UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA DOCENTE: INDIANARA DISCENTES: ADRIELE SOUZA, ALÍRIO CATAPANO, MILA AMARAL, TAMIRES CORDEIRO

CURSO: ENGENHARIA CIVIL / FÍSICA III

RELATÓRIO CAMPO MAGNÉTICO EM FIO INTRODUÇÃO Desde a Grécia antiga se sabia que o minério de magnetita possuía a propriedade de atrair o ferro e seus compostos e que o âmbar (elektron em grego) atritado atraía corpos leves. O século XVIII produziu uma riqueza de experimentadores, inclusive no que diz respeito à eletricidade e ao magnetismo. Apesar dos indícios citados, havia uma grande dificuldade em relacionar os dois fenômenos. Vários pesquisadores tentaram em vão encontrar algum efeito empírico que relacionasse à eletrostática e o magnetismo. Podemos até imaginar que muitos desanimavam acreditando não ser possível demonstrar alguma relação entre estes dois conjuntos de fenômenos. Oersted (1777-1851) estava entre os pesquisadores que acreditavam que os efeitos magnéticos são produzidos pelos mesmos poderes que os elétricos. Para tentar confirmar suas idéias, realizou experiências a fim de buscar uma relação entre uma agulha imantada e o "conflito elétrico." Este termo utilizado por Oersted vinha de sua concepção da natureza da corrente elétrica. Ele imaginava que existiam duas correntes em um fio metálico ligado a uma bateria, uma positiva e outra negativa, fluindo em sentidos opostos. Elas teriam que se encontrar e se separar várias vezes ao longo do fio. Segundo Oersted, a eletricidade se propaga "por um tipo de contínua decomposição e recomposição, ou melhor, por uma ação que perturba o equilíbrio em cada momento, e o restabelece no instante seguinte. Pode-se exprimir essa sucessão de forças opostas que existe na transmissão da eletricidade, dizendo que a eletricidade sempre se propaga de modo ondulatório. Tendo isso em vista, Oersted colocou um fio metálico paralelo a uma agulha magnética que estava orientada ao longo do meridiano magnético terrestre. Ao passar uma corrente elétrica constante no fio observou que a agulha era defletida de sua direção original. Tal descoberta foi descrita na Academia Real de Ciências da França em 4 de setembro de 1820 pelo então presidente Arago. Diante da descrença generalizada, este repetiu a experiência de Oersted perante a Academia em 11 de setembro. OBSERVAÇÕES DO EXPERIMENTO DE OERSTED:

resina. prata. e mesmo a interposição simultânea de placas de vidro. latão. Também permanecem em repouso agulhas de vidro ou daquilo que se chama goma laca. metais. e uma massa de mercúrio. 6) Os efeitos do fio de conexão sobre a agulha magnética passam através de vidro. ou quando trocamos a posição da agulha magnética em relação ao fio (com a agulha ficando acima ou abaixo do fio). ela gira para o sentido oposto. a agulha imantada gira sempre para o mesmo lado. 4) Uma agulha de latão.1) Dada uma configuração do circuito. Utilizamos com igual sucesso fios de platina. argila e pedra. a agulha imantada ainda sofre uma deflexão. metal e madeira não faz com que eles diminuam sensivelmente. Ou seja. água. mas influi em sua magnitude. Fig. porém o ângulo entre a agulha magnética e o fio varia conforme a composição química deste último. madeira. mas diminui se o fio se afastar dessa posição. ouro. ferro. suspensa como a agulha magnética. não se move sob a ação do fio de conexão. 2) Quando trocamos as conexões do fio em relação aos terminais positivo e negativo da pilha. fitas de chumbo e estanho. Ocorre o mesmo se interpusermos entre eles o disco de um eletróforo. quando submetidas a experiências semelhantes 5) A natureza do metal não altera o efeito. 10. Nossas experiências mostraram que o efeito descrito não se altera se a agulha magnética é colocada em . 3) Se o fio de conexão é girado em um plano horizontal de modo a formar um ângulo crescente com o meridiano magnético. uma placa de porfirita ou um vaso de argila. o desvio da agulha magnética aumenta se o movimento do fio tende à posição da agulha perturbada. Isto porque a composição estrutural e a espessura do condutor influenciam na intensidade de corrente em seu interior. mesmo enchendo-o de água. pois não vemos a interposição de placas de vidro. metal ou madeira impedí-los.

No caso de equilíbrio instável. vem que qualquer perturbação da agulha em relação ao meridiano magnético. Se elas estiverem apontando no mesmo sentido. o pólo próximo será atraído. a agulha gira. dependendo da posição do plano das pernas. de modo que o plano das pernas paralelas seja perpendicular ao meridiano magnético. Portanto. Mais uma vez. Não é necessário advertir que nunca foi observada a passagem da eletricidade e do galvanismo através de todos esses materiais. vão se somar. com a agulha não mais voltando à sua posição original. ocorrem efeitos iguais. e a perna oriental seja unida ao terminal negativo do aparelho galvânico. 9) Foi observado que a repulsão descrita por Oersted é necessário que a força exercida pela espira sobre um dos pólos tenha uma intensidade maior do que a força exercida pelo magnetismo terrestre sobre este mesmo pólo. mas inversos. os pólos magnéticos são atraídos ou repelidos conforme as circunstâncias. a agulha ficará em equilíbrio estável (no caso de ela ser atraída pela espira) ou instável (quando está sendo repelida pela espira). com o plano da espira perpendicular ao meridiano magnético. seja para oeste. Se estiverem apontando em sentido contrário. o pólo próximo será repelido. Unindo-se o ramo oriental com o terminal positivo e o ocidental com o terminal negativo. um dos pólos da bússola vai ser atraído pela espira e o outro vai ser repelido por ela. Dependendo de qual dos pólos da agulha imantada estiver mais próximo da espira. 7) Quando o fio de conexão é colocado verticalmente na região defronte ao pólo da agulha magnética. os efeitos que ocorrem no conflito elétrico são muito diferentes dos efeitos de qualquer dessas forças elétricas. a ocidental ao positivo. Quando a extremidade superior do fio recebe eletricidade do terminal positivo. mas se o fio é colocado na região entre o pólo e o meio da agulha. assim sendo. Quando o plano das pernas é colocado verticalmente em uma posição entre o pólo e o centro da agulha. . seja para leste. 8) Se o fio de conexão é dobrado. Se o fio [assim dobrado] é colocado em oposição [diante] do pólo da agulha. Quando o eixo da agulha aponta para o centro da espira. Os pólos da agulha imantada vão estar sob a ação de duas forças paralelas.uma caixa de latão cheia de água. tenderá a ser ampliada. ocorrem os fenômenos inversos. até que ambas as partes se tornem duas pernas paralelas. e a extremidade superior do fio recebe eletricidade do terminal negativo do aparelho galvânico. ela se move para oeste. seja para leste ou para oeste. vão se subtrair. o pólo se move para leste. sendo que a força resultante atuando sobre o pólo colocado próximo ao centro da espira vai estar na direção oposta à força exercida sobre este pólo pelo magnetismo terrestre.

OBSERVAÇÕES DO ALUNO EM LABORATÓRIO Campo magnético em um condutor retilíneo Ligamos um condutor retilíneo a uma fonte de corrente contínua e fizemos passar uma corrente por ele. Foi percebido que a variação da corrente tem influência direta sobre a intensidade do campo magnético. O a direção e sentido do . ao aproximar uma bússola a ele. mesmo utilizando a mesma corrente. isso ocorre devido a um campo magnético que surge no fio. aumenta a intensidade do campo elétrico. Isso ocorre devido ao surgimento de um campo eletromagnético mais intenso do que o do fio. Com o aumento da corrente que flui pelo condutor o campo criado por ele também aumenta. devido à passagem da corrente. são diretamente proporcionais. Quando há um aumento da corrente. Logo. Campo magnético em um solenóide Ao repetirmos a experiência descrita acima substituindo o condutor retilíneo por um solenóide. percebemos um desvio na orientação da bússola. A bússola inicialmente está orientada segundo o campo elétrico da Terra. ao ser aproximada do campo criado pelo condutor. A direção e sentido do campo estão mostrados na figura abaixo: Figura 01: Regra da mão direita. ela passa a ser orientada por um campo resultante entre o campo da Terra e do condutor. devido a sobreposição de espiras que formam o solenóide. verifica-se um comportamento semelhante ao anterior. logo esse campo irá se sobrepor ao campo da Terra e passará a exercer uma maior influência sobre a bússola. mas com um desvio mais brusco em relação ao da bússola.

O físico russo Heinrich Friedrich Lenz. Lei de Faraday Quando o condutor é um circuito fechado.campo que surge no solenoide devido à passagem de corrente elétrica estão indicados na figura abaixo: Essa experiência só dará resultado se o fio e o solenóide estiverem posicionados de forma que os campos eletromagnéticos criados por eles não estejam na mesma direção do campo magnético da Terra. enunciou em 1834 a lei que determina o sentido da corrente elétrica induzida numa espira. . CONCLUSÃO Através do artigo lido sobre a experiência de Oersted e o experimento realizado em sala de aula. Essa lei afirma que a corrente elétrica induzida tem um sentido que se opõe (por seus efeitos) à variação do fluxo das linhas de campo associadas a ela. teremos o surgimento de uma corrente elétrica nesse condutor. LEIS QUE REGEM O ELETROMAGNESTISMO O inglês Michel Faraday descobriu que a variação de um campo magnético está associada a uma corrente elétrica. foi constatado pelos alunos que todo condutor percorrido por corrente elétrica. estudando a lei de indução de Faraday. Essa corrente é denominada corrente induzida. cria em torno de si um campo eletromagnético. Essa variação pode ser obtida mudando-se a posição do material condutor ou alterando-se a posição do material que está associado ao campo magnético. como no caso de uma espira que se movimenta no interior de um campo magnético.

pdf http://efisica.htm (Acessados em 23/11/2013) .com.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS http://www.scielo.usp.uol.br/disciplinas/fisica/faraday-lenz-neumann-conheca-algumas-leis-doeletromagnetismo.br/pdf/rbef/v29n1/a09v29n1.br/eletricidade/basico/inducao/leis_inducao_eletromag/ http://educacao.if.

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