CRIMES CONTRA A PESSOA CAPÍTULO 1 – DOS CRIMES CONTRA A VIDA Art. 121 - HOMICÍDIO Art. 121.

Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. Homicídio qualificado § 2° Se o homicídio é cometido: I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; II - por motivo futil; III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido; V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena - reclusão, de doze a trinta anos. Homicídio culposo § 3º Se o homicídio é culposo: Pena - detenção, de um a três anos. Aumento de pena § 4o No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as conseqüências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003) Perdão judicial § 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. § 6o A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia privada, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio. (Incluído pela Lei nº 12.720, de 2012) 1. Conceito e objeto jurídico:

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O homicídio, nas palavras do jurista Cezar Roberto Bitencourt, “é a eliminação da vida de alguém levada a efeito por outrem”. O objeto jurídico é a vida humana extra-uterina. Para que haja o crime, não é necessário que se trate de vida viável (mesmo que a vítima tenha pouco tempo de existência, tem direito à vida), basta que a pessoa esteja viva no momento da execução do crime. A palavra “alguém” deve ser entendido como o ser humano. 2. Formas de conduta: O crime de homicídio é classificado como crime de forma livre, pois admite qualquer meio de execução e pode ser praticado por ação ou por omissão, desde que, nesse último caso, o indivíduo tivesse o dever jurídico de impedir a morte da vítima (art. 13, §2º do CP). Diferentemente do que ocorre se alguém, que não está na qualidade de garantidor, não impede a ocorrência do resultado morte, deverá responder pelo crime de omissão de socorro qualificada pela morte (art. 135, parágrafo único do CP). 3. Sujeitos do crime: Sujeito ativo do homicídio é qualquer pessoa (crime comum). Sujeito passivo pode ser qualquer ser humano nascido com vida. A vida começa com o início do parto, com o rompimento do saco amniótico. Antes do início do parto, o crime será de aborto. 4. Consumação e tentativa: O crime se consuma com a morte real da vítima (crime material), que ocorre com a morte encefálica (ou cerebral), ainda que as funções circulatória e respiratória continuem funcionando, nos termos que estabelece o art. 3º, Lei nº 9.434/97. Haverá tentativa quando o agente não conseguir matar a vítima por circunstâncias alheias a sua vontade, nos termos do artigo 14, inciso II do Código Penal. Vale ressaltar que a desistência voluntária e o arrependimento eficaz afastam a tentativa (art. 15, CP). Obs.: Tentar matar cadáver é crime impossível por absoluta impropriedade do objeto (art. 17, CP). 5. Elemento subjetivo: É o dolo genérico, denominado de animus necandi, não se exigindo nenhuma finalidade específica. O motivo que leva o agente a ceifar a vida de outrem pode caracterizar uma qualificadora ou causa de diminuição de pena. Admite-se o dolo eventual, quando o agente não quer o resultado morte, mas assume o risco de produzi-lo. 6. Homicídio Privilegiado: § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. No parágrafo 1º nós temos o doutrinariamente denominado HOMICÍDIO PRIVILEGIADO, que nada mais é que uma causa de diminuição de pena.

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Em síntese, ocorre homicídio privilegiado em três situações: quando o agente comete o crime impelido por: a) relevante valor social (valor que pertence a toda sociedade e não apenas ao autor do crime – Ex.: matar um perigoso estuprador que aterroriza as mulheres e crianças de uma cidade do interior) b) relevante valor moral (é um valor individual, pessoal, como no caso da eutanásia); (3) sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação. Como se percebe, todas as circunstâncias são subjetivas. Nessa última situação o agente deve estar sob o domínio e não apenas sob a influência (a mera influência é homicídio doloso simples com atenuante de pena do art. 65, III, “c”, CP). Também são requisitos a imediatidade entre provocação e reação e a injusta provocação (se houver injusta agressão pode configurar legítima defesa). Assim, é indispensável para a caracterização que o fato seja praticado “logo em seguida”, ou seja, momentos após a injusta provocação da vítima. Não há um prazo fixo, de sorte que deverá ser analisado no caso concreto. Sendo reconhecida a causa de diminuição de pena, é direito subjetivo do acusado, assim, o juiz, no momento da aplicação da pena, é obrigado a reduzir de um sexto a um terço. O privilégio não se comunica entre os agentes no caso de concurso de pessoas porque é uma circunstância pessoal, em consonância com a regra prevista no artigo 30 do CP. Assim, na situação em que o pai e amigo que matam o traficante que vendia drogas para o filho, apenas o pai será beneficiado dessa causa de diminuição de pena, enquanto o amigo responde pelo homicídio simples. Obs.: PRIVILÉGIO E ATENUANTE GENÉRICA - DIFERENÇAS: Essa modalidade de privilégio diferencia-se da atenuante genérica arrolada pelo art. 65, inciso III, alínea c do Código Penal, em quatro pontos, vejamos a tabela:

HOMICÍDIO PRIVILEGIADO É aplicável exclusivamente ao homicídio doloso. Exige-se que o crime seja cometido sob o domínio de violenta emoção. Pressupõe a injusta provocação da vítima. Depende de relação de imeditidade, pois o homicídio deve ser praticado logo em seguida à injusta provocação da vítima.

ATENUANTE GENÉRICA (ART. 65, III DO CP) É possível ser aplicada em qualquer crime. Basta que o sujeito ativo esteja sob a mera influência. É suficiente o ato injusto da vítima. Não se exige que a ação do sujeito ativo respeite essa relação de imediatidade.

Obs.: O crime de homicídio privilegiado (art. 121, §1º do Código Penal) é compatível com a aberratio ictus. Nesse sentido, admiti-se que o sujeito, depois de injustamente provocado, efetue disparos de arma de fogo contra o provocador, mas atinja terceira pessoa. Nesse caso, ainda assim, haverá o homicídio privilegiado, conforme a regra prevista no artigo 73 do Código Penal. (P.ex.: José dispara cinco tiros de revólver contra Joaquim, jovem de 26 (vinte e seis) anos que acabara de estuprar sua filha. Contudo, em decorrência de um problema na mira da arma, José erra seu alvo, vindo a atingir Rubem, senhor de 80 (oitenta) anos, ceifando-lhe a vida. Nesse caso, José responderá pelo crime de homicídio privilegiado. Obs.: A premeditação é incompatível com o crime de Homicídio Privilegiado, na forma do domínio de violenta emoção logo em seguida a injusta provocação da vítima. O ato de arquitetar minuciosamente a execução do crime não se compatibiliza com o domínio da violenta emoção.

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em que o médico deixa de adotar as providências necessárias para prolongar a vida do doente terminal. as qualificadoras dos incisos III e IV (meios e modos de execução) são de natureza objetiva. III . possuindo. a ocultação. fogo. II . Obs. Paga ou promessa se caracterizam no homicídio mercenário.Obs.para assegurar a execução. cinco qualificadoras. ou por outro motivo torpe. V . portador de moléstia incurável e irreversível. em estado terminal e sem previsão de cura ou recuperação pela ciência médica. por pertencerem ao fato. O parágrafo 2º contém cinco incisos e. Diz-se homicídio doloso qualificado quando presente qualquer dessas circunstâncias. em qualquer de suas formas. IV . conseqüentemente. c) Distanásia: é a morte vagarosa e sofrida de um ser humano. Atualmente. contudo.com. nessa hipótese. ainda que com sofrimento.: As qualificadoras dos incisos I.à traição. Homicídio qualificado: Homicídio qualificado § 2° Se o homicídio é cometido: I . Não é crime.mediante paga ou promessa de recompensa. prolongada pelos recursos oferecidos pela medicina. o recebimento da recompensa é prévia. Por outro lado. explosivo.072/90. Obs. ou de que possa resultar perigo comum. Os incisos III e IV dizem respeito aos meios e modos de execução do homicídio. da Lei 8. ainda se considera crime de homicídio privilegiado aquele pratica a eutanásia (eutanásia em sentido estrito ou ortotanásia). índole subjetiva. desde que tenha ingressado na esfera do conhecimento de todos os envolvidos. I .reclusão.: TRATAMENTO JURÍDICO-PENAL DA EUTANÁSIA: A eutanásia. Os incisos I. moralmente reprovável. é perfeitamente possível a existência de homicídio qualificado privilegiado. tal como consta no artigo 1º.mediante paga ou promessa de recompensa. tortura ou outro meio insidioso ou cruel.por motivo futil. p. Obs. Na paga.: Como se disse.gustavobrigido. de emboscada.ex: matar um parente para ficar com sua herança. de doze a trinta anos.com emprego de veneno. ou por outro motivo torpe.: É importante destacar que o crime de homicídio qualificado. elevando em abstrato a pena do homicídio para 12 a 30 anos. até o seu fim natural. não se comunicam aos demais coautores ou partícipes. 7. por pertencerem à esfera íntima do agente. Motivo torpe é o motivo repugnante. ainda que cometido por um só agente. a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena . II e V. comunicam-se no concurso de pessoas. asfixia. inciso I. é crime hediondo. portanto. www. II e V relacionam-se aos motivos do crime. em sentido amplo.br . ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido. em face da regra delineada pelo artigo 30 do Código Penal. Já o crime de homicídio simples. pode ser fracionada em duas espécies distintas: a) Eutanásia em sentido estrito: é modo comissivo de abreviar a vida da pessoa portadora de doença grave. o crime não será hediondo. por se tratar de meio capaz de arrastar a existência da vida humana. deve ser praticado em atividade típica de grupo de extermínio. b) Ortotanásia: é a eutanásia por omissão. para ser considerado hediondo. Já na promessa de recompensa o pagamento é ajustado para um momento posterior à execução do crime. O executor recebe a vantagem e depois pratica o homicídio.

é preciso ressaltar a intenção do agente sempre foi ceifar a vida da vítima. não qualifica o crime. assim.à traição. segundo as condições especiais da vítima. para tanto. II . Aqui. Fútil é o motivo insignificante.455/97. Ex. No caso do homicídio qualificado pela tortura. tortura ou outro meio insidioso ou cruel. A traição que qualifica o homicídio pode ser física (disparo pelas costas. além de matar.gustavobrigido.144-RJ). Só se aplica se o veneno foi introduzido na vítima sem o seu conhecimento.br . com um travesseiro no rosto. por si só. mas que não chega a configurar uma tortura.No chamado homicídio mercenário não é necessário que haja o recebimento da recompensa. §1º da Lei 9. utilizando-se. não são considerados motivos torpes para fins de qualificação o crime de homicídio. asfixia. é qualquer substância capaz de causar um perigo real a vida da vítima. ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. Já a dissimulação o agente esconde ou disfarça o seu propósito para apanhar a vítima desprotegida. basta a mera promessa. fogo. Não devemos. Prevalece o entendimento de que essa recompensa deve ser patrimonial. através de estrangulamento. Veneno. por exemplo) ou indireto (quando a vítima fica impedida de exercer o movimento do tórax. Obs. Observe que essa qualificadora não será cabível na hipótese de ataque frontal e de repentino.por motivo fútil. Emboscada é a tocaia. www. o agente se vale da confiança que a vítima nele previamente depositava. enquanto estavam num show. o agente se esconde e pega a vítima de surpresa. portanto. IV . Observe que a ausência de motivo não deve ser equipara ao motivo fútil. III . de emboscada. previsto no artigo 1º.: o indivíduo que mata outro por ter sofrido uma pisada no pé. para fins penais. Nessa qualificadora. a asfixia tóxica pode verificarse pelo uso de gás asfixiante. Se for ministrado à força poderá caracterizar o meio cruel. ou de que possa resultar perigo comum. banal. confundir como crime de tortura qualificado pela morte.: a vingança e o ciúme. causa perigo a um número indeterminado de pessoas. O perigo comum ocorre o agente. Uma substância teoricamente inócua pode assumir a condição de venenosa. Asfixia é o impedimento direto (quando são obstruídas as vias respiratórias.com. sem que a vítima tenha conhecimento que vai ser atacada) ou moral (atrair a vítima para um precipício). que é um crime preterdoloso. HC 99. Respondem pelo crime qualificado o que praticou a conduta e o que pagou ou prometeu a recompensa (STJ. explosivo. o meio da tortura. Meio insidioso é um meio dissimulado e o meio cruel é aquele que causa sofrimento desnecessário à vítima.com emprego de veneno. por exemplo) da função respiratória da vítima. Por sua vez.

: PLURALIDADE DE QUALIFICADORAS: Na hipótese de estarem presentes duas ou mais qualificadoras (ex. É consequencial quando praticado para ocultar a prática de outro ilícito ou para assegurar a impunidade ou vantagem do produto. §3º do CP. Exemplos: Matar o segurança de um empresário para em seguida seqüestrá-lo. relacionada à motivação do agente. o bandido mata uma testemunha que presenciara a prática do crime. que pratica um homicídio para assegurar a execução. a ocultação. finalidade última do agente.para assegurar a execução. impunidade ou vantagem de uma contravenção penal. de acordo com o entendimento dominante. Em contrapartida. A doutrina convencionou chamar de qualificadora por conexão. não qualifica o crime de homicídio. pois o dispositivo fala apenas em crime. Estuprar uma mulher e depois matá-la para não ser reconhecido como autor do crime contra a dignidade sexual. Obs.gustavobrigido. é importante destacar que. Obs. exemplificativamente. Obs.: O entendimento doutrinário majoritário e a jurisprudência do STF e do STJ sustentam a compatibilidade entre a causa de diminuição de pena (privilegiadora do crime de homicídio) e as qualificadoras. por si só.: O emprego de arma de fogo. Obs.: homicídio qualificado pelo motivo torpe e pelo meio cruel).: A qualificadora por conexão não dever ser caracterizada na hipótese em que o homicida deseja assegurar a execução. pois é uma condição natural e não um recurso criado pelo homicida. a impunidade ou a vantagem de outro delito. preço ou proveito dele" 7. A superioridade física do agressor em relação a vítima também não qualifica o homicídio. É o que ocorre. em que o agente mata para roubar a vítima. o crime de homicídio privilegiado qualificado não é crime hediondo.Finalmente. a impunidade ou vantagem de outro crime: Cuida-se de mais uma qualificadora de natureza subjetiva. a ocultação. há crimes específicos e que afastam a qualificadora do homicídio quando o sujeito elimina a vida de alguém para assegurar a execução de outro crime. e as demais como agravantes genéricas. De acordo com o eminente autor. www.: A premeditação do crime não qualifica o homicídio por falta de amparo legal. Matar o coautor do crime de extorsão mediante seqüestro para ficar com todo valor recebido a título de resgate. deverá responder pelo crime do artigo 157. outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima é uma fórmula genérica que indica qualquer outro meio análogo à traição. Depois de furtar um estabelecimento comercial. à emboscada e à dissimulação (ex. V .com.1 – Observações finais: Obs.: matar a vítima enquanto esta dorme.: Em situações expressamente previstas em lei. o privilégio é incompatível com as qualificadoras subjetivas. ocultação. Nessa situação. o magistrado deve utilizar uma delas para qualificar o crime. Leciona Mirabete que essa qualificadora se divide em casos de conexão teleológica e consequencial. quando se encontra em estado de embriaguez). "ocorre a conexão teleológica quando o homicídio é meio para executar outro crime. no latrocínio. Obs. Ademais. consoante posição consolidada do Supremo Tribunal Federal.br . desde que sejam as de natureza objetiva (relacionada aos meios e modo de execução).

o homicídio culposo comporta o benefício da suspensão condicional do processo. responde pelo crime do art.: deixar uma arma de fogo carregada ao alcance de outras pessoas) ou imperícia (falta de habilidade ou conhecimento para a prática de ofício. tração animal (carroça) ou ciclomotor (anexo I do CTB) e matar alguém.: cirurgião plástico que mata sua paciente por falta de habilidade para realizar o procedimento médico). e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.741. Assim. Ademais. arte ou ofício. por ser um crime de natureza culposa. Assim. (Redação dada pela Lei nº 10.ex. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima.com. Obs. qualquer pessoa que tenha agido de forma culposa.: lembre-se que todo crime culposo (salvo em relação a culpa imprópria) . O homicídio culposo.) É importante destacar que o sujeito ativo precisa conduzir veículo automotor (não basta que esteja no trânsito).ex. No homicídio culposo o agente não quer matar a vítima (dolo direto) nem assume o risco de matá-la (dolo eventual). Homicídio culposo: Homicídio culposo § 3º Se o homicídio é culposo: Pena .503/97: Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor: Penas detenção. desde que presente os demais requisitos previstos no artigo 89 da Lei 9.8.099/95. não procura diminuir as conseqüências do seu ato. 302 da Lei nº 9. por negligência (deixar de adotar as cautelas necessárias – p. trata-se de um tipo penal aberto. deverá responder pelo resultado morte. Se o crime for praticado na direção de veículo automotor configura o homicídio culposo estabelecido no CTB (art. a pena é aumentada de 1/3 (um terço). Sendo doloso o homicídio.br . Assim. arte ou profissão – p. de 2003) www. inclusive o crime de homicídio culposo.detenção. de um a três anos. 121. é incompatível a tentativa. Obs. por exemplo). Destaque-se que não existe a compensação de culpas no direito penal. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão.ex: manusear arma de fogo carregada em local com grande concentração de pessoas). ou foge para evitar prisão em flagrante. é sempre bom lembrar que na culpa exclusiva (total) da vítima não há crime (a vítima se joga por cima do carro. só será homicídio culposo quando o resultado morte ocorrer por imprudência (agir descuidado – p. CP. 9. de dois a quatro anos. se o agente estiver na condução de veículo de tração humana (bicicleta). Causa de aumento de pena: Aumento de pena § 4o No homicídio culposo. mas na culpa concorrente o juiz pode atenuar a pena do agente (a vítima atravessa fora da faixa de pedestre e o agente mata porque está em alta velocidade).: em face da pena mínima cominada de um ano. § 3º.gustavobrigido. a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos.

Perdão judicial: www. Nesse caso. Exemplo: “A” mata “B”. ameaçado de ser linchado. d) Fugir para evitar prisão em flagrante: mais uma causa de aumento de pena. são duas causas de aumento de pena que dizem respeito a idade da vítima ao tempo do crime (teoria da atividade – art. é perfeitamente possível a incidência conjunta dessa causa de aumento de pena. alínea b do Código Penal. “A” não conduz a vítima ao hospital. deve responder por homicídio culposo com a pena aumentada. Exemplo: O agente. seja por questões físicas ou psicológicas (p.: Segundo o STF. o sujeito não reúne conhecimentos teóricos ou práticos para o exercício de arte. arte ou ofício: essa inobservância regulamentar não se confunde com a imperícia. não será aplicada. que era justificável. a pena é aumentada de 1/3. Na imperícia.br . Obs. no homicídio culposo cometido com imperícia médica.Aqui no parágrafo 4º. 4º do CP).ex. essa causa de aumento de pena não incide quando o sujeito deixou de prestar socorro porque não tinha condições de fazê-lo. se o agente desconhecia a idade ou agiu em erro de tipo sobre tal circunstância. relativa a inobservância de regra técnica de profissão. b) Deixar de prestar imediato socorro a vítima: essa causa de aumento de pena relaciona-se as pessoas que por culpa contribuíram para a produção do resultado. Acrescenta-se. e duas causas aplicáveis ao homicídio doloso. c) Não procurar diminuir as conseqüências do seu ato: trata-se de desdobramento da causa de aumento de pena anterior. aplicada apenas para o crime de homicídio culposo.: Segundo a jurisprudência. Causa de aumento de pena para o homicídio doloso: Conforme se extrai do parágrafo 4º. Assim. profissão ou ofício (p. Passemos a análise de cada um deles: Causas de aumento de pena para o homicídio culposo: a) Inobservância de regra técnica de profissão. se ao tempo do crime a vítima era menor de 14 anos ou maior de 60 anos de idade. Observe que essa causa de aumento de pena só se aplica para o profissional. e não tenham prestado imediato socorro à vítima. conforme o entendimento do STJ.: Essa causa de aumento de pena deve ser compreendida pelo dolo do agente.: médico ortopedista que mata o paciente ao efetuar uma cirurgia cardíaca). Já nesta causa de aumento de pena.com. de 13 anos de idade. e não por homicídio culposo em concurso com a omissão de socorro. arte ou ofício.: ameaça de linchamento). Loco. o Código Penal arrola quatro causas de aumento de pena aplicáveis somente ao homicídio culposo.ex. ainda. não presta imediato socorro a vítima. que dela se apodera e efetua um disparo contra a própria cabeça. Obs.gustavobrigido. acreditando sinceramente ter a vítima 15 anos de idade. mas por desídia não as observa (exemplo: cardiologista não segue as regras básicas de uma cirurgia de coração). 10. Exemplo: “A” deixa uma arma de fogo municiada em local acessível a uma criança. o agente dota das habilidades necessárias para o desempenho da atividade. que quando o responsável pelo homicídio culposo presta socorro à vítima. e ela vem a morrer. não se aplica a atenuante genérica definida pelo artigo 65. Não incidirá a causa de aumento de pena. inciso III. Obs. mas afastou-se do local do crime e não pediu qualquer ajuda da autoridade pública.

da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal. cuja pena varia de 6 a 20 anos. previsto no caput do artigo 121.720. Lei nº 8. Assim. autoridades públicas.gustavobrigido. além de testemunhas de crimes. organizações paramilitares e esquadrões. com respaldo no artigo 107. responsáveis por chacinas. É diferente. Obs. não é crime hediondo. do perdão do ofendido. ainda que executado por apenas um dos integrantes do grupo (art. isto é. ou por grupo de extermínio. deverá responder pelo crime definido pelo artigo 29 da Lei 7.2 . Por fim. não gera reincidência. 12. seus familiares (p. por analogia “in bona partem”. portanto. policiais e dissidentes de quadrilhas. inciso IX do CP. mas as conseqüências desse crime lhe são tão graves que a punição desponta como desnecessária. não subsistindo qualquer efeito condenatório.1 . não autoriza o lançamento do nome do réu no rol dos culpados e não configura a obrigação de reparar o dano provado pelo crime.ex. do Senado Federal. 1º.O homicídio doloso simples. não precisa ser aceito pelo réu para produzir seus efeitos.072/90). Entretanto.com. o benefício não poderá ser negado se estiverem presentes seus requisitos legais. Obs. I. de 2012) O parágrafo 6º é fruto de recente alteração legislativa dada ao Código Penal pela Lei nº 12. A gravidade e a extensão das conseqüências da infração devem ser analisadas na situação concreta. predomina que cabe o perdão judicial no homicídio culposo do CTB. em regra. nas quais são mortos civis. com maior rigor.720/12.Na hipótese de homicídio culposo. o juiz poderá deixar de aplicar a pena. O perdão judicial deverá ser concedido na sentença. tal como estabelece a Súmula 18 do Superior Tribunal de Justiça. se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. www. Podem atingir o próprio autor da conduta culposa (p.: ficar paraplégico).: o perdão judicial é ato unilateral. (Incluído pela Lei nº 12. aplicável nos crimes de ação penal privada e que dependem de aceitação pelo autor da infração penal.ex. a ação grupos de extermínio. 11. sob o pretexto de prestação de serviço de segurança. Obs.br .170/1983 – Crimes contra a Segurança Nacional.: pai que por negligência esquece seu filho de puçá idade no interior do automóvel).Aquele que mata dolosamente o Presidente da República. Observações finais Obs. Trata-se de causa de extinção de punibilidade. aplicável nos casos em que o sujeito produz culposamente a morte de alguém.: Embora não previsto expressamente. Causa de aumento de pena: § 6o A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia privada. será hediondo quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio. milícias. A idéia é reprimir. Essa sentença possui natureza jurídica de declaratória de extinção da punibilidade.Perdão judicial § 5º .

ART.reclusão.se a vítima é menor ou tem diminuída. 2. por qualquer causa. 1.: quanto a forma de participação em suicídio no ato de auxiliar.se o crime é praticado por motivo egoístico. no todo ou em parte. grupo nacional. não há o crime. 3. não há o crime.gustavobrigido. trata-se de crime contra a humanidade. realizar a conduta apta a eliminar a vida da vítima.: induzir criança de 04 anos a atirar contra si). INSTIGAÇÃO OU AUXÍLIO AO SUICÍDIO Art. Obs. II . em virtude do princípio da alteridade. Não há tentativa. secundária. porque se o suicida não morre nem sofre lesão grave. O sujeito não pode. Cuida-se de crime condicionado. instigar (reforçar uma idéia já existente) ou auxiliar (prestar auxílio material parao suicida) que terceiro se suicide. racial ou religioso. O sujeito passivo é qualquer pessoa. Se a vítima não tem capacidade de entender que está se suicidando.br . em hipótese alguma. 122 . 4. o agente responde por homicídio (p. Se não sofre lesão ou sofre apenas lesão leve. sob pena de incorrer no crime de homicídio. não considera crime a pessoa que se suicida ou tenta se suicidar.Obs. Conforme o STF. com a intenção de destruir. a capacidade de resistência. se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave. se o suicídio se consuma. desde que tenha capacidade mental de entender que está eliminando a própria vida.com. pratica o crime de genocídio definido pela Lei 2. Sujeitos do crime: O sujeito ativo é qualquer pessoa (crime comum). não cometendo. Só responde pelo crime do artigo 122 do CP aquele participa no ato de induzir (cria a idéia na mente alheia. e não contra a vida. portanto. Parágrafo único . crime nenhum.Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça: Pena .3 – Aquele que mata membros de um grupo.889/56.ex. de um a três anos. ou reclusão. de dois a seis anos. até então inexistente). Considerações iniciais: O direito penal. étnico. Elemento subjetivo: www. é importante que este seja em atividade acessória.A pena é duplicada: Aumento de pena I . 122 – INDUZIMENTO. Só há o crime se a conduta foi exercida contra pessoa certa e determinada (autor de livro que escreve obra sugerindo às pessoas o suicídio não configura o delito). Consumação e tentativa: A consumação ocorre se o suicida morrer ou sofrer lesão grave.

O crime é punido apenas a título de dolo. Se alguém, culposamente, dá uma notícia para a vítima que não deveria e a vítima se suicida, não há crime. 5. Pacto de morte: No pacto de morte há um acordo celebrado entre duas pessoas que desejam se matar. Contudo, nas hipóteses em que há sobrevivência de uma delas ou de ambas, resolvem-s da seguinte maneira, nas palavras do jurista Cléber Masson: a) se o sobrevivente praticou atos de execução da morte de outro, ele será imputado o crime de homicídio; b) se o sobrevivente somente auxiliou o outro a suicidar-se, responderá pelo crime de participação em suicídio; c) se ambos praticarem atos e execução, um contra o outro, e ambos sobreviveram, responderão os dois por tentativa de homicídio; d) se ambos se auxiliarem mutuamente e ambos sobreviverem, a eles será atribuído o crime de participação em suicídio, desde que resultem lesões corporais de natureza grave; e) se um deles praticou atos de execução da morte de ambos, mas ambos sobreviveram, aquele responderá por tentativa de homicídio, e este por participação em suicido, desde que o executor, em razão da tentativa, sofra lesão corporal de natureza grave. Aumento de pena I - se o crime é praticado por motivo egoístico; II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência. A pena daquele que auxilia, instiga ou induz alguém a suicidar-se será aumentada se o crime é praticado por motivo egoístico ou se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência a) Motivo egoístico: é aquele motivo individualista, com intenções de satisfação pessoal (p.ex.: o sujeito que estimula um colega de trabalho que enfrenta problemas depressivos a suicidar-se, e assim ficar com seu cargo na empresa. b) Vítima menor: é a pessoa com idade entre 14 e 18 anos de idade. Assim, se a conduta de auxiliar, instigar ou induzir for em face de pessoa com idade entre 14 e 18 anos, haverá a aplicação da causa de aumento de pena prevista no inciso II. A causa de aumento de pena, nessa hipótese, se justifica na maior facilidade que pessoas nessa faixa etária apresentam para serem convencidas por outrem a suicidar-se. Obs.: A interpretação de que vítima menor é aquele que possui idade entre 14 e 18 decorre da aplicação analógica ao que dispõe o artigo 217-A do Código Penal, com redação dada pela Lei nº 12.015/09. Com efeito, a pessoa com idade inferior a 14 anos não tem maturidade suficiente para a prática de um ato sexual, também não a possui para dispor da sua própria vida. Obs.: Muita atenção!!! Se a vítima for pessoa com idade inferior a 14 anos, o crime será de homicídio, já que esta não teria qualquer capacidade de discernimento sobre o ato que foi instigada, auxiliada ou induzida a participar (p.ex: induzir uma criança de 6 anos de idade a pular de um prédio, afirmando que esta iria criar asas e se tornar um super-herói)

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c) Vítima que, por qualquer causa, tem diminuída a capacidade de resistência: é a pessoa que por algum motivo não relacionada a idade, possua maior possibilidade de ser influenciada a se suicidar. Essa menor resistência pode ser provocada por enfermidade, como também por efeitos do álcool ou de drogas. ART.123 - INFANTICÍDIO Art. 123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: Pena - detenção, de dois a seis anos. 1. Considerações iniciais: Trata-se de um crime em que se mata alguém, tal como no artigo 121, mas o legislador estabeleceu penas menores, pelo fato de ser praticado pela mãe contra o seu próprio filho, durante o parto ou logo após, influenciada pelo estado puerperal. 2. Sujeitos do crime: O Sujeito ativo é a mãe da vítima em estado puerperal, daí se fala que é um crime próprio. O sujeito passivo é apenas o filho da mãe puérpera, que esteja nascendo ou que já nasceu. Por esta razão, a doutrina o denomina como crime bipróprio, pois exige uma qualidade especial do sujeito ativo e do sujeito passivo. Obs.: Se a mãe, em estado puerperal, matar um adulto, deverá responder pelo crime de homicídio. Se a mãe, influenciada pelo estado puerperal e logo após o parto, mata outra criança, que acreditava ser seu filho, responde por infanticídio. É o que a doutrina denomina de infanticídio putativo. Alguns autores sustentam, que nessa possibilidade, haverá erro quanto a pessoa, sem, contudo, haver qualquer alteração prática. Obs.: não há critério seguro para determinar o tempo de estado puerperal. Assim, a presença desse estado de abalo materno em razão do parto. O parto tem início com a dilatação, instante em que se evidenciam as dores e dilatação do colo do útero. Em seguida há a fase de expulsão, no qual o nascente impelido para fora do útero. E, finalmente, há a expulsão da placenta, findando o parto. Assim, a morte do nascente, em qualquer dessas fases, em razão do estado puerperal que acomete a parturiente, está caracterizado o infanticídio. Obs.: Não cabe agravante do art. 61, II (crime cometido contra descendente), neste caso 3. Estado puerperal: É uma perturbação psicopatológica aguda, de caráter transitório, que, em conseqüência do trabalho de parto e de determinados fatores psicológicos, fisiológicos e sociais, leva a parturiente, no período compreendido entre a fase expulsiva do feto e os primeiros minutos seguidos à eliminação da placenta, a cometer infanticídio por ter sido atingida profunda e parcialmente a sua consciência. Prevalece o entendimento no sentido de ser desnecessária perícia para constatação do estado puerperal, por se tratar de efeito normal e inerente a todo e qualquer parto. Todavia, quando a mãe retira a vida do recém nascido, após um prazo considerável do parto, a perícia deverá ser realizada para verificar a existência do estado puerperal para caracterização do crime.

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3. Infanticídio e concurso de pessoas: A condição pessoal do “estado puerperal” é elementar do tipo penal e, portanto, comunica-se ao terceiro coautor ou partícipe (art. 30, CP). Assim, o pai que ajuda a mãe puérpera a matar o seu próprio filho, também cometerá o crime de infanticídio. 4. Inimputabilidade da gestante: Se a parturiente, completamente perturbada psicologicamente, dada a intensidade do seu estado puerperal, considerado aqui como de nível máximo, provocar a morte de seu filho durante o parto ou logo após, deverá ser tratada como inimputável, afastando-se, outrossim, a sua culpabilidade e, conseqüentemente, a própria infração penal. ART. 124 AO ART. 128 – ABORTO E SUAS MODALIDADES Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena - detenção, de um a três anos. Aborto provocado por terceiro Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de três a dez anos. Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de um a quatro anos. Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não é maior de quatorze anos, ou é alienada ou debil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência Forma qualificada Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte. Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico: Aborto necessário I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante; Aborto no caso de gravidez resultante de estupro II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.

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Crime de aborto provocado por terceiro (art. Considerações iniciais: O aborto é a interrupção da gravidez. não admite co-autoria (mas admite a participação). 126. sem o consentimento da gestante: Pena . que lhe fora fornecido pelo seu namorado. Um primeiro. na segunda parte. e. inclusive. inicia a partir da nidação.ex. não. da pílula do dia seguinte. que estará caracterizado quando o aborto é praticado com o consentimento da gestante.: no crime previsto no artigo 124. A gravidez. mais grave.ex.Provocar aborto. não constitui crime algum. que é o memento em que o óvulo fecundado é implantado no útero. b) quando a vítima prestou consentimento. 3. que estará caracterizado quando o aborto é praticado sem o consentimento da gestante. mas este não surte efeitos válidos. Obs. Trata-se de um crime de dupla subjetividade passiva. Temos. 125 e 126 do CP): O código penal estabelece dois crimes.br . que foi adotada pelo artigo 29 do Código Penal. 124 do CP): O artigo 124 do Código Penal traz duas modalidades do crime de aborto que só podem ser praticados pela gestante. consoante entendimento majoritário da doutrina. 125 do CP: Aborto provocado por terceiro Art. o crime de aborto consentido É crime de mão-própria e. 2. 125 . uma exceção à teoria monista ou unitária. que o uso de meios contraceptivos.: gestante menor de 14 anos de idade ou alienada ou débil mental que consente para que outro provoque o aborto) ou porque o consentimento foi adquirido mediante fraude. temos o crime de auto-aborto e. Obs. na forma de coautoria. Esse crime pode concretizar-se em duas hipóteses: a) não houve qualquer consentimento da gestante (ex.: agressão do antigo namorado que a engravidou). de três a dez anos. www. pois há duas vítimas. ambos do CP.gustavobrigido. como responde o partícipe? Além de responder por este delito (participação em auto-aborto) responderá por lesão culposa ou homicídio culposo. o coautor deverá responder pelo crime do artigo 126. Perceba que a gestante que autoriza que outro lhe provoque o aborto responde pelo art. um segundo.Aborto praticado por terceiro sem o consentimento da gestante – Art. só será cabível concurso de pessoas na hipótese de partícipe. 3. Na primeira parte.com. grave ameaça ou violência. Havendo coautoria. o feto e a gestante. e. Por isso.reclusão.1. Crime de auto aborto e de aborto consentido (art.1 . 124 e a pessoa que provoca (p. portanto. da qual resulta a morte antecipada do feto.: o médico) responde pelo art. seja por alguma característica da mãe (p.: Se ocorrer morte ou lesão grave da gestante. Exemplo: a mulher grávida ingere medicamento abortivo. portanto.

responderá pelo crime do artigo 126 do Código Penal (p. ele responderá pode um único crime. e são duplicadas. como de lesionar gravemente ou matar a mãe.: a recepcionista da clínica médica clandestina) 4. Parágrafo único. Causa de aumento de pena: Art. 126 . lhe sobrevém a morte. 124 do CP (p. haverá dois (ou três) crimes de aborto.As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço. se a gestante não é maior de quatorze anos. 5. acaba produzindo lesão corporal de natureza grave ou mesmo a morte da gestante. 128 do CP): Art. 128 . 3. Obs. 124. uma exceção a teoria monista.: se a mãe está grávida de gêmeos (ou trigêmeos). o partícipe responderá pelo art.ex. Se. Por outro lado. Temos. 126 do CP: Art. se o agressor ignorava esse fato.gustavobrigido. portanto. ou se o consentimento é obtido mediante fraude. no entanto.br . o agente responderá pelo crime de aborto em concurso com o crime de lesão corporal grave ou homicídio. se. é impunível. por qualquer dessas causas. 127 . o agente queria causar o aborto.ex. pelo princípio da alteridade. Não se aplica ao aborto do art. tal como foi afirmado anteriormente. a gestante sofre lesão corporal de natureza grave.reclusão. se. vez que a autolesão. aquele que pratica as manobras abortíferas responderá pelo artigo 126 do CP. Aplica-se a pena do artigo anterior.2 – Aborto praticado por terceiro com o consentimento da gestante – Art. por qual crime responde? Resposta: Depende de sua conduta. em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo. Se vinculada ao consentimento da gestante.se não há outro meio de salvar a vida da gestante. respectivamente. Em outras palavras. se o partícipe concorrer para a conduta do terceiro que provoca o aborto.Obs. e essa circunstância for do conhecimento do terceiro.Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena . ou é alienada ou debil mental. www. mas por culpa. grave ameaça ou violência Quando o aborto é praticado por terceiro com o consentimento da gestante.: familiares que auxiliam financeiramente a gestante para custear as despesas do aborto em uma clínica clandestina). em concurso formal impróprio (artigo 70 do CP). tinha dolo (eventual ou direto) de tanto causar o aborto. responderá pelo artigo 124 do CP. Trata-se de uma causa de aumento de pena que só deve ser aplicada na hipótese de crime de aborto preterdoloso.: e o partícipe.com.Não se pune o aborto praticado por médico: Aborto necessário I . A causa de aumento de pena do artigo 127 do CP somente se aplica aos tipos dos artigos 125 e 126. Aborto legal ou permitido (art. Contudo. de um a quatro anos. ao passo que a gestante que consentiu.

Assim. na hipótese. os ministros descriminalizaram o ato de colocar fim à gravidez nos casos em que o feto não tem o cérebro ou a parte vital dele. vida a ser protegida. não se trata de aborto porque não há a possibilidade de vida do feto fora do útero. Obs.: na hipótese do inciso I.se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou. Para sete dos dez ministros que participaram do julgamento. as mulheres não precisam mais de decisão judicial que as autorize. quando não houver outro meio de salvar a vida da gestante.: no aborto sentimental. ético ou piedoso). relator da ação em julgamento. Obs. no dia 12/4/12. já que se trata de estado de necessidade. Basta o médico. os ministros decidiram que médicos que fazem a cirurgia e as gestantes que decidem interromper a gravidez não cometem qualquer espécie de crime. não há necessidade de autorização judicial para que o médico proceda ao aborto. de seu representante legal. pois. no caso. não há crime pelo fato de serem hipóteses admitidas pelo ordenamento jurídico. Contudo. ministro Celso de Mello. Essa é outra questão. pontuou: “Não estamos. permitindo a prática do aborto. Por oito votos a dois. mas considerou. o aborto de feto anencéfalo pode se encaixar nas hipóteses de exceção previstas no Código Penal em que o aborto não é considerado crime — no caso. Se não há. um conflito apenas aparente entre direitos fundamentais já que não há qualquer possibilidade de o feto sem cérebro sobreviver fora do útero www. que poderá vir a ser submetida a esta corte em outro momento. Na prática. na hipótese do inciso II. mediante a presença de provas seguras acerca da existência do crime. As situações descritas no artigo 128 são causas especiais de exclusão de ilicitude. O decano do tribunal. o aborto precisa ser.com.Aborto no caso de gravidez resultante de estupro II . e de aborto sentimento (humanitário. A doutrina denomina de aborto necessário. na regra que possibilita o aborto em caso de risco à saúde da mãe. que a interrupção da gravidez de feto anencéfalo não pode sequer ser chamada de aborto. Em síntese. declaração da mulher. com esse julgamento. não há necessidade de condenação do estuprador ou existência de ação penal. O ministro Gilmar Mendes votou pela descriminalização da prática. no que alguns ministros chamaram de o "julgamento mais importante de toda a história da corte".gustavobrigido. depoimentos das testemunhas. inquérito policial etc. para quem “anencefalia e vida são termos antitéticos”. que se trata de aborto. quando incapaz. o aborto poderá ser praticado por qualquer pessoa. praticado por médico. embora o aborto praticado constitua fato típico. Prevaleceu o voto do ministro Marco Aurélio. tais como boletim de ocorrência. o crime é impossível. Basta o diagnóstico de anencefalia do feto. “Aborto” de feto anencéfalo – ADPF 54: O Supremo Tribunal Federal decidiu. sim. Para interromper a gravidez de feto anencéfalo. O ministro afirmou que existe. Para o ministro. nada justifica a restrição aos direitos da gestante”. quando a gravidez resulta de estupro.br . Mas venceu a tese de que a interrupção de gestação de feto sem cérebro não pode sequer ser considerada aborto. obrigatoriamente. 6.

tortura ou outro meio insidioso ou cruel.Exame de Ordem Unificado Assinale a alternativa correta a) Aquele que.Cabo Uma pessoa desferiu em outra. INFANTICÍDIO E HOMICÍDIO – STJ: Iniciado o trabalho de parto.da mãe. www. dada a menor reprovabilidade da conduta. d) à traição. por exemplo. porém.Agente de Polícia . Para configurar o crime de homicídio ou infanticídio. d) Há homicídio privilegiado quando o agente atua sob a influência de violenta emoção. julgado em 23/10/2012. mas nada consegue obter porque tal sepultura estava vazia. Os ministros decidiram que não. HC 228. O que estava em jogo. disse Marco Aurélio. desejando subtrair ossadas de urna funerária. 03 .998-MG. veio a óbito por infecção hospitalar. os batimentos cardíacos. não pratica o crime descrito no art. 7.Prova: FGV . ou de que possa resultar perigo comum. uma semana depois. 210 do Código Penal: crime de violação de sepultura. c) O homicídio culposo. permite a compensação de culpas. A maioria.gustavobrigido. 02 . e) tentativa de homicídio. é saber se a mulher que interrompe a gravidez de feto em caso de anencefalia tem de ser presa. Rel.OAB . de emboscada. O ministro Gilmar Mendes propôs que o Supremo recomendasse ao Ministério da Saúde que editasse uma norma de segurança para que o diagnóstico seja seguro. ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. especificamente com a segurança do diagnóstico de anencefalia. não há crime de aborto.2010 .: DIFERENÇAS ENTRE O CRIME DE ABORTO. Min. explosivo. Marco Aurélio Bellizze. querendo ceifar sua vida. e) para assegurar a execução. d) homicídio qualificado. c) homicídio simples. a impunidade ou vantagem de outro crime. b) lesão corporal grave. rejeitou a proposta após uma longa discussão. asfixia. b) O crime de infanticídio. ou por outro motivo torpe.Prova: INSTITUTO CIDADES .br . a ocultação. alguns golpes de faca. LISTA DE EXERCÍCIOS – DOS CRIMES CONTRA A VIDA: 01 .2012 . O crime praticado por quem esfaqueou foi: a) lesão corporal seguida de morte. b) por motivo fútil c) com emprego de veneno. não é necessário que o nascituro tenha respirado.DPE-GO .Prova: NUCEPE . contudo. viola sepultura. A vítima foi socorrida e levada ao pronto socorro. notadamente quando.Defensor Público O homicídio é qualificado pela conexão quando é cometido a) mediante paga ou promessa de recompensa. iniciado o parto.com. Observações finais: Obs.2012 . mas sim homicídio ou infanticídio conforme o caso. existem outros elementos para demonstrar a vida do ser nascente. fogo. não admite coautoria. por tratar-se de crime próprio.PM-PI . Os ministros se mostraram preocupados com a execução da decisão.

Mévio é informado do episódio e fica bastante feliz com a brutal morte de Adolfo. a) Mévio deverá ser condenado por homicídio culposo. tendo um espasmo. d) Mévio não comete crime algum.2012 . o motorista deverá ser responsabilizado pelo crime de a) lesão corporal grave. e) homicídio doloso. e) admite o perdão judicial.Prova: CESPE . d) homicídio culposo. assinale a alternativa correta. considerando-se ainda as condições e qualidades da vítima.Prova: FCC . c) lesão corporal seguida de morte. durante um desses ataques. foi estuprada por um desconhecido. não com as subjetivas.com.04 . com 21 (vinte e um) anos. www. já que havia inexigibilidade de conduta diversa.Promotor de Justiça Em relação ao homicídio.TJ-MG . Nessa situação hipotética. que é vizinho às residências de ambos. 07 . Maria provocou aborto em si mesma. o pedestre faleceu cinco dias após o acidente.Assessor Jurídico Mévio sofre de sonambulismo e seus ataques são frequentes. c) Mévio deverá ser absolvido. que percorria.TJ-PR . seu desafeto.2012 . b) de mão própria. acaba empurrando Adolfo de um penhasco.PC-SP . d) de concurso necessário.Prova: TJ-PR .Prova: PC-SP .Delegado de Polícia O aborto provocado pela gestante é crime a) formal. resultou gravidez. trecho de movimentada via pública onde a velocidade máxima permitida era de 50 km/h.Juiz Maria da Piedade. sem ter nenhuma consciência nem lembrança do que ocorreu. não tomou nenhuma providência perante a polícia. c) premeditação constitui circunstância qualificadora.br . 05 . em consequência das lesões sofridas com o atropelamento. diante de absoluta ausência de conduta humana. a 150 km/h. d) o erro quanto à pessoa não isenta de pena. b) Mévio deverá ser condenado por homicídio doloso. embriagado. c) de conduta vinculada. 08 .2011 . 06 . dirige-se ao exterior de sua casa e. é correto afirmar que a) o privilégio da violenta emoção pode concorrer com as qualificadoras objetivas.Auxiliar Judiciário Determinado motorista. Mévio se levanta.MPE-AP . mesmo que conheçam a motivação.2012 . Única vítima. Desse fato. atropelou e feriu gravemente um pedestre que circulava pela calçada.Prova: VUNESP . e) de mera conduta. b) as qualificadoras relativas aos motivos do crime não se comunicam aos coautores.TJ-AL . Envergonhada com o fato. se privilegiado. b) lesão corporal culposa. Em determinada noite.2012 . Ao acordar. o Ministério Público ou a justiça. Diante dos fatos narrados. Adolfo falece em virtude de lesões decorrentes da queda.gustavobrigido.

e) De acordo com a jurisprudência do STJ. jovem de 26 (vinte e seis) anos que acabara de estuprar sua filha. A esse respeito. agravado por ser a vítima maior de 60 (sessenta) anos. b) Praticou o crime de aborto. senhor de 80 (oitenta) anos. 09 – Prova: FCC . segundo a jurisprudência do STJ.2ª REGIÃO . 10 .2011 . a respeito dos crimes contra a pessoa. c) No homicídio mercenário.Defensor Público Assinale a opção correta. considerada circunstância judicial desfavorável. vendo que Pedro continuava vivo. ocorrerá independentemente de o agente ter agido de forma preordenada. descrito no artigo 124 do Código Penal Brasileiro.TJ-PI . c) O aborto sentimental pode ser praticado pela própria vítima.com.2012 . no delito de homicídio. em decorrência de um problema na mira da arma. uma pode ser utilizada para caracterizar a qualificadora e a outra. não ao mandante.br . emboscada.DPE-MA . b) lesão corporal seguida de morte. d) Agiu impelida por relevante valor social. José erra seu alvo. João responderá por a) infanticídio. ceifando-lhe a vida. d) A qualificadora relativa à ação do agente mediante traição.Prova: CESPE . 12 . e) lesão corporal agravada.Técnico Judiciário .Em face da legislação que rege a matéria.2012 .2012 .Juiz Assinale a opção correta acerca do homicídio. vindo a atingir Rubem. agravado por ser a vítima maior de 60 (sessenta) anos. b) Na hipótese de homicídio qualificado por duas causas. c) homicídio qualificado. www.gustavobrigido. a qualificadora da paga ou promessa de recompensa é elementar do tipo qualificado. não é possível a coexistência. na jurisprudência do STJ. pontapés e pedradas. b) por tentativa de homicídio privilegiado de Joaquim e homicídio culposo de Rubem.Prova: CESPE . 11 . d) apenas por homicídio privilegiado consumado. uma criança de nove anos de idade. vedado que a segunda seja considerada circunstância agravante.OAB .Exame de Ordem Unificado . Contudo. dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. procurou Pedro. ocasionando-lhe a morte. da qualificadora do motivo torpe com a atenuante genérica do cometimento do crime por motivo de relevante valor moral. c) apenas por tentativa de homicídio privilegiado. assinale a alternativa correta. e o agrediu a socos. d) homicídio simples.Prova: FGV . a) É pacífico. No mesmo contexto. como modo de execução do delito.Segurança e Transporte João. causando-lhe ferimentos graves. aplicando-se apenas ao executor da ação.3 .TRF . o entendimento acerca da possibilidade de homicídio privilegiado por violenta emoção ser qualificado pelo emprego de recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. desferiu-lhe um tiro na cabeça. é correto afirmar que José responderá a) pelo homicídio de Rubem.Primeira Fase José dispara cinco tiros de revólver contra Joaquim. a) Agiu amparada pelo estado de necessidade. movido por motivo torpe. uma vez que ocorreu erro quanto à pessoa. uma vez que ocorreu erro na execução.

Nessa situação hipotética.br . a pena de Mercedes será duplicada a) se ela deixar de prestar socorro imediato à vítima. dispensa-se a perícia médica caso se comprove que a mãe esteja sob a influência do estado puerperal. §§ 1º e 2º) – Matar alguém. em consequência do delito. “sob o domínio de violenta emoção. o delito de omissão de socorro não subsiste. 15 . d) as circunstâncias do privilégio são objetivas e os elementos da qualificadora são objetivos. não havendo responsabilização específica pelas lesões. são absolutamente incompatíveis o dolo eventual e as qualificadoras do homicídio. arte ou ofício.2007 .Prova: VUNESP . Homicídio simples.a) Tratando-se de delito de infanticídio. cedendo lugar ao crime de homicídio.OAB-SP . d) Segundo a jurisprudência do STJ. sem que esta tenha qualquer visualização do ataque. a pena será duplicada. a simples existência da emoção por parte do acusado.3 . segundo o CP.Promotor de Justiça Aquele que encoraja a gestante a praticar um aborto. aja sob a influência desse estado. é bastante para que o mesmo possa ser considerado privilegiado. Logo: a) A causa especial de redução da pena. b) Nas figuras típicas do aborto. b) as circunstâncias do privilégio são subjetivas e os elementos da qualificadora são subjetivos. penalmente admissível que. privilegiado e qualificado (Art.2011 . independentemente de o resultado ser produzido dolosa ou culposamente. e) Caso o delito de induzimento. responde por: www. c) a vítima for menor de 14 anos ou maior de 60 anos. c) se ela fugir para evitar prisão em flagrante. portanto.Juiz Dos crimes contra a vida.gustavobrigido.Exame de Ordem . d) Configura traição que qualifica o homicídio a conduta do agente que colhe a vítima por trás. 16 . acompanhando-a à clínica médica.2008 . 13 . a gestante sofrer lesão corporal de natureza grave.Reclusão. 121. se assuma o risco de produzir o resultado.1 .Exame de Ordem . uma vez que a circunstância agravadora dessa figura típica omissiva se limita à ocorrência de lesões corporais de natureza grave. instigação ou auxílio a suicídio seja praticado por motivo egoístico ou caso seja a vítima menor ou. por haver presunção juris tantum de que a mulher. de 6 (seis) a 20 (vinte) anos. durante ou logo após o parto. b) caso o crime tenha sido praticado por motivo egoístico.Prova: CESPE . mas sem participar fisicamente das manobras abortivas.Prova: TJ-DFT .OAB-SP . do artigo 121. se. do Código Penal.TJ-DF . logo em seguid a à injusta provocação da vítima”. por qualquer causa.Prova: MPE-SP . 14 .2011 .MPE-SP . não sendo.com.Primeira Fase Homicídio privilegiado e concomitantemente qualificado é possível quando a) as circunstâncias do privilégio são subjetivas e os elementos da qualificadora são objetivos. Pena . b) Ainda que o homicídio seja praticado friamente dias após a injusta provocação da vítima. prevista no §1º. c) Configura traição que qualifica o homicídio a conduta do agente que de súbito ataca a vítima pela frente. é aplicável mesmo não estando o agente completamente dominado pela emoção. ainda. d) caso o crime tenha resultado de inobservância de regra técnica de profissão. por motivo torpe ou fútil. as penas serão aumentadas de um terço. c) Em caso de morte da vítima. seja sua capacidade de resistência eliminada ou diminuída.Primeira Fase Suponha que Bárbara tenha se suicidado após ter sido induzida e instigada por Mercedes.

Rodrigo deverá responder pelos seguintes crimes. em estado puerperal. oculta-se atrás de uma banca de jornal situada defronte à empresa em que seu desafeto trabalha. c) um homicídio culposo e um crime de lesões corporais gravíssimas. Certo Errado 20 . d) um homicídio doloso qualificado e um crime de lesões corporais culposas. no entanto. manifesta a intenção de matar o próprio filho recém nascido. aguardando sua saída para a realização da empreitada criminosa. 17 . b) participação na modalidade própria do aborto consensual ou consentido. após conferir a identificação da criança. c) participação na modalidade própria do chamado auto-aborto. e) participação em aborto provocado por terceiro. b) um homicídio culposo e um crime de lesões corporais culposas. sem o consentimento da gestante. Por erro na execução. não tendo resultado qualquer dano à integridade física de Joaquim. emprestando-lhe. e.Primeira Fase (Set/2010) Arlete. www. instigou Joaquim à prática de suicídio. que não era o filho de Arlete. em concurso: a) um homicídio doloso qualificado tentado.Delegado de Polícia Considere a seguinte situação hipotética.OAB .com. empregado para salvar a vida da gestante. casualmente. Certo Errado 19 . caminhavam pelo local. e) um homicídio doloso qualificado e um crime de lesões corporais gravíssimas. a asfixia. Arlete vai até o berçário.Processual Rodrigo decide assassinar Reinaldo por haver este último acidentalmente pisado em seu pé durante uma micareta e. mas Manoel responderá por tentativa de participação em suicídio. deformidade permanente. com o consentimento da gestante. empregado no caso de estupro. erra o alvo. por si só. vários disparos de arma de fogo. com o qual Joaquim disparou contra o próprio peito.Analista .MPE-RJ . um homicídio culposo e um crime de lesões corporais culposas. para tanto. efetua. penalmente responsável. a) Crime de homicídio. e o aborto humanitário. Nessa situação. Por circunstâncias alheias à vontade de ambos.2 . Manoel. Rodrigo subitamente deixa seu esconderijo e. matando a primeira e causando ao último. contra aquele primeiro.br . Na manhã seguinte.Prova: CESPE . não constitui ilícito penal.Prova: FGV . a conduta de Joaquim.2010 .gustavobrigido. Durante a noite.PC-TO . assinale a alternativa que indique a responsabilidade penal da mãe.Prova: CESPE . vindo a acertar Luciane e Eduardo que. o aborto eugênico. d) participação no aborto qualificado. Ao perceber a aproximação de Reinaldo. o erro acidental não a isenta de reponsabilidade.PC-TO . Diante do caso concreto. 18 . um revólver municiado. Considerando-se NÃO haver assumido os riscos da produção dos resultados efetivamente alcançados. permitido para impedir a continuação da gravidez de fetos ou embriões com graves anomalias. pois. é constatada a morte por asfixia de um recém nascido. ainda. Após receber a criança no seu quarto para amamentá-la.Exame de Ordem Unificado . com vontade de matar.2007 . a criança é levada para o berçário.2008 .Delegado de Polícia O Código Penal brasileiro permite três formas de abortamento legal: o denominado aborto terapêutico. causando a sua morte. desde que a vítima venha a sofrer lesão grave ou morte.Prova: NCE-UFRJ .a) participação em aborto provocado por terceiro. o armamento apresentou falhas e a munição não foi deflagrada.2008 .

a dívida de R$ 1. uma vez que o art. assinale a opção correta. d) tentativa de homicídio simples. obriga a ex-namorada a ingerir veneno causando sua morte comete homicídio qualificado pela torpeza.Prova: CESPE .Agente de Polícia Em relação aos crimes contra a pessoa. c) Se os jurados não reconhecem a ocorrência de homicídio privilegiado. d) Crime de infanticídio. na forma consumada. b) O herdeiro que provoca a morte do testador. d) O cidadão que. por si só. e) O ciúme. se atirou contra seu veículo. www. comete crime de homicídio qualificado pela dissimulação.Área Administrativa Maria Paula. não responde pela causa de aumento de pena decorrente da omissão de socorro. pois. c) O pai. Maria Paula cometeu o crime de a) tentativa de induzimento. 23 . no intuito de apressar a posse da herança.gustavobrigido.Agente de Polícia Manoel dirigia seu automóvel em velocidade compatível com a via pública e utilizando as cautelas necessárias quando atropelou fatalmente um pedestre que.b) Crime de homicídio.Prova: CESPE . 24 . 22 . que deixa de colocar tela de proteção na janela do apartamento e cujo filho. a) São compatíveis o dolo eventual e as qualificadoras do crime de homicídio. Nessa situação hipotética.PC-RN . não houve preenchimento dos elementos do tipo. sabendo que sua mãe apresentava problemas mentais que retiravam dela a capacidade de discernimento e visando receber a herança decorrente de sua morte.Prova: CESPE . pois assumiu o risco de produzir o resultado. no momento que não é observado.2007 . pois houve erro quanto à pessoa.TRE-MA . debruça-se no parapeito e cai.2009 . a prática de relação sexual forçada e dirigida à transmissão do vírus da AIDS caracteriza o crime de perigo para a vida ou saúde de outrem.00 comete homicídio qualificado por motivo fútil. assinale a opção correta.TJ-PI . d) Ainda que haja intenção de matar. pois houve erro essencial.Analista Judiciário . vindo a experimentar lesões corporais de natureza grave que não a levaram à morte.PC-RN . falecendo com a queda. a) O cobrador que mata a pessoa que lhe deve.br . se o autor do crime imagina que a vítima já está morta e por isso não lhe presta socorro. c) Crime de infanticídio. age em legítima defesa da honra.Juiz De acordo com a jurisprudência dos tribunais superiores. comete homicídio doloso. mata o corrupto. caracteriza o motivo torpe.2009 .Prova: CESPE . fica prejudicada a votação do quesito relativo à presença da atenuante "ter o agente cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral". c) lesões corporais. b) induzimento. apto a qualificar o crime de homicídio. 123 do CP trata de matar o próprio filho sob in? uência do estado puerperal.com.2009 . b) No homicídio culposo. pelo princípio da especialidade. 21 . na data prometida. e) tentativa de homicídio qualificado. instigação ou auxílio a suicídio. A vítima atentou contra a própria vida. inconformado com as denúncias de corrupção de determinado político. e) O rapaz que. instigação ou auxílio a suicídio. inconformado com o fim do relacionamento. desejando cometer suicídio. porque não quitou. induziu-a a cometer suicídio.

foi estuprada e ficou grávida. seu desafeto.2009 . Esse pedido foi também corroborado pelos pais de Virginia e outros amigos comuns de Sérgio e de Virginia. como não tinha intenção de matar.com.Prova: CESPE . João responderá por a) homicídio doloso. www.Prova: FCC . d) a premeditação constitui qualificadora subjetiva. d) homicídio culposo. Em condições normais. vindo a óbito. e) homicídio culposo. uma vez que. com a intenção de matar. o ferimento teria configurado apenas lesão corporal leve. em razão de sua imaturidade. em vez de morrer dentro do ventre da mãe. Em decorrência. por ser a vítima diabética. assinale a opção correta.gustavobrigido. c) a superioridade de agentes constitui qualificadora objetiva. tendo Sérgio concordado e praticado o aborto. Na situação descrita. a morrer fora do ventre. a lesão se agravou e esta veio a falecer em razão do ocorrido. pediu a Sérgio Roberto. 25 . b) a superioridade de armas constitui qualificadora objetiva.Com relação a essa situação hipotética. Constatada a gravidez.Juiz Virginia. e) a qualificadora da surpresa é incompatível com o dolo eventual. Nesse caso. já que não agiu com dolo ou culpa em face da excludente de ilicitude. e) Manoel não praticou crime. em um restaurante. o condutor assume o risco de produzir o resultado. Lúcio sofre traumatismo craniano. fazendo com que Lúcio caia e bata a cabeça no chão. mas. No entanto. d) Manoel não praticou crime. 28 . e) lesão corporal culposa. desfere-lhe uma rasteira.PC-RN . pois.TJ-MG . c) aborto sentimental ou humanitário. Sérgio Roberto responderá criminalmente por: a) aceleração de parto. b) tentativa de homicídio.Titular de Serviços de Notas e de Registros João.Prova: FCC . que lhe praticasse um aborto.TJ-AP . Com a intenção de humilhá-lo e feri-lo. c) lesão corporal seguida de morte. 26 . a) Manoel praticou homicídio culposo. Ocorre que o feto de quase cinco meses.Prova: EJEF . posto que o fato não é típico.2011 . c) lesões corporais graves. ferindo-o.2007 .2011 . b) Manoel praticou lesão corporal seguida de morte. veio. na medida em que não houve previsibilidade na conduta da vítima. Kaio cometeu crime de a) homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. c) Manoel praticou o crime de auxílio ao suicídio.Agente de Polícia Kaio encontrou Lúcio. ao dirigir. a) não podem subsistir duas qualificadoras objetivas. posto que contribuiu para a conduta suicida da vítima.br . não responde pelo resultado morte. d) lesões corporais leves. nesse caso o atropelamento. 27 .TJ-AP . que sabiam do seu drama. enfermeiro com curso superior. ao dirigir veículo automotor. golpeou José com uma faca. assumiu o risco de atropelar alguém. b) homicídio doloso simples. b) aborto consentido pela gestante. com 17 anos.Titular de Serviços de Notas e de Registros No crime de homicídio.

e 3. 129. Certo Errado GABARITO OFICIAL: 1-E 11-D 21-E 2-A 12-A 22-A 3-E 13-A 23-A 4-E 14-B 24-E 5-A 15-D 25-C 6-D 16-B 26-A 7-B 17-D 27-E 8-B 18-E 28-B 9-C 19-E 29-C 10-A 20-C 30-C CAPÍTULO 2 – DAS LESÕES CORPORAIS ART. que se rendeu. 3. A eutanásia pode ser citada como exemplo de homicídio privilegiado. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena . c) 1 e 3. que. O homicídio praticado contra velho ou criança torna-o qualificado pela maior dificuldade de defesa da vítima.Analista Judiciário . não é qualificadora do crime de homicídio. de três meses a um ano.2007 . 2. apenas. A premeditação. a circunstância em que Braz cometeu o delito de homicídio constitui causa de redução de pena. após dois dias. d) 2 e 3.TJ-MG .br . apenas.gustavobrigido. apenas. Nessa situação.TRE-ES .com. sacou repentinamente a pistola do coldre de um dos policiais e matou o assaltante.Prova: CESPE . 30 .Área Administrativa .Juiz Assinale as assertivas CORRETAS. Lesão corporal de natureza grave § 1º Se resulta: www. b) 1 e 2.Prova: EJEF .2011 .detenção. 29 . o assaltante sorriu ironicamente para Braz. 129 – LESÃO CORPORAL Art. Braz e toda a sua família ficaram reféns de um assaltante. a) 1. sob o domínio de violenta emoção. Quando estava sendo algemado.Específicos Ver texto associado à questão Tendo a casa invadida. uma vez que o autor do crime age para abreviar o sofrimento da vítima portadora de doença incurável e desenganada pela medicina. 1. aos policiais que participaram das negociações para a sua rendição.d) homicídio. que em muitos casos revela maldade de espírito. 2.

de 1965) Pena . III perda ou inutilização do membro.I . Lesão corporal seguida de morte § 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quís o resultado.enfermidade incuravel. V . (Redação dada pela Lei nº 12. § 2° Se resulta: I . de 2012) www.reclusão.com.Incapacidade permanente para o trabalho.detenção.reclusão. Lesão corporal culposa § 6° Se a lesão é culposa: (Vide Lei nº 4. IV . Aumento de pena § 7o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§ 4o e 6o do art. de dois meses a um ano.reclusão. de um a cinco anos.720. 121 deste Código. não sendo graves as lesões. II . nem assumiu o risco de produzí-lo: Pena . de quatro a doze anos. de duzentos mil réis a dois contos de réis: I .br . Diminuição de pena § 4° Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção. Substituição da pena § 5° O juiz. sentido ou função.Incapacidade para as ocupações habituais.aceleração de parto: Pena . de dois a oito anos. IV .aborto: Pena .se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior. pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa.perigo de vida. por mais de trinta dias. III .se as lesões são recíprocas. sentido ou função. II .611. II .gustavobrigido.debilidade permanente de membro. o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.deformidade permanente. logo em seguida a injusta provocação da vítima.

De igual forma. prevalecendo-se o agente das relações domésticas. de coabitação ou de hospitalidade: (Redação dada pela Lei nº 11. se alguém se fere. onde é exigida a qualidade de mulher grávida. www. 121. que significa atingir a integridade corporal ou a saúde física ou mental de alguém. Objetividade jurídica: O direito á tutela da incolumidade. Na hipótese do § 9o deste artigo. pois se trata também de crime de ação livre. por tratar-se em tese de crime comum. fisiológico ou mental. tratando-se de crime comum. Esse delito. busca com a mutilação obter indevidamente uma indenização ou valor de seguro contratado. (Incluído pela Lei nº 10. por exemplo) funcionam com outra qualidade. 3. b) Sujeito passivo: qualquer pessoa pode figurar no polo da passividade. Não é só ofensa à integridade corpórea. na tentativa de defender-se de agressão de outra pessoa. ou com quem conviva ou tenha convivido. quanto à saúde física e mental do homem. tanto no que diz respeito á integridade física. na mesma conjuntura que o homicídio. se o agente.069. Essa ofensa pode-se verificar pro qualquer meio. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste artigo. irmão. Pode ocorre por meios físicos (emprego de faca. aumenta-se a pena em 1/3 (um terço).340. nada mais é do que a ofensa à integridade corporal ou à saúde de outrem. (Incluído pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 11.886.com. IV e 2º V.br . por exemplo. ensejadora de alguma figura típica (exemplo fornecido por Fernando Capez). Assim. Destaque-se que a autolesão é considerado irrelevante penal. de 2006) Pena . é desta a responsabilidade pelo resultado lesão e pelo crime. 4.340.(Redação dada pela Lei nº 8. a hipótese será de fraude.detenção.gustavobrigido. de 1990) Violência Doméstica (Incluído pela Lei nº 10. como definido no º 7º.340. exceção feita às hipóteses contempladas nos §§ 1º. do ponto de vista anatômico. Sujeitos do crime: a) Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa. afirma o mesmo autor. As condições que as demais vítimas apresentem (idade. descendente. se as circunstâncias são as indicadas no § 9o deste artigo. desde que a causação da ofensa física não tenha outra finalidade. de 2006) 1.§ 8º . em razão do princípio da alteridade. de 2006) § 10. mas também à saúde. 2. de 3 (três) meses a 3 (três) anos. cônjuge ou companheiro. ou. já que seu procedimento agressivo foi a causa da lesão sofrida pelo defendente. ainda. lesiva de outro objeto jurídico.886. como estabelecido no art. caput do Código Penal. Considerações iniciais: Lesão corporal é o dano ocasionado à normalidade funcional do corpo humano. 129. como no caso de menor de 14 anos e maior de 60 anos. a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. de 2004) § 9º Se a lesão for praticada contra ascendente. Elementos objetivos do tipo: Consubstancia-se na modalidade de ofender.Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art. de 2004) § 11.

o resultado não venha a se produzir. admite-se transação penal e seu processo e julgamento seguem o rito sumaríssimo. aí. www. pode ser por forma omissiva (desferir socos ou pontapés contra a vítima) ou por omissão (o enfermeiro que deixar de prestar a assistência alimentar ao doente apresentando este deficiência nas funções orgânicas). comportando a modalidade dolosa. na forma direta ou eventual e a modalidade culposa. §1º do CP): I . se iniciada ou mesmo terminada a conduta (execução) do sujeito. a consumação dá-se com o efetivo dano á saúde ou integridade corporal da vítima. a lesão leve é considerada infração de menor potencial ofensivo. consumando-se o crime. Nesse. como tal. por mais de trinta dias. sim. Se a lesão não apresentar qualquer das características ou dos resultados definidos nos §§ 1º (grave) e 2º (gravíssima). A regra é que lesão apresente o elemento subjetivo dolo consistente na vontade livre e consciente de ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem. sujeitando-se à normatização procedimental da lei 9. Lesão corporal de natureza grave (art. em face do disposto no artigo 88 da referida lei.) ou morais (utilização de conduta prática de sevícia.gustavobrigido. Inúmeras outras podem ser as hipóteses de modalidade de prática. a lesão corporal assemelha-se ao homicídio. caput do CP): O crime de Lesão Corporal Leve vem contemplada no caput do art. 129. também. pois. enquanto na primeira o resultado objetivado é alcançado.Incapacidade para as ocupações habituais.br . Há assim necessidade de determinação do animus nocendi ou animus laedendi. 7. quando esta é produzida por uma das três formas da culpa. ácido corrosivo etc. essa intenção de lesionar é que diferencia o crime de lesão corporal consumado e a tentativa de homicídio na forma cruenta. Elemento subjetivo do tipo: Sob esse aspecto.com. acarretando lesão ao estado moral). Lesão corporal de natureza leve (art. esse animus laedendi. essa existência pode ser demonstrada mediante a prova testemunhal. Consumação e tentativa: A lesão corporal é crime material e. ela será considerada leve. A forma tentada é perfeitamente possível.chicote. 8. a prova da ocorrência/existência da lesão e sua qualidade ou grau dá-se por meio do exame medico legal. 129. As ouras espécies de lesões corporais dolosas são crimes de ação penal pública incondicionada. a ação penal é pública condicionada à representação. Ademais. 5. 6. sendo que nesta ultima o agente apresenta o animus necandi (vontade de matar) e por circunstância alheia a sua vontade o resultado não se produziu. caracterizar-se-á a tentativa. e isso se verifique por circunstância alheia à vontade do agente. Pela pena cominada in abstrato – detenção de 03 meses a um ano. Entretanto. 129 e somente pode ser definida no caso concreto. desaparecidas as lesões de modo a impossibilitar a produção do exame medico legal. em decorrência de exclusão.099/95. Esse elemento subjetivo.

aceleração de parto Ocorre quando. II . audição. contudo. C) Função – É a atividade desempenhada por vários órgãos (respiratória. e não apenas seu trabalho. prazo penal. Por outro lado. Na hipótese de órgãos duplos (p. Antes do 31º dia não fica comprovada a incapacidade. no entanto. Se ocorrer o aborto (interrupção da gravidez com a morte do feto).: rins e olhos).ex.: o indivíduo. que a incapacidade dure mais de trinta dias e essa incapacidade deve ser demonstrada por laudo pericial decorrente de perícia levada a efeito já no trigésimo primeiro dia após a ocorrência da lesão. Lesão leve. que nasce com vida. etc. enquanto a perda de ambos configura lesão gravíssima pela perda ou inutilização. a lesão corporal será gravíssima. §2º. física ou mental. Não basta o mero prognóstico médico. É necessário.br . sensitiva. Há de haver diagnóstico. nos termos do art. e momentos depois morre. o agente responderá por www. gosto. olfato. nos termos do art. Não basta um simples prognóstico.debilidade permanente de membro. III .gustavobrigido. A criança nasce viva e continua a viver. B) Sentidos: Funções perceptivas do mundo exterior (visão. o feto nasce antes do período normal estipulado pela medicina. rins. perpetuidade. §2º. 168 e §§ do CPP. Ex. IV . mas nada impede seja ela imoral. quer ou consente.). No 1º caso o agente não quer o resultado morte. D) Órgão – É a parte do corpo humano quem tem determinada capacidade funcional. O exame complementar. essa ocupação não pode ser ilícita. não responde pela qualificadora. porém.com. A possibilidade de recuperação do membro. sentido ou função por meio cirúrgico ou ortopédico não acarreta a exclusão da qualificadora. com “tentativa de homicídio”. em razão das lesões sofridas. concreto. locomotora. inciso V do CP A maior polêmica reside se a vítima der à luz a uma criança. a perda de um deles caracteriza lesão grave pela debilidade permanente. pois a vítima não é obrigada a submeter-se a tais procedimentos.perigo de vida. em razão das lesões sofridas pela mãe. reprodutora. digestiva. inciso III do CP. Ex. (inferiores) pernas. 129. Não confundir a “lesão com perigo de vida”. do cotidiano da vítima. O médico deverá emitir diagnóstico fundamentado. É necessário que o agente tenha conhecimento do estado de gravidez da vítima. é obrigatório. isto é duradoura e de recuperação incerta. Para a corrente doutrinária majoritária. circulatória. Há de ser permanente. portanto. nos termos do artigo 129. A) Membros: Apêndice do corpo (superiores) braço. tato). concreta e imediata de a vítima morrer em consequência das lesões sofridas. Não se exige. sofre traumatismo craniano e precisa se submeter a uma cirurgia de emergência. secretora. sentido ou função. Deve ser efetivo. Perigo de vida é a possibilidade grave. no 2º.A expressão ocupação habitual compreende qualquer atividade. Se desconhecida. impulsionada por Nelson Hungria. A ausência do exame poderá ser suprido por prova testemunhal após o 30º dia. Debilidade é a diminuição ou o enfraquecimento da capacidade funcional.

ao julgar pedido de Habeas Corpus. sentido ou função. Enfermidade incurável é alteração prejudicial da saúde por processo patológico. que resta prejudicada em seu aspecto financeiro em razão da conduta criminosa. perda ou inutilização de membro. Perda é a ablação. que entendeu que a transmissão consciente do vírus HIV. exige-se o prognóstico que a vítima não vai se restabelecer para qualquer tipo de trabalho.enfermidade incurável. O entendimento é da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. mesmo permanecendo assintomática. Sentido (Exemplo: destruição dos tímpanos com a eliminação da audição).lesão corporal gravíssima com resultado aborto. nos termos atuais da medicina. Incurável é a moléstia que. Para a ministra. Mirabete. Assim. E prevalece o entendimento de que deve tratar-se de incapacidade genérica para o trabalho. entende que seria o caso de lesão grave com aceleração de parto.br . Da mesma forma. enfermidade incurável. 129. O membro ou órgão continua ligado ao corpo da vítima. Portanto. Lesão corporal de natureza gravíssima (art. deformidade permanente. pois a lei denomina o §1º e o §2º de lesão corporal de natureza grave. configura lesão corporal grave. que tratam da periclitação da vida e da saúde. É qualquer estado mórbido de evolução lenta. Deve ser provada por exame pericial. físico ou psíquico. nos termos do §2. isto é a vítima fica impossibilitada de exercer qualquer tipo de atividade laborativa. I . A lei agora não fala “ocupações habituais”. parágrafo 2º. e aborto. não sendo cabível a desclassificação da conduta para as sanções mais brandas no Capítulo III do mesmo código. causador da Aids. Inutilização: É a falta de aptidão do órgão para desempenhar a sua função específica.perda ou inutilização do membro. pois ainda não há cura para a enfermidade. deve ser uma incapacidade para a atividade profissional remunerada. III . o soropositivo assume o risco de contaminar a pessoa com quem se relaciona. que não pode ser eficazmente combatida com os recursos da medicina à época do crime. www. sem sentido contrário. relatado pela ministra Laurita Vaz. a pessoa contaminada pelo HIV necessita de acompanhamento médico e de remédios que aumentem sua expectativa de vida. as lesões corporais gravíssimas são caracterizadas por cinco situações distintas assim elencadas: incapacidade permanente para o trabalho. A vítima não está obrigada a se submeter à intervenção cirúrgica ou tratamento perigoso. não oferece grandes probabilidades de cura. II . Função (exemplo: a extirpação do pênis que extingue a função reprodutora). Segundo ela. Ao praticar sexo sem segurança. A primeira corrente é majoritária. 9. a destruição ou privação de membro (exemplo: arrancar uma perna).Incapacidade permanente para o trabalho. sentido ou função.com. §2º do CP): Essa denominação é fruto da doutrina. a Aids é perfeitamente enquadrada como enfermidade incurável na previsão do artigo 129 do Código Penal. mas incapacitado para desempenhar as atividades que lhe são inerentes.gustavobrigido. do Código Penal. A expressão “incapacidade permanente” compreende toda e qualquer atividade remunerada exercida pela vítima. delito previsto no artigo 129.

vindo a perder um dedo da mão. 129. cicatrizes. amputações. Perde a mão: Cuida-se de inutilização de membro.) IV .deformidade permanente. uma vez que se trata de crime preterdoloso. Permanente. Não se pode falar em tentativa de lesão corporal que resulta aborto. Só se caracteriza a lesão gravíssima se atingir os dois órgãos. crime de lesão corporal gravíssima. aquela impossível de correção. 129. se não tinha dolo de causar aborto. A fratura de um dente não pode ser considerada no atual estádio da odontologia deformidade permanente. que no caso é todo o braço. é.. como se disse. não se confunde com perpetuidade. Obs.Paralisia de um braço: Trata-se de inutilização do membro. visível. etc. como se infere do enunciado. Que cause um dano estético de certa monta. a hipótese é de debilidade permanente. Que seja capaz de causar impressão vexatória. pela deformidade permanente (art. A deformidade. penalmente. a afetação de apenas um deles tipifica lesão corporal grave pela debilidade de sentido ou função. inc.). Caracteriza. A vítima não se obriga a efetuar cirurgias. § 2º. Irreparável.. Assim sendo. contudo. Desfigurar uma pessoa de forma duradoura e grave. etc. Neste caso o agente responde pelo art. Deformidade permanente consiste no dano duradouro de alguma parte do corpo da vítima. 125.. com o objetivo de lhe causar lesões corporais deformantes da pele e dos tecidos subjacentes.com.gustavobrigido. V – aborto Prevalece o entendimento de que a interrupção da gravidez. Obs. A deformidade permanente deve ser entendida como aquela impossível de correção e que causa prejuízo estético visível. se presente alguma outra qualificadora). Se. 70 do CP) com o crime de aborto sem o consentimento da gestante (art. se tinha dolo quanto ao aborto ou apenas tentativa de lesões leves.deformidade permanente). se situar no rosto da vítima. (Exemplo: surdez em um dos ouvidos). com a conseqüente morte do feto. Deformar é alterar a forma de algo. necessariamente. Se. olhos. deve ter sido provocada culposamente. Na hipótese de órgãos duplos (rins. vem a perder todo o braço. deverá ser irreparável. quando não restar configurado que a deformidade causada é permanente e que a função mastigatória da vítima ficou comprometida. em concurso formal impróprio (art.: LESÃO CORPORAL – PERDA DE DENTE: Não configura deformidade permanente para efeito de causa especial de aumento de pena. Não há que se falar em lesão corporal gravíssima.: A deformidade permanente não precisa. o caso constitui perda de membro. tentado. o sujeito deve responder por dois crimes: lesão corporal leve (ou grave ou gravíssima. A deformidade permanente. porque pode ser corrigida por prótese. entretanto. www. Não precisa ser perpétua. para fim de qualificação da lesão corporal. que não pode ser retificado por si próprio ao longo do tempo. mas apenas lesionar. Obs. É o dano estético de certa monta que apresentas as seguintes características: Permanente.br . portanto. e a morte do feto for proposital. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: (. não deixando qualquer seqüela.) § 2° Se resulta: (. não se lhe poderá atribuir o resultado “aborto”. 125 do CP).. pela perda de um dente. do CP: Art. IV ..: CRIME DE VITRIOLAGEM: Crime de vitriolagem é aquele perpetrado mediante arremesso de ácido sulfúrico contra a vítima. Se o agente desconhecia a gravidez nem tinha razão para supô-la. IV.

no crime de lesão corporal culposa. Exemplo 01: Indivíduo com dolo de praticar vias de fato empurra outro que cai. Homicídio culposo. Essa causa de diminuição de pena incide unicamente no tocante às lesões dolosas. Dessa forma. Substituição da pena: www. Homicídio culposo. saúde) com interrupção de gravidez e conseqüentemente morte do produto da concepção. só responde pela lesão gravíssima. Obs. §3º do CP): § 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quís o resultado. Nesse sentido. qualificado ou não. No mais. bate com a cabeça em uma pedra e morre. Lesão corporal seguida de morte? Não. 129. Lesão corporal seguida de morte (art. qualquer que seja sua modalidade: leve. 12. 11.reclusão.O indivíduo que age com dolo eventual ou direto quanto ao aborto. Só haverá lesões corporais seguida de morte quando houver lesão dolosa. e não por “lesão corporal qualificada pelo aborto”. Trata-se de delito preterintencional ou preterdoloso. em regra. Não é cabível. aqui. Não há tentativa de lesão corporal seguida de morte. gravíssima ou seguida de morte. 129. composto por dolo no crime antecedente (lesão corporal) e culpa no resultado conseqüente (morte). 121.gustavobrigido. portanto. Lesões corporais seguida de morte? Não. de quatro a doze anos. 10. Se o agente deseja a morte o que há é tentativa de homicídio. o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. No segundo. Dias depois a vítima morre em razão das lesões sofridas. Se culposa. de delito preterintencional ou preterdoloso.: Diferença entre lesão corporal seguida de morte e homicídio culposo: a) b) c) d) e) f) No primeiro caso. não pode o agente ter querido ou assumido o risco do resultado. grave. ou se a morte resulta de vias de fato. logo em seguida a injusta provocação da vítima. §4º do CP): Diminuição de pena § 4° Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção. Causa de diminuição de pena (art. não art. em síntese. um fato penalmente indiferente. atropela outro com seu carro. § 3º. Cuida-se. quando o dolo do agente for lesionar e o aborto resulta de culpa.com. § 3º do CP. o crime é de homicídio culposo – art. o antecedente é um fato doloso. responderá pelo delito de aborto. ficam mantidas as mesmas observações formuladas em relação ao privilégio no crime de homicídio doloso. culposamente. Exemplo 02: Indivíduo. 129.br . nem assumiu o risco de produzí-lo: Pena . lesionar a vítima (corporal.

se as lesões são recíprocas.: LESÃO CORPORAL E O CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO: Se a lesão corporal culposa for cometida na direção de veículo automotor. Lembrando que a sentença que concede o perdão judicial tem natureza de jurídica de extinção da punibilidade. 14. 13. Esse dispositivo que permite a substituição da pena somente é aplicável à lesão corporal leve. não há distinção de tratamento penal com base na gravidade dos ferimentos. As graves e gravíssimas foram expressamente excluídas. de 1990) São válidas as mesmas considerações delineadas quando do estudo do homicídio culposo e da possibilidade de perdão judicial.se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior. Aumento de pena § 7o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§ 4o e 6o do art. com pena de detenção de 2 meses a 1 ano.gustavobrigido. Aqui. Obs.com.Substituição da pena § 5° O juiz. o crime será o do artigo 303 da Lei 9. de duzentos mil réis a dois contos de réis: I . de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de obter permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor). ainda que a vítima tenha restado incapacitada para as ocupações habituais por mais de 30 dias. § 8º . em qualquer caso a lesão corporal será culposa. §9º do CP): www. 121.br .Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art. Em verdade. II . e a lesão corporal culposa também se exclui pela própria essência do instituto. a gravidade da lesão será considerada como circunstância judicial desfavorável. Nesse sentido. que será sopesada pelo juiz na dosimetria da pena-base. (Redação dada pela Lei nº 12. de dois meses a um ano. que tem penas mais elevadas (detenção. A lesão corporal culposa nada mais é do que a lesão corporal cometida contra alguém em decorrência de um comportamento imprudente. não sendo graves as lesões. 129. ou então tenha resultado aborto. 121 deste Código. de 2012).069.611.(Redação dada pela Lei nº 8.detenção.720. de 1965) Pena . Lesão corporal culposa: Lesão corporal culposa § 6° Se a lesão é culposa: (Vide Lei nº 4.503/97 – Código de Trânsito Brasileiro. Violência doméstica (art. imperito ou negligente. pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa. diferentemente do que acontece nas lesões corporais dolosas.

embora qualificada.340. entretanto. Ainda que não destacado pelo legislador. aumenta-se a pena em 1/3 (um terço). de 2004) § 11.Violência doméstica (Incluído pela Lei nº 10. (Incluído pela Lei nº 11. Anote-se. de coabitação ou de hospitalidade: (Redação dada pela Lei nº 11. cônjuge ou companheiro. nos termos preconizados pelo art. mas a todas as pessoas. arremata o citado autor. ou com quem conviva ou tenha convivido. descendente.340. proíbe a aplicação da lei 9. que se amoldarem às situações narradas pelo tipo. os demais institutos peculiares da Lei Maria da Penha são aplicáveis apenas a casos de violência contra as mulheres. sendo possível a aplicação das penas substitutivas previstas no art. ou. (Redação dada pela Lei nº 11. ainda configura como lesão corporal leve. figurando como sujeito passivo do delito de lesões corporais.340/06 —. gravíssima ou seguida de morte. O entendimento foi aplicado pelos ministros da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. que se a lesão corporal for grave. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste artigo.com. o relator destacou que.886/04 e posteriormente alterado pela lei 11. Obs. tal fato importará em tratamento mais severo ao autor da infração penal.: A PENA MAIS GRAVE EM RAZÃO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA SE APLICA TANTO PARA VÍTIMAS MULHERES COMO PARA VÍTIMAS HOMENS: . embora considere correto o enquadramento do réu no artigo 129. 41 da lei 11. bem como no pagamento isolado de multa. de 2006) § 10. do Código Penal — dispositivo alterado pela Lei 11.gustavobrigido. No entanto.886. 129 do código penal. 44 do código penal. No entanto. de 7 de agosto de 2006. se o sujeito for mulher. ainda. se as circunstâncias são as indicadas no § 9o deste artigo. os ministros consideraram que.detenção.340.340. incidirá sobre as penas respectivas o aumento de pena de 1/3. sejam do sexo masculino ou feminino. tal substituição não poderá importar na aplicação de cesta básica ou outras de prestação pecuniária. CAPÍTULO 3 – DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE www. parágrafo 9º. Merece ser esclarecido. de 2006) Pena .099/95. mas a pena definida no §9º somente deve ser aplicada se a lesão corporal for de natureza leve.340 de 7 de agosto de 2006. Em decisão unânime. irmão. deve ser lembrado que a hipótese de violência doméstica prevista no § 9º do art. Finalmente. (Incluído pela Lei nº 10. o acréscimo de pena introduzido no parágrafo 9º do artigo 129 do Código Penal pode perfeitamente ser aplicado em casos nos quais a vítima de agressão seja homem. imposto pelo §10. prevalecendo-se o agente das relações domésticas. de 2006) Foi inserido no Código Penal pela lei 10. ao julgar Habeas Corpus de um filho acusado de ferir o pai ao empurrá-lo. de 2004) § 9º Se a lesão for praticada contra ascendente. 129 do código penal deverá ser aplicado não somente aos casos em que mulher for vítima de violência doméstica ou familiar.886. de 3 (três) meses a 3 (três) anos. haja vista que o art. Na hipótese do § 9o deste artigo. 17 da Lei nº 11. a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. que o § 9º do art.br . na oportunidade. quando a mulher for vítima de violência doméstica ou familiar. embora a Lei Maria da Penha tenha sido editada com o objetivo de coibir com mais rigor a violência contra a mulher no âmbito doméstico. Entretanto.340/06 (Lei Maria da Penha).

É afeto à incolumidade pública como no caso dos arts. § 1º . Este.PERIGO DE CONTÁGIO VENÉREO Art. pode até ser uma condição de maior punibilidade. do CP. A caracterização somente virá pela efetiva comprovação de que a conduta do agente trouxe. praticada a conduta. como no crime de abandono de incapaz (art. d) De perigo comum ou coletivo: aquele que diz respeito a um indeterminado número de pessoas. não admitindo prova em contrário. definido no art. b) De perigo abstrato: nesse caso o perigo é presumido. de que sabe ou deve saber que está contaminado: Pena . como a hipótese do porte de arma de fogo. e) De perigo atual: é a possibilidade presente de ocorrência de dano. 134. a contágio de moléstia venérea. omissão de socorro. 132. Classificação dos crimes de perigo: a) De perigo concreto: aquele em que o perigo deve ser demonstrado caso a caso. ou seja. 130.1. www.com. no art. realmente. ou multa. e multa. 136. mas não condiciona o momento consumativo do crime.reclusão. 135 e os maus-tratos. o simples associar nessa qualidade. de três meses a um ano. 133. definido no art. o evento aqui (como nos crimes de perigo em geral) é a simples exposição do bem a perigo de dano. a probabilidade de dano ao objeto jurídico protegido. previsto no art. ART.Se é intenção do agente transmitir a moléstia: Pena . o dano efetivo. 130 . por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso. 2. perigo para a vida ou a saúde de outrem. a quadrilha ou bando etc. 130 a 136. 133 do CP) f) De perigo iminente: aquele que está prestes a acontecer. Considerações iniciais: Neste capitulo o código trata de crimes de perigo: perigo de contagio de moléstia venérea. abandono de incapaz. exposição ou abandono de recém-nascido. perigo de contágio de moléstia grave. definido no art.Expor alguém. 131. g) De perigo futuro ou imediato: aquele que pode advir da conduta. efetiva-se a ocorrência do perigo. 250 a 285 do CP. no art. de um a quatro anos. contemplado no art. Como preleciona Fernando Capez. á pratica de uma conduta que leva o bem a submeter-se ao perigo de dano. ou seja. 130 .br .detenção. já autoriza sejam os agentes punidos.gustavobrigido. Nessa modalidade delituosa o elemento subjetivo do agente está direcionado simplesmente à produção do perigo. c) De perigo individual: aquele que atinge determinada pessoa ou então um número determinado de pessoas. como nos caso de bando ou quadrilha em que não há necessidade de qualquer outro comportamento. São as hipóteses dos arts.

Moléstia venérea é toda doença que se contrai pelo contato sexual. 4. qualquer ser humano é alvo da tutela penal. b) Sujeito passivo: qualquer pessoa. se não souber que está contaminado ou não poderia pelas circunstâncias sabê-lo. subsiste o delito. de sexos diferentes ou não.: sífilis e a gonorréia). Obs. Elemento subjetivo: www.Somente se procede mediante representação.: o uso de preservativo ou de qualquer outro meio apto a impedir a transmissão da moléstia venérea exclui o crime.: Se a vítima não for suscetível à contaminação.com.ex. ou seja. expondo-a a perigo de contágio de moléstia venérea. Sujeitos do crime: a) Sujeito ativo: trata-se de crime próprio. pois o sujeito ativo precisa está infectado pela moléstia venérea. pela prática sexual. seja pelo fato de já possuir a doença venérea. beijos calorosos. Essa expressão.300/23 (p. devendo estas serem identificadas em outra norma. pois a vítima não é exposta a situação de perigo. como um beijo sensual. pois sua autoria não pode ser delegada a qualquer outra pessoa. As hipóteses de doenças veneras são definidas pelo Ministério da Saúde – Decreto-lei 16. embora admita participação. Entretanto. 17 do Código Penal.br . estará caracterizado o crime impossível pela impropriedade absoluta do objeto material em sintonia com o art. pois o preceito primário não traz em seu bojo a definição de quais sejam as moléstias venéreas. Ato libidinoso é qualquer prática ligada a satisfação do desejo sexual.§ 2º . 130 é caso de norma penal em branco. que também engloba o sexo oral e anal. será hipótese de crime impossível.gustavobrigido.: o crime do art. Obs. O tipo penal fala apenas em alguém. tais como toques em parte íntimas. Obs. se o agente utiliza o preservativo durante a relação sexual. 130 do CP. É também crime de mão própria. 2. É incompatível com coautoria. Perigo de contágio de moléstia grave 1. Elemento objetivo do crime: O núcleo do tipo é “expor”. Relação sexual é o coito entre duas pessoas. mas expõe a vítima a ato libidinoso diverso e capaz de contaminá-lo. Considerações iniciais: O crime de perigo de contagem venéreo está tipificado no art. seja pelo fato de ser imune. ou. punindo a conduta daquele que pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com a vítima.: Se o agente não estiver contaminado. Obs. é mais ampla do que a conjunção carnal. que nesse crime significa colocar alguém ao alcance de determinada situação de perigo (contaminação) mediante a prática de relações sexuais ou qualquer outro ato libidinoso capaz de contagiá-lo com moléstia venérea. faltaria ao crime esse elemento que vai refletir no elemento subjetivo por ocasião da prática da conduta. 3.

Na modalidade simples (caput) é o dolo de perigo (direto ou eventual).br . §3º do CP.com. §2º do Código Penal. Na figura qualificada (§1º) o legislador previu um crime de perigo como dolo de não. assim como havendo culpa. não comete homicídio o sujeito que. Consumação: Na forma prevista no caput. CP. 6. Obs.gustavobrigido. dependendo das conseqüências da conduta criminosa: a) se resultar lesão corporal leve. 129. o crime se consuma com a prática da relação sexual ou do ato libidinoso. E. Obs. uma vez que pode ser transmitida por formas diversas da relação sexual e dos atos libidinosos. 7. 129. havendo dolo de perigo de contágio venéreo. As opiniões se dividem com relação à contaminação do sujeito passivo. aplica-se o art. independentemente da contaminação da vítima. homicídio consumado. quando o agente tem consciência da letalidade da moléstia. bem como se houver a morte decorrente da lesão o agente responderá pelo art. quatro situações distintas podem ocorrer. mas depender para que seja proposta que a parte ofendida proceda a representação. 129 do CP. CP. não é moléstia venérea. o agente responderá pelo artigo 129.: Contudo. na figura qualificada definida pelo §1º o crime também se consuma com a prática da relação sexual ou do ato libidinoso. b) se resultar lesão corporal grave ou gravíssima. tendo ciência da doença e. Mas. Obs. contudo. De igual modo. 129. nos termos do artigo 130. conseguiu fazê-lo e daí resultou culposamente a morte da vítima. aplica-se o art. c) se resultar lesão corpora seguida de morte. Ação penal: É crime de ação penal pública condicionada à representação. O que implica em afirmar ser ela de competência exclusiva do Ministério Público na propositura. 130. deliberadamente. por ser sua pena superior em abstrato à reprimenda prevista no art. se a vítima for contaminada pela moléstia venérea. (lesão corporal seguida de morte) 5. uma vez que o agente tinha a intenção de transmitir a moléstia venérea. oculta-se de seu parceiro. doença fatal e incurável. mantém relações sexuais sem www.: a luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. resultando lesões graves ou gravíssimas. eis que do contrário o agente seria punido com pena inferior a que lhe seria cominada pelo art. Para alguns autores seria o caso de homicídio tentado se a vítima não viesse morrer e em caso de morte.: Havendo dolo de perigo de contágio venéreo e resultando lesões leves. CP. o sujeito será imputado unicamente pelo crime do art. 129. CP. a vontade de praticar a relação sexual ou qualquer outro ato libidinoso capaz de transmitir a moléstia venérea. ainda que ocorra o contágio. o sujeito responderá apenas pelo crime de perigo. Observações gerais: a) A AIDS (Síndrome de imunodeficiência adquirida). uma vez que o sujeito tem a intenção de transmitir a moléstia que está contaminado. § 3º. isto é. 130. § 1º ou 2º. §1 ou 2º (dependendo do caso concreto) do CP. responderá pelo crime definido pelo art.

Assim. 131 . Por isso. cuja objetividade jurídica é a saúde e a vida do ser humano. Quanto ao sujeito passivo. a vontade livre e consciente de praticar o ato capaz de transmitir a moléstia grave. os crime contra a dignidade sexual terão a pena aumentada de um sexto até a metade. se o agente transmite a vítima doença sexualmente transmissível que sabe ou deveria ser portador ART. É irrelevante ser incurável ou não. Obs. Contudo. será caracterizado crime impossível (art. 17 do Código Penal).reclusão.Praticar.PERIGO DE CONTÁGIO DE MOLÉSTIA GRAVE Art.gustavobrigido. 131 . pois a eventual transmissão de outra enfermidade grave tem o condão de debilitar mais ainda a saúde da vítima. portanto. 3. Moléstia grave é qualquer enfermidade que acarreta séria pertubação da saúde. qualquer pessoa. Exclui-se. e multa. A corte.com. por meio de conduta que não seja sexual. devendo esse dolo estar revestido da finalidade de transmissão da moléstia.preservativo.: se o agente. se o sujeito pratica o ato supondo equivocadamente estar contaminado. o dolo eventual. portanto. O núcleo do tipo é “praticar”. todavia. responderá pelo delito de perigo de contágio de moléstia grave. contagiosa. será caso de crime impossível pela impropriedade absoluta do objeto material. Elemento subjetivo: O tipo subjetivo é o dolo. de um a quatro anos. não basta praticar o ato capaz de produzir o contágio. mas precisar ser uma enfermidade transmissível. é dizer. pratica ato com fim de transmitir moléstia venérea. É necessário que o faça com o propósito de transmitir a moléstia grave. limita-se a afasta o crime doloso contra vida. Elemento objetivo do crime: Trata-se de um crime de perigo. pois admite-se qualquer meio de execução capaz de transmitir a moléstia grave. www. b) Doença sexualmente transmissíveis e crimes contra a dignidade sexual: Nos termos do artigo 234-A. por ineficácia absoluta do meio de execução. 2. Perigo para a vida ou saúde de outrem 1. ato capaz de produzir o contágio: Pena . pois exige que o sujeito ativo esteja acometido da referida enfermidade contagiosa. tratando-se de moléstia grave que já acomete a saúde da vitima e restando provado cientificamente a impossibilidade de agravar a situação. sem concluir acerca da tipicidade do delito. inciso IV do Código Penal. trata-se de um crime de forma livre. com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado. Sujeitos do crime: O crime de perigo de contágio de moléstia grave é crime próprio.br . inclusive a portadora de moléstia grave.

777.: Se a pratica do ato estiver informada pela finalidade de obter resultado morte.: não se admite a figura culposa. de três meses a um ano. Considerações finais: A ação penal é pública incondicionada sendo de competência do juízo singular o processamento e julgamento. Obs. E. em desacordo com as normas legais. esse crime será absorvido pelo crime de perigo de contágio de moléstia grave.12. em razão da pena mínima abstratamente cominada ao delito é cabível a suspensão do processo nos termos da Lei 9. §1 ou §2º do CP) c) Se resultar culposamente a morte da vítima. b) Se resultar lesão corporal grave ou gravíssima.Obs.Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena .099/90. Como se disse. em concurso formal. o sujeito responde pelos crimes dos arts. de 29. Quanto a tentativa.br . Consumação e tentativa: Por se tratar de crime formal. pois o agente quis ou assumiu o risco de matar o ofendido. 4. Se o ato foi praticado apenas para a transmissão. 131 e 267 do Código Penal. art. estará configurado o crime de lesão corporal seguida de morte (CP. será possível a tentativa. independentemente da efetiva transmissão. trata-se de crime de perigo. consuma-se no momento da pratica do ato capaz de produzir o contágio. Parágrafo único. 129. em decorrência da gravidade da moléstia pela qual foi contaminada. 129 do CP). formal e como dolo de dano. 129. ART.com. Nessa hipótese. Contudo. 132 . Art. se culposamente o sujeito transmitir a moléstia grave. o agente responde somente por esse crime (art. se o fato não constitui crime mais grave.gustavobrigido. tem-se a hipótese de lesão corporal seguida de morte. (Incluído pela Lei nº 9. a ele deve ser imputado o crime de lesão corporal culposa. 132 . mas o delito é de perigo porque para sua consumação basta a exposição da saúde da vítima a probabilidade de dano. 5. §3º) e d) Se resultar dolosamente a morte da vítima.1998) www. quatro situações pode ocorrer: a) Se resultar lesão corporal leve (art. consumado ou tentado. sem intenção de morte (não se admite o dolo eventual) e porventura desse comportamento advier esse resultado. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza.PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM. o agente deverá responder por homicídio. ao agente deve ser imputado o crime de homicídio doloso. pois o sujeito quer produzir lesões corporais na vítima. por ausência de previsão legal nesse sentido. 6.detenção. Concurso de crimes: Se em decorrência da contaminação pela moléstia grave é também provocada epidemia. por se tratar de mero exaurimento. é possível quando a conduta do agente for executada em vários atos. na hipótese de efetiva transmissão da moléstia grave. Mas.

pois se trata de figura delituosa eminentemente subsidiária. submeter. Estará configurado crime único quando.ex. sofrendo risco direto e iminente. ou seja. Por exemplo: arremessar uma cadeira na direção de pessoas que se encontravam no interior de um restaurante. 132 do CP o agente que. haja vista que tal conduta se enquadra no art. Obs.com. caso o agente busque atingir um numero indeterminado de pessoas. O perigo ainda precisar ser direto. é necessário ficar provado que em razão do comportamento do agente a vítima teve sua vida ou sua saúde submetida a risco de lesão. A tentativa só será possível na modalidade comissiva. 3. com uma só conduta.: responde pelo delito do art. Em decorrência do caráter subsidiário. exigindo-se a comprovação efetiva de que a vítima foi exposta a perigo. Subsidiariedade expressa: Quando o artigo 132. Causa de aumento de pena: www. podendo ser realizada por meio de qualquer ação ou omissão apta a colocar o sujeito passivo em perigo direto e iminente.: disparo de arma de fogo em lugar habitado ou em suas adjacências.gustavobrigido. 132 do Código Penal. está reconhecendo que o sujeito ativo somente será imputado desse delito se não houve a produção de resultado mais grave.1. Elemento subjetivo: Somente se verifica na modalidade dolosa. em razão da subsidiariedade expressa prevista no art. 15 da Lei 10. Elementos objetivos do crime: O núcleo do tipo é expor. não caracteriza o crime de perigo para a vida ou saúde de outrem. agindo por espírito de emulação. Dessa forma. imprimindo velocidade excessiva ao seu caminhão. deve alcançar pessoa ou pessoas certas e determinadas.br . estará caracterizado algum crime de perigo comum (Art. 5. pois não basta a prática da conduta ilícita. O sujeito quer ou assume o risco de expor a vida ou a saúde de outrem a uma situação de perigo concreto. para evitar que o agente lhe abalroasse a traseira. ao cominar a pena. destrava portas de elevador de edifício. em via pública ou em direção a ela. o agente expuser várias pessoas ao perigo. corressem risco de se precipitarem no vazio do profundo poço do elevador. 4. condiciona sua aplicação apenas “se o fato não constitui crime mais grave”. P. 2. obrigando-a a imprimir em seu automóvel velocidade incompatível com as condições de tráfego. 250 a 259 do CP) Exemplo: pratica o crime do artigo 132 do CP o motorista que. dando causa a que usuários. não incide o instituto do concurso formal de crimes.826/03 – Estatuto do Desarmamento. Consumação e tentativa: Consuma-se o crime com a prática do ato e a ocorrência do perigo concreto para a vítima. aproxima-se perigosamente do veículo da vítima que seguia a sua frente. desavisados do fato. direto ou eventual. Trata-se de crime de perigo concreto.

741/03. em face do limite máximo da pena privativa de liberdade cominada pelo legislador. de 29. 99 – Expor a perigo a integridade e a saúde. 133 . Abandono de incapaz Art. www.detenção. Trata-se. quando a vítima é pessoa idosa. se presentes os requisitos legais.1998) A majorante (causa de aumento de pena) do parágrafo único do art. em desacordo com as normas legais. § 1º . a faixa etária do ofendido. guarda. Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. 99 da Lei 10. principalmente nas zonas rurais. com o escopo de assegurar efetiva proteção às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza. de um a cinco anos.Se resulta morte.Abandonar pessoa que está sob seu cuidado. do idoso submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis. (Incluído pela Lei nº 9.Se do abandono resulta lesão corporal de natureza grave: Pena . Leva em conta. e.Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave. e segue o rito sumaríssimo previsto nos artigos 77 e seguintes da Lei nº 9. portanto. Art. Admite transação penal. ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado. vigilância ou autoridade. de quatro a doze anos.741/2003 .777.gustavobrigido. de transporte clandestino e perigoso de trabalhadores. Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos.reclusão. por qualquer motivo.br . § 2º . em razão do princípio da especialidade. quando obrigatório fazê-lo.Estatuto do Idoso.reclusão. § 2º . portanto. Considerações finais: Esse crime ingressa no rol das infrações penais de menor potencial ofensivo. será excluído o artigo 132. 132 foi inserida no Código Penal com a finalidade de coibir comportamentos muito comuns. física ou psíquica.Parágrafo único. § 1º .099/95. define em seu artigo 99 uma figura especial de crime de perigo para a vida ou saúde. A Lei nº 10.com.12. Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1m (um) ano e multa. incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono: Pena . quando a vítima for pessoa idosa e a conduta encontrar correspondência no art.Se resulta a morte: Pena . Assim. uma causa de aumento de pena inerente à segurança viária 6. de seis meses a três anos.

Formas qualificadas: www. após deixar o filho pequeno sozinho em um local abandonado. 133: a) o ato de abandonar.: inexiste crime quando o incapaz é quem abandoa seu protetor. Sujeitos do crime: Sujeito ativo: a lei especificou aqueles que podem ser responsabilizados criminalmente pelo abandono.: pais em relação aos filhos menores de 18 anos de idade. Sujeito passivo: é o incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono e que estava sob a guarda.: instrutor de mergulho em relação aos alunos iniciantes. que se evidencia pelas seguintes formas: a) cuidado: é a assistência eventual (p. b) pessoa que está sob o cuidado. vigilância ou autoridade do sujeito ativo. 5. II .com. o filho de pouca idade que foge de casa.Aumento de pena § 3º .: capitão da polícia militar que leva seus subordinados para entrarem em uma perigosa favela. tutor ou curador da vítima.: enfermeira que cuida de pessoa idosa e inválida para zelar por si própria). arrepende-se e volta para buscá-lo. Não se confunde com o abandono material.ex. por medo. descuidar. direto ou eventual. III– se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos (Incluído pela Lei nº 10. amparo. Não se exige nenhuma finalidade específica. no sentido de deixar o incapaz sozinho. não pode. Obs. 244 do Código Penal. Podemos destacar os seguintes elementos constantes no art. depois de abandono e da conseqüente exposição ao perigo. b) guarda: é a assistência duradoura (p. lá abandoná-los). guarda. como.se o abandono ocorre em lugar ermo. O abandono deve ser físico.br .As penas cominadas neste artigo aumentam-se de um terço: I . 3. c) vigilância: é a assistência acauteladora (p. irmão. que a traz a idéia de desamparar. que se enquadra no crime do art. Elemento subjetivo: É o dolo de perigo. 2. de 2003) 1.ex. em razão de sua peculiar relação com a vítima do delito. d) autoridade: relação de superioridade (p. cuidado. tal como na hipótese em que o pai.gustavobrigido. Subsiste o crime quando o sujeito ativo. c) incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono. 4.ex. cônjuge. por exemplo. vigilância ou autoridade do agente. Basta praticar a conduta capaz de colocar o incapaz em situação de perigo.741. Consumação: No momento do abandono.ex. sem a devida assistência.se o agente é ascendente ou descendente. reassume o dever de assistência. Elementos objetivos do crime: O núcleo do tipo é abandonar. desde que resulte perigo concreto.

br .741/2003 – Estatuto do Idoso.com.741. Inciso III: Essa causa de aumento de pena foi inserida no Código Penal pela lei nº 10. irmão. Exposição ou abandono de recém-nascido Art. de um a cinco anos.Expor ou abandonar recém-nascido. § 2º . e jamais presumidos.gustavobrigido.Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena . de seis meses a dois anos. Inciso II: Fundamenta-se o aumento na maior reprovabilidade da conduta praticada quando presentes os laços de parentesco ou de maior proximidade entre o autor e a vítima.detenção.§ 1º . § 2º . Aumento de pena São crimes qualificados pelo resultado.se o abandono ocorre em lugar ermo. O rol é taxativo. por se tratar de norma prejudicial ao réu. Causas de aumento de pena: § 3º . para ocultar desonra própria: Pena . em razão do número cada vez maior de pessoas idosas abandonadas por parentes na fase de suas vidas em que mais necessitam de cuidado e proteção.As penas cominadas neste artigo aumentam-se de um terço: I . na modalidade preterdolosa (dolo no crime de perigo e culpa na lesão corporal ou na morte). § 1º . II . de quatro a doze anos.se o agente é ascendente ou descendente. de um a três anos. 134 . 6. de 2003) Inciso I: Lugar ermo é o local habitual ou eventualmente solitário. III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos (Incluído pela Lei nº 10. Destarte. os quais devem ser provados. Justifica-se o aumento pela maior dificuldade proporcionada ao incapaz para encontrar socorro. tutor ou curador da vítima. cônjuge.reclusão. não alcança quem vive em união estável.Se do abandono resulta lesão corporal de natureza grave: Pena . Não admite analogia.detenção.Se resulta a morte: www.Se resulta a morte: Pena .reclusão.

detenção. A avó que abandona recém nascido para esconder desonra da filha. mas também não solicita o auxílio da autoridade pública. Nesse sentido. é necessário que a exposição ou o abandono seja pela especial finalidade de ocultar desonra própria. Considerações: Esse delito representa a mesma conduta do crime de abandono de incapaz só que cometido por motivo de honra. por exemplo. Omissão de socorro Art. e qualquer das formas de omissão caracteriza o crime definido pelo art. ao desamparo ou em grave e iminente perigo. Trata-se de um crime próprio. o socorro da autoridade pública: Pena . o crime de omissão de socorro pode ser cometido de duas maneiras diversas: a) Falta de assistência imediata: o agente pode prestar socorro. Elementos objetivos do crime: O tipo penal contempla dois núcleos: “deixar” e “não pedir”. b) Falta de assistência mediata: quando o agente não pode prestar pessoalmente o socorro.Pena . pois o autor só pode ser pai ou mãe do recém nascido. ou multa.br . Não pedir. e triplicada. equivale a deixar de solicitar o auxílio da autoridade pública para socorrer quem está em perigo.Deixar de prestar assistência. 133 do CP. Somente e quando não tiver condições de prestar diretamente o socorro. inicialmente. responde pelo art. atropelada e gravemente ferida. em face do risco pessoal.A pena é aumentada de metade. 1. o sujeito deixar de fazer aquilo que lhe era imposto por lei (prestar socorro). Trata-se de típica hipótese de crime omissivo próprio. Exemplo: uma pessoa se depara em via pública com outra pessoa. 135 . ou à pessoa inválida ou ferida. se resulta a morte.653. 134. 1. de um a seis meses. deve prestar o socorro à vítima. salvo se contar com a participação da filha. nesses casos.com. e não pelo art. por sua vez. o agente. Deixar de prestar assistência significa não socorrer quem se encontra em perigo. Ocorre. de 2012). Assim. Parágrafo único . se puder fazê-lo sem risco pessoal. Condicionamento de atendimento médico-hospitalar emergencial (Incluído pela Lei nº 12. à criança abandonada ou extraviada. para caracterização do referido crime. o crime será o do art. www. quando possível fazê-lo sem risco pessoal. 135 do Código Penal. sem risco pessoal. 133. ou não pedir.detenção. pois a omissão é descrita pelo próprio tipo penal. quando há risco pessoal ou quando o agente não detém de conhecimentos suficientes para socorrer o ferido.gustavobrigido. Não sendo. São dois momentos distintos. se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave. Para a caracterização do crime. Nesse sentido. de dois a seis anos. e nada faz para ajudá-la. mas deliberadamente não o faz. deve pedir auxílio da autoridade pública.

Se apenas uma pessoa presta o socorro. por conta própria. isto é. quando a resistência da vítima impossibilitar a prestação de socorro. bem como o preenchimento prévio de formulários administrativos. art. Mas não basta a invalidez. quando diversas poderia tê-lo feito sem risco pessoal. nem que esteja ferida.br .com. Sujeitos do crime: Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa (crime comum). c) Pessoa inválida e ao desamparo: invalidez é a característica inerente a pessoa que não pode. deve solicitar auxílio imediato junto à autoridade pública. como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial: (Incluído pela Lei nº 12. ou. acidentalmente ou provocada por terceira pessoa. e por esse motivo não pode prover sua própria subsistência. nota promissória ou qualquer garantia. Art. 2. Exigir cheque-caução.653.: Subsiste o crime de omissão de socorro quando a vítima recusa a assistência de terceiro. Essa autoridade pública é aquele que possui atribuições e poderes para socorrer uma pessoa em perigo. Desaparecerá o delito. não sabe retornar por conta própria ao local em que reside ou possa encontrar resguardo e proteção. 135 do Código Penal podem ser vítimas do crime de omissão de socorro. www. É imprescindível que também se encontre ao desamparo. não podendo fazê-lo diretamente. de prestar socorro à vítima. Se várias pessoas negam a assistência. não necessariamente grave. Mas não basta esteja ferida. isto é. Não é necessário seja a vítima inválida. e) Pessoa em grave e iminente perigo: o perigo deve ser sério e fundado. ou multa. Sujeito passivo: somente as pessoas taxativamente indicadas pelo art. impossibilitada de afastar o perigo por suas próprias forças. todas respondem pelo crime.: O AGENTE NÃO TEM OPÇÃO!!! A lei impõe o dever de prestar o socorro imediatamente.503/97. Somente se não puder fazê-lo. São elas: a) criança abandonada: é a pessoa com idade inferior a 12 (doze) anos que foi intencionalmente deixada em algum lugar por quem devia exercer sua vigilância. praticar atos do cotidiano de um ser humano. Omissão de socorro e o Código de Trânsito Brasileiro: CTB. de 2012). ou seja. na ocasião do acidente. todavia. se o fato não constituir elemento de crime mais grave A Lei 9. deixar de solicitar auxílio da autoridade pública: Penas – detenção. d) Pessoa ferida e ao desamparo: é aquela que sofreu lesão corporal. quando o motorista atropela a vítima sem culpa e em seguida foge para não lhe prestar socorro. por justa causa. Pode advir de problema físico ou mental. de seis meses a um ano. incapacitada para se livrar por si só da situação de perigo.gustavobrigido. não há crime para ninguém. 3. no seu artigo 304 prevê novo tipo de omissão de socorro. 135-A. apto a causar um mal relevante em curto espaço de tempo. Obs. Exige-se ainda esteja a pessoa ao desamparo. b) criança extraviada: é a pessoa com idade inferior a 12 anos que está perdida.Obs. 304: Deixar o condutor do veículo.

Elementos objetivos: O núcleo do tipo penal é expor a perigo a vida ou a saúde da pessoa. para fim de educação. A objetividade. (Incluído pela Lei nº 12. quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis.reclusão. ensino. tolher alguém de um bem ou objeto determinado.Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade. Guarda ou vigilância. quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado. Considerações iniciais: Objetividade jurídica – como diz Damásio de Jesus.Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena . A omissão está descrita pelo próprio tipo penal. de 2012). é o impróprio para uma determinada pessoa.detenção. Trabalho inadequado. tratamento ou custódia.069. e até o triplo se resulta a morte.653. b) Sujeição a trabalho excessivo ou inadequado: Trabalho excessivo é o capaz de prejudicar a vida ou a saúde de alguém. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. nessa hipótese. § 3º . § 2º . em razão de produzir anormal cansaço como decorrência do seu elevado volume. § 1º . quer abusando dos meios de correção ou disciplina. Cuidados indispensáveis. 136 . de quatro a doze anos. se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (catorze) anos.detenção. tratamento ou custódia. quer abusando de meios de correção ou disciplina: Pena .br .gustavobrigido. de dois meses a um ano. é omissivo próprio ou puro.Aumenta-se a pena de um terço. ou multa. o CP reserva o nome de maus-tratos ao fato de o sujeito expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade.Pena . guarda ou vigilância. Maus-tratos Art. ensino. por seu turno.Se resulta a morte: Pena . (Incluído pela Lei nº 8. O crime. tratado ou custodiado por alguém. (Incluído pela Lei nº 12. A pena é aumentada até o dobro se da negativa de atendimento resulta lesão corporal de natureza grave. tais como tratamento médico e odontológico. para fim de educação. e por esse motivo apto a www. a exemplo dos anteriores estudados é a incolumidade pessoal.com. de um a quatro anos. quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis. por sua vez. 2. Parágrafo único. quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado. são os imprescindíveis à preservação da vida e da saúde de quem está sendo educado.reclusão.653. e multa. fornecimento de roupas adequadas para cada estação do ano etc. de 1990) 1. de 2012). retirar. Exemplo: mãe que injustificadamente não serve jantar ao filho de pouca idade. somente admitindo os modos de execução expressamente previstos em lei: São eles a) Privação de alimentos ou cuidados indispensáveis: Privar significa destituir.

Disciplina é o expediente utilizado para preservar a normalidade. tratamento ou custódia. § 1o Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos. em consequência das condutas descritas no tipo. para fim de educação. do idoso. § 2o Se resulta a morte: Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. incide o crime tipificado pelo artigo 99 da Lei 10. 6.com. isto é. Forma qualificada: www. e. ensino. Exemplo: é inadequado obrigar a um idoso a trabalhar em local descoberto no período noturno e durante o inverno. 232.proporcionar perigo de vida ou à saúde de quem o realiza. ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado: Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1 (um) ano e multa. ESTATUTO DO IDOSO: Art. guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento: Pena . não podendo ser qualquer pessoa que pode figurar nos polos do delito. É preciso que a vítima esteja sob autoridade. tanto ativa quanto passivamente 4. Sujeitos do crime: A sujeição ativa e passiva exige uma especial vinculação entre o autor e a vítima. manter certo aquilo que já está certo. o crime será o do artigo 232 da Lei 8. Se o delito for cometido na forma comissiva. 99. submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis. Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade. se a vítima for criança e adolescente. 3. e a vítima for idosa. c) Abuso dos meios de correção ou disciplina: Correção é o meio destinado a tornar certo o que está errado.069/90 – Estatuto da Criança e Adolescente. física ou psíquica. Maus-tratos contra idoso e contra criança e adolescente: Pelo princípio da especialidade. quando obrigado a fazê-lo. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE: Art.detenção de seis meses a dois anos. admite-se a tentativa.br . Expor a perigo a integridade e a saúde.gustavobrigido. Trata-se de crime próprio. 5. previsto no artigo 12 do Código Penal. guarda ou vigilância do sujeito ativo.741/03 – Estatuto do Idoso. Consumação e tentativa: Ocorrerá a consumação quando ocorrer efetiva exposição do sujeito passivo ao perigo de dano.

sem estabelecer quantas são.: art. tratamento ou custódia. A pena. realizado o fato apenas para submeter à vítima a intenso sofrimento físico ou mental. cabendo o instituto da suspensão do processo na hipótese primeira qualificada. e o de tortura. Tortura e Maus-tratos: Caracteriza-se o crime de tortura.Participar de rixa. 288). ensino. que se encontra sob a guarda. Ação Penal: O crime é de ação penal pública incondicionada. ocorrendo lesão corporal de natureza grave em que a pena é de um a quatro anos ou morte em que a pena é de quatro a doze anos. a pena de detenção. Considerações iniciais: Rixa é uma luta tumultuosa e confusa que travam entre si três ou mais pessoas. 1. Se o fato é praticado por alguém para fim de educação. ele o faz expressamente. é porque devem ser no mínimo três. quando o Código Penal exige duas pessoas (p.Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza grave.455/97. 2. A distinção entre os crimes de tortura e de maus-tratos deve ser feita no caso concreto: aquela depende de intenso sofrimento físico ou mental. de seis meses a dois anos. mas com imoderação. inc. 7. Para a caracterização do crime de rixa.ex. com emprego de violência ou grave ameaça. o crime é de maus-tratos. é submetido. 155.detenção. art. de dano (dolo de dano). acompanhada de vias de fato ou violências recíprocas. a diferenciação se baseia no elemento subjetivo. Parágrafo único . Importante salientar que as duas formas são estritamente preterdolosas. Portanto.: art. de quinze dias a dois meses. 1º.Nas modalidades qualificadas. aplica-se. o delito de maus-tratos. Obs. Ademais. poder ou autoridade do agente. é necessário a existência de ao menos 3 pessoas participando ativamente da rixa. §4. nesse caso. 137 . O julgamento será no juízo comum. CAPÍTULO 4 – DA RIXA Rixa Art. equiparado a hediondo. ou seja.br . é de reclusão. IV) ou então quatro pessoas (p. inciso III). é de perigo (dolo de perigo). em razão da pena mínima abstratamente cominada. 8. enquanto para este é suficiente a exposição a perigo da vida ou da saúde da pessoa. de dois a oito anos. pelo fato da participação na rixa. a intenso sofrimento físico ou mental. salvo para separar os contendores: Pena . quando alguém . Sem essa finalidade.gustavobrigido.com.: quando o Código Penal exige uma pluralidade de pessoas. Com efeito. Elementos objetivos: www. como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo (Lei nº 9. ou multa. o delito é de tortura.ex.

Menores de 18 anos. Se dois ou mais indivíduos ataca um terceiro. etc. Por se tratar de crime de perigo. Participa da rixa quem nela pratica. pois exige a presença de no mínimo três pessoas lesionando-se entre sim. pauladas etc. por mais ríspidas que possa ser. Somente em relação a terceiros se reconhece a excludente. É o chamado partícipe do crime de rixa. é um dos últimos resquícios da responsabilidade penal objetiva. A rixa qualificada. atos de violência material (ex. agressivamente. Obs. outro vendo. e deve ser no mínimo uma quarta pessoa. Os três ou mais rixosos devem combater entre si. de repente um deles saca de um punhal. É. Contudo. Interessante observar que a rixa será qualificada. o crime será de rixa qualificada. Não se exige o emprego de armas.).Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza grave. socos. loucos ou desconhecidos. também chamada de rixa complexa. nem mesmo que os rixosos lutem fisicamente (exemplo: lançar pedra um contra os outros). contudo. a pena de detenção. tomar parte nas agressões. entende ser possível a legítima defesa: Imaginemos três indivíduos lutando entre si. aplica-se.O núcleo do tipo é participar. por meio de induzimento ou instigação. Rixa qualificada é um crime preterdoloso. isto é. não há rixa. É legítima defesa. de seis meses a dois anos. O resultado mais grave pode ocorrer com um dos rixosos ou terceiros. ainda. Creio ser possível se reconhecer legítima defesa na Rixa. se resultar lesão corporal leve em algum dos envolvidos e seu autor foi identificado.: Não há que se falar em legítima defesa (Mirabete) dos rixosos. parágrafo único do CP): Parágrafo único . pois o delito reclama ao menos três indivíduos. 4. inclusive para o que sofrer as lesões graves ou gravíssimas. Para perfazer o número mínimo do crime de Rixa. Participa também aqueles que estimulam os demais a lutarem entre si. irresponsáveis. o agride em defesa de sua vida. rixa não é simples troca de palavras. Segundo Damásio este não responde homicídio. pois os rixosos atuam uns contra os outros. Sujeitos do crime: Trata-se de crime plurisubsiste. pelo fato da participação na rixa.: chutes. Entretanto. e concurso material. crime de condutas contrapostas. Rixa qualificada (art. Concordo com Damásio. todos devem ser punidos pela rixa. pouco importando se os demais são menores de idade. Nesse sentido. Como nessas situações não se pode precisar qual golpe foi efetuado por um determinado agressor contra o outro. Damásio. estão incluídos os participantes que por circunstâncias pessoais. www.com. Porém responderá por Rixa qualificada junto com os demais. 3. Em regra. tratando-se de lesão corporal grave ou gravíssima. que somente se defende.gustavobrigido. basta uma única pessoa imputável para caracterizar o crime. Mas. 137. não são puníveis.br . em face da participação no tumulto. ele responderá pela rixa e por esse crime. não é necessário que qualquer dos rixosos sofra lesões corporais.

dispensa-se o requisito temporal. para a atenuante. exige-se reação imediata. 121 do CP. para o privilégio. www. Se for identificado. ainda que. é incompatível o reconhecimento. Considere. e) De acordo com a jurisprudência do STF e do STJ.Analista Judiciário Sobre crimes contra a pessoa e contra o patrimônio.Prova: FAURGS . não há. d) Sendo a qualificadora. Para efeito de prova. 02 . mais Mirabete e outros. A questão é.com. assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta. neste caso. agravará a pena base.TJ-RS . de caráter subjetivo. do fato de ter Paulo agido por motivo torpe e. assinale a opção correta. b) Para a caracterização do homicídio privilegiado. contudo.º do art. provocada pela descoberta do adultério. pelo tribunal do júri. não é possível a coexistência. inclusive o lesionado. Nessa situação.Defensor Público A respeito dos crimes contra a pessoa. LISTA DE EXERCÍCIOS – DAS LESÕES CORPORAIS (ART. das atenuantes genéricas do relevante valor moral ou da violenta emoção. se for um dos rixosos. art. se presentes os demais requisitos legais. causando a morte de um dos rixosos. é estranha à rixa. concomitantemente. a) Considere que Paulo tenha sido acusado de ter premeditado a morte de Marta. exige-se que o agente se encontre sob o domínio de violenta emoção. com as atenuantes genéricas do motivo de relevante valor social ou moral e da coação resistível. c) O homicídio qualificado-privilegiado integra o rol dos denominados crimes hediondos. no crime de homicídio. para a caracterização da atenuante genérica.2012 . responderá por Rixa qualificada em concurso material com lesões graves ou homicídio. contudo. Obs. Observações gerais: A rixa simples e a qualificada são infrações penais de menor potencial ofensivo.099/95). e de ter auxiliado na consecução do homicídio. basta que o agente esteja sob a influência da violenta emoção. 129) / DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE (ART. prevalece o Código e o entendimento de Mirabete.: Na Rixa qualificada todos respondem por ela. Damásio de Jesus entende que responde por Rixa Simples em concurso material com outro crime. 59. deverá responder por rixa qualificada ou por rixa simples? Segundo o código. CP. e o processo e julgamento desse crime seguem o rito sumaríssimo (Lei 9. Se o Policial entra para impedir a Rixa. o autor responde por rixa em concurso material com lesões ou morte.Prova: CESPE . Não sendo possível identificar o autor das lesões ou morte. qualifica? Não. A causa da morte.Na Rixa qualificada a ocorrência de morte ou lesões graves pode ser individualizada ou não. O juiz. qualquer impeditivo para a coexistência dessa qualificadora com a forma privilegiada do crime de homicídio. com quem fora casado por vinte anos.br . Os limites máximos da pena privativa de liberdade autorizam a transação penal. dada a natureza objetiva das hipóteses previstas no § 1. 130 À 136) / DA RIXA (ART.: Se houver várias mortes ou lesões? A pena é a mesma. vale dizer. em princípio. um mês antes do fato delituoso.gustavobrigido. 137) 01 .DPE-RO . tratando-se de crime de homicídio.2012 . para ficar com todos os bens do casal. Paulo tenha descoberto que Marta lhe era infiel. todos respondem por Rixa Qualificada. Obs. da qualificadora do motivo torpe. 5.

TJ-RR .Área Administrativa Considere que Antônio. todos acionados por um vizinho que percebeu o choro insistente de uma criança por 15 minutos. A conduta de Maria é caracterizada como www. O laudo de exame cadavérico atestou não só o óbito de Maria.gustavobrigido. sendo comprovado que José veio a falecer em consequência das lesões provocadas pelo agressor. completamente enraivecido e sob domínio de violenta emoção. b) Uma paciente. ao ser apanhada em flagrante. ao chegar em casa. Certo Errado 05 . 03 . 157 do CP). 155 do CP) como o crime de roubo (art. Com base na situação hipotética acima apresentada. não poderá ser responsabilizada pelo delito de infanticídio. não caracteriza o motivo torpe.Técnico Judiciário Pedro. O ciúme.Prova: CESPE . o emprego de arma de brinquedo para intimidar a vítima autoriza o aumento da pena.DPE-PR . qualificador do homicídio. uma quadra de distância. sufoca seu próprio filho. por si só — que. há crime de latrocínio quando o homicídio se consuma. para comprar alguns mantimentos para a alimentação de sua filha. ainda que não tenha desejado a morte de José nem assumido o risco de produzi-la. não está acompanhado por outras circunstâncias —.com.2012 . com a intenção de provocar lesões corporais. a respeito dos crimes contra a pessoa. não possui qualquer consequência jurídica. em estado puerperal. o marido traído. c) O concurso de pessoas é circunstância que qualifica tanto o crime de furto (art. mas neste dia houve uma queda no sistema informatizado do supermercado o que atrasou o retorno à sua casa por 40 minutos. Maria constatou várias viaturas da polícia e corpo de bombeiros na frente de sua residência.Prova: CESPE .br . surpreendeu sua esposa. mas apenas assustada e sem qualquer lesão. ocasionando-lhe a morte. logo após o parto. esposo ciumento. Maria. desferiu dois tiros de revólver. matando Maria e ferindo seu amante. tenha agredido José com uma barra de ferro. Certo Errado 04 . os agentes dos órgãos de segurança verificam que a criança estava sozinha em casa. considerando que a enfermeira não era mãe da vítima. ainda que o agente não realize a subtração de bens da vítima. julgue os itens a seguir. circunstância desconhecida por Pedro.TRE-RJ . em coautoria com a enfermeira do hospital.Analista Judiciário . Todas as tardes a filha de Maria dorme por cerca de duas horas.2012 . momento no qual Maria realiza as atividades domésticas. Ao chegar próximo à sua casa. ofendeu verbalmente Pedro.Prova: FCC . com o arrombamento da porta de entrada da casa. Em determinado dia. neste horário de dormir da filha. Maria foi até ao supermercado próximo de sua casa. Em choque. Maria. Ao prestarem socorro à criança. mas também que ela estava grávida de dois meses. d) No crime de roubo. enquanto que o seu cometimento por motivo de relevante valor moral. com palavras de baixo calão. e) De acordo com entendimento sumulado do Supremo Tribunal Federal. Normalmente esta saída levaria de 10 a 15 minutos.2012 . Nesse caso.a) O cometimento do crime de homicídio impelido por motivo de relevante valor social enseja redução de pena. Antônio responderá pelo delito de homicídio. na cama com outro homem.Defensor Público Maria reside sozinha com sua filha de 5 meses de idade e encontra-se em benefício previdenciário de licença maternidade de 6 meses. acionando os órgãos de segurança. nesse caso.

07 . Na aeronave prestes a saltar encontrava-se Pedro. trabalhava e estudava.DPE-PR . que aos 25 anos interrompera seus estudos para viver à custa de uma tia idosa. do Código Penal (perigo para a vida ou saúde de outrem).2012 . tipificado no art. jovem arrogante. www. já tinha “sobre os seus ombros” a responsabilidade de cuidar de seus irmãos mais novos e de seu pai alcoólatra.DPE-PR . por si.Prova: FCC . 132. dada a incompatibilidade das circunstâncias em questão. ao se aproximar do solo.Defensor Público Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa. e) por crime de abandono de incapaz. A responsabilidade de João será a) por crime de homicídio doloso qualificado. c) pelo crime de perigo.2012 .se as regras da omissão imprópria. uma pequena aglomeração de pessoas se formou no aeroclube local para assistir a um espetáculo de paraquedismo. se não for apurada a autoria do crime de que a res proveio. e a deformou permanentemente. Numa cidade do interior do Estado. e) culposa qualificada pela deformidade permanente. aos 17 anos. 06 . Durante sua apresentação Pedro. é correto afirmar que a) o crime de assédio sexual pressupõe a prevalência da condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de cargo. 08 .com.2012 . João permanece inerte. Pedro vem a falecer por afogamento.Prova: FCC . por todos antipatizado.a) crime de abandono de incapaz. e como a explorava. irmãos. b) por crime de homicídio culposo. resolveu fazer uma manobra e acabou por acertar o rosto de Maria. emprego ou função.Defensor Público Pedro e João. b) de acordo com a jurisprudência atual do Supremo Tribunal Federal não se admite o reconhecimento do privilégio no furto qualificado pelo rompimento de obstáculo. O corte foi profundo e extenso. b) crime de abandono de incapaz majorado. Em solo.Defensor Público No tocante à parte especial do Código Penal. vez que a superioridade numérica. d) atípica e) contravenção penal. c) crime de abandono de recém nascido.DPE-SP . nadam em um lago. d) por crime de omissão de socorro. d) não é punível a conduta do agente que recebe coisa sabendo ser produto de crime. aplicando-se as regras da omissão imprópria..Prova: FCC . Pedro responderá pelo delito de lesão corporal a) simples. quando Pedro começa a se afogar.br . para o fim de obtenção de vantagem econômica ou favorecimento sexual. d) culposa. jovem simpática e querida por todos que. em meio aos observadores encontrava-se Maria. indica a maior reprovabilidade da conduta.gustavobrigido. b) grave. c) gravíssima. eximindo-se de qualquer intervenção. por puro exibicionismo e autoconfiança. c) o concurso de agentes constitui circunstância que qualifica o crime de homicídio. aplicando. Nesse caso.

a gestante sofrer lesão corporal de natureza grave. 11 . www. terá sua conduta subsumida ao art.e) pai que agride o filho homem. segundo orientação sumulada do Superior Tribunal de Justiça.Prova: CESPE .2011 . penalmente admissível que. b) existe a possibilidade da coexistência entre o homicídio praticado por motivo de relevante valor moral e o homicídio praticado com emprego de veneno.OAB-SP . não havendo responsabilização específica pelas lesões. 12 .Delegado de Polícia Sobre o crime de homicídio.Prova: VUNESP . por haver presunção juris tantum de que a mulher. a pena será duplicada. é CORRETO afirmar: a) a natureza jurídica da sentença concessiva do perdão judicial. c) Em caso de morte da vítima.br . durante ou logo após o parto. ou seja. assinale a alternativa correta a) É uma figura típica exclusivamente culposa b) É uma figura típica exclusivamente preterdolosa c) O perigo de vida não deve necessariamente ser "concreto" para incidência da qualificadora. se. a) O aumento especial de pena aplicado à violência doméstica praticada contra portador de deficiência aplica-se a lesão corporal leve. instigação ou auxílio a suicídio seja praticado por motivo egoístico ou caso seja a vítima menor ou. d) a futilidade para qualificar o homicídio deve ser apreciada subjetivamente. causando-lhe lesões corporais de natureza leve.Delegado de Polícia Tratando-se do crime de lesão corporal previsto no artigo 129.3 .Defensor Público Assinale a opção correta.com. ainda. 09 . se assuma o risco de produzir o resultado.crime de violência doméstica. pela opinião do sujeito ativo. 129. assinale a opção correta. as penas serão aumentadas de um terço. c) a conexão teleológica que qualifica o homicídio ocorre quando é praticado para ocultar a prática de outro delito ou para assegurar a impunidade dele.Primeira Fase Acerca da lesão corporal. não sendo.Prova: PC-SP . não subsistindo efeitos secundários. independentemente de o resultado ser produzido dolosa ou culposamente. dispensa-se a perícia médica caso se comprove que a mãe esteja sob a influência do estado puerperal. d) O exame de corpo de delito (pericial) vítima é dispensável para a caracterização da qualificadora em questão e) E hipótese que caracteriza a culpa consciente 10 . por qualquer causa. § 1°.2007 . que possui 18 anos de idade. em consequência do delito. inciso II. § 9o . são absolutamente incompatíveis o dolo eventual e as qualificadoras do homicídio.Exame de Ordem .2008 .DPE-MA . cedendo lugar ao crime de homicídio.PC-GO . o delito de omissão de socorro não subsiste. b) Nas figuras típicas do aborto. a) Tratando-se de delito de infanticídio. por motivo torpe ou fútil.PC-SP . e) Caso o delito de induzimento. grave e gravíssima.NÚCLEO .Prova: UEG . d) Segundo a jurisprudência do STJ. seja sua capacidade de resistência eliminada ou diminuída. no homicídio culposo. é condenatória. aja sob a influência desse estado.2011 . portanto. do CPB (perigo de vida). a respeito dos crimes contra a pessoa. uma vez que a circunstância agravadora dessa figura típica omissiva se limita à ocorrência de lesões corporais de natureza grave.gustavobrigido.

podendo ser cometida por qualquer meio eleito pelo agente. que decorre da simples existência material da contenda. 137.com. conduta tipificada pelo art.OAB-SP .gustavobrigido. há seis anos não convive mais com sua ex mulher. sem dela participar.Prova: MPE-SP .. www. classifica a lesão como gravíssima. b) caso o crime tenha sido praticado por motivo egoístico. caput.br .Exame de Ordem . e desde que seja o causador da situação de perigo a título de dolo ou culpa.MPE-SP . b) O agente que participa de rixa responde pela prática do delito como autor. ainda que levemente.Primeira Fase A respeito da rixa. responde também pelo crime. 16 . salvo para separar os contendores”).2 . d) O crime de rixa não admite concurso de agentes. O crime praticado é de lesão corporal de natureza a) gravíssima.Promotor de Justiça Pratica o crime de omissão de socorro.MPE-SP . d) gravíssima. b) Há presunção de perigo. do Código Penal (“Participar de rixa.2008 .Prova: VUNESP .Prova: VUNESP . d) caso o crime tenha resultado de inobservância de regra técnica de profissão. arte ou ofício.3 . 13 . por mais de duzentos dias. 135 do Código Penal: a) aquele que deixar de prestar socorro à vítima ferida. a) É crime plurissubjetivo ou de concurso necessário.Prova: VUNESP . c) É possível uma pessoa ser sujeito ativo e passivo do mesmo crime. causando a perda da vista de seu olho esquerdo.OAB-SP . grave e gravíssima. c) Lesão corporal culposa e a de natureza leve são delitos de ações penais públicas condicionadas a representação da vítima ou de seu representante legal.2007 .OAB-SP . d) É infração de forma livre. e) Quem provoca a rixa por imprudência. c) Não se admite a responsabilização de agente como partícipe no crime de rixa. com aumento especial de pena pela violência doméstica.2011 . 15 . previsto no art. descrito no art. a) O agente que participa de rixa responde pela prática do delito como partícipe. c) grave. porque é um crime plurissubjetivo.Exame de Ordem .Promotor de Justiça Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa.b) As lesões corporais leve. 14 . com aumento especial de pena pela violência doméstica. assinale a alternativa incorreta. terão aumento especial de pena na proporção de um terço.2008 . d) A incapacidade permanente para as ocupações habituais da vítima de lesão corporal. a pena de Mercedes será duplicada a) se ela deixar de prestar socorro imediato à vítima.Primeira Fase Suponha que Bárbara tenha se suicidado após ter sido induzida e instigada por Mercedes. c) se ela fugir para evitar prisão em flagrante. Com relação ao crime de rixa.Primeira Fase Ex-marido que. se praticadas através da violência doméstica.Exame de Ordem . 137 do Código Penal.2007 . assinale a alternativa correta. segundo o CP. Nessa situação hipotética.2 . b) grave. 17 . agride-a em sua residência quando vai visitar seus filhos.Prova: CESPE .

No homicídio preterintencional. salvando-o da morte. Nessa situação. III. acertou apenas um deles. funcionário público. sem possibilidade de cura. dando a aparência de que os numerários depositados eram oriundos de atividade normal da empresa. Nessa situação. Nessa situação.PC-RJ . a movimentação.. e) Wagner. b) David. David praticou crime de lesão corporal de natureza grave.Delegado de Polícia Em cada um dos itens a seguir. a propriedade e a utilização de valores recebidos em cheques provenientes de concussão. que compreende também os interesses individuais do agente.com.br .O agente que. sendo correto afirmar que houve adequação típica mediata. para livrar um doente.gustavobrigido.Prova: CEPERJ . Wagner responderá pelo crime de lavagem de dinheiro 19 .Delegado de Polícia Considerando os delitos contra a pessoa. pretendendo matar Nilo. tendo praticado uma conduta típica culposa e que tenha deixado de atuar sem risco pessoal. efetuou quatro tiros em direção a Genilson. o agente responderá por culpa com relação ao resultado morte. com animus laedendi.2009 . Ambos atiraram na vítima. Nessa situação. voluntariamente. o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha deverá ser denunciado e processado. julgue os itens abaixo. c) Morgado. 18 .Prova: CEPERJ . Logo em seguida. mediante o uso de arma de fogo. apenas o superior hierárquico de Morgado será punível d) Quatro indivíduos compunham um grupo de extermínio procurado havia tempo pela polícia. converteu-os em ativos lícitos por meio de depósito em conta-corrente da empresa Acessórios Veiculares Ltda. é correto afirmar que Mário e Bruno são coautores do homicídio perpetrado. de acordo com a Lei dos Crimes Hediondos.Mário e Bruno. de graves sofrimentos físicos e morais. com animus necandi. d) aquele que. pratica a eutanásia com o consentimento da vítima. seguida de uma assertiva a ser julgada. para dissimular a origem. no período de agosto de 1999 a novembro de 1999. Nessa situação.2009 . sem dolo ou culpa e desde que não haja risco pessoal. em tese. o crime praticado por Gilson foi tentado. entre eles a piedade e a compaixão. que. em consequência. e) aquele que der causa a uma situação de perigo. passou a ter debilidade permanente do membro. já que agiu por relevante valor moral. der causa à situação de perigo. classificado como crime instantâneo. No entanto. cumprindo ordem não manifestamente ilegal de seu superior hierárquico. é apresentada uma situação hipotética. deve. da qual era sócio-cotista. ao ser sentenciado. funcionário público. ignorando cada um o comportamento do outro. e tiver deixado de prestar socorro à vítima por perceber que ela poderia ser socorrida por terceiros. Em certo momento. mas deverá ficar isento de pena. responder por homicídio privilegiado. www. Nessa situação. Assinale a opção cuja assertiva esteja incorreta.b) aquele que deixar de prestar socorro à vítima em situação de perigo por ele criada a título de culpa e desde que não haja risco pessoal. I. que veio a falecer em virtude dos ferimentos ocasionados pelos projéteis disparados pela arma de Bruno. por imprudência. desferiu duas facadas na mão de Gerson. acabou por praticar crime contra a administração pública. forneceu informações e provas que possibilitaram a prisão do grupo. a) Gilson. postaram-se de emboscada. II. um policial que passava pelo local levou Genilson ao hospital.PC-RJ . um dos integrantes do grupo dirigiu-se à polícia e. por meio da chamada culpa consciente. a fim de aplicá-los no mercado financeiro. c) aquele que deixar de prestar socorro à vítima em face de uma situação de perigo a que ele deu causa.

mulheres ou homens. podendo as penas ser aumentadas de 1/3 se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. 21 . d) É impossível ocorrer participação. Estão certos apenas os itens a) I e III b) I. d) todas as pessoas. apenas Tício morreu.2011 . em sentido estrito. Para isso. V. Nessa situação. a) A omissão de socorro classifica-se como crime omissivo próprio e instantâneo. c) para a ocorrência do crime de induzimento.Primeira Fase (Set/2009) A respeito do crime de omissão de socorro. as seguintes alternativas estão corretas.Prova: PC-MG . instigação ou auxílio ao suicídio. EXCETO a) a mãe que. a título de correção.2 . ambos trancaram-se em um quarto hermeticamente fechado e Caio abriu a torneira de um botijão de gás. o indivíduo responderá pelo crime de maus-tratos. b) o agente que provoca várias lesões corporais. III e V c) I. b) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando a maioria dos rixosos propõe a cessação do conflito. sob juramento. em estado puerperal.Exame de Ordem Unificado . deixando-a em um quarto escuro e fétido. II e V d) II e IV e) IV e V 20 . Tentativa. b) A criança abandonada pelos pais não pode ser sujeito passivo de ato de omissão de socorro praticado por terceiros. decidiram morrer na mesma ocasião.Prova: CESPE .2009 . Caio deverá responder por participação em suicídio. será indispensável que a vítima seja determinada e tenha capacidade de discernimento. e) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando os rixosos abandonam o local do conflito.com.Um indivíduo.Delegado de Polícia Quanto aos crimes contra as pessoas. que se enquadram às situações emanadas do tipo. c) O crime de omissão de socorro é admitido na forma tentada. 22 . todavia. na enfermaria do hospital.. c) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando os rixosos não conseguem consumá-lo por circunstâncias alheias à sua vontade.br . amarrou sua esposa ao pé da cama. podem ser vítimas dos crimes de violência doméstica.Promotor de Justiça Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa.MPE-MS . de natureza grave e gravíssima.OAB . mata filho de outra pessoa pensando ser o próprio.2008 . logo após o parto.gustavobrigido.IV. responde por infanticídio e não por homicídio.Prova: MPE-MS .Caio e Tício. Nesse caso. www. assinale a opção correta. em crime de omissão de socorro.PC-MG . O crime de rixa na forma tentada quando ocorre? a) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando um dos rixosos desiste de participar do conflito. contra a mesma vítima em um mesmo contexto fático responde por crime continuado. d) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando todos os rixosos desistem de prosseguir no conflito.

b) homicídio doloso. Nesse caso. obriga a ex-namorada a ingerir veneno causando sua morte comete homicídio qualificado pela torpeza.2009 . porque não quitou. e) O rapaz que.Segurança Tício tentou suicidar-se e cortou os pulsos.1ª REGIÃO (RJ) . inconformado com as denúncias de corrupção de determinado político. a dívida de R$ 1. d) Aquele que expõe a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade.Técnico Judiciário . e) O crime de perigo de contágio venéreo previst no artigo 130 do Código Penal é de ação penal pública condicionada à representação do ofendido. Considera-se a vida humana como um direito fundamental garantido pela Constituição Federal ainda objeto de proteção pela legislação penal vigente. no intuito de apressar a posse da herança. ou sob a influência de violenta emoção. se este resultar à gestante lesão corporal de natureza grave ou na hipótese de lhe sobrevir a morte.PC-RN . Dado esse enunciado. b) O herdeiro que provoca a morte do testador.TJ-RO . Em seguida arrependeu-se e chamou uma ambulância. 24 . que sabia das intenções suicidas de Tício. assinale a única alternativa CORRETA.Prova: PUC-PR . no momento que não é observado.Juiz Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa. d) induzimento a suicídio. Celsus. para fim de educação. guarda ou vigilância.2009 . na data prometida. c) O pai. mata o corrupto. Dos Crimes Contra a Pessoa . impediu dolosamente que o socorro chegasse e Tício morreu por hemorragia.Prova: CESPE . quer abusando de meios de correção ou disciplina responde pelo delito de homicídio na forma omissiva. ensino. falecendo com a queda. tratamento ou custódia. a) O cobrador que mata a pessoa que lhe deve. c) A legislação penal vigente não permite a redução de pena em crimes de lesão corporal na hipótese de o agente ter cometido o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção. c) instigação a suicídio. age em legítima defesa da honra. d) O cidadão que. comete homicídio doloso. 25 . b) Aumentam-se da metade (1/2) até dois terços (2/3) as penas aplicadas ao crime de aborto.br .Prova: CESPE . pois assumiu o risco de produzir o resultado.Agente de Polícia Em relação aos crimes contra a pessoa. e) homicídio culposo.23 . o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.. logo em seguida à injusta provocação da vítima.com. assinale a opção correta.gustavobrigido. 26 .Agente de Polícia www..2011 .Prova: FCC .Contra a Vida. logo em seguida a injusta provocação da vítima. a) Se o agente comete o crime de homicídio (simples ou qualificado) impelido por motivo de relevante valor social ou moral. Celsus responderá por a) auxílio a suicídio. quer privando-a a de alimentação ou cuidados indispensáveis. comete crime de homicídio qualificado pela dissimulação.2011 . quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado.00 comete homicídio qualificado por motivo fútil. inconformado com o fim do relacionamento.PC-RN . que deixa de colocar tela de proteção na janela do apartamento e cujo filho. debruça-se no parapeito e cai.TRT .

129. b) homicídio doloso simples.TJ-PE .Juiz No crime de lesão corporal praticado no contexto de violência doméstica (art.Prova: CESPE . e) A conduta do filho que.com.Escrivão de Polícia Civil Com relação aos crimes contra a pessoa. não comete crime. b) Manoel praticou lesão corporal seguida de morte. c) Manoel praticou o crime de auxílio ao suicídio. e) Manoel não praticou crime.2011 .Agente de Polícia Kaio encontrou Lúcio. é atípica. limpava uma arma que legitimamente possuía em sua residência. já que não agiu com dolo ou culpa em face da excludente de ilicitude.2010 . d) homicídio culposo. assinale a opção correta. c) não incide a agravante de o crime ser cometido contra cônjuge. como não tinha intenção de matar.2009 . b) é necessário que a vítima conviva com o agente. c) A mulher que mata o filho logo após o parto. Agente Penitenciário. 30 . tendo ciência de que é falso. Com relação a essa situação hipotética. nesse caso o atropelamento. d) a pena é aumentada de 1/6 (um sexto) se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. a) No crime de abandono de recém-nascido. se atirou contra seu veículo. Na situação descrita. comete o crime de difamação. assumiu o risco de atropelar alguém. mas. vindo a óbito. Kaio cometeu crime de a) homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. ao dirigir.br .Prova: CESPE . e) não basta que se prevaleça o agente de relação de hospitalidade.SERES-PE . seu desafeto. imprudentemente. d) Manoel não praticou crime. desfere-lhe uma rasteira. contra a vontade do pai. o sujeito ativo só pode ser a mãe e o sujeito passivo é a criança abandonada. o mantém internado em casa de saúde. em um restaurante. d) A pessoa que imputa a alguém fato definido como crime. 28 . não responde pelo resultado morte. por estar sob influência do estado puerperal. b) Não é punido o médico que pratica aborto. posto que contribuiu para a conduta suicida da vítima. fazendo com que Lúcio caia e bata a cabeça no chão.Prova: UPENET . Lúcio sofre traumatismo craniano. quando. pois. privando-o de sua liberdade. Em decorrência. assinale a opção correta.2009 . do Código Penal).PC-RN .gustavobrigido. a) Manoel praticou homicídio culposo. acionou um mecanismo que produziu um disparo que veio a atingir a mão de sua www. a) o sujeito passivo é sempre a mulher. Com a intenção de humilhá-lo e feri-lo. se a ofendida é casada com o autor. 27 . posto que o fato não é típico. desejando cometer suicídio. ao dirigir veículo automotor.PC-RN . mesmo sem o consentimento da gestante. c) lesão corporal seguida de morte. uma vez que.Prova: FCC .Manoel dirigia seu automóvel em velocidade compatível com a via pública e utilizando as cautelas necessárias quando atropelou fatalmente um pedestre que. § 9º .Agente Penitenciário "A". quando a gravidez é resultado de crime de estupro. 29 . e) lesão corporal culposa. na medida em que não houve previsibilidade na conduta da vítima. o condutor assume o risco de produzir o resultado.

ainda que a qualificadora seja de natureza objetiva. assuma-se o risco de produzir o resultado. mas somente pelos pais ou tutores da vítima.gustavobrigido. não se admite a aplicação do instituto do perdão judicial ao delito de lesão corporal. d) No delito de aborto.Prova: CESPE . ainda que culposa. podendo ser assim compreendida qualquer atividade regularmente desempenhada pela vítima. Certo Errado www. negligência ou imperícia por parte da gestante. c) lesão corporal culposa gravíssima. e) Por ausência de previsão legal.empregada doméstica "B".Defensor Público Quanto aos crimes contra a pessoa. 34 . aos crimes contra a honra e àqueles contra a liberdade individual. fútil etc.DPE-PI . Diante dessa situação.com. b) É inadmissível a ocorrência de homicídio privilegiado-qualificado. c) o reconhecimento do perigo de vida no delito de lesões corporais graves depende de exame de corpo de delito complementar.Prova: CESPE . b) lesão corporal culposa grave. d) porte ilegal de arma de fogo. e) posse ilegal de arma de fogo e lesão corporal culposa.Defensor Público No que se refere aos crimes contra a vida.Defensor Público Para a configuração da agravante da lesão corporal de natureza grave em face da incapacidade para as ocupações habituais por mais de trinta dias. d) o crime de maus tratos não pode ser cometido por professores contra os seus alunos.2010 .METRÔ-SP .Advogado A respeito dos Crimes contra a Pessoa.2010 . 33 . não é necessário que a ocupação habitual seja laborativa. a) São compatíveis.br . é correto afirmar que a) o crime de omissão de socorro pode ser cometido por pessoa que não se encontra presente no local onde está a vítima. quando resultar de imprudência. c) No delito de infanticídio incide a agravante prevista na parte geral do CP consistente no fato de a vítima ser descendente da parturiente. é incompatível o domínio de violenta emoção com o dolo eventual. por motivo torpe. É penalmente aceitável que. "A" responderá por a) lesão corporal culposa.Prova: CESPE . o dolo eventual e as qualificadoras do homicídio.. às lesões corporais.Prova: FCC . em princípio. 32 . e) quem induz alguém a suicidar-se não responde pelo delito se da tentativa de suicídio resultam apenas lesões corporais graves. aplicável ao concurso de pessoas.2009 . que ficou permanentemente debilitada na sua função prensora. assinale a opção correta.DPU . julgue os seguintes itens.DPU . não se admite exceção à teoria monista. quando a gestante recebe auxílio de terceiros. Certo Errado 35 . Em se tratando de homicídio. b) o crime de auto-aborto é punível por culpa.2010 .

é tipificada como crime de injúria.2004 . A pena prevista legalmente é aumentada em um terço.Na difamação é sempre cabível a exceção da verdade. II. Na pena prevista legalmente para o crime.Não há previsão legal de crime de injúria qualificada.9ª REGIÃO (PR) . admite exceção da verdade. Assinale a alternativa correta: a) Há apenas uma proposição correta b) Há apenas duas proposições corretas c) Há apenas três proposições corre www.2ª Etapa Considere as assertivas a seguir. Marque a alternativa correta: a) todas as proposições estão corretas b) somente a proposição V está incorreta c) somente a proposição IV está incorreta d) somente a proposição II está incorreta e) somente as proposições III e IV estão incorretas 37 .2003 . por qualquer meio. de dois a oito anos.1ª Prova .Juiz . com o fim de retê-lo no local de trabalho. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto.br . Na pena prevista legalmente para o crime. A pena prevista para este crime é de reclusão. IV. Considerando os fatos descritos e a disciplina legal dos crimes contra a honra.Prova: FUNDEC . com o fim de retê-lo no local de trabalho. com o intuito de prejudicar a imagem deste.gustavobrigido.9ª REGIÃO (PR) .1ª Prova . salvo se o ofendido é servidor público e a ofensa se deu em razão da função.Na injúria não se admite a exceção da verdade. IV . incorre quem mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador.A ofensa contra servidor público. III .Juiz .Prova: AOCP .com. em relação ao crime de redução à condição análoga à de escravo: I. desafeto de "B"(taxista). na conduta acima descrita. confecciona e expõe em rua movimentada um "outdoor" com a seguinte frase: "Cuidado! 'B' é ladrão". Caracteriza-se pela submissão da pessoa a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. além da pena correspondente à violência. V.TRT .O crime cometido por "A. incorre quem cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador. no exercício de suas funções. II . se o crime é cometido contra criança ou adolescente. é correto afirmar que: I . e multa.2ª Etapa "A". quer restringindo.36 .TRT . III. quer sujeitando-a a condições degradantes de trabalho. V .

estendendo-se daí até o art. Espécies de honra: Classifica-se a honra. Por isso.br . inerente a todo homem e cuja ofensa produz uma dor psíquica. É a reputação de cada indivíduo no meio social em que está imerso. inicialmente. Por corolário. Trata-se. a retratação nos crimes de calúnia e de difamação (art. 145). ao pedido de explicações (art. a proteção legal recai sobre a honra. intelectual e físicas pertinentes a determinada pessoa. Nesses delitos. 142). morais e intelectuais. Os crimes de calúnia e de difamação atacam a honra objetiva. e. em ambos os crimes. É imprescindível. do julgamento que as pessoas fazem de alguém. 140). em objetiva e subjetiva: Honra objetiva é a visão que a sociedade tem acerca das qualidades físicas. Considerações iniciais: Os crimes contra a honra acham-se tipificados nos arts. em suma. 141). morais e intelectuais de um ser humano. Conceito de honra: Honra é o conjunto de qualidade físicas. um abalo moral. exigem a atribuição da prática de um fato a outrem. 145 do mesmo códex as disposições pertinentes às formas qualificadas (art. 138 a 140 do código penal. assim entendida o conjunto de qualidades de ordens moral. Honra subjetiva. á exclusão do crime (art. morais e intelectuais de determinada pessoa. a imputação de um fato específico e determinado. consuma-se quando a ofensa proferida contra a vítima chega ao conhecimento de terceira pessoa.d) Todas as proposições estão corretas e) Todas as proposições estão incorretas GABARITO OFICIAL: 1-B 11-A 21-A 31-A 2-E 12-C 22-C 32-A 3-E 13-B 23-E 33-A 4-C 14-C 24-B 34-C 5-D 15-B 25-A 35-E 6-D 16-E 26-E 36-B 7-D 17-C 27-C 37-E 8-E 18-D 28-A 9-B 19-A 29-C 10-B 20-B 30-A CAPÍTULO 5 – DOS CRIMES CONTRA A HONRA 1. www. 2. a ação penal (art. finalmente. descrito em lei como crime (quando será calúnia) ou simplesmente ofensivo à sua reputação (difamação).com. 143).gustavobrigido. que o fazem merecedor de respeito no meio social e promovem sua autoestima. é o sentimento que cada pessoa possui acerca das suas próprias qualidades físicas. 3. por sua vez. É um sentimento natural. É o juízo que cada um faz de si mesmo (autoestima).

Honra especial ou profissional é aquela que se relaciona com a atividade particular de cada um. Obs. é irrelevante.se. A honra comum é a que diz respeito ao cidadão como pessoa humana. a propala ou divulga.gustavobrigido. 4. e multa. independente da qualidade de suas atividades. mas nunca de injúria.Caluniar alguém. § 2º .Admite-se a prova da verdade. constituindo o fato imputado crime de ação privada. escrita ou oral. gestos ou meios simbólicos.: Menor ou doente mental podem ser sujeitos passivos nos crimes contra a honra? Há quem diga que não. atinge-se a honra comum. intelectuais e morais. está se ofendendo a honra profissional. sabendo falsa a imputação. Também poderá ser vítima de difamação. difamação e calúnia.: Em tese.: Pessoa Jurídica pode ser sujeito passivo de crime contra a honra? Atualmente. mas quando se diz que o médico é um açougueiro. por se tratar de crime de objetividade jurídica disponível. Se a imputação falsa versar sobre delitos ambientais e crimes contra o consumidor (contra a economia popular – Lei nº 1. direito este que adquiriram ao nascer com vida. Exceção da verdade § 3º . mas imputação de qualidade negativas à vítima. Não há a atribuição de fato. responderá somente por calúnia. esta já pode ser sujeito passivo da CALÚNIA.com.521. se o representado não concordar. quando se chama alguém de ladrão.Na mesma pena incorre quem. no tocante às suas qualidades físicas. Obs. praticado injúria. inexistirá o crime. o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível. Direito fundamental. esse crime se consuma quando a própria vítima toma ciência da ofensa que lhe foi dirigida. Calúnia Art.A injúria viola a honra subjetiva. Confira um julgado do Supremo Tribunal Federal sobre a diferenciação entre os crimes contra a honra: O tipo de calúnia exige a imputação de fato específico. O consentimento do ofendido. e a intenção de ofender a honra da vítima. salvo: I . em virtude da lei dos crimes ambientais que prevê também a responsabilidade penal para pessoa jurídica.detenção. entretanto. de 26 de dezembro de 1951). Por Exemplo. Os crimes contra a honra podem ser cometidos por intermédio da palavra. O consentimento do representante legal do ofendido. § 1º . Tanto o menor quanto o doente mental têm o direito à honra.br . O tipo de difamação exige a imputação de fato específico. Mas esta não é a opinião de Heleno Cláudio Fragoso. que seja criminoso. de seis meses a dois anos. 138 . imputando-lhe falsamente fato definido como crime: Pena . www. Logo.É punível a calúnia contra os mortos. Observações gerais: Obs. A atribuição da qualidade de irresponsável e covarde é suficiente para a adequação típica face ao delito de injúria. A honra ainda recebe outra divisão em comum e especial ou profissional.

se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. Caso contrário haverá erro escusável de tipo. podemos indicar os três pontos principais que especializam a calúnia com relação às demais infrações penais contra a honra. a prática de um fato definido como crime. A imputação há de ser falsa e o agente ter consciência da falsidade. desde que o crime a ela atribuído falsamente seja tipificado na Lei 9. Não reconhece. Obs. ser falso c) Além de falso.: CALÚNIA CONTRA OS MORTOS: O § 2º do art.: AGENTE QUE PROPALA OU DIVULGA A CALÚNIA: O agente que propala ou divulga a calúnia também deverá ser responsabilizada.se do crime imputado. O fato.: toda vez que o fato imputado falsamente à vítima for classificado como contravenção penal.: caso não seja um fato. obrigatoriamente. ou seja. Sujeitos do crime: Qualquer pessoa pode figurar no pólo ativo ou como sujeito passivo do crime de calúnia. Poderá também a pessoa jurídica figurar como sujeito passivo do crime de calúnia. Consumação e tentativa: A calúnia se consuma quando um terceiro. Considerações iniciais: Calúnia é a falsa imputação de um fato descrito como crime. o fato deverá ser considerado crime de difamação. ou seja. Não basta. não basta mera hipótese legal de crime ou manifestação limitada. 1. a indicação de fato certo e determinado. são requisitos para a configuração do art. deve ter ciência de que a imputação definida como crime é falsa. Nas demais hipóteses. O sujeito atribui falsamente a terceiro a prática de delito. o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível. b) Esse fato imputado à vítima deve.com. É necessário particularizar as circunstâncias bastantes para identificar o acontecido. além de ser falso e está definido como crime. o crime será de injúria.gustavobrigido. Contudo. Obs.605/98 (Lei dos Crimes Ambientais). definido como crime. 141. não poderemos subsumi-lo ao crime de calúnia. 3. Obs. o fato deve ser definido como crime Também ocorrerá o delito de calúnia quando o fato em si for verdadeiro. III . que não o sujeito passivo. embora de ação pública. dizer que a vítima furtou. Obs. deverá ser determinado. quando houver. 138 do CP. Assim. devendo ser entendido como delito de difamação. contudo para os crimes de difamação e injúria. 2. Nos termos como já foi decidido pelo STJ. 138 do Código Penal. 138 do Código Penal diz que é punível a calúnia contra os mortos. a saber: a) Imputação de um fato. sendo que o agente imputa falsamente a sua autoria à vítima. nos termos do §1 do art. por exemplo. toma conhecimento da imputação falsa de fato definido como crime.br . mas um atributo negativo quanto à pessoa da vítima. realmente. em respeito ao princípio da legalidade. somada ao dolo de ofender. esse deve agir dolo direto. www.II .

A calúnia é crime contra a honra. efetivamente. Diferença entre o crime de calúnia e denunciação caluniosa: Na calúnia o sujeito se limita a imputar a alguém.com. O §3º do art. 138 do Código Penal. 5. instauração de investigação administrativa. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém que sabe inocente. não seria razoável. portanto. podendo ser inquiridas as testemunhas arroladas na queixa. o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível. demonstrar que. quando for oferecida a exceção da verdade. Na primeira hipótese. Assim.Alguns autores sustentam a possibilidade do crime de difamação na forma tentada.se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. contudo. o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível. desde que meio de execução permita que crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. não poderá ser erigida a exceção da verdade. enquanto a denunciação caluniosa é crime contra a Administração da Justiça e de ação penal pública incondicionada. ou para completar o máximo legal. previsto no artigo 396 do Código de Processo Penal. 138 do Código Penal.br . ou outras indicadas naquele prazo. do §3º do art. de processo judicial. a prática de um fato definido como crime. O momento oportuno para oferecer a exceção da verdade é da resposta do réu.Admite-se a prova da verdade. a infração penal a ele atribuída. III . que. o querelante poderá contestá-lo no pazo de 2 dias.se. 145 do CP). bem como ao chefe do governo estrangeiro. salvo: I . previsto no art. se a sentença penal condenatória não houver transitado em julgado. os fatos por ele narrados são verdadeiros. www. leva essa imputação ao conhecimento da autoridade pública. proíbe-se a prova da verdade quando o ofendido tiver sido absolvido em sentença irrecorrível do crime que lhe atribui o agente. ainda. afastando-se. pois pretende-se proteger o cargo e a função que ocupam. ressalva as situações em virtude das quais se torna impossível a argüição da exceção da verdade. No inciso III. seja em primeiro grau ou em grau de recurso. falsamente e perante terceira pessoa. 339 do CP). embora de ação pública.gustavobrigido. O artigo 523 do CPP estabelece. dizendo: § 3º . No caso de crime atribuído ao Presidente da República. em substituição às primeiras. 141. o agente. além de imputar a alguém. não há possibilidade de argüição da exceção da verdade quando se tratar de crime cuja ação penal seja de iniciativa privada. movimentando a máquina estatal mediante a instauração de investigação policial. e em regra se processa por ação penal privada (art. Na denunciação caluniosa. com essa comprovação. constituindo o fato imputado crime de ação privada. Exceção da verdade: Chama-se de exceção da verdade a faculdade atribuída ao suposto autor do crime de calúnia. enquanto estiver pendente de julgamento a ação penal. quer dizer. se o ofendido não foi definitivamente condenado. II .se do crime imputado. 4.

br . Elementos objetivos: Difamar é imputar a alguém um fato ofensivo à sua reputação. podendo. Diferenças entre calúnia. e. há somente a imputação de um fato ofensivo à reputação da vítima. o que não ocorre quanto a Difamação. b) Na CALÚNIA. 140). difamação e injúria: a) Na CALÚNIA. Consiste. Observe que pouco importa se o fato é verdade ou falso. ao contrário do que ocorre na denunciação caluniosa. todavia.com.gustavobrigido. 6. mas de uma qualidade negativa. DIFERENÇA ENTRE CALÚNIA E INJÚRIA: A primeira diferença entre CALÚNIA e a INJÚRIA reside em que naquela existe uma imputação de fato e nesta o que se atribui à vítima é uma qualidade pejorativa à sua dignidade ou decoro. Distingue-se da Calúnia porque nesta o fato imputado é previsto como crime. a imputação do fato deve ser falsa. www. imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação: Pena . além de falso o fato. depende da imputação de algum fato a alguém. Basta que tenha capacidade para macular a reputação da vítima. 339. 2. em desacreditar publicamente uma pessoa. devendo ser falsa a imputação. 139 . §2º do CP). em regra. circunstância que importa na diminuição da pena pela metade (art. não se admite calúnia com a imputação falsa de contravenção penal. Exceção da verdade Parágrafo único . maculando os atributos que a tornam merecedora de respeito no convívio social. ao contrário da DIFAMAÇÃO que não exige a sua falsidade. Considerações iniciais: A Difamação é a imputação a alguém de fato ofensivo a reputação da vítima. contudo.A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. e multa. A Difamação é um crime que ofende a honra objetiva. Havendo a imputação não de um fato determinado. pois. consubstanciar-se em contravenção penal. 1.detenção.Finalmente. Difamação Art. não precisa ser criminoso. o bom conceito que ela detém em face da coletividade. isto é.Difamar alguém. de três meses a um ano. Esse fato. não podendo ser um fato definido como crime. na DIFAMAÇÃO. ocorre INJÚRIA (art. deve ser definido como crime. da mesma forma que na calúnia.

de 2003) www. seria irrelevante provar a veracidade do fato atribuído à vítima. Injúria Art. Ora. Portanto.741. § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. com diversas mulheres que dançavam ao seu lado com trajes íntimos.Injuriar alguém. completamente embreagado.A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. Excepcionalmente. Exceção da verdade: Parágrafo único . ainda que verdadeiro. Exemplo: “A” diz em um bar. diferentemente da calúnia. entretanto.Observe que. desde que meio de execução permita que crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. para diversas pessoas. ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro: Pena . de três meses a um ano. mas que ofensivo a reputação.no caso de retorsão imediata. aqui. a fim de provar que tais fatos realmente ocorreram. que não o sujeito passivo. ou multa. alegando ter sido imputado contra si um fato ofensivo à sua reputação.detenção. pois ainda assim subsistiria o crime. § 2º . religião. § 1º . toma conhecimento da imputação de fato. provocou diretamente a injúria. 3. etnia. Como na difamação ocorrerá nas hipóteses de imputação de fato verdadeiro e falso.O juiz pode deixar de aplicar a pena: I . subsiste o crime de difamação ainda que seja verdadeira a imputação.gustavobrigido. Consumação e tentativa: A difamação se consuma quando um terceiro. não se admite a exceção da verdade. II . que consista em outra injúria. que foi ao fórum de sua comarca e lá encontrou o j uiz de Direito em seu gabinete.detenção. além da pena correspondente à violência. Alguns autores sustentam a possibilidade do crime de difamação na forma tentada. que. por sua natureza ou pelo meio empregado.br . origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10. se considerem aviltantes: Pena . diferentemente do ocorre na calúnia. desde que dirigida a ofender a honra alheia. não existe o elemento normativo do tipo “falsamente”. O magistrado ajuíza contra ele ação penal por difamação. 139. o legislador autoriza a exceção da verdade. “A” poderá valer-se da exceção da verdade. em regra. de um a seis meses.com. cor.quando o ofendido.Se a injúria consiste em violência ou vias de fato. 140 . e multa. 4. de forma reprovável. parágrafo único. É o que estabelece o art.

br .Pena . dá-se sua consumação quando a ofensa à dignidade ou ao decoro chega ao conhecimento da vítima.com. Considerações iniciais: Injúria é crime contra a honra que ofende a honra subjetiva. §1º do CP) § 1º . de modo a abalar o conceito que a vítima tem de si própria. provocou diretamente a injúria. Exemplo: chamar um homem casado de corno importa em injuriar também sua esposa. Alguns autores sustentam a possibilidade do crime de injúria na forma tentada. além de atacar a honra da provocada.: chamar de desonesta). de 1997) 1. sim.ex. 5.gustavobrigido. Elementos objetivos: Injuriar equivale a ofender.: chamá-la de horrorosa) 2. não há imputação de fato. É irrelevante se a injúria tenha sido proferida na presença da vítima (injúria direta) ou que tenha chegado ao seu conhecimento por intermédio de terceira pessoa (injúria mediata). embora presente um fato típico e ilícito cometido por agente culpável. Caracteriza-se o delito com a simples ofensa da dignidade ou do decoro da vítima. 107. 140. pois não há previsão legal. Fundamenta-se nas circunstâncias do caso concreto. Basta a atribuição da qualidade negativa. nas quais. ao passo que o decoro é abalado quando se atenta contra suas qualidades físicas (p. cabível nas hipóteses expressamente previstas em lei. II . Perdão judicial (art. não se exigindo a imputação de qualquer fato. declaratória da extinção da punibilidade (Súmula 18 do STJ). na qual quem foi injuriado devolve imediatamente a agressão mediante outra injúria. não seja necessário puni-lo. mas.: injúria indireta: são aquelas situações em que a injúria. Como já se pronunciou o Superior www.O juiz pode deixar de aplicar a pena: I . art. cuida-se de uma modalidade anômala de legítima defesa. Consumação e tentativa: Como esse crime atinge a honra subjetiva. alcança reflexamente pessoa diversa. A sentença que o concede não é condenatória. Obs. que consista em outra injúria. A dignidade é ofendida quando se atacam as qualidades morais da pessoa (p. (Incluído pela Lei nº 9. Consequentemente.459. nem absolutória. Observe que no inciso II. de forma reprovável.ex. 4.reclusão de um a três anos e multa. Exceção da verdade: O crime de injúria é incompatível com a exceção da verdade. inciso IX). ao contrário do que ocorre na calúnia e na difamação. mediante xingamento ou atribuição de qualidade negativa. 3. insultar ou falar mal. O perdão judicial é causa de extinção de punibilidade (CP.no caso de retorsão imediata.quando o ofendido. desde que meio de execução permita que crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.

Nesse caso. é dizer. o meio de execução é a violência ou então vias de fato. Na injúria por sua vez. o crime de injúria que consiste na utilização de elementos referentes à raça.Se a injúria consiste em violência ou vias de fato. origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10. Vejamos alguns exemplos: a) Se um particular vai à sala de audiências de um fórum e chama o juiz de corrupto. o crime é de desacato. que. origem. Diferença entre o crime de injúria contra funcionário público e o desacato: O crime de injúria pode ser cometido na presença ou na ausência da vítima.ex. 140. chamar alguém de “gringo safado” tipifica injúria qualificada. Os crimes de racismos são definidos pela Lei 7.: vedar a matrícula de uma criança na escola em razão de sua raça). exemplificando. (Incluído pela Lei nº 9. 331 do CP). Basta que a ofensa chegue ao seu conhecimento. Injúria qualificada ou racial: § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. religião. relacionando-se.Tribunal de Justiça: “A retorsão prevista no art. 7. um xingamento. cor.detenção. sem prejuízo de multa. Por isso.716/89 se materializam por manifestações preconceituosas generalizadas (a todas pessoas de uma raça qualquer) ou pela segregação racial (p.reclusão de um a três anos e multa. com potencialidade para arranhar sua honra subjetiva. e multa. exige que a ofensa seja dirigida a pessoa ou pessoas determinadas. de 2003) Pena .741. mas de desacato. se a ofensa é realizada na presença do funcionário público. de três meses a um ano. arrolado pelo legislador entre os crimes contra a Administração Pública (art. religião. Assim. Injúria real: § 2º . assim como os demais crimes contra a honra. Trata-se de injúria que o sujeito escolhe como meio para ofender a honra da vítima. Essa é a regra geral. enquanto afirmar que “todos os gringos são safados” constitui crime de racismo. Com efeito. cor. o juízo que a pessoa faz de si própria. 8. de 1 a 3 anos. www.com. etnia. não devemos confundir com o crime de racismo. §1º. de 1997) Pune-se com reclusão.gustavobrigido. por sua natureza ou pelo meio empregado. etnia. não uma palavra. mas sim uma agressão física capaz de envergonhá-la.br . no exercício da função ou em razão dela. à função pública por ele exercida. desde que assim o faça imediatamente após ter sido ofendido. todavia.459. A injúria qualificada. 6. ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. inciso II do CP só permite que a pena não seja aplicada àquele que responde de forma injuriosa a uma injúria que lhe foi primeiramente proferida. excepcionando quando o ofendido é funcionário público. não se trata de simples agressão a sua honra. se considerem aviltantes: Pena . além da pena correspondente à violência. a ofensa não é lançada na presença do funcionário público.

(Incluído pela Lei nº 10.: no parágrafo único do art.170/83. ou contra chefe de governo estrangeiro. III . Inciso II: O aumento de pena se justifica em razão do interesse supremo da Administração Pública. A conduta criminosa.com. fugindo em seguida. aplica-se a pena em dobro. estará caracterizado crime contra a Segurança Nacional (Lei 7. IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência. 1º. se qualquer dos crimes é cometido: I . da difamação ou da injúria. além de atentar contra a honra de uma pessoa.: O ataque à honra de chefe de governo estrangeiro. ofende também os interesses da nação. II . em razão da importância das funções desempenhadas pelo Presidente da República e pelo chefe de governo estrangeiro. capaz de provocar maior prejuízo à honra da vítima. ou por meio que facilite a divulgação da calúnia. exige ao menos três. Paga e promessa de recompensa caracterizam o crime mercenário. caracteriza-se crime comum.br . Disposições comuns Art.As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço. e grita juiz corrupto. e se presentes motivação e objetivos políticos e lesão real ou potencial aos bens jurídicos inerentes à Segurança Nacional. não se aplica o aumento da pena quando a conduta se refere à vida privada do funcionário público. devem existir no mínimo três pessoas.na presença de várias pessoas. Inciso I: A pena é aumentada de um terço.contra funcionário público. em razão de suas funções. o crime é de injúria. de 2003) Parágrafo único . 2º e 26º). arts. No tocante à injúria contra o Chefe do Poder Executivo Federal.) Inciso IV: Esse inciso foi inserido no Código Penal pela Lei 10. com ou sem motivação política.: sempre que o Código Penal fala em “várias pessoas”. e somente se aplica quando o sujeito tenha conhecimento da idade ou da peculiar condição da vítima. 141 . com o aumento de pena.741.: O crime de calúnia ou de difamação contra o Presidente da República.b) Se o mesmo particular para em frente à casa do juiz de Direito.741/03 – Estatuto do Idoso. com ou sem motivação política. Obs. Obs. (Obs.Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa. exceto no caso de injúria. É necessário que a ofensa esteja relacionada ao exercício da função pública. Quando se fala na presença de várias pessoas. ofendida pelo ataque a honra de seus agentes. em um domingo. Assim. Inciso III: Essa causa de aumento de pena em um terço se baseia no meio de execução do crime. 141 do Código Penal a pena é aplicada em dobro para qualquer crime contra a honra praticado mediante paga ou promessa de recompensa. Obs.gustavobrigido. www. o crime será sempre o previsto no Código Penal. com aumento de pena.contra o Presidente da República.

alusões ou frases. b) Ação penal pública condicionada à representação do Ministro da Justiça: nos crimes contra o Presidente da República..O querelado que. se retrata cabalmente da calúnia ou da difamação. bem como no caso do § 3o do art. 145 . Parágrafo único.Nos crimes previstos neste Capítulo somente se procede mediante queixa. quem se julga ofendido pode pedir explicações em juízo. § 2º. pois “somente se procede mediante queixa”. responde pela ofensa. a critério do juiz.com.o conceito desfavorável emitido por funcionário público. Portanto. pela parte ou por seu procurador. III . inciso VI do Código Penal: “Extingue-se a punibilidade: (. www. 143 . difamação ou injúria. no caso do art. artística ou científica. Obs. Aquele que se recusa a dá-las ou.. c) Ação penal pública condicionada à representação do ofendido: na calúnia. Procede-se mediante requisição do Ministro da Justiça.gustavobrigido. tal como se extrai do art. quando estes crimes forem de ação penal privada.br . salvo quando. 145). fica isento de pena. Por fim. Art.Se. II . no caso do inciso II do mesmo artigo. e na injúria qualificada pela utilização de elementos referentes a raça. I e III. difamação e injúria contra funcionário público. se da violência resulta lesão corporal (art. em razão de suas funções. (Redação dada pela Lei nº 12. salvo quando inequívoca a intenção de injuriar ou difamar. 141 deste Código. trata-se de causa de extinção de punibilidade de natureza subjetiva.a opinião desfavorável da crítica literária.a ofensa irrogada em juízo. se infere calúnia. há três exceções: a) Ação penal pública incondicionada: na injúria real. 142 . 140. em apreciação ou informação que preste no cumprimento de dever do ofício. de 2009) A regra geral é de que os crimes contra a honra são de ação penal privada. Retratação Art. Parágrafo único . antes da sentença. de referências. não extingue a punibilidade nos crimes de calúnia e de difamação de ação penal pública. nos casos em que a lei a admite”.Não constituem injúria ou difamação punível: I . na discussão da causa.Exclusão do crime Art.033. 140 deste Código. 107. no caso do inciso I do caput do art. responde pela injúria ou pela difamação quem lhe dá publicidade. Trata-se de causa de extinção da punibilidade.) pela retratação do agente. e. Art. e mediante representação do ofendido. Contudo. 144 .Nos casos dos ns. não se comunicando aos demais querelados que não se retrataram. da violência resulta lesão corporal. ou contra o chefe do governo estrangeiro. não as dá satisfatórias.: É cabível unicamente na calúnia e na difamação.

etnia. pode ser feita por escrito ou oralmente. não se admitindo a exceção da verdade. para a ação penal por crime contra a honra do servidor público em razão do exercício de suas funções. No Código Penal.DPE-GO . 140. não se admitindo a exceção da verdade. d) difamação.A injúria ofende a honra subjetiva da pessoa. cujos efeitos se restringem à esfera criminal. b) calúnia. admitindo-se a exceção da verdade. por ser circunstância de natureza pessoal. entretanto. admitindo-se a exceção da verdade. a) A causa de exclusão de crime abrange a calúnia. considere as assertivas abaixo. pela parte ou seu procurador. 02 .Prova: CESPE . e) injúria. na discussão da causa. exigindo-se.gustavobrigido.MPE-RR . no sentimento que as outras pessoas possuem a respeito da reputação de alguém no atinente a estes mesmos atributos. origem ou condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. na presença de várias pessoas. condicionada à representação do ofendido.cor.2012 . www. morais ou intelectuais. que seja completa. b) Havendo concurso de crimes e concurso de agentes. inequívoca e incondicional.: No tocante ao crime contra a honra de funcionário público. Obs.2010 .TJ-RS .br . §3º d CP.Prova: INSTITUTO CIDADES . III . em razão de suas funções. d) Nos crimes contra a honra perpetrados contra pessoa maior de sessenta anos incidirá a agravante de um terço da pena. e) Constitui crime de ação penal pública incondicionada a injúria praticada mediante a utilização de elementos referentes a raça. a honra objetiva. não se admitindo a exceção da verdade. constitui crime de injúria. 03 . que "B" trai seu marido "C" com o vizinho.2009 . na forma do art.Promotor de Justiça Em relação aos crimes contra a honra. sem a presença de terceiros: B. é importante destacar o teor da Súmula 714 do STF: “é concorrente a legitimidade do ofendido. Diante do enunciado.Juiz De acordo com o consagrado na doutrina. da calúnia e da difamação. II .com. a difamação e a injúria irrogadas em juízo. religião ou origem. em ambiente reservado.Prova: TJ-RS . a retratação feita por um dos agentes. não aproveita aos demais. Nesses termos. c) A retratação nos crimes contra a honra. tu és um dos beneficiados da corrupção havida no Órgão X e deves ter subornado o Promotor para não teres sido incluÌdo na denúncia. é correto afirmar que "A" cometeu crime de a) calúnia. I. exceto no caso de injúria. etnia. incluindo-se órgão do MP. assinale a opção correta com base no que dispõe a legislação de regência e no entendimento jurisprudencial.A calúnia e a difamação ofendem a honra objetiva da pessoa. tampouco se admite retração a alguns dos fatos imputados. mediante queixa.Defensor Público "A" afirma. e do Ministério Público. c) difamação. LISTA DE EXERCÍCIOS – DOS CRIMES CONTR A HONRA 01 . cor. a honra subjetiva reside no sentimento de cada pessoa a respeito de seus próprios atributos fÌsicos. a proteção destes bens está estabelecida na forma da incriminação da injúria.O fato de A dizer a B. religião.

Analista Judiciário . independentemente de qualquer requisito.2012 .Área Judiciária Aquele que imputar a outrem termos pejorativos referentes à sua raça..2011 . se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. ainda que o fato seja imputado a chefe de governo estrangeiro. se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. com o nítido intuito de lesão à sua honra. a exceção da verdade é cabível na a) injúria. independentemente de qualquer requisito c) difamação.2ª REGIÃO . independentemente de qualquer requisito.Analista Judiciário .Analista Ministerial .Prova: FCC . e) calúnia. e) calúnia. a) ficará isento da pena se a retratação ocorrer antes do trânsito em julgado da sentença e contar com a anuência expressa do querelante.2012 . Certo Errado 5 . Miguel.Prova: CESPE . se o fato é imputado à presidente da república.Execução de Mandados Pedro emprestou dinheiro a Paulo e este não lhe pagou a dívida no prazo convencionado. que tramita perante uma das varas criminais da comarca de Macapá. poderá se retratar cabalmente e. d) difamação. d) difamação. 07 .4ª REGIÃO (RS) . por não ter efetuado o pagamento da referida dívida. Nesse caso. II e III 04 . c) ficará isento de pena se a retratação ocorrer antes do trânsito em julgado da sentença.br . o querelado.Delegado de Polícia Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa .Prova: FCC . b) terá a pena reduzida de um a dois terços se a retratação ocorrer antes da sentença.TRT . mas não na difamação. mas não na calúnia. Pedro www.2012 .gustavobrigido.Juiz do Trabalho . d) ficará isento de pena se a retratação ocorrer antes da sentença. Na festa de aniversário do filho de Paulo.TRE-RJ . Admite exceção da verdade o crime de a) calúnia.TRF .Prova: FCC . Pedro tomou o microfone e narrou aos presentes que Paulo era caloteiro.Quais são corretas? a) Apenas I b) Apenas II c) Apenas III d) Apenas I e II e) I.MPE-AP . deverá responder pelo crime de racismo.Direito Miguel cometeu crime de difamação contra Vitor e está respondendo uma ação penal privada movida pelo ofendido (querelante). 08 . neste caso. b) injúria.Contra a Honra.2012 .com. se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. b) injúria e na difamação. c) calúnia e na injúria. e) terá a pena reduzida de um a dois terços se a retratação ocorrer antes da sentença e contar com a anuência expressa do querelante.Prova TIPO 4 Nos crimes contra a honra. 06 .PC-SP .Prova: PC-SP .

e que tenha especial relação de assistência com o sujeito ativo.OAB . desde que incapaz. c) cometeu crime de calúnia. d) Conforme o Código Penal. e. Onde o sujeito ativo pode ser qualquer pessoa determinada. já o sujeito passivo pode ser qualquer pessoa indeterminada. pois atribuiu a José fato desabonador que não constitui crime.Prova: ND . d) Marlindo praticou crime de desacato à autoridade.a) cometeu crime de exercício arbitrário das próprias razões. além de síndico. caracteriza Abandono de incapaz “abandonar pessoa que está sob seu cuidado. guarda.br . na hipótese. pois atribuiu a José fato desabonador que não constitui crime. até porque não se pode oferecer denúncia contra pessoa indeterminada.gustavobrigido. como síndico do prédio.3 .Exame de Ordem Unificado . uma vez que José é funcionário público. uma vez que Merlindo é Promotor de Justiça. b) cometeu crime de denunciação caluniosa. Onde o sujeito ativo é próprio ou qualificado. E a injúria www. 09 – Prova: FGV .com.Primeira Fase Marlindo. no elevador do prédio em que reside. como síndico do prédio e Promotor de Justiça. na presença de duas pessoas.OAB-SP .Exame de Ordem . pois exige-se que o agente tenha especial relação de assistência com o incapaz. c) Marlindo não praticou crime algum. a) Marlindo praticou crime de difamação ao ofender a reputação de Merlindo.2007 . seu vizinho e síndico. a oposição de exceção da verdade com o fim de demonstrar a veracidade da afirmação. c) O Código Penal.OAB-SC .1 . b) difamação. tem o direito de criticar a gestão de Merlindo. sendo cabível. a oposição de exceção da verdade. 10 .Prova: VUNESP . vigilância ou autoridade. pois atribuiu a José o crime de adultério.2012 . Como morador do prédio. O sujeito passivo é pessoa de qualquer idade.Primeira Fase Assinale a alternativa correta: a) O Código Penal. A respeito do fato acima. incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono”. E a injúria consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém. professor concursado da instituição. a oposição de exceção da verdade com o fim de demonstrar a veracidade da afirmação. calúnia consiste em imputar a alguém fato ofensivo a sua reputação. calúnia consiste em imputar a alguém fato ofensivo a sua reputação. não sendo cabível. 11 . chama Merlindo. de incompetente. b) Marlindo praticou crime de difamação ao ofender a reputação de Merlindo. não sendo cabível. entretanto. é Promotor de Justiça. Somente a calúnia e a difamação comportam a exceção da verdade. Assinale a alternativa correta.Primeira Fase Ana Maria. Merlindo. caracteriza perigo para a vida ou saúde de outrem “expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direito e iminente”. sendo cabível. afirma que José. sabedor de que tal afirmação é falsa.2007 . é correto afirmar que Ana Maria praticou o crime de a) calúnia. d) difamação.Exame de Ordem .2 . a oposição de exceção da verdade. pois atribuiu a José o crime de adultério. pela péssima administração do prédio em que residem. na hipótese. d) não cometeu nenhum crime porque o fato era verdadeiro. aluna de uma Universidade Federal. entretanto. Enquanto que a difamação consiste em imputar falsamente a alguém fato definido como crime. Enquanto que a difamação consiste em imputar falsamente a alguém fato definido como crime. e) cometeu crime de difamação. trai a esposa todo dia com uma gerente bancária. sem ressalvas. por qualquer motivo. c) calúnia. b) Conforme o Código Penal.

o crime de calúnia estará amparado pela imunidade judiciária. ape. em razão do ardor com que defende os interesses de seus clientes. b) O agente que imputa a alguém a conduta de mulherengo.3 . na discussão da causa.gustavobrigido. d) O agente que preconceituosamente se refere a alguém como velho surdo.2008 . b) o homicídio praticado com dolo eventual afasta a incidência das circunstâncias qualifcadoras. sem que tal injúria tivesse relação com a reclamação trabalhista em curso. b) A imputação vaga.br . na discussão da causa. a) Considere que Pedro pratique crime contra a honra de José.2008 .Exame de Ordem . comete o crime de calúnia. ciente da idade e deficiência da pessoa. prevista no Código Penal. Todas comportam a exceção da verdade. c) É impunível a calúnia contra os mortos. imprecisa ou indefinida de fatos ofensivos à reputação caracteriza difamação. no intuito de ofender sua dignidade. assinale a opção correta.1 . no intuito de ofender sua reputação. eventualmente. ele estará amparado pela imunidade judiciária.Primeira Fase (Set/2008) Acerca dos crimes contra a honra.Prova: CESPE . injurie um de seus exempregados. Nessa situação hipotética.Prova: CESPE .com. 13 .OAB-SP .2 .nas assume o risco de produzi-lo. uma vez que o agente não quer diretamente o resultado. fato definido como crime e que Eduardo.2008 .OAB . falsamente.PC-MG . pela parte ou por seu procurador. de forma reprovável.Primeira Fase Acerca dos crimes contra a honra. assinale a opção correta. sabendo falsa a imputação. d) No delito de injúria.Exame de Ordem . a propale e divulgue. c) O agente que designa alguém como ladrão. é dispensável que as imputações ofensivas tenham relações de pertinência com o thema decidium.Primeira Fase Assinale a opção correta acerca da imunidade judiciária.OAB-SP . comete o crime de difamação. ora reclamante. difame terceira pessoa que não é parte no processo judicial estará amparada pela imunidade judicial. é CORRETO afrmar que: a) é possível a participação de particular no delito de corrupção passiva. Nesse caso. d) Caso um advogado. ciente da falsidade da imputação.Delegado de Polícia Com relação aos crimes abaixo destacados. sem ressalvas. já que as circunstâncias de caráter pessoal elementares ao crime se comunicam. c) Considere que o advogado da empresa X.consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém. comete o crime de injúria. desprovidas de animus ofendendi. 12 . Eduardo incorre na mesma pena de Pedro. 14 . o juiz deve aplicar a pena ainda que o ofendido. b) Uma advogada que.Prova: PC-MG .2011 . imputando-lhe. a) O agente que atribui a alguém a autoria de um estupro. 15 . www. na redação de uma petição. acuse o promotor de justiça de prevaricação durante uma audiência. para o reconhecimento da referida imunidade.Exame de Ordem Unificado . comete uma das modalidades do crime de racismo. faça alusões ofensivas à honra da parte contrária.Prova: CESPE . a) Caso um advogado militante. ao redigir uma petição. visto que não constitui injúria ou difamação punível a ofensa irrogada em juízo. tenha provocado diretamente a injúria.

Destarte: a) Do almoxarifado de empresa de energia elétrica foi subtraído 1. ao ser julgada. de difamação e de injúria. ainda que as imputações ofensivas à honra subjetiva da vítima sejam verdadeiras. a) Tratando-se do delito de injúria. expondo-a a perigo de vida ou de saúde.OAB . pela parte ou por seu advogado e a opinião da crítica literária sem intenção de injuriar ou difamar. atribuiulhe a autoria. 19 .300 quilogramas de fio de cobre.2009 . www. assinale a opção correta. b) Caso o querelado. é necessário submeter a vítima a intenso sofrimento físico ou psíquico. Francinaldo é o sujeito passivo do crime. o querelado ou réu não pode ingressar com a exceptio veritatis.Primeira Fase (Jan/2009) Assinale a opção correta acerca dos crimes contra a honra. falecido dois meses antes de descoberta a falta.2011 .com. é um direito fundamental do ser humano. c) Caracterizado o delito de injúria. 16 . protegido constitucional e penalmente. para os crimes de calúnia. d) O pedido de explicações em juízo é cabível nos delitos de calúnia e difamação. a qual.br . é afeminado e desonesto. seu substituto. A honra. a persecução criminal nos crimes contra a honra processa-se mediante ação pública condicionada à representação da pessoa ofendida.Prova: FCC . Procedidas às investigações. relativa ao exercício de suas funções. via do instituto.Direito Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa .Juiz Dos crimes contra a honra. 17 .Exame de Ordem Unificado . d) No crime de calúnia. mas não se aplica ao de injúria.3 .2008 . que consista em outra injúria. d) caracteriza-se o crime de injúria. absolveu o agressor por não haver a vítima provado ser falsa a imputação. Ao Almoxarife Francinaldo.Exame de Ordem Unificado . compelido a provar ser ela verdadeira. 18 . sua pena será diminuída. c) Caracterizado o crime contra a honra de servidor público.OAB . por este foi interposta ação penal privada.Contra a Honra.Prova: TJ-DFT . Tiburcio. a ação penal será pública incondicionada.MPE-SE .Analista . na discussão da causa. em razão do exercício de suas funções. pretendendo demonstrar a verdade do que falou. objetiva (julgamento que a sociedade faz do indivíduo) e subjetiva (julgamento que o indivíduo faz de si mesmo). e a ofensa. b) Em regra. Calúnia. c) Por Márcio haver dito em assembléia estudantil que Maurício.1 .2010 . admite-se a exceção da verdade caso o ofendido seja funcionário público. que consiste na possibilidade de o acusado comprovar a veracidade de suas alegações. Difamação e Injúria. por ser admitido na lei penal a exceptio veritatis. antes da sentença. a) Não constituem injúria ou difamação punível a ofensa não excessiva praticada em juízo. Por ser punível a calúnia contra os mortos. quando o fato imputado à vítima constitua crime de ação privada e não houve condenação definitiva sobre o assunto. resultou constatado ter sido um dos motoristas quem efetuou a subtração.gustavobrigido. seu colega de faculdade. no caso de retorção imediata. o instituto da exceção da verdade.c) para a confguração do crime de maus tratos. d) O CP prevê. b) Ainda que falsa a imputação atribuída por Tiburcio ao morto.TJ-DF .Prova: CESPE . para a exclusão do elemento objetivo do tipo..Primeira Fase (Mai/2009) Acerca dos crimes contra a honra.Prova: CESPE . está ele. se retrate cabalmente da calúnia ou da difamação. o juiz pode deixar de aplicar a pena. cabendo exceção da verdade somente se o ofendido for funcionário público e a ofensa relativa ao exercício de suas funções.

2007 . e) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria quando o ofendido for menor de idade.Prova: CESPE .TJ-MG . c) contra chefe de governo estrangeiro. 20 . 141 do Código Penal. constituindo o fato interpretado crime de ação privada. e) contra funcionário público.2006 . obrigatória à propositura da ação penal. 21 . porquanto incompatível com tal delito.gustavobrigido.2011 . o ofendido não tenha sido condenado por sentença irrecorrível. d) A exceção da verdade não será admitida em crime de injúria em nenhuma circunstância. constitui infração penal contra a honra. d) comunicação falsa de crime ou de contravenção. investigação policial ou processo judicial. d) na calúnia admite-se a prova da verdade desde que.Prova: FGV .DPU .br .MPE-MS . www. NÃO se incluem os crimes cometidos a) mediante promessa de recompensa. de forma reprovável. a) denunciação caluniosa. por exemplo. c) comunicação falsa de crime ou de contravenção. tratando-se de crime comum.Prova: MPE-MS .OAB . d) na presença de várias pessoas. de competência do juiz singular. mas é indispensável que em decorrência de tal imputação seja instaurada. b) denunciação caluniosa.Primeira Fase (Set/2010) Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas do texto: “para a ocorrência de __________.Dentre as hipóteses de formas qualificadas dos crimes de injúria. b) na difamação admite-se a exceção da verdade se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. incide a causa de aumento de pena prevista no art.2 . comunicação falsa de crime ou de contravenção. denunciação caluniosa. b) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria no caso de tentativa de tal delito.2010 . não basta a imputação falsa de crime. Certo Errado 23 . c) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria quando ocorrer o perdão judicial. enquanto a __________ é crime contra a Administração da Justiça”.Exame de Ordem Unificado . provocou diretamente a injúria. calúnia e difamação. c) o juiz pode deixar de aplicar a pena quando o ofendido.Defensor Público Com relação ao processo e julgamento dos crimes de calúnia e injúria. difamação. é INCORRETO afirmar que: a) no crime de calúnia ou de difamação contra o presidente da república ou contra chefe de governo estrangeiro. 22 . comunicação falsa de crime ou de contravenção.com. A simples imputação falsa de fato definido como crime pode consituir __________. difamação. denunciação caluniosa. b) contra Governador de Estado. em razão de suas funções.Prova: EJEF . o pedido de explicações deve ser ajuizado no juízo cível e tem natureza jurídica de medida preliminar. que. calúnia.Juiz Nos crimes contra a honra previstos no Código Penal. calúnia.Promotor de Justiça Em que circunstância o crime de injúria admite a exceção da verdade? a) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria se o ofendido for funcionário público.

respondendo por ela. III. c) Antônio não cometeu crime algum. pois a ofendida (filha do síndico) não estava presente na reunião. c) As assertivas I. a) As assertivas I. religião.Área Judiciária Poderá ser concedido perdão judicial para o autor do crime de injúria no caso de www. ou não. II e IV estão corretas. que não estava presente na reunião. cuja proteção interessa sobremaneira aos seus parentes.Juiz . o consentimento do ofendido. 27 .MPE-PB . cometeu crime de difamação. origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. concomitante à ação delitiva. era prostituta.com. a) Antônio cometeu crime de calúnia. O empregador injuria o empregado se o chama de cachaceiro. b) As assertivas II. d) As assertivas II. assinale a alternativa CORRETA: I. porque a filha mais velha dele. III e V estão incorretas. O empregado calunia o empregador se lhe atribui falsamente a conduta de alterar a escrita contábil da firma para enganar o Fisco. a vítima da lesão grave. sua memória. inicia-se discussão acalorada.Prova 1 Analise as assertivas abaixo e.Promotor de Justiça Assinale a alternativa correta: a) Nos crimes contra a honra.2010 . b) Antônio cometeu crime de calúnia.6ª Região (PE) . se a vítima é maior de sessenta anos ou portadora de deficiência. O empregador difama o empregado se lhe atribui a conduta de embriagar-se habitualmente ou em serviço. e) Antônio. cor. IV e V estão incorretas.TJ-SP .2010 . IV. inclusive.Prova: FCC . e) Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. a pena deve ser aumentada de um terço.TRT . diz ao síndico que ele deveria se preocupar com sua própria família.Juiz Durante reunião de condomínio. no crime de redução à condição análoga à de escravo. a ação penal é publica incondicionada. com a presença de diversos moradores. II e III estão corretas. 26 .Prova: TRT .Analista Judiciário . a não ser que prove o que disse (exceção da verdade). V. O empregador calunia o empregado se lhe atribui falsamente a conduta de embriagar-se habitualmente ou em serviço.2011 . que era acusado de fazer barulho durante a madrugada. Assinale a alternativa correta dentre as adiante mencionadas. atua como causa excludente da ilicitude.Prova: MPE-PB . que não admite a exceção da verdade. O empregado difama o empregador se o chama de sonegador. etnia.TRE-AC . III e IV estão corretas. no mínimo. independentemente de o fato narrado ser. verdadeiro. b) O Código Penal Brasileiro admite a calúnia e a difamação contra os mortos. em verdade. se válido e anterior ou.gustavobrigido.Prova: VUNESP . depois. pois sempre era vista em casa noturna suspeita da cidade. c) A ocorrência de lesão corporal de natureza grave ou morte qualifica o delito de rixa.br . durante a qual Antônio. um dos condôminos. já que a ofensa feita a honra objetiva destes atinge. d) Antônio cometeu crime de difamação. 25 . d) Assim como no sequestro e cárcere privado. e) As assertivas I.24 . a não ser que prove o que disse (exceção da verdade).2010 .6R (PE) . II.

a) não ter resultado lesão corporal da injúria real. b) ter sido a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador. c) ter sido a opinião desfavorável emitida em crítica literária, artística ou científica. d) ter sido o conceito desfavorável emitido por funcionário público, em apreciação ou informação prestada no cumprimento de dever do ofício. e) ter o ofendido, de forma reprovável, provocado diretamente a ofensa. 28 - Prova: FUNIVERSA - 2009 - PC-DF - Delegado de Polícia - Objetiva Acerca dos crimes contra a honra, assinale a alternativa correta. a) Nos crimes de calúnia e difamação, não se admite a retratação. b) A exceção da verdade, no crime de calúnia, é admitida se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível. c) É impunível a calúnia contra os mortos. d) No delito de injúria, o juiz poderá deixar de aplicar a pena se o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria. e) Caso um advogado, na discussão da causa durante uma audiência, acuse o juiz de prevaricação, o crime de calúnia estará amparado pela imunidade judiciária. 29 - Prova: MS CONCURSOS - 2009 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Juiz - 1ª Prova - 2ª Etapa Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa - Contra a Honra.; Assinale a proposição incorreta: a) É punível a calúnia contra os mortos. b) No delito de difamação, a exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. c) A ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador, não constitui injúria ou difamação punível. d) A legislação penal admite a retratação nos crimes de calúnia e difamação. e) A injúria preconceituosa confunde-se com o crime de racismo. 30 - Prova: CESPE - 2010 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz - Parte II No que concerne aos crimes contra a honra, assinale a opção correta. a) A calúnia consiste em imputar falsamente a alguém fato definido como crime ou contravenção penal. b) Segundo o Código Penal, a chamada exceção da verdade é admitida apenas nas hipóteses de calúnia. c) Aquele que difama a memória dos mortos responde pelo crime de difamação, previsto no Código Penal. d) O objeto jurídico da injúria é a honra objetiva da vítima, sendo certo que o delito se consuma ainda que o agente tenha agido com simples animus jocandi. e) As penas cominadas aos delitos contra a honra aplicam-se em dobro, caso o crime tenha sido cometido mediante promessa de recompensa. GABARITO OFICIAL: 1-D 11-A 21-A 2-D 12-A 22-E 3-E 13-D 23-D 4-A 14-A 24-E 5-D 15-A 25-D 6-D 16-D 26-C 7-C 17-C 27-E 8-E 18-A 28-D 9-D 19-B 29-E 10-A 20-D 30-E

CAPÍTULO VI – DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL Constrangimento ilegal

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Art. 146 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda: Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. Aumento de pena § 1º - As penas aplicam-se cumulativamente e em dobro, quando, para a execução do crime, se reúnem mais de três pessoas, ou há emprego de armas. § 2º - Além das penas cominadas, aplicam-se as correspondentes à violência. § 3º - Não se compreendem na disposição deste artigo: I - a intervenção médica ou cirúrgica, sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal, se justificada por iminente perigo de vida; II - a coação exercida para impedir suicídio.
1. Considerações iniciais:

O tipo penal visa assegurar a liberdade do indivíduo para agir dentro dos limites legalmente previstos. O fundamento desse delito, encontra-se no artigo 5º, inciso II da Constituição Federal. Nesses termos, somente a lei pode obrigar alguém a adotar determinado comportamento, ou então proibi-lo de agir ao seu livre alvedrio. 2. Elementos objetivos: Constranger equivale a coagir alguém a fazer ou deixar de fazer algo. Consiste, em suma, no comportamento de retirar de uma pessoa a sua liberdade de autodeterminação. Assim, em síntese, o delito poderá ocorrer em duas hipóteses: a) quando a vítima é compelida a fazer alguma coisa. Exemplo: beber um copo de cerveja, andar sem sapatos em via pública etc. b) quando a vítima é compelida a deixar de fazer algo, que também engloba a situação em que ela é coagida a permitir que o agente faça alguma coisa. Exemplo: não fumar em local permitido, não correr em um parque público etc. Para realizar qualquer das condutas previstas no tipo penal, o sujeito pode se valer dos seguintes meios de execução: violência, grave ameaça e qualquer outro meio que reduza a capacidade de resistência da vítima. É indispensável, ainda, a existência do nexo causal entre o emprego da violência, grave ameaça ou de qualquer outro meio e o resultado, ou seja, o estado de submissão do ofendido que faz ou deixa de fazer algo contra a sua vontade. 3. Sujeitos do crime:

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Sujeito Ativo: Crime comum, o constrangimento ilegal pode ser praticado por qualquer pessoa. Se o agente é funcionário público, praticado crime no exercício de suas funções, é responsabilizado por outros delitos (artigos 322 e 350 do CP e artigo 3º da Lei nº 4.898/65). Sujeito passivo: é a pessoa que possui capacidade de querer, ficando excluídos, portanto, os doentes mentais, as crianças de pouca idade, o ébrio total, as pessoas inconscientes etc. Não tendo capacidade jurídica de querer, não são elas lesadas pela conduta do agente, que, eventualmente, cometerá outro ilícito. Essas pessoas, a luz da doutrina, só poderiam ser lesadas se o constrangimento tiver sido praticado em face de seus representantes legais. Obs.: O sujeito passivo deve ser qualquer pessoa que tenha autodeterminação, e que se veja forçada a realizar ou a ser abster de determinada conduta pela ação do agente. Obs.: No crime de constrangimento ilegal, admite-se a autoria mediata caso a violência ou grave ameaça sejam exercidas contra pessoa diversa da que se pretenda constranger, sendo o agente responsabilizado, em concurso material, pelo constrangimento ilegal e por outra infração que o executor venha a praticar. 4. Elemento subjetivo: É o dolo, que neste crime, se materializa na vontade de coagir, sendo indispensável o elemento subjetivo do injusto que é o fim de obter a ação ou omissão da vítima. Inexistindo este, haverá apenas um outro ilícito (lesões corporais, vias de fato, ameaça etc). O erro sobre a ilegitimidade da ação pode excluir a ilicitude do fato. 5. Consumação e tentativa: Consumação e tentativa: Consuma-se o crime quando o ofendido faz ou deixa de fazer o que não deseja em virtude da conduta do agente. A tentativa estará caracterizada quando, apesar da violência, ameaça ou outro meio empregado pelo sujeito ativo, a vítima não se submete à sua vontade. 6. Subsidiariedade tácita: O crime de constrangimento ilegal é tipicamente subsidiário, só ocorrendo quando o fato não constitui ilícito mais grave, como roubo, a extorsão, o estupro, desobediência etc. Caso o constrangimento ocorra com o fim de o agente obter algo que poderia ser conseguido pelos meios legais, haverá crime de exercício arbitrário das próprias razões, que absorve a prática do crime previsto no art. 146. 7. Causa de aumento de pena: Aumento de pena § 1º - As penas aplicam-se cumulativamente e em dobro, quando, para a execução do crime, se reúnem mais de três pessoas, ou há emprego de armas. § 2º - Além das penas cominadas, aplicam-se as correspondentes à violência.

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ou qualquer outro meio simbólico. haverá concurso material com os delitos que atingem a vida ou a integridade corporal da vítima.Somente se procede mediante representação.a intervenção médica ou cirúrgica. Também se qualifica o crime quando há emprego de arma (própria ou imprópria). por questão religiosa. pois os fatos não se encontram compreendidos na norma penal incriminadora.Não se compreendem na disposição deste artigo: I .br . Pode haver concurso material com o crime de roubo no caso de o constrangimento não integrar a violência caracterizadora desse delito. II . causando-lhe intenso sofrimento físico ou mental. ou multa. 147 .455/97. declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa. 9. pois a co-autoria de quatro ou mais agentes. Havendo coação contra várias pessoas. constitui crime de tortura. é lícita. não exclui o delito a circunstância de ser legítimo o mal prenunciado na ameaça. exigindo-se. de um a seis meses. mas o fato pode constituir o exercício regular de direito.gustavobrigido. ocorre concurso formal.Aplica-se a causa de aumento de pena quando há reunião de mais de três pessoas na fase de execução do ilícito. com pena de reclusão de dois a oito anos. www. O primeiro é o da intervenção médica ou cirúrgica sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal. para provocar ação criminosa ou em razão de discriminação racial ou religiosa. embora não se constitui em ação típica. exgi-se a necessidade de um especial fim de agir. quando há risco de vida para aquela. em menor expressividade. não bastando. Parágrafo único . Causas de exclusão do crime: § 3º . Exemplos: seria qualquer intervenção médica. Observações gerais: Não confundir o crime de constrangimento ilegal com o crime de tortura. sustentam que o referido dispositivo se trata de excludentes de tipicidades. Outros autores.detenção. Na tortura. por se constituírem em manifestações inequívocas do estado de necessidade de terceiro. pois o simples porte dela. constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. somando-se as penas da coação e da violência. Nos termos da Lei 9. na mesma conduta.com. Segundo a doutrina. sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal. com o fim de obter informação. se justificada por iminente perigo de vida. Por disposição expressa.a coação exercida para impedir suicídio A doutrina dominante classifica tais casos como causas especiais de exclusão da ilicitude. de causarlhe mal injusto e grave: Pena . 8. Ameaça Art. por palavra. O segundo caso trata da coação exercida para impedir suicídio. não tem o consentimento da paciente ou de seus responsáveis. escrito ou gesto. se justificada por iminente perigo de vida. que.Ameaçar alguém. que.

: Tício diz a Caio que irá agredir Mévio. portanto.: Sendo o ofendido o Presidente da República. haverá concurso formal de crimes. 28 da Lei nº 7. roubo. b) indireta: quando é dirigida a um terceiro. com intuito de intimidar a vítima.: Tício telefona para Caio dizendo que irá matá-lo).ex.. 5. extorsão. b) implícita: aquela em que o agente dá o entender que praticará uma mal contra alguém. que pode ser físico. filho deste último) Além disso. Não configura o crime. econômico ou moral.1. ficando. 3. 4.898/65). de forma que se consuma no momento em que a vítima toma conhecimento da ameaça. pode ser: a) direta: quando é dirigida à própria vítima (p. já que o crime de ameaça é um crime subsidiário.ex. a simples bravata ou a presença do animus jocandi.gustavobrigido. Sujeitos do crime: A ameaça é um crime comum. Presidente do Senado Federal. fica por estes absorvida pelo crime subseqüente. quanto à pessoa em relação a qual o mal injusto e grave se destina. pode caracterizar o crime de abuso de autoridade (art. 3º da Lei nº 4. da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal. sujeita à intimidação. 2. Nada obsta a possibilidade de continuidade delitiva em ameaças subseqüentes. que significa intimidar. amedrontar alguém. Observações gerais: Quando a ameaça for meio para a prática de outro crime. como constrangimento ilegal. independentemente de sua intimidação. porém vinculado a vítima por questões de parentesco ou de afeto (p. 6. mediante uma promessa de causar-lhe mal injusto e grave. ocorrerá crime contra a Segurança Nacional (art. podendo ser praticada por qualquer pessoa.: apontar uma arma de fogo). O sujeito passivo é qualquer pessoa que tenha capacidade de entender a ameaça. Basta que seja ela idônea para intimidar.br . mas apenas o classificado como “injusto e grave”.com. www. Espécies de ameaça: A ameaça. Elemento subjetivo: O dolo do crime de ameaça é a vontade de praticar o ato. Obs. Atingindo a ameaça várias pessoas. Conforme o autor e as circunstâncias. c) condicional: é a ameaça em que o mal prometido depende da prática de algum comportamento por parte da vítima.170/83). Elemento objetivo: O núcleo do tipo é ameaçar. o crime de ameaça também possui espécies relacionadas a forma pela qual a ameaça é praticada: a) explícita: cometida sem nenhuma margem de dúvida (Ex. Consumação e tentativa: O crime de ameaça é um delito formal. Não é qualquer mal que caracteriza o delito.

o direito de ir e vir e escolher o lugar onde quer ficar. ou seja.Privar alguém de sua liberdade.br . etc. de dois a cinco anos: I – se a vítima é ascendente. Ação penal: O crime de ameaça se apura mediante ação penal pública condicionada. (Incluído pela Lei nº 11. A diferenciação entre seqüestro e cárcere privado é eminentemente doutrinária.se a privação da liberdade dura mais de quinze dias. a liberdade de locomoção. Seqüestro e cárcere privado Art. de um a três anos. fraude. de 2005) V – se o crime é praticado com fins libidinosos. físico. narcótico. que seria a separação da vítima de sua esfera de segurança. descendente. mediante seqüestro ou cárcere privado: Pena . não permitindo o omitente a saída da vítima do local onde se encontrava licitamente. § 1º . de dois a oito anos. exigindo-se a representação da vítima ou de seu representante legal. 148 . Pouco importa o meio utilizado pelo agente. em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção. 7. Até por omissão pode-se cometer o crime em estudo. ao passo que o cárcere seria www. o processo criminal submetese ao rito sumaríssimo previsto nos arts. (Redação dada pela Lei nº 11. Por fim. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) § 2º .ex. majoritariamente.A doutrina discute se mal prometido deve ser unicamente futuro.gustavobrigido. ao cárcere privado que implicaria a colocação do ofendido em confinamento. ao se enquadrar no conceito de crime de menor potencial ofensivo. já que lesado um bem jurídico disponível.106.reclusão.Se resulta à vítima.: privação em uma fazenda).106. Alguns doutrinadores sustentam que o seqüestro é gênero por ser praticado com a privação da liberdade sem o confinamento. ou seja. proporcionando maior mobilidade a vítima (p. IV – se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito) anos. 1.106. cônjuge ou companheiro do agente ou maior de 60 (sessenta) anos. moral. 77 e seguintes da Lei 9. equiparando ao seqüestro. Por essa razão.reclusão.se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital. Havendo consentimento válido da vítima no arrebatamento ou na retenção inexiste o delito.A pena é de reclusão.com. defende-se que o mal necessariamente precisa ser futuro. permite-se a retratação da vítima antes da denuncia. Exemplo: Tício diz a Caio que irá pegar uma faca para matá-lo. Contudo. grave sofrimento físico ou moral: Pena . ou se pode também ser atual.099/95. III . de 2005) II . Elementos objetivos: A conduta típica é privar alguém de liberdade.

A pena é de reclusão. poderá ocorrer delito de abuso de autoridade. desde que juridicamente relevante. porém. III – se a privação da liberdade dura mais de 15 (quinze) dias. 11. e 4º. IV – Se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito) anos. Por sua vez. (arts. ainda que por certo lapso de tempo.ex. §1º. descendente. seqüestro qualificado. Caso o agente seja funcionário público e o crime ocorra no exercício de suas funções. se o fim for obter vantagem econômica (art. Obs. também.gustavobrigido. II – se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital.898/65). a retenção do condutor do veículo roubado. pode ser sujeito passivo do crime previsto pelo art. Não importa. esta distinção não interfere na tipicidade do delito. 2. 230 do Estatuto da Criança e da Adolescente (Lei 8. com deslocamento a lugar ermo e posterior liberação não constitui crime de seqüestre. 148. de 2 (dois) a 5 (cinco): I – se a vítima é ascendente.: Consoante orientação jurisprudencial. 159). pode ocorrer o crime previsto no art. 3. que o agente não tenha obtido o resultado pretendido com a privação de liberdade do ofendido.com. Elemento subjetivo: O dolo do crime de seqüestro ou cárcere privado é a vontade de privar a vítima da liberdade de locomoção. Consumação e tentativa: O crime está consumado assim que o sujeito passivo ficar privado da liberdade de locomoção. conferindo menos mobilidade a vítima (p. 4. Obs. 3º.106/2005).: privar alguém em um quarto de uma casa). Tratando-se de criança. (Acrescentado pela Lei nº. sendo qualificado quando o autor for ascendente. 345 do CP). Em termos práticos.br . O tipo do art. descendente ou cônjuge. Qualquer pessoa. 5. incidirá a figura qualificada definida pelo art. a.106/2005).069/90). Não prevê a lei qualquer finalidade específica do agente para a privação da liberdade do ofendido. 148 do Código Penal exige a vontade livre e consciente de privar o ofendido da liberdade de locomoção. Sujeitos do crime: O seqüestro ou cárcere privado é crime que pode ser praticado por qualquer pessoa. se o seqüestro ou cárcere privado for cometido com fins libidinosos. www.: A retenção de paciente em hospital para garantir o pagamento dos honorários médicos tipifica o delito de exercício arbitrário das próprias razões (art. no qual a privação da liberdade é com confinamento. 11. Sendo o seqüestro um crime subsidiário. pois se trata de delito que lesa a liberdade de locomoção do ofendido.uma espécie desta. se houver fim libidinoso etc. Trata-se de crime permanente e a consumação se protrai com o tempo. de mover-se no espaço. Formas qualificadas: § 1º. 148 do CP. a. poderá o fato constituir-se no crime de extorsão mediante seqüestro. cônjuge ou companheiro do agente ou maior de 60 (sessenta) anos: (Alterado pela Lei nº. Não ilide o crime a restituição voluntária da vítima à sua esfera de proteção. inciso V do Código Penal. da Lei 4.

o delito é constrangimento ilegal. havendo excesso. mas coagi-la a fazer ou deixar de fazer algo. entretanto. 3) Se o agente o comete para fim libidinoso. 6. Se resulta à vítima. não se caracterizando a qualificadora do grave sofrimento físico ou moral. Anteriormente. como condição ou preço do resgate. de dois a oito anos. Concurso de crimes: Sendo o seqüestro meio para o cometimento de outro crime. a pena deste é aumentada de um sexto a um terço (art. e) Se o crime é praticado com fins libidinosos. 148 estavam previstas três formas qualificadas do crime de seqüestro ou cárcere privado: a) se a vítima é ascendente.gustavobrigido. passando a ser apenas uma causa de aumento de pena deste delito. Com o advento da Lei nº. 4) Se não há o intuito de privar de liberdade de locomoção a vítima. 1) Se o arrebatamento deu-se não para privar a vítima da liberdade de locomoção. são todas circunstâncias que tornam o fato mais grave.455/97).com. de 2(dois) a 8 (oito) anos. O seqüestro com fins políticos é previsto no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional (Lei nº 7. é por este absorvido. b) se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital. 11. descendente ou cônjuge do agente. § 2º. Caso seja executado para a prática do crime de tortura. o crime é também qualificado. de 28 de março de 2005. grave sofrimento físico ou moral: Pena – reclusão. ocorre o crime de subtração ou sonegação de incapazes.106. ocorre o crime de maus-tratos. Por fim. que deve resultar de maus-tratos ou da natureza da detenção. mais grave.V – Se o crime é praticado com fins libidinosos (Acrescentado pela Lei nº. pode ser a ocasionada no ato do seqüestro. configura-se o rapto quando a vítima é mulher honesta.br .106/2005). Isto porque o agente acarreta maior dano a vítima. da Lei nº 9. § 4º. 11. A lesão corporal. Considerações finais: Caso a finalidade do seqüestro seja corretiva. pela fraude. o crime é de extorsão mediante seqüestro. mas para dela cuidar. 1º. c) se a privação da liberdade dura mais de quinze dias.170/83). se houver grave sofrimento físico ou moral. no § 1º do art. em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção. conforme o § 2º. pela violação do dever de proteção. com pena de reclusão. 2) Se o fim era obter vantagem econômica. www. foram acrescentados os incisos IV e IV: d) Se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito)a nos.

se após a consumação do roubo houver privação da liberdade da vítima sem que este fato esteja ligado à prática da subtração. notadamente nas cidades longíquas e distantes dos centros urbanos. (Redação dada pela Lei nº 10. § 2º. o status libertatis.12. ainda existente em grandes fazendas. com o fim de retê-lo no local de trabalho. exceto quando o fato constitui crime mais grave. de 11. O tipo penal menciona a palavra escravo. com qualquer finalidade. O conceito de escravo há de ser interpretado em sentido amplo.803. de 11. Entretanto. Elementos objetivos: A conduta típica é a de sujeitar alguém totalmente à vontade do agente. (Incluído pela Lei nº 10. Mas.reclusão. Reduzir alguém a condição análoga à de escravo. se o crime é cometido: (Incluído pela Lei nº 10. de 11. com o fim de retê-lo no local de trabalho. que o agente pratique maus-tratos contra a vítima.803.2003) I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador.2003) § 1o Nas mesmas penas incorre quem: (Incluído pela Lei nº 10. Reduzir significa forçar alguém a viver em situação semelhante àquela em que se encontravam os escravos em períodos remotos. É irrelevante o consentimento da vítima já que a lei protege um direito indisponível. por força da Lei nº 9. de dois a oito anos.. excluindo-se a possibilidade de se falar em concurso formal ou material de crimes. de 11. numa condição semelhante à do escravo.2003) § 2o A pena é aumentada de metade. cor. A finalidade do legislador foi combater o problema. dos www.803. (Incluído pela Lei nº 10.2003) Pena .12.426/96. de 11. 149.com.2003) I – contra criança ou adolescente. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto: (Redação dada pela Lei nº 10. de 11. (Incluído pela Lei nº 10. não se exigindo.br .12. etc. quer restringindo.803.Discutia-se se a privação da liberdade praticada conjuntamente com o crime de roubo constituía-se apenas no meio executivo deste ou crime autônomo. além da submissão. com desígnio autônomo. retenção de salários. etnia. e multa.12. que funciona como elemento normativo do tipo. 157. deve ser extraído mediante uma valorização por parte do magistrado.gustavobrigido. porém.803.12.803.803. de 11. ameaça. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. em concurso material. fraude. e em qualquer lugar. religião ou origem 1. quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. acrescentou-se o art. haverá concurso material de crimes.12. A conduta pode ser praticada por violência.2003) II – por motivo de preconceito de raça. portanto.12. por qualquer meio. que prevê o aumento de pena de um terço até a metade ao crime de roubo. Seu significado. Redução a condição análoga à de escravo Art.2003) II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador. o inciso V. abrangendo inclusive a submissão de alguém a uma jornada exaustiva de trabalho. além da pena correspondente à violência.

Entretanto. 4. 6. e não a uma coletividade de trabalhadores. ofende-se unicamente a liberdade individual do ser humano. em casa alheia ou em suas dependências: Pena . direito subjetivo de interesse do estado e protegido.trabalhos privados da liberdade e forçados a trabalhos excessivos e degradantes.Se o crime é cometido durante a noite. conhecido na antiguidade como plagium. Sujeitos do crime: Sujeito ativo do crime de redução à condição análoga à de escravo. 149 do Código Penal. Elemento subjetivo: Trata-se de crime doloso. mediante alguma das condutas taxativamente previstas no art. Consumação e tentativa: A consumação ocorre quando reduz a vítima à condição análoga à de escravo. já que o crime viola o status libertatis do ser humano. Competência para processar e julgar: Conforme o entendimento do Supremo Tribunal Federal. 6. Sendo o fim o de criar. Trata-se de crime material e permanente. será da competência da Justiça Estadual quando o crime for cometido contra uma única pessoa. nessas hipóteses. é qualquer pessoa que reduz a vítima à situação semelhante à escravidão. O ofendido é privado de sua liberdade de autodeterminação. ou com o emprego de violência ou de arma. 3.Entrar ou permanecer. inclusive pela Convenção Americana sobre Direitos Humanos (art. inciso VI da Constituição Federal. de forma não transitória. 5.br . pois. em que se exige a consciência do agente de estar reduzido alguém a um estado de submissão com a supressão do status libertatis. ou por duas ou mais pessoas: www. caracterizando-se os maus tratos no caso de excesso dos meios de correção ou disciplina. educar. ou então apenas em face de um grupo determinado de pessoas.com. 109. ou multa. corrigir ou proteger uma pessoa não existirá o delito por ausência de dolo dessa infração. que não recebem remuneração mínima prevista em lei e são arbitrariamente excluídos de benefícios trabalhistas e previdenciários. a competência para processar em julgar esse delito é da Justiça Federal. clandestina ou astuciosamente.gustavobrigido. 150 . Violação de domicílio Art. ou em lugar ermo. pois se sujeitam as mesmas penas. nos termos do art. ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito. § 1º . de um a três meses. Figuras equiparadas: O §1º do artigo 149 do Código Penal arrola figuras equiparadas àquelas descritas pelo caput.detenção.1 do pacto de São José da Costa Rica). 2. Sujeito passivo é qualquer pessoa. por se tratar de um crime que visa tutelar a organização do trabalho.

Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências: I . § 5º . ou com abuso do poder. salvo em caso de flagrante delito ou desastre. além da pena correspondente à violência. para efetuar prisão ou outra diligência.º II do parágrafo anterior.aposento ocupado de habitação coletiva. II . de seis meses a dois anos. quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser. ou. pressupõe-se que entrada foi lícita. com observância das formalidades legais. o fato é atípico. não a posse ou propriedade. § 4º .durante o dia. casa de jogo e outras do mesmo gênero. ao dispor que “a casa é asilio inviolável do indivíduo.br .Não se compreendem na expressão "casa": I .Pena . § 3º . por exemplo: aquele que se veste de carteiro (astuciosa) ou aquele que é penetra numa festa (clandestina). para a caracterização do crime.com. ou com inobservância das formalidades estabelecidas em lei. havendo consentimento. Na permanência. Na entrada franca.Aumenta-se a pena de um terço. o dissentimento é presumido. salvo a restrição do n.hospedaria. Considerações iniciais: Protege-se a tranqüilidade doméstica. O fundamento constitucional o delito encontra-se no art. poderá ocorrer o delito do art. ninguém nela podendo penetrar sem o consentimento do morador.taverna. Na violação de casa desabitada. onde alguém exerce profissão ou atividade. mas o indivíduo força a entrada. § 2º . Na simples ausência haverá o crime. Elementares objetivas: Os núcleos objetivos do tipo são os verbos: entrar e permanecer. II . contudo. Não configura este crime a entrada ou permanência em casa alheia desabitada. fora dos casos legais. 2.a qualquer hora do dia ou da noite. estalagem ou qualquer outra habitação coletiva. por determinação judicial”.compartimento não aberto ao público. durante o dia.gustavobrigido.A expressão "casa" compreende: I . É necessário que a entrada ou permanência seja realizada contra a vontade do dono. www.qualquer compartimento habitado. Na entrada astuciosa ou clandestina. 161 do Código Penal (Usurpação). II . inciso XI da CF. 5º. A entrada e a permanência podem ser francas. ou para prestar socorro. III . astuciosas ou clandestinas. se o fato é cometido por funcionário público. 1.detenção. existe um dissentimento expresso ou tácito. enquanto aberta. que há diferença entre desabitada e na ausência de seus moradores. Há que se verificar. tácito ou expresso.

ex.3. pois se trata de um crime comum. Obs. Até mesmo um automóvel pode ser classificado como compartimento habitado.: O domicílio do Código Penal difere do domicílio do Código Civil. ou ele é parte integrante de um local público. P.: esse artigo é um excelente exemplo de lei penal interpretativa ou explicativa).hospedaria.qualquer compartimento habitado.: Também constitui crime em relação as dependências da casa. casa de jogo e outras do mesmo gênero.com. quintais. a casa. podendo ser barraco. II . Assim. balcão do padeiro etc. grades etc.º II do parágrafo anterior. Se o compartimento não é aberto ao público. salvo a restrição do n. não importando se reside com na animus de definitividade ou não. II .ex.taverna. nas situações em que possui uma divisão que funciona como domicílio de uma pessoa (ex. motéis.Não se compreendem na expressão "casa": I . 3. cabines de navios etc. está protegida pela norma penal.aposento ocupado de habitação coletiva. o lugar onde alguém mora. onde alguém exerce profissão ou atividade. devemos utilizar aquele definido pelo art.: correntes. enquanto aberta.compartimento não aberto ao público.br . barraca de camping etc. que estejam ocupados por alguém. telas. de forma indevida. hotéis. Qualquer lugar usado à ocupação pelo ser humano. Sujeitos do crime: a) Sujeito ativo: qualquer pessoa. tal como os quartos de pensões. cercados ou se existentes obstáculos de fácil visualização vedando a passagem do público (p. repúblicas. estalagem ou qualquer outra habitação coletiva.: escritório do advogado. a exemplo dos jardins. a parte que alguém exerce profissão ou atividade. Conceito de casa: No aspecto do conceito de casa.gustavobrigido. ou possui uma parte conjugada aberta ao público. comente o crime de violação de domicílio. Obs.: boleia de um caminhão). consultório do médico. aquele que entra ou permanece na residência. com exclusividade. 150. Obs.: A proteção da inviolabilidade domiciliar estende-se também para autoridade fiscais e fazendárias. desde que fechados. podemos dizer que o conceito de casa é qualquer lugar privado em que alguém habita. Em síntese. Todos os aposentos ocupados de habitação coletiva. garagens. Exemplo: quarto de hotéis ou motéis. www. O legislador penal procurou proteger o lar. terraços e pátios. III .) § 5º . pouco importando seja permanente o I . A lei penal resguarda a tranqüilidade no local de habitação. §4º do Código Penal (obs..

20 do CP. de seis meses a dois anos. e outro proíbe? Prevalece a condição melhor de quem proíbe. previsto no art.: Os filhos e empregados de uma casa também podem proibir o ingresso e a permanência de alguém no recinto da casa. seguindo o entendimento de Damásio de Jesus. A tentativa é cabível na conduta de entrar.: O divorciado pode cometer o crime ao entrar ou permanecer na residência do seu ex-cônjuge contra sua vontade.ex. exclui o dolo (p. Obs. ciente de que deve sair do local. Sujeito passivo é o titular do objeto jurídico (tranqüilidade doméstica). contudo. E E a esposa que deixa o amante entrar? A doutrina majoritária. permanência e a saída do domicílio. seguindo a orientação do jurista Celso www. Já para a conduta de permanecer. com base no art. por erro. penetrando em casa alheia. ou por duas ou mais pessoas: Pena . Erro de tipo escusável. Para efeitos de caracterização dessa qualificadora. ainda não é uníssono. que incide sobre as elementares do crime. Por exemplo: o sujeito é impedido por seguranças de ingressar em uma festa de casamento para a qual não foi convidado. ou em lugar ermo. supõe estar entrando em sua casa. Forma qualificada: § 1º .br . é aquele que tem a prerrogativa.: : Sujeito. ou com o emprego de violência ou de arma. que agiu de boa fé.: Se um condômino permite. provar ausência de dolo. ou então quando. não faz (permanecer). entende que não. Lembrando que o erro de tipo. que deve abranger o elemento normativo “contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito”.com.: Se o dono de uma casa alugada penetrar na residência do inquilino contra a sua vontade? Haverá o delito. O crime se consuma no momento em que o sujeito ingressa completamente na casa da vítima (entrar). já que no tipo penal não contém resultado naturalístico. 4. Contudo. Consumação e tentativa: Por se tratar de um crime de mera conduta.gustavobrigido.) 5. em razão do dissentimento presumido do dono da casa. patrão e patroa). a vontade destes prevalecerá para fins penais. O conceito de noite. Não haverá o delito pela ausência de dolo.Obs. 226. Obs. entende que haverá crime. quando a vítima tem reduzida sua capacidade de defesa. § 5º da Constituição Federal. a) Noite: A razão da qualificadora decorre do fato de ser mais fácil praticar o crime durante a noite. a autoridade de controlar a entrada. se esses entrarem em contradição com os chefes da casa (pai e mãe. além da pena correspondente à violência. encabeçada por Damásio de Jesus.detenção. a forma tentada é incompatível 6. Obs. Elementos subjetivos: O crime só é punível a título de dolo. Restará ao violador. Obs.Se o crime é cometido durante a noite.: Empregada que deixa o amante ingressar na casa praticaria o delito? A doutrina majoritária.

: punhal).Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo. Causa de aumento de pena: § 2º .Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências: I . 327 Considera-se funcionário público.ex. tanto em relação à pessoa do morador como também no tocante à coisa (p. Assim. feita com a finalidade de intimidar a vítima. considerando noite o intervalo de tempo situado entre a aurora e o crepúsculo. ou com inobservância das formalidades estabelecidas em lei. exerce cargo. Observe que o conceito de arma é bem mais amplo do que o conceito de arma de fogo. todos devem praticar atos de execução (coautor) 7. se o fato é cometido por funcionário público. Aqui.gustavobrigido. ainda que leve. ou com abuso do poder. o que torna reduzida a chance de defesa da vítima. emprego ou função em entidade paraestatal. § 1º .com. Classificação doutrinária: www. Observa-se que não haveria necessidade de expressa disposição no Código Penal.a qualquer hora do dia ou da noite. já que todas as situações estão inseridas naquelas permissões constitucionais de violação domiciliar lícita. O conceito de funcionário público para fins penais encontra-se no art. fora dos casos legais. no qual o pedido de socorro seria mis difícil. iremos adotar o critério físico-astronômico. c) Violência: é o emprego de força física. Ao mencionar 8.durante o dia.br . serão aplicadas cumulativamente as penas atinentes à violação de domicílio e à lesão corporal. e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública. estará caracterizada a qualificadora.: arrombar uma porta). quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser. embora transitoriamente ou sem remuneração. para os efeitos penais. II . no parágrafo 3º. com observância das formalidades legais. 9.de Mello. Causas excludentes de antijuridicidade: § 3º . Observação: se a violência for empregada contra a pessoa e se ela sofrer lesões corporais.Aumenta-se a pena de um terço. Assim. b) Lugar ermo: é o local habitualmente abandonado e afastado dos centros urbanos. 327 do Código Penal: Art. a utilização de armas brancas (p. d) Emprego de arma: arma é todo instrumento com potencialidade de matar ou ferir. quem. para efetuar prisão ou outra diligência. emprego ou função pública. temos causas especiais de exclusão da ilicitude (ou exclusão da antijuridicidade). A lei impõe o concurso material obrigatório entre a violência de domicílio e a violência física contra a pessoa. e) Concurso de duas ou mais pessoas: essa qualificadora somente será aplicada quando duas ou mais pessoas efetivamente invadem a casa alheia.ex.

em razão do princípio da alternatividade. III . dirigida a outrem: Pena .detenção. Cuida-se. é absorvido pelo mais grave. tem prevalecido o entendimento pela consunção. Violação de comunicação telegráfica.Na mesma pena incorre: I .quem se apossa indevidamente de correspondência alheia. § 4º . O indivíduo que ingressa em casa alheia para matar seu morador responde pelo homicídio. radioelétrica ou telefônica II . Invade para agredir. ainda. Na modalidade “entrar” é crime instantâneo. autonomamente. salvo nos casos do § 1º. Subsistirá. de crime consunto. “permanecer” é permanente. § 3º .Se o agente comete o crime. Contudo.com. no conflito aparente de normas. embora não fechada e. não encontrando a vítima. 151 . Sempre que houver dúvidas sobre o verdadeiro propósito do agente este responde pelo crime autônomo de violação de domicílio.quem instala ou utiliza estação ou aparelho radioelétrico.detenção. a sonega ou destrói. comete um único crime. § 2º . aquele que entra e permanece. Idem se a invasão for preparo para outro crime. e do § 3º. de um a seis meses. Tem-se ponderado que o delito de violação de domicílio não pode ser absorvido por crime-fim menos grave.Trata-se de crime de mera conduta. no todo ou em parte. Exemplo: Furto intra-muros absorve a violação de domicílio. Violação de correspondência Art. radioelétrico ou telefônico: Pena . ou conversação telefônica entre outras pessoas.As penas aumentam-se de metade. de um a três anos. Não é crime subsidiário.gustavobrigido. www. caso contrário fica absorvido pelo delito fim. Às vezes. ou multa. A violação de domicílio só deve ser punida quando constituir delito autônomo. IV. IV . sem observância de disposição legal.Somente se procede mediante representação. como exercício arbitrário das próprias razões. telegráfico. Formulação típica alternativa “entrar ou permanecer ou ambos”. etc.Devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada.quem indevidamente divulga. Sonegação ou destruição de correspondência § 1º .quem impede a comunicação ou a conversação referidas no número anterior. assim. se há dano para outrem. com abuso de função em serviço postal.br . transmite a outrem ou utiliza abusivamente comunicação telegráfica ou radioelétrica dirigida a terceiro. quando não praticado autonomamente. por exemplo. quando ocorrer desistência voluntária ou arrependimento eficaz.

para ser entregue ao destinatário. 151 do Código Penal. que somente a autorização do destinatário pode afastar a proibição decorrente daquele elemento normativo. o sigilo da comunicação por correspondência. Cecograma é o objeto impresso em relevo. 151 do Código Penal é: “devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada. ilícita ou injustificadamente. que se encontra revogado. quando cometido o crime “com abuso de função em serviço postal” como o faz o Código Penal no § 3º do art. de 22 de junho de 1978. Revogou-o tacitamente. a Lei nº 6. como ente integrante da liberdade individual. de qualquer natureza.br .gustavobrigido. É. 43). Carta é o objeto. há quem entenda. Correspondência é “toda comunicação. 40 da Lei nº 6. o crime de violação de correspondência é o definido no art. com ele. cominando pena de detenção de um a três anos. através da via postal ou por telegrama”. Não é imprescindível que a correspondência seja aberta. do Código Penal. dirigida a outrem”. 5º tenha consagrado a inviolabilidade do sigilo da correspondência. Introdução: A descrição típica do art. que contém informação de interesse do destinatário. absolutamente incompatível.com.538. como quando se a contrapõe a feixe de luz. Além de construir tipo idêntico ao do art. 151 do Código Penal. necessariamente. Protege a norma a liberdade de comunicar sigilosamente o pensamento. é sobre a vigência do art.538/78 não fez dele derivar o tipo qualificado. sob a forma de comunicação escrita. 151. Diferentemente. e destinada a determinada pessoa. pessoa a pessoa. conduta comissiva. para uso dos cegos.538.1. Telegrama é a mensagem transmitida por sinalização elétrica ou radioelétrica. 40 da Lei nº 6. nem o conheceu. por isso. A simples abertura de envelope no qual está contida carta não configura a conduta. Ora. que dispõe sobre os serviços postais no país.538/78 e não o do art. com ou sem envoltório. determinou a referida lei que tal circunstância seja apenas uma agravante da pena (art. na Doutrina. 151. 2. não admitindo qualquer exceção. 47 da Lei nº 6. a lei regulou integralmente a mesma matéria – crime de violação de correspondência – e deu-lhe tratamento mais benéfico que o art. Conquanto o preceito constitucional do inciso XII do art. De conseqüência. por meio de carta. Através da conduta o agente toma conhecimento do que se contém na correspondência. Estas definições encontram-se no art. sendo. ou qualquer outra forma equivalente. pois será possível conhecer seu conteúdo quebrando seu sigilo sem a abertura física de seu envoltório. no sentido de conhecer. Elementos objetivos: O verbo utilizado no tipo é devassar. 151. Só há tipicidade se a devassa tiver sido realizada indevidamente. ou seja. de 22 de junho de 1978. Impossível conduta omissiva. conversível em comunicação escrita. Descrição típica idêntica encontra-se no art. se quem o abriu não queria conhecer seu conteúdo. A correspondência deve estar fechada. www. A indagação que se coloca.

a fim de bem desempenhar a proteção. ou seja. senão que de amor. consciência de que não a pode devassar e vontade livre de conhecer seu conteúdo. os sujeitos passivos do crime. 6. tácita ou expressa. quando seu sigilo resta quebrado. com absoluta prioridade.O sigilo assegurado constitucionalmente não é absoluto. Entre os cônjuges ou companheiros. violência. criar e educar os filhos menores” (art. discriminação. preso ou enfermo mental exige. exploração. não chega a conhecer seu conteúdo por lhe ser a carta tomada das mãos por outra pessoa. “a salvo de toda forma de negligência. todavia. até mesmo o próprio destinatário. excluindo o dolo e a tipicidade. 4. bem assim sobre não estar o agente autorizado a conhecê-la. o direito de conhecer suas comunicações. simultaneamente. o custodiado. salvo o remetente e o destinatário da correspondência. Causa de aumento de pena: www. aos pais. o internado. Há tentativa quando o agente está abrindo o envelope ou. Consumação e tentativa: Há crime consumado quando o agente toma conhecimento do conteúdo da correspondência. consciência de que a correspondência encontra-se fechada e está dirigida a outra pessoa. entretanto. crueldade e opressão” (art. 227). 5. Nem a vida é protegida de modo absoluto. guarda e vigilância a que está obrigado por lei. o dever de colocar a criança e o adolescente.br . o curatelado. há de prevalecer o respeito à individualidade do outro. para seu titular. 229). mas de fraternidade e companheirismo. exclui a tipicidade do fato. é óbvio. Dolo é consciência dos elementos constitutivos do tipo e vontade de realizá-lo. Aliás. O pleno e legítimo exercício do poder de autoridade sobre o menor. Elemento subjetivo: Só é prevista a modalidade dolosa. Não há previsão de punição por conduta culposa. os quais são. A correspondência fechada dirigida ao filho menor pode ser devassada pelos pais.com. conduzir à autorização.gustavobrigido. É o que a doutrina denomina de dupla subjetividade passiva. após tê-lo aberto. Sujeitos do crime: Sujeito ativo desse crime é qualquer pessoa. Sem ela. indispensável para a descaracterização do tipo. não é possível reconhecer esse direito recíproco de devassar a correspondência fechada dirigida ao outro porque. O erro pode também incidir sobre estar fechada a correspondência. a qual pode. ainda que convivendo harmoniosamente sob o mesmo teto. que inclui o direito ao sigilo. A mesma Constituição que protege o sigilo nas comunicações impõe à família e. Consciência da conduta. Assim. não há direitos absolutos. por conseqüência. excluindo o dolo. Em certas situações. quando o agente devassa a correspondência fechada por imaginar que está dirigida a si mesmo há erro de tipo que. o cumprimento dos deveres para com os menores não será possível sem o conhecimento de suas comunicações com outras pessoas. o tutelado. porque é seu dever “assistir. 3. essa relação não é de autoridade.

de três meses a dois anos. 9. para o cometimento do crime. Ação penal: A violação da correspondência de que trata a Lei nº 6. no todo ou em parte. 152 . o remetente ou qualquer outra pessoa. Parágrafo único . Correspondência comercial Art. Cometido o crime após a entrega da correspondência. sob pena de responsabilidade. O dano pode ser econômico ou moral e pode atingir o destinatário.gustavobrigido. Ilicitude: A ilicitude. consoante dispõe o § 2º do art. subtrair ou suprimir correspondência. Se em conseqüência da quebra do sigilo da correspondência ocorre dano para alguém. cabendo às autoridades administrativas que dela tomarem conhecimento oferecer representação ao Ministério Público Federal. federal ou estadual.§ 2º .538/78 será punida com pena de detenção de até seis meses. a pena será aumentada de metade.com.As penas aumentam-se de metade. www. ou multa de até 20 dias-multa.detenção. a competência é da justiça estadual.br . permitida a suspensão condicional do processo penal. A competência é do juizado especial criminal. 7. viu-se. ou revelar a estranho seu conteúdo: Pena . a pena será agravada. sonegar.538/78. A ação penal é de iniciativa pública e tratando-se de fato cometido ainda no âmbito do serviço postal a competência é da justiça federal. pode ser excluída no âmbito da própria tipicidade quando o agente age devidamente autorizado pelo destinatário ou quando tem o direito de devassar a correspondência dirigida à pessoa que esteja sob seu poder de autoridade. 40 da Lei nº 6.Somente se procede mediante representação. se há dano para outrem. desviar. Se o agente se prevalece do cargo ou abusa da função.Abusar da condição de sócio ou empregado de estabelecimento comercial ou industrial para.

Suprimir é destruí-la. Subtrair é tirá-la de quem a detém. de um a seis meses.detenção. Consuma-se com o desvio. de 2000) www. nesse tipo. informações sigilosas ou reservadas. contidas ou não nos sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública: (Incluído pela Lei nº 9. Sujeito ativo do crime é o sócio ou empregado de estabelecimento comercial. subtrair ou suprimir.983. condicionada à representação da pessoa jurídica ofendida. assim definidas em lei. isto é. reproduzida ou fixada numa coisa. sonegar.983. A ação penal é pública. (Incluído pela Lei nº 9. permitida a suspensão condicional do processo penal.br . ainda que apenas parcialmente. supressão ou revelação do conteúdo. conteúdo de documento particular ou de correspondência confidencial. O conceito de correspondência. alcançando também toda e qualquer comunicação de pensamento de uma pessoa a outra. 153 . e cuja divulgação possa produzir dano a outrem: Pena . Sonegar é ocultá-la. Sujeito passivo é a pessoa jurídica da qual o sujeito ativo é empregado ou sócio. de 2000) Pena – detenção. de que é destinatário ou detentor.Divulgar alguém. sem justa causa. Divulgação de segredo Art. Comentários: O bem jurídico protegido é a liberdade de comunicação do pensamento realizada por intermédio de correspondência comercial. sonegação. no todo ou em parte. Deve o agente proceder com abuso de sua condição de sócio ou empregado e com consciência de que o faz nessa condição. Revelar seu conteúdo é dá-la ao conhecimento de outra pessoa. Divulgar.1. subtração. é mais amplo do que o estabelecido na Lei nº 6. sendo possível a tentativa. violando seus deveres de lealdade para com a empresa da qual é sócio ou empregado. e multa. (Parágrafo único renumerado pela Lei nº 9. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. É essencial que o conteúdo da correspondência tenha natureza comercial ou industrial. mas desde que com conteúdo comercial ou industrial. ou multa. Desviar é dar destino diverso à correspondência. A conduta realiza-se através de uma das seguintes ações: desviar.com.538/78. que diga respeito às atividades da empresa remetente. § 1º Somente se procede mediante representação. de 2000) § 1o-A. a correspondência comercial ou revelar seu conteúdo a pessoa estranha.gustavobrigido. O delito é punido apenas em sua forma dolosa. devendo o agente agir com consciência de sua conduta e vontade livre de realizá-la. sem justa causa.983.

sem justificativa. contar alguma coisa a um número indeterminado de pessoas.§ 2o Quando resultar prejuízo para a Administração Pública. da ausência da justa causa para a divulgação. 325 do Código Penal. em ambiente interno ou aberto. O relato pode ser feito através de palavras proferidas ou escritas e transmitidas por qualquer meio de comunicação. por ausência de dolo. oralmente. não a qualifica como tal. o que. a qualquer pessoa. quando. deva ser resguardada.gustavobrigido. Se houver interesse público. da probabilidade da causação do dano e vontade livre de realizar o tipo. por exemplo. Deve ser particular. o firmatário ou redator do documento particular ou qualquer outro. devendo o intérprete. 154 do Código Penal. poderá ser revelado. aposta por uma pessoa. A divulgação deve ser feita sem justa causa. sua divulgação poderá caracterizar o crime do § 1º-A deste artigo ou o do art. Deve ser confidencial. Se o interessado pela manutenção do segredo dela não faz questão. O conceito de correspondência é o mais amplo. uma vez que o documento público poderá conter informação pública. Indispensável. sem qualquer outra finalidade.983. pela imprensa. rádio. a ação penal será incondicionada. valorá-la com base nos princípios da razoabilidade e do bom-senso. isto é. É elemento normativo do tipo. por si só. Elemento subjetivo: Crime doloso. Agindo o sujeito ativo impelido por motivo justo o fato é também atípico. televisão. Se este o fizer cometerá o crime do art. Não há forma culposa. salvo se seu detentor for profissional que tenha o dever de preservá-lo. Não sendo sigilosa a informação contida no documento ou na correspondência. econômico ou moral. Documento é a coisa na qual está escrita uma informação juridicamente relevante. ao remetente da correspondência ou ao destinatário. excluída fica a tipicidade. (Incluído pela Lei nº 9. A informação sigilosa – o segredo – deve estar contida num documento particular ou numa correspondência confidencial dirigida ao agente ou da qual ele tem a posse. Sendo sigilosa ou reservada. mantida fora do conhecimento público. sigilosa. O agente deve ter consciência de sua conduta. a presença de outro elemento normativo. sigilosa ou reservada.br . 2.com. ainda. empregado no sentido de dar conhecimento. se houver. Por fim é necessário que a divulgação do segredo seja capaz de produzir dano. Elementos objetivos: O núcleo do tipo é o verbo divulgar. da confidencialidade da correspondência ou do caráter sigiloso do documento. por sua natureza. Errando o agente sobre um dos elementos do tipo. Não é indispensável que o remetente a tenha rotulado de reservada. Internet ou diretamente a um grupo de pessoas em local público ou restrito. por ocasião da aplicação da lei. o segredo diz respeito à prática de um crime. Consumação e tentativa: www. o fato é atípico. sigilosa ou confidencial. assim entendida aquela que contenha informação que. isto é. de 2000) 1. 3. pode o agente divulgá-lo.

quando o agente imaginar que está autorizado a divulgar o segredo ou que sua revelação atende a um interesse relevante e justificado. empregado no sentido de contar a uma pessoa o que sabe. por isso.br . Basta que o segredo seja revelado a uma só pessoa. Elementos O núcleo do tipo é revelar. impedido de continuá-la. então. Sujeitos do crime: Sujeito ativo do crime é o destinatário ou o detentor da correspondência. A culpabilidade pode ser excluída ou diminuída por erro de proibição. por qualquer meio. A competência é do juizado especial criminal. 154 . Bem jurídico: O bem jurídico protegido é o direito ao sigilo sobre a intimidade da vida privada do ser humano.detenção. um telefonema. ou multa. deve ser resguardada em relação a terceiros. Ação pena: A ação penal é pública condicionada à representação do sujeito passivo. do ofício ou da profissão que exerce. É conduta normalmente comissiva. de três meses a um ano. do ministério.gustavobrigido. 7. Exclusão de ilicitude: A ilicitude será excluída no âmbito da própria tipicidade se o agente age devidamente autorizado pelo destinatário ou tem o direito de revelar o segredo por razões de interesse público. quando praticado o crime pelo detentor.Somente se procede mediante representação. 6. 1. pode vir a conhecê-la.com.Revelar alguém.Consuma-se no instante em que o segredo é contado pelo agente a um número indeterminado de pessoas. permitida a suspensão condicional do processo penal. sem justa causa. Por função deve-se entender toda e qualquer atividade a que o sujeito se obriga em www. numa conversa qualquer. todavia pode ocorrer por omissão. Parágrafo único . 5. O segredo deve ter chegado ao conhecimento do agente em razão da função. é. Uma carta. inclusive o destinatário. ofício ou profissão. A tentativa é possível quando o agente. então. Violação do segredo profissional Art. que pode causar dano a qualquer pessoa e que. e cuja revelação possa produzir dano a outrem: Pena . Sujeito passivo é o remetente da correspondência e também a pessoa que venha a sofrer o dano decorrente da violação do segredo. iniciando a narrativa e antes de adentrar no relato do segredo. segredo. quando o agente deixa uma anotação contendo a informação sigilosa à vista de outra pessoa que. ministério. 4. de que tem ciência em razão de função.

Deve o agente ter consciência da conduta. a notícia de que um crime vai ser cometido. desempenhada de forma habitual. A norma contém o mesmo elemento normativo dos tipos anteriores: sem justa causa. 3. O dever de guardar segredo só existe. necessariamente. igualmente. como a Aids. haverá justa causa para revelá-la à autoridade policial. Por último. a alguém. quando comunica à autoridade pública a ocorrência de uma doença contagiosa. não tem o dever de revelar o segredo. moral ou patrimonial. da potencialidade do dano. 18 da Lei nº 7. porque aí o interesse público deve prevalecer. tais como auxiliares de enfermagem. Ministério é atividade ligada a entidades religiosas ou filantrópicas. tornam-se confidentes das pessoas com as quais se relacionam no âmbito de sua atuação e. Penso que se o confessor toma conhecimento da prática de um crime. A quebra do sigilo bancário constitui o crime do art. O médico ou o dentista. Não precisa causá-lo. Também o advogado não tem o direito de comunicar à autoridade policial que seu cliente cometeu determinado crime ainda desconhecido. igualmente. independentemente da produção do dano que. Assim as funções do tutor. dentistas etc. no confessionário. cujo autor ainda não foi descoberto. aliás. está atendendo ao interesse público. quando o agente o conhece em razão de sua atividade. do depositário judicial. pode nem ocorrer. Errando sobre um desses elementos. Mas esses profissionais não estão obrigados a revelar a prática de um crime. A norma alcança os colaboradores dos profissionais. do síndico e do inventariante. mas deve ter potencialidade para tanto. devem guardar sigilo acerca de tudo quanto souberem. da ausência de justa causa para revelá-lo e a vontade livre de fazê-lo. pela confiança nele depositada pelos membros da igreja. ainda porque o padre não tem o direito de recusar-se a depor como testemunha. por isso. portanto. não constituirá crime. médicos. Assim. 2. engenheiros. que decorrem do exercício de cargos públicos.virtude de uma lei.br . www. seu dever é de fidelidade para com aquele que lhe confiou o segredo. no exercício de suas atividades. Ofício é atividade manual e profissão deve ser entendida como a atividade laborativa lucrativa. deve guardar sigilo de tudo quanto souber. como a dos advogados.gustavobrigido. de um contrato ou de uma decisão judicial. pode o agente revelar o segredo justificadamente. a revelação do segredo deve.com. O sacerdote. a tipicidade desaparece por exclusão do dolo. do segredo que vai revelar. do curador. podem ter acesso aos segredos confessados àqueles. e muito embora sua revelação possa causar prejuízo moral ao paciente. realizando o tipo.492/86. Ao contrário. bem como as funções de natureza pública. enfermeiras e secretárias que. ser capaz de produzir dano. Elemento subjetivo: O crime é doloso. se recebe. Essas pessoas. da freira e do frade. todavia. Consumação e tentativa: Ocorre a consumação quando o agente conta o segredo para uma outra pessoa. como a do sacerdote.

sua locomoção em razão de divida contraida com o empregador ou preposto. LISTA DE EXERCÍCIOS – DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL 01 . restando configurado o crime apenas se a transferência for para o estrangeiro.2011 . b) Por ser o delito de constrangimento ilegal tipicamente subsidiário. por qualquer meio. quer restringindo. 26 do Código de Ética e Disciplina. 4. fenômeno conhecido como truck system.gustavobrigido. e) O fato de funcionário público ser sujeito ativo do crime de constrangimento ilegal qualifica a infração. necessariamente. Ação penal: A ação penal é de iniciativa pública condicionada à representação do ofendido.com.Juiz do Trabalho Assinale a alternativa correta: a) Trata-se de mera nulidade contratual o ato de fraude que visa frustrar direito assegurado pela legislação do trabalho.Admite-se a tentativa quando a revelação se fará por meio de carta que não chega a seu destinatário por razões alheias à vontade do remetente. b) Comete crime de redução à condição análoga a de escravo quem obriga ou coage alguém a usar mercadorias de determinado estabelecimento. quando o agente tem o direito de revelar o segredo por razões de interesse público. possível a suspensão condicional do processo penal. para impossibilitar o desligamento do serviço em virtude de divida. a) O sujeito passivo do crime de constrangimento ilegal pode ser qualquer pessoa. c) O constrangimento ilegal é delito de mera atividade.Prova: CESPE . em qualquer modalidade. d) No crime de constrangimento ilegal. excludente.TRT .br . www. a violência nela empregada. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. não sendo considerado crime punivei. absorve sempre o crime. consumando-se mediante grave ameaça ou violência perpetrada pelo sujeito ativo. em concurso material. Ilicitude e culpabilidade: A ilicitude será excluída no âmbito da própria tipicidade.MPE-RR . 02 . sendo o agente responsabilizado. admite-se a autoria mediata caso a violência ou grave ameaça sejam exercidas contra pessoa diversa da que se pretenda constranger. quando o agente imaginar que está autorizado a divulgar o segredo ou que sua revelação atende a um interesse relevante e justificado. 5. independentemente de sua capacidade de autodeterminação. c) Não comete crime aquele que alicia trabalhadores com o fim de levá-los de uma para outra localidade do território nacional.2012 .Promotor de Justiça Com base no que dispõe o CP e no entendimento doutrinário e jurisprudencial acerca do crime de constrangimento ilegal. pelo constrangimento ilegal e por outra infração que o executor venha a praticar. porque nem mesmo o advogado pode revelá-lo. aplicando-se a ele a pena em dobro. competente para processála o juizado especial criminal. assinale a opção correta. implica reduzi-lo a condição análoga à de escravo.Prova: TRT 23R (MT) . O consentimento da pessoa a quem o segredo interessa não é. d) Submeter alguém a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. A culpabilidade pode ser excluída ou diminuída por erro de proibição. conforme dispõe o art.23ª REGIÃO (MT) .

06 .2011 . b) O crime é sempre punido autonomamente.Primeira Fase “Gama”.com. vem impossibilitando o uso de transporte por seus funcionários na intenção de retê-los no local de trabalho. nessa situação. dos delitos contra a liberdade individual e contra a dignidade sexual e da inviolabilidade do domicílio. sendo. d) O fato somente é punido autonomamente se não constitui elemento ou circunstância agravante especial de outro tipo penal. ainda que justificada por iminente perigo à vida.Juiz . sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal.Prova: TJ-DFT . imprescindível a demonstração da finalidade especial de agir. é necessária autorização judicial para a busca e apreensão. por conta própria ou de terceiro.Prova: CESPE .br .TRT . uma vez que.3ª Região (MG) . para a sua caracterização. e) Violação de domicílio. b) Gama cometeu o crime de constrangimento ilegal.AL-ES . sendo certo que esse ilícito suprime somente o bem jurídico em uma perspectiva individual. sem intuito de lucro nem mediação direta do proprietário.2012 . razão pela qual compete à justiça comum estadual processá-lo e julgá-lo. cor.2007 . religião ou origem.Juiz Constituem crimes contra a liberdade pessoal. É certo afirmar: a) Gama não cometeu crime algum. b) Ameaça.Procurador . se o crime é cometido contra criança ou adolescente ou se cometido por motivo de preconceito de raça. b) Conforme a jurisprudência pacificada do STJ. a ausência da chancela judicial caracteriza o delito de violação de domicílio.Objetiva.2007 .TJ-DF . e) O delito de apropriação indébita previdenciária é crime omissivo próprio. d) Redução à condição análoga a de escravo. c) O sujeito ativo impõe à vítima uma conduta indeterminada.TRT 3R . c) A tolerância pela sociedade não gera a atipicidade da conduta consistente em manter. proprietário rural. o delito de redução à condição análoga à de escravo está inserido no CP entre os crimes contra a liberdade pessoal. 03 .Exame de Ordem . no entanto. consistente na intenção inequívoca da apropriação de valor destinado à previdência social. após contratar quinze pessoas para trabalhar na sua fazenda localizada em local ermo.conhecimentos específicos Acerca do crime omissivo.Prova: ND . exceto: a) Constrangimento ilegal. assinale a alternativa correta: a) Não admite a forma tentada. c) Gama cometeu o crime de cárcere privado. 05 .2 Em relação ao crime de constrangimento ilegal. 04 . c) Sequestro.1 . d) Gama cometeu o crime de redução à condição análoga à de escravo. estabelecimento em que ocorra exploração sexual.e) A pena do crime de redução à condição análoga à de escravo é reduzida de metade.gustavobrigido. d) Na hipótese de flagrante de crime permanente em residência.OAB-SC . assinale a opção correta. a) Caracteriza o delito de constrangimento ilegal a hipótese de intervenção médica ou cirúrgica. www. etnia.

TRT .2008 .Prova: AOCP . II . o bem jurídico tutelado é a liberdade psíquica de agir.07 . incorre quem cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador. ainda que seja ela um meio para a obtenção de um outro fim. com o fim de retê-lo no local de trabalho.Colocar uma caveira à porta de alguém. Caracteriza-se pela submissão da pessoa a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. uma vez que apenas são puníveis como crimes autônomos quando não integram outro delito.Constitui constrangimento ilegal compelir a vítima a dar fuga ao agente em seu automóvel. em relação ao crime de redução à condição análoga à de escravo: I. d) Apenas uma das proposições é falsa.A retenção de paciente em hospital para recebimento de honorários constitui delito de cárcere privado. caracteriza delito de ameaça. Na pena prevista legalmente para o crime. 08 . por qualquer meio.Juiz . distinguem-se as figuras sequestro e cárcere privado. afirmando-se que o primeiro é o gênero do qual o segundo é espécie.2007 . dependendo.14ª Região (RO e AC) . III .Objetiva Analise as proposições e assinale a única alternativa correta: I . II.Prova 1 Sobre os crimes contra a liberdade pessoal. e) A ameaça grave integra a conduta que tipifica o crime de constrangimento ilegal.com. e multa. configurando-se o primeiro quando a vítima é confinada em recinto fechado. do oferecimento de queixa-crime por parte do ofendido. III. assinale a alternativa falsa: a) O crime de ameaça se processa mediante ação penal privada.TRT . desse modo. a) Todas as proposições são verdadeiras. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto. além da pena correspondente à violência.2004 . quer restringindo. A figura cárcere privado caracteriza-se pela manutenção de alguém em recinto fechado. d) O crime de cárcere privado é uma espécie da qual é gênero o seqüestro.TJ-DF .Juiz . de dois a oito anos.Juiz . c) Apenas uma das proposições é verdadeira.2010 . Certo Errado 10 . sem amplitude de locomoção. definição esta mais restrita que a de sequestro.Defensor Público Na doutrina. A pena prevista para este crime é de reclusão.Prova: TJ-DFT .gustavobrigido.DPU . 09 .CESPE .1ª Prova .Prova: TRT 14R . c) A ameaça e o constrangimento ilegal são considerados crimes subsidiários. www. enquanto que no seqüestro e no cárcere privado busca-se proteger a liberdade física.9ª REGIÃO (PR) . b) Nos crimes de ameaça e de constrangimento ilegal. b) Todas as proposições são falsas.br . quer sujeitando-a a condições degradantes de trabalho.2ª Etapa Considere as assertivas a seguir.

é aumentada de metade. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto. ou qualquer outro meio simbólico. II .2007 . observada a condição social da mesma. não constitui crime. V. www.O bem jurídico tutelado é a liberdade individual.1ª Etapa No que se refere aos crimes contra a liberdade pessoal. mediante cárcere privado. pode ser fixada entre dois e cinco anos. escrito ou gesto.1ª REGIÃO (RJ) . c) somente as proposições II. incorre quem mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador. mas possível ofensa moral.com. assinale a alternativa CORRETA: I . cor. se o crime é cometido contra criança ou adolescente.Prova: PGT . quer restringindo.1ª Fase .A pena de reclusão pode ser aumentada entre três e nove anos. de causarlhe mal injusto e grave. IV . grave dano moral ou à sua imagem.br . ameaçar alguém. em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção. se o crime resulta à vítima. e) todas as proposições estão erradas. IV e V estão corretas. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. se o crime for cometido contra criança ou adolescente ou por motivo de preconceito de raça. a) todas as proposições estão corretas. por palavra.TRT . A pena prevista legalmente é aumentada em um terço. Na pena prevista legalmente para o crime.Procurador do Trabalho Com relação ao crime de redução à condição análoga a de escravo.Constitui crime o fato de reduzir alguém a condição análoga à de escravo.PGT .gustavobrigido. assinale a proposição correta: I . com o fim de retê-lo no local de trabalho.2008 . por qualquer meio. religião ou origem.IV.Juiz . IV e V estão erradas.A pena cominada para o crime por privar alguém de sua liberdade. d) somente as proposições III. se o ato é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital ou se a privação da liberdade dura mais de 15 (quinze) dias. 12 . em razão de trabalho escravo.Por ausência dos requisitos necessários à tipificação. quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. etnia.A pena pela restrição de liberdade. Marque a alternativa correta: a) todas as proposições estão corretas b) somente a proposição V está incorreta c) somente a proposição IV está incorreta d) somente a proposição II está incorreta e) somente as proposições III e IV estão incorretas 11 – Prova: INSTITUTO CIDADES . V . b) somente as proposições I e III estão corretas. III .

III .O consentimento do ofendido é irrelevante. cor. etnia.Trata-se de um crime instantâneo de efeitos permanentes. se o crime é cometido: contra criança ou adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos. c) apenas três das assertivas estão corretas. a) apenas uma das assertivas está correta. religião ou origem.br . por motivo de preconceito de raça. e) não respondida.gustavobrigido.com.II . b) apenas duas das assertivas estão corretas.a pena é acrescida de metade. IV . mas seus efeitos são irreversíveis. cuja consumação ocorre em determinado instante. d) todas as assertivas estão corretas. GABARITO OFICIAL: 1-D 11-C 2-D 12-B 3-E 4-D 5-C 6-D 7-D 8-A 9-C 10-B www.

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