CRIMES CONTRA A PESSOA CAPÍTULO 1 – DOS CRIMES CONTRA A VIDA Art. 121 - HOMICÍDIO Art. 121.

Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. Homicídio qualificado § 2° Se o homicídio é cometido: I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; II - por motivo futil; III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido; V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena - reclusão, de doze a trinta anos. Homicídio culposo § 3º Se o homicídio é culposo: Pena - detenção, de um a três anos. Aumento de pena § 4o No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as conseqüências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003) Perdão judicial § 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. § 6o A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia privada, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio. (Incluído pela Lei nº 12.720, de 2012) 1. Conceito e objeto jurídico:

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O homicídio, nas palavras do jurista Cezar Roberto Bitencourt, “é a eliminação da vida de alguém levada a efeito por outrem”. O objeto jurídico é a vida humana extra-uterina. Para que haja o crime, não é necessário que se trate de vida viável (mesmo que a vítima tenha pouco tempo de existência, tem direito à vida), basta que a pessoa esteja viva no momento da execução do crime. A palavra “alguém” deve ser entendido como o ser humano. 2. Formas de conduta: O crime de homicídio é classificado como crime de forma livre, pois admite qualquer meio de execução e pode ser praticado por ação ou por omissão, desde que, nesse último caso, o indivíduo tivesse o dever jurídico de impedir a morte da vítima (art. 13, §2º do CP). Diferentemente do que ocorre se alguém, que não está na qualidade de garantidor, não impede a ocorrência do resultado morte, deverá responder pelo crime de omissão de socorro qualificada pela morte (art. 135, parágrafo único do CP). 3. Sujeitos do crime: Sujeito ativo do homicídio é qualquer pessoa (crime comum). Sujeito passivo pode ser qualquer ser humano nascido com vida. A vida começa com o início do parto, com o rompimento do saco amniótico. Antes do início do parto, o crime será de aborto. 4. Consumação e tentativa: O crime se consuma com a morte real da vítima (crime material), que ocorre com a morte encefálica (ou cerebral), ainda que as funções circulatória e respiratória continuem funcionando, nos termos que estabelece o art. 3º, Lei nº 9.434/97. Haverá tentativa quando o agente não conseguir matar a vítima por circunstâncias alheias a sua vontade, nos termos do artigo 14, inciso II do Código Penal. Vale ressaltar que a desistência voluntária e o arrependimento eficaz afastam a tentativa (art. 15, CP). Obs.: Tentar matar cadáver é crime impossível por absoluta impropriedade do objeto (art. 17, CP). 5. Elemento subjetivo: É o dolo genérico, denominado de animus necandi, não se exigindo nenhuma finalidade específica. O motivo que leva o agente a ceifar a vida de outrem pode caracterizar uma qualificadora ou causa de diminuição de pena. Admite-se o dolo eventual, quando o agente não quer o resultado morte, mas assume o risco de produzi-lo. 6. Homicídio Privilegiado: § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. No parágrafo 1º nós temos o doutrinariamente denominado HOMICÍDIO PRIVILEGIADO, que nada mais é que uma causa de diminuição de pena.

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Em síntese, ocorre homicídio privilegiado em três situações: quando o agente comete o crime impelido por: a) relevante valor social (valor que pertence a toda sociedade e não apenas ao autor do crime – Ex.: matar um perigoso estuprador que aterroriza as mulheres e crianças de uma cidade do interior) b) relevante valor moral (é um valor individual, pessoal, como no caso da eutanásia); (3) sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação. Como se percebe, todas as circunstâncias são subjetivas. Nessa última situação o agente deve estar sob o domínio e não apenas sob a influência (a mera influência é homicídio doloso simples com atenuante de pena do art. 65, III, “c”, CP). Também são requisitos a imediatidade entre provocação e reação e a injusta provocação (se houver injusta agressão pode configurar legítima defesa). Assim, é indispensável para a caracterização que o fato seja praticado “logo em seguida”, ou seja, momentos após a injusta provocação da vítima. Não há um prazo fixo, de sorte que deverá ser analisado no caso concreto. Sendo reconhecida a causa de diminuição de pena, é direito subjetivo do acusado, assim, o juiz, no momento da aplicação da pena, é obrigado a reduzir de um sexto a um terço. O privilégio não se comunica entre os agentes no caso de concurso de pessoas porque é uma circunstância pessoal, em consonância com a regra prevista no artigo 30 do CP. Assim, na situação em que o pai e amigo que matam o traficante que vendia drogas para o filho, apenas o pai será beneficiado dessa causa de diminuição de pena, enquanto o amigo responde pelo homicídio simples. Obs.: PRIVILÉGIO E ATENUANTE GENÉRICA - DIFERENÇAS: Essa modalidade de privilégio diferencia-se da atenuante genérica arrolada pelo art. 65, inciso III, alínea c do Código Penal, em quatro pontos, vejamos a tabela:

HOMICÍDIO PRIVILEGIADO É aplicável exclusivamente ao homicídio doloso. Exige-se que o crime seja cometido sob o domínio de violenta emoção. Pressupõe a injusta provocação da vítima. Depende de relação de imeditidade, pois o homicídio deve ser praticado logo em seguida à injusta provocação da vítima.

ATENUANTE GENÉRICA (ART. 65, III DO CP) É possível ser aplicada em qualquer crime. Basta que o sujeito ativo esteja sob a mera influência. É suficiente o ato injusto da vítima. Não se exige que a ação do sujeito ativo respeite essa relação de imediatidade.

Obs.: O crime de homicídio privilegiado (art. 121, §1º do Código Penal) é compatível com a aberratio ictus. Nesse sentido, admiti-se que o sujeito, depois de injustamente provocado, efetue disparos de arma de fogo contra o provocador, mas atinja terceira pessoa. Nesse caso, ainda assim, haverá o homicídio privilegiado, conforme a regra prevista no artigo 73 do Código Penal. (P.ex.: José dispara cinco tiros de revólver contra Joaquim, jovem de 26 (vinte e seis) anos que acabara de estuprar sua filha. Contudo, em decorrência de um problema na mira da arma, José erra seu alvo, vindo a atingir Rubem, senhor de 80 (oitenta) anos, ceifando-lhe a vida. Nesse caso, José responderá pelo crime de homicídio privilegiado. Obs.: A premeditação é incompatível com o crime de Homicídio Privilegiado, na forma do domínio de violenta emoção logo em seguida a injusta provocação da vítima. O ato de arquitetar minuciosamente a execução do crime não se compatibiliza com o domínio da violenta emoção.

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inciso I. por se tratar de meio capaz de arrastar a existência da vida humana. de emboscada. Obs. II . a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena . 7. Homicídio qualificado: Homicídio qualificado § 2° Se o homicídio é cometido: I .reclusão. por pertencerem ao fato. Já o crime de homicídio simples. ou por outro motivo torpe. tortura ou outro meio insidioso ou cruel. ainda que cometido por um só agente. Por outro lado. as qualificadoras dos incisos III e IV (meios e modos de execução) são de natureza objetiva. Já na promessa de recompensa o pagamento é ajustado para um momento posterior à execução do crime.com emprego de veneno. ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido. é crime hediondo. índole subjetiva. da Lei 8. Atualmente.para assegurar a execução. em face da regra delineada pelo artigo 30 do Código Penal. tal como consta no artigo 1º. O parágrafo 2º contém cinco incisos e. ainda que com sofrimento. p. deve ser praticado em atividade típica de grupo de extermínio. Na paga.: É importante destacar que o crime de homicídio qualificado. V .: TRATAMENTO JURÍDICO-PENAL DA EUTANÁSIA: A eutanásia. desde que tenha ingressado na esfera do conhecimento de todos os envolvidos.à traição.ex: matar um parente para ficar com sua herança.mediante paga ou promessa de recompensa. asfixia. b) Ortotanásia: é a eutanásia por omissão. portador de moléstia incurável e irreversível. I . Obs. prolongada pelos recursos oferecidos pela medicina. cinco qualificadoras. nessa hipótese. elevando em abstrato a pena do homicídio para 12 a 30 anos. em qualquer de suas formas. Não é crime. IV .mediante paga ou promessa de recompensa.com.: As qualificadoras dos incisos I. Motivo torpe é o motivo repugnante. em estado terminal e sem previsão de cura ou recuperação pela ciência médica.: Como se disse. em que o médico deixa de adotar as providências necessárias para prolongar a vida do doente terminal. Paga ou promessa se caracterizam no homicídio mercenário. de doze a trinta anos. II e V relacionam-se aos motivos do crime. conseqüentemente. III .Obs. é perfeitamente possível a existência de homicídio qualificado privilegiado. ou por outro motivo torpe. em sentido amplo. Os incisos I. fogo.br . Os incisos III e IV dizem respeito aos meios e modos de execução do homicídio. o recebimento da recompensa é prévia. para ser considerado hediondo. explosivo.072/90.gustavobrigido. Obs. O executor recebe a vantagem e depois pratica o homicídio. o crime não será hediondo. contudo. c) Distanásia: é a morte vagarosa e sofrida de um ser humano. ou de que possa resultar perigo comum. por pertencerem à esfera íntima do agente. portanto. não se comunicam aos demais coautores ou partícipes.por motivo futil. até o seu fim natural. possuindo. ainda se considera crime de homicídio privilegiado aquele pratica a eutanásia (eutanásia em sentido estrito ou ortotanásia). II e V. comunicam-se no concurso de pessoas. moralmente reprovável. www. pode ser fracionada em duas espécies distintas: a) Eutanásia em sentido estrito: é modo comissivo de abreviar a vida da pessoa portadora de doença grave. a ocultação. Diz-se homicídio doloso qualificado quando presente qualquer dessas circunstâncias.

mas que não chega a configurar uma tortura. por si só. Já a dissimulação o agente esconde ou disfarça o seu propósito para apanhar a vítima desprotegida. para tanto. não são considerados motivos torpes para fins de qualificação o crime de homicídio. não qualifica o crime. que é um crime preterdoloso. sem que a vítima tenha conhecimento que vai ser atacada) ou moral (atrair a vítima para um precipício). Uma substância teoricamente inócua pode assumir a condição de venenosa. além de matar. Meio insidioso é um meio dissimulado e o meio cruel é aquele que causa sofrimento desnecessário à vítima. utilizando-se.No chamado homicídio mercenário não é necessário que haja o recebimento da recompensa. Aqui. Por sua vez. Veneno. tortura ou outro meio insidioso ou cruel. III . Obs. ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. banal. Observe que essa qualificadora não será cabível na hipótese de ataque frontal e de repentino. Emboscada é a tocaia. Só se aplica se o veneno foi introduzido na vítima sem o seu conhecimento. causa perigo a um número indeterminado de pessoas. o agente se esconde e pega a vítima de surpresa. asfixia. através de estrangulamento. Se for ministrado à força poderá caracterizar o meio cruel.gustavobrigido. com um travesseiro no rosto. Asfixia é o impedimento direto (quando são obstruídas as vias respiratórias. Ex.com. www. Nessa qualificadora. Observe que a ausência de motivo não deve ser equipara ao motivo fútil. ou de que possa resultar perigo comum. basta a mera promessa.com emprego de veneno. fogo.à traição. de emboscada. Não devemos. segundo as condições especiais da vítima. é qualquer substância capaz de causar um perigo real a vida da vítima. enquanto estavam num show. para fins penais. é preciso ressaltar a intenção do agente sempre foi ceifar a vida da vítima. a asfixia tóxica pode verificarse pelo uso de gás asfixiante. Fútil é o motivo insignificante. o agente se vale da confiança que a vítima nele previamente depositava. HC 99.br . por exemplo) da função respiratória da vítima.: o indivíduo que mata outro por ter sofrido uma pisada no pé.: a vingança e o ciúme. O perigo comum ocorre o agente.455/97. assim. Prevalece o entendimento de que essa recompensa deve ser patrimonial. II . o meio da tortura. §1º da Lei 9.por motivo fútil. No caso do homicídio qualificado pela tortura. por exemplo) ou indireto (quando a vítima fica impedida de exercer o movimento do tórax. portanto. confundir como crime de tortura qualificado pela morte. IV . previsto no artigo 1º. Respondem pelo crime qualificado o que praticou a conduta e o que pagou ou prometeu a recompensa (STJ. A traição que qualifica o homicídio pode ser física (disparo pelas costas.144-RJ). explosivo.

para assegurar a execução. ocultação. A superioridade física do agressor em relação a vítima também não qualifica o homicídio. a impunidade ou a vantagem de outro delito. Estuprar uma mulher e depois matá-la para não ser reconhecido como autor do crime contra a dignidade sexual. Leciona Mirabete que essa qualificadora se divide em casos de conexão teleológica e consequencial. exemplificativamente.: matar a vítima enquanto esta dorme. a ocultação. De acordo com o eminente autor. o magistrado deve utilizar uma delas para qualificar o crime.Finalmente. a ocultação. no latrocínio.: homicídio qualificado pelo motivo torpe e pelo meio cruel). e as demais como agravantes genéricas. de acordo com o entendimento dominante. Matar o coautor do crime de extorsão mediante seqüestro para ficar com todo valor recebido a título de resgate. por si só. é importante destacar que. www. em que o agente mata para roubar a vítima. desde que sejam as de natureza objetiva (relacionada aos meios e modo de execução). à emboscada e à dissimulação (ex. preço ou proveito dele" 7. Nessa situação. há crimes específicos e que afastam a qualificadora do homicídio quando o sujeito elimina a vida de alguém para assegurar a execução de outro crime. V . §3º do CP. Obs. deverá responder pelo crime do artigo 157. pois o dispositivo fala apenas em crime. É consequencial quando praticado para ocultar a prática de outro ilícito ou para assegurar a impunidade ou vantagem do produto. o crime de homicídio privilegiado qualificado não é crime hediondo. Obs. Em contrapartida. consoante posição consolidada do Supremo Tribunal Federal. finalidade última do agente. Obs.: O emprego de arma de fogo. É o que ocorre. não qualifica o crime de homicídio. Obs. pois é uma condição natural e não um recurso criado pelo homicida. impunidade ou vantagem de uma contravenção penal.br .: PLURALIDADE DE QUALIFICADORAS: Na hipótese de estarem presentes duas ou mais qualificadoras (ex.: Em situações expressamente previstas em lei.1 – Observações finais: Obs.com. Depois de furtar um estabelecimento comercial. o bandido mata uma testemunha que presenciara a prática do crime.: A qualificadora por conexão não dever ser caracterizada na hipótese em que o homicida deseja assegurar a execução. a impunidade ou vantagem de outro crime: Cuida-se de mais uma qualificadora de natureza subjetiva. o privilégio é incompatível com as qualificadoras subjetivas. quando se encontra em estado de embriaguez). Exemplos: Matar o segurança de um empresário para em seguida seqüestrá-lo.gustavobrigido.: O entendimento doutrinário majoritário e a jurisprudência do STF e do STJ sustentam a compatibilidade entre a causa de diminuição de pena (privilegiadora do crime de homicídio) e as qualificadoras. Ademais. outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima é uma fórmula genérica que indica qualquer outro meio análogo à traição.: A premeditação do crime não qualifica o homicídio por falta de amparo legal. que pratica um homicídio para assegurar a execução. "ocorre a conexão teleológica quando o homicídio é meio para executar outro crime. relacionada à motivação do agente. Obs. A doutrina convencionou chamar de qualificadora por conexão.

de um a três anos. a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. Sendo doloso o homicídio. Obs. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. o homicídio culposo comporta o benefício da suspensão condicional do processo. Se o crime for praticado na direção de veículo automotor configura o homicídio culposo estabelecido no CTB (art. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. 121.com. No homicídio culposo o agente não quer matar a vítima (dolo direto) nem assume o risco de matá-la (dolo eventual).) É importante destacar que o sujeito ativo precisa conduzir veículo automotor (não basta que esteja no trânsito). Assim.: deixar uma arma de fogo carregada ao alcance de outras pessoas) ou imperícia (falta de habilidade ou conhecimento para a prática de ofício. a pena é aumentada de 1/3 (um terço).gustavobrigido. inclusive o crime de homicídio culposo. mas na culpa concorrente o juiz pode atenuar a pena do agente (a vítima atravessa fora da faixa de pedestre e o agente mata porque está em alta velocidade). deverá responder pelo resultado morte.ex. não procura diminuir as conseqüências do seu ato.: lembre-se que todo crime culposo (salvo em relação a culpa imprópria) . se o agente estiver na condução de veículo de tração humana (bicicleta). (Redação dada pela Lei nº 10.ex.br . por ser um crime de natureza culposa. tração animal (carroça) ou ciclomotor (anexo I do CTB) e matar alguém.: cirurgião plástico que mata sua paciente por falta de habilidade para realizar o procedimento médico). CP. de dois a quatro anos. por exemplo). Assim.detenção. arte ou ofício. só será homicídio culposo quando o resultado morte ocorrer por imprudência (agir descuidado – p.503/97: Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor: Penas detenção. é incompatível a tentativa.099/95. Ademais. 9. Assim. trata-se de um tipo penal aberto. responde pelo crime do art. e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.741. § 3º. por negligência (deixar de adotar as cautelas necessárias – p. 302 da Lei nº 9. Causa de aumento de pena: Aumento de pena § 4o No homicídio culposo. Destaque-se que não existe a compensação de culpas no direito penal.8. Homicídio culposo: Homicídio culposo § 3º Se o homicídio é culposo: Pena . desde que presente os demais requisitos previstos no artigo 89 da Lei 9. arte ou profissão – p. Obs.: em face da pena mínima cominada de um ano. O homicídio culposo. é sempre bom lembrar que na culpa exclusiva (total) da vítima não há crime (a vítima se joga por cima do carro. qualquer pessoa que tenha agido de forma culposa. ou foge para evitar prisão em flagrante. de 2003) www.ex: manusear arma de fogo carregada em local com grande concentração de pessoas).

Nesse caso.ex. a pena é aumentada de 1/3. “A” não conduz a vítima ao hospital.Aqui no parágrafo 4º. d) Fugir para evitar prisão em flagrante: mais uma causa de aumento de pena. inciso III. não se aplica a atenuante genérica definida pelo artigo 65. Não incidirá a causa de aumento de pena. seja por questões físicas ou psicológicas (p. no homicídio culposo cometido com imperícia médica. o Código Penal arrola quatro causas de aumento de pena aplicáveis somente ao homicídio culposo. mas por desídia não as observa (exemplo: cardiologista não segue as regras básicas de uma cirurgia de coração). Obs. profissão ou ofício (p. e não tenham prestado imediato socorro à vítima. que dela se apodera e efetua um disparo contra a própria cabeça. Perdão judicial: www.br . não será aplicada. Exemplo: “A” mata “B”.ex.gustavobrigido. são duas causas de aumento de pena que dizem respeito a idade da vítima ao tempo do crime (teoria da atividade – art. Na imperícia. ainda.: Segundo a jurisprudência. que era justificável. Exemplo: O agente. ameaçado de ser linchado. c) Não procurar diminuir as conseqüências do seu ato: trata-se de desdobramento da causa de aumento de pena anterior. que quando o responsável pelo homicídio culposo presta socorro à vítima.: Segundo o STF. se o agente desconhecia a idade ou agiu em erro de tipo sobre tal circunstância.: Essa causa de aumento de pena deve ser compreendida pelo dolo do agente. se ao tempo do crime a vítima era menor de 14 anos ou maior de 60 anos de idade. Obs. essa causa de aumento de pena não incide quando o sujeito deixou de prestar socorro porque não tinha condições de fazê-lo. Acrescenta-se. arte ou ofício. Já nesta causa de aumento de pena. mas afastou-se do local do crime e não pediu qualquer ajuda da autoridade pública. arte ou ofício: essa inobservância regulamentar não se confunde com a imperícia. o sujeito não reúne conhecimentos teóricos ou práticos para o exercício de arte. conforme o entendimento do STJ. Obs. Loco. Assim.: médico ortopedista que mata o paciente ao efetuar uma cirurgia cardíaca). b) Deixar de prestar imediato socorro a vítima: essa causa de aumento de pena relaciona-se as pessoas que por culpa contribuíram para a produção do resultado. Passemos a análise de cada um deles: Causas de aumento de pena para o homicídio culposo: a) Inobservância de regra técnica de profissão. Observe que essa causa de aumento de pena só se aplica para o profissional. e duas causas aplicáveis ao homicídio doloso. aplicada apenas para o crime de homicídio culposo. e não por homicídio culposo em concurso com a omissão de socorro. alínea b do Código Penal. o agente dota das habilidades necessárias para o desempenho da atividade. acreditando sinceramente ter a vítima 15 anos de idade.: ameaça de linchamento). e ela vem a morrer. 4º do CP). 10. Causa de aumento de pena para o homicídio doloso: Conforme se extrai do parágrafo 4º. relativa a inobservância de regra técnica de profissão. deve responder por homicídio culposo com a pena aumentada. de 13 anos de idade. Exemplo: “A” deixa uma arma de fogo municiada em local acessível a uma criança.com. não presta imediato socorro a vítima. é perfeitamente possível a incidência conjunta dessa causa de aumento de pena.

Lei nº 8. aplicável nos casos em que o sujeito produz culposamente a morte de alguém. aplicável nos crimes de ação penal privada e que dependem de aceitação pelo autor da infração penal. 12. do perdão do ofendido.170/1983 – Crimes contra a Segurança Nacional. a ação grupos de extermínio. policiais e dissidentes de quadrilhas. não subsistindo qualquer efeito condenatório. (Incluído pela Lei nº 12. Obs. Assim. 11. da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal. Observações finais Obs.1 .: ficar paraplégico). deverá responder pelo crime definido pelo artigo 29 da Lei 7. Causa de aumento de pena: § 6o A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia privada. Entretanto.Na hipótese de homicídio culposo. responsáveis por chacinas. seus familiares (p. sob o pretexto de prestação de serviço de segurança. Essa sentença possui natureza jurídica de declaratória de extinção da punibilidade. não gera reincidência. 1º. do Senado Federal.720/12.O homicídio doloso simples. o juiz poderá deixar de aplicar a pena. predomina que cabe o perdão judicial no homicídio culposo do CTB. Obs. não precisa ser aceito pelo réu para produzir seus efeitos. de 2012) O parágrafo 6º é fruto de recente alteração legislativa dada ao Código Penal pela Lei nº 12.: o perdão judicial é ato unilateral. A idéia é reprimir. com maior rigor.720.072/90).ex. portanto. será hediondo quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio. em regra. autoridades públicas. ainda que executado por apenas um dos integrantes do grupo (art.com. nas quais são mortos civis.Aquele que mata dolosamente o Presidente da República. não autoriza o lançamento do nome do réu no rol dos culpados e não configura a obrigação de reparar o dano provado pelo crime.br . previsto no caput do artigo 121.ex. Por fim.: Embora não previsto expressamente. inciso IX do CP. ou por grupo de extermínio. www.Perdão judicial § 5º .: pai que por negligência esquece seu filho de puçá idade no interior do automóvel). tal como estabelece a Súmula 18 do Superior Tribunal de Justiça. Obs. Trata-se de causa de extinção de punibilidade. por analogia “in bona partem”. cuja pena varia de 6 a 20 anos. mas as conseqüências desse crime lhe são tão graves que a punição desponta como desnecessária.2 . o benefício não poderá ser negado se estiverem presentes seus requisitos legais. não é crime hediondo. É diferente. isto é. O perdão judicial deverá ser concedido na sentença.gustavobrigido. além de testemunhas de crimes. A gravidade e a extensão das conseqüências da infração devem ser analisadas na situação concreta. organizações paramilitares e esquadrões. milícias. se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. com respaldo no artigo 107. I. Podem atingir o próprio autor da conduta culposa (p.

portanto. Obs.br . 2. no todo ou em parte. II . 122 – INDUZIMENTO.: quanto a forma de participação em suicídio no ato de auxiliar. realizar a conduta apta a eliminar a vida da vítima. sob pena de incorrer no crime de homicídio. com a intenção de destruir.gustavobrigido. porque se o suicida não morre nem sofre lesão grave. não considera crime a pessoa que se suicida ou tenta se suicidar. pratica o crime de genocídio definido pela Lei 2. e não contra a vida. de um a três anos. não há o crime. o agente responde por homicídio (p.reclusão. 3. 4. em virtude do princípio da alteridade.Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça: Pena . 122 . Conforme o STF. ou reclusão. desde que tenha capacidade mental de entender que está eliminando a própria vida. secundária. em hipótese alguma. ART.se o crime é praticado por motivo egoístico.com. racial ou religioso. O sujeito passivo é qualquer pessoa. trata-se de crime contra a humanidade. Consumação e tentativa: A consumação ocorre se o suicida morrer ou sofrer lesão grave. por qualquer causa.: induzir criança de 04 anos a atirar contra si).3 – Aquele que mata membros de um grupo. se o suicídio se consuma. Cuida-se de crime condicionado. se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave. Elemento subjetivo: www. INSTIGAÇÃO OU AUXÍLIO AO SUICÍDIO Art. Se não sofre lesão ou sofre apenas lesão leve. étnico. Se a vítima não tem capacidade de entender que está se suicidando. Parágrafo único . Sujeitos do crime: O sujeito ativo é qualquer pessoa (crime comum). de dois a seis anos. instigar (reforçar uma idéia já existente) ou auxiliar (prestar auxílio material parao suicida) que terceiro se suicide. crime nenhum. O sujeito não pode. Não há tentativa.Obs. é importante que este seja em atividade acessória. não há o crime. Só há o crime se a conduta foi exercida contra pessoa certa e determinada (autor de livro que escreve obra sugerindo às pessoas o suicídio não configura o delito).A pena é duplicada: Aumento de pena I . até então inexistente). Considerações iniciais: O direito penal. grupo nacional. a capacidade de resistência.889/56. não cometendo.ex. 1. Só responde pelo crime do artigo 122 do CP aquele participa no ato de induzir (cria a idéia na mente alheia.se a vítima é menor ou tem diminuída.

O crime é punido apenas a título de dolo. Se alguém, culposamente, dá uma notícia para a vítima que não deveria e a vítima se suicida, não há crime. 5. Pacto de morte: No pacto de morte há um acordo celebrado entre duas pessoas que desejam se matar. Contudo, nas hipóteses em que há sobrevivência de uma delas ou de ambas, resolvem-s da seguinte maneira, nas palavras do jurista Cléber Masson: a) se o sobrevivente praticou atos de execução da morte de outro, ele será imputado o crime de homicídio; b) se o sobrevivente somente auxiliou o outro a suicidar-se, responderá pelo crime de participação em suicídio; c) se ambos praticarem atos e execução, um contra o outro, e ambos sobreviveram, responderão os dois por tentativa de homicídio; d) se ambos se auxiliarem mutuamente e ambos sobreviverem, a eles será atribuído o crime de participação em suicídio, desde que resultem lesões corporais de natureza grave; e) se um deles praticou atos de execução da morte de ambos, mas ambos sobreviveram, aquele responderá por tentativa de homicídio, e este por participação em suicido, desde que o executor, em razão da tentativa, sofra lesão corporal de natureza grave. Aumento de pena I - se o crime é praticado por motivo egoístico; II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência. A pena daquele que auxilia, instiga ou induz alguém a suicidar-se será aumentada se o crime é praticado por motivo egoístico ou se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência a) Motivo egoístico: é aquele motivo individualista, com intenções de satisfação pessoal (p.ex.: o sujeito que estimula um colega de trabalho que enfrenta problemas depressivos a suicidar-se, e assim ficar com seu cargo na empresa. b) Vítima menor: é a pessoa com idade entre 14 e 18 anos de idade. Assim, se a conduta de auxiliar, instigar ou induzir for em face de pessoa com idade entre 14 e 18 anos, haverá a aplicação da causa de aumento de pena prevista no inciso II. A causa de aumento de pena, nessa hipótese, se justifica na maior facilidade que pessoas nessa faixa etária apresentam para serem convencidas por outrem a suicidar-se. Obs.: A interpretação de que vítima menor é aquele que possui idade entre 14 e 18 decorre da aplicação analógica ao que dispõe o artigo 217-A do Código Penal, com redação dada pela Lei nº 12.015/09. Com efeito, a pessoa com idade inferior a 14 anos não tem maturidade suficiente para a prática de um ato sexual, também não a possui para dispor da sua própria vida. Obs.: Muita atenção!!! Se a vítima for pessoa com idade inferior a 14 anos, o crime será de homicídio, já que esta não teria qualquer capacidade de discernimento sobre o ato que foi instigada, auxiliada ou induzida a participar (p.ex: induzir uma criança de 6 anos de idade a pular de um prédio, afirmando que esta iria criar asas e se tornar um super-herói)

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c) Vítima que, por qualquer causa, tem diminuída a capacidade de resistência: é a pessoa que por algum motivo não relacionada a idade, possua maior possibilidade de ser influenciada a se suicidar. Essa menor resistência pode ser provocada por enfermidade, como também por efeitos do álcool ou de drogas. ART.123 - INFANTICÍDIO Art. 123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: Pena - detenção, de dois a seis anos. 1. Considerações iniciais: Trata-se de um crime em que se mata alguém, tal como no artigo 121, mas o legislador estabeleceu penas menores, pelo fato de ser praticado pela mãe contra o seu próprio filho, durante o parto ou logo após, influenciada pelo estado puerperal. 2. Sujeitos do crime: O Sujeito ativo é a mãe da vítima em estado puerperal, daí se fala que é um crime próprio. O sujeito passivo é apenas o filho da mãe puérpera, que esteja nascendo ou que já nasceu. Por esta razão, a doutrina o denomina como crime bipróprio, pois exige uma qualidade especial do sujeito ativo e do sujeito passivo. Obs.: Se a mãe, em estado puerperal, matar um adulto, deverá responder pelo crime de homicídio. Se a mãe, influenciada pelo estado puerperal e logo após o parto, mata outra criança, que acreditava ser seu filho, responde por infanticídio. É o que a doutrina denomina de infanticídio putativo. Alguns autores sustentam, que nessa possibilidade, haverá erro quanto a pessoa, sem, contudo, haver qualquer alteração prática. Obs.: não há critério seguro para determinar o tempo de estado puerperal. Assim, a presença desse estado de abalo materno em razão do parto. O parto tem início com a dilatação, instante em que se evidenciam as dores e dilatação do colo do útero. Em seguida há a fase de expulsão, no qual o nascente impelido para fora do útero. E, finalmente, há a expulsão da placenta, findando o parto. Assim, a morte do nascente, em qualquer dessas fases, em razão do estado puerperal que acomete a parturiente, está caracterizado o infanticídio. Obs.: Não cabe agravante do art. 61, II (crime cometido contra descendente), neste caso 3. Estado puerperal: É uma perturbação psicopatológica aguda, de caráter transitório, que, em conseqüência do trabalho de parto e de determinados fatores psicológicos, fisiológicos e sociais, leva a parturiente, no período compreendido entre a fase expulsiva do feto e os primeiros minutos seguidos à eliminação da placenta, a cometer infanticídio por ter sido atingida profunda e parcialmente a sua consciência. Prevalece o entendimento no sentido de ser desnecessária perícia para constatação do estado puerperal, por se tratar de efeito normal e inerente a todo e qualquer parto. Todavia, quando a mãe retira a vida do recém nascido, após um prazo considerável do parto, a perícia deverá ser realizada para verificar a existência do estado puerperal para caracterização do crime.

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3. Infanticídio e concurso de pessoas: A condição pessoal do “estado puerperal” é elementar do tipo penal e, portanto, comunica-se ao terceiro coautor ou partícipe (art. 30, CP). Assim, o pai que ajuda a mãe puérpera a matar o seu próprio filho, também cometerá o crime de infanticídio. 4. Inimputabilidade da gestante: Se a parturiente, completamente perturbada psicologicamente, dada a intensidade do seu estado puerperal, considerado aqui como de nível máximo, provocar a morte de seu filho durante o parto ou logo após, deverá ser tratada como inimputável, afastando-se, outrossim, a sua culpabilidade e, conseqüentemente, a própria infração penal. ART. 124 AO ART. 128 – ABORTO E SUAS MODALIDADES Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena - detenção, de um a três anos. Aborto provocado por terceiro Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de três a dez anos. Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de um a quatro anos. Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não é maior de quatorze anos, ou é alienada ou debil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência Forma qualificada Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte. Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico: Aborto necessário I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante; Aborto no caso de gravidez resultante de estupro II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.

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: o médico) responde pelo art. não constitui crime algum.Provocar aborto. 125 do CP: Aborto provocado por terceiro Art. grave ameaça ou violência. 124 e a pessoa que provoca (p. que é o memento em que o óvulo fecundado é implantado no útero. que estará caracterizado quando o aborto é praticado com o consentimento da gestante. na forma de coautoria. só será cabível concurso de pessoas na hipótese de partícipe. não admite co-autoria (mas admite a participação). não. 124 do CP): O artigo 124 do Código Penal traz duas modalidades do crime de aborto que só podem ser praticados pela gestante. que o uso de meios contraceptivos. Esse crime pode concretizar-se em duas hipóteses: a) não houve qualquer consentimento da gestante (ex. o crime de aborto consentido É crime de mão-própria e.1 .com. de três a dez anos. na segunda parte. b) quando a vítima prestou consentimento.gustavobrigido. mais grave. Temos.: gestante menor de 14 anos de idade ou alienada ou débil mental que consente para que outro provoque o aborto) ou porque o consentimento foi adquirido mediante fraude. o coautor deverá responder pelo crime do artigo 126. o feto e a gestante. 126. 3.br . Por isso. da qual resulta a morte antecipada do feto. portanto. inclusive. Um primeiro.Aborto praticado por terceiro sem o consentimento da gestante – Art. portanto. e. seja por alguma característica da mãe (p. um segundo. Perceba que a gestante que autoriza que outro lhe provoque o aborto responde pelo art. Crime de auto aborto e de aborto consentido (art.ex.: no crime previsto no artigo 124.reclusão. Obs. uma exceção à teoria monista ou unitária.: agressão do antigo namorado que a engravidou). como responde o partícipe? Além de responder por este delito (participação em auto-aborto) responderá por lesão culposa ou homicídio culposo. Considerações iniciais: O aborto é a interrupção da gravidez.1. temos o crime de auto-aborto e. Exemplo: a mulher grávida ingere medicamento abortivo. que lhe fora fornecido pelo seu namorado.ex. www.: Se ocorrer morte ou lesão grave da gestante. que foi adotada pelo artigo 29 do Código Penal. mas este não surte efeitos válidos. 125 . ambos do CP. Trata-se de um crime de dupla subjetividade passiva. sem o consentimento da gestante: Pena . Havendo coautoria. 125 e 126 do CP): O código penal estabelece dois crimes. da pílula do dia seguinte. pois há duas vítimas. que estará caracterizado quando o aborto é praticado sem o consentimento da gestante. e. Crime de aborto provocado por terceiro (art. Na primeira parte. 2. consoante entendimento majoritário da doutrina. Obs. inicia a partir da nidação. 3. A gravidez.

por qualquer dessas causas. responderá pelo artigo 124 do CP. a gestante sofre lesão corporal de natureza grave. 124. responderá pelo crime do artigo 126 do Código Penal (p. como de lesionar gravemente ou matar a mãe. se o agressor ignorava esse fato. Se vinculada ao consentimento da gestante. se a gestante não é maior de quatorze anos. portanto.com. se.gustavobrigido. 126 do CP: Art. no entanto. em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo.As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço.2 – Aborto praticado por terceiro com o consentimento da gestante – Art.: familiares que auxiliam financeiramente a gestante para custear as despesas do aborto em uma clínica clandestina). o partícipe responderá pelo art. o agente responderá pelo crime de aborto em concurso com o crime de lesão corporal grave ou homicídio. 5. Causa de aumento de pena: Art. 126 . www.se não há outro meio de salvar a vida da gestante. se o partícipe concorrer para a conduta do terceiro que provoca o aborto. ou é alienada ou debil mental. pelo princípio da alteridade. ou se o consentimento é obtido mediante fraude. 128 do CP): Art. Trata-se de uma causa de aumento de pena que só deve ser aplicada na hipótese de crime de aborto preterdoloso. o agente queria causar o aborto.reclusão. se.br . respectivamente. e essa circunstância for do conhecimento do terceiro. haverá dois (ou três) crimes de aborto. Aplica-se a pena do artigo anterior. Aborto legal ou permitido (art.: se a mãe está grávida de gêmeos (ou trigêmeos). vez que a autolesão. ele responderá pode um único crime. 3.ex. em concurso formal impróprio (artigo 70 do CP). mas por culpa. tinha dolo (eventual ou direto) de tanto causar o aborto. Contudo. 128 . Obs. por qual crime responde? Resposta: Depende de sua conduta.ex.: a recepcionista da clínica médica clandestina) 4. de um a quatro anos. tal como foi afirmado anteriormente.: e o partícipe.Não se pune o aborto praticado por médico: Aborto necessário I . 127 . é impunível. A causa de aumento de pena do artigo 127 do CP somente se aplica aos tipos dos artigos 125 e 126. Em outras palavras. acaba produzindo lesão corporal de natureza grave ou mesmo a morte da gestante. grave ameaça ou violência Quando o aborto é praticado por terceiro com o consentimento da gestante. ao passo que a gestante que consentiu. Parágrafo único. Não se aplica ao aborto do art. lhe sobrevém a morte. Temos. e são duplicadas.Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena . 124 do CP (p. aquele que pratica as manobras abortíferas responderá pelo artigo 126 do CP.Obs. uma exceção a teoria monista. Se. Por outro lado.

obrigatoriamente. Basta o médico. ético ou piedoso). na hipótese.br . sim.: no aborto sentimental. no caso. não há necessidade de autorização judicial para que o médico proceda ao aborto. tais como boletim de ocorrência. ministro Celso de Mello. Para interromper a gravidez de feto anencéfalo. nada justifica a restrição aos direitos da gestante”. que se trata de aborto. mediante a presença de provas seguras acerca da existência do crime. declaração da mulher. na regra que possibilita o aborto em caso de risco à saúde da mãe. permitindo a prática do aborto.se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou. de seu representante legal. que a interrupção da gravidez de feto anencéfalo não pode sequer ser chamada de aborto. os ministros descriminalizaram o ato de colocar fim à gravidez nos casos em que o feto não tem o cérebro ou a parte vital dele. As situações descritas no artigo 128 são causas especiais de exclusão de ilicitude. e de aborto sentimento (humanitário. Obs. 6. mas considerou.: na hipótese do inciso I. no que alguns ministros chamaram de o "julgamento mais importante de toda a história da corte". Mas venceu a tese de que a interrupção de gestação de feto sem cérebro não pode sequer ser considerada aborto. quando não houver outro meio de salvar a vida da gestante. quando a gravidez resulta de estupro. Contudo. O decano do tribunal. no dia 12/4/12. o aborto precisa ser. um conflito apenas aparente entre direitos fundamentais já que não há qualquer possibilidade de o feto sem cérebro sobreviver fora do útero www. praticado por médico.gustavobrigido. na hipótese do inciso II.com. com esse julgamento. Para sete dos dez ministros que participaram do julgamento. as mulheres não precisam mais de decisão judicial que as autorize. “Aborto” de feto anencéfalo – ADPF 54: O Supremo Tribunal Federal decidiu. Para o ministro. quando incapaz. O ministro afirmou que existe. já que se trata de estado de necessidade. Essa é outra questão. pontuou: “Não estamos. Por oito votos a dois. o aborto poderá ser praticado por qualquer pessoa. não há crime pelo fato de serem hipóteses admitidas pelo ordenamento jurídico. Obs. Prevaleceu o voto do ministro Marco Aurélio. vida a ser protegida. que poderá vir a ser submetida a esta corte em outro momento. não há necessidade de condenação do estuprador ou existência de ação penal. O ministro Gilmar Mendes votou pela descriminalização da prática. inquérito policial etc.Aborto no caso de gravidez resultante de estupro II . pois. o crime é impossível. Basta o diagnóstico de anencefalia do feto. o aborto de feto anencéfalo pode se encaixar nas hipóteses de exceção previstas no Código Penal em que o aborto não é considerado crime — no caso. Na prática. embora o aborto praticado constitua fato típico. Em síntese. relator da ação em julgamento. Se não há. Assim. não se trata de aborto porque não há a possibilidade de vida do feto fora do útero. A doutrina denomina de aborto necessário. para quem “anencefalia e vida são termos antitéticos”. os ministros decidiram que médicos que fazem a cirurgia e as gestantes que decidem interromper a gravidez não cometem qualquer espécie de crime. depoimentos das testemunhas.

2012 .Cabo Uma pessoa desferiu em outra.998-MG. porém.PM-PI .tortura ou outro meio insidioso ou cruel. veio a óbito por infecção hospitalar. fogo. 03 . HC 228.Exame de Ordem Unificado Assinale a alternativa correta a) Aquele que. especificamente com a segurança do diagnóstico de anencefalia.2012 . não há crime de aborto. O que estava em jogo.Defensor Público O homicídio é qualificado pela conexão quando é cometido a) mediante paga ou promessa de recompensa. querendo ceifar sua vida. não é necessário que o nascituro tenha respirado.Prova: INSTITUTO CIDADES . d) Há homicídio privilegiado quando o agente atua sob a influência de violenta emoção. ou por outro motivo torpe. desejando subtrair ossadas de urna funerária. mas sim homicídio ou infanticídio conforme o caso. contudo.com. asfixia. é saber se a mulher que interrompe a gravidez de feto em caso de anencefalia tem de ser presa. b) por motivo fútil c) com emprego de veneno. Os ministros decidiram que não.Agente de Polícia .da mãe. d) homicídio qualificado. ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido.2010 . por exemplo. os batimentos cardíacos.OAB . www. e) tentativa de homicídio. b) lesão corporal grave. Min. viola sepultura. 02 .: DIFERENÇAS ENTRE O CRIME DE ABORTO. 7. existem outros elementos para demonstrar a vida do ser nascente.br .DPE-GO . permite a compensação de culpas. A maioria. não admite coautoria.Prova: FGV . INFANTICÍDIO E HOMICÍDIO – STJ: Iniciado o trabalho de parto. 210 do Código Penal: crime de violação de sepultura. b) O crime de infanticídio. Observações finais: Obs. LISTA DE EXERCÍCIOS – DOS CRIMES CONTRA A VIDA: 01 . Marco Aurélio Bellizze. rejeitou a proposta após uma longa discussão. não pratica o crime descrito no art. Para configurar o crime de homicídio ou infanticídio. julgado em 23/10/2012. a impunidade ou vantagem de outro crime. alguns golpes de faca. d) à traição. explosivo. a ocultação. Os ministros se mostraram preocupados com a execução da decisão. mas nada consegue obter porque tal sepultura estava vazia. ou de que possa resultar perigo comum. O crime praticado por quem esfaqueou foi: a) lesão corporal seguida de morte. uma semana depois. O ministro Gilmar Mendes propôs que o Supremo recomendasse ao Ministério da Saúde que editasse uma norma de segurança para que o diagnóstico seja seguro. iniciado o parto. A vítima foi socorrida e levada ao pronto socorro. de emboscada. por tratar-se de crime próprio. disse Marco Aurélio. notadamente quando. Rel.Prova: NUCEPE . e) para assegurar a execução. dada a menor reprovabilidade da conduta.gustavobrigido. c) O homicídio culposo. c) homicídio simples.

durante um desses ataques. b) Mévio deverá ser condenado por homicídio doloso.Assessor Jurídico Mévio sofre de sonambulismo e seus ataques são frequentes. www. Envergonhada com o fato. assinale a alternativa correta. considerando-se ainda as condições e qualidades da vítima.TJ-PR . dirige-se ao exterior de sua casa e. c) lesão corporal seguida de morte.2011 . d) homicídio culposo. c) de conduta vinculada. Diante dos fatos narrados. o pedestre faleceu cinco dias após o acidente.2012 . se privilegiado. e) homicídio doloso. a 150 km/h. Mévio se levanta.Delegado de Polícia O aborto provocado pela gestante é crime a) formal. Nessa situação hipotética. não tomou nenhuma providência perante a polícia. Única vítima. 05 . já que havia inexigibilidade de conduta diversa. o motorista deverá ser responsabilizado pelo crime de a) lesão corporal grave. d) o erro quanto à pessoa não isenta de pena. c) Mévio deverá ser absolvido.Prova: PC-SP . resultou gravidez.MPE-AP .TJ-MG . c) premeditação constitui circunstância qualificadora. em consequência das lesões sofridas com o atropelamento.Promotor de Justiça Em relação ao homicídio. com 21 (vinte e um) anos. mesmo que conheçam a motivação. não com as subjetivas. Em determinada noite.Prova: FCC .Prova: CESPE . Ao acordar. embriagado. Desse fato.Prova: TJ-PR . sem ter nenhuma consciência nem lembrança do que ocorreu. b) lesão corporal culposa. diante de absoluta ausência de conduta humana. e) de mera conduta. Adolfo falece em virtude de lesões decorrentes da queda. seu desafeto.2012 .04 .2012 . é correto afirmar que a) o privilégio da violenta emoção pode concorrer com as qualificadoras objetivas. que percorria. tendo um espasmo.PC-SP . Mévio é informado do episódio e fica bastante feliz com a brutal morte de Adolfo.Juiz Maria da Piedade.gustavobrigido. Maria provocou aborto em si mesma. b) de mão própria. o Ministério Público ou a justiça.Auxiliar Judiciário Determinado motorista. b) as qualificadoras relativas aos motivos do crime não se comunicam aos coautores. trecho de movimentada via pública onde a velocidade máxima permitida era de 50 km/h. d) Mévio não comete crime algum. a) Mévio deverá ser condenado por homicídio culposo. que é vizinho às residências de ambos. d) de concurso necessário. e) admite o perdão judicial.TJ-AL .br .Prova: VUNESP . atropelou e feriu gravemente um pedestre que circulava pela calçada. acaba empurrando Adolfo de um penhasco.2012 . foi estuprada por um desconhecido. 08 . 06 . 07 .com.

descrito no artigo 124 do Código Penal Brasileiro. agravado por ser a vítima maior de 60 (sessenta) anos. assinale a alternativa correta. a) É pacífico. procurou Pedro. vedado que a segunda seja considerada circunstância agravante.2012 . e) De acordo com a jurisprudência do STJ. b) Praticou o crime de aborto.Exame de Ordem Unificado . 10 . João responderá por a) infanticídio. c) homicídio qualificado. d) Agiu impelida por relevante valor social.Defensor Público Assinale a opção correta. da qualificadora do motivo torpe com a atenuante genérica do cometimento do crime por motivo de relevante valor moral. o entendimento acerca da possibilidade de homicídio privilegiado por violenta emoção ser qualificado pelo emprego de recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido.Em face da legislação que rege a matéria.2012 . 09 – Prova: FCC . desferiu-lhe um tiro na cabeça.TJ-PI .com.3 . considerada circunstância judicial desfavorável.2ª REGIÃO . 12 . movido por motivo torpe. como modo de execução do delito. vendo que Pedro continuava vivo. pontapés e pedradas. Contudo. No mesmo contexto. no delito de homicídio. e) lesão corporal agravada. A esse respeito. e o agrediu a socos.TRF . José erra seu alvo. em decorrência de um problema na mira da arma. segundo a jurisprudência do STJ. d) apenas por homicídio privilegiado consumado.Primeira Fase José dispara cinco tiros de revólver contra Joaquim. a qualificadora da paga ou promessa de recompensa é elementar do tipo qualificado.Prova: FGV . 11 .2011 .Juiz Assinale a opção correta acerca do homicídio. c) O aborto sentimental pode ser praticado pela própria vítima. uma criança de nove anos de idade. não ao mandante. senhor de 80 (oitenta) anos. d) homicídio simples. a) Agiu amparada pelo estado de necessidade. dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. a respeito dos crimes contra a pessoa. agravado por ser a vítima maior de 60 (sessenta) anos.Técnico Judiciário .Prova: CESPE . b) por tentativa de homicídio privilegiado de Joaquim e homicídio culposo de Rubem. é correto afirmar que José responderá a) pelo homicídio de Rubem. aplicando-se apenas ao executor da ação. uma vez que ocorreu erro na execução.OAB .DPE-MA . b) lesão corporal seguida de morte. c) No homicídio mercenário. uma pode ser utilizada para caracterizar a qualificadora e a outra.gustavobrigido.Segurança e Transporte João. na jurisprudência do STJ. jovem de 26 (vinte e seis) anos que acabara de estuprar sua filha. www.Prova: CESPE . d) A qualificadora relativa à ação do agente mediante traição. uma vez que ocorreu erro quanto à pessoa. causando-lhe ferimentos graves. ceifando-lhe a vida. vindo a atingir Rubem. c) apenas por tentativa de homicídio privilegiado. emboscada.2012 . não é possível a coexistência.br . b) Na hipótese de homicídio qualificado por duas causas. ocasionando-lhe a morte. ocorrerá independentemente de o agente ter agido de forma preordenada.

Prova: CESPE . 15 . b) Ainda que o homicídio seja praticado friamente dias após a injusta provocação da vítima. c) Configura traição que qualifica o homicídio a conduta do agente que de súbito ataca a vítima pela frente. c) Em caso de morte da vítima. seja sua capacidade de resistência eliminada ou diminuída. d) caso o crime tenha resultado de inobservância de regra técnica de profissão.3 . a pena será duplicada. acompanhando-a à clínica médica. b) as circunstâncias do privilégio são subjetivas e os elementos da qualificadora são subjetivos. §§ 1º e 2º) – Matar alguém. as penas serão aumentadas de um terço. d) as circunstâncias do privilégio são objetivas e os elementos da qualificadora são objetivos. segundo o CP.Reclusão. de 6 (seis) a 20 (vinte) anos. b) Nas figuras típicas do aborto. d) Segundo a jurisprudência do STJ.br . não havendo responsabilização específica pelas lesões. 16 . do artigo 121. penalmente admissível que. prevista no §1º. Homicídio simples.2008 .2007 . 13 . se assuma o risco de produzir o resultado.2011 . e) Caso o delito de induzimento. logo em seguid a à injusta provocação da vítima”. Nessa situação hipotética. independentemente de o resultado ser produzido dolosa ou culposamente. 14 .2011 .OAB-SP . do Código Penal. 121. a simples existência da emoção por parte do acusado. são absolutamente incompatíveis o dolo eventual e as qualificadoras do homicídio.a) Tratando-se de delito de infanticídio.gustavobrigido.Prova: MPE-SP . por motivo torpe ou fútil.Primeira Fase Homicídio privilegiado e concomitantemente qualificado é possível quando a) as circunstâncias do privilégio são subjetivas e os elementos da qualificadora são objetivos. o delito de omissão de socorro não subsiste. privilegiado e qualificado (Art. c) se ela fugir para evitar prisão em flagrante.Juiz Dos crimes contra a vida. se. aja sob a influência desse estado.Promotor de Justiça Aquele que encoraja a gestante a praticar um aborto. arte ou ofício. é bastante para que o mesmo possa ser considerado privilegiado. é aplicável mesmo não estando o agente completamente dominado pela emoção.MPE-SP . cedendo lugar ao crime de homicídio.com. responde por: www.1 . Pena . durante ou logo após o parto. “sob o domínio de violenta emoção.Primeira Fase Suponha que Bárbara tenha se suicidado após ter sido induzida e instigada por Mercedes.Exame de Ordem . uma vez que a circunstância agravadora dessa figura típica omissiva se limita à ocorrência de lesões corporais de natureza grave. por qualquer causa.Exame de Ordem . em consequência do delito. b) caso o crime tenha sido praticado por motivo egoístico. dispensa-se a perícia médica caso se comprove que a mãe esteja sob a influência do estado puerperal.Prova: VUNESP . c) a vítima for menor de 14 anos ou maior de 60 anos. Logo: a) A causa especial de redução da pena. não sendo. instigação ou auxílio a suicídio seja praticado por motivo egoístico ou caso seja a vítima menor ou.OAB-SP . mas sem participar fisicamente das manobras abortivas. a gestante sofrer lesão corporal de natureza grave.TJ-DF . portanto. sem que esta tenha qualquer visualização do ataque. d) Configura traição que qualifica o homicídio a conduta do agente que colhe a vítima por trás. ainda. por haver presunção juris tantum de que a mulher.Prova: TJ-DFT . a pena de Mercedes será duplicada a) se ela deixar de prestar socorro imediato à vítima.

Diante do caso concreto. d) um homicídio doloso qualificado e um crime de lesões corporais culposas. um homicídio culposo e um crime de lesões corporais culposas. Durante a noite. d) participação no aborto qualificado.Prova: CESPE . aguardando sua saída para a realização da empreitada criminosa. é constatada a morte por asfixia de um recém nascido.2008 . por si só. Certo Errado 19 .Delegado de Polícia Considere a seguinte situação hipotética. penalmente responsável. não constitui ilícito penal. erra o alvo. vindo a acertar Luciane e Eduardo que. c) um homicídio culposo e um crime de lesões corporais gravíssimas. contra aquele primeiro. Considerando-se NÃO haver assumido os riscos da produção dos resultados efetivamente alcançados. 18 .Analista .2010 . Nessa situação. após conferir a identificação da criança. casualmente. c) participação na modalidade própria do chamado auto-aborto. deformidade permanente. o erro acidental não a isenta de reponsabilidade. empregado para salvar a vida da gestante.gustavobrigido. 17 . Certo Errado 20 . Manoel. a criança é levada para o berçário. com vontade de matar.Prova: CESPE . Por erro na execução. Na manhã seguinte. Rodrigo subitamente deixa seu esconderijo e. em concurso: a) um homicídio doloso qualificado tentado. Por circunstâncias alheias à vontade de ambos.2 .OAB . ainda.Exame de Ordem Unificado .2008 . o armamento apresentou falhas e a munição não foi deflagrada.MPE-RJ .Prova: FGV . permitido para impedir a continuação da gravidez de fetos ou embriões com graves anomalias. a conduta de Joaquim.Primeira Fase (Set/2010) Arlete. não tendo resultado qualquer dano à integridade física de Joaquim.PC-TO . no entanto. com o qual Joaquim disparou contra o próprio peito. Ao perceber a aproximação de Reinaldo. a asfixia. a) Crime de homicídio. manifesta a intenção de matar o próprio filho recém nascido. assinale a alternativa que indique a responsabilidade penal da mãe. sem o consentimento da gestante. o aborto eugênico. Arlete vai até o berçário. em estado puerperal. e) participação em aborto provocado por terceiro.a) participação em aborto provocado por terceiro. Rodrigo deverá responder pelos seguintes crimes. emprestando-lhe.com.br . e o aborto humanitário. e) um homicídio doloso qualificado e um crime de lesões corporais gravíssimas. Após receber a criança no seu quarto para amamentá-la. caminhavam pelo local.2007 . matando a primeira e causando ao último. b) participação na modalidade própria do aborto consensual ou consentido. www.PC-TO . com o consentimento da gestante. e. empregado no caso de estupro. oculta-se atrás de uma banca de jornal situada defronte à empresa em que seu desafeto trabalha. causando a sua morte. pois. desde que a vítima venha a sofrer lesão grave ou morte. vários disparos de arma de fogo. efetua. mas Manoel responderá por tentativa de participação em suicídio. b) um homicídio culposo e um crime de lesões corporais culposas. instigou Joaquim à prática de suicídio.Delegado de Polícia O Código Penal brasileiro permite três formas de abortamento legal: o denominado aborto terapêutico. que não era o filho de Arlete.Prova: NCE-UFRJ . um revólver municiado. para tanto.Processual Rodrigo decide assassinar Reinaldo por haver este último acidentalmente pisado em seu pé durante uma micareta e.

desejando cometer suicídio.2009 . não houve preenchimento dos elementos do tipo. b) No homicídio culposo. c) O pai. c) Crime de infanticídio. A vítima atentou contra a própria vida. c) Se os jurados não reconhecem a ocorrência de homicídio privilegiado. se o autor do crime imagina que a vítima já está morta e por isso não lhe presta socorro. que deixa de colocar tela de proteção na janela do apartamento e cujo filho. inconformado com o fim do relacionamento. instigação ou auxílio a suicídio.Prova: CESPE . caracteriza o motivo torpe.PC-RN . e) tentativa de homicídio qualificado. pois. na forma consumada.00 comete homicídio qualificado por motivo fútil.PC-RN . sabendo que sua mãe apresentava problemas mentais que retiravam dela a capacidade de discernimento e visando receber a herança decorrente de sua morte. assinale a opção correta.b) Crime de homicídio. assinale a opção correta. d) Ainda que haja intenção de matar.Agente de Polícia Em relação aos crimes contra a pessoa. Maria Paula cometeu o crime de a) tentativa de induzimento.Agente de Polícia Manoel dirigia seu automóvel em velocidade compatível com a via pública e utilizando as cautelas necessárias quando atropelou fatalmente um pedestre que. porque não quitou.Prova: CESPE .gustavobrigido. www. inconformado com as denúncias de corrupção de determinado político. a) O cobrador que mata a pessoa que lhe deve. apto a qualificar o crime de homicídio. vindo a experimentar lesões corporais de natureza grave que não a levaram à morte. comete homicídio doloso. d) O cidadão que.com.Área Administrativa Maria Paula. 21 . falecendo com a queda.Juiz De acordo com a jurisprudência dos tribunais superiores. obriga a ex-namorada a ingerir veneno causando sua morte comete homicídio qualificado pela torpeza.Prova: CESPE . age em legítima defesa da honra. no momento que não é observado. comete crime de homicídio qualificado pela dissimulação. pelo princípio da especialidade.br . a dívida de R$ 1. pois houve erro essencial. não responde pela causa de aumento de pena decorrente da omissão de socorro.2009 .Prova: CESPE . na data prometida.Analista Judiciário . se atirou contra seu veículo. 123 do CP trata de matar o próprio filho sob in? uência do estado puerperal. instigação ou auxílio a suicídio. 24 . 23 . por si só.TRE-MA . a prática de relação sexual forçada e dirigida à transmissão do vírus da AIDS caracteriza o crime de perigo para a vida ou saúde de outrem. pois houve erro quanto à pessoa. fica prejudicada a votação do quesito relativo à presença da atenuante "ter o agente cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral". d) tentativa de homicídio simples. 22 . Nessa situação hipotética.2007 . no intuito de apressar a posse da herança. c) lesões corporais. debruça-se no parapeito e cai. a) São compatíveis o dolo eventual e as qualificadoras do crime de homicídio. induziu-a a cometer suicídio. e) O rapaz que. b) O herdeiro que provoca a morte do testador. e) O ciúme. uma vez que o art. pois assumiu o risco de produzir o resultado. b) induzimento. mata o corrupto.2009 .TJ-PI . d) Crime de infanticídio.

Esse pedido foi também corroborado pelos pais de Virginia e outros amigos comuns de Sérgio e de Virginia. b) homicídio doloso simples. b) Manoel praticou lesão corporal seguida de morte. seu desafeto. c) lesões corporais graves. Nesse caso. João responderá por a) homicídio doloso. que sabiam do seu drama. Constatada a gravidez. mas. com 17 anos.Prova: FCC . Com a intenção de humilhá-lo e feri-lo. 28 . como não tinha intenção de matar.Prova: EJEF . em um restaurante.gustavobrigido. e) Manoel não praticou crime.Prova: CESPE . ao dirigir veículo automotor.TJ-MG . na medida em que não houve previsibilidade na conduta da vítima. b) aborto consentido pela gestante. Na situação descrita. Lúcio sofre traumatismo craniano.com. assumiu o risco de atropelar alguém. c) lesão corporal seguida de morte.TJ-AP . o condutor assume o risco de produzir o resultado.Juiz Virginia. d) lesões corporais leves. No entanto. Ocorre que o feto de quase cinco meses. tendo Sérgio concordado e praticado o aborto.2007 . posto que contribuiu para a conduta suicida da vítima. ao dirigir.Titular de Serviços de Notas e de Registros No crime de homicídio. por ser a vítima diabética.Titular de Serviços de Notas e de Registros João. c) a superioridade de agentes constitui qualificadora objetiva. Em decorrência. b) a superioridade de armas constitui qualificadora objetiva. enfermeiro com curso superior. Kaio cometeu crime de a) homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. com a intenção de matar.TJ-AP . golpeou José com uma faca. a) Manoel praticou homicídio culposo. 25 . fazendo com que Lúcio caia e bata a cabeça no chão. assinale a opção correta. 26 .2011 .br . vindo a óbito. b) tentativa de homicídio. o ferimento teria configurado apenas lesão corporal leve. c) Manoel praticou o crime de auxílio ao suicídio.2009 . Sérgio Roberto responderá criminalmente por: a) aceleração de parto. que lhe praticasse um aborto.Agente de Polícia Kaio encontrou Lúcio. e) a qualificadora da surpresa é incompatível com o dolo eventual.Prova: FCC . não responde pelo resultado morte. a) não podem subsistir duas qualificadoras objetivas. c) aborto sentimental ou humanitário. a lesão se agravou e esta veio a falecer em razão do ocorrido. pediu a Sérgio Roberto. e) lesão corporal culposa. desfere-lhe uma rasteira.2011 . posto que o fato não é típico. d) Manoel não praticou crime. d) a premeditação constitui qualificadora subjetiva. e) homicídio culposo. Em condições normais. d) homicídio culposo. ferindo-o. em vez de morrer dentro do ventre da mãe. veio. nesse caso o atropelamento. já que não agiu com dolo ou culpa em face da excludente de ilicitude. em razão de sua imaturidade. pois.Com relação a essa situação hipotética. foi estuprada e ficou grávida. www. uma vez que. 27 .PC-RN . a morrer fora do ventre.

Prova: CESPE . o assaltante sorriu ironicamente para Braz.com. uma vez que o autor do crime age para abreviar o sofrimento da vítima portadora de doença incurável e desenganada pela medicina.Juiz Assinale as assertivas CORRETAS.br . 3.Analista Judiciário . Lesão corporal de natureza grave § 1º Se resulta: www. de três meses a um ano.TJ-MG .gustavobrigido.Área Administrativa . apenas. c) 1 e 3. A eutanásia pode ser citada como exemplo de homicídio privilegiado.TRE-ES .2011 . sacou repentinamente a pistola do coldre de um dos policiais e matou o assaltante. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena . 1. que em muitos casos revela maldade de espírito. Certo Errado GABARITO OFICIAL: 1-E 11-D 21-E 2-A 12-A 22-A 3-E 13-A 23-A 4-E 14-B 24-E 5-A 15-D 25-C 6-D 16-B 26-A 7-B 17-D 27-E 8-B 18-E 28-B 9-C 19-E 29-C 10-A 20-C 30-C CAPÍTULO 2 – DAS LESÕES CORPORAIS ART. Braz e toda a sua família ficaram reféns de um assaltante.detenção. sob o domínio de violenta emoção. d) 2 e 3. após dois dias. 2. Quando estava sendo algemado. aos policiais que participaram das negociações para a sua rendição. a circunstância em que Braz cometeu o delito de homicídio constitui causa de redução de pena. b) 1 e 2.Específicos Ver texto associado à questão Tendo a casa invadida. 30 . apenas.Prova: EJEF . que. não é qualificadora do crime de homicídio. a) 1. 129. 2. O homicídio praticado contra velho ou criança torna-o qualificado pela maior dificuldade de defesa da vítima. que se rendeu. e 3.2007 . 29 .d) homicídio. 129 – LESÃO CORPORAL Art. Nessa situação. apenas. A premeditação.

611.reclusão. o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. III .720. II .se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior.enfermidade incuravel. IV . não sendo graves as lesões. de dois meses a um ano.Incapacidade para as ocupações habituais.reclusão. Substituição da pena § 5° O juiz. § 2° Se resulta: I .detenção. de 1965) Pena .reclusão. Diminuição de pena § 4° Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção.deformidade permanente.se as lesões são recíprocas. por mais de trinta dias. Lesão corporal culposa § 6° Se a lesão é culposa: (Vide Lei nº 4. (Redação dada pela Lei nº 12. IV . de dois a oito anos. pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa.I .Incapacidade permanente para o trabalho. II . Lesão corporal seguida de morte § 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quís o resultado.com. logo em seguida a injusta provocação da vítima. Aumento de pena § 7o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§ 4o e 6o do art.aborto: Pena . sentido ou função. nem assumiu o risco de produzí-lo: Pena .br . 121 deste Código. de duzentos mil réis a dois contos de réis: I .gustavobrigido.perigo de vida. de quatro a doze anos. III perda ou inutilização do membro.aceleração de parto: Pena . V . II . sentido ou função.debilidade permanente de membro. de 2012) www. de um a cinco anos.

fisiológico ou mental. Objetividade jurídica: O direito á tutela da incolumidade. por exemplo) funcionam com outra qualidade. nada mais é do que a ofensa à integridade corporal ou à saúde de outrem. De igual forma. 2.gustavobrigido. 129.detenção. onde é exigida a qualidade de mulher grávida. (Redação dada pela Lei nº 11. de 3 (três) meses a 3 (três) anos. pois se trata também de crime de ação livre. mas também à saúde.§ 8º . tratando-se de crime comum. que significa atingir a integridade corporal ou a saúde física ou mental de alguém. é desta a responsabilidade pelo resultado lesão e pelo crime. Assim. aumenta-se a pena em 1/3 (um terço). As condições que as demais vítimas apresentem (idade. 121.(Redação dada pela Lei nº 8. do ponto de vista anatômico. como definido no º 7º. a hipótese será de fraude.069. Não é só ofensa à integridade corpórea.340. a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. como no caso de menor de 14 anos e maior de 60 anos. lesiva de outro objeto jurídico. por exemplo. de 2004) § 11.com. ainda. b) Sujeito passivo: qualquer pessoa pode figurar no polo da passividade. prevalecendo-se o agente das relações domésticas. busca com a mutilação obter indevidamente uma indenização ou valor de seguro contratado. se alguém se fere. 4. (Incluído pela Lei nº 10. de 2006) Pena . www. afirma o mesmo autor.340.340. desde que a causação da ofensa física não tenha outra finalidade. na tentativa de defender-se de agressão de outra pessoa. Na hipótese do § 9o deste artigo. se o agente.Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art. 3. (Incluído pela Lei nº 11.886. tanto no que diz respeito á integridade física. em razão do princípio da alteridade. de 2004) § 9º Se a lesão for praticada contra ascendente. de 2006) § 10. Essa ofensa pode-se verificar pro qualquer meio. de coabitação ou de hospitalidade: (Redação dada pela Lei nº 11. já que seu procedimento agressivo foi a causa da lesão sofrida pelo defendente. de 2006) 1. ou. IV e 2º V. caput do Código Penal. Elementos objetivos do tipo: Consubstancia-se na modalidade de ofender. irmão. Esse delito. descendente. quanto à saúde física e mental do homem. na mesma conjuntura que o homicídio. exceção feita às hipóteses contempladas nos §§ 1º. ou com quem conviva ou tenha convivido. Considerações iniciais: Lesão corporal é o dano ocasionado à normalidade funcional do corpo humano. Destaque-se que a autolesão é considerado irrelevante penal. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste artigo.br . ensejadora de alguma figura típica (exemplo fornecido por Fernando Capez). de 1990) Violência Doméstica (Incluído pela Lei nº 10. por tratar-se em tese de crime comum. como estabelecido no art. cônjuge ou companheiro. Sujeitos do crime: a) Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa. Pode ocorre por meios físicos (emprego de faca.886. se as circunstâncias são as indicadas no § 9o deste artigo.

a lesão leve é considerada infração de menor potencial ofensivo. 5. em face do disposto no artigo 88 da referida lei. pode ser por forma omissiva (desferir socos ou pontapés contra a vítima) ou por omissão (o enfermeiro que deixar de prestar a assistência alimentar ao doente apresentando este deficiência nas funções orgânicas). caput do CP): O crime de Lesão Corporal Leve vem contemplada no caput do art. 129. ácido corrosivo etc. 7. comportando a modalidade dolosa.br . esse animus laedendi. aí. enquanto na primeira o resultado objetivado é alcançado. www. desaparecidas as lesões de modo a impossibilitar a produção do exame medico legal. Pela pena cominada in abstrato – detenção de 03 meses a um ano. Elemento subjetivo do tipo: Sob esse aspecto. como tal. A regra é que lesão apresente o elemento subjetivo dolo consistente na vontade livre e consciente de ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem. sim. Lesão corporal de natureza leve (art.) ou morais (utilização de conduta prática de sevícia.com. consumando-se o crime. a prova da ocorrência/existência da lesão e sua qualidade ou grau dá-se por meio do exame medico legal. Há assim necessidade de determinação do animus nocendi ou animus laedendi. a ação penal é pública condicionada à representação. caracterizar-se-á a tentativa. pois. §1º do CP): I . Ademais. Lesão corporal de natureza grave (art.Incapacidade para as ocupações habituais. admite-se transação penal e seu processo e julgamento seguem o rito sumaríssimo.099/95. também. Consumação e tentativa: A lesão corporal é crime material e. 129 e somente pode ser definida no caso concreto. 8. Nesse. essa existência pode ser demonstrada mediante a prova testemunhal. 6. a consumação dá-se com o efetivo dano á saúde ou integridade corporal da vítima. em decorrência de exclusão.chicote. a lesão corporal assemelha-se ao homicídio. se iniciada ou mesmo terminada a conduta (execução) do sujeito. o resultado não venha a se produzir. por mais de trinta dias. 129. Se a lesão não apresentar qualquer das características ou dos resultados definidos nos §§ 1º (grave) e 2º (gravíssima). A forma tentada é perfeitamente possível. quando esta é produzida por uma das três formas da culpa.gustavobrigido. e isso se verifique por circunstância alheia à vontade do agente. Inúmeras outras podem ser as hipóteses de modalidade de prática. Esse elemento subjetivo. ela será considerada leve. Entretanto. essa intenção de lesionar é que diferencia o crime de lesão corporal consumado e a tentativa de homicídio na forma cruenta. na forma direta ou eventual e a modalidade culposa. sujeitando-se à normatização procedimental da lei 9. acarretando lesão ao estado moral). As ouras espécies de lesões corporais dolosas são crimes de ação penal pública incondicionada. sendo que nesta ultima o agente apresenta o animus necandi (vontade de matar) e por circunstância alheia a sua vontade o resultado não se produziu.

Não basta um simples prognóstico. portanto. A possibilidade de recuperação do membro. mas nada impede seja ela imoral. III . nos termos do art. enquanto a perda de ambos configura lesão gravíssima pela perda ou inutilização. locomotora. é obrigatório. a lesão corporal será gravíssima. no entanto. Se desconhecida. gosto. D) Órgão – É a parte do corpo humano quem tem determinada capacidade funcional. Na hipótese de órgãos duplos (p. §2º. Por outro lado.: o indivíduo. no 2º. e não apenas seu trabalho. É necessário. que a incapacidade dure mais de trinta dias e essa incapacidade deve ser demonstrada por laudo pericial decorrente de perícia levada a efeito já no trigésimo primeiro dia após a ocorrência da lesão. Há de haver diagnóstico. perpetuidade.: rins e olhos). Lesão leve. II . Para a corrente doutrinária majoritária. e momentos depois morre. (inferiores) pernas. 168 e §§ do CPP. não responde pela qualificadora. sentido ou função. isto é duradoura e de recuperação incerta. Não se exige. nos termos do artigo 129. reprodutora. Ex. concreto. Deve ser efetivo. em razão das lesões sofridas pela mãe. prazo penal. olfato. contudo. sensitiva. É necessário que o agente tenha conhecimento do estado de gravidez da vítima.ex. Debilidade é a diminuição ou o enfraquecimento da capacidade funcional. Antes do 31º dia não fica comprovada a incapacidade. Não basta o mero prognóstico médico. física ou mental. IV . Perigo de vida é a possibilidade grave.com. Se ocorrer o aborto (interrupção da gravidez com a morte do feto). sentido ou função por meio cirúrgico ou ortopédico não acarreta a exclusão da qualificadora. em razão das lesões sofridas. B) Sentidos: Funções perceptivas do mundo exterior (visão. inciso III do CP. tato). porém. o agente responderá por www.br . §2º. a perda de um deles caracteriza lesão grave pela debilidade permanente.). secretora. pois a vítima não é obrigada a submeter-se a tais procedimentos. audição. concreta e imediata de a vítima morrer em consequência das lesões sofridas. etc. O exame complementar. 129. A ausência do exame poderá ser suprido por prova testemunhal após o 30º dia. digestiva. nos termos do art. quer ou consente.aceleração de parto Ocorre quando. Ex. o feto nasce antes do período normal estipulado pela medicina. Não confundir a “lesão com perigo de vida”. A) Membros: Apêndice do corpo (superiores) braço.debilidade permanente de membro. A criança nasce viva e continua a viver. essa ocupação não pode ser ilícita. com “tentativa de homicídio”. C) Função – É a atividade desempenhada por vários órgãos (respiratória.A expressão ocupação habitual compreende qualquer atividade. No 1º caso o agente não quer o resultado morte.gustavobrigido. sofre traumatismo craniano e precisa se submeter a uma cirurgia de emergência. circulatória.perigo de vida. impulsionada por Nelson Hungria. rins. O médico deverá emitir diagnóstico fundamentado. do cotidiano da vítima. Há de ser permanente. que nasce com vida. inciso V do CP A maior polêmica reside se a vítima der à luz a uma criança.

entende que seria o caso de lesão grave com aceleração de parto. e aborto. Para a ministra. 129. Incurável é a moléstia que. O membro ou órgão continua ligado ao corpo da vítima. deformidade permanente. pois ainda não há cura para a enfermidade. relatado pela ministra Laurita Vaz. Assim. sentido ou função. Inutilização: É a falta de aptidão do órgão para desempenhar a sua função específica. delito previsto no artigo 129. Função (exemplo: a extirpação do pênis que extingue a função reprodutora). §2º do CP): Essa denominação é fruto da doutrina. do Código Penal. É qualquer estado mórbido de evolução lenta. não oferece grandes probabilidades de cura. 9. não sendo cabível a desclassificação da conduta para as sanções mais brandas no Capítulo III do mesmo código. deve ser uma incapacidade para a atividade profissional remunerada. que não pode ser eficazmente combatida com os recursos da medicina à época do crime. pois a lei denomina o §1º e o §2º de lesão corporal de natureza grave. o soropositivo assume o risco de contaminar a pessoa com quem se relaciona. O entendimento é da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. Ao praticar sexo sem segurança. a pessoa contaminada pelo HIV necessita de acompanhamento médico e de remédios que aumentem sua expectativa de vida. mas incapacitado para desempenhar as atividades que lhe são inerentes. A lei agora não fala “ocupações habituais”. configura lesão corporal grave. Mirabete. Segundo ela. Da mesma forma.perda ou inutilização do membro. I . causador da Aids. ao julgar pedido de Habeas Corpus. A primeira corrente é majoritária.gustavobrigido. III .enfermidade incurável. nos termos atuais da medicina. as lesões corporais gravíssimas são caracterizadas por cinco situações distintas assim elencadas: incapacidade permanente para o trabalho.br . E prevalece o entendimento de que deve tratar-se de incapacidade genérica para o trabalho. a destruição ou privação de membro (exemplo: arrancar uma perna). isto é a vítima fica impossibilitada de exercer qualquer tipo de atividade laborativa. Deve ser provada por exame pericial. www. sem sentido contrário. sentido ou função.com. Lesão corporal de natureza gravíssima (art. Sentido (Exemplo: destruição dos tímpanos com a eliminação da audição). que entendeu que a transmissão consciente do vírus HIV. enfermidade incurável. que tratam da periclitação da vida e da saúde. Enfermidade incurável é alteração prejudicial da saúde por processo patológico. Perda é a ablação. parágrafo 2º. A vítima não está obrigada a se submeter à intervenção cirúrgica ou tratamento perigoso. que resta prejudicada em seu aspecto financeiro em razão da conduta criminosa.Incapacidade permanente para o trabalho. A expressão “incapacidade permanente” compreende toda e qualquer atividade remunerada exercida pela vítima. perda ou inutilização de membro. a Aids é perfeitamente enquadrada como enfermidade incurável na previsão do artigo 129 do Código Penal. físico ou psíquico.lesão corporal gravíssima com resultado aborto. nos termos do §2. II . mesmo permanecendo assintomática. Portanto. exige-se o prognóstico que a vítima não vai se restabelecer para qualquer tipo de trabalho.

Deformidade permanente consiste no dano duradouro de alguma parte do corpo da vítima.: LESÃO CORPORAL – PERDA DE DENTE: Não configura deformidade permanente para efeito de causa especial de aumento de pena. Assim sendo. A deformidade. a hipótese é de debilidade permanente. Obs. se tinha dolo quanto ao aborto ou apenas tentativa de lesões leves. 129. 125. Não há que se falar em lesão corporal gravíssima. porque pode ser corrigida por prótese. o caso constitui perda de membro. visível. tentado. § 2º. cicatrizes. A deformidade permanente. para fim de qualificação da lesão corporal. aquela impossível de correção. Não se pode falar em tentativa de lesão corporal que resulta aborto. (Exemplo: surdez em um dos ouvidos). entretanto. o sujeito deve responder por dois crimes: lesão corporal leve (ou grave ou gravíssima.br . inc. Que cause um dano estético de certa monta.. 125 do CP). é. É o dano estético de certa monta que apresentas as seguintes características: Permanente.. Irreparável. necessariamente. www. pela perda de um dente. Caracteriza. mas apenas lesionar..com.. V – aborto Prevalece o entendimento de que a interrupção da gravidez.). vem a perder todo o braço. IV . crime de lesão corporal gravíssima. Que seja capaz de causar impressão vexatória. que no caso é todo o braço. com a conseqüente morte do feto. se presente alguma outra qualificadora). que não pode ser retificado por si próprio ao longo do tempo. se situar no rosto da vítima. etc. 129.: A deformidade permanente não precisa. A deformidade permanente deve ser entendida como aquela impossível de correção e que causa prejuízo estético visível. Neste caso o agente responde pelo art. Perde a mão: Cuida-se de inutilização de membro.. Se. Obs. deverá ser irreparável. portanto.gustavobrigido. Só se caracteriza a lesão gravíssima se atingir os dois órgãos. Se. como se disse. vindo a perder um dedo da mão. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: (. a afetação de apenas um deles tipifica lesão corporal grave pela debilidade de sentido ou função. etc. não deixando qualquer seqüela. Desfigurar uma pessoa de forma duradoura e grave. se não tinha dolo de causar aborto. Na hipótese de órgãos duplos (rins. 70 do CP) com o crime de aborto sem o consentimento da gestante (art. A vítima não se obriga a efetuar cirurgias. deve ter sido provocada culposamente. Permanente.deformidade permanente.Paralisia de um braço: Trata-se de inutilização do membro. amputações. uma vez que se trata de crime preterdoloso. Deformar é alterar a forma de algo. e a morte do feto for proposital. Se o agente desconhecia a gravidez nem tinha razão para supô-la. A fratura de um dente não pode ser considerada no atual estádio da odontologia deformidade permanente. não se confunde com perpetuidade. não se lhe poderá atribuir o resultado “aborto”. Obs. como se infere do enunciado.) IV .deformidade permanente). penalmente.: CRIME DE VITRIOLAGEM: Crime de vitriolagem é aquele perpetrado mediante arremesso de ácido sulfúrico contra a vítima.) § 2° Se resulta: (. pela deformidade permanente (art. contudo. do CP: Art. IV. olhos. Não precisa ser perpétua. quando não restar configurado que a deformidade causada é permanente e que a função mastigatória da vítima ficou comprometida. em concurso formal impróprio (art. com o objetivo de lhe causar lesões corporais deformantes da pele e dos tecidos subjacentes.

Dessa forma.br . 129. Homicídio culposo. um fato penalmente indiferente. responderá pelo delito de aborto. 129. 12. § 3º do CP. Se culposa. qualificado ou não. 11. Trata-se de delito preterintencional ou preterdoloso. ficam mantidas as mesmas observações formuladas em relação ao privilégio no crime de homicídio doloso. No segundo. de quatro a doze anos. No mais. §4º do CP): Diminuição de pena § 4° Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção. bate com a cabeça em uma pedra e morre. Lesão corporal seguida de morte? Não. composto por dolo no crime antecedente (lesão corporal) e culpa no resultado conseqüente (morte).O indivíduo que age com dolo eventual ou direto quanto ao aborto. Nesse sentido. ou se a morte resulta de vias de fato. só responde pela lesão gravíssima. Substituição da pena: www. o antecedente é um fato doloso. lesionar a vítima (corporal. culposamente. Exemplo 02: Indivíduo. em regra. Homicídio culposo. 121. no crime de lesão corporal culposa. não art. não pode o agente ter querido ou assumido o risco do resultado. quando o dolo do agente for lesionar e o aborto resulta de culpa. Exemplo 01: Indivíduo com dolo de praticar vias de fato empurra outro que cai. nem assumiu o risco de produzí-lo: Pena . Não há tentativa de lesão corporal seguida de morte. § 3º.reclusão. Não é cabível.: Diferença entre lesão corporal seguida de morte e homicídio culposo: a) b) c) d) e) f) No primeiro caso. Lesão corporal seguida de morte (art. gravíssima ou seguida de morte. e não por “lesão corporal qualificada pelo aborto”. Só haverá lesões corporais seguida de morte quando houver lesão dolosa. §3º do CP): § 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quís o resultado. Essa causa de diminuição de pena incide unicamente no tocante às lesões dolosas. logo em seguida a injusta provocação da vítima.gustavobrigido. Cuida-se. 10. Obs. grave. qualquer que seja sua modalidade: leve. atropela outro com seu carro. aqui.com. o crime é de homicídio culposo – art. o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. saúde) com interrupção de gravidez e conseqüentemente morte do produto da concepção. Dias depois a vítima morre em razão das lesões sofridas. 129. portanto. em síntese. de delito preterintencional ou preterdoloso. Se o agente deseja a morte o que há é tentativa de homicídio. Lesões corporais seguida de morte? Não. Causa de diminuição de pena (art.

Violência doméstica (art. Em verdade. 121 deste Código. II .611.com. não sendo graves as lesões. 121. (Redação dada pela Lei nº 12. diferentemente do que acontece nas lesões corporais dolosas. As graves e gravíssimas foram expressamente excluídas.br . 129.se as lesões são recíprocas. que será sopesada pelo juiz na dosimetria da pena-base.Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art. de 1990) São válidas as mesmas considerações delineadas quando do estudo do homicídio culposo e da possibilidade de perdão judicial.(Redação dada pela Lei nº 8. e a lesão corporal culposa também se exclui pela própria essência do instituto. de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de obter permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor).720. § 8º . 13. Lesão corporal culposa: Lesão corporal culposa § 6° Se a lesão é culposa: (Vide Lei nº 4. de dois meses a um ano. de 2012). A lesão corporal culposa nada mais é do que a lesão corporal cometida contra alguém em decorrência de um comportamento imprudente. que tem penas mais elevadas (detenção. imperito ou negligente. com pena de detenção de 2 meses a 1 ano. Nesse sentido. o crime será o do artigo 303 da Lei 9. Aumento de pena § 7o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§ 4o e 6o do art.detenção. §9º do CP): www. de duzentos mil réis a dois contos de réis: I . 14. a gravidade da lesão será considerada como circunstância judicial desfavorável. não há distinção de tratamento penal com base na gravidade dos ferimentos.Substituição da pena § 5° O juiz.: LESÃO CORPORAL E O CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO: Se a lesão corporal culposa for cometida na direção de veículo automotor. de 1965) Pena .gustavobrigido. Esse dispositivo que permite a substituição da pena somente é aplicável à lesão corporal leve.503/97 – Código de Trânsito Brasileiro. ainda que a vítima tenha restado incapacitada para as ocupações habituais por mais de 30 dias. Aqui.se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior. Lembrando que a sentença que concede o perdão judicial tem natureza de jurídica de extinção da punibilidade. em qualquer caso a lesão corporal será culposa. ou então tenha resultado aborto.069. pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa. Obs.

mas a todas as pessoas. 41 da lei 11. de 3 (três) meses a 3 (três) anos.br . CAPÍTULO 3 – DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE www. figurando como sujeito passivo do delito de lesões corporais. imposto pelo §10. (Redação dada pela Lei nº 11. de 7 de agosto de 2006. o acréscimo de pena introduzido no parágrafo 9º do artigo 129 do Código Penal pode perfeitamente ser aplicado em casos nos quais a vítima de agressão seja homem. os ministros consideraram que. mas a pena definida no §9º somente deve ser aplicada se a lesão corporal for de natureza leve. que se a lesão corporal for grave. na oportunidade.gustavobrigido. os demais institutos peculiares da Lei Maria da Penha são aplicáveis apenas a casos de violência contra as mulheres. 17 da Lei nº 11.099/95. Anote-se. que o § 9º do art.340/06 (Lei Maria da Penha). deve ser lembrado que a hipótese de violência doméstica prevista no § 9º do art.340. ou com quem conviva ou tenha convivido. prevalecendo-se o agente das relações domésticas.886. haja vista que o art. Ainda que não destacado pelo legislador. (Incluído pela Lei nº 11. de coabitação ou de hospitalidade: (Redação dada pela Lei nº 11. embora considere correto o enquadramento do réu no artigo 129. Na hipótese do § 9o deste artigo. se o sujeito for mulher. quando a mulher for vítima de violência doméstica ou familiar. sendo possível a aplicação das penas substitutivas previstas no art. O entendimento foi aplicado pelos ministros da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. Finalmente. ainda configura como lesão corporal leve. nos termos preconizados pelo art.: A PENA MAIS GRAVE EM RAZÃO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA SE APLICA TANTO PARA VÍTIMAS MULHERES COMO PARA VÍTIMAS HOMENS: .com. sejam do sexo masculino ou feminino.340/06 —. No entanto. 44 do código penal. descendente. cônjuge ou companheiro. do Código Penal — dispositivo alterado pela Lei 11. entretanto. de 2006) Foi inserido no Código Penal pela lei 10. ao julgar Habeas Corpus de um filho acusado de ferir o pai ao empurrá-lo. Obs. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste artigo. incidirá sobre as penas respectivas o aumento de pena de 1/3. o relator destacou que. ou. se as circunstâncias são as indicadas no § 9o deste artigo. 129 do código penal deverá ser aplicado não somente aos casos em que mulher for vítima de violência doméstica ou familiar.886/04 e posteriormente alterado pela lei 11. tal fato importará em tratamento mais severo ao autor da infração penal. Em decisão unânime.detenção. gravíssima ou seguida de morte. bem como no pagamento isolado de multa. No entanto. de 2004) § 11. proíbe a aplicação da lei 9.340 de 7 de agosto de 2006.340. (Incluído pela Lei nº 10. ainda. embora qualificada. Entretanto. Merece ser esclarecido. que se amoldarem às situações narradas pelo tipo. irmão. 129 do código penal. arremata o citado autor.340. aumenta-se a pena em 1/3 (um terço). de 2006) § 10. a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. de 2006) Pena .Violência doméstica (Incluído pela Lei nº 10. tal substituição não poderá importar na aplicação de cesta básica ou outras de prestação pecuniária.340. parágrafo 9º. embora a Lei Maria da Penha tenha sido editada com o objetivo de coibir com mais rigor a violência contra a mulher no âmbito doméstico.886. de 2004) § 9º Se a lesão for praticada contra ascendente.

omissão de socorro. 130 . mas não condiciona o momento consumativo do crime. 250 a 285 do CP.com. ou seja.detenção. Considerações iniciais: Neste capitulo o código trata de crimes de perigo: perigo de contagio de moléstia venérea. g) De perigo futuro ou imediato: aquele que pode advir da conduta. pode até ser uma condição de maior punibilidade. 130 a 136. 132. d) De perigo comum ou coletivo: aquele que diz respeito a um indeterminado número de pessoas.Se é intenção do agente transmitir a moléstia: Pena . realmente. previsto no art. Nessa modalidade delituosa o elemento subjetivo do agente está direcionado simplesmente à produção do perigo. de um a quatro anos. de três meses a um ano. Classificação dos crimes de perigo: a) De perigo concreto: aquele em que o perigo deve ser demonstrado caso a caso. É afeto à incolumidade pública como no caso dos arts.Expor alguém. no art. 133 do CP) f) De perigo iminente: aquele que está prestes a acontecer. A caracterização somente virá pela efetiva comprovação de que a conduta do agente trouxe.1. ART. como no crime de abandono de incapaz (art. definido no art. não admitindo prova em contrário. ou multa. já autoriza sejam os agentes punidos. definido no art. a probabilidade de dano ao objeto jurídico protegido. praticada a conduta. Como preleciona Fernando Capez. 130. e) De perigo atual: é a possibilidade presente de ocorrência de dano. no art. 2. a contágio de moléstia venérea. como nos caso de bando ou quadrilha em que não há necessidade de qualquer outro comportamento. 135 e os maus-tratos. de que sabe ou deve saber que está contaminado: Pena . o dano efetivo. efetiva-se a ocorrência do perigo. do CP. c) De perigo individual: aquele que atinge determinada pessoa ou então um número determinado de pessoas. perigo de contágio de moléstia grave. abandono de incapaz. exposição ou abandono de recém-nascido. 133. § 1º .PERIGO DE CONTÁGIO VENÉREO Art. o simples associar nessa qualidade. www. o evento aqui (como nos crimes de perigo em geral) é a simples exposição do bem a perigo de dano. b) De perigo abstrato: nesse caso o perigo é presumido.br . e multa. 131.reclusão. contemplado no art. como a hipótese do porte de arma de fogo. Este. definido no art. 134.gustavobrigido. ou seja. á pratica de uma conduta que leva o bem a submeter-se ao perigo de dano. 130 . 136. perigo para a vida ou a saúde de outrem. São as hipóteses dos arts. a quadrilha ou bando etc. por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso.

como um beijo sensual. Obs. 130 é caso de norma penal em branco.: o crime do art. pela prática sexual. Ato libidinoso é qualquer prática ligada a satisfação do desejo sexual. se o agente utiliza o preservativo durante a relação sexual. subsiste o delito. b) Sujeito passivo: qualquer pessoa.: Se a vítima não for suscetível à contaminação. 130 do CP.: sífilis e a gonorréia). é mais ampla do que a conjunção carnal. 2. embora admita participação. pois o sujeito ativo precisa está infectado pela moléstia venérea. 3. Elemento subjetivo: www. Essa expressão.: Se o agente não estiver contaminado.ex. ou seja.gustavobrigido.: o uso de preservativo ou de qualquer outro meio apto a impedir a transmissão da moléstia venérea exclui o crime. pois a vítima não é exposta a situação de perigo.§ 2º . As hipóteses de doenças veneras são definidas pelo Ministério da Saúde – Decreto-lei 16. se não souber que está contaminado ou não poderia pelas circunstâncias sabê-lo. Obs. Sujeitos do crime: a) Sujeito ativo: trata-se de crime próprio.300/23 (p. estará caracterizado o crime impossível pela impropriedade absoluta do objeto material em sintonia com o art. É também crime de mão própria. Considerações iniciais: O crime de perigo de contagem venéreo está tipificado no art. que nesse crime significa colocar alguém ao alcance de determinada situação de perigo (contaminação) mediante a prática de relações sexuais ou qualquer outro ato libidinoso capaz de contagiá-lo com moléstia venérea. mas expõe a vítima a ato libidinoso diverso e capaz de contaminá-lo. que também engloba o sexo oral e anal. tais como toques em parte íntimas. qualquer ser humano é alvo da tutela penal. É incompatível com coautoria. 17 do Código Penal. ou. O tipo penal fala apenas em alguém. devendo estas serem identificadas em outra norma. 4. Perigo de contágio de moléstia grave 1.br . expondo-a a perigo de contágio de moléstia venérea. Relação sexual é o coito entre duas pessoas. Moléstia venérea é toda doença que se contrai pelo contato sexual. pois o preceito primário não traz em seu bojo a definição de quais sejam as moléstias venéreas. faltaria ao crime esse elemento que vai refletir no elemento subjetivo por ocasião da prática da conduta.Somente se procede mediante representação. será hipótese de crime impossível. Obs.com. de sexos diferentes ou não. seja pelo fato de já possuir a doença venérea. pois sua autoria não pode ser delegada a qualquer outra pessoa. Entretanto. Obs. punindo a conduta daquele que pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com a vítima. Elemento objetivo do crime: O núcleo do tipo é “expor”. beijos calorosos. seja pelo fato de ser imune.

independentemente da contaminação da vítima. 7. CP. havendo dolo de perigo de contágio venéreo. resultando lesões graves ou gravíssimas. o sujeito será imputado unicamente pelo crime do art. isto é. Consumação: Na forma prevista no caput. uma vez que o sujeito tem a intenção de transmitir a moléstia que está contaminado. 129. Mas. se a vítima for contaminada pela moléstia venérea. responderá pelo crime definido pelo art. c) se resultar lesão corpora seguida de morte. CP. b) se resultar lesão corporal grave ou gravíssima. E. ainda que ocorra o contágio.: Contudo. O que implica em afirmar ser ela de competência exclusiva do Ministério Público na propositura. §1 ou 2º (dependendo do caso concreto) do CP. nos termos do artigo 130. doença fatal e incurável. Ação penal: É crime de ação penal pública condicionada à representação. Obs. 129 do CP. deliberadamente. § 1º ou 2º. Na figura qualificada (§1º) o legislador previu um crime de perigo como dolo de não. mantém relações sexuais sem www. contudo. Para alguns autores seria o caso de homicídio tentado se a vítima não viesse morrer e em caso de morte.: a luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. aplica-se o art. o crime se consuma com a prática da relação sexual ou do ato libidinoso.com. §2º do Código Penal. (lesão corporal seguida de morte) 5. o sujeito responderá apenas pelo crime de perigo. bem como se houver a morte decorrente da lesão o agente responderá pelo art. eis que do contrário o agente seria punido com pena inferior a que lhe seria cominada pelo art. 129. 129.gustavobrigido. Obs. na figura qualificada definida pelo §1º o crime também se consuma com a prática da relação sexual ou do ato libidinoso. 130. assim como havendo culpa. Observações gerais: a) A AIDS (Síndrome de imunodeficiência adquirida). §3º do CP. aplica-se o art. o agente responderá pelo artigo 129. CP. conseguiu fazê-lo e daí resultou culposamente a morte da vítima. não é moléstia venérea. mas depender para que seja proposta que a parte ofendida proceda a representação.: Havendo dolo de perigo de contágio venéreo e resultando lesões leves. Obs. tendo ciência da doença e. não comete homicídio o sujeito que. 6. quando o agente tem consciência da letalidade da moléstia. quatro situações distintas podem ocorrer.br . § 3º. uma vez que pode ser transmitida por formas diversas da relação sexual e dos atos libidinosos. homicídio consumado. As opiniões se dividem com relação à contaminação do sujeito passivo. uma vez que o agente tinha a intenção de transmitir a moléstia venérea. De igual modo.Na modalidade simples (caput) é o dolo de perigo (direto ou eventual). por ser sua pena superior em abstrato à reprimenda prevista no art. a vontade de praticar a relação sexual ou qualquer outro ato libidinoso capaz de transmitir a moléstia venérea. oculta-se de seu parceiro. 129. CP. 130. dependendo das conseqüências da conduta criminosa: a) se resultar lesão corporal leve.

Contudo. 2. inclusive a portadora de moléstia grave. O núcleo do tipo é “praticar”. pois admite-se qualquer meio de execução capaz de transmitir a moléstia grave.br . 131 . Exclui-se. a vontade livre e consciente de praticar o ato capaz de transmitir a moléstia grave. portanto. Perigo para a vida ou saúde de outrem 1. pois a eventual transmissão de outra enfermidade grave tem o condão de debilitar mais ainda a saúde da vítima. os crime contra a dignidade sexual terão a pena aumentada de um sexto até a metade. de um a quatro anos. se o sujeito pratica o ato supondo equivocadamente estar contaminado. 3. qualquer pessoa.gustavobrigido. não basta praticar o ato capaz de produzir o contágio. 17 do Código Penal). o dolo eventual. Sujeitos do crime: O crime de perigo de contágio de moléstia grave é crime próprio.preservativo.: se o agente. com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado. Elemento objetivo do crime: Trata-se de um crime de perigo. Moléstia grave é qualquer enfermidade que acarreta séria pertubação da saúde. pois exige que o sujeito ativo esteja acometido da referida enfermidade contagiosa. por meio de conduta que não seja sexual. todavia. 131 .com. é dizer. pratica ato com fim de transmitir moléstia venérea. b) Doença sexualmente transmissíveis e crimes contra a dignidade sexual: Nos termos do artigo 234-A. cuja objetividade jurídica é a saúde e a vida do ser humano. portanto. limita-se a afasta o crime doloso contra vida. sem concluir acerca da tipicidade do delito. É irrelevante ser incurável ou não. www.Praticar. Assim.reclusão. por ineficácia absoluta do meio de execução. e multa. inciso IV do Código Penal. Elemento subjetivo: O tipo subjetivo é o dolo. A corte. trata-se de um crime de forma livre. responderá pelo delito de perigo de contágio de moléstia grave. será caracterizado crime impossível (art. Obs. devendo esse dolo estar revestido da finalidade de transmissão da moléstia. ato capaz de produzir o contágio: Pena . mas precisar ser uma enfermidade transmissível. É necessário que o faça com o propósito de transmitir a moléstia grave. Por isso.PERIGO DE CONTÁGIO DE MOLÉSTIA GRAVE Art. será caso de crime impossível pela impropriedade absoluta do objeto material. Quanto ao sujeito passivo. tratando-se de moléstia grave que já acomete a saúde da vitima e restando provado cientificamente a impossibilidade de agravar a situação. se o agente transmite a vítima doença sexualmente transmissível que sabe ou deveria ser portador ART. contagiosa.

A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza. Como se disse. 5. 4. Concurso de crimes: Se em decorrência da contaminação pela moléstia grave é também provocada epidemia. ART. esse crime será absorvido pelo crime de perigo de contágio de moléstia grave. Mas. tem-se a hipótese de lesão corporal seguida de morte. Obs. se o fato não constitui crime mais grave. por se tratar de mero exaurimento. mas o delito é de perigo porque para sua consumação basta a exposição da saúde da vítima a probabilidade de dano. o agente deverá responder por homicídio. E. em razão da pena mínima abstratamente cominada ao delito é cabível a suspensão do processo nos termos da Lei 9. Quanto a tentativa. consuma-se no momento da pratica do ato capaz de produzir o contágio. em concurso formal. b) Se resultar lesão corporal grave ou gravíssima. sem intenção de morte (não se admite o dolo eventual) e porventura desse comportamento advier esse resultado.Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena . formal e como dolo de dano.Obs. Art. de 29. na hipótese de efetiva transmissão da moléstia grave. estará configurado o crime de lesão corporal seguida de morte (CP.br . consumado ou tentado. 129.: Se a pratica do ato estiver informada pela finalidade de obter resultado morte. a ele deve ser imputado o crime de lesão corporal culposa. em decorrência da gravidade da moléstia pela qual foi contaminada. independentemente da efetiva transmissão. é possível quando a conduta do agente for executada em vários atos.: não se admite a figura culposa. 6. Contudo. pois o sujeito quer produzir lesões corporais na vítima. Consumação e tentativa: Por se tratar de crime formal. trata-se de crime de perigo. Considerações finais: A ação penal é pública incondicionada sendo de competência do juízo singular o processamento e julgamento. Se o ato foi praticado apenas para a transmissão.gustavobrigido. §1 ou §2º do CP) c) Se resultar culposamente a morte da vítima. 132 . ao agente deve ser imputado o crime de homicídio doloso. 131 e 267 do Código Penal.099/90. quatro situações pode ocorrer: a) Se resultar lesão corporal leve (art. 132 . o agente responde somente por esse crime (art.777. se culposamente o sujeito transmitir a moléstia grave. 129 do CP).detenção. pois o agente quis ou assumiu o risco de matar o ofendido.com. §3º) e d) Se resultar dolosamente a morte da vítima. 129. (Incluído pela Lei nº 9. Parágrafo único. o sujeito responde pelos crimes dos arts.1998) www.12. será possível a tentativa.PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM. Nessa hipótese. em desacordo com as normas legais. por ausência de previsão legal nesse sentido. art. de três meses a um ano.

Elemento subjetivo: Somente se verifica na modalidade dolosa. imprimindo velocidade excessiva ao seu caminhão. Em decorrência do caráter subsidiário. 132 do CP o agente que. não incide o instituto do concurso formal de crimes. aproxima-se perigosamente do veículo da vítima que seguia a sua frente. 4. obrigando-a a imprimir em seu automóvel velocidade incompatível com as condições de tráfego. pois não basta a prática da conduta ilícita. 250 a 259 do CP) Exemplo: pratica o crime do artigo 132 do CP o motorista que.: disparo de arma de fogo em lugar habitado ou em suas adjacências. A tentativa só será possível na modalidade comissiva. dando causa a que usuários. está reconhecendo que o sujeito ativo somente será imputado desse delito se não houve a produção de resultado mais grave. corressem risco de se precipitarem no vazio do profundo poço do elevador. estará caracterizado algum crime de perigo comum (Art. haja vista que tal conduta se enquadra no art. agindo por espírito de emulação. 15 da Lei 10. Causa de aumento de pena: www. O sujeito quer ou assume o risco de expor a vida ou a saúde de outrem a uma situação de perigo concreto. Por exemplo: arremessar uma cadeira na direção de pessoas que se encontravam no interior de um restaurante. P. deve alcançar pessoa ou pessoas certas e determinadas. 132 do Código Penal. em via pública ou em direção a ela.ex.826/03 – Estatuto do Desarmamento. caso o agente busque atingir um numero indeterminado de pessoas. Consumação e tentativa: Consuma-se o crime com a prática do ato e a ocorrência do perigo concreto para a vítima. com uma só conduta. destrava portas de elevador de edifício. desavisados do fato.gustavobrigido. Trata-se de crime de perigo concreto. Estará configurado crime único quando. exigindo-se a comprovação efetiva de que a vítima foi exposta a perigo. Dessa forma. em razão da subsidiariedade expressa prevista no art. podendo ser realizada por meio de qualquer ação ou omissão apta a colocar o sujeito passivo em perigo direto e iminente. pois se trata de figura delituosa eminentemente subsidiária. 5. condiciona sua aplicação apenas “se o fato não constitui crime mais grave”. Elementos objetivos do crime: O núcleo do tipo é expor. o agente expuser várias pessoas ao perigo. 2. Subsidiariedade expressa: Quando o artigo 132. submeter. Obs.br . ao cominar a pena. é necessário ficar provado que em razão do comportamento do agente a vítima teve sua vida ou sua saúde submetida a risco de lesão. direto ou eventual.: responde pelo delito do art. não caracteriza o crime de perigo para a vida ou saúde de outrem. 3. sofrendo risco direto e iminente. O perigo ainda precisar ser direto. ou seja.1. para evitar que o agente lhe abalroasse a traseira.com.

e. (Incluído pela Lei nº 9. Assim. guarda.Abandonar pessoa que está sob seu cuidado.741/03. define em seu artigo 99 uma figura especial de crime de perigo para a vida ou saúde.777.741/2003 .1998) A majorante (causa de aumento de pena) do parágrafo único do art. portanto. incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono: Pena . Abandono de incapaz Art. portanto. de seis meses a três anos. Art. física ou psíquica. 133 . § 1º . de transporte clandestino e perigoso de trabalhadores.Se do abandono resulta lesão corporal de natureza grave: Pena . em razão do princípio da especialidade. e segue o rito sumaríssimo previsto nos artigos 77 e seguintes da Lei nº 9. Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. § 2º . de quatro a doze anos. quando a vítima é pessoa idosa. A Lei nº 10. 132 foi inserida no Código Penal com a finalidade de coibir comportamentos muito comuns. vigilância ou autoridade. do idoso submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis. Admite transação penal.reclusão. uma causa de aumento de pena inerente à segurança viária 6. a faixa etária do ofendido.Estatuto do Idoso. por qualquer motivo.099/95.Se resulta morte.br .reclusão. Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos.Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave. de um a cinco anos. Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1m (um) ano e multa. em face do limite máximo da pena privativa de liberdade cominada pelo legislador. § 2º . ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado. principalmente nas zonas rurais.com.detenção. Trata-se. Considerações finais: Esse crime ingressa no rol das infrações penais de menor potencial ofensivo. de 29. quando obrigatório fazê-lo.Se resulta a morte: Pena . § 1º . A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza.12. 99 – Expor a perigo a integridade e a saúde.Parágrafo único. quando a vítima for pessoa idosa e a conduta encontrar correspondência no art. em desacordo com as normas legais. com o escopo de assegurar efetiva proteção às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.gustavobrigido. Leva em conta. se presentes os requisitos legais. www. 99 da Lei 10. será excluído o artigo 132.

b) pessoa que está sob o cuidado. II . O abandono deve ser físico. tal como na hipótese em que o pai. não pode. de 2003) 1. Consumação: No momento do abandono. 2. cuidado.ex.Aumento de pena § 3º . b) guarda: é a assistência duradoura (p. reassume o dever de assistência. descuidar. em razão de sua peculiar relação com a vítima do delito. desde que resulte perigo concreto. irmão. no sentido de deixar o incapaz sozinho. cônjuge.: instrutor de mergulho em relação aos alunos iniciantes. Basta praticar a conduta capaz de colocar o incapaz em situação de perigo. Não se confunde com o abandono material. que a traz a idéia de desamparar. depois de abandono e da conseqüente exposição ao perigo.com. Elemento subjetivo: É o dolo de perigo.: inexiste crime quando o incapaz é quem abandoa seu protetor.741. Subsiste o crime quando o sujeito ativo. c) vigilância: é a assistência acauteladora (p.se o agente é ascendente ou descendente. Obs.ex.ex. Elementos objetivos do crime: O núcleo do tipo é abandonar.As penas cominadas neste artigo aumentam-se de um terço: I . Sujeitos do crime: Sujeito ativo: a lei especificou aqueles que podem ser responsabilizados criminalmente pelo abandono. Podemos destacar os seguintes elementos constantes no art. III– se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos (Incluído pela Lei nº 10. o filho de pouca idade que foge de casa. sem a devida assistência.: enfermeira que cuida de pessoa idosa e inválida para zelar por si própria). d) autoridade: relação de superioridade (p. Não se exige nenhuma finalidade específica. 244 do Código Penal. c) incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono. como.br .: pais em relação aos filhos menores de 18 anos de idade. 4. 5. amparo. por medo. guarda. tutor ou curador da vítima.se o abandono ocorre em lugar ermo. 3. que se enquadra no crime do art. Sujeito passivo: é o incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono e que estava sob a guarda. lá abandoná-los). vigilância ou autoridade do agente. arrepende-se e volta para buscá-lo. que se evidencia pelas seguintes formas: a) cuidado: é a assistência eventual (p.ex.: capitão da polícia militar que leva seus subordinados para entrarem em uma perigosa favela. vigilância ou autoridade do sujeito ativo. após deixar o filho pequeno sozinho em um local abandonado.gustavobrigido. 133: a) o ato de abandonar. direto ou eventual. Formas qualificadas: www. por exemplo.

com.741/2003 – Estatuto do Idoso. Inciso II: Fundamenta-se o aumento na maior reprovabilidade da conduta praticada quando presentes os laços de parentesco ou de maior proximidade entre o autor e a vítima.Se do abandono resulta lesão corporal de natureza grave: Pena .As penas cominadas neste artigo aumentam-se de um terço: I . 134 . Aumento de pena São crimes qualificados pelo resultado. de seis meses a dois anos. de um a três anos.741. O rol é taxativo. e jamais presumidos.detenção. Causas de aumento de pena: § 3º .Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena .reclusão. § 2º . § 2º . em razão do número cada vez maior de pessoas idosas abandonadas por parentes na fase de suas vidas em que mais necessitam de cuidado e proteção.Se resulta a morte: www. de quatro a doze anos.gustavobrigido. § 1º . de um a cinco anos.reclusão. irmão. na modalidade preterdolosa (dolo no crime de perigo e culpa na lesão corporal ou na morte).se o agente é ascendente ou descendente. Não admite analogia.br . por se tratar de norma prejudicial ao réu.Se resulta a morte: Pena .se o abandono ocorre em lugar ermo. III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos (Incluído pela Lei nº 10. Destarte.detenção.Expor ou abandonar recém-nascido.§ 1º . os quais devem ser provados. não alcança quem vive em união estável. Inciso III: Essa causa de aumento de pena foi inserida no Código Penal pela lei nº 10. II . de 2003) Inciso I: Lugar ermo é o local habitual ou eventualmente solitário. cônjuge. tutor ou curador da vítima. Justifica-se o aumento pela maior dificuldade proporcionada ao incapaz para encontrar socorro. Exposição ou abandono de recém-nascido Art. 6. para ocultar desonra própria: Pena .

equivale a deixar de solicitar o auxílio da autoridade pública para socorrer quem está em perigo. Não pedir. b) Falta de assistência mediata: quando o agente não pode prestar pessoalmente o socorro. 134. Assim.Deixar de prestar assistência. Deixar de prestar assistência significa não socorrer quem se encontra em perigo. deve pedir auxílio da autoridade pública. Não sendo. se puder fazê-lo sem risco pessoal. o crime será o do art. e triplicada. responde pelo art. por sua vez. www. Parágrafo único . se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave. de um a seis meses. Condicionamento de atendimento médico-hospitalar emergencial (Incluído pela Lei nº 12. o sujeito deixar de fazer aquilo que lhe era imposto por lei (prestar socorro). quando há risco pessoal ou quando o agente não detém de conhecimentos suficientes para socorrer o ferido. Trata-se de um crime próprio. o agente. de dois a seis anos.detenção. se resulta a morte. o socorro da autoridade pública: Pena . por exemplo. pois o autor só pode ser pai ou mãe do recém nascido. Para a caracterização do crime. para caracterização do referido crime. 1. é necessário que a exposição ou o abandono seja pela especial finalidade de ocultar desonra própria. Considerações: Esse delito representa a mesma conduta do crime de abandono de incapaz só que cometido por motivo de honra. 135 do Código Penal. em face do risco pessoal. salvo se contar com a participação da filha. o crime de omissão de socorro pode ser cometido de duas maneiras diversas: a) Falta de assistência imediata: o agente pode prestar socorro. e qualquer das formas de omissão caracteriza o crime definido pelo art. pois a omissão é descrita pelo próprio tipo penal. Elementos objetivos do crime: O tipo penal contempla dois núcleos: “deixar” e “não pedir”. ou à pessoa inválida ou ferida. quando possível fazê-lo sem risco pessoal.653.com. e nada faz para ajudá-la. mas deliberadamente não o faz. ou não pedir. 135 . Trata-se de típica hipótese de crime omissivo próprio. A avó que abandona recém nascido para esconder desonra da filha. 133. deve prestar o socorro à vítima. 133 do CP. ou multa. Omissão de socorro Art. nesses casos. de 2012). Nesse sentido.br . Somente e quando não tiver condições de prestar diretamente o socorro. Exemplo: uma pessoa se depara em via pública com outra pessoa. mas também não solicita o auxílio da autoridade pública.A pena é aumentada de metade. atropelada e gravemente ferida. inicialmente.gustavobrigido. Ocorre. e não pelo art.Pena . sem risco pessoal. ao desamparo ou em grave e iminente perigo. Nesse sentido. São dois momentos distintos. à criança abandonada ou extraviada. 1.detenção.

nota promissória ou qualquer garantia. c) Pessoa inválida e ao desamparo: invalidez é a característica inerente a pessoa que não pode. todavia. Exige-se ainda esteja a pessoa ao desamparo. Essa autoridade pública é aquele que possui atribuições e poderes para socorrer uma pessoa em perigo. Se várias pessoas negam a assistência. por conta própria. não sabe retornar por conta própria ao local em que reside ou possa encontrar resguardo e proteção. se o fato não constituir elemento de crime mais grave A Lei 9. todas respondem pelo crime. isto é.653. Mas não basta esteja ferida. deve solicitar auxílio imediato junto à autoridade pública. d) Pessoa ferida e ao desamparo: é aquela que sofreu lesão corporal. não há crime para ninguém. impossibilitada de afastar o perigo por suas próprias forças. art. Somente se não puder fazê-lo. ou seja.: O AGENTE NÃO TEM OPÇÃO!!! A lei impõe o dever de prestar o socorro imediatamente. É imprescindível que também se encontre ao desamparo. deixar de solicitar auxílio da autoridade pública: Penas – detenção. e) Pessoa em grave e iminente perigo: o perigo deve ser sério e fundado. incapacitada para se livrar por si só da situação de perigo. b) criança extraviada: é a pessoa com idade inferior a 12 anos que está perdida.503/97. não podendo fazê-lo diretamente. acidentalmente ou provocada por terceira pessoa.com. ou multa. www.br . São elas: a) criança abandonada: é a pessoa com idade inferior a 12 (doze) anos que foi intencionalmente deixada em algum lugar por quem devia exercer sua vigilância. Sujeitos do crime: Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa (crime comum). no seu artigo 304 prevê novo tipo de omissão de socorro.: Subsiste o crime de omissão de socorro quando a vítima recusa a assistência de terceiro. Se apenas uma pessoa presta o socorro. 2. não necessariamente grave. 304: Deixar o condutor do veículo. 135 do Código Penal podem ser vítimas do crime de omissão de socorro. Omissão de socorro e o Código de Trânsito Brasileiro: CTB. Sujeito passivo: somente as pessoas taxativamente indicadas pelo art. praticar atos do cotidiano de um ser humano. de 2012). por justa causa. apto a causar um mal relevante em curto espaço de tempo. nem que esteja ferida.Obs. Exigir cheque-caução. na ocasião do acidente.gustavobrigido. isto é. de prestar socorro à vítima. Art. ou. Não é necessário seja a vítima inválida. e por esse motivo não pode prover sua própria subsistência. Desaparecerá o delito. 135-A. bem como o preenchimento prévio de formulários administrativos. Mas não basta a invalidez. quando o motorista atropela a vítima sem culpa e em seguida foge para não lhe prestar socorro. quando diversas poderia tê-lo feito sem risco pessoal. Pode advir de problema físico ou mental. quando a resistência da vítima impossibilitar a prestação de socorro. de seis meses a um ano. 3. como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial: (Incluído pela Lei nº 12. Obs.

quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado. são os imprescindíveis à preservação da vida e da saúde de quem está sendo educado. (Incluído pela Lei nº 12. 136 . Considerações iniciais: Objetividade jurídica – como diz Damásio de Jesus. 2. para fim de educação.br . (Incluído pela Lei nº 8. ou multa.Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena . Parágrafo único.detenção. quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis. e por esse motivo apto a www. guarda ou vigilância. § 1º . A omissão está descrita pelo próprio tipo penal. o CP reserva o nome de maus-tratos ao fato de o sujeito expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade.653. é o impróprio para uma determinada pessoa. de dois meses a um ano. de 1990) 1. § 2º .Aumenta-se a pena de um terço. ensino.reclusão. Cuidados indispensáveis.Se resulta a morte: Pena . se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (catorze) anos. e multa. para fim de educação. tratado ou custodiado por alguém. por sua vez. tolher alguém de um bem ou objeto determinado. somente admitindo os modos de execução expressamente previstos em lei: São eles a) Privação de alimentos ou cuidados indispensáveis: Privar significa destituir. de 2012).Pena . de 2012). tratamento ou custódia. nessa hipótese. quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis.653. ensino. (Incluído pela Lei nº 12. de um a quatro anos. é omissivo próprio ou puro. tratamento ou custódia. a exemplo dos anteriores estudados é a incolumidade pessoal. de quatro a doze anos. por seu turno. A pena é aumentada até o dobro se da negativa de atendimento resulta lesão corporal de natureza grave. fornecimento de roupas adequadas para cada estação do ano etc. A objetividade. quer abusando de meios de correção ou disciplina: Pena . tais como tratamento médico e odontológico. Exemplo: mãe que injustificadamente não serve jantar ao filho de pouca idade.Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade. e até o triplo se resulta a morte. b) Sujeição a trabalho excessivo ou inadequado: Trabalho excessivo é o capaz de prejudicar a vida ou a saúde de alguém. O crime.reclusão. Maus-tratos Art. quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado. Trabalho inadequado. § 3º .com. Guarda ou vigilância. retirar. quer abusando dos meios de correção ou disciplina.detenção. em razão de produzir anormal cansaço como decorrência do seu elevado volume.069. de 3 (três) meses a 1 (um) ano.gustavobrigido. Elementos objetivos: O núcleo do tipo penal é expor a perigo a vida ou a saúde da pessoa.

guarda ou vigilância do sujeito ativo. não podendo ser qualquer pessoa que pode figurar nos polos do delito. Disciplina é o expediente utilizado para preservar a normalidade. 6. Sujeitos do crime: A sujeição ativa e passiva exige uma especial vinculação entre o autor e a vítima. física ou psíquica. tratamento ou custódia. Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade. § 1o Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos. ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado: Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1 (um) ano e multa. Maus-tratos contra idoso e contra criança e adolescente: Pelo princípio da especialidade.gustavobrigido. Expor a perigo a integridade e a saúde. admite-se a tentativa. ESTATUTO DO IDOSO: Art. e. 5. 3. quando obrigado a fazê-lo. incide o crime tipificado pelo artigo 99 da Lei 10. tanto ativa quanto passivamente 4. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE: Art.com. Exemplo: é inadequado obrigar a um idoso a trabalhar em local descoberto no período noturno e durante o inverno. em consequência das condutas descritas no tipo. ensino. § 2o Se resulta a morte: Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento: Pena . É preciso que a vítima esteja sob autoridade.069/90 – Estatuto da Criança e Adolescente.detenção de seis meses a dois anos. Consumação e tentativa: Ocorrerá a consumação quando ocorrer efetiva exposição do sujeito passivo ao perigo de dano. previsto no artigo 12 do Código Penal. e a vítima for idosa. Se o delito for cometido na forma comissiva. c) Abuso dos meios de correção ou disciplina: Correção é o meio destinado a tornar certo o que está errado. se a vítima for criança e adolescente.br . 232. isto é. para fim de educação. submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis. 99.proporcionar perigo de vida ou à saúde de quem o realiza. Trata-se de crime próprio. manter certo aquilo que já está certo. o crime será o do artigo 232 da Lei 8.741/03 – Estatuto do Idoso. do idoso. Forma qualificada: www.

em razão da pena mínima abstratamente cominada.Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza grave.detenção. 7. enquanto para este é suficiente a exposição a perigo da vida ou da saúde da pessoa. é submetido. Se o fato é praticado por alguém para fim de educação. sem estabelecer quantas são. 1º. realizado o fato apenas para submeter à vítima a intenso sofrimento físico ou mental. Portanto. inc. é de reclusão. é porque devem ser no mínimo três. Ação Penal: O crime é de ação penal pública incondicionada. poder ou autoridade do agente. cabendo o instituto da suspensão do processo na hipótese primeira qualificada. 2.Participar de rixa.ex.Nas modalidades qualificadas. ou seja. Elementos objetivos: www. acompanhada de vias de fato ou violências recíprocas.com. Ademais. que se encontra sob a guarda. Obs. de seis meses a dois anos.: quando o Código Penal exige uma pluralidade de pessoas. tratamento ou custódia. equiparado a hediondo. Considerações iniciais: Rixa é uma luta tumultuosa e confusa que travam entre si três ou mais pessoas. de quinze dias a dois meses. ele o faz expressamente. o delito é de tortura. ou multa. como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo (Lei nº 9.br . e o de tortura. ocorrendo lesão corporal de natureza grave em que a pena é de um a quatro anos ou morte em que a pena é de quatro a doze anos. a intenso sofrimento físico ou mental.455/97. A pena. Parágrafo único . 155. nesse caso. Sem essa finalidade. quando alguém . aplica-se. IV) ou então quatro pessoas (p. Importante salientar que as duas formas são estritamente preterdolosas. é de perigo (dolo de perigo). 1. quando o Código Penal exige duas pessoas (p. o delito de maus-tratos. 288). CAPÍTULO 4 – DA RIXA Rixa Art. O julgamento será no juízo comum. ensino. o crime é de maus-tratos. 137 . é necessário a existência de ao menos 3 pessoas participando ativamente da rixa. de dois a oito anos. Para a caracterização do crime de rixa.ex. a pena de detenção. a diferenciação se baseia no elemento subjetivo. com emprego de violência ou grave ameaça. de dano (dolo de dano). Tortura e Maus-tratos: Caracteriza-se o crime de tortura. A distinção entre os crimes de tortura e de maus-tratos deve ser feita no caso concreto: aquela depende de intenso sofrimento físico ou mental.: art. inciso III). Com efeito. art.gustavobrigido. pelo fato da participação na rixa. salvo para separar os contendores: Pena .: art. 8. mas com imoderação. §4.

e concurso material. pelo fato da participação na rixa. pouco importando se os demais são menores de idade.gustavobrigido. atos de violência material (ex. não há rixa. tratando-se de lesão corporal grave ou gravíssima. Rixa qualificada (art. Nesse sentido. em face da participação no tumulto. irresponsáveis. pois o delito reclama ao menos três indivíduos. parágrafo único do CP): Parágrafo único . Como nessas situações não se pode precisar qual golpe foi efetuado por um determinado agressor contra o outro. É o chamado partícipe do crime de rixa. por mais ríspidas que possa ser. outro vendo.: chutes. ainda. o agride em defesa de sua vida. Contudo. todos devem ser punidos pela rixa. Menores de 18 anos.br . entende ser possível a legítima defesa: Imaginemos três indivíduos lutando entre si.O núcleo do tipo é participar. 4. nem mesmo que os rixosos lutem fisicamente (exemplo: lançar pedra um contra os outros). 137. basta uma única pessoa imputável para caracterizar o crime. que somente se defende.). Damásio. Interessante observar que a rixa será qualificada. www. não é necessário que qualquer dos rixosos sofra lesões corporais. loucos ou desconhecidos. se resultar lesão corporal leve em algum dos envolvidos e seu autor foi identificado. Somente em relação a terceiros se reconhece a excludente. crime de condutas contrapostas. agressivamente. etc. contudo. é um dos últimos resquícios da responsabilidade penal objetiva. Se dois ou mais indivíduos ataca um terceiro.com. Rixa qualificada é um crime preterdoloso. Participa da rixa quem nela pratica. tomar parte nas agressões. pois exige a presença de no mínimo três pessoas lesionando-se entre sim. também chamada de rixa complexa. pois os rixosos atuam uns contra os outros. Entretanto. o crime será de rixa qualificada. A rixa qualificada. É legítima defesa. Concordo com Damásio. Obs. de repente um deles saca de um punhal. isto é. 3. pauladas etc. Mas. Segundo Damásio este não responde homicídio. a pena de detenção. de seis meses a dois anos. Sujeitos do crime: Trata-se de crime plurisubsiste. inclusive para o que sofrer as lesões graves ou gravíssimas. Os três ou mais rixosos devem combater entre si. aplica-se. por meio de induzimento ou instigação. rixa não é simples troca de palavras. socos. Por se tratar de crime de perigo. O resultado mais grave pode ocorrer com um dos rixosos ou terceiros. É. Não se exige o emprego de armas. Creio ser possível se reconhecer legítima defesa na Rixa. estão incluídos os participantes que por circunstâncias pessoais. e deve ser no mínimo uma quarta pessoa. não são puníveis. Participa também aqueles que estimulam os demais a lutarem entre si.: Não há que se falar em legítima defesa (Mirabete) dos rixosos. Porém responderá por Rixa qualificada junto com os demais. Para perfazer o número mínimo do crime de Rixa. Em regra. ele responderá pela rixa e por esse crime.Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza grave.

art. é incompatível o reconhecimento. deverá responder por rixa qualificada ou por rixa simples? Segundo o código. todos respondem por Rixa Qualificada.Na Rixa qualificada a ocorrência de morte ou lesões graves pode ser individualizada ou não. A questão é. dispensa-se o requisito temporal. não é possível a coexistência. 121 do CP. inclusive o lesionado. qualquer impeditivo para a coexistência dessa qualificadora com a forma privilegiada do crime de homicídio. a) Considere que Paulo tenha sido acusado de ter premeditado a morte de Marta.Analista Judiciário Sobre crimes contra a pessoa e contra o patrimônio. 137) 01 . pelo tribunal do júri. o autor responde por rixa em concurso material com lesões ou morte. para a atenuante.com. para ficar com todos os bens do casal. 02 . assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta. exige-se que o agente se encontre sob o domínio de violenta emoção. de caráter subjetivo.º do art. CP. exige-se reação imediata. Obs. em princípio. e o processo e julgamento desse crime seguem o rito sumaríssimo (Lei 9. neste caso.2012 . prevalece o Código e o entendimento de Mirabete. e de ter auxiliado na consecução do homicídio. A causa da morte. 130 À 136) / DA RIXA (ART. Os limites máximos da pena privativa de liberdade autorizam a transação penal. concomitantemente. com as atenuantes genéricas do motivo de relevante valor social ou moral e da coação resistível. Paulo tenha descoberto que Marta lhe era infiel. basta que o agente esteja sob a influência da violenta emoção. se for um dos rixosos.099/95). responderá por Rixa qualificada em concurso material com lesões graves ou homicídio. www. contudo. ainda que.DPE-RO . Para efeito de prova. mais Mirabete e outros.br . vale dizer. Nessa situação. das atenuantes genéricas do relevante valor moral ou da violenta emoção.TJ-RS . do fato de ter Paulo agido por motivo torpe e. provocada pela descoberta do adultério. O juiz. b) Para a caracterização do homicídio privilegiado.Prova: FAURGS . Se for identificado. para o privilégio. LISTA DE EXERCÍCIOS – DAS LESÕES CORPORAIS (ART. Se o Policial entra para impedir a Rixa.Prova: CESPE . com quem fora casado por vinte anos. 129) / DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE (ART.gustavobrigido.Defensor Público A respeito dos crimes contra a pessoa. causando a morte de um dos rixosos. Não sendo possível identificar o autor das lesões ou morte. no crime de homicídio.: Na Rixa qualificada todos respondem por ela. d) Sendo a qualificadora.: Se houver várias mortes ou lesões? A pena é a mesma. da qualificadora do motivo torpe. Damásio de Jesus entende que responde por Rixa Simples em concurso material com outro crime. e) De acordo com a jurisprudência do STF e do STJ. Observações gerais: A rixa simples e a qualificada são infrações penais de menor potencial ofensivo. c) O homicídio qualificado-privilegiado integra o rol dos denominados crimes hediondos. qualifica? Não. agravará a pena base. assinale a opção correta. 59. tratando-se de crime de homicídio. para a caracterização da atenuante genérica. Considere. Obs.2012 . dada a natureza objetiva das hipóteses previstas no § 1. um mês antes do fato delituoso. não há. 5. contudo. é estranha à rixa. se presentes os demais requisitos legais.

surpreendeu sua esposa. não possui qualquer consequência jurídica.Área Administrativa Considere que Antônio. com a intenção de provocar lesões corporais. matando Maria e ferindo seu amante. O laudo de exame cadavérico atestou não só o óbito de Maria. considerando que a enfermeira não era mãe da vítima.a) O cometimento do crime de homicídio impelido por motivo de relevante valor social enseja redução de pena. Normalmente esta saída levaria de 10 a 15 minutos. ao ser apanhada em flagrante. Maria constatou várias viaturas da polícia e corpo de bombeiros na frente de sua residência. ainda que o agente não realize a subtração de bens da vítima. com o arrombamento da porta de entrada da casa. 155 do CP) como o crime de roubo (art. qualificador do homicídio. mas também que ela estava grávida de dois meses. ofendeu verbalmente Pedro. os agentes dos órgãos de segurança verificam que a criança estava sozinha em casa. circunstância desconhecida por Pedro. Maria. c) O concurso de pessoas é circunstância que qualifica tanto o crime de furto (art. não poderá ser responsabilizada pelo delito de infanticídio.Técnico Judiciário Pedro. por si só — que. esposo ciumento. acionando os órgãos de segurança. Certo Errado 05 . não caracteriza o motivo torpe. Certo Errado 04 .2012 .2012 .Prova: CESPE . ainda que não tenha desejado a morte de José nem assumido o risco de produzi-la. d) No crime de roubo. Maria. momento no qual Maria realiza as atividades domésticas. o emprego de arma de brinquedo para intimidar a vítima autoriza o aumento da pena. b) Uma paciente.TJ-RR . O ciúme. não está acompanhado por outras circunstâncias —. Ao prestarem socorro à criança. Todas as tardes a filha de Maria dorme por cerca de duas horas.Prova: CESPE . logo após o parto.gustavobrigido. em estado puerperal. Maria foi até ao supermercado próximo de sua casa. neste horário de dormir da filha. ocasionando-lhe a morte.TRE-RJ . Nesse caso. sufoca seu próprio filho.Defensor Público Maria reside sozinha com sua filha de 5 meses de idade e encontra-se em benefício previdenciário de licença maternidade de 6 meses.DPE-PR . A conduta de Maria é caracterizada como www. Antônio responderá pelo delito de homicídio.Analista Judiciário . todos acionados por um vizinho que percebeu o choro insistente de uma criança por 15 minutos. desferiu dois tiros de revólver. em coautoria com a enfermeira do hospital. 157 do CP).Prova: FCC . para comprar alguns mantimentos para a alimentação de sua filha. com palavras de baixo calão. tenha agredido José com uma barra de ferro. Em choque. Com base na situação hipotética acima apresentada. há crime de latrocínio quando o homicídio se consuma. nesse caso. e) De acordo com entendimento sumulado do Supremo Tribunal Federal. mas apenas assustada e sem qualquer lesão. o marido traído. enquanto que o seu cometimento por motivo de relevante valor moral.2012 .com. a respeito dos crimes contra a pessoa. uma quadra de distância.br . mas neste dia houve uma queda no sistema informatizado do supermercado o que atrasou o retorno à sua casa por 40 minutos. Ao chegar próximo à sua casa. ao chegar em casa. Em determinado dia. completamente enraivecido e sob domínio de violenta emoção. julgue os itens a seguir. na cama com outro homem. 03 . sendo comprovado que José veio a falecer em consequência das lesões provocadas pelo agressor.

2012 . por puro exibicionismo e autoconfiança. é correto afirmar que a) o crime de assédio sexual pressupõe a prevalência da condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de cargo.gustavobrigido. jovem arrogante. trabalhava e estudava. se não for apurada a autoria do crime de que a res proveio. Em solo. c) crime de abandono de recém nascido. b) grave. ao se aproximar do solo. tipificado no art. eximindo-se de qualquer intervenção.a) crime de abandono de incapaz.Defensor Público Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa. aplicando. vez que a superioridade numérica. Pedro vem a falecer por afogamento. O corte foi profundo e extenso. Pedro responderá pelo delito de lesão corporal a) simples.DPE-PR . que aos 25 anos interrompera seus estudos para viver à custa de uma tia idosa. quando Pedro começa a se afogar. por todos antipatizado. emprego ou função. irmãos.Defensor Público Pedro e João. do Código Penal (perigo para a vida ou saúde de outrem). para o fim de obtenção de vantagem econômica ou favorecimento sexual. Durante sua apresentação Pedro. 07 . jovem simpática e querida por todos que. d) atípica e) contravenção penal.Defensor Público No tocante à parte especial do Código Penal. Na aeronave prestes a saltar encontrava-se Pedro. indica a maior reprovabilidade da conduta. c) pelo crime de perigo.Prova: FCC . www. Numa cidade do interior do Estado. b) por crime de homicídio culposo. e como a explorava. João permanece inerte. aplicando-se as regras da omissão imprópria. resolveu fazer uma manobra e acabou por acertar o rosto de Maria.Prova: FCC . d) não é punível a conduta do agente que recebe coisa sabendo ser produto de crime. dada a incompatibilidade das circunstâncias em questão. e) culposa qualificada pela deformidade permanente.com. b) de acordo com a jurisprudência atual do Supremo Tribunal Federal não se admite o reconhecimento do privilégio no furto qualificado pelo rompimento de obstáculo. d) por crime de omissão de socorro.br . uma pequena aglomeração de pessoas se formou no aeroclube local para assistir a um espetáculo de paraquedismo.2012 . c) gravíssima. já tinha “sobre os seus ombros” a responsabilidade de cuidar de seus irmãos mais novos e de seu pai alcoólatra. 08 .Prova: FCC . nadam em um lago. c) o concurso de agentes constitui circunstância que qualifica o crime de homicídio. b) crime de abandono de incapaz majorado.DPE-PR . e a deformou permanentemente.. Nesse caso. 132.DPE-SP . d) culposa. aos 17 anos.se as regras da omissão imprópria. 06 .2012 . A responsabilidade de João será a) por crime de homicídio doloso qualificado. e) por crime de abandono de incapaz. por si. em meio aos observadores encontrava-se Maria.

2007 . por haver presunção juris tantum de que a mulher. grave e gravíssima. www. uma vez que a circunstância agravadora dessa figura típica omissiva se limita à ocorrência de lesões corporais de natureza grave. 129. terá sua conduta subsumida ao art.br . e) Caso o delito de induzimento. seja sua capacidade de resistência eliminada ou diminuída. aja sob a influência desse estado.Prova: VUNESP . instigação ou auxílio a suicídio seja praticado por motivo egoístico ou caso seja a vítima menor ou. d) O exame de corpo de delito (pericial) vítima é dispensável para a caracterização da qualificadora em questão e) E hipótese que caracteriza a culpa consciente 10 . assinale a opção correta. não havendo responsabilização específica pelas lesões.Primeira Fase Acerca da lesão corporal. o delito de omissão de socorro não subsiste. pela opinião do sujeito ativo. c) Em caso de morte da vítima.2011 .com. 09 . se assuma o risco de produzir o resultado.Delegado de Polícia Sobre o crime de homicídio. por qualquer causa. § 1°. inciso II. dispensa-se a perícia médica caso se comprove que a mãe esteja sob a influência do estado puerperal. a) Tratando-se de delito de infanticídio. no homicídio culposo. é condenatória.Defensor Público Assinale a opção correta. em consequência do delito. não sendo.OAB-SP . são absolutamente incompatíveis o dolo eventual e as qualificadoras do homicídio. que possui 18 anos de idade. portanto.PC-GO .2008 .Prova: CESPE . assinale a alternativa correta a) É uma figura típica exclusivamente culposa b) É uma figura típica exclusivamente preterdolosa c) O perigo de vida não deve necessariamente ser "concreto" para incidência da qualificadora.PC-SP . b) existe a possibilidade da coexistência entre o homicídio praticado por motivo de relevante valor moral e o homicídio praticado com emprego de veneno.Delegado de Polícia Tratando-se do crime de lesão corporal previsto no artigo 129.NÚCLEO . 12 . c) a conexão teleológica que qualifica o homicídio ocorre quando é praticado para ocultar a prática de outro delito ou para assegurar a impunidade dele. § 9o . d) Segundo a jurisprudência do STJ.Prova: UEG . por motivo torpe ou fútil. a respeito dos crimes contra a pessoa. d) a futilidade para qualificar o homicídio deve ser apreciada subjetivamente.2011 . durante ou logo após o parto. 11 . penalmente admissível que. as penas serão aumentadas de um terço.Prova: PC-SP . ainda. independentemente de o resultado ser produzido dolosa ou culposamente.3 . a) O aumento especial de pena aplicado à violência doméstica praticada contra portador de deficiência aplica-se a lesão corporal leve. é CORRETO afirmar: a) a natureza jurídica da sentença concessiva do perdão judicial. causando-lhe lesões corporais de natureza leve. se. a gestante sofrer lesão corporal de natureza grave.gustavobrigido.DPE-MA . do CPB (perigo de vida). não subsistindo efeitos secundários. b) Nas figuras típicas do aborto. a pena será duplicada.Exame de Ordem .e) pai que agride o filho homem. segundo orientação sumulada do Superior Tribunal de Justiça. cedendo lugar ao crime de homicídio. ou seja.crime de violência doméstica.

assinale a alternativa incorreta.Exame de Ordem .Promotor de Justiça Pratica o crime de omissão de socorro. Nessa situação hipotética. b) Há presunção de perigo.3 .Primeira Fase A respeito da rixa. responde também pelo crime.. previsto no art.OAB-SP .Exame de Ordem . terão aumento especial de pena na proporção de um terço. 17 .Prova: VUNESP .gustavobrigido. b) grave. c) É possível uma pessoa ser sujeito ativo e passivo do mesmo crime. grave e gravíssima.2008 . 137 do Código Penal. descrito no art. sem dela participar.Prova: VUNESP . c) Lesão corporal culposa e a de natureza leve são delitos de ações penais públicas condicionadas a representação da vítima ou de seu representante legal. arte ou ofício. d) A incapacidade permanente para as ocupações habituais da vítima de lesão corporal. segundo o CP.Primeira Fase Ex-marido que.2 . d) caso o crime tenha resultado de inobservância de regra técnica de profissão.2011 . causando a perda da vista de seu olho esquerdo. c) grave. classifica a lesão como gravíssima.2 .b) As lesões corporais leve. caput. c) Não se admite a responsabilização de agente como partícipe no crime de rixa.Prova: CESPE .Primeira Fase Suponha que Bárbara tenha se suicidado após ter sido induzida e instigada por Mercedes.br . conduta tipificada pelo art. d) É infração de forma livre. porque é um crime plurissubjetivo. há seis anos não convive mais com sua ex mulher. com aumento especial de pena pela violência doméstica.Promotor de Justiça Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa. podendo ser cometida por qualquer meio eleito pelo agente.2008 .com. O crime praticado é de lesão corporal de natureza a) gravíssima. salvo para separar os contendores”).Prova: VUNESP . por mais de duzentos dias. com aumento especial de pena pela violência doméstica. d) gravíssima. 13 . 16 .OAB-SP . que decorre da simples existência material da contenda. d) O crime de rixa não admite concurso de agentes.OAB-SP . a pena de Mercedes será duplicada a) se ela deixar de prestar socorro imediato à vítima. b) O agente que participa de rixa responde pela prática do delito como autor. b) caso o crime tenha sido praticado por motivo egoístico.MPE-SP . 135 do Código Penal: a) aquele que deixar de prestar socorro à vítima ferida. assinale a alternativa correta. agride-a em sua residência quando vai visitar seus filhos. 15 . e) Quem provoca a rixa por imprudência.Exame de Ordem . www. ainda que levemente. se praticadas através da violência doméstica. a) O agente que participa de rixa responde pela prática do delito como partícipe. 137.Prova: MPE-SP . 14 . e desde que seja o causador da situação de perigo a título de dolo ou culpa.2007 .2007 . a) É crime plurissubjetivo ou de concurso necessário. Com relação ao crime de rixa. c) se ela fugir para evitar prisão em flagrante. do Código Penal (“Participar de rixa.MPE-SP .

seguida de uma assertiva a ser julgada. responder por homicídio privilegiado. postaram-se de emboscada. julgue os itens abaixo.. para dissimular a origem. Logo em seguida. e tiver deixado de prestar socorro à vítima por perceber que ela poderia ser socorrida por terceiros. funcionário público. David praticou crime de lesão corporal de natureza grave. de graves sofrimentos físicos e morais.Prova: CEPERJ . entre eles a piedade e a compaixão.PC-RJ .com. c) aquele que deixar de prestar socorro à vítima em face de uma situação de perigo a que ele deu causa. um dos integrantes do grupo dirigiu-se à polícia e. o crime praticado por Gilson foi tentado. por meio da chamada culpa consciente. salvando-o da morte. I. converteu-os em ativos lícitos por meio de depósito em conta-corrente da empresa Acessórios Veiculares Ltda. no período de agosto de 1999 a novembro de 1999. que.No homicídio preterintencional. passou a ter debilidade permanente do membro. mediante o uso de arma de fogo. www. em consequência. efetuou quatro tiros em direção a Genilson. voluntariamente. a fim de aplicá-los no mercado financeiro. sem possibilidade de cura. é apresentada uma situação hipotética. cumprindo ordem não manifestamente ilegal de seu superior hierárquico. Nessa situação. que compreende também os interesses individuais do agente. Ambos atiraram na vítima. sem dolo ou culpa e desde que não haja risco pessoal. funcionário público. Em certo momento. já que agiu por relevante valor moral. pretendendo matar Nilo. tendo praticado uma conduta típica culposa e que tenha deixado de atuar sem risco pessoal. Nessa situação.PC-RJ . der causa à situação de perigo. Wagner responderá pelo crime de lavagem de dinheiro 19 . de acordo com a Lei dos Crimes Hediondos.2009 .b) aquele que deixar de prestar socorro à vítima em situação de perigo por ele criada a título de culpa e desde que não haja risco pessoal. c) Morgado.Prova: CEPERJ . dando a aparência de que os numerários depositados eram oriundos de atividade normal da empresa. Nessa situação. b) David. classificado como crime instantâneo. desferiu duas facadas na mão de Gerson.Delegado de Polícia Considerando os delitos contra a pessoa. em tese. pratica a eutanásia com o consentimento da vítima. um policial que passava pelo local levou Genilson ao hospital. a) Gilson. apenas o superior hierárquico de Morgado será punível d) Quatro indivíduos compunham um grupo de extermínio procurado havia tempo pela polícia. o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha deverá ser denunciado e processado.O agente que. ao ser sentenciado.2009 . No entanto. para livrar um doente. que veio a falecer em virtude dos ferimentos ocasionados pelos projéteis disparados pela arma de Bruno.Mário e Bruno. sendo correto afirmar que houve adequação típica mediata. a propriedade e a utilização de valores recebidos em cheques provenientes de concussão. Assinale a opção cuja assertiva esteja incorreta. Nessa situação. Nessa situação. Nessa situação. por imprudência. da qual era sócio-cotista. mas deverá ficar isento de pena. 18 . III.br . deve. com animus necandi. o agente responderá por culpa com relação ao resultado morte. com animus laedendi. acabou por praticar crime contra a administração pública. II. é correto afirmar que Mário e Bruno são coautores do homicídio perpetrado. forneceu informações e provas que possibilitaram a prisão do grupo. ignorando cada um o comportamento do outro. d) aquele que. e) aquele que der causa a uma situação de perigo. acertou apenas um deles. a movimentação.Delegado de Polícia Em cada um dos itens a seguir. e) Wagner.gustavobrigido.

IV.Primeira Fase (Set/2009) A respeito do crime de omissão de socorro. instigação ou auxílio ao suicídio.2009 .Promotor de Justiça Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa. d) todas as pessoas.Prova: CESPE .2011 . c) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando os rixosos não conseguem consumá-lo por circunstâncias alheias à sua vontade. mata filho de outra pessoa pensando ser o próprio.PC-MG . d) É impossível ocorrer participação.MPE-MS . Para isso. III e V c) I. b) A criança abandonada pelos pais não pode ser sujeito passivo de ato de omissão de socorro praticado por terceiros. II e V d) II e IV e) IV e V 20 . logo após o parto. que se enquadram às situações emanadas do tipo. 22 . deixando-a em um quarto escuro e fétido. a título de correção. e) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando os rixosos abandonam o local do conflito. assinale a opção correta. na enfermaria do hospital.Delegado de Polícia Quanto aos crimes contra as pessoas. sob juramento. apenas Tício morreu. podendo as penas ser aumentadas de 1/3 se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. o indivíduo responderá pelo crime de maus-tratos.Um indivíduo. ambos trancaram-se em um quarto hermeticamente fechado e Caio abriu a torneira de um botijão de gás. Caio deverá responder por participação em suicídio. em sentido estrito. as seguintes alternativas estão corretas. Estão certos apenas os itens a) I e III b) I. Nesse caso. b) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando a maioria dos rixosos propõe a cessação do conflito. Nessa situação.Prova: PC-MG . 21 . amarrou sua esposa ao pé da cama. c) O crime de omissão de socorro é admitido na forma tentada.com.Caio e Tício. V. decidiram morrer na mesma ocasião.Prova: MPE-MS . todavia. Tentativa. www.OAB . a) A omissão de socorro classifica-se como crime omissivo próprio e instantâneo. contra a mesma vítima em um mesmo contexto fático responde por crime continuado. em estado puerperal.2008 .. O crime de rixa na forma tentada quando ocorre? a) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando um dos rixosos desiste de participar do conflito. será indispensável que a vítima seja determinada e tenha capacidade de discernimento. podem ser vítimas dos crimes de violência doméstica.Exame de Ordem Unificado .2 . b) o agente que provoca várias lesões corporais. mulheres ou homens. EXCETO a) a mãe que.gustavobrigido. responde por infanticídio e não por homicídio. d) O crime de rixa na forma tentada ocorre quando todos os rixosos desistem de prosseguir no conflito. c) para a ocorrência do crime de induzimento. em crime de omissão de socorro.br . de natureza grave e gravíssima.

2009 . Dado esse enunciado. Em seguida arrependeu-se e chamou uma ambulância. que sabia das intenções suicidas de Tício. e) O rapaz que. porque não quitou. obriga a ex-namorada a ingerir veneno causando sua morte comete homicídio qualificado pela torpeza. b) O herdeiro que provoca a morte do testador. a dívida de R$ 1. Nesse caso. Celsus. comete homicídio doloso.2011 . a) Se o agente comete o crime de homicídio (simples ou qualificado) impelido por motivo de relevante valor social ou moral.com. inconformado com as denúncias de corrupção de determinado político.TRT . inconformado com o fim do relacionamento.Contra a Vida.gustavobrigido.Juiz Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa. guarda ou vigilância.. b) Aumentam-se da metade (1/2) até dois terços (2/3) as penas aplicadas ao crime de aborto. comete crime de homicídio qualificado pela dissimulação. 25 . se este resultar à gestante lesão corporal de natureza grave ou na hipótese de lhe sobrevir a morte. o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.Prova: CESPE . quer abusando de meios de correção ou disciplina responde pelo delito de homicídio na forma omissiva.PC-RN . tratamento ou custódia. age em legítima defesa da honra.2011 . ensino. falecendo com a queda. para fim de educação. mata o corrupto. logo em seguida a injusta provocação da vítima. d) induzimento a suicídio. Considera-se a vida humana como um direito fundamental garantido pela Constituição Federal ainda objeto de proteção pela legislação penal vigente.2009 . Dos Crimes Contra a Pessoa . a) O cobrador que mata a pessoa que lhe deve. c) A legislação penal vigente não permite a redução de pena em crimes de lesão corporal na hipótese de o agente ter cometido o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção.. impediu dolosamente que o socorro chegasse e Tício morreu por hemorragia. assinale a única alternativa CORRETA. b) homicídio doloso. pois assumiu o risco de produzir o resultado. d) Aquele que expõe a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade. c) O pai. c) instigação a suicídio.Prova: FCC . e) homicídio culposo. 26 . quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado.1ª REGIÃO (RJ) . que deixa de colocar tela de proteção na janela do apartamento e cujo filho.TJ-RO . debruça-se no parapeito e cai. 24 . e) O crime de perigo de contágio venéreo previst no artigo 130 do Código Penal é de ação penal pública condicionada à representação do ofendido. d) O cidadão que. Celsus responderá por a) auxílio a suicídio.Segurança Tício tentou suicidar-se e cortou os pulsos.Agente de Polícia Em relação aos crimes contra a pessoa.Agente de Polícia www. logo em seguida à injusta provocação da vítima. ou sob a influência de violenta emoção.Prova: PUC-PR . no momento que não é observado. quer privando-a a de alimentação ou cuidados indispensáveis.PC-RN .23 .00 comete homicídio qualificado por motivo fútil. assinale a opção correta.Prova: CESPE .Técnico Judiciário . na data prometida.br . no intuito de apressar a posse da herança.

Na situação descrita. desfere-lhe uma rasteira. em um restaurante. e) não basta que se prevaleça o agente de relação de hospitalidade. 28 . se a ofendida é casada com o autor. 27 . d) Manoel não praticou crime. seu desafeto. acionou um mecanismo que produziu um disparo que veio a atingir a mão de sua www. c) Manoel praticou o crime de auxílio ao suicídio. b) Manoel praticou lesão corporal seguida de morte. ao dirigir. quando a gravidez é resultado de crime de estupro. Kaio cometeu crime de a) homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. a) No crime de abandono de recém-nascido. o condutor assume o risco de produzir o resultado. posto que contribuiu para a conduta suicida da vítima. desejando cometer suicídio.br .gustavobrigido. uma vez que. se atirou contra seu veículo.Agente Penitenciário "A". fazendo com que Lúcio caia e bata a cabeça no chão.Prova: UPENET . § 9º . Agente Penitenciário. e) lesão corporal culposa.PC-RN . 129. na medida em que não houve previsibilidade na conduta da vítima.com. pois. vindo a óbito. comete o crime de difamação. o mantém internado em casa de saúde.Escrivão de Polícia Civil Com relação aos crimes contra a pessoa. privando-o de sua liberdade.2011 . o sujeito ativo só pode ser a mãe e o sujeito passivo é a criança abandonada. c) não incide a agravante de o crime ser cometido contra cônjuge. c) A mulher que mata o filho logo após o parto.SERES-PE .2009 . d) a pena é aumentada de 1/6 (um sexto) se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. do Código Penal).Prova: CESPE . posto que o fato não é típico.Prova: CESPE . assinale a opção correta.2009 . contra a vontade do pai.Juiz No crime de lesão corporal praticado no contexto de violência doméstica (art. 29 . limpava uma arma que legitimamente possuía em sua residência. como não tinha intenção de matar. mesmo sem o consentimento da gestante. Lúcio sofre traumatismo craniano. mas. b) é necessário que a vítima conviva com o agente. já que não agiu com dolo ou culpa em face da excludente de ilicitude. ao dirigir veículo automotor.Manoel dirigia seu automóvel em velocidade compatível com a via pública e utilizando as cautelas necessárias quando atropelou fatalmente um pedestre que. e) Manoel não praticou crime. imprudentemente.2010 . não responde pelo resultado morte. 30 . d) homicídio culposo. Com a intenção de humilhá-lo e feri-lo. assinale a opção correta. a) Manoel praticou homicídio culposo. e) A conduta do filho que. a) o sujeito passivo é sempre a mulher.Agente de Polícia Kaio encontrou Lúcio. não comete crime. tendo ciência de que é falso. quando. nesse caso o atropelamento.TJ-PE . Com relação a essa situação hipotética. b) homicídio doloso simples. b) Não é punido o médico que pratica aborto. d) A pessoa que imputa a alguém fato definido como crime. assumiu o risco de atropelar alguém. Em decorrência.Prova: FCC . c) lesão corporal seguida de morte.PC-RN . por estar sob influência do estado puerperal. é atípica.

julgue os seguintes itens. 34 .Prova: CESPE .2010 . não se admite a aplicação do instituto do perdão judicial ao delito de lesão corporal. d) o crime de maus tratos não pode ser cometido por professores contra os seus alunos. d) porte ilegal de arma de fogo. ainda que culposa. 32 . c) o reconhecimento do perigo de vida no delito de lesões corporais graves depende de exame de corpo de delito complementar. e) posse ilegal de arma de fogo e lesão corporal culposa.Defensor Público No que se refere aos crimes contra a vida. quando resultar de imprudência.2009 . por motivo torpe. Certo Errado 35 .Prova: FCC .2010 .br . 33 . não é necessário que a ocupação habitual seja laborativa. a) São compatíveis.Advogado A respeito dos Crimes contra a Pessoa..DPU . é incompatível o domínio de violenta emoção com o dolo eventual. b) É inadmissível a ocorrência de homicídio privilegiado-qualificado. aos crimes contra a honra e àqueles contra a liberdade individual.Prova: CESPE . e) Por ausência de previsão legal.Defensor Público Quanto aos crimes contra a pessoa. "A" responderá por a) lesão corporal culposa. ainda que a qualificadora seja de natureza objetiva. é correto afirmar que a) o crime de omissão de socorro pode ser cometido por pessoa que não se encontra presente no local onde está a vítima. b) o crime de auto-aborto é punível por culpa. em princípio. não se admite exceção à teoria monista. assuma-se o risco de produzir o resultado. mas somente pelos pais ou tutores da vítima.DPE-PI .DPU . Em se tratando de homicídio. fútil etc.2010 . Certo Errado www. Diante dessa situação.com.gustavobrigido. c) lesão corporal culposa gravíssima. às lesões corporais. É penalmente aceitável que. assinale a opção correta. negligência ou imperícia por parte da gestante. o dolo eventual e as qualificadoras do homicídio.METRÔ-SP . e) quem induz alguém a suicidar-se não responde pelo delito se da tentativa de suicídio resultam apenas lesões corporais graves. d) No delito de aborto. podendo ser assim compreendida qualquer atividade regularmente desempenhada pela vítima. quando a gestante recebe auxílio de terceiros.Prova: CESPE . c) No delito de infanticídio incide a agravante prevista na parte geral do CP consistente no fato de a vítima ser descendente da parturiente. aplicável ao concurso de pessoas.empregada doméstica "B". b) lesão corporal culposa grave. que ficou permanentemente debilitada na sua função prensora.Defensor Público Para a configuração da agravante da lesão corporal de natureza grave em face da incapacidade para as ocupações habituais por mais de trinta dias.

2004 .1ª Prova .Na difamação é sempre cabível a exceção da verdade. desafeto de "B"(taxista).O crime cometido por "A.A ofensa contra servidor público.gustavobrigido. Marque a alternativa correta: a) todas as proposições estão corretas b) somente a proposição V está incorreta c) somente a proposição IV está incorreta d) somente a proposição II está incorreta e) somente as proposições III e IV estão incorretas 37 .Juiz .Não há previsão legal de crime de injúria qualificada. é correto afirmar que: I .36 . de dois a oito anos.2003 . além da pena correspondente à violência.9ª REGIÃO (PR) . em relação ao crime de redução à condição análoga à de escravo: I. quer restringindo. na conduta acima descrita. por qualquer meio.Juiz . se o crime é cometido contra criança ou adolescente. III . é tipificada como crime de injúria. II. A pena prevista legalmente é aumentada em um terço. IV .br .com. com o fim de retê-lo no local de trabalho. salvo se o ofendido é servidor público e a ofensa se deu em razão da função. incorre quem cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador. Assinale a alternativa correta: a) Há apenas uma proposição correta b) Há apenas duas proposições corretas c) Há apenas três proposições corre www. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto. incorre quem mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador. Na pena prevista legalmente para o crime.Na injúria não se admite a exceção da verdade.9ª REGIÃO (PR) . A pena prevista para este crime é de reclusão. admite exceção da verdade.1ª Prova .2ª Etapa Considere as assertivas a seguir.2ª Etapa "A".Prova: AOCP . IV.TRT . no exercício de suas funções. com o fim de retê-lo no local de trabalho. Considerando os fatos descritos e a disciplina legal dos crimes contra a honra. quer sujeitando-a a condições degradantes de trabalho. com o intuito de prejudicar a imagem deste. confecciona e expõe em rua movimentada um "outdoor" com a seguinte frase: "Cuidado! 'B' é ladrão".TRT .Prova: FUNDEC . V. Na pena prevista legalmente para o crime. e multa. V . III. II . Caracteriza-se pela submissão da pessoa a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva.

É a reputação de cada indivíduo no meio social em que está imerso. exigem a atribuição da prática de um fato a outrem. 145).gustavobrigido. que o fazem merecedor de respeito no meio social e promovem sua autoestima. morais e intelectuais de um ser humano. Por corolário. assim entendida o conjunto de qualidades de ordens moral. É o juízo que cada um faz de si mesmo (autoestima). Os crimes de calúnia e de difamação atacam a honra objetiva. Trata-se. ao pedido de explicações (art. a retratação nos crimes de calúnia e de difamação (art. Por isso. morais e intelectuais. 143). a proteção legal recai sobre a honra. 142). Honra subjetiva. finalmente. á exclusão do crime (art. por sua vez. 141).d) Todas as proposições estão corretas e) Todas as proposições estão incorretas GABARITO OFICIAL: 1-B 11-A 21-A 31-A 2-E 12-C 22-C 32-A 3-E 13-B 23-E 33-A 4-C 14-C 24-B 34-C 5-D 15-B 25-A 35-E 6-D 16-E 26-E 36-B 7-D 17-C 27-C 37-E 8-E 18-D 28-A 9-B 19-A 29-C 10-B 20-B 30-A CAPÍTULO 5 – DOS CRIMES CONTRA A HONRA 1. 2. descrito em lei como crime (quando será calúnia) ou simplesmente ofensivo à sua reputação (difamação). a ação penal (art. a imputação de um fato específico e determinado. é o sentimento que cada pessoa possui acerca das suas próprias qualidades físicas. www. e. inerente a todo homem e cuja ofensa produz uma dor psíquica. Nesses delitos. 3. Considerações iniciais: Os crimes contra a honra acham-se tipificados nos arts.br . em objetiva e subjetiva: Honra objetiva é a visão que a sociedade tem acerca das qualidades físicas. morais e intelectuais de determinada pessoa. em suma. um abalo moral. intelectual e físicas pertinentes a determinada pessoa. consuma-se quando a ofensa proferida contra a vítima chega ao conhecimento de terceira pessoa. Espécies de honra: Classifica-se a honra. 145 do mesmo códex as disposições pertinentes às formas qualificadas (art. estendendo-se daí até o art. do julgamento que as pessoas fazem de alguém. inicialmente. 138 a 140 do código penal. em ambos os crimes. É imprescindível. Conceito de honra: Honra é o conjunto de qualidade físicas. É um sentimento natural.com. 140).

de seis meses a dois anos. Também poderá ser vítima de difamação. salvo: I .Caluniar alguém.É punível a calúnia contra os mortos. responderá somente por calúnia. inexistirá o crime. Honra especial ou profissional é aquela que se relaciona com a atividade particular de cada um. que seja criminoso. entretanto.com. O consentimento do ofendido. mas quando se diz que o médico é um açougueiro. 138 . O consentimento do representante legal do ofendido. o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível. § 1º . a propala ou divulga. A honra ainda recebe outra divisão em comum e especial ou profissional. está se ofendendo a honra profissional. esse crime se consuma quando a própria vítima toma ciência da ofensa que lhe foi dirigida. intelectuais e morais. imputando-lhe falsamente fato definido como crime: Pena . se o representado não concordar. por se tratar de crime de objetividade jurídica disponível. quando se chama alguém de ladrão. gestos ou meios simbólicos. e a intenção de ofender a honra da vítima. A atribuição da qualidade de irresponsável e covarde é suficiente para a adequação típica face ao delito de injúria. sabendo falsa a imputação. de 26 de dezembro de 1951).: Em tese.se. 4. no tocante às suas qualidades físicas. Direito fundamental. é irrelevante.Na mesma pena incorre quem.: Pessoa Jurídica pode ser sujeito passivo de crime contra a honra? Atualmente.: Menor ou doente mental podem ser sujeitos passivos nos crimes contra a honra? Há quem diga que não. § 2º .detenção. A honra comum é a que diz respeito ao cidadão como pessoa humana. mas imputação de qualidade negativas à vítima.br . O tipo de difamação exige a imputação de fato específico. praticado injúria.A injúria viola a honra subjetiva. mas nunca de injúria. Se a imputação falsa versar sobre delitos ambientais e crimes contra o consumidor (contra a economia popular – Lei nº 1. Exceção da verdade § 3º . Não há a atribuição de fato.Admite-se a prova da verdade. Observações gerais: Obs. direito este que adquiriram ao nascer com vida. e multa. Os crimes contra a honra podem ser cometidos por intermédio da palavra. www. Logo. Mas esta não é a opinião de Heleno Cláudio Fragoso. atinge-se a honra comum. Obs.gustavobrigido. Confira um julgado do Supremo Tribunal Federal sobre a diferenciação entre os crimes contra a honra: O tipo de calúnia exige a imputação de fato específico. difamação e calúnia. Por Exemplo. esta já pode ser sujeito passivo da CALÚNIA. Obs. escrita ou oral. em virtude da lei dos crimes ambientais que prevê também a responsabilidade penal para pessoa jurídica. constituindo o fato imputado crime de ação privada. independente da qualidade de suas atividades. Calúnia Art.521. Tanto o menor quanto o doente mental têm o direito à honra.

138 do CP. o fato deverá ser considerado crime de difamação. O sujeito atribui falsamente a terceiro a prática de delito. esse deve agir dolo direto. a saber: a) Imputação de um fato.br . somada ao dolo de ofender. A imputação há de ser falsa e o agente ter consciência da falsidade. a prática de um fato definido como crime. Obs. 141.II . Obs. www. ou seja. embora de ação pública. nos termos do §1 do art. que não o sujeito passivo. Não reconhece.605/98 (Lei dos Crimes Ambientais).com. b) Esse fato imputado à vítima deve. dizer que a vítima furtou. 2.se do crime imputado. deverá ser determinado. obrigatoriamente. 138 do Código Penal. Nos termos como já foi decidido pelo STJ. Consumação e tentativa: A calúnia se consuma quando um terceiro.: AGENTE QUE PROPALA OU DIVULGA A CALÚNIA: O agente que propala ou divulga a calúnia também deverá ser responsabilizada. deve ter ciência de que a imputação definida como crime é falsa. O fato. devendo ser entendido como delito de difamação.se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. a indicação de fato certo e determinado. definido como crime. 1. por exemplo. além de ser falso e está definido como crime. III . Assim.: caso não seja um fato. realmente. o crime será de injúria. quando houver. Considerações iniciais: Calúnia é a falsa imputação de um fato descrito como crime. não basta mera hipótese legal de crime ou manifestação limitada. sendo que o agente imputa falsamente a sua autoria à vítima. contudo para os crimes de difamação e injúria. 3. em respeito ao princípio da legalidade. o fato deve ser definido como crime Também ocorrerá o delito de calúnia quando o fato em si for verdadeiro. Obs.gustavobrigido. ser falso c) Além de falso.: CALÚNIA CONTRA OS MORTOS: O § 2º do art. não poderemos subsumi-lo ao crime de calúnia. o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível. Caso contrário haverá erro escusável de tipo. desde que o crime a ela atribuído falsamente seja tipificado na Lei 9. Poderá também a pessoa jurídica figurar como sujeito passivo do crime de calúnia. Sujeitos do crime: Qualquer pessoa pode figurar no pólo ativo ou como sujeito passivo do crime de calúnia. Contudo. Nas demais hipóteses. são requisitos para a configuração do art. 138 do Código Penal diz que é punível a calúnia contra os mortos. Não basta. É necessário particularizar as circunstâncias bastantes para identificar o acontecido. ou seja. toma conhecimento da imputação falsa de fato definido como crime. podemos indicar os três pontos principais que especializam a calúnia com relação às demais infrações penais contra a honra. Obs. mas um atributo negativo quanto à pessoa da vítima.: toda vez que o fato imputado falsamente à vítima for classificado como contravenção penal.

gustavobrigido. se o ofendido não foi definitivamente condenado. instauração de investigação administrativa. enquanto a denunciação caluniosa é crime contra a Administração da Justiça e de ação penal pública incondicionada. quer dizer. bem como ao chefe do governo estrangeiro. em substituição às primeiras. desde que meio de execução permita que crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. dizendo: § 3º . pois pretende-se proteger o cargo e a função que ocupam.Admite-se a prova da verdade. quando for oferecida a exceção da verdade. se a sentença penal condenatória não houver transitado em julgado.com. a prática de um fato definido como crime. não seria razoável.br . enquanto estiver pendente de julgamento a ação penal. leva essa imputação ao conhecimento da autoridade pública. constituindo o fato imputado crime de ação privada. movimentando a máquina estatal mediante a instauração de investigação policial. 145 do CP). os fatos por ele narrados são verdadeiros. contudo. 4. Na denunciação caluniosa. a infração penal a ele atribuída. não há possibilidade de argüição da exceção da verdade quando se tratar de crime cuja ação penal seja de iniciativa privada. ainda. O artigo 523 do CPP estabelece. Na primeira hipótese. do §3º do art. demonstrar que. o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível. No caso de crime atribuído ao Presidente da República. O momento oportuno para oferecer a exceção da verdade é da resposta do réu. salvo: I . II . previsto no artigo 396 do Código de Processo Penal. ressalva as situações em virtude das quais se torna impossível a argüição da exceção da verdade. 138 do Código Penal. O §3º do art. podendo ser inquiridas as testemunhas arroladas na queixa.se. com essa comprovação.se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. 141. portanto. que. 339 do CP). Diferença entre o crime de calúnia e denunciação caluniosa: Na calúnia o sujeito se limita a imputar a alguém. www. A calúnia é crime contra a honra. e em regra se processa por ação penal privada (art. o querelante poderá contestá-lo no pazo de 2 dias. o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível.se do crime imputado.Alguns autores sustentam a possibilidade do crime de difamação na forma tentada. o agente. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém que sabe inocente. proíbe-se a prova da verdade quando o ofendido tiver sido absolvido em sentença irrecorrível do crime que lhe atribui o agente. seja em primeiro grau ou em grau de recurso. previsto no art. afastando-se. Assim. Exceção da verdade: Chama-se de exceção da verdade a faculdade atribuída ao suposto autor do crime de calúnia. efetivamente. de processo judicial. ou para completar o máximo legal. não poderá ser erigida a exceção da verdade. embora de ação pública. 5. No inciso III. 138 do Código Penal. III . ou outras indicadas naquele prazo. além de imputar a alguém. falsamente e perante terceira pessoa.

ao contrário da DIFAMAÇÃO que não exige a sua falsidade.detenção. Diferenças entre calúnia. e. 339. e multa. 140). 139 . o bom conceito que ela detém em face da coletividade. depende da imputação de algum fato a alguém. 6. devendo ser falsa a imputação. ocorre INJÚRIA (art. Basta que tenha capacidade para macular a reputação da vítima. de três meses a um ano.com. Difamação Art. consubstanciar-se em contravenção penal. www. pois. b) Na CALÚNIA. não precisa ser criminoso. Elementos objetivos: Difamar é imputar a alguém um fato ofensivo à sua reputação.Difamar alguém.A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. Considerações iniciais: A Difamação é a imputação a alguém de fato ofensivo a reputação da vítima. em desacreditar publicamente uma pessoa.br .Finalmente. da mesma forma que na calúnia. além de falso o fato. não podendo ser um fato definido como crime. a imputação do fato deve ser falsa. mas de uma qualidade negativa. §2º do CP). Exceção da verdade Parágrafo único . Esse fato. há somente a imputação de um fato ofensivo à reputação da vítima. em regra. Consiste. isto é. deve ser definido como crime. o que não ocorre quanto a Difamação. contudo. não se admite calúnia com a imputação falsa de contravenção penal. 2. 1. na DIFAMAÇÃO. podendo. imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação: Pena .gustavobrigido. maculando os atributos que a tornam merecedora de respeito no convívio social. Observe que pouco importa se o fato é verdade ou falso. ao contrário do que ocorre na denunciação caluniosa. difamação e injúria: a) Na CALÚNIA. circunstância que importa na diminuição da pena pela metade (art. A Difamação é um crime que ofende a honra objetiva. Havendo a imputação não de um fato determinado. Distingue-se da Calúnia porque nesta o fato imputado é previsto como crime. todavia. DIFERENÇA ENTRE CALÚNIA E INJÚRIA: A primeira diferença entre CALÚNIA e a INJÚRIA reside em que naquela existe uma imputação de fato e nesta o que se atribui à vítima é uma qualidade pejorativa à sua dignidade ou decoro.

no caso de retorsão imediata. § 1º . religião. ainda que verdadeiro. 4. Injúria Art.Observe que. § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. não se admite a exceção da verdade. completamente embreagado.quando o ofendido. 139. “A” poderá valer-se da exceção da verdade.A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. aqui.detenção.Injuriar alguém. Exemplo: “A” diz em um bar. Ora. que consista em outra injúria. desde que dirigida a ofender a honra alheia. alegando ter sido imputado contra si um fato ofensivo à sua reputação. mas que ofensivo a reputação. e multa. cor.detenção. de um a seis meses. a fim de provar que tais fatos realmente ocorreram. ou multa.com. 3. pois ainda assim subsistiria o crime. por sua natureza ou pelo meio empregado.Se a injúria consiste em violência ou vias de fato. seria irrelevante provar a veracidade do fato atribuído à vítima. II . Exceção da verdade: Parágrafo único .br . Consumação e tentativa: A difamação se consuma quando um terceiro. de três meses a um ano. Excepcionalmente. o legislador autoriza a exceção da verdade.O juiz pode deixar de aplicar a pena: I . origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10. etnia. com diversas mulheres que dançavam ao seu lado com trajes íntimos. diferentemente da calúnia. desde que meio de execução permita que crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro: Pena . de forma reprovável. além da pena correspondente à violência. de 2003) www. provocou diretamente a injúria. que foi ao fórum de sua comarca e lá encontrou o j uiz de Direito em seu gabinete. É o que estabelece o art. Portanto. se considerem aviltantes: Pena . que. que não o sujeito passivo. toma conhecimento da imputação de fato. Alguns autores sustentam a possibilidade do crime de difamação na forma tentada. para diversas pessoas. § 2º .gustavobrigido. diferentemente do ocorre na calúnia.741. subsiste o crime de difamação ainda que seja verdadeira a imputação. em regra. parágrafo único. não existe o elemento normativo do tipo “falsamente”. Como na difamação ocorrerá nas hipóteses de imputação de fato verdadeiro e falso. entretanto. 140 . O magistrado ajuíza contra ele ação penal por difamação.

§1º do CP) § 1º . mediante xingamento ou atribuição de qualidade negativa.O juiz pode deixar de aplicar a pena: I .: injúria indireta: são aquelas situações em que a injúria.gustavobrigido. sim. ao contrário do que ocorre na calúnia e na difamação.no caso de retorsão imediata. não seja necessário puni-lo. Alguns autores sustentam a possibilidade do crime de injúria na forma tentada. A dignidade é ofendida quando se atacam as qualidades morais da pessoa (p.ex. Basta a atribuição da qualidade negativa. embora presente um fato típico e ilícito cometido por agente culpável. Considerações iniciais: Injúria é crime contra a honra que ofende a honra subjetiva. II . 140. de 1997) 1. Como já se pronunciou o Superior www. provocou diretamente a injúria. cabível nas hipóteses expressamente previstas em lei. (Incluído pela Lei nº 9. não há imputação de fato. nem absolutória. A sentença que o concede não é condenatória. não se exigindo a imputação de qualquer fato. Caracteriza-se o delito com a simples ofensa da dignidade ou do decoro da vítima. Fundamenta-se nas circunstâncias do caso concreto. Elementos objetivos: Injuriar equivale a ofender. alcança reflexamente pessoa diversa.: chamar de desonesta). O perdão judicial é causa de extinção de punibilidade (CP. Perdão judicial (art. de forma reprovável. Exceção da verdade: O crime de injúria é incompatível com a exceção da verdade. inciso IX). 107. cuida-se de uma modalidade anômala de legítima defesa. desde que meio de execução permita que crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.: chamá-la de horrorosa) 2.com. Exemplo: chamar um homem casado de corno importa em injuriar também sua esposa. É irrelevante se a injúria tenha sido proferida na presença da vítima (injúria direta) ou que tenha chegado ao seu conhecimento por intermédio de terceira pessoa (injúria mediata). que consista em outra injúria. 5. Obs. 4. pois não há previsão legal. além de atacar a honra da provocada.ex. nas quais. ao passo que o decoro é abalado quando se atenta contra suas qualidades físicas (p. Consumação e tentativa: Como esse crime atinge a honra subjetiva. mas. insultar ou falar mal.459. de modo a abalar o conceito que a vítima tem de si própria. declaratória da extinção da punibilidade (Súmula 18 do STJ). 3.Pena . na qual quem foi injuriado devolve imediatamente a agressão mediante outra injúria.br . art. Observe que no inciso II. dá-se sua consumação quando a ofensa à dignidade ou ao decoro chega ao conhecimento da vítima.quando o ofendido.reclusão de um a três anos e multa. Consequentemente.

mas de desacato.716/89 se materializam por manifestações preconceituosas generalizadas (a todas pessoas de uma raça qualquer) ou pela segregação racial (p. §1º. relacionando-se. cor. Nesse caso. religião. origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10.: vedar a matrícula de uma criança na escola em razão de sua raça). desde que assim o faça imediatamente após ter sido ofendido. sem prejuízo de multa. o meio de execução é a violência ou então vias de fato.ex. o crime é de desacato. 7. de 1997) Pune-se com reclusão. Os crimes de racismos são definidos pela Lei 7. Essa é a regra geral. com potencialidade para arranhar sua honra subjetiva. 6. Com efeito.reclusão de um a três anos e multa. exemplificando.Se a injúria consiste em violência ou vias de fato. o juízo que a pessoa faz de si própria. excepcionando quando o ofendido é funcionário público. o crime de injúria que consiste na utilização de elementos referentes à raça. enquanto afirmar que “todos os gringos são safados” constitui crime de racismo. exige que a ofensa seja dirigida a pessoa ou pessoas determinadas. Assim. Por isso. arrolado pelo legislador entre os crimes contra a Administração Pública (art.com. religião. 140. se considerem aviltantes: Pena . (Incluído pela Lei nº 9. Na injúria por sua vez. 8. e multa. não se trata de simples agressão a sua honra. Basta que a ofensa chegue ao seu conhecimento. Injúria real: § 2º . origem. de 2003) Pena . se a ofensa é realizada na presença do funcionário público. a ofensa não é lançada na presença do funcionário público. Trata-se de injúria que o sujeito escolhe como meio para ofender a honra da vítima. à função pública por ele exercida. Injúria qualificada ou racial: § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. etnia. Vejamos alguns exemplos: a) Se um particular vai à sala de audiências de um fórum e chama o juiz de corrupto. Diferença entre o crime de injúria contra funcionário público e o desacato: O crime de injúria pode ser cometido na presença ou na ausência da vítima.459. assim como os demais crimes contra a honra. cor.Tribunal de Justiça: “A retorsão prevista no art. de 1 a 3 anos. etnia. que. um xingamento. inciso II do CP só permite que a pena não seja aplicada àquele que responde de forma injuriosa a uma injúria que lhe foi primeiramente proferida. mas sim uma agressão física capaz de envergonhá-la.br . não devemos confundir com o crime de racismo. A injúria qualificada. ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. 331 do CP). além da pena correspondente à violência. www. chamar alguém de “gringo safado” tipifica injúria qualificada.detenção. todavia.741. no exercício da função ou em razão dela. por sua natureza ou pelo meio empregado. de três meses a um ano. é dizer.gustavobrigido. não uma palavra.

arts. com ou sem motivação política.741.170/83. Obs. (Obs. Paga e promessa de recompensa caracterizam o crime mercenário. ou contra chefe de governo estrangeiro. www. ofende também os interesses da nação. II . Obs. Quando se fala na presença de várias pessoas.Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa.na presença de várias pessoas. com aumento de pena. e somente se aplica quando o sujeito tenha conhecimento da idade ou da peculiar condição da vítima.contra funcionário público.contra o Presidente da República. em razão da importância das funções desempenhadas pelo Presidente da República e pelo chefe de governo estrangeiro. de 2003) Parágrafo único . em razão de suas funções. Disposições comuns Art.: sempre que o Código Penal fala em “várias pessoas”. e se presentes motivação e objetivos políticos e lesão real ou potencial aos bens jurídicos inerentes à Segurança Nacional. Inciso I: A pena é aumentada de um terço. fugindo em seguida. ou por meio que facilite a divulgação da calúnia. Obs. aplica-se a pena em dobro. 141 .741/03 – Estatuto do Idoso. não se aplica o aumento da pena quando a conduta se refere à vida privada do funcionário público. (Incluído pela Lei nº 10.com. em um domingo. o crime será sempre o previsto no Código Penal. capaz de provocar maior prejuízo à honra da vítima. Inciso III: Essa causa de aumento de pena em um terço se baseia no meio de execução do crime. 141 do Código Penal a pena é aplicada em dobro para qualquer crime contra a honra praticado mediante paga ou promessa de recompensa. 2º e 26º).: O ataque à honra de chefe de governo estrangeiro. Inciso II: O aumento de pena se justifica em razão do interesse supremo da Administração Pública. se qualquer dos crimes é cometido: I .gustavobrigido. 1º.) Inciso IV: Esse inciso foi inserido no Código Penal pela Lei 10.b) Se o mesmo particular para em frente à casa do juiz de Direito. ofendida pelo ataque a honra de seus agentes. A conduta criminosa.br . e grita juiz corrupto. com ou sem motivação política. É necessário que a ofensa esteja relacionada ao exercício da função pública. III . exige ao menos três. exceto no caso de injúria.: no parágrafo único do art. IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência.As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço. estará caracterizado crime contra a Segurança Nacional (Lei 7. Assim. No tocante à injúria contra o Chefe do Poder Executivo Federal. além de atentar contra a honra de uma pessoa. o crime é de injúria. da difamação ou da injúria. com o aumento de pena. caracteriza-se crime comum.: O crime de calúnia ou de difamação contra o Presidente da República. devem existir no mínimo três pessoas.

quem se julga ofendido pode pedir explicações em juízo. salvo quando. salvo quando inequívoca a intenção de injuriar ou difamar.: É cabível unicamente na calúnia e na difamação. Retratação Art.O querelado que. 140 deste Código.Nos crimes previstos neste Capítulo somente se procede mediante queixa. 107. 145). Aquele que se recusa a dá-las ou. em apreciação ou informação que preste no cumprimento de dever do ofício.gustavobrigido. www. no caso do art. não se comunicando aos demais querelados que não se retrataram. antes da sentença. se retrata cabalmente da calúnia ou da difamação. responde pela ofensa. nos casos em que a lei a admite”. não as dá satisfatórias.) pela retratação do agente. 140. fica isento de pena. artística ou científica. tal como se extrai do art. (Redação dada pela Lei nº 12. bem como no caso do § 3o do art. quando estes crimes forem de ação penal privada. há três exceções: a) Ação penal pública incondicionada: na injúria real. Parágrafo único. 143 . alusões ou frases. b) Ação penal pública condicionada à representação do Ministro da Justiça: nos crimes contra o Presidente da República. 144 . se da violência resulta lesão corporal (art.Nos casos dos ns. c) Ação penal pública condicionada à representação do ofendido: na calúnia.br . Art.o conceito desfavorável emitido por funcionário público. no caso do inciso I do caput do art. e. pela parte ou por seu procurador. Trata-se de causa de extinção da punibilidade. no caso do inciso II do mesmo artigo.a ofensa irrogada em juízo. não extingue a punibilidade nos crimes de calúnia e de difamação de ação penal pública. Art. difamação e injúria contra funcionário público. trata-se de causa de extinção de punibilidade de natureza subjetiva. Obs. difamação ou injúria. na discussão da causa. II . de referências. 141 deste Código.. e na injúria qualificada pela utilização de elementos referentes a raça. se infere calúnia. § 2º. responde pela injúria ou pela difamação quem lhe dá publicidade. Contudo. e mediante representação do ofendido. I e III. a critério do juiz. de 2009) A regra geral é de que os crimes contra a honra são de ação penal privada.a opinião desfavorável da crítica literária. em razão de suas funções. pois “somente se procede mediante queixa”. inciso VI do Código Penal: “Extingue-se a punibilidade: (. Procede-se mediante requisição do Ministro da Justiça. Parágrafo único . da violência resulta lesão corporal. 145 .Não constituem injúria ou difamação punível: I ..Se. Por fim. ou contra o chefe do governo estrangeiro.Exclusão do crime Art. III .com.033. 142 . Portanto.

Nesses termos.br .2012 . considere as assertivas abaixo. §3º d CP. a honra objetiva. III . exigindo-se.Prova: INSTITUTO CIDADES . que seja completa.2010 . em ambiente reservado.Promotor de Justiça Em relação aos crimes contra a honra. b) Havendo concurso de crimes e concurso de agentes.: No tocante ao crime contra a honra de funcionário público. LISTA DE EXERCÍCIOS – DOS CRIMES CONTR A HONRA 01 . pode ser feita por escrito ou oralmente. d) Nos crimes contra a honra perpetrados contra pessoa maior de sessenta anos incidirá a agravante de um terço da pena. constitui crime de injúria. b) calúnia. na forma do art. condicionada à representação do ofendido. que "B" trai seu marido "C" com o vizinho. e) injúria.Prova: CESPE .TJ-RS . etnia. é correto afirmar que "A" cometeu crime de a) calúnia. a retratação feita por um dos agentes. exceto no caso de injúria. entretanto. a proteção destes bens está estabelecida na forma da incriminação da injúria. por ser circunstância de natureza pessoal. a) A causa de exclusão de crime abrange a calúnia. incluindo-se órgão do MP. não aproveita aos demais.MPE-RR . II . 140. c) A retratação nos crimes contra a honra. não se admitindo a exceção da verdade. na presença de várias pessoas. pela parte ou seu procurador. admitindo-se a exceção da verdade. religião ou origem. não se admitindo a exceção da verdade.DPE-GO . admitindo-se a exceção da verdade. na discussão da causa. sem a presença de terceiros: B. Diante do enunciado. www. cujos efeitos se restringem à esfera criminal. a difamação e a injúria irrogadas em juízo. religião. não se admitindo a exceção da verdade. cor. tu és um dos beneficiados da corrupção havida no Órgão X e deves ter subornado o Promotor para não teres sido incluÌdo na denúncia. é importante destacar o teor da Súmula 714 do STF: “é concorrente a legitimidade do ofendido. e) Constitui crime de ação penal pública incondicionada a injúria praticada mediante a utilização de elementos referentes a raça. I. no sentimento que as outras pessoas possuem a respeito da reputação de alguém no atinente a estes mesmos atributos. morais ou intelectuais.com. 02 . c) difamação. d) difamação. 03 .gustavobrigido.Defensor Público "A" afirma. assinale a opção correta com base no que dispõe a legislação de regência e no entendimento jurisprudencial. e do Ministério Público.Juiz De acordo com o consagrado na doutrina.cor. inequívoca e incondicional. Obs. mediante queixa.A calúnia e a difamação ofendem a honra objetiva da pessoa.Prova: TJ-RS . para a ação penal por crime contra a honra do servidor público em razão do exercício de suas funções. a honra subjetiva reside no sentimento de cada pessoa a respeito de seus próprios atributos fÌsicos.O fato de A dizer a B. da calúnia e da difamação.A injúria ofende a honra subjetiva da pessoa. tampouco se admite retração a alguns dos fatos imputados. No Código Penal.2009 . origem ou condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. etnia. em razão de suas funções.

a) ficará isento da pena se a retratação ocorrer antes do trânsito em julgado da sentença e contar com a anuência expressa do querelante. Na festa de aniversário do filho de Paulo. b) terá a pena reduzida de um a dois terços se a retratação ocorrer antes da sentença.Direito Miguel cometeu crime de difamação contra Vitor e está respondendo uma ação penal privada movida pelo ofendido (querelante).Juiz do Trabalho .2011 .TRT .2012 .. independentemente de qualquer requisito c) difamação.Prova TIPO 4 Nos crimes contra a honra. independentemente de qualquer requisito. e) calúnia.com. se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. e) terá a pena reduzida de um a dois terços se a retratação ocorrer antes da sentença e contar com a anuência expressa do querelante. II e III 04 . deverá responder pelo crime de racismo. b) injúria. 06 .Prova: FCC .TRF . b) injúria e na difamação.Prova: FCC . c) calúnia e na injúria. Certo Errado 5 .4ª REGIÃO (RS) .gustavobrigido. independentemente de qualquer requisito.Analista Ministerial .Prova: FCC . 08 . que tramita perante uma das varas criminais da comarca de Macapá. d) difamação. com o nítido intuito de lesão à sua honra. Nesse caso. a exceção da verdade é cabível na a) injúria. Pedro tomou o microfone e narrou aos presentes que Paulo era caloteiro. d) difamação. neste caso.Execução de Mandados Pedro emprestou dinheiro a Paulo e este não lhe pagou a dívida no prazo convencionado.2ª REGIÃO . Admite exceção da verdade o crime de a) calúnia. d) ficará isento de pena se a retratação ocorrer antes da sentença.Prova: CESPE . Pedro www.PC-SP .2012 . e) calúnia.Analista Judiciário . por não ter efetuado o pagamento da referida dívida.MPE-AP .Quais são corretas? a) Apenas I b) Apenas II c) Apenas III d) Apenas I e II e) I.Prova: PC-SP . se o fato é imputado à presidente da república. mas não na difamação. o querelado.Delegado de Polícia Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa .2012 .2012 . 07 . se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. c) ficará isento de pena se a retratação ocorrer antes do trânsito em julgado da sentença.Analista Judiciário . Miguel.br .TRE-RJ . poderá se retratar cabalmente e.Contra a Honra.Área Judiciária Aquele que imputar a outrem termos pejorativos referentes à sua raça. ainda que o fato seja imputado a chefe de governo estrangeiro. se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. mas não na calúnia.

caracteriza Abandono de incapaz “abandonar pessoa que está sob seu cuidado. E a injúria consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém. seu vizinho e síndico. E a injúria www. Enquanto que a difamação consiste em imputar falsamente a alguém fato definido como crime. a oposição de exceção da verdade. 10 . pois exige-se que o agente tenha especial relação de assistência com o incapaz.a) cometeu crime de exercício arbitrário das próprias razões. como síndico do prédio. como síndico do prédio e Promotor de Justiça.br . uma vez que Merlindo é Promotor de Justiça.OAB-SC .OAB . pois atribuiu a José fato desabonador que não constitui crime.Prova: ND . d) Conforme o Código Penal. tem o direito de criticar a gestão de Merlindo. guarda. c) cometeu crime de calúnia. entretanto. pois atribuiu a José o crime de adultério. não sendo cabível.1 . de incompetente. caracteriza perigo para a vida ou saúde de outrem “expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direito e iminente”. pois atribuiu a José fato desabonador que não constitui crime.Exame de Ordem . no elevador do prédio em que reside.Primeira Fase Assinale a alternativa correta: a) O Código Penal.Prova: VUNESP . entretanto. b) Marlindo praticou crime de difamação ao ofender a reputação de Merlindo. a) Marlindo praticou crime de difamação ao ofender a reputação de Merlindo. chama Merlindo.2012 . Onde o sujeito ativo é próprio ou qualificado. na hipótese. calúnia consiste em imputar a alguém fato ofensivo a sua reputação. a oposição de exceção da verdade. não sendo cabível. Assinale a alternativa correta. e que tenha especial relação de assistência com o sujeito ativo. 09 – Prova: FGV . sem ressalvas. sendo cabível. 11 . até porque não se pode oferecer denúncia contra pessoa indeterminada. sabedor de que tal afirmação é falsa.Exame de Ordem .gustavobrigido.Primeira Fase Ana Maria. a oposição de exceção da verdade com o fim de demonstrar a veracidade da afirmação. é correto afirmar que Ana Maria praticou o crime de a) calúnia. Onde o sujeito ativo pode ser qualquer pessoa determinada. sendo cabível. na presença de duas pessoas. b) cometeu crime de denunciação caluniosa. desde que incapaz. Merlindo. c) O Código Penal. pela péssima administração do prédio em que residem.com. O sujeito passivo é pessoa de qualquer idade. b) difamação. vigilância ou autoridade. trai a esposa todo dia com uma gerente bancária. além de síndico. aluna de uma Universidade Federal. b) Conforme o Código Penal. uma vez que José é funcionário público. é Promotor de Justiça. pois atribuiu a José o crime de adultério.OAB-SP . c) calúnia. professor concursado da instituição. calúnia consiste em imputar a alguém fato ofensivo a sua reputação.Primeira Fase Marlindo.2 . incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono”. c) Marlindo não praticou crime algum. na hipótese. d) Marlindo praticou crime de desacato à autoridade.2007 .3 .2007 . Enquanto que a difamação consiste em imputar falsamente a alguém fato definido como crime. já o sujeito passivo pode ser qualquer pessoa indeterminada. a oposição de exceção da verdade com o fim de demonstrar a veracidade da afirmação. e) cometeu crime de difamação. Como morador do prédio. A respeito do fato acima. por qualquer motivo. d) não cometeu nenhum crime porque o fato era verdadeiro. Somente a calúnia e a difamação comportam a exceção da verdade. afirma que José.Exame de Ordem Unificado . e. d) difamação.

Prova: PC-MG . Todas comportam a exceção da verdade.com.Primeira Fase (Set/2008) Acerca dos crimes contra a honra. pela parte ou por seu procurador. assinale a opção correta.Exame de Ordem .2008 . na discussão da causa.2 .OAB-SP .br . de forma reprovável. na redação de uma petição. injurie um de seus exempregados. ao redigir uma petição.Delegado de Polícia Com relação aos crimes abaixo destacados.Prova: CESPE .Prova: CESPE . ciente da idade e deficiência da pessoa.gustavobrigido. desprovidas de animus ofendendi. acuse o promotor de justiça de prevaricação durante uma audiência.1 . o juiz deve aplicar a pena ainda que o ofendido. c) É impunível a calúnia contra os mortos. a) Caso um advogado militante. é dispensável que as imputações ofensivas tenham relações de pertinência com o thema decidium. comete o crime de injúria.OAB-SP . fato definido como crime e que Eduardo. sabendo falsa a imputação. imprecisa ou indefinida de fatos ofensivos à reputação caracteriza difamação. no intuito de ofender sua dignidade.2008 . ora reclamante.Exame de Ordem . visto que não constitui injúria ou difamação punível a ofensa irrogada em juízo. 14 . ele estará amparado pela imunidade judiciária. a) Considere que Pedro pratique crime contra a honra de José. imputando-lhe. a propale e divulgue.PC-MG .Exame de Ordem Unificado . www. é CORRETO afrmar que: a) é possível a participação de particular no delito de corrupção passiva.2008 .consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém. 13 .Prova: CESPE . faça alusões ofensivas à honra da parte contrária. comete o crime de calúnia. tenha provocado diretamente a injúria. no intuito de ofender sua reputação.Primeira Fase Acerca dos crimes contra a honra. difame terceira pessoa que não é parte no processo judicial estará amparada pela imunidade judicial. comete o crime de difamação. para o reconhecimento da referida imunidade. Nesse caso. uma vez que o agente não quer diretamente o resultado.OAB . eventualmente. sem que tal injúria tivesse relação com a reclamação trabalhista em curso. em razão do ardor com que defende os interesses de seus clientes. b) Uma advogada que. já que as circunstâncias de caráter pessoal elementares ao crime se comunicam. a) O agente que atribui a alguém a autoria de um estupro.2011 . prevista no Código Penal. ape. Eduardo incorre na mesma pena de Pedro. d) O agente que preconceituosamente se refere a alguém como velho surdo. c) O agente que designa alguém como ladrão. d) Caso um advogado.3 . assinale a opção correta. b) A imputação vaga. sem ressalvas.nas assume o risco de produzi-lo. Nessa situação hipotética. na discussão da causa. b) O agente que imputa a alguém a conduta de mulherengo. 15 . b) o homicídio praticado com dolo eventual afasta a incidência das circunstâncias qualifcadoras. falsamente. d) No delito de injúria.Primeira Fase Assinale a opção correta acerca da imunidade judiciária. o crime de calúnia estará amparado pela imunidade judiciária. ciente da falsidade da imputação. 12 . comete uma das modalidades do crime de racismo. c) Considere que o advogado da empresa X.

b) Ainda que falsa a imputação atribuída por Tiburcio ao morto. é necessário submeter a vítima a intenso sofrimento físico ou psíquico.Juiz Dos crimes contra a honra. se retrate cabalmente da calúnia ou da difamação. está ele.gustavobrigido. falecido dois meses antes de descoberta a falta. atribuiulhe a autoria.com. para a exclusão do elemento objetivo do tipo. www. admite-se a exceção da verdade caso o ofendido seja funcionário público.TJ-DF .1 . ao ser julgada. Ao Almoxarife Francinaldo. cabendo exceção da verdade somente se o ofendido for funcionário público e a ofensa relativa ao exercício de suas funções.Direito Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa . A honra.2008 . a persecução criminal nos crimes contra a honra processa-se mediante ação pública condicionada à representação da pessoa ofendida. é um direito fundamental do ser humano. quando o fato imputado à vítima constitua crime de ação privada e não houve condenação definitiva sobre o assunto. 19 . absolveu o agressor por não haver a vítima provado ser falsa a imputação. b) Em regra..Primeira Fase (Jan/2009) Assinale a opção correta acerca dos crimes contra a honra. via do instituto. a) Tratando-se do delito de injúria.MPE-SE . d) O pedido de explicações em juízo é cabível nos delitos de calúnia e difamação. Destarte: a) Do almoxarifado de empresa de energia elétrica foi subtraído 1. seu substituto. Difamação e Injúria.2010 . Por ser punível a calúnia contra os mortos. c) Caracterizado o delito de injúria. o querelado ou réu não pode ingressar com a exceptio veritatis. a) Não constituem injúria ou difamação punível a ofensa não excessiva praticada em juízo. o juiz pode deixar de aplicar a pena. o instituto da exceção da verdade. seu colega de faculdade. expondo-a a perigo de vida ou de saúde.OAB . mas não se aplica ao de injúria. 18 .Exame de Ordem Unificado . e a ofensa. é afeminado e desonesto. pretendendo demonstrar a verdade do que falou. resultou constatado ter sido um dos motoristas quem efetuou a subtração. relativa ao exercício de suas funções.OAB . sua pena será diminuída. que consista em outra injúria. pela parte ou por seu advogado e a opinião da crítica literária sem intenção de injuriar ou difamar.br . Francinaldo é o sujeito passivo do crime. em razão do exercício de suas funções. por este foi interposta ação penal privada.Contra a Honra. d) O CP prevê. b) Caso o querelado. compelido a provar ser ela verdadeira. na discussão da causa. protegido constitucional e penalmente.Exame de Ordem Unificado . que consiste na possibilidade de o acusado comprovar a veracidade de suas alegações.c) para a confguração do crime de maus tratos.300 quilogramas de fio de cobre. a qual. d) No crime de calúnia. Calúnia.Prova: FCC .Analista .3 . assinale a opção correta.2011 . 16 . Procedidas às investigações. c) Por Márcio haver dito em assembléia estudantil que Maurício. ainda que as imputações ofensivas à honra subjetiva da vítima sejam verdadeiras. a ação penal será pública incondicionada. objetiva (julgamento que a sociedade faz do indivíduo) e subjetiva (julgamento que o indivíduo faz de si mesmo). no caso de retorção imediata.2009 . de difamação e de injúria. Tiburcio. d) caracteriza-se o crime de injúria. para os crimes de calúnia. por ser admitido na lei penal a exceptio veritatis.Prova: CESPE .Primeira Fase (Mai/2009) Acerca dos crimes contra a honra.Prova: CESPE . c) Caracterizado o crime contra a honra de servidor público.Prova: TJ-DFT . antes da sentença. 17 .

b) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria no caso de tentativa de tal delito. 22 . constituindo o fato interpretado crime de ação privada. o ofendido não tenha sido condenado por sentença irrecorrível. NÃO se incluem os crimes cometidos a) mediante promessa de recompensa. denunciação caluniosa. d) comunicação falsa de crime ou de contravenção. c) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria quando ocorrer o perdão judicial. o pedido de explicações deve ser ajuizado no juízo cível e tem natureza jurídica de medida preliminar.Juiz Nos crimes contra a honra previstos no Código Penal.br . constitui infração penal contra a honra. provocou diretamente a injúria. não basta a imputação falsa de crime. investigação policial ou processo judicial. calúnia. c) contra chefe de governo estrangeiro.Dentre as hipóteses de formas qualificadas dos crimes de injúria.TJ-MG .Primeira Fase (Set/2010) Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas do texto: “para a ocorrência de __________.Exame de Ordem Unificado . de forma reprovável. incide a causa de aumento de pena prevista no art. tratando-se de crime comum.DPU . obrigatória à propositura da ação penal. e) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria quando o ofendido for menor de idade.Defensor Público Com relação ao processo e julgamento dos crimes de calúnia e injúria. de competência do juiz singular.gustavobrigido.com. em razão de suas funções.2007 . enquanto a __________ é crime contra a Administração da Justiça”.OAB . denunciação caluniosa. a) denunciação caluniosa. d) na calúnia admite-se a prova da verdade desde que.Prova: EJEF . b) na difamação admite-se a exceção da verdade se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. porquanto incompatível com tal delito. calúnia. por exemplo. www.Prova: CESPE . e) contra funcionário público. mas é indispensável que em decorrência de tal imputação seja instaurada. que. difamação. comunicação falsa de crime ou de contravenção. é INCORRETO afirmar que: a) no crime de calúnia ou de difamação contra o presidente da república ou contra chefe de governo estrangeiro. difamação. b) denunciação caluniosa.2011 . d) na presença de várias pessoas. comunicação falsa de crime ou de contravenção. A simples imputação falsa de fato definido como crime pode consituir __________.Prova: FGV . 141 do Código Penal. c) o juiz pode deixar de aplicar a pena quando o ofendido.2 . 20 . b) contra Governador de Estado. d) A exceção da verdade não será admitida em crime de injúria em nenhuma circunstância.2010 .MPE-MS . c) comunicação falsa de crime ou de contravenção. 21 . calúnia e difamação.Prova: MPE-MS . Certo Errado 23 .2006 .Promotor de Justiça Em que circunstância o crime de injúria admite a exceção da verdade? a) A exceção da verdade será admitida em crime de injúria se o ofendido for funcionário público.

c) As assertivas I. O empregador difama o empregado se lhe atribui a conduta de embriagar-se habitualmente ou em serviço.Juiz Durante reunião de condomínio. em verdade. II e IV estão corretas. e) Antônio. respondendo por ela.2010 . b) Antônio cometeu crime de calúnia. um dos condôminos.6R (PE) . sua memória. independentemente de o fato narrado ser. a) As assertivas I. e) As assertivas I. diz ao síndico que ele deveria se preocupar com sua própria família. O empregado difama o empregador se o chama de sonegador. porque a filha mais velha dele.2011 . atua como causa excludente da ilicitude. cometeu crime de difamação.Juiz . O empregado calunia o empregador se lhe atribui falsamente a conduta de alterar a escrita contábil da firma para enganar o Fisco. que era acusado de fazer barulho durante a madrugada. II. pois sempre era vista em casa noturna suspeita da cidade. a vítima da lesão grave.br .MPE-PB . etnia. III e V estão incorretas.com. II e III estão corretas. b) O Código Penal Brasileiro admite a calúnia e a difamação contra os mortos.Prova: FCC . concomitante à ação delitiva. III e IV estão corretas.24 . inclusive. já que a ofensa feita a honra objetiva destes atinge. IV e V estão incorretas. b) As assertivas II. no mínimo. 27 .Prova: TRT .Prova: MPE-PB . depois. O empregador injuria o empregado se o chama de cachaceiro. assinale a alternativa CORRETA: I.Prova: VUNESP . c) A ocorrência de lesão corporal de natureza grave ou morte qualifica o delito de rixa. a não ser que prove o que disse (exceção da verdade). inicia-se discussão acalorada. a não ser que prove o que disse (exceção da verdade). IV.TRT . origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. era prostituta. a pena deve ser aumentada de um terço.Promotor de Justiça Assinale a alternativa correta: a) Nos crimes contra a honra. d) Assim como no sequestro e cárcere privado.6ª Região (PE) . a ação penal é publica incondicionada. no crime de redução à condição análoga à de escravo. cuja proteção interessa sobremaneira aos seus parentes. que não estava presente na reunião. O empregador calunia o empregado se lhe atribui falsamente a conduta de embriagar-se habitualmente ou em serviço. 26 . d) As assertivas II. d) Antônio cometeu crime de difamação.TRE-AC .Analista Judiciário .2010 . durante a qual Antônio.Prova 1 Analise as assertivas abaixo e. verdadeiro.TJ-SP . III. 25 . cor. se válido e anterior ou. c) Antônio não cometeu crime algum. que não admite a exceção da verdade. se a vítima é maior de sessenta anos ou portadora de deficiência. religião. e) Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. V. pois a ofendida (filha do síndico) não estava presente na reunião. Assinale a alternativa correta dentre as adiante mencionadas.2010 . com a presença de diversos moradores. o consentimento do ofendido. a) Antônio cometeu crime de calúnia. ou não.Área Judiciária Poderá ser concedido perdão judicial para o autor do crime de injúria no caso de www.gustavobrigido.

a) não ter resultado lesão corporal da injúria real. b) ter sido a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador. c) ter sido a opinião desfavorável emitida em crítica literária, artística ou científica. d) ter sido o conceito desfavorável emitido por funcionário público, em apreciação ou informação prestada no cumprimento de dever do ofício. e) ter o ofendido, de forma reprovável, provocado diretamente a ofensa. 28 - Prova: FUNIVERSA - 2009 - PC-DF - Delegado de Polícia - Objetiva Acerca dos crimes contra a honra, assinale a alternativa correta. a) Nos crimes de calúnia e difamação, não se admite a retratação. b) A exceção da verdade, no crime de calúnia, é admitida se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível. c) É impunível a calúnia contra os mortos. d) No delito de injúria, o juiz poderá deixar de aplicar a pena se o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria. e) Caso um advogado, na discussão da causa durante uma audiência, acuse o juiz de prevaricação, o crime de calúnia estará amparado pela imunidade judiciária. 29 - Prova: MS CONCURSOS - 2009 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Juiz - 1ª Prova - 2ª Etapa Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Dos Crimes Contra a Pessoa - Contra a Honra.; Assinale a proposição incorreta: a) É punível a calúnia contra os mortos. b) No delito de difamação, a exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. c) A ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador, não constitui injúria ou difamação punível. d) A legislação penal admite a retratação nos crimes de calúnia e difamação. e) A injúria preconceituosa confunde-se com o crime de racismo. 30 - Prova: CESPE - 2010 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz - Parte II No que concerne aos crimes contra a honra, assinale a opção correta. a) A calúnia consiste em imputar falsamente a alguém fato definido como crime ou contravenção penal. b) Segundo o Código Penal, a chamada exceção da verdade é admitida apenas nas hipóteses de calúnia. c) Aquele que difama a memória dos mortos responde pelo crime de difamação, previsto no Código Penal. d) O objeto jurídico da injúria é a honra objetiva da vítima, sendo certo que o delito se consuma ainda que o agente tenha agido com simples animus jocandi. e) As penas cominadas aos delitos contra a honra aplicam-se em dobro, caso o crime tenha sido cometido mediante promessa de recompensa. GABARITO OFICIAL: 1-D 11-A 21-A 2-D 12-A 22-E 3-E 13-D 23-D 4-A 14-A 24-E 5-D 15-A 25-D 6-D 16-D 26-C 7-C 17-C 27-E 8-E 18-A 28-D 9-D 19-B 29-E 10-A 20-D 30-E

CAPÍTULO VI – DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL Constrangimento ilegal

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Art. 146 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda: Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. Aumento de pena § 1º - As penas aplicam-se cumulativamente e em dobro, quando, para a execução do crime, se reúnem mais de três pessoas, ou há emprego de armas. § 2º - Além das penas cominadas, aplicam-se as correspondentes à violência. § 3º - Não se compreendem na disposição deste artigo: I - a intervenção médica ou cirúrgica, sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal, se justificada por iminente perigo de vida; II - a coação exercida para impedir suicídio.
1. Considerações iniciais:

O tipo penal visa assegurar a liberdade do indivíduo para agir dentro dos limites legalmente previstos. O fundamento desse delito, encontra-se no artigo 5º, inciso II da Constituição Federal. Nesses termos, somente a lei pode obrigar alguém a adotar determinado comportamento, ou então proibi-lo de agir ao seu livre alvedrio. 2. Elementos objetivos: Constranger equivale a coagir alguém a fazer ou deixar de fazer algo. Consiste, em suma, no comportamento de retirar de uma pessoa a sua liberdade de autodeterminação. Assim, em síntese, o delito poderá ocorrer em duas hipóteses: a) quando a vítima é compelida a fazer alguma coisa. Exemplo: beber um copo de cerveja, andar sem sapatos em via pública etc. b) quando a vítima é compelida a deixar de fazer algo, que também engloba a situação em que ela é coagida a permitir que o agente faça alguma coisa. Exemplo: não fumar em local permitido, não correr em um parque público etc. Para realizar qualquer das condutas previstas no tipo penal, o sujeito pode se valer dos seguintes meios de execução: violência, grave ameaça e qualquer outro meio que reduza a capacidade de resistência da vítima. É indispensável, ainda, a existência do nexo causal entre o emprego da violência, grave ameaça ou de qualquer outro meio e o resultado, ou seja, o estado de submissão do ofendido que faz ou deixa de fazer algo contra a sua vontade. 3. Sujeitos do crime:

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Sujeito Ativo: Crime comum, o constrangimento ilegal pode ser praticado por qualquer pessoa. Se o agente é funcionário público, praticado crime no exercício de suas funções, é responsabilizado por outros delitos (artigos 322 e 350 do CP e artigo 3º da Lei nº 4.898/65). Sujeito passivo: é a pessoa que possui capacidade de querer, ficando excluídos, portanto, os doentes mentais, as crianças de pouca idade, o ébrio total, as pessoas inconscientes etc. Não tendo capacidade jurídica de querer, não são elas lesadas pela conduta do agente, que, eventualmente, cometerá outro ilícito. Essas pessoas, a luz da doutrina, só poderiam ser lesadas se o constrangimento tiver sido praticado em face de seus representantes legais. Obs.: O sujeito passivo deve ser qualquer pessoa que tenha autodeterminação, e que se veja forçada a realizar ou a ser abster de determinada conduta pela ação do agente. Obs.: No crime de constrangimento ilegal, admite-se a autoria mediata caso a violência ou grave ameaça sejam exercidas contra pessoa diversa da que se pretenda constranger, sendo o agente responsabilizado, em concurso material, pelo constrangimento ilegal e por outra infração que o executor venha a praticar. 4. Elemento subjetivo: É o dolo, que neste crime, se materializa na vontade de coagir, sendo indispensável o elemento subjetivo do injusto que é o fim de obter a ação ou omissão da vítima. Inexistindo este, haverá apenas um outro ilícito (lesões corporais, vias de fato, ameaça etc). O erro sobre a ilegitimidade da ação pode excluir a ilicitude do fato. 5. Consumação e tentativa: Consumação e tentativa: Consuma-se o crime quando o ofendido faz ou deixa de fazer o que não deseja em virtude da conduta do agente. A tentativa estará caracterizada quando, apesar da violência, ameaça ou outro meio empregado pelo sujeito ativo, a vítima não se submete à sua vontade. 6. Subsidiariedade tácita: O crime de constrangimento ilegal é tipicamente subsidiário, só ocorrendo quando o fato não constitui ilícito mais grave, como roubo, a extorsão, o estupro, desobediência etc. Caso o constrangimento ocorra com o fim de o agente obter algo que poderia ser conseguido pelos meios legais, haverá crime de exercício arbitrário das próprias razões, que absorve a prática do crime previsto no art. 146. 7. Causa de aumento de pena: Aumento de pena § 1º - As penas aplicam-se cumulativamente e em dobro, quando, para a execução do crime, se reúnem mais de três pessoas, ou há emprego de armas. § 2º - Além das penas cominadas, aplicam-se as correspondentes à violência.

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mas o fato pode constituir o exercício regular de direito. escrito ou gesto. exgi-se a necessidade de um especial fim de agir. 147 . sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal. 9.Ameaçar alguém. Outros autores. causando-lhe intenso sofrimento físico ou mental. www. 8. que. que. de causarlhe mal injusto e grave: Pena . ou qualquer outro meio simbólico. pois o simples porte dela. Havendo coação contra várias pessoas. Segundo a doutrina. exigindo-se. declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa. não exclui o delito a circunstância de ser legítimo o mal prenunciado na ameaça. por questão religiosa. quando há risco de vida para aquela. na mesma conduta.com. ou multa. Também se qualifica o crime quando há emprego de arma (própria ou imprópria). por palavra. Nos termos da Lei 9. Ameaça Art. embora não se constitui em ação típica.Somente se procede mediante representação. em menor expressividade. O primeiro é o da intervenção médica ou cirúrgica sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal. pois os fatos não se encontram compreendidos na norma penal incriminadora. Parágrafo único . se justificada por iminente perigo de vida. não bastando. é lícita. ocorre concurso formal.br . com pena de reclusão de dois a oito anos. Observações gerais: Não confundir o crime de constrangimento ilegal com o crime de tortura. II . Causas de exclusão do crime: § 3º . para provocar ação criminosa ou em razão de discriminação racial ou religiosa.gustavobrigido.Não se compreendem na disposição deste artigo: I . constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. O segundo caso trata da coação exercida para impedir suicídio. haverá concurso material com os delitos que atingem a vida ou a integridade corporal da vítima. Pode haver concurso material com o crime de roubo no caso de o constrangimento não integrar a violência caracterizadora desse delito. Na tortura. somando-se as penas da coação e da violência. de um a seis meses.detenção. não tem o consentimento da paciente ou de seus responsáveis.a intervenção médica ou cirúrgica. pois a co-autoria de quatro ou mais agentes. sustentam que o referido dispositivo se trata de excludentes de tipicidades. se justificada por iminente perigo de vida.Aplica-se a causa de aumento de pena quando há reunião de mais de três pessoas na fase de execução do ilícito. Por disposição expressa. constitui crime de tortura. por se constituírem em manifestações inequívocas do estado de necessidade de terceiro.a coação exercida para impedir suicídio A doutrina dominante classifica tais casos como causas especiais de exclusão da ilicitude. Exemplos: seria qualquer intervenção médica.455/97. com o fim de obter informação.

O sujeito passivo é qualquer pessoa que tenha capacidade de entender a ameaça. Nada obsta a possibilidade de continuidade delitiva em ameaças subseqüentes. b) indireta: quando é dirigida a um terceiro. como constrangimento ilegal. Presidente do Senado Federal. porém vinculado a vítima por questões de parentesco ou de afeto (p. 6. que significa intimidar.: Tício diz a Caio que irá agredir Mévio. a simples bravata ou a presença do animus jocandi. c) condicional: é a ameaça em que o mal prometido depende da prática de algum comportamento por parte da vítima. Observações gerais: Quando a ameaça for meio para a prática de outro crime. quanto à pessoa em relação a qual o mal injusto e grave se destina. www. com intuito de intimidar a vítima. 4. haverá concurso formal de crimes.ex. Obs.br . fica por estes absorvida pelo crime subseqüente. já que o crime de ameaça é um crime subsidiário. mediante uma promessa de causar-lhe mal injusto e grave. ocorrerá crime contra a Segurança Nacional (art.. pode ser: a) direta: quando é dirigida à própria vítima (p. Espécies de ameaça: A ameaça.ex. pode caracterizar o crime de abuso de autoridade (art.170/83). 28 da Lei nº 7.: Tício telefona para Caio dizendo que irá matá-lo). econômico ou moral. extorsão.gustavobrigido. Conforme o autor e as circunstâncias. 2. Elemento subjetivo: O dolo do crime de ameaça é a vontade de praticar o ato. Atingindo a ameaça várias pessoas. que pode ser físico. Não configura o crime. sujeita à intimidação. Elemento objetivo: O núcleo do tipo é ameaçar. 5.1. 3. Não é qualquer mal que caracteriza o delito.: apontar uma arma de fogo). portanto.com. mas apenas o classificado como “injusto e grave”. filho deste último) Além disso.898/65). Basta que seja ela idônea para intimidar. roubo. de forma que se consuma no momento em que a vítima toma conhecimento da ameaça. amedrontar alguém. o crime de ameaça também possui espécies relacionadas a forma pela qual a ameaça é praticada: a) explícita: cometida sem nenhuma margem de dúvida (Ex. da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal. podendo ser praticada por qualquer pessoa. b) implícita: aquela em que o agente dá o entender que praticará uma mal contra alguém.: Sendo o ofendido o Presidente da República. 3º da Lei nº 4. ficando. Consumação e tentativa: O crime de ameaça é um delito formal. Sujeitos do crime: A ameaça é um crime comum. independentemente de sua intimidação.

a liberdade de locomoção. fraude. majoritariamente. de dois a cinco anos: I – se a vítima é ascendente.099/95. ao passo que o cárcere seria www.br . Por essa razão. defende-se que o mal necessariamente precisa ser futuro. ou seja. de 2005) II .Privar alguém de sua liberdade.ex. moral.se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital. equiparando ao seqüestro.se a privação da liberdade dura mais de quinze dias.A pena é de reclusão. IV – se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito) anos. Seqüestro e cárcere privado Art. o direito de ir e vir e escolher o lugar onde quer ficar. não permitindo o omitente a saída da vítima do local onde se encontrava licitamente. Contudo. ao cárcere privado que implicaria a colocação do ofendido em confinamento. exigindo-se a representação da vítima ou de seu representante legal. Por fim. 7. Alguns doutrinadores sustentam que o seqüestro é gênero por ser praticado com a privação da liberdade sem o confinamento. § 1º . já que lesado um bem jurídico disponível. 148 . que seria a separação da vítima de sua esfera de segurança. (Incluído pela Lei nº 11. ou se pode também ser atual. (Incluído pela Lei nº 11.106.reclusão. Pouco importa o meio utilizado pelo agente. (Redação dada pela Lei nº 11. grave sofrimento físico ou moral: Pena .A doutrina discute se mal prometido deve ser unicamente futuro.106. Ação penal: O crime de ameaça se apura mediante ação penal pública condicionada. de um a três anos. ao se enquadrar no conceito de crime de menor potencial ofensivo. Elementos objetivos: A conduta típica é privar alguém de liberdade. etc.com. Havendo consentimento válido da vítima no arrebatamento ou na retenção inexiste o delito.Se resulta à vítima. de 2005) V – se o crime é praticado com fins libidinosos. de dois a oito anos. ou seja. físico. A diferenciação entre seqüestro e cárcere privado é eminentemente doutrinária.: privação em uma fazenda). Até por omissão pode-se cometer o crime em estudo. narcótico.106.reclusão. 77 e seguintes da Lei 9. proporcionando maior mobilidade a vítima (p. mediante seqüestro ou cárcere privado: Pena .gustavobrigido. Exemplo: Tício diz a Caio que irá pegar uma faca para matá-lo. permite-se a retratação da vítima antes da denuncia. 1. o processo criminal submetese ao rito sumaríssimo previsto nos arts. de 2005) § 2º . cônjuge ou companheiro do agente ou maior de 60 (sessenta) anos. III . descendente. em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção.

conferindo menos mobilidade a vítima (p.106/2005). Sendo o seqüestro um crime subsidiário. 148 do Código Penal exige a vontade livre e consciente de privar o ofendido da liberdade de locomoção. 3.106/2005). 159).ex. cônjuge ou companheiro do agente ou maior de 60 (sessenta) anos: (Alterado pela Lei nº. II – se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital. www. A pena é de reclusão.br . de 2 (dois) a 5 (cinco): I – se a vítima é ascendente. Elemento subjetivo: O dolo do crime de seqüestro ou cárcere privado é a vontade de privar a vítima da liberdade de locomoção. Por sua vez. a. poderá ocorrer delito de abuso de autoridade. descendente. esta distinção não interfere na tipicidade do delito. 4. a retenção do condutor do veículo roubado. se o seqüestro ou cárcere privado for cometido com fins libidinosos. Qualquer pessoa. seqüestro qualificado. sendo qualificado quando o autor for ascendente. ainda que por certo lapso de tempo. 3º. da Lei 4.: A retenção de paciente em hospital para garantir o pagamento dos honorários médicos tipifica o delito de exercício arbitrário das próprias razões (art. com deslocamento a lugar ermo e posterior liberação não constitui crime de seqüestre. e 4º. pode ser sujeito passivo do crime previsto pelo art. que o agente não tenha obtido o resultado pretendido com a privação de liberdade do ofendido. de mover-se no espaço. inciso V do Código Penal. pois se trata de delito que lesa a liberdade de locomoção do ofendido. 148 do CP.gustavobrigido. III – se a privação da liberdade dura mais de 15 (quinze) dias. 11. também. no qual a privação da liberdade é com confinamento. (Acrescentado pela Lei nº. Não prevê a lei qualquer finalidade específica do agente para a privação da liberdade do ofendido. (arts. O tipo do art. 5. 11.069/90).uma espécie desta. 345 do CP). 2. Caso o agente seja funcionário público e o crime ocorra no exercício de suas funções. §1º. se houver fim libidinoso etc. Consumação e tentativa: O crime está consumado assim que o sujeito passivo ficar privado da liberdade de locomoção.: Consoante orientação jurisprudencial. Em termos práticos.: privar alguém em um quarto de uma casa).898/65). Sujeitos do crime: O seqüestro ou cárcere privado é crime que pode ser praticado por qualquer pessoa. IV – Se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito) anos. Obs. Trata-se de crime permanente e a consumação se protrai com o tempo. descendente ou cônjuge. Não ilide o crime a restituição voluntária da vítima à sua esfera de proteção. Não importa. poderá o fato constituir-se no crime de extorsão mediante seqüestro. Tratando-se de criança. incidirá a figura qualificada definida pelo art. Formas qualificadas: § 1º. 230 do Estatuto da Criança e da Adolescente (Lei 8. pode ocorrer o crime previsto no art. a. se o fim for obter vantagem econômica (art. Obs. porém.com. 148. desde que juridicamente relevante.

Considerações finais: Caso a finalidade do seqüestro seja corretiva. conforme o § 2º. não se caracterizando a qualificadora do grave sofrimento físico ou moral. o crime é também qualificado. 3) Se o agente o comete para fim libidinoso.106/2005). 1º. que deve resultar de maus-tratos ou da natureza da detenção. ocorre o crime de subtração ou sonegação de incapazes. Isto porque o agente acarreta maior dano a vítima. entretanto. se houver grave sofrimento físico ou moral. O seqüestro com fins políticos é previsto no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional (Lei nº 7.170/83). c) se a privação da liberdade dura mais de quinze dias. A lesão corporal. o delito é constrangimento ilegal. 6. descendente ou cônjuge do agente. e) Se o crime é praticado com fins libidinosos. havendo excesso. pode ser a ocasionada no ato do seqüestro.br . b) se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital. Anteriormente. 4) Se não há o intuito de privar de liberdade de locomoção a vítima. Se resulta à vítima. com pena de reclusão. de dois a oito anos.gustavobrigido.com. grave sofrimento físico ou moral: Pena – reclusão. de 2(dois) a 8 (oito) anos.455/97).V – Se o crime é praticado com fins libidinosos (Acrescentado pela Lei nº.106. em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção. www. Por fim. Caso seja executado para a prática do crime de tortura. configura-se o rapto quando a vítima é mulher honesta. mas para dela cuidar. 1) Se o arrebatamento deu-se não para privar a vítima da liberdade de locomoção. foram acrescentados os incisos IV e IV: d) Se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito)a nos. § 4º. pela violação do dever de proteção. como condição ou preço do resgate. de 28 de março de 2005. Concurso de crimes: Sendo o seqüestro meio para o cometimento de outro crime. Com o advento da Lei nº. é por este absorvido. ocorre o crime de maus-tratos. o crime é de extorsão mediante seqüestro. mas coagi-la a fazer ou deixar de fazer algo. no § 1º do art. da Lei nº 9. § 2º. mais grave. 11. a pena deste é aumentada de um sexto a um terço (art. são todas circunstâncias que tornam o fato mais grave. pela fraude. 2) Se o fim era obter vantagem econômica. 148 estavam previstas três formas qualificadas do crime de seqüestro ou cárcere privado: a) se a vítima é ascendente. passando a ser apenas uma causa de aumento de pena deste delito. 11.

br . 157. com o fim de retê-lo no local de trabalho.12. religião ou origem 1. por força da Lei nº 9. de 11. fraude. cor. Reduzir significa forçar alguém a viver em situação semelhante àquela em que se encontravam os escravos em períodos remotos. ameaça.2003) Pena . (Incluído pela Lei nº 10. se o crime é cometido: (Incluído pela Lei nº 10. abrangendo inclusive a submissão de alguém a uma jornada exaustiva de trabalho.Discutia-se se a privação da liberdade praticada conjuntamente com o crime de roubo constituía-se apenas no meio executivo deste ou crime autônomo.2003) I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador.803.12.. de 11. ainda existente em grandes fazendas.2003) § 2o A pena é aumentada de metade.12. com desígnio autônomo. se após a consumação do roubo houver privação da liberdade da vítima sem que este fato esteja ligado à prática da subtração. de 11. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. acrescentou-se o art. notadamente nas cidades longíquas e distantes dos centros urbanos.12.12.12.803. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto: (Redação dada pela Lei nº 10. (Incluído pela Lei nº 10. 149. portanto. em concurso material. e em qualquer lugar. de 11. § 2º. Reduzir alguém a condição análoga à de escravo.803. etc. numa condição semelhante à do escravo. que funciona como elemento normativo do tipo.803.803.gustavobrigido. com qualquer finalidade. (Redação dada pela Lei nº 10. excluindo-se a possibilidade de se falar em concurso formal ou material de crimes. quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. etnia. A conduta pode ser praticada por violência. com o fim de retê-lo no local de trabalho. Entretanto. (Incluído pela Lei nº 10.12. de dois a oito anos. o status libertatis.2003) II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador. de 11. não se exigindo. e multa. A finalidade do legislador foi combater o problema. Seu significado. de 11. de 11.com. É irrelevante o consentimento da vítima já que a lei protege um direito indisponível. Mas. O tipo penal menciona a palavra escravo. o inciso V. haverá concurso material de crimes. além da submissão.803.803.2003) II – por motivo de preconceito de raça. por qualquer meio. deve ser extraído mediante uma valorização por parte do magistrado.reclusão. retenção de salários.2003) § 1o Nas mesmas penas incorre quem: (Incluído pela Lei nº 10.426/96. dos www.2003) I – contra criança ou adolescente. exceto quando o fato constitui crime mais grave. porém. O conceito de escravo há de ser interpretado em sentido amplo. Redução a condição análoga à de escravo Art. quer restringindo. além da pena correspondente à violência. que prevê o aumento de pena de um terço até a metade ao crime de roubo. que o agente pratique maus-tratos contra a vítima. Elementos objetivos: A conduta típica é a de sujeitar alguém totalmente à vontade do agente.

1 do pacto de São José da Costa Rica). ou então apenas em face de um grupo determinado de pessoas. será da competência da Justiça Estadual quando o crime for cometido contra uma única pessoa.detenção. em casa alheia ou em suas dependências: Pena . 149 do Código Penal. de forma não transitória. ou em lugar ermo. e não a uma coletividade de trabalhadores. em que se exige a consciência do agente de estar reduzido alguém a um estado de submissão com a supressão do status libertatis. ou com o emprego de violência ou de arma. 3. inciso VI da Constituição Federal. ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito. Elemento subjetivo: Trata-se de crime doloso.Se o crime é cometido durante a noite. 150 . ofende-se unicamente a liberdade individual do ser humano. conhecido na antiguidade como plagium. Sendo o fim o de criar. nos termos do art. é qualquer pessoa que reduz a vítima à situação semelhante à escravidão. de um a três meses. Trata-se de crime material e permanente. inclusive pela Convenção Americana sobre Direitos Humanos (art. Competência para processar e julgar: Conforme o entendimento do Supremo Tribunal Federal. Sujeito passivo é qualquer pessoa. caracterizando-se os maus tratos no caso de excesso dos meios de correção ou disciplina.com. ou multa. O ofendido é privado de sua liberdade de autodeterminação. 6. ou por duas ou mais pessoas: www. educar. 5. a competência para processar em julgar esse delito é da Justiça Federal. 4. pois. 2.gustavobrigido. por se tratar de um crime que visa tutelar a organização do trabalho. Figuras equiparadas: O §1º do artigo 149 do Código Penal arrola figuras equiparadas àquelas descritas pelo caput. pois se sujeitam as mesmas penas. que não recebem remuneração mínima prevista em lei e são arbitrariamente excluídos de benefícios trabalhistas e previdenciários. corrigir ou proteger uma pessoa não existirá o delito por ausência de dolo dessa infração. Consumação e tentativa: A consumação ocorre quando reduz a vítima à condição análoga à de escravo. 6. § 1º . Sujeitos do crime: Sujeito ativo do crime de redução à condição análoga à de escravo. mediante alguma das condutas taxativamente previstas no art. 109.Entrar ou permanecer. Entretanto. clandestina ou astuciosamente.trabalhos privados da liberdade e forçados a trabalhos excessivos e degradantes. Violação de domicílio Art. nessas hipóteses.br . já que o crime viola o status libertatis do ser humano. direito subjetivo de interesse do estado e protegido.

2. não a posse ou propriedade. Na entrada astuciosa ou clandestina. É necessário que a entrada ou permanência seja realizada contra a vontade do dono.detenção.aposento ocupado de habitação coletiva. II .º II do parágrafo anterior. havendo consentimento. se o fato é cometido por funcionário público. § 3º .durante o dia. www. onde alguém exerce profissão ou atividade. 161 do Código Penal (Usurpação). Há que se verificar. salvo em caso de flagrante delito ou desastre. contudo. mas o indivíduo força a entrada. estalagem ou qualquer outra habitação coletiva. com observância das formalidades legais. Elementares objetivas: Os núcleos objetivos do tipo são os verbos: entrar e permanecer. 1. poderá ocorrer o delito do art.Aumenta-se a pena de um terço. Na violação de casa desabitada.A expressão "casa" compreende: I . Na permanência.gustavobrigido. § 5º . salvo a restrição do n. II . inciso XI da CF.br . além da pena correspondente à violência. Na entrada franca. § 4º . ao dispor que “a casa é asilio inviolável do indivíduo. que há diferença entre desabitada e na ausência de seus moradores. pressupõe-se que entrada foi lícita. ou com inobservância das formalidades estabelecidas em lei. ninguém nela podendo penetrar sem o consentimento do morador. durante o dia.hospedaria. tácito ou expresso.Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências: I . ou para prestar socorro. de seis meses a dois anos.taverna. para efetuar prisão ou outra diligência. ou. Na simples ausência haverá o crime. por determinação judicial”.com. quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser. II . astuciosas ou clandestinas. o fato é atípico. por exemplo: aquele que se veste de carteiro (astuciosa) ou aquele que é penetra numa festa (clandestina).a qualquer hora do dia ou da noite. o dissentimento é presumido. existe um dissentimento expresso ou tácito. 5º. A entrada e a permanência podem ser francas. ou com abuso do poder. III . Não configura este crime a entrada ou permanência em casa alheia desabitada. Considerações iniciais: Protege-se a tranqüilidade doméstica. casa de jogo e outras do mesmo gênero.compartimento não aberto ao público. § 2º .qualquer compartimento habitado. para a caracterização do crime. O fundamento constitucional o delito encontra-se no art.Pena . fora dos casos legais.Não se compreendem na expressão "casa": I . enquanto aberta.

hotéis. O legislador penal procurou proteger o lar.: escritório do advogado. P.) § 5º .ex. Se o compartimento não é aberto ao público.: O domicílio do Código Penal difere do domicílio do Código Civil. tal como os quartos de pensões. a parte que alguém exerce profissão ou atividade. está protegida pela norma penal. podendo ser barraco. que estejam ocupados por alguém. II .Não se compreendem na expressão "casa": I . estalagem ou qualquer outra habitação coletiva.gustavobrigido. Exemplo: quarto de hotéis ou motéis. devemos utilizar aquele definido pelo art. enquanto aberta. de forma indevida. balcão do padeiro etc. Obs. grades etc.: boleia de um caminhão). Assim. pois se trata de um crime comum. www. 150. Qualquer lugar usado à ocupação pelo ser humano. A lei penal resguarda a tranqüilidade no local de habitação. Todos os aposentos ocupados de habitação coletiva.. motéis. 3. casa de jogo e outras do mesmo gênero. ou ele é parte integrante de um local público. a casa.hospedaria. cercados ou se existentes obstáculos de fácil visualização vedando a passagem do público (p. Obs. quintais.: esse artigo é um excelente exemplo de lei penal interpretativa ou explicativa). pouco importando seja permanente o I . II .: A proteção da inviolabilidade domiciliar estende-se também para autoridade fiscais e fazendárias. Obs. terraços e pátios.br .taverna. Conceito de casa: No aspecto do conceito de casa. consultório do médico.aposento ocupado de habitação coletiva. barraca de camping etc. ou possui uma parte conjugada aberta ao público.: correntes.ex.qualquer compartimento habitado. III . o lugar onde alguém mora. cabines de navios etc. Até mesmo um automóvel pode ser classificado como compartimento habitado. repúblicas.3. Em síntese.compartimento não aberto ao público. onde alguém exerce profissão ou atividade. com exclusividade. desde que fechados.: Também constitui crime em relação as dependências da casa. Sujeitos do crime: a) Sujeito ativo: qualquer pessoa. podemos dizer que o conceito de casa é qualquer lugar privado em que alguém habita. comente o crime de violação de domicílio. §4º do Código Penal (obs. aquele que entra ou permanece na residência. garagens. não importando se reside com na animus de definitividade ou não. a exemplo dos jardins. nas situações em que possui uma divisão que funciona como domicílio de uma pessoa (ex.com. salvo a restrição do n.º II do parágrafo anterior. telas.

provar ausência de dolo. seguindo o entendimento de Damásio de Jesus.: O divorciado pode cometer o crime ao entrar ou permanecer na residência do seu ex-cônjuge contra sua vontade. ou em lugar ermo. patrão e patroa).gustavobrigido. se esses entrarem em contradição com os chefes da casa (pai e mãe. 20 do CP. Sujeito passivo é o titular do objeto jurídico (tranqüilidade doméstica). a) Noite: A razão da qualificadora decorre do fato de ser mais fácil praticar o crime durante a noite. a autoridade de controlar a entrada. quando a vítima tem reduzida sua capacidade de defesa.com. ou com o emprego de violência ou de arma.Se o crime é cometido durante a noite. além da pena correspondente à violência.: Se o dono de uma casa alugada penetrar na residência do inquilino contra a sua vontade? Haverá o delito. Erro de tipo escusável. Obs. previsto no art. A tentativa é cabível na conduta de entrar. com base no art. ou então quando.detenção. Para efeitos de caracterização dessa qualificadora. O crime se consuma no momento em que o sujeito ingressa completamente na casa da vítima (entrar). 226. ciente de que deve sair do local.: Se um condômino permite. a vontade destes prevalecerá para fins penais.: Os filhos e empregados de uma casa também podem proibir o ingresso e a permanência de alguém no recinto da casa. O conceito de noite. é aquele que tem a prerrogativa.br . E E a esposa que deixa o amante entrar? A doutrina majoritária.Obs. a forma tentada é incompatível 6.ex. contudo. em razão do dissentimento presumido do dono da casa. Elementos subjetivos: O crime só é punível a título de dolo. Restará ao violador. Já para a conduta de permanecer. permanência e a saída do domicílio. exclui o dolo (p. por erro. que agiu de boa fé. Forma qualificada: § 1º . encabeçada por Damásio de Jesus. seguindo a orientação do jurista Celso www. ainda não é uníssono.: Empregada que deixa o amante ingressar na casa praticaria o delito? A doutrina majoritária. de seis meses a dois anos. entende que não. § 5º da Constituição Federal. que incide sobre as elementares do crime. entende que haverá crime. Obs. Lembrando que o erro de tipo.) 5. já que no tipo penal não contém resultado naturalístico. ou por duas ou mais pessoas: Pena . que deve abranger o elemento normativo “contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito”. Por exemplo: o sujeito é impedido por seguranças de ingressar em uma festa de casamento para a qual não foi convidado. supõe estar entrando em sua casa. Obs. Contudo. não faz (permanecer). penetrando em casa alheia. e outro proíbe? Prevalece a condição melhor de quem proíbe.: : Sujeito. Consumação e tentativa: Por se tratar de um crime de mera conduta. 4. Obs. Não haverá o delito pela ausência de dolo.

Observa-se que não haveria necessidade de expressa disposição no Código Penal. d) Emprego de arma: arma é todo instrumento com potencialidade de matar ou ferir.Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências: I . feita com a finalidade de intimidar a vítima. com observância das formalidades legais. embora transitoriamente ou sem remuneração. quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser. tanto em relação à pessoa do morador como também no tocante à coisa (p. Causa de aumento de pena: § 2º . iremos adotar o critério físico-astronômico. e) Concurso de duas ou mais pessoas: essa qualificadora somente será aplicada quando duas ou mais pessoas efetivamente invadem a casa alheia. o que torna reduzida a chance de defesa da vítima.ex. 9. todos devem praticar atos de execução (coautor) 7. quem. emprego ou função em entidade paraestatal. b) Lugar ermo: é o local habitualmente abandonado e afastado dos centros urbanos. serão aplicadas cumulativamente as penas atinentes à violação de domicílio e à lesão corporal. Causas excludentes de antijuridicidade: § 3º . Ao mencionar 8. c) Violência: é o emprego de força física. para efetuar prisão ou outra diligência. II . ainda que leve. Aqui. Assim.Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo. O conceito de funcionário público para fins penais encontra-se no art. no qual o pedido de socorro seria mis difícil.com. ou com abuso do poder.de Mello.: arrombar uma porta).durante o dia. Observação: se a violência for empregada contra a pessoa e se ela sofrer lesões corporais. fora dos casos legais. ou com inobservância das formalidades estabelecidas em lei.a qualquer hora do dia ou da noite. considerando noite o intervalo de tempo situado entre a aurora e o crepúsculo. A lei impõe o concurso material obrigatório entre a violência de domicílio e a violência física contra a pessoa. Observe que o conceito de arma é bem mais amplo do que o conceito de arma de fogo. a utilização de armas brancas (p. emprego ou função pública.br . se o fato é cometido por funcionário público. para os efeitos penais. no parágrafo 3º. já que todas as situações estão inseridas naquelas permissões constitucionais de violação domiciliar lícita. exerce cargo. Classificação doutrinária: www.ex. Assim. 327 do Código Penal: Art.: punhal).gustavobrigido.Aumenta-se a pena de um terço. e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública. estará caracterizada a qualificadora. § 1º . 327 Considera-se funcionário público. temos causas especiais de exclusão da ilicitude (ou exclusão da antijuridicidade).

comete um único crime. de crime consunto. radioelétrica ou telefônica II . Subsistirá. IV . ou multa. salvo nos casos do § 1º.detenção. Violação de comunicação telegráfica.br . IV. Sempre que houver dúvidas sobre o verdadeiro propósito do agente este responde pelo crime autônomo de violação de domicílio. ainda. no conflito aparente de normas. Não é crime subsidiário. Idem se a invasão for preparo para outro crime. Violação de correspondência Art. Sonegação ou destruição de correspondência § 1º . ou conversação telefônica entre outras pessoas. Na modalidade “entrar” é crime instantâneo. A violação de domicílio só deve ser punida quando constituir delito autônomo. Às vezes. § 3º .quem indevidamente divulga. sem observância de disposição legal. caso contrário fica absorvido pelo delito fim. não encontrando a vítima. por exemplo. radioelétrico ou telefônico: Pena .Na mesma pena incorre: I . Exemplo: Furto intra-muros absorve a violação de domicílio. telegráfico. tem prevalecido o entendimento pela consunção. é absorvido pelo mais grave. como exercício arbitrário das próprias razões. com abuso de função em serviço postal. Invade para agredir. Formulação típica alternativa “entrar ou permanecer ou ambos”. § 4º .com.quem instala ou utiliza estação ou aparelho radioelétrico.Somente se procede mediante representação. 151 .Se o agente comete o crime. de um a três anos. www. autonomamente. aquele que entra e permanece. se há dano para outrem. assim. III . de um a seis meses. “permanecer” é permanente. transmite a outrem ou utiliza abusivamente comunicação telegráfica ou radioelétrica dirigida a terceiro.gustavobrigido. embora não fechada e. no todo ou em parte. dirigida a outrem: Pena . § 2º . Tem-se ponderado que o delito de violação de domicílio não pode ser absorvido por crime-fim menos grave. e do § 3º.As penas aumentam-se de metade.Trata-se de crime de mera conduta. a sonega ou destrói.Devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada. O indivíduo que ingressa em casa alheia para matar seu morador responde pelo homicídio. etc. quando ocorrer desistência voluntária ou arrependimento eficaz.quem se apossa indevidamente de correspondência alheia. quando não praticado autonomamente.quem impede a comunicação ou a conversação referidas no número anterior. Cuida-se. Contudo.detenção. em razão do princípio da alternatividade.

Correspondência é “toda comunicação. e destinada a determinada pessoa. por isso.com.1. A correspondência deve estar fechada. como quando se a contrapõe a feixe de luz. É. Descrição típica idêntica encontra-se no art. 2. A indagação que se coloca. Só há tipicidade se a devassa tiver sido realizada indevidamente. Cecograma é o objeto impresso em relevo. nem o conheceu. que dispõe sobre os serviços postais no país. para ser entregue ao destinatário.gustavobrigido. 151 do Código Penal. a Lei nº 6.538. 151 do Código Penal. Estas definições encontram-se no art. de 22 de junho de 1978. ou seja. Não é imprescindível que a correspondência seja aberta. com ele. o crime de violação de correspondência é o definido no art. 47 da Lei nº 6. sob a forma de comunicação escrita. 40 da Lei nº 6. na Doutrina. Conquanto o preceito constitucional do inciso XII do art. 151. há quem entenda. que somente a autorização do destinatário pode afastar a proibição decorrente daquele elemento normativo. conversível em comunicação escrita. necessariamente. Além de construir tipo idêntico ao do art.538. 5º tenha consagrado a inviolabilidade do sigilo da correspondência. De conseqüência. Introdução: A descrição típica do art.br . cominando pena de detenção de um a três anos. dirigida a outrem”. Impossível conduta omissiva. Ora. Telegrama é a mensagem transmitida por sinalização elétrica ou radioelétrica. com ou sem envoltório. 151. sendo. no sentido de conhecer. Revogou-o tacitamente. por meio de carta. o sigilo da comunicação por correspondência. 151. quando cometido o crime “com abuso de função em serviço postal” como o faz o Código Penal no § 3º do art. é sobre a vigência do art. Elementos objetivos: O verbo utilizado no tipo é devassar. www. Carta é o objeto. que contém informação de interesse do destinatário. de 22 de junho de 1978. Através da conduta o agente toma conhecimento do que se contém na correspondência. se quem o abriu não queria conhecer seu conteúdo.538/78 e não o do art. conduta comissiva. como ente integrante da liberdade individual. pessoa a pessoa. pois será possível conhecer seu conteúdo quebrando seu sigilo sem a abertura física de seu envoltório. a lei regulou integralmente a mesma matéria – crime de violação de correspondência – e deu-lhe tratamento mais benéfico que o art. para uso dos cegos. 151 do Código Penal é: “devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada. Protege a norma a liberdade de comunicar sigilosamente o pensamento. de qualquer natureza. 40 da Lei nº 6. ilícita ou injustificadamente. ou qualquer outra forma equivalente. que se encontra revogado.538/78 não fez dele derivar o tipo qualificado. do Código Penal. determinou a referida lei que tal circunstância seja apenas uma agravante da pena (art. A simples abertura de envelope no qual está contida carta não configura a conduta. através da via postal ou por telegrama”. Diferentemente. 43). absolutamente incompatível. não admitindo qualquer exceção.

Há tentativa quando o agente está abrindo o envelope ou. Dolo é consciência dos elementos constitutivos do tipo e vontade de realizá-lo. Elemento subjetivo: Só é prevista a modalidade dolosa. guarda e vigilância a que está obrigado por lei.gustavobrigido. criar e educar os filhos menores” (art. o cumprimento dos deveres para com os menores não será possível sem o conhecimento de suas comunicações com outras pessoas. porque é seu dever “assistir. violência. consciência de que a correspondência encontra-se fechada e está dirigida a outra pessoa. A mesma Constituição que protege o sigilo nas comunicações impõe à família e. consciência de que não a pode devassar e vontade livre de conhecer seu conteúdo. simultaneamente. bem assim sobre não estar o agente autorizado a conhecê-la.com. Causa de aumento de pena: www. os sujeitos passivos do crime. os quais são. Consciência da conduta. preso ou enfermo mental exige. o custodiado. o internado. exclui a tipicidade do fato. que inclui o direito ao sigilo. Não há previsão de punição por conduta culposa. a fim de bem desempenhar a proteção. até mesmo o próprio destinatário. senão que de amor. 5. Em certas situações. 229). 4. o dever de colocar a criança e o adolescente. excluindo o dolo e a tipicidade. salvo o remetente e o destinatário da correspondência. o curatelado. indispensável para a descaracterização do tipo. “a salvo de toda forma de negligência. O pleno e legítimo exercício do poder de autoridade sobre o menor. 6. é óbvio. o direito de conhecer suas comunicações. excluindo o dolo. O erro pode também incidir sobre estar fechada a correspondência. não há direitos absolutos. discriminação. há de prevalecer o respeito à individualidade do outro. conduzir à autorização. após tê-lo aberto. todavia. com absoluta prioridade. 3. exploração. para seu titular. quando o agente devassa a correspondência fechada por imaginar que está dirigida a si mesmo há erro de tipo que. É o que a doutrina denomina de dupla subjetividade passiva. A correspondência fechada dirigida ao filho menor pode ser devassada pelos pais. por conseqüência. Entre os cônjuges ou companheiros. não é possível reconhecer esse direito recíproco de devassar a correspondência fechada dirigida ao outro porque. entretanto. tácita ou expressa. aos pais. ou seja. o tutelado. ainda que convivendo harmoniosamente sob o mesmo teto. mas de fraternidade e companheirismo. Sem ela. a qual pode. Aliás. Sujeitos do crime: Sujeito ativo desse crime é qualquer pessoa. 227).br .O sigilo assegurado constitucionalmente não é absoluto. não chega a conhecer seu conteúdo por lhe ser a carta tomada das mãos por outra pessoa. essa relação não é de autoridade. crueldade e opressão” (art. Assim. quando seu sigilo resta quebrado. Consumação e tentativa: Há crime consumado quando o agente toma conhecimento do conteúdo da correspondência. Nem a vida é protegida de modo absoluto.

538/78. de três meses a dois anos.§ 2º . 152 . 7.538/78 será punida com pena de detenção de até seis meses. desviar. pode ser excluída no âmbito da própria tipicidade quando o agente age devidamente autorizado pelo destinatário ou quando tem o direito de devassar a correspondência dirigida à pessoa que esteja sob seu poder de autoridade. o remetente ou qualquer outra pessoa. 9. O dano pode ser econômico ou moral e pode atingir o destinatário. Correspondência comercial Art. Parágrafo único .As penas aumentam-se de metade. Ilicitude: A ilicitude.gustavobrigido. cabendo às autoridades administrativas que dela tomarem conhecimento oferecer representação ao Ministério Público Federal. 40 da Lei nº 6. ou multa de até 20 dias-multa. sob pena de responsabilidade. se há dano para outrem. a pena será aumentada de metade. A competência é do juizado especial criminal. Ação penal: A violação da correspondência de que trata a Lei nº 6. viu-se. para o cometimento do crime. no todo ou em parte. Se o agente se prevalece do cargo ou abusa da função. federal ou estadual.br . A ação penal é de iniciativa pública e tratando-se de fato cometido ainda no âmbito do serviço postal a competência é da justiça federal.Somente se procede mediante representação. a competência é da justiça estadual. sonegar.detenção. subtrair ou suprimir correspondência. Se em conseqüência da quebra do sigilo da correspondência ocorre dano para alguém.Abusar da condição de sócio ou empregado de estabelecimento comercial ou industrial para. permitida a suspensão condicional do processo penal. a pena será agravada. consoante dispõe o § 2º do art. www. Cometido o crime após a entrega da correspondência. ou revelar a estranho seu conteúdo: Pena .com.

com. § 1º Somente se procede mediante representação. sonegação. mas desde que com conteúdo comercial ou industrial. Sujeito passivo é a pessoa jurídica da qual o sujeito ativo é empregado ou sócio. nesse tipo. supressão ou revelação do conteúdo. A ação penal é pública.Divulgar alguém. que diga respeito às atividades da empresa remetente. Sonegar é ocultá-la. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. 153 .983. É essencial que o conteúdo da correspondência tenha natureza comercial ou industrial. Divulgar.br . e cuja divulgação possa produzir dano a outrem: Pena . Comentários: O bem jurídico protegido é a liberdade de comunicação do pensamento realizada por intermédio de correspondência comercial. Suprimir é destruí-la. Deve o agente proceder com abuso de sua condição de sócio ou empregado e com consciência de que o faz nessa condição. sendo possível a tentativa. subtrair ou suprimir. informações sigilosas ou reservadas. de 2000) www. Sujeito ativo do crime é o sócio ou empregado de estabelecimento comercial. reproduzida ou fixada numa coisa. condicionada à representação da pessoa jurídica ofendida. O delito é punido apenas em sua forma dolosa. de 2000) § 1o-A. Subtrair é tirá-la de quem a detém. devendo o agente agir com consciência de sua conduta e vontade livre de realizá-la.1. no todo ou em parte. subtração. de 2000) Pena – detenção.983. Revelar seu conteúdo é dá-la ao conhecimento de outra pessoa. a correspondência comercial ou revelar seu conteúdo a pessoa estranha.gustavobrigido. Divulgação de segredo Art. sonegar. de um a seis meses. Desviar é dar destino diverso à correspondência.538/78. ainda que apenas parcialmente.983. isto é. permitida a suspensão condicional do processo penal. A conduta realiza-se através de uma das seguintes ações: desviar.detenção. sem justa causa. Consuma-se com o desvio. (Parágrafo único renumerado pela Lei nº 9. é mais amplo do que o estabelecido na Lei nº 6. ou multa. e multa. contidas ou não nos sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública: (Incluído pela Lei nº 9. de que é destinatário ou detentor. O conceito de correspondência. assim definidas em lei. alcançando também toda e qualquer comunicação de pensamento de uma pessoa a outra. violando seus deveres de lealdade para com a empresa da qual é sócio ou empregado. conteúdo de documento particular ou de correspondência confidencial. sem justa causa. (Incluído pela Lei nº 9.

com. por si só. a ação penal será incondicionada. Se este o fizer cometerá o crime do art. 2. Internet ou diretamente a um grupo de pessoas em local público ou restrito. Elementos objetivos: O núcleo do tipo é o verbo divulgar. por sua natureza. oralmente. A informação sigilosa – o segredo – deve estar contida num documento particular ou numa correspondência confidencial dirigida ao agente ou da qual ele tem a posse. Agindo o sujeito ativo impelido por motivo justo o fato é também atípico. econômico ou moral. isto é. excluída fica a tipicidade. de 2000) 1. Consumação e tentativa: www. Não sendo sigilosa a informação contida no documento ou na correspondência. ainda. o que. a presença de outro elemento normativo. É elemento normativo do tipo. Deve ser confidencial. Se houver interesse público. rádio. sigilosa. Se o interessado pela manutenção do segredo dela não faz questão. 325 do Código Penal. mantida fora do conhecimento público. Errando o agente sobre um dos elementos do tipo. a qualquer pessoa. não a qualifica como tal. sua divulgação poderá caracterizar o crime do § 1º-A deste artigo ou o do art. em ambiente interno ou aberto. Deve ser particular. por exemplo. Não é indispensável que o remetente a tenha rotulado de reservada. empregado no sentido de dar conhecimento. sigilosa ou confidencial. sem justificativa. (Incluído pela Lei nº 9. 154 do Código Penal. Indispensável.§ 2o Quando resultar prejuízo para a Administração Pública. se houver. O agente deve ter consciência de sua conduta. o firmatário ou redator do documento particular ou qualquer outro.983. aposta por uma pessoa. O conceito de correspondência é o mais amplo. sigilosa ou reservada. por ausência de dolo. por ocasião da aplicação da lei. deva ser resguardada. Elemento subjetivo: Crime doloso.br . pela imprensa. o segredo diz respeito à prática de um crime. ao remetente da correspondência ou ao destinatário. Documento é a coisa na qual está escrita uma informação juridicamente relevante. Não há forma culposa.gustavobrigido. televisão. da probabilidade da causação do dano e vontade livre de realizar o tipo. pode o agente divulgá-lo. 3. o fato é atípico. Sendo sigilosa ou reservada. devendo o intérprete. isto é. salvo se seu detentor for profissional que tenha o dever de preservá-lo. da confidencialidade da correspondência ou do caráter sigiloso do documento. sem qualquer outra finalidade. quando. Por fim é necessário que a divulgação do segredo seja capaz de produzir dano. uma vez que o documento público poderá conter informação pública. valorá-la com base nos princípios da razoabilidade e do bom-senso. O relato pode ser feito através de palavras proferidas ou escritas e transmitidas por qualquer meio de comunicação. contar alguma coisa a um número indeterminado de pessoas. A divulgação deve ser feita sem justa causa. assim entendida aquela que contenha informação que. poderá ser revelado. da ausência da justa causa para a divulgação.

sem justa causa. O segredo deve ter chegado ao conhecimento do agente em razão da função.br . um telefonema. Ação pena: A ação penal é pública condicionada à representação do sujeito passivo. quando o agente deixa uma anotação contendo a informação sigilosa à vista de outra pessoa que. então. segredo. A culpabilidade pode ser excluída ou diminuída por erro de proibição.Consuma-se no instante em que o segredo é contado pelo agente a um número indeterminado de pessoas. 6. ministério. de que tem ciência em razão de função. Sujeitos do crime: Sujeito ativo do crime é o destinatário ou o detentor da correspondência. inclusive o destinatário. 5. então. 154 . É conduta normalmente comissiva. empregado no sentido de contar a uma pessoa o que sabe. A competência é do juizado especial criminal.com.Revelar alguém. 4. Uma carta. do ofício ou da profissão que exerce. permitida a suspensão condicional do processo penal.gustavobrigido. quando praticado o crime pelo detentor. quando o agente imaginar que está autorizado a divulgar o segredo ou que sua revelação atende a um interesse relevante e justificado. numa conversa qualquer.detenção. ofício ou profissão. ou multa. Bem jurídico: O bem jurídico protegido é o direito ao sigilo sobre a intimidade da vida privada do ser humano. é. iniciando a narrativa e antes de adentrar no relato do segredo. 1. e cuja revelação possa produzir dano a outrem: Pena . 7. Sujeito passivo é o remetente da correspondência e também a pessoa que venha a sofrer o dano decorrente da violação do segredo. Basta que o segredo seja revelado a uma só pessoa. deve ser resguardada em relação a terceiros. do ministério. por qualquer meio. Por função deve-se entender toda e qualquer atividade a que o sujeito se obriga em www. A tentativa é possível quando o agente. por isso. Parágrafo único . pode vir a conhecê-la. Exclusão de ilicitude: A ilicitude será excluída no âmbito da própria tipicidade se o agente age devidamente autorizado pelo destinatário ou tem o direito de revelar o segredo por razões de interesse público. Elementos O núcleo do tipo é revelar. impedido de continuá-la. que pode causar dano a qualquer pessoa e que. todavia pode ocorrer por omissão. Violação do segredo profissional Art.Somente se procede mediante representação. de três meses a um ano.

necessariamente. Consumação e tentativa: Ocorre a consumação quando o agente conta o segredo para uma outra pessoa.492/86. 3. pode o agente revelar o segredo justificadamente. dentistas etc. moral ou patrimonial. pela confiança nele depositada pelos membros da igreja. igualmente. do síndico e do inventariante. tais como auxiliares de enfermagem. desempenhada de forma habitual. engenheiros. Ministério é atividade ligada a entidades religiosas ou filantrópicas. médicos. A norma alcança os colaboradores dos profissionais. independentemente da produção do dano que. a notícia de que um crime vai ser cometido. A quebra do sigilo bancário constitui o crime do art.virtude de uma lei. Deve o agente ter consciência da conduta. Elemento subjetivo: O crime é doloso. ser capaz de produzir dano. portanto. tornam-se confidentes das pessoas com as quais se relacionam no âmbito de sua atuação e. porque aí o interesse público deve prevalecer. Assim. 18 da Lei nº 7.gustavobrigido. Mas esses profissionais não estão obrigados a revelar a prática de um crime. quando o agente o conhece em razão de sua atividade. aliás. se recebe. a tipicidade desaparece por exclusão do dolo. Também o advogado não tem o direito de comunicar à autoridade policial que seu cliente cometeu determinado crime ainda desconhecido. devem guardar sigilo acerca de tudo quanto souberem. do curador. O sacerdote. mas deve ter potencialidade para tanto. a alguém. como a Aids. todavia. cujo autor ainda não foi descoberto. não constituirá crime. da potencialidade do dano. a revelação do segredo deve. O dever de guardar segredo só existe. no exercício de suas atividades. da ausência de justa causa para revelá-lo e a vontade livre de fazê-lo. Essas pessoas. como a do sacerdote. 2.br . igualmente. no confessionário. deve guardar sigilo de tudo quanto souber. pode nem ocorrer. realizando o tipo. que decorrem do exercício de cargos públicos.com. Por último. e muito embora sua revelação possa causar prejuízo moral ao paciente. www. enfermeiras e secretárias que. Assim as funções do tutor. Errando sobre um desses elementos. Penso que se o confessor toma conhecimento da prática de um crime. não tem o dever de revelar o segredo. está atendendo ao interesse público. Ofício é atividade manual e profissão deve ser entendida como a atividade laborativa lucrativa. haverá justa causa para revelá-la à autoridade policial. quando comunica à autoridade pública a ocorrência de uma doença contagiosa. bem como as funções de natureza pública. Ao contrário. por isso. O médico ou o dentista. do segredo que vai revelar. A norma contém o mesmo elemento normativo dos tipos anteriores: sem justa causa. seu dever é de fidelidade para com aquele que lhe confiou o segredo. como a dos advogados. ainda porque o padre não tem o direito de recusar-se a depor como testemunha. da freira e do frade. do depositário judicial. Não precisa causá-lo. de um contrato ou de uma decisão judicial. podem ter acesso aos segredos confessados àqueles.

LISTA DE EXERCÍCIOS – DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL 01 . d) Submeter alguém a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva.gustavobrigido. a) O sujeito passivo do crime de constrangimento ilegal pode ser qualquer pessoa. independentemente de sua capacidade de autodeterminação. não sendo considerado crime punivei.Prova: CESPE . sendo o agente responsabilizado. quando o agente imaginar que está autorizado a divulgar o segredo ou que sua revelação atende a um interesse relevante e justificado.TRT . c) O constrangimento ilegal é delito de mera atividade. Ação penal: A ação penal é de iniciativa pública condicionada à representação do ofendido. excludente. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. sua locomoção em razão de divida contraida com o empregador ou preposto. possível a suspensão condicional do processo penal. por qualquer meio. b) Por ser o delito de constrangimento ilegal tipicamente subsidiário. 02 . 26 do Código de Ética e Disciplina.Prova: TRT 23R (MT) . assinale a opção correta. implica reduzi-lo a condição análoga à de escravo.br .Juiz do Trabalho Assinale a alternativa correta: a) Trata-se de mera nulidade contratual o ato de fraude que visa frustrar direito assegurado pela legislação do trabalho. e) O fato de funcionário público ser sujeito ativo do crime de constrangimento ilegal qualifica a infração. fenômeno conhecido como truck system.com. admite-se a autoria mediata caso a violência ou grave ameaça sejam exercidas contra pessoa diversa da que se pretenda constranger. consumando-se mediante grave ameaça ou violência perpetrada pelo sujeito ativo. necessariamente. O consentimento da pessoa a quem o segredo interessa não é. quer restringindo. em concurso material. c) Não comete crime aquele que alicia trabalhadores com o fim de levá-los de uma para outra localidade do território nacional. competente para processála o juizado especial criminal.2011 . www. quando o agente tem o direito de revelar o segredo por razões de interesse público. em qualquer modalidade. porque nem mesmo o advogado pode revelá-lo. A culpabilidade pode ser excluída ou diminuída por erro de proibição.2012 . 5. 4. d) No crime de constrangimento ilegal. Ilicitude e culpabilidade: A ilicitude será excluída no âmbito da própria tipicidade. pelo constrangimento ilegal e por outra infração que o executor venha a praticar. b) Comete crime de redução à condição análoga a de escravo quem obriga ou coage alguém a usar mercadorias de determinado estabelecimento. a violência nela empregada. restando configurado o crime apenas se a transferência for para o estrangeiro. para impossibilitar o desligamento do serviço em virtude de divida. absorve sempre o crime.MPE-RR . conforme dispõe o art.Promotor de Justiça Com base no que dispõe o CP e no entendimento doutrinário e jurisprudencial acerca do crime de constrangimento ilegal.Admite-se a tentativa quando a revelação se fará por meio de carta que não chega a seu destinatário por razões alheias à vontade do remetente. aplicando-se a ele a pena em dobro.23ª REGIÃO (MT) .

por conta própria ou de terceiro. o delito de redução à condição análoga à de escravo está inserido no CP entre os crimes contra a liberdade pessoal. para a sua caracterização.TRT 3R .e) A pena do crime de redução à condição análoga à de escravo é reduzida de metade.Objetiva. c) Sequestro. a ausência da chancela judicial caracteriza o delito de violação de domicílio. após contratar quinze pessoas para trabalhar na sua fazenda localizada em local ermo.3ª Região (MG) . etnia. dos delitos contra a liberdade individual e contra a dignidade sexual e da inviolabilidade do domicílio. 05 . cor.2007 . proprietário rural. exceto: a) Constrangimento ilegal.2011 . e) O delito de apropriação indébita previdenciária é crime omissivo próprio. sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal. É certo afirmar: a) Gama não cometeu crime algum.Juiz Constituem crimes contra a liberdade pessoal. se o crime é cometido contra criança ou adolescente ou se cometido por motivo de preconceito de raça. imprescindível a demonstração da finalidade especial de agir. b) O crime é sempre punido autonomamente. c) Gama cometeu o crime de cárcere privado. ainda que justificada por iminente perigo à vida.Primeira Fase “Gama”.2007 . d) Gama cometeu o crime de redução à condição análoga à de escravo.AL-ES .Procurador . sendo certo que esse ilícito suprime somente o bem jurídico em uma perspectiva individual. d) O fato somente é punido autonomamente se não constitui elemento ou circunstância agravante especial de outro tipo penal.Juiz . 06 . e) Violação de domicílio.OAB-SC . estabelecimento em que ocorra exploração sexual. c) A tolerância pela sociedade não gera a atipicidade da conduta consistente em manter.Prova: CESPE . 03 . d) Na hipótese de flagrante de crime permanente em residência.Prova: TJ-DFT . c) O sujeito ativo impõe à vítima uma conduta indeterminada. a) Caracteriza o delito de constrangimento ilegal a hipótese de intervenção médica ou cirúrgica. www.TRT .com. no entanto. sem intuito de lucro nem mediação direta do proprietário. assinale a alternativa correta: a) Não admite a forma tentada.gustavobrigido. nessa situação. uma vez que.2012 .TJ-DF . b) Gama cometeu o crime de constrangimento ilegal. razão pela qual compete à justiça comum estadual processá-lo e julgá-lo. assinale a opção correta. vem impossibilitando o uso de transporte por seus funcionários na intenção de retê-los no local de trabalho. b) Conforme a jurisprudência pacificada do STJ.conhecimentos específicos Acerca do crime omissivo.1 .br .Prova: ND . religião ou origem.Exame de Ordem . consistente na intenção inequívoca da apropriação de valor destinado à previdência social. é necessária autorização judicial para a busca e apreensão. d) Redução à condição análoga a de escravo. 04 . b) Ameaça. sendo.2 Em relação ao crime de constrangimento ilegal.

www.2ª Etapa Considere as assertivas a seguir.Prova: AOCP . Caracteriza-se pela submissão da pessoa a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. e) A ameaça grave integra a conduta que tipifica o crime de constrangimento ilegal. III.Constitui constrangimento ilegal compelir a vítima a dar fuga ao agente em seu automóvel. caracteriza delito de ameaça. III . A pena prevista para este crime é de reclusão. Na pena prevista legalmente para o crime.9ª REGIÃO (PR) . incorre quem cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador.TRT . sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto.Objetiva Analise as proposições e assinale a única alternativa correta: I . A figura cárcere privado caracteriza-se pela manutenção de alguém em recinto fechado. definição esta mais restrita que a de sequestro. a) Todas as proposições são verdadeiras.TJ-DF .Prova: TRT 14R . II. quer restringindo. configurando-se o primeiro quando a vítima é confinada em recinto fechado.Colocar uma caveira à porta de alguém.1ª Prova . c) Apenas uma das proposições é verdadeira. por qualquer meio.A retenção de paciente em hospital para recebimento de honorários constitui delito de cárcere privado. e multa. distinguem-se as figuras sequestro e cárcere privado. dependendo. d) O crime de cárcere privado é uma espécie da qual é gênero o seqüestro.com. desse modo. enquanto que no seqüestro e no cárcere privado busca-se proteger a liberdade física. b) Todas as proposições são falsas. II .2004 . c) A ameaça e o constrangimento ilegal são considerados crimes subsidiários.2010 . uma vez que apenas são puníveis como crimes autônomos quando não integram outro delito. d) Apenas uma das proposições é falsa. 09 .Juiz .Juiz . 08 . além da pena correspondente à violência.Prova: TJ-DFT . o bem jurídico tutelado é a liberdade psíquica de agir. ainda que seja ela um meio para a obtenção de um outro fim.2008 .br . com o fim de retê-lo no local de trabalho. do oferecimento de queixa-crime por parte do ofendido.CESPE . quer sujeitando-a a condições degradantes de trabalho. sem amplitude de locomoção.Juiz .Prova 1 Sobre os crimes contra a liberdade pessoal.TRT .14ª Região (RO e AC) .2007 .Defensor Público Na doutrina.gustavobrigido. em relação ao crime de redução à condição análoga à de escravo: I. de dois a oito anos. afirmando-se que o primeiro é o gênero do qual o segundo é espécie. b) Nos crimes de ameaça e de constrangimento ilegal. assinale a alternativa falsa: a) O crime de ameaça se processa mediante ação penal privada.07 .DPU . Certo Errado 10 .

de causarlhe mal injusto e grave.Juiz . etnia. observada a condição social da mesma. é aumentada de metade. II . assinale a proposição correta: I . não constitui crime. V. III . cor. d) somente as proposições III. por palavra.O bem jurídico tutelado é a liberdade individual. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto. IV e V estão corretas. A pena prevista legalmente é aumentada em um terço. 12 . IV .Por ausência dos requisitos necessários à tipificação. grave dano moral ou à sua imagem.2007 .IV.A pena cominada para o crime por privar alguém de sua liberdade.Procurador do Trabalho Com relação ao crime de redução à condição análoga a de escravo.1ª REGIÃO (RJ) .br .TRT .1ª Etapa No que se refere aos crimes contra a liberdade pessoal.Constitui crime o fato de reduzir alguém a condição análoga à de escravo. ameaçar alguém.A pena de reclusão pode ser aumentada entre três e nove anos. religião ou origem. www. mas possível ofensa moral. pode ser fixada entre dois e cinco anos. ou qualquer outro meio simbólico. em razão de trabalho escravo. IV e V estão erradas. se o crime é cometido contra criança ou adolescente.com. mediante cárcere privado.gustavobrigido. quer restringindo. a) todas as proposições estão corretas.PGT . e) todas as proposições estão erradas. escrito ou gesto. em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção. se o crime for cometido contra criança ou adolescente ou por motivo de preconceito de raça. Na pena prevista legalmente para o crime. por qualquer meio. c) somente as proposições II.1ª Fase . quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva.2008 . V . assinale a alternativa CORRETA: I . se o crime resulta à vítima. com o fim de retê-lo no local de trabalho. b) somente as proposições I e III estão corretas. Marque a alternativa correta: a) todas as proposições estão corretas b) somente a proposição V está incorreta c) somente a proposição IV está incorreta d) somente a proposição II está incorreta e) somente as proposições III e IV estão incorretas 11 – Prova: INSTITUTO CIDADES .Prova: PGT . se o ato é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital ou se a privação da liberdade dura mais de 15 (quinze) dias. incorre quem mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador.A pena pela restrição de liberdade.

Trata-se de um crime instantâneo de efeitos permanentes. a) apenas uma das assertivas está correta. b) apenas duas das assertivas estão corretas. e) não respondida. por motivo de preconceito de raça. etnia. GABARITO OFICIAL: 1-D 11-C 2-D 12-B 3-E 4-D 5-C 6-D 7-D 8-A 9-C 10-B www. III .a pena é acrescida de metade. c) apenas três das assertivas estão corretas. IV . religião ou origem.com. cor. mas seus efeitos são irreversíveis.br .gustavobrigido.O consentimento do ofendido é irrelevante. cuja consumação ocorre em determinado instante. se o crime é cometido: contra criança ou adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos. d) todas as assertivas estão corretas.II .

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