Série História 1808 - 2008: bicentenário da Abertura dos Portos

17.07.08

Visconde de Cairu: o teórico da Abertura dos Portos
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Ao comemoramos os duzentos anos da Abertura dos Portos no Brasil, é pertinente o reconhecimento da importante atuação de José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu !"#$%!&'#(, neste hist)rico processo de abertura ao mercado mundial* Visconde de Cairu, conhecido como primeiro economista brasileiro, além de ter atuado como conselheiro do +ei ,* João V-, .undamentou nos princ/pios da 0conomia Pol/tica Cl1ssica de Adam Smith uma teoria liberal para o processo de desenvolvimento econ2mico do Brasil* 0ste importante economista brasileiro é reconhecido por muitos estudiosos de nossa 3ist)ria como sendo o ar4uiteto da abertura dos portos no Brasil* ,e .ato, ele .oi um 5rande de.ensor e le5itimador do decreto assinado por ,* João V-, em 6& de 7aneiro de !&8&, 4ue resultou, como sabemos, na conciliação dos interesses do Brasil com os interesses de Portu5al e da 0uropa* Cairu .oi um persona5em muito ativo na hist)ria pol/tica de seu tempo e possu/a uma preocupação muito 5rande com a prosperidade e desenvolvimento do Brasil* ,e.endia uma pol/tica de liberdades comerciais, de incentivos cambiais entre as mais diversas naç9es do mundo como .orma e.iciente de proporcionar a maior ri4ueza e bem estar de todos os pa/ses* 0ntendia 4ue a concorr:ncia comercial entre os pa/ses não era al5o 4ue impedia o pro5resso e ri4ueza das naç9es, mas, ao contr1rio, era a .orma 4ue reproduzia um au;/lio m<tuo entre os mais diversos pa/ses do mundo, 71 4ue em cada re5ião e;istia, naturalmente, condiç9es especiais para a produção de determinados produtos*

a Uni-ersidade stadua.icava. esteve . por in<meras vezes.oi acusado de ser um de. . 71 4ue . .0m contrapartida. em .irmemente comprometida com o ideal de ascensão da economia brasileira* Cairu lutou pela implantação no Brasil da4uilo 4ue considerava primordial para o pro5resso de 4ual4uer naçãoC o livre comércio* D .clusão e limitação comercial* Se5undo Caiu. ao ponto de vista do Instituto Liberal. não correspondendo. sua posição de de. lon5e de . Cairu. a nação 4ue não participava do livre comércio mundial. numa situação de e.ez um trabalho de le5itimação pol/tica da abertura dos portos* Acreditava se5uramente na import>ncia deste acontecimento para o desenvolvimento da ri4ueza do Brasil e estava se5uro de 4ue a liberalização da economia brasileira era o <nico meio de se con4uistar a prosperidade e a opul:ncia nacional* =o entanto. era essa a situação comercial em 4ue se encontrava a col2nia brasileira antes da abertura dos portos em 6& de 7aneiro de !&8&* =a obra Observações sobre o comércio franco no Brasil .orte posição liberal em assuntos econ2micos* ?as.esa em relação @ abertura dos portos no Brasil.á/ P% As opiniões emitidas na Série Série História são de responsabilidade exclusiva do signatário.im do Pacto Colonial era o primeiro passo* ( " S)%A$&A e* História +e. como muitas vezes o acusaram.ensor dos interesses da -n5laterra em detrimento dos interesses do Brasil. acabava sendo submetida a uma letar5ia econ2mica. de "arin.unção de sua . necessariamente. O conteúdo do artigo pode ser reprodu ido uma ve citada a !onte. publicada em !&8&.oi 4ue Cairu . inevitavelmente.avorecer os Ainteresses imperialistasB in5leses. .

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