1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

FACULDADE NACIONAL DE DIREITO

CRIMES HEDIONDOS E ASSEMELHADOS. UMA ABORDAGEM SOBRE A LEI N.8072/90

ALUNO: PAULO CESAR LOPES DE ARAUJO JUNIOR

RIO DE JANEIRO 2013

....14 PREVISÃO LEGAL...................................... APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO......8 PENA.................................................9 3...........................................5 3...........................2 SUMÁRIO 1......................................................10 CAUSAS DE AUMENTO DE PENA.....................3 REGIME INICIALMENTE FECHADO...........14 3...............................................................9...13 3............1 3.............................9 3.................................................16 3...........................10 PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL.........................2 3..................................... CONCLUSÃO.............................................17 5.................. CONSEQUÊNCIAS PENAIS E PROCESSUAIS.............10 3..........................................................................9............................ GRAÇA E INDULTO..........12 3.........11 3....................... ROL DOS CRIMES HEDIONDOS........................................................12 3...................14 3.................9..........7 LIVRAMENTO CONDICIONAL........6 ESTABELECIMENTOS PENAIS.......3 REGIME INICIALMENTE FECHADO E PROGRESSÃO DE REGIME...........9 3...16 4...............9 DELAÇÃO PREMIADA.......................................1 ANISTIA................................3.........................2 FIANÇA E LIBERDADE PROVISÓRIA................17 6........................................................................................................................................2 3...........15 MOMENTO PROCESSUAL....11 LEI PENAL NO TEMPO.............................................18 ..........................................13 3................................3 NATUREZA JURÍDICA DA DELAÇÃO PREMIADA.....4 DIREITO DE APELAR EM LIBERDADE....... INTRODUÇÃO..............1 3........................................................................................ BIBLIOGRAFIA.....3 2......................................................................3.....3......................................................................5 PRISÃO TEMPORÁRIA.................

Constitui.8072. 1º. do terrorismo e dos crimes hediondos contempla um tratamento diferenciado e mais severo do que as demais infrações penais. compete à lei estabelecer de modo taxativo quais são os crimes hediondos. Por fim. com as peculiaridades de cada situação em concreto. De acordo com o critério legal. tem sua regulação condicionada à edição de uma lei infraconstitucional. do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. o rol desse artigo qualifica-se . impedindo que a obtenção do conceito seja construída a partir de uma percepção excessivamente pessoal e subjetiva. que: “a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura. Além do mais. O critério legal foi o adotado. o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. é de ressaltar que a previsão desse tratamento mais rigoroso encontra-se disposta no rol dos direitos fundamentais. o critério misto. forma propostos três critérios: o legal. confere ao juiz ampla liberdade para. todavia. Portanto. uma norma constitucional de eficácia contida. se omitirem” A disciplina constitucional da tortura. Na busca do conceito de crimes hediondos. por eles respondendo os mandantes. até porque se mostra mais adequado e compatível com a segurança jurídica nas relações humanas. consagrando o critério legal na definição dos crimes hediondos a partir da sua enumeração taxativa logo no art. embora de aplicação imediata. principalmente no que se refere à classificação e definição dos crimes hediondos e demais conseqüências. o judicial e o misto. subtraindo do intérprete qualquer possibilidade de extensão do conceito às infrações penais que estejam enumeradas. sendo facultada ao juiz a possibilidade de extensão do conceito a outras infrações penais não expressamente enumeradas. A Lei n. de acordo.3 1. todavia. podendo evitá-los. reconhecer ou não o caráter hediondo de uma dada infração penal. O critério judicial. e a partir da sua experiência. em seu art. segundo o qual a lei disporia de forma exemplificativa o rol dos crimes hediondos. XLIII. de 25 de julho de 1990. os executores e os que. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. regulamentou o citado dispositivo constitucional. 5º. INTRODUÇÃO Dispõe a CF/88. diversamente. que.

11464/2007 modificou a Lei de . e até o triplo se do fato resultar morte. 1373. não podem ser suprimidos. permitindo-o quando o réu for primário e de bons antecedentes. 8072/90 distinguem-se dos denominados crimes assemelhados aos hediondos. embora haja entendimento em sentido contrário. quando os bens. direitos ou valores ocultados ou dissimulados forem provenientes. provocar explosão. podendo ser aumentada até o dobro se do fato resultar lesão grave. de 20 de agosto de 1998. e por essa razão. Importante salientar que configura o crime de lavagem de dinheiro.20 da Lei n. de modo que a sua incidência permanece com a nova Lei n. que ratificou a Resolução n. definido na Lei n. e 9695. extorquir. sempre que as conveniências de política criminal assim determinarem. por sua vez. e que dispõe acerca de diversas providências relacionadas à prevenção e repressão ao crime de terrorismo. dentre outros crimes.9613/98. bem jurídico tutelado. 2º) Terrorismo: está tipificado no art. Posteriormente foram introduzidas alterações pelas Leis ns. mas a Lei n. saquear. A nova Lei de Tóxicos omite-se em relação à possibilidade de progressão de regime. roubar. ao estender a sua aplicação ao crime de tráfico ilícito de entorpecente. Diversamente dos hediondos. cuja definição é condicionada à edição de lei ordinária. de 2001. Com efeito. do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. 8072/90. A pena cominada é de três a dez anos. seqüestrar. tem-se o Decreto n. 3º) Tráfico de Entorpecentes: o art. Os crimes hediondos previstos no art.9455/97. diferentemente dos crimes hediondos. incendiar. podem ser alterados pelo legislador ordinário. 8930.4 como numerus clausus. não se referiu expressamente à Lei n. ainda.7170/83 (Lei de Segurança Nacional). 2º da Lei n. As condutas típicas são: devastar. praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo. depredar.1º da Lei n. O sujeito passivo desse crime é o estado. para incluir ou excluir novas figuras penais. por inconformismo político ou para obtenção de fundos destinados à manutenção de organizações políticas clandestinas ou subversivas. Esta trata especificamente do direito de apelar em liberdade. 11343/2006. de 6 de setembro de 1994. Estes foram previstos expressamente no texto constitucional. inciso II).3976. 5º. do terrorismo e seu financiamento (art. 1º. 6368/76. nos crimes assemelhados o tratamento constitucional mais severo tem aplicação imediata. manter em cárcere privado. de 18 de outubro de 2001. Os crimes hediondos. nem sequer por emenda. titular da segurança nacional. direta ou indiretamente. Os três crimes assemelhados: 1º) Tortura: está definido na lei n. no art.

com as alterações procedidas pela Lei n. Todavia. 2848. A solução mais acertada ao julgador seria. ART. sua decisão estará maculada de vício insanável. 2º. por exemplo. da Lei n. tendo em vista o tratamento mais rigoroso deferido pela Lei n. nos termos do art. da Lei n. uma vez que a desclassificação do crime apenas pode ocorrer por ocasião da prolação da sentença. 2. § 2º. todos tipificados no Decreto-Lei n. e homicídio qualificado (art. ROL DOS CRIMES HEDIONDOS (LEI N. A resposta somente pode ser negativa. de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal. que os crimes hediondos não se confundem com o conceito de crime organizado. de 3 de maio de 1995. se o apenado for primário. dispondo que o tráfico ilícito de entorpecentes é agora suscetível de liberdade provisória (art. 1º) O art. Inciso II.8930/94 (incisos I a VII e parágrafo único) e pela Lei n. II. a) Homicídio simples praticado em atividade típica de grupo de extermínio O diferencial é que o homicídio simples somente será considerado hediondo se praticado em atividade típica de grupo de extermínio. Registre-se.8072/90. que alcança os ilícitos penais praticados por quadrilha ou bando ou organizações ou associações criminosas de qualquer tipo. consumados ou tentados: I – Homicídio simples (art. 9695/98 (que acrescentou o inciso VIIB). I. deferir-lhe a liberdade provisória por considerar ausentes os pressupostos da prisão preventiva. Para que reste configurada a organização criminosa basta o cometimento de crimes de qualquer natureza. 9034. caso o juiz promova a desclassificação prévia. são considerados crimes hediondos. Discussão bastante atual em relação à qualificação do crime como hediondo ou assemelhado refere-se à possibilidade ou não de o juiz desclassificar o delito descrito na denúncia por ocasião do seu recebimento. .8072/90. 2º. hipótese de nulidade absoluta.8072/90). § 2º. IV e V). A redação do inciso I permite concluir que tanto o homicídio simples como o qualificado. e de 3/5. 8072/90. 121). se reincidente (art. III. bem como de progressão de regime após o cumprimento de 2/5 da pena. considera hediondos os seguintes crimes. finalmente. estando o denunciado preso. 121.5 Crimes Hediondos. ainda que por um só agente. hediondos ou não. 1º da Lei n. 1º da Lei n. tentado ou consumado. quando praticamente em atividade típica de grupo de extermínio. momento adequado para o juiz emitir juízo de valor ou de conhecimento aprofundado sobre o fato do julgamento. 8072/90).

nem tampouco qualificadora do tipo ou mesmo agravante. É importante salientar que a prática do homicídio enquanto atividade típica do grupo de extermínio não constitui circunstância elementar.6 Atividade típica de grupo de extermínio não equivale ao conceito de quadrilha ou bando do art. dada a incompatibilidade existente entre o tratamento benigno do CP e o rigor imposto pela Lei n. que tal grupo deve ter no mínimo três pessoas. 67 do CP. O art. a partir dos parâmetros citados. Não se exige igualmente qualquer motivação específica para a prática do crime. no tocante ao homicídio praticado por militar contra militar. o reconhecimento de tal circunstância tem como única conseqüência a incidência do tratamento penal e processual mais severo disposto na Lei n. não é considerado hediondo. porque não está previsto no art. muito embora seja possível a coexistência do privilégio do § 1º do art. Considerando que na hipótese do grupo de extermínio não se faz qualquer alusão ao número mínimo de integrantes. 121 do CP. porque. bastando o dolo de matar. ao tratar da associação criminosa para o tráfico de entorpecentes. dispostas nos incisos I a V do § 2º do art. 11343/2006. não será crime hediondo o homicídio privilegiado-qualificado. ao dispor sobre concurso de pessoas. exige no mínimo duas. 35 da Lei n. até para evitar qualquer confusão terminológica. muito embora tal situação seja logicamente defeituosa. 250 do CPM. prepondera o privilégio. 288 do CP. . b) Homicídio Qualificado Nessa modalidade estão abrangidas todas as formas de homicídio qualificado. qualificado como crime militar nos termos do art. segundo entendimento majoritário. Eventual motivação específica pode acarretar a configuração do homicídio como qualificado. 8072/90. O privilégio afasta a hediondez do homicídio qualificado. O art. O homicídio privilegiado não é considerado hediondo. 1º da Lei n. basta que o homicídio tenha sido praticado por uma única pessoa. exige no mínimo duas pessoas. no concurso de circunstâncias de caráter subjetivo e objetivo. 121 com as qualificadoras de caráter objetivo. nos termos do que dispõe o art. Finalmente. Assim. 8072/90.29 do Código. Além do mais. Todavia para a qualificação do crime como hediondo. não devendo ser quesitada ao jurado. 8072/90. de tal modo que a sua verificação fica ao livre arbítrio do juiz. necessário concluir.

há dois entendimentos. § 3º. “caput” e parágrafo único). e em razão da violência empregada. as simples e as qualificadas. 2º e 3º). “caput” e parágrafo único). 224 do CP. j. Com efeito. rel. seja os praticados com violência real. § 2º). Já no que se refere ao estupro e ao atentado violento ao pudor praticados mediante violência presumida.213 c/c art. rel. 224 do CP (STF. abrange todas as suas formas. Carlos Velloso. A extorsão com resultado morte recebe o mesmo tratamento do crime de latrocínio. O outro entendimento defende que a norma do art.159. “caput” e §1º. atua como norma de extensão. O primeiro sustenta a inexistência de crime hediondo. diferentemente dos crimes de roubo e de extorsão. ambos são considerados hediondos. 6-10-1998. ainda. 7-5-1999). Já o roubo qualificado pela lesão grave ou mesmo gravíssima não é considerado crime hediondo. V– Estupro (art. interferindo no processo de adequatação típica. 8072/90.. seja os praticados com violência presumida. nas hipóteses de estupro e atentado violento ao pudor praticado mediante violência presumida. Min. A extorsão mediante seqüestro.8072/90 não faz qualquer alusão ao disposto no art. j. sob o fundamento de que a Lei n. O estupro e o atentado violento ao pudor são considerados crimes hediondos tanto na forma simples como na forma qualificada pela lesão grave e resultado morte (STF. ostentam igual gravidade a ponto de merecerem o mesmo tratamento rigoroso introduzido pela Lei n. quais sejam. . HC 77480-7. III – Extorsão com resultado morte (art. é evidente que tais crimes.213 c/c art. IV– Extorsão mediante sequestro (art. 2ª T. 223. “in fine”) A denominação “latrocínio” significa o crime de roubo qualificado pelo resultado morte. VI– Atentado violento ao pudor (art. 223. seja consumado. Félix Fischer. DJU. produzido dolosa ou culposamente.203. 7-11-2000). Seja o latrocínio tentado. 7-11-2000. Min.157. DJU.158. REsp 274.7 II – Latrocínio (art. 5ª T.

Com efeito. § 1º). 1º (art. embora não haja referência expressa. 285 do CP. dentre outras disposições. que são mais graves. de 25 de setembro de 2002. O crime de genocídio qualifica-se pela intenção daquele que pretende destruir. A Lei n.273 “caput” e § 1º. étnico. Quanto à inovação introduzida pela Lei n. inclusive no que se refere à norma material que define o crime de genocídio. direta e publicamente. 1º. como igualmente pune a associação de mais de três pessoas para sua prática (art. Somente o crime de epidemia doloso com resultado morte é que configura crime hediondo. Parágrafo único. 2º e 3º “caput” da Lei n. alguém a cometer os delitos previstos no art. § 1º-A e § 1º-B). o crime de genocídio foi também regulamentado pelo Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional. corrupção. em outras palavras.8 VII – Epidemia com resultado morte (art. de 6 de junho de 2002.17 do Estatuto de Roma é que a ordem interna cederá à internacional. ainda que haja resultado morte. A norma internacional. racial e religioso. 112. 3º). anteriormente ratificado pelo Congresso Nacional por meio do meio do Decreto Legislativo n. no todo ou em parte. a aplicação da norma internacional orienta-se pelo princípio da complementaridade. VII-B – Falsificação. .4388. O crime de genocídio (art. estabeleceu a competência jurisdicional do Tribunal Penal Internacional (TPI) para o julgamento dos crimes de genocídio contra a humanidade. o que. grupo nacional. 2889/56). Somente quando presentes os pressupostos do art. No entanto. 9695/96. ratificado pelo Decreto Presidencial n. expressa o seu caráter subsidiário e supletivo em face da ordem interna. vigente no ordenamento interno. e certamente a sua exclusão seria de total incoerência. de guerra e de agressão e definiu as respectivas condutas penalmente relevantes. ficando afastada a hipótese do crime culposo. 2º) e aquele que incita. 2889/56 não somente o define no art. adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (art.1º.267. são igualmente consideradas hediondas todas as formas qualificadas previstas no art. ainda.

Além do mais. Com relação à vedação da fiança. 3. DJU. sendo suprimida a vedação da liberdade provisória e mantida a vedação da fiança. que a liberdade do agente implica maior risco aos interesses da persecução. 2º. dos pressupostos da prisão cautelar a fim de justificar a necessidade da manutenção da prisão ou o deferimento da liberdade provisória. uma vez que a própria CF expressamente consignou o caráter inafiançável dos crimes hediondos e assemelhados. por definição. em cada caso concreto. 22-10-1999). inciso II. O art. a orientação que acabou por prevalecer valeu-se do argumento segundo o qual a menção ao instituto da graça abrange igualmente o instituto do indulto. os quais. esse dispositivo não fez alusão ao indulto. foi alterado pela Lei n. inexiste discussão a respeito. HC 77528-0. soluciona o impasse e a discussão acima enunciada. inciso XII. que proibia a concessão da fiança e liberdade provisória. Embora tal circunstância tenha feito com que alguns doutrinadores questionassem a constitucionalidade de parte do inciso. Pleno. ART 2º) 3. constituem atos de clemência concedidos pelo Presidente da República. da vedação da liberdade provisória. que autoriza a liberdade provisória quando ausentes os pressupostos da prisão preventiva ou quando presente uma causa de justificação. Min. mais especificamente da liberdade provisória com o pagamento de fiança. GRAÇA E INDULTO.9 3. de 28 de marca de 2007. 5º da CF. não poderá perder de vista o fato de que o legislador constitucional presumiu. veda a concessão de anistia. O juiz. 11464/2007. A supressão do texto do art. seja o crime afiançável ou inafiançável. 18-21999. no entanto. graça e indulto. Anistia e graça foram mencionadas expressamente no inciso XLIII do art. 310. todavia. nos crimes hediondos e assemelhados. do CPP. parágrafo único. 8072/90.11464. pela Lei n.2. CONSEQUÊNCIAS PENAIS E PROCESSUAIS (LEI N. deixando sob a responsabilidade do juiz a verificação. O art. 2º. 2º.1.84. inciso II. É evidente que . nos termos do art. há de se reconhecer a perda de importância do instituto da fiança no sistema processual brasileiro. j. FIANÇA E LIBERDADE PROVISÓRIA. da CF (STF. tendo em vista o disposto no art. ANISTIA. inciso I. Sydney Santos. rel.

10 tal presunção não é absoluta. 11464/2007. é de reconhecer a perda do objeto da Súmula 697 do STF. esvazia o verbete da Súmula 698 do STF. § 1º. não vigora a vedação da liberdade provisória.3. mas também a concessão da suspensão condicional da pena. e não de desnecessidade da custódia. 11464. 2º. assim. da Lei n. 1º. que expressamente possibilitou a progressão de regime na hipótese de condenação por crime de tortura. Isso porque. por ostentar conteúdo de natureza processual. outrossim.9455/97. superado o entendimento anterior no sentido de que fundamento da inaplicabilidade de ambos os institutos era a presumida ausência de mérito do condenado já haviam . Estaria. interferindo na atividade persecução. 8072/90. de 28 de março de 2007. bem como a substituição da pena privativa de liberdade por pena alternativa. 8072/90. da Lei n. que a nova redação do art. a pena por crime hediondo ou assemelhado será cumprida inicialmente em regime fechado.1. inciso II. do sujeito processado por crime de homicídio qualificado. § 1. 2º. 3. REGIME INICIALMENTE FECHADO Nos termos do art. com a alteração promovida pela Lei n. Pela nova redação do art. A nova redação do inciso II do art.11464/2007. por exemplo. A nova redação reproduz o texto do art. § 1º. tem aplicação imediata. respeitada a validade dos atos anteriores praticados de acordo com a antiga redação. É a hipótese. uma vez que trabalha com a hipótese da ilegalidade da prisão. com a alteração do art. REGIME INICIALMENTE FECHADO E PROGRESSÃO DE REGIME 3.3. que assim dispõe: “Não se estende aos demais crimes hediondos a admissibilidade de progressão no regime de execução da pena aplicada ao crime de tortura”. 2º da Lei n. O instituto do relaxamento da prisão não se confunde com a liberdade provisória. § 7º. que assim dispõe: “A proibição de liberdade provisória nos processos por crimes hediondos não veda o relaxamento de prisão processual por excesso de prazo”. É de reconhecer. dada pela Lei n. será possível não somente a progressão de regime prisional. em que se constata a efetiva possibilidade de reconhecimento da legítima defesa. Com a Lei n. 2º. 2º. ainda não plenamente comprovada a ponto de autorizar a absolvição sumária.

Contudo. Em segundo lugar.3. qualquer hipótese de reincidência. principalmente no que se refere à autodisciplina exigida para o pleno exercício do direito de liberdade. se o apenado for reincidente. Na realidade. para fins de progressão. Tal decisão partiu da premissa de que a Lei n. é de conteúdo material. 3. § 2º. Tanto o juízo do processo de conhecimento deverá atentar para a exigência do regime integralmente fechado como o juízo do processo de execução para a possibilidade de progressão de regime. por assim dizer. conduz à necessidade de cumprimento de 3/5 da pena para legitimar o pedido. 8072/90 não faz qualquer restrição expressa à vedação do sursis (DJ.11 entendido pela compatibilidade da suspensão condicional da pena nos crimes hediondos. que deverá. não haverá retroatividade da lei nova. por ser mais benéfica ao réu. específica ou não. Em primeiro lugar é de considerar que a progressão não ocorre de forma automática pelo simples atendimento do critério objetivo do tempo de cumprimento. o princípio da individualização da pena pressupõe o tratamento apropriado em cada caso concreto. a progressão de regime pressupõe o cumprimento de 2/5 da pena. Isso significa dizer que a responsabilidade na aferição do mérito necessário à progressão. e de 3/5. 3. diferentemente do que se verifica no livramento condicional. é de ponderar que naqueles casos em que a progressão de regime houver sido deferida segundo as regras da Lei de Execução Penal. na medida em que incide sobre a execução da pena. 8072/90. PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL De acordo com a nova redação do art. se o apenado for primário. 2º da Lei n. por serem mais benéficas ao sentenciado. 2º. LEI PENAL NO TEMPO A nova redação dada aos §§ 1º e 2º do art. pela Lei n.2. sob o fundamento de que as normas restritivas de direitos devem ser interpretadas de forma teleológica.3. 11464/2007. deverá retroagir para alcançar os fatos anteriores à sua entrada em vigor. 26-11-2004).3. . transfere-se para o juiz. e. motivar as suas decisões tanto na hipótese de deferimento como na de indeferimento da progressão.

renumerado pela Lei n. durante a . 11464. uma vez que é fixado para investigações policiais. poderá ter negado o direito de apelar em liberdade. ainda que reincidente e portador de péssimos antecedente. Tratase de modalidade de liberdade provisória deferida por ocasião da decisão de mérito. remunerado pela Lei n. O prazo da prisão temporária não deve ser computado no período de instrução criminal. a regra do processo penal brasileiro é a de que o réu responde ao processo em liberdade e somente o fará preso se estiverem presentes os requisitos da prisão preventiva. e por uma única vez somente. de 28 de março de 2007.4. nada impede que prazo prorrogado seja de 15 dias. ou seja. quando se encontra solto. ou. DIREITO DE APELAR EM LIBERDADE O art. mesmo que primário. a simples alusão aos dispositivos legais. desde que a decisão seja fundamentada. da mesma forma. podendo ser prorrogado por igual prazo em caso de extrema e comprovada necessidade. Em outras palavras. Na hipótese do réu que se encontra preso durante a instrução há uma presunção relativa de maior risco que a sua liberdade representaria. a situação do réu primário e de bons antecedentes deixa de constituir um fator determinante na aferição do direito de apelar em liberdade. 3. em razão da não necessidade da prisão. é necessário um mínimo esforço argumentativo por parte do juiz. Lembre-se que o prazo renovado não tem a sua duração vinculada a prazo inicialmente fixado. § 3º. a presunção de menor risco. PRISÃO TEMPORÁRIA O art. a decisão há de ser fundamentada para permitir o controle por meio do recurso ou das ações autônomas de impugnação (habeas corpus e mandado de segurança). assim. Não basta.5. 7960/89. poderá ter deferido o direito de apelar em liberdade. se o prazo inicial era de 2 dias. 11464. porquanto o acompanhamento do processo estando o réu preso é sempre um fato excepcional. elevando-o de 5 para até 30 dias. por exemplo. § 4º. Assim. dilatou o tempo da prisão temporária previsto na Lei n. concede ao juiz a possibilidade de permitir ou não ao réu o direito de apelar em liberdade. De acordo com essa regra. 2º. Seja pela concessão do direito de apelar em liberdade. ou seja. de 28 de março de 2007. quando a custódia cautelar mostrar-se necessária. Essa regra está em consonância com o CPP. seja pela negação.12 3. 2º.

cuja permanência em presídios estaduais ponha em risco a ordem ou incolumidade pública”. Logo. a duração máxima do inquérito policial seria de 30 ou até de 60 dias. nada tendo que ver com a instrução do processo criminal. 8072/90. 8072/90. e passou a ter a seguinte redação: “A União Federal poderá construir estabelecimento penal em local distante da condenação para recolher os condenados. LIVRAMENTO CONDICIONAL (Lei n. art. após ter sido condenado definitivamente pela prática de crime hediondo ou assemelhado.5º alterou o art. inciso I. específico é apenas o reincidente em crime previsto no mesmo tipo legal. e tendo como conseqüência o deslocamento da competência do Juízo da Execução. destinados ao cumprimento das penas impostas a condenados de alta periculosidade. 86.6. § 1º. 10792. que é a adotada. 3º. dentro da Lei n. devendo-se observar o devido processo legal e suas derivações. vem. Têm-se assim um novo requisito de natureza objetiva e outro de natureza subjetiva. . 64. 3. 8072/90. o reincidente específico é aquele que. 3. Ressalte-se que a condenação anterior transitada em julgado deve referir-se a fatos qualificados como crime hediondo ou assemelhado cometido após a entrada em vigor da Lei n. 83 do CP introduzindo dois novos requisitos para concessão do livramento condicional: cumprimento de 2/3 da pena (não se altera a fração se o réu for reincidente) e vedação de concessão do benefício ao reincidente específico. de 1º de dezembro de 2003. art. no prazo do art. Para a teoria restritiva. da LEP foi alterado pela Lei n. 8072/90. a cometer novo crime hediondo ou assemelhado. O art. “A União manterá estabelecimentos penais. Quanto ao conceito de reincidência específica.13 tramitação do inquérito policial. quando a medida se justifique no interesse da segurança pública ou do próprio condenado”. 3º) De acordo com o art.7. A remoção do condenado para cumprimento da pena em outro Estado da Federação constitui medida de caráter judicial. 5º) O art. ESTABELECIMENTOS PENAIS (Lei n. do CP. não havendo necessidade de que o segundo delito seja da mesma espécie que o primeiro. de segurança máxima. Já para a teoria ampliativa. há duas teorias a respeito: restritiva e ampliativa.

§ 3º pena – reclusão. g) Art. de 8 a 15 anos. 2º da Lei n. art. que trata da associação de mais de três pessoas para o fim de cometer qualquer das modalidades de genocídio. c) Art. o que implica abolitio poena. § 1º pena – reclusão.8. d) Art. foi aumentada. parágrafo único) 3. 223. b) Art. 2889/56.14 Em suma. PENA (Lei n. de 12 a 20 anos.1. de 10 a 15 anos. o crime do art. § 3º. e) Art. Quanto ao crime de genocídio. 8930/94.9. NATUREZA JURÍDICA DA DELAÇÃO PREMIADA A delação consiste na colaboração por parte dos investigados ou acusados com a autoridade policial. § 2º pena – reclusão. 267: pena – reclusão. que não é considerada crime hediondo. 8º. de 8 a 12 anos. sem prejuízo da multa. É de ressaltar que o legislador omitiu-se ao não cominar a pena de multa ao crime de extorsão mediante seqüestro. e Lei n. teve igualmente a sua pena aumentada. judicial ou com o Ministério Público nas investigações ou em . 159. de 12 a 25 anos f) Art. art. 8072/90. 3.9. in fine: se resulta morte. § 4º. de 6 a 10 anos. DELAÇÃO PREMIADA (CP art. 214: pena – reclusão. 8072/90. Na realidade somente é crime hediondo a hipótese do art. de 10 a 15 anos. predomina a orientação de que a reincidência específica ocorrerá quando as condenações versarem sobre quaisquer crimes hediondos ou assemelhados (interpretação ampliativa). de 6 a 10 anos. 270. caput: pena – reclusão. a reclusão é de 20 a 30 anos. a pena aplicável será a do art. § 1º. de 24 a 30 anos. 270: pena – reclusão. 3. a pena da figura simples. 213: pena – reclusão. 6º) Tiveram a pena alterada os crimes previstos nos seguintes artigos do CP: a) Art. e não a prevista no art. 267. No que se refere ao crime do art. 159. caput: pena – reclusão. 267. 157. 8º da Lei 8072/90. de 16 a 24 anos. Parágrafo único: pena – reclusão. embora não seja mais considerado hediondo por conta da Lei n. Finalmente.

Nesse caso. Eficácia da delação. 7º da Lei n. 8º estabeleceu que o participante e o associado que denunciar a autoridade o bando ou quadrilha. seja porque auxilia a atividade de persecução na identificação de coautores e partícipes. na localização e libertação das vítimas seqüestradas. Delação feita por um dos concorrentes à autoridade. Em segundo lugar. Outrossim.15 processos criminais. É a denominada delação premiada. segundo o qual o coautor ou partícipe que prestar informações à autoridade que propiciem a libertação do seqüestrado será beneficiado com uma redução de pena de 1 a 2/3. juiz e membro do Ministério Público.2. não se estendendo ao eventual delito inicialmente visado e cometido pelo integrante da quadrilha. b) o parágrafo único do art. a delação premiada possui natureza probatória. 8072/90 introduziu no art. A natureza jurídica da delação premiada pode ser subdividida em dois aspectos. seja porque seu conteúdo é um elemento de convicção.9. 159 do CP o § 4º. terá a pena reduzida de um a 2/3. Em suma. A adequação da redação do dispositivo em estudo foi proporcionada pela Lei n. dependendo do nível de colaboração prestada. além da eficiência gerada pela informação fornecida. notadamente quando se mostra efetiva. . para a aplicação do instituto devem coexistir os seguintes requisitos:    Cometimento de crime de extorsão mediante seqüestro por duas ou mais pessoas. visando não somente a efetividade da persecução criminal. traduzida na libertação do seqüestrado. possibilitando seu desmantelamento. 9269. de 2 de abril de 1996. PREVISÃO LEGAL a) O art. 3. na apreensão de produtos e proveitos da infração penal. é necessário para a aplicação do benefício que o crime de extorsão mediante seqüestro seja cometido em concurso de agentes. mas possibilitando igualmente o reconhecimento de benefício ao delator. a natureza da delação premiada deve ser igualmente analisada sob a ótica dos efeitos que acarreta. Tal redução tem como fator determinante a maior ou menor colaboração do agente para a libertação do seqüestrado. que pode ser policial. Tal redução incidirá exclusivamente sobre a pena do crime de quadrilha ou bando. Em primeiro lugar. poderá constituir causa de redução de pena ou hipótese de perdão judicial.

158.16 Portanto. Em função desse limite. e o fundamento de tal entendimento seria exatamente o resguardo da segurança jurídica. e sua combinação com o art. na medida em que o agente se vale de uma posição de presumida vulnerabilidade ostentada pela vítima. 3.9º prescreve o aumento de metade da pena para os crimes previstos nos arts. in fine. Eficácia da delação. art.10. para a aplicação do instituto devem estar presentes os seguintes requisitos:    Existência de uma quadrilha ou bando formada para a prática de crimes hediondos. traduzida no desmantelamento da quadrilha ou bando. evitando a barganha por parte dos sentenciados 3. Não há que falar em ofensa ao princípio da individualização da pena. caput. . na sentença. 159. MOMENTO PROCESSUAL Questão importante refere-se ao momento da persecução criminal mais adequado para a ultimação da delação premiada. Uma primeira solução seria admitir a possibilidade da delação a qualquer momento. uma vez que a introdução de causas de aumento constitui manifestação legítima da competência legislativa deferida constitucionalmente ao legislador ordinário (TJSP. Dispõe ainda no art. terrorismo. 224 do CP (quando a vítima não for maior de 14 anos. quando for alienada ou débil mental ou não puder resistir à prática do crime por outra razão qualquer). por afronta ao princípio da individualização da pena. melhor do que ninguém. O juízo competente para o seu reconhecimento seria o do processo de conhecimento. caput e parágrafo único. 213. § 3º. 2º e 3º. pode avaliar a efetividade da delação. 9º. CAUSAS DE AUMENTO DE PENA (Lei n. sustentou-se a inconstitucionalidade do art. Punem-se mais severamente os crimes cometidos nessas circunstâncias. A legislação nada dispõe a respeito.9. todos do CP. 8072/90. ainda que o delator já esteja cumprido pena. rel.3. Delação da existência da quadrilha a autoridade por um dos seus integrantes. Des. 9º) O art. Outra solução seria restringir a delação ao término do processo de conhecimento. quando a vítima se enquadrar em qualquer das hipóteses referidas no art. desde que se reconheça a sua utilidade. respeitará. ao proceder ao aumento. 9º que o juiz. o limite de 30 anos. 223. 157. AC 117327-3/1. § 2º. porque ele. Denser de Sá). tráfico ou tortura. caput e §§ 1º.

seja por causar um descompasso no sistema jurídico-penal brasileiro e ir de encontro a princípios fundamentais constitucionais relacionados à pena. resultando em interpretações diversas e contraditórias acerca da validade jurídica do seu conteúdo. a pena será de 30 anos. 159. como sua individualização. Em análise ao texto legal é possível concluirmos que se trata de uma lei que não atingiu o objetivo pretendido. observando o sentido do art. o fez a partir de normas de direito material e processual. já que contempla em seu conteúdo disposições de natureza material e formal. porque o citado dispositivo do CP prevê uma pena agravada na hipótese de a vítima ser menor de 18. sendo irrelevante se o fato objeto da persecução é ou não anterior à sua entrada em vigor. Enquanto a primeira rege-se pela irretroatividade em relação aos fatos anteriores à sua vigência. . no caso de concurso de crimes. salvo quando para beneficiar o réu. § 3º. Quanto ao crime do art. que não permite a permanência no cárcere por mais de 30 anos. mas desde que não haja coisa julgada ou o ato processual considerado esteja acobertado pelo fenômeno da preclusão. anos. no tocante à sua aplicação no tempo.072/90. 8072/90. cometeu algumas falhas técnicas ao redigir a Lei 8. 4. 157. movido pelo sentimento de maior retaliação a esses crimes. isto é. a lei processual tem aplicação imediata. a causa de aumento do art. não impedindo. 75 do CP. 5º. Bem se sabe que a lei penal. da CF. por exemplo. que a pena ultrapasse tal patamar. XLIII. APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO A Lei n.17 Tal dispositivo não se confunde com o art. ao conferir um tratamento mais severo aos crimes hediondos e assemelhados. CONCLUSÃO Ao abordarmos a questão da constitucionalidade da vedação de cumprimento da pena de forma progressiva pelos condenados pela prática de crime hediondo ou assemelhado. A Lei dos Crimes Hediondos é por definição uma norma de caráter híbrido. § 1º. do CP. seja por contradizer dispositivos em vigor. É o que ocorre. 9º não será aplicada se a vítima for menor de 14 anos. verificamos que o legislador. desde que aplicado o aumento estudado. proporcionalidade e humanidade. todavia. 5. orienta-se segundo regras distintas da lei processual. com o art.

4º ed.. .072/90 precisa se adequar às regras e doutrinas penais de forma a resolver questões sobre sua constitucionalidade.072/90. rev. Curso de direito penal brasileiro – parte geral. 1996. 6. 2. Bemfica. não significa que os estudiosos e aplicadores do direito tenham que desistir da luta pela defesa da inconstitucionalidade da vedação do cumprimento da pena de forma progressiva. e que o fato dos Tribunais Superiores terem se manifestado no sentido da sua constitucionalidade. São Paulo: Atlas. A individualização da pena na execução penal – São Paulo: Revista dos Tribunais. Por fim. Smanio. 19ª ed. 2005. Luiz Regis. Edno Luciano. Amir Lopez da Conceição. e ampl. João José. Alexandre de.. Rio de Janeiro: Editora Forense. tradução Vânia Romano Pedrosa. Crimes Hediondos e Assemelhados: Questões Polêmicas. – São Paulo: Revista dos Tribunais. Prado. p. Decreto-lei nº. 2000. – São Paulo: Saraiva. concluímos este breve estudo com a certeza de que o regime integralmente fechado para os condenados por crimes hediondos afronta os princípios constitucionais.848. 58 Barbosa. junho de 1999. Crimes hediondos: aspectos político-jurídicos da Lei nº 8. 2000. BIBLIOGRAFIA Código Penal Brasileiro.8ª ed. Em busca das penas perdidas: a perda da legitimidade do sistema penal. São Paulo: Saraiva. de 07 de Dezembro de 1940. Barros. 2001.18 Observamos que a Lei 8. 2º ed. 1998. Carmen Silvia de Moraes. Zaffaroni. Eugênio Raul. MORAES. Thaís Vani. 1991 . Gianpaolo Poggio. Iniciação ao Direito Penal: Parte Geral . Legislação Penal Especial. 2004. em razão da sua controvertida aceitação. atual. São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: Renan. LEAL.

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