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Artigos Espíritas As médiuns de Allan Kardec Extraídos da obra Canuto Abreu - O Livro dos Espíritos e sua tradiç o !ist"rica e lend#ria $ A% &'A()O *OC+,-A%. apesar de rison!as e elegantes. n o eram /0teis. O trato das coisas sérias. as palestras /ilos"/icas e morais em 1ue tomavam parte. os consel!os dos 2uias. as comunicaç3es edi/icantes. a conviv4ncia com pessoas cultas e. sobretudo o adiantamento moral e intelectual 1ue possuíam de exist4ncias anteriores /a5iam-nas pre/erirem. mesmo 1uando em palestras sociais ou a s"s. assuntos construtivos. ,en!uma estran!ou. portanto. Ermance puxar a prosa. perguntando6 7 Como 8oc4s compuseram O L+8)O a 1ue acaba de re/erir-se o 9ro/essor )+8A+L: Caroline tin!a a língua mais pronta. Estava !abituada a contar. em pormenores. os /atos passados em sua casa. 9ossuía. ainda. mem"ria not#vel. gabada muita ve5. e gosto pela explanaç o. Adiantou-se6 7 , o /omos n"s 1ue compusemos O L+8)O. mas os 2uias. o 9ro/essor )+8A+L e o ;)oc<.

K

7 *onsieur )OC est# presente: O riso am#vel e coletivo. em 1ue se alteou. cristalino. o de Caroline. /e5 Ermance corar. acreditando ter cometido alguma ga/e. 7 8oc4 vai rir-se também. disse Caroline. 1uando souber 1uem é o ;)oc<. ,o começo de meu trabal!o medi0nico. ou mel!or. dos nossos trabal!os 7 pois. mam e e >ulie. também. s o médiuns 7 us#vamos a ;(upia<. nome de nossa Corbel!a Escrevente ?@AB. e o C)ocD. apelido do l#pis de pedra com 1ue os Espíritos rabiscavam. diretamente. as respostas numa ard"sia comum ?@$B e o ;)oc<. apelido do l#pis de pedra com 1ue os espíritos rabiscavam. diretamente. as respostas numa ard"sia comum.
(34) Corbelha, do francês corbeille. É o mesmo que Cesta de Bico ou Tupia’. Cestinho de ime, em cu!o bico amarra am um l"pis de pedra para escre er na ard#sia, sob a a$%o dos &sp'ritos. (3() )rd#sia,do francês ardoise, * o mesmo que +ousa ou +oisa, uma l,mina de pedra port"til onde se escre ia com l"pis de pedra, o -roc’.

7 Compreendo. di5 Ermance. sorrindo. 7 Amarrava-se o ;)oc< ao bico da ;(upia< e >ulie ou eu. com outras pessoas consultantes. encostava alguns dedos no bordo da Corbel!a. O resto era obra dos Espíritos. 7 E a ;(upia< começou a escrever O L+8)O: 7 ,ova risada cort4s das mocin!as. E 1ual Ermance aderiu gostosamente. 7 8ou contar-l!e a !ist"ria d<O L+8)O desde o princípio. di5 Caroline. FE9-G). nosso Espírito Hamiliar. no início das mani/estaç3es. riscava na ;(upia< as respostas Es consultas dos consulentes. ,a !ora das sess3es. nossa casa enc!ia-se de curiosos. apresentados por amigos de papai. O trabal!o reali5ava-se num ambiente de alegria. sem 1ual1uer /ormalismo e dando-se entrada aos retardat#rios. 9ara evitar a /adiga. eu reve5ava com >ulie ou mam e. Iurante a escrita na ard"sia. reinava relativo sil4ncio. Ap"s a leitura da resposta. /eita geralmente por papai. seguiam-se os coment#rios. em vo5 alta e social. nos mais diversos tons. segundo o espanto de uns e o contentamento de outros. FE9-G) gostava de pil!eriar e al/inetar os consulentes antes de l!es dar consel!o. )ecebia os novatos com uma /rase amena. a /im de os deixar logo. E vontade. E nunca perdia o enseJo de instruir a sociedade. ainda. 1uando. divertia

continuou Caroline. a /re1Oentar-nos com assiduidade. Lida. pois )+8A+L. O sen!or )+8A+L n o se agastou e respondeu ao 2uia. 9ara n"s. Agora compreendo por 1ue >EA. *as. 1uebrando o !#bito. daí por diante. intervém )ut!. *as FM9-G). !avíamos vivido na 2#lia na1uela mesma época e eu /ui druidesa. sorrindo 7 C*in!a b4nç o apost"lica. um ensinamento de utilidade geral. 8in!a Es 1uartas e s#bados. FE9-G). conversava pouco. 7 Ou passado para outra exist4ncia com diverso nome. n o gostava de /a5er perguntas. todos rimos..E I<A)C. Certa ve5.E certa ve5 me disse6 7 C*uitos antigos 2auleses est o. no Espaço e na (erra. agora estou mais curiosa por saber como /oi escrito O L+8)O. 1uando contin!am. no tempo de >0lio CM%A). visto como.. 'ma noite veio o 9ro/essor com *adame )+8A+L. saudando o pro/essor com estas palavras6 7 C%alve. pessoalmente. +sso /e5 min!a /amília simpati5ar prontamente com o 9ro/essor. respondeu ter /eito uma saudaç o respeitosa.osso 2uia os recebeu amistosamente. ent o. FE9-G) estava pil!eriando. 7 Nem interessanteL replicou Caroline. observava tudo. a seu ver. dos evocadores de Espíritos célebres. 9apai. E riu-se com vivacidade. Iurante as sess3es. continue.ova risada geral. caro 9ontí/ice.. segundo FM9-G). !avia sido. tr4s ve5es salveLD. Limitava a saudar o 2uia e a ouvir a leitura de suas respostas. para espanto nosso respondeu6 7 . um c!e/e druídico. também n"s. E 8oc4 disse tal coisa ao 9ro/essor: 7 . 7 O 9ro/essor entrou. 7 CuriosoL 7 di5 Ermance.. . explicou ao 9ro/essor o costume do Espírito Hamiliar apelidar 1uase todos os visitantes. . pre5ado /il!oD. indagou se l!e era possível evocar o Espírito de %PC)A(E%. promovendo a re/orma religiosa da HrançaD. segundo % o L'+% e >EA. porém. tomava nota das respostas dadas pelos Espíritos a 1uem 1uer 1ue /osse. a saudaç o. em vo5 alta. delicadamente. Ele. como se estes n o tivessem ocupaç3es na 8ida Espiritual. o. a um verdadeiro pontí/ice. (ambém eu. %" o con!eci !# alguns instantes e ignorava !ouvesse ele sido 2aul4s. (odos esper#vamos um dito c!istoso de FM9-G) 1ue 5ombava.@ com certas respostas. porém.

)esposta6 7 CAptid o intelectual 8oc4 tem. >#. estou apto para desvendar e compreender os mistérios do Além. )esposta6 7 C%er# assistido.A C%im. E perguntou a FM9-G) se tal aspiraç o podia ser alimentada de esperança. empolgara a Corbel!a e o . mostrando-se um tanto constrangido. o 9ro/essor propQs a papai um rumo di/erente aos trabal!os6 A sess o seria aberta a !ora certa. de /luídos bondosos. o mais competente era o 9ro/essor )+8A+L. )eplicou o 9ro/essor6 7 CE se eu a tiver:D. continuou Caroline. caso %PC)A(E% me 1ueira assistir:D. A resposta /oi6 7 C%" depende de 8oc4D. me Julga digno da inspiraç o de %PC)A(E%D.. 1ual1uer provaç o para de/ender A 8E)IAIE. com min!a intelig4ncia . Ieclarou-nos ter.. para meu governo. O empreendimento /ica dependendo de 8oc4D. ainda 1ue precise. saber se 8oc4.(upia< e por /orça do !#bito distinguia os /luídos de nosso 2uia. 1ue me con!ece de longo tempo. voltou a indagar6 7 C8oc4 é /ranco e leal com todos. Essa resposta arrancou o 9ro/essor da costumada reserva. raríssima nele. pensado muita ve5 no /il"so/o grego. beber cicutaD. )esposta6 7 CO Nem e dispor-se a suportar. Iemonstrando excitaç o. sem receio de melindrar-me6 Ac!a 1ue. de /ato. ao ver de todos n"s. o 9ro/essor disse a FM9-G) 7 C. %PC)A(E% J# tem assistido a alguns de nossos col"1uios.)oc< escreveu6 7 CA verdadeira . Eu estava com a m o na . 7 Estava escol!ido.atual<. 9ercebi. ent o. Hica FM9-G) incumbido de di5er-me oportunamente 1ual dentre 8oc4s é o mais aptoD. esperançado de obter dele a verdadeira . coraJosamente. Iiga-me duma ve5.Hiloso/ia dos Espíritos< adiantados s" poder# ser revelada ao 1ue /or digno de receber A 8E)IAIE. O 9ro/essor insistiu6 7 C&ue devo /a5er:D. concluiu )ut!. Entretanto. as coisas continuaram na mesma rotina semanas a /io até 1ue um dia. iniciada com prece e teria recol!imento respeitoso para merecer a presença de Espíritos adiantados. ent o.as min!as meditaç3es ven!o /a5endo exames de consci4ncia e necessito. 7 Certo dia.Hiloso/ia dos Espíritos< de elite. Consulte a si mesmo se ter# a persist4ncia necess#ria para levar tal prop"sito até o /imD. /alandonos da conveni4ncia de aproveitarmos mel!or os ensinamentos dos Espíritos. pois 8oc4 o consulta ami0de mentalmenteD. . 1ue outra entidade. antes de começar a sess o.

atal. % o 8+CE. FM9-G) replicou 1ue. insinuou Ermance. O 9ro/essor sugeriu ainda 1ue.ELO... HM. 8oc4 escol!er# as mel!ores.. AnJos: &uerubins: Ou /il"so/os: 7 8oc4 sabe 1ue .2EL+%(A. noutra sess o. e de improviso. %UEIE. 7 (ambém %PC)A(E%. 1uerendo dar um exemplo da prece 1ue devíamos /a5er na abertura da sess o. s o nomes simb"licos. Ele se incumbiria de /ormular as perguntas claramente. %. como se /osse um padre. o dia l de Janeiro de =R$S para o início do novo método. antes das consultas particulares ou intimas. 9retendo publicar um livreto. solenemente. com muitas outras.ArcanJos<. E FM9-G). 7 Iiversos %antos en/im.nos o comparecimento de v#rios Espíritos superiores.l!es os nomes com de/er4ncia..NO)2. Es oito !oras da noite em ponto. evocando >E%'% para diretor espiritual dos trabal!os na /ase nova. *arcou-se. com uma prece /eita pelo 9ro/essor. de portas /ec!adas. por isso. 9ode dar-me uma c"pia dessa: 7 (en!o-a em casa Es suas ordens.-O. 7 E O L+8)O principiou a ser escrito..E*A.%era/ins<. 7 Lembra-se de alguns: 7 %anto A2O%(+. 7 FM9-G) aprovou o novo método. as respostas pode riam ser dadas ato contínuo. de pé. interrompeu Ermance.spiritualistes<. se 1uisessem. /ossem propostas aos Espíritos 1uest3es de ordem /ilos"/ica. -A-. Est#vamos no /im do ano. O 9ro/essor prometeu pré-/ormular as 1uest3es. Considerava .. Este saudou a todos amistosamente e anunciou.o dia l de Janeiro a sess o /oi aberta. destacadamente.. . 7 Estou colecionando preces .adiantados< os Espíritos 1ue atingi ram alto grau de per/eiç o moral. . Os Espíritos poderiam responder. um abaixo de outro.(E IE 9A'LO. se as perguntas viessem pré-/ormuladas por escrito. citando. ..adiantados<: 7 9erguntou Ermance. em véspera de .$ 7 &ue entendia ele por Espíritos . disse Ermance. religiosa e de utilidade geral. isto é. 7 Obrigada &ueira continuar. *as as palavras n o eram de nen!uma re5a eclesi#stica nossa con!ecida nem a1uela ditada por FM9-G). >OTO E8A. escreveu uma..

%piritualisme< e sob a vigilVncia invisível de seu 2uia.desvendar< a verdadeira .Hiloso/ia dos Espíritos<. n o percebe o simbolismo da express o .. na véspera. alguns mais dispostos a aprender. % o L'+% disse-me ter por C!e/e o Espírito 8E)IAIE. 7 O 9ro/essor escrevia a obra durante as sess3es: 7 . Escrevia a1ui. mantivemos sess3es importantes de perguntas e respostas sobre temas elevados. com todo o sigilo. E noite.S 7 . 1ue s" vin!am aos Espíritos para l!es perguntar tolices sobre casos domésticos. 7Espírito 8E)IAIE: CuriosoL 7 exclama Ermance. 7Espere. Hicaram. O 24nio 9rotetor do 9ro/essor )+8A+L. Caroline. . 1uando J# era grande a c"pia de ensinamentos. 7 *as 8oc4. c!ama-se Espírito 8E)IAIE. Io Espírito 8E)IAIE.deseJava< a assist4ncia dele para . di5endo 1ue. 7 *uito curioso o sistema. %" ent o é 1ue soubemos n o se limitar o 9ro/essor )+8A+L. concordou Ermance. satis/eitos com o sistema novo. mas escrevia uma obra a respeito do . o. %endo o %en!or )+8A+L *estre-escola e /alando-nos v#rias ve5es dum curso. sinais percucientes na parede com o intuito de o impedir de escrever certo erro na obra em elaboraç o. em casa dele. 7 . *uitos consulentes.Espírito 8E)IAIE<: 9ara mim % o L'+% se re/ere a uma Entidade . 7 Ie %PC)A(E%. o 2uia espiritual do 9ro/essor mani/estou-se. 'ns tr4s meses depois de inaugurado esse curso. o sabíamos a essa altura coisa nen!uma a respeito. completou Ermance. E assim. Ermance. duas ve5es por semana. o. 1uerida. propostos pelo 9ro/essor e resolvidos por Espíritos superiores. 7 *as. Es 1uartas e s#bados.. 8oc4 n o me /alou !# pouco ser %PC)A(E% o 2uia do %en!or )+8A+L: 7 . como nos parecia. descon/iando da nova orientaç o. a colecionar ensinos para uso privativo. Iisse-l!e 1ue o 9ro/essor o . porém.evocava< mentalmente e . o. Caroline. E assim. n o volta ram mais. %er# o mesmo: 7 (alve5. supusemos deseJasse trans/ormar as sess3es em aulas para um aprendi5ado met"dico. !avia dado ao 9ro/essor. pela primeira ve5 entre n"s. o /alei porém 1ue o /il"so/o grego era seu 2uia. Espírito 8E)IAIE deve ser um s". a1ui nesta casa.

1uando se mani/esta. replicou pro/essoralmente Caroline.um !omem Justo e s#bio<. mas >E%'% era Ieus. 7 &uando ainda novato em nossas sess3es 7 replicou Caroline. sou A 8E)IAIE. 7 Ie acordo. Creio. pois este. o /oi a pr"pria 8erdade: %im. intervém >ulie. o . como n"s outros também ele tin!a um 24nio 9rotetor. insistiu Ermance. respondendo a/irmativamente. 7 *as >E%'%: 7 contrap3e Caroline. %ímbolo ali#s. como !omem. 7 9ois ent oL 7 exclama Ermance.Causa 9rimeira<.. 1ue é de Hé. sustentou Ermance. declina o nome ou é anunciado por FM9-G). apoiou Ermance.W oculta sob o véu dum símbolo. 1ue o n o sabe. Este . 7 IE'% é a . para 8oc4. 7 )espeitemos o sigilo imposto pelo pr"prio Espírito. FM9-G). n o porém a . em resposta a outra indagaç o do %en!or )+8A+L6 7 C%eu 24nio /oi na (erra um !omem Justo e s#bioD.amigo da 8erdade<.. 1ue cabe per/eitamente a %PC)A(E%. E o 24nio respondeu-l!e6 C># l!e disse 1ue. *as. ponderou . Ie mim n o saber# mais nada a respeitoD. a . 1ue !omem o 9ro/essor sup3e !aJa sido o Espírito 8E)IAIE: 7 1uestionou Ermance.um Justo e s#bio< como alguns outros !omens. %em discutir esse ponto.para 8oc4< implica .Causa 9rimeira<. acrescentou. %PC)A(E% /oi um !omem Justo e s#bio.+ntelig4ncia %upre ma<. o Espírito 8E)IAIE n o é %PC)A(E%. o /oi o mais Justo e s#bio dos !omens: . /oi o . E .mais< s#bio. nunca o disse a n"s. O 9ro/essor um dia 1uis saber se. %" assim poderia ser C!e/e espiritual de % o L'+%.mais< Justo 8oc4 mesmo acabou de di54-lo 7 e n o . é >E%'%. com ares triun/antes. opinou )ut!. 9ara mim. Os Espíritos superiores ensinam ser >E%'% um Espírito bem superior. porém. 7 9ara n"s. 7 9ode ser. . E. &uando pela primeira ve5 /alou com o 2uia em nossa casa. 7 %e ele o sabe. o 9ro/essor perguntou ao Espírito se !avia animado alguma personagem con!ecida na (erra. pergunto-l!e6 %e o 2uia do pro/essor /oi .discriç o<.

o Espírito escrevente /a5 a revis o. pensando em % o L'+%.x<. Eu oro no coraç o. para isso. o /a5emos. Ermance: 7perguntou Caroline para mudar o rumo da conversa. preces em vo5 alta. imediatamente. Essa 1uest o de identidade /oi obJeto de exame em nossas reuni3es. 7 E 8oc4. ele mesmo. E pelo pr"prio comunicante. +r além seria imprudente. 'ma ve5 reanimada ou substituída a pluma. Abrimos a sess o. substitua . sem nen!uma inter/er4ncia /ísica ou mental min!a. di5 Caroline. em >EA. e FM9-G) limitou-se a pedir-nos decor#ssemos a a/irmativa de %PC)A(E% 1ue J# l!e citei e vou repetir6 7 CA verdadeira . >ulie e eu. o 2uia escreve r#pida e continuamente o comunicado do dia e passa a caneta ao Espírito 1ue est# ditando autobiogra/ia ou compondo uma narrativa 1ual1uer. outro. trabal!o automaticamente sem colaborar no assunto 1ue escrevo nem intervir no movi mento do l#pis. como 8oc4s. porém. 7 Conosco a revis o se d# mais tarde e por outro médium. a consel!o do 9ro/essor. . cinco !oras da tarde. . os assistentes palestram com naturalidade sobre temas espirituais.R Caroline. o Espírito suspende o ditado. . por alguns minutos e. -# cerca dum ano. etc. *ediuni5a em algum 2rupo: 7 %im. prossigo sob sil4ncio geral.5<. passamos.Hiloso/ia dos Espíritos< s" poder# ser revelada ao 1ue /or digno de receber A 8E)IAIED. Hindo o capítulo. ent o. 1ue é de pato. 7 Comigo. 1ue dirige a sess o. a usar mais a m o 1ue a (upia. em Hontainebleau. &uando sinto a presença do Espírito % o L'+%.x< por . lin!a tal. pego da pena e. um dia sim outro n o. o raro.E I<A)C e noutros Espíritos de nossa conviv4ncia. a uma !ora certa. eu precise ler o manuscrito.D Ou ent o6 7 C. ap"s a conclus o dum capítulo ou do ditado. depois da palavra . vira p#ginas atr#s e executa . Acrescente aí.o período tal. O Espírito di5-me E surdina6 7 C9#gina tal. para nosso 2rupo /amiliar.osso sistema é.ossos /amiliares e algumas pessoas amigas ou convidadas /icam em torno da mesa da biblioteca onde nos /ec!amos.D . sem 1ue. sem me dar 1ual1uer aviso. 7 (ambém eu. o seguinte. 7 %e me acontece cansar um pouco ou romper a pena. de /ol!as tantas.. aparteia >ulie. uma obscuridade.

1uase sempre. 7 Antes de tudo6 (ambém ele é médium . E explicou-nos uma ve5. di5 >ulie. 1uerendo. *eu trabal!o é absoluta mente mecVnico.de 1ue maneira< o %en!or )+8A+L escreveu O L+8)O !oJe publicado.E I<A)C. 7 . respondeu Caroline. pela sua /ine5a. 7 . di5 )ut! a Caroline. 7 -abituei-me a deixar os outros lerem o 1ue mediuni5o. 7 *as.. 7 . o uso nunca a min!a cabeça. o.em eu. (en!o imensa simpatia pela 8irgem de IomremX. acrescentou )ut!.Y correç o E min!a revelia. o levem a mal min!a Curiosidade. Justi/ica-se Ermance Como médium . 8ou enviar um exemplar autogra/ado a cada uma como lembrança deste nosso encontro. M a autobiogra/ia da !eroína. embora possa. 7 FM9-G) in/ormou-nos continuou Caroline.perguntou >ulie. di5 )ut!. disse Caroline. porém. as tr4s. 7*uito grata. continua Ermance. e o /aço lendo o ditado em vo5 alta para ci4ncia de todos. ser o 9ro/essor apenas médium .>eanne d<Arc<: Ainda n o. J# palestramos um bocado e 8oc4s ainda n o tiveram enseJo de di5er-me . ao mesmo tempo. com algumas obras a publicar. . 7 Obrigada. ten!o íntimo interesse em con!ecer a técnica dum grande literato como o 9ro/essor. 9re/iro. desde J#. Continua Ermance. replicaram. 7 8ou explicar-l!e responde Caroline.escrevente<. 7 M um romance: .inspirado<. Haço empen!o de ter a opini o de 8oc4s. 7 (ambém eu. &uero con!ecer a verdadeira !ist"ria de >EA. con!ecer o assunto depois de ultimado o capítulo ou /inda a narrativa. é papai 1uem /a5 a leitura. responde )ut!. Escrevi-a em 1uin5e sess3es seguidas 1uando eu tin!a =A anos. e. em resposta E consulta .escrevente<: pergunta Ermance. 7 (ambém o meu. acompan!ar o enredo E medida 1ue escrevo. 8oc4s J# leram meu livro . 7 Expli1ue l!e 8oc4. (en!o até di/iculdade em seguir o enredo 1uando escrevo. /alou Caroline.

9or isso. 9rocura.inspiraç o< no %en!or )+8A+L. o sei bem o 1ue 8oc4 c!ama de . submete as duvidosas ao exame dos Espíritos. 7. n o raro. a/irma Caro une. . disciplinando a 1uest o dos Espíritos e.meio mecVnico<. reunia a1ui os 1ue colaboraram com ele. manualmente. por /avor. /iltra-a pela ra5 o e emite o resultado como pensamento pessoal. en/im. 1uerendo distinguir o 1ue é realmente dele. 7 . Iecorei até suas palavras. de 1ual1uer excesso. pela )ut!. responde Caroline.inspiraç o< ou resultam de vel!os con!ecimentos . %e o in/orme é dado por mim. o modo pelo 1ual se opera a . para comemorar o lançamento. oralmente. vestido E sua moda liter#riaD. vai E casa de )ut! e busca nova in/ormaç o pela (upia. con!ece as palavras de FM9-G). Estou apenas tentando esclarecer-me. 7 Externe-se E vontade. *as tem. recorrendo ao meio mecVnico. %e.%piritualisme<. di5 Ermance.) ) respeito da interferência do mental medi/nico 0 +i ro dos 1*diuns. um tratado de . trata da quest%o. !oJe. o sei se min!a curiosidade J# est# passando a lin!a da indiscriç o.pr"prios<. A %en!ora IE 9LA+. roga-me empregar a Corbel!a. 7 Ele pergunta aos Espíritos por meu intermédio ou de >ulie ou de )ut! ou de outros médiuns. sob o t'tulo 4o 5apel dos 1*diuns nas Comunica$6es &sp'ritas.E*A+%O. Advirtam-me. 7 %im. ad1uiridos nesta ou em exist4ncia anterior e atuali5ados pela meditaç o.=Z duma dama de nosso 2rupo. indaga Ermance. entre os 1uais ela. ?@SB (3. vou diretamente ao ponto 1ue mais me espicaça a curiosidade. d0vida se algumas idéias l!e c!egam por . 1ue trabal!amos manualmente. por /avor: 7 )eprodu5o-l!e as palavras de FM9-G) C)ecebe mentalmente a idéia enviada por um de n"s num raio de lu56 digere-a na consci4ncia. dissenos 1ue o 9ro/essor )+8A+L !avia lançado. interroga Ermance. 7 Ele sabe disso. 8oc4 Jamais ser# indiscreta. em seu cap'tulo 232. a/astar o mais possível a inter/er4ncia do mental medi0nico. 7 Como. 79ara n o divagarmos em pormenores.

(ambém eu. talve5. 7 Estamos.vi< ao lado de Ermance o . o sei 1ue Juí5o Caroline e 8oc4s estar o /a5endo de min!a 1uase bisbil!otice.A A'%\..l!es. Caroline est# em seu elemento predileto 1uando /ala desse trabal!o do 9ro/essor )+8A+L.presença< de +nvisíveis interessados em nossa palestra. 9ergunto. 7 Ao contr#rio. estou sentindo a . a/a5eres domésticos. sustenta Caroline. 7 8oc4s.o entanto. divertimentos. o 9ro/essor disse-me !# pouco dever-l!es a composiç o d<O L+8)O. perto de n"s. responde )ut!. apresentando-me a 8oc4s. Como médium.C+A IE CA)OL+. *as.interpreta< o pensamento do 2uia. . com )ut!. 7Iesembaraçada. %into. o pr"prio noivado. acrescenta >ulie circunspectamente %uas perguntas n o nos importunam. 7 8oc4 est# dando a n"s. o estou agindo de moto pr"prio. como se em sua pr"pria casa. 7 *as estou /atigando Caroline. Estou meio con/usa. 7 . O tratado publicado é do 9ro/essor. atenta ao 1ue di5emos e deseJosa de pormenores. E .em o noivo ciumento conseguiu modi/icar-l!e o entusiasmo pela tare/a 1ue os Espíritos a ela con/iaram. interpreto esse anelo dos Espíritos Ouvintes. mais do 1ue imagina. toda uma multid o invisível. creia-me6 . .== 7 Assim é de /ato. 7 8ou busc#-lo. obJeta Ermance. Caroline dirigiu-se ao escrit"rio. como médiuns. mostram a nossa responsabilidade. me contam 1ue ele propun!a aos Espíritos 1uest3es e colecionava as respostas.sinal luminoso< 1ue a assiste 1uando . em plena sess o. de 8oc4s ou t o somente dos Espíritos: 7 8oc4 ainda n o viu O L+8)O: 7 Ainda n o. um momento de elevado pra5er. replica >ulie. 7 Exato.E Ermance di5 Es compan!eiras6 7. porém. em 1ue ela tomou parte muito ativa. [ . 9or amor a O L+8)O sacri/icou tudo6 Estudos.

nas margens do *ississipi ?@WB. 37) É poss' el que um homem da ra$a ci ili8ada reencarne. >A8A)G. di5 Ermance.spiritualiste<. &uando c!ega a !ora de mediuni5ar sou dominada por alegria indi5ível. mestiço de Hranc4s e ]ndia 8ermel!a.ouvelle-Orléans<. o /oi atendida: 7 perguntou Ermance com sincera ingenuidade. acrescentou-nos ele.bonita< a uma amiguin!a aniversariante. /oi. pois .=K 7 (ambém eu vivo empolgada. Ainda agora.KL+. numa ra$a de sel a:ens. . advertiu-me do perigo para um médium de /icar obsedado por um Espírito atrasado 1uando a ele se liga mentalmente pelas mesmas idéias ou sentimentalmente pelas mesmas emoç3es.Louisiane< aos Estados 'nidos. antes de nascer em . fundamenta a referida B. esse. di5 )ut!. desviando-se do rumo traçado pelo Espírito 8E)IAIE.. na 0ltima encarnaç o. (ornar-se-ia presa /#cil dessa corrente liter#ria como médium. apelei para um Espírito cuJas poesias eram a/amadas.. embora n o esteJa interditada pelo 2uia. para ligar o .>avarX<L 9seudQnimo como FM9-G): 7 %im.. intervém >ulie /alando a Ermance. <73. 7 . ouvido por mim mais tarde sobre o in/eli5 estado do poeta. )ut! é de temperamento romVntico e vibra com o )omantismo.. também. (omou esse nome. . especialmente. segundo nos disse. a escrever a s"s. 7 Compreendi. ) =e ue >pirite de abril de ?@(A transcre e um trabalho a respeito.*agnetismo< /ranc4s ao . que. /ora das !oras marcadas. ali"s. per/eitamente. . E o pseudQnimo dum Espírito 1ue. um dos 2uias de nossas sess3es. 8eio E Hrança. me enrubesço ao recordar-me do incidente. 7 %im. a pedido de NenJamim H)A. por e9pia$%o. Ele nos in/ormou ter inspirado . *as % o L'+% me interditou de trabal!ar so5in!a. . para !umil!ar-se e penitenciar-se de seus erros políticos.ome estran!o. deseJando mandar uma carta . escreveria dia e noite sob o in/luxo dos Espíritos bons. o me atrevo. (ive uma liç o ines1uecível certa ve5 em 1ue. /oi íncola americano.>avarX< é nome dum porco selvagem. de car#ter político.A9OLETO em =RZ@ a ceder nossa .er quest%o <73 de 0 +i ro dos &sp'ritos. /ui. responde Ermance. 7 Explico-l!e. )ecebi duas 1uadras mas s" ao /im do 0ltimo verso percebi 1u o indignas duma . 7 . um de nossos a/amados guerreiros. E 1ue. 9or mim.%piritualisme< americano.

En1uanto Ermance inspecionava a primeira p#gina. onde prevalecia a opini o pessoal do %en!or )+8A+L. em alguns pontos. 7Nasta.o entretanto. )etornando E inspeç o da obra. por /avor.+ntroduç o<. mas repetir-l!e a crítica /eita algumas ve5es pelo 9ro/essor durante os 0ltimos reto1ues da obra. .+ntroduç o<. e. tem mais palavras dos Espíritos. &ueira deixar-me examinar mel!or. 7 Estou compreendendo. 1uando a leitura pré-/inal /oi /eita em sess o especialmente reali5ada para o exame dessa parte . 7 . *as. 1ue do Autor. esta . 8eJa. escritos antes da .+ntroduç o< 7 /alou Caroline. leu uma lin!a a1ui. Ermance pegou do volume e. 9elo 1ue 8oc4 acaba de ler J# est# apta a responderme com pleno con!ecimento da 1uest o. com o dedin!o. abriu-o sobre a mesa. di5 Ermance. 7Ol!e agora. sentando-se ao lado de Ermance. convicta de poder revidar com exata ci4ncia do assunto. demorando-se um instante onde encontrava aspas.inspirado<. estes . di5 Ermance. . idéia por idéia. uma p#gina encimada pelo clic!4 duma cepa de videira. o vou representar o papel de crítico. 1uerida. primeiramente. apontando.+ntroduç o<. /oi-l!e . outra acol#. /ol!eou O L+8)O. a pr"pria parte do Autor.introdut"ria<. /oi interrompida pela m o delicada de Caroline posta sobre O L+8)O. p#gina por p#gina. di5endo E amiguin!a6 7 A1ui est# O L+8)O. entre aspas. leu o título e as primeiras lin!as até o /im da p#gina. levantando delicadamente a m o da compan!eira de sobre a p#gina voltada. Caroline a /oi advertindo6 7 Como v4. Ao virar a /ol!a. como escolar em exame.E 8OL(O' rison!a com O L+8)O e. até o /im da . este longo pre/#cio /oi totalmente . Iiga-me6 A 1uem atribui esta . /alou a/inal6 7 9ara mim é um trabal!o pessoal do 9ro/essor )+8A+L.corrigido< pelos Espíritos. ao %en!or )+8A+L ou aos Espíritos: 7 Com licença.9rolegQmenos<. 1ue est# sem aspas. replicou Caroline. E.=@ [ CA)OL+.

E virando a /ol!a6 7 Leia esta . no contexto.a primeira coluna. 7 )epare agora. E. sem aspas.Leis *orais<. provieram de ensinamentos . é 1ue O L+8)O IO% E%9])+(O% /oi entregue E publicidade. em casa do %en!or >A9-E(.=A . virando as p#ginas até o título .. na primeira coluna. no /undo e na /orma. *as s" depois de revisto.respostas< /eitas pelos Espíritos Es . 7 Hicou igualmente sabedora. /oram.instruç3es< dadas em outras oportunidades sobre o mesmo tema. ve5es sucessivas.perguntas< e as . a obra dos Espíritos^ de outro. por /avor. 7 &uase de ponta a ponta. ou de .coment#rios< do 9ro/essor )+8A+L 7Estou vendo6 Ium lado.instruç3es< dadas por eles. 7 Exato. na segunda coluna.ota< 1ue tanto as 1uest3es da primeira 1uanto os coment#rios da segunda coluna resultaram dos ensinos dos Espíritos e n o das elucubraç3es do %en!or )+8A+L. 7 A revista e a corrigenda. 7 +sso est# límpido. adu5iu >ulie. 7%im. em redaç o pr"pria do Autor.inspirada<. sabendo pela . 7 8oc4 /icou. virando duas p#ginas.coordenado< pelo autor de maneira a poder a obra apresentar um todo met"dico e uni/orme.1uest3es< diretas a eles propostas pelo autor. 1ue o inspiraram no /undo e na /orma. e de . a/irmou Caroline.corrigida< pelos pr"prios Espíritos 1ue a inspiraram. acrescenta Caroline. a do 9ro/essor. porém. e em sess3es especiais. continuou6 .diretos< 1uando transcritos.. . 1uando postos. entre aspas. em vo5 alta. de 1ue a obra toda. 7 Creio 1ue sim.respostas<^ na segunda p#gina os .revista< e . &uero di5er.ota<. em grande parte. 7 Compreende mel!or: 7 indaga Caroline. Ermance leu. O conJunto /oi . reali5adas através da mediunidade de )ut!.espontVneas<. ou de . /oi . e corrigido pelos 2uias. acrescenta )ut!. onde o indicador de Caroline pousara6 Os princípios contidos neste livro resultam. as . independentemente de pergunta 1uando versarem o assunto em comunicaç3es .

Contudo n o compreendi a ra5 o.dos Espíritos< e n o . 7 Acabam de di5er-me o 1ue é.corrigido< e. pensamentos . Ermance deitou a vista curiosa sobre a p#gina indicada e contendo no topo o título6 . portanto. um . acode Ermance. com os coment#rios do Autor embaixo de cada 1uest o. emanado dos pr"prios Espíritos.desdobramento< da resposta antecedente. porém.do autor<. redigido em /orma sucinta. %igni/ica .saiu-me< naturalmente. s o de imediato seguidas pelas . mas um . Caroline !esitou um instante. sem aspas. propriamente /alando. lealmente 7 pois os Espíritos o .dos Espíritos< 7 como o 9ro/essor )+8A+L sustenta. 7 &ue 1uer di5er .resultante< de m0tuo entendimento . 7 Encontra-la-# nesta . esse desdobramento contém a ess4ncia das liç3es dos Espíritos e /oi . integralmente. da1ui por diante. apesar da apar4ncia.D % o. E apontou-a. deixando de existir o 1ue as distinguia na primeira parte.intelectual< entre os Espíritos e o 9ro/essor )+8A+L. Caroline. 7 *el!or seria di5er.!omologar<: 7 perguntou Ermance. 8oc4 encontra. Como.revisto<. . as perguntas<. O 1ue vem. com .perguntas< e . 1uer na primeira 1uer na segunda coluna.coment#rio< do autor.textual<. emitidos em épocas diversas durante nossas reuni3es e aproveitados como aditamento. n o é. 7 9ercebi. .aprovar<.!omologaram<. CEmbora n o . algumas ve5es . CinJo me. 7 9ercebeu a di/erença: 7 perguntou-l!e Caroline.unca a usei antes. .respostas<. continuou Caroline. replica sorrindo. ap"s destas.respostas<. 1ue o conte0do d<O L+8)O é. entre aspas. aprovado por eles. em redaç o /inal. 1ue a obra é a .=$ 7 Agora. precedentemente. Ermance leu-a6 CA partir da1ui é imposta certa modi/icaç o ao dispositivo material desta obra6 Ioravante as duas colunas /a5em se1O4ncia uma a outra. mas disse6 7 A palavra . com o prop"sito de evitar-se o repisamento de /rases ou palavras contidas na anterior resposta.D 7 +sto 1uer di5er.recíproca< aprovaç o ou C!omologaç oD 7(alve5 seJa mel!or.ota< do rodapé. no /undo e na /orma. ponderou )ut!..%egundo Livro<. .

morais<.este ponto. Ele discutia com os Espíritos como se /ossem !omens. o raro como se /ossem .discípulos<.autoria< d<O L+8)O é do %en!or )+8A+L. ditado inteiramente pelos Espíritos.os meus trabal!os !# um s" autor para cada obra^ n<O L+8)O.autor<. 9ara ele. . .igual< aos meus. 7Halava com !umildade. (anto mais 1uanto o 9ro/essor. na realidade.)ecusou< muitas liç3es:L 7 repetiu Ermance.Cientí/ico<:L 7 interroga Ermance surpresa. Ie /ato. A colaboraç o dos Espíritos n o l!e tira a 1ualidade de .=S como 8oc4 o sabe. pros seguiu Caroline. di5 )ut!. exclusivamente .Copiado< em parte e . v#rios. 7 E de espantarL 7 exclama Ermance. eram . )ut! est# com toda a ra5 o.Iitado<. opinou >ulie. A .bons< e.ada aceitava 1ue n o estivesse con/orme a )a5 o. s" introdu5iu na obra os ensinos 1ue Julgou . 9un!a de lado 1ual1uer ensino de car#ter . na verdade.barra dos< como . como na escola entendemos o termo. 7 )epelia tudo 1ue l!e parecesse . a seu turno . concorda Caroline. 7 %im. &uando. 7 . 7 . discutindo. isto é. sem arrogVncia. a/irmou Caroline. O L+8)O n o /oi. é 1ue n o se trata dum livro . Os Espíritos 1ue insistiam nesses temas. 7 . o %en!or )+8A+L recusou muitas liç3es. 7 . 7Argumentava com eles.atrasados<. 7 %im. analisava. di5 Ermance. admirada. 7 E ousava di5er-l!es isso: 7 pergunta Ermance. polidamente. tentando convencer ou /icar convencido. portava-se. Es a/irmaç3es do %en!or )+8A+L e dos Espíritos. cada ve5 mais atQnita. 9or isso /alei em . estritamente.cientí/ico<. acrescentou )ut!.artigo de Hé<. 7 E a ra5 o dele era muita ve5 mais .inspirado< no resto sim 7 sustenta Caroline. 7 O /ato.l!es os ensinos. 7 IivirJo em parte. 7 Outra di/erença ainda. continua Caroline.esclarecida< do 1ue a dos Espíritos. /ala Ermance6 . ap"s uma discuss o .aprovou<.resultante de m0tuo entendimento<.examinador< severo.aprendi5< mas como . a/irmou Caroline. a miss o atual dos Espíritos n o é revelar assuntos cientí/icos mas. n o como . 7 .

inaceit#vel<. 1uando l!e parecia .E I<A)C e % o L'+%. os 2auleses de outrora n o est o s" no Espaço mas também na (erra. acrescentou Caroline6 . Ela /oi -ebréia no Egito... AceitoD. muita ve5 deu ra5 o ao %en!or )+8A+L.aceitava< ou . de longo tempo convertidos ao Cristianismo^ em nosso 2rupo as principais /iguras /oram 2aulesas e passaram muito cedo do Iruidismo para a )eligi o Crist . sentenciou >ulie.opinativa<. é Hrancesa e crist . por este ou a1uele motivo de ordem moral.recusava< ou . seJa em virtude de .contradiç o<. Ermance perguntou-l!es6 7 8oc4s todas /oram 2aulesas: 7 *enos eu. 7+sso prova 1ue o 9ro/essor é médium . aconsel!ava6 7 C8amos ponderar algum tempo a respeito. 7 Io *undo. porém.plausível<. E /a5 lembrarme. /alava6 7 C8ou meditar sobre este ponto. Ou. segundo >EA. 8oltaremos a ele noutra oportunidadeD.removia< os ensinamentos.invi#vel<..o 2rupo onde )ut! é médium 1uase todos os membros principais s o antigos %emitas. con/irmou >ulie.impasse< evocava-se o Espírito 8E)IAIE.ote esta curiosidade. *oura em 9ortugal. curiosoL 7 concordou Ermance.as sugest3es mais sérias. *as agora. Ouvirei outros Espíritos. 7 A Hrança iluminar# o *undo. 7 )ealmente. *irando as compan!eiras. rendendo as armas6 7 CE racional. a promover a re/orma religiosa da Hrança.D E desta /orma . %íria na 9alestina. 7(udo isso me atordoa. di5 >ulie. >udia em Cana . 7 . 1uando surgia um . .inspirado<. respondeu )ut!. encarnados.l"gica<a contenda dos Espíritos. 1ue. continuou Caroline. Julgava .Juro-l!esL 7 a/irmou Ermance.=W magistral. &uando a resposta l!e parecia obscura e a tréplica a sustentava sem maior esclarecimento. 7 *enos )ut!. seJa por demasiado . Iebateremos a di/iculdadeD. o ensino. 7 *as o 1ue 8oc4s me est o di5endo é impressionanteL 7 . 1ue l!e replicavam com unVnime entusiasmo. E este. a/irmava sem o/ender6 7 CEsta liç o parece-me . intervém )ut!. di5ia-l!es. %e. n o l!e parecia .

(endo caído um dia em sonambulismo. !# seis anos. em parte. E /icou amigo de nossa /amília. Com essa idade. abraçando e mirando.. Com esses ol!os grandes e negros. 7 &uanta perversidadeL 8oc4 est# realçando. 7 -# tanto tempo: Iesde antes do .%piritualisme<. lisonJeira. !# séculos. de /ato. camin!ei até os 1uator5e anos.*il e uma . E assim. de *ouros portugueses convertidos. Como aconteceu isto: 7 insistiu Ermance. *in!a /amília descende. Eu as con/undia na in/Vncia. deixando-me com a certe5a de 1ue as min!as vis3es eram realidade. 7 Eu 1ueria saber se vem trabal!ando !# muito tempo como médium. Justamente.oites<. procurando-me de ve5 em 1uando para me exercitar em clarivid4ncia.. passei a médium. /oi também médium do sen!or )+8A+L. como J# l!e disse. 1ue me a/astam do comum das Hrancesas. instrui-me a respeito das /orças ocultas.%piritualisme< vir E Hrança: 7 %im. )ut! lembra-me uma princesa das . 7 %im. o %en!or )O'%(A. ainda. remotamente. Ent o. 7 Hoi assim6 'm dia. mas s" por volta dos do5e anos comecei a distinguir a realidade deste mundo e a do outro. de mediani5ar a revis o d<. E tem. voltando-se para )ut!6 7 8oc4 possui. 7 (raços orientais 1ue a tornam lindaL 7 interveio >ulie. antes de surgir entre n"s o . acrescentou. 7 Iesde pe1uenina. uns traços marcantes de Oriental. )ut!. /oi c!amado como *agneti5ador para me curar. +sso J# /a5 seis anos. o %en!or )O'%(A. Ermance.O L+8)O IO% E%9])+(O%. ao Cristianismo. Ela se incumbiu.=R E. 7 Hormosa. aJuntou Caroline. 7 8oc4 sabe 1ue é bela e impressionante. 7 E médium !# muito tempo: 7 indagou Ermance. convidou meu pai e a mim . meus traços mais /eios. 7 *uita gente me Julga %íria ou _rabe por meus traços e nome. 8ou di5er-l!e como. essa espessa cabeleira eb0rnea e essa te5 amorenada e p#lida. E. para Ermance6 7 )ut!. um belo talento e um generoso coraç o. 7 9ortanto. carin!osamente.

7 GrancH. fenImenos. 7 E voc4 /oi a médium: 7 . 5aulo. muito gentis. apelou ao Bar%o T3&4&1)E. A primeira reuni o deu-se num pal#cio maravil!oso.positivo< e eu . e percuss3es /ortes na mesa 1ue rode#vamos e cobríamos com uma cadeia de m os. 7 Em 1ue constituiu a experi4ncia: 7 Em produ5irem-se ruídos estran!os nos m"veis e nas paredes.ida e 0bra de )llan Kardec. em 8incennes.positivas< e seis . entre outras obras. e a %en!ora^ *adame I<A+N.negativas<. no dia A de outubro de ?@. A %en!ora I<AN. %egundo o %en!or )O'%(A. meu pai e eu. ?@YB^ o %en!or )O'%(A. L# encontramos algumas pessoas de cerimQnia. 7L). !avia dois anos. p":.criança< entre tanta gente adulta. 5neumatolo:ie 5ositi e et &9p*rimentaleF +a r*alite des esprits et lê ph*nom*ne mer eilleu9 de leur *criture directe demonstres (5aris. +sso é maravil!osoL . mais que um tratado de &spiritismo.?. . (3@) 4& CD+4&E>TDBBÉ (Baron +ouis) publicou. como grande novidade. que dispunha de pouco dinheiro. 7 &uando a1ui os Jornais anunciaram.=Y para um . éramos os primeiros na Hrança. onde morava o Conde I<O')C-E.*agnetismo Americano<. 7 ComoL: ># E1uele tempo se trabal!ava com a .*esa<: 7 ># E1uele tempo. ami:o seu e dos esp'ritas.o meio de nobres.um castelo em 8incennesL . pois n o: &uais os componentes do 2rupo: 7 O Conde e a Condessa I`O')C-E donos da casa^ o Nar o IE 2'LIE. n"s J# con!ecíamos o . * uma completa e ricamente documentada hist#ria desses. o. 1ue !avia estado na América. um grupo de do5e pessoa6 %eis .O'). ?@(7). mas este mostrouJse reticente ()ndr* 1oreil. )ut!.%('NNM ?@RB e sua irm . Iissenos ser necess#rio para o ensaio. >.novo< sistema. (3A) 5ara editar a =e ue >pirite Kardec.%piritualisme< americano. &spanha. &dicel. &la inte:rou a cole$%o de obras esp'ritas que. /oi a principal agente. 7 Conte-me tudo. em =R$@. obra que.*esa )otante<. foi ob!eto do )utoJdeJG* em Barcelona. no dia .negativa<. %egundo eu soube. ent o c!amado . %Qnia^ o %en!or IE LA2+A e %en!ora^ O %en!or Nar o (+EIE*A. meu pai era . 7 9ioneirosL 7 a/irma >ulie. Eu era a 0nica .O'). a . O 4xito da primeira reuni o animou a segunda.

E(. Es nossas perguntas. uma experi4ncia com cinco ou seis pessoas íntimas. o/erecendo-se para uma demonstraç o. resolveu tentar. 7 *eu pai ad1uiriu os livros do %en!or CA-A2. O Nar o IE 2'LIE. editada em ?@4@J?@(4.%('NNM c!egou a di5er 1ue o 4xito /ora maior. E o resultado /oi "timo.negativa<. embora sabendo do 1ue se passava na América. nem outra. também. recusou-se a publicar a notícia de nossas primeiras experi4ncias. convindo. )rcanes de la ie future d* oil*s. em min!a casa. 1uest o de receber Caroline e >ulie.*agnetismo Espiritualista<. *as. de nome. dentro da madeira da . Ent o. sen o. 7 As sess3es se /a5iam sempre com do5e pessoas: 7 A princípio. 8oc4 !# de !onrar-nos com sua visita. caso em 1ue duas deviam ser . 1ue. 1ue eram Espíritos: 7%im. nem uma. 1ue eu era capa5 de mediuni5ar t o bem 1uanto *adame I<AN. ninguém ainda con!ecia na Hrança o .sim< ou . * encontrada no 1useu do +i ro &sp'rita do +ar da Gam'lia Dni ersal.>ournal du *agnétisme<. o %en!or )O'%(A. Entusiasmado com o sucesso. E disseram.O'). (4L) C)M)CE&T (+ouis )lphonse)n. )ut!. rara. Ao cabo de 1uatro sess3es obtivemos estalos. do 1ual ele era seu amigo íntimo. a /im de n o se con/undir o . em 3 olumes.místico<. 8iu-se aí. pedindo-nos toda reserva a respeito. em Caen (?@L() em. mani/estando intelig4ncia e poder divinat"rio. )s suas obras filos#ficas e doutrin"rias s%o numerosas.*agnetismo Americano< com o .%piritualisme< americano. tal como a CA-A2. em geral. do ma:netismo e da reli:i%o de >Nedenbor:. in/ormou Ermance. igualmente.*esa<.o meio magnético.%ociedade *esmeriana<. no mínimo tr4s. em )r:enteuil (?@@(). o Espírito in/ormou ser a ci/ra indi/erente. a portas /ec!ada.n o<. logo. Goi um adepto ardente do &spiritualismo. perguntado a respeito do n0mero mínimo necess#rio E produç o do /enQmeno. tratava com os Espíritos. . 1ue respondia . continuou )ut!. o levaram a sério. o %en!or )O'%(A. Haço. 7 9apai /icar# encantado de ouvir essa !ist"ria.%ociedade *agnetol"gica< e outra E . talve5. . ho!e. /e5 uma comunicaç o E . *as.KZ seguinte. /eitas numa época em 1ue. tin!am-no em conta de . convencionadamente.E( ?AZB. 7 O .positivas< e uma .

noutra. o nosso 2rupo. o. 7 E muita gente a con!ecia. dirigida pelo %en!or )O'%(A. 8oc4 /oi uma pioneiraL 7 E O %E. *as 1uando. por inter/er4ncia do %en!or )+8A+L. com duas amigas. em casa de *adame IE 9LA+. *uita gente supun!a 1ue o %onambulismo era uma arte diab"lica. 7 Obrigada.*esa )otante< invadiu a Hrança como grande novidade americana. ele apareceu no começo do ano passado.%piritualiste< na Hrança. Combinaremos uma visita de n"s tr4s. E.. =A )ue (i1uetonne. 'ltimamente. 9assou depois a /re1Oentar nossas sess3es e as de )ut!.secretas<: 9or 1u4: *edo do Clero: 7 9or prud4ncia. completou >ulie. J# con!ecido de numerosos *agnetistas.K= 7 Obrigada.escrevente<. abriu sua porta a 1ual1uer experimentador bem intencionado. +rei. o gost#vamos de passar por /eiticeiros. como médium nas sess3es de .-O) )+8A+L: 7 indagou Ermance. Continuei a trabal!ar. 7 Em min!a casa.%piritualisme<: 7 continuou Ermance.E*A+%O. como médium: . 7 Obrigada. onde ten!o uma colega de escola.. /alou >ulie. )ut!. disse Caroline. desde ent o. 1uando meu pai puder acompan!ar-me. mas ainda. 7 *uito grata. Começou a estudar o ./alante<. conto l#.ossas sess3es se reali5avam com muita reserva. !# tanto tempo. com pra5er. n o s" como sonVmbula nas sess3es de *agnetismo Curador. . em começo de =R$@. onde me u/anarei de receber sua visita e de sua /amília. 7 nesta rua. di5 )ut!. sess3es . ent o. 8oc4 vem trabal!ando para o . estou ligada E Causa !# cerca de seis anos. respondeu Caroline. +remos. Agora. 7 Iesde o princípio do *ovimento .%piritualisme< !# menos de dois anos. as duas sess3es se con/undiram numa s" espécie. 8oc4s /a5iam. ininterruptamente. a . Hoi também um 9ioneiro: 7 . 7 %im. Estreou. A di/erença é 1ue numa sou médium . di5 )ut!. como curioso. 2osto imenso de Hontainebleau. onde con!eceu meu pai e a mim. servindo eu de médium. Como v4. ora em casa do %en!or )O'%(A. .%piritualisme<. . ali em /rente 7 ora em min!a casa.

adu5iu Caroline. continuou )ut!. 7 (al como /a5ia em min!a casa. 1ue tra5ia escritas num caderno e eram duma clare5a incompar#vel. pareceu-nos um curioso comum. 1uando meditava a s"s. E mantiveram debates admir#veis. combinando com eles dia e !ora para as sess3es especiais. Além dos estudos em meu curso normal e dos serviços caseiros 7 pois sou a dona de casa desde 1ue mam e morreu 7 tin!a duas sess3es por semana 1ue iam Es ve5es além da meia noite. estran!amente atraída pela intelig4ncia e o plano do 9ro/essor. a/irmou >ulie. arrematou )ut!. se /i5essem sess3es especiais. *as eu estava sobrecarregada de compromissos.%piritualisme< Compareciam Es nossas sess3es particulares.Nrasileiro<. min!as relaç3es com o casal )+8A+L. antes da consultaç o geral. 7 Hoi ent o. prosseguiu )ut!. o 9ro/essor entrou com suas perguntas. prolongadas algumas ve5es até madrugada. perguntou ao nosso 2uia >A8A)G se l!e permitia. A partir da sess o seguinte. individualmente convidados. Es 1uais prometeu tra5er Espíritos te"logos e /il"so/os. 7 Contudo. Iiscreto e atencioso. &ue se tornaram depois as mais importantes. A resposta de >A8A)G /oi a/irmativa. e apesar de meramente corteses na1uele tempo. e tin!a grande simpatia por 2abi 1ue. eu me sentia. com pe1ueno n0mero de assistentes. Espíritos de elevada cultura e santidade. o . >A8A)G declarou-se. me c!amou de . 7 )ut! n o tem vagar para distraç3es. Concordei de pronto em prestar-l!es meu pe1ueno concurso. apesar das in/ormaç3es con/idenciais do . 7 Logo Es primeiras./il!a< e me 1uer maternalmente.KK 8eio com o %en!or LECLE)C. Alguns dias depois. pessoalmente inabilitado para respond4-las6 Eram demasiado elevadas para ele. 1ue reviram ponto por ponto o trabal!o do %en!or )+8A+L desde a +ntroduç o até a Conclus o. 1ue comecei a con!ecer em seus capítulos principais O L+8)O !oJe publicado. propor a di/erentes Espíritos certas 1uest3es de nature5a /ilos"/ica. O 2uia sugeriu ent o. in/ormou Caroline. E a instruir-me sobre a verdadeira /inalidade do .Nrasileiro<. como tive oportunidade de presenciar. O 9ro/essor /icou satis/eito com a proposta. . aparteou Caroline. desde nosso primeiro encontro.

Espírito 8E)IAIE<. uma ou Outra ve5. evocado como . E.K@ 7 E %PC)A(E% comparecia: 7 perguntou Ermance. Fim . %im. de 1uando em 1uando. o maior de todos.