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Uma reconstituição histórica

Órgão do Senado do Império Rio de Janeiro, segunda-feira, 14 de maio de 1888

ASSINADA A LEI ÁUREA
O
Brasil está livre escravos. Levantamento poucos parlamentares quan­­do o deputado Joa­ gravemente enfermo em
do trabalho es­ do Império mostra que, no con­t rá­r ios à abolição. quim Na­b u­­co, de uma Milão, na Itá­lia, onde se
cravo. Na tarde ano passado, eram mais Calcula -se que cerca sacada, comu­n icou que submete a tratamento de
de on­tem, a Princesa Isabel de 700 mil. A Lei João de 5 mil pessoas se não havia mais escravos no sáude, ainda não sabe da
sancionou a lei que pôs Alfredo, mais chamada de concentraram diante do Brasil. Em uma das janelas, sanção da lei. Por meio
fim a mais de 300 anos Lei Áu­rea, foi aprovada em Paço da Ci­d ade, para Dona Isabel foi aclamada do telégrafo, a notícia já
de escravidão. Conforme tempo re­corde na Câmara acompanhar a solenidade pe­los manifestantes. chegou à várias províncias
o senador Sousa Dantas, dos Deputados e no Senado, de assinatura. O povo O Imperador Dom Pedro do País e nações americanas
havia no país 600 mil apesar dos protestos dos irrompeu em aplausos 2º, que se encontra e eu­ropéias. Pág. 3

Leis que antecederam a abolição nem
sempre provocaram resultados práticos
Em 1845, surgiu a lei que anos, com a obrigação de
previa sanções contra o tráfico prestar serviços, a título de
de escravos. Em 1871, foi indenização ao se­nhor, por
adotada a Lei do Ventre três anos. Essas medidas,
Livre, que dava liberdade aos porém, não trouxeram os
filhos de escravos nascidos a resultados esperados, pois
partir da sua edição, mas os a contrapartida geralmente
manteve na tutela dos seus exigida inviabilizava seu
senhores até os 21 anos. E em cumprimento ou a lei era
1885, ga­ran­tiu-se liberdade sim­ples­mente desrespeitada.
aos que com­p letassem 60 Pág. 2

Primeiros registros da
resistência negra são de 1575

No Paço da Cidade, senadores e outras autoridades assistem a D. Isabel assinar a Lei Áurea

Câmara dos No Senado, apenas Campanha envolveu
Deputados votou o dois senadores se monarquistas e
republicanos
projeto em dois dias manifestaram contra
O Projeto de Lei nº 1 foi apro­ Ontem, domingo, o Senado do O abolicionista Joaquim Nabuco
va­do em apenas dois dias pela Império aprovou a proposta que relata que o movimento pelo
Câmara dos Deputados. A extinguiu o trabalho escravo fim do trabalho servil no país
decisão em tempo recorde só no Brasil. Dois senadores con­c entrou-se inicialmente
foi possível graças ao esforço se manifestaram contra a em clubes, lojas maçônicas,
da bancada antiescravagista – iniciativa: o Barão de Cotegipe – associações, cafés e jornais, e
liderada pelo pernambucano advertindo que no futuro haverá só aos poucos estendeu-se à
Joaquim Nabuco – e à ajuda do grave perturbação da ordem no po­pulação. Nesse período, que
presidente da Casa, deputado Brasil – e Paulino de Sousa. durou de 1879 a 1884, diz ele,
Barão de Lucena. “Precisamos Defendendo a proposta, Sousa “os abolicionistas combateram
apressar a passagem do projeto, Dantas disse que a abolição sós, entregues aos seus próprios
de modo que a libertação seja constitui o maior acontecimento recursos”. Só mais tarde, dis­
imediata”, defendeu Nabuco da história do Brasil e tornará a cur­sos nas tribunas, artigos e
aos colegas. Pág. 4 Nação mais próspera. Pág. 5 poemas nos jornais ajudaram
a pressionar o Império para
que fosse extinta a escravidão.
Os republicanos, praticamente
todos eles, eram abo­li­cio­nistas,
mas nem todo defensor do fim
do trabalho escravo preferia a A resistência dos negros ao trabalho servil foi um
República. dos fatores que levaram à abolição da escravatura
Escravidão foi abolida no Joaquim Nabuco, Ruy Barbosa e
Castro Alves são grandes nomes Os primeiras relatos de passaram, depois, a ser
Ceará quatro anos atrás do abolicionismo, que contou re­s istência à escravidão chamadas de quilombos;
também com negros ilustres, são de 1575, quando o o mais conhecido deles foi
No Ceará a escravidão acabou há quatro anos. A Império recebeu, da Bahia, o dos Palmares, que pode
ini­ciativa reforçou o sentimento abolicionista em pro­ como André Rebouças, José do
Patrocínio, Luís Gama e Tobias notícias de negros fugitivos. ter abrigado mais de 20
víncias como Amazonas, Pernambuco, Bahia, Goiás, Inicialmente, eles se re­fu­ mil pessoas em 1670. A
Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul Barreto. Luís Gama chegou a
ser vendido, aos dez anos, como giavam em mocambos, es­ resistência foi um dos fatores
e Paraná. Foi Mossoró, em 1883, a primeira cidade a pécie de acampamento. As que levaram à abolição da
pôr fim ao trabalho servil. Pág. 8 escravo, e se transformou em
símbolo do movimento em São comunidades de fu­g itivos escravatura. Pág. 7
Paulo. Pág. 6

Edição comemorativa dos 120 anos da Lei Áurea – Jornal do Senado – 12 a 18 de maio de 2008 – Ano XIV – Nº 2.801/172

a Lei Eusébio de Queiroz. José do binete. réis ou de utilizar-se dos Pesquisa histórica: José do como idade limite para sus­tento. 3: Museu Imperial. jornais e revistas da época e livros de estudiosos do mo­ vimento abolicionista.br do Império. o último desembarque de e militar in­glesa o cenário nhecida como Lei Eusébio dades que encobrissem o não é aplicável ao minis­ es­cravos africanos no país se modificou. mas os manteve Anexo I do Senado Federal. a Lei dos Sexagená­ normas para regular a ex­ Em sua Fala do Trono. enviou projeto ao Par­ de café no Centro-Sul. pro­­ de Justiça que exercesse já litoral de Pernambuco. tirando es­ Antonio Nery de Oliveira gou uma lei que proibia fundamentos da nação”. 8: Rugendas/Fund. Nessa idade. fico interno. aprovando a pensão de 1$4000 diá­ rios aos menores irmãos E m 7 de novembro de José Bonifácio de Andrada mo em águas territoriais Para burlar a lei. Carmo Andrade posta pelo senador Sousa efeitos práticos. A lei deu liberdade aos 1885.300. berado de tais trabalhos. Reproduções/Arquivo pelo governo imperial à ponto de causar a queda da Lei do Ventre Livre. considerava con­­trabando de escravos. Nabuco. os negros ficavam em depósitos à espera dos leilões e onde eram inspecionados por compradores Créditos das fotos: Pág. Joaquim Pedro 2º com o nº 3.gov. Reprodução/Geraldo Magela Muita negociação políti­ ca entre liberais e conser­ o escravo. de 9 de outubro. Os textos foram elaborados com base nos Anais do Senado e da Câmara dos Deputados. traficassem escravos. co­ via sanções para as autori­ nº 3. que deram apoio maior de 65 anos ficava li­ não continue a ser uma Davi Emerich à medida. a Dom Pedro 2º o projeto rer provocar uma crise ABL. Sancio­ do gabinete e a dissolução elaborado pelo gabinete As controvérsias fo­ Pág. ao fixar os 60 anos condições de garantir seu Quatro meses depois. nº 2. juntamen­ tempo que até os 21 anos comemorativos da abolição te com a proibição do tráfico negreiro. 14 de maio de 1888 Uma primeira tentativa de Ordem do dia de proibir o tráfico de negros hoje. a do erceira dita da proposta da Câmara dos Deputados Ventre Livre e a dos Sexagenários antecederam a Lei Áurea n. fazen­ do 2º sargento do Corpo 1831. ser­vil. econômica. Christiano Jr. Naquele período. de 4/9/1850. Na prá­ Lindolfo do Amaral Almeida Tratamento de imagem: Edmilson Figueiredo e Humberto rava a extinção gra­dual tica. estabelecia várias províncias im­pediu roz. que a reformada legisla­ os filhos menores fica­ Fax (61) 3311-3137 vador (e mulato) Barão de pelo prazo de três anos. Já os do­ nos de escravos acusa­ nuavam escravos – ana­ lisou Joaquim Nabuco. não prevendo qualquer tipo de indeni­ Dom Pedro 2º defendeu Pág. Reproduções/Arquivo Fotográfico JS dos aprovasse outro proje­ torpedeado pelos escravo­ Nasceu da vontade de vam o governo de que­ Pág. Diagramação: Bruno Bazílio. resultado meiro passo. Eusé­bio de Quei­ Nordeste. Joaquim Nabuco Lei dos Sexagenários foi Pág. o liberal con­ de prestar serviços. de­ os 8 anos. em 28 de setembro de seguinte continha diversas 27 de maio de 1871. e julgar seus dei­ros incentivaram o trá­ Militar da Polícia da Corte Deputados promul­ mortal que ameaçava os co­mandantes. 1: Museu Histórico Nacional. até es­sa data. conti­ Sou­sa Lima Derby . nistro da Jus­tiça de Dom os engenhos de açúcar do de acordo do Brasil com A tur­bulência política em Pedro 2º. Porém. Rugendas/Fund. dia seguinte ao da assinatura da Lei Áurea. para as lavouras egunda dita do proje­ a Inglaterra. em 28 de setembro. Expediente Esta edição especial reproduz os principais episódios relacionados à abolição da escravatura no Brasil. a título importância aconselham Segundo essa norma. como dispensa de interstício. 7: Rugendas/Fund.gov. apro­vou lei (o Bill Aber­ o ca­pitão e seus subordina­ gressivamente os imigran­ semelhante cargo e tivesse Os 14 anos entre a in­ deen) que dava à Marinha dos. de 1887. tro do Supremo Tribunal só ocorreria em 1855.2 Jornal do Senado Uma reconstituição histórica Rio de Janeiro. canos. Ao chegarem ao Brasil. o Senado não possuía ne­ nhuma publicação jornalística. 5: Flickr. a­lém do pessoal em tes europeus co­meçaram a mais de 72 anos de idade. Os defen­ Festejos populares sores dessa lei afirma­ estabeleceu ao mes­mo Sérgio Luiz Gomes da Silva Revisão: Eny Junia Carvalho e vam que ela. mas ine­­ficaz. que pre­ 1º do artigo 1º do Decreto fora ficariam livres. filhos de escravos nas­ Jornal do Senado Federal rios também ficou conheci­ tinção gradual do elemento dias antes. deveriam criá-los até Coordenação de texto: José do do ano anterior. Eram libertados os do ano legislativo. Fotográfico JS As­sembléia Geral. segunda- feira. então chefe de ga­ poucos que chegavam a Conservador e Liberal re­ceber do Estado in­ Pimenta. 20º da como Saraiva-Cotegipe. a 1887 determinando que en­trassem no território ou zesse cumprir a lei durante a apreensão de navios que Lei Nabuco de Araújo (mi­ a disposição do parágrafo portos do Brasil vindos de as duas décadas seguintes. Laiane Borges e Elida Costa sexta-feira – 18 do corrente . a iniciativa é A crítica dos abolicionis­ finida e incerta”.270. 2: Rugendas/Fund. às 11h Com poucos efeitos práticos. segunda-feira. assinada por – A verdade é que a Henrique Eduardo Lima de lei.: 0800 61-2211 selheiro Saraiva e o conser­ de indenização ao senhor. mes­ comércio ilegal. Joaquim Nabuco nada pelo Imperador Dom da Assembléia Geral. Só com a pressão política nº 581. 6: Fund. Sylvio Guedes. Arquivo Senado vadores foi necessária para que a Câmara dos Deputa­ zação aos proprietários. serviços do menor até Carmo Andrade e Eliana Lucena transformou-se na Lei 21 anos.br/jornal fes do gabinete ministerial 60 anos. Paula Dantas. 1844. 42. A Lei nistro da Justiça). o Im­ data. Mas to do Senado letra S de que to­dos os escravos que que o governo cen­­­­­tral fi­ lamento que determinava foi aprovado. Joaquim Nabuco. O governo brasileiro não cra­vos de áreas em que a Araújo. jornal@senado. pro­ tas à lei era aos limitados Por vários meses. no Parlamento em Londres criminosos o dono do navio. Tel. o de Queiroz. tenção e a realidade fo­ram inglesa o direito de aprisio­ ter­ra que participasse do substituir a mão-de-obra a sobrevida daquilo que nar navios negreiros. denização de 600 mil Carmo Andrade gente. 14 de maio de 1888.040. da Silva e Dona Isabel. os quais Edição: Eduardo Leão Na verdade.senado. Com o fim do tráfico. com a obrigação “considerações da maior nhores até os 21 anos. Muito mais abran­ essa idade já não tinham discutiram a proposta. Araújo. ao libertar os bebês. Em 1845. o projeto foi violentamente a Lei do Ventre Livre Federal. O texto. a Câmara dos e Silva chamou de “cancro brasileiras. 4: Cedi/Câmara dos Deputados Pág. Arquivo fotográfico: Ana Volpe. servil. assegu­ eles permane­ce­riam em poder do senhor. O formato adotado simula o que poderia ser uma edição do Jornal do Senado publicada em 14 de maio de 1888. to antiescravagista enviado cratas no Parlamento. Iracema F. em 1854. A lei sancionada no ano de do Rio Branco em aos seus efei­tos práticos. na abertura cidos a partir daquela Praça dos Três Poderes – Ed. aspiração nacional inde­ de suas mães”.club da escravidão. O ção sobre o estado ser­vil riam “em poder e sob a autoridade dos senhores Diretor do Jornal do Senado: Cotegipe. para que votou-se o tráfico de escravos afri­ O ato de 1831 foi um pri­ resistiu à pressão e o mi­ agri­cultura decaía. andar – 70165-920 Brasília (DF) em referência aos dois che­ escravos que completassem perador antecipara que sob a tutela dos seus se­ www. conservador do Viscon­ ram desproporcionais Pág. pois os putados dos partidos o senhor optava entre Redação: Janaína Araújo. Joaquim Nabuco fruto de acordo político Pág.

na Sala do Trono. baixadores e outras perso- ção de única nação do Oci. Dona nos de três horas depois da Isabel declarou: aprovação do projeto pelo – Seria o dia de hoje um Senado do Império. segunda-feira. a redentora. Vitória. de uma sacada do Paço. na Itália. acolhido pela Câmara no mesmo Sousa Dantas foi carregado nos públicos e particulares da dia 8.M. sendo mais uma urgência para a matéria. Belém. rapidez como a que acaba A fisionomia da Princesa Isabel. mas de congratulações. O Senado argentino manifestaram contrários à maté. os seguintes “Art. útil à nossa Pátria. Isabel. Sob os pro. negros foram beneficiados no Senado se enfrentaram. pre. nas províncias e encontra em Milão. Semmola. Recife. dirigiu-se grafo do projeto. que está em tratamento na cultura. mi- mente livre com o ato que nistros. feira. às vezes dava ares de Janeiro. pela lei. como já lhe coube extinto em todo o a de confirmar o decreto Brasil o trabalho escravo. Dom Pedro 2º ainda Bandas animam festejo nas ruas não foi informado Concebida para abolir de forma notícia de que alguns fazendeiros Abolição repercute imediata e incondicional o ele. o parecer transformando a men. seguindo-se. Charcot. vidão no Brasil.353. Ouro Preto. de senadores. a mais im. nalidades. Rodrigo Silva. em- retirou o Brasil da condi. edifícios mo é calmo. Participaram da ceri- É opinião generalizada mônia. o Conde d’Eu. mitida legalmente no país Falando em seguida. está vidão. in. bolicionistas de imporem da gravidade do estado de e dos ministros do Império. 2º Revogam-se as dis. o Impe. minados. o veterano abolicionista e fogos. ras. deputado Joaquim Nabuco. Da mesma forma agiu o Sena. travam diante do palácio. bel. maio no salão do jornal O Paiz. o igrejas do Rio. dos cabos submarinos. quer defendendo. e da Agri. Dona te Sousa Dantas. tensificaram-se os festejos e pas. Em frente ao edifício. Costa Pereira. Acompanhada de pelo conhecido calígrafo cidadãos que se concen- dos parlamentares antia. Assim que a Câmara recebeu o sob aplausos dos manifestantes. de Nossa Senhora do Carmo e da européias. na Praça Dom Pedro 2º. É esperado o Dr. Leopoldo Heck. dia 13. san. alguns dos peus. e que Soar de sinos no estrangeiro não pôde ser informado da lei que baniu recebeu o número 3. 12 – O estado de S. e espocar de foguetes. Ao entrar em procissões cívicas. três delas situadas brasileiras e a grande par- gelo na cabeça e às injeções hipodérmi. escravidão. de emancipar os escravos. de que é exemplo Milão. do seus escravos. lhantes. soaram os sinos das à maioria das províncias Atribui-se esse resultado à aplicação de mãos do ministro Rodrigo Silva. sando contentamento pelo de trem de ferro logo após to foi transformado numa não havia mais escravos mitação da mensagem. agradecido”. Milão. Salva- perador apresenta progressivas melho. “Art. nefanda mácula da escra- tem. Alteza chegou ao Paço por apaga dos nossos códigos a festantes. sob os cuidados de três dos volta das 14 horas. ainda legal já adotada pelo Brasil. Em dia 13. nomeando em 11 de maio a A pena de ouro com que a Prin. que se mento servil no País. receitadas pelo Dr. comunicou ao povo que Foram só seis dias de tra. sem por mais de 300 anos. Chamada pelos não obstante a tentativa nar.em Petrópolis.melhores médicos euro. ro. Pedro 2º encontra-se doente em Milão. çando mão de recurso regimental. dor. em virtude seu esposo. conforme o boletim dos médicos ta da comissão especial que daria seatas pelas ruas do Rio de Janei. chegava ao Plenário a beu a adesão da Revista Ilustrada. mola. 1º É declarada extinta muita dificuldade as carruagens técnica neste final do sé- telegramas: desde a data desta lei a escra. capital paulista foram ilu- 10. . guiram chegar às portas do Paço. em meio a bandas de música tras cidades saíram às ruas e Giovani declaram em boletim que a sagem em projeto. Os Drs. Sua a glória de assinar a lei que vez aclamada pelos mani- Nos debates na Câmara e cidade italiana de Milão. dos mais belos de minha cesa Regente Dona Isabel. Fortaleza e ou- assistentes. Dona Isabel “por caber-lhe janela. que se encontrava à Princesa Regente o autó. ocorreu a aprovação fi. de Lucena. o Im. Coube a uma comissão dão irrompeu em ruidosas Assembléia Geral produziu nado aprovaria a propos. Deus ofertada pelo povo. prática das mais cruéis que foi permitida no Brasil por mais de 300 anos ro delírio. nos dias 9 e braços do povo. tunidade. concluía a deliberação sobre a ciada por aquele diário logo rece- sob os cuidados de três famosos médicos proposta. Apenas dois senadores se “A D. lição chegasse rapidamente tegridade de suas faculdades mentais. com que a notícia da abo- delírio intenso. invadiu o palá- se que mais de 600 mil cio. cujo tex. D. contém Em razão da grande concentra- de nosso país o regime de escravidão. felicitando-a. Pena será exposta Das capitais das provín- do. lan. Sem. magistrados. e tem no lado oposto e a corporação acadêmica ria: o Barão de Cotegipe e Pau. feriado a próxima quinta- Pessoas que se encontravam nas A pena. Agora está em plena in. fluminenses já estavam libertan- O Imperador Dom Pedro 2º. perto do palácio: as de São José. Lei do Ventre Livre)”. a Prin. cujo parecer cesa Regente assinou o decreto a toda hora ao Rio telegra- foi votado no mesmo dia. a designação imedia. vida se não fosse saber es- com uma pena de ouro tar meu pai enfermo. Charcot. que tem no dorso 43 bri. a respeito. Santos. ato que acabava de assi. fez Os fenômenos cerebrais cessaram após posições em contrário”. telegrafaram a Dona Isa- lino de Sousa. a discussão e aprovação. Regente.3 Jornal do Senado Uma reconstituição histórica Rio de Janeiro. Confiante em que o Se. o telégrafo.M. Campinas. deputados. sempre expres. após deixar faltando bandas de música que o estado nervoso do augusto enfer. tendo à fren. cias e do exterior chegam comissão especial. rio. À noite. Estima. Na opor. conter as lágrimas. deputado Henrique Pereira Depois de sancionada a lei. além de gente dente que ainda explorava Sua Alteza Dona Isabel sancionou em nome de seu augusto pai a lei que acaba com a do povo que. mada Lei Áurea. A multi- anos de funcionamento a maiores tribunos do país. do público. como sem- Paço da Cidade a já cha. rece. o número e a data da Lei Áurea. mediante votação simbólica. Me. não febre tem declinado quase totalmente e testos do deputado conservador na Rua do Ouvidor. apenas dois dispositivos: ção de pessoas na praça. 14 de maio de 1888 Princesa Isabel assina a Lei Áurea Texto possui apenas dois artigos e já está em vigor tanto na Corte como nas províncias D esde a tarde de on. da abolição da escravatura fica. Andrade Figueira. Habitantes de São Paulo. conse. para grande festejo galerias jogaram flores no Ple. traz a seguinte inscrição: cívico em honra do Brasil nário. dores e o presidente do Ministé. que a Pátria se tornou real. preocupação. que levavam a comissão de sena. senadores. permitirá que ele nos volte cionava em solenidade no para tornar-se. aclamações quando o de- uma lei com extraordinária Sorriso e lágrimas ta nesse domingo. com a ajuda rador apresenta uma pequena melhora. quer ata. senador João Alfredo. Ontem. em verdadei- o elemento servil. só com O milagre da ciência e da Transcrevemos. te das nações americanas e cas de cafeína. Dantas felicitou Dona Isabel surgiu numa obstáculos à adoção de saúde de seu augusto pai. que não permitiu nascerem prática das mais cruéis e mais cativos no Império (a condenáveis que foi per. entregar putado Joaquim Nabuco. bendo demorados aplausos cerca de 5 mil pessoas se Poucas vezes nos seus 62 cando o projeto. rá exposta a partir do dia 21 de Buenos Aires. onde se portante e mais humana norma submete a tratamento de saúde. o parecer foi o Paço. Quando o Senado A campanha de subscrição ini. solicitou ao presidente daquela Capela Imperial. aglomeravam. culo 19. texto – na terça-feira dia 8 – das Na ocasião. Casa. o povo livre.o meio-dia para o Rio de verdadeira peça de arte no Brasil. foi decretado nal. 13 – O estado de S.

174 escravos natural nas leis de 1871 [Ventre Livre] e 1885 par­te. segui­ buco. por e seguidos gritos de “não blemas sociais como o do nal. É difícil pernambucano Jo­a­ mento. nosso território. incondicionalmente”. Dispensados te os três séculos e meio ra de Lucena. segunda-feira. lecer as con­dições em que Cartas no escriptorio desta re so­cieda­de contra essa classe dacção de emancipação gradual libertando os seus escravos de cidadãos novos que a ela o fim completo do regime RESIDENCIA EM NITHEROY enganou os proprietários. res públicos na solução tura Rodrigo Silva. O mi­nistro emocionados. poderíamos. depu­ putado baiano Barão de as acusações de que a alte­ sil nos últimos anos: a “intervenção dos pode­ tado e ministro da Agricul­ Araújo Góes. Até mesmo. Precisamos apres­ ção. A maioria dos da Agricultura. apontou cravidão no Brasil. 14 de maio de 1888 Câmara discute e vota fim 16:000$000 da escravidão em dois dias LOTERIAS DE S. Figueira acusa que esteve no poder de toda a sociedade emenda de redação 6 de junho 1884 a 5 de governo de ceder maio de 1885. público tem o dever de in­ crucial emenda de redação o prazo que se exige para Entre poucos aplausos terferir na solução de pro­ ao Artigo 1º do texto origi­ a Corte seja o mesmo para A classificação. pisando no território da líder da bancada antiaboli­ cer favorável em Plenário. 93 RUA NOVA 93 . mas somente com A aprovação se deu Regimento da Câ­ o desenvolvimento do em tempo recorde.211. Isabel enviara acho que é preciso No século 16 já à Assembléia Geral. a proposta dos atos do Parla­ no Brasil determinando o fim mento – esbrave­ da escravidão no País. aceitan­ Um dos nove deputados sequer. O Gabinete Dantas. produzindo uma agitação Rodrigo Silva citou a de­ projeto “sem nenhuma razão Para o deputado. sem os meios. zos e interstícios para que a cias regimentais. em famílias. nas áreas ao sul do Equador.348 escravos mente social”. com apoio do presidente da Casa IMPRETERIVELMENTE A Princesa Im­ ter em lei a pro­ perial Re­gente posta do go­verno. diz Alfredo Chaves 336. reagiu lei que acaba com a es­ – É uma necessidade in­ 1873: de um assunto eminente­ da tribuna às críticas de cravidão pôde entrar em declinável em face da legis­ 1. e sando os abolicio­ tre os anos de 1516 e seguia pa­ra o Senado.822 escravos doras. 83 deputados votaram a favor da abolição. mara. servil se daria no país. Para Figueira. que não estivesse em­penhado nesta cruzada. além de estabe­ preparatorio. são atirados. em to­ conseguiu apoio do Plená­ três meses depois de pu­ 1887: lição ao enviar o projeto das as democracias o poder rio para inserir pequena e blicada. menos de escravo. o projeto de ração seria “inútil”.600 escravos a marcha do problema. apro­vado avaliar com precisão o quim Nabuco – e com Na Câmara.4 Jornal do Senado Uma reconstituição histórica Rio de Janeiro. da Província do lei que acabou com a es­ de Justiça (STJ) do de­ lei”. sagem. cravos matriculados no gueira reverberou o sen­ – Não havia um só órgão levantamento de 1887 é timento da bancada de respeitável. nistas de rasgar o 1526. em re­ res públicos não fizeram ção decretasse a libertação Chaves dirigiu seus ataques ferência ao número de 600 De 50 a 55 anos: mais do que comprometer dos escravos? – questionou ao ministro Rodrigo Silva. de­putado – A escravidão ocupa o lei pudesse ser votada pela três horas após a leitura do estudiosos estima a vin­ Rodrigo Augusto da Silva. o Barão de Nabuco era um dos mais a dis­pensa de todos os pra­ diversos prazos e exigên­ de duração do trabalho Lucena (PE). desses que for­ a seguinte: proprietários rurais de seu mam o sentimento de um estado. Rodrigo Silva: Uma pequena. dos 723. o deputado. Henrique Perei­ do pelas galerias.097 escravos sua intervenção. mas crucial. disse. de proverem a sua De 40 a 50 anos: [Sexagenários]? Com a do o poder. leu o sucinto texto pi­­or do que o estrangeiro tado pelo Rio de Janeiro e sunto já apresentava pare­ Os escravos trazidos de apenas dois artigos. porque a lei não pode 1883: gover­no im­perial de ceder são do governo imperial ser sancionado pela Prin­ vigorar na Corte senão oito 1. na terça-feira 8 de maio colocar acima de tudo a legalidade havia escravos de 1888. so. contra a tentativa de com 83 votos favoráveis e cultura distintas: o dos Terminada a leitura. sugerindo a criação impaciências para conver­ nal dos deputados. mil escravos que ainda exis­ 40. Araújo Góes dias e nas províncias senão dos “apo­pléticos” da abo­ Segundo o ministro. porque não se tomaram reparação aos senhores de todas as materias do curso teriores. Andrade Fi­ elemento servil. dois grupos de língua e Urgência sar a passagem do projeto. dia 10. oprime a Câmara no dia seguinte. po­vo e a opinião de uma Menores de 30 anos: – Que necessidade tão ur­gente é esta quando o nação.946 escravos às pressões da imprensa e de apresentar a proposta. academias. e levan­ a “apopléticos” quer a abolição Graças ao zelo legislativo da extinta a escravidão no tamento realizado em e à experiência de minis­ Brasil”. que para ele apresentou o tiam no país. acu­ trazidos ao Brasil en­ em segundo turno. o pro­ sudane­ses. os pode­ ços e deixar que a revolu­ ção da escravatura. PAULO 1ª DA 133ª EXTRACÇÃO Aprovação do projeto em tempo recorde só foi possível graças ao AMANHÃ AMANHÃ esforço da bancada antiescravagista. cul­tivo da cana no Nor­ graças ao esforço da O Barão de Lu­ deste cresceu significati­ bancada antiescrava­ cena sub­meteu à vamente a demanda por gista – lidera­da pelo votação o requeri­ negros escravos. que fixava critérios de lecciona vos criada pelas leis an­ dade escrava da­vam dia­ ca. sem suces­ Na quinta-feira. estratégia governamental admiráveis de abnegação. a riamente exemplos os mais precauções para garantir a escravos. o go­ De 55 a 60 anos: estéril. ao Brasil pertenciam a Pá­­­tria. tribunais e sões e ig­norando os direitos contradição ao apre­sentar – acusou o deputado.726 escravos De 30 a 40 anos: problema tem sua solução Se observamos esta agi­ tação pacifista por toda a pública. jou o representan­ Há quem diga que os Dois dias depois. É necessário que 723. idade. protestou. projeto a comissão especial da de aproximadamente que foi o portador da men­ consciência nacional e é An­drade Figueira. o projeto apenas três anos referência à expectativa “os próprios interessados – O projeto é uma amea­ depois da Lei do Ventre Li­ bacharel duponchel de emancipação de escra­ na manutenção da proprie­ ça iminente à or­dem públi­ vre. e os bantos. apenas 9 contrários. depu­ criada para analisar o as­ 3. promessas engana­ fesa da abolição pela Igre­ de estado”. Projeto é ameaça à ordem 195. pe­­­sares dolorosos ja. Joaquim de uma comissão especial e pla maioria. ao acusar o An­drade Figueira à deci­ vigor imediatamente após lação.541.419 escravos de lei. cesa Isabel. o deputado acres­ 1887 forneceram dados O deputado Andrade O portador do projeto de tro do Supremo Tribunal centou “desde a data desta es­tatísticos sobre a po­ Fi­guei­ra. o pro­ te dos fazendeiros primeiros negros foram jeto já estava aprovado fluminenses. apenas nove. contra pelo Plenário da volume do tráfico exter­ a a­ju­da do presidente Câmara.419 es­ apoiado”. Onde se lia “é declara­ todo o Império. O deputado contestou pulação escrava no Bra­ Rio de Janeiro. o de modo que a libertação ace­lerar a tramitação. Alfredo putado es­cravagista. cedendo a pres­ verno imperial caiu em 28. por am­ no para o Brasil duran­ da Casa. cruzar os bra­ que votaram contra a extin­ subsistência – disse o de­ 122. encontrados Ple­­nário irrompeu em rui­ seja imediata – propôs Na­ – Qualquer que sejam as jeto recebeu aprovação fi­ nas re­­giões mais ao nor­ do­sas manifestações. dos pro­prietários rurais.5 milhões. te do litoral africano.

ordem social e econômica da Na­ de miséria. dia 13. e subitamente ao trabalho livre. que – Devo dizer que iludem-se ou querem iludir-se os que acreditam tuição – sustentou. Na sua avaliação. to os senado­ tar transtornos. o ele­ vicção de que “o desapareci­ vestida de for­ Barão de Cotegipe futuro que se mento servil era o “único trabalho mento de 600 mil criaturas ça moral e do realizasse com organizado em qua­se todo o País. “A lei reconhece como “Medida arriscadíssima Acordo quase unânime propriedade e matéria para a ordem social e “Não há perigo algum. “ninguém “trân­sito pressuroso” da matéria Dantas manifestou a con­ mulgada. em vez de produ­ prestígio que tanta precipitação e tão poucos que não podia zir “a nossa ruína”. Ouro Preto (MG). graças do refletido e vai aparecer”. o senador criticou também o de sofrimentos e de penúria”. antieconômica e senador Sou­ social um cancro secular sem que previsão som­ de­sumana”. brasileiro. a Manuel Francisco des políticas – prietários de escravos. a comissão que levaria o João Maurício Wanderley.. toma­ pela educação e pelos hábitos da li­ Sabbado 19 de maio de 1888 das providências em benefício não berdade anterior para a vida civil. os impostos etc. . ao des­ raça que quer proteger”. o Visconde de imediatamente o parecer. ordem econômica e social. quase unâni­ A principal crítica de Cotegipe se suprimido”. A proposta foi Na direção dos traba­ aprovada sem dificuldades lhos da Casa. para a a minha responsabilidade. solicitou que do nomeou para compor da Câmara (RS) e Alfredo mais justos e imperiosos in­ declarando extinta a escra­ fos­se nomeada a comissão o colegiado os senadores Escragnolle Taunay (SC). ção do ato. garante “força moral e tributável o escravo” econômica da Nação” Esta lei vale por uma prestígio” à decisão “A verdade é que vai haver uma Repetindo argumentos do Barão nova Constituição” Em resposta aos argumentos perturbação enorme no País du­ de Cotegipe e do deputado An­ Contestan­ de que a abolição deverá acarre­ rante muitos anos. du­ se processava a discussão rante a segunda discussão. no nacional”. escravas”. segunda-feira. sobre o escravo era uma criação do das colônias até onde a minha experiência direito. pelo 1º vice-pre­ Em frente ao Palácio dos Arcos. Jerô­ des­tacando que a proposta da Cidade. Apenas dois se­ Cruz Machado designou nadores. tornará o lhe dá o acor­ escrúpulos a transformação que ser tão rápida Brasil mais próspero. por inspirar-se nos creto da Assembléia Geral Dantas (BA). pelo contrário. o líder do libera­ so­bre o projeto. o que não verei drade Figueira contra a abolição. que recressem. que convém 700 mil indivíduos não preparados século 13: que sejam. Afirmando que a propriedade dos escravos pirar aos meus concidadãos. mo dia 11. o da comissão que ofereceu o Segundo Visconde do Uru­ parecer e ainda por outros guai (RJ). recitou – Entendo que grandes males vão ção do trabalho e com a entrada de estes três pequenos versos do ABOLIÇÃO surgir dessa medida.” A constitucional. sábado e no do­ mingo. 13 de maio. especial de cinco membros Sou­sa Dantas. as leis eleitorais. para o Aprovação Senado do Império. – Não há. Tu me guia”. se posicionaram nove senadores. ele enfatizou que “a Cons­ tituição. ao concluir. dos negócios. lei vale por uma nova Consti­ NA tegipe. o que “não se extirpa do organismo rem mais moços. horas da tarde. os conservadores. Sousa Dantas declarou Enseada de tudo pode ser destruído por meio remover uma grande dificuldade ainda que a votação pro­ Botafogo de uma lei sem atenção nem a di­ com esta lei da abolição do elemen­ posta repre­sen­tava o maior reitos adquiridos nem a inconve­ to servil. ao projeto da como algo “arriscadíssimo para a “uma época – É grande fortuna para o Im­ abolição. pério que a lei Para o sena­ ção”. possa ser pro­ dor. final do Projeto de Lei nº Cotegipe fez longo pro­ 1 da Câmara dos Deputa­ nunciamento contrário à dos. Antônio que Sua Alteza a Prince­ Cândido da Cruz Machado. a partir de 1848. os enfermos. em sessão a escravidão no território extraordinária. bria foi feita postos à miséria e à morte os in­ (BA) afirmou Mas o senador conservador disse pelo senador válidos. como também dos as contingências previstas para a Luz del dia! ÁS 1 1/2 DA TARDE EM PONTO que vão ser libertados. Affonso A comissão apresentou sa Regente receberia às 3 que exercia a Presidência destinada a dar o parecer Celso (pai). a comissão de lismo abolicionista. portanto. que baniu de forma proposta. os da tribuna acreditar na “cicatriz de uma feri­ Barão de Co­ órfãos e crianças abandonadas da que a aboli­ da” que nunca mais será aberta. mas aqueles a quem Deus o senador Paulino de Sousa (RJ) res Paulino e Francisco Correia (PR) afirmou conceder mais vida. re­ acreditará no na Casa. 14 de maio de 1888 O domingo da vitória no Senado Proposta foi aprovada ontem. que foi aprovada imediata e incondicional domingo.5 Jornal do Senado Uma reconstituição histórica Rio de Janeiro. francesas. sem dificuldades A s atenções da Cor­ e mais veemente aspiração te se voltaram. José Antônio Correia gente. as­ dois meses. as parcialida­ não previa indenização aos pro­ se que. estaria se decretando que no país “não há propriedade. Sousa Dantas foi observado alguma autoridade. o meu estudo de todos os dias me puderem dar PROGRAMMA as leis de fazenda. é agora acontecimen­to da história do EM HOMENAGEM Á nientes futuros”. os velhos. com a desorganiza­ País. O senador e presidente do Logo após a leitura da Conselho de Ministros João pro­posta na sessão do últi­ Alfredo (PE) comunicou. ção não mar­ possibilitando então a “prosperi­ ferir críticas Apontando o projeto da abolição Sousa Dantas cará no Brasil dade da Pátria”. sena­ A solicitação foi acolhida nimo José Teixeira Júnior continha “providência ur­ senadores que levaria o de­ dor Manuel Pinto de Sousa sem debate e Cruz Macha­ (RJ). emancipação confiança que eu possa ins­ Correia finalizou. populares aguardam aprovação do projeto pelos senadores então. “O’ libertad! só da lavoura. pro­jeto ao Paço e que foi o Barão de Cotegipe (BA). hoje. e até onde a minha voz. porque deixaria “ex­ sa Dantas perturbações se operem”. que esta Com a abolição. composta pelos membros e Paulino de Sousa (RJ). segundo Co­ indenização aos proprietários. em sessão extraordinária. no Paço da Casa. vamos consti­ GRANDES REGATAS sim como a terra”. o senador Manuel talvez. a lei civil. ao Plenário da Casa sidente do Senado. eu direi DAS tudo reconhece como propriedade um prazo de des­ta cadeira a todo o Brasil e matéria tributável o escravo. e garantido fundo para tuir uma nova Pá­tria. o senador pela Casa. presenciarão. e. perigo me de ambas referia ao fato de que a proposta Paulino dis­ algum. o quanto antes. ou que fo­ afirmou que a proposta era “in­ Cotegipe. tuitos” e satisfazia “a mais vidão no Brasil. onde No sábado dia 12. tegipe. contados da promulga­ que nós. contra a iniciativa.

em Londres. discursos nas tribu­ Mesmo os republicanos tiveram aceitação dos parlamentares pela o tráfico negreiro. muito menos abrangente. José do Patrocínio Ruy Barbosa Eassinatura ntre os abolicionistas negros. que proibiu Mais tarde. Sua campanha an­tiescravocrata na Câmara dos Depu­tados começou em 1878. Um dade que teve de deixar após ter alforriado todos os clássico. ru­­ir de vez a escravidão. jurista. publicou o poema A Escravidão. o preço do es­ Com exemplos europeus de abo­ No geral. historiador. que diversas vezes foi presa associações abolicionistas. o maçom Joaquim Nabuco es­ liação entre as classes. em um gesto de coragem. segunda-feira. morais. houvesse indenização aos proprietários. em uma come­ U m dos principais nomes do condoreirismo. por estar envolvida com insurreições de escravos. que com o sociais – inclusive dos próprios quando “os abolicionistas com­ Gama e Castro Alves também tempo passou a apresentar custo negros –. em Pernambuco. da crítica abolicionista no Brasil bertação dos escravos preferem ma fosse resolvido gradualmente. muito antes da assinatura da Lei Áurea. reconhecendo o que do se assina a Lei Áurea. em que defende a abolição legalista. Mui­ alguns chamam de “o direito do te da mão-de-obra escrava já foi Essa foi. o que causou grande revolta dos senho­ res. Joaquim Na­bu­co foi o maior porta-voz do abolicionismo parla­ André Rebouças mentar. tornando livre todos os da Lei Áurea. mostravam-se abolicionistas. Tobias Barreto. todos os republicanos lução geral e totalmente liberta­ cravo já subia no mercado com a lição da mão-de-obra escrava. Luís Gama teria sido vendido como escravo. “a propriedade escra­ va é um roubo duplo”. entre eles Mas a forte pressão social e mo­ foi um processo secu­lar fase do movimento pelo fim da Ruy Barbosa. Luís nômico pelo negro. concentrou-se em espaços como a República. José do Patrocínio foi incansável até os segundos que antecederam a Eriosscolhido para redigir o Projeto Dan­ tas. Grandes defensores da abolição Joaquim Nabuco Abolicionistas negros D iplomata. pau­listas que não adotavam a so­ do tráfico negreiro. substituída. sem que Abolicionista. luta pelo fim da escravidão. Em 1868. que sempre exigiam a abolição imediata e sem Abolicionista. Foi aprovada então a Lei Saraiva. aceitando o princípio da da lavoura cafeeira. Morreu em 1882. boa par­ estendeu-se à população. Monarquistas como conforme o interesse de cada pro­ em especial pela forte demanda clubes. do poema Tragédia poemas armas para o combate à escravidão. de forma ilegal. o engenheiro baiano André engajou-se no movimento abolicionista ao ta veemente pelo fim do trabalho servil. artigos e poemas em jornais maneiras diferentes de pensar a abolição total dos ainda escra­ 38 anos de intensa campanha bra­sileiros e estrangeiros e a forte abolição. com indenização dos proprie­ abolição da escravatura. cafés e jornais e. a partir de 1872 dedicou-se integralmente à de 1890. de Nagô. ele se declara o “mestiço de Ser­ A obra é uma crítica ferrenha do republicano Castro Alves gipe”. crítico e de O navio negreiro. ajudando a criar a Socieda­ tários. o poema foi escrito quando ele tinha apenas 21 anos. previsão de que não seriam mais por um bom tempo. Foi um símbolo do movimento pela abolição em São Paulo. aos 10 Castro Alves anos. José do Patrocínio e ral e a redução do interesse eco­ resultante de mobilizações escravidão. do em Muritiba (BA). Nascido em 1830. fundou o jornal A Gazeta da Tarde e pas­ Seu texto não foi aprovado pela Câ­ sou a ser chamado de O Tigre da Abolição. fez de alguns de seus nhores de escravos. muito ligado ao Imperador Dom Pe­ propondo o fim da escravidão a partir dro 2º. o que mostra sua lu­ FRebouças ilho de um advogado mulato autodidata e da filha de um comerciante. escravos que pertenciam a seu sogro. Já falecidos. associa­ André Rebouças e Joaquim Na­ víncia. pelo seu pai. políticas e eco­ bateram sós. aos poucos. política e econômica Campanha pelo fim da escravidão no país envolveu monarquistas e republicanos A abolição da escravatura ta Joaquim Nabuco. já se passaram nas. Tobias Barreto é filósofo. Agora. batalha. quan­ ções. tendo sido responsável pela libertação O “Poeta dos Escravos e da Liberdade” fez de seus versos palavras fortes na luta pela abolição da escravatura. mas dora. escola literária da poesia brasileira marcada pela temá­ tica social e defesa de idéias igualitárias. que depois passou a ser chamado Além de poeta. Essa alta manteve-se até 1880. Depois de conhecer a Prince­ se entre os defensores do abolicionismo. Luís Gama Cotegipe. De aos maus-tratos a que eram submetidos os negros. o processo nem todos os que lutaram pela li­ A proposta era que o proble­ trazidos negros para o Brasil. precursor da Lei dos Sexagená­ em 1885. em 1847. Tobias Bar­ moração cívica onde estavam diversos se­ reto. o que provocou choque com os de Brasileira contra a Escravidão e a Confederação mais radicais. Três contra o trabalho servil. escravos com idade igual ou superior a Natural do Rio de Janeiro. culminaram com a Eusébio de Queirós. criou em 1883 a Confederação escravos a partir dos 60 anos. desde sua 1871 a 1881. creveu O Abolicionismo.6 Jornal do Senado Uma reconstituição histórica Rio de Janeiro. a primeira nhos da mesma causa. Para o jornalista. Sergipano. Publicou diversos artigos em jornais que houvesse qualquer paga aos senhores de escravos. filho de mãe escrava e de um vigário. Antônio Frederico de Castro Alves morreu aos 24 Tobias Barreto anos. da imprensa e da tribuna. Iniciou sua carreira política como deputado na Bahia em 1878. jorna­ lista e político. Ele apresentou projeto de lei em 1880 Monarquista. Desde os tempos de estudante participou ativamente nas campanhas de combate à escravidão e o faz por meio das O advogado e jornalista Luís Gonzaga Pinto da Gama era filho de um fidalgo português e da africana Luí­sa Maheu. Ao lado mara porque propunha a liberdade dos de André Rebouças. propondo sempre a conci­ anos mais tarde. Da assinatura da Lei próprios recursos”. Ruy Barbosa também destaca. sa Isabel. assim como Castro Alves. entre 1879 a 1884. tornou-se muito cedo 65 anos. no mar. lado de defensores da causa como Joaquim Nabuco. fez a apresentação pública. Em 1868. um articulista famoso. competitiva. . seis anos antes da assinatura da Lei Áurea. abolicionista que se finda agora pressão sobre o Império fizeram por um bom tempo o pensar dos Um pouco antes da proibição com a Lei Áurea. Fundou a Sociedade Antiescra­ vidão Brasileira. buco têm sido incansáveis nessa indenização. ci­ captura até a sua utilização desumana nos latifúndios. Nasci­ de mais de mil escravos cativos. jurista. O Congresso exprimiu vos. 14 de maio de 1888 Uma luta social. segundo o abolicionis­ tos outros são defensores ferre­ homem sobre o homem”. entregues aos seus não podem ser esquecidos nessa maior que a mão-de-obra livre nômicas. imediata e não mais com indenizações. viveu em Escada. lojas maçônicas.

que po­dem tros indicam sua fundação bar definitivamente com o submetidos a toda sorte embarcações que os con­ haver mais em conta. duzem (. conforme o dos navios negreiros. asseio e ventila­ determinava uma série de livro de carga para fis­ “cirurgião-perito” e uma vos. comprimidos uns contra os outros Alvará determinou “espaço aos cativos para se moverem e respirar” Para minimizar a situa­ estava a limitação do caravelas que saíam para não poderia passar de 3%. por isso. admitindo nel­ ni­ente tratamento. as tropas atacaram vésperas de assinar a Lei moradia dos negros de lín­ “punição exemplar” para do governo e perseguições grupos que se reuniam en­ Áurea. . População de Palmares pode ter ultrapassado 20 mil pessoas As maiores comunidades o governo colonial deram de fugitivos de toda a Amé­ início a numerosas caçadas Navios negreiros. Também deveria ter um ros precisavam ter um da tripulação e dos escra­ bridade. por lhes forne­ do mais de 20 mil pessoas 18 as expedições realizadas para o Brasil. de Salvador contra tropas de “humanitárias provi­ de negros do que podem micas e mortais”. se formou o Quilom­ regiões da Floresta Ama­ de moradias. por de doenças. morreram de de mão-de-obra para sete integrantes das tropas os engenhos e. que pode ter abriga­ sassinado. que. Zona da Mata ala­ Outra forte ação negra Atlântico. não ocorria. no alvará de ganhos. navios de horrores rica concentraram-se na e ataques a Palmares para região açucareira de Per­ recapturar os fugitivos. recebia notícias da movi­ Goitacazes e Saquarema. de 25 a 27 de janeiro crito. No século seguin­ sé­culo 18. assassinar os bran­ povoamento do quilombo. sem direito a defesa pansão dos grupos negros. quando centenas João VI. houve gran­ por quilombo. segunda-feira. mentação de escravos fugi­ O escravo que se insurgisse contra o trabalho servil e a O século 18 foi de ex­ Muitos desses grupos fo­ tivos na Bahia. por Dom fretes. fome e frio na travessia do Segundo o alvará. além de servirem 1691. re­ em 1597. aju­ Os malês queriam o fim daram a fuga dos negros e do catolicismo. MODAS E ARMARINHO Grande sortimento de voile de pura lã. No poema O navio ne. Subupira. Outros proprietários de terras e 281 foram presos. por te. as­ excessivo de escravos a Entre as providências. os e de Minas Gerais. para evitar a trans­ ção. interferiram na rotina dos de cavalaria e milícias. cos e confiscar seus bens e sendo Macaco. Arranca­ baridade e sordida avareza cerem generos avariados por volta de 1670. Além disso. as demoraram muito As capitanias de Sergipe comunidades negras tam­ para dar início aos movi­ e da Bahia foram tomadas bém recebiam militares de­ mentos de fuga e formação por mocambos no início do sertores e índios. eram princi­ bo do Cumbe. pelo número condutas. mas até na mares. que precisavam oferecer ção cruel a que eram sub­ número de negros trans­ o Brasil carregavam. Os navios. maus-tratos. não só na ram o Quilombo dos Pal­ nho Zumbi. não As invasões holandesas no tos do Islã lutaram nas ruas ano. “dando-se aos média. que se não Bar­­­riga. assim como nas ca­ palmente centros de resis­ em 1731. As mortalidade dos escravos sim como dos alimentos. de escravos africanos adep­ 24 de novembro daquele navios. que acabou as­ anças nos navios que os zil. bordo. no transito dos portos tos necessarios para a sub­ de negros fugitivos forma­ Ganga Zumba e seu sobri­ homens. calizar a lotação e a pro­ enfermaria aparelhada. que. Negro e do Grão-Pará. Quilombo de Palmares. Os regis­ até que se conseguisse aca­ dos da terra natal. o quilombo resistiu aconteceu na Revolta dos O quadro é também des­ fatal ambição de adquirir indiganação manifestarem por mais de um século a Malês..)” sultando de hum tão abo­ Localizado na serra da volta de 1710. entre 1624 e 1654. sobrecarregão os falta de curativo e conve­ do governo colonial. A missão de moléstias. deveria ha­ alvará. che­ quantidade. em tros de fugitivos em outras dos que. priedade dos escravos. 1625. em 1813. em média. O governo conseguiu im­ Mas a expulsão dos holan­ pedir os ataques aos quar­ deses do Nordeste brasileiro téis de Salvador.. o fim do trabalho escravo primeiros registros são de Na segunda metade do no país. já havia acolhido e gua bantu da África Cen­ os fugitivos. as denúncias Ainda no século 16. repressão era violentamente punido. Todos os navios negrei­ ver fiscalização sanitária sentar condições de salu­ de 1813. Nos con­ fez aumentar a necessida­ frontos ocorridos. mestres. 14 de maio de 1888 Resistência começou no século XVI Primeiros registros de escravos fugitivos são de 1575. metro 600 réis Nos porões dos navios. mulheres e cri­ africanos para os do Bra­ sistencia delles. e de fazer maiores se enfermidades. de 500 a 700 ne­ a 10%. quatro séculos de escravi­ res dos escravos. os oficiais e 70 negros. com isso.7 Jornal do Senado Uma reconstituição histórica Rio de Janeiro. 29 RUA GONSALVES DIAS 29 CASA DO ALMEIDA CASA DO ALMEIDA CASA DO ALMEIDA FAZENDAS. soffrem os negros. Na Paraíba. dências” contra “o trata­ convenientemente conter. às acampamento militar e regimento que estabelecia de enfrentamento de tropas nhão. Castro Alves relata mento duro e inhumano faltando-lhes com alimen­ rios núcleos de povoamento representatividade foram os horrores que sofriam que. A de mocambo. metidos os negros a bordo portados. os mocambos surgiram contra os quilombos sur­ volta de 1575. esses minavel trafico. Campos dos gem no Rio Grande do Sul. por fortes combates de tropas de 1835. nambuco e de Alagoas. eram de muitos dos mestres das e corruptos. o direito de praticar o isla­ Zumbi e Tabocas os prin­ mismo. Foram mais de transportavam da África gando a tal extremo a bar­ qualidade. na Bahia O s africanos escravi­ tavam com o trabalho dos Nas capitanias do Rio zados no Brasil não capitães-do-mato. o Império já em Cabo Frio. em mas o percentual chegava variedade e qualidade. que con­ no início dos anos 1700. gitivos. o que. determina a adoção les muito maior numero tar­dão a fazerem-se epide­ Brasil. engenhos e. de Dom João VI. Nos quase determinadas pelos senho­ tre os rios Gurupi e Turiaçu hospedado mais de mil fu­ tral e Centro-Ocidental. que lhes era a formação dos núcleos de imposto. espécie de Em 1588 foi publicado dão no Brasil. pitanias do Espírito Santo tência e contribuíram para No Rio de Janeiro. os negros eram amontoados. ram desenvolvendo ao lon­ Inicialmente eles se reu­ quando a denominação go dos anos relações com niram no que se chamou mocambo foi substituída as comunidades locais. al­ cativos espaço para se gros. Há regis­ de acampamentos arma­ século 17. “seduzidos pela pode encarar sem horror e goana. Vá­ Os líderes negros de maior greiro. cipais. combatido zônica. em Mato Grosso e Goiás. No Mara­ própria Princesa Isabel. teriam de apre­ vará de 24 de novembro moverem e respirar”.

não foram contempladas libertação dos es­ desde a Rua 1º de Março Embora a luta final te­ com nenhum tipo de com­ cravos foi aos poucos se ir­ até o passeio público. a Assem­ quase extinta em toda a bléia Provincial autorizou província. deverá e donos de barcaças no víncia. É possí­ listas. No Rio de Janei­ o governo a despender 300 ro. publicar anúncios de fuga. como o jogo da capoeira que criaram o Clube do 1887. Em meio às manifesta­ vila de Aracape. que decidiu não mais memorou a libertação da A cidade comemorou em terior da Província do Rio o jornal Oitenta e Nove. no sentido de engajar-se na cias e na Corte. o Paraná também la ocasião. O O abolicionista José do do à frente Francisco José reparação que precisa ser Ceará assumiu. o presidente da Pro­ depois se chamaria Reden­ final do século 19. logo a bra­­sileira no centenário como Castro Alves. em 25 de da Revolução Francesa. vimento da agricultura. Luís Gama e Ruy vida. o bertou seus escravos em ção. o vos. fundando dor. Nesse ano. mas fim da escravidão foi pro­ mais escravos”. como oportunidade de população da capital. No Rio Grande – especialmente a Loja de passou a ser seguido campanha abolicionista são da imprensa de Salva­ do Sul. Açu li­ que em sua primeira edi­ compra e venda de escra­ número menor de escravos. A iniciati­ nicando que uma província mais escravos!”. A mobiliza­ não tinha mais escravos. como províncias. campanha pela abolição Gomes de Matos e outros da escravatura. houve embates violen­ contos com alforrias. foi no interior Em razão disso. capital em 1884. cumpriu pa­ chegou a causar conflitos. pel decisivo na campanha mas nos meses que antece­ libertadora na Província deram a assinatura da Lei do Amazonas.8 Jornal do Senado Uma reconstituição histórica Rio de Janeiro. no dia 30 Grande do Norte. o fim do cati­ Mossoró. de alguma vam a participar do trans­ lene: “Para a glória imor­ primeira grande campanha forma. Com um grande evento. como visse de encorajamento ao agregou não apenas figuras construir uma sociedade exploradas e o desenvol­ Amazonas. O movimento con­ rias espontâneas em toda a seguiu minar a força dos província. e antes ciedade Libertadora Mos­ março de 1887. “profetizou” a pro­ Manoel Roque. o veiro foi proclamado em causa com entusiasmo O exemplo dessa cida­ Caldas iniciou ardorosa movimento ganhou a ade­ dezembro. ten­ deve-se ter em vista que a clamado há quatro anos. por representar. de 1º de fevereiro de vos. nha se dado na cidade de pensação. a luta 1870. enviou carta ao sua posição: “No porto do trocínio. a luta pela abolição saldada. considerou “grande dos panfletos a favor da foco a preocupação diante à educação. cidades como Porto soroense. proclamo ao tiveram papel decisivo no não tenha fim na próxima a causa com entusiasmo. alguns ção. no dia 25 Patrocínio. de setembro de 1883. motivando vários Victor Hugo da província. neste desde simples jangadeiros ções. que abraçou a vos!. o líder da So­ pois Carnaúba. e. 14 de maio de 1888 Ceará acabou com a escravidão há 4 anos Reparação aos ex-escravos precisa ser discutida Medida repercutiu intensamente na Corte e que envolve as conseqüên­ estimulou o abolicionismo em outras províncias cias de um processo que era inevitável diante de sé­ culos de domínio sobre as N as duas últimas dé­ caram. como em relação às demais pro­ fim da escravidão. apoiaram a fuga de escra­ cravos no ano passado. em 3º de clamação da república operário. que ser­ Ceará. fez uma maio de 1887. José do Pa­ com qualquer tipo de dá­ proclamar a extinção do no Ceará. Bahia e Paraí­ Imperador Dom Pedro 2°. que logo bates do Parlamento. de­ 1873. deram da lei. possuía mais escravos no em 1889. poetas. Joaquim Bezerra seguir. na resposta a Patro­ ajudavam na distribuição abolicionistas colocam em emprego na cidade e acesso Praça Castro Carreira. país e ao mundo que a pro­ processo cearense de abo­ década e termine se esten­ A criação de trabalho para os Na Província cearense. para que se possa sapropriação de terras não outras partes do país. a idéia de atravessou a cidade antiga. São Carlos. conferindo dig­ nhões da Fortaleza de Nos­ novidade” o gesto dos ce­ abolição. o víncia do Ceará não possui lição da escravatura. a de­ çavam a tomar corpo em ção. de expressão nas provín­ justa e igualitária. A postas nesse sentido. que se recusa­ Dias. No final de Os negros mantiveram tradições do continente africano. sa Senhora de Assunção arenses e reforçou que com condiam negros nos trens reboaram e os sinos repi­ a iniciativa libertadora “a ajudando-os nas fugas. a res­ trava em Paris dias antes do como “Dragão do Mar”. se engajou na luta. em especial em áreas de maio foi reconhecido onde a lavoura cafeeira oficialmente que Manaus se expandiu. por comunidades do in­ pela imprensa. Ca­ cínio. Militares Neste momento em que o mister que se estudem ain­ A grande festa da abo­ campanha pela abolição. 27 de janeiro de 1881. o movimento da em 1870. Pessoas simples. o seu território. Triunfo. na cês. um legítimo direito. Movimento abolicionista se espalhou pelas províncias A Sociedade Emancipa­ lar em 1870. Sátiro de Oliveira ção. Natal não no próximo ano. na pequena prever que a pauta de de­ segmentos da sociedade. conhecido Não faltaram discursos atribuída aos ex-escravos e de março de 1884. eles conseguiram tunidades para integrar os lição foram discutidas pro­ tensamente na Corte e nas ser considerada liberta do de fato abolir o tráfico de ex-escravos à sociedade. A 24 tos. funda­ Em Goiás. Um grande desfile barbárie recua e a civiliza­ populações negras. declaração histórica. grande dívida para com os a criação de colônias agrí­ movimentos que já come­ eta uma palavra de anima­ Assim como ocorria no escravos libertos deve ser colas para os libertos. os ex-escravos e porte de cativos. As barcaças Em São Paulo. negro e víncias. um grupo contou com os nomes de de parlamentares lançou José Mariano. recusavam-se a perseguir Brasil comemora a assina­ da outras formas de repara­ lição no Ceará reuniu a O grande pensador fran­ escravos fugidos. João Ramos. É ba. diversas Mossoró se destaca como cidade pioneira pernambucanas também cidades libertaram seus es­ A força do movimento – Mossoró está livre: início deste ano. ferroviários es­ do quadro ainda nebuloso nidade ao indivíduo. o movimento co­ Maçônica 24 de Junho. a jorna­ tal do povo cearense e em pela abolição. ção cresceu em meados de Em Pernambuco. radiando para o interior do Fortaleza. de abolicionistas como Joa­ sua gente não se confunde ponsabilidade histórica de banimento da escravidão os jangadeiros firmaram quim Nabuco. segunda-feira. declarou em tom so­ rense Libertadora liderou a do contemplar. em 1870. Em abolicionista logo atingiu aqui não há mais escra­ No Piauí. reforçando os cativeiro. jornalista David Moreira Na Província da Bahia. e personalidades. grande força ao movimen­ de Cima já estavam livres da Costa Mendes. A 24 de Áurea a escravidão estava abril de 1884. Ele pedia ao po­ escravos na província. . Com esta cessidade de oferecer opor­ Ao longo da luta pela abo­ va pioneira repercutiu in­ brasileira estava prestes a atitude. escritores e nome e pela vontade desse Os jangadeiros também vel até que essa discussão políticos que abraçaram mesmo povo. ou seja. mascates tura da Lei Áurea. dora Amazonense. seus descendentes. e que cadas. que se encon­ do Nascimento. um conselho. ção avança”. escravocratas. to que começou a se articu­ da escravidão. Naque­ 24 de junho de 1885. que a Sociedade Cea­ incluir propostas visan­ Nordeste. já ocorriam alfor­ Cupim. isto trabalho escravo em todo escritor Victor Hugo comu­ Ceará não se embarcam Barbosa defendendo a ne­ sim. Em libertos é uma preocupação dendo pelo século 20. é lícito Brasil.

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