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Atualização Ortográfica Mikaela Roberto O que Muda? RESUMO Este esquema resumitivo apresenta as regras
Atualização Ortográfica Mikaela Roberto O que Muda? RESUMO Este esquema resumitivo apresenta as regras

Atualização Ortográfica

Mikaela Roberto

O que Muda?

RESUMO

Este esquema resumitivo apresenta as regras referentes às mudanças advindas do Acordo Ortográfico firmado em 1990. As regras ortográficas que não sofreram alteração não foram contempladas neste material e a ênfase foi dada às mudanças para o português do Brasil (PB).

Em 1990, os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) – Brasil, Portugal, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Angola (Timor Leste, após sua independência) chegaram a um acordo sobre mudanças na ortografia da Língua Portuguesa (LP). As negociações tiveram início em 1986, quando houve o Encontro para a Unificação Ortográfica da Língua Portuguesa, no Rio de Janeiro. Apenas em 29 de setembro de 2008, o presidente da república decretou que os livros escolares distribuídos pelo MEC à rede pública de ensino passariam a adotar a nova ortografia, devendo obrigatoriamente incorporar as mudanças a partir de 2010. A ortografia vigente no Brasil até 2008 havia sido estabelecida pela Academia Brasileira de Letras em agosto de 1943, sendo ligeiramente alterada quanto ao padrão de acentuação em 1971. A obrigatoriedade de uso oficial da nova ortografia, prevista inicialmente para 2013, foi recentemente adiada para 2016.

Como o próprio nome sugere, o Acordo firmado em 1990 não representa uma unificação ortográfica, como de início se objetivava, mas um consenso a que chegaram os diferentes países envolvidos. Por pautarem-se basicamente em critérios fonéticos, as mudanças levam a uma significativa redução das diferenças existentes nas duas grafias oficiais anteriores ao Acordo, levando a uma única ortografia oficial, que contém dupla grafia em alguns casos nos quais a pronúncia varia nos dois padrões (o brasileiro e o europeu).

O Acordo Ortográfico está organizado em 21 bases, apresentadas de forma sintetizada neste esquema resumitivo, visando facilitar a

consulta por revisores, professores e demais usuários da língua na norma culta oficial, especificamente nos pontos em que houve mudança para o Português do Brasil (PB). As regras são apresentadas em linguagem simples e ilustradas com exemplos de uso

frequente no Brasil.

ALFABETO E NOMES PRÓPRIOS

As letras k, w e y inserem-se oficialmente no alfabeto da LP (agora

Darwin, darwinismo,

com 26 letras), sendo adotadas em antropônimos/topônimos e seus derivados, em siglas, símbolos e unidades de medida.

kg, Watt.

Observe que a inserção das letras k, w e y permitiu, por exemplo, que se registre sem medo Nova York. Antes, a orientação era que se registrasse New York ou Nova Iorque.

Recomenda-se o uso de formas vernáculas para topônimos de outras línguas, mas mantêm-se combinações não peculiares à escrita da LP que figurem tais nomes.

Zurique, Nova York, Madri, etc. Comtista (de Comte), garrettiano (de Garrett), shakespeariano (de Shakespeare), etc.

Nomes de tradição bíblica podem conservar suas formas de origem ou simplificar-se pela supressão de dígrafos mudos ou adaptação silábica para o padrão ortográfico da LP.

Baruch ou Baruc, Joseph ou José, Job ou Jó, David ou Davi, Edith ou Edite.

SEQUÊNCIAS CONSONÂNTICAS

A pronúncia culta da língua determina a eliminação ou a

conservação de sequências consonânticas no interior de palavras, havendo dupla grafia oficial em alguns casos.

Amígdala ou amídala, sumptuoso ou suntuoso, infeccioso ou infecioso.

A supressão de consoantes mudas implica mudanças especialmente no padrão europeu. Em casos de dupla grafia, adota-se no Brasil a grafia correspondente à pronúncia brasileira.

VOGAIS

Escrevem-se com i, e não com e, (antes da sílaba tônica) adjetivos e substantivos derivados em que constam os sufixos ano e ense.

Escrevem-se, porém, com e os derivados de palavras que terminam em e acentuado.

Alguns verbos terminados em iar, associados a substantivos terminados por ia ou io átonos, admitem variantes na conjugação.

Acriano (do Acre), açoriano (dos Açores), torriense (de Torres).

Daomeano (Daomé), guineense (Guiné).

(Eu) negocio ou negoceio, (eu) premio ou premeio.

A regra da variação verbal constitui uma das mais polêmicas, dada a variação no padrão de conjugação de inúmeros verbos terminados em iar. A maior dificuldade quanto a esta regra é o fato de o Acordo adotar a expressão “alguns verbos”, dando apenas dois exemplos. Some-se isso ao fato de o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), documento que elenca a ortografia dos vocábulos oficiais da língua, não apresentar padrões de conjugação verbal, impossibilitando consulta e promovendo variações no registro ortográfico dos verbos com tais características.

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HÍFEN Emprega-se hífen em topônimos iniciados por forma verbal, grão/grã ou cujos elementos são ligados
HÍFEN
Emprega-se hífen em topônimos iniciados por forma
verbal, grão/grã ou cujos elementos são ligados por artigo.
Os demais topônimos, com exceção de Guiné-Bissau
(consagrado pelo uso) escrevem-se separados e sem hífen.
América do Sul, Baía de Todos-os-Santos, Grã-Bretanha,
Passa-Quatro, Ponta Grossa.
Emprega-se hífen para unir duas palavras que
ocasionalmente se combinam para formar um
encadeamento vocabular.
Eixo Rio-São Paulo,
jogo Brasil-França,
ponte Rio-Niterói,
Observe que nesses casos era comum
o uso do travessão, que, com o Acordo,
é substituído oficialmente pelo hífen.
Emprega-se hífen em palavras nas quais o prefixo ou o
pseudoprefixo termina com a mesma vogal do início do
elemento seguinte. O prefixo co, entretanto, une-se ao
segundo elemento sem hífen.
Anti-inflamatório, arqui-inimigo, eletro-ótica, micro-ondas,
coocupante, cooperar.
Ainda que o co seja o único prefixo sinalizado no Acordo como exceção, o VOLP não aplica a regra com o prefixo re,
mantendo grafias como reescrever, reelaborar, reenviar sem hífen. A Academia Brasileira de Letras publicou uma lista de
correções e aditamentos da 5ª edição do VOLP, em que o assunto não foi citado.
Emprega-se hífen com os prefixos circum e pan diante de
m ou n, além de vogais e h.
Circum-navegação, pan-negritude.
Emprega-se o hífen em palavras compostas que designam
espécies botânicas e zoológicas, ligadas ou não por
preposição ou qualquer outro elemento.
Ervilha-de-cheiro, pé-de-elefante, bem-te-vi, bem-me-quer,
couve-flor, cobra-capelo.
Emprega-se hífen em compostos iniciados com além,
aquém, recém e sem.
Além-mar, aquém-mar, recém-casados, sem-vergonha.
Emprega-se hífen com pós, pré e pró sempre que
conservarem autonomia vocabular.
Pós-graduação, pós-tônico/postônico, pré-aquecido.
Emprega-se, ainda, o hífen em compostos com os
advérbios bem e mal, quando formarem unidade
sintagmática e semântica e o segundo elemento começar
com vogal ou h. Bem, diferentemente de mal, pode,
contudo, não se aglutinar a palavras iniciadas com outras
consoantes. Em outros casos, pode unir-se ao vocábulo
sem hífen.
Bem-estar, mal-humorado, bem-mandado (malmandado),
bem-visto (malvisto), bem-criado (malcriado), benfeitor,
benfazejo, benquerença.
QUANDO NÃO SE USA!
Suprime-se o hífen de compostos em relação aos quais o
falante contemporâneo perdeu a noção de composição.
Girassol, madressilva, pontapé, mandachuva,
paraquedas.
Não se emprega hífen em locuções de qualquer tipo, salvo
as consagradas pelo uso.
Fim de semana, pé de moleque, ponto e vírgula, dia a
dia (água-de-colônia, cor-de-rosa, à queima-roupa).
Essas duas primeiras regras são polêmicas, pois remetem a consulta obrigatória do VOLP, uma vez que é difícil definir quem é o falante
contemporâneo que perdeu a noção de composição ou quais foram as locuções consagradas pelo uso, segundo o Acordo.
Não se emprega hífen em vocábulos formados por prefixo
terminado por vogal em que o segundo elemento começa
por r ou s, devendo essas consoantes duplicar-se.
Antessala, antirreligioso, arquirrival, autorreflexão,
autosserviço, contrarregra, extrassensível, infrarrenal,
intrarraquidiano, neorromano, pararrítmico, protossolar,
pseudorrandômico, semissintético, sobressaia,
suprassumo, ultrassonografia.
Não se emprega hífen em vocábulos formados por prefixo
ou pseudoprefixo terminado por vogal em que o segundo
elemento começa por vogal diferente.
autoescola, contraordem, extraescolar, infraestrutura,
intrauterino, neoacadêmico, protoestrela,
pseudoavaliação, semiárido.
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ESQUEMA GERAL DO USO DO HÍFEN PRIMEIRO ELEMENTO SEGUNDO ELEMENTO Ab, ob, sob, sub Iniciado
ESQUEMA GERAL DO USO DO HÍFEN PRIMEIRO ELEMENTO SEGUNDO ELEMENTO Ab, ob, sob, sub Iniciado

ESQUEMA GERAL DO USO DO HÍFEN

PRIMEIRO ELEMENTO

SEGUNDO ELEMENTO

Ab, ob, sob, sub

Iniciado por b, h e r.

Ad

Iniciado por d, h e r.

Alfa, ante, anti, arqui, auto, beta, bi, contra, di, eletro, entre, extra, hexa, hidro, hipo, homo, ili/ilio, ínfero, infra, intra, iso, lipo, mega, micro, neo, neuro, orto, para, poli, proto, pseudo, retro, semi, sobre, súpero, supra, tetra, tri, ultra.

Iniciado por h ou vogal igual à última do primeiro elemento.

O VOLP não traz exemplos de uso do hífen com os prefixos aero, agro, ântero, bio, êxtero, foto, gama, geo, giga, lacto, macro, maxi, mega, meso, mini, mono, morfo, multi, nefro, paleo, penta, peri, pluri, póstero e psico. O VOLP registra, porém, heteroousiano (mas homo-ousiano), hetororgânico e teleducação.

O VOLP apresenta outra exceção, o re, mantendo formas como reescrever, reeditar, reelaborar, etc.

Além, aquém, ex, recém, sem, sota, soto, vice

Sempre.

Ciber, inter, super, nuper, hiper

Iniciado por h e r.

Circum, pan

Iniciado por vogal, h, m e n.

Co

Iniciado por h.

Pós, pré, pró

Sempre que conservem autonomia vocabular.

Bem, mal

Sempre que formarem unidade sintagmática e semântica com elemento terminado com vogal ou h.

ACENTUAÇÃO GRÁFICA

O uso do acento circunflexo ou agudo nas vogais tônicas e ou o

depende da pronúncia culta dos países ou regiões de língua oficial

portuguesa.

Os ditongos abertos ei e oi de palavras paroxítonas não são mais acentuados.

Os mesmos ditongos em oxítonas, porém, mantêm os respectivos acentos indicativos de timbre.

As vogais dobradas oo e ee perdem o acento gráfico que as caracterizava.

Palavras homógrafas paroxítonas perdem o acento diferencial.

A forma verbal indicativa de 3ª pessoa do singular do pretérito

perfeito do verbo poder leva obrigatoriamente acento gráfico para distinguir-se da forma verbal do tempo presente.

O acento gráfico é facultativo para diferenciar forma (substantivo)

de forma (verbo).

Antônio ou António, bebê ou bebé, cocô ou cocó, fêmur ou fémur, acadêmico ou académico.

(Eu) apoio, assembleia, Coreia, estreia, ideia, joia, paranoico, plateia, heroico.

Anéis, anzóis, herói, pastéis, herói.

Creem, deem, leem, veem. Abençoo, enjoo, ensaboo, voo.

Para (verbo), pela (substantivo), pelo (substantivo), pera (substantivo), polo (substantivo).

Pôde (passado) e pode (presente).

Fôrma ou forma (substantivo)

O Acordo cita acentos facultativos em algumas formas verbais para distinguir tempo passado de tempo presente, o que costuma aplicar-se

mais ao padrão europeu. É o caso de dêmos/demos, apresentámos/apresentamos, etc.

Palavras paroxítonas com i ou u tônicos precedidos de ditongo decrescente não levam acento gráfico. As oxítonas mantêm o acento.

Não se registra mais o acento gráfico do u tônico em gu e qu das formas verbais que as apresentam.

Baiuca, boiuna, cauira, feiura, Piauí.

(Ele) argui,

averígue, delinque ou delínque, enxague ou enxágue.

averigue

(que ele)

ou

A queda do acento gráfico indicativo do u tônico e do trema nos grupos gu e qu gerou opacidade para a leitura. Agora o leitor não tem

mais a indicação gráfica de que o u, nos respectivos grupos, corresponde a uma vogal, a uma semivogal ou a parte de um dígrafo (não

pronunciado).

TREMA

Extingue-se o trema da grafia portuguesa, exceto em nomes estrangeiros e seus derivados.

Frequente, sequência, linguística, aguentar, arguição, sequela, linguiça, sequestro, mülleriano (de Müller).

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TRANSLINEAÇÃO Quando necessário separar uma palavra composta em linhas distintas e a separação coincidir com
TRANSLINEAÇÃO Quando necessário separar uma palavra composta em linhas distintas e a separação coincidir com

TRANSLINEAÇÃO

Quando necessário separar uma palavra composta em linhas distintas e a separação coincidir com o hífen, repete-se o hífen na linha subsequente.

Naquela tarde de sol, ela apreciava encantada o beija- -flor pairando no ar.

APÓSTROFO

Usa-se o apóstrofo para separar uma contração ou aglutinação vocabular, quando parte da expressão pertence a um conjunto vocabular distinto, podendo ser mantidas as preposições ínte- gras para fins de clareza ou ênfase.

Usa-se, ainda, o apóstrofo quando há na contração ou agluti- nação um pronome e se quer dar a ele o destaque maiúsculo.

d’Os Lusíadas ou de Os Lusíadas.

N’Ele, d’Ele, Amá-l’O, d’Aquela.

MAIÚSCULA E MINÚSCULA

Usa-se minúscula na referência a pontos cardeais (exceto quando empregados absolutamente).

Usa-se minúscula (podendo-se usar maiúscula) em axiônimos.

Usa-se minúscula nos nomes que designam domínios do saber (podendo-se usar maiúscula)

As regras estabelecidas pelo Acordo não impe- dem que as instituições adotem normas próprias e específicas (muitas vezes internacionais) para o uso de maiúsculas e minús- culas, o que costuma ser bastante frequente.

norte, sul, leste, oeste.

Senhor Doutor João Silva ou senhor doutor João Silva, Santa Rita ou santa Rita.

Linguística ou linguística, Direito, ou direito, Literatura ou literatura.

ASSINATURAS E FIRMAS

Para salvaguardar direitos, a assinatura de nomes e o nome de sociedades, marcas e títulos poderão ser escritos conforme registro legal, mesmo em discordância com as normas ortográ- ficas vigentes.

Não havia consenso em relação à questão dos registros de nomes antes. Segundo as normas, o nome deveria ser registrado em respeito ao padrão ortográfico; segundo decreto, deveria ser respeitada a forma do registro legal.

LISTA DE CONSULTA RÁPIDA

abençoo

autoeducativo

boia

enxágue

malsucedido

abotoo

autoescola

caçoo

estreia

mandachuva

acriano

autoestima

camoniano

europeia

micro-ondas

açoriano

autoestrada

cinquenta

extraescolar

micro-ônibus

aguentar

autoimune

coautor

extraoficial

micro-organismo

antessala

autoincriminar-se

coedição

extrauterino

oblique

anti-inflacionário

autorregulação

coeditor

feiura

para

anti-inflamatório

autorretrato

contraindicação

fôrma/forma

paranoia

anti-intelectual

autosserviço

contraoferta

frequente

paraquedas

antirracista

autossuficiente

contraofensiva

geleia

para-raio

antirreflexo

autossustentável

contraordem

heroico/herói

para-sol

antirreligioso

averigue

contrarreforma

ideia

pé de moleque

antirroubo

bem-adaptado

contrarregra

infraestrutura

pelo

antirruga

bem-apessoado

contrassenso

intrauterino

pera

antirruído

bem-arranjado

coo

jiboia

perdoo

antissemita

bem-criado

copiloto

joia

pinguim

antissocial

bem-dizer/bendizer

coprodução

linguiça

plateia

apazigue

bem-dotado

coprodutor

leem

polo

apoio (ó)

bem-educado

coreia

mal-acabado

ponto de ex-

argui

bem-estar

correlator

mal-acostumado

clamação

arqui-inimigo

bem-humorado

corresponsável

mal-adaptado

ponto de interro-

assembleia

bem-me-quer

corréu

mal-agradecido

gação

assoo

bem-sucedido

cossegurado

mal-amado

ponto e vírgula

asteroide

bem-vestido

deem

mal-apresentado

ponto-final

autoadesivo

bem-vindo

dia a dia

malcriação

preveem

autoafirmação

bem-visto

doo

maldisposto

pseudoavaliação

autoajuda

benfazer

eloquente

mal-educado

sobressaia

autoanálise

benfeito

eletro-ótica

mal-estar

suprassumo

autoaplicável

bocaiuva

enjoo

malpassado

ultrassom

bocaiuva enjoo malpassado ultrassom Autor: Tania Mikaela Garcia Roberto Coordenação

Autor:

Tania Mikaela Garcia Roberto Coordenação Editorial:

Sandra Cristina Marchiori Antunes Projeto Gráfico:

Rogério Simonetti

Editores:

Aurélio Baird Buarque Ferreira Margareth Almeida Gonçalves Vania Maria Losada Moreira Tania Mikaela Garcia Roberto

edição: 01 / 2013

cópias: 600

Editora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro | Br 465, Km. 7, Seropédica – RJ CEP: 23.890-000 Telefone: **21 2681-4711 Site: www.editora.ufrrj.br • e-mail: edur@ufrrj.br

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