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CCUURRSSOO EEMM EEXXEERRCCÍÍCCIIOOSS PPAARRAA OO TTRRFF 11ªª RREEGGIIÃÃOO

DDIIRREEIITTOO CCIIVVIILL PPRROOFFEESSSSOORR LLAAUURROO EESSCCOOBBAARR

APRESENTAÇÃO

Caros Amigos e Alunos:

Sou graduado e pós-graduado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Fui Procurador do Estado de São Paulo (de 1.984 a 1.992), tendo atuado em diversas áreas do Direito. Exerci minhas funções na Procuradoria de Assistência Judiciária (atualmente é chamada de Defensoria Pública), ou seja, ingressava com ações e defendia pessoas carentes e humildes, que não tinham recursos para pagar um Advogado. Isso me deu uma grande experiência profissional e também uma grande lição de vida. Em 1.993 prestei concurso para a Magistratura, sendo que desde então sou Juiz de Direito. Ao lado da função pública que exerço, sou também Professor. Para mim, uma atividade sempre completou a outra. Leciono desde 1.983. Iniciei minha carreira docente na própria P.U.C. Atualmente meu foco são cursos preparatórios para concursos públicos. Acabei me especializando em Direito Civil, matéria em que possuo algumas obras publicadas.

Há mais de vinte anos tenho acompanhado os concursos públicos, nas mais diferentes áreas, seja no âmbito jurídico, fiscal e outros. O contato que mantenho com os alunos (seja real ou nos tempos atuais, também virtual) para mim é muito enriquecedor. Gosto de transmitir toda aquela experiência que fui acumulando nos concursos que prestei e nos cargos que exerci e ainda exerço. Fico extremamente feliz quando recebo a notícia de que um aluno nosso passou em um concurso. Cada vez que isso acontece, parece que eu passei junto com ele e isso renova minhas forças para continuar fazendo o que gosto. Devo acrescentar que venho tendo muitas dessas alegrias, tendo-se em vista o freqüente sucesso dos alunos.

Minha intenção com este curso é ministrar aulas de testes totalmente direcionadas para concursos públicos, este em especial para ANALISTA JUDICIÁRIO de forma clara e objetiva, fornecendo o máximo de informações possíveis ao aluno, mas sem dispersar a matéria para temas que não caem em concursos e opiniões

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pessoais e doutrinárias que também não são acolhidas nos concursos públicos.

Este nosso curso de Direito Civil será composto por cinco aulas. Vamos analisar todos os pontos mencionados no edital. Visando um melhor aprendizado da matéria, vamos dividir o conteúdo programática da seguinte maneira:

Aula 01 – Das Pessoas Naturais (ou Físicas).

Aula 02 – Das Pessoas Jurídicas.

Aula 03 – Dos Bens. Classificação Geral adotada pelo Código Civil.

Aula 04 – Dos Fatos e Atos Jurídicos.

Aula 05 – Dos Contratos. Disposições Gerais.

Cada aula uma dessas aulas terá a seguinte formatação:

A) Texto Legal – em toda aula colocamos inicialmente o texto

referente ao Código Civil. Com isso torna-se desnecessário o aluno adquirir o Código Civil inteiro, por causa de alguns dispositivos exigidos

no edital. Entendemos que esta medida é importante, pois na maioria das vezes o examinador elabora questões a partir do texto da própria lei. Recomendamos, assim, uma leitura geral dos artigos legais transcritos. No entanto nem todos os artigos costumam cair. Vocês vão comprovar este fato ao ler os testes mais adiante.

B) Quadro Sinótico – elaboramos alguns quadros resumindo o

que há de mais importante no ponto exigido no edital. Trata-se, na verdade, de um “esqueleto da matéria”. A experiência demonstra que este quadro é de suma importância, pois se o aluno conseguir memorizá-lo, saberá situar a matéria exigida no concurso e completá- la de uma forma lógica e seqüencial. Além disso, eles são ótimos para uma rápida revisão da matéria às vésperas de uma prova.

C) Testes com Gabarito Comentado – este é o ponto alto da

aula. Fornecemos uma boa quantidade de testes, sendo que todos eles já caíram em concursos anteriores elaborados pela Carlos Chagas. Alguns deles foram adaptados, tendo-se em vista o novo Código Civil. Todos os testes possuem gabarito comentado. Muitas dúvidas surgidas

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com a leitura do gabarito são sanadas por meio da leitura dos testes e de suas respectivas respostas, pois completam e aprofundam a matéria fornecida pela legislação e o quadro sinótico. Além disso, o aluno vai “pegando a malícia dos testes”; o quê exatamente o examinador quer com tal questão.

Finalmente, qualquer dúvida que o aluno tenha referente à matéria deve ser encaminhada ao Fórum deste site, para que eu possa respondê-la da melhor forma possível. Assim, as perguntas dos alunos e as minhas respostas ficarão disponíveis para todos os matriculados no curso, enriquecendo, ainda mais o nosso projeto. Por isso é importante que o aluno leia todas as perguntas que já foram elaboradas e encaminhadas, pois às vezes as suas dúvidas podem ser as mesmas de outro aluno.

Acreditando ser este modesto trabalho uma importante ferramenta para o conhecimento e aprimoramento nos estudos, desejo a todos vocês votos de pleno êxito em seus objetivos.

Um forte abraço a todos.

Lauro Ribeiro Escobar Jr.

AULA 01

DAS PESSOAS NATURAIS

CÓDIGO CIVIL

P A R T E

G E R A L

LIVRO I DAS PESSOAS

TÍTULO I DAS PESSOAS NATURAIS

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CAPÍTULO I DA PERSONALIDADE E DA CAPACIDADE

Art. 1 o Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.

Art. 2 o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.

civil:

Art. 3 o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida

I - os menores de dezesseis anos;

II - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário

discernimento para a prática desses atos;

III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.

Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer:

I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;

II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental,

tenham o discernimento reduzido;

III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo;

IV - os pródigos.

Parágrafo único. A capacidade dos índios será regulada por legislação especial.

Art. 5 o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.

Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:

I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante

instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do

juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;

II - pelo casamento;

III - pelo exercício de emprego público efetivo;

IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;

V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de

emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.

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Art. 6 o A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta,

quanto aos ausentes, definitiva.

nos casos

em que

a

lei

autoriza a abertura de sucessão

Art. 7 o Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência:

I

- se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida;

II

-

se

alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for

encontrado até dois anos após o término da guerra.

Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento.

Art. 8 o Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão simultaneamente mortos.

Art. 9 o Serão registrados em registro público:

I - os nascimentos, casamentos e óbitos;

II - a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz;

III - a interdição por incapacidade absoluta ou relativa;

IV - a sentença declaratória de ausência e de morte presumida.

Art. 10. Far-se-á averbação em registro público:

I - das sentenças que decretarem a nulidade ou anulação do casamento, o

divórcio, a separação judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal;

II - dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação;

III - dos atos judiciais ou extrajudiciais de adoção.

CAPÍTULO II DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE

Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.

da

personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei.

Art.

12.

Pode-se

exigir

que

cesse

a

ameaça,

ou

a

lesão,

a

direito

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Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o quarto grau.

Art. 13. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes.

Parágrafo

único.

O

ato

previsto

neste

artigo

será

admitido

para

fins

de

transplante, na forma estabelecida em lei especial.

Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte.

Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo.

Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.

Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome.

Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória.

Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial.

Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome.

Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais.

Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes.

Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento do interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma.

CAPÍTULO III

DA AUSÊNCIA

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Seção I Da Curadoria dos Bens do Ausente

Art. 22. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver notícia, se não houver deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o juiz, a requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público, declarará a ausência, e nomear-lhe-á curador.

Art. 23. Também se declarará a ausência, e se nomeará curador, quando o ausente deixar mandatário que não queira ou não possa exercer ou continuar o mandato, ou se os seus poderes forem insuficientes.

Art. 24. O juiz, que nomear o curador, fixar-lhe-á os poderes e obrigações, conforme as circunstâncias, observando, no que for aplicável, o disposto a respeito dos tutores e curadores.

Art. 25. O cônjuge do ausente, sempre que não esteja separado judicialmente, ou de fato por mais de dois anos antes da declaração da ausência, será o seu legítimo curador.

1 o Em falta do cônjuge, a curadoria dos bens do ausente incumbe aos pais ou aos descendentes, nesta ordem, não havendo impedimento que os iniba de exercer o cargo.

§

§ 2 o Entre os descendentes, os mais próximos precedem os mais remotos.

§ 3 o Na falta das pessoas mencionadas, compete ao juiz a escolha do curador.

Seção II Da Sucessão Provisória

Art. 26. Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se ele deixou representante ou procurador, em se passando três anos, poderão os interessados requerer que se declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão.

Art.

interessados:

27. Para

o efeito previsto no artigo anterior, somente

se

I - o cônjuge não separado judicialmente;

consideram

II - os herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários;

III - os que tiverem sobre os bens do ausente direito dependente de sua morte;

IV - os credores de obrigações vencidas e não pagas.

Art. 28. A sentença que determinar a abertura da sucessão provisória só produzirá efeito cento e oitenta dias depois de publicada pela imprensa; mas, logo que passe em julgado, proceder-se-á à abertura do testamento, se houver, e ao inventário e partilha dos bens, como se o ausente fosse falecido.

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§

1 o Findo o prazo a que se refere o art. 26, e não havendo interessados na

sucessão provisória, cumpre ao Ministério Público requerê-la ao juízo competente.

2 o Não comparecendo herdeiro ou interessado para requerer o inventário até trinta dias depois de passar em julgado a sentença que mandar abrir a sucessão provisória, proceder-se-á à arrecadação dos bens do ausente pela forma estabelecida nos arts. 1.819 a 1.823.

§

Art. 29. Antes da partilha, o juiz, quando julgar conveniente, ordenará a conversão dos bens móveis, sujeitos a deterioração ou a extravio, em imóveis ou em títulos garantidos pela União.

Art. 30. Os herdeiros, para se imitirem na posse dos bens do ausente, darão garantias da restituição deles, mediante penhores ou hipotecas equivalentes aos quinhões respectivos.

1 o Aquele que tiver direito à posse provisória, mas não puder prestar a garantia exigida neste artigo, será excluído, mantendo-se os bens que lhe deviam caber sob a administração do curador, ou de outro herdeiro designado pelo juiz, e que preste essa garantia.

§

2 o Os ascendentes, os descendentes e o cônjuge, uma vez provada a sua

qualidade de herdeiros, poderão, independentemente de garantia, entrar na posse dos

bens do ausente.

§

Art.

31.

Os

imóveis

do

ausente

se

poderão

alienar,

não

sendo

por

desapropriação, ou hipotecar, quando o ordene o juiz, para lhes evitar a ruína.

Art. 32. Empossados nos bens, os sucessores provisórios ficarão representando ativa e passivamente o ausente, de modo que contra eles correrão as ações pendentes e as que de futuro àquele forem movidas.

Art. 33. O descendente, ascendente ou cônjuge que for sucessor provisório do ausente, fará seus todos os frutos e rendimentos dos bens que a este couberem; os outros sucessores, porém, deverão capitalizar metade desses frutos e rendimentos, segundo o disposto no art. 29, de acordo com o representante do Ministério Público, e prestar anualmente contas ao juiz competente.

Parágrafo único. Se o ausente aparecer, e ficar provado que a ausência foi voluntária e injustificada, perderá ele, em favor do sucessor, sua parte nos frutos e rendimentos.

Art. 34. O excluído, segundo o art. 30, da posse provisória poderá, justificando falta de meios, requerer lhe seja entregue metade dos rendimentos do quinhão que lhe tocaria.

Art. 35. Se durante a posse provisória se provar a época exata do falecimento do ausente, considerar-se-á, nessa data, aberta a sucessão em favor dos herdeiros, que o eram àquele tempo.

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Art. 36. Se o ausente aparecer, ou se lhe provar a existência, depois de estabelecida a posse provisória, cessarão para logo as vantagens dos sucessores nela imitidos, ficando, todavia, obrigados a tomar as medidas assecuratórias precisas, até a entrega dos bens a seu dono.

Seção III Da Sucessão Definitiva

Art. 37. Dez anos depois de passada em julgado a sentença que concede a abertura da sucessão provisória, poderão os interessados requerer a sucessão definitiva e o levantamento das cauções prestadas.

Art. 38. Pode-se requerer a sucessão definitiva, também, provando-se que o ausente conta oitenta anos de idade, e que de cinco datam as últimas notícias dele.

Art. 39. Regressando o ausente nos dez anos seguintes à abertura da sucessão definitiva, ou algum de seus descendentes ou ascendentes, aquele ou estes haverão só os bens existentes no estado em que se acharem, os sub-rogados em seu lugar, ou o preço que os herdeiros e demais interessados houverem recebido pelos bens alienados depois daquele tempo.

Parágrafo único. Se, nos dez anos a que se refere este artigo, o ausente não regressar, e nenhum interessado promover a sucessão definitiva, os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao domínio da União, quando situados em território federal.

Art.

70.

O

domicílio da

Do Domicílio

pessoa natural é

residência com ânimo definitivo.

Art.

71.

Se,

porém,

a

pessoa

natural

o lugar onde ela estabelece

tiver

diversas

residências,

a

sua

onde,

alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer delas.

Art. 72. É também domicílio da pessoa natural, quanto às relações concernentes à profissão, o lugar onde esta é exercida.

Parágrafo único. Se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos, cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem.

Art. 73. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha residência habitual, o lugar onde for encontrada.

Art. 74. Muda-se o domicílio, transferindo a residência, com a intenção manifesta de o mudar.

Parágrafo único. A prova da intenção resultará do que declarar a pessoa às municipalidades dos lugares, que deixa, e para onde vai, ou, se tais declarações não fizer, da própria mudança, com as circunstâncias que a acompanharem.

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Art. 75. Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é:

I - da União, o Distrito Federal;

II - dos Estados e Territórios, as respectivas capitais;

III - do Município, o lugar onde funcione a administração municipal;

IV - das demais pessoas jurídicas, o lugar onde funcionarem as respectivas

diretorias e administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou

atos constitutivos.

1 o Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados.

§

2 o Se a administração, ou diretoria, tiver a sede no estrangeiro, haver-se-á por

domicílio da pessoa jurídica, no tocante às obrigações contraídas por cada uma das suas agências, o lugar do estabelecimento, sito no Brasil, a que ela corresponder.

§

Art. 76. Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso.

Parágrafo único. O domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente; o do servidor público, o lugar em que exercer permanentemente suas funções; o do militar, onde servir, e, sendo da Marinha ou da Aeronáutica, a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado; o do marítimo, onde o navio estiver matriculado; e o do preso, o lugar em que cumprir a sentença.

Art. 77. O agente diplomático do Brasil, que, citado no estrangeiro, alegar extraterritorialidade sem designar onde tem, no país, o seu domicílio, poderá ser demandado no Distrito Federal ou no último ponto do território brasileiro onde o teve.

Art. 78. Nos contratos escritos, poderão os contratantes especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes.

QUADRO SINÓTICO

(arts. 1º ao 39 e 70 a 78 do Código Civil)

CONCEITO é o ser humano considerado como sujeito de obrigações e direitos. Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil (art. 1º do CC). Compõe: a Personalidade, a Capacidade e a Emancipação.

I – PERSONALIDADE conjunto de capacidades da pessoa. Direitos de Personalidade arts. 11 a 21 do CC.

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A) Início nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a

concepção, os direitos do nascituro (o que está por nascer).

B) Individualização

1. Nome – reconhecimento da pessoa perante a sociedade.

2. Estado – posição ocupada na sociedade. Estado Civil (solteiro, casado, divorciado, viúvo, etc.), Estado Político (brasileiro nato, naturalizado, estrangeiro, etc.).

3. Domicílio (arts. 70 a 78 CC) – lugar onde estabelece a residência com ânimo definitivo (art. 70); lugar da profissão (art. 72). Admite-se a pluralidade domiciliar (art. 71) – Domicílio Necessário – incapaz, servidor público, militar, preso e marítimo (art. 76). Domicílio (ou foro) de eleição (art. 78).

C) Fim da Personalidade

1. Morte Real com ou sem o corpo (justificação judicial).

2. Morte Presumida – efeitos patrimoniais e alguns pessoais.

3. Ausência – sucessão provisória e definitiva – arts. 22 a 39 do CC

D) Comoriência – presunção relativa (também chamada de juris

tantum – que admite prova em contrário) de morte simultânea de duas

ou mais pessoas, sempre que não se puder averiguar quem faleceu em primeiro lugar – art. 8º CC.

II – CAPACIDADE

A)

De Direito (ou gozo) própria de todo ser humano;

inerente à personalidade.

 

B)

De

Fato

possibilidade

Subdivide-se em:

de

exercício

dos

direitos.

1. Absolutamente Incapazes (art. 3º CC)

a) menores de 16 anos.

b) enfermidade ou deficiência mental sem discernimento.

c) mesmo por causa transitória, não puderem exprimir a

vontade.

2. Relativamente Incapazes (art. 4º CC)

a) maiores de 16 e menores de 18 anos.

b) ébrios habituais, viciados

em

tóxico e

os

que

por

deficiência mental tenham discernimento reduzido.

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c) excepcionais sem desenvolvimento completo.

d) pródigos.

Obs.

Os

absolutamente

incapazes

são

representados

e

os

relativamente são assistidos por seus representantes legais (pais,

tutores ou curadores). Índios regulados por lei especial.

3. Capacidade Plena maiores de 18 anos ou emancipados.

III – EMANCIPAÇÃO é a aquisição da capacidade plena antes dos 18 anos, habilitando o indivíduo para todos os atos da vida civil. Definitiva e Irrevogável – Art. 5º e parágrafo único do CC:

a) concessão dos pais (na falta de um deles, apenas a do outro), por instrumento público, independentemente de homologação judicial – 16 anos.

b) sentença do Juiz (ouvido o tutor, nos casos em que não há poder familiar) – 16 anos.

c) casamento – idade núbil – 16 anos.

d) exercício de emprego público efetivo.

e) colação de grau em curso de ensino superior.

f) estabelecimento civil ou comercial ou pela existência de relação de emprego, com economia própria – 16 anos.

TESTES

01 – Assinale a alternativa incorreta:

a) A incapacidade relativa, ao contrário da incapacidade absoluta, não

afeta a aptidão para o gozo de direitos, uma vez que o exercício será

sempre possível com a representação.

b) A emancipação do menor pode ser obtida com a relação de emprego

que proporcione economia própria, desde que tenha 16 anos completos.

c) Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação da ausência

se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida.

d) A mulher pode casar-se com 16 anos, desde que com autorização dos

pais ou responsáveis. e) Os viciados em tóxicos e os alcoólatras são considerados como relativamente incapazes.

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02

dignidade da pessoa humana são:

a)

imprescritíveis;

b) relativos, transmissíveis, renunciáveis, limitados;

c) absolutos, transmissíveis, imprescritíveis, ilimitados, renunciáveis,

impenhoráveis;

d) inatos, absolutos, intransmissíveis, renunciáveis em determinadas

situações, limitados e imprescritíveis.

e

De

acordo com o Código Civil, os direitos inerentes à

intransmissíveis,

irrenunciáveis,

ilimitados

absolutos,

03 – Sobre tutela dos direitos da personalidade assinale a

alternativa correta:

a) falecida a pessoa, cessa a possibilidade de tutela desses direitos.

b) é vedada à pessoa a disposição gratuita do próprio corpo.

c) no ordenamento jurídico brasileiro, não se admite a possibilidade de

alteração do sobrenome.

d) para a manutenção da ordem pública, o Código Civil admite a exposição da imagem da pessoa sem sua autorização.

04 – Sobre os direitos de personalidade, pode-se afirmar que:

a) A pessoa jurídica não é titular de tais direitos, por não ser detentora

de honra.

b) São renunciáveis, podendo seu exercício sofrer limitação voluntária.

c) É permitida a disposição livre e onerosa do próprio corpo, para

quaisquer fins.

d) Embora sejam intransmissíveis, o direito de exigir sua reparação

transmite-se aos sucessores.

05 – Quanto ao evento morte, assinale a alternativa incorreta:

a) A morte presumida ocorre somente quando a pessoa for declarada

ausente.

b) A comoriência é a presunção de morte simultânea entre duas ou mais

pessoas que faleceram na mesma ocasião, quando não der para verificar qual delas foi o precedente. c) Natimorto é criança que ao nascer com vida, adquiriu a personalidade, e expirou minutos depois.

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d) A morte civil, que é uma das formas de término da personalidade

jurídica de uma pessoa, não é aceita pelo Direito Civil Brasileiro.

e) Excepcionalmente, se estiver ausente o corpo do de cujus, mas houver certeza de seu falecimento, a certidão de óbito poderá ser lavrada e a morte real declarada.

06

legislação civil:

I - os menores de 16 anos.

II - os maiores de 80 anos.

III – os silvícolas.

IV – os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiveram o

necessário discernimento para a prática desses atos. V – os que, por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.

São consideradas absolutamente incapazes pela atual

a) os itens I, II e IV são considerados corretos.

b) somente o item I está correto.

c) os itens I, IV e V estão corretos.

d) somente o item V está incorreto.

e) todas as alternativas estão corretas.

07 – É considerado como uma das formas de emancipação:

a) o contrato de trabalho.

b) o ingresso em curso superior.

c) o exercício do direito ao voto.

d) o casamento.

e) a concessão do tutor mediante instrumento público.

08 – É incorreto afirmar que são incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer:

a)

discernimento reduzido.

b) os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo.

c) os maiores de 14 e menores de 18 anos.

d) os pródigos.

e) os viciados em tóxicos que por este motivo tenham o discernimento

reduzido.

os ébrios habituais e os que, por deficiência mental, tenham o

09 – São absolutamente incapazes os menores de:

a) 16 anos; os que somente não puderem exprimir sua vontade, em razão e por causa permanente.

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b) 18 anos; os que, por enfermidade ou deficiência mental, não

tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil; os

excepcionais sem desenvolvimento mental completo.

c) 16 anos; os que por enfermidade ou deficiência mental, não

tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil; os que

mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. d) 16 anos; os ébrios habituais; os pródigos; os toxicômanos.

e) 16 anos, os que, por enfermidade ou deficiência mental, não

tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil; os pródigos.

10 – A venda de um imóvel por um menor, com dezessete anos

de idade, sem ter sido assistido, mas após sua aprovação no concurso vestibular, do qual participou pagando a inscrição com

suas próprias economias, será:

a)

inexistente, porque o menor não foi emancipado.

b)

ineficaz, porque o agente não foi assistido nem representado.

c)

anulável, porque o agente é relativamente incapaz.

d)

anulável, porque o agente é absolutamente incapaz.

11

– Assinale a alternativa correta:

a)

A incapacidade será absoluta, quando houver proibição total do

exercício do direito pelo incapaz, acarretando, em caso de violação do preceito, a possibilidade de decretação da anulação do ato.

b) Os menores somente são capazes de direitos e obrigações, quando

representados ou assistidos.

c) Os menores relativamente incapazes, independente da presença de

assistente, podem ser testemunhas em atos jurídicos, aceitarem

mandados e fazerem testamentos.

d) Nosso Código Civil trata do Instituto da Comoriência, no livro do

Direito das Sucessões, em razão de sua relevância para esse ramo do

Direito Civil, que trata sobre a presunção absoluta de morte simultânea.

12 – Uma pessoa com dezenove anos de idade, que sempre trabalhou na roça, sendo que por esse motivo não teve o seu registro de nascimento realizado:

a) por não ter sido registrada ainda, não existe juridicamente como

pessoa natural.

b) é pessoa plenamente capaz.

c) é pessoa relativamente incapaz.

d) é pessoa absolutamente incapaz.

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e) não será considerada pessoa, nem mesmo se for registrada, pois não há registro retroativo.

13 – Assinale a alternativa correta:

a) São considerados relativamente capazes os maiores de dezoito e

menores de vinte e um anos.

b) Os absolutamente incapazes, desde que assistidos pelos pais, estão

aptos a praticar os atos da vida civil.

c) Os pródigos são considerados absolutamente incapazes.

d) Para os menores a incapacidade poderá cessar com o casamento.

e) O tutor pode emancipar o relativamente incapaz.

14 – Assinale a alternativa correta de acordo com as normas do

Código Civil em vigor. Possui(em) domicílio necessário:

a) O servidor público.

b) Apenas o preso e o militar.

c) Somente o marítimo, o militar e o incapaz.

d) O militar da ativa ou da reserva

e) As pessoas casadas.

15 – Flávia, divorciada, dezessete anos de idade, celebra um contrato de locação de um imóvel de sua propriedade, sem a assistência de seus pais. Pode-se afirmar que o contrato é:

a) nulo em virtude da incapacidade de Flávia, já que com o divórcio a

emancipação perdeu seus efeitos.

b) anulável em virtude da incapacidade de Flávia, já que com o divórcio

a emancipação perdeu seus efeitos.

c) nulo, pois Flávia não atingiu a maioridade.

d) válido, pois Flávia está emancipada.

e) válido, pois em qualquer locação de imóvel basta a idade de

dezesseis anos do locador para sua validade.

16 – Assinale, considerando as normas do Código Civil em vigor,

entre as alternativas seguintes, a CORRETA.

a) A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão provisória.

b) A emancipação pode se dar com a concessão dos pais, com a

sentença do Juiz, ouvido o tutor, nos casos em que não há poder familiar; com o casamento; com emprego público efetivo, com a colação

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de grau e com o estabelecimento civil ou comercial com economia própria.

c) O embrião fecundado in vitro e não implantado no útero materno é sujeito de direito, equiparado ao nascituro, de acordo com a legislação em vigor. d) A fundação, instituída por escritura particular, somente poderá constituir-se para fins culturais ou de assistência.

17 – A emancipação do menor estará correta, se:

a) o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos.

b) por concessão dos pais, ao menor de 16 (dezesseis) anos

completos, por instrumento público, homologado judicialmente.

c) o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos, concedida por seus

pais por instrumento público, independentemente de homologação judicial.

d) o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos, por sentença do juiz,

independentemente de ser ouvido o tutor.

e) se o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos qualquer um dos

pais poderá emancipá-lo, mas em havendo um conflito de interesses

entre ambos o juiz nomeará um tutor para a emancipação.

18 – Os direitos da personalidade são irrenunciáveis e

a) intransmissíveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação

voluntária.

b) disponíveis, podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.

c) intransmissíveis, podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.

d) intransmissíveis, podendo o seu exercício sofrer, parcialmente,

limitação voluntária.

19 – O domicílio, como consagrado pelo Código Civil,

a) é único e consiste no local em que a pessoa estabelece residência

com ânimo definitivo.

b) é único e consiste no centro de ocupação habitual da pessoa natural.

c) é considerado o local onde a pessoa exerce sua profissão. Se a

pessoa exercer a profissão em locais diversos, deverá indicar um local específico para todas as relações correspondentes.

d) pode ser plural, desde que a pessoa natural tenha diversas

residências onde alternadamente viva.

20 – Suponha-se que Aldo, com dezesseis anos de idade, deseja

ser emancipado por seus pais. Nessa situação e de acordo com a

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legislação civil vigente relativa à emancipação e à família, julgue os itens em seguida. (esta questão é para se colocar Certo ou Errado)

a) Se apenas o pai de Aldo desejar emancipá-lo, essa emancipação terá

efeito de pleno direito, nos termos do Código Civil vigente.

b) A hipótese de emancipação apresentada é classificada pela doutrina

como emancipação voluntária.

c) Caso Aldo se case com Maria, de dezessete anos de idade, tornar-se-

á plenamente capaz, apesar de não ter 18 anos de idade, o mesmo ocorrendo com ela.

d) Supondo que Aldo esteja concluindo a 3 a série do ensino médio; caso

ele seja aprovado no vestibular, será automaticamente emancipado.

e) Caso Aldo seja emancipado com a concordância de seus pais e queira

se casar após a emancipação, ainda assim deverá ter a autorização deles.

21 – (Magistratura - São Paulo. Concurso 171) O Código Civil

exige, para a validade na realização de um ato jurídico, que o agente seja capaz. Tal disposição legal configura a exigência de

que o agente:

a)

tenha capacidade de gozo ou de direito.

b)

tenha capacidade de fato ou exercício.

c)

seja pessoa física, dotado de personalidade jurídica.

c)

tenha sempre mais de 18 anos.

d) mesmo menor de 16 anos seja assistido por seu representante legal.

22 – (Magistratura – Minas Gerais – 2.003/2.004) Pedro estava

em viagem de férias quando o navio em que se encontrava naufragou. Hoje, decorridos mais de seis meses desde o trágico naufrágio, nenhuma notícia há de Pedro, não tendo sido o seu corpo encontrado, mesmo após incessante busca. Pedro não deixou representante ou procurador para a administração dos seus bens. À luz do Código Civil, marque a alternativa correta:

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a) Depois de esgotadas as buscas e averiguações, poderá ser

judicialmente declarada a morte presumida de Pedro, sem decretação de sua ausência. A sentença que declarar a morte presumida deverá fixar a data provável do falecimento.

b) Os bens de Pedro deverão ser arrecadados e, depois de decorridos 02

(dois) anos da arrecadação, será declarada a sua ausência e aberta a sucessão provisória.

c) Passados 02 (dois) anos do acidente, os interessados poderão

requerer a declaração de ausência de Pedro, a abertura da sucessão provisória e, 20 (vinte) anos depois de encerrada esta, pedir seja aberta

a

sucessão definitiva.

d)

O Juiz, de ofício, ou a requerimento do Ministério Público, declarará a

ausência de Pedro, nomeando preferencialmente o cônjuge como curador para a administração dos bens deixados.

e) Será declarada a morte presumida de Pedro, 10(dez) anos após a

decretação de sua ausência.

23 – (Analista Judiciário – 4 a Região – 2.005) A respeito das Pessoas Naturais, é certo que:

a) os ébrios habituais, os viciados e os pródigos são absolutamente

incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil.

b) a personalidade civil da pessoa começa com a concepção e termina

com a morte, ainda que presumida, como ou sem declaração de ausência.

c) os

incapazes relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer.

excepcionais,

sem

desenvolvimento

mental

completo

são

d) a menoridade cessa aos 21 anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.

e) a declaração da morte presumida só poderá ser requerida se alguém,

desaparecido em campanha, não for encontrado até 02 (dois) anos após

o término da guerra.

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24 – (Procurador do Banco Central – 2.005) São relativamente

incapazes:

a) os

necessário discernimento para a prática dos atos da vida civil.

que

por enfermidade ou deficiência mental não tiverem o

b) os maiores de 18 (dezoito) e menores de 21 (vinte e um anos).

c) os

discernimento reduzido.

ébrios

habituais

e

os

viciados

em

tóxicos

que

tenham

o

d) os que, por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.

e) os menores de 16 (dezesseis) anos.

25 – (Procurador do Banco Central – 2.005) Considera-se domicílio da Pessoa Natural, quanto às relações concernentes à profissão:

que

residência com ânimo definitivo.

a) somente o lugar em

a pessoa natural estabelecer a sua

b) o lugar onde esta é exercida, e se exercitar a profissão em lugares

diversos, cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe

corresponderem.

c) o lugar em que for encontrada em dia útil.

d) somente um único lugar onde esta é exercida em caráter permanente

e principal, desconsiderando-se qualquer outra localidade onde também a exerça, ainda que com habitualidade.

e) apenas o lugar para o qual estiver inscrita em caráter permanente no

órgão de classe correspondente, independentemente de exercê-la com

habitualidade em outro local.

26 – (Procurador do Banco Central – 2.005) A existência da

Pessoa Natural termina com a morte,

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a) a qual pode ser declarada, pelo Juiz, sem decretação de ausência, se

for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida.

b) presumindo-se a morte quanto aos ausentes, desde que aberta a sua

sucessão provisória.

c) a qual nunca pode ser presumida.

d) e o ausente será presumido morto somente depois de contar 80

(oitenta) anos de idade e de 05 (cinco) anos antes forem suas últimas notícias.

e) e o ausente será presumido morto somente depois de 10 (dez) anos

do pedido de sucessão definitiva.

27 – (Procurador da Fazenda Nacional – 2.006) Assinale a opção

falsa:

a) Uma pessoa pode ter o gozo de um direito sem ter o seu exercício.

b) Para uma pessoa ter capacidade de fato necessita ter também a

capacidade de direito.

c)

A capacidade de gozo pressupõe a capacidade de exercício.

 

d)

A lei confere personalidade jurídica material ao nascituro.

e)

A

lei

admite

restrições

ao

exercício

de

certos

direitos

pelos

estrangeiros.

28 – (Tribunal Regional Eleitoral/São Paulo – Analista Judiciário

– 2.006) Com relação às pessoas naturais, segundo o Código Civil Brasileiro, é correto afirmar:

a) cessará, para os menores, a incapacidade pela colação de grau em

curso de ensino médio.

b) os pródigos são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os

atos da vida civil.

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