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Glicemia

Glicemia é a concentração de glicose no sangue ou mais precisamente no plasma. Nosso


corpo transforma alguns dos carboidratos que comemos em glicose e a glicemia é o
nível de glicose presente em nosso sangue. Ou seja, quando comemos muito, nossa
glicemia aumenta, ao passo que quando comemos pouco, a mantemos baixa.

As medições deste parametro são importantes na detecção e prevenção da hiperglicemia


e da hipoglicemia.

Hiperglicemia

Hiperglicemia é o aumento da glicose no sangue. Quando a insulina se torna


insuficiente, a glicose no sangue sobe muito, levando a sintomas de hiperglicemia e,
eventualmente ao coma hiperglicêmico. isto acontece quando o tratamento
medicamentoso (insulina ou antidiabéticos orais) se torna insuficiente para os padrões
de nutrição e atividade física do paciente.
A hiperglicemia e, eventualmente ao coma hiperglicêmico poderão acontecer nas
seguintes situações:

- Quando houver um erro, para menos, na dose de insulina;


- Quando o uso isolado do antidiabético oral (comprimidos) já é ineficaz há algum
tempo;
- Quando o paciente não segue a nutrição adequada e comete abusos alimentares;
- Em situações de estresse físico ou emocional (por exemplo, na ocorrência de gripes e
outras infecções, intervenções cirúrgicas, etc.).
Freqüentemente, a hiperglicemia acentuada e o coma hiperglicêmico são as primeiras
manifestações do início da doença no diabetes tipo 1.
No diabetes tipo 2, por ser de instalação mais lenta e progressiva, o coma
hiperglicêmico geralmente não ocorre como manifestação inicial da doença.
Com a hiperglicemia, o excesso de glicose é eliminado pelos rins, carregando muito
líquido junto. Assim, as principais manifestações da hiperglicemia e do coma
hiperglicêmico são:

• Sede intensa, desidratação;


• Volume urinário excessivo;
• Perda rápida de peso;
• Fraqueza e tonturas;
• Coma hiperglicêmico;
• Respiração acelerada;
• Face avermelhada;
• Dor abdominal;

• Perda de consciência.
• Visão embaçada;
• Infecções repetidas na pele ou mucosas;
• Machucados que demoram a cicatrizar;
• Fadiga (cansaço inexplicável);
• Dores nas pernas por causa da má circulação.
Em alguns casos não há sintomas. Isto ocorre com maior freqüência no diabetes
tipo 2. Neste caso, a pessoa pode passar muitos meses, às vezes anos, para descobrir
a doença. Os sintomas muitas vezes são vagos, como formigamento nas mãos e pés.

OBS: Suas manifestações vão se intensificando até o paciente chegar ao coma.


Se não tratado adequadamente e em tempo, o risco de morte será inevitável.
A prevenção da hiperglicemia e do coma hiperglicêmico pode ser feita através de
um rígido controle de glicemia, principalmente em situações de estresse, de doenças
intercorrentes e de aumento de ingestão alimentar.

Hipoglicemia

Hipoglicemia quer dizer que o nível de açúcar no sangue está abaixo do normal.
A glicose (ou açúcar) é a principal fonte de energia para o corpo humano. Para nosso
cérebro e tecido nervoso o açúcar é a única fonte de energia.
Portanto, a quantidade de açúcar no sangue deve ser mantida dentro de determinados
níveis para assegurar o suprimento de energia para o organismo e bem-estar do
diabético.
O nível de açúcar no sangue é normalmente regulado por um hormônio, a insulina, o
qual é produzido em certas células do pâncreas chamadas células beta. Ele é liberado
em resposta aos estímulos resultantes da ingestão de alimentos.

Quando a glicemia está abaixo de 60 mg%, com grandes variações de pessoa a pessoa,
podem ocorrer sintomas de uma reação hipoglicêmica:

• Sensação de fome aguda;


• Dificuldade para raciocinar;
• Sensação de fraqueza com um cansaço muito grande;
• Sudorese exagerada;
• Tremores finos ou grosseiros de extremidades;
• Bocejamento, sonolência, visão dupla;
• Confusão que pode caminhar para a perda total da consciência, ou seja, coma.

Quando uma pessoa está hipoglicêmico é necessário oferecer-lhe açúcar ou líquidos


com duas colheres de sopa de açúcar em meio copo do líquido. Se ela estiver em coma
ou se recusar a colaborar, coloque um lenço entre as arcadas dentárias e introduza
colheres de café com açúcar entre a bochecha e a gengiva, massageando-a por fora.
Caso seja necessário, aplicar uma injeção de 1 mg de Glucagon subcutâneo, igual à
aplicação de insulina; a consciência retorna aproximadamente em cinco minutos,
permitindo um lanche repositor.

Causas que favorecem o aparecimento da hipoglicemia

* Erro no uso da medicação, principalmente, insulina;


* Atraso em se alimentar;
* Muito exercício sem automonitorização

OBS: Algumas pessoas com diabetes costumam manter suas glicemias mais elevadas
para evitar as hipoglicemias. Porém, a glicemia alta leva, com o correr do tempo, a
complicações degenerativas importantes. Portanto, o melhor é perder o medo das
hipoglicemias, monitorando-se adequadamente a cada suspeita de estar hipoglicêmico.

Diferenças entre hipoglicemia e hiperglicemia

Sintomas Hiperglicemia Hipoglicemia


(alta de açúcar) (baixa de açúcar)
Início Lento Súbito (minutos)

Sede Muita Inalterada

Urina Muita quantidade Inalterada

Fome Muita Muita ou normal

Perda de peso Freqüente Não

Pele Seca Normal ou úmida

Mucosa da Boca Seca Normal

Suores Ausentes Freqüentes e frios

Tremores Ausentes Freqüentes

Fraqueza Presente Sim ou não

Cansaço Presente Presente

Glicose no sangue Superior a 200 mg% 40 a 60 mg% ou menos

háálito cetônico Presente ou ausente Ausente


NÍVEIS SANGÜINEOS DE GLICOSE (GLICEMIA)

Resultado
Classificação
Denominação

Acima de 160mg/dl
Alto
Hiperglicemia

*Entre 60mg/dl e
160mg/dl
Dentro da faiza normal
Normoglicemia

Abaixo de 60mg/dl
Baixo
Hipoglicemia

(*) A qualquer hora


do dia em jejum

Em jejum, Até
126mg/dl
COLESTEROL

Colesterol é um tipo de gordura (lipídeo) que o corpo precisa para crescimento e


regeneração celular, produção de hormônios sexuais e é convertido em ácidos biliares
para ajudar na digestão.
O colesterol do corpo tem duas origens: a produção do seu próprio corpo e o
colesterol proveniente da alimentação. O corpo produz colesterol no fígado e esse
colesterol produzido é capaz de suprir quase toda necessidade do organismo. O restante
necessário é proveniente da dieta. O colesterol está presente em carnes, leites e
derivados, manteiga e gema de ovo e etc. Comer muitos alimentos com colesterol pode
fazer seus níveis de colesterol no corpo subirem, o aumento dos níveis de colesterol
acima de limites desejáveis é conhecido como hiperlipidemia, ou hipercolesterolemia,
ou simplesmente dislipidemia. Frutas, vegetais, e cereais não têm colesterol. No
entanto, alguns alimentos que não contém colesterol podem conter gorduras trans, que
fazem o seu corpo produzir mais colesterol. Alimentos com gorduras saturadas também
fazem o seu corpo produzir mais colesterol.
A maioria das pessoas com colesterol alto não tem qualquer sintoma; no entanto,
os sintomas costumam ser das doenças conseqüentes a ela, níveis altos de colesterol
sangüíneo aumentam muito o risco de o indivíduo apresentar doenças graves, tais como:
a angina pectoris (uma dor no peito de origem cardíaca), o infarto do miocárdio
(ataque cardíaco), o derrame (acidente vascular cerebral), Ataque isquêmico transitório
(Perda temporária (menos de 24 horas) de função cerebral por obstrução temporária da
circulação) e problemas de circulação em outros locais do corpo.
Alguns tipos de hipercolesterolemia levam à alterações físicas específicas:
xantoma (engrossamento de tendões devido ao acúmulo de colesterol), xantelasma
palpebral (manchas amarelas ao redor dos olhos) e arco senil (descoloração branca ao
redor da córnea). Todas essas doenças ocorrem porque o colesterol aumentado no
sangue acaba se depositando nos vasos sangüíneos (artérias) com o passar do tempo, na
forma de gordura, e isso leva finalmente ao entupimento da artéria. Assim, o sangue
não consegue mais circular pelo vaso atingido. A obstrução das artérias pela deposição
de gordura (colesterol) nas suas paredes é conhecida como aterosclerose. O órgão ou
tecido afetado sofre danos graves pela falta de circulação. Se isso ocorrer no coração, o
paciente tem angina ou um infarto; se ocorrer no cérebro, a pessoa tem um derrame; e
assim por diante.

As gorduras circulam no sangue na forma de partículas esféricas, compostas por


algumas proteínas na superfície e contendo lipídios (gorduras) no seu interior. Essas
partículas são chamadas lipoproteínas.
Existem vários tipos de lipoproteínas. As mais importantes são:

a) LDL (low-density lipoprotein, ou lipoproteína de baixa densidade) - Também é


chamada de “mau colesterol”, pois vários estudos grandes mostraram que os níveis
aumentados de LDL estão fortemente associados com o risco de doença cardiovascular.
Transportam o colesterol do fígado e do intestino para os tecidos periféricos. O
colesterol ligado às partículas de HDL pode ser medido por exames de laboratório, e é
chamado de LDL-colesterol.
b) HDL (high-density lipoprotein, ou lipoproteína de alta densidade) - É conhecida
como “bom colesterol”, pois, ao contrário da LDL, quanto maiores os níveis de HDL no
sangue de uma pessoa, menores são suas chances de desenvolver doenças
cardiovasculares. Também transportam colesterol, mas no sentido inverso do LDL:
retiram a gordura dos tecidos periféricos e dos vasos e a transportam para o fígado, onde
vai ser metabolizada. O colesterol ligado às partículas de HDL pode ser dosado em
laboratório, e é chamado HDL-colesterol.

Colesterol LDL Classificação

Menor que 100 Ideal

100 - 129 Quase Ideal

130 - 159 Um pouco elevado

160 - 189 Alto

190 ou acima Muito alto

HDL Colesterol Classificação

Ideal; ajuda a reduzir os riscos


60 ou acima
de doenças do coração.

Menor que 40 em homens e Baixo; considerado um fator de


menor que 50 em mulheres risco par doenças do coração.

Colesterol Total Classificação

Menor que 200 Ideal


200 - 239 Um pouco elevado

240 ou acima Alto

OBS: Os níveis de colesterol considerados adequados para determinada pessoa vão


depender das características desse indivíduo.

TRIGLICERÌDEOS

Triglicérides, ou triglicerídeos, são um tipo de gordura, composto por uma molécula de


glicerol e três moléculas de ácidos graxos, que circula na corrente sangüínea e é
armazenada no tecido adiposo do corpo. Os triglicérides são a principal forma de
estocagem de energia dos animais, que os acumulam no tecido adiposo na forma de
gordura.
O nível alto de triglicerídeos está associado a um aumento no risco de doenças do
coração, especialmente quando está associado a colesterol alto e outros fatores de risco.
Diferentemente do que muitas pessoas pensam, não é só uma dieta com excesso de
gordura que causa um aumento no nível de triglicerídeos. O excesso de carboidratos
(especialmente açúcares) e calorias em geral faz a concentração de triglicerídeos no
corpo aumentar.
Um nível elevado de triglicerídeos pode ser conseqüência de outras desordens, como
diabetes não controlada, por exemplo. O nível de triglicerídeos, assim como o nível de
colesterol, pode ser detectado em um exame de sangue. Este deve ser feito em jejum.
Além de aumentar os riscos de doenças do coração, níveis muito altos de triglicerídeos
podem causar pancreatite e hepatoesplenomegalia (aumento de fígado e baço) e
depósitos de gordura na pele chamados xantomas.

Níveis de Triglicerídeos:

Normal Menor que 150 mg/dL

Um pouco elevado 150 a 199 mg/dL

Alto 200 a 499 mg/dL


Muito alto 500 mg/dL ou maior

Quando o nível alto de triglicerídeos não é causado por uma outra desordem, ele
geralmente é visto em conjunto com o tratamento para diminuição dos níveis de
colesterol.

Os triglicerídeos têm um papel primário na formação de aterosclerose em se tratando de


hipertrigliceridemia (11).

A hipertrigliceridemia é o distúrbio lipídico de mais fácil controle, pois os níveis de


triglicérides podem ser satisfatoriamente controlados por mudanças nos hábitos de vida,
dieta equilibrada, aumento da atividade física e restrição ao álcool.

Amigo, triglicerídeos altos não causam sintomas e esse é o principal perigo. Eles vão se
depositando nas paredes dos vasos e artérias e aos poucos diminuindo seu calibre,
provocando hipertensão arterial com perigo de infarto do miocárdio. Pode também
provocar impotência sexual, pois com o entupimento dos vasos, o sangue não consegue
chegar ao pênis em quantidade suficiente para uma ereção satisfatória