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Xiii … ! M inha calculadora de CO 2 foi para o espaço … Dizem

Xiii … ! M inha calculadora de CO 2 foi para o espaço …

Dizem por aí que o plantio de árvores “compensa” a emissão de CO 2 da combustão e de outros gases chamados de efeito estufa(GEE).

Esta afirmativa baseia-se em três premissas consideradas “perfeitas” pelo IPCC e seus seguidores, mas, vejamos bem de perto cada uma delas:

1. O CO 2 e outros gases de efeito estufa gerados antropogenicamente são causadores do “aquecimento global” e um desastre para o planeta.

Ora! Por sí só esta premissa desaba, o “aquecimento global” antropogênico (farsa do IPCC) está mais que desacreditado e se ainda tiver dúvidas sobre o assunto, leia o artigo abaixo:

Encontrar CO 2 originário de emissões antropogênicas na at- mosfera é equivalente a encontrar recifes de coral ou banquis- sas de conchas, flutuando em pleno oceano, como icebergs, pois a densidade do CO 2 em relação ao ar, é a mesmíssima do cálcio em relação à água: 1,5.

As emissões de CO 2 mergulham para o nível do solo, onde são reduzidas principalmente pelas bactérias simbióticas, conforme já explicado em trabalhos anteriores.

O CO 2 detectado na atmosfera, provém das reações da “química da troposfera” sobre as moléculas de metano, conforme explica- do em: “CH 4 - CO 2 & Microvida”, e assim mesmo, de passagem para o nível do solo.

Se o CO 2 , com densidade 1,5 não se sustenta na atmosfera, o que podemos dizer dos halocarbonos (CFCs) com densidades em relação ao ar, conforme mostradas abaixo:

CFC

ρ ar

Equiv.

ρ H2O

R22 =

3,0

Bário

3,6

R134a = 3,6

Bário

3,6

R12 =

4,1

Titânio 4,6

R115 =

4,2

Titânio 4,6

R11 =

4,7

Titânio 4,6

Portanto, o CFC na atmosfera, é uma quimera do IPCC e a des- truição da “camada de ozônio” (na altitude de 24.000 m) por e- les, um balão de ensaio lançado no protocolo de kyoto, prepara- tório para esta fraude absurda do aquecimento global.

O N 2 O (óxido nitroso), produto das bactérias de desnitrificação e não do homem, também tem massa molecular igual a 44 (a mesma do CO 2 ), portanto não flutua. Ele também aparece na atmosfera devido à química da troposfera, a partir do NO e das oxidrilas livres, e consequentemente, de passagem.

O metano, causa primordial do CO 2 detectável na atmosfera, pode ser melhor compreendido em seu mecanismo, através do artigo “CH 4 - CO 2 & Microvida”.

2. Todo carbono contido nos vegetais é proveniente do ar atmosférico, através da fotossíntese que o capta e transforma o CO 2 em O 2 , fixando o carbono remanescente ao lenho.

Isto não é verdade! Experimente plantar uma floresta, ou mesmo uma só árvore, em terreno estéril e isento de matéria orgânica, como por exemplo, no Sahara ou qualquer outro deserto.

Nada vingará! As plantas dependem fundamentalmente da matéria orgânica existente no solo. É de lá que elas obtêem praticamente todo o carbono necessário.

Tanto é que em locais assim, diversos vegetais tornaram-se “carnívoros”, para suprir a “cota” de carbono necessária ao seu desenvolvimento.

Paulo F .C. Pereira

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Repare que nestes locais, a atmosfera continua “disponível”, como em todos os outros lugares do planeta, e nem por isto as plantas crescem ou se desenvolvem normalmente.

3. A clorofila é uma fantástica e inigualável “fábrica” de oxigênio, sendo a única responsável por nossa atmosfera “respirável”.

Lêdo engano! Nada mais falso que esta afirmativa.

A clorofila tem na história da vida um papel muito mais

importante que a de um mero gerador de oxigênio, ela é sim, uma insuperável fábrica de carbohidratos, ou seja, alimento básico para toda a macrovida deste planeta. O oxigênio é um réles subproduto de suas atividades.

Para que você entenda o que estou dizendo, precisamos falar um pouco de respiração e fotossíntese.

As plantas respiram! Assim como toda a macrovida, incluindo a espécie humana, durante todo o tempo de sua vida.

Fotossíntese e respiração são processos com reações e objetivos diferentes.

A fotossíntese ocorre nas células clorofiladas, para produzir

compostos orgânicos energéticos.

A respiração ocorre em todas as células vivas. É um processo de

oxidação de compostos orgânicos, que libera energia necessária para a realização de todos os processos metabólicos. Ela ocorre não só nas plantas, mas em toda a macrovida, incessantemen- te, durante toda sua existência.

Pode-se dizer que a fotossíntese é um processo vital na obten- ção de alimentos, não só para a própria planta que a realiza, como para toda a macrovida no planeta Terra.

Direta, ou indiretamente, ela produz, praticamente, alimento para todos os seres vivos.

A fotossíntese realizada pelas plantas é um processo complexo,

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um conjunto de reações bioquímicas, que ocorrem sob luz direta ou difusa, no interior das células vegetais, nos cloroplastos.

A finalidade básica desse processo é produzir alimento, produ-

zindo como subproduto, também oxigênio.

Veja abaixo a representação simplificada da fotossíntese,

6

CO

2

+

6

H O

2

energia lu

min

osa

Clorofila

→

CH O

6

10

15

+

O

2

+

HO

2

que leva, muitas vezes à interpretação de que o gás carbônico (CO 2 ) é transformado em oxigênio (O 2 ). Porém, não é isso o que acontece.

O processo da fotossíntese inicia-se quando a luz incide nas fo-

lhas ou outras partes verdes das plantas e é captada por molé- culas de clorofilas, que funcionam como coletores solares, rece- bendo, transmitindo e concentrando a energia luminosa. Esta energia captada é utilizada para iniciar as reações quími- cas, "quebrando" as moléculas de água (H 2 O), separando os á- tomos de hidrogênio (H) e oxigênio (O), que a compõem.

O oxigênio é liberado para a atmosfera e os átomos de hidrogê-

nio são aproveitados para formar carboidratos ou nova molécula de água.

Metabolicamente falando, respiração e fotossíntese são rea- ções inversas. A matéria prima utilizada para reação da fotossín- tese (os reagentes: CO 2 , H 2 O), são os produtos da reação da respiração.

O inverso também é verdadeiro, ou seja, a fotossíntese armaze- na energia em compostos de carbono e a respiração retira a e- nergia desses compostos.

Se quantificarmos estes processos, teremos:

Respiração:

0,020 . (

C H

6

10

O

15

+ O + H O →

2

2

Citoplasma e mitocôndria

6

CO

2

+

6

H O + Energia

2

Paulo F .C. Pereira

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)

Vejamos a respiração celular:

Considerando-se que:

a- Massa média humana (M mh ) = 50 kg/pessoa; b- O 2 absorvido pelo humano médio = 1 kg/dia; c- O 2 absorvido por 1 kg orgânico = 1/50 = 0,02 kg/dia; d- Massa molecular do CO 2 (M CO2 ) = 44; e- Massa molecular do O 2 (M O2 ) = 32.

Conforme fórmula da respiração celular, mostrada acima, podemos dizer:

Massa de CO 2 emitida pela respiração celular, por quilograma de material viva, por dia, é:

M CO2 (emitida) = 0.02 x (6 x 44 ÷ 32) kg(CO 2 )/(kg(M org. ) x dia)

= 0,165

Consideremos agora a fotossíntese:

0,165 . (6

CO

2

+

6

H O

2

energia lu

min

osa

Clorofila

→

CH O

6

10

15

Considerando=se que:

+

O

2

+

HO

2

)

a-

Massa vegetal fotossintetizadora (M vfs ) = 1 kg;

b-

Massa molecular do CO 2 (M CO2 ) = 44;

c-

Massa molecular do O 2 (M O2 ) = 32;

d-

CO 2 absorvido pelas células de V FS = 0,165 kg(CO 2 )/(kg(M FS ) x dia), Conforme calculado.

Conforme fórmula da fotossíntese celular, mostrada acima, podemos dizer:

Massa de O 2 emitida pela fotossíntese celular, por quilograma de matéria fotossintetizadora viva, por dia, é:

M O2 (emitida) = 0,165 x [32 ÷ (6 x 44)] = kg(O 2 )/(kg(M VFS ) x dia).

0, 02

Até aqui, dá empate, mas, Considerando-se ainda, conservadoramente, que apenas a metade da massa vegetal é

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fotossíntetizadora e que a fotossíntese acontece apenas durante 4 horas por dia, temos:

M O2 (emitida) = 0,02 / 12 = 0,0017

kg(O 2 )/(kg(M veg. ) x dia)

Fazendo um balanço geral entre o O 2 emitido e o absorvido por 1 kg de matéria viva, vegetal, teremos em

média:

0,0017– 0,02 = -0,183 kg(O 2 )/(kg(M Veg. ) x dia)!

Fazendo o mesmo para o CO 2 :

M O2 (emitida) = 0,165 ÷ 12 x 11 = 0,1513

kg(CO 2 )/(kg(M Veg. ) x dia).

Então, as árvores ou qualquer outro vegetal, não “compensam” qualquer “emissão de CO 2 ” ou GEE, mas apenas absorvem um pouco menos de O 2 e contribuem com as emissões “malignas” emitindo também um pouco menos de CO 2 que as outras maté- rias vivas. Que pena!

Não fique triste se sua calculadora de emissão de CO 2 foi para o espaço, pois árvores são boas para o ambiente, dando-

nos sombra, umidade, fertilizando o solo,

CO 2 também é conhecido como “gás da vida”, pois sem ele

nada vivo existiria no planeta.

Lembre-se o

Árvores só não produzem O 2 , mas isto é trabalho para a mi-

crovida, como diz o ditado: “Cada macaco no seu galho”

e isto sem qualquer terrorismo do IPCC!

,

Calcular emissões de carbono à partir de ações comuns, é mui- to trabalhoso, porque cada caso é um caso à parte, e generali- zar gera enorme imprecisão, mas é possível!

Quantificar o total de carbono contido no lenho dos vegetais (árvores) também é altamente trabalhoso, além de duvidoso, pois cada espécie tem uma composição molecular diferente, e mesmo quando se tenta por tipo de vegetação (florestas tropi-

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cais, as savanas, mangues, etc

conclusão definitiva, mas até será possível um dia!

),

ainda assim não existe uma

Agora, “plantar árvores para compensar emissões de car-

bono”, HÁ, HÁ, HÁ, HÁ, HA

, Isto é pura VIGARICE!

PFCP

Paulo F .C. Pereira

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