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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA CÍVEL DA COMARCA DE CUIABÁ Processo nº. Requerente:

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA CÍVEL DA COMARCA DE CUIABÁ

Processo nº.

Requerente: Luiz Fernando Bezerra Duarte

Requerida: Golden Negócios Imobiliários

VARA DO JUIZADO ESPECIAL

LUIZ FERNANDO BEZERRA DUARTE, brasileiro, casado, auxiliar de escritório, inscrito no

CPF sob o nº 027.810.111-93, residente na Rua 36, quadra 44, nº 22, CPA III, CEP 78.058 -266, na

cidade de Cuiabá-MT, por intermédio de seu advogado que esta subscreve (doc. 1 documento

pessoal, comprovante de residência e declaração de hipossuficiência; doc. 2 instrumento de mandato),

com escritório profissional na Av. José Rodrigues do Prado, n. 290, Santa Rosa, Cuiabá MT, local onde

recebe as correspondências forenses de estilo, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, com

fundamento no artigo 282 do Código de Processo Civil e artigo 14 da Lei 9.099/1995, propor a presente

AÇÃO DE REPARAÇÃO POR DANOS MATERIAIS e MORAIS com pedido de antecipação de tutela

inaudita altera pars

em face de GOLDEN NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS, pessoa jurídica de direito privado com sede na Av.

Marechal Deodoro, nº 1290, bairro Centro, CEP 78.005-100, na cidade de Cuiabá-MT, com supedâneo

nos fatos e fundamentos a seguir aduzidos:

1290, bairro Centro, CEP 78.005-100, na cidade de Cuiabá-MT, com supedâneo nos fatos e fundamentos a
1. BREVE INTRÓITO LUIZ FERNANDO BEZERRA DUARTE, com interesse de concretizar o sonho da “casa

1. BREVE INTRÓITO

LUIZ FERNANDO BEZERRA DUARTE, com interesse de concretizar o sonho da “casa própria”, começou a pesquisar quais imóveis conseguiria adquirir com o poder aquisitivo que possui.

Então, com a indicação da Requerida GOLDEN NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS, o Autor optou por um imóvel residencial localizado no Condomínio Canãa II, que ainda estava na fase de lançamento e seria entregue em 2013.

A Requerida, entretanto, ao firmar a proposta de contrato de compra e venda do imóvel, em 03 de outubro de 2012, alertou o Autor que este deveria pagar a entrada o quanto antes para assegurar que o imóvel seria dele, tendo em vista que a procura por tais imóveis era grande.

Assim, o Autor emitiu cheque em nome da Requerida e pagou os boletos bancários, respectivamente, o que totalizou o valor de R$ 4.050,00 (quatro mil e cinquenta reais).

Ocorre que, passados mais de 6 (seis) meses de muita procura por parte do Autor, para que as partes assinassem o contrato de comprova e venda, a Requerida lhe enviou os boletos para que ele pagasse os valores, o que fora imediatamente feito.

Somente meses depois é que a Requerida lhe informou que todas as unidades foram vendidas e que não havia mais imóvel disponível para ele. Ao questionar sobre os valores que já havia pago, a Requerida sempre respondeu que repassaria a solicitação ao setor competente e que em breve lhe retornaria com a resposta.

Foi então que o Autor, ainda acreditando na possibilidade de resolver amigavelmente a situação, enviou notificação extrajudicial à Requerida solicitando a repetição do indébito, no valor de R$ 9.491,96 (nove mil, quatrocentos e noventa e um reais e noventa e seis centavos) no prazo de 10 (dez) dias.

valor de R$ 9.491,96 (nove mil, quatrocentos e noventa e um reais e noventa e seis
Apesar de a Requerida ter recebido a notificação extrajudicial em 16 de julho de 2013,

Apesar de a Requerida ter recebido a notificação extrajudicial em 16 de julho de 2013, até a presente data permaneceu inerte.

Em razão dos prejuízos sofridos decorrentes do crime cometido pela Ré, é que vem o Autor pleitear a indenização pelos danos morais e materiais dele decorrentes.

Eis o escorço do essencial.

2. DO DIREITO

2.1. Da competência do Juizado Especial Cível da Comarca de Cuiabá

Delineados os fundamentos fáticos da presente demanda, ainda que da simples narrativa fática e apresentação de documentos se demonstre, faz-se necessária a demonstração da competência material e local deste Juizado.

A competência deste Juizado Especial é recorrente uma vez que se trata de ação de natureza ordinária, proposta por pessoa física, com valor da causa inferior a 40 (quarenta) salários mínimos, de acordo com o art. 3º, I, da Lei 9.099/98.

É competente o juízo da comarca de Cuiabá-MT, tendo em vista que se trata de relação de consumo em que o consumidor, neste caso Autor da presente ação, reside nesta cidade (doc. 1), conforme previsão do art. 93, I, do Código de Defesa do Consumidor.

2.2. Dos benefícios da gratuidade da justiça

1), conforme previsão do art. 93, I, do Código de Defesa do Consumidor. 2.2. Dos benefícios
O Autor não possui recursos financeiros para arcar com as custas do processo e honorários

O Autor não possui recursos financeiros para arcar com as custas do processo e honorários de advogado sem prejuízo próprio, nos termos do art. 4º da Lei n. 1.060/50, conforme declaração de hipossuficiência (doc. 2), razão pela qual pleiteia os benefícios da assistência judiciária gratuita.

2.3. Da aplicação das normas do código de defesa do consumidor e da inversão do ônus

probatório

Delineados os fundamentos fáticos da presente demanda, ainda que da simples narrativa exposta se concluam serem robustos os elementos demonstrativos da pretensão veiculada, faz-se necessária a indicação da aplicabilidade da regra de inversão do ônus da prova.

Considerando que, no negócio jurídico descrito na narrativa fática, o Requerente amolda- se ao conceito de consumidor previsto no art. 2º do CDC, e que a Requerida se subsume perfeitamente à conceituação de fornecedor do art. 3º do mesmo Codex (interpretado em conjunto com o respectivo § 2º), deflagra-se, de forma inequívoca, a natureza de consumo da relação jurídica discutida na presente demanda; o que impõe a aplicação das normas (regras e princípios) previstos implícita e explicitamente no microssistema consumerista.

Reconhecida a natureza consumerista da relação, deve ser aplicada a regra de inversão do ônus da prova prevista no art. 6º, inciso VIII, segundo a qual é direito básico do consumidor “a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências”.

Em que pese a alternatividade dos requisitos disposta pela legislação consumerista, é evidente no presente caso a presença de ambos os pressupostos. O primeiro deles, a verossimilhança

consumerista, é evidente no presente caso a presença de ambos os pressupostos. O primeiro deles, a
das alegações revela-se diante da contundente moldura fático-probatória apresentada, que demonstra a proposta de

das alegações revela-se diante da contundente moldura fático-probatória apresentada, que demonstra a proposta de compra e venda de imóvel na planta, feita pela Requerida.

De outra forma, é também flagrante a hipossuficiência do Demandante, uma vez que, apesar de alegar o pagamento da entrada e o prejuízo material dele decorrente, a demonstração de descumprimento da obrigação somente poderá ser demonstrada pela Requerida.

Nesse sentido, a presença de ambos os pressupostos acima delineados determina, salvo melhor juízo, a inversão do ônus da prova, presumindo-se verdadeiros os fatos alegados pela parte autora, recaindo sobre a Requerida o ônus da demonstração de sua não ocorrência.

2.4. Proposta de compra e venda Pagamento de entrada - Ausência de entrega do imóvel

Ausência de devolução de valores Apropriação indébita Devolução em dobro

Observada a natureza consumerista da relação jurídica em discussão, tem-se clara a responsabilização objetiva do fornecedor pelos danos experimentados pelos consumidores. Nos termos do artigo 14, do Código de Defesa do Consumidor, o fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços.

Pela análise do dispositivo aludido, infere-se hipótese legal de responsabilidade civil objetiva que surge, nas relações de consumo, diante da simples demonstração de defeituosa prestação de serviço e do dano por essa causado, prescindindo da comprovação de culpa o dever de reparação do fornecedor, o que é o caso.

Na hipótese em comento, a prestação de serviço inadequada é inequívoca, haja vista o a apropriação indébita de valores do Autor e a ausência de entrega do bem adquirido, vale dizer, um imóvel.

vista o a apropriação indébita de valores do Autor e a ausência de entrega do bem
Em 03 de outubro de 2012, o Autor firmou proposta de compra e venda do

Em 03 de outubro de 2012, o Autor firmou proposta de compra e venda do imóvel com a Requerida e, em razão do contrato, efetuou o pagamento de R$ 4.050,00 (quatro mil e cinquenta reais).

Para adimplir suas obrigações, o Autor pegou dinheiro emprestado com seu genitor, em nome de quem, inclusive, há o pagamento feito pessoa jurídica - por cheque e boletos bancários.

Empolgado com o sonho da entrega de sua casa localizada no condomínio Canãa II, o Autor marcou a data de seu casamento para 16 de fevereiro de 2013.

Ocorre que, passados mais de 6 (seis) meses de muita procura por parte do Autor, para que as partes assinassem o contrato de comprova e venda, a Requerida lhe encaminhou os boletos ao Autor, que foram pagos imediatamente.

Após muito insistir, a Requerida alguns meses depois lhe informou que todas as unidades havia sido vendidas e que não havia mais imóvel disponível para ele. Ao questionar sobre os valores que já havia pago, a Requerida sempre respondeu que repassaria a solicitação ao setor competente e que em breve lhe retornaria com a resposta.

Neste estado o Autor se encontra até a presente data, aguardando resposta desde então.

Em que pese a previsão contratual (proposta de compra n. 14536) ser expressa quanto à obrigação da Ré de emitir o contrato de compra e venda, conforme item 1 que “O(s) proponente(S) declara(m) neste ato, a ciência de que autoriza(m) a GOLDEN GESTÃO DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS LTDA, a intermediar a compra do imóvel especificado e a emissão do contrato de compra e venda”, até a presente data, por motivos alheios à vontade do Autor, tal fato não se concretizou.

de compra e venda” , até a presente data, por motivos alheios à vontade do Autor,
Neste sentido, a conduta perpetrada pela Requerida, consubstanciada na venda de imóvel e ausência de

Neste sentido, a conduta perpetrada pela Requerida, consubstanciada na venda de imóvel

e ausência de entrega com a apropriação indevida dos valores afronta diretamente o Código de Defesa

do Consumidor conforme preleciona o “art. 6º São direitos básicos do consumidor: ( prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos”.

) VI – a efetiva

Em julho de 2013, depois de não aguentar mais esperar, mesmo tendo ido pessoalmente à imobiliária ré por inúmeras vezes e não tendo logrado êxito em sequer ser atendido pelo responsável, o Autor enviou notificação extrajudicial, na tentativa de resolver amigavelmente a situação e o quanto antes, tendo em vista que o valor pago a título de entrada era tudo o que tinha.

Apesar de a notificação extrajudicial ter sido recebida em 16 de julho de 2013, até a presente data o Autor não obteve resposta.

Dirigiu-se à Delegacia do Consumidor a fim de registrar boletim de ocorrência que expõe detalhadamente a prática do ilícito perpetrado pela Ré.

A partir de um único fato, vale dizer, a venda de imóvel sem a sua entrega, ressai a espécie de dano material sofrido, sem prejuízo do dano moral que será apresentado no tópico seguinte.

Não há dúvidas que o descumprimento contratual se deu por culpa da Requerida, tendo direito, o Autor, de ser ressarcido pelo valor despedido no imóvel apenas a parte que pagou -, se não vejamos o Código Civil:

“Art. 248. Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação; se por culpa dele, responderá por perdas e danos.”

Em consequência à prestação de serviço defeituosa, exsurge, independentemente de culpa, a responsabilidade civil.

Em consequência à prestação de serviço defeituosa, exsurge, independentemente de culpa, a responsabilidade civil. 7
Em homenagem ao princípio da eventualidade, ainda que não se reconheça a responsabilidade objetiva da

Em homenagem ao princípio da eventualidade, ainda que não se reconheça a responsabilidade objetiva da Requerida, o dever de indenizar é cristalino, haja vista o implemento dos quatro requisitos exigidos pela Teoria Clássica da Responsabilidade Civil, a saber: conduta comissiva/omissiva voluntária, relação de causalidade ou nexo de causalidade, dano e, por fim, culpa.

As condutas comissivas e omissivas, culposas e voluntárias da Requerida podem ser comprovadas por intermédio da visualização da documentação juntada.

Diante do exposto é que se requer seja a Requerida condenados a indenizar materialmente o Autor no valor de R$ 9.491,96 (nove mil, quatrocentos e noventa e um reais e noventa e seis centavos com juros de 1% (um por cento) ao mês e corrigido pelo INPC/IBGE, a partir da sentença.

2.5. Dano moral

na

prejuízos sofridos pelo Autor vão além de o dano material sofrido.

Prosseguindo-se

conduta

perpetrada

pela

Requerida,

cumpre

ressaltar

que

os

O sonho do Autor de adquirir a sua primeira casa se iniciou em 2012 quando começou a pesquisar qual imóvel se encaixava ao seu perfil econômico. Para tanto, o Autor utilizou-se de tudo o que possuía, justamente porque acreditava que o investimento valeria a pena.

Em que pese entender ser objetiva a responsabilidade civil da Requerida, em razão da aplicação do Código de Defesa do Consumidor à presente demanda, cumpre ressaltar que ainda sob enfoque civilista, o Autor merece ser indenizado; isso porque, para a caracterização da responsabilidade de reparar o dano, é necessário que estejam presentes todos os elementos descritos no artigo 927 do Código Civil, quais sejam, o ato ilícito, o dano e o nexo causal ocorrido entre a ação do agente e o prejuízo alegado pela parte.

quais sejam, o ato ilícito, o dano e o nexo causal ocorrido entre a ação do
Ora, como dizer que não há ato ilícito quando uma imobiliária supostamente séria e consolidada

Ora, como dizer que não há ato ilícito quando uma imobiliária supostamente séria e consolidada celebra contrato com consumidor, hipossuficiente, prometendo-lhe, assinatura do contrato de compra e venda e exigindo-lhe o pagamento de entrada para tanto?

A conduta perpetrada pela Requerida é ilícita, sendo tipificada no Código Penal como apropriação indébita, senão vejamos: “Art. 168 - Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a

posse ou a detenção: Pena reclusão, de um a quatro anos, e multa. §1º - A pena é aumentada de um

terço, quando o agente recebeu a coisa: (

)

III – em razão de ofício, emprego ou profissão.”

Sendo assim, por certo é que o fato ocorrido vão além daqueles tidos como rotineiros e

cotidianos.

Isso porque, o objeto contratual por si só já demonstra algo diferente da rotina: não são todos os dias que se compra um imóvel na planta. Pelo contrário, no caso concreto, conforme demonstrado, o Autor utilizou tudo o que tinha para adquirir o imóvel, marcou a data de seu casamento e até a presente data, continua morando na casa de seus genitores (conforme comprovantes de residência).

Além da expectativa criada e não correspondida, o Autor se sentiu frustrado perante a sociedade, tendo em vista que está há seis meses morando de favor, com a esposa, na casa de seus pais e o pior, sem ter dinheiro para dar entrada em outro imóvel, tendo em vista que tudo o que tinha investiu no negócio utópico.

Ora, ultrapassa o limite do bom senso, se trata de conduta que deve ser totalmente rechaçada pelo judiciário a prática da Requerida que, sem temer qualquer consequência, trata o cliente da forma como tratou, apropriando-se de valor sem a entrega efetiva do bem.

qualquer consequência, trata o cliente da forma como tratou, apropriando-se de valor sem a entrega efetiva
A indenização por dano moral pretendida não visa somente à recomposição da esfera psíquica do

A indenização por dano moral pretendida não visa somente à recomposição da esfera

psíquica do Autor; ela também servirá como caráter pedagógico à Requerida, que definitivamente não honra seus compromissos e tem inconsequentemente prometido datas de entregas de imóveis sem cumpri-las, apropriando-se indevidamente dos valores pagos pelos consumidores.

Sob este aspecto, o que o Autor requer, é que sejam os Requeridos condenados ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 17.000,00 (dezessete mil reais), valor este, que deverá ser acrescido de juros de 1% (um por cento) ao mês, incidentes a partir da citação, por se tratar de dano decorrente de responsabilidade contratual, conforme art. 405 do Código Civil e art. 219 do Código de Processo Civil, e corrigido pelo INPC/IBGE, a partir da sentença, conforme Súmula nº

362/STJ.

2.6. Antecipação dos efeitos da tutela

A antecipação da tutela pretendida deve ser concedida, no presente caso, para que se

condene a Requerida a devolução do simples valor pago pelo Autor, que depende de tal montante para procurar um novo lar para residir.

No presente caso, a prova demonstra-se inequívoca no momento em que se demonstra o efetivo pagamento das parcelas do imóvel por boleto bancário e cheque. Juridicamente, a parte fundamenta-se na vedação de apropriação indébita por parte da pessoa jurídica que oferece serviços a consumidores, neste caso, a Requerida.

A verossimilhança das alegações se comprova demonstrando que os boletos bancários

pagos foram enviados pela própria Requerida por e-mail ao Autor, assim como pelos recibos por ela assinados.

pagos foram enviados pela própria Requerida por e-mail ao Autor, assim como pelos recibos por ela
O fundado receio de dano irreparável se faz presente na medida em que caso não

O fundado receio de dano irreparável se faz presente na medida em que caso não seja

antecipada a tutela, o Autor terá que permanecer morando de favor com seus pais, correndo o risco de

a Requerida, que até agora se mostrou irresponsável simplesmente desaparecer no mundo.

É manifesto o propósito protelatório da Requerida que até agora se esquivou de resolver

amigavelmente a situação, devolvendo o valor que se apropriou indevidamente.

Neste sentido, o art. 273 do Código de Processo Civil desta forma aduz:

Art. 273. O juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, os

efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, desde que, existindo prova inequívoca, se

convença da verossimilhança da alegação e:

I - haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação; ou

II - fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu.

Para alcançar o que pretendida ao contratar a Requerida, vale dizer, adquirir seu primeiro

imóvel, caso não sejam antecipados os efeitos da tutela, o Autor terá que permanecer morando de favor

com sua esposa e filha e fazer um financiamento para conseguir novo valor, enquanto que a Requerida

simplesmente se utiliza do valor que indevidamente se apropriou. Daí porque, necessária a antecipação

dos efeitos somente para que seja condenada a Requerida a devolver o valor cobrado do Autor, qual

seja, R$ 4.050,00 (quatro mil e cinquenta reais).

2.7. Honorários sucumbenciais em caso de interposição de recurso

seja, R$ 4.050,00 (quatro mil e cinquenta reais). 2.7. Honorários sucumbenciais em caso de interposição de
Requer seja a Requerida condenada ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios de

Requer seja a Requerida condenada ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios de 20% (vinte por cento) sobre o valor total da condenação, nos termos dos artigos 20, §3º e 21, parágrafo único, do Código de Processo Civil, caso haja interposição recursal.

3 DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer-se:

a) o recebimento da vertente demanda;

b) a antecipação dos efeitos da tutela, inaudita altera pars, antecipando-se a tutela para condenar a Requerida à devolução do simples valor cobrado do Autor, sob pena de multa diária;

c) a citação da Requerida; fazendo constar as advertências legais dos artigos 18, parágrafo 1º e 20 da Lei 9.099/95;

d) a condenação da Requerida à repetição do indébito, deduzindo-se o valor já

eventualmente pago em antecipação de tutela, acrescidos de juros legais de 1% a partir da ticação e correção monetária pelo INPC;

e) a condenação da Requerida ao pagamento de indenização por danos morais,

acrescidos de juros legais de 1% ao mês a partir da citação e correção monetária pelo INPC a partir da fixação;

f) a aplicação das regras do Código de Defesa do Consumidor, mormente aquela presente em seu art. 6º, inciso VIII, para efeitos da inversão do ônus probatório na presente demanda; g) a concessão dos benefícios da gratuidade da justiça; h) a produção da prova documental ora anexada, bem como demais provas admitidas em direito, inclusive a testemunhal.

Dá-se a causa o valor de R$ 26.491,96 (vinte e seis, quatrocentos e noventa e um reais e noventa e seis centavos).

Dá-se a causa o valor de R$ 26.491,96 (vinte e seis, quatrocentos e noventa e um
Termos em que, pede deferimento. Cuiabá-MT, 18 de setembro de 2013. P.p. SAULO RONDON GAHYVA

Termos em que, pede deferimento.

Cuiabá-MT, 18 de setembro de 2013.

P.p. SAULO RONDON GAHYVA OAB/MT 13.216

Assinado eletronicamente P.p. FERNANDA BRANDÃO CANÇADO OAB/MT 14.488

de 2013. P.p. SAULO RONDON GAHYVA OAB/MT 13.216 Assinado eletronicamente P.p. FERNANDA BRANDÃO CANÇADO OAB/MT 14.488
ROL DE DOCUMENTOS EM ANEXO doc. 1 – documento pessoal – CNH; doc. 2 –

ROL DE DOCUMENTOS EM ANEXO

doc. 1 documento pessoal CNH; doc. 2 comprovante de residência; doc. 3 procuração e declaração de hipossuficiência; doc. 4 e-mail enviando proposta de imóvel; doc. 5 - e-mail enviando proposta de imóvel - planta do imóvel; doc. 6 e-mail enviando proposta de imóvel - planta do condomínio; doc. 7 - e-mail enviando proposta de imóvel - foto 1; doc. 8 proposta compra; doc. 9 e-mail enviando boletos; doc. 10 comprovante de pagamento boleto 1; doc. 11 comprovante de pagamento boleto 2; doc. 12 - Certidão de casamento do Autor; doc. 13 - AR notificação extrajudicial; doc. 14 Notificação extrajudicial; doc. 15 - Boletim de ocorrência;

doc. 13 - AR notificação extrajudicial; doc. 14 – Notificação extrajudicial; doc. 15 - Boletim de