Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV

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Anuário Monarquia Já
O anuário dos Monarquistas do Brasil
Dezembro de 2013 – Ano IV
Veja como a Monarquia pode dar certo no Brasil
Dona Maria Pia
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



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O Anuário Monarquia Já é uma publi-
cação do Blog Monarquia Já –
http://imperiobrasileiro-
rs.blogspot.com.
Sugestões, reclamações, retificações
devem ser feitas pelo e-mail: anuari-
omj@gmail.com.
Os textos aqui transcritos são de res-
ponsabilidade de seus autores, os de-
mais são de responsabilidade e exclu-
sividade do Anuário Monarquia Já.
A impressão deste informativo deve ser
feita em papel A4 de mesma cor da
edição, sendo preservadas as carac-
terísticas e as imagens dispostas nesta
obra.
Em 2013 ficou mais uma vez compro-
vado que só há uma maneira do Brasil
mudar: através da Monarquia. Os pro-
testos de julho, alavancados por parti-
dos políticos e organizações de es-
querda, não conseguiram nenhuma
mudança para o país. A corrupção, os
investimentos na educação, na saúde
e na segurança, continuam da mesma
forma. O descaso do governo com o
povo só piora. A moralidade dos polí-
ticos é motivo de piada e a imagem
do Brasil continua a ser afetada. Du-
rante a Monarquia, o Brasil era admi-
rado por sua gestão, sendo convidado
a arbitrar questões internacionais. Dom
Pedro II era reverenciado como um
dos melhores Chefes de Estado do
Mundo e a corrupção passava longe
do Império.

A Família Imperial do Brasil, através de
seu Chefe, o Príncipe Dom Luiz de Or-
leans e Bragança, está a disposição
para trazer a dignidade novamente
ao povo Brasileiro.

Conheça as propostas para a implan-
tação da Monarquia no Brasil e seja
um monarquista.
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



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#monarqui aja
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Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



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Dom Bertrand é condecorado pela repú-
blica pelos relevantes serviços prestados a
nação
Página 12

Monarquia permane-
ce como melhor
escolha, aponta vota-
ção espontânea na
internet
Página 14

Encontro Monárquico do RJ e aniversário
do Chefe da Casa Imperial do Brasil mobili-
zam centenas de monarquistas
Página 18

Descobertas arqueológicas ajudam a recon-
tar a História do Brasil
Página 4

Documentos de viagem do Imperador
Dom Pedro II são patrimônio da hu-
manidade
Página 19

A Monarquia no
Mundo
Página 28

Noivado da Princesa Dona
Amélia com Alexander James
Spearman
Página 40

As viagens de Dom Bertrand
de Orleans e Bragança
Página 46

Ranking da corrupção coloca Brasil em 72º lugar
entre 177 países
Página 48

E muito mais
Sumario
Falece a Condessa Formentini
Página 24

Entrevista de Dom Luiz de
Orleans e Bragança
Página 38

135º Aniversário de Nascimen-
to da Princesa Dona Maria Pia
Página 25

Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



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o início do ano um
assunto atraiu a
atenção da popu-
lação brasileira e até do exte-
rior. A notícia, já conhecida
dos monarquistas desde 2010,
só em fevereiro de 2013, che-
gou ao conhecimento do
grande público: a exumação
dos restos mortais do Impera-
dor Dom Pedro I e das Impera-
trizes Dona Leopoldina e Dona
Amélia.
Com a autorização do Chefe
da Casa Imperial do Brasil, o
Príncipe Senhor Dom Luiz de
Orleans e Bragança, a profes-
sora Valdirene do Carmo Am-
biel liderou uma equipe com-
posta por historiadores, ar-
queólogos, médicos e físicos,
sendo a responsável pelas
pesquisas dos imperais despo-
jos que embasaram sua tese
de doutorado, apresentada
no dia 18 de fevereiro no Mu-
seu de Arqueologia e Etnolo-
gia da USP.
As pesquisas tiveram maior
ênfase em 2012, quando os
corpos deixaram a cripta do
Monumento do Ipiranga, em
São Paulo, onde repousam
desde 1972, e foram levados a
centros de pesquisas. Um mis-
sa, celebrada em latim, atra-
vés do rito tridentino, marcou
o início dos trabalhos e ante-
cedeu a abertura dos ataú-
des.
Exames de grande complexi-
dade, com utilização de tec-
nologias inovadoras, permiti-
ram trazer novidades e aca-
bar com mitos da História. A
Professora Valdirene conse-
guiu provar com a pesquisa,
por exemplo, que a Imperatriz
Dona Leopoldina não morreu
vitimada por uma agressão do
Imperador Dom Pedro I, seu
marido, conforme até então
alguns historiadores sustenta-
vam. Dom Bertrand de Orleans
e Bragança, Príncipe Imperial
do Brasil, destacou em entre-
vista ao “Estadão” que “os
resultados são muito interes-
santes porque confirmam as-
pectos históricos e desmentem
outros”, constatando que “ao
contrário do que informam os
historiadores malévolos, ela
não morreu porque recebeu
um pontapé do marido. A
pesquisa prova que o aborto
que sofreu foi espontâneo e a
morte dela não foi decorrente
de nenhuma violência”. Os
corpos de Dom Pedro I e de
Dona Leopoldina ainda guar-
davam parte das vestes, com
as quais foram enterrados. O
Imperador, na época da sua
morte, na qualidade de Du-
que de Bragança e militar de
Portugal, foi enterrado com as
ordens honorificas daquele
país. A Imperatriz Dona Leo-
poldina, falecida muito jovem,
foi sepultada com os trajes
majestáticos de sua coroa-
ção, tecidos que se conser-
vam até os dias atuais. A Im-
peratriz Dona Amélia, falecida
em Portugal e transladada
para o Brasil, possui o melhor
estado de conservação, es-
tando intacta. Os arqueólogos
ressaltam que a pele, as
unhas, os cílios e até mesmo o
cérebro permanecem ínte-
gros.
A Professora Valdirene, que
não esconde sua emoção em
liderar esta pesquisa de gran-
de responsabilidade, tem vín-
culos com o bairro do Ipiranga
e sempre se preocupou com a
conservação e a manutenção
da cripta do Monumento,
tendo agora a possibilidade,
de com seu belo trabalho,
contribuir decisivamente para
que a História do Brasil seja
melhor contada. A Professora
destaca que as pesquisas e as
consequentes descobertas
formam um presente para a
ciência do Brasil, destacando
também que outras pesquisas
podem ser feitas através deste
primeiro trabalho, sendo possí-
vel, inclusive, no futuro, recons-
tituir a face do Imperador e
das Imperatrizes. Dionatan S.
N
Descobertas arqueológicas ajudam
a recontar a História do Brasil

Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



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Cunha, idealizador do “Blog
Monarquia Já”, que já conhe-
cia os estudos da Professora
Valdirene, afirma a compe-
tência com que conduziu as
pesquisas: “a Professora Valdi-
rene dedica especial atenção
a este projeto, seu profissiona-
lismo se alia ao respeito e a
admiração pelo Imperador e
pelas Imperatrizes, transfor-
mando este trabalho num des-
tacado marco para a História.
A Professora e a equipe estão
de parabéns, foi um trabalho
brilhante”.
Jornais de todos os Estados do
Brasil e da Europa, China e
Estados Unidos noticiaram o
assunto. As revistas Veja, IstoÉ
e Galileu também trazem, nas
suas próximas edições, notícias
sobre as pesquisas. Sobre o
assunto, o Príncipe Dom Ber-
trand de Orleans e Bragança
também concedeu entrevista
a Rádio Globo que pode ser
ouvida em
http://radioglobo.globoradio.g
lobo.com/manha-da-globo-
rj/2013/02/19/ENTREVISTA-
EXUMACAO-DE-DPEDRO-I.htm.

Na Cripta Imperial do Monu-
mento do Ipiranga, em São
Paulo, a Professora Valdirene
do Carmo Ambiel empreende
brilhante trabalho de pesquisa
que ajudou a recontar a His-
tória,

Acima, a fachada do Monu-
mento a Independência do
Brasil e a vista superior da
Cripta.

Ao lado, sob orientação do
Chefe da Casa Imperial do
Brasil, é celebrada a Santa
Missa, no Rito Tradicional,
antes da abertura dos ataúdes
do Imperador e das Impera-
trizes.
Fotos: reprodução

Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



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om Bertrand de Or-
leans e Bragança
fala sobre a pesquisa
que abriu os caixões
e examinou os restos mortais
do imperador e de suas mu-
lheres.
“Impressionante e fundamen-
tal para a História do Brasil”,
disse Bertrand de Orleans e
Bragança sobre a exumação
para estudo dos restos mortais
de Dom Pedro I, Dona Leo-
poldina e Dona Amélia. Tetra-
neto do imperador, Dom Ber-
trand, como é conhecido,
acompanhou presencialmen-
te as pesquisas comandadas
pela historiadora e arqueólo-
ga Valdirene do Carmo Ambi-
el, divulgadas nesta segunda-
feira (17) durante a defesa de
seu mestrado, na Universidade
de São Paulo (USP).
Em entrevista a ÉPOCA, Dom
Bertrand afirmou que a família
não pensou duas vezes antes
de autorizar a abertura dos
caixões dos três personagens
históricos, assinada oficialmen-
te pelo irmão Dom Luiz, que,
dentro da hierarquia ainda
seguida pela família, de acor-
do com as normas dos tempos
do Império, é o chefe da Casa
Imperial do Brasil (Dom Ber-
trand é o príncipe imperial). A
pesquisadora, amiga da famí-
lia há anos, alegou que estava
preocupada com o estado
dos restos mortais. Além de o
local ser muito úmido, “inun-
dações já haviam atingido a
cripta no Ipiranga, com água
chegando praticamente na
altura do sarcófago”, afirmou
o príncipe.
Parte das curiosidades desco-
bertas pelo estudo foi recebi-
da com surpresa pela família.
“O mais impressionante foi o
caso de Dona Amélia, em que
o corpo estava muito bem
conservado: pele, unhas, pe-
los, supercílios... Nós não sabí-
amos da mumificação, des-
cobrimos ao abrir o caixão.”
Dom Bertrand afirmou que
não sabia também sobre a
roupa com que a tetravó, Do-
na Leopoldina, fora enterrada:
exatamente a mesma que
vestiu na coroação do mari-
do, Dom Pedro I, em 1822.
Por outro lado, houve uma
confirmação do que já era
defendido pela família. Valdi-
rene descobriu, com ajuda de
análises realizadas no Instituto
de Radiologia da USP, que
Leopoldina não havia nenhu-
ma fratura nos ossos, contrari-
ando a versão histórica de
que a primeira mulher de Dom
Pedro I teria sido derrubada
pelo marido de uma escada
na então residência da família
real. “Historiadores inventam
versões sem fundamento, e os
outros repetem. Nós sempre
contestávamos o fato”, disse
Dom Bertrand.
A versão, propalada de fato
por alguns historiadores, dizia
que a imperatriz teria morrido
em decorrência da queda,
após quebrar o fêmur e sofrer
um aborto. “O fato foi descar-
tado pelos cientistas, que rea-
lizaram diversos exames de
alta qualidade, comprovando
que não foi uma suposta vio-
lência que a matou”, afirmou.
“Ela realmente sofreu um
aborto, mas foi em uma épo-
ca em que Dom Pedro I esta-
va no Rio Grande do Sul. En-
tão não tem nenhuma rela-
ção.”
Medalhas, botões e fragmen-
tos de vestes foram recolhidos
dos caixões do imperador e
de suas mulheres, e devem ser
expostos ao público em breve.
Segundo Dom Bertrand, os
pertences foram confiados
pela família ao Departamento
de Patrimônio Histórico de São
Paulo. A intenção da Secreta-
ria Municipal de Cultura é ex-
por as peças em vitrines blin-
dadas dentro do Monumento
à Independência, na capital
paulista, mesmo local onde os
restos mortais estão deposita-
dos.
D
“Acompanhei presencialmente toda a exumação”,
diz tetraneto de Dom Pedro I
Revista Época | Erica Kokay | 23/02/2013
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



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la ajudou a recontar
parte da História do
Brasil. Historiadora, es-
pecializada em Arqueologia,
a Professora Valdirene do
Carmo Ambiel acaba de
concluir seu mestrado sobre a
exumação dos despojos do
Imperador Dom Pedro I e das
Imperatrizes Dona Leopoldina
e Dona Amélia. O brilhantismo
de seu trabalho atraiu os olha-
res da mídia curiosa e, o que
já era sabido para os monar-
quistas, passou a ser notícia
em todos os meios de comu-
nicação do país, sendo man-
chete também na Europa,
Estados Unidos e China. A Pro-
fessora Valdirene concedeu
entrevista exclusiva ao Blog
Monarquia Já para contar um
pouco mais sobre as pesquisas

BMJ - Professora Valdirene, em
nome dos leitores, colabora-
dores e da equipe de edição,
o Blog Monarquia Já agrade-
ce a franca disponibilidade
em conceder esta entrevista.

Professora Valdirene - Obriga-
da pelo apoio!

BMJ - Por que pesquisar a crip-
ta do Monumento à Indepen-
dência, no Ipiranga, e exumar
os corpos do Imperador e das
Imperatrizes?

Professora Valdirene - Como
os senhores já devem ter visto
na imprensa, o local sofre com
infiltração de água, já há mui-
to tempo. Eu nasci poucos
quarteirões do local e passei
minha infância brincando no
local. Quando o corpo da Im-
peratriz Dona Amélia chegou,
eu estava entre as pessoas
que aguardavam, na época
eu tinha 11 anos. Logo, eu via
os problemas e temia que esta
umidade afetasse os rema-
nescentes humanos, de forma
que pudéssemos perdê-los
para sempre. Quando tive a
oportunidade de apresentar
meu projeto de mestrado no
MAE/USP, pensei em fazer algo
sobre isso, mesmo porquê,
meu TCC em História havia
sido sobre a participação polí-
tica de Dona Leopoldina no
processo de Independência
do Brasil.

BMJ - Quando começaram os
trabalhos de pesquisa e por-
que a necessidade do sigilo?

Professora Valdirene - As pes-
quisas na Cripta ou Capela
Imperial começaram em feve-
reiro de 2012, mas as pesquisas
bibliográficas e nos documen-
tos históricos começaram em
2007.

O sigilo foi porquê nós não
tínhamos nada para dizer. É
possível que as dúvidas da
imprensa fossem as mesmas
que nós tínhamos. Por isso, op-
tamos por falar quando tivés-
semos algo a dizer.

BMJ - Como a Família Imperial
recebeu o pedido da exuma-
ção dos despojos Imperais?
Professora Valdirene - Eu já
conhecia Dom Luiz e Dom Ber-
trand desde quando fiz as
pesquisas para minha gradu-
ação. Acredito ter transmitido
confiança aos Príncipes, po-
rém, eu passei como todo o
trabalho seria feito. É claro
que não pensava que conta-
ria com as tomografias e aná-
lises do Instituto de Física. O
mesmo material foi enviado a
Dom Pedro Carlos, devo dizer
que os Príncipes tiveram a ati-
tude digna de descendentes
de Dona Leopoldina.

Contei com o apoio de uma
pessoa do Pró Monarquia que
se transformou em um Grande
Amigo: Gustavo Cintra do
Prado.

BMJ - Sabe-se que o Príncipe
Imperial do Brasil, Dom Ber-
trand de Orleans e Bragança,
representando seu irmão, Dom
Luiz, Chefe da Casa Imperial,
acompanhado de sua asses-
soria e de membros do Institu-
to Pró Monarquia, fizeram
inúmeras visitas a cripta. Que
outros membros da Família
Imperial estiveram lá?

Professora Valdirene - Basica-
mente só eles.

BMJ - Uma benção antece-
deu a abertura dos sarcófa-
gos, descendestes dos Impe-
radores estavam lá. Apesar de
ser, para a equipe de profissi-
onais e para a Senhora como
pesquisadora, um evento
E
Entrevista exclusiva da Professora
Valdirene do Carmo Ambiel ao
Blog Monarquia Já
.
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



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científico, como foi a emoção
de ver os restos mortais da-
queles vultos históricos que
garantiram ao país a inde-
pendência, a nacionalidade e
a identidade brasileira?

Professora Valdirene - Não
posso dizer que não sou admi-
radora de Dona Leopoldina,
não só pelo lado político, mas
por tudo que ela fez pela Ci-
ência em nosso país. Tive a
oportunidade de “reconhe-
cer” a figura de Dom Pedro I
(que merece uma releitura) e
também o enorme prazer de
conhecer a figura fantástica
de Dona Amélia. Para mim, a
sensação foi de uma admira-
dora vendo seu ídolo, algo
emocionante, pois eles não
eram mais páginas de livros,
nós tivemos a certeza que eles
eram seres humanos e tiveram
uma vida como nós temos a
nossa hoje. Isso faz com que o
respeito, que já não era pou-
co, aumente ainda mais.

BMJ - Quais foram os procedi-
mentos executados nos cor-
pos do Imperador e das Impe-
ratrizes?

Professora Valdirene - Cada
um teve um procedimento
diferente, pois seu estado era
diferente:

a) Dona Leopoldina estava
com o corpo esqueletizado.
Sua urna funerária havia sido
substituída na segunda meta-
de da década de 1980, por
isso não foi necessária a troca,
pois estava bem preservada.
As vestes (de gala Imperial)
estavam preservadas, mas em
situação frágil, natural pelo
tempo. Como tivemos as ima-
gens da tomografia para ana-
lisar os ossos e a própria roupa,
não foi necessária uma deca-
pagem arqueológica mais
intensa que poderia compro-
meter as vestes;

b) Os remanescentes huma-
nos de Dom Pedro I estavam
nas urnas que o trouxeram de
Portugal, em 1972: o corpo em
um caixão de madeira rudi-
mentar (tradição da época,
séc.XIX), dentro de uma 'placa
de chumbo' que aparece nas
bibliografias como caixão de
chumbo. Estas duas urnas, no
caso, estavam dentro de um
grande ataúde, feito de pinho
português, com um crucifixo e
as coroas de Portugal e Brasil
(o que mostra que era real-
mente de 1972, e não de
1834).
_____________________

PARA MIM, A SENSAÇÃO FOI DE UMA
ADMIRADORA VENDO SEU ÍDOLO,
ALGO EMOCIONANTE, POIS ELES NÃO
ERAM MAIS PÁGINAS DE LIVROS, NÓS
TIVEMOS A CERTEZA QUE ELES ERAM
SERES HUMANOS E TIVERAM UMA VI-
DA COMO NÓS TEMOS A NOSSA HO-
JE. ISSO FAZ COM QUE O RESPEITO,
QUE JÁ NÃO ERA POUCO, AUMENTE
AINDA MAIS.
_____________________

A urna que abrigava o corpo
estava totalmente comprome-
tida, o que nos obrigou a fazer
a decapagem arqueológica
total, ou seja, retirar todo o
conteúdo da urna e colocar
em uma outra para o exame
de tomografia.

Após o exame, a urna que
abriga o corpo foi substituída,
por outra também de madeira
rudimentar, mas o fundo foi
forrado com tecido de puro
linho branco, material usado
para preservação de despojos
humanos desde a antiguida-
de. Esta urna foi colocada
dentro do caixão de pinho
português.

c) Dona Amélia estava com o
corpo sem sedimentos, não foi
necessária a decapagem ar-
queológica. E seu corpo esta-
va preservado. Só nos restava
levá-lo para tomografia, onde
vimos que a preservação
também foi dos órgãos inter-
nos.

As urnas de Dona Amélia
(madeira, chumbo e esquife)
foram substituídas, pois apesar
de resistir e preservar o corpo
por 30 anos, apresentavam
sinais de desgaste. Logo,
compramos uma nova urna,
como as que são usadas para
longos traslados, com zinco no
lugar do chumbo. Foi feito um
trabalho de preservação no
corpo, que chamamos de re-
embalsamamento, que visa
preservar o corpo da ação de
micro-organismos. O mesmo
procedimento foi aplicado na
urna.

BMJ - Depois de aberto os
ataúdes, verificou-se que o
corpo da Imperatriz Dona
Amélia está praticamente in-
tacto. A que se atribui este
fenômeno?

Professora Valdirene - Ainda
estamos fazendo exames, mas
é possível que seja pelo fato
da urna ter sido hermetica-
mente fechada em 1873 e
pelo mesmo cuidado ter sido
feito em 1982.

Encontramos uma incisão na
região da jugular, este proce-
dimento foi feito após a morte,
acreditamos que tenha sido
para preservar o corpo para
os funerais que demoravam
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



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em torno de 3 dias. Como o
corpo foi hermeticamente fe-
chado, como afirmamos, é
possível que as ações respon-
sáveis pela decomposição
tenham sido anuladas, preser-
vado o corpo. Ou seja, foi
acidental.

BMJ - De acordo com os exa-
mes realizados, as característi-
cas físicas de Dom Pedro I e
Dona Leopoldina, que as pin-
turas, alegorias e a historiogra-
fia transmitiram, remetem a
realidade?

Professora Valdirene - Só tere-
mos certeza disso em meu
doutorado, quando análises
mais precisas serão feitas com
base nas tomografias. Mas,
em um exame superficial, é
possível notar que Dona Leo-
poldina possuía uma ossatura
fina, característica de uma
mulher não muito robusta.
Acreditamos que ela tenha
sido retratada desta forma
pelo número de gestações
que teve, e quase que suces-
sivas, além dos problemas
com o clima do Rio de Janei-
ro, para alguém de um ambi-
ente frio pode trazer certos
problemas. No caso da estatu-
ra de Dom Pedro, um homem
com estatura entre 1,66m e
1,73m não pode ser conside-
rado baixo, inclusive até bem
pouco tempo atrás.

BMJ - Sobre Dona Leopoldina,
o Príncipe Dom Bertrand, na
qualidade de descendente
direto dos Imperadores, des-
tacou em entrevistas que “ao
contrário do que informam os
historiadores malévolos, ela
não morreu porque recebeu
um pontapé do marido. A
pesquisa prova que o aborto
que sofreu foi espontâneo e a
morte dela não foi decorrente
de nenhuma violência”. A Se-
nhora, como historiadora, co-
mo vê esta nova realidade da
História?

Professora Valdirene - O que
eu fiz foi buscar informações
em fontes primárias (docu-
mentos da época), seja no
IHGSP ou no Museu Imperial.
Passei os laudos médicos para
o Dr. Luiz R. Fontes (ginecolo-
gista/obstetra e legista), pois,
eu sou historiadora e arqueó-
loga. Tenho condições de ler
estes documentos, mas não
de interpretá-los. Eu cheguei a
esta conclusão com base nes-
tas análises. Porém, como his-
toriadora, não posso acreditar
em verdades absolutas, mas
em versões com base nas fon-
tes que usei. Se amanhã al-
guém tiver acesso a docu-
mentos e análises que provem
contrário, podemos discutir
sobre isso.

BMJ - Dom Pedro I e Dona Le-
opoldina estavam totalmente
descompostos, Dona Amélia
estava intacta. O que foi feito
das vestimentas que os Impe-
radores usavam?

Professora Valdirene – Sobre
Dona Leopoldina, como afir-
mei acima, nós não mexemos
nas vestes apenas coletamos
amostras para análises.

Dom Pedro estava com as
vestes, inclusive botas, total-
mente fragmentados, sem
condições para restauro. Nós
recolhemos este material para
análises do nosso trabalho
também.

Dona Amélia estava com as
vestes intactas, logo, pegamos
pequenos fragmentos para
análises. Mesmo no processo
de reembalsamamento as
vestes da Imperatriz não foram
mexidas, pois como houve um
tratamento na urna, este pro-
cedimento seria absorvido
pelas vestes, não havendo,
portanto necessidade de reti-
rá-las. Eu mesma apliquei esta
substância nas mãos, pés e
rosto da Imperatriz. A urna de
zinco foi soldada, da mesma
forma que em 1982.

BMJ - Dona Amélia foi recolo-
cada ao sarcófago como foi
exumada, ou seja, intacta e
com suas vestes?

Professora Valdirene - Bem,
esta pergunta já foi respondi-
da. Apenas para confirmar,
em nenhum momento as Im-
peratrizes foram desprovidas
de suas vestes e é claro, con-
tinuam com as mesmas em
seus ataúdes.

BMJ - Há riscos de deteriora-
ção dos despojos de Dona
Amélia depois de ter saído de
um ambiente hermético e ter
sido exposta ao ar e possíveis
invasores?

Professora Valdirene - Com o
tratamento que fizemos e com
o monitoramento semanal
que está sendo realizado por
mim mesma, com a permissão
do DPH (da Prefeitura de São
Paulo), não, porquê se houver
um sinal de deterioração, pois
pode haver alguma deterio-
ração no zinco, nós logo sabe-
remos e tomaremos as medi-
das necessárias. O Serviço de
Verificação de Óbitos da Ca-
pital - SP (FMUSP), está me au-
xiliando neste trabalho.

BMJ - Recolhidos os fragmen-
tos das vestimentas Imperiais,
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



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as ordens honoríficas e as joi-
as, para onde foram encami-
nhas e o que se planeja fazer
com os objetos?

Professora Valdirene - As co-
mendas, brincos, botões e um
fragmento do manto da Impe-
ratriz Dona Leopoldina foram
entregues ao Museu da Cida-
de de São Paulo, órgão ligado
ao DPH. Nós não sabemos
quando serão expostos ao
público, pois agora cabe ao
DPH e Secretaria da Cultura
do Município de SP. Porém,
como as análises feitas nos
fragmentos foram as não des-
trutivas, realizadas pela equipe
da Prof.ª Dra. Márcia Rizzutto
do Instituto de Física da USP,
nós pretendemos doar este
material ao Museu Imperial,
para que seja exposto ao pú-
blico e analisado pelas gera-
ções futuras. O Museu Imperial
já está em contato com o
IPHAN para verificação dos
trâmites para esta doação.

BMJ - Matérias de jornais fa-
mosos e revistas conceituadas
informam que as pesquisas
não vão parar. Quais os outros
objetivos que a equipe de
pesquisa tem e o que será
possível fazer com os dados
coletados?

Professora Valdirene - Ainda
não fizemos nada. Temos que
processar todos os dados co-
letados nas pesquisas de
campo. Este trabalho fará par-
te do meu doutorado.

BMJ - A Senhora apresentou
sua defesa de mestrado com
o título “Estudos de arqueolo-
gia forense aplicados aos re-
manescentes humanos dos
primeiros imperadores do Brasil
depositados no monumento à
independência”, no Museu de
Arqueologia e Etnologia –
MAE, da USP, no último dia 18
de fevereiro. Como a banca
recebeu este título e que con-
siderações podem ser feitas
sobre o trabalho?

Professora Valdirene - Não
houve problema com a ban-
ca, pois foi isso que ocorreu.
Eu usei muitos métodos foren-
ses, como por exemplo, para
estabelecer as estaturas e a
questão de fraturas. Entretan-
to, foi um trabalho de Arqueo-
logia Histórica, por isso o título:
'Estudos de Arqueologia Foren-
se Aplicados...', mas não foi
um trabalho tradicionalmente
forense.
_____________________

A HISTÓRIA TEM QUE SER VISTA CO-
MO CIÊNCIA QUE ELA É E NÃO RO-
MANCE COMO VEMOS EM MUITAS
PUBLICAÇÕES NOS ÚLTIMOS ANOS.
_____________________

BMJ - Depois de um brilhante
trabalho, com grandes elogios
dos Príncipes da Casa Imperial
Brasileira, sendo alvo de man-
chetes de jornais e revistas do
Brasil e do mundo e ajudando
a recontar parte da História do
Brasil, como a Senhora vê to-
do este sucesso e a repercus-
são?

Professora Valdirene - Não es-
tou muito acostumada com a
imprensa... Mas entendo que
foi um importante passo para
nossa história, além de uma
dose de ânimo aos nossos his-
toriadores e arqueólogos. O
que fiz com este trabalho foi
lançar novas abordagens aos
meus colegas. Nós, da área
das Ciências Humanas, de-
vemos produzir conhecimento,
assim como toda Ciência, e
não só reproduzir. O caso dos
Príncipes, eles me deram mui-
ta força durante todo o traba-
lho, inclusive quando minhas
pernas e braços fraquejaram.
Devo muito a eles.

BMJ - A Senhora planeja lan-
çar alguma obra, quem sabe
um livro, de alcance popular,
servindo também como base
de pesquisa?

Professora Valdirene - Sim, nes-
te final de semana dei uma
palestra no Museu Imperial,
onde foi feito um acordo para
que o Museu Imperial lance
minha tese, com outros dados
inseridos. Espero que isso
aconteça ainda este ano. Há
também a intenção de fazer
um documentário, mas neste
caso precisamos de patrocí-
nio, pois os gastos são muito
grandes.

BMJ - Infelizmente quase nada
se fala e pouco se pesquisa
sobre nossos verdadeiros per-
sonagens históricos. Dona Le-
opoldina e Dona Amélia per-
manecem ilustres desconhe-
cidas para muitos Brasileiros. A
Senhora acha que com este
belo trabalho, pode-se abrir
precedentes para novas pes-
quisas sobre o Império?

Professora Valdirene - Espero
que sim, mas terá que ser uma
pesquisa séria, a História tem
que ser vista como Ciência
que ela é e não romance co-
mo vemos em muitas publica-
ções nos últimos anos.

BMJ - O que fica depois de um
longo trabalho como este?

Professora Valdirene - A von-
tade de começar a nova
etapa.
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



12
A revista belga “L’ Eventail”
trouxe em sua edição de feve-
reiro, um especial sobre o Bra-
sil. Uma apologia a cultura e
as tradições, ao sofisticado e
ao popular, um potpourri do
continente tropical brasileiro.

Como não poderia faltar, a
revista fala também do Impé-
rio do Brasil. “L’Eventail” entre-
vistou a Princesa Dona Christi-
ne de Orleans e Bragança,
nascida e criada na Bélgica,
que se casou com o Príncipe
Dom Antonio de Orleans e
Bragança. Entre outros assun-
tos, Sua Alteza explicou à revis-
ta como conheceu o Príncipe
Dom Antonio: “Nós nos encon-
tramos ocasionalmente em
reuniões familiares, porque
somos primos pelos Bragança
e Baviera. Então, quando meu
irmão Michel ficou noivo da
Princesa Eleonora, irmã de
meu marido, nós nos encon-
tramos com mais frequência,
especialmente quando ele
estava trabalhando na Euro-
pa. De minha parte, eu fui pa-
ra a América do Sul com um
dos meus primos Habsburgo,
em meu retorno, Antonio, que
havia sido transferido para
Erlangen como engenheiro de
energia nuclear, logo foi cha-
mado de volta para o Brasil
por sua empresa. Ele teve que
tomar uma decisão! Éramos
de famílias iguais e nós com-
partilhamos os mesmos valo-
res, então as coisas tomaram
o seu curso e ficamos noivos
em junho para se casar em
setembro. Ele era uma espécie
de one-way ticket para o Bra-
sil!”.

As paginas contam ainda de-
talhes da Pousada do Prínci-
pe, de Dom João Henrique de
Orleans e Bragança, desta-
cando as temporadas da rea-
leza e nobreza da Europa na
casa dos primos, os Príncipes
brasileiros.
Magazine L' Eventail: Christine de
Ligne, une princesse belge au Brésil
No dia 19 de fevereiro de 2013, completou-se 100 anos do nasci-
mento de Dom Pedro Gastão de Orleans e Bragança. Nascido na
França, era filho do Príncipe Dom Pedro de Alcântara - filho pri-
mogênito da Princesa Dona Isabel e do Conde d’Eu - e da Baro-
nesa, depois Condessa tcheca, Dona Elizabeth Dobrzensky de
Dobrzenicz. Casou-se em Sevilha, com a Princesa Dona Esperanza
de Bourbon Duas-Sicílias, com quem teve 6 filhos.
Dom Pedro Gastão ficou conhecido como o "Príncipe de Petrópo-
lis", título este que embora não tenha valor dinástico, foi-lhe atribu-
ído em consideração aos longos anos em que viveu naquela ci-
dade. O jornal Tribuna de Petrópolis, de propriedade do filho de
Dom Pedro Gastão, Dom Francisco, fez uma homenagem ao cen-
tenário de seu nascimento. Era também conhecido por suas po-
lêmicas. Uma delas, talvez a mais desventurosa, foi a tentativa de
reaver os direitos dinásticos que nunca teve, ignorando a renúncia
que seu pai havia feito em 1908, para se casar com a sua mãe.
Seus direitos nunca foram reconhecidos e suas reivindicações
eram tidas como infundadas.
Dom Pedro Gastão faleceu e foi sepultado em Sevilha, em 2007,
onde morou nos últimos anos de vida. Além da missa, uma pales-
tra foi organizada pelo Instituto Histórico de Petrópolis, ocasião em
que Dom Pedro Carlos, filho de Dom Pedro Gastão, pôde falar
sobre a vida do “Príncipe de Petrópolis”.
Centenário de
nascimento de Dom
Pedro Gastão de
Orleans e Bragança
Dom Pedro Gastão e Dona Esperanza
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



13

No dia 19 de abril de 2013, o Comando Militar do
Sudeste, São Paulo, em cerimônia alusiva ao Dia
do Soldado, homenageou o Príncipe Imperial do
Brasil, S.A.I.R. Dom Bertrand de Orleans e Bra-
gança com a medalha da Ordem do Mérito
Militar no grau de Comendador.

A Ordem, criada em 1934, é uma condecora-
ção que, através do reconhecimento da repú-
blica Brasileira, visa agraciar militares, civis e insti-
tuições nacionais ou estrangeiras, que tenham
prestado serviços relevantes à nação. Seu dese-
nho faz referência à antiga Imperial Ordem de
São Bento de Avis, também destinada a milita-

res. Juntamente com Dom Bertrand, foram
agraciados militares de altas patentes e outras
personalidades civis.













Foi um grande sucesso a ação solidária no Or-
fanato Santa Rita de Cássia, Rio de Janeiro, no
dia 6 de abril de 2013. O monarquista Luiz Man-
tovani, o Príncipe Dom Antonio de Orleans e
Bragança e voluntários, fizeram a felicidade das
80 crianças assistidas pelas Irmãs Franciscanas

da Congregação de Nossa Senhora do Bom
Conselho. O objetivo da ação era compartilhar
momentos de alegria e solidariedade, distribu-
indo chocolates, alimentos e material de higie-
ne pessoal para as crianças. Dom Antonio con-
versou com todos e posou para fotos.
Dom Bertrand é condecorado
pela república brasileira pelos
relevantes serviços prestados
à nação
Príncipe Dom Antonio de Orleans e Bragança comparece a
ação solidária em Orfanato do Rio de Janeiro
Dom Bertrand de Orleans e Bragança em destaque durante a
cerimônia. Foto: Rodrigo Ruy / ACI
Fotos: Luiz Mantovani
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



14
ompletou 20 anos, no
dia 21 de abril de 2013,
uma das maiores farsas
da república no Brasil: o ple-
biscito ocorrido em 1993, que
possibilitava aos Brasileiros,
escolher o sistema (parlamen-
tarismo ou presidencialismo) e
a forma de governo (monar-
quia ou república). O engodo
planejava legitimar o golpe de
governo ocorrido em 1889,
quando a população foi obri-
gada a aceitar a república.

Depois de longos anos de in-
justiça republicana, em 1993,
o Deputado Cunha Bueno
conseguiu a façanha histórica
de reavivar a discussão entre
os parlamentares sobre a for-
ma de governo adotada. Por
que o Brasil era e continua
sendo uma república, se esta
forma de governo não foi a
escolhida pelo povo? Os De-
putados então decidiriam
convocar um plebiscito para
que o povo pudesse escolher
o sistema de governo (parla-
mentarismo ou presidencialis-
mo) e a forma de governo
(monarquia ou república).

Após mais de 100 anos, a re-
pública queria se retratar. Era
hora de manifestar-se demo-
crática e justa. A ocasião era
propícia. Depois de um século,
quando todas as gerações
remanescentes do Império já
haviam desaparecido, restava
apenas a história (mal conta-
da pelos livros das escolas)
para relembrar o verdadeiro
Brasil. Depois de 100 anos,
quando então todas as lem-
branças já se haviam acaba-
do e tudo não passava de um
conto, era hora da república
aceitar os apelos feitos ao
longo daqueles últimos 99
anos do regime golpista. Aos
monarquistas, desde o início
da república, havia sido ne-
gado o direito a propagar
seus ideais através de movi-
mentos organizados. Somente
em 1988, quando votada a
nova Constituição, a cláusula,
chamada pétrea, foi extinta,
dando direito “a livre expres-
são” dos monarquistas.

Em 1993, a divulgação dos
ideais monarquistas e as
ações em prol do regime ti-
nham apenas 5 anos, pois até
1988 – ano da nova Constitui-
ção, vigorava a dita Cláusula
Pétrea que impedia a propa-
ganda monarquista. O plebis-
cito Planejado para aconte-
cer em outubro de 1993, foi
antecipado para 21 de abril,
feriado nacional de Tiraden-
tes, numa clara alusão a este
heroí inventado pela república
para substituir Dom Pedro I.
Disputas infundadas na Família
Imperial foram alimentadas
por pessoas de quem se espe-
rava o contrário, desrespei-
tando os fundamentos básicos
da Monarquia – respeito as
tradições e as leis. Os parcos
recursos dos monarquistas,
notado, muito especialmente,
através das propagandas te-
levisivas e pelo marketing
pouco moderno, contrasta-
vam com o da república, que
tinha amplos meios de divul-
gação, vultosas quantias em
dinheiro e poderosos meca-
nismos de persuasão.

A república saiu vencedora
através de suas propagandas
falsas e mentirosas e o dia 21
de abril de 1993 entrou para
história como o dia em que
ocorreu a maior farsa da histó-
ria do Brasil, pela qual os Brasi-
leiros pagam até hoje.
C
Plebiscito de 1993:
a fraude para legitimar a república
A luta contra a fraude republicana: no MASP, Dom Luiz e Dom Bertrand de Orleans e
Bragança com José Luiz Fábio, Roberto Mourão, Adib Casseb e Paulo Emanuel de Oliveira
Freitas, entre outros monarquistas, em propaganda pela restauração. Foto: divulgação
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



15




















Monarquia permanece como melhor escolha,
aponta votação espontânea na internet
De 27 de abril a 5 de maio de
2013, o Príncipe Michel e Prin-
cesa Dona Eleonora de Ligne
abriram as portas do Castelo
de Beloeil, em Hainaut, Bélgi-
ca, para celebrar a chegada
da primavera. O tradicional
Festival Amaryllis ocorre há 25
anos, trazendo mais de 6.000
flores harmoniosamente distri-
buídas no interior do castelo.
Devido ao grande sucesso de do ano anterior, em 2013, o concur-
so de decoração floral, que visa premiar o mais criativo designer,
foi realizado sob o patrocínio da Princesa Claire da Bélgica.

O Castelo de Beloeil, propriedade dos Príncipes de Ligne desde o
século XV e um dos marcos culturais e históricos da Bélgica, é a
residência da Princesa Dona Eleonora de Orleans e Bragança,
atual Princesa Titular de Ligne, irmã do Chefe da Casa Imperial do
Brasil, o Príncipe Dom Luiz. No Castelo também nasceu e foi criada
a Princesa Dona Christine, esposa de Dom Antonio de Orleans e
Bragança.
Príncipes de Ligne abrem as portas do Castelo
de Beloeil para celebrar a chegada da primavera
Acima: detalhe de um dos muitos arranjos florais
espalhados pelo Castelo: designers renomados
deixam ainda mais belas as dependências de Beloi-
el. Foto: Castelo de Ligne
A esquerda: o Castelo, conhecido também como Le
Versailles Belge. Foto: reprodução
A direita: a Princesa Dona Eleonora de Ligne
acompanha a Princesa Claire da Bélgica durante o
concurso no Castelo de Beloeil. Foto: Vers l’Avenir

Marcando os 20 anos do plebiscito,
o portal “Terra” relembrou a dispu-
ta ocorrida em 1993. Trazendo o
histórico, as principais impressões
da época e promovendo uma no-
va votação popular sobre o mes-
mo tema, o portal colabora com a
ideia de que, se a disputa fosse
hoje e de maneira honesta, a Mo-
narquia sairia vitoriosa. Conforme
a imagem, 6.140 pessoas votaram
na Monarquia e 805, no parlamen-
tarismo, em detrimento, a repúbli-
ca alcançou apenas 220 votos e o
presidencialismo 310, numa vota-
ção espontânea. Confira mais em:
http://noticias.terra.com.br/infograf
icos/20-anos-do-plebiscito/
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



16
A Sessão Solene em homena-
gem ao transcurso dos 125
anos da Assinatura da Lei Áu-
rea, promovida sobre proposi-
tura do Vereador Cesar Maia,
no plenário Teotônio Villela do
Palácio Pedro Ernesto, Câma-
ra Municipal do Rio de Janeiro,
ocorrida às 14h do dia 13 de
maio de 2013, foi um sucesso.
Compareceram autoridades,
membros da Família Imperial,
monarquistas e a sociedade
de modo geral. Revestida de
simbolismo, a cerimônia con-
tou com discursos tanto do
Vereador Cesar Maia, quanto
do Príncipe Dom Antonio de
Orleans e Bragança e do anti-
go assessor do Chefe da Casa
Imperial do Brasil, professor
Otto de Alencar Sá Pereira.
Cesar Maia presenteou a Prin-
cesa Dona Christine com uma
estatueta da Princesa Dona
Isabel, a Redentora, uma mi-
niatura da estátua original que
se encontra no bairro do Le-
me, e com um belíssimo arran-
jo de camélias, a flor símbolo
do abolicionismo.




Fotografias: ASCOM/CMRJ


A mesa da Câmara Municipal do Rio de Janeiro: Vereador Cesar Maia preside a mesa, com as ilustres presenças, da esquerda para
direita, do Professor Otto, Dona Christine e Dom Antonio de Orleans e Bragança e Dom José Palmeiro Mendes
Dom Antonio, representando seu irmão - o Chefe da Casa Imperial do Brasil - Príncipe Senhor Dom Luiz de Orleans e Bragança,
fala aos presentes sobre sua bisavó, a Magnânima Princesa Dona Isabel. Cesar Maia entrega estatueta à Princesa Dona Christine
125 anos da Assinatura da Lei Áurea:
Princesa Dona Isabel é homenageada em Sessão Solene
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



17
oi beatificada em Bae-
pendi, Minas Gerais, no
dia 4 de maio de 2013,
Francisca de Paula de Jesus,
conhecida popularmente
como Nhá Chica. Neta e filha
de escravos, passou sua vida,
como devota de Nossa Senho-
ra da Conceição, dedicada a
caridade e ao bem do próxi-
mo. Conhecida como a Santa
de Baependi e Mãe dos Po-
bres, Nhá Chica teve seu pro-
cesso de pedido de beatifica-
ção iniciado em 1993 e so-
mente em 2012, o Papa Bento
XVI aprovou o decreto da
Congregação para as Causas
dos Santos sobre as virtudes
heroicas da Serva de Deus.
Após a análise do corpo mé-
dico da mesma congrega-
ção, atribuiu-se a Venerável
Nhá Chica o milagre da cura
de Ana Lúcia Meirelles Leite,
de Caxambu (MG), que sofria
de problemas cardíacos.

A cerimônia de beatificação
foi presidida pelo Prefeito da
Congregação para as Causa
dos Santos, o Eminentíssimo
Cardeal Angelo Amato, repre-
sentante de Sua Santidade, o
Papa Francisco. Pessoas de
diversas partes do país e auto-
ridades convidadas compa-
receram a celebração. O
Príncipe Dom Luiz de Orleans e
Bragança, Chefe da Casa
Imperial do Brasil, convidado
para a cerimônia, não po-
dendo comparecer, enviou
telegrama ao Cardeal Angelo
Amato, a Dom Frei Diamantino
de Carvalho, OFM, as Reve-
rendíssimas Irmãs Franciscanas
do Senhor e ao Postulador do
processo de beatificação,
Doutor Paulo Villota, no qual
afirma:

“Venho, em meu nome e no
de toda a Família Imperial,
congratular-me com as auto-
ridades eclesiásticas e com a
gente baependiense pela so-
lene proclamação das virtu-
des da Venerável.

Impossibilitado de compare-
cer, associo-me ao júbilo de
quantos desejaram essa pro-
clamação, por ela trabalha-
ram ou pela Venerável foram
favorecidos em ver assim pas-
sar a brilhar no firmamento da
Santa Igreja mais este belo e
próximo exemplo de santida-
de de vida.

Durante muito tempo o Brasil
católico — a Terra de Santa
Cruz — sentiu a ausência de
santos brasileiros reconheci-
dos. Afortunadamente eles
vêm chegando, como a mani-
festar o desvelo da Providên-
cia em que nossa Nação con-
te, nessa quadra histórica,
com mais intercessores. E Nhá
Chica é muito genuína e ca-
racteristicamente brasileira,
por suas origens, seu tempe-
ramento, sua bondade, sua Fé
singela e íntegra.”

A próxima etapa do processo
é a Canonização, para tanto
se aguarda a confirmação de
mais um milagre da beata
Nhá Chica, que será avaliado
novamente pelo Vaticano.
Sua festa litúrgica é celebrada
em 14 de junho, data de seu
falecimento.





















F
Chefe da Casa Imperial do Brasil,
Dom Luiz de Orleans e Bragança,
congratula o povo brasileiro pela Beatificação de Nhá Chica
Fieis acompanham a cerimônia de beatificação Cardeal Angelo Amato representa o Papa
Fotos: reprodução
Nhá Chica
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



18
m 22 de março de
2013, faleceu, de crises
de diabetes, o grande
monarquista, jornalista e pro-
fessor João de Scantimburgo.

João de Scantimburgo nasceu
em 1915, em Dois Córregos,
São Paulo. Jornalista, professor
e escritor, era Mestre em Eco-
nomia e Doutor em Filosofia e
Ciências Sociais. Lecionou na
Universidade Armando Álvares
Penteado e na UNESP. Traba-
lhou na "Radio Bandeirantes",
no "O Estado de São Paulo" e
no "Diário de São Paulo". Ten-
do lançado empreendimento
próprio na compra da "TV Ex-
celsior", fundando mais adian-
te o jornal "Correio Paulistano".

Monarquista desde sempre,
tornou-se um dos mais impor-
tantes líderes monarquistas do
Brasil. Amigo do Professor Se-
bastião Pagano, com quem,
em companhia de Sebastião
Moreira de Azevedo, redigiu o
boletim "O Cetro", do Comité
de Estudos do Problema Mo-
nárquico, publicado em São
Paulo nos anos 50, que teve
seu último número lançado
em 1964. Quando foi Diretor
do jornal "Correio Paulistano",
colocou no corpo de colabo-
radores outros monarquistas,
especialmente João Camillo
de Oliveira Tôrres, de quem
era particular amigo. Nos anos
70 colaborou com "Mensa-
gem", boletim monarquista
publicado em Porto Alegre
pelo então jornalista Paulo
Palmeiro Mendes. Publicou
mais de 20 livros, entre os
quais: “O Poder Moderador”
(1980) e “A crise republicana
presidencial” (2000), em várias
de suas obras, mostrou seu
pensamento pró monarquia,
como pode ser visto em "O
Destino da América Latina",
publicado em 1966. Sempre
foi amigo do Príncipe Dom
Pedro Henrique de Orleans e
Bragança, Chefe da Casa
Imperial do Brasil de 1921 a
1981, apoiando naturalmente
seu filho e sucessor, o Príncipe
Dom Luiz. Também mantinha
contato com membros de
Nobreza e da Realeza da Eu-
ropa, sendo amigo do arqui-
duque Otto de Habsburgo.
Combinava seu monarquismo
com suas convicções religio-
sas, sendo um católico fervo-
roso, fazendo questão de
transparecer em suas obras, a
religiosidade.

João de Scantimburgo era
membro de diversas associa-
ções e instituições culturais,
dentre elas pode se destacar
a Academia Brasileira de Le-
tras, onde ocupa a cadeira de
nº. 36, a qual tem como pa-
trono Teófilo Dias e o Instituto
Histórico e Geográfico do Bra-
sil, fundado sob a égide de
Dom Pedro II.

Foi casado duas vezes, tendo
como última esposa Anna Te-
resa Maria Josefina Tekla
Edwige Isabella Lubowiecka,
da Família dos Condes polo-
neses de Lubowiecka, falecida
em 2003, com quem não teve
filhos. Velado na Assembleia
Legislativa do Estado de São
Paulo, João de Scantimburgo
foi sepultado no Cemitério São
Paulo, no último dia 23.


E
Falece o monarquista, jornalista e professor João de Scantimburgo
EM 15 DE NOVEMBRO DE 1889, O GOLPE ARMADO ENCERROU TREZENTOS
E OITENTA E NOVE ANOS DE MONARQUIA E OITENTA E UM ANOS DE DOIS
REINADOS, SOB PORTUGAL, REINO UNIDO, E DOIS REINADOS BRASILEIROS.
VOLTARÍAMOS, PLENAMENTE, ÀS IDEIAS DE REVOLUÇÃO FRANCESA.
João de Scantimburgo em “O Brasil e a Revolução Francesa”.
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



19
XXIII Encontro Monárquico, ocorrido no dia 15 de junho foi um sucesso. Monarquistas de diver-
sas partes do Brasil estiveram presentes nesta grande reunião que discutiu assuntos importantes
para o país. Um dia de demonstração de civismo, honestidade, patriotismo e tradição.













No dia seguinte ao Encontro Monárquico, celebrou-se a Santa Missa em Ação de Graças pelo trans-
curso do 75º aniversário de Dom Luiz de Orleans e Bragança, no qual comparecerem muitos monar-
quistas e simpatizantes.


O
XXIII Encontro Monárquico do Rio de Janeiro e aniversário do
Chefe da Casa Imperial mobilizam centenas de monarquistas
Monarquia,
a melhor opção!
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



20







ocumentos da via-
gem de D. Pedro II
foram contemplados
pela Unesco. Institui-
ção é o primeiro museu do
Brasil a receber a honraria.

Se antes o Museu Imperial de
Petrópolis, Região Serrana do
Rio, já era considerado um dos
patrimônios mais importantes
da Cidade Imperial e do Brasil,
depois da última semana a
relevância da instituição foi
ainda mais elevada. Isso por-
que o “Conjunto relativo às
viagens do Imperador D. Pe-
dro II pelo Brasil e pelo mun-
do”, do acervo do Museu, foi
inserido no Registro Memória
do Mundo da UNESCO (MOW)
- honraria que equivale à pa-
trimônio da humanidade para
patrimônio edificado, para
documentos em papel escrito
e iconográfico.

A honraria é um reconheci-
mento da representatividade
do conjunto de documentos
em nível internacional. Em
2010, o material foi agraciado
no âmbito nacional com o
MOW BR. No ano passado
(2012), a instituição preparou
um novo dossiê que foi subme-
tido à UNESCO, que conce-







deu o registro. Com a premia-
ção, o Museu Imperial passa a
ser a primeira unidade museo-
lógica do Instituto Brasileiro de
Museus (Ibram), do Ministério
da Cultura, a receber a impor-
tante chancela da Organiza-
ção das Nações Unidas (ONU)
para a educação, a ciência e
a cultura.

O acervo inclui 44 cadernetas
de viagem do Imperador D.
Pedro II - incluindo textos, car-
tas e desenhos - e 10 diários
da imperatriz d. Teresa Cristina,
além de diários de viagem de
Luísa Margarida de Barros Por-
tugal, a condessa de Barral, e
de Luís Pedreira do Couto Fer-
raz, o barão do Bom Retiro,
que integravam habitualmen-
te a comitiva do Imperador.
São 2.210 documentos que
reúnem correspondências,
itinerários de viagem, livros de
visitas e registros de contatos
do Imperador, relatórios de
despesas da mordomia da
Casa Imperial do Brasil, jornais
e outros periódicos, panfletos,
programas, saudações e ho-
menagens, convites, desenhos
e fotografias. O acervo faz
parte da série "Viagens do Im-
perador – 1840-1913", que in-
tegra o fundo Arquivo da Ca-
sa Imperial do Brasil, doado ao
Museu Imperial em 1948 pelo
Príncipe D. Pedro Gastão de
Orleans e Bragança, bisneto
de d. Pedro II.

“São registros de pessoas e
coisas que ele viu, como os
desenhos das Pirâmides do







Egito, ou correspondências
com grandes intelectuais, co-
mo Alfred Nobel, Louis Pasteur,
Victor Hugo, Henry Wadsworth
Longfellow, entre tantos ou-
tros. A importância desse re-
conhecimento se deve à ri-
queza desses dados e infor-
mações da visão de um ob-
servador a seu tempo que re-
gistrou isso. Ele tinha uma visão
do século 19 de um observa-
dor privilegiado, um erudito”,
destacou o diretor do Museu
Imperial, Maurício Vicente Fer-
reira Jr.

Curiosidades entre os registros

Nos anos de 1871, 1876 e 1887,
o Imperador fez viagens à Eu-
ropa e Estados Unidos, onde
registrou suas experiências
pessoais, além de curiosidades
e inovações que surpreende-
riam a todos, como a inven-
ção do telefone. “O Conde
D’Eu era surdo do ouvido direi-
to e ao conversar com
Graham Bell sobre um apare
lho para o problema, o Impe-
rador ficou sabendo do mais
novo invento do cientista, que
nada mais era que o telefone.
D
Globo: documentos de viagens do Imperador
Dom Pedro II são patrimônio da humanidade

G1 | Andressa Canejo | http://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2013/06/museu-imperial-de-petropolis-rj-e-patrimonio-da-humanidade.html
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



21
Neste encontro, D. Pedro de-
clamou Shakespeare e aca-
bou despertando no público
presente o interesse sobre a
nova invenção de Graham
Bell”, contou Maurício.

Em 1876, o Imperador cruzou
os Estados Unidos duas vezes,
de um lado ao outro. Foram
três meses de viagem de trem,
barco e carruagem. Segundo
o diretor do museu, a impera-
triz d. Teresa Cristina não quis ir
e ficou em Nova Iorque. “Em
uma dessas viagens, ele foi o
único chefe de estado a ir à
exposição comemorativa dos
100 anos de independência
dos Estados Unidos, que acon-
teceu na Filadélfia”, lembrou o
historiador.

D. Pedro II também foi um dos
patrocinadores da construção
do Teatro de Bayreuth de
Wagner, na Alemanha. “Ele
estava na primeira fileira no
dia da inauguração”, revelou
Maurício, lembrando que a
segunda metade do século 19
foi um período de muitas evo-
luções. “Caminhou muito rá-
pido. Tivemos a invenção do
telefone, telégrafo, das co-
municações. D. Pedro II foi um
apaixonado por essas tecno-
logias, pelas transformações.
Isto está neste conjunto, a ri-
queza dessas informações”.

Novas honrarias a caminho

E a busca pelo reconhecimen-
to da história não para por aí.
A equipe do Museu Imperial já
está preparando um novo
dossiê sobre a Guerra do Pa-
raguai com documentos visu-
ais - com aquarelas, desenhos
e mapas. Com o nome de
“Iconografia e cartografia da
Guerra do Paraguai em insti-
tuições brasileiras", o docu-
mento está sendo elaborado
pelo museu e outras sete insti-
tuições detentoras de docu-
mentação relativa à guerra
do Paraguai.

O dossiê será submetido pela
UNESCO em agosto para ser
reconhecido como Memória
do Mundo da América Latina
(MOW LAC). “A escolha do
assunto é porque ele precisa
de um tratamento, ser conhe-
cido. A intenção não é falar
dos horrores da guerra. Essa
documentação fala do territó-
rio, do conceito de liberdade,
já que os negros e escravos
que participavam, quando
voltavam ganhavam a alfor-
ria. Das relações internacionais
pluralistas”, explicou o historia-
dor.


Chefe da Casa Imperial emite
comunicado sobre os protestos de julho
“Pró Monarquia comunica que S.A.I.R. o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Im-
perial do Brasil, em vista da onda de protestos que se generaliza por todo o País, refletindo um fundo
de insatisfação geral e evidenciando que pode haver nos bastidores quem esteja procurando tirar
proveito desses acontecimentos, e ademais considerando o risco de envolvimento em atos de anar-
quismo, julga que a prudência impõe aos monarquistas absterem-se de qualquer participação em tais
manifestações.
São Paulo, 18 de junho de 2013.”
O Príncipe Dom Luiz, preocupado com a corrupção e a deturpa-
ção dos valores, emite comunicado conscientizando os monarquis-
tas sobre os manifestos
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



22


Princesa Dona Maria Pia de Orleans e Bragança
135º Ano de Nascimento
¸ ¸

Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



23
o dia 20 de julho, no
civil, e no dia 3 agos-
to, no religioso, Dom
João Phillipe de Orleans e Bra-
gança se casou com Yasmini
Paranaguá.

Dom João Phillipe, é filho de
Dona Stella Cristina Lutterbach
e de Dom João Henrique de
Orleans e Bragança. Neto de
Dom João e Dona Fátima
Scherifa Chirine, é, portanto
trineto da Princesa Dona Isa-
bel, a Redentora. Dom João
Phillipe nasceu em Paraty em
27 de novembro de 1986, é
formado em Administração e
concluiu recentemente seu
mestrado na área na Insead
de Fontainebleau e acompa-
nha, mesmo que discretamen-
te, juntamente com seu pai, os
assuntos ligados à história de
sua Família e sobre a política
do país.

Yasmini Paranaguá, designer
de joias (estudou Desenho In-
dustrial na PUCRJ), é filha de
Pedro Paranaguá, importante
arquiteto do Rio de Janeiro e
de Naná de Souza.

É neta paterna do diplomata
Paulo Henrique de Paranaguá,
que foi embaixador do Brasil
no Kuwait, no Marrocos e na
Venezuela, e de Glória Leite
(conhecida como Glorinha
Paranaguá), filha de Antonio
Leite, empresário no Rio de
Janeiro, que foi presidente do
Fluminense Futebol Clube, de
1953 a 1955. Glorinha é co-
nhecida da sociedade cario-
ca, com fama nacional, es-
pecialmente por seu trabalho
como empresária e designer
de bolsas.

Yasmim é bisneta do Dr. Pedro
de Paranaguá (nascido em
1889), diplomata, e de Lina
Lamberti Leão Teixeira (nasci-
da em 1895), filha do Dr. Hen-
rique Carneiro Leão Teixeira e
de sua primeira esposa, Idalina
Eulália Sayão Velloso Lamberti
(pela mãe, da família dos Vis-
condes de Niterói e de Saba-
rá). Lina era neta do Visconde
de Cruzeiro (título de 1888),
Jerônimo José Teixeira Junior
(1830-1892), filho por sua vez
de Jerônimo José Teixeira
(nascido em Portugal) e de
Ana Maria Netto, irmã da
Marquesa do Paraná e de Ma-
ria Henriqueta Carneiro Leão
(+ 1913), filha do Marquês do
Paraná, Honório Hermeto Car-
neiro Leão (1801-1857), De-
sembargador, Deputado, Se-
nador, Ministro de Estado.

A noiva ainda é trineta do Dr.
José Lustosa da Cunha Para-
naguá (1855-1945), Conde
romano, deputado, presidente
das Províncias do Amazonas
((foi quando
começaram as
obras do Teatro
Amazonas)
1882) e de San-
ta Catarina
(1884) e de Ma-
tilde Simonard
(1862-1921),
filha de Pedro
Simonard (nas-
cido na Fran-
ça) e de Caro-
lina Resse (1841-1918), filha do
Barão de São Vitor (1882), Vitor
Guilherme Resse (filho de um
engenheiro belga).

O Conde de Paranaguá era
irmão de Maria Amanda de
Paranaguá (1849-1931), espo-
sa de Franklin América de Me-
neses Dória, Barão de Loreto
(1836-1906). A Baronesa de
Loreto foi amiga de infância e
de toda a vida da Princesa
Dona Isabel, a mais afagada,
terna e constante amiga da
Princesa. O casal acompa-
nhou a Família Imperial no exí-
lio e Amandinha, como era
chamada, correspondeu-se
sempre com a Redentora. O
Barão de Loreto foi magistra-
do, presidente de três provín-
cias, sendo também Ministro
da Guerra (1881) e do Império
(último Gabinete da Monar-
quia), professor do Colégio
Pedro II.

Outra irmã do Conde de Pa-
ranaguá e da Baronesa de
Loreto foi Maria Francisca Pa-
ranaguá (nascida em 1866),
que excepcionalmente casou
em 1883 na Capela do
N
O casamento de Dom João Phillipe de Orleans e Bragança
com Yasmini Paranaguá
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



24

Palácio Isabel, presente toda
a Família Imperial, com Domi-
nique Horace de Barral, Con-
de de Barral, Marquês de
Monferrat (1854-1914), filho da
célebre Condessa de Barral e
de Pedra Branca, Luisa Marga-
rida Borges de Portugal e Bar-
ros (1816-1891), aia das Prince-
sas Dona Isabel e Dona Leo-
poldina, grande amiga do
Imperador Dom Pedro II.

É também tetraneta do Dr.
João Lustosa da Cunha Para-
naguá (1821-1912), Visconde
com grandeza (1882), depois
Marquês (1888) de Parana-
guá, Chefe de Polícia, Juiz,
Desembargador, Deputado
geral (1859-1865), Senador,
presidente das Províncias do
Piauí (sua terra natal), Bahia,
Maranhão Pernambuco, Minis-
tro da Guerra (1866 e 1878),
da Justiça (1866), de Estrangei-
ros (1867 e 1885) e da Fazenda
(18882), conselheiro de Estado
e presidente do Conselho de
Ministros (1882), presidente do
Instituto Histórico e Geográfico
Brasileiro, enfim pessoa muito
ligada à Família Imperial. Era
irmão de dois outros titulares
do Império, os Barões de Pa-
raim e de Santa Filomena. Ca-
sado com Maria Amanda Pi-
nheiro de Vasconcelos (1829-
1873), filha do Visconde de
Monte Serrate (1878), Joaquim
José Pinheiro de Vasconcelos
(1788-1884), Presidente do Su-
premo Tribunal, Presidente das
Províncias da Bahia e de Per-
nambuco. Notadamente, pela
miscigenação do povo brasi-
leiro, o historiador Roderick
Barman diz que “ele tinha no-
tória ascendência africana”.

A nobre ascendência da noi-
va, que possui em sua genea-
logia, celebres nomes do Im-
pério, incluindo-se fieis amigos
e servos da Família Imperial,
traduzem o belo matrimônio
realizado em Paraty, que con-
tou com a presença de ami-
gos e parentes da Europa.
cou Cartas de amor, um ro-
mance que mistura realidade
com ficção, sendo também
responsável pela edição do
site Movimento Down, em
http://www.movimentodown.
org.br. O livro subsidia os cus-
tos com o site, ajudando a
manter as despesas com esta
importante referência sobre o
tema.

Em 13 de julho de 2013, Dona
Maria Cristina de Orleans e
Bragança, conhecida defen-
sora dos direitos das pessoas
com síndrome de down, filha
do Príncipe Dom João Henri-
que e de Dona Stella Cristina
Luttebrach, lançou seu mais
recente livro, Siwa e meus
companheiros do passado e
do presente, na Feira Literária
de Paraty – FLIP.

Na publicação, a jovem Prin-
cesa, que tem síndrome de
down, fala de seus animais de
estimação, tendo como título
do livro, sua cadelinha, Siwa.
Dona Maria Cristina já publi-

Princesa Dona
Maria Cristina
lança novo livro
Movimento Down e Blog
Conheça o trabalho da Prince-
sa Dona Maria Cristina nos sites
abaixo:
http://www.movimentodown.or
g.br
http://blogdakilly.blogspot.com
.br/
Acima, Dona Maria Cristina em um dos lançamen-
tos do seu livro. Ao lado, a obra “Siwa e os meus
companheiros do passado”.
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



25
aleceu em 29 de agosto
de 2013, em Gorizia, na
Itália, a Senhora Dona
Alice Tasso de Saxe-Coburgo e
Bragança Formentini, Condes-
sa Formentini.

Nascida em 7 de junho de
1936, no Castelo de Schlad-
ming, a senhora Dona Alice
Carolina Teresa Francisca
Clementina Antonia Josefa
Maria, era filha do Barão La-
moral de Taxis Bordogna und
Valnigra e da Princesa Senho-
ra Dona Teresa Cristina de Sa-
xe-Coburgo e Bragança, sen-
do, portanto, bisneta da Prin-
cesa Dona Leopoldina de
Bragança e trineta do Impe-
rador Dom Pedro II. A Senhora
Dona Alice tinha três irmãos, o
Senhor Dom Carlos (1931), o
Senhor Dom Filipe (1939) e a
Senhora Dona Maria Cristina
(1945).

Em 7 de janeiro de 1955, ca-
sou-se no Castelo de Magor,
com o Conde Senhor Miguel

Carlos de Formentini, Barão de
Tolmino e Biglia, Conde de
Musmezzi, com quem teve três
filhos, o Conde Leonardo
(1956), a Condessa Isabella
(1958) e o Conde Filippo
(1964).

Os funerais da Condessa Alice
ocorreram em 2 de setembro

de 2013, na Igreja de San Flo-
riano del Collio, em Gorizia.

No Brasil, sites, blogs e publi-
cações monarquistas noticia-
ram o falecimento da Con-
dessa Formentini, na Europa,
os jornais, sobretudo os italia-
nos, veicularam em suas pági-
nas a notícia.

F
Do original “Muore la Contessa Formentini, paracadutista brevettata dall' Anpdi di Gorizia”, em italiano, o Anuário Monarquia Já traduz a notícia de
Gongedadi Flogori:

GORIZIA: faleceu na noite de 29 de agosto de 2013, a Condessa Alice Formentini, esposa do advogado Miguel.

Em 26 de março de 1961, a Condessa Formentini foi a primeira mulher paraquedista a saltar no Aeroporto de Treviso Sant’Angelo no Fairchild C-
119. No mesmo curso estava o goriziano Fabio Vezil, Antonio Piovesan, Dario Martini, Giorgio Fischanger e Luciano Medeot acompanhados pelos
especialistas Franco Rapozzi, Giuseppe Parise, Ugo Furlani , Luciano Scarel e Severino Bertocco. Sempre nesta data, é organizado o Dia do Voo de
Gorizia (Giornata dell' Ala).

Nos anos seguintes, teve filhos e começou a se dedicar ao esporte de tiro ao arco, ficando em segundo lugar em competições nacionais. Ela nasceu
no Castelo em Schladming, na Styria, a 07 de junho de 1936, era filha do Barão Lamoral Taxis-Bordogna-Valnigra, de Trento, e da Princesa Teresa
de Saxe-Coburgo.

Sua mãe estava na linha de sucessão ao Trono Imperial do Brasil e, por isso, passou a usar – por iniciativa e reivindicação dos irmãos – o sobre-
nome Tasso de Saxe Coburgo e Bragança. Alguns anos mais tarde, ela se mudou para Villazzano de Trento, onde passou sua infância, assumindo
também o sobrenome italiano do pai.

Após completar seus estudos na Inglaterra, onde se formou em Inglês na Universidade de Oxford, e onde teve a oportunidade de conviver na Corte,
sendo prima da Rainha Elizabeth, casou-se em Trento em 1956, na capela da Família, com o Conde Miguel Formentini, recém- formado em Direito.
Começou assim para a jovem "Lissy" (como era chamada pela família e amigos), bisneta de Dom Pedro, último Imperador do Brasil, neta, por parte
de mãe, de uma Arquiduquesa da Áustria, uma nova vida entre Gorizia e San Floriano del Collio. Nasceu Leonardo, o primeiro fi lho (1956), em
seguida Isabella (1954) e Filippo (1964). Enquanto isso, seu marido, paralelamente à profissão de advogado, restaurou o Castelo da Família e iniciou
a produção de vinhos. Além disso, se dedicava a equitação desde a infância e cultivou essa paixão até poucos anos atrás. Durante várias décadas,
geriu o Centro Gastronômico no Castelo Formentini, enquanto o marido a homenageou com a criação de uma linha de vinhos com a marca "Taxis",
por ocasião dos 500 anos do serviço postal criado por seus antepassados. Deixa o marido, filhos e inúmeros netos, que vivem na Itália e no exterior.
Falece a Condessa Formentini,
Descendente dos Imperadores do Brasil
O Conde Miguel e a Condessa Alice, com o neto Carlo. Foto: Conde Carlo Formentini
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



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atizada como Maria
delle Grazie Pia Chi-
ara Anna Teresa Isa-
bella Luitgarda Apollonia Aga-
ta Cecilia Filomena Antonia
Lucia Cristina Caterina di Bor-
bone, Princesa Real das Duas
Sicílias, era a terceira filha de
S.A.R. o Príncipe D. Afonso de
Bourbon, conde de Caserta e
Chefe da Casa Real das Duas
Sicílias, e de sua esposa, a
Princesa D. Antonieta de Bou-
rbon-Sicília. Era, portanto, so-
brinha-neta da Imperatriz D.
Teresa Cristina do Brasil. Nasci-
da em Cannes (França), em
12 de agosto de 1878, quando
a família real napolitana esta-
va exilada devido à Unifica-
ção Italiana, D. Maria Pia foi
educada no Colégio do Sa-
grado Coração, em Aix-em-
Provence.

Quando completou 18 anos
foi apresentada à corte da
Áustria, e provavelmente nes-
se período deve ter conheci-
do o futuro esposo. Segundo a
historiadora Teresa Malatian, o
início do relacionamento do
casal é algo nebuloso, e tido
no Brasil até como um boato.
O certo é que em 13 de se-
tembro de 1908 foi anunciado
o compromisso da Princesa
com S.A. o Príncipe D. Luiz de
Orleans e Bragança, segundo
filho da Princesa D. Isabel e do
conde d’Eu. A união se deu
em 4 de novembro de 1908 na
Igreja de Nossa Senhora da
Boa Viagem, em Cannes, sen-
do celebrada por D. Antonio
Xisto Albano, Bispo Emérito de
São Luiz do Maranhão.
Da união tiveram três filhos: D.
Pedro Henrique (1909-1981),
que foi Chefe da Casa Impe-
rial do Brasil após o falecimen-
to de D. Isabel; D. Luiz Gastão
(1911-1931), prematuramente
falecido; e D. Pia Maria (1913-
2000), que se casou com o
conde René de Nicolay. A
Princesa ficou prematuramen-
te viúva, visto que D. Luiz fale-
ceu em 1920, vítima de com-
plicações causadas por sua
atuação durante a Primeira
Guerra Mundial.











Visitou o Brasil pela primeira
vez em 1922, durante as co-
memorações do Centenário
da Independência. Na ocasi-
ão, a Princesa D. Isabel já ti-
nha falecido (14/11/1921), e o
episódio mostrou-se traumáti-
co: quando estavam jantando
o conde d’Eu faleceu eu seus
braços e ela teve que apelar
ao comandante para que
não fosse aplicado o proce-
dimento de jogar o corpo do
Príncipe ao mar. D. Maria Pia
foi atendida em seu desejo,
mas a lembrança da ocasião
a acompanharia durante mui-
tos anos. No Rio de Janeiro foi
recebida pelo presidente Epi-
tácio Pessoa no Palácio do
Catete e pôs a pedra funda-
mental daquilo que viria a ser
o Cristo Redentor.

Continuou estabelecida na
França com os filhos, na com-
panhia de parentes e de vá-
rios amigos brasileiros que con-
tinuavam a cercá-los. Com o
falecimento de seu filho D. Luiz
e a partida de D. Pedro Henri-
que para o Brasil em 1945, a
vida familiar de D. Maria Pia
ficou restrita à sua filha e às
suas irmãs. Visitou diversas ve-
zes o Brasil, superando final-
mente o trauma deixado após
o falecimento do conde d’Eu.
O filho insistiu por diversas ve-
zes para que a Princesa Impe-
rial Viúva passasse a residir no
Brasil, mas ele afirmava cate-
goricamente que tinha medo
de vir a morrer e ser enterrada
longe de seu esposo. Entretan-
to, nunca perdeu laços com o
Brasil, chegando a ajudar fi-
nanceiramente na construção
da Escola Apostólica de Batu-
rité (Ceará). Em uma das visi-
tas ao Brasil, em 1946, compa-
receu juntamente com D. Pia
Maria, a uma seção do Institu-
to Histórico e Geográfico de
São Paulo.

Chegou à velhice extrema-
mente lúcida e, segundo sua
filha, dona de uma imagina-
ção muito fértil para contar
histórias aos netos. Entretanto,
um eczema das pálpebras fez
com que perdesse comple-
tamente a visão. A Princesa
faleceu aos 94 anos, em sua
residência na cidade francesa
de Mandelieu, em 20 de junho
de 1973.
B
135 Anos do nascimento da
Princesa Dona Maria Pia de Orleans e Bragança
Por Rafael Cruz
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



27




Para celebrar a festa de Nossa Senho-
ra da Glória, a Imperial Irmandade, no
Rio de Janeiro, organizou uma série
de ativiadades alusivas a data, dentre
as quais, uma encenação que conta-
va como o Imperador Dom Pedro II
concedeu à Irmandade o título de
Imperial.

Dentre os expectadores, estava o
Príncipe Dom Antonio de Orleans e
Bragança, representando a Família
Imperial.
O Príncipe Dom Antonio de Orleans e Bragança
com os atores da Casa Julieta de Serpa, Vitor
Martinez, como Dom Pedro II, Flávia Veiga, como
a Imperatriz Dona Teresa Cristina, Etiene Masca-
renhas, como a Princesa Isabel, Caroline Monlleo,
como a Condessa de Belmonte, e Carlos Maia,
como Rafael, mordomo de Dom Pedro II.
Foto: Renato Antunes
Festa de Nossa
Senhora Glória
com presença da
Família Imperial
Em 7 de agosto de 2013, o idealizador do Blog Mo-
narquia Já, Dionatan da Silveira Cunha, foi recebido
pelo Chefe da Casa Real de Portugal, Sua Alteza
Real o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, em
audiência privada na sede da Fundação Dom Ma-
nuel II, em Lisboa, Portugal.
Durante o encontro, entre outros assuntos, foram
discutidos temas relacionados ao Brasil e Portu-
gal, dentro da perspectiva monarquista no mundo
atual, bem como assuntos históricos relacionados a
Família Imperial do Brasil e a Família Real de Portu-
gal, das quais S.A.R., o Senhor Dom Duarte é legíti-
mo descendente.
Idealizador do Blog Monarquia Já é
recebido pelo Duque de Bragança em Lisboa
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



28


E


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Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



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O Papa Francisco esteve no
Brasil para a Jornada Mundial
da Juventude, ocorrida no
Rio de Janeiro, de 23 a 28 de
julho de 2013. A JMJ é o mai-
or evento religioso do mundo
e a Família Imperial esteve
envolvida neste importante
momento da demonstração
da fé católica.
A Princesa Dona Christine de Orleans e Bragança, por exemplo, foi
Voluntária e auxiliou Cardeais e Bispos de língua francesa durante
esta edição da JMJ. A Princesa Dona Maria da Graça, também
foi Voluntária. A Princesa Dona Maria Gabriela foi como peregrina,
fazendo inclusive a Vigília em Copacabana. A Princesa Dona Isa-
bel, Condessa de Stolberg-Stolberg, também veio ao Brasil por
esta ocasião, trazendo um grupo de 20 peregrinos da Bélgica,
França, Luxemburgo e Espanha, dentre eles o Príncipe Paul Louis
de Nassau, sobrinho do Grão-Duque Henri de Luxemburgo. A Jor-
nada Mundial da Juventude uniu 3,7 milhões de pessoas em 2013.

A Monarquia no Mundo
Fatos, eventos. Nascimentos, casamentos e falecimentos que marcaram
.
O ano no mundo Monárquico Internacional
O Papa no Brasil
Nas proximidades do Palácio
Arquiepiscopal São Joaquim,
S.S., o Papa Francisco abençoa
uma criança e a multidão pre-
sente
A Princesa Dona Isabel, Condessa de
Stolberg-Stolberg, acompanhada por 20
jovens peregrinos da Europa, visita o
Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro.
No detalhe, entre outras pessoas, o
Príncipe Paul Louis de Nassau. Acompa-
nha a visita, o editor do Blog Monarquia
Já, Dionatan S. Cunha
Fotos: acervo do Blog Monarquia Já
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



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A Europa têm novos Reis
Global Water Partnership, membro ativo do Comitê
Olímpico Intencaional, General de Brigada do Exército,
Comodoro da Força Aérea e Marinha Real da Norue-
ga.

Em 2002, o então Príncipe Guilherme Alexandre despo-
sou Máxima Zorreguieta Cerruti, nascida na Argentina
em 1971, com quem tem três filhas: Catarina Amalia
(2003) – Princesa Herdeira, Alexia (2005) e Ariana
(2007).

Depois do legado deixado por sua mãe, onde a popu-
laridade da Rainha chegou a 70% de aprovação, o Rei
Guilherme Alexandre e sua esposa, a Rainha Maxima,
tem o dever intransferível de representar todos os ci-
dadãos holandeses, pois segundo o Primeiro Ministro
Mark Rutte, a monarquia é responsável pelo “sentimen-
to de unidade nacional”.

A Holanda tem um novo Rei. Sua
Majestade, o Rei Guilherme Ale-
xandre ascendeu ao Trono depois
da abdicação, em seu favor, de
sua mãe, a Rainha Beatriz.

O atual Rei da Holanda nasceu
em 27 de abril de 1967, sendo o
filho mais velho da Rainha Beatriz e
do Príncipe Claus. Completou os
serviços militares e bacharelou-se
em História em 1993. É patrono da

Depois de 33 anos de Reinando, a Rainha Beatriz I da Holanda renunciou no dia 30 abril de 2013.

Nascida no Palácio de Soestdijk, em Baarn, na Holanda, a Rainha Beatriz é a primeira filha da Rainha Juliana
e do Príncipe Bernardo de Lippe - Biesterfeld. Quando criança, sofreu com os horrores da II Guera Mundial,
tendo que se exilar, com a Família Real da Holanda, em Londres e no Canadá. Neste último país, iniciou seus
estudos em escola pública e somente em 1945 pode voltar a sua terra natal. Em 1948, sua mãe, a Rainha
Juliana, ascendeu a Trono que sua avó – a Rainha Guilhermina - havia abdicado. Aos dez anos, a então Prin-
cesa Beatriz já era Herdeira do Trono. Em 1961, formou-se em Direito.

No ano de 1966, a Rainha Beatriz se casou com Claus Amsberg, diplomata alemão, que se tornou um dos
membros mais populares da Família Real. O casal teve três filhos: Guilherme Alexandre (1967), João Friso
(1968) e Constantino (1969).

No dia 30 de abril de 1980, ocorreu a cerimônia de investidura da Rainha Beatriz ao Trono da Holanda pela
abdicação de sua mãe, a Rainha Juliana, em seu favor.

Seu governo teve a forte marca da popularização da Família Real da Holanda, podendo ser citada como
sustentáculo de uma monarquia moderna e eficiente.
A Rainha Beatriz I da Holanda
Holanda
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Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



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A Bélgica também tem um novo Soberano. O Rei Al-
berto II dos Belgas abdicou em favor de seu filho, Filipe,
que em 21 de julho de 2013 foi entronizado como novo
Rei.
Nascido em 15 de abril de 1960 no Castelo de Belvéde-
re, em Laeken, o Rei Filipe é o primogênito do Rei Al-
berto II e da Rainha Paola, nascida Princesa Ruffo di
Calabria. O Rei Filipe recebeu formação pela Real Es-
cola Militar da Bélgica e é mestre em Ciências Políticas.
Casou-se em 04 de dezembro de 1999, com Matilde
d'Udekem d'Acoz, da Família dos Condes de mesmo
nome, tendo deste casamento quatro filhos: a Princesa
Isabel, herdeira do trono, os Príncipes Gabriel e Ema-
nuel e a Princesa Leonor.
O Rei Filipe é membro de uma das Dinastias mais res-
peitadas do mundo: os Saxe-Coburgo e Gotha, tendo
por isso, parentesco com a Família Imperial do Brasil,
com quem mantém próximas relações.
Multidões acompanharam as cerimônias de ascensão
ao trono.

Bélgica
O Rei Alberto II da Bélgica
Nascido em 6 de junho de 1934, o Rei Alberto II é filho do Rei Leopoldo III e da Rainha Astrid da Suécia. Foi
educado privativamente até atingir a juventude, quando foi mandado ao Instituto Le Rosey, servindo depois na
Marinha da Bélgica.

Em 1951, o então Príncipe Alberto de Liège, tornou-se Herdeiro Presuntivo do Trono, casando em 1959 com a
Princesa Paola Ruffo di Calabria, filha do Príncipe Falco Ruffo di Calabria, 6ª Duque de Guardia Lombarda, da
Itália, e da Condessa Luisa Gazelli di Rossana e di Sebastiano, descendente do Marquês de La Fayette, da Bélgica.
O casal teve três filhos: o Rei Filipe (1960), a Princesa Astrid, Arquiduquesa da Áustria-Este por casamento (1962)
e o Príncipe Laurent (1963). O Rei Balduino I, seu irmão, renunciou ao Trono em 1990, ao se recusar a assinar a
lei de legalização do aborto. O Príncipe de Liège foi então entronizado, passando a ser reconhecido com Alberto II
dos Belgas, abdicando em favor do Rei Filipe em 2013.

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Enquanto se fala na canonização do Beato Car-
los da Áustria, último soberano do Império Aus-
tro-Húngaro (beatificado pelo Papa João Paulo
II) e da beatificação de sua esposa, Zita, nasci-
da princesa de Bourbon de Parma (o processo
já foi iniciado na França); enquanto se fala na
abertura no Rio de Janeiro do processo de bea-
tificação de nossa Princesa Dona Isabel, a Re-
dentora – eis que proximamente deverá ser bea-
tificada uma outra soberana européia. O Papa
Francisco autorizou dia 3 de maio passa-
do a Congregação para a Causa
dos Santos promulgar o decreto
que reconhece um milagre
atribuído à intercessão de Ma-
ria Cristina de Savoia, rainha
das Duas Sicílias, falecida
em Nápoles com apenas
23 anos de idade. O mila-
gre representa o passo
decisivo para a beatifica-
ção da soberana.

Maria Cristina, princesa de
Savoia, nasceu em Caglia-
ri, na Sardenha, a 14 de
novembro de 1812, sendo a
filha menor de Vitor Manuel I,
rei da Sardenha e da arqui-
duquesa Maria Teresa d´Austria-
Este. Casou em 1832 com o rei
(desde 1830) Fernando II, tornando-
se rainha das Duas Sicílias. Era de senti-
mentos religiosíssimos e extremamente devota:
católica fervorosa, tinha que viver numa corte
cujo estilo de vida estava muito longe de sua
sensibilidade. Ela faleceu em Caserta a 31 de
janeiro de 1836, sem ter completado 24 anos,
em consequências de complicações do parto,
ao dar à luz seu único filho, Francisco, que seria
Francisco II, último rei das Duas Sicílias (1836-
1894), o qual foi educado no culto de sua mãe,
chamada “Rainha Santa”. Fernando II, menos
de um ano depois da morte da esposa, recasou
com a arquiduquesa Maria Teresa da Áustria (do
ramo dos duques de Teschen). Tratou, porém, do
processo de beatificação de sua primeira espo-
sa, a qual a 10 de julho de 1859 foi reconhecida
pelo Papa Pio IX como Venerável. O reconhe-
cimento agora do milagre abre a estrada para
a beatificação de Maria Cristina.

Lembremos que o rei Fernando II das Duas Sicilias
era o irmão mais velho da imperatriz do Brasil,
Dona Teresa Cristina (1822-1891), a qual era, por-
tanto sobrinha da futura Beata. De seu
segundo casamento com Maria Te-
resa da Áustria, teve entre outros
filhos, Afonso, conde de Caser-
ta, que vai suceder ao meio
irmão, o rei Francisco II, co-
mo chefe da Casa Real de
Bourbon das Duas Sicilias.
O conde de Caserta foi o
pai, entre outros, de Dona
Maria Pia (1878-1973), es-
posa do príncipe Dom Luiz
de Orleans e Bragança,
Príncipe Imperial do Brasil,
do príncipe Dom Carlos,
infante de Espanha (1870-
1949), pai da princesa Dona
Esperanza de Bourbon, espo-
sa do príncipe Dom Pedro
Gastão de Orleans e Bragança,
e da princesa Maria Cristina de
Bourbon das Duas Sicilias (1877-1947),
esposa do arquiduque Pedro Fernando
da Áustria (são os avós da arquiduquesa Wal-
burga, esposa de Dom Carlos Tasso de Saxe-
Coburgo e Bragança). Enfim, uma irmã mais ve-
lha da futura beata foi a princesa Maria Teresa
de Savoia (1803-1879), esposa de Carlos II, Du-
que de Parma (são os pais de Carlos III e avós de
Roberto I, Duques de Parma, antepassados, en-
tre outros, da imperatriz Zita da Áustria e do prín-
cipe Felix de Bourbon de Parma, príncipe do Lu-
xemburgo, este último sendo avô da princesa
Cristina de Ligne, esposa do príncipe Dom Anto-
nio de Orleans e Bragança).
Beatificação da Rainha Maria Cristina das Duas-Sicílias
Por Dom José Palmeiro Mendes, OSB
Abade Emérito do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



33



Fascinante: essa foi a definição do Rei Harald V da Noruega
sobre sua viagem à Amazônia brasileira.

De 22 a 25 de abril de 2013, o Soberano esteve hospedado
em uma aldeia Yanomami, no Estado do Amazonas, a con-
vite da Fundação da Noruega para Floresta Tropical, que
ajuda a manter projetos em aldeias indígenas da região. O
Rei Harald foi recebido pelo líder da aldeia, Davi Kopenawa
e pelo curandeiro Lorival. Participando ativamente das roti-
nas dos nativos, o Rei dormiu na oca coletiva, acompanhou
a caça e comeu as verduras e frutas utilizadas para alimen-
tação dos índios. “Foi fascinante escutá-los imitar todos os
animais que existem aqui para atraí-los, desde jaguares a
macacos e papagaios”, declarou o Monarca.

Em declaração a repórteres, o Rei afirmou: “Este era um an-
tigo sonho que tive desde meus dias no Fundo Mundial para
a Natureza - do qual foi nomeado presidente naquele ano.
Agora que houve a oportunidade, aceitei”.

O Rei Harald, que foi o primeiro Chefe de Estado estrangeiro
a visitar o território Yanomami, presenteou a tribo com um
álbum de fotografias da Monarquia Norueguesa e, através
de interpretes, contou a história de sua Família na Europa.

O site da Casa Real da Noruega destaca a viagem em sua
página principal, ilustrando-a com muitas fotografias e rela-
tos.


Rei Harald V da Noruega na Amazônia Brasileira
Fotos: Casa Real da Noruega
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



34
Em 22 de julho de 2013, nasceu o Príncipe Gorge
Alexander Louis de Cambridge, filho do Príncipe Wil-
lian e da Princesa Catherine, Duques de Cambridge.


Nascimento do Príncipe de Cambridge
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Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



35
Membros da Família Imperial
do Brasil puderam reencontrar
parentes na Europa, em dois
eventos festivos da monar-
quia: os casamentos de Mar-
guerite de Nicolay, neta da
Princesa Dona Pia Maria de
Orleans e Bragança e do
Conde René de Nicolay, com
Alban Miller Mackay e do Prín-
cipe Felix de Luxemburgo com
Clair Lademacher.

Marguerite de Nicolay, nasci-
da em 1984, é filha do Conde
Jean Louis e da Condessa
Barbara de Nicolay, nascida
Condessa d’Ursel de Boussies.
Marguerite é, por isso, neta da
Princesa Dona Pia Maria de
Orleans e Bragança – irmã do
Chefe da Casa Imperial do
Brasil de 1922 a 1981 - o Prínci-
pe Dom Pedro Henrique. Ela
visita o Brasil com frequência,
estando também presente nos
importantes eventos da Famí-
lia Imperial, como o casamen-
to de sua prima, a Princesa
Dona Isabel com o Conde
Alexander de Stolberg-
Stolberg em 2009, no Rio de
Janeiro.











Alban Miller Mackay, nascido
em 1979, é filho do escocês
Brian Hugh Miller Mackay e
Delphine Marie de Maistre. Sua
mãe é descendente da Famí-
lia dos Condes de Maistre,
sendo seus avôs maternos o
Conde Xavier Eugène de Mais-
tre e a Condessa Magali
d´Isoard de Chénerilles – filha
do Marquês Pierre d’ Isoard de
Chénerilles, e seu penta-avô o
Conde Joseph de Maistre,
grande escritor, filósofo, di-
plomata, advogado, pensa-
dor católico e monarquista
francês. Alban é também
descendente dos Condes de
Sabran-Pontèves, família da
qual faz parte a Duquesa Ger-
sende de Orléans, da França,
esposa do Príncipe Jacques,
filho da Princesa Dona Isabel
de Orleans e Bragança, Con-
dessa de Paris. O pai de Alban
é proprietário do histórico Cas-
telo Puiseux le Hauberger, em
Oise.

O casamento ocorreu em 7
de setembro de 2013, na pre-
sença de membros do Gotha,
dentre eles o Príncipe Dom
Rafael e das Princesas Dona
Maria Gabriela, Dona Amélia,
Dona Maria Beatriz, Dona Luí-
sa, Dona Maria da Gloria, Do-
na Maria Eleonora, Dona Ma-
ria Teresa, bem como de Do-
na Isabel e de Dona Maria
Elisabeth de Orleans e Bra-
gança, acompanhadas de
seus respectivos maridos, o
Conde Alexander de Stolberg-
Stolberg e Pablo Trindade,
propriedade dos Condes de
Nicolay, o Castelo de Lude,
em Sarthe.












Já o outro casamento, ocor-
reu na Basílica de Saint-
Maximin-la-Sainte-Baume, na
França e uniu o Príncipe Felix
de Luxemburgo e Claire Mar-
gareta Lademacher no dia 21
de setembro. O Príncipe Felix
Leopoldo Maria Guilherme
nasceu em 3 de junho de
1984, Príncipe de Luxemburgo,
Nassau e Parma, é filho do
Grão-Duque Henri e da Grã-
Duquesa Maria Teresa de Lu-
xemburgo. Seu pai, portanto,
é primo irmão da Princesa Do-
na Christine de Orleans e Bra-
gança. O Príncipe é formado
em bioética e frequentou cur-
sos oferecidos por empresas
privadas, adquirindo experi-
ência profissional. Desenvol-
veu, a partir da vivência orga-
nizacional, um importante tra-
balho de marketing e relações
públicas numa empresa suíça
especializada em eventos de
cunho cultural e esportivo.

Claire Margareta Lademacher
nasceu 21 de março de 1985,
Casamentos
Alban Miller Mackay, Francesca Romana Diana, Mar-
guerite de Nicolay e o Conde Loic d'Ursel no casamen-
to de Dona Maria Elisabeth de Orleans e Bragança
com Pablo Trindade, em 2011, no Rio de Janeiro
Castelo du Lude
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



36
em Filderstadt, na Alemanha,
sendo filha de Hartmut e Ga-
briele Lademacher. Seu pai é
um empreendedor milionário,
fundador da LHS Telecomuni-
cações, possuindo castelos na
Croácia e Saint-Tropez, na
França.
Formada em Comunicação
Internacional, Claire trabalhou
em importantes empresas do
ramo, porem, decidiu estudar
bioética, onde se pós gradu-
ou. Ainda em Roma, onde
concluía sua tese, conheceu o
Príncipe Felix.

A celebração contou com a
presença de membros de Fa-
mílias Reais e Nobres da Euro-
pa, incluindo-se os Príncipes
de Ligne. Claire recebeu o
título de Princesa de Luxem-
burgo, Nassau e Parma, com o
tratamento de Alteza Real.


Acima, o Príncipe Felix e a Princesa Claire de Luxemburgo. Ao
lado o Príncipe Michel, a Princesa Dona Eleonora, a Princesa
Alix e o Príncipe Henri de Ligne. Fotos: reprodução
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



37
No dia 5 de outubro de 2013,
o Príncipe Jaime de Bourbon-
Parma, Conde di Bardi, ca-
sou-se com Viktória Cser-
venyák, na Igreja de Nossa
Senhora de Apeldoorn, na
Holanda.

Nascido em 13 de outubro de
1972, o Príncipe Jaime Ber-
nanrdo de Bourbon-Parma,
Conde di Bardi é filho da
Princesa Irene da Holanda e
de Carlos Hugo, Duque de
Parma. Por seu pai, descende
dos Soberanos Duques de
Parma e, portanto, da Dinas-
tia dos Capetos, primo do
Grão-Duque Henri do Luxem-
burgo, por sua mãe, é neta
da Rainha Juliana, sobrinho
da Rainha Beatriz e primo do
Rei Guilherme Alexandre da
Holanda. Seu irmão, o Duqe
Carlos, é atual Chefe da Ca-
sa Ducal de Parma.

Tendo realizado seus estudos
em prestigiadas instituições,
formou-se em Relações Inter-
nacionais, área em que ob-
teve especializações, traba-
lha atualmente trabalha no
Ministério de Relações Exterio-
res da Holanda. Representa a
Casa Ducal de Param e a
Família Real da Holanda em
eventos oficiais pelo mundo.

Viktória Cservenyák, a noiva,
é uma renomada advogada,
nascida em 25 de maio de
1982, em Budapeste, é filha
de Tibor Cservenyák e de Do-
rottya Klára Bartos.

A Princesa Dona Isabel de
Orleans e Bragança, Condes-
sa de Stolberg-Stolberg,
acompanhada do Conde
Alexander, seu marido, com-
pareceram ao casamento. O Príncipe Jaime de Bourbon-Parma casa-se com Viktória Cservenyák. Os Reis da Holanda, os
Condes de Stolberg-Stolberg e membros do Gotha acompanham a cerimônia
Fotos: reprodução
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



38

Falecimentos
Em de 18 de agosto de 2013, faleceu em seu
palacete de Sevilha, na Espanha, Sua Excelên-
cia, a Senhora Dona Victoria Eugenia Fernández
de Córdoba y Fernández de Henestrosa, XVIII
Duquesa de Medinaceli e Grande de Espanha,
sogra da Duquesa de Segorbe, a Princesa brasi-
leira Senhora Dona Maria da Gloria de Orleans e
Bragança.
Faleceu em 10 de março, em Estocolmo, a Prin-
cesa Lilian da Suécia, Duquesa de Halland.

Nascida em 30 de agosto de 1915, a Princesa
Lilian era esposa do Príncipe Bertil, tio do Rei Carl
XVI Gustaf da Suécia. Era patrona e grande
mecenas de várias associações ligadas a me-
mória de seu marido.
Faleceu em 4 de maio de 2013, a Princesa Edi-
tha da Baviera. Nascida em 1924, em Hohen-
burg, era filha do Príncipe Rupprecht da Baviera,
Herdeiro do Trono, e da Princesa Antonia de Lu-
xemburgo. Casou-se em 1946, com Tito Brunetti
e 1959, com Gustav Schimert, deixando seis fi-
lhos. Ela era neta do Rei Luiz III da Baviera, sen-
do, portanto, prima da Princesa Dona Maria, de
jure Imperatriz Mãe do Brasil, falecida em 2011.
Faleceu em 12 de agosto de 2013, o Príncipe
João Friso da Holanda. Nascido em 25 de se-
tembro de 1968, era o segundo filha da Rainha
Beatriz e do Príncipe Claus da Holanda. Em 2003,
casou-se com Mabel Wisse Smit, com quem te-
ve duas filhas. O Príncipe João Friso faleceu
após ter ficado 18 meses internado por ter sofri-
do um acidente provocado por uma avalan-
che, enquanto esquiava.
Em julho de 2013, completou-se 30
anos do falecimento do Rei Balduino
da Bélgica. A Família Real, sobretudo
sua viúva, a Rainha Fabiola, estiveram
envolvidos em inúmeras homenagens
promovidas pelo Governo e pela po-
pulação.
Por suas convicções Católicas, sendo
extremamente contra o aborto, o Rei
Balduino preferiu renunciar ao Trono
em 1990, a legalizar esta prática no
Reino da Bélgica. Faleceu em 1993 e
foi sepultado na Igreja de Nossa Se-
nhora de Bruxelas.
Fotos: reprodução
Faleceram também em 2013: a Princesa Margarida de Baden, Don Alfonso de Tornos y Zubiria (pai da
Duquesa de Vêndome), a Princesa Eva-Benita de Schaumbourg-Lippe, o Conde Christian de Rosen-
borg, o Príncipe Moritz de Hesse, a Princesa Fawzi do Egito e o Príncipe Rodolphe de Croÿ-Roeulx e de
Solre.
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



39
A independência do Brasil, em sete de setembro
de 1822, foi o desfecho lógico de uma extensa
negociação de origens econômicas. O grito do
Ipiranga, cena emblemática e simbólica da his-
tória brasileira, foi a alternativa encontrada por
Dom Pedro I para permanecer no poder ante o
movimento insurgente por parte dos comercian-
tes brasileiros que, subitamente, se viram na imi-
nência de terem os portos fechados para nego-
ciações exclusivas com a metrópole. “Não foi
uma ruptura sangrenta, mas uma emancipação
dentro da mesma família, com todos os bons
efeitos que isso pode trazer para uma nova na-
ção”, acredita o chefe da Casa Imperial, Dom
Luís Gastão Maria José Pio Miguel Gabriel Rafael
Gonzaga de Orléans e Bragança e Wittelsbach.

Ele é trineto de Dom Pedro II e atual herdeiro do
trono brasileiro, caso a monarquia fosse instau-
rada hoje no Brasil.

Nesta entrevista concedida por e-mail com ex-
clusividade à Gazeta do Povo, D. Luís fala sobre
suas visões sobre a independência do Brasil, a
monarquia e o papel de seus herdeiros em uma
República democrática. Para Luís de Orléans e
Bragança, monarquia é o regime que melhor
garante as três condições básicas para a exis-
tência e desenvolvimento de uma Nação: uni-
dade, estabilidade e continuidade. “Meu papel
— como o de todo Chefe de Casa não reinante
— é o de preservar o rico legado de nosso pas-
sado imperial, fazendo-o transitar de geração
em geração para que se mantenha vivo e co-
nhecido entre os brasileiros.”

O Brasil foi o único país das Américas que,
quando se tornou independente, não se tornou
uma república. Por que isso aconteceu e por
que isso foi importante para o país na época?

Essa diversidade de rumos esteve em boa medi-
da determinada pelo anterior curso dos domí-
nios português e espanhol na América. A atitude
pífia do [espanhol] Rei Fernando VII face a Na-
poleão insuflou os ambiciosos, conduzindo à rup-
tura com a Espanha e à adoção da forma re-
publicana de governo. Diferentemente de seu
cunhado espanhol, o Príncipe Regente de Por-
tugal, futuro D. João VI, não se submeteu ao di-
tador, transferindo a Corte e o governo real para
o Brasil e impulsionando aqui uma vigorosa trans-
formação das instituições públicas. D. João VI
gostava muito de nossa terra, se tornara ben-
quisto e aqui queria ficar, mas as cortes portu-
guesas impuseram seu regresso a Portugal.
Aconselhou ele então ao filho primogênito D.
Pedro, que aqui deixava como regente, a tomar
a Coroa. A independência brasileira foi assim:
não uma ruptura sangrenta, mas uma emanci-
pação dentro da mesma família, com todos os
bons efeitos que isso pode trazer para uma nova
Nação.

Por que a monarquia seria o melhor regime para
o Brasil?

A monarquia é o regime que melhor correspon-
de à boa ordem colocada por Deus na Criação,
garantindo as três condições básicas para a
existência e desenvolvimento de uma Nação:
unidade, estabilidade e continuidade. Prevale-
ceu largamente ao longo da história dos povos
civilizados. Ano após ano os primeiros lugares nos
índices de renda per capita e do IDH são ocu-
pados por monarquias. Durante o 2º Reinado, o
Brasil foi um dos países mais respeitados do
mundo, com instituições sólidas, moeda estável,
crescimento acelerado e grande prestígio do
Imperador D. Pedro II, que chegou a ser árbitro
de litígios entre potências europeias.

Qual o papel do senhor hoje enquanto chefe da
Casa Imperial e herdeiro do trono?

Meu papel — como o de todo Chefe de Casa
não reinante — é o de preservar o rico legado
de nosso passado imperial, fazendo-o transitar
de geração em geração para que se mantenha
vivo e conhecido entre os brasileiros, alimenta-
Dom Luiz de Orleans e Bragança
Jornal Gazeta do Povo | Publicado em 07/09/2013 | YURI AL'HANATI


Entrevista de
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



40
do, ademais, a apetência para o retorno da
monarquia entre nós. A formação da nova ge-
ração de príncipes brasileiros, meus sobrinhos, é
assim um cuidado constante.

Quem são os monarquistas brasileiros hoje?

No plebiscito de 1993, sobre regime e forma de
governo, apesar de termos contra a máquina de
propaganda do Governo, 13% dos votos válidos
foram pela monarquia. Hoje não se encontra um
brasileiro que em sã consciência diga que a re-
pública deu certo. E há um número crescente
de brasileiros que veem a restauração do regi-
me monárquico, que deu tão certo no passado,
como sendo uma grande alternativa para a cri-
se moral que assola o país.

Quais são as características de um bom sobera-
no?

A principal característica de um bom soberano
é saber encarnar as virtudes de seu povo, sendo
delas espelho e ao mesmo tempo favorecedor.
Como um bom pai, o soberano deve incentivar
as qualidades de seus filhos, ampara-los em suas
debilidades e coibir os seus erros. Deve ser muito
respeitoso das autonomias dos indivíduos e dos
grupos sociais e ao mesmo tempo um padrão
inatacável de moralidade.

Por quais meios a monarquia poderia ser implan-
tada no Brasil? O senhor acha que este processo
pode acontecer em breve?

Uma verdadeira monarquia não pode ser im-
plantada pelo golpe de força de um grupo, mas
deve vir organicamente da aspiração de con-
junto da Nação. Aspirações dessas ocorrem na
vida dos povos em diferentes circunstâncias, o
mais das vezes pela irremediável falência de
uma situação anterior. No Brasil de hoje há um
profundo descontentamento, patenteado aqui
nas recentes e surpreendentes manifestações de
rua, um grande anseio por algo diferente, algo
melhor, algo que já existiu e que perdemos...
Quando esse anseio se tornar majoritário, a mo-
narquia — acabada expressão política da civili-
zação cristã — poderá ser reestabelecida no
Brasil de modo estável e benfazejo. Quando isso
se dará, só Deus Nosso Senhor o sabe, mas,
creio, bem antes do que poderia parecer à pri-
meira vista.

IV Encontro Monárquico Sul Brasileiro


O Instituto Histórico e Geográ-
fico de Santa Catarina sediou
no dia 5 de outubro, o IV En-
contro Monárquico Sul Brasilei-
ro contou com a presença do
Príncipe Dom Bertrand de Or-
leans e Bragança.

Com interessantes temas,
grandes nomes do Império
como os dos Barões de Batovi
e de Gravataí, foram relem-
brados, também foram feitas
considerações acerca da
Constituição de 1824 e o tra-
balho da Polícia, executado
desde os tempos do Império.

Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



41








No dia 25 de julho de 2013, o
jornal “The Times”, de Londres,
anunciou o noivado da Prin-
cesa Dona Amélia de Orleans
e Bragança, 5ª na linha de
sucessão ao Trono do Brasil,
com Alexander James Spear-
man, da Casa dos Baronetes
Spearman, conforme nota
abaixo:

“James SPEARMAN & Amelia
A. DE ORLEANS E BRAGANCA

The engagement is announ-
ced between James, son of Mr
and Mrs Lochie Spearman of
Perthshire, Scotland and Amé-
lia, daughter of Their Royal
Highnesses Prince Antonio de
Orléans e Bragança and Prin-
cess Christine de Ligne of Rio
de Janeiro, Brazil.

Published in The Times on July
25, 2013”

No Brasil, a coluna de Marcia
Peltier (irmã da Princesa Dona
Maritza, esposa do Príncipe
Dom Alberto) no “Jornal do
Commercio”, do Rio de Janei-
ro, de 26 de agosto passado,
também divulgou uma nota
sobre o noivado:

“Um por ano

A família imperial brasileira,
que festejou no início do mês,
o casamento de dom João
Philippe de Orleans e Bragan-
ça e Yasmine Paranaguá, já
tem outra união para come-
morar em 2014. A princesa








Amélia Maria – filha de Dom
Antônio e de dona Christine,
princesa de Ligne – que ficou
noiva, mês passado, do esco-
cês Alexander James Spear-
man, planeja suas bodas para
agosto do próximo ano no Rio.
Os jovens têm, ambos, 29 anos
e moram em Londres. A tetra-
neta de Dom Pedro II trabalha
num escritório de arquitetura e
Alexander, formado em Histó-
ria e Economia, em banco.

‘Sir’

Alexander é descendente dos
baronetes Spearman, de Per-
thshire. O título de baronete é
uma distinção hereditária ex-
clusiva da nobreza britânica,
um grau acima de cavaleiro e
inferior ao título de barão”.









Para explicitar aos leitores, o
Blog Monarquia Já, depois de
breves considerações acerca
dos antepassados da Princesa
Dona Amélia, realizou tam-
bém um estudo genealógico
sobre a família do noivo:

A Princesa Dona Amélia nas-
ceu em Bruxelas a 15 de mar-
ço de 1984, e foi batizada
com o nome de Amélia Maria
de Fátima Josefa Antônia Mi-
caela Gabriela Rafaela Gon-
zaga, sendo a segunda filha
do Príncipe Dom Antonio
(1950) e da Princesa Dona
Christine de Orleans e Bragan-
ça (1955). Dom Antonio é o
sétimo filho do Príncipe Dom
Pedro Henrique (1909-1981),
Chefe da Casa Imperial do
Brasil de 1922 a 1981, e da
Princesa Dona Maria (1914-
2011), nascida Princesa da
Baviera. De tal forma, Dona
Amélia é bisneta do Príncipe
Dom Luiz (1878-1920), o Prínci-
pe Perfeito, trineta da Princesa
Dona Isabel (1846-1921), a Re-
dentora, tetraneta do Impe-
rador Dom Pedro II (1825-
1891), o Magnânimo, e penta-
neta do Imperador Dom Pedro
I (1798-1834), fundador do Im-
pério do Brasil e Rei de Portu-
gal. É sobrinha do atual Chefe
da Casa Imperial do Brasil,
S.A.I.R., o Príncipe Dom Luiz
(1938), e do Príncipe Imperial,
S.A.I.R., o Príncipe Dom Ber-
trand (1941), que sendo soltei-
ros e sem descendentes, dei-
xam a Dom Antonio, pai de
Dona Amélia, a responsabili-
Noivado da Princesa
Dona Amélia de Orleans e Bragança
com Alexander James Spearman


A Princesa Dona Amélia de Orleans
e Bragança e a Princesa Alix de Lig-
ne, Brasil, 2012.
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



42
dade de ocupar a Chefia da
Casa Imperial no futuro. A Fa-
mília Imperial do Brasil des-
cende das mais antigas Casas
Reais europeias e Dona Amé-
lia é, portanto, descendente,
em linha direta, dos Grandes
Reis e Construtores da Europa,
tais como Carlos Magno (742
d.C.-814 d.C.), Hugo Capeto
(940 d.C.- 996 d.C.), Fernando I
de Leão e Castela (1016-1065),
Guilherme I da Inglaterra
(1028-1087) e Dom Afonso
Henriques (1109-1185).

Por sua mãe, a Princesa Dona
Christine, Dona Amélia des-
cende também das mais anti-
gas e ilustres Casas Reais e
Principescas europeias. A Prin-
cesa Dona Christine é filha de
Antoine (1925-2005), 13º Prín-
cipe Titular de Ligne, de Épi-
noy, de Amblise, e da Princesa
Alix (1929), nascida Princesa
de Luxemburgo, Nassau e
Parma, irmã do Grão-Duque
Jean de Luxemburgo (1921) e
tia do atual Soberano luxem-
burguês, o Grão-Duque Henri
(1955). Os Príncipes de Ligne,
da Bélgica, se destacaram
como diplomatas, articulado-
res políticos e como importan-
tes figuras da sociedade, re-
cebendo a distinção do Sacro
Império Romano Germânico,
ainda no século XVI. O tio de
Dona Amélia, o Príncipe Mi-
chel, é o atual Chefe da Casa
Principesca de Ligne, sendo o
14º Príncipe titular do nome,
Príncipe de Épinoy, de Amblise
e Grande de Espanha, casado
com a Princesa brasileira Dona
Eleonora de Orleans e Bra-
gança (tia de Dona Amélia,
irmã de seu pai, Dom Anto-
nio).

A união de seus pais, que são
primos (compartilhando o Rei
Dom João VI como antepas-
sado) fez com que Dona Amé-
lia reforçasse seus laços de
parentescos com todas as
Famílias Reais da Europa. Do-
na Amélia tem três irmãos,
Dom Pedro Luiz (1983-2009) -
falecido no trágico acidente
do voo 447 da Air France, que
ligava o Rio de Janeiro a Paris,
em 2009, o Príncipe Dom Ra-
fael (1986) - que atualmente é
a esperança da restauração
da Monarquia no Brasil, e a
Princesa Dona Maria Gabriela
(1989).

Dona Amélia iniciou seus estu-
dos nos Colégios São José e
Ipiranga, em Petrópolis, onde
passou sua infância. Fala além
do português, francês, inglês e
espanhol e como hobby, toca
piano. Formou-se em Arquite-
tura, pela Pontifícia Universi-
dade Católica do Rio de Ja-
neiro e mora na Europa – on-
de tem se aperfeiçoado e
adquirido experiência em sua
área de formação, fixando
residência primeiramente em
Madri e, atualmente, em Lon-
dres, aonde trabalha no con-
ceituado escritório de Arquite-
tura e Design de Interiores
Camu & Morrison.

O noivo, Alexander James
Spearman, nasceu em 27 de
março de 1984, é filho de Lo-
chain Alexander e de Pilin
Spearman. Pelo pai descende
de importantes Famílias, e por
sua mãe, descende dos Garri-
gues, que também se desta-
caram na cena política, social
e cultural da Europa. James,
como é chamado pelos ami-
gos e familiares, estudou no
renomado Eton College (1997-
2002), onde também estuda-
ram os Príncipes Willian e Harry,
e na Universidade de Edim-
burgo (2003-2007), onde se
graduou em Línguas Europeias
Modernas. Viveu certo tempo
em Madri. Fala, além do in-
glês, francês e espanhol. Atu-
almente reside em Londres e
trabalha na Stanhope Capital
Investimentos. Ele tem dois ir-
mãos: Jack e A dau.

A criação do título de Barone-
te à Família Spearman, de
Hanwell, no Condado de Mid-
dlesex, data de 28 de abril de
1840, em favor de Sir Alexan-
der Young Spearman, nascido
em 1793, em Pentridge, Dorset,
na Inglaterra, filho do Major
Alexander Young Spearman
(1762-1808) e de Agnes Mor-
ton. Casou-se com Jane
Campbell (m.1877), filha de
Duncan Campbell. Sir Alexan-
der foi Secretario Assistente do
Tesouro, Controlador Geral e
Secretario do Comissariado da
Redução da Dívida Nacional.
Em 1840, pelos relevantes ser-
viços realizados em favor da
pátria, foi agraciado com títu-
lo de Baronete. Em 1869, pas-
sou a ser membro do Mui Ho-
norável Conselho Privado de
Sua Majestade a Rainha Victo-
ria. Sir Alexander e Lady Jane
tiveram seis filhos: Jane Ale-
xandrina (m.1987), Augusta
Alexander James Spearman. O nome
Alexander é tradicional na Família,
sendo chamado por familiares e
amigos, de James
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



43
Herries (m.1907), Alexander
Young (1832-1865), Edmund
Robert (1832-1865 (casado
com Lady Mary Louisa Fitz-
Maurice (1837-1917), filha de
Thomas John Hamilton Fitz-
Maurice (1803-1877), 5º Conde
de Orkney)), Horace Ralph
(1840-1908) e Rudolph Herries
(1845-1900). O noivo de Dona
Amélia descende de Alexan-
der Young, nascido em 1832,
casado em 1855, com Mary
Anne Bertha Bailey (m.1860),
filha e Sir Joseph Bailey (1783-
1858), primeiro Baronete do
nome, e de Mary Anne Hop-
per (m.1874). Deste matrimo-
nio nasceu Sir Joseph Layton
Elmes Spearman (1857-1922),
segundo Baronete do nome,
de quem descende o atual
titular. Em 1860, Mary Anne
Bertha Bailey faleceu e Ale-
xander Young se casou, em
segundas núpcias (1861), com
Louisa Anne Caroline Amelia
Mainwaring (1842-1933), filha
de Edward Pellew Mainwaring
(m.1858) e Caroline Story. Do
segundo casamento, teve dois
filhos: o Comandante Alexan-
der Young Crawshay Spear-
man e Charles Edward Spear-
man (1863-1945). Detendo-se
na ascendência de James, o
Comandante Alexander, nas-
ceu em 20 de março e 1862,
foi Comandante a Serviço da
Marinha Real Britânica, sendo
destacado com Comandante
do Batalhão de Collingwood,
lutando também na Primeira
Guerra Mundial. Em 26 de
maio de 1892, casou-se com
Jessie Aubrey Coker (1863-
1933), filha do Reverendo
Cadwallader Coker (1824-
1894) e Emily Harriet Gould
(1822-1894), com teve dois
filhos, Marjorie Aubrey (1893-
1951) e Alexander Cadwal-
lader Mainwaring (1901-1982).
O Comandante faleceu em
1915, em combate, durante a
Batalha dos Dardanelos, na
Turquia. Seu segundo filho,
Alexander Cadwallader
Mainwaring, nascido em 2 de
março de 1901, recebeu o
título de Sir, depois de ser
educado nos famosos Colé-
gios de Oxford, Repton e Hert-
forf. Foi Membro do Parlamen-
to e recebeu o título de Cava-
lheiro. Casou-se em 11 de
agosto de 1928, com Diana
Violet Edith Constance Doyle
(m.1991), filha de Sir Arthur Ha-
velock James Doyle, com
quem teve quatro filhos: Lo-
chain Alexander (1952 (futuro
sogro da Princesa Dona Amé-
lia)), John Dominic (1954), Zara
Ann Louise (1956), Andrew
Mark (1960) e James (1964).
Lochain, nascido a 09 de abril
de 1952, foi educado no
Abbey Miltom, casou-se em 25
de março de 1977, com Pilin
de Garrigues, com quem tem
três filhos, entre eles James,
noivo da Princesa Dona Amé-
lia. A família vive em Perths-
hire, na Escócia.

O atual Chefe da Família, pri-
mo de James, e 5º Baronete
Spearman, é Sir Alexander
Young Richard Mainwaring
Spearman, nascido em 03 de
fevereiro de 1969, casado
com Lady Theresa, nascida
Jean Sutcliffe, com quem tem
um filho: o herdeiro Alexander
Axel Spearman, nascido em
1999. O 5º Baronete vive na
África do Sul.

Pelo pai, Alexander James
descende diretamente dos
Condes de Fife. Sua tetravó,
Louisa Anne Caroline Mainwa-
ring (1842-1933) é tetraneta de
Willian Duff (1696–1763), primei-
ro Conde de Fife. A Família
Duff foi agraciada, pelos rele-
vantes serviços prestados à
nação, com o título de Conde
de Fife (em analogia a locali-
dade na Escócia), porem em
1900, a Rainha Vitória do Reino
Unido da Grã-Bretanha, em
nova carta patente, atribuiu à
família, o Ducado do mesmo
nome no Pariato do Reino
Unido. Em 1889, a Princesa
Luisa de Gales (1867-1931),
primogênita da Rainha Ale-
xandra e do Rei Eduardo VII
do Reino Unido, casou-se com
Alexander Duff (1849-1912),
Conde e 1º Duque de Fife.
Deste casamento descende o
atual Duque de Fife, também
chamado Alexander (neto
materno da Princesa Luisa de
Gales). Os Duques de Fife
também utilizam os títulos de
Conde de Macduff, Conde de
Southesk, Barão Balinhard e
Lorde Carnegie de Kinnaird.

Ainda por parte da família de
seu pai, o noivo de Dona
Amélia descende de Sir Fran-
cis Baring, famoso banqueiro e
investidor inglês. A família Ba-
ring, natural de Bremem, na
Alemanha, tem como patri-
arca Johann Baring (1697-
1748), pai de Francis e John
Baring, irmãos que imigraram
para Londres, onde fundaram
uma companhia comercial,
que deu origem a um dos
maiores conglomerados da
Europa. Francis Baring (1740-
1810) foi membro do Parla-
Sir Francis Baring, seu irmão John e Charles
Wall, por Sir Thomas Lawrence
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



44
mento por Grampound,
Wycombe e Calne e Assessor
para Assuntos Comerciais do
Governo do Primeiro Ministro
William Petty-FitzMaurice (1737-
1805), segundo Conde de
Shelburne, durante o Reinado
do Rei George III do Reino
Unido, período em que teve
grande influência política e
social. Em 1767, Francis Baring
se casou com Harriet Herring
(1750-1804), filha de Willian
Herring, prima do prestigiado
Arcebispo de Catembury,
Thomas Herring (1693-1757).
Francis e Harriet tiveram dez
filhos, dentre os quais se des-
tacam membros da aristocra-
cia, da nobreza e da realeza
britânica. Em 1793 recebeu o
título de Baronete. Sir Francis
Baring era o pai de Alexander
Baring (1774-1848), primeiro
Barão Ashburton e de Sir Tho-
mas Baring (1772-1848), se-
gundo Baronete Baring, que
era pai de Francis Thornhill Ba-
ring (1796-1866), primeiro Ba-
rão de Northbrook. Sir Francis
Baring também era o pai de
Henry Baring (1776-1848) e o
avô de Edward Baring (1828-
1897), primeiro Barão Revelsto-
ke de Membland, e Evelyn
Baring (1841-1917), primeiro
Conde de Cromer. Edward
Baring (1828-1897) era pai de
Margaret Baring (1868-1906)
casada com Charles Robert
Spencer (1857-1922), 6º Conde
Spencer, bisavôs da Princesa
Diana de Gales (1961-1997) e
tataravó do Príncipe Willian
(1982), Duque de Cambridge
e futuro Rei do Reino Unido da
Grã-Bretanha. Outros descen-
dentes de Sir Francis Baring,
além dos Baronetes Spear-
man, os Barões Ashburton, Ba-
rões e Conde de Northbrook e
Condes de Cromer, foram
agraciados com títulos nobili-
árquicos, tais como os Viscon-
des Baring e os Barões Howick
de Glendale.

A Família Garrigues, da qual
James descende por sua mãe,
é um antigo clã da Europa. O
sobrenome tem sua origem na
região de Les Garrigues, no
centro-sul da França. O primei-
ro registro feito neste sobre-
nome apareceu no século XII,
com Jean Garrigues. Da Fran-
ça, muitos membros da família
imigraram para Alemanha,
Espanha e Estados Unidos.
Neste último país, estabele-
ceu-se o famoso Matthieu
Garrigues (1679-1726), que,
perseguido na França, depois
da revogação do Édito de
Nantes, pelo Rei Luiz XIV, en-
controu asilo nos EUA, deixan-
do numerosa descendência
nas Américas. Os antepassa-
dos maternos de James se
estabeleceram na Espanha,
onde foram elevados a nobre-
za na pessoa de Don Antonio
Garrigues Díaz-Cañabate
(1904 - 2004), tio-avô de Ja-
mes, renomado advogado e
habilidoso diplomata que foi
agraciado com título de Mar-
quês de Garrigues.
A Família Garrigues goza de
muito prestígio na Espanha.
Durante todo o século XX, os
irmãos Garrigues, como eram
conhecidos o avô e os tios
avôs de James, foram símbo-
los de sucesso financeiro, polí-
tico e social. Seu avô, Don Ma-
riano Garrigues Diaz-
Cañabate (1902-1994) foi um
conceituado arquiteto, res-
ponsável pela construção e
reconstrução de importantes
prédios na Cidade Universitá-
ria de Madri (Faculdades de
Medicina, de Farmácia, de
Veterinária e o Hospital Anglo-
Americano). Projetou a Casa
da Suécia, dirigiu a Embaixa-
da dos Estados Unidos, foi ar-
quiteto do Banco Exterior da
Espanha e realizou notáveis
promoções de conjuntos ur-
banos em algumas regiões do
país. Era casado com Dona
Catalina Carnicer Guerra
(m.1987). São tias de James,
irmãs de sua mãe, portanto:
Dona Belén, casada com Don
Gonzalo de Armas y Serra, 5º
Marquês de la Granja de San
Saturnino, e de Dona Catalina,
casada com o político inglês
William Armand Thomas Tristan
Garel-Jones, Barão Garel-
Jones (par vitalício - 1997),
membro do Partido Conser-
vador, deputado de 1979 a
1997 e Ministro para a Europa
(1990-1993).

Don Joaquin Garrigues Díaz-
Cañabate (1899-1983), tio-avô
de James, era um prestigiado
jurista, conhecido como pai
do Direito Comercial espanhol,
por vezes mencionado como
fundador da moderna Escola
espanhola de Direito Comer-
cial. Foi catedrático da Facul-
dade de Direito da Universi-
dade Complutense de Madri,
ganhou o Prêmio Mundial do
Don Mariano Garrigues Diaz-Cañabate
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



45
Ensino de Direito em 1975 e foi
autor de várias obras concei-
tuadas, como um “Tratado de
Direito Mercantil” em 3 volu-
mes. Foi Grão-Cruz da Ordem
de Carlos III, que lhe foi impos-
ta pessoalmente pelo Rei Don
Juan Carlos I, sendo também
patrono da Fundação dos
Amigos do Museu do Prado.

Também eram tios-avôs de
James Spearman, Don José
Luis Garrigues Díaz-Cañatabe,
próspero empresário e homem
de negócios (falecido em
2008 com 96 anos) e Don Emi-
lio Garriges Diaz-Cañatabe
(1911-2006), diplomata e escri-
tor, Embaixador na Guatema-
la, junto a UNESCO, na Turquia
e na Alemanha, autor de vá-
rias obras, entre as quais “Un
desliz diplomático”, “Los tiem-
pos en lucha”, “The oneness of
the Americas” e “Segundo
viaje a Turquía”. Emilio era ca-
sado com Paz Flórez, mencio-
nada no famoso jornal espa-
nhol “El País” como uma das
mulheres mais fascinantes de
sua geração, de beleza cine-
matográfica, de grande sensi-
bilidade e finura (falecida em
2005), sendo pais de Javier
Garrigues (1949), Embaixador
da Espanha na Suécia.

O 1º Marquês de Garrigues,
Don Antonio Garrigues Díaz-
Cañabate (1904-2004), tio-avô
de James, foi Diretor Geral de
Registros e do Notariado do
Ministério da Justiça, foi Em-
baixador da Espanha nos EUA
e junto à Santa Sé, mantendo
ótimas relações com a família
Kennedy e com a Cúria Ro-
mana e o Papa. Em 1975 foi
nomeado Ministro da Justiça
no primeiro ministério do go-
verno do Rei Juan Carlos I. Era
membro da Real Academia
de Ciências Morais e Politicas
e foi presidente da Citroën
Hispania S.A., Eurofinsa e da
Sociedade Espanhola de Ra-
diodifusão, foi também o fun-
dador, juntamente com seu
irmão – Dom Joaquim, do es-
critório de advocacia Garri-
gues, um dos maiores do
mundo em atuação e presen-
ça internacional, contando
com sedes de trabalho e pro-
fissionais em mais de 15 países,
incluindo-se o Brasil. De mar-
cante fé católica, Don Anto-
nio participou da criação da
revista Cruz e Raya e dedicou
sua juventude à Igreja. Casou-
se com Helen Anne Walker
(m.1944), americana, filha do
antigo engenheiro chefe da
ITT em Madri, com quem teve
nove filhos, sendo os mais co-
nhecidos Joaquin e Antonio.

Joaquim Garrigues Walker
(1933-1980), primo-irmão da
mãe de James, foi advogado,
empresário e político. Depu-
tado em 1977 (reeleito em
1979), Ministro das Obras Pú-
blicas e Urbanismo (1977-
1979), e Ministro adjunto no
Governo de Adolfo Suárez.
Como empresário foi presiden-
te da Liga Financeira, uma
empresa dedicada à constru-
ção de autopistas. Casou com
uma filha de José Maria de
Areilza y Martinez de Rodes, 3º
Conde de Rodes, Marquês de
Santa Rosa del Rio, Conde
consorte de Motrico (1909-
1998), importante político e
um dos artífices da transição
espanhola, membro da Fa-
lange e líder monárquico, foi
Embaixador na Argentina, Es-
tados Unidos e França. Foi se-
cretário do Conselho Privado
do Conde de Barcelona, Mi-
nistro do Exterior no primeiro
governo da monarquia (1975-
1976), fundador do Partido
Popular, integrado depois na
UCD. Membro da Real Aca-
demia de Ciências Morais e
Políticas e da Real Academia
Espanhola da Língua. É seu
filho Don Joaquin Garrigues
Areilza, 2º e atual Marquês de
Garrigues.

Antonio Garrigues Walker
(1934), outro primo-irmão da
mãe de James, é financista,
advogado e politico que criou
em 1982, o Partido Democrata
Liberal, do qual foi presidente.
Foi professor da Universidade
de Navarra e é um dos res-
ponsáveis pela direção do
famoso Escritório da Família,
fundado pelo pai e pelo tio
em 1941, que conta hoje com
cerca de 2.000 profissionais em
várias partes do mundo.

O filho mais moço, José Miguel
Garrigues Walker (1940-2004),
economista, casou em 1976
com Elena Barucci y Borbón
(n. 1947, casada em primeiras
núpcias com Ignácio Coll y
Escasany e filha de Dona Isa-
bel de Borbón y Borbón (1908-
1974) [filha, por sua vez, de
Francisco de Borbón y de la
Torre e de Enriqueta de Bor-
bón y Parade, 4ª duquesa de
Sevilha – os Duques de Sevilha
são descendentes de um neto
de Carlos IV, Rei da Espanha,
que contraiu um casamento
inferior - e de Rinaldo Barucci
(1900-1956). Entre outros car-
gos trabalhou no Bank of
America em San Francisco, na
empresa Publicidad Cid y Ca-
dena, foi presidente do Banco
de Levante em 1981, conse-
lheiro de Fopisa Sociedad in-
mobiliaria y Edificadora Espa-
ñola Sociedad Imobiliaria e
posteriormente ocupou no-
vamente cargo de presidente
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



46
da Distribuidora Cid de Publi-
cidad y Cid e Sociedad
Anónima de Publicidad.

O enlace entre a Princesa Do-
na Amélia e Alexander James
tomou as páginas das publi-
cações monarquistas e espe-
cializadas em Famílias Imperi-
ais e Reais e na Nobreza, na
Europa. O famoso site Nobles-
se et Royautés, da Bélgica,
alcançou mais de 70 comen-
tários na notícia publicada em
27 de julho. Em quase todos os
comentários, são notadas mui-
tas dúvidas com relação ao
futuro matrimônio. Uma das
constatações dos leitores é o
fato de que “embora o noivo
possua ascendência aristocrá-
tica e até mesmo nobre, per-
tencendo a uma família de
Baronetes, nem seus pais, nem
ele, possuem título”, afirma um
dos comentários em francês. A
Casa Imperial do Brasil já se
deparou com situações simila-
res durante a segunda meta-
de do século XX, com os ca-
samentos dos filhos do Príncipe
Dom Pedro Henrique. Naquela
época o Príncipe, na qualida-
de de Chefe da Casa Imperi-
al, institui que seus filhos, nas
mesmas condições, deveriam
renunciar a seus eventuais di-
reitos ao Trono Imperial, per-
manecendo com o título de
Príncipe de Orleans e Bragan-
ça, sendo suas esposas tam-
bém tituladas, o que era ex-
tensivo à descendência legí-
tima daqueles Príncipes. Natu-
ralmente, o Chefe da Casa
Imperial, Imperador de jure, de
acordo com o direito atribuído
a ele pela herança, apesar de
se orientar pela constituição
de 1824, dispõe também de
regimento interno e tem os
poderes necessários para anu-
ir ou não as decisões dos Prín-
cipes de sua Casa, sobretudo
os Dinastas, cabendo a ele,
portanto, a importante deci-
são de retificar ou ratificar os
regimentos.

A Casa Imperial do Brasil, atra-
vés de seu site oficial
(www.monarquia.org.br), noti-
ciou, em nome de SS.AA.RR., o
Príncipe Dom Antonio e a Prin-
cesa Dona Christine, o noiva-
do. A nota revela que o ca-
samento deve ocorrer em
agosto de 2014, na Igreja de
Nossa Senhora do Carmo da
Antiga Sé Catedral, no Rio de
Janeiro, tradicional templo
que já serviu como Capela
Real e, depois, Imperial, onde
foram Coroados o Rei Dom
João VI de Portugal e os Impe-
radores do Brasil e onde foram
batizados e casados a maior
parte dos membros da Família
Imperial durante o período
monárquico no Brasil.
_____________________________

Referências bibliográficas:

Clarke, John (1993) [1975]. Fra-
ser, Antonia, ed. A VIDA DOS
REIS E RAINHAS DA INGLATER-
RA. London: Weidenfeld and
Nicolson.

Charles Mosley, editor, BURKE'S
PEERAGE, BARONETAGE &
KNIGHTAGE, 107th edition, 3
volumes.

http://elpais.com/diario/2006/
07/08/agenda/1152309607_85
0215.html

http://www.nationalarchives.g
ov.uk/nra/searches/subjectVie
w.asp?ID=P1494

http://www.garrigues.com/es/
Paginas/Home.aspx


A Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, antiga Capela Imperial, templo de dedi-
cado as celebrações da Família Imperial, no detalhe: a coroação do Imperador Dom Pedro I e,
a direita, o casamento da Princesa Dona Isabel com o Conde d’Eu
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



47
É com o espírito carregado de
graves apreensões que venho
considerando os mais recentes
acontecimentos de nossa vida
pública. As instituições são
desrespeitadas, a insegurança
jurídica aumenta, a faculdade
de opinar vai sendo ameaça-
da, insuflam-se conflitos entre
brasileiros, sobre as forças di-
nâmicas da Nação se abatem
legislações cada vez mais su-
focantes e até nossa diplo-
macia – outrora reconhecida
por seu equilíbrio e subtileza –
é vilipendiada.

Aumenta, dia a dia, em consi-
derável parte de nossa popu-
lação – afável, ordeira e labo-
riosa – o sentimento de incon-
formidade e rejeição ante os
crescentes desmandos de al-
gumas de nossas mais altas
autoridades, obstinadamente
comprometidas com metas
ideológicas avessas ao sentir
da alma cristã de nosso povo.

O País assiste nestes dias, estu-
pefato e incrédulo, ao que
algumas vozes ponderadas já
não hesitam em qualificar de
um moderno tráfico de escra-
vos ideológicos.

A classe médica e considerá-
vel parte da população vê
com aversão a vinda (“impor-
tação”!) para o nosso País de
médicos cubanos como “so-
lução” para um sistema esta-
tal de saúde em boa medida
falido, devido ao descaso do
próprio governo.
Enviados para o Brasil – a
mando das autoridades que
há décadas envolvem a ou-
trora pérola do Caribe nesse
ambiente obscuro, miserável e
trágico, típico das nações-
masmorras sobre as quais se
abateu o comunismo – tais
médicos são massa de mano-
bra de inconfessados desíg-
nios.

Enquanto é legítimo duvidar
dos conhecimentos científicos
de muitos deles, não é difícil
conjecturar que alguns aqui
desembarcarão como agen-
tes da ideologia socialo-
comunista vigente em Cuba,
como tem acontecido em
países como a Venezuela e a
Bolívia. Além disso, muitos, se-
parados propositalmente de
seus familiares, aqui ficarão
confinados em seus locais de
trabalho, sem que seja clara a
garantia de sua liberdade de
ir e vir, bem como de outros
princípios básicos de nosso
Estado de Direito. Isso para
não mencionar que parte do
pagamento deste trabalho
escravo hodierno será envia-
do pelas autoridades brasilei-
ras às autoridades do regime
cubano.

A se consolidar esta espúria
operação, o Brasil terá sido
empurrado decididamente
para os descaminhos do totali-
tarismo. Hoje escravidão de
pobres cubanos, amanhã tal-
vez de brasileiros.

É, pois, com repulsa que vejo
autoridades da República,
com profundos laços ideológi-
cos com o regime comunista
de Cuba, fazerem semelhante
acordo, favorecendo ademais
a sobrevivência de uma dita-
dura que visa estender pelo
território brasileiro os males
com que o expansionismo
castrista fustiga há décadas
países de nosso Continente.

Para que o Brasil prossiga sua
trajetória histórica sem conhe-
cer as discórdias, agitações e
até morticínios que têm carac-
terizado as revoluções de ín-
dole socialo-comunista, urge
que os brasileiros, das mais
diversas condições, abando-
nem certa inércia desavisada
na qual se encontram e se
articulem para fazer refluir as
ameaças que, contrárias ao
modo de pensar, de agir e de
viver, da grande maioria de
nossa população, vão bai-
xando sobre o País.

É neste sentido que elevo mi-
nhas preces a Nossa Senhora
Aparecida, a quem Dom Pe-
dro I consagrou o Brasil, logo
após nossa Independência,
como Padroeira e Rainha.






1º de setembro de 2013


Comunicado do Chefe da Casa Imperial do Brasil,
S.A.I.R., o Príncipe Senhor
Dom Luiz de Orleans e Bragança

Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



48
Em outubro, desembarcou no
Aeroporto Salgado Filho, em
Porto Alegre, Dom Bertrand de
Orleans e Bragança, Príncipe
Imperial do Brasil. Com exten-
sa agenda, visitou a capital
gaúcha, a cidade de Pelotas
e outros municípios da região
metropolitana.

Uma prestigiosa comitiva,
composta pela Dra. Cristina
Froes e pelo Dr. Fernando de
Abreu e Silva, além dos ami-
gos Dr. Miguel do Espirito Santo
– presidente do Instituto Histó-
rico e Geográfico do Rio
Grande do Sul, Dr. Jorge –
descendente do General José
Luiz da Costa Junior (destaca-
do soldado da Guerra do Pa-
raguai e ajudante de Ordens
do Conde d’Eu), e o idealiza-
dor do Blog Monarquia Já,
Dionatan S. Cunha, recebe-
ram o Príncipe Dom Bertrand e
seu assessor, Sr. Fausto Borsato.

Com a recepção, Dom Ber-
trand pôde demonstrar a ale-
gria e satisfação em retornar
ao Estado que há 15 anos não
visitava. Do aeroporto, o Prín-
cipe e parte da comitiva se-
guiram para a sede da ULBRA
TV, onde Dom Bertrand e Dio-
natan da S. Cunha participa-
ram do programa “Informa-
ção”, às 17h - ao vivo, apre-
sentado por Cristina Mazzei.
Durante o programa, foram
discutidos temas sobre o livro
“Psicose Ambientalista” e a
monarquia. Os demais convi-
dados, através da interativi-
dade proposta pela apresen-
tadora, elogiaram a farta ar-
gumentação do Príncipe so-
bre os ideais que defende. Os
telespectadores que partici-
param através de e-mail e
ligações, também manifesta-
ram apoio ao Príncipe e aos
temas discutidos e agradece-
ram a oportunidade de trazer
assuntos de tamanha impor-
tância aos gaúchos.

No mesmo dia, às 19h30, na
livraria Saraiva do Shopping
Praia de Belas, grande públi-
co, de todas as idades - sobre-
tudo jovens, esperava por
Dom Bertrand. Antes da sessão
de autógrafos, Dionatan S.
Cunha pôde relembrar aos
presentes, dados biográficos a
respeito do Príncipe e da Fa-
mília Imperial, bem como
apresentar o livro de autoria
de Dom Bertrand. Em seguida,
o Príncipe palestrou sobre a
psicose ambientalista imposta
ao mundo atual e respondeu
inúmeras perguntas feitas pe-
los participantes. A concorrida
sessão de autógrafos foi mais
um momento onde Dom Ber-
trand demostrou sua admira-
ção pelos gaúchos, atenden-
do a todos. O público tam-
bém teve a oportunidade de
manifestar o respeito e a feli-
cidade por estar perto de
S.A.I.R., sendo muito solicitado
a posar para fotografias e
sendo cumprimentado por
todos pelo brilhantismo das
palavras e pela ampla ação
que empreende. Dado o su-
cesso, o evento se encerrou
somente às 22h.

Em 10/10, o Príncipe Dom Ber-
trand de Orleans e Bragança
seguiu para a histórica cidade
de Pelotas, que teve a honra
de receber o lançamento do
livro “Psicose Ambientalista”
do Príncipe Dom Bertrand de
Orleans e Bragança, em reu-
nião-almoço na Associação
Rural daquele município.

Depois de lançar com estron-
doso sucesso seu livro, tanto
na capital, quanto no interior
do Estado do Rio Grande do
Sul, Sua Alteza Imperial e Real,
o Príncipe Dom Bertrand de
Orleans e Bragança foi presti-
giosamente homenageado
em eventos da sociedade ga-
úcha.

Depois do retorno do Príncipe
a Porto Alegre, monarquistas,
em audiência privada, foram
recebidos por Dom Bertrand
no Hotel Plaza São Rafael. O
Príncipe esclareceu ao grupo
a situação da sociedade no
mundo atual, as perspectivas
da monarquia no Brasil e os
desafios impostos aos gaú-
chos.

Depois de uma longa reunião,
S.A.I.R., o Príncipe Dom Ber-
trand oficializou a criação de
um grupo monarquista em
Porto Alegre.

Na noite de sábado, dia 12 de
outubro, Dom Bertrand foi ho-
As viagens de
Dom Bertrand de Orleans e Bragança
Príncipe Imperial do Brasil


Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



49
menageado com cocktail na
residência do Professor Doutor
Fernando de Abreu e Silva,
destacado amigo da Família
Imperial. Mais de 30 convida-
dos, dentre os quais personali-
dades gaúchas e membros
das antigas famílias porto-
alegrenses ligadas a Casa Im-
perial do Brasil, esperavam
pelo Príncipe.

Dom Bertrand chegou às 20h,
sendo apresentado pelo anfi-
trião e confraternizando com
os presentes. Durante o even-
to, Dionatan S. Cunha, editor
do Blog Monarquia Já, discur-
sou a respeito da biografia do
Príncipe, exaltando aspectos
da Família Imperial e das ativi-
dades empreendidas por Dom
Bertrand. O homenageado
agradeceu as palavras e diri-
giu um discurso de agradeci-
mento a todos, ressaltando
sua felicidade em estar de
volta ao Rio Grande do Sul.

No domingo, dia 13, Dr. Fer-
nando de Abreu e Silva, rece-
beu amigos para mais uma
série de homenagens a
S.A.I.R., o Príncipe Dom Ber-
trand, no seu sítio, em Char-
queadas. O dia foi iniciado
com a celebração da Santa
Missa Tridentina, na capela da
propriedade, seguida de al-
moço.

Durante a tarde, Dom Ber-
trand pode conversar com
cada um dos presentes sobre
interessantes temas. Dada a
importância do homenagea-
do, a felicidade dos convida-
dos, a boa recepção do anfi-
trião e a beleza do local, o
evento se estendeu até o iní-
cio da noite.

No dia 14 de outubro, Dom
Bertrand retornou a São Paulo.


Dom Bertrand esteve também no Rio de Janeiro, no interior de São Paulo, no
Paraná, Santa Catarina, nos Estados do nordeste brasileiro e em Manaus. Em-
preendeu algumas viagens internacionais, representando a Monarquia Brasileira
e os mais caros ideais dos seres humanos.

Brasão da cidade de
Porto Alegre, titula-
da “Mui Leal e
Valorosa”, pela
fidelidade ao Impé-
rio e ao Imperador
Dom Pedro II.

Acima, momentos da visita de Dom Bertrand ao Rio
Grande do Sul. Ao lado, Dom Bertrand em Portugal,
durante conferência no Palácio da Independência e,
abaixo, Dom Bertrand na Marcha pela Família., França
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



50

Relatório da organização Transparência Interna-
cional sobre a percepção de corrupção ao re-
dor do mundo divulgado nesta terça-feira (3)
aponta que o Brasil é o 72º colocado no ranking
entre os 177 países analisados, um posto modes-
to mesmo entre os vários países das Américas.
A Dinamarca e a Nova Zelândia ficaram empa-
tadas em primeiro lugar como os países em que
a população tem menor percepção de que
seus servidores públicos e políticos são corruptos.
As duas nações registraram um índice de 91 – a
escala vai de 0 (extremamente corrupto) a 100
(muito transparente). O índice brasileiro foi de 42
– um ponto a menos que em 2012, quando o
país ficou em 69º lugar.
A Transparência Internacional é referência mun-
dial na análise da corrupção. Segundo o relató-
rio, os resultados "mostram um cenário preocu-
pante" e "mais de dois terços dos 177 países" es-
tudados perderam transparência. O relatório é
elaborado anualmente desde 1995, a partir de
diferentes estudos e pesquisas sobre os níveis de
percepção da corrupção no setor público de
diferentes países.
"Apesar de ter caído apenas um ponto, o Brasil
não deveria estar feliz com sua pontuação. Não
é suficiente ter o poderio econômico, se você
não pode dar exemplo com bom governo",
afirmou Alexandro Salas, diretor para as Améri-
cas da Transparência Internacional, segundo a
agência de notícias France Presse.
Apesar de novas leis brasileiras sobre acesso à
informação pública e punição penal às empre-
sas corruptas – e não mais apenas aos indivíduos
–, "há a sensação de uma prática de corrupção
muito extensa", explica o pesquisador mexicano,
que pediu que o Brasil comece a aplicar essa
"grande infraestrutura" legal contra a corrupção.
Quase 70% dos países da lista têm "sérios pro-
blemas", com funcionários dispostos a receber
suborno. Nenhum Estado dos 177 citados rece-
beu pontuação máxima, segundo a ONG, que
tem sede em Berlim.
Outros países

No topo da lista dos países mais “honestos”, es-

tão em segundo lugar a Finlândia e a Suécia,
também empatadas, seguidas de Noruega,
Cingapura, Suíça, Holanda, Austrália, Canadá e
Luxemburgo. Os Estados Unidos ficaram em 19º
lugar.
Os países mais corruptos entre os analisados, se-
gundo o estudo, são Afeganistão, Coreia do
Norte e Somália – os três alcançaram índice 8.
Os piores índices ficaram concentrados na Áfri-
ca e na Ásia.
Entre os países que registraram as maiores que-
das em 2013, estão Síria, abalada pela guerra
civil, Líbia e Mali, que também passaram por
conflitos militares nos últimos anos.
"A corrupção está muito relacionada a países
em decomposição, como Líbia ou Síria", explica
Finn Heinrich, principal pesquisador do ranking.
Esse é o caso do Afeganistão, onde não acon-
teceram progressos substanciais, apesar dos es-
forços da Organização do Tratado do Atlântico
Norte (Otan).
"Os ocidentais não investiram apenas em segu-
rança, mas também em medidas para fazer a lei
ser respeitada. Apesar disso, a proporção de
pessoas que pagam subornos continua sendo
uma das maiores do mundo", relata o especialis-
ta.
A Coreia do Norte é um caso de "opacidade
quase total, uma sociedade totalitária totalmen-
te fechada", nas palavras de Heinrich.
Nas Américas, Venezuela e Paraguai continuam
sendo os piores, e Uruguai e Chile são vistos co-
mo os líderes em transparência. A tabela de ho-
nestidade da região tem o Uruguai no topo,
com índice de 73. Em seguida, vêm Chile (71),
Porto Rico (62) e Costa Rica (53), seguidos por
Cuba (46), Brasil (42) e El Salvador (38).
Na lanterna do continente, estão Venezuela
(20), Paraguai (24), Honduras (26), Nicarágua
(28) e Guatemala (29).
Além disso, em ordem decrescente de transpa-
rência, aparecem na classificação anual Peru
(38), Colômbia (36), Equador (36), Panamá (35),
Argentina (34), Bolívia (34), México (34) e Repú-
blica Dominicana (29).
G1: Ranking de corrupção coloca Brasil em 72º lugar entre 177 países

Estudo da Transparência Internacional analisa percepção de corrupção.
Dinamarca e Nova Zelândia são as menos corruptas entre os avaliados.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/12/ranking-de-corrupcao-coloca-brasil-em-72-lugar-entre-177-paises.html

Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



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A MONARQUIA
O MUNDO
transformou



DEIXE A MONARQUIA
O BRASIL
transformar
Holanda
Maior representatividade
Dinamarca
Maior honestidade
Reino Unido
Maior confiabilidade
Noruega
Maior IDH
Brasil
Maior dignidade
Espanha
Maior governabilidade
Suecia
Maior qualidade
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



52
a festa do Santo Natal há várias no-
ções que por assim dizer se super-
põem. Antes de tudo, o nascimento
do Menino Deus torna patente a nossos olhos o
fato da Encarnação. É a segunda Pessoa da
Santíssima Trindade que assume natureza huma-
na e se faz carne por amor de nós. Ademais, é o
início da existência terrena do Senhor. Um início
refulgente de claridades, que contém em si um
antegosto de todos os episódios admiráveis de
Sua vida pública e privada. No alto desta pers-
pectiva está sem dúvida a Cruz. Mas, nas alegri-
as do Natal mal divisamos o que ela tem de so-
frimento. Vemos apenas jorrar do alto dela, so-
bre nós, a Redenção. O Natal é assim o prenún-
cio da libertação, o sinal de que as portas do
Céu vão ser reabertas, a graça de Deus vai no-
vamente difundir-se sobre os homens, e a terra e
o Céu constituirão outra vez uma só sociedade
sob o cetro de um Deus Pai, e não mais apenas
Juiz. Se analisarmos detidamente cada uma des-
tas razões de alegria, compreenderemos o que
é o júbilo do Natal, este gáudio cristão ungido
de paz e de caridade que faz com que durante
alguns dias todos os homens experimentem um
sentimento bem raro nestes tristes dias atuais: a
alegria da virtude.

Jesus Cristo nos veio mostrar que a graça abre
para nós as veredas da virtude, que torna possí-
vel na Terra a verdadeira alegria, que não nasce
dos excessos e das desordens do pecado, mas
do equilíbrio, da bem-aventurança, da ascese.
O Natal nos faz sentir a alegria de uma virtude
que se tornou praticável, e que é na Terra um
antegozo da bem-aventurança do Céu.

Durante todo 2013 tive a alegria de conhecer
leais monarquistas que me enviaram mensagens
pelo site da Casa Imperial, que me vieram visitar
ou que mandaram recomendações através de
meus irmãos, especialmente Dom Bertrand e
Dom Antonio, em viagens pelo Brasil afora. Co-
nheci assim o trabalho destes bravos conterrâ-
neos, sua dedicação e seu desprendimento.
Constatei que nossas fileiras multiplicaram-se
surpreendentemente e que podemos e vamos
fazer muito mais juntos, apesar do Brasil estar
sofrendo inúmeros embates e a impressão de
que, por toda parte, seus inimigos se agigantam.
Agradeço a todos a imensa ajuda no sentido de
manter intacta a Terra de Santa Cruz em sua
integridade, em sua riqueza, em sua brasilidade,
especialmente em sua Fé.

Em meu nome e de toda Família Imperial desejo
a todos um Feliz e Santo Natal, e que o Ano No-
vo seja abençoado com as melhores graças do
Menino Jesus e de sua Santíssima Mãe.

Dom Luiz de Orleans e Bragança

N

Mensagem de Natal de
Dom Luiz de Orleans e Bragança,
Chefe da Casa Imperial do Brasil
Anuário Monarquia Já – Dezembro de 2013 – Ano IV



53
Brasil vive um momen-
to de incertezas que
parece rumar para a
improvisação, a aventura e
quiçá o caos. Em todo o mun-
do, grupos revolucionários de
diversos matizes de esquerda
buscam ressurgir das cinzas de
suas falidas ideologias e capi-
tanear anseios ou desconten-
tamentos populares investindo
contra "tudo o que aí está".

Iludindo incautos, visam uma
democracia direta das ruas,
pela qual minorias de ativistas
radicais imponham à socie-
dade e às autoridades (acua-
das ou coniventes) um difuso
despotismo, contrário à pro-
priedade privada, destruidor
da família, propugnador de
estilos de vida alternativos e
com notas crescentes de mili-
tância anticristã. Movimentos
como o Occupy Wall Street ou
os chamados Indignados na
Espanha são disso exemplos
recentes.

Os 20 centavos foram o esto-
pim para que, no Brasil, grupos
desse naipe (como o Movi-
mento Passe Livre, originário
dos fóruns sociais mundiais)
articulassem mobilizações que
rapidamente degeneraram
em agressões e atos de vio-
lência.

Sem representatividade social,
foram, porém, erigidos em "voz
das ruas" por considerável par-
te da mídia e escolhidos como
interlocutores oficiais, num jo-
go de prestidigitação político-
ideológica.

Entretanto, a realidade no Bra-
sil é sempre mais complexa do
que a imaginam certos profis-
sionais do caos. Tais ondas de
choque vieram de encontro a
um difuso, calado, mas autên-
tico e profundo descontenta-
mento que, de há muito, fer-
menta na opinião pública. O
que mudou, em boa medida,
a conformação das manifes-
tações de rua.

Em nossa cambaleante de-
mocracia, os reais anelos do
"homem da rua" são ignorados
pelo mundo político, e os de-
bates sobre temas de interesse
nacional, bem como os pro-
cessos eleitorais são reduzidos
a cambalachos de bastidores.

Imaginando equivocadamen-
te que a opinião pública an-
seie por instituições e leis
acentuadamente progressis-
tas, sucessivos governos foram
arrastando o Brasil para uma
esquerdização dissolvente. Tal
esquerdização foi somando
fatores de inconformidade no
Brasil real, nesse Brasil em as-
censão, que labuta e produz,
que quer ser autenticamente
brasileiro, em continuidade
com seus valores e seu passa-
do.

Por ocasião da Constituinte,
em 1987, Plinio Corrêa de Oli-
veira alertava para o divórcio
que se gestava entre o país
legal e o país real: "Quando as
leis fundamentais que mode-
lam as estruturas e regem a
vida de um Estado e de uma
sociedade deixam de ter uma
sincronia profunda e vital com
os ideais, os anelos e os modos
de ser da nação, tudo cami-
nha para o imprevisto. Até
para a violência (...)".

Por um fenômeno mais psico-
lógico do que ideológico, a
imensa maioria de nossos con-
terrâneos quer segurança e
não aventuras. Mas a deter-
minação do governo parece
ser a de incrementar o proces-
so de esquerdização autoritá-
ria. Propagandisticamente,
pode dar certo distorcer a
realidade, mas no fundo das
mentalidades só se agravará o
divórcio entre o país legal e o
país real.
O

Improvisação, aventura e caos

Folha de São Paulo – Opinião - 19/07/2013


Por Dom Bertrand de Orleans e Bragança
http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2013/
07/1313380-bertrand-de-orleans-e-
braganca-improvisacao-aventura-e-
caos.shtml
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Monarquia Já

Anuário

Uma publicação do Blog Monarquia Já
http://imperiobrasileiro-rs.blogspot.com/

4ª Edição

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