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Um texto para você sentir...

introdução

Por vezes me sinto confusa... oscilando entre a idéia de que TUDO é possível,
basta querer... e a idéia de que TUDO está escrito e não adianta espernear,
tendo que aceitar e aprender a VER beleza tanto no claro quanto no escuro.

Talvez o equilíbrio esteja exatamente neste conjunto. Onde nós podemos TUDO,
sem restrições, sem nenhum tipo de limite. Mas que também existem algumas
leis imutáveis, as quais não temos consciência ou lembrança, que interferem e
respondem de acordo com nossos atos. Fazendo parecer que não acontece só o
que queremos, quando na verdade é isso que está acontecendo...

exatamente o que queremos,

considerando a maneira particular como o universo responde.

Entende? seria como jogar uma bola em direção da garrafa e quando a bola
atinge e derruba a garrafa ficamos inconsoláveis,
dizendo que não era isso que queríamos.

26/10/2004
Mais de Mil Maneiras 
(e em apenas 3 passos…   o paraíso!!!) 

“ … Pensamento, gera sentimento, que gera 
ação…”  Você ainda duvida disso? 
Existem muito mais de mil maneiras de 
pensar, portanto de sentir e 
conseqüentemente de agir. 
Baseados nestas afirmações poderemos 
concluir que o mundo nada mais é que aquilo 
que acreditamos que é. 

“ …Se você acredita que sim, ou se acredita 
que não, de qualquer forma você tem 
razão…”  

Tudo isso lhe parece utopia? Imaginação fértil? 
Delírio em massa? Irreal?
Bem, se você é como eu e adora ler, já deve ter lido sobre as 
mais diversas filosofias de vida. 

Sobre os mais diversos métodos para viver e conviver bem 
consigo mesmo, com os outros e com o mundo. 

Se pudéssemos colocar todos 
estes livros num liquidificador, 
misturando tudo e depois 
colocássemos numa peneira 
para separar o joio do trigo, 
tenho a impressão de que o que 
encontraríamos seria isso:
A única coisa real é a energia 
A mais forte energia é o amor 

Você manipula a energia conforme sua crença, aquilo que 
acredita ser possível ou impossível, real ou imaginário, 
certo ou errado, bom ou ruim etc.
Através desta perspectiva passamos do passivo para o ativo, 
do que espera para o que faz acontecer, do que recebe para 
o que dá, do controlado para o que controla, do que ganha 
para o que cria. Passamos a ser os responsáveis por nossa 
própria vida. Do beco para o mundo! 

Para alguns, esta perspectiva pode parecer assustadora, eu 
não duvido disso, aliás, já vi muito acontecer. 
Para outros significa nada menos que a liberdade.
Liberdade para ser ou estar, para pensar, sentir e agir da 
maneira que bem entender. Sem culpas, sem sofrimento. 
Transformando­se no sujeito e abraçando todo o poder e 
responsabilidades que tal posição lhe dá. 
Esta maneira de “perceber”  o mundo esclarece o vai e vem 
de tudo. Ações e reações. Acontecimentos. 
Em alguns 
casos gera o 
desespero, o 
pânico. 
Noutros, uma 
total 
tranqüilidade. 
A resignação 
diante de 
alguns fatos, a 
paz que só a 
ausência do 
medo poderia 
proporcionar. 
Imagine­se 
diante da 
possibilidade 
de poder 
escolher 
qualquer 
caminho tendo a certeza da vitória. Alguns se paralisam, 
sem saber para onde ir. Outros se sentem seguros para 
seguir qualquer um dos caminhos, visto que todos levam ao 
mesmo lugar.
Mas que lugar seria este? 
Não consigo imaginar qualquer outro que não este que cada 
um guarda dentro de si. 
“ …A liberdade existe e está ali, logo atrás dos muros que nós 
mesmos construímos…”  (do filme: Instinto) 

A liberdade de escolha é nossa e é maravilhosa! 
A consciência disso é a base da sabedoria. 
A sabedoria, o alicerce da paz.
Você por acaso possui todas as respostas? 

Tampouco eu as 
possuo. 

Não existe um 
manual de 
instruções, apenas 
algumas dicas, 
conselhos de 
outrem ou 
avaliações 
baseadas em sua 
própria experiência. 
Da vida de cada um só mesmo Deus. 
Aquele que está dentro de nós. 
Que nunca nos abandona 
e que só nós podemos ouvir. 
Gosto de imaginar minha vida como uma lâmpada acesa, 
coberta de lama, com sua luz sufocada, esforçando­se para 
livrar­se da sujeira que a recobre. Vibrando a cada 
poeirinha eliminada, para por esta pequenina fresta 
resplandecer gloriosa. 

Quem disse que a vida tem que ser assim ou assado? Você 
realmente acreditou?
Vamos olhar um pouco mais para os lados e perceber os 
abismos nas diferenças comportamentais das diferentes 
Idades, 
Sexos, 
Religiões, 
Regiões, 
Países, grupos, épocas e sociedades. 

Você aceita um pedaço de bolo? 
Na cidade, educado é dizer não. 
No sítio, rejeitá­lo é uma ofensa. 

As diferenças e semelhanças só nos levam a perceber as 
profundas discrepâncias nos conceitos de “ certo”  ou 
“ errado”. 
Loucos, são chamados os visionários. 
Sensatos, os que “ desistiram” .
Minha avó dizia 
que se a maioria 
está indo para um 
determinado 
lado, então a 
maior chance de 
sobrevivência 
deve estar lá 
também. Se não 
estamos indo 
juntos, então 
provavelmente devemos estar errados. 
Durante muito tempo acreditei nisso. Fazia sentido em meus 
ouvidos, apesar de meu coração nunca ter se conformado. 
Num belo dia percebi o que estava errado. 
Eu não queria “ sobreviver” , para mim, sobreviver não era o 
bastante. Minha necessidade era de vida. 

Eu queria viver, ainda que isso pudesse significar a morte. 
E, não posso negar, significou a morte em muitos momentos.
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Só poderemos optar por algo quando formos capazes de 
“ perceber” , identificar como uma opção. Ampliar nossos 
horizontes passa a ser um requisito indispensável nesta 
jornada. 

Livre para escolher o que pensar. Afinal são mais de mil 
opções. Você consegue ver as mil? 500? 250? 10? Mais que 
uma única? 

Não duvide, são muitas, precisamos treinar para aprender a 
percebê­las. 
Isto não é nenhuma novidade, todos nós aprendemos isso 
desde criança. Aliás, não passa do óbvio. Quer ver?
Muito cedo descobrimos a sensação de fome, frio, 
desconforto e após algumas tentativas percebemos o 
mecanismo da ação (choro) e reação (mamãe socorrendo). 
Dependendo do quão consistentes foram conosco, ao reagir 
as nossas ações, esse leque de opções pode ter se expandido 
grandemente. 
Da mesma maneira, enquanto crescemos, convivemos, 
freqüentamos a escola, nossa relação com o mundo 
proporcionou mais ou menos experiências, o que podemos 
dizer que aumentou ou diminuiu a nossa percepção para 
mais ou para menos opções. 
Opções de caminho. Opções de escolha. 

Se você está lendo este livro e chegou até este ponto por 
livre e espontânea vontade, posso dizer com uma pequena
margem de erro que você não faz parte da regra e como eu, 
está entre as exceções. Esta é apenas uma constatação 
estatística, não é minha intenção julgar. Não sei dizer se um 
caminho é melhor ou pior que outro. Acredito apenas que 
são diferentes e que todos levam ao mesmo lugar. 

Mas que lugar é esse? Pergunto novamente. 
Acredito sinceramente que seja o lugar mágico da 
serenidade. O lugar onde se tem um bem estar profundo. Um 
amor envolvente. Uma energia crescente. O lugar da paz 
interior. 
Que, aliás, não poderia 
estar numa posição mais 
óbvia que dentro de nós 
mesmos. Onde raramente 
encontramos. Até porque, 
nem sabíamos que ali é que 
deveríamos procurar. 
Nosso ambiente de 
crescimento 
invariavelmente aponta 
outros tantos caminhos 
para a busca da realização. 
Raras são as setas 
apontando para o único 
alvo certo: nosso coração. 
O que fazer então para treinar nossa percepção de tal forma 
que ampliem nossas opões de escolha e automaticamente 
nossa liberdade?
Acredito que o primeiro passo deva ser em direção da 
coragem, a posição oposta ao medo. O medo aprisiona. 
Muitos são os que não se arriscam em novas descobertas, 
por medo do que possam encontrar. 
O aceso a informação, hoje em dia, tornou­se algo 
monstruoso e ao mesmo tempo divino. Poderíamos 
comparar aos remédios, que na dose certa, podem curar, 
mas fora da medida podem matar. É divino porque abriu as 
possibilidades para “ percebermos”  muito mais opções de 
escolha. É monstruoso porque não só assusta por seu 
tamanho como pode até “ matar” , enlouquecer o ser 
humano. 

Eu percebo isso já há alguns anos. Desde que entrei no 
mundo internet (meados de 1998/99), viciada em ler como
sou, em certos momentos tive a impressão de que iria 
explodir com tantos “ dados” . Enlouquecer com tantas 
alternativas e variáveis possíveis. Fui obrigada a repensar 
meu mundo, minha vida e até decidir por um “ retiro”. 
Experiência por sinal registrada, que 
sozinha rende um outro livro. 

O mais importante não pode ser considerado o volume de 
informações que você consegue assimilar, mas sim o bom 
uso que consegue dar para as que possui. 
“ …Conhecer o caminho não é o mesmo que percorrer o 
caminho…” (do filme: Matrix)
Essa blá, blá, blá todo é para tentar mostrar a você, leitor, 
que sua vida não é restrita aos acontecimentos 
“ misteriosos”  de seu dia­a­dia. 
É para mostrar a você sua própria liberdade e que os 
acontecimentos a sua volta não são tão misteriosos assim. 
Muito pelo contrário, eles estão diretamente ligados aos 
seus pensamentos, sentimentos e ações. 
O universo “ reage”  a você, com você, por você. E o mais 
importante é que eu não preciso convencê­lo disso. Alguns 
exemplos e exercícios simples poderão provar a veracidade 
destas informações. 

Até porque é 
extremamente 
complicado tentar 
convencer alguém de 
que se  a vida dele está 
uma “ meleca” o único 
responsável é ele 
próprio. Acredite já 
tentei algumas vezes e 
raramente obtive 
sucesso. 

A maneira mais eficiente que encontrei para mudar a 
opinião de alguém sobre alguma coisa (inclusive a minha foi 
assim) é proporcionar a este alguém chances para 
“ experimentar”  a novidade.
Bem, acabamos de chegar ao que poderíamos chamar de 
Passo­a­Passo: 
1)  Pare, neste exato instante (e de preferência em 
muitos outros também, tantos quantos conseguir) e 
veja onde está, o que está fazendo e tente avaliar a 
real importância disso em sua vida. Olhe­se, 
perceba­se, sinta. 
2)  Pense de que outras formas poderia “ entender”  esta 
mesma situação. Vê­la por outros ângulos ou pontos 
de referência. 
3)  Decida o que, como e porque vai pensar desta e não 
daquela forma, escolhendo quem você quer ser. 

A partir daí o processo se dá em cadeia. Ou seja: 
O que você pensa 
Determina o que você sente 
E direciona o que você faz 
Assim que você conseguir colocar em prática os 3 passos, 
começará a perceber os benefícios de não ser mais um 
instrumento nas mãos de outras pessoas ou dos próprios 
acontecimentos. 
Sentirá em sua vida a suave brisa da liberdade de escolha. E 
como ela é doce, quente, aconchegante, reconfortante, 
esplendorosa…
Perceber que a “ energia”  está disponível em abundância 
para você, manipulá­la conscientemente, alimentar­se 
dela… é uma 
experiência 
indescritível, 
Alucinante, 
Apaixonante, 
É divina, 
maravilhosa! 
A partir 
deste 
instante nada 
possuirá 
mais valor 
ou
importância 
do que a 
própria vida, 
do que estar 
vivo, do que 
poder 
participar de 
seu momento 
presente.
Bem, este parece ser um bom momento para esclarecer 
alguns pontos que por ventura possam ter ficado obscuros. 

1º) Se tudo está em minhas mãos então onde entra Deus, o 
Destino, meus Santinhos, os Ancestrais e demais fatores de 
interferência que aprendemos conforme nossa religião ou 
educação que recebemos? 

2º) Se tudo é realmente tão simples, porque o mundo é tão 
confuso? 
3º) Se a solução para um mundo mais justo, feliz e em paz 
fosse tão fácil não estaríamos vivendo a loucura que 
vivemos. Certo? 
Bem, eu sempre digo: 
Tudo é fácil 
Quando se sabe. 
Fazer  arroz, manipular o computador, dominar as 
acrobacias do skate ou pilotar um avião podem não só 
parecer um bicho de sete cabeças, como até impossível de se 
conseguir realizar para algumas pessoas, que não sabem 
como fazê­lo. 
Ao passo que para as pessoas que “ aprenderam”  a fazê­lo, 
treinaram o suficiente para dominar a tarefa, sua execução 
passa a ser uma coisa simples, fácil, corriqueira até. 

Portanto, apesar de eu não acreditar que o objetivo deste 
livro seja encontrar a solução para o mundo, mas sim 
apontar alguns caminhos possíveis para uma vida mais 
plena e gratificante, eu não duvido que a solução para o
mundo possa sim  ser algo simples, fácil e até rápido. 
Bastaria que soubéssemos como fazê­lo. 
Já são milhares os livros editados, filmes e pesquisas 
científicas entre outros, que provaram por A+ B que muitas 
brilhantes soluções para problemas muitas vezes 
extremamente complexos, são as mais simples possíveis. 

E finalmente, comentando a questão 1, insisto em dizer que 
tudo que envolve e está relacionado com nossa vida pode ser 
considerado “ uma energia” . Como tal, relaciona­se 
conosco conforme nossos próprios pensamentos, 
sentimentos e ações. Não desconsidero a relação com o 
divino, apenas acredito que o ponto de partida está em nós 
mesmos. 

Equivaleria a dizer que tanto Deus, quanto nossos 
Santinhos, Antepassados, Destino, ou quaisquer outros 
fatores que você acredite que interferem em sua vida, não o 
fazem a partir de “um ponto obscuro no buraco negro do 
universo” , mas sim a partir de nós mesmos, em reação as 
nossas ações. Que, como disse antes, são frutos de nossos 
sentimentos, que por sua vez surgem relacionados aos 
nossos pensamentos. 

Novamente voltamos ao marco zero. 
Nossa mente. 
Nossos pensamentos moldando nossa vida. 
Mas afinal parece que estamos andando em círculos? Acho 
que sim e isso é ótimo. 
Nós acabamos de fechar o círculo. A forma perfeita.
Isso significa que encontramos o fio da meada. Começo, 
meio e fim se auto­alimentando. Criando um círculo vicioso, 
neste caso, muito produtivo. 

O que estou dizendo é que uma vez que você aceite o desafio 
de “ testar” esta novidade ou esta nova maneira de encarar 
a sua vida e coloque em prática os 3 passos do passo­a­ 
passo o processo se auto alimentará. 
Quanto mais experiente ficar, mais resultados positivos 
perceberá em sua vida, mais se empenhará em continuar 
executando os 3 passos. 

3 passos que ampliarão sua vida para mais de mil maneiras 
diferentes de vivê­la. Mais de mil maneiras diferentes de 
melhorar a sua qualidade de vida, o que, quer queira quer
não, automaticamente estará melhorando a qualidade de 
vida das pessoas a sua volta. 

O que, com certeza, contribuirá para melhorar a qualidade 
de vida de todo mundo. 
Você ainda duvida disso? 

Referências: 
A profecia Celestina de James Redfield, Ilusões de Richard 
Bach, o pequeno príncipe, a verdade da vida, o livro dos 
espíritos, maktub de Paulo Coelho, faça dar certo de 
Gaspareto, sem medo de vencer de Shiniashiki, eu estou OK, 
você está ok, o matrimônio perfeito e outros livros gnósticos, 
o homem que ouve cavalos, violência não é a resposta, o 
livro das revelações, virando a própria mesa de Ricardo 
Semler. 
Ponto de mutação, Instinto, Matrix, 13º andar, O mundo de 
Trumam, Defendendo sua Vida, Contato, O espelho tem 
duas faces, O homem sem face, Mulan, Cidade dos Anjos. 

Marcia Cristina Sisi

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