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Ensino da filosofia: do “endurecimento das 1

categorias” à “flexibilidade cognitiva”

Ideal tradicional da filosofia (séc. V a.C. ...)

princípios universais

atingir verdades metafísicas (acima


do tempo e da história)
visão unitária da realidade

ser
cogito
linguagem Ponto de vista de Deus

evidência
simplicidade definição unívoca dos conceitos

filosofia conhecimento pedagogia hipermédia


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categorias” à “flexibilidade cognitiva”

Crise na consciência filosófica (séc. XIX ...)

princípios relativos

traduz-se em verdades contextualizadas


(temporais e históricas)
visões parciais da realidade

ser em situação
sociedade
linguagem Ponto de vista do homem concreto

opacidade
complexidade conceitos: dependentes do contexto

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“Existe uma inclinação natural do nosso


espírito para unificar o real”
Kant

mas...

“Deus não nos fez suficientemente


inteligentes”
Fodor

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categorias” à “flexibilidade cognitiva”
Que caminho para o conhecimento ...
sistema
conhecimento
evidência muito estruturado
absoluta Modelo
tradicional linearidade
mente
espelho
necessidade mediação mediação
absoluta social linguística
contingência
Modelo noções
confusas
mente construtivista
activa
situação complexidade

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categorias” à “flexibilidade cognitiva”

Programa actual da disciplina de Filosofia


no ensino secundário:

“Existem muitos modos de


estruturar o mundo e há muitos
assume o espírito
significados ou perspectivas
construtivista
para cada evento ou conceito”
Duffy.

combate o incapacidade de reestruturar


“endurecimento das os conceitos e de os aplicar,
categorias” (Marina) com criatividade, a novas
situações

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categorias” à “flexibilidade cognitiva”

Torna-se necessário cultivar a


flexibilidade cognitiva. reestruturar o conhecimento

agilidade em mudar de ângulo de visão

transferir conhecimentos
proposta de Rand
Spiro utilizar as potencialidades dos sistemas
hipermédia para revisitar os mesmos
conteúdos, em diferentes momentos, a partir
de novos contextos, diferentes propósitos e
diferentes pontos de vista

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Ensino da filosofia: do “endurecimento das
categorias” à “flexibilidade cognitiva”
Duas formas de estruturar os conteúdos:
- linearmente:
Fragilidade: ruptura de um dos seus elos.

- em rede:
Fragilidade: sobrecarga / desorientação cognitivas.


Ensino da filosofia: do “endurecimento das
categorias” à “flexibilidade cognitiva”
Uma solução:
centrar a aprendizagem num dado conteúdo
em interacção constante com o exterior.

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Ensino da filosofia: do “endurecimento das
categorias” à “flexibilidade cognitiva”
Pressuposto:
O hipertexto informatizado permite todas as dobragens
imagináveis (dez mil sinais ou apenas cinquenta podem concentrar-se
por trás de uma palavra ou ícone), encaixes complicados e variáveis,
adaptáveis pelo leitor (P. Lévy).

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categorias” à “flexibilidade cognitiva”

A evitar:
o corte com o exterior entropia

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Ensino da filosofia: do “endurecimento das
categorias” à “flexibilidade cognitiva”
Modelo hipermédia – ponto de partida: complexificar,
complexificar revisitando os mesmos conteúdos,
em diferentes momentos, a partir de novos contextos, diferentes propósitos diferentes pontos
de vista (Spiro).
Alguns princípios: alteração do contexto

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Ensino da filosofia: do “endurecimento das
categorias” à “flexibilidade cognitiva”
Modelo hipermédia – ponto de partida: complexificar,
complexificar revisitando os mesmos conteúdos,
em diferentes momentos, a partir de novos contextos, diferentes propósitos diferentes pontos
de vista (Spiro).
Alguns princípios: alteração das interacções

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Ensino da filosofia: do “endurecimento das
categorias” à “flexibilidade cognitiva”
Modelo hipermédia – ponto de partida: complexificar,
complexificar revisitando os mesmos conteúdos,
em diferentes momentos, a partir de novos contextos, diferentes propósitos diferentes pontos
de vista (Spiro).
Alguns princípios: aumento da densidade

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Ensino da filosofia: do “endurecimento das
categorias” à “flexibilidade cognitiva”
Modelo hipermédia – ponto de partida: complexificar,
complexificar revisitando os mesmos conteúdos,
em diferentes momentos, a partir de novos contextos, diferentes propósitos diferentes pontos
de vista (Spiro).
Alguns princípios: diminuição da densidade

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Kkd kdkkd mnxm

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Ensino da filosofia: do “endurecimento das
categorias” à “flexibilidade cognitiva”
Modelo hipermédia – ponto de partida: complexificar,
complexificar revisitando os mesmos conteúdos,
em diferentes momentos, a partir de novos contextos, diferentes propósitos diferentes pontos
de vista (Spiro).
Alguns princípios: conteúdo como objecto moldável

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Ensino da filosofia: do “endurecimento das
categorias” à “flexibilidade cognitiva”

As técnicas de registo e de processamento


das representações possibilitam ou condicionam
determinadas evoluções culturais, deixando uma
larga margem de iniciativa e de interpretação aos
protagonistas da história.

Quanto mais activamente participa na


aquisição de um saber, melhor uma pessoa integra
e retém aquilo que se aprendeu.
Pierre Lévy
Ensino da filosofia: do “endurecimento das
categorias” à “flexibilidade cognitiva”

Ricardo Cabral Pinto

Mestrado em Ciências da Educação


especialização em informática
educacional

Universidade Católica