão de Forno
Fonte: h%p,//eucomeriaisso.blo$spot.com.br/

Ingredientes: 500 gramas de peito de frango 1/2 lata de milho verde 1/2 lata de ervilhas 1 caixa de creme de leite 50 gramas de queijo parmesão ralado 100 gramas de batata palha 2 colheres (sopa) de amido de milho 1 copo (grande) de leite Cerca de 150 gramas de "catupiry" 1 tomate picado, sem pele e sem sementes 1 pimentão pequeno picado Modo de preparo: Limpar o frango, temperar, cozinhar e desfiar. Refogar o tomate, o pimentão, o milho e as ervilhas. Juntar o frango e a batata palha. À parte, aquecer o leite com o creme de leite e o amido de milho dissolvido em um pouquinho de leite. Misturar este creme com o reservado de frango e despejar numa travessa. Cobrir com uma camada de catupiry, salpicar o parmesão ralado e levar ao forno para gratinar. Dicas: A receita original levava um copo de requeijão no lugar do catupiry.

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Oferendas de natal
Por José Hilton Rosa Que a fumaça dos olhos em chamas não ofusca o brilho da sua bondade querido pai leva o saber de sua bondade para o leito de sua família

Com as mãos tremulas tenta acariciar as ondas revoltas que preza a humilde sabedoria que o filho lhe deu

Deitado na lama seca deste rio que fora assassinado pelas mãos insanas do homem moderno que não cansa de ter sede do querer

Bebo da água formada pelas lágrimas da mãe santa natureza Respirando sonhos ofertando paz!

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UM SONHO DE NATAL
Por Mário Rezende Era noite de Natal e dois motivos estavam deixando o menino Daniel muito ansioso. Ele ficou aquela noite com os seus avós, porque os pais dele estavam no hospital (vão ganhar uma menininha, uma irmãzinha para ele). A sua avó disse que vai ser o presente de Natal da família, por isso vai se chamar Natalina. Daniel estava tentando ficar acordado para esperar o Papai Noel. O seu avô acendeu a lareira e ele ficou preocupado porque o Papai Noel não poderia descer por ela. Então, ele jogou água no fogo enquanto seu avô cochilava. Mas, como estava muito frio, seu avô logo percebeu que a chama tinha se apagado e voltou a por fogo na madeira. Realmente era muito mais agradável a sala aquecida, mas iria atrapalhar o Papai Noel e ele acabaria ficando sem o seu presente – Daniel pensou. Quando ia jogar água novamente no fogo... - O que é isso, menino? Por que está apagando o fogo? – O avô perguntou. - O Papai Noel não vai poder entrar se o fogo ficar aceso. Fica muito quente. - Ah! O Papai Noel?! Ele sempre dá um jeito. - E se ele ficar irritado porque não conseguiu entrar pela chaminé e der o meu presente pra outra criança? - Tem muita criança que mora em apartamento e casa sem chaminé e nem por isso deixam de receber a visita do Papai Noel e ganhar presente no Natal. - É mesmo, vovô! Não tinha pensado nisso. Mas ele deve preferir entrar pela chaminé nas casas, porque não é fechada e ele desce por uma corda enquanto as renas ficam voando no céu, sobre a casa. Como ele faz pra deixar os presentes pras crianças que moram em apartamentos e casas sem chaminé? - Daniel, você nunca ouviu falar em magia do Natal? Ele deve ser mágico. Tem muita coisa que não tem explicação mesmo. Eu também acho que ele não entrega presentes nas casas enquanto as pessoas estão acordadas. É melhor você dormir, senão vai atrasar todo o trabalho dele. - É mesmo não é vovô? Eu vou dormir. - Vai sim, Daniel. Amanhã, quando você acordar, com certeza o seu presente estará perto da árvore de Natal e a sua irmãzinha vai ter chegado.

- A cegonha vai trazer a minha irmã aqui em casa? - Que cegonha? Ah! A cegonha... Não, ela levou a sua irmãzinha e entregou a sua mãe lá no hospital. - Agora as coisas estão mais complicadas, não é vovô? A minha avó falou que antigamente as pessoas moravam todas em casa. Então era mais fácil pro Papai Noel e pra cegonha. Agora ela tem que levar o bebê no hospital com hora marcada e tudo. - Você tem cada ideia Daniel! Vai dormir que amanhã estará tudo resolvido. Você vai ver. Daniel já estava mais dormindo que acordado e começou a sonhar. Ouviu sininhos do lado de fora da casa e logo depois Papai Noel apareceu na porta do quarto dele. - Ho, ho, ho, boa noite Daniel! Feliz Natal! Seja um menino bonzinho!

No seu sonho, Daniel ficou quietinho para o Papai Noel não perceber que estava acordado e sorriu feliz porque ele deveria se mágico mesmo, como disse o seu avô. Ele sabe o nome dele, então deve saber o de todas as crianças do mundo. Papai Noel sabia que ele estava acordado no seu sonho e foi falar com ele. - Sabia que o seu avô usa sapatos verdes como os duendes? - Ele usa sapatos verdes porque só fala a verdade. - Mas o que tem a ver a cor dos sapatos com isso? - Eu não sei. Nem sei por que os sapatos entraram no meu sonho. - Se quem usa sapatos verdes só fala a verdade ele não deveria ter mentido pra você. Será que ele não usa sapatos vermelhos de vez em quando? - Ele mentiu pra mim?! (Segue)

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- Ele não disse pra você que Papai Noel iria lhe dar um presente? - Disse, Papai Noel. E você não está aqui? - O que foi que você escolheu mesmo? - Eu falei pro meu avô no dia que ele recebeu o pagamento da aposentadoria. A gente foi ao shopping, comemos no Mac Donalds e depois a gente foi olhar as vitrines. Ele disse que era pra eu escolher um presente de Natal. Aí eu disse pra ele: “ Mas eu não preciso escolher, o Papai Noel já deve saber que eu quero aquele brinquedo ali.“Acho melhor você pensar em outro presente pro Papai Noel ter outra opção, porque aquele é muito caro” - ele falou enquanto me levava pra vitrine de uma livraria. Eu nunca vi o meu avô lendo um livro, só jornal. Será que ele estava pensando em comprar um livro pra mim? Já não bastam os que a gente tem que ler na escola? Eu tinha que tirar ele de lá. Então eu disse que estava com vontade de fazer xixi e ele me levou ao banheiro. Como eu sou pequeno, não consigo fazer xixi onde os homens maiores fazem, então tenho que usar uma cabine, aí foi mais fácil fingir que fiz, porque não estava com vontade nenhuma. Felizmente parece que ele desistiu do livro, porque não voltou pra livraria. Mas eu acho que foi por causa de uma loja de roupas infantis que ele mudou de ideia. “ Não, roupa não!” – Eu pensei. Quem ganha livro e roupa é gente grande. A sorte é que meu avô já foi criança do sexo masculino e ele deve ter entendido a minha situação, apesar de que na época não deveria existir tantas opções como agora. Passamos pela vitrine da loja de roupas e eu estava tentando puxar o meu avô pro outro lado. Ainda bem que não entramos naquela loja também. Então, ele me levou pra onde o Papal Noel deve comprar os presentes das crianças, porque tinha muito brinquedo. Aí eu mostrei pra ele outro brinquedo que eu também gostaria de ganhar no Natal. Quando Daniel acordou, bem cedinho, foi correndo para a sala ver se tinha alguma surpresa. O seu avô estava sentado no sofá lendo o jornal. Também estava lá, ao pé da árvore, o seu presente. Desembrulhou rapidamente e descobriu que era o mesmo brinquedo que ele tinha visto no shopping. - E ainda tem gente que não acredita em Papai Noel, não é vovô? “ Eu acredito e agora sei que existe um Papai Noel pra cada criança. Por isso é que todas ganham presentes no Natal. O meu Papai Noel é o meu vovô” – pensou.

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a sua predestinada pergunta, voltei meus olhos tímidos aos dela novamente e a disse que Deus a banhou num rio áureo e a enviou Por Weber Rocha na terra no dia mais sagrado (ela nasceu no dia 25 de dezembro). Ela me olhou emocionada, logo em seguida riu um pouco e me Era uma terna e cristalina noite de na- perguntou em que livro de poesia eu tinha tal e minha amiga aturdia mais uma vez meu lido isso, respondi que preferia morrer de coração. Sinto muita ternura pelo dia do nas- paixão a reproduzir escritas dos outros. cimento de Cristo e sem dúvida é a época Passaram-se cinco minutos, naturalmais bonita do ano, por isso Jesus nasceu nela, nossa neve é os raios da lua, que também mente ela ficaria assustada com aquilo, tímié grácil, ilumina nossos corações e amacia os do como sou não era de se esperar isso, mas olhos. Às vezes tenho medo do Natal apesar quando a emoção está transbordando na beira dos olhos e começa a cair é porque já passara de que ela por muitas vezes se apresenta de o tempo de se declarar que estava começando forma lírica e alegre com os seus enfeites que a ser tarde demais. Beijamo-nos pela primeideixa o ambiente mais humano. Mas meu ra vez. Encostou sua cabeça no meu ombro e medo mesmo é dos pensamentos bons que comentou que sua avó contava que só no Natenho sempre quando a época chega e sei que tal certas coisas acontecem, que era época de sentirei muita saudade do tempo que não vol- amor. Foi o melhor natal da minha vida, pena ta, apesar de que acho que não é bom ser sau- que foi só um sonho em uma noite natalina. dosista porque o tempo sempre anda para frente e não se move a compaixão.

Sonho em uma noite natalina

Muita gente pede paz e prosperidade no natal, eu só queria que minha amiga me desse uma trégua e se tornasse a luz dos meus olhos. Conversava comigo naquela noite de Natal com sua voz blandície de que como gostava dessa época que se encantava ao ver as pessoas mais humanas e eu pensando como seríamos felizes juntos e como era ine&ável o que sentia por ela; continuou com o seu dialogo e me perguntou o que mais gostava do Natal, queria dizer que era ela o que mais gostava, mas só disse que gostava da companhia dos amigos e não era o Natal que me interessava naquela hora. Ela calma e pura sentada no sofá observava as estrelas pela janela e eu tímido, olhos (ai)o e ardendo de amor; at que pediu -me para levantar meus olhos para a direção aos seus e perguntou o que eu achava dela, abaixei de novo os olhos, pensei, me alentei
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“não sou feliz com este trabalho, mas sei que faço o que não gosto para poder ter aquilo que Por Silvana Brugni gosto!”. Residia ai o maior dos males que ano após ano ia se acumulando no recôndito da minha alma. Pensamos que podemos “driblar” a Numa entrevista ao Blog “Tertulia com Tulia”, a nossa vida assim, enganar a própria alma, escritora Jacqueline Aisenman fez a seguinte mas a certa altura ela mesma se encarrega de colocação: nos mostrar o quanto estamos enganadas e no “(...)Fiz estudos de Pedagogia, transferi para Direi- meu caso a alma adoeceu e o corpo to… mas não concluí nenhum. !ida, com sua for"a, “somatizou”. E o conflito foi tão intenso que comecei a ter problemas físicos e também de forme pu#ou para outros lados(...) $m %&&', por rate depressão e síndrome-do-pânico. Até que z(es de sa)de, parei de tra*alhar fora. Di+cil, para um médico me afastou daquele ambiente que ,uem tra*alhou desde os -. anos de idade/... me adoecia. A incompreensão foi geral, afinal (0ac,ueline isenman) largar um emprego estável nos dias de hoje, tão cobiçado por pessoas que vivem estudando para concursos para ter esta oportunidade... E Ler essa entrevista, bem como saber de tantos não me entendiam. Queriam que eu voltasse – outros casos individuais diversos – mas que não só a própria instituição (apesar dos laudos em comum tiveram o fato de que “a vida” foi médicos) quanto pessoas próximas e parenmais forte a ponto de puxar a pessoa para ou- tes. Tive que lutar então... contra a “doença”... tro lado, me fez reavaliar a trajetória de minha contra o “preconceito com relação à doença”... própria vida. contra a “crença” alheia que não era a minha Gostar de escrever e desenhar eu já gostava crença.. e contra mim mesma que não entendesde criança. Aos quinze anos fiz um livro in- dia o porquê daquilo estar acontecendo comifantil e guardei. Aos dezoito anos casei, come- go. Mas em relação a voltar eu dizia: NÃO! e cei a trabalhar e a lutar por minha independên- com este “não” – não aceito, pararam de me cia financeira e agregar os ganhos à família pagar o salário e a situação piorou pois como que estava construindo. Pensei em prestar ves- eu poderia cuidar da minha própria saúde sem tibular para Letras, mas acabei passando num salário e sem plano de saúde!? Por acaso seconcurso público federal que pagava bem e na- ria voltando para a origem do lugar que provoquele momento tive que escolher – e escolhi o cava a “doença”!? e então voltar a receber noemprego com garantias de “estabilidade” . vamente o salário? Contraditório! – e ai era eu Meus filhos nasceram, meu casamento – entre quem dizia convicta: “não, voltar pra lá... não!” altos e baixos seguiu por quinze anos, até que Já estava certa de que sendo exonerada ou me separei. Mais um motivo para valorizar o não o meu ciclo de 15 (quinze) anos de serviço meu “emprego estável” onde tive por anos in- público federal chegara ao fim. clusive uma função de confiança (e ganhava (Segue) um valor a mais no salário por isso) – que era muito “cobiçado” e por que não dizer... fonte de ciúmes e inveja... uma vez que eram poucas funções e muitas pessoas com “títulos” que eu não possuía – porque não cheguei a me formar, que se achavam mais no direito do que eu de exercer aquela função – não importasse se eu era competente no exercício dela ou não.

Sua crença, sua alma... sua vida!

Se me perguntassem se aquele trabalho me trazia felicidade eu prontamente respondia:
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Fui vivendo e sobrevivendo com resiliência: importante ai saber que na hora em que nos defrontamos com a dificuldade, acabamos sim, encontrando soluções! Reduzi drasticamente meu padrão de vida, fiz as mudanças que foram necessárias, mas não sem lutar pelo que achava que era meu direito: a aposentadoria. Afinal, naquele órgão dei os melhores anos de minha vida, dei o meu melhor... e não escolhi adoecer! - e novamente ouvi: “NÃO”... e então entrei com uma ação judicial porque acreditava naquele meu direito.

te um valor digno o suficiente para que eu não dependesse de ninguém e ainda pudesse retribuir à minha mãe toda a ajuda e acolhida que ela me deu durante aqueles anos que se passaram.

Esse relato que faço na verdade tem uma finalidade: alertar que quando a nossa alma adoece o nosso corpo também adoece. Seja qual for a situação individual de cada um, certo e já propagado pela própria medicina é que num futuro próximo as “doenças da alma” estarão numa evidente maioria... em decorrência do estresse da vida... de cada vez as pessoas terem “menos” tempo para sí próprias e sua família e Nesse período voltei a morar com a minha de que em nome da sobrevivência muitas pesmãe. E então me recordei daquele meu livrisoas não estariam fazendo aquilo que amam nho infantil que escrevi aos 15 anos de idade... ou para o qual teriam um dom específico - mas e meus filhos (que gostavam dele) me pediam: aquilo que “aparecer” e que lhes possibilite por o pão na mesa. E essa incógnita futura me le-publica ele mãe! E eu então publiquei de forvou a voltar a estudar numa área que sempre ma individual e mais simples que pude. me fascinou e que gosto tanto quanto gosto de escrever: O estudo da Terapia Transpessoal E depois da publicação voltar a escrever aos (holística). poucos foi a minha melhor terapia! Eu comecei... e de repente comecei a ter alguns frutos. Não era nenhuma “escritora profissional”, nem E o meu desejo para 2014 – e para todos os tinha a pretensão de ser – mas como dito pela anos vindouros é de que cada um que tenha Jacqueline Aisenman ( num texto que foi publi- sua crença seja firme e forte em defende-la – cada na orelha do Varal Antológico II que guar- pois muitos são os que irão querer empurrar dei!) e que muito me inspirou e me fez ir adian- “crenças” que não nos pertence. De que entente apesar do medo das críticas... “O perigo não da que muitas vezes a sua doença pode tamestá em alguém não gostar do que você escre- bém ser justamente a sua cura – se você coveu, nem no estilo, nem nos erros. O perigo es- meçar a entender o que sua alma e o seu cortá em você não deixar livre sua alma, está em po querem lhe mostrar. E também de que dentro da sua realidade e possibilidade tenha conse preocupar com o que os outros fazem, em pensar que existe melhor ou pior.” E então isso dições de fazer aquilo que ama, ainda que tefoi motivador para que eu passasse a escrever nha que fazer escolhas e valorizar muito mais o meio que “para mim” – independente da crítica “SER”... do que o “TER”! dos outros. E com o passar do tempo eu me curei da síndrome-do-pânico e da depressão. A minha alma tinha encontrado seu “alimento” e talvez eu tenha retornado àquilo a que Deus – quem sabe, tenha me dado um certo dom. Dom este que eu havia abandonado pelas circunstâncias da vida. E com relação aos “NÃO’s” referente à luta pela minha aposentadoria do órgão federa, no final das contas, administrativamente, optaram por fazer um acordo e resolver de vez essa situação para me concederem, uma “aposentadoria proporcional” – o que para eles significava liberar uma vaga que ficaria presa por conta da ação judicial sabe-se lá por quantos anos e o que para mim significava chegar ao fim de uma longa luta (e tormento) e também a garantia de voltar a receber mensalmenwww.varaldobrasil.com 3+

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RABANADAS DE NATAL
Fonte: h%p,//www.tudo$ostoso.com.br/ 1 lata de leite condensado 1 colher chá de baunilha 1 xícara de água 12 fatias de pão amanhecidos 3 ovos bem batidos Óleo para fritura, cerca de 1 xícara das de chá

MODO DE PREPARO
Misture bem o leite condensado com 1 xícara das de chá de água e a baunilha Mergulhe cada fatia de pão na mistura de leite condensado, deixe embeber e escorra o excesso, com a ajuda de um garfo Logo em seguida, passe as fatias na mistura de ovos batidos, escorra e depois frite-os no óleo não muito quente, deixe dourar por igual Coloque sobre papel absorvente Pode servir as rabanadas polvilhadas com açúcar e canela

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férias de Natal As crianças devem aprender a canalizar toda a sua O Natal é uma época de alegria e partilha, mas – energia para coisas positivas. Por isso, façam com especialmente para nós, mulheres – pode ser fonte que elas se interessem por diferentes actividades code algumas dores de cabeça quando começamos a mo ler, ouvir música, desenhar e pintar, fazer diverpensar nas pessoas a quem vamos dar prendas... no sos trabalhos manuais. dinheiro que temos para gastar... onde vamos encontrar boas dicas sobre o que comprar com pouco di- No meu sítio infanto-juvenil www.barry4kids.net – nheiro... qual a ementa para os dias de festa... e em que tem a vantagem de estar em quatro línguas – a miudagem encontrará sopa de letras, decorações de tantas outras coisas como a maneira de manter a criançada ocupada e bem disposta durante as férias Natal, desenhos para colorir, um presépio para fazer, vídeos de Natal, a receita do bolo de chocolate da de Natal. Mãe Natal... e muitas outras actividades. Certamente Não tenho uma resposta feita à medida de cada um que os vossos filhos se vão divertir, ao mesmo tempo de nós, pois os gostos não se discutem. Só posso tenque aprendem a canalizar positivamente toda a sua tar dar-vos algumas dicas e esperar que as mesmas excessiva energia. vos sejam úteis. A leitura é também uma ocupação para as crianUm maravilhoso Natal! E que o Novo Ano vos traga ças e os jovens a concretização dos vossos desejos! A Arte inspira e enriquece a nossa vida. A leitura é o utensílio por excelência para adquirirmos conhecimento e para que possamos exprimir-nos de uma Dulce Rodrigues maneira coerente. É, pois, importante preocuparmonos com a educação das crianças desde a sua tenra idade. Os livros são amigos para a vida e podem desO que vai ser a ementa de Natal? pertar nas crianças vocações ou aptidões que de ouNa página de gastronomia do meu sítio www.dulcerodrigues.info podem tirar, a partir de 6 tro modo ficariam adormecidas e ignoradas para de Dezembro, algumas ideias de pratos típicos portu- sempre. O que é melhor? Dar aos vossos filhos um gueses desta quadra do ano. Estou certa de que vão peixe que eles vão comer num só dia? Ou ensiná-los gostar da experiência. Evidentemente, algumas des- a pescar para que eles possam comer durante toda a tas receitas podem engordar um pouco mas... têm o vida? O NATAL ESTÁ À PORTA… resto do ano para fazer dieta ! Para despertar ainda mais a curiosidade dos vossos E antes de irem para o supermercado com a lista de filhos pela leitura e pela aprendizagem, sugiro os coisas a comprar para a consoada, dêem uma vista de meus livros infantis, cujas estórias e aventuras me olhos pela despensa e vejam o que lá há que pode ser foram inspiradas, em grande parte, pelos meus amiutilizado. Nem imaginam o que podem poupar com gos de quatro patas. As crianças adoram os animais! Mas elas gostarão certamente de saber também o que este gesto simples... Vão depois às compras, mas acontece quando O Pai Natal está constipado! procurem não fazer desvios da vossa lista de compras, cedendo às tentações que nos rodeiam de todos os lados... (É mais fácil dizer do que fazer, claro!) Obviamente que estou a fazer publicidade aos meus livros, como aliás todos os escritores conhecidos – invariavelmente figuras públicas como jornalistas, Como sobreviver a toda a agitação do Natal A agitação da época de Natal pode ser muito fatigan- estrelas de qualquer coisa ou políticos – pois se não te: planear o que vamos fazer, ir às compras, embru- tivessem atrás deles toda essa máquina de propaganda não seriam mais conhecidos do que os lhar os presentes, decorar a árvore e a casa... Não precisa necessariamente de ser assim: concedam-se “desconhecidos”. alguns momentos de descanso pedindo a outros membros da família para ajudarem. Não se sintam frustradas por pedir a ajuda do vosso marido ou dos vossos filhos. E para que eles fiquem mais à vontade com esta inovação, peçam-lhes para fazerem uma lista de coisas que realmente se sentiriam motivados para fazer. Vão ver como até podem ficar agradavelmente surpreendidas! Manter a miudagem ocupada e feliz durante as
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Indriso de Natal no Brasil
Por Oliveira Caruso Pinheiros não nascem por cá como nascem no pleno frio, mas no Natal logo pululam. Até neve por cá costuma aparecer quando o mês do nascer de Jesus vem de mui mansinho chegando. Neve em pleno estio brasileiro. Comemoração à moda estrangeira.

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A ÁRVORE de NATAL TRISTE

Por Luiz Carlos Amorim (do livro "Histórias de Natal", lançado em 2013)

Feliz Natal pra todos. Sei que não vão acreditar, mas sou uma árvore. Agora, mais exatamente, uma árvore de Natal. Trouxeram-me, esta tarde, para esta casa, colocaram-me nesta sala e a família toda esteve ocupada, durante todo o dia, me enfeitando e fazendo mil preparativos para a véspera de Natal, uma grande festa para os seres humanos. A essa hora, já madrugada, a casa toda está silenciosa, pois todos já foram dormir. Afinal, já é quase de manhã e só a sala está um pouquinho iluminada, pois deixaram as minhas luzes piscando. Fiquei muito bonita, colorida e iluminada. Estive rodeada de pacotes e embrulhos, os presentes que a família trocou antes da ceia. Mas não estou feliz. Depois que me enfeitaram com bolas coloridas, neve de mentirinha, luzes e outras tantas coisas – algumas nem sei o que são – a noite chegou e todos se reuniram na sala. Abriram os presentes que estavam a minha volta, sorriram e riram muito, abraçaram-se e fizeram a ceia, numa mesa bonita e farta. Havia muita harmonia, mas não ouvi, em nenhum momento, alguém mencionar o motivo da comemoração, alguém festejar o aniversariante da data. Parecia que ele não existiu, ninguém lembrou dele. Houve até um Papai Noel, que veio entregar presentes para as crianças, mas ele não é o Menino que nasceu há mais de dois mil anos. Papai Noel não é o Filho de Deus que veio para dar esperança aos homens e que, mesmo assim, foi morto por eles, mas ressuscitou e subiu ao céu. Não vi aquelas pessoas felizes, desta casa, cantarem uma música de Natal, uma música que falasse do Menino que nascia. Vi montarem um presépio, aqui pertinho de mim, mas ninguém explicou a qualquer das crianças o que ele significava. Como eu, ele é apenas mais um enfeite. Que Natal é esse, se ninguém parabeniza o Aniversariante? Ninguém reverencia aquele Menino que deveria estar nascendo, mais uma vez, em cada coração dos habitantes desta casa? Como puderam comemorar o Natal, se não lembraram de convidar o Aniversariante? Estou triste, muito triste, embora esteja assim, toda colorida e iluminada. Minha presença aqui não foi capaz de despertar, nas pessoas que aqui estiveram festejando – na verdade, não sei o quê – o espírito do Natal, a consciência de que a fé e a esperança fazem nascer de novo, a cada dezembro, o Menino que nos traz renovação, vida nova, perspectiva de futuro. Estou triste. O verdadeiro espírito de Natal não esteve nesta casa. Não há nada mais triste. Mesmo para uma árvore.
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Eterno Menino
Por Jania Souza

Há gozo de sinos No anúncio à paz

Velas, fitas, bolinhas, guirlandas Festivas nas árvores, nas fachadas, vitrines *nundam de cores vermelhas, verdes; de prata e sol O arco-íris da fé

Consolo à alma do povo Cansada de espinhos na carne, nos pés Povo exaurido das lutas íntimas, sepultado em conflitos externos Sobrevivente de bombas, de estresse, do trânsito caótico Dos mercados dos infiéis

O ano passa com pressa Esquecido das promessas do Menino E acorda em breve instante Para lembrar o sentido

O sentido da paz, do amor, da vida Herança de todos os homens Brotada, frutificada, colhida dos braços desse bem-aventurado Menino.

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Lembranças de natal
Por Jacqueline Aisenman

Estava sentada na sala descansando depois daquela atividade que era a rotina de um dia por um ano. Descansava de ter montado a árvore de natal, verde, cheia de bolinhas e estrelas e papais-noéis. Embaixo, o presépio onde o menino jesus se apertava entre todos os outros personagens. Levantou, foi até o banheiro, lavou o rosto e deu de cara com o espelho. Tentou olhar para si mesma setenta anos antes. Era feita de papel de seda com lábios desenhados como maçã. Na sala estava a árvore viçosa, iluminada, colorida. Embaixo dela, maria, josé, jesus e os reis e os animais. E em volta dela estava ele sorrindo, entregando os presentes aos filhos que pulavam gritando feliz natal, feliz natal! Abaixou os olhos, retirou do espelho aquela figura e guardou no coração enquanto caminhava para onde estava a velha e empoeirada árvore, cheia de bolas quebradas e mofo. Embaixo dela o menino jesus esgueirava-se entre os restos. A casa estava cheia, mas de lembranças e lixo. Sentou novamente e olhou a janela: talvez este ano seja diferente. Talvez alguém venha. Talvez!

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A LITERATURA DE JACQUELINE AISENMAN Márcio Almeida
Com que leveza escreve Jacqueline Aisenman! Com que estilo viscoso atrai o leitor para contextualizar a imagética do seu pensamento! Com que nobreza ela trata a Literatura! Em meio a tanto experimentalismo e distorções que sangram talentos em vão, de rebuscamentos sôfregos da linguagem, de psicologismos que esvaziam o ser humano de sua essência até a medula do nada, - esta autora é simples com profundidade, mergulha onde a gente é por ser o que é e traz a verdade de cada um no que somos de humanidade.

Informações sobre os livros: atendimento@designeditora.com.br coracional@gmail.com 9arao:; a capela Escrevo por-ue . mais simples do -ue /alar. 0 mais simples do -ue muita coisa. E -uando não escrevo . como se san$rasse 1A dentro numa hemorra$ia interna preen2 chendo todas as /restas -ue não t3m como conter tanto san$ue. Escrevo por-ue . a minha vida e a minha vida . sol2 tar de mim o -ue s4 sai escrevendo. 5...6 Antes de soltar de mim as palavras7 tenham elas o peso das 8ncoras. 9e!am elas banhadas no mel. 1ossam elas ancorar se$uras no co2 ração de -uem me ouve. 5...6 A pior palavra . a -ue voc3 não -uer ouvir. 5...6 Não e:istem palavras silenciosas. No momento e:ato em -ue voc3 decidiu ser al$o mais do -ue a sua ima$em no espelho7 os seus $estos irão tocar al$u.m. ;sto . vida. 5...6 As palavras saem do /undo da mente ou do /undo ventre. <e -uem mente ou de -uem sente. As pala2 vras soam7 =oam7 passam7 vibram7 voam...5...6 No meu sil3n2 cio encontram2se palavras -ue não -uerem vida, não -ue2 rem sair7 não -uerem di=er7 não -uerem tornarem2se vivas. No meu sil3ncio as emoç>es circulam sem se /a=er notar. E dentro dele7 do meu sil3ncio7 consi$o e:is&r sem a ameaça dos ecos. 5...6 1alavras devem ser b3nçãos7 !amais maldi2 ç>es. 5?ac-ueline Aisenman6
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O PAPAI NOEL
Por Marlene B. Cerviglieri

Faz parte da mobília que estou montando. Já fiz as camas, as cômodas e agora faltam as cadeirinhas. O senhor vende para as lojas? -Não, eu não vendo. Eu dou para o Papai Noel, e ele entrega para as crianças de presente! Nossa sua idéia é muito legal! Será que também posso fazer alguma coisa? Claro a gente sempre pode ajudar. Então eu poderia fazer algumas mesinhas. Posso até desenhá-las. Vou arrumar madeira para você meu garoto, e pode já começar o trabalho. Julio trabalhou bastante e o Sr. José também. Envernizaram e pintaram toda a mobília. Ficou uma gracinha mesmo. Trabalharam até tarde para entregar tudo ao Papai Noel. Sr. Jose, o Papai Noel virá até aqui buscar? =Não meu caro Julio.

Era época de Natal e as ruas estavam movimentadas, as lojas com suas vitrines todas enfeitadas, esperando o Natal! As crianças passavam pelas lojas e ficavam admirados de ver tantos brinquedos, tantas coisas lindas. Todos se encantavam até os adultos. É porque adulto também ganha presente do Papai Noel. Naquele dia Julio estava um pouco cansado, pois tinha estudado bastante era fim de ano, precisava terminar com boas notas. Nesta época além de estudar ele fazia um curso de marcenaria Julio tinha uma habilidade fora do comum, sabia montar cadeiras, armários e muitas coisas mais. Sendo assim seu pai achou que seria interessante que ele fosse aprender com um marceneiro da cidade.

Eu mesmo vou levar até ele. Que pena, pois gostaria de conhecê-lo. Então ele não virá aqui? Não como já disse levarei até ele. Julio esqueceu do assunto e foi para casa. Depois de ter trabalhado muito e ter feito um monte de mesinhas, cadeirinhas, caminhas, finalmente chegaram ao fim. A próxima semana já seria Natal! Na escola a professora pediu para que todos escrevessem uma cartinha para o Papai Noel. Julio pensou, pensou... O que vou escrever para o Papai Noel? Ai de repente veio a ideia! -Caro Papai Noel Sou um menino ainda, mas gosto muito de trabalhar com madeira.

Naquele dia apesar de estar cansado foi para a Hoje terminei todas as mesinhas, que o Sr Jose marcenaria e lá chegando viu o Sr. Jose o o marceneiro que me ensina, irá levar para o marceneiro aprontando um monte de senhor. cadeirinhas... Perguntou então: Porque esta fazendo tantas cadeirinhas? E o Sr. Jose respondeu:
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(Segue)

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Gostaria de lhe pedir o favor de distribuir todas as mobílias para as menininhas, principalmente aquelas que não têm muitos brinquedos. Porque aquelas que têm muita coisa, não vão se importar com simples mobílias feitas de madeirinhas. Papai Noel, para mim não precisa trazer nada, já tenho tantos brinquedos. Eu ficando com a minha bicicleta para ir até a escola e a marcenaria, já esta muito bom. Portanto vou colocar todos os meus brinquedos dentro de um saco. Como não sei onde encontra-lo, vou entregar ao Sr José para que ele leve até o senhor. Por favor, distribua para todos aqueles que lhe pediram um brinquedinho, pois assim ninguém ficará sem receber nada. Assinado Julio Entregou a carta para a professora. Esta colocou num envelope e despachou para o Papai Noel. Este recebeu todas as cartas e também o saco de brinquedos do Julio. No dia de Natal quando ele levantou e foi abraçar os pais, teve uma grande surpresa! Encontrou na sala, uma maleta com todas as ferramentas para poder trabalhar em suas madeiras! Mas eu não pedi nada para o Papai Noel! Dentro da caixa havia um bilhete: Para um menino caridoso, Um menino bondoso e merecedor. Faça muitos brinquedos que entregarei sempre para todas as crianças. Assinado; (apai "oel. Julio cresceu fazendo brinquedos e hoje já adulto tem uma grande fabrica de brinquedos, mas nunca se esquece de enviar um saco cheio deles para o Papai Noel distribuir. Como vocês veem é dando que se recebe. Praticar o bem. Mesmo para quem não se conhece! Feliz natal amiguinhos Feliz natal para todos!

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JESUS, o melhor presente de NATAL

nidade e a alegria constante e não passageira, como os presentes que ganhamos no mundo.

Comemore o seu Natal na maior felicidade do mundo! Por quê? “Porque um menino nos Por Rogério Araújo (Rofa) nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre seus ombros; e o seu nome será: MaÉ Natal! É tempo de... correr para as lojas ravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Etere comprar presentes e guloseimas para a famí- nidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6). lia toda! Creio que é assim a visão de muitos Motivos não nos faltam para celebrarmos sobre a celebração do dia 25 de dezembro. Isde verdade essa data de todo fim de ano. E Jeso pode até ser bom, mas... basta? sus é o melhor presente para todos nós e deseClaro que não! É preciso aproveitar essa ja estar presente nos momentos mais tristes e data para refletir de verdade na importância da alegres também de nossa vida. vinda de Cristo para o mundo como um todo. Comemore com Cristo o Natal, dando-lhe Quem pensa no aqui e agora, não se prepara os parabéns pelo seu dia, ficando sempre ao nem um pouco para um “amanhã eterno” e na seu lado. Ele se regozijará e abençoará os alegria constante no céu. seus caminhos como o grande conselheiro, forA união da família nessa época do ano, com troca de abraços e grandes comemorações, é muito louvável e até fundamental. Porém, se Jesus for esquecido e colocado de fora da “festa”, então, está estabelecido a grande ausência que será sentida de forma grandiosa. É o mesmo que comemorar sem a presença do aniversariante do dia. Incompleta e inútil seria essa festa! Reunir parentes que não vemos o ano todo numa ocasião dessas é muito bom, ninguém pode negar, mas fazer isso para celebrar a Cristo em família seria melhor ainda! Afinal de contas, rabanada, peru, chester, nozes e tantos outros alimentos natalinos por si só não tem o poder de “transformar-se em espírito de Natal”. Somente Jesus pode fazer isso. O comércio se prepara o ano todo para o boom das vendas no final de ano. Tanto que cada vez mais, ele inicia sua propaganda mais cedo, logo após Dia das Crianças, a ultima grande data festiva antes do Natal. E todos são dominados por esses impulsos de compra e de presentear os entes queridos com lembrancinhas ou presentões. Jesus precisa ser, de verdade, o melhor presente de Natal para todos nós. E olha que ele veio numa caixa) tipo man*edoura; “embalado” nos %raços de +eus (ai; e a maior “surpresa” de nossa vida, pois nos leva à eterwww.varaldobrasil.com 4+

te, eterno e príncipe da paz que nos guia pelos caminhos da justiça por amor de teu nome e da verdade eterna, muito maior que qualquer falsa comemoração e desvio de sentido que tem muito por aí.

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NATAL

Por Camila Gomes

Dezembro é natal a esperança está no ar ensaios para o coral as escolas irão preparar.

Muitas famílias que nada tem ficarão contentes com as abordagens dos ajudantes do bem.

A noite as luzes coloridas irão brilhar e as crianças contentes irão ficar esperando o papai noel chegar para presentes entregar e assim um feliz natal todos irão desejar.

A noite não tem fim muitas famílias agradecem Jesus Cristo as bênçãos alcançadas e eu agradeço os ajudantes do bem que tiram os necessitados da calçada dando á eles um pouco de alegria na noite de natal.

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grande barulho rasgando o céu. Um vento forte fezme girar, em muitas cambalhotas no ar. – Uau! Que gostoso! Foi um avião que passou bem pertinho de mim?... Como estou voando alto! Subi com muita rapidez e leveza. Eu não sentia o peso do meu corpo; olhei para (ai)o... Não havia casas, não via nada lá embaixo... Parecia que todos os pisca – piscas do mundo estavam reunidos... Via pontinhos iluminados, em toda a terra... Foi quando ouvi, nitidamente, aquela gargalhada do Papai Noel: – OH! OH! OH! OH! Quando olhei, lá vinha ele no seu trenó, não deslizaPor Esther Rogessi va no gelo, mas voava rapidamente, deixando um rastro de estrelas brilhantes, que iam se transformanQuando eu era criança sonhava, queria tantas coi- do em uma chuva de estrelas que, caiam sobre a terra sas... Fazia muitas perguntas à mamãe, que sempre levando, alegria aos corações entristecidos.– Que respondia pacientemente. Queria quase tudo que via bom!... e a minha mãe sabia de cor o que eu perguntaria: – Papai Noel disse: – Venha de carona! Mãe... A senhora compra pra mim? Ela dizia com Logo eu atendi ao seu convite, tentei entrar no trenó, um sorriso: – No Natal... Seja bonzinho! – Mãe... Papai Noel vai me dá? – Se você se comportar bem! que surrupiava rápido em cambalhotas no ar, gritei: – Papai Noel, você está muito rápido... Não posso

RABO DE FOGUETE

Eu, cruzava os braços, fazia bico de zanga, e fala- lhe alcançar! va: – Esse Papai Noel... Faço tudo para vê–lo... em Ele deu a volta e diminuindo a velocidade puxou-me vão! Só o vejo nas lojas, eu queria ver quando ele pelo braço. Agora, estávamos eu e o Papai Noel, vovem colocar os presentes no meu sapato, na Árvore ando pelo céu, muuito alto... A sua gargalhada, OH! de Natal, não é Lucas? Lucas era o meu amiguinho imaginário. – A gente sempre dorme... não dá pra ver nada! Enfim, chegou o Natal, lindo... Quantas luzes! OH! OH! OH! Ecoava, por todo o espaço, e as estrelas sorriam, alegremente. – Prepara-te criança! Para sentir a alegria, de fazer felizes às crianças do mundo... Vou te levar aos lares

Às ruas da cidade e às casas, estavam coloridas e pobres e ricos. Vamos distribuir amor, em forma de presentes e laços de fita. Porém, vou mostrar-te o iluminadas. Quanto brilho! Admirado, observava a tudo. Embevecido, com as porquê das crianças, nunca me verem... Sou muito mãozinhas apoiando o meu queixo, assentei no meio rápido! -fio da calçada. Fixei os meus olhinhos nas luzes dos Embevecido... vi se aproximar, até chegar bem pertipisca - piscas da casa em frente, que foram piscando nho de nós, um belo foguete, de cor vermelha e verdiferente, começaram a girar... girar... Comecei a de, gritei: – Que bonito! sentir uma tontura leve, como se tivesse sido transladado. Cheguei muito alto... Fui voando de braços (Segue) abertos, parecia brincar de aviãozinho... Ouvi um
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Saía um fogo muito vermelho, de sua calda... Entramos, o foguete decolou rapidamente. Como mágica, lá estávamos dentro do &oguete. !travessamos +s paredes das casas; entrávamos e sa,a' mos, rapidamente, de cada lar, como se elas não existissem paredes... Fomos colocando ao lado das crianças, ou nas Árvores de Natal, os brinquedos e outros presentes. O foguete estava carregado deles, e, quanto mais presenteávamos... Mais apareciam presentes. Papai Noel falou: – Nunca deixe de semear, os frutos nascem da semeadura. Havia presentes em cai)as grandes, e pequenas; de todas +s cores e tamanhos. Que sensação maravilhosa!... Que presente inesquecível! Eu e Papai Noel, voando alegres, e distribuindo alegria; semeando +s sementes do amor, e da &raternidade... Foi quando ouvi uma voz falando baixinho: – Ajude-me! Ele dormiu sentado na calçada... Pobrezinho! É tão pesado! Quando, sonolento, abri os meus olhos entendi, que eu estava de volta da viagem espacial, fantasticamente, por mim vivida, e jamais esquecida, por toda a minha vida. Eu e Papai Noel, juntos, num rabo de foguete! Que presente recebi de Papai do Céu, naquele Natal! Eu, que ansiava por ver o Papai Noel, vivi uma doce aventura ao seu lado.

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RELEITURA DO SONETO CAMONIANO AMOR É FOGO QUE ARDE SEM SE VER

porando a per"ei/0o do soneto, a revela/0o de sua l(rica re$uintada.
=# sua o3ra, tra3alhou pro"unda#ente o intrincado conte1to e# $ue decorreu sua atri3ulada vida, #arcada pela ousadia e pela desgra/a, $ue trans"igurou de #aneira t0o 3rilhante $ue aca3ou por tocar a$uilo $ue estava al*# do seu te#po@ a condi/0o hu#ana. )eali'ou, en"i#, u#a o3ra $ue conco#itante#ente re"lete seu te#po e o transcende, #otivo pelo $ual in"luenciou todos os per(odos $ue se seguira#, do Barroco ao P7s-#odernis#o. (V=N8>)?@ 2012, pp. 11A-11B!

Por Jeanne C. B. Paganucci Nelly Novaes Coelho citado por Susana Ventura (2012, p. 11 ! a"ir#a $ue %Ca#&es "oi a pri#eira grande vo' $ue, no in(cio dos te#pos #odernos (o )enasci#ento do s*c. +V,!, cantou o a#or co#o a grande via interior $ue leva os ho#ens . #ais plena re-

=ntende-se, a partir da leitura da

ali'a/0o e1istencial.2 Nesse aspecto, o3ser- autora, $ue Ca#&es ultrapassou as 3arreiva-se e# 4u(s Va' de Ca#&es a a"inidade ras liter5rias e culturais de sua *poca, torco# a te#5tica do a#or plat6nico, 3e# co- nando-se u#a re"er;ncia su3stancial da #o a senti#entalidade presente e# sua literatura lusitana, u# (cone. C soneto l(rica, e# "or#a de soneto.
Ca#&es #orreu antes de conseguir pu3licar sua o3ra l(rica, $ue, no entanto, co#e/ou a ser pu3licada logo ap7s a sua #orte. 8a#3*# nesse ca#po sua produ/0o "oi (#par, podendo ser considerada o ponto cul#inante da tradi/0o $ue se iniciara no "inal da ,dade 9*dia. :os trovadores #edievais, to#a a "or#a das redondilhas, $ue renova e transcende. :a in"lu;ncia cl5ssica tra'ida da ,t5lia por S5 de 9iranda, adota e pratica co# #aestria sonetos e *clogas, odes e elegias. <o#e# de seu te#po, Ca#&es re"lete e# sua o3ra toda a particularidade desse #ovi#ento e# Portugal, onde o apogeu do sonho e1pansionista convive co# a decad;ncia, a vida livre co# a #orte certa (V=N8>)?@ 2012, p.11A!

?#or * "ogo $ue arde se# se ver trata-se do a#or neoplat6nico, o3edecendo o dualis#o plat6nico do sens(vel e intelig(vel, "initoDin"inito, #at*ria e esp(rito, #undo e :eus. No soneto o3serva-se a po*tica do a#or co# a $ual Ca#&es procura de"ini/0o para o inde"in(vel, respostas precisas para o $ue #ais condiciona a dEvida, caracteri'ando o #ist*rio revelado pelo a#or. C poeta apresenta neste soneto o a#or ideali'ado, superior, per"eito e Enico, co# a intencional declina/0o para atingir essa su3li#idade do a#or $ue, con"or#e e1p&e, trata -se de u# a#or aci#a da hu#anidade, visto $ue as i#per"ei/&es hu#anas i#pede# de atingi-lo.

Con"or#e a"ir#a a autora, a o3ra l(rica ca#oniana "ugiu ao alcance do autor e# vida, co# a pu3lica/0o p7stu#a, Ca#&es tornou-se o poeta transcendental, $ue ultrapassa li#ites e in"lu;ncias, incor-

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No pri#eiro $uarteto, o soneto de"ine o a#or, al*# de co#par5-lo co# a dor inde"in(vel, algo de $ue n0o se sa3e ao certo o $ue * e a "or#a co# a $ual se apresenta@
?#or * "ogo $ue arde se# se ver F "erida $ue d7i e n0o se sente F u# contenta#ento descontente F dor $ue desatina se# doer

=# seguida, no segundo $uarteto, apresenta a dEvida e o contenta#ento, a re"le10o so3re os parado1os do a#or, u#a "iloso"ia do incondicional, da e1peri;ncia de estar vivo, a sensi3ilidade.
F u# n0o $uerer #ais $ue 3e# $uerer F solit5rio andar por entre a gente F nunca contentar-se de contente F cuidar $ue se ganha e# se perder Amor é fogo que arde sem se ver ?#or * "ogo $ue arde se# se ver F "erida $ue d7i e n0o se sente F u# contenta#ento descontente F dor $ue desatina se# doer F u# n0o $uerer #ais $ue 3e# $uerer F solit5rio andar por entre a gente F nunca contentar-se de contente F cuidar $ue se ganha e# se perder F $uerer estar preso por vontade F servir a $ue# vence, o vencedor F ter co# $ue# nos #ata lealdade. 9as co#o causar pode seu "avor Nos cora/&es hu#anos a#i'ade, Se t0o contr5rio a si * o #es#o ?#orH

C pri#eiro terceto aponta as contradi/&es do senti#ento, os apelos da al#a, a i#portGncia do outro na vida, o lado reverso do a#or, u#a su3stGncia preciosa para a vida.
F $uerer estar preso por vontade F servir a $ue# vence, o vencedor F ter co# $ue# nos #ata lealdade.

C segundo terceto apresenta o sentido do a#or, a casualidade co# a $ual a3sorve a al#a, in"luencia o destino dos ho#ens e ao contr5rio de ser #otivo de repulsa, "ortalece o sentido da vida, trans"or#a a e1ist;ncia, transcende.

Conclui-se co# a 3reve leitura do soneto ca#oniano $ue o a#or, a e1e#plo do t(tulo, * "ogo $ue arde se# se ver.
REFERÊNCIAS:

9as co#o causar pode seu "avor Nos cora/&es hu#anos a#i'ade, Se t0o contr5rio a si * o #es#o ?#orH

VENTURA, Susana. Convite à navegação: uma conversa sobre a literatura portuguesa. – São Paulo: Petrópolis, 2012. http://palavrasquemetocam.blogspot.com.br/2006/10/lus-de-camesamor-fogo-que-arde-sem-se.html http://literaturanomeiodomundo.wordpress.com/2011/10/03/luis-vazde-camoes/

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PUDIM ESPECIAL DE NATAL
@onte, h%p,//portaldicas.net/

ingredientes 1/2 kg de nozes descascadas 2 latas de leite condensado 1 copo de leite 6 gemas 6 colheres de sopa de chocolate em pó 4 colheres de açúcar (para caramelizar a forma) Modo de preparo Primeiro você irá Caramelizar a forma com o açúcar derretido. Em seguida, bata todos os demais ingredientes no liquidificador coloque na forma e leve ao forno, em banho maria até ficar durinho, para saber se está no ponto basta espetar um palito para ver se secou. Depois de deixar esfriar você irá levar a geladeira. Um detalhe muito importante, você só irá desenformar na hora de servir, decore com raspas de chocolate, cerejas e nozes. Por outro lado, caso queira fazer um menor, ou seja, para poucas pessoas você poderá fazer com meia receita, 250g de nozes, 1 lata de leite condensado e assim por diante, só mantenha o açúcar para caramelizar na mesma quantidade.

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A Estrela de Beiru
Por Marcelo de Oliveira Souza De repente brilha no céu uma grande estrela, um grande fenômeno para os astrônomos, para outros é o chamado de Deus para o nascimento do novo Messias, ainda há alguns que tentam profetizar o final de mundo. Nesse mesmo momento lá nos confins de Jerusalém, num monastério, um frade de nome Aahoron, passou mal sentindo uma forte dor no peito, chegando a ficar sete dias em coma, depois disso ele acordou com o temperamento totalmente modificado, dizendo chamar-se Thiago, que tinha a missão de receber o novo Messias, num país distante chamado Brasil, em uma comunidade desfavorecida cujo nome da cidade que leva o nome do nosso Salvador. Essa missão ainda contava com mais duas pessoas que iam encontrá-lo no caminho da sua peregrinação, que seria justamente seguir aquela grande estrela que ameaça a vida de todos na Terra, como falam os Jornalistas.

morou alguns anos, mas quando eles chegaram na cidade de Salvador, ainda tiveram problemas com a imigração, que estranhava toda aquela situação, ainda mais durante toda aquela confusão causada por uma estrela que se mexia e crescia cada vez mais ao passo que os nossos peregrinos se apro)imavam; eles ficaram um tempão presos no aeroporto Dois de Julho, quando conseguiram sair já era a noite do dia 25 de dezembro, todos concentrados em suas gordas ceias de Natal, outros preocupados com os presentes, não estavam ligando para outra coisa, nossos abençoados peregrinos seguiram para as cercanias de uma maternidade, numa pracinha freqüentada por drogados e prostitutas, chamado de Arvoredo, foi justamente onde um casal desesperado gritava por socorro, era um homem chamado Joaquim com a sua esposa Mariana, ela já estava em trabalho de parto, quando os nossos valorosos personagens chegaram.

Emerson abriu a cadeira de praia, a profetisa a cobriu com o lençol e Thiago ajudou a fazer o parto de Jesus Cristo iluminado, nesse momento a grande estrela se afastou, provocando uma confusão no tempo, fazendo nevar no verão de Salvador, nessa hora o nosso primeiro peregrino abriu o seu enorme guarLogo depois de uma comemoração especial o nosso da chuva protegendo a criança santificada que veio Frei saiu com um guarda chuva bem grande na mão, nascer justamente no Beiru, um lugar tão esquecido seguindo o seu destino, que tinha ainda como tarefa pelos homens poderosos mas sempre lembrado por Deus. revelar os outros companheiros de jornada. Numa caminhada longa o nosso personagem conseguiu identificar uma mulher de nome Ming, estava sendo perseguida por transeuntes, ela é uma moradora de rua que de repente mudou de personalidade, sendo chamada por uns de Madalena por outros de profetisa, ela dizia que estava procurando o Frei Thiago, saia pelas ruas de Pequim desesperada com um lençol de lã anunciando que a salvação estava próxima, mas como na China salvação tem que passar pela autorização de Hu Jintao, juntaram tudo que ela possuía no seu carrinho de roupas e expulsaram-na das ruas que cercavam o palácio do governo, nessa hora o nosso frei conseguiu segurá-la e acalmá-la dizendo que o seu destino estava ali, sendo escrito pelo nosso criador, que mais um peregrino tinha que ser encontrado para a profecia se realizar, era logo ali depois na América do Norte, México, a dificuldade era tamanha para os nossos amigos iluminados, mas cada caminho tinha a sua etapa a ser cumprida inclusive aquela de entrar nesse país que é tradicionalmente católico, mas tinha pessoas que acreditavam em uma entidade chamada Santa Boa Morte, foi justamente no dia em que comemoravam o dia dessa “santa” que o nosso terceiro personagem de nome Juan tinha incorporado o espírito de um rapaz chamado Emerson dizendo as mesmas coisas dos nossos dois amigos, que o reconheceram de pronto, Juan tava com uma cadeira de praia dizendo que aquele objeto era o leito do novo Messias... Essa longa jornada a caminho da estrela sagrada dewww.varaldobrasil.com ')

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NATAL DA MINHA INFÂNCIA Por Christina Hernandes A casa estava em alvoroço. Aguardávamos ansiosos as nonas Pasqualina e Antonieta, irmãs de vovó Miquelina, que chegariam de viagem para o Natal. Junto com elas viria também tia Domitila, cunhada de vovó, com seus netos e nossos queridos primos Cissa e Zé. Estávamos radiantes, felizes com visitas tão amadas.

se fazia presente. As meias, estrategicamente penduradas nas janelas, facilitavam a tarefa de (apai "oel; a colocação dos presentes) fruto dos nossos sonhos. A organização da ceia começava dois dias antes: doces, pernil, peru, salada de frutas, refrigerantes, vinhos, arroz, rabanada, sorvetes... Tantas coisas deliciosas... Cada nona fazia um prato, sua especialidade, e nós, crianças, auxiliávamo-las na construção da ceia da meianoite – trabalho de equipe –, onde cada um era imprescindível para o sucesso da acelebração. Enfim, tudo deveria estar pronto e enfeitado antes de os sinos da igreja matriz de Santana começarem a badalar, chamando os fiéis para a Missa do Galo, à qual, aliás, não íamos, não era nossa tradição.

Nós, as crianças, teríamos nossos primos da capital, o que na época era considerado algo muito importante. Toda a vizinhança queria também curtir aquelas pessoas tão raras e ter contato com elas; afinal) na&uelas redondezas) éramos os únicos com parentes vindos direto de São Paulo. Meia-noite, os sinos da igreja freneticamente ecoavam informando a chegada de Jesus e o inicio da Ceia de Natal, para nós. Todos em Essa época do ano tinha significado muito es- volta da mesa, lindamente enfeitada por tantas pecial para mamãe, vovô, vovó e papai, que mãos. Os presentes trocados, abraços apertaadotara a fam,lia de mamãe como sua; para dos, juras eternas... mim e meus nove irmãos, era o reencontro e o relembrar de toda uma história de vida. O me- A emoção, a alegria tocava e contagiava cada lhor e maior momento das nossas existências. um de nós. Estávamos celebrando a vida, o amor, a família e tantas outras coisas perdidas em nossas lembranças. O momento mais emoEles sempre chegavam alguns dias antes do cionante, o mais esperado, o mais planejado, Natal e a partir daquele momento o clima na porém o mais rápido das nossas vidas. casa se transformava com a instalação em cada cantinho da atmosfera natalina. Eles traziam tantas novidades, tantas brincadeiras, tantos “causos” a contar que os dias, de intermináveis, findavam-se em frações de segundo. Cissa e Zé falavam sempre primeiro, eram da capital... Com certeza, teriam novidades mais inquietantes, ficávamos atentos. Como não podíamos ficar para trás dos assuntos de Cissa e Zé, competíamos até para saber qual tema era o mais importante; nesses momentos) alguns desentendimentos surgiam, mas nada que imediatamente não fosse resolvido. Afinal, o calor de cada um era contagiante e o clima de Natal preponderava. À medida que os dias iam se passando o ambiente em casa ia ficando mais e mais fraterno. A decoração terminada, tudo brilhante, a árvore de Natal instalada no canto mais charmoso melhor da sala de visitas. Não havia dúvidas: o Natal não era mais coisa para alguns dias, já
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SAI A NOITE Por Adão Wons Sai a noite tão linda maravilhosa tecendo luares em uma noite de inverno E em seus passos apressados instigados na sua luz da noite atormentadas pela lucidez da escuridão Tão menina a noite vestida de cinderela morando em seu castelo sombrio sai na companhia da lua imensa No derradeiro do caminho a luz voltará a brilhar nas amanhecidas frias manhãs de inverno E as águas moverão moinhos outra vez...

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ACREDITAR É UM DOM! ACREDITE NO BEM, ACREDITE NO BOM! CONFIE EM VOCÊ E NO UNIVERSO! TENHA UM FELIZ NATAL E UM ANO DE 2014 PLENO DE REALIZAÇÕES!
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Por que Natal?

Por Iris Albuquerque

Como qualquer data comemorativa, o Natal serve para ser festejado. É um momento de celebração do nascimento de Jesus que, para muitos, significa a paz. Com o capitalismo, os sentimentos até antes revividos periodicamente, tornouse compromisso, e muitas vezes substituído por presentes, sendo avaliados pelo valor desembolsado para tal aquisição. Poucos ainda valorizam de verdade essa data tão importante, inicialmente para os cristãos. A magia do Natal, não consegue ser mágica para muitos, se não tiver uma bela árvore decorada e rodeada de presentes. As pessoas acreditam que o brilho dessa emoção, está na publicidade vistas na TV, revistas ou qualquer outro meio de comunicação, como a tão desejada imagem feminina, quase que impossível de ser alcançada pela maioria. A mídia, muitas vezes não está nem aí para o sentimento, ela quer alimentar o capitalismo. A emoção iluminada desta data é o amor, o perdão, a paz no coração... E isso não se compra nem se paga com caros presentes. O Natal é um momento escolhido para servir de “Marco” dando início a uma nova etapa de vida renovada, de cultivar o amor ao próximo, treinar o perdão e alimentar a paz de espirito. Que neste Natal a decoração de sua casa, também seja com o brilho da paz, com a luz do perdão e a magia do amor. Feliz Natal!

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Reflexão
Por Adriana Scherner Deve haver um lugar onde a poesia está no ar. Onde meninos não dormem nas ruas. Eles voltam sempre para o aconchego do seu lar. Não é possível ver crianças comendo restos de lixo pelas ruas. Não é possível isso acontecer com as crianças. Alguém passa por mim e me diz simplesmente: Não quero ver, não quero saber, porque nada posso fazer. Mas o que é isso cidadão? Pense no seu irmão e, por favor, não lhe negue o pão. Pão sagrado, de todo dia. Não devemos procurar culpados, apenas não lhe negue: calor, amor, respeito. Não posso mais suportar que meninos sem lar, sintam frio, sede, medo, Sem ninguém para lhes abraçar. Não posso mais suportar que em noite fria e chuvosa eles nada têm, a não ser Rezar. Mas um dia, um menino irá crescer E ele nunca vai esquecer Daquele que lhe negou o pão, nem daquele Que lhe estendeu a mão.

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Sinos de Natal
Por Isabel C S Vargas

Já tive Natal de todas as formas. Quando criança, cheio de expectativas, Porém com muitas dificuldades E, algumas decepções. Mas, sem mágoa ou rancor. Cresci. Procurei compensar as faltas Ao presentear meus filhos. A festa era da criança Que em mim permanecia. Tempos felizes! Brinquedos em abundância Sorriso fácil, felicidade nos corações. O tempo passou. No Natal Menino Jesus levou minha mãe! Tristeza. Lágrimas. Outro Natal passou. A vida seguia seu curso. Quando as luzes da esperança Pareciam tornar a brilhar, Meu menino virou anjo. Morri! Achei que jamais retornaria. Escuridão total em meu coração. Mas aos poucos fui revivendo Nos brotos de vida que foram surgindo: Nasceram três anjos para iluminar Minha vida tão sofrida. Meus netos: Otávio, Francisco, Augusto. Os sinos de Natal tocaram em meu coração...

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NO UNIVERSO DE GUACIRA MACIEL

Inferioridade por outorga...

Creio que não existem acasos e que tudo tem uma lógica e uma razão na mágica de e)istir; que na -ri' ação nada é aleatório, e que na vida há uma previsão maior de que os acontecimentos concorram para determinado fim, excluindo-se, obviamente, as ações decorrentes em linha direta do uso do “livre arbítrio” e até mesmo, como nos refere a Física Quântica, das possibilidades do observador. Creio que algumas realidades precisam ser lidas de forma menos determinística na trajetória da evolução do mundo e das pessoas, aliás, para que essa evolução possa seguir seu curso, alguns mistérios e seus desdobramentos são passíveis de análise, estando entre eles a Justiça. Me refiro à uma Justiça muito mais ampla e profunda, e fonte dessa evolução.

mocracia e dos direitos individuais e até da própria realidade. Considero esse pensamento de um primitivismo científico que vem, inclusive, contradizer as mais contemporâneas e comprovadas teorias. Sabese hoje que o cérebro, até pouco tempo considerado a “caixa preta” da vida, tem uma extraordinária capacidade de reorganiza$ão e reconstru$ão; que os próprios neurônios, numa extraordinária demonstração de autonomia, pode se recompor através de um fantástico processo de religamento, até pouco desconhecido e inconcebível. __ ?

__ Nessa perspectiva, o ser humano e toda essa ainda desconhecida, sob determinados aspectos, capacidade, seria perda de tempo! e, em sendo assim, aqueles que nascem com menor potencial físico, social, econômico ou financeiro, não teriam o direito – inalienável – de aprender, de avançar, de Há poucos dias, em uma conversa entre pessoas de muito bom nível cultural e de escolaridade, alguém evoluir, de mudar essa condição primeira... relatava fatos de sua vida e fez, com muita convicPercebendo que não fora entendida e que ção, e esperando das pessoas presentes anuência e meu interlocutor não tinha condição mínima de admiração por sua tese, uma colocação que me cau- avançar essa discussão, e que os presentes também sou surpresa... Esperei que alguém mais se espantas- não queriam se envolver, calei-me. Mas fiquei me se, porém senti que fora a única incomodada ou com perguntando onde estaria a justiça (bem mais rasa, coragem para questionar esta afirmação: claro) da vida? como uma cabeça que se diz pensan__ “ ...porque, é claro, na vida, uns nascem te, é capaz de uma teoria dessas, e baseada em quais elementos a engendraria? qual o seu merecimento para usar o chicote e outros para apanhar...” para estar na atual condição social?...então, alguns Ouvir aquilo me incomodou profundamente povos da África, como nos vem mostrando os e, embora correndo o risco de ser destratada, ousei “Médicos sem Fronteira” a toda hora na TV, o povo contestar aquela teoria: do Haiti, entre outros, nasceram para viver e morrer __ Então, para você, os seres humanos são nas condições sub humanas que todos sabemos, sem os mais elementares direitos como seres humanos? reféns de sua condição material?... nessa trajetória, os analfabetos, os doentes, portadoFui olhada com alguma surpresa pelo fato de res de deficiências, etc...teriam que viver alijados em ter ousado duas vezes: ter interrompido sua retórica sua condição e seria garantida apenas a uma minoria e contestá-lo à frente dos ouvintes. todos os acessos, direitos e possibilidades, inclusive, __Mas, continuei: essa teoria estaria afirman- se confirmando o direito à seleção de pureza genétido a vida como uma compulsoriedade; em ultima ca, etc, etc....significando dizer que o Universo poanálise, uma visão elementar e primária da mais derá ser sacrificado e que somos todos ratos, cobaias completa impossibilidade, que se impõe e contradiz, engaioladas e alvo da genialidade daqueles que se desde os princípios da Criação, da Justiça, até o mais consideram elites?... simples pensamento de exercício e realização de dewww.varaldobrasil.com ('

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O MENINO ESQUECIDO
Por Marzo Deutsch

Eis aí os homens pequenos e filhos perdidos... Há muito tempo um menino foi esquecido. Todos o procuravam sem ao menos ter uma ideia de onde ele poderia estar. Talvez, pudesse estar com seus amigos, entretido com alguma brincadeira de criança, pois de fato, era uma criança. Ninguém tinha noção de seu desaparecimento. Será que ele foi raptado por algum ladrão de órgão? Será que ele caiu em algum precipício no caminho? Onde será que ele está? Os pensamentos diversos tomavam conta daquelas almas que os desejavam, angustiadas, achá-lo. E o menino foi esquecido. Que mãe poderia esquecer de seu próprio filho? Como poderia esquecê-lo se, após dozes anos de inteira ligação fraterna, com contatos de amor, carinho, cuidado, proteção, poderia perdê-lo? Era o que todos podiam imaginar. Quando sua mãe se deu conta lembrou de onde ele poderia estar então ás pressas, tomou o caminho de volta e lá estava ele: ensinando aos doutores da lei! Lá estava ele cercado por mestres e doutores do conhecimento do Pentateuco e das leis comuns. Esse menino esquecido foi JESUS! Ele estava lá esperando não apenas sua mãe, mas o cumprimento da ordem de seu pai celestial. Como poderia esquecer-se de JESUS? E a propósito, não foi culpa de Maria, mas sim, do intenso e profundo propósito de Deus. Aquele menino que foi esquecido, jamais esqueceria de nos ensinar a amar o próximo como ele nos amou. Aquele menino de doze anos foi JESUS! Aquele meigo menino de dozes anos, ainda tem efeito sobre nós, como um irmão que se compadece de nós, com a sua graça e bondade. Aquele menino é JESUS!

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CULTíssimo
Por @n[ Ros_nrot

Mais um ano está terminando, parece que 2013 começou ontem, mas já estamos às Vésperas do Natal e do Ano Novo. É uma época interessante) amada e aguardada por muitos; nem um pouco apreciada por tantos outros e isso também acontece no amplo Universo Cult, onde alguns criaram obras maravilhosas, inspiradoras, para homenagear às festas de fim de ano e despertar nas pessoas pensamentos de ternura) compai-ão e caridade; em contrapartida) outros preferem criar trabalhos que retratam o lado triste, solitário e depressivo presentes em muitos corações sofridos e pobres almas atormentadas que se fecham, preferindo a solidão ao invés de festejar. Do Conto de Natal de Charles Dickens e suas lições de moral e humildade, a livros como o Natal Negro de Thomas Altman − em que uma cidade pequena e pacata tem que enfrentar um serial .iller em pleno "atal /; da figura do “bom velhinho” até o Grinch e as chatíssimas profecias sobre o fim do mundo que sempre aparecem para perturbar a paz dos cidadãos, existe uma vastíssima cultura envolvendo o Natal e o ano Novo, o que faz desta época talvez a mais Cult de todo o ano. E para quem gosta de um bom filme antes de destrinchar o peru (eterna vítima natalina), gostaria de recomendar estes filmes que (espero) atenderão a todos os gostos. Quero agradecer a todos que dispensaram seu precioso tempo lendo essa coluna, muito obrigada e até o ano que vem. Milagre na Rua 34 - (Miracle on the 34th Street, EUA 1994) É uma refilmagem do clássico Miracle on 34th Street: Milagre na Rua 34, de 1947.Conta a história de um homem de barriga grande e barbudo que é contratado para

se vestir de Papai Noel na loja de brinquedos em que a mãe de Susan trabalha. A menina não acredita que Papai Noel exista, mas o homem diz que está ali para provar para a menina e para todas as pessoas que ele é mesmo o Papai Noel. Destaque para a bela atuação de Lorde Richard Samuel Attenborough no papel de Kris Kringle (o Papai-Noel).

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A Noite Anterior ao Natal (No per Ed Rozhdestvom, Rússia, 1913) É baseado na divertida novela “Noite de natal” de Nicolai Gógol, a narrativa se desenvolve numa véspera de natal povoada de acontecimentos e personagens incomuns. O diabo e a bruxa Solokha procuram meios de praticar suas travessuras. Chub, o Cossaco, apenas deseja beber vodka tranquilamente. Vapula, filho de Soluta o ferreiro, quer se casar com Hosana, mas ela só se casará com ele se ganhar de presente os sapatos de salto alto da czarina. Para conseguir os sapatos e a mão de Hosana, Vapula será capaz de tudo, nem que seja preciso fazer um pacto com o diabo.

O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas, EUA 1994) Dirigido por Tim Burton e baseado num poema escrito por ele mesmo ao ver uma placa publicitária de Haloween sendo substituída por uma de Natal, conta a saga de Jack Skellington (Chris Sarandon) que é um ser fantástico que vive na Cidade do Halloween, um local cercado por criaturas fantásticas. Lá todos passam o ano organizando o Halloween do ano seguinte, mas Jack se mostra cansado de fazer tudo igual todos os anos. Ele resolve deixar a cidade e vagueia pela floresta, por acaso acha alguns portais e acaba atravessando o portal do Natal, onde vê demonstrações do espírito natalino e não entende nada. Ao retornar para a Cidade do Halloween, ele começa a convencer os cidadãos a sequestrarem o Papai Noel (Edward Ivory) e fazerem seu próprio Natal. Sua namorada Sally (Catherine Optará) é contra (e como todo o verão, com toda a razão), mas mesmo assim o Papai Noel é capturado.

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Natal Sangrento (Celina Net, Deadly Night, EUA 1984) Um verdadeiro Slasher que satisfará os amantes do gênero, com direito a marteladas, machadadas e todo o tipo de morte bizarra e violenta, mostrando a vingança de um menino perturbado por traumas e abusos que ao crescer, decide matar usando roupas de Papai Noel igual ao assaltante que matou seus pais.

Para fazer um comentário ou deixar sua sugestão é só enviar um e-mail: anarosenrot@yahoo.com.br

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Pudim de Veludo ingredientes
• • • • • 2 copos (americanos) de leite 2 copos (americanos) de açúcar 4 colheres de farinha de trigo 4 ovos pequenos 200 gramas de queijo parmesão

Para a calda de caramelo use: • 1 xícara de chá de açúcar • 1 copo de suco de laranja

modo de preparo
Bata tudo no liquidificador. Sirva gelado.
@onte, h%p,//www.receitasdecomida.com.br/

Torta de liquidificador natureba

o leite, o creme de cebola e bata por 3 minutinhos. 5. Junte a abóbora e bata por mais 3 minutinhos ou até que fique cremoso. ingredientes 6. Passe para uma tigela. • 1/2 Xícara (s) de óleo 7. Coloque a farinha, o fermento, o queijo, • 1/2 Unidade (s) de brócolis japonês cozios brócolis e misture até que a massa fique do e picado (só as flores) homogênea. • 1/2 Xícara (s) de leite 8. Ponha na fôrma reservada e ponha no • 1 Embalagem de creme de cebola forno por 45 minutinhos ou até que um pali• 1 Xícara (s) de farinha de trigo to, depois de espetado na massa, saia lim• 1 Xícara (s) de água fervente po. • 1 Colher (es) de sopa de fermento em pó 9. Desenforme o bolo ainda morno. • 4 Unidade (s) de ovos 10. Sirva morno ou frio. • 200 Grama (s) de abóbora picada Se desejar substitua metade do queijo por • 500 Grama (s) de queijo de minas papalmito picado. drão cortado em cubinhos Para untar: • margarina a gosto • farinha de trigo a gosto

modo de preparo
1. Pré aqueça o forno em temperatura média (180ºC). 2. Unte e enfarinhe uma assadeira redonda média (25 cm de diâmetro). 3. Reserve. 4. Num liquidificador ponha os ovos, o óleo,

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GUIRLANDA
Por Sonia Cintra Pendurada na porta uma guirlanda enfeitada com retalhos de chita dá boas-vindas ao Menino

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JATOS DE ESTRELINHAS

tecido, seu aniversário? Não. Recorda-se que completou 68 anos há semanas atrás, comemorado com um churrasco na casa da praia. Seria o da esposa? Também não, foi pouco antes do seu. De casamento? Que inferno essa sensação de estar preso numa dimensão desconhecida, onde tudo acontece em fragmentos confusos. Nos sofás o irmão mais novo, o cunhado e o melhor amigo roncam, demonstrando que como ele, não conseguiram ficar no limite do bom senso na questão da quantidade de álcool ingerida.

Por Marli Ribeiro de Freitas

A sala está em desordem. A mesa que mostra ter sido farta é o próprio retrato do caos. Há de tudo: garrafas vazias ou pela metade, pedaços de assados gordurosos, folhas de salada fora das travessas, taças viradas, manchando de vinho a toalha branca bordada Após ficar livre do embrulho infernal que em fios dourados. Também há talheres mistuparecia querer sufocá-lo, sente que a brisa fria rados, cascas de frutas, restos de doces, duas taças quebradas que espalham cacos de da madrugada de fato lhe trouxe algum conforto. Sentado no chão numa situação deplorácristal, refletindo luz ao redor. vel, com a roupa respingada de vomito mau No aparelho de som o CD de jazz cheiroso, mais uma vez se arrepende pelo quebra o silêncio, enquanto lá de fora luzes exagero, e mais uma vez promete a si mesmo piscam sinalizando algo que ninguém quer que isso não vai se repetir. enxergar. Sobre o sofá de veludo vermelho, meio amontoadas dormem a sono solto três Engatinhando como um bebê desengonçado pessoas, provavelmente derrotadas pelo ex- abre a torneira usada pra molhar as plantas. Precisa molhar o rosto, quem sabe um bocesso etílico. checho de água limpa o livra do gosto azeJoseph, o dono do belo sobrado de es- do, engole um pouco da água fresca, coloca a quina acorda sobre o tapete macio da sala de cabeça sob o jato espumante cheirando a clovisitas. Completamente atordoado, cabelos e ro, desesperadamente anseia por um alivio roupas em desalinho, enxuga no canto da bo- qualquer. ca a saliva que escorreu abundante . Não deO contato da água fria provoca um veria ter exagerado, sabe que já não tem idade pra isso. Como sempre ingeriu mais álcool do choque que o faz estremecer por inteiro. O que que o fígado consegue metabolizar. Sente um gostaria mesmo é livrar-se dessa zonzeira, amargo horrível na boca, o estômago distendi- queria que o mundo a sua volta parasse de do parece querer explodir, a cabeça gira como rodar. A pouca água ingerida provoca nova onda de mal estar, mais um jato gosmento meio se estivesse num carrossel descontrolado. amarelado, extremamente amargo é lançado Observa ao redor. As imagens se mos- sobre o canteiro de violetas branquinhas. tram meio desfocadas. Que festa teria acon(Segue)
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Um ruído desagradável vem do lavabo social, alguém passando mal. Joseph embora confuso, deduz que não foram somente os quatro que extrapolaram. O barulho explicito provoca nele também a necessidade de vomitar. Corre para o jardim, como o banheiro social está ocupado, tem certeza de que não subiria as escadas com tempo para se livrar do peso no estômago.

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-Tio….ô tio …. tem alguma comida pra me bem gelada certamente dormirá algumas horas e amanhã acordará razoavelmente bem. dar? Pelo que se recorda, tem sido assim em outras - Que? Quem tá me chamando? O que vezes, em que tenha exagerado nas quantidavocê quer menino, isso lá é hora de pedir comi- des de comida e álcool. da, num tá vendo o meu estado? O que tá fazendo sozinho na madrugada? Olha não teOnde está a chave? Deixar a porta aberta nho condições de dar nada agora. Passa ou- está fora de cogitação. Acabou de testemunhar tra hora. Vai pra casa garoto, você não tem pai a vulnerabilidade do bairro de classe média nem mãe não? Depois reclamam das tragé- alta. Depois da invasão um monte de pedintes dias que acontecem. Isso é hora de alguém do caminham pra lá e pra cá o tempo todo. seu tamanho ficar zanzando pela rua sozinho? Procura na mesinha de canto, no aparaA zonzeira persiste, recosta a cabeça na dor, nada. Há pelo chão um monte de papel mureta áspera do jardim. Fecha os olhos, pelo de presente rasgado, laçarotes graciosos, pemenos esvaziar completamente o estomago daços de fita. A chave pode estar perdida por parece que trouxe alguma melhora, ao abri-los ali. Vai removendo papeis coloridos, algumas vagarosamente consegue ver o garoto franzi- etiquetas rasgadas, quando de repente em no, usando camiseta , shortinho e chinelos vi- choque cai de joelhos. rando a esquina. Deve ser morador do terreno Como se atingido por um raio obsernas redondezas invadido há meses por um va a figura do menino Jesus de braços abergrupo de famílias sem teto. tos deitado na manjedoura forrada de capim seco. As mãozinhas da estátua de gesso usadas na decoração natalina, lhe parece idêntica aos do garotinho magricelo de olhos tristes implorando por um pouco de comida. Joseph chora, soluça baixinho de asco, remorso, vergonha. É natal, noite de natal! Quem sabe ainda consegue alcançar o garoto, dar-lhe algum dinheiro. Arranca alguns bombons da decoração da porta da entrada e sai o mais rápido que conseguem seus trôpegos passos. Ao se aproximar da esquina se depara com o piscar de luzes vermelhas que não vem de nenhuma decoração natalina . (…) Os vizinhos andam programando várias -Coisa pavorosa esse acidente meu ações para tentar expulsá-los, ninguém quer Deus. O policial afirmou que o pobrezinho por perto o bando de maltrapilhos, crianças morreu na hora, não houve a mínima chance barrigudas e esquálidas sempre de mãos es- de socorro. O motorista fugiu? tendidas, provocando hora pena, hora medo de -Parece que sim. No entanto ninguém que seja um assalto. pode culpar o coitado. Onde já se viu uma criVolta para o interior do belo sobrado ança desse tamanho sozinha, cruzando a avecambaleando. Resolve que o melhor é trancar nida de madrugada. Vai ver que nem o viu no a porta de entrada e subir pra o quarto. Quem escuro! sabe tomando um bom banho a ressaca me(Segue) lhore, depois de um sal de frutas com água
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-Se viu pode ter achado que era emboscada pra um assalto. Sobre o estado do Joseph há alguma informação?

Dr.

-O segurança ouviu comentários dos médicos que está muito mal. Teve duas paradas cardíacas aqui mesmo. Deve ter ouvido a sirene e veio tentar ajudar, quando viu o menino no asfalto sofreu o infarto; só não morreu na hora porque o pessoal do resgate estava por perto para socorrer a criança, que infelizmente já estava morta! -Que coisa triste, justo o Dr. Joseph um homem tão cristão! Você viu que beleza a decoração de natal da casa dele esse ano? -E quem não viu? Todos os anos ele capricha na iluminação. Vem gente de longe pra ver a beleza das luzes coloridas, desta vez se superou. Olhando daqui não parece que das mãos do menino Jesus, as estrelinhas douradas estão de fato sendo derramadas sobre a gente? Fim

*A omissão e a incoerência alimentam as misérias do mundo!

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Pão de Alho
Enviada por Ana Rosenrot

Ingredientes: 500 gramas de farinha de trigo 50 gramas de pasta de alho 50 gramas de açúcar 5 gramas de sal 5 gramas de melhorador de farinha de trigo* 5 gramas de tempero completo 1 pitada de orégano 50 gramas de fermento biológico 2 ovos ½ maço de salsinha picada 100 gramas de margarina sem sal para uso culinário 250 ml de água Preparo Misture bem todos os ingredientes. Coloque a água para dar o ponto, depois deixe descansar por 25 minutos. Modele os pães em forma de bolinhas, deixando descansar novamente por 1h30 min. faça um corte em forma de cruz na superfície dos pães usando uma faca fina ou estilete próprio para pães. Pincele com um ovo batido e leve para assar por 30 min., em forma sem untar e forno preaquecido a 180°C. Retire do forno salpique queijo parmesão ralado ou cebolinha picada e sirva.

* o melhorador de farinha de trigo serve para evitar que os pães murchem e pode ser encontrado facilmente em lojas que vendam produtos para panificação.

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CAMINHO DA PAZ
Por Cristina Cacossi Fomos procurar o caminho da paz Que ali, naquele lugar acreditamos estar Estancamos de repente ao vislumbrarmos uma luz àquele cenário presente estava o menino Jesus

A beleza, nos levou a olhar A simplicidade, a admirar : o som de nossos tocadores juntando-se a angélicos louvores !

Então percebemos que eles, junto à gruta sua música levavam um presente a “Ele” davam E nós confirmamos que o caminho da paz era ali, naquele lugar, onde junto a eles queremos estar.

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Natal
Por Anamaria Kovacs Um menino nos nasceu. Ah, esse menino é brisa fresca Numa tarde escaldante de verão! É lareira aconchegante Em noite gelada de inverno, Colo macio pra cabeças cansadas Quando a vida é áspera demais. Como é fácil amar esse menino! Como é simples entregar-se a ele, Adorá-lo... segui-lo... Só mais tarde, quando Ele nos apresenta A sua cruz, é que hesitamos...

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Chegou Natal
Por Diva Mendes

Estamos á cada dia mais próximo do dia em que comemoramos o nascimento de Jesus. Estamos preparando os presentes que serão trocados com nossos queridos. Toda esta preparação é feita com alguma antecedência para que saia tudo como planejasse. Nós que conhecemos o menino Jesus sabemos que esta data é uma perfeita oportunidade para falarmos do amor de Jesus á todo mundo. É quando os nossos sentimentos estão voltado para o nascimento do menino Jesus. É sempre muito bom aquecer nossos corações com a perspectiva de dias felizes, entretanto será inútil dizer: “Pai nosso”. Se os nossos valores estão somente, representado pelo venha á nós. Tam%0m ser1 in2til dizer; &ue somos felizes se apenas pensamos) e tão somente no nosso “Eu”, na verdade tudo acontece muito rápido por vezes nem sentimos, e tudo ficou no passado. Abramos nossos ouvidos ao que diz o senhor Jesus em sua palavra: que ainda que falemos com total simplicidade que até uma criança possa nos entender, se não tiver amor, não terá valor algum. É natural que cada família tenha suas próprias tradições Natalinas, e é claro que existem outras tradições de festejar o Natal, entretanto somente uma tradição é valida, aquela que é representada por Jesus maravilhoso conselheiro Deus forte pai da eternidade. Está tudo pronto chegou a hora da tradicional “Ceia”, a mesa está repleta de coisas gostosas e diferentes, são alimentos que só são preparados nas festas de Natal. Mas será que nos lembramos de quem nada tem para colocar a mesa? Para que tenhamos alegria temos que repartir com quem nada tem. O que realmente importa é o amor que temos por Jesus que não nós ensoberbecemos “pois” afinal de contas “Ele”, é o verdadeiro dono da festa. Natal é compartilhar o amor de Deus que mandou seu único filho para nos salvar. Natal uma ótima oportunidade para uma reflexão. Que sejamos muito abençoados neste Natal como temos sido até é aqui.

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NATAL Por Marly Rondan Nasce a criança esperança! Alguém para nos salvar. Talvez, salvar de nós mesmos. Alguém para nos amar. Livre, solto, sem cobrança!

materializarmos nossos sonhos, mas...muitas vezes o Universo, Deus, não importa o nome que damos à essa força maior que nos goverPor Marly Rondan na, tem consciência, e nós não temos, que aquele nosso desejo não é o que necessitamos e não deixa acontecer... Mas...é nesse moAcredito que nossa vida é um promento que precisamos aceitar a vida, “não cesso, vai se fazendo passo a passo, fase nadar contra a maré”, só vamos nos cansar, por fase, não é bom pular fases, é como subir não vamos chegar a lugar algum. Nesse mouma escada pulando mais de um degrau, pode mento, a vida está, com certeza, nos colocan-se cair. Quando na vida deixamos de viver do de volta no nosso caminho, onde precisauma fase, deixamos de aprender o que aquela mos trilhar para fazermos o que viemos fazer fase continha de aprendizado e mais adiante neste Planeta Azul teremos de voltar e refazer o que deixamos para trás. Portanto viva cada fase, aprenda com as tristezas e com as alegrias, viva intensaO Novo Ano está chegando, vamos mente cada momento, o tempo é precioso, não aproveitar tudo o que a natureza nos oferece: volta. Se perder a saúde, ainda poderá recupe- dias lindos, céu azul, céu nublado, calor ou rá-la, se perder dinheiro, poderá ganhar outro, frio, chuva generosa que refresca o solo, abenmas o tempo não volta, passado é passado, é çoa a Terra, acaricia as plantas, pássaros alecomo serragem, não adianta serrar, é inútil, já gres que voam de um lado para o outro, decofoi serrada, triturada...assim é o tempo que rando o ar, tudo é tão lindo neste Planeta... passa. Vivamos hoje, o PRESENTE ! FELIZ ANO NOVO! Costumo imaginar o futuro como uma incógnita, uma surpresa, ninguém sabe como será! 3açamos uma %oa refle-ão; reve*amos nossos erros, vamos procurar não cometê-los novamente, sem remorso, sem culpa, vamos Andamos para o futuro “de costas, de marcha nos perdoar; errei por&ue não sa%ia) na&uele ré”, nada podemos ver, qualquer obstáculo pa- momento, fazer melhor, agora eu sei, aprendi rece maior do que, na verdade o é, mas com meus erros. Todas as pessoas que nos quando passamos por ele e podemos ver, já magoaram, no ano que passou, vamos perdopassou, já é passado...por isso precisamos, ar, perdoá-las fará bem para nós e não para PARA SERMOS FELIZES, aceitar a vida como elas. Vamos aceitar os fatos novos que a vida ela é, sem grandes expectativas, sem ilusões, trará, aqueles que não vão coincidir com nosaproveitar tudo o que ela nos traz, com aceita- sos planos, vamos dar um outro significado pação, e aprender com tristezas e alegrias, no ra eles e transformá-los em lições e aprender fundo...tudo é bom, é necessário para a nossa com eles. Garanto que teremos um ano muito aprendizagem, nossa evolução. melhor, mais feliz! O nosso futuro nós construímos, faze- FELIZ ANO NOVO! mos movimentos para realizar nossos desejos,
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Poema de Natal
Por Aldo Moraes Porque é melhor assim: Que o amor seja completo Que a bondade seja infinita Que os encontros sejam mais belos E que os corações se confraternizem...

Sempre é melhor assim: Que haja mais solidariedade Que haja mais ternuras Que vibrem os violões E que as mães possam chorar só de alegria ...

Tudo é melhor assim: Com filmes que falem de amor Com vozes que transcendam línguas Com livros que transformem vidas E abraços insuperáveis ...

O dia é melhor assim: Quando o Natal é o ano inteiro E o mistério do amanhecer É a alegria do que virá E quando o homem confia na profecia Sabendo que pode esperar ...

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“MÚSICAS DE NATAL: TRISTES PARA ALGUNS, ALEGRES PARA OUTROS (UM OXÍMORO, EM PORTUGUÊS)” Por André Sales Minha amiga Jaqueline Aisenman, de Genebra, na Suíça, me pede um artigo pequeno sobre o Natal. Lembro das músicas de Natal, tristes para alguns, alegres para outros, um oximoro, uma barroada de sensações, e me vem à lembrança a cantora potiguar Núbia Lafaiete que muito cantou e eternizou a canção “Lama”, onde canta: “Se o meu passado foi lama, hoje, quem me difama, viveu lama também...”. Quem já não viveu a lama de um amor perdido, partido... A lama que ela quer dizer, é viver numa “merde, como dizem na França”. Viver na lama, ou na “merde”, é curtir as famosas “dores de corno”, é estar triste por amor, é ser um romântico, em estado de amor grande, frustrado e triste, por não estar sendo correspondido. Ao escrever este artigo, busco demonstrar sociologicamente que as músicas tristes, românticas, também chamadas “de fossa”, além de provocarem fascínio em muitos de nós, tem uma explicação científica. Ou seja, este gosto musical também tem explicação neuro-científica. Minha outra querida amiga, Simone Maldonado, antropóloga, professora da UFPB, já orientou tese sobre as músicas românticas da cantora paraibana Roberta Miranda, conhecida e altamente querida no Brasil como autora de canções românticas (“Amor e amantes: homem e mulher no cancioneiro sertanejo”, de Sebastião Costa Andrade, João Pessoa, UNIPÊ, 2000). Tais canções, românticas, tristes, de Natal, etc... até mesmo dolorosas, podem ser também analisadas e explicadas como favoráveis e benéficas ao ser humano (eis o oxímoro, o paradoxo). Segundo reportagem recente de Rafael de Pina, na Revista conservadora Época (23/07/2012), tratando das músicas “tristes” da jovem cantora americana Fiona Apple (conhecida como a musa dos corações partidos), um dos primeiros psicólogos a estudar este assunto é o britânico John Sloboda. Em 1983, Sloboda escreveu um livro, “A Mente Musical”, tra-

tando sobre as músicas tristes, natalinas, ou consideradas “de fossa”, que na verdade, persistem como “uma progressão de sons que são identificados como tristes pelos ouvintes”, porém, contraditoriamente “causam sensação de conforto” nas pessoas (De Pina, 2012: 117). Bastante conhecida pelos músicos como appoggiatura, esta é a principal das progressões de sons que levariam ao entristecimento do ouvinte. Para os ouvidos leigos, a appoggiatura é quase imperceptível. Ela é “uma nota musical dissonante que quebra a melodia”. O que vem a causar uma tensão em quem ouve a música (id.). Segundo outro estudioso do tema, o psicólogo canadense Martin Ghun, “quando a música volta a melodia normal”, após a appoggiatura, depois do corte na continuidade da música “normalmente” ouvida, a “tensão se resolve, e dá uma sensação boa” para o cérebro (De Pina, 2012: 117). Por exemplo, nas canções da americana Fiona Apple, facilmente ouvidas no Youtube, como no caso de .Never is a promise/ 0que ouvi e nada senti; achei uma música a mais, nas inúmeras tristezas musicais estadunidenses), esta é considerada como um exemplo perfeito do bom uso da appoggiatura. Tanto é que, a cantora Fiona e esta sua canção, aparecem na Internet como exemplos de uma das músicas “mais tristes da história”, e independente da tristeza, ou alegria, isso não é pouco! Covenhamos que ser considerada grande! Mesmo no quesito tristeza, é algo de importante na nossa realidade contemporânea de internautas! Explicam os cientistas que o hormônio denominado “prolactina”, é liberado pelo cérebro nos momentos de prazer; associados inclusive + audi$ão dessas músicas: românticas, tristes, natalinas, de lama, fossa. Ou seja: tristes. Já na Universidade de Ohio, nos EUA, o professor David Huron, da Escola de Música e do Centro de Ciências Cognitivas, “promoveu um estudo e descobriu que canções tristes induzem à tristeza [obviamente] e, por isso, o organismo libera [o hormônio] prolactina no sangue”. Para David Huron a prolactina “causa um efeito psicológico de conforto em situações como a morte de um parente ou o fim de um relacionamento [de um namoro]”. Ainda segundo Huron: “é como a mãe natureza nos dizendo: calma, calma, está tudo bem” (De Pina, 2012: 117). No entanto, ao final da música triste ouvida, nos natais, nas canções de lama, como canta Núbia Lafaiete, ou Roberta Miranda, etc., “nada de realmente ruim aconteceu com o ouvinte”. Ao final, conclui David Huron: “é apenas [uma] música, mas você é beneficiado pela liberação” da prolactina, e “fica bem” com a vida. Finalizando, termina-se tudo em um “choro bom” (id.).

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CAMARÃO NA MORANGA
@onte, h%p,//c bercoo".terra.com.br

• 1 unidade(s) de abóbora moranga • 2 colher(es) (sopa) de azeite • 1 unidade(s) de cebola picada(s) finamente • 2 dente(s) de alho picado(s) finamente • 1 xícara(s) (chá) de molho de tomate • 1 kg de camarão cinza limpo(s) • 2 colher(es) (sopa) de farinha de trigo • 1/4 xícara(s) (chá) de leite • 250 gr de requeijão • 1/2 lata(s) de creme de leite sem soro • quanto baste de sal • quanto baste de pimenta-do-reino branca quanto baste de cheiro-verde para polvilhar

Modo de Fazer

Corte uma tampa na superfície superior da moranga e reserve. Retire as sementes com o auxílio de uma colher. Cubra a moranga com papel-alumínio e coloque em uma assadeira com a cavidade voltada para baixo. Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus até que a moranga esteja macia. Reserve. Em uma panela aqueça o azeite e refogue acebola picada e o alho picado Acrescente o molho de tomate os camarões(já temperados com sal e pimenta), a farinha de trigo dissolvida no leite, o sal e a pimenta. Tampe e deixe ferver por 5 minutos. Retire do fogo e misture o requeijão já misturado com o creme de leite sem soro Faça a correção do sal e da pimenta, se necessário. Recheie a moranga com este creme e Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus por aproximadamente 25 minutos. Polvilhe com o cheiro verde e decore a superfície com camarões grandes cozidos em água e sal.

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A VIDA IMITA A ARTE
Cintia Medeiros

Oi Varal! Tudo bem?! Bom revê-los mais uma vez!

campos artísticos, como pintura, literatura e teatro ganharam espaço, tomaram forma e inovaram seu estilo *unto 4 sociedade; na verdade) o Espero que a roupa já esteja seca, engomada que aconteceu é simples, havia uma grande e guardada, porque a coluna de hoje é mui es- necessidade de transpor o tradicionalismo da pecial; vamos falar de uma figura genial) &ue foi época, o modernismo foi como uma válvula de um dos ícones do movimento modernista no escape) e permitiu &ue isso foi poss,vel; mais Brasil: Carlos Drummond de Andrade! rsrs que isso, permitiu que as pessoas tivessem voz junto às classes. Mas antes de apresentar esse rapazinho ai pra vocês, vamos fazer um tour pelo Modernismo, No Brasil, esse movimento foi bastante marentender o que o impulsionou e o que trouxe de cante, principalmente durante o período de novo para o Brasil. 5677) com a 8emana de Arte Moderna; o pa,s precisava de uma IDENTIDADE, suas influên"Simbora nóis!" cias artísticas e culturais eram apenas europeias; e todas as esferas art,sticas) se reuniram para mostrar isso (ressaltando apenas que, mesmo o movimento modernista tendo surgido na Europa, os artistas brasileiros buscaram levar estilos próprios). Temos nomes, como: Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Monteiro 9o%ato :na literatura;; <eitor =illa-Lobos (na música), Anita Malfatti (na música) Antônio >arcia Moya :na ar&uitetura;; dentre outros.

O Modernismo é um movimento artísticocultural que nasceu na Europa, nos primeiros anos do século XX, num período transitório entre o pós-guerra, a necessidade de mudança e o crescente processo de industrialização e urbanização que a época passava. A arquitetura teve grande influência nesse processo de modernização, veio na verdade solucionar os inchaços causados pelo acúmulo de pessoas nos grandes centros ur%anos; e a partir da,) v1rios
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É mais ou mesmo isso gente! Essa semana eu até brinquei com uma amiga minha a respeito disso, disse que entre os vários movimentos que vivenciamos aqui, o Modernismo foi o mais legal...pois impulsionou as pessoas a lutarem por seus ideais, eu o considero tal qual um grito!

do Caminho", que aliás, eu vejo como uma crítica aos padrões tradicionalistas. Enfim: No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra.

Por hoje é só! Próxima coluna: Monteiro Lobato bjinhos!!!

Então, pra gente fechar a coluna de hoje, eu escolhi falar um pouco sobre Carlos Drummond de Andrade; em%ora não ten a participa? do da semana de arte moderna, ele aparece na segunda fase apenas, mas foi um dos poetas mais importantes de todo o movimento. Eu diria que Drummond sempre foi modernista, dono de um senso de humor inconfundível, chegou a ser expulso da escola por "insubordinação mental", ou seja, foi expulso apenas por pensar diferente; 0 mole@! Aem) ele tinha um estilo, e literalmente falando, ironizava com os "padrões" da época, por isso criou aquele poeminha lá que a gente conhece...no meio do caminho! Quem nunca ouviu a célebre frase "tinha uma pedra no meio do caminho" atire a primeira pedra! Drummond foi um dos mais importantes poetas modernistas que o Brasil já conheceu, amava escrever, mas ao tempo que escrevia versos ou contos, fazia críticas sociais num tempo em que literatura tin a tam%0m papel pol,tico; podemos di? zer inclusive, que a Semana de Arte Moderna foi uma revolta cultural muito grande, não tinha armas, não tinha arsenal nenhum, mas teve o papel de chamar a atenção das pessoas para o &ue estava acontecendo no Arasil; e impulsi? onou também o surgimento de movimentos sociais mais tarde, na busca por direitos e melhores condições de vida. Deixo vocês com o célebre poema "No meio

Ae/er3ncias,
h%p,//www.luso2poemas.net/modules/news03/ar&cle.phpB stor idC)34 h%p,//educaterra.terra.com.br/voltaire/ cultura/200'/11/1)/001.htm h%p,//www.itaucultural.or$.br/aplice:ternas/ enciclopediaDlit/inde:.c/mB /useac2 &onCdeEnicoesDte:toFcdDverbeteC121))FcdDitemC23)Fcd DprodutoC*4 h%p,//www.in/oescola.com/literatura/modernismo/ h%p,//ar-uiteturadobrasil.wordpress.com/)2o2movimento2 moderno23/ h%p,//www.suapes-uisa.com/artesliteratura/semana22/ ar&stas.htm *)

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Bela Noite de Natal
Por Lenival de Andrade Nessa noite bela Que nos deixa feliz Na rua, em casa ou num chafariz Passa na TV e na tela Na capital, no centro ou na favela Ela nos é especial Tornando tudo tão legal Nesse tempo maravilhoso Honroso, ditoso e gostoso Bela noite de natal

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CHEGOU A BANDA ... É NATAL...ALELUIA!!!
Por Maria Aparecida Felicori (Vó Fia) Na Vila de São João, o povo era alegre e festeiro, tudo era motivo para festejar e como contavam com a excelente Banda de Música do Zé Virginio era fácil comemorar por qualquer motivo, porque a música estava sempre garantida e era Banda e ao mesmo tempo uma Orquestra, pois nos bailes tocavam para dançar. O ano todo era uma festa depois da outra, um baile seguido de outro, mas quando ia chegando o final do ano, a animação aumentava, porque vinha o Natal, depois o Ano Novo e em seguida a 3esta dos Beis Magos; assim que chegava Outubro, os preparativos começavam, todos queriam se apresentar bem. A vila só contava com duas costureiras e nessa época elas ficavam com muito trabalho, porque todas as senhoras e senhoritas queriam vestidos novos e para complicar as mesmas costureiras eram os alfaiates e confeccionavam também os ternos dos homens, era uma correria só, durante Outubro, Novembro e os primeiros dias de Dezembro. Naquele ano a animação era grande e os preparativos em pleno andamento, com costureiras, doceiras, cozinheiras e fogueteiros trabalhando a todo vapor, quando correu a noticia que o Zé Virginio, diretor da apreciada e necessária Banda de Música estava muito doente e que sem ele a banda não apareceria. Foi um balde de água fria na animação reinante, porque sem música não tem festa e nem precisavam tentar contratar Bandas das

vilas e cidades vizinhas, porque já estavam todas com seus compromissos feitos, mas mesmo assim continuaram a se preparar, porque festa é festa, mas sem música não é o mesmo. Toda a comunidade rezava e fazia promessas pela recuperação do velho Zé Virginio, mas estava difícil e assim chegou o primeiro evento, que era o Natal e o povo meio desanimado se dirigiu para a igreja para assistir a Missa do Galo, porque sem a Banda nada ia ser igual, até o padre estava meio sem graça. De repente ouviram sons e correram para ver o que acontecia e era a preciosa Banda do Zé Virginio, que descia a rua marchando ao som de um animado dobrado, com o velho Zé marc ando *unto; foguetes espocaram e o povo aplaudia aos gritos e o Zé Virginio bem disposto agradecia a alegre e festiva recepção. Voltaram todos para dentro da igreja e a missa recomeçou, agora com o acompanhamento da bendita música e o povo muito animado cantava *unto os <inos do "atal; &uando a missa terminou, montaram mesas improvisadas na praça e todos trouxeram suas ceias e vinhos, para comerem juntos e brindarem o aniversário de Jesus Menino.

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NATAL SEM NOEL
Por Anna Back

Sua casa ficou fechada, Sua família, espalhada, Sem sua voz, sua alegria, Não houve natal, só saudades. Que amargos estão os doces... Que distantes, as pessoas. Que sem graça ficou a vida... Parece mesmo brincadeira de papel. Que a morte consome, Triunfante em sua vitória, Levou meu Papai-Noel! Que eu esperei, que eu recordei. Com certeza, já morreu! Mas aqui, em meu coração, Sua presença será eterna Como é, meu Pai do Céu.

O natal passou, meu Papai-Noel. E fiquei tão só, tão perdida. Foi amargo, solitário... Dentro de mim, eu e eu, na saudade. No coração, um aperto, Na garganta, um nó. Houve missa, eu lhe recordei. Pelo senhor rezei, pedi. Quem diria, não? Que neste natal eu falaria sozinha, Não teria suas respostas, sua alegria. Que os doces não seriam também para o senhor.

Que o presente que sempre lhe levara, agora, são flo(Dez/ 93 –no primeiro natal sem meu pai). res... Ah, meu Papai-Noel, o senhor partiu. Onde estão tantas coisas comuns em nossos natais? A gasosa e os doces do meu tempo de menina? Tantos vieram, passaram o natal conosco e partiram, Para sempre... Mas sempre havia meu Papai-Noel. Com ele, a alegria, sem fantasia. O encontro, o barulho... Para os netos, a bênção, se precisar, a repreensão. O jantar, os “causos”. Para todos, o sorriso. A oração é claro, curta e precisa, Nada de reza comprida Não precisa cansar Deus... Tudo passou e como o senhor, acabou. Seus olhos perderam o brilho, Seus lábios emudeceram, Sua voz, a força perdeu. Seus braços caíram, cansados... Seus pés não conseguiram andar. Ah, meu Papai-Noel! Sem seu abraço, sem sua face para beijar, Não há mais natal legal!
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Edição especial de Natal e Ano Novo 2013/14

SONHAR NÃO É PECADO: DEIXAR DE FAZÊ-LO É IMPERDOÁVEL! POR UM ANO NOVO QUE RECOMEÇA DO SONHO
“Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação (duvidosa) da vida, Mas a poesia (inexplicável) da vida.” Carlos Drummond de Andrade

Também as guerras encobrem sonhos que flagelam a humanidade travestindo-os em razões justificadas por desejos insanos de poder e soberania. O poder extermina os sonhos e sepulta-os sob os pés da esperança vazia. Diz a máxima empírica que a história se &az com sonhos e lutas; como todas as máximas, adere-se, atemporal, a qualquer terreno ideológico e funda – ou afunda! – o discurso do interesse em evidência. Sonhar o sonho acordado não pertence ao campo minado das ideologias. Se assim o fosse, deixaria de ser sonho para tornar-se mais uma adereço da ilusão ideal – também necessária, até que se prove o contrário. Quando os ventos da vontade cessam, latejam febris os uivos da alma triste. Os olhos do corpo perdem o &oco; os p s descal$os maceram a terra seca e fazem crescer raízes amargas. O homem que carrega o espírito apagado derrama sangue sem cor pelas avenidas cruas e empedernidas de uma sobrevivência desprovida de figuras, cores e amores. Anjos e demônios recolhem-se para longe da cancela. A ponte necessária despenca, compacta, sobre o rio da vida que não mais corre para lugar algum.

Por Ivane Laurete Perotti

Quando cessam os ventos do desejo, desenrolam-se as teias da razão, montanhoso anteparo diante do qual se esfarelam os sonhos imberbes. Todo sonho é claudicante: agarra-se às próprias pernas e sobe a ladeira das emoções em riste, sôfrego, pungente, um tanto ridículo, ávido em desenrolar-se pelos ares da realidade manifesta. Assim pulsa a vida entre sopros enredados por fios invisíveis e imperativos. Acreditar no que ainda não é faz Sonhar é uma virtude! Consdo espírito uma entidade menos errante e torna o homem capaz de transcender sua incompletude exis- truir o sonho é uma opção que se exibe em uma dimensão paralela: a da razão sem pretextos. tencial. Entre os sonhos e a razão estende-se uma ponte de ilusões necessárias “ Fácil é sonhar aos dois e)tremos1 a ponte da & ; ativa &aculdade im' todas as noites. Difícil é lutar por putada a alguns poucos visionários da ciência humaum sonho.” na. Sonhar acordado é uma característica da inteliCarlos Drummond de Andrade gência criativa, da vontade de estabelecer um aporte para o inominável, para o inenarrável, o inaceitável, o intransponível, o impossível. Talvez, sonhar o sonho desejado seja uma forma lógica e produtiva de fazer a travessia para o imaterial mundo das possibilidades. Talvez. O sonho assume as feições do sonhador. Nem bom, nem mau, maximiza os feitos ainda não feitos, independente de sua natureza nebulosa. Entre as brumas dos sonhos espiam anjos e demônios. Todos cercados pela força da mesma crença: a ponte é construída pelo sonhador que não deixa cancelas pendentes. O bem e o mal passam pela mesma porta, atravessam a mesma ponte e procuram a realidade que os concebe. Do ventre inflado pelo sonho desdobrado nascem as probabilidades.
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Hoje é Natal
Por Sandra Nascimento A vida anda mais elegante... Por certo é Natal! As luzes tornaram-se mais intensas Os meninos ficaram felizes E um aroma adocicado nos seduz A pães que se multiplicam Divinamente Note Ninguém mais espera pelo milagre Segue fazendo o que pode E a própria ação é o que surpreende Há confiança Caridade Amizade E Deus Sim, é Natal Festa de cores distribuindo bênçãos e dons Hoje o dia apenas ilumina a Paz E tudo se harmoniza com um Jesus Pequenino e silencioso Que repousa em pensamentos

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O fio da barba...
Por Guacira Maciel 2u não era uma crian$a di&erente; sentia pelo Natal o mesmo encanto que as outras crian' $as. Por m, o meu maior sonho não era ganhar os presentes; eu tinha um desejo secreto1 to' car na barba do Papai Noel, para saber se ela era maciinha como a espuma que fazia o meu sabonete na hora do banho... Quando minha mãe começava a tirar do armário, as caixas que continham os enfeites da árvore e os fios embaraçados das instalações elétricas, por mais que ela tentasse evitar isso, de luzinhas coloridas que deixavam a casa toda com uma cara de caixa de presentes, eu começava a ficar pensativa e ansiosa. Sempre tinha esperança que naquele Natal acontecesse um milagre e eu conseguisse ficar acordada para ver a chegada daquele velhinho mágico, que só aparecia uma vez ao ano. Minha mãe adorava aquela época de festas e cuidava de todos os detalhes com a maior alegria. Apesar de nossa casa parecer estar sempre em festa, porque meus pais eram muito alegres e sempre tínhamos visitas, almoços, danças, contagem de história, filmes e coisas assim, no Natal tudo sempre parecia ter um brilho diferente. E então começava para mim a contagem regressiva. Mas certa manhã de domingo, a excitação me tirou mais cedo da cama e corri para a sala com os pés descalços, pensando em me certificar de que a árvore já estava arrumada, quando percebi meu pai sentado tenso no sofá e minha mãe, quase pendurada sobre sua cabeça, tentando fazer alguma coisa que terminou por arrancar-lhe um __ Aiii!... abafado, com receio de nos acordar. Não dei muita importância ao inusitado da cena e continuei escondida olhando deslumbrada o brilho dos enfeites até adormecer ali mesmo e ser levada de volta à cama, imagino... Quando, finalmente, chegou a esperada noite, após todas as brincadeiras e comilanças, fomos enviados às nossas camas, porque o velhinho “só distribuiria os presentes se estivéssemos dormindo”. Na manhã seguinte, em meio a toda a confusão para que cada um encontrasse o seu pacote (éramos seis filhos), notei um pequeno envelope branco preso àquele que tinha meu nome e tratei de abri-lo intrigada. Para meu espanto e decepção, lá dentro estava um fio de cabelo branco acompanhado de um bilhetinho: “Se for uma menina cuidadosa, guardará este fio da minha barba e me entregará no próximo Natal. Assinado: Papai Noel”

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LUPA CULTURAL
Por Rogério Araújo (Rofa)
Livro, o melhor presente!
Chegando o Natal e todos se perguntam qual o melhor presente para dar aos familiares e amigos. Na confraternização ou na tradicional festa de amigo “oculto” ou “secreto”. Uma das melhores opções a ser escolhidas pela profundidade e efeitos sem contraindicação é o livro. Ele pode levar a pessoa a uma viagem no melhor meio de transporte que existe: sua imaginação. Os românticos adoram e choram pela poesia; os aventureiros vi%ram pelos romances e estCrias de ficção; os realistas referendam os documentários mesmo com outras visões não imaginadas; os cr,ticos refletem e de%atem idei? as p1gina por p1gina; os fantasiosos via*am junto com contos que levam junto a mundos deliciosamente irreais. Enfim, tem livro de todo tipo e para todas as pessoas que existem. Falta adequar uma coisa a outra. Um presente desses é algo incrível! Não tem preço que pague. O pior se a intenção virar peça de decoração empoeirada na prateleira da pessoa. Será um sacrilégio sem tamanho. Se bem que essa responsabilidade já está com quem recebeu e “ignorou” esse valioso presente. Ler faz tão bem que possui efeitos enormes na vida do leitor. Mel ora voca%ul1rio; de?
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sembaraça atropelos nas palavras tão constantes na leitura; e ativa o c0re%ro &ue se e-ercita como numa academia e fica “saradão” no melhor sentido das palavras. Eu conheço casos de pessoas que por lerem muito a Bíblia, livro mais vendido do mundo, melhorou a olhos vistos sua fala e até culturalmente falando. E até uma senhora que foi motivada a aprender a ler para poder ter o prazer de fazer a leitura do Livro Sagrado que tanto desejava. E a maior das suas alegrias na vida: ler pessoalmente um versículo na igreja na frente e da professora. Existe algo mais prazeroso? Antigamente, poucos sabiam ler. Mulheres, sempre discriminadas, não podiam sequer aprender a ler, pois não havia necessidade, já que sua função era, na visão machista da época, cuidar da casa. Sendo assim, qual motivo de precisar pegar um texto e decifrar o que está escrito? Educação, então, nem pensar. Mulher formada não era comum e até vista com receio. Hoje em dia, isso passou. E as mulheres até dominam o mundo com sua maioria e até no poder de governar, o que não é nem surpresa, já que tão bem organizam e “arrumam a casa”, muito melhor que os homens. (Segue)

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Carlos Drummond de Andrade afirmou que “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede”. A sede que muitos possuem é de outras coisas que nada ajuda a crescer em sua existência. Viver de momentos intensos, porém supérfluos. Pense bem numa das melhores opções E para uma criança? O efeito é sublime. de presente neste fim de ano, no Natal, que Ao ganhar um livro de muitos desenhos e ilus- tem uma gama de opções para todo o publico: trações ou para observar ou mesmo colorir, o livro. meninos e meninas são levados a deixar sua E encerrando sobre o tema, com uma imaginação voar. E voam bem longe, além da frase pitoresca de Rubem Alves: “Um livro é um realidade, o que torna a vida mais interessante brinquedo feito com letras. Ler é brincar.” do que o tédio do dia a dia. E para os adolescentes? A saga Harry Potter é um exemplo da leitura para essa faixa etária. Alguns devoraram esses livros para saber os capítulos da história. E, brasileiros, nem maldição?” (Quártica Premium, 2011), lançado na esperavam a tradução. Liam em inglês mesmo, XV Bienal do Livro do Rio de Janeiro (2011), Salão
de Genebra, Suíça (2012), Expo Amperica, em No* Escritor, jornalista, autor do livro “Mídia, bênção ou

Um forte abraço do Rofa!

induzindo a aprender bem mais do que o pró- va York, EUA (2012) e na Feira de Frankfurt, Aleprio idioma. Um preço incalculável o livro na antologias no Arasil e e-terior; vencedor de prGmios liter1rios e culturais; mem%ro de v1rias academias vida de uma pessoa!
man a :7D5E;; dentre participaçFes em diversas liter1rias %rasileiras e mundiais; menção onrosa no Prêmio Varal do Brasil de Literatura, com a crônica “! amor... 0 cego) surdo e mudo@!”; rece%eu o (rG? mio Diamonds Of Arts and Education Austrian 2013, em Viena, Áustria (2013). O que achou da coluna “Lupa Cultural” e deste texto? Contato: rofa.escritor@gmail.com

Mario Quintana disse que “Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem”. E muitos têm preguiça de ler e isso desde criança e que se arrasta pela vida afora, sem estímulo para mudar essa realidade.
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RÉVEILLON
Por Sid Summers

em mim como um carrapato. Miserável! Quando não me acertava na linha de cintura ia direto no meu queixo. Não demorou muito para que eu caísse. E me levantasse novamente para ser derrubado pela rotina. Pela vida. Há dez anos era assim. Hoje, poucas horas antecediam o réveillon, saí para comprar fio dental na farmácia. Fio dental... No caminho um sujeito que se aproximou pelas minhas costas sacou um revolver velho. “Perdeu, passa a máquina!” – Ele disse. Eu caí nessa. O momento errado para estar distraído. A máquina... Ele queria um telefone celular. O meu estava em casa com a bateria semi descarregada. Ele não acreditou que eu não tinha e eu não acreditei que sua arma estivesse carregada. Falei que não entregaria nada a alguém com uma arma sem balas. Ele engatilhou apontando para o meu rosto e eu vi as cinco balas girarem no tambor do seu revolver velho. Pediu o dinheiro da minha carteira. Abri na frente dele e a soma das minhas notas não chegavam a 5 reais. Ele ficou nervoso. “Tá fumando pedra, é porra?!” – Me perguntou e conclui: “Você merece um tiro no pé”. Minha carteira estava no chão, recheada com documentos. Eu precisaria de uma grana para tê-los novamente. O ladrão mirava meu pé direito quando outro sujeito se aproximou. Ele o atacou do mesmo jeito e enquanto ele se ocupava com o relógio do desconhecido recuperei minha carteira e iniciei uma corrida na direção oposta. Olhei para trás e ele estava levantando a arma e apontando na minha direção. Me joguei por cima do capô de um carro estacionado e continuei a corrida mais protegido. Ouvi um barulho. Bang! Não dava pra voltar atrás. Minha melhor arma no momento eram as minhas chaves. Elas eram inúteis a longa distancia. Não dava para voltar. Não dava para pensar. Corri. Com a grana que me sobrou, moedas, comprei o fio dental. Demorei um pouco para retornar pelo mesmo caminho. Mas voltei por ele e não encontrei vestígio de crime algum. Cheguei em casa e comi o que encontrei. Descansei o corpo. No banho ouvi a explosão dos fogos. Uma centena deles, talvez milhares. O ano novo chegou. E eu estava nu em baixo do chuveiro procurando algum furo feito a bala no meu corpo. Não deu tempo de vestir a cueca amarela que ensejaria a grana do ano vindouro, agora o ano recém inaugurado.

Há cerca de dez anos atrás eu estava passando o réveillon numa academia de artes marciais. Eu já tinha meu 1 metro e 78 centímetros e pesava apenas 59 quilos. Uma criaturinha magra detentora de um olhar distante que não parecia pertencer àquilo tudo. Mas era um engano, aquilo também era o meu lar e minha paz. “A ultima luva do ano” – assim era chamado nosso ritual em que tentávamos nos matar ou matar alguém. Nunca conseguimos. Ou se conseguimos alguma vez, não lembro. Uma vizinha me vendo chegar arrastando os passos enquanto todos estavam bêbados comemorando a recém chegada do novo ano me disse: “Não é mais fácil beijar alguém?”. Não respondi. Mas era claro que sim. Matar era mais difícil. Morrer era ainda mais difícil. Nessa noite em nocauteei alguém 30 quilos mais pesado que eu. Meus braços apesar de finos sempre foram longos. E meu peso e idade facilitavam a movimentação no ringue. Essas eram minhas únicas vantagens e as aproveitei ao máximo. Eu não deixaria por nada que elas me escapassem. Ginguei, saltitei e corri, mas não permite um minuto sequer que meu oponente encurtasse a distância. Era o meu jogo. Cada jogada premeditada como num jogo de xadrez. No terceiro round ele foi a lona com um cruzado de esquerda. Voltei a sentar ao redor do ringue. Todos ficávamos ali pelas beiradas, calados até que ouvíssemos nossos nomes chamados mais uma vez para que subíssemos mais uma vez na arena que representava o objetivo da nossa vida. Era um jogo simples. Voce deveria se defender e atacar alguém que te vê como uma presa, uma caça. Pense rápido e não se canse. Tire tudo sem dar nada. Pura álgebra. A matemática da sobrevivência. Minha segunda luta não teve o mesmo fim. Não era um oponente muito mais forte. Era um sujeitinho baixo e meio gordinho. Um cabelereiro. Tinha 70 quilos. Acho que só havia uma criatura mais leve que eu na academia e ele não tinha mais que 1 metro e 50 centímetros. Ele me nocauteou rápido. Não deu chance para que eu me mantivesse distante. Grudou

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O NATAL SILENCIOSO
Por Suzana Villaça Nos caminhos da humanidade através dos séculos a energia do Natal conduz a refle-ão; Na noite do ciclo do renascer do Cristo cósmico, o Planeta terra resgata a história milenar, abrem-se caminhos para unificar no espírito do Natal com uma mensagem simbólica. Permitindo o reconhecermos no nascimento de Jesus um mistério sagrado. Deixando o sentimento ecumênico das crenças silenciosas verter nos corações – a paz universal. Circulam por caminhos abençoados esta lição simples e poderosa – vivenciando o amor incondicional. Neste início de ciclo deixe-se guiar pelo coração, semeie esperança em todos os caminhos. Faça sua celebração com muita fé, exercite o perdão e com compaixão abençoe a todos. Deixe refletir nos seus olhos a bondade em ação. Nestas pequeninas sementes registradas ficam a grandiosidade da sagrada criação, estimulando o entendimento entre os homens para que haja uma confraternização global. Nada mais precioso que reconhecer esta luz circulando no Planeta. Anunciando a beleza da alma imortal no céu interior de cada ser humano. Inspirando a mudanças comportamentais com o elo da justiça e ética em todas as mentes. Afinal, se a totalidade dos habitantes terrenos assumissem a lição do Natal a vida seria plena. Dando espaço para uma evolução sutil e consciente. Nas alegorias do Natal o perfume da esperança recicla a solidariedade. Mesmo com duração efêmera o calendário deixa a experiência do aprendizado. Nesta noite mágica todos acordam sua criança interior com pureza. Uns com saudade, outros com sabedoria mas a real intenção do Natal acontece.

Ninguém é orfão no Natal, cada minuto traz a benção da luz espiritual refletindo amor. Neste amor aleluias glorificam as intenções da pureza do mestre, Jesus, nascendo nos corações dos homens, na busca da fé para guiar passos rumo à imortalidade. Nada mais é tão gratificante que trocar presentes e dar presença com valores humanistas.__ Onde o sol interno irradia o desejo da autotransformação. Criando uma atmosfera de fraternidade, tornando-nos anjos que anunciam o grande evento.

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TRADIÇÕES NATALINAS
Fonte: http://www.presentedenatal.com.br/

os presentes de natal são dados na manhã do dia 25. Uma curiosidade: devido ao calor alguns australianos comemoram o natal na praia.

Tradições de natal no Iraque Tradições de natal na Suécia Para os poucos cristãos residentes no Iraque a principal tradição natalina é uma leitura da bíblia feita em família. Há também o “toque da paz”, que segundo a tradição natalina do Iraque, é uma benção que as pessoas recebem de um padre.

Nos países escandinavos o natal tem seu início em 13 de Dezembro, data em que se comemora o dia de Santa Luzia. Nas festividades desse dia existem tradições natalinas muito peculiares como uma procissão em que as pessoas carregam tochas acesas. De resto, as tradições de Tradições de natal na África do Sul natal suecas são muito parecidas com as do resto do ocidente. O natal na África do Sul acontece durante o verão, quando as temperaturas podem passar dos 30 graus. Devido ao calor, a ceia de natal acontece em uma mesa colocada no jardim Tradições de natal na Finlândia ou no quintal. Tal como na maioria dos países, Na Finlândia há a estranha tradição natalina de tradições como árvores de natal e presentes de frequentar saunas na véspera de natal. Outra natal são quase obrigatórias. tradição natalina na Finlândia é visitar cemitérios para homenagear os entes falecidos. Tradições de natal na Inglaterra Tradições de natal na Rússia Na Inglaterra as tradições natalinas são levadas muito à sério. Não é à toa, já que o país Na Rússia o natal é comemorado no dia 7 de comemora o natal há mais de 1000 janeiro,13 dias depois do natal ocidental. Uma anos. Presentes de natal, pinheirinhos decoracuriosidade é que, durante o regime comunista, dos e músicas natalinas são mais comuns na as árvores de natal foram banidas da Rússia e Inglaterra que em qualquer outro país do munsubstituídas por árvores de ano novo. Segundo do. a tradição natalina dos russos, a ceia deve ter muito mel, grãos e frutas, mas nenhuma carne.

Tradições de natal no Japão No Japão, onde só 1% da população é cristã, o natal ganhou força graças à influência americana, depois da segunda guerra. Por questões econômicas, os japoneses foram receptivos com algumas tradições, como a ceia de natal, o pinheirinho e os presentes de natal.

Tradições de natal na Austrália Na Austrália o natal é usado para lembrar as raízes britânicas do país. Tal como na Inglaterra, a ceia de natal inclui o tradicional peru e
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NATAL
Por Emanuel Medeiros Vieira O menino mítico não submerge, inunda-me nesta véspera de natal, absorve-me como afetiva esponja. Ele contempla um outro presépio, imemorial, ancestral. E apazigua-me, vai além, espreita a Eternidade, longe da pecúnia e do consumo. Há verdes, oferendas de um rei mago, numa cidade mítica. O menino está em paz.

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Carta de um velho amigo
Lisboa, 30 de Dezembro de 2013

Amigo Tempo, Espero que esta missiva te encontre bem disposto e de boa saúde! Deves estar a pensar há quantas luas não falas comigo, ora eu não te sei responder pois a memória já me falha mas como ainda sei escrever qualquer coisita, aqui te dedico estas letras embora reumáticas e cansadas. Andas por aí, a passear nas curvas da aurora, a espreitar pelas esquinas, a lançar-me pragas por que ainda cá ando mas não páras para me cumprimentar, nem para me dizer onde vais, nem por quê, pelo quê, sem mais quê. Ontem adormeci no banco do jardim e ninguém me acordou quando caí adormecido. Nesta altura não há cidade, só silêncio e chuva. Passaste por mim e não me disseste que estava a cair, sem destino num sono profundo a seguir à refeição esquecida. Despertei sem me conseguir levantar sozinho e felizmente lá apareceu o Fortunato que me pegou como pôde, também ele coxo, trôpego e artrítico mas com bom aparato sempre alguém repara e uma senhora simpática lá se dispôs para pegar nos dois velhos tontos e colocá-los no seu lugar. Bem te vi ali, claramente a rires-te na minha cara, a mostrar-me o quadro da minha infância, a correr pelos campos atrás dos animais cheio de vigor e de uma força que não se sente no músculo, que não se sabe se é pouca, se muita, se sem medida, que apenas está lá na celeridade da vida! Pois bem, dizem que se passou o Natal e é hora de renovar votos para o novo ano. Que me dizes tu disso? Sabes bem que foste inventado para nos guiarmos e não cairmos das balizas da convenção para fora, vá-se lá o homem desorientar!... E agora, que planeias para o novo ano? Não haja dúvida, estás velho, camarada, e eu, cá por mim, ainda não tenho votos para imaginar. Pensei que escrever a carta me ajudasse a desvendá-los. Queres dar uma ajudinha? Levame ou mantém-me mas caso queiras responder a esta carta, fá-lo só em 2014, que eu vou celebrar noutra dimensão ou no centro de dia!

Sempre teu, Um velho amigo. *Por Paula Alves

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Natal
Por Jania Souza Há luzes de Natal no mar da cristandade Navegantes em carruagens seculares, milenares... O sopro da vida embala a vela Na travessia de infindáveis Primaveras E o verão chega Com a fecundidade E a lembrança Da eternidade. Trocam-se dádivas por orações Sagrada canção. No íntimo de cada coração Sorrir o Menino Jesus.

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BACALHAU CREMOSO AO FORNO
Fonte: h%p,//www.tudo$ostoso.com.br
@oto, h%p,//temperoseespeciarias.blo$spot.com.br

Ingredientes: • • • • • • • • • • • 1/2 kg de bacalhau dessalgado 1 cebola picada 2 tomates picados 2 colheres de sopa (cheias) de margarina Molho de pimenta a gosto 3 colheres de sopa de mostarda 4 colheres de sopa de catchup 1 lata de milho verde 1 lata de creme de leite 1 caixinha de requeijão catupiry 300 g de batata palha

Modo de preparo: 1. Refogue a cebola na margarina 2. Acrescente o bacalhau, a pimenta, a mostarda, o catchup, os tomates picados e cozinhe 3. Acrescente o milho verde, deixe uns 5 minutos 4. Acrescente o creme de leite e sal a gosto 5. Em um pirex, espalhe o queijo catupiry, o creme de bacalhau e catupiry 6. Leve a forno alto, pré-aquecido para gratinar por uns 15 minutos 7. No momento de servir, cobrir com a batata palha

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O NATAL – seu significado e origem Por Dulce Rodrigues

sia, da Sérvia, da Geórgia, ou ainda a comunidade copta do Egipto, o Natal é ainda celebrado a 7 de Janeiro, pois nem aceitaram a reforma do calendário juliano, portanto, o calendário gregoriano também não.

Com o passar dos tempos, esta celebração conquistou um carácter tradicional quase uniPara o mundo cristão, o Natral* é a festa do versal e, qualquer que seja a religião de cada nascimento do Menino Jesus, celebrada no dia um de nós, hoje em dia o Natal tornou-se uma 25 de Dezembro de cada ano. Contudo, esta festa de família que celebra a alegria de dar e data religiosa cristã tem uma origem pagã, co- de receber. O Natal deve representar o Amor, a mo vamos ver. dádiva e a partilha, e Pai Natal é todo(a) aquele (a) que distribui presentes. Na Roma antiga, tinha lugar todos os anos a Saturnalia, uma festa que começava a 17 de O Pai Natal pertence ao mundo dos sonhos da Dezembro e durava sete dias, incluindo assim nossa infHncia; dos contos &ue se transmitem o solstício de Inverno que, nessa época, caía a de geração em geração. Que lhe chamemos 25 de Dezembro (foi só depois da reforma do Pai Natal, Tomten, Joulupukki ou São Nicolau, calendário juliano para gregoriano que passou ou que o consideremos simplesmente como um a ser no dia 21 de Dezembro). avô de barba branca, ele é sempre o mesmo que, fiel à tradição, satisfaz os pedidos das criDurante a Saturnalia, os Romanos trocavam prendas, paravam qualquer actividade - incluin- anças e - porque não ? - também dos adultos. do a guerra - e ofereciam a liberdade, embora Além do Pai Natal, outros ícones ou símbolos temporária, aos seus escravos. Cerca do sécu- tradicionais fazem parte da quadra natalícia, lo IV da nossa era, os Romanos celebravam como o pinheiro enfeitado, o presépio, os pretambém pela mesma ocasião do solstício de sentes... Inverno uma festa em honra do imperador roE como qualquer celebração só está completa mano como incarnação do Sol invencível com uma boa refeição, usem e abusem no Na(Natalis Solis Invicti;; avia igualmente rituais em glória de Mitra, o antigo deus persa da luz. tal da extraordinária gastronomia tradicional portuguesa, da qual encontram algumas receiQuando Constantino se tornou imperador de tas no em www.dulcerodrigues.info a partir de 6 Roma e depois se converteu ao cristianismo, de Dezembro e até 7 de Janeiro. Terão o resto considerou que era conveniente realizar uma do ano para fazer dieta. festa que fosse comum tanto à antiga como à nova religião.
Em português, tanto "Natal" como "Natividade" vêm do latim e Por outro lado, também é fácil acreditar que, para evitar serem perseguidos naquela época significam "nascimento": (dies) natalis e nativitas. conturbada, e porque ninguém sabia quando é que Jesus tinha nascido, os Cristãos tenham adoptado a mesma data das festas romanas para celebrar o seu nascimento (ou natividade) - a assimilação das tradições pagãs ao culto cristão tem sido um processo usado pela Igreja ao longo dos séculos. E foi assim que o 25 de Dezembro entrou no imaginário cristão no século IV, pois, segundo os historiadores, a primeira vez que os Cristãos celebraram o Natal nessa data foi no ano de 336.

De início, a celebração do Natal era assinalada com uma simples missa, pois os Cristãos davam mais importância à Epifania (6 de Janeiro), dia em que os três Reis Magos chegaram junto da Sagrada Família. Esta é, aliás, uma data de grande importância ainda hoje em alguns países, como por exemplo a Espanha. Em algumas igrejas ortodoxas, como a da Rúswww.varaldobrasil.com 10'

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REFLEXÕES CONTEM OR!NEAS
"#LIA RE$O

ANO NOVO. VIDA NOVA? Pô! Pô! Shiiiiiiiiiiiii.....Bum! Oh! Shiiiiiiiiiiiiii...Pô! Ohhhhhhhhhh! Tim! Tim! Feliz Ano Novo! De novo. Ao findar mais um ano, abstrata e, convencionalmente contado, renasce o volver de olhos para o passado, para o que se fez e para o que se deixou de fazer. Traçar metas para o ano que está chegando é praxe. Na maioria das vezes, não saem da cabeça, nem muito menos da agenda nova. Comportamento comum aos indivíduos em quase todas as sociedades, comemorar a chegada de mais um ano, torna-se, cada vez mais, um evento de grandes proporções no mundo atual. Chegou-se ao século XXI e a sensação de que nada mudou parece mais óbvia do que nunca. Relações fugazes e superficiais refletem a imposição de um mundo voltado apenas para o consumismo desenfreado onde se privilegia o objeto em detrimento das pessoas. Vestir branco nesta noite é quase uma obrigação e quem não segue este ritual é execrado infinitas vezes. Branco da paz, outro símbolo convencionado. Mas que paz? A paz que só está estampada nos luxuosos modelitos de réveillon? Apesar de as pessoas pregarem o amor e a solidariedade, observa-se que tudo não passa de uma estratégia de marketing, para usar uma expressão bem capitalista, afinal é preciso ser politicamente correto, mesmo que isso não passe de um simples chavão contemporâneo. Tempo de reflexão e propostas de mudanças pessoais para muitos, para alguns a passagem do ano é mais um dia para festejar, e para outros, ainda, nada significa de especial. Para esses, nada muda com o belíssimo espetáculo proporcionado pelos fogos que pipocam nos quatro cantos do mundo, nem com a presença

de um maior número de pessoas nas praias, descarregando nas águas a podridão do ano inteiro. Afinal quem foi que disse que se mudando os anos, mudam-se as vontades? A pressa do dia-a-dia não espera para ver o outro, não se tem tempo para conhecê-lo, ouvir seus lamentos, não se tem dinheiro para fazerlhe um mimo, não se tem tempo para mandar uma mensagem, mas no final do ano parece que, automática e milagrosamente, o sentimento da fraternidade aflora nas pessoas como que num passe de mágica. O tempo e o dinheiro, antes escassos, surgem, de repente, criando a ilusão de que o amor esteve sempre presente na vida das pessoas. Também pudera, a mídia dá a sua generosa contribuição, imbuindo nos mais incautos consumidores o espírito fraterno, ainda que seja em troca de alguns milhares de produtos vendidos. Mas há de se ver o lado positivo dessas datas criadas pelo homem. O que seria de nós, se não houvesse coisas a comemorar. Passaríamos a vida a esperar pela morte, condenados a uma cruel incerteza. As festas têm o poder de apagar, ainda que momentaneamente, o medo que se instala em nosso ser desde o nascimento, transformando tristezas em alegrias, dores em prazeres, morte em vida. Pelo sim, pelo não, comemoremos o que foi inventado para comemorar, ainda que uma vez por ano. Não façamos parte da turma que consegue se auto imunizar contra a vida de tal forma que tudo parece amargamente inútil. Que seja, pelo menos, no final de ano e pelo final de ano, mas reservemos um tempo para cultivar pensamentos de mudanças e tentarmos construir uma vida realmente nova, mesmo que não queiramos nos fantasiar de branco, nem brindar com champanhe barato.

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SIMPATIAS PARA O ANO NOVO
Ionte@ h%p,//www.esoteri"ha.com/ h%p,//somostodosum.i$.com.br/

SIMPATIAS PARA A PASSA%EM DO ANO SIMPATIAS &UNCIONAM' Iunciona# por$ue todo ato de vontade * u#a "or#a de #agia. 9agia * a capacidade de reali'a/0o, $ue e#ana de "or/as ps($uicas, $ue trans"or#a e# real u#a vontade dirigida. RITUAL DE DESPEDIDA ?ntes de encerrar o ano, acenda u#a vela 3ranca, "a/a u#a ora/0o e escreva nu#a "olha de papel 3ranco tudo $ue houve de triste, desagrad5vel, "rustra/&es, "alta de reali'a/0o, dissa3ores, #edos, inseguran/as, incerte'as, #5goas, 3lo$ueios en"i#, tudo $ue voc; vivenciou no ano $ue passou e $ue pretende e1cluir de sua vida neste novo ano. =# seguida, $uei#e a "olha na vela des#ateriali'ando $ual$uer cren/a negativa ou padr0o pensa#ento. :epois da passage# do ano, pode ser no dia seguinte, pegue outra "olha de papel e escreva tudo $ue voc; al#eJa para o ano novo co#o@ saEde, tra3alho, dinheiro, reali'a/0o e# todas as 5reas de sua vida, a#or, "elicidade etc. :o3re guarde dentro de u# livro de ora/&es at* o ano seguinte. CRESCIMENTO PRO&ISSIONAL E PROSPERIDADE :ia K, dia de )eis, colo$ue u#a ro#0 dentro de u# sa$uinho con"eccionado de pano ver#elho e o"ere/a aos L )eis 9agos@ Balta'ar, Maspar e 9elchior. Pendure esse sa$uinho atr5s da porta e dei1e l5 o ano inteiro. Poder5 ser "eito ta#3*# no dia 20 de #ar/o $uando co#e/a o ano astrol7gico. (Segue!

A defini !o de Sim"a#ia é $ue ela 3aseia-se na ideia de causa e conse$u;ncia e ne# se#pre possui u#a associa/0o racional, para alguns * u#a "or#a de #agia para se conseguir u# o3Jetivo, para outros ela est5 3aseada na supersti/0o e no conheci#ento e#p(rico, u# e1e#plo 3e# si#ples para entender co#o surge u#a Sim"a#ia ou uma #radi !o . Jo0o "oi at* u#a "loresta para reali'ar u# deter#inado tra3alho, pode ser ca/a ou 3uscar lenha, ele so"reu u# acidente e isso se repetiu #ais de u#a ve', a( se criou u# padr0o, $uando Jo0o vai para o 3os$ue para ca/ar ou 3uscar lenha ele so"re u# acidente. Pedro, ir#0o de Jo0o saiu para a "loresta para reali'ar as #es#as tare"as, s7 $ue ele usou u#a pe/a de roupa ver#elha e nada aconteceu, Pedro se#pre usava u#a ca#isa ver#elha, a( surgiu u# padr0o, se u#a pessoa vai para a "loresta usando u#a pe/a de roupa ver#elha ela est5 protegida contra acidentes. F u# e1e#plo 3e# si#ples so3re o $ue * si#patia e co#o elas surge#, #as d5 para ter u#a id*ia do processo $ue leva as pessoas a criare# cren/as, supersti/&es e si#patias. :a #es#a #aneira as su"ers#i $es pode# surgir a partir de e1e#plos de ani#ais, por e1e#plo, a supersti/0o do p* de coelho $ue d5 sorte, conta a hist7ria $ue na idade #*dia e1istia u# co#erciante $ue criava coelhos e presenteava seus a#igos co# os p*s dos coelhos e estes era# pessoas 3e# sucedidas, ent0o se criou a supersti/0o de $ue carregar u# p* de coelho d5 sorte.

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PORTAL M(%ICO =scolha u# local dentro de sua casa ou no Jardi# para criar u# %Por#a) M*gi+o,- Pode ser u# canto e# seu $uarto, no local de tra3alho, perto de u#a 5rvore, ou ainda perto de u#a planta $ue voc; goste. No dia 1N. , depois de to#ar seu 3anho, v5 at* esse local e co#ece a i#aginar anJos, seres encantados, "adas entrando e saindo. ?cenda u# incenso, "a/a u#a ora/0o ou u# sal#o de sua pre"er;ncia, consagrando esse local, co#o seu cantinho #5gico de poder. Duran#e o ano. re+orra a esse )o+a) #oda ve/ que "re0 +isar de uma in#erven !o m*gi+a ou a1uda ange)i+a)Esse ri#ua) #am2ém "oder* ser fei#o3 =# $ual$uer dia de 4ua NovaO :ia 20 de #ar/o $uando co#e/a o ano ?strol7gico e Se#pre $ue #udar de resid;ncia. INICIA45O No dia 1N do ano, e# $ual$uer hora $ue esteJa tran$uila e serena, acender u#a vela 3ranca. Se solte, rela1e e olhe durante L #inutos para a cha#a da vela e, e# seguida, "a/a a seguinte prece de a"ir#a/0o@

- Pue eu seJa u# espelho da "or/a do a#or - Pue eu li#pe as nuvens de #inha vis0o - Pue eu sai3a o $ue * preciso sa3er - Pue eu revele a verdade e o ca#inho #ais s53io - Pue eu en1ergue atrav*s da perspectiva superior - Pue eu aceite o ser hu#ano se# Julga#entos - Pue eu possa se#pre #anter a tolerGncia - Pue eu e1er/a o signi"icado real do a#or - Pue eu possa aceitar e usar #inha pr7pria "or/a - Pue eu e #eu =u Superior atue# e# conJunto - Pue eu #antenha se#pre a cal#a interior - Pue eu respeite o livre ar3(trio do outro - Pue eu tenha o e$uil(3rio entre as polaridades - Pue eu irradie lu' atrav*s da pr7pria "or/a criadora - Pue assi# seJa e assi# ser5Q Se#preQ

=sse ritual ta#3*# poder5 ser "eito@ - =# $ual$uer dia de 4ua NovaO - :ia 20 de #ar/o $uando co#e/a o ano ?strol7gicoO - Cu se#pre $ue #udar de resid;ncia.

ORA45O DE INICIA45O - :eus de in"inita 3ondade - Pue eu seJa 3anhada pela lu' pri#ordial - Pue eu esteJa unida co# a sa3edoria 8erra - Pue eu identi"i$ue #eu espa/o dentro do conceito c7s#ico - Pue eu tenha percep/0o das energias sutis

(Segue!

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PARA CARTEIRA SEMPRE C6EIA DE DIN6EIRONa v*spera do ano conserve co# voc; A #oedas correntes, de $ual$uer valor. A #inutos antes da virada, distri3ua para a#igos ou "a#iliares $ue estivere# presentes e guarde a Elti#a co# voc;. :ei1e-a na carteira, ser5 o seu talis#0.

PROSPERIDADE PARA A &AM7LIA Na passage# do ano, colo$ue u# punhado de arro' cru e# cada canto da casa, #entali'ando "artura, prosperidade e saEde para todos. )etire esse arro' no dia K, de )eis e Jogue e# u# Jardi#. CEIA DE PASSA%EM DO ANO Procure colocar so3re a #esa alguns ra#os de trigo, eles vi3rar0o "artura. ? sopa de lentilhas n0o poder5 "altar. Voc; dever5 co#er L colheres da sopa antes de $ual$uer outra re"ei/0o, "a'endo L (tr;s! pedidos di"erentes, u# para cada colherada. Pe/a co# "*. PARA CON8UISTAR UM NOVO AMOR Co#pre u# $uart'o rosa, dei1e-o su3#erso e# 5gua e sal grosso de u# dia para o outro, no dia seguinte depois de pass5-lo e# 5gua corrente, dei1e-o e1posto ao sol durante, no #(ni#o, u#a hora. >se esse $uart'o rosa na virada do ano, #antendo-o na 3olsa ou na ca3eceira da ca#a durante o ano. VARREDURA :ia L1, antes do Sol se p6r, "a/a o seguinte ritual@ )is$ue no ch0o, co# gi' ou carv0o, u# circulo de #ais ou #enos u# #etro e #eio. =ntre dentro desse circulo e, co# u#a vassoura, co#ece a varrer de dentro para "ora do circulo, tudo $ue estiver di"(cil

e# sua vida. Para cada varrida diga e# vo' alta o $ue est5 varrendo. =1e#plo@ triste'a, raiva, solid0o, "alta de dinheiro, desa#or, desaven/as, desesperos, ciE#es, en"i#, tudo a$uilo $ue voc; $uer dei1ar para tra'. )espire "undo, saia do circulo lenta#ente, lave a vassoura e# 5gua corrente e acenda dentro do circulo u#a vela 3ranca para $ue a cha#a do "ogo preencha o local co# lu' e ilu#ine seus ca#inhos no decorrer do ano. Poder5 ser "eito ta#3*# no dia 20 de #ar/o $uando co#e/a o ano ?strol7gico ou e# $ual$uer dia no in(cio da 4ua crescente. PROTE45O DA ENTRADA :entro de u# copo de vidro, transparente, colo$ue sal grosso at* a #etade. =# seguida colo$ue u# espiral "eito co# "io de co3re dei1ando a ponta L cent(#etros para "ora do copo. =sse copo deve "icar na porta de entrada, do lado es$uerdo de $ue# entra. (Pode ser atr5s da porta!.

&LORES ?s "lores se#pre "ora# usadas e# co#e#ora/&es de alegria, a#or ou dor. Possue# "re$u;ncia vi3rat7ria e ele#entos "lu(dicos e# sua cor e per"u#e. ?note algu#as delas para lar ou escrit7rio. ?ng*licaR)esgata autoesti#a e reconheci#ento de $ualidades. Cravos.- Iacilita# con$uistas e reali'a/0o de sonhos. CrisGnte#osRProtege# contra inveJa e tra'e# a3undGncia. :5lia )eali'a/0o pro"issional (escrit7rios!. 4(rios@. >ni0o "a#iliar - energia do co#partilhar, )osas -=#3ele'a# e li#pa# a#3ientes. 8ulipa@ 8ra' "a#a (escrit7rio! Violeta@ :esperta lealdade. (Segue!
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ORI9AS 0 SE8U:NCIA ?cender u#a vela 3ranca para cada u# e o"erecer@- =1u - para a3rir todos os ca#inhos.- Cgu# - $ue3rar todas as di"iculdades- C1ossi - desenvolver trans"or#a/&es saud5veis.- +ang6 - para des3urocrati'ar e tra'er Justi/a.- ,ans0 - ter energia de u# guerreiro co# "or/a para vencer - C1u# - Con$uista de 3ens #ateriais e instalar o a#orC35 - aJudar nas preocupa/&es- 4ogu# =d* - "ortalecer a alegria de viver- ,e#anJ5 - lavar a al#a e #ostrar a prosperidade- Nan0 - Para ser#os s53ios. )esolve $uest&es de heran/a.- ,3;Ji - colocar a do/ura e# nossos pensa#entosC3alua; - Curar dores. ?"asta esp(ritos desencarnados.- Cssai# - para #anter o e$uil(3rio- C1u#ar* - proporcionar ri$ue'a e "ortuna- =S5 - "ir#ar positividade nos relaciona#entos- C1al5 - har#onia, e$uil(3rio co# 3;n/0os. SALVE A LU; DAS DIVINDADES< NESTE ANO MEU LAR EST( PREEN0 C6IDO SOMENTE DE &ELICIDADE< =AN6OS DE LIMPE;A OU ENER%I;A0 45O - ?trair dinheiroA galhinhos de salsaA cravos da TndiaA pedacinhos de canela e# pauL "olhas de louro1 pitada de no' -#oscada Ierver 1 litro de 5gua, colocar o #aterial e a3a"ar. :ei1ar es"riar e Jogar do pesco/o para 3ai1o. - 4i#pe'a da auraL galhinhos de alecri#L galhinhos de arruda1 colher de sopa de ca#o#ila1 colher de sal grosso. Ierver 1 litro de 5gua, colocar o #aterial e a3a"ar. :ei1ar es"riar e Jogar do pesco/o para 3ai1o. - =nerg*tico para o a#orA p*talas de rosa 3rancaA p*talas de rosa ver#elhaA colherinhas de 7leo de a#;ndoas doceA gotas de 7leo essencial de lavanda. Ierver 1 litro de 5gua, colocar o #aterial e a3a"ar. :ei1e es"riar e coe.?dicionar 1 vidro pe$ueno de Seiva de ?l"a'e#a. Colocar e# u# vidro e passar no corpo, no dia a dia ap7s o 3anho. Pode ser usado a dois. - Stress, "adiga e depress0oL cravos da TndiaL gotas de 7leo essencial de lavandaL galhinhos de alecri#A galhinhos de arrudaA p*talas de rosa 3rancaA galhi-

nhos de #anJeric0o. Ierver 1 litro de 5gua, colocar o #aterial e a3a"ar. :ei1ar es"riar e Jogar do pesco/o para 3ai1o. - =li#inar energia negativa provocada por #agia. (Ia'er na lua #inguante!L colherinhas de 3icar3onato de s7dio.L ra#os de alecri#L ra#os de arrudaL ra#os de hortel0L colherinhas de 8o#ilho. Ierver 1 litro de 5gua, colocar o #aterial e a3a"ar. :ei1ar es"riar e Jogar do pesco/o para 3ai1o. LIMPE;A E ENER%I;A45O DE AM=I0 ENTES (4ar ou =scrit7rio! - =1a#ine sua vida atual e veJa o $ue criou para si #es#a.- Sua casa * seu te#plo, u#a representa/0o si#37lica de voc; #es#a.- Voc; cria u# padr0o tra3alhando a inten/0o.- =ncha a casa ou escrit7rio co# sensa/&es de pa'.- >se cores suaves e# paredes, $uadros e o3Jetos.- 4i#pe os cantos e ar#5rios, livre-se de tudo $ue * inEtil.- 4ivre-se de o3Jetos $ue traga# para o presente, energias de u# passado triste. Cs o3Jetos deve# estar associados a 3oas le#3ran/as. - ?ssocia/&es negativas suga# energia do espa/o.- Crie u# a#3iente vi3rante, alegre, colorido, claro e cheio de lu'. - :istri3ua plantas e# a3undGncia por toda casa. - )e#ova $ual$uer o3Jeto $ue i#pe/a a porta de a3rir total#ente.- :escu3ra $ue representa ou si#3oli'a o a#or para voc; e encha sua casa co# isso.- Co#ece a proJetar u# novo ca#po energ*tico e notar5 $ue a vida e as pessoas ao seu redor responder0o a essa nova energia e o >niverso $ue a cerca aderir5 trans#itindo o $ue est5 proJetado.- Se algu*# so"re de depress0o, colocar lu' e# todos os sentidos, natural ou arti"icial e passe a usar cores alegresQ

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POMBA MENSAGEIRA O meu caminho é de paz Vou levando na mão Uma bandeira branca Voa pomba mensageira Nem que leve a vida inteira Sei que um dia vai chegar... Nos campos, nas matas Nas praias, no mar Protege o teu voo Dos lobos do ar... Pérola solta no céu... Na viagem dos ventos Levando a esperança Vem morar nesta poesia Traz de volta a harmonia Num encontro com a paz...

"Pomba Mensageira" - Dulce Auriemo
http://www.espantaxim.com.br/pombamensageira.html

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É NATAL É Natal.. e novamente... Uma árvore enfeitada Um sorriso de criança Uma noite iluminada... Um amigo uma lembrança Um momento de união É Natal e novamente... Uma pausa... Uma oração Estrela... estrela de luz Flutua no céu do Senhor Nasceu o Menino Jesus... Trazendo a paz e o amor É Natal... Bate o sino... É Natal... Bate o sino...

Ouça a música no link abaixo:
"É Natal" - Dulce Auriemo e Paulinho Nogueira www.espantaxim.com.br/enatal.html

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Reza de Natal
Por Yara Darin Meu gostar eterno amar meu recordar bailarina de cristal. Invoco a tua lembrança aqui dentro latente vivida , sentida uma saudade criança teu presente beijo de Natal. Viajo no teu sorriso a memória não esquece nem adormece o silêncio me condena a realidade me acolhe rezo faço uma prece abraço o teu retrato.

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Príncipe da paz
Por Andreia Costa

Vejo no céu uma linda estrela a brilhar, anunciando que algo de belo surgirá. Vejo em um pequeno estábulo um lindo anjo que acaba de nascer. Trazendo em seu ser esperança de um novo amanhecer. Quem será esse pequeno ser? Será o pequeno deus ,o príncipe da paz?! Em sua face reflete o doce espírito do pai... Muitos o conhecem como: Emanuel, Yeshua, Javé, Messias. Mas o nome pouco importa ,é um só “JESUS”. O caminho a verdade e a luz. Essa noite tão especial virou um auto de natal. Recontado no mês de dezembro onde cidades estão a brilhar, famílias a cear, crianças a sonharem um lindo brinquedo que ganharão. Ah!O natal... Noite de encanto e magia que enche o peito de paz e alegria. O rei nascerá... Nascerá em cada lar e os corações transformará para a paz reinar.

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Os Três Reis Magos
Por Ana Lucia Santana A tradição dos Três Reis Magos remonta ao nascimento de Jesus. As referências a este episódio nos Evangelhos é muito vaga, não se sabe quantos seriam estes personagens que visitaram a Criança assim que Ela nasceu, evento que consta no Evangelho de Mateus. Não se sabe com certeza nem mesmo se eram reis, há pesquisadores que acreditam ser eles sacerdotes seguidores de Zaratustra, da Pérsia, ou seus conselheiros. Supõe-se que eram três pelo número de presentes oferecidos ao Mestre. Seus nomes seriam Melchior, rei da Pérsia; Gaspar, rei da Índia, e Baltazar, rei da Arábia, os Santos Reis, porque são considerados bem-aventurados. Eles ganharam estas denominações cerca de oitocentos anos após o nascimento do Messias. Há também a probabilidade de que eles eram astrônomos, pois se conta que eles observaram uma estrela incomum e a seguiram até a região na qual se encontrava Jesus. Sabendo que havia nascido um rei, foram imediatamente ao palácio de Herodes, em Jerusalém, mas o cruel personagem nada sabia, porém ficou assustado com essa possibilidade, pois já ouvira algumas profecias a esse respeito. Ele então teria pedido aos magos que o comunicassem se encontrassem este menino, pois desejava também lhe fazer uma visita. Sua intenção, porém, era de matá-lo. Os reis fizeram uma longa viagem até a manjedoura, lá chegando apenas no dia seis de janeiro, daí o Dia de Reis ser comemorado nesta data. Narra a tradição que eles seguiram a es-

trela que lhes indicava a localização exata de Jesus, e também que eles teriam oferecido ao Menino ouro, incenso e mirra, o primeiro simbolizando a realeza de $esus; o segundo) a sua Natureza Divina, a fé, já que o incenso era muito usado nos templos para representar as preces &ue seguem do <omem para +eus; e o ter? ceiro, a imortalidade e a alusão à sua futura morte no martírio, pois a mirra era muito utilizada para a preparação dos cadáveres, com o propósito de conservá-los infinitamente. Ela foi usada também no corpo de Jesus após a Crucificação. Destes magos e de seus gestos herdamos a tradição de dar presentes uns aos outros no Natal. Eles também representavam a humildade dos poderosos que se curvariam diante da Realeza Maior de Jesus, cumprindo as profecias que prediziam a humilhação dos grandes dominadores terrenos e a glorificação dos humildes. É nesse sentido que a Igreja preserva o culto aos Reis Magos, que receberam esse título apenas no século III, cumprindo assim a profecia de que os reis se prostrariam diante Dele. Para o catolicismo, eles representam a obediência aos desígnios divinos, o desprendimento dos patrimônios materiais, o compartilhamento destes bens com os necessitados.

(Segue)
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Não há provas históricas da existência desses Reis e no próprio Evangelho são citados apenas por Mateus. Talvez eles sejam apenas um símbolo, uma metáfora da legitimação de Jesus por todos os povos da Terra. O que importa, porém, é que a tradição permanece viva, inclusive através da popular ”Folia de Reis” festa de origem portuguesa que relembra anualmente a visita dos Reis Magos a Jesus. Em alguns países essa comemoração tornou-se mais importante que o próprio Natal. No Brasil, grupos de pessoas vestidas a caráter visitam algumas casas tocando músicas que glorificam o nascimento do Menino Jesus e a visitação dos Santos Reis. As festas, que se iniciam próximo ao Natal, são encerradas no dia seis de janeiro, quando se comemora o Dia de Reis.
Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%AAs_Reis_Magos http://pt.wikipedia.org/wiki/Folia_de_Reis http://www.rmesquita.com.br/reismagos.htm http://www.portaldafamilia.org/datas/natal/reismagos.shtml http://www.hikawa.com.br/folia.jpg http://www.zhonglian.org/images/3%20kings.JPG

Fonte do artigo: http://www.infoescola.com

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FOLIA DE REIS
Fonte: http://www.brasilcultura.com.br/

mantem-se viva em muitas regiões do país, sobretudo nas pequenas cidades dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro , dentre outros. Na cidade de Muqui, sul do Espírito Santo, acontece desde 1950 o Encontro Nacional de Folia de Reis, que reúne cerca de 90 grupos de Folias do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. É o maior e mais antigo encontro de Folias de Reis do país. O evento é organizado pela Secretaria de Cultura do Município e tem data móvel. O Terno de Reis ou Folia de Reis

Imagem: Rodrigues Lessa Folia de Reis é um festejo de origem portuguesa ligado às comemorações do culto católico do Natal, trazido para o Brasil ainda nos primórdios da formação da identidade cultural brasileira, e que ainda hoje mantém-se vivo nas manifestações folclóricas de muitas regiões do país. ORIGENS Na tradição católica, a passagem bíblica em que Jesus foi visitado por reis magos, converteu-se na tradicional visitação feita pelos três “Reis Magos”, denominados Melchior, Baltazar e Gaspar, os quais passaram a ser referenciados como santos Jesus Cristo a Reis Magos como sendo o dia 6 de janeiro que, em alguns países de origem latina, especialmente aqueles cuja cultura tem origem espanhola, passou a ser a mais importante data comemorativa católica, mais importante, inclusive, que o próprio Natal. No estado do Rio de Janeiro, os grupos realizam folias até o dia 20 de Janeiro, dia de São Sebastião e padroeiro do Estado. Na cultura tradicional brasileira, os festejos de Natal eram comemorados por grupos que visitavam as casas tocando músicas alegres em louvor aos “Santos Reis” e ao nascimento de Iristo; essas manifestações festivas estendiam-se até a data consagrada aos Reis Magos. Trata-se de um tradição originária de Portugal que ganhou força especialmente no século XIX e

No Brasil a visitação das casas, que dura do final de dezembro até o dia de Reis, é feita por grupos organizados, muitos dos quais motivados por propósitos sociais e filantrópicos. Cada grupo, chamado em alguns lugares de Folia de Reis, em outros Terno de Reis, é composto por músicos tocando instrumentos, em sua maioria de confecção caseira e artesanal, como tambores, reco-reco, flauta e rabeca (espécie de violino rústico), além da tradicional viola caipira e da acordeom, também conhecida em certas regiões como sanfona, gaita ou pé-de-bode. Além dos músicos instrumentistas e cantores, o grupo muitas vezes se compõe também de dançarinos, palhaços e outras figuras folclóricas devidamente caracterizadas segundo as lendas e tradições locais. Todos se organizam sob a liderança do Capitão da Folia e seguem com reverência os passos da bandeira, cumprindo rituais tradicionais de inquestionável beleza e riqueza cultural. As canções são sempre sobre temas religiosos, com exceção daquelas tocadas nas tradicionais paradas para jantares, almoços ou repouso dos foliões, onde acontecem animadas festas com cantorias e danças típicas regionais, como catira, moda de viola e cateretê. Contudo ao contrário dos Reis da tradição, o propósito da folia não é o de levar presentes mas de recebê-los do dono da casa para finalidades filantrópicas, exceto, obviamente, as fartas mesas dos jantares e as bebidas que são oferecidas aos foliões.
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Um ano de bênçãos para Você!
Por Rogério Araújo (Rofa)

U

nião, amor e paz – é o que todos desejam para o decorrer de todo o ano, nas diversas situações que acontecerão durante mais este período. profissionais. Administre bem toda a sua vida!

M ordomo – é o que você precisa ser de tudo que o envolve: do tempo, dos relacionamentos pessoais e F eliz ou triste neste início de ano novo? Já “viramos” de 31 de dezembro para 1
tudo novamente, para a honra e glória do Senhor. as Suas bênçãos sobre nossas vidas.
o

de janeiro e começa

E special ou “normal” como sempre? Não sabemos, pois o “ano a Deus pertence” e o que importa são L ealdade em nosso caminhar, de todo o coração e com Cristo ao nosso lado, por onde quer que andemos. Ele nos acompanha e nos dá força para viver!

I ncrível é que você vai notar ao final deste ano. Como é bom dedicar mais e mais a vida em uma comunhão intensa com o nosso Pai Celestial!

Z elo ao serviço do Senhor, união com os nossos irmãos e ações cristãs no dia a dia, como sal e luz neste mundo tão “sem gosto” e na “escuridão”.

A proveite bem os 365 dias do ano, distribuídos entre 8.760 horas, 525.600 minutos e 31.536.000 segundos. Cuide de todo este seu “tempo”!

N ós precisamos preparar o nosso futuro, refletindo sobre como estamos vivendo, em quem estamos
crendo, para buscarmos uma vida completa e feliz.

O N

bediência à Palavra de Deus e fidelidade total – é o que há de melhor para ser estabelecido como metas para o novo ano e ingredientes para o sucesso.

ão adianta procurar soluções em nós mesmos. Somos limitados. Confiemos única e exclusivamente em JESUS CRISTO, o Senhor e Rei de tudo e todos.

O pinião contrária tem o mundo que não acredita em ninguém. Demonstre a diferença que Cristo fez e
faz em você, como um exemplo de vida e FÉ. iva e escreva intensamente a sua história, em nome de Jesus. Não tenha medo, pois ele está conosco nos guiando aos melhores caminhos.

V

O re a Deus, entregando sua vida e suas realizações neste período oportuno, para que no final deste ano
você possa dizer: “Quantas bênçãos obtive!!!”

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ANSEIOS DE ANO NOVO Por Luiz Carlos Amorim

Como eu já disse em outra oportunidade, a gente recebe um monte de entulho pelo correio eletrônico, diariamente, mas às vezes chegam coisas espetaculares. Recebo da minha amiga Fátima de Laguna um clipe via Youtube que é um belíssimo cartão de Ano Novo. É uma música cantada por Sandra de Sá, por um cantor de Cabo Verde, Ilo Ferreira, e vários outros cantores e instrumentistas de diversos países, como Buenos Aires, Chile, India, Espanha, Jamaica, etc. A música é linda, cantada em português e uma outra língua que eu não consegui identificar, talvez seja bengalês, mas não tenho certeza. E digo que é o cartão de Ano Novo ideal, porque a letra é simples, mas diz muito, diz tudo o que queremos para o nosso futuro, para o futuro do ser humano e do lugar onde vivemos. Vejam alguns trechos: “Peço a Deus / que os homens encontrem / os seus sonhos perdidos / e que os sonhos despertem / esses olhos dormidos / que o amor transborde / e que vamos em paz. // Peço a Deus / que nos mande do céu / muita sabedoria / um amor verdadeiro / que ninguém passe fome / um abraço de mãos / que vivamos em paz / que terminem as guerras / e também a pobreza / Encontrar alegrias / entre tanta tristeza / que a luz ilumine / as almas perdidas / e um futuro melhor.” Alguém já tinha traduzido um cumprimento entre os seres humanos como “um abraço de mãos”? Pois é. Não é lindo? Não é a mais pura verdade? Não é o que todos queremos, o que todos pedimos? Como disse a minha amiga Fátima: Natal é isto: gente unida pela música. Parafraseando Mercedes Sosa: “a paz é cantarmos todos juntos!” O nome do clipe é Satchita (acho que é o nome da música) e a música, como disse, traduz nossos anseios e esperanças para um futuro melhor. Considerem a sua letra o meu cartão de Ano Novo. E tenham todos o Ano Novo mais feliz de suas vidas.

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Edição especial de Natal e Ano Novo 2013/14

Um choro na maternidade
Por José Hilton Rosa Um choro de vida Choro de pai que espera Choro dos avós Um suspiro de alegria Mãos frias de ansiedade Um beijo na mãe Tudo que pode lhe dar Sorriso acanhado Suor de tanto esperar Noite adentro somente a espiar Sem sono é nó caminhar Vai na sala Da cozinha, de novo ao quarto Sempre a espiar Um sono que alimenta Vontade de pegar Medo do choro Choro de menino Choro, chamando a mãe Um carinho no colo Um peito abençoado Novo lar Família crescida Água fervida Banho na madrugada Espelho de amor Oração com fé Dom de mãe Um enviado de Deus Nome de homem Homem Jesus Homem de José José e Maria!

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História do Natal: origem e curiosidades
Celebrações durante o inverno já eram comuns muito antes do Natal ser celebrado no dia 25 de Dezembro. Antes do nascimento de Jesus, a história do Natal tem início com os europeus, que já celebravam a chegada da luz e dos dias mais longos ao fim do inverno. Tratava-se de uma comemoração pagã do “Retorno do Sol”. Na verdade, no início da história do Natal, esta era uma festividade sem data fixa celebrada em dias diversos em cada parte do mundo. No século 4 AC, o então Papa Julius I muda para sempre a história do Natal escolhendo o dia 25 de Dezembro como data fixa para a celebração das festividades. A ideia era substituir os rituais pagãos que aconteciam no Solstício de Inverno por uma festa cristã. No ano de 1752, quando os cristãos abandonaram o calendário Juliano para adotar o Gregoriano, a data da celebração do Natal foi adiantada em 11 dias para compensar esta mudança no calendário. Alguns setores da Igreja Católica, os chamados “calendaristas”, ainda festejam o Natal em sua data original, antes da mudança do calendário cristão, no dia 7 de Janeiro.

A História do Natal ao redor do mundo: algumas curiosidades A história do natal é controversa desde o início. Muitas das celebrações que deram origem ao feriado cristão eram práticas pagãs e, por isso, eram vistas com maus olhos pela Igreja Católica. Hoje, as tradições de natal diferem de acordo com os costumes de cada país. O final do mês de Dezembro era a época perfeita para celebrações na maior parte da Europa. Neste período do ano muitos do animais criados nas fazendas eram mortos para poupar gastos com alimentação durante o inverno. Para muitas pessoas esta era a única época do ano em que poderiam dispor de carne fresca para sua alimentação. Além disso, a cerveja e o vinho produzidos durante o ano estavam fermentados e prontos para o consumo no final do inverno. Muito antes do cristianismo, os suíços já celebravam o "midvinterblot" ao final do inverno. A comemoração acontecia em locais específicos para a realização de cultos, com sacrifícios humanos e animais. Por volta de 1200 AC, uma grande mudança na história do natal na Suíça, que passa a homenagear seus deuses locais nesta data.

Fonte: http://www.presentedenatal.com.br/
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FELIZ NATAL, FELIZ 2014!

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