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FUNDAMENTOS DE HIDROSTÁTICA E CALORIMETRIA 3º CICLO e 4º CICLO - EGMS Profa. Ms. Grace
FUNDAMENTOS DE HIDROSTÁTICA E CALORIMETRIA 3º CICLO e 4º CICLO - EGMS Profa. Ms. Grace

FUNDAMENTOS DE HIDROSTÁTICA E CALORIMETRIA 3º CICLO e 4º CICLO - EGMS

Profa. Ms. Grace Kelly Quarteiro Ganharul gracekellyq@yahoo.com.br grace.ganharul@aedu.com

Graduação em Engenharia Mecânica Disciplina: FUNDAMENTOS DE HIDROSTÁTICA E CALORIMETRIA * MECANISMOS DE TROCA DE
Graduação em Engenharia Mecânica Disciplina: FUNDAMENTOS DE HIDROSTÁTICA E CALORIMETRIA * MECANISMOS DE TROCA DE
Graduação em Engenharia Mecânica Disciplina: FUNDAMENTOS DE HIDROSTÁTICA E CALORIMETRIA * MECANISMOS DE TROCA DE

Graduação em Engenharia Mecânica

Disciplina:

FUNDAMENTOS DE HIDROSTÁTICA E CALORIMETRIA

Disciplina: FUNDAMENTOS DE HIDROSTÁTICA E CALORIMETRIA * MECANISMOS DE TROCA DE CALOR. AULA 12 Bibliografia:
* MECANISMOS DE TROCA DE CALOR. AULA 12
* MECANISMOS DE TROCA DE
CALOR.
AULA 12
E CALORIMETRIA * MECANISMOS DE TROCA DE CALOR. AULA 12 Bibliografia: HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER,

Bibliografia: HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos da Física : gravitação, ondas e termodinâmica. 8ª ed. São Paulo:

LTC - Livros Técnicos e Científicos, 2009, v.2.

Profa. Ms. Grace Kelly Quarteiro Ganharul

8ª ed. São Paulo: LTC - Livros Técnicos e Científicos, 2009, v.2. Profa. Ms. Grace Kelly
Introdução: Correção dos Exercícios de Dilatação Superficial. Condução. Convecção. Radiação. Grace

Introdução:

Introdução: Correção dos Exercícios de Dilatação Superficial. Condução. Convecção. Radiação. Grace
Introdução: Correção dos Exercícios de Dilatação Superficial. Condução. Convecção. Radiação. Grace

Correção dos Exercícios de Dilatação Superficial. Condução. Convecção. Radiação.

Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013

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de Dilatação Superficial. Condução. Convecção. Radiação. Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013 Slide 03
Correção: Lista 01 - 2º Bimestre: 1. Uma caixa de área igual a 1 m

Correção:

Lista 01 - 2º Bimestre:

Correção: Lista 01 - 2º Bimestre: 1. Uma caixa de área igual a 1 m 2

1. Uma caixa de área igual a 1 m 2 a uma temperatura de 10 o C tem sua temperatura elevada até 100 o C. Se a caixa é feita de cobre, cujo coeficiente de dilatação linear é 1,7x10 -5 o C -1 , determine:

a) a dilatação superficial sofrida pela caixa; b) a área final da caixa.

2. Uma chapa quadrada, feita de um material encontrado no planeta Marte, tem área A = 100 cm² a uma temperatura de 100ºC. A uma temperatura de 0,0ºC, qual será a área da chapa em cm²? Considere que o coeficiente de expansão linear do material é α = 2,0 x 10 3 / ºC.

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de expansão linear do material é α = 2,0 x 10 − 3 / ºC. Grace
Correção: Lista 01 - 2º Bimestre: 3. Uma chapa de zinco, de forma retangular, tem

Correção:

Lista 01 - 2º Bimestre:

Correção: Lista 01 - 2º Bimestre: 3. Uma chapa de zinco, de forma retangular, tem 60

3. Uma chapa de zinco, de forma retangular, tem 60 cm de comprimento e 40 cm de largura à temperatura de 20ºC. Supondo que a chapa foi aquecida até 120ºC, e que o coeficiente de dilatação linear do zinco vale 25 x 10 -6 ºC -1 , calcule:

a) A dilatação no comprimento da chapa.

b) A dilatação na largura da chapa.

c) A área da chapa a 20ºC.

d) A área da chapa a 120ºC.

e) O valor do coeficiente de dilatação superficial da chapa.

f) O aumento na área da chapa usando o valor de β obtido no item anterior.

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aumento na área da chapa usando o valor de β obtido no item anterior. Grace Kelly
Correção: Lista 01 - 2º Bimestre: 4. Um orifício numa panela de ferro, a 0ºC,

Correção:

Lista 01 - 2º Bimestre:

Correção: Lista 01 - 2º Bimestre: 4. Um orifício numa panela de ferro, a 0ºC, tem

4. Um orifício numa panela de ferro, a 0ºC, tem 5 cm 2 de área. Se o coeficiente de dilatação linear do ferro é de 1,2 x 10 -5 ºC -1 calcule a área deste orifício quando a temperatura chegar a

300ºC.

5.Uma moeda, fabricada com níquel puro, encontrase à temperatura ambiente de 20ºC. Ao ser levada a um forno, ela sofre um acréscimo de 1% na área de sua superfície. Qual é a temperatura do forno? Dado: O coeficiente de dilatação linear do níquel vale 12,5 x 10 -6 ºC -1 .

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de dilatação linear do níquel vale 12,5 x 10 - 6 ºC - 1 . Grace
15. Transferência de Calor: A transferência de calor de um ponto a outro de um

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: A transferência de calor de um ponto a outro de um meio

A transferência de calor de um ponto a outro de um meio se dá através de três processos diferentes: convecção, radiação e condução.

Condução: processo pelo qual a energia é transferida de uma região de alta temperatura para outra de temperatura mais baixa dentro de um meio (sólido, líquido ou gasoso) ou entre meios diferentes em contato direto.

Este mecanismo pode ser visualizado como a transferência de energia de partículas mais energéticas para partículas menos energéticas de uma substância devido a interações entre elas.

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menos energéticas de uma substância devido a interações entre elas. Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013
15. Transferência de Calor: Condutores: são os materiais que permitem a propagação do calor por

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Condutores: são os materiais que permitem a propagação do calor por condução.
Condutores: são os materiais que permitem a propagação do calor por condução. Exemplo: materiais metálicos.
Condutores: são os materiais que permitem a propagação do calor por
condução. Exemplo: materiais metálicos.
Isolantes: são os materiais que não permitem a propagação do calor por
condução. São chamados de maus condutores. Exemplo: materiais plásticos,
isopor, madeira, cortiça, vidro.

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Exemplo: materiais plásticos, isopor, madeira, cortiça, vidro. Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013 Slide 08
15. Transferência de Calor: Fluxo de Calor por Condução ( Φ – Phi ou q):

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Fluxo de Calor por Condução ( Φ – Phi ou q): O

Fluxo de Calor por Condução (Φ – Phi ou q): O fluxo de calor é definido como a razão entre a quantidade de calor transferida de um corpo para o outro (Q) e o tempo necessário para que haja essa transferência.

(Q) e o tempo necessário para que haja essa transferência. A T 2 L ou e

A

T 2

necessário para que haja essa transferência. A T 2 L ou e ou Δx Q Q

L ou e ou Δx

Q Q

Φ

Φ =

Tempo

= Tempo

k k

. .

A T

A T

.

.

e e

Φ Φ

=

=

T 1

Onde k é o coeficiente de condutividade térmica que depende do material analisado, A é
Onde k é o coeficiente de condutividade térmica que
depende do material analisado, A é a área da placa
(perpendicular ao fluxo de calor), ΔT é a variação de
temperatura entre as paredes da placa, e L ou e ou Δx
é a espessura da placa.

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entre as paredes da placa, e L ou e ou Δx é a espessura da placa.
15. Transferência de Calor: Coeficiente de condutividade térmica de alguns materiais (k) Unidade de k:

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Coeficiente de condutividade térmica de alguns materiais (k) Unidade de k: Cal
15. Transferência de Calor: Coeficiente de condutividade térmica de alguns materiais (k) Unidade de k: Cal

Coeficiente de

condutividade térmica de alguns materiais

(k)

Unidade de k:

Cal / s . cm . ºC

=

W / cm . ºC ou W / m . ºC

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(k) Unidade de k: Cal / s . cm . ºC = W / cm .
15. Transferência de Calor: Resistência Térmica: Observa-se ainda que o fenômeno de transmissão de calor

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Resistência Térmica: Observa-se ainda que o fenômeno de transmissão de calor é

Resistência Térmica: Observa-se ainda que o fenômeno de transmissão de calor é semelhante ao fenômeno da corrente elétrica.

A corrente elétrica é provocada por uma diferença de potencial elétrico. O fluxo de calor é provocado por uma diferença de potencial térmico (diferença de temperatura).

A corrente elétrica atravessa um meio que pode ser isolante elétrico ou condutor elétrico. Analogamente, o fluxo de calor atravessa um meio que pode ser bom condutor térmico ou isolante térmico

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atravessa um meio que pode ser bom condutor térmico ou isolante térmico Grace Kelly Quarteiro Ganharul
15. Transferência de Calor: Resistência Térmica: Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013 Slide 12

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Resistência Térmica: Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013 Slide 12

Resistência Térmica:

15. Transferência de Calor: Resistência Térmica: Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013 Slide 12

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15. Transferência de Calor: Resistência Térmica: Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013 Slide 12
15. Transferência de Calor: Resistência Térmica: Associação em série de paredes planas Neste caso o

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Resistência Térmica: Associação em série de paredes planas Neste caso o mesmo

Resistência Térmica: Associação em série de paredes planas

Neste caso o mesmo fluxo de calor atravessa inicialmente a parede 1 depois a 2 e assim sucessivamente. A característica da associação em série é que o mesmo fluxo de calor percorre as diversas paredes.

em série é que o mesmo fluxo de calor percorre as diversas paredes. Grace Kelly Quarteiro
em série é que o mesmo fluxo de calor percorre as diversas paredes. Grace Kelly Quarteiro

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em série é que o mesmo fluxo de calor percorre as diversas paredes. Grace Kelly Quarteiro
15. Transferência de Calor: Resistência Térmica: Associação em série de paredes planas Grace Kelly Quarteiro

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Resistência Térmica: Associação em série de paredes planas Grace Kelly Quarteiro

Resistência Térmica: Associação em série de paredes planas

de Calor: Resistência Térmica: Associação em série de paredes planas Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013
de Calor: Resistência Térmica: Associação em série de paredes planas Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013

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de Calor: Resistência Térmica: Associação em série de paredes planas Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013
15. Transferência de Calor: Resistência Térmica: Associação em série de paredes planas Grace Kelly Quarteiro

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Resistência Térmica: Associação em série de paredes planas Grace Kelly Quarteiro

Resistência Térmica: Associação em série de paredes planas

de Calor: Resistência Térmica: Associação em série de paredes planas Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013

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de Calor: Resistência Térmica: Associação em série de paredes planas Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013
15. Transferência de Calor: Resistência Térmica: Associação em paralelo de paredes planas Grace Kelly Quarteiro

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Resistência Térmica: Associação em paralelo de paredes planas Grace Kelly Quarteiro

Resistência Térmica: Associação em paralelo de paredes planas

Calor: Resistência Térmica: Associação em paralelo de paredes planas Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013 Slide

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Calor: Resistência Térmica: Associação em paralelo de paredes planas Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013 Slide

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Calor: Resistência Térmica: Associação em paralelo de paredes planas Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013 Slide
15. Transferência de Calor: Resistência Térmica: Associação em paralelo de paredes planas Grace Kelly Quarteiro

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Resistência Térmica: Associação em paralelo de paredes planas Grace Kelly Quarteiro

Resistência Térmica: Associação em paralelo de paredes planas

Calor: Resistência Térmica: Associação em paralelo de paredes planas Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013 Slide
Calor: Resistência Térmica: Associação em paralelo de paredes planas Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013 Slide

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Calor: Resistência Térmica: Associação em paralelo de paredes planas Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013 Slide
15. Transferência de Calor: Convecção: processo pelo qual energia é transferida das porções quentes para

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Convecção: processo pelo qual energia é transferida das porções quentes para as

Convecção: processo pelo qual energia é transferida das porções quentes para as porções frias de um fluido através da ação combinada de : condução de calor, armazenamento de energia e movimento de mistura.

Um fluido aquecido localmente em geral diminui de densidade

por consequência tende a subir sob o efeito gravitacional, sendo substituído por um fluido mais frio, o que gera naturalmente correntes de convecção.

e

frio, o que gera naturalmente correntes de convecção. e O borbulhar da água fervente em uma

O borbulhar da água fervente em uma

panela é o resultado de correntes de convecção.

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água fervente em uma panela é o resultado de correntes de convecção. Grace Kelly Quarteiro Ganharul
15. Transferência de Calor: Desta forma, de propagação de calor, em que a matéria e

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Desta forma, de propagação de calor, em que a matéria e a

Desta forma, de propagação de calor, em que a matéria e a energia se movimentam por causa da diferença de densidade entre as partes quentes e as partes frias de uma substância, dá-se o nome de convecção.

A convecção ocorre nos fluidos, ou seja, nos líquidos e gases.

A convecção ocorre nos fluidos , ou seja, nos líquidos e gases. Grace Kelly Quarteiro Ganharul

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A convecção ocorre nos fluidos , ou seja, nos líquidos e gases. Grace Kelly Quarteiro Ganharul
15. Transferência de Calor: Fluxo de Calor por Convecção: ΦΦ == hh AA ∆∆ TT

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Fluxo de Calor por Convecção: ΦΦ == hh AA ∆∆ TT Onde

Fluxo de Calor por Convecção:

ΦΦ == hh AA ∆∆TT

Onde h é o coeficiente de convecção que depende do material analisado (condutividade térmica, densidade,
Onde h é o coeficiente de convecção que depende do material
analisado (condutividade térmica, densidade, viscosidade,
temperatura, etc.), A é a área de contato entre a peça e o meio
ambiente (fluido) e ΔT é a variação de temperatura entre a
temperatura superficial da peça e a temperatura do meio (ΔT = Ts –
Tf).
NOTA: A temperatura do meio (fluido) deve ser medida com
termômetro longe da peça.

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do meio (fluido) deve ser medida com termômetro longe da peça. Grace Kelly Quarteiro Ganharul –
15. Transferência de Calor: Coeficiente de convecção de alguns materiais (h) Unidade de h: kW

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Coeficiente de convecção de alguns materiais (h) Unidade de h: kW /

Coeficiente de convecção de alguns materiais (h)

Unidade de h:

kW / m 2 . K

de alguns materiais (h) Unidade de h: kW / m 2 . K S.I.: W /

S.I.: W / m 2 . K

Resistência Térmica na convecção:

R =

1

h A

.

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S.I.: W / m 2 . K Resistência Térmica na convecção: R = 1 h A
15. Transferência de Calor: Exemplos: Brisas litorâneas: De dia temos a brisa marítima, a noite

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Exemplos: Brisas litorâneas: De dia temos a brisa marítima, a noite temos

Exemplos: Brisas litorâneas: De dia temos a brisa marítima, a noite temos a brisa terrestre.

De dia temos a brisa marítima, a noite temos a brisa terrestre. Grace Kelly Quarteiro Ganharul

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De dia temos a brisa marítima, a noite temos a brisa terrestre. Grace Kelly Quarteiro Ganharul
15. Transferência de Calor: Exemplos: Inversão térmica: nos dias de inverno, principalmente à noite, as

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Exemplos: Inversão térmica: nos dias de inverno, principalmente à noite, as camadas

Exemplos: Inversão térmica: nos dias de inverno, principalmente à noite, as camadas de ar mais próximas da superfície da Terra ficam mais frias do que as de cima. O calor do sol fraco de manhã não é suficiente para inverter o processo. Como as correntes de convecção são interrompidas, a poluição não se espalha na atmosfera.

são interrompidas, a poluição não se espalha na atmosfera. Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013 Slide

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são interrompidas, a poluição não se espalha na atmosfera. Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013 Slide
15. Transferência de Calor: Radiação: processo pelo qual calor é transferido de um superfície em

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Radiação: processo pelo qual calor é transferido de um superfície em alta

Radiação: processo pelo qual calor é transferido de um superfície em alta temperatura para um superfície em temperatura mais baixa quando tais superfícies estão separados no espaço. A energia assim transferida é chamada radiação térmica e é feita sob a forma de ondas eletromagnéticas.

A radiação térmica é emitida de um corpo aquecido e ao ser absorvida por outro corpo pode aquecê-lo, convertendo-se em calor. O aquecimento solar é uma forma de aproveitamento da radiação solar para a produção de calor.

Um ferro em brasa emite radiação térmica e aquece a região que o rodeia. A transmissão de calor por irradiação é devida principalmente às ondas eletromagnéticas na faixa do infravermelho, denominadas ondas de calor.

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eletromagnéticas na faixa do infravermelho, denominadas ondas de calor. Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013 Slide
15. Transferência de Calor: Estufas O vidro é transparente a luz visível e parcialmente opaca

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Estufas O vidro é transparente a luz visível e parcialmente opaca ao
15. Transferência de Calor: Estufas O vidro é transparente a luz visível e parcialmente opaca ao
Estufas O vidro é transparente a luz visível e parcialmente opaca ao infravermelho. Uma parcela
Estufas
O vidro é transparente a
luz
visível
e
parcialmente
opaca
ao
infravermelho.
Uma parcela da energia
trazida pela luz visível é
absorvida pelas plantas
que estão no interior da
estufa.

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visível é absorvida pelas plantas que estão no interior da estufa. Grace Kelly Quarteiro Ganharul –
15. Transferência de Calor: Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013 Slide 26

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15. Transferência de Calor: Radiação: A taxa Ρ (poder emissivo) com que um objeto emite

15. Transferência de Calor:

15. Transferência de Calor: Radiação: A taxa Ρ (poder emissivo) com que um objeto emite radiação

Radiação: A taxa Ρ (poder emissivo) com que um objeto

emite radiação depende da área A da superfície deste objeto

e da temperatura T dessa área em graus Kelvin, e é dada

por:

da temperatura T dessa área em graus Kelvin, e é dada por: Nesta equação σ =
Nesta equação σ = 5,67x10 -8 W/m 2 K 4 é chamada a constante de
Nesta equação σ = 5,67x10 -8 W/m 2 K 4 é chamada a constante
de Stefan-Boltzmann.
A grandeza ε é a emissividade da superfície do objeto que
vale entre 0 e 1 dependendo da composição da superfície.

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objeto que vale entre 0 e 1 dependendo da composição da superfície. Grace Kelly Quarteiro Ganharul
Exemplos: Exercícios: 1) Uma garrafa de vidro e uma lata de alumínio, cada uma contendo

Exemplos:

Exercícios:

Exemplos: Exercícios: 1) Uma garrafa de vidro e uma lata de alumínio, cada uma contendo 330

1) Uma garrafa de vidro e uma lata de alumínio, cada uma contendo 330 ml de refrigerante, são mantidas em um refrigerador pelo mesmo longo período de tempo. Ao retirá-las do refrigerador com as mãos desprotegidas, tem-se a sensação de que a lata está mais fria que a garrafa. É correto afirmar que:

a) A lata está realmente mais fria, pois a capacidade calorífica da garrafa é maior que da lata.

b) A lata está de fato menos fria que a garrafa, pois o vidro possui condutividade menor que o

alumínio.

c) A garrafa e lata estão à mesma temperatura, possuem a mesma condutividade térmica e a

sensação deve-se a diferença dos calores específicos. d) A garrafa e lata estão à mesma temperatura e a sensação é devido ao fato da condutividade térmica do alumínio ser maior que a do vidro. e) A garrafa e lata estão à mesma temperatura e a sensação é devida ao fato de a condutividade térmica

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temperatura e a sensação é devida ao fato de a condutividade térmica Grace Kelly Quarteiro Ganharul
Exemplos: Exercícios: 2) Um vidro plano, cujo coeficiente de condutibilidade térmica é igual a 0,00183

Exemplos:

Exercícios:

Exemplos: Exercícios: 2) Um vidro plano, cujo coeficiente de condutibilidade térmica é igual a 0,00183 cal/s.cm.

2) Um vidro plano, cujo coeficiente de condutibilidade térmica é igual a 0,00183 cal/s.cm.°C, tem uma área de 1000 cm 2 e espessura de 3,66 mm. Sendo o fluxo de calor por condução através do vidro igual a 2000 cal/s, calcule a diferença de temperatura entre as faces.

Dados:

k = 0,00183 cal/s.cm.°C

A =1000 cm 2

e = 0,366 cm

Φ = 2000 cal/s

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k = 0,00183 cal/s.cm. ° C A =1000 cm 2 e = 0,366 cm Φ =
Exemplos: Exercícios: 3) Uma placa de Alumínio de espessura igual a 0,02 m tem área

Exemplos:

Exercícios:

Exemplos: Exercícios: 3) Uma placa de Alumínio de espessura igual a 0,02 m tem área de

3) Uma placa de Alumínio de espessura igual a 0,02 m tem área de 2 m 2 e encontra-se nas condições demonstradas abaixo. Calcular o fluxo de calor em tais condições.

Dados:

k = tabela

A = 2 m 2

e = 0,02 cm

T = -100 ºC

Fluxo de calor Φ

A = 2 m 2 e = 0,02 cm ∆ T = -100 ºC Fluxo de
2 m 2 400 ºC 300 ºC
2 m 2
400 ºC
300 ºC

0,02 m

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cm ∆ T = -100 ºC Fluxo de calor Φ 2 m 2 400 ºC 300

0,3 m

0,3 m Exemplos: Exercícios: 4) Uma placa de fibra de vidro com espessura de 0,3 m

Exemplos:

Exercícios:

0,3 m Exemplos: Exercícios: 4) Uma placa de fibra de vidro com espessura de 0,3 m

4) Uma placa de fibra de vidro com espessura de 0,3 m possui as dimensões demonstradas abaixo. Sendo o fluxo de calor por condução através da placa igual a 8000 cal/s, calcule a temperatura na face inferior da placa.

Dados:

k = tabela

A = calcular

e = 0,3 m T = ?

8000 cal/s

450 ºC

k = tabela A = calcular e = 0,3 m ∆ T = ? 8000 cal/s
25 m

25 m

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k = tabela A = calcular e = 0,3 m ∆ T = ? 8000 cal/s
Exemplos: Exercícios: 5) Determinar o fluxo de calor por unidade de área que atravessa uma

Exemplos:

Exercícios:

Exemplos: Exercícios: 5) Determinar o fluxo de calor por unidade de área que atravessa uma parede

5) Determinar o fluxo de calor por unidade de área que atravessa uma parede de aço muito fina isolada com 60 mm de asbesto. A temperatura interna da parede metálica é de 200º C e a externa do isolante 50º C. Dados: Condutibilidade térmica do asbesto 0,9 W/m ºC.

6) 1500 watts devem ser dissipados através de uma parede cuja material tem condutividade térmica igual a 35 W/m 2 K, sua espessura vale 15 cm. A temperatura da face direita vale 20ºC e a área transversal à direção de troca de calor vale 0,0804 m 2 . Determine a temperatura da face esquerda.

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de calor vale 0,0804 m 2 . Determine a temperatura da face esquerda. Grace Kelly Quarteiro
Exemplos: Exercícios: 7) Para garantir que a diferença máxima de temperaturas entre as faces direita

Exemplos:

Exercícios:

Exemplos: Exercícios: 7) Para garantir que a diferença máxima de temperaturas entre as faces direita e

7) Para garantir que a diferença máxima de temperaturas entre as faces direita e esquerda de uma placa seja igual a 80 C, determine a espessura necessária de material, sabendo-se ainda que a condutividade térmica do material utilizado vale 35 W /m 2 K, que o fluxo de calor trocado vale 18656,7 W / m 2 .

8) Deseja-se dissipar cerca de 1840 watts através de uma parede cujas dimensões não podem ultrapassar 0,08 m 2 e espessura 0,10 m. Sabendo-se que a temperatura da face esquerda não pode ultrapassar 110ºC e a temperatura da face direita não pode cair abaixo de 40ºC, determine a condutividade térmica do material a ser utilizado.

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de 40ºC, determine a condutividade térmica do material a ser utilizado. Grace Kelly Quarteiro Ganharul –
Exemplos: Exercícios: 9) A parede plana de um tanque para armazenagem de produtos químicos é

Exemplos:

Exercícios:

Exemplos: Exercícios: 9) A parede plana de um tanque para armazenagem de produtos químicos é constituída

9) A parede plana de um tanque para armazenagem de produtos químicos é constituída de uma camada interna à base de carbono (k = 10 Kcal/h.m.ºC ) de 40 mm de espessura, uma camada intermediária de refratário (k = 0,14 Kcal/h.m.ºC) e um invólucro de aço (k =45 Kcal/h.m.ºC) com 10 mm de espessura. Com a superfície interna da camada carbono a 190ºC e o ar ambiente a 30ºC, a temperatura da superfície externa do aço não deve ser maior que 60ºC por motivos de segurança do trabalhadores. Considerando que o coeficiente de película no ar externo é 12 Kcal/h.m 2 .ºC, determine a espessura mínima do refratário.

Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013

do refratário. Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013 = 40 mm = 0 04 m =

=

40

mm

=

0 04

m

=

10

mm

=

,

0 01

m

=

10

,

, Kcal h m . o .

Kcal h m

.

o

.

C

L

1

L

k

k

k

h = 12

T

2

1

2

3

, Kcal h m . o . C L 1 L k k k h =

= 0 14

,

= 45

o

o

Kcal h m

.

1 L k k k h = 12 T 2 1 2 3 = 0 14

o

.

o

.

Kcal h m

.

1 2 3 = 0 14 , = 45 o o Kcal h m . o

Kcal h m

.

C

2

C

190

30

=

=

1

T

5

o C

.

C

C

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1 2 3 = 0 14 , = 45 o o Kcal h m . o
Exercícios: Lista 03 – 2º Bimestre: 1) Um fluido a 130ºC e coeficiente de troca

Exercícios:

Lista 03 – 2º Bimestre:

Exercícios: Lista 03 – 2º Bimestre: 1) Um fluido a 130ºC e coeficiente de troca de

1) Um fluido a 130ºC e coeficiente de troca de calor por convecção igual a 50 W / m 2 .K molha a superfície de uma placa de alumínio, de 0,15 cm de espessura e 0,08 m 2 de área transversal. Sabendo-se que a temperatura da face direita do conjunto vale 35ºC, determine o calor trocado pelo sistema.

2) Um equipamento condicionador de ar deve manter uma sala de área igual a 126 m 2 a 22ºC. As paredes da sala, de 25 cm de espessura, são feitas de tijolos com condutividade térmica de 0,14 Kcal/h.m.ºC e a área das janelas podem ser consideradas desprezíveis. A face externa das paredes pode chegar a até 40ºC em um dia de verão, pede-se o calor a ser extraído da sala pelo condicionador.

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Slide 35

de verão, pede-se o calor a ser extraído da sala pelo condicionador. Grace Kelly Quarteiro Ganharul
Exercícios: Lista 03 – 2º Bimestre: 3) As superfícies internas de um grande edifício são

Exercícios:

Lista 03 – 2º Bimestre:

Exercícios: Lista 03 – 2º Bimestre: 3) As superfícies internas de um grande edifício são mantidas

3) As superfícies internas de um grande edifício são mantidas a 20ºC, enquanto que a temperatura na superfície externa é igual a -20ºC. As paredes medem 25 cm de espessura, e foram construídas com tijolos de condutividade térmica de 0,6 kcal/h.m.ºC. Calcular a perda de calor para cada metro quadrado de superfície por hora.

4) A parede de um forno industrial é composta com tijolos refratários por dentro, e tijolos isolantes por fora. A temperatura da face interna do refratário é 1600 F e a da face externa do isolante é 80 F. Considerando uma perda de calor de 36000 Btu/h, calcule a resistência térmica da parede.

Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013

Slide 36

perda de calor de 36000 Btu/h, calcule a resistência térmica da parede. Grace Kelly Quarteiro Ganharul
Lista 03 – 2º Bimestre: Exercícios: 5) Uma parede de um forno é constituída de
Lista 03 – 2º Bimestre:
Exercícios:
5) Uma parede de um forno é
constituída de duas camadas: 0,20
m de tijolo refratário (k = 1,2
kcal/h.m.ºC) e 0,13 m de tijolo
isolante (k = 0,15 kcal/h.m.ºC). A
temperatura da superfície interna
do refratário é 1675ºC e a
temperatura da superfície externa
do isolante é 145ºC. Desprezando
a resistência térmica das juntas de
argamassa, calcule o calor perdido
por unidade de tempo e por m 2 de
parede.
parede de refratário :
o
L
=
0,20
m
k
=
1,2
Kcal
h m
.
.
C
1
1
parede de isolante :
o
L
=
0,13
m
k
=
0,15
Kcal
h m
.
.
C
2
2
o
o
T
=
1675
C
T
=
145
C
1
3
(
∆ T
)
T
T
T
T
total
1
3
1
3
q & =
=
=
R
R
+
R
L
L
1
2
t
ref
iso
+
k
A
k
A
1 .
2 .
Grace Kelly Quarteiro Ganharul – 2013
Slide 37
Graduação em Engenharia Mecânica Disciplina: FUNDAMENTOS DE HIDROSTÁTICA E CALORIMETRIA * MECANISMOS DE TROCA DE
Graduação em Engenharia Mecânica Disciplina: FUNDAMENTOS DE HIDROSTÁTICA E CALORIMETRIA * MECANISMOS DE TROCA DE
Graduação em Engenharia Mecânica Disciplina: FUNDAMENTOS DE HIDROSTÁTICA E CALORIMETRIA * MECANISMOS DE TROCA DE

Graduação em Engenharia Mecânica

Disciplina:

FUNDAMENTOS DE HIDROSTÁTICA E CALORIMETRIA

Disciplina: FUNDAMENTOS DE HIDROSTÁTICA E CALORIMETRIA * MECANISMOS DE TROCA DE CALOR. BOA NOITE!!! Bibliografia:
* MECANISMOS DE TROCA DE CALOR. BOA NOITE!!!
* MECANISMOS DE TROCA DE
CALOR.
BOA NOITE!!!
CALORIMETRIA * MECANISMOS DE TROCA DE CALOR. BOA NOITE!!! Bibliografia: HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER,

Bibliografia: HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos da Física : gravitação, ondas e termodinâmica. 8ª ed. São Paulo:

LTC - Livros Técnicos e Científicos, 2009, v.2.

Profa. Ms. Grace Kelly Quarteiro Ganharul

8ª ed. São Paulo: LTC - Livros Técnicos e Científicos, 2009, v.2. Profa. Ms. Grace Kelly