CRIMES CONTRA A PESSOA CAPÍTULO 1 – DOS CRIMES CONTRA A VIDA Art. 121 - HOMICÍDIO Art. 121.

Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. Homicídio qualificado § 2° Se o homicídio é cometido: I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; II - por motivo futil; III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido; V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena - reclusão, de doze a trinta anos. Homicídio culposo § 3º Se o homicídio é culposo: Pena - detenção, de um a três anos. Aumento de pena § 4o No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as conseqüências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003) Perdão judicial § 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. § 6o A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia privada, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio. (Incluído pela Lei nº 12.720, de 2012) 1. Conceito e objeto jurídico:

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O homicídio, nas palavras do jurista Cezar Roberto Bitencourt, “é a eliminação da vida de alguém levada a efeito por outrem”. O objeto jurídico é a vida humana extra-uterina. Para que haja o crime, não é necessário que se trate de vida viável (mesmo que a vítima tenha pouco tempo de existência, tem direito à vida), basta que a pessoa esteja viva no momento da execução do crime. A palavra “alguém” deve ser entendido como o ser humano. 2. Formas de conduta: O crime de homicídio é classificado como crime de forma livre, pois admite qualquer meio de execução e pode ser praticado por ação ou por omissão, desde que, nesse último caso, o indivíduo tivesse o dever jurídico de impedir a morte da vítima (art. 13, §2º do CP). Diferentemente do que ocorre se alguém, que não está na qualidade de garantidor, não impede a ocorrência do resultado morte, deverá responder pelo crime de omissão de socorro qualificada pela morte (art. 135, parágrafo único do CP). 3. Sujeitos do crime: Sujeito ativo do homicídio é qualquer pessoa (crime comum). Sujeito passivo pode ser qualquer ser humano nascido com vida. A vida começa com o início do parto, com o rompimento do saco amniótico. Antes do início do parto, o crime será de aborto. 4. Consumação e tentativa: O crime se consuma com a morte real da vítima (crime material), que ocorre com a morte encefálica (ou cerebral), ainda que as funções circulatória e respiratória continuem funcionando, nos termos que estabelece o art. 3º, Lei nº 9.434/97. Haverá tentativa quando o agente não conseguir matar a vítima por circunstâncias alheias a sua vontade, nos termos do artigo 14, inciso II do Código Penal. Vale ressaltar que a desistência voluntária e o arrependimento eficaz afastam a tentativa (art. 15, CP). Obs.: Tentar matar cadáver é crime impossível por absoluta impropriedade do objeto (art. 17, CP). 5. Elemento subjetivo: É o dolo genérico, denominado de animus necandi, não se exigindo nenhuma finalidade específica. O motivo que leva o agente a ceifar a vida de outrem pode caracterizar uma qualificadora ou causa de diminuição de pena. Admite-se o dolo eventual, quando o agente não quer o resultado morte, mas assume o risco de produzi-lo. 6. Homicídio Privilegiado: § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. No parágrafo 1º nós temos o doutrinariamente denominado HOMICÍDIO PRIVILEGIADO, que nada mais é que uma causa de diminuição de pena.

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Em síntese, ocorre homicídio privilegiado em três situações: quando o agente comete o crime impelido por: a) relevante valor social (valor que pertence a toda sociedade e não apenas ao autor do crime – Ex.: matar um perigoso estuprador que aterroriza as mulheres e crianças de uma cidade do interior) b) relevante valor moral (é um valor individual, pessoal, como no caso da eutanásia); (3) sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação. Como se percebe, todas as circunstâncias são subjetivas. Nessa última situação o agente deve estar sob o domínio e não apenas sob a influência (a mera influência é homicídio doloso simples com atenuante de pena do art. 65, III, “c”, CP). Também são requisitos a imediatidade entre provocação e reação e a injusta provocação (se houver injusta agressão pode configurar legítima defesa). Assim, é indispensável para a caracterização que o fato seja praticado “logo em seguida”, ou seja, momentos após a injusta provocação da vítima. Não há um prazo fixo, de sorte que deverá ser analisado no caso concreto. Sendo reconhecida a causa de diminuição de pena, é direito subjetivo do acusado, assim, o juiz, no momento da aplicação da pena, é obrigado a reduzir de um sexto a um terço. O privilégio não se comunica entre os agentes no caso de concurso de pessoas porque é uma circunstância pessoal, em consonância com a regra prevista no artigo 30 do CP. Assim, na situação em que o pai e amigo que matam o traficante que vendia drogas para o filho, apenas o pai será beneficiado dessa causa de diminuição de pena, enquanto o amigo responde pelo homicídio simples. Obs.: PRIVILÉGIO E ATENUANTE GENÉRICA - DIFERENÇAS: Essa modalidade de privilégio diferencia-se da atenuante genérica arrolada pelo art. 65, inciso III, alínea c do Código Penal, em quatro pontos, vejamos a tabela:

HOMICÍDIO PRIVILEGIADO É aplicável exclusivamente ao homicídio doloso. Exige-se que o crime seja cometido sob o domínio de violenta emoção. Pressupõe a injusta provocação da vítima. Depende de relação de imeditidade, pois o homicídio deve ser praticado logo em seguida à injusta provocação da vítima.

ATENUANTE GENÉRICA (ART. 65, III DO CP) É possível ser aplicada em qualquer crime. Basta que o sujeito ativo esteja sob a mera influência. É suficiente o ato injusto da vítima. Não se exige que a ação do sujeito ativo respeite essa relação de imediatidade.

Obs.: O crime de homicídio privilegiado (art. 121, §1º do Código Penal) é compatível com a aberratio ictus. Nesse sentido, admiti-se que o sujeito, depois de injustamente provocado, efetue disparos de arma de fogo contra o provocador, mas atinja terceira pessoa. Nesse caso, ainda assim, haverá o homicídio privilegiado, conforme a regra prevista no artigo 73 do Código Penal. (P.ex.: José dispara cinco tiros de revólver contra Joaquim, jovem de 26 (vinte e seis) anos que acabara de estuprar sua filha. Contudo, em decorrência de um problema na mira da arma, José erra seu alvo, vindo a atingir Rubem, senhor de 80 (oitenta) anos, ceifando-lhe a vida. Nesse caso, José responderá pelo crime de homicídio privilegiado. Obs.: A premeditação é incompatível com o crime de Homicídio Privilegiado, na forma do domínio de violenta emoção logo em seguida a injusta provocação da vítima. O ato de arquitetar minuciosamente a execução do crime não se compatibiliza com o domínio da violenta emoção.

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portanto. Na paga.: É importante destacar que o crime de homicídio qualificado. Não é crime. V . p. até o seu fim natural. portador de moléstia incurável e irreversível. em sentido amplo. Motivo torpe é o motivo repugnante. em que o médico deixa de adotar as providências necessárias para prolongar a vida do doente terminal. de doze a trinta anos. o crime não será hediondo. para ser considerado hediondo. em qualquer de suas formas. ou por outro motivo torpe. asfixia. IV . Por outro lado. 7. fogo.: TRATAMENTO JURÍDICO-PENAL DA EUTANÁSIA: A eutanásia. O parágrafo 2º contém cinco incisos e. não se comunicam aos demais coautores ou partícipes. o recebimento da recompensa é prévia. Já o crime de homicídio simples. ainda que com sofrimento. c) Distanásia: é a morte vagarosa e sofrida de um ser humano. Obs. Atualmente. nessa hipótese. Paga ou promessa se caracterizam no homicídio mercenário. é crime hediondo. contudo. www. pode ser fracionada em duas espécies distintas: a) Eutanásia em sentido estrito: é modo comissivo de abreviar a vida da pessoa portadora de doença grave. inciso I.mediante paga ou promessa de recompensa. a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena . Os incisos I. Homicídio qualificado: Homicídio qualificado § 2° Se o homicídio é cometido: I . as qualificadoras dos incisos III e IV (meios e modos de execução) são de natureza objetiva. possuindo. I . cinco qualificadoras. ou de que possa resultar perigo comum. por pertencerem ao fato. tortura ou outro meio insidioso ou cruel. por se tratar de meio capaz de arrastar a existência da vida humana. II . Diz-se homicídio doloso qualificado quando presente qualquer dessas circunstâncias. prolongada pelos recursos oferecidos pela medicina. conseqüentemente. índole subjetiva.: As qualificadoras dos incisos I.mediante paga ou promessa de recompensa. ainda se considera crime de homicídio privilegiado aquele pratica a eutanásia (eutanásia em sentido estrito ou ortotanásia). desde que tenha ingressado na esfera do conhecimento de todos os envolvidos. da Lei 8. Obs. Os incisos III e IV dizem respeito aos meios e modos de execução do homicídio. comunicam-se no concurso de pessoas. b) Ortotanásia: é a eutanásia por omissão. ou por outro motivo torpe.br . III .ex: matar um parente para ficar com sua herança. de emboscada. O executor recebe a vantagem e depois pratica o homicídio. é perfeitamente possível a existência de homicídio qualificado privilegiado.072/90. ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido. em estado terminal e sem previsão de cura ou recuperação pela ciência médica.com emprego de veneno. explosivo. II e V. ainda que cometido por um só agente.gustavobrigido. Já na promessa de recompensa o pagamento é ajustado para um momento posterior à execução do crime.por motivo futil. em face da regra delineada pelo artigo 30 do Código Penal. Obs.para assegurar a execução.à traição. tal como consta no artigo 1º. a ocultação.reclusão.: Como se disse. por pertencerem à esfera íntima do agente. moralmente reprovável. elevando em abstrato a pena do homicídio para 12 a 30 anos.com. II e V relacionam-se aos motivos do crime. deve ser praticado em atividade típica de grupo de extermínio.Obs.

Só se aplica se o veneno foi introduzido na vítima sem o seu conhecimento. O perigo comum ocorre o agente. não são considerados motivos torpes para fins de qualificação o crime de homicídio.por motivo fútil.No chamado homicídio mercenário não é necessário que haja o recebimento da recompensa. Fútil é o motivo insignificante. asfixia.com emprego de veneno. III .144-RJ). confundir como crime de tortura qualificado pela morte. sem que a vítima tenha conhecimento que vai ser atacada) ou moral (atrair a vítima para um precipício). de emboscada. portanto. Obs. causa perigo a um número indeterminado de pessoas. através de estrangulamento. ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. HC 99. Ex. além de matar. é qualquer substância capaz de causar um perigo real a vida da vítima. Nessa qualificadora. o meio da tortura. com um travesseiro no rosto.com.: o indivíduo que mata outro por ter sofrido uma pisada no pé. Meio insidioso é um meio dissimulado e o meio cruel é aquele que causa sofrimento desnecessário à vítima. IV . Respondem pelo crime qualificado o que praticou a conduta e o que pagou ou prometeu a recompensa (STJ. para tanto.à traição. banal. não qualifica o crime. por exemplo) ou indireto (quando a vítima fica impedida de exercer o movimento do tórax. mas que não chega a configurar uma tortura. www. o agente se vale da confiança que a vítima nele previamente depositava.455/97.: a vingança e o ciúme. Não devemos. basta a mera promessa. A traição que qualifica o homicídio pode ser física (disparo pelas costas. tortura ou outro meio insidioso ou cruel. No caso do homicídio qualificado pela tortura.gustavobrigido. segundo as condições especiais da vítima. Prevalece o entendimento de que essa recompensa deve ser patrimonial. II . assim. utilizando-se. por si só. Já a dissimulação o agente esconde ou disfarça o seu propósito para apanhar a vítima desprotegida. é preciso ressaltar a intenção do agente sempre foi ceifar a vida da vítima. ou de que possa resultar perigo comum. Observe que essa qualificadora não será cabível na hipótese de ataque frontal e de repentino. Observe que a ausência de motivo não deve ser equipara ao motivo fútil. previsto no artigo 1º. explosivo. para fins penais.br . fogo. enquanto estavam num show. que é um crime preterdoloso. Emboscada é a tocaia. Se for ministrado à força poderá caracterizar o meio cruel. por exemplo) da função respiratória da vítima. Veneno. Uma substância teoricamente inócua pode assumir a condição de venenosa. Por sua vez. Aqui. a asfixia tóxica pode verificarse pelo uso de gás asfixiante. o agente se esconde e pega a vítima de surpresa. Asfixia é o impedimento direto (quando são obstruídas as vias respiratórias. §1º da Lei 9.

Nessa situação.: Em situações expressamente previstas em lei. pois o dispositivo fala apenas em crime.br .com. A superioridade física do agressor em relação a vítima também não qualifica o homicídio. não qualifica o crime de homicídio. há crimes específicos e que afastam a qualificadora do homicídio quando o sujeito elimina a vida de alguém para assegurar a execução de outro crime. quando se encontra em estado de embriaguez). o crime de homicídio privilegiado qualificado não é crime hediondo.1 – Observações finais: Obs. preço ou proveito dele" 7. Estuprar uma mulher e depois matá-la para não ser reconhecido como autor do crime contra a dignidade sexual. à emboscada e à dissimulação (ex.Finalmente. ocultação. que pratica um homicídio para assegurar a execução.gustavobrigido. É o que ocorre. exemplificativamente. V . www.: O emprego de arma de fogo. é importante destacar que. De acordo com o eminente autor. Depois de furtar um estabelecimento comercial. A doutrina convencionou chamar de qualificadora por conexão. outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima é uma fórmula genérica que indica qualquer outro meio análogo à traição.para assegurar a execução. deverá responder pelo crime do artigo 157. o magistrado deve utilizar uma delas para qualificar o crime. Obs. a ocultação.: matar a vítima enquanto esta dorme. o privilégio é incompatível com as qualificadoras subjetivas. finalidade última do agente. Ademais.: A qualificadora por conexão não dever ser caracterizada na hipótese em que o homicida deseja assegurar a execução. por si só. "ocorre a conexão teleológica quando o homicídio é meio para executar outro crime. de acordo com o entendimento dominante. em que o agente mata para roubar a vítima. §3º do CP. a impunidade ou a vantagem de outro delito. a impunidade ou vantagem de outro crime: Cuida-se de mais uma qualificadora de natureza subjetiva. desde que sejam as de natureza objetiva (relacionada aos meios e modo de execução). a ocultação. consoante posição consolidada do Supremo Tribunal Federal. relacionada à motivação do agente.: PLURALIDADE DE QUALIFICADORAS: Na hipótese de estarem presentes duas ou mais qualificadoras (ex. Matar o coautor do crime de extorsão mediante seqüestro para ficar com todo valor recebido a título de resgate. o bandido mata uma testemunha que presenciara a prática do crime. e as demais como agravantes genéricas.: A premeditação do crime não qualifica o homicídio por falta de amparo legal.: homicídio qualificado pelo motivo torpe e pelo meio cruel). Obs. impunidade ou vantagem de uma contravenção penal. no latrocínio. Em contrapartida. Obs. Leciona Mirabete que essa qualificadora se divide em casos de conexão teleológica e consequencial. Exemplos: Matar o segurança de um empresário para em seguida seqüestrá-lo. Obs. pois é uma condição natural e não um recurso criado pelo homicida. É consequencial quando praticado para ocultar a prática de outro ilícito ou para assegurar a impunidade ou vantagem do produto.: O entendimento doutrinário majoritário e a jurisprudência do STF e do STJ sustentam a compatibilidade entre a causa de diminuição de pena (privilegiadora do crime de homicídio) e as qualificadoras. Obs.

br . por negligência (deixar de adotar as cautelas necessárias – p. de um a três anos. ou foge para evitar prisão em flagrante. desde que presente os demais requisitos previstos no artigo 89 da Lei 9. 9. arte ou ofício. Se o crime for praticado na direção de veículo automotor configura o homicídio culposo estabelecido no CTB (art.) É importante destacar que o sujeito ativo precisa conduzir veículo automotor (não basta que esteja no trânsito). mas na culpa concorrente o juiz pode atenuar a pena do agente (a vítima atravessa fora da faixa de pedestre e o agente mata porque está em alta velocidade). 121. e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. o homicídio culposo comporta o benefício da suspensão condicional do processo. No homicídio culposo o agente não quer matar a vítima (dolo direto) nem assume o risco de matá-la (dolo eventual). § 3º. trata-se de um tipo penal aberto.8.: em face da pena mínima cominada de um ano.ex: manusear arma de fogo carregada em local com grande concentração de pessoas). O homicídio culposo. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. Causa de aumento de pena: Aumento de pena § 4o No homicídio culposo.ex. qualquer pessoa que tenha agido de forma culposa. (Redação dada pela Lei nº 10. por exemplo). CP. Assim. Assim. se o agente estiver na condução de veículo de tração humana (bicicleta). Assim. é incompatível a tentativa.741. Obs. a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. a pena é aumentada de 1/3 (um terço). é sempre bom lembrar que na culpa exclusiva (total) da vítima não há crime (a vítima se joga por cima do carro.: lembre-se que todo crime culposo (salvo em relação a culpa imprópria) . Obs. Homicídio culposo: Homicídio culposo § 3º Se o homicídio é culposo: Pena .099/95. responde pelo crime do art. tração animal (carroça) ou ciclomotor (anexo I do CTB) e matar alguém. Destaque-se que não existe a compensação de culpas no direito penal.ex. 302 da Lei nº 9. inclusive o crime de homicídio culposo.: deixar uma arma de fogo carregada ao alcance de outras pessoas) ou imperícia (falta de habilidade ou conhecimento para a prática de ofício.503/97: Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor: Penas detenção. de dois a quatro anos.com. Sendo doloso o homicídio. deverá responder pelo resultado morte.detenção. arte ou profissão – p. só será homicídio culposo quando o resultado morte ocorrer por imprudência (agir descuidado – p.gustavobrigido. de 2003) www.: cirurgião plástico que mata sua paciente por falta de habilidade para realizar o procedimento médico). não procura diminuir as conseqüências do seu ato. Ademais. por ser um crime de natureza culposa.

com.Aqui no parágrafo 4º.: médico ortopedista que mata o paciente ao efetuar uma cirurgia cardíaca). não será aplicada. e não tenham prestado imediato socorro à vítima. que dela se apodera e efetua um disparo contra a própria cabeça.br . não presta imediato socorro a vítima. alínea b do Código Penal. e não por homicídio culposo em concurso com a omissão de socorro. ameaçado de ser linchado. Não incidirá a causa de aumento de pena. é perfeitamente possível a incidência conjunta dessa causa de aumento de pena. e duas causas aplicáveis ao homicídio doloso. Exemplo: “A” deixa uma arma de fogo municiada em local acessível a uma criança. Causa de aumento de pena para o homicídio doloso: Conforme se extrai do parágrafo 4º.ex. arte ou ofício. d) Fugir para evitar prisão em flagrante: mais uma causa de aumento de pena. Obs. essa causa de aumento de pena não incide quando o sujeito deixou de prestar socorro porque não tinha condições de fazê-lo. mas afastou-se do local do crime e não pediu qualquer ajuda da autoridade pública. seja por questões físicas ou psicológicas (p. Acrescenta-se. Observe que essa causa de aumento de pena só se aplica para o profissional. Passemos a análise de cada um deles: Causas de aumento de pena para o homicídio culposo: a) Inobservância de regra técnica de profissão. se ao tempo do crime a vítima era menor de 14 anos ou maior de 60 anos de idade. não se aplica a atenuante genérica definida pelo artigo 65. o sujeito não reúne conhecimentos teóricos ou práticos para o exercício de arte. no homicídio culposo cometido com imperícia médica. Perdão judicial: www. Assim. c) Não procurar diminuir as conseqüências do seu ato: trata-se de desdobramento da causa de aumento de pena anterior. conforme o entendimento do STJ. que quando o responsável pelo homicídio culposo presta socorro à vítima.: Segundo a jurisprudência.: Essa causa de aumento de pena deve ser compreendida pelo dolo do agente. acreditando sinceramente ter a vítima 15 anos de idade. Já nesta causa de aumento de pena. Na imperícia. se o agente desconhecia a idade ou agiu em erro de tipo sobre tal circunstância. “A” não conduz a vítima ao hospital. de 13 anos de idade. e ela vem a morrer. mas por desídia não as observa (exemplo: cardiologista não segue as regras básicas de uma cirurgia de coração). Obs. Loco.: ameaça de linchamento). a pena é aumentada de 1/3. b) Deixar de prestar imediato socorro a vítima: essa causa de aumento de pena relaciona-se as pessoas que por culpa contribuíram para a produção do resultado. Obs. que era justificável. 10. ainda. aplicada apenas para o crime de homicídio culposo. Exemplo: O agente. Nesse caso. são duas causas de aumento de pena que dizem respeito a idade da vítima ao tempo do crime (teoria da atividade – art. 4º do CP).ex.: Segundo o STF. arte ou ofício: essa inobservância regulamentar não se confunde com a imperícia. o Código Penal arrola quatro causas de aumento de pena aplicáveis somente ao homicídio culposo. o agente dota das habilidades necessárias para o desempenho da atividade. profissão ou ofício (p. inciso III. relativa a inobservância de regra técnica de profissão. deve responder por homicídio culposo com a pena aumentada. Exemplo: “A” mata “B”.gustavobrigido.

Perdão judicial § 5º . Entretanto. do perdão do ofendido. de 2012) O parágrafo 6º é fruto de recente alteração legislativa dada ao Código Penal pela Lei nº 12.com. tal como estabelece a Súmula 18 do Superior Tribunal de Justiça. portanto. a ação grupos de extermínio. com respaldo no artigo 107.: Embora não previsto expressamente.br . (Incluído pela Lei nº 12.: o perdão judicial é ato unilateral. da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal. inciso IX do CP. sob o pretexto de prestação de serviço de segurança. não é crime hediondo. cuja pena varia de 6 a 20 anos. policiais e dissidentes de quadrilhas. aplicável nos crimes de ação penal privada e que dependem de aceitação pelo autor da infração penal. do Senado Federal.Aquele que mata dolosamente o Presidente da República. será hediondo quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio. A gravidade e a extensão das conseqüências da infração devem ser analisadas na situação concreta.gustavobrigido. com maior rigor. seus familiares (p. não subsistindo qualquer efeito condenatório. Assim. organizações paramilitares e esquadrões. Obs. o benefício não poderá ser negado se estiverem presentes seus requisitos legais. ainda que executado por apenas um dos integrantes do grupo (art.: ficar paraplégico). por analogia “in bona partem”. I. além de testemunhas de crimes. É diferente.Na hipótese de homicídio culposo. Obs.170/1983 – Crimes contra a Segurança Nacional. não precisa ser aceito pelo réu para produzir seus efeitos. não gera reincidência. nas quais são mortos civis. 11. previsto no caput do artigo 121.072/90).1 . mas as conseqüências desse crime lhe são tão graves que a punição desponta como desnecessária. Trata-se de causa de extinção de punibilidade. www. 12. o juiz poderá deixar de aplicar a pena.: pai que por negligência esquece seu filho de puçá idade no interior do automóvel). Causa de aumento de pena: § 6o A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia privada. responsáveis por chacinas. aplicável nos casos em que o sujeito produz culposamente a morte de alguém. predomina que cabe o perdão judicial no homicídio culposo do CTB. Observações finais Obs.ex.720/12.ex. deverá responder pelo crime definido pelo artigo 29 da Lei 7. em regra. ou por grupo de extermínio. A idéia é reprimir. milícias. autoridades públicas.O homicídio doloso simples. Por fim.2 . Obs. Essa sentença possui natureza jurídica de declaratória de extinção da punibilidade. Podem atingir o próprio autor da conduta culposa (p. não autoriza o lançamento do nome do réu no rol dos culpados e não configura a obrigação de reparar o dano provado pelo crime.720. 1º. se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. Lei nº 8. O perdão judicial deverá ser concedido na sentença. isto é.

a capacidade de resistência. em virtude do princípio da alteridade. por qualquer causa.com. Se a vítima não tem capacidade de entender que está se suicidando. e não contra a vida. se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave. o agente responde por homicídio (p. Conforme o STF. 122 – INDUZIMENTO. O sujeito não pode. portanto. Cuida-se de crime condicionado.Obs. desde que tenha capacidade mental de entender que está eliminando a própria vida. trata-se de crime contra a humanidade. Considerações iniciais: O direito penal. porque se o suicida não morre nem sofre lesão grave. Sujeitos do crime: O sujeito ativo é qualquer pessoa (crime comum).se a vítima é menor ou tem diminuída. 3. até então inexistente). grupo nacional. de dois a seis anos. crime nenhum. de um a três anos. não há o crime. em hipótese alguma.reclusão. 2. não cometendo. Consumação e tentativa: A consumação ocorre se o suicida morrer ou sofrer lesão grave.3 – Aquele que mata membros de um grupo. sob pena de incorrer no crime de homicídio. instigar (reforçar uma idéia já existente) ou auxiliar (prestar auxílio material parao suicida) que terceiro se suicide. com a intenção de destruir.br . 122 . II . racial ou religioso. não considera crime a pessoa que se suicida ou tenta se suicidar. Só responde pelo crime do artigo 122 do CP aquele participa no ato de induzir (cria a idéia na mente alheia.gustavobrigido.889/56. não há o crime. Elemento subjetivo: www. INSTIGAÇÃO OU AUXÍLIO AO SUICÍDIO Art. O sujeito passivo é qualquer pessoa. realizar a conduta apta a eliminar a vida da vítima.se o crime é praticado por motivo egoístico. Parágrafo único . secundária. Só há o crime se a conduta foi exercida contra pessoa certa e determinada (autor de livro que escreve obra sugerindo às pessoas o suicídio não configura o delito). ou reclusão.A pena é duplicada: Aumento de pena I . 4.: quanto a forma de participação em suicídio no ato de auxiliar.Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça: Pena . Não há tentativa. Obs. Se não sofre lesão ou sofre apenas lesão leve. étnico.ex. pratica o crime de genocídio definido pela Lei 2. 1. é importante que este seja em atividade acessória. no todo ou em parte. ART. se o suicídio se consuma.: induzir criança de 04 anos a atirar contra si).

O crime é punido apenas a título de dolo. Se alguém, culposamente, dá uma notícia para a vítima que não deveria e a vítima se suicida, não há crime. 5. Pacto de morte: No pacto de morte há um acordo celebrado entre duas pessoas que desejam se matar. Contudo, nas hipóteses em que há sobrevivência de uma delas ou de ambas, resolvem-s da seguinte maneira, nas palavras do jurista Cléber Masson: a) se o sobrevivente praticou atos de execução da morte de outro, ele será imputado o crime de homicídio; b) se o sobrevivente somente auxiliou o outro a suicidar-se, responderá pelo crime de participação em suicídio; c) se ambos praticarem atos e execução, um contra o outro, e ambos sobreviveram, responderão os dois por tentativa de homicídio; d) se ambos se auxiliarem mutuamente e ambos sobreviverem, a eles será atribuído o crime de participação em suicídio, desde que resultem lesões corporais de natureza grave; e) se um deles praticou atos de execução da morte de ambos, mas ambos sobreviveram, aquele responderá por tentativa de homicídio, e este por participação em suicido, desde que o executor, em razão da tentativa, sofra lesão corporal de natureza grave. Aumento de pena I - se o crime é praticado por motivo egoístico; II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência. A pena daquele que auxilia, instiga ou induz alguém a suicidar-se será aumentada se o crime é praticado por motivo egoístico ou se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência a) Motivo egoístico: é aquele motivo individualista, com intenções de satisfação pessoal (p.ex.: o sujeito que estimula um colega de trabalho que enfrenta problemas depressivos a suicidar-se, e assim ficar com seu cargo na empresa. b) Vítima menor: é a pessoa com idade entre 14 e 18 anos de idade. Assim, se a conduta de auxiliar, instigar ou induzir for em face de pessoa com idade entre 14 e 18 anos, haverá a aplicação da causa de aumento de pena prevista no inciso II. A causa de aumento de pena, nessa hipótese, se justifica na maior facilidade que pessoas nessa faixa etária apresentam para serem convencidas por outrem a suicidar-se. Obs.: A interpretação de que vítima menor é aquele que possui idade entre 14 e 18 decorre da aplicação analógica ao que dispõe o artigo 217-A do Código Penal, com redação dada pela Lei nº 12.015/09. Com efeito, a pessoa com idade inferior a 14 anos não tem maturidade suficiente para a prática de um ato sexual, também não a possui para dispor da sua própria vida. Obs.: Muita atenção!!! Se a vítima for pessoa com idade inferior a 14 anos, o crime será de homicídio, já que esta não teria qualquer capacidade de discernimento sobre o ato que foi instigada, auxiliada ou induzida a participar (p.ex: induzir uma criança de 6 anos de idade a pular de um prédio, afirmando que esta iria criar asas e se tornar um super-herói)

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c) Vítima que, por qualquer causa, tem diminuída a capacidade de resistência: é a pessoa que por algum motivo não relacionada a idade, possua maior possibilidade de ser influenciada a se suicidar. Essa menor resistência pode ser provocada por enfermidade, como também por efeitos do álcool ou de drogas. ART.123 - INFANTICÍDIO Art. 123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: Pena - detenção, de dois a seis anos. 1. Considerações iniciais: Trata-se de um crime em que se mata alguém, tal como no artigo 121, mas o legislador estabeleceu penas menores, pelo fato de ser praticado pela mãe contra o seu próprio filho, durante o parto ou logo após, influenciada pelo estado puerperal. 2. Sujeitos do crime: O Sujeito ativo é a mãe da vítima em estado puerperal, daí se fala que é um crime próprio. O sujeito passivo é apenas o filho da mãe puérpera, que esteja nascendo ou que já nasceu. Por esta razão, a doutrina o denomina como crime bipróprio, pois exige uma qualidade especial do sujeito ativo e do sujeito passivo. Obs.: Se a mãe, em estado puerperal, matar um adulto, deverá responder pelo crime de homicídio. Se a mãe, influenciada pelo estado puerperal e logo após o parto, mata outra criança, que acreditava ser seu filho, responde por infanticídio. É o que a doutrina denomina de infanticídio putativo. Alguns autores sustentam, que nessa possibilidade, haverá erro quanto a pessoa, sem, contudo, haver qualquer alteração prática. Obs.: não há critério seguro para determinar o tempo de estado puerperal. Assim, a presença desse estado de abalo materno em razão do parto. O parto tem início com a dilatação, instante em que se evidenciam as dores e dilatação do colo do útero. Em seguida há a fase de expulsão, no qual o nascente impelido para fora do útero. E, finalmente, há a expulsão da placenta, findando o parto. Assim, a morte do nascente, em qualquer dessas fases, em razão do estado puerperal que acomete a parturiente, está caracterizado o infanticídio. Obs.: Não cabe agravante do art. 61, II (crime cometido contra descendente), neste caso 3. Estado puerperal: É uma perturbação psicopatológica aguda, de caráter transitório, que, em conseqüência do trabalho de parto e de determinados fatores psicológicos, fisiológicos e sociais, leva a parturiente, no período compreendido entre a fase expulsiva do feto e os primeiros minutos seguidos à eliminação da placenta, a cometer infanticídio por ter sido atingida profunda e parcialmente a sua consciência. Prevalece o entendimento no sentido de ser desnecessária perícia para constatação do estado puerperal, por se tratar de efeito normal e inerente a todo e qualquer parto. Todavia, quando a mãe retira a vida do recém nascido, após um prazo considerável do parto, a perícia deverá ser realizada para verificar a existência do estado puerperal para caracterização do crime.

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3. Infanticídio e concurso de pessoas: A condição pessoal do “estado puerperal” é elementar do tipo penal e, portanto, comunica-se ao terceiro coautor ou partícipe (art. 30, CP). Assim, o pai que ajuda a mãe puérpera a matar o seu próprio filho, também cometerá o crime de infanticídio. 4. Inimputabilidade da gestante: Se a parturiente, completamente perturbada psicologicamente, dada a intensidade do seu estado puerperal, considerado aqui como de nível máximo, provocar a morte de seu filho durante o parto ou logo após, deverá ser tratada como inimputável, afastando-se, outrossim, a sua culpabilidade e, conseqüentemente, a própria infração penal. ART. 124 AO ART. 128 – ABORTO E SUAS MODALIDADES Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena - detenção, de um a três anos. Aborto provocado por terceiro Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de três a dez anos. Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de um a quatro anos. Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não é maior de quatorze anos, ou é alienada ou debil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência Forma qualificada Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte. Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico: Aborto necessário I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante; Aborto no caso de gravidez resultante de estupro II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.

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www. 3. que estará caracterizado quando o aborto é praticado sem o consentimento da gestante. consoante entendimento majoritário da doutrina. Temos. 124 e a pessoa que provoca (p. Crime de aborto provocado por terceiro (art. A gravidez.1 . portanto. que é o memento em que o óvulo fecundado é implantado no útero. Havendo coautoria. inclusive.com.: gestante menor de 14 anos de idade ou alienada ou débil mental que consente para que outro provoque o aborto) ou porque o consentimento foi adquirido mediante fraude. Exemplo: a mulher grávida ingere medicamento abortivo. 2. 125 do CP: Aborto provocado por terceiro Art. que o uso de meios contraceptivos.Provocar aborto. 125 e 126 do CP): O código penal estabelece dois crimes. Obs. da pílula do dia seguinte. Esse crime pode concretizar-se em duas hipóteses: a) não houve qualquer consentimento da gestante (ex. Perceba que a gestante que autoriza que outro lhe provoque o aborto responde pelo art. e.ex.: agressão do antigo namorado que a engravidou). como responde o partícipe? Além de responder por este delito (participação em auto-aborto) responderá por lesão culposa ou homicídio culposo. temos o crime de auto-aborto e. de três a dez anos.Aborto praticado por terceiro sem o consentimento da gestante – Art.: o médico) responde pelo art. e. pois há duas vítimas. sem o consentimento da gestante: Pena . b) quando a vítima prestou consentimento. não admite co-autoria (mas admite a participação). o coautor deverá responder pelo crime do artigo 126. o feto e a gestante.gustavobrigido. inicia a partir da nidação.: Se ocorrer morte ou lesão grave da gestante. grave ameaça ou violência. mas este não surte efeitos válidos. da qual resulta a morte antecipada do feto. que foi adotada pelo artigo 29 do Código Penal. Considerações iniciais: O aborto é a interrupção da gravidez. Obs. Trata-se de um crime de dupla subjetividade passiva. 124 do CP): O artigo 124 do Código Penal traz duas modalidades do crime de aborto que só podem ser praticados pela gestante. Crime de auto aborto e de aborto consentido (art.reclusão. só será cabível concurso de pessoas na hipótese de partícipe. portanto. na forma de coautoria. 126. não constitui crime algum. um segundo. que estará caracterizado quando o aborto é praticado com o consentimento da gestante. ambos do CP. 3.1. Na primeira parte.ex. seja por alguma característica da mãe (p. Por isso. 125 .: no crime previsto no artigo 124. uma exceção à teoria monista ou unitária. mais grave.br . o crime de aborto consentido É crime de mão-própria e. não. na segunda parte. que lhe fora fornecido pelo seu namorado. Um primeiro.

reclusão. aquele que pratica as manobras abortíferas responderá pelo artigo 126 do CP.: e o partícipe. Trata-se de uma causa de aumento de pena que só deve ser aplicada na hipótese de crime de aborto preterdoloso. tal como foi afirmado anteriormente. em concurso formal impróprio (artigo 70 do CP). Causa de aumento de pena: Art. Se vinculada ao consentimento da gestante. a gestante sofre lesão corporal de natureza grave. se.gustavobrigido. Se. Aborto legal ou permitido (art. ou é alienada ou debil mental. o agente queria causar o aborto. o agente responderá pelo crime de aborto em concurso com o crime de lesão corporal grave ou homicídio. acaba produzindo lesão corporal de natureza grave ou mesmo a morte da gestante. 3.Obs.2 – Aborto praticado por terceiro com o consentimento da gestante – Art.br . 128 do CP): Art. 126 . lhe sobrevém a morte. Por outro lado.Não se pune o aborto praticado por médico: Aborto necessário I . 126 do CP: Art. 124 do CP (p. e são duplicadas. Em outras palavras. ele responderá pode um único crime. de um a quatro anos. responderá pelo artigo 124 do CP.As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço. Aplica-se a pena do artigo anterior. portanto. 128 .: a recepcionista da clínica médica clandestina) 4. A causa de aumento de pena do artigo 127 do CP somente se aplica aos tipos dos artigos 125 e 126. e essa circunstância for do conhecimento do terceiro. uma exceção a teoria monista. se o partícipe concorrer para a conduta do terceiro que provoca o aborto. haverá dois (ou três) crimes de aborto.ex.: se a mãe está grávida de gêmeos (ou trigêmeos). Obs. em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo.com. Contudo. 5. respectivamente. se. o partícipe responderá pelo art. se o agressor ignorava esse fato. 124. tinha dolo (eventual ou direto) de tanto causar o aborto.: familiares que auxiliam financeiramente a gestante para custear as despesas do aborto em uma clínica clandestina). por qualquer dessas causas.Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena . ao passo que a gestante que consentiu. é impunível. ou se o consentimento é obtido mediante fraude. Não se aplica ao aborto do art. mas por culpa. Temos. 127 . responderá pelo crime do artigo 126 do Código Penal (p. pelo princípio da alteridade.ex. www. como de lesionar gravemente ou matar a mãe. se a gestante não é maior de quatorze anos. no entanto.se não há outro meio de salvar a vida da gestante. vez que a autolesão. grave ameaça ou violência Quando o aborto é praticado por terceiro com o consentimento da gestante. Parágrafo único. por qual crime responde? Resposta: Depende de sua conduta.

: no aborto sentimental. o crime é impossível. permitindo a prática do aborto.: na hipótese do inciso I. O ministro Gilmar Mendes votou pela descriminalização da prática.br . relator da ação em julgamento. Para sete dos dez ministros que participaram do julgamento. os ministros descriminalizaram o ato de colocar fim à gravidez nos casos em que o feto não tem o cérebro ou a parte vital dele. não se trata de aborto porque não há a possibilidade de vida do feto fora do útero.se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou. no que alguns ministros chamaram de o "julgamento mais importante de toda a história da corte". mediante a presença de provas seguras acerca da existência do crime. nada justifica a restrição aos direitos da gestante”. Essa é outra questão. O decano do tribunal. que se trata de aborto. As situações descritas no artigo 128 são causas especiais de exclusão de ilicitude. A doutrina denomina de aborto necessário. já que se trata de estado de necessidade. Obs. com esse julgamento. as mulheres não precisam mais de decisão judicial que as autorize. Basta o diagnóstico de anencefalia do feto. que a interrupção da gravidez de feto anencéfalo não pode sequer ser chamada de aborto. na regra que possibilita o aborto em caso de risco à saúde da mãe. quando incapaz. Contudo. não há necessidade de condenação do estuprador ou existência de ação penal.Aborto no caso de gravidez resultante de estupro II . O ministro afirmou que existe. não há crime pelo fato de serem hipóteses admitidas pelo ordenamento jurídico. Assim. Se não há. Mas venceu a tese de que a interrupção de gestação de feto sem cérebro não pode sequer ser considerada aborto. Em síntese. pois. Obs. ministro Celso de Mello. Na prática. quando a gravidez resulta de estupro. praticado por médico. o aborto poderá ser praticado por qualquer pessoa. mas considerou. pontuou: “Não estamos. Para o ministro. “Aborto” de feto anencéfalo – ADPF 54: O Supremo Tribunal Federal decidiu. obrigatoriamente. e de aborto sentimento (humanitário. depoimentos das testemunhas. ético ou piedoso). inquérito policial etc. tais como boletim de ocorrência. o aborto precisa ser. não há necessidade de autorização judicial para que o médico proceda ao aborto. Prevaleceu o voto do ministro Marco Aurélio. Basta o médico. declaração da mulher. um conflito apenas aparente entre direitos fundamentais já que não há qualquer possibilidade de o feto sem cérebro sobreviver fora do útero www.com. 6. quando não houver outro meio de salvar a vida da gestante. no caso. na hipótese. Por oito votos a dois. embora o aborto praticado constitua fato típico. na hipótese do inciso II. que poderá vir a ser submetida a esta corte em outro momento. no dia 12/4/12. o aborto de feto anencéfalo pode se encaixar nas hipóteses de exceção previstas no Código Penal em que o aborto não é considerado crime — no caso. de seu representante legal. para quem “anencefalia e vida são termos antitéticos”.gustavobrigido. os ministros decidiram que médicos que fazem a cirurgia e as gestantes que decidem interromper a gravidez não cometem qualquer espécie de crime. sim. Para interromper a gravidez de feto anencéfalo. vida a ser protegida.

A vítima foi socorrida e levada ao pronto socorro. ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido.gustavobrigido. b) O crime de infanticídio. HC 228. alguns golpes de faca. explosivo. 7. dada a menor reprovabilidade da conduta. permite a compensação de culpas.Agente de Polícia . Rel. iniciado o parto.DPE-GO . O crime praticado por quem esfaqueou foi: a) lesão corporal seguida de morte. Min.Prova: NUCEPE .998-MG.tortura ou outro meio insidioso ou cruel. notadamente quando.com.Cabo Uma pessoa desferiu em outra. d) homicídio qualificado. de emboscada. porém. mas nada consegue obter porque tal sepultura estava vazia. b) por motivo fútil c) com emprego de veneno.PM-PI . O que estava em jogo. não admite coautoria. fogo.Prova: INSTITUTO CIDADES . LISTA DE EXERCÍCIOS – DOS CRIMES CONTRA A VIDA: 01 . ou de que possa resultar perigo comum. 02 . INFANTICÍDIO E HOMICÍDIO – STJ: Iniciado o trabalho de parto. a ocultação. Os ministros decidiram que não. a impunidade ou vantagem de outro crime. contudo. 03 . e) para assegurar a execução. querendo ceifar sua vida. asfixia.da mãe. uma semana depois. viola sepultura. A maioria. c) homicídio simples. veio a óbito por infecção hospitalar. d) Há homicídio privilegiado quando o agente atua sob a influência de violenta emoção. disse Marco Aurélio.Defensor Público O homicídio é qualificado pela conexão quando é cometido a) mediante paga ou promessa de recompensa. especificamente com a segurança do diagnóstico de anencefalia. Os ministros se mostraram preocupados com a execução da decisão. ou por outro motivo torpe. por exemplo. mas sim homicídio ou infanticídio conforme o caso.Prova: FGV . os batimentos cardíacos. c) O homicídio culposo. b) lesão corporal grave.2012 .br .Exame de Ordem Unificado Assinale a alternativa correta a) Aquele que. desejando subtrair ossadas de urna funerária. rejeitou a proposta após uma longa discussão. www. não pratica o crime descrito no art. e) tentativa de homicídio. Para configurar o crime de homicídio ou infanticídio. Marco Aurélio Bellizze.OAB .2012 . d) à traição. O ministro Gilmar Mendes propôs que o Supremo recomendasse ao Ministério da Saúde que editasse uma norma de segurança para que o diagnóstico seja seguro. por tratar-se de crime próprio. é saber se a mulher que interrompe a gravidez de feto em caso de anencefalia tem de ser presa. não é necessário que o nascituro tenha respirado.2010 . existem outros elementos para demonstrar a vida do ser nascente. Observações finais: Obs. julgado em 23/10/2012. 210 do Código Penal: crime de violação de sepultura. não há crime de aborto.: DIFERENÇAS ENTRE O CRIME DE ABORTO.

TJ-PR . tendo um espasmo. c) premeditação constitui circunstância qualificadora. Única vítima. www. 06 . atropelou e feriu gravemente um pedestre que circulava pela calçada. Ao acordar. diante de absoluta ausência de conduta humana. que é vizinho às residências de ambos. resultou gravidez. se privilegiado.PC-SP .Prova: VUNESP .Prova: TJ-PR . d) o erro quanto à pessoa não isenta de pena. Mévio se levanta. d) Mévio não comete crime algum. não com as subjetivas. considerando-se ainda as condições e qualidades da vítima.com.2012 .MPE-AP . o motorista deverá ser responsabilizado pelo crime de a) lesão corporal grave. Nessa situação hipotética.Juiz Maria da Piedade. durante um desses ataques. Mévio é informado do episódio e fica bastante feliz com a brutal morte de Adolfo. c) lesão corporal seguida de morte.Auxiliar Judiciário Determinado motorista. b) Mévio deverá ser condenado por homicídio doloso. c) Mévio deverá ser absolvido.Delegado de Polícia O aborto provocado pela gestante é crime a) formal. Em determinada noite. sem ter nenhuma consciência nem lembrança do que ocorreu. b) as qualificadoras relativas aos motivos do crime não se comunicam aos coautores. b) lesão corporal culposa. e) admite o perdão judicial.Promotor de Justiça Em relação ao homicídio. dirige-se ao exterior de sua casa e. acaba empurrando Adolfo de um penhasco. d) de concurso necessário.2011 . assinale a alternativa correta. e) homicídio doloso. seu desafeto. 05 . 08 . que percorria. Diante dos fatos narrados.gustavobrigido.TJ-AL . Maria provocou aborto em si mesma. mesmo que conheçam a motivação. c) de conduta vinculada. foi estuprada por um desconhecido.2012 . trecho de movimentada via pública onde a velocidade máxima permitida era de 50 km/h. a) Mévio deverá ser condenado por homicídio culposo. é correto afirmar que a) o privilégio da violenta emoção pode concorrer com as qualificadoras objetivas.04 . a 150 km/h. Envergonhada com o fato. em consequência das lesões sofridas com o atropelamento.br .Prova: CESPE .Prova: PC-SP . e) de mera conduta.2012 . Adolfo falece em virtude de lesões decorrentes da queda. o pedestre faleceu cinco dias após o acidente. com 21 (vinte e um) anos. 07 .TJ-MG . já que havia inexigibilidade de conduta diversa. Desse fato. embriagado.Prova: FCC . b) de mão própria. não tomou nenhuma providência perante a polícia.Assessor Jurídico Mévio sofre de sonambulismo e seus ataques são frequentes.2012 . d) homicídio culposo. o Ministério Público ou a justiça.

11 .com. a qualificadora da paga ou promessa de recompensa é elementar do tipo qualificado. e) lesão corporal agravada. d) homicídio simples. uma vez que ocorreu erro na execução.Prova: FGV . aplicando-se apenas ao executor da ação.Primeira Fase José dispara cinco tiros de revólver contra Joaquim. descrito no artigo 124 do Código Penal Brasileiro. a) É pacífico.2011 . No mesmo contexto. em decorrência de um problema na mira da arma.OAB . ceifando-lhe a vida.Prova: CESPE .gustavobrigido. d) apenas por homicídio privilegiado consumado. agravado por ser a vítima maior de 60 (sessenta) anos. é correto afirmar que José responderá a) pelo homicídio de Rubem. da qualificadora do motivo torpe com a atenuante genérica do cometimento do crime por motivo de relevante valor moral.3 . uma vez que ocorreu erro quanto à pessoa. dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. o entendimento acerca da possibilidade de homicídio privilegiado por violenta emoção ser qualificado pelo emprego de recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. vendo que Pedro continuava vivo. causando-lhe ferimentos graves. d) A qualificadora relativa à ação do agente mediante traição.2012 .TJ-PI . não é possível a coexistência. A esse respeito. movido por motivo torpe.2ª REGIÃO . c) No homicídio mercenário. segundo a jurisprudência do STJ. agravado por ser a vítima maior de 60 (sessenta) anos. 12 . emboscada. considerada circunstância judicial desfavorável.Segurança e Transporte João. 10 . José erra seu alvo. desferiu-lhe um tiro na cabeça. pontapés e pedradas.Em face da legislação que rege a matéria. d) Agiu impelida por relevante valor social. a) Agiu amparada pelo estado de necessidade. c) O aborto sentimental pode ser praticado pela própria vítima. b) Praticou o crime de aborto. jovem de 26 (vinte e seis) anos que acabara de estuprar sua filha. c) homicídio qualificado.DPE-MA . no delito de homicídio. vedado que a segunda seja considerada circunstância agravante. c) apenas por tentativa de homicídio privilegiado. Contudo. a respeito dos crimes contra a pessoa.Juiz Assinale a opção correta acerca do homicídio. b) Na hipótese de homicídio qualificado por duas causas.2012 . 09 – Prova: FCC . b) lesão corporal seguida de morte.Prova: CESPE .br .Técnico Judiciário . e) De acordo com a jurisprudência do STJ. não ao mandante.Exame de Ordem Unificado . e o agrediu a socos. como modo de execução do delito. uma pode ser utilizada para caracterizar a qualificadora e a outra. uma criança de nove anos de idade. b) por tentativa de homicídio privilegiado de Joaquim e homicídio culposo de Rubem.TRF . www. assinale a alternativa correta. ocorrerá independentemente de o agente ter agido de forma preordenada. senhor de 80 (oitenta) anos.2012 . ocasionando-lhe a morte.Defensor Público Assinale a opção correta. na jurisprudência do STJ. procurou Pedro. vindo a atingir Rubem. João responderá por a) infanticídio.

acompanhando-a à clínica médica. de 6 (seis) a 20 (vinte) anos. por qualquer causa. são absolutamente incompatíveis o dolo eventual e as qualificadoras do homicídio. aja sob a influência desse estado. d) as circunstâncias do privilégio são objetivas e os elementos da qualificadora são objetivos.MPE-SP . Nessa situação hipotética. por motivo torpe ou fútil. 14 . a pena de Mercedes será duplicada a) se ela deixar de prestar socorro imediato à vítima. por haver presunção juris tantum de que a mulher. §§ 1º e 2º) – Matar alguém.Exame de Ordem . c) Em caso de morte da vítima. 13 . b) caso o crime tenha sido praticado por motivo egoístico.2011 .TJ-DF .2007 . não havendo responsabilização específica pelas lesões. c) se ela fugir para evitar prisão em flagrante. “sob o domínio de violenta emoção. privilegiado e qualificado (Art.Reclusão. cedendo lugar ao crime de homicídio. logo em seguid a à injusta provocação da vítima”.Prova: MPE-SP . do artigo 121. 121.Promotor de Justiça Aquele que encoraja a gestante a praticar um aborto. Logo: a) A causa especial de redução da pena. não sendo. 16 . dispensa-se a perícia médica caso se comprove que a mãe esteja sob a influência do estado puerperal.Prova: VUNESP . se assuma o risco de produzir o resultado. c) a vítima for menor de 14 anos ou maior de 60 anos. penalmente admissível que.OAB-SP . se. as penas serão aumentadas de um terço. mas sem participar fisicamente das manobras abortivas.Exame de Ordem .Primeira Fase Homicídio privilegiado e concomitantemente qualificado é possível quando a) as circunstâncias do privilégio são subjetivas e os elementos da qualificadora são objetivos.Prova: CESPE . e) Caso o delito de induzimento. d) caso o crime tenha resultado de inobservância de regra técnica de profissão. uma vez que a circunstância agravadora dessa figura típica omissiva se limita à ocorrência de lesões corporais de natureza grave.br .Primeira Fase Suponha que Bárbara tenha se suicidado após ter sido induzida e instigada por Mercedes.gustavobrigido. do Código Penal. instigação ou auxílio a suicídio seja praticado por motivo egoístico ou caso seja a vítima menor ou. ainda.2011 . em consequência do delito. arte ou ofício. portanto. segundo o CP.Juiz Dos crimes contra a vida. a simples existência da emoção por parte do acusado. d) Configura traição que qualifica o homicídio a conduta do agente que colhe a vítima por trás. prevista no §1º.a) Tratando-se de delito de infanticídio.3 . responde por: www.Prova: TJ-DFT . é aplicável mesmo não estando o agente completamente dominado pela emoção. é bastante para que o mesmo possa ser considerado privilegiado. sem que esta tenha qualquer visualização do ataque.2008 . b) Ainda que o homicídio seja praticado friamente dias após a injusta provocação da vítima. Pena .com. b) Nas figuras típicas do aborto. o delito de omissão de socorro não subsiste. b) as circunstâncias do privilégio são subjetivas e os elementos da qualificadora são subjetivos. c) Configura traição que qualifica o homicídio a conduta do agente que de súbito ataca a vítima pela frente. independentemente de o resultado ser produzido dolosa ou culposamente.1 . 15 . d) Segundo a jurisprudência do STJ.OAB-SP . Homicídio simples. seja sua capacidade de resistência eliminada ou diminuída. a gestante sofrer lesão corporal de natureza grave. durante ou logo após o parto. a pena será duplicada.

Na manhã seguinte. um revólver municiado. caminhavam pelo local. para tanto. instigou Joaquim à prática de suicídio.PC-TO . mas Manoel responderá por tentativa de participação em suicídio. Certo Errado 20 . e.Prova: CESPE . vindo a acertar Luciane e Eduardo que. Manoel. penalmente responsável. permitido para impedir a continuação da gravidez de fetos ou embriões com graves anomalias. deformidade permanente. Rodrigo deverá responder pelos seguintes crimes. não constitui ilícito penal. a) Crime de homicídio. é constatada a morte por asfixia de um recém nascido.2010 . c) um homicídio culposo e um crime de lesões corporais gravíssimas. causando a sua morte. não tendo resultado qualquer dano à integridade física de Joaquim. vários disparos de arma de fogo. um homicídio culposo e um crime de lesões corporais culposas.2008 . com o consentimento da gestante. oculta-se atrás de uma banca de jornal situada defronte à empresa em que seu desafeto trabalha. Rodrigo subitamente deixa seu esconderijo e. d) um homicídio doloso qualificado e um crime de lesões corporais culposas. no entanto. Nessa situação. e) participação em aborto provocado por terceiro.2007 . Diante do caso concreto. que não era o filho de Arlete. aguardando sua saída para a realização da empreitada criminosa.Prova: FGV .OAB . a conduta de Joaquim.Prova: NCE-UFRJ . ainda. c) participação na modalidade própria do chamado auto-aborto. o erro acidental não a isenta de reponsabilidade. manifesta a intenção de matar o próprio filho recém nascido.PC-TO . Durante a noite. com vontade de matar.Prova: CESPE .Analista . matando a primeira e causando ao último. a asfixia. Certo Errado 19 . desde que a vítima venha a sofrer lesão grave ou morte. a criança é levada para o berçário. efetua. b) participação na modalidade própria do aborto consensual ou consentido.Delegado de Polícia Considere a seguinte situação hipotética. sem o consentimento da gestante.a) participação em aborto provocado por terceiro. 17 . Por erro na execução. por si só. 18 . www. contra aquele primeiro. assinale a alternativa que indique a responsabilidade penal da mãe. Ao perceber a aproximação de Reinaldo.2 .com.2008 . emprestando-lhe. e) um homicídio doloso qualificado e um crime de lesões corporais gravíssimas. Arlete vai até o berçário.Primeira Fase (Set/2010) Arlete. com o qual Joaquim disparou contra o próprio peito. pois. Por circunstâncias alheias à vontade de ambos. erra o alvo.Processual Rodrigo decide assassinar Reinaldo por haver este último acidentalmente pisado em seu pé durante uma micareta e. e o aborto humanitário. em concurso: a) um homicídio doloso qualificado tentado.br . Considerando-se NÃO haver assumido os riscos da produção dos resultados efetivamente alcançados. após conferir a identificação da criança. em estado puerperal. Após receber a criança no seu quarto para amamentá-la. empregado no caso de estupro.Exame de Ordem Unificado .Delegado de Polícia O Código Penal brasileiro permite três formas de abortamento legal: o denominado aborto terapêutico. o armamento apresentou falhas e a munição não foi deflagrada. b) um homicídio culposo e um crime de lesões corporais culposas.gustavobrigido. d) participação no aborto qualificado.MPE-RJ . o aborto eugênico. empregado para salvar a vida da gestante. casualmente.

falecendo com a queda. assinale a opção correta. c) lesões corporais. e) tentativa de homicídio qualificado. sabendo que sua mãe apresentava problemas mentais que retiravam dela a capacidade de discernimento e visando receber a herança decorrente de sua morte. a dívida de R$ 1. 22 . Maria Paula cometeu o crime de a) tentativa de induzimento.2009 .TJ-PI .Agente de Polícia Em relação aos crimes contra a pessoa. comete crime de homicídio qualificado pela dissimulação.PC-RN . d) Ainda que haja intenção de matar.Prova: CESPE .2009 .Prova: CESPE . caracteriza o motivo torpe. pois assumiu o risco de produzir o resultado. apto a qualificar o crime de homicídio. d) tentativa de homicídio simples. no intuito de apressar a posse da herança.TRE-MA . c) O pai. fica prejudicada a votação do quesito relativo à presença da atenuante "ter o agente cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral". 24 . uma vez que o art.Juiz De acordo com a jurisprudência dos tribunais superiores. a prática de relação sexual forçada e dirigida à transmissão do vírus da AIDS caracteriza o crime de perigo para a vida ou saúde de outrem. instigação ou auxílio a suicídio. d) O cidadão que.Prova: CESPE . mata o corrupto. não responde pela causa de aumento de pena decorrente da omissão de socorro.Prova: CESPE . e) O rapaz que. se atirou contra seu veículo.Analista Judiciário .PC-RN . a) O cobrador que mata a pessoa que lhe deve. que deixa de colocar tela de proteção na janela do apartamento e cujo filho. comete homicídio doloso. c) Se os jurados não reconhecem a ocorrência de homicídio privilegiado. b) O herdeiro que provoca a morte do testador. inconformado com as denúncias de corrupção de determinado político. pois houve erro essencial.Agente de Polícia Manoel dirigia seu automóvel em velocidade compatível com a via pública e utilizando as cautelas necessárias quando atropelou fatalmente um pedestre que. desejando cometer suicídio. por si só. pelo princípio da especialidade. inconformado com o fim do relacionamento. vindo a experimentar lesões corporais de natureza grave que não a levaram à morte.com.br . instigação ou auxílio a suicídio. www.Área Administrativa Maria Paula. se o autor do crime imagina que a vítima já está morta e por isso não lhe presta socorro. A vítima atentou contra a própria vida.00 comete homicídio qualificado por motivo fútil. Nessa situação hipotética. d) Crime de infanticídio. age em legítima defesa da honra.2009 .b) Crime de homicídio. 23 . na forma consumada. assinale a opção correta. a) São compatíveis o dolo eventual e as qualificadoras do crime de homicídio. b) No homicídio culposo. induziu-a a cometer suicídio. 21 . pois. c) Crime de infanticídio. 123 do CP trata de matar o próprio filho sob in? uência do estado puerperal. b) induzimento. na data prometida. porque não quitou. não houve preenchimento dos elementos do tipo. pois houve erro quanto à pessoa. e) O ciúme. obriga a ex-namorada a ingerir veneno causando sua morte comete homicídio qualificado pela torpeza. debruça-se no parapeito e cai.2007 .gustavobrigido. no momento que não é observado.

gustavobrigido. www. veio. 26 . e) Manoel não praticou crime. ferindo-o. com 17 anos. c) Manoel praticou o crime de auxílio ao suicídio. com a intenção de matar.br . na medida em que não houve previsibilidade na conduta da vítima. em vez de morrer dentro do ventre da mãe.2007 .2011 . b) a superioridade de armas constitui qualificadora objetiva. como não tinha intenção de matar. o ferimento teria configurado apenas lesão corporal leve. 25 .Prova: FCC . d) lesões corporais leves. foi estuprada e ficou grávida. pois. uma vez que. não responde pelo resultado morte. ao dirigir. já que não agiu com dolo ou culpa em face da excludente de ilicitude. a morrer fora do ventre. d) Manoel não praticou crime. c) aborto sentimental ou humanitário. b) aborto consentido pela gestante. mas.2009 .Titular de Serviços de Notas e de Registros No crime de homicídio. assinale a opção correta. e) homicídio culposo. por ser a vítima diabética. d) a premeditação constitui qualificadora subjetiva. posto que o fato não é típico.com. a) Manoel praticou homicídio culposo. b) homicídio doloso simples. e) lesão corporal culposa.PC-RN . c) lesões corporais graves. assumiu o risco de atropelar alguém.TJ-AP .Prova: CESPE . nesse caso o atropelamento. que sabiam do seu drama. em um restaurante.Prova: EJEF . d) homicídio culposo. 28 . seu desafeto. vindo a óbito. Com a intenção de humilhá-lo e feri-lo. a lesão se agravou e esta veio a falecer em razão do ocorrido. fazendo com que Lúcio caia e bata a cabeça no chão. b) tentativa de homicídio. pediu a Sérgio Roberto. Na situação descrita. o condutor assume o risco de produzir o resultado. e) a qualificadora da surpresa é incompatível com o dolo eventual. João responderá por a) homicídio doloso.TJ-AP . que lhe praticasse um aborto. c) a superioridade de agentes constitui qualificadora objetiva.TJ-MG .Juiz Virginia. 27 . Nesse caso.2011 . b) Manoel praticou lesão corporal seguida de morte. Sérgio Roberto responderá criminalmente por: a) aceleração de parto. Lúcio sofre traumatismo craniano. Ocorre que o feto de quase cinco meses. desfere-lhe uma rasteira.Com relação a essa situação hipotética.Titular de Serviços de Notas e de Registros João. Esse pedido foi também corroborado pelos pais de Virginia e outros amigos comuns de Sérgio e de Virginia. golpeou José com uma faca. No entanto. Constatada a gravidez. Kaio cometeu crime de a) homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. enfermeiro com curso superior. Em condições normais. Em decorrência. posto que contribuiu para a conduta suicida da vítima. em razão de sua imaturidade. a) não podem subsistir duas qualificadoras objetivas.Agente de Polícia Kaio encontrou Lúcio. ao dirigir veículo automotor. tendo Sérgio concordado e praticado o aborto. c) lesão corporal seguida de morte.Prova: FCC .

Prova: EJEF . apenas. Certo Errado GABARITO OFICIAL: 1-E 11-D 21-E 2-A 12-A 22-A 3-E 13-A 23-A 4-E 14-B 24-E 5-A 15-D 25-C 6-D 16-B 26-A 7-B 17-D 27-E 8-B 18-E 28-B 9-C 19-E 29-C 10-A 20-C 30-C CAPÍTULO 2 – DAS LESÕES CORPORAIS ART. Nessa situação. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena . 2. Braz e toda a sua família ficaram reféns de um assaltante.com. a) 1. Lesão corporal de natureza grave § 1º Se resulta: www. A premeditação. que.Específicos Ver texto associado à questão Tendo a casa invadida. apenas.d) homicídio. uma vez que o autor do crime age para abreviar o sofrimento da vítima portadora de doença incurável e desenganada pela medicina. 3. O homicídio praticado contra velho ou criança torna-o qualificado pela maior dificuldade de defesa da vítima. A eutanásia pode ser citada como exemplo de homicídio privilegiado. não é qualificadora do crime de homicídio. c) 1 e 3. que em muitos casos revela maldade de espírito. 129 – LESÃO CORPORAL Art.detenção.Juiz Assinale as assertivas CORRETAS.Analista Judiciário .2011 .TJ-MG .TRE-ES . Quando estava sendo algemado. 1. a circunstância em que Braz cometeu o delito de homicídio constitui causa de redução de pena. que se rendeu. apenas. 2. sob o domínio de violenta emoção. 30 .2007 . 129. sacou repentinamente a pistola do coldre de um dos policiais e matou o assaltante. de três meses a um ano. aos policiais que participaram das negociações para a sua rendição. o assaltante sorriu ironicamente para Braz. d) 2 e 3. 29 .gustavobrigido.br . e 3. b) 1 e 2.Área Administrativa .Prova: CESPE . após dois dias.

gustavobrigido. Aumento de pena § 7o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§ 4o e 6o do art.debilidade permanente de membro. II . pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa. IV . logo em seguida a injusta provocação da vítima.aceleração de parto: Pena . IV .Incapacidade permanente para o trabalho.perigo de vida. o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. de 1965) Pena . (Redação dada pela Lei nº 12.com. não sendo graves as lesões. sentido ou função. Diminuição de pena § 4° Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção. de duzentos mil réis a dois contos de réis: I .I . V .720.enfermidade incuravel.reclusão.reclusão. 121 deste Código. de 2012) www. por mais de trinta dias. § 2° Se resulta: I .br . II . Lesão corporal culposa § 6° Se a lesão é culposa: (Vide Lei nº 4.611. II .se as lesões são recíprocas. sentido ou função. de um a cinco anos.Incapacidade para as ocupações habituais. de dois a oito anos. Substituição da pena § 5° O juiz.deformidade permanente.reclusão. de quatro a doze anos.detenção.aborto: Pena . Lesão corporal seguida de morte § 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quís o resultado.se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior. de dois meses a um ano. III . III perda ou inutilização do membro. nem assumiu o risco de produzí-lo: Pena .

aumenta-se a pena em 1/3 (um terço). de 2006) § 10. como no caso de menor de 14 anos e maior de 60 anos. é desta a responsabilidade pelo resultado lesão e pelo crime. na tentativa de defender-se de agressão de outra pessoa. Elementos objetivos do tipo: Consubstancia-se na modalidade de ofender. onde é exigida a qualidade de mulher grávida. desde que a causação da ofensa física não tenha outra finalidade. 129. cônjuge ou companheiro. tratando-se de crime comum.886.(Redação dada pela Lei nº 8. a hipótese será de fraude. busca com a mutilação obter indevidamente uma indenização ou valor de seguro contratado.gustavobrigido.Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art. quanto à saúde física e mental do homem. 121. a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. (Incluído pela Lei nº 10.br . nada mais é do que a ofensa à integridade corporal ou à saúde de outrem. As condições que as demais vítimas apresentem (idade. 4. www. do ponto de vista anatômico. Considerações iniciais: Lesão corporal é o dano ocasionado à normalidade funcional do corpo humano. irmão. Na hipótese do § 9o deste artigo. por exemplo. ou com quem conviva ou tenha convivido. em razão do princípio da alteridade.340.§ 8º . Objetividade jurídica: O direito á tutela da incolumidade. Destaque-se que a autolesão é considerado irrelevante penal. pois se trata também de crime de ação livre. já que seu procedimento agressivo foi a causa da lesão sofrida pelo defendente. (Incluído pela Lei nº 11. fisiológico ou mental. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste artigo.com. afirma o mesmo autor.detenção. de 2004) § 9º Se a lesão for praticada contra ascendente. De igual forma.069. (Redação dada pela Lei nº 11. se alguém se fere. descendente. por exemplo) funcionam com outra qualidade. ensejadora de alguma figura típica (exemplo fornecido por Fernando Capez). de 1990) Violência Doméstica (Incluído pela Lei nº 10. tanto no que diz respeito á integridade física. Pode ocorre por meios físicos (emprego de faca. b) Sujeito passivo: qualquer pessoa pode figurar no polo da passividade.886. que significa atingir a integridade corporal ou a saúde física ou mental de alguém. prevalecendo-se o agente das relações domésticas.340. lesiva de outro objeto jurídico. como definido no º 7º. 2. como estabelecido no art. de 2006) 1. Não é só ofensa à integridade corpórea. mas também à saúde. Esse delito. de 2004) § 11. ou. exceção feita às hipóteses contempladas nos §§ 1º. na mesma conjuntura que o homicídio. de 3 (três) meses a 3 (três) anos. 3. se o agente. de 2006) Pena .340. se as circunstâncias são as indicadas no § 9o deste artigo. caput do Código Penal. Assim. Sujeitos do crime: a) Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa. IV e 2º V. Essa ofensa pode-se verificar pro qualquer meio. de coabitação ou de hospitalidade: (Redação dada pela Lei nº 11. ainda. por tratar-se em tese de crime comum.

pode ser por forma omissiva (desferir socos ou pontapés contra a vítima) ou por omissão (o enfermeiro que deixar de prestar a assistência alimentar ao doente apresentando este deficiência nas funções orgânicas). Há assim necessidade de determinação do animus nocendi ou animus laedendi. §1º do CP): I . caracterizar-se-á a tentativa. As ouras espécies de lesões corporais dolosas são crimes de ação penal pública incondicionada.com. sim. Inúmeras outras podem ser as hipóteses de modalidade de prática. A regra é que lesão apresente o elemento subjetivo dolo consistente na vontade livre e consciente de ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem.gustavobrigido. enquanto na primeira o resultado objetivado é alcançado. em face do disposto no artigo 88 da referida lei. a prova da ocorrência/existência da lesão e sua qualidade ou grau dá-se por meio do exame medico legal. caput do CP): O crime de Lesão Corporal Leve vem contemplada no caput do art. 5. esse animus laedendi. consumando-se o crime. também. como tal. 6. 129. Nesse. quando esta é produzida por uma das três formas da culpa. Lesão corporal de natureza leve (art. 8. a ação penal é pública condicionada à representação. ácido corrosivo etc. sujeitando-se à normatização procedimental da lei 9. comportando a modalidade dolosa. por mais de trinta dias. essa intenção de lesionar é que diferencia o crime de lesão corporal consumado e a tentativa de homicídio na forma cruenta. Elemento subjetivo do tipo: Sob esse aspecto. Lesão corporal de natureza grave (art. desaparecidas as lesões de modo a impossibilitar a produção do exame medico legal.Incapacidade para as ocupações habituais. na forma direta ou eventual e a modalidade culposa.) ou morais (utilização de conduta prática de sevícia. pois. Pela pena cominada in abstrato – detenção de 03 meses a um ano. Entretanto.099/95. a lesão leve é considerada infração de menor potencial ofensivo. admite-se transação penal e seu processo e julgamento seguem o rito sumaríssimo. aí. essa existência pode ser demonstrada mediante a prova testemunhal. Se a lesão não apresentar qualquer das características ou dos resultados definidos nos §§ 1º (grave) e 2º (gravíssima). 7. Consumação e tentativa: A lesão corporal é crime material e. em decorrência de exclusão. www. acarretando lesão ao estado moral). 129 e somente pode ser definida no caso concreto. 129. a lesão corporal assemelha-se ao homicídio. ela será considerada leve. e isso se verifique por circunstância alheia à vontade do agente. Ademais. se iniciada ou mesmo terminada a conduta (execução) do sujeito. o resultado não venha a se produzir. a consumação dá-se com o efetivo dano á saúde ou integridade corporal da vítima. A forma tentada é perfeitamente possível. sendo que nesta ultima o agente apresenta o animus necandi (vontade de matar) e por circunstância alheia a sua vontade o resultado não se produziu.br .chicote. Esse elemento subjetivo.

tato). o feto nasce antes do período normal estipulado pela medicina. nos termos do art. III . enquanto a perda de ambos configura lesão gravíssima pela perda ou inutilização. concreto. inciso III do CP. isto é duradoura e de recuperação incerta.). que a incapacidade dure mais de trinta dias e essa incapacidade deve ser demonstrada por laudo pericial decorrente de perícia levada a efeito já no trigésimo primeiro dia após a ocorrência da lesão. porém. do cotidiano da vítima. sofre traumatismo craniano e precisa se submeter a uma cirurgia de emergência.: rins e olhos). Se desconhecida. No 1º caso o agente não quer o resultado morte. circulatória. etc. Ex. física ou mental. Antes do 31º dia não fica comprovada a incapacidade. nos termos do art. com “tentativa de homicídio”. Há de haver diagnóstico. Para a corrente doutrinária majoritária. não responde pela qualificadora. e momentos depois morre. sensitiva. no 2º. 168 e §§ do CPP.br . (inferiores) pernas.gustavobrigido. mas nada impede seja ela imoral. C) Função – É a atividade desempenhada por vários órgãos (respiratória. audição. Não basta um simples prognóstico. quer ou consente. Não basta o mero prognóstico médico. sentido ou função por meio cirúrgico ou ortopédico não acarreta a exclusão da qualificadora. Se ocorrer o aborto (interrupção da gravidez com a morte do feto). Há de ser permanente. que nasce com vida. Lesão leve. A possibilidade de recuperação do membro. rins. É necessário. IV .aceleração de parto Ocorre quando. essa ocupação não pode ser ilícita. o agente responderá por www. perpetuidade. nos termos do artigo 129. Na hipótese de órgãos duplos (p. II . Não se exige.: o indivíduo. É necessário que o agente tenha conhecimento do estado de gravidez da vítima. sentido ou função. O exame complementar. portanto. Debilidade é a diminuição ou o enfraquecimento da capacidade funcional. é obrigatório. a lesão corporal será gravíssima. Ex.ex. digestiva. Não confundir a “lesão com perigo de vida”. pois a vítima não é obrigada a submeter-se a tais procedimentos. e não apenas seu trabalho. secretora. impulsionada por Nelson Hungria. §2º. em razão das lesões sofridas pela mãe. A criança nasce viva e continua a viver. Por outro lado.perigo de vida. Perigo de vida é a possibilidade grave. §2º. locomotora. olfato.debilidade permanente de membro. a perda de um deles caracteriza lesão grave pela debilidade permanente.com. gosto. inciso V do CP A maior polêmica reside se a vítima der à luz a uma criança. 129.A expressão ocupação habitual compreende qualquer atividade. em razão das lesões sofridas. A) Membros: Apêndice do corpo (superiores) braço. concreta e imediata de a vítima morrer em consequência das lesões sofridas. prazo penal. A ausência do exame poderá ser suprido por prova testemunhal após o 30º dia. O médico deverá emitir diagnóstico fundamentado. B) Sentidos: Funções perceptivas do mundo exterior (visão. no entanto. Deve ser efetivo. reprodutora. D) Órgão – É a parte do corpo humano quem tem determinada capacidade funcional. contudo.

que entendeu que a transmissão consciente do vírus HIV. isto é a vítima fica impossibilitada de exercer qualquer tipo de atividade laborativa. Da mesma forma. e aborto. que resta prejudicada em seu aspecto financeiro em razão da conduta criminosa.enfermidade incurável. Lesão corporal de natureza gravíssima (art. não sendo cabível a desclassificação da conduta para as sanções mais brandas no Capítulo III do mesmo código. configura lesão corporal grave. parágrafo 2º. não oferece grandes probabilidades de cura. 129. deve ser uma incapacidade para a atividade profissional remunerada. O entendimento é da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. www. enfermidade incurável. mesmo permanecendo assintomática.gustavobrigido. Função (exemplo: a extirpação do pênis que extingue a função reprodutora). A expressão “incapacidade permanente” compreende toda e qualquer atividade remunerada exercida pela vítima.lesão corporal gravíssima com resultado aborto. A lei agora não fala “ocupações habituais”. a destruição ou privação de membro (exemplo: arrancar uma perna). ao julgar pedido de Habeas Corpus.com. I . Perda é a ablação.perda ou inutilização do membro. Portanto. §2º do CP): Essa denominação é fruto da doutrina. Sentido (Exemplo: destruição dos tímpanos com a eliminação da audição).br . relatado pela ministra Laurita Vaz. A primeira corrente é majoritária. pois a lei denomina o §1º e o §2º de lesão corporal de natureza grave. sentido ou função. nos termos atuais da medicina. Inutilização: É a falta de aptidão do órgão para desempenhar a sua função específica. Para a ministra. sem sentido contrário. a Aids é perfeitamente enquadrada como enfermidade incurável na previsão do artigo 129 do Código Penal. físico ou psíquico. causador da Aids. Enfermidade incurável é alteração prejudicial da saúde por processo patológico. delito previsto no artigo 129. as lesões corporais gravíssimas são caracterizadas por cinco situações distintas assim elencadas: incapacidade permanente para o trabalho. que tratam da periclitação da vida e da saúde. Assim. mas incapacitado para desempenhar as atividades que lhe são inerentes. Segundo ela. nos termos do §2. do Código Penal. III . sentido ou função. perda ou inutilização de membro. Incurável é a moléstia que. 9.Incapacidade permanente para o trabalho. pois ainda não há cura para a enfermidade. o soropositivo assume o risco de contaminar a pessoa com quem se relaciona. O membro ou órgão continua ligado ao corpo da vítima. E prevalece o entendimento de que deve tratar-se de incapacidade genérica para o trabalho. exige-se o prognóstico que a vítima não vai se restabelecer para qualquer tipo de trabalho. É qualquer estado mórbido de evolução lenta. a pessoa contaminada pelo HIV necessita de acompanhamento médico e de remédios que aumentem sua expectativa de vida. Deve ser provada por exame pericial. entende que seria o caso de lesão grave com aceleração de parto. A vítima não está obrigada a se submeter à intervenção cirúrgica ou tratamento perigoso. deformidade permanente. Ao praticar sexo sem segurança. II . que não pode ser eficazmente combatida com os recursos da medicina à época do crime. Mirabete.

IV.. inc. se situar no rosto da vítima. cicatrizes. Na hipótese de órgãos duplos (rins. Permanente. Obs. amputações. vindo a perder um dedo da mão. pela deformidade permanente (art. necessariamente. que não pode ser retificado por si próprio ao longo do tempo. crime de lesão corporal gravíssima. 125 do CP). 129.com. a hipótese é de debilidade permanente. A fratura de um dente não pode ser considerada no atual estádio da odontologia deformidade permanente. é. com a conseqüente morte do feto. Não há que se falar em lesão corporal gravíssima. Que seja capaz de causar impressão vexatória. deve ter sido provocada culposamente. 70 do CP) com o crime de aborto sem o consentimento da gestante (art. porque pode ser corrigida por prótese. entretanto. Perde a mão: Cuida-se de inutilização de membro.deformidade permanente). 129. o sujeito deve responder por dois crimes: lesão corporal leve (ou grave ou gravíssima.) § 2° Se resulta: (.. se não tinha dolo de causar aborto. Assim sendo. Caracteriza. se tinha dolo quanto ao aborto ou apenas tentativa de lesões leves. o caso constitui perda de membro. A deformidade permanente deve ser entendida como aquela impossível de correção e que causa prejuízo estético visível. visível.. uma vez que se trata de crime preterdoloso. etc. Não se pode falar em tentativa de lesão corporal que resulta aborto. Deformidade permanente consiste no dano duradouro de alguma parte do corpo da vítima.: LESÃO CORPORAL – PERDA DE DENTE: Não configura deformidade permanente para efeito de causa especial de aumento de pena.) IV . a afetação de apenas um deles tipifica lesão corporal grave pela debilidade de sentido ou função. Desfigurar uma pessoa de forma duradoura e grave. Obs. A deformidade. não se lhe poderá atribuir o resultado “aborto”. 125.br .: A deformidade permanente não precisa. contudo. § 2º. Neste caso o agente responde pelo art. Que cause um dano estético de certa monta. aquela impossível de correção. A deformidade permanente. Deformar é alterar a forma de algo. quando não restar configurado que a deformidade causada é permanente e que a função mastigatória da vítima ficou comprometida.Paralisia de um braço: Trata-se de inutilização do membro. pela perda de um dente.deformidade permanente. Só se caracteriza a lesão gravíssima se atingir os dois órgãos. Se. tentado. Obs. Se. não deixando qualquer seqüela. deverá ser irreparável. Não precisa ser perpétua. IV . vem a perder todo o braço. se presente alguma outra qualificadora).gustavobrigido. etc.: CRIME DE VITRIOLAGEM: Crime de vitriolagem é aquele perpetrado mediante arremesso de ácido sulfúrico contra a vítima. V – aborto Prevalece o entendimento de que a interrupção da gravidez. como se infere do enunciado. para fim de qualificação da lesão corporal. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: (. Irreparável. que no caso é todo o braço. (Exemplo: surdez em um dos ouvidos).). com o objetivo de lhe causar lesões corporais deformantes da pele e dos tecidos subjacentes. A vítima não se obriga a efetuar cirurgias.. não se confunde com perpetuidade. Se o agente desconhecia a gravidez nem tinha razão para supô-la. em concurso formal impróprio (art. como se disse. portanto. olhos. e a morte do feto for proposital. penalmente. www. do CP: Art. É o dano estético de certa monta que apresentas as seguintes características: Permanente.. mas apenas lesionar.

em regra. 129. Exemplo 02: Indivíduo. Exemplo 01: Indivíduo com dolo de praticar vias de fato empurra outro que cai. qualquer que seja sua modalidade: leve. nem assumiu o risco de produzí-lo: Pena . culposamente. 129. No segundo. e não por “lesão corporal qualificada pelo aborto”. No mais. ficam mantidas as mesmas observações formuladas em relação ao privilégio no crime de homicídio doloso. 129. no crime de lesão corporal culposa. § 3º. Lesões corporais seguida de morte? Não. 10. um fato penalmente indiferente. grave. logo em seguida a injusta provocação da vítima. Homicídio culposo. Lesão corporal seguida de morte (art. não art. Só haverá lesões corporais seguida de morte quando houver lesão dolosa. aqui. o crime é de homicídio culposo – art. Se culposa. quando o dolo do agente for lesionar e o aborto resulta de culpa. em síntese. Lesão corporal seguida de morte? Não. Substituição da pena: www. Causa de diminuição de pena (art. só responde pela lesão gravíssima. não pode o agente ter querido ou assumido o risco do resultado. Nesse sentido. § 3º do CP. Obs. o antecedente é um fato doloso. qualificado ou não.br . §3º do CP): § 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quís o resultado. Dessa forma. Cuida-se. Trata-se de delito preterintencional ou preterdoloso. bate com a cabeça em uma pedra e morre. o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. saúde) com interrupção de gravidez e conseqüentemente morte do produto da concepção. de delito preterintencional ou preterdoloso. 11. Se o agente deseja a morte o que há é tentativa de homicídio. 121.reclusão.gustavobrigido. atropela outro com seu carro. lesionar a vítima (corporal.O indivíduo que age com dolo eventual ou direto quanto ao aborto. Essa causa de diminuição de pena incide unicamente no tocante às lesões dolosas.: Diferença entre lesão corporal seguida de morte e homicídio culposo: a) b) c) d) e) f) No primeiro caso. Dias depois a vítima morre em razão das lesões sofridas. Não há tentativa de lesão corporal seguida de morte. responderá pelo delito de aborto. composto por dolo no crime antecedente (lesão corporal) e culpa no resultado conseqüente (morte).com. de quatro a doze anos. 12. Homicídio culposo. Não é cabível. §4º do CP): Diminuição de pena § 4° Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção. portanto. ou se a morte resulta de vias de fato. gravíssima ou seguida de morte.

de 1990) São válidas as mesmas considerações delineadas quando do estudo do homicídio culposo e da possibilidade de perdão judicial. 129. de 2012).se as lesões são recíprocas. em qualquer caso a lesão corporal será culposa. de dois meses a um ano. de duzentos mil réis a dois contos de réis: I . A lesão corporal culposa nada mais é do que a lesão corporal cometida contra alguém em decorrência de um comportamento imprudente. II . ainda que a vítima tenha restado incapacitada para as ocupações habituais por mais de 30 dias. com pena de detenção de 2 meses a 1 ano. Aumento de pena § 7o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§ 4o e 6o do art. de 1965) Pena .Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art. As graves e gravíssimas foram expressamente excluídas. Lembrando que a sentença que concede o perdão judicial tem natureza de jurídica de extinção da punibilidade.se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior. Em verdade.gustavobrigido. 13. a gravidade da lesão será considerada como circunstância judicial desfavorável. pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa.720. §9º do CP): www.Substituição da pena § 5° O juiz.: LESÃO CORPORAL E O CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO: Se a lesão corporal culposa for cometida na direção de veículo automotor. Aqui. Obs.br . imperito ou negligente. não há distinção de tratamento penal com base na gravidade dos ferimentos.611. não sendo graves as lesões. (Redação dada pela Lei nº 12. Esse dispositivo que permite a substituição da pena somente é aplicável à lesão corporal leve. de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de obter permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor).com. Violência doméstica (art. 14. ou então tenha resultado aborto. Lesão corporal culposa: Lesão corporal culposa § 6° Se a lesão é culposa: (Vide Lei nº 4. e a lesão corporal culposa também se exclui pela própria essência do instituto. que será sopesada pelo juiz na dosimetria da pena-base.detenção. diferentemente do que acontece nas lesões corporais dolosas. § 8º . Nesse sentido.(Redação dada pela Lei nº 8. 121 deste Código.069. 121.503/97 – Código de Trânsito Brasileiro. que tem penas mais elevadas (detenção. o crime será o do artigo 303 da Lei 9.

se o sujeito for mulher. os ministros consideraram que. 41 da lei 11. mas a pena definida no §9º somente deve ser aplicada se a lesão corporal for de natureza leve. ou. tal substituição não poderá importar na aplicação de cesta básica ou outras de prestação pecuniária. (Incluído pela Lei nº 10. haja vista que o art. embora qualificada. os demais institutos peculiares da Lei Maria da Penha são aplicáveis apenas a casos de violência contra as mulheres. (Redação dada pela Lei nº 11.340. sendo possível a aplicação das penas substitutivas previstas no art.: A PENA MAIS GRAVE EM RAZÃO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA SE APLICA TANTO PARA VÍTIMAS MULHERES COMO PARA VÍTIMAS HOMENS: . mas a todas as pessoas. CAPÍTULO 3 – DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE www.340/06 (Lei Maria da Penha). nos termos preconizados pelo art. de 2006) Pena . O entendimento foi aplicado pelos ministros da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. No entanto. quando a mulher for vítima de violência doméstica ou familiar. 44 do código penal. de 7 de agosto de 2006. Anote-se. a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. cônjuge ou companheiro. Entretanto. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste artigo. Merece ser esclarecido.340. na oportunidade. descendente. ainda.886. No entanto. do Código Penal — dispositivo alterado pela Lei 11.099/95. que o § 9º do art. embora a Lei Maria da Penha tenha sido editada com o objetivo de coibir com mais rigor a violência contra a mulher no âmbito doméstico.886/04 e posteriormente alterado pela lei 11.340.com. bem como no pagamento isolado de multa. Na hipótese do § 9o deste artigo. que se amoldarem às situações narradas pelo tipo. ou com quem conviva ou tenha convivido. entretanto. deve ser lembrado que a hipótese de violência doméstica prevista no § 9º do art. se as circunstâncias são as indicadas no § 9o deste artigo.340. Obs. gravíssima ou seguida de morte.detenção. arremata o citado autor. 129 do código penal deverá ser aplicado não somente aos casos em que mulher for vítima de violência doméstica ou familiar. o acréscimo de pena introduzido no parágrafo 9º do artigo 129 do Código Penal pode perfeitamente ser aplicado em casos nos quais a vítima de agressão seja homem. imposto pelo §10. tal fato importará em tratamento mais severo ao autor da infração penal. de 2004) § 9º Se a lesão for praticada contra ascendente.340 de 7 de agosto de 2006. o relator destacou que.gustavobrigido.340/06 —.br . Em decisão unânime. incidirá sobre as penas respectivas o aumento de pena de 1/3. 129 do código penal.886. ainda configura como lesão corporal leve. Finalmente. 17 da Lei nº 11. figurando como sujeito passivo do delito de lesões corporais. prevalecendo-se o agente das relações domésticas. aumenta-se a pena em 1/3 (um terço). irmão.Violência doméstica (Incluído pela Lei nº 10. de 2006) Foi inserido no Código Penal pela lei 10. sejam do sexo masculino ou feminino. de 2006) § 10. embora considere correto o enquadramento do réu no artigo 129. de 3 (três) meses a 3 (três) anos. proíbe a aplicação da lei 9. parágrafo 9º. ao julgar Habeas Corpus de um filho acusado de ferir o pai ao empurrá-lo. de 2004) § 11. de coabitação ou de hospitalidade: (Redação dada pela Lei nº 11. Ainda que não destacado pelo legislador. que se a lesão corporal for grave. (Incluído pela Lei nº 11.

omissão de socorro. o evento aqui (como nos crimes de perigo em geral) é a simples exposição do bem a perigo de dano.Expor alguém. o simples associar nessa qualidade. Nessa modalidade delituosa o elemento subjetivo do agente está direcionado simplesmente à produção do perigo. ou seja. a quadrilha ou bando etc. perigo para a vida ou a saúde de outrem. www. não admitindo prova em contrário. ou seja. c) De perigo individual: aquele que atinge determinada pessoa ou então um número determinado de pessoas.br . á pratica de uma conduta que leva o bem a submeter-se ao perigo de dano. já autoriza sejam os agentes punidos. exposição ou abandono de recém-nascido. 133. 130 .PERIGO DE CONTÁGIO VENÉREO Art. contemplado no art.Se é intenção do agente transmitir a moléstia: Pena . Classificação dos crimes de perigo: a) De perigo concreto: aquele em que o perigo deve ser demonstrado caso a caso. definido no art. d) De perigo comum ou coletivo: aquele que diz respeito a um indeterminado número de pessoas. mas não condiciona o momento consumativo do crime. definido no art. 250 a 285 do CP.gustavobrigido. o dano efetivo. 130. § 1º . ART. abandono de incapaz. no art. previsto no art. efetiva-se a ocorrência do perigo. a contágio de moléstia venérea. A caracterização somente virá pela efetiva comprovação de que a conduta do agente trouxe. de um a quatro anos. É afeto à incolumidade pública como no caso dos arts. 132. 136. 131. no art. São as hipóteses dos arts. g) De perigo futuro ou imediato: aquele que pode advir da conduta.detenção. do CP. 135 e os maus-tratos. pode até ser uma condição de maior punibilidade. de três meses a um ano. 130 a 136. a probabilidade de dano ao objeto jurídico protegido. 2. ou multa. como nos caso de bando ou quadrilha em que não há necessidade de qualquer outro comportamento. por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso.reclusão. de que sabe ou deve saber que está contaminado: Pena . realmente. Como preleciona Fernando Capez. 133 do CP) f) De perigo iminente: aquele que está prestes a acontecer. como a hipótese do porte de arma de fogo. e) De perigo atual: é a possibilidade presente de ocorrência de dano. 134. Este. definido no art. e multa.1. perigo de contágio de moléstia grave. como no crime de abandono de incapaz (art.com. b) De perigo abstrato: nesse caso o perigo é presumido. Considerações iniciais: Neste capitulo o código trata de crimes de perigo: perigo de contagio de moléstia venérea. praticada a conduta. 130 .

130 é caso de norma penal em branco.: Se a vítima não for suscetível à contaminação. Obs. embora admita participação. É incompatível com coautoria. subsiste o delito.ex. pois a vítima não é exposta a situação de perigo.: o uso de preservativo ou de qualquer outro meio apto a impedir a transmissão da moléstia venérea exclui o crime. será hipótese de crime impossível.: sífilis e a gonorréia). se não souber que está contaminado ou não poderia pelas circunstâncias sabê-lo. é mais ampla do que a conjunção carnal. pois sua autoria não pode ser delegada a qualquer outra pessoa. 130 do CP. ou seja. seja pelo fato de ser imune. Entretanto. punindo a conduta daquele que pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com a vítima. b) Sujeito passivo: qualquer pessoa. Obs. Considerações iniciais: O crime de perigo de contagem venéreo está tipificado no art.300/23 (p. de sexos diferentes ou não.com. Elemento objetivo do crime: O núcleo do tipo é “expor”. qualquer ser humano é alvo da tutela penal.br . tais como toques em parte íntimas. pois o sujeito ativo precisa está infectado pela moléstia venérea. ou. Perigo de contágio de moléstia grave 1. 4.: o crime do art. pois o preceito primário não traz em seu bojo a definição de quais sejam as moléstias venéreas. Ato libidinoso é qualquer prática ligada a satisfação do desejo sexual. expondo-a a perigo de contágio de moléstia venérea. seja pelo fato de já possuir a doença venérea. Obs. 17 do Código Penal. se o agente utiliza o preservativo durante a relação sexual. Elemento subjetivo: www. 2. Moléstia venérea é toda doença que se contrai pelo contato sexual.gustavobrigido. pela prática sexual. faltaria ao crime esse elemento que vai refletir no elemento subjetivo por ocasião da prática da conduta.: Se o agente não estiver contaminado. mas expõe a vítima a ato libidinoso diverso e capaz de contaminá-lo. Relação sexual é o coito entre duas pessoas. Essa expressão.Somente se procede mediante representação. devendo estas serem identificadas em outra norma. como um beijo sensual. estará caracterizado o crime impossível pela impropriedade absoluta do objeto material em sintonia com o art. O tipo penal fala apenas em alguém. Obs.§ 2º . que também engloba o sexo oral e anal. 3. beijos calorosos. As hipóteses de doenças veneras são definidas pelo Ministério da Saúde – Decreto-lei 16. É também crime de mão própria. que nesse crime significa colocar alguém ao alcance de determinada situação de perigo (contaminação) mediante a prática de relações sexuais ou qualquer outro ato libidinoso capaz de contagiá-lo com moléstia venérea. Sujeitos do crime: a) Sujeito ativo: trata-se de crime próprio.

b) se resultar lesão corporal grave ou gravíssima. isto é. CP.: Contudo. quatro situações distintas podem ocorrer. De igual modo. O que implica em afirmar ser ela de competência exclusiva do Ministério Público na propositura. aplica-se o art. §2º do Código Penal. §3º do CP. independentemente da contaminação da vítima. não comete homicídio o sujeito que. oculta-se de seu parceiro. quando o agente tem consciência da letalidade da moléstia. a vontade de praticar a relação sexual ou qualquer outro ato libidinoso capaz de transmitir a moléstia venérea. 129. 130. Obs. havendo dolo de perigo de contágio venéreo. 129.: a luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. aplica-se o art. uma vez que o sujeito tem a intenção de transmitir a moléstia que está contaminado. (lesão corporal seguida de morte) 5. Consumação: Na forma prevista no caput. 129. § 1º ou 2º. contudo.gustavobrigido. ainda que ocorra o contágio. se a vítima for contaminada pela moléstia venérea. responderá pelo crime definido pelo art. o sujeito responderá apenas pelo crime de perigo. homicídio consumado. CP. resultando lesões graves ou gravíssimas. o crime se consuma com a prática da relação sexual ou do ato libidinoso. não é moléstia venérea.com. 6. Para alguns autores seria o caso de homicídio tentado se a vítima não viesse morrer e em caso de morte. nos termos do artigo 130. mantém relações sexuais sem www. Ação penal: É crime de ação penal pública condicionada à representação. mas depender para que seja proposta que a parte ofendida proceda a representação. c) se resultar lesão corpora seguida de morte. por ser sua pena superior em abstrato à reprimenda prevista no art. tendo ciência da doença e.br . deliberadamente. conseguiu fazê-lo e daí resultou culposamente a morte da vítima. Obs. Observações gerais: a) A AIDS (Síndrome de imunodeficiência adquirida).: Havendo dolo de perigo de contágio venéreo e resultando lesões leves. As opiniões se dividem com relação à contaminação do sujeito passivo. dependendo das conseqüências da conduta criminosa: a) se resultar lesão corporal leve. o agente responderá pelo artigo 129. bem como se houver a morte decorrente da lesão o agente responderá pelo art. 129. CP. 129 do CP. eis que do contrário o agente seria punido com pena inferior a que lhe seria cominada pelo art. doença fatal e incurável. 7. CP. Obs. o sujeito será imputado unicamente pelo crime do art. uma vez que o agente tinha a intenção de transmitir a moléstia venérea.Na modalidade simples (caput) é o dolo de perigo (direto ou eventual). Mas. assim como havendo culpa. § 3º. Na figura qualificada (§1º) o legislador previu um crime de perigo como dolo de não. §1 ou 2º (dependendo do caso concreto) do CP. uma vez que pode ser transmitida por formas diversas da relação sexual e dos atos libidinosos. 130. na figura qualificada definida pelo §1º o crime também se consuma com a prática da relação sexual ou do ato libidinoso. E.

o dolo eventual.reclusão. a vontade livre e consciente de praticar o ato capaz de transmitir a moléstia grave. Quanto ao sujeito passivo. Elemento objetivo do crime: Trata-se de um crime de perigo. pois exige que o sujeito ativo esteja acometido da referida enfermidade contagiosa. Por isso. www. Sujeitos do crime: O crime de perigo de contágio de moléstia grave é crime próprio.Praticar. com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado. pratica ato com fim de transmitir moléstia venérea.com. se o sujeito pratica o ato supondo equivocadamente estar contaminado. pois a eventual transmissão de outra enfermidade grave tem o condão de debilitar mais ainda a saúde da vítima. A corte. inclusive a portadora de moléstia grave. não basta praticar o ato capaz de produzir o contágio.preservativo. ato capaz de produzir o contágio: Pena . tratando-se de moléstia grave que já acomete a saúde da vitima e restando provado cientificamente a impossibilidade de agravar a situação. Elemento subjetivo: O tipo subjetivo é o dolo. e multa. responderá pelo delito de perigo de contágio de moléstia grave. é dizer. se o agente transmite a vítima doença sexualmente transmissível que sabe ou deveria ser portador ART. b) Doença sexualmente transmissíveis e crimes contra a dignidade sexual: Nos termos do artigo 234-A.PERIGO DE CONTÁGIO DE MOLÉSTIA GRAVE Art. 131 . todavia. 131 . por ineficácia absoluta do meio de execução. devendo esse dolo estar revestido da finalidade de transmissão da moléstia. portanto. será caso de crime impossível pela impropriedade absoluta do objeto material. 3. de um a quatro anos. mas precisar ser uma enfermidade transmissível. Moléstia grave é qualquer enfermidade que acarreta séria pertubação da saúde. será caracterizado crime impossível (art. contagiosa. por meio de conduta que não seja sexual.gustavobrigido.: se o agente. É irrelevante ser incurável ou não. É necessário que o faça com o propósito de transmitir a moléstia grave. Assim. portanto. inciso IV do Código Penal. Perigo para a vida ou saúde de outrem 1. trata-se de um crime de forma livre. Contudo. Exclui-se. limita-se a afasta o crime doloso contra vida. 2. cuja objetividade jurídica é a saúde e a vida do ser humano. sem concluir acerca da tipicidade do delito. O núcleo do tipo é “praticar”. qualquer pessoa.br . pois admite-se qualquer meio de execução capaz de transmitir a moléstia grave. Obs. os crime contra a dignidade sexual terão a pena aumentada de um sexto até a metade. 17 do Código Penal).

Considerações finais: A ação penal é pública incondicionada sendo de competência do juízo singular o processamento e julgamento. 132 . §1 ou §2º do CP) c) Se resultar culposamente a morte da vítima. 132 . Contudo. 129. 129 do CP). na hipótese de efetiva transmissão da moléstia grave. sem intenção de morte (não se admite o dolo eventual) e porventura desse comportamento advier esse resultado.Obs.1998) www. será possível a tentativa. pois o agente quis ou assumiu o risco de matar o ofendido.PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM. Mas. de 29. em decorrência da gravidade da moléstia pela qual foi contaminada. consumado ou tentado. formal e como dolo de dano. Nessa hipótese. em desacordo com as normas legais.br . Consumação e tentativa: Por se tratar de crime formal. trata-se de crime de perigo. em concurso formal. esse crime será absorvido pelo crime de perigo de contágio de moléstia grave. 4. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza.detenção.com. E.777. b) Se resultar lesão corporal grave ou gravíssima. Parágrafo único. é possível quando a conduta do agente for executada em vários atos. por ausência de previsão legal nesse sentido. §3º) e d) Se resultar dolosamente a morte da vítima. Art. a ele deve ser imputado o crime de lesão corporal culposa. Como se disse. tem-se a hipótese de lesão corporal seguida de morte.gustavobrigido. Quanto a tentativa.Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena . (Incluído pela Lei nº 9. independentemente da efetiva transmissão. estará configurado o crime de lesão corporal seguida de morte (CP. pois o sujeito quer produzir lesões corporais na vítima.099/90. quatro situações pode ocorrer: a) Se resultar lesão corporal leve (art. 5. art. Se o ato foi praticado apenas para a transmissão. ao agente deve ser imputado o crime de homicídio doloso. 6. mas o delito é de perigo porque para sua consumação basta a exposição da saúde da vítima a probabilidade de dano. o agente responde somente por esse crime (art. o sujeito responde pelos crimes dos arts.12.: não se admite a figura culposa. 131 e 267 do Código Penal. se o fato não constitui crime mais grave. de três meses a um ano. Concurso de crimes: Se em decorrência da contaminação pela moléstia grave é também provocada epidemia. por se tratar de mero exaurimento. 129. se culposamente o sujeito transmitir a moléstia grave. consuma-se no momento da pratica do ato capaz de produzir o contágio.: Se a pratica do ato estiver informada pela finalidade de obter resultado morte. em razão da pena mínima abstratamente cominada ao delito é cabível a suspensão do processo nos termos da Lei 9. ART. o agente deverá responder por homicídio. Obs.

haja vista que tal conduta se enquadra no art. A tentativa só será possível na modalidade comissiva. pois não basta a prática da conduta ilícita. Subsidiariedade expressa: Quando o artigo 132. condiciona sua aplicação apenas “se o fato não constitui crime mais grave”. podendo ser realizada por meio de qualquer ação ou omissão apta a colocar o sujeito passivo em perigo direto e iminente. desavisados do fato. não incide o instituto do concurso formal de crimes. Dessa forma. Em decorrência do caráter subsidiário. Causa de aumento de pena: www. exigindo-se a comprovação efetiva de que a vítima foi exposta a perigo. sofrendo risco direto e iminente. Estará configurado crime único quando. 15 da Lei 10. caso o agente busque atingir um numero indeterminado de pessoas. 250 a 259 do CP) Exemplo: pratica o crime do artigo 132 do CP o motorista que. pois se trata de figura delituosa eminentemente subsidiária. o agente expuser várias pessoas ao perigo. 4. P.gustavobrigido. em via pública ou em direção a ela. estará caracterizado algum crime de perigo comum (Art. obrigando-a a imprimir em seu automóvel velocidade incompatível com as condições de tráfego. O sujeito quer ou assume o risco de expor a vida ou a saúde de outrem a uma situação de perigo concreto. destrava portas de elevador de edifício.: responde pelo delito do art. em razão da subsidiariedade expressa prevista no art. direto ou eventual.com. não caracteriza o crime de perigo para a vida ou saúde de outrem. imprimindo velocidade excessiva ao seu caminhão. para evitar que o agente lhe abalroasse a traseira.br .826/03 – Estatuto do Desarmamento. com uma só conduta. 5. Elementos objetivos do crime: O núcleo do tipo é expor. Obs. ou seja. O perigo ainda precisar ser direto. Trata-se de crime de perigo concreto. corressem risco de se precipitarem no vazio do profundo poço do elevador. é necessário ficar provado que em razão do comportamento do agente a vítima teve sua vida ou sua saúde submetida a risco de lesão. Elemento subjetivo: Somente se verifica na modalidade dolosa. 2. agindo por espírito de emulação. está reconhecendo que o sujeito ativo somente será imputado desse delito se não houve a produção de resultado mais grave. submeter. ao cominar a pena. dando causa a que usuários. 132 do CP o agente que. 132 do Código Penal. 3.: disparo de arma de fogo em lugar habitado ou em suas adjacências. Consumação e tentativa: Consuma-se o crime com a prática do ato e a ocorrência do perigo concreto para a vítima. Por exemplo: arremessar uma cadeira na direção de pessoas que se encontravam no interior de um restaurante. deve alcançar pessoa ou pessoas certas e determinadas.ex.1. aproxima-se perigosamente do veículo da vítima que seguia a sua frente.

Trata-se. a faixa etária do ofendido.reclusão. e segue o rito sumaríssimo previsto nos artigos 77 e seguintes da Lei nº 9.Estatuto do Idoso. em face do limite máximo da pena privativa de liberdade cominada pelo legislador.Se do abandono resulta lesão corporal de natureza grave: Pena .Parágrafo único. A Lei nº 10. Abandono de incapaz Art. § 2º . ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado. § 1º . e. física ou psíquica.Se resulta a morte: Pena .099/95. Art. § 2º . será excluído o artigo 132. 99 da Lei 10. principalmente nas zonas rurais. quando obrigatório fazê-lo. por qualquer motivo. define em seu artigo 99 uma figura especial de crime de perigo para a vida ou saúde. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza. quando a vítima for pessoa idosa e a conduta encontrar correspondência no art.Abandonar pessoa que está sob seu cuidado. em razão do princípio da especialidade.reclusão. do idoso submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis. portanto.Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave. de transporte clandestino e perigoso de trabalhadores. portanto. de 29. de um a cinco anos.br . § 1º . Admite transação penal. uma causa de aumento de pena inerente à segurança viária 6. Assim. Considerações finais: Esse crime ingressa no rol das infrações penais de menor potencial ofensivo.gustavobrigido. se presentes os requisitos legais.com. Leva em conta. Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1m (um) ano e multa.12. incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono: Pena . (Incluído pela Lei nº 9. quando a vítima é pessoa idosa. vigilância ou autoridade. guarda.777. 133 .Se resulta morte. de quatro a doze anos. Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos.detenção. com o escopo de assegurar efetiva proteção às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.741/2003 . Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos. www.1998) A majorante (causa de aumento de pena) do parágrafo único do art. em desacordo com as normas legais.741/03. 132 foi inserida no Código Penal com a finalidade de coibir comportamentos muito comuns. de seis meses a três anos. 99 – Expor a perigo a integridade e a saúde.

Podemos destacar os seguintes elementos constantes no art. 3. no sentido de deixar o incapaz sozinho. Não se confunde com o abandono material. II . guarda. arrepende-se e volta para buscá-lo. de 2003) 1. por medo. 4.: enfermeira que cuida de pessoa idosa e inválida para zelar por si própria). vigilância ou autoridade do sujeito ativo.se o abandono ocorre em lugar ermo.ex. amparo. o filho de pouca idade que foge de casa.gustavobrigido. tutor ou curador da vítima. sem a devida assistência.: capitão da polícia militar que leva seus subordinados para entrarem em uma perigosa favela.Aumento de pena § 3º . d) autoridade: relação de superioridade (p. Sujeito passivo: é o incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono e que estava sob a guarda. descuidar. após deixar o filho pequeno sozinho em um local abandonado. Elemento subjetivo: É o dolo de perigo. 244 do Código Penal. cônjuge.: inexiste crime quando o incapaz é quem abandoa seu protetor.se o agente é ascendente ou descendente. não pode. b) guarda: é a assistência duradoura (p. Não se exige nenhuma finalidade específica.br . que se enquadra no crime do art.ex. III– se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos (Incluído pela Lei nº 10. como. reassume o dever de assistência.: instrutor de mergulho em relação aos alunos iniciantes. Consumação: No momento do abandono. Subsiste o crime quando o sujeito ativo. b) pessoa que está sob o cuidado. desde que resulte perigo concreto.: pais em relação aos filhos menores de 18 anos de idade. lá abandoná-los). Elementos objetivos do crime: O núcleo do tipo é abandonar.As penas cominadas neste artigo aumentam-se de um terço: I . Obs. 5.ex.741. Sujeitos do crime: Sujeito ativo: a lei especificou aqueles que podem ser responsabilizados criminalmente pelo abandono. que a traz a idéia de desamparar. direto ou eventual. Formas qualificadas: www. vigilância ou autoridade do agente. que se evidencia pelas seguintes formas: a) cuidado: é a assistência eventual (p. por exemplo. 133: a) o ato de abandonar. Basta praticar a conduta capaz de colocar o incapaz em situação de perigo. O abandono deve ser físico.ex. tal como na hipótese em que o pai. c) vigilância: é a assistência acauteladora (p. 2.com. irmão. depois de abandono e da conseqüente exposição ao perigo. c) incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono. cuidado. em razão de sua peculiar relação com a vítima do delito.

irmão. de um a cinco anos.Expor ou abandonar recém-nascido. Destarte. 6. § 2º . e jamais presumidos.Se resulta a morte: www. não alcança quem vive em união estável. § 2º .741/2003 – Estatuto do Idoso.reclusão. Causas de aumento de pena: § 3º . Justifica-se o aumento pela maior dificuldade proporcionada ao incapaz para encontrar socorro.detenção.Se do abandono resulta lesão corporal de natureza grave: Pena . para ocultar desonra própria: Pena . tutor ou curador da vítima. III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos (Incluído pela Lei nº 10.Se resulta a morte: Pena . de 2003) Inciso I: Lugar ermo é o local habitual ou eventualmente solitário.detenção. II .se o abandono ocorre em lugar ermo. em razão do número cada vez maior de pessoas idosas abandonadas por parentes na fase de suas vidas em que mais necessitam de cuidado e proteção. de quatro a doze anos.741.Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena .reclusão. Aumento de pena São crimes qualificados pelo resultado.gustavobrigido. os quais devem ser provados. de seis meses a dois anos.se o agente é ascendente ou descendente. Inciso II: Fundamenta-se o aumento na maior reprovabilidade da conduta praticada quando presentes os laços de parentesco ou de maior proximidade entre o autor e a vítima. na modalidade preterdolosa (dolo no crime de perigo e culpa na lesão corporal ou na morte). Não admite analogia. 134 . de um a três anos.§ 1º . cônjuge. § 1º . O rol é taxativo. Exposição ou abandono de recém-nascido Art.br . por se tratar de norma prejudicial ao réu. Inciso III: Essa causa de aumento de pena foi inserida no Código Penal pela lei nº 10.com.As penas cominadas neste artigo aumentam-se de um terço: I .

133 do CP. A avó que abandona recém nascido para esconder desonra da filha.A pena é aumentada de metade. equivale a deixar de solicitar o auxílio da autoridade pública para socorrer quem está em perigo. Não pedir. sem risco pessoal. atropelada e gravemente ferida.Deixar de prestar assistência. Ocorre. em face do risco pessoal. de dois a seis anos. por sua vez.com. ou não pedir.653. o agente.detenção. mas também não solicita o auxílio da autoridade pública. Parágrafo único . Não sendo. www. 1. nesses casos. quando possível fazê-lo sem risco pessoal. Nesse sentido. é necessário que a exposição ou o abandono seja pela especial finalidade de ocultar desonra própria.br . inicialmente. Deixar de prestar assistência significa não socorrer quem se encontra em perigo. se puder fazê-lo sem risco pessoal. o crime será o do art. 1. ou à pessoa inválida ou ferida. se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave. São dois momentos distintos. Condicionamento de atendimento médico-hospitalar emergencial (Incluído pela Lei nº 12. 133. para caracterização do referido crime. à criança abandonada ou extraviada. por exemplo. e nada faz para ajudá-la.detenção. quando há risco pessoal ou quando o agente não detém de conhecimentos suficientes para socorrer o ferido. 135 do Código Penal. 135 . 134. deve pedir auxílio da autoridade pública. Considerações: Esse delito representa a mesma conduta do crime de abandono de incapaz só que cometido por motivo de honra. pois o autor só pode ser pai ou mãe do recém nascido. e triplicada. Elementos objetivos do crime: O tipo penal contempla dois núcleos: “deixar” e “não pedir”. Somente e quando não tiver condições de prestar diretamente o socorro. Nesse sentido. b) Falta de assistência mediata: quando o agente não pode prestar pessoalmente o socorro. se resulta a morte. salvo se contar com a participação da filha. o sujeito deixar de fazer aquilo que lhe era imposto por lei (prestar socorro). de 2012). ao desamparo ou em grave e iminente perigo. Trata-se de típica hipótese de crime omissivo próprio. Exemplo: uma pessoa se depara em via pública com outra pessoa. e qualquer das formas de omissão caracteriza o crime definido pelo art. o socorro da autoridade pública: Pena . responde pelo art. Assim. de um a seis meses. o crime de omissão de socorro pode ser cometido de duas maneiras diversas: a) Falta de assistência imediata: o agente pode prestar socorro. Trata-se de um crime próprio. mas deliberadamente não o faz. ou multa. pois a omissão é descrita pelo próprio tipo penal.gustavobrigido. deve prestar o socorro à vítima.Pena . Para a caracterização do crime. Omissão de socorro Art. e não pelo art.

incapacitada para se livrar por si só da situação de perigo. todas respondem pelo crime. Essa autoridade pública é aquele que possui atribuições e poderes para socorrer uma pessoa em perigo. Exige-se ainda esteja a pessoa ao desamparo. 304: Deixar o condutor do veículo. deixar de solicitar auxílio da autoridade pública: Penas – detenção.gustavobrigido. acidentalmente ou provocada por terceira pessoa. b) criança extraviada: é a pessoa com idade inferior a 12 anos que está perdida. apto a causar um mal relevante em curto espaço de tempo. quando a resistência da vítima impossibilitar a prestação de socorro. 3. É imprescindível que também se encontre ao desamparo. ou. www. Se várias pessoas negam a assistência. de 2012). Exigir cheque-caução. não podendo fazê-lo diretamente. 135-A.br . nem que esteja ferida. praticar atos do cotidiano de um ser humano. na ocasião do acidente. Obs. d) Pessoa ferida e ao desamparo: é aquela que sofreu lesão corporal. Art. por justa causa. de seis meses a um ano.com. quando o motorista atropela a vítima sem culpa e em seguida foge para não lhe prestar socorro. Omissão de socorro e o Código de Trânsito Brasileiro: CTB. quando diversas poderia tê-lo feito sem risco pessoal. como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial: (Incluído pela Lei nº 12. bem como o preenchimento prévio de formulários administrativos. isto é. não sabe retornar por conta própria ao local em que reside ou possa encontrar resguardo e proteção. Somente se não puder fazê-lo. ou seja. Pode advir de problema físico ou mental. e) Pessoa em grave e iminente perigo: o perigo deve ser sério e fundado. e por esse motivo não pode prover sua própria subsistência. não há crime para ninguém. se o fato não constituir elemento de crime mais grave A Lei 9. Desaparecerá o delito. art.653. não necessariamente grave. 135 do Código Penal podem ser vítimas do crime de omissão de socorro.: O AGENTE NÃO TEM OPÇÃO!!! A lei impõe o dever de prestar o socorro imediatamente.Obs. ou multa. impossibilitada de afastar o perigo por suas próprias forças. por conta própria. de prestar socorro à vítima. deve solicitar auxílio imediato junto à autoridade pública. Sujeitos do crime: Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa (crime comum). no seu artigo 304 prevê novo tipo de omissão de socorro. Mas não basta a invalidez. Se apenas uma pessoa presta o socorro. c) Pessoa inválida e ao desamparo: invalidez é a característica inerente a pessoa que não pode.: Subsiste o crime de omissão de socorro quando a vítima recusa a assistência de terceiro. São elas: a) criança abandonada: é a pessoa com idade inferior a 12 (doze) anos que foi intencionalmente deixada em algum lugar por quem devia exercer sua vigilância. Sujeito passivo: somente as pessoas taxativamente indicadas pelo art. Não é necessário seja a vítima inválida. todavia. nota promissória ou qualquer garantia. isto é.503/97. 2. Mas não basta esteja ferida.

Elementos objetivos: O núcleo do tipo penal é expor a perigo a vida ou a saúde da pessoa. quer abusando de meios de correção ou disciplina: Pena .reclusão. e por esse motivo apto a www. Trabalho inadequado. Considerações iniciais: Objetividade jurídica – como diz Damásio de Jesus. § 2º . Maus-tratos Art. tratamento ou custódia. 2. § 3º . tais como tratamento médico e odontológico. fornecimento de roupas adequadas para cada estação do ano etc.653.Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena . quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado. quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis. guarda ou vigilância. para fim de educação. § 1º . em razão de produzir anormal cansaço como decorrência do seu elevado volume.reclusão. O crime. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. Exemplo: mãe que injustificadamente não serve jantar ao filho de pouca idade. A objetividade.gustavobrigido. quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado.br . A omissão está descrita pelo próprio tipo penal. se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (catorze) anos. tratado ou custodiado por alguém. são os imprescindíveis à preservação da vida e da saúde de quem está sendo educado. tolher alguém de um bem ou objeto determinado. de um a quatro anos. é o impróprio para uma determinada pessoa.Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade. por sua vez. (Incluído pela Lei nº 12.com. Cuidados indispensáveis. de 1990) 1.Se resulta a morte: Pena . de 2012).653.Pena . para fim de educação. ensino. nessa hipótese. quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis.069. ensino. de dois meses a um ano. Guarda ou vigilância. por seu turno. (Incluído pela Lei nº 8. quer abusando dos meios de correção ou disciplina. e multa. retirar. ou multa. somente admitindo os modos de execução expressamente previstos em lei: São eles a) Privação de alimentos ou cuidados indispensáveis: Privar significa destituir. de quatro a doze anos.detenção.Aumenta-se a pena de um terço. A pena é aumentada até o dobro se da negativa de atendimento resulta lesão corporal de natureza grave. (Incluído pela Lei nº 12. Parágrafo único. e até o triplo se resulta a morte. 136 . é omissivo próprio ou puro. tratamento ou custódia. de 2012). b) Sujeição a trabalho excessivo ou inadequado: Trabalho excessivo é o capaz de prejudicar a vida ou a saúde de alguém. o CP reserva o nome de maus-tratos ao fato de o sujeito expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade. a exemplo dos anteriores estudados é a incolumidade pessoal.detenção.

232. ensino. submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis. Expor a perigo a integridade e a saúde. Trata-se de crime próprio. ESTATUTO DO IDOSO: Art. § 1o Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos. e. se a vítima for criança e adolescente. 6. isto é. tanto ativa quanto passivamente 4. incide o crime tipificado pelo artigo 99 da Lei 10.741/03 – Estatuto do Idoso. o crime será o do artigo 232 da Lei 8. 5. tratamento ou custódia. admite-se a tentativa. Disciplina é o expediente utilizado para preservar a normalidade. c) Abuso dos meios de correção ou disciplina: Correção é o meio destinado a tornar certo o que está errado. 99. manter certo aquilo que já está certo. previsto no artigo 12 do Código Penal. em consequência das condutas descritas no tipo. não podendo ser qualquer pessoa que pode figurar nos polos do delito. Exemplo: é inadequado obrigar a um idoso a trabalhar em local descoberto no período noturno e durante o inverno.com. do idoso. Se o delito for cometido na forma comissiva. ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado: Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1 (um) ano e multa. guarda ou vigilância do sujeito ativo. guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento: Pena . física ou psíquica.gustavobrigido. É preciso que a vítima esteja sob autoridade. Forma qualificada: www. 3. quando obrigado a fazê-lo. § 2o Se resulta a morte: Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. Maus-tratos contra idoso e contra criança e adolescente: Pelo princípio da especialidade.detenção de seis meses a dois anos. Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade.proporcionar perigo de vida ou à saúde de quem o realiza. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE: Art. Sujeitos do crime: A sujeição ativa e passiva exige uma especial vinculação entre o autor e a vítima. e a vítima for idosa.069/90 – Estatuto da Criança e Adolescente.br . Consumação e tentativa: Ocorrerá a consumação quando ocorrer efetiva exposição do sujeito passivo ao perigo de dano. para fim de educação.

2. 8. acompanhada de vias de fato ou violências recíprocas. Tortura e Maus-tratos: Caracteriza-se o crime de tortura.br . pelo fato da participação na rixa. ocorrendo lesão corporal de natureza grave em que a pena é de um a quatro anos ou morte em que a pena é de quatro a doze anos. tratamento ou custódia. o delito é de tortura.gustavobrigido. IV) ou então quatro pessoas (p. aplica-se. sem estabelecer quantas são. A distinção entre os crimes de tortura e de maus-tratos deve ser feita no caso concreto: aquela depende de intenso sofrimento físico ou mental. Sem essa finalidade. 155. ou seja. ensino. Parágrafo único . como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo (Lei nº 9. Elementos objetivos: www. 137 . é submetido.com. com emprego de violência ou grave ameaça. Considerações iniciais: Rixa é uma luta tumultuosa e confusa que travam entre si três ou mais pessoas. é de perigo (dolo de perigo). inciso III). §4. em razão da pena mínima abstratamente cominada. mas com imoderação. 7.Nas modalidades qualificadas. de dois a oito anos. Obs. de quinze dias a dois meses. é porque devem ser no mínimo três. a intenso sofrimento físico ou mental. Importante salientar que as duas formas são estritamente preterdolosas.: art. quando alguém .Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza grave. 1º. art. que se encontra sob a guarda. inc. a pena de detenção.Participar de rixa. e o de tortura. salvo para separar os contendores: Pena . ele o faz expressamente. 1.455/97. CAPÍTULO 4 – DA RIXA Rixa Art. poder ou autoridade do agente.: quando o Código Penal exige uma pluralidade de pessoas. cabendo o instituto da suspensão do processo na hipótese primeira qualificada.ex.detenção. ou multa. 288). Com efeito. é de reclusão. nesse caso. é necessário a existência de ao menos 3 pessoas participando ativamente da rixa. equiparado a hediondo. Ação Penal: O crime é de ação penal pública incondicionada.ex. de dano (dolo de dano). realizado o fato apenas para submeter à vítima a intenso sofrimento físico ou mental. Ademais. A pena. O julgamento será no juízo comum. Portanto. quando o Código Penal exige duas pessoas (p.: art. Para a caracterização do crime de rixa. o crime é de maus-tratos. enquanto para este é suficiente a exposição a perigo da vida ou da saúde da pessoa. de seis meses a dois anos. Se o fato é praticado por alguém para fim de educação. o delito de maus-tratos. a diferenciação se baseia no elemento subjetivo.

A rixa qualificada. Menores de 18 anos. por mais ríspidas que possa ser. de repente um deles saca de um punhal.com. contudo. por meio de induzimento ou instigação. Mas. Como nessas situações não se pode precisar qual golpe foi efetuado por um determinado agressor contra o outro. o agride em defesa de sua vida. Se dois ou mais indivíduos ataca um terceiro. Somente em relação a terceiros se reconhece a excludente. Porém responderá por Rixa qualificada junto com os demais. Interessante observar que a rixa será qualificada. 137.: chutes. Nesse sentido. inclusive para o que sofrer as lesões graves ou gravíssimas. não há rixa. Participa também aqueles que estimulam os demais a lutarem entre si. pois o delito reclama ao menos três indivíduos.: Não há que se falar em legítima defesa (Mirabete) dos rixosos. não são puníveis.gustavobrigido. isto é. etc. basta uma única pessoa imputável para caracterizar o crime. todos devem ser punidos pela rixa. Damásio. parágrafo único do CP): Parágrafo único . loucos ou desconhecidos. em face da participação no tumulto. tomar parte nas agressões. Rixa qualificada (art. www. 4. Contudo. É o chamado partícipe do crime de rixa. crime de condutas contrapostas. a pena de detenção. Não se exige o emprego de armas. Entretanto. ele responderá pela rixa e por esse crime. ainda. É. pelo fato da participação na rixa. pouco importando se os demais são menores de idade. Para perfazer o número mínimo do crime de Rixa. e concurso material. Por se tratar de crime de perigo. Obs. rixa não é simples troca de palavras.Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza grave. atos de violência material (ex. pauladas etc. estão incluídos os participantes que por circunstâncias pessoais. tratando-se de lesão corporal grave ou gravíssima. pois os rixosos atuam uns contra os outros.).O núcleo do tipo é participar. Os três ou mais rixosos devem combater entre si. o crime será de rixa qualificada. entende ser possível a legítima defesa: Imaginemos três indivíduos lutando entre si. É legítima defesa. outro vendo. irresponsáveis. de seis meses a dois anos. se resultar lesão corporal leve em algum dos envolvidos e seu autor foi identificado. não é necessário que qualquer dos rixosos sofra lesões corporais. Rixa qualificada é um crime preterdoloso. 3. que somente se defende. também chamada de rixa complexa. Participa da rixa quem nela pratica. Sujeitos do crime: Trata-se de crime plurisubsiste. pois exige a presença de no mínimo três pessoas lesionando-se entre sim. aplica-se.br . Segundo Damásio este não responde homicídio. nem mesmo que os rixosos lutem fisicamente (exemplo: lançar pedra um contra os outros). é um dos últimos resquícios da responsabilidade penal objetiva. e deve ser no mínimo uma quarta pessoa. Concordo com Damásio. socos. O resultado mais grave pode ocorrer com um dos rixosos ou terceiros. agressivamente. Creio ser possível se reconhecer legítima defesa na Rixa. Em regra.

qualquer impeditivo para a coexistência dessa qualificadora com a forma privilegiada do crime de homicídio. concomitantemente.2012 . LISTA DE EXERCÍCIOS – DAS LESÕES CORPORAIS (ART. O juiz. em princípio. basta que o agente esteja sob a influência da violenta emoção. contudo. 129) / DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE (ART. inclusive o lesionado.Prova: CESPE . causando a morte de um dos rixosos. Paulo tenha descoberto que Marta lhe era infiel. c) O homicídio qualificado-privilegiado integra o rol dos denominados crimes hediondos.Defensor Público A respeito dos crimes contra a pessoa. para ficar com todos os bens do casal. é estranha à rixa. Para efeito de prova. 59. assinale a opção correta. dada a natureza objetiva das hipóteses previstas no § 1. Se for identificado. CP. todos respondem por Rixa Qualificada. um mês antes do fato delituoso. tratando-se de crime de homicídio. www. b) Para a caracterização do homicídio privilegiado. A causa da morte. A questão é. 5.: Na Rixa qualificada todos respondem por ela.com. agravará a pena base. deverá responder por rixa qualificada ou por rixa simples? Segundo o código. Obs. para o privilégio. exige-se que o agente se encontre sob o domínio de violenta emoção. Obs.DPE-RO . para a caracterização da atenuante genérica. contudo. pelo tribunal do júri. Considere. Damásio de Jesus entende que responde por Rixa Simples em concurso material com outro crime. não há. com as atenuantes genéricas do motivo de relevante valor social ou moral e da coação resistível. assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta.º do art. de caráter subjetivo.gustavobrigido. a) Considere que Paulo tenha sido acusado de ter premeditado a morte de Marta. o autor responde por rixa em concurso material com lesões ou morte. se for um dos rixosos. prevalece o Código e o entendimento de Mirabete. Os limites máximos da pena privativa de liberdade autorizam a transação penal. Se o Policial entra para impedir a Rixa. vale dizer. Não sendo possível identificar o autor das lesões ou morte. no crime de homicídio. dispensa-se o requisito temporal. e) De acordo com a jurisprudência do STF e do STJ. 121 do CP.: Se houver várias mortes ou lesões? A pena é a mesma. com quem fora casado por vinte anos. responderá por Rixa qualificada em concurso material com lesões graves ou homicídio. mais Mirabete e outros. ainda que.br . das atenuantes genéricas do relevante valor moral ou da violenta emoção. 137) 01 .Analista Judiciário Sobre crimes contra a pessoa e contra o patrimônio. d) Sendo a qualificadora. se presentes os demais requisitos legais. do fato de ter Paulo agido por motivo torpe e. provocada pela descoberta do adultério. art. não é possível a coexistência. da qualificadora do motivo torpe. 02 . qualifica? Não. para a atenuante. e o processo e julgamento desse crime seguem o rito sumaríssimo (Lei 9.Na Rixa qualificada a ocorrência de morte ou lesões graves pode ser individualizada ou não.2012 . neste caso.099/95). e de ter auxiliado na consecução do homicídio. 130 À 136) / DA RIXA (ART.Prova: FAURGS . é incompatível o reconhecimento. exige-se reação imediata. Observações gerais: A rixa simples e a qualificada são infrações penais de menor potencial ofensivo.TJ-RS . Nessa situação.

por si só — que. para comprar alguns mantimentos para a alimentação de sua filha. desferiu dois tiros de revólver. ao chegar em casa.2012 . b) Uma paciente. Em determinado dia. não caracteriza o motivo torpe. c) O concurso de pessoas é circunstância que qualifica tanto o crime de furto (art. Maria foi até ao supermercado próximo de sua casa.Área Administrativa Considere que Antônio.Técnico Judiciário Pedro.gustavobrigido.Defensor Público Maria reside sozinha com sua filha de 5 meses de idade e encontra-se em benefício previdenciário de licença maternidade de 6 meses.TJ-RR . ofendeu verbalmente Pedro. 155 do CP) como o crime de roubo (art. A conduta de Maria é caracterizada como www. Nesse caso. e) De acordo com entendimento sumulado do Supremo Tribunal Federal. matando Maria e ferindo seu amante. Ao prestarem socorro à criança.br . enquanto que o seu cometimento por motivo de relevante valor moral.2012 . o emprego de arma de brinquedo para intimidar a vítima autoriza o aumento da pena. tenha agredido José com uma barra de ferro. mas neste dia houve uma queda no sistema informatizado do supermercado o que atrasou o retorno à sua casa por 40 minutos. sendo comprovado que José veio a falecer em consequência das lesões provocadas pelo agressor. considerando que a enfermeira não era mãe da vítima. O ciúme. Ao chegar próximo à sua casa. acionando os órgãos de segurança. ocasionando-lhe a morte. há crime de latrocínio quando o homicídio se consuma. circunstância desconhecida por Pedro. O laudo de exame cadavérico atestou não só o óbito de Maria. Todas as tardes a filha de Maria dorme por cerca de duas horas. sufoca seu próprio filho. o marido traído.TRE-RJ . Normalmente esta saída levaria de 10 a 15 minutos. em coautoria com a enfermeira do hospital. 157 do CP). Em choque. Certo Errado 05 . mas apenas assustada e sem qualquer lesão. esposo ciumento. não possui qualquer consequência jurídica. completamente enraivecido e sob domínio de violenta emoção.a) O cometimento do crime de homicídio impelido por motivo de relevante valor social enseja redução de pena. com a intenção de provocar lesões corporais. qualificador do homicídio. Maria constatou várias viaturas da polícia e corpo de bombeiros na frente de sua residência. mas também que ela estava grávida de dois meses. momento no qual Maria realiza as atividades domésticas. Antônio responderá pelo delito de homicídio. os agentes dos órgãos de segurança verificam que a criança estava sozinha em casa. Certo Errado 04 .Analista Judiciário .DPE-PR . a respeito dos crimes contra a pessoa.2012 . logo após o parto. Maria. com o arrombamento da porta de entrada da casa. em estado puerperal. ao ser apanhada em flagrante. nesse caso.Prova: CESPE . Maria. todos acionados por um vizinho que percebeu o choro insistente de uma criança por 15 minutos. surpreendeu sua esposa.Prova: CESPE . julgue os itens a seguir. Com base na situação hipotética acima apresentada. uma quadra de distância.Prova: FCC . 03 . não está acompanhado por outras circunstâncias —. ainda que o agente não realize a subtração de bens da vítima. com palavras de baixo calão. na cama com outro homem. não poderá ser responsabilizada pelo delito de infanticídio.com. d) No crime de roubo. neste horário de dormir da filha. ainda que não tenha desejado a morte de José nem assumido o risco de produzi-la.

132. 07 .com. b) por crime de homicídio culposo. irmãos. eximindo-se de qualquer intervenção. www. Durante sua apresentação Pedro. d) culposa.br . resolveu fazer uma manobra e acabou por acertar o rosto de Maria.2012 . O corte foi profundo e extenso. dada a incompatibilidade das circunstâncias em questão. emprego ou função. c) pelo crime de perigo. e) por crime de abandono de incapaz. vez que a superioridade numérica. 08 . aplicando. Numa cidade do interior do Estado. quando Pedro começa a se afogar. se não for apurada a autoria do crime de que a res proveio. A responsabilidade de João será a) por crime de homicídio doloso qualificado. do Código Penal (perigo para a vida ou saúde de outrem). Pedro vem a falecer por afogamento. Pedro responderá pelo delito de lesão corporal a) simples.Prova: FCC . e como a explorava. d) por crime de omissão de socorro. aos 17 anos.se as regras da omissão imprópria. uma pequena aglomeração de pessoas se formou no aeroclube local para assistir a um espetáculo de paraquedismo. ao se aproximar do solo. em meio aos observadores encontrava-se Maria. por puro exibicionismo e autoconfiança. Nesse caso. tipificado no art. Em solo. b) de acordo com a jurisprudência atual do Supremo Tribunal Federal não se admite o reconhecimento do privilégio no furto qualificado pelo rompimento de obstáculo. b) crime de abandono de incapaz majorado. d) não é punível a conduta do agente que recebe coisa sabendo ser produto de crime.Prova: FCC .Defensor Público Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa. aplicando-se as regras da omissão imprópria. c) crime de abandono de recém nascido.a) crime de abandono de incapaz. para o fim de obtenção de vantagem econômica ou favorecimento sexual. João permanece inerte. indica a maior reprovabilidade da conduta.DPE-SP . Na aeronave prestes a saltar encontrava-se Pedro. já tinha “sobre os seus ombros” a responsabilidade de cuidar de seus irmãos mais novos e de seu pai alcoólatra. por si. nadam em um lago.2012 .Defensor Público No tocante à parte especial do Código Penal. e) culposa qualificada pela deformidade permanente. d) atípica e) contravenção penal. b) grave. jovem simpática e querida por todos que.DPE-PR .Prova: FCC . por todos antipatizado. é correto afirmar que a) o crime de assédio sexual pressupõe a prevalência da condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de cargo. que aos 25 anos interrompera seus estudos para viver à custa de uma tia idosa. c) o concurso de agentes constitui circunstância que qualifica o crime de homicídio. trabalhava e estudava. jovem arrogante..Defensor Público Pedro e João. e a deformou permanentemente.DPE-PR .2012 .gustavobrigido. 06 . c) gravíssima.

Delegado de Polícia Tratando-se do crime de lesão corporal previsto no artigo 129.Defensor Público Assinale a opção correta. é condenatória. são absolutamente incompatíveis o dolo eventual e as qualificadoras do homicídio. inciso II.Prova: UEG . a gestante sofrer lesão corporal de natureza grave.Prova: PC-SP .PC-SP . do CPB (perigo de vida).OAB-SP . dispensa-se a perícia médica caso se comprove que a mãe esteja sob a influência do estado puerperal. seja sua capacidade de resistência eliminada ou diminuída. 09 . não subsistindo efeitos secundários. por qualquer causa. ou seja. a) Tratando-se de delito de infanticídio. aja sob a influência desse estado. se assuma o risco de produzir o resultado. d) O exame de corpo de delito (pericial) vítima é dispensável para a caracterização da qualificadora em questão e) E hipótese que caracteriza a culpa consciente 10 . em consequência do delito.2011 . independentemente de o resultado ser produzido dolosa ou culposamente. pela opinião do sujeito ativo. não havendo responsabilização específica pelas lesões.Prova: CESPE .Primeira Fase Acerca da lesão corporal. por motivo torpe ou fútil. b) Nas figuras típicas do aborto.Prova: VUNESP . 12 . www. penalmente admissível que. a respeito dos crimes contra a pessoa. no homicídio culposo. b) existe a possibilidade da coexistência entre o homicídio praticado por motivo de relevante valor moral e o homicídio praticado com emprego de veneno. a pena será duplicada.PC-GO .NÚCLEO .br . é CORRETO afirmar: a) a natureza jurídica da sentença concessiva do perdão judicial.e) pai que agride o filho homem. terá sua conduta subsumida ao art. § 9o .2011 .crime de violência doméstica. d) a futilidade para qualificar o homicídio deve ser apreciada subjetivamente. cedendo lugar ao crime de homicídio. grave e gravíssima. 129. ainda. d) Segundo a jurisprudência do STJ. se. durante ou logo após o parto. causando-lhe lesões corporais de natureza leve. o delito de omissão de socorro não subsiste.2007 . c) a conexão teleológica que qualifica o homicídio ocorre quando é praticado para ocultar a prática de outro delito ou para assegurar a impunidade dele. e) Caso o delito de induzimento. c) Em caso de morte da vítima.3 . instigação ou auxílio a suicídio seja praticado por motivo egoístico ou caso seja a vítima menor ou.com. que possui 18 anos de idade.gustavobrigido. segundo orientação sumulada do Superior Tribunal de Justiça. § 1°. a) O aumento especial de pena aplicado à violência doméstica praticada contra portador de deficiência aplica-se a lesão corporal leve. não sendo. por haver presunção juris tantum de que a mulher. assinale a opção correta. 11 .Delegado de Polícia Sobre o crime de homicídio.DPE-MA .Exame de Ordem . as penas serão aumentadas de um terço. uma vez que a circunstância agravadora dessa figura típica omissiva se limita à ocorrência de lesões corporais de natureza grave. assinale a alternativa correta a) É uma figura típica exclusivamente culposa b) É uma figura típica exclusivamente preterdolosa c) O perigo de vida não deve necessariamente ser "concreto" para incidência da qualificadora. portanto.2008 .

OAB-SP . ainda que levemente. c) se ela fugir para evitar prisão em flagrante. O crime praticado é de lesão corporal de natureza a) gravíssima. com aumento especial de pena pela violência doméstica. c) grave. 137. b) grave. Nessa situação hipotética. previsto no art. descrito no art. c) Lesão corporal culposa e a de natureza leve são delitos de ações penais públicas condicionadas a representação da vítima ou de seu representante legal.com.3 . b) caso o crime tenha sido praticado por motivo egoístico. c) Não se admite a responsabilização de agente como partícipe no crime de rixa. terão aumento especial de pena na proporção de um terço.OAB-SP . 13 . 137 do Código Penal.Promotor de Justiça Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa. www.Exame de Ordem .Primeira Fase A respeito da rixa. a) O agente que participa de rixa responde pela prática do delito como partícipe.Prova: VUNESP . a pena de Mercedes será duplicada a) se ela deixar de prestar socorro imediato à vítima.Primeira Fase Ex-marido que.2007 .gustavobrigido. grave e gravíssima. responde também pelo crime. 17 . b) Há presunção de perigo. se praticadas através da violência doméstica.Promotor de Justiça Pratica o crime de omissão de socorro. a) É crime plurissubjetivo ou de concurso necessário. 15 .Prova: VUNESP . 14 . e) Quem provoca a rixa por imprudência. classifica a lesão como gravíssima. d) caso o crime tenha resultado de inobservância de regra técnica de profissão. e desde que seja o causador da situação de perigo a título de dolo ou culpa. d) O crime de rixa não admite concurso de agentes.Prova: VUNESP . d) gravíssima.Prova: MPE-SP . segundo o CP.2007 . 135 do Código Penal: a) aquele que deixar de prestar socorro à vítima ferida. arte ou ofício.Prova: CESPE . agride-a em sua residência quando vai visitar seus filhos.Exame de Ordem .MPE-SP . sem dela participar.Primeira Fase Suponha que Bárbara tenha se suicidado após ter sido induzida e instigada por Mercedes. com aumento especial de pena pela violência doméstica. c) É possível uma pessoa ser sujeito ativo e passivo do mesmo crime. do Código Penal (“Participar de rixa. Com relação ao crime de rixa. caput. conduta tipificada pelo art.2 .OAB-SP . por mais de duzentos dias.2008 . assinale a alternativa incorreta. podendo ser cometida por qualquer meio eleito pelo agente. salvo para separar os contendores”).br .2011 . assinale a alternativa correta. causando a perda da vista de seu olho esquerdo. b) O agente que participa de rixa responde pela prática do delito como autor. d) É infração de forma livre..2 .b) As lesões corporais leve.MPE-SP . 16 . d) A incapacidade permanente para as ocupações habituais da vítima de lesão corporal.Exame de Ordem . porque é um crime plurissubjetivo.2008 . há seis anos não convive mais com sua ex mulher. que decorre da simples existência material da contenda.

Logo em seguida. ao ser sentenciado. em tese. sem dolo ou culpa e desde que não haja risco pessoal. Nessa situação. em consequência. forneceu informações e provas que possibilitaram a prisão do grupo.. já que agiu por relevante valor moral. d) aquele que. de graves sofrimentos físicos e morais. apenas o superior hierárquico de Morgado será punível d) Quatro indivíduos compunham um grupo de extermínio procurado havia tempo pela polícia. voluntariamente. dando a aparência de que os numerários depositados eram oriundos de atividade normal da empresa. a propriedade e a utilização de valores recebidos em cheques provenientes de concussão. Assinale a opção cuja assertiva esteja incorreta. Nessa situação. classificado como crime instantâneo. funcionário público. ignorando cada um o comportamento do outro. que veio a falecer em virtude dos ferimentos ocasionados pelos projéteis disparados pela arma de Bruno.No homicídio preterintencional. o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha deverá ser denunciado e processado. tendo praticado uma conduta típica culposa e que tenha deixado de atuar sem risco pessoal. salvando-o da morte. a) Gilson. Ambos atiraram na vítima. Nessa situação. e) Wagner.b) aquele que deixar de prestar socorro à vítima em situação de perigo por ele criada a título de culpa e desde que não haja risco pessoal. sem possibilidade de cura. funcionário público. é correto afirmar que Mário e Bruno são coautores do homicídio perpetrado. I. www. a movimentação. Nessa situação. passou a ter debilidade permanente do membro. Nessa situação. II. um policial que passava pelo local levou Genilson ao hospital. com animus laedendi. c) Morgado. pretendendo matar Nilo. responder por homicídio privilegiado. entre eles a piedade e a compaixão. Em certo momento. 18 .2009 .Prova: CEPERJ . sendo correto afirmar que houve adequação típica mediata. Nessa situação. No entanto. pratica a eutanásia com o consentimento da vítima. deve. da qual era sócio-cotista. para livrar um doente. acertou apenas um deles. b) David. desferiu duas facadas na mão de Gerson. para dissimular a origem.2009 . e) aquele que der causa a uma situação de perigo. der causa à situação de perigo. que.Delegado de Polícia Considerando os delitos contra a pessoa.com. com animus necandi. o agente responderá por culpa com relação ao resultado morte. no período de agosto de 1999 a novembro de 1999. III. e tiver deixado de prestar socorro à vítima por perceber que ela poderia ser socorrida por terceiros.PC-RJ . cumprindo ordem não manifestamente ilegal de seu superior hierárquico.Mário e Bruno. mediante o uso de arma de fogo. seguida de uma assertiva a ser julgada. acabou por praticar crime contra a administração pública. mas deverá ficar isento de pena. é apresentada uma situação hipotética. postaram-se de emboscada. David praticou crime de lesão corporal de natureza grave. um dos integrantes do grupo dirigiu-se à polícia e. de acordo com a Lei dos Crimes Hediondos. que compreende também os interesses individuais do agente.PC-RJ .br . o crime praticado por Gilson foi tentado.Delegado de Polícia Em cada um dos itens a seguir.Prova: CEPERJ . julgue os itens abaixo.O agente que. por imprudência. Wagner responderá pelo crime de lavagem de dinheiro 19 . a fim de aplicá-los no mercado financeiro. converteu-os em ativos lícitos por meio de depósito em conta-corrente da empresa Acessórios Veiculares Ltda. c) aquele que deixar de prestar socorro à vítima em face de uma situação de perigo a que ele deu causa.gustavobrigido. efetuou quatro tiros em direção a Genilson. por meio da chamada culpa consciente.

de natureza grave e gravíssima. www. apenas Tício morreu. e) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando os rixosos abandonam o local do conflito. Para isso. 22 . c) O crime de omissão de socorro é admitido na forma tentada.Delegado de Polícia Quanto aos crimes contra as pessoas. Nesse caso. Nessa situação. assinale a opção correta. V. ambos trancaram-se em um quarto hermeticamente fechado e Caio abriu a torneira de um botijão de gás.OAB .Prova: CESPE .Promotor de Justiça Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa.Exame de Ordem Unificado . Caio deverá responder por participação em suicídio.2 . Tentativa. na enfermaria do hospital. que se enquadram às situações emanadas do tipo. em estado puerperal. mulheres ou homens. em crime de omissão de socorro. em sentido estrito. instigação ou auxílio ao suicídio. III e V c) I. podem ser vítimas dos crimes de violência doméstica. todavia.2008 . d) É impossível ocorrer participação. logo após o parto. c) para a ocorrência do crime de induzimento. b) o agente que provoca várias lesões corporais. contra a mesma vítima em um mesmo contexto fático responde por crime continuado.Prova: MPE-MS .MPE-MS . amarrou sua esposa ao pé da cama. Estão certos apenas os itens a) I e III b) I. a) A omissão de socorro classifica-se como crime omissivo próprio e instantâneo.2009 . 21 . sob juramento. responde por infanticídio e não por homicídio. deixando-a em um quarto escuro e fétido. as seguintes alternativas estão corretas. b) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando a maioria dos rixosos propõe a cessação do conflito.. O crime de rixa na forma tentada quando ocorre? a) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando um dos rixosos desiste de participar do conflito. d) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando todos os rixosos desistem de prosseguir no conflito. mata filho de outra pessoa pensando ser o próprio. d) todas as pessoas.2011 . a título de correção. c) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando os rixosos não conseguem consumá-lo por circunstâncias alheias à sua vontade. o indivíduo responderá pelo crime de maus-tratos.Um indivíduo.com.gustavobrigido.br . decidiram morrer na mesma ocasião.Caio e Tício. podendo as penas ser aumentadas de 1/3 se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. EXCETO a) a mãe que. será indispensável que a vítima seja determinada e tenha capacidade de discernimento. b) A criança abandonada pelos pais não pode ser sujeito passivo de ato de omissão de socorro praticado por terceiros. II e V d) II e IV e) IV e V 20 .Prova: PC-MG .PC-MG .Primeira Fase (Set/2009) A respeito do crime de omissão de socorro.IV.

debruça-se no parapeito e cai.23 .PC-RN . Celsus. c) A legislação penal vigente não permite a redução de pena em crimes de lesão corporal na hipótese de o agente ter cometido o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção.2011 . d) O cidadão que.com. guarda ou vigilância.TJ-RO .Prova: FCC . Dos Crimes Contra a Pessoa . porque não quitou. pois assumiu o risco de produzir o resultado.00 comete homicídio qualificado por motivo fútil. comete crime de homicídio qualificado pela dissimulação. mata o corrupto. b) O herdeiro que provoca a morte do testador. 26 . 25 . a dívida de R$ 1. b) homicídio doloso. e) homicídio culposo. tratamento ou custódia. Celsus responderá por a) auxílio a suicídio.1ª REGIÃO (RJ) .. 24 .Agente de Polícia www. b) Aumentam-se da metade (1/2) até dois terços (2/3) as penas aplicadas ao crime de aborto. Em seguida arrependeu-se e chamou uma ambulância. obriga a ex-namorada a ingerir veneno causando sua morte comete homicídio qualificado pela torpeza.2009 . Dado esse enunciado.2009 . a) Se o agente comete o crime de homicídio (simples ou qualificado) impelido por motivo de relevante valor social ou moral. no intuito de apressar a posse da herança. que sabia das intenções suicidas de Tício.Agente de Polícia Em relação aos crimes contra a pessoa. ensino.Contra a Vida. e) O rapaz que. logo em seguida à injusta provocação da vítima. d) Aquele que expõe a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade. o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.PC-RN .Técnico Judiciário . a) O cobrador que mata a pessoa que lhe deve. no momento que não é observado.Juiz Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa. inconformado com as denúncias de corrupção de determinado político. e) O crime de perigo de contágio venéreo previst no artigo 130 do Código Penal é de ação penal pública condicionada à representação do ofendido.2011 . age em legítima defesa da honra. impediu dolosamente que o socorro chegasse e Tício morreu por hemorragia. d) induzimento a suicídio. Considera-se a vida humana como um direito fundamental garantido pela Constituição Federal ainda objeto de proteção pela legislação penal vigente. na data prometida.br . assinale a única alternativa CORRETA. logo em seguida a injusta provocação da vítima.gustavobrigido. quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado..Prova: PUC-PR . quer privando-a a de alimentação ou cuidados indispensáveis. Nesse caso.Segurança Tício tentou suicidar-se e cortou os pulsos. c) O pai. para fim de educação. que deixa de colocar tela de proteção na janela do apartamento e cujo filho.Prova: CESPE . inconformado com o fim do relacionamento. assinale a opção correta.TRT . c) instigação a suicídio. quer abusando de meios de correção ou disciplina responde pelo delito de homicídio na forma omissiva. ou sob a influência de violenta emoção. falecendo com a queda.Prova: CESPE . se este resultar à gestante lesão corporal de natureza grave ou na hipótese de lhe sobrevir a morte. comete homicídio doloso.

vindo a óbito. na medida em que não houve previsibilidade na conduta da vítima. desejando cometer suicídio. b) homicídio doloso simples. 29 . pois. Na situação descrita. não comete crime. imprudentemente. § 9º . tendo ciência de que é falso. a) Manoel praticou homicídio culposo. não responde pelo resultado morte. nesse caso o atropelamento. por estar sob influência do estado puerperal. o condutor assume o risco de produzir o resultado. c) A mulher que mata o filho logo após o parto. c) não incide a agravante de o crime ser cometido contra cônjuge. c) lesão corporal seguida de morte.Prova: FCC .Prova: CESPE . Com a intenção de humilhá-lo e feri-lo. a) o sujeito passivo é sempre a mulher.PC-RN .PC-RN . assumiu o risco de atropelar alguém. assinale a opção correta.Manoel dirigia seu automóvel em velocidade compatível com a via pública e utilizando as cautelas necessárias quando atropelou fatalmente um pedestre que. em um restaurante. é atípica. d) a pena é aumentada de 1/6 (um sexto) se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. seu desafeto.Agente Penitenciário "A". e) não basta que se prevaleça o agente de relação de hospitalidade. e) lesão corporal culposa. se atirou contra seu veículo.SERES-PE .Agente de Polícia Kaio encontrou Lúcio. quando.2010 . ao dirigir. 129.Escrivão de Polícia Civil Com relação aos crimes contra a pessoa. Com relação a essa situação hipotética. limpava uma arma que legitimamente possuía em sua residência. comete o crime de difamação. Lúcio sofre traumatismo craniano. b) Manoel praticou lesão corporal seguida de morte. como não tinha intenção de matar. 30 . quando a gravidez é resultado de crime de estupro.br . e) A conduta do filho que. acionou um mecanismo que produziu um disparo que veio a atingir a mão de sua www.Prova: CESPE . c) Manoel praticou o crime de auxílio ao suicídio. desfere-lhe uma rasteira. assinale a opção correta. fazendo com que Lúcio caia e bata a cabeça no chão. contra a vontade do pai.TJ-PE . se a ofendida é casada com o autor. privando-o de sua liberdade. posto que contribuiu para a conduta suicida da vítima.Juiz No crime de lesão corporal praticado no contexto de violência doméstica (art. mas. o mantém internado em casa de saúde. Em decorrência. 27 . 28 . já que não agiu com dolo ou culpa em face da excludente de ilicitude. ao dirigir veículo automotor. Kaio cometeu crime de a) homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima.Prova: UPENET . o sujeito ativo só pode ser a mãe e o sujeito passivo é a criança abandonada. Agente Penitenciário. do Código Penal). e) Manoel não praticou crime.2009 .2011 . b) Não é punido o médico que pratica aborto. posto que o fato não é típico. d) A pessoa que imputa a alguém fato definido como crime.gustavobrigido. b) é necessário que a vítima conviva com o agente. d) Manoel não praticou crime. d) homicídio culposo.2009 . mesmo sem o consentimento da gestante. a) No crime de abandono de recém-nascido. uma vez que.com.

Advogado A respeito dos Crimes contra a Pessoa. fútil etc. 33 . mas somente pelos pais ou tutores da vítima.Defensor Público No que se refere aos crimes contra a vida. a) São compatíveis.METRÔ-SP .2010 . é correto afirmar que a) o crime de omissão de socorro pode ser cometido por pessoa que não se encontra presente no local onde está a vítima. b) o crime de auto-aborto é punível por culpa. quando resultar de imprudência. e) posse ilegal de arma de fogo e lesão corporal culposa. aos crimes contra a honra e àqueles contra a liberdade individual. c) lesão corporal culposa gravíssima.gustavobrigido.DPU . 34 . não é necessário que a ocupação habitual seja laborativa. o dolo eventual e as qualificadoras do homicídio. e) Por ausência de previsão legal.Prova: CESPE . b) É inadmissível a ocorrência de homicídio privilegiado-qualificado.empregada doméstica "B". É penalmente aceitável que. é incompatível o domínio de violenta emoção com o dolo eventual. c) No delito de infanticídio incide a agravante prevista na parte geral do CP consistente no fato de a vítima ser descendente da parturiente. d) o crime de maus tratos não pode ser cometido por professores contra os seus alunos. Certo Errado 35 . Diante dessa situação.Defensor Público Para a configuração da agravante da lesão corporal de natureza grave em face da incapacidade para as ocupações habituais por mais de trinta dias.2009 . por motivo torpe.Prova: FCC . quando a gestante recebe auxílio de terceiros. aplicável ao concurso de pessoas. em princípio. que ficou permanentemente debilitada na sua função prensora.Defensor Público Quanto aos crimes contra a pessoa. assuma-se o risco de produzir o resultado. não se admite a aplicação do instituto do perdão judicial ao delito de lesão corporal.br . não se admite exceção à teoria monista. d) porte ilegal de arma de fogo. Em se tratando de homicídio.com. podendo ser assim compreendida qualquer atividade regularmente desempenhada pela vítima.DPE-PI .2010 . 32 .. Certo Errado www. d) No delito de aborto. c) o reconhecimento do perigo de vida no delito de lesões corporais graves depende de exame de corpo de delito complementar.Prova: CESPE . ainda que culposa. assinale a opção correta.Prova: CESPE . e) quem induz alguém a suicidar-se não responde pelo delito se da tentativa de suicídio resultam apenas lesões corporais graves.DPU . b) lesão corporal culposa grave.2010 . julgue os seguintes itens. às lesões corporais. "A" responderá por a) lesão corporal culposa. ainda que a qualificadora seja de natureza objetiva. negligência ou imperícia por parte da gestante.

2004 .Não há previsão legal de crime de injúria qualificada.9ª REGIÃO (PR) . IV. se o crime é cometido contra criança ou adolescente.TRT . incorre quem cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador. quer sujeitando-a a condições degradantes de trabalho. Considerando os fatos descritos e a disciplina legal dos crimes contra a honra.Na injúria não se admite a exceção da verdade.gustavobrigido. quer restringindo. confecciona e expõe em rua movimentada um "outdoor" com a seguinte frase: "Cuidado! 'B' é ladrão". IV . de dois a oito anos. III.36 . II. incorre quem mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador.O crime cometido por "A.2ª Etapa Considere as assertivas a seguir. V. Na pena prevista legalmente para o crime. além da pena correspondente à violência. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto. desafeto de "B"(taxista).1ª Prova . na conduta acima descrita.9ª REGIÃO (PR) . Na pena prevista legalmente para o crime. salvo se o ofendido é servidor público e a ofensa se deu em razão da função. por qualquer meio. Caracteriza-se pela submissão da pessoa a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. III . II . A pena prevista para este crime é de reclusão. é tipificada como crime de injúria. Marque a alternativa correta: a) todas as proposições estão corretas b) somente a proposição V está incorreta c) somente a proposição IV está incorreta d) somente a proposição II está incorreta e) somente as proposições III e IV estão incorretas 37 .Prova: AOCP . com o intuito de prejudicar a imagem deste.2ª Etapa "A". com o fim de retê-lo no local de trabalho. A pena prevista legalmente é aumentada em um terço.Juiz .Prova: FUNDEC .A ofensa contra servidor público.TRT . no exercício de suas funções.Juiz . e multa. com o fim de retê-lo no local de trabalho.1ª Prova . é correto afirmar que: I .Na difamação é sempre cabível a exceção da verdade.br .com. Assinale a alternativa correta: a) Há apenas uma proposição correta b) Há apenas duas proposições corretas c) Há apenas três proposições corre www.2003 . admite exceção da verdade. V . em relação ao crime de redução à condição análoga à de escravo: I.

Os crimes de calúnia e de difamação atacam a honra objetiva. 143).d) Todas as proposições estão corretas e) Todas as proposições estão incorretas GABARITO OFICIAL: 1-B 11-A 21-A 31-A 2-E 12-C 22-C 32-A 3-E 13-B 23-E 33-A 4-C 14-C 24-B 34-C 5-D 15-B 25-A 35-E 6-D 16-E 26-E 36-B 7-D 17-C 27-C 37-E 8-E 18-D 28-A 9-B 19-A 29-C 10-B 20-B 30-A CAPÍTULO 5 – DOS CRIMES CONTRA A HONRA 1. que o fazem merecedor de respeito no meio social e promovem sua autoestima. morais e intelectuais. estendendo-se daí até o art. á exclusão do crime (art. a ação penal (art. Conceito de honra: Honra é o conjunto de qualidade físicas. em suma. morais e intelectuais de determinada pessoa. ao pedido de explicações (art. morais e intelectuais de um ser humano. 138 a 140 do código penal. 141). Trata-se. Por isso. É o juízo que cada um faz de si mesmo (autoestima). por sua vez. assim entendida o conjunto de qualidades de ordens moral. Por corolário. É um sentimento natural. a retratação nos crimes de calúnia e de difamação (art. 145 do mesmo códex as disposições pertinentes às formas qualificadas (art. Nesses delitos. em objetiva e subjetiva: Honra objetiva é a visão que a sociedade tem acerca das qualidades físicas. Espécies de honra: Classifica-se a honra. 145). intelectual e físicas pertinentes a determinada pessoa. inerente a todo homem e cuja ofensa produz uma dor psíquica. é o sentimento que cada pessoa possui acerca das suas próprias qualidades físicas.br . Honra subjetiva. É a reputação de cada indivíduo no meio social em que está imerso.gustavobrigido. É imprescindível. e. finalmente. Considerações iniciais: Os crimes contra a honra acham-se tipificados nos arts. www. um abalo moral. 140). 3. 142). descrito em lei como crime (quando será calúnia) ou simplesmente ofensivo à sua reputação (difamação). 2. a imputação de um fato específico e determinado. em ambos os crimes. do julgamento que as pessoas fazem de alguém.com. exigem a atribuição da prática de um fato a outrem. consuma-se quando a ofensa proferida contra a vítima chega ao conhecimento de terceira pessoa. inicialmente. a proteção legal recai sobre a honra.

por se tratar de crime de objetividade jurídica disponível.: Pessoa Jurídica pode ser sujeito passivo de crime contra a honra? Atualmente. quando se chama alguém de ladrão.gustavobrigido. O consentimento do ofendido. independente da qualidade de suas atividades. em virtude da lei dos crimes ambientais que prevê também a responsabilidade penal para pessoa jurídica. Obs. Observações gerais: Obs. Não há a atribuição de fato. e multa. Os crimes contra a honra podem ser cometidos por intermédio da palavra. de seis meses a dois anos. imputando-lhe falsamente fato definido como crime: Pena . o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível.: Menor ou doente mental podem ser sujeitos passivos nos crimes contra a honra? Há quem diga que não. A atribuição da qualidade de irresponsável e covarde é suficiente para a adequação típica face ao delito de injúria. inexistirá o crime. que seja criminoso. esta já pode ser sujeito passivo da CALÚNIA. Direito fundamental. praticado injúria. de 26 de dezembro de 1951). sabendo falsa a imputação.521.se. é irrelevante. O consentimento do representante legal do ofendido. Por Exemplo. difamação e calúnia. está se ofendendo a honra profissional. constituindo o fato imputado crime de ação privada.Admite-se a prova da verdade. gestos ou meios simbólicos. A honra comum é a que diz respeito ao cidadão como pessoa humana. esse crime se consuma quando a própria vítima toma ciência da ofensa que lhe foi dirigida. Calúnia Art. Honra especial ou profissional é aquela que se relaciona com a atividade particular de cada um. a propala ou divulga. no tocante às suas qualidades físicas. § 1º . e a intenção de ofender a honra da vítima. mas quando se diz que o médico é um açougueiro. responderá somente por calúnia.detenção. atinge-se a honra comum.É punível a calúnia contra os mortos. entretanto. mas nunca de injúria. direito este que adquiriram ao nascer com vida. Logo.Na mesma pena incorre quem. escrita ou oral. § 2º . www. O tipo de difamação exige a imputação de fato específico. Exceção da verdade § 3º . Tanto o menor quanto o doente mental têm o direito à honra. Confira um julgado do Supremo Tribunal Federal sobre a diferenciação entre os crimes contra a honra: O tipo de calúnia exige a imputação de fato específico.A injúria viola a honra subjetiva.: Em tese.Caluniar alguém. 4.br . Também poderá ser vítima de difamação. se o representado não concordar. Obs. salvo: I . 138 . intelectuais e morais. A honra ainda recebe outra divisão em comum e especial ou profissional. Se a imputação falsa versar sobre delitos ambientais e crimes contra o consumidor (contra a economia popular – Lei nº 1. Mas esta não é a opinião de Heleno Cláudio Fragoso. mas imputação de qualidade negativas à vítima.com.

1. sendo que o agente imputa falsamente a sua autoria à vítima. o crime será de injúria. III . Assim. Obs. A imputação há de ser falsa e o agente ter consciência da falsidade. ou seja. a prática de um fato definido como crime. Considerações iniciais: Calúnia é a falsa imputação de um fato descrito como crime. dizer que a vítima furtou. ou seja. somada ao dolo de ofender. b) Esse fato imputado à vítima deve. Não basta. podemos indicar os três pontos principais que especializam a calúnia com relação às demais infrações penais contra a honra. além de ser falso e está definido como crime. Contudo. Nos termos como já foi decidido pelo STJ.gustavobrigido.se do crime imputado. a saber: a) Imputação de um fato. definido como crime.605/98 (Lei dos Crimes Ambientais). obrigatoriamente.: AGENTE QUE PROPALA OU DIVULGA A CALÚNIA: O agente que propala ou divulga a calúnia também deverá ser responsabilizada. 138 do CP. O sujeito atribui falsamente a terceiro a prática de delito.: toda vez que o fato imputado falsamente à vítima for classificado como contravenção penal. Nas demais hipóteses. Poderá também a pessoa jurídica figurar como sujeito passivo do crime de calúnia.se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. desde que o crime a ela atribuído falsamente seja tipificado na Lei 9. 3. embora de ação pública. o fato deve ser definido como crime Também ocorrerá o delito de calúnia quando o fato em si for verdadeiro. nos termos do §1 do art.com.: caso não seja um fato. por exemplo. o fato deverá ser considerado crime de difamação. toma conhecimento da imputação falsa de fato definido como crime. 141.II . contudo para os crimes de difamação e injúria. devendo ser entendido como delito de difamação. 2.br . Sujeitos do crime: Qualquer pessoa pode figurar no pólo ativo ou como sujeito passivo do crime de calúnia. deve ter ciência de que a imputação definida como crime é falsa. Obs. são requisitos para a configuração do art. Não reconhece. em respeito ao princípio da legalidade. esse deve agir dolo direto. ser falso c) Além de falso. 138 do Código Penal diz que é punível a calúnia contra os mortos. Consumação e tentativa: A calúnia se consuma quando um terceiro. a indicação de fato certo e determinado. não basta mera hipótese legal de crime ou manifestação limitada. quando houver. o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível. realmente. 138 do Código Penal. que não o sujeito passivo. não poderemos subsumi-lo ao crime de calúnia.: CALÚNIA CONTRA OS MORTOS: O § 2º do art. Caso contrário haverá erro escusável de tipo. O fato. deverá ser determinado. Obs. www. É necessário particularizar as circunstâncias bastantes para identificar o acontecido. Obs. mas um atributo negativo quanto à pessoa da vítima.

podendo ser inquiridas as testemunhas arroladas na queixa. afastando-se. ou para completar o máximo legal. 138 do Código Penal. No inciso III. O §3º do art. a infração penal a ele atribuída. instauração de investigação administrativa. enquanto a denunciação caluniosa é crime contra a Administração da Justiça e de ação penal pública incondicionada. desde que meio de execução permita que crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. O momento oportuno para oferecer a exceção da verdade é da resposta do réu.se. III . de processo judicial. 4. Assim. se a sentença penal condenatória não houver transitado em julgado. quando for oferecida a exceção da verdade. o querelante poderá contestá-lo no pazo de 2 dias. constituindo o fato imputado crime de ação privada. em substituição às primeiras. que. 145 do CP). bem como ao chefe do governo estrangeiro. 5. com essa comprovação. Na primeira hipótese.br . não poderá ser erigida a exceção da verdade. previsto no artigo 396 do Código de Processo Penal. previsto no art. 138 do Código Penal.se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém que sabe inocente. ressalva as situações em virtude das quais se torna impossível a argüição da exceção da verdade. efetivamente. movimentando a máquina estatal mediante a instauração de investigação policial. salvo: I . No caso de crime atribuído ao Presidente da República. leva essa imputação ao conhecimento da autoridade pública. 141. os fatos por ele narrados são verdadeiros. demonstrar que. contudo. do §3º do art. o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível. o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível. proíbe-se a prova da verdade quando o ofendido tiver sido absolvido em sentença irrecorrível do crime que lhe atribui o agente. além de imputar a alguém. o agente. 339 do CP). quer dizer. Diferença entre o crime de calúnia e denunciação caluniosa: Na calúnia o sujeito se limita a imputar a alguém. seja em primeiro grau ou em grau de recurso. www.se do crime imputado.Alguns autores sustentam a possibilidade do crime de difamação na forma tentada. a prática de um fato definido como crime. O artigo 523 do CPP estabelece. e em regra se processa por ação penal privada (art. portanto. dizendo: § 3º . não há possibilidade de argüição da exceção da verdade quando se tratar de crime cuja ação penal seja de iniciativa privada. Exceção da verdade: Chama-se de exceção da verdade a faculdade atribuída ao suposto autor do crime de calúnia. falsamente e perante terceira pessoa.Admite-se a prova da verdade.gustavobrigido. pois pretende-se proteger o cargo e a função que ocupam. ou outras indicadas naquele prazo. A calúnia é crime contra a honra. embora de ação pública. se o ofendido não foi definitivamente condenado. não seria razoável. enquanto estiver pendente de julgamento a ação penal.com. II . ainda. Na denunciação caluniosa.

ao contrário da DIFAMAÇÃO que não exige a sua falsidade. Exceção da verdade Parágrafo único . isto é. o que não ocorre quanto a Difamação. DIFERENÇA ENTRE CALÚNIA E INJÚRIA: A primeira diferença entre CALÚNIA e a INJÚRIA reside em que naquela existe uma imputação de fato e nesta o que se atribui à vítima é uma qualidade pejorativa à sua dignidade ou decoro. Diferenças entre calúnia. Consiste. mas de uma qualidade negativa. §2º do CP). A Difamação é um crime que ofende a honra objetiva. b) Na CALÚNIA. 6. Distingue-se da Calúnia porque nesta o fato imputado é previsto como crime. maculando os atributos que a tornam merecedora de respeito no convívio social. não precisa ser criminoso. e multa. imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação: Pena . Considerações iniciais: A Difamação é a imputação a alguém de fato ofensivo a reputação da vítima.detenção. ocorre INJÚRIA (art. Difamação Art.Difamar alguém. ao contrário do que ocorre na denunciação caluniosa. em desacreditar publicamente uma pessoa. Observe que pouco importa se o fato é verdade ou falso. circunstância que importa na diminuição da pena pela metade (art. todavia. 140).com. além de falso o fato. 2.br . o bom conceito que ela detém em face da coletividade. deve ser definido como crime. Elementos objetivos: Difamar é imputar a alguém um fato ofensivo à sua reputação. consubstanciar-se em contravenção penal. em regra. na DIFAMAÇÃO. pois. podendo. e. www. 139 . a imputação do fato deve ser falsa. depende da imputação de algum fato a alguém. devendo ser falsa a imputação. de três meses a um ano. Havendo a imputação não de um fato determinado. da mesma forma que na calúnia.A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções.Finalmente. não podendo ser um fato definido como crime. 339. contudo. Esse fato. não se admite calúnia com a imputação falsa de contravenção penal. há somente a imputação de um fato ofensivo à reputação da vítima. difamação e injúria: a) Na CALÚNIA.gustavobrigido. Basta que tenha capacidade para macular a reputação da vítima. 1.

alegando ter sido imputado contra si um fato ofensivo à sua reputação.quando o ofendido. além da pena correspondente à violência. e multa.no caso de retorsão imediata.Injuriar alguém. por sua natureza ou pelo meio empregado. parágrafo único. de 2003) www. Alguns autores sustentam a possibilidade do crime de difamação na forma tentada. É o que estabelece o art. se considerem aviltantes: Pena . Exemplo: “A” diz em um bar.A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. que consista em outra injúria. aqui. “A” poderá valer-se da exceção da verdade.Observe que. que não o sujeito passivo. que foi ao fórum de sua comarca e lá encontrou o j uiz de Direito em seu gabinete. § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. ainda que verdadeiro. em regra. diferentemente da calúnia. desde que meio de execução permita que crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. não existe o elemento normativo do tipo “falsamente”. toma conhecimento da imputação de fato. de um a seis meses. Exceção da verdade: Parágrafo único . 140 .O juiz pode deixar de aplicar a pena: I . ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro: Pena . o legislador autoriza a exceção da verdade.detenção. II . etnia.741. religião. com diversas mulheres que dançavam ao seu lado com trajes íntimos. a fim de provar que tais fatos realmente ocorreram.detenção. para diversas pessoas. mas que ofensivo a reputação. não se admite a exceção da verdade. Excepcionalmente. Portanto. seria irrelevante provar a veracidade do fato atribuído à vítima. desde que dirigida a ofender a honra alheia. pois ainda assim subsistiria o crime. § 2º . que. 4. 3.com.Se a injúria consiste em violência ou vias de fato. Consumação e tentativa: A difamação se consuma quando um terceiro. O magistrado ajuíza contra ele ação penal por difamação. de forma reprovável.br . entretanto. cor.gustavobrigido. subsiste o crime de difamação ainda que seja verdadeira a imputação. ou multa. Injúria Art. Ora. origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10. provocou diretamente a injúria. de três meses a um ano. 139. diferentemente do ocorre na calúnia. Como na difamação ocorrerá nas hipóteses de imputação de fato verdadeiro e falso. completamente embreagado. § 1º .

além de atacar a honra da provocada.: chamar de desonesta). Elementos objetivos: Injuriar equivale a ofender. inciso IX). desde que meio de execução permita que crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. II . Consequentemente. ao passo que o decoro é abalado quando se atenta contra suas qualidades físicas (p. cuida-se de uma modalidade anômala de legítima defesa. declaratória da extinção da punibilidade (Súmula 18 do STJ). Basta a atribuição da qualidade negativa. Consumação e tentativa: Como esse crime atinge a honra subjetiva. sim. insultar ou falar mal. ao contrário do que ocorre na calúnia e na difamação. Fundamenta-se nas circunstâncias do caso concreto. Exemplo: chamar um homem casado de corno importa em injuriar também sua esposa. (Incluído pela Lei nº 9. 140. mas.reclusão de um a três anos e multa.459. nas quais. art.Pena . na qual quem foi injuriado devolve imediatamente a agressão mediante outra injúria. 107.ex. É irrelevante se a injúria tenha sido proferida na presença da vítima (injúria direta) ou que tenha chegado ao seu conhecimento por intermédio de terceira pessoa (injúria mediata). Considerações iniciais: Injúria é crime contra a honra que ofende a honra subjetiva. pois não há previsão legal. de 1997) 1.br . não há imputação de fato. Alguns autores sustentam a possibilidade do crime de injúria na forma tentada. Perdão judicial (art.quando o ofendido. O perdão judicial é causa de extinção de punibilidade (CP. cabível nas hipóteses expressamente previstas em lei. Exceção da verdade: O crime de injúria é incompatível com a exceção da verdade.ex. A sentença que o concede não é condenatória. Observe que no inciso II. embora presente um fato típico e ilícito cometido por agente culpável. dá-se sua consumação quando a ofensa à dignidade ou ao decoro chega ao conhecimento da vítima. 3.gustavobrigido. 4. de modo a abalar o conceito que a vítima tem de si própria. que consista em outra injúria. Obs. de forma reprovável. A dignidade é ofendida quando se atacam as qualidades morais da pessoa (p.: injúria indireta: são aquelas situações em que a injúria. mediante xingamento ou atribuição de qualidade negativa.com. nem absolutória. provocou diretamente a injúria.O juiz pode deixar de aplicar a pena: I . §1º do CP) § 1º . não se exigindo a imputação de qualquer fato. Como já se pronunciou o Superior www. Caracteriza-se o delito com a simples ofensa da dignidade ou do decoro da vítima.no caso de retorsão imediata. 5. alcança reflexamente pessoa diversa. não seja necessário puni-lo.: chamá-la de horrorosa) 2.

br . excepcionando quando o ofendido é funcionário público. o crime é de desacato. www. Essa é a regra geral. não devemos confundir com o crime de racismo. o meio de execução é a violência ou então vias de fato. de 2003) Pena . arrolado pelo legislador entre os crimes contra a Administração Pública (art. assim como os demais crimes contra a honra. relacionando-se. inciso II do CP só permite que a pena não seja aplicada àquele que responde de forma injuriosa a uma injúria que lhe foi primeiramente proferida. se a ofensa é realizada na presença do funcionário público. mas de desacato. por sua natureza ou pelo meio empregado. além da pena correspondente à violência. de 1 a 3 anos. Injúria qualificada ou racial: § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. se considerem aviltantes: Pena . Injúria real: § 2º .gustavobrigido. Diferença entre o crime de injúria contra funcionário público e o desacato: O crime de injúria pode ser cometido na presença ou na ausência da vítima. (Incluído pela Lei nº 9. Assim. etnia. Vejamos alguns exemplos: a) Se um particular vai à sala de audiências de um fórum e chama o juiz de corrupto.reclusão de um a três anos e multa. mas sim uma agressão física capaz de envergonhá-la.com. exemplificando.ex. é dizer. no exercício da função ou em razão dela.716/89 se materializam por manifestações preconceituosas generalizadas (a todas pessoas de uma raça qualquer) ou pela segregação racial (p. 331 do CP). religião. Nesse caso. à função pública por ele exercida. que. religião.detenção. 7.Se a injúria consiste em violência ou vias de fato. enquanto afirmar que “todos os gringos são safados” constitui crime de racismo. desde que assim o faça imediatamente após ter sido ofendido.: vedar a matrícula de uma criança na escola em razão de sua raça).741. origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10. cor. com potencialidade para arranhar sua honra subjetiva. Basta que a ofensa chegue ao seu conhecimento. um xingamento.Tribunal de Justiça: “A retorsão prevista no art. 140. cor. origem. 6. Com efeito. Na injúria por sua vez. o crime de injúria que consiste na utilização de elementos referentes à raça. de 1997) Pune-se com reclusão. Trata-se de injúria que o sujeito escolhe como meio para ofender a honra da vítima. de três meses a um ano.459. §1º. etnia. ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. e multa. A injúria qualificada. o juízo que a pessoa faz de si própria. exige que a ofensa seja dirigida a pessoa ou pessoas determinadas. Por isso. todavia. sem prejuízo de multa. a ofensa não é lançada na presença do funcionário público. não uma palavra. não se trata de simples agressão a sua honra. chamar alguém de “gringo safado” tipifica injúria qualificada. 8. Os crimes de racismos são definidos pela Lei 7.

e grita juiz corrupto. III . (Obs. ofende também os interesses da nação.com. É necessário que a ofensa esteja relacionada ao exercício da função pública. (Incluído pela Lei nº 10. Disposições comuns Art. não se aplica o aumento da pena quando a conduta se refere à vida privada do funcionário público.741.: O crime de calúnia ou de difamação contra o Presidente da República. exceto no caso de injúria.gustavobrigido. se qualquer dos crimes é cometido: I . 141 do Código Penal a pena é aplicada em dobro para qualquer crime contra a honra praticado mediante paga ou promessa de recompensa. Obs. aplica-se a pena em dobro. o crime é de injúria. em razão da importância das funções desempenhadas pelo Presidente da República e pelo chefe de governo estrangeiro. exige ao menos três. com ou sem motivação política. Obs. Paga e promessa de recompensa caracterizam o crime mercenário. fugindo em seguida. devem existir no mínimo três pessoas. II . além de atentar contra a honra de uma pessoa. ofendida pelo ataque a honra de seus agentes. em razão de suas funções. de 2003) Parágrafo único .170/83.b) Se o mesmo particular para em frente à casa do juiz de Direito. o crime será sempre o previsto no Código Penal.741/03 – Estatuto do Idoso. da difamação ou da injúria. Quando se fala na presença de várias pessoas. com aumento de pena. e somente se aplica quando o sujeito tenha conhecimento da idade ou da peculiar condição da vítima. 2º e 26º).: no parágrafo único do art. Inciso III: Essa causa de aumento de pena em um terço se baseia no meio de execução do crime.: sempre que o Código Penal fala em “várias pessoas”. Inciso I: A pena é aumentada de um terço. 1º. com o aumento de pena.na presença de várias pessoas.Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa. arts.As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço. caracteriza-se crime comum.: O ataque à honra de chefe de governo estrangeiro. 141 . IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência. ou contra chefe de governo estrangeiro. www.) Inciso IV: Esse inciso foi inserido no Código Penal pela Lei 10. em um domingo. Assim. Inciso II: O aumento de pena se justifica em razão do interesse supremo da Administração Pública. A conduta criminosa. estará caracterizado crime contra a Segurança Nacional (Lei 7. capaz de provocar maior prejuízo à honra da vítima.br . e se presentes motivação e objetivos políticos e lesão real ou potencial aos bens jurídicos inerentes à Segurança Nacional. com ou sem motivação política. Obs. No tocante à injúria contra o Chefe do Poder Executivo Federal. ou por meio que facilite a divulgação da calúnia.contra funcionário público.contra o Presidente da República.

de 2009) A regra geral é de que os crimes contra a honra são de ação penal privada. Contudo. www. pois “somente se procede mediante queixa”. de referências. fica isento de pena. I e III.O querelado que.a ofensa irrogada em juízo. trata-se de causa de extinção de punibilidade de natureza subjetiva. Art. 142 . artística ou científica. no caso do inciso I do caput do art.) pela retratação do agente. pela parte ou por seu procurador. quem se julga ofendido pode pedir explicações em juízo. b) Ação penal pública condicionada à representação do Ministro da Justiça: nos crimes contra o Presidente da República. 145 . se retrata cabalmente da calúnia ou da difamação. não as dá satisfatórias. Procede-se mediante requisição do Ministro da Justiça. no caso do inciso II do mesmo artigo. Parágrafo único . no caso do art. responde pela ofensa. não extingue a punibilidade nos crimes de calúnia e de difamação de ação penal pública. 143 ..Nos casos dos ns. e.gustavobrigido. Aquele que se recusa a dá-las ou. alusões ou frases. ou contra o chefe do governo estrangeiro. antes da sentença. a critério do juiz.. 107. Parágrafo único. bem como no caso do § 3o do art. Por fim. difamação e injúria contra funcionário público. salvo quando. Art. em apreciação ou informação que preste no cumprimento de dever do ofício. nos casos em que a lei a admite”. Obs. em razão de suas funções. III . 145). 144 . 140 deste Código. na discussão da causa. responde pela injúria ou pela difamação quem lhe dá publicidade. se infere calúnia. Portanto.Se.a opinião desfavorável da crítica literária. II . e na injúria qualificada pela utilização de elementos referentes a raça.Nos crimes previstos neste Capítulo somente se procede mediante queixa. (Redação dada pela Lei nº 12.com. quando estes crimes forem de ação penal privada. Trata-se de causa de extinção da punibilidade. 141 deste Código. há três exceções: a) Ação penal pública incondicionada: na injúria real. e mediante representação do ofendido.Não constituem injúria ou difamação punível: I .: É cabível unicamente na calúnia e na difamação. inciso VI do Código Penal: “Extingue-se a punibilidade: (.br . salvo quando inequívoca a intenção de injuriar ou difamar. da violência resulta lesão corporal. difamação ou injúria. 140. c) Ação penal pública condicionada à representação do ofendido: na calúnia. não se comunicando aos demais querelados que não se retrataram.033. § 2º.o conceito desfavorável emitido por funcionário público.Exclusão do crime Art. Retratação Art. tal como se extrai do art. se da violência resulta lesão corporal (art.

No Código Penal. a retratação feita por um dos agentes. 03 . a honra subjetiva reside no sentimento de cada pessoa a respeito de seus próprios atributos fÌsicos.A injúria ofende a honra subjetiva da pessoa. não se admitindo a exceção da verdade. e) Constitui crime de ação penal pública incondicionada a injúria praticada mediante a utilização de elementos referentes a raça. assinale a opção correta com base no que dispõe a legislação de regência e no entendimento jurisprudencial. é correto afirmar que "A" cometeu crime de a) calúnia. 02 . Diante do enunciado. na forma do art.Prova: INSTITUTO CIDADES .2009 . e) injúria.O fato de A dizer a B. cujos efeitos se restringem à esfera criminal.2012 .MPE-RR . a difamação e a injúria irrogadas em juízo. I. na discussão da causa. em ambiente reservado. inequívoca e incondicional.Promotor de Justiça Em relação aos crimes contra a honra.TJ-RS . em razão de suas funções. b) calúnia. c) A retratação nos crimes contra a honra. por ser circunstância de natureza pessoal. considere as assertivas abaixo. não se admitindo a exceção da verdade.com.Prova: CESPE . na presença de várias pessoas. que "B" trai seu marido "C" com o vizinho. condicionada à representação do ofendido. tu és um dos beneficiados da corrupção havida no Órgão X e deves ter subornado o Promotor para não teres sido incluÌdo na denúncia. b) Havendo concurso de crimes e concurso de agentes.Juiz De acordo com o consagrado na doutrina.DPE-GO .2010 . origem ou condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. LISTA DE EXERCÍCIOS – DOS CRIMES CONTR A HONRA 01 . a) A causa de exclusão de crime abrange a calúnia. não aproveita aos demais. tampouco se admite retração a alguns dos fatos imputados.Defensor Público "A" afirma. exigindo-se. etnia. morais ou intelectuais. incluindo-se órgão do MP. constitui crime de injúria.cor. c) difamação.br . é importante destacar o teor da Súmula 714 do STF: “é concorrente a legitimidade do ofendido. etnia. admitindo-se a exceção da verdade. admitindo-se a exceção da verdade. 140.Prova: TJ-RS . e do Ministério Público.: No tocante ao crime contra a honra de funcionário público. cor. §3º d CP. a proteção destes bens está estabelecida na forma da incriminação da injúria. entretanto. para a ação penal por crime contra a honra do servidor público em razão do exercício de suas funções. mediante queixa. que seja completa. d) Nos crimes contra a honra perpetrados contra pessoa maior de sessenta anos incidirá a agravante de um terço da pena. pode ser feita por escrito ou oralmente. III . a honra objetiva. sem a presença de terceiros: B. exceto no caso de injúria. www. d) difamação. não se admitindo a exceção da verdade. no sentimento que as outras pessoas possuem a respeito da reputação de alguém no atinente a estes mesmos atributos. religião. pela parte ou seu procurador. religião ou origem. Nesses termos.gustavobrigido. Obs.A calúnia e a difamação ofendem a honra objetiva da pessoa. II . da calúnia e da difamação.

independentemente de qualquer requisito. 07 .PC-SP . se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. Certo Errado 5 .Contra a Honra.Prova: PC-SP . Nesse caso.Prova: FCC .Analista Judiciário . b) injúria e na difamação.2011 . Miguel.Área Judiciária Aquele que imputar a outrem termos pejorativos referentes à sua raça. d) difamação.2ª REGIÃO .MPE-AP .TRE-RJ . 06 . o querelado. se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções.Execução de Mandados Pedro emprestou dinheiro a Paulo e este não lhe pagou a dívida no prazo convencionado.Delegado de Polícia Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa .Prova TIPO 4 Nos crimes contra a honra. d) ficará isento de pena se a retratação ocorrer antes da sentença. c) ficará isento de pena se a retratação ocorrer antes do trânsito em julgado da sentença. neste caso.Prova: CESPE . 08 .2012 ..Juiz do Trabalho . independentemente de qualquer requisito c) difamação. e) calúnia. b) terá a pena reduzida de um a dois terços se a retratação ocorrer antes da sentença.com.TRT . se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. II e III 04 . Admite exceção da verdade o crime de a) calúnia.Analista Judiciário . mas não na difamação. c) calúnia e na injúria. que tramita perante uma das varas criminais da comarca de Macapá. a exceção da verdade é cabível na a) injúria. b) injúria.Quais são corretas? a) Apenas I b) Apenas II c) Apenas III d) Apenas I e II e) I. poderá se retratar cabalmente e. independentemente de qualquer requisito. e) terá a pena reduzida de um a dois terços se a retratação ocorrer antes da sentença e contar com a anuência expressa do querelante.4ª REGIÃO (RS) .Prova: FCC .2012 . a) ficará isento da pena se a retratação ocorrer antes do trânsito em julgado da sentença e contar com a anuência expressa do querelante. Pedro tomou o microfone e narrou aos presentes que Paulo era caloteiro.Prova: FCC .2012 . ainda que o fato seja imputado a chefe de governo estrangeiro. deverá responder pelo crime de racismo. se o fato é imputado à presidente da república.gustavobrigido. e) calúnia.2012 . por não ter efetuado o pagamento da referida dívida.TRF .br . com o nítido intuito de lesão à sua honra. Na festa de aniversário do filho de Paulo. Pedro www.Direito Miguel cometeu crime de difamação contra Vitor e está respondendo uma ação penal privada movida pelo ofendido (querelante). mas não na calúnia. d) difamação.Analista Ministerial .

OAB . uma vez que José é funcionário público.Prova: ND .Exame de Ordem Unificado . chama Merlindo. a oposição de exceção da verdade. de incompetente.Prova: VUNESP . tem o direito de criticar a gestão de Merlindo. no elevador do prédio em que reside. Onde o sujeito ativo pode ser qualquer pessoa determinada.1 . como síndico do prédio. e que tenha especial relação de assistência com o sujeito ativo. b) Marlindo praticou crime de difamação ao ofender a reputação de Merlindo.OAB-SP . não sendo cabível. já o sujeito passivo pode ser qualquer pessoa indeterminada. Como morador do prédio. a) Marlindo praticou crime de difamação ao ofender a reputação de Merlindo. sem ressalvas. na presença de duas pessoas. entretanto. incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono”.Primeira Fase Marlindo. pois atribuiu a José o crime de adultério. é correto afirmar que Ana Maria praticou o crime de a) calúnia. c) O Código Penal.Exame de Ordem .2012 . e) cometeu crime de difamação.a) cometeu crime de exercício arbitrário das próprias razões. 10 . é Promotor de Justiça.Exame de Ordem . caracteriza Abandono de incapaz “abandonar pessoa que está sob seu cuidado. e. por qualquer motivo.Primeira Fase Ana Maria.br . sabedor de que tal afirmação é falsa. pois atribuiu a José fato desabonador que não constitui crime.Primeira Fase Assinale a alternativa correta: a) O Código Penal. pois exige-se que o agente tenha especial relação de assistência com o incapaz. Somente a calúnia e a difamação comportam a exceção da verdade. vigilância ou autoridade. na hipótese. desde que incapaz. c) calúnia. d) Marlindo praticou crime de desacato à autoridade. não sendo cabível. Enquanto que a difamação consiste em imputar falsamente a alguém fato definido como crime. sendo cabível. pois atribuiu a José fato desabonador que não constitui crime. calúnia consiste em imputar a alguém fato ofensivo a sua reputação. guarda. d) não cometeu nenhum crime porque o fato era verdadeiro. pela péssima administração do prédio em que residem. a oposição de exceção da verdade com o fim de demonstrar a veracidade da afirmação. como síndico do prédio e Promotor de Justiça. seu vizinho e síndico.3 . uma vez que Merlindo é Promotor de Justiça. sendo cabível. c) Marlindo não praticou crime algum. b) difamação. O sujeito passivo é pessoa de qualquer idade. entretanto. na hipótese. calúnia consiste em imputar a alguém fato ofensivo a sua reputação.2007 .com. trai a esposa todo dia com uma gerente bancária. afirma que José. 11 . d) Conforme o Código Penal. Merlindo. 09 – Prova: FGV . b) Conforme o Código Penal. Assinale a alternativa correta. a oposição de exceção da verdade com o fim de demonstrar a veracidade da afirmação. E a injúria www. c) cometeu crime de calúnia. Onde o sujeito ativo é próprio ou qualificado. b) cometeu crime de denunciação caluniosa.gustavobrigido. Enquanto que a difamação consiste em imputar falsamente a alguém fato definido como crime.OAB-SC . até porque não se pode oferecer denúncia contra pessoa indeterminada. caracteriza perigo para a vida ou saúde de outrem “expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direito e iminente”.2 . aluna de uma Universidade Federal. A respeito do fato acima. professor concursado da instituição. a oposição de exceção da verdade. d) difamação. além de síndico.2007 . pois atribuiu a José o crime de adultério. E a injúria consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém.

na discussão da causa.2011 .OAB-SP . imputando-lhe. de forma reprovável.3 .2008 . a) O agente que atribui a alguém a autoria de um estupro. d) Caso um advogado. Nesse caso.gustavobrigido. ciente da idade e deficiência da pessoa.Prova: CESPE . a propale e divulgue. c) O agente que designa alguém como ladrão. na discussão da causa. c) Considere que o advogado da empresa X. ciente da falsidade da imputação. assinale a opção correta.Exame de Ordem . Todas comportam a exceção da verdade.Prova: PC-MG .Prova: CESPE . d) O agente que preconceituosamente se refere a alguém como velho surdo. falsamente.OAB .1 . b) O agente que imputa a alguém a conduta de mulherengo. 14 . no intuito de ofender sua reputação. 15 . ele estará amparado pela imunidade judiciária.PC-MG . eventualmente.2 . o juiz deve aplicar a pena ainda que o ofendido. www.OAB-SP . assinale a opção correta. em razão do ardor com que defende os interesses de seus clientes. tenha provocado diretamente a injúria.com. ora reclamante.Exame de Ordem Unificado . é dispensável que as imputações ofensivas tenham relações de pertinência com o thema decidium. acuse o promotor de justiça de prevaricação durante uma audiência. d) No delito de injúria. já que as circunstâncias de caráter pessoal elementares ao crime se comunicam. desprovidas de animus ofendendi.Prova: CESPE . comete uma das modalidades do crime de racismo.Exame de Ordem . fato definido como crime e que Eduardo. b) Uma advogada que.nas assume o risco de produzi-lo. 13 . visto que não constitui injúria ou difamação punível a ofensa irrogada em juízo. pela parte ou por seu procurador. Eduardo incorre na mesma pena de Pedro. b) o homicídio praticado com dolo eventual afasta a incidência das circunstâncias qualifcadoras. Nessa situação hipotética. comete o crime de injúria. injurie um de seus exempregados. comete o crime de calúnia. é CORRETO afrmar que: a) é possível a participação de particular no delito de corrupção passiva. c) É impunível a calúnia contra os mortos.Primeira Fase (Set/2008) Acerca dos crimes contra a honra. comete o crime de difamação.2008 . a) Caso um advogado militante. imprecisa ou indefinida de fatos ofensivos à reputação caracteriza difamação. ape. uma vez que o agente não quer diretamente o resultado.br .consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém. sem que tal injúria tivesse relação com a reclamação trabalhista em curso.Primeira Fase Acerca dos crimes contra a honra. b) A imputação vaga.Delegado de Polícia Com relação aos crimes abaixo destacados. difame terceira pessoa que não é parte no processo judicial estará amparada pela imunidade judicial. faça alusões ofensivas à honra da parte contrária. no intuito de ofender sua dignidade. sabendo falsa a imputação. ao redigir uma petição.2008 . sem ressalvas. para o reconhecimento da referida imunidade. a) Considere que Pedro pratique crime contra a honra de José. na redação de uma petição.Primeira Fase Assinale a opção correta acerca da imunidade judiciária. prevista no Código Penal. o crime de calúnia estará amparado pela imunidade judiciária. 12 .

quando o fato imputado à vítima constitua crime de ação privada e não houve condenação definitiva sobre o assunto. Calúnia. por ser admitido na lei penal a exceptio veritatis.2010 . 19 . se retrate cabalmente da calúnia ou da difamação. c) Por Márcio haver dito em assembléia estudantil que Maurício.Exame de Ordem Unificado . d) caracteriza-se o crime de injúria.Direito Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa . www. d) O pedido de explicações em juízo é cabível nos delitos de calúnia e difamação. seu substituto. Por ser punível a calúnia contra os mortos. e a ofensa. expondo-a a perigo de vida ou de saúde. a ação penal será pública incondicionada. para a exclusão do elemento objetivo do tipo. absolveu o agressor por não haver a vítima provado ser falsa a imputação. é um direito fundamental do ser humano.Juiz Dos crimes contra a honra.TJ-DF . b) Ainda que falsa a imputação atribuída por Tiburcio ao morto.Exame de Ordem Unificado .br . é afeminado e desonesto.300 quilogramas de fio de cobre.Prova: TJ-DFT . a) Tratando-se do delito de injúria.gustavobrigido. 18 . na discussão da causa. é necessário submeter a vítima a intenso sofrimento físico ou psíquico. Procedidas às investigações. compelido a provar ser ela verdadeira. c) Caracterizado o crime contra a honra de servidor público. de difamação e de injúria.Primeira Fase (Jan/2009) Assinale a opção correta acerca dos crimes contra a honra. sua pena será diminuída. assinale a opção correta. A honra. está ele. pretendendo demonstrar a verdade do que falou. Francinaldo é o sujeito passivo do crime. protegido constitucional e penalmente.1 .OAB . o instituto da exceção da verdade.Prova: CESPE .Analista .MPE-SE .2011 .com.. atribuiulhe a autoria. b) Caso o querelado. via do instituto. a qual. para os crimes de calúnia.Primeira Fase (Mai/2009) Acerca dos crimes contra a honra. resultou constatado ter sido um dos motoristas quem efetuou a subtração. d) O CP prevê. por este foi interposta ação penal privada. b) Em regra. Ao Almoxarife Francinaldo. 16 .OAB . que consista em outra injúria. que consiste na possibilidade de o acusado comprovar a veracidade de suas alegações. relativa ao exercício de suas funções.3 .2009 . d) No crime de calúnia.Prova: CESPE . objetiva (julgamento que a sociedade faz do indivíduo) e subjetiva (julgamento que o indivíduo faz de si mesmo). o querelado ou réu não pode ingressar com a exceptio veritatis. falecido dois meses antes de descoberta a falta. seu colega de faculdade. ainda que as imputações ofensivas à honra subjetiva da vítima sejam verdadeiras. o juiz pode deixar de aplicar a pena. a) Não constituem injúria ou difamação punível a ofensa não excessiva praticada em juízo. Tiburcio. mas não se aplica ao de injúria.Prova: FCC .Contra a Honra. ao ser julgada.c) para a confguração do crime de maus tratos. 17 . antes da sentença. em razão do exercício de suas funções. Destarte: a) Do almoxarifado de empresa de energia elétrica foi subtraído 1. cabendo exceção da verdade somente se o ofendido for funcionário público e a ofensa relativa ao exercício de suas funções. c) Caracterizado o delito de injúria. no caso de retorção imediata. pela parte ou por seu advogado e a opinião da crítica literária sem intenção de injuriar ou difamar. a persecução criminal nos crimes contra a honra processa-se mediante ação pública condicionada à representação da pessoa ofendida. Difamação e Injúria.2008 . admite-se a exceção da verdade caso o ofendido seja funcionário público.

Dentre as hipóteses de formas qualificadas dos crimes de injúria. incide a causa de aumento de pena prevista no art.Prova: MPE-MS .MPE-MS .TJ-MG .2011 . investigação policial ou processo judicial. c) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria quando ocorrer o perdão judicial. d) na calúnia admite-se a prova da verdade desde que.Promotor de Justiça Em que circunstância o crime de injúria admite a exceção da verdade? a) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria se o ofendido for funcionário público. d) na presença de várias pessoas.2 .2006 .OAB . denunciação caluniosa. por exemplo. e) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria quando o ofendido for menor de idade. 141 do Código Penal. 21 . difamação. constitui infração penal contra a honra.Prova: CESPE .Exame de Ordem Unificado . b) denunciação caluniosa.gustavobrigido. c) comunicação falsa de crime ou de contravenção.2010 .Prova: EJEF . denunciação caluniosa. www.br . mas é indispensável que em decorrência de tal imputação seja instaurada. é INCORRETO afirmar que: a) no crime de calúnia ou de difamação contra o presidente da república ou contra chefe de governo estrangeiro.com. o pedido de explicações deve ser ajuizado no juízo cível e tem natureza jurídica de medida preliminar. que.Defensor Público Com relação ao processo e julgamento dos crimes de calúnia e injúria. obrigatória à propositura da ação penal. d) A exceção da verdade não será admitida em crime de injúria em nenhuma circunstância. de forma reprovável. porquanto incompatível com tal delito. enquanto a __________ é crime contra a Administração da Justiça”.2007 . A simples imputação falsa de fato definido como crime pode consituir __________. difamação. c) o juiz pode deixar de aplicar a pena quando o ofendido. b) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria no caso de tentativa de tal delito. não basta a imputação falsa de crime. em razão de suas funções. a) denunciação caluniosa.Juiz Nos crimes contra a honra previstos no Código Penal. comunicação falsa de crime ou de contravenção. e) contra funcionário público. calúnia.Primeira Fase (Set/2010) Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas do texto: “para a ocorrência de __________. c) contra chefe de governo estrangeiro. calúnia e difamação. tratando-se de crime comum. NÃO se incluem os crimes cometidos a) mediante promessa de recompensa. Certo Errado 23 . o ofendido não tenha sido condenado por sentença irrecorrível. d) comunicação falsa de crime ou de contravenção. de competência do juiz singular. calúnia.Prova: FGV . comunicação falsa de crime ou de contravenção. constituindo o fato interpretado crime de ação privada. b) na difamação admite-se a exceção da verdade se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. provocou diretamente a injúria. 22 . 20 .DPU . b) contra Governador de Estado.

durante a qual Antônio. III e IV estão corretas.6ª Região (PE) .2011 . b) Antônio cometeu crime de calúnia. que não estava presente na reunião.Prova: TRT . Assinale a alternativa correta dentre as adiante mencionadas. inicia-se discussão acalorada. a ação penal é publica incondicionada. com a presença de diversos moradores. ou não. se a vítima é maior de sessenta anos ou portadora de deficiência.com. era prostituta. religião. O empregador difama o empregado se lhe atribui a conduta de embriagar-se habitualmente ou em serviço. depois. cuja proteção interessa sobremaneira aos seus parentes.Prova: FCC . O empregador injuria o empregado se o chama de cachaceiro. e) Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça.6R (PE) .Área Judiciária Poderá ser concedido perdão judicial para o autor do crime de injúria no caso de www.Prova: VUNESP . d) Antônio cometeu crime de difamação. a não ser que prove o que disse (exceção da verdade).Prova: MPE-PB . no mínimo. se válido e anterior ou. IV. O empregado calunia o empregador se lhe atribui falsamente a conduta de alterar a escrita contábil da firma para enganar o Fisco. a) Antônio cometeu crime de calúnia. diz ao síndico que ele deveria se preocupar com sua própria família. O empregador calunia o empregado se lhe atribui falsamente a conduta de embriagar-se habitualmente ou em serviço. cor. e) Antônio.gustavobrigido. a vítima da lesão grave. II. c) As assertivas I. origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. já que a ofensa feita a honra objetiva destes atinge. 25 .TRT .Juiz Durante reunião de condomínio. assinale a alternativa CORRETA: I. III. IV e V estão incorretas. pois a ofendida (filha do síndico) não estava presente na reunião. verdadeiro.2010 . concomitante à ação delitiva.Prova 1 Analise as assertivas abaixo e. III e V estão incorretas. d) As assertivas II. independentemente de o fato narrado ser. O empregado difama o empregador se o chama de sonegador. 26 . etnia.Analista Judiciário .TJ-SP .Promotor de Justiça Assinale a alternativa correta: a) Nos crimes contra a honra.2010 . porque a filha mais velha dele. c) Antônio não cometeu crime algum. a não ser que prove o que disse (exceção da verdade).br . sua memória.Juiz . c) A ocorrência de lesão corporal de natureza grave ou morte qualifica o delito de rixa. que não admite a exceção da verdade. em verdade. e) As assertivas I. respondendo por ela. que era acusado de fazer barulho durante a madrugada.MPE-PB .24 . cometeu crime de difamação. b) As assertivas II. a pena deve ser aumentada de um terço. b) O Código Penal Brasileiro admite a calúnia e a difamação contra os mortos.2010 . atua como causa excludente da ilicitude. d) Assim como no sequestro e cárcere privado. o consentimento do ofendido. no crime de redução à condição análoga à de escravo. II e IV estão corretas. II e III estão corretas. inclusive. pois sempre era vista em casa noturna suspeita da cidade. um dos condôminos.TRE-AC . V. 27 . a) As assertivas I.

a) não ter resultado lesão corporal da injúria real. b) ter sido a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador. c) ter sido a opinião desfavorável emitida em crítica literária, artística ou científica. d) ter sido o conceito desfavorável emitido por funcionário público, em apreciação ou informação prestada no cumprimento de dever do ofício. e) ter o ofendido, de forma reprovável, provocado diretamente a ofensa. 28 - Prova: FUNIVERSA - 2009 - PC-DF - Delegado de Polícia - Objetiva Acerca dos crimes contra a honra, assinale a alternativa correta. a) Nos crimes de calúnia e difamação, não se admite a retratação. b) A exceção da verdade, no crime de calúnia, é admitida se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível. c) É impunível a calúnia contra os mortos. d) No delito de injúria, o juiz poderá deixar de aplicar a pena se o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria. e) Caso um advogado, na discussão da causa durante uma audiência, acuse o juiz de prevaricação, o crime de calúnia estará amparado pela imunidade judiciária. 29 - Prova: MS CONCURSOS - 2009 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Juiz - 1ª Prova - 2ª Etapa Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa - Contra a Honra.; Assinale a proposição incorreta: a) É punível a calúnia contra os mortos. b) No delito de difamação, a exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. c) A ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador, não constitui injúria ou difamação punível. d) A legislação penal admite a retratação nos crimes de calúnia e difamação. e) A injúria preconceituosa confunde-se com o crime de racismo. 30 - Prova: CESPE - 2010 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz - Parte II No que concerne aos crimes contra a honra, assinale a opção correta. a) A calúnia consiste em imputar falsamente a alguém fato definido como crime ou contravenção penal. b) Segundo o Código Penal, a chamada exceção da verdade é admitida apenas nas hipóteses de calúnia. c) Aquele que difama a memória dos mortos responde pelo crime de difamação, previsto no Código Penal. d) O objeto jurídico da injúria é a honra objetiva da vítima, sendo certo que o delito se consuma ainda que o agente tenha agido com simples animus jocandi. e) As penas cominadas aos delitos contra a honra aplicam-se em dobro, caso o crime tenha sido cometido mediante promessa de recompensa. GABARITO OFICIAL: 1-D 11-A 21-A 2-D 12-A 22-E 3-E 13-D 23-D 4-A 14-A 24-E 5-D 15-A 25-D 6-D 16-D 26-C 7-C 17-C 27-E 8-E 18-A 28-D 9-D 19-B 29-E 10-A 20-D 30-E

CAPÍTULO VI – DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL Constrangimento ilegal

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Art. 146 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda: Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. Aumento de pena § 1º - As penas aplicam-se cumulativamente e em dobro, quando, para a execução do crime, se reúnem mais de três pessoas, ou há emprego de armas. § 2º - Além das penas cominadas, aplicam-se as correspondentes à violência. § 3º - Não se compreendem na disposição deste artigo: I - a intervenção médica ou cirúrgica, sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal, se justificada por iminente perigo de vida; II - a coação exercida para impedir suicídio.
1. Considerações iniciais:

O tipo penal visa assegurar a liberdade do indivíduo para agir dentro dos limites legalmente previstos. O fundamento desse delito, encontra-se no artigo 5º, inciso II da Constituição Federal. Nesses termos, somente a lei pode obrigar alguém a adotar determinado comportamento, ou então proibi-lo de agir ao seu livre alvedrio. 2. Elementos objetivos: Constranger equivale a coagir alguém a fazer ou deixar de fazer algo. Consiste, em suma, no comportamento de retirar de uma pessoa a sua liberdade de autodeterminação. Assim, em síntese, o delito poderá ocorrer em duas hipóteses: a) quando a vítima é compelida a fazer alguma coisa. Exemplo: beber um copo de cerveja, andar sem sapatos em via pública etc. b) quando a vítima é compelida a deixar de fazer algo, que também engloba a situação em que ela é coagida a permitir que o agente faça alguma coisa. Exemplo: não fumar em local permitido, não correr em um parque público etc. Para realizar qualquer das condutas previstas no tipo penal, o sujeito pode se valer dos seguintes meios de execução: violência, grave ameaça e qualquer outro meio que reduza a capacidade de resistência da vítima. É indispensável, ainda, a existência do nexo causal entre o emprego da violência, grave ameaça ou de qualquer outro meio e o resultado, ou seja, o estado de submissão do ofendido que faz ou deixa de fazer algo contra a sua vontade. 3. Sujeitos do crime:

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Sujeito Ativo: Crime comum, o constrangimento ilegal pode ser praticado por qualquer pessoa. Se o agente é funcionário público, praticado crime no exercício de suas funções, é responsabilizado por outros delitos (artigos 322 e 350 do CP e artigo 3º da Lei nº 4.898/65). Sujeito passivo: é a pessoa que possui capacidade de querer, ficando excluídos, portanto, os doentes mentais, as crianças de pouca idade, o ébrio total, as pessoas inconscientes etc. Não tendo capacidade jurídica de querer, não são elas lesadas pela conduta do agente, que, eventualmente, cometerá outro ilícito. Essas pessoas, a luz da doutrina, só poderiam ser lesadas se o constrangimento tiver sido praticado em face de seus representantes legais. Obs.: O sujeito passivo deve ser qualquer pessoa que tenha autodeterminação, e que se veja forçada a realizar ou a ser abster de determinada conduta pela ação do agente. Obs.: No crime de constrangimento ilegal, admite-se a autoria mediata caso a violência ou grave ameaça sejam exercidas contra pessoa diversa da que se pretenda constranger, sendo o agente responsabilizado, em concurso material, pelo constrangimento ilegal e por outra infração que o executor venha a praticar. 4. Elemento subjetivo: É o dolo, que neste crime, se materializa na vontade de coagir, sendo indispensável o elemento subjetivo do injusto que é o fim de obter a ação ou omissão da vítima. Inexistindo este, haverá apenas um outro ilícito (lesões corporais, vias de fato, ameaça etc). O erro sobre a ilegitimidade da ação pode excluir a ilicitude do fato. 5. Consumação e tentativa: Consumação e tentativa: Consuma-se o crime quando o ofendido faz ou deixa de fazer o que não deseja em virtude da conduta do agente. A tentativa estará caracterizada quando, apesar da violência, ameaça ou outro meio empregado pelo sujeito ativo, a vítima não se submete à sua vontade. 6. Subsidiariedade tácita: O crime de constrangimento ilegal é tipicamente subsidiário, só ocorrendo quando o fato não constitui ilícito mais grave, como roubo, a extorsão, o estupro, desobediência etc. Caso o constrangimento ocorra com o fim de o agente obter algo que poderia ser conseguido pelos meios legais, haverá crime de exercício arbitrário das próprias razões, que absorve a prática do crime previsto no art. 146. 7. Causa de aumento de pena: Aumento de pena § 1º - As penas aplicam-se cumulativamente e em dobro, quando, para a execução do crime, se reúnem mais de três pessoas, ou há emprego de armas. § 2º - Além das penas cominadas, aplicam-se as correspondentes à violência.

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147 .a coação exercida para impedir suicídio A doutrina dominante classifica tais casos como causas especiais de exclusão da ilicitude. por se constituírem em manifestações inequívocas do estado de necessidade de terceiro. de causarlhe mal injusto e grave: Pena . escrito ou gesto. pois a co-autoria de quatro ou mais agentes. ou qualquer outro meio simbólico. www. constitui crime de tortura.gustavobrigido. 8. mas o fato pode constituir o exercício regular de direito. embora não se constitui em ação típica. não bastando. Outros autores. II . Parágrafo único . Causas de exclusão do crime: § 3º . ocorre concurso formal.Aplica-se a causa de aumento de pena quando há reunião de mais de três pessoas na fase de execução do ilícito. sustentam que o referido dispositivo se trata de excludentes de tipicidades. não tem o consentimento da paciente ou de seus responsáveis. constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. com o fim de obter informação. por questão religiosa. que. na mesma conduta. para provocar ação criminosa ou em razão de discriminação racial ou religiosa. declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa. Pode haver concurso material com o crime de roubo no caso de o constrangimento não integrar a violência caracterizadora desse delito. somando-se as penas da coação e da violência. O primeiro é o da intervenção médica ou cirúrgica sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal. O segundo caso trata da coação exercida para impedir suicídio. Nos termos da Lei 9. Observações gerais: Não confundir o crime de constrangimento ilegal com o crime de tortura. se justificada por iminente perigo de vida. causando-lhe intenso sofrimento físico ou mental. exigindo-se. de um a seis meses. exgi-se a necessidade de um especial fim de agir. Ameaça Art. pois o simples porte dela. com pena de reclusão de dois a oito anos. Segundo a doutrina. Também se qualifica o crime quando há emprego de arma (própria ou imprópria). Havendo coação contra várias pessoas. que.455/97. ou multa. por palavra.Não se compreendem na disposição deste artigo: I .Somente se procede mediante representação. haverá concurso material com os delitos que atingem a vida ou a integridade corporal da vítima. Exemplos: seria qualquer intervenção médica. sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal. em menor expressividade. não exclui o delito a circunstância de ser legítimo o mal prenunciado na ameaça. quando há risco de vida para aquela. Na tortura. Por disposição expressa. 9.a intervenção médica ou cirúrgica.detenção. pois os fatos não se encontram compreendidos na norma penal incriminadora.br . é lícita.Ameaçar alguém. se justificada por iminente perigo de vida.com.

com. portanto. a simples bravata ou a presença do animus jocandi. que pode ser físico. 4. mas apenas o classificado como “injusto e grave”. o crime de ameaça também possui espécies relacionadas a forma pela qual a ameaça é praticada: a) explícita: cometida sem nenhuma margem de dúvida (Ex. 2.gustavobrigido. pode caracterizar o crime de abuso de autoridade (art.br .ex. pode ser: a) direta: quando é dirigida à própria vítima (p.: Tício telefona para Caio dizendo que irá matá-lo). fica por estes absorvida pelo crime subseqüente. amedrontar alguém. Espécies de ameaça: A ameaça. extorsão. com intuito de intimidar a vítima.. Conforme o autor e as circunstâncias. b) implícita: aquela em que o agente dá o entender que praticará uma mal contra alguém. c) condicional: é a ameaça em que o mal prometido depende da prática de algum comportamento por parte da vítima. podendo ser praticada por qualquer pessoa. independentemente de sua intimidação.170/83). haverá concurso formal de crimes. já que o crime de ameaça é um crime subsidiário. quanto à pessoa em relação a qual o mal injusto e grave se destina. Observações gerais: Quando a ameaça for meio para a prática de outro crime. de forma que se consuma no momento em que a vítima toma conhecimento da ameaça.1. www. 3º da Lei nº 4. Obs. mediante uma promessa de causar-lhe mal injusto e grave. como constrangimento ilegal. que significa intimidar. econômico ou moral. ficando. Presidente do Senado Federal.: apontar uma arma de fogo). Não configura o crime. Atingindo a ameaça várias pessoas. 28 da Lei nº 7. Sujeitos do crime: A ameaça é um crime comum. 5.ex. 3. ocorrerá crime contra a Segurança Nacional (art. Elemento subjetivo: O dolo do crime de ameaça é a vontade de praticar o ato. 6. roubo. Não é qualquer mal que caracteriza o delito. porém vinculado a vítima por questões de parentesco ou de afeto (p. b) indireta: quando é dirigida a um terceiro.898/65). da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal. filho deste último) Além disso. Elemento objetivo: O núcleo do tipo é ameaçar. Consumação e tentativa: O crime de ameaça é um delito formal.: Tício diz a Caio que irá agredir Mévio. Basta que seja ela idônea para intimidar. sujeita à intimidação.: Sendo o ofendido o Presidente da República. O sujeito passivo é qualquer pessoa que tenha capacidade de entender a ameaça. Nada obsta a possibilidade de continuidade delitiva em ameaças subseqüentes.

permite-se a retratação da vítima antes da denuncia. mediante seqüestro ou cárcere privado: Pena .reclusão. de 2005) II . que seria a separação da vítima de sua esfera de segurança. III . Contudo. de um a três anos.Se resulta à vítima. (Incluído pela Lei nº 11.se a privação da liberdade dura mais de quinze dias.A pena é de reclusão. 77 e seguintes da Lei 9. Elementos objetivos: A conduta típica é privar alguém de liberdade. Até por omissão pode-se cometer o crime em estudo. § 1º . Alguns doutrinadores sustentam que o seqüestro é gênero por ser praticado com a privação da liberdade sem o confinamento. (Incluído pela Lei nº 11. a liberdade de locomoção. narcótico. descendente. Por essa razão. já que lesado um bem jurídico disponível.099/95. ao passo que o cárcere seria www. Exemplo: Tício diz a Caio que irá pegar uma faca para matá-lo.: privação em uma fazenda).com.106.106. Seqüestro e cárcere privado Art.106. em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção. 7.reclusão. de 2005) § 2º . A diferenciação entre seqüestro e cárcere privado é eminentemente doutrinária. ao cárcere privado que implicaria a colocação do ofendido em confinamento.gustavobrigido. ou seja. de dois a oito anos. defende-se que o mal necessariamente precisa ser futuro. (Redação dada pela Lei nº 11. Ação penal: O crime de ameaça se apura mediante ação penal pública condicionada. IV – se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito) anos. etc. ao se enquadrar no conceito de crime de menor potencial ofensivo. físico. ou seja.Privar alguém de sua liberdade. grave sofrimento físico ou moral: Pena . moral.se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital. de dois a cinco anos: I – se a vítima é ascendente. Pouco importa o meio utilizado pelo agente. proporcionando maior mobilidade a vítima (p. 148 . majoritariamente. exigindo-se a representação da vítima ou de seu representante legal. 1. de 2005) V – se o crime é praticado com fins libidinosos.ex.A doutrina discute se mal prometido deve ser unicamente futuro.br . Havendo consentimento válido da vítima no arrebatamento ou na retenção inexiste o delito. fraude. cônjuge ou companheiro do agente ou maior de 60 (sessenta) anos. o direito de ir e vir e escolher o lugar onde quer ficar. não permitindo o omitente a saída da vítima do local onde se encontrava licitamente. equiparando ao seqüestro. o processo criminal submetese ao rito sumaríssimo previsto nos arts. ou se pode também ser atual. Por fim.

4.uma espécie desta. pois se trata de delito que lesa a liberdade de locomoção do ofendido. se o seqüestro ou cárcere privado for cometido com fins libidinosos. 2.: Consoante orientação jurisprudencial. III – se a privação da liberdade dura mais de 15 (quinze) dias. II – se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital. 5.ex. ainda que por certo lapso de tempo. no qual a privação da liberdade é com confinamento.898/65). §1º. descendente. Não ilide o crime a restituição voluntária da vítima à sua esfera de proteção. pode ser sujeito passivo do crime previsto pelo art. 230 do Estatuto da Criança e da Adolescente (Lei 8. a. Por sua vez. 345 do CP). se houver fim libidinoso etc. se o fim for obter vantagem econômica (art. inciso V do Código Penal.106/2005). 3º. pode ocorrer o crime previsto no art. da Lei 4. 148 do CP. a retenção do condutor do veículo roubado. Tratando-se de criança. também. www. Obs. Formas qualificadas: § 1º. Sujeitos do crime: O seqüestro ou cárcere privado é crime que pode ser praticado por qualquer pessoa. 148 do Código Penal exige a vontade livre e consciente de privar o ofendido da liberdade de locomoção. Não prevê a lei qualquer finalidade específica do agente para a privação da liberdade do ofendido. poderá o fato constituir-se no crime de extorsão mediante seqüestro. seqüestro qualificado. poderá ocorrer delito de abuso de autoridade. Trata-se de crime permanente e a consumação se protrai com o tempo. Obs. conferindo menos mobilidade a vítima (p. a. Caso o agente seja funcionário público e o crime ocorra no exercício de suas funções.br . cônjuge ou companheiro do agente ou maior de 60 (sessenta) anos: (Alterado pela Lei nº. sendo qualificado quando o autor for ascendente. Sendo o seqüestro um crime subsidiário.gustavobrigido. Consumação e tentativa: O crime está consumado assim que o sujeito passivo ficar privado da liberdade de locomoção. esta distinção não interfere na tipicidade do delito. 11. 11.: A retenção de paciente em hospital para garantir o pagamento dos honorários médicos tipifica o delito de exercício arbitrário das próprias razões (art. que o agente não tenha obtido o resultado pretendido com a privação de liberdade do ofendido. com deslocamento a lugar ermo e posterior liberação não constitui crime de seqüestre. Não importa.com. 148. incidirá a figura qualificada definida pelo art. IV – Se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito) anos.069/90). descendente ou cônjuge. Qualquer pessoa. O tipo do art. Em termos práticos. e 4º.: privar alguém em um quarto de uma casa). de 2 (dois) a 5 (cinco): I – se a vítima é ascendente.106/2005). A pena é de reclusão. desde que juridicamente relevante. (arts. Elemento subjetivo: O dolo do crime de seqüestro ou cárcere privado é a vontade de privar a vítima da liberdade de locomoção. 3. porém. de mover-se no espaço. (Acrescentado pela Lei nº. 159).

Anteriormente. pode ser a ocasionada no ato do seqüestro.170/83). que deve resultar de maus-tratos ou da natureza da detenção. 1º. 148 estavam previstas três formas qualificadas do crime de seqüestro ou cárcere privado: a) se a vítima é ascendente. é por este absorvido. ocorre o crime de subtração ou sonegação de incapazes.106.com.106/2005). Se resulta à vítima. havendo excesso. da Lei nº 9. foram acrescentados os incisos IV e IV: d) Se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito)a nos. são todas circunstâncias que tornam o fato mais grave. Considerações finais: Caso a finalidade do seqüestro seja corretiva. entretanto. não se caracterizando a qualificadora do grave sofrimento físico ou moral. c) se a privação da liberdade dura mais de quinze dias. descendente ou cônjuge do agente. mas coagi-la a fazer ou deixar de fazer algo. www.V – Se o crime é praticado com fins libidinosos (Acrescentado pela Lei nº. de 28 de março de 2005. 6. A lesão corporal. grave sofrimento físico ou moral: Pena – reclusão. o crime é também qualificado.gustavobrigido. 1) Se o arrebatamento deu-se não para privar a vítima da liberdade de locomoção. Por fim. § 4º. pela fraude. 11. a pena deste é aumentada de um sexto a um terço (art. o crime é de extorsão mediante seqüestro. § 2º.br . Isto porque o agente acarreta maior dano a vítima. Caso seja executado para a prática do crime de tortura. mas para dela cuidar. b) se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital. Concurso de crimes: Sendo o seqüestro meio para o cometimento de outro crime.455/97). 2) Se o fim era obter vantagem econômica. mais grave. em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção. passando a ser apenas uma causa de aumento de pena deste delito. 11. 4) Se não há o intuito de privar de liberdade de locomoção a vítima. no § 1º do art. de dois a oito anos. pela violação do dever de proteção. e) Se o crime é praticado com fins libidinosos. o delito é constrangimento ilegal. com pena de reclusão. configura-se o rapto quando a vítima é mulher honesta. se houver grave sofrimento físico ou moral. ocorre o crime de maus-tratos. O seqüestro com fins políticos é previsto no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional (Lei nº 7. de 2(dois) a 8 (oito) anos. como condição ou preço do resgate. Com o advento da Lei nº. 3) Se o agente o comete para fim libidinoso. conforme o § 2º.

exceto quando o fato constitui crime mais grave.12. quer restringindo. e em qualquer lugar.2003) Pena . (Incluído pela Lei nº 10. ainda existente em grandes fazendas. Seu significado.reclusão. 149. Reduzir alguém a condição análoga à de escravo.803. cor. que prevê o aumento de pena de um terço até a metade ao crime de roubo. acrescentou-se o art. religião ou origem 1. além da submissão. o inciso V. não se exigindo. A conduta pode ser praticada por violência. e multa. com o fim de retê-lo no local de trabalho. numa condição semelhante à do escravo.2003) II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador. É irrelevante o consentimento da vítima já que a lei protege um direito indisponível.803. dos www.br . de 11. de 11.. (Incluído pela Lei nº 10.2003) I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador.12.426/96. de 11.12. por força da Lei nº 9.2003) II – por motivo de preconceito de raça. se após a consumação do roubo houver privação da liberdade da vítima sem que este fato esteja ligado à prática da subtração. Elementos objetivos: A conduta típica é a de sujeitar alguém totalmente à vontade do agente. que o agente pratique maus-tratos contra a vítima. quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. notadamente nas cidades longíquas e distantes dos centros urbanos. § 2º. de 11. o status libertatis.12.803. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto: (Redação dada pela Lei nº 10.com. por qualquer meio.2003) § 1o Nas mesmas penas incorre quem: (Incluído pela Lei nº 10. 157. ameaça. de 11. A finalidade do legislador foi combater o problema. abrangendo inclusive a submissão de alguém a uma jornada exaustiva de trabalho. Redução a condição análoga à de escravo Art.2003) I – contra criança ou adolescente. Mas. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho.803.gustavobrigido. portanto. com o fim de retê-lo no local de trabalho.803. de 11. com desígnio autônomo.12. (Redação dada pela Lei nº 10.803. etnia.12.Discutia-se se a privação da liberdade praticada conjuntamente com o crime de roubo constituía-se apenas no meio executivo deste ou crime autônomo. fraude. excluindo-se a possibilidade de se falar em concurso formal ou material de crimes. O tipo penal menciona a palavra escravo. etc. com qualquer finalidade. deve ser extraído mediante uma valorização por parte do magistrado. retenção de salários. (Incluído pela Lei nº 10. haverá concurso material de crimes. Entretanto.12. porém. além da pena correspondente à violência. em concurso material. de 11. de dois a oito anos.803. se o crime é cometido: (Incluído pela Lei nº 10.2003) § 2o A pena é aumentada de metade. que funciona como elemento normativo do tipo. O conceito de escravo há de ser interpretado em sentido amplo. Reduzir significa forçar alguém a viver em situação semelhante àquela em que se encontravam os escravos em períodos remotos.

Trata-se de crime material e permanente.1 do pacto de São José da Costa Rica). por se tratar de um crime que visa tutelar a organização do trabalho. Sujeitos do crime: Sujeito ativo do crime de redução à condição análoga à de escravo. já que o crime viola o status libertatis do ser humano. 2. ou em lugar ermo. ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito. corrigir ou proteger uma pessoa não existirá o delito por ausência de dolo dessa infração. ou por duas ou mais pessoas: www. ou multa. ou com o emprego de violência ou de arma. 149 do Código Penal. inciso VI da Constituição Federal. ofende-se unicamente a liberdade individual do ser humano. Violação de domicílio Art. nessas hipóteses. 5.detenção. educar. será da competência da Justiça Estadual quando o crime for cometido contra uma única pessoa. 6.gustavobrigido. em que se exige a consciência do agente de estar reduzido alguém a um estado de submissão com a supressão do status libertatis. de forma não transitória. que não recebem remuneração mínima prevista em lei e são arbitrariamente excluídos de benefícios trabalhistas e previdenciários. e não a uma coletividade de trabalhadores. 3. Sendo o fim o de criar. direito subjetivo de interesse do estado e protegido. Consumação e tentativa: A consumação ocorre quando reduz a vítima à condição análoga à de escravo. em casa alheia ou em suas dependências: Pena . Competência para processar e julgar: Conforme o entendimento do Supremo Tribunal Federal.com.Entrar ou permanecer. Entretanto.Se o crime é cometido durante a noite. de um a três meses. a competência para processar em julgar esse delito é da Justiça Federal. pois. clandestina ou astuciosamente. pois se sujeitam as mesmas penas. inclusive pela Convenção Americana sobre Direitos Humanos (art.trabalhos privados da liberdade e forçados a trabalhos excessivos e degradantes. Figuras equiparadas: O §1º do artigo 149 do Código Penal arrola figuras equiparadas àquelas descritas pelo caput. ou então apenas em face de um grupo determinado de pessoas. § 1º . nos termos do art.br . é qualquer pessoa que reduz a vítima à situação semelhante à escravidão. 4. 150 . mediante alguma das condutas taxativamente previstas no art. O ofendido é privado de sua liberdade de autodeterminação. caracterizando-se os maus tratos no caso de excesso dos meios de correção ou disciplina. Elemento subjetivo: Trata-se de crime doloso. Sujeito passivo é qualquer pessoa. conhecido na antiguidade como plagium. 109. 6.

que há diferença entre desabitada e na ausência de seus moradores. pressupõe-se que entrada foi lícita. Na permanência. 5º. O fundamento constitucional o delito encontra-se no art.Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências: I . II . de seis meses a dois anos. para a caracterização do crime.aposento ocupado de habitação coletiva. por exemplo: aquele que se veste de carteiro (astuciosa) ou aquele que é penetra numa festa (clandestina). com observância das formalidades legais. havendo consentimento. fora dos casos legais. Elementares objetivas: Os núcleos objetivos do tipo são os verbos: entrar e permanecer. mas o indivíduo força a entrada. inciso XI da CF. Há que se verificar. Na entrada astuciosa ou clandestina. contudo. não a posse ou propriedade. II .Não se compreendem na expressão "casa": I .com. o dissentimento é presumido. 2. ou para prestar socorro. § 4º . Na violação de casa desabitada. durante o dia. É necessário que a entrada ou permanência seja realizada contra a vontade do dono. para efetuar prisão ou outra diligência.º II do parágrafo anterior. ou com inobservância das formalidades estabelecidas em lei. onde alguém exerce profissão ou atividade. II . ou.durante o dia. se o fato é cometido por funcionário público. ou com abuso do poder. ninguém nela podendo penetrar sem o consentimento do morador. salvo a restrição do n. salvo em caso de flagrante delito ou desastre.a qualquer hora do dia ou da noite. astuciosas ou clandestinas. tácito ou expresso. ao dispor que “a casa é asilio inviolável do indivíduo. Considerações iniciais: Protege-se a tranqüilidade doméstica. poderá ocorrer o delito do art. III . www.Pena .qualquer compartimento habitado.A expressão "casa" compreende: I . Não configura este crime a entrada ou permanência em casa alheia desabitada. além da pena correspondente à violência. Na simples ausência haverá o crime. enquanto aberta.taverna.detenção. 161 do Código Penal (Usurpação).gustavobrigido. existe um dissentimento expresso ou tácito. casa de jogo e outras do mesmo gênero. o fato é atípico.compartimento não aberto ao público.Aumenta-se a pena de um terço.hospedaria. quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser. § 2º . estalagem ou qualquer outra habitação coletiva. Na entrada franca. § 3º . por determinação judicial”.br . 1. A entrada e a permanência podem ser francas. § 5º .

consultório do médico. telas.hospedaria. está protegida pela norma penal. tal como os quartos de pensões.com.: Também constitui crime em relação as dependências da casa. motéis. balcão do padeiro etc. casa de jogo e outras do mesmo gênero.: esse artigo é um excelente exemplo de lei penal interpretativa ou explicativa). §4º do Código Penal (obs. Sujeitos do crime: a) Sujeito ativo: qualquer pessoa.: O domicílio do Código Penal difere do domicílio do Código Civil. devemos utilizar aquele definido pelo art. quintais. a exemplo dos jardins. Obs. grades etc. Qualquer lugar usado à ocupação pelo ser humano. 3.: boleia de um caminhão). terraços e pátios. podemos dizer que o conceito de casa é qualquer lugar privado em que alguém habita. cabines de navios etc. aquele que entra ou permanece na residência. Em síntese. de forma indevida. pouco importando seja permanente o I . Obs. Todos os aposentos ocupados de habitação coletiva. Exemplo: quarto de hotéis ou motéis.: correntes. Obs. www.taverna. A lei penal resguarda a tranqüilidade no local de habitação. comente o crime de violação de domicílio.: escritório do advogado. O legislador penal procurou proteger o lar. repúblicas.qualquer compartimento habitado. P.aposento ocupado de habitação coletiva. Se o compartimento não é aberto ao público.ex.br . barraca de camping etc. nas situações em que possui uma divisão que funciona como domicílio de uma pessoa (ex.3. não importando se reside com na animus de definitividade ou não. pois se trata de um crime comum. com exclusividade. onde alguém exerce profissão ou atividade. salvo a restrição do n. II . Até mesmo um automóvel pode ser classificado como compartimento habitado. enquanto aberta. ou ele é parte integrante de um local público.. ou possui uma parte conjugada aberta ao público.compartimento não aberto ao público.ex. a casa. que estejam ocupados por alguém. hotéis. II . a parte que alguém exerce profissão ou atividade. Assim. desde que fechados. 150. Conceito de casa: No aspecto do conceito de casa.gustavobrigido. III . estalagem ou qualquer outra habitação coletiva.Não se compreendem na expressão "casa": I . podendo ser barraco.º II do parágrafo anterior.: A proteção da inviolabilidade domiciliar estende-se também para autoridade fiscais e fazendárias. cercados ou se existentes obstáculos de fácil visualização vedando a passagem do público (p. o lugar onde alguém mora.) § 5º . garagens.

que incide sobre as elementares do crime. Restará ao violador. a autoridade de controlar a entrada. não faz (permanecer).: O divorciado pode cometer o crime ao entrar ou permanecer na residência do seu ex-cônjuge contra sua vontade.ex. O conceito de noite. ou por duas ou mais pessoas: Pena . supõe estar entrando em sua casa.Obs.br .: Se um condômino permite. contudo. Lembrando que o erro de tipo. Elementos subjetivos: O crime só é punível a título de dolo. E E a esposa que deixa o amante entrar? A doutrina majoritária. Erro de tipo escusável. Obs.Se o crime é cometido durante a noite.gustavobrigido. e outro proíbe? Prevalece a condição melhor de quem proíbe. Sujeito passivo é o titular do objeto jurídico (tranqüilidade doméstica). a) Noite: A razão da qualificadora decorre do fato de ser mais fácil praticar o crime durante a noite. 226. por erro. ou com o emprego de violência ou de arma. Forma qualificada: § 1º .: Se o dono de uma casa alugada penetrar na residência do inquilino contra a sua vontade? Haverá o delito. a forma tentada é incompatível 6.: : Sujeito. ou em lugar ermo. Para efeitos de caracterização dessa qualificadora. patrão e patroa).com.: Empregada que deixa o amante ingressar na casa praticaria o delito? A doutrina majoritária. ou então quando. previsto no art. Obs. Obs. Consumação e tentativa: Por se tratar de um crime de mera conduta. se esses entrarem em contradição com os chefes da casa (pai e mãe. provar ausência de dolo. Contudo. O crime se consuma no momento em que o sujeito ingressa completamente na casa da vítima (entrar). A tentativa é cabível na conduta de entrar.) 5. Não haverá o delito pela ausência de dolo. quando a vítima tem reduzida sua capacidade de defesa. a vontade destes prevalecerá para fins penais. com base no art. seguindo o entendimento de Damásio de Jesus. Por exemplo: o sujeito é impedido por seguranças de ingressar em uma festa de casamento para a qual não foi convidado. Obs. exclui o dolo (p. 20 do CP. entende que haverá crime. é aquele que tem a prerrogativa. entende que não. encabeçada por Damásio de Jesus.: Os filhos e empregados de uma casa também podem proibir o ingresso e a permanência de alguém no recinto da casa. seguindo a orientação do jurista Celso www. § 5º da Constituição Federal. Já para a conduta de permanecer. além da pena correspondente à violência. ainda não é uníssono. em razão do dissentimento presumido do dono da casa. que agiu de boa fé. ciente de que deve sair do local. já que no tipo penal não contém resultado naturalístico. que deve abranger o elemento normativo “contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito”. 4. penetrando em casa alheia.detenção. permanência e a saída do domicílio. de seis meses a dois anos.

quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser. 327 Considera-se funcionário público.: arrombar uma porta). e) Concurso de duas ou mais pessoas: essa qualificadora somente será aplicada quando duas ou mais pessoas efetivamente invadem a casa alheia. com observância das formalidades legais. já que todas as situações estão inseridas naquelas permissões constitucionais de violação domiciliar lícita. estará caracterizada a qualificadora. se o fato é cometido por funcionário público. II .: punhal).durante o dia. 327 do Código Penal: Art. fora dos casos legais. Observa-se que não haveria necessidade de expressa disposição no Código Penal. A lei impõe o concurso material obrigatório entre a violência de domicílio e a violência física contra a pessoa. Assim. quem. a utilização de armas brancas (p. Causa de aumento de pena: § 2º .de Mello. temos causas especiais de exclusão da ilicitude (ou exclusão da antijuridicidade). para efetuar prisão ou outra diligência. emprego ou função pública. b) Lugar ermo: é o local habitualmente abandonado e afastado dos centros urbanos.ex.Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo. tanto em relação à pessoa do morador como também no tocante à coisa (p. serão aplicadas cumulativamente as penas atinentes à violação de domicílio e à lesão corporal.Aumenta-se a pena de um terço. 9. Observação: se a violência for empregada contra a pessoa e se ela sofrer lesões corporais. Aqui. emprego ou função em entidade paraestatal.Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências: I .com. § 1º . iremos adotar o critério físico-astronômico. no parágrafo 3º.ex. e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública. feita com a finalidade de intimidar a vítima. c) Violência: é o emprego de força física. ou com inobservância das formalidades estabelecidas em lei. d) Emprego de arma: arma é todo instrumento com potencialidade de matar ou ferir.br . Classificação doutrinária: www. embora transitoriamente ou sem remuneração. Observe que o conceito de arma é bem mais amplo do que o conceito de arma de fogo. considerando noite o intervalo de tempo situado entre a aurora e o crepúsculo. todos devem praticar atos de execução (coautor) 7.a qualquer hora do dia ou da noite. o que torna reduzida a chance de defesa da vítima. ainda que leve.gustavobrigido. no qual o pedido de socorro seria mis difícil. para os efeitos penais. Causas excludentes de antijuridicidade: § 3º . ou com abuso do poder. Assim. exerce cargo. Ao mencionar 8. O conceito de funcionário público para fins penais encontra-se no art.

Violação de comunicação telegráfica. a sonega ou destrói. § 3º . Exemplo: Furto intra-muros absorve a violação de domicílio. “permanecer” é permanente. Sonegação ou destruição de correspondência § 1º . não encontrando a vítima. comete um único crime. se há dano para outrem.quem impede a comunicação ou a conversação referidas no número anterior. sem observância de disposição legal. Não é crime subsidiário.Trata-se de crime de mera conduta. em razão do princípio da alternatividade. O indivíduo que ingressa em casa alheia para matar seu morador responde pelo homicídio.com. no conflito aparente de normas.Somente se procede mediante representação. III .gustavobrigido. § 4º . Idem se a invasão for preparo para outro crime. assim. Sempre que houver dúvidas sobre o verdadeiro propósito do agente este responde pelo crime autônomo de violação de domicílio. www. radioelétrico ou telefônico: Pena . Cuida-se. autonomamente. ou multa. no todo ou em parte. por exemplo.detenção.As penas aumentam-se de metade. com abuso de função em serviço postal. ainda. caso contrário fica absorvido pelo delito fim. telegráfico.quem indevidamente divulga. etc. Tem-se ponderado que o delito de violação de domicílio não pode ser absorvido por crime-fim menos grave. ou conversação telefônica entre outras pessoas. quando não praticado autonomamente. Invade para agredir. 151 . aquele que entra e permanece. Subsistirá. Violação de correspondência Art. transmite a outrem ou utiliza abusivamente comunicação telegráfica ou radioelétrica dirigida a terceiro. é absorvido pelo mais grave. salvo nos casos do § 1º. Às vezes.detenção.quem instala ou utiliza estação ou aparelho radioelétrico. IV. e do § 3º. Formulação típica alternativa “entrar ou permanecer ou ambos”. IV . de crime consunto. A violação de domicílio só deve ser punida quando constituir delito autônomo. radioelétrica ou telefônica II . § 2º .quem se apossa indevidamente de correspondência alheia. quando ocorrer desistência voluntária ou arrependimento eficaz.br .Devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada.Na mesma pena incorre: I . Contudo. de um a seis meses. dirigida a outrem: Pena . embora não fechada e.Se o agente comete o crime. de um a três anos. Na modalidade “entrar” é crime instantâneo. como exercício arbitrário das próprias razões. tem prevalecido o entendimento pela consunção.

ilícita ou injustificadamente. no sentido de conhecer. do Código Penal. 151. para ser entregue ao destinatário. a Lei nº 6. 2. sendo. para uso dos cegos. não admitindo qualquer exceção. é sobre a vigência do art. que se encontra revogado. Carta é o objeto. A correspondência deve estar fechada. A indagação que se coloca. Introdução: A descrição típica do art. 151. 151 do Código Penal. e destinada a determinada pessoa. que somente a autorização do destinatário pode afastar a proibição decorrente daquele elemento normativo. como quando se a contrapõe a feixe de luz. Só há tipicidade se a devassa tiver sido realizada indevidamente. ou seja. como ente integrante da liberdade individual. que contém informação de interesse do destinatário. o crime de violação de correspondência é o definido no art. na Doutrina.538. se quem o abriu não queria conhecer seu conteúdo. de 22 de junho de 1978. determinou a referida lei que tal circunstância seja apenas uma agravante da pena (art. A simples abertura de envelope no qual está contida carta não configura a conduta. Ora. 40 da Lei nº 6. Descrição típica idêntica encontra-se no art. De conseqüência. conversível em comunicação escrita. quando cometido o crime “com abuso de função em serviço postal” como o faz o Código Penal no § 3º do art. absolutamente incompatível. Telegrama é a mensagem transmitida por sinalização elétrica ou radioelétrica. www. com ou sem envoltório. por meio de carta. que dispõe sobre os serviços postais no país. 151 do Código Penal.1. a lei regulou integralmente a mesma matéria – crime de violação de correspondência – e deu-lhe tratamento mais benéfico que o art. sob a forma de comunicação escrita. pois será possível conhecer seu conteúdo quebrando seu sigilo sem a abertura física de seu envoltório. É. ou qualquer outra forma equivalente. de qualquer natureza. Além de construir tipo idêntico ao do art. dirigida a outrem”.538/78 e não o do art. Conquanto o preceito constitucional do inciso XII do art. há quem entenda. Revogou-o tacitamente. Através da conduta o agente toma conhecimento do que se contém na correspondência. Impossível conduta omissiva. 151. 47 da Lei nº 6. Elementos objetivos: O verbo utilizado no tipo é devassar. 40 da Lei nº 6. cominando pena de detenção de um a três anos. nem o conheceu. 5º tenha consagrado a inviolabilidade do sigilo da correspondência. Estas definições encontram-se no art.538. 151 do Código Penal é: “devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada. através da via postal ou por telegrama”. Diferentemente. necessariamente.com. pessoa a pessoa. de 22 de junho de 1978. Correspondência é “toda comunicação.538/78 não fez dele derivar o tipo qualificado. Cecograma é o objeto impresso em relevo. conduta comissiva. com ele. Protege a norma a liberdade de comunicar sigilosamente o pensamento.gustavobrigido. por isso. o sigilo da comunicação por correspondência.br . 43). Não é imprescindível que a correspondência seja aberta.

Entre os cônjuges ou companheiros. até mesmo o próprio destinatário. o internado. discriminação. Dolo é consciência dos elementos constitutivos do tipo e vontade de realizá-lo. 4. com absoluta prioridade. não chega a conhecer seu conteúdo por lhe ser a carta tomada das mãos por outra pessoa. Sujeitos do crime: Sujeito ativo desse crime é qualquer pessoa. crueldade e opressão” (art. o cumprimento dos deveres para com os menores não será possível sem o conhecimento de suas comunicações com outras pessoas. 6.com. Assim. não há direitos absolutos. quando seu sigilo resta quebrado. A mesma Constituição que protege o sigilo nas comunicações impõe à família e. Causa de aumento de pena: www. os quais são. a qual pode. essa relação não é de autoridade. exploração. excluindo o dolo. bem assim sobre não estar o agente autorizado a conhecê-la. Há tentativa quando o agente está abrindo o envelope ou. Consumação e tentativa: Há crime consumado quando o agente toma conhecimento do conteúdo da correspondência. ou seja. consciência de que a correspondência encontra-se fechada e está dirigida a outra pessoa. não é possível reconhecer esse direito recíproco de devassar a correspondência fechada dirigida ao outro porque. Nem a vida é protegida de modo absoluto. salvo o remetente e o destinatário da correspondência. excluindo o dolo e a tipicidade. Aliás. Não há previsão de punição por conduta culposa. tácita ou expressa. para seu titular. porque é seu dever “assistir. simultaneamente. é óbvio. o curatelado. guarda e vigilância a que está obrigado por lei. exclui a tipicidade do fato. Consciência da conduta. o tutelado. ainda que convivendo harmoniosamente sob o mesmo teto. entretanto. Elemento subjetivo: Só é prevista a modalidade dolosa.br . por conseqüência. os sujeitos passivos do crime. consciência de que não a pode devassar e vontade livre de conhecer seu conteúdo. O erro pode também incidir sobre estar fechada a correspondência. 229). A correspondência fechada dirigida ao filho menor pode ser devassada pelos pais. É o que a doutrina denomina de dupla subjetividade passiva. o direito de conhecer suas comunicações. há de prevalecer o respeito à individualidade do outro. conduzir à autorização. senão que de amor. após tê-lo aberto. 5. o custodiado. todavia. o dever de colocar a criança e o adolescente. a fim de bem desempenhar a proteção. que inclui o direito ao sigilo. mas de fraternidade e companheirismo.gustavobrigido. criar e educar os filhos menores” (art. 227). “a salvo de toda forma de negligência. indispensável para a descaracterização do tipo. violência. aos pais. quando o agente devassa a correspondência fechada por imaginar que está dirigida a si mesmo há erro de tipo que. preso ou enfermo mental exige. Em certas situações. 3. O pleno e legítimo exercício do poder de autoridade sobre o menor. Sem ela.O sigilo assegurado constitucionalmente não é absoluto.

9. subtrair ou suprimir correspondência.As penas aumentam-se de metade. Ilicitude: A ilicitude.§ 2º . Ação penal: A violação da correspondência de que trata a Lei nº 6. permitida a suspensão condicional do processo penal. se há dano para outrem. 40 da Lei nº 6.Somente se procede mediante representação. Cometido o crime após a entrega da correspondência. Se em conseqüência da quebra do sigilo da correspondência ocorre dano para alguém. 152 .538/78 será punida com pena de detenção de até seis meses.Abusar da condição de sócio ou empregado de estabelecimento comercial ou industrial para. no todo ou em parte. viu-se.538/78. consoante dispõe o § 2º do art. A competência é do juizado especial criminal. sonegar. federal ou estadual.com. Correspondência comercial Art. de três meses a dois anos. 7.detenção. ou multa de até 20 dias-multa. www. pode ser excluída no âmbito da própria tipicidade quando o agente age devidamente autorizado pelo destinatário ou quando tem o direito de devassar a correspondência dirigida à pessoa que esteja sob seu poder de autoridade. Parágrafo único . a competência é da justiça estadual. o remetente ou qualquer outra pessoa. a pena será agravada. A ação penal é de iniciativa pública e tratando-se de fato cometido ainda no âmbito do serviço postal a competência é da justiça federal. para o cometimento do crime. cabendo às autoridades administrativas que dela tomarem conhecimento oferecer representação ao Ministério Público Federal. Se o agente se prevalece do cargo ou abusa da função.br . ou revelar a estranho seu conteúdo: Pena . sob pena de responsabilidade. O dano pode ser econômico ou moral e pode atingir o destinatário. a pena será aumentada de metade. desviar.gustavobrigido.

de que é destinatário ou detentor. sonegação. 153 . conteúdo de documento particular ou de correspondência confidencial.983. no todo ou em parte. nesse tipo. sendo possível a tentativa. Suprimir é destruí-la.com. devendo o agente agir com consciência de sua conduta e vontade livre de realizá-la. Divulgar. Sujeito ativo do crime é o sócio ou empregado de estabelecimento comercial.538/78. O delito é punido apenas em sua forma dolosa. sem justa causa. ou multa. sem justa causa. Desviar é dar destino diverso à correspondência. alcançando também toda e qualquer comunicação de pensamento de uma pessoa a outra. condicionada à representação da pessoa jurídica ofendida. que diga respeito às atividades da empresa remetente. subtrair ou suprimir. de 2000) § 1o-A. permitida a suspensão condicional do processo penal. Sonegar é ocultá-la. mas desde que com conteúdo comercial ou industrial.983. A ação penal é pública. contidas ou não nos sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública: (Incluído pela Lei nº 9.Divulgar alguém. Subtrair é tirá-la de quem a detém. Revelar seu conteúdo é dá-la ao conhecimento de outra pessoa.983. É essencial que o conteúdo da correspondência tenha natureza comercial ou industrial. de um a seis meses. assim definidas em lei. Deve o agente proceder com abuso de sua condição de sócio ou empregado e com consciência de que o faz nessa condição. Consuma-se com o desvio. reproduzida ou fixada numa coisa. (Incluído pela Lei nº 9. sonegar. de 2000) Pena – detenção. ainda que apenas parcialmente.br . de 1 (um) a 4 (quatro) anos. e multa. A conduta realiza-se através de uma das seguintes ações: desviar. informações sigilosas ou reservadas.1.gustavobrigido. e cuja divulgação possa produzir dano a outrem: Pena . isto é. a correspondência comercial ou revelar seu conteúdo a pessoa estranha.detenção. Divulgação de segredo Art. violando seus deveres de lealdade para com a empresa da qual é sócio ou empregado. de 2000) www. supressão ou revelação do conteúdo. § 1º Somente se procede mediante representação. (Parágrafo único renumerado pela Lei nº 9. Comentários: O bem jurídico protegido é a liberdade de comunicação do pensamento realizada por intermédio de correspondência comercial. Sujeito passivo é a pessoa jurídica da qual o sujeito ativo é empregado ou sócio. subtração. é mais amplo do que o estabelecido na Lei nº 6. O conceito de correspondência.

deva ser resguardada. Agindo o sujeito ativo impelido por motivo justo o fato é também atípico. o firmatário ou redator do documento particular ou qualquer outro. por si só. Se o interessado pela manutenção do segredo dela não faz questão. O agente deve ter consciência de sua conduta. 2. sigilosa ou confidencial. Consumação e tentativa: www. Por fim é necessário que a divulgação do segredo seja capaz de produzir dano. Indispensável. 325 do Código Penal. Elemento subjetivo: Crime doloso. O conceito de correspondência é o mais amplo. empregado no sentido de dar conhecimento. Não há forma culposa. o que.§ 2o Quando resultar prejuízo para a Administração Pública.983. poderá ser revelado. não a qualifica como tal. da probabilidade da causação do dano e vontade livre de realizar o tipo. isto é. pela imprensa. a qualquer pessoa.gustavobrigido. da ausência da justa causa para a divulgação. sigilosa ou reservada. em ambiente interno ou aberto. aposta por uma pessoa. devendo o intérprete. salvo se seu detentor for profissional que tenha o dever de preservá-lo. se houver.com. 154 do Código Penal. ao remetente da correspondência ou ao destinatário. Internet ou diretamente a um grupo de pessoas em local público ou restrito. oralmente. sem justificativa. ainda. Se este o fizer cometerá o crime do art. Não sendo sigilosa a informação contida no documento ou na correspondência. televisão. quando. pode o agente divulgá-lo. (Incluído pela Lei nº 9. Elementos objetivos: O núcleo do tipo é o verbo divulgar. É elemento normativo do tipo. contar alguma coisa a um número indeterminado de pessoas. Errando o agente sobre um dos elementos do tipo. econômico ou moral. o segredo diz respeito à prática de um crime. isto é. excluída fica a tipicidade. Deve ser particular. da confidencialidade da correspondência ou do caráter sigiloso do documento. Sendo sigilosa ou reservada. a ação penal será incondicionada. A informação sigilosa – o segredo – deve estar contida num documento particular ou numa correspondência confidencial dirigida ao agente ou da qual ele tem a posse. Se houver interesse público. sigilosa. a presença de outro elemento normativo. rádio. A divulgação deve ser feita sem justa causa. 3. por sua natureza. O relato pode ser feito através de palavras proferidas ou escritas e transmitidas por qualquer meio de comunicação. Documento é a coisa na qual está escrita uma informação juridicamente relevante. Deve ser confidencial. uma vez que o documento público poderá conter informação pública.br . Não é indispensável que o remetente a tenha rotulado de reservada. sem qualquer outra finalidade. de 2000) 1. por ocasião da aplicação da lei. valorá-la com base nos princípios da razoabilidade e do bom-senso. sua divulgação poderá caracterizar o crime do § 1º-A deste artigo ou o do art. por exemplo. assim entendida aquela que contenha informação que. o fato é atípico. por ausência de dolo. mantida fora do conhecimento público.

ofício ou profissão. quando praticado o crime pelo detentor. 5.Revelar alguém. Violação do segredo profissional Art.Consuma-se no instante em que o segredo é contado pelo agente a um número indeterminado de pessoas. quando o agente deixa uma anotação contendo a informação sigilosa à vista de outra pessoa que. todavia pode ocorrer por omissão. empregado no sentido de contar a uma pessoa o que sabe. Sujeito passivo é o remetente da correspondência e também a pessoa que venha a sofrer o dano decorrente da violação do segredo. do ministério. 7. Exclusão de ilicitude: A ilicitude será excluída no âmbito da própria tipicidade se o agente age devidamente autorizado pelo destinatário ou tem o direito de revelar o segredo por razões de interesse público. sem justa causa.br . é. Uma carta. Parágrafo único .Somente se procede mediante representação. do ofício ou da profissão que exerce. quando o agente imaginar que está autorizado a divulgar o segredo ou que sua revelação atende a um interesse relevante e justificado. Basta que o segredo seja revelado a uma só pessoa. impedido de continuá-la. segredo. de três meses a um ano. Sujeitos do crime: Sujeito ativo do crime é o destinatário ou o detentor da correspondência. Ação pena: A ação penal é pública condicionada à representação do sujeito passivo. que pode causar dano a qualquer pessoa e que. ou multa. O segredo deve ter chegado ao conhecimento do agente em razão da função. deve ser resguardada em relação a terceiros. Por função deve-se entender toda e qualquer atividade a que o sujeito se obriga em www.com.detenção. Bem jurídico: O bem jurídico protegido é o direito ao sigilo sobre a intimidade da vida privada do ser humano. Elementos O núcleo do tipo é revelar. um telefonema.gustavobrigido. e cuja revelação possa produzir dano a outrem: Pena . por qualquer meio. A competência é do juizado especial criminal. inclusive o destinatário. de que tem ciência em razão de função. É conduta normalmente comissiva. A tentativa é possível quando o agente. 6. então. pode vir a conhecê-la. então. ministério. 1. 154 . iniciando a narrativa e antes de adentrar no relato do segredo. por isso. numa conversa qualquer. permitida a suspensão condicional do processo penal. 4. A culpabilidade pode ser excluída ou diminuída por erro de proibição.

gustavobrigido. www. quando comunica à autoridade pública a ocorrência de uma doença contagiosa. pode nem ocorrer. Ao contrário. O sacerdote. O dever de guardar segredo só existe. ainda porque o padre não tem o direito de recusar-se a depor como testemunha. ser capaz de produzir dano. independentemente da produção do dano que. enfermeiras e secretárias que. no exercício de suas atividades.com. que decorrem do exercício de cargos públicos. devem guardar sigilo acerca de tudo quanto souberem. Mas esses profissionais não estão obrigados a revelar a prática de um crime. 18 da Lei nº 7. haverá justa causa para revelá-la à autoridade policial. como a Aids. Errando sobre um desses elementos. Também o advogado não tem o direito de comunicar à autoridade policial que seu cliente cometeu determinado crime ainda desconhecido. A quebra do sigilo bancário constitui o crime do art. se recebe. Por último. como a dos advogados. do síndico e do inventariante. necessariamente. está atendendo ao interesse público. tais como auxiliares de enfermagem. Assim as funções do tutor. portanto. a tipicidade desaparece por exclusão do dolo. Consumação e tentativa: Ocorre a consumação quando o agente conta o segredo para uma outra pessoa. do segredo que vai revelar. 2. Deve o agente ter consciência da conduta.br . mas deve ter potencialidade para tanto. A norma contém o mesmo elemento normativo dos tipos anteriores: sem justa causa. a notícia de que um crime vai ser cometido. O médico ou o dentista. por isso. Ministério é atividade ligada a entidades religiosas ou filantrópicas. desempenhada de forma habitual. podem ter acesso aos segredos confessados àqueles. de um contrato ou de uma decisão judicial. Essas pessoas. porque aí o interesse público deve prevalecer. seu dever é de fidelidade para com aquele que lhe confiou o segredo. Penso que se o confessor toma conhecimento da prática de um crime. da freira e do frade. médicos. Ofício é atividade manual e profissão deve ser entendida como a atividade laborativa lucrativa. tornam-se confidentes das pessoas com as quais se relacionam no âmbito de sua atuação e. engenheiros. a revelação do segredo deve. pode o agente revelar o segredo justificadamente. Elemento subjetivo: O crime é doloso. Assim. da ausência de justa causa para revelá-lo e a vontade livre de fazê-lo. dentistas etc. aliás. da potencialidade do dano.virtude de uma lei.492/86. e muito embora sua revelação possa causar prejuízo moral ao paciente. 3. não tem o dever de revelar o segredo. pela confiança nele depositada pelos membros da igreja. Não precisa causá-lo. do depositário judicial. não constituirá crime. todavia. realizando o tipo. a alguém. igualmente. quando o agente o conhece em razão de sua atividade. moral ou patrimonial. deve guardar sigilo de tudo quanto souber. bem como as funções de natureza pública. no confessionário. do curador. como a do sacerdote. A norma alcança os colaboradores dos profissionais. igualmente. cujo autor ainda não foi descoberto.

5. b) Por ser o delito de constrangimento ilegal tipicamente subsidiário. em concurso material.Admite-se a tentativa quando a revelação se fará por meio de carta que não chega a seu destinatário por razões alheias à vontade do remetente. d) Submeter alguém a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. O consentimento da pessoa a quem o segredo interessa não é.Prova: CESPE . competente para processála o juizado especial criminal.23ª REGIÃO (MT) . quando o agente tem o direito de revelar o segredo por razões de interesse público. c) O constrangimento ilegal é delito de mera atividade. 4. pelo constrangimento ilegal e por outra infração que o executor venha a praticar.br .gustavobrigido. conforme dispõe o art. independentemente de sua capacidade de autodeterminação. não sendo considerado crime punivei.Juiz do Trabalho Assinale a alternativa correta: a) Trata-se de mera nulidade contratual o ato de fraude que visa frustrar direito assegurado pela legislação do trabalho. admite-se a autoria mediata caso a violência ou grave ameaça sejam exercidas contra pessoa diversa da que se pretenda constranger. porque nem mesmo o advogado pode revelá-lo.TRT . Ação penal: A ação penal é de iniciativa pública condicionada à representação do ofendido. fenômeno conhecido como truck system. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. e) O fato de funcionário público ser sujeito ativo do crime de constrangimento ilegal qualifica a infração. Ilicitude e culpabilidade: A ilicitude será excluída no âmbito da própria tipicidade.2012 . por qualquer meio. para impossibilitar o desligamento do serviço em virtude de divida. em qualquer modalidade. d) No crime de constrangimento ilegal. a violência nela empregada. www. sendo o agente responsabilizado.2011 . assinale a opção correta. A culpabilidade pode ser excluída ou diminuída por erro de proibição. aplicando-se a ele a pena em dobro. sua locomoção em razão de divida contraida com o empregador ou preposto. b) Comete crime de redução à condição análoga a de escravo quem obriga ou coage alguém a usar mercadorias de determinado estabelecimento.MPE-RR . necessariamente. LISTA DE EXERCÍCIOS – DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL 01 .Promotor de Justiça Com base no que dispõe o CP e no entendimento doutrinário e jurisprudencial acerca do crime de constrangimento ilegal. restando configurado o crime apenas se a transferência for para o estrangeiro. 02 .Prova: TRT 23R (MT) . 26 do Código de Ética e Disciplina. implica reduzi-lo a condição análoga à de escravo. a) O sujeito passivo do crime de constrangimento ilegal pode ser qualquer pessoa. c) Não comete crime aquele que alicia trabalhadores com o fim de levá-los de uma para outra localidade do território nacional. possível a suspensão condicional do processo penal.com. excludente. consumando-se mediante grave ameaça ou violência perpetrada pelo sujeito ativo. quer restringindo. absorve sempre o crime. quando o agente imaginar que está autorizado a divulgar o segredo ou que sua revelação atende a um interesse relevante e justificado.

Procurador .Prova: TJ-DFT .conhecimentos específicos Acerca do crime omissivo.Primeira Fase “Gama”. após contratar quinze pessoas para trabalhar na sua fazenda localizada em local ermo. por conta própria ou de terceiro. b) Gama cometeu o crime de constrangimento ilegal. d) Redução à condição análoga a de escravo. d) Gama cometeu o crime de redução à condição análoga à de escravo. a) Caracteriza o delito de constrangimento ilegal a hipótese de intervenção médica ou cirúrgica. c) Gama cometeu o crime de cárcere privado. 04 . sendo. exceto: a) Constrangimento ilegal. religião ou origem.TJ-DF . imprescindível a demonstração da finalidade especial de agir. cor. b) Conforme a jurisprudência pacificada do STJ.Juiz . sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal. é necessária autorização judicial para a busca e apreensão.2 Em relação ao crime de constrangimento ilegal. no entanto. razão pela qual compete à justiça comum estadual processá-lo e julgá-lo. a ausência da chancela judicial caracteriza o delito de violação de domicílio.com. 06 . c) A tolerância pela sociedade não gera a atipicidade da conduta consistente em manter.gustavobrigido.2007 .Objetiva. d) O fato somente é punido autonomamente se não constitui elemento ou circunstância agravante especial de outro tipo penal.TRT 3R . sendo certo que esse ilícito suprime somente o bem jurídico em uma perspectiva individual. c) Sequestro.2012 .1 . o delito de redução à condição análoga à de escravo está inserido no CP entre os crimes contra a liberdade pessoal. etnia.Juiz Constituem crimes contra a liberdade pessoal.Prova: CESPE . ainda que justificada por iminente perigo à vida. e) O delito de apropriação indébita previdenciária é crime omissivo próprio.OAB-SC . estabelecimento em que ocorra exploração sexual. para a sua caracterização. vem impossibilitando o uso de transporte por seus funcionários na intenção de retê-los no local de trabalho. dos delitos contra a liberdade individual e contra a dignidade sexual e da inviolabilidade do domicílio. se o crime é cometido contra criança ou adolescente ou se cometido por motivo de preconceito de raça. É certo afirmar: a) Gama não cometeu crime algum. assinale a alternativa correta: a) Não admite a forma tentada.3ª Região (MG) . 03 . b) O crime é sempre punido autonomamente.TRT . d) Na hipótese de flagrante de crime permanente em residência.br . www. sem intuito de lucro nem mediação direta do proprietário. consistente na intenção inequívoca da apropriação de valor destinado à previdência social. e) Violação de domicílio. b) Ameaça.2011 . assinale a opção correta. uma vez que.AL-ES .e) A pena do crime de redução à condição análoga à de escravo é reduzida de metade. nessa situação. c) O sujeito ativo impõe à vítima uma conduta indeterminada.Prova: ND . 05 .Exame de Ordem .2007 . proprietário rural.

enquanto que no seqüestro e no cárcere privado busca-se proteger a liberdade física. II . III.TRT . 08 . assinale a alternativa falsa: a) O crime de ameaça se processa mediante ação penal privada.Prova: TJ-DFT .Defensor Público Na doutrina.Juiz . c) A ameaça e o constrangimento ilegal são considerados crimes subsidiários.com.2ª Etapa Considere as assertivas a seguir. Caracteriza-se pela submissão da pessoa a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva.Objetiva Analise as proposições e assinale a única alternativa correta: I .CESPE . II.A retenção de paciente em hospital para recebimento de honorários constitui delito de cárcere privado.TJ-DF .2010 .9ª REGIÃO (PR) . configurando-se o primeiro quando a vítima é confinada em recinto fechado. b) Nos crimes de ameaça e de constrangimento ilegal.Juiz . b) Todas as proposições são falsas. uma vez que apenas são puníveis como crimes autônomos quando não integram outro delito. 09 . c) Apenas uma das proposições é verdadeira. a) Todas as proposições são verdadeiras. III .Constitui constrangimento ilegal compelir a vítima a dar fuga ao agente em seu automóvel. do oferecimento de queixa-crime por parte do ofendido.br .1ª Prova . A figura cárcere privado caracteriza-se pela manutenção de alguém em recinto fechado. afirmando-se que o primeiro é o gênero do qual o segundo é espécie. de dois a oito anos. distinguem-se as figuras sequestro e cárcere privado. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto. Certo Errado 10 .07 . o bem jurídico tutelado é a liberdade psíquica de agir. quer restringindo.TRT . e) A ameaça grave integra a conduta que tipifica o crime de constrangimento ilegal.Prova: TRT 14R . quer sujeitando-a a condições degradantes de trabalho.Prova: AOCP . além da pena correspondente à violência. e multa. Na pena prevista legalmente para o crime.DPU . por qualquer meio. dependendo. A pena prevista para este crime é de reclusão. desse modo. incorre quem cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador.14ª Região (RO e AC) .Prova 1 Sobre os crimes contra a liberdade pessoal. definição esta mais restrita que a de sequestro. com o fim de retê-lo no local de trabalho.Colocar uma caveira à porta de alguém.2008 .gustavobrigido. em relação ao crime de redução à condição análoga à de escravo: I.2004 . sem amplitude de locomoção. d) Apenas uma das proposições é falsa. ainda que seja ela um meio para a obtenção de um outro fim. d) O crime de cárcere privado é uma espécie da qual é gênero o seqüestro.Juiz .2007 . caracteriza delito de ameaça. www.

se o crime resulta à vítima. etnia. 12 .Prova: PGT .1ª Fase .A pena cominada para o crime por privar alguém de sua liberdade. mas possível ofensa moral. se o crime for cometido contra criança ou adolescente ou por motivo de preconceito de raça. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. III .2007 . IV . V. ou qualquer outro meio simbólico. quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. se o crime é cometido contra criança ou adolescente.Juiz . religião ou origem.PGT . por qualquer meio. ameaçar alguém. V . A pena prevista legalmente é aumentada em um terço.gustavobrigido. pode ser fixada entre dois e cinco anos. incorre quem mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador.TRT . e) todas as proposições estão erradas.O bem jurídico tutelado é a liberdade individual.2008 . escrito ou gesto. www. em razão de trabalho escravo. IV e V estão corretas. por palavra. em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção. observada a condição social da mesma. assinale a proposição correta: I . c) somente as proposições II. d) somente as proposições III.1ª REGIÃO (RJ) .A pena de reclusão pode ser aumentada entre três e nove anos. assinale a alternativa CORRETA: I .IV. não constitui crime.Procurador do Trabalho Com relação ao crime de redução à condição análoga a de escravo. b) somente as proposições I e III estão corretas. com o fim de retê-lo no local de trabalho. grave dano moral ou à sua imagem. de causarlhe mal injusto e grave. Na pena prevista legalmente para o crime.1ª Etapa No que se refere aos crimes contra a liberdade pessoal. se o ato é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital ou se a privação da liberdade dura mais de 15 (quinze) dias. quer restringindo.Por ausência dos requisitos necessários à tipificação.com. é aumentada de metade. Marque a alternativa correta: a) todas as proposições estão corretas b) somente a proposição V está incorreta c) somente a proposição IV está incorreta d) somente a proposição II está incorreta e) somente as proposições III e IV estão incorretas 11 – Prova: INSTITUTO CIDADES .A pena pela restrição de liberdade.Constitui crime o fato de reduzir alguém a condição análoga à de escravo. cor. a) todas as proposições estão corretas.br . IV e V estão erradas. II . sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto. mediante cárcere privado.

gustavobrigido.II . e) não respondida. a) apenas uma das assertivas está correta. IV . c) apenas três das assertivas estão corretas.com. religião ou origem. se o crime é cometido: contra criança ou adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos. cor. cuja consumação ocorre em determinado instante. GABARITO OFICIAL: 1-D 11-C 2-D 12-B 3-E 4-D 5-C 6-D 7-D 8-A 9-C 10-B www.Trata-se de um crime instantâneo de efeitos permanentes. mas seus efeitos são irreversíveis. etnia. b) apenas duas das assertivas estão corretas. por motivo de preconceito de raça.a pena é acrescida de metade. d) todas as assertivas estão corretas.O consentimento do ofendido é irrelevante.br . III .

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