CRIMES CONTRA A PESSOA CAPÍTULO 1 – DOS CRIMES CONTRA A VIDA Art. 121 - HOMICÍDIO Art. 121.

Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. Homicídio qualificado § 2° Se o homicídio é cometido: I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; II - por motivo futil; III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido; V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena - reclusão, de doze a trinta anos. Homicídio culposo § 3º Se o homicídio é culposo: Pena - detenção, de um a três anos. Aumento de pena § 4o No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as conseqüências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003) Perdão judicial § 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. § 6o A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia privada, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio. (Incluído pela Lei nº 12.720, de 2012) 1. Conceito e objeto jurídico:

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O homicídio, nas palavras do jurista Cezar Roberto Bitencourt, “é a eliminação da vida de alguém levada a efeito por outrem”. O objeto jurídico é a vida humana extra-uterina. Para que haja o crime, não é necessário que se trate de vida viável (mesmo que a vítima tenha pouco tempo de existência, tem direito à vida), basta que a pessoa esteja viva no momento da execução do crime. A palavra “alguém” deve ser entendido como o ser humano. 2. Formas de conduta: O crime de homicídio é classificado como crime de forma livre, pois admite qualquer meio de execução e pode ser praticado por ação ou por omissão, desde que, nesse último caso, o indivíduo tivesse o dever jurídico de impedir a morte da vítima (art. 13, §2º do CP). Diferentemente do que ocorre se alguém, que não está na qualidade de garantidor, não impede a ocorrência do resultado morte, deverá responder pelo crime de omissão de socorro qualificada pela morte (art. 135, parágrafo único do CP). 3. Sujeitos do crime: Sujeito ativo do homicídio é qualquer pessoa (crime comum). Sujeito passivo pode ser qualquer ser humano nascido com vida. A vida começa com o início do parto, com o rompimento do saco amniótico. Antes do início do parto, o crime será de aborto. 4. Consumação e tentativa: O crime se consuma com a morte real da vítima (crime material), que ocorre com a morte encefálica (ou cerebral), ainda que as funções circulatória e respiratória continuem funcionando, nos termos que estabelece o art. 3º, Lei nº 9.434/97. Haverá tentativa quando o agente não conseguir matar a vítima por circunstâncias alheias a sua vontade, nos termos do artigo 14, inciso II do Código Penal. Vale ressaltar que a desistência voluntária e o arrependimento eficaz afastam a tentativa (art. 15, CP). Obs.: Tentar matar cadáver é crime impossível por absoluta impropriedade do objeto (art. 17, CP). 5. Elemento subjetivo: É o dolo genérico, denominado de animus necandi, não se exigindo nenhuma finalidade específica. O motivo que leva o agente a ceifar a vida de outrem pode caracterizar uma qualificadora ou causa de diminuição de pena. Admite-se o dolo eventual, quando o agente não quer o resultado morte, mas assume o risco de produzi-lo. 6. Homicídio Privilegiado: § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. No parágrafo 1º nós temos o doutrinariamente denominado HOMICÍDIO PRIVILEGIADO, que nada mais é que uma causa de diminuição de pena.

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Em síntese, ocorre homicídio privilegiado em três situações: quando o agente comete o crime impelido por: a) relevante valor social (valor que pertence a toda sociedade e não apenas ao autor do crime – Ex.: matar um perigoso estuprador que aterroriza as mulheres e crianças de uma cidade do interior) b) relevante valor moral (é um valor individual, pessoal, como no caso da eutanásia); (3) sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação. Como se percebe, todas as circunstâncias são subjetivas. Nessa última situação o agente deve estar sob o domínio e não apenas sob a influência (a mera influência é homicídio doloso simples com atenuante de pena do art. 65, III, “c”, CP). Também são requisitos a imediatidade entre provocação e reação e a injusta provocação (se houver injusta agressão pode configurar legítima defesa). Assim, é indispensável para a caracterização que o fato seja praticado “logo em seguida”, ou seja, momentos após a injusta provocação da vítima. Não há um prazo fixo, de sorte que deverá ser analisado no caso concreto. Sendo reconhecida a causa de diminuição de pena, é direito subjetivo do acusado, assim, o juiz, no momento da aplicação da pena, é obrigado a reduzir de um sexto a um terço. O privilégio não se comunica entre os agentes no caso de concurso de pessoas porque é uma circunstância pessoal, em consonância com a regra prevista no artigo 30 do CP. Assim, na situação em que o pai e amigo que matam o traficante que vendia drogas para o filho, apenas o pai será beneficiado dessa causa de diminuição de pena, enquanto o amigo responde pelo homicídio simples. Obs.: PRIVILÉGIO E ATENUANTE GENÉRICA - DIFERENÇAS: Essa modalidade de privilégio diferencia-se da atenuante genérica arrolada pelo art. 65, inciso III, alínea c do Código Penal, em quatro pontos, vejamos a tabela:

HOMICÍDIO PRIVILEGIADO É aplicável exclusivamente ao homicídio doloso. Exige-se que o crime seja cometido sob o domínio de violenta emoção. Pressupõe a injusta provocação da vítima. Depende de relação de imeditidade, pois o homicídio deve ser praticado logo em seguida à injusta provocação da vítima.

ATENUANTE GENÉRICA (ART. 65, III DO CP) É possível ser aplicada em qualquer crime. Basta que o sujeito ativo esteja sob a mera influência. É suficiente o ato injusto da vítima. Não se exige que a ação do sujeito ativo respeite essa relação de imediatidade.

Obs.: O crime de homicídio privilegiado (art. 121, §1º do Código Penal) é compatível com a aberratio ictus. Nesse sentido, admiti-se que o sujeito, depois de injustamente provocado, efetue disparos de arma de fogo contra o provocador, mas atinja terceira pessoa. Nesse caso, ainda assim, haverá o homicídio privilegiado, conforme a regra prevista no artigo 73 do Código Penal. (P.ex.: José dispara cinco tiros de revólver contra Joaquim, jovem de 26 (vinte e seis) anos que acabara de estuprar sua filha. Contudo, em decorrência de um problema na mira da arma, José erra seu alvo, vindo a atingir Rubem, senhor de 80 (oitenta) anos, ceifando-lhe a vida. Nesse caso, José responderá pelo crime de homicídio privilegiado. Obs.: A premeditação é incompatível com o crime de Homicídio Privilegiado, na forma do domínio de violenta emoção logo em seguida a injusta provocação da vítima. O ato de arquitetar minuciosamente a execução do crime não se compatibiliza com o domínio da violenta emoção.

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portador de moléstia incurável e irreversível. elevando em abstrato a pena do homicídio para 12 a 30 anos. deve ser praticado em atividade típica de grupo de extermínio. ainda que cometido por um só agente.com. Os incisos I.gustavobrigido. b) Ortotanásia: é a eutanásia por omissão. Os incisos III e IV dizem respeito aos meios e modos de execução do homicídio. inciso I.reclusão. explosivo. por pertencerem ao fato. por pertencerem à esfera íntima do agente. em qualquer de suas formas.por motivo futil. a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena . até o seu fim natural. asfixia. a ocultação. cinco qualificadoras.à traição. de emboscada. O executor recebe a vantagem e depois pratica o homicídio. tal como consta no artigo 1º. para ser considerado hediondo. nessa hipótese. IV . Atualmente. www. Diz-se homicídio doloso qualificado quando presente qualquer dessas circunstâncias. em que o médico deixa de adotar as providências necessárias para prolongar a vida do doente terminal.br . Já o crime de homicídio simples. em face da regra delineada pelo artigo 30 do Código Penal. por se tratar de meio capaz de arrastar a existência da vida humana. ou por outro motivo torpe. não se comunicam aos demais coautores ou partícipes. Por outro lado. III . portanto. Não é crime. O parágrafo 2º contém cinco incisos e. é crime hediondo.Obs. c) Distanásia: é a morte vagarosa e sofrida de um ser humano.: TRATAMENTO JURÍDICO-PENAL DA EUTANÁSIA: A eutanásia. Motivo torpe é o motivo repugnante. conseqüentemente.para assegurar a execução. prolongada pelos recursos oferecidos pela medicina. da Lei 8. I . tortura ou outro meio insidioso ou cruel. comunicam-se no concurso de pessoas. desde que tenha ingressado na esfera do conhecimento de todos os envolvidos. em sentido amplo. II . 7. possuindo.: As qualificadoras dos incisos I. II e V relacionam-se aos motivos do crime. moralmente reprovável.: Como se disse. ainda se considera crime de homicídio privilegiado aquele pratica a eutanásia (eutanásia em sentido estrito ou ortotanásia). ou de que possa resultar perigo comum. V . fogo. contudo. Já na promessa de recompensa o pagamento é ajustado para um momento posterior à execução do crime. as qualificadoras dos incisos III e IV (meios e modos de execução) são de natureza objetiva. Homicídio qualificado: Homicídio qualificado § 2° Se o homicídio é cometido: I . o recebimento da recompensa é prévia.ex: matar um parente para ficar com sua herança.com emprego de veneno. p.072/90. ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido. ainda que com sofrimento. Obs.mediante paga ou promessa de recompensa. o crime não será hediondo. Obs.mediante paga ou promessa de recompensa. é perfeitamente possível a existência de homicídio qualificado privilegiado. II e V. pode ser fracionada em duas espécies distintas: a) Eutanásia em sentido estrito: é modo comissivo de abreviar a vida da pessoa portadora de doença grave. de doze a trinta anos. em estado terminal e sem previsão de cura ou recuperação pela ciência médica. Na paga. Paga ou promessa se caracterizam no homicídio mercenário. ou por outro motivo torpe. Obs.: É importante destacar que o crime de homicídio qualificado. índole subjetiva.

por exemplo) da função respiratória da vítima. III . O perigo comum ocorre o agente. com um travesseiro no rosto. para tanto. segundo as condições especiais da vítima. é preciso ressaltar a intenção do agente sempre foi ceifar a vida da vítima. através de estrangulamento. o meio da tortura.à traição. não são considerados motivos torpes para fins de qualificação o crime de homicídio.br . II . Aqui. assim. Não devemos. portanto.No chamado homicídio mercenário não é necessário que haja o recebimento da recompensa. Veneno. previsto no artigo 1º. é qualquer substância capaz de causar um perigo real a vida da vítima. Por sua vez. Se for ministrado à força poderá caracterizar o meio cruel. HC 99. a asfixia tóxica pode verificarse pelo uso de gás asfixiante. Ex. tortura ou outro meio insidioso ou cruel. Prevalece o entendimento de que essa recompensa deve ser patrimonial. §1º da Lei 9. por si só. banal. sem que a vítima tenha conhecimento que vai ser atacada) ou moral (atrair a vítima para um precipício). Asfixia é o impedimento direto (quando são obstruídas as vias respiratórias. www. por exemplo) ou indireto (quando a vítima fica impedida de exercer o movimento do tórax. Nessa qualificadora.: o indivíduo que mata outro por ter sofrido uma pisada no pé. confundir como crime de tortura qualificado pela morte. Já a dissimulação o agente esconde ou disfarça o seu propósito para apanhar a vítima desprotegida. além de matar. ou de que possa resultar perigo comum.144-RJ). A traição que qualifica o homicídio pode ser física (disparo pelas costas. causa perigo a um número indeterminado de pessoas.455/97.gustavobrigido. fogo.com.por motivo fútil. o agente se esconde e pega a vítima de surpresa. utilizando-se. não qualifica o crime. Observe que a ausência de motivo não deve ser equipara ao motivo fútil. IV . que é um crime preterdoloso. para fins penais. Só se aplica se o veneno foi introduzido na vítima sem o seu conhecimento. o agente se vale da confiança que a vítima nele previamente depositava. Emboscada é a tocaia. asfixia. Uma substância teoricamente inócua pode assumir a condição de venenosa. de emboscada. Meio insidioso é um meio dissimulado e o meio cruel é aquele que causa sofrimento desnecessário à vítima. Respondem pelo crime qualificado o que praticou a conduta e o que pagou ou prometeu a recompensa (STJ. explosivo. No caso do homicídio qualificado pela tortura.: a vingança e o ciúme. enquanto estavam num show. Obs. basta a mera promessa. mas que não chega a configurar uma tortura. ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido.com emprego de veneno. Fútil é o motivo insignificante. Observe que essa qualificadora não será cabível na hipótese de ataque frontal e de repentino.

o crime de homicídio privilegiado qualificado não é crime hediondo.Finalmente. outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima é uma fórmula genérica que indica qualquer outro meio análogo à traição. ocultação.: Em situações expressamente previstas em lei. preço ou proveito dele" 7. finalidade última do agente. não qualifica o crime de homicídio. Em contrapartida. que pratica um homicídio para assegurar a execução. a ocultação. Leciona Mirabete que essa qualificadora se divide em casos de conexão teleológica e consequencial. pois o dispositivo fala apenas em crime. por si só. quando se encontra em estado de embriaguez). É consequencial quando praticado para ocultar a prática de outro ilícito ou para assegurar a impunidade ou vantagem do produto.com. o privilégio é incompatível com as qualificadoras subjetivas.: homicídio qualificado pelo motivo torpe e pelo meio cruel).para assegurar a execução. há crimes específicos e que afastam a qualificadora do homicídio quando o sujeito elimina a vida de alguém para assegurar a execução de outro crime. no latrocínio. o magistrado deve utilizar uma delas para qualificar o crime.1 – Observações finais: Obs. a impunidade ou a vantagem de outro delito. Obs. o bandido mata uma testemunha que presenciara a prática do crime. Obs. www. A doutrina convencionou chamar de qualificadora por conexão. em que o agente mata para roubar a vítima. a impunidade ou vantagem de outro crime: Cuida-se de mais uma qualificadora de natureza subjetiva. Estuprar uma mulher e depois matá-la para não ser reconhecido como autor do crime contra a dignidade sexual. exemplificativamente. desde que sejam as de natureza objetiva (relacionada aos meios e modo de execução). é importante destacar que. §3º do CP. Obs. Matar o coautor do crime de extorsão mediante seqüestro para ficar com todo valor recebido a título de resgate.: O emprego de arma de fogo. à emboscada e à dissimulação (ex. "ocorre a conexão teleológica quando o homicídio é meio para executar outro crime. Obs.: A qualificadora por conexão não dever ser caracterizada na hipótese em que o homicida deseja assegurar a execução. V . consoante posição consolidada do Supremo Tribunal Federal. Exemplos: Matar o segurança de um empresário para em seguida seqüestrá-lo.gustavobrigido. pois é uma condição natural e não um recurso criado pelo homicida. Ademais.: O entendimento doutrinário majoritário e a jurisprudência do STF e do STJ sustentam a compatibilidade entre a causa de diminuição de pena (privilegiadora do crime de homicídio) e as qualificadoras.: A premeditação do crime não qualifica o homicídio por falta de amparo legal. Nessa situação. deverá responder pelo crime do artigo 157. A superioridade física do agressor em relação a vítima também não qualifica o homicídio. Depois de furtar um estabelecimento comercial. de acordo com o entendimento dominante. É o que ocorre. e as demais como agravantes genéricas. relacionada à motivação do agente. De acordo com o eminente autor. impunidade ou vantagem de uma contravenção penal. Obs.br .: matar a vítima enquanto esta dorme.: PLURALIDADE DE QUALIFICADORAS: Na hipótese de estarem presentes duas ou mais qualificadoras (ex. a ocultação.

: lembre-se que todo crime culposo (salvo em relação a culpa imprópria) .com. ou foge para evitar prisão em flagrante. tração animal (carroça) ou ciclomotor (anexo I do CTB) e matar alguém. Homicídio culposo: Homicídio culposo § 3º Se o homicídio é culposo: Pena . trata-se de um tipo penal aberto.ex. mas na culpa concorrente o juiz pode atenuar a pena do agente (a vítima atravessa fora da faixa de pedestre e o agente mata porque está em alta velocidade). e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. de 2003) www. por negligência (deixar de adotar as cautelas necessárias – p. a pena é aumentada de 1/3 (um terço). Obs. é sempre bom lembrar que na culpa exclusiva (total) da vítima não há crime (a vítima se joga por cima do carro.099/95. 302 da Lei nº 9. deverá responder pelo resultado morte.741. é incompatível a tentativa.: em face da pena mínima cominada de um ano. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. Destaque-se que não existe a compensação de culpas no direito penal. só será homicídio culposo quando o resultado morte ocorrer por imprudência (agir descuidado – p. responde pelo crime do art. Assim. Assim. de um a três anos. de dois a quatro anos. arte ou ofício. (Redação dada pela Lei nº 10. desde que presente os demais requisitos previstos no artigo 89 da Lei 9. CP.8. Sendo doloso o homicídio. inclusive o crime de homicídio culposo. Se o crime for praticado na direção de veículo automotor configura o homicídio culposo estabelecido no CTB (art.gustavobrigido. se o agente estiver na condução de veículo de tração humana (bicicleta).detenção.) É importante destacar que o sujeito ativo precisa conduzir veículo automotor (não basta que esteja no trânsito).br . não procura diminuir as conseqüências do seu ato. § 3º.ex: manusear arma de fogo carregada em local com grande concentração de pessoas). 9.: deixar uma arma de fogo carregada ao alcance de outras pessoas) ou imperícia (falta de habilidade ou conhecimento para a prática de ofício. o homicídio culposo comporta o benefício da suspensão condicional do processo. Assim. Causa de aumento de pena: Aumento de pena § 4o No homicídio culposo. a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. arte ou profissão – p. por ser um crime de natureza culposa.503/97: Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor: Penas detenção.ex. Obs. qualquer pessoa que tenha agido de forma culposa. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. 121. No homicídio culposo o agente não quer matar a vítima (dolo direto) nem assume o risco de matá-la (dolo eventual). Ademais. O homicídio culposo.: cirurgião plástico que mata sua paciente por falta de habilidade para realizar o procedimento médico). por exemplo).

: Segundo o STF. 10. a pena é aumentada de 1/3. não se aplica a atenuante genérica definida pelo artigo 65. relativa a inobservância de regra técnica de profissão. inciso III. Nesse caso. “A” não conduz a vítima ao hospital. se o agente desconhecia a idade ou agiu em erro de tipo sobre tal circunstância. conforme o entendimento do STJ. c) Não procurar diminuir as conseqüências do seu ato: trata-se de desdobramento da causa de aumento de pena anterior. que dela se apodera e efetua um disparo contra a própria cabeça.ex. Observe que essa causa de aumento de pena só se aplica para o profissional.: ameaça de linchamento).Aqui no parágrafo 4º. mas por desídia não as observa (exemplo: cardiologista não segue as regras básicas de uma cirurgia de coração). arte ou ofício: essa inobservância regulamentar não se confunde com a imperícia. Exemplo: “A” mata “B”. o agente dota das habilidades necessárias para o desempenho da atividade. Assim. 4º do CP). e não por homicídio culposo em concurso com a omissão de socorro.br . são duas causas de aumento de pena que dizem respeito a idade da vítima ao tempo do crime (teoria da atividade – art. é perfeitamente possível a incidência conjunta dessa causa de aumento de pena. Loco. ameaçado de ser linchado. e duas causas aplicáveis ao homicídio doloso. essa causa de aumento de pena não incide quando o sujeito deixou de prestar socorro porque não tinha condições de fazê-lo.: médico ortopedista que mata o paciente ao efetuar uma cirurgia cardíaca).ex. Acrescenta-se. Exemplo: O agente. Obs. no homicídio culposo cometido com imperícia médica. arte ou ofício. que era justificável. o Código Penal arrola quatro causas de aumento de pena aplicáveis somente ao homicídio culposo. ainda. b) Deixar de prestar imediato socorro a vítima: essa causa de aumento de pena relaciona-se as pessoas que por culpa contribuíram para a produção do resultado. Causa de aumento de pena para o homicídio doloso: Conforme se extrai do parágrafo 4º. acreditando sinceramente ter a vítima 15 anos de idade. mas afastou-se do local do crime e não pediu qualquer ajuda da autoridade pública. alínea b do Código Penal.: Segundo a jurisprudência. e ela vem a morrer. Na imperícia.: Essa causa de aumento de pena deve ser compreendida pelo dolo do agente. Não incidirá a causa de aumento de pena. não presta imediato socorro a vítima. Já nesta causa de aumento de pena. Passemos a análise de cada um deles: Causas de aumento de pena para o homicídio culposo: a) Inobservância de regra técnica de profissão.com. Obs. Exemplo: “A” deixa uma arma de fogo municiada em local acessível a uma criança.gustavobrigido. Perdão judicial: www. Obs. aplicada apenas para o crime de homicídio culposo. o sujeito não reúne conhecimentos teóricos ou práticos para o exercício de arte. de 13 anos de idade. que quando o responsável pelo homicídio culposo presta socorro à vítima. se ao tempo do crime a vítima era menor de 14 anos ou maior de 60 anos de idade. não será aplicada. e não tenham prestado imediato socorro à vítima. deve responder por homicídio culposo com a pena aumentada. profissão ou ofício (p. seja por questões físicas ou psicológicas (p. d) Fugir para evitar prisão em flagrante: mais uma causa de aumento de pena.

Causa de aumento de pena: § 6o A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia privada.720/12. de 2012) O parágrafo 6º é fruto de recente alteração legislativa dada ao Código Penal pela Lei nº 12. 11.Perdão judicial § 5º . I.ex.Na hipótese de homicídio culposo. Essa sentença possui natureza jurídica de declaratória de extinção da punibilidade. ainda que executado por apenas um dos integrantes do grupo (art. 1º. nas quais são mortos civis. deverá responder pelo crime definido pelo artigo 29 da Lei 7.ex. mas as conseqüências desse crime lhe são tão graves que a punição desponta como desnecessária. Obs. Podem atingir o próprio autor da conduta culposa (p. Obs. além de testemunhas de crimes. previsto no caput do artigo 121. 12. inciso IX do CP. A gravidade e a extensão das conseqüências da infração devem ser analisadas na situação concreta. aplicável nos casos em que o sujeito produz culposamente a morte de alguém. Assim. (Incluído pela Lei nº 12.: pai que por negligência esquece seu filho de puçá idade no interior do automóvel). policiais e dissidentes de quadrilhas. sob o pretexto de prestação de serviço de segurança. será hediondo quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio. não gera reincidência. do Senado Federal.720. por analogia “in bona partem”. do perdão do ofendido. tal como estabelece a Súmula 18 do Superior Tribunal de Justiça.: ficar paraplégico). Por fim. com respaldo no artigo 107. o juiz poderá deixar de aplicar a pena. seus familiares (p. O perdão judicial deverá ser concedido na sentença. Entretanto.1 . organizações paramilitares e esquadrões. aplicável nos crimes de ação penal privada e que dependem de aceitação pelo autor da infração penal. isto é. não autoriza o lançamento do nome do réu no rol dos culpados e não configura a obrigação de reparar o dano provado pelo crime. da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de causa de extinção de punibilidade.com. responsáveis por chacinas.072/90). ou por grupo de extermínio. com maior rigor. em regra.2 .O homicídio doloso simples.gustavobrigido. portanto. se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. A idéia é reprimir. cuja pena varia de 6 a 20 anos. Observações finais Obs.: Embora não previsto expressamente.: o perdão judicial é ato unilateral. Obs. o benefício não poderá ser negado se estiverem presentes seus requisitos legais. não é crime hediondo. não subsistindo qualquer efeito condenatório. É diferente.Aquele que mata dolosamente o Presidente da República. www. não precisa ser aceito pelo réu para produzir seus efeitos.br . milícias. a ação grupos de extermínio. Lei nº 8.170/1983 – Crimes contra a Segurança Nacional. predomina que cabe o perdão judicial no homicídio culposo do CTB. autoridades públicas.

ART.: quanto a forma de participação em suicídio no ato de auxiliar. no todo ou em parte. de um a três anos. a capacidade de resistência.889/56. 3. o agente responde por homicídio (p. Cuida-se de crime condicionado. Elemento subjetivo: www. portanto.se a vítima é menor ou tem diminuída. trata-se de crime contra a humanidade. não há o crime. se o suicídio se consuma. O sujeito passivo é qualquer pessoa. em hipótese alguma. sob pena de incorrer no crime de homicídio. por qualquer causa. Sujeitos do crime: O sujeito ativo é qualquer pessoa (crime comum). 1. realizar a conduta apta a eliminar a vida da vítima. instigar (reforçar uma idéia já existente) ou auxiliar (prestar auxílio material parao suicida) que terceiro se suicide.se o crime é praticado por motivo egoístico.reclusão. Se a vítima não tem capacidade de entender que está se suicidando. étnico. 122 . crime nenhum. se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave. porque se o suicida não morre nem sofre lesão grave.3 – Aquele que mata membros de um grupo.com. racial ou religioso. não há o crime.ex. com a intenção de destruir. secundária. desde que tenha capacidade mental de entender que está eliminando a própria vida. Só responde pelo crime do artigo 122 do CP aquele participa no ato de induzir (cria a idéia na mente alheia. ou reclusão. não considera crime a pessoa que se suicida ou tenta se suicidar. até então inexistente).A pena é duplicada: Aumento de pena I . não cometendo.br . Consumação e tentativa: A consumação ocorre se o suicida morrer ou sofrer lesão grave. de dois a seis anos. Parágrafo único . Só há o crime se a conduta foi exercida contra pessoa certa e determinada (autor de livro que escreve obra sugerindo às pessoas o suicídio não configura o delito). II . grupo nacional. O sujeito não pode. pratica o crime de genocídio definido pela Lei 2.Obs. Conforme o STF. Não há tentativa. Considerações iniciais: O direito penal. Se não sofre lesão ou sofre apenas lesão leve. 4. 2.: induzir criança de 04 anos a atirar contra si). e não contra a vida.gustavobrigido. INSTIGAÇÃO OU AUXÍLIO AO SUICÍDIO Art. em virtude do princípio da alteridade. 122 – INDUZIMENTO. Obs. é importante que este seja em atividade acessória.Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça: Pena .

O crime é punido apenas a título de dolo. Se alguém, culposamente, dá uma notícia para a vítima que não deveria e a vítima se suicida, não há crime. 5. Pacto de morte: No pacto de morte há um acordo celebrado entre duas pessoas que desejam se matar. Contudo, nas hipóteses em que há sobrevivência de uma delas ou de ambas, resolvem-s da seguinte maneira, nas palavras do jurista Cléber Masson: a) se o sobrevivente praticou atos de execução da morte de outro, ele será imputado o crime de homicídio; b) se o sobrevivente somente auxiliou o outro a suicidar-se, responderá pelo crime de participação em suicídio; c) se ambos praticarem atos e execução, um contra o outro, e ambos sobreviveram, responderão os dois por tentativa de homicídio; d) se ambos se auxiliarem mutuamente e ambos sobreviverem, a eles será atribuído o crime de participação em suicídio, desde que resultem lesões corporais de natureza grave; e) se um deles praticou atos de execução da morte de ambos, mas ambos sobreviveram, aquele responderá por tentativa de homicídio, e este por participação em suicido, desde que o executor, em razão da tentativa, sofra lesão corporal de natureza grave. Aumento de pena I - se o crime é praticado por motivo egoístico; II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência. A pena daquele que auxilia, instiga ou induz alguém a suicidar-se será aumentada se o crime é praticado por motivo egoístico ou se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência a) Motivo egoístico: é aquele motivo individualista, com intenções de satisfação pessoal (p.ex.: o sujeito que estimula um colega de trabalho que enfrenta problemas depressivos a suicidar-se, e assim ficar com seu cargo na empresa. b) Vítima menor: é a pessoa com idade entre 14 e 18 anos de idade. Assim, se a conduta de auxiliar, instigar ou induzir for em face de pessoa com idade entre 14 e 18 anos, haverá a aplicação da causa de aumento de pena prevista no inciso II. A causa de aumento de pena, nessa hipótese, se justifica na maior facilidade que pessoas nessa faixa etária apresentam para serem convencidas por outrem a suicidar-se. Obs.: A interpretação de que vítima menor é aquele que possui idade entre 14 e 18 decorre da aplicação analógica ao que dispõe o artigo 217-A do Código Penal, com redação dada pela Lei nº 12.015/09. Com efeito, a pessoa com idade inferior a 14 anos não tem maturidade suficiente para a prática de um ato sexual, também não a possui para dispor da sua própria vida. Obs.: Muita atenção!!! Se a vítima for pessoa com idade inferior a 14 anos, o crime será de homicídio, já que esta não teria qualquer capacidade de discernimento sobre o ato que foi instigada, auxiliada ou induzida a participar (p.ex: induzir uma criança de 6 anos de idade a pular de um prédio, afirmando que esta iria criar asas e se tornar um super-herói)

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c) Vítima que, por qualquer causa, tem diminuída a capacidade de resistência: é a pessoa que por algum motivo não relacionada a idade, possua maior possibilidade de ser influenciada a se suicidar. Essa menor resistência pode ser provocada por enfermidade, como também por efeitos do álcool ou de drogas. ART.123 - INFANTICÍDIO Art. 123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: Pena - detenção, de dois a seis anos. 1. Considerações iniciais: Trata-se de um crime em que se mata alguém, tal como no artigo 121, mas o legislador estabeleceu penas menores, pelo fato de ser praticado pela mãe contra o seu próprio filho, durante o parto ou logo após, influenciada pelo estado puerperal. 2. Sujeitos do crime: O Sujeito ativo é a mãe da vítima em estado puerperal, daí se fala que é um crime próprio. O sujeito passivo é apenas o filho da mãe puérpera, que esteja nascendo ou que já nasceu. Por esta razão, a doutrina o denomina como crime bipróprio, pois exige uma qualidade especial do sujeito ativo e do sujeito passivo. Obs.: Se a mãe, em estado puerperal, matar um adulto, deverá responder pelo crime de homicídio. Se a mãe, influenciada pelo estado puerperal e logo após o parto, mata outra criança, que acreditava ser seu filho, responde por infanticídio. É o que a doutrina denomina de infanticídio putativo. Alguns autores sustentam, que nessa possibilidade, haverá erro quanto a pessoa, sem, contudo, haver qualquer alteração prática. Obs.: não há critério seguro para determinar o tempo de estado puerperal. Assim, a presença desse estado de abalo materno em razão do parto. O parto tem início com a dilatação, instante em que se evidenciam as dores e dilatação do colo do útero. Em seguida há a fase de expulsão, no qual o nascente impelido para fora do útero. E, finalmente, há a expulsão da placenta, findando o parto. Assim, a morte do nascente, em qualquer dessas fases, em razão do estado puerperal que acomete a parturiente, está caracterizado o infanticídio. Obs.: Não cabe agravante do art. 61, II (crime cometido contra descendente), neste caso 3. Estado puerperal: É uma perturbação psicopatológica aguda, de caráter transitório, que, em conseqüência do trabalho de parto e de determinados fatores psicológicos, fisiológicos e sociais, leva a parturiente, no período compreendido entre a fase expulsiva do feto e os primeiros minutos seguidos à eliminação da placenta, a cometer infanticídio por ter sido atingida profunda e parcialmente a sua consciência. Prevalece o entendimento no sentido de ser desnecessária perícia para constatação do estado puerperal, por se tratar de efeito normal e inerente a todo e qualquer parto. Todavia, quando a mãe retira a vida do recém nascido, após um prazo considerável do parto, a perícia deverá ser realizada para verificar a existência do estado puerperal para caracterização do crime.

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3. Infanticídio e concurso de pessoas: A condição pessoal do “estado puerperal” é elementar do tipo penal e, portanto, comunica-se ao terceiro coautor ou partícipe (art. 30, CP). Assim, o pai que ajuda a mãe puérpera a matar o seu próprio filho, também cometerá o crime de infanticídio. 4. Inimputabilidade da gestante: Se a parturiente, completamente perturbada psicologicamente, dada a intensidade do seu estado puerperal, considerado aqui como de nível máximo, provocar a morte de seu filho durante o parto ou logo após, deverá ser tratada como inimputável, afastando-se, outrossim, a sua culpabilidade e, conseqüentemente, a própria infração penal. ART. 124 AO ART. 128 – ABORTO E SUAS MODALIDADES Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena - detenção, de um a três anos. Aborto provocado por terceiro Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de três a dez anos. Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de um a quatro anos. Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não é maior de quatorze anos, ou é alienada ou debil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência Forma qualificada Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte. Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico: Aborto necessário I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante; Aborto no caso de gravidez resultante de estupro II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.

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Provocar aborto. Esse crime pode concretizar-se em duas hipóteses: a) não houve qualquer consentimento da gestante (ex.Aborto praticado por terceiro sem o consentimento da gestante – Art. temos o crime de auto-aborto e. só será cabível concurso de pessoas na hipótese de partícipe. inclusive. 125 . 2. e. e. sem o consentimento da gestante: Pena . 3. o coautor deverá responder pelo crime do artigo 126. Obs. www. 125 e 126 do CP): O código penal estabelece dois crimes. que é o memento em que o óvulo fecundado é implantado no útero. Por isso. Um primeiro. Temos.ex. seja por alguma característica da mãe (p. não admite co-autoria (mas admite a participação). o feto e a gestante.1 .com. como responde o partícipe? Além de responder por este delito (participação em auto-aborto) responderá por lesão culposa ou homicídio culposo.ex. um segundo. 3. não constitui crime algum. 125 do CP: Aborto provocado por terceiro Art. mas este não surte efeitos válidos. mais grave. 124 do CP): O artigo 124 do Código Penal traz duas modalidades do crime de aborto que só podem ser praticados pela gestante.: agressão do antigo namorado que a engravidou).: Se ocorrer morte ou lesão grave da gestante.1. Crime de aborto provocado por terceiro (art. Exemplo: a mulher grávida ingere medicamento abortivo. na forma de coautoria.: gestante menor de 14 anos de idade ou alienada ou débil mental que consente para que outro provoque o aborto) ou porque o consentimento foi adquirido mediante fraude.br . que foi adotada pelo artigo 29 do Código Penal. portanto. Na primeira parte. b) quando a vítima prestou consentimento. 124 e a pessoa que provoca (p. 126. ambos do CP. Crime de auto aborto e de aborto consentido (art. que estará caracterizado quando o aborto é praticado com o consentimento da gestante. portanto. Obs. da qual resulta a morte antecipada do feto. pois há duas vítimas.gustavobrigido. o crime de aborto consentido É crime de mão-própria e.: no crime previsto no artigo 124. consoante entendimento majoritário da doutrina. que o uso de meios contraceptivos. Trata-se de um crime de dupla subjetividade passiva. Considerações iniciais: O aborto é a interrupção da gravidez. que lhe fora fornecido pelo seu namorado. Havendo coautoria. inicia a partir da nidação. que estará caracterizado quando o aborto é praticado sem o consentimento da gestante. uma exceção à teoria monista ou unitária. na segunda parte. não. A gravidez. de três a dez anos. da pílula do dia seguinte. Perceba que a gestante que autoriza que outro lhe provoque o aborto responde pelo art.: o médico) responde pelo art.reclusão. grave ameaça ou violência.

respectivamente. é impunível. em concurso formal impróprio (artigo 70 do CP).Obs. no entanto. Aborto legal ou permitido (art.reclusão.com.se não há outro meio de salvar a vida da gestante. 128 . se. 3.ex. e essa circunstância for do conhecimento do terceiro. responderá pelo artigo 124 do CP. 127 . Trata-se de uma causa de aumento de pena que só deve ser aplicada na hipótese de crime de aborto preterdoloso. o agente responderá pelo crime de aborto em concurso com o crime de lesão corporal grave ou homicídio. Se vinculada ao consentimento da gestante. Causa de aumento de pena: Art. Obs. tinha dolo (eventual ou direto) de tanto causar o aborto. o agente queria causar o aborto. Por outro lado. mas por culpa. ou se o consentimento é obtido mediante fraude. responderá pelo crime do artigo 126 do Código Penal (p. como de lesionar gravemente ou matar a mãe. 124 do CP (p. A causa de aumento de pena do artigo 127 do CP somente se aplica aos tipos dos artigos 125 e 126. e são duplicadas. Aplica-se a pena do artigo anterior.As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço. www. 126 . aquele que pratica as manobras abortíferas responderá pelo artigo 126 do CP. 126 do CP: Art.: e o partícipe. de um a quatro anos.ex. pelo princípio da alteridade. 5. se a gestante não é maior de quatorze anos. ele responderá pode um único crime. se o agressor ignorava esse fato. 128 do CP): Art. Contudo. Parágrafo único.: a recepcionista da clínica médica clandestina) 4.gustavobrigido. 124. acaba produzindo lesão corporal de natureza grave ou mesmo a morte da gestante. lhe sobrevém a morte.Não se pune o aborto praticado por médico: Aborto necessário I .2 – Aborto praticado por terceiro com o consentimento da gestante – Art. grave ameaça ou violência Quando o aborto é praticado por terceiro com o consentimento da gestante. em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo.br . uma exceção a teoria monista. por qualquer dessas causas.: familiares que auxiliam financeiramente a gestante para custear as despesas do aborto em uma clínica clandestina). Se. ao passo que a gestante que consentiu. se. ou é alienada ou debil mental. Em outras palavras. tal como foi afirmado anteriormente.Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena . vez que a autolesão. Não se aplica ao aborto do art. a gestante sofre lesão corporal de natureza grave. por qual crime responde? Resposta: Depende de sua conduta. haverá dois (ou três) crimes de aborto. se o partícipe concorrer para a conduta do terceiro que provoca o aborto. Temos.: se a mãe está grávida de gêmeos (ou trigêmeos). o partícipe responderá pelo art. portanto.

no caso. declaração da mulher.: no aborto sentimental. Para interromper a gravidez de feto anencéfalo. “Aborto” de feto anencéfalo – ADPF 54: O Supremo Tribunal Federal decidiu. Mas venceu a tese de que a interrupção de gestação de feto sem cérebro não pode sequer ser considerada aborto.se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou. ético ou piedoso). os ministros decidiram que médicos que fazem a cirurgia e as gestantes que decidem interromper a gravidez não cometem qualquer espécie de crime. permitindo a prática do aborto. 6. obrigatoriamente. com esse julgamento. quando a gravidez resulta de estupro. para quem “anencefalia e vida são termos antitéticos”. Basta o diagnóstico de anencefalia do feto. Se não há. de seu representante legal. Obs. praticado por médico. Contudo.br . Assim. Prevaleceu o voto do ministro Marco Aurélio. já que se trata de estado de necessidade.Aborto no caso de gravidez resultante de estupro II . Por oito votos a dois. quando não houver outro meio de salvar a vida da gestante. sim. depoimentos das testemunhas. ministro Celso de Mello.com. na regra que possibilita o aborto em caso de risco à saúde da mãe. as mulheres não precisam mais de decisão judicial que as autorize. pontuou: “Não estamos. O ministro afirmou que existe. não há crime pelo fato de serem hipóteses admitidas pelo ordenamento jurídico. o aborto precisa ser. não há necessidade de condenação do estuprador ou existência de ação penal. Obs. não se trata de aborto porque não há a possibilidade de vida do feto fora do útero. o aborto de feto anencéfalo pode se encaixar nas hipóteses de exceção previstas no Código Penal em que o aborto não é considerado crime — no caso. pois. que se trata de aborto. no que alguns ministros chamaram de o "julgamento mais importante de toda a história da corte". inquérito policial etc.gustavobrigido. As situações descritas no artigo 128 são causas especiais de exclusão de ilicitude. Essa é outra questão. mediante a presença de provas seguras acerca da existência do crime. que a interrupção da gravidez de feto anencéfalo não pode sequer ser chamada de aborto. os ministros descriminalizaram o ato de colocar fim à gravidez nos casos em que o feto não tem o cérebro ou a parte vital dele. um conflito apenas aparente entre direitos fundamentais já que não há qualquer possibilidade de o feto sem cérebro sobreviver fora do útero www. na hipótese. Em síntese. tais como boletim de ocorrência. o aborto poderá ser praticado por qualquer pessoa. Na prática. embora o aborto praticado constitua fato típico. mas considerou. nada justifica a restrição aos direitos da gestante”. na hipótese do inciso II. vida a ser protegida. Para sete dos dez ministros que participaram do julgamento. O ministro Gilmar Mendes votou pela descriminalização da prática. quando incapaz. o crime é impossível. A doutrina denomina de aborto necessário. e de aborto sentimento (humanitário.: na hipótese do inciso I. relator da ação em julgamento. que poderá vir a ser submetida a esta corte em outro momento. Para o ministro. no dia 12/4/12. O decano do tribunal. não há necessidade de autorização judicial para que o médico proceda ao aborto. Basta o médico.

03 . permite a compensação de culpas.Prova: INSTITUTO CIDADES .br . O que estava em jogo. por tratar-se de crime próprio. A vítima foi socorrida e levada ao pronto socorro.Exame de Ordem Unificado Assinale a alternativa correta a) Aquele que. INFANTICÍDIO E HOMICÍDIO – STJ: Iniciado o trabalho de parto.da mãe. existem outros elementos para demonstrar a vida do ser nascente. mas sim homicídio ou infanticídio conforme o caso. julgado em 23/10/2012. 210 do Código Penal: crime de violação de sepultura.Prova: NUCEPE . é saber se a mulher que interrompe a gravidez de feto em caso de anencefalia tem de ser presa. b) lesão corporal grave. ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. não pratica o crime descrito no art. d) à traição. por exemplo. A maioria.2012 .Cabo Uma pessoa desferiu em outra. www.Prova: FGV . 02 . e) tentativa de homicídio. d) Há homicídio privilegiado quando o agente atua sob a influência de violenta emoção. alguns golpes de faca. b) O crime de infanticídio. LISTA DE EXERCÍCIOS – DOS CRIMES CONTRA A VIDA: 01 . não há crime de aborto. e) para assegurar a execução.PM-PI .Agente de Polícia . Marco Aurélio Bellizze. c) O homicídio culposo.: DIFERENÇAS ENTRE O CRIME DE ABORTO.DPE-GO . dada a menor reprovabilidade da conduta.2010 . não é necessário que o nascituro tenha respirado. HC 228. não admite coautoria.OAB . contudo.com. mas nada consegue obter porque tal sepultura estava vazia. Min. iniciado o parto.Defensor Público O homicídio é qualificado pela conexão quando é cometido a) mediante paga ou promessa de recompensa. a impunidade ou vantagem de outro crime. de emboscada. especificamente com a segurança do diagnóstico de anencefalia. d) homicídio qualificado. fogo. b) por motivo fútil c) com emprego de veneno. porém. O ministro Gilmar Mendes propôs que o Supremo recomendasse ao Ministério da Saúde que editasse uma norma de segurança para que o diagnóstico seja seguro. disse Marco Aurélio. notadamente quando.998-MG. os batimentos cardíacos. Os ministros decidiram que não. veio a óbito por infecção hospitalar. Observações finais: Obs. desejando subtrair ossadas de urna funerária.2012 . viola sepultura. a ocultação. querendo ceifar sua vida. c) homicídio simples. O crime praticado por quem esfaqueou foi: a) lesão corporal seguida de morte.tortura ou outro meio insidioso ou cruel. ou por outro motivo torpe. Rel. ou de que possa resultar perigo comum. rejeitou a proposta após uma longa discussão. asfixia. 7. Para configurar o crime de homicídio ou infanticídio. Os ministros se mostraram preocupados com a execução da decisão. explosivo. uma semana depois.gustavobrigido.

d) homicídio culposo. que percorria.br . foi estuprada por um desconhecido. 08 . b) Mévio deverá ser condenado por homicídio doloso. que é vizinho às residências de ambos.TJ-AL .MPE-AP .2012 .Promotor de Justiça Em relação ao homicídio. seu desafeto. Nessa situação hipotética. Mévio se levanta. d) o erro quanto à pessoa não isenta de pena.Delegado de Polícia O aborto provocado pela gestante é crime a) formal. trecho de movimentada via pública onde a velocidade máxima permitida era de 50 km/h.Auxiliar Judiciário Determinado motorista.2011 . diante de absoluta ausência de conduta humana. é correto afirmar que a) o privilégio da violenta emoção pode concorrer com as qualificadoras objetivas. não com as subjetivas. se privilegiado. Envergonhada com o fato. Em determinada noite. b) as qualificadoras relativas aos motivos do crime não se comunicam aos coautores. c) lesão corporal seguida de morte. dirige-se ao exterior de sua casa e.Prova: PC-SP . o Ministério Público ou a justiça. c) Mévio deverá ser absolvido. resultou gravidez. d) Mévio não comete crime algum. atropelou e feriu gravemente um pedestre que circulava pela calçada. c) premeditação constitui circunstância qualificadora.gustavobrigido. 07 . já que havia inexigibilidade de conduta diversa.Prova: TJ-PR .TJ-PR . Mévio é informado do episódio e fica bastante feliz com a brutal morte de Adolfo. Diante dos fatos narrados. assinale a alternativa correta. Desse fato. 05 . Ao acordar. a) Mévio deverá ser condenado por homicídio culposo. 06 . b) lesão corporal culposa. o motorista deverá ser responsabilizado pelo crime de a) lesão corporal grave. e) de mera conduta. mesmo que conheçam a motivação.Assessor Jurídico Mévio sofre de sonambulismo e seus ataques são frequentes.Prova: VUNESP .Juiz Maria da Piedade. e) homicídio doloso.04 . d) de concurso necessário.TJ-MG .2012 . o pedestre faleceu cinco dias após o acidente. Adolfo falece em virtude de lesões decorrentes da queda. não tomou nenhuma providência perante a polícia. sem ter nenhuma consciência nem lembrança do que ocorreu. Maria provocou aborto em si mesma. durante um desses ataques. e) admite o perdão judicial.PC-SP . embriagado.2012 . acaba empurrando Adolfo de um penhasco. com 21 (vinte e um) anos.com.Prova: FCC . tendo um espasmo. Única vítima.2012 . b) de mão própria. em consequência das lesões sofridas com o atropelamento. a 150 km/h. c) de conduta vinculada. considerando-se ainda as condições e qualidades da vítima. www.Prova: CESPE .

11 . No mesmo contexto. 12 .gustavobrigido. da qualificadora do motivo torpe com a atenuante genérica do cometimento do crime por motivo de relevante valor moral. c) O aborto sentimental pode ser praticado pela própria vítima. causando-lhe ferimentos graves.Segurança e Transporte João.DPE-MA . 10 . a respeito dos crimes contra a pessoa. na jurisprudência do STJ. em decorrência de um problema na mira da arma. vedado que a segunda seja considerada circunstância agravante. pontapés e pedradas. vindo a atingir Rubem. a qualificadora da paga ou promessa de recompensa é elementar do tipo qualificado. movido por motivo torpe. 09 – Prova: FCC . d) apenas por homicídio privilegiado consumado. uma vez que ocorreu erro quanto à pessoa. agravado por ser a vítima maior de 60 (sessenta) anos. o entendimento acerca da possibilidade de homicídio privilegiado por violenta emoção ser qualificado pelo emprego de recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. b) Praticou o crime de aborto. como modo de execução do delito. a) Agiu amparada pelo estado de necessidade.com. no delito de homicídio. José erra seu alvo. não é possível a coexistência. João responderá por a) infanticídio. b) por tentativa de homicídio privilegiado de Joaquim e homicídio culposo de Rubem. uma criança de nove anos de idade. emboscada. c) apenas por tentativa de homicídio privilegiado.2012 . e) De acordo com a jurisprudência do STJ. agravado por ser a vítima maior de 60 (sessenta) anos.Técnico Judiciário . e o agrediu a socos. vendo que Pedro continuava vivo. c) homicídio qualificado. ceifando-lhe a vida. descrito no artigo 124 do Código Penal Brasileiro. e) lesão corporal agravada. não ao mandante. segundo a jurisprudência do STJ.2011 . dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido.Prova: FGV .OAB .Em face da legislação que rege a matéria. considerada circunstância judicial desfavorável. d) homicídio simples. d) A qualificadora relativa à ação do agente mediante traição. senhor de 80 (oitenta) anos.TRF . a) É pacífico. aplicando-se apenas ao executor da ação. jovem de 26 (vinte e seis) anos que acabara de estuprar sua filha.2ª REGIÃO . assinale a alternativa correta. b) lesão corporal seguida de morte.Prova: CESPE .Defensor Público Assinale a opção correta. ocasionando-lhe a morte.br . uma vez que ocorreu erro na execução. uma pode ser utilizada para caracterizar a qualificadora e a outra. Contudo. d) Agiu impelida por relevante valor social. é correto afirmar que José responderá a) pelo homicídio de Rubem. A esse respeito. c) No homicídio mercenário.Prova: CESPE .2012 . desferiu-lhe um tiro na cabeça.2012 .TJ-PI . b) Na hipótese de homicídio qualificado por duas causas.Exame de Ordem Unificado .Primeira Fase José dispara cinco tiros de revólver contra Joaquim. ocorrerá independentemente de o agente ter agido de forma preordenada. www.3 .Juiz Assinale a opção correta acerca do homicídio. procurou Pedro.

dispensa-se a perícia médica caso se comprove que a mãe esteja sob a influência do estado puerperal.Prova: VUNESP . 121. 15 . logo em seguid a à injusta provocação da vítima”. em consequência do delito.Promotor de Justiça Aquele que encoraja a gestante a praticar um aborto. d) Configura traição que qualifica o homicídio a conduta do agente que colhe a vítima por trás. as penas serão aumentadas de um terço.Reclusão. são absolutamente incompatíveis o dolo eventual e as qualificadoras do homicídio. 14 . mas sem participar fisicamente das manobras abortivas. c) Em caso de morte da vítima. prevista no §1º. aja sob a influência desse estado. cedendo lugar ao crime de homicídio. c) se ela fugir para evitar prisão em flagrante. acompanhando-a à clínica médica. do artigo 121. b) as circunstâncias do privilégio são subjetivas e os elementos da qualificadora são subjetivos. b) Ainda que o homicídio seja praticado friamente dias após a injusta provocação da vítima. independentemente de o resultado ser produzido dolosa ou culposamente. d) as circunstâncias do privilégio são objetivas e os elementos da qualificadora são objetivos. por motivo torpe ou fútil. do Código Penal.Prova: TJ-DFT . Pena . a pena de Mercedes será duplicada a) se ela deixar de prestar socorro imediato à vítima. por qualquer causa.br .Prova: MPE-SP . b) Nas figuras típicas do aborto.2011 . ainda. por haver presunção juris tantum de que a mulher. penalmente admissível que.2008 . “sob o domínio de violenta emoção. se assuma o risco de produzir o resultado. o delito de omissão de socorro não subsiste.2007 . 16 .Primeira Fase Homicídio privilegiado e concomitantemente qualificado é possível quando a) as circunstâncias do privilégio são subjetivas e os elementos da qualificadora são objetivos. instigação ou auxílio a suicídio seja praticado por motivo egoístico ou caso seja a vítima menor ou.2011 .Juiz Dos crimes contra a vida. de 6 (seis) a 20 (vinte) anos.MPE-SP . durante ou logo após o parto.com. não havendo responsabilização específica pelas lesões. Homicídio simples. segundo o CP. 13 . §§ 1º e 2º) – Matar alguém. sem que esta tenha qualquer visualização do ataque.Exame de Ordem . d) Segundo a jurisprudência do STJ. uma vez que a circunstância agravadora dessa figura típica omissiva se limita à ocorrência de lesões corporais de natureza grave. Logo: a) A causa especial de redução da pena.Exame de Ordem . é aplicável mesmo não estando o agente completamente dominado pela emoção.gustavobrigido. c) a vítima for menor de 14 anos ou maior de 60 anos. responde por: www. a pena será duplicada. é bastante para que o mesmo possa ser considerado privilegiado. se.Prova: CESPE . a simples existência da emoção por parte do acusado. c) Configura traição que qualifica o homicídio a conduta do agente que de súbito ataca a vítima pela frente.TJ-DF . arte ou ofício.a) Tratando-se de delito de infanticídio. portanto. Nessa situação hipotética. não sendo.OAB-SP .OAB-SP . b) caso o crime tenha sido praticado por motivo egoístico.3 .1 . seja sua capacidade de resistência eliminada ou diminuída. privilegiado e qualificado (Art. e) Caso o delito de induzimento.Primeira Fase Suponha que Bárbara tenha se suicidado após ter sido induzida e instigada por Mercedes. d) caso o crime tenha resultado de inobservância de regra técnica de profissão. a gestante sofrer lesão corporal de natureza grave.

sem o consentimento da gestante. c) participação na modalidade própria do chamado auto-aborto. 18 . e) participação em aborto provocado por terceiro. em concurso: a) um homicídio doloso qualificado tentado. matando a primeira e causando ao último. é constatada a morte por asfixia de um recém nascido. causando a sua morte. deformidade permanente.com. permitido para impedir a continuação da gravidez de fetos ou embriões com graves anomalias. Por erro na execução.Prova: NCE-UFRJ . o armamento apresentou falhas e a munição não foi deflagrada. oculta-se atrás de uma banca de jornal situada defronte à empresa em que seu desafeto trabalha. no entanto. b) participação na modalidade própria do aborto consensual ou consentido. empregado no caso de estupro.Delegado de Polícia Considere a seguinte situação hipotética. Considerando-se NÃO haver assumido os riscos da produção dos resultados efetivamente alcançados. 17 .OAB . o aborto eugênico. d) um homicídio doloso qualificado e um crime de lesões corporais culposas. aguardando sua saída para a realização da empreitada criminosa.Analista . vários disparos de arma de fogo. b) um homicídio culposo e um crime de lesões corporais culposas. após conferir a identificação da criança.PC-TO .Processual Rodrigo decide assassinar Reinaldo por haver este último acidentalmente pisado em seu pé durante uma micareta e.gustavobrigido.Prova: FGV . casualmente. a asfixia.Delegado de Polícia O Código Penal brasileiro permite três formas de abortamento legal: o denominado aborto terapêutico. pois. mas Manoel responderá por tentativa de participação em suicídio. Certo Errado 19 . com vontade de matar. penalmente responsável.2010 . Após receber a criança no seu quarto para amamentá-la. o erro acidental não a isenta de reponsabilidade. e.MPE-RJ .br . c) um homicídio culposo e um crime de lesões corporais gravíssimas.Prova: CESPE . e) um homicídio doloso qualificado e um crime de lesões corporais gravíssimas. Ao perceber a aproximação de Reinaldo.PC-TO .2007 . não constitui ilícito penal.2008 . contra aquele primeiro. Certo Errado 20 . instigou Joaquim à prática de suicídio. Manoel.2 .2008 . Por circunstâncias alheias à vontade de ambos. ainda. Diante do caso concreto. por si só. Na manhã seguinte. caminhavam pelo local. não tendo resultado qualquer dano à integridade física de Joaquim. desde que a vítima venha a sofrer lesão grave ou morte. um homicídio culposo e um crime de lesões corporais culposas. Rodrigo deverá responder pelos seguintes crimes. efetua. empregado para salvar a vida da gestante. Nessa situação. a) Crime de homicídio. manifesta a intenção de matar o próprio filho recém nascido.Exame de Ordem Unificado . www.a) participação em aborto provocado por terceiro. e o aborto humanitário. em estado puerperal.Prova: CESPE . vindo a acertar Luciane e Eduardo que. para tanto. emprestando-lhe. Arlete vai até o berçário. a criança é levada para o berçário. com o consentimento da gestante.Primeira Fase (Set/2010) Arlete. assinale a alternativa que indique a responsabilidade penal da mãe. erra o alvo. a conduta de Joaquim. Durante a noite. Rodrigo subitamente deixa seu esconderijo e. d) participação no aborto qualificado. que não era o filho de Arlete. um revólver municiado. com o qual Joaquim disparou contra o próprio peito.

d) tentativa de homicídio simples. 22 . assinale a opção correta. pois.2007 . d) Crime de infanticídio. c) O pai. c) lesões corporais. pois houve erro quanto à pessoa. não houve preenchimento dos elementos do tipo.2009 . a dívida de R$ 1.PC-RN . por si só. c) Se os jurados não reconhecem a ocorrência de homicídio privilegiado. c) Crime de infanticídio.com. e) O rapaz que. a) São compatíveis o dolo eventual e as qualificadoras do crime de homicídio. caracteriza o motivo torpe. 24 . que deixa de colocar tela de proteção na janela do apartamento e cujo filho.Prova: CESPE . 21 . Maria Paula cometeu o crime de a) tentativa de induzimento.2009 . no momento que não é observado. comete homicídio doloso. fica prejudicada a votação do quesito relativo à presença da atenuante "ter o agente cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral". e) tentativa de homicídio qualificado. b) O herdeiro que provoca a morte do testador. inconformado com o fim do relacionamento. 123 do CP trata de matar o próprio filho sob in? uência do estado puerperal. inconformado com as denúncias de corrupção de determinado político.Agente de Polícia Em relação aos crimes contra a pessoa.TJ-PI . age em legítima defesa da honra. mata o corrupto. www.TRE-MA .br . uma vez que o art. no intuito de apressar a posse da herança. vindo a experimentar lesões corporais de natureza grave que não a levaram à morte. d) Ainda que haja intenção de matar. desejando cometer suicídio. b) No homicídio culposo.Prova: CESPE . sabendo que sua mãe apresentava problemas mentais que retiravam dela a capacidade de discernimento e visando receber a herança decorrente de sua morte.gustavobrigido. na forma consumada. b) induzimento.Agente de Polícia Manoel dirigia seu automóvel em velocidade compatível com a via pública e utilizando as cautelas necessárias quando atropelou fatalmente um pedestre que. a prática de relação sexual forçada e dirigida à transmissão do vírus da AIDS caracteriza o crime de perigo para a vida ou saúde de outrem.b) Crime de homicídio.Analista Judiciário .Prova: CESPE .00 comete homicídio qualificado por motivo fútil. na data prometida. não responde pela causa de aumento de pena decorrente da omissão de socorro.Juiz De acordo com a jurisprudência dos tribunais superiores. A vítima atentou contra a própria vida.PC-RN . a) O cobrador que mata a pessoa que lhe deve. falecendo com a queda. d) O cidadão que. pelo princípio da especialidade.2009 .Prova: CESPE . e) O ciúme. instigação ou auxílio a suicídio. apto a qualificar o crime de homicídio. se atirou contra seu veículo. pois houve erro essencial. obriga a ex-namorada a ingerir veneno causando sua morte comete homicídio qualificado pela torpeza. debruça-se no parapeito e cai. 23 . instigação ou auxílio a suicídio. induziu-a a cometer suicídio.Área Administrativa Maria Paula. pois assumiu o risco de produzir o resultado. Nessa situação hipotética. porque não quitou. se o autor do crime imagina que a vítima já está morta e por isso não lhe presta socorro. comete crime de homicídio qualificado pela dissimulação. assinale a opção correta.

em razão de sua imaturidade.TJ-AP . João responderá por a) homicídio doloso. ao dirigir veículo automotor. e) Manoel não praticou crime. que lhe praticasse um aborto. d) lesões corporais leves. golpeou José com uma faca. b) a superioridade de armas constitui qualificadora objetiva.2007 .Agente de Polícia Kaio encontrou Lúcio.br . c) Manoel praticou o crime de auxílio ao suicídio.Titular de Serviços de Notas e de Registros João.TJ-MG . Esse pedido foi também corroborado pelos pais de Virginia e outros amigos comuns de Sérgio e de Virginia. que sabiam do seu drama. Em condições normais. Kaio cometeu crime de a) homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. o ferimento teria configurado apenas lesão corporal leve. seu desafeto. nesse caso o atropelamento. Com a intenção de humilhá-lo e feri-lo. a morrer fora do ventre. No entanto.2011 .2011 . a) não podem subsistir duas qualificadoras objetivas.PC-RN . 27 . Em decorrência. assumiu o risco de atropelar alguém. e) homicídio culposo.Prova: FCC .com. 26 . b) tentativa de homicídio. posto que o fato não é típico. 25 .Prova: CESPE . desfere-lhe uma rasteira. e) lesão corporal culposa. Na situação descrita. Nesse caso. Lúcio sofre traumatismo craniano. b) homicídio doloso simples.Titular de Serviços de Notas e de Registros No crime de homicídio. ferindo-o.Prova: FCC . d) a premeditação constitui qualificadora subjetiva. veio.Juiz Virginia. com 17 anos. c) lesão corporal seguida de morte. por ser a vítima diabética.2009 . Constatada a gravidez. ao dirigir. Ocorre que o feto de quase cinco meses. com a intenção de matar.Com relação a essa situação hipotética. a lesão se agravou e esta veio a falecer em razão do ocorrido. d) Manoel não praticou crime. b) aborto consentido pela gestante. Sérgio Roberto responderá criminalmente por: a) aceleração de parto.Prova: EJEF . mas. c) aborto sentimental ou humanitário. como não tinha intenção de matar.TJ-AP . pois. fazendo com que Lúcio caia e bata a cabeça no chão. vindo a óbito. d) homicídio culposo. www. em um restaurante. enfermeiro com curso superior. foi estuprada e ficou grávida. pediu a Sérgio Roberto. em vez de morrer dentro do ventre da mãe. a) Manoel praticou homicídio culposo. posto que contribuiu para a conduta suicida da vítima. 28 . já que não agiu com dolo ou culpa em face da excludente de ilicitude. assinale a opção correta. o condutor assume o risco de produzir o resultado.gustavobrigido. tendo Sérgio concordado e praticado o aborto. uma vez que. na medida em que não houve previsibilidade na conduta da vítima. não responde pelo resultado morte. b) Manoel praticou lesão corporal seguida de morte. c) lesões corporais graves. c) a superioridade de agentes constitui qualificadora objetiva. e) a qualificadora da surpresa é incompatível com o dolo eventual.

o assaltante sorriu ironicamente para Braz. e 3. 29 . apenas. 3. A premeditação. Certo Errado GABARITO OFICIAL: 1-E 11-D 21-E 2-A 12-A 22-A 3-E 13-A 23-A 4-E 14-B 24-E 5-A 15-D 25-C 6-D 16-B 26-A 7-B 17-D 27-E 8-B 18-E 28-B 9-C 19-E 29-C 10-A 20-C 30-C CAPÍTULO 2 – DAS LESÕES CORPORAIS ART. O homicídio praticado contra velho ou criança torna-o qualificado pela maior dificuldade de defesa da vítima.br . sacou repentinamente a pistola do coldre de um dos policiais e matou o assaltante.Área Administrativa . que se rendeu. que em muitos casos revela maldade de espírito. 1.TJ-MG .d) homicídio. após dois dias. de três meses a um ano. que. b) 1 e 2. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena . sob o domínio de violenta emoção. aos policiais que participaram das negociações para a sua rendição. apenas. d) 2 e 3. 2.Prova: EJEF .Específicos Ver texto associado à questão Tendo a casa invadida. Nessa situação.gustavobrigido.2007 . A eutanásia pode ser citada como exemplo de homicídio privilegiado.TRE-ES .com. 129.Analista Judiciário . não é qualificadora do crime de homicídio. Lesão corporal de natureza grave § 1º Se resulta: www. apenas. a) 1. uma vez que o autor do crime age para abreviar o sofrimento da vítima portadora de doença incurável e desenganada pela medicina.Juiz Assinale as assertivas CORRETAS. 2.2011 . 129 – LESÃO CORPORAL Art. Braz e toda a sua família ficaram reféns de um assaltante. c) 1 e 3.detenção. Quando estava sendo algemado.Prova: CESPE . 30 . a circunstância em que Braz cometeu o delito de homicídio constitui causa de redução de pena.

II . IV .br .com. de dois meses a um ano. de quatro a doze anos. de 2012) www.I . nem assumiu o risco de produzí-lo: Pena .Incapacidade permanente para o trabalho. III . Substituição da pena § 5° O juiz.aborto: Pena . IV . III perda ou inutilização do membro.611. (Redação dada pela Lei nº 12. Lesão corporal culposa § 6° Se a lesão é culposa: (Vide Lei nº 4.deformidade permanente.detenção. de um a cinco anos. de dois a oito anos. II . sentido ou função. II .reclusão.se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior.gustavobrigido.aceleração de parto: Pena . Diminuição de pena § 4° Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção. § 2° Se resulta: I . Aumento de pena § 7o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§ 4o e 6o do art.Incapacidade para as ocupações habituais.reclusão.enfermidade incuravel.debilidade permanente de membro. de duzentos mil réis a dois contos de réis: I . não sendo graves as lesões. logo em seguida a injusta provocação da vítima.se as lesões são recíprocas. V .720. 121 deste Código. sentido ou função. pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa.perigo de vida. por mais de trinta dias. Lesão corporal seguida de morte § 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quís o resultado. o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.reclusão. de 1965) Pena .

ou. de 2004) § 9º Se a lesão for praticada contra ascendente. desde que a causação da ofensa física não tenha outra finalidade. cônjuge ou companheiro. por tratar-se em tese de crime comum. busca com a mutilação obter indevidamente uma indenização ou valor de seguro contratado. 3. já que seu procedimento agressivo foi a causa da lesão sofrida pelo defendente. ainda. www. IV e 2º V. se alguém se fere.886. na tentativa de defender-se de agressão de outra pessoa. Esse delito. como estabelecido no art. se o agente. ou com quem conviva ou tenha convivido. De igual forma. como definido no º 7º. a hipótese será de fraude. tanto no que diz respeito á integridade física. a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência.br . de 1990) Violência Doméstica (Incluído pela Lei nº 10. de 2006) 1.069. nada mais é do que a ofensa à integridade corporal ou à saúde de outrem. Elementos objetivos do tipo: Consubstancia-se na modalidade de ofender. b) Sujeito passivo: qualquer pessoa pode figurar no polo da passividade. Assim. pois se trata também de crime de ação livre. fisiológico ou mental. aumenta-se a pena em 1/3 (um terço). ensejadora de alguma figura típica (exemplo fornecido por Fernando Capez). que significa atingir a integridade corporal ou a saúde física ou mental de alguém. de 2006) Pena . de coabitação ou de hospitalidade: (Redação dada pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 10. 129. Sujeitos do crime: a) Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa.gustavobrigido. tratando-se de crime comum.(Redação dada pela Lei nº 8. Destaque-se que a autolesão é considerado irrelevante penal. se as circunstâncias são as indicadas no § 9o deste artigo. como no caso de menor de 14 anos e maior de 60 anos. por exemplo) funcionam com outra qualidade.§ 8º . 121. em razão do princípio da alteridade.886. onde é exigida a qualidade de mulher grávida. por exemplo.com. de 3 (três) meses a 3 (três) anos. Pode ocorre por meios físicos (emprego de faca.detenção.Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art. Não é só ofensa à integridade corpórea. é desta a responsabilidade pelo resultado lesão e pelo crime. mas também à saúde. afirma o mesmo autor. caput do Código Penal. 2. (Redação dada pela Lei nº 11. de 2006) § 10. Objetividade jurídica: O direito á tutela da incolumidade. (Incluído pela Lei nº 11.340. prevalecendo-se o agente das relações domésticas. na mesma conjuntura que o homicídio. 4. Essa ofensa pode-se verificar pro qualquer meio. quanto à saúde física e mental do homem. descendente. Na hipótese do § 9o deste artigo. Considerações iniciais: Lesão corporal é o dano ocasionado à normalidade funcional do corpo humano. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste artigo. exceção feita às hipóteses contempladas nos §§ 1º. As condições que as demais vítimas apresentem (idade. do ponto de vista anatômico. irmão. lesiva de outro objeto jurídico. de 2004) § 11.340.340.

Elemento subjetivo do tipo: Sob esse aspecto. 129. também. essa existência pode ser demonstrada mediante a prova testemunhal. acarretando lesão ao estado moral). 7. A regra é que lesão apresente o elemento subjetivo dolo consistente na vontade livre e consciente de ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem. 129 e somente pode ser definida no caso concreto. sujeitando-se à normatização procedimental da lei 9. a lesão leve é considerada infração de menor potencial ofensivo. desaparecidas as lesões de modo a impossibilitar a produção do exame medico legal. Consumação e tentativa: A lesão corporal é crime material e. enquanto na primeira o resultado objetivado é alcançado. A forma tentada é perfeitamente possível. quando esta é produzida por uma das três formas da culpa. como tal. www. Pela pena cominada in abstrato – detenção de 03 meses a um ano. em face do disposto no artigo 88 da referida lei. comportando a modalidade dolosa. 5. sendo que nesta ultima o agente apresenta o animus necandi (vontade de matar) e por circunstância alheia a sua vontade o resultado não se produziu. por mais de trinta dias. ela será considerada leve.gustavobrigido. pois. caracterizar-se-á a tentativa. ácido corrosivo etc. Se a lesão não apresentar qualquer das características ou dos resultados definidos nos §§ 1º (grave) e 2º (gravíssima). sim. aí. esse animus laedendi. caput do CP): O crime de Lesão Corporal Leve vem contemplada no caput do art. Inúmeras outras podem ser as hipóteses de modalidade de prática. essa intenção de lesionar é que diferencia o crime de lesão corporal consumado e a tentativa de homicídio na forma cruenta.Incapacidade para as ocupações habituais. Ademais. Entretanto. na forma direta ou eventual e a modalidade culposa. a ação penal é pública condicionada à representação. consumando-se o crime.com. Lesão corporal de natureza leve (art. As ouras espécies de lesões corporais dolosas são crimes de ação penal pública incondicionada. Nesse. Esse elemento subjetivo.) ou morais (utilização de conduta prática de sevícia. a consumação dá-se com o efetivo dano á saúde ou integridade corporal da vítima. se iniciada ou mesmo terminada a conduta (execução) do sujeito. a prova da ocorrência/existência da lesão e sua qualidade ou grau dá-se por meio do exame medico legal. a lesão corporal assemelha-se ao homicídio. admite-se transação penal e seu processo e julgamento seguem o rito sumaríssimo. §1º do CP): I . e isso se verifique por circunstância alheia à vontade do agente. 6. 129. 8. Lesão corporal de natureza grave (art.099/95. Há assim necessidade de determinação do animus nocendi ou animus laedendi. o resultado não venha a se produzir. em decorrência de exclusão.chicote.br . pode ser por forma omissiva (desferir socos ou pontapés contra a vítima) ou por omissão (o enfermeiro que deixar de prestar a assistência alimentar ao doente apresentando este deficiência nas funções orgânicas).

129.perigo de vida.A expressão ocupação habitual compreende qualquer atividade. no 2º. nos termos do artigo 129. §2º. Se ocorrer o aborto (interrupção da gravidez com a morte do feto). Não confundir a “lesão com perigo de vida”. IV . com “tentativa de homicídio”. Por outro lado. O médico deverá emitir diagnóstico fundamentado. olfato. B) Sentidos: Funções perceptivas do mundo exterior (visão. II . enquanto a perda de ambos configura lesão gravíssima pela perda ou inutilização. que a incapacidade dure mais de trinta dias e essa incapacidade deve ser demonstrada por laudo pericial decorrente de perícia levada a efeito já no trigésimo primeiro dia após a ocorrência da lesão. Antes do 31º dia não fica comprovada a incapacidade. reprodutora.com.aceleração de parto Ocorre quando. a perda de um deles caracteriza lesão grave pela debilidade permanente. o feto nasce antes do período normal estipulado pela medicina. porém. A ausência do exame poderá ser suprido por prova testemunhal após o 30º dia. concreta e imediata de a vítima morrer em consequência das lesões sofridas. (inferiores) pernas. Há de haver diagnóstico. impulsionada por Nelson Hungria. locomotora. D) Órgão – É a parte do corpo humano quem tem determinada capacidade funcional. em razão das lesões sofridas. isto é duradoura e de recuperação incerta. nos termos do art. que nasce com vida.br . A) Membros: Apêndice do corpo (superiores) braço. sentido ou função por meio cirúrgico ou ortopédico não acarreta a exclusão da qualificadora. Não basta um simples prognóstico. é obrigatório. III . inciso V do CP A maior polêmica reside se a vítima der à luz a uma criança. O exame complementar. secretora. É necessário que o agente tenha conhecimento do estado de gravidez da vítima. contudo. Ex. Se desconhecida. Não basta o mero prognóstico médico. Ex. Debilidade é a diminuição ou o enfraquecimento da capacidade funcional. tato). A criança nasce viva e continua a viver. quer ou consente. §2º. essa ocupação não pode ser ilícita. Para a corrente doutrinária majoritária. sentido ou função. sensitiva.ex. perpetuidade. no entanto. É necessário. não responde pela qualificadora. Perigo de vida é a possibilidade grave. do cotidiano da vítima. mas nada impede seja ela imoral. e momentos depois morre. C) Função – É a atividade desempenhada por vários órgãos (respiratória. nos termos do art. gosto. Não se exige. Há de ser permanente.debilidade permanente de membro.: rins e olhos). A possibilidade de recuperação do membro. etc. portanto.). prazo penal. pois a vítima não é obrigada a submeter-se a tais procedimentos. e não apenas seu trabalho. No 1º caso o agente não quer o resultado morte. Deve ser efetivo. em razão das lesões sofridas pela mãe.gustavobrigido. física ou mental. digestiva. audição. a lesão corporal será gravíssima. rins.: o indivíduo. concreto. circulatória. 168 e §§ do CPP. Na hipótese de órgãos duplos (p. o agente responderá por www. sofre traumatismo craniano e precisa se submeter a uma cirurgia de emergência. Lesão leve. inciso III do CP.

III . as lesões corporais gravíssimas são caracterizadas por cinco situações distintas assim elencadas: incapacidade permanente para o trabalho. o soropositivo assume o risco de contaminar a pessoa com quem se relaciona. deformidade permanente. 129. deve ser uma incapacidade para a atividade profissional remunerada. O membro ou órgão continua ligado ao corpo da vítima. §2º do CP): Essa denominação é fruto da doutrina. sentido ou função. Sentido (Exemplo: destruição dos tímpanos com a eliminação da audição). mesmo permanecendo assintomática. delito previsto no artigo 129.gustavobrigido. ao julgar pedido de Habeas Corpus. sem sentido contrário. II . parágrafo 2º. A vítima não está obrigada a se submeter à intervenção cirúrgica ou tratamento perigoso. Função (exemplo: a extirpação do pênis que extingue a função reprodutora). Perda é a ablação. a Aids é perfeitamente enquadrada como enfermidade incurável na previsão do artigo 129 do Código Penal. nos termos do §2. Incurável é a moléstia que.enfermidade incurável. Segundo ela.com. A primeira corrente é majoritária. O entendimento é da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. exige-se o prognóstico que a vítima não vai se restabelecer para qualquer tipo de trabalho. pois a lei denomina o §1º e o §2º de lesão corporal de natureza grave. pois ainda não há cura para a enfermidade. configura lesão corporal grave. que entendeu que a transmissão consciente do vírus HIV. relatado pela ministra Laurita Vaz. mas incapacitado para desempenhar as atividades que lhe são inerentes. e aborto. nos termos atuais da medicina. Enfermidade incurável é alteração prejudicial da saúde por processo patológico. Assim. entende que seria o caso de lesão grave com aceleração de parto. que tratam da periclitação da vida e da saúde. A lei agora não fala “ocupações habituais”. que resta prejudicada em seu aspecto financeiro em razão da conduta criminosa. que não pode ser eficazmente combatida com os recursos da medicina à época do crime. a destruição ou privação de membro (exemplo: arrancar uma perna). perda ou inutilização de membro.lesão corporal gravíssima com resultado aborto. Mirabete. a pessoa contaminada pelo HIV necessita de acompanhamento médico e de remédios que aumentem sua expectativa de vida. não oferece grandes probabilidades de cura. E prevalece o entendimento de que deve tratar-se de incapacidade genérica para o trabalho. Deve ser provada por exame pericial. não sendo cabível a desclassificação da conduta para as sanções mais brandas no Capítulo III do mesmo código. Da mesma forma. www. Lesão corporal de natureza gravíssima (art. enfermidade incurável. Para a ministra. Ao praticar sexo sem segurança. Inutilização: É a falta de aptidão do órgão para desempenhar a sua função específica. do Código Penal. A expressão “incapacidade permanente” compreende toda e qualquer atividade remunerada exercida pela vítima.br . sentido ou função. 9. I . físico ou psíquico. isto é a vítima fica impossibilitada de exercer qualquer tipo de atividade laborativa. É qualquer estado mórbido de evolução lenta.Incapacidade permanente para o trabalho.perda ou inutilização do membro. Portanto. causador da Aids.

Não precisa ser perpétua. (Exemplo: surdez em um dos ouvidos). que não pode ser retificado por si próprio ao longo do tempo.: CRIME DE VITRIOLAGEM: Crime de vitriolagem é aquele perpetrado mediante arremesso de ácido sulfúrico contra a vítima. § 2º. etc. Deformidade permanente consiste no dano duradouro de alguma parte do corpo da vítima.: A deformidade permanente não precisa. quando não restar configurado que a deformidade causada é permanente e que a função mastigatória da vítima ficou comprometida. mas apenas lesionar.) IV . não se lhe poderá atribuir o resultado “aborto”. é. e a morte do feto for proposital.deformidade permanente). etc.). penalmente.. necessariamente. A deformidade. 129. A deformidade permanente. que no caso é todo o braço.. entretanto.Paralisia de um braço: Trata-se de inutilização do membro. Na hipótese de órgãos duplos (rins. 129.deformidade permanente. uma vez que se trata de crime preterdoloso. Obs. pela perda de um dente. Que cause um dano estético de certa monta. Se o agente desconhecia a gravidez nem tinha razão para supô-la. a hipótese é de debilidade permanente. pela deformidade permanente (art. Não há que se falar em lesão corporal gravíssima. com o objetivo de lhe causar lesões corporais deformantes da pele e dos tecidos subjacentes. Assim sendo. se tinha dolo quanto ao aborto ou apenas tentativa de lesões leves.br . Que seja capaz de causar impressão vexatória. aquela impossível de correção. Se. Obs. para fim de qualificação da lesão corporal. vem a perder todo o braço. tentado.com. como se infere do enunciado. V – aborto Prevalece o entendimento de que a interrupção da gravidez. vindo a perder um dedo da mão. porque pode ser corrigida por prótese. Permanente. cicatrizes. crime de lesão corporal gravíssima. o caso constitui perda de membro. Só se caracteriza a lesão gravíssima se atingir os dois órgãos.: LESÃO CORPORAL – PERDA DE DENTE: Não configura deformidade permanente para efeito de causa especial de aumento de pena.) § 2° Se resulta: (. deverá ser irreparável. do CP: Art.. Irreparável. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: (. Neste caso o agente responde pelo art. em concurso formal impróprio (art. 70 do CP) com o crime de aborto sem o consentimento da gestante (art. Se. contudo. se situar no rosto da vítima. olhos. Caracteriza. A vítima não se obriga a efetuar cirurgias. se não tinha dolo de causar aborto.. 125 do CP). o sujeito deve responder por dois crimes: lesão corporal leve (ou grave ou gravíssima. IV . 125. não se confunde com perpetuidade. Obs. Não se pode falar em tentativa de lesão corporal que resulta aborto. É o dano estético de certa monta que apresentas as seguintes características: Permanente. A fratura de um dente não pode ser considerada no atual estádio da odontologia deformidade permanente. deve ter sido provocada culposamente. Perde a mão: Cuida-se de inutilização de membro. a afetação de apenas um deles tipifica lesão corporal grave pela debilidade de sentido ou função. www. Desfigurar uma pessoa de forma duradoura e grave. com a conseqüente morte do feto.gustavobrigido. IV. como se disse.. Deformar é alterar a forma de algo. portanto. amputações. se presente alguma outra qualificadora). inc. A deformidade permanente deve ser entendida como aquela impossível de correção e que causa prejuízo estético visível. visível. não deixando qualquer seqüela.

§3º do CP): § 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quís o resultado. Essa causa de diminuição de pena incide unicamente no tocante às lesões dolosas. Lesões corporais seguida de morte? Não. em síntese. Homicídio culposo. não pode o agente ter querido ou assumido o risco do resultado. Dessa forma. Causa de diminuição de pena (art. e não por “lesão corporal qualificada pelo aborto”. 129. Substituição da pena: www. Se o agente deseja a morte o que há é tentativa de homicídio. ficam mantidas as mesmas observações formuladas em relação ao privilégio no crime de homicídio doloso.reclusão. 129. em regra. Trata-se de delito preterintencional ou preterdoloso. Se culposa. Só haverá lesões corporais seguida de morte quando houver lesão dolosa. § 3º. 129. bate com a cabeça em uma pedra e morre. nem assumiu o risco de produzí-lo: Pena . um fato penalmente indiferente. lesionar a vítima (corporal. logo em seguida a injusta provocação da vítima. 11. § 3º do CP. aqui. responderá pelo delito de aborto.: Diferença entre lesão corporal seguida de morte e homicídio culposo: a) b) c) d) e) f) No primeiro caso. Obs. No segundo. Lesão corporal seguida de morte (art.br . Lesão corporal seguida de morte? Não. no crime de lesão corporal culposa.gustavobrigido. Dias depois a vítima morre em razão das lesões sofridas. atropela outro com seu carro. No mais. 10. Cuida-se. de quatro a doze anos. qualificado ou não. portanto. ou se a morte resulta de vias de fato. qualquer que seja sua modalidade: leve. Homicídio culposo. 121. Exemplo 02: Indivíduo. o crime é de homicídio culposo – art. Exemplo 01: Indivíduo com dolo de praticar vias de fato empurra outro que cai.com. Nesse sentido.O indivíduo que age com dolo eventual ou direto quanto ao aborto. Não há tentativa de lesão corporal seguida de morte. 12. só responde pela lesão gravíssima. saúde) com interrupção de gravidez e conseqüentemente morte do produto da concepção. composto por dolo no crime antecedente (lesão corporal) e culpa no resultado conseqüente (morte). o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. §4º do CP): Diminuição de pena § 4° Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção. grave. o antecedente é um fato doloso. de delito preterintencional ou preterdoloso. quando o dolo do agente for lesionar e o aborto resulta de culpa. culposamente. gravíssima ou seguida de morte. Não é cabível. não art.

13. pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa.gustavobrigido. de dois meses a um ano. As graves e gravíssimas foram expressamente excluídas.503/97 – Código de Trânsito Brasileiro. A lesão corporal culposa nada mais é do que a lesão corporal cometida contra alguém em decorrência de um comportamento imprudente. Nesse sentido. Obs. Aumento de pena § 7o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§ 4o e 6o do art. o crime será o do artigo 303 da Lei 9. em qualquer caso a lesão corporal será culposa.: LESÃO CORPORAL E O CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO: Se a lesão corporal culposa for cometida na direção de veículo automotor. e a lesão corporal culposa também se exclui pela própria essência do instituto. de duzentos mil réis a dois contos de réis: I . 129.069. de 1965) Pena . de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de obter permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor). que tem penas mais elevadas (detenção.se as lesões são recíprocas. § 8º . que será sopesada pelo juiz na dosimetria da pena-base.com. não há distinção de tratamento penal com base na gravidade dos ferimentos. diferentemente do que acontece nas lesões corporais dolosas. de 1990) São válidas as mesmas considerações delineadas quando do estudo do homicídio culposo e da possibilidade de perdão judicial.Substituição da pena § 5° O juiz. Aqui. Lembrando que a sentença que concede o perdão judicial tem natureza de jurídica de extinção da punibilidade. §9º do CP): www. (Redação dada pela Lei nº 12. 121. 14.(Redação dada pela Lei nº 8. a gravidade da lesão será considerada como circunstância judicial desfavorável. 121 deste Código.br . Esse dispositivo que permite a substituição da pena somente é aplicável à lesão corporal leve. Lesão corporal culposa: Lesão corporal culposa § 6° Se a lesão é culposa: (Vide Lei nº 4. ou então tenha resultado aborto. Violência doméstica (art. Em verdade. de 2012).detenção. imperito ou negligente. com pena de detenção de 2 meses a 1 ano. não sendo graves as lesões. ainda que a vítima tenha restado incapacitada para as ocupações habituais por mais de 30 dias.720.Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art.se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior.611. II .

886/04 e posteriormente alterado pela lei 11. bem como no pagamento isolado de multa. de 2004) § 11. incidirá sobre as penas respectivas o aumento de pena de 1/3.886. se o sujeito for mulher.099/95. de 3 (três) meses a 3 (três) anos. se as circunstâncias são as indicadas no § 9o deste artigo.: A PENA MAIS GRAVE EM RAZÃO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA SE APLICA TANTO PARA VÍTIMAS MULHERES COMO PARA VÍTIMAS HOMENS: . de 2006) Pena . 44 do código penal. Ainda que não destacado pelo legislador. embora considere correto o enquadramento do réu no artigo 129. na oportunidade. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste artigo. ainda. os demais institutos peculiares da Lei Maria da Penha são aplicáveis apenas a casos de violência contra as mulheres. (Incluído pela Lei nº 11. descendente. ainda configura como lesão corporal leve.detenção.340. ou com quem conviva ou tenha convivido. o relator destacou que. No entanto. irmão. cônjuge ou companheiro.com. (Redação dada pela Lei nº 11. figurando como sujeito passivo do delito de lesões corporais.340. Merece ser esclarecido. Na hipótese do § 9o deste artigo. Em decisão unânime.340. Finalmente. CAPÍTULO 3 – DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE www. 41 da lei 11. que se a lesão corporal for grave. do Código Penal — dispositivo alterado pela Lei 11. mas a todas as pessoas. 129 do código penal deverá ser aplicado não somente aos casos em que mulher for vítima de violência doméstica ou familiar. embora qualificada.340. Entretanto. sendo possível a aplicação das penas substitutivas previstas no art. ao julgar Habeas Corpus de um filho acusado de ferir o pai ao empurrá-lo. prevalecendo-se o agente das relações domésticas.gustavobrigido. arremata o citado autor. aumenta-se a pena em 1/3 (um terço). nos termos preconizados pelo art. tal fato importará em tratamento mais severo ao autor da infração penal.340/06 —. sejam do sexo masculino ou feminino. O entendimento foi aplicado pelos ministros da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. de 7 de agosto de 2006. quando a mulher for vítima de violência doméstica ou familiar. de 2006) § 10. 129 do código penal. imposto pelo §10. a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. de coabitação ou de hospitalidade: (Redação dada pela Lei nº 11. que se amoldarem às situações narradas pelo tipo. deve ser lembrado que a hipótese de violência doméstica prevista no § 9º do art. de 2004) § 9º Se a lesão for praticada contra ascendente.br . parágrafo 9º. gravíssima ou seguida de morte.340/06 (Lei Maria da Penha). Anote-se. embora a Lei Maria da Penha tenha sido editada com o objetivo de coibir com mais rigor a violência contra a mulher no âmbito doméstico. proíbe a aplicação da lei 9.886. ou. o acréscimo de pena introduzido no parágrafo 9º do artigo 129 do Código Penal pode perfeitamente ser aplicado em casos nos quais a vítima de agressão seja homem. tal substituição não poderá importar na aplicação de cesta básica ou outras de prestação pecuniária. 17 da Lei nº 11. mas a pena definida no §9º somente deve ser aplicada se a lesão corporal for de natureza leve. No entanto. de 2006) Foi inserido no Código Penal pela lei 10. os ministros consideraram que. (Incluído pela Lei nº 10.340 de 7 de agosto de 2006. que o § 9º do art. haja vista que o art.Violência doméstica (Incluído pela Lei nº 10. Obs. entretanto.

Se é intenção do agente transmitir a moléstia: Pena . Este. no art. do CP. 134. 130 . praticada a conduta. 133. ou multa. a probabilidade de dano ao objeto jurídico protegido. como nos caso de bando ou quadrilha em que não há necessidade de qualquer outro comportamento. ou seja. e multa. perigo para a vida ou a saúde de outrem. e) De perigo atual: é a possibilidade presente de ocorrência de dano. 2. § 1º . já autoriza sejam os agentes punidos. de um a quatro anos. o simples associar nessa qualidade.1. exposição ou abandono de recém-nascido. Classificação dos crimes de perigo: a) De perigo concreto: aquele em que o perigo deve ser demonstrado caso a caso. realmente. omissão de socorro.Expor alguém. definido no art. contemplado no art. 136. definido no art. a contágio de moléstia venérea. www. perigo de contágio de moléstia grave. previsto no art. Nessa modalidade delituosa o elemento subjetivo do agente está direcionado simplesmente à produção do perigo. c) De perigo individual: aquele que atinge determinada pessoa ou então um número determinado de pessoas. definido no art. o dano efetivo.PERIGO DE CONTÁGIO VENÉREO Art. 130 .br .reclusão. 130 a 136.detenção. São as hipóteses dos arts. pode até ser uma condição de maior punibilidade. ou seja. d) De perigo comum ou coletivo: aquele que diz respeito a um indeterminado número de pessoas. ART. efetiva-se a ocorrência do perigo. 250 a 285 do CP. abandono de incapaz. b) De perigo abstrato: nesse caso o perigo é presumido.com. por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso. g) De perigo futuro ou imediato: aquele que pode advir da conduta. no art. de que sabe ou deve saber que está contaminado: Pena . A caracterização somente virá pela efetiva comprovação de que a conduta do agente trouxe. 133 do CP) f) De perigo iminente: aquele que está prestes a acontecer. É afeto à incolumidade pública como no caso dos arts. á pratica de uma conduta que leva o bem a submeter-se ao perigo de dano.gustavobrigido. como a hipótese do porte de arma de fogo. não admitindo prova em contrário. 132. mas não condiciona o momento consumativo do crime. de três meses a um ano. 131. 135 e os maus-tratos. o evento aqui (como nos crimes de perigo em geral) é a simples exposição do bem a perigo de dano. como no crime de abandono de incapaz (art. 130. Como preleciona Fernando Capez. a quadrilha ou bando etc. Considerações iniciais: Neste capitulo o código trata de crimes de perigo: perigo de contagio de moléstia venérea.

Ato libidinoso é qualquer prática ligada a satisfação do desejo sexual. Obs. Perigo de contágio de moléstia grave 1.br . como um beijo sensual. O tipo penal fala apenas em alguém.gustavobrigido. Obs. mas expõe a vítima a ato libidinoso diverso e capaz de contaminá-lo. Elemento objetivo do crime: O núcleo do tipo é “expor”.300/23 (p. Elemento subjetivo: www. 2. se não souber que está contaminado ou não poderia pelas circunstâncias sabê-lo. Entretanto.: sífilis e a gonorréia). 130 é caso de norma penal em branco. Considerações iniciais: O crime de perigo de contagem venéreo está tipificado no art. punindo a conduta daquele que pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com a vítima. É também crime de mão própria. seja pelo fato de ser imune. beijos calorosos. 17 do Código Penal. de sexos diferentes ou não. que nesse crime significa colocar alguém ao alcance de determinada situação de perigo (contaminação) mediante a prática de relações sexuais ou qualquer outro ato libidinoso capaz de contagiá-lo com moléstia venérea. ou seja. que também engloba o sexo oral e anal. seja pelo fato de já possuir a doença venérea.com. é mais ampla do que a conjunção carnal. pela prática sexual. estará caracterizado o crime impossível pela impropriedade absoluta do objeto material em sintonia com o art. se o agente utiliza o preservativo durante a relação sexual. É incompatível com coautoria. qualquer ser humano é alvo da tutela penal.§ 2º . será hipótese de crime impossível.: o crime do art. embora admita participação. tais como toques em parte íntimas. Relação sexual é o coito entre duas pessoas. Sujeitos do crime: a) Sujeito ativo: trata-se de crime próprio. 3.: o uso de preservativo ou de qualquer outro meio apto a impedir a transmissão da moléstia venérea exclui o crime.: Se o agente não estiver contaminado. Essa expressão. As hipóteses de doenças veneras são definidas pelo Ministério da Saúde – Decreto-lei 16. pois o sujeito ativo precisa está infectado pela moléstia venérea. pois sua autoria não pode ser delegada a qualquer outra pessoa. devendo estas serem identificadas em outra norma. pois o preceito primário não traz em seu bojo a definição de quais sejam as moléstias venéreas. subsiste o delito. ou. expondo-a a perigo de contágio de moléstia venérea. pois a vítima não é exposta a situação de perigo.: Se a vítima não for suscetível à contaminação. b) Sujeito passivo: qualquer pessoa. faltaria ao crime esse elemento que vai refletir no elemento subjetivo por ocasião da prática da conduta. 130 do CP. Moléstia venérea é toda doença que se contrai pelo contato sexual.ex.Somente se procede mediante representação. 4. Obs. Obs.

bem como se houver a morte decorrente da lesão o agente responderá pelo art. Obs. §2º do Código Penal. 129. Obs.: a luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. aplica-se o art. 130. (lesão corporal seguida de morte) 5. E. Observações gerais: a) A AIDS (Síndrome de imunodeficiência adquirida). 129 do CP. uma vez que o sujeito tem a intenção de transmitir a moléstia que está contaminado. oculta-se de seu parceiro. o crime se consuma com a prática da relação sexual ou do ato libidinoso. 7. Na figura qualificada (§1º) o legislador previu um crime de perigo como dolo de não. 129.: Havendo dolo de perigo de contágio venéreo e resultando lesões leves. CP. §3º do CP. Obs. §1 ou 2º (dependendo do caso concreto) do CP. § 3º. nos termos do artigo 130. O que implica em afirmar ser ela de competência exclusiva do Ministério Público na propositura. não comete homicídio o sujeito que. b) se resultar lesão corporal grave ou gravíssima. CP. uma vez que o agente tinha a intenção de transmitir a moléstia venérea. o sujeito será imputado unicamente pelo crime do art. Mas. por ser sua pena superior em abstrato à reprimenda prevista no art. quando o agente tem consciência da letalidade da moléstia. 130. § 1º ou 2º. na figura qualificada definida pelo §1º o crime também se consuma com a prática da relação sexual ou do ato libidinoso.: Contudo. contudo.Na modalidade simples (caput) é o dolo de perigo (direto ou eventual). De igual modo. Consumação: Na forma prevista no caput. dependendo das conseqüências da conduta criminosa: a) se resultar lesão corporal leve.gustavobrigido. aplica-se o art. 129. resultando lesões graves ou gravíssimas. ainda que ocorra o contágio. o agente responderá pelo artigo 129. c) se resultar lesão corpora seguida de morte.com. homicídio consumado. 129. mantém relações sexuais sem www. As opiniões se dividem com relação à contaminação do sujeito passivo. independentemente da contaminação da vítima. CP. se a vítima for contaminada pela moléstia venérea. eis que do contrário o agente seria punido com pena inferior a que lhe seria cominada pelo art. tendo ciência da doença e. responderá pelo crime definido pelo art.br . 6. conseguiu fazê-lo e daí resultou culposamente a morte da vítima. não é moléstia venérea. deliberadamente. a vontade de praticar a relação sexual ou qualquer outro ato libidinoso capaz de transmitir a moléstia venérea. o sujeito responderá apenas pelo crime de perigo. assim como havendo culpa. CP. Para alguns autores seria o caso de homicídio tentado se a vítima não viesse morrer e em caso de morte. mas depender para que seja proposta que a parte ofendida proceda a representação. isto é. Ação penal: É crime de ação penal pública condicionada à representação. doença fatal e incurável. havendo dolo de perigo de contágio venéreo. quatro situações distintas podem ocorrer. uma vez que pode ser transmitida por formas diversas da relação sexual e dos atos libidinosos.

Contudo. trata-se de um crime de forma livre. Moléstia grave é qualquer enfermidade que acarreta séria pertubação da saúde. será caso de crime impossível pela impropriedade absoluta do objeto material. com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado. Elemento subjetivo: O tipo subjetivo é o dolo. mas precisar ser uma enfermidade transmissível.gustavobrigido. será caracterizado crime impossível (art.PERIGO DE CONTÁGIO DE MOLÉSTIA GRAVE Art. É irrelevante ser incurável ou não. e multa.br . O núcleo do tipo é “praticar”. não basta praticar o ato capaz de produzir o contágio. cuja objetividade jurídica é a saúde e a vida do ser humano.preservativo. pois exige que o sujeito ativo esteja acometido da referida enfermidade contagiosa. portanto. 3. inclusive a portadora de moléstia grave. Exclui-se. 2. a vontade livre e consciente de praticar o ato capaz de transmitir a moléstia grave. o dolo eventual. pratica ato com fim de transmitir moléstia venérea. qualquer pessoa. Sujeitos do crime: O crime de perigo de contágio de moléstia grave é crime próprio. os crime contra a dignidade sexual terão a pena aumentada de um sexto até a metade. Quanto ao sujeito passivo. se o agente transmite a vítima doença sexualmente transmissível que sabe ou deveria ser portador ART. Assim. Elemento objetivo do crime: Trata-se de um crime de perigo.: se o agente. 131 . Obs.com. b) Doença sexualmente transmissíveis e crimes contra a dignidade sexual: Nos termos do artigo 234-A. contagiosa. pois a eventual transmissão de outra enfermidade grave tem o condão de debilitar mais ainda a saúde da vítima. portanto. É necessário que o faça com o propósito de transmitir a moléstia grave. pois admite-se qualquer meio de execução capaz de transmitir a moléstia grave. por meio de conduta que não seja sexual. www. devendo esse dolo estar revestido da finalidade de transmissão da moléstia. de um a quatro anos. todavia. por ineficácia absoluta do meio de execução. limita-se a afasta o crime doloso contra vida. ato capaz de produzir o contágio: Pena .Praticar. é dizer. Perigo para a vida ou saúde de outrem 1. A corte. inciso IV do Código Penal.reclusão. se o sujeito pratica o ato supondo equivocadamente estar contaminado. sem concluir acerca da tipicidade do delito. 131 . responderá pelo delito de perigo de contágio de moléstia grave. 17 do Código Penal). Por isso. tratando-se de moléstia grave que já acomete a saúde da vitima e restando provado cientificamente a impossibilidade de agravar a situação.

Consumação e tentativa: Por se tratar de crime formal. de 29. Se o ato foi praticado apenas para a transmissão. §3º) e d) Se resultar dolosamente a morte da vítima. b) Se resultar lesão corporal grave ou gravíssima. Parágrafo único. Concurso de crimes: Se em decorrência da contaminação pela moléstia grave é também provocada epidemia. a ele deve ser imputado o crime de lesão corporal culposa. ART. 129.: não se admite a figura culposa. o agente deverá responder por homicídio. 6.Obs. independentemente da efetiva transmissão. mas o delito é de perigo porque para sua consumação basta a exposição da saúde da vítima a probabilidade de dano. Nessa hipótese. (Incluído pela Lei nº 9.detenção. por ausência de previsão legal nesse sentido. 5. na hipótese de efetiva transmissão da moléstia grave.: Se a pratica do ato estiver informada pela finalidade de obter resultado morte. esse crime será absorvido pelo crime de perigo de contágio de moléstia grave. ao agente deve ser imputado o crime de homicídio doloso. será possível a tentativa. 4. 132 . 132 . se o fato não constitui crime mais grave. de três meses a um ano. em razão da pena mínima abstratamente cominada ao delito é cabível a suspensão do processo nos termos da Lei 9.1998) www. é possível quando a conduta do agente for executada em vários atos.099/90. tem-se a hipótese de lesão corporal seguida de morte. pois o sujeito quer produzir lesões corporais na vítima. art. 129. em concurso formal. consuma-se no momento da pratica do ato capaz de produzir o contágio. §1 ou §2º do CP) c) Se resultar culposamente a morte da vítima.gustavobrigido. Art. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza. se culposamente o sujeito transmitir a moléstia grave. E.com. em desacordo com as normas legais. 131 e 267 do Código Penal. Mas.12. pois o agente quis ou assumiu o risco de matar o ofendido. Considerações finais: A ação penal é pública incondicionada sendo de competência do juízo singular o processamento e julgamento. formal e como dolo de dano. consumado ou tentado. em decorrência da gravidade da moléstia pela qual foi contaminada. Contudo. trata-se de crime de perigo. Obs. 129 do CP).br . o sujeito responde pelos crimes dos arts. sem intenção de morte (não se admite o dolo eventual) e porventura desse comportamento advier esse resultado. Como se disse. Quanto a tentativa.777. estará configurado o crime de lesão corporal seguida de morte (CP. o agente responde somente por esse crime (art.Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena . quatro situações pode ocorrer: a) Se resultar lesão corporal leve (art.PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM. por se tratar de mero exaurimento.

O sujeito quer ou assume o risco de expor a vida ou a saúde de outrem a uma situação de perigo concreto. sofrendo risco direto e iminente. para evitar que o agente lhe abalroasse a traseira. condiciona sua aplicação apenas “se o fato não constitui crime mais grave”. Elementos objetivos do crime: O núcleo do tipo é expor. Subsidiariedade expressa: Quando o artigo 132. em razão da subsidiariedade expressa prevista no art. 132 do Código Penal. aproxima-se perigosamente do veículo da vítima que seguia a sua frente.: responde pelo delito do art. dando causa a que usuários. imprimindo velocidade excessiva ao seu caminhão. em via pública ou em direção a ela. Obs. agindo por espírito de emulação. 3. Estará configurado crime único quando. Por exemplo: arremessar uma cadeira na direção de pessoas que se encontravam no interior de um restaurante. Em decorrência do caráter subsidiário. destrava portas de elevador de edifício. pois não basta a prática da conduta ilícita. com uma só conduta. desavisados do fato.br . direto ou eventual. ao cominar a pena. corressem risco de se precipitarem no vazio do profundo poço do elevador.com. O perigo ainda precisar ser direto. Elemento subjetivo: Somente se verifica na modalidade dolosa. P. haja vista que tal conduta se enquadra no art. pois se trata de figura delituosa eminentemente subsidiária. A tentativa só será possível na modalidade comissiva. o agente expuser várias pessoas ao perigo.826/03 – Estatuto do Desarmamento.gustavobrigido. Causa de aumento de pena: www. 5. submeter. obrigando-a a imprimir em seu automóvel velocidade incompatível com as condições de tráfego. é necessário ficar provado que em razão do comportamento do agente a vítima teve sua vida ou sua saúde submetida a risco de lesão. deve alcançar pessoa ou pessoas certas e determinadas. Trata-se de crime de perigo concreto.1. 4. não incide o instituto do concurso formal de crimes.ex. está reconhecendo que o sujeito ativo somente será imputado desse delito se não houve a produção de resultado mais grave.: disparo de arma de fogo em lugar habitado ou em suas adjacências. caso o agente busque atingir um numero indeterminado de pessoas. não caracteriza o crime de perigo para a vida ou saúde de outrem. exigindo-se a comprovação efetiva de que a vítima foi exposta a perigo. 250 a 259 do CP) Exemplo: pratica o crime do artigo 132 do CP o motorista que. ou seja. 15 da Lei 10. estará caracterizado algum crime de perigo comum (Art. Consumação e tentativa: Consuma-se o crime com a prática do ato e a ocorrência do perigo concreto para a vítima. 2. podendo ser realizada por meio de qualquer ação ou omissão apta a colocar o sujeito passivo em perigo direto e iminente. 132 do CP o agente que. Dessa forma.

741/2003 . Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos. ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado. Leva em conta.Se resulta morte.Estatuto do Idoso. quando a vítima for pessoa idosa e a conduta encontrar correspondência no art. vigilância ou autoridade. em face do limite máximo da pena privativa de liberdade cominada pelo legislador. 133 . A Lei nº 10.1998) A majorante (causa de aumento de pena) do parágrafo único do art. incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono: Pena . Assim. em razão do princípio da especialidade. de transporte clandestino e perigoso de trabalhadores. se presentes os requisitos legais. a faixa etária do ofendido. e segue o rito sumaríssimo previsto nos artigos 77 e seguintes da Lei nº 9. em desacordo com as normas legais.Se do abandono resulta lesão corporal de natureza grave: Pena . Admite transação penal. guarda. física ou psíquica.detenção. quando obrigatório fazê-lo. § 1º . Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. com o escopo de assegurar efetiva proteção às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. 132 foi inserida no Código Penal com a finalidade de coibir comportamentos muito comuns.gustavobrigido. define em seu artigo 99 uma figura especial de crime de perigo para a vida ou saúde. principalmente nas zonas rurais.Se resulta a morte: Pena . (Incluído pela Lei nº 9. portanto.777. Art.Parágrafo único. de quatro a doze anos.12. portanto.099/95. 99 da Lei 10. Considerações finais: Esse crime ingressa no rol das infrações penais de menor potencial ofensivo.com. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza.741/03. Abandono de incapaz Art. 99 – Expor a perigo a integridade e a saúde.br . e. Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1m (um) ano e multa.Abandonar pessoa que está sob seu cuidado. § 2º . de 29.reclusão. por qualquer motivo. de um a cinco anos. uma causa de aumento de pena inerente à segurança viária 6. § 2º . será excluído o artigo 132.Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave. de seis meses a três anos. quando a vítima é pessoa idosa. www. Trata-se. do idoso submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis. § 1º .reclusão.

desde que resulte perigo concreto. Obs. c) vigilância: é a assistência acauteladora (p. descuidar.: pais em relação aos filhos menores de 18 anos de idade. como. II .As penas cominadas neste artigo aumentam-se de um terço: I .: capitão da polícia militar que leva seus subordinados para entrarem em uma perigosa favela.ex.Aumento de pena § 3º .se o abandono ocorre em lugar ermo. cuidado. após deixar o filho pequeno sozinho em um local abandonado.se o agente é ascendente ou descendente. Podemos destacar os seguintes elementos constantes no art.ex.ex.com. não pode.: inexiste crime quando o incapaz é quem abandoa seu protetor. de 2003) 1.: instrutor de mergulho em relação aos alunos iniciantes. Sujeitos do crime: Sujeito ativo: a lei especificou aqueles que podem ser responsabilizados criminalmente pelo abandono. que se evidencia pelas seguintes formas: a) cuidado: é a assistência eventual (p. 5. tal como na hipótese em que o pai. em razão de sua peculiar relação com a vítima do delito. depois de abandono e da conseqüente exposição ao perigo. por exemplo. vigilância ou autoridade do agente. Formas qualificadas: www. Subsiste o crime quando o sujeito ativo. 244 do Código Penal. tutor ou curador da vítima. Sujeito passivo: é o incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono e que estava sob a guarda. Basta praticar a conduta capaz de colocar o incapaz em situação de perigo. amparo. 3. b) pessoa que está sob o cuidado. que a traz a idéia de desamparar. b) guarda: é a assistência duradoura (p. O abandono deve ser físico. direto ou eventual. lá abandoná-los).gustavobrigido. d) autoridade: relação de superioridade (p. Não se exige nenhuma finalidade específica. no sentido de deixar o incapaz sozinho. por medo. irmão. 4. 2. que se enquadra no crime do art. vigilância ou autoridade do sujeito ativo. arrepende-se e volta para buscá-lo. Elemento subjetivo: É o dolo de perigo.: enfermeira que cuida de pessoa idosa e inválida para zelar por si própria).741. cônjuge. c) incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono. Elementos objetivos do crime: O núcleo do tipo é abandonar. 133: a) o ato de abandonar.ex. o filho de pouca idade que foge de casa.br . reassume o dever de assistência. III– se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos (Incluído pela Lei nº 10. sem a devida assistência. Não se confunde com o abandono material. guarda. Consumação: No momento do abandono.

reclusão. Inciso III: Essa causa de aumento de pena foi inserida no Código Penal pela lei nº 10. Não admite analogia. Causas de aumento de pena: § 3º . § 2º . 6. II . e jamais presumidos. § 2º .§ 1º . os quais devem ser provados.Se resulta a morte: www. em razão do número cada vez maior de pessoas idosas abandonadas por parentes na fase de suas vidas em que mais necessitam de cuidado e proteção. Exposição ou abandono de recém-nascido Art.se o agente é ascendente ou descendente.detenção. Aumento de pena São crimes qualificados pelo resultado.se o abandono ocorre em lugar ermo.Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena .741/2003 – Estatuto do Idoso. de 2003) Inciso I: Lugar ermo é o local habitual ou eventualmente solitário.741.Se do abandono resulta lesão corporal de natureza grave: Pena . para ocultar desonra própria: Pena .detenção.com.br . O rol é taxativo. não alcança quem vive em união estável. de quatro a doze anos. tutor ou curador da vítima.Se resulta a morte: Pena . Justifica-se o aumento pela maior dificuldade proporcionada ao incapaz para encontrar socorro. III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos (Incluído pela Lei nº 10.As penas cominadas neste artigo aumentam-se de um terço: I . § 1º . cônjuge. irmão. Inciso II: Fundamenta-se o aumento na maior reprovabilidade da conduta praticada quando presentes os laços de parentesco ou de maior proximidade entre o autor e a vítima.reclusão.gustavobrigido. de um a cinco anos. na modalidade preterdolosa (dolo no crime de perigo e culpa na lesão corporal ou na morte). Destarte. por se tratar de norma prejudicial ao réu. de um a três anos.Expor ou abandonar recém-nascido. de seis meses a dois anos. 134 .

inicialmente. se puder fazê-lo sem risco pessoal.detenção. e nada faz para ajudá-la. de 2012). 133. quando possível fazê-lo sem risco pessoal. 134. responde pelo art. Não pedir.Pena . e qualquer das formas de omissão caracteriza o crime definido pelo art.A pena é aumentada de metade. Nesse sentido. pois a omissão é descrita pelo próprio tipo penal. se resulta a morte. Elementos objetivos do crime: O tipo penal contempla dois núcleos: “deixar” e “não pedir”. ou não pedir. ao desamparo ou em grave e iminente perigo. www. 1. São dois momentos distintos. é necessário que a exposição ou o abandono seja pela especial finalidade de ocultar desonra própria. Exemplo: uma pessoa se depara em via pública com outra pessoa. o sujeito deixar de fazer aquilo que lhe era imposto por lei (prestar socorro). b) Falta de assistência mediata: quando o agente não pode prestar pessoalmente o socorro. e não pelo art. Condicionamento de atendimento médico-hospitalar emergencial (Incluído pela Lei nº 12. se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave. o crime será o do art. Somente e quando não tiver condições de prestar diretamente o socorro. Omissão de socorro Art. nesses casos.detenção. deve pedir auxílio da autoridade pública. quando há risco pessoal ou quando o agente não detém de conhecimentos suficientes para socorrer o ferido.br .gustavobrigido. A avó que abandona recém nascido para esconder desonra da filha. mas também não solicita o auxílio da autoridade pública. o socorro da autoridade pública: Pena . Para a caracterização do crime. mas deliberadamente não o faz. o agente. ou multa. 1. equivale a deixar de solicitar o auxílio da autoridade pública para socorrer quem está em perigo. de um a seis meses.Deixar de prestar assistência.653. por sua vez. deve prestar o socorro à vítima. Deixar de prestar assistência significa não socorrer quem se encontra em perigo. Assim. Nesse sentido. atropelada e gravemente ferida. Trata-se de típica hipótese de crime omissivo próprio. 135 do Código Penal. Ocorre. o crime de omissão de socorro pode ser cometido de duas maneiras diversas: a) Falta de assistência imediata: o agente pode prestar socorro. Não sendo. Trata-se de um crime próprio.com. salvo se contar com a participação da filha. Parágrafo único . à criança abandonada ou extraviada. ou à pessoa inválida ou ferida. 133 do CP. sem risco pessoal. de dois a seis anos. para caracterização do referido crime. em face do risco pessoal. pois o autor só pode ser pai ou mãe do recém nascido. por exemplo. Considerações: Esse delito representa a mesma conduta do crime de abandono de incapaz só que cometido por motivo de honra. e triplicada. 135 .

Mas não basta esteja ferida.503/97. não necessariamente grave. Obs. d) Pessoa ferida e ao desamparo: é aquela que sofreu lesão corporal. Se apenas uma pessoa presta o socorro. acidentalmente ou provocada por terceira pessoa. nota promissória ou qualquer garantia. quando diversas poderia tê-lo feito sem risco pessoal.Obs. ou. se o fato não constituir elemento de crime mais grave A Lei 9. e) Pessoa em grave e iminente perigo: o perigo deve ser sério e fundado. como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial: (Incluído pela Lei nº 12. Exige-se ainda esteja a pessoa ao desamparo. não podendo fazê-lo diretamente. todas respondem pelo crime. Somente se não puder fazê-lo. b) criança extraviada: é a pessoa com idade inferior a 12 anos que está perdida. deixar de solicitar auxílio da autoridade pública: Penas – detenção. isto é. não sabe retornar por conta própria ao local em que reside ou possa encontrar resguardo e proteção. São elas: a) criança abandonada: é a pessoa com idade inferior a 12 (doze) anos que foi intencionalmente deixada em algum lugar por quem devia exercer sua vigilância. de seis meses a um ano. 2. na ocasião do acidente.653. de 2012).com. quando a resistência da vítima impossibilitar a prestação de socorro. incapacitada para se livrar por si só da situação de perigo. 3. apto a causar um mal relevante em curto espaço de tempo. ou seja. c) Pessoa inválida e ao desamparo: invalidez é a característica inerente a pessoa que não pode. por justa causa. no seu artigo 304 prevê novo tipo de omissão de socorro. praticar atos do cotidiano de um ser humano. 304: Deixar o condutor do veículo. Pode advir de problema físico ou mental.br . por conta própria. isto é. Sujeito passivo: somente as pessoas taxativamente indicadas pelo art. Sujeitos do crime: Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa (crime comum). Se várias pessoas negam a assistência.: O AGENTE NÃO TEM OPÇÃO!!! A lei impõe o dever de prestar o socorro imediatamente. 135 do Código Penal podem ser vítimas do crime de omissão de socorro. Art. bem como o preenchimento prévio de formulários administrativos. Mas não basta a invalidez. quando o motorista atropela a vítima sem culpa e em seguida foge para não lhe prestar socorro. todavia.gustavobrigido. impossibilitada de afastar o perigo por suas próprias forças. Desaparecerá o delito. ou multa. de prestar socorro à vítima. www. Exigir cheque-caução. deve solicitar auxílio imediato junto à autoridade pública. Omissão de socorro e o Código de Trânsito Brasileiro: CTB. Essa autoridade pública é aquele que possui atribuições e poderes para socorrer uma pessoa em perigo. 135-A. não há crime para ninguém. art. nem que esteja ferida. É imprescindível que também se encontre ao desamparo. Não é necessário seja a vítima inválida.: Subsiste o crime de omissão de socorro quando a vítima recusa a assistência de terceiro. e por esse motivo não pode prover sua própria subsistência.

069. e multa.653. se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (catorze) anos. Cuidados indispensáveis. tolher alguém de um bem ou objeto determinado. e até o triplo se resulta a morte.reclusão.Se resulta a morte: Pena . guarda ou vigilância. Guarda ou vigilância. a exemplo dos anteriores estudados é a incolumidade pessoal. tratado ou custodiado por alguém. quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado. § 1º . fornecimento de roupas adequadas para cada estação do ano etc. § 2º .reclusão. O crime. de dois meses a um ano. ou multa. § 3º . Maus-tratos Art. é o impróprio para uma determinada pessoa. quer abusando de meios de correção ou disciplina: Pena . de 2012). (Incluído pela Lei nº 12.gustavobrigido. somente admitindo os modos de execução expressamente previstos em lei: São eles a) Privação de alimentos ou cuidados indispensáveis: Privar significa destituir. A pena é aumentada até o dobro se da negativa de atendimento resulta lesão corporal de natureza grave. para fim de educação. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. ensino.Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena . quer abusando dos meios de correção ou disciplina. em razão de produzir anormal cansaço como decorrência do seu elevado volume. ensino. Considerações iniciais: Objetividade jurídica – como diz Damásio de Jesus. Elementos objetivos: O núcleo do tipo penal é expor a perigo a vida ou a saúde da pessoa. de 2012). 136 . nessa hipótese. de quatro a doze anos. (Incluído pela Lei nº 12. tratamento ou custódia.Pena . o CP reserva o nome de maus-tratos ao fato de o sujeito expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade.detenção. tais como tratamento médico e odontológico.com. (Incluído pela Lei nº 8.653. 2.Aumenta-se a pena de um terço. e por esse motivo apto a www. quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis. Exemplo: mãe que injustificadamente não serve jantar ao filho de pouca idade. por seu turno. para fim de educação. Parágrafo único. A omissão está descrita pelo próprio tipo penal. A objetividade. por sua vez.detenção. quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado. de 1990) 1. são os imprescindíveis à preservação da vida e da saúde de quem está sendo educado. Trabalho inadequado. b) Sujeição a trabalho excessivo ou inadequado: Trabalho excessivo é o capaz de prejudicar a vida ou a saúde de alguém. retirar. tratamento ou custódia.br . é omissivo próprio ou puro. de um a quatro anos.Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade. quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis.

para fim de educação. Forma qualificada: www. submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis. o crime será o do artigo 232 da Lei 8. do idoso. Trata-se de crime próprio. guarda ou vigilância do sujeito ativo. e. § 2o Se resulta a morte: Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. não podendo ser qualquer pessoa que pode figurar nos polos do delito. admite-se a tentativa. 3. § 1o Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos. Disciplina é o expediente utilizado para preservar a normalidade. quando obrigado a fazê-lo. Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade. 5. tratamento ou custódia. previsto no artigo 12 do Código Penal.gustavobrigido.detenção de seis meses a dois anos. tanto ativa quanto passivamente 4. e a vítima for idosa. ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado: Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1 (um) ano e multa. c) Abuso dos meios de correção ou disciplina: Correção é o meio destinado a tornar certo o que está errado. em consequência das condutas descritas no tipo. incide o crime tipificado pelo artigo 99 da Lei 10. Expor a perigo a integridade e a saúde. física ou psíquica. ESTATUTO DO IDOSO: Art. Exemplo: é inadequado obrigar a um idoso a trabalhar em local descoberto no período noturno e durante o inverno. manter certo aquilo que já está certo. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE: Art. isto é. ensino. 99. 232.069/90 – Estatuto da Criança e Adolescente.741/03 – Estatuto do Idoso. guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento: Pena . 6.br . Consumação e tentativa: Ocorrerá a consumação quando ocorrer efetiva exposição do sujeito passivo ao perigo de dano. se a vítima for criança e adolescente. Sujeitos do crime: A sujeição ativa e passiva exige uma especial vinculação entre o autor e a vítima.com. Se o delito for cometido na forma comissiva.proporcionar perigo de vida ou à saúde de quem o realiza. É preciso que a vítima esteja sob autoridade. Maus-tratos contra idoso e contra criança e adolescente: Pelo princípio da especialidade.

br . Tortura e Maus-tratos: Caracteriza-se o crime de tortura. Com efeito. quando o Código Penal exige duas pessoas (p. acompanhada de vias de fato ou violências recíprocas. ele o faz expressamente. 8. aplica-se. 1º. Para a caracterização do crime de rixa. ocorrendo lesão corporal de natureza grave em que a pena é de um a quatro anos ou morte em que a pena é de quatro a doze anos.ex. art.: quando o Código Penal exige uma pluralidade de pessoas.ex. Importante salientar que as duas formas são estritamente preterdolosas.detenção. é porque devem ser no mínimo três. Se o fato é praticado por alguém para fim de educação. é necessário a existência de ao menos 3 pessoas participando ativamente da rixa. Sem essa finalidade. enquanto para este é suficiente a exposição a perigo da vida ou da saúde da pessoa. poder ou autoridade do agente. o delito de maus-tratos. em razão da pena mínima abstratamente cominada. inciso III). é de perigo (dolo de perigo). Elementos objetivos: www. sem estabelecer quantas são. pelo fato da participação na rixa. 137 . de seis meses a dois anos. equiparado a hediondo.: art.Nas modalidades qualificadas. quando alguém . inc. a diferenciação se baseia no elemento subjetivo.: art. como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo (Lei nº 9. de dois a oito anos. Portanto. A distinção entre os crimes de tortura e de maus-tratos deve ser feita no caso concreto: aquela depende de intenso sofrimento físico ou mental. CAPÍTULO 4 – DA RIXA Rixa Art. é de reclusão. o delito é de tortura. ensino. nesse caso.455/97. de quinze dias a dois meses. mas com imoderação. salvo para separar os contendores: Pena . de dano (dolo de dano). Parágrafo único . que se encontra sob a guarda. Considerações iniciais: Rixa é uma luta tumultuosa e confusa que travam entre si três ou mais pessoas. Obs.Participar de rixa.com. ou seja. ou multa. 288). 155. o crime é de maus-tratos. cabendo o instituto da suspensão do processo na hipótese primeira qualificada. Ademais. realizado o fato apenas para submeter à vítima a intenso sofrimento físico ou mental. a pena de detenção. e o de tortura. tratamento ou custódia. A pena.Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza grave. §4. 7.gustavobrigido. Ação Penal: O crime é de ação penal pública incondicionada. 2. é submetido. 1. com emprego de violência ou grave ameaça. a intenso sofrimento físico ou mental. O julgamento será no juízo comum. IV) ou então quatro pessoas (p.

3. Segundo Damásio este não responde homicídio. Damásio. todos devem ser punidos pela rixa. o crime será de rixa qualificada. aplica-se. não é necessário que qualquer dos rixosos sofra lesões corporais. outro vendo.). pois o delito reclama ao menos três indivíduos. estão incluídos os participantes que por circunstâncias pessoais.br . Interessante observar que a rixa será qualificada. não são puníveis. loucos ou desconhecidos. pelo fato da participação na rixa. é um dos últimos resquícios da responsabilidade penal objetiva. pouco importando se os demais são menores de idade. É legítima defesa.Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza grave. Nesse sentido. Em regra. www. Participa da rixa quem nela pratica. socos. de seis meses a dois anos. Para perfazer o número mínimo do crime de Rixa. pauladas etc. Sujeitos do crime: Trata-se de crime plurisubsiste. isto é. a pena de detenção. rixa não é simples troca de palavras.com. entende ser possível a legítima defesa: Imaginemos três indivíduos lutando entre si. pois os rixosos atuam uns contra os outros.: chutes. tratando-se de lesão corporal grave ou gravíssima. Entretanto. não há rixa. atos de violência material (ex.O núcleo do tipo é participar. de repente um deles saca de um punhal. Porém responderá por Rixa qualificada junto com os demais.: Não há que se falar em legítima defesa (Mirabete) dos rixosos. por meio de induzimento ou instigação. Participa também aqueles que estimulam os demais a lutarem entre si. também chamada de rixa complexa. É. Por se tratar de crime de perigo. agressivamente. irresponsáveis. crime de condutas contrapostas. parágrafo único do CP): Parágrafo único . Creio ser possível se reconhecer legítima defesa na Rixa. Rixa qualificada é um crime preterdoloso. 137. Somente em relação a terceiros se reconhece a excludente. A rixa qualificada. inclusive para o que sofrer as lesões graves ou gravíssimas. em face da participação no tumulto. Mas. Obs. Concordo com Damásio. que somente se defende. Menores de 18 anos. contudo. O resultado mais grave pode ocorrer com um dos rixosos ou terceiros. etc. ele responderá pela rixa e por esse crime. É o chamado partícipe do crime de rixa. 4. se resultar lesão corporal leve em algum dos envolvidos e seu autor foi identificado. tomar parte nas agressões. Se dois ou mais indivíduos ataca um terceiro. Rixa qualificada (art. e concurso material. nem mesmo que os rixosos lutem fisicamente (exemplo: lançar pedra um contra os outros).gustavobrigido. e deve ser no mínimo uma quarta pessoa. Não se exige o emprego de armas. ainda. o agride em defesa de sua vida. por mais ríspidas que possa ser. Como nessas situações não se pode precisar qual golpe foi efetuado por um determinado agressor contra o outro. Os três ou mais rixosos devem combater entre si. Contudo. pois exige a presença de no mínimo três pessoas lesionando-se entre sim. basta uma única pessoa imputável para caracterizar o crime.

exige-se que o agente se encontre sob o domínio de violenta emoção. Obs. assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta. Observações gerais: A rixa simples e a qualificada são infrações penais de menor potencial ofensivo. vale dizer. com as atenuantes genéricas do motivo de relevante valor social ou moral e da coação resistível. Damásio de Jesus entende que responde por Rixa Simples em concurso material com outro crime. dada a natureza objetiva das hipóteses previstas no § 1. do fato de ter Paulo agido por motivo torpe e. prevalece o Código e o entendimento de Mirabete.º do art.com.Na Rixa qualificada a ocorrência de morte ou lesões graves pode ser individualizada ou não. para o privilégio. para ficar com todos os bens do casal. mais Mirabete e outros. qualifica? Não. Os limites máximos da pena privativa de liberdade autorizam a transação penal. de caráter subjetivo.Prova: FAURGS . A causa da morte.: Na Rixa qualificada todos respondem por ela. não é possível a coexistência. para a caracterização da atenuante genérica.TJ-RS . b) Para a caracterização do homicídio privilegiado. tratando-se de crime de homicídio. 02 .2012 .099/95). responderá por Rixa qualificada em concurso material com lesões graves ou homicídio.br . e o processo e julgamento desse crime seguem o rito sumaríssimo (Lei 9. 137) 01 . Não sendo possível identificar o autor das lesões ou morte. é incompatível o reconhecimento.DPE-RO .Analista Judiciário Sobre crimes contra a pessoa e contra o patrimônio. Nessa situação. 5. Obs. não há. inclusive o lesionado. da qualificadora do motivo torpe. o autor responde por rixa em concurso material com lesões ou morte. concomitantemente. 59. em princípio. um mês antes do fato delituoso.gustavobrigido. A questão é. provocada pela descoberta do adultério. 129) / DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE (ART. contudo. Se for identificado. CP.: Se houver várias mortes ou lesões? A pena é a mesma. dispensa-se o requisito temporal. contudo. pelo tribunal do júri. c) O homicídio qualificado-privilegiado integra o rol dos denominados crimes hediondos. art. basta que o agente esteja sob a influência da violenta emoção. todos respondem por Rixa Qualificada. e de ter auxiliado na consecução do homicídio. Considere.Defensor Público A respeito dos crimes contra a pessoa.Prova: CESPE . neste caso. causando a morte de um dos rixosos. www. qualquer impeditivo para a coexistência dessa qualificadora com a forma privilegiada do crime de homicídio. a) Considere que Paulo tenha sido acusado de ter premeditado a morte de Marta. exige-se reação imediata. Se o Policial entra para impedir a Rixa. no crime de homicídio. é estranha à rixa. deverá responder por rixa qualificada ou por rixa simples? Segundo o código. LISTA DE EXERCÍCIOS – DAS LESÕES CORPORAIS (ART. agravará a pena base. e) De acordo com a jurisprudência do STF e do STJ. com quem fora casado por vinte anos. das atenuantes genéricas do relevante valor moral ou da violenta emoção. Paulo tenha descoberto que Marta lhe era infiel. 121 do CP. ainda que. para a atenuante. O juiz. se for um dos rixosos. assinale a opção correta. 130 À 136) / DA RIXA (ART.2012 . d) Sendo a qualificadora. se presentes os demais requisitos legais. Para efeito de prova.

Antônio responderá pelo delito de homicídio.TJ-RR . circunstância desconhecida por Pedro. mas também que ela estava grávida de dois meses. considerando que a enfermeira não era mãe da vítima. desferiu dois tiros de revólver. 157 do CP). ocasionando-lhe a morte. julgue os itens a seguir. Nesse caso. o emprego de arma de brinquedo para intimidar a vítima autoriza o aumento da pena. completamente enraivecido e sob domínio de violenta emoção. mas apenas assustada e sem qualquer lesão. Em choque. b) Uma paciente. Ao prestarem socorro à criança. O laudo de exame cadavérico atestou não só o óbito de Maria. e) De acordo com entendimento sumulado do Supremo Tribunal Federal. ao chegar em casa. por si só — que. não está acompanhado por outras circunstâncias —.2012 . neste horário de dormir da filha. com palavras de baixo calão. enquanto que o seu cometimento por motivo de relevante valor moral. a respeito dos crimes contra a pessoa. o marido traído. com a intenção de provocar lesões corporais.2012 .Técnico Judiciário Pedro. em coautoria com a enfermeira do hospital. sendo comprovado que José veio a falecer em consequência das lesões provocadas pelo agressor. logo após o parto.a) O cometimento do crime de homicídio impelido por motivo de relevante valor social enseja redução de pena.com. Com base na situação hipotética acima apresentada.TRE-RJ . momento no qual Maria realiza as atividades domésticas. não possui qualquer consequência jurídica.gustavobrigido. Todas as tardes a filha de Maria dorme por cerca de duas horas.Analista Judiciário . tenha agredido José com uma barra de ferro. c) O concurso de pessoas é circunstância que qualifica tanto o crime de furto (art. acionando os órgãos de segurança. há crime de latrocínio quando o homicídio se consuma. Normalmente esta saída levaria de 10 a 15 minutos. 03 . com o arrombamento da porta de entrada da casa. Em determinado dia. ainda que não tenha desejado a morte de José nem assumido o risco de produzi-la.Prova: CESPE . sufoca seu próprio filho. qualificador do homicídio. 155 do CP) como o crime de roubo (art. surpreendeu sua esposa. Ao chegar próximo à sua casa. não caracteriza o motivo torpe.Prova: FCC . Maria constatou várias viaturas da polícia e corpo de bombeiros na frente de sua residência. ao ser apanhada em flagrante. os agentes dos órgãos de segurança verificam que a criança estava sozinha em casa. Maria. Maria foi até ao supermercado próximo de sua casa.Defensor Público Maria reside sozinha com sua filha de 5 meses de idade e encontra-se em benefício previdenciário de licença maternidade de 6 meses. d) No crime de roubo.Prova: CESPE . para comprar alguns mantimentos para a alimentação de sua filha. Certo Errado 04 . ainda que o agente não realize a subtração de bens da vítima. O ciúme. matando Maria e ferindo seu amante. A conduta de Maria é caracterizada como www. todos acionados por um vizinho que percebeu o choro insistente de uma criança por 15 minutos. Maria. mas neste dia houve uma queda no sistema informatizado do supermercado o que atrasou o retorno à sua casa por 40 minutos.2012 . nesse caso. em estado puerperal. na cama com outro homem. uma quadra de distância. não poderá ser responsabilizada pelo delito de infanticídio. Certo Errado 05 . ofendeu verbalmente Pedro. esposo ciumento.Área Administrativa Considere que Antônio.br .DPE-PR .

Prova: FCC . Nesse caso. e) culposa qualificada pela deformidade permanente. indica a maior reprovabilidade da conduta. por todos antipatizado. b) grave. d) culposa.2012 . A responsabilidade de João será a) por crime de homicídio doloso qualificado.2012 .Prova: FCC . emprego ou função. trabalhava e estudava. e) por crime de abandono de incapaz.. resolveu fazer uma manobra e acabou por acertar o rosto de Maria. c) gravíssima.com. d) não é punível a conduta do agente que recebe coisa sabendo ser produto de crime. e como a explorava. e a deformou permanentemente. Durante sua apresentação Pedro. c) o concurso de agentes constitui circunstância que qualifica o crime de homicídio. Em solo. nadam em um lago. Numa cidade do interior do Estado. Na aeronave prestes a saltar encontrava-se Pedro.DPE-PR . já tinha “sobre os seus ombros” a responsabilidade de cuidar de seus irmãos mais novos e de seu pai alcoólatra. que aos 25 anos interrompera seus estudos para viver à custa de uma tia idosa. b) de acordo com a jurisprudência atual do Supremo Tribunal Federal não se admite o reconhecimento do privilégio no furto qualificado pelo rompimento de obstáculo. por puro exibicionismo e autoconfiança. aplicando-se as regras da omissão imprópria. c) pelo crime de perigo. se não for apurada a autoria do crime de que a res proveio. vez que a superioridade numérica. do Código Penal (perigo para a vida ou saúde de outrem). eximindo-se de qualquer intervenção. jovem arrogante. ao se aproximar do solo.Defensor Público Pedro e João.gustavobrigido. irmãos. quando Pedro começa a se afogar. tipificado no art.a) crime de abandono de incapaz. dada a incompatibilidade das circunstâncias em questão. Pedro responderá pelo delito de lesão corporal a) simples. b) por crime de homicídio culposo. Pedro vem a falecer por afogamento. por si.se as regras da omissão imprópria. 08 . O corte foi profundo e extenso. João permanece inerte. para o fim de obtenção de vantagem econômica ou favorecimento sexual.br . b) crime de abandono de incapaz majorado.DPE-SP .2012 . d) atípica e) contravenção penal. em meio aos observadores encontrava-se Maria. aos 17 anos. uma pequena aglomeração de pessoas se formou no aeroclube local para assistir a um espetáculo de paraquedismo.DPE-PR . c) crime de abandono de recém nascido.Prova: FCC . 132. d) por crime de omissão de socorro.Defensor Público Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa. www. aplicando. jovem simpática e querida por todos que. é correto afirmar que a) o crime de assédio sexual pressupõe a prevalência da condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de cargo. 07 . 06 .Defensor Público No tocante à parte especial do Código Penal.

as penas serão aumentadas de um terço.e) pai que agride o filho homem. não subsistindo efeitos secundários. 09 . pela opinião do sujeito ativo. em consequência do delito. seja sua capacidade de resistência eliminada ou diminuída.Prova: UEG . ainda. d) a futilidade para qualificar o homicídio deve ser apreciada subjetivamente. se. b) Nas figuras típicas do aborto.2007 .crime de violência doméstica.DPE-MA . a pena será duplicada. inciso II. § 1°. uma vez que a circunstância agravadora dessa figura típica omissiva se limita à ocorrência de lesões corporais de natureza grave. não havendo responsabilização específica pelas lesões. no homicídio culposo. é CORRETO afirmar: a) a natureza jurídica da sentença concessiva do perdão judicial.2008 . www.Primeira Fase Acerca da lesão corporal.OAB-SP . são absolutamente incompatíveis o dolo eventual e as qualificadoras do homicídio. aja sob a influência desse estado. d) O exame de corpo de delito (pericial) vítima é dispensável para a caracterização da qualificadora em questão e) E hipótese que caracteriza a culpa consciente 10 .Prova: VUNESP . se assuma o risco de produzir o resultado. por haver presunção juris tantum de que a mulher. a) O aumento especial de pena aplicado à violência doméstica praticada contra portador de deficiência aplica-se a lesão corporal leve.gustavobrigido. que possui 18 anos de idade. cedendo lugar ao crime de homicídio.PC-GO .Prova: CESPE . não sendo. segundo orientação sumulada do Superior Tribunal de Justiça. por qualquer causa. terá sua conduta subsumida ao art. dispensa-se a perícia médica caso se comprove que a mãe esteja sob a influência do estado puerperal. a gestante sofrer lesão corporal de natureza grave. grave e gravíssima.br . b) existe a possibilidade da coexistência entre o homicídio praticado por motivo de relevante valor moral e o homicídio praticado com emprego de veneno. portanto.3 . durante ou logo após o parto. ou seja. d) Segundo a jurisprudência do STJ. independentemente de o resultado ser produzido dolosa ou culposamente.PC-SP . causando-lhe lesões corporais de natureza leve. penalmente admissível que.2011 . 12 . a) Tratando-se de delito de infanticídio. assinale a opção correta. é condenatória. o delito de omissão de socorro não subsiste.Prova: PC-SP .Delegado de Polícia Sobre o crime de homicídio. instigação ou auxílio a suicídio seja praticado por motivo egoístico ou caso seja a vítima menor ou. e) Caso o delito de induzimento. 129.Exame de Ordem . c) a conexão teleológica que qualifica o homicídio ocorre quando é praticado para ocultar a prática de outro delito ou para assegurar a impunidade dele.com.2011 . do CPB (perigo de vida).NÚCLEO . assinale a alternativa correta a) É uma figura típica exclusivamente culposa b) É uma figura típica exclusivamente preterdolosa c) O perigo de vida não deve necessariamente ser "concreto" para incidência da qualificadora. a respeito dos crimes contra a pessoa. § 9o . c) Em caso de morte da vítima.Delegado de Polícia Tratando-se do crime de lesão corporal previsto no artigo 129. 11 . por motivo torpe ou fútil.Defensor Público Assinale a opção correta.

d) É infração de forma livre.OAB-SP .Exame de Ordem . b) caso o crime tenha sido praticado por motivo egoístico.2011 . salvo para separar os contendores”). classifica a lesão como gravíssima.MPE-SP .Primeira Fase Ex-marido que.Prova: VUNESP . 137 do Código Penal.Prova: CESPE .br .MPE-SP .. 14 .Prova: VUNESP .gustavobrigido. grave e gravíssima. c) grave.com.2 .Promotor de Justiça Pratica o crime de omissão de socorro. 137.2008 . a) O agente que participa de rixa responde pela prática do delito como partícipe. assinale a alternativa incorreta. www. arte ou ofício. causando a perda da vista de seu olho esquerdo. b) grave.Prova: MPE-SP . 13 . segundo o CP.2007 . a) É crime plurissubjetivo ou de concurso necessário.2 . O crime praticado é de lesão corporal de natureza a) gravíssima. c) É possível uma pessoa ser sujeito ativo e passivo do mesmo crime. e desde que seja o causador da situação de perigo a título de dolo ou culpa.b) As lesões corporais leve. com aumento especial de pena pela violência doméstica. agride-a em sua residência quando vai visitar seus filhos.3 . há seis anos não convive mais com sua ex mulher. ainda que levemente.Exame de Ordem . 16 . caput. a pena de Mercedes será duplicada a) se ela deixar de prestar socorro imediato à vítima. que decorre da simples existência material da contenda. do Código Penal (“Participar de rixa. Nessa situação hipotética. conduta tipificada pelo art. se praticadas através da violência doméstica. responde também pelo crime. previsto no art. assinale a alternativa correta. d) A incapacidade permanente para as ocupações habituais da vítima de lesão corporal. terão aumento especial de pena na proporção de um terço.OAB-SP . 15 . c) Lesão corporal culposa e a de natureza leve são delitos de ações penais públicas condicionadas a representação da vítima ou de seu representante legal. 135 do Código Penal: a) aquele que deixar de prestar socorro à vítima ferida. c) se ela fugir para evitar prisão em flagrante. b) O agente que participa de rixa responde pela prática do delito como autor. e) Quem provoca a rixa por imprudência. d) O crime de rixa não admite concurso de agentes.2007 .2008 . com aumento especial de pena pela violência doméstica.Exame de Ordem . por mais de duzentos dias. descrito no art.OAB-SP .Promotor de Justiça Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa. podendo ser cometida por qualquer meio eleito pelo agente. porque é um crime plurissubjetivo. b) Há presunção de perigo. sem dela participar. d) gravíssima.Primeira Fase Suponha que Bárbara tenha se suicidado após ter sido induzida e instigada por Mercedes. Com relação ao crime de rixa.Prova: VUNESP . c) Não se admite a responsabilização de agente como partícipe no crime de rixa.Primeira Fase A respeito da rixa. d) caso o crime tenha resultado de inobservância de regra técnica de profissão. 17 .

salvando-o da morte. funcionário público.2009 . de acordo com a Lei dos Crimes Hediondos. da qual era sócio-cotista. Nessa situação.PC-RJ .Prova: CEPERJ . ignorando cada um o comportamento do outro. apenas o superior hierárquico de Morgado será punível d) Quatro indivíduos compunham um grupo de extermínio procurado havia tempo pela polícia.Mário e Bruno. c) aquele que deixar de prestar socorro à vítima em face de uma situação de perigo a que ele deu causa. acabou por praticar crime contra a administração pública. e tiver deixado de prestar socorro à vítima por perceber que ela poderia ser socorrida por terceiros. tendo praticado uma conduta típica culposa e que tenha deixado de atuar sem risco pessoal. II. por meio da chamada culpa consciente. forneceu informações e provas que possibilitaram a prisão do grupo. der causa à situação de perigo. III. é correto afirmar que Mário e Bruno são coautores do homicídio perpetrado. funcionário público. é apresentada uma situação hipotética. efetuou quatro tiros em direção a Genilson. Nessa situação. dando a aparência de que os numerários depositados eram oriundos de atividade normal da empresa.PC-RJ . seguida de uma assertiva a ser julgada. mas deverá ficar isento de pena. Nessa situação. em tese. www. deve. que compreende também os interesses individuais do agente. passou a ter debilidade permanente do membro. julgue os itens abaixo. Assinale a opção cuja assertiva esteja incorreta. Ambos atiraram na vítima. um policial que passava pelo local levou Genilson ao hospital. b) David. classificado como crime instantâneo. que veio a falecer em virtude dos ferimentos ocasionados pelos projéteis disparados pela arma de Bruno. sendo correto afirmar que houve adequação típica mediata.Prova: CEPERJ . Wagner responderá pelo crime de lavagem de dinheiro 19 . para livrar um doente. em consequência. o agente responderá por culpa com relação ao resultado morte. com animus laedendi. com animus necandi. e) aquele que der causa a uma situação de perigo. Nessa situação. responder por homicídio privilegiado. David praticou crime de lesão corporal de natureza grave.com. Nessa situação. a) Gilson. de graves sofrimentos físicos e morais. a fim de aplicá-los no mercado financeiro. mediante o uso de arma de fogo.Delegado de Polícia Considerando os delitos contra a pessoa. Logo em seguida.b) aquele que deixar de prestar socorro à vítima em situação de perigo por ele criada a título de culpa e desde que não haja risco pessoal. no período de agosto de 1999 a novembro de 1999. cumprindo ordem não manifestamente ilegal de seu superior hierárquico. d) aquele que. pratica a eutanásia com o consentimento da vítima.. converteu-os em ativos lícitos por meio de depósito em conta-corrente da empresa Acessórios Veiculares Ltda.O agente que. desferiu duas facadas na mão de Gerson.br . a movimentação. sem possibilidade de cura. a propriedade e a utilização de valores recebidos em cheques provenientes de concussão. entre eles a piedade e a compaixão.No homicídio preterintencional. o crime praticado por Gilson foi tentado. Em certo momento.Delegado de Polícia Em cada um dos itens a seguir. 18 . I. postaram-se de emboscada.2009 . Nessa situação. já que agiu por relevante valor moral. ao ser sentenciado. pretendendo matar Nilo. voluntariamente. No entanto. c) Morgado. acertou apenas um deles. o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha deverá ser denunciado e processado. sem dolo ou culpa e desde que não haja risco pessoal.gustavobrigido. um dos integrantes do grupo dirigiu-se à polícia e. que. e) Wagner. por imprudência. para dissimular a origem.

e) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando os rixosos abandonam o local do conflito. mata filho de outra pessoa pensando ser o próprio.PC-MG .Um indivíduo. c) para a ocorrência do crime de induzimento. b) A criança abandonada pelos pais não pode ser sujeito passivo de ato de omissão de socorro praticado por terceiros. ambos trancaram-se em um quarto hermeticamente fechado e Caio abriu a torneira de um botijão de gás. as seguintes alternativas estão corretas.2009 .com. instigação ou auxílio ao suicídio.br . 22 . Tentativa. b) o agente que provoca várias lesões corporais. o indivíduo responderá pelo crime de maus-tratos.Prova: CESPE . a) A omissão de socorro classifica-se como crime omissivo próprio e instantâneo.2008 . EXCETO a) a mãe que. d) É impossível ocorrer participação.Primeira Fase (Set/2009) A respeito do crime de omissão de socorro. todavia. Caio deverá responder por participação em suicídio. apenas Tício morreu. V. 21 . podendo as penas ser aumentadas de 1/3 se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência.2 . em crime de omissão de socorro. de natureza grave e gravíssima. deixando-a em um quarto escuro e fétido.IV. c) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando os rixosos não conseguem consumá-lo por circunstâncias alheias à sua vontade.Prova: MPE-MS . decidiram morrer na mesma ocasião. responde por infanticídio e não por homicídio. logo após o parto. sob juramento. em estado puerperal. c) O crime de omissão de socorro é admitido na forma tentada. Nessa situação. b) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando a maioria dos rixosos propõe a cessação do conflito. será indispensável que a vítima seja determinada e tenha capacidade de discernimento.2011 .MPE-MS . a título de correção. mulheres ou homens. na enfermaria do hospital. contra a mesma vítima em um mesmo contexto fático responde por crime continuado.. d) todas as pessoas. amarrou sua esposa ao pé da cama.Delegado de Polícia Quanto aos crimes contra as pessoas.Caio e Tício.OAB . Nesse caso. Estão certos apenas os itens a) I e III b) I.gustavobrigido. em sentido estrito. podem ser vítimas dos crimes de violência doméstica. d) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando todos os rixosos desistem de prosseguir no conflito. II e V d) II e IV e) IV e V 20 .Prova: PC-MG .Promotor de Justiça Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa. O crime de rixa na forma tentada quando ocorre? a) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando um dos rixosos desiste de participar do conflito.Exame de Ordem Unificado . assinale a opção correta. Para isso. III e V c) I. que se enquadram às situações emanadas do tipo. www.

00 comete homicídio qualificado por motivo fútil. o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. Nesse caso.2011 . 24 .1ª REGIÃO (RJ) . obriga a ex-namorada a ingerir veneno causando sua morte comete homicídio qualificado pela torpeza. se este resultar à gestante lesão corporal de natureza grave ou na hipótese de lhe sobrevir a morte. ensino. que deixa de colocar tela de proteção na janela do apartamento e cujo filho.Segurança Tício tentou suicidar-se e cortou os pulsos. pois assumiu o risco de produzir o resultado.gustavobrigido. b) O herdeiro que provoca a morte do testador.2011 . guarda ou vigilância.PC-RN .2009 . Dos Crimes Contra a Pessoa . assinale a opção correta.Prova: FCC .com. Celsus.Contra a Vida. 25 . Dado esse enunciado. c) O pai.Prova: PUC-PR .TRT . para fim de educação. d) Aquele que expõe a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade. logo em seguida à injusta provocação da vítima. inconformado com as denúncias de corrupção de determinado político. e) O rapaz que. impediu dolosamente que o socorro chegasse e Tício morreu por hemorragia. e) homicídio culposo. no momento que não é observado.Juiz Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa. 26 . falecendo com a queda.Prova: CESPE .. no intuito de apressar a posse da herança. Em seguida arrependeu-se e chamou uma ambulância. a) O cobrador que mata a pessoa que lhe deve. tratamento ou custódia. Considera-se a vida humana como um direito fundamental garantido pela Constituição Federal ainda objeto de proteção pela legislação penal vigente. quer abusando de meios de correção ou disciplina responde pelo delito de homicídio na forma omissiva. age em legítima defesa da honra.Técnico Judiciário . b) Aumentam-se da metade (1/2) até dois terços (2/3) as penas aplicadas ao crime de aborto.Agente de Polícia Em relação aos crimes contra a pessoa. e) O crime de perigo de contágio venéreo previst no artigo 130 do Código Penal é de ação penal pública condicionada à representação do ofendido.Agente de Polícia www. c) A legislação penal vigente não permite a redução de pena em crimes de lesão corporal na hipótese de o agente ter cometido o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção.PC-RN . b) homicídio doloso.23 .2009 . ou sob a influência de violenta emoção. debruça-se no parapeito e cai. comete crime de homicídio qualificado pela dissimulação. quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado. porque não quitou.Prova: CESPE . d) O cidadão que.. c) instigação a suicídio. a dívida de R$ 1. logo em seguida a injusta provocação da vítima. quer privando-a a de alimentação ou cuidados indispensáveis. a) Se o agente comete o crime de homicídio (simples ou qualificado) impelido por motivo de relevante valor social ou moral.br . mata o corrupto. inconformado com o fim do relacionamento. que sabia das intenções suicidas de Tício. comete homicídio doloso. Celsus responderá por a) auxílio a suicídio. d) induzimento a suicídio. assinale a única alternativa CORRETA. na data prometida.TJ-RO .

28 .2009 . o sujeito ativo só pode ser a mãe e o sujeito passivo é a criança abandonada. uma vez que. não comete crime. desfere-lhe uma rasteira. b) é necessário que a vítima conviva com o agente. imprudentemente. ao dirigir. por estar sob influência do estado puerperal.PC-RN . c) A mulher que mata o filho logo após o parto.PC-RN . do Código Penal). assumiu o risco de atropelar alguém.2010 . b) Manoel praticou lesão corporal seguida de morte. como não tinha intenção de matar. d) a pena é aumentada de 1/6 (um sexto) se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. quando.Manoel dirigia seu automóvel em velocidade compatível com a via pública e utilizando as cautelas necessárias quando atropelou fatalmente um pedestre que. c) não incide a agravante de o crime ser cometido contra cônjuge. e) não basta que se prevaleça o agente de relação de hospitalidade. Lúcio sofre traumatismo craniano.2009 .Juiz No crime de lesão corporal praticado no contexto de violência doméstica (art. Com a intenção de humilhá-lo e feri-lo. assinale a opção correta. se a ofendida é casada com o autor. assinale a opção correta. b) homicídio doloso simples.Agente Penitenciário "A". limpava uma arma que legitimamente possuía em sua residência. seu desafeto. o mantém internado em casa de saúde. § 9º .Prova: FCC . quando a gravidez é resultado de crime de estupro.Escrivão de Polícia Civil Com relação aos crimes contra a pessoa. 30 . a) Manoel praticou homicídio culposo.SERES-PE . Em decorrência. pois. Na situação descrita. 29 . b) Não é punido o médico que pratica aborto. acionou um mecanismo que produziu um disparo que veio a atingir a mão de sua www. comete o crime de difamação. Com relação a essa situação hipotética. 27 .gustavobrigido. c) lesão corporal seguida de morte. e) Manoel não praticou crime. d) homicídio culposo. se atirou contra seu veículo.Prova: UPENET . c) Manoel praticou o crime de auxílio ao suicídio. a) o sujeito passivo é sempre a mulher. o condutor assume o risco de produzir o resultado.br . e) lesão corporal culposa.Prova: CESPE . posto que o fato não é típico. fazendo com que Lúcio caia e bata a cabeça no chão. a) No crime de abandono de recém-nascido. na medida em que não houve previsibilidade na conduta da vítima. em um restaurante. tendo ciência de que é falso. 129. d) A pessoa que imputa a alguém fato definido como crime.Prova: CESPE . e) A conduta do filho que. Agente Penitenciário. vindo a óbito.TJ-PE . contra a vontade do pai. desejando cometer suicídio.2011 . já que não agiu com dolo ou culpa em face da excludente de ilicitude.Agente de Polícia Kaio encontrou Lúcio. posto que contribuiu para a conduta suicida da vítima. é atípica. mas. d) Manoel não praticou crime.com. privando-o de sua liberdade. nesse caso o atropelamento. Kaio cometeu crime de a) homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. ao dirigir veículo automotor. mesmo sem o consentimento da gestante. não responde pelo resultado morte.

b) lesão corporal culposa grave. Certo Errado www.METRÔ-SP . em princípio. não se admite exceção à teoria monista.br . mas somente pelos pais ou tutores da vítima. quando a gestante recebe auxílio de terceiros.Prova: CESPE . b) o crime de auto-aborto é punível por culpa. 34 . d) o crime de maus tratos não pode ser cometido por professores contra os seus alunos. assuma-se o risco de produzir o resultado. é correto afirmar que a) o crime de omissão de socorro pode ser cometido por pessoa que não se encontra presente no local onde está a vítima. 32 . Diante dessa situação.2010 .DPU . c) o reconhecimento do perigo de vida no delito de lesões corporais graves depende de exame de corpo de delito complementar. ainda que a qualificadora seja de natureza objetiva. e) Por ausência de previsão legal. b) É inadmissível a ocorrência de homicídio privilegiado-qualificado. É penalmente aceitável que. "A" responderá por a) lesão corporal culposa.Defensor Público Para a configuração da agravante da lesão corporal de natureza grave em face da incapacidade para as ocupações habituais por mais de trinta dias. e) posse ilegal de arma de fogo e lesão corporal culposa. 33 . por motivo torpe. fútil etc. Em se tratando de homicídio.DPU .empregada doméstica "B". c) lesão corporal culposa gravíssima. Certo Errado 35 .DPE-PI . podendo ser assim compreendida qualquer atividade regularmente desempenhada pela vítima. a) São compatíveis.Prova: CESPE . aos crimes contra a honra e àqueles contra a liberdade individual. é incompatível o domínio de violenta emoção com o dolo eventual.Prova: FCC .Defensor Público Quanto aos crimes contra a pessoa.2009 . negligência ou imperícia por parte da gestante. não se admite a aplicação do instituto do perdão judicial ao delito de lesão corporal. aplicável ao concurso de pessoas..Advogado A respeito dos Crimes contra a Pessoa. julgue os seguintes itens. c) No delito de infanticídio incide a agravante prevista na parte geral do CP consistente no fato de a vítima ser descendente da parturiente. d) porte ilegal de arma de fogo. quando resultar de imprudência. assinale a opção correta. às lesões corporais. e) quem induz alguém a suicidar-se não responde pelo delito se da tentativa de suicídio resultam apenas lesões corporais graves. ainda que culposa.2010 . d) No delito de aborto.com.gustavobrigido. que ficou permanentemente debilitada na sua função prensora. não é necessário que a ocupação habitual seja laborativa.2010 . o dolo eventual e as qualificadoras do homicídio.Prova: CESPE .Defensor Público No que se refere aos crimes contra a vida.

IV . Na pena prevista legalmente para o crime.2ª Etapa "A".Juiz .Na difamação é sempre cabível a exceção da verdade. III. em relação ao crime de redução à condição análoga à de escravo: I. se o crime é cometido contra criança ou adolescente.1ª Prova . Considerando os fatos descritos e a disciplina legal dos crimes contra a honra. na conduta acima descrita. quer sujeitando-a a condições degradantes de trabalho. e multa. com o fim de retê-lo no local de trabalho. Na pena prevista legalmente para o crime.TRT . de dois a oito anos. Assinale a alternativa correta: a) Há apenas uma proposição correta b) Há apenas duas proposições corretas c) Há apenas três proposições corre www. por qualquer meio. IV.br . V.Não há previsão legal de crime de injúria qualificada.O crime cometido por "A.9ª REGIÃO (PR) . incorre quem cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador.A ofensa contra servidor público.2ª Etapa Considere as assertivas a seguir. V . incorre quem mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador.36 .TRT .1ª Prova . com o intuito de prejudicar a imagem deste.Na injúria não se admite a exceção da verdade. salvo se o ofendido é servidor público e a ofensa se deu em razão da função. II.9ª REGIÃO (PR) . admite exceção da verdade. III . Marque a alternativa correta: a) todas as proposições estão corretas b) somente a proposição V está incorreta c) somente a proposição IV está incorreta d) somente a proposição II está incorreta e) somente as proposições III e IV estão incorretas 37 .com. II . confecciona e expõe em rua movimentada um "outdoor" com a seguinte frase: "Cuidado! 'B' é ladrão". é correto afirmar que: I . A pena prevista legalmente é aumentada em um terço.gustavobrigido. além da pena correspondente à violência. Caracteriza-se pela submissão da pessoa a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. quer restringindo. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto.2003 .Prova: AOCP .2004 .Juiz . é tipificada como crime de injúria. com o fim de retê-lo no local de trabalho. desafeto de "B"(taxista).Prova: FUNDEC . A pena prevista para este crime é de reclusão. no exercício de suas funções.

142). inicialmente. morais e intelectuais. em objetiva e subjetiva: Honra objetiva é a visão que a sociedade tem acerca das qualidades físicas. a ação penal (art. a imputação de um fato específico e determinado. é o sentimento que cada pessoa possui acerca das suas próprias qualidades físicas. morais e intelectuais de um ser humano. 2. Nesses delitos.br . estendendo-se daí até o art. a retratação nos crimes de calúnia e de difamação (art. descrito em lei como crime (quando será calúnia) ou simplesmente ofensivo à sua reputação (difamação). Honra subjetiva.gustavobrigido. 145 do mesmo códex as disposições pertinentes às formas qualificadas (art. do julgamento que as pessoas fazem de alguém. em ambos os crimes. um abalo moral. É imprescindível. á exclusão do crime (art. inerente a todo homem e cuja ofensa produz uma dor psíquica. 140). Por corolário. Trata-se. e.com. finalmente. que o fazem merecedor de respeito no meio social e promovem sua autoestima.d) Todas as proposições estão corretas e) Todas as proposições estão incorretas GABARITO OFICIAL: 1-B 11-A 21-A 31-A 2-E 12-C 22-C 32-A 3-E 13-B 23-E 33-A 4-C 14-C 24-B 34-C 5-D 15-B 25-A 35-E 6-D 16-E 26-E 36-B 7-D 17-C 27-C 37-E 8-E 18-D 28-A 9-B 19-A 29-C 10-B 20-B 30-A CAPÍTULO 5 – DOS CRIMES CONTRA A HONRA 1. 138 a 140 do código penal. Espécies de honra: Classifica-se a honra. www. 3. Considerações iniciais: Os crimes contra a honra acham-se tipificados nos arts. consuma-se quando a ofensa proferida contra a vítima chega ao conhecimento de terceira pessoa. exigem a atribuição da prática de um fato a outrem. assim entendida o conjunto de qualidades de ordens moral. Por isso. Os crimes de calúnia e de difamação atacam a honra objetiva. É o juízo que cada um faz de si mesmo (autoestima). 143). 145). Conceito de honra: Honra é o conjunto de qualidade físicas. por sua vez. morais e intelectuais de determinada pessoa. intelectual e físicas pertinentes a determinada pessoa. É a reputação de cada indivíduo no meio social em que está imerso. ao pedido de explicações (art. a proteção legal recai sobre a honra. 141). em suma. É um sentimento natural.

atinge-se a honra comum. Observações gerais: Obs. esta já pode ser sujeito passivo da CALÚNIA. e a intenção de ofender a honra da vítima. A atribuição da qualidade de irresponsável e covarde é suficiente para a adequação típica face ao delito de injúria.A injúria viola a honra subjetiva.Na mesma pena incorre quem. salvo: I . 138 . entretanto. O consentimento do ofendido.521. § 1º . responderá somente por calúnia. que seja criminoso. por se tratar de crime de objetividade jurídica disponível. Logo. esse crime se consuma quando a própria vítima toma ciência da ofensa que lhe foi dirigida.É punível a calúnia contra os mortos. Direito fundamental. direito este que adquiriram ao nascer com vida. Tanto o menor quanto o doente mental têm o direito à honra.Caluniar alguém. Obs. no tocante às suas qualidades físicas. está se ofendendo a honra profissional. mas nunca de injúria. A honra comum é a que diz respeito ao cidadão como pessoa humana. Obs. em virtude da lei dos crimes ambientais que prevê também a responsabilidade penal para pessoa jurídica.gustavobrigido. A honra ainda recebe outra divisão em comum e especial ou profissional. www.br .: Em tese. O tipo de difamação exige a imputação de fato específico. quando se chama alguém de ladrão. Se a imputação falsa versar sobre delitos ambientais e crimes contra o consumidor (contra a economia popular – Lei nº 1. Os crimes contra a honra podem ser cometidos por intermédio da palavra. 4. mas imputação de qualidade negativas à vítima. Calúnia Art.: Pessoa Jurídica pode ser sujeito passivo de crime contra a honra? Atualmente. Honra especial ou profissional é aquela que se relaciona com a atividade particular de cada um. imputando-lhe falsamente fato definido como crime: Pena . a propala ou divulga. de seis meses a dois anos. intelectuais e morais. inexistirá o crime. constituindo o fato imputado crime de ação privada. Também poderá ser vítima de difamação. Mas esta não é a opinião de Heleno Cláudio Fragoso. § 2º . O consentimento do representante legal do ofendido. sabendo falsa a imputação.detenção. é irrelevante. escrita ou oral.com. Confira um julgado do Supremo Tribunal Federal sobre a diferenciação entre os crimes contra a honra: O tipo de calúnia exige a imputação de fato específico.Admite-se a prova da verdade.se. de 26 de dezembro de 1951). mas quando se diz que o médico é um açougueiro. Não há a atribuição de fato. Por Exemplo. se o representado não concordar. independente da qualidade de suas atividades. gestos ou meios simbólicos. praticado injúria.: Menor ou doente mental podem ser sujeitos passivos nos crimes contra a honra? Há quem diga que não. Exceção da verdade § 3º . difamação e calúnia. o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível. e multa.

138 do Código Penal diz que é punível a calúnia contra os mortos. 2. a saber: a) Imputação de um fato. deve ter ciência de que a imputação definida como crime é falsa. Obs. o fato deve ser definido como crime Também ocorrerá o delito de calúnia quando o fato em si for verdadeiro. o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível.II . que não o sujeito passivo. não poderemos subsumi-lo ao crime de calúnia.com. Consumação e tentativa: A calúnia se consuma quando um terceiro. esse deve agir dolo direto. III . obrigatoriamente. a prática de um fato definido como crime.se do crime imputado.: AGENTE QUE PROPALA OU DIVULGA A CALÚNIA: O agente que propala ou divulga a calúnia também deverá ser responsabilizada. nos termos do §1 do art. O sujeito atribui falsamente a terceiro a prática de delito. Assim.gustavobrigido. desde que o crime a ela atribuído falsamente seja tipificado na Lei 9. o crime será de injúria. contudo para os crimes de difamação e injúria. Obs. em respeito ao princípio da legalidade. É necessário particularizar as circunstâncias bastantes para identificar o acontecido. ser falso c) Além de falso. ou seja. por exemplo. definido como crime. www. 138 do Código Penal. Nas demais hipóteses.: toda vez que o fato imputado falsamente à vítima for classificado como contravenção penal.: CALÚNIA CONTRA OS MORTOS: O § 2º do art. 1. A imputação há de ser falsa e o agente ter consciência da falsidade. Nos termos como já foi decidido pelo STJ. embora de ação pública. 3. 141. Obs. b) Esse fato imputado à vítima deve.: caso não seja um fato. Obs. Sujeitos do crime: Qualquer pessoa pode figurar no pólo ativo ou como sujeito passivo do crime de calúnia. realmente. Contudo. Não reconhece. deverá ser determinado. sendo que o agente imputa falsamente a sua autoria à vítima. 138 do CP.br . mas um atributo negativo quanto à pessoa da vítima. o fato deverá ser considerado crime de difamação.605/98 (Lei dos Crimes Ambientais). além de ser falso e está definido como crime. podemos indicar os três pontos principais que especializam a calúnia com relação às demais infrações penais contra a honra. O fato. ou seja. quando houver. Poderá também a pessoa jurídica figurar como sujeito passivo do crime de calúnia.se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. não basta mera hipótese legal de crime ou manifestação limitada. Caso contrário haverá erro escusável de tipo. dizer que a vítima furtou. Considerações iniciais: Calúnia é a falsa imputação de um fato descrito como crime. são requisitos para a configuração do art. toma conhecimento da imputação falsa de fato definido como crime. Não basta. somada ao dolo de ofender. devendo ser entendido como delito de difamação. a indicação de fato certo e determinado.

ressalva as situações em virtude das quais se torna impossível a argüição da exceção da verdade. enquanto a denunciação caluniosa é crime contra a Administração da Justiça e de ação penal pública incondicionada. do §3º do art. embora de ação pública. Diferença entre o crime de calúnia e denunciação caluniosa: Na calúnia o sujeito se limita a imputar a alguém. constituindo o fato imputado crime de ação privada. 138 do Código Penal. os fatos por ele narrados são verdadeiros. bem como ao chefe do governo estrangeiro. não poderá ser erigida a exceção da verdade. afastando-se. 4. desde que meio de execução permita que crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. 339 do CP). portanto. além de imputar a alguém. Na primeira hipótese. 138 do Código Penal. quer dizer. não há possibilidade de argüição da exceção da verdade quando se tratar de crime cuja ação penal seja de iniciativa privada.se. A calúnia é crime contra a honra. ou outras indicadas naquele prazo. o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível. previsto no artigo 396 do Código de Processo Penal. o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível.Admite-se a prova da verdade. que. ou para completar o máximo legal. dizendo: § 3º . movimentando a máquina estatal mediante a instauração de investigação policial. e em regra se processa por ação penal privada (art.gustavobrigido. seja em primeiro grau ou em grau de recurso. em substituição às primeiras.Alguns autores sustentam a possibilidade do crime de difamação na forma tentada. previsto no art. se o ofendido não foi definitivamente condenado. enquanto estiver pendente de julgamento a ação penal. No caso de crime atribuído ao Presidente da República. ainda.com.se do crime imputado. o agente. a prática de um fato definido como crime. quando for oferecida a exceção da verdade. No inciso III. contudo. podendo ser inquiridas as testemunhas arroladas na queixa. 5. salvo: I . efetivamente. com essa comprovação. O momento oportuno para oferecer a exceção da verdade é da resposta do réu.br . 141. de processo judicial.se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. o querelante poderá contestá-lo no pazo de 2 dias. III . 145 do CP). instauração de investigação administrativa. proíbe-se a prova da verdade quando o ofendido tiver sido absolvido em sentença irrecorrível do crime que lhe atribui o agente. demonstrar que. Exceção da verdade: Chama-se de exceção da verdade a faculdade atribuída ao suposto autor do crime de calúnia. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém que sabe inocente. II . a infração penal a ele atribuída. não seria razoável. se a sentença penal condenatória não houver transitado em julgado. O artigo 523 do CPP estabelece. pois pretende-se proteger o cargo e a função que ocupam. Assim. www. O §3º do art. leva essa imputação ao conhecimento da autoridade pública. falsamente e perante terceira pessoa. Na denunciação caluniosa.

isto é. Consiste. devendo ser falsa a imputação.Finalmente. de três meses a um ano. 139 . e multa. depende da imputação de algum fato a alguém.com. na DIFAMAÇÃO. em regra. 6. ao contrário do que ocorre na denunciação caluniosa. Exceção da verdade Parágrafo único . circunstância que importa na diminuição da pena pela metade (art. 1. §2º do CP). em desacreditar publicamente uma pessoa. não podendo ser um fato definido como crime. todavia. Diferenças entre calúnia. Observe que pouco importa se o fato é verdade ou falso.A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. há somente a imputação de um fato ofensivo à reputação da vítima. podendo. pois. o bom conceito que ela detém em face da coletividade. não precisa ser criminoso.Difamar alguém. Considerações iniciais: A Difamação é a imputação a alguém de fato ofensivo a reputação da vítima. ocorre INJÚRIA (art. DIFERENÇA ENTRE CALÚNIA E INJÚRIA: A primeira diferença entre CALÚNIA e a INJÚRIA reside em que naquela existe uma imputação de fato e nesta o que se atribui à vítima é uma qualidade pejorativa à sua dignidade ou decoro. mas de uma qualidade negativa. além de falso o fato. difamação e injúria: a) Na CALÚNIA. deve ser definido como crime. Esse fato. o que não ocorre quanto a Difamação. maculando os atributos que a tornam merecedora de respeito no convívio social. e. www.detenção. 140). Difamação Art. Havendo a imputação não de um fato determinado. consubstanciar-se em contravenção penal. a imputação do fato deve ser falsa. Elementos objetivos: Difamar é imputar a alguém um fato ofensivo à sua reputação. imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação: Pena . 339. Basta que tenha capacidade para macular a reputação da vítima. A Difamação é um crime que ofende a honra objetiva. Distingue-se da Calúnia porque nesta o fato imputado é previsto como crime. não se admite calúnia com a imputação falsa de contravenção penal. da mesma forma que na calúnia.gustavobrigido. 2. ao contrário da DIFAMAÇÃO que não exige a sua falsidade. b) Na CALÚNIA.br . contudo.

Observe que. o legislador autoriza a exceção da verdade. em regra. Portanto.detenção. cor. que foi ao fórum de sua comarca e lá encontrou o j uiz de Direito em seu gabinete. ainda que verdadeiro. que. subsiste o crime de difamação ainda que seja verdadeira a imputação. ou multa. toma conhecimento da imputação de fato. Alguns autores sustentam a possibilidade do crime de difamação na forma tentada. mas que ofensivo a reputação. § 1º . II . Excepcionalmente. § 2º . O magistrado ajuíza contra ele ação penal por difamação. entretanto.quando o ofendido. desde que dirigida a ofender a honra alheia.gustavobrigido. de um a seis meses. É o que estabelece o art. Como na difamação ocorrerá nas hipóteses de imputação de fato verdadeiro e falso. religião. e multa. seria irrelevante provar a veracidade do fato atribuído à vítima. 140 . para diversas pessoas.com.O juiz pode deixar de aplicar a pena: I . não se admite a exceção da verdade. Ora. pois ainda assim subsistiria o crime. de forma reprovável. de 2003) www. 3. “A” poderá valer-se da exceção da verdade.Se a injúria consiste em violência ou vias de fato. que consista em outra injúria. se considerem aviltantes: Pena . Injúria Art. com diversas mulheres que dançavam ao seu lado com trajes íntimos.Injuriar alguém.no caso de retorsão imediata. § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça.A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10.741. diferentemente do ocorre na calúnia.br . etnia. que não o sujeito passivo. desde que meio de execução permita que crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. diferentemente da calúnia. ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro: Pena . Exceção da verdade: Parágrafo único . além da pena correspondente à violência. de três meses a um ano. alegando ter sido imputado contra si um fato ofensivo à sua reputação. a fim de provar que tais fatos realmente ocorreram. 4. Exemplo: “A” diz em um bar. não existe o elemento normativo do tipo “falsamente”. parágrafo único. provocou diretamente a injúria. completamente embreagado. Consumação e tentativa: A difamação se consuma quando um terceiro. por sua natureza ou pelo meio empregado. 139. aqui.detenção.

Obs. Consumação e tentativa: Como esse crime atinge a honra subjetiva. declaratória da extinção da punibilidade (Súmula 18 do STJ). ao contrário do que ocorre na calúnia e na difamação.quando o ofendido. II . nem absolutória. Fundamenta-se nas circunstâncias do caso concreto.no caso de retorsão imediata. A dignidade é ofendida quando se atacam as qualidades morais da pessoa (p. Basta a atribuição da qualidade negativa.ex. não se exigindo a imputação de qualquer fato. 4.: chamar de desonesta). Alguns autores sustentam a possibilidade do crime de injúria na forma tentada. Consequentemente. embora presente um fato típico e ilícito cometido por agente culpável. mas. cabível nas hipóteses expressamente previstas em lei. insultar ou falar mal. de 1997) 1. Exemplo: chamar um homem casado de corno importa em injuriar também sua esposa. além de atacar a honra da provocada. Observe que no inciso II. Como já se pronunciou o Superior www. sim. A sentença que o concede não é condenatória. desde que meio de execução permita que crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. dá-se sua consumação quando a ofensa à dignidade ou ao decoro chega ao conhecimento da vítima. 5. Exceção da verdade: O crime de injúria é incompatível com a exceção da verdade. §1º do CP) § 1º . provocou diretamente a injúria.Pena . mediante xingamento ou atribuição de qualidade negativa. Elementos objetivos: Injuriar equivale a ofender.br .: injúria indireta: são aquelas situações em que a injúria. Caracteriza-se o delito com a simples ofensa da dignidade ou do decoro da vítima. de forma reprovável. art. Perdão judicial (art.O juiz pode deixar de aplicar a pena: I . Considerações iniciais: Injúria é crime contra a honra que ofende a honra subjetiva. cuida-se de uma modalidade anômala de legítima defesa.: chamá-la de horrorosa) 2. na qual quem foi injuriado devolve imediatamente a agressão mediante outra injúria. de modo a abalar o conceito que a vítima tem de si própria. 140.ex. pois não há previsão legal. não há imputação de fato. que consista em outra injúria. 107.gustavobrigido. (Incluído pela Lei nº 9. não seja necessário puni-lo. 3. ao passo que o decoro é abalado quando se atenta contra suas qualidades físicas (p. alcança reflexamente pessoa diversa.com. inciso IX). O perdão judicial é causa de extinção de punibilidade (CP. É irrelevante se a injúria tenha sido proferida na presença da vítima (injúria direta) ou que tenha chegado ao seu conhecimento por intermédio de terceira pessoa (injúria mediata).reclusão de um a três anos e multa.459. nas quais.

se considerem aviltantes: Pena .459. é dizer. religião. não devemos confundir com o crime de racismo. Essa é a regra geral. Trata-se de injúria que o sujeito escolhe como meio para ofender a honra da vítima. Com efeito. Os crimes de racismos são definidos pela Lei 7. além da pena correspondente à violência. Injúria real: § 2º . religião. se a ofensa é realizada na presença do funcionário público.detenção.br . relacionando-se. Na injúria por sua vez. etnia. excepcionando quando o ofendido é funcionário público. de três meses a um ano. de 1997) Pune-se com reclusão. de 2003) Pena . a ofensa não é lançada na presença do funcionário público. sem prejuízo de multa. §1º.ex.716/89 se materializam por manifestações preconceituosas generalizadas (a todas pessoas de uma raça qualquer) ou pela segregação racial (p. o juízo que a pessoa faz de si própria. A injúria qualificada.gustavobrigido. arrolado pelo legislador entre os crimes contra a Administração Pública (art.: vedar a matrícula de uma criança na escola em razão de sua raça). exemplificando. não uma palavra.com. www. 7. (Incluído pela Lei nº 9. Nesse caso. Por isso. por sua natureza ou pelo meio empregado.Tribunal de Justiça: “A retorsão prevista no art. enquanto afirmar que “todos os gringos são safados” constitui crime de racismo. que.741. o crime de injúria que consiste na utilização de elementos referentes à raça.Se a injúria consiste em violência ou vias de fato. o crime é de desacato. origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10. exige que a ofensa seja dirigida a pessoa ou pessoas determinadas. 6. mas sim uma agressão física capaz de envergonhá-la. etnia. chamar alguém de “gringo safado” tipifica injúria qualificada. assim como os demais crimes contra a honra. cor. Diferença entre o crime de injúria contra funcionário público e o desacato: O crime de injúria pode ser cometido na presença ou na ausência da vítima. ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. todavia. um xingamento. no exercício da função ou em razão dela. e multa.reclusão de um a três anos e multa. Assim. de 1 a 3 anos. à função pública por ele exercida. cor. com potencialidade para arranhar sua honra subjetiva. mas de desacato. não se trata de simples agressão a sua honra. 140. origem. Vejamos alguns exemplos: a) Se um particular vai à sala de audiências de um fórum e chama o juiz de corrupto. Basta que a ofensa chegue ao seu conhecimento. o meio de execução é a violência ou então vias de fato. 8. inciso II do CP só permite que a pena não seja aplicada àquele que responde de forma injuriosa a uma injúria que lhe foi primeiramente proferida. 331 do CP). Injúria qualificada ou racial: § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. desde que assim o faça imediatamente após ter sido ofendido.

estará caracterizado crime contra a Segurança Nacional (Lei 7. Obs.na presença de várias pessoas. com ou sem motivação política. e grita juiz corrupto. Inciso III: Essa causa de aumento de pena em um terço se baseia no meio de execução do crime.: no parágrafo único do art. Inciso I: A pena é aumentada de um terço. ofendida pelo ataque a honra de seus agentes. além de atentar contra a honra de uma pessoa.gustavobrigido. com ou sem motivação política.) Inciso IV: Esse inciso foi inserido no Código Penal pela Lei 10. 1º. www.br .170/83. em razão de suas funções. Disposições comuns Art.b) Se o mesmo particular para em frente à casa do juiz de Direito. IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência. exceto no caso de injúria. 141 . se qualquer dos crimes é cometido: I . III . ofende também os interesses da nação.com. Quando se fala na presença de várias pessoas. 141 do Código Penal a pena é aplicada em dobro para qualquer crime contra a honra praticado mediante paga ou promessa de recompensa. A conduta criminosa.741. devem existir no mínimo três pessoas. não se aplica o aumento da pena quando a conduta se refere à vida privada do funcionário público. caracteriza-se crime comum. (Incluído pela Lei nº 10. arts. 2º e 26º). Obs. ou contra chefe de governo estrangeiro.contra funcionário público. Inciso II: O aumento de pena se justifica em razão do interesse supremo da Administração Pública. (Obs. fugindo em seguida. aplica-se a pena em dobro. Obs. em um domingo. em razão da importância das funções desempenhadas pelo Presidente da República e pelo chefe de governo estrangeiro. Assim.: sempre que o Código Penal fala em “várias pessoas”. o crime será sempre o previsto no Código Penal. da difamação ou da injúria. Paga e promessa de recompensa caracterizam o crime mercenário. e se presentes motivação e objetivos políticos e lesão real ou potencial aos bens jurídicos inerentes à Segurança Nacional. e somente se aplica quando o sujeito tenha conhecimento da idade ou da peculiar condição da vítima.: O ataque à honra de chefe de governo estrangeiro. com o aumento de pena. capaz de provocar maior prejuízo à honra da vítima. II .contra o Presidente da República. o crime é de injúria.As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço. exige ao menos três.: O crime de calúnia ou de difamação contra o Presidente da República. de 2003) Parágrafo único . No tocante à injúria contra o Chefe do Poder Executivo Federal.741/03 – Estatuto do Idoso. ou por meio que facilite a divulgação da calúnia. É necessário que a ofensa esteja relacionada ao exercício da função pública. com aumento de pena.Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa.

nos casos em que a lei a admite”. salvo quando inequívoca a intenção de injuriar ou difamar.Se.com. § 2º. Por fim.Não constituem injúria ou difamação punível: I .Nos casos dos ns. alusões ou frases. fica isento de pena. quando estes crimes forem de ação penal privada. difamação e injúria contra funcionário público. no caso do art. 141 deste Código. ou contra o chefe do governo estrangeiro. 143 . 144 . Retratação Art. da violência resulta lesão corporal. b) Ação penal pública condicionada à representação do Ministro da Justiça: nos crimes contra o Presidente da República. Contudo.O querelado que. Art. e. e mediante representação do ofendido. se retrata cabalmente da calúnia ou da difamação. Portanto. Procede-se mediante requisição do Ministro da Justiça. pela parte ou por seu procurador. I e III. 140 deste Código.) pela retratação do agente.o conceito desfavorável emitido por funcionário público. II . 145 .Nos crimes previstos neste Capítulo somente se procede mediante queixa. trata-se de causa de extinção de punibilidade de natureza subjetiva. (Redação dada pela Lei nº 12. Obs. não as dá satisfatórias. difamação ou injúria. artística ou científica. se infere calúnia. de referências. a critério do juiz. Aquele que se recusa a dá-las ou. antes da sentença.. na discussão da causa.a opinião desfavorável da crítica literária.br . e na injúria qualificada pela utilização de elementos referentes a raça. Parágrafo único . Parágrafo único. no caso do inciso I do caput do art. de 2009) A regra geral é de que os crimes contra a honra são de ação penal privada. bem como no caso do § 3o do art.gustavobrigido. Trata-se de causa de extinção da punibilidade. não extingue a punibilidade nos crimes de calúnia e de difamação de ação penal pública.033. há três exceções: a) Ação penal pública incondicionada: na injúria real. III . www. em apreciação ou informação que preste no cumprimento de dever do ofício. c) Ação penal pública condicionada à representação do ofendido: na calúnia.: É cabível unicamente na calúnia e na difamação. 145). quem se julga ofendido pode pedir explicações em juízo. no caso do inciso II do mesmo artigo. 107.a ofensa irrogada em juízo. 140.Exclusão do crime Art. tal como se extrai do art. não se comunicando aos demais querelados que não se retrataram. em razão de suas funções. responde pela ofensa. pois “somente se procede mediante queixa”. 142 . salvo quando. inciso VI do Código Penal: “Extingue-se a punibilidade: (. Art. responde pela injúria ou pela difamação quem lhe dá publicidade.. se da violência resulta lesão corporal (art.

a proteção destes bens está estabelecida na forma da incriminação da injúria.gustavobrigido.Prova: INSTITUTO CIDADES .Defensor Público "A" afirma. a retratação feita por um dos agentes.2010 . mediante queixa.2012 . a honra subjetiva reside no sentimento de cada pessoa a respeito de seus próprios atributos fÌsicos. não se admitindo a exceção da verdade. pode ser feita por escrito ou oralmente. para a ação penal por crime contra a honra do servidor público em razão do exercício de suas funções. exigindo-se. d) Nos crimes contra a honra perpetrados contra pessoa maior de sessenta anos incidirá a agravante de um terço da pena. sem a presença de terceiros: B. admitindo-se a exceção da verdade. www.MPE-RR .cor.: No tocante ao crime contra a honra de funcionário público. religião ou origem. não aproveita aos demais. No Código Penal. não se admitindo a exceção da verdade.O fato de A dizer a B. na forma do art. é correto afirmar que "A" cometeu crime de a) calúnia. entretanto. III .2009 . 03 . b) Havendo concurso de crimes e concurso de agentes. inequívoca e incondicional. tu és um dos beneficiados da corrupção havida no Órgão X e deves ter subornado o Promotor para não teres sido incluÌdo na denúncia. não se admitindo a exceção da verdade. constitui crime de injúria.Juiz De acordo com o consagrado na doutrina. condicionada à representação do ofendido. admitindo-se a exceção da verdade. morais ou intelectuais. da calúnia e da difamação.Promotor de Justiça Em relação aos crimes contra a honra. cor.Prova: TJ-RS . 02 . no sentimento que as outras pessoas possuem a respeito da reputação de alguém no atinente a estes mesmos atributos. na presença de várias pessoas. que "B" trai seu marido "C" com o vizinho. por ser circunstância de natureza pessoal.DPE-GO . pela parte ou seu procurador. I. é importante destacar o teor da Súmula 714 do STF: “é concorrente a legitimidade do ofendido. 140. e do Ministério Público. na discussão da causa. d) difamação. e) Constitui crime de ação penal pública incondicionada a injúria praticada mediante a utilização de elementos referentes a raça. Nesses termos.com. e) injúria. considere as assertivas abaixo. etnia. tampouco se admite retração a alguns dos fatos imputados.br . c) A retratação nos crimes contra a honra. LISTA DE EXERCÍCIOS – DOS CRIMES CONTR A HONRA 01 . em razão de suas funções. a) A causa de exclusão de crime abrange a calúnia. b) calúnia.A calúnia e a difamação ofendem a honra objetiva da pessoa. cujos efeitos se restringem à esfera criminal.A injúria ofende a honra subjetiva da pessoa. II . origem ou condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. incluindo-se órgão do MP. Obs.Prova: CESPE . religião. etnia. Diante do enunciado.TJ-RS . c) difamação. assinale a opção correta com base no que dispõe a legislação de regência e no entendimento jurisprudencial. a honra objetiva. que seja completa. a difamação e a injúria irrogadas em juízo. em ambiente reservado. exceto no caso de injúria. §3º d CP.

mas não na calúnia.4ª REGIÃO (RS) .Prova: FCC . Admite exceção da verdade o crime de a) calúnia.Prova: PC-SP . d) difamação.2012 . Na festa de aniversário do filho de Paulo. e) calúnia. Pedro tomou o microfone e narrou aos presentes que Paulo era caloteiro. d) difamação. se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções.Prova TIPO 4 Nos crimes contra a honra. II e III 04 . independentemente de qualquer requisito. independentemente de qualquer requisito.Analista Ministerial .com.Quais são corretas? a) Apenas I b) Apenas II c) Apenas III d) Apenas I e II e) I.MPE-AP .PC-SP .Prova: FCC .2011 . poderá se retratar cabalmente e. 08 . 07 .br .Contra a Honra. o querelado. c) ficará isento de pena se a retratação ocorrer antes do trânsito em julgado da sentença.Delegado de Polícia Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa .TRF .Execução de Mandados Pedro emprestou dinheiro a Paulo e este não lhe pagou a dívida no prazo convencionado. b) injúria e na difamação. que tramita perante uma das varas criminais da comarca de Macapá. a) ficará isento da pena se a retratação ocorrer antes do trânsito em julgado da sentença e contar com a anuência expressa do querelante.2ª REGIÃO . 06 . b) injúria. c) calúnia e na injúria. Miguel. deverá responder pelo crime de racismo.TRE-RJ .TRT .gustavobrigido. por não ter efetuado o pagamento da referida dívida.Prova: CESPE . se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. Nesse caso. mas não na difamação.Prova: FCC .Analista Judiciário .. d) ficará isento de pena se a retratação ocorrer antes da sentença.2012 . com o nítido intuito de lesão à sua honra. Certo Errado 5 .Área Judiciária Aquele que imputar a outrem termos pejorativos referentes à sua raça. Pedro www. se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. ainda que o fato seja imputado a chefe de governo estrangeiro. e) terá a pena reduzida de um a dois terços se a retratação ocorrer antes da sentença e contar com a anuência expressa do querelante. se o fato é imputado à presidente da república.2012 . e) calúnia.Juiz do Trabalho . b) terá a pena reduzida de um a dois terços se a retratação ocorrer antes da sentença. independentemente de qualquer requisito c) difamação. a exceção da verdade é cabível na a) injúria.2012 . neste caso.Direito Miguel cometeu crime de difamação contra Vitor e está respondendo uma ação penal privada movida pelo ofendido (querelante).Analista Judiciário .

b) difamação. como síndico do prédio. a oposição de exceção da verdade. desde que incapaz. afirma que José. entretanto.3 . Como morador do prédio. na presença de duas pessoas. 11 .2007 .Prova: VUNESP . caracteriza Abandono de incapaz “abandonar pessoa que está sob seu cuidado. é Promotor de Justiça. uma vez que José é funcionário público. na hipótese. d) não cometeu nenhum crime porque o fato era verdadeiro.Exame de Ordem Unificado . até porque não se pode oferecer denúncia contra pessoa indeterminada. a oposição de exceção da verdade com o fim de demonstrar a veracidade da afirmação. incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono”. E a injúria www. não sendo cabível.Exame de Ordem . calúnia consiste em imputar a alguém fato ofensivo a sua reputação. caracteriza perigo para a vida ou saúde de outrem “expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direito e iminente”. b) cometeu crime de denunciação caluniosa. não sendo cabível. como síndico do prédio e Promotor de Justiça.OAB-SC . já o sujeito passivo pode ser qualquer pessoa indeterminada. sendo cabível. Somente a calúnia e a difamação comportam a exceção da verdade. uma vez que Merlindo é Promotor de Justiça. professor concursado da instituição. A respeito do fato acima.Primeira Fase Ana Maria. chama Merlindo. a oposição de exceção da verdade com o fim de demonstrar a veracidade da afirmação.br . na hipótese. a oposição de exceção da verdade. calúnia consiste em imputar a alguém fato ofensivo a sua reputação. e. guarda. Enquanto que a difamação consiste em imputar falsamente a alguém fato definido como crime.a) cometeu crime de exercício arbitrário das próprias razões. sabedor de que tal afirmação é falsa.2 . vigilância ou autoridade. Enquanto que a difamação consiste em imputar falsamente a alguém fato definido como crime. e) cometeu crime de difamação. pois exige-se que o agente tenha especial relação de assistência com o incapaz. O sujeito passivo é pessoa de qualquer idade. sendo cabível. Onde o sujeito ativo é próprio ou qualificado. trai a esposa todo dia com uma gerente bancária. pois atribuiu a José fato desabonador que não constitui crime. 10 . sem ressalvas. Assinale a alternativa correta. pela péssima administração do prédio em que residem.OAB . aluna de uma Universidade Federal.1 . d) difamação. Merlindo. Onde o sujeito ativo pode ser qualquer pessoa determinada.2007 .Prova: ND . seu vizinho e síndico.OAB-SP . de incompetente. no elevador do prédio em que reside. E a injúria consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém. além de síndico. c) Marlindo não praticou crime algum.Exame de Ordem . pois atribuiu a José o crime de adultério. por qualquer motivo. 09 – Prova: FGV . c) O Código Penal.Primeira Fase Marlindo.2012 . b) Conforme o Código Penal. d) Marlindo praticou crime de desacato à autoridade. é correto afirmar que Ana Maria praticou o crime de a) calúnia.gustavobrigido. c) cometeu crime de calúnia. entretanto. a) Marlindo praticou crime de difamação ao ofender a reputação de Merlindo.Primeira Fase Assinale a alternativa correta: a) O Código Penal. pois atribuiu a José o crime de adultério.com. tem o direito de criticar a gestão de Merlindo. b) Marlindo praticou crime de difamação ao ofender a reputação de Merlindo. c) calúnia. pois atribuiu a José fato desabonador que não constitui crime. e que tenha especial relação de assistência com o sujeito ativo. d) Conforme o Código Penal.

br .com.Delegado de Polícia Com relação aos crimes abaixo destacados. Nesse caso. na redação de uma petição. assinale a opção correta. faça alusões ofensivas à honra da parte contrária. ciente da idade e deficiência da pessoa. comete o crime de calúnia.Exame de Ordem Unificado .2 . ciente da falsidade da imputação. b) Uma advogada que. para o reconhecimento da referida imunidade. de forma reprovável. já que as circunstâncias de caráter pessoal elementares ao crime se comunicam.OAB . ao redigir uma petição. fato definido como crime e que Eduardo.consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém. a) Caso um advogado militante. na discussão da causa.Prova: PC-MG .3 . Todas comportam a exceção da verdade. comete o crime de injúria.Primeira Fase Acerca dos crimes contra a honra. no intuito de ofender sua dignidade. é CORRETO afrmar que: a) é possível a participação de particular no delito de corrupção passiva.Prova: CESPE . c) O agente que designa alguém como ladrão.OAB-SP . sem ressalvas. injurie um de seus exempregados.Exame de Ordem . tenha provocado diretamente a injúria.PC-MG . imputando-lhe. d) O agente que preconceituosamente se refere a alguém como velho surdo. d) Caso um advogado.OAB-SP . falsamente. o juiz deve aplicar a pena ainda que o ofendido.2008 . visto que não constitui injúria ou difamação punível a ofensa irrogada em juízo. é dispensável que as imputações ofensivas tenham relações de pertinência com o thema decidium. Eduardo incorre na mesma pena de Pedro. 13 .nas assume o risco de produzi-lo. difame terceira pessoa que não é parte no processo judicial estará amparada pela imunidade judicial. c) É impunível a calúnia contra os mortos.Prova: CESPE .Primeira Fase (Set/2008) Acerca dos crimes contra a honra.Exame de Ordem .Prova: CESPE . www.1 . eventualmente. b) A imputação vaga. desprovidas de animus ofendendi. uma vez que o agente não quer diretamente o resultado. assinale a opção correta. a) Considere que Pedro pratique crime contra a honra de José. 12 . no intuito de ofender sua reputação.gustavobrigido. 14 .2011 . comete uma das modalidades do crime de racismo. ora reclamante. a propale e divulgue. sem que tal injúria tivesse relação com a reclamação trabalhista em curso. ele estará amparado pela imunidade judiciária.Primeira Fase Assinale a opção correta acerca da imunidade judiciária. na discussão da causa. imprecisa ou indefinida de fatos ofensivos à reputação caracteriza difamação. prevista no Código Penal. c) Considere que o advogado da empresa X.2008 .2008 . Nessa situação hipotética. o crime de calúnia estará amparado pela imunidade judiciária. em razão do ardor com que defende os interesses de seus clientes. 15 . pela parte ou por seu procurador. ape. acuse o promotor de justiça de prevaricação durante uma audiência. b) O agente que imputa a alguém a conduta de mulherengo. d) No delito de injúria. b) o homicídio praticado com dolo eventual afasta a incidência das circunstâncias qualifcadoras. sabendo falsa a imputação. a) O agente que atribui a alguém a autoria de um estupro. comete o crime de difamação.

Prova: CESPE . b) Ainda que falsa a imputação atribuída por Tiburcio ao morto. Calúnia. 18 . que consiste na possibilidade de o acusado comprovar a veracidade de suas alegações. na discussão da causa.com. relativa ao exercício de suas funções. de difamação e de injúria.gustavobrigido. por ser admitido na lei penal a exceptio veritatis.300 quilogramas de fio de cobre. via do instituto.2009 .Prova: TJ-DFT .Primeira Fase (Jan/2009) Assinale a opção correta acerca dos crimes contra a honra. c) Caracterizado o crime contra a honra de servidor público. protegido constitucional e penalmente. que consista em outra injúria. Francinaldo é o sujeito passivo do crime. Ao Almoxarife Francinaldo. em razão do exercício de suas funções. 19 .OAB . Difamação e Injúria. A honra.OAB .Exame de Ordem Unificado .2011 . c) Caracterizado o delito de injúria. d) O pedido de explicações em juízo é cabível nos delitos de calúnia e difamação.c) para a confguração do crime de maus tratos. a persecução criminal nos crimes contra a honra processa-se mediante ação pública condicionada à representação da pessoa ofendida. c) Por Márcio haver dito em assembléia estudantil que Maurício. para a exclusão do elemento objetivo do tipo. Tiburcio. d) caracteriza-se o crime de injúria. a ação penal será pública incondicionada. seu colega de faculdade. o instituto da exceção da verdade.Prova: FCC . atribuiulhe a autoria. antes da sentença.2008 .Exame de Ordem Unificado . falecido dois meses antes de descoberta a falta.br . é afeminado e desonesto. b) Caso o querelado. Destarte: a) Do almoxarifado de empresa de energia elétrica foi subtraído 1. admite-se a exceção da verdade caso o ofendido seja funcionário público.TJ-DF . compelido a provar ser ela verdadeira. b) Em regra. a) Tratando-se do delito de injúria. objetiva (julgamento que a sociedade faz do indivíduo) e subjetiva (julgamento que o indivíduo faz de si mesmo).2010 . ao ser julgada. Por ser punível a calúnia contra os mortos. por este foi interposta ação penal privada. seu substituto.3 . 16 . ainda que as imputações ofensivas à honra subjetiva da vítima sejam verdadeiras.Juiz Dos crimes contra a honra. está ele. e a ofensa. a) Não constituem injúria ou difamação punível a ofensa não excessiva praticada em juízo. d) No crime de calúnia. assinale a opção correta.Direito Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa . para os crimes de calúnia.Primeira Fase (Mai/2009) Acerca dos crimes contra a honra. a qual. expondo-a a perigo de vida ou de saúde. quando o fato imputado à vítima constitua crime de ação privada e não houve condenação definitiva sobre o assunto. o juiz pode deixar de aplicar a pena. pela parte ou por seu advogado e a opinião da crítica literária sem intenção de injuriar ou difamar. resultou constatado ter sido um dos motoristas quem efetuou a subtração. sua pena será diminuída. no caso de retorção imediata. d) O CP prevê. mas não se aplica ao de injúria.Prova: CESPE . pretendendo demonstrar a verdade do que falou. absolveu o agressor por não haver a vítima provado ser falsa a imputação.Analista . é necessário submeter a vítima a intenso sofrimento físico ou psíquico.MPE-SE .Contra a Honra. o querelado ou réu não pode ingressar com a exceptio veritatis. é um direito fundamental do ser humano. cabendo exceção da verdade somente se o ofendido for funcionário público e a ofensa relativa ao exercício de suas funções.. Procedidas às investigações. se retrate cabalmente da calúnia ou da difamação. www. 17 .1 .

Primeira Fase (Set/2010) Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas do texto: “para a ocorrência de __________. www.br . c) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria quando ocorrer o perdão judicial.MPE-MS . calúnia e difamação. tratando-se de crime comum. d) comunicação falsa de crime ou de contravenção.com. de forma reprovável. incide a causa de aumento de pena prevista no art. Certo Errado 23 . b) na difamação admite-se a exceção da verdade se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. b) contra Governador de Estado. de competência do juiz singular.Juiz Nos crimes contra a honra previstos no Código Penal. b) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria no caso de tentativa de tal delito.Dentre as hipóteses de formas qualificadas dos crimes de injúria.Prova: CESPE . comunicação falsa de crime ou de contravenção. obrigatória à propositura da ação penal. investigação policial ou processo judicial. comunicação falsa de crime ou de contravenção. c) contra chefe de governo estrangeiro.Promotor de Justiça Em que circunstância o crime de injúria admite a exceção da verdade? a) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria se o ofendido for funcionário público. constituindo o fato interpretado crime de ação privada.Defensor Público Com relação ao processo e julgamento dos crimes de calúnia e injúria. por exemplo. provocou diretamente a injúria.2006 . em razão de suas funções. difamação. 22 . 21 . d) na presença de várias pessoas. constitui infração penal contra a honra.gustavobrigido. mas é indispensável que em decorrência de tal imputação seja instaurada.TJ-MG . b) denunciação caluniosa. enquanto a __________ é crime contra a Administração da Justiça”. denunciação caluniosa.Prova: EJEF . porquanto incompatível com tal delito. NÃO se incluem os crimes cometidos a) mediante promessa de recompensa. e) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria quando o ofendido for menor de idade.OAB . 20 .Exame de Ordem Unificado .2010 . denunciação caluniosa. é INCORRETO afirmar que: a) no crime de calúnia ou de difamação contra o presidente da república ou contra chefe de governo estrangeiro.2011 .2007 . A simples imputação falsa de fato definido como crime pode consituir __________. calúnia.Prova: MPE-MS . e) contra funcionário público. 141 do Código Penal. d) A exceção da verdade não será admitida em crime de injúria em nenhuma circunstância. c) comunicação falsa de crime ou de contravenção. que. o pedido de explicações deve ser ajuizado no juízo cível e tem natureza jurídica de medida preliminar. d) na calúnia admite-se a prova da verdade desde que. a) denunciação caluniosa.DPU .Prova: FGV . o ofendido não tenha sido condenado por sentença irrecorrível.2 . não basta a imputação falsa de crime. calúnia. c) o juiz pode deixar de aplicar a pena quando o ofendido. difamação.

O empregador difama o empregado se lhe atribui a conduta de embriagar-se habitualmente ou em serviço.TRE-AC . cuja proteção interessa sobremaneira aos seus parentes. III e IV estão corretas. c) As assertivas I. 26 . a não ser que prove o que disse (exceção da verdade). diz ao síndico que ele deveria se preocupar com sua própria família.MPE-PB . a ação penal é publica incondicionada. IV e V estão incorretas. se a vítima é maior de sessenta anos ou portadora de deficiência. d) Assim como no sequestro e cárcere privado. cometeu crime de difamação. II e III estão corretas.6R (PE) . já que a ofensa feita a honra objetiva destes atinge. independentemente de o fato narrado ser. no mínimo.Área Judiciária Poderá ser concedido perdão judicial para o autor do crime de injúria no caso de www. b) As assertivas II. se válido e anterior ou.Prova 1 Analise as assertivas abaixo e.TRT . era prostituta. e) Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. Assinale a alternativa correta dentre as adiante mencionadas.6ª Região (PE) .Juiz . e) Antônio.2010 .2010 .gustavobrigido. etnia. III. a vítima da lesão grave.2010 . a pena deve ser aumentada de um terço. pois a ofendida (filha do síndico) não estava presente na reunião. assinale a alternativa CORRETA: I.br . II. IV.Prova: MPE-PB . b) O Código Penal Brasileiro admite a calúnia e a difamação contra os mortos. a) As assertivas I. O empregador injuria o empregado se o chama de cachaceiro. cor.24 . a não ser que prove o que disse (exceção da verdade).Promotor de Justiça Assinale a alternativa correta: a) Nos crimes contra a honra. que não estava presente na reunião. concomitante à ação delitiva. em verdade. e) As assertivas I. II e IV estão corretas.Prova: VUNESP . depois. V. d) As assertivas II. com a presença de diversos moradores. porque a filha mais velha dele. origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. pois sempre era vista em casa noturna suspeita da cidade. que era acusado de fazer barulho durante a madrugada. a) Antônio cometeu crime de calúnia. que não admite a exceção da verdade. III e V estão incorretas. O empregador calunia o empregado se lhe atribui falsamente a conduta de embriagar-se habitualmente ou em serviço. inclusive. inicia-se discussão acalorada. no crime de redução à condição análoga à de escravo. verdadeiro. b) Antônio cometeu crime de calúnia. 27 .Prova: TRT . c) Antônio não cometeu crime algum. O empregado difama o empregador se o chama de sonegador. um dos condôminos.Prova: FCC . sua memória. O empregado calunia o empregador se lhe atribui falsamente a conduta de alterar a escrita contábil da firma para enganar o Fisco. c) A ocorrência de lesão corporal de natureza grave ou morte qualifica o delito de rixa.Analista Judiciário . durante a qual Antônio. atua como causa excludente da ilicitude. respondendo por ela. 25 .2011 .TJ-SP .com. religião. d) Antônio cometeu crime de difamação.Juiz Durante reunião de condomínio. o consentimento do ofendido. ou não.

a) não ter resultado lesão corporal da injúria real. b) ter sido a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador. c) ter sido a opinião desfavorável emitida em crítica literária, artística ou científica. d) ter sido o conceito desfavorável emitido por funcionário público, em apreciação ou informação prestada no cumprimento de dever do ofício. e) ter o ofendido, de forma reprovável, provocado diretamente a ofensa. 28 - Prova: FUNIVERSA - 2009 - PC-DF - Delegado de Polícia - Objetiva Acerca dos crimes contra a honra, assinale a alternativa correta. a) Nos crimes de calúnia e difamação, não se admite a retratação. b) A exceção da verdade, no crime de calúnia, é admitida se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível. c) É impunível a calúnia contra os mortos. d) No delito de injúria, o juiz poderá deixar de aplicar a pena se o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria. e) Caso um advogado, na discussão da causa durante uma audiência, acuse o juiz de prevaricação, o crime de calúnia estará amparado pela imunidade judiciária. 29 - Prova: MS CONCURSOS - 2009 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Juiz - 1ª Prova - 2ª Etapa Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa - Contra a Honra.; Assinale a proposição incorreta: a) É punível a calúnia contra os mortos. b) No delito de difamação, a exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. c) A ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador, não constitui injúria ou difamação punível. d) A legislação penal admite a retratação nos crimes de calúnia e difamação. e) A injúria preconceituosa confunde-se com o crime de racismo. 30 - Prova: CESPE - 2010 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz - Parte II No que concerne aos crimes contra a honra, assinale a opção correta. a) A calúnia consiste em imputar falsamente a alguém fato definido como crime ou contravenção penal. b) Segundo o Código Penal, a chamada exceção da verdade é admitida apenas nas hipóteses de calúnia. c) Aquele que difama a memória dos mortos responde pelo crime de difamação, previsto no Código Penal. d) O objeto jurídico da injúria é a honra objetiva da vítima, sendo certo que o delito se consuma ainda que o agente tenha agido com simples animus jocandi. e) As penas cominadas aos delitos contra a honra aplicam-se em dobro, caso o crime tenha sido cometido mediante promessa de recompensa. GABARITO OFICIAL: 1-D 11-A 21-A 2-D 12-A 22-E 3-E 13-D 23-D 4-A 14-A 24-E 5-D 15-A 25-D 6-D 16-D 26-C 7-C 17-C 27-E 8-E 18-A 28-D 9-D 19-B 29-E 10-A 20-D 30-E

CAPÍTULO VI – DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL Constrangimento ilegal

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Art. 146 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda: Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. Aumento de pena § 1º - As penas aplicam-se cumulativamente e em dobro, quando, para a execução do crime, se reúnem mais de três pessoas, ou há emprego de armas. § 2º - Além das penas cominadas, aplicam-se as correspondentes à violência. § 3º - Não se compreendem na disposição deste artigo: I - a intervenção médica ou cirúrgica, sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal, se justificada por iminente perigo de vida; II - a coação exercida para impedir suicídio.
1. Considerações iniciais:

O tipo penal visa assegurar a liberdade do indivíduo para agir dentro dos limites legalmente previstos. O fundamento desse delito, encontra-se no artigo 5º, inciso II da Constituição Federal. Nesses termos, somente a lei pode obrigar alguém a adotar determinado comportamento, ou então proibi-lo de agir ao seu livre alvedrio. 2. Elementos objetivos: Constranger equivale a coagir alguém a fazer ou deixar de fazer algo. Consiste, em suma, no comportamento de retirar de uma pessoa a sua liberdade de autodeterminação. Assim, em síntese, o delito poderá ocorrer em duas hipóteses: a) quando a vítima é compelida a fazer alguma coisa. Exemplo: beber um copo de cerveja, andar sem sapatos em via pública etc. b) quando a vítima é compelida a deixar de fazer algo, que também engloba a situação em que ela é coagida a permitir que o agente faça alguma coisa. Exemplo: não fumar em local permitido, não correr em um parque público etc. Para realizar qualquer das condutas previstas no tipo penal, o sujeito pode se valer dos seguintes meios de execução: violência, grave ameaça e qualquer outro meio que reduza a capacidade de resistência da vítima. É indispensável, ainda, a existência do nexo causal entre o emprego da violência, grave ameaça ou de qualquer outro meio e o resultado, ou seja, o estado de submissão do ofendido que faz ou deixa de fazer algo contra a sua vontade. 3. Sujeitos do crime:

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Sujeito Ativo: Crime comum, o constrangimento ilegal pode ser praticado por qualquer pessoa. Se o agente é funcionário público, praticado crime no exercício de suas funções, é responsabilizado por outros delitos (artigos 322 e 350 do CP e artigo 3º da Lei nº 4.898/65). Sujeito passivo: é a pessoa que possui capacidade de querer, ficando excluídos, portanto, os doentes mentais, as crianças de pouca idade, o ébrio total, as pessoas inconscientes etc. Não tendo capacidade jurídica de querer, não são elas lesadas pela conduta do agente, que, eventualmente, cometerá outro ilícito. Essas pessoas, a luz da doutrina, só poderiam ser lesadas se o constrangimento tiver sido praticado em face de seus representantes legais. Obs.: O sujeito passivo deve ser qualquer pessoa que tenha autodeterminação, e que se veja forçada a realizar ou a ser abster de determinada conduta pela ação do agente. Obs.: No crime de constrangimento ilegal, admite-se a autoria mediata caso a violência ou grave ameaça sejam exercidas contra pessoa diversa da que se pretenda constranger, sendo o agente responsabilizado, em concurso material, pelo constrangimento ilegal e por outra infração que o executor venha a praticar. 4. Elemento subjetivo: É o dolo, que neste crime, se materializa na vontade de coagir, sendo indispensável o elemento subjetivo do injusto que é o fim de obter a ação ou omissão da vítima. Inexistindo este, haverá apenas um outro ilícito (lesões corporais, vias de fato, ameaça etc). O erro sobre a ilegitimidade da ação pode excluir a ilicitude do fato. 5. Consumação e tentativa: Consumação e tentativa: Consuma-se o crime quando o ofendido faz ou deixa de fazer o que não deseja em virtude da conduta do agente. A tentativa estará caracterizada quando, apesar da violência, ameaça ou outro meio empregado pelo sujeito ativo, a vítima não se submete à sua vontade. 6. Subsidiariedade tácita: O crime de constrangimento ilegal é tipicamente subsidiário, só ocorrendo quando o fato não constitui ilícito mais grave, como roubo, a extorsão, o estupro, desobediência etc. Caso o constrangimento ocorra com o fim de o agente obter algo que poderia ser conseguido pelos meios legais, haverá crime de exercício arbitrário das próprias razões, que absorve a prática do crime previsto no art. 146. 7. Causa de aumento de pena: Aumento de pena § 1º - As penas aplicam-se cumulativamente e em dobro, quando, para a execução do crime, se reúnem mais de três pessoas, ou há emprego de armas. § 2º - Além das penas cominadas, aplicam-se as correspondentes à violência.

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Também se qualifica o crime quando há emprego de arma (própria ou imprópria).455/97. quando há risco de vida para aquela. ocorre concurso formal. Na tortura.Não se compreendem na disposição deste artigo: I . haverá concurso material com os delitos que atingem a vida ou a integridade corporal da vítima. II . de causarlhe mal injusto e grave: Pena . mas o fato pode constituir o exercício regular de direito. escrito ou gesto. Outros autores. somando-se as penas da coação e da violência. ou qualquer outro meio simbólico.Somente se procede mediante representação. Havendo coação contra várias pessoas.br . constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. pois a co-autoria de quatro ou mais agentes. não bastando. O primeiro é o da intervenção médica ou cirúrgica sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal.com. para provocar ação criminosa ou em razão de discriminação racial ou religiosa. Ameaça Art. com pena de reclusão de dois a oito anos. Observações gerais: Não confundir o crime de constrangimento ilegal com o crime de tortura. por se constituírem em manifestações inequívocas do estado de necessidade de terceiro. pois os fatos não se encontram compreendidos na norma penal incriminadora. ou multa. sustentam que o referido dispositivo se trata de excludentes de tipicidades. declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa.Ameaçar alguém. www. que. 147 . que. Exemplos: seria qualquer intervenção médica. Segundo a doutrina. com o fim de obter informação.detenção. não tem o consentimento da paciente ou de seus responsáveis. exigindo-se. embora não se constitui em ação típica. pois o simples porte dela.a coação exercida para impedir suicídio A doutrina dominante classifica tais casos como causas especiais de exclusão da ilicitude.Aplica-se a causa de aumento de pena quando há reunião de mais de três pessoas na fase de execução do ilícito. constitui crime de tortura. de um a seis meses. Causas de exclusão do crime: § 3º .a intervenção médica ou cirúrgica. Nos termos da Lei 9. Pode haver concurso material com o crime de roubo no caso de o constrangimento não integrar a violência caracterizadora desse delito. causando-lhe intenso sofrimento físico ou mental. exgi-se a necessidade de um especial fim de agir. por palavra. por questão religiosa. na mesma conduta. 9. não exclui o delito a circunstância de ser legítimo o mal prenunciado na ameaça. é lícita. se justificada por iminente perigo de vida. Por disposição expressa. 8.gustavobrigido. O segundo caso trata da coação exercida para impedir suicídio. sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal. se justificada por iminente perigo de vida. Parágrafo único . em menor expressividade.

ex. o crime de ameaça também possui espécies relacionadas a forma pela qual a ameaça é praticada: a) explícita: cometida sem nenhuma margem de dúvida (Ex. filho deste último) Além disso. pode caracterizar o crime de abuso de autoridade (art. independentemente de sua intimidação. 28 da Lei nº 7. haverá concurso formal de crimes. econômico ou moral. b) implícita: aquela em que o agente dá o entender que praticará uma mal contra alguém.1. b) indireta: quando é dirigida a um terceiro. já que o crime de ameaça é um crime subsidiário. Atingindo a ameaça várias pessoas.com.gustavobrigido. podendo ser praticada por qualquer pessoa. que pode ser físico. 4. Consumação e tentativa: O crime de ameaça é um delito formal.: apontar uma arma de fogo). 3. Não configura o crime.: Sendo o ofendido o Presidente da República. Conforme o autor e as circunstâncias. extorsão. www.br . Basta que seja ela idônea para intimidar.ex. sujeita à intimidação. mediante uma promessa de causar-lhe mal injusto e grave. Elemento subjetivo: O dolo do crime de ameaça é a vontade de praticar o ato. Observações gerais: Quando a ameaça for meio para a prática de outro crime. que significa intimidar. 2. Obs. O sujeito passivo é qualquer pessoa que tenha capacidade de entender a ameaça. amedrontar alguém.170/83). mas apenas o classificado como “injusto e grave”. Sujeitos do crime: A ameaça é um crime comum. porém vinculado a vítima por questões de parentesco ou de afeto (p. Não é qualquer mal que caracteriza o delito. quanto à pessoa em relação a qual o mal injusto e grave se destina. como constrangimento ilegal. Elemento objetivo: O núcleo do tipo é ameaçar. 3º da Lei nº 4. da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal. 5. Nada obsta a possibilidade de continuidade delitiva em ameaças subseqüentes.898/65). Presidente do Senado Federal. Espécies de ameaça: A ameaça. portanto. a simples bravata ou a presença do animus jocandi. fica por estes absorvida pelo crime subseqüente.: Tício diz a Caio que irá agredir Mévio. ocorrerá crime contra a Segurança Nacional (art. com intuito de intimidar a vítima. pode ser: a) direta: quando é dirigida à própria vítima (p. ficando. c) condicional: é a ameaça em que o mal prometido depende da prática de algum comportamento por parte da vítima.. 6.: Tício telefona para Caio dizendo que irá matá-lo). roubo. de forma que se consuma no momento em que a vítima toma conhecimento da ameaça.

Alguns doutrinadores sustentam que o seqüestro é gênero por ser praticado com a privação da liberdade sem o confinamento. IV – se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito) anos. A diferenciação entre seqüestro e cárcere privado é eminentemente doutrinária. já que lesado um bem jurídico disponível.106. defende-se que o mal necessariamente precisa ser futuro. grave sofrimento físico ou moral: Pena . não permitindo o omitente a saída da vítima do local onde se encontrava licitamente.ex. ou seja.se a privação da liberdade dura mais de quinze dias. em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção. etc. Elementos objetivos: A conduta típica é privar alguém de liberdade. Exemplo: Tício diz a Caio que irá pegar uma faca para matá-lo.gustavobrigido. proporcionando maior mobilidade a vítima (p. o direito de ir e vir e escolher o lugar onde quer ficar. (Incluído pela Lei nº 11. que seria a separação da vítima de sua esfera de segurança. ou se pode também ser atual. de 2005) § 2º .Se resulta à vítima. a liberdade de locomoção.A pena é de reclusão. Ação penal: O crime de ameaça se apura mediante ação penal pública condicionada. permite-se a retratação da vítima antes da denuncia.com. (Incluído pela Lei nº 11. Pouco importa o meio utilizado pelo agente.Privar alguém de sua liberdade.br . narcótico. descendente. Até por omissão pode-se cometer o crime em estudo. III . 1. físico. fraude. de dois a cinco anos: I – se a vítima é ascendente. o processo criminal submetese ao rito sumaríssimo previsto nos arts. 7. Por fim. ou seja. mediante seqüestro ou cárcere privado: Pena . moral.099/95. Havendo consentimento válido da vítima no arrebatamento ou na retenção inexiste o delito. (Redação dada pela Lei nº 11. de 2005) II . ao passo que o cárcere seria www.: privação em uma fazenda).se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital.reclusão. Por essa razão. 148 . ao se enquadrar no conceito de crime de menor potencial ofensivo. exigindo-se a representação da vítima ou de seu representante legal. de dois a oito anos. equiparando ao seqüestro.reclusão. cônjuge ou companheiro do agente ou maior de 60 (sessenta) anos.106. de um a três anos.106. Contudo. majoritariamente. 77 e seguintes da Lei 9. de 2005) V – se o crime é praticado com fins libidinosos. § 1º . Seqüestro e cárcere privado Art.A doutrina discute se mal prometido deve ser unicamente futuro. ao cárcere privado que implicaria a colocação do ofendido em confinamento.

Obs. desde que juridicamente relevante. sendo qualificado quando o autor for ascendente. 5.com. 11. Por sua vez. e 4º. Qualquer pessoa. Sujeitos do crime: O seqüestro ou cárcere privado é crime que pode ser praticado por qualquer pessoa. O tipo do art. Não importa. a retenção do condutor do veículo roubado. pode ocorrer o crime previsto no art. descendente ou cônjuge.ex.898/65). Não prevê a lei qualquer finalidade específica do agente para a privação da liberdade do ofendido. 148. Formas qualificadas: § 1º. inciso V do Código Penal.gustavobrigido. Elemento subjetivo: O dolo do crime de seqüestro ou cárcere privado é a vontade de privar a vítima da liberdade de locomoção. a. 2. IV – Se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito) anos. (arts. 4. Tratando-se de criança. Caso o agente seja funcionário público e o crime ocorra no exercício de suas funções. ainda que por certo lapso de tempo. 345 do CP). 3º.uma espécie desta.069/90). Em termos práticos. 148 do CP. a. A pena é de reclusão. 159).: privar alguém em um quarto de uma casa). III – se a privação da liberdade dura mais de 15 (quinze) dias. pode ser sujeito passivo do crime previsto pelo art. também.br . Não ilide o crime a restituição voluntária da vítima à sua esfera de proteção. no qual a privação da liberdade é com confinamento. II – se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital. pois se trata de delito que lesa a liberdade de locomoção do ofendido.106/2005). de mover-se no espaço. (Acrescentado pela Lei nº. Sendo o seqüestro um crime subsidiário.: A retenção de paciente em hospital para garantir o pagamento dos honorários médicos tipifica o delito de exercício arbitrário das próprias razões (art. §1º. 11. da Lei 4. 148 do Código Penal exige a vontade livre e consciente de privar o ofendido da liberdade de locomoção. cônjuge ou companheiro do agente ou maior de 60 (sessenta) anos: (Alterado pela Lei nº. com deslocamento a lugar ermo e posterior liberação não constitui crime de seqüestre. Consumação e tentativa: O crime está consumado assim que o sujeito passivo ficar privado da liberdade de locomoção. se o seqüestro ou cárcere privado for cometido com fins libidinosos. Trata-se de crime permanente e a consumação se protrai com o tempo. se o fim for obter vantagem econômica (art. incidirá a figura qualificada definida pelo art. Obs. 230 do Estatuto da Criança e da Adolescente (Lei 8. porém. poderá o fato constituir-se no crime de extorsão mediante seqüestro. se houver fim libidinoso etc. de 2 (dois) a 5 (cinco): I – se a vítima é ascendente. que o agente não tenha obtido o resultado pretendido com a privação de liberdade do ofendido. www. 3.106/2005). esta distinção não interfere na tipicidade do delito. descendente. conferindo menos mobilidade a vítima (p.: Consoante orientação jurisprudencial. poderá ocorrer delito de abuso de autoridade. seqüestro qualificado.

106/2005). 2) Se o fim era obter vantagem econômica. mas para dela cuidar. 4) Se não há o intuito de privar de liberdade de locomoção a vítima. no § 1º do art. de 2(dois) a 8 (oito) anos. conforme o § 2º. Concurso de crimes: Sendo o seqüestro meio para o cometimento de outro crime. O seqüestro com fins políticos é previsto no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional (Lei nº 7. foram acrescentados os incisos IV e IV: d) Se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito)a nos. descendente ou cônjuge do agente. ocorre o crime de maus-tratos. b) se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital.com.170/83). www. não se caracterizando a qualificadora do grave sofrimento físico ou moral. c) se a privação da liberdade dura mais de quinze dias.gustavobrigido.106. Isto porque o agente acarreta maior dano a vítima. em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção. é por este absorvido. se houver grave sofrimento físico ou moral. pela violação do dever de proteção. Caso seja executado para a prática do crime de tortura. grave sofrimento físico ou moral: Pena – reclusão. a pena deste é aumentada de um sexto a um terço (art. 1) Se o arrebatamento deu-se não para privar a vítima da liberdade de locomoção. Se resulta à vítima. Considerações finais: Caso a finalidade do seqüestro seja corretiva. o delito é constrangimento ilegal. de dois a oito anos. havendo excesso. como condição ou preço do resgate. 6. § 4º. e) Se o crime é praticado com fins libidinosos. são todas circunstâncias que tornam o fato mais grave. mais grave. de 28 de março de 2005. passando a ser apenas uma causa de aumento de pena deste delito. entretanto. 1º. pode ser a ocasionada no ato do seqüestro. da Lei nº 9.455/97). configura-se o rapto quando a vítima é mulher honesta.br . ocorre o crime de subtração ou sonegação de incapazes. Por fim. 148 estavam previstas três formas qualificadas do crime de seqüestro ou cárcere privado: a) se a vítima é ascendente. mas coagi-la a fazer ou deixar de fazer algo.V – Se o crime é praticado com fins libidinosos (Acrescentado pela Lei nº. Anteriormente. Com o advento da Lei nº. 3) Se o agente o comete para fim libidinoso. com pena de reclusão. pela fraude. § 2º. 11. 11. que deve resultar de maus-tratos ou da natureza da detenção. o crime é de extorsão mediante seqüestro. o crime é também qualificado. A lesão corporal.

quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho.2003) § 2o A pena é aumentada de metade. de 11. acrescentou-se o art. 157. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto: (Redação dada pela Lei nº 10. por força da Lei nº 9.426/96. ainda existente em grandes fazendas. etc.2003) II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador.reclusão. fraude. A conduta pode ser praticada por violência. notadamente nas cidades longíquas e distantes dos centros urbanos. O tipo penal menciona a palavra escravo. o status libertatis. 149. quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. retenção de salários. porém.2003) I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador.com..12. e em qualquer lugar.Discutia-se se a privação da liberdade praticada conjuntamente com o crime de roubo constituía-se apenas no meio executivo deste ou crime autônomo. se o crime é cometido: (Incluído pela Lei nº 10. ameaça. com o fim de retê-lo no local de trabalho.803. além da submissão. que prevê o aumento de pena de um terço até a metade ao crime de roubo. (Incluído pela Lei nº 10.2003) § 1o Nas mesmas penas incorre quem: (Incluído pela Lei nº 10.12. A finalidade do legislador foi combater o problema.12. de 11. § 2º. abrangendo inclusive a submissão de alguém a uma jornada exaustiva de trabalho. além da pena correspondente à violência. etnia.803.803.br .803. se após a consumação do roubo houver privação da liberdade da vítima sem que este fato esteja ligado à prática da subtração. Mas.2003) I – contra criança ou adolescente. que funciona como elemento normativo do tipo.12. dos www. e multa.803. Reduzir alguém a condição análoga à de escravo. por qualquer meio.12. com desígnio autônomo.gustavobrigido. excluindo-se a possibilidade de se falar em concurso formal ou material de crimes.803. em concurso material. Entretanto. (Incluído pela Lei nº 10.803. É irrelevante o consentimento da vítima já que a lei protege um direito indisponível. numa condição semelhante à do escravo.2003) Pena . O conceito de escravo há de ser interpretado em sentido amplo. de 11. Redução a condição análoga à de escravo Art. Elementos objetivos: A conduta típica é a de sujeitar alguém totalmente à vontade do agente. cor. com qualquer finalidade. de 11. (Redação dada pela Lei nº 10. haverá concurso material de crimes. de dois a oito anos. com o fim de retê-lo no local de trabalho. exceto quando o fato constitui crime mais grave. de 11. de 11. (Incluído pela Lei nº 10.12.12. Seu significado. o inciso V. quer restringindo. Reduzir significa forçar alguém a viver em situação semelhante àquela em que se encontravam os escravos em períodos remotos. não se exigindo. de 11. que o agente pratique maus-tratos contra a vítima. religião ou origem 1. deve ser extraído mediante uma valorização por parte do magistrado.2003) II – por motivo de preconceito de raça. portanto.

Entretanto. 149 do Código Penal. Sujeito passivo é qualquer pessoa. Sujeitos do crime: Sujeito ativo do crime de redução à condição análoga à de escravo. pois se sujeitam as mesmas penas. inciso VI da Constituição Federal. ou em lugar ermo.trabalhos privados da liberdade e forçados a trabalhos excessivos e degradantes. será da competência da Justiça Estadual quando o crime for cometido contra uma única pessoa. 2.gustavobrigido. Competência para processar e julgar: Conforme o entendimento do Supremo Tribunal Federal.com. ou multa. Figuras equiparadas: O §1º do artigo 149 do Código Penal arrola figuras equiparadas àquelas descritas pelo caput. 4. Sendo o fim o de criar. conhecido na antiguidade como plagium. nessas hipóteses. ou por duas ou mais pessoas: www. por se tratar de um crime que visa tutelar a organização do trabalho. ofende-se unicamente a liberdade individual do ser humano. direito subjetivo de interesse do estado e protegido. Violação de domicílio Art. 5.1 do pacto de São José da Costa Rica). Consumação e tentativa: A consumação ocorre quando reduz a vítima à condição análoga à de escravo.Entrar ou permanecer. pois. 6. de um a três meses. nos termos do art. em que se exige a consciência do agente de estar reduzido alguém a um estado de submissão com a supressão do status libertatis. 6.Se o crime é cometido durante a noite. que não recebem remuneração mínima prevista em lei e são arbitrariamente excluídos de benefícios trabalhistas e previdenciários. ou então apenas em face de um grupo determinado de pessoas.br . mediante alguma das condutas taxativamente previstas no art. já que o crime viola o status libertatis do ser humano. é qualquer pessoa que reduz a vítima à situação semelhante à escravidão. 150 . Elemento subjetivo: Trata-se de crime doloso. ou com o emprego de violência ou de arma.detenção. 109. O ofendido é privado de sua liberdade de autodeterminação. educar. e não a uma coletividade de trabalhadores. caracterizando-se os maus tratos no caso de excesso dos meios de correção ou disciplina. clandestina ou astuciosamente. de forma não transitória. ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito. 3. Trata-se de crime material e permanente. a competência para processar em julgar esse delito é da Justiça Federal. inclusive pela Convenção Americana sobre Direitos Humanos (art. em casa alheia ou em suas dependências: Pena . § 1º . corrigir ou proteger uma pessoa não existirá o delito por ausência de dolo dessa infração.

a qualquer hora do dia ou da noite. casa de jogo e outras do mesmo gênero. com observância das formalidades legais. O fundamento constitucional o delito encontra-se no art. o fato é atípico.detenção. se o fato é cometido por funcionário público. durante o dia.durante o dia. Na entrada franca. § 5º . ou. § 4º .Aumenta-se a pena de um terço. A entrada e a permanência podem ser francas. ou para prestar socorro.Pena . 161 do Código Penal (Usurpação). ou com inobservância das formalidades estabelecidas em lei. § 2º .compartimento não aberto ao público. não a posse ou propriedade. enquanto aberta. ou com abuso do poder. onde alguém exerce profissão ou atividade. pressupõe-se que entrada foi lícita. fora dos casos legais. Considerações iniciais: Protege-se a tranqüilidade doméstica. tácito ou expresso. É necessário que a entrada ou permanência seja realizada contra a vontade do dono.taverna. que há diferença entre desabitada e na ausência de seus moradores. existe um dissentimento expresso ou tácito. por determinação judicial”. astuciosas ou clandestinas.com. ao dispor que “a casa é asilio inviolável do indivíduo. quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser. além da pena correspondente à violência. Elementares objetivas: Os núcleos objetivos do tipo são os verbos: entrar e permanecer. Na permanência. poderá ocorrer o delito do art. de seis meses a dois anos.Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências: I . III . II .hospedaria. www. salvo em caso de flagrante delito ou desastre. 5º. para efetuar prisão ou outra diligência. Na violação de casa desabitada.qualquer compartimento habitado.A expressão "casa" compreende: I . por exemplo: aquele que se veste de carteiro (astuciosa) ou aquele que é penetra numa festa (clandestina). o dissentimento é presumido.br . 1. Há que se verificar. para a caracterização do crime. 2.aposento ocupado de habitação coletiva. estalagem ou qualquer outra habitação coletiva. havendo consentimento. Na simples ausência haverá o crime. § 3º . salvo a restrição do n. ninguém nela podendo penetrar sem o consentimento do morador. II . mas o indivíduo força a entrada. II .gustavobrigido.º II do parágrafo anterior. contudo.Não se compreendem na expressão "casa": I . inciso XI da CF. Não configura este crime a entrada ou permanência em casa alheia desabitada. Na entrada astuciosa ou clandestina.

: O domicílio do Código Penal difere do domicílio do Código Civil. Se o compartimento não é aberto ao público. hotéis. a parte que alguém exerce profissão ou atividade. ou ele é parte integrante de um local público.ex. barraca de camping etc. estalagem ou qualquer outra habitação coletiva.. pois se trata de um crime comum.Não se compreendem na expressão "casa": I . Todos os aposentos ocupados de habitação coletiva. com exclusividade.) § 5º . §4º do Código Penal (obs. repúblicas. Conceito de casa: No aspecto do conceito de casa. cabines de navios etc. quintais. cercados ou se existentes obstáculos de fácil visualização vedando a passagem do público (p. Qualquer lugar usado à ocupação pelo ser humano. o lugar onde alguém mora. comente o crime de violação de domicílio. II . pouco importando seja permanente o I .gustavobrigido. não importando se reside com na animus de definitividade ou não.aposento ocupado de habitação coletiva. Obs. salvo a restrição do n. nas situações em que possui uma divisão que funciona como domicílio de uma pessoa (ex.: correntes. P.ex. Até mesmo um automóvel pode ser classificado como compartimento habitado.: esse artigo é um excelente exemplo de lei penal interpretativa ou explicativa).º II do parágrafo anterior.qualquer compartimento habitado. aquele que entra ou permanece na residência. Obs. balcão do padeiro etc. 150. onde alguém exerce profissão ou atividade. tal como os quartos de pensões. de forma indevida. www. telas. que estejam ocupados por alguém. enquanto aberta. casa de jogo e outras do mesmo gênero. II . podemos dizer que o conceito de casa é qualquer lugar privado em que alguém habita.: escritório do advogado.: boleia de um caminhão).compartimento não aberto ao público. motéis. Sujeitos do crime: a) Sujeito ativo: qualquer pessoa. desde que fechados. A lei penal resguarda a tranqüilidade no local de habitação.: Também constitui crime em relação as dependências da casa. terraços e pátios.br . está protegida pela norma penal. grades etc. devemos utilizar aquele definido pelo art. Em síntese.3. a exemplo dos jardins. consultório do médico.com. O legislador penal procurou proteger o lar.taverna. ou possui uma parte conjugada aberta ao público. a casa.: A proteção da inviolabilidade domiciliar estende-se também para autoridade fiscais e fazendárias. Obs. podendo ser barraco. III . Assim. garagens. 3. Exemplo: quarto de hotéis ou motéis.hospedaria.

Lembrando que o erro de tipo. ou com o emprego de violência ou de arma. em razão do dissentimento presumido do dono da casa. é aquele que tem a prerrogativa. Consumação e tentativa: Por se tratar de um crime de mera conduta. não faz (permanecer). seguindo o entendimento de Damásio de Jesus. Obs. de seis meses a dois anos.com. 20 do CP. ou em lugar ermo. seguindo a orientação do jurista Celso www. Erro de tipo escusável. a autoridade de controlar a entrada. penetrando em casa alheia.gustavobrigido.: : Sujeito.Se o crime é cometido durante a noite.br . que incide sobre as elementares do crime. Já para a conduta de permanecer. ou por duas ou mais pessoas: Pena . entende que haverá crime.) 5. Contudo. supõe estar entrando em sua casa. além da pena correspondente à violência. por erro. já que no tipo penal não contém resultado naturalístico.: Se um condômino permite. com base no art. previsto no art. exclui o dolo (p. e outro proíbe? Prevalece a condição melhor de quem proíbe. ainda não é uníssono. Obs. quando a vítima tem reduzida sua capacidade de defesa. se esses entrarem em contradição com os chefes da casa (pai e mãe. a vontade destes prevalecerá para fins penais. Elementos subjetivos: O crime só é punível a título de dolo. entende que não. Por exemplo: o sujeito é impedido por seguranças de ingressar em uma festa de casamento para a qual não foi convidado.ex. § 5º da Constituição Federal. a forma tentada é incompatível 6. permanência e a saída do domicílio. patrão e patroa). E E a esposa que deixa o amante entrar? A doutrina majoritária.: O divorciado pode cometer o crime ao entrar ou permanecer na residência do seu ex-cônjuge contra sua vontade. contudo. 226. ou então quando. 4.Obs. Sujeito passivo é o titular do objeto jurídico (tranqüilidade doméstica). que deve abranger o elemento normativo “contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito”. ciente de que deve sair do local. provar ausência de dolo. Obs. que agiu de boa fé. O crime se consuma no momento em que o sujeito ingressa completamente na casa da vítima (entrar). Obs. Forma qualificada: § 1º . a) Noite: A razão da qualificadora decorre do fato de ser mais fácil praticar o crime durante a noite. encabeçada por Damásio de Jesus.detenção. A tentativa é cabível na conduta de entrar. Restará ao violador. Não haverá o delito pela ausência de dolo. Para efeitos de caracterização dessa qualificadora.: Empregada que deixa o amante ingressar na casa praticaria o delito? A doutrina majoritária. O conceito de noite.: Os filhos e empregados de uma casa também podem proibir o ingresso e a permanência de alguém no recinto da casa.: Se o dono de uma casa alugada penetrar na residência do inquilino contra a sua vontade? Haverá o delito.

ex. b) Lugar ermo: é o local habitualmente abandonado e afastado dos centros urbanos. estará caracterizada a qualificadora. quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser.Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo.com. temos causas especiais de exclusão da ilicitude (ou exclusão da antijuridicidade). para efetuar prisão ou outra diligência. Classificação doutrinária: www. emprego ou função em entidade paraestatal.: punhal). serão aplicadas cumulativamente as penas atinentes à violação de domicílio e à lesão corporal. o que torna reduzida a chance de defesa da vítima. exerce cargo. iremos adotar o critério físico-astronômico. se o fato é cometido por funcionário público. todos devem praticar atos de execução (coautor) 7. Observação: se a violência for empregada contra a pessoa e se ela sofrer lesões corporais. 9.Aumenta-se a pena de um terço. e) Concurso de duas ou mais pessoas: essa qualificadora somente será aplicada quando duas ou mais pessoas efetivamente invadem a casa alheia. Ao mencionar 8.Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências: I . Aqui. ou com inobservância das formalidades estabelecidas em lei. A lei impõe o concurso material obrigatório entre a violência de domicílio e a violência física contra a pessoa.a qualquer hora do dia ou da noite. e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública.de Mello.ex. Observa-se que não haveria necessidade de expressa disposição no Código Penal.: arrombar uma porta).durante o dia. com observância das formalidades legais. a utilização de armas brancas (p. Assim. no parágrafo 3º. § 1º . já que todas as situações estão inseridas naquelas permissões constitucionais de violação domiciliar lícita. 327 Considera-se funcionário público. Observe que o conceito de arma é bem mais amplo do que o conceito de arma de fogo. Causa de aumento de pena: § 2º . 327 do Código Penal: Art. Causas excludentes de antijuridicidade: § 3º . O conceito de funcionário público para fins penais encontra-se no art. ou com abuso do poder. emprego ou função pública. ainda que leve. II . c) Violência: é o emprego de força física.br .gustavobrigido. d) Emprego de arma: arma é todo instrumento com potencialidade de matar ou ferir. Assim. quem. no qual o pedido de socorro seria mis difícil. feita com a finalidade de intimidar a vítima. para os efeitos penais. considerando noite o intervalo de tempo situado entre a aurora e o crepúsculo. tanto em relação à pessoa do morador como também no tocante à coisa (p. embora transitoriamente ou sem remuneração. fora dos casos legais.

Subsistirá. no todo ou em parte. a sonega ou destrói.quem instala ou utiliza estação ou aparelho radioelétrico.As penas aumentam-se de metade.detenção. “permanecer” é permanente. de crime consunto. ou multa.quem impede a comunicação ou a conversação referidas no número anterior. etc. salvo nos casos do § 1º. IV. 151 . de um a três anos. autonomamente. telegráfico. não encontrando a vítima. dirigida a outrem: Pena . § 3º . Na modalidade “entrar” é crime instantâneo. e do § 3º. ou conversação telefônica entre outras pessoas. Tem-se ponderado que o delito de violação de domicílio não pode ser absorvido por crime-fim menos grave.Somente se procede mediante representação. Invade para agredir. Violação de comunicação telegráfica.br . § 2º .com. transmite a outrem ou utiliza abusivamente comunicação telegráfica ou radioelétrica dirigida a terceiro. A violação de domicílio só deve ser punida quando constituir delito autônomo. de um a seis meses. § 4º . Não é crime subsidiário. Cuida-se. tem prevalecido o entendimento pela consunção.Trata-se de crime de mera conduta.quem indevidamente divulga. se há dano para outrem. IV . quando ocorrer desistência voluntária ou arrependimento eficaz. radioelétrico ou telefônico: Pena . é absorvido pelo mais grave. assim.detenção. quando não praticado autonomamente. Violação de correspondência Art. O indivíduo que ingressa em casa alheia para matar seu morador responde pelo homicídio. Exemplo: Furto intra-muros absorve a violação de domicílio. sem observância de disposição legal. III .gustavobrigido. caso contrário fica absorvido pelo delito fim. como exercício arbitrário das próprias razões. em razão do princípio da alternatividade. www.Se o agente comete o crime. Idem se a invasão for preparo para outro crime. por exemplo. Às vezes.Na mesma pena incorre: I . Formulação típica alternativa “entrar ou permanecer ou ambos”. Sonegação ou destruição de correspondência § 1º . Sempre que houver dúvidas sobre o verdadeiro propósito do agente este responde pelo crime autônomo de violação de domicílio.Devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada. aquele que entra e permanece. no conflito aparente de normas. comete um único crime. ainda. embora não fechada e. Contudo.quem se apossa indevidamente de correspondência alheia. com abuso de função em serviço postal. radioelétrica ou telefônica II .

para uso dos cegos. e destinada a determinada pessoa. Conquanto o preceito constitucional do inciso XII do art. Impossível conduta omissiva. www. que se encontra revogado. ou seja. A simples abertura de envelope no qual está contida carta não configura a conduta. com ele. Só há tipicidade se a devassa tiver sido realizada indevidamente. De conseqüência.com. o sigilo da comunicação por correspondência. Revogou-o tacitamente. Cecograma é o objeto impresso em relevo.gustavobrigido.538/78 não fez dele derivar o tipo qualificado.br . 43). conversível em comunicação escrita. é sobre a vigência do art. a lei regulou integralmente a mesma matéria – crime de violação de correspondência – e deu-lhe tratamento mais benéfico que o art. 40 da Lei nº 6. Não é imprescindível que a correspondência seja aberta. necessariamente. do Código Penal. determinou a referida lei que tal circunstância seja apenas uma agravante da pena (art. de 22 de junho de 1978.1. 151. nem o conheceu. na Doutrina. 5º tenha consagrado a inviolabilidade do sigilo da correspondência.538. ou qualquer outra forma equivalente.538. como ente integrante da liberdade individual. Através da conduta o agente toma conhecimento do que se contém na correspondência. Telegrama é a mensagem transmitida por sinalização elétrica ou radioelétrica. 151. através da via postal ou por telegrama”. cominando pena de detenção de um a três anos. Introdução: A descrição típica do art. no sentido de conhecer. Estas definições encontram-se no art. pessoa a pessoa. que dispõe sobre os serviços postais no país. como quando se a contrapõe a feixe de luz. 151 do Código Penal. ilícita ou injustificadamente. Correspondência é “toda comunicação. há quem entenda. A correspondência deve estar fechada. sendo. de 22 de junho de 1978. se quem o abriu não queria conhecer seu conteúdo. por meio de carta. Diferentemente. absolutamente incompatível. quando cometido o crime “com abuso de função em serviço postal” como o faz o Código Penal no § 3º do art. de qualquer natureza. com ou sem envoltório. o crime de violação de correspondência é o definido no art. Ora. A indagação que se coloca. que contém informação de interesse do destinatário. conduta comissiva. 151 do Código Penal é: “devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada. Carta é o objeto. 2. que somente a autorização do destinatário pode afastar a proibição decorrente daquele elemento normativo. pois será possível conhecer seu conteúdo quebrando seu sigilo sem a abertura física de seu envoltório. 151. por isso. para ser entregue ao destinatário. Protege a norma a liberdade de comunicar sigilosamente o pensamento. Além de construir tipo idêntico ao do art. Descrição típica idêntica encontra-se no art. dirigida a outrem”. não admitindo qualquer exceção.538/78 e não o do art. 47 da Lei nº 6. a Lei nº 6. Elementos objetivos: O verbo utilizado no tipo é devassar. 40 da Lei nº 6. sob a forma de comunicação escrita. 151 do Código Penal. É.

não há direitos absolutos. não chega a conhecer seu conteúdo por lhe ser a carta tomada das mãos por outra pessoa. 4. todavia. o tutelado. bem assim sobre não estar o agente autorizado a conhecê-la. crueldade e opressão” (art. guarda e vigilância a que está obrigado por lei. consciência de que a correspondência encontra-se fechada e está dirigida a outra pessoa. entretanto. Sem ela. quando o agente devassa a correspondência fechada por imaginar que está dirigida a si mesmo há erro de tipo que. exclui a tipicidade do fato. exploração. é óbvio. conduzir à autorização. para seu titular. Causa de aumento de pena: www. violência. até mesmo o próprio destinatário. o internado. indispensável para a descaracterização do tipo. por conseqüência. preso ou enfermo mental exige. que inclui o direito ao sigilo. salvo o remetente e o destinatário da correspondência. O erro pode também incidir sobre estar fechada a correspondência. consciência de que não a pode devassar e vontade livre de conhecer seu conteúdo. discriminação. com absoluta prioridade. 3. Aliás. Há tentativa quando o agente está abrindo o envelope ou.gustavobrigido. o curatelado. aos pais. 6. Entre os cônjuges ou companheiros. não é possível reconhecer esse direito recíproco de devassar a correspondência fechada dirigida ao outro porque. mas de fraternidade e companheirismo. A mesma Constituição que protege o sigilo nas comunicações impõe à família e.com. o dever de colocar a criança e o adolescente. criar e educar os filhos menores” (art. o direito de conhecer suas comunicações. 227). a qual pode. “a salvo de toda forma de negligência. 229). porque é seu dever “assistir. Assim. ainda que convivendo harmoniosamente sob o mesmo teto. 5. após tê-lo aberto.O sigilo assegurado constitucionalmente não é absoluto. Não há previsão de punição por conduta culposa. Consciência da conduta. excluindo o dolo. Em certas situações. Elemento subjetivo: Só é prevista a modalidade dolosa. há de prevalecer o respeito à individualidade do outro. Consumação e tentativa: Há crime consumado quando o agente toma conhecimento do conteúdo da correspondência. tácita ou expressa. essa relação não é de autoridade. o custodiado. simultaneamente. É o que a doutrina denomina de dupla subjetividade passiva.br . o cumprimento dos deveres para com os menores não será possível sem o conhecimento de suas comunicações com outras pessoas. os quais são. senão que de amor. a fim de bem desempenhar a proteção. quando seu sigilo resta quebrado. O pleno e legítimo exercício do poder de autoridade sobre o menor. Sujeitos do crime: Sujeito ativo desse crime é qualquer pessoa. ou seja. os sujeitos passivos do crime. Dolo é consciência dos elementos constitutivos do tipo e vontade de realizá-lo. excluindo o dolo e a tipicidade. Nem a vida é protegida de modo absoluto. A correspondência fechada dirigida ao filho menor pode ser devassada pelos pais.

gustavobrigido. subtrair ou suprimir correspondência.br . a pena será aumentada de metade. no todo ou em parte.538/78 será punida com pena de detenção de até seis meses. viu-se. se há dano para outrem. federal ou estadual. Parágrafo único . A competência é do juizado especial criminal. Se o agente se prevalece do cargo ou abusa da função.Abusar da condição de sócio ou empregado de estabelecimento comercial ou industrial para. A ação penal é de iniciativa pública e tratando-se de fato cometido ainda no âmbito do serviço postal a competência é da justiça federal. O dano pode ser econômico ou moral e pode atingir o destinatário. para o cometimento do crime. desviar. a pena será agravada.Somente se procede mediante representação. 40 da Lei nº 6. ou multa de até 20 dias-multa. ou revelar a estranho seu conteúdo: Pena . 9.§ 2º . 152 . Ação penal: A violação da correspondência de que trata a Lei nº 6.538/78.detenção. sonegar. consoante dispõe o § 2º do art. Correspondência comercial Art. cabendo às autoridades administrativas que dela tomarem conhecimento oferecer representação ao Ministério Público Federal. de três meses a dois anos.As penas aumentam-se de metade. o remetente ou qualquer outra pessoa. Se em conseqüência da quebra do sigilo da correspondência ocorre dano para alguém. a competência é da justiça estadual. pode ser excluída no âmbito da própria tipicidade quando o agente age devidamente autorizado pelo destinatário ou quando tem o direito de devassar a correspondência dirigida à pessoa que esteja sob seu poder de autoridade. 7. sob pena de responsabilidade.com. www. permitida a suspensão condicional do processo penal. Ilicitude: A ilicitude. Cometido o crime após a entrega da correspondência.

A conduta realiza-se através de uma das seguintes ações: desviar. ou multa. Revelar seu conteúdo é dá-la ao conhecimento de outra pessoa. e multa. conteúdo de documento particular ou de correspondência confidencial. Sujeito passivo é a pessoa jurídica da qual o sujeito ativo é empregado ou sócio. no todo ou em parte. Divulgar. de 2000) www. supressão ou revelação do conteúdo. sonegação. O delito é punido apenas em sua forma dolosa.Divulgar alguém. reproduzida ou fixada numa coisa. de que é destinatário ou detentor. permitida a suspensão condicional do processo penal. (Parágrafo único renumerado pela Lei nº 9. é mais amplo do que o estabelecido na Lei nº 6. ainda que apenas parcialmente. que diga respeito às atividades da empresa remetente. alcançando também toda e qualquer comunicação de pensamento de uma pessoa a outra. (Incluído pela Lei nº 9. de 2000) Pena – detenção. sem justa causa. de 1 (um) a 4 (quatro) anos.com. Deve o agente proceder com abuso de sua condição de sócio ou empregado e com consciência de que o faz nessa condição.983. a correspondência comercial ou revelar seu conteúdo a pessoa estranha. subtração. informações sigilosas ou reservadas.br . Subtrair é tirá-la de quem a detém. isto é. É essencial que o conteúdo da correspondência tenha natureza comercial ou industrial. devendo o agente agir com consciência de sua conduta e vontade livre de realizá-la.983. condicionada à representação da pessoa jurídica ofendida. nesse tipo. sonegar. Comentários: O bem jurídico protegido é a liberdade de comunicação do pensamento realizada por intermédio de correspondência comercial. Suprimir é destruí-la. § 1º Somente se procede mediante representação. sendo possível a tentativa.538/78. Sonegar é ocultá-la. de um a seis meses. de 2000) § 1o-A. A ação penal é pública. O conceito de correspondência. assim definidas em lei. mas desde que com conteúdo comercial ou industrial.1.983.gustavobrigido. Consuma-se com o desvio. Sujeito ativo do crime é o sócio ou empregado de estabelecimento comercial. sem justa causa. Divulgação de segredo Art. violando seus deveres de lealdade para com a empresa da qual é sócio ou empregado.detenção. 153 . Desviar é dar destino diverso à correspondência. contidas ou não nos sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública: (Incluído pela Lei nº 9. subtrair ou suprimir. e cuja divulgação possa produzir dano a outrem: Pena .

Sendo sigilosa ou reservada. da probabilidade da causação do dano e vontade livre de realizar o tipo. Agindo o sujeito ativo impelido por motivo justo o fato é também atípico. oralmente. Deve ser confidencial. Errando o agente sobre um dos elementos do tipo. 154 do Código Penal. Não é indispensável que o remetente a tenha rotulado de reservada. por ocasião da aplicação da lei. aposta por uma pessoa. empregado no sentido de dar conhecimento. (Incluído pela Lei nº 9. É elemento normativo do tipo. pode o agente divulgá-lo. 2. Não sendo sigilosa a informação contida no documento ou na correspondência. deva ser resguardada. 3. econômico ou moral. devendo o intérprete. da ausência da justa causa para a divulgação.§ 2o Quando resultar prejuízo para a Administração Pública. Consumação e tentativa: www. pela imprensa. O relato pode ser feito através de palavras proferidas ou escritas e transmitidas por qualquer meio de comunicação.br . o segredo diz respeito à prática de um crime. o fato é atípico. por sua natureza. Internet ou diretamente a um grupo de pessoas em local público ou restrito. valorá-la com base nos princípios da razoabilidade e do bom-senso. excluída fica a tipicidade. salvo se seu detentor for profissional que tenha o dever de preservá-lo. assim entendida aquela que contenha informação que. a presença de outro elemento normativo. Não há forma culposa. Se este o fizer cometerá o crime do art. sua divulgação poderá caracterizar o crime do § 1º-A deste artigo ou o do art. quando. se houver. Se houver interesse público. Indispensável. A divulgação deve ser feita sem justa causa. televisão. contar alguma coisa a um número indeterminado de pessoas. sem justificativa.gustavobrigido. por ausência de dolo. Elemento subjetivo: Crime doloso. da confidencialidade da correspondência ou do caráter sigiloso do documento. O conceito de correspondência é o mais amplo. em ambiente interno ou aberto. rádio.com. por si só. sigilosa ou confidencial. de 2000) 1. isto é. sigilosa. ainda. por exemplo. poderá ser revelado. Elementos objetivos: O núcleo do tipo é o verbo divulgar. isto é. sigilosa ou reservada. o que. a ação penal será incondicionada. 325 do Código Penal. uma vez que o documento público poderá conter informação pública. o firmatário ou redator do documento particular ou qualquer outro. ao remetente da correspondência ou ao destinatário. a qualquer pessoa. Deve ser particular. A informação sigilosa – o segredo – deve estar contida num documento particular ou numa correspondência confidencial dirigida ao agente ou da qual ele tem a posse. mantida fora do conhecimento público. Por fim é necessário que a divulgação do segredo seja capaz de produzir dano. sem qualquer outra finalidade. Documento é a coisa na qual está escrita uma informação juridicamente relevante. O agente deve ter consciência de sua conduta. Se o interessado pela manutenção do segredo dela não faz questão. não a qualifica como tal.983.

Exclusão de ilicitude: A ilicitude será excluída no âmbito da própria tipicidade se o agente age devidamente autorizado pelo destinatário ou tem o direito de revelar o segredo por razões de interesse público. É conduta normalmente comissiva. A competência é do juizado especial criminal. então. inclusive o destinatário. ofício ou profissão.com. Ação pena: A ação penal é pública condicionada à representação do sujeito passivo. de que tem ciência em razão de função. Uma carta. por qualquer meio. A tentativa é possível quando o agente. pode vir a conhecê-la. quando o agente imaginar que está autorizado a divulgar o segredo ou que sua revelação atende a um interesse relevante e justificado. de três meses a um ano. A culpabilidade pode ser excluída ou diminuída por erro de proibição. permitida a suspensão condicional do processo penal. que pode causar dano a qualquer pessoa e que. 154 . quando praticado o crime pelo detentor. 7. 6.gustavobrigido. Violação do segredo profissional Art. segredo. deve ser resguardada em relação a terceiros. 4. do ministério. do ofício ou da profissão que exerce.detenção. impedido de continuá-la. é. sem justa causa. um telefonema.br . Sujeito passivo é o remetente da correspondência e também a pessoa que venha a sofrer o dano decorrente da violação do segredo. 5. Parágrafo único . Por função deve-se entender toda e qualquer atividade a que o sujeito se obriga em www. Bem jurídico: O bem jurídico protegido é o direito ao sigilo sobre a intimidade da vida privada do ser humano. numa conversa qualquer. todavia pode ocorrer por omissão.Somente se procede mediante representação. então. Elementos O núcleo do tipo é revelar. Basta que o segredo seja revelado a uma só pessoa. iniciando a narrativa e antes de adentrar no relato do segredo. quando o agente deixa uma anotação contendo a informação sigilosa à vista de outra pessoa que. ou multa. 1. Sujeitos do crime: Sujeito ativo do crime é o destinatário ou o detentor da correspondência. empregado no sentido de contar a uma pessoa o que sabe. ministério.Revelar alguém. O segredo deve ter chegado ao conhecimento do agente em razão da função.Consuma-se no instante em que o segredo é contado pelo agente a um número indeterminado de pessoas. por isso. e cuja revelação possa produzir dano a outrem: Pena .

Deve o agente ter consciência da conduta. pela confiança nele depositada pelos membros da igreja. ainda porque o padre não tem o direito de recusar-se a depor como testemunha. por isso. do curador.br . cujo autor ainda não foi descoberto. a notícia de que um crime vai ser cometido. Não precisa causá-lo. que decorrem do exercício de cargos públicos. como a Aids. Ofício é atividade manual e profissão deve ser entendida como a atividade laborativa lucrativa. www. ser capaz de produzir dano. Mas esses profissionais não estão obrigados a revelar a prática de um crime. devem guardar sigilo acerca de tudo quanto souberem. no exercício de suas atividades. desempenhada de forma habitual. não constituirá crime. O sacerdote. Consumação e tentativa: Ocorre a consumação quando o agente conta o segredo para uma outra pessoa. moral ou patrimonial. necessariamente. a tipicidade desaparece por exclusão do dolo. Errando sobre um desses elementos. no confessionário. Assim. O dever de guardar segredo só existe. dentistas etc. a revelação do segredo deve. independentemente da produção do dano que. está atendendo ao interesse público. A quebra do sigilo bancário constitui o crime do art.virtude de uma lei. tornam-se confidentes das pessoas com as quais se relacionam no âmbito de sua atuação e. da potencialidade do dano. como a dos advogados. da ausência de justa causa para revelá-lo e a vontade livre de fazê-lo. Ministério é atividade ligada a entidades religiosas ou filantrópicas. 2. do síndico e do inventariante.gustavobrigido. igualmente. do depositário judicial. podem ter acesso aos segredos confessados àqueles. aliás. todavia. não tem o dever de revelar o segredo. como a do sacerdote. quando comunica à autoridade pública a ocorrência de uma doença contagiosa. Elemento subjetivo: O crime é doloso. pode o agente revelar o segredo justificadamente. Penso que se o confessor toma conhecimento da prática de um crime. A norma contém o mesmo elemento normativo dos tipos anteriores: sem justa causa. quando o agente o conhece em razão de sua atividade.com. médicos. realizando o tipo. a alguém. pode nem ocorrer. igualmente. tais como auxiliares de enfermagem.492/86. mas deve ter potencialidade para tanto. seu dever é de fidelidade para com aquele que lhe confiou o segredo. da freira e do frade. de um contrato ou de uma decisão judicial. portanto. enfermeiras e secretárias que. Também o advogado não tem o direito de comunicar à autoridade policial que seu cliente cometeu determinado crime ainda desconhecido. haverá justa causa para revelá-la à autoridade policial. Assim as funções do tutor. Essas pessoas. se recebe. Ao contrário. engenheiros. bem como as funções de natureza pública. 3. do segredo que vai revelar. e muito embora sua revelação possa causar prejuízo moral ao paciente. A norma alcança os colaboradores dos profissionais. O médico ou o dentista. Por último. porque aí o interesse público deve prevalecer. deve guardar sigilo de tudo quanto souber. 18 da Lei nº 7.

d) Submeter alguém a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. conforme dispõe o art. c) Não comete crime aquele que alicia trabalhadores com o fim de levá-los de uma para outra localidade do território nacional. a) O sujeito passivo do crime de constrangimento ilegal pode ser qualquer pessoa. 26 do Código de Ética e Disciplina. em concurso material. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. quer restringindo. A culpabilidade pode ser excluída ou diminuída por erro de proibição. competente para processála o juizado especial criminal. e) O fato de funcionário público ser sujeito ativo do crime de constrangimento ilegal qualifica a infração. em qualquer modalidade. necessariamente. restando configurado o crime apenas se a transferência for para o estrangeiro. sua locomoção em razão de divida contraida com o empregador ou preposto. absorve sempre o crime. d) No crime de constrangimento ilegal. aplicando-se a ele a pena em dobro. fenômeno conhecido como truck system. c) O constrangimento ilegal é delito de mera atividade. assinale a opção correta. www.Promotor de Justiça Com base no que dispõe o CP e no entendimento doutrinário e jurisprudencial acerca do crime de constrangimento ilegal. independentemente de sua capacidade de autodeterminação. O consentimento da pessoa a quem o segredo interessa não é.Prova: CESPE . sendo o agente responsabilizado.Prova: TRT 23R (MT) . 4. não sendo considerado crime punivei.Juiz do Trabalho Assinale a alternativa correta: a) Trata-se de mera nulidade contratual o ato de fraude que visa frustrar direito assegurado pela legislação do trabalho. por qualquer meio. para impossibilitar o desligamento do serviço em virtude de divida. 5. b) Por ser o delito de constrangimento ilegal tipicamente subsidiário.MPE-RR . excludente.gustavobrigido. Ação penal: A ação penal é de iniciativa pública condicionada à representação do ofendido. quando o agente tem o direito de revelar o segredo por razões de interesse público. quando o agente imaginar que está autorizado a divulgar o segredo ou que sua revelação atende a um interesse relevante e justificado. Ilicitude e culpabilidade: A ilicitude será excluída no âmbito da própria tipicidade. possível a suspensão condicional do processo penal.com.br . admite-se a autoria mediata caso a violência ou grave ameaça sejam exercidas contra pessoa diversa da que se pretenda constranger. implica reduzi-lo a condição análoga à de escravo.TRT .2011 . LISTA DE EXERCÍCIOS – DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL 01 . porque nem mesmo o advogado pode revelá-lo.23ª REGIÃO (MT) . consumando-se mediante grave ameaça ou violência perpetrada pelo sujeito ativo.Admite-se a tentativa quando a revelação se fará por meio de carta que não chega a seu destinatário por razões alheias à vontade do remetente.2012 . pelo constrangimento ilegal e por outra infração que o executor venha a praticar. a violência nela empregada. b) Comete crime de redução à condição análoga a de escravo quem obriga ou coage alguém a usar mercadorias de determinado estabelecimento. 02 .

TRT 3R . o delito de redução à condição análoga à de escravo está inserido no CP entre os crimes contra a liberdade pessoal.Procurador . para a sua caracterização. nessa situação. dos delitos contra a liberdade individual e contra a dignidade sexual e da inviolabilidade do domicílio. a) Caracteriza o delito de constrangimento ilegal a hipótese de intervenção médica ou cirúrgica.Prova: CESPE .2007 . sem intuito de lucro nem mediação direta do proprietário.2012 .Prova: ND . c) A tolerância pela sociedade não gera a atipicidade da conduta consistente em manter. e) O delito de apropriação indébita previdenciária é crime omissivo próprio.Prova: TJ-DFT . d) Redução à condição análoga a de escravo.2011 . a ausência da chancela judicial caracteriza o delito de violação de domicílio. assinale a alternativa correta: a) Não admite a forma tentada.2 Em relação ao crime de constrangimento ilegal. e) Violação de domicílio. exceto: a) Constrangimento ilegal. 05 . proprietário rural. d) O fato somente é punido autonomamente se não constitui elemento ou circunstância agravante especial de outro tipo penal. por conta própria ou de terceiro. c) O sujeito ativo impõe à vítima uma conduta indeterminada. sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal. se o crime é cometido contra criança ou adolescente ou se cometido por motivo de preconceito de raça. etnia.TRT . ainda que justificada por iminente perigo à vida. consistente na intenção inequívoca da apropriação de valor destinado à previdência social. é necessária autorização judicial para a busca e apreensão. É certo afirmar: a) Gama não cometeu crime algum. 04 . c) Gama cometeu o crime de cárcere privado. uma vez que. imprescindível a demonstração da finalidade especial de agir.2007 . assinale a opção correta.br . sendo certo que esse ilícito suprime somente o bem jurídico em uma perspectiva individual.Juiz Constituem crimes contra a liberdade pessoal. b) Conforme a jurisprudência pacificada do STJ.3ª Região (MG) . 06 .1 . www. vem impossibilitando o uso de transporte por seus funcionários na intenção de retê-los no local de trabalho. 03 . d) Gama cometeu o crime de redução à condição análoga à de escravo.conhecimentos específicos Acerca do crime omissivo. religião ou origem. d) Na hipótese de flagrante de crime permanente em residência. cor. sendo. estabelecimento em que ocorra exploração sexual. c) Sequestro.TJ-DF .e) A pena do crime de redução à condição análoga à de escravo é reduzida de metade.Primeira Fase “Gama”. após contratar quinze pessoas para trabalhar na sua fazenda localizada em local ermo. b) O crime é sempre punido autonomamente.Exame de Ordem . razão pela qual compete à justiça comum estadual processá-lo e julgá-lo.OAB-SC . b) Ameaça. b) Gama cometeu o crime de constrangimento ilegal.AL-ES .Juiz .Objetiva.com. no entanto.gustavobrigido.

definição esta mais restrita que a de sequestro. c) Apenas uma das proposições é verdadeira. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto. incorre quem cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador. sem amplitude de locomoção. quer restringindo. b) Todas as proposições são falsas.Prova: TRT 14R . do oferecimento de queixa-crime por parte do ofendido.DPU . de dois a oito anos. dependendo. A pena prevista para este crime é de reclusão. configurando-se o primeiro quando a vítima é confinada em recinto fechado. www. Caracteriza-se pela submissão da pessoa a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva.2008 .2ª Etapa Considere as assertivas a seguir. ainda que seja ela um meio para a obtenção de um outro fim. III .2007 . 09 .07 .Juiz . desse modo.br .Prova 1 Sobre os crimes contra a liberdade pessoal.CESPE .TRT .Objetiva Analise as proposições e assinale a única alternativa correta: I .A retenção de paciente em hospital para recebimento de honorários constitui delito de cárcere privado. o bem jurídico tutelado é a liberdade psíquica de agir.gustavobrigido.2004 . Certo Errado 10 .TRT . c) A ameaça e o constrangimento ilegal são considerados crimes subsidiários.9ª REGIÃO (PR) . caracteriza delito de ameaça. uma vez que apenas são puníveis como crimes autônomos quando não integram outro delito.Prova: TJ-DFT . d) Apenas uma das proposições é falsa. afirmando-se que o primeiro é o gênero do qual o segundo é espécie. e) A ameaça grave integra a conduta que tipifica o crime de constrangimento ilegal.14ª Região (RO e AC) . distinguem-se as figuras sequestro e cárcere privado.com.Colocar uma caveira à porta de alguém. além da pena correspondente à violência. II. 08 .Constitui constrangimento ilegal compelir a vítima a dar fuga ao agente em seu automóvel. III.TJ-DF .1ª Prova . Na pena prevista legalmente para o crime.Defensor Público Na doutrina. b) Nos crimes de ameaça e de constrangimento ilegal. quer sujeitando-a a condições degradantes de trabalho. e multa. II .Prova: AOCP . por qualquer meio.Juiz . enquanto que no seqüestro e no cárcere privado busca-se proteger a liberdade física.2010 . com o fim de retê-lo no local de trabalho. A figura cárcere privado caracteriza-se pela manutenção de alguém em recinto fechado.Juiz . assinale a alternativa falsa: a) O crime de ameaça se processa mediante ação penal privada. em relação ao crime de redução à condição análoga à de escravo: I. a) Todas as proposições são verdadeiras. d) O crime de cárcere privado é uma espécie da qual é gênero o seqüestro.

IV e V estão erradas. ou qualquer outro meio simbólico. cor. b) somente as proposições I e III estão corretas. V . III .A pena cominada para o crime por privar alguém de sua liberdade. Marque a alternativa correta: a) todas as proposições estão corretas b) somente a proposição V está incorreta c) somente a proposição IV está incorreta d) somente a proposição II está incorreta e) somente as proposições III e IV estão incorretas 11 – Prova: INSTITUTO CIDADES . a) todas as proposições estão corretas.Prova: PGT .Por ausência dos requisitos necessários à tipificação.1ª Etapa No que se refere aos crimes contra a liberdade pessoal. e) todas as proposições estão erradas. mas possível ofensa moral. A pena prevista legalmente é aumentada em um terço. observada a condição social da mesma. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho.1ª Fase . se o crime é cometido contra criança ou adolescente.com. d) somente as proposições III. em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção.Procurador do Trabalho Com relação ao crime de redução à condição análoga a de escravo.TRT . escrito ou gesto.O bem jurídico tutelado é a liberdade individual. ameaçar alguém. V. assinale a proposição correta: I . www.1ª REGIÃO (RJ) .Juiz . em razão de trabalho escravo.2008 . assinale a alternativa CORRETA: I . mediante cárcere privado.2007 . sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto. c) somente as proposições II. se o ato é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital ou se a privação da liberdade dura mais de 15 (quinze) dias. grave dano moral ou à sua imagem.A pena de reclusão pode ser aumentada entre três e nove anos. se o crime for cometido contra criança ou adolescente ou por motivo de preconceito de raça. 12 .IV. IV .br .Constitui crime o fato de reduzir alguém a condição análoga à de escravo. com o fim de retê-lo no local de trabalho. é aumentada de metade.gustavobrigido. incorre quem mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador. Na pena prevista legalmente para o crime. quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. etnia. não constitui crime. se o crime resulta à vítima. por palavra. religião ou origem. quer restringindo. II . por qualquer meio. de causarlhe mal injusto e grave.A pena pela restrição de liberdade.PGT . IV e V estão corretas. pode ser fixada entre dois e cinco anos.

gustavobrigido. a) apenas uma das assertivas está correta. IV . b) apenas duas das assertivas estão corretas.O consentimento do ofendido é irrelevante.com. e) não respondida. se o crime é cometido: contra criança ou adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos.br .II . c) apenas três das assertivas estão corretas. mas seus efeitos são irreversíveis. GABARITO OFICIAL: 1-D 11-C 2-D 12-B 3-E 4-D 5-C 6-D 7-D 8-A 9-C 10-B www. cor. cuja consumação ocorre em determinado instante.Trata-se de um crime instantâneo de efeitos permanentes. d) todas as assertivas estão corretas. etnia.a pena é acrescida de metade. III . religião ou origem. por motivo de preconceito de raça.

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