CRIMES CONTRA A PESSOA CAPÍTULO 1 – DOS CRIMES CONTRA A VIDA Art. 121 - HOMICÍDIO Art. 121.

Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. Homicídio qualificado § 2° Se o homicídio é cometido: I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; II - por motivo futil; III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido; V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena - reclusão, de doze a trinta anos. Homicídio culposo § 3º Se o homicídio é culposo: Pena - detenção, de um a três anos. Aumento de pena § 4o No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as conseqüências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003) Perdão judicial § 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. § 6o A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia privada, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio. (Incluído pela Lei nº 12.720, de 2012) 1. Conceito e objeto jurídico:

www.gustavobrigido.com.br

O homicídio, nas palavras do jurista Cezar Roberto Bitencourt, “é a eliminação da vida de alguém levada a efeito por outrem”. O objeto jurídico é a vida humana extra-uterina. Para que haja o crime, não é necessário que se trate de vida viável (mesmo que a vítima tenha pouco tempo de existência, tem direito à vida), basta que a pessoa esteja viva no momento da execução do crime. A palavra “alguém” deve ser entendido como o ser humano. 2. Formas de conduta: O crime de homicídio é classificado como crime de forma livre, pois admite qualquer meio de execução e pode ser praticado por ação ou por omissão, desde que, nesse último caso, o indivíduo tivesse o dever jurídico de impedir a morte da vítima (art. 13, §2º do CP). Diferentemente do que ocorre se alguém, que não está na qualidade de garantidor, não impede a ocorrência do resultado morte, deverá responder pelo crime de omissão de socorro qualificada pela morte (art. 135, parágrafo único do CP). 3. Sujeitos do crime: Sujeito ativo do homicídio é qualquer pessoa (crime comum). Sujeito passivo pode ser qualquer ser humano nascido com vida. A vida começa com o início do parto, com o rompimento do saco amniótico. Antes do início do parto, o crime será de aborto. 4. Consumação e tentativa: O crime se consuma com a morte real da vítima (crime material), que ocorre com a morte encefálica (ou cerebral), ainda que as funções circulatória e respiratória continuem funcionando, nos termos que estabelece o art. 3º, Lei nº 9.434/97. Haverá tentativa quando o agente não conseguir matar a vítima por circunstâncias alheias a sua vontade, nos termos do artigo 14, inciso II do Código Penal. Vale ressaltar que a desistência voluntária e o arrependimento eficaz afastam a tentativa (art. 15, CP). Obs.: Tentar matar cadáver é crime impossível por absoluta impropriedade do objeto (art. 17, CP). 5. Elemento subjetivo: É o dolo genérico, denominado de animus necandi, não se exigindo nenhuma finalidade específica. O motivo que leva o agente a ceifar a vida de outrem pode caracterizar uma qualificadora ou causa de diminuição de pena. Admite-se o dolo eventual, quando o agente não quer o resultado morte, mas assume o risco de produzi-lo. 6. Homicídio Privilegiado: § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. No parágrafo 1º nós temos o doutrinariamente denominado HOMICÍDIO PRIVILEGIADO, que nada mais é que uma causa de diminuição de pena.

www.gustavobrigido.com.br

Em síntese, ocorre homicídio privilegiado em três situações: quando o agente comete o crime impelido por: a) relevante valor social (valor que pertence a toda sociedade e não apenas ao autor do crime – Ex.: matar um perigoso estuprador que aterroriza as mulheres e crianças de uma cidade do interior) b) relevante valor moral (é um valor individual, pessoal, como no caso da eutanásia); (3) sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação. Como se percebe, todas as circunstâncias são subjetivas. Nessa última situação o agente deve estar sob o domínio e não apenas sob a influência (a mera influência é homicídio doloso simples com atenuante de pena do art. 65, III, “c”, CP). Também são requisitos a imediatidade entre provocação e reação e a injusta provocação (se houver injusta agressão pode configurar legítima defesa). Assim, é indispensável para a caracterização que o fato seja praticado “logo em seguida”, ou seja, momentos após a injusta provocação da vítima. Não há um prazo fixo, de sorte que deverá ser analisado no caso concreto. Sendo reconhecida a causa de diminuição de pena, é direito subjetivo do acusado, assim, o juiz, no momento da aplicação da pena, é obrigado a reduzir de um sexto a um terço. O privilégio não se comunica entre os agentes no caso de concurso de pessoas porque é uma circunstância pessoal, em consonância com a regra prevista no artigo 30 do CP. Assim, na situação em que o pai e amigo que matam o traficante que vendia drogas para o filho, apenas o pai será beneficiado dessa causa de diminuição de pena, enquanto o amigo responde pelo homicídio simples. Obs.: PRIVILÉGIO E ATENUANTE GENÉRICA - DIFERENÇAS: Essa modalidade de privilégio diferencia-se da atenuante genérica arrolada pelo art. 65, inciso III, alínea c do Código Penal, em quatro pontos, vejamos a tabela:

HOMICÍDIO PRIVILEGIADO É aplicável exclusivamente ao homicídio doloso. Exige-se que o crime seja cometido sob o domínio de violenta emoção. Pressupõe a injusta provocação da vítima. Depende de relação de imeditidade, pois o homicídio deve ser praticado logo em seguida à injusta provocação da vítima.

ATENUANTE GENÉRICA (ART. 65, III DO CP) É possível ser aplicada em qualquer crime. Basta que o sujeito ativo esteja sob a mera influência. É suficiente o ato injusto da vítima. Não se exige que a ação do sujeito ativo respeite essa relação de imediatidade.

Obs.: O crime de homicídio privilegiado (art. 121, §1º do Código Penal) é compatível com a aberratio ictus. Nesse sentido, admiti-se que o sujeito, depois de injustamente provocado, efetue disparos de arma de fogo contra o provocador, mas atinja terceira pessoa. Nesse caso, ainda assim, haverá o homicídio privilegiado, conforme a regra prevista no artigo 73 do Código Penal. (P.ex.: José dispara cinco tiros de revólver contra Joaquim, jovem de 26 (vinte e seis) anos que acabara de estuprar sua filha. Contudo, em decorrência de um problema na mira da arma, José erra seu alvo, vindo a atingir Rubem, senhor de 80 (oitenta) anos, ceifando-lhe a vida. Nesse caso, José responderá pelo crime de homicídio privilegiado. Obs.: A premeditação é incompatível com o crime de Homicídio Privilegiado, na forma do domínio de violenta emoção logo em seguida a injusta provocação da vítima. O ato de arquitetar minuciosamente a execução do crime não se compatibiliza com o domínio da violenta emoção.

www.gustavobrigido.com.br

7. por se tratar de meio capaz de arrastar a existência da vida humana. tortura ou outro meio insidioso ou cruel. desde que tenha ingressado na esfera do conhecimento de todos os envolvidos. fogo. de emboscada.: Como se disse. prolongada pelos recursos oferecidos pela medicina. Homicídio qualificado: Homicídio qualificado § 2° Se o homicídio é cometido: I . Já na promessa de recompensa o pagamento é ajustado para um momento posterior à execução do crime. Não é crime. o recebimento da recompensa é prévia.Obs. a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena . a ocultação.mediante paga ou promessa de recompensa. Obs. da Lei 8. moralmente reprovável.reclusão. em sentido amplo.por motivo futil. explosivo. portador de moléstia incurável e irreversível. tal como consta no artigo 1º. O executor recebe a vantagem e depois pratica o homicídio. o crime não será hediondo. Os incisos III e IV dizem respeito aos meios e modos de execução do homicídio. ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido. I .mediante paga ou promessa de recompensa. Obs. Atualmente. II .ex: matar um parente para ficar com sua herança. O parágrafo 2º contém cinco incisos e. não se comunicam aos demais coautores ou partícipes. V . até o seu fim natural. II e V relacionam-se aos motivos do crime. para ser considerado hediondo. possuindo. ou de que possa resultar perigo comum.: É importante destacar que o crime de homicídio qualificado. de doze a trinta anos. em face da regra delineada pelo artigo 30 do Código Penal. elevando em abstrato a pena do homicídio para 12 a 30 anos. asfixia. deve ser praticado em atividade típica de grupo de extermínio. Diz-se homicídio doloso qualificado quando presente qualquer dessas circunstâncias. Obs. www. conseqüentemente. é perfeitamente possível a existência de homicídio qualificado privilegiado.à traição. II e V. b) Ortotanásia: é a eutanásia por omissão. IV . c) Distanásia: é a morte vagarosa e sofrida de um ser humano. ainda que com sofrimento. ainda que cometido por um só agente. Já o crime de homicídio simples. Motivo torpe é o motivo repugnante. cinco qualificadoras.br . Na paga. pode ser fracionada em duas espécies distintas: a) Eutanásia em sentido estrito: é modo comissivo de abreviar a vida da pessoa portadora de doença grave. em estado terminal e sem previsão de cura ou recuperação pela ciência médica.: As qualificadoras dos incisos I. ou por outro motivo torpe. portanto. ainda se considera crime de homicídio privilegiado aquele pratica a eutanásia (eutanásia em sentido estrito ou ortotanásia).com. por pertencerem à esfera íntima do agente. ou por outro motivo torpe. comunicam-se no concurso de pessoas. em que o médico deixa de adotar as providências necessárias para prolongar a vida do doente terminal. p. inciso I. por pertencerem ao fato. é crime hediondo.072/90. em qualquer de suas formas. Paga ou promessa se caracterizam no homicídio mercenário. índole subjetiva. nessa hipótese.com emprego de veneno.: TRATAMENTO JURÍDICO-PENAL DA EUTANÁSIA: A eutanásia.gustavobrigido. Por outro lado. as qualificadoras dos incisos III e IV (meios e modos de execução) são de natureza objetiva. Os incisos I. III .para assegurar a execução. contudo.

III . portanto. mas que não chega a configurar uma tortura. para fins penais. Respondem pelo crime qualificado o que praticou a conduta e o que pagou ou prometeu a recompensa (STJ. A traição que qualifica o homicídio pode ser física (disparo pelas costas. a asfixia tóxica pode verificarse pelo uso de gás asfixiante. Meio insidioso é um meio dissimulado e o meio cruel é aquele que causa sofrimento desnecessário à vítima. §1º da Lei 9. Ex. explosivo. por exemplo) ou indireto (quando a vítima fica impedida de exercer o movimento do tórax. Fútil é o motivo insignificante. o meio da tortura. Emboscada é a tocaia. Nessa qualificadora. Observe que essa qualificadora não será cabível na hipótese de ataque frontal e de repentino. Obs. Prevalece o entendimento de que essa recompensa deve ser patrimonial.No chamado homicídio mercenário não é necessário que haja o recebimento da recompensa. através de estrangulamento.144-RJ).com emprego de veneno.: o indivíduo que mata outro por ter sofrido uma pisada no pé. além de matar. é qualquer substância capaz de causar um perigo real a vida da vítima. para tanto. Só se aplica se o veneno foi introduzido na vítima sem o seu conhecimento. não são considerados motivos torpes para fins de qualificação o crime de homicídio. banal. Não devemos. Por sua vez. sem que a vítima tenha conhecimento que vai ser atacada) ou moral (atrair a vítima para um precipício). www. Uma substância teoricamente inócua pode assumir a condição de venenosa. fogo. com um travesseiro no rosto.455/97. causa perigo a um número indeterminado de pessoas. asfixia. por exemplo) da função respiratória da vítima. tortura ou outro meio insidioso ou cruel. Já a dissimulação o agente esconde ou disfarça o seu propósito para apanhar a vítima desprotegida. HC 99.por motivo fútil. assim.à traição. é preciso ressaltar a intenção do agente sempre foi ceifar a vida da vítima. IV . Veneno.com. enquanto estavam num show. o agente se esconde e pega a vítima de surpresa. previsto no artigo 1º. utilizando-se. de emboscada. segundo as condições especiais da vítima. ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. por si só. Asfixia é o impedimento direto (quando são obstruídas as vias respiratórias. confundir como crime de tortura qualificado pela morte.br . Observe que a ausência de motivo não deve ser equipara ao motivo fútil. II . Se for ministrado à força poderá caracterizar o meio cruel. Aqui.gustavobrigido. não qualifica o crime. No caso do homicídio qualificado pela tortura. o agente se vale da confiança que a vítima nele previamente depositava. ou de que possa resultar perigo comum.: a vingança e o ciúme. que é um crime preterdoloso. O perigo comum ocorre o agente. basta a mera promessa.

à emboscada e à dissimulação (ex. Obs.com. Obs.: Em situações expressamente previstas em lei. Matar o coautor do crime de extorsão mediante seqüestro para ficar com todo valor recebido a título de resgate.: A premeditação do crime não qualifica o homicídio por falta de amparo legal. É consequencial quando praticado para ocultar a prática de outro ilícito ou para assegurar a impunidade ou vantagem do produto. De acordo com o eminente autor. finalidade última do agente. A superioridade física do agressor em relação a vítima também não qualifica o homicídio. www. o magistrado deve utilizar uma delas para qualificar o crime. a ocultação. Em contrapartida. a impunidade ou a vantagem de outro delito.: O emprego de arma de fogo.: homicídio qualificado pelo motivo torpe e pelo meio cruel). Leciona Mirabete que essa qualificadora se divide em casos de conexão teleológica e consequencial. que pratica um homicídio para assegurar a execução.br .1 – Observações finais: Obs. Obs.: PLURALIDADE DE QUALIFICADORAS: Na hipótese de estarem presentes duas ou mais qualificadoras (ex. ocultação. o crime de homicídio privilegiado qualificado não é crime hediondo. preço ou proveito dele" 7. Exemplos: Matar o segurança de um empresário para em seguida seqüestrá-lo.gustavobrigido. não qualifica o crime de homicídio. pois é uma condição natural e não um recurso criado pelo homicida. §3º do CP. consoante posição consolidada do Supremo Tribunal Federal. a ocultação. o privilégio é incompatível com as qualificadoras subjetivas. por si só. o bandido mata uma testemunha que presenciara a prática do crime. no latrocínio. Estuprar uma mulher e depois matá-la para não ser reconhecido como autor do crime contra a dignidade sexual.: A qualificadora por conexão não dever ser caracterizada na hipótese em que o homicida deseja assegurar a execução. A doutrina convencionou chamar de qualificadora por conexão. a impunidade ou vantagem de outro crime: Cuida-se de mais uma qualificadora de natureza subjetiva. em que o agente mata para roubar a vítima. há crimes específicos e que afastam a qualificadora do homicídio quando o sujeito elimina a vida de alguém para assegurar a execução de outro crime. Obs. deverá responder pelo crime do artigo 157. de acordo com o entendimento dominante.para assegurar a execução. Depois de furtar um estabelecimento comercial. É o que ocorre. relacionada à motivação do agente. exemplificativamente. e as demais como agravantes genéricas. outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima é uma fórmula genérica que indica qualquer outro meio análogo à traição. quando se encontra em estado de embriaguez). Ademais. "ocorre a conexão teleológica quando o homicídio é meio para executar outro crime.: O entendimento doutrinário majoritário e a jurisprudência do STF e do STJ sustentam a compatibilidade entre a causa de diminuição de pena (privilegiadora do crime de homicídio) e as qualificadoras. desde que sejam as de natureza objetiva (relacionada aos meios e modo de execução). Nessa situação. V . Obs. é importante destacar que. pois o dispositivo fala apenas em crime.: matar a vítima enquanto esta dorme.Finalmente. impunidade ou vantagem de uma contravenção penal.

se o agente estiver na condução de veículo de tração humana (bicicleta). mas na culpa concorrente o juiz pode atenuar a pena do agente (a vítima atravessa fora da faixa de pedestre e o agente mata porque está em alta velocidade). (Redação dada pela Lei nº 10. é sempre bom lembrar que na culpa exclusiva (total) da vítima não há crime (a vítima se joga por cima do carro. arte ou profissão – p. No homicídio culposo o agente não quer matar a vítima (dolo direto) nem assume o risco de matá-la (dolo eventual).detenção. Homicídio culposo: Homicídio culposo § 3º Se o homicídio é culposo: Pena . o homicídio culposo comporta o benefício da suspensão condicional do processo.ex. de 2003) www.com. Causa de aumento de pena: Aumento de pena § 4o No homicídio culposo.741.: em face da pena mínima cominada de um ano.: deixar uma arma de fogo carregada ao alcance de outras pessoas) ou imperícia (falta de habilidade ou conhecimento para a prática de ofício.gustavobrigido. por exemplo). e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. desde que presente os demais requisitos previstos no artigo 89 da Lei 9. Sendo doloso o homicídio. ou foge para evitar prisão em flagrante. Obs.ex.503/97: Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor: Penas detenção. 302 da Lei nº 9. tração animal (carroça) ou ciclomotor (anexo I do CTB) e matar alguém.8. Assim. qualquer pessoa que tenha agido de forma culposa. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima.br .ex: manusear arma de fogo carregada em local com grande concentração de pessoas).) É importante destacar que o sujeito ativo precisa conduzir veículo automotor (não basta que esteja no trânsito). O homicídio culposo. a pena é aumentada de 1/3 (um terço). de dois a quatro anos. inclusive o crime de homicídio culposo. é incompatível a tentativa. deverá responder pelo resultado morte. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. por ser um crime de natureza culposa. responde pelo crime do art. 9.099/95. por negligência (deixar de adotar as cautelas necessárias – p. Obs.: cirurgião plástico que mata sua paciente por falta de habilidade para realizar o procedimento médico). Assim. Assim. de um a três anos.: lembre-se que todo crime culposo (salvo em relação a culpa imprópria) . só será homicídio culposo quando o resultado morte ocorrer por imprudência (agir descuidado – p. CP. trata-se de um tipo penal aberto. Se o crime for praticado na direção de veículo automotor configura o homicídio culposo estabelecido no CTB (art. § 3º. Ademais. arte ou ofício. não procura diminuir as conseqüências do seu ato. 121. Destaque-se que não existe a compensação de culpas no direito penal. a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos.

é perfeitamente possível a incidência conjunta dessa causa de aumento de pena. são duas causas de aumento de pena que dizem respeito a idade da vítima ao tempo do crime (teoria da atividade – art.: ameaça de linchamento). Não incidirá a causa de aumento de pena. Obs. acreditando sinceramente ter a vítima 15 anos de idade. se o agente desconhecia a idade ou agiu em erro de tipo sobre tal circunstância. ainda.ex. se ao tempo do crime a vítima era menor de 14 anos ou maior de 60 anos de idade. “A” não conduz a vítima ao hospital. a pena é aumentada de 1/3. aplicada apenas para o crime de homicídio culposo. profissão ou ofício (p. 10. e duas causas aplicáveis ao homicídio doloso. deve responder por homicídio culposo com a pena aumentada. Já nesta causa de aumento de pena. no homicídio culposo cometido com imperícia médica. e não por homicídio culposo em concurso com a omissão de socorro. que quando o responsável pelo homicídio culposo presta socorro à vítima. o sujeito não reúne conhecimentos teóricos ou práticos para o exercício de arte. mas por desídia não as observa (exemplo: cardiologista não segue as regras básicas de uma cirurgia de coração). Obs.Aqui no parágrafo 4º. que dela se apodera e efetua um disparo contra a própria cabeça. Passemos a análise de cada um deles: Causas de aumento de pena para o homicídio culposo: a) Inobservância de regra técnica de profissão. Exemplo: “A” mata “B”. Observe que essa causa de aumento de pena só se aplica para o profissional. o agente dota das habilidades necessárias para o desempenho da atividade. Na imperícia.br . não se aplica a atenuante genérica definida pelo artigo 65. Acrescenta-se. que era justificável. Obs. relativa a inobservância de regra técnica de profissão. arte ou ofício. arte ou ofício: essa inobservância regulamentar não se confunde com a imperícia. d) Fugir para evitar prisão em flagrante: mais uma causa de aumento de pena. conforme o entendimento do STJ. não será aplicada. b) Deixar de prestar imediato socorro a vítima: essa causa de aumento de pena relaciona-se as pessoas que por culpa contribuíram para a produção do resultado. seja por questões físicas ou psicológicas (p. Loco.: Segundo o STF. essa causa de aumento de pena não incide quando o sujeito deixou de prestar socorro porque não tinha condições de fazê-lo. Exemplo: O agente.: Essa causa de aumento de pena deve ser compreendida pelo dolo do agente. de 13 anos de idade. Perdão judicial: www. o Código Penal arrola quatro causas de aumento de pena aplicáveis somente ao homicídio culposo. Causa de aumento de pena para o homicídio doloso: Conforme se extrai do parágrafo 4º. c) Não procurar diminuir as conseqüências do seu ato: trata-se de desdobramento da causa de aumento de pena anterior. e não tenham prestado imediato socorro à vítima. Exemplo: “A” deixa uma arma de fogo municiada em local acessível a uma criança.gustavobrigido. ameaçado de ser linchado. e ela vem a morrer. Nesse caso. não presta imediato socorro a vítima. mas afastou-se do local do crime e não pediu qualquer ajuda da autoridade pública.: Segundo a jurisprudência. alínea b do Código Penal. inciso III.ex. 4º do CP).com.: médico ortopedista que mata o paciente ao efetuar uma cirurgia cardíaca). Assim.

(Incluído pela Lei nº 12. não autoriza o lançamento do nome do réu no rol dos culpados e não configura a obrigação de reparar o dano provado pelo crime. inciso IX do CP. www. 1º.O homicídio doloso simples. com maior rigor. Trata-se de causa de extinção de punibilidade. Podem atingir o próprio autor da conduta culposa (p.gustavobrigido. do perdão do ofendido. por analogia “in bona partem”. tal como estabelece a Súmula 18 do Superior Tribunal de Justiça.1 . Lei nº 8.ex. isto é.720/12. sob o pretexto de prestação de serviço de segurança. se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. Por fim. aplicável nos crimes de ação penal privada e que dependem de aceitação pelo autor da infração penal.Aquele que mata dolosamente o Presidente da República.720.2 . com respaldo no artigo 107. mas as conseqüências desse crime lhe são tão graves que a punição desponta como desnecessária. de 2012) O parágrafo 6º é fruto de recente alteração legislativa dada ao Código Penal pela Lei nº 12. Observações finais Obs. 12. policiais e dissidentes de quadrilhas. O perdão judicial deverá ser concedido na sentença. não precisa ser aceito pelo réu para produzir seus efeitos. milícias. A idéia é reprimir.Perdão judicial § 5º . Obs. o benefício não poderá ser negado se estiverem presentes seus requisitos legais. Obs. 11.: Embora não previsto expressamente. ainda que executado por apenas um dos integrantes do grupo (art. A gravidade e a extensão das conseqüências da infração devem ser analisadas na situação concreta. ou por grupo de extermínio. predomina que cabe o perdão judicial no homicídio culposo do CTB. não gera reincidência. Causa de aumento de pena: § 6o A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia privada.: pai que por negligência esquece seu filho de puçá idade no interior do automóvel). I. da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal.072/90).Na hipótese de homicídio culposo.ex.170/1983 – Crimes contra a Segurança Nacional. o juiz poderá deixar de aplicar a pena. em regra. a ação grupos de extermínio. deverá responder pelo crime definido pelo artigo 29 da Lei 7. portanto. Essa sentença possui natureza jurídica de declaratória de extinção da punibilidade. previsto no caput do artigo 121. nas quais são mortos civis. do Senado Federal. será hediondo quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio. É diferente.: o perdão judicial é ato unilateral. Entretanto. não subsistindo qualquer efeito condenatório.: ficar paraplégico). responsáveis por chacinas. seus familiares (p. além de testemunhas de crimes. aplicável nos casos em que o sujeito produz culposamente a morte de alguém.com.br . autoridades públicas. organizações paramilitares e esquadrões. cuja pena varia de 6 a 20 anos. Obs. não é crime hediondo. Assim.

Conforme o STF. 2. a capacidade de resistência. não há o crime. e não contra a vida. étnico. O sujeito não pode. Parágrafo único . realizar a conduta apta a eliminar a vida da vítima. crime nenhum. II .se a vítima é menor ou tem diminuída. se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave. em virtude do princípio da alteridade. se o suicídio se consuma. de dois a seis anos. desde que tenha capacidade mental de entender que está eliminando a própria vida. não considera crime a pessoa que se suicida ou tenta se suicidar. grupo nacional.Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça: Pena . 122 – INDUZIMENTO.: quanto a forma de participação em suicídio no ato de auxiliar. com a intenção de destruir. de um a três anos. até então inexistente).se o crime é praticado por motivo egoístico. 4. trata-se de crime contra a humanidade. secundária.Obs. em hipótese alguma. instigar (reforçar uma idéia já existente) ou auxiliar (prestar auxílio material parao suicida) que terceiro se suicide. Só responde pelo crime do artigo 122 do CP aquele participa no ato de induzir (cria a idéia na mente alheia. é importante que este seja em atividade acessória. racial ou religioso. portanto. Só há o crime se a conduta foi exercida contra pessoa certa e determinada (autor de livro que escreve obra sugerindo às pessoas o suicídio não configura o delito). Obs. não há o crime. INSTIGAÇÃO OU AUXÍLIO AO SUICÍDIO Art. não cometendo. o agente responde por homicídio (p. Considerações iniciais: O direito penal. Consumação e tentativa: A consumação ocorre se o suicida morrer ou sofrer lesão grave.: induzir criança de 04 anos a atirar contra si). 122 . pratica o crime de genocídio definido pela Lei 2. 1. sob pena de incorrer no crime de homicídio. Cuida-se de crime condicionado.A pena é duplicada: Aumento de pena I . O sujeito passivo é qualquer pessoa. porque se o suicida não morre nem sofre lesão grave.com. 3. ou reclusão. no todo ou em parte.ex. ART.3 – Aquele que mata membros de um grupo. Se não sofre lesão ou sofre apenas lesão leve. Sujeitos do crime: O sujeito ativo é qualquer pessoa (crime comum).reclusão. por qualquer causa. Elemento subjetivo: www.889/56.gustavobrigido. Não há tentativa. Se a vítima não tem capacidade de entender que está se suicidando.br .

O crime é punido apenas a título de dolo. Se alguém, culposamente, dá uma notícia para a vítima que não deveria e a vítima se suicida, não há crime. 5. Pacto de morte: No pacto de morte há um acordo celebrado entre duas pessoas que desejam se matar. Contudo, nas hipóteses em que há sobrevivência de uma delas ou de ambas, resolvem-s da seguinte maneira, nas palavras do jurista Cléber Masson: a) se o sobrevivente praticou atos de execução da morte de outro, ele será imputado o crime de homicídio; b) se o sobrevivente somente auxiliou o outro a suicidar-se, responderá pelo crime de participação em suicídio; c) se ambos praticarem atos e execução, um contra o outro, e ambos sobreviveram, responderão os dois por tentativa de homicídio; d) se ambos se auxiliarem mutuamente e ambos sobreviverem, a eles será atribuído o crime de participação em suicídio, desde que resultem lesões corporais de natureza grave; e) se um deles praticou atos de execução da morte de ambos, mas ambos sobreviveram, aquele responderá por tentativa de homicídio, e este por participação em suicido, desde que o executor, em razão da tentativa, sofra lesão corporal de natureza grave. Aumento de pena I - se o crime é praticado por motivo egoístico; II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência. A pena daquele que auxilia, instiga ou induz alguém a suicidar-se será aumentada se o crime é praticado por motivo egoístico ou se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência a) Motivo egoístico: é aquele motivo individualista, com intenções de satisfação pessoal (p.ex.: o sujeito que estimula um colega de trabalho que enfrenta problemas depressivos a suicidar-se, e assim ficar com seu cargo na empresa. b) Vítima menor: é a pessoa com idade entre 14 e 18 anos de idade. Assim, se a conduta de auxiliar, instigar ou induzir for em face de pessoa com idade entre 14 e 18 anos, haverá a aplicação da causa de aumento de pena prevista no inciso II. A causa de aumento de pena, nessa hipótese, se justifica na maior facilidade que pessoas nessa faixa etária apresentam para serem convencidas por outrem a suicidar-se. Obs.: A interpretação de que vítima menor é aquele que possui idade entre 14 e 18 decorre da aplicação analógica ao que dispõe o artigo 217-A do Código Penal, com redação dada pela Lei nº 12.015/09. Com efeito, a pessoa com idade inferior a 14 anos não tem maturidade suficiente para a prática de um ato sexual, também não a possui para dispor da sua própria vida. Obs.: Muita atenção!!! Se a vítima for pessoa com idade inferior a 14 anos, o crime será de homicídio, já que esta não teria qualquer capacidade de discernimento sobre o ato que foi instigada, auxiliada ou induzida a participar (p.ex: induzir uma criança de 6 anos de idade a pular de um prédio, afirmando que esta iria criar asas e se tornar um super-herói)

www.gustavobrigido.com.br

c) Vítima que, por qualquer causa, tem diminuída a capacidade de resistência: é a pessoa que por algum motivo não relacionada a idade, possua maior possibilidade de ser influenciada a se suicidar. Essa menor resistência pode ser provocada por enfermidade, como também por efeitos do álcool ou de drogas. ART.123 - INFANTICÍDIO Art. 123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: Pena - detenção, de dois a seis anos. 1. Considerações iniciais: Trata-se de um crime em que se mata alguém, tal como no artigo 121, mas o legislador estabeleceu penas menores, pelo fato de ser praticado pela mãe contra o seu próprio filho, durante o parto ou logo após, influenciada pelo estado puerperal. 2. Sujeitos do crime: O Sujeito ativo é a mãe da vítima em estado puerperal, daí se fala que é um crime próprio. O sujeito passivo é apenas o filho da mãe puérpera, que esteja nascendo ou que já nasceu. Por esta razão, a doutrina o denomina como crime bipróprio, pois exige uma qualidade especial do sujeito ativo e do sujeito passivo. Obs.: Se a mãe, em estado puerperal, matar um adulto, deverá responder pelo crime de homicídio. Se a mãe, influenciada pelo estado puerperal e logo após o parto, mata outra criança, que acreditava ser seu filho, responde por infanticídio. É o que a doutrina denomina de infanticídio putativo. Alguns autores sustentam, que nessa possibilidade, haverá erro quanto a pessoa, sem, contudo, haver qualquer alteração prática. Obs.: não há critério seguro para determinar o tempo de estado puerperal. Assim, a presença desse estado de abalo materno em razão do parto. O parto tem início com a dilatação, instante em que se evidenciam as dores e dilatação do colo do útero. Em seguida há a fase de expulsão, no qual o nascente impelido para fora do útero. E, finalmente, há a expulsão da placenta, findando o parto. Assim, a morte do nascente, em qualquer dessas fases, em razão do estado puerperal que acomete a parturiente, está caracterizado o infanticídio. Obs.: Não cabe agravante do art. 61, II (crime cometido contra descendente), neste caso 3. Estado puerperal: É uma perturbação psicopatológica aguda, de caráter transitório, que, em conseqüência do trabalho de parto e de determinados fatores psicológicos, fisiológicos e sociais, leva a parturiente, no período compreendido entre a fase expulsiva do feto e os primeiros minutos seguidos à eliminação da placenta, a cometer infanticídio por ter sido atingida profunda e parcialmente a sua consciência. Prevalece o entendimento no sentido de ser desnecessária perícia para constatação do estado puerperal, por se tratar de efeito normal e inerente a todo e qualquer parto. Todavia, quando a mãe retira a vida do recém nascido, após um prazo considerável do parto, a perícia deverá ser realizada para verificar a existência do estado puerperal para caracterização do crime.

www.gustavobrigido.com.br

3. Infanticídio e concurso de pessoas: A condição pessoal do “estado puerperal” é elementar do tipo penal e, portanto, comunica-se ao terceiro coautor ou partícipe (art. 30, CP). Assim, o pai que ajuda a mãe puérpera a matar o seu próprio filho, também cometerá o crime de infanticídio. 4. Inimputabilidade da gestante: Se a parturiente, completamente perturbada psicologicamente, dada a intensidade do seu estado puerperal, considerado aqui como de nível máximo, provocar a morte de seu filho durante o parto ou logo após, deverá ser tratada como inimputável, afastando-se, outrossim, a sua culpabilidade e, conseqüentemente, a própria infração penal. ART. 124 AO ART. 128 – ABORTO E SUAS MODALIDADES Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena - detenção, de um a três anos. Aborto provocado por terceiro Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de três a dez anos. Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de um a quatro anos. Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não é maior de quatorze anos, ou é alienada ou debil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência Forma qualificada Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte. Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico: Aborto necessário I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante; Aborto no caso de gravidez resultante de estupro II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.

www.gustavobrigido.com.br

o feto e a gestante.1. que foi adotada pelo artigo 29 do Código Penal. só será cabível concurso de pessoas na hipótese de partícipe.: agressão do antigo namorado que a engravidou). que estará caracterizado quando o aborto é praticado com o consentimento da gestante. o coautor deverá responder pelo crime do artigo 126. 2. de três a dez anos. 3. o crime de aborto consentido É crime de mão-própria e.com.ex. Esse crime pode concretizar-se em duas hipóteses: a) não houve qualquer consentimento da gestante (ex. não admite co-autoria (mas admite a participação). Perceba que a gestante que autoriza que outro lhe provoque o aborto responde pelo art. 124 e a pessoa que provoca (p. Obs.Provocar aborto.1 . mas este não surte efeitos válidos. Na primeira parte.br . que lhe fora fornecido pelo seu namorado. temos o crime de auto-aborto e.ex. da pílula do dia seguinte. que o uso de meios contraceptivos. sem o consentimento da gestante: Pena . Exemplo: a mulher grávida ingere medicamento abortivo. Trata-se de um crime de dupla subjetividade passiva.: o médico) responde pelo art. Havendo coautoria. Temos. e. 125 e 126 do CP): O código penal estabelece dois crimes. ambos do CP. grave ameaça ou violência. b) quando a vítima prestou consentimento. pois há duas vítimas. consoante entendimento majoritário da doutrina. 125 . Por isso. 126. inicia a partir da nidação. não. Crime de auto aborto e de aborto consentido (art. Crime de aborto provocado por terceiro (art.Aborto praticado por terceiro sem o consentimento da gestante – Art. A gravidez. 3. na forma de coautoria. seja por alguma característica da mãe (p. Obs. na segunda parte. portanto.reclusão. www. portanto.gustavobrigido. da qual resulta a morte antecipada do feto. que é o memento em que o óvulo fecundado é implantado no útero. não constitui crime algum. inclusive.: Se ocorrer morte ou lesão grave da gestante.: no crime previsto no artigo 124. 125 do CP: Aborto provocado por terceiro Art. e.: gestante menor de 14 anos de idade ou alienada ou débil mental que consente para que outro provoque o aborto) ou porque o consentimento foi adquirido mediante fraude. Um primeiro. 124 do CP): O artigo 124 do Código Penal traz duas modalidades do crime de aborto que só podem ser praticados pela gestante. mais grave. como responde o partícipe? Além de responder por este delito (participação em auto-aborto) responderá por lesão culposa ou homicídio culposo. um segundo. uma exceção à teoria monista ou unitária. Considerações iniciais: O aborto é a interrupção da gravidez. que estará caracterizado quando o aborto é praticado sem o consentimento da gestante.

126 .com. e essa circunstância for do conhecimento do terceiro. se a gestante não é maior de quatorze anos. 3. grave ameaça ou violência Quando o aborto é praticado por terceiro com o consentimento da gestante. se o partícipe concorrer para a conduta do terceiro que provoca o aborto. ou é alienada ou debil mental. mas por culpa. o partícipe responderá pelo art. e são duplicadas. Aborto legal ou permitido (art.2 – Aborto praticado por terceiro com o consentimento da gestante – Art. tal como foi afirmado anteriormente. respectivamente. 126 do CP: Art. por qualquer dessas causas. portanto.: e o partícipe. Trata-se de uma causa de aumento de pena que só deve ser aplicada na hipótese de crime de aborto preterdoloso. 5. ele responderá pode um único crime. em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo. como de lesionar gravemente ou matar a mãe. ou se o consentimento é obtido mediante fraude. tinha dolo (eventual ou direto) de tanto causar o aborto. 124 do CP (p.: a recepcionista da clínica médica clandestina) 4. 128 . o agente responderá pelo crime de aborto em concurso com o crime de lesão corporal grave ou homicídio. em concurso formal impróprio (artigo 70 do CP). acaba produzindo lesão corporal de natureza grave ou mesmo a morte da gestante. Por outro lado.se não há outro meio de salvar a vida da gestante. responderá pelo crime do artigo 126 do Código Penal (p.Não se pune o aborto praticado por médico: Aborto necessário I . ao passo que a gestante que consentiu.gustavobrigido. vez que a autolesão. Se. de um a quatro anos. 127 . www. Em outras palavras. Contudo.As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço. por qual crime responde? Resposta: Depende de sua conduta. Não se aplica ao aborto do art.ex. responderá pelo artigo 124 do CP.: familiares que auxiliam financeiramente a gestante para custear as despesas do aborto em uma clínica clandestina).Obs.: se a mãe está grávida de gêmeos (ou trigêmeos). aquele que pratica as manobras abortíferas responderá pelo artigo 126 do CP. A causa de aumento de pena do artigo 127 do CP somente se aplica aos tipos dos artigos 125 e 126. pelo princípio da alteridade. Aplica-se a pena do artigo anterior. se.Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena . se o agressor ignorava esse fato.ex. no entanto. se. Temos. Se vinculada ao consentimento da gestante. é impunível. 128 do CP): Art. a gestante sofre lesão corporal de natureza grave. lhe sobrevém a morte. 124. Parágrafo único. haverá dois (ou três) crimes de aborto.br . o agente queria causar o aborto. Obs. uma exceção a teoria monista.reclusão. Causa de aumento de pena: Art.

Essa é outra questão. não há necessidade de condenação do estuprador ou existência de ação penal. Contudo. pontuou: “Não estamos. mas considerou. sim. para quem “anencefalia e vida são termos antitéticos”. os ministros descriminalizaram o ato de colocar fim à gravidez nos casos em que o feto não tem o cérebro ou a parte vital dele. na regra que possibilita o aborto em caso de risco à saúde da mãe. as mulheres não precisam mais de decisão judicial que as autorize. declaração da mulher. vida a ser protegida. que se trata de aborto. o aborto de feto anencéfalo pode se encaixar nas hipóteses de exceção previstas no Código Penal em que o aborto não é considerado crime — no caso. relator da ação em julgamento. mediante a presença de provas seguras acerca da existência do crime. o aborto poderá ser praticado por qualquer pessoa. Obs. quando não houver outro meio de salvar a vida da gestante. O decano do tribunal. Prevaleceu o voto do ministro Marco Aurélio.Aborto no caso de gravidez resultante de estupro II . Na prática. permitindo a prática do aborto. Por oito votos a dois. nada justifica a restrição aos direitos da gestante”. As situações descritas no artigo 128 são causas especiais de exclusão de ilicitude. “Aborto” de feto anencéfalo – ADPF 54: O Supremo Tribunal Federal decidiu. O ministro afirmou que existe. pois. Para sete dos dez ministros que participaram do julgamento. não se trata de aborto porque não há a possibilidade de vida do feto fora do útero. Para o ministro. inquérito policial etc.com. no que alguns ministros chamaram de o "julgamento mais importante de toda a história da corte". A doutrina denomina de aborto necessário.: na hipótese do inciso I.br . depoimentos das testemunhas. não há necessidade de autorização judicial para que o médico proceda ao aborto. no caso. de seu representante legal. quando a gravidez resulta de estupro.se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou. com esse julgamento. obrigatoriamente.: no aborto sentimental. Se não há. Em síntese. no dia 12/4/12. um conflito apenas aparente entre direitos fundamentais já que não há qualquer possibilidade de o feto sem cérebro sobreviver fora do útero www. Mas venceu a tese de que a interrupção de gestação de feto sem cérebro não pode sequer ser considerada aborto. que a interrupção da gravidez de feto anencéfalo não pode sequer ser chamada de aborto. O ministro Gilmar Mendes votou pela descriminalização da prática. ético ou piedoso). praticado por médico.gustavobrigido. Basta o diagnóstico de anencefalia do feto. embora o aborto praticado constitua fato típico. já que se trata de estado de necessidade. o crime é impossível. Assim. Para interromper a gravidez de feto anencéfalo. não há crime pelo fato de serem hipóteses admitidas pelo ordenamento jurídico. quando incapaz. o aborto precisa ser. que poderá vir a ser submetida a esta corte em outro momento. e de aborto sentimento (humanitário. na hipótese. tais como boletim de ocorrência. 6. Obs. os ministros decidiram que médicos que fazem a cirurgia e as gestantes que decidem interromper a gravidez não cometem qualquer espécie de crime. ministro Celso de Mello. Basta o médico. na hipótese do inciso II.

dada a menor reprovabilidade da conduta. por tratar-se de crime próprio. contudo. é saber se a mulher que interrompe a gravidez de feto em caso de anencefalia tem de ser presa. viola sepultura. alguns golpes de faca.PM-PI .da mãe.2012 .2010 . HC 228. rejeitou a proposta após uma longa discussão. b) lesão corporal grave.Cabo Uma pessoa desferiu em outra. d) Há homicídio privilegiado quando o agente atua sob a influência de violenta emoção. asfixia. Rel. explosivo.Defensor Público O homicídio é qualificado pela conexão quando é cometido a) mediante paga ou promessa de recompensa. A maioria. mas sim homicídio ou infanticídio conforme o caso. especificamente com a segurança do diagnóstico de anencefalia. d) à traição. 7. b) O crime de infanticídio. A vítima foi socorrida e levada ao pronto socorro. veio a óbito por infecção hospitalar. ou por outro motivo torpe. Min. Para configurar o crime de homicídio ou infanticídio. de emboscada. INFANTICÍDIO E HOMICÍDIO – STJ: Iniciado o trabalho de parto. uma semana depois.998-MG. c) O homicídio culposo.tortura ou outro meio insidioso ou cruel. 02 . a ocultação. e) tentativa de homicídio. notadamente quando. iniciado o parto.Prova: FGV . d) homicídio qualificado. desejando subtrair ossadas de urna funerária. disse Marco Aurélio.gustavobrigido. O crime praticado por quem esfaqueou foi: a) lesão corporal seguida de morte.2012 . querendo ceifar sua vida. porém.Agente de Polícia . e) para assegurar a execução.: DIFERENÇAS ENTRE O CRIME DE ABORTO. por exemplo. O que estava em jogo. não há crime de aborto.com. 210 do Código Penal: crime de violação de sepultura. Observações finais: Obs.DPE-GO . existem outros elementos para demonstrar a vida do ser nascente. LISTA DE EXERCÍCIOS – DOS CRIMES CONTRA A VIDA: 01 . permite a compensação de culpas. Marco Aurélio Bellizze. julgado em 23/10/2012.br . não pratica o crime descrito no art. c) homicídio simples. a impunidade ou vantagem de outro crime. www. Os ministros decidiram que não. mas nada consegue obter porque tal sepultura estava vazia.Exame de Ordem Unificado Assinale a alternativa correta a) Aquele que. não admite coautoria. 03 .Prova: NUCEPE . O ministro Gilmar Mendes propôs que o Supremo recomendasse ao Ministério da Saúde que editasse uma norma de segurança para que o diagnóstico seja seguro. os batimentos cardíacos. não é necessário que o nascituro tenha respirado. ou de que possa resultar perigo comum.OAB . ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. b) por motivo fútil c) com emprego de veneno. Os ministros se mostraram preocupados com a execução da decisão.Prova: INSTITUTO CIDADES . fogo.

assinale a alternativa correta.Delegado de Polícia O aborto provocado pela gestante é crime a) formal. Ao acordar. Maria provocou aborto em si mesma.Auxiliar Judiciário Determinado motorista. d) homicídio culposo. durante um desses ataques. se privilegiado. o motorista deverá ser responsabilizado pelo crime de a) lesão corporal grave.TJ-PR . d) Mévio não comete crime algum.PC-SP .MPE-AP . já que havia inexigibilidade de conduta diversa.2012 .Juiz Maria da Piedade. Mévio se levanta.2011 .Prova: PC-SP . b) as qualificadoras relativas aos motivos do crime não se comunicam aos coautores. trecho de movimentada via pública onde a velocidade máxima permitida era de 50 km/h. em consequência das lesões sofridas com o atropelamento. resultou gravidez. diante de absoluta ausência de conduta humana. d) de concurso necessário. e) homicídio doloso. e) de mera conduta. c) lesão corporal seguida de morte.com. e) admite o perdão judicial. sem ter nenhuma consciência nem lembrança do que ocorreu. www. com 21 (vinte e um) anos.gustavobrigido. atropelou e feriu gravemente um pedestre que circulava pela calçada. seu desafeto.Assessor Jurídico Mévio sofre de sonambulismo e seus ataques são frequentes. a 150 km/h. a) Mévio deverá ser condenado por homicídio culposo.2012 . Nessa situação hipotética. o pedestre faleceu cinco dias após o acidente.2012 . dirige-se ao exterior de sua casa e. c) de conduta vinculada.TJ-AL .2012 . Desse fato.Promotor de Justiça Em relação ao homicídio.04 . 05 . não com as subjetivas. mesmo que conheçam a motivação. Única vítima. é correto afirmar que a) o privilégio da violenta emoção pode concorrer com as qualificadoras objetivas. o Ministério Público ou a justiça. Adolfo falece em virtude de lesões decorrentes da queda. d) o erro quanto à pessoa não isenta de pena.Prova: VUNESP .Prova: TJ-PR . Envergonhada com o fato. Mévio é informado do episódio e fica bastante feliz com a brutal morte de Adolfo. 08 . não tomou nenhuma providência perante a polícia. b) Mévio deverá ser condenado por homicídio doloso. b) lesão corporal culposa. Diante dos fatos narrados.br . Em determinada noite. que percorria. embriagado. c) premeditação constitui circunstância qualificadora. tendo um espasmo.Prova: FCC .TJ-MG . c) Mévio deverá ser absolvido. b) de mão própria. foi estuprada por um desconhecido. considerando-se ainda as condições e qualidades da vítima. que é vizinho às residências de ambos. 06 . acaba empurrando Adolfo de um penhasco. 07 .Prova: CESPE .

Contudo. d) A qualificadora relativa à ação do agente mediante traição. 11 .TJ-PI .OAB . e o agrediu a socos. não ao mandante. como modo de execução do delito. em decorrência de um problema na mira da arma. c) No homicídio mercenário.Defensor Público Assinale a opção correta. na jurisprudência do STJ. vindo a atingir Rubem.Segurança e Transporte João.TRF .2012 . uma vez que ocorreu erro quanto à pessoa. vendo que Pedro continuava vivo. b) Praticou o crime de aborto.DPE-MA . José erra seu alvo.Em face da legislação que rege a matéria. pontapés e pedradas. agravado por ser a vítima maior de 60 (sessenta) anos.2011 . João responderá por a) infanticídio. considerada circunstância judicial desfavorável. www. da qualificadora do motivo torpe com a atenuante genérica do cometimento do crime por motivo de relevante valor moral. d) apenas por homicídio privilegiado consumado. não é possível a coexistência. c) O aborto sentimental pode ser praticado pela própria vítima. no delito de homicídio. a qualificadora da paga ou promessa de recompensa é elementar do tipo qualificado.3 . descrito no artigo 124 do Código Penal Brasileiro.Primeira Fase José dispara cinco tiros de revólver contra Joaquim. e) De acordo com a jurisprudência do STJ. desferiu-lhe um tiro na cabeça.Prova: CESPE . a) Agiu amparada pelo estado de necessidade. c) homicídio qualificado. 12 . A esse respeito. agravado por ser a vítima maior de 60 (sessenta) anos.br . d) homicídio simples. causando-lhe ferimentos graves. uma pode ser utilizada para caracterizar a qualificadora e a outra. procurou Pedro.com.2012 .Prova: CESPE . b) por tentativa de homicídio privilegiado de Joaquim e homicídio culposo de Rubem. ocasionando-lhe a morte. jovem de 26 (vinte e seis) anos que acabara de estuprar sua filha. d) Agiu impelida por relevante valor social.2ª REGIÃO . a respeito dos crimes contra a pessoa.Técnico Judiciário .Exame de Ordem Unificado . senhor de 80 (oitenta) anos. uma vez que ocorreu erro na execução. 10 . 09 – Prova: FCC .Prova: FGV . b) Na hipótese de homicídio qualificado por duas causas. aplicando-se apenas ao executor da ação. b) lesão corporal seguida de morte. uma criança de nove anos de idade.Juiz Assinale a opção correta acerca do homicídio.2012 . a) É pacífico. emboscada. segundo a jurisprudência do STJ. o entendimento acerca da possibilidade de homicídio privilegiado por violenta emoção ser qualificado pelo emprego de recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. c) apenas por tentativa de homicídio privilegiado. ceifando-lhe a vida. vedado que a segunda seja considerada circunstância agravante. ocorrerá independentemente de o agente ter agido de forma preordenada. assinale a alternativa correta. No mesmo contexto. e) lesão corporal agravada. dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. é correto afirmar que José responderá a) pelo homicídio de Rubem.gustavobrigido. movido por motivo torpe.

16 . d) Segundo a jurisprudência do STJ. durante ou logo após o parto. a pena será duplicada.Prova: TJ-DFT .gustavobrigido. aja sob a influência desse estado. §§ 1º e 2º) – Matar alguém.2011 . portanto.Reclusão. se assuma o risco de produzir o resultado. por qualquer causa. em consequência do delito. c) a vítima for menor de 14 anos ou maior de 60 anos.OAB-SP .Primeira Fase Suponha que Bárbara tenha se suicidado após ter sido induzida e instigada por Mercedes. é aplicável mesmo não estando o agente completamente dominado pela emoção.2007 . instigação ou auxílio a suicídio seja praticado por motivo egoístico ou caso seja a vítima menor ou. a gestante sofrer lesão corporal de natureza grave. as penas serão aumentadas de um terço. por haver presunção juris tantum de que a mulher. privilegiado e qualificado (Art.Promotor de Justiça Aquele que encoraja a gestante a praticar um aborto. do Código Penal.Exame de Ordem . sem que esta tenha qualquer visualização do ataque. a pena de Mercedes será duplicada a) se ela deixar de prestar socorro imediato à vítima. d) Configura traição que qualifica o homicídio a conduta do agente que colhe a vítima por trás. Nessa situação hipotética. é bastante para que o mesmo possa ser considerado privilegiado.TJ-DF . Homicídio simples. logo em seguid a à injusta provocação da vítima”. 121.br . b) Nas figuras típicas do aborto.Primeira Fase Homicídio privilegiado e concomitantemente qualificado é possível quando a) as circunstâncias do privilégio são subjetivas e os elementos da qualificadora são objetivos.Prova: VUNESP . b) as circunstâncias do privilégio são subjetivas e os elementos da qualificadora são subjetivos. penalmente admissível que.MPE-SP . Pena . o delito de omissão de socorro não subsiste. seja sua capacidade de resistência eliminada ou diminuída. arte ou ofício. Logo: a) A causa especial de redução da pena. de 6 (seis) a 20 (vinte) anos. acompanhando-a à clínica médica. c) se ela fugir para evitar prisão em flagrante. d) as circunstâncias do privilégio são objetivas e os elementos da qualificadora são objetivos. 15 . cedendo lugar ao crime de homicídio. dispensa-se a perícia médica caso se comprove que a mãe esteja sob a influência do estado puerperal. do artigo 121.Prova: MPE-SP .OAB-SP .com. b) Ainda que o homicídio seja praticado friamente dias após a injusta provocação da vítima. b) caso o crime tenha sido praticado por motivo egoístico. c) Configura traição que qualifica o homicídio a conduta do agente que de súbito ataca a vítima pela frente. a simples existência da emoção por parte do acusado.3 . não sendo. uma vez que a circunstância agravadora dessa figura típica omissiva se limita à ocorrência de lesões corporais de natureza grave. “sob o domínio de violenta emoção. e) Caso o delito de induzimento. ainda. mas sem participar fisicamente das manobras abortivas. por motivo torpe ou fútil. são absolutamente incompatíveis o dolo eventual e as qualificadoras do homicídio. 14 .2008 . segundo o CP.Prova: CESPE . 13 .Juiz Dos crimes contra a vida. c) Em caso de morte da vítima.Exame de Ordem . prevista no §1º.a) Tratando-se de delito de infanticídio. independentemente de o resultado ser produzido dolosa ou culposamente. não havendo responsabilização específica pelas lesões.1 .2011 . responde por: www. d) caso o crime tenha resultado de inobservância de regra técnica de profissão. se.

OAB . permitido para impedir a continuação da gravidez de fetos ou embriões com graves anomalias. Certo Errado 19 . não tendo resultado qualquer dano à integridade física de Joaquim. Diante do caso concreto. instigou Joaquim à prática de suicídio. vários disparos de arma de fogo. sem o consentimento da gestante. casualmente. um revólver municiado.PC-TO .gustavobrigido. Após receber a criança no seu quarto para amamentá-la. 17 . Rodrigo deverá responder pelos seguintes crimes. no entanto. a criança é levada para o berçário. matando a primeira e causando ao último. o armamento apresentou falhas e a munição não foi deflagrada. Durante a noite. Considerando-se NÃO haver assumido os riscos da produção dos resultados efetivamente alcançados. contra aquele primeiro. mas Manoel responderá por tentativa de participação em suicídio. caminhavam pelo local. em estado puerperal. e) participação em aborto provocado por terceiro. não constitui ilícito penal.Primeira Fase (Set/2010) Arlete. Certo Errado 20 . empregado para salvar a vida da gestante.2008 . penalmente responsável.Prova: CESPE . um homicídio culposo e um crime de lesões corporais culposas.MPE-RJ . Nessa situação. para tanto.Prova: FGV . com o qual Joaquim disparou contra o próprio peito.2008 . Na manhã seguinte. Ao perceber a aproximação de Reinaldo.Processual Rodrigo decide assassinar Reinaldo por haver este último acidentalmente pisado em seu pé durante uma micareta e. que não era o filho de Arlete. Por circunstâncias alheias à vontade de ambos. 18 . deformidade permanente. Rodrigo subitamente deixa seu esconderijo e. após conferir a identificação da criança. com o consentimento da gestante. a asfixia. vindo a acertar Luciane e Eduardo que. causando a sua morte. Por erro na execução.Exame de Ordem Unificado .2007 . assinale a alternativa que indique a responsabilidade penal da mãe. é constatada a morte por asfixia de um recém nascido. oculta-se atrás de uma banca de jornal situada defronte à empresa em que seu desafeto trabalha. Arlete vai até o berçário.com. b) participação na modalidade própria do aborto consensual ou consentido. c) participação na modalidade própria do chamado auto-aborto. a) Crime de homicídio.a) participação em aborto provocado por terceiro. o erro acidental não a isenta de reponsabilidade. c) um homicídio culposo e um crime de lesões corporais gravíssimas. por si só. e o aborto humanitário. o aborto eugênico.Analista . b) um homicídio culposo e um crime de lesões corporais culposas. desde que a vítima venha a sofrer lesão grave ou morte.br .Prova: NCE-UFRJ .2010 . efetua.2 . erra o alvo. e. emprestando-lhe. manifesta a intenção de matar o próprio filho recém nascido. em concurso: a) um homicídio doloso qualificado tentado. empregado no caso de estupro.Delegado de Polícia Considere a seguinte situação hipotética. a conduta de Joaquim.PC-TO . com vontade de matar. d) um homicídio doloso qualificado e um crime de lesões corporais culposas. aguardando sua saída para a realização da empreitada criminosa. d) participação no aborto qualificado. www. pois. Manoel.Prova: CESPE . e) um homicídio doloso qualificado e um crime de lesões corporais gravíssimas. ainda.Delegado de Polícia O Código Penal brasileiro permite três formas de abortamento legal: o denominado aborto terapêutico.

a dívida de R$ 1. b) induzimento. não responde pela causa de aumento de pena decorrente da omissão de socorro. caracteriza o motivo torpe. instigação ou auxílio a suicídio. d) Ainda que haja intenção de matar. 123 do CP trata de matar o próprio filho sob in? uência do estado puerperal. pelo princípio da especialidade. na forma consumada. assinale a opção correta. 24 .Prova: CESPE .2009 . c) Crime de infanticídio. d) tentativa de homicídio simples.Área Administrativa Maria Paula. 21 . porque não quitou. que deixa de colocar tela de proteção na janela do apartamento e cujo filho. vindo a experimentar lesões corporais de natureza grave que não a levaram à morte. Nessa situação hipotética. A vítima atentou contra a própria vida. e) O ciúme. apto a qualificar o crime de homicídio. por si só.PC-RN .Prova: CESPE . d) Crime de infanticídio. b) No homicídio culposo. mata o corrupto.2007 . 22 . c) Se os jurados não reconhecem a ocorrência de homicídio privilegiado. pois assumiu o risco de produzir o resultado.Prova: CESPE . inconformado com as denúncias de corrupção de determinado político.br . age em legítima defesa da honra. desejando cometer suicídio. e) O rapaz que.00 comete homicídio qualificado por motivo fútil. na data prometida.Juiz De acordo com a jurisprudência dos tribunais superiores. não houve preenchimento dos elementos do tipo.2009 .gustavobrigido. fica prejudicada a votação do quesito relativo à presença da atenuante "ter o agente cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral". falecendo com a queda. no intuito de apressar a posse da herança. uma vez que o art. a) São compatíveis o dolo eventual e as qualificadoras do crime de homicídio.Analista Judiciário . assinale a opção correta. se atirou contra seu veículo. e) tentativa de homicídio qualificado. pois houve erro essencial. sabendo que sua mãe apresentava problemas mentais que retiravam dela a capacidade de discernimento e visando receber a herança decorrente de sua morte.2009 . a) O cobrador que mata a pessoa que lhe deve.PC-RN . pois houve erro quanto à pessoa. inconformado com o fim do relacionamento.TJ-PI . comete crime de homicídio qualificado pela dissimulação. b) O herdeiro que provoca a morte do testador. www. induziu-a a cometer suicídio. c) O pai. comete homicídio doloso. Maria Paula cometeu o crime de a) tentativa de induzimento. a prática de relação sexual forçada e dirigida à transmissão do vírus da AIDS caracteriza o crime de perigo para a vida ou saúde de outrem.Prova: CESPE . c) lesões corporais. pois. instigação ou auxílio a suicídio.Agente de Polícia Manoel dirigia seu automóvel em velocidade compatível com a via pública e utilizando as cautelas necessárias quando atropelou fatalmente um pedestre que.b) Crime de homicídio.Agente de Polícia Em relação aos crimes contra a pessoa.TRE-MA . no momento que não é observado. obriga a ex-namorada a ingerir veneno causando sua morte comete homicídio qualificado pela torpeza. se o autor do crime imagina que a vítima já está morta e por isso não lhe presta socorro. debruça-se no parapeito e cai. 23 .com. d) O cidadão que.

28 . nesse caso o atropelamento. a lesão se agravou e esta veio a falecer em razão do ocorrido. 26 . e) a qualificadora da surpresa é incompatível com o dolo eventual. ao dirigir. por ser a vítima diabética. d) homicídio culposo. c) lesão corporal seguida de morte. o ferimento teria configurado apenas lesão corporal leve.PC-RN . Ocorre que o feto de quase cinco meses. com 17 anos. e) homicídio culposo. Nesse caso. o condutor assume o risco de produzir o resultado. golpeou José com uma faca. e) Manoel não praticou crime. b) tentativa de homicídio. 27 . na medida em que não houve previsibilidade na conduta da vítima. Em decorrência. b) homicídio doloso simples. vindo a óbito. a) não podem subsistir duas qualificadoras objetivas. Kaio cometeu crime de a) homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. No entanto. d) Manoel não praticou crime.com. Esse pedido foi também corroborado pelos pais de Virginia e outros amigos comuns de Sérgio e de Virginia.br . www. Em condições normais. Constatada a gravidez. em um restaurante.Prova: FCC . 25 .Prova: CESPE . e) lesão corporal culposa. c) a superioridade de agentes constitui qualificadora objetiva. d) a premeditação constitui qualificadora subjetiva. João responderá por a) homicídio doloso. foi estuprada e ficou grávida. pediu a Sérgio Roberto. b) Manoel praticou lesão corporal seguida de morte. posto que o fato não é típico. Lúcio sofre traumatismo craniano. que sabiam do seu drama. enfermeiro com curso superior.TJ-AP .Prova: FCC . não responde pelo resultado morte. desfere-lhe uma rasteira. que lhe praticasse um aborto.TJ-MG .Titular de Serviços de Notas e de Registros João.2007 . Com a intenção de humilhá-lo e feri-lo. fazendo com que Lúcio caia e bata a cabeça no chão. c) aborto sentimental ou humanitário. como não tinha intenção de matar. d) lesões corporais leves. uma vez que. veio. assumiu o risco de atropelar alguém. pois.TJ-AP .Titular de Serviços de Notas e de Registros No crime de homicídio.gustavobrigido.Prova: EJEF . em razão de sua imaturidade.2011 . já que não agiu com dolo ou culpa em face da excludente de ilicitude. ferindo-o. b) a superioridade de armas constitui qualificadora objetiva.Com relação a essa situação hipotética. a morrer fora do ventre. mas. ao dirigir veículo automotor. tendo Sérgio concordado e praticado o aborto.Juiz Virginia. a) Manoel praticou homicídio culposo.Agente de Polícia Kaio encontrou Lúcio. c) lesões corporais graves. assinale a opção correta. em vez de morrer dentro do ventre da mãe. b) aborto consentido pela gestante. posto que contribuiu para a conduta suicida da vítima. Na situação descrita. Sérgio Roberto responderá criminalmente por: a) aceleração de parto. seu desafeto. c) Manoel praticou o crime de auxílio ao suicídio. com a intenção de matar.2009 .2011 .

que se rendeu. que em muitos casos revela maldade de espírito.Prova: EJEF . A eutanásia pode ser citada como exemplo de homicídio privilegiado. e 3. 1. Lesão corporal de natureza grave § 1º Se resulta: www. 29 .2007 . 30 .2011 . de três meses a um ano. Quando estava sendo algemado. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena . que. 3.d) homicídio.Específicos Ver texto associado à questão Tendo a casa invadida. Braz e toda a sua família ficaram reféns de um assaltante. 129. apenas.Analista Judiciário . Certo Errado GABARITO OFICIAL: 1-E 11-D 21-E 2-A 12-A 22-A 3-E 13-A 23-A 4-E 14-B 24-E 5-A 15-D 25-C 6-D 16-B 26-A 7-B 17-D 27-E 8-B 18-E 28-B 9-C 19-E 29-C 10-A 20-C 30-C CAPÍTULO 2 – DAS LESÕES CORPORAIS ART. apenas. sacou repentinamente a pistola do coldre de um dos policiais e matou o assaltante. o assaltante sorriu ironicamente para Braz.Juiz Assinale as assertivas CORRETAS. não é qualificadora do crime de homicídio. uma vez que o autor do crime age para abreviar o sofrimento da vítima portadora de doença incurável e desenganada pela medicina. A premeditação. sob o domínio de violenta emoção.detenção. 2.com. d) 2 e 3. a) 1. apenas. O homicídio praticado contra velho ou criança torna-o qualificado pela maior dificuldade de defesa da vítima. 2.Prova: CESPE . b) 1 e 2.br .Área Administrativa .gustavobrigido. 129 – LESÃO CORPORAL Art. a circunstância em que Braz cometeu o delito de homicídio constitui causa de redução de pena. aos policiais que participaram das negociações para a sua rendição.TRE-ES . Nessa situação. após dois dias.TJ-MG . c) 1 e 3.

nem assumiu o risco de produzí-lo: Pena . de 1965) Pena . de dois a oito anos.Incapacidade para as ocupações habituais. logo em seguida a injusta provocação da vítima.gustavobrigido. III perda ou inutilização do membro. não sendo graves as lesões. II .detenção. sentido ou função. de dois meses a um ano.com. Diminuição de pena § 4° Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção.Incapacidade permanente para o trabalho. de duzentos mil réis a dois contos de réis: I .deformidade permanente.720. IV . pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa. o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. Lesão corporal culposa § 6° Se a lesão é culposa: (Vide Lei nº 4.enfermidade incuravel. 121 deste Código. de 2012) www.I . Lesão corporal seguida de morte § 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quís o resultado. II . Substituição da pena § 5° O juiz. V .aceleração de parto: Pena .debilidade permanente de membro. IV . III . Aumento de pena § 7o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§ 4o e 6o do art.611.reclusão.perigo de vida. (Redação dada pela Lei nº 12.br . de quatro a doze anos.se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior.aborto: Pena .reclusão.reclusão.se as lesões são recíprocas. de um a cinco anos. sentido ou função. § 2° Se resulta: I . por mais de trinta dias. II .

Não é só ofensa à integridade corpórea. de 1990) Violência Doméstica (Incluído pela Lei nº 10. 4. www. ainda.340. na tentativa de defender-se de agressão de outra pessoa. descendente.§ 8º . como estabelecido no art. Destaque-se que a autolesão é considerado irrelevante penal. 3. Sujeitos do crime: a) Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa.com. de 2006) § 10. que significa atingir a integridade corporal ou a saúde física ou mental de alguém. prevalecendo-se o agente das relações domésticas. cônjuge ou companheiro. 121. pois se trata também de crime de ação livre. onde é exigida a qualidade de mulher grávida. ensejadora de alguma figura típica (exemplo fornecido por Fernando Capez). se as circunstâncias são as indicadas no § 9o deste artigo. de 2006) 1. Objetividade jurídica: O direito á tutela da incolumidade. Assim. já que seu procedimento agressivo foi a causa da lesão sofrida pelo defendente. afirma o mesmo autor.Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art. a hipótese será de fraude. Pode ocorre por meios físicos (emprego de faca. de coabitação ou de hospitalidade: (Redação dada pela Lei nº 11.340. de 3 (três) meses a 3 (três) anos. busca com a mutilação obter indevidamente uma indenização ou valor de seguro contratado. mas também à saúde.br . nada mais é do que a ofensa à integridade corporal ou à saúde de outrem. de 2004) § 11.886.340. fisiológico ou mental. 2. caput do Código Penal. tratando-se de crime comum. lesiva de outro objeto jurídico. b) Sujeito passivo: qualquer pessoa pode figurar no polo da passividade. Esse delito. ou com quem conviva ou tenha convivido. (Redação dada pela Lei nº 11. Elementos objetivos do tipo: Consubstancia-se na modalidade de ofender. de 2004) § 9º Se a lesão for praticada contra ascendente. é desta a responsabilidade pelo resultado lesão e pelo crime. irmão. na mesma conjuntura que o homicídio. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste artigo. Na hipótese do § 9o deste artigo.069. exceção feita às hipóteses contempladas nos §§ 1º.gustavobrigido. quanto à saúde física e mental do homem.detenção. 129. (Incluído pela Lei nº 10. aumenta-se a pena em 1/3 (um terço). (Incluído pela Lei nº 11. Essa ofensa pode-se verificar pro qualquer meio. a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. De igual forma. tanto no que diz respeito á integridade física.(Redação dada pela Lei nº 8. de 2006) Pena . como no caso de menor de 14 anos e maior de 60 anos. IV e 2º V. por tratar-se em tese de crime comum. como definido no º 7º. se o agente. ou. se alguém se fere. por exemplo) funcionam com outra qualidade. desde que a causação da ofensa física não tenha outra finalidade. do ponto de vista anatômico.886. em razão do princípio da alteridade. As condições que as demais vítimas apresentem (idade. Considerações iniciais: Lesão corporal é o dano ocasionado à normalidade funcional do corpo humano. por exemplo.

) ou morais (utilização de conduta prática de sevícia. 129. quando esta é produzida por uma das três formas da culpa. também. Esse elemento subjetivo. essa existência pode ser demonstrada mediante a prova testemunhal. As ouras espécies de lesões corporais dolosas são crimes de ação penal pública incondicionada. aí. em face do disposto no artigo 88 da referida lei. por mais de trinta dias. Lesão corporal de natureza leve (art. caput do CP): O crime de Lesão Corporal Leve vem contemplada no caput do art. em decorrência de exclusão. o resultado não venha a se produzir.Incapacidade para as ocupações habituais. 8. 5. 7. Pela pena cominada in abstrato – detenção de 03 meses a um ano. 129 e somente pode ser definida no caso concreto. como tal. A regra é que lesão apresente o elemento subjetivo dolo consistente na vontade livre e consciente de ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem. sim.099/95. Inúmeras outras podem ser as hipóteses de modalidade de prática. sujeitando-se à normatização procedimental da lei 9. pode ser por forma omissiva (desferir socos ou pontapés contra a vítima) ou por omissão (o enfermeiro que deixar de prestar a assistência alimentar ao doente apresentando este deficiência nas funções orgânicas). Ademais. ácido corrosivo etc. enquanto na primeira o resultado objetivado é alcançado. comportando a modalidade dolosa. Elemento subjetivo do tipo: Sob esse aspecto. a lesão corporal assemelha-se ao homicídio.br . Se a lesão não apresentar qualquer das características ou dos resultados definidos nos §§ 1º (grave) e 2º (gravíssima). acarretando lesão ao estado moral). Lesão corporal de natureza grave (art. 129. Há assim necessidade de determinação do animus nocendi ou animus laedendi. ela será considerada leve. admite-se transação penal e seu processo e julgamento seguem o rito sumaríssimo. desaparecidas as lesões de modo a impossibilitar a produção do exame medico legal. a lesão leve é considerada infração de menor potencial ofensivo. www.chicote. pois. sendo que nesta ultima o agente apresenta o animus necandi (vontade de matar) e por circunstância alheia a sua vontade o resultado não se produziu. esse animus laedendi. a ação penal é pública condicionada à representação. a consumação dá-se com o efetivo dano á saúde ou integridade corporal da vítima. a prova da ocorrência/existência da lesão e sua qualidade ou grau dá-se por meio do exame medico legal.com. essa intenção de lesionar é que diferencia o crime de lesão corporal consumado e a tentativa de homicídio na forma cruenta. na forma direta ou eventual e a modalidade culposa. caracterizar-se-á a tentativa. 6. §1º do CP): I .gustavobrigido. e isso se verifique por circunstância alheia à vontade do agente. Consumação e tentativa: A lesão corporal é crime material e. A forma tentada é perfeitamente possível. se iniciada ou mesmo terminada a conduta (execução) do sujeito. Entretanto. Nesse. consumando-se o crime.

A ausência do exame poderá ser suprido por prova testemunhal após o 30º dia. porém.perigo de vida. quer ou consente. É necessário.debilidade permanente de membro. III . que a incapacidade dure mais de trinta dias e essa incapacidade deve ser demonstrada por laudo pericial decorrente de perícia levada a efeito já no trigésimo primeiro dia após a ocorrência da lesão. audição. que nasce com vida.aceleração de parto Ocorre quando. mas nada impede seja ela imoral. Deve ser efetivo. Perigo de vida é a possibilidade grave. C) Função – É a atividade desempenhada por vários órgãos (respiratória.A expressão ocupação habitual compreende qualquer atividade. §2º. Não se exige. contudo. concreta e imediata de a vítima morrer em consequência das lesões sofridas. sensitiva. Há de ser permanente.ex. em razão das lesões sofridas. Na hipótese de órgãos duplos (p. impulsionada por Nelson Hungria. o agente responderá por www. olfato. enquanto a perda de ambos configura lesão gravíssima pela perda ou inutilização.com. circulatória. em razão das lesões sofridas pela mãe. nos termos do artigo 129. perpetuidade. secretora. Lesão leve. sentido ou função. Se ocorrer o aborto (interrupção da gravidez com a morte do feto). não responde pela qualificadora. tato). IV . 129. prazo penal. Debilidade é a diminuição ou o enfraquecimento da capacidade funcional. no 2º. Não basta um simples prognóstico. digestiva. É necessário que o agente tenha conhecimento do estado de gravidez da vítima. gosto. Para a corrente doutrinária majoritária.: o indivíduo. No 1º caso o agente não quer o resultado morte. e momentos depois morre. A possibilidade de recuperação do membro.gustavobrigido. Por outro lado. pois a vítima não é obrigada a submeter-se a tais procedimentos. Ex. Ex. do cotidiano da vítima. com “tentativa de homicídio”. II . A criança nasce viva e continua a viver. portanto. A) Membros: Apêndice do corpo (superiores) braço. isto é duradoura e de recuperação incerta. física ou mental. Há de haver diagnóstico. reprodutora. Antes do 31º dia não fica comprovada a incapacidade. nos termos do art. Não confundir a “lesão com perigo de vida”. etc. no entanto. Não basta o mero prognóstico médico.: rins e olhos). e não apenas seu trabalho. sentido ou função por meio cirúrgico ou ortopédico não acarreta a exclusão da qualificadora. locomotora. é obrigatório. essa ocupação não pode ser ilícita. Se desconhecida. inciso III do CP. rins. D) Órgão – É a parte do corpo humano quem tem determinada capacidade funcional. a perda de um deles caracteriza lesão grave pela debilidade permanente. nos termos do art. sofre traumatismo craniano e precisa se submeter a uma cirurgia de emergência.).br . §2º. a lesão corporal será gravíssima. inciso V do CP A maior polêmica reside se a vítima der à luz a uma criança. 168 e §§ do CPP. (inferiores) pernas. B) Sentidos: Funções perceptivas do mundo exterior (visão. o feto nasce antes do período normal estipulado pela medicina. O médico deverá emitir diagnóstico fundamentado. O exame complementar. concreto.

lesão corporal gravíssima com resultado aborto. que entendeu que a transmissão consciente do vírus HIV. enfermidade incurável. O membro ou órgão continua ligado ao corpo da vítima. nos termos atuais da medicina. configura lesão corporal grave. que não pode ser eficazmente combatida com os recursos da medicina à época do crime. do Código Penal. A vítima não está obrigada a se submeter à intervenção cirúrgica ou tratamento perigoso. deformidade permanente. É qualquer estado mórbido de evolução lenta. §2º do CP): Essa denominação é fruto da doutrina. nos termos do §2. não oferece grandes probabilidades de cura. o soropositivo assume o risco de contaminar a pessoa com quem se relaciona. causador da Aids.com. A lei agora não fala “ocupações habituais”. pois a lei denomina o §1º e o §2º de lesão corporal de natureza grave. Lesão corporal de natureza gravíssima (art. Assim. Função (exemplo: a extirpação do pênis que extingue a função reprodutora). Incurável é a moléstia que.Incapacidade permanente para o trabalho.gustavobrigido. sentido ou função. a Aids é perfeitamente enquadrada como enfermidade incurável na previsão do artigo 129 do Código Penal. a destruição ou privação de membro (exemplo: arrancar uma perna). Da mesma forma. físico ou psíquico. parágrafo 2º. pois ainda não há cura para a enfermidade. Ao praticar sexo sem segurança. isto é a vítima fica impossibilitada de exercer qualquer tipo de atividade laborativa. O entendimento é da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. que tratam da periclitação da vida e da saúde. sentido ou função. 129. a pessoa contaminada pelo HIV necessita de acompanhamento médico e de remédios que aumentem sua expectativa de vida. Segundo ela. Portanto. Enfermidade incurável é alteração prejudicial da saúde por processo patológico. Inutilização: É a falta de aptidão do órgão para desempenhar a sua função específica. relatado pela ministra Laurita Vaz. Sentido (Exemplo: destruição dos tímpanos com a eliminação da audição). não sendo cabível a desclassificação da conduta para as sanções mais brandas no Capítulo III do mesmo código. exige-se o prognóstico que a vítima não vai se restabelecer para qualquer tipo de trabalho. III . sem sentido contrário. mesmo permanecendo assintomática. Deve ser provada por exame pericial. A primeira corrente é majoritária. A expressão “incapacidade permanente” compreende toda e qualquer atividade remunerada exercida pela vítima. as lesões corporais gravíssimas são caracterizadas por cinco situações distintas assim elencadas: incapacidade permanente para o trabalho. entende que seria o caso de lesão grave com aceleração de parto. E prevalece o entendimento de que deve tratar-se de incapacidade genérica para o trabalho. mas incapacitado para desempenhar as atividades que lhe são inerentes. www. Mirabete. delito previsto no artigo 129. Para a ministra. Perda é a ablação. e aborto. 9. II . perda ou inutilização de membro. I .br . ao julgar pedido de Habeas Corpus. que resta prejudicada em seu aspecto financeiro em razão da conduta criminosa. deve ser uma incapacidade para a atividade profissional remunerada.enfermidade incurável.perda ou inutilização do membro.

para fim de qualificação da lesão corporal.: A deformidade permanente não precisa. do CP: Art. Obs. Permanente. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: (. e a morte do feto for proposital. como se disse. a afetação de apenas um deles tipifica lesão corporal grave pela debilidade de sentido ou função. (Exemplo: surdez em um dos ouvidos). como se infere do enunciado. Que cause um dano estético de certa monta. Não se pode falar em tentativa de lesão corporal que resulta aborto. Deformidade permanente consiste no dano duradouro de alguma parte do corpo da vítima.Paralisia de um braço: Trata-se de inutilização do membro. 70 do CP) com o crime de aborto sem o consentimento da gestante (art. 125 do CP). cicatrizes. inc. Obs. Deformar é alterar a forma de algo. Se. olhos. Caracteriza.gustavobrigido. tentado. não se lhe poderá atribuir o resultado “aborto”. em concurso formal impróprio (art. a hipótese é de debilidade permanente.: LESÃO CORPORAL – PERDA DE DENTE: Não configura deformidade permanente para efeito de causa especial de aumento de pena. Obs.com. § 2º. etc. se não tinha dolo de causar aborto. que não pode ser retificado por si próprio ao longo do tempo.. Na hipótese de órgãos duplos (rins. Neste caso o agente responde pelo art. se presente alguma outra qualificadora). A deformidade. É o dano estético de certa monta que apresentas as seguintes características: Permanente. o sujeito deve responder por dois crimes: lesão corporal leve (ou grave ou gravíssima. IV . necessariamente.: CRIME DE VITRIOLAGEM: Crime de vitriolagem é aquele perpetrado mediante arremesso de ácido sulfúrico contra a vítima. aquela impossível de correção. Não há que se falar em lesão corporal gravíssima.. se situar no rosto da vítima.) § 2° Se resulta: (. A fratura de um dente não pode ser considerada no atual estádio da odontologia deformidade permanente. Que seja capaz de causar impressão vexatória. 125. que no caso é todo o braço. A deformidade permanente deve ser entendida como aquela impossível de correção e que causa prejuízo estético visível. Desfigurar uma pessoa de forma duradoura e grave.. uma vez que se trata de crime preterdoloso. vindo a perder um dedo da mão. com a conseqüente morte do feto.. www. mas apenas lesionar. 129. crime de lesão corporal gravíssima. contudo. com o objetivo de lhe causar lesões corporais deformantes da pele e dos tecidos subjacentes. A vítima não se obriga a efetuar cirurgias.br . Se. etc. pela perda de um dente. quando não restar configurado que a deformidade causada é permanente e que a função mastigatória da vítima ficou comprometida.deformidade permanente).deformidade permanente. deverá ser irreparável. entretanto. não deixando qualquer seqüela. 129.). visível. Não precisa ser perpétua. Se o agente desconhecia a gravidez nem tinha razão para supô-la. se tinha dolo quanto ao aborto ou apenas tentativa de lesões leves.. pela deformidade permanente (art. é. V – aborto Prevalece o entendimento de que a interrupção da gravidez. o caso constitui perda de membro. Perde a mão: Cuida-se de inutilização de membro. penalmente. vem a perder todo o braço. Só se caracteriza a lesão gravíssima se atingir os dois órgãos. deve ter sido provocada culposamente. IV.) IV . porque pode ser corrigida por prótese. Irreparável. não se confunde com perpetuidade. Assim sendo. portanto. A deformidade permanente. amputações.

12. Homicídio culposo. Não há tentativa de lesão corporal seguida de morte. bate com a cabeça em uma pedra e morre. nem assumiu o risco de produzí-lo: Pena . o antecedente é um fato doloso.: Diferença entre lesão corporal seguida de morte e homicídio culposo: a) b) c) d) e) f) No primeiro caso. grave. logo em seguida a injusta provocação da vítima. em regra. Exemplo 02: Indivíduo. o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. Nesse sentido. Homicídio culposo. qualificado ou não.O indivíduo que age com dolo eventual ou direto quanto ao aborto. § 3º do CP. §4º do CP): Diminuição de pena § 4° Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção. No mais. quando o dolo do agente for lesionar e o aborto resulta de culpa. 11. § 3º. um fato penalmente indiferente. no crime de lesão corporal culposa. de quatro a doze anos. Dessa forma. Essa causa de diminuição de pena incide unicamente no tocante às lesões dolosas. 10. ficam mantidas as mesmas observações formuladas em relação ao privilégio no crime de homicídio doloso. e não por “lesão corporal qualificada pelo aborto”. composto por dolo no crime antecedente (lesão corporal) e culpa no resultado conseqüente (morte). No segundo. em síntese. não pode o agente ter querido ou assumido o risco do resultado. lesionar a vítima (corporal. 121. só responde pela lesão gravíssima. Obs. qualquer que seja sua modalidade: leve. §3º do CP): § 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quís o resultado. 129. Se o agente deseja a morte o que há é tentativa de homicídio. Exemplo 01: Indivíduo com dolo de praticar vias de fato empurra outro que cai. gravíssima ou seguida de morte. Causa de diminuição de pena (art. 129. Trata-se de delito preterintencional ou preterdoloso. Lesão corporal seguida de morte (art. 129.br . Lesão corporal seguida de morte? Não. Não é cabível.reclusão. não art. Substituição da pena: www. Cuida-se. ou se a morte resulta de vias de fato. Lesões corporais seguida de morte? Não. responderá pelo delito de aborto. o crime é de homicídio culposo – art. Dias depois a vítima morre em razão das lesões sofridas. portanto.com. saúde) com interrupção de gravidez e conseqüentemente morte do produto da concepção. culposamente.gustavobrigido. de delito preterintencional ou preterdoloso. Se culposa. Só haverá lesões corporais seguida de morte quando houver lesão dolosa. aqui. atropela outro com seu carro.

de duzentos mil réis a dois contos de réis: I . que será sopesada pelo juiz na dosimetria da pena-base. ou então tenha resultado aborto. § 8º . pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa. o crime será o do artigo 303 da Lei 9. não há distinção de tratamento penal com base na gravidade dos ferimentos. de dois meses a um ano. 129. 13. Obs. Em verdade. a gravidade da lesão será considerada como circunstância judicial desfavorável. II . de 1965) Pena . e a lesão corporal culposa também se exclui pela própria essência do instituto.(Redação dada pela Lei nº 8.com.611. com pena de detenção de 2 meses a 1 ano. ainda que a vítima tenha restado incapacitada para as ocupações habituais por mais de 30 dias. A lesão corporal culposa nada mais é do que a lesão corporal cometida contra alguém em decorrência de um comportamento imprudente. 121 deste Código. §9º do CP): www.se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior. em qualquer caso a lesão corporal será culposa.720. Lembrando que a sentença que concede o perdão judicial tem natureza de jurídica de extinção da punibilidade. de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de obter permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor). 14. Nesse sentido. imperito ou negligente. Aumento de pena § 7o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§ 4o e 6o do art.Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art.503/97 – Código de Trânsito Brasileiro. diferentemente do que acontece nas lesões corporais dolosas.069.se as lesões são recíprocas.Substituição da pena § 5° O juiz. (Redação dada pela Lei nº 12. de 2012). Esse dispositivo que permite a substituição da pena somente é aplicável à lesão corporal leve.gustavobrigido. de 1990) São válidas as mesmas considerações delineadas quando do estudo do homicídio culposo e da possibilidade de perdão judicial.detenção. 121. não sendo graves as lesões.br . Lesão corporal culposa: Lesão corporal culposa § 6° Se a lesão é culposa: (Vide Lei nº 4.: LESÃO CORPORAL E O CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO: Se a lesão corporal culposa for cometida na direção de veículo automotor. que tem penas mais elevadas (detenção. As graves e gravíssimas foram expressamente excluídas. Aqui. Violência doméstica (art.

mas a todas as pessoas. Merece ser esclarecido. de 2004) § 9º Se a lesão for praticada contra ascendente. mas a pena definida no §9º somente deve ser aplicada se a lesão corporal for de natureza leve.com. de coabitação ou de hospitalidade: (Redação dada pela Lei nº 11. os ministros consideraram que. proíbe a aplicação da lei 9.886. 17 da Lei nº 11.340. ao julgar Habeas Corpus de um filho acusado de ferir o pai ao empurrá-lo. embora qualificada.340. que se amoldarem às situações narradas pelo tipo.: A PENA MAIS GRAVE EM RAZÃO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA SE APLICA TANTO PARA VÍTIMAS MULHERES COMO PARA VÍTIMAS HOMENS: . O entendimento foi aplicado pelos ministros da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça.886. os demais institutos peculiares da Lei Maria da Penha são aplicáveis apenas a casos de violência contra as mulheres.886/04 e posteriormente alterado pela lei 11. de 3 (três) meses a 3 (três) anos. 129 do código penal. 129 do código penal deverá ser aplicado não somente aos casos em que mulher for vítima de violência doméstica ou familiar. embora a Lei Maria da Penha tenha sido editada com o objetivo de coibir com mais rigor a violência contra a mulher no âmbito doméstico. na oportunidade. (Incluído pela Lei nº 10. de 2006) Foi inserido no Código Penal pela lei 10. incidirá sobre as penas respectivas o aumento de pena de 1/3. 41 da lei 11. tal substituição não poderá importar na aplicação de cesta básica ou outras de prestação pecuniária. ou. Em decisão unânime.340/06 —. quando a mulher for vítima de violência doméstica ou familiar. cônjuge ou companheiro. de 7 de agosto de 2006. prevalecendo-se o agente das relações domésticas. que se a lesão corporal for grave.Violência doméstica (Incluído pela Lei nº 10. Ainda que não destacado pelo legislador. se as circunstâncias são as indicadas no § 9o deste artigo. arremata o citado autor. de 2004) § 11. haja vista que o art. Na hipótese do § 9o deste artigo. sendo possível a aplicação das penas substitutivas previstas no art. entretanto. o acréscimo de pena introduzido no parágrafo 9º do artigo 129 do Código Penal pode perfeitamente ser aplicado em casos nos quais a vítima de agressão seja homem. embora considere correto o enquadramento do réu no artigo 129.br . gravíssima ou seguida de morte. Finalmente. (Incluído pela Lei nº 11. descendente. o relator destacou que. No entanto. deve ser lembrado que a hipótese de violência doméstica prevista no § 9º do art. sejam do sexo masculino ou feminino.340/06 (Lei Maria da Penha).340. que o § 9º do art. bem como no pagamento isolado de multa. nos termos preconizados pelo art. No entanto. ou com quem conviva ou tenha convivido. ainda.detenção. Obs. tal fato importará em tratamento mais severo ao autor da infração penal.340. se o sujeito for mulher.gustavobrigido. parágrafo 9º. de 2006) § 10. de 2006) Pena .099/95. imposto pelo §10. irmão. Entretanto. Anote-se.340 de 7 de agosto de 2006. aumenta-se a pena em 1/3 (um terço). (Redação dada pela Lei nº 11. do Código Penal — dispositivo alterado pela Lei 11. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste artigo. figurando como sujeito passivo do delito de lesões corporais. CAPÍTULO 3 – DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE www. ainda configura como lesão corporal leve. a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. 44 do código penal.

136. de um a quatro anos. pode até ser uma condição de maior punibilidade. o dano efetivo. 130 a 136. definido no art. 134. 130. já autoriza sejam os agentes punidos. 250 a 285 do CP. perigo de contágio de moléstia grave. a quadrilha ou bando etc. 130 .gustavobrigido. Este. no art. realmente. o evento aqui (como nos crimes de perigo em geral) é a simples exposição do bem a perigo de dano. Nessa modalidade delituosa o elemento subjetivo do agente está direcionado simplesmente à produção do perigo. Considerações iniciais: Neste capitulo o código trata de crimes de perigo: perigo de contagio de moléstia venérea. ou seja. de que sabe ou deve saber que está contaminado: Pena . definido no art. como nos caso de bando ou quadrilha em que não há necessidade de qualquer outro comportamento. a contágio de moléstia venérea.Expor alguém. b) De perigo abstrato: nesse caso o perigo é presumido. perigo para a vida ou a saúde de outrem. 133 do CP) f) De perigo iminente: aquele que está prestes a acontecer. ou multa. g) De perigo futuro ou imediato: aquele que pode advir da conduta. previsto no art. efetiva-se a ocorrência do perigo. omissão de socorro. 133. abandono de incapaz. d) De perigo comum ou coletivo: aquele que diz respeito a um indeterminado número de pessoas. A caracterização somente virá pela efetiva comprovação de que a conduta do agente trouxe. de três meses a um ano. c) De perigo individual: aquele que atinge determinada pessoa ou então um número determinado de pessoas. § 1º . á pratica de uma conduta que leva o bem a submeter-se ao perigo de dano. a probabilidade de dano ao objeto jurídico protegido. do CP. definido no art.reclusão. É afeto à incolumidade pública como no caso dos arts. 131. por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso. praticada a conduta. São as hipóteses dos arts.br .Se é intenção do agente transmitir a moléstia: Pena . e multa. Como preleciona Fernando Capez. 132. não admitindo prova em contrário. o simples associar nessa qualidade. como no crime de abandono de incapaz (art.com. 130 . como a hipótese do porte de arma de fogo. 135 e os maus-tratos.1.PERIGO DE CONTÁGIO VENÉREO Art. www. exposição ou abandono de recém-nascido. no art. ou seja.detenção. ART. Classificação dos crimes de perigo: a) De perigo concreto: aquele em que o perigo deve ser demonstrado caso a caso. e) De perigo atual: é a possibilidade presente de ocorrência de dano. contemplado no art. mas não condiciona o momento consumativo do crime. 2.

: o crime do art. Obs. punindo a conduta daquele que pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com a vítima. ou seja. Obs. Perigo de contágio de moléstia grave 1. faltaria ao crime esse elemento que vai refletir no elemento subjetivo por ocasião da prática da conduta. seja pelo fato de já possuir a doença venérea. expondo-a a perigo de contágio de moléstia venérea.gustavobrigido. pois o sujeito ativo precisa está infectado pela moléstia venérea. Considerações iniciais: O crime de perigo de contagem venéreo está tipificado no art.§ 2º . 4. É incompatível com coautoria. mas expõe a vítima a ato libidinoso diverso e capaz de contaminá-lo. Elemento objetivo do crime: O núcleo do tipo é “expor”. que também engloba o sexo oral e anal. pois o preceito primário não traz em seu bojo a definição de quais sejam as moléstias venéreas.ex. estará caracterizado o crime impossível pela impropriedade absoluta do objeto material em sintonia com o art.com. tais como toques em parte íntimas. se o agente utiliza o preservativo durante a relação sexual. 2.Somente se procede mediante representação. pela prática sexual. Entretanto. se não souber que está contaminado ou não poderia pelas circunstâncias sabê-lo. 17 do Código Penal. como um beijo sensual. ou. que nesse crime significa colocar alguém ao alcance de determinada situação de perigo (contaminação) mediante a prática de relações sexuais ou qualquer outro ato libidinoso capaz de contagiá-lo com moléstia venérea. é mais ampla do que a conjunção carnal. subsiste o delito. As hipóteses de doenças veneras são definidas pelo Ministério da Saúde – Decreto-lei 16. Sujeitos do crime: a) Sujeito ativo: trata-se de crime próprio. Relação sexual é o coito entre duas pessoas. É também crime de mão própria. qualquer ser humano é alvo da tutela penal.br . 130 do CP. beijos calorosos. Obs. pois sua autoria não pode ser delegada a qualquer outra pessoa. embora admita participação.: Se a vítima não for suscetível à contaminação. Ato libidinoso é qualquer prática ligada a satisfação do desejo sexual.: Se o agente não estiver contaminado. pois a vítima não é exposta a situação de perigo. Essa expressão. 3.: sífilis e a gonorréia). seja pelo fato de ser imune. será hipótese de crime impossível.: o uso de preservativo ou de qualquer outro meio apto a impedir a transmissão da moléstia venérea exclui o crime. O tipo penal fala apenas em alguém. b) Sujeito passivo: qualquer pessoa. Moléstia venérea é toda doença que se contrai pelo contato sexual. Obs. de sexos diferentes ou não.300/23 (p. devendo estas serem identificadas em outra norma. 130 é caso de norma penal em branco. Elemento subjetivo: www.

Na figura qualificada (§1º) o legislador previu um crime de perigo como dolo de não. CP. 130. 129. uma vez que pode ser transmitida por formas diversas da relação sexual e dos atos libidinosos. 129. isto é. 129 do CP. assim como havendo culpa. Obs. 6. quando o agente tem consciência da letalidade da moléstia. não comete homicídio o sujeito que. 129. Ação penal: É crime de ação penal pública condicionada à representação. o sujeito responderá apenas pelo crime de perigo. 129. quatro situações distintas podem ocorrer. CP. Consumação: Na forma prevista no caput. Obs.: Contudo. dependendo das conseqüências da conduta criminosa: a) se resultar lesão corporal leve. conseguiu fazê-lo e daí resultou culposamente a morte da vítima. ainda que ocorra o contágio. independentemente da contaminação da vítima.Na modalidade simples (caput) é o dolo de perigo (direto ou eventual). bem como se houver a morte decorrente da lesão o agente responderá pelo art. o crime se consuma com a prática da relação sexual ou do ato libidinoso. na figura qualificada definida pelo §1º o crime também se consuma com a prática da relação sexual ou do ato libidinoso. contudo. c) se resultar lesão corpora seguida de morte. §3º do CP.: Havendo dolo de perigo de contágio venéreo e resultando lesões leves. §1 ou 2º (dependendo do caso concreto) do CP. Observações gerais: a) A AIDS (Síndrome de imunodeficiência adquirida). por ser sua pena superior em abstrato à reprimenda prevista no art. não é moléstia venérea. (lesão corporal seguida de morte) 5. uma vez que o sujeito tem a intenção de transmitir a moléstia que está contaminado. Para alguns autores seria o caso de homicídio tentado se a vítima não viesse morrer e em caso de morte. mantém relações sexuais sem www. b) se resultar lesão corporal grave ou gravíssima.gustavobrigido. se a vítima for contaminada pela moléstia venérea. aplica-se o art.br . tendo ciência da doença e. O que implica em afirmar ser ela de competência exclusiva do Ministério Público na propositura. mas depender para que seja proposta que a parte ofendida proceda a representação. eis que do contrário o agente seria punido com pena inferior a que lhe seria cominada pelo art. Mas. doença fatal e incurável. oculta-se de seu parceiro. Obs. aplica-se o art. E. De igual modo. responderá pelo crime definido pelo art. resultando lesões graves ou gravíssimas. 130. homicídio consumado.: a luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. uma vez que o agente tinha a intenção de transmitir a moléstia venérea. havendo dolo de perigo de contágio venéreo. § 3º. § 1º ou 2º. o agente responderá pelo artigo 129. CP. As opiniões se dividem com relação à contaminação do sujeito passivo.com. 7. CP. deliberadamente. o sujeito será imputado unicamente pelo crime do art. nos termos do artigo 130. a vontade de praticar a relação sexual ou qualquer outro ato libidinoso capaz de transmitir a moléstia venérea. §2º do Código Penal.

com. Por isso. por ineficácia absoluta do meio de execução. É irrelevante ser incurável ou não. contagiosa. 2. 131 . tratando-se de moléstia grave que já acomete a saúde da vitima e restando provado cientificamente a impossibilidade de agravar a situação. responderá pelo delito de perigo de contágio de moléstia grave. inciso IV do Código Penal. inclusive a portadora de moléstia grave. www. 17 do Código Penal). pois a eventual transmissão de outra enfermidade grave tem o condão de debilitar mais ainda a saúde da vítima.preservativo. devendo esse dolo estar revestido da finalidade de transmissão da moléstia. Contudo. 3. qualquer pessoa. Quanto ao sujeito passivo. limita-se a afasta o crime doloso contra vida. Elemento subjetivo: O tipo subjetivo é o dolo. o dolo eventual. portanto.PERIGO DE CONTÁGIO DE MOLÉSTIA GRAVE Art. se o agente transmite a vítima doença sexualmente transmissível que sabe ou deveria ser portador ART. todavia.gustavobrigido. Perigo para a vida ou saúde de outrem 1. não basta praticar o ato capaz de produzir o contágio. b) Doença sexualmente transmissíveis e crimes contra a dignidade sexual: Nos termos do artigo 234-A. mas precisar ser uma enfermidade transmissível. a vontade livre e consciente de praticar o ato capaz de transmitir a moléstia grave. 131 . sem concluir acerca da tipicidade do delito. será caso de crime impossível pela impropriedade absoluta do objeto material. ato capaz de produzir o contágio: Pena . trata-se de um crime de forma livre. de um a quatro anos. Elemento objetivo do crime: Trata-se de um crime de perigo. É necessário que o faça com o propósito de transmitir a moléstia grave. O núcleo do tipo é “praticar”. pois exige que o sujeito ativo esteja acometido da referida enfermidade contagiosa. por meio de conduta que não seja sexual. Exclui-se.br . cuja objetividade jurídica é a saúde e a vida do ser humano. será caracterizado crime impossível (art. Sujeitos do crime: O crime de perigo de contágio de moléstia grave é crime próprio. Assim. pois admite-se qualquer meio de execução capaz de transmitir a moléstia grave.: se o agente. os crime contra a dignidade sexual terão a pena aumentada de um sexto até a metade. Obs.reclusão. é dizer. se o sujeito pratica o ato supondo equivocadamente estar contaminado.Praticar. Moléstia grave é qualquer enfermidade que acarreta séria pertubação da saúde. e multa. pratica ato com fim de transmitir moléstia venérea. A corte. com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado. portanto.

pois o agente quis ou assumiu o risco de matar o ofendido. por se tratar de mero exaurimento. quatro situações pode ocorrer: a) Se resultar lesão corporal leve (art.12. §3º) e d) Se resultar dolosamente a morte da vítima.com. se o fato não constitui crime mais grave. de 29. mas o delito é de perigo porque para sua consumação basta a exposição da saúde da vítima a probabilidade de dano. independentemente da efetiva transmissão. 131 e 267 do Código Penal. 132 . o sujeito responde pelos crimes dos arts. Obs. pois o sujeito quer produzir lesões corporais na vítima. Contudo. trata-se de crime de perigo. 4. 129. Parágrafo único. Considerações finais: A ação penal é pública incondicionada sendo de competência do juízo singular o processamento e julgamento. formal e como dolo de dano. Mas. é possível quando a conduta do agente for executada em vários atos. Se o ato foi praticado apenas para a transmissão. 6. Quanto a tentativa. §1 ou §2º do CP) c) Se resultar culposamente a morte da vítima. ao agente deve ser imputado o crime de homicídio doloso. b) Se resultar lesão corporal grave ou gravíssima. o agente deverá responder por homicídio. consuma-se no momento da pratica do ato capaz de produzir o contágio.detenção. E.Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena . consumado ou tentado. a ele deve ser imputado o crime de lesão corporal culposa. se culposamente o sujeito transmitir a moléstia grave. art.: Se a pratica do ato estiver informada pela finalidade de obter resultado morte. Concurso de crimes: Se em decorrência da contaminação pela moléstia grave é também provocada epidemia. em desacordo com as normas legais.PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM. na hipótese de efetiva transmissão da moléstia grave.099/90. Art. 5. estará configurado o crime de lesão corporal seguida de morte (CP. será possível a tentativa.gustavobrigido. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza. 132 .1998) www. o agente responde somente por esse crime (art. 129 do CP).777. em concurso formal. tem-se a hipótese de lesão corporal seguida de morte. Como se disse. Nessa hipótese. em razão da pena mínima abstratamente cominada ao delito é cabível a suspensão do processo nos termos da Lei 9. ART. 129. em decorrência da gravidade da moléstia pela qual foi contaminada. esse crime será absorvido pelo crime de perigo de contágio de moléstia grave.: não se admite a figura culposa. (Incluído pela Lei nº 9. de três meses a um ano.br . sem intenção de morte (não se admite o dolo eventual) e porventura desse comportamento advier esse resultado.Obs. por ausência de previsão legal nesse sentido. Consumação e tentativa: Por se tratar de crime formal.

Elemento subjetivo: Somente se verifica na modalidade dolosa. caso o agente busque atingir um numero indeterminado de pessoas. O sujeito quer ou assume o risco de expor a vida ou a saúde de outrem a uma situação de perigo concreto.ex. está reconhecendo que o sujeito ativo somente será imputado desse delito se não houve a produção de resultado mais grave. imprimindo velocidade excessiva ao seu caminhão.: disparo de arma de fogo em lugar habitado ou em suas adjacências. em via pública ou em direção a ela. Trata-se de crime de perigo concreto. pois se trata de figura delituosa eminentemente subsidiária. dando causa a que usuários. 132 do Código Penal. é necessário ficar provado que em razão do comportamento do agente a vítima teve sua vida ou sua saúde submetida a risco de lesão. agindo por espírito de emulação. deve alcançar pessoa ou pessoas certas e determinadas. 15 da Lei 10. para evitar que o agente lhe abalroasse a traseira. Elementos objetivos do crime: O núcleo do tipo é expor.826/03 – Estatuto do Desarmamento. pois não basta a prática da conduta ilícita. podendo ser realizada por meio de qualquer ação ou omissão apta a colocar o sujeito passivo em perigo direto e iminente. em razão da subsidiariedade expressa prevista no art. desavisados do fato. aproxima-se perigosamente do veículo da vítima que seguia a sua frente. destrava portas de elevador de edifício.: responde pelo delito do art. haja vista que tal conduta se enquadra no art. obrigando-a a imprimir em seu automóvel velocidade incompatível com as condições de tráfego.br . Consumação e tentativa: Consuma-se o crime com a prática do ato e a ocorrência do perigo concreto para a vítima. Estará configurado crime único quando.1. sofrendo risco direto e iminente. corressem risco de se precipitarem no vazio do profundo poço do elevador. 2. 4. ou seja. Dessa forma. o agente expuser várias pessoas ao perigo. não caracteriza o crime de perigo para a vida ou saúde de outrem. exigindo-se a comprovação efetiva de que a vítima foi exposta a perigo. submeter. não incide o instituto do concurso formal de crimes. 250 a 259 do CP) Exemplo: pratica o crime do artigo 132 do CP o motorista que. A tentativa só será possível na modalidade comissiva. Causa de aumento de pena: www. 132 do CP o agente que. Em decorrência do caráter subsidiário.gustavobrigido. com uma só conduta. estará caracterizado algum crime de perigo comum (Art. O perigo ainda precisar ser direto. 3. Subsidiariedade expressa: Quando o artigo 132. 5. P. ao cominar a pena. direto ou eventual. Obs. Por exemplo: arremessar uma cadeira na direção de pessoas que se encontravam no interior de um restaurante.com. condiciona sua aplicação apenas “se o fato não constitui crime mais grave”.

Se resulta a morte: Pena . quando a vítima for pessoa idosa e a conduta encontrar correspondência no art. A Lei nº 10. em razão do princípio da especialidade. será excluído o artigo 132.Parágrafo único.reclusão. principalmente nas zonas rurais. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza. Admite transação penal. Assim.741/2003 . Art. em desacordo com as normas legais. ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado. 99 da Lei 10. a faixa etária do ofendido. de 29. de quatro a doze anos.777. de seis meses a três anos.Se resulta morte. § 1º . uma causa de aumento de pena inerente à segurança viária 6. quando obrigatório fazê-lo. Leva em conta.Se do abandono resulta lesão corporal de natureza grave: Pena .reclusão.detenção.099/95. de um a cinco anos.Abandonar pessoa que está sob seu cuidado. www. § 2º . portanto. física ou psíquica. por qualquer motivo. Trata-se.1998) A majorante (causa de aumento de pena) do parágrafo único do art. Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos. 133 .br . Abandono de incapaz Art. e segue o rito sumaríssimo previsto nos artigos 77 e seguintes da Lei nº 9.com. com o escopo de assegurar efetiva proteção às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. vigilância ou autoridade. § 2º . (Incluído pela Lei nº 9. Considerações finais: Esse crime ingressa no rol das infrações penais de menor potencial ofensivo. Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. 132 foi inserida no Código Penal com a finalidade de coibir comportamentos muito comuns. guarda.gustavobrigido.741/03. de transporte clandestino e perigoso de trabalhadores. incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono: Pena . define em seu artigo 99 uma figura especial de crime de perigo para a vida ou saúde. do idoso submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis. 99 – Expor a perigo a integridade e a saúde. e. Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1m (um) ano e multa.Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave.12. em face do limite máximo da pena privativa de liberdade cominada pelo legislador. § 1º . quando a vítima é pessoa idosa. portanto. se presentes os requisitos legais.Estatuto do Idoso.

741. irmão. arrepende-se e volta para buscá-lo.ex. por exemplo. d) autoridade: relação de superioridade (p. direto ou eventual.: pais em relação aos filhos menores de 18 anos de idade. reassume o dever de assistência. c) vigilância: é a assistência acauteladora (p.: capitão da polícia militar que leva seus subordinados para entrarem em uma perigosa favela.: instrutor de mergulho em relação aos alunos iniciantes. em razão de sua peculiar relação com a vítima do delito. amparo. Elemento subjetivo: É o dolo de perigo. Formas qualificadas: www.: inexiste crime quando o incapaz é quem abandoa seu protetor. Sujeitos do crime: Sujeito ativo: a lei especificou aqueles que podem ser responsabilizados criminalmente pelo abandono. desde que resulte perigo concreto.com. cônjuge. lá abandoná-los). Não se exige nenhuma finalidade específica. descuidar. não pode.gustavobrigido. tutor ou curador da vítima. o filho de pouca idade que foge de casa. vigilância ou autoridade do sujeito ativo. Consumação: No momento do abandono.Aumento de pena § 3º .br . 133: a) o ato de abandonar. sem a devida assistência. como. 2. após deixar o filho pequeno sozinho em um local abandonado. Podemos destacar os seguintes elementos constantes no art. 4. depois de abandono e da conseqüente exposição ao perigo. que se enquadra no crime do art. cuidado. 5. de 2003) 1. b) guarda: é a assistência duradoura (p.: enfermeira que cuida de pessoa idosa e inválida para zelar por si própria). guarda. que a traz a idéia de desamparar.se o agente é ascendente ou descendente. Basta praticar a conduta capaz de colocar o incapaz em situação de perigo. que se evidencia pelas seguintes formas: a) cuidado: é a assistência eventual (p. III– se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos (Incluído pela Lei nº 10.ex. por medo. Subsiste o crime quando o sujeito ativo. no sentido de deixar o incapaz sozinho. II . tal como na hipótese em que o pai. 244 do Código Penal. b) pessoa que está sob o cuidado. O abandono deve ser físico.ex. Obs.se o abandono ocorre em lugar ermo. 3. c) incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono.ex. Sujeito passivo: é o incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono e que estava sob a guarda. Não se confunde com o abandono material.As penas cominadas neste artigo aumentam-se de um terço: I . Elementos objetivos do crime: O núcleo do tipo é abandonar. vigilância ou autoridade do agente.

cônjuge.Expor ou abandonar recém-nascido. § 2º . III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos (Incluído pela Lei nº 10.com. em razão do número cada vez maior de pessoas idosas abandonadas por parentes na fase de suas vidas em que mais necessitam de cuidado e proteção. por se tratar de norma prejudicial ao réu. de um a cinco anos.Se resulta a morte: Pena . 134 .br .Se do abandono resulta lesão corporal de natureza grave: Pena . § 2º . Inciso II: Fundamenta-se o aumento na maior reprovabilidade da conduta praticada quando presentes os laços de parentesco ou de maior proximidade entre o autor e a vítima. de um a três anos. II . na modalidade preterdolosa (dolo no crime de perigo e culpa na lesão corporal ou na morte). Destarte. O rol é taxativo. Justifica-se o aumento pela maior dificuldade proporcionada ao incapaz para encontrar socorro. Não admite analogia.reclusão. não alcança quem vive em união estável. de seis meses a dois anos.se o abandono ocorre em lugar ermo. para ocultar desonra própria: Pena . tutor ou curador da vítima.reclusão. de quatro a doze anos.Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena .As penas cominadas neste artigo aumentam-se de um terço: I .741/2003 – Estatuto do Idoso.detenção.gustavobrigido. Inciso III: Essa causa de aumento de pena foi inserida no Código Penal pela lei nº 10. 6. de 2003) Inciso I: Lugar ermo é o local habitual ou eventualmente solitário. e jamais presumidos. § 1º . Aumento de pena São crimes qualificados pelo resultado.detenção. irmão.§ 1º .741. Causas de aumento de pena: § 3º . os quais devem ser provados.se o agente é ascendente ou descendente.Se resulta a morte: www. Exposição ou abandono de recém-nascido Art.

se puder fazê-lo sem risco pessoal. Somente e quando não tiver condições de prestar diretamente o socorro.br . Nesse sentido. se resulta a morte. o socorro da autoridade pública: Pena . em face do risco pessoal. Omissão de socorro Art. Assim. b) Falta de assistência mediata: quando o agente não pode prestar pessoalmente o socorro. Exemplo: uma pessoa se depara em via pública com outra pessoa. Condicionamento de atendimento médico-hospitalar emergencial (Incluído pela Lei nº 12. é necessário que a exposição ou o abandono seja pela especial finalidade de ocultar desonra própria. de um a seis meses.653. Parágrafo único . o crime será o do art.detenção. para caracterização do referido crime.com.A pena é aumentada de metade. sem risco pessoal. de 2012). ou não pedir. nesses casos. atropelada e gravemente ferida. por sua vez. Nesse sentido. pois o autor só pode ser pai ou mãe do recém nascido. A avó que abandona recém nascido para esconder desonra da filha. mas deliberadamente não o faz. São dois momentos distintos. e nada faz para ajudá-la. ou multa. ao desamparo ou em grave e iminente perigo. 1. se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave. 134. o agente. Considerações: Esse delito representa a mesma conduta do crime de abandono de incapaz só que cometido por motivo de honra. Ocorre.Deixar de prestar assistência. 135 . Deixar de prestar assistência significa não socorrer quem se encontra em perigo. Elementos objetivos do crime: O tipo penal contempla dois núcleos: “deixar” e “não pedir”. o crime de omissão de socorro pode ser cometido de duas maneiras diversas: a) Falta de assistência imediata: o agente pode prestar socorro. e triplicada. ou à pessoa inválida ou ferida. 135 do Código Penal. Trata-se de um crime próprio. e não pelo art. à criança abandonada ou extraviada. quando possível fazê-lo sem risco pessoal. por exemplo. pois a omissão é descrita pelo próprio tipo penal. 1.gustavobrigido. 133. www. o sujeito deixar de fazer aquilo que lhe era imposto por lei (prestar socorro). deve pedir auxílio da autoridade pública. responde pelo art. Não sendo. Não pedir. Trata-se de típica hipótese de crime omissivo próprio. de dois a seis anos. deve prestar o socorro à vítima. 133 do CP. equivale a deixar de solicitar o auxílio da autoridade pública para socorrer quem está em perigo. inicialmente.detenção. Para a caracterização do crime. mas também não solicita o auxílio da autoridade pública.Pena . e qualquer das formas de omissão caracteriza o crime definido pelo art. quando há risco pessoal ou quando o agente não detém de conhecimentos suficientes para socorrer o ferido. salvo se contar com a participação da filha.

503/97. nem que esteja ferida.: O AGENTE NÃO TEM OPÇÃO!!! A lei impõe o dever de prestar o socorro imediatamente.com. ou. apto a causar um mal relevante em curto espaço de tempo. isto é. Mas não basta esteja ferida. 135 do Código Penal podem ser vítimas do crime de omissão de socorro. deve solicitar auxílio imediato junto à autoridade pública. Essa autoridade pública é aquele que possui atribuições e poderes para socorrer uma pessoa em perigo. Obs. isto é. não sabe retornar por conta própria ao local em que reside ou possa encontrar resguardo e proteção.gustavobrigido. ou seja. Omissão de socorro e o Código de Trânsito Brasileiro: CTB. ou multa. Desaparecerá o delito. Se apenas uma pessoa presta o socorro. e) Pessoa em grave e iminente perigo: o perigo deve ser sério e fundado. Sujeito passivo: somente as pessoas taxativamente indicadas pelo art. quando o motorista atropela a vítima sem culpa e em seguida foge para não lhe prestar socorro. de prestar socorro à vítima. não necessariamente grave. 135-A. e por esse motivo não pode prover sua própria subsistência.: Subsiste o crime de omissão de socorro quando a vítima recusa a assistência de terceiro. Não é necessário seja a vítima inválida. deixar de solicitar auxílio da autoridade pública: Penas – detenção. não podendo fazê-lo diretamente. todas respondem pelo crime. não há crime para ninguém. c) Pessoa inválida e ao desamparo: invalidez é a característica inerente a pessoa que não pode. quando diversas poderia tê-lo feito sem risco pessoal. www. incapacitada para se livrar por si só da situação de perigo. acidentalmente ou provocada por terceira pessoa. nota promissória ou qualquer garantia.Obs. como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial: (Incluído pela Lei nº 12. por conta própria. É imprescindível que também se encontre ao desamparo.br . 2. de 2012). na ocasião do acidente. art. quando a resistência da vítima impossibilitar a prestação de socorro. Somente se não puder fazê-lo. se o fato não constituir elemento de crime mais grave A Lei 9. Exige-se ainda esteja a pessoa ao desamparo. por justa causa. Se várias pessoas negam a assistência. 3. b) criança extraviada: é a pessoa com idade inferior a 12 anos que está perdida. praticar atos do cotidiano de um ser humano. de seis meses a um ano. bem como o preenchimento prévio de formulários administrativos. Art.653. Exigir cheque-caução. impossibilitada de afastar o perigo por suas próprias forças. todavia. d) Pessoa ferida e ao desamparo: é aquela que sofreu lesão corporal. Mas não basta a invalidez. 304: Deixar o condutor do veículo. no seu artigo 304 prevê novo tipo de omissão de socorro. Sujeitos do crime: Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa (crime comum). São elas: a) criança abandonada: é a pessoa com idade inferior a 12 (doze) anos que foi intencionalmente deixada em algum lugar por quem devia exercer sua vigilância. Pode advir de problema físico ou mental.

por seu turno.Aumenta-se a pena de um terço. ou multa.653. são os imprescindíveis à preservação da vida e da saúde de quem está sendo educado.reclusão. tolher alguém de um bem ou objeto determinado. 2. de 2012).Pena . o CP reserva o nome de maus-tratos ao fato de o sujeito expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. de um a quatro anos. 136 . Considerações iniciais: Objetividade jurídica – como diz Damásio de Jesus. tratamento ou custódia. tratamento ou custódia. Cuidados indispensáveis. tais como tratamento médico e odontológico.gustavobrigido.detenção.069. (Incluído pela Lei nº 8. é o impróprio para uma determinada pessoa. A objetividade.Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena . A pena é aumentada até o dobro se da negativa de atendimento resulta lesão corporal de natureza grave. § 1º . por sua vez. retirar.com. em razão de produzir anormal cansaço como decorrência do seu elevado volume. (Incluído pela Lei nº 12.Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade. § 2º . quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis. para fim de educação. quer abusando dos meios de correção ou disciplina.br . Elementos objetivos: O núcleo do tipo penal é expor a perigo a vida ou a saúde da pessoa. é omissivo próprio ou puro. de 1990) 1. fornecimento de roupas adequadas para cada estação do ano etc. § 3º . somente admitindo os modos de execução expressamente previstos em lei: São eles a) Privação de alimentos ou cuidados indispensáveis: Privar significa destituir. quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis. de quatro a doze anos.Se resulta a morte: Pena . quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado. a exemplo dos anteriores estudados é a incolumidade pessoal. Maus-tratos Art. e multa. O crime. e até o triplo se resulta a morte. se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (catorze) anos. quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado. tratado ou custodiado por alguém. de dois meses a um ano.detenção. de 2012). Trabalho inadequado.653. b) Sujeição a trabalho excessivo ou inadequado: Trabalho excessivo é o capaz de prejudicar a vida ou a saúde de alguém. nessa hipótese. quer abusando de meios de correção ou disciplina: Pena . (Incluído pela Lei nº 12. ensino. Parágrafo único. A omissão está descrita pelo próprio tipo penal. guarda ou vigilância. Guarda ou vigilância. Exemplo: mãe que injustificadamente não serve jantar ao filho de pouca idade. para fim de educação.reclusão. e por esse motivo apto a www. ensino.

Exemplo: é inadequado obrigar a um idoso a trabalhar em local descoberto no período noturno e durante o inverno. § 1o Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos. tanto ativa quanto passivamente 4. 232.gustavobrigido. manter certo aquilo que já está certo. e. Forma qualificada: www. incide o crime tipificado pelo artigo 99 da Lei 10. ESTATUTO DO IDOSO: Art.br . admite-se a tentativa. o crime será o do artigo 232 da Lei 8.069/90 – Estatuto da Criança e Adolescente. Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade.detenção de seis meses a dois anos. guarda ou vigilância do sujeito ativo. física ou psíquica. 5. Maus-tratos contra idoso e contra criança e adolescente: Pelo princípio da especialidade. e a vítima for idosa. 99. não podendo ser qualquer pessoa que pode figurar nos polos do delito.com. guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento: Pena . Trata-se de crime próprio. do idoso. Sujeitos do crime: A sujeição ativa e passiva exige uma especial vinculação entre o autor e a vítima. ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado: Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1 (um) ano e multa. tratamento ou custódia. quando obrigado a fazê-lo. previsto no artigo 12 do Código Penal. ensino. se a vítima for criança e adolescente. Disciplina é o expediente utilizado para preservar a normalidade.proporcionar perigo de vida ou à saúde de quem o realiza. É preciso que a vítima esteja sob autoridade. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE: Art. § 2o Se resulta a morte: Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. isto é. em consequência das condutas descritas no tipo. para fim de educação. Expor a perigo a integridade e a saúde.741/03 – Estatuto do Idoso. c) Abuso dos meios de correção ou disciplina: Correção é o meio destinado a tornar certo o que está errado. 6. submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis. Se o delito for cometido na forma comissiva. Consumação e tentativa: Ocorrerá a consumação quando ocorrer efetiva exposição do sujeito passivo ao perigo de dano. 3.

acompanhada de vias de fato ou violências recíprocas.ex.: art. o delito é de tortura. ele o faz expressamente.: art. inc. 1. aplica-se. CAPÍTULO 4 – DA RIXA Rixa Art. enquanto para este é suficiente a exposição a perigo da vida ou da saúde da pessoa. O julgamento será no juízo comum. ocorrendo lesão corporal de natureza grave em que a pena é de um a quatro anos ou morte em que a pena é de quatro a doze anos.br . 155. A pena. 7. Ademais. em razão da pena mínima abstratamente cominada. de quinze dias a dois meses. Portanto. Ação Penal: O crime é de ação penal pública incondicionada. ensino. §4. sem estabelecer quantas são. e o de tortura. ou seja. é necessário a existência de ao menos 3 pessoas participando ativamente da rixa. 1º. Obs. Sem essa finalidade.Nas modalidades qualificadas. o crime é de maus-tratos. de dois a oito anos. Se o fato é praticado por alguém para fim de educação. salvo para separar os contendores: Pena . é de perigo (dolo de perigo). mas com imoderação. cabendo o instituto da suspensão do processo na hipótese primeira qualificada. com emprego de violência ou grave ameaça. inciso III). Com efeito.ex. art. Importante salientar que as duas formas são estritamente preterdolosas. tratamento ou custódia. realizado o fato apenas para submeter à vítima a intenso sofrimento físico ou mental. de seis meses a dois anos. é submetido. a intenso sofrimento físico ou mental. a pena de detenção.Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza grave. poder ou autoridade do agente.Participar de rixa. 137 . nesse caso. como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo (Lei nº 9. quando o Código Penal exige duas pessoas (p. ou multa.: quando o Código Penal exige uma pluralidade de pessoas. Elementos objetivos: www. quando alguém . equiparado a hediondo. Para a caracterização do crime de rixa. que se encontra sob a guarda. Parágrafo único . Tortura e Maus-tratos: Caracteriza-se o crime de tortura.com. 2.gustavobrigido. de dano (dolo de dano). A distinção entre os crimes de tortura e de maus-tratos deve ser feita no caso concreto: aquela depende de intenso sofrimento físico ou mental. é porque devem ser no mínimo três. 288). Considerações iniciais: Rixa é uma luta tumultuosa e confusa que travam entre si três ou mais pessoas. o delito de maus-tratos. a diferenciação se baseia no elemento subjetivo.detenção. pelo fato da participação na rixa. é de reclusão. 8. IV) ou então quatro pessoas (p.455/97.

O resultado mais grave pode ocorrer com um dos rixosos ou terceiros. pelo fato da participação na rixa. aplica-se. Rixa qualificada (art. atos de violência material (ex. pois os rixosos atuam uns contra os outros. Somente em relação a terceiros se reconhece a excludente. Segundo Damásio este não responde homicídio. Participa também aqueles que estimulam os demais a lutarem entre si. 4. pois exige a presença de no mínimo três pessoas lesionando-se entre sim. outro vendo.). nem mesmo que os rixosos lutem fisicamente (exemplo: lançar pedra um contra os outros). Participa da rixa quem nela pratica. A rixa qualificada. www. crime de condutas contrapostas. entende ser possível a legítima defesa: Imaginemos três indivíduos lutando entre si. É. contudo. não são puníveis. Concordo com Damásio. o crime será de rixa qualificada. Interessante observar que a rixa será qualificada. de repente um deles saca de um punhal. é um dos últimos resquícios da responsabilidade penal objetiva. Nesse sentido. rixa não é simples troca de palavras. Menores de 18 anos. É legítima defesa. irresponsáveis. a pena de detenção. Porém responderá por Rixa qualificada junto com os demais. 3. estão incluídos os participantes que por circunstâncias pessoais. basta uma única pessoa imputável para caracterizar o crime.O núcleo do tipo é participar. etc. tomar parte nas agressões.gustavobrigido. loucos ou desconhecidos. todos devem ser punidos pela rixa. pois o delito reclama ao menos três indivíduos.com. não há rixa. o agride em defesa de sua vida. pouco importando se os demais são menores de idade. de seis meses a dois anos. Se dois ou mais indivíduos ataca um terceiro. parágrafo único do CP): Parágrafo único . ele responderá pela rixa e por esse crime. tratando-se de lesão corporal grave ou gravíssima. pauladas etc. e concurso material. em face da participação no tumulto.: Não há que se falar em legítima defesa (Mirabete) dos rixosos.br . Entretanto. por mais ríspidas que possa ser. Creio ser possível se reconhecer legítima defesa na Rixa. que somente se defende. Por se tratar de crime de perigo. É o chamado partícipe do crime de rixa. por meio de induzimento ou instigação. Os três ou mais rixosos devem combater entre si. Sujeitos do crime: Trata-se de crime plurisubsiste. e deve ser no mínimo uma quarta pessoa. se resultar lesão corporal leve em algum dos envolvidos e seu autor foi identificado. socos. não é necessário que qualquer dos rixosos sofra lesões corporais. Obs. Em regra. Contudo. 137.: chutes. Para perfazer o número mínimo do crime de Rixa. inclusive para o que sofrer as lesões graves ou gravíssimas. Não se exige o emprego de armas. ainda. isto é. Mas. Como nessas situações não se pode precisar qual golpe foi efetuado por um determinado agressor contra o outro.Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza grave. Damásio. Rixa qualificada é um crime preterdoloso. também chamada de rixa complexa. agressivamente.

pelo tribunal do júri. Os limites máximos da pena privativa de liberdade autorizam a transação penal. em princípio. vale dizer. CP. Obs. para o privilégio. dispensa-se o requisito temporal. LISTA DE EXERCÍCIOS – DAS LESÕES CORPORAIS (ART.com.Prova: CESPE .DPE-RO . no crime de homicídio. 59. 130 À 136) / DA RIXA (ART.: Se houver várias mortes ou lesões? A pena é a mesma. agravará a pena base. para a atenuante. da qualificadora do motivo torpe. se presentes os demais requisitos legais. provocada pela descoberta do adultério.Defensor Público A respeito dos crimes contra a pessoa. não há. Damásio de Jesus entende que responde por Rixa Simples em concurso material com outro crime. das atenuantes genéricas do relevante valor moral ou da violenta emoção. Não sendo possível identificar o autor das lesões ou morte. 137) 01 . com as atenuantes genéricas do motivo de relevante valor social ou moral e da coação resistível. não é possível a coexistência. A questão é. art. do fato de ter Paulo agido por motivo torpe e. Observações gerais: A rixa simples e a qualificada são infrações penais de menor potencial ofensivo. e o processo e julgamento desse crime seguem o rito sumaríssimo (Lei 9. contudo. de caráter subjetivo. Se o Policial entra para impedir a Rixa. causando a morte de um dos rixosos. Obs. é estranha à rixa. Nessa situação. A causa da morte. dada a natureza objetiva das hipóteses previstas no § 1. Considere. O juiz. qualifica? Não.: Na Rixa qualificada todos respondem por ela. o autor responde por rixa em concurso material com lesões ou morte. responderá por Rixa qualificada em concurso material com lesões graves ou homicídio. com quem fora casado por vinte anos. 02 . Paulo tenha descoberto que Marta lhe era infiel. assinale a opção correta. 5. www. ainda que. e) De acordo com a jurisprudência do STF e do STJ.º do art. a) Considere que Paulo tenha sido acusado de ter premeditado a morte de Marta. para ficar com todos os bens do casal. Se for identificado. para a caracterização da atenuante genérica. se for um dos rixosos. concomitantemente. assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta. exige-se reação imediata.Analista Judiciário Sobre crimes contra a pessoa e contra o patrimônio.2012 . 121 do CP. deverá responder por rixa qualificada ou por rixa simples? Segundo o código. contudo. qualquer impeditivo para a coexistência dessa qualificadora com a forma privilegiada do crime de homicídio. todos respondem por Rixa Qualificada. um mês antes do fato delituoso. exige-se que o agente se encontre sob o domínio de violenta emoção. Para efeito de prova.Na Rixa qualificada a ocorrência de morte ou lesões graves pode ser individualizada ou não. neste caso. 129) / DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE (ART. inclusive o lesionado.br .TJ-RS . é incompatível o reconhecimento.gustavobrigido.Prova: FAURGS . c) O homicídio qualificado-privilegiado integra o rol dos denominados crimes hediondos. d) Sendo a qualificadora. prevalece o Código e o entendimento de Mirabete. basta que o agente esteja sob a influência da violenta emoção. e de ter auxiliado na consecução do homicídio. tratando-se de crime de homicídio.2012 .099/95). b) Para a caracterização do homicídio privilegiado. mais Mirabete e outros.

sufoca seu próprio filho. d) No crime de roubo. logo após o parto.DPE-PR . Maria. desferiu dois tiros de revólver. Maria foi até ao supermercado próximo de sua casa. em estado puerperal. Todas as tardes a filha de Maria dorme por cerca de duas horas. por si só — que. em coautoria com a enfermeira do hospital.Prova: CESPE . b) Uma paciente.br . Maria constatou várias viaturas da polícia e corpo de bombeiros na frente de sua residência. há crime de latrocínio quando o homicídio se consuma. esposo ciumento. Ao chegar próximo à sua casa. a respeito dos crimes contra a pessoa. acionando os órgãos de segurança. ainda que o agente não realize a subtração de bens da vítima. ao ser apanhada em flagrante. para comprar alguns mantimentos para a alimentação de sua filha.Área Administrativa Considere que Antônio. Ao prestarem socorro à criança. circunstância desconhecida por Pedro. 157 do CP). não está acompanhado por outras circunstâncias —. O laudo de exame cadavérico atestou não só o óbito de Maria. mas neste dia houve uma queda no sistema informatizado do supermercado o que atrasou o retorno à sua casa por 40 minutos.Prova: FCC . momento no qual Maria realiza as atividades domésticas. e) De acordo com entendimento sumulado do Supremo Tribunal Federal. não possui qualquer consequência jurídica. uma quadra de distância. O ciúme. Normalmente esta saída levaria de 10 a 15 minutos.2012 . com palavras de baixo calão. 155 do CP) como o crime de roubo (art.Analista Judiciário . Maria. tenha agredido José com uma barra de ferro. julgue os itens a seguir. com o arrombamento da porta de entrada da casa. Em choque. ainda que não tenha desejado a morte de José nem assumido o risco de produzi-la. na cama com outro homem. Certo Errado 05 . o marido traído.gustavobrigido. o emprego de arma de brinquedo para intimidar a vítima autoriza o aumento da pena. mas também que ela estava grávida de dois meses. não poderá ser responsabilizada pelo delito de infanticídio. Nesse caso.TJ-RR . ocasionando-lhe a morte.com. sendo comprovado que José veio a falecer em consequência das lesões provocadas pelo agressor. 03 . com a intenção de provocar lesões corporais. Antônio responderá pelo delito de homicídio.TRE-RJ . todos acionados por um vizinho que percebeu o choro insistente de uma criança por 15 minutos. A conduta de Maria é caracterizada como www. nesse caso. mas apenas assustada e sem qualquer lesão.Prova: CESPE . c) O concurso de pessoas é circunstância que qualifica tanto o crime de furto (art. Em determinado dia. ao chegar em casa. considerando que a enfermeira não era mãe da vítima. qualificador do homicídio. não caracteriza o motivo torpe. Com base na situação hipotética acima apresentada. neste horário de dormir da filha. enquanto que o seu cometimento por motivo de relevante valor moral.Defensor Público Maria reside sozinha com sua filha de 5 meses de idade e encontra-se em benefício previdenciário de licença maternidade de 6 meses.Técnico Judiciário Pedro. surpreendeu sua esposa. ofendeu verbalmente Pedro. matando Maria e ferindo seu amante. completamente enraivecido e sob domínio de violenta emoção.2012 . Certo Errado 04 .a) O cometimento do crime de homicídio impelido por motivo de relevante valor social enseja redução de pena.2012 . os agentes dos órgãos de segurança verificam que a criança estava sozinha em casa.

132. eximindo-se de qualquer intervenção. 08 .. se não for apurada a autoria do crime de que a res proveio.2012 . por si. Nesse caso. 06 . b) grave. b) por crime de homicídio culposo. Pedro vem a falecer por afogamento.Prova: FCC . aplicando.2012 .Defensor Público Pedro e João. jovem simpática e querida por todos que. em meio aos observadores encontrava-se Maria. e como a explorava. jovem arrogante. emprego ou função. b) crime de abandono de incapaz majorado. que aos 25 anos interrompera seus estudos para viver à custa de uma tia idosa. Numa cidade do interior do Estado. d) culposa. c) gravíssima. por todos antipatizado.se as regras da omissão imprópria. c) crime de abandono de recém nascido. e) por crime de abandono de incapaz. O corte foi profundo e extenso. A responsabilidade de João será a) por crime de homicídio doloso qualificado. irmãos. do Código Penal (perigo para a vida ou saúde de outrem). www. d) não é punível a conduta do agente que recebe coisa sabendo ser produto de crime. Na aeronave prestes a saltar encontrava-se Pedro. trabalhava e estudava.br .Prova: FCC . Pedro responderá pelo delito de lesão corporal a) simples. é correto afirmar que a) o crime de assédio sexual pressupõe a prevalência da condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de cargo.a) crime de abandono de incapaz. aplicando-se as regras da omissão imprópria. indica a maior reprovabilidade da conduta. Durante sua apresentação Pedro.Defensor Público Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa. resolveu fazer uma manobra e acabou por acertar o rosto de Maria. uma pequena aglomeração de pessoas se formou no aeroclube local para assistir a um espetáculo de paraquedismo. d) por crime de omissão de socorro. tipificado no art.Prova: FCC . dada a incompatibilidade das circunstâncias em questão.DPE-SP . aos 17 anos. vez que a superioridade numérica.gustavobrigido. e) culposa qualificada pela deformidade permanente.2012 . c) o concurso de agentes constitui circunstância que qualifica o crime de homicídio. quando Pedro começa a se afogar. nadam em um lago. 07 . já tinha “sobre os seus ombros” a responsabilidade de cuidar de seus irmãos mais novos e de seu pai alcoólatra. e a deformou permanentemente. João permanece inerte. d) atípica e) contravenção penal. b) de acordo com a jurisprudência atual do Supremo Tribunal Federal não se admite o reconhecimento do privilégio no furto qualificado pelo rompimento de obstáculo. por puro exibicionismo e autoconfiança.Defensor Público No tocante à parte especial do Código Penal. c) pelo crime de perigo. Em solo. ao se aproximar do solo. para o fim de obtenção de vantagem econômica ou favorecimento sexual.com.DPE-PR .DPE-PR .

instigação ou auxílio a suicídio seja praticado por motivo egoístico ou caso seja a vítima menor ou. § 1°.Prova: CESPE . 129. pela opinião do sujeito ativo. penalmente admissível que. a) Tratando-se de delito de infanticídio.Prova: VUNESP . terá sua conduta subsumida ao art. c) Em caso de morte da vítima.Delegado de Polícia Sobre o crime de homicídio. por haver presunção juris tantum de que a mulher.com. por motivo torpe ou fútil. é CORRETO afirmar: a) a natureza jurídica da sentença concessiva do perdão judicial. a) O aumento especial de pena aplicado à violência doméstica praticada contra portador de deficiência aplica-se a lesão corporal leve. www. durante ou logo após o parto. por qualquer causa.OAB-SP .2007 . d) Segundo a jurisprudência do STJ. a gestante sofrer lesão corporal de natureza grave. d) a futilidade para qualificar o homicídio deve ser apreciada subjetivamente. assinale a alternativa correta a) É uma figura típica exclusivamente culposa b) É uma figura típica exclusivamente preterdolosa c) O perigo de vida não deve necessariamente ser "concreto" para incidência da qualificadora.2008 . ou seja.Prova: PC-SP .2011 . ainda. é condenatória.Prova: UEG . as penas serão aumentadas de um terço.PC-SP . portanto. que possui 18 anos de idade. não subsistindo efeitos secundários. se.gustavobrigido.Delegado de Polícia Tratando-se do crime de lesão corporal previsto no artigo 129. uma vez que a circunstância agravadora dessa figura típica omissiva se limita à ocorrência de lesões corporais de natureza grave. são absolutamente incompatíveis o dolo eventual e as qualificadoras do homicídio. seja sua capacidade de resistência eliminada ou diminuída. 09 . § 9o .NÚCLEO . não sendo.DPE-MA .3 .crime de violência doméstica. aja sob a influência desse estado.Defensor Público Assinale a opção correta.2011 . inciso II. b) existe a possibilidade da coexistência entre o homicídio praticado por motivo de relevante valor moral e o homicídio praticado com emprego de veneno. no homicídio culposo. causando-lhe lesões corporais de natureza leve. a pena será duplicada. o delito de omissão de socorro não subsiste. independentemente de o resultado ser produzido dolosa ou culposamente. dispensa-se a perícia médica caso se comprove que a mãe esteja sob a influência do estado puerperal. 11 . e) Caso o delito de induzimento. cedendo lugar ao crime de homicídio. assinale a opção correta. 12 . c) a conexão teleológica que qualifica o homicídio ocorre quando é praticado para ocultar a prática de outro delito ou para assegurar a impunidade dele. grave e gravíssima. a respeito dos crimes contra a pessoa. não havendo responsabilização específica pelas lesões. segundo orientação sumulada do Superior Tribunal de Justiça.PC-GO . d) O exame de corpo de delito (pericial) vítima é dispensável para a caracterização da qualificadora em questão e) E hipótese que caracteriza a culpa consciente 10 .Primeira Fase Acerca da lesão corporal.Exame de Ordem .e) pai que agride o filho homem.br . b) Nas figuras típicas do aborto. em consequência do delito. do CPB (perigo de vida). se assuma o risco de produzir o resultado.

que decorre da simples existência material da contenda.Prova: CESPE . a) É crime plurissubjetivo ou de concurso necessário. agride-a em sua residência quando vai visitar seus filhos. do Código Penal (“Participar de rixa. d) caso o crime tenha resultado de inobservância de regra técnica de profissão. Nessa situação hipotética.3 .Exame de Ordem .Primeira Fase A respeito da rixa.2008 . a pena de Mercedes será duplicada a) se ela deixar de prestar socorro imediato à vítima.OAB-SP . caput.OAB-SP .Exame de Ordem . responde também pelo crime. descrito no art. O crime praticado é de lesão corporal de natureza a) gravíssima.MPE-SP .br .2 . 13 . e desde que seja o causador da situação de perigo a título de dolo ou culpa. segundo o CP.b) As lesões corporais leve. d) gravíssima.Primeira Fase Suponha que Bárbara tenha se suicidado após ter sido induzida e instigada por Mercedes. por mais de duzentos dias. arte ou ofício.2 .2007 .com.Primeira Fase Ex-marido que. classifica a lesão como gravíssima. previsto no art. c) Lesão corporal culposa e a de natureza leve são delitos de ações penais públicas condicionadas a representação da vítima ou de seu representante legal.MPE-SP . d) O crime de rixa não admite concurso de agentes. assinale a alternativa incorreta.2008 . há seis anos não convive mais com sua ex mulher. b) Há presunção de perigo. Com relação ao crime de rixa.Prova: VUNESP .2007 . c) É possível uma pessoa ser sujeito ativo e passivo do mesmo crime. se praticadas através da violência doméstica. c) Não se admite a responsabilização de agente como partícipe no crime de rixa. c) se ela fugir para evitar prisão em flagrante. a) O agente que participa de rixa responde pela prática do delito como partícipe. terão aumento especial de pena na proporção de um terço.2011 . d) É infração de forma livre. b) O agente que participa de rixa responde pela prática do delito como autor.Promotor de Justiça Pratica o crime de omissão de socorro. assinale a alternativa correta. causando a perda da vista de seu olho esquerdo. com aumento especial de pena pela violência doméstica. ainda que levemente. 15 .Prova: VUNESP . grave e gravíssima. sem dela participar. www. porque é um crime plurissubjetivo. 17 .Exame de Ordem . podendo ser cometida por qualquer meio eleito pelo agente. c) grave. 16 . salvo para separar os contendores”). 137. e) Quem provoca a rixa por imprudência.Prova: VUNESP .Promotor de Justiça Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa. b) grave. d) A incapacidade permanente para as ocupações habituais da vítima de lesão corporal. b) caso o crime tenha sido praticado por motivo egoístico.gustavobrigido..Prova: MPE-SP .OAB-SP . 14 . 135 do Código Penal: a) aquele que deixar de prestar socorro à vítima ferida. conduta tipificada pelo art. com aumento especial de pena pela violência doméstica. 137 do Código Penal.

d) aquele que.Mário e Bruno. e tiver deixado de prestar socorro à vítima por perceber que ela poderia ser socorrida por terceiros. dando a aparência de que os numerários depositados eram oriundos de atividade normal da empresa. funcionário público. der causa à situação de perigo. converteu-os em ativos lícitos por meio de depósito em conta-corrente da empresa Acessórios Veiculares Ltda. Logo em seguida. a movimentação. com animus laedendi. Em certo momento. para dissimular a origem.O agente que. no período de agosto de 1999 a novembro de 1999. postaram-se de emboscada. responder por homicídio privilegiado. sendo correto afirmar que houve adequação típica mediata. um dos integrantes do grupo dirigiu-se à polícia e. já que agiu por relevante valor moral. o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha deverá ser denunciado e processado.Prova: CEPERJ . apenas o superior hierárquico de Morgado será punível d) Quatro indivíduos compunham um grupo de extermínio procurado havia tempo pela polícia. funcionário público. No entanto. julgue os itens abaixo. por meio da chamada culpa consciente. acertou apenas um deles.No homicídio preterintencional. que compreende também os interesses individuais do agente. Nessa situação. para livrar um doente. acabou por praticar crime contra a administração pública. Assinale a opção cuja assertiva esteja incorreta.PC-RJ . o crime praticado por Gilson foi tentado. classificado como crime instantâneo. é correto afirmar que Mário e Bruno são coautores do homicídio perpetrado. de acordo com a Lei dos Crimes Hediondos. desferiu duas facadas na mão de Gerson.2009 . Nessa situação. passou a ter debilidade permanente do membro. a) Gilson. voluntariamente. III. o agente responderá por culpa com relação ao resultado morte. da qual era sócio-cotista. b) David. Nessa situação. tendo praticado uma conduta típica culposa e que tenha deixado de atuar sem risco pessoal. c) Morgado. e) Wagner. em consequência. David praticou crime de lesão corporal de natureza grave. sem dolo ou culpa e desde que não haja risco pessoal. Ambos atiraram na vítima. pratica a eutanásia com o consentimento da vítima. Nessa situação. www. que. I. ignorando cada um o comportamento do outro. ao ser sentenciado. sem possibilidade de cura.PC-RJ . seguida de uma assertiva a ser julgada. um policial que passava pelo local levou Genilson ao hospital. salvando-o da morte. mas deverá ficar isento de pena. entre eles a piedade e a compaixão. por imprudência. 18 . a propriedade e a utilização de valores recebidos em cheques provenientes de concussão.2009 . e) aquele que der causa a uma situação de perigo. é apresentada uma situação hipotética. pretendendo matar Nilo. cumprindo ordem não manifestamente ilegal de seu superior hierárquico. que veio a falecer em virtude dos ferimentos ocasionados pelos projéteis disparados pela arma de Bruno. c) aquele que deixar de prestar socorro à vítima em face de uma situação de perigo a que ele deu causa.Delegado de Polícia Em cada um dos itens a seguir..Delegado de Polícia Considerando os delitos contra a pessoa. Nessa situação. efetuou quatro tiros em direção a Genilson. deve. a fim de aplicá-los no mercado financeiro. Nessa situação. forneceu informações e provas que possibilitaram a prisão do grupo. de graves sofrimentos físicos e morais. mediante o uso de arma de fogo. Wagner responderá pelo crime de lavagem de dinheiro 19 .gustavobrigido. II. com animus necandi.Prova: CEPERJ .b) aquele que deixar de prestar socorro à vítima em situação de perigo por ele criada a título de culpa e desde que não haja risco pessoal.com. em tese.br .

22 . deixando-a em um quarto escuro e fétido. instigação ou auxílio ao suicídio. podendo as penas ser aumentadas de 1/3 se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. Caio deverá responder por participação em suicídio. assinale a opção correta. responde por infanticídio e não por homicídio.Prova: CESPE .IV. a) A omissão de socorro classifica-se como crime omissivo próprio e instantâneo.2009 . b) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando a maioria dos rixosos propõe a cessação do conflito. em sentido estrito. d) É impossível ocorrer participação. d) todas as pessoas. contra a mesma vítima em um mesmo contexto fático responde por crime continuado. b) o agente que provoca várias lesões corporais.. c) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando os rixosos não conseguem consumá-lo por circunstâncias alheias à sua vontade. apenas Tício morreu. 21 .OAB . V.Um indivíduo.2008 . será indispensável que a vítima seja determinada e tenha capacidade de discernimento.2 . Nessa situação.Primeira Fase (Set/2009) A respeito do crime de omissão de socorro. a título de correção. amarrou sua esposa ao pé da cama.Caio e Tício. Estão certos apenas os itens a) I e III b) I.com. Para isso.gustavobrigido.Prova: MPE-MS . e) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando os rixosos abandonam o local do conflito.2011 . todavia. Tentativa. logo após o parto. podem ser vítimas dos crimes de violência doméstica.Promotor de Justiça Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa. mulheres ou homens.Prova: PC-MG . www. ambos trancaram-se em um quarto hermeticamente fechado e Caio abriu a torneira de um botijão de gás. II e V d) II e IV e) IV e V 20 .Delegado de Polícia Quanto aos crimes contra as pessoas. decidiram morrer na mesma ocasião. sob juramento. O crime de rixa na forma tentada quando ocorre? a) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando um dos rixosos desiste de participar do conflito. em crime de omissão de socorro. mata filho de outra pessoa pensando ser o próprio. Nesse caso.Exame de Ordem Unificado . d) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando todos os rixosos desistem de prosseguir no conflito. que se enquadram às situações emanadas do tipo. c) O crime de omissão de socorro é admitido na forma tentada. em estado puerperal. EXCETO a) a mãe que.PC-MG . c) para a ocorrência do crime de induzimento. o indivíduo responderá pelo crime de maus-tratos.MPE-MS . b) A criança abandonada pelos pais não pode ser sujeito passivo de ato de omissão de socorro praticado por terceiros. de natureza grave e gravíssima. III e V c) I.br . as seguintes alternativas estão corretas. na enfermaria do hospital.

Prova: PUC-PR . comete homicídio doloso. guarda ou vigilância.2009 . b) homicídio doloso.23 .PC-RN .TJ-RO .PC-RN . debruça-se no parapeito e cai. a) O cobrador que mata a pessoa que lhe deve. inconformado com o fim do relacionamento. Dado esse enunciado.TRT . e) O crime de perigo de contágio venéreo previst no artigo 130 do Código Penal é de ação penal pública condicionada à representação do ofendido. 26 .2011 . quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado. Nesse caso.com.Agente de Polícia www. comete crime de homicídio qualificado pela dissimulação.00 comete homicídio qualificado por motivo fútil. porque não quitou. c) O pai. impediu dolosamente que o socorro chegasse e Tício morreu por hemorragia. Considera-se a vida humana como um direito fundamental garantido pela Constituição Federal ainda objeto de proteção pela legislação penal vigente.Prova: FCC . c) A legislação penal vigente não permite a redução de pena em crimes de lesão corporal na hipótese de o agente ter cometido o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção. mata o corrupto.br . 24 . Celsus responderá por a) auxílio a suicídio. quer abusando de meios de correção ou disciplina responde pelo delito de homicídio na forma omissiva.Agente de Polícia Em relação aos crimes contra a pessoa. a) Se o agente comete o crime de homicídio (simples ou qualificado) impelido por motivo de relevante valor social ou moral. falecendo com a queda. assinale a opção correta. se este resultar à gestante lesão corporal de natureza grave ou na hipótese de lhe sobrevir a morte. Em seguida arrependeu-se e chamou uma ambulância.gustavobrigido. ensino. a dívida de R$ 1.. assinale a única alternativa CORRETA. b) O herdeiro que provoca a morte do testador. ou sob a influência de violenta emoção. no intuito de apressar a posse da herança. que deixa de colocar tela de proteção na janela do apartamento e cujo filho. 25 .2011 . inconformado com as denúncias de corrupção de determinado político. logo em seguida a injusta provocação da vítima. b) Aumentam-se da metade (1/2) até dois terços (2/3) as penas aplicadas ao crime de aborto. quer privando-a a de alimentação ou cuidados indispensáveis. que sabia das intenções suicidas de Tício. no momento que não é observado.1ª REGIÃO (RJ) .Prova: CESPE . d) induzimento a suicídio.Segurança Tício tentou suicidar-se e cortou os pulsos. c) instigação a suicídio. e) homicídio culposo. age em legítima defesa da honra. o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.Técnico Judiciário . Celsus.. pois assumiu o risco de produzir o resultado. Dos Crimes Contra a Pessoa .Contra a Vida. para fim de educação. d) O cidadão que. na data prometida. tratamento ou custódia. logo em seguida à injusta provocação da vítima.2009 . d) Aquele que expõe a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade. e) O rapaz que.Prova: CESPE . obriga a ex-namorada a ingerir veneno causando sua morte comete homicídio qualificado pela torpeza.Juiz Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa.

Agente Penitenciário. e) não basta que se prevaleça o agente de relação de hospitalidade.2009 . em um restaurante.2010 . quando. seu desafeto. ao dirigir veículo automotor. se a ofendida é casada com o autor. mesmo sem o consentimento da gestante. 129.gustavobrigido. c) A mulher que mata o filho logo após o parto. tendo ciência de que é falso.Manoel dirigia seu automóvel em velocidade compatível com a via pública e utilizando as cautelas necessárias quando atropelou fatalmente um pedestre que. se atirou contra seu veículo. a) No crime de abandono de recém-nascido. pois. § 9º . Kaio cometeu crime de a) homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima.2009 . na medida em que não houve previsibilidade na conduta da vítima. mas. d) a pena é aumentada de 1/6 (um sexto) se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. o condutor assume o risco de produzir o resultado.Prova: FCC . limpava uma arma que legitimamente possuía em sua residência. e) Manoel não praticou crime. nesse caso o atropelamento. e) A conduta do filho que. fazendo com que Lúcio caia e bata a cabeça no chão. vindo a óbito.Agente Penitenciário "A". Lúcio sofre traumatismo craniano.Agente de Polícia Kaio encontrou Lúcio. privando-o de sua liberdade. como não tinha intenção de matar.Prova: UPENET . do Código Penal). comete o crime de difamação. não responde pelo resultado morte. não comete crime. assumiu o risco de atropelar alguém.2011 .TJ-PE . desejando cometer suicídio. Em decorrência.PC-RN .Prova: CESPE . Com relação a essa situação hipotética. uma vez que. posto que contribuiu para a conduta suicida da vítima. acionou um mecanismo que produziu um disparo que veio a atingir a mão de sua www. b) homicídio doloso simples. é atípica.br .Juiz No crime de lesão corporal praticado no contexto de violência doméstica (art. contra a vontade do pai.Escrivão de Polícia Civil Com relação aos crimes contra a pessoa. c) não incide a agravante de o crime ser cometido contra cônjuge. por estar sob influência do estado puerperal. c) Manoel praticou o crime de auxílio ao suicídio. 29 . d) homicídio culposo. o sujeito ativo só pode ser a mãe e o sujeito passivo é a criança abandonada. desfere-lhe uma rasteira. a) Manoel praticou homicídio culposo. 28 . c) lesão corporal seguida de morte. ao dirigir. já que não agiu com dolo ou culpa em face da excludente de ilicitude.PC-RN . 30 . d) A pessoa que imputa a alguém fato definido como crime. Na situação descrita. a) o sujeito passivo é sempre a mulher. b) Não é punido o médico que pratica aborto. posto que o fato não é típico.com. imprudentemente. Com a intenção de humilhá-lo e feri-lo. quando a gravidez é resultado de crime de estupro. 27 . assinale a opção correta. d) Manoel não praticou crime. o mantém internado em casa de saúde.Prova: CESPE . assinale a opção correta. b) Manoel praticou lesão corporal seguida de morte.SERES-PE . e) lesão corporal culposa. b) é necessário que a vítima conviva com o agente.

julgue os seguintes itens.Advogado A respeito dos Crimes contra a Pessoa. Certo Errado www. c) lesão corporal culposa gravíssima. assuma-se o risco de produzir o resultado.Defensor Público Para a configuração da agravante da lesão corporal de natureza grave em face da incapacidade para as ocupações habituais por mais de trinta dias. ainda que culposa. ainda que a qualificadora seja de natureza objetiva. que ficou permanentemente debilitada na sua função prensora.br .com. em princípio. b) lesão corporal culposa grave. quando resultar de imprudência. é correto afirmar que a) o crime de omissão de socorro pode ser cometido por pessoa que não se encontra presente no local onde está a vítima.DPU . c) o reconhecimento do perigo de vida no delito de lesões corporais graves depende de exame de corpo de delito complementar. não se admite a aplicação do instituto do perdão judicial ao delito de lesão corporal. o dolo eventual e as qualificadoras do homicídio. e) quem induz alguém a suicidar-se não responde pelo delito se da tentativa de suicídio resultam apenas lesões corporais graves. d) porte ilegal de arma de fogo. e) Por ausência de previsão legal. a) São compatíveis. e) posse ilegal de arma de fogo e lesão corporal culposa. Certo Errado 35 . 33 .2009 . Em se tratando de homicídio.Defensor Público Quanto aos crimes contra a pessoa. fútil etc.METRÔ-SP . 34 .gustavobrigido.Prova: CESPE . Diante dessa situação. mas somente pelos pais ou tutores da vítima. é incompatível o domínio de violenta emoção com o dolo eventual.DPE-PI . c) No delito de infanticídio incide a agravante prevista na parte geral do CP consistente no fato de a vítima ser descendente da parturiente.2010 . d) No delito de aborto. assinale a opção correta. negligência ou imperícia por parte da gestante.empregada doméstica "B". por motivo torpe.DPU . b) É inadmissível a ocorrência de homicídio privilegiado-qualificado. às lesões corporais.Prova: CESPE . 32 . não é necessário que a ocupação habitual seja laborativa.. aplicável ao concurso de pessoas.2010 .Prova: FCC . "A" responderá por a) lesão corporal culposa. b) o crime de auto-aborto é punível por culpa. podendo ser assim compreendida qualquer atividade regularmente desempenhada pela vítima. É penalmente aceitável que. d) o crime de maus tratos não pode ser cometido por professores contra os seus alunos.Prova: CESPE . não se admite exceção à teoria monista.2010 .Defensor Público No que se refere aos crimes contra a vida. quando a gestante recebe auxílio de terceiros. aos crimes contra a honra e àqueles contra a liberdade individual.

com o fim de retê-lo no local de trabalho. IV.com.1ª Prova .A ofensa contra servidor público. Assinale a alternativa correta: a) Há apenas uma proposição correta b) Há apenas duas proposições corretas c) Há apenas três proposições corre www.2003 .2004 .Prova: FUNDEC . na conduta acima descrita.2ª Etapa "A". se o crime é cometido contra criança ou adolescente.gustavobrigido.Juiz . é tipificada como crime de injúria.Prova: AOCP .O crime cometido por "A.Juiz . no exercício de suas funções. incorre quem cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador. de dois a oito anos. III .1ª Prova . quer sujeitando-a a condições degradantes de trabalho. em relação ao crime de redução à condição análoga à de escravo: I. V . por qualquer meio. com o intuito de prejudicar a imagem deste. confecciona e expõe em rua movimentada um "outdoor" com a seguinte frase: "Cuidado! 'B' é ladrão". sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto.TRT . é correto afirmar que: I .Não há previsão legal de crime de injúria qualificada.br . com o fim de retê-lo no local de trabalho. Considerando os fatos descritos e a disciplina legal dos crimes contra a honra.Na difamação é sempre cabível a exceção da verdade. II . Na pena prevista legalmente para o crime.TRT . desafeto de "B"(taxista). admite exceção da verdade. A pena prevista legalmente é aumentada em um terço.9ª REGIÃO (PR) . II. Caracteriza-se pela submissão da pessoa a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. salvo se o ofendido é servidor público e a ofensa se deu em razão da função. Marque a alternativa correta: a) todas as proposições estão corretas b) somente a proposição V está incorreta c) somente a proposição IV está incorreta d) somente a proposição II está incorreta e) somente as proposições III e IV estão incorretas 37 . Na pena prevista legalmente para o crime. V.Na injúria não se admite a exceção da verdade. quer restringindo. e multa. além da pena correspondente à violência. A pena prevista para este crime é de reclusão.2ª Etapa Considere as assertivas a seguir. incorre quem mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador. III. IV .9ª REGIÃO (PR) .36 .

em ambos os crimes.br . exigem a atribuição da prática de um fato a outrem. Por corolário. a ação penal (art. 138 a 140 do código penal. É imprescindível. um abalo moral. por sua vez. finalmente. assim entendida o conjunto de qualidades de ordens moral. descrito em lei como crime (quando será calúnia) ou simplesmente ofensivo à sua reputação (difamação). Trata-se. Conceito de honra: Honra é o conjunto de qualidade físicas. Espécies de honra: Classifica-se a honra.com. que o fazem merecedor de respeito no meio social e promovem sua autoestima. ao pedido de explicações (art. morais e intelectuais de um ser humano. Por isso. estendendo-se daí até o art. 145). É um sentimento natural. Nesses delitos. 142).d) Todas as proposições estão corretas e) Todas as proposições estão incorretas GABARITO OFICIAL: 1-B 11-A 21-A 31-A 2-E 12-C 22-C 32-A 3-E 13-B 23-E 33-A 4-C 14-C 24-B 34-C 5-D 15-B 25-A 35-E 6-D 16-E 26-E 36-B 7-D 17-C 27-C 37-E 8-E 18-D 28-A 9-B 19-A 29-C 10-B 20-B 30-A CAPÍTULO 5 – DOS CRIMES CONTRA A HONRA 1. em suma. morais e intelectuais. inicialmente. a retratação nos crimes de calúnia e de difamação (art. é o sentimento que cada pessoa possui acerca das suas próprias qualidades físicas. á exclusão do crime (art. morais e intelectuais de determinada pessoa. e. 143). Honra subjetiva. 2. 3. 141). consuma-se quando a ofensa proferida contra a vítima chega ao conhecimento de terceira pessoa.gustavobrigido. intelectual e físicas pertinentes a determinada pessoa. a imputação de um fato específico e determinado. www. 145 do mesmo códex as disposições pertinentes às formas qualificadas (art. Os crimes de calúnia e de difamação atacam a honra objetiva. em objetiva e subjetiva: Honra objetiva é a visão que a sociedade tem acerca das qualidades físicas. 140). a proteção legal recai sobre a honra. É a reputação de cada indivíduo no meio social em que está imerso. Considerações iniciais: Os crimes contra a honra acham-se tipificados nos arts. inerente a todo homem e cuja ofensa produz uma dor psíquica. do julgamento que as pessoas fazem de alguém. É o juízo que cada um faz de si mesmo (autoestima).

A atribuição da qualidade de irresponsável e covarde é suficiente para a adequação típica face ao delito de injúria. § 2º .Caluniar alguém. Logo. em virtude da lei dos crimes ambientais que prevê também a responsabilidade penal para pessoa jurídica. por se tratar de crime de objetividade jurídica disponível. se o representado não concordar. § 1º . www. e a intenção de ofender a honra da vítima. intelectuais e morais. Se a imputação falsa versar sobre delitos ambientais e crimes contra o consumidor (contra a economia popular – Lei nº 1. o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível. Não há a atribuição de fato. de seis meses a dois anos. que seja criminoso. é irrelevante. no tocante às suas qualidades físicas.Admite-se a prova da verdade. responderá somente por calúnia.: Menor ou doente mental podem ser sujeitos passivos nos crimes contra a honra? Há quem diga que não. Observações gerais: Obs. gestos ou meios simbólicos. Confira um julgado do Supremo Tribunal Federal sobre a diferenciação entre os crimes contra a honra: O tipo de calúnia exige a imputação de fato específico. Exceção da verdade § 3º .É punível a calúnia contra os mortos.Na mesma pena incorre quem. Direito fundamental. independente da qualidade de suas atividades. inexistirá o crime. atinge-se a honra comum. Os crimes contra a honra podem ser cometidos por intermédio da palavra. A honra ainda recebe outra divisão em comum e especial ou profissional.: Em tese. praticado injúria. sabendo falsa a imputação. Obs.com. Honra especial ou profissional é aquela que se relaciona com a atividade particular de cada um. e multa. escrita ou oral. esse crime se consuma quando a própria vítima toma ciência da ofensa que lhe foi dirigida. Tanto o menor quanto o doente mental têm o direito à honra. 138 . imputando-lhe falsamente fato definido como crime: Pena . 4. de 26 de dezembro de 1951). A honra comum é a que diz respeito ao cidadão como pessoa humana. O consentimento do ofendido.: Pessoa Jurídica pode ser sujeito passivo de crime contra a honra? Atualmente.detenção. difamação e calúnia. Mas esta não é a opinião de Heleno Cláudio Fragoso. entretanto. O consentimento do representante legal do ofendido. direito este que adquiriram ao nascer com vida. mas nunca de injúria.br .gustavobrigido. Calúnia Art.A injúria viola a honra subjetiva. quando se chama alguém de ladrão. mas imputação de qualidade negativas à vítima. está se ofendendo a honra profissional. Também poderá ser vítima de difamação. O tipo de difamação exige a imputação de fato específico. constituindo o fato imputado crime de ação privada. esta já pode ser sujeito passivo da CALÚNIA. a propala ou divulga. mas quando se diz que o médico é um açougueiro. salvo: I . Por Exemplo.521. Obs.se.

141. Considerações iniciais: Calúnia é a falsa imputação de um fato descrito como crime. 138 do Código Penal diz que é punível a calúnia contra os mortos. deve ter ciência de que a imputação definida como crime é falsa. O fato. quando houver. ou seja. 138 do Código Penal. www. embora de ação pública. nos termos do §1 do art. Consumação e tentativa: A calúnia se consuma quando um terceiro. Contudo. Poderá também a pessoa jurídica figurar como sujeito passivo do crime de calúnia. por exemplo. b) Esse fato imputado à vítima deve. o fato deverá ser considerado crime de difamação. o crime será de injúria. podemos indicar os três pontos principais que especializam a calúnia com relação às demais infrações penais contra a honra. ser falso c) Além de falso.: caso não seja um fato. Assim. ou seja. Não basta. 138 do CP. a saber: a) Imputação de um fato. Obs. Obs. deverá ser determinado. obrigatoriamente. Caso contrário haverá erro escusável de tipo. sendo que o agente imputa falsamente a sua autoria à vítima. o fato deve ser definido como crime Também ocorrerá o delito de calúnia quando o fato em si for verdadeiro.se do crime imputado. III .: AGENTE QUE PROPALA OU DIVULGA A CALÚNIA: O agente que propala ou divulga a calúnia também deverá ser responsabilizada. O sujeito atribui falsamente a terceiro a prática de delito. toma conhecimento da imputação falsa de fato definido como crime. em respeito ao princípio da legalidade. Sujeitos do crime: Qualquer pessoa pode figurar no pólo ativo ou como sujeito passivo do crime de calúnia.com. somada ao dolo de ofender. 1.: toda vez que o fato imputado falsamente à vítima for classificado como contravenção penal.II . É necessário particularizar as circunstâncias bastantes para identificar o acontecido. Não reconhece. A imputação há de ser falsa e o agente ter consciência da falsidade. mas um atributo negativo quanto à pessoa da vítima. contudo para os crimes de difamação e injúria. devendo ser entendido como delito de difamação. desde que o crime a ela atribuído falsamente seja tipificado na Lei 9. o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível. 2. dizer que a vítima furtou.: CALÚNIA CONTRA OS MORTOS: O § 2º do art. são requisitos para a configuração do art. 3.br . Obs. a indicação de fato certo e determinado. não poderemos subsumi-lo ao crime de calúnia. que não o sujeito passivo. realmente. Nas demais hipóteses.se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. Obs. esse deve agir dolo direto. Nos termos como já foi decidido pelo STJ.gustavobrigido. não basta mera hipótese legal de crime ou manifestação limitada.605/98 (Lei dos Crimes Ambientais). a prática de um fato definido como crime. definido como crime. além de ser falso e está definido como crime.

previsto no artigo 396 do Código de Processo Penal.Admite-se a prova da verdade. com essa comprovação. afastando-se. os fatos por ele narrados são verdadeiros. ou outras indicadas naquele prazo. o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível. demonstrar que. embora de ação pública.se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. O §3º do art. instauração de investigação administrativa.com. além de imputar a alguém. falsamente e perante terceira pessoa. Na denunciação caluniosa. O artigo 523 do CPP estabelece. www. a infração penal a ele atribuída. O momento oportuno para oferecer a exceção da verdade é da resposta do réu. de processo judicial. 138 do Código Penal. Diferença entre o crime de calúnia e denunciação caluniosa: Na calúnia o sujeito se limita a imputar a alguém. seja em primeiro grau ou em grau de recurso. No inciso III. ou para completar o máximo legal. II . do §3º do art. 5. constituindo o fato imputado crime de ação privada. 145 do CP). inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém que sabe inocente. em substituição às primeiras. salvo: I .Alguns autores sustentam a possibilidade do crime de difamação na forma tentada.br . 141. ressalva as situações em virtude das quais se torna impossível a argüição da exceção da verdade. III . Exceção da verdade: Chama-se de exceção da verdade a faculdade atribuída ao suposto autor do crime de calúnia. não há possibilidade de argüição da exceção da verdade quando se tratar de crime cuja ação penal seja de iniciativa privada. quando for oferecida a exceção da verdade. contudo. Assim. efetivamente. se o ofendido não foi definitivamente condenado. No caso de crime atribuído ao Presidente da República.se. quer dizer. que. 138 do Código Penal. dizendo: § 3º . Na primeira hipótese. movimentando a máquina estatal mediante a instauração de investigação policial. previsto no art. o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível. enquanto a denunciação caluniosa é crime contra a Administração da Justiça e de ação penal pública incondicionada. desde que meio de execução permita que crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. ainda. se a sentença penal condenatória não houver transitado em julgado. A calúnia é crime contra a honra. bem como ao chefe do governo estrangeiro. o agente. e em regra se processa por ação penal privada (art. podendo ser inquiridas as testemunhas arroladas na queixa. não poderá ser erigida a exceção da verdade. 4.se do crime imputado. leva essa imputação ao conhecimento da autoridade pública. o querelante poderá contestá-lo no pazo de 2 dias. enquanto estiver pendente de julgamento a ação penal. pois pretende-se proteger o cargo e a função que ocupam. portanto. a prática de um fato definido como crime. 339 do CP). não seria razoável. proíbe-se a prova da verdade quando o ofendido tiver sido absolvido em sentença irrecorrível do crime que lhe atribui o agente.gustavobrigido.

2.br . podendo. há somente a imputação de um fato ofensivo à reputação da vítima. maculando os atributos que a tornam merecedora de respeito no convívio social. não precisa ser criminoso. ao contrário do que ocorre na denunciação caluniosa. 139 .Difamar alguém. 6. Considerações iniciais: A Difamação é a imputação a alguém de fato ofensivo a reputação da vítima. e. DIFERENÇA ENTRE CALÚNIA E INJÚRIA: A primeira diferença entre CALÚNIA e a INJÚRIA reside em que naquela existe uma imputação de fato e nesta o que se atribui à vítima é uma qualidade pejorativa à sua dignidade ou decoro. isto é. deve ser definido como crime. consubstanciar-se em contravenção penal. não podendo ser um fato definido como crime. §2º do CP). imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação: Pena . Esse fato.detenção. e multa. 1. Consiste. Distingue-se da Calúnia porque nesta o fato imputado é previsto como crime. o que não ocorre quanto a Difamação. 140).gustavobrigido. Havendo a imputação não de um fato determinado. ao contrário da DIFAMAÇÃO que não exige a sua falsidade.A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. www. de três meses a um ano. Observe que pouco importa se o fato é verdade ou falso. na DIFAMAÇÃO. ocorre INJÚRIA (art. o bom conceito que ela detém em face da coletividade. Basta que tenha capacidade para macular a reputação da vítima. além de falso o fato. difamação e injúria: a) Na CALÚNIA. Exceção da verdade Parágrafo único . Elementos objetivos: Difamar é imputar a alguém um fato ofensivo à sua reputação. Diferenças entre calúnia. a imputação do fato deve ser falsa. mas de uma qualidade negativa. da mesma forma que na calúnia. contudo.com. não se admite calúnia com a imputação falsa de contravenção penal. Difamação Art. devendo ser falsa a imputação. em desacreditar publicamente uma pessoa. circunstância que importa na diminuição da pena pela metade (art.Finalmente. em regra. todavia. A Difamação é um crime que ofende a honra objetiva. 339. depende da imputação de algum fato a alguém. b) Na CALÚNIA. pois.

que consista em outra injúria. ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro: Pena . que foi ao fórum de sua comarca e lá encontrou o j uiz de Direito em seu gabinete. desde que meio de execução permita que crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. ou multa. alegando ter sido imputado contra si um fato ofensivo à sua reputação. Alguns autores sustentam a possibilidade do crime de difamação na forma tentada. § 1º . 4. seria irrelevante provar a veracidade do fato atribuído à vítima. mas que ofensivo a reputação. de três meses a um ano. entretanto. É o que estabelece o art. Injúria Art. que. etnia. se considerem aviltantes: Pena . origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10. além da pena correspondente à violência. “A” poderá valer-se da exceção da verdade.Se a injúria consiste em violência ou vias de fato. provocou diretamente a injúria.detenção.Observe que. 140 .O juiz pode deixar de aplicar a pena: I . para diversas pessoas.detenção. Ora. não existe o elemento normativo do tipo “falsamente”. II .gustavobrigido. desde que dirigida a ofender a honra alheia. § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. que não o sujeito passivo. o legislador autoriza a exceção da verdade. religião. 139. ainda que verdadeiro. de forma reprovável. cor. por sua natureza ou pelo meio empregado. toma conhecimento da imputação de fato. em regra. 3. parágrafo único.Injuriar alguém.quando o ofendido. Excepcionalmente. pois ainda assim subsistiria o crime. Exemplo: “A” diz em um bar. O magistrado ajuíza contra ele ação penal por difamação. Exceção da verdade: Parágrafo único . de 2003) www. completamente embreagado. não se admite a exceção da verdade. subsiste o crime de difamação ainda que seja verdadeira a imputação. de um a seis meses. § 2º . Como na difamação ocorrerá nas hipóteses de imputação de fato verdadeiro e falso. diferentemente da calúnia. Portanto. Consumação e tentativa: A difamação se consuma quando um terceiro. e multa.br . com diversas mulheres que dançavam ao seu lado com trajes íntimos. diferentemente do ocorre na calúnia.A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. aqui.no caso de retorsão imediata.com. a fim de provar que tais fatos realmente ocorreram.741.

O juiz pode deixar de aplicar a pena: I . provocou diretamente a injúria. Considerações iniciais: Injúria é crime contra a honra que ofende a honra subjetiva.gustavobrigido. cabível nas hipóteses expressamente previstas em lei. mediante xingamento ou atribuição de qualidade negativa. que consista em outra injúria. ao contrário do que ocorre na calúnia e na difamação. ao passo que o decoro é abalado quando se atenta contra suas qualidades físicas (p.: chamá-la de horrorosa) 2. nem absolutória. embora presente um fato típico e ilícito cometido por agente culpável.br . §1º do CP) § 1º . de 1997) 1. de modo a abalar o conceito que a vítima tem de si própria.Pena . 107. Consequentemente.: injúria indireta: são aquelas situações em que a injúria. alcança reflexamente pessoa diversa. insultar ou falar mal.459. Consumação e tentativa: Como esse crime atinge a honra subjetiva. sim. não seja necessário puni-lo. não se exigindo a imputação de qualquer fato.: chamar de desonesta). na qual quem foi injuriado devolve imediatamente a agressão mediante outra injúria. É irrelevante se a injúria tenha sido proferida na presença da vítima (injúria direta) ou que tenha chegado ao seu conhecimento por intermédio de terceira pessoa (injúria mediata). 5. 4. Exceção da verdade: O crime de injúria é incompatível com a exceção da verdade. art. declaratória da extinção da punibilidade (Súmula 18 do STJ). (Incluído pela Lei nº 9. desde que meio de execução permita que crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. O perdão judicial é causa de extinção de punibilidade (CP. Obs.ex. inciso IX).no caso de retorsão imediata. Basta a atribuição da qualidade negativa. pois não há previsão legal. nas quais. de forma reprovável. dá-se sua consumação quando a ofensa à dignidade ou ao decoro chega ao conhecimento da vítima.com.quando o ofendido. cuida-se de uma modalidade anômala de legítima defesa. Perdão judicial (art. A dignidade é ofendida quando se atacam as qualidades morais da pessoa (p. 3. Caracteriza-se o delito com a simples ofensa da dignidade ou do decoro da vítima.reclusão de um a três anos e multa.ex. não há imputação de fato. Exemplo: chamar um homem casado de corno importa em injuriar também sua esposa. Observe que no inciso II. Fundamenta-se nas circunstâncias do caso concreto. Alguns autores sustentam a possibilidade do crime de injúria na forma tentada. Como já se pronunciou o Superior www. A sentença que o concede não é condenatória. Elementos objetivos: Injuriar equivale a ofender. 140. II . além de atacar a honra da provocada. mas.

Injúria real: § 2º . se considerem aviltantes: Pena . exemplificando. o crime é de desacato. Basta que a ofensa chegue ao seu conhecimento. além da pena correspondente à violência. etnia. de três meses a um ano.br . e multa. exige que a ofensa seja dirigida a pessoa ou pessoas determinadas. Vejamos alguns exemplos: a) Se um particular vai à sala de audiências de um fórum e chama o juiz de corrupto. Diferença entre o crime de injúria contra funcionário público e o desacato: O crime de injúria pode ser cometido na presença ou na ausência da vítima. §1º. à função pública por ele exercida. etnia. de 2003) Pena . sem prejuízo de multa.reclusão de um a três anos e multa. Injúria qualificada ou racial: § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. relacionando-se. 6. no exercício da função ou em razão dela. não devemos confundir com o crime de racismo. (Incluído pela Lei nº 9. o crime de injúria que consiste na utilização de elementos referentes à raça. com potencialidade para arranhar sua honra subjetiva. Assim. 7. www.: vedar a matrícula de uma criança na escola em razão de sua raça).459. religião. cor. o meio de execução é a violência ou então vias de fato.741. arrolado pelo legislador entre os crimes contra a Administração Pública (art.com. cor. assim como os demais crimes contra a honra. mas sim uma agressão física capaz de envergonhá-la. Na injúria por sua vez. enquanto afirmar que “todos os gringos são safados” constitui crime de racismo. Essa é a regra geral. religião. de 1 a 3 anos. é dizer. que. Com efeito.ex. de 1997) Pune-se com reclusão. um xingamento. não se trata de simples agressão a sua honra. se a ofensa é realizada na presença do funcionário público.Se a injúria consiste em violência ou vias de fato. chamar alguém de “gringo safado” tipifica injúria qualificada. desde que assim o faça imediatamente após ter sido ofendido. por sua natureza ou pelo meio empregado. inciso II do CP só permite que a pena não seja aplicada àquele que responde de forma injuriosa a uma injúria que lhe foi primeiramente proferida. A injúria qualificada. ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. 8. Por isso. 140.gustavobrigido. origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10. todavia.detenção. Os crimes de racismos são definidos pela Lei 7. Trata-se de injúria que o sujeito escolhe como meio para ofender a honra da vítima. a ofensa não é lançada na presença do funcionário público. não uma palavra. o juízo que a pessoa faz de si própria. 331 do CP). excepcionando quando o ofendido é funcionário público. Nesse caso. mas de desacato. origem.Tribunal de Justiça: “A retorsão prevista no art.716/89 se materializam por manifestações preconceituosas generalizadas (a todas pessoas de uma raça qualquer) ou pela segregação racial (p.

170/83. exceto no caso de injúria. ou por meio que facilite a divulgação da calúnia. (Obs. 1º. estará caracterizado crime contra a Segurança Nacional (Lei 7. da difamação ou da injúria. É necessário que a ofensa esteja relacionada ao exercício da função pública. 141 .Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa.741/03 – Estatuto do Idoso. com ou sem motivação política. 141 do Código Penal a pena é aplicada em dobro para qualquer crime contra a honra praticado mediante paga ou promessa de recompensa. em razão da importância das funções desempenhadas pelo Presidente da República e pelo chefe de governo estrangeiro.gustavobrigido. III . No tocante à injúria contra o Chefe do Poder Executivo Federal. Disposições comuns Art. e se presentes motivação e objetivos políticos e lesão real ou potencial aos bens jurídicos inerentes à Segurança Nacional.: O ataque à honra de chefe de governo estrangeiro.contra o Presidente da República. fugindo em seguida. Inciso I: A pena é aumentada de um terço. com o aumento de pena.contra funcionário público. A conduta criminosa. Inciso II: O aumento de pena se justifica em razão do interesse supremo da Administração Pública. Assim. IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência. ofendida pelo ataque a honra de seus agentes. 2º e 26º). com ou sem motivação política. não se aplica o aumento da pena quando a conduta se refere à vida privada do funcionário público. www. aplica-se a pena em dobro. além de atentar contra a honra de uma pessoa.na presença de várias pessoas. exige ao menos três. em um domingo. com aumento de pena.b) Se o mesmo particular para em frente à casa do juiz de Direito. e grita juiz corrupto. Obs. capaz de provocar maior prejuízo à honra da vítima. o crime é de injúria. Obs. II .: O crime de calúnia ou de difamação contra o Presidente da República. e somente se aplica quando o sujeito tenha conhecimento da idade ou da peculiar condição da vítima. Quando se fala na presença de várias pessoas. Inciso III: Essa causa de aumento de pena em um terço se baseia no meio de execução do crime. ou contra chefe de governo estrangeiro. Paga e promessa de recompensa caracterizam o crime mercenário.com. (Incluído pela Lei nº 10. o crime será sempre o previsto no Código Penal. em razão de suas funções.: sempre que o Código Penal fala em “várias pessoas”.: no parágrafo único do art.741.) Inciso IV: Esse inciso foi inserido no Código Penal pela Lei 10. arts. de 2003) Parágrafo único . ofende também os interesses da nação. se qualquer dos crimes é cometido: I . caracteriza-se crime comum.br . devem existir no mínimo três pessoas.As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço. Obs.

I e III. se infere calúnia.) pela retratação do agente. Art. trata-se de causa de extinção de punibilidade de natureza subjetiva. se retrata cabalmente da calúnia ou da difamação. antes da sentença.a opinião desfavorável da crítica literária.com. bem como no caso do § 3o do art. quando estes crimes forem de ação penal privada. 140. 145 . Por fim.Nos crimes previstos neste Capítulo somente se procede mediante queixa. Contudo. quem se julga ofendido pode pedir explicações em juízo. difamação ou injúria. c) Ação penal pública condicionada à representação do ofendido: na calúnia.o conceito desfavorável emitido por funcionário público. Retratação Art. ou contra o chefe do governo estrangeiro. 140 deste Código. § 2º.. salvo quando inequívoca a intenção de injuriar ou difamar. responde pela injúria ou pela difamação quem lhe dá publicidade. II . Parágrafo único . 107. e. Art. não se comunicando aos demais querelados que não se retrataram. responde pela ofensa.gustavobrigido. de referências.: É cabível unicamente na calúnia e na difamação. e mediante representação do ofendido. difamação e injúria contra funcionário público. não as dá satisfatórias. no caso do inciso I do caput do art. Aquele que se recusa a dá-las ou. Obs. 145). 142 . III . artística ou científica. alusões ou frases. em apreciação ou informação que preste no cumprimento de dever do ofício.Nos casos dos ns. 144 . e na injúria qualificada pela utilização de elementos referentes a raça. na discussão da causa. não extingue a punibilidade nos crimes de calúnia e de difamação de ação penal pública. em razão de suas funções. se da violência resulta lesão corporal (art.br . da violência resulta lesão corporal. inciso VI do Código Penal: “Extingue-se a punibilidade: (. nos casos em que a lei a admite”. 141 deste Código. de 2009) A regra geral é de que os crimes contra a honra são de ação penal privada. no caso do art. Portanto.O querelado que.Não constituem injúria ou difamação punível: I . Trata-se de causa de extinção da punibilidade. fica isento de pena.Exclusão do crime Art. Parágrafo único. pela parte ou por seu procurador. www..Se.033. pois “somente se procede mediante queixa”. (Redação dada pela Lei nº 12. tal como se extrai do art. a critério do juiz. b) Ação penal pública condicionada à representação do Ministro da Justiça: nos crimes contra o Presidente da República. salvo quando. no caso do inciso II do mesmo artigo. 143 . Procede-se mediante requisição do Ministro da Justiça.a ofensa irrogada em juízo. há três exceções: a) Ação penal pública incondicionada: na injúria real.

a) A causa de exclusão de crime abrange a calúnia. www.A calúnia e a difamação ofendem a honra objetiva da pessoa. tampouco se admite retração a alguns dos fatos imputados. c) difamação. cor. exceto no caso de injúria. 140.2012 . c) A retratação nos crimes contra a honra. considere as assertivas abaixo. inequívoca e incondicional. cujos efeitos se restringem à esfera criminal. pode ser feita por escrito ou oralmente.2010 . a honra subjetiva reside no sentimento de cada pessoa a respeito de seus próprios atributos fÌsicos. e do Ministério Público. admitindo-se a exceção da verdade. e) Constitui crime de ação penal pública incondicionada a injúria praticada mediante a utilização de elementos referentes a raça. religião.br . b) calúnia. a difamação e a injúria irrogadas em juízo.cor.com. na forma do art. Nesses termos. II . entretanto. 03 . admitindo-se a exceção da verdade. morais ou intelectuais.Prova: CESPE . pela parte ou seu procurador. não aproveita aos demais. exigindo-se.gustavobrigido. não se admitindo a exceção da verdade. em razão de suas funções.Juiz De acordo com o consagrado na doutrina. e) injúria. mediante queixa. constitui crime de injúria.A injúria ofende a honra subjetiva da pessoa. a retratação feita por um dos agentes. para a ação penal por crime contra a honra do servidor público em razão do exercício de suas funções. tu és um dos beneficiados da corrupção havida no Órgão X e deves ter subornado o Promotor para não teres sido incluÌdo na denúncia.2009 . sem a presença de terceiros: B. não se admitindo a exceção da verdade. I. a proteção destes bens está estabelecida na forma da incriminação da injúria. assinale a opção correta com base no que dispõe a legislação de regência e no entendimento jurisprudencial. condicionada à representação do ofendido. incluindo-se órgão do MP. religião ou origem.DPE-GO . da calúnia e da difamação. na discussão da causa. §3º d CP. é correto afirmar que "A" cometeu crime de a) calúnia.: No tocante ao crime contra a honra de funcionário público. por ser circunstância de natureza pessoal. em ambiente reservado. que "B" trai seu marido "C" com o vizinho. d) Nos crimes contra a honra perpetrados contra pessoa maior de sessenta anos incidirá a agravante de um terço da pena. a honra objetiva.Defensor Público "A" afirma. no sentimento que as outras pessoas possuem a respeito da reputação de alguém no atinente a estes mesmos atributos.MPE-RR . que seja completa. na presença de várias pessoas. b) Havendo concurso de crimes e concurso de agentes.O fato de A dizer a B. etnia.Prova: TJ-RS . III . Obs. não se admitindo a exceção da verdade.Prova: INSTITUTO CIDADES .TJ-RS . LISTA DE EXERCÍCIOS – DOS CRIMES CONTR A HONRA 01 . origem ou condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. etnia. é importante destacar o teor da Súmula 714 do STF: “é concorrente a legitimidade do ofendido. 02 . d) difamação. No Código Penal. Diante do enunciado.Promotor de Justiça Em relação aos crimes contra a honra.

deverá responder pelo crime de racismo.br .Analista Judiciário .TRT . e) calúnia.Prova TIPO 4 Nos crimes contra a honra. se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. 08 .4ª REGIÃO (RS) . se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. e) calúnia. que tramita perante uma das varas criminais da comarca de Macapá.Delegado de Polícia Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa . mas não na calúnia.Prova: FCC . o querelado.Prova: CESPE .2012 . e) terá a pena reduzida de um a dois terços se a retratação ocorrer antes da sentença e contar com a anuência expressa do querelante.Juiz do Trabalho .Área Judiciária Aquele que imputar a outrem termos pejorativos referentes à sua raça. b) injúria.gustavobrigido.Execução de Mandados Pedro emprestou dinheiro a Paulo e este não lhe pagou a dívida no prazo convencionado.MPE-AP . 06 . poderá se retratar cabalmente e.Direito Miguel cometeu crime de difamação contra Vitor e está respondendo uma ação penal privada movida pelo ofendido (querelante). d) difamação. b) injúria e na difamação. a exceção da verdade é cabível na a) injúria. a) ficará isento da pena se a retratação ocorrer antes do trânsito em julgado da sentença e contar com a anuência expressa do querelante. Nesse caso.TRE-RJ .2ª REGIÃO . independentemente de qualquer requisito c) difamação. por não ter efetuado o pagamento da referida dívida. se o fato é imputado à presidente da república. se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções.Prova: FCC . b) terá a pena reduzida de um a dois terços se a retratação ocorrer antes da sentença. d) ficará isento de pena se a retratação ocorrer antes da sentença.2012 .Contra a Honra. 07 .. d) difamação. c) ficará isento de pena se a retratação ocorrer antes do trânsito em julgado da sentença.TRF . mas não na difamação. Na festa de aniversário do filho de Paulo. independentemente de qualquer requisito.com. Admite exceção da verdade o crime de a) calúnia.Quais são corretas? a) Apenas I b) Apenas II c) Apenas III d) Apenas I e II e) I. neste caso. com o nítido intuito de lesão à sua honra. c) calúnia e na injúria.2011 . Miguel.2012 . independentemente de qualquer requisito. II e III 04 . Pedro tomou o microfone e narrou aos presentes que Paulo era caloteiro.Analista Ministerial .Prova: FCC . Certo Errado 5 . Pedro www.Prova: PC-SP .2012 . ainda que o fato seja imputado a chefe de governo estrangeiro.PC-SP .Analista Judiciário .

d) Marlindo praticou crime de desacato à autoridade. é Promotor de Justiça.OAB .Primeira Fase Ana Maria. c) O Código Penal. além de síndico. Onde o sujeito ativo pode ser qualquer pessoa determinada.3 . a oposição de exceção da verdade com o fim de demonstrar a veracidade da afirmação. é correto afirmar que Ana Maria praticou o crime de a) calúnia. sem ressalvas. Enquanto que a difamação consiste em imputar falsamente a alguém fato definido como crime.2 . 11 . d) Conforme o Código Penal. até porque não se pode oferecer denúncia contra pessoa indeterminada. b) Conforme o Código Penal. Como morador do prédio. sabedor de que tal afirmação é falsa.Exame de Ordem Unificado . c) Marlindo não praticou crime algum. d) difamação. c) cometeu crime de calúnia.a) cometeu crime de exercício arbitrário das próprias razões. b) cometeu crime de denunciação caluniosa. a oposição de exceção da verdade. caracteriza perigo para a vida ou saúde de outrem “expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direito e iminente”. E a injúria www. b) Marlindo praticou crime de difamação ao ofender a reputação de Merlindo. chama Merlindo. c) calúnia. sendo cabível. como síndico do prédio e Promotor de Justiça. incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono”. 10 .Exame de Ordem . aluna de uma Universidade Federal. d) não cometeu nenhum crime porque o fato era verdadeiro. pois atribuiu a José o crime de adultério. 09 – Prova: FGV . calúnia consiste em imputar a alguém fato ofensivo a sua reputação. pois atribuiu a José fato desabonador que não constitui crime. vigilância ou autoridade. professor concursado da instituição.Exame de Ordem .2007 . b) difamação. entretanto. a) Marlindo praticou crime de difamação ao ofender a reputação de Merlindo. afirma que José. pois atribuiu a José o crime de adultério.2007 .Primeira Fase Assinale a alternativa correta: a) O Código Penal. e que tenha especial relação de assistência com o sujeito ativo.Primeira Fase Marlindo.gustavobrigido. como síndico do prédio.br . A respeito do fato acima. seu vizinho e síndico. Onde o sujeito ativo é próprio ou qualificado. caracteriza Abandono de incapaz “abandonar pessoa que está sob seu cuidado. Enquanto que a difamação consiste em imputar falsamente a alguém fato definido como crime. guarda. a oposição de exceção da verdade com o fim de demonstrar a veracidade da afirmação. uma vez que Merlindo é Promotor de Justiça. a oposição de exceção da verdade. trai a esposa todo dia com uma gerente bancária.OAB-SC . pois exige-se que o agente tenha especial relação de assistência com o incapaz.com.OAB-SP .Prova: VUNESP . já o sujeito passivo pode ser qualquer pessoa indeterminada. no elevador do prédio em que reside. Merlindo.1 . e. por qualquer motivo. calúnia consiste em imputar a alguém fato ofensivo a sua reputação. E a injúria consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém. uma vez que José é funcionário público. entretanto. desde que incapaz. tem o direito de criticar a gestão de Merlindo. não sendo cabível.2012 . na hipótese. na hipótese. sendo cabível. na presença de duas pessoas. pela péssima administração do prédio em que residem. Assinale a alternativa correta. não sendo cabível.Prova: ND . e) cometeu crime de difamação. pois atribuiu a José fato desabonador que não constitui crime. O sujeito passivo é pessoa de qualquer idade. Somente a calúnia e a difamação comportam a exceção da verdade. de incompetente.

d) Caso um advogado. sem ressalvas. já que as circunstâncias de caráter pessoal elementares ao crime se comunicam. 12 . o juiz deve aplicar a pena ainda que o ofendido. a) Considere que Pedro pratique crime contra a honra de José.com. na redação de uma petição.Delegado de Polícia Com relação aos crimes abaixo destacados. Eduardo incorre na mesma pena de Pedro. é dispensável que as imputações ofensivas tenham relações de pertinência com o thema decidium. imprecisa ou indefinida de fatos ofensivos à reputação caracteriza difamação.Prova: CESPE .1 . na discussão da causa. sabendo falsa a imputação. ciente da idade e deficiência da pessoa.Prova: CESPE . d) No delito de injúria. a) Caso um advogado militante. prevista no Código Penal. uma vez que o agente não quer diretamente o resultado. acuse o promotor de justiça de prevaricação durante uma audiência. comete o crime de calúnia. é CORRETO afrmar que: a) é possível a participação de particular no delito de corrupção passiva.br .Prova: PC-MG . b) Uma advogada que. a) O agente que atribui a alguém a autoria de um estupro.2008 . de forma reprovável.3 .2008 . www. c) É impunível a calúnia contra os mortos.Prova: CESPE .consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém. ao redigir uma petição. ele estará amparado pela imunidade judiciária. difame terceira pessoa que não é parte no processo judicial estará amparada pela imunidade judicial. eventualmente. b) A imputação vaga. ora reclamante.Primeira Fase Acerca dos crimes contra a honra. d) O agente que preconceituosamente se refere a alguém como velho surdo. em razão do ardor com que defende os interesses de seus clientes. fato definido como crime e que Eduardo. comete o crime de difamação. injurie um de seus exempregados. para o reconhecimento da referida imunidade. falsamente. 13 . desprovidas de animus ofendendi. c) Considere que o advogado da empresa X. no intuito de ofender sua reputação. faça alusões ofensivas à honra da parte contrária. o crime de calúnia estará amparado pela imunidade judiciária. ciente da falsidade da imputação.OAB-SP . b) O agente que imputa a alguém a conduta de mulherengo.PC-MG . na discussão da causa. comete uma das modalidades do crime de racismo. assinale a opção correta.Exame de Ordem . ape. imputando-lhe. visto que não constitui injúria ou difamação punível a ofensa irrogada em juízo. sem que tal injúria tivesse relação com a reclamação trabalhista em curso. no intuito de ofender sua dignidade.gustavobrigido.2011 . c) O agente que designa alguém como ladrão.nas assume o risco de produzi-lo. 15 .Exame de Ordem . Todas comportam a exceção da verdade.OAB-SP . pela parte ou por seu procurador. Nesse caso.2008 . b) o homicídio praticado com dolo eventual afasta a incidência das circunstâncias qualifcadoras. Nessa situação hipotética. tenha provocado diretamente a injúria. assinale a opção correta.2 .Exame de Ordem Unificado . comete o crime de injúria. a propale e divulgue.Primeira Fase (Set/2008) Acerca dos crimes contra a honra.Primeira Fase Assinale a opção correta acerca da imunidade judiciária.OAB . 14 .

seu colega de faculdade. ao ser julgada. relativa ao exercício de suas funções. atribuiulhe a autoria.2010 . b) Em regra. Destarte: a) Do almoxarifado de empresa de energia elétrica foi subtraído 1. c) Por Márcio haver dito em assembléia estudantil que Maurício.Prova: FCC . b) Ainda que falsa a imputação atribuída por Tiburcio ao morto. absolveu o agressor por não haver a vítima provado ser falsa a imputação. é necessário submeter a vítima a intenso sofrimento físico ou psíquico. pela parte ou por seu advogado e a opinião da crítica literária sem intenção de injuriar ou difamar. c) Caracterizado o crime contra a honra de servidor público.2008 .MPE-SE . a ação penal será pública incondicionada.gustavobrigido. que consista em outra injúria. para os crimes de calúnia. falecido dois meses antes de descoberta a falta. para a exclusão do elemento objetivo do tipo. b) Caso o querelado. Tiburcio.3 .Juiz Dos crimes contra a honra. seu substituto. por este foi interposta ação penal privada.Prova: TJ-DFT . ainda que as imputações ofensivas à honra subjetiva da vítima sejam verdadeiras. compelido a provar ser ela verdadeira.2009 . mas não se aplica ao de injúria. A honra.300 quilogramas de fio de cobre. se retrate cabalmente da calúnia ou da difamação. e a ofensa.Primeira Fase (Mai/2009) Acerca dos crimes contra a honra. a persecução criminal nos crimes contra a honra processa-se mediante ação pública condicionada à representação da pessoa ofendida.OAB .Analista .Exame de Ordem Unificado . 17 . resultou constatado ter sido um dos motoristas quem efetuou a subtração. www. antes da sentença.Prova: CESPE .Primeira Fase (Jan/2009) Assinale a opção correta acerca dos crimes contra a honra. que consiste na possibilidade de o acusado comprovar a veracidade de suas alegações. a) Não constituem injúria ou difamação punível a ofensa não excessiva praticada em juízo. Por ser punível a calúnia contra os mortos.com. no caso de retorção imediata. pretendendo demonstrar a verdade do que falou.2011 . o querelado ou réu não pode ingressar com a exceptio veritatis. admite-se a exceção da verdade caso o ofendido seja funcionário público. a qual. assinale a opção correta. protegido constitucional e penalmente. a) Tratando-se do delito de injúria. Ao Almoxarife Francinaldo.c) para a confguração do crime de maus tratos. o juiz pode deixar de aplicar a pena. está ele. d) No crime de calúnia.. Difamação e Injúria. Procedidas às investigações. c) Caracterizado o delito de injúria. o instituto da exceção da verdade. por ser admitido na lei penal a exceptio veritatis. 18 . sua pena será diminuída.Direito Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa .Exame de Ordem Unificado . objetiva (julgamento que a sociedade faz do indivíduo) e subjetiva (julgamento que o indivíduo faz de si mesmo). cabendo exceção da verdade somente se o ofendido for funcionário público e a ofensa relativa ao exercício de suas funções. quando o fato imputado à vítima constitua crime de ação privada e não houve condenação definitiva sobre o assunto. de difamação e de injúria. na discussão da causa. via do instituto. Francinaldo é o sujeito passivo do crime. em razão do exercício de suas funções.Contra a Honra. é um direito fundamental do ser humano.Prova: CESPE .br . expondo-a a perigo de vida ou de saúde.OAB . é afeminado e desonesto. d) O pedido de explicações em juízo é cabível nos delitos de calúnia e difamação. Calúnia. d) O CP prevê. d) caracteriza-se o crime de injúria.TJ-DF .1 . 16 . 19 .

calúnia.Prova: FGV . 20 . difamação.2 . provocou diretamente a injúria. o ofendido não tenha sido condenado por sentença irrecorrível.br . d) na presença de várias pessoas. constitui infração penal contra a honra. Certo Errado 23 .Primeira Fase (Set/2010) Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas do texto: “para a ocorrência de __________.Prova: MPE-MS . A simples imputação falsa de fato definido como crime pode consituir __________. mas é indispensável que em decorrência de tal imputação seja instaurada.Promotor de Justiça Em que circunstância o crime de injúria admite a exceção da verdade? a) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria se o ofendido for funcionário público. denunciação caluniosa.Juiz Nos crimes contra a honra previstos no Código Penal. por exemplo.2006 . que. d) na calúnia admite-se a prova da verdade desde que.2011 . b) denunciação caluniosa. comunicação falsa de crime ou de contravenção. investigação policial ou processo judicial.TJ-MG . c) comunicação falsa de crime ou de contravenção. comunicação falsa de crime ou de contravenção. NÃO se incluem os crimes cometidos a) mediante promessa de recompensa. obrigatória à propositura da ação penal. calúnia. não basta a imputação falsa de crime. e) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria quando o ofendido for menor de idade. tratando-se de crime comum. b) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria no caso de tentativa de tal delito.2010 .Defensor Público Com relação ao processo e julgamento dos crimes de calúnia e injúria. d) A exceção da verdade não será admitida em crime de injúria em nenhuma circunstância. de forma reprovável. d) comunicação falsa de crime ou de contravenção.DPU . c) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria quando ocorrer o perdão judicial. 141 do Código Penal. porquanto incompatível com tal delito. b) contra Governador de Estado.gustavobrigido. www.com. em razão de suas funções. c) contra chefe de governo estrangeiro. a) denunciação caluniosa. 21 .OAB . constituindo o fato interpretado crime de ação privada. b) na difamação admite-se a exceção da verdade se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. e) contra funcionário público. difamação. o pedido de explicações deve ser ajuizado no juízo cível e tem natureza jurídica de medida preliminar. c) o juiz pode deixar de aplicar a pena quando o ofendido.Prova: EJEF . de competência do juiz singular.Prova: CESPE . calúnia e difamação. 22 . incide a causa de aumento de pena prevista no art.MPE-MS . enquanto a __________ é crime contra a Administração da Justiça”.Dentre as hipóteses de formas qualificadas dos crimes de injúria.2007 . é INCORRETO afirmar que: a) no crime de calúnia ou de difamação contra o presidente da república ou contra chefe de governo estrangeiro.Exame de Ordem Unificado . denunciação caluniosa.

e) Antônio.2010 . concomitante à ação delitiva.6ª Região (PE) . d) Assim como no sequestro e cárcere privado.Prova: FCC . cuja proteção interessa sobremaneira aos seus parentes.MPE-PB .Juiz Durante reunião de condomínio. já que a ofensa feita a honra objetiva destes atinge. b) Antônio cometeu crime de calúnia. 25 . II e IV estão corretas. cor. II e III estão corretas. origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. era prostituta. pois sempre era vista em casa noturna suspeita da cidade. O empregador injuria o empregado se o chama de cachaceiro. II. no crime de redução à condição análoga à de escravo. III e V estão incorretas. O empregador difama o empregado se lhe atribui a conduta de embriagar-se habitualmente ou em serviço. se a vítima é maior de sessenta anos ou portadora de deficiência. d) As assertivas II. porque a filha mais velha dele.Prova: TRT . verdadeiro.TRE-AC .Área Judiciária Poderá ser concedido perdão judicial para o autor do crime de injúria no caso de www. a pena deve ser aumentada de um terço. a) Antônio cometeu crime de calúnia. a) As assertivas I. se válido e anterior ou. etnia. respondendo por ela.gustavobrigido. um dos condôminos.Promotor de Justiça Assinale a alternativa correta: a) Nos crimes contra a honra. inclusive.Analista Judiciário . Assinale a alternativa correta dentre as adiante mencionadas. 27 . IV.6R (PE) .Juiz . depois.2010 . com a presença de diversos moradores. a ação penal é publica incondicionada. d) Antônio cometeu crime de difamação.br .TJ-SP .TRT . a não ser que prove o que disse (exceção da verdade).2010 . c) Antônio não cometeu crime algum. pois a ofendida (filha do síndico) não estava presente na reunião. O empregado difama o empregador se o chama de sonegador. O empregador calunia o empregado se lhe atribui falsamente a conduta de embriagar-se habitualmente ou em serviço. IV e V estão incorretas. durante a qual Antônio. b) As assertivas II. V. independentemente de o fato narrado ser.Prova: MPE-PB .24 . a vítima da lesão grave. cometeu crime de difamação. ou não. a não ser que prove o que disse (exceção da verdade). 26 . O empregado calunia o empregador se lhe atribui falsamente a conduta de alterar a escrita contábil da firma para enganar o Fisco. que não estava presente na reunião. III e IV estão corretas. e) Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. o consentimento do ofendido. atua como causa excludente da ilicitude. assinale a alternativa CORRETA: I. III.com.Prova: VUNESP . inicia-se discussão acalorada. diz ao síndico que ele deveria se preocupar com sua própria família. no mínimo. religião. que era acusado de fazer barulho durante a madrugada. b) O Código Penal Brasileiro admite a calúnia e a difamação contra os mortos.2011 .Prova 1 Analise as assertivas abaixo e. que não admite a exceção da verdade. e) As assertivas I. sua memória. em verdade. c) As assertivas I. c) A ocorrência de lesão corporal de natureza grave ou morte qualifica o delito de rixa.

a) não ter resultado lesão corporal da injúria real. b) ter sido a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador. c) ter sido a opinião desfavorável emitida em crítica literária, artística ou científica. d) ter sido o conceito desfavorável emitido por funcionário público, em apreciação ou informação prestada no cumprimento de dever do ofício. e) ter o ofendido, de forma reprovável, provocado diretamente a ofensa. 28 - Prova: FUNIVERSA - 2009 - PC-DF - Delegado de Polícia - Objetiva Acerca dos crimes contra a honra, assinale a alternativa correta. a) Nos crimes de calúnia e difamação, não se admite a retratação. b) A exceção da verdade, no crime de calúnia, é admitida se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível. c) É impunível a calúnia contra os mortos. d) No delito de injúria, o juiz poderá deixar de aplicar a pena se o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria. e) Caso um advogado, na discussão da causa durante uma audiência, acuse o juiz de prevaricação, o crime de calúnia estará amparado pela imunidade judiciária. 29 - Prova: MS CONCURSOS - 2009 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Juiz - 1ª Prova - 2ª Etapa Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa - Contra a Honra.; Assinale a proposição incorreta: a) É punível a calúnia contra os mortos. b) No delito de difamação, a exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. c) A ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador, não constitui injúria ou difamação punível. d) A legislação penal admite a retratação nos crimes de calúnia e difamação. e) A injúria preconceituosa confunde-se com o crime de racismo. 30 - Prova: CESPE - 2010 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz - Parte II No que concerne aos crimes contra a honra, assinale a opção correta. a) A calúnia consiste em imputar falsamente a alguém fato definido como crime ou contravenção penal. b) Segundo o Código Penal, a chamada exceção da verdade é admitida apenas nas hipóteses de calúnia. c) Aquele que difama a memória dos mortos responde pelo crime de difamação, previsto no Código Penal. d) O objeto jurídico da injúria é a honra objetiva da vítima, sendo certo que o delito se consuma ainda que o agente tenha agido com simples animus jocandi. e) As penas cominadas aos delitos contra a honra aplicam-se em dobro, caso o crime tenha sido cometido mediante promessa de recompensa. GABARITO OFICIAL: 1-D 11-A 21-A 2-D 12-A 22-E 3-E 13-D 23-D 4-A 14-A 24-E 5-D 15-A 25-D 6-D 16-D 26-C 7-C 17-C 27-E 8-E 18-A 28-D 9-D 19-B 29-E 10-A 20-D 30-E

CAPÍTULO VI – DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL Constrangimento ilegal

www.gustavobrigido.com.br

Art. 146 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda: Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. Aumento de pena § 1º - As penas aplicam-se cumulativamente e em dobro, quando, para a execução do crime, se reúnem mais de três pessoas, ou há emprego de armas. § 2º - Além das penas cominadas, aplicam-se as correspondentes à violência. § 3º - Não se compreendem na disposição deste artigo: I - a intervenção médica ou cirúrgica, sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal, se justificada por iminente perigo de vida; II - a coação exercida para impedir suicídio.
1. Considerações iniciais:

O tipo penal visa assegurar a liberdade do indivíduo para agir dentro dos limites legalmente previstos. O fundamento desse delito, encontra-se no artigo 5º, inciso II da Constituição Federal. Nesses termos, somente a lei pode obrigar alguém a adotar determinado comportamento, ou então proibi-lo de agir ao seu livre alvedrio. 2. Elementos objetivos: Constranger equivale a coagir alguém a fazer ou deixar de fazer algo. Consiste, em suma, no comportamento de retirar de uma pessoa a sua liberdade de autodeterminação. Assim, em síntese, o delito poderá ocorrer em duas hipóteses: a) quando a vítima é compelida a fazer alguma coisa. Exemplo: beber um copo de cerveja, andar sem sapatos em via pública etc. b) quando a vítima é compelida a deixar de fazer algo, que também engloba a situação em que ela é coagida a permitir que o agente faça alguma coisa. Exemplo: não fumar em local permitido, não correr em um parque público etc. Para realizar qualquer das condutas previstas no tipo penal, o sujeito pode se valer dos seguintes meios de execução: violência, grave ameaça e qualquer outro meio que reduza a capacidade de resistência da vítima. É indispensável, ainda, a existência do nexo causal entre o emprego da violência, grave ameaça ou de qualquer outro meio e o resultado, ou seja, o estado de submissão do ofendido que faz ou deixa de fazer algo contra a sua vontade. 3. Sujeitos do crime:

www.gustavobrigido.com.br

Sujeito Ativo: Crime comum, o constrangimento ilegal pode ser praticado por qualquer pessoa. Se o agente é funcionário público, praticado crime no exercício de suas funções, é responsabilizado por outros delitos (artigos 322 e 350 do CP e artigo 3º da Lei nº 4.898/65). Sujeito passivo: é a pessoa que possui capacidade de querer, ficando excluídos, portanto, os doentes mentais, as crianças de pouca idade, o ébrio total, as pessoas inconscientes etc. Não tendo capacidade jurídica de querer, não são elas lesadas pela conduta do agente, que, eventualmente, cometerá outro ilícito. Essas pessoas, a luz da doutrina, só poderiam ser lesadas se o constrangimento tiver sido praticado em face de seus representantes legais. Obs.: O sujeito passivo deve ser qualquer pessoa que tenha autodeterminação, e que se veja forçada a realizar ou a ser abster de determinada conduta pela ação do agente. Obs.: No crime de constrangimento ilegal, admite-se a autoria mediata caso a violência ou grave ameaça sejam exercidas contra pessoa diversa da que se pretenda constranger, sendo o agente responsabilizado, em concurso material, pelo constrangimento ilegal e por outra infração que o executor venha a praticar. 4. Elemento subjetivo: É o dolo, que neste crime, se materializa na vontade de coagir, sendo indispensável o elemento subjetivo do injusto que é o fim de obter a ação ou omissão da vítima. Inexistindo este, haverá apenas um outro ilícito (lesões corporais, vias de fato, ameaça etc). O erro sobre a ilegitimidade da ação pode excluir a ilicitude do fato. 5. Consumação e tentativa: Consumação e tentativa: Consuma-se o crime quando o ofendido faz ou deixa de fazer o que não deseja em virtude da conduta do agente. A tentativa estará caracterizada quando, apesar da violência, ameaça ou outro meio empregado pelo sujeito ativo, a vítima não se submete à sua vontade. 6. Subsidiariedade tácita: O crime de constrangimento ilegal é tipicamente subsidiário, só ocorrendo quando o fato não constitui ilícito mais grave, como roubo, a extorsão, o estupro, desobediência etc. Caso o constrangimento ocorra com o fim de o agente obter algo que poderia ser conseguido pelos meios legais, haverá crime de exercício arbitrário das próprias razões, que absorve a prática do crime previsto no art. 146. 7. Causa de aumento de pena: Aumento de pena § 1º - As penas aplicam-se cumulativamente e em dobro, quando, para a execução do crime, se reúnem mais de três pessoas, ou há emprego de armas. § 2º - Além das penas cominadas, aplicam-se as correspondentes à violência.

www.gustavobrigido.com.br

147 . 8. para provocar ação criminosa ou em razão de discriminação racial ou religiosa. se justificada por iminente perigo de vida. escrito ou gesto. por palavra. causando-lhe intenso sofrimento físico ou mental. Exemplos: seria qualquer intervenção médica. O segundo caso trata da coação exercida para impedir suicídio.Não se compreendem na disposição deste artigo: I .Somente se procede mediante representação.gustavobrigido. Outros autores.br . Parágrafo único . Na tortura. ocorre concurso formal. se justificada por iminente perigo de vida.Aplica-se a causa de aumento de pena quando há reunião de mais de três pessoas na fase de execução do ilícito. ou multa. constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. embora não se constitui em ação típica. somando-se as penas da coação e da violência. Também se qualifica o crime quando há emprego de arma (própria ou imprópria). declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa. na mesma conduta.455/97. haverá concurso material com os delitos que atingem a vida ou a integridade corporal da vítima. é lícita. por questão religiosa. de um a seis meses. www. por se constituírem em manifestações inequívocas do estado de necessidade de terceiro. mas o fato pode constituir o exercício regular de direito. pois o simples porte dela. não tem o consentimento da paciente ou de seus responsáveis. II .Ameaçar alguém. exgi-se a necessidade de um especial fim de agir. exigindo-se. Causas de exclusão do crime: § 3º . Nos termos da Lei 9. Havendo coação contra várias pessoas. em menor expressividade.a intervenção médica ou cirúrgica. constitui crime de tortura.detenção. ou qualquer outro meio simbólico. sustentam que o referido dispositivo se trata de excludentes de tipicidades.com. que. 9. pois os fatos não se encontram compreendidos na norma penal incriminadora. Pode haver concurso material com o crime de roubo no caso de o constrangimento não integrar a violência caracterizadora desse delito. não bastando. com o fim de obter informação. Observações gerais: Não confundir o crime de constrangimento ilegal com o crime de tortura. Por disposição expressa. O primeiro é o da intervenção médica ou cirúrgica sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal. que. com pena de reclusão de dois a oito anos.a coação exercida para impedir suicídio A doutrina dominante classifica tais casos como causas especiais de exclusão da ilicitude. quando há risco de vida para aquela. de causarlhe mal injusto e grave: Pena . pois a co-autoria de quatro ou mais agentes. Segundo a doutrina. não exclui o delito a circunstância de ser legítimo o mal prenunciado na ameaça. sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal. Ameaça Art.

Elemento subjetivo: O dolo do crime de ameaça é a vontade de praticar o ato. Não configura o crime. haverá concurso formal de crimes. 5. 3. econômico ou moral. Consumação e tentativa: O crime de ameaça é um delito formal. pode caracterizar o crime de abuso de autoridade (art. de forma que se consuma no momento em que a vítima toma conhecimento da ameaça. O sujeito passivo é qualquer pessoa que tenha capacidade de entender a ameaça. a simples bravata ou a presença do animus jocandi. mediante uma promessa de causar-lhe mal injusto e grave. 28 da Lei nº 7.: Tício telefona para Caio dizendo que irá matá-lo).gustavobrigido. Elemento objetivo: O núcleo do tipo é ameaçar.1.br . Basta que seja ela idônea para intimidar. Atingindo a ameaça várias pessoas.com. b) implícita: aquela em que o agente dá o entender que praticará uma mal contra alguém. www. Nada obsta a possibilidade de continuidade delitiva em ameaças subseqüentes. Observações gerais: Quando a ameaça for meio para a prática de outro crime. da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal. porém vinculado a vítima por questões de parentesco ou de afeto (p.898/65). Sujeitos do crime: A ameaça é um crime comum.. Obs.: Sendo o ofendido o Presidente da República. extorsão. que pode ser físico.ex.: Tício diz a Caio que irá agredir Mévio. quanto à pessoa em relação a qual o mal injusto e grave se destina. com intuito de intimidar a vítima. amedrontar alguém. Presidente do Senado Federal. 6. mas apenas o classificado como “injusto e grave”. c) condicional: é a ameaça em que o mal prometido depende da prática de algum comportamento por parte da vítima. independentemente de sua intimidação.: apontar uma arma de fogo). b) indireta: quando é dirigida a um terceiro. ocorrerá crime contra a Segurança Nacional (art. que significa intimidar. podendo ser praticada por qualquer pessoa. fica por estes absorvida pelo crime subseqüente.ex. Conforme o autor e as circunstâncias. 3º da Lei nº 4. Espécies de ameaça: A ameaça. como constrangimento ilegal. roubo. Não é qualquer mal que caracteriza o delito. 2. 4. já que o crime de ameaça é um crime subsidiário. sujeita à intimidação. o crime de ameaça também possui espécies relacionadas a forma pela qual a ameaça é praticada: a) explícita: cometida sem nenhuma margem de dúvida (Ex. portanto. pode ser: a) direta: quando é dirigida à própria vítima (p.170/83). filho deste último) Além disso. ficando.

Contudo.Se resulta à vítima.Privar alguém de sua liberdade. IV – se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito) anos. cônjuge ou companheiro do agente ou maior de 60 (sessenta) anos. (Incluído pela Lei nº 11. ao se enquadrar no conceito de crime de menor potencial ofensivo.se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital. majoritariamente. ao cárcere privado que implicaria a colocação do ofendido em confinamento. 7.ex. permite-se a retratação da vítima antes da denuncia.A pena é de reclusão.099/95.br . Havendo consentimento válido da vítima no arrebatamento ou na retenção inexiste o delito. equiparando ao seqüestro. o direito de ir e vir e escolher o lugar onde quer ficar. (Incluído pela Lei nº 11.106. de dois a cinco anos: I – se a vítima é ascendente. 148 . Pouco importa o meio utilizado pelo agente. não permitindo o omitente a saída da vítima do local onde se encontrava licitamente. ao passo que o cárcere seria www. ou seja. o processo criminal submetese ao rito sumaríssimo previsto nos arts. de um a três anos. III . § 1º . já que lesado um bem jurídico disponível. mediante seqüestro ou cárcere privado: Pena .reclusão. Por essa razão. exigindo-se a representação da vítima ou de seu representante legal. Por fim.106.reclusão. grave sofrimento físico ou moral: Pena . Até por omissão pode-se cometer o crime em estudo. A diferenciação entre seqüestro e cárcere privado é eminentemente doutrinária. ou se pode também ser atual. fraude. de 2005) II .se a privação da liberdade dura mais de quinze dias. ou seja. a liberdade de locomoção. proporcionando maior mobilidade a vítima (p. em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção. físico. Ação penal: O crime de ameaça se apura mediante ação penal pública condicionada. de 2005) V – se o crime é praticado com fins libidinosos.A doutrina discute se mal prometido deve ser unicamente futuro. de dois a oito anos. Elementos objetivos: A conduta típica é privar alguém de liberdade. Exemplo: Tício diz a Caio que irá pegar uma faca para matá-lo. narcótico. (Redação dada pela Lei nº 11. que seria a separação da vítima de sua esfera de segurança. Alguns doutrinadores sustentam que o seqüestro é gênero por ser praticado com a privação da liberdade sem o confinamento.com. etc.: privação em uma fazenda). 1. Seqüestro e cárcere privado Art. descendente. defende-se que o mal necessariamente precisa ser futuro. de 2005) § 2º .gustavobrigido. moral. 77 e seguintes da Lei 9.106.

Não prevê a lei qualquer finalidade específica do agente para a privação da liberdade do ofendido. desde que juridicamente relevante. de mover-se no espaço. Sujeitos do crime: O seqüestro ou cárcere privado é crime que pode ser praticado por qualquer pessoa. poderá o fato constituir-se no crime de extorsão mediante seqüestro.898/65).br . a. 2.com. no qual a privação da liberdade é com confinamento. Em termos práticos. a retenção do condutor do veículo roubado. pode ocorrer o crime previsto no art. Consumação e tentativa: O crime está consumado assim que o sujeito passivo ficar privado da liberdade de locomoção. pode ser sujeito passivo do crime previsto pelo art. III – se a privação da liberdade dura mais de 15 (quinze) dias. cônjuge ou companheiro do agente ou maior de 60 (sessenta) anos: (Alterado pela Lei nº. 148 do Código Penal exige a vontade livre e consciente de privar o ofendido da liberdade de locomoção. e 4º. poderá ocorrer delito de abuso de autoridade.: Consoante orientação jurisprudencial.gustavobrigido. 3º. 148 do CP. descendente. Elemento subjetivo: O dolo do crime de seqüestro ou cárcere privado é a vontade de privar a vítima da liberdade de locomoção. 159). 5. 11. 148. inciso V do Código Penal.: privar alguém em um quarto de uma casa). II – se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital. 3.106/2005). 345 do CP). 230 do Estatuto da Criança e da Adolescente (Lei 8. descendente ou cônjuge. O tipo do art.106/2005). Por sua vez. (arts. porém. A pena é de reclusão. Não ilide o crime a restituição voluntária da vítima à sua esfera de proteção. se houver fim libidinoso etc. esta distinção não interfere na tipicidade do delito. que o agente não tenha obtido o resultado pretendido com a privação de liberdade do ofendido. Obs.: A retenção de paciente em hospital para garantir o pagamento dos honorários médicos tipifica o delito de exercício arbitrário das próprias razões (art. Caso o agente seja funcionário público e o crime ocorra no exercício de suas funções. seqüestro qualificado. 11. Obs. www. sendo qualificado quando o autor for ascendente. Trata-se de crime permanente e a consumação se protrai com o tempo. (Acrescentado pela Lei nº. §1º. Não importa. incidirá a figura qualificada definida pelo art. Formas qualificadas: § 1º. Qualquer pessoa.069/90). a. se o seqüestro ou cárcere privado for cometido com fins libidinosos. IV – Se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito) anos.uma espécie desta. da Lei 4. Sendo o seqüestro um crime subsidiário. de 2 (dois) a 5 (cinco): I – se a vítima é ascendente. também. com deslocamento a lugar ermo e posterior liberação não constitui crime de seqüestre. conferindo menos mobilidade a vítima (p.ex. pois se trata de delito que lesa a liberdade de locomoção do ofendido. 4. ainda que por certo lapso de tempo. Tratando-se de criança. se o fim for obter vantagem econômica (art.

com pena de reclusão. § 2º. e) Se o crime é praticado com fins libidinosos. pela fraude. b) se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital. passando a ser apenas uma causa de aumento de pena deste delito. Isto porque o agente acarreta maior dano a vítima. 2) Se o fim era obter vantagem econômica.br . são todas circunstâncias que tornam o fato mais grave. mas para dela cuidar. em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção. a pena deste é aumentada de um sexto a um terço (art.170/83). conforme o § 2º. A lesão corporal. grave sofrimento físico ou moral: Pena – reclusão.V – Se o crime é praticado com fins libidinosos (Acrescentado pela Lei nº. c) se a privação da liberdade dura mais de quinze dias. Considerações finais: Caso a finalidade do seqüestro seja corretiva. ocorre o crime de maus-tratos. O seqüestro com fins políticos é previsto no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional (Lei nº 7. mas coagi-la a fazer ou deixar de fazer algo. 11. mais grave. foram acrescentados os incisos IV e IV: d) Se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito)a nos.455/97). Por fim. o crime é também qualificado. Se resulta à vítima. Caso seja executado para a prática do crime de tortura.gustavobrigido. no § 1º do art. 4) Se não há o intuito de privar de liberdade de locomoção a vítima. 1º. § 4º. de dois a oito anos. www. de 28 de março de 2005. se houver grave sofrimento físico ou moral. entretanto. 148 estavam previstas três formas qualificadas do crime de seqüestro ou cárcere privado: a) se a vítima é ascendente. Com o advento da Lei nº. que deve resultar de maus-tratos ou da natureza da detenção.com. 6. Anteriormente. o crime é de extorsão mediante seqüestro.106. o delito é constrangimento ilegal. de 2(dois) a 8 (oito) anos. pela violação do dever de proteção. não se caracterizando a qualificadora do grave sofrimento físico ou moral. Concurso de crimes: Sendo o seqüestro meio para o cometimento de outro crime. ocorre o crime de subtração ou sonegação de incapazes. é por este absorvido. descendente ou cônjuge do agente. configura-se o rapto quando a vítima é mulher honesta. 1) Se o arrebatamento deu-se não para privar a vítima da liberdade de locomoção. pode ser a ocasionada no ato do seqüestro. da Lei nº 9. 11. 3) Se o agente o comete para fim libidinoso. como condição ou preço do resgate.106/2005). havendo excesso.

12. quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. Redução a condição análoga à de escravo Art.803. de 11. o status libertatis. (Redação dada pela Lei nº 10. de 11.com. que o agente pratique maus-tratos contra a vítima. por força da Lei nº 9. que funciona como elemento normativo do tipo. Elementos objetivos: A conduta típica é a de sujeitar alguém totalmente à vontade do agente.12. 149. em concurso material. não se exigindo. numa condição semelhante à do escravo. de 11. porém.803. É irrelevante o consentimento da vítima já que a lei protege um direito indisponível.803.br . Reduzir significa forçar alguém a viver em situação semelhante àquela em que se encontravam os escravos em períodos remotos.426/96. o inciso V. (Incluído pela Lei nº 10.12. de 11. por qualquer meio. abrangendo inclusive a submissão de alguém a uma jornada exaustiva de trabalho. com o fim de retê-lo no local de trabalho. com desígnio autônomo. exceto quando o fato constitui crime mais grave. haverá concurso material de crimes. de 11. O conceito de escravo há de ser interpretado em sentido amplo. e multa. (Incluído pela Lei nº 10.2003) I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador. 157.2003) Pena . deve ser extraído mediante uma valorização por parte do magistrado.803.2003) § 2o A pena é aumentada de metade. com o fim de retê-lo no local de trabalho. ameaça. etc. A conduta pode ser praticada por violência. Mas. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho.803. excluindo-se a possibilidade de se falar em concurso formal ou material de crimes. etnia.12.12.2003) I – contra criança ou adolescente.2003) II – por motivo de preconceito de raça.803.2003) II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador. de 11. (Incluído pela Lei nº 10.2003) § 1o Nas mesmas penas incorre quem: (Incluído pela Lei nº 10. Reduzir alguém a condição análoga à de escravo. além da pena correspondente à violência. acrescentou-se o art. Seu significado. retenção de salários. Entretanto. § 2º.12. O tipo penal menciona a palavra escravo. se o crime é cometido: (Incluído pela Lei nº 10. se após a consumação do roubo houver privação da liberdade da vítima sem que este fato esteja ligado à prática da subtração.reclusão. que prevê o aumento de pena de um terço até a metade ao crime de roubo. A finalidade do legislador foi combater o problema.gustavobrigido. notadamente nas cidades longíquas e distantes dos centros urbanos. portanto.. com qualquer finalidade.803. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto: (Redação dada pela Lei nº 10. fraude. além da submissão. de dois a oito anos. religião ou origem 1. ainda existente em grandes fazendas.Discutia-se se a privação da liberdade praticada conjuntamente com o crime de roubo constituía-se apenas no meio executivo deste ou crime autônomo. cor. de 11. dos www. e em qualquer lugar.12. quer restringindo.

Trata-se de crime material e permanente. direito subjetivo de interesse do estado e protegido. Entretanto. 3. ou com o emprego de violência ou de arma. corrigir ou proteger uma pessoa não existirá o delito por ausência de dolo dessa infração. de forma não transitória. 6. em casa alheia ou em suas dependências: Pena . nos termos do art. 109. 150 .detenção. mediante alguma das condutas taxativamente previstas no art. pois. já que o crime viola o status libertatis do ser humano. é qualquer pessoa que reduz a vítima à situação semelhante à escravidão. 2. conhecido na antiguidade como plagium. inclusive pela Convenção Americana sobre Direitos Humanos (art.com. caracterizando-se os maus tratos no caso de excesso dos meios de correção ou disciplina. 6. Figuras equiparadas: O §1º do artigo 149 do Código Penal arrola figuras equiparadas àquelas descritas pelo caput. inciso VI da Constituição Federal. Sendo o fim o de criar.1 do pacto de São José da Costa Rica). de um a três meses. que não recebem remuneração mínima prevista em lei e são arbitrariamente excluídos de benefícios trabalhistas e previdenciários. ou em lugar ermo.br . ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito.Se o crime é cometido durante a noite. ou por duas ou mais pessoas: www. ou então apenas em face de um grupo determinado de pessoas. será da competência da Justiça Estadual quando o crime for cometido contra uma única pessoa. ofende-se unicamente a liberdade individual do ser humano. Sujeito passivo é qualquer pessoa. a competência para processar em julgar esse delito é da Justiça Federal. nessas hipóteses. 149 do Código Penal.Entrar ou permanecer. clandestina ou astuciosamente. educar. em que se exige a consciência do agente de estar reduzido alguém a um estado de submissão com a supressão do status libertatis.gustavobrigido. ou multa. Competência para processar e julgar: Conforme o entendimento do Supremo Tribunal Federal. Consumação e tentativa: A consumação ocorre quando reduz a vítima à condição análoga à de escravo. Elemento subjetivo: Trata-se de crime doloso. pois se sujeitam as mesmas penas. 4. 5. § 1º .trabalhos privados da liberdade e forçados a trabalhos excessivos e degradantes. O ofendido é privado de sua liberdade de autodeterminação. Violação de domicílio Art. e não a uma coletividade de trabalhadores. Sujeitos do crime: Sujeito ativo do crime de redução à condição análoga à de escravo. por se tratar de um crime que visa tutelar a organização do trabalho.

Aumenta-se a pena de um terço. astuciosas ou clandestinas. tácito ou expresso. Há que se verificar. Elementares objetivas: Os núcleos objetivos do tipo são os verbos: entrar e permanecer. Na simples ausência haverá o crime. Não configura este crime a entrada ou permanência em casa alheia desabitada. o fato é atípico. salvo em caso de flagrante delito ou desastre. casa de jogo e outras do mesmo gênero. não a posse ou propriedade. www. III . o dissentimento é presumido. que há diferença entre desabitada e na ausência de seus moradores. II . O fundamento constitucional o delito encontra-se no art. É necessário que a entrada ou permanência seja realizada contra a vontade do dono. II . se o fato é cometido por funcionário público. Na violação de casa desabitada. fora dos casos legais. existe um dissentimento expresso ou tácito. contudo. ou com inobservância das formalidades estabelecidas em lei. ninguém nela podendo penetrar sem o consentimento do morador. Considerações iniciais: Protege-se a tranqüilidade doméstica. § 5º . ou com abuso do poder. onde alguém exerce profissão ou atividade.A expressão "casa" compreende: I . Na permanência. 5º. § 2º . por exemplo: aquele que se veste de carteiro (astuciosa) ou aquele que é penetra numa festa (clandestina). com observância das formalidades legais.com. ou. Na entrada astuciosa ou clandestina. 161 do Código Penal (Usurpação). inciso XI da CF. para a caracterização do crime. para efetuar prisão ou outra diligência.gustavobrigido. II .º II do parágrafo anterior.br . 2.detenção.Não se compreendem na expressão "casa": I . durante o dia.aposento ocupado de habitação coletiva. ao dispor que “a casa é asilio inviolável do indivíduo. § 3º .Pena .Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências: I . 1. salvo a restrição do n.taverna. mas o indivíduo força a entrada.durante o dia. além da pena correspondente à violência. ou para prestar socorro.compartimento não aberto ao público. A entrada e a permanência podem ser francas. Na entrada franca. estalagem ou qualquer outra habitação coletiva. pressupõe-se que entrada foi lícita. de seis meses a dois anos. poderá ocorrer o delito do art.hospedaria. por determinação judicial”.qualquer compartimento habitado. havendo consentimento. enquanto aberta. quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser.a qualquer hora do dia ou da noite. § 4º .

terraços e pátios. 3.º II do parágrafo anterior. a casa. garagens. Em síntese. hotéis. balcão do padeiro etc. Obs. podemos dizer que o conceito de casa é qualquer lugar privado em que alguém habita.) § 5º .hospedaria.br . consultório do médico. Todos os aposentos ocupados de habitação coletiva. devemos utilizar aquele definido pelo art. aquele que entra ou permanece na residência. está protegida pela norma penal.ex.compartimento não aberto ao público. Conceito de casa: No aspecto do conceito de casa. não importando se reside com na animus de definitividade ou não.gustavobrigido.: correntes. cabines de navios etc. quintais. estalagem ou qualquer outra habitação coletiva. pois se trata de um crime comum.qualquer compartimento habitado. A lei penal resguarda a tranqüilidade no local de habitação. Obs.com. enquanto aberta. Se o compartimento não é aberto ao público. www. podendo ser barraco. a parte que alguém exerce profissão ou atividade. nas situações em que possui uma divisão que funciona como domicílio de uma pessoa (ex.Não se compreendem na expressão "casa": I .ex. Sujeitos do crime: a) Sujeito ativo: qualquer pessoa. comente o crime de violação de domicílio. P. 150. ou ele é parte integrante de um local público. motéis.aposento ocupado de habitação coletiva. onde alguém exerce profissão ou atividade. com exclusividade. §4º do Código Penal (obs. III . Exemplo: quarto de hotéis ou motéis. de forma indevida. Qualquer lugar usado à ocupação pelo ser humano.: escritório do advogado. cercados ou se existentes obstáculos de fácil visualização vedando a passagem do público (p. a exemplo dos jardins.: boleia de um caminhão).: Também constitui crime em relação as dependências da casa. o lugar onde alguém mora. casa de jogo e outras do mesmo gênero.3. grades etc. O legislador penal procurou proteger o lar. Assim. salvo a restrição do n. Até mesmo um automóvel pode ser classificado como compartimento habitado. barraca de camping etc. tal como os quartos de pensões.: A proteção da inviolabilidade domiciliar estende-se também para autoridade fiscais e fazendárias.: O domicílio do Código Penal difere do domicílio do Código Civil. pouco importando seja permanente o I . telas.: esse artigo é um excelente exemplo de lei penal interpretativa ou explicativa). desde que fechados.taverna.. repúblicas. ou possui uma parte conjugada aberta ao público. II . Obs. II . que estejam ocupados por alguém.

Obs. Para efeitos de caracterização dessa qualificadora.: Os filhos e empregados de uma casa também podem proibir o ingresso e a permanência de alguém no recinto da casa.Se o crime é cometido durante a noite. de seis meses a dois anos. ou com o emprego de violência ou de arma. é aquele que tem a prerrogativa. ou por duas ou mais pessoas: Pena . seguindo o entendimento de Damásio de Jesus.: O divorciado pode cometer o crime ao entrar ou permanecer na residência do seu ex-cônjuge contra sua vontade. O conceito de noite. O crime se consuma no momento em que o sujeito ingressa completamente na casa da vítima (entrar). com base no art. a autoridade de controlar a entrada. supõe estar entrando em sua casa. 226. Já para a conduta de permanecer. além da pena correspondente à violência. que agiu de boa fé. quando a vítima tem reduzida sua capacidade de defesa. que deve abranger o elemento normativo “contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito”.ex. Lembrando que o erro de tipo. ou em lugar ermo. permanência e a saída do domicílio. que incide sobre as elementares do crime. por erro. exclui o dolo (p.: Se o dono de uma casa alugada penetrar na residência do inquilino contra a sua vontade? Haverá o delito.: : Sujeito. A tentativa é cabível na conduta de entrar. 4. § 5º da Constituição Federal. seguindo a orientação do jurista Celso www. a) Noite: A razão da qualificadora decorre do fato de ser mais fácil praticar o crime durante a noite. em razão do dissentimento presumido do dono da casa. previsto no art. Não haverá o delito pela ausência de dolo. Forma qualificada: § 1º . E E a esposa que deixa o amante entrar? A doutrina majoritária.) 5. ou então quando. Elementos subjetivos: O crime só é punível a título de dolo. encabeçada por Damásio de Jesus. Obs. patrão e patroa). e outro proíbe? Prevalece a condição melhor de quem proíbe.Obs. já que no tipo penal não contém resultado naturalístico. entende que não. entende que haverá crime. Obs.: Empregada que deixa o amante ingressar na casa praticaria o delito? A doutrina majoritária.: Se um condômino permite. Contudo. Por exemplo: o sujeito é impedido por seguranças de ingressar em uma festa de casamento para a qual não foi convidado. Restará ao violador. contudo. se esses entrarem em contradição com os chefes da casa (pai e mãe.br . Consumação e tentativa: Por se tratar de um crime de mera conduta. ainda não é uníssono. a vontade destes prevalecerá para fins penais.com. provar ausência de dolo. Obs. 20 do CP. ciente de que deve sair do local. Erro de tipo escusável. não faz (permanecer).gustavobrigido. Sujeito passivo é o titular do objeto jurídico (tranqüilidade doméstica).detenção. a forma tentada é incompatível 6. penetrando em casa alheia.

: punhal). com observância das formalidades legais.com. quem. Classificação doutrinária: www. no qual o pedido de socorro seria mis difícil. Ao mencionar 8. a utilização de armas brancas (p. no parágrafo 3º. para os efeitos penais. c) Violência: é o emprego de força física. 327 Considera-se funcionário público. se o fato é cometido por funcionário público. Observação: se a violência for empregada contra a pessoa e se ela sofrer lesões corporais. Assim.Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo. 9. ou com inobservância das formalidades estabelecidas em lei. o que torna reduzida a chance de defesa da vítima. quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser.a qualquer hora do dia ou da noite. emprego ou função pública. e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública.: arrombar uma porta). d) Emprego de arma: arma é todo instrumento com potencialidade de matar ou ferir.gustavobrigido. feita com a finalidade de intimidar a vítima. iremos adotar o critério físico-astronômico. Observa-se que não haveria necessidade de expressa disposição no Código Penal. já que todas as situações estão inseridas naquelas permissões constitucionais de violação domiciliar lícita. Aqui.ex. 327 do Código Penal: Art.durante o dia.de Mello. todos devem praticar atos de execução (coautor) 7. O conceito de funcionário público para fins penais encontra-se no art. b) Lugar ermo: é o local habitualmente abandonado e afastado dos centros urbanos. II . Assim.Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências: I .br . exerce cargo. ou com abuso do poder. emprego ou função em entidade paraestatal. fora dos casos legais. considerando noite o intervalo de tempo situado entre a aurora e o crepúsculo.ex. ainda que leve. § 1º . serão aplicadas cumulativamente as penas atinentes à violação de domicílio e à lesão corporal. e) Concurso de duas ou mais pessoas: essa qualificadora somente será aplicada quando duas ou mais pessoas efetivamente invadem a casa alheia. Observe que o conceito de arma é bem mais amplo do que o conceito de arma de fogo. A lei impõe o concurso material obrigatório entre a violência de domicílio e a violência física contra a pessoa.Aumenta-se a pena de um terço. temos causas especiais de exclusão da ilicitude (ou exclusão da antijuridicidade). estará caracterizada a qualificadora. embora transitoriamente ou sem remuneração. para efetuar prisão ou outra diligência. Causa de aumento de pena: § 2º . Causas excludentes de antijuridicidade: § 3º . tanto em relação à pessoa do morador como também no tocante à coisa (p.

quem instala ou utiliza estação ou aparelho radioelétrico. de um a três anos. ainda. caso contrário fica absorvido pelo delito fim.br .quem indevidamente divulga. não encontrando a vítima. Às vezes. em razão do princípio da alternatividade. Contudo.As penas aumentam-se de metade. com abuso de função em serviço postal.quem impede a comunicação ou a conversação referidas no número anterior. no todo ou em parte. Não é crime subsidiário. e do § 3º. Cuida-se. telegráfico. Formulação típica alternativa “entrar ou permanecer ou ambos”. ou conversação telefônica entre outras pessoas. O indivíduo que ingressa em casa alheia para matar seu morador responde pelo homicídio. Tem-se ponderado que o delito de violação de domicílio não pode ser absorvido por crime-fim menos grave.gustavobrigido. § 4º . ou multa. no conflito aparente de normas.Devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada. de crime consunto.Trata-se de crime de mera conduta. aquele que entra e permanece. Na modalidade “entrar” é crime instantâneo. Sonegação ou destruição de correspondência § 1º . IV . Invade para agredir. 151 .Se o agente comete o crime.quem se apossa indevidamente de correspondência alheia. Idem se a invasão for preparo para outro crime. transmite a outrem ou utiliza abusivamente comunicação telegráfica ou radioelétrica dirigida a terceiro. por exemplo. § 2º . IV. Violação de correspondência Art. comete um único crime. “permanecer” é permanente. Sempre que houver dúvidas sobre o verdadeiro propósito do agente este responde pelo crime autônomo de violação de domicílio. salvo nos casos do § 1º. Subsistirá. dirigida a outrem: Pena .Somente se procede mediante representação. Violação de comunicação telegráfica. § 3º .detenção. assim. autonomamente. tem prevalecido o entendimento pela consunção. a sonega ou destrói. como exercício arbitrário das próprias razões. radioelétrico ou telefônico: Pena . quando ocorrer desistência voluntária ou arrependimento eficaz. sem observância de disposição legal. se há dano para outrem. é absorvido pelo mais grave. III .detenção.Na mesma pena incorre: I . A violação de domicílio só deve ser punida quando constituir delito autônomo. www. Exemplo: Furto intra-muros absorve a violação de domicílio. de um a seis meses. embora não fechada e.com. radioelétrica ou telefônica II . etc. quando não praticado autonomamente.

Cecograma é o objeto impresso em relevo. nem o conheceu. ou seja. que contém informação de interesse do destinatário. Revogou-o tacitamente. a lei regulou integralmente a mesma matéria – crime de violação de correspondência – e deu-lhe tratamento mais benéfico que o art.com. do Código Penal. que dispõe sobre os serviços postais no país. como quando se a contrapõe a feixe de luz. A simples abertura de envelope no qual está contida carta não configura a conduta. Só há tipicidade se a devassa tiver sido realizada indevidamente. a Lei nº 6. Não é imprescindível que a correspondência seja aberta. Conquanto o preceito constitucional do inciso XII do art. 151. ou qualquer outra forma equivalente. com ele. 40 da Lei nº 6. Além de construir tipo idêntico ao do art. 43). pois será possível conhecer seu conteúdo quebrando seu sigilo sem a abertura física de seu envoltório. Ora. conversível em comunicação escrita. determinou a referida lei que tal circunstância seja apenas uma agravante da pena (art. no sentido de conhecer. para uso dos cegos. necessariamente. A correspondência deve estar fechada. 151 do Código Penal é: “devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada. por isso. 47 da Lei nº 6. Diferentemente. de 22 de junho de 1978. o sigilo da comunicação por correspondência. é sobre a vigência do art. sob a forma de comunicação escrita. Protege a norma a liberdade de comunicar sigilosamente o pensamento. na Doutrina. Correspondência é “toda comunicação. Impossível conduta omissiva. para ser entregue ao destinatário. cominando pena de detenção de um a três anos.br . há quem entenda. Através da conduta o agente toma conhecimento do que se contém na correspondência. 151. 40 da Lei nº 6. que se encontra revogado. Descrição típica idêntica encontra-se no art. Estas definições encontram-se no art. É.538/78 não fez dele derivar o tipo qualificado. 151 do Código Penal. quando cometido o crime “com abuso de função em serviço postal” como o faz o Código Penal no § 3º do art. o crime de violação de correspondência é o definido no art. não admitindo qualquer exceção. se quem o abriu não queria conhecer seu conteúdo.538. de 22 de junho de 1978. por meio de carta. através da via postal ou por telegrama”. ilícita ou injustificadamente.1. como ente integrante da liberdade individual. com ou sem envoltório. Elementos objetivos: O verbo utilizado no tipo é devassar. 151. www. Telegrama é a mensagem transmitida por sinalização elétrica ou radioelétrica.538. que somente a autorização do destinatário pode afastar a proibição decorrente daquele elemento normativo. conduta comissiva. Carta é o objeto.gustavobrigido. De conseqüência. 5º tenha consagrado a inviolabilidade do sigilo da correspondência. e destinada a determinada pessoa. A indagação que se coloca. pessoa a pessoa. dirigida a outrem”.538/78 e não o do art. sendo. absolutamente incompatível. 151 do Código Penal. de qualquer natureza. 2. Introdução: A descrição típica do art.

os quais são. não é possível reconhecer esse direito recíproco de devassar a correspondência fechada dirigida ao outro porque.O sigilo assegurado constitucionalmente não é absoluto. para seu titular. exploração. O pleno e legítimo exercício do poder de autoridade sobre o menor. Aliás. há de prevalecer o respeito à individualidade do outro.br . senão que de amor. com absoluta prioridade. aos pais. Sem ela.com. Causa de aumento de pena: www. bem assim sobre não estar o agente autorizado a conhecê-la. exclui a tipicidade do fato. o dever de colocar a criança e o adolescente. O erro pode também incidir sobre estar fechada a correspondência. não chega a conhecer seu conteúdo por lhe ser a carta tomada das mãos por outra pessoa. o curatelado. violência. o tutelado. A correspondência fechada dirigida ao filho menor pode ser devassada pelos pais. não há direitos absolutos. 4. quando o agente devassa a correspondência fechada por imaginar que está dirigida a si mesmo há erro de tipo que. conduzir à autorização. ou seja. guarda e vigilância a que está obrigado por lei. É o que a doutrina denomina de dupla subjetividade passiva. Assim. 6. 227). Consumação e tentativa: Há crime consumado quando o agente toma conhecimento do conteúdo da correspondência. é óbvio. 3. indispensável para a descaracterização do tipo. o cumprimento dos deveres para com os menores não será possível sem o conhecimento de suas comunicações com outras pessoas. mas de fraternidade e companheirismo. até mesmo o próprio destinatário. o direito de conhecer suas comunicações. a fim de bem desempenhar a proteção. A mesma Constituição que protege o sigilo nas comunicações impõe à família e. Não há previsão de punição por conduta culposa. “a salvo de toda forma de negligência. ainda que convivendo harmoniosamente sob o mesmo teto. 229). Consciência da conduta. Entre os cônjuges ou companheiros. 5. os sujeitos passivos do crime. essa relação não é de autoridade. excluindo o dolo. o internado. Em certas situações. consciência de que não a pode devassar e vontade livre de conhecer seu conteúdo. após tê-lo aberto. consciência de que a correspondência encontra-se fechada e está dirigida a outra pessoa. por conseqüência. excluindo o dolo e a tipicidade. salvo o remetente e o destinatário da correspondência. o custodiado. entretanto. criar e educar os filhos menores” (art. crueldade e opressão” (art. quando seu sigilo resta quebrado. preso ou enfermo mental exige. simultaneamente. porque é seu dever “assistir. que inclui o direito ao sigilo. Há tentativa quando o agente está abrindo o envelope ou. Nem a vida é protegida de modo absoluto. tácita ou expressa.gustavobrigido. Sujeitos do crime: Sujeito ativo desse crime é qualquer pessoa. Elemento subjetivo: Só é prevista a modalidade dolosa. todavia. a qual pode. Dolo é consciência dos elementos constitutivos do tipo e vontade de realizá-lo. discriminação.

7. viu-se.com.538/78.As penas aumentam-se de metade. 40 da Lei nº 6. se há dano para outrem. permitida a suspensão condicional do processo penal. www. pode ser excluída no âmbito da própria tipicidade quando o agente age devidamente autorizado pelo destinatário ou quando tem o direito de devassar a correspondência dirigida à pessoa que esteja sob seu poder de autoridade.Somente se procede mediante representação. de três meses a dois anos. 152 . o remetente ou qualquer outra pessoa. Ação penal: A violação da correspondência de que trata a Lei nº 6. Parágrafo único . ou multa de até 20 dias-multa. Se em conseqüência da quebra do sigilo da correspondência ocorre dano para alguém. Cometido o crime após a entrega da correspondência. consoante dispõe o § 2º do art.detenção.br . Se o agente se prevalece do cargo ou abusa da função. Ilicitude: A ilicitude. desviar.538/78 será punida com pena de detenção de até seis meses.§ 2º . A ação penal é de iniciativa pública e tratando-se de fato cometido ainda no âmbito do serviço postal a competência é da justiça federal.Abusar da condição de sócio ou empregado de estabelecimento comercial ou industrial para. sob pena de responsabilidade. ou revelar a estranho seu conteúdo: Pena . a pena será aumentada de metade. para o cometimento do crime. subtrair ou suprimir correspondência.gustavobrigido. sonegar. no todo ou em parte. 9. a pena será agravada. a competência é da justiça estadual. A competência é do juizado especial criminal. O dano pode ser econômico ou moral e pode atingir o destinatário. Correspondência comercial Art. federal ou estadual. cabendo às autoridades administrativas que dela tomarem conhecimento oferecer representação ao Ministério Público Federal.

A ação penal é pública. devendo o agente agir com consciência de sua conduta e vontade livre de realizá-la.983. sonegar.1. O delito é punido apenas em sua forma dolosa.gustavobrigido. É essencial que o conteúdo da correspondência tenha natureza comercial ou industrial. condicionada à representação da pessoa jurídica ofendida. assim definidas em lei. reproduzida ou fixada numa coisa. nesse tipo. de 2000) § 1o-A. de um a seis meses.983. isto é. Subtrair é tirá-la de quem a detém. permitida a suspensão condicional do processo penal. ou multa. A conduta realiza-se através de uma das seguintes ações: desviar. é mais amplo do que o estabelecido na Lei nº 6. sem justa causa. que diga respeito às atividades da empresa remetente.538/78. informações sigilosas ou reservadas. (Parágrafo único renumerado pela Lei nº 9. sendo possível a tentativa. Comentários: O bem jurídico protegido é a liberdade de comunicação do pensamento realizada por intermédio de correspondência comercial. alcançando também toda e qualquer comunicação de pensamento de uma pessoa a outra. e cuja divulgação possa produzir dano a outrem: Pena . de 2000) www. Sujeito ativo do crime é o sócio ou empregado de estabelecimento comercial. Suprimir é destruí-la. Sonegar é ocultá-la. Desviar é dar destino diverso à correspondência. (Incluído pela Lei nº 9. Revelar seu conteúdo é dá-la ao conhecimento de outra pessoa. de que é destinatário ou detentor.Divulgar alguém. conteúdo de documento particular ou de correspondência confidencial. contidas ou não nos sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública: (Incluído pela Lei nº 9. a correspondência comercial ou revelar seu conteúdo a pessoa estranha. subtração. O conceito de correspondência. no todo ou em parte. Deve o agente proceder com abuso de sua condição de sócio ou empregado e com consciência de que o faz nessa condição. e multa. de 2000) Pena – detenção. violando seus deveres de lealdade para com a empresa da qual é sócio ou empregado.detenção. ainda que apenas parcialmente. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. supressão ou revelação do conteúdo. Divulgação de segredo Art. sem justa causa. Consuma-se com o desvio. subtrair ou suprimir. 153 . § 1º Somente se procede mediante representação. Sujeito passivo é a pessoa jurídica da qual o sujeito ativo é empregado ou sócio. Divulgar. sonegação.br .983.com. mas desde que com conteúdo comercial ou industrial.

325 do Código Penal. contar alguma coisa a um número indeterminado de pessoas. Não sendo sigilosa a informação contida no documento ou na correspondência. 154 do Código Penal. Se houver interesse público. isto é. Não há forma culposa. 2. sigilosa. poderá ser revelado.§ 2o Quando resultar prejuízo para a Administração Pública. sigilosa ou reservada. É elemento normativo do tipo. Deve ser particular. da probabilidade da causação do dano e vontade livre de realizar o tipo. aposta por uma pessoa. de 2000) 1.com. ao remetente da correspondência ou ao destinatário. excluída fica a tipicidade. Deve ser confidencial. sua divulgação poderá caracterizar o crime do § 1º-A deste artigo ou o do art. 3. em ambiente interno ou aberto. da confidencialidade da correspondência ou do caráter sigiloso do documento. por ausência de dolo. o que. a ação penal será incondicionada. valorá-la com base nos princípios da razoabilidade e do bom-senso. A informação sigilosa – o segredo – deve estar contida num documento particular ou numa correspondência confidencial dirigida ao agente ou da qual ele tem a posse. por si só. uma vez que o documento público poderá conter informação pública. televisão. Elementos objetivos: O núcleo do tipo é o verbo divulgar.983. Sendo sigilosa ou reservada. mantida fora do conhecimento público. da ausência da justa causa para a divulgação. por sua natureza. O conceito de correspondência é o mais amplo. ainda. rádio. a presença de outro elemento normativo. Se este o fizer cometerá o crime do art. econômico ou moral. deva ser resguardada. Documento é a coisa na qual está escrita uma informação juridicamente relevante. Não é indispensável que o remetente a tenha rotulado de reservada. se houver. assim entendida aquela que contenha informação que. Por fim é necessário que a divulgação do segredo seja capaz de produzir dano. A divulgação deve ser feita sem justa causa. O agente deve ter consciência de sua conduta. pode o agente divulgá-lo. Errando o agente sobre um dos elementos do tipo. Consumação e tentativa: www. o fato é atípico. sem justificativa.gustavobrigido. Elemento subjetivo: Crime doloso. empregado no sentido de dar conhecimento. Se o interessado pela manutenção do segredo dela não faz questão. devendo o intérprete. sem qualquer outra finalidade. a qualquer pessoa. oralmente. Internet ou diretamente a um grupo de pessoas em local público ou restrito. (Incluído pela Lei nº 9. quando. não a qualifica como tal. pela imprensa.br . sigilosa ou confidencial. salvo se seu detentor for profissional que tenha o dever de preservá-lo. o segredo diz respeito à prática de um crime. isto é. por ocasião da aplicação da lei. o firmatário ou redator do documento particular ou qualquer outro. por exemplo. Indispensável. O relato pode ser feito através de palavras proferidas ou escritas e transmitidas por qualquer meio de comunicação. Agindo o sujeito ativo impelido por motivo justo o fato é também atípico.

É conduta normalmente comissiva. empregado no sentido de contar a uma pessoa o que sabe. 4. segredo. sem justa causa. 5.detenção. então.com. quando o agente deixa uma anotação contendo a informação sigilosa à vista de outra pessoa que. Uma carta. 6. Elementos O núcleo do tipo é revelar. um telefonema. quando o agente imaginar que está autorizado a divulgar o segredo ou que sua revelação atende a um interesse relevante e justificado. Bem jurídico: O bem jurídico protegido é o direito ao sigilo sobre a intimidade da vida privada do ser humano. 1.Consuma-se no instante em que o segredo é contado pelo agente a um número indeterminado de pessoas.br .Revelar alguém. numa conversa qualquer. 7. impedido de continuá-la. então. inclusive o destinatário. do ofício ou da profissão que exerce. permitida a suspensão condicional do processo penal. Sujeitos do crime: Sujeito ativo do crime é o destinatário ou o detentor da correspondência. A tentativa é possível quando o agente. pode vir a conhecê-la. e cuja revelação possa produzir dano a outrem: Pena . por isso.Somente se procede mediante representação. ou multa. ministério. de que tem ciência em razão de função. 154 . Ação pena: A ação penal é pública condicionada à representação do sujeito passivo. ofício ou profissão. é. Por função deve-se entender toda e qualquer atividade a que o sujeito se obriga em www. deve ser resguardada em relação a terceiros. Exclusão de ilicitude: A ilicitude será excluída no âmbito da própria tipicidade se o agente age devidamente autorizado pelo destinatário ou tem o direito de revelar o segredo por razões de interesse público.gustavobrigido. por qualquer meio. que pode causar dano a qualquer pessoa e que. Sujeito passivo é o remetente da correspondência e também a pessoa que venha a sofrer o dano decorrente da violação do segredo. todavia pode ocorrer por omissão. do ministério. A culpabilidade pode ser excluída ou diminuída por erro de proibição. A competência é do juizado especial criminal. O segredo deve ter chegado ao conhecimento do agente em razão da função. iniciando a narrativa e antes de adentrar no relato do segredo. Basta que o segredo seja revelado a uma só pessoa. Parágrafo único . quando praticado o crime pelo detentor. Violação do segredo profissional Art. de três meses a um ano.

Consumação e tentativa: Ocorre a consumação quando o agente conta o segredo para uma outra pessoa. independentemente da produção do dano que. Ministério é atividade ligada a entidades religiosas ou filantrópicas. pela confiança nele depositada pelos membros da igreja. Essas pessoas. Penso que se o confessor toma conhecimento da prática de um crime. a notícia de que um crime vai ser cometido. porque aí o interesse público deve prevalecer. desempenhada de forma habitual. Também o advogado não tem o direito de comunicar à autoridade policial que seu cliente cometeu determinado crime ainda desconhecido. tornam-se confidentes das pessoas com as quais se relacionam no âmbito de sua atuação e. Não precisa causá-lo. Ao contrário. Errando sobre um desses elementos. Elemento subjetivo: O crime é doloso. pode nem ocorrer. Ofício é atividade manual e profissão deve ser entendida como a atividade laborativa lucrativa. do segredo que vai revelar. 2. do curador. engenheiros. haverá justa causa para revelá-la à autoridade policial. podem ter acesso aos segredos confessados àqueles. de um contrato ou de uma decisão judicial. O médico ou o dentista. A norma contém o mesmo elemento normativo dos tipos anteriores: sem justa causa. todavia. está atendendo ao interesse público. da potencialidade do dano. O dever de guardar segredo só existe.gustavobrigido. A quebra do sigilo bancário constitui o crime do art. deve guardar sigilo de tudo quanto souber. igualmente.virtude de uma lei.com. Mas esses profissionais não estão obrigados a revelar a prática de um crime. que decorrem do exercício de cargos públicos. ainda porque o padre não tem o direito de recusar-se a depor como testemunha. cujo autor ainda não foi descoberto. não constituirá crime. dentistas etc. quando comunica à autoridade pública a ocorrência de uma doença contagiosa. como a Aids. não tem o dever de revelar o segredo. seu dever é de fidelidade para com aquele que lhe confiou o segredo. aliás. Deve o agente ter consciência da conduta. no exercício de suas atividades. no confessionário. Assim. quando o agente o conhece em razão de sua atividade. a revelação do segredo deve. por isso. www. devem guardar sigilo acerca de tudo quanto souberem. da ausência de justa causa para revelá-lo e a vontade livre de fazê-lo. a alguém. necessariamente. a tipicidade desaparece por exclusão do dolo. e muito embora sua revelação possa causar prejuízo moral ao paciente. realizando o tipo. tais como auxiliares de enfermagem. mas deve ter potencialidade para tanto. A norma alcança os colaboradores dos profissionais. da freira e do frade. se recebe. enfermeiras e secretárias que. moral ou patrimonial. Por último. como a do sacerdote. portanto. 18 da Lei nº 7. 3.492/86. médicos. ser capaz de produzir dano. bem como as funções de natureza pública. Assim as funções do tutor. do depositário judicial. como a dos advogados. igualmente. pode o agente revelar o segredo justificadamente. O sacerdote.br . do síndico e do inventariante.

pelo constrangimento ilegal e por outra infração que o executor venha a praticar. possível a suspensão condicional do processo penal. c) Não comete crime aquele que alicia trabalhadores com o fim de levá-los de uma para outra localidade do território nacional. 02 . em concurso material. necessariamente. sua locomoção em razão de divida contraida com o empregador ou preposto. 5.Admite-se a tentativa quando a revelação se fará por meio de carta que não chega a seu destinatário por razões alheias à vontade do remetente. restando configurado o crime apenas se a transferência for para o estrangeiro. Ilicitude e culpabilidade: A ilicitude será excluída no âmbito da própria tipicidade. LISTA DE EXERCÍCIOS – DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL 01 . a violência nela empregada.MPE-RR . b) Comete crime de redução à condição análoga a de escravo quem obriga ou coage alguém a usar mercadorias de determinado estabelecimento.br . independentemente de sua capacidade de autodeterminação. assinale a opção correta.TRT . aplicando-se a ele a pena em dobro. 4.2012 . porque nem mesmo o advogado pode revelá-lo. competente para processála o juizado especial criminal.Promotor de Justiça Com base no que dispõe o CP e no entendimento doutrinário e jurisprudencial acerca do crime de constrangimento ilegal. para impossibilitar o desligamento do serviço em virtude de divida. em qualquer modalidade. conforme dispõe o art.gustavobrigido. excludente. implica reduzi-lo a condição análoga à de escravo. admite-se a autoria mediata caso a violência ou grave ameaça sejam exercidas contra pessoa diversa da que se pretenda constranger. Ação penal: A ação penal é de iniciativa pública condicionada à representação do ofendido.2011 .23ª REGIÃO (MT) . 26 do Código de Ética e Disciplina. O consentimento da pessoa a quem o segredo interessa não é. não sendo considerado crime punivei. d) No crime de constrangimento ilegal. fenômeno conhecido como truck system.com.Juiz do Trabalho Assinale a alternativa correta: a) Trata-se de mera nulidade contratual o ato de fraude que visa frustrar direito assegurado pela legislação do trabalho. por qualquer meio. d) Submeter alguém a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. sendo o agente responsabilizado. a) O sujeito passivo do crime de constrangimento ilegal pode ser qualquer pessoa. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. www. b) Por ser o delito de constrangimento ilegal tipicamente subsidiário. quer restringindo.Prova: CESPE . e) O fato de funcionário público ser sujeito ativo do crime de constrangimento ilegal qualifica a infração. A culpabilidade pode ser excluída ou diminuída por erro de proibição. quando o agente imaginar que está autorizado a divulgar o segredo ou que sua revelação atende a um interesse relevante e justificado. c) O constrangimento ilegal é delito de mera atividade. quando o agente tem o direito de revelar o segredo por razões de interesse público. absorve sempre o crime.Prova: TRT 23R (MT) . consumando-se mediante grave ameaça ou violência perpetrada pelo sujeito ativo.

TRT . dos delitos contra a liberdade individual e contra a dignidade sexual e da inviolabilidade do domicílio.conhecimentos específicos Acerca do crime omissivo. no entanto. vem impossibilitando o uso de transporte por seus funcionários na intenção de retê-los no local de trabalho. exceto: a) Constrangimento ilegal.2012 .Procurador .Prova: CESPE .TJ-DF . 06 . b) Conforme a jurisprudência pacificada do STJ. cor. c) Gama cometeu o crime de cárcere privado.TRT 3R . 03 .Juiz .AL-ES .2007 . d) Na hipótese de flagrante de crime permanente em residência.com. uma vez que. razão pela qual compete à justiça comum estadual processá-lo e julgá-lo.Objetiva. após contratar quinze pessoas para trabalhar na sua fazenda localizada em local ermo. b) Ameaça. é necessária autorização judicial para a busca e apreensão.2007 . se o crime é cometido contra criança ou adolescente ou se cometido por motivo de preconceito de raça. a) Caracteriza o delito de constrangimento ilegal a hipótese de intervenção médica ou cirúrgica. b) Gama cometeu o crime de constrangimento ilegal. o delito de redução à condição análoga à de escravo está inserido no CP entre os crimes contra a liberdade pessoal. imprescindível a demonstração da finalidade especial de agir.Prova: TJ-DFT . a ausência da chancela judicial caracteriza o delito de violação de domicílio.Juiz Constituem crimes contra a liberdade pessoal. e) O delito de apropriação indébita previdenciária é crime omissivo próprio. religião ou origem. sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal.br .Exame de Ordem . 05 .3ª Região (MG) . 04 . e) Violação de domicílio. assinale a opção correta. c) Sequestro.e) A pena do crime de redução à condição análoga à de escravo é reduzida de metade.gustavobrigido.Primeira Fase “Gama”.2 Em relação ao crime de constrangimento ilegal. consistente na intenção inequívoca da apropriação de valor destinado à previdência social. ainda que justificada por iminente perigo à vida. É certo afirmar: a) Gama não cometeu crime algum. assinale a alternativa correta: a) Não admite a forma tentada.2011 . www.OAB-SC . b) O crime é sempre punido autonomamente. c) O sujeito ativo impõe à vítima uma conduta indeterminada.Prova: ND . etnia. proprietário rural. d) Redução à condição análoga a de escravo. por conta própria ou de terceiro. d) O fato somente é punido autonomamente se não constitui elemento ou circunstância agravante especial de outro tipo penal. sendo. estabelecimento em que ocorra exploração sexual. para a sua caracterização. d) Gama cometeu o crime de redução à condição análoga à de escravo.1 . c) A tolerância pela sociedade não gera a atipicidade da conduta consistente em manter. sendo certo que esse ilícito suprime somente o bem jurídico em uma perspectiva individual. sem intuito de lucro nem mediação direta do proprietário. nessa situação.

gustavobrigido. distinguem-se as figuras sequestro e cárcere privado. quer restringindo. 09 . d) Apenas uma das proposições é falsa.2007 . afirmando-se que o primeiro é o gênero do qual o segundo é espécie. b) Todas as proposições são falsas. c) Apenas uma das proposições é verdadeira. com o fim de retê-lo no local de trabalho.com.2008 . dependendo.CESPE . do oferecimento de queixa-crime por parte do ofendido.Juiz .2010 . ainda que seja ela um meio para a obtenção de um outro fim.Juiz . uma vez que apenas são puníveis como crimes autônomos quando não integram outro delito. definição esta mais restrita que a de sequestro. de dois a oito anos. II.Prova: TJ-DFT .DPU .Prova: AOCP .Prova: TRT 14R .br . b) Nos crimes de ameaça e de constrangimento ilegal. www.Constitui constrangimento ilegal compelir a vítima a dar fuga ao agente em seu automóvel. A figura cárcere privado caracteriza-se pela manutenção de alguém em recinto fechado. quer sujeitando-a a condições degradantes de trabalho.9ª REGIÃO (PR) . Certo Errado 10 .Juiz . incorre quem cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador. enquanto que no seqüestro e no cárcere privado busca-se proteger a liberdade física. sem amplitude de locomoção.TRT .TRT . o bem jurídico tutelado é a liberdade psíquica de agir. desse modo. em relação ao crime de redução à condição análoga à de escravo: I.2ª Etapa Considere as assertivas a seguir. c) A ameaça e o constrangimento ilegal são considerados crimes subsidiários.Defensor Público Na doutrina. assinale a alternativa falsa: a) O crime de ameaça se processa mediante ação penal privada. a) Todas as proposições são verdadeiras. II .Objetiva Analise as proposições e assinale a única alternativa correta: I .2004 .A retenção de paciente em hospital para recebimento de honorários constitui delito de cárcere privado. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto.Colocar uma caveira à porta de alguém. 08 .1ª Prova . III.14ª Região (RO e AC) . III . d) O crime de cárcere privado é uma espécie da qual é gênero o seqüestro.TJ-DF . caracteriza delito de ameaça. A pena prevista para este crime é de reclusão. por qualquer meio. Na pena prevista legalmente para o crime. Caracteriza-se pela submissão da pessoa a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. além da pena correspondente à violência. configurando-se o primeiro quando a vítima é confinada em recinto fechado.07 . e) A ameaça grave integra a conduta que tipifica o crime de constrangimento ilegal.Prova 1 Sobre os crimes contra a liberdade pessoal. e multa.

em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção.A pena de reclusão pode ser aumentada entre três e nove anos. www. quer restringindo.Prova: PGT . c) somente as proposições II.A pena pela restrição de liberdade. mediante cárcere privado. se o crime for cometido contra criança ou adolescente ou por motivo de preconceito de raça.gustavobrigido. 12 .br . mas possível ofensa moral. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto. ameaçar alguém. com o fim de retê-lo no local de trabalho. A pena prevista legalmente é aumentada em um terço. e) todas as proposições estão erradas.Por ausência dos requisitos necessários à tipificação. IV e V estão corretas.TRT . religião ou origem. incorre quem mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador.com. grave dano moral ou à sua imagem.1ª REGIÃO (RJ) .2007 . quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. Na pena prevista legalmente para o crime. é aumentada de metade.1ª Etapa No que se refere aos crimes contra a liberdade pessoal.Constitui crime o fato de reduzir alguém a condição análoga à de escravo. II . IV . V . V.A pena cominada para o crime por privar alguém de sua liberdade. IV e V estão erradas. se o crime resulta à vítima.2008 . não constitui crime. ou qualquer outro meio simbólico. se o crime é cometido contra criança ou adolescente. em razão de trabalho escravo. por palavra. cor. b) somente as proposições I e III estão corretas.O bem jurídico tutelado é a liberdade individual. pode ser fixada entre dois e cinco anos. III .Juiz . observada a condição social da mesma. Marque a alternativa correta: a) todas as proposições estão corretas b) somente a proposição V está incorreta c) somente a proposição IV está incorreta d) somente a proposição II está incorreta e) somente as proposições III e IV estão incorretas 11 – Prova: INSTITUTO CIDADES . a) todas as proposições estão corretas. d) somente as proposições III. etnia.1ª Fase .PGT . assinale a alternativa CORRETA: I . se o ato é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital ou se a privação da liberdade dura mais de 15 (quinze) dias. assinale a proposição correta: I .IV. de causarlhe mal injusto e grave.Procurador do Trabalho Com relação ao crime de redução à condição análoga a de escravo. por qualquer meio. escrito ou gesto.

II . b) apenas duas das assertivas estão corretas.O consentimento do ofendido é irrelevante. mas seus efeitos são irreversíveis. c) apenas três das assertivas estão corretas. por motivo de preconceito de raça. cor. GABARITO OFICIAL: 1-D 11-C 2-D 12-B 3-E 4-D 5-C 6-D 7-D 8-A 9-C 10-B www.Trata-se de um crime instantâneo de efeitos permanentes. IV .com. cuja consumação ocorre em determinado instante. se o crime é cometido: contra criança ou adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos.br . a) apenas uma das assertivas está correta. d) todas as assertivas estão corretas.a pena é acrescida de metade.gustavobrigido. etnia. religião ou origem. e) não respondida. III .