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Reciclagem de Embalagens

Atualmente, o custo da disposição da embalagem é pago pelos clientes da


Cadeia de Abastecimento. Além do impacto ambiental, a disposição custa
dinheiro e pode comprometer gravemente a lucratividade do cliente. O Canadá,
o Reino Unido e a Alemanha decretaram uma legislação para reduzir o
desperdício de embalagem. Existe um incentivo para as empresas reduzirem,
reutilizarem e reciclarem o resíduo de embalagens, a fim de evitar ou reduzir os
custos de disposição interna.
Cada estratégia - redução, reutilização e reciclagem - tem um impacto
econômico além dos custos de disposição. A redução dos materiais de
embalagem, feita através de uma adequada Análise de Valor, também reduz os
custos de compra da embalagem. A reutilização da embalagem geralmente
agrega alguns custos para classificação, administração e transporte de retorno,
mas pode reduzir os custos de compra da emblagem. A utilização da
reciclagem reduz os custos de coleta e processamento e aumenta o mercado
de produtos reciclados. Além disso, a reciclagem e reutilização de embalagens
também tem benefícios ambientais.
A reciclagem é um bom método de disposição para muitos resíduos de
embalagens, já que esta naturalmente se coleta em grandes volumes
homogêneos. Fabricantes, centros de distribuição e varejistas descartam
grandes quantidades de um número limitado de materiais como paletes de
madeira, papelão, filme de polietileno, espuma plástica e insumos de
arqueamento. Os recicladores apreciam tais fontes concentradas e
relativamente limpas (comparadas à classificação e limpeza paralela). Como
resultado, a embalagem possui um índice de aproveitamento muito alto. Da
mesma forma, a compra de embalagens feita através de materiais reciclados
encoraja o crescimento do mercado de produtos e viabiliza toda a infra-
estrutura necessária.
A reciclagem é, às vezes, erroneamente chamada de "Logística Reversa". Na
verdade, os materiais de embalagem não são recolhidos de volta pela empresa
que gerou as embalagens, mas o sistema logístico segue em frente, às vezes
através de empresas de gerenciamento de resíduos, para reprocessadores.
Em muitos casos, associações de fabricantes de material de embalagem
preparam sua própria rede para coleta e reprocessamento. Exemplo disso é o
sistema "REPACK", preparado por uma associação Britânica, para coleta e
reciclagem de resíduos de embalagem em trânsito, envolvendo fabricantes, as
empresas de coleta de resíduos e usinas de reciclagem.
A legislação alemã, implementada em 1993, exige que a embalagem seja
devolvida ao fornecedor de produtos, para reciclagem ou reutilização, se o
comprador solicitar isso. Algumas empresas de reciclagem podem ser pré-
pagas pelo fornecedor. A princípio, filmes encolhíveis em cargas paletizadas
foram proibidos, porém os custos de danos ao produto durante o transporte
superaram as considerações ecológicas e agora o filme é reciclado. Em 1991,
cerca de 80% das embalagens de transporte na Alemanha e 63% das caixas
de papelão nos EUA eram recicladas. Existe uma preocupação de que as leis
de reciclagem possam ser desrespeitadas e que os governos deveriam
estabelecer metas e direcionar fatores econômicos e ambientais que
efetivamente determinem maiores índices de reciclagem.

Fonte: http://www.guialog.com.br/ARTIGO129.htm
1.INTRODUÇÃO

A vida de um produto, do ponto de vista logístico, não termina com sua entrega
ao cliente. Produtos se tornam obsoletos, danificados, ou não funcionam e
devem retornar ao seu ponto de origem para serem adequadamente
descartados, reparados ou reaproveitados.

Outra questão, refere-se a produtos adquiridos pela internet, em que o


consumidor tem o direito de arrepender-se da compra em até sete dias a contar
da data de recebimento do produto.

Temos também o caso de retorno de embalagens, em que acontece


basicamente em função da sua reutilização - fator econômico ou devido a
restrições legais - fator ambiental.

2. LOGÍSTICA REVERSA

A logística reversa é a área da logística empresarial que tem a preocupação


com os aspectos logísticos do retorno ao ciclo de negócios ou produtivo de
embalagens, bens de pós venda e de pós consumo, agregando-lhes valores de
diversas naturezas: econômico, ecológico, legal, logístico, de imagem
corporativa, entre outros.

2.1. LOGÍSTICA REVERSA DE PÓS VENDA

Se ocupa da operacionalização do fluxo físico e das informações logísticas


correspondentes de bens de pós venda, sem uso ou com pouco uso, que por
diferentes motivos retornam aos diferentes elos da cadeia de distribuição
direta.

Seu objetivo estratégico é o de agregar valor a um produto logístico que é


devolvido por razões comerciais ou legais (legislação ambiental), erros nos
processamentos dos pedidos, garantia dada pelo fabricante, defeitos ou falhas
de funcionamento no produto, avarias no transporte, entre outros motivos.

Classificam-se como devoluções por "garantia/qualidade", aquelas nas quais


os produtos apresentam defeitos de fabricação ou de funcionamento, avarias
no produto ou na embalagem, etc. Estes produtos poderão ser submetidos a
consertos ou reformas que os permitam retornar ao mercado primário, ou a
mercados diferenciados que denominamos secundários, agregando-lhes valor
comercial novamente.

Na classificação "comerciais", são destacadas a categoria de estoques,


caracterizada pelo retorno devido a erros de expedição, excesso de estoques
no canal de distribuição, mercadorias em consignação, liquidação de estação
de vendas, pontas de estoques, etc., que serão retornados ao ciclo de
negócios pela redistribuição em outros canais de venda.

Com relação à razões legais, incluem-se os retornos oriundos as obrigações


ambientais atuais relativas à disposição final de materiais de risco ao "meio
ambiente", como baterias de celulares, pneus, refratários cromo-magnesianos,
pilhas diversas, etc.

A classificação "substituição de componentes" decorre da substituição de


componentes de bens duráveis e semi duráveis em manutenções e consertos
ao longo de sua vida útil e que são remanufaturados, quando tecnicamente
possível, e retornam ao mercado primário ou secundário, ou são enviados à
reciclagem ou para um destino final, na impossibilidade de reaproveitamento.

2.2. LOGÍSTICA REVERSA DE PÓS CONSUMO

Igualmente operacionaliza o fluxo físico e as informações correspondentes de


bens de consumo descartados pela sociedade, em fim de vida útil ou usados
com possibilidade de utilização e resíduos industriais, que retornam ao ciclo de
negócios ou ao ciclo produtivo pelos canais de distribuição reversos
específicos.

Seu objetivo estratégico é o de agregar valor a um produto logístico constituído


por bens inservíveis ao proprietário original, ou que ainda possuam condições
de utilização, por produtos descartados por terem atingido o fim de vida útil e
por resíduos industriais. Estes produtos de pós consumo poderão se originar
de bens duráveis ou descartáveis por canais reversos de reuso, desmanche e
reciclagem até a destinação final.

A classificação "em condições de uso" refere-se as atividades em que o bem


durável e semi durável apresenta interesse de reutilização, sendo sua vida útil
estendida adentrando no canal reverso de 'reutilização' em mercado de
segunda mão até atingir o "fim de vida útil".

Nas atividades da classificação de "fim de vida útil", a logística reversa poderá


atuar em duas áreas: dos bens duráveis ou descartáveis. Na área de atuação
de duráveis, estes entrarão no canal reverso de desmontagem e reciclagem
industrial; sendo desmontados na área de 'desmanche', seus componentes
poderão ser aproveitados ou remanufaturados, retornando ao mercado
secundário ou à própria indústria que o reutilizará, sendo uma parcela
destinada ao canal reverso de 'reciclagem.

No caso de bens de consumo descartáveis, havendo condições logísticas,


tecnológicas e econômicas, os produtos são retornados por meio do canal
reverso de "reciclagem industrial", onde os materiais constituintes são
reaproveitados e se constituirão em matérias-primas secundárias, que
retornam ao ciclo produtivo pelo mercado correspondente, ou no caso de não
haver as condições acima mencionadas, serão destinadas ao 'destino final' os
aterros sanitários, lixões e incineração com recuperação energética.

2.3. LOGÍSTICA REVERSA DE EMBALAGEM

Apesar de se enquadrar na logística reversa de pós venda ou pós consumo,


queremos subdividir o conceito de logística reversa de embalagem pela sua
importância.
Com a concentração da produção, verifica-se o atendimento de distribuição a
mercados cada vez mais afastados. Consequentemente há um aumento da
distância média de transporte e o retorno dos caminhões vazios (unicamente
com as embalagens de transporte) que implica em um incremento dos gastos e
repercute no custo final do produto.

Com a finalidade de reduzir o impacto negativo das embalagens, alguns


medidas poderão ser adotadas para a redução de resíduos deste material:
(Diretiva 94/62 adotada pela Comunidade Européia)

-reduzir os resíduos na origem dos mesmo;


-utilizar materiais recicláveis;
-reutilizar os materiais, maximizando o nível de rotação;
-implementar sistemas de recuperação;
-reciclar.

Existe uma tendência mundial em utilizar embalagens retornáveis, reutilizáveis


ou de múltiplas viagens, tendo em vista que o total de resíduos aumenta a cada
ano, causando impacto negativo ao meio ambiente.

3. IMPACTOS DA LOGÍSTICA REVERSA NA GESTÃO DA LOGÍSTICA

O processo de logística reversa gera impactos na gestão da logística; pois


muitos materiais são reaproveitados e retornam ao processo tradicional de
suprimento, produção e distribuição.

Este processo geralmente é composto por um conjunto de atividades que uma


empresa realiza para coletar, separar, embalar e expedir itens usados,
danificados ou obsoletos dos pontos de consumo até os locais de
reprocessamento, revenda ou descarte.

Vários são os tipos de reprocessamento que os materiais podem ter,


dependendo das condições que estes entram no sistema de logística reversa.
Os materiais retornam ao fornecedor quando houver este acordo. Podem ser
revendidos se ainda estiverem em condições adequadas de comercialização.
Podem ser reciclados se não houver possibilidade de recuperação. Todas estas
alternativas geram materiais reaproveitados, que entram de novo no sistema
logístico direto. Em último caso, o destino pode ser a seu descarte final.

Alguns dos processos de descarte final, como por exemplo incineração de


madeira, exigem o serviço de empresa credenciada. Isto, além de demandar
tempo na contratação de tal empresa, gera custo adicional no processo.

Existe uma complexidade a verificar no que diz respeito a estoque de material.


As empresas não tem a previsão da demanda, não sabem como o consumidor
vai se comportar. E um evento externo, interfere no processo de armazenagem
e distribuição em uma área limitada de estocagem. Significando, então,
ocupação de área que não estava prevista e assim elevando o custo de
estoque. É necessário monitorar diariamente o comportamento da coleta, para
dar maior agilidade as operações e assim diminuir custos.
O frete, também é um item importante e deve ser otimizado. Deve-se estudar
uma maneira para que um mesmo transporte passe em diferentes lugares para
coleta.

4. A IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA REVERSA PARA A EMPRESA

Cada vez mais a logística reversa tem se tornado importante para empresa ,
uma vez que as mercadorias devolvidas oferecem oportunidades para
recuperação do valor, bem como economias de custo em potencial.
Certamente o objetivo estratégico econômico, ou de agregação de valor
monetário é o mais evidente na implementação da logística reversa nas
empresas e varia entre os setores empresariais e em seus diversos segmentos
de negócios tendo sempre como fator dominante a competitividade e o
ecológico.

Observando a Logística de pós-venda e pós-consumo notamos com relação


aos custos envolvidos, toma-se a prática de:

1. Reutilização de embalagens, que geralmente agrega alguns custos


adicionais decorrentes da classificação, administração e transporte de retorno,
mas que, por outro lado, pode implicar a redução dos custos de aquisição de
embalagens;

2. Utilização da reciclagem que reduz o custos de coleta e processamento,


permitindo um avanço no mercado de produtos reciclados. O valor econômico
movimentado pela logística reversa na cadeia do ferro/aço, por exemplo, é de
mais de 30% do valor de venda do produto do setor ( mais de US$2 bilhões por
ano), cerca de 20% na indústria de alumínio e plástico.

3. Produtos refabricados, ou de outra forma, convertidos em novos, mais uma


vez o valor irá ser menor do que os dos produzidos pela primeira vez,
entretanto, seu valor será substancialmente maior do que o dos produtos que
são vendidos para refugo ou reciclagem. Ex.; computadores cujas peças são
caras vão para desmanche e são reaproveitadas em outros computadores
voltando ao mercado como novos.

Contudo não podemos deixar de mencionar os problemas gerados pelos


retornos:

· A quantidade de produtos que retorna é maior que a produzida na indústria;


· Os produtos retornáveis ocupam espaço nos armazéns, o que gera custos,
principalmente se a quantidade for grande;
· Retornos não identificados ou desautorizados – ou seja, embalagens de
plástico, por exemplo, quando retornam, são acompanhadas de outros
materiais como pregos, pedaços de madeira, que precisam ser separados, no
caso de uma reciclagem;
· O custo total do fluxo reverso é desconhecido, de difícil avaliação. (LIMA)
· Custos de transporte e armazenagem de produtos tóxicos;
· O custo de transporte a tarifa é a mesma para entregar e para buscar o
produto;
· Os custos da operação de troca são elevados.
Apesar dos problemas citados acima, se as empresas se estruturarem para as
práticas reversas na cadeia de suprimentos e buscarem parceiros, a relação
custo benefício será vantajosa.

A estruturação das empresas no sentido de melhorar o atendimento aos


clientes é de grande importância. A implantação de tecnologias de informação
na logística reversa, centros de distribuição, faz com que as empresas
obtenham enormes economias pela redução de perdas e pela possibilidade de
redistribuição.

A redução crescente da diferenciação entre produtos concorrentes faz com que


a decisão de compra por parte do cliente fique influenciada não só pela relação
entre o valor percebido do produto e seu preço, mas também pela comparação
entre o valor do serviço oferecido e seu custo ao cliente. A satisfação que um
produto proporciona não é relacionada apenas ao produto em si, mas também
ao pacote de serviços que o acompanha e manter um bom relacionamento com
os clientes é, hoje em dia, um fundamento básico no mundo dos negócios.

5. A LOGÍSTICA REVERSA ESTA RELACIONADA SOMENTE COM MEIO


AMBIENTE?

Em todo o mundo, os elos entre desempenho ambiental, competitividade e


resultados financeiros finais estão crescendo a cada dia. Empresas de ponta
estão transformando o desempenho ambiental superior numa poderosa arma
competitiva. O aumento da preocupação social está levando ao
desenvolvimento de produtos ecologicamente corretos e à certificação nas
normas internacionais, como ISO14000. Exigências de certificação estão
transformando a relações entre ambiente e negócio.

Constata-se que funcionários e acionistas sentem-se melhor por estarem


associados a uma empresa ambientalmente responsável, e essa satisfação
pode até mesmo resultar em aumento de produtividade da empresa. Tal
postura implica reduções de custos, uma vez que a poluição representa
materiais mal aproveitados devolvidos ao meio ambiente, ou seja, a maior parte
da poluição resulta de processos ineficientes, que não aproveitam
completamente os materiais.

Bancos e principalmente agencias de fomento ( BNDES, BID, etc.) oferecem


linhas de crédito específicas, maior prazo de carência e menores taxas de juros
a empresas com projetos ligados ao meio ambiente.

Resumidamente, a Logística Reversa relaciona-se com os seguintes aspectos


do negócio:

1. Proteção ao meio ambiente - uma vez que há aumento de reciclagem e


reutilização de produtos há uma diminuição de resíduos;

2. Diminuição dos custos – retorno de materiais ao ciclo produtivo;

3. Melhora da imagem da empresa perante ao mercado – empresas


ambientalmente responsáveis, representa uma forte publicidade positiva;

4. Relação custo/benefício vantajosa – apesar dos custos com a estruturação


de uma logística reversa os benefícios ( ambientais , boa imagem no mercado,
etc.) são positivos;

5. Aumento significativo nos lucros da empresa – uma vez bem estruturada a


prática de reutilização de materiais ( alumínio, aço, computadores, etc.)
acarreta na redução de custos de compra de matéria-prima.

6. COMO PROJETAR UM SISTEMA DE LOGÍSTICA REVERSA

A Logística Reversa não é nenhum fenômeno novo e exemplos como o do uso


de sucata na produção e reciclagem de vidro tem sido praticados há bastante
tempo. Entretanto, observa-se que a complexidade dos projetos de Logística
Reversa tem aumentado consideravelmente pelos aspectos ambientais
envolvidos.

O processo de logística reversa gera materiais reaproveitáveis ou não que


retornam ao processo tradicional de suprimento, produção e distribuição, e
geralmente é composto por um conjunto de atividades que uma empresa
realiza para coletar, separar, embalar e expedir itens usados, danificados ou
obsoletos ou descartes, dos pontos de consumo até os locais de
reprocessamento, revenda, consumo ou destino final.

Existem variantes com relação ao tipo de reutilização que os materiais podem


ter – retorno ao fornecedor, revenda, recondicionamento ou reciclagem,
dependendo das condições em que estes entram no sistema de logística
reversa.

Todas estas alternativas geram materiais reaproveitados, que entram de novo


no sistema logístico direto, posteriormente. Em último caso, o destino pode ser
a seu descarte final.

O projeto de Logística Reversa deve seguir as mesmas etapas de qualquer


projeto de Logística tais como:

· Objetivos a serem atingidos;


· Definição do escopo;
· Seqüência das atividades;
· Orçamento;
· Planejamento dos recursos;
· Planejamento das etapas;
· Cronograma;
· Mapeamento dos riscos.

Com as particularidades da coleta dos materiais, riscos ambientais e de saúde


e higiene.
No planejamento do projeto é necessário caracterizar corretamente as
atividades que serão realizadas em função do tipo de material e do motivo pelo
qual estes entram no sistema de logística reversa.
Fatores críticos que influenciam o projeto de logística reversa

O sucesso do projeto depende de como o processo de logística reversa foi


projetado e os controles disponíveis.

Alguns dos fatores identificados como sendo críticos e que contribuem


positivamente para o desempenho do sistema de logística reversa são
comentados abaixo:

a) Bons controles de entrada


É necessário identificar corretamente o estado dos materiais que serão
reciclados e as causas dos retornos para planejar o fluxo reverso correto ou
mesmo impedir que materiais que não devam entrar no fluxo o façam. Por
exemplo, identificando produtos que poderão ser revendidos, produtos que
poderão ser recondicionados ou que terão que ser totalmente reciclados.
Treinamento de pessoal é questão chave para obtenção de bons controles de
entrada.

b)Tempo de Ciclo reduzidos


Tempo de ciclo se refere ao tempo entre a identificação da necessidade de
reciclagem, disposição ou retorno de produtos e seu efetivo processamento.
Tempos de ciclos longos adicionam custos desnecessários porque atrasam a
geração de caixa (pela venda de sucata, por exemplo) e ocupam espaço,
dentre outros aspectos. A consideração correta deste item é fator de redução
de custos e melhoria do nível de serviço.
Fatores que levam a altos tempos de ciclo são controles de entrada
ineficientes, falta de estrutura (equipamentos, pessoas) dedicada ao fluxo
reverso e falta de procedimentos claros
para tratar as "exceções" que são, na verdade, bastante freqüentes.

c) Processos padronizados e mapeados


Um das maiores dificuldades na logística reversa é que ela é tratada como um
processo esporádico, contingencial e não como um processo regular. Efetuar
corretamente o mapeamento do processo e o estabelecimento de
procedimentos formalizados são condições fundamentais para se obter
controle e a melhor performance do projeto.

d) Sistemas de informação
A capacidade de rastreamento de retornos, medição dos tempos de ciclo,
medição do desempenho de fornecedores (avarias nos produtos, por exemplo)
permite obter informação crucial para negociação, melhoria de desempenho e
identificação de abusos no retorno de produtos.
Projetar estes sistemas de informação é um grande desafio, devido a
inexistência no mercado de sistemas capazes de lidar com o nível de variações
e flexibilidade exigida pelo processo de logística reversa.

e) Rede Logística Planejada


Ao contrário da Logística normal, cuja filosofia é consolidar os centros de
distribuição, a logística reversa tem de ampliar a rede de coleta e ter
capilaridade, porque essa é a essência da logística reversa.
A implementação de processos logísticos reversos requer a definição de uma
infra-estrutura logística adequada para lidar com os fluxos de entrada de
materiais usados e fluxos de saída de materiais processados. Instalações de
processamento e armazenagem e sistemas de transporte devem ser
desenvolvidos para ligar de forma eficiente os pontos de fornecimento, onde os
materiais a serem reciclados devem ser coletados, até as instalações onde
serão processados.

Questões de escala de movimentação e até mesmo falta de correto


planejamento devem ser enfocadas na fase do projeto.

Instalações centralizadas dedicadas ao recebimento, separação,


armazenagem, processamento, embalagem e expedição de materiais
retornados podem ser uma boa solução, desde que haja escala suficiente.

Deverão ser aplicados também os mesmos conceitos de planejamento


utilizados no fluxo logístico direto, tais como estudos de localização de
instalações e aplicações de sistemas de apoio à decisão (roteirização,
programação de entregas etc.)

f) Relações Colaborativas
Um tópico a ser explorado na fase de projeto de logística reversa é a utilização
de prestadores de serviço e de estabelecimento de parcerias ou alianças com
outras organizações envolvidas em programas ambientais e/ou de logística
reversa.
Como esta é uma atividade onde a economia de escala é fator relevante e
onde os volumes do fluxo reverso são normalmente menores, uma opção
viável dar-se-á através da terceirização e alianças.

Deste modo, a concepção de um projeto eficiente de Logística Reversa deve


levar em consideração os seguintes pontos:

Viabilidade
· Linhas de crédito específicas para projetos ligados ao meio ambiente;
· Análises dos fatores Competitividade e Ecologia;
· Identificação de possíveis parceiros ou alianças;

Coleta
· A localizações atuais e alternativas dos postos de recepção, das centrais de
reciclagem, incineradores e recicladores;
· Quantidade de produtos que retorna;
· Identificação e quantificação de retornos de materiais não identificados ou
desautorizados;
· Rede consistente de coleta;
· Otimização de fretes.

Processamento
· Sistema de gerenciamento Ambiental;
· Processamento do material coletado;
· Aspectos de Saúde e Higiene no manuseio e transporte dos materiais;
· Automação do processo de separação dos materiais (secundários e de
descarte)
· Programas educacionais para os membros da cadeia de abastecimento e
para as comunidades envolvidas;
· Levantamento do ciclo de vida dos produtos ou embalagens envolvidos no
projeto;
· Nível de reciclagem desejado no projeto;
· Legislação Ambiental (classificação do material reciclado, disposição de
materiais perigosos).

Reutilização
· Destino a ser dado aos materiais gerados no reprocessamento;
· Identificação do mercado consumidor e dos canais de comercialização;
· Divisão de responsabilidade quanto ao destino entre governo, consumidores e
a cadeia produtiva.

7. LOGÍSTICA REVERSA COMO ELEMENTO DE ELEVAÇÃO DO NÍVEL DE


SERVIÇO AO CLIENTE

Incentivados pela Norma ISO 14000 para uma gestão ambiental mais eficiente
e pelo aumento da simpatia dos consumidores para aquisição de "produtos
verdes", aumentando assim, a missão da Logística Empresarial para dispor a
mercadoria ou serviço certo, no tempo certo, no lugar certo e nas condições
desejadas, garantindo o controle sobre o ciclo de vida. (TRIGUEIRO)

Existe uma clara tendência de que a legislação ambiental caminhe no sentido


de tornar as empresas cada vez mais responsáveis por todo ciclo de vida de
seus produtos. Isto significa ser legalmente responsável pelo seu destino após
a entrega dos produtos aos clientes e do impacto que estes produzem no meio
ambiente.

Um segundo aspecto diz respeito ao aumento de consciência ecológica dos


consumidores que esperam que as empresas reduzam os impactos negativos
de sua atividade ao meio ambiente. Isto tem gerado ações por parte de
algumas empresas que visam comunicar ao público uma imagem institucional
"ecologicamente correta". (LACERDA)

A Logística, além de criar valor ao marketing de produto de modo direto, eleva


a qualidade do produto em termos gerais, como parte do serviço de
atendimento ao cliente.

Em todo mundo, os elos entre desempenho ambiental, competitividade e


resultados financeiros finais estão crescendo a cada dia. Empresas de ponta
estão transformando o desempenho ambiental numa poderosa arma
competitiva. (MOURA)

Os projetos de Logística Reversa tem gerado um grande impacto junto à


população em relação à imagem das empresas, pela redução do impacto ao
meio ambiente.

O objetivo ecológico ou de imagem corporativa na Logística Reversa


constituem –se de ações empresariais que visam contribuir com a comunidade
pelo incentivo à reciclagem de materiais, à alterações de projeto para reduzir
impactos ao meio ambiente.

O objetivo de competitividade por diferenciação de nível de serviço ao cliente,


evidencia-se pelos vários exemplos e pela revalorização dos ativos das
empresas preocupadas em reduzir o impacto ao meio ambiente, as empresas
têm de fazer mais do que simplesmente falar sobre proteção ao meio ambiente.
(MOURA)

8. CONCLUSÃO

Usualmente pensamos em logística como o gerenciamento do fluxo de


materiais do seu ponto de aquisição até o seu ponto de consumo. No entanto,
existe também um fluxo logístico reverso, do ponto de consumo até o ponto de
origem, que precisa ser gerenciado.

Por outro lado, observa-se que o escopo e a escala das atividades de


reciclagem e reaproveitamento de produtos e embalagens tem aumentado
consideravelmente nos últimos anos pela importância crescente das questões
ambientais, da concorrência - diferenciação de serviço e a busca pela redução
contínua de custo.

As iniciativas relacionadas à logística reversa têm trazido consideráveis


retornos para as empresas. Além disto, os esforços em desenvolvimento e
melhorias nos processos de logística reversa podem produzir também retornos
financeiros, de imagem corporativa e de nível de serviço consideráveis, que
justificam os investimentos realizados.

No tocante ao projeto de logística Reversa, os pontos de maior concentração


de esforços e particulares neste caso são o estudo de Viabilidade (parcerias e
alianças, financiamento, aspectos ambientais), processo de Coleta de
materiais, Processamento do material e canais de Reutilização.

9. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

· LIMA, L. M. e CAIXETA FILHO, J. V. Conceitos e Práticas de Logística


Reversa. Revista Tecnologística. Maio/2001.

· MALINVERNI, Cláudia. Controles Reduzem Custos da Logística Reversa na


Amercicanas.com. Revista Tecnologística. Setembro/2002.

· MALINVERNI, Cláudia. Tomra Latasa: A Logística da Reciclagem. Revista


Tecnologística. Julho/2002.

· Artigo Desenvolvimento e Implementação de Programas de Logística


Reversa. Publicação Log. Jan.fev/99.

· SLIJKHUIS, Chris. Logística Reversa: Reciclagem de Embalagens de


Transporte. Publicação Log. Jan.fev/99.

· Artigo Embalagem. Publicação Distribuição.


· LEITE, Paulo Roberto. Logística Reversa: Nova Área da Logística Empresarial
- 1ª parte. Revista Tecnologística. Maio/2002.

· LEITE, Paulo Roberto. Logística Reversa: Nova Área da Logística Empresarial


- 2ª parte. Revista Tecnologística. Junho/2002.

· MOURA, Reinaldo A. Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Substituir. Publicação


Banas Ambiental. Agosto/2000.

· LACERDA, Leonardo. Logística Reversa – Uma visão sobre os conceitos


básicos e as práticas operacionais. Disponível em
http://www.cel.coppead.ufrj.br/fr-rev.htm. Acesso em: 21/08/02.

· TRIGUEIRO, Felipe G. R. Logística Disponível em www.guialog.com.br


Acesso em: 02/10/2002.

· SAYON, Melissa. O reverso da logística. Disponível em


www.businesstandart.com.br Acesso em: 02/10/2002.

· VIEIRA, Darli Rodrigues. Implantar e gerenciar a logística reversa. Disponível


em www.terra.com.br. Acesso em: 02/10/2002.

Fonte: http://www.ietec.com.br/site/techoje/categoria/detalhe_artigo/301

Introdução
Até a década de 60, a indústria de plásticos era associada apenas com
problemas ambientais relacionados ao processo de produção, que em princípio
podem ser controlados com manutenção eficiente e tecnologias adequadas.
Entretanto, o grande crescimento do consumo de plásticos, acelerado pelo seu
crescente uso em descartáveis e produtos de ciclo de vida curto, acabou por
transformar os próprios produtos plásticos em problema ambiental, ao gerar
enormes volumes de lixo que se degradam muito lentamente, têm um impacto
visual muito negativo e cuja gradual decomposição, em certos casos, origina
substâncias nocivas e muito duradouras. No Brasil, onde o consumo de
plásticos é da ordem de 14 kg por habitante/ano (1995), o plástico representa
20% do volume e 6% do peso do lixo urbano; em países como os EUA (onde o
consumo chega a 85 kg) e Japão (100 kg), o problema é ainda maior.

Por outro lado, os plásticos, ao substituirem materiais mais pesados (metais,


vidro, cerâmicas etc.) podem contribuir para economizar energia e reduzir a
queima dos combustíveis ao reduzirem o peso de veículos ou de sua carga; ao
substituir papel e madeira, podem reduzir a destruição de florestas. A isso se
soma a conveniência prática e econômica e, às vezes, também higiênica e
sanitária do uso de plásticos descartáveis (como em seringas hipodérmicas).
Tudo isso contribui para matizar as críticas aos plásticos e incentivar a busca
de meios para conciliar seu uso com as exigências ambientais. Um dos
caminhos para minimizar os problemas ambientais relacionados ao uso dos
plásticos é o uso de plásticos rapidamente degradáveis, que podem ser
derivados de vegetais ou produtos petroquímicos modificados (de cadeia mais
curta); outro é a reciclagem mecânica, que converte o material descartado em
grânulos reutilizáveis; outro ainda é a reciclagem química, que usa o material
descartado como matéria-prima para plásticos novos; finalmente, há a
alternativa da incineração sob condições controladas que, quando inclui o
aproveitamento da energia gerada, pode ser chamado de reciclagem
energética.

Contaminação e reaproveitamento

No uso de plásticos degradáveis, as dificuldades estão no custo, geralmente


mais altos que o dos plásticos tradicionais e também na própria degradação
rápida, que torna esses produtos perecíveis - característica desejável do ponto
de vista ambiental, mas incômoda caso se deseje estocar ou usar o produto
por mais tempo que o previsto pelo fabricante. Já são usados plásticos
degradáveis em produtos como brinquedos e canetas esferográficas, mas sua
demanda está condicionada à existência de consumidores ecologicamente
motivados para tolerar tais inconvenientes.

No caso da reciclagem mecânica, um problema é a contaminação dos plásticos


em seu uso como embalagens de substâncias tóxicas (produtos de limpeza,
farmacêuticos, pesticidas etc.), pelo contato com o lixo doméstico, industrial ou
hospitalar ou ainda pelo seu uso em aplicações médicas e cirúrgicas. Isto
impede o uso de plásticos reciclados em certas aplicações, como brinquedos e
embalagens de alimentos - a menos que se use uma camada de plástico
reciclado entre duas de plástico virgem - mas não impede o uso em produtos
como sacos de lixo, embalagens não-alimentícias e componentes de
automóveis. Outro problema está em que, ao contrário do vidro, do papel e dos
metais, os plásticos são muito heterogêneos em sua composição química: para
a reciclagem pós-consumo, seria necessário não só separar os plásticos dos
demais componentes do lixo, como também os diversos tipos de plástico entre
si. O uso de plásticos reciclados misturados é possível, mas resulta em
material de qualidade inferior, cujo campo de aplicação é muito restrito. Plástico
reciclado de boa qualidade só pode ser obtido de refugos do processo
produtivo, onde a identificação do material e a separação dos resíduos é
menos problemática.

A reciclagem química elimina grande parte desses problemas, mas implica a


dissolução total dos plásticos utilizados e um novo processo de síntese, com
um custo superior ao do material obtido diretamente do petróleo. É mais uma
possibilidade para o futuro do que uma alternativa para o presente.

A recuperação da energia contida no plástico pela incineração é, em princípio,


interessante: um quilo de plástico tem maior capacidade de combustão do que
a mesma quantidade de carvão. Essa combustão pode gerar substâncias
poluentes, cuja redução exige o uso de tecnologia moderna, incineradores de
alta temperatura (da ordem de 1.000 ºC) e catalisadores dispendiosos, como
platina ou óxido de urânio. Essa opção tem sido implementada principalmente
em países que não dispõem de áreas para instalação de aterros sanitários,
mas possuem capitais e tecnologia avançada: na Alemanha, 35% do lixo
urbano é destinado à recuperação energética e espera-se atingir 75% até
2005; no Japão, 62% do lixo é tratado por esse processo. Entretanto, em
países em desenvolvimento, a viabilidade econômica e financeira dessa
alternativa é duvidosa.

O PVC e a saúde humana

Dos plásticos comuns, o PVC é o maior problema ambiental. É o mais


resistente à degradação (em condições normais, pode durar 400 a 500 anos) e
sua combustão ou lenta decomposição - como a de qualquer outro produto
orgânico clorado - pode gerar dioxinas e milhares de outras substâncias de
propriedades mal conhecidas, mas capazes de permanecer décadas ou
séculos no ambiente, o que também ocorre com os plastificantes que tornam o
PVC utilizável (notadamente os ftalatos). Além disso, a diversidade das
formulações desses plastificantes e de outros aditivos - que constituem 5 a
20% de sua massa - faz com que a reciclagem do PVC seja problema
semelhante a reciclar plásticos misturados, originando um material de baixa
qualidade com aplicações limitadas. Na prática, essa reciclagem nunca passou
de projeto-piloto e parece ser economicamente inviável.

Dioxinas e furanos resultantes da combustão ou decomposição do PVC (e de


outros produtos organoclorados), assim como ftalatos utilizados na sua
formulação têm sido detectados no mar, lagos e rios, na chuva, solo e
sedimentos de todo o globo - um documento do Greenpeace classifica o
plastificante DOP ou DEHP, que representa 90% da produção mundial de
ftalatos, como o mais abundante dos poluentes ambientais. Por resistirem
décadas ou séculos à degradação, tais produtos são reconhecidamente
poluentes orgânicos persistentes (POPs), mas ainda há polêmica quanto ao
seu exato impacto ambiental. Muitos estudos têm apontado correlações de
algumas dessas substâncias com perturbações do sistema hormonal de seres
vivos, o que os qualifica como EDCs (endocrine-disrupting chemicals). Não só
prejudicam a reprodução de espécies selvagens, como também provocam
disfunções da sexualidade humana, efeitos que têm sido verificados com
concentrações extremamente baixas e às vezes com efeitos sinérgicos (sua
mistura no ambiente tem efeitos maiores que a soma dos efeitos individuais).
Entretanto, os mecanismos dessas perturbações ainda não são foram
inteiramente compreendidos, o que ainda permite dúvidas quanto à existência
de uma relação de causa e efeito.

Também têm sido levantadas correlações, menos conclusivas, entre esses


produtos e certas formas de câncer e problemas neurológicos. A combustão do
PVC também gera ácido clorídrico e alguma contribuição para a "chuva ácida":
na Europa, cerca de 0,5% da acidez atmosférica deve-se à incineração de lixo
municipal e metade dessa emissão pode ser atribuída ao PVC, proporções que
podem aumentar com o crescimento da prática da incineração.

Cerca de 12% dos produtos de PVC têm ciclo de vida de até 2 anos, 24% de 2
a 15 anos e 64% de 15 a 100 anos. O primeiro grupo, que inclui principalmente
embalagens e produtos descartáveis de PVC flexível, é o que inspira
preocupações mais imediatas aos ambientalistas, não só pela vida curta e
maior presença no lixo domiciliar, como também por utilizar maior concentração
de ftalatos. Suécia e Dinamarca estão estudando restringir ou banir por etapas
o PVC flexível, em muitos casos facilmente substituído por polietilenos ou PET.
Entretanto, mesmo nesse grupo existem aplicações onde a resistência do PVC
é praticamente insubstituível, como em certos usos hospitalares (bolsas de
soro e sangue, sondas etc., que usam o ftalato DOP). Nas aplicações de maior
durabilidade - principalmente construção civil - a substituição do PVC por
outros plásticos comuns é mais difícil e a alternativa é freqüentemente o
retorno a materiais mais tradicionais e mais caros; ainda assim, algumas
municipalidades européias já restringem o uso do PVC como material de
construção.

A solução é combinar soluções

A minimização dos problemas ambientais ligados a plásticos será,


provavelmente, o resultado de uma combinação de diversas soluções:
reciclagem, biodegradabilidade, incineração controlada, restrições ao uso de
certos plásticos e aditivos e sua substituição gradual por outros produtos mais
degradáveis ou mais recicláveis (o que tem favorecido principalmente o PELBD
e o PET).

Reciclagem no Brasil vs. tributação


Afirma-se que no Brasil a reciclagem de plásticos (basicamente refugos
industriais) tem crescido 15% ao ano na década de 90 e atingiu 270 mil t em
1995 (10% do consumo aparente). Entretanto, a viabilidade econômica da
reciclagem está sendo limitada não apenas pelo custo de separação do lixo, de
processamento e possibilidades de uso, mas também pela tributação: o
plástico é o único insumo reciclado taxado com 12% de IPI e os recicladores
pagam 18% de ICMS sobre a compra de sucata plástica, o que coloca a maior
parte dessa atividade dentro do setor informal. Ainda não estão disponíveis no
Brasil processos de repolimerização, lavagem e repeletização, nem técnicas de
revestimento do plástico reciclado com plástico virgem. A legislação ainda não
prevê essas possibilidades e proíbe inteiramente o uso do plástico reciclado em
embalagens de alimentos e bebidas.

Com o objetivo de melhorar a imagem ambiental dos plásticos junto ao


consumidor e incentivar a reciclagem, 14 empresas do setor, responsáveis por
90% da produção brasileira de termoplásticos, criaram a Plastivida, comissão
da Abiquim que está oferecendo suporte técnico às indústrias de reciclagem e
reivindicando incentivos fiscais para as mesmas, além de desenvolver projetos
de educação ambiental para escolas e promover a coleta seletiva junto a
prefeituras, associações comunitárias e cooperativas de catadores de lixo.
Entretanto, todo o projeto responde pelo reaproveitamento de apenas 200
kg/mês de material.

Fonte: http://antonioluizcosta.sites.uol.com.br/Recicla.htm