REIS FILHO, Daniel Aarão – UFF LENIN E AS HERANÇAS DO POPULISMO Neste trabalho, depois de propor breves referências a respeito

do conceito e da história do populismo, tento apresentar as heranças - assumidas e recusadas das teorias e pr ticas populistas pelo pensamento de !" #" $enin" % arti&o encerrase com al&umas refle'(es sobre a impre&nação das tradiç(es populistas nos processos das revoluç(es russas e do socialismo sovi)tico" 1. O populismo russo. História e conceito 1. % movimento populista na *+ssia desdobrou-se ao lon&o do s)culo ,#, -in.cios do ,,/0 e se apresentou, conforme as diferentes con1unturas, com feiç(es bastante diversificadas" Apesar disto, h um certo consenso a respeito de al&umas tem ticas b sicas 2ue lhe conferiram unidade e 2ue têm 1ustificado atribuir o nome de populista a diversas pr ticas e pensamentos presentes na *+ssia tsarista do novecentos" %s populistas, todos os populistas, abominavam o 3stado tsarista, 2ueriam destru.-lo, removê-lo da 4istória, 1untamente com a servidão, abolida formalmente em 5675, mas 2ue, se&undo a maioria deles, persistia, atrav)s de formas disfarçadas e não menos opressivas" 8ubstituir a autocracia tsarista pelo reino da liberdade, emancipar de fato os camponeses e os oprimidos do campo e da cidade, superar as desi&ualdades &ritantes 2ue caracteri9avam a sociedade russa, tais eram 2uest(es consideradas de princ.pio, sempre o foram, e o seriam, at) as revoluç(es de 5:5; 2ue, enterrando definitivamente o poder tsarista, pareceram abrir hori9ontes para a reali9ação das demais demandas" <as os populistas não cultivavam a menor simpatia ou apreço pelo modelo de sociedade 2ue se desenvolvia em al&umas naç(es ocidentais, baseado na industriali9ação e na urbani9ação, na celebração dos avanços tecnoló&icos, na transformação de todos os bens em mercadorias, 2ue podiam ser compradas e vendidas com dinheiro, e nos valores 2ue colocavam o indiv.duo no centro das preocupaç(es" % capitalismo ocidental era concebido como uma civili9ação destrutiva, decadente, monstruosa, era preciso envidar todos os esforços para evitar 2ue tal sistema pudesse dominar a *+ssia" =ropunham instaurar uma sociedade alternativa com base numa or&ani9ação social tradicional dos camponeses russos, a comuna rural, unidade coletiva de ra.9es anti&as, 2ue sobrevivera > emancipação dos servos, tornando at) parcialmente fortalecida" Al)m de assumir toda uma s)rie de responsabilidades e funç(es sociais -recolhimento de impostos, conscrição, etc"0, pelas 2uais respondiam solidariamente, as obchinas -assembl)ia de camponeses0 distribu.am periodicamente as terras comunit rias, se&undo as necessidades e as possibilidades dos 2ue nelas trabalhavam" %s populistas as ima&inavam como bases poss.veis de uma nova sociedade, socialista" Devidamente auto&eridas, e federadas, poderiam constituir um padrão de or&ani9ação social e de poder pol.tico radicalmente distintos de tudo o 2ue estava sendo constru.do na parte ocidental da 3uropa" Um padrão i&ualit rio, comunit rio, solid rio, centrado na 1ustiça social, em
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8obre o populismo, cf", entre muitos outros, #" ?erlin, 5:66@ A" 4er9en, 5:;A-5:65@ <" <alia, 5:;5@ F" !enturi, 5:;B e A" CalicDi, 5:;:
, 3ncontro *e&ional de 4istória – AN=U4-*E 4istória e ?io&rafias - Universidade do 3stado do *io de Eaneiro - BFFB

mas seu pensamento era livre. a&rilhoada. atento.rculos informais ou clandestinos. como &ato-e-rato.lios sem fim.n&ua russa talve9 os a1udasse neste particular. e como premissa. infiltrados. sempre 2ue lhes era dada oportunidade. inclusive o próprio Isar" Nesta atmosfera de luta renhida. conspirativas.nteses criativas entre as propostas ocidentais e as tradiç(es russas" 2 3 Hf" #"?erlin.cios. estruturaram-se na clandestinidade. meticuloso. a palavra volia 2uerendo di9er simultaneamente vontade e libe!dade" Uma tradição.odos de crise. pronto a todos os sacrif. a velha e sempre atual 2uerela sobre as formas de luta. marcados por estes traços fortes. 2ue os populistas. as trocas e intercMmbios com as sociedades ocidentais.Universidade do 3stado do *io de Eaneiro . o individualismo e a in1ustiça prevalecentes nas sociedades re&idas pelo capitalismo industrial" 3m conse2Gência..BFFB . BFFBJ 3rnesto Hhe Kuevara. abatendo. eram dois m)todos b sicos. citado por #" ?erlin B. matando. 1ovem. uma filosofia 2ue celebrava a vontade livre. ainda não fati&ada pelo fardo de instituiç(es e tradiç(es capitalistas. reconhecia 2ue a *+ssia estava nas trevas. este populista do s)culo .tica. eliminando. sobre 2uest(es candentesJ o papel dos intelectuais revolucion rios. por)m. acuados e aterrori9ados. ainda não corrompidas pelas cidades industriais. ou por sobre todas as id)ias. de 2ue forma o 3stado poderia ser empre&ado pelos revolucion rios. fi&urando um di lo&o entre um menino russo e um alemão. torturados e eliminados. heróico" An os seve!os" ou vin#ado!es$" % ar2u)tipoJ Nicolau Kavrilovitch IchernLchevsDi" Na base de tudo. asc)tico. eventualmente complementares. the harsh an&el" . apurando t)cnicas or&ani9ativas. assassinados. uma &uerra permanente. nos c. construiu-se um modelo de militante revolucion rioJ dedicado. 3ncontro *e&ional de 4istória – AN=U4-*E 4istória e ?io&rafias .. Hf" a an lise de Hhe Kuevara. dado 2ue eram invi veis outras opç(es no 2uadro do re&ime tsarista" A insurreição das massas condu9indo > distribuição da terra pela força e a ação violenta de pe2uenas e decididas or&ani9aç(es. um le&ado" Não se ima&ine. p B5. a 2ue pretendiam recorrer as diferentes tendências e or&ani9aç(es populistas" Hom este ob1etivo em mente. poderiam desenvolver um outro tipo de modernidade" % humorista russo 8altiDov. feito por A" Kuillermoprieto. as possibilidades e hipóteses de articulação de s. como o das classes m)dias opulentas da 3uropa %cidental 2ue haviam vendido a própria alma e 1 nem sabiam mais dese1ar a liberdade" A id)ia de uma *+ssia nova. sempre perse&uidos pela pol. aberta a novos hori9ontes. comuns. as comunidades a&r rias. persistente. e'ilados. o &rau de sua autonomia em relação > sociedade. mas. a1udadas pela intelectualidade revolucion ria. banidos. %p" cit". aterrori9ando. era compartilhada pela maioria dos populistas" =ara reali9ar estas propostas seria necess rio o enfrentamento violento. tenso. despistando. o populismo tinha os camponeses como classe social fundamental na luta e no processo de instauração do socialismo na *+ssia" 3ncarnaç(es de virtudes simples. na 8ib)ria ou no estran&eiro. ou a liberdade da vontade contra todos os determinismos" A l.contraste com as desi&ualdades.cia pol. nas cadeias e nos e'. abne&ado. e não prisioneiro. infiltrando-se. a combinação apropriada de meios e %ins. uma caça. na ofensiva. não cultivassem diferenças" =olemi9avam nas brechas concedidas pelos per. desestabili9ando o re&ime pela eliminação de seus principais representantes e potentados.

/ 3 o 2ue di9er da marca. antes dos anos NF. de suas formulaç(es &erais. condenado e e'ecutado em 5667 por conspiração contra a vida do Isar" 3m suas obras. propostas pr ticas e lideranças" A se&uir. e do 2ue res&atava. diri&ente m 'imo da ala bolchevi2ue do =artido %per rio 8ocial-Democrata da *+ssia -=%8D*0. com a eliminação do Isar" No entanto. da impre&nação das tradiç(es populistas no processo das revoluç(es russas e da construção do socialismo na União 8ovi)tica/ #nda&aç(es 2ue têm merecido. entre os anos NFOAF.3ntretanto. teve seu irmão mais velho envolvido numa das or&ani9aç(es populistas. sin&ularJ o movimento populista russoA" Desde 2uando se pode di9er 2ue o populismo passou a e'istir/ At) 2uando perdurou/ 4 consenso 2uanto ao per. do 2ue recusava..odo de maior impacto histórico.der da revolução russa de outubro de 5:5. l. 3ncontro *e&ional de 4istória – AN=U4-*E 4istória e ?io&rafias .ntese da an lise 2ue propQs a respeito.Universidade do 3stado do *io de Eaneiro . 5:. destas heranças fundamentais na conformação das tradiç(es revolucion rias russas" 4 5 #nsistem nesta 2uestão com particular ênfase F" !enturi.: Hf" Daniel Aarão *eis Filho. culminando em 5665.BFFB . pes2uisa e refle'ão P" !ladimir #litch $enin. uma tentativa de s.B e A" CalicDi. 5:.rculos. e merecem ainda. sempre com decisivas implicaç(es pr ticas. at) 2ue ponto podem se reclamar do movimento os socialistas-revolucion rios 2ue teriam participação importante nas revoluç(es russas do s)culo . at) os anos 7F e . at) 2uando recuam os 2ue podem ser considerados precursores do movimento/ Depois de 5665. 2uando se formaram as primeiras or&ani9aç(es e se desenvolveram as principais iniciativas e aç(es. não obscurecem a vinculação de todas elas a um continuum +nico. com a formação dos primeiros c. BFFF e BFF5" .. tratou e'tensivamente das tradiç(es populistas. de apo&eu.F. tais diferenças e nuanças.

2ue se estendem por trinta anos.BFFB .2.A .-7.odo. os populistas le#ais& e os socialistas revolucion rios. 3ditions 8ociales. pp PFP-PP5 14 Hf" %H. publicistas 2ue. etc"0. econQmicos e teóricos.. 5:. as referências. ) 2uase todo ele constitu.#. 3ditions du =ro&rTs. os !evisionistas eram partid rios do abandono das perspectivas revolucion rias" 12 Hf" %H. . embora. volume NN.. no mesmo per. al)m de outros arti&os. pela sua importMncia histórica e pol. enfati9ando o valor das chamadas lutas econQmicas -sal rios.ntima e obviamente relacionado com a polêmica travada com os populistas 5A" E no 2uarto volume. parte importante dos te'tos -N5:. =aris.tica" 11 Iendência pol. !olume N. ao lon&o dos anos :F do s)culo .der da revolução russa6" 3ntretanto.Universidade do 3stado do *io de Eaneiro . por ordem cronoló&ica e indicação da inserção nos volumes" As traduç(es para a lin&ua portu&uesa são de minha responsabilidade -DA*F0" 8 A morte de !" $enin ocorreu em B5 de Eaneiro de 5:BA. a partir de março deste +ltimo ano. 2uando. condiç(es imediatas de trabalho.. refle'(es e consideraç(es sobre o populismo e sobre os populistas continuassem a fre2uentar os te'tos de $enin at) praticamente o fim da vida" Assim. e 5:6A -volumes 5-A50" Doravante.tica.. p" P7:" 9 #ntelectuais 2ue. por analo&ia com os ma!)istas le#ais.tica sur&ida na social-democracia alemã. pode-se di9er 2ue as heranças populistas lhe interessam mais na +ltima d)cada do s)culo . -debates diretos com certos partid rios declarados destas heranças. as referências indicarão esta obra como %"H" . <oscou. 2ue propunha !eve! conceitos e referências b sicas do pensamento de <ar'" 8eriam acusados. com alta car&a pe1orativa. dei'ou de escrever o l. seu ultimo arti&oJ U<ais vale menos. atualmente elaborando tese de doutorado no =ro&rama de =ós-Kraduação em 4istória da Universidade Federal Fluminense sobre a tra1etória e o pensamento de !" #" $enin. aparecendo as 6 A&radeço ao velho ami&o !ladimir =almeira. acompanhadas pela indicação do n+mero do volume. declinando a partir da. o foco das polêmicas desloca-se para as controv)rsias com os economistas. num total de PP5 p &inas0 refere-se ao populismo. As refle'(es de $enin a respeito da tradição populista são vastas e diferenciadas atrav)s das sucessivas con1unturas cobertas por suas %bras Hompletas. por ter-me cedido suas notas a respeito das refle'(es de $enin sobre a tradição populista" S evidente 2ue as opini(es emitidas neste arti&o não comprometem !" =almeira" 7 % trabalho foi elaborado com base nas %euvres HomplTtes de !"#" $enin. !olume 5. entre os 2uais o arti&o tamb)m cl ssicoJ A 2ue herança renunciamos 5N" % terceiro volume.#. por)m. reivindicavam a tradição e a identidade populistas" =or limitar seu campo de intervenção a periódicos le&ais. reunindo a produção de $enin entre 56:P-56:. tra9 a obra polêmica cl ssica de !" $enin sobre o populismoJ Ruem são os ami&os do povo e como eles lutam contra os social-democratas5B" No se&undo volume. foi ditado entre B e : de fevereiro de 5:BN" Hf" %H.do pela obra teórica maior de !" $eninJ % desenvolvimento do capitalismo na *+ssia. etc"0 e subvalori9ando a importMncia da luta pol. o volume 5 das %H.tica sur&ida entre os social-democratas russos na d)cada de :F do s)culo . com te'tos escritos em 56:N-56:A. polêmicas com os economistas'( e !evisionistas''. sobretudo desde a revolução de 5:FP.. !olume B. pp . reivindicavando o mar'ismo. o t. de !evisionistas" =ara os 2ue acusavam. con&re&ando arti&os publicados entre 56:6 e 5:F5. limitavam-se tamb)m aos espaços permitidos pela le&alidade vi&ente" %s populistas le&ais tinham como ór&ão de e'pressão a revista A *i2ue9a *ussa -*ussDoe ?o&atstvo0" 10 Iendência pol. com cone'(es internacionais.#. definitivamente. na cidade de KorDi. Lenin e as heranças da tradição populista 6. de 56:N a 5:BN. 3ncontro *e&ional de 4istória – AN=U4-*E 4istória e ?io&rafias . pp 5AN-N7F" 13 Hf" %H.tulo do arti&o. mas melhorV. empre&ou-se a e'pressão populistas le#ais. as p &inas referidas. e o ano da sua publicação " Na biblio&rafia serão relacionados todos os arti&os. referente a 56::.

tica e do si&nificado histórico 2ue o populismo e os populistas assumiram na tradição revolucion ria russa" Na an lise das heranças populistas. irreali9 veis. nos ar&umentos es&rimidos contra os primeiros" A partir da. inspirado pelo mar'ismo. especialmente pp A7B-A7N" .referências ao populismo como ponto de apoio secund rio. nas lutas – cont. en2uanto a&rupamento de interesses ou de vi9inhança. o 2ue chama de utopia socialista populista" =ara os mar'istas. e'plicitando fronteiras" Depois da revolução de 5:FP. as referências ao populismo tendem a rarear.nuas – contra as tendências e propostas liberais. p" 567 18 U% capitalismo venceu. de forma mais contundente. e at) a revolução de 5:FP. e'ercitando dimens(es li&adas > sua dinMmica cooperativa. $enin recusa. e depois. e depurados seus traços e dispositivos autorit rios. pelo menos no 2ue di9 respeito ao campo não-mar'ista. 56:: 17 Hf" %H. volume AJ =rotesto dos social-democratas da *+ssia. ou heranças a serem incorporadas. mas impotente para disputar ao proletariado -urbano e rural0 a liderança de uma revolução socialista5:" A Homuna *ural poderia desempenhar. 1 vitorioso o capitalismo na *+ssia56.pica de nosso Autor. 3ncontro *e&ional de 4istória – AN=U4-*E 4istória e ?io&rafias . na visão de $enin. demarcadas as heranças 2ue deveriam ser assimiladas ou recusadas. cf" nota 5B Hf" %H. sabe-se bem. sempre. na melhor das hipóteses. aparecendo sempre. mas nunca desaparecerão de todo. esclarecer 2uest(es e fusti&ar advers rios.voco não tinha cabimento por2ue. cf" %H. $enin esforçar-se-ia por fa9er uma demonstração cabal deste ponto de vista" <esmo antes disso. e pela refundação e or&ani9ação de um partido oper rio social-democrata russo. solid ria" """nós defenderemos se&uramente a comunidade en2uanto or&ani9ação democr tica de administração local. !" $enin propQs recusas e incorporaç(es" Ientemos analisar estes dois movimentos complementares" . nas polêmicas e debates. contra todos os atentados dos burocratas"""nós não a1udaremos 1amais nin&u)m a Udestruir a comunidadeV. mas nós nos esforçaremos certamente para obter a supressão de todas as instituiç(es 15 16 *eferência ao te'to 1 citado.. no processo revolucion rio russo. evidentemente. o 2ue di9 bem da importMncia pol. ou. em primeiro e principal lu&ar. a classe oper ria" % socialismo a&r rio ou camponês. 2ue propunha a comuna rural e o campesinato. volume :. remete a concepç(es invertebradas. capa9 de assumir um papel histórico nas lutas democr ticas. e a despeito de aspectos positivos. p" N5F" 19 Hf" %H. t.BFFB . a )poca ) da luta oper riaV. pueris" No caso do populismo russo. poderia ser considerado um socialismo pe2ueno-bur&uês. o e2u. nulamente !evolucion*!ias'+" =ara os mar'istas russos. $enin nunca se furtaria a se referir >s concepç(es teóricas &erais dos populistas como inconse2uentes. pp APA-A7N. o capitalismo * t!iun%a!a na *+ssia nos anos :F do novecentos" 3m % desenvolvimento do capitalismo na *+ssia 57. Lenin e a herança a "ue de#er$amos renunciar 1% . para ilustrar ar&umentos e fundamentar formulaç(es. mas importante.Universidade do 3stado do *io de Eaneiro . volume 5J Ruem são os ami&os do povo e como lutam contra os social-democratas. embora 1 não com tanta ênfase. destitu. !. !" $enin fre2uentemente recorreria a referências populistas para evidenciar pontos de vista. a classe fundamental alternativa era. ar&umentava $enin. utopia ) um termo essencialmente des2ualificador. volume N.das de fundamento. com um corpo de doutrina relativamente consolidado. um papel na elaboração da democracia. como instituição e classe social alternativas ao capitalismo.

este tipo de luta aos liberais. distin&uiria na proposta uma utopia !eacion*!ia. e o crit)rio fundamental nesta pol. no seio do movimento revolucion rio russo -no interior ou fora da socialdemocracia0. idem.#. a saber. a supressão completa da caução solid riaBF. o Isar" 3ntretanto. das den+ncias pol. atribuindo. eliminando a&entes ou 2uadros do re&ime." $enin sempre fusti&ar com veemência esta forma de lutaV U"""sem o povo oper rio. 3ncontro *e&ional de 4istória – AN=U4-*E 4istória e ?io&rafias . ou de eventuais con2uistas 1 implementadas. a revo&ação de todas as leis impedindo o camponês de dispor de sua terra"VB5 Ruanto > tradição e > proposta dos populistas de promover a distribuição i&ualitarista e violenta da terra -o !epa!to ne#!o0. nos anos :F. os populistas le&ais e os economistas. decompondo unidades fict. volume 7J % pro&rama a&r rio da social-democracia russa.tica era o do desenvolvimento da luta de classe no campo" 8uprimir os entraves para 2ue a luta de classes pudesse florescer. supra . p" 5AF 24 Hf" %H. e'plicitando os interesses.Universidade do 3stado do *io de Eaneiro .&ios do re&ime feudalBB Neste sentido. $enin mostrou-se sens. Lenin e a herança "ue de#er$amos incorporar 3m suas permanentes lutas contra as tendências liberais. """h tamb)m -na proposta0 – descontando-se a utopia se&undo a 2ual o campesinato pode ser o portador da revolução socialista – um aspecto revolucion rio. se a . cf" notas 6 e :. a vontade de varrer pela insurreição camponesa todos os vest. em conse2uência. contra todas estas tendências BP. notoriamente impotentesVBA" % terrorismo invocaria em vão o nome das massas. pp" 5N6-5N:" 23 Hf" idem. os revolucion rios mar'istas. $enin sempre se situou como defensor resoluto da luta pol. particularmente os assassinatos seletivos reali9ados por &rupos e or&ani9aç(es populistas desde os anos 7F do s)culo .ual %o! a in%lu-ncia desta sup!ess.contr rias > democracia. deveriam formular uma revisão democr tica em profundidade da &rande reforma de 5675. mesmo o principal deles. e estaria profundamente e2uivocado ao ima&inar 2ue conse&uiria desestabili9ar o poder.BFFB . subestimavam a luta pol.vel > tradição populista. defenderemos a liberdade completa de se deslocar. a supressão completa das distinç(es de casta nas comunidades camponesas e. em muitos momentos. em nome de concess(es 2ue não poderiam ser colocadas em risco.ticas 20 *efere-se >s responsabilidades coletivas em relação ao fisco e ao pa&amento das anuidades fi'adas em 5675 para a compra da terra pelos camponeses" 21 Hf" %H. 2ue pretendiam conciliar com a autocracia.tica. p" 5:5-5:N" 25 3ntre as 2uais. p" 5A. ou contra os 2ue. $enin demonstraria certas flutuaç(es. volume 7J % aventureirismo revolucion rio. todas as bombas são impotentes. e uma visão mais nuançada" De um lado. 2ue """tende a &enerali9ar e a eterni9ar a pe2uena produção camponesa""" No entanto.o sob!e as dist!ibui/0es p!incipais e secund*!ias da te!!a" etc1 -sublinhado pelo Autor0" """assim.sticas do movimento" &. propondo muitas ve9es o res&ate de propostas e caracter. 22 Hf" %p" cit".tica. a van&uarda da revolução. por c lculo t tico ou estrat)&ico.cias e anacrQnicas BN" %utro aspecto central na recusa da herança populista refere-se > adoção do terrorismo como forma de luta.

p . e valori9aria. no entanto.tico" A2ui a tradição na!odni2. inclusive o próprio Isar" 27 Hf" %H. sempre 2ue fosse o caso. se1a no movimento populista. reiteradas ve9es analisado por $enin. ne&avam ou subestimavam a luta pol. $enin contraporia. por sua propa&anda. havia a id)ia de 2ue os revolucion rios.BFFB . assim como contra os populistas le&ais e.ticas" A reforma de 5675.F.tica populista. a 2uestão essencial das liberdades" Hom efeito. mas nem por isto dei'am de trav -la. ou poss. poderiam ser UassimiladosV pela democracia bur&uesa" 3ntre os populistas. assumindo este le&ado. vol" :. a democ!acia !evolucion*!ia encarnada na *+ssia pelos movimentos sociais camponeses e suas lideranças pol. 2ue promoveu uma s)rie de atentados contra diri&entes do 3stado.7 .B.midos. volume PJ %s perse&uidores dos Wemstvos e os Anibal do $iberalismo. sobretudo encarnada pela NarodnaLa !olia B7. de travar um combate em duas frentesJ de um lado.vel. seria uma arma empre&ada fre2uentemente contra os economistas e outros revisionistas. sobretudo. seriam asse&uradas pela revolução vitoriosa" De 2ue adiantaria mi&alhas delas numa sociedade dominada pela in1ustiça social/ B6 Não recusando os riscos inerentes >s lutas pelas liberdades. volume AJ =rotesto dos social-democratas da *+ssia. tanto para a consolidação de um movimento social oper rio autQnomo. 3ncontro *e&ional de 4istória – AN=U4-*E 4istória e ?io&rafias . dos anos . um sentimento de descontentamento e de protesto em amplas camadas da 1uventude cultivada" Apesar de uma teoria utópica""" o movimento desembocou num corpo a 26 NarodnaLa !oliaJ !ontadeO$iberdade do =ovo. $enin haveria.tica contra a autocracia" De outro lado. diria $eninJ U3mbora orientando-se sob o emblema de uma doutrina 2ue na sua essência não era revolucion ria. na luta pelas liberdades. no conte'to da luta pol.. or&ani9ação pol. tais 2uest(es voltariam a ser tratadas no e'ame do democ!atismo !evolucion*!io. principalmente desde os sucessos da revolução de 5:FP" Aos liberais. constituiria momento chave para a apreciação destas tendências" Desde então. 5:F5. assumindo a democracia revolucion ria a defesa intransi&ente dos interesses das massas camponesas" Ao considerar o papel destes +ltimos.-propa&anda0 e. como para a vertebração de uma van&uarda oper ria revolucion ria independente do ponto de vista pol. contra os socialistasrevolucion rios. efetivas. %p" cit" 28 3stas 2uest(es seriam e'tensamente trabalhadas por $enin emJ Duas t ticas da social-democracia na revolução democr tica. mais tarde. os liberais tenderiam a se a&arrar >s concess(es do poder. acusados de t." No res&ate do le&ado da NarodnaLa !olia. defendia-se a id)ia de 2ue falar em liberdades num mundo desi&ual era um verdadeiro esc rnio" As liberdades. entre muitos. nem por isso perdia $enin a perspectiva de sua importMncia e defesaJ U%s social-democratas sabem 2ue a luta contra o tsarismo aproveita antes de tudo -sublinhado por $enin0 > bur&uesia. na den+ncia de todos os 2ue. 2ue pretendiam ser os int)rpretes e continuadores do movimento populista no in.tica.cio do s)culo .Universidade do 3stado do *io de Eaneiro . e só permanecem ce&os -2uanto a isto0"""um socialista dominado pelos piores preconceitos do utopismo ou o populismo reacion rioV B:" Hom outros Mn&ulos. não dei'ando de criticar no le&ado 2ue reivindicava a dificuldade 2ue os populistas sempre tiveram de assumir. não despertavam menos. por diferentes motivos. da politi9ação das lutas sociais -a&itação0 contra a Autocracia" Honsiderava este aspecto como fundamental. pp :-5N: 29 Hf" %H. se1a nas fileiras da social-democracia. imaturos. seus antecedentes e desdobramentos imediatos. inconse2uentes e conciliadores. %H.

os social-democratas deveriam ser capa9es de perceber o potencial revolucion rio da tradição populistaJ S claro 2ue os mar'istas devem e'trair da concha das utopias populistas. volume PJ %s perse&uidores dos Wemstvos e os An. da den+ncia das concess(es insuficientes. se&undo $enin. consideradas insuficientes.tica de IchernLchevsDi. o pro&rama da democracia bur&uesa acabaria sendo assumido pela democracia camponesa N7" =or isto mesmo. no sentido da abertura de hori9ontes para o desenvolvimento do capitalismo na *+ssia NN. e de suas posiç(es contr rias >s reformas. volume 56J 8obre o populismo. volume 5. o n+cleo são e precioso do democratismo ativo. tinham levado s)culos inteirosV" Hf" %H. volume 5. 32 Hf" %H. uma se2uência de violências e de ultra&es incessantes e'ercidos contra eles"""IchernLchevsDi nunca aceitou a reforma"""para ele a reforma foi uma in%3mia -&rifo de $enin0NA A partir de então. ocorrida em 5:55. como.ticas mais contudentesJ """a famosa emancipação foi um pilha&em ver&onhosa dos camponeses. este democratismo ) uma verdade desta luta democr tica ori&inal historicamente determinada das massas camponesas. 2uando do Eubileu da reforma de 5675. sua incapacidade de """e'ercer uma pressão verdadeira sobre o &overnoVNF" *essalvadas as inconsistências doutrin rias. em certos pa. sincero e resoluto.corpo desesperado entre um punhado de heróis e o &overno"""&raças a esta luta. com cuidado. 5:55. a situação mudou uma ve9 mais. 5:5B. a defesa de Ale'andre 4er9en e de Nicolau IchernLchevsDi. p" 55. inteiramente incapa9 de fa9er valer seus interesses históricos. pp 5F7-55A 33 UApós 5675.J A Ureforma camponesaV e a revolução prolet ria e camponesa. volume 56J Duas utopias.. o populismo pode ser caracteri9ado como a ideolo&ia da democracia camponesa na *+ssia. 35 Hf" %H. operaram-se transformaç(es 2ue. a valori9ação da ousadia da tradição populista contraposta > covardia liberal" As virtudes do combate aberto. $enin não dei'aria de chamar em seu apoio o 30 31 Hf" %H. 5:5N. na defesa do re&ime sovi)tico e da ditadura do partido. em al&umas de9enas de anos. 5:55. falso num sentido econQmico formal." Depois da tomada do poder. incorporando a cr. ) uma verdade no sentido hist4!ico@ falso como utopia socialista. p" N77 . como a proposta da democracia camponesa" U% democratismo populista. o desenvolvimento do capitalismo na *+ssia se fe9 a um ritmo tão r pido 2ue. e a sociedade liberal provou uma ve9 mais sua imaturidade pol.ses da 3uropa. 3ncontro *e&ional de 4istória – AN=U4-*E 4istória e ?io&rafias . pp PAP-PA: 37 Hf" %H. 2ue constitui um elemento inseper vel da transformação bur&uesa e a condição de sua vitória completa"NPV 3n2uanto a bur&uesia liberal ver&ava-se perante a Autocracia. o &overno foi uma ve9 mais obri&ado a fa9er concess(es.tica.BFFB . p 556 34 Hf" idem. p" AP Hf" idem. não pouparia as cr.J A propósito do Eubileu. da intratabilidade diante da autocracia insens. e ao lon&o do ano ve!melho de 5:5. $enin. volume 56J Duas utopias. nas polêmicas contra as tendências moderadas e conciliadoras. evidenciando o contraste entre as atitudes assumidas pelos liberais -Xavelin0 e as dos populistas históricos -IchernLchevsDi0NB.bal do $iberalismo. consa&rando-se.Universidade do 3stado do *io de Eaneiro . das meias-reformasN5" 3m muitas outras ocasi(es. p" 7. desde 5:FP. e apenas &raças a ela. p" N7P 36 Hf" %H. idem. por e'emplo. 5:5B. $enin voltaria ao tema.vel. idem. e tomando partido claro pelos +ltimos" 3mbora reconhecendo a efic cia da reforma. das massas camponesas"""N.

smo das or&ani9aç(es revolucion rias.N" 40 % termo ) de $eninJ %H. p" B6P Hf" %H.rito incontestavelmente revolucion rio. constitu. portadores das caracter. e esta aliança foi muito importante para 2ue os bolchevi2ues conse&uissem o apoio do Hon&resso pan-russo dos comitês a&r rios. da WemlLa i !olia > NarodnaLa !olia. cindiram-se. le&itimando historicamente sua proposta de aliança com o democ!atismo mu i2 de Dobroliubov e IchernLchevsDiN6" Numa outra dimensão. a&rupados no =artido 8ocialista-*evolucion rio -8*s0. de intransi&ência.am referências a serem consideradasN:" %s populistas apareceriam como p!edecesso!es5(1 <ilitantes dedicados.N 41 As e'press(es &rifadas são de $enin. pp" A77-PFB" . ' (uisa de pós)acio * as re#oluç+es russas. principalmente a partir do se&undo semestre do ano" %s chamados 8*s de es2uerda acabariam dando apoio ao primeiro &overno revolucion rio. volume P. o cl ssico Rue Fa9er/. 56::. volume B. as t)cnicas de or&ani9ação clandestina do trabalho pol. modelo de combatividade. volume P. volume 7J *esposta a uma cr.sticas do populismo históricoJ """pessoas de esp.tica capital. 2ue reivindicavam o le&ado populista. IchernLchevsDi. estabelecendo duramente os contrastes entre os narodniDs históricos -de velhas c!en/as0 e seus herdeiros -sem c!en/a al#uma5'0. oferecidas como e'emplares. abne&ados" <esmo polemi9ando com os socialistas-revolucion rios. 5:FN.cia pol. $enin res&ataria aspectos da tradição populistaJ as lideranças históricas mais presti&iadas dos anos AF do novecentos -4er9en. embora com as limitaç(es teóricas sobre as 2uais sempre insistiria $eninAN" Na an lise de uma tradição comple'a.tico. e. p" AP6 42 Hf" %H. sobretudo Nicolau K" IchernLchevsDi. o trio do 1oio e do tri&o" *en+ncias e incorporaç(es" %. p" B. volume AJ Uma 2uestão ur&ente. plenos mesmo de uma abne&ação heróica. 3ncontro *e&ional de 4istória – AN=U4-*E 4istória e ?io&rafias . o hero. reunido em de9embro.J As tarefas imediatas do poder dos soviets. p N. 5:56. a leitura atenta feita por $enin da obra de K" =leDhanov sobre IchernLchevsDiJ %H. na luta pela constituição de um partido de van&uarda. p" BB6. chefiado por $enin. sempre ressalvado seu utopismo nulamente !evolucion*!io" $enin o admirava profundamente e não &ratuitamente intitulou uma de suas obras cl ssicas com o t. o socialismo so#i-tico e o populismo No processo das revoluç(es de 5:5. os herdeiros reconhecidos do populismo. uma outra luta pol. 43 As obras completas de !" $enin estão permeadas de referências positivas a N" IchernLvesDi. o 2ue foi decisivo para a consolidação de seu poder na2uele momento" =arecia estar se confirmando a previsão de $enin a propósito da aliança entre oper rios e 38 39 Hf" %H. de radicalismo revolucion rio. 5:FB. """2ue dese1am o mais sinceramente do mundo se entre&ar de todo o coração ao serviço da liberdade e do povoAB" 3 as fi&uras das lideranças. entre muitas outras. 5:FB.tica tsarista" Depurados de seu utopismo nulamente !evolucion*!io.tica de nosso pro1eto de pro&rama.tulo da tamb)m cl ssica novela de IchernLchevsDiJ Rue Fa9er/ -Hhto dielat/0" Hf". volume 7J Iese fundamental contra os 8ocialistas-*evolucion rios.BFFB . p" N.F-N. formado por p!o%issionais. cf" %H.le&ado das lideranças populistas dos anos 7F do novecentos. impostas pelos ri&ores da pol.. $enin não pouparia elo&ios aos militantes s-rs. ?elinsDL0. volume N6 -Hadernos filosóficos0.Universidade do 3stado do *io de Eaneiro . entre muitas e muitas outras citaç(es. a capacidade de luta.

.tica. em certo momento.tica nas fronteiras entre reforma e revolução" #n Daniel Aarão *eis Filho -or&"0 #ntelectuais. respons vel pela vitória da revolução" Da autoor&ani9ação camponesa nada restou" Da liberdade.Universidade do 3stado do *io de Eaneiro . tamb)m não resistiu aos avatares da revolução" E em fins do anos BF. caracter.BFFB . de dedicação. uma das chaves para a compreensão da ditadura bolchevi2ue e para a sociedade 2ue se construiu na União 8ovi)tica/ . nada tamb)m restou sob a ditadura do partido +nico e do estado todo-poderoso. i&norada. mas sem cone'(es com a utopia populista.. sobretudo. e . seus e'emplos de abne&ação. de d)cadas. baseada na autoor&ani9ação de unidades federadas e no socialismo a&r rio" *estaram os m rtires da luta contra a autocracia. entre reforma e revoluçãoJ os intelectuais na lon&a marcha das alternativas ao capitalismo liberal -s)culos .tica de re2uisiç(es decretada pelo &overno revolucion rio a partir de maio de 5:56" !eio a &uerra civil. ar2uivou a aliança reali9ada em 5:5. inscrevendo-se em obeliscos e est tuas. depois dos 9i&-9a&s da &uerra civil e da tr)&ua. reprimida. anelo presente nos nomes e nas ambiç(es futuras das or&ani9aç(es populistas. consa&rada 1uridicamente pelo &overno bolchevi2ue atrav)s do Decreto sobre a Ierra. D"A" BFFF" #ntelectuais e pol.. distinta da ocidental. instaurada pela N3=. ou de s)culos" =areceu.dos" 3nterradas com eles as tradiç(es populistas/ A vitória da revolução a&r ria de 5:5. a revolução pelo alto comandada por E" 8talin. lo&o depois da insurreição de outubro.5" Ale'ander 4er9en and the birth of *ussian 8ocialism" 4arvard.0" #n Francisco .A-5:65" =ass) et <)ditations -?Lloi) i DumL0" $[A&e d[4omme" !olumes ##! <alia. a luta""" dos 2ue se opunham ao re&ime sovi)tico" Uma tradição densa e de &rande si&nificado histórico. Eeffs $ibrairie. <" 5:. #" 5:66" =ensadores russos" 8ão =aulo. 3ncontro *e&ional de 4istória – AN=U4-*E 4istória e ?io&rafias . 2uando os 8*s tentaram construir uma terceira via. ?urlin&ton Arcade" ZZZZ" 5:. o socialismo sovi)tico construiu uma out!a mode!nidade. entre vermelhos e brancos" Não conse&uiram e foram definitivamente destru.i/lio(ra)ia ?erlin. asfi'iada" Não estaria a. fre2uentemente. N"!" 5::A" 4istoire de la *ussie" Des ori&ines > 5::7" =aris. um triunfo histórico da tradição populista russa" <as. consumara uma lon&a luta. > pol. inspirando.tica. de intransi&ência" 8eus nomes denominariam praças e ruas. Hompanhia das $etras 4er9en. Ale'andre" 56PN" Du d)veloppement des id)es r)volutionnaires en *ussie" $ondres. entre a social-democracia mar'ista e a democracia revolucion ria do mu1iD" Um encontro histórico entra as duas tradiç(es revolucion rias russas/ A aliança durou poucos meses" 3 acabou não resistindo > pa9 de ?rest$itoYsDi e.#. história e pol. *obert $affont *eis Filho.sticas marcantes do socialismo sovi)tico" S verdade.camponeses. pp 55-NA ZZZZ" BFF5" 3ntre )tica e pol. 4arvard UniversitL =ress" *iasanovsDL. coletivi9ando de modo ditatorial e san&rento a terra e os camponeses. ao menos em parte.

Franco" 5:.#.. 3ncontro *e&ional de 4istória – AN=U4-*E 4istória e ?io&rafias . A" 5:. a primeira refere-se > data da formulação do te'to.pp" PFP-PP50 !olume N" 56:: " % desenvolvimento do capitalismo na *+ssia" 56::" -pp" F. 8tanford UniversitL =ress O/ras de !.B-67 8eton-Catson.0 " Rue fa9er/ 5:F5-5:FB" -pp NPA-PAA0 !olume 7" 5:FB-5:FN " % pro&rama a&r rio da 8ocial-Democracia russa" 5:FB" -pp" 5FP-5PF0 ." NeY \orD.Universidade do 3stado do *io de Eaneiro . Kallimard CalicDi. <oscouO3ditions du =ro&rTs Ie'tos consultados Notas " ordem cronoló&ica " 2uando houver indicação de duas datas. NeY \orD.:" A historL of russian thou&ht" 8tanford.BFFB .F-5670 " Nossa tarefa imediata" 56::" -pp BB5-BB70 " Uma 2uestão ur&ente" 56::" -pp" BB. > da publicação !olume 5" 56:N-56:A " Ruem são os ami&os do povo e como eles lutam contra os social-democratas" 56:A" -pp" 5AN-N7F0 !olume B" 56:P-56:. n" :. 56F5-5:5.F Kuillermoprieto.-BNB0 " =ro1eto de =ro&rama para nosso =artido" 56::" -pp" BNN-B750 " Um movimento retró&rado na 8ocial-Democracia russa" 56::-5:BA" -pp" B7B-B:N0 !olume P" 5:F5-5:FB " %s perse&uidores dos Wemstvos e os An.B" $es intellectuels. 4" 5:66" Ihe russian empire.-5:6A -A5 volumes0" =arisO3ditions 8ociales. %'ford =ress 8irinelli.Harlos Iei'eira da 8ilva.Tme siTcle" =aris.-56:6" . Alma" BFFB" 3rnesto Hhe Kuevara" Ihe harsh an&el" #n $ooDin& for 4istorL. a se&unda.-. E"F" 5:67" $e hasard ou la n)cessit)/ Une histoire en chantierJ l[histoire des intellectuels"#n !in&tiTme siTcle -*evue d[4istoire. pp" . Lenin %euvres HomplTtesO%H" 5:.-7. pp" 5P5-5. em homena&em a <aria \edda $eite $inhares. 1anvier-mars" !enturi. 4ebe <attos e Eoão Fra&oso -or&s"0 3scritos sobre 4istória e 3ducação. dispatches from $atin America" !inta&e ?ooDs.A0 !olume A" 56:6-5:F5 " =rotesto dos social-democratas da *+ssia" 56::" -pp" 5. " A 2ue herança renunciamos/ 56:.bal do $iberalismo" 5:F5" -pp" B. le peuple et la r)volution" 4istoire du populisme russe au ..

-FA-56:: -pp" BP-NF0 !olume N6" Hadernos Filosóficos " Notas sobre a obra de FuerbachJ $iç(es sobre a essência da reli&iãoO56P5 -pp" P:6B0 " Notas sobre a obra de K" =leDhanovJ N"K" IchernLchevsDiO5:5F -pp" A77-PFB0 . 3ncontro *e&ional de 4istória – AN=U4-*E 4istória e ?io&rafias .BFFB .A0 !olume :" 5:FP " Duas t ticas da social-democracia na revolução democr tica" 5:FP" -pp" F:-5N:0 " 8ocialismo prolet rio e socialismo pe2ueno-bur&uês" 5:FP" -pp" APA-A7N0 !olume 5.0 !olume NN" 5:B5-5:BN " % alcance do materialismo militante" 5:BB" -pp" BNF-BAF0 !olume NA" Hartas" 56:P-5:55 " Harta de !" $enin a A"N" =otressov" B7-F5-56:: -pp" BF-BA0 " Harta de !" $enin a A"N" =otressov" B.Universidade do 3stado do *io de Eaneiro ." 5:56" " As tarefas imediatas do poder dos soviets" 5:56" -pp" BAN-B6." 5:5F-5:5B " A propósito do Eubileu -PF anos da reforma de 56750" 5:55" -pp" 5F7-55A0 " A Ureforma camponesaV e a revolução prolet ria e camponesa" 5:55" -pp" 55P-5BA0 !olume 56" 5:5B-5:5N " Duas utopias" 5:5B-5:BA" -pp" N7B-N770 " % desenvolvimento das &reves revolucion rias e das manifestaç(es de rua" 5:5N" -pp" A66-A:P0 " 8obre o populismo" 5:5N" -pp" PAP-PA:0 !olume B.7-B6F0 " % socialismo vul&ar e o populismo ressuscitados pelos socialistas-revolucion rios" 5:FB" -pp" B77-B.N0 " *esposta a uma cr." % aventureirismo revolucion rio" 5:FB" -pp" 566-BF:0 " Iese fundamental contra os socialistas-revolucion rios" 5:FB-5:N7" -pp" B.tica de nosso pro1eto de pro&rama" 5:FN" -pp" AP6-A.

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