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FNC375 - Solu¸c˜oes da Lista 6 - Segunda Parte

16 de novembro de 2004

Propriedades ondulat´orias das part´ıculas

Medida do comprimento de onda da mat´eria

1. Qual ´e o ˆangulo de Bragg φ para el´etrons difratados por um cristal de n´ıquel se a

energia dos el´etrons ´e (a) 75 eV, (b) 100 eV? (suponha d = 0,91

A.) ˚

Resp. Condi¸c˜ao de Bragg para m´aximos de difra¸c˜ao:

2d sen θ =

O primeiro membro d´a a diferen¸ca de percurso entre ondas refletidas por planos adja-

centes separados pela distˆancia d. θ ´e o ˆangulo entre a dire¸c˜ao de propaga¸c˜ao da onda (incidente ou refletida) e os planos refletores. Ele se relaciona com o ˆangulo φ, entre

as

dire¸c˜oes de incidˆencia e reflex˜ao por φ = π 2θ.

O

comprimento de onda de el´etrons com energia cin´etica K = eV ´e

λ =

h

p =

2mK =

h

(hc)

2

2mc 2

eV λ( A)

=

˚

150

V (V)

Para V

˚

= 75 V, λ

== 1,41 A e com d = 0,91 A, λ/2d 0,777:

=

˚

λ

sen θ = n 2d = 0,777n.

Vemos que s´o pode haver o m´aximo de primeira ordem, n = 1, em θ 51 o , ou φ 78 o .

=

=

˚

Para V = 100 V, λ

== 1,23 A e com d = 0,91 A, λ/2d 0,673:

=

˚

λ

sen θ = n 2d = 0,673n.

Vemos que s´o pode haver o m´aximo de primeira ordem, n = 1, em θ 42 o , ou φ 95 o .

Livro: O livro d´a como respostas do problema φ = 41,2 o (θ = 69,4 o ) para 75 eV e φ = 34,8 o (θ = 72,6,4 o ) para 100 eV. Estes resultados vˆem da f´ormula (5.5), D sen φ = , com

=

=

˚

D = 2,15 A.

1

Observe que na dedu¸c˜ao desta express˜ao se assume que o feixe incide normalmente sobre a superf´ıcie de um ret´ıculo quadrado de espa¸camento D. O espa¸camento inter- planar para planos fazendo um ˆangulo α = φ/2 com a superf´ıcie ´e d = D sen α. A geometria est´a correta, mas h´a um problema. Os ˆangulos α poss´ıveis n˜ao s˜ao quais- quer, mas s˜ao definidos por sen α = j/sqrt(j 2 + l 2 ), onde j e l s˜ao n´umeros inteiros. Os ˆangulos α = φ/2 correspondentes `as respostas do livro n˜ao est˜ao nesta s´erie. Os valores poss´ıveis para φ entre 30 o e 45 o seriam φ = 31,89 33,40 36,87 41.11 43.6. Al´em disso h´a mais problemas com a f´ormula (5.5): o ret´ıculo ´e tri-dimensional (o que n˜ao foi levado em conta), e, no caso do n´ıquel, n˜ao ´e c´ubico simples como assumido na dedu¸c˜ao. Resumindo, a f´ormula (5.5) ´e in´util e equivocada.

2. Qual ´e o ˆangulo de Bragg φ para nˆeutrons t´ermicos com uma energia cin´etica de 0,02 eV difratados por um cristal de n´ıquel?

Aplicando a

Resp.: O comprimento de onda de nˆeutrons com esta energia ´e λ = 2,0 f´ormula (5.5), φ = 68.5 o , que, de novo, n˜ao est´a na s´erie permitida.

˚

A.

˚

O maior espa¸camento entre planos na estrutura do n´ıquel ´e d = 1 , 76 A. Nˆeutrons com

˚

λ = 2,0 A difratados por tais planos ter˜ao sen θ = λ/2d θ = 34,6 o φ = 110,8 o .

 

˚

= λ/2d

 

O

pr´oximo espa¸camento ´e d = 2,04

A.

Neste caso teremos sen θ

θ

=

29,4 o φ = 121,1 o na primeira ordem, e sen θ = 2λ/2d θ = 79,4 o φ = 21,2 o na

segunda ordem.

O ˆangulo de difra¸c˜ao de el´etrons de 50 eV por um cristal de MgO ´e 55,6 o . Qual ´e a

distˆancia interplanar d? Qual o ˆangulo de difra¸c˜ao para el´etrons de 100 eV?

=

3.

Resp.: O comprimento de onda de el´etrons de 50 eV ´e λ = 1,734 (180 φ)/2 = 62,2 o . Assim:

˚

A.

com φ = 55,6 o ,

θ

2d sen θ = d =

nλ

2 sen θ .

˚

Assumindo n = 1, resulta d = 0,98 A.

˚

Para el´etrons de 100 eV, λ = 1,226 A. Para mesma fam´ılia de planos, ter´ıamos sen θ =

nλ/2d = 0,6255n. Assim, o unico´

valor poss´ıvel de n ´e 1, e θ 38,7 o φ = 102,6 o .

=

4. Um certo cristal tem um conjunto de planos atˆomicos cujo espa¸camento ´e 0,30 nm. Um feixe de nˆeutrons incide sobre o cristal e o primeiro m´aximo de difra¸c˜ao ´e observado em φ = 42 o . Determine o comprimento de onda e a energia cin´etica dos nˆeutrons.

5. Mostre que no experimento de Davisson e Germer com el´etrons de 54 eV, usando os

planos com d = 0,91

˚

A, n˜ao ´e poss´ıvel observar os picos de difra¸c˜ao para n 2.

6. Um feixe de el´etrons de 350 eV incide normalmente sobre a superf´ıcie de um cristal

de KCl que foi cortado de forma que o espa¸camento D entre ´atomos adjacentes nos planos paralelos e perpendiculares `a superf´ıcie ´e 0,315 nm. Calcule os ˆangulos φ para

os quais s˜ao observados picos de difra¸c˜ao para todas as ordens poss´ıveis.

2

Pacotes de onda

1. Informa¸c˜oes s˜ao transmitidas atrav´es de um cabo, na forma de pulsos el´etricos, a uma taxa de 100.000 pulsos/s. (a) Qual a maior dura¸c˜ao que os pulsos podem ter sem que haja superposi¸c˜ao entre eles? (b) Para esta dura¸c˜ao, qual deve ser a banda passante m´ınima do receptor?

Resp.: Neste problema aplicamos as propriedades de pacotes de onda:

xk 1,

ou

tω 1.

x e ∆t, a extens˜ao espacial e a dura¸c˜ao temporal do pacote, s˜ao determinadas pela superposi¸c˜ao de ondas monocrom´aticas numa faixa ∆k de vetores de onda e ∆ω de freq¨uˆencias angulares.

a) Se a taxa de pulsos transmitidos ´e f = 10 5 s 1 , a m´axima dura¸c˜ao de cada um para que n˜ao haja superposi¸c˜ao ´e ∆t = 1/f = 10 5 s.

b) Para produzir pulsos com dura¸c˜ao ∆t, a onda deve conter freq¨uˆencias angulares numa faixa ∆ω 1/t, ou freq¨uˆencias numa faixa ∆f 1/2πt 2 × 10 4 Hz.

=

Isto significa que o receptor deve ser capaz de detectar ondas nesta faixa de freq¨uˆencia

em torno da freq¨uˆencia central. O que o problema chama de banda passante ´e a largura da faixa freq¨uˆencia que o receptor ´e capaz de detectar.

2. Duas ondas harmˆonicas viajam simultaneamente ao longo de um fio comprido. As ondas podem ser descritas pelas fun¸c˜oes y 1 (x,t) = y 0 cos(k 1 x ω 1 t) e y 2 (x,t) = y 0 cos(k 2 x ω 2 t), com y 0 = 2,00 mm, k 1 = 8,0 m 1 ω 1 = 400 s 1 , k 2 = 7,6 m 1 e ω 2 = 380 s 1 .

Resp.:

(a)

Mostre que a fun¸c˜ao soma tem a forma

y(x,t) = y 1 (x,t) + y 2 (x,t) = 2y 0 cos k x ω t cos kx ωt¯ ,

2

2

¯

onde ∆u = u 2 u 1 e u¯ = (u 1 + u 2 )/2.

Qual ´e a velocidade de fase da onda resultante?

Qual ´e a velocidade de grupo da onda resultante?

Calcule a distˆancia ∆x entre dois zeros sucessivos do envelope.

(b)

(c)

(d)

(a) A onda resultante ´e

y(x,t) = y 0 cos(k 1 x ω 1 t) + y 0 cos(k 2 x ω 2 t),

que queremos escrever como um produto de dois cossenos. Para isto utilizamos:

cos(α

+

β)

=

cos α cos β sen α sen β

cos(α β)

=

cos α cos β

+ sen α sen β

que somadas membro a membro resultam

cos(α + β) + cos(α β) = 2 cos α cos β.

3

Identificando

 

α + β = k 1 x ω 1 t,

e

α β

=

k 2 x ω 2 t,

obtemos

(b)

e, finalmente,

α

β

¯

=

=

1 2 (k 1 + k 2 )x +

2 1 (k 1 k 2 )x +

2 1 (ω 1 +

ω 2 )t

¯

= kx ωt,¯

1 2 (ω 1 ω 2 )t = k x ω

2

2

y(x,t) = 2y 0 cos k x ω t cos kx ωt¯ .

2

2

¯

t,

Quando ∆k k e ∆ω ω¯, esta express˜ao representa uma oscila¸c˜ao r´apida (de

¯

freq¨uˆencia ω¯ e vetor de onda k) com uma amplitude que oscila lentamente (com

freq¨uˆencia ∆ω/2 e vetor de onda ∆k/2). Ver figura.

2 1 0 −1 −2 −20 −15 −10 −5 0 5 10 15 20 y
2
1
0
−1
−2
−20
−15
−10
−5
0
5
10
15
20
y 1 (x,0), y 2 (x,0) (mm)
4 2 0 −2 −4 −20 −15 −10 −5 5 10 15 20 x (m)
4
2
0
−2
−4
−20
−15
−10
−5
5
10
15
20
x (m) 0
y 1 (x,0), y 2 (x,0) (mm)

O fator de alta freq¨uˆencia tˆem uma velocidade

(c)

¯

v f = ω¯

¯

k .

No problema k = 7,8 m 1 e ω¯ = 390 s 1 , que resulta v f = 50 m/s.

O fator de baixa freq¨uˆencia (envelope) tˆem uma velocidade

4

v g = ω

k .

No problema ∆k = 0,4 m 1 e ∆ω = 20 s 1 , que resulta v g = 50 m/s.

A coincidˆencia dessas duas velocidades se deve ao fato de que a rela¸c˜ao de dis-

pers˜ao para as duas ondas ´e linear, ω = v f k.

A velocidade de grupo ´e associada a cada onda monocrom´atica e ´e obtida no

limite ∆k 0 e ∆ω 0, ou seja

v g = dω

dk .

No caso presente v g = v f quaisquer que sejam k e ω. Este n˜ao seria o caso se a rela¸c˜ao de dispers˜ao n˜ao fosse linear.

(d) Como o cosseno se anula em intervalos de π, a distˆancia entre dois zeros da amplitude, ∆x ´e

k

2

x = π x =

2π

k .

Para as duas ondas do problema, teremos ∆x 15,7 m. Compare com os compri-

0,785 m e λ 2 = 2π/k 2

=

0,827 m.

mentos de onda das ondas componentes λ 1 = 2π/k 1

=

=

3.

Um aparelho de radar utilizado para medir a velocidade de bolas de tˆenis emite pulsos com um comprimento de onda de 2,0 cm e dura¸c˜ao de 0,25 µs.

 

(a)

Qual ´e a extens˜ao espacial do pacote de ondas produzido?

 

(b)

Para que freq¨uˆencia o detector deve ser sintonizado?

(c)

Qual deve ser a banda passante m´ınima do detector?

Resp.:

(a) Ondas de radar s˜ao ondas eletromagn´eticas, e portanto, λν = c 3×10 8 m/s. A

=

 

extens˜ao espacial ∆x de cada pulso ´e ∆x = ct, com ∆t a dura¸c˜ao de cada pulso.

Com ∆t = 0,25 µs = 2,5×10 7 s, ∆x 75 m.

=

 
 

(b)

A freq¨uˆencia central do pulso ´e ν = c/λ = 1,5×10 10 Hz = 15 GHz.

(c)

A largura da banda de freq¨uˆencia dos pulsos ´e

 

ν 1/2πt 6,4×10 5 Hz.

=

Note que ∆ν/ν 4×10 5 .

4.

Se uma linha telefˆonica pode transmitir uma faixa de freq¨uˆencia ∆f = 5,0 kHz, qual ´e a dura¸c˜ao aproximada do pulso mais curto que a linha ´e capaz de transmitir?

Resp.: ∆t 1/2πf 30 µs.

=

5. Vocˆe ´e encarregado de montar um experimento de duas fendas usando el´etrons de 5 eV.

(a)

Para que o primeiro m´ınimo da figura de difra¸c˜ao seja observado a um ˆangulo de 5 o , qual deve ser a distˆancia entre as fendas?

(b)

A que distˆancia das fendas deve estar o plano do detector para que a distˆancia entre os primeiros m´ınimos dos dois lados do m´aximo central seja de 1 cm?

5

˚

Resp.: O comprimento de onda dos el´etrons de 5 eV ´e λ 5,5 A. A condi¸c˜ao de m´aximo de

interferˆencia para duas fendas ´e d sen θ max = . A condi¸c˜ao de m´ınimo, por sua vez

´e d sen θ min = (n + 1/2)λ

=

(a)

Com θ min = 5 o e n = 0

 

˚

d = λ/2 sen θ min = 31,5 A.

 
 

Note que θ = 5 o ´e pequeno θ 0,0873 rad e assim sen θ tan θ θ.

=

=

=

(b)

Se o detector se encontra a uma distˆancia L das fendas, a separa¸c˜ao entre os dois m´ınimos ser´a ∆ y = 2 L tan θ min . Para ∆y = 1 cm, devemos ter L = ∆y/2 tan θ = 5,74 cm.

6. Considere a express˜ao relativ´ıstica para a energia de uma part´ıcula, E = (mc 2 ) 2 + (pc) 2 . Compute as velocidades de fase, v f , e de grupo, v g da onda de de Broglie associada. Mostre que v f > c e que v g ´e igual `a velocidade da part´ıcula. (Lembre-se tamb´em das

rela¸c˜oes E = γmc 2 e p = γmv, onde γ = 1/ 1 (v/c) 2 .)

Resp.: A velocidade de fase da onda de de Broglie (E = hω,¯

v f = ω

k

= E p .

p = hk¯ ) ´e dada por

Substituindo a express˜ao relativ´ıstica da energia obtemos

v f = (mc 2 ) 2 + (pc) 2

p

= c 1 + mc

p

2

c.

A velocidade de grupo fica

d

v g = dω dk

= dE

dp

dp (m 0 c 2 ) 2 + (pc) 2 1/2 = 2 (m 0 c 2 ) 2 + (pc) 2 1/2 2pc 2 ,

1

=

que pode ser escrita como

v g = pc 2

E

= γmvc 2

γmc 2

= v.

7. Compute as velocidades de fase e de grupo para uma part´ıcula relativ´ıstica utilizando

a sua energia cin´etica: K = E mc 2 . Compare a velocidade de fase com a velocidade

da part´ıcula e com a velocidade da luz. Mostre que a velocidade de grupo ´e igual `a

velocidade da part´ıcula.

Resp.: A velocidade de grupo n˜ao muda, porque a energia foi modificada por uma constante (a energia de repouso, independente do momento). A velocidade de fase, entretanto, diminui:

Com p = γmv,

v f = K

p

= E

p

mc 2

p

= c

1 + mc

p

2 mc

p

.

mc

p

=

γmv = v c

mc

1 (v/c) 2 , e 1 + (mc) 2 = c 2

mc p   . mc p = γmv = v c mc 1 − (

p

2

v 2 ,

6

obtemos

v

f

c

= c

v

1

γ .

1

Mas de γ = 1 (v/c) 2 , temos v/c = γ 2 1, que substitu´ıdo resulta

v

f

c

=

γ

γ 1

γ 2 1

γ

e agora v f < c. Por outro lado

= γ 1 γ + 1 < 1,

v

f

v

=

γ 1

γ + 1

γ 1 = γ 1

γ + 1

γ 2

γ

(γ + 1)(γ 1)

=

γ

γ + 1 < 1.

Ou seja, v f < v. No limite n˜ao relativ´ıstico γ 1 e v f v/2.

O Princ´ıpio de Indetermina¸c˜ao

1. Se um estado excitado de um ´atomo tem um tempo de vida de 10 7 s, qual ´e a inde- termina¸c˜ao na energia dos f´otons emitidos por tal atomo´ numa transi¸c˜ao para o estado

fundamental?

Resp.: A indetermina¸c˜ao da energia do estado excitado ´e dada por

ωt = E h¯ ∆t 1 E

Com h¯ 1,05×10 34 Js 6,6×10 15 eV · s, vem

=

=

E 6×10 8 eV.

=

h¯

t .

Os f´otons emitidos nas transi¸c˜oes para o estado fundamental ter˜ao energia E E 0 , onde E ´e a energia do estado excitado (com incerteza ∆E) e E 0 a energia do estado fundamental que tem indetermina¸c˜ao nula (∆t = ). Assim, o ∆E estimado acima ´e

a pr´opria indetermina¸c˜ao na energia destes f´otons.

2. Um corpo de 1 µg est´a se movendo com uma velocidade de 1 cm/s. Se a velocidade do corpo ´e conhecida com uma incerteza de 1%, qual ´e a ordem de grandeza da m´ınima indetermina¸c˜ao de sua posi¸c˜ao?

Resp.: Do princ´ıpio da incerteza,

xp h¯

2 .

1 h¯

v/v 2mv .

Escrevendo p = mv e ∆p = mv, obtemos

x

Para o corpo em quest˜ao mv 10 11 kg · m/s e h/mv¯

=

x 5×10 24 m!

7

= 10 23 m, o que resulta

3.

O 222 Rn (radˆonio) decai por emiss˜ao de uma part´ıcula α com um tempo de vida de 3,823 dias. A energia cin´etica da part´ıcula α ´e 5,490 MeV. Qual ´e a indetermina¸c˜ao desta energia?

Resp.: Com ∆t = 2,823 dias 3,3×10 5 s, ∆E h/¯ ∆t 2,0×10 21 eV.

=

4. Se a incerteza na posi¸c˜ao de uma part´ıcula ´e igual ao seu comprimento de onda (de de Broglie), qual ´e a raz˜ao entre a indetermina¸c˜ao do momento e seu valor?

Resp.: Tomando ∆x = h/p na rela¸c˜ao de incerteza,

xp h¯

2

h p

p

4π p

h

p

1

4π .

5. O decaimento de ´atomos ou n´ucleos a partir de estados excitados, muitas vezes, deixa o sistema em outro estado excitado, de menor energia.

(a) Um exemplo ´e o 48 Ti (titˆanio). O estado excitado superior tem um tempo de vida de 1,4 ps, e o estado excitado inferior tem um tempo de vida de 3,0 ps. (O prefixo p, pico significa um fator 10 12 .) Qual ´e a indetermina¸c˜ao relativa ∆E/E da energia dos raios gama de 1,3117 MeV que s˜ao emitidos na transi¸c˜ao do estado superior para o inferior?

Resp.: Aqui ambos os estados tˆem energia com incerteza n˜ao nula. Para o primeiro estado ∆E 1 4,7×10 4 eV, e para o segundo ∆E 2 2,2×10 4 eV. A incerteza na energia dos f´otons ´e a incerteza em E 1 E 2 , que ´e dada por

12 = (∆E 1 ) 2 + (∆E 2 ) 2

= 5,2×10 4 eV.

(b) Outro exemplo ´e a linha H α da s´erie de Balmer do hidrogˆenio. Neste caso o tempo de vida dos dois estados excitados ´e praticamente o mesmo, 10 8 s. Qual ´e a indetermina¸c˜ao relativa da energia dos f´otons da linha H α ?

6,6×10 8 eV a incerteza na

Resp.: Como cada n´ıvel tem uma indetermina¸c˜ao ∆ E

=

energia dos f´otons emitidos ser´a

12 = 2(∆E) 2 9,4×10 8 eV.

=

Quantiza¸c˜ao da Energia

1. Um el´etron (massa m) se move no interior de uma caixa unidimensional de largura L. Tomando como nula a energia potencial da part´ıcula dentro da caixa, sua energia ´e igual a` energia cin´etica, K = p 2 /2m. A energia da part´ıcula ´e quantizada neste caso pela condi¸c˜ao de onda estacion´aria, nλ/2 = L, onde λ ´e o comprimento de onda de de Broglie e n > 0 um n´umero inteiro.

(a) Mostre que as energias permitidas s˜ao dadas por E n = n 2 E 1 com E 1 = h 2 /8mL 2 . Fa¸ca um diagrama de n´ıveis para os estados com n = 1 , 2 , 3 , 4 , 5 .

Resp.: Como K = p 2 /2m e p = , a condi¸c˜ao nλ/2 = L que implica λ = 2L/n, resulta

E n =

p

2

2m =

8

h

2

8mL 2 n 2 = E 1 n 2 .

(b) Utilize o segundo postulado de Bohr, = ∆E, para determinar o comprimento

de onda dos f´otons emitidos quando o el´etron sofre uma transi¸c˜ao de um estado

n i para n f < n i .

Resp.: Segundo o postulado de Bohr,

n i ,n f = E n i E n f = E 1 (n

2

i

n 2 f ).

Assim o comprimento de onda do f´oton ser´a dado por

λ n i ,n f = hc

E

1

 

1

 

.

n

2

i

n 2

f

(c) Tomando L = 0,1 nm, compute os valores da energia E n para 1 n 5, e os comprimentos de onda correspondentes a todas as emiss˜oes poss´ıveis deste sistema com n i 5.

Resp. Para L = 0,1 nm resulta E 1 37,6 eV e hc/E 1 3,3×10 8 m = 33 nm.

=

=

9