ESCOLA SECUNDÁRIA DR.

JORGE AUGUSTO CORREIA – TAVIRA

SEMANA DA FILOSOFIA 2013 _____________________________________________________

“Filosofia – Uma Porta para a Vida”
Era o primeiro dia de aulas. A professora escreveu no quadro, em letras bem grandes, “O que é para ti a Filosofia?”. Os alunos olharam uns para os outros perplexos, sem saber o que responder. Mas Sofia ganhou coragem e iniciou: - É o amor à sabedoria. - É a vontade de saber a verdade – seguiu o Miguel. - É questionar a realidade – respondeu a Rita. - É o desejo e interesse pela aventura do conhecimento – comentou o João. - É levar o conhecimento do mundo e de nós um pouco mais longe – disse a Maria. - É colocar questões fundamentais como De onde viemos? O que somos? Para onde vamos?” (Gauguin) – respondeu o Válter. - É a originalidade conjugada com o pensar autónomo – opinou a Helena. - É a ocupação pelo conhecimento, pelos valores, pelo Homem e pela linguagem – finalizou o Rui. No final, deram uma resposta em conjunto “É uma ciência radical, no sentido em que ela vai às raízes das questões muito mais profundamente que qualquer outra ciência – lá onde as outras se dão por satisfeitas, ela continua a indagar e a perscrutar. O dever da filosofia é esse, examinar e questionar o mundo e a vida, pois “Uma vida não examinada não merece ser vivida” (Sócrates). O certo é que não existe uma definição única e/ou exacta de Filosofia, pois todos os pensadores e filósofos dão uma resposta diferente. ______________________________________________________________

Professora: Mª Alberta Fitas

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ESCOLA SECUNDÁRIA DR. JORGE AUGUSTO CORREIA – TAVIRA

SEMANA DA FILOSOFIA 2013 _____________________________________________________

“La recólte”, de Maria Helena Vieira da Silva
No meu caso, eu vejo a Filosofia como um Fruto Proibido, como algo que nem todos se atrevem a alcançar. Daí ter escolhido este quadro de Vieira da Silva. A pintura apresenta uma árvore que, na minha opinião, simboliza a vida; e duas personagens que nos simbolizam a nós, ao Homem. Há quem olhe para a imagem e veja apenas duas figuras numa simples colheita. Mas para mim, essa é uma colheita do saber. É como colher a essência da vida, retirar o seu sumo, é enriquecer o mundo com mistério, sonho e sabedoria. Senão recolhermos esse fruto proibido, ficamo-nos pelas bases do conhecimento imediato, espontâneo ou até do científico, mas no fundo, não examinamos, não pensamos e portanto não vivemos. Os filósofos esforçam-se sempre por alcançar o proibido e desejam sempre o que lhes é negado, ou seja, pretendem sempre ir além dos limites, sonhar e “voar” alto. Nós devemos desafiar o proibido – se não sufocamos, mas devemos fazê-lo como aviso de que somos livres. O fruto proibido nunca foi o fruto preferido pelos esfomeados, mas sim pelos que nunca desistem de examinar e de questionar - “O fruto proibido é o mais apetecido” (Padre António Fontes).
Sónia Guerra, nº23,11ºE ________________________________________________________________________

Professora: Mª Alberta Fitas

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