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Mestrado

Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica


Projecto Assistido por Ensaios I

CPT – Cone Penetration Test

Carlos Rodrigues
2 cm/s

fs

u2
qc
8
Penetration Tests (CPT)

fs = atrito lateral

Razão de atrito = fs/qT


u2= poro-pressão

u b −u 0
Bq = qT = resistência de ponta
qT −σ vo
ENSAIOS CPT – Cone Penetration Test
O ensaio CPT consiste da cravação estática de uma ponteira cónica
(de ângulo apical de 60º) com secção transversal normalmente de
10 cm2, (ou 15 cm2), a velocidade constante (20 ± 5 mm/s), medindo-
se a força necessária à referida cravação, que compreende duas
parcelas de resistência, uma de ponta e outra relativa ao atrito
lateral.

CONE MECÂNICO – A cravação da ponteira cónica faz-se à custa


de uma transmissão mecânica por meio de varas cuja força é
medida à superfície;
CONE ELÉCTRICO – O dispositivo integra células de carga
instrumentadas internamente, que permitem medir os esforços
necessários à cravação da ponteira cónica. O PIEZOCONE dispõe ainda de
uma célula de carga que permite a monitorização das poro-pressões que
se desenvolvem durante a cravação.
Exemplo do CPTU MEDIDAS DE ENSAIO – o equipamento permite
FCTUC/DEC efectuar leituras a cada 2 cm de penetração, da
carga de ponta, atrito lateral na manga, poro-
pressão desenvolvida, inclinação e
profundidade.

SISTEMA DE ANCORAGEM – consta de duas


hastes telescópicas com comprimento máximo
de 1.8 m, que se ligam superiormente a uma
cabeça de rotação capaz de aplicar um torque de
500 kgm e inferiormente a um trado helicoidal de
300 mm.

DISPOSITIVO DE CRAVAÇÃO – consta de dois


êmbolos hidráulicos cilíndricos com capacidade
de extensão máxima de 2.05 m e deslocamento
ajustável desde 0 a 20 cm/s. O sistema tem uma
capacidade de exercer pressão de 220 kN na
cravação e de 300 kN no arranque.

MOTORIZAÇÃO – O equipamento de ensaio


encontra-se ligado a um sistema motorizado de
36 Hp, auto-propelido de 6×6 de locomoção
pneumática.
Cone Penetrómetro

ƒ Ponteiras de aço, electrónicas com ângulo apical 60°


ƒ Procedimento: ASTM D 5778
ƒ Cravação hidráulica a 20 mm/s
ƒ Sem furação, S/ amostragem, S/ Cuttings
ƒ Leituras contínuas: Tensão, Atrito, Poro-pressão
Cone Trucks / CPT

Veículos com capacidade de Veículos com capacidade de


25t, que reagem por peso 20t, que reagem a partir de
próprio. Dispõem de cabine o trados de ancoragem
que permite a execução do
ensaio em quaisquer condições
meteorológicas
• Detecção de camadas de PIEZOCONE
natureza granular entre
camadas argilosas. u3
• Identificação do tipo de solo
pela medição de ∆u e qc.
• Avaliação de uestática.
• Avaliação “in situ” das u2
características de u1

consolidação.

As medições básicas no ensaio CPTU :

• Força axial necessária à penetração do cone de secção nominal de


10 cm2 a velocidade constante no terreno – (Fc);

• Força axial gerada pela adesão ou fricção actuante na manga de


atrito com área circunferencial de 150 cm2 – (Fs);

• Poro-pressão desenvolvida durante a cravação – (u).


As leituras destas três grandezas (Fc, Fs, u) normalmente são tratadas de
modo a calcular os seguintes parâmetros:

Resistência de ponta – qc = Fc/Ac , (Ac = 10 cm2, área da secção do cone);

Atrito lateral – fs = Fs/As , (As = 150 cm2, área circunferencial da manga);

Razão de atrito – Rf = fs/qc (em %).

O efeito da desigualdade de área é representado por a, que é


aproximadamente igual ao quociente entre a área da secção da célula de
carga (An) e a área da secção nominal do cone (Ac)

Resistência à penetração qc (MPa)


100
A
a= n 80
1-a
Ac
60

40
An u2 qt = qc + u2(1 – a) 20

0
Ac 0 20 40 60 80 100
Ag
∆u
Bq =
Pressão aplicada à agua (MPa)

qt − σ v0
u3 u3

Ast
d2
Área da superfície a=
lateral, normalmente D2

q t = qc + u 2 (1 − a )
15 cm2

Asb u A − u 3 A st
ft = fs − 2 sb
As
u2 d
u2
D
As
Área da secção da
ponteira cónica,
normalmente 10cm2
uponta uponta
Equipamentos com multi-instrumentação

Piezocone com
triplo-elemento (Fugro)

Piezocone com triplo-elemento


de medição do atrito lateral
(Frost & DeJong, 2001)
Hastes

MÓDULO DE
RESISTIVIDADE

Eletrodos
Isolante

RCPTu
Perfil CPT
qt (MPa) fs (kPa) u b (kPa)
0 20 40 60 0 500 1000 -200 0 200 400 600 800
0 0 0

4 4 4

8 8 8
Depth (meters)

12
fs 12 12

16 16 16

20 20 20
ub
24 24 24

qt 28 28 28
Seismic Piezocone Test, SCPTu

Obtenção de 4 medições
independentes com a
profundidade: Vs

‰ Resistência de ponta, qt
‰ Poro-pressão na cravação, u fs
‰ Atrito lateral, fs
‰ Tempo de chegada da onda de
corte descendente, ts u2
u1 60o

qc
d
d v=
t
t
Fonte sísmica
Para a determinação da velocidade de propagação da
onda de corte (Vs) é necessário predispor de uma
apropriada fonte do sinal sísmico a qual deve
preferencialmente gerar ondas de corte de elevada
amplitude, com pouca ou nenhuma componente
compressiva.

Trave de madeira (150 x 25 x 25 cm);


Placa metálica trigger (25x25x 2,5 cm);
Carga normal proporcionada pelo truck;
Massa de impacto 18 kg.
Downhole Shear Wave Velocity

‰ Sistema de ancoragem
‰ Fonte automatizada
‰ Onda Polarizada
‰ Downhole Vs
Downhole Shear Waves
0.08 Left Strike
0.06
0.04
Amplitude 0.02
Right Strike
0
-0.02 0 50 100 150 200
CROSSOVER Method
-0.04 Time (ms)

-0.06
-0.08

0.08
0.06
0.04 Shear Wave at 8.15 m
Amplitude

0.02
0 Shear Wave at 9.20 m
-0.02 0 50 100 150 200
Time (ms)
-0.04 CROSSCORRELATION
-0.06
-0.08

500
500
400
Maximum crosscorrelation at ∆t = 6.75 ms
400
300
300
200
200
100
100
Shear wave velocity = 155 m/s
0
0
-100 -5 0 5 10 15 20
-100-200 -150 -100 -50 0 50 100 150 200
-200
-200
Time shift
-300
-300 (ms)
-400
-400
qt (MPa) fs (kPa) U2, U0 (kPa) Vs (m/s)
0 10 20 0 100 200 300 -100 400 900 1400 0 400 800
0 0 0 0

4 4 4 4

8 8 8 8

12 12 12 12

16 16 16 16
Depth (m)

20 20 20 20

24 24 24 24

28 28 28 28

32 32 32 32

36 36 36 36
Aplicações dos resultados dos ensaios CPT/CPTU

(Lunne et al., 1997)


Tipo de Parâmetro de estado inicial Resistência Deformabilidade Percolação
solo γ.Dr ψ K0 OCR St cu φ E, G M G0 k Ch
Argilas 3–4 4–5 2–3 1–2 3–4 4–5 4–5 4–5 2–4 2–3
Areias 2–3 2 4–5 4–5 2 2–4 2–4 2–3
Grau de confiança: 1- elevado; 2- elevado a moderado; 3- moderado; 4- moderado a reduzido; 5- reduzido.
Aplicações dos resultados dos ensaios CPT/CPTU

Classificação

SM e SP ML
CL - CH

Resistência de ponta; qc (MPa)


% finos
Resistência de ponta, qc (MPa)

grão Areias
solos IL
K0 Siltes
grosseiros
arenosos
Solos finos e Argilas
grosseiros não
coesivos
siltosas e
solos finos siltes
coesivos e Solos finos Argilas
e coesivos argilosos
Areias 0 não coesivos siltosas e
meta-estáveis siltes
Argilas
Lodos

Argilas
sensíveis
Lodos

Razão de atrito; Rf (%)


Razão de atrito, Rf (%)
Carta de classificação de
Carta de classificação
Robertson e Campanella (1983)
Douglas e Olsen (1981)
Carta tridimensional de classificação proposta por Robertson (1990)

ZONA COMPORTAMENTO DO SOLO ZONA COMPORTAMENTO DO SOLO


1 solo fino sensível Areias:
2 material orgânico - lodos 6 areias limpas a silte arenoso
3 argila a argila siltosa 7 areia com cascalho a areia
4 misturas de silte: 8 areias muito densas a areias argilosas *
argila siltosa a silte argiloso 9 solos finos duros *
5 misturas de areia: * (sobreconsolidado ou cimentado)
silte arenoso a areia siltosa

Resistência de Razão de atrito Coeficiente de


ponta normalizada normalizada poro-pressão,
q − σ v0 fs ∆u (σ’v0 = σv0 - u0)
Qt = t Fr = × 100% Bq =
σ' v 0 qt − σ v0 qt − σ v0 (∆u = u2 - u0)
Parâmetros Geotécnicos em Solos Coesivos

História das tensões Lunne et al. (1989)

Mayne (1991)
1.33
⎡ 1 ⎛ qt − u 2 ⎞⎤
OCR = 2 ⎢ ⎜⎜ ⎟⎟ ⎥
⎣ 1.95M + 1 ⎝ σ' v 0 ⎠ ⎦

Chen e Mayne (1996)

OCR = 0.305 (qt – σv0) / σ’v0


OCR = 0.53 (qt – u2) / σ’v0
σ’p = 0,65(qt – σv0) (Ip)-0,23
Tensão de Pré-consolidação (CPT eléctrico)

10000
(kPa)

Fissured
σp'

1000
Preconsolidation Stress,

100

Intact Clays:

}
σp' = (qt-σvo)/3 qt
10
100 1000 10000
Net Cone Stress, qt-σvo (kPa)
Tensão de Pré-consolidação (Piezocone)

(kPa)
10000
Fissur ed
Fissur ed
Fissured
Fissur ed
σp'
Preconsolidation Stress,

1000
u1

100

Intact Clays:
σp' = (u1-uo)/2
10
10 100 1000 10000

Excess Porewater Pressure, ∆u1 (kPa)


Estado de tensão in situ

⎛ qt − σ v0 ⎞
K 0 = 0,1⎜⎜ ⎟⎟
⎝ σ' v 0 ⎠

Kulhawy e Mayne (1990)


Massod e Micthel (1993)
Resistência ao corte não-drenada
1) Abordagem empírica - Método de equilíbrio limite

(qc − σ v0 ) (qc − σ v0 )
Nkt = cu =
Cu Nk

Nkt = factor empírico; 10 < Nkt < 20

O valor de Nkt deve ser obtido antes da realização do ensaio CPTu através
de calibração. Por exemplo a partir da execução conjugada de 1 ensaio
CPTu e 1 ensaio Vane (fornece o valor de Cu de referência), numa zona
representativa do maciço. Conhecendo o valor de Nkt é possível extrapolar
o valor para as áreas adjacentes.

Nk Situação a aplicar Referência


17 Argilas sobreconsolidadas Kjekstad et al.
fissuradas (1978)
11 – 19 Argilas normalmente Kleven (1981)
(méd=15) consolidadas
2) Abordagem Numérica - Método da trajectória das deformações
(Baligh, 1986; Houlsby , 1988)

⎛ I ⎞
Nkt = Ns ⎜ 1,25 + r ⎟ + 2,4αf − αs − 1,8∆
⎝ 2000 ⎠

Ns = 4/3[1+ln(Ir)] = pressão limite de cavidade


Ir = G/Cu = índice de rigidez (normalmente 50<Ir<500)
αf = √3/2 (τf/Cu) = factor e adesão na face do cone (0<αf<1)
αs = factor de adesão no fuste do cone (0<αs<1)
∆ = (σv0 - σh0) / 2Cu
Solução teórica

qc = NcCu + σ0

Resistance
Resistancefactor
factor
T-bar
T-bar&&Ball
Ball(Randolph,
(Randolph,2004)
2004)

qt = NktCu + σv0
Correlações para avaliar Nkt

Nkt e IR
Teh (1987)

Nkt e Bq
Lunne et al. (1985)

Nkt e Ip ; Aas et al. (1986)


MÓDULO DE DEFORMABILIDADE
Módulo de deformabilidade unidimensional
M = δσ’v0/δε
M = [2.3(1+e)σ’v]/Cc M = αm qc
M = 1/mv

qc<0.7 MPa 3<αm<8


Argilas de baixa plasticidade
0.7<qc<2.0 MPa 2<αm<5
(CL)
qc>2.0 MPa 1<αm<2.5
qc>2.0 MPa 3<αm<6 Siltes de baixa plasticidade
qc<2.0 MPa 1<αm<3 (ML)
Siltes e argilas muito plásticos
qc<2.0 MPa 2<αm<6
(MH, CH)
qc<1.2 MPa 2<αm<8 Siltes orgânicos (OL)
qc<0.7 MPa
50<w<100 1.5<αm<4 Lodos e argilas orgânicas
100<w<200 1<αm<1.5 (Pt, OH)
w>200 0.4<αm<15
Módulo de deformabilidade não-drenado (Eu)

Metodologia: avaliar cu e estimar Eu


Eu = n cu

Duncan e Buchignani (1976)


Módulo de Distorsão (Go) – Solos argilosos

Mayne & Rix (1993) Tanaka et al. (1994)


G0 = 406qc0,695 e0-1.130, (kPa) G0 = 50(qt - σv0) , (kPa)

Anisotropia ao nível das pequenas


deformações Powell & Butcher, 2004

Leroueil & Hight, 2003

Existe forte correlação entre qt e


G0 é dependente do sentido da Ghh, dada a forte dependência de
polarização e do sentido da qt de σ’h0. O mesmo não se
propagação verifica com Gvh.
Equivalent Elastic Modulus
Equivalent Modulus with Strain Level

G = f (σ’v, e0, OCR, Sr(%), Gran, Estr χ, tº)


Ensaios de dissipação da poro-pressão
após a interrupção da penetração do
Piezocone

ch t
T* = Factor de evolução

∆u R 2 Ir da consolidação

Log Time
u2
Coeficiente de consolidação, Ch
Torstensson (1977) sugere que o coeficiente de consolidação deve ser
interpretado para um grau de dissipação de 50 % pela seguinte expressão
T
ch = 50 r02
t 50

• T50 factor tempo avaliado pela solução teórica;


• t50 valor do tempo correspondente a 50 % da dissipação completa;
• r0 raio do penetrómetro.

250

200
Poro-pressão (kPa)

150
U50
100

t 50
50 Poro-pressão hidroestática = 30 kPa

0
100 1000 10000
Tempo (s)
COEFICIENTE DE CONSOLIDAÇÃO ch t T*R 2 I r
T* = ; ch =
Houlsby e Teh (1988) 2 t
R Ir
1) Calcular a diferença entre a poro-pressão
R = raio do piezocone;
no início da dissipação (ui) e a poro- t = tempo de dissipação (definido para 50%);
pressão hidroestática (u0); I r = índice de rigidez (G/cu);
G = módulo de distorção.
2) Calcular a percentagem de dissipação
U50%=(ui-u0)/2 e, a partir da curva
FACTOR TEMPO T*
experimental determinar o tempo real para
(1-u) (posição do filtro)
ocorrer 50 % da dissipação (t50);
% Vértice Face do Base do
250
do cone cone cone
20 0,001 0,014 0,038
200 30 0,006 0,032 0,078
Poro-pressão (kPa)

40 0,027 0,063 0,142


150
50 0,069 0,118 0,245
U50
100 60 0,154 0,226 0,439
70 0,345 0,463 0,804
t 50
50 Poro-pressão hidroestática = 30 kPa 80 0,829 1,040 1,600

0
100 1000 10000 3) Obter o valor de T* do Quadro
Tempo (s) e calcular ch através da
equação.
Ensaios de Dissipação
1.0

Normalized Excess Pore Pressures Strain Path


0.9
0.8 Approx. Curve
0.7
0.6 U = 50%
0.5
0.4

T*50(u1) = 0.118
0.3 u1
0.2
0.1
0.0
0.001 0.01 0.1 1 10 100

Modified Time Factor, T*


Ensaios de Dissipação
1.0
Strain Path
Normalized Excess Pore Pressures
0.9
0.8 Approx. Curve
0.7
0.6 U = 50%
0.5
0.4 u2
T*50(u2) = 0.245
0.3
0.2
0.1
0.0
0.001 0.01 0.1 1 10 100

Modified Time Factor, T*


Ensaios de Dissipação

2
(T50 *) a IR
ch =
t50
u2
Quando T50* = 0.118 para o Tipo 1
= 0.245 para o Tipe 2
a = raio do cone
= 1.78 cm para o cone de 10 cm2
= 2.20 cm para o cone de 15 cm2
IR = G/su = Índice de Rigidez; 50 < Ir < 600
u1
A precisão da avaliação de Ch depende da admissão
correcta do valor de Ir, o qual por sua vez depende de
G, [G=f(γ,ε)]
Champlain Site, Canada
Leroueil et al (1992)

1. A Klab avaliada em pequenas amostras em laboratório subestima o valor


Kcampo , em particular em maciços estratificados;
2. Imprecisão dos modelos constitutivos e das condições fronteira
adoptados para a interpretação dos ensaios in situ;
3. Os aspectos bi ou tri-dimensionais das condições in situ e da anisotropia
de K são desprezados na interpretação dos problemas de campo.
Parâmetros Geotécnicos em Solos Granulares

a) A resposta drenada prevalece no carregamento monotonico devido ao


seu elevado valor de K; sob solicitações dinâmica o valor de K pode não
ser suficiente para impedir o desenvolvimento de excessos de pwp;

b) Os valores de e0 e de p’0 influenciam o comportamento dos vários tipos


de solos granulares;

O declive de F(e) mostra a


influência que o valor de e
desempenha na rigidez (G0).

Jamiolkowski et al., (1991)


c) No caso das areias limpas, a rigidez inicial não é afectada pela
velocidade de aplicação da solicitação nem pela história das tensões

d) A dilatância é um parâmetro fundamental na descrição dos solos


granulares;
σ'1 2 ⎛ π φ' ⎞ ⎛ dε ⎞
= tg +⎜ ⎜ 1 − v ⎟ Rowe, (1962)

σ' 3 ⎝4 2 ⎠ ⎜⎝ dε1 ⎟⎠

e) O comportamento dos solos granulares é fortemente controlado pelo


parâmetro de estado ψ

Been
Been&&Jefferies,
Jefferies,1985
1985 (Konrad,
(Konrad,1998)
1998)

⎛ p' ⎞
ψ = e + λ ln ⎜ ⎟−Γ
⎜ p' ⎟
⎝ 1⎠
Rigidez nos Solos Granulares
O correcto conhecimento das relações tensão-deformação dos solos
necessita duma avaliação correcta da rigidez ao nível das pequenas
deformações bem como a curva da degradação da rigidez com a
deformação.

Schnaid,
Schnaid, 2005
2005

G 0 = 280 3 qcσ' v pa
G 0 = 110 3 qcσ' v pa
Ensaios em Câmara de Calibração

Schnaid
Schnaid&&Yu
Yu(2005)
(2005)

Jamiolkowski
Jamiolkowskiet
etal,
al,1992
1992
⎛ (2.17 − eo ) 2 ⎞
Go = 100 * S ⎜⎜ ⎟

⎝ 1 + eo ⎠
Ensaios em Câmara de Calibração

after
afterHuang
Huang&&Hsu
Hsu(2004)
(2004)
Módulo de deformabilidade Módulo de distorção

E’s/qc G0 / qc

Areias OC
(Fuso ≈ média ± média/2)

Areias NC
(antigas)

Areias NC Areias siliciosas


(recentes) não cimentadas

Resistência de ponta normalizada, qc1 qc / (σ’v0)

Baldi et al. (1989) Rix e Stokoe, (1992)


Resistência ao corte nos Solos Granulares

Resistência de ponta, qc (MPa)

Tensão vertical “in situ”, σ’v0 (kPa)


(Lancellota, 1985)
A avaliação dos parâmetros de
resistência ao corte com
recurso ao ensaio CPT, faz-se
normalmente por duas vias:

a) Por análises baseadas na


teoria da capacidade de carga
ou em teorias da expansão da
cavidade (cilíndrica ou esférica)

b) Por análises baseadas em


ensaios desenvolvidos em
câmara de calibração.
Robertson
Robertson && Campanella,
Campanella, 1983
1983

Nq = qc / σ' v 0 = fctn(φ' )
Ensaios em câmara de calibração (areias limpas)
Para uma dada Dr(%), qc depende fundamentalmente do valor de σ’h0, pelo
que este valor tem que ser tomado em consideração na interpretação dos
ensaios in situ, e por conseguinte na avaliação de φ’.

⎛ q − σ h0 ⎞
log10 ⎜⎜ c ⎟⎟ = 1.51 + 1.23Dr
⎝ σ'h0 ⎠

φ'p = φ'cv = m[Dr (Q − ln p') − R ]

R ≈1 – factor empírico.
Q – factor log que depende da
resistência à compressão dos
grãos; 7<Q<10.
Houlsby (1998)
Schnaid
Schnaid && Yu,
Yu, 2005
SCPT 2005

Dado que G0 e qc são controlados


pelo e0, p’, 1/mv e estrutura

β
⎛ p ⎞
'
⎛ Go ⎞
ψ = α ln⎜⎜ ⎟⎟ + χ ln⎜⎜ ⎟⎟
⎝ pa ⎠ ⎝ qc ⎠
Para areia NC:
α = - 0,520
β = -0,07
χ = 0,180

α, β, χ, parâmetros médios
obtidos da câmara de
calibração.
Caracterização de solos residuais

16
Saprólito da Guarda
14
Porto; silty sand
qc/N (bar/blow/0.3 m)
12
RJ; sandy silty clay
10
RJ; clayey silty sand
8

0
0,001 0,01 0,1 1 10
Mean grain size, D50 (mm)
Schnaid
Schnaid et
et al
al (2004)
(2004)
Shear modulus: small strain

G0 = 8003 qcσ v' patm

G0 = 2803 qcσ v' patm

G0 = 1103 qcσ v' patm


MÉTODOS SEMI-EMPÍRICOS DE AVALIAR ASSENTAMENTOS
Método de Schmertmann
n( 2B;4B ) Iz
s = ∫02B( 4B ) ε z dz =C1C 2 ∆p ∑ ∆z i
i =1 C 3E z i
σ' v 0
C1 – Correcção para a profundidade de colocação da sapata C1 = 1 − 0,5
∆p
t
C2 – Correcção do efeito da fluência C 2 = 1 + 0,2 log ; com t = tempo em anos
0,1

Sapata quadrada; C3 = 1.25


C3 – Correcção de forma da sapata
Sapata contínua (L/B>10); C3 = 1.75

Iz – Factor de influência da deformação

∆p – pressão líquida na fundação; (p – aσ’v0, mesmas unidades de qc)

∆z – espessura da subcamada

E – módulo de deformabilidade equivalente ( E = αqc)


q

σ’1 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6


B
Prof. de IZP σ’2
B/2 =1 ∆p
aL
/ B
I zp = 0.5 + 0.1
B
ad
ra d
σ '2
qu

10
ta
pa

B>
S a

L/
ua
2B

ín
nt
co
ta
pa
Sa
3B

4B Sapatas circulares ou
E’ = 2.5 qc
quadradas
Robertson (1991)
Sapatas contínuas E’ = 3.5 qc

Para o caso de 1<L/B<10, os


resultados podem ser interpolados
entre as soluções L/B=1 e L/B>10.
n( 2B;4B ) Iz
s = C1C2∆p ∑ ∆z i
i =1 C 3E zi

B = 2.5 m; D = 2.0 m
γ= 18 kN/m3; γsat = 20.5 kN/m3
q = 300 kPa

Cálculos:
σ’1 = D*γ = 2*18 = 36 kPa
σ’2 = 2*18+2.5(20.5-10)=62.25 kPa
∆p = 300 – 36 = 264 kPa
Izp = 0.5+0.1(264/62.25)0.5 = 0.706
C1 = 1- 0.5(36/264) = 0.93
C2 = 1- 0.2log(10* 3anos) = 0.705

Camada ∆zi (m) Iz qc (kN/m2) E = 2.5 qc Iz* ∆zi / (C3 E); (mm)) ∑ 0.226 (mm)
1 1 0.3 1867 4667.5 0.0367
2A 1.5 0.55 2800 7000 0.0673
2B 0.5 0.68 2800 7000 0.0278
3 1 0.61 4000 10 000 0.0349
4 1 0.51 6533 16 332.5 0.0208
5 1 0.42 8533 21 332.5 0.0121
6 1 0.33 5600 14 000 0.0135 s = 0.93 * 0.705 * 264 * 0.226
7 3 0.14 10 133 25 332.5 0.0095 s = 39.1 mm