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Notas de Aulas

1

O ´atomo nuclear

1 Modelos atˆomicos at´e meados do s´ec. XIX

Hist´oricamente o termo ´atomo surgiu atrav´es de fil´osofos gregos no s´ec. V. Para Dem´ocrito (460–370 a.C.), Emp´edocles (490–430 a.C.) e Ep´ıcuro (341–270 a.C.), a mat´eria n˜ao podia ser dividida indefinidamente em partes cada vez menores:

´atomo = indivis´ıvel. Para Arist´oteles (384–322 a.C.), o mundo era preenchido por substˆancias cont´ınuas compostas de quatro elementos b´asicos: fogo, ´agua, terra e ar. Nos tempos de Newton, o ´atomo era apenas uma “es- ferinha” r´ıgida e indestrut´ıvel. Esse modelo foi uma ex- celente base para o desenvolvimento da teoria cin´etica dos gases. No s´eculo XVIII a qu´ımica brindou o mundo com a descoberta do hidrogˆenio (1766) e do oxigˆenio (1774), e

o qu´ımico francˆes Antoine Laurant Lavoisier (1743-1794)

estabeleceu o conceito de elementos qu´ımicos. No final do s´ec XIX, os cientistas sabiam que o ´atomo tinha um diˆametro da ordem de 10 10 m, era eletricamente

neutro e continha el´etrons, part´ıculas muito mais leves que

o ´atomo como um todo.

1.1 Espectros atˆomicos

Os espectros de emiss˜ao dos elementos e compostos qu´ımicos podem ser divididos em trˆes categorias:

Os espectros cont´ınuos – emitidos principalmente pe- los s´olidos incandescentes. N˜ao apresentam linhas, nem claras nem escuras, mesmo nos espectrosc´opios de alta resolu¸c˜ao;

Os espectros de bandas – emitidos quando pequenos peda¸cos de substˆancias s´olidas s˜ao colocados em uma chama ou submetidos a descargas el´etricas. S˜ao for- mados por grupos de linhas muito pr´oximas umas das outras, que parecem formar bandas cont´ınuas quando observadas em espectrosc´opios de baixa resolu¸c˜ao;

Os espectros de linhas – s˜ao caracter´ısticos para ´atomos isolados.

Note que tanto os espectro de bandas como o espectro de linhas variam de substˆancia `a substˆancia, desta forma,

o espectro de uma amostra pode ser usado para identificar os elementos e compostos presentes no material.

identificar os elementos e compostos presentes no material. Figura 1: Espectro de emiss˜ao do hidrogˆenio na

Figura 1: Espectro de emiss˜ao do hidrogˆenio na faixa da luz vis´ıvel e do ultravioleta pr´oximo. As linhas parecem escuras porque o espectro foi registrado em um negativo fotogr´afico.

Os comprimentos de onda das linhas, atrav´es de um

espectrosc´opio, podem ser determinado com grande pre-

cis˜ao.

1885 quando Balmer descobriu que as linhas do espec-

tro do hidrogˆenio nas regi˜oes da luz vis´ıvel e do utravi- oleta pr´oximo podiam ser calculadas atrav´es da f´ormula

emp´ırica

Um grande passo nesse sentido, foi dado em

λ m = 364, 6

m 2

m 2 4 ,

(1)

onde esta f´ormula ´e conhecida como f´ormula de Balmer sendo λ m dado em “nm” e m ´e um n´umero inteiro que pode assumir os valores 3, 4, 5, Independentemente, J.R. Rydberg e W. Ritz descobriu

uma express˜ao, chamada de f´ormula de Rydberg-Ritz , com

a seguinte forma:

1

λ

m

= R

m 2 n 1 2

1

(2)

para n>m , onde n e m s˜ao n´umeros inteiros e R, a constante de Rydberg, ´e a mesma para todas as linhas do espectro de um elemento e vaira ligeiramente, de foma re- gular, de elemento para elemento. No caso do hidrogˆenio:

R H = 1, 096776 × 10 7 m 1 .

Essa express˜oes emp´ıricas foram usadas para prever linhas que ainda n˜ao tinham sido observadas, como as linhas do hidrogˆenio fora do espectro vis´ıvel.

Notas de Aulas

2

Embora os primeiros experimentadores preferissem ex- pressar os resultados das medidas em termos de com- primentos de onda, logo se percebeu que as f´ormulas emp´ıricas desenvolvidas com base nas regularidades dos espectros seiam muito mais simples se os resultados fos- sem expressos em termos do rec´ıprocos do comprimento de onda, denominado n´umero de onda, que corresponde ao n´umero de ciclos por unidade de comprimento. Como

f = c/λ, isto equivale a usar a freq¨uˆencia nas express˜oes em vez do comprimento de onda.

2 Modelo atˆomico de J.J. Thomson

A descoberta do el´etron como parte constituinte do ´atomo

em 1897 por Thomson derrubou o conceito do ´atomo como

a menor part´ıcula da mat´eria. Inicialmente, o modelo de Thomson parecia o mais promissor, que se mostrava capaz de explicar v´arias rea¸c˜oes qu´ımicas. Em seu modelo, J.J. Thomson sugeriu que os el´etrons com cargas negativas estariam distribu´ıdos uniforme- mente, em um grande volume de carga positiva, tornando

o ´atomo eletricamente neutro. Problemas na estabilidade de seu modelo:

for¸cas eletrost´aticas n˜ao s˜ao suficientes para manter o equil´ıbrio eletrost´atico;

as cargas atˆomicas teriam que estar em movimento acelerado, j´a que se mantinham no interior do ´atomo;

logo, cargas aceleradas emitem radia¸c˜ao, portanto o ´atomo teria que irradiar energia continuamente.

A verdade ´e que Thomson n˜ao conseguiu encontrar nen- huma configura¸c˜ao de cargas cujos modos normais de vi- bra¸c˜ao reproduzissem as freq¨uˆencias dos espectros obser- vados.

3 Modelo atˆomico de Rutherford

Ernest Rutherford desenvolveu in´umeros trabalhos experi- mentais empregando as radia¸c˜oes emitidas por substˆancias radioativas: part´ıculas α (He 2+ ), β (e ) e γ (f´otons de energia elevada). Em 1909, dois assistentes de Rutherford, H.W. Geiger e E. Marsden, observaram o espalhamento de part´ıculas α por uma lˆamina delgada de ouro. Uma fonte de radium emite part´ıculas α , de velocidade v 1, 52 × 10 7 m/s. Um feixe colimado de part´ıculas α incide sobre uma folha de ouro muito fina, de espessura 10 3 mm, o que equivale

a alguns milhares de camadas atˆomicas. As part´ıculas

α espalhadas numa dire¸c˜ao θ eram detetadas pelas cin-

tila¸c˜oes provocadas pelo seu impacto sobre uma tela de

sulfeto de zinco, observadas atrav´es de um microsc´opio.

O ˆangulo de observa¸c˜ao θ era vari´avel e o aparelho estava

numa cˆamara evacuada, para evitar que as part´ıculas α

do feixe fossem espalhadas por mol´eculas de ar. Resultados observados:

A maioria das part´ıculas α n˜ao sofria nenhum tipo de deflex˜ao ou era defletida de um ˆangulo muito pequeno – experado, segundo o modelo atˆomico de Thompson.

Para poucas part´ıculas α o ˆangulo de deflex˜ao era bem grande, chegando a mais de 90 – inexperado, segundo o modelo atˆomico de Thompson.

Desta forma, Rutherford foi levado a criar um novo modelo de ´atomo, formado por uma parte positiva lo- calizada numa regi˜ao relativamente pequena no centro do ´atomo, a que chamou n´ucleo atˆomico. Se suas di- mens˜oes forem suficientemente pequenas, uma part´ıcula α que passe bem perto deste n´ucleo poder´a ser espalhada, devido a uma forte repuls˜ao coulombiana, em um grande ˆangulo ao atravessar um unico´ ´atomo. Uma parte neg- ativa constitu´ıda pelos el´etrons, ocupa uma vasta regi˜ao externa envolvendo o n´ucleo. Para garantir a estabilidade do ´atomo, os el´etrons estariam em movimento ao redor do n´ucleo, em ´orbitas circulares.

3.1 Espalhamento de Rutherford

Rutherford usou a mecˆanica cl´assica para calcular a fra¸c˜ao

df P das part´ıculas incidentes que ´e espalhada em diferentes dire¸c˜oes entre θ e (as ´orbitas s˜ao hiperb´olicas, como no problema de um cometa na gravita¸c˜ao).

A distˆancia b, recebe o nome de parˆamentro de impacto .

O parˆametro de impacto b em fun¸c˜ao do ˆangulo de espa-

lhamento θ ´e dado por

b = k q α Q 2 cot θ ,

m

α v

2

(3)

onde k = 1/4π 0 ´e a constante de Coulomb. Observe que

quanto menor o parˆametro de impacto, maior o ˆangulo de espalhamento.

O n´umero de part´ıculas espalhadas por segundo, cujo

ˆangulo de espalhamento ´e maior que θ , ´e igual ao n´umero de part´ıculas espalhadas por segundo cujo parˆametro de espalhamento ´e menor que b( θ ): πb 2 I 0 . A grandeza πb 2 ´e a se¸c˜ao de choque (n´umero de part´ıculas espalhadas por n´ucleo e por unidade de tempo, dividido pela inten- sidade do feixe incidente) e I 0 a intensidade do feixe in- cidente. A fra¸c˜ao f P de part´ıculas cujo ˆangulo de espal- hamento ´e maior que θ ´e dado pela raz˜ao entre o n´umero total de part´ıculas por segundo cujo ˆangulo ´e maior que θ , πb 2 I 0 ntA , pelo n´umero de part´ıculas incidentes por se- gundo, I 0 A:

f P = πb 2 nt,

(4)

Notas de Aulas

3

onde A ´e a ´area da se¸c˜ao reta do feixe, t ´e a espessura da folha de metal. n ´e o n´umero de n´ucleos na folha de metal por unidade de volume dada por

n = ρ · N A M

,

onde ρ ´e dado em g/cm 3 , M em g/mol e o n´umero de Avogrado N A = 6, 02 × 10 23 ´atomos/mol, assim n ´e dado por ´atomos/cm 3 . Rutherford chegou a uma express˜ao, baseada no mod- elo nuclear, para o n´umeros de part´ıculas α , ∆ N , para as quais o ˆangulo de espalhamento seria um ˆangulo θ qual- quer:

(5)

N = I 0 A ci nt kZe 2

r

2

1

2E k

sen 4 θ

2

,

onde Z ´e o n´umero atˆomico dos ´atomos do alvo, E k = m α v 2 /2 ´e a energia cin´etica das part´ıculas α antes do es- palhamento e A ci ´e a ´area do cintilˆometro. Os resultados foram comparados com as experiˆencia de Geiger e Marsden, mostrando bom acordo e complemen- tando assim a justificativa da existˆencia do n´ucleo e do modelo atˆomico de Rutherford.

4 Modelo de Bohr para o ´atomo de Hidrogˆenio

Havia um s´erio problema com o modelo de Rutherford.

Os el´etrons em ´orbita est˜ao sob a a¸c˜ao de uma acelera¸c˜ao centr´ıpeta e, de acordo com a teoria de M´axwell, cargas aceleradas emitem radia¸c˜ao, perdendo energia. Nesse caso, os ´atomos estariam continuamente emitindo radia¸c˜ao

e, o que ´e mais grave, os el´etrons deveriam “cair” sobre o

n´ucleo, provocando o colapso da mat´eria. Em 1913 Niels Bohr desenvolveu um modelo que apre- sentava concordˆancia quantitativa precisa com alguns dos

dados espectrosc´opicos, como por exemplo, do hidrogˆenio.

O modelo est´a baseado em alguns postulados:

1. ( ´orbitas est´aveis ) O el´etron do ´atomo de hidrogˆenio pode se mover apenas em certas ´orbitas circulares, chamadas de estados estacion´arios, nas quais n˜ao perde energia por radia¸c˜ao.

2. ( Freq¨uˆencia dos f´otons a partir da conserva¸c˜ao de

´

energia ) E emitida radia¸c˜ao eletromagn´etica se um el´etron, que se move inicialmente sobre uma ´orbita de energia total E i , muda seu movimento descontinua- mente de forma a se mover em uma ´orbita de energia total E f . A freq¨uencia emitida f ´e igual a quan- tidade ( E f E i ) dividida pela constante de Planck h . Em outras palavras, os ´atomos irradiam quando

um el´etron sofre uma transi¸c˜ao de um estado esta- cion´ario para outro e a freq¨uˆencia f da radia¸c˜ao emi- tida est´a relacionada `as energias das ´orbitas atrav´es da equa¸c˜ao:

hf = E i E f f = E i E f .

h

(6)

(condi¸c˜ao de freq¨uˆencia de Bohr)

3. ( Quantiza¸c˜ao do momento angular ) Em vez da in- finidade de ´orbitas que seriam poss´ıveis segundo a mecˆanica cl´assica, um el´etron s´o pode se mover em uma ´orbita na qual seu momento angular orbital L ´e um m´ultiplo inteiro de h/ 2π :

h

L = n 2π L = n

(7)

onde (“h cortado”) ´e a constante de Planck sobre 2π

( = 1, 055 × 10 34 Js = 6, 582 × 10 16 eVs) e n ´e um

n´umero inteiro (n = 1,2,3, quˆantico principal .

) denominado n´umero

4.1 O modelo de Bohr

Considere um el´etron em um ´atomo se movendo em uma ´orbita circular em torno do n´ucleo sob influˆencia da in- tera¸c˜ao coulombiana entre o el´etron e o n´ucleo, obede- cendo `as leis da mecˆanica cl´assica. Desta forma, um po- tencial coulombiano

V

= k q 1 q 2

r

= k ( Ze)( e)

r

V = kZe 2

r

(8)

fornece uma for¸ca resultante centr´ıpeta

F res = kZe 2

r

2

=

2

m v r

(9)

necess´aria para que o el´etron se mova em um c´ırculo de raio r , com velocidade v . Toda carga acelerada irradia uma onda eletromagn´etica cuja freq¨uˆencia f de revolu¸c˜ao:

f

f

=

=

v

2πr = kZe 2

1 / 2

rm

kZe

4π 2

m 1 / 2 · 1

2

r 3 / 2 ,

·

1

2πr ;

(10)

onde foi substitu´ıdo v = kZe 2 1 / 2 (Eq.(9))A energia cin´etica E k ´e dada por:

rm

E k

E k

=

=

1

2 mv 2 = 1

kZe 2

2 m kZe 2 mr ;

2r

.

(11)

Notas de Aulas

4

A energia total E = E k + V :

E

E

=

kZe 2 + kZe 2

2r

r

= kZe 2 .

2r

;

(12)

De acordo com o postulado da quantiza¸c˜ao do momento angular (ver Eq.(7)):

L = mvr

= n ;

n

·

1

= n

m

rm

2 1 / 2 ,

r =

m

v

kZe

elevando ao quadrado ambos os membros de equa¸c˜ao an- terior, teremos

r 2

r

=

=

n 2 2

m

2

rm

kZe

2 ;

n 2 2 mkZe 2 ,

ou ainda como r depende de n , podemos reescrever a equa¸c˜ao anterior como:

r n =

2 2

n mkZe 2 .

(13)

Observe que r n est´a escrita em fun¸c˜ao de valores constan- tes. Desta forma definindo a 0 como:

a 0 =

2 mke 2 .

(14)

a 0 ´e uma constante denominada raio de Bohr, que corres-

ponde ao menor raio poss´ıvel ( n = 1) da ´orbita do el´etron

no ´atomo de hidrogˆenio ( Z = 1), isto ´e, a 0 = 0 , 529 A =

0, 0529nm. A express˜ao para o raio r n em fun¸c˜ao do raio

de Bohr a 0 , se torna

˚

r n = n 2 a 0 .

Z

(15)

A energia total do el´etron pode ser obtida combinando

a

Eq.(12) com a Eq.(13):

E n = kZe 2 = kZe 2 mkZe 2

2r n

2

n

2 2

E

n = mk 2 Z 2 e 4 2n 2 2

,

e ainda definindo

E 0 = mk 2 e 4

2 2 ,

;

(16)

(17)

teremos a quantiza¸c˜ao da energia do el´etron como

Z

2

E n = E 0 n 2 .

(18)

Desta forma os estados estacion´arios correspondem a va- lores espec´ıficos da energia total.

De acordo com o segundo postulado:

hf

f

= E ni E nf = E 0

Z 2

n

2

i

=

E 0 Z 2

1 1

h

n

2

f

n

2

i

,

E 0

Z

2

n

2

f

;

(19)

Que pode ser escrita na forma da equa¸c˜ao de Rydberg-Ritz (Eq.(1)) fazendo f = c/λ:

ou

onde

1 = E 0 Z 2

λ hc

1

1

n

2

i

n

2

f

1

λ

= Z 2 R

1

n

2

f

1

n

2

i

R = E hc 0

= mk 2 e 4 4πc 3

(20)

(21)

´e o valor te´orico obtido por Borh para a constante de Ry- dberg. O estado no qual E = E 1 = E 0 ´e chamado de estado fundamental. Uma verifica¸c˜ao experimental importante das id´eias de Bohr foi obtida numa s´erie de experimentos de James Franck e Gustav Hertz, realizados a partir de 1914, quando estudavam o espalhamento inel´astico de el´etrons. Este ex-

perimento confirmou a teoria de Bohr demosntrando que as regras de quantiza¸c˜ao se aplicam quando os ´atomos ab- sorvem energia.

Cr´ıtica da “velha” mecˆanica quˆantica

Os fracassos da teoria de Bohr e da velha mecˆanica quˆantica foram mais uma quest˜ao de omiss˜ao. Haviam

tamb´em uma s´erie de problemas filos´ofico associado ao fato de as premissas b´asicas da teoria n˜ao terem nenhuma l´ogica. Podemos listar algumas cr´ıticas do modelo de Bohr e da velha mecˆanica quˆantica:

A teoria de Bohr n˜ao permitia calcular as probabili- dades de transi¸c˜ao;

A teoria de Bohr n˜ao se aplicava aos espectros com mais de um el´etron;

N˜ao havia nenhuma raz˜ao para esperar que a lei de

Coulomb continuasse a ser v´alida mas n˜ao as leis de radia¸c˜ao;

Podia-se aplicar as leis de Newton, mas somente cer- tos valores do momento angular eram aceitos.

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Notas de Aulas

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No entanto, nos conv´em destacar os m´eritos da teoria de Bohr:

Modelo f´acil de visualizar.

V´arias linhas espectrais desconhecidas forma previs- tas e mais tarde observadas.

Permite calcular os n´ıveis de energia corretos para o hidrogˆenio.

A constante de Rydberg foi expressa em termos de constantes conhecidas.

Os comprimentos de onda dos espectros carac- ter´ısticos de raio X podiam ser calculados, a partir de sua teoria.

Maneira simples de descrever os c´alculos da mecˆanica quˆantica.