MARCHA MUNDIAL PELA

PAZ E A NÃO-VIOLÊNCIA
AÇÕES EDUCATIVAS
SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA APLICAR NAS ESCOLAS
MARCHA MUNDIAL PELA PAZ E A NÃO-VIOLÊNCIA
AÇÕES EDUCATIVAS
Contribuições de:
Textos: Juan José Pescio - Angela Touro Vallejos
Daniel Robaldo - Matilde Dominguez-Susana Grilo. Glorifica Barboza
Yenny Merino-María Eugenia Montemurro (tipeo)-Angel Crego (desenho)
Patricia Nagy (Textos e Recopilação)
Junho 2009
MARCHA MUNDIAL PELA PAZ E A NÃO-VIOLÊNCIA
AÇÕES EDUCATIVAS
ÍNDICE

1) Introdução................................................................................................2
Marcha Mundial pela paz e a Não Violência
O que podemos fazer desde a Educação?
Propostas para um “projeto conjunto 2009-2010” (curto e médio prazo)
2) Critérios Metodológicos............................................................................5
A Metodologia da Não Violência: Desnaturalização da violência
ocultacotidiana.
Contato com as aspirações profundas como motor de uma
mudança permanente.
Ações de mudança no âmbito pessoal, institucional e social.
3) Nos Colocamos em “Marcha”: Sugestão de atividades para aplicar na
escola Propostas Didáticas gerais: Sentido. Propósitos. Ações
Institucionais. Ações gerais por Área.....................................................7
Educação Inicial.................................................................................................28
Ensino Fundamental..........................................................................................35
Colegial............................................................................................................. 48
Educação para Adultos......................................................................................55
Famílias Não Violentas......................................................................................65
1)
INTRODUÇÃO

MARCHA
MUNDIAL
PELA
PAZ
E
A
NÃO
VIOLÊNCIA(*)

A
 Marcha
 Mundial 
 começará
 na
 Nova
 Zelândia
 o
 2
 de
 outubro
 de
 2009,
 dia
 do

aniversário
 do
 nascimento
 de
 Gandhi,
 e
 declarado
 pelas 
 Nações 
 Unidas,
 dia

Internacional 
da
Não‐Violência.
Finalizará
na
Cordilheira
dos 
Andes,
em
Punta
de
Vacas

aos
pés 
do
Monte
Aconcágua
o
2
 de
janeiro
de
2010.
 Durante
esses
90
 dias,
 passará

por
 mais 
de
90
 países 
e
100
 cidades 
nos 
cinco
conQnentes.
 Cobrirá
uma
distância
de

160.000
 km
por
 terra.
 Alguns 
trechos 
serão
percorridos 
por
mar
 e
por
 ar.
 Passará
por

todos 
os
 climas 
e
estações,
 do
verão
 tórrido
 de
 zonas 
tropicais 
e
 do
 deserto,
 até
 o

inverno
 siberiano.
 As 
etapas 
mais
 longas 
serão
 a
americana
 e
 a
asiáQca,
 ambas
 de

quase
 um
 mês.
 Uma
 equipe
 de
 apoio
 permanente
 de
 cem
 pessoas
 de
 disQntas

nacionalidades
fará
o
percurso
completo.

Para
denunciar
 a
perigosa
situação
mundial 
que
está
nos 
levando
para
as
guerras
com

armamento
nuclear,
um
beco
sem
saída,
e
a
maior
catástrofe
humana
da
história.
 Para

dar
 voz
à
maioria
dos
cidadãos 
do
mundo
que
não
estão
a
favor
 das
guerras 
nem
 da

carreira
armamenQsta.

Todos 
 nós
 sofremos 
as
 conseqüências 
da
 manipulação
 de
 uns
 poucos,
 porque
 não

damos
um
sinal 
de
unidade.
É
hora
para
que
cada
um
mostre
sua
postura,
seu
rechaço.

Para
 da
 mesma
 maneira
 que
 está
 acontecendo
 com
 a
 ecologia,
 possamos 
 criar

consciência
global 
da
necessidade
de
uma
verdadeira
Paz,
 e
de
repúdio
para 
todo
Qpo

de
 violência,
 e
 a
 parQr
 disso
 ,
 avançar
 na
 construção
 da
 Sociedade
solidária
 e
 não

violenta
em
que
todos
aspiramos
viver.

A
 Marcha
 Mundial 
 iniciará
 grandes 
 processos 
 de
 mudança
 cultural 
 ao
 criar
 uma

consciência
 coleQva
 sobre
 a
 urgência
 do
 desaparecimento
 das
 armas
 nucleares;
 a

redução
 progressiva
e
 proporcional 
de
armamento;
 a
assinatura
de
 tratados 
de
 não

agressão
entre
países;
 a
renúncia
dos
governos
de
uQlizar
 as 
guerras 
como
meio
para

resolver
conflitos,
e
o
reQro
imediato
de
tropas
que
ocupam
territórios
alheios.

Além
 disso,
 vai 
 pôr
 em
 evidência
 múlQplas
 formas 
de
 violência
 (econômica,
 racial,

sexual,
 religiosa,
 etc.)
escondidas 
ou
disfarçadas
pelos 
que
as
provocam,
e
de
uma
vez

vai
proporcionar
para
quem
às
sofre,
de
um
canal
para
fazer‐se
escutar.

O
QUE
PODEMOS
FAZER
DESDE
A
EDUCAÇÃO?

Acreditamos 
que
a
educação
é
um
dos 
âmbitos
mais
sensíveis 
da
sociedade,
e
por
sua

influência
sobre
 grandes
conjuntos 
humanos,
 não
 pode
permanecer
 neutro
 perante

este
 mundo
 violento
 que
 está
 por
 explodir.
 É
 necessário
 que
 apóie
 esta
 proposta

desmascarando
 as
diferentes 
formas 
de
 violência,
 e
 que
eduque
as
 novas
 gerações

para
ser
 construtoras 
de
uma
nação
 humana
universal,
 não
 violenta
e
solidária.
 Isto

não
será
possível
só
com
declarações.
(*)
Fonte:
Material
elaborado
no
1º
Encontro
Internacional 
de
Educação
Humanizadora.
Punta

de
Vacas.
Mendoza.
Maio
de
2009

A
 educação
pode
contribuir
 solidamente
à
mudança,
 se
cada
insQtuição
se
converter

em
 um
 âmbito
 permanente
 onde
 se
formem
 os
 construtores 
desta
nova
 sociedade

não–violenta,
 seres
 solidários
 dignos
 de
 ser
 desQnatários
 do
 melhor
 conhecimento

acumulado
pela
humanidade.
Não
 é
 bom
 que
o
 conhecimento
 se
converta
em
 uma
arma
nas 
mãos
de
indivíduos

egoístas 
e
 ambiciosos.
 Também
 não
 é
 conveniente
 que
 fique
 em
 mãos 
de
pessoas

orientadas
por
um
individualismo
possessivo,
capazes 
de
gerar
e/ou
apoiar
 guerras 
de

saque
que
não
consideram
as
necessidade
e
a
dor
de
outros.

Os
sistemas
educaQvos
de
todo
 o
mundo
deveriam
 somar
 seus 
esforços
e
contribuir

para
consolidar
esta
direção
de
paz
e
a
não
violência,
para
que
não
fiquem
só
no
plano

das
boas
idéias
e
se
incorporem
como
hábitos
de
vida.

É
 necessário
 para
isto
 que
reorientem
suas
estruturas
legais,
 de
gestão
insQtucional,

pedagógicas
e
curriculares
em
uma
direção
humanizadora.

É
 urgente
 que
 ajudem
 as 
 novas
 gerações
 a
 sair
 da
 armadilha
 hipnóQca
 do

individualismo
possessivo
como
projeto
de
vida.

Esse
 “senQdo
possessivo
 de
 vida”
 que
 propõe
 a
cultura
hegemônica
como
 caminho

para
a
felicidade,
é
a
raiz
da
cobiça
que
desencadeou
a
crise
econômica
atual.

É
 evidente
 que
 com
 as 
ações
 isoladas
 e
 pontuais 
que
 vamos 
realizando
 (por
 certo

muito
 interessantes),
 chegamos 
a
 ter
 um
 determinado
 alcance.
 Hoje
 a
 urgência
 da

situação
 mundial 
e
 o
desenvolvimento
 obQdo
 graças
a
nossos 
intentos,
 permite‐nos

pensar
 em
 dar
 um
 passo
 mais 
à
frente
e
nos
unir
 com
 todas 
as
forças
à
setores 
que

estão
atuando
nessa
direção
para
uma
ação
à
outra
escala.

Acreditamos 
 que
 é
 necessário
 avançar
 um
 degrau
 mais
 na
 formalização
 de
 uma

“Frente
Mundial
por
uma
educação
Humanizadora”.

Para
isso
poderíamos
acelerar
 a
construção
destes 
dois
 pilares
que
há
tempo
vamos

concreQzando
entre
todos.

Vale
 dizer:
 por
 uma
 parte
 os 
 lineamentos
 gerais
 para
 uma
 proposta
 educaRva,

regulável 
a
 cada
 contexto
 cultural,
 válida
 para
todos
 os
 níveis
 e
 todos
 os
 sistemas

educaQvos 
formais
que
facilite
as
adequações
que
se
requeiram
em
 cada
conQnente,

país,
modalidade
e
nível.

Por
 outra
 parte
 para
 concreQzar
 essa
 mudança,
 é
 necessária
 a
 expansão
 da
 Rede

Internacional
 de
 Voluntários
 existente,
 integrada
 por
 educadores,
 estudantes,

legisladores,
políQcos,
sindicalistas,
intelectuais,
jornalistas,
organizações
da
sociedade

civil,
 organismos 
oficiais,
 etc.,
 que
desde
seus
diferentes
lugares 
e
convergentemente

atuam
nessa
direção.

Para
 isso
 seria 
 necessário
 fortalecer
 os
 vínculos 
 existentes
 e
 ampliá‐los
 aos 
 novos

integrantes
do
projeto.

Confiamos
 que
 as
 mudanças 
permanentes
 na
 educação
 podem
 ajudar
 a
 consolidar

essa
nova
consciência
não
violenta
e
solidária
que
propõe
a
Marcha
Mundial.

A
 ação
 imediata
 que
 estamos
 começando
 a
 desenvolver
 é
 a
 construção
 deste

Documento
 de
 Ações
 EducaRvas
 em
 relação
 à
 Marcha
 Mundial
 pela
 Paz
 e
 a
 Não

Violência,
com
propostas
para
todos
os
níveis.

PROPOSTAS
PARA
UM
“PROJETO
CONJUNTO
2009‐2010"
A
Curto
Prazo

Realizar
 marchas 
 e
 atos 
públicos
 em
 todas
 as 
 cidades 
 e
 para
 todas
 as 
 pessoas
 do

mundo,
para
que
crianças 
e
jovens
estudantes,
possam
se
expressar
 em
conjunto
pela

paz
e
a
não
violência.

Propor
 a
 orientação
 das 
 matérias
 e
 áreas 
 de
 conhecimento
 para
 relacionar
 os

conteúdos
com
os 
objeQvos
da
MM.
 Por
 ex.
 no
Cs 
Sociais,
 a
realização
 de
pesquisa
a

cargo
 dos
alunos 
em
 seu
bairro
 sobre
o
 nível 
de
conhecimento
dos 
vizinhos
sobre
 o

armamenQsmo,
 suas
 causas
 e
 conseqüências.
 As 
 crianças
 e
 jovens 
 invesQgam
 na

internet
 e
bibliotecas,
 falam
 com
 especialistas
 e
constroem
 carQlhas
 de
 capacitação

para
a 
comunidade.
As
crianças 
e
jovens 
informam
 às
famílias 
e
difundem
 através
de

rádios,
TVs
e
periódicos
locais,
etc.

Elaboram
 Power
 Point,
 vídeos,
 programas
 de
 rádio,
 páginas 
 Web,
 bloogs,
 graffiQs,

vídeos 
debates,
 feiras 
de
ciências,
 etc,
 para
formar‐se
 e
formar
 a
comunidade
 como

agentes
 compromeQdos
 com
 a
 não‐violência
 e
 a
 paz.
 Cs.
 Naturais
 e
 Sociais,
 fazer

conhecer
 o
 efeito
 devastador
 do
 armamenQsmo
 contra
 o
 meio
 ambiente
 natural.

Educação
Física
para
a
difusão
organizará
maratonas,
jogos
esporQvos,
acampamentos,

jogos
cooperaQvos 
e
criaQvos
na
escola
e
nos
bairros,
 ArQstas
organizarão
amostras,

fesQvais,
colocará
todas
as
linguagens
expressivas
a
serviço
da
difusão
dos
objeQvos.

Médio
Prazo:
Uma
nova
gestão

Esta
nova
escola
é
um
âmbito
 parQcipaQvo
real,
 onde
através
da
escuta
e
do
diálogo

circula
o
afeto
pelo
outro
e
pelo
se
próprio,
transmite‐se
o
conhecimento
como
meio

para
melhorar
 a
vida
das 
pessoas
ao
aplicá‐lo
em
ações 
solidárias,
onde
prima
o
lúdico

e
 cooperaQvo
 como
 marco
 da
 ação
 educaQva,
 des‐
 naturalizando
 a
 violência

econômica,
 racial,
 religiosa,
 psicológica,
 verbal,
 de
gênero,
 a
 discriminação
 por
 raça,

cultura,
aspecto
psico,
etc.

Onde
se
verifica
que
o
oposto
à
violência
é
reconhecer
 nossas
aspirações
profundas
de

viver
 em
um
mundo
sem
violência,
solidário,
e
que
é
necessário
trabalhar
em
conjunto

para
construí‐lo.

Onde
a
 “qualidade
educaQva”
 está
vinculada
a 
uma
 direção
 humanizadora
 e
 não
 é

aceitável
uma
educação
sem
compromisso
éQco
nessa
direção.

Impulsionando
uma
Rede
a
nível
comunitário.

EnfaQzando
um
 Projeto
EducaQvo
 InsQtucional 
que
tenha
como
 objeQvo
 converter
 a

escola
num
espaço
não
violento
e
solidário.

2)
CRITÉRIOS
METODOLÓGICOS(*)
A
 METODOLOGIA
 DA
 NÃO‐VIOLÊNCIA:
 DESNATURALIZAÇÂO
 DA
 VIOLÊNCIA
 OCULTA

COTIDIANA.
 CONTATO
 COM
 AS
 ASPIRAÇÕES
 PROFUNDAS
 COMO
 MOTOR
 DE
 UMA

MUDANÇA
 PERMANENTE.
 AÇÕES
 DE
 MUDANÇA
 NO
 ÂMBITO
 PESSOAL,
 INS‐
TITUCIONAL
E
SOCIAL.

A
 Metodologia
 da
 Não
 Violência
 AQva
 consiste
 em
 atender
 ao
 posiQvo,
 fazer
 que

cresça,
 e
 relacioná‐lo
 com
 todo
 o
 posiQvo
 dentro
 de
 âmbitos
 coerentes.
 Definimos

como
“posiQvo”
tudo
aquilo
que
contribua
para
a
construção
de
uma 
Comunidade,
 de

uma
Organização
e
de
um
Projeto
de
Vida
Solidário.

Para
conseguir
incorporar
 esta
metodologia,
é
necessário
subsQtuir
 em
nós
mesmos 
o

hábito
 violento
 de
“atender
 exclusivamente
ao
 negaQvo
 e
tratar
 de
 eliminá‐lo”.
 Este

hábito
mental
é
outra
das 
causas 
profundas
que
está
na
raiz
desta
Cultura
Violenta
e

que
potencializa
a
capacidade
destruQva
que
tem
o
“individualismo
possessivo”.
Estas

causas
 são
 a
 raiz
 de
 os
 impulsos 
 que
 desde
 o
 interior
 de
 nossa
 própria
 mente,

destroem
os
vínculos
emocionais
genuínos
para
uma
convivência
solidária.

A
 Proposta
 sugere
 não
 se
 apoiar
 no
 temor
 e
 no
 ódio,
 como
 motores 
 do

comportamento
 para
 produzir
 as
 mudanças.
 Estes
 senQmentos
 negaQvos 
 se

retroalimentam
 e
 se
fazem
 permanentes,
 quando
 ao
 analisar
 as
 situações,
 focamos

unicamente
 as
 ameaças
 e
 as
 carências.
 A
 metodologia
 da
 não
 violência
 leva
 a
 se

mobilizar
para
a
ação
da
paz
e
o
entusiasmo
ao
atender
as
aspirações
profundas
de
um

mundo
mais
justo
e
solidário.
Aplicada
ao
mundo
interno,
tenta
destacar
 no
presente,

no
passado
e
no
futuro,
as
fortalezas
e
as
oportunidades,
fazendo
que
elas
cresçam.

Não
dizemos
com
isto
que
se
tem
que
ignorar
as 
debilidades 
e
ameaças,
nem
deixar
de

atuar
para
superá‐las.
O
que
queremos
dizer
é
que
a
cultura 
em
que
estamos
imersos,

aplica
uma
desproporcionada
energia
para
atender
as
possíveis 
ameaças
externas
e
as

debilidades
 próprias.
 Além
 disso,
 faz
 um
 uso
 constante
 da
 violência
 para
 conseguir

suas 
 metas 
 possessivas
 (basta
 observar
 as 
 forças 
 seco‐sociais 
 que
 impulsionam
 a

loucura
 das
 guerras).
 E,
 esses
 mesmos 
 mecanismos
 possessivos 
 e
 violentos 
 são

aplicados
 nas
 pessoas,
 nas
 organizações
 e
 nos
 países 
 em
 diferentes
 escala 
 de

intensidade.
 É
 conveniente
 escutar
 as
 conversações
 coQdianas 
e
 olhar
 os 
meios
 de

difusão
 para
 apreciar
 a
 exagerada
 ênfase
 no
 catastrófico
 e
 na
 violência.
 Este
 clima

negaQvo,
 derivado
 do
 enfoque
 mencionado,
 invade‐nos 
 conQnuamente.
 Há
 um

determinado
hábito
coleQvo
orientado
a
criQcar
e
a
antecipar
desastres.

Pretendemos
 nesta
 proposta,
 equilibrar
 esse
 olhar
 e
enfaQzar
 o
 enfoque
posiQvo.
 A

proposta
é
para
que
nos 
centremos
naquilo
que
queremos 
construir,
 para
nós
e
para

outros.
Daí
surge
a
energia
do
entusiasmo
e
se
potencializam
os
comportamentos
de

cooperação
que
possibilitam
as
mudanças
não
violentas.

Porque
é
"aRva"
esta
metodologia?

É
 conveniente
 esclarecer
 que
 quando
 dizemos 
 “não
 violência
 aQva”,
 estamos

enfaQzando
 o
 caráter
 transformador
 da
 realidade
 externa
 e
 interna
 que
 tem
 esta

metodologia.
Aqui
“AQvidade”
é
sinônimo
de
“Construção
de
âmbitos
posiQvos”.

(*)Fonte:
JJ
Pescio
Patricia
Nagy.
“Para
uma
Cultura
Solidária
e
Não
Violenta”
Buenos
Aires
Ed

Moebius
2007
www.consejosnoviolencia.org
A
 “não
violência
aQva”,
não
consiste
somente
em
não
exercer
 a
violência
ou
em
opor

uma
resistência
 passiva
 à
violência
 de
 outros,
 por
 mais 
valiosas 
que
resultem
 estas

ações
 nestes
 momentos.
 A
 “aQvidade”
 transformadora
 e
 construQva
 que
 diferencia

esta
 Metodologia
 do
 mero
 pacifismo
 nasce
 de
 um
 forte
 impulso
 interior
 de

humanização
da
sociedade,
as
insQtuições
e
o
próprio
mundo
interno.

Este
impulso
leva
a
tentar
 com
ênfase,
a
“construção
de
novos
espaços
e
tempos
não

violentos
no
interior
da
sociedade,
das
insQtuições
e
de
nós
mesmos”.

Como
podemos
obter
esta
construção?

•
 O
 primeiro
passo
proposto
 é
desnaturalizar
 o
enfoque
negaQvo
e
violento
que
está

instalado
 na
 cultura,
 e
 como
 um
 hábito
 de
 nossa
 mente,
 reconhecendo
 as

conseqüências
nocivas
que
isto
tem.

•
O
 segundo
passo
é
uQlizar
uma
nova
estratégia
posiQva
de
mudança,
 e
ir
por
rodeio

sorteando
 as 
resistências,
 no
 processo
de
construir
 uma
comunidade
solidária
e
 não

violenta.

•
 O
 terceiro
 é
 concreQzar
 os
 passos 
 desta
 construção
 de
 âmbitos
 não
 violentos,

atendendo
 ao
 posiQvo
 e
 relacionando‐o
 com
 todo
 o
 posiQvo
 dentro
 desses
 novos

âmbitos.

Síntese

O
verdadeiramente
oposto
a
um
comportamento
violento
não
é
a
simples
ausência
de

violência,
 mas
 um
 comportamento
 aQvo,
 capaz
 de
 construir
 uma
 comunidade

solidária,
integrada
por
insQtuições
e

indivíduos
com
projetos
de
vida
solidários.

A
construção
que
propõe
o
Projeto
está
a
serviço
da
eliminação
da
dor
e
do
sofrimento

em
todo
o
ser
humano
a
través
da
Metodologia
da
não‐violência
aQva.

Por
 todo
o
 anterior,
 pode‐se
 dizer
 que
esta
Metodologia
de
 ação,
 é
 a
estratégia
 de

mudança
e
o
instrumento
mais
coerente
para
concreQzar
qualquer
 “visão
do
mundo”,

que
ponha
o
 ser
 humano
 como
valor
 central 
e
a
uma
comunidade
 solidária
como
 o

âmbito
mas
adequado
para
seu
desenvolvimento.

Glossário:

O
 “posiQvo”
 é
 definido
 como
 tudo
 o
 que
 constrói 
 uma
 comunidade
 solidária,
 e
 o

“negaQvo”
é
tudo
o
que
a
destrói.

O
“enfoque
violento
da
mudança”
é
um
hábito
mental 
que
consiste
em
atender
 quase

exclusivamente
às
carências
e
 aos 
obstáculos
e
 tratar
 de
eliminá‐los,
 geralmente
no

marco
de
projetos
individualistas
possessivos.

O
 “enfoque
não
violento
aQvo”,
 é
uma
aQvidade
mental 
intencional,
 que
consiste
em

atender
ao
posiQvo
e
fazê‐lo
crescer,
dentro
de
um
projeto
solidário.

Em
relação
ao
negaQvo,
é
tratar
 de
avançar
por
 rodeio,
 procurando
integrá‐lo
através

da
 escuta
e
 do
 diálogo,
 em
 um
 projeto
 maior
 que
 inclua
os 
interesses
 de
 todas
as

partes
 em
 conflito.
 O
 objeQvo
 deste
 projeto
 maior
 é
 uma
 comunidade
 humana

solidária.

3)
ATIVIDADES
PARA
APLICAR
NA
ESCOLA.






















PROPOSTAS
DIDÁTICAS
GERAIS
SENTIDO(*)

A
 Educação
para
a
Paz
se
faz
 cada
vez
mais
necessária
já
que
valores
predominantes

em
 nossa
 sociedade
 atual,
 tais
 como
 a
 violência
 e
 a
 compeQQvidade,
 vão
 se

assentando
 na
educação.
 Por
 isso,
 devemos
colocar
 como
 objeQvo
 primário
 que
 os

alunos
valorem
a
importância
da
PAZ
em
todos
seus
aspectos.

Educar
para
a
PAZ,
ensinar
a
PAZ...
viver
em
PAZ.

ObjeQvos:

Que
os
alunos
tomem
consciência:

• De
 que
 os 
 conflitos
 são
 inerentes
 à
 vida,
 mas
 que
 podem
 ser
 resolvidos

posiQvamente
ou
negaQvamente.

• Das
situações
de
conflitos
sociais,
refleQndo
sobre
elas
de
forma
críQca

Que
os
alunos
desenvolvam
aQtudes
como
a
solidariedade,
a
tolerância,
 o
respeito,
a

liberdade,
a
segurança,
a
jusQça
e
a
igualdade.

PROPÓSITOS*

A
 realização
 de
 oficinas 
 com
 freqüência
 quinzenal 
 ou
 mensal,
 onde
 se
 aplique

ferramentas
de
não
violência
aQva,
têm
os
seguintes
propósitos:

• Desnaturalização
da
violência.

• Contato
com
as
melhores
aspirações
dos
seres
humanos.

• Construção
 de
 um
 mundo
 solidário
 e
 não
 violento.
 Trabalho
 em
 equipe
 se

baseando
nas
melhores
aspirações
de
todos
os
atores
insQtucionais.

• Pesquisa
nas
disQntas 
áreas 
do
currículum
insQtucional 
do
melhor
da
cultura

humana
que
favoreça
a
paz
e
a
solidariedade.

• Formação
 de
 assembléias 
 onde
 com
 a
 parQcipação
 de
 representantes
 dos

disQntos
 atores
 insQtucionais,
 estabeleçam
 modos
 de
 parQcipação
 e

comunicação,
 para
 projetar
 exposições,
 eventos 
 jornadas,
 maratonas,
 etc.,

para
a
difusão
da
Marcha
Mundial
pela
paz.

*Fonte:
Proposta
de
trabalho
da
Fundação
Davinci.
www.davincifundacion.com.ar
Aderir
a
valores
que
ajudem
a
essa
instalação:

solidariedade,
não‐discriminação,
não‐violência

Instalar
em
todos
os
seres
humanos
a
consciência
da

necessidade
da
PAZ
tanto
pessoal
como
social.
• Fortalecimento
 do
 compromisso
 das
 famílias,
 docentes
 e
 alunos
 para
 a

construção
de
uma
cultura
de
paz.

• Promoção
 da
 parQcipação
 aQva
 da
 comunidade,
 a
 parQr
 da
 elaboração
 de

instrumentos
de
difusão

• Celebração
de
uma
Jornada
pela
paz.

AÇÕES
INSTITUCIONAIS

ParQcipar
desde
cada
país,
desde
cada
insQtuição
ou
comunidade
educaQva,
de

diversas
maneiras,
na
MARCHA
MUNDIAL
PELA
PAZ
E
A
NÃO‐VIOLÊNCIA:

“Aderimos
à
MARCHA
MUNDIAL
PELA
PAZ
E
A

NÃO‐VIOLÊNCIA”:

Porque
estou
de
acordo
com:
• o
desarmamento
nuclear
a
nível
mundial,

• o
reQro
imediato
de
as
tropas
invasoras
de
os
territórios
ocupados,

• a
redução
progressiva
e
proporcional
do
armamento
convencional,

• a
assina
de
tratados
de
não
agressão
entre
países,
e

• a
renúncia
de
os
governos
a
uQlizar
as
guerras
como
médio
para
resolver
conflitos.
E
além
disso,
porque
rechaço
toda
forma
de
violência.
Quero
parRcipar
de:
(optaRvo)

• coleta
de
adesões

• desenvolver
uma
iniciaQva
ou
projeto

• colaborar
na
difusão
(enviar
e‐mails,
fazer
chamadas,
blogs,
etc.)

• parQcipar
de
um
seminário
sobre
a
Não‐violência

• contatar
jornalistas
e
associações.

• parQcipar
de
eventos

• receber
informação

• outro


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ATIVIDADES
Trabalhar
conceitos
associados
com:
Classificar
e
consolidar
conceitos
como:

• O
que
é
PAZ.
Como
alcançá‐la.
Quais
valores
contribuem
para
alcançá‐la.

• O
que
é
violência.
Tipos.
Como
funciona
a
NÃO
VIOLÊNCIA
ATIVA.

• O
que
é
a
MARCHA
MUNDIAL
pela
PAZ
Qual
é
o
senQdo.
Qual
é
o
percurso:

• Aproximar‐se
de
maneira
interdisciplinar
 de
cada
 lugar
 a
parQr
 de
 sua
 geografia,

história
e
cultura.

Trabalhar
os
valores:

Realizando
 oficinas 
(“A
 NÃO
 VIOLÊNCIA”,
 “AS
 VIRTUDES”,
 
 “AUTOCONHECIMENTO”)

para
fomentar
 o
 contato
 de
cada
 um
 consigo
 mesmo
 e
 consolidar
 a
capacidade
 de

resposta
não
violenta.
Com
 brincadeiras 
e
dinâmicas 
variadas
 para
desenvolver
 a
aQtude
 lúdica
e
 criar
 um

clima
de
alegria
e
alto
astral.

Gestão
parRcipaRva

(*)

A
 mudança
 na
 gestão
 insQtucional 
 para
 uma
 escola
 parQcipaQva
 e
 democráQca 
 é

condição

básica
para
poder
realizar
ações
na
sala
de
aula.


Criar
 situações
 insQtucionais
 de
 diálogo
 e
 parQcipação
 na
 tomada
 de
 decisões

comparQlhadas 
através 
da
construção
de
espaços
e
tempos 
não
violentos:
Assembléias

Solidárias
(Conselhos
Permanentes
pela
Não
Violência),
mesas
de
diálogo
Dia
2
de
outubro,
dia
mundial
da
paz
e
da
não
violência
Celebração
de
uma
jornada

escolar
pela
paz
(**)

A
 celebração
 de
 uma
Jornada
Escolar
 pela
 Paz
 implica
uma
demonstração
 práQca
e

coerente
das
convicções
que
a
comunidade
educaQva
Qver
sobre
a
paz:
professores,

(*)

 Ver
 o
 Projeto
 de
 Formação
 dos
 CONSELHOS
 PERMANENTES
 PELA
 NÃO
 VIOLÊNCIA
 ATIVA

(CPNVA)
na
página
www.consejosnoviolencia.org

(**)


Atividade
selecionada
de:
“Comportamentos
não
violentos”
Propostas
interdisciplinares
para

construir
a
paz.
Cartilha
3.
Narcea
Ediciones.
1996
PAZ GUERRA
Liberdade, direitos humanos, democracia,
justiça, segurança, solidariedade,
irmandade, equilíbrio, alegria, coerência,
sossegar, experiências positivas,
ações válidas, não violência, ajuda, diálogo,
favores, assistência, integração, coesão
Injustiça, racismo, política armamentista,
violência, apartheid, agressividade,luta,
escravidão, dominação agravos, separação,
intolerância,insultos, falsidade,destruição,
armas,exploradores, vencidos, exclusão,
solidão, abandono, angústia,desassossego,
vítimas…
alunos,
 pais 
e
mães.
 Para
realizá‐la
é
imprescindível 
uma
colaboração
harmoniosa
de

todos 
 os
 departamentos
 do
 Centro,
 a
 parQr
 de
 objeQvos 
 muito
 claros 
 e
 uma

organização
que
permita
a
parQcipação
de
todos
os
alunos
em
diversas
aQvidades.


Fazemos
 aqui 
algumas
 propostas
 que
 poderão
 ser
 adaptadas 
ou
 reinventadas
 pelos

professores
para
seus
próprios
contextos.
Operação:
“Nosso
Lema”

Objetivos

• Aprender
a
expressar
as
idéias
de
uma
maneira
caQvante
para
poder
atrair
a

atenção
dos
demais,
combinando
expressão
plástica
com
linguagem
escrita.


• Experimentar
atitudes
solidárias
e
cooperativas
no
trabalho
em
grupo

• Possibilitar
o
diálogo

• Saber
fazer
uma
exposição
oral
breve

Desenvolvimento

São
 duas
 fases:
 a
 primeira
 é
 para
 a 
 criação
 e
 seleção
 do
 lema
 da
 celebração
 e
 a

segunda
para
uma
brincadeira...

a) Criando
nosso
lema

1. O
 professor
 apresenta
aos
 alunos/a
 seguinte
 situação:
 no
 fim
 deste
século,

quando
 tudo
 é
 difundido
 por
 meio
 de
 campanhas
 publicitárias 
adequadas,

temos
de
criar
uma
publicidade
para
a
paz....

Cada
 aluno/a,
 individualmente,
 criará
 seu
 próprio
 lema,
 com
 uma
 frase
 ou

frases,
 desenho
alusivo
 ou
ambas
as 
coisas,
 sem
passar
 do
tamanho
 de
uma

folha.


2. Os
trabalhos 
serão
expostos
em
um
 lugar
 visível 
da
sala
de
aula
para
que
se

escolha,
por
meio
de
votação,
qual
deles
será
o
lema
da
turma.

3. Todos 
 os
 alunos/as
 vão
 fazer
 um
 adesivo,
 chapa,
 broche
 etc.
 com
 o
 lema

escolhido,
num
tamanho
adequado
para
que
possa
ser
usado
na
lapela,
etc.
e

inclusive
para
distribuí‐lo
entre
outros
membros
da
comunidade
escolar.

4. Todos 
os 
lemas
 produzidos
 são
 compilados
 para
serem
 usados
 na
segunda

fase.


b) Brincadeira
da
meia
frase.


1. O
professor/a
contará
com
uma
lista
de
todo
os
lemas
ordenados
para
facilitar

o
trabalho.
 
Àqueles 
que
foram
selecionados
pelos
alunos/as
na
fase
anterior

juntam‐se
outros 
extraídos 
personagens
entidades,
etc.
 sempre
relacionado
à

paz.

2. Em
 cartões 
de
 cartolina
 se
 escreve
 a
metade
 de
 cada
 um
 dos
 lemas 
 e
 se

distribuem
aos
alunos/as.

3. Serão
dadas 
instruções 
para
que
cada
um
busque
o
companheiro/a
que
tenha

a
conQnuação
ou
o
princípio
de
sua
meia
frase.


4. O
 professor/a
solicitará
que
 cada
 
 
 dupla
 escreva 
a
frase
(lema)
 na
lousa
e

explique
para
os
demais
companheiros
o
que
significa
para
eles.


5. O
 professor/a
 iniciará
 um
 diálogo
 aberto
 sobre
 o
 que
 for
 sendo
 exposto.

Possibilitará
 a
 criação
 de
 novas
 frases
 relacionadas
 com
 a
 paz;
 jusQça,

solidariedade.
Amor,
cooperação,
ajuda,
etc.

Material

Frases
suficientes
para
o
número
de
alunos/as.
Cartolina
colorida
evitando
que
as
duas

metades
de
uma
frase
tenham
a
mesma
cor.

Apresentamos,
a
seguir,
uma
seleção
de

frases
que
podem
ser
utilizadas:

• Dialogar
não
é
só
escutar
o
outro/
e
sim
respeitar
sua
postura

• O
altruísmo
leva
em
si
/
certa
dose
de
renúncia.

• O
triunfo
pessoal
não
pode
se
basear
/
no
fracasso
do
outro
• A
solidariedade
é
/
incompatível
com
o
egoísmo.


• A
paz
é
a
grande
construção
da
humanidade
na
que
todos 
/
temos
que
colocar

o
nosso
tijolinho
• Se
o
ódio
engendra
violência
/
o
amor
e
o
respeito
engendram
a
paz

Tenhamos
a
terra
em
paz!

A
 segunda
parte
 dessa
jornada
está
 pensada
 como
 uma
 atividade
 lúdica
 na
 que
 os

alunos/as
devem
superar
as
seguintes
provas:

• Sempre
há
alguém
para
ajudar.


• Uma
cadeira
a
menos,
uma
mão
a
mais.


• O
lixo
invade
a
terra!
• Sim,
existe
direito!
Essas
 provas 
 estão
 baseadas 
 na
 habilidade,
 jogos
 de
 papel,
 uma
 dose
 mínima
 de

engenho
 e
 forma
 física
 e,
 sobretudo,
 senso
 de
humor
 e
 vontade
 de
 se
 divertir
 para

atingir
a
uma
meta
comum.

Objetivo

Trabalhar
 em
 grupo,
 em
 harmonia,
 de
forma
solidária
e
 democráQca,
 sendo
 todo
 o

resto
um
pretexto
para
consegui‐lo
Desenvolvimento

A
preparação
prévia
das
provas
requer
 a
colaboração
da
equipe
de
professores/as
para

sua
 organização
 mesmo
 que,
 posteriormente,
 os
 alunos/as 
 possam
 ajudar
 na

montagem,
 sendo
 preferível 
que
não
 saibam
 o
 que
 vai 
ser
 feito,
 para
 que
 seja
uma

surpresa.


1. O
lugar
ideal 
para
a
celebração
é
o
páQo,
e
por
isso
temos
que
escolher
um
dia

de
sol.


2. Os
 alunos/as
 têm
 que
 realizar
 um
 total 
 de
 cinco
 provas
 para
 cumprir
 sua

missão:
 portanto,
 marcaremos 
cinco
zonas 
diferenciadas
no
páQo
onde
serão

colocados 
 o
 nome
 e
 o
 material 
 necessário
 para
 a
 prova.
 
 Além
 disso,
 é

necessário
marcar
três
zonas;
uma,
para
a
chamada
“prova
de
repesca”,
outra

será
 o
 ponto
 de
 encontro
 para 
 que
 cada
 grupo
 vá
 colocando
 os
 cartões

obQdos
 em
 cada
 prova.
 
 E
 claro
 a
 terceira
 será 
 o
 espaço
 onde,
 no
 fim,

formarão
o
símbolo
da
paz.
 
Deve
ser
 um
esquema
fácil 
de
entender
para
que

cada
grupo
saiba
de
antemão
onde
deve
se
situar.


3. É
 conveniente
 que
 haja
 o
 mesmo
 número
 de
 grupo
 de
 alunos/as
 que
 de

provas,
para

que
aconteçam
de
modo
simultâneo
e
sempre
haja
alguém
em
cada
um.


4. À
 frente
 de
 cada
 prova
 haverá
 um
 professor/a 
 com
 um
 envelope
 com
 as

normas
e
os
cartões
a
serem
entregues
a
cada
aluno/a
ao
ganhá‐la.


5. Cada
 grupo
 conhecerá
 de
 antemão:
 as
 informações
 gerais,
 o
 esquema
 das

provas,
 o
lugar
 que
ocupará
no
símbolo
da
paz,
 bem
 como
a
ordem
em
 que

deverá
realizar
cada
prova
exemplo:


 
 
 Grupo
1:
Ordem
em
que
realizará
as
provas:
A‐B‐C‐D‐E.


 
 
 Grupo
2:
Ordem
em
que
realizará
as
provas:
B‐C‐D‐E‐A‐
Etc.

6. Cada
professor/a
explicará
a
aQvidade
a
seu
grupo
de
alunos/as
insisQndo
no

caráter
não
compeQQvo
das
provas.

7. Cada
grupo
escolherá
um
aluno/a
porta‐voz
 e
outro
como
 secretário/a
para

todas
as
provas.
Como
“Normas
Básicas”,
recordaremos
as
seguintes:

• O/a
 porta‐voz
 e
 o
 secretário/a
 do
 grupo
 será
 respeitado
 por
 seus

companheiros/as.
 Haverá
silêncio
quando
forem
 lidas 
as
instruções
para

cada
prova.


• Não
 se
deve
correr
 em
hipótese
alguma.
 
 Sim,
pode
andar
 rápido
para

mudar
de
atividade.


• Se
um
grupo
chegar
ao
lugar
da
prova
quando
ainda
esQver
ocupado
por

outro
grupo
terá
que
esperar
na
zona
pré‐determinada
para
tal.


• O
grupo
permanecerá
sempre
unido
no
desenvolvimento
da
prova
como

na
mudança

• É
muito
importante
a
pontualidade.


• No
começo,
todo
o
grupo
deverá
estar
em
sua
prova
correspondente.
• O
portavoz
lerá
as 
instruções
da
prova
e
esta
será
realizada
respeitando

o
tempo
previsto
para
a
mesma.


• Diante
da
possibilidade
de
que
algum
grupo
não
consiga
nenhum
cartão,

ao
 finalizar
 todas
 suas 
provas
 deverá
se
 dirigir
 ao
 espaço
 F
 (prova
 de

repesca)
onde
terá
a
oportunidade
de
recuperar.

Ao
finalizar
 as 
provas 
todos 
os 
grupos
se
reunirão
no
 páQo
(ponto
 H)
 para
realizar
 o

desenho
da
paz,
de
mãos
dadas
e
cantando
uma
canção
de
paz.

Material

A
seguir
indicamos
o
material 
para
fotocopias 
necessário
para
a
realização
das
provas.

O
mesmo
inclui

• Folha
de
informação
prévia
que
todos
os
grupos 
recebem
 antes 
de
iniciar
 as

provas.


• Folha
com
 esquema
das
provas
e
 ordem
 de
realização
 (esta
será
escrita
no

espaço
em
branco
reservado
seguindo
as 
instruções 
do
professor/a).
Também

haverá
a
indicação
do
lugar
que
o
grupo
ocupará
no
símbolo
da
paz.

• Folha
de
instruções
da
prova
A.

• Duplas
de
mensagem
para
distribuir
na
prova
A

• Cartão
que
se
obtém
ao
finalizar
a 
prova
A
para 
colar
no
lugar
correspondente

a
seu
grupo
no
ponto
G
• Folha
de
instruções
da
prova
B
e
seu
cartão.

• Folha
de
instruções
da
prova
C
e
seu
cartão.

• Folha
de
instruções
da
prova
D
e
seu
cartão.

• Folha
de
instruções
da
prova
E.

• Lista
de
Direitos 
Humanos
que
podem
ser
uQlizados
no
parágrafo
a)
da
prova
E

e
cartão
da
prova
E.

• Folha
de
instruções
da
prova
F.

Por
último
apresentamos
uma
lista
do
material
acessório
para
a
realização
das
provas:

• Uma
 quanQdade
 de
 cadeiras 
igual 
 ao
 número
 de
 alunos/as
 que
 compõem

cada
grupo
(prova
B)

• CD
 com
 alguma
 música
 fácil 
 de
 lembrar,
 ou
 algum
 instrumento
 como
 o

pandeiro,
a
flauta,
etc.
(prova
B)

• Um
banco
sueco
(prova
C).

• Quatro
recipientes 
(cubo
 
 ou
cesto):
 
Papel,
 papelão,
sacolas,
 latas 
e
garrafas

espalhadas
“estrategicamente”
pelo
pátio
(prova
D)

• Várias
mesas,
papel
contínuo,
pinceis,
tintas
coloridas
(prova
E).

INFORMAÇÕES
PRÉVIAS

A
 terra
está
seriamente
danificada.
 
 Sim!
Ao
longo
dos
séculos
a
danificamos

com
 egoísmo,
 
 incompreensão,
 intolerância,
 exQnção
 de
espécies 
animais 
e

vegetais,
devastação,
fome,
guerras.
E
hoje,
a
Terra
decidiu
nos
dar
um
ultimato:

“Se
 vós,
 que
 sois
 o
 futuro,
 não
 sois 
 capazes 
de
 resolver
 bem
 essas
 provas

simples
me
condenareis,
sem
remédio,
à
destruição
e
portanto
desaparecerão

também
os
seres
humanos”

Lembrem‐se!

Têm
em
suas
mãos
uma
importante
missão
para
a
humanidade
ÂNIMO!

E
agora,
prestem
atenção
às
instruções 
que
permitirá
chegar
 bem
ao
fim
dessa

tarefa:

• Ao
 finalizar
 cada
 prova,
 receberão
 um
 cartão.
 Quando
 tiverem
 os

cartões
de
todas
as 
provas 
se
dirigirão
ao
Setor
G
(Ver
esquema)
onde

colarão
no
lugar
correspondente
ao
seu
grupo.

• Se
 faltou
 concluir
 alguma
prova,
 podem
 recuperar
 o
 cartão
 no
 Setor

F(Ver
esquema),
uma
vez
realizadas
todas
as
provas.

• Como
tarefa
final 
devem
ir
 ao
Setor
 
 H
(Ver
esquema),
 onde
ocuparão

um
lugar
formando,
junto
com
todos,
o
símbolo
da
Paz
como
indicado

na
figura
para
cantar
uma
música
de
Paz.
ESQUEMA
B
A
F
C
G
D
E
PÁTIO
A
ORDEM
PARA
A
REALIZAÇÃO
DAS
PROVAS
É
A

SEGUINTE‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐
Duplas
de
mensagens
para
distribuir
aos
alunos
Você
é
pai
de
uma
família
numerosa
e
tem
um

filho
 deficiente.
 Por
 causa
 do
 horário
 do

trabalho
 não
 pode
 cuidar
 de
 maneira

adequada
dos
filhos
Você
está
agoniado.
 
Precisa
de
alguém
para

ajudá‐lo
Você
é
uma
pessoa
que
trabalha
nos
Serviços

Sociais
 do
 município;
 no
 tempo
 livre
 ajuda,

como
voluntário,
as
famílias

numerosas
 com
 problemas
 de
 cuidados

pessoais
Procure
uma
família
para
poder
ajudar
e

informe‐se
sobre
a
situação.

Entre
num

acordo
para
prestar
seus
serviços
PROVA
A:
SEMPRE
HÁ
ALGUÉM
PARA
AJUDAR


INSTRUÇÕES
Ouvimos
 todos 
os 
dias
 a
palavra:
 Solidariedade
e,
 no
 entanto,
 parece
 algo

distante
 e
não
 entendemos
totalmente
seu
significado.
 
 Será
que
é
 porque

não
praQcamos
com
freqüência?

Nesta
 aQvidade
 vocês 
 têm
 a
 possibilidade
 de
 conhecer
 os
 problemas
 dos

outros
e
 aprender
 como
 existem
 pessoas
que
encontram
 um
 tempinho
em

sua
vida
para
interessar‐se
pelos

demais.

Distribuiremos
 algumas
mensagens
escritas
 e
terão
 que
 identificá‐las
 com
 a

personagem
descrita.


A
parQr
desse
momento
têm
quinze
minutos
para
encontrar
outra
pessoa
que

possa
ajudar
ou
para
ajudar
O
 objeQvo
 principal 
 desta
 prova
 é
 conversar
 com
 os 
 demais
 senQndo

realmente
a
personagem
apresentada
BOA
SORTE!
AJUDAR
OS
DEMAIS
É
UMA
TAREFA
GRATIFICANTE!
Você
é
uma
pessoa
doente
num
hospital.

Não
tem
família
nem
amigos.

Você
está
triste

e
 entediado/a.
 Você
 sabe
que
ainda
 existem

pessoas
no
 mundo
 que
 se
dedicam
 a
 ajudar

em
casos
como
o
seu.

Procure
alguém!
Existem
pessoas
que
se
dedicam
a

visitar
pessoas
doentes
que
estão
sozinhos/as

nos
 hospitais.
 Fazem
 companhia
 a
 essas

pessoas
 e
 abrandam,
 
 com
 seu
 apoio,
 a

tristeza
da
doença.
Você
 é
 afortunado/a
 porque
 é
 uma
 dessas

pessoas.
 Procure
 alguém
que
possa
ajudar
 e

comece
a
conversar
com
essa
pessoa
Você
acabou
 de
 sofrer
um
 acidente
de
 carro.

Você
 está
 ferido
 e
 muito
 nervoso
 numa

estrada
afastada
por
onde
não
passam
carros.

Você
 sabe
 que
 existem
organizações,
 como
 a

Cruz
 Vermelha,
que
têm
voluntários
que,
sem

outros
interesses,
ajudam
aos
demais.

Procure
um
 desses
voluntários.
 
 Ele
ou
 ela
o

ajudará.
Você
é
um
voluntário/a

da
Cruz
 Vermelha
em

serviço.
Você
sabe
que
 há
uma
pessoa
ferida

em
 um
 acidente
 de
 trânsito.
 
 
 Você
 tem

experiência
 nesse
 Qpo
 de
 caso
 porque
 faz

dois
 anos
 que
 está
 ajudando
 aos
 demais.

Encontre
a
pessoa
e
a
acalme.
Você
 é
 um
 idoso
 viúvo
e
a
sua
família
não
o

visita
regularmente.
 
Você
está
muito
triste
e

não
 sabe
o
 que
fazer.
 
 Alguém
 conta
 que
há

Associações
com
pessoas
dispostas
a
visitar
e

fazer
 companhia
 a
 pessoas
 como
 você.

Procure
alguém
que
o
ajude.
Você
 é
 uma
 pessoa
 desempregada
 há
 muito

tempo.
Você
 está
 desorientado/a,
 não
 sabe
 onde

buscar
 
emprego.
 
 Já
tentou
de
tudo.
 
Busca

ajuda,
 porém
 não
 encontra.
 ConQnue

buscando;
ainda
existem
pessoas
solidárias
na

sua
cidade.
Você
está
aposentado/a
e
gosta
de
ajudar
aos

demais.
 
 Por
 esse
 moQvo
 você
 faz
 parte
 de

uma
 associação
 cujo
 objeQvo
 é
 fazer

companhia
a
pessoas
idosas
sozinhas.


Procure
 alguém
 que
 esteja
 nessa
 situação
 e

converse
com
sobre
seus
problemas
No
 seu
 tempo
 livre
 e
 junto
 com
 outras

pessoas
 voluntários/as
 
 
 como
 você,
 se

dedicam,
através
de
uma
Associação,
a
buscar

emprego
 a
 pessoas
 desempregadas.
 
 Com

certeza
encontrará
alguém
que
o
necessita.


Procure‐o;
 dialoguem
 juntos
 sobre
 como

solucionar
o
problema.
Você
 é
 um
 emigrante.
 As
 pessoas
 parecem

que
o
olham
“por
cima
do
ombro”.


Você
está

deslocado/a
 da
 sociedade.
 Você
 trabalha

demais
e
tem
poucos
amigos.

Na
verdade
não

leva
uma
 vida
cômoda.
 No
 entanto,
 não
 são

todos
 no
 seu
 bairro
 que
 tratam
 mal
 os

imigrantes.
 
 Com
 certeza
 você
 
 encontrará

pessoas
que
ouçam
o
seu
problema
e
ajudem

você
a
ser
feliz.
Procure
alguém.
Você
sabe
 que
trabalhar
num
país
que
 não
 é

o
 seu
 implica
uma
 carga
pesada.
 
 Você
 vê
 a

sua
volta
como
há
pessoas
que
tratam
mal
os

imigrantes.
 
 
Como
você
se
sente
chamado/a

a
 
 
 fazer
 algo
 a
 respeito,
 colaborar
 numa

“Associação
de
ajuda
ao
Imigrante”.

Encontre

uma
 dessas
 pessoas
 e
 dialogue
 sobre
 seus

problemas.
Droga:
 NÃO!
 Você
 sabia
 porém
 não
 soube

dizer
a
tempo
 e
agora
se
encontra
num
 beco

escuro
e
sem
saída.
 Você
se
pergunta:
 o
que

fazer?
Será
que
alguém
poderá
me
ajudar?
Com
certeza
você
encontrará
alguém

para
ajudá‐lo
Apesar
 dos
 estudos,
 você
 ainda
 tem
 tempo

livre
 para
 dedicar‐se,
 por
 meio
 de
 uma

associação,
à
luta
contra
as
drogas.

Você
sabe

que
 é
 cada
 vez
 maior
 o
 número
 de

adolescentes
que
têm
 esse
tipo
de
problema.

Com
 certeza
 o
 seu
 conselho
 ajudará
 a

encontrar
outros
objetivos
na
vida
O
 único
 delito
 que
 você
 cometeu
 foi
 ter

nascido
 em
 um
 país
 pobre
 e
 sem
 recursos,

onde

 as
crianças
morrem
de
fome
e
miséria.

Você
 é
 uma
 delas;
 ainda
 está
 vivo,
 porém

muito
 fraco.
 Você
 acha
 que
 alguém
 poderá

ajudá‐lo?

Com
certeza
sim.
Cansado

de

ver

a
miséria
que
existe

em

alguns
 países
 do
 mundo,
 você
 quer
 ajudar

pessoas
necessitadas.
Para
isso
você
se
muda

para
 um
 desses
 países
 e
 tenta
 estabelecer

relação
com
uma
família.

Você
leva
alimentos

e
cuida
das
crianças
da
família.
A
 guerra
 é
 uma
 das
 piores
 pragas
 da

Humanidade.
 Você
não
 foi
eleito,
 porém
vive

atualmente
 em
 uma
 cidade
 destruída
 e

devastada.
 A
 chegada
 de
 alimentos
 é

fundamental.
 Não
 está
 só:
 há
 voluntários/as

em
missão
humanitária.
Está
realmente
preocupado
com
a
violência
e

as
 guerras.
 Como
 contribuição
 à
 paz
 no

mundo
 está
 em
 missão
 humanitária
 numa

cidade
 atormentada
 pela
 guerra.
 
 Além
 de

distribuir
 
 alimentos
 
 vai 
a
 estabelecer
 uma

amizade
com
alguma
pessoa
ou
família.
Os
 recursos
 naturais
 são
 cada
 vez
 mais

escassos.
A
aQvidade
depredadora
do
homem

supera
 o
 que
 a
 Natureza
 nos
 pode

proporcionar.
 A
 fábrica
 do
 povoado
 em
 que

vive
está
descargando
resíduos
tóxicos
no
rio.

Você
 já
não
 pode
 se
banhar
 como
antes.
 Há

Associações
interessadas
 em
 melhorar
 e
não

deteriorar
o
meio
ambiente.
Fale
com
alguma

delas
sobre
suas
inquietudes
nesse
sentido.
Não
 se
 trata
 de
 falar;
 é
 hora
 de
 atura,
 ao

menos
é
o
 que
você
pensa.
 
A
 Natureza
está

em
 perigo
 e
cada
um
podemos
 contribuir
 de

alguma
 forma
 para
 melhorá‐la.
 
 Isso
 o

incenQva
 a
 se
 unir
 a
 uma
 Associação

ecologista
que
luta
por
 esses
ideais.
 
 Procure

pessoas
 interessadas
 nesses
 temas.
 Localize

“atentados”
contra
a
natureza
Você
cometeu
um
erro
na
vida.

Agora
está
na

prisão.
 Está
 totalmente
 arrependido/a
 e

realiza
 trabalhos
 na
 oficina
 do
 centro

penitenciário.

Falta
pouco
tempo
para
sair
e,

no
entanto,
está
triste;

não
encontra
senQdo

à
sociedade.
 O
 que
não
sabe
é
que
alguém
o

pode
ajudar.
Encontre
essa
pessoa.
Uma
vez
 você
 teve
problemas
e
se
 envolveu

com
 o
 mundo
 da
 delinqüência.
 Agora
 esse

tempo
 já
passou
 e
 você
se
 dedica
 a
 orientar

as
 pessoas
 que
 vivem
 nesse
 trance.
 
 Você

decide
 procurar
 uma
 dessas
 pessoas
 e
 falar

com
ele
ou
elas.
Um
acidente
de
trânsito
o
deixou
inválido/a
e

muitos
 que
 diziam
 ser
 seus
 amigos,
 o

abandonaram.
 
 Você
 luta
 para
 ser
 feliz,

porém
tem
muitos
momentos
ruins.
Será
que

alguém
entende
a
sua
situação?
Você
sabe
que
os
cegos
e
as
pessoas
com

problemas
 psicos
 são
 mais
 sensíveis
 que
 os

demais.

 Entendem
o
mundo
de
outra
forma:

são
 mais
 carinhosos
 e
 quando
 ficam
 amigos

de
 alguém,
 desenvolvem
 uma
 amizade

verdadeira.
 Isso
 o
 faz
 entender
 sua
 postura

diante
da
vida
como
 um
 con{nuo
esforço
ao

que
 você
 quer
 contribuir.
 Fale
 com
 uma

dessas
pessoas
e
troquem
experiências
CARTÃO
AO
FINALIZAR
A
PROVA
A

PARABENS!

MESMO
QUE
À
NOSSA
VOLTA
APAREÇAM

MILHARES
DE
PROBLEMAS
SOCIAIS
DIFÍCIL
DE
SEREM


SOLUCIONADOS,
SEMPRE
PODERÁ

CONTAR
COM
A
AJUDA
DE
PESSOAS
OU

INSTITUIÇÕES
DEDICADAS
A
ESSE
FIM
QUE
NÃO
O

DEIXARÃO
SÓ.

PROVA
B:
UMA
CADEIRA
A
MENOS,
UMA
MÃO
A
MAIS

INSTRUÇÕES
O
objeQvo
dessa
prova
consiste
em
reconhecer
que
cada
um,
em
sua
medida,

tem
alguma
coisa
a
oferecer
para
solucionar
os
problemas
do
mundo,
sem

ignorar
ninguém.

Então,
todos
juntos
poderemos
cooperar
para
a
solução
dos

conflitos.


Tendo
como
base
a
conhecida
“Danças
das
cadeiras”,
em
que
ao
ritmo
da

música
vai
se
eliminando
cadeiras
e
parQcipantes,
esta
brincadeira
segue
o

mesmo
princípio,
porém
com
uma
grande
diferença:
as
cadeiras
são

eliminadas,
porém
os
participantes
não.


Então,
ao
ritmo
da
música
devem
se
mover
ao
redor
das
cadeiras;
e
sentar

quando
a
música
parar,
porém
terão
que
fazer
lugar
para
o
companheiro/a
que

sobrar.


Vai
assim
até
quando
sobrar
só
UMA
cadeira!!
na
que
todos
devem
se

sustentar
(de
pé,
segurando
uns
aos
outros,
etc).
uma
vez
em
cima
cantarão

uma
música.

Vocês
cinco
minutos
para
isso.

CARTÃO
AO
FINALIZAR
A
PROVA
B
PARABENS!

MUITAS
VEZES
BASTA
QUE
TODOS
PARTICIPEM


E
A
AJUDA
MÚTUA
PARA
ATINGIR
AS
METAS
QUE,



















À
PRIMEIRA
VISTA,
PARECEM
IMPOSSÍVEIS.



PROVA
C:
A
PONTE
DA
CORTESIA

INSTRUÇÕES
A
chave
dessa
prova
está
na
correta
uQlização
dos
“hábitos
sociais”.
O
sucesso

ao
pedir
ou
oferecer
ajuda
se
consegue
através
do
diálogo
e
nunca
com
a

imposição
da
nossa
vontade
sobre
os
demais.

Dividir‐se
em
duas
fileiras
que
representam
as
duas
margens
de
um
rio.

O

professor/a
ficará
no
meio
sobre
a
“ponte”.
Para
passar
de
uma
margem
para
a

outra
tem
que
atravessar
por
onde
está
o
professor/a.

•


Reciclar
todo
o
que
puder:
vidro,
latas,
papel
e
plástico.

E
para
começar...
a
nossa
volta,
o
mais
próximo:
o
pátio!

Para
solucionar
esta
prova
devem
recolher
lixo
reciclável
em
número
não

inferior
a

......
CARTÃO
AO
FINALIZAR
A
PROVA
C
PARABENS!

VOCÊ
NÃO
CAIU
NA
ÁGUA!

COM
EDUCAÇÃO
E
BONS
MODOS
SE
CONSEGUEM

MAIS
COISAS
DO
QUE
COM
MAUS
MODOS
E
VOCÊ
CONTRIBUI
PARA
CONSTRUIR
UM
MUNDO
MAIS
FELIZ

PROVA
D:
O
LIXO
INVADE
A
TERRA!

INSTRUÇÕES
A
quantidade
de
lixo
que
produzimos
aumenta
a
cada
ano.

Os
lixões
crescem

ao
redor
das
cidades.

Estamos
ficando
sem
lugar
para
tanto
desperdício
e
sem

recursos
para
os
bens
que
esbanjamos.

O
que
vocês
podem
fazer?

•


Evite
o
excesso
de
embalagens.

•


Reutilizar
os
produtos
em
vez
jogá‐los
fora:
isso
economiza
recursos
e
energia

•


Reciclar
todo
o
que
puder:
vidro,
latas,
papel
e
plástico.

E
para
começar…a
nossa
volta
o
mais
próximo:
o
pátio!

Para
solucionar
esta
prova
devem
recolher
lixo
reciclável
em
número
não

inferior
a
vinte,
durante
cinco
minutos,
com
a
condição
de
que
haja
resíduos

de
quatro
Qpos:
vidro,
latas,
papel
e
plástico,
que
devem
depositar
em
suas

respectivas
caixas.

CARTÃO
AO
FINALIZAR
A
PROVA
D
PARABENS!

ESTÁ
SALVANDO
A
TERRA
PORQUE
A
DEFESA
DA
NATUREZA
E
O
MEIO

AMBIENTE
É
TAREFA
DE
TODOS.
A
TERRA
NÃO
NOS
PERTENCE;
NÓS

PERTENCEMOS
À
TERRA.
QUALQUER
COISA
QUE
FIZERMOS
A
ELA,

ESTAMOS
FAZENDO
A
NÓS
MESMOS
PROVA
E:
SIM,
HÁ
DIREITOS!

INSTRUÇÕES
Pensamos
que
a
liberdade,
a
justiça
e
a
paz
no
mundo
têm
por
base
o

reconhecimento
da
dignidade
e
a
igualdade
de
direitos
de
todos
os
que

formamos
a
família
humana.
As
atividades
que
vamos
realizar
agora
são
as
seguintes:

a)
Literária.

Escrever
com
todo
o
grupo
em
uma
Qra
grande
de
papel,

uma
composição
relativa
a
um
dos

direitos
humanos,
concretizando
o

título:

Cada
aluno/a
escreverá
uma
frase
levando
em
conta
o
que
escreveu
o

companheiro/a
anterior.
b)
Plástica.
Realizar
um
mural,
plasmando
“artisticamente”
a
palma
da

mão,
molhada
na
tinta
que
há
em
diversos
recipientes.
(As
cores
da
tinta

representam
as
cores
das

várias
raças
humanas).
Os
desenhos
de
(feitos
previamente
em
papel

contínuo)
simulando
suas
asas.
“as
palmas
da
mão”
serão
recortadas
e

coladas
por
um
extremo
na
silhueta
de
uma
pomba
da
paz
LISTA
DE
DIREITOS
HUMANOS

Todos
temos
direito
ao
descanso
Todos
temos
direito
ao
trabalho.


Todos
temos
direito
a
parQcipar
da
organização
do
nosso
grupo

Todos
temos
direito
à
liberdade
de
religião.

Todos
direito
a
viver
em
igualdade.


Todos
temos
à
vida

Todos
temos
direito
à
educação.

CARTÃO
AO
FINALIZAR
A
PROVA
E
PARABENS!

O
RESPEITO
AOS
DIREITOS
HUMANOS
É
O
PRIMEIRO
PASSO
PARA
A

TOLERÂNCIA
E
COMPREENSÃO
NECESSÁRIAS
PARA
EVITAR


OS
CONFLITOS
QUE
ASSOLAM
NOSSO
MUNDO

PROVA
F:
A
REPESCAGEM

INSTRUÇÕES
Na
vida
cotidiana
quase
sempre
temos
uma
segunda
chance
para
resolver

situações
ou
conflitos.
No
nosso
jogo,
essa
segunda
oportunidade
deve
servir

para
corrigir
os
erros
cometidos
nas
provas
anteriores.

Todos
os
componentes
do
grupo
devem
cantar
em
uníssono
uma
música

que
todos
conheçam.

Não
tem
importância
se
não
se
lembram
da
letra
com

exaQdão,
simplesmente
têm
que
cantar
com
uma
sílaba
(que
pode
ser
“la”)
a

melodia
da
música
que
escolham
juntos.
Têm
três
minutos
para
escolher
e
um

minuto
para
interpretar.
Ânimo!
Ainda
está
nas
suas
mãos
evitar
o
conflito
que
ameaça
a
sobrevivência

do
nosso
Planeta.
AÇÕES
GERAIS
POR
ÁREA

(*)

CIÊNCIAS
SOCIAIS

• Estudo
de
referências
mundiais
da
não
violência,
paz
e
solidariedade.

• Visitas
e
intercâmbios
com
outras
instituições
educativas
para
difundir
o
tema.

• Marchas
locais
na
própria
escola,
na
praça
do
bairro,
etc.

• Atividades
de
solidariedade
e
ajuda
no
meio
social
da
escola.


• Difusão
nos
meios
de
comunicação.

• Contatos
com
instituições
e/ou
pessoas
destacadas
(da
política,
do
governo,
da

ciência,
das
artes.

• Estudo
dos
tratados
de
paz
e
não‐
agressão
assinados
por
vários
países.

• Culturas
dos
países
por
onde
passa
a
marcha
mundial.

• Geografia
clima
economia
história
dos
países
por
onde
passa
a
marcha
mundial.

• Antecedentes
de
ações
pela
paz.


• Estudo
dos
prêmios
Nobel
da
paz.

• Pesquisa
histórica
das
guerras
e
suas
conseqüências.


• Elaboração
de
instrumentos
de
difusão
da
pesquisa.


• Pesquisas
nos
bairros
sobre
o
armamentismo
e
suas
conseqüências.


MATEMÁTICA

• Estatísticas,
gráficos
que
representem
as
conseqüências,
sócio‐econômicas
das

políticas
bélicas
de
das
políticas
não
violentas.

• Elaboração
de
pesquisas,
tabulação
de
dados.

• Elaboração
de
instrumentos
de
difusão
da
pesquisa.

EDUCAÇÃO
FÍSICA

• Jogos
cooperaQvos
não
violentos.


• Cuidado
do
próprio
corpo
e
do
dos
outros.


• Atividades
ao
ar
livre
para
desenvolver
a
empatia
com
a
natureza
reflexão
sobre

atividades
que
poderia
ser
realizada
em
tempo
de
conflitos
bélicos.


• Prendas
para
o
fesQval,
marcha,
maratonas
pela
Paz,
“Barrileteadas”
em
família,

etc.
.

INGLÊS

• Tradução
de
expressões
artísticas
sobre
a
paz.

• Estudo
da
cultura
de
países
por
onde
transita
a
marcha.

• Biografias
de
pessoas
que
contribui
para
a
paz
e
e
daqueles
que
contribuíram
para
a

violência.

• Tradução
de
textos,
filmes,
músicas
etc.,
cujas
temáticas
revalorizem
o
tratamento

humano,
em
paz
e
sem
violência.


• Elaboração
de
instrumentos
de
difusão
da
pesquisa.

(*)

Fonte:
Material

elaborado
pela
Profa.
Susana
Grillo
como
contribuição
à
Marcha
Mundial
ARTÍSTICA

• Escutar
música.

• Produção
conjunta
de
vídeos
sobre
as
várias
formas
de
violência.


• Organização
de
Cinema
debate
aberto
à
comunidade.

• Obras
plásQcas
esculturas.

• Confecção
de
cartazes,
desenhos
alusivos,
maquetes,
fotografias,
outros.


• Produção
de
cartazes
e
murais
sobre
a
Paz
e
a
Não
violência.


• Formação
de
bandas
musicais
escolares.

• E
toda
expressão
artística
que
promova
uma
cultura
de
paz.

• Representações
teatrais
e
dramatizações.

• Exposição
de
escritos,
pintura,
artesanatos.

• Busca
de
textos
(notícias,
narrações,
descrições,
argumentações,
simples

pensamentos
(positivos
ou
mobilizadores).

CIÊNCIAS
NATURAIS

• Estudo
da
contaminação
e
alteração
da
biodiversidade
produzida
pelas
guerras
e

pela

violência.

• Alterações
físicas,
psicológicas
e
sociais
produto
das
guerras
e
da
violência.

• A
partir
do
estudo
dessas
condutas,
proposta
de
ações
de
mudança
para
preservar
a

vida.

• Estudo
de
personalidades
que
construíram
para
a
paz.

• Estudo
de
reações
químicas

do
armamento
nuclear
e
alterações
de
longo
e
curto

prazo

produzidas
ao
ambiente.

• Valorização
da
preservação
da
vida.

• Difusão
a
partir
de
vários
instrumentos
da
pesquisa
PRÁTICAS
DA
LINGUAGEM

• Estudo
e
difusão
das
obras
de
prêmios
Nobel
da
paz,
autores
que
aderem
a
uma

cultura
de
paz.

• Elaboração
de
textos,
poesia
etc.,

fomentando
valores
como:
solidariedade,

amor,trabalho
voluntário,
paz,
tolerância,
etc.
.

• Produção
de
instrumentos
de
difusão.

• Exercícios
de
escutar
e
estar
atentos
a
diálogo
na
escola
e
na
família.

• Expressão
de
senQmentos

EDUCAÇÃO
INICIAL
A
POMBA
DA
PAZ
(*)
Objetivo

Expressar‐se
plasticamente
a

partir
do
diálogo
sobre
a
paz.

Desenvolvimento

Será
explicado
para
os
alunos
o
significado
da
Pomba
da
Paz.
Depois
de
um
intercâmbio

em
que
as
crianças
expressam
verbalmente
suas
sensações
sobre
a
Paz,
cada
uma
delas 

receberá
cartolina
com
o
símbolo
desenhado
para
que
recortem.

Com
todas
as
pombas

serão
feitos
enfeites
para
pendurar
na
classe
LIVROS
PARA
REVISAR

Objetivo

Desnaturalizar
as
formas
de
violência
encobertas
em
alguns
livros
infantis.


Desenvolvimento

Todas
as
crianças
procuram
nos
seus
contos
e
livros
de
apoio
imagens
ou
ilustrações

relativas
a
temas
bélicos.
Elas
as
contam
e
a
professora
fará
comentários.
Ex.
armas,

atitudes
dos
participantes,
climas
que
se
evidenciam,
sentimentos
que
provocam...)
O
QUE
FAÇO
QUANDO
ME
ENGANO...
(*)
Objetivo:
Registrar
e
expressar
sentimentos
Desenvolvimento:
A
professora
inicia
um
círculo
de
intercâmbio
com
a
seguinte
pergunta:
O
que
acontece
quando
nos
enganamos?
Começar
a
falar
sobre
as
diferentes

experiências

À
medida
que
as
crianças
expressam
seus
sentimentos
a
professora
marca
com
um
x
as

diversas
situações
que
depois
serão
marcadas
(deverão
estar
num
cartaz
ou
rota
folha:

a
frase
e
um
desenho
que
a
ilustre)

1. Tenho
vergonha

2. Tenho
vontade
de
chorar

3. Se
for
uma
lição,
não
tenho
vontade
de
fazer
outra
vez

4. Tenho
vontade
de
me
esconder
e
que
ninguém
me
veja

5. Não
quero
que
ninguém
perceba

6. Se
for
alguma
coisa
que
eu
fiz,
faço
de
novo
até
que
consiga
fazer
direito

7. Fico
nervoso

8. Fico
bravo.

(*)

Fonte:
as
seguintes
sugestões
de
atividades
desta
seção
pertencem
ao
Documento
de

Trabalho
disponibilizado
pela
Fundação
Davinci.
Mendoza
www.davincifundacion.com.ar

(*)

Fonte
de
∙”
Quando
me
engano
sinto
que...”e
“
Me
sinto
bem“
:
Equipe
Pedagógica
da
Editora

Troquel.
“Ser
Humano”
Editora
Troquel.
Buenos
Aires.
Ano
2004

SINTO‐ME
MELHOR
Objetivo:

Registrar
e
expressar
sentimentos

Desenvolvimento:

A
professora
inicia
um
círculo
de
intercâmbio
com
a
seguinte
pergunta:
O
que

necessitam
quando
estão
tristes?

(Por
exemplo:
necessito
um
abraço)

Começar
a
falar
sobre
as
diferentes
experiências


O
que
vocês
poderiam
fazer
para
liberar
a
tristeza
e
se
sentir
mais
alegres?
(Aqui
dou

algumas
idéias.
Talvez
possa
ajudá‐los
quando
se
sintam
assim)

‐ Chorar
‐ Brincar
com
seu
animal
de
estimação

‐ Falar
com
alguém
sobre
o
que
está
acontecendo
‐ Brincar
com
amigos

‐ Desenhar

‐ Ver
um
livro
ou
filme
que
você
goste

AS
FAMÍLIAS
DO
JARDIM
LUTAM
PELA
PAZ
(*)

Jogo
da
Oca
viva.

Foco
Propomos
uma
atividade
para
que
os
adultos
e
as
crianças
façam
juntos.

Por
quê?

Porque
entendemos
que
os
jogos
podem
ser
consideradas
ações
que
reforçam
a

autonomia
porque:
✴ Para
jogar
é
preciso
respeitar
normas

✴ Para
jogar
é
preciso
compreender
qual
é
o
objetivo
do
jogo.

Para
jogar
é

preciso
resolver
problemas.

✴ Para
jogar
é
preciso
estabelecer
relações,
tanto
sociais
como
intelectuais,
e,

nesse
sentido
a
autonomia
intelectual
implicar
tomar
os
elementos
da

realidade,
incorporá‐los
num
sistema
de
relações
e
pensá‐los
a
partir
das

relações
estabelecidas.


✴ Para
poder
jogar
é
preciso
antecipar
as
próprias
respostas
e
as
dos
demais.


✴ Para
poder
jogar
é
preciso
conectar‐se
com
as
necessidades
dos
demais
e
as

próprias(...)

✴ Dessa
forma,
o
jogo
é
a
possibilidade
de
pensar,
sentir,
fazer,
decidir,

comunicar,
construir
novas
relações
e
criar
novos
significados.

Objetivo

Que
adultos
e
crianças
possam
compartilhar
o
significado
da
Paz
de
maneira
lúdica

Desenvolvimento

Este
jogo
pode
ser
apresentado
de
duas
maneiras:

1
“O
jogo
da
Oca
viva”
cujo
tabuleiro
é
montado
no
chão
e
poderá
ser
percorrido
pelos

participantes.

2.
A
versão
mural
em
que
o
tabuleiro
é
feito
na
lousa
ou
em
uma
rota
folha
gigante.

Com
um
dado
gigante
as
crianças
lançarão
de
deverão
avançar
o
número
de
casas

indicados
pelos
números
indicados
no
dado.
Tem
casas
com
prendas
e
outros
sem.


(*)

Fonte:
Revista
“Ser
Docente”
Nível
Inicial
Ano
3
Nº
3
Outubro
de
2000.
Buenos
Aires.
Ediciones

Galena.

Casas
só
com
crianças
Casas
com
a
pomba
da
Paz
Casas
com
avós.
Casas
com
crianças
juntas
Casas
com
uma
nota
musical.
Casas
amarelas
Casas
verde


Se
os 
jogadores
resolverem
corretamente
podem
conQnuar

avançando,
 caso
 contrário
perdem
 
 a
vez.
 Não
há
bandos,

todo
o
grupo
ganha
quando
a
úlQma
criança
chega
à
saída.

Os
 que
 terminam
 podem
 ajudar
 aos
 que
 ainda
 estão

jogando
com
as
diferentes
tarefas.

Tarefas
para
cada
imagem

Só
crianças:
“Como
ficaram
sozinhos,
devem
retroceder
até

onde
 houver
 duas
 crianças
 juntos
 para
 recuperar
 forças

com
os
demais.


Pomba
 da
 Paz:
 “Para
 avançar
 é
 preciso
 dizer
 uma

mensagem
de
Paz”

Crianças
 juntas:
 Como
 as
 crianças 
 estão
 juntas
 obtêm

muita
força
e
podem
avançar
duas
casas.

Avós:
 “Procurar
 um
 avô
 ou
 avó
 do
 público
 para
 contem

uma
historinha.

Nota
musical:
 Procurar
 uma
mãe
ou
 pai 
que
venha
cantar

uma
música
Cartões 
verdes 
e
amarelas:
 Conterão
diferentes 
aQvidades

que
os 
parQcipantes
deverão
 realizar
 caso
 a
sorte
 queira

que
caiam
nas
casas 
dessas
cores.:
 os
cartões
verdes
terão

questões
 e
 tarefas 
 ecológicas 
 e
 os 
 amarelos
 questões 
 e

tarefas 
 relacionadas 
 com
 a
 paz,
 a
 comunicação
 e
 a

convivência.

Algumas
sugestões

Cartões
verdes:

Digo
três
coisas
que
posso
fazer
para
cuidar
da
terra.


Digo
 duas
 coisas
 que
 posso
 fazer
 para
não
 contaminar
 o

planeta.

Conto
a
todas
as
crianças 
o
que
aconteceria
se
um
dia
o
sol

não
saísse
mais.


Cartões
amarelos:

O
que
é
preciso
fazer
para
não
brigar?
Digo
três
coisas?

O
 que
posso
 fazer
 com
a
respiração
quando
fico
bravo
ou

quando
 alguma
coisa
sai 
errado?
 O
 que
faço
 quando
fico

triste?
Digo
duas
coisas.

Digo
as
regras
familiares
que
ajudam
a
conviver
em
Paz.

Como
me
sinto
(*)

Objetivos:

Reconhecer
vários
estados
de
ânimo.

Capacidade
de
expressar
suas
emoções.

Iniciar‐se
no
respeito
às
emoções
de
outros
companheiros.


(*)

Fonte:
essas
atividades
foram
propostas
pela
Profa.
Gloria
Barboza
gloriabarboza@gmail.com

1
3
4
6
7
10 12
13
15
17
19
20 22
24
26
27
29
30
32 33
27
39
40
SAÍDA
Desenvolvimento

Jogo:
enchemos
uma
bexiga

Brincando
 de
 encher
 uma
 bexiga
 imaginária,
 acompanhando
 com
 o
 movimento
 das

mãos 
unidas 
perto
da
boca
para
representar
o
tamanho
da
bexiga,
as
mãos
devem
ir
se

separando
à
medida
que
a
bexiga
cresce,
conforme
vai
se
inflando.
 
 Sopro...
sopro
até

que
arrebenta.
RepeQr
duas
ou
três
vezes.
Brincamos
 de
 Reizinho:
 a
 professora
propõe
 Reizinho
 mandou
 piscar,
 fazer
 cara
 de

bravo,
coçar
o
nariz,
 fazer
 cara
de
triste,
 fazer
 cara
de
assustado,
fazer
cara
de
“Nossa,

que
 bagunça
 que
 eu
 fiz!,
 a
 cada
 instrução
 o
 grupo
 responde
 fazendo
 a
 mímica

respecQva.
Vemos
lâminas
de
várias 
cenas
da
vida
coQdiana,
de
cidades,
ruas,
paisagens,
famílias 
e

diversos
objetos.
As
crianças
deverão
escolher
uma,
comentar
e
dizer
por
que
a
escolheram.
Breve
comentário
da
professora
sobre
os
senQmentos,
todos
dizem
vários
senQmentos.

Comentamos
 coisas
 de
 que
 gostamos
 e
 nos 
 fazem
 senQr
 bem
 e
 coisas
 que
 não

gostamos
e
que
nos
fazem
senQr
mal.
Expressamos
o
porquê.
Num
 cartaz
 colocamos,
 debaixo
 da
carinha
sorridente,
 
 coisas
 que
 nos
fazem
 senQr

bem
e
debaixo
da
carinha
triste
coisas
que
nos
fazem
senQr
mal.


Direitos
das
crianças
ObjeRvos

Conhecer
os
direitos
da
criança.

Desenvolvimento

Perguntar
se
sabemos
o
que
é
um
direito.

Comentar
os
direitos
da
criança.

Descrever
 lâminas 
que
ilustrem
os 
direitos
da
criança.
 
Perguntar
 se
está
certo
que
as

crianças
trabalhem?
Por
quê?
Quais
são
os
direitos
da
criança?

Contar
para
as
crianças
que
elas
têm
a
possibilidade
de
dizer
uma
mensagem
a
muita

gente.

Pedir
que
pensem
no
que
diriam.


O
professor
vai
anotando
o
que
cada
um
diz.


Depois 
ordena
por
temas
e
coloca
os 
nexos,
dessa
forma
monta
uma
carta
aberta
aos

governantes.


Os
alunos
“ditam”
a
carta
à
senhorita
e
a
professora
escreve
no
cartaz

Marcha
Mundial‐
Percurso

ObjeRvos

Conhecer
o
percurso
da
Marcha
Mundial.

Iniciar‐se
no
respeito
às
diferentes
culturas.


Interessar‐se
por
conhecer
 as 
diferentes
culturas,
 vesQmentas,
 músicas
e
comidas
dos

países
que
recorre
a
Marcha
mundial.

ARvidades

Vemos
num
 globo
terrestre
o
 percurso
da
Marcha.
 Modelamos 
um
o
globo
terrestre

com
massinha.

Escutamos
músicas
de
alguns
dos
países
por
onde
a
marcha
passa.

Bailamos
a
vontade

ao
escutar
estas
músicas.

RepeQmos
os
nomes
desses 
países
batendo
palmas
para
cada
sílaba
(digo
com
as
mão

Ex:Es‐pa‐nha).

Peço
 aos
 meus
 pais
 que
 busquem
 na 
Internet
 ou
 em
 revistas
 imagens
 dos
 lugares

mencionados,
de
suas
roupas,
comidas
e
costumes.


Procuramos
alguma
avó
imigrante
para
vir
 cozinhar
 alguma
comida
{pica
de
seu
país

(pizza,
tacos,
chipá)
para
comparQlhar
no
lanche.


Vamos
ao
canto
de
fantasias
e
escolhemos
roupas
para
representar
algum
país.

Penso
e
comento:
 como
são
as 
famílias?
O
 que
têm
de
parecido
com
 nós,
 em
que
se

diferenciam?

Com
 os
 marcadores
 desenho
 um
 país 
 cujos 
 costumes
 gosto
 mais.
 Modelo
 com

massinha
crianças
de
vários
países.

“Roció
e
a
caixa
de
cores”
Narração
ObjeRvos
Desfrutar
da
narração.
Desfrutar
da
expressão
corporal.
Aprender
a
viver
com
outros.
Desenvolvimento:
Para
desenvolver
esse
conto
é
preciso
ter
seis
temas
musicais
instrumentais.
As
crianças 
são
divididas 
em
grupos
e
cada
grupo
escolhe
uma
das
cores
mencionadas

no
conto.
Primeiro
se
conta
o
conto
e
se
faz
um
quesQonário
oral.
O
que
deram
de
presente
à
menina?
O
que
foi
que
ela
imaginou?
O
que
foi
pintado
de
cor
vermelha?
E
de
cor
verde?
Porque
a
cor
branca
disse
que
era
a
melhor?
Alguma
cor
era
a
melhor?
Porque?
Todas
as
cores
juntas
foram
melhores?
Porque?
DramaQzação
em
 conjunto
 do
conto.
 Os 
grupos 
se
mexem
conforme
a
música
da
cor

escolhida.
Finalmente
dançam
todos
de
mãos
dadas.
Rocío
e
a
caixa
de
cores
Esse
é
um
conto
como
todos
os
contos,
com
um
começo
que
disse...

Era
uma
vez...
Uma
 menina
 que
 se
 chamava
 Rocío,
 que
 gostava
 muito
 de
 brincar
 e
 fazer
 desenhos

com
muitas
cores.

Uma
manhã,
ganhou
de
presente...
uma
caixa
de
cores....
olhou
um
por
um
e
imaginou

o
que
poderia
pintar
com
eles...
Fechou
 os
 olhos,
 sonhando
 dinossauros
 gigantes,
 sorvetes
 deliciosos
 e
 bicicletas
 tão

velozes
que
podiam
chegar
até
o
sol.
De
 repente,
 o
 chamado
 de
sua
 mãe
 interrompeu
 o
 seu
 desenho
imaginário,
deixou
 as

cores
e
foi
ver
o
que
era
que
sua
mãe
queria...
Assim
que
ela
saiu,
 as
cores
 começaram
 a
 falar
 entre
elas
e
 a
 sair
 da
 caixa...
 (música

suave)
Primeiro
saiu
as
cores
marrons.
‐
 Nós
 pintamos
 a
 terra
 que
 é
 muito
 importante
 para
 as
 plantas
 viverem.
 Podem

imaginar
a
natureza
sem
a
gente?
Música
1.
Dança
o
grupo
marrom.
Música
suave,
enquanto
saem
as
verdes.
Nós
pintamos
as
plantas,
a
grama
e
a
esperança.
Sem
dúvida
a
cor
mais
importante
é
a

nossa.

Música
2
Verdes.
Ah,
ah,
ah!
Com
amarelo
se
pinta
o
sol
que
ilumina
os
dias
de
todos
os
seres
humanos.

Qual
é
então
a
melhor
cor?
Música
3
Amarelos.
Bobagens...
 não
 sabem
 quem
pintou
 o
 Céu?
 O
 Céu
 é
 azul.
 Imaginem
 uma
 paisagem,

uma
casa
sem
ter
um
Céu?
Música
4
.Azul
A
vermelha
é
a
melhor
cor...
é
a
mais
forte,
energérco
e
vibrante...
com
ela
se
pinta
o
sangue
e
o
coração.
Música
5
vermelha.
Saem
as
cores
brancas.
Nós
 somos
 os
 melhores
 porque
 representamos
 a
 pureza.
 Estamos
 nas
 nuvens
 e
 nas

pombas...
Música
6.
Branca.

Enquanto
 falavam
e
brincavam
iam
pintando
sem
se
 darem
conta
o
 quadro
mais
belo

que
poderiam
imaginar.

Quando
viram
o
que
 rnham
pintado
entenderam
que
 o
melhor
 quadro
é
feito
 quando

todos
 colocam
 o
 melhor
 de
 cada
 um,
 deixando
 de
 ser
 egoístas
 e
 trabalhando
 em

conjunto.
Então
entenderam
que
o
importante
não
era
ser
o
melhor,
e
que
sozinhos
não

rvessem
conseguido
fazer
um
quadro
tão
maravilhoso.
Então
fizeram
uma
grande
roda

e
 dançaram
 alegres
 porque
 rnham
 aprendido
 uma
 grande
 lição
 de
 vida,
 rnham

aprendido
a
conviver.

ENSINO
FUNDAMENTAL
Pintamos
em
prol
da
paz
(*)
Freqüentemente,
as
pinturas
murais
têm
sido
manifestações
ar{sQcas 
com
a
finalidade

de
 expressar
 alguma
 mensagem
 ou
 protesto.
 Sempre
 podemos
 encontrar
 algum

tabique
ou
parede
adequada
para
nosso
propósito,
 sobretudo
se
nossa
mensagem
for

de
paz.
ObjeRvos:
• Trabalhar
unidos
em
uma
tarefa
comum
superando
individualismos;
• Descobrir
o
prazer
estéQco
que
a
realização
de
uma
obra
plásQca
proporciona;
• Aceitar
 comentários
 e
 críQcas
 construQvas
 como
 forma
 de
 superar
 a
 si

mesmo.
Desenvolvimento:
1. Seleção
 de
 uma
 equipe
 de
 alunos/as
 (de
 todos
 os 
 grupos)
 coordenada
 por
 um

professor
ou
professora;
2. Escolha
do
lugar
e
preparação
dos
materiais
por
parte
de
tal
equipe;
3. Cada
um
 destes
alunos/as
proporá
a
seu
grupo‐classe
a
elaboração
de
esboços
de

forma 
 voluntária
 e
 individual.
 Em
 um
 prazo
 determinado,
 estes 
 esboços
 são

recolhidos
e
expostos
em
um
lugar
visível.
4. A
 parQr
 dos 
 esboços
 recolhidos,
 a 
 equipe
 de
 alunos/as 
 e
 o
 professor/a

coordenador/a
preparam
 um
 desenho
 que
 tenta
ser
 a
síntese
 de
todas 
as
idéias.

Este
 desenho
 será
 marcado
 na
 parece
 com
 giz,
 pintura
 etc.
 Para
tal,
 os
 moldes

necessários 
em
papelão
ou
cartolina
serão
confeccionados.
Ter
uma
pauta
facilita
a

tarefa
de
"nossos
arQstas":
 permite
que
os
mais
habilidosos
aprimorem
mais 
a
obra

e
que
os
de
menor
 habilidade
consigam
colaborar
 desenhando
ou
colorindo
coisas

mais
simples.
5. Segundo
 o
número
de
alunos/as
e
 do
 tempo
 total 
de
 que
 se
 disponha,
 este
será

programado
para
que
todos/as
possam
pintar.
6. No
dia
escolhido
para
sua
realização,
 cada
grupo‐classe
 pintará,
 durante
o
 tempo

que
lhe
for
concedido,
uma
parte
do
mural.
7. Os
 alunos
 encarregados
 zelarão
 pelo
 “bom
 ambiente”
 durante
 o
 trabalho
 e

animarão
 seus 
 colegas
 ao
 mesmo
 tempo
 em
 que
 os 
 lembram
 das 
 normas

fundamentais
de
ordem
e
limpeza
que
é
preciso
manter
 em
todas
as
aQvidades
de

expressão
plásQca.
Recursos:
Uma
 parede
 para
 realizar
 o
 mural.
 Brochas,
 pincéis,
 pinturas 
coloridas,
 tampos 
 de

apoio,
recipientes,
escadas,
arQgos
de
limpeza.
(*)
As
 atividades
 sugeridas
 para
 este
 nível
 foram
 extraídas
 das
 apostilas
 de
 trabalho:

Comportamientos
No
Violentos.
Propuestas
Interdisciplinares
 para
construir
la
Paz,
Cuadernillo
3.

Madrid:
Narcea
SA
Ediciones,
1996.
Correspondentes
de
guerra,
correspondentes
de
paz.
ObjeRvos:
• Conhecer,
 através
 da
 imprensa
 diária,
 fatos
 sobre
 os 
conflitos
 que
 existem

atualmente
no
mundo;
• Localizar
em
um
mapa‐múndi
onde
estão
acontecendo
os
grandes
conflitos;
• Ser
 conscientes
da
responsabilidade
que,
 tanto
 em
 escala
individual
 quanto

grupal,
temos
de
evitar
os
conflitos;
• Conhecer
a
maneira
de
fazer
frente
aos
conflitos
de
forma
não‐violenta;
• Recordar
 modos
 concretos
 que
 existem
 hoje
 para
 conseguir
 mudar
 e

transformar
nossa
sociedade
(a
mais
próxima
e
a
mais
distante);
• Trabalhar
cooperaQvamente
em
equipe.
Desenvolvimento:
1. A
classe
observará
um
grande
mural 
preparado
antes 
fora
da
aula
com
recortes
de

diferentes
jornais 
de
no{cias
da
 atualidade
e
 um
 grande
mapa‐múndi 
mudo.
 Tais

no{cias
podem
ter
sido
recolhidas
nos
dias
anteriores
pelos
alunos/as;
2. Os
alunos/as 
se
 distribuem
 em
 pequenos
 grupos
 (4
 ou
 5
 pessoas)
 e,
 entre
eles,

escolhem
um
secretário.
Durante
alguns 
minutos,
lêem
as 
no{cias
que
aparecem
no

mural 
e,
 de
comum
acordo,
 cada
grupo
seleciona
uma,
 que
é
descolada
do
mural

pelo
secretário.
A
 seguir,
 eles 
situam
 o
fato
narrado
no
mapa‐múndi 
e
o
secretário

escreve
no
lugar
correspondente
a
manchete
escolhida.
3. Uma
vez
finalizadas
as
etapas
anteriores,
o
grupo
irá
com
seu/sua
professor/a
à
sua

aula
correspondente.
Lá,
acontecerá:

 a)
 
 No
 grupo
 pequeno:
 
 Leitura
 
 oral 
 
 do
fato
 narrado
 no
recorte
do
 jornal 


 escolhido
(o/a
secretário(a)
do
grupo
pode
fazê‐la).
Reflexão
e
diálogo
sobre
o


 próprio
 fato.
 Se
for
 negaQvo,
 as
 seguintes
 perguntas 
podem
 ser
 formuladas:



 Por

que
terá
ocorrido?

Teria
sido
possível 
evitá‐lo?
Que

 r es pons abi l i dade


 cabe
a
nós,
individual 
ou
grupalmente?
Se

 a
 no{cia
 escolhida
 for
 posiQva,
 é


 possível
pensar
em
outras
situações
atuais
às
quais
nós
a
aplicaríamos;

 b)
 
No
grupo
grande:
Comunicação
das
conclusões
a
que
chegaram
nos
grupos 


 de
 trabalho
 e
 avaliação
 geral 
 da
 aQvidade.
 Um
 dos 
 parQcipantes
 anota
 os 


 acordos
alcançados.
Estes
podem
ser
incluídos
no
Quadro
de
Avisos
da
classe.
Recursos:
Recortes 
variados 
da
imprensa.
 Um
 grande
mapa‐múndi
mudo.
 Atlas,
 esferas,
 mapas

murais
etc.
Folhas 
de
trabalho
para
o
desenvolvimento
da
aQvidade
no
grupo
pequeno.

(Segue
um
modelo.)
Formulário
con{nuo,
marca‐textos,
canetas
esferográficas
etc.
PARA
TRABALHO
NO
GRUPO
PEQUENO
(preencher
por
escrito):
Manchete
da
notícia
escolhida:
__________________________________________________


Nome
do
jornal:
_______________________________________________
Data:
__/__/_____
Lugar
em
que
o
fato
aconteceu:
__________________________________________________
Escrever
a
seguir
as
conclusões
a
que
vocês
chegaram
no
trabalho
no
grupo
pequeno
para

depois
comunicá‐las
ao
resto
da
classe:
Palavras
de
paz
Objetivos:
• Ampliar
o
próprio
vocabulário
com
palavras
ligadas
ao
campo
semânQco
da

paz;
• Utilizar
corretamente
tais
termos
oralmente
e
por
escrito;
• Favorecer
atitudes
de
cooperação
e
ajuda
mútua;
• Desfrutar
de
atividades
recreativas.
Desenvolvimento:
O
desenvolvimento
desta
atividade
compreende
duas
fases
ou
momento,
assim
como

dois
lugares
para
sua
realização:
em
sala
de
aula
e
no
pátio.
1.



Em
sala
de
aula
A
parQr
da
área
de
Língua,
é
possível
realizar
a
aQvidade
denominada
acrósQco.
Trata‐
se
de
descobrir
e
reconhecer
palavras
que
mantêm
relação
com
a
paz.
1°
‐
Moderada
pelo
professor,
realiza‐se
uma
sessão
de
brainstorming;
a
palavra
PAZ
é

escrita
na
lousa
e
todas
aquelas
que
os
alunos
nomearem
vão
sendo
acrescentadas
ao

seu
redor
durante
um
período
de
 cinco
a
dez
minutos
aproximadamente.

Exemplo:

2°
‐
Ao
mesmo
tempo,
os
alunos/as
vão
anotando
as
palavras.
Dentre
elas
escolhem

uma
(que
será
a
“palavra‐chave”)
e
constroem
seu
acróstico.
Podem
utilizar
o

dicionário
para
escreverem
a
definição
adequada.
3°
‐
Enfim,
trocarão
suas
folhas
com
as
definições
e
os
espaços
em
branco
para
que

outros
colegas
adivinhem
a
palavra
oculta.
Exemplos:
ajuda
solidariedade
alegria
tolerância
PAZ
respeito
generosidade
amor
amizade
trabalho
AcrósRco
n°
1

 1

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2

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 5

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9

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13__

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AcrósRco
n°
2

 



























1

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2

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3


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9

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__

Definições
1‐
Com
ela,
procura‐se
uma
igualdade
perfeita
nas

relações
sociais.
2‐
Inclinação
natural
a
fazer
o
bem.
Generosidade,

benevolência.
3‐
Entre
todos
os
homens
e
mulheres
deve
haver…
4‐
É
um
dos
valores
que
a
ConsQtuição
Espanhola

propõe.
Com
ela,
fazemos
o
que
a
vontade
nos

dita.
5‐
A
dos
animais
e
das
plantas
antes
de
sua
morte.
6‐
Estado
de
tranquilidade
e
sossego;

tranquilidade
pública.
7‐
Desculpa.
8‐
Estado
de
comprazimento,
saQsfação,
alegria.
9‐


Delicadeza,
doçura,
carinho.
10‐
Submissão;
valor
derivado
do
conhecimento

de
nossa
baixeza
e
coerente
com
proceder
em

conformidade
com
este
nascimento.
11‐
Impetuosa
decisão
e
esforço
do
ânimo;
valor.
12‐
Amor.
13‐
SenQmento
que
leva
alguém
a
tratar
outrem
ou

alguma
coisa
com
grande
atenção,
profunda
deferência
Definições
1‐


Animação,
sentimento
de
graQdão,



contentamento.
2‐


Viver
em
companhia
de
outro
ou
outros.
3‐


Atitude
positiva
frente
às
dificuldades,

solidariedade.
4‐


Amabilidade
e
bons
modos.
O
que
os
pais

procuram
dar
a
seus
filhos.
5‐
Delicadeza,
doçura,
carinho.
6‐
Compaixão
pelo
sofrimento
alheio

7‐

Respeito
pelas
opiniões
e
práQcas
alheias.
8‐


Lealdade;
que
sempre
diz
a
verdade.
9‐


Hábito
adquirido
ou
tendência
inata
para
as

boas
ações

AcrósRco
n°
3
















1

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2

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9
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AcrósRco
n°
4





















1

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9

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__
Definições
1.
Força
interna
pela
qual
obra
o
ser
que
a

possui.
O
contrário
da
morte.
2.
Magnanimidade.
O
contrário
de
avareza.
3.
Fazer
algo
com
ou
por
outra
pessoa.
4.
O
contrário
de
guerra.
5.
Respeito
pelas
opiniões
e
práQcas

alheias

embora
sejam
contrárias
às
minhas.
6.
O
que
de
fato
é
realidade.
7.
Afeto
pessoal
desinteressado.
8. Felicidade,
alegria,
saúde.
9. Estado
de
uma
consciência
plenamente

saQsfeita;
saQsfação,
contentamento,

bem‐estarprosperidade,
dita,
ventura
Definições
1.
Conformidade
ou
adequação
do

que
se
pensa,
sente
e
quer
com
o
que

realmente
é.
2.
Delicadeza,
doçura,
carinho.
3.
Interesse
pelos
demais
e
por
suas

coisas.
4.
Estado
de
tranqüilidade
e
sossego.
5. 
Que
sente
apreço
ou
carinho
por

alguém
ou
algo
6. 
A
dos
animais
e
das
plantas
antes

da
morte.Ato
pelo
qual
se
beneficia

o
próximo
7. Aceitar
o
que
outros
pensam
ou

praQcam,
embora
não
concorde

com
eles.proporcionando
os
meios.

Soluções
dos
acrósticos
AcrósRco
nº
1:
1.
JusQça;
2.
Bondade;
3.
Igualdade;
4.
Liberdade;
5.
Vida;
6.
Paz;
7.
Perdão;
8.
Felicidade;
9.
Humildade;

10.
Coragem;
11.
Caridade.
AcrósRco
nº
2:
1.
Alegria;
2.
Conviver;
3.
Bondade;
4.
Educação;
5.
Ternura;
6.
Tolerância;
7.
Sinceridade;
8.
Amabilidade.
AcrósRco
nº
3
1.
Vida;
2.
Generosidade;
3.
Ajuda;
4.
Paz;
5.
Tolerância;
6.
Verdade;
7.
Amizade;
8.
Felicidade.
AcrósRco
nº
4
1.
Verdade;
2.
Ternura;
3.
Solidariedade;
4.
Paz;
5.
Afeto;
6.
Vida;
7.
Tolerância;
8.
Amor;
Construir
8. Afeição
baseada
em
admiração,
benevolência
ou
interesses
comuns;
calorosa
amizade;

forte
afinidade
9. Procurar
que
algo
se
realize.
Edificar.
Fórum
do
Livro
Introdução
É
muito
simples
organizar
um
Fórum
do
Livro,
entendido
como
encontro
dos
alunos
e

das
alunas
com
o
autor
ou
a
autora
de
algum
livro
lido
por
eles
ao
simplesmente
entrar

em
contato
com
as
editoras
que
publicam
Literatura
Infanto‐Juvenil.
Em
muitas

ocasiões,
a
proposta
parte
das
próprias
editoras.
Se
o
autor
/
a
autora
que
for
de
nosso

interesse
estiver
disponível,
nos
indicará
o
dia
e
a
hora
da
vista
para
planejarmos

cuidadosamente
esta
atividade
dentro
de
nossa
programação.
Objetivos:
• Fomentar
o
hábito
da
leitura;
• Facilitar
o
encontro
dos
alunos
e
das
alunas
com
um
autor
que
escreve
para

eles;
• Valorizar
e
reconhecer
o
trabalho
de
um
escritor
que
escreve
para
eles;
• Participar
de
diálogos
e
palestras,
respeitando
as
opiniões
e
os
gostos
alheios;
• Respeitar
as
diferenças
culturais.
Desenvolvimento:
Esta
atividade
se
desenvolve
em
duas
fases.
Primeira
fase:
1.

Selecionar
o
livro
que
é
o
tema
da
aQvidade.
Os
próprios
alunos
e
alunas
ou
o

professor
/
a
professora
podem
fazer
esta
seleção;
se
o
professor
/
a
professora
fizer
a

escolha,
os
interesses
do
alunato
e
seu
nível
de
leitura
serão
levados
em
conta;
2.

O
professor
/
a
professora
apresenta
o
livro
aos
alunos
/
às
alunas
e
chama
sua

atenção
para
seus
detalhes
externos:
capa,
título,
ilustrações,
autor/autora
etc.
A

possibilidade
de
conhecer
o
autor
/
a
autora
é
apontada
como
elemento
de
motivação;
3.

Leitura
do
livro
e
resposta
às
fichas
que
forem
propostas
a
parQr
da
área
de
Língua
e

Literatura.
A
leitura
do
livro
pode
ser
feita
de
muitas
maneiras
diferentes
conforme

fique
decidido:
em
privado,
durante
o
lazer
de
cada
aluno
/
aluna
em
um
momento
das

aulas
que
seja
adequado
para
tal;
dividindo
o
texto
em
partes
ou
capítulos
para
que

grupos
diferentes
os
leiam
e,
depois,
os
exponham;
leitura
coleQva,
em
voz
alta,

especialmente
caso
se
trate
de
uma
obra
teatral
etc.
4.

O
professor
ou
a
professora
agenda
com
antecedência
o
tempo
ou
prazo
que
os

alunos
/
as
alunas
terão
para
a
leitura
do
livro
e
a
realização
das
aQvidades
seguintes

(fichas
etc.)
Segunda
fase:
1.

Uma
vez
lido
o
livro
sobre
o
qual
se
realizará
o
Fórum
do
Livro,
preparar‐se‐á
um

lugar
de
reunião
adequado;
a
sala
de
aula,
a
biblioteca,
um
salão
nobre
etc.,
que
pode

estar
dentro
ou
fora
do
recinto
escolar,
já
que
freqüentemente
os
bairros
contam
com

locais
de
Associações
que
podem
ser
dedicados
a
este
fim.
2.

Encontro
dos
alunos
com
o
autor
/
a
autora
em
um
clima
o
mais
descontraído

possível
para
facilitar
uma
participação
ampla
e
expressiva.
Os
alunos
/
as
alunas

podem
levar
por
escrito
algumas
idéias
que
queiram
comentar
com
o
autor
/
a
autora,

pontos
sobre
os
quais
desejem
esclarecimentos
etc.
ou
podem
expressar

espontaneamente
idéias
que
surgirem
nesse
momento
segundo
a
desenvoltura
do

autor
/
da
autora.
3.

Após
o
Fórum
do
Livro,
uma
mesa‐redonda
moderada
pelo
professor
/
pela

professora
será
realizada
em
sala
de
aula,
na
qual
serão
recolhidas,
entre
todos,
as

idéias
expressadas
pelo
autor
/
pela
autora
e
a
apreciação
da
maneira
pela
qual
ele

ou
ela
as
expôs.
4.

Individualmente
ou
em
pequenos
grupos,
recolher
as
novas
informações
com
que
o

autor
/
a
autora
contribuiu
para
o
conhecimento
de
si
mesmo,
do
livro
lido
e
da

totalidade
de
sua
obra.
Indicar‐se‐á
se
isso
contribuiu
para
mudar
sua
opinião
inicial

sobre
o
livro
e
em
que
medida.
Recursos:
Livro
selecionado.
Não
é
necessário
que
lide
com
o
tema
explícito
da
paz,
pois,
na

Literatura
Infanto‐Juvenil,
há
muitas
obras
em
que
esses
valores
são
fomentados.
Um

lugar
de
reunião
adequado
com
boa
acúsQca
e
visibilidade,
caso
seja
necessário
unir

mais
de
um
grupo‐classe.
Fichas
uQlizadas
durante
a
leitura
do
livro.
Seguem
dois

modelos:
FICHA
DE
LEITURA
II
(Para
preencher
assim
que
a
leitura
do
livro
terminar)
Nome
do
aluno/
da
aluna__________________________________
 Data:___/___/______
Título
do
livro
lido:
___________________________________________________________

Autor/a:____________________________________________________________________
Editora:_______________________________
 Ano:________
N.º
de
páginas:___________
1. Você
gostou
do
livro?
Explique
sua
resposta.
2. Escreva
os
nomes
dos
personagens
e
descreva
como
são
e
o
que
fazem.
3. Escreva
brevemente
o
ARGUMENTO
do
livro.
4. Se
tivesse
de
representar
em
sala
de
aula
o
fato
mais
importante
que
acontece
no

decorrer
do
livro,
qual
você
escolheria?
Escreva‐o
a
seguir.
5. A
leitura
atenta
do
livro
certamente
está
ajudando‐lhe
a
mudar
algumas
aQtudes
pessoais

no
tocante
à
sua
maneira
de
relacionar‐se
com
os
demais.
Que
aQtude
você
sente
que

deve
mudar
depois
da
leitura?
6. Indique
o
valor
humano
que
mais
se
destaca
no
livro.
7. Você
recomendaria
sua
leitura
a
algum/a
amigo/a
que
não
o
leu?
Por
quê?
8. Quais
perguntas
e
sugestões
você
faria
ao
autor
/
à
autora
do
livro?
Título
do
livro
lido:
___________________________________________________________

Editora:_______________________________
 Ano:________
N.º
de
páginas:___________
Autor/a:____________________________________________________________________
Começo
da
leitura
no
dia:______/______/________

Fim
da
leitura
no
dia:________/________/_______
Atividades
a
realizar
durante
a
leitura
do
livro:
No
 decorrer
 da
 leitura
 deste
 livro,
 você
 descobrirá
 alguns
 destes
 valores:
 RESPEITO,

SOLIDARIEDADE,
 COMPANHEIRISMO,
 AMIZADE,
 JUSTIÇA,
 TOLERÂNCIA.
 Assim,
 repare
 nos

momentos
 da
 leitura
 em
 que
 aparecerem
 tais
 valores
 e
 anote
 a
 palavra
 ou
 a
 frase
 que

expressar
um
dos
valores
supracitados
no
espaço
correspondente.
FRASE
OU
PALAVRA VALOR
QUE
EXPRESSA PÁGINA
Atividades
para
depois
da
leitura
do
livro
a) Escreva
o
nome
dos
personagens
que
aparecem
e
o
valor
que
mais
os
caracteriza:
PERSONAGEM VALOR
QUE
MAIS
O
CARACTERIZA
b)
Cite
um
dos
valores
descobertos
que
você
acha
que
há
em
seu
grupo‐classe;
c)
 Indique
 um
 dos
valores
que
 não
 há
em
 seu
 grupo‐classe
 e
 que
 gostaria
que
tivesse
 de

agora
em
diante.
d)
Se
tivesse
de
qualificar
este
livro
com
três
adjetivos,
quais
você
escolheria?
Escreva‐os:
1)__________________________2)_________________________3)___________________
e)
 Que
 pontuação
 você
 daria
 ao
 livro?
 Escreva
 X
 no
 espaço
 que
 mais
 bem
 expressar
 sua

opinião,
sabendo
que
1
é
o
mínimo
e
5
o
máximo:

 1
 
 2
 
 3
 
 4
 
 5
Foto
palavras
• Expressar
sentimentos,

experiências

e

idéias

partindo

das

imagens


projetivas

que
a
fotografia
nos
proporciona;
• Motivar

o
aluno
/
a
aluna
e
provocar
nele
ou
nela
um
dinamismo
de
busca,

parQcipação
e
intercâmbio.
Desenvolvimento:
1. Entregar
aos 
alunos 
/
às 
alunas,
distribuídos
em
pequenos 
grupos,
imagens 
variadas

sobre
 paz,
 alegria
bem‐estar
 e
guerra,
 violência,
 agressividade.
 Eles 
recebem
 um

tempo
para
uma
observação
atenta 
das
fotos
e
pedem‐lhes
que
cada
membro
do

grupo
escolha
duas
que
representem
idéias
contrapostas;
2. Em
turnos,
 descrevem
ou
explicam
aos 
demais 
o
significado
que,
para
eles,
 as
fotos

escolhidas
 têm.
 Para
 concentrar
 a
 reflexão
 do
 aluno
 /
 da
 aluna
 antes 
 de
 sua

explicação,
algumas
perguntas
deste
tipo
serão
entregues 
a
eles
(ou
serão
escritas
na

lousa):
• Qual
tema
estas
fotografias
poderiam
ilustrar?
• Qual
frase
colocariam
nestas
fotografias?
• Que
detalhes
observam
nelas?
• Que
sentimento
produzem
em
você?
Tais
perguntas
não
devem
nem
explicar
as
fotos
nem
formar
um
prejulgamento
de
seu

significado,
mas
apenas
ajudar
a
olhar
com
atenção
e
relacionar
as
fotos
entre
si
e
com

o
tema.
Caso
seja
necessário,
as
perguntas
podem
ser
respondidas
por
escrito.
3. 
O
grupo
escolhe
as
duas
fotos
que
considerar
mais
representativas.
4. Um
representante
do
grupo
explica
ao
grupo‐classe
os
aspectos 
mais 
interessantes

que
houverem
sido
comentados
ao
mostrar
as
duas
fotografias
escolhidas.
5. As 
 imagens 
 e
 conclusões
 de
 cada
 grupo
 pequeno
 são
 recolhidas 
 e
 faz‐se
 um

mural 
 que
expresse
idéias
e
sentimentos
da
classe
com
um
título
escolhido
por

todos.
Recursos:
Fotos

selecionadas
fundamentalmente

de

revistas,
que
os
próprios
alunos/as
podem

ir
reunindo.
Músicas
de
paz
Objetivos:
• Aproximar‐nos
da
realidade
concreta
da
vida;
• Abrir
novos
canais
de
comunicação
no
processo
de
ensino‐aprendizado
que

permitam
acessar
mensagens
profundas
ao
mesmo
tempo;
• Dar
uma
tonalidade
festiva
à
vida
em
sala
de
aula.
Desenvolvimento:
1. Assim
 que
o
 tema
ou
 o
conteúdo
concreto
das
músicas
(paz,
 amor,
 solidariedade,

compreensão...)
 for
 selecionado,
 é
 preciso
 proceder
 à
 busca
 do
 material

discográfico
com
a
colaboração
dos
alunos
/
das
alunas.
2. Ambientar
a
sala
para
que
reúna
as
mínimas
condições 
acúsQcas
e
situar
os 
alunos 
/

as 
alunas 
em
grupos
pequenos,
 de
modo
 que
possam
 comunicar‐se
com
 o
 rosto,

movimentos,
olhares
etc.
3. A
 apresentação
 da
música
pode
ser
 feita
pelo
 professor
 /
pela
professora
ou
pelo

próprio
aluno
/
pela
própria
aluna
que
a
Qver
proporcionado,
se
houver
 sido
assim.

Será
breve,
 apenas
comentando
o
{tulo,
 o
autor
 /
 a
autora
e
algum
 dado
sobre
si

mesmo.
4. Ouve‐se
o
tema
musical 
inteiro,
sem
interrupções
e
em
um
volume
suficientemente

alto;
que
a
sala
de
aula
fique
cheia
de
música.
5. É
possível 
dar
 aos
alunos
e
às 
alunas 
o
texto
escrito
da
música
e
deixar
 palavras
ou

frases
em
branco
para
que
as
preencham,
o
que
os
obriga
a
prestar
mais
atenção.
6. A
 seguir,
 os 
 alunos 
 /
 as
 alunas
 refleQrão
 individualmente
 sobre
 estas
 três

interrogações:
• O
que
sentiu
ao
ouvir
esta
música?
• Em
que
ambiente
ou
lugar
estava
ao
ouvi‐la?
• O
que
viria
a
expressar
depois
de
ouvi‐la?
7. Após 
a
reflexão,
 nos
concentramos
em
 um
dos 
temas
ou
aQtudes 
levantados
e,
no

grupos 
 pequenos,
 elabora‐se
 uma
 síntese
 das 
 mensagens
 que
 transmitem
 para

colocá‐la
em
discussão.
8. 
A

letra

da
música,
como
toda
obra
escrita,
pode
ser
trabalhada
a
partir
 da
área
de

Língua
com
atividades
próprias
como
 trocar
 palavras,
 reduzir
 ou
ampliar
 o
texto,

trabalhar
o
vocabulário,
tipos
de
orações,
adjetivação,
recursos
literários
etc.
9. Cantar
a
música,
inventar
danças,
mímicas
etc.
para
a
música.
Recursos
Equipamento
de
reprodução:
compact
disc,
mp3,
mp4,
equipamentos
de
áudio.

Músicas
conhecidas
e
próximas
dos
alunos.
Somos
“pesquisadores”
(*)
Objetivo
Observar
situações
de
conflito
e
procurar
outras
soluções.
Desenvolvimento
Durante
alguns
dias,
 os 
alunos 
/
 as 
alunas
virarão
 “pesquisadores
/
pesquisadoras”
 e

observarão
as
situações
de
conflito
de
seu
bairro
e
da
escola.
Depois 
comentarão
suas

experiências
em
sala
de
aula,
onde
serão
analisadas 
por
 todos 
e
os 
alunos
/
as
alunas

chegarão
a
novas
maneiras
de
resolver
essas
situações.
Outra
 
 
 atividade:
 Pesquisa
 dos 
 problemas 
 mundiais
 atuais 
 parQndo
 de
 arQgos,

documentos
 informaQvos
 e
 páginas 
 na
 Internet
 com
 que
 os
 próprios 
 alunos 
 /
 as

próprias 
 alunas 
 deverão
 contribuir
 (ex.:
 desigualdade
 de
 recursos
 mundiais).
 Em

grupos,
 os
alunos 
/
as 
alunas 
analisarão
temas
diferentes
e
seu
trabalho
consisQrá
em

planejar
projetos 
que
os 
superem.
Enfim,
serão
expostos 
em
sala
de
aula
e
se
decidirá

entre
todos
quais
devem
ser
realizados
e
providenciarão
os
meios
para
consegui‐lo.
(*)

Fonte:
As
seguintes
sugestões
de
atividades
de
Educação
Primária
pertencem
ao

Documento
de
Trabalho
contribuído
pela
Fundação
Davinci.

Mendoza
www.davincifundacion.com.ar
Somos
“atores”
Objetivo
Vivenciar
recreativamente
situações
de
conflito
e
procurar
outras
soluções.
Desenvolvimento
A
classe
será
dividida
em
grupos
de
trabalho.
Cada
grupo
receberá
um
cartão
com
uma
situação
de
conflito
que
for
 coQdiana 
para

eles
(brigas
no
páQo,
zombarias,
pequenos
roubos).
Cada
grupo
disporá
de
 5
 minutos
 para
 representar
 o
 conflito
 (dramatização)
 e

de
 10
 minutos 
para
 procurar
 com
 toda
 a
classe
 a
 solução
 pacífica
para
 eles.

Por
último,
as
conclusões
serão
tiradas.
Somos
“artistas”
Objetivo
Socializar
 e
comunicar
 as
vivências
sobre
 temas
de
paz
 e
 resolução
 não
 violenta
 de

conflitos.
Desenvolvimento
Realização
de
cartazes,
murais 
ou
faixas
para
a
sala
de
aula,
a
insQtuição
de
ensino
e
o

bairro,
 onde
 fiquem
 plasmadas
 mensagens 
 de
 paz
 e
 as 
 conclusões 
 das
 aQvidades

anteriores.
Símbolos,
já
estabelecidos
ou
outros
elaborados
por
eles,
poderão
ser
incorporados.
Fórum
do
Vídeo
Objetivo
Compartilhar
 a
 vida
 de
 um
 representante
 da
 Não‐Violência
 à
 luz
 de
 uma
 versão

cinematográfica.
Desenvolvimento
Fórum
do
vídeo
do
filme
Gandhi
de
Attenborough
(1982).
Comentários 
 em
 grupos,
 possíveis
 escritos 
 acerca 
 das 
 reflexões 
 realizadas
 e
 as

conclusões
a
que
os
alunos
/
as
alunas
chegaram.
Prêmios
Nobel
da
Paz
Objetivo
Pesquisar
a
vida
e
a
obra
de
representantes
da
Não‐Violência.
Desenvolvimento
Em
grupos
reduzidos
e
lançando
mão
de
enciclopédias
e
outros
materiais
(livros,

diários
etc.),
os
alunos
realizarão:
Breves
esboços
biográficos
de
personagens
históricas
que
houverem
se
caracterizado

por
serem
pacifistas;
Pesquisa
sobre
os
laureados
pelo
Prêmio
Nobel
da
Paz.
1906.
Theodore
Roosevelt
 1964
Martin
Luther
King
1979
Madre
Teresa
de
Calcutá

1990
Mikhail
Gorbatchev
Adivinhações
cifradas
(*)
Objetivo
Dentro
de
cada
um
de
todos
nós,
há
dois
grandes
elementos
que
nos
permitem
viver,

amar,
aprender,
conhecer,
crescer,
desfrutar,
ser
pessoas...
Querem
saber
quais
são?
Para
tal,
invesQguem
com
esta
legenda
as
seguintes
adivinhações.
A B C D E F G
H I J K L M N
O P Q R S T U
V W X Y Z
Adivinhação
nº
1
Tem
a
ver
com
amizade,

tem
a
ver
com
ajudar.
É
preciso
praQcá‐la
para
o
mundo
melhorar.
O
que
é?


A
pomba
leva
e
traz,
com
guerra
não
rima,
mas
rima
com
__
__
__
O
que
é?
(*)
Fonte:
DGCyE.
Dirección
de
Psicología.
“Soltar
palomas”
Província
de
Buenos
Aires.
1998.
COLEGIAL
Dinheiro
da
guerra
para
a
Paz
(*)
Fonte:
Ciencias
Sociales,
4º
ESO.
Ediciones
Akal
Castilla
y
León
(*)
Fonte:
Educación
Igualitaria
y
Transformadora.
Documento
de
trabalho
2002‐2003.

R$ 1.740.000
R$ 2.055.000
R$ 1.265.000
R$ 658
R$ 15.811.000
R$ 84.000.000
117.270
kits de
primeiros
socorros
4.050 Equipes
médicas e
medicinas para um
pronto atendimento
em aldeia
2.400.000
Tratamento
com xarope
para curar
malária
67.000.000
de litros de
leite em pó
Seu custo equivale a 25.000 poços de água
potável nas regiões mais necessitadas do planeta
42.100
refrigeradores
para
armazenar
50.000 doses
de vacinas
32.000
pílulas de
antibióticos
para curar
doenças
1.690.000
ampolas
de
penicilina
13 Doses
de
vitamina
“A”
Dinheiro da guerra para a paz
R$ 48.610.478
R$ 424.500
R$ 0,50
Recorte
Na
atividade,
a
análise,
a
opinião
e
o
envolvimento
são
incluídos.
Há
uma
mistura
do

social
com
o
acadêmico.
Oferece‐se
uma
visão
de
mundo
em
que
predomina
a

resolução
dos
conflitos
mundiais
com
que
as
pessoas
se
deparam
e
sobre
a
qual
é

possível
dar
diferentes
versões.
Inclui‐se
a
distribuição
da
riqueza
como
algo

opinável.
Objetivos
Despertar
a
curiosidade
ao
passo
que
se
mantém
uma
aQtude
aberta
para
diferentes

Qpos
de
informação.
Expressar
idéias
e
argumentações
em
forma
escrita.
Criar
a
visão

de
um
mundo
em
conflito
e
a
possibilidade
de
tomar
decisões
de
superação
e

prevenção.
Desenvolvimento
1)
Elaborar
um
texto
que
reflita
os
argumentos
de
quem
defende
o
gasto
militar
e
os

contra‐argumentos
de
quem
defende
o
gasto
social
como
prioridade;
2)
Dividida
a
classe
em
dois
grupos,
organizar
um
debate
em
que
cada
grupo
defende

uma
postura;
3)
Confeccionar
faixas
com
algumas
das
informações
proporcionadas
na
figura
e

distribuí‐las
na
escola
e
no
bairro.
Os
problemas
internacionais
e
a
mídia
(*)
Objetivo
Avaliar
o
papel
do
Estado
e
dos
meios
de
comunicação
de
massa
nos
conflitos

internacionais.
Desenvolvimento
Através
dos
meios
de
comunicação,
acompanhamento
dos
problemas
internacionais
em

notícias
diárias
e
documentários.
Comentários
e
análises.
Avaliação
do
papel
do
Estado

Nacional
neles
e
das
posturas
dos
diversos
países.
(*)


Fonte:
As
seguintes
sugestões
de
atividades
desta
seção
pertencem
ao
Documento
de

Trabalho
contribuído
pela
Fundação
Davinci.
Mendoza
www.davincifundacion.com.ar
Os
movimentos
não
violentos
Objetivo:
Analisar
 a 
contribuição
dos 
movimentos
pacifistas
e
não
 violentos 
para
a
cultura
do

próprio
país
e
do
mundo.
Diferentes
realizações
educaRvas
no
campo
da
não‐violência
Os
 quacres:
 Doutrina
 protestante
 da
 Inglaterra
 (Século
 XVII).
 Suas
 experiências

educaQvas
 estão
 voltadas 
 para
 o
 trabalho
 dos
 relacionamentos 
 interpessoais
 e
 a

capacidade
de
resolver
conflitos.
A
 Escola
 da
 Arca:
 Comunidade
 fundada
 por
 um
 discípulo
 de
 Gandhi
 em
 1948.
 É

voltada
para
a
não‐violência
e
empenha‐se
em
viver
 de
seu
próprio
trabalho.
No
plano

didáQco,
fazem
uma
simbiose
da
Escola
Nova
e
a
Escola‐Modelo
de
Freinet.
O
Centro
 Martin
 Luther
 King:
 Fundado
em
Atlanta
em
1968.
A
 divisa
fundamental
de

seus
numerosos
projetos
educaQvos
e
culturais
são
os
direitos
civis
e
a
luta
social.
As
origens 
da
filosofia
do
pensamento
pacifista
remontam
à
AnQgüidade
oriental 
‐
à

Índia
 e
à 
China
para
 ser
 mais
 concreto.
 No
 Século
 VI
 antes
de
Cristo,
 Mahavira,

fundador
do
jainismo,
estabeleceu
como
máximo
preceito
moral 
o
princípio
práQca

do
ainsa,
entendendo‐se
por
tal 
a
renúncia
à
vontade
de
matar
e
ferir,
conceito
que,

em
português,
é
traduzido
pelo
neologista
“não‐violência”.
O
 hinduísmo
incorpora
em
 seu
sistema
o
conceito
de
 não‐violência,
 mas
Gandhi,

pedra 
 angular
 do
 pensamento
 pacifista
 contemporâneo,
 concreQza
 em
 si
 uma

variedade
convergente
da
vertente
e
dá
origem
 a
um
novo
conceito
de
pacifismo,

que
nasce
de
sua
forte
convicção
religiosa,
baseando‐se
nas 
religiões 
orientais
e
no

crisQanismo.
 É
 possível 
 apreciar
 uma
 constante
 educaQva
 no
 pensamento

gandhiano
definida
pela
autonomia
e
pela
afirmação
pessoal 
como
primeiro
passo

para
conseguir
 a
liberdade.
Gandhi,
 consciente
da
violência
externa,
 propugna
por

um
 aprendizado
 desde
 a
infância
 das 
técnicas
da
não‐violência
 (manifestações 
e

ações
 não‐violentas,
 práQcas
 dos 
 métodos
 de
 resistência
 civil 
 e
 não‐cooperação

com
 a
 injusQça
 organizada)
 que
 favoreçam
 a
 força
 interior
 necessária
 de
 cada

pessoa.
 A
 não‐violência
 não
 tem
 nada
 de
 passividade.
 Pelo
 contrário,
 propõe

combater
 a
injusQça
sem
que
esta
luta
implique
dano
para
a
pessoa
que
apóia
tal

injusQça
(desaparecem
 os 
casQgos
 psicos 
e
 todos
 os
 Qpos
 de
 violência
 psica
ou

psíquica).
 Para
Gandhi,
 o
fim
nunca
jusQfica 
os
meios.
 Conseqüentemente,
um
fim,

por
melhor
que
seja,
nunca
pode
jusQficar
meios
violentos
ou
contrários
à
moral.
Prêmio
Nobel
da
Paz
Em
pequenos
grupos,
realização
de
pesquisa
sobre
os
personagens
ou
as
insQtuições
a

que
se
concedeu
o
Prêmio
Nobel
da
Paz.
Exposição
de
murais
na
insQtuição
que

recolher
este
trabalho.
Instituições
que
receberam
o
Prêmio
Nobel
da
Paz.
1904
‐
Instituto
de
Direito
Internacional
(Genebra)
1910
‐
Gabinete
Internacional
Permanente
para
a
Paz
(Berna)
1917
‐
Cruz
Vermelha
Internacional
(Genebra)
1938
‐
Comitê
Internacional
Nansen
para
os
Refugiados
(Genebra)
1944
‐
Cruz
Vermelha
Internacional
(Genebra)
1947
 ‐
 Conselho
 da
 Sociedade
 dos
 Amigos 
 (Reino
 Unido)
 /
 Comitê
 Americano
 da

Sociedade
dos
Amigos
(EUA)
1954
‐
Gabinete
do
Alto
Comissariado
das
Nações
Unidas
para
os
Refugiados
1963
 ‐
 Comitê
Internacional 
da
Cruz
 Vermelha
/
 Liga
Internacional 
das 
Sociedades
da

Cruz
Vermelha
(Genebra)
1965
‐
Fundo
das
Nações
Unidas
para
a
Infância
(UNICEF)
1969
‐
Organização
Internacional
do
Trabalho
(OIT)
1977
‐
AnisQa
Internacional
1981
‐
Alto
Comissariado
das
Nações
Unidas
para
os
Refugiados
1985
‐
Médicos
Internacionais
para
a
Prevenção
da
Guerra
Nuclear
1988
‐
Forças
de
Manutenção
da
Paz
das
Nações
Unidas
etc.
O
dia
escolar
da
não‐violência
e
da
paz
(DENIP,
na
sigla
em
espanhol)
Foi
fundado
em
1964
por
Llorenç
Vidal
Vidal,
inspetor
de
ensino
básico.
Definido

como
jornada
secular
educativa
de
pacificação
com
a
finalidade
de
levar
os

educandos,
através
da
reflexão
pessoal,
ao
descobrimento
da
mensagem
fundamental 

de
que
“o
amor
é
melhor
do
que
o
ódio,
a
não‐violência
melhor
do
que
a
violência
e
a

paz
melhor
do
que
a
guerra”
(Vidal:
1972,
pág.
14).
O
DENIP
foi
reconhecido
pela

Andaluzia
na
Espanha.
DIA
da
NÃO‐VIOLÊNCIA:
02
DE
OUTUBRO
(Discurso
de
TOMÁS
HIRSCH,
humanista
chileno,
2007)
Estamos
aqui
para
celebrar
este
primeiro
dia
internacional
da
Não‐Violência

pelas
Nações
Unidas,
que
coincide
com
a
data
de
nascimento
do
Mahatma

Gandhi.
Porém,
mesmo
quando
celebramos
hoje,
não
podemos
deixar
de
erguer
a
voz

para
denunciarmos
a
Violência
generalizada
em
nosso
país,
em
nosso
continente

e
no
planeta
inteiro.

Não
podemos
deixar
de
erguer
a
voz
pelos
milhões
que
hoje
não
tem
nada
a

celebrar.
Pelos
que
sofrem
a
repressão
e
a
violência
contra
seus
direitos
humanos

mais
elementares.
Erguemos
a
voz
pelos
que
se
levantaram
hoje
sem
saberem
se

conseguiriam
algo
para
comer.
Denunciamos
aqueles
que,
tendo
todas
as

ferramentas
e
possibilidades
para
superarem
a
dor
e
o
sofrimento,
não
fazem

nada,
e,
pelo
contrário,
aumentam
a
dor
de
milhões.
Hoje,
deixemos
de
lado

nosso
próprio
nome
e
sobrenome
e
digamos:
Sou
mulher
e
sofro
violência
trabalhista,
violência
familiar,
discriminação
e

abuso.
Sou
jovem
e
me
discriminam
por
sê‐lo.
Ficam
me
olhando
como
suspeita.

Não
me
deixam
estudar
a
menos
que
pague.
E
se
eu
protesto
me
espancam.

Se
encontro
serviço,
sou
pago
feito
escravo.
Sou
aposentada
e
sofro
a
violência
quando
me
entregam
uma
aposentadoria

miserável
depois
de
dar
o
melhor
de
mim
à
sociedade.
Sou
trabalhador
e
vivo
sendo
explorado,
humilhado.
Não
tenho
verdadeiros

direitos
trabalhistas
e,
em
vez
de
um
salário,
recebo
migalhas.
Sou
peruano,
sou
boliviano
imigrante
e
me
discriminam
noite
e
dia.
Não
me

dão
emprego
e
me
acusam
injustamente.
Sou
mapuche;
roubam
minhas
terras
e
as
entregam
às
mulQnacionais.
A
polícia

me
reprime
e
me
encarcera
quando
luto
por
meus
direitos.
Sou
empregada
doméstica
e
me
exploram
mais
de
12
horas
por
dia,
recebo

menos
do
que
qualquer
pessoa
e
me
mandam
embora
quando
querem.
Sou
muçulmano
e
me
prejulgam
informando
ao
mundo
inteiro
que
sou

assassino,
malvado
e
perigoso.
Sou
homossexual
e
me
desqualificam
por
minha

opção
afeQva
como
se
fosse
pecado
amar
o
ente
amado.
Sou
desempregado.
Este
sistema
me
pune
em
dobro.
Não
acho
trabalho
e

não
tenho
como
proporcionar
saúde
e
educação
à
minha
família.
Cada
um
de
nós
é
jovem,
mulher,
desempregado
e
aposentado;
somos

mapuches,
muçulmanos,
homossexuais,
idosos,
peruanos
e
bolivianos;
somos

trabalhadores;
somos
meninos
de
rua.
A
violência
não
é
só
psica.
É
econômica,
racial,
psicológica,
sexual,
educacional,

de
geração
para
geração,
éQca,
racial,
religiosa.
Ninguém
consegue
se
furtar
à
violência
desenfreada
que
transforma
os
seres

humanos
em
objetos
descartáveis.
Conceitos‐chave:
Guerra‐
Paz
Análise
de
conceitos‐chave
como
violência
(clássica
ou
física,
pobre,
repressão
e

alienação),
agressividade,
paz
(negativa
e
positiva),
conflito,
guerra,
luta
e
não‐
violência.
VIOLÊNCIA
Definição
e
manifestação
multifacetada
da
violência
Avassalar
 a
 intenção
 e
 a
 liberdade
 humanas 
 por
 medo
 da
 força
 física,

econômica,
 política,
 psicológica,
 racial,
 sexual,
 ideológica
ou
 religiosa
 que
 um

indivíduo
ou
grupo
exerce
sobre
outro
ou
outros.
Nas
diferentes 
formas
de
violência,
um
indivíduo
ou
organização
tentará
limitar
ou

anular
a
intenção
de
outro
indivíduo,
grupo
ou
povo,
tratando‐o
como
se
fosse
um

objeto
sem
direito
a
viver
e
decidir.
A
violência
pode
ser
 definida
como
a
tentaQva
de
eliminar
 pela
força
o
pensar,
 o

senQr
e
o
agir
dos
demais.
Os
 violentos
 de
 toda
 espécie
 jusQficam
 a
 violência
 como
 forma
 de
 alcançar

resultados
“bons”
 ou
 “úteis”,
 quer
 em
nome
de
Deus,
 do
Estado,
do
capital,
 da

raça,
 da
tradição
ou
da
“causa
justa”.
Esse
enfoque
é
muito
perigoso
e
equívoco,

pois
leva
à
apologia
da
violência
e
à
recusa
dos
meios
não
violentos.
FORMAS
DE
VIOLÊNCIA
Física:
guerra;
luta
armada;
vandalismo;
delinqüência;
agressão
física.
Econômica:
 exploração;
 discriminação
 trabalhista;
 desemprego;
 trabalho

infantil;
cobrança
injusta
e
violência
de
impostos.
Política:
 ditadura;
 terrorismo
 de
 estado;
 terrorismo
 subversivo;
 democracia

formal.
Ideológica:
 manipulação
 da
 opinião
 pública;
 proibição
 do
 livre‐pensamento;

subordinação
 dos 
meios
de
 comunicação
 a
grupos 
do
poder;
 imposição
 de
um

modelo
de
sociedade
sem
liberdade
de
escolha.
Religiosa:
 fanatismo;
 controle
 do
 pensamento;
 perseguição
 de
 “hereges”;

proibição
de
outros
credos.
Sexual:
 (em
geral)
discriminação
e
exploração
da
mulher
em
qualquer
âmbito
de

aQvidade
humana.
Intrafamiliar:
 submissão
 da
mulher;
 espancamentos;
 autoritarismo
em
 relação

aos
filhos.
Cultural:
 censuras;
 exclusões 
 de
 vertentes
 inovadoras;
 proibição
 editorial;

preceitos
burocráticos.
Moral:
 atitude
 de
 indiferença,
 cumplicidade
 e
 impunidade
 em
 relação
 aos

diferentes
atos
de
violência.
PAZ

Concepções
da
paz
Paz
negativa:
 No
conceito
tradicional 
de
paz,
 que
considera
o
mundo
como
um

todo,
 a
 paz
 é
 um
 estado
 de
 coisas 
 que
 regula
 as
 relações 
 internas
 de
 uma

sociedade.
 Define‐se
 a
 paz
 como
 ausência
 de
 conflito
 bélico
 ou
 como
 um

estado
de
não‐guerra.
 Assim,
 desenvolve‐se
uma
imagem
passiva
da 
paz,
 sem

dinamismo
próprio
e
criada
como
conseqüência
de
fatores
externos
a
ela.
Paz
positiva:
 Segundo
 esta
concepção,
 há
um
 entendimento
amplo
da
paz:
 ela

afeta
 todas 
 as
 dimensões
 da
 vida,
 uma
 estrutura
 social 
 de
 ampla
 justiça
 e

violência
 reduzida.
 Esta
 paz
 exige
 a 
 igualdade
 e
 reciprocidade
 nas
 relações 
 e

interações.
Não
só
implica
a
ausência
de
circunstâncias 
indesejadas,
mas
também

a
 presença
 de
 circunstâncias
 desejadas.
 Por
 tudo
 isto,
 esta
 paz
 positiva
 é
 um

processo
dinâmico
e
não
estático
e
imóvel.
EDUCAÇÃO
DE
ADULTOS
Oficina
para
construir
um
futuro
sem
violência

(*)
Recorte:
A
 não‐violência
 é
 uma
 experiência
 de
 vida
 que
 brota
 da
 consciência,
 do
 repúdio

experimentado
 à
 violência.
 Cansados
 da 
 indiferença,
 dos
 maus‐tratos,
 da

desumanização
e
do
isolamento,
 vemos 
a
não‐violência
como
a
porta
de
entrada
para

esse
futuro,
talvez
intuído
e,
 em
todo
caso,
desejado
e
sentido
de
que
todos 
podemos

fazer
parte
ativamente.
As 
Oficinas
para 
construir
um
futuro
sem
violência
desenvolvem
uma
série
de
temáticas

de
gestão
simples 
que
contribui 
com
elementos 
básicos
e
aplicáveis
para
a
vida
pessoal

e
de
relacionamentos
que,
imediatamente,
se
projeta
para
o
nível 
social.
Os
docentes
e

orientadores
colocarão
seu
próprio
estilo
e
toque
mágico
de
criatividade
para
oferecer
a

não‐violência
 como
 um
 aprendizado
 agradável,
 amável,
 possível 
 em
 que
 cada
 qual

possa
projetar‐se.
Do
 pessoal 
 ao
 social 
 até
 chegar
 às
 armas 
 convencionais,
 às
 guerras 
 e
 às
 armas

nucleares,
 entendemos
 o
 duplo
 sentido
 da
 não‐violência:
 por
 um
 lado,
 o
 trabalho

dedicado
de
transformação
da
consciência
e
dos
comportamentos
pessoais
e,
por
outro,

a
partir
desta
mudança
interna,
poder
entender
que
o
mundo
violento
não
corresponde

a
este
ser
 humano
não
violento
que,
portanto,
repudia
essas 
condutas
histórico‐sociais

e
pende
para
um
futuro
sem
violência.
Temáticas
1.



Identidade
2.



O
outro
3.



Estresse
4.



O
trato
5.



Solto
e
construo
6.



Dignifico
7.



Protejo
e
cultivo
a
não‐violência
8.



O
desarmamento,
a
força
da
paz
ativa.
Tema
1.
Identidade
Objetivo:
Trabalhar
a
própria
identidade
a
partir
de
uma
abordagem
amável 
a
si 
mesmo,
à
própria

história,
às
características 
próprias.
 Um
desarmamento
da
própria
violência
interna.
 Ao

eliminar
o
preconceito
de
seu
olhar,
o
ser
humano
pode
se
ocupar
adequadamente
de
si

mesmo
ao
trabalhar
em
seu
mundo
interno,
em
sua
“própria
casa”.
Compreensões
vivenciais:
‐
Identificar
a
individualidade,
a
particularidade
de
cada
ser
único;
‐
Eliminar
o
preconceito
do
olhar
sobre
si
mesmo;
‐
Por
consciência,
deixar
de
exercer
violência
sobre
si
mesmo;
‐
Reconhecimento
e
abordagem
ao
conhecimento
do
mundo
interno
(a
própria
casa).
(*)
Fonte:
Oficinas
elaboradas
pela
Bel.
Ángela
Toro
Vallejo
em
contribuição
para
a
Marcha
Mundial.
angelatorov@une.net.co
Metodologia
 vivencial:
 EnfaQza‐se
que
é
a
parQr
 das
vivências
que
as
compreensões

são
alcançadas.
Proposta
metodológica:
+Trabalho
 individual 
 escrito
 (desenhado
 se
 forem
 crianças 
 pequenas).
 O
 que
 me

caracteriza
em
meu
corpo,
 minhas
ações,
meu
esQlo
etc.
Do
que
eu
gosto
e
do
que
eu

não
 gosto.
 Posso
 mudar
 o
 olhar
 e
 a
 avaliação
 sobre
 mim
 mesmo.
 É
 um
 exercício

individual 
de
 resposta
 às
 perguntas 
que
 em
 pouco
 tempo
 transforma
 a
reflexão
em

umas 
frases
com
 as
 quais 
cada
qual 
pode
 fazer
 uma
dinâmica
de
 apresentação
 aos

demais.
+Transferimos 
a
 um
 papel 
 riscando
 (riscar
 e
 riscar)
 os
 senQmentos
 de
 agressão,
 de

culpabilidade,
de
rejeição,
de
condenação
contra
si 
mesmo
que
costumamos
manter
e

aceitar.
 Então,
 fazemos
algum
 desenho
 suave
com
muitas
cores
vivas
ou
apenas
com

cores
que
se
combinarem
harmonicamente.
+PráQcas
 de
 relaxamento.
 Relaxamento
 externo.
 Aprender
 a
 soltar
 as
 tensões

estendendo‐se
mais 
e
soltando
de
repente.
 Aprender
 a
senQr
o
corpo
e
a
respiração
e

ampliar
 os
 tempos 
dela
 pausadamente;
 idenQficar
 as
 divagações 
sem
 concentrar‐se

nelas 
e
voltar
ao
objeQvo
do
exercício.
Fazer
 o
relaxamento
muscular
externo
segundo

a
pauta
da
Autoliberação.
+Trabalho
 com
 imagens
 em
 que,
 após
 um
 breve
 relaxamento,
 orientem
 os

parQcipantes 
a
encontrarem‐se
em
um
lugar
tranqüilo
aonde
se
vá
ao
encontro
de
uma

pessoa
muito
amável 
que
está
de
costas,
que
se
vira
para
vir
a
nosso
encontro
e
resulta

ser
 quem
 está
fazendo
 o
 exercício.
 Esse
 “si
 mesmo”
 cumprimenta‐o
 calorosamente,

convida‐o
 a
sentar‐se
perto
 de
 uma
árvore.
 Ali,
 há
uma
vasilha
 de
barro
 em
 que
os

seres 
da
noite
recolhem
os 
maus‐tratos 
internos
das
pessoas.
Ele
pede
a
você
que
Qre

de
seus
bolsos
tudo
o
que
aplicou
como
violências
consigo
mesmo:
as 
condenações,
os

maus‐tratos,
as
pressões,
o
 distúrbio
alimentar,
 de
sono,
 de
descanso,
 de
valorização

etc...
todas
as
possíveis
agressões
consigo
mesmo
que
as
pessoas
com
as
quais 
é
feita
a

oficina
possam
estar
vivenciando,
segundo
sua
idade,
situação
etc.
Depois
de
deixar
na

vasilha
perto
da
árvore
 tudo
 o
que
Qraram
 consciente
e
 simbolicamente
dos
bolsos,

você
é
convidado
a
senQr
a
leveza,
a
tranqüilidade,
o
gosto
de
reencontrar
 a
si 
mesmo.

Esse
 “si 
 mesmo”
 bondoso
 vai 
ao
 encontro
 de
quem
 está
 fazendo
 a
experiência
e
 o

abraça
 para
 parabenizá‐lo,
 convidando‐o
 a
 voltar
 ao
 dia‐a‐dia
 bem‐disposto
 e

agradecido
por
ter
 podido
se
livrar
 de
suas
violências 
internas.
 Então,
os
parQcipantes

são
 convidados 
a
 voltarem
 ao
 dia‐a‐dia
 retornando
 ao
 lugar
 em
 que
 a
 Oficina
 está

sendo
realizada.
Conclusões
da
Oficina.
Em
grupos
pequenos,
os 
parQcipantes
trocam
idéias
sobre
como
foi
a
experiência
para

eles
e
em
que
ela
serviu‐lhes.
Então,
recebem
a
proposta
de
aplicação
no
dia‐a‐dia.
Exercício
de
aplicação
no
dia‐a‐dia.
Tomar
 consciência
dos 
julgamentos
 acusatórios 
ou
 de
condenação
 que
sejam
 feitos

sobre
 si 
mesmo.
 IdenQficar
 situações,
 aspectos
ou
momentos
em
 que
você
se
julga,

condena
e
pressiona
e
 anotá‐los 
para
poder
 mudá‐los.
 Não
deixar
 que
a
"lixeira
 de

reciclagem"
 do
 ser
 fique
 cheia.
 Colocar
 os 
 julgamentos 
 ou
 acusações
 a
 favor
 da

compreensão
e
da
valorização
pessoal.
Tema
2:
O
outro
Objetivo:
Ao
compreender
que
somos
todos 
diferentes 
e
que
somos
“o
outro”
 dos
demais,
cada

ser
 humano
 pode
desarmar
 as 
condições
 de
 rivalidade
que
assumiu
 como
 ponto
 de

partida
nas
relações
com
os
demais.
O
outro
nos
dá
seu
ser,
suas
ações,
suas
possibilidades,
seus
espaços
etc.
O
outro
nos
recebe
porque
nos
permite
ser
 nós
mesmos 
ao
abrir‐se
a
nosso
ser
e
fazer;

ele
recebe
o
que
projetamos.
O
 outro
 ameaça
nossa
 individualidade
 já
que,
 seja
 um
 outro,
 sejam
 muitos 
 outros,

compartilhamos 
 espaços 
 e
 dinâmicas 
 continuamente;
 das 
 dinâmicas
 cotidianas 
 de

andar
de
transporte
coletivo
às
mais
competitivas
como
ser
 jogadores
em
uma
partida

de
futebol,
 colegas
de
trabalho
etc.,
 somos 
todos 
ameaçadores
para
os
demais 
e
esta

realidade
não
 acarreta
uma
conotação
negativa
em
 essência,
 pois
essa
ameaça
pode

abrir
nossa
cabeça
e
tal 
abertura
pode
virar
 possibilidade
de
enriquecimento,
de
novas

possibilidades 
que
só
vêm
à
tona
quando
se
compartilha,
 quando
cada
individualidade

deixa
ser
tocada
por
essa
diferença
do
outro.
Com
 o
 outro
 compartilhamos,
 projetamos.
 Quando
 a
 realidade
de
ser
 com
 outros 
é

entendida,
a
consciência
se
amplia
e
pode
decidir
abrir‐se
e
compartilhar,
enriquecer‐se

e
enriquecer
com
a 
integração
da
diversidade,
com
o
aproveitamento
das 
possibilidades

e
a
decisão
de
projetar‐se
com
a
força
conjunta.
Isto
apenas
acontece
quando
o
ser
humano
entende
seu
ser
único
e
complementar,
sua

possibilidade
 de
 manter‐se
 na
 posição
 de
 dono
 e
 gestor
 de
 seu
 ser
 e
 seu
 fazer.
 A

segurança
que
advém
de
manter‐se
no
centro
e
no
poder
lhe
dá
a
força
necessária
para

acolher
e
valorizar
as
relações.
Assim,
o
outro
deixa
de
ser
visto
como
inimigo.
Compreensões
vivenciais:
‐
Abordagem
humana
à
diferença,
ao
outro
com
os
traços
que
afastam
ou
aproximam
os

seres
 humanos
 entre
 si;
 as 
 virtudes
 da
 diversidade.
 Nada
 uniforme,
 todos

complementares;
‐
Experiência
da
dinâmica
das
relações;
‐
 Compreensão
 vivida
 da
 experiência
 de
 viver
 centrado,
 de
 projetar‐se
 a 
 partir
 do

próprio
ser
deixando
o
outro
ser
“outro”
na
medida
em
que
cada
qual
“é”.
Proposta
metodológica:
+O
 valor
 das
diferenças.
 Em
 duplas,
 compartilhar
 aquilo
que
os
faz
 diferentes:
 idade,

gostos,
 interesses,
 traços.
 Escolher
 algumas 
 características
 que
 poderiam
 torná‐los

COMPLEMENTARES.
 Com
esses
traços
diferentes
e
complementares,
fazer
um
desenho

em
que
se
expresse
o
valor
das
diferenças.
+Em
 grupos,
 preparar
 uma
 performance
 ou
 sociodrama
 em
 que
 se
 expressem
 as

dinâmicas 
 dos
 relacionamentos:
 o
 outro
 me
 dá,
 me
 recebe,
 me
 ameaça,

compartilhamos
e
projetamos.
Trocar
conclusões
a
partir
dos
sociodramas.
+Centrado,
 descentrado.
 Dinâmica
de
cartas
a
escolher
 em
que
se
representem
fatos.

Exemplos:

‐
 A
 partir
 de
 um
 comentário:
 “como
 você
 gord@”,
 “sempre
 com
 a
 cabeça 
em

outro
lugar”,
“por
que
não
está
falando
comigo?”…
‐
A
partir
de
uma
situação:
todos
estão
negativos 
perante
um
fato
(o
inverno,
uma

prova,
a
situação
econômica…).
‐
Um
fato:
errar,
fracassar
em
uma
tarefa.
Em
cada
caso,
reparar
quando
a
ação
das 
pessoas 
vem
do
próprio
ser
(ação
decidida)
ou

dos 
 outros
 (reação,
 ficar
 descentrado).
 Comentar
 como
 seria
 estar
 centrado
 ou

descentrado
em
cada
caso
e
que
ações
podem
ser
depreendidas
de
cada
um.
Conclusões
da
Oficina:

Novamente
 em
 duplas,
 tira‐se
 uma
 conclusão
 e
 ela
 é
 transformada
 em
 um
 refrão,

aforismo
ou
frase
de
efeito
que
seja
de
serventia
para
todos..
Exercício
de
aplicação
no
dia‐a‐dia:
Na
semana,
aplicar
as
frases
de
efeito
recolhidas
nas
conclusões.
Tema
3:
ESTRESSE
ObjeRvo:

IdenQficar
 as
 diversas 
 formas
 pelas 
 quais 
 se
 expressa
 a
 pressão
 do
 dia‐a‐dia
 nos

parQcipantes,
 o
que
gera
estresse,
 desequilíbrios
internos,
 externos 
e
nos
hábitos
de

vida.
 Tensões
psicas,
 tensões
nos
órgãos
internos
e
na
mente
quando
a
deixamos 
nas

mãos 
de
crenças
bloqueadoras 
e
temerosas.
Os
hábitos
adequados
de
vida
em
que
a

pessoa
se
descuida
da
alimentação
balanceada,
 do
 ritmo
 do
sono,
 do
descanso
e
do

prazo,
 do
 desenvolvimento
 intelectual,
 emoQvo,
 espiritual 
 etc.
 A
 resignação
 e
 a

submissão
inconsciente
ao
poder
dos
outros:
“É
 preciso…”,
 evitando
a
própria
responsabilidade
e
a
tomada
de
uma
postura
frente

aos
fatores
que
causam
estresse
ou
desequilíbrio.
Perceber
como
o
cansaço
e
as 
tensões
impedem
ser
 objeQvo
e
incapacitam
na
hora
de

tomar
 decisões 
adequadas.
Aprender
 formas 
de
adaptação
ao
meio
em
que
vivemos

enquanto
 construímos 
 mecanismos
 de
 humanização.
 Quando
 estamos 
 nestes

extremos
de
tensão
ou
cansaço,
 as 
decisões
serão
subjeQvas,
 cegadas
por
um
estado

que
não
permite
uma
expressão
genuína
e
integral 
do
próprio
ser.
Aplicar
 técnicas
de

relaxamento
 e
 ajudas
 anQestresse
 aplicadas
 ao
 dia‐a‐dia
 e
 como
 mecanismos 
 de

proteção
do
próprio
equilíbrio.
Trabalhar
 com
 ênfase
 na
 inuQlidade
 da
 rigidez
 e
 no
 benepcio
 de
 soltar‐se.

Compreensões 
sobre
 a
rigidez
 mental
 como
reação
 às 
situações 
de
 insegurança
 e
à

possibilidade
 sempre
 presente
 de
 encontrar
 e
 gerar
 mecanismos
 de
 confiança,
 de

flexibilidade,
de
criaQvidade
e
soltura
mental
que
permitam
ações
novas 
que
abram
o

futuro.
Compreensões
vivenciais:
‐
As 
formas
do
estresse,
idenQficação
dos
desequilíbrios
e
hábitos
de
vida
que
influem

para
a
ocorrência
do
estresse;
‐
O
cansaço
e
as
tensões
que
incapacitam;
‐
Adaptação
na
hora
de
construir
mecanismos
de
humanização;
‐
InuQlidade
da
rigidez
e
os
benepcios
de
soltar‐se.
Proposta
metodológica:
+Aplicar
 técnicas 
de
relaxamento
em
 que,
 antes,
 são
feitos 
exercícios
energéQcos 
de

soltar
 tensões 
 e
 algumas
 catarses
 recreaQvas.
 Trabalhar
 o
 relaxamento
 externo,

interno,
 mental 
e
a
experiência
de
paz
 acompanhada
de
senQr
 o
corpo,
 idenQficando

algo
que
também
nos
habita 
além
do
corpo,
e
procurar
localizar‐se
ali,
nesse
espaço
do

sagrado
de
cada
um.
+Fazer
todos
juntos
duas
colunas 
no
tabuleiro:
na
primeira,
uma
lista
em
que
possamos

ver
 as 
maneiras 
por
 que
o
cansaço
e
as
tensões
nos
incapacitam:
 quando
se
está
com

muito
sono,
 há
várias
coisas 
a
fazer
 em
 pouco
tempo,
 um
quer
 uma
coisa
e
o
outro

outra
etc.
 Na
 outra
 coluna,
 anotar
 o
 que
 pode
 ser
 feito
 em
 cada 
caso
 para
 poder

resolver
 estes
 bloqueios.
 Exemplo:
 dormir
 antes
 de
 voltar
 a
 estudar,
 organizar
 os

horários 
e
fixar
 prazos 
e
ajudas 
ambientais,
 negociar
 com
o
outro,
 comprazer
 alguém

em
resposta
a
seu
apoio
à
minha
necessidade
de
equilíbrio
etc.
+Mecanismos 
de
humanização:
 Exercício
em
 grupos
pequenos:
 Cada
grupo
 tem
uma

folha
em
que
há
apenas 
um
{tulo:
Oficina
mecânica.
Vamos 
levar
 nosso
automóvel 
ao

mecânico,
pois 
parte
dele
representa
o
que
detectamos
como
o
maior
caso
de
estresse

dos 
que
fazem
parte
do
grupo.
Desenhamos
a
ferramenta
propícia
para
reparar
o
dano

do
automóvel 
e,
a
exemplo
dele,
do
estresse,
e
explicamos
como
nosso
veículo
poderia

deixar
a
Oficina
com
a
aquisição
de
um
novo
mecanismo
humanizador
que
nos
permita

avançar
na
vida
sem
os
altos
níveis
de
estresse
com
que
chegamos
à
Oficina.
+O
 boneco
de
pano.
 Com
 a
consciência
de
ajudar
 o
companheiro
que
está
no
centro,

vamos
fazer
um
círculo
ao
seu
redor
para
que
vá 
deixando‐se
ir
a
um
lado
e
ao
outro,

soltando‐se
com
a
confiança
de
que
seus
companheiros
vão
recebê‐lo.
 O
cuidado
que

se
tem
 pelo
companheiro
 do
centro
é
o
 que
a
pessoa
gostaria
de
ter
 se
esQvesse
no

centro.
 Experimentar
 o
 apoio
 e
 o
 cuidado
 quando
 a
 pessoa
 esQver
 no
 círculo
 e

experimentar
 a
 confiança
 e
 a
 soltura
 psica,
 emocional 
 e
 mental 
 quando
 a
 pessoa

esQver
no
centro
pingando
de
mão
em
mão
feito
boneco
de
pano.
Conclusões
da
Oficina:

Trocar
idéias
sobre
como
cada
um
se
sente
após
ter
trabalhado
na
Oficina.
Exercício
de
aplicação
no
dia‐a‐dia:
Exercer
as
práQcas
de
relaxamento
no
dia‐a‐dia
sempre
que
for
necessária
uma
ajuda,

uma
mudança
de
aQtude.
Tema
4:
O
trato.
ObjeRvo:
Como
tudo
começa
em
casa,
a
tarefa
primordial 
é
revisar
o
trato
que
a
própria
pessoa

está
se
dando
porque
se
a
pessoa
se
trata
bem,
com
certeza
tratará 
os 
demais
bem.
O

bom
trato
 decorre
 da
valorização
 de
si 
mesmo,
 da
observação
de
suas 
qualidades
e

virtudes,
do
fomento
de
hábitos 
de
vida
adequados 
a 
um
desenvolvimento
integral 
de

todo
o
ser,
de
aQtudes
amáveis,
 dignas
e
respeitosas 
para
consigo
mesmo.
Todas
estas

condições
pessoais 
farão
de
um
 ser
 humano
 um
 ser
 apto
 para
amar
 e
comparQlhar

com
outros 
a
existência
e
um
ser
benéfico
com
que
qualquer
um
gostaria
de
ter
ao
seu

lado
para
conviver.
Para
tratarmos 
os
demais
em
decorrência
de
um
 bom
 trato,
 precisamos 
ficar
 atentos

para
 a
 maneira
 pela
 qual 
 vamos
 atender
 a
 nós 
 mesmos.
 Este
 cuidado
 e
 atenção

consigo
mesmo
é
uma
tarefa
diária.
Pressupô‐lo
é
perder
o
dinamismo
do
bom
trato.
Eu
trato,
 faço
o
trato,
 me
contrato!
Tratar
é
fazer
 o
exercício
até
conseguir,
 é
negociar

possibilidades,
é
organizar
as
coisas
para
poder
alcançar
 os 
objeQvos;
somente
então
a

pessoa
 fica
 apta
e
 habilitada
para
 poder
 ser
 contratada,
 para
fazer
 o
 trato
 consigo

mesma
 e
 então
 estar
 em
 condições
 de
 oferecer
 isto
 aos
 demais
 em
 decorrência

ineludível
de
ser.
Compreensões
vivenciais:
‐
Tudo
começa
em
casa;
‐
Todo
dia
trato
comigo
mesmo/a;
‐
Trato,
faço
o
trato,
me
contrato!
Proposta
metodológica:
+Trabalho
pessoa.
 Spa‐EU.
 O
 que
eu
me
dou?
Observação
de
si 
mesmo.
 Uma
folha
em

forma
de
tríptico
dobrável 
é
entregue
a 
cada
participante
na
qual 
cada
um
 vai 
fazer
 um

anúncio
 sobre
 seu
 Spa‐EU.
 Dicas
para
 o
trabalho
criativo‐reflexivo:
 Como
me
vejo,
 que

qualidades
eu
tenho,
os 
melhores 
hábitos
que
quero
adquirir,
positivizo
o
que
sou
e
o
que

tenho,
como
faço
para
me
sentir
ótimo.
Organizo
meu
Spa
nos 
diferentes 
campos
em
que

vou
atender
 a
mim
mesmo:
Exercito
meu
corpo,
me
alimento,
 me
cuido,
descanso
e,
 em

cada
campo,
 anoto
 como
faço
isso.
 Exercito
minhas
aptidões:
 para
que
sirvo,
 o
 que
eu

gostaria
de
reativar,
o
que
gostaria
de
desenvolver
 a
partir
 do
que
eu
sei,
daquilo
em
que

sou
bom
/
 boa
ou
de
que
gosto?
No
plano
emocional:
 levo
 minhas
emoções
à
“sauna”

onde
depura‐se
o
que
negativizei 
em
minha
vida,
positivizo
minhas 
emoções…
Elevo
meu

espírito:
crio
um
ambiente
mental 
que
vai 
virar
esse
espaço
do
Spa‐EU
que
será
como
meu

templo,
aonde
posso
ir
para
recolher‐se,
descansar,
agradecer,
centrar‐me,
repousar
e
onde

posso
voltar
a
conectar‐me
com
o
mais
sagrado
e
profundo.
Conclusões
da
Oficina:

Exposições
dos
trípticos
na
parede
para
que
cada
um
passe
para
vê‐los.
Exercício
de
aplicação
no
dia‐a‐dia:
Anoto
todo
dia
o
 bom
 trato
 que
me
dispensei,
 os 
chamados
a
melhorar
 meu
 trato,
 as

correções 
que
fiz,
 as
visitas 
a
meu
Spa‐EU
 que
realizei 
e
os
efeitos 
destes
exercícios
em

minhas
relações.
 Recriar
 esse
Spa
o
máximo
possível
e
mantê‐lo
 com
muita
vividez
 nas

imagens
mentais.
Visitar
esse
espaço
sagrado
que
recriei
no
Spa.
Tema
5:
Solto
e
construo.
ObjeRvo:
Para
aQvar
a
não‐violência
e
avançar
no
processo
interno,
vamos
aplicar
esta
Oficina
de

exercícios 
que
possibilite
experimentar
 que
há
um
novo
começo,
que
uma
nova
etapa

é
marcada,
que
a
própria
vida
está
sendo
preparada
para
renascer.
Para
 soltar:
 Sinônimos 
como
 limpar,
 jogar,
 liberar,
 arrojar,
 mexer,
 soltar,
 reorganizar,

arejar,
abrir,
recriar
a
vida,
dar
saltos 
evoluQvos,
gerar
novas 
realidades
para
si 
mesmo

e
 para
 seu
 entorno
 vêm
 a
 ser
 as 
 ferramentas 
 que
 vão
 nos
 ajudar
 a
 exercitar
 as

vivências.
Para
 construir:
 Já
 bem‐disposta
 e
 sem
 bloqueios,
 a
 aQtude
 se
 dispõe
 a
 construir

realidades 
prezadas
 e
senQdas
em
 que
a 
energia 
e
a
 qualidade
da
própria
vida
são

invesQdas 
com
 dedicação
 para
que
estas 
realidades 
que
construirmos
venham
a
virar

nossa
“obra”,
aquilo
que
será
nossa
expressão
para
o
mundo.
Compreensões
vivenciais:
‐
Soltar…
‐
Construir…
Proposta
metodológica:
+Exercícios 
de
alongamento
e
de
respiração
 em
que
se
expira
e
se
inspira,
 em
 que
a

presença
da
vida
é
experimentada,
já
que
respirar
não
é
um
ato
voluntário
e
é
graças 
a

ele
que
vivemos.
+Com
 imagens
 mentais,
 recorrer
 à
história
 para
 botar
 em
 uma
saca
 os
 fardos 
que

arrastamos 
e
levá‐los
até
o
forno
das
transações 
em
que
a
própria
vida
dissolverá
com

seu
fogo
todos
os
fardos.
A
pessoa
sai
dali
radiante,
leve
e
segura.
+Fazer
 transferências
 escrevendo,
 cantando,
 alegando;
 com
 movimentos
 do
 corpo,

limpando
etc.
+Com
massa
de
modelar
 ou
objetos
que
permitam
montar
 coisas,
construir
 uma
casa

com
detalhes
e
cores
que
seja
do
gosto
de
quem
a
construir
 a
fim
de
transferir
para
lá

a
vivência
de
construir
uma
vida
com
senQdo.
Conclusões
da
Oficina:

Entre
os
participantes,
comenta‐se
a
relação
entre
soltar
e
construir.
Exercício
de
aplicação
no
dia‐a‐dia:
Propor‐se
a
ir
 a
um
lugar
 em
 que
haja
um
riacho
para
observar
 como
a
água
corre.

Também
é
possível 
ir
 a
um
espaço
campestre
e
sentir
 o
vento
que
sopra,
 as
árvores

que
se
mexem,
 a
vida
que
brota,
 o
ecossistema
harmônico.
 Agradecer
 pela
própria

vida,
 por
 ser
 e
 existir
 rodeados 
 de
 bem.
 Guardar
 na
 lembrança
 essa
 experiência

como
 uma
 imagem
 muito
 sentida
 que
 mantém
 relação
 com
 o
 que
 queremos

construir.
Tema
6:
Dignifico.
ObjeRvo:
Trata‐se
de
entender
 existencialmente
o
que
queremos 
dizer
 com
dignificar.
Seria
algo

como
conseguir,
proporcionar,
 colocar,
possibilitar
 que
algo
ou
alguém
alcance
o
nível

mais
alto
de
valorização,
de
integralidade,
de
experiência.
O
primeiro
a
dignificar:
a
vida,
o
ser
humano.
Nada
acima
de
seu
valor.
Tudo
daqui 
tem

um
significado
profundo,
assim,
é
necessário
que
tudo
recupere
a
idenQdade
genuína,

a
que
lhe
dá
seu
valor.
 Dignificar
por
 isto
seu
entorno
social,
 seu
meio,
sua
história,
 o

planeta,
o
universo,
assim
como
se
dignifica
a
menor
 célula,
 o
menor
 gesto,
 o
sorriso

mais
amplo,
os
lugares,
a
história;
 tudo
é
muito
importante
a
parQr
 desta
perspecQva:

a
vida
como
possibilidade
sempre
possível,
sempre
nova,
em
avanço
e
transformação.

Em
 oposição
 a
 esta
 experiência
 estaria
 o
 conformismo,
 a
 estabilidade,
 o
 conceito

estáQco
 de
 que
 “está
 tudo
 bem”,
 o
 de
 que
 se
 algo
 já
 foi 
 alcançado,
 está
 óQmo

conQnuar
culQvando
“mais 
da
mesma
coisa”.
Se
a
vida
sempre
esQver
 em
evolução,
 o

ser
 humano
 nunca
se
senQrá
saQsfeito
e
completo.
 Quando
 uma
aspiração
vira
uma

luta,
 as 
 pessoas,
 as
 coisas,
 os
 meios,
 as
 possibilidades
 se
 degradam
 e
 a
 tarefa
 de

dignificar
torna‐se
necessária.
A
 violência
é
a
forma
que
a
destruição
da
dignidade
assume
em
todos
os
níveis.
 Por

isso,
este
tema
irá
levar‐nos
à
compreensão
mais
ampla
da
paz
e
da
não‐violência.
O
ser
humano
entendeu
que
não
pode
ser
plenamente
sem
tudo
o
que
o
rodeia;
o
que

o
 rodeia
 tem
 tanta
 amplitude
 quanto
 tem
 profundidade,
 do
 átomo
 ao
 mais

surpreendente
dos
fenômenos
do
universo
ainda
por
explorar.
Compreensões
vivenciais:
‐
Dignificar
o
que,
quem
e
por
quê.
‐
Dignificar
a
vida,
o
amplo
espectro
da
vida.
‐
A
dinâmica
transformadora:
riscos
e
inimigos.
‐
A
violência:
destruição
da
dignidade
em
todos
os
níveis.
Proposta
metodológica:
+Trabalhar
 com
 base
 em
 fotos
 de
 pessoas,
 lugares,
 fatos,
 situações
 das 
 pessoas,
 a

história,
o
mundo,
onde
a
dignidade
se
vir
afetada,
desdenhada
ou
oprimida.
+Ver
 o
 vídeo
 O
 que
 é,
 o
 que
 é?:
 h’p://www.youtube.com/watch?v=vjqyHkzMgBQ

ComparQlhar
 como
 podemos 
contribuir
 para
a
dignificação
da
vida
no
 lugar
 em
 que

vivemos,
 trabalhamos
 ou
 estudamos.
 Observamos
 nesses
 âmbitos
 quais
 riscos 
 ou

ameaças 
 a
 vida
 corre,
 definimos
 possibilidades
 de
 dignificá‐la
 nesses 
 casos
 e

comprometemos
ações
para
esta
vida
seja
dignificada.
Conclusões:

A
conclusão
se
refleQrá
nas
ações
decididas
na 
Oficina
e
em
sua
aplicação
real 
que
é
o

que
levará
realmente
a
honrar
e
dignificar
a
vida.
Exercício
de
aplicação
no
dia‐a‐dia:
Aplicação
das
ações
para
dignificar
a
vida.
Tema
7:
Protejo
e
cultivo
a
não‐violência.
Objetivo:
A
base
da
Oficina
é
o
conteúdo
deste
poema.
SEMEADOR.
 
“Este
mundo
inteiro
é
meu,
 me
dói,
me
compete,
 me
interessa,
 é
parte

de
minhas
entranhas.
Balançando
o
futuro,
a
não‐violência
nasce
e
deixa‐se
cuidar
feito
semente
de
ouro
nas

frágeis 
palmas
de
minhas
mãos.
 Pequenina
e
 alQva 
deixa‐se
 culQvar,
 mulQplica‐se
 e

fermenta
a
terra
adubada
com
lágrimas
e
sonhos
de
milhões
de
seres.
 Então,
 brota
e

ergue‐se
com
as
folhas
abertas,
 como
 se
esQvessem
 crucificadas,
 porém
expostas
ao

sol
para
bebê‐lo
todo.
Não‐violência
pequeninha,
 você
vai 
emergindo
do
nada
de
escombros 
de
sofrimentos

mortos;
 vai 
 deixando
 sombras 
 para
 trás,
 vai 
 surgindo
 de
 zeros
 transformados
 em

brotos
de
amanhã.
Você
não
 mais 
tão
pequena,
 não‐violência
mocinha
e
linda,
que
enfeita
as
ruas
pelas

quais
se
desloca,
alegre
e
bem‐disposta,
sempre
viva.
Você
 aparece
 para
 os 
 rostos 
 irmãos,
 multidões
 de
 pares
 seus
 que
 surgiram
 dos

nadas 
da
fé,
órfãos 
do
futuro…
 são
milhares
os 
que
agora
caminham
e
viram
adultos

como
você,
multiplicados
como
areias
de
sulcos
de
fecundos
amanhãs
de
paz
ativa.
Milhões 
de
passos,
de
vozes 
e
de
mãos 
cativam
os
outros,
pois
levantou‐se
a
grande

verdade
 do
 sonho
 transformado
 em
 realidade:
 Não‐violência,
 você
 já
 é
 maior
 de

idade,
já
é
nossa
pele,
nosso
estilo
de
vida”.
Compreensões
vivenciais:
‐
O
que
protegemos;
‐
O
que
cultivamos;
‐
Como
a
não‐violência
se
aQva;
‐
Por
que
marchamos:
o
signo
e
o
assinalado.
Proposta
metodológica:
+Trabalhando
 as 
 compreensões
 da
 Oficina,
 cada
 qual 
 faz
 uma
 poesia
 ou
 qualquer

expressão
 ar{sQca
 que
 expresse
 de
 maneira
 individual 
 ou
 grupal 
 a
 expressão
 do

compreendido.
ComparQlhar
os
trabalhos
realizados.
Conclusões:

Expor
 os
 trabalhos 
 em
 um
 lugar
 público
 em
 que
 seja
 possível
 difundir
 a
 Marcha

Mundial,
 revelar
 com
senQmento
o
que
significa
a
não‐violência 
e
recolher
 adesões 
à

Marcha.
Exercício
de
aplicação
no
dia‐a‐dia:
Atender
 todas 
as
ações 
para
proteger,
 culQvar
 e
fomentar
 a
não‐violência
no
 próprio

coQdiano
 da
 vida.
 Tomando
 consciência
 delas,
 vamos
 transformando‐nos 
 em

promotores
da
não‐violência,
da
paz
aQva.
Tema
8:
O
desarmamento,
a
força
da
paz
aRva.
Objetivo:
Revelar
 a
realidade
da
guerra,
 da
violência
global 
do
perigo
nuclear,
 da
ocupação
 de

territórios,
 da
 corrida
 armamenQsta,
 das
 diferentes 
 formas 
 de
 violência
 com
 a

finalidade
 de
 que
 os
 parQcipantes
 entendam
 a
 gravidade
 do
 momento
 atual 
 e
 os

moQvos
 pelos
 quais 
é
 feito
 este
 chamado
 de
 atenção
 e
 despertar
 da
consciência
à

população
mundial
e
aos
governos.
Compreensões
vivenciais:
‐
O
perigo
iminente;
‐
Os
efeitos
da
violência;
‐
O
compromisso
pessoal
é
fundamental;
‐
Viver
a
força
da
paz
ativa.
Proposta
metodológica:
+Veicular
 vídeos 
ou
 apresentações
que
 permitam
 conhecer
 e
entender
 a
 realidade

mundial
quanto
às
temáticas
levantadas.
*Sala
de
Espera
(Medelim).
+Gerar
uma
conversa
sobre
o
tema.
+Definir
 compromissos
e
ações
para
mulQplicar
 estas
Oficinas
e
estes
entendimentos

para
outros
grupos.
+Formar
grupos
de
apoio
para
manter
e
fomentar
a
práQca
da
não‐violência
na
própria

vida.
Montar
equipes,
trabalhar
em
rede
com
base
em
objeQvos
comuns
senQdos.
Conclusões
da
Oficina:

Avaliar
a
contribuição
do
ciclo
de
Oficinas 
e
definir
a
participação
na
Marcha
Mundial

pela
Paz
e
pela
Não‐Violência.
Compromisso
para
assumir
 a
não‐violência
como
estilo

de
vida.
O
compromisso
é
expresso
por
esta
causa.
Exercício
de
aplicação
no
dia‐a‐dia:
A
formação
das 
equipes
de
apoio,
das 
redes 
de
ação
não
violenta,
a
parQcipação
aQva

na
marcha
e
na
causa
da
não‐violência
aQva.
As
virtudes

(*)
Objetivos
Que
os
participantes:
‐
 Reconheçam
 (“desnaturem”)
 o
 ponto
 de
 vista
 negativo
 e
 violento
 que
costumam

utilizar
como
estratégia
mental
para
produzir
as
mudanças.
‐
 Comecem
 a
 substituir
 esse
 hábito
 pelo
 de
 assumir
 um
 ponto
 de
vista
 positivo,

atentando
para
as
possibilidades 
e
as
fortalezas
e
potencializando‐as 
em
primeiro

lugar.
‐
Exerçam
a
liberdade
interna
de
escolher
em
relação
a
que
atender
e
para
que
(mesmo

em
meio
à
violência
instalada
nesta
cultura
globalizada
individualista
e
possessiva)
Recorte
Mudança
 do
 enfoque
 ou
 do
 ponto
 de
 vista.
 Para
 começarmos
 esta
 mudança,

atentamos
para
as
virtudes
que
vemos 
em
nós
mesmos 
e
nos 
demais
e
nos
apoiamos

nelas 
 para
 construirmos
 novos 
 âmbitos
 não‐violentos 
 e
 solidários.
 Chamamos 
 de

“virtudes”
 os 
conhecimentos,
 senQmentos,
 aQtudes,
 hábitos 
de
vida
 e,
 vale
 a
 pena

mencioná‐lo,
 todos
 os 
 recursos 
 que
 possam
 contribuir
 para
 a
 construção
 de
 uma

Comunidade
 Solidária,
 InsQtuições
 e
 Projetos
 de
 Vida
 coerentes
 com
 ela.
 Qualquer

capacidade
(por
 exemplo,
 a
inteligência,
 a
fortaleza
psica,
 o
saber…)
 não
são
virtudes

em
si,
mas
se
transformam
nelas
quando
estão
a
serviço
dessa
construção
solidária.
A
 inteligência,
 o
 conhecimento,
 a
 força 
e
 demais 
 atributos
 uQlizados
 para
 produzir

sofrimento
e
a
destruição
dos
demais 
não
são
virtudes.
(Esta
avaliação
é
feita
a
parQr

de
concepção
de
mundo
que
coloca
o
ser
 humano
como
valor
central 
e
a
comunidade

solidária
como
o
meio
mais
adequado
para
seu
desenvolvimento).
Desenvolvimento
a)
As
próprias:

 Quais
são
minhas
virtudes
mais
importantes?
Anotar
no
mínimo
três.
b)
As
dos
outros:

 Quais
 são
 as
 virtudes
 mais
 importantes 
 de
 meu
 /
 minha
 colega
 de
 tarefa?


 Anotar
três
do/a
companheiro/a
escolhido/a.
c)
As
de
um
ente
querido:

 Quais
 são
 as
 virtudes
 mais 
 importantes
 de
 um
 ente
 querido
 (filho/a,

parceiro/
 a,
pais
ou
outros)?
Anotar
três
do
ente
querido
escolhido.
d)
 Comunicar
 às
 pessoas
 escolhidas
 as
 virtudes 
 anotadas.
 (Durante
 a
 semana
 em

andamento
em
um
momento
adequado.)
(*)

 Fonte:
 Versão
 da
 oficina
 “As
 virtudes”
publicada
 no
 livro
 Hacia
 una
 cultura
 solidaria
y
 no

Violenta.
JJ

Pescio.
Patricia
Nagy
.Ed
Moebius,
2007.
Troca
de
idéias
a)
Descrever
os 
registros
internos 
positivos
e
as 
resistências 
que
apareceram
ao
tentar

encontrar
virtudes
(sobretudo,
em
nós
mesmos).
Algumas
perguntas
para
refleQr
em
conjunto.

 Como
 nos 
 sentimos 
 quando
 olhamos
 para
 os 
que
 nos
 rodeiam
 e
 para
 nós 


 mesmos
 com
 a
 atenção
 concentrada
 no
 que
 está
 faltando
 e
 no
 que
 está


 sobrando
e
naquilo
de
que
não
gostamos?

 O
 que
 acontece
 conosco
 quando
 temos 
 de
 pensar
 em/atentar
 para
 algo


 positivo
 sobre
 um
 ente
 querido
 ou
 um/a
 colega
 de
 trabalho,
 algo
 que


 admiramos
ou
que
nos
alegra
ver
nele/nela?

 Para
nós
isso
é
fácil 
ou
temos 
de
fazer
um
esforço
maior
 do
que
quando
temos 


 de
pensar
em,
ou
atentar
para,
algo
criticável?

 Quando
 atentamos
 para
 as
 virtudes
 dos
 demais 
 e
 de
 nós 
 mesmos,
 ficamos 


 inaQvos
e
sem
interesse
em
melhorar
porque
“está
tudo
bem”
ou
nos
senQmos 


 impelidos 
 a
 avançar
 com
 bom
 ânimo
 amparando‐nos
 nessas
 virtudes
 para


 concreQzarmos
o
que
for
necessário
fazer?
Pesquisa
sociofamiliar
(*)
Objetivo:
Reconhecer
a
influência
do
plano
socioinsQtucional
em
nossas
vidas
pessoais.
Desenvolvimento:
Análise
 das 
 causas
 e
 efeitos
 das
 guerras
 mundiais
 e
 nacionais
 passadas 
e
 atuais.

Trabalhar
 com
base
em
experiências 
pessoais 
ou
de
parentes 
e
pessoas 
próximas 
na

medida
do
possível.
Análise
de
conjunto
de
conceitos‐chave
Objetivo:
Discriminar
conceitos
como
violência,
paz,
pacifismo
e
não‐violência.
Desenvolvimento:
Analisar
 as
seguintes 
frases:
 “A
ausência
de
guerra
não
é
a
PAZ”.
“O
pacifismo
não
é
a

mesma
coisa
que
NÃO‐VIOLÊNCIA”.
Leitura,
 análise
e
 conclusões
da
“Carta
para
um
 mundo
não‐violento”
 dos
laureados

com
o
Prêmio
Nobel
da
Paz
e
Organizações
Nobel
pela
Paz.
Leitura,
análise
e
comentário
do
seguinte
texto:
(*)

Fonte:
 As
 seguintes
 sugestões
 de
 atividades
 desta
 seção
 pertencem
 ao
 Documento
 de

Trabalho
contribuído
pela
Fundação
Davinci.
Mendoza
www.davincifundacion.com.ar
IX.
A
violência.
1. Quando
 se
 fala
 de
 metodologia
 de
 ação
 em
 relação
 à
 luta
 político‐social,

freqüentemente
 se
 menciona
o
 tema
da
violência.
 Mas 
há
questões
 prévias 
às

quais
o
tema
mencionado
não
é
alheio.
2. Até
que
o
 ser
 humano
 não
 realize
plenamente
 uma
sociedade
 humana,
 isto
 é,

uma
sociedade
em
 que
o
poder
 esteja
no
todo
social 
e
não
em
 uma
parte
dele

(submetendo
 e
objetivando
o
 conjunto),
 a
violência
será
o
signo
 sob
 o
qual 
se

realizará
toda
atividade
social.
 Por
isto,
ao
falar
de
violência
é
preciso
mencionar

o
 mundo
 instituído
 e
se
a
esse
mundo
 se
opõe
uma
luta
não
 violenta,
 deve‐se

destacar
 em
 primeiro
 lugar
 que
uma
 atitude
 não
 violenta
é
 assim
 porque
não

tolera
a
violência.
 De
modo
que
não
é
o
caso
 de
justificar
 um
 determinado
tipo

de
 luta,
 mas 
 de
 definir
 as 
 condições
 de
 violência
 que
 este
 sistema
 inumano

impõe.
3. Por
 outro
 lado,
 confundir
 não
violência
com
 pacifismo
 leva
a
inúmeros
erros.
 A

não
 violência
 não
 precisa
 de
 jusQficaQva
 como
 metodologia
 de
 ação,
 mas 
 o

pacifismo
necessita
estabelecer
 ponderações
sobre
os 
fatos
que
o
aproximam
ou

distanciam
 da 
paz,
 entendendo‐se
esta
como
 um
 estado
 de
não‐beligerância.
 É

por
isto
que
o
pacifismo
encara
temas 
como
o
do
desarmamento
fazendo
dele
a

prioridade
essencial 
de
uma
sociedade
quando,
 na
realidade,
 o
armamenQsmo
é

um
caso
de
ameaça
de
violência
psica
que
responde
ao
poder
insQtuído
por
 uma

minoria
 que
 manipula
 o
 Estado.
 O
 tema
 do
 desarmamento
 é
 de
 importância

capital 
e,
embora
o
pacifismo
brade
por
esta
urgência,
mesmo
que
tenha
êxito
em

suas 
demandas,
não
modificará
por
este
moQvo
o
contexto
da
violência
e,
assim,

não
 poderá
 estender‐se,
 senão
 arQficialmente,
 à
 proposta
 de
 modificação
 da

estrutura
 social.
 É
 claro
 que
 também
 existem
 disQntos 
modelos
de
pacifismo
 e

disQntos 
embasamentos 
teóricos
dentro
 de
tal 
vertente,
 mas 
em
todo
caso
não

deriva
 dela
uma
 proposta
 maior.
 Se,
 em
 troca,
 sua
visão
 de
 mundo
 fosse
 mais

ampla,
 certamente
 estaríamos 
 em
 presença
 de
 uma
 doutrina
 que
 inclui 
 o

pacifismo.
 Neste
caso,
 deveríamos
discuQr
 os
fundamentos
desta
doutrina
antes

de
aderirmos
ou
recusarmos
o
pacifismo
que
deriva
dela.
“Humanizar
a
Terra”.
Mario
Rodríguez
Cobos
(SILO)

Fundador
do
Movimento
Humanista
Universal
FAMÍLIAS
NÃO‐VIOLENTAS
Oficinas
para
pais.
(*)
A
COMUNICAÇÃO
1.
Exercício:
Formemos
duplas
e
conversemos
sobre
estes
temas:
a.
Falemos
do
tempo.
b.
Falemos
do
que
senQ
quando
me
deram
a
no{cia
de
que
ia
ser
pai
ou
mãe.
c.
Comparemos
as
sensações
experimentadas
em
cada
tema.
No
 primeiro
 caso,
 poderíamos
dizer
 que
 dávamos
ou
 trocávamos
informações
 sobre

algo
 que
 fazemos
 diariamente.
 Encontramo‐nos 
 com
 alguma
 pessoa
 e
 nos

cumprimentamos 
 e
 quando
 nos
 perguntamos
 como
 estados,
 dizemos
 que
 estamos

bem,
 mas 
não
 comunicamos
 o
 que
 sentimos
de
verdade.
 Fazemos
 isto
 em
 ocasiões

especiais
ou
nunca.
Muitos 
têm
medo
de
se
mostrar
ao
outro,
 de
ser
criQcados
ou
rejeitados.
E
não
é
que

não
falemos,
 mas,
 normalmente,
 “damos
e
recebemos”
 informação.
 Assim,
podemos

ficar
o
dia
inteiro
conversando
e
ficarmos 
com
a
sensação
de
não
termos 
dito
nada
ou

de
conQnuarmos
igualmente
sozinhos.
Quais
etapas
anteriores
devemos
conhecer
para
podermos
nos
comunicar?
d.
Exercício
A
pessoa
que
coordena
o
grupo
trabalha
uma
imagem
que,
em
si 
mesma,
possui 
duas

interpretações
 diferentes.
 Primeiro,
 perguntar
 como
 cada
 um
 vê
 a
 imagem
 e
 que

algum
 deles 
lhe
mostre
onde
vê
os 
traços
que
idenQficam
 o
que
vê
e
fazer
 o
mesmo

exercício
com
os
que
têm
a
outra
interpretação.
e.
 Explicação:
 Embora
seja
o
mesmo
objeto
ou
situação,
 cada
pessoa
vê
o
outro
ou
a

situação
de
seu
ponto
de
vista
e
ambos 
os
olhares
são
válidos.
Quem
tem
razão?
seria

a
pergunta
provocadora:
os
dois.
Conclusão:
 Para
poder
 me
 comunicar,
 devo
primeiro
pensar
 que
 o
outro,
 na
melhor

das
hipóteses,
vê
isso
de
maneira
diferente
e
que,
para
que
ouça
o
que
eu
tenho
a
lhe

dizer,
o
que
quero
lhe
comunicar,
antes
de
mais 
nada
devo
aprender
 a
perguntar
até
o

mais
óbvio
(tenho
de
aprender
a
respeitá‐lo).
f.
 Lembrar
 uma
situação
em
que
sou
envergonhado,
humilhado
ou
criQcado
e
se
isto

me
 predispõe
 posiQvamente
 em
 relação
 ao
 outro.
 Os
 preconceitos
 que
 servem
 de

pano
 de
 fundo
 no
 relacionamento.
 (Entre
 o
 coordenador
 e
 uma
 das
 presentes,

representar
uma
situação
de
forte
críQca
e,
então,
solicitar
ajuda
a
essa
mesma
pessoa

imediatamente
sem
aviso
prévio.)
(*)
Fonte:
Talleres
para
padres.
Mendoza.
Prof.
Yenny
Merino.
yennymerino@yahoo.com.ar
g.
Conclusão:
Ouvir
ativo
é...
Ouvir
 bem
 significa
 concentrar‐nos 
 no
 que
 nos
 dizem,
 evitando
 interferências

decorrentes
de
preconceitos,
credos
ou
pontos
de
vista
diferentes.
A
idéia
é
a
de
captar

sinceramente
os
sentimentos
e
pontos
de
vista
da
outra
pessoa.
Quando
as 
pessoas 
sentem
que
são
ouvidas
e
entendidas,
 é
muito
mais
provável 
que

ajam
da
mesma
maneira,
isto
é,
que
também
ouçam
com
atenção.

Se
propuser:
 “vamos 
conversar”,
 “vamos 
ver”
 ou
“conte‐me”,
 mostro
uma

disposição
de
abertura
a
comunicar‐nos.

Se
me
empenho
em
não
interromper,
 não
fazer
 comentários,
 se
não
mudo

de
assunto,
se
não
estou
preparando
a
resposta...

Se
ficar
apenas 
concordando,
mantendo
o
contato
visual 
e
utilizando
frases

curtas
como:
“estou
acompanhando”,
“estou
te
ouvindo”,
“entendo”...

Se
der
tempo,
respeito
o
ritmo
e
as
pausas.

Se
atentar
para
o
tom
de
sua
voz,
sua
expressão
facial,
suas
posturas
e
seus

gestos.

Mostrarei 
 meu
 interesse,
 captarei 
 melhor
 a
 mensagem
 com
 uma
maior

sensibilidade
e
a
outra
pessoa
senQrá
que
está
sendo
realmente
ouvida.
Exercício
 em
 duplas:
 Há
uma
conversa
sobre
um
 tema
qualquer
 e
trato
de
aplicar
 o

supracitado.
O
que
eu
descubro?
Diferença
entre
o
ouvir
mecânico
e
o
ouvir
aQvo.
...........................................................................................................................................
...........................................................................................................................................
...........................................................................................................................................
...........................................................................................................................................
...........................................................................................................................................
Conclusão:
O
clima
de
ouvir
ativo
predispõe
ao
diálogo
e
a
poder
fazer
uma
ponte
com
o
outro
para

que
me
ouça
com
atenção.
Ouvir
Habitual Ouvir
Ativo
Atenção
difusa,
errática Atenção
direcionada,
concentrada
Ouço
apenas
palavras A
pessoa
inteira
é
ouvida
Interrompemos Não
se
interrompe
Atitude
corporal
distante Atitude
corporal
receptiva,
acolhedora
Contato
visual
escasso Contato
visual
freqüente
Divagar
em
outras
coisas Seleciona‐se
 ou
 procura‐se
 sinteQzar
 o

mais
importante
É
mecânico É
intencional
Condições
do
ouvir
aRvo:
Não
achar
que
tenho
a
razão
sobre
o
que
quero
comunicar
e
perguntar
ao
outro
como

vê
a
mesma
situação.
Dispor‐me
com
uma
predisposição
de
amabilidade
a
ouvir
o

outro;
âmbito
quente;
ouvir
aQvo.
Se
atender
a
esta
condição
quando
o
outro
falar

comigo,
predisponho‐o
a
fazer
a
mesma
coisa
comigo
quando
quiser
me
comunicar.
2‐
Leitura:
Em
uma
boa
comunicação,
o
falante
consegue
dizer
aquilo
que
realmente
é
importante

para
ele,
seus
sentimentos,
suas
emoções,
seus
medos,
suas
alegrias
e
faz
isso

conectando
o
coração
(a
emoção)
com
suas
palavras.
Por
outro
lado,
o
ouvinte

consegue
ter
uma
atitude
de
verdadeira
atenção,
sentindo
o
outro
através
do
que
diz.

Isso
é
se
comunicar.
A
sensação
de
bem‐estar
experimentada
nestas
ocasiões
nos

demonstra
como
é
importante
e
vital
a
comunicação
entre
as
pessoas.
Trabalho
pessoal:
Qual
foi
a
última
vez
que
você
expressou
seus
sentimentos
a
seus
entes
queridos?
Vamos
pensar
que
nossa
vida
é
finita
e
imaginar
por
um
instante
que
talvez,
em
mais

um
curto
espaço
de
tempo,
ou
amanhã,
não
vou
estar
mais
aqui...
vamos
escrever
uma

carta
em
que
comunico
algo
importante
a
um
de
meus
entes
mais
queridos,
pensando

que
é
minha
úlQma
chance
de
poder
expressá‐lo.
Será
uma
carta
privada
apenas
para

uma
pessoa,
mas
é
importante
conectar‐se
de
verdade
com
o
senQdo
deste
trabalho
e

nos
colocarmos
na
situação
proposta
aqui.
Trabalho
grupal
conjunto:
Palavra
de
ordem:
Formamos
um
círculo
com
nossa
carta
na
mão
e,
de
olhos
fechados,

o
coordenador
do
grupo
faz
a
seguinte
leitura:
Cumprimento‐me
com
amabilidade.
Agora,
imagino
esse
ente
querido
ao
qual
escrevi

minha
carta
e
o
convido
a
este
círculo
de
comunicação.
Deposito
no
centro
deste

círculo
o
melhor
de
meus
senQmentos.
(Pausa
para
abrir
os
olhos.)
Cada
um
lê
para
si

mesmo
a
carta
em
silêncio.
Comuniquei
tudo
o
que
meu
coração
gostaria
de
comunicar
para
ficar
tranqüilo

comigo
mesmo?…
Hoje,
não
amanhã,
expresse
a
seus
entes
queridos
aquilo
que,
de

maneira
responsável,
você
gostaria
de
expressar;
que
nada
não
seja
dito
por
ser

considerado
óbvio
ou
batido,
especialmente
as
coisas
positivas
que
você
não
disse;

que
nenhum
temor
te
impeça
de
comunicar
seus
sentimentos;
que
nada
fique
sem

expressão;
abrace
seu
parceiro
/
sua
parceira,
seu
filho
/
sua
filha,
seu
amigo
/
sua

amiga
e
seu
inimigo
/
sua
inimiga
e
diga‐lhes
com
o
coração
aberto
que
algo
grande
e

novo
está
nascendo
em
você.
Superando
a
EXPRESSÃO
CRÍTICA
A
maneira
de
expressarmos
nossas
opiniões,
idéias
ou
senQmentos
chega
a
nosso

interlocutor,
o
que
gera
rejeição
ou
adesão
e,
por
sua
vez,
atrapalhará
ou
facilitará

nossa
comunicação.
EFEITOS
DA
EXPRESSÃO
CRÍTICA
Condutas
e
aRtudes
do

emissor
Sentimentos
despertados

no
receptor
Comportamentos

resultantes
Ridicularizar Fracasso Agressão
Irritar Culpa Indiferença
Rejeitar Temor Submissão
Desinteresse Ressentimento Dependência
Desconfiança Inferioridade Isolamento
Agressividade Desânimo Falta
de
motivação
Impaciência Desamparo Autodestruição
Exigência Angústia Doenças
psicossomáticas

Excentricidade
Intolerância Solidão Condutas
regressivas
Ameaçar
Indolência
BLOQUEADORES
DA
COMUNICAÇÃO
Costumamos
uQlizar
formas
comunicaQvas
fortemente
marcadas
pela
falta
de

ATENÇÃO
em
relação
aos
efeitos
que
tais
formas
surQrão
em
nosso
interlocutor.
Esta

falta
de
atenção
gera
uma
ruptura
no
processo
comunicaQvo
e,
enfim,
impossibilita

avançar
na
consecução
de
uma
comunicação
direta
e
eficaz.
1.
Imperativos:

 Ordenar,
dirigir,
mandar.
2.
Ameaçadores:

 Advertir,
sancionar,
punir,
dar
um
sermão,
moralizar,


 repreender,
julgar,
criQcar,
culpar.
3.
Degradantes:

 Adular,
ironizar,
colocar
apelidos,
ridicularizar,
envergonhar.
4.
Inflexíveis:

 Lamentar‐se,
jogar
na
cara,
mostrar
decepção
ou
indiferença,


 desviar
a
comunicação,
interpretar,
diagnosticar,
compadecer,


 profetizar,
aconselhar,
oferecer
soluções.
Exercício:
Descreva
duas
interações
em
que
você
reconhece
que
alguns
bloqueadores
operaram.

Quais
são
os
principais?
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Troca
de
idéias
EFEITOS
DA
EXPRESSÃO
NÃO
CRÍTICA
Condutas
e
aRtudes
do

emissor
Sentimentos
despertados

no
receptor
Comportamentos

resultantes
Aceitação Tranqüilidade
 Criatividade

Preocupação Confiança Interesse

Estimulação Segurança Cooperação

SimpaQa Realização Curiosidade
Sensibilidade Ser
acolhido Vontade
de
aprender

Compreensão
 Entrega Integração

Confiança
 Alegria Independência
Conversar
Respeito
Tolerância
Avaliação
ESQUEMA
DE
EXPRESSÃO
NÃO
CRÍTICA
A
expressão
responsável
implica
“dar
conta”
das
próprias
afirmações
e
não
impô‐las

como
se
fossem
a
“verdade
absoluta”.
Além
disso,
exige
que
a
pessoa
perceba
a

emoção
que
“tinge”
meu
ponto
de
vista
e
que
a
expressa
com
clareza.
Identificação
1ª

pessoa
Sentimento Motivo Petição
Eu me
irrito
……. situação
ou

conduta
clara
e
precisa
Acontece que
fico
confuso… “ ” “ ”
Eu sinto
pena…….. “ ” “ ”
Eu fico
irritado(a)….. “ ” “ ”
Experimento alegria……. “ ” “ ”
Exercício
Mediante
a
fórmula
da
Expressão
Não
CríQca,
escreva
duas
expressões
não
críQcas.
Uma
de
sentimento
negativo
e
outra
de
sentimento
positivo
em
relação
a
uma

pessoa
da
sala.
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Anotar
sensações
do
exercício
anterior.
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Exercício
em
duplas
Comunicação
pessoal
treinando
as
habilidades
da
comunicação.
Anotar
sensações
e

dificuldades.
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...........................................................................................................................................
...........................................................................................................................................
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PROPOSITOS
DE
MELHORAMENTO
NAS
COMUNICAÇÕES
Âmbito
Familiar
Nome Minha
intenção
será
a
de
Âmbito
de
Trabalho
Nome Minha
intenção
será
a
de
Vizinhos
Nome Minha
intenção
será
a
de
Amigos
Nome Minha
intenção
será
a
de
Âmbito
de
Estudos
Nome Minha
intenção
será
a
de
Propostas
de
prática
pessoal
De
acordo
com
os
trabalhos
realizados,
resgate
cinco
elementos
que
seria
útil
levar

em
conta
e
implementá‐los
para
ganhar
em
coerência
e
comunicação
eficaz.
1.
2.
3.
4.
5.

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