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Cresce a vaga de ataques ao candidato do PS à Câmara de Paredes – Agência

de Comunicação também participa

«Assessores e … “compradores”», de Nuno Nogueira Santos: Eis um artigo que não podia
passar sem o nosso comentário.

Uma cidadã, incomodada com o teor dos escritos de Nuno Santos, enviou-me um deles e, por
variadíssimas razões, decidi comentá-lo. Faço-o apenas por respeito à indignação revelada pela
pessoa que me fez chegar tão “estimulante” escrito.

Nuno Santos conta-nos um pouco da sua história e, outra coisa não seria de esperar, revela
grande auto-consideração pelo seu passado e também pelo presente! O que fez ao longo da sua
vida, pensará, é digno dos maiores elogios e, por isso, atónito, interroga-se com o que lhe
aconteceu. Como foi possível, em Paredes (!!!) o candidato do PS à Câmara atrever-se a
considerar o seu trabalho pouco sério?

Mas, o conceito que faz de si próprio não o ajuda nada a perceber que os outros, os que
diariamente são “vítimas” da sua acção – vale a pena ler notícia do JN de 31 de Agosto passado
sobre a actividade das empresas de promoção de imagem e da saudável situação financeira que
vivem – são pessoas que também têm o direito de pensar que possuem méritos.

Na referida peça pode perceber-se a acção ou acções que praticam as “Agências de


Comunicação”. Diz a notícia, referindo-se àquelas, que “Tudo o que é preciso em termos de
estratégia de comunicação pode estar a seu cargo. Normalmente o serviço de «clipping» de
notícias serve para medir o sucesso da actividade.”

Quero que fique bem claro que nada tenho contra as Agências de Comunicação, mas também
não me inibo de reagir quando alguma delas tem comportamentos desviantes, especialmente
quando desenvolvem estratégias de comunicação em que a deslealdade, a mentira e o enxovalho
são usados para exibir o “sucesso da actividade”.

Como disse, não me inibirei de levantar a voz contra quem usa essas práticas que, em última
análise, podem sempre ser tidas como actos de verdadeiro “mercenarismo político”.

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Quem nos lê interrogar-se-á sobre o porquê dos nossos comentários. Como queremos tudo claro,
diremos que comentamos um escrito infeliz e que procuramos desmistificar a falácia em que ele
assenta e, a partir daí, identificar as bases de apoio usadas por Nuno Santos para se apresentar à
sociedade como “vítima”, quando na verdade é o “vilão”!

No tal artigo que tanto incomodou a cidadã que me alertou e que conhece bem o estilo do autor,
diz-se que “ (…) nunca tinha sido acusado de “comprar” jornais e jornalistas como há dias
aconteceu.” E, mais adiante, para reforçar o seu papel de “vítima” interroga: “será que há
Agências de Comunicação a comprar jornalistas, notícias, jornais?”

A estas questões terá que ser o próprio a responder. Ele conhece melhor do que ninguém as
respostas. Pela nossa parte diremos apenas que, não fora o hábito de alguns “assessores” para
distorcer as afirmações dos outros - para daí colher benefício - e essa questão não se colocaria. A
única pessoa que fala em “comprar” jornais e jornalistas é ele próprio, não somos nós.

Pelo “tom” dos seus escritos, sentimos que aumenta a sua irritação que, acreditamos, é consigo
próprio. Talvez por ainda não ter conseguido (nem vai conseguir) calar ou vergar uma
candidatura que não recorre a serviços de empresas de comunicação e que, por isso, deveria ser
fácil abatê-la.

Reafirmamos nada ter contra o recurso a este tipo de agências, mas como vivemos apenas dos
recursos consagrados na Lei, estamos limitados às nossas próprias capacidades e, acreditem, nas
nossas contas, nada se confunde com os dinheiros do erário público.

As receitas de que dispomos são dirigidas para as acções que consideramos essenciais e, nessa
medida, lamentamos, não vamos contribuir para que a empresa da auto-designada “vítima” possa
apresentar melhores resultados.

Sim, falamos de resultados financeiros. No passado dia 31 de Agosto, o JN publicou uma


importante reportagem sobre o papel das agências e Nuno Santos, sempre atento à “publicidade”,
deu rosto à referida notícia.

Aí, pode ler-se, a propósito de uma empresa de que o citado Nuno Santos é sócio, que “No Porto
(…), criada em Maio, facturou em três meses o que planeava contabilizar até ao fim do ano”.
Parabéns! No meio da crise há sempre alguém que obtém êxito. O êxito da empresa de que Nuno
Santos é sócio, pelo que se depreende da notícia, radica no facto de ali se praticar uma
“comunicação à medida”.

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Os leitores devem estar a ficar cansados do nosso tom enigmático, mas acreditem, não é essa a
intenção. Temos que “digerir” bem a informação disponível e tratar o assunto de modo a que não
restem quaisquer dúvidas sobre os intérpretes.

Na sociedade portuguesa há um ditado que diz que “quem não quer ser lobo, não lhe veste a
pele”. Ora, como só vestimos a “pele” que se conforma com os nossos actos, queremos deixar
claro que, se alguma vítima existe em todo este enredo, essa somos nós e não a personagem a
quem nos referimos.

Senão vejamos. No referido escrito de Nuno Santos, onde este diz andar com “a pulga atrás da
orelha” tenta-se, mais uma vez, distorcer a verdade dos factos e atribuir a três órgãos de
comunicação social um papel que só é deles, porque assumiram a sua paternidade.

Digo isto porque, como escrevi no direito de resposta publicado no “Grande Porto”
http://www.scribd.com/doc/19204701/Direito-de-Resposta-publicado-no-jornal-Semanario-
Grande-Porto-14809?secret_password=1av5lh1pxtbd778qfe3t, o jornalista que assina a notícia
me confirmou que a mesma lhe tinha sido “vendida” (a expressão usada é minha e não tem nada
de ofensivo) pelo referido assessor de comunicação.

Por outro lado e observando a forma ardilosa como é colocada a ordem dos jornais citados (ali se
afirma que aqueles criticavam a nossa conduta) somos induzidos a pensar que essas críticas
foram de geração espontânea. Não é nada disso. Foi tudo muito bem urdido pelo “especialista em
comunicação à medida”.

Vejamos como se edifica a “tramóia”. Constrói-se uma notícia, que deve ter pelo menos um ou
dois elementos verdadeiros e, a partir daí, retiram-se as conclusões que melhor sirvam a
estratégia. Ou será que devemos dizer comunicação à medida?

O jornal Público, usando 4 páginas de uma das suas edições, fez notícia sobre a eventual parceria
entre a nossa candidatura e um ginásio (welldomus). De seguida, inspirados (!) na “notícia” do
Público foi a vez de a Revista Sábado prosseguir o ruído e, só depois o Grande Porto foi
“arrastado”. Pelo meio, como não podia deixar de ser, um toque à TVI e à SIC para que, pelo
menos no rodapé, também houvesse “notícia”. Pois bem, jornais (Público
http://www.scribd.com/doc/18484243/Direito-de-Resposta-publicado-no-jornal-Publico-
6809?secret_password=252ctizyxml86849e43d) e revista acima identificados, publicaram o
Direito de Resposta (a Sábado chamou-lhe esclarecimento
http://www.scribd.com/doc/19530977/Direito-Resposta-publicado-na-Revista-Sabado-

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30909?secret_password=1qbkb67fccy1tz2vb92g) que visa a defesa do nosso bom nome e, agora,
temos seis meses para concretizar o recurso aos Tribunais.

O assunto está devidamente esclarecido, mas todos sabemos que o efeito do direito de resposta,
pelo tratamento que lhe é dado, passa despercebido. É, por essa razão, que os mentores da
mentira e da falsidade apostam nessas acções e, porque os direitos de resposta não afectam o
sucesso da sua actividade, o que verdadeiramente importa é mostrar serviço. O sucesso
financeiro, para alguns, justifica tudo.

Diz Nuno Nogueira Santos que eu saberei a arte de “comprar” notícia, coisa que ele desconhece.
Mas, quem o conhece, face à insinuação que faz a meu respeito - e que eu não faço em relação a
ninguém - dará uma estrondosa gargalhada.

Diz, ainda, o assessor de imprensa - agora sem coragem para escrever o nome das pessoas - que
em matéria de “comprar notícias” ou “condicionar jornalistas” a resposta me está muito próxima.
Percebo bem o remoque e a quem pretende atacar, mas não lhe reconheço credibilidade bastante
para beliscar quem quer que seja. Apenas vislumbro o ódio que nutre pelos socialistas, pelo
seu líder e pelos que lhe são próximos.

Mas, a falácia das suas posições vai mais longe e, apesar de não ter sido capaz de identificar o
nome dos “agentes” que compram ou condicionam jornais ou jornalistas, desenvolveu
influências junto do DN para fazer notícia falsa e parcial, designadamente no tempo, na
descrição e nos objectivos.

Ao que parece, os sucessivos subterfúgios a que recorre permanentemente são mera


“comunicação à medida”. Todo o enredo que assistimos, pelos vistos, foi encenado apenas para
que o seu “cliente”, Celso Ferreira, tivesse a oportunidade de falar para o Diário de Notícias –
órgão a que normalmente não tem acesso – e, assim, difundir mais mentiras contra a candidatura
do PS.

Não nos atemorizam as notícias e muito menos a contratação de quem exibe como cartão-de-
visita o facto de nunca ter perdido uma eleição.
Bonito! Afinal em Portugal até há pessoas que, apesar de não concorrerem a eleições legislativas,
autárquicas ou presidenciais, podem afirmar que nunca perderam uma eleição!
Nuno Santos, empresário de comunicação, não parece ser merecedor de respeito, especialmente
por seguir por caminhos que ficam a dever muito a valores éticos.

Artur Penedos
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