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II Simpósio Internacional sobre Cidades Médias

6 a 9 de novembro de 2006
Universidade Federal de Uberlândia

CENTRALIZAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO EM CIDADES MÉDIAS. UMA


DISCUSSÃO DO PROCESSO DE FORMAÇÃO DE NOVAS CENTRALIDADES NO
MUNICÍPIO DE PETRÓPOLIS – RJ

Centralización e descentralización en ciudades intermedias. Una discusión de lo


proceso de formación de nuevas centralidades en lo municipio de Petrópolis-RJ

Pedro Henrique Oliveira Gomes


peagaoligom@yahoo.com.br
Universidade Federal do Rio de Janeiro

RESUMO
O presente trabalho consiste numa análise teórico-conceitual sobre um processo inicial
de reestruturação urbana em uma cidade média. Essa reestruturação está sendo
pautada em processos espaciais de centralização e descentralização das atividades
produtivas (comerciais, turísticas e de lazer) na formação de novas centralidades no
espaço intra-urbano do município de Petrópolis. No distrito de Itaipava, observamos o
desabrochar de uma centralidade urbana calcada no consumo, apresentando uma forte
segmentação sócio-espacial. Esta centralidade de consumo é caracterizada pela
presença de grandes empreendimentos comerciais e de serviços, que vem redefinindo a
relação centro-periferia na estruturação urbana petropolitana.
Palavras-chave: cidade média; centralidade urbana; Petrópolis-RJ.

RESUMEN
El presente trabajo consiste en una análisis teórico-conceptual sobre uno proceso inicial
de reestructuración urbana en una ciudad intermedia. Esa reestructuración se está
haciendo pautado en procesos espaciales de centralización e descentralización de las
actividades productivas (comerciales, turisticas e de ocio) en la formación de nuevas
centralidades en lo espacio intraurbano de lo municipio de Petropólis-RJ. En lo distrito
de Itaipava, es observado lo florecer de esta nueva centralidad urbana fundamentada en
lo consumo, presentando una fuerte segmentación socioespacial. Esta centralidad de
consumo es caracterizada por la presencia de grandes equipamientos comerciales e de
servicios, que tem generado a redefinición de la relación centro-periferia en la
estructuración urbana petropolitana.
Palavras-chave: ciudad intermédia; centralidad urbana; Petrópolis-RJ.

Na década de 70, a urbanização brasileira inicia um processo de mudança na sua rede


urbana, na qual novas centralidades urbanas e metropolitanas começam a surgir. Neste momento,
percebe-se um aumento considerável das grandes cidades médias – em torno de 500 mil habitantes
(SANTOS, 1994). Portanto, podemos afirmar que os temas ligados às cidades médias tornam-se de
grande importância para os estudos sobre o planejamento urbano-regional a partir deste período.

Anais em CD-ROM. Uberlândia - Minas Gerais - Brasil, nov. 2006. p. 1-14. 1


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6 a 9 de novembro de 2006
Universidade Federal de Uberlândia

O presente trabalho pretende analisar um processo inicial de reestruturação do espaço


urbano de uma cidade média, fundamentado num estudo teórico-conceitual sobre a dinâmica dos
processos espaciais de centralização e descentralização das atividades econômicas no interior das
cidades. O nosso objeto de estudo será o município de Petrópolis, localizado na região serrana do
Rio de Janeiro. Neste município, observa-se um processo recente de reorganização do espaço intra-
urbano, que se expressa enquanto surgimento de novas centralidades. Essas transformações
funcionais e locacionais das centralidades no município de Petrópolis (RJ) serão identificadas numa
análise comparativa, em forma de um contraponto, entre dois momentos: o da formação inicial da
cidade de Petrópolis, e de 1980 até os dias atuais.

Nosso trabalho pretende abordar as seguintes questões: (i) qual a natureza da centralidade
na época da formação e consolidação do Centro Histórico; (ii) quais os principais fatores que
contribuíram para o surgimento dessa estrutura policentral do município em tempos recentes; e (iii)
qual a natureza desses possíveis novos centros? E, enfim, como seu surgimento transforma também
a antiga centralidade do núcleo histórico?

1. Centralização e as novas formas de centralidade urbana

Entendendo a cidade como um produto e reflexo da sociedade, tem-se que o espaço urbano
é instável, complexo e mutável a partir de processos de natureza e ritmos diferenciados (CORREA,
2003). Segundo Pires (2003), “a cidade é um imbricado histórico e sua lógica espacial constitui uma
totalidade de relações (culturais, políticas, econômicas e sociais)”. Corrêa acrescenta que “as
relações espaciais integram, ainda que diferentemente, as diversas partes da cidade, unindo-as em
um conjunto articulado cujo núcleo de articulação tem sido, tradicionalmente, o centro da cidade”
(2003, p. 08).

Dessa maneira, a Área Central geralmente concentra as principais atividades comerciais, de


serviços, de gestão pública e privada, além de uma boa acessibilidade de terminais de transportes
inter-regionais e intra-urbanos. Assim, por deter externalidades positivas e atrair fluxos comerciais e
de população, expressam a qualificação de centralidade. A natureza da centralidade de uma
determinada área pode variar em função do tempo histórico, e uma área que outrora expressava uma
centralidade, pode deixar de apresentá-la em outro momento.

O estudo sobre o centro e a centralidade urbana revela um conjunto de relações e


articulações existentes entre as diversas parcelas do espaço urbano, de modo a evidenciar as
relações de concorrência e complementaridade presentes em tal espaço (SILVA, 2003). É
fundamental a discussão sobre estes conceitos pela sua importância como revelador mais seguro das

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relações cidade/sociedade e para o entendimento da estruturação do espaço urbano nas escalas do


espaço-tempo.

Para Sposito (1998), a centralidade urbana pode ser abordada em duas escalas territoriais: a
intraurbana e a da rede urbana. No primeiro nível, é possível enfocar as diferentes formas de
expressão dessa centralidade tomando como referência o território da cidade ou da aglomeração
urbana, a partir de seu centro ou centros. No segundo nível, a análise toma como referência a cidade
ou aglomeração urbana principal em relação ao conjunto de cidades de uma rede, essa por sua vez
podendo ser vista em diferentes escalas e formas de articulação e configuração, de maneira a que se
possam compreender os papéis da cidade central.

Neste texto, serão discutidas diversas linhas de interpretação histórico-conceituais,


abordando a forma urbana contida no espaço intra-urbano a partir do que está fixo e do que está em
movimento, objetivando compreender de que forma surge a qualificação de centralidade.

Na sociologia urbana, o termo centro urbano designa ao mesmo tempo um local geográfico e
um conteúdo social, no qual o conteúdo social assim definido será localizado num certo ponto ou em
vários, o que equivale a uma fixação do conteúdo social da centralidade considerada em si mesma
fora de toda relação com o conjunto da estrutura (CASTELLS, 1983).

O filósofo Henri Lefebvre discutiu o conceito apresentando que, na maioria dos casos, o
“centro urbano implica e propõe a concentração de tudo o que se dá no mundo, na natureza e no
cosmos: produtos da terra, produtos industriais, obras humanas, objetos e instrumentos, atos e
situações, signos e símbolos” (1999, p. 46).

Castells (1983) indica que a centralidade urbana proveio, em primeiro lugar, da expressão em
nível de espaço do que os estudiosos chamam, há algum tempo, de divisão social do espaço. Quer
dizer, à medida que há distintas atividades e distintos níveis sociais ligados a estas atividades, esta
divisão se espacializa e, ao espacializar-se, tem, a um só tempo, elementos de diferenciação, tanto
em nível social como espacial. Os centros urbanos são a “expressão desta coordenação necessária
das atividades e categorias sociais em sua dimensão espacial. Isto é, os centros urbanos são a
organização espacial da configuração, do intercâmbio e da coordenação, na sua relação com o
processo da divisão social do trabalho” (CASTELLS, 1983, p. 65).

A geógrafa Maria Encarnação Beltrão Sposito destaca que

(...) o centro não está necessariamente no centro geográfico, e nem sempre ocupa
o sítio histórico onde esta cidade se originou, ele é antes de tudo o ponto de
convergência/divergência, é o nó do sistema de circulação, é o lugar para onde
todos se dirigem para algumas atividades e, é o ponto de onde todos se deslocam
para a interação destas atividades aí localizadas com as outras que se realizam no
interior da cidade ou fora dela. Esta qualidade pressupõe, provoca e reforça os
traços concentradores desta área, permitindo dizer que mesmo que a dimensão ou

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uma nova dinâmica da divisão territorial do trabalho provoque a emergência de


outros centros, o principal e cada um deles desempenha um papel de
concentricidade, ou seja, para diferentes setores da cidade e para diferentes
escalas de atuação/atração, é uma área de interesse de convergência (1991, p.
06).

As áreas centrais constituem uma atração, expressando centralidades urbanas, que podem
ser múltiplas numa mesma cidade e devem ser entendidas a partir dos fluxos de pessoas,
automóveis, capitais, decisões, informações e, sobretudo, mercadorias (SILVA, 2003), e é um produto
da economia de mercado levado ao extremo pelo capitalismo industrial (CORREA, 2003).

2. Surgimento de novas centralidades e a situação atual das cidades

Sendo a cidade lócus privilegiado de acumulação de capital e reprodução de grupos sociais,


a partir do momento que a forma urbana do centro da cidade não mais se mostra adequada às
necessidades da expansão capitalista, comprometendo a lucratividade, elas tendem a se realocar,
gerando o processo de “des-centralização”, seja através de áreas (subcentros, distritos), seja através
de eixos (principais vias de circulação), acompanhando, assim, as demandas espaciais do capital.
Corrêa coloca que “o aparecimento de núcleos secundários de atividades comerciais gera economias
de transporte e tempo, induzindo a um maior consumo, o que é do interesse do capital produtivo e
comercial” (2003, p. 48).

Assim, na compreensão da estrutura interna das cidades, é preciso uma atenção especial
com este processo caracterizado por uma contínua transformação, utilizando-se sempre a expressão
‘reestruturação urbana’, que seria entendida aqui como um processo de mudança no conjunto de
usos e formas urbanas na escala intraurbana das cidades, resultado de uma reorganização das
atividades no espaço associado à compreensão das novas lógicas locacionais e pelo sistema de
mercado. A idéia deste processo fundamenta-se no que Davidovich conceitua: “[são] transformações
territoriais que decorrem do processo de valorização capitalista do espaço, enquanto movimento de
continua construção/destruição/reconstrução de criação e recriação [de formas e usos nas cidades]”
(1993, p. 37).

A área central caracterizada pelo núcleo concentrador, monopolizador das atividades e ponto
de convergência/divergência dos fluxos, impregnado pela ideologia e de valor simbólico, passa a
sofrer os efeitos de uma redefinição da centralidade urbana no interior das cidades. Analisando o
processo de urbanização no século XX, verifica-se que um dos fenômenos mais marcantes dentre as
transformações por que passaram e passam as cidades é o da multiplicação e diversificação de
áreas de concentração de atividades comerciais e de serviços.

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Segundo Sposito,

(...) a análise deste processo ganha maior relevância em função de quatro


dinâmicas que marcam as transformações em curso: a) as novas localizações dos
equipamentos comerciais e de serviços concentrados e de grande porte
determinam mudanças de impacto no papel e na estrutura do centro principal ou
tradicional, o que provoca uma redefinição de centro, de periferia e da relação
centro-periferia; b) a rapidez das transformações econômicas que se expressam,
inclusive, através das formas flexíveis de produção impõem mudanças na
estruturação interna das cidades e na relação entre as cidades de uma rede; c) a
redefinição da centralidade urbana não é um processo novo, mas ganha novas
dimensões, considerando-se o impacto das transformações atuais e a sua
ocorrência não apenas nas metrópoles e cidades grandes, mas também em
cidades de porte médio; e d) a difusão do uso do automóvel e o aumento da
importância do lazer e do tempo destinado ao consumo redefinem o cotidiano das
pessoas e a lógica da localização e do uso dos equipamentos comerciais e de
serviços (1998, p. 28).

Nesta recomposição da estrutura urbana, que se expressa sob diferentes formas de


expansão e de periferização do tecido urbano, a discussão sobre as formas de crescimento da Área
Central, sobre sua qualificação e sobre a nova concepção de centralidade é de grande importância
para o entendimento desta redefinição na produção do espaço nas cidades. Na literatura, pode-se
identificar as seguintes formas de processos descentralizadores: a expansão da área central, a
emergência de subcentros, o desdobramento da área central e os shoppings centers.

Segundo Sposito (1991, p. 09), até meados da década de 70, as cidades brasileiras até um
determinado porte tinham praticamente um centro único e monopolizador, com forte concentração de
atividades comerciais e de serviços. O crescimento populacional destas cidades levava estas áreas
centrais a um processo de expansão, através da absorção de áreas/setores limítrofes ao centro,
através do afastamento de sua população residencial e a transformação de seu uso de solo em
comercial e de serviços, via demolição de construções residenciais e construções de novas
edificações adequadas ao comércio e/ou serviços.

Simultaneamente ao processo de expansão, temos a emergência de subcentros, face seu


crescimento territorial e a conseqüente impossibilidade de permanência de um único centro
cumprindo o papel comercial e de serviços, por causa do aumento das distâncias ao centro principal
e da ineficiência do sistema viário e de transporte coletivo, dificultando o acesso a ele. Esses
subcentros são caracterizados como áreas onde se alocam as mesmas atividades do centro
tradicional com diversidade comercial e de serviços, mas em escala menor, e com menor incidência
de atividades especializadas. Na maior parte das vezes, os subcentros surgiram em áreas distantes
do centro ou eram originariamente centros de núcleos urbanos que foram incorporados e absorvidos
pela cidade principal da área metropolitana, ligando-se a ela e passando a integrar sua estrutura
urbana (SPOSITO, 1991).

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Na década de 1970 nas áreas metropolitanas, e nos anos 80 nas cidades médias, inicia-se
um processo de generalização de uma tendência à localização de atividades terciárias tipicamente
centrais, ao longo de vias de maior circulação de veículos, traduzindo-se na configuração de eixos
comerciais e de serviços importantes. Este processo é denominado por desdobramento da área
central (CORDEIRO, 1980). O desdobramento diferencia-se da expansão da área central, ou da
emergência de subcentros, pelos seguintes pontos, de acordo com Sposito:

a) não são áreas contínuas ao centro principal ou aos subcentros, não podendo,
portanto, ser caracterizadas como de expansão geográfica das mesmas; b)
caracterizam-se pela localização de atividades tipicamente centrais, mas de
forma especializada. Ou seja, nelas não se reproduz a alocação de todas as
atividades tradicionalmente centrais, mas selecionadamente de algumas
destas. Daí, a caracterização do processo como de desdobramento da
centralidade (ao invés de reprodução da localização das atividades centrais em
menor escala, como o que se observa nos subcentros), como se o centro se
multiplicasse, desdobrando-se especializadamente em outros eixos da
estrutura urbana; c) o nível de especialização destes eixos de desdobramento
da centralidade é funcional e/ou socioeconômico. Em muitos casos, neles
alocam-se predominantemente estabelecimentos ligados a um tipo de
atividade; d) Esta especialização se traduz na procura dos segmentos de maior
poder aquisitivo do mercado, que progressivamente abandonam o comércio e
os serviços do centro tradicional (1991, pp. 10-11).

Outra forma de relocalização das atividades tradicionalmente centrais, que no Brasil emergiu
reestruturando os espaços urbanos das metrópoles a partir dos anos 70 e se generalizou (inclusive
para as cidades de porte médio) na década de 80, foram os shoppings centers (SPOSITO, 1991). As
atividades que se desenvolvem nos shoppings buscam a constituição da reprodução, em nova
localização, de atividades que tradicionalmente ocupavam o centro principal e/ou outros eixos
comerciais no interior das cidades. O shopping center pode ser identificado como expressão da
centralidade, como produção de nova centralidade, na medida em que através da concentração de
um conjunto de estabelecimentos voltados ao comércio e aos serviços, em uma nova localização,
recria-se a centralidade, ou seja, reúnem-se em outro lócus as mesmas qualidades de concentração
que se encontram ao centro, associadas a um novo modelo de acessibilidade, já que os shoppings
são alocados próximos a vias expressas e conjugam grandes áreas de estacionamento.

Avaliando o processo de descentralização nas cidades brasileiras, destaca-se a importância


quanto à sua especificidade, pois no Brasil não se revela uma dispersão ou distribuição das
atividades tradicionalmente centrais pela cidade, mas, ao contrário, revelam-se novas formas de
centralidade (SPOSITO, 1991). A difusão do uso do automóvel e o aumento da importância do lazer e
do tempo destinado ao consumo marcaram a redefinição da análise na escala intra-urbana, ao
redefinir o cotidiano das pessoas e a lógica da localização e do uso dos equipamentos comerciais e
de serviços. Sposito (1991) diz que ao negar a concepção de centro único e monopolizador, recria a
centralidade, multiplicando-a através da produção de novas estruturas que permitem novas formas de

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monopólios, porque (re)especializam e (re)espacializam as atividades comerciais e de serviços,


reproduzindo em outras áreas da cidade as condições e qualidades centrais. Sobre o recriar a
centralidade, Lefebvre argumenta que:

Qualquer lugar pode converter-se no enclave, na convergência, no lugar privilegiado. De tal


forma que todo espaço esteve, está e estará concentrado e poli(multi)cêntrico. A forma do espaço
urbano evoca e provoca tanto a concentração, como a dispersão: massas gigantescas,
concentrações, esvaziamentos e súbitas ejeções (1999, p. 46).

Esses novos processos reforçam seu caráter de estratificação sócio-espacial revelando,


assim uma segregação urbana. Complementando, Silva (2003) coloca que a policentralidade amplia
a segmentação socioespacial, decorrendo num conflito de classes sociais e numa lógica da
reprodução da sociedade produtora de mercadorias. Esta policentralidade a que Silva (2003) se
refere também é trabalhada por outros autores, como Lefebvre (1999) que enfatiza que o centro
urbano que concentra e centraliza, atinge uma saturação, podendo surgir outro foco privilegiado de
convergência, sendo o espaço urbano poli(multi)cêntrico. Esta nova estruturação do espaço urbano
terá a acessibilidade como elemento primordial para a produção de uma centralidade, ou seja, suas
áreas de expansão, seus desdobramentos, os subcentros e os shoppings centers, gerando e
exercendo influência e conexão com as demais parcelas da cidade ou com uma área ou parcela de
população específica, tornando a cidade um conjunto complexo (fragmentado), porém, nem sempre
articulado.

O surgimento dessas novas centralidades pode ser engendrado, muitas vezes, segundo
Sposito (2001), pela expansão urbana acelerada, que leva à produção de tecidos descontínuos e
fragmentados, e por interesses imobiliários na construção de novos equipamentos comerciais e de
serviço. Esta última idéia também é compartilhada por Corrêa:

Do ponto de vista dos promotores imobiliários, a descentralização representa


campo para novos investimentos e reprodução do capital: isto é particularmente
notável no caso dos shoppings centers, em muitos casos planejados, construídos e
administrados pelo capital vinculado ao setor imobiliário (2002, p. 49).

Para Silva, à medida que vão se formando novas áreas periféricas, com a permanência de
vazios urbanos, amplia-se a fragmentação do espaço urbano, pois com o aumento do grau de
dispersão da centralidade, surge uma tendência à interrupção das relações sociais entre camadas
diferentes, desaparecendo a conexão entre as diferentes partes do tecido urbano, cujo papel de
articulação, em tese, seria desempenhado pelo Centro Tradicional (2003, p. 11).

Em Petrópolis, a expansão territorial da Área Central ocorre, preferencialmente através de


“eixos” que acompanham a direção dos distritos/bairros para onde se desloca a população de alta

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renda, sendo Itaipava o distrito que melhor expressa esta nova tendência. Formaram-se, assim,
novas áreas atraentes para atividades e fluxos, gerando novas centralidades. Ou seja, como
resultado de um processo, estas novas “áreas centrais”, ao apresentarem novas tendências e
vocações, vêm reestruturando o espaço urbano petropolitano, conforme analisaremos mais adiante.

3. Centralização e descentralização em Petrópolis

Petrópolis é um município de porte médio, situado a aproximadamente 60 Km ao norte da


cidade do Rio de Janeiro, na Serra do Mar. Ele está dividido em cinco distritos: Petrópolis (distrito-
sede), Cascatinha, Itaipava, Pedro do Rio e Posse, dispostos no sentido sul-norte, acompanhando o
curso do principal rio do município – o Piabanha -, um dos afluentes do rio Paraíba do Sul.

Segundo o Censo de 2000 do IBGE, a população do município era de 286.537, sendo que
94,46% moram na área urbana, e 5,54% na área rural, marcada pela olericultura e produtos
“orgânicos”. As atividades econômicas de maior destaque são as indústrias de vestuário, mobiliária,
de bebidas e a recente implantação de um setor industrial de alta tecnologia, além de um setor de
serviços privilegiado baseado no turismo e no lazer.

O município possui uma posição geográfica excelente, principalmente pela proximidade com
a área metropolitana. Petrópolis apresenta uma boa acessibilidade e conectividade, garantida pela
rodovia BR-040, que liga o Rio de Janeiro (RJ) até Belo Horizonte (MG) e se constitui no principal
acesso à cidade. Além da Estrada União-Indústria, que durante o auge da economia do café no Vale
do Paraíba, servia como um importante caminho para o interior; e da Estrada da Serra Velha,
construída em 1815, que ligava Raiz da Serra, em Magé, ao bairro Alto da Serra, em Petrópolis,
apesar do seu péssimo estado de conservação. A integração de Petrópolis com Teresópolis e o
restante da Região Serrana foi garantida pela construção da rodovia BR-495 (Teresópolis –
Itaipava/Petrópolis) e do acesso facilitado a BR-116, Rio-Bahia e RJ 130 que liga Teresópolis a
Friburgo. Ainda o entroncamento da BR 393, em Três Rios, garante o acesso a São Paulo e também
para o nordeste do país. Uma ligação rápida a Petrópolis possibilita não só um maior fluxo de
veranistas como é fundamental para atrair mão-de-obra qualificada temporária ou permanente para a
região.

a) Surgimento do centro tradicional de Petrópolis

A ocupação inicial do município de Petrópolis ocorreu por volta de 1720, quando se abriu o
atalho Caminho Novo, variante do caminho Rio-Minas, em direção ao Sitio de Garcia Rodrigues, atual
Paraíba do Sul (GONÇALVES E GUERRA, 2001). Porém, só em 1843, ocorre a colonização de

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Petrópolis. Neste momento, D. Pedro II inicia a construção de seu palácio de verão, atualmente
Museu Imperial, e solicita ao Engenheiro Major Koeler, a elaboração de um projeto urbanístico para a
construção da cidade (RABAÇO, 1985). O plano, que tinha uma forma tentacular, foi feito seguindo o
curso dos três principais rios da cidade: Palatinato, Quitandinha e Piabanha. O sistema viário
acompanhava o curso dos rios (RABAÇO, 1985).

Fonte: http://www.compuland.com.br/genealogia_monken/mapapet.html .

O projeto previa que os lotes da Vila Imperial, em torno do Palácio, fossem aforados a
homens de negócio de diplomatas que criaram as condições de sobrevivência da população ao
engendrarem a vida econômica e política. Enquanto isso, os alemães foram alocados nos quarteirões
coloniais, que receberam os nomes das localidades de onde procediam os colonos, como Bingen,
Darmstadt, Ingelheim, Mosela, Renânia, Westphalia, Worms, dentre outros. De acordo com o censo
de 1845, a população total era de 2.293 habitantes, em sua maioria colonos alemães (GONÇALVES
E GUERRA, 2001).

Souza (1995) faz algumas observações sobre o plano: a existência de indicações claras de
zoneamento, hierarquização viária, normas de ocupação e construção, parcelamento diferenciado,
abastecimento de água e recolhimento de esgoto, além de proteção do meio ambiente. Preocupado
com o equilíbrio entre o crescimento e a preservação da cidade, Major Koeler, segundo Gonçalves e
Guerra, “segue um modelo orgânico, culturalista de cidades, onde o espaço é irregular, assimétrico e
ligado à natureza (com áreas verdes), dividindo áreas limitadas, de baixa densidade”. (2001:199).
Sobre o plano, Souza expõe, da seguinte forma:

Petrópolis nasce assim, com um traçado que não segue o padrão urbanístico geral
(tabuleiro de xadrez), nem o português colonial (irregular, com rios ao fundo dos
lotes), adotados à época e não é conseqüência de centralização administrativa,

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evolução de economia rural ou crescimento de povoado à beira da estrada.


Também não utiliza exclusivamente mão-de-obra escrava e sistema construtivo ou
tipologia coloniais. É obra de determinação imperial, idealização científica e
construção européia (2005, p. 02).

Segundo Oliveira (2004), o centro histórico de Petrópolis encontra-se no Quarteirão Vila


Imperial e, também em partes de outros quarteirões, como Quarteirão Vila Teresa (Rua Teresa),
Quarteirão Westfália (Av. Barão do Rio Branco), Quarteirão Nassau (Av. Piabanha, Montecaseros e
Cemitério Municipal), Quarteirão Francês (Rua Treze de Maio e lado ímpar da Av. Ipiranga),
Quarteirão Renânia Inferior (Rua Washington Luiz – Fábrica São Pedro de Alcântara) e Quarteirão
Palatinato Inferior (Ruas Souza Franco e Benjamin Constant, atual rodoviária e a Universidade
Católica de Petrópolis).

Neste primeiro momento, o centro tradicional é caracterizado pela presença do Palácio


Imperial (Corte Imperial) e pelas habitações dos grupos mais nobres da população. As atividades
comerciais e algumas indústrias também se desenvolvem neste local. Neste momento, percebe-se
uma centralidade baseada no poder governamental centralizado da Corte Imperial com seus
monumentos, associado às atividades comerciais e industriais que transformam este lugar num ponto
de convergência da cidade, ou seja, num núcleo concentrador das formas e fluxos.

b) Novas Centralidades no Município de Petrópolis

Durante a década de 70, a indústria do estado do Rio de Janeiro como um todo entra em
decadência pela concorrência com as indústrias paulistas e da região sul. A grave crise que ocorre na
cidade do Rio de Janeiro tem forte impacto sobre a economia petropolitana. Esta crise se dá em
função da entrada de novos atores na produção têxtil provenientes do sul de Minas Gerais e do
interior do estado de São Paulo, e da obsolescência da indústria têxtil e a falta de investimentos na
sua modernização. Para Costa, “só a articulação com um centro dinâmico, maior e mais
desenvolvido, possibilitaria uma complementação capaz de preencher as lacunas da economia
petropolitana e podem garantir o contínuo desenvolvimento econômico, conforme ocorreu desde o
século XIX” (2005: 53).

Aumenta, neste contexto, o desemprego e a pauperização da população petropolitana, que


passa a ocupar áreas mais desvalorizadas (em função da declividade, difícil acesso ou áreas de
preservação), ou seja, ocorre a abertura de loteamentos para população de baixa renda fora dos
padrões urbanísticos pré-estabelecidos. Tanto que, a partir de 1976, com destaque para a segunda
metade da década de 80 até os dias de hoje, além da abertura de loteamentos executados sem
qualquer critério quanto às limitações dos terrenos, agravado pela falta de uma política habitacional, a

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expansão urbana passa a se dar também através de invasões em áreas públicas ou em terrenos não
ocupados, até por apresentarem maior declividade e/ou se constituírem áreas sob legislação da APA
de Petrópolis, convertendo-se em áreas de risco. “[Em] Cascatinha (2º distrito), existe uma clara
tendência de expansão desordenada, com a ocupação cada vez maior de encostas e os topos dos
morros, reforçada com a conurbação com o distrito-sede Petrópolis” (GONÇALVES E GUERRA,
2001, p.196).

Assim, a partir da década de 1980, ocorre uma redução sensível do crescimento


populacional. A tendência à concentração em níveis elevados no 1º e 2º distritos permanece, de
acordo com o Censo 1996 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No entanto, o que chama
a atenção é o crescimento populacional dos demais distritos.

Além do aspecto populacional, observamos que atividades que antes ocupavam o Centro
Histórico passam a se relocalizar. Ou seja, a partir de meados da década de 80, assiste-se a uma
multiplicação e diversificação de áreas de concentração de atividades comerciais e de serviços, como
os bairros de Araras e Nogueira, e os distritos de Pedro do Rio e, especialmente Itaipava.

Fonte: Página eletrônica da Prefeitura de Petrópolis: www.petropolis.rj.gov.br .

Estas áreas anteriormente consideradas periferias do Centro Histórico passam a apresentar


atividades e serviços tipicamente centrais, mas de forma especializada, ocorrendo uma redefinição da
relação centro-periferia no espaço intra-urbano do município. Com base nisso, destacamos o distrito
de Itaipava como o mais interessante. Neste distrito, percebe-se a formação de uma nova
centralidade baseada no consumo. Onde estaria se configurando uma centralidade do consumo, ou
seja, uma centralidade caracterizada pelo espaço de consumo, no qual observamos a existência de
uma série de elementos direcionados para atividades de turismo, comércio e lazer. Pólo
Gastronômico, grandes empreendimentos comerciais (shopping centers), turísticos (hotéis e

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pousadas) e empresariais (condomínios empresariais), atividades comerciais especializadas e de uso


raro são elementos de destaque em Itaipava. Esta argumentação pode ser concretizada através de
uma pesquisa realizada na WEB, onde se procurou observar quais as atividades comerciais e de
serviços são disponibilizadas na área central do distrito de Itaipava. O resultado desta pesquisa foi a
existência de tipos de bens e serviços de uso raro e específico de uma determinada classe social –
como antiquários, empresas de paisagismo e decoração. A grande maioria dos estabelecimentos
estão localizados na principal via do distrito – a Estrada União-Indústria, via paralela ao corredor da
BR-040. Verificou-se a existência de um luxuoso condomínio empresarial (Granja Brasil) e a
construção de dois grandes empreendimentos comerciais (Estação Itaipava e Mercure Itaipava), que
abrigarão grandes lojas de departamento, cinemas e grifes de alto status. Um dado importante a citar
é a população que se utiliza deste centro, caracterizada por grupos de classe média alta, moradores
de condomínios e loteamentos fechados localizados as margens da BR-040.

4. Considerações finais

O desafio deste trabalho foi a realização de uma análise teórico-conceitual sobre a produção
e a transformação das centralidades no município de Petrópolis em dois momentos históricos, o
primeiro relativo à origem e formação do centro histórico de Petrópolis e o segundo a possível
formação de novas centralidades em áreas não-centrais (distrito de Itaipava). A discussão sobre a
descentralização das formas urbanas é relevante, levando-se em consideração que o espaço urbano
está permeado pelo sentido da centralidade, conseqüência dos sentimentos, das relações
econômicas, culturais e sociais ocorrentes no interior das cidades, transformando tal espaço
dinâmico, fragmentado e, em alguns casos, pouco articulado.

Analisando o nosso objeto de estudo e respondendo algumas questões já levantadas. Os


principais fatores para formação de uma estrutura policentral no município em tempos recentes são o
tripé (acessibilidade, proximidade e conectividade), as amenidades (naturais e sociais) e as novas
localizações das atividades do setor terciário.

Como já foi dito, a localização de atividades do setor terciário em áreas não centrais só
favorece a produção espacial de locais de moradia no entorno das novas áreas centrais. Neste caso,
não existe a intenção de afirmar que a centralidade inicia-se pela atuação das atividades terciárias,
mas sim que no transcorrer da ocupação as atividades produtivas vão se especializando de acordo
com o tipo de demanda por produtos e serviços, afirmando deste modo à nova centralidade.

A natureza dos possíveis novos centros estão relacionadas a uma série de fatores, como o
interesse governamental em descentralizar e desconcentrar as atividades econômicas e os grupos
populacionais, a perda de amenidades, os congestionamentos, melhores serviços e opções variadas

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de lazer em Itaipava, e, principalmente, a execução de um eficiente sistema de integração de


transporte coletivo no município, no qual é proporcionado uma grande facilidade de deslocamento por
todo o espaço petropolitano.

O surgimento de novas centralidades transforma a centralidade do núcleo histórico. O Centro


Histórico de Petrópolis continua sendo o centro principal, caracterizado pelas principais atividades
produtivas e pelo local de trabalho. Porém, as novas áreas centrais surgem como um lugar onde se
concentram atividades especializadas. No caso do distrito de Itaipava, tem-se uma centralidade
funcionalmente de lazer e consumo, que se destaca pela presença de shopping centers, boates, pólo
Gastronômico e de um parque de exposições. No entanto, um dado importante a destacar é o tipo de
centralidade que surge nestas novas áreas, que beneficia apenas uma parcela da população
residente no local. Em Itaipava, observa-se um grande número de residências de classe média e alta,
única que pode ser consumidora dos fatores atrativos daquele espaço. Ou seja, percebe-se uma
homogeneização social e uma segregação sócio-espacial nestas novas áreas centrais.

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