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ASSESSOTEC

ASSESSORIA TECNICA EM ACIONAMENTOS

Resp.: J.L.FEVEREIRO

FONE 011.6909.0753

CEL 9606.7789

ÍNDICE

ASSUNTO Noções de física

PAG.

Alavancas

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14

Ângulo de

. Cálculo das cargas radiais

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05

13

Coeficiente de

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02

Coeficiente de atrito de

 

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03

Coeficiente de atrito de

.

03

Conversão de unidades

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14

Força

de

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06

Força

de

. Equivalência N/kgf

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. Momento de aceleração e

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02

02

09

Noções sobre

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02

Noções sobre potência

 

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09

Noções sobre

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07

Plano inclinado

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05

Radiano/seg

- rpm

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14

Roldanas

e polias

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. Verificação da potência absorvida pelo motor

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15

13

Acionamentos – Métodos de cálculo de potência

 

Carros de transporte

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31

 

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33

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16

Correias transportadoras sobre chapa de aço

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20

Elevadores de caneca Elevadores de carga

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24

35

27

. Ponte rolante – translação

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29

Rosca

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38

Rosca trapezoidal

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26

Transportadores de

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22

NOÇÕES SOBRE FORÇA

Chama-se força a tudo que é capaz de modificar o movimento ou repouso de um corpo. A intensidade da força pode ser medida em kgf (kilograma força) ou N (Newton). l N é a força necessária para deslocar no espaço um corpo de massa 1 kg acelerando a 1m/s². Na Terra, sobre a ação da força gravitacional que é de 9,8 m/s², é preciso uma força de 9,8 N para elevar um corpo de massa 1 kg. 1 kgf é a força necessária para se elevar um corpo de massa 1 kg vencendo a mesma força gravitacional da Terra. Concluindo, 1 kgf equivale a 9,8N. Na pratica costuma-se arredondar para 10 N Para elevar um corpo de peso ou massa 5 kg é necessário aplicar uma força com intensidade superior a 5 kgf ou 49 N contrária a atração da gravidade.

Força necessária p/ elevar o peso 5kgf ou 49 N

NOÇÕES SOBRE FORÇA Chama-se força a tudo que é capaz de modificar o movimento ou repouso
m 5kg Força gravitacional da Terra = 5 kgf ou 49 N Força necessária para deslocar
m
5kg
Força gravitacional da Terra = 5 kgf ou 49 N
Força necessária para
deslocar o objeto
Força de atrito
Peso ou força gravitacional da Terra

Mas para deslocar um corpo na horizontal que esteja apoiado sobre uma superfície horizontal não é necessário aplicar uma força igual ao peso ou massa do corpo. A força necessária para arrastar um armário é muito menor que a força para levantar o mesmo. Para deslocar um corpo apoiado sobre um plano horizontal é necessário vencer a FORÇA DE ATRITO gerada pelo atrito entre as superfícies de contato. Esta força tem sentido de direção contrário à força que se faz para se deslocar o corpo e será sempre de menor valor do que seu peso.

A força de atrito é calculada multiplicando-se o peso do corpo pelo COEFICIENTE DE ATRITO. Há dois tipos de coeficiente de atrito:

1- Coeficiente de atrito de escorregamento ou deslizamento. Ex.: O atrito gerado entre os pés e o assoalho quando você empurra uma mesa ou um guarda roupa. 2- Coeficiente de atrito de rolamento. Ex.: As rodas do carro rolando sobre o asfalto. O coeficiente de atrito de rolamento na maioria das vezes é menor do que o coeficiente de atrito de escorregamento. O coeficiente de atrito depende do material e do acabamento das partes em contato, mas não depende da área de contato. Os valores dos coeficientes de atrito são baseados em experiências praticas e encontrados em qualquer manual técnico.

COEFICIENTES DE ATRITO DE DESLIZAMENTO Atrito em repouso Atrito em movimento Materiais em contato A seco
COEFICIENTES DE ATRITO DE DESLIZAMENTO
Atrito em repouso
Atrito em movimento
Materiais em contato
A seco
Lubrifi
Com
A seco
Lubrifi
Com
cado
água
cado
água
Aço / aço
0,15
0,10
-
0,12
0,08
-
Aço/bronze
0,19
0,10
-
0,18
0,06
-
Aço/ferro cinz.
0,28
0,15
-
0,20
0,08
-
Fita de aço s/ferro
-
-
-
0,18
-
0,10
Bronze/bronze
- -
- 0,20
- 0,15
Cortiça/metal
0,60
0,25
0,62
0,25
0,12
0,25
Couro/metal
- -
-
0,35
0,30
-
Ferro cinz./bronze
0,30
0,15
-
0,28
0,08
0,10
Ferro cinz./ferro cinz.
0,28
-
- 0,20
0,08
-
Poliamida/aço
0,35
0,11
0,30
-
- -
Poliuretano/aço 0,36
Conhecendo o peso do corpo e o coeficiente de atrito é possível calcular a força necessária ou
requerida para se deslocar um corpo na horizontal.
Exemplo:
Força necessária para deslocar um armário pesando 200 kg sobre um assoalho de madeira
sabendo-se que o coeficiente de atrito de deslizamento entre madeira e madeira é 0,4.
2
Fn = 200kg ⋅ 0,4 = 80kgf
ou
Fn
=
200kg 9,8m /s
0,4
=
784N
COEFICIENTE DE ATRITO DE ROLAMENTO
Coulomb em ensaios de laboratório fez experimentos para determinar os valores dos atritos de
rolamento e verificou que esse atrito está em razão direta do peso e em razão inversa do diâmetro
da roda.
Para melhor entender o atrito de rolamento, observe as figuras a seguir:
f f Fig.1
f
f
Fig.1

F

F R Q F f N
F
R
Q
F
f
N
Q F f N
Q
F
f
N

Fig. 2

F β Q f N
F
β
Q
f
N

Fig. 3

As figuras anteriores representam uma roda apoiada sobre uma superfície plana onde, devido ao

peso Q concentrado em cima da mesma e em função da deformação dos materiais, há um

aumento da área de contato. Em principio f (fig.1) representa metade dessa área, mas na realidade

observa-se em experimentos que f (fig.2) diminui de valor deslocando-se para mais próximo de

Q visto que a deformação vai se deslocando a medida em que a roda avança.

Na análise da figura 2 observa-se uma alavanca onde:

O raio R da roda é a distancia de Q até a aplicação da força F

f é a distância de Q até o ponto de apoio N e o braço de alavanca da resistência ao rolamento.

Para a força F fazer a roda girar o seu valor deverá ser:

F = Q

f

R

  • - conforme fig. 2

ou ainda

Exemplo:

F = Q tgβ - conforme fig. 3

A roda de um carro com diâmetro 560 mm, ou seja, raio R= 280 mm, apresenta na realidade, com

pneus cheios, uma área de contato total com o solo de 120mm onde o valor de
pneus cheios, uma área de contato total com o solo de 120mm onde o valor de f seria 60mm, mas
na pratica verifica-se que f (braço de alavanca da resistência ao rolamento) não passa de 4 mm.
Ftn
Ftn
Fn
r
r
Fat2
Fat2
R
R
Fat1
Fat1
f
f
Ftn
Q
Q
N
N
Então, a força de atrito de rolamento dos pneus desse carro de peso Q =1000kg deslocando sobre
asfalto em bom estado será:
f
4
Fat
Q
=
1000
=
14,3 kgf
1 =
R
280
A outra força de atrito que se refere aos mancais de rolamentos (de esfera ou de roletes) entre o
eixo e a roda, apesar do coeficiente de atrito ser de baixo valor, gera uma força de atrito
significativa por ser de menor diâmetro. O valor de f para mancais de rolamentos é na pratica 0,1
a 0,2 mm e considerando r (raio do rolamento) = 25mm teremos para o mesmo carro:
f
0,2
Fat
Q
=
1000
=
8 kgf
2 =
r
25

A força tangencial necessária ou requerida Ftn para fazer a roda girar e a força de tração

necessária Fn para puxar o carro por um cabo preso ao seu eixo deve ser a soma das duas forças

de atrito e a relação entre os raios dos rolamentos e das rodas.

Fn

=

Ftn

Fat

1

+

Fat

2

r

R

14,3

+

8

25

280

15 kgf

.

COEFICIENTE DE ATRITO DE ROLAMENTO TOTAL (Inclui o atrito referente aos mancais)

para:

Carros sobre vias asfaltadas em bom estado: 0,01 a 0,02

Vagões: 0,004 a 0,005

Locomotivas: 0,01

DESLOCANDO UM CORPO NUM PLANO INCLINADO

Quando for necessário deslocar um corpo num plano inclinado, outro fator deverá ser

considerado, ou seja, o ângulo de inclinação ou a altura em relação ao comprimento.

Fn C a Fat b α
Fn
C
a
Fat
b
α

A

Q B ou B ⋅ ⋅ µ C
Q
B
ou
B
⋅ µ
C

Análise do diagrama:

A figura acima representa um corpo de peso Q num plano inclinado onde a componente “a” é

uma força resultante de Q. senα que tende a puxar o corpo rampa abaixo. Quanto maior a

inclinação ou seja sen α aproximando-se de 1, maior será o valor dessa força.

A componente “b” ( resultado de Q . cosα ) multiplicada pelo coeficiente de atrito, gera uma

força de atrito que quanto maior for a inclinação menos significativa será em função de cosα se

aproximar de 0.

Para o corpo subir a rampa a força Fn deverá ser maior do que a soma destas duas forças.

E então:

Fn

Q senα + Q cosα µ

Q

A

C

+ Q

Fn

Fn = força de tração necessária ou requerida para fazer o corpo subir a rampa

Q = peso ou massa do corpo a ser deslocado para cima

a e b = componentes da força peso

α = ângulo de inclinação

µ = coeficiente de atrito

senα =

A

cosα =

B

C =

C

C

2 2 B + A
2
2
B
+ A

ÂNGULO DE ATRITO ϕ ou δ

Alguns livros dão o valor do coeficiente de atrito em função do ângulo de atrito ϕ ou δ

Exemplo: Ângulo de atrito ϕ ou δ entre aço e bronze: 10,2° a seco

Para determinar o coeficiente de atrito µ entre aço e bronze calcular a tangente do ângulo de

atrito ou seja: tang 10,2° = 0,179

Explicando ϕ : Na figura anterior α é o ângulo ϕ quando ao inclinarmos a rampa partindo de

atingimos a inclinação onde o corpo principia a deslizar suavemente rampa abaixo . Conhecendo

o comprimento C da rampa e a altura A calculamos o ângulo nesse momento através da fórmula

senα =

A

C

Exemplo real para determinar na prática qual o valor do ângulo de atrito:

1 – Um carro desce uma rampa pouco inclinada sem uso do motor, somente pela força da

gravidade, muito suavemente quase precisando de pequena ajuda para iniciar o movimento.

Medido o comprimento da rampa – 4000mm e a diferença de altura – 70 mm

senα =

70

4000

= 0,0175

senα = 0,01750 então α = 1,0027° ϕ = α = 1,0027° e então o coeficiente de atrito total ( dos rolamentos de roda + pneu com o solo)

é tang ϕ = 0,0175026

Variação da velocidade m s . . .( / ) tempo de aceleração s . .
Variação da velocidade m s
.
.
.(
/
)
tempo de aceleração s
.
.
.(
)

2 = Da mesma forma, um corpo de bronze foi colocado sobre uma rampa de chapa de aço e inclinada até o ponto em que o corpo começou a deslizar para baixo. Verificado o ângulo de inclinação: 10°. ϕ = α = 10° e então o coeficiente de atrito de deslizamento bronze aço é tang 10° = 0,176

FORÇA DE ACELERAÇÃO Quando for necessário deslocar grandes massas partindo do repouso e indo a alta velocidade em tempo muito curto, há necessidade de se considerar a FORÇA DE ACELERAÇÃO que em muitos casos é maior do que a força de atrito. Exemplo: Translação de pontes rolantes pesadas, transportadores de minério, vagões, locomotivas e outros similares. A fórmula para estes casos é:

Fa

=

m

γ

.

=

N

Fa =

γ

m .

9,81

= kgf

γ = aceleração em m/s² =

m = massa (peso)

Simplificando a fórmula, considerando a velocidade partindo do repouso até a velocidade de

trabalho.

Fa =

massa

veloc trabalho m s

.

(

/

)

9,81

tempo de aceleração s

.

.

(

)

= kgf

ou

Fa

=

massa

veloc trabalho m s

.

(

/

)

tempo de aceleração s

.

.

(

)

= N

Exemplo: Calcular a força de aceleração necessária para acelerar uma ponte rolante de 30.000kg

partindo do repouso até a velocidade de trabalho 0,666 m/s com tempo de aceleração de 4 s.

Fa

=

30000

0,666

9,81

4

=

509kgf

ou

Fa

= 30000

0,666

4

=

4995N

FORÇA RADIAL, FORÇA AXIAL e FORÇA TANGENCIAL

Força tangencial

FORÇA RADIAL, FORÇA AXIAL e FORÇA TANGENCIAL Força tangencial Força radial Força axial NOÇÕES SOBRE TORQUE

Força radial

FORÇA RADIAL, FORÇA AXIAL e FORÇA TANGENCIAL Força tangencial Força radial Força axial NOÇÕES SOBRE TORQUE

Força axial

NOÇÕES SOBRE TORQUE

Quando uma força atua sobre um corpo e a direção dessa força não passa pelo ponto de apoio do

corpo ela irá produzir um giro do mesmo. Ao produto da intensidade da força pela distância de

atuação da mesma até o ponto de apoio dá-se o nome de TORQUE, MOMENTO DE TORÇÃO,

MOMENTO TORÇOR ou ainda CONJUGADO.

Quando você aplica uma força no volante do seu carro você está aplicando um MOMENTO DE

FORÇA RADIAL, FORÇA AXIAL e FORÇA TANGENCIAL Força tangencial Força radial Força axial NOÇÕES SOBRE TORQUE

TORÇÃO sobre o sistema de direção do mesmo.

A força exercida pelo seu braço na periferia do volante (força tangencial) multiplicado pelo raio

Exemplos: 1- Força aplicada pelo seu braço: 5kgf Raio do volante em metros: 0,15m. Resultado: 5kgf
Exemplos:
1- Força aplicada pelo seu braço: 5kgf
Raio do volante em metros: 0,15m.
Resultado: 5kgf x 0,15m = 0,75 kgfm
2- Força aplicada pelo seu braço: 49 N
Raio do volante: 0,15m
F
Resultado: 49N x 0,15m = 7,35 Nm
P R
P
R

do mesmo (diâmetro do volante dividido por 2) dará o valor desse momento de torção.

Para o momento de torção normalmente se usam as unidades Nm ( para força em N e raio em m)

e kgfm (para força em kgf e raio em m)

R
R

Outro exemplo para você entender o que é Torque ou Momento de torção é o da bicicleta:

Quando você põe o peso do seu corpo sobre o pedal da bicicleta você está aplicando um

momento de torção sobre o conjunto pedal-pedivela.

O peso do seu corpo P multiplicado pelo comprimento do pedivela R lhe dará o valor desse

momento de torção.

Exemplo:

P = Peso da pessoa: 60 kg

R = compr. do pedivela: 0,20 m

M = 60kg x 0,20m = 12 kgfm

Aos momentos acima nós poderemos chamar de MOMENTO DE TORÇÃO FORNECIDO

Nos catálogos de motores esse momento é chamado de CONJUGADO NOMINAL (em kgfm)

Nas tabelas técnicas dos catálogos de redutores você verá o torque ou momento de torção

indicado para o eixo de saída. Este é o torque que o redutor foi calculado para suportar (porém

inclui alguns fatores multiplicadores desse torque) e ao qual chamamos de MOMENTO DE

TORÇÃO NOMINAL ou TORQUE NOMINAL.

Em alguns catálogos de redutores você verá o torque de saída expresso em daNm (10.Nm) Isto

facilita a leitura do catálogo porque na pratica 1daNm é igual a 1kgfm (na verdade 1daNm é

igual a 1,02 kgfm.) . Em catálogos de outras empresas o torque está em kgfm ou Nm.

A finalidade de um conjunto motor redutor é o de fornecer um momento de torção a uma

⋅ η = kgfm ⋅ η = Nm
η
= kgfm
η
= Nm

determinada rotação no eixo de saída, momento esse necessário para o acionamento de uma

máquina ou equipamento qualquer. O motor fornecerá o torque ou conjugado e o redutor

multiplicará esse torque na mesma proporção (deduzido o rendimento) em que reduz a rotação do

motor.

Para calcular um momento de torção fornecido no eixo de saída por um conjunto motor redutor

deve-se utilizar as fórmulas seguintes:

-Quando calcular o momento em kgfm a potência do motor deverá estar em CV e a fórmula será:

M

2

716,2 N

=

n

M2 – Momento de torção no eixo de saída em kgfm

n – Rotação por minuto no eixo de saída do redutor

N – Potência do motor em CV

η – Rendimento do redutor

- Se quiser calcular o torque em Nm a potência do motor deverá estar em kW e a fórmula será:

M

2

9550 N

=

n

M2 – Momento de torção no eixo de saída em Nm

n – Rotação por minuto no eixo de saída do redutor

N – Potência do motor em Kw

η.- Rendimento do redutor

Quando calcular um acoplamento para o eixo de saída de um redutor também deverá levar em

conta as fórmulas acima além dos fatores de serviço indicados pelo fabricante.

Outro tipo de momento de torção é o chamado MOMENTO DE TORÇÃO RESISTENTE. Esse

é o momento gerado pelas massas a serem deslocadas e pelos atritos internos entre as peças

quando uma maquina se encontra em movimento.

Seguindo o exemplo anterior: O atrito do pneu do carro com o solo, gera um momento de torção

resistente quando você tenta girar o volante do seu carro. Então, para que você possa

efetivamente mudar a direção do veículo você precisa gerar um momento de torção no volante

maior do que o momento resistente gerado pelo atrito entre os pneus e o solo.

Ou seja: Para que a maquina funcione é necessário que o MOMENTO DE TORÇÃO

FORNECIDO seja maior do que o MOMENTO DE TORÇÃO RESISTENTE .

MOMENTO DE ACELERAÇÃO e MOMENTO DE DESACELERAÇÃO ou FRENAGEM:

É muito importante quando a finalidade é acelerar ou frear grandes massas em tempo muito

curto.

Em inúmeros casos é maior do que o momento necessário para vencer as forças de atrito entre as

partes internas dos equipamentos.

As fórmulas seguintes são utilizadas para calcular o momento de aceleração e frenagem de mesas

giratórias, cilindros pesados, fornos rotativos e outros equipamentos girantes.

M

a

=

M

f

=

G

n

d

2

2

9,81 19,1

t

= kgfm

ou

M

a

=

M

f

=

m

n

d

2

2

19,1

t

= Nm

.

G, m = peso ou massa em kg

n = rotação por minuto

d = diâmetro do cilindro em m

t = tempo de aceleração ou frenagem em s

MOMENTO DE ACELERAÇÃO e MOMENTO DE DESACELERAÇÃO ou FRENAGEM: É muito importante quando a finalidade é

NOÇÕES SOBRE POTÊNCIA

Considerações: A constante 9,81 na primeira fórmula é utilizada porque as massas de um cilindro

estão equidistantes de seu centro e por tanto em equilíbrio não devendo ser considerada a força

gravitacional da Terra.

A constante 19,1 expressa nas duas fórmulas, serve para ajustar as diferentes unidades entre o

numerador e o denominador. No numerador rotação por minuto e no denominador o tempo de

aceleração ou frenagem em segundos.

Estas fórmulas são utilizadas para cilindros ocos com paredes finas. Cilindros com paredes

grossas e cilindros maciços necessitam de menores momentos de aceleração e são menos usados.

MOMENTO DE TORÇÃO REQUERIDO: é o momento necessário para acionar um

equipamento qualquer. Na partida é a soma do momento resistente por atrito e do momento de

aceleração. Na frenagem o momento resistente de atrito será subtraído do momento de frenagem

e portanto o momento de aceleração requerido será maior do que o momento de frenagem desde

que os tempos de partida e parada sejam iguais.

POTÊNCIA é o produto da força multiplicado pela velocidade.

Se você conhece a força necessária para deslocar um peso e sabe qual a velocidade em m/s é fácil

calcular a potência necessária ou requerida de acionamento através da fórmula abaixo:

P =

F v

.

75

= CV

F – força em kgf

v – veloc. em m/s

A potência também pode ser medida em kW (quilowatts) ou W (watts)

=

kW

1000

. Para o cálculo

usar a força em N (Newton) e as fórmulas são as seguintes:

P

=

F v

=

W

 

.

F v

.

 

P =

1000

= kW

F – força em N

v – veloc. em m/s

Comparando:

 

-

-

-

Então:

 

1

CV = 735 W

1

CV = 0,735 kW

1Kw = 1,36 CV

P

=

M

n

= CV

 

716,2 η

P

=

M

n

= kW

 

9550

η

tempo de 1 segundo.

1W é a potência necessária para deslocar um corpo de massa 1kg a 1m/s² e como na superfície

da Terra a aceleração da gravidade é 9,8 m/s² então há necessidade de 9,8 W para elevar esse

mesmo peso a altura de 1 m no tempo de 1 segundo.

1 CV é a potência necessária para elevar um corpo de massa (peso) 75 kg a altura de 1 m no

P = F v = W . F v . P = 1000 = kW F

Na superfície da Terra para elevar um corpo de massa 75 kg a altura de 1 metro no tempo de 1

segundo é necessário uma potência de 75kg x 9,8m/s² = 735 W

CÁLCULO DA POTÊNCIA EM FUNÇÃO DO MOMENTO ou TORQUE REQUERIDO.

A maioria dos equipamentos necessita de motor- redutor e, quando não for com eixo de saída

vazado, um acoplamento para os eixos de ligação entre o redutor e a maquina. Quando isto for

necessário há um outro modo de se calcular a potência requerida de acionamento de um

equipamento, ou seja, a potência necessária do motor que será utilizado e a capacidade do redutor

e do acoplamento que irá transmitir essa potência. Para isso devemos conhecer o momento de

torção ou torque requerido para o acionamento, a rotação por minuto no eixo de saída do redutor

e o rendimento do mesmo.

Neste caso as fórmulas serão:

PARA POTÊNCIA EM CV

P – potência em CV no eixo de entrada do redutor

M – Momento de torção requerido em kgfm no eixo de saída do redutor

n – rotação por minuto no eixo de saída do redutor

η – rendimento do redutor

PARA POTÊNCIA EM kW

P – potência em kW no eixo de entrada do redutor

M – Momento de torção requerido em Nm no eixo de saída do redutor

n – rotação por minuto no eixo de saída do redutor

η– rendimento do redutor

EXEMPLO DE CÁLCULO:

Potência requerida para acionamento de um carro de transporte de carga (fictício) no plano

horizontal.

Dados:

Peso da carga: 22000 kg

Peso do carro: 3000 kg

Velocidade desejada: v =10 m/min

Tempo de aceleração do repouso até a velocidade máxima: 6 s

Diâmetro da roda = 400mm – Raio R = 200 mm

Atrito das rodas com o solo f1 = 4mm (roda revestida de borracha dura sobre concreto)

Diâmetro médio dos rolamentos: 100mm – Raio r = 50mm

Atrito dos mancais de rolamentos: f2 = 0,2mm

Redução por polias do motor para o redutor: ip = 1:2

Redução por engrenagens de corrente do redutor para o eixo das rodas: ie 1:3

Motor Redutor r R Para melhor entendimento, vamos calcular isoladamente as forças envolvidas no sistema. G,
Motor
Redutor
r
R
Para melhor entendimento, vamos calcular isoladamente as forças envolvidas no sistema.
G, m é o peso do carro + peso da carga e para efeito de cálculo considera-se o peso total encima
de uma única roda.
1
- Força de atrito entre as rodas e o solo:
f
4
f
4
1
1
F
=
G
=
25000
= 500 kgf
ou
F
=
m
9,81
=
25000 9,81
=
4905 N
at
1
at
1
R
200
R
200
2
- Força referente ao atrito dos mancais de rolamento:
f
0,2
f
0,2
2
2
F
=
G
=
25000
= 100 kgf
ou
F
m
9,81
=
25000 9,81
= 981 N
2 =
at
2
at
r
50
r
50
  • 3 - Força de aceleração (velocidade em m/s e tempo de aceleração em s)

F a

 

G

v

25000

0,166

70,5 kgf

 

v

= 25000

0,166

= 691,6 N

=

 

=

=

ou

F

=

m

 
 

9,81

ta

9,81

6

 

a

ta

6

Conhecidas as forças partimos para o cálculo do momento de torção requerido no eixo das rodas:

4

- Momento de torção para vencer força de atrito entre as rodas e o solo (R da roda em m):

M = F ⋅ R = 500 0,2 ⋅ = 100 kgfm ou M = F
M
=
F
R
=
500 0,2
=
100
kgfm
ou
M
=
F
R
=
4905 0,2
=
981
Nm
atr
1
atr
1
atr
1
atr
1
5
- Momento de torção para vencer força de atrito dos mancais de rolamento (r do rolamento em
m):
M
=
F
r
=
100 0,05
=
5
kgfm
ou
M
=
F
r
=
981 0,05
=
49,05
Nm
atr
2
atr
2
atr
2
atr
2
As fórmulas 1, 2, 4 e 5, que se referem aos momentos devido aos atritos nas rodas, podem ser
resumidas em:
(
f
+
f
)
(
4
+
0,2
)
1
2
Mt
=
G
= 25000
= 105 kgfm
ou
atr
1000
1000
(
f
+
f
)
(
4
+
0,2
)
1
2
Mt
=
m
⋅ 9,81
=
25000 9,81
= 1030 Nm
atr
1000
1000
onde:
Mt
= M
+ M
atr
atr1
atr2
Para completar só falta adicionar o momento de aceleração
6
– Momento de aceleração para vencer inércia das massas (R da roda em m):
M
=
F
R
= 70,5 ⋅ 0,2 = 14,1
kgfm
ou
M
=
F
R
= 691,6 ⋅ 0,2 = 138,3
Nm
a
a
a
a
7
- Somando os momentos no eixo das rodas:
M
=
M
+
M
+
M
=
100
+
5
+
14,1
=
119,1
kgfm
ou
atr
1
atr
2
a
M
=
M
+
M
+
M
=
981
+
49,05
+
138,3
=
1168,3
Nm
atr
1
atr
2
a
8
- Momento de torção ou torque requerido no eixo de saída do redutor:
M
119,1
M
1168,3
M
=
=
= 41,79 kgfm
ou
M
=
=
= 409,9 Nm
2
2
i
η
3
0,95
i
η
3
0,95
e
e
e
e
η
= rendimento do conjunto de engrenagens e corrente
e
  • i e

= relação de transmissão ou redução das engrenagens de corrente

  • 9 - Cálculo da rotação por minuto no eixo do carro:

n e

=

v

10

=

π

D

π

0,4

=

7,96 rpm

D = diâmetro da roda (m)

v = velocidade do carro (m/min)

  • 10 - Cálculo da rotação por minuto no eixo de saída do redutor:

n

2

=

n

e

i

e

=

7,96

3

=

23,88

rpm

  • 11 - Cálculo da rotação por minuto no eixo de entrada do redutor:

=

rpm do motor

.

.

=

1750

  • 875 rpm

n

  • 1 =

 

i

p

2

  • i p

= relação de transmissão ou redução do conjunto de polias

12

- Cálculo da redução do redutor:

  • i r

=

n

1

875

=

n

2

23,88

= 36,6

  • 13 - Cálculo da potência necessária ou requerida do motor:

M ⋅ n 119,1 7,96 ⋅ 2 e P = = = 1,59 CV → 2,0
M
n
119,1 7,96
2
e
P
=
=
=
1,59
CV
2,0
CV
ou
716,2
η
η
η
716,2 0,95 0,97
0,90
e
r
p
M
n
1168,3 7,96
2
e
P
=
=
=
1,17
kW
1,5
kW
9550
η
η
η
9550 0,95 0,97
0,90
e
r
p
η = rendimento do conjunto de engrenagens e corrente
e
η
= rendimento do redutor
r
η
= rendimento do conjunto de polias
p
VERIFICAÇÃO DAS CARGAS RADIAIS ADMISSÍVEIS NAS PONTAS DE EIXO DOS
REDUTORES
l
2
F
=
F
r
2
r
1
F
F
l
3
r1
r 2
Rol. A
Rol.B
F
=
novo ponto de aplicação da c
.
.
.
.
.
arg
a
r 2
F
=
valor da c
.
.
arg
a radial admissível
.
.
.
r 1
l
conforme catá
.
log
o
2
l
l
.
l
=
distâncias de aplicação da força mm
.
.
.
.
.(
)
3
2
3
VERIFICAÇÃO DA POTÊNCIA ABSORVIDA.
Para verificar a potência absorvida por um equipamento qualquer utilize a fórmula abaixo:
U
I
3 η
cosϕ
P
=
= kW

1000

U = Voltagem da rede

I = amperagem medida a plena carga

η = porcentagem de rendimento do motor (verificar catálogo do fabricante)

cosϕ = fator de potência (verificar no catálogo do fabricante)

Observ.: η e cosϕ estão em função da potência estimada, conforme se pode perceber no catálogo

do fabricante.

Exemplo: Motor de 3,7 kW (5 CV) – 4 polos (1730rpm) funcionando em 220V e com

amperagem 10A (aproximadamente 75% da nominal)

No catálogo da WEG:

       

Corrente

 

Conjugado

 

Rendimento η%

Fator pot. cosϕ

 

Potência

Corrente

com

Conjugado

com

Conjugado

 

% da potência nominal

 
   

Carcaça

Rpm

nominal

rotor

nominal

rotor

máximo

           

CV

kW

220V

bloqueado

kgfm

bloqueado

Cmax/Cn

50

75

100

50

75

100

Ip/In

Cp/Cn

5,0

3,7

100L

1730

13,6

7,5

2,07

3,1

3,0

80,5

82,3

83,5

0,68

0,79

0,85

P

=

220 10

1,73

0,823 0,79 =

1000

2,46kW

3,34CV

Observar que esse motor assim como vários outros fornece um conjugado máximo 3 vêzes maior

do que o nominal servindo para iniciar a partida de equipamentos com grande massa de inércia.

MULTIPLICADORES PARA CONVERSÃO DE UNIDADES MÉTRICAS, SI E AMERICANAS

COMPRIMENTO Polegadas x 25,4 = Milímetros Pés x 0,30480 = Metros

MASSA E VOLUME Onças x 28,35 = gramas Libras x 0,45359 = quilogramas Polegadas cúbicas x 16,387 = cm³ Polegadas cúbicas x 0,016387 = litros Galões x 3,78543 = litros Galões x 0,003785 = m³ Pés cúbicos x 28,32 = litros Pés cúbicos x 0,0283 = m³

FORÇA, POTÊNCIA, MOMENTO E CALOR Libras x 4,4484 = Newtons Libras x 0,45359 = kgf Newton x 0,1020 = kgf HP x 1,014 = CV HP x 0,746 = Kilowatts CV x 0,736 = Kilowatts Pound-feet x 1,3556 = Newton metro Pound-feet x 0,13825 = mkgf Lb in x 0,01152 = mkgf Psi x 0,0731 = kg/cm² kgfm x 0,98 = daNm daNm x 1,02 = kgfm

−1 EQUIVALÊNCIA n (min ) (rotações por minuto) em rd/s n ⋅ 2 ⋅ π rd
−1
EQUIVALÊNCIA n (min
)
(rotações por minuto) em rd/s
n
2
π
rd
rd
=
n
0,1047
=
60
s
s
ALAVANCAS
a
l
l
L
L
a
F
G
G
F
L
G
l
F
L
l
a
F =
G =
F
L
l
G
P
α F G G F = 2cosα
α
F
G
G
F =
2cosα
l 2 2 ⋅ σ ⋅ b ⋅ e P = = kgf 3 ⋅ l
l
2
2 ⋅
σ
b
e
P
=
= kgf
3 ⋅ l
σ = resistência do material a flexão (kg/mm²)
e = espessura da chapa (mm)
b = largura da chapa (mm)
l = distância entre apoios (mm)
ROLDANAS E POLIAS α R P ⋅ r P r F = F = R 2
ROLDANAS E POLIAS
α
R
P
r
P
r
F =
F =
R
2 ⋅ cosα
F
F
n2
P
n4
P
n5
n3
1
n1
F
F =
⋅ P
n
P
ROLDANAS E POLIAS α R P ⋅ r P r F = F = R 2

ASSESSOTEC

ASSESSORIA TECNICA EM ACIONAMENTOS

Resp.: J.L.FEVEREIRO

FONE 011.6909.0753

CEL 9606.7789

ACIONAMENTOS – MÉTODOS DE CÁLCUL0 CORREIAS TRANSPORTADORAS APOIADAS EM ROLETES

Para o cálculo da potência necessária para o acionamento de transportadores de correia apoiada

em roletes, consideram-se principalmente as cargas (G,m ) que incidem sobre os roletes gerando

atrito entre a correia e os mesmos, os atritos nos rolamentos inseridos nos roletes e quando for

transportador em aclive, mais os valores referentes a elevação do material. As cargas que gerarão

forças de atrito são: Peso da carga transportada + peso da correia + peso dos roletes.

Às forças acima devem ser somadas as forças adicionais que podem ser baseadas nas normas da

Associação Americana dos Fabricantes de Transportadores CEMA, conforme descrito mais

abaixo.

Guias laterais

Roletes de apoio Tremonha D Tambor de encosto Raspador Tambor de acionamento Tambor de retorno
Roletes de apoio
Tremonha
D
Tambor de encosto
Raspador
Tambor de acionamento
Tambor de retorno

FORÇAS DE ATRITO SOBRE OS ROLETES DE APOIO

SENTIDO DE DIREÇÃO DA CORREIA

ASSESSOTEC ASSESSORIA TECNICA EM ACIONAMENTOS Resp.: J.L.FEVEREIRO FONE 011.6909.0753 CEL 9606.7789 ACIONAMENTOS – MÉTODOS DE CÁLCUL0

CARGA SOBRE A CORREIA

r Fat2
r
Fat2

Fat1

R
R

ROLETES DE APOIO

TAMBOR DE ACIONAMENTO

F

at

1 =

G

f

1

r

= kgf

ou

F

at

1 = 9,81

m

f

1

r

= N

F

at

2 =

G

f

2

=

r

kgf

ou

F

at

2 = 9,81

m

f

2

r

= N

F

at1

= força de atrito referente contato da correia com o rolete.

F

at 2

=força de atrito referente rolamentos inseridos nos roletes.

f

1

= 1,3mm = braço de alavanca da resistência ao rolamento entre correia e rolete.

f

2

= 0,2mm = braço de alavanca da resistência ao rolamento dos mancais

G,m = peso ou massa da carga + correia + roletes (kg)

r = raio dos roletes de apoio (mm)

FORÇAS ADICIONAIS:

Ffl = Força para flexionar a correia em cada tambor: 22 kgf ou 215 N

Fra = Força para vencer atritos em cada raspador: 1,4 x larg. da correia (pol) = kgf

13,7

x larg. da correia (pol) = N

Ftp = Força para acionamento de cada tambor dos trippers conforme tabela abaixo:

Larg.correia 16 20 24 30 36 42 48 54 60 72 84 (polegada) Ftp (kgf) 22,7
Larg.correia
16
20 24
30 36
42
48
54 60
72 84
(polegada)
Ftp (kgf)
22,7
37,7
49,8
63,4
67,9
72,5
77
81,5
86,1
95,3
104,5
Ftp (N)
223 370
489
622
666 711
754
799
844
944
1024
Fgu = Força de atrito referente às guias laterais: 0,004 . Lg . B² + 8,92 . Lg ( kgf)
0,04 . Lg . B²
+ 87,4 . Lg (N)
Lg = comprimento das guias laterais (m)
B = largura da correia (pol)
Cálculo das forças resistentes
1 - Para transportador horizontal:
f
+
f
f
+
f
1
2
1
2
Fr
=
G
+
F
=
kgf
ou
Fr
=
m
⋅ 9,81
+
F
=
N
ad
1
ad
2
r
r
2 - Para transportador em aclive:
 f
+
f  
1
2
Fr
=
G
.
sen
α
+
(
G
+
G
+
G
)
cosα 
+
F
=
kgf
ca
ca
co
ro
ad 1
r
 
ou
 f
+
f  
1
2
Fr
=
9,81
m
.
sen
α
+
(
m
+
m
+
m
)
9,81cosα. 
+
F
=
N
ca
ca
co
ro
ad 2
r
 

Fr= força resistente

G , m = peso total sobre os roletes = Gca + Gco + Gro

Gco = mco = peso total da correia (kg)

Gro = mro = peso total dos roletes (kg)

Gca = mca = peso da carga (kg)

G

ca

=

m

ca

=

L

T

1000

v 3600

= kg

ou

mca + mco + mro

L = comprim. do transportador (m)

T = toneladas por hora

v = veloc. da correia (m/s)

α = ângulo de inclinação em graus =

sen

α =

altura do transportador

.

.

comprimento

f1 = braço de alavanca da resistência ao rolamento entre correia e rolete = 1,3 mm

f2 = braço de alavanca da resistência ao rolamento dos mancais = 0,2 mm

r = raio do rolete (mm)

Fad1 = forças adicionais = Ffl

+

Fra

+

Ftp

+ Fgu (kgf)

Fad2 = forças adicionais = Ffl + Fra + Ftp + Fgu (N)

Para transportadores muito pesados é importante calcular a FORÇA DE ACELERAÇÃO das

massas em movimento:

Fa =

G v

.

9,81. ta

= kgf

ou

Fa = força de aceleração

G , m = peso total

= Gca

+ Gco + Gro

  • v = veloc. da correia (m/s)

Fa =

G v

.

ta

= N

ta = tempo de aceleração. A maioria dos motores admite até 6s para poucas partidas por
ta = tempo de aceleração. A maioria dos motores admite até 6s para poucas partidas por hora.
Para calcular o momento de torção requerido no eixo do tambor de acionamento:
M = (Fa + Fr)R
= (kgfm para Fa + Fr em kgf ) ou
(Nm para Fa + Fr em N)
M
= Torque ou momento de torção necessário ou requerido no tambor de acionamento
R = raio do tambor de acionamento (m)
Calculando a rotação por minuto no eixo do tambor.
v ⋅ 60
n =
= rpm
π
⋅ D
v
= velocidade da correia (m/s)
D
= diâmetro do tambor de acionamento (m)
Definido o torque e a rotação já pode ser selecionado o redutor e o acoplamento de ligação entre
os eixos do redutor e do tambor. Caso o redutor esteja acoplado direto ao eixo do tambor,
multiplicar M pelo fator de serviço e escolher o redutor pelo torque de saída. Se houver redução
por engrenagens e corrente entre os eixos do redutor e do tambor não esquecer de dividir o torque
M
pela relação de transmissão das engrenagens.
Para o cálculo da potência requerida de acionamento no eixo de entrada do redutor /eixo do
motor utilizar as fórmulas:

a - A partir do torque e da rpm do tambor:

. P =

M n

.

716,2.η

= CV

(M em kgfm)

ou

P =

M n

.

9550.η

= kW

(M em Nm)

b - A partir de Fa + Fr e da velocidade de transporte:

P

=

(

Fa

+

)

Fr v

75η

= CV

(Fa e Fr em kgf)

ou

P = potência requerida de acionamento

P =

(

Fa

+

)

Fr v

1000.η

= kW (Fa e Fr em N)

  • M = momento de torção requerido no eixo do tambor

n = rpm no eixo do tambor de acionamento

η = rendimento do motoredutor

v = velocidade do transportador em m/s

No cálculo de potência foi considerada a força de aceleração das massas em movimento sobre o

transportador mais a força para vencer os atritos. Na maioria dos transportadores horizontais o

momento de aceleração das massas em movimento é menor do que o momento necessário para

vencer os atritos, principalmente quando se admite um tempo de aceleração próximo de 6

segundos. A maioria dos motores na partida fornece o dobro do momento nominal e sendo assim

esse adicional de torque poderia ser aproveitado para dar a partida no transportador e então não

haveria necessidade de somar Fa à Fr desde que haja poucas partidas por hora. Mas na seleção

do redutor e do acoplamento há necessidade de considerar Fa + Fr.

η = rendimento do motoredutor v = velocidade do transportador em m/s No cálculo de potência

ASSESSOTEC

ASSESSORIA TECNICA EM ACIONAMENTOS

Resp.: J.L.FEVEREIRO

FONE 011.6909.0753

CEL 9606.7789

CORREIA TRANSPORTADORA DESLIZANDO SOBRE CHAPA DE AÇO

Fat ou R Fr
Fat
ou
R
Fr
MESA DE APOIO Motoredutor Para calcular o torque requerido para acionamento deste tipo de transportador considerar
MESA DE APOIO
Motoredutor
Para calcular o torque requerido para acionamento deste tipo de transportador considerar apenas o
peso do material transportado somado ao peso de metade da correia que gera uma força de atrito
entre a correia e a chapa de apoio e quando inclinado o ângulo de inclinação, multiplicado pelo
raio do tambor.
1
– Para transportador horizontal
G
m
co
co
M
=
G
+
µ ⋅
R
=
kgfm
ou
M
=
9,81
m
+
µ ⋅
R
=
Nm
ca
ca
2
2
2
– Para transportador inclinado
G
co
M
=
G
sen
α +
G
+
cosα
µ R
=
kgfm
ou
ca
ca
2
m
co
M
=
9,81
m
sen
α +
9,81 
m
+
cosα
µ R
=
Nm
ca
ca
2
M = Momento de torção necessário no eixo do tambor de acionamento
Gca , mca = peso da carga sobre o transportador (kg)
Gco , mco = peso total da correia (kg)
altura do transportador
.
.
α = ângulo de inclinação em graus = sen
α =
comprimento

Quando for informado o peso em ton/h o que é muito raro, considerar a seguinte fórmula:

G

ca

,

m

ca

=

L

T

1000

v 3600

= kg

L = comprimento do transportador (m)

T = toneladas por hora de material transportado

v = velocidade do transportador (m/s)

R = raio do tambor (m)

µ = 0,30 a 0,40 para correia de material sintético sobre aço

Calculando a rotação por minuto no eixo do tambor / eixo de saída do redutor.

n

v 60

=

π

. D

= rpm

v = veloc. da correia (m/s)

D = diâm. do tambor de acionamento ( m)

Definido o momento de torção no eixo do tambor e a rotação por minuto já pode ser selecionado

o motoredutor . Se o mesmo for montado direto no eixo do tambor, multiplicar o torque

necessário M pelo fator de serviço e com este valor escolher o tamanho do redutor ou

motoredutor pelo torque de saída. Na mesma tabela do motoredutor já pode ser verificado qual a

potência de entrada. Não esquecer que já está incluído o rendimento do redutor.

Mas, se preferir, a potência do motor e a capacidade do redutor em CV ou kW no eixo de entrada

pode ser calculada pela fórmula:

. P =

M n

.

716,2.η

= CV

(M em kgfm)

ou

P = potência requerida de acionamento

P =

M n

.

9550.η

= Kw

(M em Nm)

M = momento de torção nominal no eixo do tambor

n = rpm no eixo do tambor de acionamento

η = rendimento do motoredutor.

R = raio do tambor (m) µ = 0,30 a 0,40 para correia de material sintético

ASSESSOTEC

ASSESSORIA TECNICA EM ACIONAMENTOS

Resp.: J.L.FEVEREIRO

FONE 011.6909.0753

CEL 9606.7789

TRANSPORTADOR DE CORRENTE.

GUIAS DE APOIO Motoredutor
GUIAS DE APOIO
Motoredutor

Para calcular a potência necessária para acionamento de transportadores de corrente considerar

apenas o peso do material sobre o transportador somado ao peso da corrente que gera uma força

R = kgfm ou M = 9,81 (m + m ) µ ⋅ R = Nm
R
=
kgfm
ou
M
= 9,81
(m
+
m )
µ ⋅
R
=
Nm
ca
co
(G
+
G )
cosα ⋅ µ
]R
=
kgfm
ou
ca
co
α + 9,81
(m
+
m )
cosα ⋅ µ
]R
=
Nm
ca
co
altura do transportador
.
.
α =
comprimento

µ

de atrito entre a mesma e a guia de apoio e quando em aclive o ângulo de inclinação.Multiplicada

esta força pelo raio da engrenagem motora teremos o momento necessário M.

  • 1 – Para transportador horizontal:

M

=

(G

ca

+

G )

co

  • 2 – Para transportador em aclive:

M

=

[G

ca

sen

α +

M

=

[m

9,81

sen

M = Momento de torção necessário ou requerido no eixo da engrenagem de acionamento

Gca , mca = peso da carga sobre o transportador (kg)

Gco , mco = peso total da corrente (kg)

R = raio da engrenagem (m)

µ = 0,35 para corrente de aço deslizando sobre poliamida

0,15 para corrente de aço deslizando sobre apoios de aço

α = ângulo de inclinação em graus = sen

Calculando a rotação por minuto no eixo da engrenagem motora / eixo de saída do redutor.

 

v 60

 

n

=

π

. D

= rpm

v = veloc. do transportador (m/s)

D = diâm. da engrenagem de acionamento (m)

Definido o momento de torção no eixo da engrenagem e a rotação por minuto já se pode partir

para a seleção do motor e do redutor . Se o mesmo for montado direto no eixo da engrenagem,

multiplicar o torque necessário M pelo fator de serviço e com este valor escolher o tamanho do

redutor ou motoredutor pelo torque de saída. Na mesma tabela pode ser verificado qual a

potência de entrada. Não esquecer que já está incluído o rendimento do redutor.

Se preferir, a potência do motor e a capacidade do redutor em CV ou kW no eixo de entrada pode

ser calculada pela fórmula:

. P =

M n

.

716,2.η

= CV

(M em kgfm)

ou

P = potência requerida de acionamento

P =

M n

.

9550.η

= Kw

(M em Nm)

M = momento de torção nominal no eixo da engrenagem

n = rpm no eixo da engrenagem de acionamento

η = rendimento do motoredutor.

. P = M n . 716,2. η = CV (M em kgfm) ou P =

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ELEVADOR DE CANECA

Para o cálculo da potência requerida para o acionamento de elevadores de canecas não se

considera o peso das canecas ou da correia por estarem em equilíbrio. Para cálculo do momento

no tambor acionador considerar principalmente o peso do material dentro das canecas cheias e a

força de extração que é baseada na prática dos fabricantes deste tipo de equipamento.

Modo de calcular 1

Para cálculo do momento no tambor de acionamento:

 12 ⋅ D   12 ⋅ D  2 2 M = G 
 12 ⋅ D
 12 ⋅ D
2
2
M
=
G 
+
1  R
=
kgfm
ou
M
=
m
9,81 
+
1  R
=
Nm
A
A
M
= momento de torção no eixo do tambor acionador
G , m = peso do material dentro das canecas carregadas (kg)
G,m = 1000 ⋅ q
⋅ c ⋅ γ
= kg
q = quantidade de canecas carregadas
c
= capacidade total de cada caneca (m³)
γ = peso específico do material = ton/m³
D2 = diâmetro do tambor inferior (m)
A = altura do elevador (m)
R = raio do tambor acionador (m)
Calculando a rotação por minuto no eixo do tambor.
v ⋅ 60
n
=
= rpm
π
. D
v
= veloc. da correia (m/s)
D
= diam. do tambor de acionamento ( m)
Para o cálculo da potência necessária de acionamento no eixo de entrada do redutor /eixo do
motor utilizar a fórmula:
M n
.
M n
.
. P =
= CV
(M em kgfm)
ou
P =
= kW
(M em Nm)
716,2.η
9550.η

P = potência requerida ou necessária de acionamento

  • M = momento de torção no eixo do tambor

n = rpm no eixo do tambor de acionamento

η = rendimento do redutor.

Modo de calcular 2

Potência requerida:

P

=

1000

T

A

= CV

ou

P

=

 

3600

75 η

 

T

9,81

A

3600 η

= kW

Capacidade de transporte:(t/h)

T = capacidade de transporte em t/h

Τ = V . γ

= (t/h)

γ = peso específico do material a ser transportado (t/m³)

  • V = capacidade de transporte ( m³/h)

  • V = 3600 . q . c . ϕ . v

= (m³/h)

q = quantidade de canecas por m

  • c = capacidade total da caneca (m³)

ϕ = rend. volumétrico da caneca = 0,5 a 0,8 (depende da velocidade e do tamanho do grão)

  • v = velocidade das canecas (m/s)

η = (0,4 a 0,8 x rendimento do redutor) rendimento mecânico do conjunto o qual depende do

atrito de rolamento, da flexão da correia, da resistência de extração, do vento e do alinhamento da

correia .

A = altura do elevador (m)

Capacidade de transporte:(t/h) T = capacidade de transporte em t/h Τ = V . γ =

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ROSCA TRAPEZOIDAL OU FUSO COM CARGA AXIAL

Para calcular a potência necessária de acionamento de um fuso submetido a uma força qualquer

em sua extremidade (força ou carga axial) as equações são:

Para o cálculo do ângulo de hélice:

tg

α

=

p

D

π

p = passo da rosca (mm)

  • D = Diâmetro primitivo da rosca (mm)

Para o cálculo da força tangencial necessária para fazer a rosca girar:

5,7° lubrificado estático 2,3° lubrificado dinâmico
5,7° lubrificado estático
2,3° lubrificado dinâmico

F = Q tg(α +ϕ)= kgf

1

F1 = força tangencial

Q = carga (kg) a ser elevada ou força (kgf) a ser deslocada

ϕ = ângulo de atrito entre aço e bronze: 10,2° a seco

ϕ = ângulo de atrito para fuso de esferas: 0,12°

Para o cálculo do torque:

M

=

F

1

D

2

1000

= (kgfm)

  • D = diâmetro primitivo (mm)

Para o cálculo da rotação por minuto em função da velocidade de deslocamento:

n

  • v 1000

=

p

= rpm

  • v = velocidade (m/min)

p = passo da rosca (mm)

Para cálculo da potência:

P

=

M

n

= CV

716,2 η

η = rendimento do redutor

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GUINCHOS R Ft MOTOREDUTOR r
GUINCHOS
R
Ft
MOTOREDUTOR
r

Para o cálculo da potência requerida para o acionamento de guinchos considerar principalmente o

peso do carro + carga, a velocidade, diâmetro do tambor + o numero de voltas do
peso do carro + carga, a velocidade, diâmetro do tambor + o numero de voltas do cabo
acumuladas em torno do tambor, inclinação do terreno.
Para o cálculo da força resistente Fr referente aos atritos nas rodas:
1 - Plano horizontal:
f
+
f
β
f
+
f
β
1
2
1
2
Fr
=
G
= kgf
ou
Fr
=
m
⋅ 9,81
=
N
r
r
2- Em aclive
f
+
f
f
+
f
β
1
2
1
2
Fr
=
G sen α
+
cosα
= kgf
ou
Fr
=
m
9,81
sen
α
+
cos
α
=
N
r
r
G,m = peso ou massa do carro +carga (kg)
α = ângulo de inclinação do terreno em graus
f1 = braço de alavanca da resistência ao rolamento dos mancais: 0,2mm
f2 = braço de alavanca da resistência ao rolamento:
1- pneu ou roda de aço revestida com borracha rodando sobre asfalto ou concreto liso = 4mm
2- roda de aço sobre trilho = 0,5mm
β = coeficiente de atrito referente flange da roda = 1 para rodas normais
1,5 a 2,5 para rodas sobre trilhos
r = raio da roda (mm)

Para o cálculo da força de aceleração Fa:

Fa

=

G

v

9,81 60

ta

= kgf

ou

G e m = peso do carro + carga (kg)

v = velocidade do carro (m/min)

Fa

=

m

v

60 ta

= N

ta = tempo de aceleração desejado (s).

A força de tração Ft é igual a soma da força resistente Fr e da força de aceleração Fa.

Ft = Fr + Fa

Para cálculo do momento M:

M

=

Ft

R

= ( kgfm para Ft em kgf ) – (Nm para Ft em N)
1000

R = raio do tambor (mm) + diâmetro do cabo (mm)x numero de voltas remontadas em torno do

tambor

Para cálculo da rpm em função da velocidade máxima desejada

 

1000

v

60

n

=

π

D

 

= rpm

n = rpm no eixo do tambor

v = velocidade máxima (m/s)

D = diâmetro do tambor (mm) + diâmetro do cabo(mm) x numero de voltas em torno do tambor

Para o cálculo da potência requerida máxima em função da velocidade máxima desejada:

M ⋅ n M ⋅ n P = = CV (M em kgfm) ou P =
M
n
M
n
P
=
= CV
(M em kgfm)
ou
P
=
= kW
(M em Nm)
716,2 ⋅ η
9550 ⋅ η
η = rendimento do redutor

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PONTE ROLANTE – TRANSLAÇÃO

No cálculo da potência requerida de acionamento da translação de ponte rolante nota-se que o

maior valor é o relativo à aceleração das massas. O momento resistente devido aos rolamentos das
maior valor é o relativo à aceleração das massas. O momento resistente devido aos rolamentos
das rodas e ao atrito das rodas com os trilhos é geralmente de menor valor. Para o cálculo
considera-se o peso da ponte + peso da carga concentrado em uma única roda.
A fórmula para cálculo do MOMENTO RESISTENTE nas rodas é:
f
+
f
β
f
+
f
β
1
2
1
2
Mr
=
G
= kgfm
ou
Mr
=
m
⋅ 9,81
=
Nm
1000
1000
Mr = momento resistente devido aos atritos nas rodas
G ou m = peso da estrutura da ponte + carga (kg)
f1 = 0,2 mm = braço de alavanca da resistência ao rolamento dos mancais.
f2 = 0,5 mm = braço de alavanca da resistência ao rolamento entre as rodas e os trilhos.
β = 1,5 a 2,5 = coeficiente referente atrito do flange da roda com os trilhos
MOMENTO DE ACELERAÇÃO Ma
Ma = Fa ⋅ R (kgfm para Fa em kgf) e ( Nm para Fa em N)
G
v
m
v
Fa
=
= kgf
ou
Fa
=
= N
9,81 60
⋅ ta
60
⋅ ta
Fa = força de aceleração
R = raio da roda (m)
G e m = peso da ponte + carga (kg)
v = velocidade da ponte ( m/min)

ta = tempo de aceleração desejado (s). Pode ser conforme norma ( tabela abaixo):

CLASSE FEM-ISO 1Bm M3 1Am M4

Veloc. linear (m/min)

 
  • 5 12,5

10

 

16

20

25

32

 

50

  • 40 100

63

80

 

Tempo de partida (s)

1,4

2

2,2

2,5

2.75

3,1

4,6

5,1

5,5

6

6,7

7,1

CLASSE FEM – ISO 2m M5 3m M6

 

Veloc. linear (m/min)

 
  • 5 12,5

10

 

16

20

25

32

 

50

  • 40 100

63

80

 

Tempo de partida (s)

1,4

2

2,2

2,5

2,75