ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Prof. Danilo Vieira. Bacharel em Administração de Empresas pela (UNESP) Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Possui experiência nas áreas: Administrativa e Acadêmica.

CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DAS ORGANIZAÇÕES FORMAIS MODERNAS: TIPOS DE ESTRUTURA ORGANIZACIONAL, NATUREZA, FINALIDADES E CRITÉRIOS DE DEPARTAMENTALIZAÇÃO;

Organização é um sistema que visa realizar determinado conjunto de objetivos, formados por partes independentes capazes de processar recursos e transformá-los em negócios (BATEMAN e SNELL, 1998). Com este conceito, podemos focalizar a atenção nos indivíduos que compõem a empresa, no qual formam um grupo social secundário ou grupo formal, que possuem relações regidas por regulamentos baseados em normas explícitas, criando direitos e obrigações. A estrutura organizacional funciona definindo as responsabilidades, divisão de trabalho, autoridade e o sistema de comunicação dentro da empresa. A divisão de trabalho, segundo Maximiano (2000), é o processo por meio do qual a tarefa é dividida em partes, e cada parte é distribuída a um individuo diferente, permitindo que a organização realize atividades mais complexas. As responsabilidades são as obrigações e os deveres que um indivíduo deve desempenhar. Já as tarefas, são atividades específicas e operacionais, as quais os gerentes podem realizar individualmente ou em conjunto com as outras pessoas, entretanto, apesar do termo parecer sinônimo de responsabilidade, somente torna os indivíduos intimamente ligados (BATEMAN E SNELL, 1998). O modelo de estrutura organizacional, de acordo com Maximiano (2000), é o produto da divisão do trabalho, sistema de autoridade e comunicação. Existe dois modelos principais: modelo mecanicista e modelo orgânico. O modelo mecanicista é uma organização mais burocrática, onde tende a ser mais rígida. As pessoas têm pouca autonomia e suas relações são mais formais e seguem mais a estrutura hierárquica. Já o modelo orgânico tende a reduzir a formalidade, possuindo uma hierarquia imprecisa. As pessoas tem maior participação na tomada de decisão e possuem menor dependência em relação ao superior. As organizações sofrem continuamente com variáveis externas e internas, assim é necessário que as organizações passem por uma análise e mudança da estrutura. É um processo que precisa passar por revisões periódicas e utiliza uma simples ferramenta: o organograma. O organograma pode ser representado por um gráfico, no qual se encontram as informações sobre a divisão do trabalho através da representação por retângulos, a comunicação (representada pelas linhas que ligam os retângulos), a autoridade e a hierarquia, representada em níveis que os retângulos são agrupados, no topo é a pessoa que tem mais autoridade e na base a que tem menos autoridade. Essa ferramenta permite realizar uma análise e promover ações para mudança. É importante ressaltar que entre as estruturas mecânicas ou orgânicas, existem organizações intermediárias ou mistas, os quais englobam características de ambos os modelos. OLIVEIRA (2000) define estrutura organizacional como: “Conjunto ordenado de responsabilidades, autoridades, comunicações e decisões das unidades organizacionais de uma empresa.” A administração pública pode ser direta, quando composta pelas suas entidades estatais (União, Estados, Municípios e DF), que não possuem personalidade jurídica própria, ou indireta quando composta por entidades autárquicas, fundacionais e paraestatais. A Administração Pública tem como principal objetivo o interesse público, seguindo os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Os serviços que competem exclusivamente ao Estado são considerados “serviços públicos” propriamente ditos, pois a sua prestação visa satisfazer “necessidades gerais da coletividade” para que ela possa subsistir e desenvolver-se, enquanto os prestados por delegação consideram-se “serviços de utilidade pública”, em virtude de tais serviços visarem “facilitar a existência do indivíduo na sociedade”, pondo à sua disposição utilidades que lhe proporcionam mais comodidade, conforto e bem-estar. O serviço público é organizado com a finalidade de harmonizar atividades, de forma que atinja o objetivo de promover e satisfazer a prosperidade pública, ou seja, o bem comum, que é a organização de todos os seus bens particulares, e não a simples soma dos bens individuais, como faz crer o liberalismo, nem a absorção dos bens pelo Estado, como induz o socialismo, residindo a missão do Estado nessa tarefa organizadora e coordenadora.
Didatismo e Conhecimento
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É importante ressaltar que entre as estruturas mecânicas ou orgânicas. representada em níveis que os retângulos são agrupados. onde tende a ser mais rígida. existem organizações intermediárias ou mistas. A administração do grupo de trabalho pertence ao próprio grupo. Daí concluir-se que não se justifica a existência do Estado senão como entidade prestadora de serviços e utilidades aos indivíduos que o compõem. como a comunicação pessoal. a comunicação (representada pelas linhas que ligam os retângulos). é o produto da divisão do trabalho. de um grupo para outro. Já a comunicação para cima compreende especialmente relatórios e a informação produzida pela observação do desempenho. MODELO DE ADMINISTRAÇÃO CENTRALIZADO NO CHEFE ü O Gerente é o personagem principal do processo administrativo. NOVAS IDÉIAS A RESPEITO DA ADMINISTRAÇÃO ü Todos são gerentes. Somente os gerentes administram. OLIVEIRA. as partes da estrutura usam alguns meios de comunicação. frequentemente tem caráter diretivo (ordens) modalidade predominante nas organizações autoritárias e burocratizadas. por departamento. por produtos. § A comunicação lateral é o tipo de comunicação ocorrente entre unidades de trabalho do mesmo nível. Sendo funcional. porém que se situem em diferentes hierarquias. em sentido amplo. por projetos. Por serviços públicos. ü Gerentes coordenam o processo decisório e fornecem as condições para a realização das tarefas dos grupos. em que se configuraria o Estado Unitário. em que estaríamos diante do Estado Federativo. Os funcionários operacionais passam assumir responsabilidades antes delegada apenas aos gerentes. ou como o caso em que se dividem as organizações governamentais regionais. Com as grandes mudanças e transformações no mundo empresarial o papel dos gerentes que exercem autoridade e responsabilidade passa a ser compartilhado com outros. e atividades exercidas por delegações do poder público. O organograma pode ser representado por um gráfico. Nessa ordem de ideias. de acordo com Maximiano (2000). 2000 afirma que os tipos de estrutura organizacional são influenciados pela departamentalização. verifica-se que os serviços públicos podem abranger atividades que competem exclusivamente ao Estado. Existe dois modelos principais: modelo mecanicista e modelo orgânico. As pessoas têm pouca autonomia e suas relações são mais formais e seguem mais a estrutura hierárquica. a autoridade e a hierarquia. sistema de autoridade e comunicação. As tarefas são especializadas e precisas. que transmitem as informações da seguinte forma: § A comunicação para baixo é aquela que parte dos níveis superiores para os inferiores da hierarquia. possuindo uma hierarquia imprecisa. bem como suas sugestões. O modelo mecanicista é uma organização mais burocrática. visando a satisfação de necessidades da comunidade. Essa ferramenta permite realizar uma análise e promover ações para mudança. ou pesquisas de atitude que visam identificar a opinião dos empregados.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A forma com a qual se exerce o poder político em função do território pode ser de unidade. A comunicação entre as unidades de trabalho pode processar-se segundo diferentes padrões de interação: um a um. no qual se encontram as informações sobre a divisão do trabalho através da representação por retângulos. etc. ü Gerentes são chefes de subordinados que obedecem. Ocorre grande valorização da lealdade e a obediência aos superiores. etc. ou seja. no topo é a pessoa que tem mais autoridade e na base a que tem menos autoridade. As pessoas tem maior participação na tomada de decisão e possuem menor dependência em relação ao superior prevalecendo à natureza cooperativa do conhecimento. entendem-se todos aqueles prestados pelo Estado ou delegados por concessão ou permissão sob condições impostas e fixadas por ele. a escrita ou por meio de equipamentos. os quais englobam características de ambos os modelos. atendendo a interesses coletivos ao bem-estar geral. matricial. e por ele são exercidos diretamente. Para se comunicar. Já o modelo orgânico tende a reduzir a formalidade. por clientes. Modelo de Estrutura Organizacional O modelo de estrutura organizacional. territorial. Didatismo e Conhecimento 2 . facilitando a tomada de decisões interdepartamentais.

também estão ligadas a responsabilidade social corporativa. facilitando a tomada de decisões interdepartamentais. aborda. que impôs novos hábitos acompanhados do crescente nível de informação e conscientização da sociedade. orientando as decisões empresariais. porém que se situem em diferentes hierarquias. com ou sem gerentes. marketing social ideológico ou institucional. A ética empresarial A ética empresarial esta pautada sobre dois aspectos. a proteção ao meio ambiente e ao bem estar da comunidade atual e futuramente. 2000. etc. sendo tomada como um diferencial. Uma empresa é considerada ética se adotar uma postura ética para com os stakeholders. as empresas precisam retificar o passado e oferecer tecnologia ao futuro (KARKTLI e ARAGÃO. ou seja. como a comunicação pessoal. as partes da estrutura usam alguns meios de comunicação. Comunicação A comunicação entre as unidades de trabalho pode processar-se segundo diferentes padrões de interação: um a um. ele reforça que a concepção da empresa como instituição sociopolítica. de um grupo para outro. onde as organizações são observadas a partir do seu papel sociopolítico. É um processo que precisa passar por revisões periódicas e utiliza uma simples ferramenta: o organograma. Os Stakeholders Karktli e Aragão(2004) utiliza o termo Stakeholders. Mudanças na concepção do papel dos chefes. fez-se regra de cumprimento indispensável para a comercialização dos bens e consequente competitividade no mercado. além da qualidade intrínseca de seus produtos e a consequência de sua utilização. com função operativa. até os acionistas. de grande importância para sua sobrevivência num ambiente hiper competitivo. a responsabilidade de uma empresa moderna. Essa nova visão. enfatizado na abordagem estruturalista. que transmitem as informações da seguinte forma: A comunicação para baixo é aquela que parte dos níveis superiores para os inferiores da hierarquia. A comunicação lateral é o tipo de comunicação ocorrente entre unidades de trabalho do mesmo nível. Didatismo e Conhecimento 3 . para especificar a concepção de uma empresa sobre uma visão integrada. assim é necessário que as organizações passem por uma análise e mudança da estrutura. Atividades como filantropia. principalmente á longo prazo. é resultado da mudança de enfoque por parte da sociedade. Os stakeholders serão então. Segundo Karktli e Aragão (2004) a responsabilidade social corporativa é necessária para que a empresa alcance sua “maioridade”. concorrentes governo e o próprio cliente. passando a atentar mais para o comportamento ético da empresa. na qual esta depende de elementos internos e externos para que alcance sua máxima eficiência. Uma empresa devastadora. finalizando lucro e interesses individuais). desde os empregados. Não basta despoluir o planeta. por exemplo. Fonte: Maximiano. que enfatiza o lado social. Então. éticos e ambientais. ação social. Sob uma visão “globalizada”. pois vale lembrar que a responsabilidade social e a postura ética são critérios que aumentam a segurança e confiabilidade á longo prazo. Para se comunicar. ü Administração e gerentes são sinônimos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ü Administração está sempre presente no trabalho de pessoas e grupos que tomam decisões e assumem responsabilidades. De acordo com Donaire (1999). ético e de responsabilidade ambiental. como a qualidade de vida e o relacionamento humano. a verdadeira cidadania empresarial. tornou-se de tamanha importância que ao se tornar uma exigência da sociedade. surge essa nova tendência de compreensão dos aspectos sociais. A ética na empresa é hoje. 2004). frequentemente tem caráter diretivo (ordens) modalidade predominante nas organizações autoritárias e burocratizadas. ou pesquisas de atitude que visam identificar a opinião dos empregados. bem como suas sugestões. por departamento. entra em conflito com a coletividade e pode perder a oportunidade de realizar bons negócios. a escrita ou por meio de equipamentos. Já a comunicação para cima compreende especialmente relatórios e a informação produzida pela observação do desempenho. o da convicção (justificado por valores morais) e o da responsabilidade (empresas usam do utilitarismo. As organizações sofrem continuamente com variáveis externas e internas.

Dentre as principais correntes econômicas. ainda há muito a ser superado. por ser considerado um recurso abundante e ser um bem livre. com relação a temática do meio ambiente. causando a deterioração ambiental) e os neoclássicos (acreditam ser necessário identificar os direitos de propriedade sobre o uso dos recursos ambientais. onde é a combinação das formas funcional e por produto. porém. ocorre também quando se verifica a necessidade de aumentar a qualidade da supervisão e chefia acrescentando mais níveis hierárquicos na estrutura. no entanto. fases do processo. tornaram-se necessárias uma vez que o sistema capitalista mesmo considerando toda a inovação tecnológica que proporcionou. tornou-se uma obrigação mundial. atendendo às exigências internas e externas das organizações. a eficiência e a melhor qualidade do trabalho. Donaire (1999). controle da poluição. Já a especialização horizontal ocorre com a necessidade de aumentar a perícia. já se percebe que sua degradação é repassada à sociedade como custos sociais. agrupando os componentes da organização em departamentos e divisões. e desenvolveu-se junto a necessidade da responsabilidade social. Responsabilidade Social A responsabilidade social empresarial é um termo relativamente recente. principalmente porque o impacto da variável ecológica na estratégia da organização está ligado diretamente ao seu potencial de poluição. por cliente. possuindo assim uma linha dupla de comando. início de uma organização ou trabalha apenas com um produto ou serviço. etc. que já desenvolvem mais criticamente essas consciências. De um modo geral o meio ambiente tem sido um bem econômico gratuito que a empresa utiliza sem considerar sua finitude. Tipos de departamentalização: características. refere-se ao crescimento da cadeia de comando.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A questão da responsabilidade ambiental Segundo Karktli e Aragão (2004) assim como o controle de qualidade a preocupação com o meio ambiente também é uma estratégia e fator de sucesso. negociando-os no mercado privado). Domina o processo escalar. Segundo Chiavenato a especialização vertical se caracteriza pelo aumento do números de níveis hierárquicos. onde é necessário aliar essa disputa a um desenvolvimento mais sustentado. que serão abordados mais profundamente. Escolher homegeneidade das atividades. A especialização vertical se faz à custa de um aumento de níveis hierárquicos. É conveniente citar também a matricial. projetos e ajustamento funcional. levando em consideração a qualidade de vida e as exigências dos chamados stakeholders. por produto ou serviço. Existem várias formas de departamentalização: a funcional. essa preocupação é crescente. Didatismo e Conhecimento 4 . vantagens e desvantagens de cada tipo. A departamentalização por ser tratada com um mecanismo de especialização vertical ou horizontal. afirma que mudanças com relação a preocupação socioambiental. É um meio de se obter homegeneidade de tarefas em cada órgão. principalmente a partir do século XXI. É conhecida pelo nome de departamentalização pelo tendência incrível de criar departamentos. Hoje. A departamentalização funcional é organizada de acordo com as operações principais dos departamentos. confrontando seus resultados econômicos com outros resultados sociais como redução da pobreza. Departamentalização Os departamentos são as unidades de trabalho responsáveis por uma função ou por um conjunto de funções. O crescimento no organograma ocorre sempre de forma horizontal. os Pigouvianos (afirmam que o preço de mercado não incorpora os custos dos agentes econômicos. não houve critérios em sua utilização. O termo responsabilidade social não ganhava muito espaço no mundo capitalista que visava o lucro a qualquer preço. De acordo com Donaire. incluem-se os eco desenvolvimentistas (propõe transformar o desenvolvimento econômico numa relação harmônica com a natureza). afetando a totalidade da população. sendo geralmente aplicada quando a empresa é de pequeno porte. por localização geográfica.

A departamentalização por cliente compreende unidades que têm responsabilidade pelo atendimento a um determinado tipo de cliente. requer diferenciação e agrupamento das atividades de acordo com a localização onde o trabalho está desempenhado ou uma área de mercado a ser servida pela empresa. Exemplo de departamentalização por localização geográfica. O cliente se torna mais importante do que os produtos e serviços oferecidos a ele. recursos e autonomia própria). É utilizada normalmente por empresas que cobrem uma grande área geográfica. A departamentalização por localização geográfica. Uma grande vantagem é o foco que permanece no cliente. (Busca atender as necessidades específicas do cliente). pode também ser conhecida como departamentalização territorial ou regional. A estrutura geográfica é composta por unidades em diferentes locais com recursos e autonomia própria.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Exemplo de departamento funcional. (Unidades em diferentes locais. Didatismo e Conhecimento 5 . eficiência. e cada qual detendo a responsabilidade por um projeto. possibilitando o atendimento das necessidades específicas. produto e programa. Exemplo de departamento por cliente. onde cada uma delas possui sua própria estrutura funcional. (Organizada de acordo com as operações principais dos departamentos: quem cuida dos recursos humanos = departamento rh). A departamentalização por produto é dividida em unidades. produtividade. deixando de lado questões da lucratividade. A busca e concentração no cliente pode também tornar diversas outras atividades importantes como segundo plano nas organizações.

energia nuclear. Consiste no agrupamento de atividades e tarefas de acordo com os principais projetos executados pela organização. O fato de a empresa operar em diferentes territórios como se fosse uma companhia independente.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Uma grande vantagem da departamentalização geográfica é quando as circustâncias externas indicam que o sucesso da organização depende particularmente do seu ajustamento às condições e necessidades locais ou regionais. Uma série de atividades que geram valor ao cliente”. a departamentalização por projetos envolve a diferenciação e o agrupamento das atividades de acordo com as saídas e os resultados. Segundo Chiavenato. um fim. Exemplo de departamentalização por projetos. farmacêutico. Ocorre principalmente nas áreas de marketing e produção. existe flexibilidade na tomada de decisão adaptando-se as diferenças territoriais.  A departamentalização por processos é formada pela diferenciação e agrupamento da sequência do processo produtivo ou operacional. aeronáutica. astronáutica. Como desvantagem deste tipo de departamentalização podemos considerar que o enfoque territorial da organização deixa em segundo plano a coordenação. Didatismo e Conhecimento 6 . com um começo. e entradas e saídas claramente identificadas. etc. nos aspectos de planejamento. É uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. ! O agrupamento por projeto é utilizado por organizações que se dedicam a atividades influenciadas pelo desenvolvimento tecnológico. arranjo ou disposição racional do equipamento utilizado. quando projeto se refere a um novo produto a ser pesquisado e desenvolvido para ser futuramente colocado em linha de produção. execução ou controle da organização como um todo. como no caso de pesquisa e desenvolvimento em empresas de ramo de eletrônica. Chiavenato define processos como “um conjunto de atividades estruturadas e destinadas a resultar num produto especificado para um determinado cliente ou mercado. A principal tarefa é reunir uma equipe de especialista em diversos campos de atividade.

a estrutura da organização informal decorre dos relacionamentos não documentados e não reconhecidos oficialmente entre os membros de uma organização que surgem inevitavelmente em decorrência das necessidades pessoais e grupais dos empregados. autoridade de assessoria (staff que aconselha os presidentes ou gerentes) e a autoridade funcional (uma função tem autoridade sobre a outra). tem autoridade sobre pessoas que se encontra em escalões mais baixos. Devemos ter em mente que o termo organização informal refere-se às infinitas “disposições” de pessoas que existem dentro de uma estrutura formal. possibilidade de comunicação mais rápida de informações técnicas. onde a pessoa que está no nível superior (gerente). e. talvez haja um alinhamento de objetivos.370). essa cooperação depende das atitudes administrativas que não negam nem rejeitam a existência natural das organizações informais. 82) A organização formal se caracteriza pelo uso de princípios de “organização” como especialização de tarefa. melhor coordenação e avaliação de cada parte ou etapa do processo. Exemplo de departamentalização por processos. Segundo Argyris (1968. que conduzirão ao alcance dos objetivos. p. Se houver cooperação apropriada entre as duas.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O cliente que se enquadra no processo não é necessariamente um cliente externo. Já a descentralização é a distribuição do poder que garante a tomada de decisão rápida. Como desvantagens podemos citar a possibilidade de perda da visão global do andamento do processo. unidade de direção. Naturalmente. não há motivo para se acreditar que as organizações formais e informais estejam se antagonizando. cargos. Os níveis hierárquicos propiciam a distribuição dos resultados em níveis. respostas mais rápida ao ambiente externo e o desenvolvimento de habilidades gerenciais. Algumas vantagens que provem da departamentalização processos podemos considerar uma maior especialização de recursos alocados. Para Thewatha (1982. A escolha do tipo de departamentalização constitui na combinação ou agrupamento adequado das atividades necessárias à organização em departamentos específicos. flexibilidade restrita para ajustes no processo. Existem três tipos: autoridade de linha (dentro de um departamento). A organização formal é conduzida pela práticas estabelecidas pela empresa e por uma política empresarial traçada para atingir objetivos da empresa. que é composta de níveis hierárquicos estabelecidos nos organogramas. de forma cooperativa. Não estamos falando de organizações formais operando de modo informal. que é constituída pela estrutura organizacional composta de órgãos. Para Stoner (1985. que são basicamente a de forma achatada e a de forma horizontal. p. cadeia de comando (estrutura hierárquica) e âmbito de controle (extensão do controle). ou seja. O termo organização informal na literatura de administração é normalmente usado para referir-se aos grupos que estão fora dos padrões organizacionais prescritos. Didatismo e Conhecimento 7 . em contraposição à organização formal. A delegação de autoridades e responsabilidades centralizadas é a concentração de poder em um único indivíduo onde existe o controle da organização como um todo e a uniformidade dos procedimentos e decisões. mas podemos considerar o cliente interno da empresa. níveis hierárquicos. O comportamento dos grupos sociais está condicionado a dois tipos de organização: a organização formal ou racional e a organização informal ou natural. os empregados trabalharão em situações nas quais tenderão para a dependência. que devem ser muito bem conhecidos: os indivíduos que irão trabalhar nela através de um relacionamento necessário à realização de tarefas. 242). sendo o poder investido a uma pessoa que tornará as decisões que conduzirão o ritmo da empresa. possuindo duas formas gerais. A amplitude de controle ou amplitude de comando resume-se ao número de pessoas subordinadas a um gerente. As autoridades são fundamentais em qualquer organização. A quantidade de níveis é chamada de números de escalões hierárquicos. A estruturação de uma organização no momento em que ela começa a ser elaborada faz-se por meio de dois componentes básicos fundamentais. Uma organização por ter uma relação de interdependência entre os vários segmentos especializados necessita estabelecer um alto nível de integração para que o conjunto consiga atingir seus objetivos. para a subordinação e passividade em relação ao líder. p. Organização informal A organização informal pode ser conhecida como o conjunto de interações e relacionamentos que se estabelecem entre as pessoas. relações funcionais. se esses princípios forem usados corretamente. e a Organização Formal.

respeito à hierarquia e capacidade de inovação. A cultura organizacional compreende aos hábitos e crenças da empresa. A hierarquia funcional existente na organização formal nem sempre prevalece nos grupos informais. a organização informal escapa a essas limitações. d) A possibilidade da oposição à organização informal. ou seja. Os grupos informais tendem a se alterar com as modificações na organização formal. a organização informal pode se desenvolver em oposição à organização formal e em desarmonia com os objetivos da empresa. do lazer e relacionamento com o ambiente. o layout do escritório. c) A flutuação do pessoal dentro da empresa provoca a alteração dos grupos sociais informais. Podem ser maiores ou menores. o indivíduo preocupa-se com o reconhecimento e aprovação social do grupo ao qual pertence. criam relações pessoais de simpatia (de identificação) ou de antagonismo (de antipatia). independentemente da sua posição na organização formal. atividades etc. esportes. Os períodos de lazer ou tempos livres são os intervalos de tempo nos quais o indivíduo não trabalha. As pessoas participam de vários grupos informais em face das relações funcionais que mantêm com outras pessoas em outros níveis e setores da empresa. propiciando a formação de contatos informais. bem como podem estar em perfeita harmonia ou em completa oposição. Quando não bem entendida ou manipulada inadequadamente. Didatismo e Conhecimento 8 . Os interesses comuns aglutinam as pessoas. Assim. nos ideais e nas normas sociais. passam a se sintonizar mais intimamente. O cargo que cada pessoa ocupa na empresa exige contatos e relações formais com outras pessoas. A rotatividade. e) Padrões de relações e atitude. os “tempos livres” permitem a interação entre as pessoas que estabelece e fortalece os vínculos sociais entre elas. Os padrões de desempenho e de trabalho estabelecidos pelo grupo informal nem sempre correspondem aos padrões estabelecidos pela administração. Enquanto a organização formal está circunscrita ao local físico e ao horário de trabalho da empresa. as vestimentas dos empregados. valores e expectativas divididos a todos os membros da organização. é comum que passem a identificar interesses comuns quanto a assuntos de política. O seu ajustamento social reflete sua integração ao grupo. Já no último nível. as transferências etc. da ética. são os sintomas visíveis. Características da Organização Informal A organização informal apresenta as seguintes características: a) Relação de coesão ou de antagonismo. ou seja. os comportamentos dos membros. Origens da Organização Informal Existem quatro fatores que condicionam os grupos informais: a) Os “interesses comuns” das pessoas e que. Na organização informal. acontecimentos públicos. f) Mudanças de níveis e alterações dos grupos informais. os quais são determinados por normas. Os grupos informais desenvolvem. No segundo nível. b) Status. A organização informal é um reflexo da colaboração espontânea que pode e deve ser aplicado a favor da empresa. se organizam naturalmente por meio de adesões espontâneas de pessoas que com eles se identificam. também chamados grupos de amizade. dependendo do grau de motivação do grupo quanto aos objetivos da empresa. Traduz-se por meio de altitudes e disposições baseadas na opinião e no sentimento. adquire certa posição social ou status em função do seu papel e participação e integração na vida do grupo. nas tradições. entre outros. os estilos de vida e com as aquisições da vida social que a pessoa se esforça por preservar e pela defesa das quais está disposta a lutar a resistir. É a expressão da necessidade de “associar-se” e não se modifica rapidamente e nem procede da lógica: estão relacionadas com o senso dos valores. A organização informal tem sua origem na necessidade do indivíduo de conviver com os demais seres humanos. d) Os períodos de lazer. espontaneamente. a movimentação horizontal e vertical do pessoal. pois traduzem os interesses e aspirações do grupo. são os princípios ou paradigmas. mas durante os quais permanece ao redor de seu local de trabalho. dentro dos quais cada um. Os grupos informais. através deles. atitudes. c) Colaboração espontânea. em contato com outras pessoas. g) A organização informal transcende a organização formal. b) A interação provocada pela própria organização formal.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A organização informal concretiza-se nos usos e costumes. há a presença dos valores conscientes como lealdade. nos processos de trabalho. padrões de relações e atitudes aceitos e assimilados pelas pessoas. causam mudanças na estrutura informal. cuja duração e natureza transcendem as interações e relações formais. os quais são inconscientes como questões relacionadas à natureza humana. as relações estabelecidas pela organização formal dão margem a uma vida grupal intensa que se realiza fora dela. A inter-relação decorrente das atividades do cargo se prolonga e se amplia além dos momentos do trabalho. Cultura organizacional Cada organização tem a sua cultura própria. pois as interações se alteram e com elas os vínculos humanos. Coma as pessoas passam juntas a maio parte de seu tempo nos locais de trabalho. situadas em diferentes níveis de setores da empresa. Os indivíduos interagem em grupos informais. A organização informal é constituída por interações relações espontâneas. Atua em três níveis: no primeiro. As pessoas em associação com as outras. h) Padrões de desempenho nos grupos informais. É o que denominamos cultura organizacional.

cerimônias. Entretanto. funcionando como um padrão coletivo que identifica os grupos. Contudo oculta alguns aspectos informais. o qual a faz por ações como: a prática de recrutamento é feita baseado nos valores organizacionais. as cerimônias são exemplos de artefatos. é a cultura que define a missão e provoca o nascimento e o estabelecimento dos objetivos da organização. Mais que isso. sistemas de valores e normas de comportamento. visível e perceptível. São todas as coisas ou eventos que podem nos indicar visual ou auditivamente como é a cultura da organização. A cultura organizacional representa as normas informais e não escritas que orientam o comportamento dos membros de uma organização no dia-a-dia e que direciona suas ações para o alcance dos objetivos organizacionais. os lemas. os líderes também têm maior possibilidade de reforçar ou criar as principais características de uma cultura organizacional. valores. sentir e agir. Assim. A cultura organizacional é importante na definição dos valores que orientam a organização e seus membros. onde se possa obter as melhores estratégias para descrever organizações públicas capazes de atingir seus objetivos. entretanto. os quais tendem a contratar pessoas com a mesma linha de pensamento. A cultura precisa ser alinhada juntamente com outros aspectos das decisões e ações da organização. Por essa razão. O início da cultura organizacional de uma empresa está ligado diretamente com seus fundadores. Em muitas culturas organizacionais os valores são criados originalmente pelos fundadores da organização. de hábitos e de artefatos. Segundo Chiavenato (1999) toda a cultura se apresenta em 3 diferentes níveis: ü Artefatos: Constituem o primeiro nível da cultura. profundo e oculto da cultura organizacional. Além dos fundadores. atitudes. sentimentos. A cultura organizacional representa as percepções dos dirigentes e funcionários da organização e reflete a mentalidade que predomina na organização. como planejamento. que consistem em serviços eficientes à sociedade. essa busca de forças torna-se necessária para se conduzir a uma reflexão. rituais. São as crenças inconscientes. a cultura organizacional de uma empresa não é estática e atemporal. pensar. Os líderes assumem um papel importante ao criar e sustentar a cultura organizacional através das suas ações. constituindo um complexo de representações mentais e um sistema coerente de significados que une todos os membros em torno dos mesmos objetivos e do mesmo modo de agir. como as percepções. as transformações e inovações das organizações no mundo contemporâneo ante uma dinâmica e uma burocracia arraigadas. Dessa forma. Segundo Pires e Macedo. o mais superficial. sistemas de linguagem. A cultura exprime a identidade da organização. cultura organizacional é um conjunto de produtos concretos através dos quais o sistema é estabilizado e perpetuado. No fundo. ü Pressuposições básicas: Constituem o nível mais íntimo. Os símbolos. a luta de forças se manifesta entre o “novo e o velho”. A cultura organizacional mostra aspectos formais e facilmente perceptíveis. mapeamento do sistema de comunicações seja formal ou informal. As organizações públicas se deparam com a necessidade do novo tanto em aspectos administrativos quanto em políticos. como as políticas e diretrizes. suas maneiras de perceber. métodos e procedimentos. sagas. 2006 a cultura é um dos pontos-chave na compreensão das ações humanas. metáforas. ela condiciona a administração das pessoas. percepções e sentimentos nos quais as pessoas acreditam. sendo essa junção inerente e fundamental para as ações nesse campo.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Segundo Moraes (2001. Ela é constituída ao longo do tempo e passa a impregnar todas as práticas. os heróis. cultura significa construção de significados partilhados pelo conjunto de pessoas pertencentes a um mesmo grupo social. Em outras palavras. as histórias. suas mudanças requerem tempo e ações especificas a fim de alterar os valores e crenças da organização. isto é. A gestão da cultura de uma empresa é feita pela área de recursos humanos. No contexto das organizações públicas. necessitam criativamente integrar aspectos políticos e técnicos. p. 53). Didatismo e Conhecimento 9 . São os valores relevantes que se tornam importantes para as pessoas e que definem as razões pelas quais elas fazem o que fazem. ü Valores compartilhados: Constitui o segundo nível da cultura. direção e controle para que se possa melhor conhecer a organização. símbolos. de seus comentários e das visões que adotam. sistemas de recompensa valorizam o comprometimento com os valores da organização. interações informais e etc. a cultura organizacional representa as normas informais e não escritas que orientam o comportamento dos membros de uma organização no dia-a-dia e que direciona suas ações para o alcance dos objetivos organizacionais. organização. mais do que um conjunto de regras. os programas de treinamento promovem destaque para a história da empresa. Estes produtos incluem: mitos.

A parte formal e perceptível da cultura é mais fácil de mudar. Para atender as necessidades da sociedade os recursos administrados pelo poder público passou a ser administrado por novos modelos. • As regras do jogo. Ela poder ser flexível e impulsionar a organização. gradativamente. • As normas. da qualificação e da valorização dos funcionários. Mudanças foram propostas como um novo modelo de gestão na Administração Pública chamado Reforma Administrativa. a democratização política com a Constituição Cidadã de 1988 e a disseminação de novas ferramentas de gestão. o que um novo funcionário deve aprender para sair-se bem e ser aceito como membro de um grupo. A cultura organizacional se caracteriza pela aceitação implícita de seus membros. em grande parte. Para Ponte e Cunha. afeta o segundo nível. a incorporação de comportamentos e atitudes compatíveis com a função de acolher e orientar o público. eram consideradas como parte constitutiva da cultura organizacional pública. A administração assume hoje a função de harmonizar o comportamento dos atores sociais. • Os valores dominantes. depende. 2008 a maioria dos serviços públicos prestados à população. Defendidos por uma organização. Algumas situações propícias a mudanças culturais: Uma crise dramática. nos dias informais. de junho de 1998 foi considerada relevante. Os sentimentos das pessoas e a maneira como elas interagem entre si. Ou regras que envolvem os grupos e seus comportamentos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Os principais elementos da cultura organizacional são: • O cotidiano do comportamento observável. Organização pequena e jovem e Cultura fraca. • As organizações bem sucedidas estão adotando culturas não somente flexíveis. Esse nível é mais difícil de mudar. onde estão os aspectos informais. no nível oculto. Certas culturas permitem a adaptação a mudanças e a melhoria do desempenho da organização. clientes e acionistas. Que guia e orienta as políticas da organização quanto aos funcionários. rotinas e procedimentos comuns. os rituais. como também pode ser rígida e travar seu desenvolvimento. sobretudo sensitivas. A mudança cultura emerge a partir do primeiro nível e. procurando ser mais transparente. Didatismo e Conhecimento 10 . A cultura organizacional pode ser um fator de sucesso ou de fracasso das organizações. distanciando-se dos modelos burocráticos puramente gerenciais e neoliberais. como nos momentos de lazer. até um passado recente. As culturas organizacionais podem ser adaptativas ou não adaptativas. estão os valores compartilhados e pressuposições desenvolvidas ao longo da história da organização. Assim. Como as coisas funcionam. de favorecer o trabalho da sociedade sobre ela mesma. Kotter e Heskett apud Chiavenato (1999) afirmam que a cultura apresenta um forte e crescente impacto no desempenho das organizações. à qualidade de seus produtos ou preços baixos. com os clientes ou elementos externos. que são compartidas por todos os membros da organização e que os novos membros devem aprender a aceitar para serem aceita no serviço da organização. a linguagem e gestos utilizados. Como as pessoas interagem. nas refeições. para acomodar as diferenças sociais e culturais de seus funcionários. • O clima organizacional. • A filosofia administrativa. espalhando-se por várias partes do mundo. o respeito pelas pessoas. a cultura passa a ser a maneira costumeira ou tradicional de pensar e fazer as coisas. como a ética. Modificações de liderança. Contudo. A Administração Pública passou a adotar novos métodos de atuação voltados para a cultura do diálogo. e são voltadas para o conservantismo. no entanto. O treinamento para a atuação eficiente voltada para o cidadão. deve abranger além da capacitação técnica. mas. principalmente quando eles atuam em termos globais e competitivos. É também reforçada pelo próprio processo de seleção que elimina as pessoas com características discrepantes aos padrões estabelecidos ajudando a preservar a cultura. Culturas organizacionais adaptativas: caracterizam-se pela maleabilidade e flexibilidade e são voltadas para a inovação e a mudança Culturas organizacionais não adaptativas: caracterizam-se pela rigidez. enquanto outras não. aliadas à pressão cada vez maior por parte da sociedade organizada por seus direitos têm provocado uma intensa preocupação com um atendimento de qualidade. A emenda Constitucional n°19. As disfunções de atendimento ao cliente por parte do servidor público.

O campo de estudos da administração nos ajuda a compreender processos decisórios. descrições de cargos e procedimentos operacionais padronizados são fatores que afetam a cultura de uma empresa. Todo este processo acontece de forma natural.” “Adotar a perspectiva do processo é adotar o ponto de vista do cliente”. seja nos seus aspectos mais banais. Quando as pessoas se ajustam a um determinado tipo de cultura. Desta forma. output). elas estão. serviços. tendência para algo) e minister (pessoas). comportamentais e motivacionais. • Administração de suprimentos. processamento. levando consigo seus valores e crenças. podem ser observados dois tipos de gestores: aqueles que observam os preceitos científicos da matéria ou interferem ao fim do sistema (output). informacionais. medicamentos. A capacidade de um indivíduo afetar a cultura da empresa está diretamente ligada ao poder que ele possui dentro da organização. cultura em que cada um produz. com começo. e não apenas as partes. O novo grupo traz consigo novos valores que afetarão a cultura vigente. reger ou governar negócios públicos ou particulares. Embora a grande maioria das organizações utilizem recursos humanos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A cultura organizacional é criada e mantida por um processo forte e persistente. regulamentos. Abaixo seguem alguns dos processos mais comuns nas empresas: • Desenvolvimento de produtos (desde a identificação da necessidade do novo produto até a apresentação do protótipo). a natureza das relações entre as partes. além de liderança. seja nos seus aspectos mais contundentes. materiais. dinheiro. • Administração de recursos humanos (desde o planejamento de mão de obra até o desligamento). A palavra administração vem do latim ad (direção. Estrutura organizacional. à oferta) de sacramentos. por exemplo. informação cada processo tem uma dinâmica e particularidades próprias. • Gerenciamento de pedidos (desde o preenchimento até o recebimento). Estas pessoas estão dizendo que não existe problema em agir daquela determinada maneira. no mundo empresarial (administração de empresas) e em entidades ou instituições dependentes dos governos (Administração pública). O processo toma um determinado insumo e transforma para criar um resultado. • Gerenciamento de informações. normas. e que ocorrem naturalmente na operação diária da empresa. como por exemplo. competitividade. 2000 um processo organizacional pode ser definido como “uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. e designa o desempenho de tarefas de direção dos assuntos de um grupo. CONTROLE E AVALIAÇÃO. DIREÇÃO. empreendedorismo e qualificação profissional. Isto significa que tais processos são efetivados pelo poder de liderança enfocado por cada um. de justiça. PROCESSO ORGANIZACIONAL: PLANEJAMENTO. sendo muito similares em todos os sistemas. Gestão passou a significar de forma mais comum a interferência direta dos gestores nos sistemas e procedimentos empresariais. para caracterizarem-se como pertencentes à cultura. Segundo Maximiano. e aqueles que interferem em qualquer fase do sistema (input. não sendo necessário que exista nenhum tipo de intervenção. COMUNICAÇÃO. regras. garantindo que esta cultura permaneça da maneira tal qual ela é. burocráticos. O processo passa então a definir o sistema. missões. empregabilidade. tecnologias. O autor apresenta-nos alguns dos princípios de decisões ou processos administrativos: Didatismo e Conhecimento 11 . São diferentes os produtos. Maximiano (1997) analisa o significado da administração tratando-a como o processo de tomar e colocar em prática decisões sobre objetivos e utilização de recursos. fim e inputs e outputs identificados. podemos entender que os valores individuais de cada indivíduo afetam diretamente a cultura vigente. Sendo utilizada em especial em áreas com corpos dirigentes que necessitem gerir algo ou alguém. políticas. devem ser compartilhados pelos membros da organização. Em Contabilidade. Outro sentido da palavra refere-se à administração (ou seja. Administração é o ato ou processo de gerir. Os valores e as crenças. na verdade. objetivos. obrigando-as a sair da organização. etc. Uma mudança tecnológica pode fazer com que certo grupo de pessoas não se adapte ao novo modo de trabalho. Conjunto de atividades ligadas entre si. uma estrutura para a ação. O desafio de compreender as organizações enquanto cultura é compreender como esse sistema é criado e mantido. • Serviço de vendas pelo correio.

evitar o desperdício de tempo. e principalmente. selecionando uma entre várias alternativas. É o planejamento mais amplo e abrange toda a organização. responder à pergunta: qual é o nosso negócio e como deveria sê-lo? Seu propósito geral é influenciar o ambiente interno e externo. trabalha com decomposições dos objetivos. considerado um plano maior ao qual todos os demais estão subordinados. análise organizacional interna (forças e fraquezas). O Planejamento tático está contido no planejamento estratégico e não representa um conceito absoluto. ações futuras e recursos necessários para realizar objetivos. A alta administração é quem define o plano estratégico. trocar opiniões. o ensino. tarefas e responsabilidades entre pessoas e sobre a divisão dos recursos para realizar as tarefas. análise ambiental externa (oportunidades e ameaças). isto é. Representa uma tentativa da organização de integrar o processo decisório e alinhá-lo à estratégia adotada. Direção ou coordenação: significa ativar o comportamento das pessoas por meio de ordens. conferenciar. Podemos considerar uma técnica de alocação de recursos. ou seja. em que todos dentro da empresa entendam e possam seguir. aprendizagem gerando resultados que proporcionam aperfeiçoamento e mudanças. partilhar. O planejamento estratégico inicia-se no topo da hierarquia. É projetado para longo prazo e seus efeitos e consequências são estendidos para vários  anos. ou seja. formulação das alternativas estratégicas e escolha da estratégia empresarial. portanto. O planejamento estratégico é um processo permanente e contínuo. Planejamento O planejamento organizacional busca encontrar métodos de estabelecer a ordem dentro de uma companhia. Comunicação: tornar comum. associar. aos elementos estruturais internos da empresa. ajudando-as a tomar decisões por conta própria. estratégias e políticas estabelecidos no planejamento estratégico. Ou seja. Estratégico É a determinação dos objetivos empresariais. É fundamental que o planejamento organizacional seja algo simples. Com um bom planejamento organizacional teremos uma empresa mais eficiente. O planejamento estratégico deve definir os rumos do negócio e. Didatismo e Conhecimento 12 . mas relativo: o planejamento tático de um departamento da empresa em relação ao planejamento estratégico da organização é estratégico em relação a cada uma das seções que compõem aquele departamento. Controle: compreende as decisões sobre a compatibilidade entre objetivos esperados e resultados alcançados (p. com uma maior competitividade de mercado. prazos mais curtos. para orientar o nível operacional em suas atividades e tarefas. entre outras coisas. ele é um nível intermediário entre a estratégia global da empresa e o nível operacional. Busca a visão da racionalidade na tomada de decisões. 1994). em geral cinco a dez anos. O Planejamento é dividido dento das organizações em três níveis: planejamento estratégico. implementação por meio dos planos táticos e planos operacionais. a fim de atingir os objetivos organizacionais anteriormente propostos (CHIAVENATO. bem como as políticas orientadoras para o processo decisório organizacional. áreas menos amplas e níveis mais baixos da hierarquia organizacional. sempre estará voltado para o futuro. técnica que proporciona mudanças e também inovações. 17) Avaliação: faz a mediação entre os processos. a fim de assegurar o desenvolvimento ótimo de longo prazo da empresa de acordo com um cenário aprovado. O principal objetivo de se realizar um planejamento é a busca da eficiência. Organização: compreende as decisões sobre a divisão da autoridade. Os dirigentes possuem uma visão sistêmica ou global da empresa e têm melhores condições para ficarem atentos ao que ocorre no ambiente externo. tático e operacional. mas também. O Planejamento Estratégico refere-se ao planejamento sistêmico das metas de longo prazo e dos meios disponíveis para alcançá-las.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Planejamento: abrange decisões sobre objetivos. o ambiente externo no qual a empresa está inserida. O Planejamento Tático tem por objetivo otimizar determinada área e não a organização como um todo. é realizado no nível gerencial ou departamental segundo uma estratégia predeterminada. O planejamento tático é desenvolvido em níveis organizacionais inferiores. Tático É a utilização eficiente dos recursos disponíveis para a consecução dos objetivos previamente fixados. O Planejamento Tático é um conjunto de tomada deliberada e sistemática de decisões envolvendo empreendimentos mais limitados. recursos humanos. elaboração do plano estratégico.

incompreensão da importância e influência da cultura e do clima organizacional. Direção Após o planejamento e a organização da ação empresarial.etc. ou. mensal ou trimestral. “Tarefa é um trabalho que se há de concluir em determinado tempo. Preocupa-se com os métodos operacionais e alocação de recursos. etc. equipe. bienal. um vendedor precisa prospectar um numero “x” de clientes por dia. etc. processos e sistemas aplicados. Ele pode ser um planejamento anual. As pessoas precisam ser admitidas. Ocorre uma formalização do trabalho por meio de metodologias estabelecidas e formalmente designadas em documentos. projeto. ou seja. • Prazos e cronograma. e os cronogramas relativos a essa atividade que o devem acompanhar. Tem alcance mais limitado do que o planejamento estratégico. envolvendo cada tarefa ou atividade isoladamente preocupando-se com o alcance de metas específicas. ele será o administrador e responsável por uma área. cumprindo os processos e eficaz atingindo os objetivos. O planejamento operacional é projeto para o curto prazo. com a precisão praticável.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Características Principais: • • • • • • • Processo permanente e contínuo. preencher tais relatórios. acompanhar os processos de vendas. • Pessoas: responsabilidade. é preciso introduzir esse conceito com mais detalhes. ou seja. 2012 afirma que para cumprir a estratégia traçada (desdobrando-a) e alcançar os objetivos almejados. Pode ser considerada uma forma de alocação de recursos. é o plano de ação e execução.” Didatismo e Conhecimento 13 . o próximo passo é a função de direção. Operacional Teixeira. função. ou com horizontes de doze meses. • Métodos. serviço é o exercício de funções obrigatórias. é necessário que pessoas “coloquem a mão na massa”. utilizando de forma eficiente. então. desdobrando-os em metas específicas para suas áreas e liderados. Os diversos planejamentos operacionais devem estar coerentes entre si e com o planejamento estratégico da empresa. fazer “y” visitas. aplicadas em seus cargos. prazos estabelecidos e também quem será o responsável ou responsáveis pela execução e implantação. O planejamento operacional realiza as tarefas práticas. à qual esse planejamento está intimamente vinculado. Ao analisar os níveis de planejamento deve-se considerar alguns desafios que podem decorrer durante sua aplicação. É ele quem especifica. 2012) este nível tem como objetivo principal o desdobramento da estratégia. De acordo com cada função que o colaborador exerce. atividades/tarefas. competição pelo poder. é de médio prazo. • Equipamentos necessários. dá-se muita ênfase à eficiência. Assim. Os procedimentos básicos a serem adotados. Os resultados finais esperados. Aproxima o estratégico do operacional. No planejamento operacional cada atividade desempenhada deve conter os recursos necessários para o seu desenvolvimento e implantação. precisam ser guiadas e motivadas para alcançarem os resultados que delas se espera. como por exemplo. Direção é o processo administrativo que conduz e coordena o pessoal na execução das tarefas antecipadamente planejadas. É executado pelos níveis intermediários da organização. que acaba afetando o desempenho das equipes de trabalho. Nos planejamentos operacionais. Aproxima os aspectos incertos da realidade. Produz planos mais bem direcionados às atividades organizacionais. • Detalhamento das etapas do projeto. Para (Teixeira. o desempenho de qualquer trabalho. com detalhamento semanal. A palavra administrador é mais adequada neste nível. que recursos devem estar disponíveis para cada produto e serviço. cumpram de forma eficiente e eficaz cada uma das atividades que lhes for atribuída. ou seja. doutrinadas e treinadas: elas precisam conhecer aquilo que se espera delas e como elas devem desempenhar seus cargos. Busca criar condições adequadas para a realização dos trabalhos diários na empresa. Por exemplo. de como será realizado o caminho para a consecução dos objetivos estratégicos já estabelecidos no nível acima.

Shannon. A mensagem que será passada pelo transmissor provém de uma fonte de informação. responsabilidades e tarefas. associar. em emissão ou recebimento de informação nova. ordens de serviço. componentes etc.). e em fontes de ruídos (diminuem a eficácia da comunicação). cujo significado é tornar comum. onde esta. A comunicação é muito relevante na vida da sociedade. ideias e sentimentos. O ato de comunicar existente entre as pessoas são formas de estas compartilharem experiências. . interfones.os interlocutores que dela participam. As linhas de comunicações entre indivíduos para a transmissão de informações relacionadas com as tarefas administrativas são chamadas canais. fornecendo habilidades e conhecimentos em troca de salários e de outros incentivos que a organização proporciona. implica participação. assessoria. Podemos nomear alguns elementos básicos da comunicação. A finalidade desse modelo é melhorar a comunicação entre as pessoas. e) Consumidores: são as pessoas ou instituições que adquirem os produtos ou serviços produzidos pela organização para utilizá-los e consumi-los na expectativa de satisfação de suas necessidades. A necessidade de se promover mudanças no modelo de gestão é inevitável. por sua vez. conferenciar. onde o uso de sistemas de informação atua como agente facilitador de mudança juntamente com o com comportamento das pessoas. serviços (como consultorias. Comunicação A palavra Comunicação deriva do latim communicare. sejam matérias primas.a situação onde ocorre e como proporciona um efeito transformador. foi considerado mais aceito entre os linguísticos. Por exemplo: telefones. Ao se relacionarem. a mesma é direcionada ao receptor. ou seja. em troca de mensagem. Tem o sentido de participação. Ao conjunto de canais existentes (ou possíveis) num grupo de pessoas ou departamento dá-se o nome de rede(ou sistema) de comunicação. oral. c) Fornecedores: são as pessoas ou instituições que contribuem com recursos para a produção. burocrática e tradicionalista. comunicados. Nos estudos da linguagem. Se levar em conta a comunicação humana (verbal. Esse esquema se fundamenta em um emissor e um receptor (onde ambos têm como função separar a codificação e decodificação da emissão e da recepção).F. um modelo linguístico conhecido como “esquema de comunicação”. b) Investidores: são as pessoas ou instituições que contribuem com os investimentos financeiros que proporcionam a estrutura de capital e os meios para o financiamento das operações da empresa e esperam um retorno para o seu investimento. Os meios de comunicação utilizados para a transmissão de informações ou mensagens são os mais diversos. Didatismo e Conhecimento 14 . O processo de direção busca ativar o comportamento das pessoas por meio de ordens. manutenção etc. como: . etc. em um canal (um meio que serve para transmitir a mensagem de um ponto a outro). lenta. memorandos. onde através de sinais e com influência da fonte de ruído. pois ela é caracteriza como: . intranet. os velhos paradigmas não se adaptam ao mundo globalizado. personalizada pela evolução da informática nas tecnologias de comunicação está influenciando os modelos de gestão. avisos.caráter mecanicista do modelo. . . melhorar a transmissão das mensagens-sinais. em interação. . tecnologia. correio eletrônico. participa da ação como destinatário final. partilhar. d) Distribuidores: são as pessoas ou instituições que adquirem os produtos ou serviços produzidos pela organização e os distribuem para o mercado de clientes ou consumidores em troca da remuneração de suas atividades e continuidade de suas operações. em uma mensagem (uma sequência de sinais no momento da comunicação).modelo linear de comunicação. escrita) verifica-se que a há defeitos que precisam ser sanados na proposta de Shannon. como se vê. propaganda. ajudando-as a tomar decisões por conta própria. cartas.simplificação excessiva da comunicação verbal. A Revolução da Informação caracterizada pelo surgimento da Era da Informação.as mensagens que elas compartilham. onde não há lugar para uma gestão centralizadora. a ponto de considerar que todos já se acostumaram a viver se comunicando. .os signos e os meios que utilizam para representar e transmitir. proposto por C.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Participantes de uma organização: a) Empregados: São as pessoas que contribuem com seu tempo e esforço para a organização. em troca da remuneração de seus produtos/serviços e condições de continuidade de suas operações. alteram a realidade onde estão inseridas. energia elétrica. Assim. trocar opiniões.

dois fazeres: o “fazer emissivo” e o “fazer persuasivo”. (Maximiano. também lançaram propostas que procuraram complementar a comunicação verbal. Nenhum tipo de comunicação é neutro ou ingênuo e as relações entre sujeitos são marcadamente ideológicas e que os discursos que circulam entre eles são marcados por coerções sociais. numa etiqueta. os sujeitos devem ser considerados competentes (envolvendo destinador e o destinatário – termos menos restritivos que emissor – receptor) e apresentarem qualidades (modais (comunicar-se) – semânticas (determinam a comunicação)) permitindo assim que haja comunicação. Já a comunicação para cima compreende especialmente relatórios e a informação produzida pela observação do desempenho. por departamento. Para se comunicar. A informação pode ser a inspeção visual de um supervisor. porém que se situem em diferentes hierarquias. 2000). frequentemente tem caráter diretivo (ordens) modalidade predominante nas organizações autoritárias e burocratizadas. como a comunicação pessoal. facilitando a tomada de decisões interdepartamentais. Controle Administrativo é praticado pelas áreas funcionais da empresa. na comunicação há sempre um remetente. o modelo da teoria da informação e a teoria da comunicação. característico da comunicação humana. Em contrapartida. O termo controle. no campo da administração. tratam da transmissão da mensagem entre um transmissor/receptor. ou seja. pode-se afirmar que o controle constitui poder-dever dos órgãos a que a Lei atribui essa função precisamente pela sua finalidade corretiva. Aplica-se a toda organização. é necessário conhecer o “fazer comunicativo”. Para analisar as qualidades modais. a escrita ou por meio de equipamentos. sendo que todos os aspectos do desempenho de uma empresa devem ser monitorados e avaliados. e um adquirir-saber. Metalinguística (centrada no código). Referencial (centrada no contexto). do destinador. onde este envia uma mensagem a um destinatário. fases e processos. ao elencar uma série de recomendações. Controle O controle pode ser definido como qualquer processo de direciona as atividades das pessoas alcance das metas organizacionais. A informação produzida por estes meios permite ao próprio sistema ajustar seu funcionamento aos objetivos ou permite que um operador humano intervenha. que as pessoas devem acompanhar. Esse novo modelo surgiu para criar esse estilo circular na comunicação. finanças. Os modelos da teoria da informação já apresentados são lineares. Outros dois grandes linguísticos. ou um código de barras. do destinatário. que produz a informação necessária para que o sistema seja capaz de regular seu próprio funcionamento. Uma contribuição relevante mais conhecida da proposta de Jakobson na variação linguística está relacionada com a questão da variedade de funções da linguagem (variar as diversas funções e não prender em apenas funções informativas). foi utilizado primeiramente por Henri Fayol. marketing. as partes da estrutura usam alguns meios de comunicação. Considerando-se que o controle é elemento essencial sendo sua finalidade assegurar que a Administração atue de acordo com os princípios que lhe são impostos. O destinador exerce. Para que haja comunicação entre um remetente e o destinatário é preciso um código (estoque estruturado de elementos discretos que se apresentam como um conjunto de alternativas de seleção para a produção de mensagem). Fática (centrada no contato). que é entendido como fazer-saber. surgiu uma nova teoria chamada de Nova Comunicação. e para que esta mensagem seja transmitida de forma eficaz. com o decorrer dos tempos. Para não ser considerado um caráter mecanicista. Para Jacobson. como Bertil Malmberg e Roman Jakobson. os chamados “Deveres Administrativos”. o destinatário realiza o “fazer receptivo” e o “fazer interpretativo”. recursos humanos. A comunicação lateral é o tipo de comunicação ocorrente entre unidades de trabalho do mesmo nível. experimentaram evolução quanto a seus princípios. Conativa (centrada no destinatário). A partir daí. “O controle inspira-se no princípio do feedback. sem levar em conta que pode haver reciprocidade entre ambos. requer a presença de um contexto. Pode ser a inspeção visual de um supervisor. ou seja. que transmitem as informações da seguinte forma: A comunicação para baixo é aquela que parte dos níveis superiores para os inferiores da hierarquia. considerando objetivos e critérios diferentes em cada um dos níveis hierárquicos de controle. Poética (centrada na mensagem). produção. entre outros. portanto. nos modelos de comunicação. etc. de um grupo para outro. Didatismo e Conhecimento 15 .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A comunicação entre as unidades de trabalho pode processar-se segundo diferentes padrões de interação: um a um. bem como suas sugestões. As funções ressaltadas por Jakobson são: Emotiva (centrada no remetente). ou que pode haver uma circularidade no diálogo. espécies. A partir de 1950. Pode ser a velocidade das máquinas. tem sido amplamente empregado e. ou pesquisas de atitude que visam identificar a opinião dos empregados. São controles que produzem informações especializadas e possibilitam a tomada de decisões em cada área da organização.

e cujos desempenhos podem afetar positiva ou negativamente a organização em seu conjunto. apoio. deverá enfatizar a proposição de situações. é qualquer atividade ou conjunto de atividades realizadas a partir de um input. uma estrutura para ação. Hammer e Champy. de ordem teórica e prática. aprendizagem que. etc. No processo de produção. que envolvem elementos relevantes na caracterização de desempenho em uma área profissional. 1994 abordam o conceito de processos como um grupo de atividades realizadas numa sequência lógica com o objetivo de produzir um bem ou serviço que tem valor para um grupo específico de clientes. possibilitar a auto-avaliação por parte do receptor. A avaliação da aprendizagem é considerada meio de coleta de informações para a melhoria do ensino e da aprendizagem. que devem perseguir os mesmos objetivos. que são transformados. enfim. tendo as funções de orientação. se comunicam. dialogam entre si. A avaliação com base em competências implica a necessidade de utilização de estratégias variadas de ensino. 1998. em consonância com as competências que se deseja desenvolver. Dessa forma. instalações. equipamentos. considera ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. Dessa forma. assegurando o melhor desempenho possível do sistema integrado a partir da mínima utilização de recursos e do máximo índice de acerto. e como saída teremos um produto acabado. utilizar as estratégias e instrumentos mais adequados. necessariamente. máquina. por exemplo. habilidades e atitudes. seus requisitos e o que cada atividade adiciona de valor na busca do atendimento a esses requisitos. temos entradas de materiais. além de variadas estratégias de avaliação que deem condições de serem avaliados de diferentes formas e em várias oportunidades. hipotéticas ou não. os recursos de entrada se interagem.2000. Didatismo e Conhecimento 16 . os seguintes critérios serão observados: • A avaliação não tem um fim em si mesma. com um começo. (CCUE Unicamp) Gestão por processos é o enfoque administrativo aplicado por uma organização que busca a otimização e melhoria de cadeia de seus processos. Os resultados das avaliações deverão ser sempre discutidos para que haja clareza sobre o pretendido e o alcançado. assessoria e não simples decisão final a respeito do desempenho. Processo é a forma pela qual se produz um produto ou presta-se um serviço. O enfoque administrativo aplicado por uma organização que busca otimização e melhoria da cadeia de seus processos. sistemas informatizados. entre outros recursos. estimulá-lo a progredir e a buscar sempre a melhoria de seu desempenho. claramente identificadas. • A avaliação não enfocará aspectos isolados da teoria desvinculada da prática. Dessa forma o processo de avaliação será uma ferramenta de grande utilidade para se construir melhorias. Para Gonçalves. mas insere-se como estratégia fundamental para o desenvolvimento de competências. informações. • Fomentará a resolução de problemas em que seja necessário mobilizar conhecimentos. a cooperação.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Avaliação A avaliação faz a mediação entre os processos. Conceitos da abordagem por processos. especificar claramente o que será avaliado. adicionando valor resultando em um output para um cliente específico. pessoas. Davenport. capital intelectual. sem estabelecer relações entre elas. desenvolvida para atender necessidades e expectativas das partes interessadas. ou seja. embora distintos. É fundamental que sejam conhecidos os clientes desses processos. Para se definir estratégias de avaliação primeiramente deve-se considerar suas diferentes funções. o diálogo. equipamentos. o ensino. GESTÃO DE PROCESSOS As organizações são constituídas por uma complexa combinação de recursos formados pelo capital humano. de modo a permitir a troca de informações. clareando as exigências de crescimento dentro das atividades organizacionais. No decorrer do processo formativo.) interdependentes e inter-relacionados. entradas e saídas. um fim. o processo de avaliação deverá. a liderança.

Com isso. ficamos em condições de estabelecer onde será concentrado o esforço da gestão. Para que a gestão por processo de negócio tenha sucesso é necessário que os processo estejam alinhados à estratégia da organização. A transição de uma organização tradicional orientada por funções para uma organização orientada por processo é um trabalho árduo. tinta e etc. A Fundação Nacional de Qualidade define como um conjunto de recursos e atividades interrelacionadas que transformam insumos (entradas) em produtos (saídas). matéria-prima ou processo inovador é o que garante a vantagem competitiva da empresa. a diminuição de custos e a melhoria da eficiência e da qualidade. uma vez que as pessoas não conseguem visualizar as atividades importantes para satisfazer o cliente. Já nas organizações por processos o trabalho é realizado em equipe e o funcionário é dotado de múltiplos conhecimentos. Didatismo e Conhecimento 17 . é a forma como o trabalho é feito. cada uma comandada por um chefe que controla as tarefas de seus subordinados. Relação entre os três inputs. pode-se obter a redução de tempos de ciclo. não ter acesso a uma orientação financeira por um profissional qualificado ou acontecer um erro na sua transição financeira ? Segundo Dreyfus (1995). mas no geral os serviços são mais comuns quando se processa informações e consumidores. afinal o que lhe aborreceria mais no banco: receber impresso um demostrativo com uma péssima qualidade de impressão. O funcionário compreende seu trabalho como uma tarefa isolada. são empresas que precisam do cliente para que haja produção. encerradas dentro de unidades organizacionais delimitadas estáticas. E não com práticas insustentáveis de exploração de pessoas e dos recursos naturais. bancos. funcionários. Para que a gestão por processo de negócio ocorra é necessário desenhar o fluxo dos recursos (materiais. Os bens são tem origem quando há como input materiais principalmente o que não quer dizer que para operações de serviços não possam ser utilizados também. negociando e buscando alternativas. que começa com o reconhecimento do desejo do cliente e termina na satisfação desse desejo. se o custo da diferenciação for compensador. Desta forma. A partir de um bom modelo de gestão estratégico. são empresas como cabeleireiro. Muitas vezes identificar o foco principal do negócio não era tarefa fácil para muitos funcionários. Nesse tipo de organização as atenções estão voltadas para dentro de cada célula organizacional e não para a sua cadeia de atividades que cria os bens e serviços para os seus clientes. métodos ou processos). Dois outputs podem ser criados com o processamento de inputs. As organizações trabalham com dois tipos principais de estratégia: redução de custos e diferenciação. avaliar sua forma de executar tarefas e melhorar. torna-se possível otimizá-los de forma que a organização possa vir a funcionar melhor. Com os processos conhecidos a organização passa a realizar o que é necessário e exigido para satisfazer as necessidades dos clientes internos e externos. as empresas tradicionais tendem a fragmentar o trabalho em atividades especializadas. Compreendendo como os processos de fato são executados. algumas empresas processão informações (serviço) são empresas de contabilidade. Bens e Serviços. é possível identificar quais são os processos críticos e os processos de apoio que são realizados na organização. Claro que. todo o seu processo de trabalho. informações ou serviços utilizados para dar início as atividades de agregação de valor. sejam eles externos ou internos. são eles: Material. processo é um conjunto de atividades organizadas possíveis de serem medidas e que resultam em uma saída. Outputs: é o Resultado do processo operacional sob o inputs. pode parecer estranho mais algumas empresas transformam os próprios consumidores. ou você pode receber dicas para investir no mercado (ou seja. A modelagem dos processos de negócio permite à organização entender suas atividades. e a satisfação do cliente modela o objetivo da organização. O que dificulta a gestão por processos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Simplificadamente. Os inputs. de forma lícita. Um bom exemplo de como os três inputs podem está dentro de um mesmo processo é o Banco. mas que pode ser executado. Diminuir os custos com mão de obra. e o cliente não tinha um papel central. Consumidores. Trata-se dos bens ou serviços criados através do processo produtivo a fim de garantir a satisfação do cliente final. As organizações por funções têm como fortes características o trabalho individual e especializado. auditorias e etc. lá você pode imprimir sua movimentação financeira mais isso não signifique que o banco seja uma gráfica. telecomunicação. São divididos em três segmentos cada um representa um grupo de empresas mas em pelo menos uma etapa do processo a empresa realiza os três segmentos. todas as empresas de manufatura processão materiais pois se utilizam de materiais para a produção o exemplo pode ser uma gráfica onde o principal input é o papel. à estrutura organizacional e aos métodos adotados. O sucesso do negócio depende da criação de valor de seus processos. hospitais. A estratégia de diferenciação ou diversificação do portfólio de produtos atraem os clientes e pode atrair bons retornos financeiros. Informações. continuamente. insumos ou entradas: são materiais. uma transformação do consumidor) mais nenhum desses é mais importante que a contabilidade está correta. escolas e etc. Hoje as empresas procuram atender da melhor maneira o seu cliente com isso muitas vezes se perde o verdadeiro foco funcional da empresa o que é bom para cliente mais torna muito mais complicada a administração da empresa. O que realmente importa.

O aumento da demanda de mercado vem exigindo desenvolvimento e lançamento de novos produtos e serviços de forma mais ágil e rápida. Saídas. • Implementar ações para determinar causa de desvios. tomar decisões. É preciso estabelecer objetivos. Maior frequência de entrada e saída de profissionais (turn over) tem dificultado a gestão de conhecimento e a documentação das regras de negócio. Processos devem representar redução de custos e melhoria na qualidade.g. Segundo COSTA e POLITANO. 2. Gerenciamento do Processo. Se o alinhamento entre estes componentes for conseguido. Dell computadores.com. 1. menores ciclos. qualitativos (e. Em tal situação erros são cometidos ou decisões são postergadas por falta de uma orientação clara. gerir equipe. Para Smith e Fingar (2003) novos processos de negócios significam agilidade e vantagem competitiva.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Técnicas de mapeamento. • Como o processo será estabelecido e mantido. analisar e desenvolver melhorias. documentar. Mediante os desafios apresentados. Para Muehlen (2005). mais recentemente. menor desperdício. O atual dinamismo das organizações. materiais e trabalho ao longo dos processos. Para (AJARD. Por sua grande importância nas empresas os processos agora são considerados ativos intelectuais estratégicos. muitas organizações têm buscado novas formas de gerenciar seus processos. • Examinar o processo detalhadamente descobrindo origens dos desvios. análise e melhoria de processos. Qual o dimensionamento de equipe ideal para a execução e o controle dos processos? 2. • Quais os resultados esperados. na comunicação. • Determinar correções (se houver desvios). vem fazendo com que o tema processos e. Qual o suporte adequado de ferramentas tecnológicas? 3. O mapeamento de processos consiste basicamente na captura dos fluxos de informações. Qual é o nível de integração e interdependência entre processos? O gerente exerce diversas atividades durante o gerenciamento do processo. aliado ao peso cada vez maior que a tecnologia exerce nos negócios.g. Quais os métodos de monitoramento e controle do desempenho a serem utilizados? 4. Segundo Harmon. As regras e procedimentos organizacionais se mostram cada vez mais desatualizados devido ao ambiente de constante mudança. • Qual a sua definição. • Quais os objetivos. rapidez de adequação às mudanças ambientais) e fatores quantitativos (e. Algumas empresas utilizam como forma de proteção patente em seus processos. gestão por processos (Business Process Management. • Fazer comparações com os objetivos originais. • Realizar um orçamento levando em consideração o espaço e os recursos requeridos. Os primeiros pontos a serem levantados em uma análise inicial são: 1. ou BPM) seja discutido e estudado com crescente interesse pelas empresas. • Pessoa e equipamentos necessários. planejar tarefas. saídas e tarefas estão relacionadas e inclui os principais passos dos processos. Estrutura e Objetivos. fornecer recursos. o desempenho total de todos os processos poderia ser aumentado em termos. Didatismo e Conhecimento 18 . 2004 essas atividades ou responsabilidades podem ser organizadas em dois blocos: 1. 1998) o mapeamento de processos fornece uma visão geral para identificar. Planejamento do Processo e 2. (COSTA e POLITANO. menores tempos ociosos e eliminação de retrabalho). na distribuição os administradores e tomadores de decisão precisam repensar em seus negócios. 2008 com os avanços tecnológicos e diversas mudanças do ambiente organizacional. e registrá-los de forma que possam ser entendidos por outras pessoas interessadas em seu conhecimento. É comum a falta de alinhamento entre os processos depois de se implementar sistemas integrados de gestão. 2008). é criar um alinhamento entre os elementos individuais dos processos: Entradas (informação e recursos). monitorar os resultados. como por exemplo: Amazon. Planejamento do Processo: • Qual o propósito do processo. Gerenciamento do Processo: • Coletar dados dos resultados. gerando como resultado maior dificuldade como na integração e treinamento de novos colaboradores. Mostra como as entradas.

BPM usa uma abordagem sistemática na tentativa de melhorar continuamente a eficácia do negócio e eficiência. as pessoas. Com isso. Costa e Polito (2008) propõe uma analogia dos mapas com os mapas de estradas ou de cidades. Estes processos podem afetar a geração de uma organização assim como os custos e receitas. Dominique Thiault. gerenciado e melhorado para oferecer produtos e serviços de valor agregado aos clientes. por exemplo. De qualquer forma. muitos artigos de BPM e especialistas muitas vezes discutir BPM a partir de um dos dois pontos de vista: as pessoas e / ou tecnologia. uma vez que é frequentemente associada com uma visão hierárquica (por função) de uma empresa. afirmando que esta abordagem pode ser suportada ou habilitada por meio da tecnologia para garantir a viabilidade da abordagem gerencial em momentos de estresse e mudança. uma representação gráfica com o objetivo de mostrar como os elementos de um conjunto estão situados ou relacionados em termos de escala e posicionamento. O termo “negócio” pode ser confuso. Define também modelo como sendo uma representação de algo (mais ou menos formal). Uma das distinções que existem entre mapeamento e modelagem é que. ou Business Process Management é muitas vezes referida como “Gestão por Processos de Negócios”. enquanto o mapeamento refere-se a processos já existentes e não documentados. Mapeamento e detalhando os processos: A partir da definição do Mapa Geral de Processos inicia-se a priorização dos processos que serão detalhados. Business Process Management (BPM) tem sido referida como uma abordagem de “gestão holística” para alinhar os processos de negócio de uma organização com os desejos e necessidades dos clientes. para o propósito do usuário. tão importante quanto mapear os processos é definir os indicadores de desempenho. De forma complementar são identificados os atributos dos processos. O mapeamento estruturado com a definição de padrões de documentação permite uma análise de todo o potencial de integração e automação possível. BPM vê os processos como ativos estratégicos de uma organização que deve ser entendido. análise. comunicação. BPM. projeto ou síntese. BIAZZO (2002). Sua implantação deve considerar no mínimo cinco 5 diferentes passos fundamentais: 1. Definição de indicadores de desempenho: O objetivo do BPM é permitir a gestão dos processos. por exemplo. Isso é possível a partir do entendimento da Visão Estratégica. flexibilidade e integração com a tecnologia. Didatismo e Conhecimento 19 . a ISO 9000. a modelagem serve ainda para o projeto de processos. o que permite. BPM vai um passo além. Portanto. Tradução do negócio em processos: É importante definir quais são os processos mais relevantes para a organização e aqueles que os suportam. ou controle. é preferível definir BPM como “gestão empresarial através de processos”. Na verdade. 2. definidos pelos constructos de modelagem. a planta de uma casa que pretendemos construir. o que significa medir. em Gerenciando o desempenho através de processos de negócios. BPM oferece uma abordagem para integrar uma organização “capacidade de mudança” que é humano e tecnológico. Gestão por processos é um método de gestão baseado em dois níveis lógicos: governança de processos e gestão de processos. As ferramentas e técnicas de modelagem ajudam também a produzir documentações necessárias para padronizações e certificações como. os modelos são projeções de alguma coisa. ser definida como “gestão de desempenho da empresa através de processos”. BPM pode. buscando a inovação. Ao adicionar BPM o segundo significado de “Business Performance Management” usado por August-Wilhelm Scheer. os dois conceitos tratam-se de abstrações da realidade e às vezes são citados na literatura como modelos. define BPM como um método de gestão processos que ajuda a melhorar o desempenho da empresa em um ambiente cada vez mais complexo e em constante mudança. Como uma abordagem gerencial. A ferramenta de modelagem é um sistema que permite a geração e classificação de ideias e/ou para analisar a qualidade de um projeto. Esta fundação se assemelha a outro de Gestão de Qualidade Total ou metodologias de processo de melhoria contínua ou abordagens. como se pretende atuar e quais os diferenciais atuais e desejados para o futuro. em termos de algum formalismo (ou linguagem). 3. é possível construir o Mapa Geral de Processos da Organização. Ou seja. os dados e os objetos envolvidos na produção de um resultado específico.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Conjunto de atividades que deve ser seguido para a criação de um ou mais modelos com o objetivo de representação. por exemplo. Por isso. atuar e melhorar! Assim. em seu artigo “Advanced Assessment BPM”. portanto. realizar estudos de custeio das atividades que compõe o processo. tomada de decisão. além dos modelos de controle a serem utilizados. Por outro lado. ou ainda dimensionar o tamanho da equipe que deverá realizá-lo.” Argumenta-se que o BPM permite que as empresas a ser mais eficiente mais eficaz e mais capaz de mudar de uma abordagem de gerenciamento hierárquico funcional focada e tradicional. Como tal. Uma abstração da realidade (ou universo em estudo). pode ser descrito como um “processo de otimização de processos. O mapeamento dos processos pode ser considerado como construção de modelos que mostram as relações entre as atividades.

A ISO desenvolve normas voluntárias internacionais de alta qualidade que facilitam o intercâmbio internacional de bens e serviços. num processo contínuo de melhoria do sistema de gestão da qualidade. Mesmo com grande volume de documentos. logo atrás da Itália (8. que por sua vez seguem quatro alternativas básicas: incrementar. Normalização e Qualidade Industrial (SINMETRO) e às práticas internacionais. Seu público-alvo são os setores produtivos. aumentando a sua competitividade nos mercados nacional e internacional. a verificação da satisfação dos clientes. o programa deve ser conduzido de forma a identificar fatores facilitadores ou que possam dificultar a Implantação Assistida. O processo de elaboração dos Programas de Avaliação da Conformidade tem como premissa a implantação assistida. Essa organização não governamental tem a função de promover a normatização de produtos e serviços. o monitoramento do ambiente de trabalho. segundo Fitzsimmons e Fitzsimmons (2000). A norma pode aplicar-se a campos distintos. Esta família de normas estabelece requisitos que auxiliam a melhoria dos processos internos. a segurança e o meio ambiente. Processos e certificação ISO 9000:2000. ou seja. É necessária maior percepção das relações entre processos. no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade . A expressão ISO 9000 designa um grupo de normas técnicas que estabelecem um modelo de gestão da qualidade para organizações em geral. Nesse sentido. contempla também as partes impactadas. Didatismo e Conhecimento 20 . Fluxograma Em sua obra clássica Motion and Time Study. Quando se estabelece processos de negócios ágeis. as autoridades regulamentadoras e os consumidores. produtividade e credibilidade .961) que lidera o grupo.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 4. desde a concepção até a implementação e posterior acompanhamento no mercado. na última busca-se a simples exclusão da atividade ou transferência da mesma para terceiros. de forma a facilitar o entendimento. A International Organization for Standardization foi fundada em 1947. a maior capacitação dos colaboradores. O gráfico representa os diversos eventos que ocorrem durante a execução de uma tarefa específica.elementos facilmente identificáveis pelos clientes. aceitação e adequação ao Programa por todas as partes interessadas que. alinhados às políticas do Sistema Nacional de Metrologia. Rússia (9. simplificar. por sua vez.009 certificações. São utilizados alguns símbolos padronizados. A adoção das normas ISO é vantajosa para as organizações uma vez que lhes confere maior organização. na Suíça e está presente em quase todo o globo. ou gráfico do fluxo do processo. ou durante uma série de ações. Um fluxograma do processo. Gerando oportunidades de melhoria: A intenção é garantir um modelo de operação que não leve a retrabalho. para que a qualidade dos mesmos seja permanentemente melhorada. contemplando para cada ação sua natureza. a cadeia de valores pode ser monitorada e continuamente melhorada. as aplicações ainda não forneceram o total controle do ciclo de vida dos processos. responsáveis e prazos. seja em produtos.113) e China (39. ou que gere altos custos ou ofereça riscos ao negócio. buscando identificar oportunidades de melhorar a eficiência dos processos. Seu negócio é implantar de forma assistida programas de avaliação da conformidade de produtos. Os processos organizacionais necessitam ser verificados através de auditorias externas independentes. automatizar ou eliminar. Os processos de reengenharia surgem na última década impulsionados pelos trabalhos de Hammer (1990) e também com a implantação dos sistemas de gestão organizacional como ERP (Enterprise Resource Planning). O acrônimo “ISO” originou-se da palavra grega “isos” que significa igualdade. processos. O terceiro avanço de BPM proporcionou as companhias e seus colaboradores um constante aperfeiçoamento nos negócios. não basta controlar os resultados dos processos. processos. 5. meios. O Brasil está no grupo dos países que mais crescem em número de certificações em 2010. serviços e materiais. Para tal é necessário identificar as oportunidades de melhoria. serviços e pessoal. com aumento de 4. apoiam o crescimento econômico sustentável e equitativo. colaboradores e fornecedores. concorrência justa e proteção à saúde e segurança do cidadão e ao meio ambiente. Fonte: Pesquisa ISO9001 (2010). em Genebra. é um recurso visual utilizado pelos engenheiros de produção ao analisar sistemas de produção. perda de esforço e de eficiência. Implantando um novo modelo de gestão: O BPM não deve ser entendido como uma revisão de processos. Barnes (1982). qualquer que seja o seu tipo ou dimensão. a fim de se tornar possível uma melhor compreensão de processos e sua posterior melhoria. Enquanto que na primeira busca-se o ganho de escala.826). promovendo competitividade. é preciso treinar e integrar as pessoas visando gerar fluxo de atividades mais equilibrado e de controles mais robustos. A preocupação maior é assegurar melhores resultados e nesse caminho trata-se de uma mudança cultural. médio e longo prazo. descreve em seu trabalho o fluxograma do processo.SBAC. promovem a inovação e protegem a saúde. recursos para administração financeira. Sendo a mudança um dos primeiros objetivos dos projetos. O INMETRO é o responsável pela gestão dos Programas de Avaliação da Conformidade. É por causa desse último passo que a implantação de BPM deve ser tratada de forma planejada e orientada em resultados de curto.

de acordo com Fearnside (1999). As principais normas da série ISO 9000 são a norma ISO 9004 e suas partes. Com a globalização e o acirramento da concorrência e as barreiras técnicas (requisitos técnicos que os países exigem para importar produtos) a necessidade de obter a certificação tornou-se mais comum. após a escolha do modelo a ser adotado. 1999. utilizada quando a conformidade aos requerimentos deve ser assegurada pelo fornecedor desde a produção até serviços associados e a norma ISO 9001. humanos e financeiros) e durante quanto tempo será necessária esta mobilização. geralmente centrado na crença de que. 1997). sobre as pequenas empresas tem sido grande. Agenda Regulatória de RT e PAC. processo. ISO 9004 é apenas para orientação. ISO 9002. ISO 9000 acrescenta burocracia e os custos para as pequenas empresas. seja para melhorar a qualidade dos produtos. Assim. A certificação deve ser complementar às ações que as empresas devem realizar para obter e assegurar a qualidade de seus produtos e consequentemente. Implementação e Aperfeiçoamento de programas de Avaliação da Conformidade. O macroprocesso Avaliação da Conformidade é operacionalizado pela Diretoria de Avaliação da Conformidade e é desmembrado em cinco processos específicos. A série padrão 1994 incluiu três padrões de certificação auditáveis ​​ e criou ISO 9001. mas esta foi uma pequena atualização com as grandes mudanças que foram adiadas até 2000. a norma britânica BS 5750 foi aprovada com algumas mudanças como a norma internacional ISO 9000. Didatismo e Conhecimento 21 . compreende o grau de atendimento (ou conformidade) de um produto. relacionados a seguir: • • • • • Articulação Externa e Desenvolvimento de Projetos Especiais. O padrão internacional foi atualizado novamente em 1994. et al . Em 1987. há muitas pequenas empresas que não levam até ISO 9000. A certificação ISO 9000 por Medeiros e Silvestre: A série de normas ISO 9000. para as empresas que fazem tudo. Isso resultou em uma série de críticas. definir as atividades necessárias e sua ordem de realização é um ponto fundamental para o processo. posteriormente. serviço ou ainda um profissional a requisitos mínimos estabelecidos em normas ou regulamentos técnicos. ISO 9000 Origens históricas A série de normas ISO 9000 tem suas origens nos padrões de compras militares em torno da Segunda Guerra Mundial. em vez de garantir a qualidade para o cliente. utilizada quando a conformidade aos requerimentos deve ser assegurada pelo fornecedor no momento da inspeção final. no contexto do INMETRO. utilizada quando a conformidade aos requerimentos deve ser assegurada pelo fornecedor desde o projeto até serviços associados. Houve uma tentativa de “empurrar” ISO 9000 na cadeia de abastecimento por essas organizações para seus próprios fornecedores. em grande parte caiu em desuso. 1991). e para as empresas onde os produtos ou serviços podem ser verificadas apenas por inspeção e teste. Anderson . Isto talvez possa ser ligada ao fato de que muitas empresas pequenas são recursos limitados na medida em que eles podem não ter pessoal suficiente para implementar e. é formada por 5 normas principais: ISO 9000. ISO 9001. a norma ISO 9003. Isso pode ter facilitado a implementação de ISO 9000 dentro pequenas empresas para as razões erradas. de fato. ao menor custo possível para a sociedade. quais os recursos necessários (em termos materiais. O processo de certificação ISO 9000 é visto por muitas empresas como um objetivo interno para melhorar a qualidade na empresa. mobilizar o pessoal em um projeto na área da qualidade ou aumentar o controle na organização (De Medeiros e Vernet. ISO 9002 e ISO 9003. ISO 9003 e ISO 9004. Acompanhamento no mercado. Há também evidências que sugerem que as pequenas empresas acreditam que os padrões de qualidade são parte de um ritual para o comércio em alguns setores e que podem até mesmo agir como uma “tarifa” para comércio internacional (Murphy. exceto design. Para muitas empresas. a satisfação de seus clientes. a norma ISO 9002. Desenvolvimento. que dão diretrizes e conselhos para a gestão da qualidade e elementos dos sistemas da qualidade. em particular. Isso levou à publicação do primeiro comercial de gestão da qualidade norma BS 5750 pela British Standards Institute em 1979. Além disso. uma das principais dificuldades é definir o processo a adotar para implementar este modelo (Long. monitorar padrões de qualidade. 1999). O impacto da contratação autoridade local. ISO 9003 tem. Promoção da Atividade de Avaliação da Conformidade. Estes correspondem a empresas que projetam seus próprios produtos e serviços.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Qualidade. como grandes empresas e organizações do setor público têm-se obtido a certificação ISO 9000. publicada em 1994.

a alocação de recursos. os responsáveis devem organizar os itens seguintes. Durante o planejamento. as necessidades em aquisições. Acompanhamento do processo A equipe responsável pela certificação deve manter um controle periódico para acompanhar todas as atividades planejadas e verificar seu grau de execução. e o acompanhamento do processo de certificação. do estado de seu sistema da qualidade antes de começar o projeto de certificação. sua duração e o nome do responsável de cada uma. a estrutura e a redação dos documentos relacionados com a qualidade. Redação dos procedimentos A redação dos documentos relacionados ao sistema da qualidade pode ser feita de diferentes maneiras. Assim sendo. É neste momento que as necessidades são determinadas e que torna-se possível realizar o planejamento do processo de certificação. 6. deverão constar a política da qualidade da empresa. os pontos fortes e fracos do sistema da qualidade atual. entre outros: a atribuição de responsabilidades. externa ou mista. como por exemplo. sobre o modelo para garantia da qualidade escolhido e sobre os efeitos esperados da certificação sobre empresa. o controle destes documentos. O diagnóstico da situação existente é necessário para que os responsáveis possam conhecer precisamente o estado da empresa com relação à garantia da qualidade. seja com relação ao projeto adotado para obtê-lo. Diagnóstico do sistema da qualidade existente Após a tomada de decisão sobre a obtenção do certificado. redação e utilização dos documentos relacionados à qualidade. 3. as adaptações necessárias. 2. a informação e a formação do pessoal sobre a certificação. Modelo adotado para avaliar os processos de certificação ISO 9000 Medeiros e Silvestre desenvolveram um modelo que identificou treze atividades básicas que podem compor um processo de certificação: 1. o pessoal deve receber as informações regularmente e de maneira compreensível sobre o sistema implementado. seja com relação à razão inicial para obter o certificado. 4. a Direção da empresa deve designar uma equipe para ser responsável pelo processo de certificação. a realização de auditorias internas. Redação do Manual da Qualidade A redação do manual da qualidade deve seguir o planejamento realizado.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Considerando que os motivos que levam as empresas a procurar a certificação são diferentes. com relação ao montante e ao período do processo de certificação no qual elas foram realizadas. As modalidades de formação que podem ser utilizadas são: formação interna. Durante o processo de certificação. instruções de trabalho e formulários e planilhas de registros. É necessária também a formação de um grupo de empregados às auditorias internas. Formação do pessoal No momento do diagnóstico do sistema da qualidade existente. Estas informações devem ser sobre as normas. de acordo com a atribuição de responsabilidades para a redação de cada capítulo. O controle dos documentos pode ser feito através de procedimentos operacionais. Informação do pessoal sobre a certificação As informações relacionadas com as normas ISO 9000 e com a certificação devem ser comunicadas a todos na empresa. Didatismo e Conhecimento 22 . os resultados obtidos nas empresas também variam. ferramentas e métodos para melhoria da qualidade. as necessidades em formação do pessoal devem ser levantadas nos seguintes temas: técnicas estatísticas. 5. e os objetivos de cada requerimento da norma escolhida. Aquisições necessárias São computadas as compras realizadas em função do processo de certificação. a participação de um consultor. No manual. 7. o prazo e a verificação. 8. a maneira de desenvolver o projeto de certificação também pode variar em função das características das empresas. Planejamento do processo de certificação Os responsáveis do processo de certificação devem estabelecer um plano principal que inclui todas as atividades principais até a certificação. Esta equipe deve promover uma comparação entre o sistema da qualidade atual e o modelo escolhido com a finalidade de determinar os elementos inexistentes.

nos quais são designados os responsáveis.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 9. Outros elementos importantes do processo de certificação ISO 9000 A participação de um consultor externo no processo de certificação pode ser identificada nas diferentes etapas do processo. correção das não conformidades levantas na auditoria (quando necessário). a equipe de auditores deve entregar um documento com os pontos fortes e os fracos da empresa com relação ao modelo de garantia da qualidade escolhido. A partir deste documento. planejamento do processo de certificação. ações corretivas devem ser tomadas rapidamente para corrigir a situação. Planejamento da manutenção do certificado Para a manutenção do sistema de garantia da qualidade. adaptação às exigências requeridas na norma. correção das não conformidades levantadas na auditoria de pré-certificação. Texto de: Denise Dumke de Medeiros e Manuela Ferreira Silvestre. adesão da Direção e dos empregados. Preparação para a auditoria de certificação Esta atividade pode compreender as seguintes tarefas: programação da auditoria de certificação. Realização de auditorias internas Além de formar uma equipe para as auditorias internas. implementação do sistema de garantia da qualidade. os meios de registro e as ações corretivas a serem tomadas. sensibilização do pessoal à certificação. supervisão da redação dos procedimentos. redação do manual da qualidade. a maneira de lhes realizar e a maneira de reagir em função das conclusões destas auditorias. é necessário que os responsáveis pela certificação determinem as equipes para auditoria de manutenção do certificado. se encontram as seguintes: a aprovação do Manual da Qualidade. REFERÊNCIA UMA METODOLOGIA PARA ANÁLISE DOS PROCESSOS DE CERTIFICAÇÃO ISO 9000. os responsáveis do processo de certificação devem definir quando estas auditorias acontecerão. ou pelos dois. cabendo à Direção da empresa determinar o grau de participação do consultor. para que a totalidade do sistema de garantia da qualidade seja auditada periodicamente. redação dos procedimentos. Entre as mais importantes. a aprovação dos procedimentos e dos outros documentos relacionados com a qualidade. Realização da auditoria de pré-certificação A auditoria de pré-certificação pode ser realizada de diferentes maneiras: ou pela equipe de auditoria interna. definição de responsabilidades e descrição nos procedimentos exatamente o que é realizado. compreensão da norma. ou realizada pelo consultor que auxiliou no processo de certificação. a informação a todo o pessoal sobre o estado do processo de certificação. realização de auditorias internas. a implementação de ações corretivas consecutivas às auditorias internas. 12. À cada auditoria interna. a atualização dos procedimentos em todos os níveis da empresa. As principais atividades nas quais ele pode participar são as seguintes: § § § § § § § § § diagnóstico do sistema da qualidade existente na empresa. O Consultor poderá participar desde a supervisão e acompanhamento das atividades até a realização das mesmas. Publicado em: ABEPRO – ENEGEP 2001. realização da auditoria pelo agente certificador. 10. ou confiar todo o processo e poder de decisão a este elemento externo. preparação do pessoal para a auditoria de certificação. 11. seu controle e acompanhamento. supervisão da redação do manual da qualidade. ou ainda pelos representantes do agente certificador. Estas auditorias devem ser preparadas pelos grupos de auditores internos levando em consideração o procedimento formalizado para as auditorias e os planos específicos de auditoria. Didatismo e Conhecimento 23 . 13. Implementação prática do sistema da qualidade A implementação prática do sistema da qualidade compreende diversas e diferentes tarefas. formação do pessoal. deixando a ele ou o papel de apoio. Acredita-se que as principais dificuldades que as empresas podem encontrar durante o processo de certificação sejam as seguintes: confronto entre o modelo existente na empresa e o proposto pela norma ISO 9000 escolhida.

identificando a partir de dados estatísticos as tendências para variações significativas. pode-se listar estas possíveis forças e analisa-las. continuamente. a fim de eliminar/controlar essas variações. Técnica de grupo Quando se aborda algum problema ou a forma de atacar o problema. respectivamente. cada pessoa do grupo dá a sua idéia em cada rodada ou “passa” até que chegue a sua próxima vez. existem forças indutoras e forças restritivas agindo a favor e contra. bem como soluções possíveis. Isto cria o sentimento no grupo de que o “seu” problema nunca será abordado. • Informações para melhoria contínua do processo. Isto obriga até os mais tímidos a participarem. Assim. A Técnica Nominal de Grupo permite a todos os membros do grupo igual participação na seleção de problemas. Análise do campo de forças Toda vez que se pretende fazer mudanças. A visão global das idéias serve de estímulo para novas propostas e também evita mal entendido. É um processo dinâmico. Escrever em um quadro-negro ou branco todas as ideias. Quando ocorrem mudanças é porque as “forças indutoras” são superiores às “forças restritivas”. Isto pode gerar uma falta de comprometimento com a solução do problema escolhido e também a idéia de que foi escolhido o problema “errado”. Didatismo e Conhecimento 24 . Algumas técnicas são de controle e melhoria: Brainstorming São reuniões com o pessoal envolvido com o problema em estudo a fim de se coletar opiniões sobre causas. Posteriormente o CEP trará menos re-trabalho aproveitando melhor os recursos disponíveis e o bem estar dos funcionários que passarão a trabalhar melhor e com metas específicas para cada área. Nesta forma.  O Controle Estatístico do Processo (CEP) tem por finalidade desenvolver e aplicar métodos estatísticos como parte da estratégia de prevenção de defeitos. O CEP estabelece: • Informação permanente sobre o comportamento do processo. contudo pode criar certa pressão sobre as pessoas. os membros do grupo simplesmente dão as idéias conforme elas surgem em suas cabeças. Nesta forma. podendo assim implantar outros programas como o plano de remuneração variável (PRV). os resultados de um processo com os padrões. • Utilização da informação para detectar e caracterizar as causas que geram instabilidade no processo. Isto cria um ambiente mais relaxado. é um método preventivo de se comparar. geralmente ocorre que a seleção do problema foi influenciada por pessoas que falaram mais alto ou têm maior autoridade. Controle Estatístico – faz com que os resultados se mantenham conforme o previsto pelos padrões com a ajuda de dados numéricos. porém existe o risco da reunião ser dominada pelos mais extrovertidos. O objetivo principal no CEP é reduzir cada vez mais a variabilidade de um processo. 5 a 15 minutos são suficientes. Existem algumas regras que devem ser lembradas: Nunca criticar idéias. sejam pessoais ou organizacionais. • Indicação de ações para corrigir e prevenir as causas de instabilidade. Fazer um “brainstorming” rápido. da melhoria da qualidade dos produtos e serviços e da redução de custos de fabricação.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Noções de estatística aplicada ao controle e à melhoria de processos.

dá uma idéia da dispersão dos dados. tempo de execução de tarefas. também. Didatismo e Conhecimento 25 . Diagrama de Pareto O diagrama de Pareto é um gráfico para indicar qual problema. etc. O diagrama de Pareto é uma ajuda neste sentido e é o primeiro passo na direção do melhoramento do processo.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Histograma O histograma dá informações gerais sobre a distribuição de onde vieram as observações. relacionado com a variabilidade dos dados. tais como: número de defeituosos. deve ser solucionado primeiro a fim de se eliminar defeituosos e melhorar o processo. Existem muitos aspectos da produção que podem ser melhorados. Devido a quantidade de pequenos problemas é difícil se saber por onde começar. A forma (o padrão. Por natureza o histograma é um gráfico em colunas (barras) e pode se construído com barras horizontais ou verticais. o aspecto) da distribuição é simétrica? É assimétrica? Existe somente um pico? O histograma.

Gerenciando com as pessoas. T. M. H./jun. Render Barry.. CHIAVENATO. Rio de Janeiro: Relume Dumará: UFRJ. 2005. C. Z. DAVENPORT. A. 34. L.. ET AL. M. 2001. 7ºEdição.. MUEHLEN. Elsevier. 2002. M. Instrumenta para Avaliação da Gestão Pública Ciclo de 2010. M. GESTÃO DA QUALIDADE O conceito de Qualidade foi primeiramente associado à definição de conformidade às especificações. G. 3.. 1. MACULAN. M. HANASHIRO. abr. D. Referências BIAZZO. Uma visão abrangente da moderna administração nas organizações. 2003.2. LEONE. 1999. Business Process Management Journal. Salvador de Bahia. Posteriormente o conceito evoluiu para a visão de Satisfação do Cliente. São Paulo. D. 6ª Edição. 8. v. No. (org) Gestão do Fator Humano. As especificidades das pequenas e médias empresas. 1998. CASSIOLATO..ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Causa e Efeito O Diagrama de Ishikawa. Didatismo e Conhecimento 26 . SATM – Stevens Alliance for Technology Management. Revista de Administração. M. São Paulo: Saraiva. também conhecido como Diagrama de Causa e Efeito.42-52. J. No. I. ISBN 13018604.L. Diagrama Espinha-de-peixe1 ou Diagrama 6M (ver abaixo). V. p. Ambiente empreendedor e aprendizado das pequenas empresas de base tecnológica. p. Editora Pearson. Idalberto. Rio de Janeiro. 2005. Publicado no: XIV Congreso Internacional del CLAD sobre la Reforma del Estado y de la Administración Pública. Process Mapping Techniques and Organisational Analysis – Lessons From Sociotechinical SystemTheory. Brasil. n. 27 . é uma ferramenta gráfica utilizada pela Administração para o gerenciamento e o Controle da Qualidade (CQ) em processos diversos de manipulação das fórmulas. Rio de Janeiro: Elsevier. MACIEL. V. CHIAVENATO. S. M. “Operations Management”: Prentice-Hall Edition. E. 2003. VALERIANO. Rio de Janeiro: Campus. Pequena empresa: cooperação e desenvolvimento local. 9. Business Process Management and Innovation. Heizer.30 oct. Originalmente proposto pelo  engenheiro químico  Kaoru Ishikawa em1943 e aperfeiçoado nos anos seguintes. p. 2008. GESPUBLICA – PROGRAMA NACIONAL DE GESTÃO PÚBLICA E DESBUROCRATIZAÇÃO. 2009. M. P. Jay.Conhecimento empresarial. L. São Paulo-SP.. N. Autor: André Ribeiro Ferreira. 311-327 Modelo de excelência em gestão pública no governo brasileiro: importância e aplicação. H.9194. Gerenciamento Estratégico e Administração por Projetos. In: LASTRES. Teoria Geral da Administração. PRUSAK.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Obviamente a satisfação do cliente não é resultado apenas e tão somente do grau de conformidade com as especificações técnicas, mas também de fatores como prazo e pontualidade de entrega, condições de pagamento, atendimento pré e pós-venda, flexibilidade, etc.  Paralelamente a esta evolução do conceito de Qualidade, surgiu a visão de que o mesmo era fundamental no posicionamento estratégico da empresa perante o Mercado. Pouco tempo depois percebeu-se que o planejamento estratégico da empresa enfatizando a Qualidade não era suficiente para seu sucesso. O conceito de satisfação do cliente foi então estendido para outras entidades envolvidas com as atividades da Empresa. O termo Qualidade Total representa a busca da satisfação, não só do cliente, mas de todos os “stakeholders” (entidades significativas na existência da empresa) e também da excelência organizacional da empresa. A gestão de uma organização seja de manufatura ou de serviços, com ou sem fins lucrativos, do governo, social ou de família trata de duas coisas: as transações e os relacionamentos. A Gestão pela Qualidade Total (GQT) significa criar, intencionalmente, uma cultura organizacional em que todas as transações são perfeitamente entendidas e corretamente realizadas e onde os relacionamentos entre funcionários, fornecedores e clientes são bem-sucedidos (Crosby, 1998). Sob um ponto de vista mais amplo, a GQT não é apenas uma coleção de atividades, procedimentos e eventos. É baseada em uma política inabalável que requer o cumprimento de acordos com requisitos claros para as transações, educação e treinamento contínuos, atenção aos relacionamentos e envolvimento da gerência nas operações, seguindo a filosofia da melhoria contínua. Embora a qualidade sempre tenha sido adotada por uma questão de sobrevivência (Segunda Guerra Mundial, Japão do pós-guerra, Ocidente perdendo mercado para os produtos japoneses, etc) seus princípios e técnicas promovem melhorias tais que, atualmente, as empresas de maior sucesso, são aquelas que adotam as ferramentas de gestão da qualidade. A Gestão pela Qualidade Total - GQT - é uma abordagem abrangente que visa melhorar a competitividade, a eficácia e a flexibilidade de uma organização por meio de planejamento, organização e compreensão de cada atividade, envolvendo cada indivíduo em cada nível. É útil em todos os tipos de organização. Princípios da Qualidade Total 1. Total satisfação dos clientes 2. Desenvolvimento de recursos humanos 3. Constância de propósitos 4. Gerência participativa 5. Aperfeiçoamento contínuo 6. Garantia da qualidade 7. Delegação 8. Não aceitação de erros 9. Gerência de processos 10. Disseminação de informações Autor: Stephen P. Robbins – obra: Administração: mudanças e perspectivas – Ed. Saraiva 2º edição - ano: 2001 “A Ford costuma dizer que “na Ford, a qualidade é o trabalho número 1”. Bem, a ford não está sozinha! Em organizações engajadas numa ampla gama de esforços- por exemplo, a Motorola, a Xerox e a Federal Express- a meta de melhorar a qualidade assumiu o aspecto de algo semelhante a uma religião. O termo cada vez mais comum para descrever esse esforço é gestão da qualidade total, ou TQM ( total quality management) . O movimento TQM é em grande parte uma resposta à competição global e aos clientes mais exigentes. Embora o TQM tenha se popularizado nos anos 1980, suas raízes remontam a 30 anos antes disto. Em 1950, o americano W. Edwards Deming foi ao Japão explicou a muitos gerentes japoneses como melhorar a eficácia da produção. Fundamental em seus métodos gerenciais era o uso de estatísticas para analisar a variabilidade nos processos de produção. Uma organização bem administrada, segundo Deming era aquela em que o controle estatístico reduzia a variabilidade e resultava em qualidade uniforme e quantidade previsível de sua produção. Suas ideias foram largamente responsáveis pelo incrível sucesso obtido pelo Japão do pós-guerra na criação de produtos de alta qualidade a preços muito competitivos. Os gerentes americanos perceberam o que as companhias japonesas estavam fazendo e reagiram criando o TQM. Trata- se de uma filosofia de administração motivada pela constante consecução da satisfação do cliente mediante o aprimoramento contínuo de todos os processos organizacionais. O quadro 1.4 resume os elementos básicos do TQM. Observe que, em TQM, o termo cliente ultrapassa a definição tradicional para incluir todos os que interagem, seja interna ou externamente, com os produtos ou serviço da organização. Dessa forma, o TQM abrange funcionários e fornecedores, bem como as pessoas que compram os produtos ou serviços da organização. Embora o TQM tenha sido criticado por prometer muito e realizar pouco, seus feitos, no geral, são impressionantes. A Varian Associates, fabricantes de equipamentos científicos, utilizou o TQM em sua unidade de semicondutores para reduzir em 14 dias o tempo gasto para geral novos projetos. Outra unidade de semicondutores para reduzir em 14 dias o tempo gasto para gerar novos projetos. Outra unidade da Varian, que produz sistemas de aspiração para câmaras limpas para computadores, melhorou o índice de entregas no prazo de 42% para 92% por meio do TQM. Uma pequena metalúrgica, a Globe Metallurgical, credita ao TQM o fato de ter se tornado 50% mais produtiva. “E aprimoramentos importantes obtidos recentemente na qualidade dos carros produzidos pela GM, Ford e Chrysler podem ser diretamente atribuídos à implementação de métodos de TQM”.

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Principais teóricos e suas contribuições para a gestão da qualidade. Considerando a Qualidade Total como o estado ótimo de eficiência e eficácia na ação de todos os elementos que constituem a existência da Empresa temos a necessidade de modelarmos sua organização e o contexto no qual ela existe. Ao resultado desse processo de modelagem damos o nome de Modelo Referencial para Gestão da Qualidade. “Durante a Idade Média, o processo produtivo de bens de consumo era realizado essencialmente de forma artesanal, onde o conhecimento e experiências adquiridas ao longo de muitos (e muitos) anos transformavam o técnico artesão como o núcleo produtivo de então. As chamadas oficinas reuniam poucos aprendizes que apoiavam o artesão, numa produção limitada. Outras demandas, mais simples, eram atendidas pelos próprios usuários, num processo limitado. Já entre os séculos XV e XVI prosperou uma nova ordem socioeconômica, denominada de capitalismo comercial. Impulsionada por invenções como as embarcações que possibilitavam navegações a grandes distâncias e instrumentos de orientação. Foi a época dos grandes descobrimentos, impulsionando o surgimento de um comércio em grande escala, entre os continentes Africano, Asiático, Europeu e Americano. Como uma de suas consequências, prosperou uma nova classe social denominada burguesia, rica e demandando bens de consumo. Na segunda metade do século XVIII, com a Revolução Industrial, a produção em massa de bens manufaturados se tornou possível através da mecanização dos processos de produção e da divisão do trabalho. A forma artesanal de produção começou a ser abandonada, com perda da importância que o técnico artesão tinha há vários séculos, já que a fragmentação do processo produtivo em etapas básicas eliminava o “poder do conhecimento” do “como fazer”. A burguesia da era industrial passou a buscar formas de produzir cada vez mais e em menos tempo, impulsionada pelo crescimento populacional e buscando maiores lucros a partir do aumento da oferta, com menores custos. Com o aumento, também da competitividade, a busca por melhoria na eficiência passou a ser uma prioridade. O processo histórico que levou à substituição das ferramentas pelas máquinas, da energia humana e animal pela energia motriz e do modo de produção doméstico pelo sistema fabril de produção, constitui a Revolução Industrial. Revolucionária pelas transformações que provocou na sociedade, o advento das máquinas, por exemplo, criou a base de um desenvolvimento material até então desconhecido pela humanidade. Impulsionadas pelas pesquisas científicas, as indústrias passaram a dispor de equipamentos que modificaram drasticamente não só seu cotidiano, mas também a maior parte das relações sociais e de trabalho. O conhecimento do “como fazer”, antes restrito ao artesão e, com limitações, à sua equipe, foi fragmentado em pequenas atividades e cada vez mais, passadas para as operações mecanizadas. A Revolução Industrial teve início na Inglaterra na segunda metade do século XVIII. Beneficiada pela acumulação primitiva de capital redimensionou e consolidou o sistema capitalista, colocando fim à preponderância do capital mercantil sobre o industrial. A TEORIA CIENTÍFICA DE FREDERICK TAYLOR No final do século XIX e início do século X, nos EUA, as teorias administrativas de Frederick Taylor, sobre o Gerenciamento Científico causaram forte impacto no ambiente empresarial. A partir de observações no denominado “chão de fábrica”, Taylor começou a verificar que é possível aplicar conhecimentos científicos aos processos de trabalho, aperfeiçoando a produção para melhorar a eficiência através do desenvolvimento de processos para definir a melhor forma de se executar as atividades. Nessa época, os gerentes de produção limitavam-se a estabelecer cotas de produção, sem preocupação direta com os processos. Uma vez que a prioridade era cumprir prazos e metas quantitativas, os gerentes de operação poderiam perder sua colocação caso não as cumprissem. Neste ambiente, de visão puramente quantitativa, era dada pouca (ou quase nenhuma) atenção aos fatores qualitativos, especificamente no processo de planejamento e de produção. Nesse contexto, Taylor definiu e criou a função de “inspetor de qualidade”, com a função de inspecionar os produtos finais. Seguindo este modelo, a busca pela qualidade dos produtos custava cada vez mais caro, pois exigia cada vez maior número de profissionais alocados em atividades de inspeção (não produtivas). A TEORIA WALTER SHEWHART As teorias de Taylor, ainda que tenham aberto o caminho para a criação de novas e mais eficazes formas de trabalho, focava apenas um ponto do processo produtivo, em que os custos de produção já estavam comprometidos, tanto nos produtos “bons” como naqueles “descartáveis”. Além disso, a alocação de A Gestão da Qualidade como Premissa Estratégica profissonais em atividades de verificação, pós produção, elevava constantemente mais os custos dos produtos (sem o correspondente ganho de qualidade). Identificar as causas para a melhoria do processo Este processo precisava ser melhorado e, em 1924, o matemático Walter Shewhart introduziu o Controle Estatístico da Qualidade, com o objetivo de efetuar um acompanhamento mais amplo e não apenas verificar o produto fina,, após o processo realizado. Shewhart estabeleceu o conceito de tolerância e passou a usar o gráfico de controle de qualidade de produtos. A variabilidade, que é a oscilação em torno da média de um produto ou serviço, é um ponto fundamental para o controle da qualidade, pois dela deriva a “Não Uniformidade” das matérias-primas, dos processos de cada etapa da produção, das máquinas. O CEP: Controle Estatístico de Produção, se mostra fundamental para a garantia da qualidade, pois apresenta ferramentas de baixo custo, que possibilitam

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Com Shewhart, o foco da Qualidade tem a primeira grande mudança de foco, já que sai da verificação do produto pronto e passa a considerar os elementos da cadeia produtiva, desde a qualidade da matéria prima empregada. DEMING E A EVOLUÇÃO DO CONTROLE DE QUALIDADE Após a 2ª. Gerra Mundia, as indústrias precisavam se adaptar às novas necessidades e exigências do mercado. A demanda crescente por produtos de melhor qualidade era cada vez maior. Os EUA permaneciam utilizando os métodos difundidos por Taylor como forma de melhorar a produtividade, porém estava claro que os métodos teriam que ser adaptados à nova ordem econômica do pós-gerra. Também com o fim da guerra, o Japão ficou com o compromisso de pagar imensas reparações aos aliados, vencedores do conflito. A forma de pagamento, até pelas suas características geográficas, passava quase que exclusivamente por reativar e revitalizar seu sistema produtivo, que por vários anos atuou quase que exclusivamente para o esforço da guerra. A Gestão da Qualidade como Premissa Estratégica O conceito japonês visa aperfeiçoamento contínuo, (Kaisen) estatístico americano, foi convidado pela União dos Cientistas e Engenheiros Japoneses (Union of Japanese Scientists and Engineers – JUSE), para uma série de palestras para pesquisadores e engenheiros japoneses. Deming disseminou os conceitos de foco no Processo, Controle Estatístico do Processo (CEP), e introduziu o conceito do Ciclo PDCA (Paln, Do, Chek, Act), que se adaptou perfeitamente. As ideias de Deming nortearam o conhecimento a respeito da Qualidade. Uma das principais ideias é a Constância de Propósitos, que serve como um agente libertador do poder de motivação, criando em todos os colaboradores a sensação de satisfação, orgulho, felicidade no trabalho e no aprendizado. Os atributos de liderança, obtenção de conhecimento, aplicação de metodologias estatísticas, compreensão e utilização das fontes de variação e perpetuação do ciclo de melhoria contínua da qualidade estão no núcleo da filosofia de Deming. Os 14 pontos para a gestão da qualidade, conforme sua teoria, descrevem o caminho para a qualidade total, o qual deve ser continuamente aperfeiçoado. 01 Estabelecer Constância de Propósitos na melhoria contínua de produtos e serviços. 02 Adotar a nova filosofia. 03 Não depender da Inspeção em Massa. 04 Cessar a prática de avaliar as transações apenas com base nos preços. 05 Melhorar continuamente o Sistema de produção e prestação de serviços. 06 Instituir o Treinamento profissional dos Funcionários. 07 Instituir a liderança. 08 Eliminar o medo. 09 Eliminar as barreiras entre os Departamentos 10 Eliminar “slogans” e exortação e metas de nível zero de falhas para a mão de obra. 11 Eliminar quotas numéricas. 12 Incentivar a que as pessoas tenham orgulho de seu trabalho. 13 Instituir o Programa de educação e reciclagem de novos métodos. 14 Engajar todos da empresa no processo de realizar a transformação ARMAND VALLIN FEIGENBAUN E O TQC Feigenbaun, engenheiro eletricista, que ao publicar o seu livro “Total Quality Control: Engineering and Management” em 1961, definiu a Qualidade como um conjunto de características do Produto ou serviço, as quais satisfazem as expectativas do Cliente. Com esta visão, a satisfação do cliente passou a ser o tempo, melhoria contínua, atributos de valorização de serviços de T.I. Para Feigenbaun, nove fatores afetam a Qualidade, a saber: 01 Mercados (Markets) Competição e Velocidade das Mudanças. 02 Dinheiro (Money) Margem de Lucro estreita e investimentos. 03 Gerência (Management) Qualidade do Produto e Assistência Técnica. 04 Pessoas (Man) Especialização e Engenharia de Sistemas. 05 Motivação (Motivation) Educação e Conscientização para a Qualidade. 06 Materiais (Materials) Diversidade e necessidade de exames complexos 07 Máquinas (Machines) Complexidade e dependência da Qualidade dos Materiais 08 Métodos (Methods) Melhores informações para tomada de decisão 09 Montagem do Produto –
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Didatismo e Conhecimento 30 . em 1962. Devem ser passadas dos níveis diretivos. praticar e participar do controle da Qualidade. considerava que a maioria dos problemas da Qualidade está baseda em três processos gerenciais. 09 Solenidade de lançamento do dia de “Defeito Zero”. a melhoria do lucro e o aprimoramento do ambiente organizacional. 04 Avaliação dos Custos de Qualidade. variam de acordo com as necessidades do Cliente. com o objetivo de apresentar uma visão mais ampla sobre como difundir a idéia da Qualidade em toda uma Organização. e a C) Melhoria constante. Ele define a qualidade em função das perdas geradas pelo produto para a sociedade. criando. Para a teoria de Ishikawa. 11 Eliminação das causas de Problemas. Segundo ele. 03 Criação e cálculo de indicadores de desempenho. que. Isto exige o comprometimento da alta direção e a formação dos operários em técnicas de melhoria e aplicação da Qualidade. assim. na estrutura organizacional. a melhora contínua é a chave do sucesso competitivo japonês. A meta é produzir. O TQC enseja que. 14 Começar tudo de novo. Crosby também defendia que os responsáveis pela falta de qualidade são os gestores. Para Taguchi. Juran. mas um padrão de desempenho a ser atingido. que. 12 Programa de Reconhecimento para funcionários que obtiveram sucesso. atendendo às especificações. Engenheiro Eletricista e Ph. Para Kaoru Masaaki Imai. introduzindo o conceito de que o Controle da Qualidade deveria ser uma ferramenta administrativa. aos operacionais. que são: A) O Planejamento. Ele defendeu que o Zero Defeito não é apenas um slogan. também a convite do JUSE. mas na redução das variabilidades estatísticas em relação aos objetivos fixados. Já para Genichi Taguchi sua filosofia da qualidade defende que esta deve abranger todo o ciclo de produção. cada elemento da empresa tem que estudar. também contribuiu para o desenvolvimento da Qualidade no Japão e no mundo. CROSBY E O CONCEITO DE “DEFEITO ZERO” Philip Crosby está diretamente relacionado ao conceito de “Zero Defeito” ou à premissa de “Fazer certo na primeira vez”. 06 Identificação e solução das causas de Não Conformidades. qualidade significa conformidade com os Requisitos ou Especificações. que compreende a fase de expedição de um produto. através de coerência e exemplos. como Deming. com a participação de todos os empregados. a chave para reduzir as perdas não está na conformidade com as especificações. A criação de um grupo estratégico de especialistas da qualidade nas empresas é dos elementos básicos de seu modelo. até o final de sua vida útil. Como consequência deve ser possível o aumento das vendas. todas as empresas que ofereçam produtos ou serviços. Podemos mencionar a participação de Kaoru Ishikawa conhecido como o pai do TQC – japonês (Total Quality Control). B) O Controle. 13 Criar Conselhos de Qualidade. nos métodos e nos objetivos das empresas. os 14 passos para o processo de desenvolvimento da qualidade são: 01 Comprometimento dos níveis gerenciais. podem buscar a melhoria contínua da Qualidade a um custo baixo. Ainda segundo Crosby. incluindo o presidente. o que encoraja as pessoas a melhorarem continuamente. Ele esteve no Japão em 1954. e não os empregados executores. As iniciativas que objetivam a Qualidade devem ser de cima para baixo. 07 Formação de Grupos para buscar defeito Zero. 08 Treinamento de Gerentes e Supervisores. enfatizou que os aspectos humanos e a implementação de Círculos de Controle da Qualidade (CCQ) são fundamentais para implementar uma cultura da Qualidade. A Qualidade e o custo de um produto são determinados em grande medida por seu design e por seu processo de fabricação. por sua vez. PHILIP B. 02 Formação de uma Equipe de Melhoria.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA JOSEPH JURAN E A QUALIDADE COMO ESTRATÉGIA EMPRESARIAL Joseph M. A história da Qualidade não foi só escrita por norte americanos. 05 Programa de conscientização dos empregados. desde o design até a transformação em produto acabado. na filosofia. o conceito de Qualidade Total.D em Direito. Juran. o melhoramento contínuo depende de uma profunda transformação na mentalidade. Estas perdas podem ser estimadas em função do tempo. 10 Estabelecer metas a serem atingidas. Para ele.

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No início da década de 1980, as empresas americanas começaram a adotar o modelo japonês, com o objetivo de melhorar a qualidade dos seus produtos e recuperar o mercado perdido. Este esforço foi adotado em todos os aspectos de negócios, finanças, vendas, recursos humanos, manutenção, gerenciamento, produção e serviços. Em 1987, a International Standardization Organization (ISO) consolida as normas da Série 9000, se tornando um padrão de referência internacional para a implantação da Gestão, Garantia e Sistemas da Qualidade. A norma define os requisitos necessários para garantir que os padrões de Qualidade sejam implantados e mantidos em todas as áreas da organização através de um sistema da qualidade, controlados por documentação. Atingindo estes objetivos a empresa garante a certificação ISO. Atualmente, a Certificação pela ISO 9000 é considerada um requisito básico em alguns segmentos e indústrias.” Ferramentas de gestão da qualidade. Em plena revolução da qualidade e da organização das empresas, não se verifica ainda uma política intensiva dos conceitos da Qualidade Total, principalmente nas empresas de pequeno e médio porte, normalmente por desinformação e não entendimento da linguagem técnica a respeito da Qualidade Total. Sobreviver em um mercado cada vez mais disputado representa o grande desafio das pessoas e empresas nos dias de hoje. Todos nós sabemos que vai sobreviver somente o melhor. Face as constantes mudanças no cenário, mais do que nunca, é necessário que mudemos algum paradigma com absorção de novos conceitos em termos de gestão de nossos negócios. Acreditamos que a prática intensiva de conceitos de qualidade nas atividades do dia-a-dia, somará pontos a sobrevivência e crescimento dos negócios. A Qualidade Total é uma filosofia de gestão baseada na satisfação dos clientes internos e externos envolvidos na empresa, ou seja, é um meio para atingir os objetivos e resultados desejados, e como tal, faz uso de um conjunto de técnicas e ferramentas integradas ao modelo de gestão. Sendo assim a seguir mostraremos algumas ferramentas para a Gestão de Qualidade. 5´s A Ferramenta 5’S não é apenas um programa, mas uma filosofia de vida. Com o objetivo de tornar o ambiente de trabalho mais agradável e seguro, a empresa vem aplicando os princípios japoneses dos 5’S. Este trabalho é considerado pela empresa a base para se atingir a Qualidade Total. Mediante treinamento e conscientização, os colaboradores são incentivados a implementarem ações de melhoria para cada um dos princípios do 5’S. Os 5S são razoavelmente conhecidos na indústria, ao menos conhecidos como uma sistemática voltada para melhorar a aparência do ambiente de trabalho. E, realmente, é isto o que se mostra, à primeira vista, com seus 5 passos aparentemente dirigidos à simples organização do espaço: • SEIRI (organização e senso de utilização) • SETON (arrumação e ordenação) • SEISO (Limpeza) • SEIKETSU (padronização) • SHITSUKE (disciplina) No entanto, um programa 5S pode causar grandes transformações na empresa e alcançar resultados muito além do que se poderia supor de um programa assim tão aparentemente despretensioso. Através do 5S, os colaboradores são envolvidos na melhoria de tudo o que os rodeia e rodeia o seu trabalho, são convidados a usar sua criatividade e dar soluções, pessoais e em grupo, para pequenas melhorias, localizadas. Com isto, as pessoas começam a se sentir autorizadas a gerar mudanças, a gostar de realizar mudanças, e a tomar gosto por esta participação em melhorias que as afetam diretamente. Assim, aplicado corretamente, o programa 5S tem se mostrado a ferramenta mais eficaz para criar nas pessoas um senso de “pertencimento” que dá origem à motivação para participar mais fundo e contribuir melhor em todas as atividades. O 5S muda o relacionamento psicológico da pessoa com o seu trabalho, com os colegas e com a empresa, e vai alterando seus hábitos, atitudes, práticas, etc., isto é, vai alterando os padrões culturais do grupo, a cultura da empresa. Vale ressaltar que nos 5’S assim como em qualquer outro sistema de gestão participativo o segredo do sucesso na implantação esta ligado diretamente ao fato de as mudanças serem feitas por todos os envolvidos(desde o Gerente até o Faxineiro), criando assim um senso de responsabilidade, que nos 4 primeiros “S” é moldado, e a disciplina e apenas a consequência do gosto de poder participar em decisões, por isso, todo cuidado é pouco, devemos incentivar mas nunca impor, sob o risco de não alcançar os objetivos. PDCA/SDCA O Ciclo PDCA foi muito difundido nas áreas de engenharia industrial. Trata-se de um método simples para organizar e sequenciar a busca soluções de problemas e melhoria de processos. Esta é a filosofia do ciclo PDCA.
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Plano A primeira coisa a ser feita é um plano onde deverão ser investigadas as causas e consequências dos problemas. Após o levantamento feito em cada área levantando os principais pontos relacionados abaixo, é elaborado um plano para que o problema deixe de acontecer ou que pelo menos se possa isolar o problema. Problema   Descreva os possíveis problemas que são enfrentados pela empresa em alguma área. Causas Por que está acontecendo o problema? Tem a ver com Material, Método, Mão de Obra, Máquina, Medida? Tem origem em outras áreas? Quais? Consequências O que irá acontecer se o problema não for resolvido? Vai influir em outras áreas ou Clientes? Quais? Soluções Possíveis Quais são as soluções possíveis para a resolução do problema? A obtenção do maior número de informações depende de amigos, empregados etc. Após a sugestão deve ser feita uma análise criteriosa sobre todas as alternativas. Tempo Estimado para a Resolução do Problema Defina um tempo certo para resolver o problema. Como você pode perceber, o Ciclo PDCA possui quatro letras que representam as seguintes palavras-chaves em Inglês: • • P- Plan (Plano): Consiste nas etapas acima. D- Do (Fazer): É o estágio de implementação do plano, onde é determinado o que fazer, quem irá fazer e quando deverá agir.

• C- Check (Verificar): É o estágio onde as pessoas envolvidas para resolução do problema ou melhoria do método atuarão para saber se as medidas tomadas para eliminação do problema ainda estão sendo tomadas. • A- Action (Ação): É o momento em que, percebendo que o problema (falha) voltou, tomam-se as medidas necessárias para correção. O ciclo PDCA é sequencial, ou seja, cada vez que se chega na letra A, começa tudo de novo, na letra P. Para que serve isto? Simples! Sempre que se completa um ciclo considera-se que alguma melhoria no processo aconteceu. Portanto, toda vez que se “roda” o ciclo PDCA, algum novo problema será descoberto e o processo (Empresa) encontrará um novo nível de excelência.  As empresas americanas e japonesas utilizam este método a mais de 20 anos. Toda vez que eles “rodam” este ciclo, mais suas empresas se afastam dos concorrentes. Quando essa metodologia é incorporada por um tempo maior pode-se perceber o quanto que as empresas brasileiras estão distantes com relação a gestão empresarial, pesquisa operacional ou engenharia de produção.  Esta constante preocupação com a melhoria contínua representa pequenas reduções de custos. Talvez na cultura industrial brasileira, um número como 0,2% de redução seja insignificante, porém, para eles que pensam no longo prazo, 0,2% de redução durante 20 anos pode totalizar até 48% de redução de custos. O segredo destas potências econômicas estaria no enfoque de planejamento econômico global. No Brasil, planeja-se tudo a nível macroeconômico, dando-se maior valor às poucas empresas (mercados) que acumulam muito, são intensivas de capital e empregam pouco. No entanto, em economias maduras, é comum observar a pulverização dos negócios, focalizando a célula da economia na empresa, invertendo o projeto econômico. Esta inversão, potencializada pela extrema observação de vantagens competitivas regionais, facilitaria a atuação de pequenos empreendedores que, auxiliados por uma infraestrutura informativa teriam maior eficiência competitiva. Ao invés de preocupar-se com macroplanejamentos que apenas excluem o grande somatório das micro e pequenas empresas, o governo poderia dar maior atenção ao controle monetário, assistência social e justiça fiscal, tanto na captação como na sua distribuição. O governo deveria, principalmente, construir uma infraestrutura prática para que a micro e pequena empresa pudesse sobreviver num mundo descomplicado, sem burocracias e com melhor atendimento, permitindo, assim, que a vontade do empreendedor, aliada a informação de conceitos gerenciais, fosse um novo propulsor em nossa economia.

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Cabe as microempresas buscarem por conta própria a melhoria na gestão da célula da economia (A Empresa). Uma boa ferramenta pode ser o ciclo PDCA.  A representação do “ciclo PDCA” pode ser visualizada na figura 1.

O sistema de gestão como um conjunto integrado de missão, princípios, conceitos, valores, processos gerenciais e operacionais, destinado à identificação dos objetivos, ameaças e oportunidades, avaliação dos pontos fortes e fracos e a tomada de decisões, tem muito a se beneficiar com o “ciclo PDCA”. O PDCA, aplicado à solução de problemas é o caminho racional para atingir as metas. Ao analisar o PDCA, se a meta foi alcançada com eficácia então essa pode tornar-se uma “meta padrão” e o ciclo será novamente aplicado para manter o resultado. A figura 2, adaptada, demonstra o processo, onde a meta é mantida para a empresa em funcionamento num certo nível; neste caso pode-se chamar o método de SDCA (trocando o P pelo S de standard, o mesmo que padrão).

O método PDCA, de acordo Campos (1996), quando empregado para melhoria de resultado consta de:
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manter as metas alcançadas. implementação. devem-se cumprir os padrões. quando indicado no procedimento operacional. Na fase de execução (Do) de um ciclo decisório. procurará determinar um ou mais caminhos de ação a serem seguidos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A. ou seja. face à missão e metas da organização empresarial. mas também. conquistar novas fatias e para isso desenvolve novos projetos. no sistema. No sistema de gestão. antes da execução. B. no ciclo de manutenção. que pode ser apresentado em quatro etapas: “tomada de decisão. tem como objetivo elevar o desempenho a níveis inéditos. porque determina o quê. Para isto. verificando-se a figura abaixo: A empresa procura não apenas sobreviver no mercado. O “ciclo PDCA”. O método PDCA pode ser empregado. atuando no resultado e nas causas dos desvios. um melhoramento contínuo como   sinônimo de avaliação. melhorar os resultados e até mesmo auxiliar o desenvolvimento de novos projetos. Um ciclo de manutenção cujo objetivo é a previsibilidade dos resultados. o planejamento é uma antecipação do processo decisório. Didatismo e Conhecimento 34 . para solucionar os problemas. avaliação e recomendação”. Um melhor entendimento pode ser obtido. como e quando fazer. aplicado no método para o desenvolvimento de novos projetos. As melhorias são conseguidas pela análise do processo e adoção de novo padrão. Um ciclo de melhorias pode ter como um dos objetivos obter  competitividade para a empresa através da melhoria contínua dos resultados. O ato de tomar uma decisão é apenas um dos itens importantes do que se denomina “ciclo de decisão”.

que mostram o fluxo do processo entre organizações ou áreas. Fluxogramas geográficos. demandaria muito tempo. Didatismo e Conhecimento 35 . que mostram o fluxo do processo entre localidades. para determinar quanto dinheiro a organização está perdendo. Ele retrata o movimento entre as diferentes áreas de trabalho. que. 3. forma o embasamento da análise e do aperfeiçoamento do processo. FLUXOGRAMA GEOGRÁFICO: um fluxograma geográfico. Portanto. sem falar nas pessoas que executam essas tarefas. à distância percorrido pelos documentos. Tenha cuidado com aquilo que a documentação determina como deve ser feito e como as coisas são feitas na realidade. as diversas áreas de atividades serão realimentadas por: decisão. Este fluxograma originou-se a partir do aperfeiçoamento do diagrama de blocos e do fluxograma utilizado na área de processamento de dados. discorremos sobre o que se acredita ser o mais eficiente e eficaz na solução dos problemas processuais vivenciados nas empresas: o FAP . a documentação disponível raramente é suficiente para mapear todas as atividades e tarefas. uma vez escolhido o curso de ação. quem está realizando o trabalho e como ele flui entre os participantes deste processo. a implementação da decisão. 2. resultando pontos a serem observados. permitindo. haverá um fluxo constante de informações. A elaboração de fluxograma de um processo integral. Diagrama de blocos que fornece uma rápida noção do processo. é necessário colocar em prática a fase mais difícil. analisa o fluxo físico das atividades. implementação. Um fluxograma funcional pode ser elaborado com blocos quanto com símbolos padrões. pelo fato de o processo não ser eficaz e eficiente. Assim. Como existe uma parafernália de tipos e denominações de fluxogramas diferentes. necessárias ao ciclo de tomada de decisão. aplicando os princípios do PDCA ao sistema de gestão. a interligação com outros processos e todos os documentos envolvidos. financeiros. a indicação do tempo de processamento de cada atividade e do tempo de ciclo para cada atividade. Agregar a dimensão do tempo às funções já definidas. ou superposto ao layout físico. quando se faz uma análise de custo da deficiência da qualidade. O fluxograma padrão da American National Standards Institute (ANSI). humanos e tecnológicos sejam empregados com eficiência para obter a eficácia da realização das metas estabelecidas. A partir de uma visão sistêmica.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA No “ciclo de decisão”. Há muitos tipos diferentes de fluxograma. quando da formulação de novo planejamento.Fluxograma de Análise de Processos. possibilitando como resultado uma proposta mais racional. para propor as recomendações para manter os resultados alcançados ou corrigir o que for preciso. permite visualizar e compreender melhor os processos de trabalho em execução. Toda situação e/ou processo apresentará problemas específicos de mapeamento. uma análise técnica mais acurada e confiável. São elas: 1. mediante sua representação gráfica. Cada um para cada aplicação específica. o tempo necessário para sua realização. que interagem no processo facilita a identificação das áreas de desperdício de tempo e que provocam atrasos. Esse tipo de fluxograma permite algumas conclusões preciosas. A atribuição de partes do processo a membros específicos da equipe acelera a execução das tarefas. o qual caracteriza: o trabalho que está sendo realizado. Você precisa entender pelo menos quatro destas técnicas para ser eficaz. mais coerente e com melhor qualidade. 4. Por exemplo. descendo até o nível das tarefas individuais. que analisa os inter-relacionamentos detalhados de um processo. as diversas fases operacionais. também. assegurando que os recursos materiais. cumprir a missão da organização. FLUXO-CRONOGRAMA: apresenta além do fluxograma padrão. e como consequência. possibilitará ao analista um conhecimento mais íntimo e profundo da situação atual. o FAP. uma dimensão adicional que se torna particularmente útil quando o tempo de ciclo é um problema. de outra forma. e posteriormente. Outros fluxogramas: FLUXOGRAMA FUNCIONAL: constitui um outro tipo de fluxograma. Fluxogramas funcionais. avaliação e recomendação. FLUXOGRAMAS O fluxograma é um gráfico que demonstra a sequência operacional do desenvolvimento de um processo. avaliar os resultados obtidos. Como instrumento de múltiplas funções. Ele ajuda o tempo desperdiçado entre o trabalho realizado e os recursos envolvidos dentro das atividades.

•  Disseminar o conhecimento na forma de cursos. •  Estabelecer relacionamento nos setores acadêmico. ISO 9001. A ISO trabalha com 180 comitês técnicos (TC) e centenas de subcomitês e grupos de trabalho. A ISO 9001. a inspeção e o ensaio final do produto seriam suficientes NBR ISO 9004:  Fornece orientações para a gestão da qualidade e os elementos do sistema da qualidade. testados. melhorados e aprovados. dentro dos modernos princípios da identidade empresarial e do atual cenário do mercado. núcleos de estudos e conhecimento. publicações. •  Formar redes e núcleos de conhecimento. NBR ISO 9003:  A norma ISO 9003 é dirigida para companhias nas quais sistemas abrangentes da qualidade podem não ser importantes ou necessários. a ISO 9002 possui 18 daqueles elementos e a ISO 9003 tem 12 elementos básicos. é a norma contratual da qualidade ISO 9000 mais abrangente. as organizações são sistemas vivos integrantes de ecossistemas. nestes casos. Primeiro deveríamos rever vários pontos. A ISO tem 130 países membros.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ISO O que é ISO ?            ISO significa Organização Internacional para Normalização (International Organization for Standardization) localizada em Genebra. com a finalidade de assegurar a satisfação do cliente. geração e disseminação de conhecimento na área da gestão. por exemplo. premiações. A sigla ISO é uma referência à palavra grega ISO. Os elementos do sistema da qualidade são adequados para uso no desenvolvimento e na implementação de um sistema da qualidade interno abrangente e efetivo. consolidando-se como um centro de estudo. Estruturado em onze Fundamentos e oito Critérios. o manual pormenorizado descreve ações coerentes com os quesitos da ISO 9001. Frequentemente. O presente manual da qualidade é mais longo que a norma porque detalha especificamente ações. ISO 9002. ISO 9002 ou a ISO 9003. (Referência: Fundação Nacional da Qualidade (FNQ)) A Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) afirma seu papel de agente para o desenvolvimento das organizações e do País e segue ampliando e fortalecendo a sua rede de parceiros. A ISO 9000 é uma série de cinco normas internacionais sobre o gerenciamento e a garantia da qualidade. que só tem sete páginas. Estas três normas da qualidade podem ser entendidas pela diferença entre suas abrangências. seminários e fóruns. que necessitam entender e exercitar os princípios da interdependência.1987. Ele inclui o elemento do projeto do produto. NBR ISO 9001: A norma ISO 9001 é utilizada pelas companhias para controlar seus sistemas de qualidade durante todo o ciclo de desenvolvimento dos produtos. desde o projeto até o serviço. NBR ISO 9002 : A norma ISO 9002 é usada por companhias as quais a ênfase está na produção e na instalação. Desta forma. que se torna mais crítico para os clientes que se apoiam em produtos isentos de erros. há a possibilidade de a qualidade do produto ser alta. o manual da qualidade é o documento núcleo necessário para a certificação. debate. A ISO 9000 serve de roteiro para implementar a ISO 9001. A ABNT é o representante brasileiro. ISO 9003 e ISO 9004. A mais abrangente. Examinando o material que vem a seguir. Suíça. Didatismo e Conhecimento 36 . empresarial e público. Esta norma da qualidade pode ser utilizada por uma empresa cujos produtos já foram comercializados. Estas companhias focalizam seus esforços para a qualidade na conservação e no melhoramento dos sistemas da qualidade existentes. uma metodologia de avaliação. você poderá conseguir compreender os pontos críticos das normas. do pensamento sistêmico e da sustentabilidade na gestão. Por isso mantém o compromisso de aperfeiçoar-se e renovar sua missão constantemente. a ISO 9001. incorpora todos os 20 elementos de qualidade da norma da qualidade. Os Compromissos da FNQ para o período 2012-2015: •  Buscar constantemente a excelência da gestão. as fornecedoras de mercadorias. que compreende a ISO 9000. Existe uma correspondência de um para um entre os sistemas da qualidade da ISO 9001 e as políticas deste exemplo de manual da qualidade. O trabalho da FNQ é baseado no Modelo de Excelência da Gestão® (MEG). Os auditores do organismo de certificação revisam-no para ter certeza de que todos os elementos dos sistemas da qualidade da norma estão sendo tratados. de forma a acompanhar as mudanças globais e impulsionar o desenvolvimento das empresas e do País como um todo. Para a Fundação. o Modelo define uma base teórica e prática para a busca da excelência. ferramentas. mas que vão além deles. Modelo da fundação nacional da qualidade. mediante as quais a norma pode ser satisfeita. para capturar experiências e definir padrões de referências. Em certos sistemas da qualidade. O propósito da ISO é desenvolver e promover normas e padrões mundiais que traduzam o consenso dos diferentes países do mundo de forma a facilitar o comércio internacional. Baseado nos 20 elementos da qualidade ISO 9001 . reguladores ou de certificação. que significa igualdade. auto-avaliação e reconhecimento das boas práticas de gestão. como. Não se destina a fins contratuais. em lugar de desenvolverem sistemas da qualidade para um produto novo.

Como fundamentos podemos definir os pilares. mensuração e diagnose. orientação por processos. decisões fundamentadas. clientes. Nossos Valores •  Comprometimento •  Excelência •  Integridade •  Respeito •  Responsabilidade Nossos Clientes Organizações de qualquer porte. geração de valor. Critérios: liderança.  Modelo de Excelência da Gestão® Uma visão sistêmica da gestão organizacional O Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) é baseado em 13 fundamentos e oito critérios. por meio da disseminação dos Fundamentos e Critérios de Excelência. olhar para o futuro. para que se tornem sustentáveis. O Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) reflete a experiência. inovação. Esses fundamentos são colocados em prática por meio dos oito critérios. considerada como um sistema orgânico adaptável ao ambiente. informações e conhecimento.  Atuar segmentadamente nos diferentes setores de atividades. cooperativas e gerem valor para a sociedade. com o objetivo de melhorar a sua gestão e contribuir para o aumento da competitividade sustentável do País. conhecimento sobre clientes e mercados. aprendizado organizacional. que se relacionem com a FNQ.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA • • •  Evoluir permanentemente o Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) e metodologias de capacitação. pessoas. Didatismo e Conhecimento 37 . Nossa Aspiração Ser reconhecida como o mais importante agente promotor. setor e natureza. a base teórica de uma boa gestão. sociedade. liderança transformadora. responsabilidade social. A figura representativa dos Critérios de Excelência simboliza a organização.            Fornecer suporte às empresas para o encaminhamento das soluções. valorização das pessoas e da cultura. articulador e disseminador da cultura e da excelência da gestão no Brasil. agilidade. estratégias e planos.  Nossa Missão Estimular e apoiar as organizações para o desenvolvimento e evolução de sua gestão. atuação em rede. São eles: Fundamentos: pensamento sistêmico. o conhecimento e o trabalho de pesquisa de diversas organizações e especialistas do Brasil e do Exterior. processos e resultados.

o gerente volta a seu cargo permanente ou assume outro projeto. Didatismo e Conhecimento 38 . É o processo de planejamento. Gestão Financeira e etc. em geral. O Sistema de Pontuação possibilita a avaliação do grau de maturidade da gestão. cientistas. professores ou mesmo estudantes. solicitam complementos importantes para a excelência da gestão. além de proporcionar uma visão sistêmica da gestão. e atingir os objetivos estratégicos. ou. sem desvincular-se de seu cargo original. como uma estrutura única e integrada para gerir o desempenho da organização de forma sistêmica. Incentiva. A administração de projetos pode ser aplicada em todos os tipos de organização. identificar pontos fortes e oportunidades de melhoria. comunicação. ou pessoas sem posição gerencial. à sociedade e a outras partes interessadas. a posição de gerente de projetos é fixa. e utilize essas informações para formular o seu planejamento estratégico e desdobramentos. gerenciar e administrar” pode-se perceber a gestão de projetos como uma administração específica. Envolve comunicação dos progressos e resultados alcançados para os clientes. pontuando processos gerenciais e resultados organizacionais. aprimorar a comunicação. é importante lembrar que a gestão de projeto tem o seu tempo de execução definido e que contrariamente difere de outras operações e/ou gestões permanentes da empresa. o que contribui para a sua sustentabilidade e perenidade Além disso. essas questões são agrupadas em Itens. melhor competir em seus mercados. e estes em Critérios. a produtividade e a efetividade de suas ações. Para (Hall. As questões. Como resultado. Em outros casos. os Critérios estimulam a organização a responder de maneira ágil. Em muitos casos. O resultado pode ser um produto físico. staff ou alta administração. ocupado por um funcionário da estrutura permanente. qualidade. Conhecer e aplicar os princípios e as técnicas da administração de projetos são habilidades importantes para todas as pessoas que se envolvem com projetos. em regime de dedicação exclusiva ou acumulando essa tarefa com outras. a organização avança em direção à excelência da gestão e gera valor aos clientes e acionistas. Com o objetivo de facilitar o entendimento de conteúdos relacionados no Modelo. Qualquer pessoa. Trata-se de uma competência estratégica para organizações. uma combinação desses três elementos. por meio de ações gerenciais propostas na forma de questões e de solicitações de resultados. ou evento. Ele estimula que a organização esteja atenta às necessidades e expectativas das diversas partes interessadas. A gestão de projeto exige ações muito específicas. pode assumir o papel de gerente de projeto. Gestão Ambiental. estrutura ou forma de gerir o negócio. mensuráveis quantitativa ou qualitativamente. controle de integração. técnicos. prazos e recursos de um projeto.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA No Modelo de Excelência da Gestão®(MEG). Essa especificidade não é diferente de outras. o cargo de gerente de projeto é um cargo virtual. custos. a condução de temas essenciais de uma organização. o compartilhamento e o direcionamento em toda a organização. riscos e aquisições. Essas questões trabalham juntas. bem como das solicitações de resultados. Essa pessoa recebe a incumbência de administrar o projeto. conceito. ocupante de um cargo gerencial ou funcionário sem posição de gerente. habilidades e técnicas para a execução de projetos de forma efetiva e eficaz. como profissionais. o alinhamento. para que ela atue com excelência na cadeia de valor e gere resultado a todas as partes interessadas. para realizar atividades temporárias. Pode ser o executivo principal outros executivos. O entendimento dessas questões e seus complementos. segue algumas rotinas comuns para o gerenciamento. os Fundamentos da Excelência são expressos em características tangíveis. 2005) a administração de projetos consiste em identificar problemas da organização como passíveis de serem resolvidos. e reproduzir. o Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) não é prescritivo quanto a ferramentas. sendo ocupada quase sempre pelas mesmas pessoas. É a aplicação de conhecimentos. a integração. do mercado e do cenário local ou global onde a empresa atua e se relaciona.  “Gestão” é “o ato de gerir. Responder às questões auxilia a organização a alinhar seus recursos. permitindo com que elas unam os resultados dos projetos com os objetivos do negócio – e. GESTÃO DE PROJETOS A gestão de projetos é um ramo da ciência da administração que trata do planejamento e controle de projetos. Terminado o projeto. recursos humanos. manutenção. em alguns casos. é apoiado por meio de orientações e inclui evidências que deveriam existir para sustentar uma avaliação utilizando os Critérios. assim. a saber: Gestão de Pessoas. Sendo uma tradução dos Fundamentos da Excelência. ainda. A administração de um projeto é o processo de tomar decisões que envolvem o uso de recursos. executivo ou não. que garantem à organização uma melhor compreensão de seu sistema gerencial. mesmo porque. com o objetivo de fornecer um resultado. como nas empresas de consultoria e de construção. Porém. de existência temporária. de forma lógica. análise e controle de tarefas. podendo empregar todas as ferramentas e processos desenvolvidos e de eficiência comprovada. tempo de início e fim. assertiva e inovadora aos desafios propostos pelo cenário de negócios.

pode. como pesquisas. Didatismo e Conhecimento 39 . ou seja. • Definir como será feito o gerenciamento do projeto. análise e avaliação de projetos. desenvolvimento de um software. o funcionário deveria ser especializado em apenas uma função dentro da empresa. há um especialista e existe um comando central que delega. • Levantamento dos custos operacionais do projeto e estimativa preliminar do ponto de equilíbrio. • Analisar a viabilidade econômica do projeto. Se a estrutura da empresa é centralizada. ele deve ter um começo. os preços tendem a cair. Um projeto muitas vezes está vinculado a uma empresa. • A aplicação das técnicas da administração de projetos depende tanto da natureza intrínseca da situação quanto de escolha consciente. onde cada membro desse projeto é responsável por um setor e nada mais. para que aqueles que trabalham nele. Um projeto centralizado. afinal. Essa estrutura de projeto centralizado ocorre muito em projetos de construção. E o andamento do projeto centralizado é aquele que o projeto acontece em forma de linha. já que os consumidores se dispõem a pagar mais para obter um determinado item. com algumas adaptações a chamada linha de produção. Vale lembrar que mesmo não sendo um projeto de estrutura centralizada. ou seja. • Definir o horizonte do projeto. Como construção civil. • Estimar o retorno do investimento. Se analisarmos o contexto da época. Alguns fatores são condicionantes assim como seus efeitos sobre as organizações no desenvolvimento de um projeto. Os projetos podem ser simples ou complexos. mas sim. não há uma pessoa. mas é mais raro. um novo serviço. esse supervisor geral é aquele que estará a frente do projeto sempre. Essa teoria é muito boa para projetos não físicos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Elaboração. Demanda. Realizar um diagnóstico das tendências da oferta e demanda dos produtos e serviços oferecidos. principalmente indústrias ainda possuem. organiza e administra todo o projeto. um novo produto. O gerenciamento de um projeto varia muito em termos de finalidade. O outro método. Linha de produção é uma teoria administrativa criada por Winslow Taylor. que era o inicio da era industrial. O projeto pode ser considerado como um empreendimento único e não repetitivo. • Projetar o fluxo de caixa dentro do horizonte do projeto. Controlar custos e prazos é condição básica para realizar o resultado. ou que tem uma gerencia centralizada. Segundo (Menezes. Por outro lado. montadores de automóveis. Nos dias de hoje muitas empresas. obtendo a qualidade determinada. naturalmente o projeto terá um sistema centralizado. o objetivo central da gestão de projetos é alcançar o controle adequado do projeto. o projeto deve sempre ter uma estrutura não em termos administrativos. para cada etapa do projeto. • Efeitos do projeto sobre a estrutura organizacional e de capital da empresa. Ou seja. novo sistema). pois o sistema é centralizado. os preços dos produtos tendem a subir.etc. formalmente organizado e que congrega e aplica recursos visando o cumprimento de objetivos pré-estabelecidos. Quando a demanda é maior do que a oferta. cada parte do projeto tem um gerente da área específica e essas cada um tenta se interligar com o outro. Em se tratando de um projeto adotar o sistema de linha de produção normalmente é o mais recomendado. instalação e operações de novos equipamentos. ou seja. Processo criado para alcançar um resultado específico. os princípios de administração que devem ser utilizados são sempre os mesmos: • A administração de projetos é uma técnica (ou conjunto de técnicas que se aplica a determinadas situações). trabalhos de consultoria empresarial. projetos que visam apenas uma abordagem mais teórica. um gerente a frente do projeto. o projeto também deverá ter essa estrutura. • Análise de mercado. pode acontecer o contrário. não percam o foco no que estão fazendo. é o projeto que possui apenas um supervisor geral. de modo a assegurar sua conclusão no prazo e orçamento determinado. Pesquisa e desenvolvimento. o projeto não possui um comando central. um projeto não pode ficar cada parte de uma maneira. “Oferta é a quantidade de um produto ou serviço disponível para compra.”   (G1 Economia e Negócios) • Levantamento dos investimentos necessários ao projeto. Assim como em uma empresa existe a estrutura organizacional. essa teoria era bem válida. o planejamento é um só e normalmente não há modificações. normalmente se utilizam de uma linha de produção. centralizado. Os projetos centralizados. um meio e um fim bem definidos. construção em geral. • A tarefa básica da administração de projetos é assegurar a orientação do esforço para um resultado. quando a oferta é maior do que a demanda. é a quantidade de produtos ou serviços que os consumidores estão dispostos a comprar. • Analisar a estrutura e a projeção dos custos. O resultado esperado e o processo para sua obtenção requerem gerência efetiva. o descentralizado. então esse projeto terá características da estrutura organizacional da empresa do qual esse projeto pertence. na forma como ele será efetuado. 2003). onde ele acreditava que deveria existir o funcionário padrão. complexidade e volume de recursos empregados. de duração determinada. Apesar das variações. por sua vez.

Porém. Estrutura organizacional: teoria e funcionamento das organizações com relação à organização. conforme os fatores envolvidos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Na administração de projetos é necessário identificar as características do projeto a ser elaborado e executado. aquisição e outros gratuitos. Consiste em: Desenvolver o termo de abertura do projeto Desenvolver a declaração do escopo preliminar do projeto Desenvolver o plano de gerenciamento do projeto Orientar e gerenciar a execução projeto Monitorar e controlar o trabalho do projeto Controle integrado de mudanças Didatismo e Conhecimento 40 . grupo e a instituição. Disso dependerão decisões importantes. Levantar as necessidades e expectativas das partes interessadas. Algumas empresas empreendem esforços para o desenvolvimento de uma ferramenta informatizada própria. porém. Deve-se entender que os fatos e dados fornecem a base para a boa gestão de projeto. Fixar o escopo do projeto. 2008 Ferramentas para a “Gestão de Projetos” “Um padrão pode ser considerado como uma ferramenta para o gerenciamento de projetos. portanto. Criou-se com isso um Networking. ou rede de relacionamento natural de solidariedade e de ajuda recíproca de todos aqueles que estão envolvidos para gestão de um ou vários projetos. controles e etc. qualquer demonstração de preferência pode tornar-se obsoleta em pouco tempo. se a demanda de informações e outras rotinas destinadas ao projeto não forem complexas é possível trabalhar sem o apoio de um sistema informatizado. mas deve-se considerar que algumas mudanças serão necessárias para adaptar-se ao software adquirido. Com isso. Estabelecer prazos limites a serem atingidos. pois após a elaboração de uma estratégia para o gerenciamento do projeto pode-se iniciar a criação de um sistema informatizado para registro das etapas. deve-se entender que qualquer sistema informatizado proporcionará velocidade às informações e registros de fatos essenciais para as decisões. A gestão de projetos envolve conhecimentos como: Ferramentas: técnicas específicas. atribuir autoridades e pessoal necessário. constata-se que a parte mais importante são as pessoas. Determinar os custos aceitáveis e. podem necessitar de algumas adaptações. tais rotinas. pois em torno da função as pessoas organizam suas carreiras. É essencial que esse analista possua experiência com gestão de projeto. Mas não segue aqui nenhuma menção como indicação. A organização pode optar por um software mais simples ou avançado. A complexidade exige da organização conhecimentos com base em experiências para garantir algumas vantagens competitivas. sendo que a alimentação do sistema dependerá de profissionais qualificados e destinados para tais tarefas. execução e controle do trabalho. O mercado oferece inúmeros softwares para o gerenciamento de projetos e a Internet possui alguns produtos disponíveis para avaliação. mesmo porque o sistema depende de alimentação e de atualização constante. Existem algumas rotinas que detalham as etapas de um projeto. Comportamento organizacional: indivíduo. adquirindo mais conhecimentos. pois por meio do material disponibilizado on line as equipes serão bem informadas. experiências e especialização. métodos quantitativos. dependendo da complexidade e rotinas de seu projeto ou projetos. mesmo porque a dinâmica imprimida pelas mudanças é muito veloz. No entanto. bem como um acompanhamento por meio de dados fidedignos. práticas administrativas. Gerenciamento de integração do projeto – descreve os processos requeridos para certificar-se que os vários elementos do projeto estão propriamente coordenados. Esse conhecimento deve ser construído pela função individual e das equipes envolvidas para a gestão de projetos.  A Internet pode ser considerada uma ferramenta de apoio à gestão de projetos. divulgação de atividades. Marcos Tadeu. mas não é garantia de sucesso. Isso proporcionará acesso às informações sem a interdependência de local e instalações físicas da organização. Entretanto. e isso é possível. Faz-se necessário: • • • • • Definir o objetivo a atingir. as rotinas e seus prazos serão controladas em tempo real e mesmo o sistema informatizado para gerenciamento dos projetos estará disponível para os interessados. deve-se entender que a organização dependerá de um bom analista de sistemas para seguir o desenvolvimento de um sistema de acordo com as práticas de mercado necessárias para atingir o objetivo.” Principais características dos modelos de gestão de projetos.

e somente o trabalho requerido. analisar e responder aos riscos do projeto. Consiste em: Definição da atividade Sequenciamento de atividades Estimativa de recursos da atividade Estimativa de duração da atividade Desenvolvimento do cronograma Controle do cronograma Gerenciamento de custos do projeto – descreve os processos requeridos para que o projeto seja completado dentro do orçamento aprovado. Consiste em: Planejamento de recursos humanos Contratar ou mobilizar a equipe do projeto Desenvolver a equipe de projeto Gerenciar a equipe de projeto Gerenciamento das comunicações do projeto – descreve os processos requeridos para garantir rápida e adequada geração. Consiste em: Planejamento das comunicações Distribuição das informações Relatório de desempenho Gerenciar as partes interessadas Gerenciamento de riscos do projeto – descreve os processos relacionados a identificar. Consiste em: Planejamento do escopo Definição do escopo Criar a Estrutura Analítica de Processo (EAP) Verificação do escopo Controle do escopo Gerenciamento de tempo de projeto – descreve os processos requeridos para garantir que o projeto seja completado dentro do prazo. armazenamento e disposição final das informações do projeto.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Encerrar o projeto Gerenciamento do escopo do projeto – descreve os processos requeridos para garantir que o projeto inclui todo o trabalho requerido (requisitos). Consiste em: Estimativa de custos Orçamentação Controle de custos Gerenciamento da qualidade do projeto – descreve os processos requeridos para garantir que o projeto vai satisfazer as necessidades pelas quais ele foi feito. disseminação. para completar o processo com sucesso.Realizar o controle da qualidade Gerenciamento de recursos humanos do projeto – descreve os processos requeridos para fazer o uso mais efetivo das pessoas envolvidas no projeto.Realizar a garantia da qualidade 3. Consiste em: Planejamento da qualidade 2. coleção. Consiste em: Planejamento do gerenciamento de riscos Identificação de riscos Análise qualitativa de riscos Didatismo e Conhecimento 41 .

pode ser um e-mail que o gerente envia aos patrocinadores. Este momento deve ser formalizado com um documento que se chama de “termo de início do projeto”. Consiste em: Planejar compras e aquisições Planejar contratações Solicitar respostas de fornecedores Selecionar fornecedores Administração de contrato Encerramento de contrato Projetos e suas etapas. Repetir os processos de iniciação antes da execução de cada fase é uma maneira de se avaliar se o projeto continua cumprindo as necessidades de negócio. Processos de Execução – execução dos planos do projeto: coordenação de pessoas e outros recursos para executar o plano 4. Em projetos maiores. O gerente de projetos precisa monitorar e comunicar o desempenho do projeto. De acordo com o PMBOK. Envolver as partes interessadas no projeto em cada uma das fases é uma maneira de aumentar as probabilidades de satisfação dos requisitos do cliente. são atividades que não ficam evidentes na estrutura analítica do produto. O estudo do ciclo de vida do projeto permite visualizar outras atividades. inicia-se o projeto. Garantem que os objetivos do projeto são alcançados através do monitoramento e medição regular do progresso. os processos de gerenciamento de projetos podem ser organizados em cinco grupos de processos: 1. Didatismo e Conhecimento 42 . 5.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Análise quantitativa de riscos Planejamento de respostas a riscos Monitoramento e controle de riscos Gerenciamento de aquisições do projeto – descreve os processos requeridos para adquirir bens e serviços de fora da organização “dona” do projeto. A comunicação do desempenho do projeto é um dos principais elementos para o gerenciamento de projetos bem sucedido. Para projetos menores. para notificar que naquele momento se inicia o projeto e todos estão envolvidos com a sua execução. prazo e escopo. 3. copiando os demais envolvidos. Processos de Fechamento – aceitação formal do projeto (com verificação de escopo) ou fase para a sua finalização. em direção ao seu término. visitar fornecedores e preparar relatórios e prestar contas do projeto. vamos ver os passos que nos levam a melhorar nossas habilidades de gerenciamento de projeto. Nos mais diversos setores. Sabendo da importância de se gerenciar bem um projeto. Esses termos foram eliminados para garantir que todos os processos de gerenciamento de projetos nos grupos de processos de gerenciamento de projetos tenham o mesmo nível de importância. a abordagem de gerenciamento de projetos está ganhando terreno por permitir um melhor uso dos recursos para se atingir objetivos bem definidos pela organização. Processos de Monitoramento e Controle – medição e monitoramento do desempenho do projeto. Num dia determinado. enquanto os deslizes nas atividades do caminho não crítico são verificados periodicamente. de modo que ações corretivas possam ser tomadas quando necessário. Os resultados do trabalho que estiverem abaixo de um nível de desempenho aceitável precisam ser ajustados com ações corretivas para que o projeto volte a estar em conformidade com as linhas de base de custo. Processos de Iniciação – autorização do projeto ou fase 2. Tudo começa com a contratação de uma empresa para tocar o projeto ou a definição dos colaboradores internos que integrarão a equipe de projeto. Fazer reuniões de planejamento e controle. Processos de Planejamento – são processos de definição e refinamento de objetivos e seleção dos melhores caminhos para atingir os objetivos. que podem não estar diretamente ligadas ao produto e a sua estrutura analítica. deve ser um documento assinado pelos patrocinadores e pelo gerente do projeto. por exemplo. As atividades no caminho crítico são monitoradas ativamente quanto a deslizes. Os cinco grupos de processos possuem conjuntos de ações que levam o projeto adiante. Os grupos de processo são ligados pelos resultados que produzem: o resultado de um processo frequentemente é a entrada de outro. Dentro dos cinco grupos de processos existiam duas categorias de processos: básicos e facilitadores. além de servir para fazê-los sentirem-se envolvidos no projeto – o que muitas vezes é essencial para o sucesso do mesmo.

Prazo delimitado. características principais do produto ou serviço a ser criado. • Design: especificação detalhada do produto ou serviço. Plano de projeto. No começo. durante a realização do projeto. O tempo que levará para terminar o projeto. Aprimoramento de produtos ou serviços já existentes na empresa. para que o projeto fique exatamente como foi planejado.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Quando falamos em ciclo de vida do projeto estamos nos referindo desde o começo do projeto. No planejamento do projeto é necessário identificar as necessidades que existem a ser atendidas por meio de um novo projeto. As atividades de conclusão de projetos são o controle de comissionamento (testes. Em Tzu – A Arte da Guerra (300 A. Faz-se necessário estimar os conflitos. tempo e custo do projeto. Alteração ou nova implementação na estrutura organizacional. ele deixar de ser projeto e passa para atividade operacional. leva a atingir as necessidades e expectativas dos interessados pelo projeto. sendo suas características singulares que geram valor e garantem vantagem competitiva sustentável. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Não há uma definição de estratégia genérica e universalmente aceita. mas não conhece o inimigo. Então a empresa não pode no meio do caminho abandonar o projeto. Podemos considerar projetos como um conjunto de atividades ou medidas planejadas para serem executadas com: a) b) c) d) e) Responsabilidade de execução definida. Projetos começam e terminam num ciclo de vida com as seguintes etapas: • Criação: determinação das necessidades. processos organizacionais e habilidades que servem a fim de atender as necessidades dos clientes. não haja muitas alterações. Implementação de um novo procedimento organizacional. pois se algo der errado. no começo. sequência física de execução. É no começo que se define. o projeto ganha forma em papel. ou então alterá-lo. A aplicação do conhecimento. Quem serão os responsáveis por dirigir o projeto. a entrega do projeto. recursos alocados para cada tarefa. recebimento e controle. o valor do projeto. Os projetos são desenvolvidos nas organizações com os objetivos de desenvolver novos produtos ou serviços. e o principal. não precisa temer o resultado de cem batalhas. É a fase mais delicada do projeto. Se você se conhece. treinamento do usuário) e o recebimento. muitas vezes os projetos são para outra pessoa. Ou se acontecer. para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Promover adaptações. Recursos específicos. • Execução: implementação. Parece meio óbvio. • Operação: quando entregue. um meio e um fim. mas muitos projetos tendem a não ser entregues. política de acompanhamento. plano de custos. Estudo da viabilidade de um investimento ou mudança na produção. necessários ao alcance dos objetivos (de negócios e culturais) definidos no posicionamento estratégico da empresa e no propósito de manutenção e desenvolvimento de sua ideologia essencial. deve ser o mínimo possível. perderá todas as batalhas. ou então tomam um rumo completamente diferente do projeto inicial. O planejamento é extremamente importante para que no momento que começa a construção do projeto. as habilidades e os conhecimentos necessários para alcançar resultados diferenciados. nada saia errado. Abrangência ou escopo definida.C. estudo de viabilidade técnica e econômica. temos: “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo. E no final. ou seja. ferramentas e técnicas às atividades do projeto. de forma clara e realizável. Os objetivos devem ser muito bem elaborados.). Cada projeto tem um começo. É um conceito pelo qual se define quais são as atitudes. definição da estrutura organizacional que vai desenvolver o projeto. até o seu final. As competências organizacionais são um conjunto de ações. Objetivos determinados. estrutura de decomposição de tarefas (EDT). acompanhamento periódico. É a capacidade de gerar resultados observáveis. plano de testes. habilidades. quais serão os custos em termos de material e humano. todo o projeto fica comprometido. A data de início do projeto.” Didatismo e Conhecimento 43 . Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo. especificações para instalação e operação. Temos que lembrar que as empresas muitas vezes elaboram e fazem projetos para terceiros.

Busca deliberada de um plano de ação para desenvolver e ajustar a vantagem competitiva de uma empresa (Porter. a estratégia analisa os fatores internos e externos. perpassando por três fazes: Já a estratégia emergente tem processo intuitivo. na determinação dos objetivos máximos da organização. hoje. Processo metodológico para determinar e colocar em prática as estratégias e seus mecanismos de controle. a fim de atingir objetivos predeterminados.Sob a ótica empresarial de Chiavenato. mas segundo os interesses do estrategista. na busca por objetivos previamente definidos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA “SUPREMA ARTE DA GUERRA É VENCER O INIMIGO SEM LUTAR” Estratégia é uma palavra de origem grega. Antonio Cesar Amaru Maximiano explica que estratégia é a seleção dos meios para realizar objetivos. O Planejamento Estratégico consiste em analisar e caracterizar seus ambientes interno e externo. médio e longo prazo aproximando-a de sua visão. a realização do objetivo significa anular ou frustrar o objetivo do concorrente. a palavra estratégia era tipicamente utilizada na vida militar. Deve-se considerar duas modalidades da estratégia. . Outros conceitos de estratégia: . E esclarece que o conceito de estratégia nasceu das situações de concorrência: guerra. As estratégias não são puramente deliberadas nem emergentes. que provoca ilusão ou que o faz agir não como deveria. antecipando questões futuras e propondo respostas ou soluções a estas questões. 1965). e pulando a estratégia pretendida e a estratégia deliberada para a estratégia realizada. especialmente quando se trata de inimigo ou adversário que está atacando ou sendo atacado. . Contudo. Dessa forma. A palavra estratégia também envolve certa conotação de astúcia. Trata-se de um nível de decisão superior. Didatismo e Conhecimento 44 . . a estratégia deliberada e a estratégia emergente.Estratégia é o padrão de decisões da organização. Em uma conotação de planejamento. . de tentativa de enganar ou superar o concorrente com a aplicação de algum procedimento inesperado. direcionando ações para curto. A estratégia deliberada tem processo consciente e explícito. bem como garantindo a eficiência de sua missão e valores. .Conjunto de ações e decisões relativas à escolha dos meios e articulações dos recursos como forma de atingir os objetivos (Hitt et al. Na Grécia antiga. com a intenção de alcançar os objetivos pretendidos.Estratégia também pode ser defina como caminho percorrido ou o plano traçado pela empresa para desempenhar suas atividades. Planejar é elaborar um plano de ações que serão adotadas para se alcançar os objetivos O planejamento consiste em definir um método para que a organização predetermine suas ações futuras. 1998). seja militar ou de negócios. 2008).Estratégia diz respeito ao comando geral de algum empreendimento. estratégia é a forma com a empresa mobiliza todos os recursos da empresa no âmbito global visando a atingir objetivos de longo prazo. jogos e negócios.. . Dizem respeito à relação entre a empresa e seu ambiente (Ansoff. Planejar é definir o que será realizado. a estratégia é termo corrente na vida empresarial. “stratègós” era o general das infantarias gregas.Conjunto de regras de tomada de decisão em situações de desconhecimento parcial. Isso significaria aprendizado zero ou controle zero.

Flexíveis: passíveis de adequação . visão do que espera para o futuro e seus valores.incentivar as pessoas a trabalhar em direção a um estado comum e a um conjunto interligado de objetivos. Especifica os negócios no qual a empresa pretende competir e os clientes aos quais pretende atender. bem como por meio da definição de indicadores de avaliação de desempenho. 1991).Imagem pública da empresa Missão Organizacional: contribuições . . através da análise do ambiente de uma organização. A visão deve apresentar um quadro descritivo do que a empresa deverá ser no futuro.motivar os interessados e envolvidos a tomar as ações necessárias. seus clientes. ao estabelecer escopos e métodos para efetivá-los.Atingíveis: capazes de serem atingidos . Antes de se estabelecer objetivos a organização deve conhecer sua razão de existir que é expressa em sua missão.Auto-conceito da empresa .Ajuda a assegurar que a organização não persiga propósitos conflitantes. Normalmente a responsabilidade final de pela elaboração da missão da empresa é do CEO. Características dos objetivos eficazes . .Exigente de esforços: desafios . Seja na administração pública ou privada o Planejamento Estratégico consiste em um método gerencial de elaboração de objetivos (de longo prazo).Atua como base para o desenvolvimento de objetivos Visão Organizacional refere-se àquilo que a empresa deseja ser no futuro. A Missão Organizacional é uma proposta da razão pela qual a organização existe. Desafia as pessoas e evoca emoções. seus valores e competências essenciais. Por meio dele se confere um norte à instituição.descrever uma condição futura (onde a empresa quer chegar). “Nós temos que ser uma grande empresa com grandes pessoas”.Claros.Tecnologia . Quais informações deve conter a missão? -Produto ou serviço da empresa . Hitt. 2007 afirma que a missão e a visão formam a individualidade de uma empresa.Mensuráveis: capazes de serem medidos Didatismo e Conhecimento 45 .Objetivos .Motivadores: inspiradores .Ajuda a concentrar esforços em uma direção comum. . acompanhado da seleção de programas de execução. missão e análise SWOT. positiva e tocante.Mercado . 2007 afirma que pensar em visão organizacional é pensar no quadro geral como uma paixão que ajuda as pessoas a sentirem o que devem fazer. É muito comum o envolvimento de outras pessoas na empresa para o processo de elaboração. . . Hitt.oferecer o foco. As pessoas sentem o que devem fazer quando a visão da empresa é simples. . A visão é útil para: . . Visão.Estabelece áreas amplas de responsabilidades por tarefa na organização. . entendidos e escritos: conhecimento de todos . cria consciência das suas oportunidades e ameaças dos seus pontos fracos para o cumprimento da sua missão e estabelece o propósito de direção que a organização deverá seguir para aproveitar as oportunidades e evitar riscos (Fischmann. Ela oferece informações sobre o escopo de Missão Organizacional atuação da empresa.Específicos: recursos necessários .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Técnica administrativa que. Direciona a empresa onde ela quer estar nos próximos anos.Filosofia da empresa .esclarecer a todos os stakeholders a direção do negócio.Serve de base para alocação de recursos organizacionais. sonhos.

Ø Strengths: Forças.Consistentes a longo e curto prazos: encadeamento lógico Alguns exemplos de visão e missão de algumas empresas: Empresa Natura Missão “Nossa razão de ser é criar e comercializar produtos e serviços que promovam o Bem-Estar/Estar Bem. com a natureza da qual fazem parte e com o todo. oferecendo ao consumidor produtos alimentícios e serviços de alta qualidade e de valor agregado. bem-sucedida. será uma marca de expressão mundial. Contribuir para o desenvolvimento da sociedade. prazerosa.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA . Visão “A Petrobras será uma empresa integrada de energia com forte presença internacional e líder na América Latina. com o outro. nos mercados nacional e internacional. Empresa Petrobrás Missão “Atuar de forma segura e rentável. identificada com a comunidade das pessoas que se comprometem com a construção de um mundo melhor através da melhor relação consigo mesmas. Manter a liderança tecnológica. Good Life “Manter a Empresa como a maior em termos de alimentos industrializados e conseguir a liderança nos segmentos em que atua. pela qualidade das relações que estabelece e por seus produtos e serviços. Pontos fracos e fortes . Análise SWOT FORÇAS OPORTUNIDADES Didatismo e Conhecimento 46 . com seu corpo.” Empresa Nestlé Missão “Desenvolver as oportunidades de negócios. Ø Opportunities: Oportunidades. Manter a imagem de excelência e qualidade. agradável.dizem respeito à empresa (questões internas) Oportunidades e ameaças – ambiente externo (meio envolvente). pontos fracos. com responsabilidade social e ambiental. a preços competitivos. do indivíduo com o outro.” Visão: Good Food. Bem-Estar é a relação harmoniosa. com a natureza da qual faz parte e com o todo. Ø Threats: Ameaças. Ø Weaknesses: Fraquezas. do indivíduo consigo mesmo. Consiste na avaliação da posição competitiva de uma empresa com base em quatro variáveis: pontos fortes. presentes e futuras.” ANÁLISE SWOT A análise de SWOT é uma ferramenta muito utilizada para a análise do ambiente. gás e energia. por seu comportamento empresarial. atuando com foco na rentabilidade e na responsabilidade social e ambiental.” Visão: Bem Estar Bem “A Natura. fornecendo produtos e serviços adequados ás necessidades dos seus clientes e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil e dos países onde atua. Assegurar o progresso social e profissional dos colaboradores. oportunidades e ameaças. nas atividades da indústria de óleo. Estar Bem é a relação empática.

O cenário internacional produz novos concorrentes. o que permite o desenho de cenários e a tomada de decisão com mais segurança. entre outros recursos disponíveis permite a preparação das condições adequadas para a implementação da estratégia. sediar eventos como a Copa e as Olimpíadas. Oportunidades: As forças externas podem conspirar para novas oportunidades para a organização. • AVALIAÇÃO: Determina o momento e a importância das mudanças e tendências ambientais para as estratégias organizacionais e sua administração. A análise do Ambiente Externo tem como objetivo identificar oportunidade e ameaças. bem como concorrentes em uma aldeia global vêm de todos os lugares. economia e cenário internacional. Produtos e serviços existem em um mercado global. Didatismo e Conhecimento 47 . Os componentes da Análise do Ambiente Externo são: • ESCANEAMENTO: Permite a identificação dos primeiros sinais de mudança e tendências ambientais. entre outros. por exemplo. o aumento do número de filhos dos consumidores. A observação de ciclos econômicos. assim como fornecedores. clientes e fornecedores. No caso das organizações públicas. tecnológicos. as taxas de juros) geram uma força para a qual a administração deve responder com mudanças. pode ajudar na elaboração de políticas públicas. Variáveis externas não controláveis pela empresa que podem criar uma condição favorável desde que haja o interesse de explorá-la. As empresas hoje estão operando em um mundo cada vez mais sem fronteiras. incluindo clientes. tecnológico e global. Um produto de qualidade encontrará compradores na Europa e Ásia. que podem vir através de algum aspecto econômico novo. diplomáticos. FRAQUEZAS AMEAÇAS FORTELECER FRAQUEZAS Variáveis internas controláveis que propiciam uma condição desfavorável para empresa em relação ao seu ambiente. sociocultural. Pois para que a estratégia seja planejada e implementada. Por exemplo: instabilidade política. sendo que oportunidade é uma condição no ambiente geral que ajuda a organização a antever um cenário e trabalhar para obter competitividade estratégica. tecnologia. ou a criaçã de uma nova tecnologia. concorrentes. • MONITORAMENTO: Detecta o significado através da observação constante das mudanças e tendências ambientais. por exemplo. como o advento da classe média. O ambiente geral é composto por dimensões que influenciam as organizações. humanos. materiais. As condições econômicas de um país ou região onde a organização opera (poder de compra do consumidor. Conhecer os recursos financeiros. Uma ameaça é uma condição do ambiente geral que pode neutralizar os esforços da organização na busca de competitividade. Uma oportunidade é uma condição no ambiente geral que. Outro fator que pode influenciar o fomento de oportunidades é a cotação do dólar. • PREVISÃO: Fazer projeções de resultados antecipados com base nas mudanças e tendências monitoradas. demográfico. Já a Análise do Ambiente Interno busca identificar os pontos fortes e os pontos fracos da organização. político/jurídico. ajuda a empresa a obter competitividade estratégica. essas dimensões foram agrupadas por Hitt (2008) em seis segmentos ambientais: econômico. se explorada. É fundamental analisar o ambiente externo e interno para compreender o presente e prever o futuro. a taxa de desemprego. Ameaças: As forças externas têm origem em todos os setores do ambiente. pode impedir o progresso do planejamento do governo. Variáveis externas não controláveis pela empresa que podem criar uma condição desfavorável. a melhoria da renda e do crédito. é importante conhecer os recursos e as capacitações adequados ao desenvolvimento da estratégia.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INVESTIR NAS OPORTUNIDADES IDENTIFICAR AMEAÇAS CAPITALIZAR FORÇAS Variáveis internas controláveis que propiciam uma condição favorável para empresa em relação ao seu ambiente.

assim. serviço ou produto ou linha de produtos líder de mercado. Elas consideram os planos. Clientes: há clientes para o negócio e estes estão dispostos a comprar o seu produto? O poder de barganha dos clientes não pode ser esquecido. com marcas fortes ou imagem reconhecida. tanto internos como externos à organização. novos produtos ou serviços. pesquisa. tecnológico e global. ente outros. tecnologia própria. • Concorrentes são aproximadamente do mesmo tamanho uns dos outros. isto é. este pode cobrar preços mais elevados e aproveitar a sua utilidade. Se a entrada a uma indústria é fácil. O processo de administração estratégica e análise tem início com a análise do ambiente. Novos entrantes: refere-se a novos concorrentes que ameaçam o negócio. essas dimensões foram agrupadas por Hitt (2008) em seis segmentos ambientais: econômico. 1. sociocultural. forte condição financeira. ampliação do volume de produção. boa reputação no mercado. custos mais altos que os concorrentes. vantagens em custos. que podem influenciar o progresso obtido através da realização de objetivos da organização. podem gerar uma força para qual a administração deve responder com mudanças. os produtos ou serviços deverão sempre estar de acordo com as necessidades e expectativas dos mesmos (nunca esquecendo os princípios básicos do marketing empresarial). Seu produto ou serviço pode ser facilmente copiado. Devido a isso. Os administradores devem compreender o propósito da análise do ambiente. As fraquezas podem ter origem na falta de estratégia. o custo de produção (busca de uma produção eficiente. sendo que oportunidade é uma condição no ambiente geral que ajuda a organização a antever um cenário e trabalhar para obter competitividade estratégica.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA As forças internas resultam das atividades e decisões internas da organização. problemas e necessidades da empresa. desenvolvimento). demográfico. por exemplo. • Se os concorrentes têm estratégias semelhantes. a fim de ligar com as cinco forças competitivas e. Fraquezas: As fraquezas de uma organização não devem ser escondidas. assistência técnica. O ambiente geral é composto por dimensões que influenciam as organizações. inabilidade administrativa. obter um retorno superior sobre o investimento”. alianças ou parcerias vantajosas. visto que se a empresa for dependente de um único fornecedor. Há ainda mercado para o seu negócio? 2. atraso em Pesquisa & Desenvolvimento. estratégica competitiva genérica é sinônimo de tomar atitudes ofensivas ou defensivas para criar uma posição defensável em um setor. Se é fácil para os clientes mover-se para substituir os produtos. 4. rivalidade será elevado. As exigências dos empregados e sindicatos. distribuição. e se possível eliminadas. sendo necessário uma atenção especial a cada uma das forças para se obter sucesso do negócio. Rivalidade competitiva é um bom ponto de partida para quando se analisa um determinado setor. devem ser expostas e amenizadas. • É caro saída da indústria (barreiras de saída) Didatismo e Conhecimento 48 . político/jurídico. mercados seja nacional ou importado as cinco forças competitivas podem diretamente afetá-los. Segundo Porter. a monitoramento do ambiente organizacional para identificar os riscos e as oportunidades presentes e futuras. lucros reduzidos. Conforme explicado em análise de SWOT é fundamental analisar o ambiente externo e interno para compreender o presente e prever o futuro. reconhecer os vários níveis existentes no ambiente organizacional e entender as recomendações das normas para realizar uma análise do ambiente. Análise competitiva e estratégias genéricas. Porter ainda afirma que os diferentes setores. pois os mesmos já detém uma grande parcela de mercado. pois deles dependerá o sucesso ou fracasso da empresa. pelo contrário. Este negócio poderá ser viabilizado por um concorrente de outra forma? 3. Forças: As forças de uma organização podem advir de uma estratégia poderosa. Geralmente rivalidade competitiva será alta se: • Existe pouca diferenciação entre os produtos vendidos pelos concorrentes. os concorrentes são inimigos perigosos. Concorrentes: em alguns ramos de negócios. demandas de novos processos e tecnologias. Produtos substitutos: há produtos que possam substituir o seu? Estes são mais ou menos eficientes? Em relação a essa força é preciso definir um preço justo. então rivalidade competitiva é provável que seja muito alta. redução de custos. A análise do Ambiente Externo tem como objetivo identificar oportunidade e ameaças. bom serviço ao cliente. Fornecedores: o poder de barganha dos fornecedores é grande. linha estreita de produtos. O ambiente organizacional encerra todos os fatores. melhor qualidade de produto. talento para inovação. falta de talento em marketing. instalações obsoletas. problemas operacionais. metas. 5.

O objetivo das redes é semelhante ao das próprias alianças que as constituem. vamos ter contato com a realidade das empresas líderes no Brasil no que tange às suas ações e às suas percepções nesse novo cenário de competição. • Se o custo for alto para se deslocar de um fornecedor para outro (também conhecido como comutação de custo) • Se não houver nenhum outro substituto para o produto fornecido pelo fornecedor. Portanto. Todas as cinco forças de Porter afetar a força de uma empresa e os preços que uma empresa pode cobrar . a busca de recursos e competências complementares que aumentem a eficiência e a competitividade e gerem valor para todos os envolvidos. ela faz pouco sentido fora de uma teia mais ampla. Essa tarefa torna-se mais difícil à medida que a rede de relacionamentos da empresa se expande. na medida em que as redes de relacionamentos entre os atores podem ser importantes fontes de informação para os participantes. A aliança é dita estratégica quando o seu objetivo está alinhado com o core business da empresa que o pratica. • Mudança de um produto para outro não é caro para os clientes / compradores. Modelo das cinco forças de Porter é uma ferramenta de análise essencial para entender uma indústria. o compartilhamento ou o co-desenvolvimento de produtos. Empresas de diferentes tamanhos e funções econômicas podem constituir uma rede de relacionamentos. • É fácil para os consumidores mudar de um produto substituto para outro. • Os compradores estão dispostos a substituir produtos de diferentes concorrentes. ou rede. • Os compradores / clientes são sensíveis a flutuações de preços. Um dos desafios refere-se ao aumento de complexidade das alianças ocorrido nos últimos anos. de relacionamentos em que as empresas e seus parceiros estejam envolvidos. para reduzir um dos elementos dentre os que têm sido identificados como os mais relevantes nas ações organizacionais a incerteza. Essa dimensão relacional entre as empresas veio agregar uma nova perspectiva ao estudo das estratégias corporativas. otimizando o seu desempenho e aumentando a sua vantagem competitiva. têm igual potencialidade para se tornarem grandes sorvedouros de recursos e de tempo gerencial. Embora tenham a capacidade de criar valor para as companhias. tecnologias ou serviços”[Gulati (1998)]. não importando o tamanho ou o papel da empresa dentro do segmento industrial [Gomes-Casseres (1994)]. mas também do grau de inserção de cada uma delas em uma rede mais ampla. Uma aliança estratégica possibilita ainda a criação de valor à medida que ocorre a transferência de know-how entre as empresas. O poder do fornecedor pode vir: • Se houver um ou poucos fornecedores que podem fornecer os recursos que uma empresa precisa. as alianças estratégicas. ou ainda como “acordos voluntários entre empresas envolvendo a troca. As alianças podem ser definidas como qualquer forma de parceria entre empresas que envolva um compartilhamento de destinos comuns. ou seja. Os compradores ou clientes podem exercer influência e controle sobre uma indústria em determinadas circunstâncias. Isso acontece quando: • Existe pouca diferenciação sobre o produto e substitutos podem ser facilmente encontrados pelos consumidores / compradores.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Fornecedores também são essenciais para o sucesso de uma organização. Mesmo as alianças que unem essas empresas podem ser de variados tipos. Isso porque contribuiu. Didatismo e Conhecimento 49 . Redes e alianças. Existem produtos alternativos que os clientes podem comprar? Produtos alternativos que oferecem os mesmos benefícios que seus produtos? A ameaça de substitutos (concorrente) para produtos é elevada quando: • O preço do produto substituto (concorrente) cai. envolvendo não apenas alianças bilaterais entre duas empresas. sem perder a característica de rede. de forma a trazer benefícios para todos os envolvidos. é de fundamental importância ter um grande conhecimento não só da integridade das alianças individuais. como eles fornecem às empresas os recursos que necessitam para produzir seus produtos e serviços. Por meio do estudo dessas tendências. fundamentalmente. inclusive exercendo funções específicas dentro dessa rede. Embora a análise das alianças de forma isolada seja útil. mas abrangendo alianças multilaterais de três ou mais empresas [Doz e Hamel (2000)]. se mal gerenciadas. formando o que chamaremos de redes estratégicas. Apenas uma compreensão global da rede torna possível entendê-la e gerenciá-la de forma eficaz.

Envolvendo métodos e tecnologias necessárias para as pessoas em seu trabalho. o planejamento estratégico é desdobrado em vários planejamentos táticos. como departamentos ou divisões. de remuneração. Envolvendo os requisitos de vender. 2003 Planejamento tático. V. de vendas. finanças e contabilidade. abrangem geralmente o período anual. As políticas definem limites ou fronteiras dentro dos quais as pessoas podem tomar suas decisões. tecnologia de produção etc. seleção e treinamento das pessoas nas várias atividades dentro da organização. as organizações também estão se preocupando com a aquisição de competências essenciais para o negocio por meio da gestão do conhecimento corporativo. investimentos. As políticas constituem afirmações genéricas baseadas nos objetivos organizacionais e visam a oferecer rumos para as pessoas dentro da organização. 19. A. Didatismo e Conhecimento 50 . As organizações definem uma variedade de políticas. Nesse sentido. Em cada política. As políticas servem para que as pessoas façam escolhas semelhantes ao se defrontarem com situações similares. geralmente o exercício de um ano. de vendas. JUN. As políticas de recursos humanos são divididas em políticas de seleção. refletem um objetivo e orientam as pessoas em direção a esses objetivos em situações que queiram algum julgamento. Políticas As políticas constituem exemplos de planos táticos que funcionam como guias gerais de ação. Planos de marketing.T. pessoal. Enquanto o planejamento estratégico é desenvolvido pelo nível institucional. o planejamento tático é desenvolvido pelo nível intermediário. Enquanto o planejamento estratégico envolve toda a organização. os planos táticos podem também se referir à tecnologia utilizada pela organização (tecnologia da informação. 2. N. Recentemente. Contudo. distribuir bens e serviços no mercado e atender ao cliente. Envolvendo captação e aplicação do dinheiro necessário para suportar as várias operações da organização. o planejamento tático é o planejamento focado no médio prazo e que enfatiza as atividades correntes das várias unidades ou departamentos da organização. RIO DE JANEIRO. de segurança. de saúde etc. Cada uma dessas políticas geralmente é desdobrada em políticas mais detalhadas. obtenção de recursos etc. As políticas de vendas são divididas em políticas de atendimento ao cliente. de pós. Para ajustar-se ao planejamento tático. de treinamento. De Macedo-Soares* REVISTA DO BNDES. Na verdade. como de recursos humanos. Diana L. O administrador utiliza o planejamento tático para delinear o que várias partes da organização.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Marcelo Gonçalves Tavares . V. de assistência técnica. 293-312. Planos de recursos humanos. Geralmente. o exercício contábil da organização e os planos de produção. de crédito etc. enquanto estes se desdobram em planos operacionais para sua realização. 4. de benefícios. o planejamento tático envolve uma determinada unidade organizacional: um departamento ou divisão. marketing. arranjo físico do trabalho e equipamentos como suportes para as atividades e tarefas. 10. Planos de produção. ESTRATÉGICO TÁTICO OPERACIONAL Assim. devem fazer para que a organização alcance sucesso no decorrer do período de um ano de seu exercício.vendas. de investimentos etc. as políticas reduzem o grau de liberdade para a tomada de decisão de pessoas. de garantia etc. P. Envolvendo recrutamento.). Elas funcionam como orientações para a tomada de decisão. a organização específica como os funcionários deverão se comportar frente ao seu conteúdo. 3. Planos financeiros. O horizonte de planejamento no nível tático é o médio prazo. Os planos táticos geralmente envolvem: 1. de produção. Os planos táticos geralmente são desenvolvidos para as áreas de produção.

Um ser considerado um plano de ação. Didatismo e Conhecimento 51 . sob o ponto de vista dos objetivos. Como está inserido na lógica de sistema fechado. Assim. Também. a impor consistência ao longo da organização e a fazer economias eliminando custos de verificações recorrentes e delegando autoridade às pessoas para tomar decisões dentro de limites impostos pela administração. Programas (ou programações): são os planos operacionais relacionados com tempo. num processo que requer a identificação e descrição precisas de objetivos (a atingir) e prazos para conclusão e monitoração. Os planos operacionais estão voltados para a eficiência (ênfase nos meios). Em razão do seu detalhamento. os procedimentos são subplanos de planos maiores. 2009) a ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS. O termo Administração por Objetivos foi introduzido popularmente por Peter Drucker em. Tal processo exige que o gestor e o funcionário concordem no que a administração pretende atingir no futuro e que todos desempenharão as suas funções em função dos objetivos (de outra forma se conseguirá a noção de compromisso). Regulamentos: são os planos operacionais relacionados com comportamentos das pessoas. independentemente do que for debatido entre gestor e funcionário no dia-a-dia. como tal. a fim de que esta possa alcançar os seus objetivos. Apesar de serem heterogêneos e diversificados. os planos operacionais cuidam da administração da rotina para assegurar que todos executem as tarefas e operações de acordo com os procedimentos estabelecidos pela organização. Sistemas de informação de gestão confiáveis são necessários para estabelecer objetivos relevantes e monitorar as taxas de sucesso. Os procedimentos são geralmente transformados em rotinas e expressos na forma de fluxogramas são gráficos que representam o fluxo ou a sequencia de procedimentos ou rotinas. Então. os procedimentos procuram ajudar a dirigir todas as atividades da organização para objetivos comuns. prioridades e medidas de desempenho. Por exemplo. O procedimento é uma sequência de etapas ou passos que devem ser rigorosamente seguidos para a execução de um plano. Constitui séries de fase detalhadas indicando como cumprir uma tarefa ou alcançar uma meta previamente estabelecida. Os procedimentos constituem guias para a ação e são mais específicos do que as políticas. os planos operacionais podem ser classificados em quatro tipos. enquanto o planejamento tático está voltado para a busca de resultados satisfatórios. O planejamento operacional é constituído de uma infinidade de planos operacionais que proliferam nas diversas áreas e funções dentro da organização. incumbe-se ao gestor que considere o nível de abastecimento mas também se os objetivos abordados em grupo pela organização serão os mais indicados e se representam a melhor alocação de esforço. a respeito de o que se pretende atingir. Administração por objetivos. são geralmente escritos para perfeita compreensão daqueles que devem utilizá-los. Preocupa-se com o que fazer e com o como fazer as atividades quotidianas da organização. Refere-se especificamente às tarefas e operações realizadas no nível operacional. Em conjunto com outras formas de planejamento. Todas as organizações observam falta de recursos e. Referem. Cada plano pode consistir em muitos subplanos com diferentes graus de detalhamento. Por conseguinte. A Administração por objetivos consiste. Orçamentos: são os planos operacionais relacionados com dinheiro. mas é geralmente um subplano do procedimento. já que foi formulada num período bastante diferente dos atuais que é caracterizado por grande competitividade. os procedimentos são guias para fazer. qual o prazo e as várias interpretações que indicador pode assumir. Pode ser iniciada a partir de um planejamento estratégico por meio do qual se estabelece metas. ambos devem certificar-se que o objetivo está a ser considerado e que será concluído no tempo estipulado. basicamente. O planejamento operacional é focalizado para o curto prazo e abrange cada uma das tarefas ou operações individualmente. As rotinas constituem procedimentos padronizados e formalizados. Administração por objetivos acontece quando ocorre um processo de entendimento dos objetivos de uma organização. Sua utilização nos dias de hoje é inadequada.se aos métodos para executar as atividades cotidianas. o planejamento operacional está voltado para a otimização e maximização de resultados. Enquanto as políticas são guias para pesar e decidir. suponha-se que ambos concordam acerca da introdução de um indicador de performance que relate o desenvolvimento das vendas de uma parte da organização.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Planejamento operacional. o gestor e funcionário necessitam discutir o que está a ser planejado. a saber: Procedimento: são os planos operacionais relacionados com os métodos. Segundo (Dantas. ou APO. Qualquer gestor facilmente encontra problemas em compreender e concordar com os funcionários. rápidas alterações tecnológicas e maior exigência em relação à qualidade e desempenho do produto final. No fundo. pois a eficácia (ênfase nos fins) é problema dos níveis institucional e intermediário da organização. é um processo participativo de planejamento e avaliação por onde ocorre a descentralização das decisões e a definição de objetivos de forma conjunta para que a organização defina suas prioridades e consiga alcançar os resultados desejados.

Também é importante avaliar o processo antes de iniciar sua utilização para que não seja defasado e/ou incompleto. a falta de avaliação de seus objetivos deixando-os ao léu. que as metas sejam estabelecidas por completo de forma clara para que atenda às expectativas da organização além de ser realmente entendida pelos funcionários que os executará. Com o Balanced Scorecard. sociológicos. que devem ser expressos em um conjunto de objetivos e indicadores. uma vez que é dever do Estado garantir o bem estar dos cidadãos. tecnológicos e políticos. relacionados com a satisfação dos clientes. Esclarecer e traduzir as diretrizes organizacionais e a estratégia: A tradução das diretrizes organizacionais missão e visão. O processo tem início com a alta administração para traduzir a estratégia de sua unidade de negócios em objetivos estratégicos. com quais recursos deve trabalhar e como fazer. É importante. O Balanced Scorecard (BSC) é um instrumento de medição e gestão de desempenho. No entanto. Didatismo e Conhecimento 52 . De acordo com os seus criadores. alternativas para que se consiga alcançar os objetivos traçados e da concorrência. é necessário que a organização faça um estudo detalhado de mercado interno. pois auxilia o administrador a organizar aquilo que cada pessoa deve fazer. dessa forma. Como todo processo. Trata-se de um projeto lógico de um sistema de gestão genérico para organizações. a falta de participação de todos os funcionários da organização. metas e interpretações para que a organização apresente desempenho positivo e crescimento ao longo do tempo. cada um deveria ter um diagrama que mostre a relação de causa e efeito nas diferentes perspectivas de negócio da organização (mapa estratégico). das limitações e possibilidades da organização.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Para a formação de metas. Na administração pública. as unidades de negócios podem ser os órgãos que compõem a máquina do Estado. verificando o desempenho de outras organizações. Kaplan e Norton o BSC é uma ferramenta de gestão que possui um conjunto de indicadores que proporciona uma visão rápida de toda a empresa. Para que o desempenho da estratégia possa ser avaliado devem-se traçar indicadores de desempenho para cada objetivo. no qual o gestor da organização deve definir e implementar variáveis de controle. a fixação de objetivos numéricos como base. Comunicar e associar objetivos e medidas estratégicas: O BSC permite que todos os níveis organizacionais em todos os departamentos compreendam as estratégias de longo prazo. a APO também possui seus pontos frágeis que podem levar uma organização ao fracasso sendo a baixa participação dos altos diretores. do mercado externo focando os fatores econômicos. Podemos considerar que essa ferramenta tem muita utilidade no setor público. a confiança de execução do projeto como um todo a pessoas desqualificadas. o que permite o alinhamento da estrutura organizacional com as metas organizacionais. Desse modo. o BSC contempla essa visão com indicadores operacionais. quando se utiliza a APO. O BSC envolve 4 processos: 1. desenvolvido em 1992 por Robert Kaplan e David Norton. com os processos internos e com a capacidade da organização de aprender e melhorar – atividades que impulsionam o desempenho financeiro futuro. além os indicadores financeiros. a estatística relacionada à necessidade do público. 2. os executivos corporativos são capazes de medir como suas unidades de negócio criam valor para os clientes atuais e futuros. a simplificação de todos os procedimentos relacionados ao objetivo lançado. o BSC torna a estratégia clara para toda organização. a relevância a metas estabelecidas para os gerentes focando somente os objetivos gerais da companhia e o abandono do sistema após ser inicialmente aplicado. Balanced scorecard. o que é essencial.

Medidas como taxa de retorno sobre capital investido (ROI). como sua demanda por esse valor deve ser satisfeita. rentabilidade. Normalmente.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 3. Com este indicador as organizações identificam os processos críticos para a realização dos objetivos das duas perspectivas anteriores. sua missão e visão estratégica são analisadas de acordo com 4 perspectivas: Figura: Perspectivas do Balanced Scorecard. Melhorar o feedback e o aprendizado: Nesse momento. em sistema. para que estes mantenham suas metas alinhadas com o orçamento previsto. como lucratividade e aumento da receita. crescimento da receita e custo por unidade são indicadores que mostram se a estratégia da organização está caminhando para o sucesso ou para o fracasso. são definidos como indicadores aqueles relacionados à satisfação e aos resultados com os clientes. Didatismo e Conhecimento 53 . estabelecer metas e alinhar iniciativas estratégicas: A alta administração traduz os objetivos em metas. participação no mercado. ou os segmentos populacionais que as políticas públicas desejam atingir. 4. Deve-se definir o desempenho financeiro esperado no longo prazo. crescimento e valor para os acionistas. Perspectiva do Aprendizado e do Crescimento: Busca desenvolver objetivos e medidas para orientar o aprendizado e o crescimento organizacional. Empresas com capacidade de aprender possuem cada vez mais possibilidade de crescimento. retenção. ou seja. As metas financeiras se relacionam com rentabilidade. Perspectivas dos Processos Internos: Através da análise deste indicador é possível identificar os recursos e as capacidades necessários para elevar o nível interno de qualidade. A tradicional perspectiva financeira serve de foco para as outras perspectivas do Balanced scorecard. Planejar. lucratividade. procedimentos e nos recursos humanos da empresa. Perspectiva financeira: Monitora se a estratégia da empresa está contribuindo para a melhoria dos resultados financeiros. Esta perspectiva descreve as formas nas quais o valor deve ser criado para os clientes. captação. como por exemplo: satisfação. A capacitação da organização se dará por meio de investimentos em novos equipamentos. A inovação do BSC é que sua diretriz organizacional. Perspectiva dos clientes: Compreender as necessidades dos clientes e identificar os segmentos de mercado nos quais a empresa deseja atuar. há uma avaliação geral de cada departamento. valor para os acionistas. em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. Os indicadores de perspectivas dos clientes e dos acionistas devem ser apoiados por processos internos.

nesse modelo representa o elemento unificador. E sim da forma com a organização utiliza a ferramenta. Observam-se. bem como sua capacidade de comunicar a visão e a estratégia por meio de indicadores de desempenho. interferências no fluxo de informação entre os três principais atores: o político (governo). a assimetria de informação causada por uma relação de agência no Estado. além de poder traduzir o desempenho dos programas em medidas de resultado (indicadores de fatos) e vetores de desempenho (indicadores de tendência). o que se vislumbra no modelo apresentado é a possibilidade de utilização do BSC especificamente na gestão estratégica de programas. originários de objetivos estratégicos e metas que interagem em meio a uma estrutura lógica de causa e efeito. A partir dos pressupostos teóricos de que existe uma dicotomia entre política e administração passível de equilíbrio através da liderança política (MARTINS. focar o problema individualmente na cadeia de processos. al. O Diagrama abaixo ilustra a base conceitual do modelo. O BSC. também. WEBER. como ilustrado no Diagrama abaixo: Didatismo e Conhecimento 54 . 2005). 2000. ele pode ter a capacidade de gerar o alinhamento estratégico necessário entre os atores políticos e burocratas com as reais demandas da sociedade. 2003) e o Tribunal de Contas da União (TCU) (BRASIL. Essas interferências podem ser causadas pelo conflito e/ou pela assimetria informacional. Pelas suas características.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O sucesso da estratégia da empresa ou do plano estratégico adotado não depende da ferramenta BSC.” (Zago e Carraro) O Balanced Scorecard na Administração pública Conforme apresentado por Rubem Pinto de Melo em Gestão Estratégica de Programas: Construção de um Modelo Baseado Na Integração do Balanced Scorecard ao Processo de Planejamento e Orçamento Público. Deve-se atuar nessa área para reduzir os conflitos e melhorar o fluxo de informações. a gestão estratégica dos programas e a utilização de tecnologias gerenciais. a administração burocracia e a sociedade. 1999. “O grande diferencial para empresas que utilizam o BSC é a possibilidade de visualizar os seus aspectos financeiros e não financeiros e. O BSC direciona a organização para o tempo futuro. O BSC vem sendo adaptado e utilizado na administração pública brasileira por organizações como a EMBRAPA (ARAÚJO. LIMA et. no diagrama acima.. Para a adaptação do BSC à gestão estratégica de programas. mesmo assim. Assim. 2006). optou-se pela substituição das perspectivas tradicionais do BSC. o modelo foi construído segundo a ideia de que a utilização de um instrumento de gestão estratégica como o BSC permitiria traduzir a estratégia do governo em um conjunto de medidas de resultado e desempenho. torna-se importante a atuação efetiva da liderança política. Assim. A despeito disso. o modelo visa o alinhamento estratégico entre os atores envolvidos com as políticas públicas e os programas do Plano Plurianual. em diferentes níveis (SLOMSKI. 1999) e. valorizando o aprendizado contínuo e permitindo o alinhamento de todos interessados do programa com seus objetivos. definindo quais os objetivos a serem atingidos e medindo seu desempenho a partir de quatro perspectivas distintas e independentes. 2003.

apenas com alteração na nomenclatura. No setor público a mobilização deve começar a partir do maior escalão para os imediatamente inferiores. A partir daí deve ser estabelecida a orientação estratégica daquela gestão. 1997. Nessa fase. deve-se buscar o alinhamento da organização com a estratégia. 10). Didatismo e Conhecimento 55 . (3) alinhar todos os interessados no programa com a estratégia. Em seguida. A mobilização significa que a mudança deve ser orquestrada por meio da liderança política. Construindo um Mapa Estratégico Outra inovação dos criadores do balanced scorecard foi o mapa estratégico. metas e iniciativas. A quantidade de objetivos estratégicos em cada perspectiva não é rígida e seu número depende das características de cada programa. impulsionam a estratégia da instituição para alcançar aqueles resultados (vetores de desempenho). e focar os processos gerenciais. servidores e beneficiários diretos do programa. para comunicar a estratégia para os colaboradores. eficácia. focar os processos gerenciais. focalizando essas medidas sob quatro perspectivas: efetividade. comunicação. autarquias) deve-se buscar o alinhamento com outros atores com interesse no programa como. Segundo Kaplan e Norton (1997). definição clara de objetivos. plano de cargos e salários. observando a orientação estratégica do governo. além da organização (ministério.” (KAPLAN e NORTON. De maneira simplificada. (2) comunicar a estratégia para o restante da administração. Implementação Da Estratégia Para implementar um sistema de gestão estratégica baseado no BSC se torna importante observar os cinco princípios de gestão que Kaplan e Norton (2006) consideram importantes para se obter sucesso nessa tarefa: (1) Mobilização. para alinhar as unidade de negócios. O passo seguinte deve ser a tradução da estratégia. Após o alinhamento é preciso investir na motivação dos servidores. fornecedores. Os passos seguintes dependem dessa mobilização. No modelo de gestão de programas. Já os objetivos consignados nas perspectivas de eficiência e aprendizado contínuo. (2) Tradução da estratégia. Por fim. sistemas e procedimentos (aprendizado contínuo) para melhorar o desempenho futuro. remuneração variável e treinamento. Na sua conversão à gestão de programas demonstra também grande utilidade. os objetivos das perspectivas de efetividade e eficácia descrevem os resultados que a instituição pretende alcançar com determinado programa (indicadores de resultado). (5) Gerenciamento. os objetivos estratégicos devem ser traduzidos em medidas operacionais. o mapa estratégico pode ser usado para: (1) esclarecer a estratégia no nível político. as perspectivas foram baseadas nos critérios de efetividade. (4) Motivação dos servidores e. nas organizações. departamentos. O Modelo de Gestão Estratégica de Programas busca traduzir em medidas tangíveis os objetivos do programa. indicadores. (3) Alinhamento da organização. O diagrama abaixo apresenta o Gabarito de Mapa Estratégico para Gestão de Programas. Da mesma forma. É necessário proporcionar capacitação.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A fim de manter proximidade com a prática da gestão pública. Esse gabarito foi estruturado para servir de guia para a construção de mapas estratégicos para diferentes programas. conselhos. o mapa estratégico é usado para esclarecer a estratégia no nível executivo. e. Foi mantida a perspectiva que trata dos ativos estratégicos intangíveis. o gerenciamento consiste em integrar a estratégia ao sistema de planejamento-orçamento e às reuniões gerenciais. eficiência e aprendizado contínuo. empresas públicas. “O mapa estratégico é uma representação visual das relações de causa e efeito entre os componentes da estratégia da organização. Com fundamento no Diagrama 4. Com isso o gerente do programa pode avaliar até que ponto seu programa gera valor para o público-alvo (efetividade) e como deve aperfeiçoar a capacidade de mudar e os investimentos necessários em pessoas. secretaria. p. eficácia e eficiência já incorporados ao sistema de planejamento e orçamento público. funções e iniciativas. ver diagrama abaixo. as relações de causa e efeito devem ser definidas de acordo com cada programa. também.

Em relação à perspectiva de aprendizado contínuo foram mantidos os objetivos do modelo de Kaplan e Norton (1997). Uma ferramenta de gestão estratégica completa engloba três elementos: (1) o mapa estratégico que representa visualmente os componentes da estratégia e suas relações de causa e efeito. Na perspectiva da eficácia relacionam-se as ações mais concretas. do programa. (2) gestão de infraestrutura e logística. Considera-se aqui. o primeiro passo a se dar é a definição correta do objetivo do programa. Assim. Os objetivos na perspectiva da eficiência devem funcionar como guia na construção do mapa de outros programas. como padrão. cujos resultados terão algum efeito ou impacto na população-alvo. e (4) Controle social. O diagrama abaixo ilustra essa estrutura denominada de matriz de gestão estratégica. A alteração ou inclusão de outros processos considerados críticos depende das características de cada programa. os produtos imediatos resultantes do programa. e acrescentado o objetivo estratégico de Liderança Política em razão do modelo conceitual apresentado.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O mapa estratégico deve ser construído de cima para baixo. Em seguida devem-se construir os objetivos estratégicos na perspectiva da efetividade. e (3) um plano de ação que definirá as ações e o orçamento para a execução dos objetivos. capital da informação e capital organizacional. Esse objetivo deve revelar claramente o propósito maior. ou missão. É o ponto máximo a se conseguir com o programa. Didatismo e Conhecimento 56 . São os processos considerados críticos para se atingir as metas do programa. (3) gestão de relacionamentos e parcerias. é preciso identificar os efeitos ou impactos do programa na população-alvo. É necessário ter conhecimento dos motivos que desencadearam a criação do programa. Fortemente vinculados ao objetivo geral do programa. (2) o BSC que traduz a estratégia em indicadores e estabelece metas. quatro processos: (1) gestão orçamentária e financeira. capital humano.

No Gerenciamento de Risco financeiro considera-se. Risco de Crédito. conforme Jorion. em primeira instância. seja analisado no projeto. no aceite de oportunidades de investimentos não tão atrativas sem o conhecimento prévio dos riscos e suas medidas. Com base em um índice ou carteira benchmark. Risco Operacional. Conforme ilustra a próxima figura. principalmente quando envolve eventos externos. Pode-se classificar os riscos financeiros como estratégicos e não estratégicos. Uma cautelosa exposição a esses tipos de riscos é fator fundamental para o sucesso das atividades comerciais. sempre vai existir um risco. Isso devido a alta modificação dos riscos. o risco é inerente a um novo projeto ou estratégia. Classificam-se os riscos financeiros de uma instituição como: Risco de Mercado. O Gerenciamento de Risco. gerenciar ativamente os riscos financeiros. instituições financeiras têm. do capital. pode-se enquadrá-lo a um fato quando uma contraparte não quer ou não pode cumprir com suas obrigações contratuais ou quanto que a contraparte sofre um rebaixamento por parte de uma agência classificadora. Neste tipo de risco. Já os riscos não estratégicos são aqueles que não podem ser controlados e não condicionam fator estratégico. quanto de outras partes. E. no começo dos anos 1970. Risco de Liquidez. estando preparados de maneira mais eficiente. os riscos financeiros que compreendem àqueles que ocasionam ganhos ou perdas de recursos financeiros para instituição. e por isso denominado desta forma. neste sentido. Quanto à volatilidade. que é a imprevisibilidade. os riscos de mercado de um fundo normalmente são medidos. De acordo com Jorion. RISCO DE MERCADO é o risco de que mudanças nos preços e nas taxas no mercado financeiro reduzam o valor das posições de um título ou de uma carteira. o aumento da volatilidade dos mercados financeiros. fornece proteção parcial contra essas fontes de risco. e segundo Dinsmore (2009). por objetivo principal. como ações ou falta delas. políticas e metodologias. intermediando e oferecendo conselhos. Risco Legal e Risco de Fator Humano. trazia uma única constante em relação a todos os fatos ocorridos. são observados resultados inesperados relacionados ao valor de ativos ou passivos de interesse. Ganhos consideráveis se tornam possíveis com o Gerenciamento de Risco. Define-se o risco de crédito como sendo “risco de que uma mudança na quantidade do crédito de uma contraparte afetará o valor da posição de um banco”. O gerenciamento de risco é um processo interativo cíclico. Os estratégicos são aqueles assumidos voluntariamente.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA GESTÃO DE RISCOS Um gerenciamento de risco consistente realiza-se com a adoção de melhores práticas de infraestrutura. permitindo uma melhor gestão dos limites de risco aceitáveis. tanto da equipe. da precificação e do gerenciamento da carteira. Didatismo e Conhecimento 57 . esse processo não deverá ser executado apenas uma vez. assumindo. sempre que possível. em que rápidas mudanças do cenário econômico geravam grandes perdas financeiras. Compreender os riscos enquanto incertezas inevitáveis trazem aos administradores financeiros meios que prever e minimizar eventos adversos. Cabe ao gestor analisar e avaliar as situações em que os ganhos serão compensadores para correr os riscos inerentes aos processos. o ideal.

gerando exposições futuras enormes. Risco jurídico. p. 1992 apud BOYNTON E OUTROS. perde dinheiro em uma transação e decide acionar o banco para evitar o cumprimento de suas obrigações. As ações corretivas são consideradas um complemento necessário para os procedimentos de controle. existem vários casos de falhas operacionais relacionadas a uso de derivativos. Pode ser feito tanto por meio do acompanhamento contínuo das atividades quanto por avaliações pontuais. Por isso. ela também deve ser identificada. é essencial que se obtenha segurança sobre a sua eficácia. dos níveis inferiores aos superiores e horizontalmente entre níveis hierárquicos equivalentes. por conseguinte. traduzido TC/BA. 2004. por tomada de ações corretivas ou até mesmo pelo replanejamento do projeto (POSSI. Risco de financiamento de liquidez se relaciona à capacidade de uma instituição financeira de levantar o caixa necessário para rolar sua dívida. uma contraparte pode não ter a autoridade legal ou regulatória para se engajar em uma transação. se refere às perdas potenciais resultantes de sistemas inadequados. 2002. funcionar consistentemente de acordo com o plano de longo prazo e ter custo adequado. que permita que os funcionários realizem o controle interno e suas outras responsabilidades. apesar destas sejam estreitamente relacionadas. atividades de controle. 331). informação e comunicação e monitoramento) estão presentes e funcionando conforme o planejado. o sistema de controle interno propriamente dito e todas as transações e eventos significativos devem ser completamente documentados (INTOSAI. surge por toda uma série de razões. sua execução pode levar uma perda substancial na posição. tais como autoavaliação. Controles adequados são aqueles em que os cinco elementos do controle (ambiente. pela implementação de um plano de contingência. O “risco de financiamento de liquidez” e o “risco de liquidez relacionado às negociações” definem-se como duas dimensões do Risco de Liquidez.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Risco de liquidez compreende tanto risco de financiamento de liquidez quanto risco de liquidez relacionado às negociações. armazenada e comunicada de uma forma e em determinado prazo. por sua vez. para atender exigências de caixa. Riscos Jurídicos geralmente só se tornam aparentes quando uma contraparte. que deve estar integrado com os outros componentes do controle interno. Risco de fator humano  é assim definido como “uma forma especial de risco operacional”. 2006). A comunicação é o fluxo de informações dentro de uma organização. ser abrangentes. e é um risco difícil de ser quantificado. razoáveis e diretamente relacionados aos objetivos de controle. 2004. Um negociante pode fazer comprometimentos muito grandes em nome da instituição financeira. 2007).44). caracterizadas por transações alavancadas. qualquer apetite pelo negócio “do outro lado” do mercado. É a forma mais indicada para saber se os controles internos estão sendo efetivos ou não. que ocorre em todas as direções – dos níveis hierárquicos superiores aos níveis hierárquicos inferiores. Auditoria Interna e Controle Governamental A informação e a comunicação são essenciais para a concretização dos objetivos da entidade. utilizando pequeno volume de dinheiro. ou investidor. p. temporariamente. Os procedimentos de controle são políticas e ações estabelecidas para diminuir os riscos e alcançar os objetivos da entidade e para serem considerados efetivos devem ser apropriados. traduzido TC/BA. O controle dos riscos pode se dar pela escolha de estratégias alternativas. de que as informações fornecidas pelos relatórios e sistemas corporativos são Didatismo e Conhecimento 58 . Devem existir em toda a organização. O Risco de Liquidez relacionado às negociações. margem e garantias das contrapartes e (no caso de fundos) de satisfazer retiradas de capital. em todos os níveis e em todas as funções (INTOSAI. Monitoramento O monitoramento consiste na avaliação dos controles internos ao longo do tempo. Relacionado ao risco operacional. Risco operacional. falha da gerência. 2007. Por exemplo. Atividades de controle têm vários objetivos e são aplicadas em vários níveis organizacionais e funcionais (INTERNAL CONTROL – INTEGRATED FRAMEWORK – COSO. Ajudam a assegurar a adoção de medidas dirigidas contra o risco de que os objetivos da entidade não sejam atingidos. controles defeituosos. como a comunicação tempestiva às pessoas adequadas. é o risco de que uma instituição não seja capaz de executar uma transação ao preço prevalecente de mercado porque não há. ao contrário das transações à vista. Quando uma transação não puder ser adiada. revisões eventuais e auditoria interna. A função do monitoramento é verificar se os controles internos são adequados e efetivos. A informação confiável e relevante se condiciona ao registro imediato e à classificação adequada. inadvertidamente destruir um arquivo ou inserir um valor errado para um parâmetro de entrada de um modelo. A partir da implementação do procedimento de controle. Relaciona-se às perdas que podem resultar em erros humanos como apertar o botão errado em um computador. AUDITORIA INTERNA Atividade de controle são as políticas e procedimentos que ajudam a assegurar que as diretrizes da administração sejam realmente seguidas. Os controles são eficientes quando a alta administração tem uma razoável certeza do grau de atingimento dos objetivos operacionais propostos. avaliação de riscos. fraude e erro humano.

Trabalham no âmbito das estruturas organizacionais. o Ministério da Fazenda. eficiência e eficácia. A Secretaria atua nas áreas de recursos humanos. O conceito de serviço público refere-se a um conjunto de atividades e bens que são exercidos ou colocados à disposição da coletividade. entre outros. que é a organização de todos os seus bens particulares. há se reconhecer que houve certa evolução dos programas de qualidade no setor público. certificados. planos e licenças. visando a satisfação de necessidades da comunidade. como induz o socialismo. Orçamento e Gestão. ações e projetos estratégicos de inovação e transformação da gestão pública. para obter o conhecimento necessário para gerar produtos e serviços de valor para a comunidade e. Didatismo e Conhecimento 59 . e não a simples soma dos bens individuais. nem a absorção dos bens pelo Estado. A Segep tem como meta orientar a ação do Estado para resultados no intuito de prestar bons serviços ao cidadão. o Exército Brasileiro: 27ª Circunscrição do Serviço Militar no Estado do Maranhão. Por serviços públicos. principalmente.” As organizações públicas devem se submeter à avaliação de seus usuários. proporcionar-lhes maior satisfação. de forma que atinja o objetivo de promover e satisfazer a prosperidade pública. EXCELÊNCIA NOS SERVIÇOS PÚBLICOS. A Segep é resultado da fusão entre a Secretaria de Gestão (Seges) e parte da Secretaria de Recursos Humanos (SRH). residindo a missão do Estado nessa tarefa organizadora e coordenadora. publicado no Diário Oficial da União do dia 23/01/2012. ou seja. promoveu a revisão da estrutura regimentar do Ministério do Planejamento.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA confiáveis. se alicerçado em um sistema de informação e avaliação que o torne capaz de inibir as irregularidades e atingir os objetivos de resguardar os bens públicos. estruturas remuneratórias. observa-se que o Estado – que é a organização do poder político da comunidade – é organizado com a finalidade de harmonizar sua atividade. Apesar do setor público não acompanhar o dinamismo do setor privado no que se refere aos padrões de qualidade. e avaliar a gestão dos administradores públicos nos aspectos de economicidade. ü 1996: Programa da Qualidade e Participação na Administração Pública (QPAP) – Gestão e resultados. organizações e representações comunitárias. carreiras. Esse fundamento envolve o cidadão. missão. bem como avaliar a ação governamental no que diz respeito ao cumprimento de metas e execução de orçamentos. (Tribunal de Contas da União) Segundo Antonio José Filho (2008) o controle interno pode ser considerado um instrumento que proporciona à Administração Pública subsídios para assegurar o bom gerenciamento dos negócios públicos. possuem links para sua Carta de Serviços ao Cidadão. melhorar as práticas de gestão. na qual apresentam seus serviços. o Banco Central do Brasil. não há similar e nem mais eficaz ferramenta no combate ao erro e à fraude. e de que leis. cargos em comissão e funções de confiança. Desempenha um papel relevante na administração pública. o Departamento de Administração Pessoal da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A Secretaria de Gestão Pública (Segep) formula políticas e diretrizes para a gestão pública e de pessoal. visão. como faz crer o liberalismo. o bem comum.675. suas normas. De acordo com a Gespública: “Excelência em gestão pública pressupõe atenção prioritária ao cidadão e à sociedade na condição de usuários de serviços públicos e destinatários da ação decorrente do poder de Estado exercido pelas organizações públicas. Criada pelo Decreto nº 7. regulamentos e normas pertinentes estão sendo cumpridos. como se pode observar: ü 1990: sub programa de qualidade e produtividade na Administração Pública (Gestão por processos). associações. Daí concluir-se que não se justifica a existência do Estado senão como entidade prestadora de serviços e utilidades aos indivíduos que o compõem. Pela definição de serviço público. empresas. dar atenção à qualidade do gasto público. bem como. visando abranger e proporcionar o maior grau possível de bem estar social ou “da prosperidade pública”. pela orientação e vigilância em relação às ações dos administradores. entendem-se todos aqueles prestados pelo Estado ou delegados por concessão ou permissão sob condições impostas e fixadas por ele. em sentido amplo. No site da Segep há uma página intitulada CARTAS DE SERVIÇOS. além de promover a eficiência dos serviços públicos federais. Ainda que o Controle Interno não possa ser considerado a panacéia contra os desvios de conduta. na qual algumas entidades do governo como a Agência Nacional de Aviação – ANAC. ü 2005: Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (GESPÚBLICA) – Gestão por resultados orientada para o cidadão. visando assegurar eficiente arrecadação das receitas e adequado emprego dos recursos públicos. ü 2000: Programa da Qualidade no Serviço Público (PQSP) – Qualidade do atendimento ao cidadão.

denominada autoridade concedente. sem delegação a particulares. existem serviços que pela sua natureza exigem centralização e competem-lhe exclusivamente. Os serviços que competem exclusivamente ao Estado são considerados “serviços públicos” propriamente ditos. os de manutenção e execução de planos nacionais de educação e de saúde. em virtude de tais serviços visarem “facilitar a existência do indivíduo na sociedade”. chamada concessionário. aqueles que se relacionem intimamente ao bem-estar coletivo e por isso mesmo só podem ser executados diretamente pelo Poder Público. a quem incumbe provê-los. sendo-lhe delegada. esta organização pode modificar-se em qualquer momento. os que se referem a defesa e segurança do território nacional. confia mediante delegação contratual a uma pessoa física ou jurídica. atendendo a interesses coletivos ao bem-estar geral. Serviço de Utilidade Pública Serviços de Utilidade Pública são os serviços públicos prestados por delegação do Poder Público. verifica-se que os serviços públicos podem abranger atividades que competem exclusivamente ao Estado. objetivamente.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Nessa ordem de ideias. que se impõem em toda a atividade administrativa. nos povos modernos e nas atuais condições das sociedades políticas. com exclusividade (por exemplo: polícia. dentre os quais podemos mencionar: os que dizem respeito às relações diplomáticas e consulares. ainda que extensivo a toda uma comunidade. São as entidades públicas. conforto e bem-estar. pois a razão e o sentido do serviço público é o proveito dos beneficiários e não o benefício do prestador. por envolver interesse coletivo. mas também a sua regular e permanente prestação. onde dado o princípio da boa fé e lealdade para com os administrados. os concernentes a emissão de moeda e os de controle e fiscalização de instituições de créditos e de seguros. segundo as necessidades econômicas da hora. sob condições fixadas por ele. Nem poderia ser diferente. e por ele são exercidos diretamente. visar lucro. em conformidade com o edital de concorrência. os que garantem a distribuição da justiça e outros que exigem medidas compulsórias em relação aos indivíduos. deve pertencer ao Estado com superioridade efetiva (por exemplo: elaboração de normas de direito) e. as que têm competência para decidir como organizar o serviço público e como funcionar. a prática da atividade pública. consequentemente. o encargo de explorar um serviço público. a qual. como tal. pondo à sua disposição utilidades que lhe proporcionam mais comodidade. portanto. de vez que a organização do serviço corre exclusivamente por conta da Administração. Didatismo e Conhecimento 60 . onde fiquem claramente definidas as condições de execução dos serviços. Entende-se. e unicamente elas. ajustar-se às conveniências do todo social e manter-se na conformidade de satisfação das necessidades do indivíduo na coletividade. Entretanto. somente. privativamente. Em contrapartida. necessário se torna que tal prestação de serviços seja consubstanciada num direito de fruição individual pelo usuário. podem exigir medidas compulsórias em relação aos indivíduos. em virtude do reconhecimento de sua característica de atendimento de necessidades coletiva e permanente que envolve a sua prestação e que. aliás medidas compulsórias impostas através de preceitos constitucionais e por isso mesmo incontestáveis. bem como planos regionais de desenvolvimento. por vezes. Tanto insto é verdadeiro que assiste ao usuário não só o direito de obtenção e fruição do serviço. gás. A concessão é um ato que deve ser amparado por autoridade legislativa. São exemplos típicos os serviços prestados a consumidores domiciliares. Pode-se concluir. Serviço Privativo do Estado Na essência das atividades exercidas diretamente pelo Estado. não pode ser observado da ótica de simples comércio e. por ser de interesse da comunidade devendo subordinar-se às suas exigências. Portanto. Para tanto. porque um particular jamais retém um serviço público. enquanto os prestados por delegação consideram-se “serviços de utilidade pública”. Consideram-se serviços públicos próprios do Estado no sentido que lhe compete presta-los. forças armadas). ainda quando dentro das possibilidades legais. competir-lhe exclusiva e privativamente. como eletricidade. A ideia central é que serviço público envolve atividade que supera a esfera do interessa da comunidade. pois a sua prestação visa satisfazer “necessidades gerais da coletividade” para que ela possa subsistir e desenvolver-se. água encanada. o contrato de concessão não transfere propriedade alguma ao concessionário. Os serviços descritos são serviços públicos que a Administração presta diretamente à sociedade. ao prestador do serviço é vedado forjar ardis comumente urdidos na vida comercial ordinária. etc. Prestação de Serviço de Utilidade Pública por Concessão A concessão de serviços é um procedimento pelo qual uma pessoa de direito público. por via de consequência. Daí a primazia que lhe cabe no concernente à ordem jurídica. o concessionário deve sujeitar-se a certas obrigações impostas pelo Poder Público. por serem considerados próprios do Estado e. e atividades exercidas por delegações do poder público. que o serviço público. para obter vantagens ou lucros em detrimento da coletividade. telefone. que ao Estado cabe a promoção dos serviços que proporcionam à sociedade bens que não possam ser alcançados pela atividade de particulares.

quer por já possuir instalações e equipamentos adequados ou facilmente adaptáveis. caso o concessionário não cumpra eficientemente a delegação concedida. chamada permissionário. diretamente dos usuários. Reversamente. Outra consequência advinda da característica de precariedade.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Observa-se que o concessionário é selecionado em função de um conjunto de requisitos entre os quais. suas autarquias e entidades paraestatais. ou ainda lhe seja negado o serviço. cabendo ao Estado o dever de sua preservação. a garantia de um equilíbrio econômico-financeiro. podendo ser outorgada de forma gratuita ou remunerada. e por isso mesmo procura despender o valor financeiro mínimo possível. é o fato de que a esta é conferido o poder leonino. sua idoneidade financeira para suportar os encargos patrimoniais. por seus órgãos. Entretanto. cabe também ao usuário. dando-lhe assim. denominada autoridade permitente. sempre que o interesse público o exigir. sua competência administrativa para gerir o empreendimento e sua integridade moral. o lucro que propicia ao concessionário é o meio por cuja via busca sua finalidade. nem mesmo se o concedente autorizar ou concordar. haverá burla ao princípio da licitação. fixando unilateralmente o funcionamento. delegado a título precário. fornecimento de energia elétrica. Por conseguinte. o direito de fiscalizar e exigir do concessionário o correto fornecimento do serviço. caso haja falha na prestação ou mesmo interrupção. sem que caiba ao permissionário qualquer direito a indenização. com característica de precariedade. sob nenhum título ou pretexto. E isto é uma consequência lógica. a execução de obras e serviços de utilidade pública. essas atribuições podem ser modificadas pelo Estado. Sempre que o Estado modificar. Por ser ato unilateral da Administração. transferir. O equilíbrio financeiro é condição essencial de legalidade na concessão de serviço público. mediante revisão da tarifa sob forma de contribuição financeira direta. comunicações telefônicas. que seria um ato discricionário da Administração. por força de uma concessão feita pelo Estado e sempre por ele revogável. considerando o curto prazo que em muitos casos os serviços são permitidos. para o Estado. o poder concedente nunca se despoja do direito de explorá-lo direta ou indiretamente. exploração de jazidas e fonte minerais. radiodifusão. pois se atentarmos para o fato de que a permissão é um ato unilateral da Administração. Finalizando. que é a boa prestação do serviço. mas podem ter somente o exercício. sem que ao ente caiba interpelação. Prestação de Serviço de Utilidade Pública por Permissão É o procedimento através do qual uma pessoa de direito público. o abalo da parte econômica da concessão. Aliás. sobre o poder unilateral de modificação da concessão. compatível com o interesse público e. A permissão de serviço ou uso de bens públicos. faculta mediante delegação a título precário a uma pessoa física ou jurídica. como o serviço apesar de concedido continua público. o que minimizaria as consequências econômicas. se incluem sua capacitação técnica para o desempenho da atividade. unilateralmente. sem recurso algum por parte do permissionário. sempre a título precário e transitório. mas. também lhe é concedido o direito de remuneração através de cobrança de tarifas. Fica claro que para o concessionário a prestação do serviço é um meio através do qual obtém o fim que almeja: o lucro. Outro fato que merece destaque nos Serviços de Utilidade Pública prestados por concessionários é que por tratar-se de serviços que pela sua natureza devem ser obrigatoriamente oferecidos ininterrupta e permanentemente. perfeitamente compensáveis pela rentabilidade que proporcione. a utilização de terrenos nos cemitérios com túmulos de família. quer quando seja imprescindível a aquisição de aparelhamento que se firme no solo. ou o uso excepcional de bem público. Didatismo e Conhecimento 61 . se isto ocorrer. não pode o concessionário. organização e forma de prestação de serviço. Se houver necessidade. abastecimento de água. por conseguinte. o usuário que se sentir prejudicado pode exigir judicialmente o cumprimento da prestação do serviço. Daí porque toda permissão traz implícita a condição de ser em todo o momento. será outorgada por decreto. e não somente ao poder concedente. eventualmente advindas da revogação da permissão. revogável ou modificável pela Administração. medida nas empresas pela correção com que responde aos compromissos assumidos. pois. Por isso. é obrigado a compensar. para melhor atendimento e adequação dos serviços. onde o permissionário. em vista do fato de que ao permissionário não se impõe a necessidade de dispor de grandes importâncias para exercer a atividade. os serviços de utilidade pública que comumente são objeto de delegação através de contrato de concessão são: os de transportes coletivos. obviamente. total ou parcialmente. após edital de chamamento de interessados para escolha do melhor pretendente. ainda que. ao assumir tal encargo. a instalação de indústrias de pesca às margens de rios e outros. como a concessão é um ato contratual pelo qual o Estado atribui ao concessionário a prestação de um serviço público. desde que o interesse coletivo assim o exija. Entretanto. que lhe permite a possibilidade de revogar a permissão a qualquer momento. avoca os riscos da precariedade. bem como pode também revogar a concessão. atendendo a condições estabelecidas pelo Poder Público. O poder público reserva-se o direito de fiscalizar e também regulamentar os serviços. que possui o ato unilateral da Administração. de delegação de um serviço ou permissão de uso de um bem público. a concessão. os encargos do concessionário. Guido Zanobini descreve que de tais poderes estes sujeitos não tem nunca a propriedade.

Esta explicação é de fundamental importância. em termos de educação. e também pelas iniciativas particulares. haveria a delegação por concessão ou permissão da Administração. vamos trazer alguns serviços assegurados pela Constituição. claro que. 2009. independentemente de delegação para tanto. O programa evolui no ritmo do amadurecimento das equipes formuladoras da política de gestão e da implementação do programa. subsidiariamente. são exemplos típicos de serviço ou uso de bens públicos. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. porquanto. seguros contra acidente do trabalho e proteção da maternidade. entretanto. para se ajustar as assertivas das descrições feitas. em caráter excepcional em vista da urgência. procuraremos demonstrar claramente a existência da prestação de serviço público e ao mesmo tempo particular. enquanto. A educação. delegados ou outorgados através de permissão: os serviços de transportes coletivos. Vamos. Didatismo e Conhecimento 62 . etc. direito de todos e dever do Estado e da família. Iniciando. senão vejamos. configurados como direito financeiro. entretanto. e garantia de acesso do trabalhador adolescente à escola. Concluindo. Outra interpretação indubitável é ditada e calcada no fato de que se trata de um serviço cuja prestação pode ser feita pelo Poder Público. Construindo um Programa de Qualidade no Serviço Público A ideia era construir um programa de qualidade no qual as organizações públicas tivessem foco em resultados e no cidadão. Baseado no artigo Modelo de excelência em gestão pública no governo brasileiro: importância e aplicação. trazer ao estudo alguns aspectos relevantes que achamos merecer uma abordagem mais detalhada. foi criado o Prêmio Nacional da Gestão Pública em 1998. em dadas circunstâncias. por lhe incumbir obrigação. note-se que estamos nos referindo a serviço público e não a serviço de utilidade pública. circunscrevê-lo ao estudo da administração pública. visando. porém. que visam à melhoria de sua condição social. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. em alguns de seus aspectos. previdência social. Há ainda. A maior evolução do modelo de excelência do setor público ocorreu concomitante com as experiências já em andamento no setor privado. a evidente e cristalina dubiedade de possibilidade de prestação de tais serviços. para finalizar. ou seja. tais serviços são prestados pelas Secretarias de Educação e também por entidades particulares. atendidas as seguintes condições: I – cumprimento das normas gerais da educação nacional. e que traduzem em direitos dos trabalhadores. e quando exercida por particulares serão considerados serviços privados. para que o particular pudesse presta-lo. a seguir. sem. de André Ribeiro Ferreira. seguro contra acidentes do trabalho e proteção da maternidade são serviços afetos ao Instituto de Previdência Social – Autarquia /federal. iniciou os contatos iniciais com os Critérios de Excelência em Gestão e os primeiros passos na adaptação da metodologia para o setor público. A aproximação do QPAP com a FPNQ (Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade). motivo pelo qual o denominamos de prestação de serviço mista. estaremos diante de um serviço público. planejamento. II – autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. tratando-se de serviço público não vedado à iniciativa privada. se tratasse de serviço de utilidade pública. Identifica-se a ambiguidade da prestação de tais serviços. Como uma ação estratégica do Programa Nacional de Gestão Pública e desburocratização. em creches e pré-escolas. velhice. durante a viagem. outros aspectos constitucionais que mereciam ser analisados. Esse prêmio tinha a finalidade de reconhecer e premiar as organizações públicas que comprovassem ter um desempenho institucional superior. Vislumbra-se pela simples leitura dos aspectos constitucionais expostos. por seu dever de Estado e. e a de colocação de banca para venda de jornais na via pública. ou seja: assistência sanitária. objetivamente. entretanto. também inserido na Constituição. através dela. invalidez e morte. Prestação de Serviço Mista Prestação de serviço mista prestada pela Administração. basta que se verifiquem as entidades que prestam os serviços enumerados. os atos dos capitães de navios de fazerem casamento. Artigo 209. este trabalho não pretende e nem tem a finalidade de teoria jurídica. vedar a execução de tais serviços a pessoas físicas ou jurídicas de direito privado. pode ser executada também por pessoa física ou jurídica de caráter privado.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E. Isto acontece em virtude de existirem alguns mandamentos constitucionais que atribuem certos direitos aos cidadãos. para constatarmos a sua veracidade. também a iniciativa privada através das companhias de seguro e entidades de assistência médico-hospitalar têm prestado tais serviços. assistência gratuita aos filhos desde o nascimento até os seis anos de idade. seguro-desempenho. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. deveria ser compatível com as faixas de reconhecimento e premiação e a organização era avaliada por uma banca examinadora (GESPÚBLICA 2009). que especifica o dever do Estado. ao invés de outorgados pelo ato convencional denominado concessão. mas tão somente bem delimitar o entendimento de serviço público. quer pelo Estado. O ensino é livre à iniciativa privada. orçamento e controle pela contabilidade pública. e outros há que atribuem certas obrigações ao Estado. onde textualmente se vê: Artigo 205. facultados por esta via. quando executada pelo Estado. no ano de 1997. porém. nos casos de doença. hospitalar e médica preventiva. sem que para tanto seja necessária delegação via concessão ou permissão. e também por iniciativa particular. é desnecessária essa delegação. daí por que mencionaremos somente mais um fato. uma vez que. configurados na nossa Carta Magna. em termos de previdência social.

o GESPÚBLICA busca promover a participação da sociedade no seu movimento. Didatismo e Conhecimento 63 . inserindo o foco na satisfação dos cidadãos (usuários dos serviços públicos). 3. unificando desta forma o programa de qualidade com o de desburocratização (que tem raízes no governo de Juscelino Kubitschek .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A banca examinadora avaliava as organizações públicas com base no Modelo de Excelência em Gestão Pública. ser federativa. estar focada em resultados para o cidadão. 2. ser essencialmente pública. dentre eles os prêmios President’s Quality Award (específico para organizações públicas) e Malcoln Baldrige National Quality Award. foi criado o Programa da Qualidade no Serviço Público – PQSP. do Brasil. No governo FHC houve um grande esforço para introdução da Administração Gerencial. conforme a figura abaixo: Dessa forma. em 2000. dos Estados Unidos da América e o Prêmio Nacional da Qualidade. A figura abaixo ilustra a Evolução dos Programas de Qualidade no Setor Público: Fonte: GESPÚBLICA. tendo como características principais: 1. similar ao modelo de excelência de gestão utilizado pelos setores público e privado em mais de 60 países. Em 2005. O GESPÚBLICA é um modelo de política pública que integra 3 dimensões.Comissão de Simplificação Burocrática de 1956). foi instituído Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (GESPÚBLICA).

e recebeu a incumbência de atualizar o Modelo de Excelência em Gestão Pública tanto com os atuais requisitos do setor público. Com a emergência das transformações que vem ocorrendo com a sociedade nessa “era digital”.eliminar o déficit institucional. é fato colocar que essas transformações atingiram também as Organizações da Administração Pública. o elemento chave para a mudança. fortemente baseado em fatos e dados. denominado “GRP . O Comitê Conceitual tinha a responsabilidade técnica de manter o GESPÚBLICA atualizado e alinhado com o “estado da arte” da gestão contemporânea. relativamente aos resultados da ação pública. Prêmio Nacional de Gestão Pública . Falar nos dias de hoje em Gestão Pública. 2007. entre outros. é compreender que o processo de transformação da sociedade é inevitável e que para gerenciar instituições públicas.promover a governança. quanto em relação ao Modelo de Excelência em Gestão. ações. A qualidade da gestão pública tem que ser orientada para o cidadão. Objetivos do GESPÚBLICA. por meio de melhor aproveitamento dos recursos. Dessa forma. O GRP fornece ao gestor público um Painel de Controle. absorver informação e conhecimento onde quer que ele se encontre e com capacidade para aplicar este conhecimento em ações concretas. que objetivem: I .378: “O GESPÚBLICA deverá contemplar a formulação e implementação de medidas integradas em agenda de transformações da gestão. III . é uma política formulada a partir da premissa de que a gestão de órgãos e entidades públicos pode e deve ser excelente. ou seja. na qualidade da prestação de serviços públicos.assegurar a eficácia e efetividade da ação governamental. à consolidação da administração pública profissional voltada ao interesse do cidadão e à aplicação de instrumentos e abordagens gerenciais. quais sejam. permitindo tomar decisões com respostas rápidas e eficazes. O déficit institucional reflete principalmente na amplitude do atendimento às demandas sociais. promovendo a adequação entre meios. pode e deve ser comparada com padrões internacionais de qualidade em gestão. assessorar tecnicamente a Gerência Executiva e o Comitê Gestor do Programa sempre que demandado e prospectar. II . da moralidade. mas é imprescindível investir também no capital humano. promover o alinhamento e a atualização contínuos dos instrumentos do Programa. sendo que atualmente o que se presa não são mais as máquinas e sim o potencial humano que as desenvolve e que criam e inovam suas atividades cotidianas. saúde.gespublica. Estar focada em Resultados para o Cidadão: Deixar de servir com tanta burocracia e colocar a gestão pública a serviço do resultado dirigido ao cidadão. ou seja. O Novo Modelo. mesmo com recursos humanos e financeiros escassos. necessárias à promoção dos resultados preconizados no plano plurianual.promover a eficiência.gov. Ser federativa: A base conceitual e os instrumentos do GESPÚBLICA não estão limitados a um objeto específico a ser gerenciado. da publicidade e da eficiência. participativa. bem como. promover a atualização contínua dos fundamentos e conceitos de excelência da gestão pública. Sendo que resultado para o setor público é o atendimento total ou parcial das demandas da sociedade traduzidas pelos governos em políticas públicas. implementação e avaliação das políticas públicas. a eficiência e a eficácia implicaram na melhoria da qualidade de vida e na geração do bem comum.” Com a criação do GESPÚBLICA em 2005. IV . e desenvolver-se dentro do espaço constitucional demarcado pelos princípios da impessoalidade.promover a gestão democrática.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Ser essencialmente pública: significa que o GESPÚBLICA não pode deixar de ser pública.PQGF. aumentando a capacidade de formulação. Instrução para Avaliação da Gestão Pública. impactos e resultados. Didatismo e Conhecimento 64 . é preciso investir em novas tecnologias sim. propor melhorias para os planos de ação decorrentes do Planejamento Estratégico e para as ações executadas pelo GESPÚBLICA. da legalidade. transparente e ética. segundo artigo nº 2 do Decreto n°5. Referências Ministério do Planejamento.Deve aplicar-se a toda administração pública em todos os poderes e esferas de governo.br/ EMPREENDEDORISMO GOVERNAMENTAL E NOVAS LIDERANÇAS NO SETOR PÚBLICO.Government Resource Planning” ou Sistema Integrado de Gestão Pública tem como foco o gestor público. visando ao integral atendimento das competências constitucionais do Poder Executivo Federal. desenvolver e propor instrumentos e tecnologias de gestão para uso no âmbito do GESPÚBLICA. propiciar formas para que o conhecimento individual seja agregado com o conhecimento coletivo para que desta forma se crie valores que não são tangíveis e também não se encontram à venda. Um trabalhador do conhecimento é aquele que sabe selecionar. tendo como referência o Modelo de Excelência em Gestão Pública. http:// www. o Comitê Conceitual do PQGF passou a se chamar Comitê Conceitual do GESPÚBLICA. mas não pode nem deve deixar de ser pública. educação. e V .

ao afirmar que: Essas novas redes sociais passam a fazer parte do debate sobre a possibilidade de um espaço público em escala planetária. • Administrativa . Aprendizagem Contínua com foco central a Comunicação Produtiva. c) redução de custos. a gestão da comunicação corresponde a um elenco de atividades básicas que envolvem “analisar tendências. em 1938). realizar diagnósticos. a gestão da comunicação na esfera pública pode ser explicada pela administração de conflitos. oferece mais recursos e. prognósticos.que reúne cartas internas. A gestão da comunicação nas organizações requer a prática de um diagnóstico.quando as pessoas falam umas com as outras. unilateral e público. a problemática da transformação do espaço público. Planejamento Participativo. Assim. A sociedade da informação. podemos afirmar que na atual gestão quem exerce um papel fundamental são os gestores. memorandos. e) melhoria da qualidade dos serviços prestados. capacitação e valorização do serviço público. O ambiente das comunicações também mudou. sintetizadas a seguir: • Cultural . O cenário mundial atual traz consigo uma série de mudanças que afetam tanto a realidade empresarial como os processos de comunicação das organizações.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Esse novo conceito tem como objetivo: a) revisão e automação de processos. Devem priorizar pontos estratégicos da Administração Pública. aliás. de outro lado. b) estratégias de redimensionamento. habilidades de harmonia de interesses. onde a definição de novas redes sociais. • Administração Pública Gerencial (com enfoque no cidadão. • Social . assessorar o poder de decisão. Diante da colocação da autora. permitindo o processo de interação do cidadão com os vários órgãos prestadores de serviços públicos. pela ciência política e pela economia política. Orçamento Participativo. a diminuição da prestação de serviços públicos presenciais. realocação. temos notícias via satélite e por redes de computadores. A configuração dessa nova realidade conduz ao debate para o espaço da comunicação. Torquato aponta para quatro formas de comunicação nas organizações. Padronização de Processos. • Administração Pública Burocrática (criação do Departamento de Administração do Serviço Público -DASP . • Sistema de informações . Adotando-se a perspectiva de Torquato para a comunicação social. pode-se dizer que a Administração no Brasil passou por fases conceituais distintas: • Administração Pública Patrimonialista (anterior à Revolução de 30). Existe uma perspectiva de ampliação do espaço da comunicação. há um crescente deslocamento de tarefas públicas para a esfera privada. que de acordo com Simões compreende: Didatismo e Conhecimento 65 . A base dessa comunicação está no sistema de relações. com a inclusão das novas tecnologias que. a qual atualmente vivenciamos. os governos são desafiados à qualificação permanente em torno de técnicas de negociação. a Administração Pública tem um ótimo período com a investida do governo em inovações tecnológicas que facilitam o acesso às redes informatizadas na esfera pública. Comunidades virtuais e os Instrumentos de Consulta Constitucional.agrega informações armazenadas em bancos de dados. a fim de se obter as principais dimensões que concorrem para o processo da comunicação. crescente autonomia comunicacional do cidadão. envolvendo as áreas de jornalismo. transformações que se localizam principalmente nas formas e no tempo de distribuição da informação.caracteriza-se por um processo indireto. nos resultados e na descentralização dos serviços). Ambiente de Inovação. se caracteriza pela necessidade de respostas rápidas e por uma cultura acentuadamente voltada aos relacionamentos internos e externos. análise crítica da organização e a avaliação de seus públicos. nacional e internacional. autogestão. relações públicas. planejar e implantar programas de comunicação que tenham como diretriz o sistema organizações-público”. passa a impor medidas que assegurem ao cidadão a facilidade de acesso e disponibilidade de informações. o que vem exigindo das empresas públicas um maior diálogo e comunicação com a sociedade. bem como trazer o cidadão às esferas públicas. diversidades e da administração de conflitos. resultado de inovações tecnológicas e da importância ofertada ao desenvolvimento social. Em meio a esse cenário. a explosão da informação em nosso cotidiano. Gestão do Capital Intelectual. acelera os processos e altera uma cultura bastante tradicional de relacionamentos entre as comunidades interna e externa das organizações. publicidade. Considera-se que a sociedade é a principal responsável pela sua própria organização e pela provisão de suas necessidades. de um lado. enfim tudo parece indicar que existe uma grande transformação da cultura de comunicação na sociedade contemporânea. tende. de acordo com Fossatti. sendo eles: Planejamento Estratégico. Com o propósito de atender melhor às demandas e interesses da cidadania. da diversidade e da cooperação entre os públicos e a necessidade de uma gestão de relações entre a esfera pública e a esfera privada. a ocupar lugar de destaque nas abordagens críticas inspiradas pela sociologia. Assim. editoração e marketing. o crescente envolvimento da mídia com o mercado. Essa participação no setor público envolve os sistemas de cogestão. Em todas as latitudes. Nos ano 90. d) otimização da arrecadação. Historicamente. criando novas oportunidades para a área de comunicação. Internet e Intranet.

Assim. Todas essas categorias e suas dimensões são exercidas de forma integrada no contexto das organizações na esfera pública. e. O gestor. como nem sempre é possível assegurar que as informações veiculadas atendam o desejo dos públicos das organizações. gestor de recursos (responsável por administrar e alocar recursos organizacionais. sendo uma informação de caráter cívico e que inclui a accountability. notadamente falando e ouvindo. As organizações. etc. econômico e social. Além disso. Extranet/Intranet.” Portanto. por que: Como fontes emissoras de informações para seus mais diversos públicos. Na categoria interpessoal.sistema social constituído pelas transações entre organizações e seus públicos. gestor de problemas (responsável por atitudes corretivas frente aos problemas inesperados). nas organizações. buscando atingir a opinião pública. formando uma rede de comunicação e reações. políticas. atuando na função de comunicação. carece da indispensável legitimidade para ser considerada como sendo pública. programas. disseminador (transmite a informação recebida de assessores para demais membros da organização) e porta-voz (transmite ao meio externo informações. é esta visão de mundo que deve nortear a proposta de construção da cidadania. líder (motivar.sistema social estruturado nas relações entre grupos. implantando as funções de armazenamento (disco ótico. a gestão do processo de comunicação no âmbito público. receber e fazer visitas. A informação. Na categoria decisão. processadores). o ato de gerenciar é fundamentalmente uma questão de processar informações nas organizações. devem recorrer a meios de informação para a viabilização da melhor decisão. visando à prestação de contas. Didatismo e Conhecimento 66 . os contextos. Para Coelho uma pessoa ou instituição é considerada accountable quando é responsável por decisões e pelas consequências de suas ações. deve responder por um conjunto de comportamentos adequados. publicidade/propaganda e relações públicas. a informação não só contribui com a gestão.). como uma atividade de comunicação. Ainda. expressão mais usual nos últimos anos. sintetizando as ideias de Brandão pode-se dizer que a comunicação governamental é a praticada por um determinado governo. refere-se às condições de monitor (procurar e receber grande variedade de informações especiais e atuais e elabora relatórios). em geral. assegurando maior eficiência e eficácia ao processo decisório. existem situações próprias de decisão. ao contrário. É preciso levar em conta os aspectos relacionais. desenvolvendo um processo/atividade para o alcance de um ou mais objetivos. sobre tema de interesse público. continua com o nível de relações grupais . é transmitida na forma de um sistema aberto. deve-se também considerar que a gestão da comunicação na esfera pública. Entretanto. envolvendo todo o processo administrativo. informacional e de decisão. Assim. arquivos magnéticos) e sistemas de processamento (computadores. Os gerentes das organizações precisam usar uma parcela considerável de seu tempo. um espaço de debate. Quanto à categoria informacional. contando com alto nível de credibilidade junto à sociedade e aos mais diversos públicos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Uma escala crescente que se inicia com as relações humanas . Desse modo. comunicação política e comunicação pública. atender solicitações e estar presente nos eventos). para esses autores. existem situações próprias de administração: Empreendedor (iniciar mudanças e projetos de melhoria). respeitando-se o sentido estrito deste conceito. Vamos considerar o conceito de Matos que afirma “ser a comunicação pública aquela que “remete ao processo de comunicação instaurado em uma esfera pública que engloba Estado. é importante resgatar as diferenças entre a comunicação governamental. compreendendo um conjunto de elementos dinamicamente relacionados. dirigir pessoas. data base. alcança o nível das relações partidárias. tanto que precisa ser difundido e aplicado por profissionais de comunicação. quando se trata de enfatizar o papel da comunicação. resguardando a sua reputação.). integrado às novas formas de condutas de gestão e políticas públicas. Por outro lado. Quanto à comunicação pública. portanto. A comunicação política ou marketing político. jornal. com também passou a ampliar os meios tradicionais de comunicação nas organizações (telefone. as áreas de comunicação e de administração tratam o conflito mediante visões diferentes. bem como a perplexidade que permeia todo o processo comunicativo. sites. rompendo com os possíveis limites e fronteiras pela via das redes Internet. o estímulo para o engajamento da população nas políticas adotadas e o reconhecimento das ações promovidas nos campos político. situa o gestor em uma posição única para obter informações organizacionais: representação (cerimoniais. negociação e tomada de decisões relativas à vida pública do país. com a finalidade de que estes se engajem nesse novo contexto. responde normalmente por processos críticos que lidam diretamente com o conflito. A área de administração gerencia o conflito por meio das funções de direção/liderança e a área de comunicação administra o conflito mediante a gestão das atividades de jornalismo. relação (manter ligações interna e externa à organização). negociador (responsabilidade de representar a organização nas principais negociações). não devem ter a ilusão de que todos os seus atos comunicativos causam os efeitos positivos desejados ou são automaticamente respondidos e aceitos da forma como foram intencionados. revista. prossegue com o nível das relações públicas .formado pela transação de pessoas. quase sempre com métodos publicitários. TV. os condicionamentos internos e externos. agrupados em três em três categorias: interpessoal. rádio). governo e sociedade. Isso requer a existência de feedback contínuo. se faz no espaço público. compartilhando suas informações. fax. responsável pelo desenvolvimento de competências etc. tanto com terceiros (em espécie de porta-voz) quanto com o pessoal interno (em uma espécie de disseminador). planos e ações da organização).

internacional. As medidas tomadas incluem regulamentação do setor. marketing político. ressaltando que o setor privado está bem à frente neste novo modelo do que o setor público. O interesse das organizações no conhecimento deve-se. de participação e outros direitos de associação. A Gestão do Conhecimento é. Governos do mundo inteiro têm se empenhado na questão de como usar as novas tecnologias da informação em prol da sociedade. onde a comunicação é fator essencial. o avanço das classes de trabalhadores técnicos. Conforme Lévy são três as etapas do processo de difusão do conhecimento: a oralidade (primária e secundária). Assim. o direito de escolher. os profissionais da comunicação e as mediações. mas o acesso é apenas um dos aspectos da democratização. entre outros aspectos. relações públicas (formar públicos. informática. a gestão do desenvolvimento tecnológico e uma nova organização do saber. dependendo da comunicação produtiva. marketing social. a centralidade da inovação. Nesse sentido. Acredita-se que esse enfoque oferece a perspectiva de um progresso da democratização da comunicação em todos os planos. SAC’s. da escrita. a publicidade é considerada como um dos princípios que devem ser obedecidos pela administração pública. Em face desse novo espectro da comunicação e. clima. O conhecimento. o direito à proteção da vida privada e outros direitos relativos ao desenvolvimento do indivíduo. programas de qualidade. Entretanto. enquanto a comunicação representa um processo social primário. escrita. De forma complementar. fornecendo todas as informações e facilitando a discussão à procura de opinião ou decisão) e publicidade/propaganda (conjunto de técnicas e atividades de informação e persuasão cujo objetivo é atrair a atenção do público para a marca. o que requer a atenção primária à comunicação. em seu significado atual. prognósticos. tanto para as organizações quanto para as pessoas. local e individual. sugestão de pauta. Implica um acesso maior do público aos meios de comunicação existentes. da informática.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Os gestores devem ter em mente que a natureza da informação é agregar valor a uma tomada de decisão. nacional. demonstrando “o importante papel do ser humano ao converter dados em informações. de discussão. podem ser mencionadas as ações governamentais para a implantação do governo eletrônico. ao contrário da informação. 2 Gestão do Conhecimento . diz respeito a crenças e compromissos. sejam elas públicas ou privadas. enquanto que a comunicação é estabelecer processos de interação e relacionamento entre os públicos. constituem apenas uma mediação tecnológica. inteligência competitiva e vários outros termos têm surgido para tentar caracterizar uma nova área de interesse na administração das organizações. briefing. podemos argumentar que. opinião). nem o seu conteúdo pleno. Segundo.um marco diferencial. Os instrumentos de gestão utilizados são relacionados como cerimonial-protocolo. capital intelectual. o setor de serviços. levantar as controvérsias. na história da humanidade. sem que sejam de modo algum limitativos: a) o direito de reunião. Didatismo e Conhecimento 67 . a mensagem publicitária para influenciar opiniões e comportamentos) Especificamente. quando isso se faça necessário. acredita-se ser importante apresentar alguma reflexão sobre essa questão. é um elo entre o poder público e os meios de comunicação). de informar e outros direitos de informação. ao fato do conhecimento estar muito associado à ação. pesquisa (satisfação. da impressão. os processos de gestão e difusão do conhecimento devem ser subdivididos. Entretanto. Os elementos que integram esse direito fundamental do homem são os seguintes. Assim. Geri-lo bem passa então a ser essencial no estágio atual da história da sociedade. um esforço para fazer com que o conhecimento de uma organização esteja disponível para aqueles que dele necessitarem dentro dela. políticas de segurança. na chamada “espiral do conhecimento”. planejamento estratégico.”. relatórios. Todo processo de comunicação deve ser analisado sob a ótica de três elementos: Os públicos. não apenas em três. considerando também que existe uma emergência da gestão do conhecimento na área pública. onde isso se faça necessário e na forma como se faça necessário. A sociedade “pós-industrial” se caracteriza pelo predomínio dos trabalhadores do setor terciário. segmentação de públicos. Muito do que é feito em Gestão do Conhecimento tem por base essas sucessivas passagens de conhecimento tácito para explícito e vice-versa. b) o direito de fazer perguntas. Senge afirma que “informações são dados com relevância à situação do receptor”. auditorias. com relação ao qual os chamados meios de comunicação de massa. o conhecimento se amplia através do conhecimento tácito versus o conhecimento explícito. é integrado pelas atividades de jornalismo (representado através das assessorias de imprensa. c) o direito à cultura. à Aproximações ao conceito de conhecimento Gestão do conhecimento. a ideia do “direito à comunicação” não recebeu ainda sua forma definitiva. com o objetivo de aumentar o desempenho humano e organizacional. clipping. disponibilização de informações e serviços na Internet e políticas de democratização do acesso. As mudanças mais perceptíveis na estrutura social são: a passagem da produção de bens para a economia de serviços. isto porque. ao vislumbrarmos que a informática é apenas uma das possíveis categorias de expressão das formas escrita e oral. de ser informado. mas em quatro grandes dimensões: da oralidade. isto é. uma vez que todos os processos que envolvem a construção de conhecimento nas organizações devem perpassar pelo processo comunicacional e dele depende os resultados alcançados. diagnósticos. É importante ressaltar que os meios de comunicação não devem ser confundidos com a comunicação em si. investimento em infra-estrutura. O conhecimento é a matéria prima da carreira profissional dos indivíduos. de acordo com a comunicação deve ser considerada como um processo de interação humana.

perspectivas. A CQGP é um portal eletrônico do Governo que se originou mediante o surgimento das TIC . não possuem uma cultura e um ambiente voltados para a aprendizagem organizacional e/ou para a inovação e. onde essas compõem o processo da globalização. o processo do conhecimento pode ser gerenciado e é composto por três etapas: a) geração. b) codificação.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A Gestão do Conhecimento deve incluir duas estratégias relevantes. é vista como parte do trabalho de cada colaborador. e de estruturas e acesso às idéias e experiências. e é desenvolvida pelo IPEA . que podem ser chamadas de coleção e conexão.Práticas relacionadas à gestão de recursos humanos: Fóruns (presenciais e virtuais) / Listas de Comunidades de prática ou Comunidades de conhecimento Educação Corporativa.” Podemos citar as principais práticas que estão sendo desenvolvidas pelos Órgãos da Administração Direta. A segunda iniciativa surge da Administração Pública Direta (governo federal). tanto do Setor Público quanto do Setor Privado.836 de 28 de maio de 2003. Orçamento e Gestão. e denomina. intranets e extranets Sistemas de workflow Gestão de conteúdos cognitivos para plataformas digitais e comunicação interna e externa Gestão Eletrônica de Documentos (GED) Didatismo e Conhecimento 68 . A primeira está vinculada ao Governo do Estado de São Paulo. criado pelo Decreto n. na maioria das organizações. O papel a ser desempenhado pela TI é estratégico: ajudar o desenvolvimento do conhecimento coletivo e do aprendizado contínuo. a responsabilidade pela Gestão do Conhecimento não está centralizada na alta direção. As iniciativas de Gestão do Conhecimento visam melhorar o desempenho de uma organização e das pessoas que nela trabalham. do workflow e do comércio eletrônico e agregar um perfil de construção de formas de comunicação. à As tecnologias da informação e da comunicação diante da gestão do conhecimento. não se pode excluir a revolução “infotecnológica” e com ela o surgimento das Tecnologias da Informação e do Conhecimento . pois a consideram como principal ferramenta de modernização e suporte gerencial. Muitos profissionais veem cada vez mais “compartilhamento de conhecimento” como uma descrição melhor daquilo que eles se propõem a fazer do que “Gestão do Conhecimento”. a Gestão do Conhecimento é uma questão essencialmente de pessoas e processos.Comitê de Qualidade da Gestão Pública3. Apesar das organizações públicas serem notadamente intensivas em conhecimento. Diante de tantas mudanças. captura. também não incentivam a educação continuada de seus servidores. 47. da integração da logística. tornando mais fácil para as pessoas na organização compartilharem problemas. validação e transferência de conhecimento.a Gestão do Conhecimento no setor público. No entanto. envolvendo a gestão do conhecimento sob o enfoque da comunicação produtiva: 1. de conversação e aprendizado on the job.TIC -.Tecnologias de Informação e Comunicação. muitas vezes. mesmo entre os profissionais da área. a sociedade brasileira em geral e as esferas da administração pública. com raras exceções. Não existe consenso sobre a definição de Gestão do Conhecimento.Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada4 . dar proposição e implantação de diretrizes voltadas à elevação do nível de eficiência e eficácia da Administração Pública Estadual mediante a evolução do uso da tecnologia da informação”. c) transformação do conhecimento. exercendo profundas transformações na Gestão. onde a questão da comunicação é uma condição sine qua non. sendo que na etapa da geração destaca-se a formação de redes de conhecimento. Através do IPEA foi realizada a pesquisa “O governo que aprende . de comunidades de trabalho. É preciso sair do patamar do processamento de transações. a atribuição de “formular. por meio de identificação. idéias e soluções.se CQGP .fundação pública vinculada ao Ministério do Planejamento. Segundo Teixeira. No entanto. incluindo-se a comunicação como fator de mediação. mas sim disseminada entre a média e. Narrativas Mentoring e Coaching Universidade Corporativa Práticas relacionadas a processos facilitadores da GC: Melhores Práticas (Best Practices) Benchmarking interno e externo Memória organizacional / Lições aprendidas / Banco de Sistemas de inteligência organizacional Mapeamento ou auditoria do conhecimento Sistema de gestão por competência Banco de competências organizacionais Banco de competências individuais Gestão do capital intelectual ou gestão dos ativos intangíveis à Práticas relacionadas à base tecnológica e funcional de suporte à GC: Ferramentas de colaboração como portais. à Gestão do Conhecimento na Administração Pública. O portal tem entre outras. de maneira genérica.

f) permanência de modelos. ou dos funcionários operacionais. Gestão de Parceiros e Gestão do Capital Humano. por isso. É fundamental que haja nesse processo um gerenciamento adequado de pessoas. tais como Gestão de Talentos. g) irracionalidade das diferenciadas estruturas de carreiras. sejam elas da alta cúpula decisória. b) abandono das iniciativas de padronização e de melhoria dos procedimentos administrativos. principalmente pelo predomínio de critérios políticos que moldaram um setor público carente de recursos e estruturas minimamente capazes de responderem aos seus desafios operacionais básicos. Neste cenário. cabe ressaltar a importância do gestor público e da interação com seus públicos internos e externos. a eficiência está vinculada a aspectos ligados à lucratividade dos empreendimentos). Entretanto. compreendidas e. contratações temporárias e quadro efetivo. como Gestão da Qualidade e Negociação. i) falta de padrões de interoperabilidade e de adequação (quantitativa e qualitativa) da infra-estrutura de tecnologia da informação. por exemplo. cabe a ele mediar às relações dentro das organizações. d) desequilíbrios entre cargos em comissão. uma evolução das áreas designadas no passado como Administração de Pessoal. A gestão de pessoas tem sido a responsável pela excelência de organizações bem-sucedidas e pelo aporte de capital intelectual que simboliza. situações ou condicionantes associadas aos seguintes aspectos: a) desprestígio dos serviços e dos servidores públicos junto à sociedade. a importância do fator humano em plena Era da Informação. estilos e atitudes gerenciais inadequadas. Essa expressão aparece no final do século XX e guarda similaridade com outras que também vêm se popularizando. Apesar de as organizações públicas possuírem propósitos distintos das organizações privadas (para o setor público. *Texto adaptado de Michelle Karen de Brunis Ferreira. é importante ressaltar que os processos de comunicação dependem de uma estrutura organizacional. h) inadequação do quantitativo de pessoal e/ou dos níveis de capacitação e de motivação do corpo funcional. Gestão de Pessoas é a função gerencial que visa à cooperação das pessoas que atuam nas organizações para o alcance dos objetivos tanto organizacionais quanto individuais. como a da gestão do conhecimento. Relações Industriais e Administração de Recursos Humanos. Todas as mudanças que vem ocorrendo na morfologia do tecido social causam grandes impactos nos processos de gerenciamento. Com o desenvolvimento e as transformações ocorridas na sociedade e no mundo do trabalho nos últimos anos. do conhecimento ou de pessoas. c) problemas éticos. Gestão de Pessoas é a função gerencial que visa à cooperação das pessoas que atuam nas organizações para o alcance dos objetivos tanto organizacionais quanto individuais. estão relacionadas com a comunicação produtiva nas organizações públicas e merecem ser melhor estudadas no cenário da sociedade contemporânea. as estratégias e as tecnologias utilizadas para a consecução de seus objetivos tendem a ser semelhantes. onde o capital humano agrega mais valor do que o capital industrial. pois. atualmente. mais do que tudo. a rigor. legais e de legitimação associados à administração pública e ao Estado. voltado à melhoria do desempenho funcional e dos resultados organizacionais. acarretando mudanças no relacionamento organizacional. dos gestores. como Motivação. estruturas e projetos e de políticas públicas. l) formas de comunicação inadequadas às necessidades de governança e transparência para as organizações públicas na atualidade. a eficiência está associada ao atendimento das demandas da sociedade e. Podemos constatar a importância e a complexidade da gestão do conhecimento e a existência de um grande desafio para a implantação de projetos deste gênero no âmbito da administração pública brasileira. e outras decorrentes da evolução do âmbito dessa disciplina. este estudo busca suprir uma demanda relacionada à necessidade de a gestão pública. do conhecimento e de pessoas serem mais analisadas. As tentativas de adoção de qualquer “tecnologia de gestão” por parte do governo brasileiro. consequentemente melhor aproveitadas pelas diferentes esferas do poder público. do estilo de liderança e do componente principal . Podemos dizer que gestão de pessoas é o aperfeiçoamento do que se denominava Gestão de Recursos Humanos. um dos grandes desafios dessa nova ‘sociedade do conhecimento’ é a formação de líderes para a gestão de pessoas. sejam eles na gestão da esfera pública. para o setor privado.componente básico da estrutura organizacional. pois a reorganização da gestão exige uma maior flexibilidade e responsabilidade às pessoas. algumas tradicionalmente abrangidas pelo campo da Administração Geral. Didatismo e Conhecimento 69 . j) fragilidade do sistema de recompensas. k) coexistência de culturas e climas organizacionais impróprios à colaboração e ao compartilhamento de conhecimentos. tais como Gestão de Talentos. Todas essas áreas. e) descontinuidade administrativa de objetivos. muitas publicações surgidas na década de 90 incluem novas atividades. salários e benefícios concedidos. cargos.as pessoas. de forma estratégica. implicando na admissão de novas estratégias de enfrentamento às mudanças ocorridas. Essa expressão aparece no final do século XX e guarda similaridade com outras que também vêm se popularizando. Comunicação e Liderança. à Gestão de pessoas . Cada vez mais o capital humano está agregando valor às atividades desenvolvidas pelas organizações. desenvolvendo suas atividades de forma flexível. reconhecimento e punições. Constitui. devem atentar para a necessidade de serem tratadas. sendo de vital importância uma comunicação produtiva. Gestão de Parceiros e Gestão do Capital Humano. Além disso. onde esta adquiriu uma “nova roupagem” e vem se desenvolvendo de acordo com as transformações ocorridas no mundo do trabalho. igualmente.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA à Desafios para a implantação de projetos de Gestão do Conhecimento no setor público.

III - administração de recursos humanos. mais equidade e mais qualidade. • Assegurar que o processo de produção de bens e serviços públicos (incluindo a concessão. O Estado tem passado a desempenhar um papel-chave como produtor de valor público. e a gestão para resultados e do resultado surge como instrumento e objetivo da melhoria e modernização da administração pública. operacional e experimental existente sobre o tema. mais eficácia e mais eficiência. que compreendem os seguintes parâmetros básicos: I . materiais. mais ou menos explicitamente. convidam e obrigam à mais absoluta humildade em qualquer tentativa de aproximação ao tema. O cidadão-usuário se interessa por conseguir o melhor retorno fiscal – enquanto bens coletivos. pela exigência cada vez mais contundente dos cidadãos que exercem também o papel de usuários dos serviços. A crise fiscal do modelo anterior. típica do Estado de Bem Estar. Além disso. temos que a sociedade demanda – de modo insistente – a necessidade de promover um crescimento constante da produtividade no ambiente público. Esta lógica compartilha. Isto não significa que não interessa o modo de fazer as coisas. Dentre eles. essas transformações têm afetado profundamente as práticas dos dirigentes públicos (políticos e gerentes) e a teoria na qual fundamentavam suas ações. II - realização de planejamento e controle. que o Estado deve deslocar sua atenção.tradução da missão. porém hoje acompanhada da exigência de diminuir a pressão fiscal inclusive naqueles casos em que ainda persiste um modelo de estado anterior ao de bem-estar. isto é. a distribuição e a melhoria da produtividade) seja transparente. exigindo a redução da pressão fiscal e o incremento. Portanto. Esta substituição de missão trouxe muitos desafios ao Estado. esta mudança afetou o sistema de controle da ação do Estado. e V . idêntica e não discricionária) aplicação da lei e da norma. pois. pela racionalidade econômica que procura conseguir eficácia e eficiência. destaca-se a crescente necessidade de atender uma demanda irrefreável de bens públicos de boa qualidade. em um instrumento-chave para a valorização da ação pública. agora voltada para o de serviços e bem-estar. Da mesma forma. principalmente por meio das chamadas políticas públicas e políticas sociais.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA GESTÃO DE RESULTADOS NA PRODUÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS A gestão privada prioriza o econômico-mercantil e desenvolve seus instrumentos e processos de gestão sempre dando prioridade às finalidades de ordem econômica. Gestão pública refere-se às funções de gerência pública dos negócios do governo. gestão pública e valor público. Vê-se. atividade neutra. A gestão por resultados é um dos lemas que melhor representa o novo desafio. sobretudo mercadológica. vinculada à lei. equitativo e controlável. tecnológicos e financeiros. e como tal tem priorizado a criação de condições para o desenvolvimento e o bem-estar social. entre os quais a redefinição dos conceitos de administração. fica clara a importância da gestão pública na realização do interesse público. Desta troca de missão se deriva uma variação na posição do cidadão perante o Estado. De uma maneira sucinta. O cidadão comum se preocupa em assegurar-se uma correta e burocrática (homogênea. A gestão pública tem como atribuição a gestão de necessidades do social. está-se migrando da exigência de rigor nos procedimentos para a exigência de resultados – inerente a um Estado que se apresenta como provedor de serviços. assim. ao mesmo tempo. Nestes últimos tempos.  No que tange a gestão por resultados. apenas exprime que agora é muito mais relevante o quê se faz pelo bem da comunidade. Esta mudança na função do Estado tem transformado várias frentes da administração pública. a natureza abrangente do conceito gestão para resultados – derivada da própria lógica integradora do processo de gestão – e a enorme quantidade de produção teórica. da produção de bens públicos. conceitual.tomada de decisão diante de conflitos internos e externos. três propósitos fundamentais: • Assegurar a constante otimização do uso dos recursos públicos na produção e distribuição de bens públicos como resposta às exigências de mais serviços e menos impostos. tem trazido novos problemas. O resultado se transforma. a Gestão Pública – como disciplina – tem abordado estes desafios novos com o auxílio da lógica gerencial. e c) atos de gestão. As especificidades nacionais. b) atos de administração. antes colocada no procedimento como produto principal de sua atividade. que situam-se na órbita política. pode-se classificar o agir do administrador público em três níveis distintos: a) atos de governo. capacitador de desenvolvimento e fornecedor de bem-estar. IV - inserção de cada unidade organizacional no foco da organização. além da produção de serviços e da oferta de infraestrutura. porque é ela que vai viabilizar o controle da eficiência do Estado na realização do bem comum estabelecido politicamente e normatizado administrativamente. Didatismo e Conhecimento 70 . uma vez esgotado o período de esplendor do Estado do Bem-Estar.

por um corpo de funcionários e pela forca militar. presentes nas atuais demandas cidadãs e aos quais se orienta a Gestão por Resultados (GpR). ou seja. o governo é aquela que detém a autoridade política suprema. Em segundo lugar. Em terceiro lugar. pressupõe-se que a este caiba resolver os conflitos de interesses particulares. O aparelho do Estado e constituído pelo governo. surgem certos princípios de aplicação geral. 3. Não há dúvida de que os problemas de administração ocorrem em todo o agrupamento humano. o que não significa um Estado imenso. segundo a qual somente as forças de mercado seriam suficientes para gerir a complexidade estrutural de urna economia. o principal pilar de legitimidade do Estado atual. em seus três poderes (Executivo. supera. sempre tentando colocar em cada um deles as diferenças entre a gestão privada e a pública. b) a empresa privada busca o lucro.a administração está relacionada com o alcance de resultados. pela cúpula dirigente nos Três Poderes. aliás. um Estado forte e competente. Estes objetivos. O governo e responsável perante o povo. De fato. Em face da universalidade e da soberania do governo. em face do qual se requerem proteções especiais. desde os mais altos na hierarquia até os de nível inferior. a responsabilidade do governo deve responder à natureza e à dimensão de seu poder. conjuntamente com a democracia. prioritariamente. A tarefa governamental é enorme. 2. que dá suporte a este trabalho. Desta forma. e o aparelho que tem o poder de legislar e tributar a população de um determinado território. em quarto lugar. no sentido de gestão. com isso. A eficiência de urna entidade governamental não se deve medir pelo aumento de suas receitas ou pela redução de seus gastos. podem-se identificar três diferenças substanciais entre a gestão pública e a gestão privada: a) o administrador público deve seguir os princípios da administração pública. entretanto. é mais abrangente que o aparelho. principalmente o da legalidade. por sua vez. Os governantes. sempre com o olhar mais voltado para a Nova Gestão Pública. o livro do Prof. O Estado. isto é. Os princípios da administração aplicam-se a ambos os tipos de gestão. que. a autoridade do governo e sancionada pelo monopólio da violência. indicamos para os que quiserem se aprofundar no tema. de um lado.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA • Promover e desenvolver mecanismos internos que melhorem o desempenho dos dirigentes e servidores públicos. vamos abordar diversos aspectos das Organizações. Existem quase tantos conceitos de administração. que nas últimas décadas se mostrou excessivamente dispendioso e gerador de resultados muito aquém dos preconizados. Estados-membros e Municípios). também supera a lógica neoliberal. algo que não faz parte dos objetivos do gestor público. entre todas as instituições. Finalmente. complexa e difícil. são. Nas comparações entre a administração pública e a administração privada. As diferenças entre público e privado seguem se reduzindo notavelmente. Mas a grande maioria das definições de administração compartilha a ideia básica . quantos livros sobre o assunto. a fim de alcançar o máximo possível de bem-estar geral. omitindo-se as características essenciais de cada uma. por meio dos esforços de outras pessoas. porque compreende adicionalmente o sistema constitucional-legal. que regula a população nos limites de um território. Como se trata de um capítulo voltado para aspectos gerais de administração. c) na administração pública. o cliente e o “dono” é o cidadão. Olhando rapidamente. Suas ações estão constantemente expostas à publicidade e à critica. a lógica do Estado de Bem-Estar Social. representam um poder de coação. o governo existe para servir aos interesses gerais da sociedade. a gestão estatal centra-se na geração de respostas coerentes com os novos imperativos globais de competitividade. o que importa advertir é como essa caracterização do governo impõe peculiaridades à sua administração: 1. há diferenças notáveis entre essas duas modalidades de administrar as organizações. A construção da competitividade estrutural requer. em relação a essa última. 4. a Nova Gestão Pública fornece os elementos necessários à melhoria da capacidade de gerenciamento da administração pública bem como à elevação do grau de governabilidade do sistema político. O Estado e a organização burocrática que tem o monopólio da violência legal. Mas essas diferenças são pouco substantivas quando se levam em consideração dois fatores: 1. geralmente se tomam certas atividades específicas de uma e de outra por pontos de referência. Tal redimensionamento. separamos essas cinco: Didatismo e Conhecimento 71 . 2. Devido ao redimensionamento mundial. senão pela qualidade e intensidade com que realiza seus propósitos públicos. tem sido cada vez mais cobrado em concursos públicos. Entende-se por aparelho do Estado a administração pública em sentido amplo. Legislativo e Judiciário) e três níveis (União. 5. ao passo que a empresa privada serve aos interesses de um indivíduo ou um grupo. e. Dentre as várias definições de administração que podem ser feitas. Em primeiro lugar. No presente contexto. visando a concretização dos objetivos anteriores. Carlos Amaro Maximiano. a estrutura organizacional do Estado. De outro. Nesse momento. fomentar a efetividade dos organismos governamentais. Na solução desses problemas.

Isso porque se pode fazer certo as coisas erradas. temos de recorrer a Avaliação de Políticas Públicas. ativação e persuasão daquelas pessoas. no tempo certo. eficiência é operar de modo que os recursos sejam mais adequadamente utilizados. • Controle . urna preocupação crescente com a “competitividade” e urna menor participação do Estado. • Direção . isto é. na qual o Estado teria. “fazer certo as coisas certas”. é claro que aquele que trabalha foi mais eficiente do que aquele que apenas estuda. Ter clareza dos objetivos e metas é um passo importante para mensurar o grau de mudanças ocorridas e o quanto elas correspondem efetivamente aos objetivos que se queria alcançar. se alguém trabalha. Embora essa afirmação pareça óbvia. definir as metas e formular políticas e estratégias de acordo com as condições ambientais prevalecentes. Eficácia significa fazer as coisas certas.processo de designação de tarefas. As funções da administração são aquelas atividades básicas que devem ser desempenhadas por administradores para alcançar os resultados determinados e/ou/ esperados pelas organizações. isto é. Administração é simplesmente o processo de tomada de decisão e o controle sobre as ações dos indivíduos. pois. No pós-Segunda Guerra Mundial. sendo eficiente. Assim. para o expresso propósito de alcance de metas predeterminadas. Assim. pública ou privada. Didatismo e Conhecimento 72 . Por exemplo. organização. garantir um elevado nível de emprego. configurando-se a volta do chamado liberalismo econômico. Se ambos conseguirem o mesmo número de pontos prestando um concurso público. maior o grau de eficiência alcançada. com destaque para urna ampla valorização do “mercado”. Essa fase.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Administração é um processo que consiste no planejamento. nesse campo. mas não eficácia. envolvendo energização. • Organização pública: O objetivo de uma organização pública é servir da melhor forma possível. o que a sociedade espera como retorno para permitir aquela espécie de acumulação. outra vez. para determinar e alcançar os objetivos da organização pelo uso de pessoas e recursos. o conceito de efetividade é bem utilizado. Para precisar seu significado. é preciso ser eficaz. ao conjunto da sociedade. do modo certo. no sentido de alcançar resultados ou metas organizacionais. • Organização privada: O objetivo de urna organização privada é o lucro. De tudo isso. c) Efetividade : A efetividade é um conceito algo estranho a administração de organizações privadas. Só se é eficaz. Administração é o alcance de resultados por meio dos esforços de outras pessoas. o que significaria eficiência. Numa visão mais ampla. Também é um objetivo de uma empresa privada a manutenção de meio ambiente saudável. Aquilo que é feito está relacionado com a eficiência (a ação) e aquilo que é alcançado se refere à eficácia (o resultado). a efetividade é que vai servir para fazer a avaliação de todo o processo. chamada por alguns de “Idade de Ouro” do capitalismo. Não basta ser eficiente. A formulação do objetivo que vai guiar todo o processo de avaliação é um elemento fundamental para a qualidade e efetividade da avaliação. se destina a alcançar um objetivo ou resultado. a) Eficiência: A eficiência é a medida da utilização dos recursos quando se faz alguma coisa: refere-se à relação entre as “entradas” e “saídas” num processo. essas modificações estão relacionadas ao processo denominado globalização. Essa nova fase tem levado a profundas readaptações nas estruturas econômicas nacionais. Está relacionada à realização das atividades que provoquem o alcance das metas estabelecidas. Pelo menos assim deveria ser. A efetividade é realizar a coisa certa para modificar a realidade. Mas também a função social. Quanto mais saídas são obtidas com as mesmas entradas. produtivo. De forma geral. Logo. que persistiu até o inicio dos anos 70.influência para que outras pessoas realizem suas tarefas de modo a alcançar os objetivos estabelecidos. financeiro e institucional. os resultados só serão alcançados se alguém trabalhar para isso. o social também é um objetivo das empresas privadas. de agrupamento de tarefas em departamentos e de alocação de recursos para os departamentos. que se manifesta em diferentes aspectos: comercial. se foi realmente efetiva. se pode formular a seguinte definição: Administração é um conjunto de atividades dirigidas à utilização eficiente e dos recursos. o mundo viveu um período de rápido crescimento econômico. Tudo o que se faz em uma organização. O conceito é bem intuitivo: diz respeito a quem consegue obter o mesmo resultado com menos recursos. Essas funções constituem o processo administrativo e são: • Planejamento . todavia. Administrar é desenhar organizações.função que se encarrega de comparar o desempenho atual com os padrões predeterminados. pois e dele que a organização tira seu próprio sustento. e decisão das tarefas e recursos utilizados para alcance daqueles objetivos.determinação de objetivos e metas para o desempenho organizacional futuro. • Organização . dispõe de menos tempo do que outro que só estuda. isto é. A eficácia é a medida de alcance do objetivo ou resultado. entre outras funções. O período recente que vem desde a década de 80 é caracterizado por urna série de transformações tanto na economia mundial como nas economias nacionais. a imprecisa definição dos objetivos toma-se uma fonte de problemas para se avaliar se determinada ação deu realmente certo. caracterizou-se por urna forte presença do Estado na economia. com o planejado. b) Eficácia: A eficácia está relacionada ao alcance dos objetivos/ resultados propostos. atuação e controle. eficiência significa “fazer certo as coisas” e eficácia. em muitos casos.

1. A Gestão Privada tem como objetivo clássico a geração de lucro e a remuneração do capital do acionista. a administração pública gerencial está explicita e diretamente voltada para o interesse público.sistemas previdenciários. que negue todos os seus princípios. a sociedade . Na administração pública gerencial. afirma-se que a administração pública deve ser permeável à maior participação dos agentes privados e/ ou/ organizações da sociedade civil e deslocar a ênfase dos procedimentos (meios) para os resultados (fins). por meio do mercado. Enquanto o mercado controla a administração das empresas. Assim. excesso de regulamentações. da qual conserva. há urna busca para que haja: I.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Nos países desenvolvidos. Publicidade e Eficiência. idade e de outras formas de discriminação. “o governo não pode ser urna empresa. Há urna retração nos ganhos de produtividade. inseridos no caput do artigo 37 da Constituição Federal: Legalidade. isto é. ou seja. A administração pública gerencial está apoiada na anterior. a qual se revestia de varias formas: o Estado do bem-estar social nos países desenvolvidos. sindicatos etc. Além disso. No final dos anos 70. o chamado Estado do Bem-Estar. sem contrapartida direta. Enquanto a administração de empresas está voltada para o lucro privado. Didatismo e Conhecimento 73 .por meio de políticos eleitos controla a administração pública. levando a manifestações do conflito distributivo. Conforme o princípio da Legalidade. e III. no inicio dos anos 80. O objetivo do Estado é o bem público e o agente público o agente público deverá agir em conformidade com os ditames da Lei. só pode fazer o que a lei permite. embora flexibilizando alguns dos seus princípios fundamentais. seguro-desemprego. • Promover o bem de todos. II. os gastos públicos foram de extrema importância para o desenvolvimento tecnológico e o aumento da produtividade. a superação da administração pública burocrática. mesmo quando estes não estivessem gerando renda. mas não pode ser confundida com essa última. 2. ou seja. Já a Gestão Pública tem seus objetivos fundamentais estabelecidos pela Constituição Federal (CF) que em seu artigo 3º estabelece como objetivos fundamentais do Estado Brasileiro: • Garantir o desenvolvimento nacional. criou-se urna ampla rede de proteção social . . assistimos. começa a ganhar destaque o diagnóstico de que a crise econômica dos países centrais decorria de profundas ineficiências associadas a imperfeições no funcionamento do Estado: excesso de intervenção do setor público. sem preconceitos de origem. A garantia de autonomia do administrador na gestão dos recursos humanos. materiais e financeiros que lhe forem colocados à disposição para que possa atingir os objetivos contratados. com a prevalência da administração pública gerencial. Em suma. comunidade). A melhora da gerência pública não e só uma questão de pôr-se em dia com o que está ocorrendo na iniciativa privada: significa também abrir novos caminhos. que encontra-se entre os principais princípios da Administração Pública. denotando o esgotamento da estratégia estatizante de intervenção do Estado. para a maximização dos interesses dos acionistas. 3. A administração pública gerencial inspira-se na administração privada. esperando-se que. CONVERGÊNCIAS E DIFERENÇAS ENTRE A GESTÃO PÚBLICA E A GESTÃO PRIVADA A diferença mais importante entre a Gestão Pública e a Gestão Privada diz respeito ao objetivo. a estratégia de substituição de importações no terceiro mundo e o estadismo nos países comunistas. justa e solidária. Enquanto a receita das empresas depende dos pagamentos que os clientes fazem livremente na compra de seus produtos e serviços. verifica-se a crise desse modelo de desenvolvimento. A administração pública deve enfrentar o desafio da inovação mais do que confiar na imitação. em uma nova perspectiva. Moralidade.que permitia a manutenção da renda e a demanda dos indivíduos. sexo. O setor público não está numa situação em que as velhas verdades possam ser reafirmadas. a um processo de desmantelamento do Estado do Bem-Estar com a implantação de urna série de reformas pró-mercado. sistemas públicos de saúde etc. • Erradicar a pobreza e a marginalização. um rompimento com a administração pública burocrática. Ela constitui um avanço e. reduzir as desigualdades sociais e regionais. O controle ou cobrança a posteriori dos resultados. ate certo ponto. entretanto. É uma situação que requer o desenvolvimento de novos princípios. busca a satisfação de seus stakeholders (partes interessadas: acionistas. que impedia o crescimento contínuo de salários e lucros. raça. mas pode se tomar mais empresarial”. a receita do Estado deriva de impostos. A definição precisa dos objetivos que o administrador público deverá atingir em sua unidade. cor. A administração pública gerencial representa urna grande convergência entre a administração pública e a privada. de contribuições obrigatórias. Impessoalidade. funcionário. o interesse coletivo seja atendido. mas isso não significa. e a superação da forma de administrar o Estado. • Construir uma sociedade livre. assistência social. Nos anos 70.

as promoções são determinadas ou pelo mérito (meritocracia). o órgão público pode realizar concursos temporário. Em determinadas circunstâncias. que arrecada por meio de impostos. devendo-se atentar para a livre concorrência. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. o estado não vai à falência Influenciada por variáveis de ordem política. livre concorrência. de acordo com seus interesses por meio de práticas de recrutamento e seleção. são convertidos em serviços públicos. preponderância das normas do direito público Tempo indeterminado.112/90). uma vez que os agentes públicos administram recursos públicos. o setor privado tem mais liberdade e flexibilidade para agir. oferta e demanda Preponderância das normas do direito privado Depende da eficiência organizacional. O controle da gestão pública é de ordem política. Atualmente. Já as empresas possuem recursos advindos do capital social (na constituição da empresa). Quanto aos recursos. O sistema de carreiras e promoções no setor público foi implantado por Getúlio Vargas na década de 30. estes devem ser controlados de forma transparente. as contrações são realizadas por meio de concursos públicos. com a criação do DASP (Departamento Administrativo do Setor Público). 74 Didatismo e Conhecimento . alteração ou extinção da pessoa jurídica Na gestão pública. na qual a permanência no cargo é por tempo determinado. o plano de carreira fica é de responsabilidade cada pessoa. Na gestão pública. taxas e contribuições Cidadão Controle político. Convergência e diferenças entre a Gestão pública e a gestão privada Características Receitas Público alvo Mecanismo de controle Gestão pública Tributos: impostos. do capital de terceiros (investidores) e das vendas (produtos e/ou serviços). nas formas previstas em lei. competitividade Tendem a ser mais rápidas e flexíveis. o sistema de carreiras e promoções é bem flexibilidade é total. São os estatutários. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração”. Na gestão privada. Conforme inciso II do art. o agente privado pode fazer tudo o que a lei não proíbe. Dessa forma. as empresas são controladas pelo mercado. O foco da atuação da administração pública é o cidadão. e apesar de cada empresa estruturar as carreiras e promoções da forma que melhor lhe convier. política públicas. 37 da Constituição Cidadã de 1988: “A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. sendo permitida a prorrogação do tempo de permanência. program de governo.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Seguindo este princípio. no setor privado. que não necessariamente. Já as empresas buscam profissionais com experiência de mercado. Nos concursos o Estado recruta pessoal com capacidade técnica. cujos representantes são eleitos pelo povo periodicamente. eleições periódicas Princípio da legabilidade. os contribuintes são a fonte de receita do Estado. tendem a ser mais lentas Através da lei Gestão privada Pagamentos adivindos de vendas e capital social Clientes Regulado pelo mercado. • Emprego público: regido pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho – Decreto-Lei nº 5. São os celetistas. Políticas empresariais voltadas para objetivos de mercado Através de instrumento contratual ou societário Ordenamento jurídico Sobrevivência das organizações Processo de tomada de decisão Modo de criação.452/43). Diferença básica entre cargo e emprego público: • Cargo público: regido pelo Estatuto do Servidor Público (Lei nº 8.

de controlador de resultados para motivador. E arrematam: “Na verdade. em seguida vêm aqueles que servem aos clientes. • nível esperado ž seriam os preços competitivos. Contrapõe-se à ideologia do formalismo e do rigor técnico da burocracia tradicional. por exemplo. procedimental e financeiro merecem atenção especial quando do contato com o cliente. Logo. Didatismo e Conhecimento 75 . definirmos as suas necessidades e como os recursos que a empresa possui atenderão as necessidades do cliente. Os clientes-alvo a quem os administradores públicos tentam satisfazer. por exemplo. pois trariam vantagens para o setor público. a Administração da Qualidade Total (Total Quality Management – TQM). incentivos à criatividade. adequando serviços e produção às suas necessidades. a Matsushita faz a mesma coisa. • Preocupação que se deve ter na interface com o cliente. Tudo isso para que se consiga a fidelidade do cliente. é recomendável o uso da administração da qualidade e a criação de sistemas transparentes. que já eram características da boa administração burocrática. de autoria de David Osborne e Ted Gaebler. tais como pesquisas de opinião. interpessoal. os aspectos ambiental. tem o direito de mudar de instituição. acrescentam-se os princípios da orientação para o cidadão-cliente. com a função de servir àqueles que servem”. tais como associações de moradores e amigos. mas e nos serviços públicos? Infelizmente. Edward Deming (autor dos 14 princípios da qualidade total) pedia constantemente às organizações que perguntassem a seus clientes o que realmente eles queriam. um ambiente limpo. Em virtude do monopólio do setor público em alguns setores poucas opções restam ao cidadão cliente: reclamar ou mobilizar-se. O cliente passou a ser uma preocupação constante. o marketing da GOL. descentralização de funções. que pode ser entendida como o grau de fidelidade de um cliente a uma empresa ou ao governo. a saber: • nível básico ž o básico que o cliente esperaria ao entrar numa empresa. Chamamos o paradigma do cliente na gestão pública uma linha de estudos que surgiu com as concepções da administração pública gerencial. Tais técnicas já são utilizadas no serviço privado há bastante tempo. Dessa forma conseguem saber o que está ou não funcionando dentro de sua empresa. Osborne e Gaebler sugerem que a gestão seja voltada para o cliente. em 1992. Os ocupantes de cargos eletivos. por exemplo. diminuição de risco e uso de infra-estruturas compartilhadas. o que não acontece nos serviços públicos. Essa hierarquia pode ser agrupada em quatro grandes classes. a administração vem depois. dando origem aos movimentos populares. exige formas flexíveis de gestão. seus executivos dedicam um dia por mês para contato direto com o cliente a fim de ouvirem suas reclamações. por exemplo. • nível desejável ž o whisky servido durante os vôos. tais como ampliação do acesso aos clientes. e à capacitação permanente. De Paula (2004). do controle por resultados. à recompensa pelo desempenho. estando à empresa mais apta a satisfazer suas necessidades. assim como boa parte da doutrina gerencialista. a grande maioria das organizações públicas não conhecem os clientes. mas na satisfação do cliente. Mediante o traçado deste perfil psicológico a empresa descobre a hierarquia de valor para os clientes. além de utilizar uma série de outros mecanismos para se ouvir a voz do cliente. na empresa Xerox. e da competição administrada. • nível inesperado ž é o efeito surpresa.” Embora os governos democráticos existam para servir aos cidadãos o termo cliente é pouco utilizado no governo. com um agravante: quando tratamos de serviços privados e o cliente está insatisfeito.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O PARADIGMA DO CLIENTE NA GESTÃO PÚBLICA Com as grandes mudanças e exigências organizacionais o foco das empresas hoje em dia. estruturas horizontais. o sorteio de uma outra passagem aérea durante o voo. além das bebidas que comumente são servidas. por grupos de interesses. Quem mais se empenha para servir aos clientes normalmente são as organizações privadas. ganhou fôlego a partir da obra “Reinventando o Governo: como o espírito empreendedor está transformando o setor público”. No livro “Reinventando o governo”. À avaliação sistemática. • Mudança do estilo de liderança. Um modelo que. ainda não chegamos a esse nível. são governados por seus constituintes – na maioria dos casos. algumas condutas são definidas como essenciais para a melhoria do serviço prestado pelo governo: • O cidadão-cliente deve ser a razão da existência dos órgãos e entidades públicos. por sua vez. Conhecê-lo a ponto de traçar o seu perfil. ombudsman e inspetores disfarçados de clientes. não esta mais na organização em si. fundamentado nos princípios da confiança e da descentralização da decisão. O paradigma gerencial contemporâneo. simplesmente pelo fato daquele produto ou serviço ter sido produzido/prestado por aquela entidade. com ONGs e com a iniciativa privada. à tecnologia e ao capital. A busca daquilo que tem valor para o cliente. facilitador. são o Legislativo e o Executivo – pois são eles que fornecem recursos. A metodologia da Qualidade Total foi a pedra fundamental para estabelecer como o governo deveria se posicionar perante seus clientes. coloca os conceitos tradicionais de administração de cabeça prá baixo: os clientes são as pessoas mais importantes para a organização. • A realização de parcerias intra-governamentais. propõe a seguinte visão do governo e seus clientes: “atender às necessidades dos clientes e não da burocracia – os cidadãos estão cansados da burocracia e querem ser mais valorizados como clientes. Os cidadãos querem ser valorizados como clientes.

A maioria dos serviços públicos prestados à população depende. especialmente referentes à transparência e controle feitos por eles mesmos. É preciso um cuidado especial para que o cliente seja bem atendido. a incorporação de comportamentos e atitudes compatíveis com a função de acolher e orientar o público. como: “o povo”. Relevante modificação na tratativa constitucional dos serviços públicos foi trazida pela Emenda Constitucional nº 19. através da construção de sistemas de comunicação. a priori. As disfunções de atendimento ao cliente por parte do servidor público. o chamado usuário cidadão. Como agentes do Estado. eram consideradas como parte constitutiva da cultura organizacional pública. no texto constitucional. realizados com os recursos disponíveis e de forma transparente. presteza e agilidade. Embora não tenha alterado o art. consequentemente. sobretudo na prestação de serviços sociais. a descrição. em grande parte. da qualificação e da valorização dos funcionários. uma impressão negativa. buscando novos modelos. conseguir e manter melhores funcionários e até mesmo sobreviver. impessoalidade. até um passado recente. que resulta em má qualidade e. Por concederem maior autonomia aos funcionários sobre decisões que afetam a coletividade. métodos que antes foram utilizados nas empresas. que instituiu um novo modelo de gestão na Administração Pública. capacitação e valorização do servidor público. os gestores necessitarão adquirir novas competências que priorizem o diálogo. tornou-se essencial para a administração pública modernizar a sua gestão. como eficiência na sua prestação. Didatismo e Conhecimento 76 . impessoalidade. que atinge todos os setores.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Como resultado do ritmo mais intenso do desenvolvimento socioeconômico. distanciando-se dos modelos burocráticos puramente gerenciais e neoliberais Para atender à crescente demanda da sociedade por serviços de qualidade. Para tanto. Assim. publicidade e eficiência. as necessidades e as feições desse cidadão. 175. A instituição deve evitar. a qual tende a ser propagada a muitos outros clientes efetivos e potenciais. realocação. que é a aplicação de métodos mais recentes na administração estatal. A administração assume hoje a função de harmonizar o comportamento dos atores sociais. a gestão pública tem apresentado necessidades de mudanças. quer dizer. no entanto. além de aprenderem a lidar com o compartilhamento de sua administração. tem origem na EC 19/98. a democratização política com a Constituição Cidadã de 1988 e a disseminação de novas ferramentas de gestão. visando estratégias de redimensionamento. terão de aceitar padrões de desempenho exigidos pelos cidadãos. um mal latente e evidente no recebimento da prestação do serviço estatal. mas também em seus valores e filosofia. descentralizar. O mundo está passando por radical transformação social e econômica. quase similar ao existente em empresas privadas. responsabilidade pelo atendimento ao público e a economia de seus recursos sem esquecer-se de seus princípios fundamentais como a legalidade. O papel social da organização pública é a prestação de serviços com qualidade. no ordenamento jurídico constitucional. as mudanças recentes instituem novas dimensões de responsabilidade decorrentes não somente das expectativas que o público possui com relação à administração pública como também das tarefas definidas estrutural e politicamente. O desgaste a que chegou a função pública exige que qualquer esforço atual de mudança esteja apoiado num princípio claro de dignificação da mesma. dar prioridade total para o cliente-cidadão. os gestores públicos. caput). de 4 de junho de 1998. A Administração Pública passa a adotar novos métodos de atuação voltados para a cultura do diálogo. “a sociedade”. A organização pública deve seguir a estratégia do cliente. que o incorporou ao texto da Constituição de 1988 (artigo 37. revertendo o foco para o usuário do serviço. O princípio da eficiência. de favorecer o trabalho da sociedade sobre ela mesma. Num posicionamento muito cômodo. O treinamento para a atuação eficiente voltada para o cidadão deve abranger além da capacitação técnica. esses funcionários possuem delegação e agem em nome da coletividade: fazem julgamentos morais e opções sobre formas de utilizar recursos públicos sobre os quais devem ser responsabilizados perante a comunidade. a EC 19/98 veio introduzir práticas gerenciais no âmbito da Administração Pública. A inserção do princípio da eficiência. Pressupõem um maior número de servidores trabalhando diretamente com a população e com maior autonomia de ação. moralidade. implantando novos conceitos da noção clássica de serviço público. Primar pela qualidade do setor público vai além de apenas oferecer um serviço melhor ao público. Parece nítido o fato de que é a partir do primeiro contato entre a instituição e o cliente que este último começa a formar suas impressões sobre a primeira. aliadas à pressão cada vez maior por parte da sociedade organizada por seus direitos têm provocado uma intensa preocupação com um atendimento de qualidade. que deverão reinventar-se para adaptar-se à nova realidade. inclusive as instituições governamentais. a chamada Reforma Administrativa. sem importar muito o perfil. mas também envolve diminuir gastos do orçamento. as organizações públicas costumam definir sua clientela. o que nega cumprimento ao Princípio da Eficiência acrescido pela Emenda Constitucional nº 19/98 ao caput do artigo 37 da Constituição Federal. Sempre que nos referimos ao serviço público. deparamos com um problema generalizado. ao lado dos princípios clássicos da legalidade. bem como melhoria da qualidade dos serviços prestados. não só em seus papéis e funções. procurando ser mais transparente. As mudanças mais recentes levam à concessão de maior poder discricionário aos agentes públicos. moralidade e publicidade fundaram-se no argumento de que o aparelho estatal deve se orientar para gerar benefícios. redes de parcerias. Esse novo cenário exige novos modelos de gestão pública. prestando serviços à sociedade e respeitando o cidadão contribuinte. “o cidadão”.

de suas autarquias e empresas estatais instituídas para a execução desconcentrada e descentralizada de serviços públicos e outras atividades de interesse coletivo. Quando se fala em cliente. voltada para si mesma. com exceções raras. O governo soberano é o elemento condutor do Estado que detém e exerce o poder absoluto de autodeterminação e auto-organização emanado do povo. que sempre conotam um grau de satisfação em fazê-lo. A Organização da Administração. já na primeira vez. O serviço deve e tem que ser diferente. avaliar resultados e só depois e se for necessário rever rotinas. buscando alcançar o Princípio da Eficiência no Serviço Público. o Distrito Federal e os Municípios. Ainda de forma tímida o setor público começa a adotar práticas de governança já consolidadas em organizações privadas. constituindo a administração pública em sentido instrumental amplo. negociar com elas as metas da transformação. à estrutura dos Poderes. os Estados-membros. É um dos maiores desafios do Serviço Público no atendimento ao usuário e o cidadão de um modo geral. ou são entidades paraestatais. forçosamente estamos nos reportando ao indivíduo que diante de um exercício de escolha. ESTRUTURA ADMINISTRATIVA. em programas de qualidade. mantendo sempre sua única personalidade de direito público. lei. surge através da legislação complementar e ordinária. A ideia de “servir a todos”. A partir desse ponto inicial é preciso trabalhar no sentido inverso da gestão burocrática: em lugar de estabelecer novas rotinas. porque as pessoas são diferentes e tem necessidades (inclusive na forma de atendimento) diferentes. O Estado pode ser conceituado como corporação territorial dotada de um poder de mando originário. com potestade superior de ação. racionalizar as normas e realocar as pessoas. Atingir a excelência no atendimento ao público é uma meta. a cada um deles corresponde uma função que lhe é atribuída com precipuidade. que nada mais é do que fazer certo o que é certo. ÓRGÃOS E AGENTES PÚBLICOS. Os poderes do Estado são imanentes e estruturais do Estado (diversamente dos poderes administrativos que são incidentais e instrumentais da Administração). com qualidade de atendimento. ou são fundações. autoridade governante de uma unidade política. de mando e de coerção. No âmbito político pode ser considerado como uma comunidade de homens fixada sobre um território. Essas questões de “igualitarismo” no Serviço Público deram sempre margem a se servir mal a todo mundo. atendida pessoalmente. buscando aprimorar o atendimento ao cliente. Percebe-se que são crescentes as iniciativas dos governos Municipais. para muitos. As pessoas jurídicas instituídas ou autorizadas a se constituírem por lei ou são autarquias. São entidades com autonomia política. pode ser muito bonita em manuais. Todos os poderes têm necessidade de praticar atos administrativos. No constitucional conceituamos como pessoa jurídica territorial soberana. que leve a maior satisfação do contribuinte e do próprio servidor. quer por fatores subjetivos ou objetivos. Didatismo e Conhecimento 77 .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA No entanto. Estaduais e Federal de ampliar a capacitação de seus funcionários. Pode atuar tanto no campo do direito público. Para as organizações públicas o ponto inicial do caminho até a gestão de excelência é a realidade de uma gestão excessivamente burocratizada. ENTIDADES POLÍTICAS E ADMINISTRATIVAS. como se fosse a única no mundo. propiciando aos servidores a oportunidade de analisar e refletir sobre uma melhor prestação de serviços ao usuário/cidadão. reconhecida. para que melhorem seu relacionamento interpessoal no ambiente de trabalho. administrativa e financeira. de aprovar novas normas e realocar pessoas. Excepcionalmente a organização é feita por decreto e normas inferiores quando não existe a criação de cargos nem aumento de despesa pública. Os elementos do Estado são formados pelo povo como componente humano e território como a base física. A divisão política compreende a União. como no de direito privado. com características e necessidades próprias. igualmente. o cliente é sempre uma pessoa individualizada. praticar a mudança. As pessoas físicas desempenham funções como de agentes públicos. optou por receber o serviço de um determinado “estabelecimento”. ou são empresas governamentais. ousada. O Governo é o conjunto de poderes e órgãos constitucionais. O destino desse trajeto é a gestão com qualidade. com a ordenação das entidades estatais. O poder de regrar uma sociedade política e o aparato pelo qual o corpo governante funciona e exerce autoridade. O resultado é a oferta de serviços melhores e mais comprometidos com a sociedade. ao modo de investidura dos governantes e aos direitos e garantias dos governados. o caminho para a gestão de excelência começa por convencer as pessoas das mudanças. A organização do Estado é matéria constitucional no que concerne à divisão política do território nacional. ainda que restritos à sua organização e ao seu funcionamento. como eficiência e transparência. onde o conceito de boa gestão está em cumprir rotinas e obedecer as normas. à forma de governo.

criadas por lei específica para realizar obras. Distrito Federal e Municípios. Atua mediante atos de soberania ou autonomia política na condução dos negócios públicos.Podem. Entidades Políticas e Administrativas Entidade Poder Executivo União Legislativo União Judiciário União Unidades da Federação Estados . por exemplo. mas sofrem controle finalístico. descentralizadas da entidade estatal. Autárquicas: natureza administrativa. nos termos da Constituição Federal. assim. editar leis e instituir tributos. Administração é o conjunto de órgãos constituídos para consecução dos objetivos do governo. Direito público. São marcadas pela de Auto-organização.    Governo . Autogoverno e autoadministração. Administrativa. mas com responsabilidade técnica ou legal .conduta independente Administração .Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista). regional e nacional. que no Brasil são: União.Distrito Federal – Municípios Estados – Distrito Federal – Municípios Estados – Distrito Federal Órgão Desdobramento Unidades da Federação Didatismo e Conhecimento 78 . Funções necessárias aos serviços públicos em geral. Entidades administrativas Entidades administrativas são as pessoas jurídicas que integram a administração pública sem dispor de autonomia política. nos termos de sua lei instituidora.atividade neutra e vinculada à lei ou à norma técnica . geralmente reconhecida como a liderança de um Estado ou uma nação.sem responsabilidade constitucional ou política. ora privado (empresas estatais . São todas pessoas jurídicas de direito público interno e detentoras de autonomia Política. As entidades políticas possuem a característica principal de gozarem de autonomia política (traduzida pela capacidade de auto-organização). Quadro. Elas possuem personalidade jurídica própria.atividade política e discricionária .conduta hierarquizada . atividades. não têm poder político. ora de direito público (autarquias e fundações públicas de direito público). As entidades administrativas. Elas compõem a administração indireta.responsabilidade constitucional e política   Entidades políticas  As entidades políticas são denominadas “entes federativos” e detém uma parcela do poder político. Não possuem subordinação hierárquica. Expressão política de comando. como por exemplo o Governo local. Os Estados que possuem tamanhos variados podem ter vários níveis de Governo conforme a organização política daquele país. As entidades políticas são pessoas jurídicas de direito público interno. Em sentido formal é o conjunto de Poderes e órgãos constitucionais.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O governo é usualmente utilizado para designar a instância máxima de administração executiva. de iniciativa. como a autarquia. Estados. etc. financeira. de fixação de objetivos do Estado e de manutenção da ordem jurídica vigente. mas apenas autonomia para gerir seus assuntos internos. Em sentido material é o complexo de funções estatais básicas.

II – a cidadania. Independência e Autonomia dos Órgãos do Estado Os Órgãos do Estado (Executivo. A Organização Administrativa tem um relacionamento importante na elaboração. de forma direta ou indireta. os órgãos Públicos sofrem uma variável de acordo com o Órgão do Estado. independentes e harmônicos entre si. que é dividido por unidades administrativas ou por assessorias que tem a mesma tipicidade das unidades administrativas. praticar qualquer ingerência na consecução de suas finalidades. com prerrogativas funcionais próprias. tem poder de defesa. quando o concursado se torna titular e é efetivado após cumprir estágio probatório pelo prazo de (03) três anos. estabeleceu-se em relacionamento a partir de um corpo organizado com função específica. o Legislativo. e atuando como definidores da estrutura administrativa. Para cumprir os dispostos acima.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Unidades Ministério Gabinete Secretaria Divisão Diretoria Serviço Subunidades Secretaria Diretoria Chefia Serviço Estado – Distrito Federal – Município Estado – Distrito Federal – Município Município Município Município Município Estado – Distrito Federal – Estado – Distrito Federal – Estado – Distrito Federal – Estado – Distrito Federal – Município Município Município Município União União União União União União Órgãos Públicos Considerações: A Constituição Federal em seu artigo 1º estabelece que “a República Federativa do Brasil. formada pela união dos Estados e municípios e do Distrito Federal. o qual denominamos órgão. contudo. Órgão do Poder Executivo e Órgão do Poder Judiciário. Órgãos Públicos quanto aos Cargos Os cargos públicos tem a finalidade de juntamente com as unidades administrativas estabelecer a materialização dos Órgãos de 1º grau. A estrutura administrativa de um órgão (Poderes do Estado) é o centro de competência governamental. constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamento: I – a soberania. Natureza dos Órgãos Públicos Quanto a sua natureza. Em seu artigo 2º fixa que “são Poderes da União. estão inseridos na organização do próprio Poder de forma hierarquizada. Os caros são subdivididos em duas categorias: • Provimento efetivo • Provimento em comissão Os cargos em provimento efetivo são preenchidos mediante concurso público. conforme dispõe a Constituição Federal. Legislativo e Judiciário) são independentes entre si. III – a dignidade da pessoa humana. Assim. o Executivo e o Judiciário”. podemos ampliar a denominação para Órgão do Poder Legislativo. como organograma global do órgão público. relacionam-se harmonicamente sem. descendente. O concurso é conduzido por um rito próprio até a posse em cargo público. as chamadas partes subordinadas aos Poderes do Estado. IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. em complementação ao estabelecido no artigo 2º da Constituição Federal. englobando diversos objetivos e filosofia alusivos à sua atividade. Os Órgãos Públicos. definição dos objetivos e metas da ação político-administrativa do Órgão Executivo. e V – o pluralismo político”. A sua autonomia é a capacidade que tem em gerenciar suas atividades com total obediência à Constituição Federal. Didatismo e Conhecimento 79 . Legislativo e Judiciário.

governar. que esse se dará por meio de concurso público e nas disposições transitórias. os agentes públicos podem ser temporários ou definitivos: • Temporários – são os que ocupam cargos em comissão. o Presidente da República. Já existem dispositivos priorizando o preenchimento dos cargos em comissão pelos ocupantes de cargos de provimento efetivo. governador distrital. O vínculo com o Estado é de forma descentralizada. Estes alcançam a condição de agentes políticos pela vontade própria de se candidatar ao cargo eletivo e obtêm o sufrágio popular e o mandato para um período fixado pela Constituição. já contavam 5 anos de efetiva e continuada atividade no serviço público. O cargo oficial sempre pertencerá ao Estado. apesar de eleitas. são chamados de recrutamento amplo e para seu provimento podem ser convocados os ocupantes de cargos de provimento efetivo ou aqueles sem vínculo com a entidade. dirigir. o que a nosso ver é uma forma de promoção e gera economia para a entidade. O ocupante de cargo público só obterá a efetivação se tiver prestado concurso para aquele cargo. (Ex: Fundo de Assistência Social. exercendo função pública. Configurando assim. estaduais. como também. Agentes Administrativos A Constituição da República de 1988 definiu. pré-ordenado à realização de seus serviços. exercer a vontade do povo com o objetivo de obter um resultado útil. Na primeira categoria encontram-se os chefes do Poder Executivo. mas em situação irregular. eleitos. exercem atividades públicas voluntárias e sem remuneração. distritais e vereadores. • Definitivos – são os ocupantes de cargos de provimento efetivo e tem acesso por meio de concurso público.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Os cargos em comissão não dependem de concurso público. deveres e vantagens dos agentes autárquicos. sem qualquer vínculo empregatício ou estatutário. Didatismo e Conhecimento 80 . PRINCÍPIOS BÁSICOS. Agentes Públicos Os agentes públicos. embora esse vínculo não se constitua em organizações fundacionais. ATIVIDADE ADMINISTRATIVA: CONCEITO. Fundo da Criança e do Adolescente). Outros Agentes Públicos A evolução da descentralização da Administração Pública leva-nos a uma nova situação: os agentes públicos vinculados aos consórcios públicos e às associações por fundos. Agentes Políticos Podemos considerar os agentes políticos em duas categorias distintas. governadores. pessoas físicas. considerando estáveis aqueles que na data da promulgação da Constituição. PODERES E DEVERES DO ADMINISTRADOR PÚBLICO A Administração Pública é todo o aparelhamento do Estado. tiver sido convocado para tomar posse e cumprido o estágio probatório. deputados federais. São equiparados a funcionários públicos somente para responder a algum ilícito penal. prefeitos e os senadores. como atividade pública voluntária. NATUREZA E FINS. Aqueles que não tiverem passado por esses dispositivos serão considerados agentes públicos. Essa categoria a que nos referimos é norma dos Poderes Executivo e Legislativo. Quanto à sua característica. designados para prestar determinado serviço à comunidade. Agentes Honoríficos São cidadãos convocados. ao dispor sobre o ingresso na Administração Pública. com destaque para as diretorias das associações comunitárias que. Administrar é gerir os serviços públicos: significa não só prestar serviços ou executá-los. o ingresso se dará por meio de concurso público e o seu estatuto disporá sobre os direitos. e de outubro de 1988. visando a satisfação das necessidades coletivas. Agentes Autárquicos São aqueles vinculados às entidades autárquicas e fundacionais. ocupam cargos e desempenham funções dos Órgãos dos Poderes do Estado.

Pela definição de serviço público. pois a razão e o sentido do serviço público é o proveito dos beneficiários e não o benefício do prestador. visando abranger e proporcionar o maior grau possível de bem estar social ou “da prosperidade pública”. Pode-se concluir. que o serviço público. a quem incumbe provê-los. mediante uma organização. não pode ser observado da ótica de simples comércio e. os que garantem a distribuição da justiça e outros que exigem medidas compulsórias em relação aos indivíduos. por vezes. mas um meio para proporcionar-lhes a satisfação de bem-estar. que ao Estado cabe a promoção dos serviços que proporcionam à sociedade bens que não possam ser alcançados pela atividade de particulares. aliás medidas compulsórias impostas através de preceitos constitucionais e por isso mesmo incontestáveis. ajustar-se às conveniências do todo social e manter-se na conformidade de satisfação das necessidades do indivíduo na coletividade. consequentemente. Os serviços que competem exclusivamente ao Estado são considerados “serviços públicos” propriamente ditos. forças armadas). consideram-se serviços públicos próprios do Estado no sentido que lhe compete presta-los. e por ele são exercidos diretamente. Os serviços descritos são serviços públicos que a Administração presta diretamente à sociedade. o que equivale dizer que “O Estado é uma sociedade (Nação). Serviço Público Conjunto de atividades e bens que são exercidos ou colocados à disposição da coletividade. onde dado o princípio da boa fé e lealdade para com os administrados. Didatismo e Conhecimento 81 . enquanto os prestados por delegação consideram-se “serviços de utilidade pública”. e atividades exercidas por delegações do poder público. pondo à sua disposição utilidades que lhe proporcionam mais comodidade. Serviço De Utilidade Pública Serviços de Utilidade Pública são os serviços públicos prestados por delegação do Poder Público. e não a simples soma dos bens individuais. os concernentes a emissão de moeda e os de controle e fiscalização de instituições de créditos e de seguros. observa-se que o Estado – que é a organização do poder político da comunidade – é organizado com a finalidade de harmonizar sua atividade. ainda quando dentro das possibilidades legais. Por serviços públicos. com exclusividade (por exemplo: polícia. em que estaríamos diante do Estado Federativo. que é a organização de todos os seus bens particulares. o bem comum. ou seja. politicamente organizada em território e no uso de sua soberania”. em que se configuraria o Estado Unitário. Serviço Privativo Do Estado Na essência das atividades exercidas diretamente pelo Estado. entendem-se todos aqueles prestados pelo Estado ou delegados por concessão ou permissão sob condições impostas e fixadas por ele. residindo a missão do Estado nessa tarefa organizadora e coordenadora. em sentido amplo. visando a satisfação de necessidades da comunidade. portanto. aqueles que se relacionem intimamente ao bem-estar coletivo e por isso mesmo só podem ser executados diretamente pelo Poder Público. ou como o caso em que se dividem as organizações governamentais regionais. como induz o socialismo. existem serviços que pela sua natureza exigem centralização e competem-lhe exclusivamente. de forma que atinja o objetivo de promover e satisfazer a prosperidade pública. ao prestador do serviço é vedado forjar ardis comumente urdidos na vida comercial ordinária. por envolver interesse coletivo. prosperidade e justiça. nos povos modernos e nas atuais condições das sociedades políticas. verifica-se que os serviços públicos podem abranger atividades que competem exclusivamente ao Estado. conforto e bem-estar. Nessa ordem de ideias. bem como planos regionais de desenvolvimento. em virtude de tais serviços visarem “facilitar a existência do indivíduo na sociedade”. em virtude do reconhecimento de sua característica de atendimento de necessidades coletiva e permanente que envolve a sua prestação e que. pois a sua prestação visa satisfazer “necessidades gerais da coletividade” para que ela possa subsistir e desenvolver-se. visar lucro. objetivamente. Daí a primazia que lhe cabe no concernente à ordem jurídica. os de manutenção e execução de planos nacionais de educação e de saúde. Entende-se. A forma com a qual se exerce o poder político em função do território pode ser de unidade. os que se referem a defesa e segurança do território nacional.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O fim do Estado é organizar e fazer funcionar os serviços públicos. sob condições fixadas por ele. competir-lhe exclusiva e privativamente. como faz crer o liberalismo. Consoante se deduz. A ideia central é que serviço público envolve atividade que supera a esfera do interessa da comunidade. propícia ao regime de liberdade. O Estado não é o fim dos homens. para obter vantagens ou lucros em detrimento da coletividade. podem exigir medidas compulsórias em relação aos indivíduos. a qual. como tal. por via de consequência. Daí concluir-se que não se justifica a existência do Estado senão como entidade prestadora de serviços e utilidades aos indivíduos que o compõem. deve pertencer ao Estado com superioridade efetiva (por exemplo: elaboração de normas de direito) e. atendendo a interesses coletivos ao bem-estar geral. que se impõem em toda a atividade administrativa. nem a absorção dos bens pelo Estado. privativamente. dentre os quais podemos mencionar: os que dizem respeito às relações diplomáticas e consulares. sem delegação a particulares. por ser de interesse da comunidade devendo subordinar-se às suas exigências. por serem considerados próprios do Estado e.

mas. cabendo ao Estado o dever de sua preservação. o abalo da parte econômica da concessão. quer quando seja imprescindível a aquisição de aparelhamento que se firme no solo. o lucro que propicia ao concessionário é o meio por cuja via busca sua finalidade. as que têm competência para decidir como organizar o serviço público e como funcionar. pois. Sempre que o Estado modificar. denominada autoridade concedente. necessário se torna que tal prestação de serviços seja consubstanciada num direito de fruição individual pelo usuário. atendendo a condições estabelecidas pelo Poder Público. Reversamente. caso haja falha na prestação ou mesmo interrupção. como eletricidade. o usuário que se sentir prejudicado pode exigir judicialmente o cumprimento da prestação do serviço. Portanto. Em contrapartida. transferir. o poder concedente. Finalizando. radiodifusão. podendo ser outorgada de forma gratuita ou remunerada. para o Estado. Prestação De Serviço De Utilidade Pública Por Permissão É o procedimento através do qual uma pessoa de direito público. bem como pode também revogar a concessão. sobre o poder unilateral de modificação da concessão. o contrato de concessão não transfere propriedade alguma ao concessionário. sob nenhum título ou pretexto. etc. também lhe é concedido o direito de remuneração através de cobrança de tarifas. medida nas empresas pela correção com que responde aos compromissos assumidos. Aliás. os encargos do concessionário. para melhor atendimento e adequação dos serviços. por força de uma concessão feita pelo Estado e sempre por ele revogável. diretamente dos usuários. sua idoneidade financeira para suportar os encargos patrimoniais. como o serviço apesar de concedido continua público. Por isso. a utilização de terrenos nos cemitérios com túmulos de família. água encanada. é obrigado a compensar. Entretanto. e não somente ao poder concedente. os serviços de utilidade pública que comumente são objeto de delegação através de contrato de concessão são: os de transportes coletivos. chamada concessionário. a garantia de um equilíbrio econômico-financeiro. mas podem ter somente o exercício. essas atribuições podem ser modificadas pelo Estado.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Tanto insto é verdadeiro que assiste ao usuário não só o direito de obtenção e fruição do serviço. São as entidades públicas. suas autarquias e entidades paraestatais. esta organização pode modificar-se em qualquer momento. o direito de fiscalizar e exigir do concessionário o correto fornecimento do serviço. Prestação De Serviço De Utilidade Pública Por Concessão A concessão de serviços é um procedimento pelo qual uma pessoa de direito público. ainda que extensivo a toda uma comunidade. nunca se despoja do direito de explorá-lo direta ou indiretamente. não pode o concessionário. segundo as necessidades econômicas da hora. ou ainda lhe seja negado o serviço. Guido Zanobini descreve que de tais poderes estes sujeitos não tem nunca a propriedade. mas também a sua regular e permanente prestação. abastecimento de água. caso o concessionário não cumpra eficientemente a delegação concedida. considerando o curto prazo que em muitos casos os serviços são permitidos. organização e forma de prestação de serviço. Por ser ato unilateral da Administração. sempre que o interesse público o exigir. Entretanto. de vez que a organização do serviço corre exclusivamente por conta da Administração. Por conseguinte. ainda que. onde fiquem claramente definidas as condições de execução dos serviços. Fica claro que para o concessionário a prestação do serviço é um meio através do qual obtém o fim que almeja: o lucro. como a concessão é um ato contratual pelo qual o Estado atribui ao concessionário a prestação de um serviço público. faculta mediante delegação a título precário a uma pessoa física ou jurídica. gás. unilateralmente. A concessão é um ato que deve ser amparado por autoridade legislativa. ou o uso excepcional de bem público. que é a boa prestação do serviço. Entretanto. a instalação de indústrias de pesca às margens de rios e outros. sendo-lhe delegada. cabe também ao usuário. Para tanto. em conformidade com o edital de concorrência. por seus órgãos. telefone. em vista do fato de que ao permissionário não se impõe a necessidade de dispor de grandes importâncias para exercer a atividade. somente. a execução de obras e serviços de utilidade pública. perfeitamente compensáveis pela rentabilidade que proporcione. O poder público reserva-se o direito de fiscalizar e também regulamentar os serviços. com característica de precariedade. sem que ao ente caiba interpelação. a concessão. se incluem sua capacitação técnica para o desempenho da atividade. sua competência administrativa para gerir o empreendimento e sua integridade moral. fixando unilateralmente o funcionamento. nem mesmo se o concedente autorizar ou concordar. desde que o interesse coletivo assim o exija. comunicações telefônicas. chamada permissionário. o concessionário deve sujeitar-se a certas obrigações impostas pelo Poder Público. O equilíbrio financeiro é condição essencial de legalidade na concessão de serviço público. São exemplos típicos os serviços prestados a consumidores domiciliares. haverá burla ao princípio da licitação. fornecimento de energia elétrica. total ou parcialmente. mediante revisão da tarifa sob forma de contribuição financeira direta. e unicamente elas. Nem poderia ser diferente. o encargo de explorar um serviço público. obviamente. Outro fato que merece destaque nos Serviços de Utilidade Pública prestados por concessionários é que por tratar-se de serviços que pela sua natureza devem ser obrigatoriamente oferecidos ininterrupta e permanentemente. Didatismo e Conhecimento 82 . exploração de jazidas e fonte minerais. quer por já possuir instalações e equipamentos adequados ou facilmente adaptáveis. a prática da atividade pública. se isto ocorrer. porque um particular jamais retém um serviço público. Observa-se que o concessionário é selecionado em função de um conjunto de requisitos entre os quais. Se houver necessidade. confia mediante delegação contratual a uma pessoa física ou jurídica. dando-lhe assim. de delegação de um serviço ou permissão de uso de um bem público. denominada autoridade permitente.

etc. entretanto. será outorgada por decreto. e que traduzem em direitos dos trabalhadores. pois se atentarmos para o fato de que a permissão é um ato unilateral da Administração. Isto acontece em virtude de existirem alguns mandamentos constitucionais que atribuem certos direitos aos cidadãos. ou seja: assistência sanitária. delegados ou outorgados através de permissão: os serviços de transportes coletivos. se tratasse de serviço de utilidade pública. Concluindo. porquanto. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. atendidas as seguintes condições: I – cumprimento das normas gerais da educação nacional. senão vejamos. Artigo 209. em creches e pré-escolas. subsidiariamente. orçamento e controle pela contabilidade pública. Didatismo e Conhecimento 83 . e também por iniciativa particular. A permissão de serviço ou uso de bens públicos. em caráter excepcional em vista da urgência. configurados como direito financeiro. porém. planejamento. seguros contra acidente do trabalho e proteção da maternidade. é desnecessária essa delegação. O ensino é livre à iniciativa privada. também inserido na Constituição. e por isso mesmo procura despender o valor financeiro mínimo possível. sem que para tanto seja necessária delegação via concessão ou permissão. durante a viagem. por lhe incumbir obrigação. vamos posicionar o entendimento que pretendemos externar. E isto é uma consequência lógica.: em termos de educação. Vamos. por seu dever de Estado e. facultados por esta via. enquanto. Identifica-se a ambiguidade da prestação de tais serviços. previdência social. avoca os riscos da precariedade. Prestação De Serviço Mista Preliminarmente. independentemente de delegação para tanto. que lhe permite a possibilidade de revogar a permissão a qualquer momento. ou seja. onde o permissionário. delegado a título precário. que possui o ato unilateral da Administração. procuraremos demonstrar claramente a existência da prestação de serviço público e ao mesmo tempo particular. Vislumbra-se pela simples leitura dos aspectos constitucionais expostos. hospitalar e médica preventiva. porém. pode ser executada também por pessoa física ou jurídica de caráter privado. motivo pelo qual o denominamos de prestação de serviço mista. e quando exercida por particulares serão considerados serviços privados. também a iniciativa privada através das companhias de seguro e entidades de assistência médico-hospitalar têm prestado tais serviços. tratando-se de serviço público não vedado à iniciativa privada. onde textualmente se vê: Artigo 205. em termos de previdência social. aquela prestada pela Administração. uma vez que.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Outra consequência advinda da característica de precariedade. haveria a delegação por concessão ou permissão da Administração. daí por que mencionaremos somente mais um fato. invalidez e morte. II – autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. o que minimizaria as consequências econômicas. sem recurso algum por parte do permissionário. são exemplos típicos de serviço ou uso de bens públicos. assistência gratuita aos filhos desde o nascimento até os seis anos de idade. a seguir. para finalizar. compatível com o interesse público e. que especifica o dever do Estado. através dela. direito de todos e dever do Estado e da família. e garantia de acesso do trabalhador adolescente à escola. quando executada pelo Estado. velhice. A educação. e a de colocação de banca para venda de jornais na via pública. seguro-desempenho. após edital de chamamento de interessados para escolha do melhor pretendente. sempre a título precário e transitório. estaremos diante de um serviço público. e também pela iniciativa particulares. ao invés de outorgados pelo ato convencional denominado concessão. revogável ou modificável pela Administração. E. para constatarmos a sua veracidade. note-se que estamos nos referindo a serviço público e não a serviço de utilidade pública. e outros há que atribuem certas obrigações ao Estado. configurados na nossa Carta Magna. nos casos de doença. ao assumir tal encargo. a evidente e cristalina dubiedade de possibilidade de prestação de tais serviços. sem que caiba ao permissionário qualquer direito a indenização. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. Outra interpretação indubitável é ditada e calcada no fato de que se trata de um serviço cuja prestação pode ser feita pelo Poder Público. por conseguinte. que seria um ato discricionário da Administração. Há ainda. ou seja. em dadas circunstâncias. a respeito da prestação de serviço mista. trazer ao estudo alguns aspectos relevantes que achamos merecer uma abordagem mais detalhada. mas tão-somente bem delimitar o entendimento de serviço público. que visam à melhoria de sua condição social. seguro contra acidentes do trabalho e proteção da maternidade são serviços afetos ao Instituto de Previdência Social – Autarquia /federal. vedar a execução de tais serviços a pessoas físicas ou jurídicas de direito privado. basta que se verifiquem as entidades que prestam os serviços enumerados. quer pelo Estado. circunscreve-lo ao estudo da administração pública. este trabalho não pretende e nem tem a finalidade de teoria jurídica. Iniciando. objetivamente. os atos dos capitães de navios de fazerem casamento. tais serviços são prestados pelas Secretarias de Educação e também por entidades particulares. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. sem entretanto. para se ajustar as assertivas das descrições feitas. para que o particular pudesse presta-lo. Esta explicação é de fundamental importância. é o fato de que a esta é conferido o poder leonino. vamos trazer alguns serviços assegurados pela Constituição. em alguns de seus aspectos. Daí porque toda permissão traz implícita a condição de ser em todo o momento. entretanto. visando. outros aspectos constitucionais que mereciam ser analisados. eventualmente advindas da revogação da permissão.

Distrito Federal e Municípios. Didatismo e Conhecimento 84 . Também a Lei nº 4. guarde. ainda. a Administração tudo deve e esse dever está consubstanciado e declarado em lei. ou que. Na iniciativa privada. da Constituição explicam preceitos que. praticando atos e desempenhando funções. agindo com técnicas buscando além do aumento quantitativo o qualitativo papel desempenhado pelo administrador público. dar-se-á pelo cumprimento do estágio probatório. fundacionais. O agente administrativo. sempre precedida de desempenho na dotação própria. dividi-lo nem utilizá-lo para cortesias administrativas. O administrador público necessita apresentar contas do que realizou à toda a coletividade. A regra é universal: quem gere dinheiro público ou administra bens ou interesses da comunidade deve contas ao órgão competente para a fiscalização. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda. ele constitui esse dever. em decorrência de gerir o que não lhe pertence. por meio de ação popular.429/92 é de abrangência nacional. os Tribunais de Contas passaram a ser auxiliares do Poder Legislativo. Logo. a ocorrer infração prevista na Lei 8.717/65 e o artigo 5º. civil e política. Isso não se refere apenas à gestão financeira dos dinheiros públicos. sem dúvida. Ora. tornam passíveis de anulação por via judicial atos ilegais e lesivos ao patrimônio público das entidades estatais. ou mesmo na Constituição Federal. Após a Constituição de 1967. da Constituição Federal. ou dele se beneficie direta ou indiretamente. ao receber essa competência em lei.429 não cuida de sanções penais. pessoa física ou entidade pública descentralizada. ou interesses públicos. se na esfera privada já o é assim. De toda forma. Esse estágio é que irá aferir a esse funcionário a sua efetivação. No Poder Público é obrigação. Orçamentária e Patrimonial (Prestação de Contas) O § único do artigo 70 da Constituição Federal. O artigo 37. em nome desta.429 que seja tipificada como crime. § 4º. deverá sempre estabelecer os limites do poder. Fiscalização Contábil. Assim. A busca contínua pela eficiência resulta. não poderia ser diferente no setor público. As sanções estabelecidas pela Lei de Improbidade Administrativa são de ordem administrativa. arrecade. a obrigatoriedade de prestar contas. A probidade administrativa A efetividade do funcionário público. A manutenção do parecer prévio pela aprovação ou rejeição da prestação de contas será feita por 2/3 dos membros do Poder Legislativo de cada esfera do governo. mas a todos os atos de governo e de administração. Estados. Inúmeros exemplos da busca da eficiência pela Administração podem ser observados em textos legais. na Administração Pública. O exercício desse poder deve ser sempre em benefício da comunidade. contudo. após a sua posse. paraestatais e outras entidades públicas subvencionadas com o dinheiro público. tais como o Decreto Lei 200/674. cujo ensejo planejado pelo detentor do poder. A Constituição Federal em seus artigos 70 a 75 contém disposições que explicitam sobre o dever do administrador público. que a Lei 8.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA OS DEVERES DO ADMINISTRADOR PÚBLICO A empresa privada tudo pode. nada impede que o infrator responda na esfera penal pelo fato cometido. que só aprecia as prestações de contas depois da emissão do parecer prévio emitido por esses tribunais. daí por que constitui dever do administrador. ainda que não seja agente público. As leis administrativas são as que organizam e catalogam as atividades da Administração Pública e os poderes e deveres de quem exerce estas atividades. bens. Foi elevado à categoria de Princípio Constitucional de Administração Pública (vide Emenda Constitucional 19/1998). trata das punições àqueles que cometem atos de improbidade administrativa. aplica-se à União. mas a todos que tenham sob sua responsabilidade dinheiros. assuma obrigações de natureza pecuniária”.´ Um dos pontos de relevo desta norma é sua área de abrangência: atinge não só os agentes públicos. a probidade é um dever do administrador público. A atividade administrativa possui o dever de agir eficiência. isto é. a Lei 8. dispõe sobre o assunto em questão diz: “Prestará contas qualquer pessoa física ou entidade pública que utilize. para não incorrer em abuso desse poder. Convém ressaltar que as entidades descentralizadas poderão ter os seus atos de disponibilidade patrimonial nulos pela administração ou pelo Poder Judiciário. percebe-se que o dever de prestar contas é maior do que se pensa: abrange não só aqueles que são Agentes Públicos. inciso LXXIII. Registre-se. Financeira. para o fim de realizar despesas que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. gerencie ou administre dinheiros. É aplicado aos casos de despesas expressamente definidas em lei e consiste na entrega de numerário a servidor. autárquicas. por meio da função por cargo que o administrador público ocupa. independentemente de serem ou não administradores públicos. mas também àqueles que induzam ou concorram para a prática de ato de improbidade administrativa. É obrigação de quem detém o poder e o dever de agir em benefício da comunidade. O administrador público descentraliza o poder de administrar sem. Pela regra. o poder de agir é uma faculdade. em maiores benefícios à própria coletividade.

com base na doutrina majoritária. a qual deve estar alinhada ao melhor atendimento do interesse público. a conduta do agente deve estar pautada na legalidade. Os 3 primeiros são sempre vinculados. em ambas as situações (vinculação ou discricionariedade). por conseguinte. desde que esta seja produzida dentro dos limites da lei. Poder Vinculado Também chamado de regrado. que leve em conta o senso comum de pessoas equilibradas. para coibir excessos na discricionariedade administrativa. o Judiciário controlar o mérito da decisão administrativa. Não se admite. ao revés dos particulares de modo geral. (ver no próximo tópico do conteúdo da apostila). portanto. a qual não goza de liberdade para a prática de atos vinculados. será excessiva. Neste último caso é que há discricionariedade. de maneira alguma. Não é possível. assim. para a Administração Pública. Assim. o que resulta num juízo discricionário por parte do responsável pelo ato. ou seja. para que bem desempenhem sua função de elemento concretizador da vontade do Estado. Ainda que discricionários. foi reservada ao Administrador. possibilitando a apreciação de atos que. de forma alguma. pode ser confundido com um “livre arbítrio”. mas mera restrição à atuação administrativa. os atos praticados pela Administração não refogem. uma vez que limitado. Difere em essência do Poder e. Os elementos do ato administrativo são 5: competência. motivo e objeto) não podem ser valorados pela Administração. faltando ao administrador público. pois a Administração Pública. que constituem o que a doutrina denomina de mérito administrativo. por consequência. sobre estes o agente não possui liberdade quanto à decisão a forma de agir. reside nos dois últimos. DISCIPLINAR. que o mérito administrativo é uma faixa de liberdade cada vez mais estreita ao Administrador Público. por conseguinte. dentre outros fundamentos. constituindo. sinônimo de ilegalidade. A proporcionalidade pode ser traduzida como a adequabilidade entre os meios utilizados e os fins pretendidos. quando existente. desproporcional. só pode fazer aquilo que a Lei lhe determina ou autoriza. pela Lei. consubstanciam verdadeiros abusos de poder. De qualquer forma. finalidade. sensatas e prudentes. forma. sob pena de ofender o princípio republicano da separação dos poderes. Por tudo. DISCRICIONÁRIO. PODERES ADMINISTRATIVOS: VINCULADO. da forma que melhor entender (livre arbítrio). dos atos administrativos discricionários. atributos de outros poderes da Administração. verifica-se que a apreciação do ato do Administrador sob a ótica da razoabilidade e da proporcionalidade amplia a atuação do Judiciário. o Julgador (Juiz ou Tribunal) deve agir com cautela: não se admite que o controle judicial invada a competência que. a Lei faculta ao administrador a possibilidade de adotar uma dentre várias (ou pelo menos mais de uma) condutas possíveis. Quanto ao motivo e ao objeto. portanto.320/64 e permite que as entidades adiantem recursos aos servidores e agentes pagadores. REGULAMENTAR. A discricionariedade. existente nos atos discricionários. quando muito. E DE POLÍCIA Poder Discricionário É impossível a Lei prever todas as condutas a serem adotadas pelo Administrador frente às situações concretas que se apresentam e que exigem pronta solução. A ideia central da proporcionalidade é que ninguém é obrigado a suportar restrições em sua liberdade ou propriedade que não sejam imprescindíveis ao atendimento do interesse público. faz-se necessário abordar aqueles mais relevantes. o qual. finalidade. nos quais há maior liberdade de atuação da Administração. De toda forma. é mais fácil ao Poder Judiciário o controle daqueles 3 primeiros elementos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Esse procedimento está expresso nos artigos 65 e 68 da Lei nº 4. A despeito da controvérsia que o assunto gera. forma. Daí por que alguns autores considerarem que não existe “Poder Vinculado”. ou seja. por lei. Didatismo e Conhecimento 85 . o Poder Vinculado é aquele conferido por Lei à Administração para a prática de atos nos quais a liberdade de atuação é mínima. Dessa maneira. em nenhuma hipótese admitindo-se ações que desbordem tal limite. motivo e objeto. Se a conduta do Administrador não respeita tal relação. motivo e objeto. Pelo exposto. dada a sua vinculação. podendo-se afirmar. ou mesmo inexiste. uma vez que esse não encerra prerrogativa do Poder Público. Aos agentes públicos são concedidos poderes. que a Administração adote condutas bizarras ou incoerentes. Nos atos vinculados. o Judiciário tem se utilizado dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. sob o manto da discricionariedade. todos os elementos que o compõem (competência. É razoável a conduta que respeite critérios aceitáveis do ponto de vista racional. pode-se afirmar que arbitrariedade é. HIERÁRQUICO. ao controle judicial. sempre. a possibilidade de escolher livremente.

a impossibilidade da Administração prover por meio de atos administrativos situações cuja regulamentação exija a edição de Lei. em razão de expressa determinação contida nessa mesma norma para que o Executivo assim proceda. expedir decretos de execução em razão de normas que nada tem a ver com o exercício de suas atribuições. ou mesmo legal. ainda que repetitivamente. IV. ainda. de sua parte. já a criação/extinção de Ministérios é matéria a ser tratada em lei. Fundamento básico para a edição de decretos de execução é que estes devem ser editados em função de uma Lei que futuramente exigirá a participação da Administração na sua efetivação. art. Outras autoridades como os Ministros. a formalização do Poder ora tratado se dá por meio dos regulamentos e decretos. uma vez que este representa apenas uma das formas pelas quais se expressa aquele. já decidiu o STF: Ação Direta de Inconstitucionalidade – Objeto – Decreto. a despeito do que estabelece a alínea a. ou seja. por meio de decreto (autônomo). concebidas em função de uma lei. este variará conforme a natureza destes e em razão à norma infringida. 49 da CF. Assim. A partir da promulgação desta. A tarefa tornar-se-ia por demais onerosa. que. por exemplo. As leis. não haverá lei subordinadora do ato regulamentar editado. 84). são normas originárias. alguns autores preferem falar em Poder Normativo ao invés de Poder Regulamentar. art. podem editar atos normativos (inc. Tampouco caberia a este mesmo legislador tornar exequível todas as normas que edite. Incumbe à Administração. então: tratando-se de organização/funcionamento da administração federal (alínea a). 84 da CF que compete ao Presidente da República expedir decretos e regulamentos para a fiel execução das leis. o ato regulamentar estará sujeito ao controle de legalidade. quando vagos”. compete ao Presidente da República “dispor. 88. mesmo desvirtuando o sentido de abstração e generalidade inerentes às normas legais. coexistindo com outras. é a expressão correta) certos vícios. não seria razoável. Essa constitui a principal caracterização do Poder Regulamentar. tais como as agências reguladoras. cabível é a ação direta de inconstitucionalidade. art. Os decretos/regulamentos de execução são regras jurídicas gerais. o ato regulamentar poderá ser submetido ao controle de constitucionalidade. 87. constitucionalmente. Também há possibilidade de outras entidades. Veremos. mediante decreto. verifica-se a existência de uma série de instrumentos ou mecanismos que visam coibir tal prática nociva de se editar atos ilegais. Ressalte-se ainda que. a detém. criando os mecanismos para sua efetiva implementação. com acerto. em capítulo próprio (referente aos Atos Administrativos). há que se preservarem os limites postos pelo princípio da legalidade. Com relação ao controle judicial dos atos regulamentares. estatui o inc. No âmbito federal. a Administração. Assim. Inicialmente. Os decretos autônomos foram reintroduzidos em nossa ordem jurídica por intermédio da Emenda Constitucional 32/2001. § único. tais como alguns dispositivos de direito comercial. competência que é delegável. São duas situações distintas. sobre: a) organização e funcionamento da administração federal. nos termos do art.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Poder Regulamentar Não haveria como o legislador prever todas as soluções técnicas a serem adotadas frente às situações reais enfrentadas pela Administração Pública. abstratas e impessoais. complementá-las. De outra parte. diga-se que. pode ser conceituado como a prerrogativa conferida à Administração Pública de editar atos gerais para complementar as leis e permitir sua efetiva implementação. Ressalte-se que. Para ambos os casos. CF). sob a argumentação de uso do Poder Regulamentar. Uma vez ganhando contornos de verdadeiro ato autônomo. de natureza derivada. Decretos e Regulamentos: de Execução. Ressalte-se. desde que ofenda diretamente a Lei Maior. Tal controle visa nitidamente impedir a usurpação da competência legiferante do poder que. autônomos e autorizados. a competência para expedição desses decretos é do Presidente da República (§ único. somente exercido com base em lei anterior. evidentemente. Nessa linha. então. contudo. compete exclusivamente ao Congresso Nacional sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativo. Em decorrência do princípio da simetria constitucional. V. II. podendo ser impugnado por intermédio da Ação Direta de Inconstitucionalidade. CF). assim procederem. Materialização do Poder Regulamentar Basicamente. para lhe dar fiel execução e referentes à atuação da Administração. No caso de conflito com a lei. decretos/regulamentos autorizados são os que complementam disposições de uma lei. Natureza do Poder Regulamentar Constitui prerrogativa de direito público. sob certas circunstâncias. o qual será qualificado como autônomo. Nesse sentido. Controle dos Atos Regulamentares A regra geral é que os atos regulamentares (ou mesmo não regulamentares) devem ser praticados sem vícios. a criação e extinção de Ministérios e órgãos da Administração Pública continua a depender de Lei (art. É o Poder Regulamentar. Nessa linha. permissiva da invalidação dos atos que ofendem diretamente a constituição. visa restringir a invasão de competência do Legislativo pelo Executivo. quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. Nesta situação. conclui-se que só são passíveis de controle direto de constitucionalidade os atos regulamentares normativos e autônomos. b) extinção de funções ou cargos públicos. Por fim. os Chefes de Executivos dos Estados possuem a mesma prerrogativa. sendo tal competência indelegável. § único da CF/88. competência do Presidente da República. conforme o inc. art. arrimando-se diretamente na Constituição. 84. podem ser “corrigidos” (convalidados. dado que é conferido aos órgãos que tem por responsabilidade a gestão de interesses públicos. Didatismo e Conhecimento 86 . levando em conta a regra geral.

que o servidor é obrigado a cumprir com as ordens que lhes são dadas. ao estatuir. estabelecida entre órgãos de uma mesma entidade. Didatismo e Conhecimento 87 . com relação aos subordinados. Poder Hierárquico Nas relações hierárquicas vislumbra-se vínculo de subordinação entre órgãos e agentes que componham a relação de direito em questão. ordenar e rever a atuação de seus agentes. em seu art. como decorrência do poder hierárquico. É o poder hierárquico que permite à Administração “distribuir e escalonar as funções de seus órgãos. se ao superior é dado poder de fiscalizar os atos dos subordinados.112/90. 116. a ser visto logo abaixo. Assim. que estabelece o Regime Jurídico dos Servidores Públicos da União. inc. no caso de lei delegada). nada mais lógico que. senão em virtude de lei. é de se registrar que não se deve confundir vinculação com subordinação. à soberania e à cidadania. A afirmativa encontra amparo mesmo no texto da atual Carta Magna. que só pode ser realizada à luz de permissivo legal e que desonera o subordinado com relação à qualquer responsabilidade referente ao ato praticado pelo superior. 5º. Não pode ser avocada. que estabelece. a edição de ato normativo próprio. A revisão ocorrerá de ofício (iniciativa da Administração) ou por provocação do interessado. enquanto que a relação de uma divisão de um Ministério (órgãos criados) com relação ao próprio Ministério é de subordinação. LXXI. Enquanto a primeira tem caráter externo e é conseqüência do controle que as pessoas federativas têm sobre as pessoas administrativas que compõem a administração indireta. Revisar implica a apreciação pelos superiores quanto aos aspectos dos atos praticados pelos inferiores. que conceitua o Poder Disciplinar como faculdade de punir internamente as infrações funcionais dos servidores e demais pessoas sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços da Administração. a relação da União com uma de suas autarquias é de vinculação destas para com aquela. 5º. respectivamente). destaque-se. estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal”. inc. Avocar é a possibilidade que tem o superior de trazer para si as funções exercidas por um subalterno. em verificando o descumprimento de ordens ou normas. e só poderá ocorrer até quando o ato ainda não tenha se tornado definitivo para a Administração ou não tenha gerado direito adquirido para o Administrado. Com efeito. os destinatários do ato não editado poderão utilizar o mandado de injunção. Regra no mesmo sentido está contida na Lei 8. há. Delegar consiste na “transferência de atribuições de um órgão a outro no aparelho administrativo”10. Em nível federal. Fiscalizar significa verificar se a conduta dos subordinados se coaduna com o que dispõem as normas legais e regulamentares. Não é admitida com relação a atos políticos. Para tanto. É medida excepcional. salvo quando manifestamente ilegais. Ressalte-se que a omissão do ato normativo tem que se referir a direitos de ordem constitucional. a última é de caráter interno. a ser tratada no capítulo referente ao Processo Administrativo. fiscalizar. art. no sentido de mantê-los ou invalidá-los. Poder Disciplinar Pode-se afirmar que o Poder Disciplinar decorre. Nota-se. Tal saída jurídica é justificada. onde ocorra o desempenho da função administrativa poderá ocorrer uma relação hierárquica. a atribuição expressamente dada por lei a certo órgão ou agente. IV.784/99. para gozar todas as vantagens que seriam decorrentes. a Lei produzida deverá ter fixado prazo para sua regulamentação. pois a omissão do Executivo não poderia inviabilizar direitos estabelecidos em norma editada pelo Legislativo. transcorrerá “em branco” quanto à publicação do decreto regulamentar. do escalonamento hierárquico verificado no exercício da atividade administrativa. hierarquia entre parlamentares ou membros da magistratura. hoje. consigne-se o ensinamento de Hely Lopes Meirelles. as prerrogativas dos superiores de ordenar. a Lei 9. a íntima relação existente entre o Poder Hierárquico e o Disciplinar. tenha a possibilidade de impor as devidas sanções que a conduta infratora exija. salvo nos casos constitucionalmente previstos (por exemplo. Finalmente. como no caso dos julgamentos de licitações pelas comissões competentes. bem como de um Poder para outro. o qual. de legislar ou de judicar (funções legislativa e jurisdicional. rever. por sua vez. De fato. Não há. delegar ou avocar. quando os membros desses dois poderes estiverem exercendo suas funções típicas. II que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa. no inc. inexiste hierarquia. imprescindivelmente. Por oportuno. Mas. portanto. em boa medida. mesmo no Legislativo ou no Judiciário. Consigne-se que o dever de obediência do subordinado não será absoluto: nos casos em as ordens emanadas pelos superiores foram manifestamente ilegais não há que se cumpri-las. Cabem algumas pequenas observações com relação ao conceito. bem como em relação às diretrizes fixadas pelos agentes superiores. norma que trata de tal instituto.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Por fim. A despeito de ser inerente ao Executivo. verbis: conceder-se-á mandado de injunção sempre que falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerente à nacionalidade. que encontram supedâneo no art. Do Poder Hierárquico resultam. ainda. não se pode afirmar que as relações hierárquicas se restrinjam a este no âmbito da Administração Pública. quando a Administração deixar de regulamentar lei que para produção dos seus efeitos exija. Ordenar implica impor ao subordinado a conduta a ser adotada diante do caso concreto. desse modo.

quando repressivo. que é indevida a cobrança de tarifa em decorrência do Poder de Polícia. em razão das condições verificadas. Em verdade. o Poder de Polícia é exercido pelas pessoas políticas do Estado (União. apenas a esta estaremos nos referindo. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. adequada para remunerar serviços públicos econômicos. o já citado e conhecido princípio da reserva legal). a tarifa caracteriza-se por ser preço público. podemos dizer que o ‘poder de polícia’ é o mecanismo de frenagem de que dispõe a Administração Pública para conter os abusos do direito individual. o Poder de Polícia pode ser dividido em originário e delegado. A princípio. Ainda que de precisão jurídica. devendo possuir. Em resumo. aos costumes. que estatui como regular o uso do poder ora abordado quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. CF. deve ser relativizado. aquele que poderia cometer um ilícito penal. sob determinadas circunstâncias.CTN. e modo preventivo. Estados e Distrito Federal e Municípios). apreende arma usada indevidamente ou quando interdita um estabelecimento comercial. Poder de Polícia abrange todas as ações do Estado que impliquem a limitação de direitos individuais. à disciplina da produção e do mercado. a depender da situação. mas. mais uma vez. em virtude do que dispõe a CF/8813. preexistentes quanto ao efetivo uso do Poder de Polícia. Já os agentes da Polícia Judiciária podem agir. com início e fim no âmbito da função administrativa. já que ilegitimamente praticado. fixa a recente Súmula 645 do Supremo Tribunal Federal – STF. com observância do processo legal e. Aqui. os assuntos de interesse local subordinam-se aos regulamentos edilícios e ao policiamento administrativo municipal. Passa-se. ou seja. Outro critério adotado para diferenciação entre as Polícias Administrativa e Judiciária seria quanto a seu caráter: quando preventivo. sendo executada por órgãos de segurança (polícia civil de um estado. O conceito encontra-se contido no CTN em razão do exercício do Poder de Polícia constituir fato gerador de taxas. aproveitando os ensinamentos de Hely Lopes Meirelles: os assuntos de interesse nacional ficam sujeitos à regulamentação e policiamento da União. razão pela qual opta-se. há que se ter em conta certos limites para o exercício de tal mister. as matérias de interesse regional sujeitam-se às normas e à polícia estadual. E explica o autor: em linguagem menos técnica. arrima-se no princípio de predominância do interesse. Para ilustrar o afirmado. abarcando os atos administrativos praticados por estas. que assim o faz: ‘Poder de polícia’ é a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens. De fato. cite-se o comando contido no § único do art. a exemplo). ao qual incumbe a função precípua de criar o direito. A Polícia Administrativa também atua repressivamente quando. Evidentemente. ainda. Por estar se tratando. que em seu art. por conceito dado pelo Prof. De outro lado. à higiene. Pode-se. Estritamente. em razão de interesse público concernente à segurança. compete à União regular o horário de atendimento bancário. quando assim exigir o interesse público.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Poder de Polícia O conceito de Poder de Polícia encontra-se positivado no art. com base no caso concreto. de modo a evitar a prática de delitos. muita confusão a esse respeito tem sido feita e importa ao intérprete da norma. Hely Lopes Meirelles. tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. 78 do CTN. o qual. à análise dos principais pontos referentes ao Poder de Polícia. limitando ou disciplinando direito. Assim. por exemplo. Já Polícia Judiciária atua na preparação da atuação função jurisdicional penal. 5º. Tal critério. por sua vez. ou pessoa. de polícia judiciária. Doutrinariamente. contudo. referindo-se ao indivíduo. à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. Aqui. levada a efeito por órgãos administrativos e incidindo basicamente sobre as atividades dos indivíduos. (Texto de Reginaldo Ribeiro) Didatismo e Conhecimento 88 . em essência. da polícia administrativa. O poder policialesco do Estado pode ocorrer em duas áreas: na administrativa e na judiciária. dado que apenas por lei pode-se impor obrigações ou proibições. incumbirá a um ou outro ente político a competência para exercício do poder de polícia. em benefício da coletividade e do próprio Estado. caso tenha sido levantada dúvida quanto à titularidade. Em resumo. De maneira originária. A Polícia Administrativa é atividade da Administração que se exaure em si mesma. veja-se o seguinte exemplo: de acordo com a Súmula 19 do Supremo Tribunal de Justiça – STJ. trata-se de atividade de polícia administrativa. então. tendo natureza negocial e contratual. identificar a quem cabe o exercício do poder de polícia. a atuação da administração ocorre dentro dos limites estabelecidos pelas Leis. não adequando-se. então. II. sem abuso ou desvio de poder. à instituição em razão do poder polícia. de caráter preventivo. Desse modo. Por oportuno. competência para os municípios para fixação do horário para funcionamento de lojas comerciais. interesse ou liberdade. afirmar. o critério para determinação de competência para o exercício do Poder de Polícia é o que diz respeito ao poder de regular a matéria. ou seja. haja vista que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei (art. eminentemente. personalidade jurídica de direito público. que não detenha atribuição constitucional para regular a matéria. No caso de invasão de competência de um por outro ente. ao se referenciar o Poder de Polícia quer-se tratar de atividades administrativas que culminam no uso pelos agentes da administração das prerrogativas que lhe foram concedidas e que tenham por resultado a restrição e o condicionamento da liberdade e propriedade. pode-se afirmar: a Polícia Administrativa reveste-se. o conceito dado pelo CTN é por demasiado extenso. o ato de polícia será inválido. De forma ampla. O delegatário (aquele que recebe a delegação) deve ser integrante da administração indireta. atividades e direitos individuais. terá caráter repressivo. é relevante o papel do Poder Legislativo. à ordem. portanto. o que constitui princípio constitucional. o Poder de Polícia consiste na limitação do uso do exercício dos direitos individuais. 78 do Código Tributário Nacional . regula a prática de ato ou abstenção de fato. 78 estabelece: considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que.

desde o doméstico entre os membros de uma mesma família. mas exclusivamente secundum legem (de acordo com a Lei). ainda que em seu “espírito”. Excesso de poder ocorre quando existe uma atuação por parte do gestor fora dos limites de suas contribuições. a fim de proteger a probidade administrativa. o gestor público dispõe de competência atuando em desconformidade com a finalidade previamente estabelecida. O uso de poder é uma prerrogativa do agente público. tendo por base o exercício do poder. Art. com valor igual para todos. O poder da Administração Pública deve ser exercido em consonância com a ordem jurídica. considerada a vida pregressa do candidato. atua “ultra legem”. Lei Complementar n° 64/90 – Lei de Inelegibilidade: Estabelece casos de inelegibilidade. públicos ou privados. O abuso de poder se manifesta em duas formas: excesso de poder e desvio de poder ou de finalidade. da Constituição Federal de 1988: Art. 14. • Abuso do poder político. Desse modo. prazos de cessação e determina outras providências. ocorre também quando a autoridade competente vai além do permitido na legislação. respeitando os direitos dos cidadãos-administrados e sempre visando servir a coletividade. O abuso caracteriza-se pelo uso ilegal ou coercivo deste poder para atingir um determinado fim. cargo ou emprego na administração direta ou indireta. Didatismo e Conhecimento 89 . que pode ser conceituado como um descompasso com o Direito. O abuso de poder pode se dar em diversos níveis de poder. ou seja. do Código Eleitoral (CE): Art. o uso do poder se converte no abuso do poder. injustificadamente (com violação de seu “poder-dever”). O agente público só pode fazer aquilo que a lei determina e o que a lei não veda. e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função. chamamos invalidade administrativa ou judicial. quando há violação da regra de competência. • Uso indevido dos meios de comunicação social. O expoente máximo do abuso do poder é a submissão de outrem às diversas formas de escravidão. ou seja. § 9°. normalmente com violação de atuação discricionária. As atividades ou atos administrativos como resultado do excesso de poder.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA USO E ABUSO DO PODER Se o gestor público faz uso do poder que lhe é atribuído de forma a extrapolar os limites de sua competência ou utilizar suas atribuições para atender fim diverso do pretendido pela Administração. nos limites de suas atribuições e objetivando o interesse público. As atividades ou atos administrativos como resultados do desvio ou abuso de poder estão sujeitos a invalidação administrativa ou judicial. 14. no exercício de suas competências. sem considerar as leis vigentes. Abuso de poder é o ato ou efeito de impôr a vontade de um sobre a de outro. Previsão legal Art. § 9º. Ato praticado por motivos ou com fins diversos dos previstos na legislação. Abuso de poder é toda conduta abusiva de utilização de recursos financeiros. O poder exercido pode ser o económico. de acordo com o art. os agentes públicos devem. a moralidade para o exercício do mandato. ou seja. não pode atuar contra legem (de forma contrária à Lei). “contra legem”. violador de normas jurídicas. Esse é o papel dos Estados democráticos de direito. 237. ultra legem (além da Lei). A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto. 14. ou de acesso a bens ou serviços em virtude do exercício de cargo público que tenha potencialidade para gerar desequilíbrio entre os candidatos. político ou qualquer outra forma a partir da qual um indivíduo ou coletividade têm influência direta sobre outros. até aos níveis mais abrangentes. A interferência do poder econômico e o desvio ou abuso do poder de autoridade. mediante: § 9° Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação. da Constituição Federal. serão coibidos e punidos. Espécies de abuso de poder • Abuso do poder econômico. 237. em desfavor da liberdade do voto. Concomitantemente à obtenção da prerrogativa de “fazer” o agente atrai o “dever” de atuar (o denominado poder-dever). afetando a legitimidade e a normalidade das eleições. e nos termos da lei. A Omissão ocorre quando constata-se a inércia da administração em fazer o que lhe compete. No desvio de poder. atuar conforme o direito e a moral.

4. REL.447 nomeações para cargos comissionados CAD. DJ de 1º. 41-A da Lei nº 9. FELIX FISCHER. No caso. (. b) doação de 632 lotes pelo Decreto nº 2..3. Abuso do poder político O abuso do poder político é o uso indevido de cargo ou função pública – eletivo ou não – com a finalidade de obter votos para determinado candidato. consignado no v. MIN. que regulamentou a Lei nº 1. O abuso do poder político ocorre quando agentes públicos se valem da condição funcional para beneficiar candidaturas (desvio de finalidade). em desvio de finalidade. Min.. 22 da Lei Complementar nº 64/90).698..) (RCED Nº 698. Não se desconsidera que a manutenção de albergues alcança finalidade social e também se alicerça no propósito de auxiliar aqueles que não possuem abrigo. prejudicando a normalidade e legitimidade das eleições.) (RO Nº 1445. 5. de 29. públicos ou privados. em benefício eleitoral de candidato. O significativo valor empregado na campanha eleitoral e a vultosa contratação de veículos e de cabos eleitorais correspondentes à expressiva parcela do eleitorado configuram abuso de poder econômico. soberano no exame do conjunto probatório dos autos.749/2006 de 17. e art.08. Min. é evidente o impacto desta ação sobre sua família e seu círculo de convivência.. de recursos patrimoniais em excesso.2006. RO 1. DE 04.) (RESPE Nº 28581. Na espécie.716 formalizada por meio do Decreto nº 2. no caso. O e. até 29 de junho de 2006. 14. utilização indevida de propaganda institucional e de programas sociais. Tratando-se de pessoas inegavelmente carentes. § 5º.06. DE 25. O abuso do poder político nas campanhas eleitorais tornou-se mais comum a partir da aprovação da possibilidade de reeleição dos chefes do Poder Executivo (presidente. REL. Para o TSE. Os recorridos.(. 2.387. no período vedado (após 1º de julho de 2006). c) doação de lote para o Grande Oriente do Estado de Tocantins por meio do Decreto nº 2. (.810 de 13. apta a desequilibrar a disputa entre os candidatos e influir no resultado do pleito. (. por José Venâncio Sobrinho . era o favorecimento eleitoral de ambos (art. Min. Os tipos de abuso mais comuns são: manipulação de receitas orçamentárias. o abuso do poder econômico é a utilização.549 lotes às famílias inscritas no programa Taquari por meio do Decreto nº 2.702..08. Entretanto. A análise da potencialidade deve considerar não apenas a aptidão para influenciar a vontade dos próprios beneficiários dos bens e serviços. muito além da filantropia. DJ de 17.2008). sendo inquestionável a potencialidade lesiva da conduta.711 formalizada por meio do Decreto nº 2.) 4.. § 5º. acórdão regional.504/97) pela contratação temporária de 25 pessoas. DJ de 28. AgRgRO 718/DF. anexo 143)..2005). Configuração. não se está diante de simples filantropia que. DE 21.. Min. então candidatos. cestas básicas.2011). etc. (.) (RECURSO ESPECIAL Nº 257271.2.. abusa do poder econômico o candidato que despende recursos patrimoniais. fl. 687.802. f) concessão de bens e serviços sem execução orçamentária no ano anterior (fotos.786 de 30... O abuso de poder econômico concretiza-se com o mau uso de recursos patrimoniais..2006 que regulamentou a Lei nº 1. violando a normalidade e a legitimidade das eleições (Rel. governador e prefeito).2006 que regulamentou a Lei nº 1. violando assim a normalidade e a legitimidade das eleições. TRE/BA.6. GILSON DIPP. do abuso do poder político (art.)14.504/97).685/2006. e) e) 1. (. MIN. DJ de 20. candidatos a prefeito e vice-prefeito. A utilização de recursos patrimoniais em excesso. Ayres Britto.2009). REspe 25. MIN. d) doações de lotes autorizadas pela Lei nº 1. dos quais detém o controle ou a gestão em contexto revelador de desbordamento ou excesso no emprego desses recursos em seu favorecimento eleitoral.em troca de votos em favor de Anderson Luz Silva e Nelson Maia. beneficiou as candidaturas dos recorrentes Anderson Luz Silva e Nelson Maia.)1. exorbitando os limites legais. o qual se consumou com o favorecimento de 472 famílias do município nos 2 (dois) meses anteriores às eleições. e a suspensão do benefício logo após o pleito configura-se abuso de poder econômico com recursos públicos.2011).. sob poder ou gestão do candidato em seu benefício eleitoral configura o abuso de poder econômico. 25 da Lei nº 9. óculos. 23. valendo-se da condição de prefeito. Luiz Carlos Madeira. MARCELO RIBEIRO.2007). configurado abuso de poder pelos seguintes fatos: a) doação de 4. RESPE 28. entendeu caracterizada a captação ilícita de sufrágio (art. mas também seu efeito multiplicativo. (. alimentos..ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O abuso de poder econômico O abuso do poder econômico se configura quando ocorre doação de bens ou de vantagens a eleitores de forma que essa ação possa desequilibrar a disputa eleitoral e influenciar no resultado das eleições.2006 e pela Lei nº 1. Nesse contexto. em si. entre julho e novembro de 2008. é atividade lícita.6. o subsídio de contas de água pelo prefeito-candidato.) (RESPE Nº 191868.6.)10.809 de 13 de julho de 2006.08. DE 06. públicos ou privados. ALDIR PASSARINHO JÚNIOR. Didatismo e Conhecimento 90 . por meio de ações descentralizada. de modo a desequilibrar o pleito em favor dos candidatos beneficiários.2005. Arnaldo Versiani. FELIX FISCHER. MIN. sem que eles precisem deixar os cargos que exercem para se recandidatar (art. em quantidades elevadíssimas) em 16 municípios. despenderam recursos patrimoniais privados em contexto revelador de excesso cuja finalidade. DE 24.. uma vez que o recorrente José Venâncio Sobrinho. da Constituição Federal).. (.2009).074/RS. Rel. REL.472/PE. ainda.5.2008. Rel. Humberto Gomes de Barros. afetando a legitimidade e normalidade das eleições. REL. (Rel. MIN...então prefeito do município de Ponto Novo/BA . REL.6.10. (.

porém eventual conduta abusiva pode configurar uso indevido de meio de comunicação social ou abuso de poder. NANCY ANDRIGHI.04. MIN. conhecido como entropia.6. Isso significa que quanto mais saídas alcancem os objetivos propostos tanto mais eficaz será o sistema. DJ 17.504/97).074/RS. Em contrapartida.DE 27.. (. ARO 718/DF. processando e transformando e a ele devolvendo-os. terra etc. concessionárias de serviço público. O capital fornece o dinheiro necessário para adquirir os insumos e pagar o pessoal. a eficácia reside na relação entre as saídas e os objetivos que se pretende alcançar.. têm grande poder de influência sobre a opinião pública. Assim como o efeito contrário. REL. Luiz Carlos Madeira. O trabalho é constituído pela mão de obra. Min. energia. Humberto Gomes de Barros. a tese de que. Rel. A natureza fornece os insumos necessários à produção.) (AGR-AI Nº 12028. é possível dizer que não sofrem tantas restrições.05. adquirir e utilizar os demais fatores de produção.2012). Uso indevido dos meios de comunicação social O uso indevido dos meios de comunicação social pode ser uma forma de abuso do poder econômico ou de abuso de poder político. obtendo dele os recursos. mais eficiente será o sistema (ver figura abaixo). a perda nas inter-relações dos fatores de produção. que normalmente são integralizados pelas empresas. 44 da Lei nº 9. seu caráter eleitoral subjacente. quanto maior o volume de saídas em relação a um determinado volume de entradas. seria necessária a menção à campanha ou mesmo pedido de apoio a candidato. eles sofrem especiais restrições no âmbito do processo eleitoral. Já o uso indevido dos meios de comunicação se dá no momento em que há um desequilíbrio de forças decorrente da exposição massiva de um candidato nos meios de comunicação em detrimento de outros. Min.(. violando a normalidade e a legitimidade das eleições (Rel. (Referência: Arquivos da Justiça Eleitoral) ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS..2005. REL. O abuso do poder político ocorre quando agentes públicos se valem da condição funcional para beneficiar candidaturas (desvio de finalidade). Considerando que os meios de comunicação social.. permitindo comprar. Didatismo e Conhecimento 91 . o capital e o trabalho em um conjunto harmonioso que permite alcançar um resultado maior que a soma dos fatores aplicados individualmente. que são proibidas de manifestar opinião ou transmitir propaganda paga durante o período eleitoral (art. Exemplos disso são as emissoras de rádio e televisão.. que processa e transforma os insumos e matérias-primas em produtos acabados ou serviços prestados. mesmo porque o fato de a conduta ter sido enquadrada pelo e. isto é.. trabalho e capital. A eficiência significa a utilização adequada dos recursos. A empresa é o sistema capaz de transformar a natureza. As empresas constituem sistemas abertos em constante e complexo intercâmbio com o seu ambiente externo. representados por emissoras de rádio e televisão.. jornais e similares. ALDIR PASSARINHO. internet.. DJ 28. MIN. como matérias-primas. REspe 25. O abuso de poder econômico ocorre quando determinada candidatura é impulsionada pelos meios econômicos de forma a comprometer a igualdade da disputa eleitoral e a própria legitimidade do pleito. Deve ser rechaçada. Esse ganho adicional. conhecido como efeito sinérgico ou sinergia. gera os prejuízos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (.)3. e a eficácia significa o alcance dos objetivos propostos.)2. Toda produção depende de três fatores: natureza.10. Tribunal a quo como conduta vedada evidencia. fazendo com que o resultado do conjunto supere o resultado que cada fator teria isoladamente. na espécie. A relação de entradas e saídas fornece a indicação de eficiência do sistema. por si só. DE 10. (. A empresa deve coordenar de forma harmoniosa todos os fatores de produção envolvidos. Quanto aos outros meios de comunicação. para a configuração do abuso de poder político.) (RESPE Nº 470968.2010). é capaz de proporcionar o lucro.2005).

em seu recebimento. ferramentas ou outros que são utilizados em um serviços ou processo produtivo. transporte interno e acondicionamento. na compra do bem ou serviço. de forma a atingir objetivos preestabelecidos. “planejamento e controle da distribuição e administração da logística. A área de materiais preocupa-se com os recursos materiais e os recursos relacionados com o patrimônio. A palavra administração designa tanto a ciência que estuda os fenômenos organizacionais. em sua armazenagem como produto acabado e. administração de materiais significa gerenciar os recursos à disposição de uma determinada organização para atingir os objetivos estabelecidos. Os materiais precisam ser adequadamente administrados. o conjunto de regras que objetivam ordenar e controlar os processos organizacionais. passando pela produção até o consumidor” ou ainda. 2000) • “a atividade que planeja. instrumentos. equipamentos. visando atingir resultados predeterminados. finalmente. em seu transporte durante o processo produtivo. ou normas. 2002) Didatismo e Conhecimento 92 .” (Arnold. na compra do bem. que visam ordenar os processos organizacionais relacionados com os materiais à disposição da organização. A administração de materiais pode ser definida como o conjunto de regras. Outros conceitos de administração de materiais: • é a função “responsável pelo fluxo de materiais a partir do fornecedor. a palavra materiais assume o significado conjunto de objetos. quanto o local onde se localizam os serviços administrativos ou. nas condições mais eficientes e econômicas. nem excessos que elevem os custos desnecessariamente. ainda. As quantidades devem ser planejadas e controladas para que não haja faltas que prejudiquem a produção.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Administração de Recursos Materiais engloba a sequencia de operações que tem início na identificação do fornecedor.” (Francischini e Gurgel. É um conceito que deve estar contido na filosofia da empresa e em sua organização. Dessa forma. em seu recebimento. com produtividade e eficiência. com produtividade e eficiência. em sua armazenagem como produto acabado e. 1999) • “a administração dos recursos materiais engloba a sequência de operações que tem seu início na identificação do fornecedor. o fluxo de material. em sua distribuição ao consumidor final. em sua distribuição ao consumidor final. A gerência de materiais é um conceito vital que pode resultar na redução de custos e no aperfeiçoamento do desempenho de uma organização de produção.” (Martins e Alt. finalmente. em seu transporte durante o processo produtivo. quando é adequadamente entendida e executada. transporte interno e acondicionamento (armazenagem). executa e controla. partindo das especificações dos artigos a comprar até a entrega do produto terminado ao cliente. Por outro lado. O volume de dinheiro investido em materiais faz com que as empresas procurem sempre o mínimo possível de materiais capazes de garantir a continuidade do processo produtivo e vendas.

envolvendo um vasto campo de relações que são interdependentes e que precisam ser bem geridos para evitar desperdícios. excluindo desta forma os desperdícios e as sobras “A padronização é conhecida pelos compradores como a melhor base para a eficiência das compras. os compradores deverão ter conhecimento das leis e guias de importação. aumentando o uso eficiente dos meios internos da empresa. aéreas ou marítimas). Caso a retirada de itens seja para venda e entrega em um cliente. é otimizar o investimento em estoques . CLASSIFICAÇÃO E ESPECIFICAÇÃO DE MATERIAIS. A classificação de materiais é um processo que tem como objetivo agrupar todos os materiais com características comuns. Caso haja importações. quer seja ela industrial. Cada um destes processos é composto por sub-processos legais. A função de Compras pode ser dividida em compras no mercado interno e importações. contratos (licitações). As grandes funções da administração de materiais são: Compra. portanto. ACOMPANHAMENTO DE PEDIDOS. Caso for interna. atuando. controle de qualidade e fechamento contra o pedido de compra. condições de pagamento etc. que o dinheiro que está investido em estoque seja necessário para a produção e o bom atendimento das vendas. armazenagem no local físico (localização) designado para os itens e contabilização dos itens. envolve o processo de gerenciamento e distribuição das cargas. comercial ou prestadora de serviço. aumente o risco de não ser satisfeita a demanda dos usuários é o conflito que a administração de materiais visa solucionar. fiscalização. Também. FUNÇÕES E OBJETIVOS DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS A Administração de Materiais visa gerenciar de maneira eficaz os recursos do processo produtivo. Toda compra envolve fornecedores. o cadastramento e a catalogação de todos os materiais da empresa. foi necessário classificar os materiais. onde tanto os custos. inspeção. o desperdício de papel é sempre notável VANTAGENS DA PADRONIZAÇÃO: Simplificação dos trabalhos de conferência. O objetivo. Se externa. Transporte.). Contudo. ferroviárias. Estudo de Materiais visa estabelecer a padronização. identificação. Espera-se então. 93 Didatismo e Conhecimento . transporte e controle no recebimento da mercadoria. pedido de compra (prazos. A função de Transportes envolve do fornecedor até o espaço físico de estocagem pode ser feita interna ou por terceiros. Controle de estoques. envolve a contratação de transportadoras (rodoviárias. como uma função meio destinada ao apoio das demais atividades de suprimento A Padronização tem por finalidade eliminar variedades desnecessárias de itens em estoque. evitar a formação de estoques ou tê-los em número reduzidos de itens e em quantidade mínimas. a manutenção de estoques requer investimentos e gastos elevados. pois tende a obter para todas as necessidades similares o artigo que a necessidade indica ser o melhor” “Uma especificação perfeita de cada material pode dar origem a uma boa padronização” EX: Em qualquer organização. catalogação dos itens conforme codificação do estoque. bem como dos processos envolvendo órgão do governo federal mediador das importações. um estoque não mais necessário a um departamento poderá ser transferido para outro. minimizando as necessidades de capital investido. como os riscos de não poder satisfazer a demanda serão os menores possíveis. As funções de Armazenagem e Conservação envolvem todos os processos de recebimento das mercadorias. A meta principal de uma empresa é maximizar o lucro sobre o capital investido. para que não ocorressem falhas de produção devido à inexistência ou insuficiência de peças em estoque. Manipulação e. CADASTRO DE FORNECEDORES. Armazenagem e conservação. um processo de emissão de notas fiscais para circulação de mercadorias (pode ser o faturamento direto) deve ser incluído para esta função. a codificação. A grande questão é poder determinar qual a quantidade ideal de material em estoque. sem que em contrapartida. Um item perfeitamente padronizado tem pouca probabilidade de se tornar obsoleto. contabilidade e outros. CLASSIFICAÇÃO E ESPECIFICAÇÃO DE MATERIAIS Classificação de Materiais Com o aumento da industrialização e o advento da produção em série.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FUNÇÕES E OBJETIVOS DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS. REGISTROS. ocorre uma redução no número de compras e nas compras emergenciais. consumo ou revenda. COMPRAS. tomada de preços. portanto. indo além de um simples controle de estoques. As funções de Manipulação e Controle dos Estoques envolvem todos os processos de requisição e devolução de itens em seja para fabricação.

apoiada basicamente na própria referência do fabricante. etc.º da peça. e) Facilitar o controle contábil dos estoques Plano de Codificação: a)Grupo: designa a família. uma vez que todo um conjunto de dados descritivos e individualizadores do material são substituídos por um único símbolo representativo. caracterizam e individualizam determinados tipos de material. sendo suficiente a referência do fabricante para a sua caracterização e individualização. o agrupamento de materiais. seu controle. dando a cada um deles determinado conjunto de caracteres. CODIFICAÇÃO DE MATERIAL A Codificação de Material é a representação por meio de um conjunto de símbolos alfanuméricos ou simplesmente números que traduzem as características dos materiais. Os elementos básicos necessários à especificação e à individualização de um item compreendem basicamente as seguintes informações: • medidas • voltagem. A importância de uma boa identificação. c) Permitir as atividades de gestão de estoques e compras. independentemente da referência do fabricante. devido à especificação incorreta ou incompleta. por si só. de maneira racional. compra e obtenção pelo usuário. Consiste na análise e registro dos principais dados que caracterizam e individualizam um item em relação ao universo de outros materiais existentes na organização. possibilita a ocorrência de duplicidade de números de estoque. necessitam ou de particularizações descritivas ou não apresentam referências comerciais que. para se transformar em linguagem universal de materiais na empresa. Consiste em ordenar os materiais da empresa segundo um plano metódico e sistemático. esse método é utilizado em situações em que são desnecessários maiores detalhamentos para a identificação. contribui de forma significativa para a movimentação de material. aquisição e controle do material. Depois de realizada a identificação do material. Com o objetivo de: a) Facilitar a comunicação interna na empresa no que se refere a materiais e compras. IDENTIFICAÇÃO DE MATERIAL A identificação é o passo mais importante para a classificação de material. o passo subsequente consiste na atribuição de um código representativo dos elementos identificadores do item e que simboliza a identidade do material.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA As categorias da classificação de materiais são: • Identificação. • Cadastramento e • Catalogação. b) Evitar a duplicidade de itens no estoque. na qual se apresenta todas as particularidades ou características físicas que o individualizam. de modo geral. o n° ou nome do modelo • aplicação do material (identificação do equipamento ou da unidade de aplicação) Métodos de Identificação do Material Método Descritivo A identificação é feita pela descrição detalhada do material. sobrecarga nas áreas de estocagem. compreendendo o n. Este método é utilizado para especificar os materiais que. com numeração de 01 a 99. d) Facilitar a padronização de materiais. • Codificação. controles duplos. Geralmente. Didatismo e Conhecimento 94 . através de qualquer dos métodos apresentados. divergências de saldos físicos. A atribuição do código visa simplificar as operações na empresa. para sua identificação. • tipo de acabamento • material empregado na fabricação • normas técnicas • especificação da embalagem • forma de acondicionamento • número e/ou nome do catálogo ou lista de peças • cor • nome do fabricante • referências comerciais. estatísticas de consumo falhas e aumento de trabalho. metódica e clara. Método Referencial Esta forma de especificar um material atribui uma descrição ou uma nomenclatura mais simplificada a cada item. amperagem. A identificação mal feita.

o qual foi elaborado para o controle de materiais no após segunda guerra mundial. porém com modificações provenientes de adequação necessária  ao uso pela empresa pretendente. sendo: Didatismo e Conhecimento 95 . Esta aliança promoveu uma maior colaboração. Codificação numérica ou sistema Numérico ou Decimal A atribuição consiste na adoção de algarismos arábicos. autores e áreas especificas. atualmente GSI recebeu a incumbência de administrar no âmbito do território brasileiro o Código Nacional de Produtos.. sendo: 4. o sistema agregou números a sua codificação. conseguindo com isto codificar a grande variedade de edições em suas categorias e classificações de assuntos. atualmente é um sistema muito utilizado na classificação de peças automotivas e na codificação de placas de automóveis.11. d)Digito de controle: para os sistemas mecanizados. utilizado nos Estados Unidos e no Canadá. 3. intercambio e suporte técnico entre os parceiros comerciais. 2. c)Número identificador: é um individualizador do material. d) Conveniente: ser facilmente compreendido. foi muito utilizado na codificação de livros (Método Dewey). Codificação alfabética Este processo representa os materiais por meio de letras. são definidos pelo órgão ou empresa a qual adotou o sistema. Código de barras  A EAN Brasil– Associação Brasileira de Automação Comercial. Características do Sistema de Codificação a) Expansivo: deve possuir espaço para novos itens. Desta forma o sistema pode se adaptar a cada necessidade. Tipos de Codificação 1.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA b)Classe: identifica os materiais pertencentes à família do grupo. garantindo assim uma melhor qualidade e produtividade dos sistemas gerenciais. As atribuições do sucesso do código de barras estão distribuídas entre as entidades que colaboraram entre si. Conforme Decreto Lei nº 90595 de 29. Em 1986 foi estabelecido um acordo de cooperação entre a EAN Internacional e a UCC – Uniform Code Council Inc. é feito a partir de 001 a 999.  Os códigos seguem então a uma regra. é necessário a criação de um dígito de controle para assegurar a confiabilidade de identificação do programa. Sendo o método mais utilizado. a interação entre atacadistas e varejistas passou a ser feita através deste controle mais eficaz. As quantidades de letras utilizadas e números. c) Conciso: número mínimo de dígitos. entidade americana que administra o sistema UPC (Código Universal de Produtos) de numeração e código de barras. e) Simples: de fácil utilização. gerando uma velocidade rápida e precisa na troca de informações quanto aos aspectos de movimentação de venda e gestão dos estoques. pela facilidade de ordenação sequencial de diversos itens e na adoção da informatização. não havendo uma regra específica.12. A classificação e a codificação dos materiais. segue ao FSC. numerando de 01 a 99.1984 do Ministério da Indústria e Comércio. com a implementação da imprensa no mundo.1984 e da Portaria nº 143 de 12. Sistema EAN/UCC. b) Preciso: um código para cada material. A codificação segue normalmente ao adotado pelo Federal Supply Classification System (FSC). Codificação alfanumérica Este processo agrupa  números e letras. Com o advento do código de barras.

·        Linhas de produtos a venda de composição mais adequada ao perfil da clientela http://www. expedição de mercadorias. • Melhora o serviço ao cliente. • Estabelece linguagem comum com fornecedor. • EAN/DUN14 – utilizado para identificar caixas de papelão.      Cada identificação de mercadoria é única no mundo. ·        Preço correto nas gôndolas. foram padronizados sistemas de EAN. gerando informações instantâneas. ·        Organização interna. • Obtém informações confiáveis para uma melhor negociação. validade.. série. • Otimiza a gestão de preços e de crédito. ·        Aproximação do consumidor ao produto (merchandising) ·        Possibilidade de utilizar o Intercambio eletrônico de Documentos (EDI). atendendo as empresas em mais de 100 países. • Aumenta a eficiência no ponto de venda: elimina erros de digitação.      Linguagem comum no intercambio de informações entre parceiros comerciais. • Um sistema para representar informações suplementares.codigodebarrasean.  Vantagens para a indústria  ·        Conhecimento exato do comportamento de cada produto no mercado. ·        Passagem rápida no check-out ·        Eliminação de erros de digitação em sua compra. • Código de barras padronizados para representar qualquer tipo de informação que possa ser lida facilmente por computadores (escaneada). • Atende as mudanças rápidas dos hábitos de consumo.  O sistema  EAN é constituído de:  • Um sistema para numerar itens (produtos de consumo e serviços.   Vantagens para o consumidor  ·        Cupom fiscal detalhado. • UCC/EAN128 – aplicado em unidades de distribuição. • Um conjunto de mensagens EANCOM para transações pelo Intercambio Eletrônico de documentos (EDI). ·        Padronização nas exportações. 4. permitindo identificação de número de lote. sendo:  • EAN 13 – utilizado para identificar unidade de consumo.  Vantagens para o comércio • Otimiza o controle de estoque. quando a embalagem não tem espaço físico para marcar o EAN13.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ·        UPC – Código Universal de Produtos ·        UCC – Uniform Code Council ·        EAN – European Article Numbering Association ·        EAN International Atualmente mais de 450. ·        Estabelecimento de uma linguagem comum com os clientes.      Decodificações rápidas do símbolo. mediante a codificação de embalagens de despacho e da matéria prima.com/codigo-de-barras-global. • ISBN – utilizado para identificar livros. unidades de transporte.html?engine=adwords&match=exact&keyword=codigo+de+barras+ BrazilianL&gclid=CKLXj5vdobsCFW0V7AoddBcA1w Didatismo e Conhecimento 96 . • Melhora o controle do estoque central. 3. Dentro do processo.000 empresas em todo mundo utilizam o sistema EAN. fardos e unidades de despacho em geral. • EAN 08 – utilizado para identificar unidade de consumo. • ISSN – utilizado para identificar publicações periódicas. data de fabricação. diminui o tempo das filas. e outros ramos) permitindo que sejam identificados. ·        Controle de inventários e do estoque. • Vende mais com maior lucro. localizações.      Padrão utilizado internacionalmente em mais de 100 países.  Razões de utilização  1. textos livres e outros dados. 2.

Suprimentos e de Apoio. A figura abaixo demonstra as etapas da interação empresa/fornecedor: A compra interfere diretamente nas vendas. As mercadorias de médio e baixo giro são aquelas que apresentam uma rotação de estoque mais lenta. dependendo do tipo de material: Material processo de fabricação (matéria-prima. Compras dependem de sistemas de gestão moderna e com uso de tecnologia. No comércio. Ser capazes de alteração em termos de especificação. quando ambas as partes ganham. Levantamento dos custos das mercadorias em estoque. 4) Desenvolvimento de fornecedores: É o procedimento que possibilita à empresa selecionar os futuros fornecedores sendo os melhores fornecedores do mercado e que tenham condições de atender a todas especificações e exigências da empresa. Material de uso específico do solicitante. média ou baixa rotatividade). Suas atividades básicas são: analisar ordem de pedido. como as capacitações dos fornecedores que podem fornecer produtos e serviços para a organização. preço e prazo dos produtos fabricados numa indústria dependem muito das condições em que foram adquiridos os insumos e as matérias-primas. Mercadorias de baixo giro. Nele anotamos os dados recebidos dos fornecedores. deverá representar todas as condições estabelecidas nas negociações. quantidade. Pode ser originado por vários setores. até o momento em que ele é liberado para o processo de nossa empresa. originado nos setores funcionais da empresa. precisam compreender tanto as necessidades de todos os processos da empresa. tempo de entrega ou quantidade (flexibilidade). utilizando o seguinte roteiro: Agrupamento das mercadorias de acordo com a sua frequência de saída (alta. estabelecendo contratos com fornecedores para adquirir materiais e serviços. A qualidade. condições de pagamento. Como pode ser observado. novos mercados e assim por diante. há alguns objetivos básicos da atividade de compras. 3) Acompanhamento do Pedido: Conhecido como follow-up. fósforo.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COMPRAS O sistema de compras baseia-se em uma ação que envolve atividades de pesquisas para a melhor adequação dos objetivos organizacionais. buscar melhores preços. para analisar se o que você está comprando para vender no varejo são os tipos de mercadorias ideais para o seu ramo de atividade. Qualificação de fornecedores. Etapas do processo de compra. No pedido deverá constar: preço unitário e total. por grupos. é o procedimento para manter sob controle todos os pedidos. Negociação Solicitação de Compras. encontrar fornecedores certos. Ser entregues rapidamente. 2) Pedido de Compras: É o contrato formal entre a empresa e o fornecedor. Podemos ressaltar as seguintes ações. são fontes geradoras de benefícios e de lucros para as empresas. Esse tipo de mercadoria quase sempre dá pouco lucro. Mercadorias de médio giro. 5) Desenvolvimento de novos materiais: É o procedimento que possibilita à empresa pesquisar e selecionar novos materiais ou materiais alternativos o principal objetivo é estabelecer alternativas econômicas ou técnicas para melhorar o desempenho dos produtos no mercado. de melhorias contínuas e principalmente de aumento dos lucros para ambas empresas. Ter preço correto. tem-se. fontes de fornecimentos. obrigatoriamente. Somatório dos valores encontrados nos grupos de mercadorias. de acordo com o seu giro. a área de compras tem um a função de ligação entre o fornecedor e a engenharia. 1) Coleta de Preços: Documento de registro da pesquisa de preços que fazemos em função de ter recebido a solicitação de compra dos fornecedores que temos aprovado para este material específico. novos materiais. Baseando-se em especificações e parâmetros fornecidos pelo mercado ou pela engenharia. material de manutenção e material auxiliar) – Estoque. compras deve trabalhar com pesquisa constante em todo seu envolvimento. que são válidos para todos os materiais e serviços comprados. com maior margem de lucro. Análise dos preços. Permitem taxas de marcação mais elevadas para compensar a demora de suas saídas. embalagens e transporte. Desenvolvimento de novos materiais. mas exerce um efeito de atração da clientela. problemas para o cliente na entrega do pedido. Num bar. ligados ou não à atividade principal. É o documento que contém as informações sobre o que comprar. Acompanhamento do pedido. O Objetivos da função de compras: Apesar da variedade de compras que uma empresa realiza. Podemos classificar as mercadorias de uma empresa em três tipos. é um importante elemento de fortalecimento dos laços de interesses. Para serem eficazes. Sua finalidade é evitar atrasos. 7) Negociação: É um procedimento de relacionamento entre a empresa e o fornecedor . Compras e Desenvolvimento de Fornecedores: A atividade de compras é realizada no lado do suprimento da empresa. condições de fornecimento. Ser entregues no momento certo e na quantidade correta. as compras de mercadorias realizadas em melhores condições proporcionam venda mais rápida e. Os gestores de compras fazem uma ligação vital entre a empresa e seus fornecedores. Ações de apoio: Desenvolvimento de fornecedores. As mercadorias de alto giro são aquelas destinadas a provocar tráfego no salão de vendas. especificações técnicas do fornecimento. pesquisa de mercado. balinhas etc. são aquelas que ficam bem à vista do freguês: cigarro. Coleta de preços. Didatismo e Conhecimento 97 . Cálculo do percentual correspondente a cada grupo. Análise dos percentuais encontrados. chicletes. por exemplo. 6) Qualificação de fornecedores: É responsabilidade da área de engenharia. de levar em consideração a rotatividade dos seus estoques. em relação ao somatório. prazo de entrega. ou seja. se necessário. Materiais e serviços podem: Ser da qualidade certa. possivelmente. de acordo com a rotatividade de seus estoques: Mercadorias de alto giro. Pedido de Compras. esse procedimento é fácil não cria conflito entre as partes. Ações de suprimento: Solicitação de compras.

se os prazos de pagamento cobrem os prazos médios de vendas e não comprometem o capital de giro próprio. As compras de emergência ocasionam aquisição de mercadorias com preços altos e rupturas no estoque. habilidade no trato com pessoas. número da inscrição. Determinar o que. • Comprador técnico. Esta modalidade é muito utilizada na indústria. • Compras por importação. a empresa deve estabelecer controle de estoque adequado. objetivos sociais. • Compras especulativas – são feitas para especular com possível alta de preços. O cadastro de fornecedores é o órgão responsável pela qualificação. gosto pela leitura) É o ato de procurar e providenciar a entrega de materiais. obter uma boa margem de lucro. onde são registradas as informações necessárias sobre os fornecedores (endereço. se a qualidade dos produtos oferecidos tem a perfeição do acabamento exigida pelo consumidor. Para isso. se os prazos de entrega satisfazem as programações de vendas da empresa. boa memória. 2. para reduzir ou anular as compras de emergência. É muito utilizada no comércio. ETAPAS DO ATO DE COMPRAR 1. Motorista. na qualidade especificada e no prazo necessário. capacidade para se comunicar. ao mesmo tempo. Estudar de quem comprar. As compras são responsáveis por uma margem de 50% a 80% dos gastos da empresa e. 3. se a quantidade oferecida é suficiente para as necessidades de produção e vendas de um determinado período. • Compras contratadas – realizadas por meio de contratos que preveem a entrega dos produtos em épocas preestabelecidas. causa grande impacto nos lucros. avaliação e desempenho de fornecedores de materiais e serviços. se não acontecer a alta de preços prevista. linhas de produtos ou mercadorias. durante o ano todo. leite. outros produtos alimentícios) e produtos de higiene e limpeza pessoal (sabonete. portanto. Esta modalidade é perigosa. Fechar o pedido mediante autorização de fornecimento ou contrato. onde os produtos de primeira necessidade (pão. Didatismo e Conhecimento 98 . entre outras. arroz. apoia com informações as tarefas do comprador e efetua a manutenção dos dados cadastrais. a manutenção ou a ampliação da organização. Vejamos quais são as modalidades de compras mais utilizadas: • Compras de emergência – realizadas às pressas para atender uma necessidade surgida de surpresa. O setor de compras possui variadas funções como: • Cadastro de fornecedores. política de descontos etc). modelos exclusivos ou produtos novos não lançados ainda no mercado. Toda empresa deve possuir um bom cadastro. • Diligenciamento ou follow-up. quanto e quando comprar. adquirir e receber mercadorias e insumos necessários à manutenção. pessoas para contato. a um preço justo. verificar quais serão os fornecedores e a sua capacidade técnica. para mercadorias especiais. geralmente são funções exercidas pelo proprietário. Isso é desvantajoso porque reduz seu poder de negociação com o fornecedor e a competitividade da empresa no mercado. relacionando-os com a consulta. para o funcionamento. 4. 5. condições de pagamento. Encerrar o processo. As atividades de compras nas pequenas empresas. principalmente em supermercados. Acompanhar ativamente o processo no período compreendido entre o pedido e a entrega (diligenciamento ou “follow-up”). paciência. Matéria prima. • Compras locais. prazo médio de entrega. motivado por falta de controle por parte de quem requisita ou compra. acompanha a evolução do mercado. feijão. pasta de dentes e outros) apresentam um comportamento de vendas equilibrado. senso de organização. geralmente antes da necessidade se apresentar. Comprador Diverso.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A gestão de compras é tida como um fator estratégico nos negócios. Não é tão fácil definir quais os fornecedores que apresentam todas as condições necessárias: se o preço de aquisição é justo e oferece condições de marcar um preço de venda que permita concorrer no mercado e. bom senso e iniciativa. Comprar significa procurar. para fornecimento de matéria-prima e no comércio. • Compras de reposição – compras realizadas para adquirir mercadorias que apresentam comportamento estável de vendas. Promover a concorrência para a seleção do fornecedor vencedor. 6. funcionamento e expansão da empresa. Assim. número do CNPJ. • Processamento. De qualquer modo o encarregado de compras – seja ele o próprio dono ou um funcionário – deve conhecer e seguir algumas regras básicas ao bom desempenho de suas funções: Ele conhece bem o mercado? Ele conhece bem os estoques da empresa? Ele conhece o orçamento da empresa? Ele é cauteloso? Ele acompanha permanentemente os pedidos? Ele faz os pedidos por escrito? Ele é atualizado? Ele possui requisitos para desenvolver suas tarefas (responsabilidade. após recebimento do material e controle da qualidade e da quantidade. pois além de comprometer o capital de giro pode acarretar prejuízos para a empresa. além da paralisação da unidade.

está se tornando modelo ultrapassado e nada eficiente. ao contrário da iniciativa privada. Aquisição de Móveis. nas quais mais tarde. pertinentes a Obras. numa ordem burocrática pesada. o Estado não pode ficar à margem. Urge a necessidade de um modelo gerencial na gestão administrativa. Nos tempos atuais. XXI criou bases. apenas como expectador. sob pena de nulidade do ato e responsabilidade de quem lhe tiver dado causa ”. Avaliar a necessidade (planejamento).93. 37. Assim está determinado no citado artigo 14: “Art. Serviços. Porém. Legislativo e Judiciário) dos Estados. 37. regulamenta o Art. Para se caracterizar o objeto da compra deve-se: 1. Convite. como forma de dar transparência à compra pública. diante de tamanha evolução no campo tecnológico. que instituiu o Estatuto das Licitações e Contratos Administrativos.666.666/93). 8. de 21. art. A Constituição de 1988. ressalvadas as hipóteses previstas na Lei (Art. Licitação é o procedimento administrativo pelo qual uma pessoa governamental pretendendo alienar. a Lei nº 8. sem olvidar dos princípios basilares que orientam a Administração Pública. Dessa forma. capaz de realizar a função pública de forma eficiente. a fim de selecionar a que se revele mais conveniente em função de parâmetros antecipadamente estabelecidos e divulgados. Definir a modalidade e tipo de licitação ou a sua dispensa / inexigibilidade. Observa-se que a diferença entre os tipos de compras é a formalidade no serviço público e a informalidade na iniciativa privada. da Constituição Federal. sendo necessária a elaboração de Ato Convocatório para as modalidades de Licitação. adquirir ou locar bens. Buscar atender o princípio da padronização. A ideia de uma Administração Pública baseada na tradição. que garantam a aplicação do grande volume de recursos disponíveis. como também no serviço público em geral. inc. Concurso Leilão e as Dispensas e Inexigibilidades). A Administração Pública com o objetivo de dar maior transparência aos processos licitatórios.666. Este procedimento visa garantir duplo objetivo: de um. segundo condições por ela estipuladas previamente. A diferença básica entre as compras no serviço público e na iniciativa privada está na formalidade do processo de compra. 4.06. instituiu normas para Licitações e Contratos Administrativos. Didatismo e Conhecimento 99 . Indicar (empenho) os recursos orçamentários. quando ao Estado cumpre garantir o desenvolvimento econômico e social. O comprador deste tipo de compras dispensa características diferenciadas. buscando a racionalização dos seus procedimentos bem como a redução de custos em função do aumento da competitividade. Compras. de 8-6-1994.883/94.A definição precisa do seu objeto. Para o setor público o instrumento utilizado para compras é a licitação.Nenhuma compra será feita sem a adequada caracterização de seu objeto e indicação dos recursos orçamentários para seu pagamento. criou outras formas de comprar e uma outra modalidade de licitação diferente das modalidades da Lei n°8. convoca interessados na apresentação de propostas. 5. alterada pela Lei nº. ou seja. de 21-6-1993.: Prestação de serviços de mão de obra. os procedimentos são praticamente idênticos.666/93 (Concorrência. do Distrito Federal e dos Municípios. as aquisições de qualquer natureza obedecem a Lei nº. lado proporcionar às entidades governamentais possibilidade de realizarem o negócio mais vantajoso. em 21 de junho de 1993. As compras locais são compras exercidas no país tanto na iniciativa privada como no serviço público. falar inglês. preliminarmente. etc. como por exemplo. O Objeto de Licitação é o bem/ serviço ao qual a Administração pretende adquirir. deve curvar-se a dois princípios fundamentais: 1 . a partir do protocolo do pedido. 14 . Verificar as condições de guarda e armazenamento. 2º .666/93 e 8. 3. Com a crescente demanda por bens. 8. de outro. 6. outros órgãos também podem exercer este controle.8. empresarial e social. tornou-se imprescindível adoção de procedimentos e mecanismos de controle. Independentemente dessa particularidade. 2 . Obter as informações técnicas quando necessárias. acompanhando a evolução econômica e financeira da sociedade. Proceder a pesquisas de mercado.A existência de recursos orçamentários que garantam o pagamento resultante. 2. Inciso XXI. Ex. motivo pelo qual se tornam totalmente transparentes. Alienações e Locações no âmbito dos Poderes da União (Executivo. serão necessariamente precedidas de Licitação. As compras no serviço público se baseiam nas leis 8. Deve controlar todo o processo desde seu início. realizar obras ou serviços.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O processamento é o órgão responsável pelo recebimento da documentação referente aos pedidos de compra e montagem dos respectivos processos. Todas as contratações com terceiros. 7. moderna. Uma das formas eficientes utilizadas pela Administração Pública é a licitação. obras.666.883. Texto baseado em Marconi Madruga. até o efetivo recebimento do material. O que é Licitação? A licitação visa a garantir a observância do Princípio Constitucional da Isonomia e a Selecionar a Proposta mais Vantajosa pra a Administração. O artigo 14 da lei de licitações e contratos administrativos disciplina de forma objetiva: para que a administração efetue qualquer compra. na rigorosidade formal. assegurar aos administrados ensejo de disputarem entre si a participação nos negócios que as pessoas administrativas entendam de realizar com os particulares. 8. Tomada de Preços. assentou-se a Lei Federal nº 8. Nas empresas estatais e autárquicas. serviços em todo o País. a que melhor atenda de maneira objetiva o interesse do serviço. com eficiência e transparência. Definir o quanto adquirir.

caracterizada a urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízos ou comprometer a segurança de pessoas. II. Como a licitação busca atender ao interesse público. essa liberdade de participação é relativa.666/93. em seu nome. Por exemplo. grave perturbação da ordem ou calamidade pública. Inexigibilidade De Licitação: A obrigatoriedade somente não se aplica em determinados casos descritos a seguir conforme decreto-lei Nº 200 de 25 de fevereiro de 1967: Art. IV. A não observação desse princípio impregnará o processo licitatório de vício. nas hipóteses previstas no art. média ou grande. Discorreremos acerca de alguns deles. § 2. ainda que forma bastante simples. 39. quando da compra. V. trazendo nulidade como consequência. que acabam por beneficiar. Quando a operação envolver concessionário de serviço público ou. XXI da Constituição onde proíbe a discriminação entre os participantes do processo. porém. não significando que qualquer empresa será admitida no processo licitatório. Outra função desse princípio é garantir aos cidadãos o acesso à documentação referente à licitação. sobre seus atos. no caso de obras. às vezes o barato sai caro. obriga a Administração Pública. III. Distrito Federal. II.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A Administração Pública lançará mão da licitação toda vez que for comprar bens. sem nenhuma interferência pessoal da autoridade. de acordo com a Lei. pessoas de direito público interno ou entidades sujeitas ao seu controle majoritário. Na aquisição ou arrendamento de imóveis destinados ao Serviço Público. Quando sua realização comprometer a segurança nacional. obra. prestar algum tipo de serviço público. Quando não acudirem interessados à licitação anterior. não faz sentido uma empresa fabricante de automóveis tencionar participar de um processo de licitação. ou conceder a um terceiro o poder de. contração de serviços ou alienação. e a cinquenta vezes. uma vez que o Estado é custeado pelo cidadão que paga seus impostos para receber em troca os serviços públicos. da Lei nº 8. O problema que se põe é saber se as sociedades de economia mista e empresas públicas também se sujeitam ao dever de licitar. segundo o qual “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer senão em virtude de lei”. Nas compras ou execução de obras e serviços de pequeno vulto. 5º. O gestor não pode incluir cláusulas que restrinjam ou frustrem o caráter competitivo. no caso de compras e serviços. contratar serviços. Como dizem alguns. a proceder de acordo com o que a Constituição Federal e Leis preveem. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA LICITAÇÃO I. DA MORALIDADE A licitação deverá ser realizada em estrito cumprimento dos princípios morais. Na aquisição de materiais. exclusivamente. cuja não observação implicaria prejuízo para a lisura do processo licitatório. bem como sua participação em audiências públicas. Será dispensado a todos os interessados tratamento igual. o valor do maior salário mínimo mensal. à coletividade. a exemplo da situação onde há opção de compra ou locação. quanto. mantidas. o que é ponto incontroverso. obras e serviços efetuar-se-ão com estrita observância do princípio da licitação. neste caso. e como consequência a decretação da nulidade do processo. A Administração Pública deve saber definir quando. independente se a empresa é pequena.0. Como todo sistema jurídico. executar obras. 126. A proposta mais vantajosa nem sempre é a mais barata. em obediência às pertinentes leis de licitação. é assegurada a igualdade no tratamento a todos quantos venham participar do certame licitatório. o instituto das licitações também tem seus princípios norteadores. como princípio geral previsto no art. a escolha e julgamento da melhor proposta obedecerão ao princípio da publicidade. entendidos como tal os que envolverem importância inferior a cinco vezes. Pelo princípio da isonomia. quando o objeto do certame seja compra de alimentos. bem como na contratação de serviços com profissionais ou firmas de notória especialização. DA IMPESSOALIDADE O interesse público está acima dos interesses pessoais. A licitação só será dispensada nos casos previstos nesta lei. não cabendo nenhum deslize. DA IGUALDADE Previsto no art. Na aquisição de obras de arte e objetos históricos. Territórios e autarquias estão obrigados a licitar. empresa ou representante comercial exclusivos. o que e por que vai comprar. A Administração Pública se balizará no princípio da impessoalidade para evitar a preferência por alguma empresa especificamente. da Constituição de 1988. O princípio da legalidade. de determinados participantes. DA PUBLICIDADE Transparência do processo licitatório em todas as suas fases. As compras. É nessa análise que o princípio da economicidade se revela. equipamentos ou gêneros que só podem ser fornecidos por produtor. bens ou equipamentos. obras. O princípio da competitividade garante a livre participação a todos. as condições preestabelecidas. Didatismo e Conhecimento 100 . favorecendo uns em detrimento de outros. 37. É dispensável a licitação: Nos casos de guerra. DA LEGALIDADE A atuação do gestor público e a realização da licitação devem ser processadas na forma da Lei. Nos casos de emergência. Municípios. como é o caso das concessões. Estados. Quem está obrigado a licitar: União. a juízo do Presidente da República. mesmo que involuntário. auxiliando a aplicação dos recursos públicos com zelo e eficiência. que visa tornar a futura licitação conhecida dos interessados e dar conhecimento aos licitantes bem como à sociedade em geral.

Didatismo e Conhecimento 101 .§ 2º). 6° . Conforme entendimento do TCU. cadastrados ou não. 22 – § 3º .51 § 1º). A Concorrência é obrigatória para compra ou alienação de imóveis.XVI da Lei n°8. escolhidos e convidados em número mínimo de 03 (três) ou ainda aos demais cadastrados na especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas. quando não tiver no mínimo 03 (três) propostas em condições de contratar com a Administração.51 da mesma Lei.(art. mesmo sendo facultado pela Lei. preço. VII.. O art. a Administração poderá contratar com aquela que atenda as exigências do Edital. 22 . por limitações do mercado ou manifesto desinteresse dos convidados. de acordo com a modalidade de licitação escolhida deverá ser designada uma CPL ou uma CEL ou Designar o Pregoeiro e a sua Equipe de Apoio. bem como os licitantes ficam obrigados a cumprir os termos do edital em todas as fases do processo: documentação. propostas. examinar e julgar todos os documentos e procedimentos relativos às licitações e ao cadastramento de licitantes”. hora e local designados no Edital. 22. a Administração poderá utilizar a TOMADA DE PREÇOS. incluindo-se os fornecimentos de bens e serviços a estes necessários (Lei n° 8. responsáveis pela licitação. ou seja. durabilidade.6666/93 art. Convite. A abertura dos envelopes de propostas de preços e de habilitação deve ser feita em ato público no dia. DA PROBIDADE ADMINISTRATIVA O gestor deve ser Honesto em cumprir todos os deveres que lhes são atribuídos por força da legislação. in verbis: “ art. for impossível a obtenção do número mínimo de licitantes exigidos. XVI – Comissão: Comissão. salvo se posição individual divergente estiver devidamente fundamentada e registrada em ata lavrada na reunião em que tiver sido tomada a decisão. VIII. § 4º. Já na modalidade de Pregão a licitação será conduzida por um Pregoeiro e sua Equipe de Apoio. e o licitante ou responsável pelos serviços. vedada a recondução da totalidade de seus membros para a mesma comissão no período subsequente.inciso I a XXIV) e a Inexigibilidade quando houver inviabilidade de competição (Art. § 2º. financeira ou trabalhista entre o autor do projeto.9° § 3°). 03 (três). na fase inicial de habilitação preliminar. DA VINCULAÇÃO AO INSTRUMENTO CONVOCATÓRIO (EDITAL OU CONVITE) A administração. sob pena de repetição do convite. fornecimentos e obras. comercial. deve ser composta de. Tomada de Preços. a) CONCORRÊNCIA: É a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que. pessoa física ou jurídica. FORMAS DE COMPRAR – LEI Nº 8. Os membros da Comissão de Licitação não poderão ter nenhuma participação direta ou indireta. COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO (CPL) / COMISSÃO ESPECIAL DE LICITAÇÃO (CEL) / PREGOEIRO Para as contratações na Administração Pública. criada pela Administração.§ 1º). O julgamento é realizado por Comissão ou por Servidor designado pela Autoridade Competente. comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no Edital. deve-se repetir o convite. 25 – Inciso I a III). são modalidades de Licitação: . Também são previstos a Dispensa de Licitação (art. Após essa repetição. Os membros das Comissões de Licitação responderão solidariamente por todos os atos praticados pela Comissão. A investidura dos membros das Comissões Permanentes não excederá a 1 (um) ano.Concorrência. 22 . financiamento e prazo. b) TOMADA DE PREÇOS: É a modalidade de licitação entre interessados cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas. Na forma do art.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA VI. independentemente do valor do objeto e PODE SER TAMBÉM UTILIZADA NO LUGAR DE QUALQUER OUTRA MODALIDADE LICITATÓRIA. art. caso não compareçam as 03 (três) empresas. sendo pelo menos 2 (dois) deles servidores qualificados pertencentes aos quadros permanentes dos órgãos da Administração. Concurso e Leilão.6°. 24 . a existência de qualquer vínculo de natureza técnica. no mínimo 3 (três) membros. considera-se: .666. c) CONVITE: É a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao objeto. estabelece que a CPL ou CEL. Nos casos em que couber Convite. 17. devidamente justificado. observada a necessária qualificação (art.666/93 Na forma do Art. para concessão de direito real de uso e em Licitações Internacionais. Quando. A CRITÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO (art. Para os fins desta lei. econômica. essas circunstâncias deverão ser devidamente justificadas no processo.. eficiência. DO JULGAMENTO OBJETIVO Pedidos da administração em confronto com o ofertado pelos participantes devem ser analisados de acordo com o que está estabelecido no Edital. com a função de receber. permanente ou especial. julgamento e ao contrato. considerando o interesse do serviço público e os fatores de qualidade de rendimento.

Circunscreve o universo dos proponentes. Entende-se por aptidão a qualificação indispensável para que sua proposta possa ser objeto de consideração. a habilitação prévia dos licitantes. para fins de julgamento das propostas. nesta ordem: 1. não inferior a 5% (cinco por cento) e. Habilitação: A habilitação. será designada a Comissão Julgadora definindo sobre os critérios e julgamento. diferentemente do contrato. É a modalidade de Licitação entre quaisquer interessados para escolha de Trabalho Técnico. é feita a priori pelo próprio órgão licitante que escolhe e convoca aqueles que julgam capacitados a participar do certame. Estabelece os critérios para análise e avaliação dos proponentes e das propostas. se houver. como exigida para as demais modalidades. igual ou superior ao valor da avaliação. a indicação sucinta de seu objeto e do recurso próprio para a despesa. Habilitação dos licitantes. Como lei interna da licitação. também. no mínimo. para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados. Didatismo e Conhecimento 102 . Atendimento ao princípio de padronização. admitindo. devidamente autuado. Obs: Na modalidade de licitação chamada “convite” inexiste a fase de habilitação. 19 (bens imóveis cuja aquisição seja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento. devendo ser avaliados. Adjudicação e homologação.Art. estabelecerá as diretrizes e a forma de apresentação do trabalho. nos casos não especificados acima. Indicação do recurso próprio a ser onerado. fixa as condições de sua realização e convoca os interessados para a apresentação de suas propostas”. Funções do edital: o edital dá publicidade à licitação. Julgamento das propostas (classificação) 5. eventual interessado. Regula atos e termos processuais do procedimento. 2º). cada um. Fixa cláusulas do futuro contrato. Científico ou Artístico. A modalidade em que todas as fases da licitação se encontram claramente definidas é a concorrência. mediante a instituição de Prêmios ou Remuneração aos vencedores. 22 . diferente das demais. Ela é presumida. após a assinatura da ata lavrada no local. sob pena de perder em favor da Administração o valor já recolhido. O regulamento do Concurso é que indicará a qualificação dos participantes. não convidado. no Diário Oficial do Estado. que é externo ao procedimento. Encerra-se o Concurso. 53 . e ao qual serão juntados oportunamente: “Da Requisição de Compra deverá constar obrigatoriamente: Justificativa do pedido. De trinta dias para: Concorrência. 3. Identifica o objeto licitado e delimita o universo das propostas. por uma vez no Diário Oficial da União. sempre que possível for. tomada de preços. Dispensa as formalidades específicas da Concorrência. finalidade específica.§ 4º). Leilão. eles têm um objetivo comum: a seleção da melhor proposta. em jornal de circulação no Município. tendo em vista que a venda é feita à vista ou curto prazo (art. nos casos não especificados acima. dependendo da estância da licitação. e) LEILÃO: É a modalidade de licitação entre quaisquer interessados. Os bens arrematados serão pagos à vista ou no percentual estabelecido no Edital. de tomada de preços. com a classificação dos trabalhos e o pagamento dos prêmios (art. sendo que o licitante pode ser habilitado ou não pelo órgão competente. 2. endossada pelo titular do órgão. Este ato derradeiro do procedimento é um ato unilateral que se inclui dentro do próprio certame. Especificação adequada do produto a ser adquirido. conforme critérios constantes do Edital publicado na Imprensa Oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. ou para a alienação de bens imóveis prevista no Art. vincula a Administração e os participantes. fixando as condições de sua realização. 22 . sob a modalidade de Concorrência ou Leilão) a quem oferecer o maior lance. De quinze dias para: Tomada de preços.§ 1º. é a fase do procedimento em que se analisa a aptidão dos licitantes. Indicação dos fatores a serem considerados e expressamente declarados no Edital. • Procedimento Da Licitação: Apesar dos atos que compõem o procedimento terem. 1) Edital: “É o instrumento pelo qual a Administração leva ao conhecimento público a abertura de concorrência. protocolado e numerado.§ 5º . Não é necessária nessa modalidade. De cinco dias úteis para: Convite. 4. ou execução por empreitada integral. • Prazos Para Publicação Do Edital: o prazo mínimo que deverá mediar entre a última publicação do edital resumido ou da expedição do convite e o recebimento das propostas será: De quarenta e cinco dias para: Concurso. bem como os prêmios a serem concedidos. Concorrência: do tipo “melhor técnica” ou “técnica e preço”. • Publicação Dos Editais: os editais de concorrência. Edital ou convite de convocação dos interessados. concurso e leilão deverão ser publicados com antecedência. mas cadastrado.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA d) CONCURSO: É uma modalidade de natureza especial. quando a licitação for do tipo “melhor técnica” ou “técnica e preço”. o qual se obrigará ao pagamento do restante no prazo estipulado no Edital. Recebimento da documentação e propostas. ou em jornal de grande circulação no Estado e também. de concurso e de leilão. esta é a fase interna da licitação à qual se segue a fase externa. bem. contendo a autorização respectiva. “O procedimento da licitação será iniciado com a abertura de processo administrativo. que se desenvolve através dos seguintes atos. adoção do procedimento licitatório. Tomada de preços. para que conste o preço mínimo no Edital. Segundo Hely Lopes Meirelles. por vezes denominada “qualificação”. imediatamente entregues ao arrematante. devidamente confirmado pela Seção de Contabilidade da unidade requisitante.

Dessa forma. por meio de especificações usuais no mercado. na conformidade dos critérios de avaliação estabelecidos no edital a quem deverá ser adjudicado o objeto da licitação. de bens e serviços geralmente oferecidos por diversos fornecedores e facilmente comparáveis entre si. o serviço. compreendidos os três Poderes. Não se pode aceitar proposta que apresente preços unitários simbólicos. após. O pregão foi instituído exclusivamente no âmbito da União. Credenciamento Os interessados devem comparecer no dia. A sessão pública será realizada no dia. classificam-se as propostas e escolhe-se o vencedor.º 8. a partir das vantagens que oferecem. após selecionar as propostas que vierem a alcançar certo índice de qualidade ou de técnica.555/00 detalha os procedimentos previstos na Lei e especifica os bens e serviços comuns. Além disso.520.666/93).” A classificação se divide em duas fases: Na primeira. que serão considerados em conjunto. obra ou serviço proposto em função da necessidade administrativa a ser preenchida. o mais objetivo. A relação dos bens e serviços que se enquadram nessa tipificação está contida no Anexo II do Decreto n. ou seja. Trata-se. Após os lances. só pode ser aplicado na Administração Pública Federal. o concurso e o leilão. Outra peculiaridade é que o pregão admite como critério de julgamento da proposta somente o menor preço. Bens e Serviços Comuns Bens e serviços comuns são aqueles cujos padrões de desempenho e qualidades possam ser objetivamente definidas pelo edital. seguido da habilitação da melhor proposta e. há o julgamento das propostas. para classificação e habilitação do licitante com a proposta de menor preço. as empresas públicas e as sociedades de economia mista. O Decreto n. disputa através de lances verbais. de 8 de agosto de 2000. ainda pode haver a negociação direta com o pregoeiro. combinam-se os dois fatores: técnica e preço. § 3’ do art. Diversamente destas modalidades. da proclamação de um vencedor.º 3. O pregão vem se somar às demais modalidades previstas na Lei n.º 3. de modo a permitir a decisão de compra com base no menor preço. de serviços que dispensam especialização. sem dúvida. hora e local que tenham sido designados no Edital.666/93: a administração direta. na escolha conforme o tipo de licitação. Esse critério pode consistir em que a técnica e preço sejam avaliados separadamente. As propostas que estiverem de acordo com o edital serão classificadas na ordem de preferência. diretamente ou por seus representantes legais. A etapa competitiva poderá ser sucessivamente retomada no caso de descumprimento dos requisitos de habilitação. que regulamenta o pregão.neste tipo de licitação. ocorre a abertura dos envelopes “proposta” entregues pelos participantes do certame. que consiste em evento no qual são recebidas as propostas escritas e a documentação de habilitação. apenas a documentação do participante que tenha apresentado a melhor proposta é analisada.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 3) Classificação: “É o ato pelo qual as propostas admitidas são ordenadas em função das vantagens que oferecem. Licitação de maior lance ou oferta . de modo a que. hora e local previstos. o material mais eficiente. Especificamente. a tomada de preços. que deve ser objetivo e em conformidade com os tipos de licitação. de 17 de julho de 2002. do qual se lavrará ata circunstanciada. Pode-se. ainda atribuir pesos. na compra de materiais ou gêneros padronizados. Após se confrontar as ofertas. pelo vencedor. A sequência de procedimentos descrita a seguir deverá ser obrigatoriamente observada na etapa competitiva do pregão. o convite. O pregão é a modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns em que a disputa pelo fornecimento é feita em sessão pública.º 8. Base Legal A Lei n. no intuito da diminuição do valor ofertado. irrisórios ou de valor zero. as autarquias. portanto. na conformidade dos critérios de avaliação estabelecidos no edital”. a definição da proposta mais vantajosa para a Administração é feita através de proposta de preço escrita e. Os envelopes são abertos em ato público. previamente designado. Etapa Competitiva A etapa competitiva transcorre durante a sessão pública do pregão. É usual na contratação de obras singelas. de forma que constitui alternativa a todas as modalidades. alcança os mesmos órgãos e entidades da Administração Federal sujeitos à incidência da Lei n.nos casos de alienação de bens ou concessão de direito real de uso (art.666/93. Critérios de classificação: Existem quatro tipos básicos de licitação (4 critérios básicos para avaliação das propostas): Licitação de menor preço . O critério do menor preço é. instituiu o pregão como nova modalidade de licitação. ainda que o instrumento convocatório não tenha estabelecido limites mínimos (v. 44 da Lei 8. que são a concorrência. mais adequado aos objetivos a serem atingidos. Aquelas que não se apresentarem em conformidade com o instrumento convocatório serão desclassificadas. Na segunda. o preço será o fator de decisão. Licitação de técnica e preço . 45 § 1’ da Lei 8. finalmente. que deverão se identificar e comprovar possuírem os poderes exigidos para a formulação de propostas e participação no pregão.º 10.é a mais comum.esse critério privilegia a qualidade do bem. o pregão pode ser aplicado a qualquer valor estimado de contratação. A grande inovação do pregão se dá pela inversão das fases de habilitação e análise das propostas. as fundações. por meio de propostas e lances.666/93). ou seja. ponderação aos resultados da parte técnica e ponderação ao preço. Licitação de melhor técnica . realizada a disputa por lances verbais e o seu julgamento e classificação. Recebimentos dos envelopes Didatismo e Conhecimento 103 .555. O que a Administração pretende é a obra. ma is durável.

Realizada a classificação das propostas. O pregoeiro poderá negociar diretamente com o licitante. São então recebidas as propostas dos licitantes e respectivas documentações de habilitação. Prazos de fornecimento. Da mesma forma. é franqueada a formulação dos lances verbais. o pregoeiro procederá à abertura do envelope contendo a documentação de habilitação do licitante que tiver apresentado a melhor proposta julgada. 3. Este exame compreende a verificação da compatibilidade da proposta com o preço estimado pela Administração Pública na elaboração do Edital. visando obter reduções adicionais de preço. alternativamente. para dar início à apresentação de lances verbais. punindo a tentativa de inflacionar preços. assegurando perfeita visualização e acompanhamento por todos os presentes. o pregoeiro classificará as propostas por escrito. Não há obrigação de aceitar proposta cujo valor seja excessivo em relação à estimativa de preço previamente elaborada pela Administração. Os lances serão formulados obedecendo à sequência do maior para o menor preço escrito selecionado. o pregoeiro passa ao julgamento da proposta de menor preço.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Verificadas as credenciais de todos os presentes. Parâmetros de desempenho e de qualidade. Não havendo pelo menos três propostas de preços nas condições definidas no parágrafo anterior. Sempre que um licitante desistir de apresentar lance. a de menor valor será então examinada em relação a sua aceitabilidade. A modalidade pregão prevê a aplicação tão somente da licitação de tipo menor preço. Importante inovação trazida pelos procedimentos do pregão. o pregoeiro classificará as três melhores. No caso de participante que não tenha apresentado lance verbal. da seguinte forma: 1. aquela de menor preço. 2. O pregoeiro faz a leitura dos envelopes com o preço ofertado de cada participante. O pregoeiro procederá à classificação do último lance apresentado por cada licitante. O pregoeiro convidará o participante selecionado que tenha apresentado a proposta selecionada de maior valor. identificada aquela de menor preço. Especificações técnicas. Abertura das Propostas e Classificação dos Licitantes de Melhor Oferta Imediatamente após a sua entrega. que nesse caso examinará as ofertas escritas. será anotado em quadro-negro. ao ser convidado pelo pregoeiro. Assim. O exame de aceitabilidade também considera a compatibilidade da proposta com os requisitos definidos no edital. Será examinada tão somente a documentação do vencedor da etapa competitiva entre preços. A ausência de lance verbal não impede a continuação da sessão para a etapa de julgamento e classificação. Sendo assim. ou. na hipótese de não haver apresentação de lance verbal pelos participantes. relativamente a: 1. evitando o exame demorado e trabalhoso de extensa documentação apresentada por todos os participantes. ou seja. será excluído da disputa verbal. a comprovação documental de atendimento aos requisitos da habilitação só será verificada no caso da proposta vencedora. 2. o qual será registrado no sistema informatizado e projetado em tela. Envelope contendo a proposta. que transcorrerá de forma ininterrupta até o encerramento dos trabalhos. o pregoeiro anunciará a proposta por escrito de menor preço e em seguida aquelas cujos preços se situem dentro do intervalo de 10% acima da primeira. Lances Verbais Nesta etapa. é declarada aberta a sessão pelo pregoeiro. é classificada a proposta por escrito apresentada inicialmente. Habilitação A fase de habilitação tem lugar depois de classificadas as propostas e realizado seu julgamento. Envelope contendo a documentação de habilitação do interessado. Julgamento e Classificação Final Esgotada a apresentação de lances verbais. A participação só é permitida para aqueles ofertantes cujas propostas por escrito apresentem valor situado dentro de um intervalo entre o menor preço oferecido e os demais. a habilitação ocorre depois do julgamento da proposta de menor preço ofertada. conforme ordenação crescente de preço. os envelopes contendo as propostas de preço são abertos. Somente estes ofertantes poderão fazer lances verbais adicionalmente às propostas escritas que tenham apresentado. Nesta etapa é realizada a classificação das propostas cujos licitantes poderão participar da etapa de apresentação de lances verbais. O exame constará de verificação da documentação relativa a: Didatismo e Conhecimento 104 . Depois de encerrada a etapa de competição entre propostas de preço. em dois invólucros separados. que necessariamente devem contemplar preços de valor decrescente em relação à proposta por escrito de menor valor. que define como vencedor o licitante que apresente a proposta mais vantajosa para a Administração Pública. quaisquer que sejam os preços oferecidos. O objetivo é estimular os participantes a apresentarem propostas compatíveis com a realidade do mercado. Isto simplifica o processo. considerada aceitável.

Neste caso. o pregoeiro procederá à consulta ao SICAF. atendidas as peculiaridades regionais. Os fornecedores regularmente cadastrados no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores . 14. V . Art. assistência técnica e garantia oferecidas.seleção feita mediante concorrência. 2. contados a partir do término do prazo do recorrente. visando economicidade.atender ao princípio da padronização. Os demais licitantes poderão apresentar contra razões em até 3 dias. Não ocorrendo imediata manifestação acompanhada da explicitação dos motivos. II . ao final da sessão do pregão. Adjudicação e Homologação A adjudicação do licitante vencedor será realizada pelo pregoeiro. IV . Regularidade fiscal. Qualificação econômico-financeira. os documentos de habilitação do segundo colocado. que será disponibilizado a todos os participantes em dia. sempre que não houver manifestação dos participantes no sentido de apresentar recurso.estipulação prévia do sistema de controle e atualização dos preços registrados. até que um licitante atenda às exigências de habilitação. a Seguridade Social e o FGTS.DE 21 DE JUNHO DE 1993 . a adjudicação ou o acatamento do recurso será realizado pela Autoridade Competente. durante a sessão do pregão. e conformidade com as disposições constitucionais relativas ao trabalho do menor de idade. que será liminarmente avaliada pelo pregoeiro. de qualificação econômico-financeira e de regularidade fiscal. observadas as seguintes condições. conforme a classificação e assim sucessivamente. depois de transcorridos os prazos devidos e decididos os recursos. Existindo intenção de interpor recurso. III . Indicação do Vencedor Será declarado vencedor do pregão o licitante que tiver apresentado a proposta classificada de menor preço e que subsequentemente tenha sido habilitado. deverão ser examinados em seguida. 3. Admitido o recurso. 15. Habilitação jurídica. Ocorrendo a interposição de recurso. quando for o caso.DOU DE 6/7/93 .validade do registro não superior a um ano. assim que for declarado o vencedor. Neste caso. §2º Os preços registrados serão publicados trimestralmente para orientação da administração. A manifestação necessariamente explicitará motivação consistente. 4.SICAF.Republicada SEÇÃO V . Qualificação técnica. o licitante deverá manifestá-la ao pregoeiro. as condições de manutenção. na imprensa oficial. de viva voz. Didatismo e Conhecimento 105 . III . que contém registros relativos a estas exigências de habilitação.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1. Qualquer participante pode recorrer.ser processadas através de sistema de registro de preços. estão dispensados de apresentar os documentos de habilitação jurídica. Recurso A apresentação de recurso não se conclui durante a sessão do pregão.DAS COMPRAS Art. por escrito. O exame da documentação ou a consulta ao SICAF podem resultar na impossibilidade de habilitação do licitante que tenha apresentado a melhor proposta de preço. sob pena de nulidade do ato e responsabilidade de quem lhe tiver dado causa. §1º O registro de preços será precedido de ampla pesquisa de mercado. A decisão sobre recurso será instruída por parecer do pregoeiro e homologada pela Autoridade Competente responsável pela licitação. sempre que possível deverão: I . A habilitação jurídica e a qualificação técnica e econômico-financeira obedecerão aos critérios estabelecidos no Edital. CONTRATOS E COMPRAS LEI Nº 8. É assegurado aos licitantes vista imediata dos autos do pregão. I . A homologação da licitação é de responsabilidade da Autoridade Competente e só podem ser realizados depois de decididos os recursos e confirmada à regularidade de todos os procedimentos adotados. horário e local previamente comunicado. O acolhimento do recurso implica tão somente na invalidação daqueles atos que não sejam passíveis de aproveitamento. será configurada a preclusão do direito de recurso. o qual decidirá pela sua aceitação ou não. observadas.666 . o licitante dispõe do prazo de três dias para apresentação do recurso. As compras. II . Nenhuma compra será feita sem a adequada caracterização de seu objeto e indicação dos recursos orçamentários para seu pagamento. imediatamente após a declaração do vencedor. A regularidade fiscal deverá ser verificada em relação à Fazenda Nacional. com a finalidade de subsidiar a preparação de recursos e de contra razões.ser subdivididas em tantas parcelas quantas necessárias para aproveitar as peculiaridades do mercado.submeter-se às condições de aquisição e pagamento semelhantes às do setor privado. que imponha compatibilidade de especificações técnicas e de desempenho.balizar-se pelos preços praticados no âmbito dos órgãos e entidades da Administração Pública. §3º O sistema de registro de preços será regulamentado por decreto.

Art. seu preço unitário. deverá constar necessariamente cláusula que declare competente o foro da sede da Administração para dirimir qualquer questão contratual. VI . II .a vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou ou a inexigiu.as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução.o preço e as condições de pagamento. deverá ser confiado a uma comissão de. deverá ser informatizado. salvo o disposto no § 6º do art. ao convite e à proposta do licitante vencedor.a legislação aplicável à execução do contrato e especialmente aos casos omissos. todas as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação.DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. sendo assegurado ao beneficiário do registro preferência em igualdade de condições. §2º Nos contratos celebrados pela Administração Pública com pessoas físicas ou jurídicas. em caso de rescisão administrativa prevista no art. em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas. ainda: I . mensalmente. XIII . o nome do vendedor e o valor total da operação. durante toda a execução do contrato. as características e os valores pagos. de conclusão. de entrega. 55. podendo ser aglutinadas por itens as compras feitas com dispensa e inexigibilidade de licitação. respeitada a legislação relativa às licitações. obrigações e responsabilidades das partes.as condições de guarda e armazenamento que não permitam a deterioração do material. §3º No ato da liquidação da despesa. os critérios. em órgão de divulgação oficial ou em quadro de avisos de amplo acesso público.as condições de importação. data-base e periodicidade do reajustamento de preços. os serviços de contabilidade comunicarão.os direitos e as responsabilidades das partes. os critérios de atualização monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo pagamento. Estado ou Município.a definição das unidades e das quantidades a serem adquiridas em função do consumo e utilização prováveis. Parágrafo único. 3 (três) membros. II . cuja estimativa será obtida. 32 desta lei. §1º (Vetado). §6º Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar preço constante do quadro geral em razão de incompatibilidade desse com o preço vigente no mercado. ficando-lhe facultada a utilização de outros meios. §5º O sistema de controle originado no quadro geral de preços. 24.os prazos de início de etapas de execução. CAPÍTULO III . §2º Os contratos decorrentes de dispensa ou de inexigibilidade de licitação devem atender aos termos do ato que os autorizou e da respectiva proposta. XI . no mínimo. expressas em cláusulas que definam os direitos. III .a obrigação do contratado de manter.a especificação completa do bem a ser adquirido sem indicação de marca. Os contratos administrativos de que trata esta lei regulam-se pelas suas cláusulas e pelos preceitos de direito público.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA §4º A existência de preços registrados não obriga a administração a firmar as contratações que deles poderão advir. aplicando-se lhes.os casos de rescisão.o reconhecimento dos direitos da Administração. §8º O recebimento de material de valor superior ao limite estabelecido no art. Didatismo e Conhecimento 106 . VIII . inclusive aquelas domiciliadas no estrangeiro. conforme o caso. os princípios da teoria geral dos contratos e as disposições de direito privado. III . X .o objeto e seus elementos característicos. XII . Art. segundo o disposto no art.o crédito pelo qual correrá a despesa. 63 da Lei nº 4. a data e a taxa de câmbio para conversão. de observação e de recebimento definitivo. a quantidade adquirida. Será dada publicidade. IX . para a modalidade de convite.o regime de execução ou a forma de fornecimento. 77 desta lei. as penalidades cabíveis e os valores das multas. aos órgãos incumbidos da arrecadação e fiscalização de tributos da União. com a indicação da classificação funcional programática e da categoria econômica. São cláusulas necessárias em todo contrato as que estabeleçam: I . de 17 de março de 1964. VII . 54. O disposto neste artigo não se aplica aos casos de dispensa de licitação previstos no inciso IX do art. à relação de todas as compras feitas pela administração direta ou indireta. em conformidade com os termos da licitação e da proposta a que se vinculam.320.DOS CONTRATOS SEÇÃO I . V . 23 desta lei. 16. quando exigidas. IV . de maneira a clarificar a identificação do bem comprado. supletivamente. §7º Nas compras deverão ser observadas. mediante adequadas técnicas quantitativas de estimação. sempre que possível. quando for o caso. quando possível. §1º Os contratos devem estabelecer com clareza e precisão as condições para sua execução.

exceto quanto aos relativos: I .alteração do projeto ou especificações.modificá-los. ao valor da garantia deverá ser acrescido o valor desses bens. §2º A garantia a que se refere o caput deste artigo não excederá a cinco por cento do valor do contrato e terá seu valor atualizado nas mesmas condições daquele. além de desconstituir os já produzidos. imóveis.fiança bancária. pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. Art. poderá ser exigida prestação de garantia nas contratações de obras. unilateralmente. A duração dos contratos regidos por esta lei ficará adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários.ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de informática. 57. 58.omissão ou atraso de providências a cargo da Administração. dos quais o contratado ficará depositário. II . em cada caso. unilateralmente. VI .seguro-garantia. IV . A declaração de nulidade do contrato administrativo opera retroativamente impedindo os efeitos jurídicos que ele. §2º Toda prorrogação de prazo deverá ser justificada por escrito e previamente. devidamente autuados em processo: I . estranho à vontade das partes.nos casos de serviços essenciais. os quais poderão ser prorrogados se houver interesse da Administração e desde que isso tenha sido previsto no ato convocatório. A critério da autoridade competente. na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado. quando em dinheiro. serviços e compras. IV . II .rescindi-los.superveniência de fato excepcional ou imprevisível. e. IV . §3º É vedado o contrato com prazo de vigência indeterminado. inclusive quanto aos pagamentos previstos de que resulte. sem prejuízo das sanções legais aplicáveis aos responsáveis. ressalvado o previsto no § 3º deste artigo. o limite de garantia previsto no parágrafo anterior poderá ser elevado para até dez por cento do valor do contrato. 59. nos limites permitidos por esta lei. II . §2º Na hipótese do inciso I deste artigo. diretamente. serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo alta complexidade técnica e riscos financeiros consideráveis. impedimento ou retardamento na execução do contrato. 56. deveria produzir. §1º Os prazos de início de etapas de execução. III . §3º Para obras.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Art. V . ocupar provisoriamente bens móveis.impedimento de execução por fato ou ato de terceiro reconhecido pela Administração em documento contemporâneo à sua ocorrência.aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste. V .aumento das quantidades inicialmente previstas no contrato. III .(Vetado). em relação a eles. pela Administração. §1º As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos não poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado. as cláusulas econômico-financeiras do contrato deverão ser revistas para que se mantenha o equilíbrio contratual. §5º Nos casos de contratos que importem na entrega de bens pela Administração. Didatismo e Conhecimento 107 . limitada a duração a sessenta meses. ordinariamente. e desde que prevista no instrumento convocatório. Art. Art. demonstrados através de parecer tecnicamente aprovado pela autoridade competente. para melhor adequação às finalidades de interesse públicos respeitados os direitos do contratado. §4º A garantia prestada pelo contratado será liberada ou restituída após a execução do contrato.caução em dinheiro ou títulos da dívida pública. que altere fundamentalmente as condições de execução do contrato. autorizada pela autoridade competente para celebrar o contrato. desde que ocorra algum dos seguintes motivos. podendo a duração estender-se pelo prazo de até 48 (quarenta e oito) meses após o início da vigência do contrato.à prestação de serviços a serem executados de forma contínua que deverão ter a sua duração dimensionada com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a Administração. III .interrupção da execução do contrato ou diminuição do ritmo de trabalho por ordem e no interesse da Administração. bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo. atualizada monetariamente.aos projetos cujos produtos estejam contemplados nas metas estabelecidas no Plano Plurianual. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta lei confere à Administração. III . mantidas as demais cláusulas do contrato e assegurada a manutenção de seu equilíbrio econômico-financeiro. II . nos casos especificados no inciso I do art. 79 desta lei.Fiscalizar-lhes a execução. a prerrogativa de: I . §1º Caberá ao contratado optar por uma das seguintes modalidades de garantia: I . de conclusão e de entrega admitem prorrogação.

na ordem de classificação. o disposto no art. 64. para ocorrer no prazo de vinte dias daquela data. II . promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu causa. a sujeição dos contratantes às normas desta lei e às cláusulas contratuais.unilateralmente pela Administração: a) quando houver modificação do projeto ou das especificações. de financiamento. o ato que autorizou a sua lavratura. 65. ordem de execução de serviço ou outros instrumentos hábeis aplica-se. sem prejuízo das sanções previstas no art. a qualquer interessado. §1º A minuta do futuro contrato integrará sempre o edital ou ato convocatório da licitação. 81 desta lei. autorização de compra. 26 desta lei. nota de empenho de despesa. quando solicitado. 60. de tudo juntando-se cópia no processo que lhe deu origem. aceitar ou retirar o instrumento equivalente. 55 e 58 a 61 desta lei e demais normas gerais. predominantemente. É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração.aos contratos de seguro. §1º O prazo de convocação poderá ser prorrogado uma vez. Art. no que couber. É permitido a qualquer licitante o conhecimento dos termos do contrato e do respectivo processo licitatório e. mediante o pagamento dos emolumentos devidos. e facultativo nos demais em que a Administração puder substituí-lo por outros instrumentos hábeis. §3º Decorridos 60 (sessenta) dias da data da entrega das propostas.DA FORMALIZAÇÃO DOS CONTRATOS Art. 55 desta lei. Art. Parágrafo único. SEÇÃO II . §4º É dispensável o termo de contrato e facultada a substituição prevista neste artigo a critério da Administração e independentemente de seu valor. feitas em regime de adiantamento. ficam os licitantes liberados dos compromissos assumidos.aos contratos em que a Administração for parte como usuária de serviço público. a finalidade. 62. por norma de direito privado. O instrumento de contrato é obrigatório nos casos de concorrência e de tomada de preços. inclusive quanto aos preços atualizados de conformidade com o ato convocatório. nos casos de compra com entrega imediata e integral dos bens adquiridos. para fazê-lo em igual prazo e nas mesmas condições propostas pelo primeiro classificado. SEÇÃO III . convocar os licitantes remanescentes. qualquer que seja o seu valor. A nulidade não exonera a Administração do dever de indenizar o contratado pelo que este houver executado até a data em que ela for declarada e por outros prejuízos regularmente comprovados. as quais manterão arquivo cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do seu extrato. nota de empenho de despesa. ainda que sem ônus. §3º Aplica-se o disposto nos arts. Parágrafo único. a obtenção de cópia autenticada. assim entendidas aquelas de valor não superior a 5% (cinco por cento) do limite estabelecido no art. o número do processo da licitação. por igual período. II .por acordo das partes: a) quando conveniente à substituição da garantia de execução. Art. dos quais não resultem obrigações futuras. Os contratos regidos por esta lei poderão ser alterados. sob pena de decair o direito à contratação. §2º Em carta contrato. sem convocação para a contratação. Art. pela parte durante o seu transcurso e desde que ocorra motivo justificado aceito pela Administração. b) quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto. da dispensa ou da inexigibilidade. inclusive assistência técnica. e aos demais cujo conteúdo seja regido. nos limites permitidos por esta lei. com as devidas justificativas. no que couber: I . de locação em que o Poder Público seja locatário. ressalvado o disposto no art. salvo o de pequenas compras de pronto pagamento. 81 desta lei. que se formalizam por instrumento lavrado em cartório de notas. Didatismo e Conhecimento 108 .DA ALTERAÇÃO DOS CONTRATOS Art. nos seguintes casos: I . quando o convocado não assinar o termo de contrato ou não aceitar ou retirar o instrumento equivalente no prazo e condições estabelecidos. ou revogar a licitação independentemente da cominação prevista no art. dentro do prazo e condições estabelecidos. autorização de compra ou ordem de execução de serviço. que é condição indispensável para sua eficácia. alínea a desta lei. A Administração convocará regularmente o interessado para assinar o termo de contrato. inciso II. §2º É facultado à Administração. será providenciada pela Administração até o quinto dia útil do mês seguinte ao de sua assinatura. contanto que não lhe seja imputável. bem como nas dispensas e inexigibilidades cujos preços compreendidos nos limites destas duas modalidades de licitação. Os contratos e seus aditamentos serão lavrados nas repartições interessadas. Todo contrato deve mencionar os nomes das partes e os de seus representantes. para melhor adequação técnica aos seus objetivos. A publicação resumida do instrumento de contrato ou de seus aditamentos na imprensa oficial.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Parágrafo único. 61. 63. salvo os relativos a direitos reais sobre imóveis. tais como carta-contrato. 23.

bens ou serviços. e. O contratado é obrigado a reparar. §1º O contratado fica obrigado a aceitar. O contrato deverá ser executado fielmente pelas partes. por imposição de circunstâncias supervenientes. seguro para garantia de pessoas e bens devendo essa exigência constar do edital de licitação ou do convite. aceito pela Administração. o objeto do contrato em que se verificarem vícios. O contratado é responsável pelos danos causados diretamente à Administração ou a terceiros. serviço ou fornecimento. reconstruir ou substituir. §2º A Administração poderá exigir. até o limite de 50% (cinquenta por cento) para os seus acréscimos. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um representante da Administração especialmente designado. 68. configurando álea econômica extraordinária e extracontratual. estes deverão ser pagos pela Administração pelos custos de aquisição regularmente comprovados e monetariamente corridos. no total ou em parte. 70. bem como o empenho de dotações orçamentárias suplementares até o limite do seu valor corrigido. serviços ou compras. §2º As decisões e providências que ultrapassarem a competência do representante deverão ser solicitadas a seus superiores em tempo hábil para a adoção das medidas convenientes. também. podendo ser registrados por simples apostila. de acordo com as cláusulas avençadas e as normas desta lei. corrigir. vedada a antecipação do pagamento com relação ao cronograma financeiro fixado. de comprovada repercussão nos preços contratados. respondendo cada uma pelas consequências de sua inexecução total ou parcial. alterados ou extintos. Art. nem poderá onerar o objeto do contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações. Art. defeitos ou incorreções resultantes da execução ou de materiais empregados. no local da obra ou serviço. nas mesmas condições contratuais. dispensando a celebração de aditamento. 66. os acréscimos ou supressões que se fizerem nas obras. c) quando necessária a modificação da forma de pagamento. §4º No caso de supressão de obras. em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais originários. implicarão a revisão destes para mais ou para menos. esses serão fixados mediante acordo entre as partes. as suas expensas. até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato. retardadores ou impeditivos da execução do ajustado. sem a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço. podendo caber indenização por outros danos eventualmente decorrentes da supressão. O contrato deverá manter preposto. 69. §8º A variação do valor contratual para fazer face ao reajuste de preços previsto no próprio contrato. as atualizações. conforme o caso. bem como a superveniência de disposições legais. Art. o equilíbrio econômico-financeiro inicial. objetivando a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato. não excluindo ou reduzindo essa responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento pelo órgão interessado. para representá-lo na execução do contrato. compensações ou penalizações financeiras decorrentes das condições de pagamento nele previstas. bem como do modo de fornecimento. inclusive perante o Registro de Imóveis. porém de consequências incalculáveis. §7º (Vetado). mantido o valor inicial atualizado. com referência aos encargos estabelecidos neste artigo. permitida a contratação de terceiros para assisti-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a esta atribuição. Didatismo e Conhecimento 109 . O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas. Art. §2º Nenhum acréscimo ou supressão poderá exceder os limites estabelecidos no parágrafo anterior. §1º A inadimplência do contratado. d) para restabelecer a relação que as partes pactuaram inicialmente entre os encargos do contratado e a atribuição da Administração para a justa remuneração da obra. a Administração deverá restabelecer. respeitados os limites estabelecidos no § 1° deste artigo. 67. §3º (Vetado).ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA b) quando necessária à modificação do regime de execução da obra ou serviço. não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento. ou ainda. não caracterizam alteração do mesmo. no caso particular de reforma de edifício ou de equipamento. §5º Quaisquer tributos ou encargos legais criados. SEÇÃO IV . remover. se o contratado já houver adquirido os materiais e posto no local dos trabalhos. caso fortuito ou fato do príncipe. previdenciários. §1º O representante da Administração anotará em registro próprio todas as ocorrências relacionadas com a execução do contrato.DA EXECUÇÃO DOS CONTRATOS Art. determinando o que for necessário à regularização das faltas ou defeitos observados. quando ocorridas após a data da apresentação da proposta. por aditamento. Art. ou previsíveis. §3º Se no contrato não houverem sido contemplados preços unitários para obras ou serviços. desde que regularmente comprovados. fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato. em caso de força maior. §6º Em havendo alteração unilateral do contrato que aumente os encargos do contratado. 71. decorrentes de sua culpa ou dolo na execução do contrato. na hipótese de sobrevirem fatos imprevisíveis.

assinado pelas partes em até 15 (quinze) dias da comunicação escrita do contratado. §3º O prazo a que se refere a alínea b do inciso I deste artigo não poderá ser superior a 90 (noventa) dias. 77. cisão ou incorporação.em se tratando de obras e serviços: a) provisoriamente. assim como as de seus superiores. A Administração rejeitará. Executado o contrato. do serviço ou do fornecimento. §2º O recebimento provisório ou definitivo não exclui a responsabilidade civil pela solidez e segurança da obra ou do serviço. A inexecução total ou parcial do contrato enseja a sua rescisão. bem como a fusão. b) definitivamente. 76. sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais. não admitidas no edital e no contrato.o cometimento reiterado de faltas na sua execução. XII . 67 desta lei. serviço ou fornecimento. b) definitivamente. VI .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Art. projetos ou prazos. desde que não se componham de aparelhos. anotadas na forma do 1º do art. respectivamente. Art. mediante termo circunstanciado. no todo ou em parte. Art. §1º Nos casos de aquisição de equipamentos de grande vulto. serviços ou compras. por servidor ou comissão designada pela autoridade competente. acarretando modificação do valor inicial do contrato além do limite permitido no § 1º do art. ou vistoria que comprove a adequação do objeto aos termos contratuais observados o disposto no art. Salvo disposições em contrário constante do edital. SEÇÃO V . inciso II. poderá subcontratar partes da obra.em se tratando de compras ou de locação de equipamentos: a) provisoriamente.obras e serviços de valor até o previsto no art. serviço ou fornecimento. levando a Administração a comprovar a impossibilidade da conclusão da obra. II . dentro dos limites estabelecidos pela lei ou pelo contrato. testes e demais provas exigidos por normas técnicas oficiais para a boa execução do objeto do contrato correm por conta do contratado. 73. Poderá ser dispensado o recebimento provisório nos seguintes casos: I . 23. especificações. Nos casos deste artigo. mediante recibo. 65 desta lei.DA INEXECUÇÃO E DA RESCISÂO DOS CONTRATOS Art. desta lei. para efeito de posterior verificação da conformidade do material com a especificação.o atraso injustificado no início da obra. a cessão ou transferência. §4º Na hipótese de o termo circunstanciado ou a verificação a que se refere este artigo não serem. VIII . IV . 72. alínea a. nos prazos estipulados. pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização. justificados e determinados pela máxima autoridade da esfera administrativa a que está subordinado o contratante e exaradas no processo administrativo a que se refere o contrato. os ensaios.a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da empresa. com as consequências contratuais e as previstas em lei ou regulamento.o desatendimento das determinações regulares da autoridade designada para acompanhar e fiscalizar a sua execução. nos demais.serviços profissionais. especificações. 69 desta lei. XI . equipamentos e instalações sujeitos à verificação de funcionamento e produtividade. 75. III . X . O contratado. o seu objeto será recebido: I . II . sem justa causa e prévia comunicação à Administração. IX . do convite ou de ato normativo. na execução do contrato.a subcontratação total ou parcial do seu objeto. obra.a supressão. Didatismo e Conhecimento 110 . 78. de alta relevância e amplo conhecimento. salvo em casos excepcionais. Art. assinado pelas partes. o recebimento será feito mediante recibo. 74. VII . desde que comunicados à Administração nos 15 (quinze) dias anterior à exaustão dos mesmos. por parte da Administração.o cumprimento irregular de cláusulas contratuais. V .a dissolução da sociedade ou o falecimento do contratado. de obras. nem ético-profissional pela perfeita execução do contrato. III .não cumprimento de cláusulas contratuais. projetos e prazos.gêneros perecíveis e alimentação preparada. Parágrafo único. II .a decretação de falência ou a instauração de insolvência civil. XIII . após o decurso do prazo de observação. Art. mediante termo circunstanciado. após a verificação da qualidade e quantidade do material e consequente aceitação. Art. lavrado ou procedido dentro dos prazos fixados. a associação do contratado com outrem.a paralisação da obra. até o limite admitido. total ou parcial. pela Administração. que prejudique a execução do contrato. em cada caso. Constituem motivo para rescisão do contrato: I . devidamente justificados e previstos no edital. serviço ou fornecimento executado em desacordo com o contrato.a lentidão do seu cumprimento.razões de interesse público. do serviço ou do fornecimento. reputar-se-ão como realizados. o recebimento far-se-á mediante termo circunstanciado e.

XV .(Vetado). nos casos enumerados nos incisos I a XII e XVII do artigo anterior. e dos valores das multas e indenizações a ela devidos. que poderá dar continuidade à obra ou ao serviço por execução direta ou indireta. II . serviço ou fornecimento. 27. ou parcelas destes. na forma do inciso V do art. descritos abaixo. §5º Ocorrendo impedimento. §2º Quando a rescisão ocorrer com base nos incisos XII a XVII do artigo anterior. o ato deverá ser precedido de autorização expressa do Ministro de Estado competente. nesses casos. no máximo. 80. 79. Art. por parte da Administração. XVII . instalações. §4º A rescisão de que trata o inciso IV do artigo anterior permite à Administração. salvo em caso de calamidade pública. impeditiva da execução do contrato. podendo assumir o controle de determinadas atividades de serviços essenciais. grave perturbação da ordem interna ou guerra. Art. reduzida a termo no processo da licitação. §1º A rescisão administrativa ou amigável deverá ser precedida de autorização escrita e fundamentada da autoridade competente. XVI . independentemente do pagamento obrigatório de indenizações pelas sucessivas e contratualmente imprevistas desmobilizações e mobilizações e outras previstas.judicial. IV . no estado e local em que se encontrar. manter o contrato.retenção dos créditos decorrentes do contrato até o limite dos prejuízos causados à Administração. distribuindo-se em categorias segundo a sua especialização profissional subdivididas em grupos. 36). nos termos da legislação. o direito de optar pela suspensão do cumprimento das obrigações assumidas até que seja normalizada a situação. de área. por ordem escrita da Administração. o interessado fornecerá os documentos exigidos no Art. IV . II . 58 desta lei. para ressarcimento da Administração.pagamento devido pela execução do contrato até a data da rescisão. III . Os casos de rescisão contratual serão formalmente motivados nos autos do processo. ou ainda por repetidas suspensões que totalizem o mesmo prazo. bem como das fontes de materiais naturais especificadas no projeto. sem que haja culpa do contratado. salvo em caso de calamidade pública. de acordo com sua Capacidade Técnica e Idoneidade Financeira. conforme o caso. a seu critério.assunção imediata do objeto do contrato. §2º É permitido à Administração. 34). §1º A aplicação das medidas previstas nos incisos I e II deste artigo fica a critério da Administração. no caso de concordata do contratado. III . o cronograma de execução será prorrogado automaticamente por igual tempo.a suspensão de sua execução. local ou objeto para execução de obra. assegurado ao contratado.a ocorrência de caso fortuito ou de força maior. ou atualização. já recebidos ou executados. A rescisão de que trata o inciso I do artigo anterior acarreta as seguintes consequências. necessários à sua continuidade.ocupação e utilização do local. por prazo superior a 120 (cento e vinte) dias.amigável. aplicar a medida prevista no inciso I deste artigo. serviços ou fornecimento. um ano.devolução de garantia. equipamentos.o atraso superior a 90 (noventa) dias dos pagamentos devidos pela Administração decorrentes de obras.determinada por ato unilateral e escrita da Administração. §3º Na hipótese do inciso II deste artigo. (art. III . regularmente comprovada.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA XIV . REGISTRO REGISTROS CADASTRAIS/HABILITAÇÃO Os Órgãos e Entidades da Administração Pública que realizem licitações manterão Registros Cadastrais para efeito de HABILITAÇÃO. Parágrafo único. I . grave perturbação da ordem interna ou guerra. paralisação ou sustação do contrato. Didatismo e Conhecimento 111 . válidos por. será este ressarcido dos prejuízos regularmente comprovados que houver sofrido. II . §4º (Vetado). nos prazos contratuais. material e pessoal empregados na execução do contrato. §3º (Vetado). ou Secretário Estadual ou Municipal.pagamento do custo da desmobilização.execução da garantia contratual. tendo ainda direito a: I . assegurado o contraditório e a ampla defesa. desde que haja conveniência para a Administração. A rescisão do contrato poderá ser: I .a não liberação. sem prejuízo das sanções previstas nesta lei. Ao requerer a Inscrição no Cadastro. sendo facultado as Unidades Administrativas utilizarem-se de Registros Cadastrais de Outros Órgãos (art. por acordo entre as partes. assegurado ao contratado o direito de optar pela suspensão do cumprimento de suas obrigações até que seja normalizada a situação. por ato próprio da Administração.

apresentar a documentação exigida no ato convocatório ou estar inscrita no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – SICAF. A Administração ao licitar. Estadual e Municipal. a Administração deverá adotar os seguintes procedimentos: a) empenhar: antes de emitir a nota de empenho.95. os documentos são os previstos no art. a ele aderirem (Poderes Legislativo. II – registro comercial. 2. Através da Instrução Normativa nº 05. Art.07. relativo ao domicílio ou sede do licitante pertinente ao seu ramo de atividades e compatível com o objeto contratual. I – prova de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). de 25/11/2002.1 Nas Tomadas de Preços. e ato de registro ou autorização para funcionamento expedido pelo órgão competente. serão emitas em conjunto e terão a validade de 180 dias. estadual. 29 da Lei 8. acompanhado de documentos de eleição de seus administradores.09. b) Assinatura de contrato: deverá ser efetuado o cadastramento da empresa. de 27. regulamentada pelo Dec. b) A regularidade com a Fazenda Federal.666/93. independentemente da apresentação de CRC. expressamente. Judiciário. de 05/09/2002.08. Certificado. Esse Certificado. e. no caso de sociedades por ações.07. HABILITAÇÃO JURÍDICA Tem como objeto verificar se o interessado tem os pressupostos jurídicos necessários à validade da contratação. previstas nos incisos III e IV do art. IV – Prova de regularidade relativa à Seguridade Social e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). o que consta do Dec. do extinto MARE foi instituído Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – SICAF. nº 4. V – Cumprimento do disposto no Inciso XXXIII do art. REGULARIDADE FISCAL Comprovação do participante que está quite com as obrigações fiscais nas áreas federal.512. I – cédula de identidade.99 (trabalho do menor). IV – inscrição do ato constitutivo. 29. acompanhada de prova de diretoria em exercício. DOCUMENTOS/HABILITAÇÃO 1. através da Medida Provisória nº 258. 32 . estatuto ou contrato social em vigor. de 31.722. de 21. bem como a regularidade com a Seguridade Social.666/99.2005 –DOU 16. ou outra equivalente na forma lei.2005. no caso de empresa individual. Didatismo e Conhecimento 112 . Com a criação da Receita Federal do Brasil. 28 da Lei 8.10. V – decreto de autorização. onde permite a empresa participante. prevista nos incisos I e II do art.2 Nas concorrências.2005 . nos termos que constitui-se como Registro Cadastral dos Órgãos que integram o Sistema de Serviços Gerais – SISG (Administração Pública Federal direta. de 21. mediante apresentação facultativa do CRC ou dos documentos relativos aos citados incisos. com base no reexame da documentação apresentada para habilitação. no SICAF.666/93 substitui os documentos exigidos para a Habilitação Jurídica. demonstrando situação regular no cumprimento dos encargos sociais instituídos por lei.854. antes da contratação. se houver. devidamente registrado.485. no caso de sociedades civis.08. III – Prova de regularidade para com Fazenda Federal. nº 4. através do Decreto nº 5. as Certidões da RECEITA FEDERAL DO BRASIL. a) A prova de inscrição no CNPJ/CPF ou na Fazenda Estadual/Municipal. nº 3.2005 . III – Qualificação Econômico-Financeira. IV – Regularidade Fiscal. alterado pelo Dec. II – Prova de inscrição no Cadastro de Contribuintes Estadual ou Municipal. III – ato constitutivo. cada unidade deverá consultar ao SICAF. será feita: 1. 1.666/93. quando a atividade assim o exigir. para identificar possível proibição de contratar com poder público. Caso a empresa não esteja inscrita no SICAF. mediante apresentação obrigatória do CRC. Distrito Federal e Municipal. tanto nas Concorrências quanto nas Tomadas de Preços. Ministério Público e Forças Armadas).08. Qualificação Econômico-Financeira e Regularidades Fiscal. e a Portaria Conjunta n° 02 da Receita Federal do Brasil e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.2005. em se tratando de empresa ou sociedade estrangeira em funcionamento no País. estabelece que desde 1601. de 09/01/2001. que dispõe sobre a prova de regularidade fiscal perante a fazenda Nacional . de 15. Autarquias e Fundações) e dos demais Órgãos ou Entidades que. 37 da Constituição Federal e na Lei nº 9. renovável sempre que atualizarem o registro. II – Qualificação Técnica.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA I – Habilitação Jurídica. devidamente atualizada. Será fornecido aos inscritos. deverá observar além das exigências de habilitação prevista nos artigos de 27 a 31 da Lei nº 8. na forma do Art. em se tratando de sociedades comerciais.§ 3º da lei 8. 29 deverão ser comprovados mediante apresentação das respectivas certidões.358. e as da DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO . Estadual e Municipal do domicílio ou sede do licitante.

em termos práticos. obras ou serviços. A exigência de certidão negativa de falência ou concordata. devem ser apresentadas as certidões do INSS e FGTS. III – garantia. Certidão negativa de distribuição de pedido de falência ou concordata (pessoa jurídicas). 3. . bem como a comprovação de capital social ou de patrimônio líquido. Limitadas às hipóteses previstas nos incisos do art. II – Certidão Negativa de Falência ou Concordata expedida pelo distribuidor da sede da pessoa jurídica. . 2. e. ou de pedido de execução patrimonial (pessoas físicas). 30 da Lei 8..666/93. Didatismo e Conhecimento 113 .Recebimento dos documentos e informações pertinentes. vedada a sua substituição por balancetes ou balanços provisórios. que comprovem a boa situação financeira da empresa. ou quaisquer outras não previstas na Lei que inibam a participação na Licitação: . o Edital pode exigir basicamente três condições: Apresentar balanço patrimonial e demonstrações contábeis do último exercício social. QUALIFICAÇÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA O objetivo é verificar se o licitante tem condições para realizar despesas necessárias à execução do objeto na forma do edital. fornecidos por pessoa jurídica de direito público ou privado. quando exigido.Recursos humanos e materiais. proporciona maior segurança à Administração. 1. . I – registro ou inscrição na entidade profissional competente. vedada a limitações de tempo ou de época ou ainda em locais específicos. as exigências podem ser reduzidas ou até dispensadas. resumem-se nos aspectos básicos. fiança bancária – art. Garantia. A análise de balanço patrimonial e demonstrações contáveis devem ser feita por meio de índices contábeis previamente definidos no edital. 56). Art. de que recebeu os documentos. O inciso III do art.Metodologia de execução. As exigências relativas à qualificação técnica. cabendo o licitante escolher (caução em dinheiro ou títulos de dívida pública. deve ser efetivada com o assessoramento de contadores habilitados.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA c) A regularidade com a Fazenda Federal deve contemplar tanto a Dívida Ativa da União quanto os Tributos Administrados pela SRF. 30. São vedados quaisquer procedimentos pelos ordenadores de despesas que viabilizem a execução de despesas sem comprovada e suficiente disponibilidade de dotação orçamentária. III – comprovação. Art. vedada a indicação da modalidade pela Administração. nas mesmas modalidades e critérios previstos no “caput” e § 1º do art. podendo ser atualizados por índices oficiais quando encerrado há mais de 3 (três) meses da data de apresentação da proposta. limitada a 1% (um por cento) do valor estimado do objeto da contratação. QUALIFICAÇÃO TÉCNICA Condições de desempenho do participante na área profissional pertinente ao objeto da licitação. 3.Registro ou inscrição na entidade profissional competente. 56 desta Lei. I – Balanço Patrimonial e demonstrações contábeis do último exercício social.666/93. e indicação das instalações e do aparelhamento e do pessoal técnico adequados e disponíveis para a realização do objeto de licitação. quantidades e prazos com o objeto de licitação. d) Nos convites. expedida no domicílio da pessoa física. II – comprovação de aptidão para desempenho de atividade pertinente e compatível em características. quando for o caso.Aptidão para desempenho – Certidões/Atestados. quando for o caso. fornecimento. ou de execução patrimonial. Nas compras para entrega imediata. Análise dos balanços. já exigíveis e apresentados na forma da lei. IV – prova de atendimento de requisitos previstos em lei especial. . bem como da qualificação de cada um dos membros da equipe técnica que se responsabilizará pelos trabalhos. 31 da lei 8.Atendimento de requisitos previstos em lei especial. nas mesmas modalidades das contratuais. de que tomou conhecimento de todas as informações e das condições locais para o cumprimento das obrigações objeto da licitação. conforme o caso. Para a Qualificação Econômico-Financeira. refere-se ao Termo de Vistoria. seguintes: . . as exigências de qualificação técnica devem ser inseridas no edital de acordo com as características e peculiaridades do objeto: compras. seguro-garantia. 30.Capacitação técnico-profissional. procedendo-se à sistematização do rol previsto pela lei. fornecida pelo órgão licitante. embora não seja obrigatória.

o arrolamento é analítico. com a contagem física de todos os itens de uma só vez. Os critérios de avaliação dos componentes patrimoniais devem ter sempre por base o custo. É um instrumento de controle para verificação dos saldos de estoques nos almoxarifados e depósitos. e no início e término da gestão. apurando a ocorrência de dano. O simples arrolamento não interessa para a contabilidade se não for completado pela avaliação. O inventário rotativo é feito no decorrer do ano fiscal da empresa. isto é. bem como a correta fixação da plaqueta de identificação. função na massa patrimonial e a sua finalidade. exceto mediante autorização específica das unidades de controle patrimonial. a época da inventariação será: anual para todos os bens móveis e imóveis sob responsabilidade da unidade gestora em 31 de dezembro (confirmação dos dados apresentados no Balanço Geral). O inventário pode ser geral ou rotativo: O inventário geral é elaborado no fim de cada exercício fiscal de cada empresa. periodicamente ou a qualquer tempo. Além disso. Os diversos tipos de inventários são realizados por determinação de autoridade competente. mas também como medida de controle. bem como a responsabilidade dos setores onde se localizam tais bens. O inventário é dividido em três fases: Levantamento: compreende a coleta de dados sobre todos os elementos ativos e passivos do patrimônio e é subdividido nas seguintes partes: identificação. informando seu estado de conservação. para comparar a quantidade física com os dados contabilizados em seus registros. A fim de manter atualizados os registros dos bens patrimoniais. ou do dirigente do órgão. Através do inventário pode-se confirmar a localização e atribuição da carga de cada material permanente. Levantamento contábil é o levantamento pelo apanhado de elementos registrados nos livros e fichas de escrituração. Podem-se verificar também no inventário as necessidades de manutenção e reparo e constatação de possíveis ociosidades de bens móveis. Inventário na administração pública: Inventário são a discriminação organizada e analítica de todos os bens (permanentes ou de consumo) e valores de um patrimônio. Os inventários na Administração Pública devem ser levantados não apenas por uma questão de rotina ou de disposição legal. e o que realmente existe em estoque. material ou de fato é o levantamento efetuado diretamente pela identificação e contagem ou medida dos componentes patrimoniais. o arrolamento serve apenas para controle da existência dos componentes patrimoniais. e precisam estar resguardados quanto a quaisquer danos. Sem a expressão econômica. Avaliação: é nesta fase que é atribuída uma unidade de valor ao elemento patrimonial.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INVENTÁRIO O Inventário determina a contagem física dos itens de estoque e em processos. Para fins de atualização física e monetária e de controle. pois a legislação estabelece que o levantamento geral de bens móveis e imóveis terá por base o inventário analítico de cada unidade gestora e os elementos da escrituração sintética da contabilidade (art. concentrando-se em cada grupo de itens em determinados períodos. constantes do sistema financeiro. com o objetivo de apurar a responsabilidade dos agentes sob cuja guarda se encontram determinados bens. ou pelos valores constantes de inventários já existentes. Nas fases do inventário dois pontos devem ser destacados sobre as fases do inventário: o levantamento pode ser físico e/ou contábil: Levantamento físico. tendo em vista que os bens nele arrolados não pertencem a uma pessoa física. com o objetivo de se conhecer a exatidão dos valores que são registrados na contabilidade e que formam o Ativo e o Passivo ou. Quando tais componentes são relacionados individualmente. detectar irregularidades e providenciar as medidas cabíveis. dos livros. Durante a realização de qualquer tipo de inventário. de 17 de março de 1964). com indicação da data de aquisição. num determinado momento. possibilitando maior racionalização e minimização de custos. e mantendo atualizados e conciliados os registros do sistema de administração patrimonial e os contábeis. Na Administração Pública o inventário é obrigatório. visando atender uma finalidade específica. por iniciativa própria do Setor de Patrimônio e das unidades de controle patrimonial ou de qualquer detentor de carga dos diversos centros de responsabilidade. o inventário também pode ser utilizado para subsidiar as tomadas de contas indicando saldos existentes. permitindo a atualização dos registros dos bens permanentes bem como o levantamento da situação dos equipamentos e materiais em uso. Na Administração Pública. ainda. o inventário é entendido como o arrolamento dos direitos e comprometimentos da Fazenda Pública.320. na substituição dos respectivos responsáveis. Arrolamento: é o registro das características e quantidades obtidas no levantamento. feito periodicamente. a Administração Pública deve proceder ao inventário mediante verificações físicas pelo menos uma vez por ano. 96 da Lei Federal n° 4. e da existência física dos bens em uso no órgão ou entidade. Os bens serão inventariados pelos respectivos valores históricos ou de aquisição. com subsequente comunicação formal a Comissão de Inventário de Bens. Didatismo e Conhecimento 114 . A atribuição do valor aos componentes patrimoniais obedece a critérios que se ajustam a sua natureza. fica vedada toda e qualquer movimentação física de bens localizados nos endereços individuais abrangidos pelos trabalhos. sem qualquer tipo de parada no processo operacional. a fim de eliminar as discrepâncias que possam existir entre os valores contábeis. extravio ou qualquer outra irregularidade. mas ao Estado. no caso de bens móveis. agrupamento e mensuração. O arrolamento pode apresentar os componentes patrimoniais deforma resumida e recebe a denominação “sintética”. quando conhecidos.

e fazer a faturação. Estas tarefas são indispensáveis e podem ainda surgir outras adicionais de preparação. que no passado tinham de ser feitas manualmente. objetivos sociais. reduzindo também o tempo de ciclo do pedido do cliente (Ballou. sendo que os códigos de barras são os que maiores benefícios trazem para estas atividades. Se por um lado o EDI é o método mais seguro. número da inscrição. prazo. transcrever as informações do pedido à medida das necessidades. 122-123). A necessidade desses dois cadastros é devida a situações em que o comprador desconhece o fornecedor de determinado produto. número do CNPJ.). Já existem sistemas automatizados para realizar estas tarefas. condições de pagamento. especificando os materiais que fabricam. dos quais apresentamos modelos. ou os computadores das empresas. tais como. os cancelamentos e as alterações de prazos de entrega. nesse ele deve consultar o cadastro de material. pois não há risco de fuga de informações. linhas de produtos ou mercadorias. através da internet. preparar os documentos necessários para o pedido. verificar a situação de crédito do cliente.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CADASTRO DE FORNECEDORES. mas com o aperfeiçoamento e aumento da segurança da internet prevê-se que no futuro as informações via EDI e internet se torne numa só. A indústria da saúde é um bom exemplo. que nos dão a descrição dos produtos pretendidos. os sites dos fornecedores com informação acerca dos seus produtos ou até a possibilidade de fazer as encomendas online. existem várias tarefas que têm de ser realizadas ao receber o pedido. tornando o tempo de preparação do pedido mais curto. já geram pedidos diretamente para evitar as faltas de stock. por serviço postal ou entregue por funcionários. O setor de compras deve possuir dois tipos de cadastro. Didatismo e Conhecimento 115 . antes do pedido ficar pronto. qualidade e condições de pagamento. pessoas para contato. sendo a relação entre o desempenho e as receitas o maior desafio. política de descontos etc. não diferenciáveis (Ballou. a primeira atividade a efetuar no ciclo de processamento é a transmissão de informações. ou seja. conferir se há existências dos itens encomendados. comunicações de satélite ou EDI. ou eletronicamente. que é uma ligação electrónica exclusiva entre os computadores dos compradores e dos vendedores. estas atividades estão muito facilitadas. é muito mais dispendioso do que a internet. as devoluções. são elas: verificar a exatidão das informações contidas. os recebimentos. tais como. sendo a transmissão via postal o método mais lento e o intercâmbio electrónico o método mais rápido. Estas tecnologias vão aos poucos eliminando várias tarefas. Uma excelente fonte de informação sobre a performance do fornecedor é também acompanhar as suas entregas. O tempo para a transmissão de informações varia conforme o método utilizado. que devem ser comparadas com o seu preço. 2006). Ainda há uma grande quantidade de empresas a utilizar o EDI. Esta transmissão pode ser realizada manualmente. ou que representam. ou seja. Toda empresa deve possuir um bom cadastro. o seu tamanho e quantidade. quando então existem condições de escolher o fornecedor ou prováveis fornecedores de determinado material. Transmissão do Pedido Quando o pedido já foi efetuado. a determinação da disponibilidade de stock e a transmissão de um pedido a um encarregado de vendas podem também fazer parte da preparação do pedido. Uma grande dúvida que existe atualmente é qual será o melhor método a utilizar entre o EDI e a internet. O preenchimento de formulários. Existem várias ferramentas que são uma grande ajuda tais como: os códigos de barra. Os avanços tecnológicos assumem grande importância no recebimento de pedidos. As características de desempenho que têm de ser pesadas para a escolha do método a utilizar são a rapidez. p. Estima-se que os códigos de barras podem reduzir em bilhões de dólares o total de gastos das empresas. ACOMPANHAMENTO DE PEDIDOS Da preparação do pedido fazem parte todas as atividades relacionadas com a recolha de informações acerca dos produtos e serviços pretendidos e com a sua requisição formal de forma a serem adquiridos. máquinas de fax. Através deste cadastro é que se realizará a seleção dos fornecedores que atendam a quatro condições básicas de uma boa compra: preço. as alterações de preço e condições de pagamento. pois o uso de códigos de barras nos suprimentos médicos podem reduzir de forma drástica os custos de suprimento. o método mais utilizado atualmente. onde são registradas as informações necessárias sobre os fornecedores (endereço. Esta atividade passa por transmitir os documentos do ponto de origem para o fornecedor. prazo médio de entrega. pois melhoram significativamente as cadeias de suprimentos. tendo como finalidade registrar as compras efetuadas. a confiabilidade e a precisão. um por fornecedor e outro por tipo de material. Com o desenvolvimento da tecnologia. O cadastro de fornecedor reúne fichas de diversos fornecedores. o cadastro de material são fichas em que se identificam os fornecedores aprovados dos quais se pode adquirir. a descrição. Um dos documentos primordiais do Departamento de Compras é o Cadastro de Fornecedor e a Ficha de Material. a quantidade e o preço dos itens. que através do intercâmbio electrónico de dados. O Recebimento dos Pedidos Antes de atender aos pedidos.

As etapas deste processo são o acompanhamento e localização dos pedidos ao longo de todo o seu ciclo. o que reduz os custos nos transportes. mesmo com níveis de existências elevados. e a comunicação ao cliente da localização do pedido e a previsão da data da sua entrega. os seus limites de tamanho e o seu momento de entrada afetam o tempo de ciclo. ocorre o parcelamento do embarque. independentemente de ser a partir de existências ou pela produção.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O recebimento de pedidos também sofreu uma grande mudança com a utilização de computadores. Didatismo e Conhecimento 116 . portanto tem de ser uma opção ponderada entre os custos de informação e transporte e o benefício da manutenção do nível dos serviços. pois a probabilidade de o pedido não estar disponível nas existências é igual à multiplicação da probabilidade de cada item. julgue os próximos itens. Nem todas as empresas definem regras para a entrada e processamento de pedidos. Algumas destas atividades podem ser realizadas paralelamente às do recebimento de pedidos. Também pode ser imposto um volume mínimo de pedidos aceites. Para evitar entregas parciais e grandes demoras na informação sobre a situação dos pedidos. embagem e produção. Por exemplo. produção e compra. imponha multa administrativa a uma empresa faltosa. que é aperfeiçoado constantemente. As definições de prioridades de atendimento evitam que os atrasos se deem relativamente aos pedidos dos clientes mais importantes. Quando não há existências para satisfazer um pedido. Esta decisão requer procedimentos de processamento sofisticados (Ballou. Algumas regras de priorização: • primeiro a ser recebido. se uma equipa de vendas se se organizar e realizar várias tarefas ao mesmo tempo. ele se afasta do interesse público exigido legalmente. reduzindo assim o tempo de ciclo. que substituem a contagem de existências manualmente e as ações de transcrição. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 2. isto não é uma boa opção do ponto de vista do cliente. a colheita dos pedidos. e preparar a documentação para o embarque. primeiro a ser processado. 2006).CESPE ) A conduta abusiva da administração pode ocorrer quando o servidor atua fora dos limites de sua competência ou quando.CESPE ) Considerando que uma agência reguladora. pode ser criada uma rota de transportes eficiente que vai reduzir substancialmente os custos (Ballou. programar o embarque das entregas. As prioridades de atendimento que são estabelecidas têm influência no tempo total de processamento. embalar os itens para embarque. (ANAC 2012 . 2006). • os pedidos com menor prazo de entrega. • primeiro os pedidos menores e menos complexos. Esta atividade não tem influência no tempo de ciclo do processamento do pedido porque é feita paralelamente às outras atividades. Logo o tempo de processamento do pedido poderá ser maior do que o esperado. EXERCÍCIOS QUESTÃO 1. é somado ao tempo de ciclo do pedido na mesma proporção do tempo de colheita. A tecnologia tem grande influência no acompanhamento da situação dos pedidos. as empresas de transporte de encomendas conseguem informar os seus clientes da localização dos produtos que transportam através de códigos de barra com leitura a laser e uma rede mundial de computadores e software projetado de propósito para estas empresas. O relatório de andamento pode não diminuir o tempo total de ciclo do pedido. O processamento dos pedidos. ou seja. A distribuição de tarefas no atendimento de pedidos. o que gera atrasos significativos nos pedidos dos cientes. Juntando vários pedidos paralelos que vão para a mesma região. A probabilidade de ocorrer parcelamento é relativamente elevada. • os pedidos com menos tempo até à data de entrega. vão conseguir reduzir o tempo de ciclo do pedido. • os pedidos com ordem de prioridade especificada. Relatório da Situação do Pedido A última atividade do processamento de pedidos pretende manter os clientes informados acerca de quaisquer atrasos que possam ocorrer. • o pedido de menor tempo de processamento. Desta forma. 2006). (ANAC 2012 . A escolha das regras de prioridade tem haver com os critérios de justiça para os clientes. assim como a sua localização física e temporal (Ballou. embora dentro de sua competência. Atendimento dos Pedidos O atendimento pretende realizar as seguintes tarefas: adquirir os itens mediante retirada das existências. no exercício do poder de polícia. Evidentemente. os templos de ciclo dos pedidos são hoje muito mais reduzidos do que à alguns anos atrás. deve-se reter o pedido até à reposição dos itens em falta. mas pode ser importante elemento do composto de serviços oferecidos ao cliente. Estes sistemas de informação conseguem identificar quem recebeu determinada encomenda.

VUNESP . (TRT 23ª 2011 . é correto afirmar que: A. D. desvio de poder. do poder hierárquico e do abuso de poder. pratica o ato com fins diversos dos objetivados pela lei ou exigidos pelo interesse público. (MPU 2010 .INSPETOR )Com relação aos poderes e atos administrativos. (TJ/SP 2013 . B. QUESTÃO 4. o abuso de poder constitui ilícito penal. pode se configurar nas modalidades de excesso de poder e desvio de finalidade ou de poder. de cargo em comissão ou de função de confiança. ocorre quando a autoridade. C. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 3. mesmo não sendo agente público.FCC .FCC . Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 7. sendo uma espécie de abuso. relativos a abuso de autoridade.ANALISTA JUDICIÁRIO . a invalidação da conduta abusiva só pode ocorrer pela via judicial. restará caracterizado desvio de poder. no que couber. C. B. nunca é causa de nulidade do mesmo. as disposições dessa Lei são aplicáveis.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Caso fique comprovado que a multa administrativa foi imposta por agente da agência reguladora por motivo dissociado do interesse público.ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA) Sobre o abuso de poder. nessa operação. afasta-se do fim colimado para perseguir finalidade diversa da visada. A invalidação da conduta abusiva de um agente público pode ocorrer tanto na esfera administrativa quanto por meio de ação judicial. nepotismo. QUESTÃO 5. apenas. quando o agente. Didatismo e Conhecimento 117 . àquele que. C. clientelismo. sendo certo que essa conduta caracteriza mera falha administrativa. agindo dentro dos limites da sua competência. embora constitua vício do ato administrativo. mas.ANALISTA JUDICIÁRIO – CONTABILIDADE) O abuso de poder A. e. (POLÍCIA CIVIL/CE 2012 . em razão de perseguição pessoal ao dono da empresa apenada. julgue os itens subsequentes. atuando fora dos limites da sua competência.º 8. D. julgue os próximos itens. QUESTÃO 9.CESPE . as ações destinadas a levar a efeito as sanções previstas nessa Lei podem ser propostas até 20 (vinte) anos após o término do exercício de mandato. pratica o ato de forma diversa da que estava autorizado. (PEFOCE/CE 2012 – CESPE) Julgue os seguintes itens. C. é correto afirmar que: A.ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO)No tocante à Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. incúria administrativa grave. (TRE/PI 2009 . caracteriza-se na forma omissiva. B.FCC . não pode ser combatido por meio de Mandado de Segurança. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 6. se caracteriza. induza ou concorra para a prática do ato de improbidade. a aplicação das sanções previstas nessa Lei depende da aprovação ou rejeição das contas pelo Tribunal ou Conselho de Contas. (TRE/AL 2010 . devendo a invalidade ser reconhecida somente por controle judicial. o desvio de finalidade. omissão.ANALISTA PROCESSUAL) Acerca do poder de polícia. Constitui abuso de autoridade o ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica praticado com abuso ou desvio de poder ou sem competência legal. em certas circunstâncias.TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO) Quando uma autoridade tem competência para editar um determinado ato e pratica-o. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 8. D. sendo expressões sinônimas. B.CESPE . não se configura se a Administração retarda ato que deva praticar. E. tem o mesmo significado de desvio de poder. na forma de excesso de poder.4O abuso do poder pela autoridade competente invalida o ato por ela praticado. E. E.429/92). configura um caso de: A. pode se caracterizar tanto por conduta comissiva quanto por conduta omissiva.

E. E. quando for o caso. B. que corresponde ao poder de: A. editar normas complementares à lei. referentes aos poderes dos entes federativos. a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente. será punido com a pena de repreensão escrita o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens. Normas da corregedoria geral da Justiça QUESTÃO 12. contados da publicação da decisão impugnada no Diário Oficial do Estado ou da intimação pessoal do servidor. no prazo de 30 (trinta) dias. embora dentro de sua competência. a conduta do agente que. deverá emitir parecer conclusivo. para alcançar fim diverso daquele que a lei lhe permitiu. por uma única vez. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 15.429/92). que será apresentado à autoridade superior hierárquica à que aplicou a pena. que deve nortear todo o desempenho administrativo. E. sob a alegação de necessidade de serviço. para a sua fiel execução. controlar a atividade de órgãos inferiores. aplicar sanções administrativas a seus subordinados. delegando e avocando atribuições. (STM 2011 . o agente público que prestar falsa declaração de bens. D. da cópia da declaração anual de bens apresentada à Delegacia da Receita Federal.CESPE . com efeito suspensivo e endereçado diretamente à autoridade imediatamente superior àquela que aplicou a punição disciplinar. no prazo de 10 (dez) dias para.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA D. o intuito de Fábio era tão somente perseguir e punir Pedro por desfeita praticada por este contra aquele. caberá recurso: A. por meio de sua assessoria. para atendimento ao interesse público. motivadamente. se afasta do interesse público.ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA)Julgue os itens subsequentes. D. Caracteriza desvio de finalidade. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 14. a inércia de seu comportamento constitui forma omissiva do abuso de poder. Todavia. Pedro foi removido por Fábio. organizar as atividades administrativas. QUESTÃO 11.  Nessa situação. sem prejuízo de outras sanções cabíveis. (FHEMIG 2013 .7Caso autoridade administrativa deixe de executar determinada prestação de serviço a que por lei está obrigada e. a aplicação das sanções previstas nessa Lei depende da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno. endereçado ao Secretário de Estado que. há desvio de poder. QUESTÃO 13.TECNOLOGISTA PLENO I)Acerca dos poderes da administração. instituir limitações às atividades de particulares. (TJ/RR 2012 . para comarca distinta. (MCTI 2012 . lese o patrimônio jurídico individual. é correto afirmar que: A. Certo ( ) Errado ( ) Didatismo e Conhecimento 118 . (TJ/SP 2013 .CESPE . E. a autoridade judicial competente somente poderá determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo após o trânsito em julgado da sentença condenatória. somente será punido com a pena de demissão a bem do serviço público. B. B. mediante a edição de regulamentos e portarias. (TJ/SP 2013 .AUXILIAR ADMINISTRATIVO) Um dos poderes da Administração é o poder regulamentar. C.FCC .ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO) Da decisão que aplicar penalidade. versando apenas sobre a legalidade ou ilegalidade do feito. a declaração de bens será quinquenalmente atualizada e na data em que o agente público deixar o exercício do mandato. consequentemente. no prazo de 30 (trinta) dias. a posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado.VUNESP . julgue o item abaixo.VUNESP . espécie de abuso de poder. no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias.CESPE . por uma única vez.TÉCNICO JUDICIÁRIO)Acerca dos poderes administrativos e do uso e abuso do poder.ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO) No tocante à Declaração de Bens. também conhecido como desvio de finalidade. D. em substituição à Declaração de Bens. C. manter ou reformar a decisão. C. seu superior hierárquico. prevista na Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. não supre a exigência contida na Lei de Improbidade Administrativa a entrega. Considere a seguinte situação hipotética. QUESTÃO 10.º 8. julgue os itens subsecutivos.

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QUESTÃO 16. (SECGE/PE 2010 - CESPE_ME - ANALISTA DE CONTROLE INTERNO - TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO)O abuso de poder constitui desrespeito ao requisito administrativo A. da finalidade. B. da forma. C. do motivo. D. do objeto. E. da competência. QUESTÃO 17. (ANVISA – 2013 Técnico Administrativo) Sobre a Administração Pública, assinale a alternativa correta. A. É o conjunto de ações e atividades desenvolvidas pelo Distrito Federal, direta ou indiretamente, com participação de entes públicos e privados que visam a assegurar determinado direito garantido pela Constituição Federal. B. É o conjunto das atividades que as entidades estatais e as pessoas jurídicas autorizadas ou instituídas por lei a se constituírem, tais como entidades paraestatais, exercem para assegurar a satisfação das necessidades coletivas e o bem-estar da sociedade. C. Trata-se de um conjunto de decretos e/ou projetos de lei formulados para a satisfação de uma ou mais necessidades de bem-estar da sociedade. D. Trata-se de um conjunto de regras de conduta e de controle das atividades dos servidores públicos, com a finalidade de estabelecer o funcionamento equilibrado e o cumprimento dos princípios constitucionais. E. É o conjunto de ações e atividades desenvolvidas durante um mandato eletivo, que pode ter a duração de uma gestão, visando a atender a necessidade de administrar e supervisionar os servidores públicos. QUESTÃO 18. (MP-GO 2013 - Área Administrativa). Com referência aos níveis de abrangência da direção, como parte do processo organizacional, assinale a alternativa correta. (A) A direção em nível global corresponde ao nível estratégico da organização. (B) A direção em nível departamental abrange os grupos de pessoas e tarefas. (C) A direção que abrange a totalidade da organização é feita em nível departamental. (D) A direção em nível operacional é também denominada gerência. (E) A direção em nível operacional corresponde ao nível tático da organização. QUESTÃO 19. (CESP – ANS 2013 Técnico Administrativo) Acerca dos agentes públicos, julgue os itens a seguir: Um secretário estadual de educação é considerado um agente político. ( ) certo ( ) errado QUESTÃO 20. (CESP – 2013 Técnico Administrativo) O princípio contábil da entidade não é aplicável ao setor público, em razão da especificidade da administração pública. ( ) certo ( ) errado QUESTÃO 21. (MP-GO 2013 - Área Administrativa). A administração trata do planejamento, da organização, da direção e do controle de todas as atividades diferenciadas pela divisão de trabalho que ocorram dentro de uma organização. CHIAVENATO, I. Recurso humano. O capital humano das organizações. Rio de Janeiro: Campinas, 2000. Em relação às etapas do processo organizacional, julgue os itens seguintes.
I. Programas, diretrizes e políticas são desdobramentos dos objetivos do planejamento.

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II. As etapas do processo administrativo, na gestão pública, apresentam diferenças em função da legislação e de questões estratégicas. III. A etapa de controle deve se restringir ao final do processo de implementação. IV. O planejamento pode ser influenciado por siglas partidárias e descontinuidade administrativa.

A. B. C. D. E.

Apenas I, II e IV estão corretas. Apenas I e IV estão corretas. Todas estão corretas. Apenas a III está correta. Apenas II está correta.

QUESTÃO 22. (MP-GO 2013 - Área Administrativa). A respeito da melhoria contínua na prestação de serviços, assinale a alternativa correta. (A) A produtividade pode ser melhorada com um gasto de dinheiro em infraestrutura. Entretanto, deve-se criar um método de trabalho para utilizá-la de forma mais produtiva. (B) A melhoria contínua de processo é um método de alto custo para criar ou melhorar métodos de trabalho. (C) A administração deve reconhecer que o investimento em uma boa estrutura deve ser prioritário frente à necessidade de maximizar o potencial de trabalhadores flexíveis e motivados. (D) A melhoria do processo é de responsabilidade do alto escalão gerencial. (E) O envolvimento de equipes, no processo de melhoria contínua, deve ser evitado, pois existe a necessidade de uma avaliação mais individualizada. QUESTÃO 23. (ANVISA – 2013 Técnico Administrativo) Em relação aos conceitos apresentados abaixo, assinale a alternativa incorreta. A. O planejamento consiste em uma tomada de decisão antecipada e reflete sobre o que deverá ser feito, ou seja, do ponto de vista formal, planejar consiste em simular o futuro desejado e, de forma racional, estabelecer antecipadamente os cursos de ação necessários e as ferramentas adequadas para atingir os objetivos. Com ele se define onde se pretende chegar, o que deverá ser feito, de que maneira, em que sequência e produzir de forma estruturada o plano (produto do planejamento). B. A Organização se refere à alocação, distribuição e arrumação dos recursos trazidos de fora da organização para dentro. Considerando que nem toda organização tem disponível todos os recursos que precisa para atingir seus objetivos, surge, então, a necessidade de trazer estes recursos para dentro da estrutura. Exemplo: quando uma organização está comprando equipamentos, computadores, contratando pessoas, fazendo concurso público ela está na fase da organização. C. O Controle tem como função manter o bom desempenho dos recursos (pessoas e equipamentos) ou valores de uma variável dentro de limites pré-estabelecidos. Esta função exige a medição da produção comparada a padrões de desempenho previamente definidos e exige limites admissíveis de variação de desempenho, tomando ações corretivas, quando necessárias. D. A Direção tem como função dinamizar o processo de trabalho através da ativação das pessoas por meios chamados de meios de direção que são 6 (seis): Ordem/ Instrução, Comunicação, Motivação, Coordenação, Negociação e Liderança. E. O Processo Administrativo é um processo formado por 4 (quatro) funções básicas da administração, sendo estas: Planejamento, Organização, Controle e Direção. QUESTÃO 24. (FHEMIG 2013 - FCC - Gestão Pública) Define-se Gestão Pública como: A. o estudo aplicado as organizações públicas. B. a ciência aplicada ao campo empresarial. C. o campo do conhecimento e do trabalho relacionados às organizações, cuja missão seja de interesse público ou este afete.
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D. uma tarefa exclusiva para os cargos eletivos (prefeitos, governadores etc.) E. uma função exclusiva para os funcionários públicos concursados. QUESTÃO 25. (TRT 9ª 2013 - FCC - Analista Judiciário - Área Administrativa) O Planejamento estratégico tem como foco central: A. alcançar o potencial máximo da organização através do fortalecimento da capacidade de prever ocorrências futuras com impacto estratégico nas metas de longo prazo. B. realizar metas organizacionais de longo alcance, através da priorização de enfrentamento das incertezas ambientais internas. C. capacitar os níveis diretivos superiores para enfrentar as incertezas ambientais externas. D. reduzir as incertezas em ambientes competitivos para alcançar resultados precisos no curto prazo. E. fortalecer a sinergia entre as capacidades efetivas da organização visando alcançar seu pleno potencial de ação num ambiente de incerteza sistêmica. QUESTÃO 26. (STF – 2008 Técnico – Área Administrativa) Segundo Shakespeare, cada pessoa é o caminho que ela mesma segue. Os caminhos da organização são os seus processos e o ato de escolha desses caminhos está voltado para o planejamento estratégico. Desse modo, a organização, para seu sucesso, depende da atuação do gestor, que deve escolher bem seus caminhos e fazer que seus integrantes os trilhem da melhor maneira possível. Nesse contexto, julgue os itens que se seguem. Os macroprocessos, processos e subprocessos são atividades e(ou) tarefas que iniciam e terminam com o cliente externo, variando apenas o nível de complexidade e tamanho de cada um deles. ( ) certo ( ) errado QUESTÃO 27. Uma organização com estrutura formada por equipes altamente especializadas e responsáveis por todo o fluxo do processo de produção, pelos resultados finais e pela comercialização apresenta a departamentalização por produto. ( ) certo ( ) errado QUESTÃO 28. Acerca de gestão da qualidade e de gestão de processos nas organizações, julgue os itens que se seguem: A ligação entre os processos organizacionais e a estratégia da organização ocorre na estruturação e na sistematização das atividades, implementadas em virtude do desdobramento das estratégias em projetos e processos. ( ) certo ( ) errado QUESTÃO 29. (STF – 2008) Quanto à organização administrativa, julgue os itens a seguir. A divisão de determinado tribunal em departamentos visando otimizar o desempenho, para, posteriormente, redistribuir as funções no âmbito dessa nova estrutura interna, é um exemplo de descentralização. ( ) certo ( ) errado QUESTÃO 30. Assinale a alternativa verdadeira, quanto as Reformas do Estado Brasileiro, pode dizer que: a) O Brasil encontra-se orientado segundo os preceitos da Administração Gerencial, que sucedeu a Administração Burocrática, trazendo maior velocidade na prestação de serviços públicos. b) No plano político, o Brasil é um Estado democrático e no plano administrativo encontra-se entre o burocrático e o gerencial. c) O Brasil conseguiu implementar uma burocracia civil forte, como propunha a reforma de 1936. QUESTÃO 31. (CERB UNEB, 2012) Conhecimentos Específicos – Administração. Acerca da Administração Pública Estratégica, é correto afirmar: a) A nova administração pública dá ênfase à eficiência e, principalmente, à gestão baseada na percepção da complexidade do ambiente e dos problemas enfrentados, dando foco em resultados, que se expressam na orientação para o desempenho e que pressupõem planejamento, definição dos instrumentos, mensuração de desempenho e avaliação. b) Para atuar no novo perfil da gestão pública, os governos nunca devem buscar estratégicos da iniciativa privada, uma vez que são limitados pela legalidade estrita. c) A questão da visão de futuro em nada tem a ver com a percepção do novo ambiente organizacional da gestão pública ou com as novas variáveis situacionais. d) A nova administração pública dá ênfase, principalmente, à definição de alguns objetivos legalmente traçados, com foco em procedimentos, que se expressam na orientação para o desempenho e que prescindem o planejamento.
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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA e) A simplicidade da gestão pública tem a ver com a abordagem normativista. No Processo de mudança organizacional as forças internas são: a)    São Forças que se originam de um cenário internacional. desempenho. sendo conduzido por pessoas dentro de parâmetros de tempo. identificando necessidade de treinamentos. Assinale a alternativa incorreta: a) O planejamento de nível operacional tem horizonte de médio prazo. b)    Emitir relatórios ao departamento pessoal para que sejam feitos os devidos descontos no salário por falhas individuais na produção. meio e fim. e) realistas. desafiadoras. II e III estão corretas. c)    São Forças que partem das atividades. decisões. Falando sobre gerenciamento de projetos qual alternativa está correta? I-            Gerência de projeto é a capacidade de administrar uma série de tarefas cronológicas que resultam em uma meta desejada. QUESTÃO 33. b)      Somente II e III estão certas. desempenho. o Estado de tipo burocrático a) começou a ser implantado de forma sistemática a partir de 1936 com a criação do DASP. a) idealistas. Complete a frase: As metas estratégicas devem ser ____________ e __________. QUESTÃO 36. c) foi finalmente introduzido após a Constituição Federal de 1988 com a obrigatoriedade do concurso público. QUESTÃO 34. o planejamento é médio prazo. claras. d) foi introduzido em 1956 por Juscelino Kubitschek para a implantação do Plano de Metas. encorajando o progresso em relação aos níveis históricos de __________. c) realistas. c)      Todas as respostas I. que passa a ser exigida no tratamento dos problemas enfrentados pela administração pública. b) realistas. claras. em que a empresa realiza mudanças que não apresentam riscos financeiros para a organização a)      Somente I está certa. rendimento. d)    São forças que proporcionam uma produção em escala. c) O nível estratégico tem horizonte de longo prazo. QUESTÃO 32. desafiadoras. tecnologia. II-         É um empreendimento caracterizado por uma sequência clara e lógica de eventos. Didatismo e Conhecimento 122 . Metas não realistas ou que não representem desafio podem levar à perda de credibilidade e à desmotivação em relação ao seu cumprimento. b) teve sua primeira tentativa de introdução nas províncias durante o período regencial entre 1831 e 1937. Quanto aos tipos de planejamento estratégico. b) No nível tático.Na evolução da administração pública no Brasil. produção. recursos envolvidos e qualidade. b)    Sua criação é influenciada diretamente por clientes. com início. QUESTÃO 35. planos e metas da organização vindo de dentro da organização. e formula estratégias para a organização como um todo. QUESTÃO 37. no qual se desenvolve as ações para cumprir com os objetivos e metas dos níveis superiores: tático e operacional. III-       È um processo interativo natural nos dias atuais. d)      Somente I e II estão corretas. e) nunca foi efetivamente implantado no Brasil. desafiadoras. é o nível que fornece o detalhamento das ações estratégicas para o nível operacional. desempenho. concorrentes. A Gestão do desempenho na organização tem como principal objetivo: a)    Detectar falhas e punir os responsáveis pelas não conformidades. pois ainda predomina o nepotismo e o clientelismo na Administração Pública Federal. custo. mudanças ou promoções. que se destina a atingir um objetivo claro e definido. d)    Selecionar pessoas que agregam valor a organização. (MPE/RN 2012) . c)    Avaliar o desempenho dos empregados alinhando os resultados obtidos com os resultados esperados pela empresa. d) idealistas.

desde que assim seja decidido por meio de decisão devidamente fundamentada. pessoalmente. Registrado em livros. III) A gestão da cultura de uma empresa é feita pela área de recursos humanos. não se opondo a elas o sigilo imposto a processo sujeito a segredo de justiça. II e III estão corretas. QUESTÃO 41. manuais disponíveis de forma rápida. a) b) c) d) Somente II e III estão corretas. O conhecimento tácito é. razão pela qual poderão ter acesso a informações contidas nesses processos judiciais. IV) Promove excelências no serviços prestados. Somente III está correta. c)O presidente da República pode editar medida provisória dispondo acerca da fidelidade partidária. Somente I. programas de treinamento. constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA QUESTÃO 38. Todas as afirmações estão corretas. Isso ocorre devido as decisões que os administradores precisam tomar. a) b) c) d) Somente I. satisfação no trabalho gerando vantagens internas e externas. artigos. e outros. II) Cada organização tem sua própria cultura compreendida por hábitos. Analise das afirmações abaixo quais estão corretas com relação a cultura organizacional. sistemas de recompensa alinhados com os valores da organização. b) As comissões parlamentares de inquérito possuem as mesmas prerrogativas e ônus que as demais autoridades judiciárias. III) Qualidade de vida no trabalho é importante somente para grandes empresas devido a um número maior de problemas. Marque quais alternativas estão corretas sobre “qualidade de vida no trabalho”: I) Qualidade de vida está relacionado com o bem-estar dos colaboradores desde que atendam as necessidades da empresa. Todas as afirmações estão corretas. ou qualquer de suas comissões. costumes. poderão convidar ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à presidência da República para prestarem. Pode ser facilmente compartilhado ou adquirido. e) As decisões do Tribunal de Contas da União de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo judicial. em razão de sua competência. 2008) Acerca da organização dos poderes. I) A cultura organizacional é estabelecida à partir da classificação no processo de abertura de uma empresa como Micro empresa.   Didatismo e Conhecimento 123 . O nível hierárquico responsável por transformar estratégias em planos de ação de longo prazo é o: a) básico b) gerencial c) operacional d) institucional QUESTÃO 42. Essas comissões poderão. salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa. na forma do regimento. o conhecimento registrado e documentado. O conhecimento tácito e o conhecimento explícito são unidades estruturais básicas que se complementam na dinâmica da criação do conhecimento na organização de negócios. Somente o IV está correto. a) b) c) d) Adquirido por ações e experiências individuais. d) O Congresso Nacional e suas casas terão comissões permanentes e temporárias. a) Câmara dos Deputados e o Senado Federal. discutir e votar projeto de lei que dispensar. II e IV estão corretas. (TCE/TO. ideias. II) A qualidade de vida e satisfação no trabalho promove muitas vantagens exclusivas apenas para o empregado. o qual realiza o recrutamento. QUESTÃO 40. informações sobre assunto previamente determinado. desde que seja agendada a data e a hora com as referidas autoridades. QUESTÃO 39. normas. a competência do Plenário. assinale a opção correta.. EPP Empresa de Pequeno Porte. IV) A cultura organizacional muda constantemente. atitudes e crenças. Somente II está correto.

a) Somente II e III estão corretas. QUESTÃO 47. d) Composta por unidades em diferentes locais com recursos e autonomia própria.. (b) o planejamento. QUESTÃO 46. A divisão dos poderes de decisão entre líder e grupo está relacionada ao seguinte estilo de liderança: (a) tirania. (e) demagogia. Responda com atenção qual alternativa correta mediante as afirmações abaixo. (c) a direção. (c) autocracia. No estilo de liderança autocrática: I) II) III) IV) O líder houve atentamente a opinião do grupo. (e) a organização. (d) a coordenação. b) Compreende unidades que têm responsabilidade pelo atendimento a um determinado tipo de cliente. (c) a direção.. (CEETESP/VUNESP. é (a) o controle. Os departamentos. O líder estimula a participação do grupo e orienta as tarefas. Didatismo e Conhecimento 124 . (b) liberalismo. a) É composta por unidades da mesma empresa localizados em um mesmo local. a fim de alcançar um determinado objetivo. (d) a coordenação. (C) setorial. (d) democracia. A arte de alocar com eficiência todos os recursos disponíveis. (E) operacional. QUESTÃO 44. (d) estratégia (e) eficácia. c) Organizada de acordo com as operações principais dos departamentos. O líder impóe as suas idéias e decisões ao grupo. ele está se voltando para a (a) eficiência. (D) gerencial. (b) o planejamento. III e IV estão corretas. Das quatro formas básicas de departamentalização: a departamentalização geográfica. a fim de alcançar um determinado objetivo. são as unidades de trabalho responsáveis por uma função ou por um conjunto de funções. À medida que o administrador se preocupa em fazer corretamente as coisas. c) Somente a II. (c) efetividade. QUESTÃO 49. b) Somente a III está correta. QUESTÃO 45. O planejamento sistêmico das metas de longo prazo e dos meios disponíveis para alcançá-las refere-se ao planejamento (A) tático. (B) estratégico. QUESTÃO 48. O lider não ouve a opinião do grupo. (b) especialização. 2009) A arte de alocar com eficiência todos os recursos disponíveis. é: (a) o controle. (e) a organização.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA QUESTÃO 43.

Acerca da Administração Pública Estratégica. O controle no processo de planejamento empresarial significa: a) Explicação de programas e outros documentos executivos. (Administrador A. execução. e) Utilização de métodos quantitativos para escolher entre o melhor plano de ação. Uma delas é o controle. c) Reunião de maior quantidade de dados possíveis para exame do problema em todos os seus aspectos. Projeto/execução/controle/atuação corretiva. organização. QUESTÃO 55. QUESTÃO 51. E) A simplicidade da gestão pública tem a ver com a abordagem normativista. D) A nova administração pública dá ênfase. sejam eles externos ou internos.Analista Judiciário – Administrativa) Da perspectiva do processo organizacional. B. QUESTÃO 50. dando foco em resultados. planejamento. Planejamento/execução/verificação/controle. controle e direção. direção e controle. (SABESP 2012 . controle. C. uma vez que são limitados pela legalidade estrita. (SABESP 2012 – Analista Administrativo) Determinar os diferentes níveis da estrutura da empresa.FCC Gestão) São funções básicas da administração: A. com o objetivo de acionar os órgãos envolvidos. d) Escolha de uma das alternativas entre as várias estabelecidas anteriormente e estudadas detalhadamente. QUESTÃO 53. com foco em procedimentos. QUESTÃO 52. principalmente. avaliação e alteração. Planejamento/execução/verificação/ação corretiva. execução.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA d) Nenhuma das afirmações estão corretas. definição. que passa a ser exigida no tratamento dos problemas enfrentados pela administração pública.Analista Administrativo/2006/ MANAUS ENERGIA/ CONSULPLAN) O Planejamento é composto por diversas etapas. por onde fluem as ordens e as informações necessárias ao desenvolvimento de determinada atividade é função do gestor da organização alicerçado pelo princípio da: A) Equidade B) Autoridade e responsabilidade C) Unidade de comando D) Hierarquia. antes da implantação do planejamento. (Assistente de pesquisa. D. à gestão baseada na percepção da complexidade do ambiente e dos problemas enfrentados.FCC . Projeto/controle/verificação/ação corretiva. avaliação e revisão. (Administração/2012/CHESF/ CESGRANRIO). que se expressam na orientação para o desempenho e que pressupõem planejamento. C) A questão da visão de futuro em nada tem a ver com a percepção do novo ambiente organizacional da gestão pública ou com as novas variáveis situacionais. que se expressam na orientação para o desempenho e que prescindem o planejamento.Assistente de Gestão de Qualidade/ 2004/ CNEN/ TRADE CENSUS/). E) Disciplina. é correto afirmar: A) A nova administração pública dá ênfase à eficiência e. QUESTÃO 54. planejamento. definição dos instrumentos. principalmente. b) Estabelecimento de ferramentas necessárias para se medir e avaliar a eficácia do planejamento quanto aos objetivos preestabelecidos. à definição de alguns objetivos legalmente traçados. organização. mensuração de desempenho e avaliação. (TRT 11ª 2012 . os governos nunca devem buscar estratégicos da iniciativa privada. a etapa do controle implica na: Didatismo e Conhecimento 125 . O Ciclo PDCA é um método gerencial de controle de processo composto de quatro fases básicas de controle: a) b) c) d) e) Planejamento / definição da metodologia / controle / atuação corretiva. B) Para atuar no novo perfil da gestão pública.

2013 ESCRITURÁRIO) O conhecimento prévio da cultura organizacional. C 4. E) Definição de padrões para medir o desempenho. Certo 28. B) Disponibilização de recursos para atingir os objetivos. C) Atribuição de autoridade e responsabilidade. para ingresso em instituição financeira. Certo 14. A 17. A 19. Errado 27.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A) Definição dos objetivos e dos planos para alcança-los. D 36. A 22. Certo 15. Certo 20. D) permitir reflexão sobre a decisão de trabalhar em um setor e um empresa compatíveis com suas aptidões e valores pessoais. E 35. Certo 16. Certo 2. A 33. pelo interessado na participação de Concurso Público. Certo 29. A 23. D) Comunicação e motivação de pessoal. C 10. A 34. B 18. B 11. Certo 3. D 32. D 9. C) preparar o movimento de formação de grupos internos. D 24. C Didatismo e Conhecimento 126 . B 31. Errado 30. é fator importante para: A) compatibilizar seus interesses financeiros pessoais com a sua remuneração. Errado 21. Certo 8. Errado 7. QUESTÃO 56. GABARITO 1. B) acumular experiência com vistas à busca de outra colocação no mercado. C 25. A 5. colegas e superiores hierárquicos. B 12. E 26. D 13. Certo 6. (BANCO DO BRASIL. E) possibilitar a realização imediata de suas expectativas sobre o trabalho.

49. 40. 45. 53. 51. 52. 50. 41. 55. 43.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 37. 56. 47. 44. C A A B B D E C D A B D A B E A C D E D ANOTAÇÕES ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— Didatismo e Conhecimento 127 . 46. 54. 48. 38. 42. 39.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— Didatismo e Conhecimento 128 .

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