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COLABORAÇÃO DA ACADÊMICA : DIANA DIAS – RESPOSTA

PRELIMINAR - CAMPUS DORIVAL CAYMMI - 2009-1

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DO ___ JUIZADO ESPECIAL


CRIMINAL

REF. PROCESSO Nº.

CIROCO, (qualificação completa – nacionalidade, estado civil,


Profissão, Identidade, CPF), residente na Rua Santa Luiziana – nº.
259, bairro Guriri, Cabo Frio, Rio de Janeiro, CEP:..., por meio de
seu advogado abaixo assinado, nos autos do processo nº.
_______________ que lhe move o Ministério Público, vem,
tempestivamente e nos termos do artigo 394, §1º, III, CPP c/c artigo
89 da Lei 9.099/95 para apresentar.

RESPOSTA PRELIMINAR OBRIGATÓRIA

conforme passa a expor e ao final requerer:


PRELIRMINARMENTE REQUER:
1 - GRATUIDADE DE JUSTIÇA, nos termos da Lei 1060/50,
2 – NULIDADES.
Observa-se que, embora a autora tenha acordado com o
acusado em audiência preliminar datada de 07 de março de 2009,
encerrando a transação penal por meio de composição civil, foi
ofertada inicial constando apenas pedido de condenação do
acusado, sendo caso de nulidade, por falta de condição de
procedibilidade, pois ocorreu ilegitimidade ativa para a proposição
da ação, conforme o disposto no art.564, III, ‘d’ e IV do CPP c/c
art.282 do CPC.
Insta salientar que a presente é de competência do JECRIM,
já que a pena aduzida ao caso é inferior a 2 anos, conforme
constante no art.61 da Lei 9099/1995.

3 – PRELIMINARES E PREJUDICIAIS.
3.1 - RENUNCIA AO DIREITO DE REPRESENTAÇÃO:
Em 07 de março de 2009 foi aceito e homologado acordo, nos
termos do art. 72 da Lei 9099/95, em que o acusado se
comprometeu a pagar a quantia de R$ 500,00 em duas vezes.
Diante disso, afasta-se a incidência do art. 147 e PU do CP,
uma vez que ocorreu a composição civil prevista no art. 74 PU c/c
art.89 da Lei 9099/95.

3.2 – DECADÊNCIA DO DIREITO DE REPRESENTAÇÃO:

Verifica-se que ocorreu a decadência do direito de


representação, na medida que o ato ilícito imputado ao acusado,
ocorreu em 01 de setembro de 2008 e a autora somente ingressou
com a representação cabível perante o Ministério Público em 05 de
março de 2009, ultrapassando em 4 dias o prazo estabelecido no
art.38 do CPP c/c art.91 da Lei 9099/95 para a propositura da
referida representação.

4 – EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE.
4.1 – ABSOLVIÇÂO SUMÁRIA:
Observa-se que a composição civil homologada em audiência
preliminar nos termos do art. 74 caput e PU da Lei 9099/95 traz em
seu bojo a renúncia do direito de representação, com isso, extingue-
se a punibilidade do acusado, amparado no art. 107, V do CP.
Diante disso, deve o réu ser absolvido sumariamente, nos
termos do art.397, IV do CPP.

5 – MÉRITO:

O fato ocorreu numa reunião de condôminos, em que o


acusado era o tema central de uma discussão que culminou com a
imputação de multa estabelecida pela síndica ora autora.

Ocorre que o acusado ficou transtornado com a situação


vexatória que lhe foi imposta na reunião, culminando numa ameaça
intempestiva, que jamais teve a intenção de cumprir, visto que
durante o tempo decorrido desde a reunião condominial até a
representação ofertada pela autora, nenhuma atitude ostensiva de
qualquer natureza foi tomada pelo acusado, embora tenha
encontrado a autora quatro meses após a ocorrência do fato
delituoso.
Resta claro que o acusado nunca teve a intenção de cumprir a
ameaça proferida num momento irreflexivo.
Vale ressaltar que a autora já havia decaído do prazo para a
interposição da ação contida no art.38 do CPP, mesmo assim
ocorreu a composição civil, que elide a ação civil e a ação penal,
nos termos do art. 89 da Lei 9099/95.
Outrossim, importa renúncia do direito de queixa e
representação, com respaldo no art. 74 PU da lei 9099/95.
Com isso, promove-se a extinção da punibilidade, com base
no art. 107, V do CP e com ela, ocorre a absolvição sumária do réu,
amparado no art. 397, IV do CPP.

Vencidas as preliminares, no mérito requer a absolvição


sumária do acusado por ser matéria de direito, conforme restou
demonstrado e provado, com base no art. 397, IV do CPP.
Caso não acolha o pedido acima, requer a extinção da
punibilidade com base no art. 107, IV do CP c/c art. 397, IV do CPP.
Caso não seja o entendimento deste MM. Juiz, vencidas as
preliminares e o pedido de absolvição, que seja julgado
improcedente o pedido, com a absolvição do acusado como restará
demonstrado após a instrução.
Ultrapassado os pedidos anteriores, que seja aplicado à
suspensão do processo na forma do artigo 89 da Lei 9.099/1995.
A defesa desde já, requer também a intimação das
testemunhas abaixo relacionadas, nos termos do art. 396-A, IN
FINE do CPP.
Cabo Frio, 24 de maio de 2009.

__________________________________________
OAB 2005.02.09800-1

ROL DE TESTEMUNHAS:

1–

2–

3–

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