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CURSO DE PROCESSO CIVIL (TEORIA E EXERCÍCIOS) CESPE e FCC P/ OS TRIBUNAIS

AULA 09 PROCESSO CAUTELAR; MEDIDAS CAUTELARES:

DISPOSIÇÕES GERAIS; PROCEDIMENTOS CAUTELARES ESPECÍFICOS: ARRESTO, SEQUESTRO, BUSCA E APREENSÃO, EXIBIÇÃO E PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS.

E TUTEL

EXIBIÇÃO E PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS. E TUTEL Bom dia, boa tarde, boa noite! Você aprendeu

Bom dia, boa tarde, boa noite!

Você aprendeu todo o procedimento ordinário e sumário do processo de conhecimento. Aprendeu também o procedimento do processo de execução. Viu o passo a passo, todo o caminho percorrido até a decisão final pela qual se concretiza a tutela jurisdicional. Por mais célere que possa parecer, na prática não é!

Pode ocorrer que a duração normal do processo de conhecimento ou de execução termine por frustrar aquele que teria o direito de usufruir do bem/direito. Pode ser que ao final do processo a tutela jurisdicional não se torne efetiva. Como assim?

Imagine alguém que necessite de uma cirurgia urgente e o plano de saúde não dê a autorização para a realização dessa cirurgia. Pense no risco ao percorrer todo aquele procedimento com ampla produção de provas etc.

Imagine duas pessoas na disputa judicial por um veículo. As duas se dizem proprietários e uma delas detém a posse do veículo. O veículo pode ser deteriorado durante o curso do processo. E pode ser que ao final, se a outra é realmente o proprietário desse bem, talvez não venha a usufruir dele; o direito será efetivo. Esse lapso temporal entre a p r opositur a da ação e a se ntença pode colocar e m r isco o pr ov ime n t o jurisdicional requerido.

O processo cautelar ou medida cautelar se presta, exatamente para proteger um bem/direito para que ao ser vencedor no processo de conhecimento ou de execução, a parte possa tornar seu bem/direito efetivo e possa desfrutá-lo. O processo cautelar evita que a t u t e l a

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jurisdicional

i n ú t e i s

d i a n t e

do

d o perecimento do bem/direito.

processo

principal

se

tornem

INTRODUÇÃO: o indivíduo que procura a tutela jurisdicional pode fazê-lo com finalidades distintas:

buscar o reconhecimento de seu direito, por meio do processo de conhecimento;

a satisfação

do

seu

direito,

por meio

do

processo

de

execução;

e

a proteção e resguardo de suas pretensões, nos processos de

conhecimento e de execução, por meio do processo cautelar(a pretensão nela veiculada dirige-se à segurança e não à obtenção da certeza de um direito, ou à satisfação desse direito); o processo principal (conhecimento ou execução) é o instrumento pelo qual se procura a tutela a uma pretensão, o processo cautelar” é o instrumento empregado para garantir

a eficácia e utilidade do processo principal.

CONCEITO: é um processo acessório, que serve para a obtenção de medidas urgentes, necessárias ao bom desenvolvimento de um outro processo, de conhecimento ou de execução, chamado principal.

NATUREZA JURÍDICA: As cautelares possuem natureza jurídica de tutela assecuratória porque objetivam conservar uma situação jurídica para garantir a futura satisfação de um direito e se concretiza por meio de medidas cautelares.

FINALIDADE: não é satisfazer a pretensão, mas viabilizar a sua satisfação, protegendo-a dos percalços a que estará sujeita, até a solução do processo principal (conhecimento ou execução).

O PODER GERAL DE CAUTELA DO JUIZ

O artigo 798 do CPC autoriza a legitimidade do Juiz para ordenar providências assecuratórias (medidas urgentes) previstas expressamente em lei e outras que, embora não especificadas normativamente, sejam necessárias à proteção do direito provável contra o dano iminente.

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As medidas de simples segurança que possuem regulação expressa na lei são consideradas “cautelares nominadas” (art. 813 e seguintes); as demais são conhecidas por “cautelares inominadas”.

O poder cautelar geral do Juiz é uma aptidão jurídica da qual está investido o magistrado para ordenar medidas cautelares “nominadas” e “inominadas” se presentes os pressupostos do “fumus boni iuris” (fumaça de direito) e o “periculum in mora” (perigo na demora, na demora da prestação jurisdicional).

Valendo-se desse poder, o Juiz pode autorizar ou vedar a prática de determinados atos, ordenar a guarda judicial de pessoas e depósito de bens, e impor a prestação de caução (art. 799).

O poder geral de cautela atua como poder integrativo de eficácia global da atividade jurisdicional. É instrumento para a garantia do direito enquanto não definitivamente julgado e satisfeito.

CLASSIFICAÇÕES

Quanto ao momento da propositura da ação:

PREPARATÓRIA: Quando a ação cautelar é proposta antes do processo principal.

INCIDENTAL: Quando a ação cautelar é proposta no curso do processo principal.

Art. 796. O procedimento cautelar pode ser instaurado antes ou no curso do processo principal e deste é sempre dependente.

Quanto à tipologia:

NOMINADAS: Quando as medidas cautelares vêm expressamente previstas no CPC.

INOMINADAS: Quando as medidas cautelares não encontram previsão no CPC, mas no poder geral de cautela do Magistrado.

MOMENTO DE SER REQUERIDA A MEDIDA CAUTELAR: de modo preparatório”, antes do processo principal, ou de modo incidente”, durante o curso do processo principal; sendo “preparatório”, a parte terá de propor a ação principal em 30 dias da efetivação da medida cautelar; caso contrário, a medida perderá sua eficácia.

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PRESSUPOSTOS

BÁSICOS

PARA

A

CONCESSÃO

DAS

PROVIDÊNCIAS CAUTELARES:

Fumus boni juris (fumaça de bom direito) uma pretensão razoável, com probabilidade de êxito em juízo; aparência de um direito.

Periculum in mora (perigo na demora processual) risco de ineficácia do provimento final.

Preenchidos os requisitos, não pode o juiz optar entre conceder ou não a tutela cautelar.

Além dos procedimentos cautelares específicos (ações cautelares nominadas), que o CPC regula nos artigos 813 e ss., poderá o juiz determinar as medidas provisórias que julgar adequadas, quando houver fundado receio de que uma parte, antes do julgamento da lide, cause ao direito da outra lesão grave e de difícil reparação (ações cautelares inominadas - art. 798); a redação da lei não deixa dúvidas quanto ao caráter meramente exemplificativo (“numerus apertus”) das ações cautelares nominadas, enumeradas pelo legislador.

CARACTERÍSTICAS

AUTONOMIA (art. 810): o processo cautelar tem uma individualidade própria, uma demanda, uma relação processual, um provimento final e um objeto próprio, que é a “ação acautelatória”; o “processo cautelar” pressupõe sempre a existência de um processo principal, já que a sua finalidade é resguardar uma pretensão que está ou será posta em juízo; mas a sua finalidade e o seu procedimento são autônomos; as finalidades do “processo cautelar” e do processo principal são sempre distintas, já que na cautelar não se poderá postular a satisfação de uma pretensão; nada impede a prolação de sentença favorável na “ação cautelar”, e desfavorável na principal, e vice-versa; esta autonomia é relativa, pois a extinção do processo principal implicará extinção da “ação cautelar”, que dele é dependente; já a extinção da “ação cautelar” não repercutirá na ação principal, que poderá ter seguimento regular.

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INSTRUMENTALIDADE (art. 796): o processo é o instrumento da jurisdição; a cautelar vem sempre em apenso nos autos principais, servindo de instrumento deste.

URGÊNCIA: tutela cautelar” é uma das espécies de tutela urgente, entre as quais se inclui também a tutela antecipatória”; só há falar- se em cautelar quando houver uma situação de perigo, ameaçando a pretensão.

SUMARIEDADE: não se pode exigir, ante a urgência, a prova inequívoca da existência do direito alegado, nem mesmo a prova inequívoca da existência do perigo; basta a aparência, tanto do direito como do perigo que o ameaça; na cognição sumária ou superficial, o juiz contenta-se em fazer o juízo de verossilhança e probabilidade, incompatível com o exigido nos processos em que há cognição exauriente.

PROVISORIEDADE: o provimento cautelar será substituído, com a concessão da tutela definitiva à pretensão, obtida com a prolação da sentença de mérito, no “processo de conhecimento”, ou a satisfação definitiva do credor, no “processo de execução”; ele está destinado a perdurar por um tempo sempre limitado, até que o processo final chegue à conclusão; nas ações cautelares, a cognição é sumária e o provimento é sempre provisório.

REVOGABILIDADE (art. 805 e 807): as medidas cautelares podem, a qualquer tempo, ser revogadas ou modificadas; elas persistirão apenas enquanto perdurarem as condições que ensejaram a sua concessão.

INEXISTÊNCIA DE COISA JULGADA MATERIAL: o Juiz não declara ou reconhece, em caráter definitivo, o direito do qual o autor afirma ser titular, mas limita-se a reconhecer a existência da situação de perigo, determinando as providências necessárias para afastá-lo; apesar de a sentença cautelar não se revestir da autoridade da coisa julgada material, não é possível renovar o pedido com o mesmo fundamento - non bis in idem” (art. 808, § único); exceção: no processo cautelar há coisa julgada material quando o juiz profere sentença de mérito, acolhendo a alegação de prescrição e decadência do autor.

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FUNGIBILIDADE: consiste na possibilidade de o juiz conceder a medida cautelar que lhe pareça mais adequada para proteger o direito da parte, ainda que não corresponda àquela medida que foi postulada.

INTERVENÇÃO DE TERCEIROS: admite-se a assistência (arts. 50

a 55) e a nomeação a autoria (arts. 62 e 63); não são admitidos a oposição e a denunciação da lide (ou chamamento ao processo).

TUTELA CAUTELAR E A TUTELA ANTECIPADA (art. 273)

A diferença está

antecipadamente a pretensão daquele que alega ser o titular do

direito; a tutela cautelar determina medidas de proteção e resguardo que garantam a eficácia do futuro provimento.

a tutela antecipada realiza

em

que

A tutela cautelar limita-se a assegurar o resultado prático do

processo e a viabilizar a realização dos direitos dos quais o autor afirma ser titular, sem antecipar os efeitos da sentença.

A tutela antecipada é um adiantamento da tutela de mérito, ou

seja, é um adiantamento do objeto da demanda ou dos efeitos da

sentença que concede aquilo que foi pedido no “processo de conhecimento”.

A tutela cautelar não atende, antecipadamente, a pretensão do

credor, mas resguarda essa pretensão de um perigo ou ameaça a que ela esteja sujeita.

PROCEDIMENTO GERAL DAS CAUTELARES

As medidas cautelares são requeridas em petição ao juiz da causa, quando incidentes, e quando preparatórias, ao juiz competente para conhecer da ação principal que deva ser proposta.

A petição deve ser sempre autuada em separado. Quando se tratar

de medida preparatória, será também distribuída, e se for incidente,

o processamento da medida se fará em apenso aos autos principais.

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Requerida a medida, o requerido será citado para, no prazo legal, contestar o pedido, indicando desde logo as provas a serem produzidas, este prazo começara a ser contado a partir da juntado da citação aos autos, depois de devidamente cumprido.

Quando

a

medida

tiver

sido

concedida

liminarmente

ou

após

justificação, o prazo para contestação será contado depois de sua execução.

Contestado o pedido, o juiz designara audiência de instrução e julgamento se houver prova a ser produzida; em caso contrário, decidirá em cinco dias.

Se o pedido não for contestado, presumir-se-ão aceitos pelo requerido, como verdadeiros os fatos alegados pelo requerente, e o juiz decidirá no prazo de cinco dias.

Requerida a medida e se o juiz verificar que ela poderá tornar-se ineficaz se o requerido for citado inicialmente, poderá decreta-la liminarmente. Nesse caso, depois de executada a medida, o requerido será citado para contestar no prazo legal.

Quando a medida for decretada como preparatória, a ação principal deverá ser ajuizada em trinta dias a contar da efetivação da medida, sob pena de cessar a sua eficácia.

DAS MEDIDAS CAUTELARES - Legislação

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Momento: Art. 796. O procedimento cautelar pode ser instaurado antes ou no curso do processo principal e deste é sempre dependente.

Cautelar Inaudita Altera Pars: Art. 797. Só em casos excepcionais, expressamente autorizados por lei, determinará o juiz medidas cautelares sem a audiência das partes.

Medida Cautelar Inominada: Art. 798. Além dos procedimentos cautelares específicos, que este Código regula no Capítulo II deste Livro, poderá o juiz determinar as medidas provisórias que julgar adequadas, quando houver fundado receio de que uma parte, antes do julgamento da lide, cause ao direito da outra lesão grave e de difícil reparação.

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Art. 799. No caso do artigo anterior, poderá o juiz, para evitar o dano, autorizar ou vedar a prática de determinados atos, ordenar a guarda judicial de pessoas e depósito de bens e impor a prestação de caução.

Competência: Art. 800. As medidas cautelares serão requeridas ao juiz da causa; e, quando preparatórias, ao juiz competente para conhecer da ação principal.

Parágrafo único. Interposto o recurso, a medida cautelar será requerida diretamente ao tribunal.

Art. 801. O requerente pleiteará a medida cautelar em petição escrita, que indicará:

I - a autoridade judiciária, a que for dirigida;

II - o nome, o estado civil, a profissão e a residência do requerente e

do

requerido;

III

- a lide e seu fundamento;

IV - a exposição sumária do direito ameaçado e o receio da lesão;

V - as provas que serão produzidas.

Parágrafo único. Não se exigirá o requisito do n o III senão quando a medida cautelar for requerida em procedimento preparatório.

Procedimento: Art. 802. O requerido será citado, qualquer que seja o procedimento cautelar, para, no prazo de 5 (cinco) dias, contestar o pedido, indicando as provas que pretende produzir.

Parágrafo único. Conta-se o prazo, da juntada aos autos do mandado:

I - de citação devidamente cumprido;

II - da execução da medida cautelar, quando concedida liminarmente

ou após justificação prévia.

Art. 803. Não sendo contestado o pedido, presumir-se-ão aceitos pelo requerido, como verdadeiros, os fatos alegados pelo requerente (arts. 285 e 319); caso em que o juiz decidirá dentro em 5 (cinco) dias.

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Parágrafo único. Se o requerido contestar no prazo legal, o juiz designará audiência de instrução e julgamento, havendo prova a ser nela produzida.

Art. 804. É lícito ao juiz conceder liminarmente ou após justificação prévia a medida cautelar, sem ouvir o réu, quando verificar que este, sendo citado, poderá torná-la ineficaz; caso em que poderá determinar que o requerente preste caução (garantia) real ou fidejussória de ressarcir os danos que o requerido possa vir a sofrer.

Art. 805. A medida cautelar poderá ser substituída, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, pela prestação de caução ou outra garantia menos gravosa para o requerido, sempre que adequada e suficiente para evitar a lesão ou repará-la integralmente.

Art. 806. Cabe à parte propor a ação, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da efetivação da medida cautelar, quando esta for concedida em procedimento preparatório.

Art. 807. As medidas cautelares conservam a sua eficácia no prazo do artigo antecedente e na pendência do processo principal; mas podem, a qualquer tempo, ser revogadas ou modificadas.

Parágrafo único. Salvo decisão judicial em contrário, a medida cautelar conservará a eficácia durante o período de suspensão do processo.

Art. 808. Cessa a eficácia da medida cautelar:

I - se a parte não intentar a ação no prazo (30 dias) estabelecido

no art. 806;

II - se não for executada dentro de 30 (trinta) dias;

III - se o juiz declarar extinto o processo principal, com ou sem

julgamento do mérito.

Parágrafo único. Se por qualquer motivo cessar a medida, é defeso à parte repetir o pedido, salvo por novo fundamento.

Art. 809. Os autos do procedimento cautelar serão apensados aos do processo principal.

Art. 810. O indeferimento da medida não obsta a que a parte intente a ação, nem influi no julgamento desta, salvo se o juiz,

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no procedimento cautelar, acolher a alegação de decadência ou de prescrição do direito do autor.

Art. 811. Sem prejuízo do disposto no art. 16, o requerente do procedimento cautelar responde ao requerido pelo prejuízo que lhe causar a execução da medida:

I - se a sentença no processo principal lhe for desfavorável;

- Código, não promover a citação do requerido dentro em 5 (cinco) dias;

II

se, obtida

liminarmente a medida no caso do art. 804 deste

III - se ocorrer a cessação da eficácia da medida, em qualquer dos casos previstos no art. 808, deste Código;

IV - se o juiz acolher, no procedimento cautelar, a alegação de decadência ou de prescrição do direito do autor (art. 810).

Parágrafo

procedimento cautelar.

único.

A

indenização

será

liquidada

nos

autos

do

Art. 812. Aos procedimentos cautelares específicos, regulados no Capítulo seguinte, aplicam-se as disposições gerais deste Capítulo.

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PASSO A PASSO DO PROCEDIMENTO ART. 802

PETIÇÃO Autos da cautelar serão apensos aos da ação principal (caso esta já tenha sido
PETIÇÃO
Autos da cautelar serão apensos aos da ação
principal (caso esta já tenha sido proposta).
JUIZ
JUIZ em casos excepcionais
concede medida cautelar sem
audiência com as partes (Cautelar
Inaudita Altera Pars).
audiência com as partes (Cautelar Inaudita Altera Pars). CITAÇÃO DO REQUERIDO para CONTESTAÇÃO CONTESTA

CITAÇÃO DO REQUERIDO para CONTESTAÇÃO

Altera Pars). CITAÇÃO DO REQUERIDO para CONTESTAÇÃO CONTESTA AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO (Se houver

CONTESTA

Pars). CITAÇÃO DO REQUERIDO para CONTESTAÇÃO CONTESTA AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO (Se houver prova a

AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO

(Se houver prova a ser produzida em audiência)

JULGAMENTO (Se houver prova a ser produzida em audiência) NÃO CONTESTA JUIZ DECIDE em 5 dias
JULGAMENTO (Se houver prova a ser produzida em audiência) NÃO CONTESTA JUIZ DECIDE em 5 dias

NÃO CONTESTA

houver prova a ser produzida em audiência) NÃO CONTESTA JUIZ DECIDE em 5 dias (os fatos

JUIZ DECIDE em 5 dias

(os fatos alegados pelo autor serão tidos como verdadeiros)

(os fatos alegados pelo autor serão tidos como verdadeiros) JUIZ CONCEDE MEDIDA CAUTELAR Se a cautelar

JUIZ CONCEDE MEDIDA CAUTELAR

serão tidos como verdadeiros) JUIZ CONCEDE MEDIDA CAUTELAR Se a cautelar for preparatória, o autor deve

Se a cautelar for preparatória, o autor deve propor AÇÃO PRINCIPAL. Se já tiver sido proposta ação principal, esta segue seu curso normal.

JUIZ NÃO CONCEDE MEDIDA CAUTELAR

segue seu curso normal. JUIZ NÃO CONCEDE MEDIDA CAUTELAR Não impede que o autor proponha a

Não impede que o autor proponha a AÇÃO PRINCIPAL. Se já tiver sido proposta ação principal, esta segue seu curso normal.

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DOS PROCEDIMENTOS CAUTELARES ESPECÍFICOS

DO ARRESTO

CONCEITO: Medida cautelar de apreensão de bens destinada a assegurar a efetividade de um processo de execução por quantia certa. Nos casos em que houver risco para a efetividade deste tipo de processo executivo, será adequado, pois, o arresto, como meio de prestação de tutela jurisdicional de mera segurança da execução.

CABIMENTO (ART. 813):

I quando o devedor sem domicílio certo intenta ausentar-se ou alienar os bens que possui, ou deixar de pagar a obrigação no prazo estimado;

II quando o devedor, que tem domicílio:

a) se ausenta ou tenta ausentar-se furtivamente; b) caindo em insolvência, aliena ou tenta alienar bens que possui; contrai ou tenta contrair dívidas extraordinárias; põe ou tenta por os seus bens em nome de terceiros; ou comete outro qualquer artifício fraudulento, a fim de frustrar a execução ou lesar credores.

III quando o devedor, que possui bens de raiz (imóveis), intenta aliena-los, hipoteca-los ou dá-los em anticrese, sem ficar com algum ou alguns, livres e desembargados, equivalentes às dívidas;

IV nos demais casos expressos em lei.

REQUISITOS: Como em todo medida cautelar, resumir-se-ão ao fumus boni iuris e periculum in mora, sendo que o art. 814 arrola ainda a prova literal da dívida líquida e certa mais a prova documental ou justificação das hipóteses de cabimento do art. 813.

ART. 816 Pode ser concedido independentemente de prévia justificação, quando o requerente for a União, Estado ou Município, ou em qualquer hipótese, quando o requerente prestar caução (garantia).

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BENS ARRESTÁVEIS: Por se tratar de garantia a um processo executivo, qualquer bem do devedor passível de penhora poderá ser arrestado.

PROCEDIMENTO: Observar-se-á o procedimento cautelar comum (acima desenhado).

EFEITOS:

I) Afetação do bem arrestado ao procedimento executivo;

II) Perda da posse direta do bem arrestado pelo demandado;

III) Induz direito à preferência em caso de concurso de credores, se já for possível a instauração do processo executivo.

EXTINÇÃO (Art. 820):

a) pelo pagamento,

b) pela novação;

c) pela transação;

d) pela efetivação da penhora no processo principal (art. 818).

Legislação

Art. 813. O arresto tem lugar:

I - quando o devedor sem domicílio certo intenta ausentar-se ou

alienar os bens que possui, ou deixa de pagar a obrigação no prazo

estipulado;

II - quando o devedor, que tem domicílio:

a) se ausenta ou tenta ausentar-se furtivamente;

b) caindo em insolvência, aliena ou tenta alienar bens que possui; contrai ou tenta contrair dívidas extraordinárias; põe ou tenta pôr os seus bens em nome de terceiros; ou comete outro qualquer artifício fraudulento, a fim de frustrar a execução ou lesar credores;

III - quando o devedor, que possui bens de raiz, intenta aliená-los, hipotecá-los ou dá-los em anticrese, sem ficar com algum ou alguns, livres e desembargados, equivalentes às dívidas;

IV - nos demais casos expressos em lei.

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Requisitos: Art. 814. Para a concessão do arresto é essencial:

I - prova literal da dívida líquida e certa;

II -

mencionados no artigo antecedente.

prova

documental

ou

justificação

de

algum

dos

casos

Parágrafo único. Equipara-se à prova literal da dívida líquida e certa, para efeito de concessão de arresto, a sentença, líquida ou ilíquida, pendente de recurso, condenando o devedor ao pagamento de dinheiro ou de prestação que em dinheiro possa converter-se.

Art. 815. A justificação prévia, quando ao juiz parecer indispensável, far-se-á em segredo e de plano, reduzindo-se a termo o depoimento

das

testemunhas.

 

Art.

816.

O

juiz

concederá

o

arresto

independentemente

de

justificação prévia:

I - quando for requerido pela União, Estado ou Município, nos casos previstos em lei;

II - se o credor prestar caução (art. 804).

Art. 817. Ressalvado o disposto no art. 810, a sentença proferida no arresto não faz coisa julgada na ação principal.

Art. 818. Julgada procedente a ação principal, o arresto se resolve

em penhora.

Art. 819. Ficará suspensa a execução do arresto se o devedor:

I - tanto que intimado, pagar ou depositar em juízo a importância da

dívida, mais os honorários de advogado que o juiz arbitrar, e custas;

II - der fiador idôneo, ou prestar caução para garantir a dívida,

honorários do advogado do requerente e custas.

Art. 820. Cessa o arresto:

I - pelo pagamento;

II - pela novação;

III - pela transação.

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Art. 821. Aplicam-se ao arresto as disposições referentes à penhora, não alteradas na presente Seção.

SEQUESTRO

CONCEITO: Sequestro é a medida cautelar de apreensão de bens destinada a assegurar a efetividade de uma futura execução para entrega de coisa certa. Consiste, pois, a medida, na apreensão de um bem determinado (e não de qualquer bem; isso difere o sequestro do arresto), para garantir sua entrega em bom estado ao que vencer a causa.

CABIMENTO (Art. 822):

I de bens móveis, semoventes ou imóveis, quando lhes for

disputada a propriedade ou a posse, havendo fundado receio de rixas ou danificações;

II dos frutos e rendimentos do imóvel reinvindicando, se o réu,

depois de condenado por sentença ainda sujeita a recurso, os

dissipar;

III dos bens do casal, nas ações de anulação de casamento, se o

cônjuge os estiver dilapidando;

IV Nos demais casos expressos em Lei.

PRESSUPOSTOS (Requisitos): Periculum in mora e fumus boni iuris.

NOS TERMOS DO ART. 823 APLICAM-SE AO SEQUESTRO AS DISPOSIÇÕES LEGAIS INERENTES AO ARRESTO, INCLUSIVE QUANTO

A EXTINÇÃO DO MESMO.

PROCEDIMENTO: Em princípio o comum do processo cautelar; o que diferencia é que no sequestro o Juiz, nos termos do art. 824 retirará os bens da posse dos litigantes e os entregará a posse de um depositário, escolhido da seguinte forma:

I em pessoa indicada, de comum acordo pelas partes;

II a qualquer uma das partes, desde que ofereça maiores

garantias ou preste caução idônea.

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Para efetivação do sequestro o Juiz poderá inclusive requisitar força policial.

Legislação

Art. 822. O juiz, a requerimento da parte, pode decretar o sequestro:

I - de bens móveis, semoventes ou imóveis, quando lhes for

disputada a propriedade ou a posse, havendo fundado receio de rixas

ou

danificações;

II

- dos frutos e rendimentos do imóvel reivindicando, se o réu,

depois de condenado por sentença ainda sujeita a recurso, os

dissipar;

III

- dos bens do casal, nas ações de separação judicial e de anulação

de

casamento, se o cônjuge os estiver dilapidando;

IV

- nos demais casos expressos em lei.

Art. 823. Aplica-se ao sequestro, no que couber, o que este Código estatui acerca do arresto.

Art. 824. Incumbe ao juiz nomear o depositário dos bens sequestrados. A escolha poderá, todavia, recair:

I - em pessoa indicada, de comum acordo, pelas partes;

II - em uma das partes, desde que ofereça maiores garantias e

preste caução idônea.

Art. 825. A entrega dos bens ao depositário far-se-á logo depois que este assinar o compromisso.

Parágrafo único. Se houver resistência, o depositário solicitará ao juiz

a requisição de força policial.

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DA BUSCA E APREENSÃO

Busca e apreensão cautelar é medida cautelar típica, subsidiária do Arresto e do Sequestro determinada à “busca” (procura, localização) e “apreensão” (colocar sob a disposição do juízo) de coisas ou pessoas e somente caberá quando impossível o arresto ou sequestro dos bens. É cabível quanto a bens móveis e quanto a pessoas consideradas incapazes, nos termos da Lei Civil.

REQUISITOS: os típicos do processo cautelar: o fumus boni iuris e o periculum in mora.

PETIÇÃO INICIAL: Além dos requisitos dos arts. 282 e 801 do CPC, na petição inicial o autor também deverá designar e demonstrar o LOCAL ONDE SE ENCONTRA A PESSOA OU COISA OBJETO DA MEDIDA.

PROCEDIMENTO: O procedimento adotado é o cautelar comum (estudado no desenho acima), significando que a medida pode ser deferida em sede de liminar com ou sem justificação prévia.

Deferida a medida, expedir-se-á mandado de busca e apreensão, com os requisitos do art. 841, devendo a medida ser cumprida por 02 (dois) oficiais de justiça, devidamente acompanhados de duas testemunhas, podendo os mesmos proceder a arrombamentos e requisitar força policial quando necessário, fazendo de tudo auto circunstanciado.

Legislação

Art. 839. O juiz pode decretar a busca e apreensão de pessoas ou de coisas.

inicial exporá o requerente as razões

justificativas da medida e da ciência de estar a pessoa ou a coisa no lugar designado.

Art.

840.

Na

petição

Art. 841. A justificação prévia far-se-á em segredo de justiça, se for indispensável. Provado quanto baste o alegado, expedir-se-á o mandado que conterá:

a indicação da diligência;

I

-

casa ou

do

lugar em que deve efetuar-se a

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II - a descrição da pessoa ou da coisa procurada e o destino a Ihe

dar;

III - a assinatura do juiz, de quem emanar a ordem.

Art. 842. O mandado será cumprido por dois oficiais de justiça, um dos quais o lerá ao morador, intimando-o a abrir as portas.

§

externas, bem como as internas e quaisquer móveis onde presumam

que esteja oculta a pessoa ou a coisa procurada.

1 o Não atendidos, os oficiais de justiça arrombarão as portas

§

testemunhas.

2 o

Os

oficiais

de

justiça

far-se-ão

acompanhar

de

duas

§

3 o Tratando-se de direito autoral ou direito conexo do artista,

intérprete ou executante, produtores de fonogramas e organismos de radiodifusão, o juiz designará, para acompanharem os oficiais de justiça, dois peritos aos quais incumbirá confirmar a ocorrência da violação antes de ser efetivada a apreensão.

Art. 843. Finda a diligência, lavrarão os oficiais de justiça auto circunstanciado, assinando-o com as testemunhas.

DA EXIBIÇÃO

CONCEITO: É ação para permitir que uma coisa ou documento

seja exibido, apresentado em juízo. O que se busca com a ação

de exibição é, tão somente, obter a coisa ou documento com o

fim de conhecer seu conteúdo.

As vezes uma das partes possui documento que lhe prejudica; a

outra pode requerer que aquela traga ao processo e o Juiz pode

determinar a busca e apreensão.

A exibição pode ter tanto natureza satisfativa do direito, como

natureza cautelar própria, quando se destinar a assegurar a efetividade e preparo de uma futura ação principal.

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CABIMENTO (ART. 844):

I de coisa móvel em poder de outrem e que o requerente repute sua ou tenha interesse (jurídico) em conhecer;

II de documento próprio (de uma das partes) ou comum (ou

das duas partes), em poder de cointeressado, sócio, condômino,

credor ou devedor; ou em poder de terceiro que o tenha em sua guarda, como inventariante, testamenteiro, depositário ou administrador de bens alheios;

III da escrituração comercial por inteiro, balanços e documentos de

arquivos, nos casos expressos em lei.

PROCEDIMENTO: (Art. 355 e seguintes do CPC):

Petição inicial, com os requisitos do art. 282, contendo:

a) a individuação, tão completa quanto possível, do documento ou

coisa;

b)

a finalidade da exibição;

c)

a demonstração que a coisa ou documento encontre-se em poder

do

réu.

O

réu oferecerá resposta no prazo de 5 (cinco) dias podendo:

a)

apresentar o documento ou coisa;

b)

contestar,

c)

permanecer revel.

Se houver contestação onde o réu negue a obrigação de exibir ou afirme não estar de posse do documento ou coisa, havendo necessidade de provas, o juiz designará a competente Audiência de Instrução e Julgamento.

NÃO SERÁ ADMITIDA A RECUSA DA EXIBIÇÃO:

I - Se o réu tiver a obrigação legal de exibir o documento ou coisa;

II - Se o documento, por seu conteúdo, for comum às partes.

Julgado procedente o pedido, o juiz determinará ao réu que exiba o documento ou coisa, no prazo de 5(cinco) dias, sob pena de busca e apreensão do mesmo e responsabilização por crime de desobediência.

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Legislação

Art. 844. Tem lugar, como procedimento preparatório, a exibição judicial:

I - de coisa móvel em poder de outrem e que o requerente repute sua ou tenha interesse em conhecer;

II - de documento próprio ou comum, em poder de co-interessado, sócio, condômino, credor ou devedor; ou em poder de terceiro que o

tenha em sua guarda, como inventariante, testamenteiro, depositário

ou

administrador de bens alheios;

III

- da escrituração comercial por inteiro, balanços e documentos de

arquivo, nos casos expressos em lei.

Art. 845. Observar-se-á, quanto ao procedimento, no que couber, o disposto nos arts. 355 a 363, e 381 e 382.

DA PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS

Trata-se de medida cautelar, destinada a assegurar a efetivação de uma prova no processo principal, quando houver risco de que, pela demora do processo principal, a prova não se efetive. Possui natureza estritamente cautelar.

As vezes uma testemunha está muito doente, enferma e pode ser que à época em que ela tenha que prestar seu depoimento já não mais exista. Assim, requer-se seja ouvida, mesmo antes da fase probatória, da audiência de instrução.

A produção não busca efetivar a prova, mas tão somente assegurar

que a mesma possa ser posteriormente produzida no processo principal, ou seja, que vai admitir e valorar a prova é o Juiz do

processo principal.

É cabível somente de forma preparatória do processo principal, ou

seja, somente antes da propositura deste. Caso o processo principal já tenha sido proposto, a antecipação de provas se dará nos próprios autos do processo principal.

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CABIMENTO: Pode consistir em:

a)interrogatório da parte;

b) inquirição de testemunhas;

c) exame pericial.

Interrogatório da parte e inquirição de testemunhas será cabível quando (art. 847):

I se a parte ou testemunha tiver que ausentar-se (explicar

valoração)

II se, por motivo de idade ou de moléstia grave, houver justo

receio de que ao tempo da prova já não estia, ou esteja impossibilitada de depor.

PROCEDIMENTO:

a) DEPOIMENTO E TESTEMUNHAS: Petição inicial com os

requisitos do art. 282 e 801, devendo a parte demonstrar o fumus boni iuris E periculum in mora. Justificando na petição inicial, de forma fundamentada a necessidade da antecipação da prova, bem como os fatos sobre os quais a prova recairá.

O juiz intimará as partes e interessados para comparecerem a

audiência por ele designada, onde se tomará o depoimento da

testemunha ou partes.

Após, homologará a prova produzida, sem emitir qualquer juízo de valor sobre a mesma, ficando os autos em cartório a espera da propositura da ação principal.

b) PROVA PERICIAL: Petição inicial com os requisitos do art. 282 e

801, devendo a parte demonstrar o fumus boni iuris E periculum in mora. Expondo de forma fundamentada o receito de que se torne impossível a verificação dos fatos e a realização da perícia caso não efetivada a medida.

Recebida a petição inicial, o Juiz determinará a realização da perícia, observando-se o disposto nos art.s 420 a 439 do Código.

Após, abrirá vista as partes do laudo pericial, facultando as mesmas pedir esclarecimentos ao perito.

Proferirá sentença homologando a prova produzida, sem produzir qualquer juízo de valor sobre a mesma, ficando os autos em cartório a espera da propositura da ação principal.

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Legislação

Art. 846. A produção antecipada da prova pode consistir em interrogatório da parte, inquirição de testemunhas e exame pericial.

Art. 847. Far-se-á o interrogatório da parte ou a inquirição das testemunhas antes da propositura da ação, ou na pendência desta, mas antes da audiência de instrução:

I - se tiver de ausentar-se;

II - se, por motivo de idade ou de moléstia grave, houver justo receio de que ao tempo da prova já não exista, ou esteja impossibilitada de depor.

Art. 848. O requerente justificará sumariamente a necessidade da antecipação e mencionará com precisão os fatos sobre que há de recair a prova.

Parágrafo único. Tratando-se de inquirição de testemunhas, serão

intimados os interessados a comparecer à audiência em que prestará

o depoimento.

Art. 849. Havendo fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou muito difícil a verificação de certos fatos na pendência da ação, é admissível o exame pericial.

Art. 850. A prova pericial realizar-se-á conforme o disposto nos arts. 420 a 439.

Art. 851. Tomado o depoimento ou feito exame pericial, os autos permanecerão em cartório, sendo lícito aos interessados solicitar as certidões que quiserem. ÃO, BUSCE APREENSÃO, EXIBIÇÃO, PRODUÇÃO ANTECIPADA DE

PROVAS, PROTESTOS, NOTIFICAÇÕES E INTERPELAÇÕES, ATENTADO

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QUESTÕES

Questão 01. CESPE - 2012 - TJ-CE - Juiz Considere que, transitada em julgado sentença de condenação para pagamento de quantia certa, o réu comece a dissipar seu patrimônio. Nessa situação, o autor, sabendo do ocorrido e com o intuito de assegurar a efetividade de futura execução para o cumprimento da decisão judicial, poderá ajuizar

a) exibição de coisas para conhecimento dos bens restantes.

b) produção antecipada de provas para comprovar a dissipação do

patrimônio.

c) sequestro para evitar o desaparecimento de bens penhoráveis.

d) busca e apreensão para evitar o desvio de bens.

e) arresto para evitar a diminuição do patrimônio do réu.

Comentários:

A PENHORA: consiste no ato executivo que afeta bem(s) do executado, suficientes para, após serem expropriados, satisfazerem o crédito exigido. Há a penhora na cobrança de quantia certa contra o devedor inadimplente, tanto no processo de execução (art. 652 do

CPC)

quanto na fase de cumprimento de sentença (art. 475-J do

CPC).

A formalização da penhora se dá pela lavratura do auto ou termo de

penhora.

Ao se realizar a penhora, deve-se observar que alguns bens são considerados absolutamente impenhoráveis (arts. 648 e 649) e outros relativamente impenhoráveis (art. 650). Atentar também que

a Lei 8.009/90, dispõe sobre a impenhorabilidade do bem de família.

ARRESTO: na ação de execução: é um ato executivo que funciona

como uma espécie de pré-penhora e ocorre quando o oficial, não encontrando o devedor para citá-lo, arresta os bens que bastem para

a execução (arts. 653 a 654 do CPC).

ARRESTO: típico, previstos nos arts. 813 a 821 do CPC: é uma medida cautelar que consiste na apreensão de bens indeterminados do devedor, com o fim de assegurar a efetividade de uma execução por quantia certa.

O SEQUESTRO é uma medida cautelar que consiste na apreensão de

um bem determinado, objeto de litígio, a fim de assegurar sua entrega ao vencedor da ação de conhecimento, por ocasião da execução para a entrega da coisa certa. É regulado nos arts. 822 a 825 do CPC.

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Ressalte-se que no sequestro incumbe ao juiz nomear o depositário.

ARRESTO

X

SEQUESTRO

O sequestro tem por fim conservar uma coisa determinada para garantir uma futura execução para entrega de coisa certa; o arresto, por sua vez, incide sobre bens indeterminados, pois visa garantir execução por quantia certa.

Art. 813. O arresto tem lugar:

I - quando o devedor sem domicílio certo intenta ausentar-se ou

alienar os bens que possui, ou deixa de pagar a obrigação no prazo

estipulado;

II - quando o devedor, que tem domicílio:

a) se ausenta ou tenta ausentar-se furtivamente;

b) caindo em insolvência, aliena ou tenta alienar bens que possui; contrai ou tenta contrair dívidas extraordinárias; põe ou tenta pôr os seus bens em nome de terceiros; ou comete outro qualquer artifício fraudulento, a fim de frustrar a execução ou lesar credores;

III - quando o devedor, que possui bens de raiz, intenta aliená-los, hipotecá-los ou dá-los em anticrese, sem ficar com algum ou alguns, livres e desembargados, equivalentes às dívidas;

Gabarito: e

Questão 02. CESPE

-

-

desconfia que os danos existentes no barco que seu vizinho Manoel vendeu a terceiro foram causados por colisão com o seu próprio barco, que amanhecera avariado.

Nessa situação hipotética, João, com o fim de assegurar prova futura,

deve

a)

ajuizar ação cautelar de produção antecipada de prova contra

Manoel.

b) ajuizar medida cautelar de exibição de natureza satisfativa.

c) requerer incidente de exibição em ação ajuizada contra o atual

possuidor do bem.

d) ajuizar ação cautelar de exibição de coisa contra o terceiro.

e) ajuizar ação cautelar de busca e apreensão.

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Comentários:

Art. 844. Tem lugar, como procedimento preparatório, a exibição judicial:

I - de coisa móvel em poder de outrem e que o requerente repute sua ou tenha interesse em conhecer;

II - de documento próprio ou comum, em poder de cointeressado,

sócio, condômino, credor ou devedor; ou em poder de terceiro que o

tenha em sua guarda, como inventariante, testamenteiro, depositário

ou administrador de bens alheios;

III - da escrituração comercial por inteiro, balanços e documentos de arquivo, nos casos expressos em lei.

Gabarito: d

Questão 03. CESPE - 2011 - AL-ES - Procurador - conhecimentos específicos Nessa situação, de posse de prova documental das dívidas, a fim de garantir futuro processo de execução, o advogado

de João deverá intentar ação cautelar

a) de sequestro.

b) de justificação.

c) de arresto.

d) de busca e apreensão.

e) inominada.

Comentários:

Art. 813. O arresto tem lugar:

II - quando o devedor, que tem domicílio:

a) se ausenta ou tenta ausentar-se furtivamente;

Art. 814. Para a concessão do arresto é essencial: (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1º.10.1973)

II - prova documental ou justificação de algum dos casos mencionados no artigo antecedente.

Gabarito: c

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Questão 04. CESPE

-

-

TRF

-

-

Juiz Acerca do

processo cautelar, assinale a opção correta.

a) A temporariedade da medida cautelar reside no fato de ela

equivaler ao provimento almejado de forma definitiva no processo principal.

b) Indeferida a medida requerida liminarmente, é indiferente ao

processo cautelar o fato de o requerente não propor a ação principal no prazo de trinta dias do ajuizamento do primeiro.

c) Apenas no caso de extinção do processo principal sem

julgamento do mérito, existe a possibilidade de a parte prejudicada requerer medida cautelar ao relator do eventual recurso.

d) Cabe ao Poder Judiciário providenciar meios para o

cumprimento da medida cautelar deferida, sendo a inércia da parte beneficiada indiferente à contagem do prazo de trinta dias para a

execução.

e) A medida cautelar deferida deve ser cumprida em trinta dias a

partir da citação da outra parte, sob pena de extinção do processo.

Comentários:

Alternativa B: Art. 806. Cabe à parte propor a ação, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da efetivação da medida cautelar, quando esta for concedida em procedimento preparatório.

Portanto, se a medida requerida liminarmente foi indeferida, significa que ainda não foi concedida a medida cautelar. Sendo assim, não há contagem de prazo para propor a ação principal, já que o juiz entendeu por não conceder ainda a medida cautelar. Somente se, ao final do processo cautelar, o juiz conceder a medida cautelar, passará a contar o prazo de 30 dias para se propor a ação.

Alternativa C: INCORRETA. Nada impede que ocorra interposição de recurso contra julgamento do mérito, e consequente requerimento de medida cautelar ao relator em eventual recurso. A cautelar é proposta para obter o efeito suspensivo naqueles casos em que a apelação não o possui, mas poderá causar a parte grande dano, como ocorre, por exemplo, na hipótese em que são interpostos recursos especial e extraordinário.

Alternativa E: CPC - Art. 806. Cabe à parte propor a ação, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da efetivação da medida cautelar, quando esta for concedida em procedimento preparatório.

Gabarito: b

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Questão 05. CESPE

-

cessação de eficácia de medida liminar acarreta extinção do direito de propor uma ação principal, pois a decadência de medida cautelar implica perda da pretensão material a ser deduzida na ação principal.

Comentários: art. 810 do CPC, na qual aduz:

"O indeferimento não impede que a parte tente a ação, nem influi no julgamento, salvo (exceto) se o juiz acolher a alegação de

autor."

decadência

ou

de

prescrição

do

direito

do

Quando o Juiz deixa de acolher a cautelar por força de "decadência" ou "prescrição" sua decisão faz coisa julgada material, acarretando, exatamente o descrito na primeira parte da questão, ou seja, a extinção do direito de propor ação principal.

Convém lembrar que Coisa Julgada Material ocorre quando não cabe mais recursos, tornando-a (decisão) imutável e indiscutível, tem por objetivos a segurança jurídica e impedir a perpetuação dos litígios.

Cessação de eficácia de medida liminar não acarreta decadência e, via de consequência, a extinção do direito de propor uma ação principal.

Conforme se observa no art. 808 do CPC, a perda de eficácia da medida liminar em sede de ação cautelar tem como efeito apenas o impedimento do requerente de pleitear a mesma medida no curso desse processo. Não há influxos sobre o processo principal. Ora, se o autor do pedido liminar não se movimentou no sentido de colocar em prática a liminar concedida, é sinal de que não era urgente a sua execução. Dessa forma, o legislador impõe que a medida liminar não poderá mais ser pleiteada enquanto estiver em curso este processo cautelar, salvo de ocorrer novo fundamento.

CPC - Art. 808. Cessa a eficácia da medida cautelar:

I - se a parte não intentar a ação no prazo estabelecido no art. 806;

II - se não for executada dentro de 30 (trinta) dias;

III

- se o juiz declarar extinto o processo principal, com ou

julgamento do mérito.

sem

Parágrafo único. Se por qualquer motivo cessar a medida, é defeso à parte repetir o pedido, salvo por novo fundamento.

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A questão da decadência ou prescrição aventadas no art. 810 do CPC,

salvo melhor juízo, não deve ser aplicada à questão em comento. Esse dispositivo legal trata da independência da ação principal em relação à ação cautelar, excetuando o caso em que houver reconhecimento de prescrição ou decadência nesta, situação em que

a ação de cognição ficará prejudicada em razão de decisão tomada

em sede cautelar. Outrossim, é tratada a questão do indeferimento

da medida cautelar e não a hipótese de perda de sua eficácia, o que

ocorre no art. 808 do CPC.

CPC - Art. 810. O indeferimento da medida não obsta a que a parte intente a ação, nem influi no julgamento desta, salvo se o juiz, no procedimento cautelar, acolher a alegação de decadência ou de prescrição do direito do autor.

Gabarito: errado

Questão 06. CESPE

-

-

processo cautelar preparatório visa assegurar a eficácia e a utilidade

de futura prestação jurisdicional satisfativa perseguida no processo

principal. São requisitos obrigatórios da petição inicial da medida cautelar preparatória: indicação da ação principal a ser proposta e o seu fundamento.

Comentários: Os Requisitos da Petição estão insertos no art. 801:

O requerente pleiteará a medida cautelar em petição escrita, que

indicará:

III - a lide e seu fundamento;

O § único descreve que: "Não se exigirá o requisito do nº III senão quando a medida for requerida em procedimento preparatório". Neste caso, não demonstrando a lide cabe ao autor indicar, pelo menos, que ofertará a ação principal dentro do cômputo temporal, ou seja, 30 dias.

Logo

interpretação do art. 801 e § único cumulado com o art. 806, ambos

do CPC.

Gabarito: correto

a

o

comando

da

questão

está

CORRETO,

haja

vista

O arresto é uma das ações cautelares típicas previstas no CPC e

destina-se a assegurar pretensões creditícias ante o risco da impossibilidade de sua efetivação no plano material. Diante do que a

lei determina e acerca dessa ação cautelar, assinale a opção correta.

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a) Pessoa que é titular de pretensão indenizatória pode ajuizar

ação cautelar de arresto, se já estiver comprovada por inquérito policial a ocorrência do dano.

b) Ao autor da ação cautelar de arresto incumbe provar o

elemento subjetivo da intenção de furtar-se à possível execução nos

casos em que aponte a tentativa de o insolvente alienar bens.

c) A lei processual, ao exigir que o autor exiba prova literal da

dívida líquida e certa, aponta que o arresto é via possível somente a

quem tenha título executivo.

d) O fiador, embora não seja credor ou devedor principal, também

pode ocupar o polo ativo ou passivo de uma ação cautelar de arresto.

e) Aquele que tem em seu favor título executivo judicial ou

extrajudicial não tem interesse em propor ação cautelar de arresto, já

que tem acesso à via executiva.

Comentários:

Quanto ao polo passivo da demanda, nele estará, de ordinário, o suposto devedor da obrigação.

Poderão, porém, figurar nessa condição, assim como no polo ativo, os fiadores e avaliadores do devedor - já que respondem solidariamente pela obrigação contraída - e ainda o terceiro responsável por dívida alheia, na forma especificada pelo art. 592 do CPC. Gabarito: d

Questão 08. CESPE - 2009 - SEAD-SE (FPH) - Procurador Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer, é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente quando relevante o fundamento da demanda e diante de receio justificado de ineficácia do provimento final, hipótese em que poderá impor multa diária ao réu, independentemente de pedido do autor.

Comentários:

Art. 461. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer, o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou, se procedente o pedido, determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento.

§ 1 o A obrigação somente se converterá em perdas e danos se o autor o requerer ou se impossível a tutela específica ou a obtenção do resultado prático correspondente.

§ 2 o A indenização por perdas e danos dar-se-á sem prejuízo da multa (art. 287).

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§ 3 o Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo

justificado receio de ineficácia do provimento final, é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou mediante justificação prévia, citado o réu. A medida liminar poderá ser revogada ou modificada, a qualquer tempo, em decisão fundamentada.

§ 4 o O juiz poderá, na hipótese do parágrafo anterior ou na

sentença, impor multa diária ao réu, independentemente de pedido do autor, se for suficiente ou compatível com a obrigação, fixando-lhe prazo razoável para o cumprimento do preceito.

Gabarito: correto.

Questão 09. CESPE - 2011 - TRF - 5ª REGIÃO - Juiz Com relação à

possibilidade de o juiz conceder, de ofício, medida cautelar, assinale a opção correta.

a) Dado o fato de a cautelar de ofício existir para garantir a

autoridade da jurisdição, dispensa-se o fumus boni iuris.

b) Em face da excepcionalidade da situação, pode-se dispensar a

instauração da ação em que se pede a tutela do direito ameaçado.

c) Em princípio, é impossível a medida se o fato que a justificar for

do conhecimento da parte interessada.

d) Admite-se a cautelar de ofício somente nas situações

hipotéticas descritas em lei.

e) É possível a concessão de cautelar de ofício se fato grave

chegar ao conhecimento do juiz por iniciativa da parte.

Comentários:

a) INCORRETA - O fato da cautelar poder ser decretada de ofício

não exclui a exigência dos pressupostos gerais (fumaça do bom

direito e risco na demora da concessão da tutela).

b) INCORRETA - Tutela cautelar de ofício antes de proposta a

ação principal: Não há como admitir tutela cautelar de ofício antes da propositura da ação principal. Nessa hipótese o juiz não pode sequer pensar no fumus boni iuris. A situação de perigo, capaz de dar origem à tutela cautelar de ofício, deve afetar uma situação substancial litigiosa ou a efetividade de uma tutela do direito que já foi exigida. Incabível a tutela cautelar fora desse contexto.

c) CORRETA - Quando a parte conhecer o fato que enseja a

concessão da MC, o juiz não poderá concedê-la de ofício: Apenas quando não houver tempo para ouvir os litigantes é que o juiz poderá conceder tutela cautelar de ofício. Nesse caso, é necessária que a

situação de urgência não seja do conhecimento da parte que pode ser prejudicada e, assim, não tenha sido caracterizada

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expressamente no processo ou anunciada por qualquer dos litigantes.

d) INCORRETA - Embora a redação do art. 797 do CPC possa

induzir a tal conclusão (Só em casos excepcionais, expressamente autorizados por lei, determinará o juiz medidas cautelares sem a audiência das partes), o juiz pode conceder tutela cautelar de ofício não apenas nos casos expressamente previstos em lei, mas também nos casos excepcionais, não expressamente previstos na legislação. Se a atuação do juiz estivesse restrita apenas aos casos expressamente previstos na lei, a norma do art. 797 CPC, seria desnecessária, eis que sem ela o juiz já estaria autorizado a agir sem requerimento da parte. Não há racionalidade em não admitir tutela cautelar de ofício nas situações concretas que, embora não previstas pelo legislador, igualmente justificam a atuação oficiosa do juiz.

e) INCORRETA - Fundamento da resposta da letra 'C', pois o juiz

não concederá a MC de ofício quando a situação de urgência por do conhecimento da parte que pode ser prejudicada. Gabarito: c

Questão 10. CESPE - 2008 - TJ-AL - Juiz A respeito do procedimento

comum das cautelares estabelecido no CPC, assinale a opção correta.

a) A interposição de agravo por instrumento contra decisão

interlocutória tomada no curso de um processo desloca a competência para julgamento da eventual cautelar incidental para o

tribunal.

b) Proferida sentença no processo cautelar, esta é, em geral,

incapaz de alcançar a estabilidade da coisa julgada material, porque não declara a existência ou inexistência de um direito substancial, baseando-se em um juízo de probabilidade.

c) A não-apresentação de defesa não importa revelia nas

cautelares, porque estas se baseiam no exame de um juízo de probabilidade acerca do direito afirmado pelas partes, que será alvo, ainda, de investigação profunda no processo principal.

d) Em razão da função precípua da ação cautelar, sempre será

requisito essencial da petição inicial desta espécie a descrição da demanda principal cuja eficácia se visa preservar.

e) Havendo pedido de concessão de medida liminar, o juiz poderá

determinar a realização de justificação prévia, que seguirá o rito definido pela lei para esta medida, impondo-se sempre a citação do réu para preservação do contraditório.

Comentários:

a) Art. 800, parágrafo único.

b) CORRETA: art. 810.

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c) Art. 803.

d) Art. 801, parágrafo único.

e) Art. 804.

Gabarito: b

Questão 11. CESPE - 2008 - TJ-SE - Juiz Julgue os itens abaixo, relativos ao processo cautelar.

I. Ao conceder a liminar no curso do procedimento cautelar, o juiz poderá determinar que o requerente preste caução real ou fidejussória a fim de garantir a efetiva indenização dos prejuízos que eventualmente o requerido venha a sofrer.

II. O poder geral de cautela do juiz significa a permissão legal de

determinar providência cautelar ainda que a parte não a tenha requerido, quando presentes nos autos os requisitos autorizadores, ou seja, a probabilidade do direito alegado por uma das partes e o perigo da demora.

III. O arrolamento de bens destina-se a documentar a existência e o

estado de bens sempre que houver fundado receio de extravio ou de

dissipação, com o objetivo de conservá-los, até a partilha ou a resolução da demanda.

IV. O atentado é medida que se destina a evitar que a parte possa

inovar no estado da causa, a fim de prejudicar a perfeita análise dos fatos envolvidos ou para frustrar a efetividade de decisões judiciais.

V. Se

sentença, a apelação que impugnar a sentença relativamente a ambas as ações deve ser interposta em peça única e será recebida no duplo efeito.

a

ação principal e

a cautelar

forem julgadas na mesma

Estão certos apenas os itens

a) I, II e III.

b) I, II e V.

c) I, III e IV.

d) II, IV e V.

e) III, IV e V.

Comentários:

I - CORRETO. CPC, Art. 804. É lícito ao juiz conceder liminarmente ou após justificação prévia a medida cautelar, sem ouvir o réu, quando verificar que este, sendo citado, poderá torná-la ineficaz; caso em que poderá determinar que o requerente preste caução real ou fidejussória de ressarcir os danos que o requerido possa vir a sofrer.

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II - INCORRETO. considerando a impossibilidade de a Lei de Ritos

prever de forma exaustiva todas as espécies de providências cautelares, o magistrado pode deferir outra resposta cautelar em

favor do autor, sempre exigindo a demonstração do preenchimento dos requisitos gerais, comuns a toda cautelar (seja típica ou atípica),

a saber: fumus boni juris e periculum in mora.

O poder geral de cautela está previsto o art. 798 do CPC: Além dos procedimentos cautelares específicos, que este Código regula no Capítulo II deste Livro, poderá o juiz determinar as medidas provisórias que julgar adequadas, quando houver fundado receio de que uma parte, antes do julgamento da lide, cause ao direito da outra lesão grave e de difícil reparação.

Item III: Quanto ao arrolamento de bens:

Arrolamento de bens é medida cautelar nominada, destinada a proteger bens objeto do litígio, com o objetivo de conservá-los do perigo de extravio ou dilapidação". Portanto o erro do item está em afirmar que o fim da medida nominada é "documentar a existência e o estado de bens". A alienação dos bens arrolados sem autorização judicial é ato ineficaz.

IV

- CORRETO. CPC, Art. 879. Comete atentado a parte que no curso

do

processo: III - pratica outra qualquer inovação ilegal no estado de

fato. Art. 881. A sentença, que julgar procedente a ação, ordenará o restabelecimento do estado anterior, a suspensão da causa principal

e a proibição de o réu falar nos autos até a purgação do atentado. Parágrafo único. A sentença poderá condenar o réu a ressarcir à parte lesada as perdas e danos que sofreu em consequência do atentado.

V - INCORRETO. Tem sido admitido o julgamento conjunto, cautelar e

principal, na mesma sentença. Nesse caso, quanto à parte cautelar, a apelação não terá efeito suspensivo, ainda que tenha quanto à parte

principal. CPC, Art. 520. A apelação será recebida em seu efeito devolutivo e suspensivo. Será, no entanto, recebida só no efeito devolutivo, quando interposta de sentença que: IV - decidir o processo cautelar.

Gabarito: c

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Questão 12. CESPE - 2007 - TJ-PI - Juiz A respeito do processo cautelar, assinale a opção correta.

a) Tratando-se de cautelar preparatória, o seu pressuposto é a

existência do perigo da demora, servindo essa pretensão como tutela

do direito pretendido pelo autor. A autonomia das condições dessa medida, que têm um fim em si mesmas, permite ao autor deixar de fazer qualquer menção quanto à eventual ação principal, fundamentando o seu pedido somente no periculum in mora.

b) Se a ação principal e a cautelar forem julgadas na mesma

sentença, a apelação que impugnar a sentença relativamente a

ambas as ações deve ser interposta em peça única e será recebida no duplo efeito.

c) Quando restar demonstrado, além do perigo da demora, a

probabilidade do êxito da pretensão do requerente, será concedida a antecipação dos efeitos da tutela, inclusive a recursal, com a finalidade de impedir o perecimento do direito, ou de assegurar a efetividade da tutela pretendida. No entanto, por ter caráter provisório, não é possível antecipar totalmente a prestação jurisdicional que se pretende obter em definitivo.

d) Nas causas que tenham por objeto direito indisponível, não se

admite a antecipação dos efeitos da tutela, porque eventuais danos serão irreparáveis e, portanto, irreversíveis. No entanto, se o juiz conceder a tutela antecipada, seja initio litis, seja ao prolatar

sentença, contra essa parte da decisão é cabível o recurso de agravo, por se tratar de decisão interlocutória e ter natureza de incidente processual.

e) A medida cautelar e a tutela antecipatória representam

providências de natureza emergencial e são adotadas de caráter provisório. A sentença cautelar ou antecipatória não produz a coisa julgada material, porque o juiz nada declara, limitando-se, em casos de procedência, a afirmar a probabilidade de um direito e a ocorrência da situação de perigo. Assim, proposta a ação principal, e aprofundada a cognição do juiz sobre o direito afirmado, o enunciado de sentença sumária poderá ser revisto.

Comentários:

a) Tratando-se de cautelar preparatória, o seu pressuposto é a existência do perigo da demora, servindo essa pretensão como tutela do direito pretendido pelo autor. A autonomia das condições dessa medida, que têm um fim em si mesmas, permite ao autor deixar de fazer qualquer menção quanto à eventual ação principal, - ERRADO: fundamentando o seu pedido somente no

periculum in mora

(art. 801, III)

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b) Se

sentença, a apelação que impugnar a sentença relativamente a ambas as ações deve ser interposta em peça única e será recebida no duplo efeito. ERRADO: O recebimento no duplo efeito se circunscreve ao decidido

a

ação principal e

a cautelar

forem julgadas na mesma

c) Quando restar demonstrado, além do perigo da demora, a

probabilidade do êxito da pretensão do requerente, será concedida a antecipação dos efeitos da tutela, inclusive a recursal, com a finalidade de impedir o perecimento do direito, ou de assegurar a efetividade da tutela pretendida. No entanto, por ter caráter provisório, não é possível antecipar totalmente a prestação jurisdicional que se pretende obter em definitivo. A parte negritada é pertinente a finalidade da ação cautelar. A tutela antecipada

busca obter os efeitos da decisão final em momento anterior.

d) Nas causas que tenham por objeto direito indisponível, não se

admite a antecipação dos efeitos da tutela, porque eventuais danos serão irreparáveis e, portanto, irreversíveis. No entanto, se o juiz conceder a tutela antecipada, seja initio litis, seja ao prolatar sentença, contra essa parte da decisão é cabível o recurso de

agravo, por se tratar de decisão interlocutória e ter natureza de incidente processual. Da sentença cabe apelação, ainda que nesta tenha sido decidida questão concernente a tutela antecipada.

e) A medida cautelar e a tutela antecipatória representam providências de natureza emergencial e são adotadas de caráter provisório. A sentença cautelar ou antecipatória não produz a coisa julgada material, porque o juiz nada declara, limitando-se, em casos de procedência, a afirmar a probabilidade de um direito e a ocorrência da situação de perigo. Assim, proposta a ação principal, e aprofundada a cognição do juiz sobre o direito afirmado, o enunciado de sentença sumária poderá ser revisto. CORRETA.

Gabarito: e

LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS

Questão 01. CESPE - 2012 - TJ-CE - Juiz Considere que, transitada em julgado sentença de condenação para pagamento de quantia certa, o réu comece a dissipar seu patrimônio. Nessa situação, o autor, sabendo do ocorrido e com o intuito de assegurar a efetividade de futura execução para o cumprimento da decisão judicial, poderá ajuizar

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a) exibição de coisas para conhecimento dos bens restantes.

b) produção antecipada de provas para comprovar a dissipação do patrimônio.

c) sequestro para evitar o desaparecimento de bens penhoráveis.

d) busca e apreensão para evitar o desvio de bens.

e) arresto para evitar a diminuição do patrimônio do réu.

Questão 02. CESPE

-

-

desconfia que os danos existentes no barco que seu vizinho Manoel vendeu a terceiro foram causados por colisão com o seu próprio barco, que amanhecera avariado.

Nessa situação hipotética, João, com o fim de assegurar prova futura, deve

a) ajuizar ação cautelar de produção antecipada de prova contra

Manoel.

b) ajuizar medida cautelar de exibição de natureza satisfativa.

c) requerer incidente de exibição em ação ajuizada contra o atual

possuidor do bem.

d) ajuizar ação cautelar de exibição de coisa contra o terceiro.

e) ajuizar ação cautelar de busca e apreensão.

Questão 03. CESPE - 2011 - AL-ES - Procurador - conhecimentos específicos Nessa situação, de posse de prova documental das

dívidas, a fim de garantir futuro processo de execução, o advogado de João deverá intentar ação cautelar

a) de sequestro.

b) de justificação.

c) de arresto.

d) de busca e apreensão.

e) inominada.

Acerca do

processo cautelar, assinale a opção correta.

a) A temporariedade da medida cautelar reside no fato de ela

equivaler ao provimento almejado de forma definitiva no processo principal.

b) Indeferida a medida requerida liminarmente, é indiferente ao

Questão 04. CESPE

TRF

-

-

-

-

processo cautelar o fato de o requerente não propor a ação principal

no prazo de trinta dias do ajuizamento do primeiro.

c) Apenas no caso de extinção do processo principal sem

julgamento do mérito, existe a possibilidade de a parte prejudicada requerer medida cautelar ao relator do eventual recurso.

d) Cabe ao Poder Judiciário providenciar meios para o

cumprimento da medida cautelar deferida, sendo a inércia da parte

beneficiada indiferente à contagem do prazo de trinta dias para a execução.

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e) A medida cautelar deferida deve ser cumprida em trinta dias a

partir da citação da outra parte, sob pena de extinção do processo.

Questão 05. CESPE

-

cessação de eficácia de medida liminar acarreta extinção do direito de propor uma ação principal, pois a decadência de medida cautelar implica perda da pretensão material a ser deduzida na ação principal.

Questão 06. CESPE

-

-

processo cautelar preparatório visa assegurar a eficácia e a utilidade de futura prestação jurisdicional satisfativa perseguida no processo principal. São requisitos obrigatórios da petição inicial da medida cautelar preparatória: indicação da ação principal a ser proposta e o seu fundamento.

O arresto é uma das ações cautelares típicas previstas no CPC e

destina-se a assegurar pretensões creditícias ante o risco da

impossibilidade de sua efetivação no plano material. Diante do que a

lei determina e acerca dessa ação cautelar, assinale a opção correta.

a) Pessoa que é titular de pretensão indenizatória pode ajuizar

ação cautelar de arresto, se já estiver comprovada por inquérito policial a ocorrência do dano.

b) Ao autor da ação cautelar de arresto incumbe provar o

elemento subjetivo da intenção de furtar-se à possível execução nos casos em que aponte a tentativa de o insolvente alienar bens.

c) A lei processual, ao exigir que o autor exiba prova literal da

dívida líquida e certa, aponta que o arresto é via possível somente a quem tenha título executivo.

d) O fiador, embora não seja credor ou devedor principal, também

pode ocupar o polo ativo ou passivo de uma ação cautelar de arresto.

e) Aquele que tem em seu favor título executivo judicial ou

extrajudicial não tem interesse em propor ação cautelar de arresto, já

que tem acesso à via executiva.

Questão 08. CESPE - 2009 - SEAD-SE (FPH) - Procurador Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer, é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente quando relevante o fundamento da demanda e diante de receio justificado de ineficácia do provimento final, hipótese em que poderá impor multa diária ao réu, independentemente de pedido do autor.

Questão 09. CESPE - 2011 - TRF - 5ª REGIÃO - Juiz Com relação à possibilidade de o juiz conceder, de ofício, medida cautelar, assinale a opção correta.

a) Dado o fato de a cautelar de ofício existir para garantir a

autoridade da jurisdição, dispensa-se o fumus boni iuris.

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b) Em face da excepcionalidade da situação, pode-se dispensar a

instauração da ação em que se pede a tutela do direito ameaçado.

c) Em princípio, é impossível a medida se o fato que a justificar for

do conhecimento da parte interessada.

d) Admite-se a cautelar de ofício somente nas situações

hipotéticas descritas em lei.

e) É possível a concessão de cautelar de ofício se fato grave

chegar ao conhecimento do juiz por iniciativa da parte.

Questão 10. CESPE - 2008 - TJ-AL - Juiz A respeito do procedimento

comum das cautelares estabelecido no CPC, assinale a opção correta.

A) A interposição de agravo por instrumento contra decisão

interlocutória tomada no curso de um processo desloca a competência para julgamento da eventual cautelar incidental para o

tribunal.

B) Proferida sentença no processo cautelar, esta é, em geral,

incapaz de alcançar a estabilidade da coisa julgada material, porque não declara a existência ou inexistência de um direito substancial, baseando-se em um juízo de probabilidade.

C) A não-apresentação de defesa não importa revelia nas

cautelares, porque estas se baseiam no exame de um juízo de

probabilidade acerca do direito afirmado pelas partes, que será alvo, ainda, de investigação profunda no processo principal.

D) Em razão da função precípua da ação cautelar, sempre será

requisito essencial da petição inicial desta espécie a descrição da demanda principal cuja eficácia se visa preservar.

E) Havendo pedido de concessão de medida liminar, o juiz poderá

determinar a realização de justificação prévia, que seguirá o rito definido pela lei para esta medida, impondo-se sempre a citação do

réu para preservação do contraditório.

Questão 11. CESPE - 2008 - TJ-SE - Juiz Julgue os itens abaixo, relativos ao processo cautelar.

I. Ao conceder a liminar no curso do procedimento cautelar, o juiz poderá determinar que o requerente preste caução real ou fidejussória a fim de garantir a efetiva indenização dos prejuízos que eventualmente o requerido venha a sofrer.

II. O poder geral de cautela do juiz significa a permissão legal de determinar providência cautelar ainda que a parte não a tenha requerido, quando presentes nos autos os requisitos autorizadores, ou seja, a probabilidade do direito alegado por uma das partes e o perigo da demora.

III. O arrolamento de bens destina-se a documentar a existência e o estado de bens sempre que houver fundado receio de extravio ou de

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dissipação, com o objetivo de conservá-los, até a partilha ou a resolução da demanda.

IV. O atentado é medida que se destina a evitar que a parte possa

inovar no estado da causa, a fim de prejudicar a perfeita análise dos fatos envolvidos ou para frustrar a efetividade de decisões judiciais.

V. Se a ação principal e a cautelar forem julgadas na mesma

sentença, a apelação que impugnar a sentença relativamente a ambas as ações deve ser interposta em peça única e será recebida no duplo efeito.

Estão certos apenas os itens

a) I, II e III.

b) I, II e V.

c) I, III e IV.

d) II, IV e V.

e) III, IV e V.

Questão 12. CESPE - 2007 - TJ-PI - Juiz A respeito do processo cautelar, assinale a opção correta.

Estão certos apenas os itens

a) Tratando-se de cautelar preparatória, o seu pressuposto é a

existência do perigo da demora, servindo essa pretensão como tutela do direito pretendido pelo autor. A autonomia das condições dessa

medida, que têm um fim em si mesmas, permite ao autor deixar de fazer qualquer menção quanto à eventual ação principal, fundamentando o seu pedido somente no periculum in mora.

b) Se a ação principal e a cautelar forem julgadas na mesma

sentença, a apelação que impugnar a sentença relativamente a

ambas as ações deve ser interposta em peça única e será recebida no duplo efeito.

c) Quando restar demonstrado, além do perigo da demora, a

probabilidade do êxito da pretensão do requerente, será concedida a

antecipação dos efeitos da tutela, inclusive a recursal, com a finalidade de impedir o perecimento do direito, ou de assegurar a efetividade da tutela pretendida. No entanto, por ter caráter provisório, não é possível antecipar totalmente a prestação jurisdicional que se pretende obter em definitivo.

d) Nas causas que tenham por objeto direito indisponível, não se

admite a antecipação dos efeitos da tutela, porque eventuais danos serão irreparáveis e, portanto, irreversíveis. No entanto, se o juiz conceder a tutela antecipada, seja initio litis, seja ao prolatar sentença, contra essa parte da decisão é cabível o recurso de agravo,

por se tratar de decisão interlocutória e ter natureza de incidente

processual.

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e) A medida cautelar e a tutela antecipatória representam providências de natureza emergencial e são adotadas de caráter provisório. A sentença cautelar ou antecipatória não produz a coisa julgada material, porque o juiz nada declara, limitando-se, em casos de procedência, a afirmar a probabilidade de um direito e a ocorrência da situação de perigo. Assim, proposta a ação principal, e aprofundada a cognição do juiz sobre o direito afirmado, o enunciado de sentença sumária poderá ser revisto.

GABARITO

01.

E

02.

D

03.

C

04. B

05. errado

06. correto

07.

D

08. correto

09.

C

10.

B

11. C

12. E

Prezado aluno, terminamos nosso Curso de Processo Civil para os Tribunais. Ainda vou postar aqui no Ponto uma aula sobre os Princípios do Processo Civil. É óbvio que o meu desejo é que você passe no concurso em muuuuuuiiito breve. Caso não seja tão breve, nos reencontramos em outros cursos aqui no ponto, ok?

Porém, antecipadamente desejo todo o sucesso, toda a sorte; para expressar todo o meu sentimento numa só visualização:

expressar todo o meu sentimento numa só visualização: Abraços, Prof. Márcia Albuquerque 40 Prof. Márcia

Abraços, Prof. Márcia Albuquerque