A MATEMÁTICA NA ESCOLA

Refletindo sobre as práticas

ENCONTROS INICIAIS COM A MATEMÁTICA
- Revendo nossa TEORIA –

O que é “fazer” Matemática?
• Expor ideias próprias. • Escutar as ideias dos outros. • Formular e comunicar procedimentos de resolução de problemas. • Confrontar, argumentar e validar seu ponto de vista. • Antecipar resultados. • Aceitar erros. • Buscar dados que faltam para resolver problemas. (vídeo)

Com isso, a criança...
 Toma decisões.  Torna-se produtora de conhecimento e não executora de instruções.

Ensino da Matemática = formação de cidadãos, capazes de pensar por conta própria.

Matemática é uma forma de...
• pensar sobre as coisas; • organizar as experiências.
a ordem

Busca

o estabelecimento de padrões raciocínio solução de problemas

Requer

Crianças pequenas também “fazem” Matemática?
Elas precisam adquirir dois tipos de conhecimentos: CONCEITUAL

conceitos

compreensão matemática
PROCEDIMENTAL

conhecimento dos processos matemáticos ( como aplicar o conhecimento conceitual)
* vídeo

As crianças, quando entram na escola, trazem: * experiências e conhecimentos sobre a linguagem falada e o mundo físico; * ampla experiência em Matemática, pois vivem num mundo de quantidades. Pesquisas sobre Educação em Matemática na 1ª Infância • Teoria do Processamento de Informações: concentra-se na memória e limites da criança e em como a familiaridade com a informação afeta o desempenho. Deve-se focalizar a contagem e numerais para lidar com processos de ordem superior. • Teoria Construtivista: crianças construtoras ou “inventoras”, constroem o conhecimento matemático na interação com o ambiente físico e social e ao pensarem sobre esta interação. Resolvem problemas e compreendem os processos que usam e por que os usam. Criam esquemas da ordem matemática que descobrem.

Contribuições de Piaget
• Idéia de que as crianças devem agir sobre seu ambiente por meio de abordagens que privilegiem as experiências práticas, os quais elas devem manipular materiais concretos de forma paralelas às operações mentais e de que elas devem aprender a solucionar problemas matemáticos.

* Sensório-motor(até 2 anos): coordenação de movimentos físicos, desenvolvimento de esquemas baseados em informações sensoriais e movimentos corporais. * Pré-operatório(2 a 7 anos): o pensamento intuitivo não é sistemático ou sustentado. Habilidade para representar a ação mediante o pensamento e a linguagem pré-lógica. * Operatório concreto(7 a 11 anos): pensamento lógico, mas limitado à realidade física, requer objetos físicos ou eventos concretos.

ENCONTROS INICIAIS COM A MATEMÁTICA
- Repensando nossa PRÁTICA -

Aprender Matemática hoje é...
construir o significado dos conhecimentos através de situações que façam sentido para as crianças. Partir do que sabem para chegar , significativamente, ao que ainda não sabem. Então, as atividades devem... * criar oportunidades para aplicarem sua capacidade de raciocínio e justificarem seus próprios pensamentos; * ser relacionadas com as demais áreas do conhecimento. Organizadas para abordar vários aspectos; * ser realizadas mais de uma vez, sempre retomando e aprofundando conceitos.

Vamos brincar de aprender ou vamos aprender brincando?

• “ Enquanto brinca, o aluno amplia sua capacidade corporal, sua consciência do outro, a percepção de si mesmo como um ser social. A percepção do espaço que o cerca e de como explorá-lo”. (Smole, 2000)

A importância do lúdico no ensino e aprendizagem da Matemática
• Quando brinca, a criança tem que resolver muitos conflitos. • A brincadeira ajuda a criança a conhecer-se e a relacionar-se.

Alguns autores destacam a importância das atividades corporais:
• Wallon – considera que o pensamento da criança se constitui em paralelo à organização de seu esquema corporal e, na criança pequena, o pensamento somente existe na interação de suas ações físicas com o ambiente.

• Piaget – expressou uma análise da questão entre corpo e aprendizagem e estudou amplamente as interrelações entre motricidade e a percepção.

Na Matemática, não há lugar para um aluno “sem corpo”.

Os jogos possibilitam que a ação física ocorra juntamente com a ação intelectual.
• Vygotsky acredita ser o jogo crucial para o desenvolvimento cognitivo, pois o processo de criar situações imaginárias leva ao desenvolvimento do pensamento abstrato. Isso acontece porque novos relacionamentos são criados nos jogos entre significados e objetos e ações.

Os jogos...
• auxiliam o desenvolvimento infantil, a construção e potencialização de conhecimentos; • têm caráter coletivo, permitindo que o grupo se estruture, que as crianças estabeleçam relações de trocas, aprendam a observar regras, esperar sua vez e se conscientizem de que podem ganhar ou perder;

• criam situações-problema, assim, as crianças desenvolvem suas capacidades de generalizar, analisar, sintetizar, inferir, formular hipóteses, deduzir, refletir e argumentar; • são prazerosos e lúdicos.

Os jogos (e/ou brincadeiras) propostos devem ser planejados e precisamos ter clareza nos objetivos que queremos alcançar.

Kamii nos dá uma sugestão para avaliar se um jogo é interessante e desafiador: 1) Quais os conteúdos necessários para compreender-se a essência deste jogo? 2) Quais os conhecimentos prévios dos meus alunos em relação a estes conteúdos? 3) O que já sabem está próximo do que precisam saber para disputar o jogo plenamente? 4) Será o jogo suficientemente interessante e difícil para desafiá-los? 5) Quais jogos os meus alunos já sabem? 6) O novo jogo tem algo parecido com os jogos que já conhecem para que possam estabelecer relações?

O ponto importante é que as crianças não devem aprender matemática somente pelas atividades de repetição.
• Experiências com coisas reais no ambiente, se usadas apropriadamente, podem evitar que as crianças sintam que a matemática é algo alheio as suas vidas. Muitas vezes, é a forma como a matemática é ensinada, mais do que sua natureza, que cria dificuldades de aprendizagem.

• O ensino da Matemática deve ir além dos exercícios de repetição, os materiais manipulados ajudam as crianças a entenderem conceitos e processos através da aplicação prática e concreta das ideias que aprendem. • Utilizando brincadeiras e jogos nas aulas de Matemática vamos propor um ambiente de investigação e exploração de diferentes situações-problema, um ambiente prazeroso e desafiador, um ambiente onde ocorra a interação entre os elementos dos grupos, valorizando a idéia de cada um, tornando a aprendizagem mais significativa e prazerosa.

Mas na prática...
Continuamos fazendo uso de conceitos prontos, folhas de exercícios com cálculos soltos. Janet Stone (1987) considera que as folhas de exercícios são muito utilizadas, pois os professores as consideram mais convenientes do que os materiais manipulados porque... • ajudam a “mostrar serviço”; • são instrumentos de manejo da turma, criando um ambiente silencioso, controlado e estruturado. Stone sugere que as folhas de exercícios sejam transformadas em folhas de brincadeiras, para serem usadas depois de atividades exploratórias que permitam a manipulação de materiais. Desta forma, elas passam a ser um instrumento para registras o trabalho que as crianças fazem com estes materiais.

Para refletir!
• Independente de quantos materiais e suprimentos sejam oferecidos, nós, professores, continuamos sendo a chave para o sucesso do programa. • Precisamos ter conhecimento dos conteúdos, métodos e processos.

• A partir do referencial de nosso conhecimento, estamos constantemente planejando atividades, avaliando progressos, diagnosticando dificuldades e oferecendo recursos adicionais de aprendizagem para algumas crianças, ao mesmo tempo em que procuramos atividades de enriquecimento para outras. Leny Mrech in Kishimoto: “(...) um professor que não sabe e/ou não gosta de brincar dificilmente desenvolverá a capacidade lúdica de seus alunos. Ele parte do princípio que o brincar é perda de tempo.” (1996, p.122)

SOMOS NÓS, PROFESSORES, QUE FAZEMOS DA MATEMÁTICA UMA ÁREA VITAL E SIGNIFICATIVA DE INVESTIGAÇÃO PARA AS CRIANÇAS.

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