Você está na página 1de 16

O Islamismo Ensina Que Todos Adoramos o Mesmo Deus?

www.vozmartir.org e www.ichtus.com.br

Na grande campanha de relações públicas entre as


religiões da América, alguns líderes nos dizem que todos
adoramos o mesmo Deus. Os cristãos podem ser
enganados, mas os muçulmanos não. Eles não crêem que
nossos caminhos levem ao mesmo Deus.

Resposta: Na grande campanha de relações públicas entre


as religiões da América, alguns líderes nos dizem que
todos adoramos o mesmo Deus. Os cristãos podem ser
enganados, mas os muçulmanos não. Eles não crêem que
nossos caminhos levem ao mesmo Deus. É importante
saber o significado de duas palavras árabes usadas no Alcorão. A primeira delas, "kaffara", é o
verbo raiz da palavra "koffar", que significa os infiéis ou aqueles "que não crêem no islã; embora o
texto árabe utilize a palavra "kuffar", e o tradutor a tenha traduzido como descrentes". Esta é uma
tradução enganosa. O tradutor não quer que os ocidentais entendam que o Alcorão os descreve
como infiéis, simplesmente porque não são muçulmanos.

A segunda palavra é "mushrekeen", que significa aqueles que não adoram Alá ou aqueles que
adoram mais de um deus. Isto inclui os cristãos e os pagãos. O Alcorão foi escrito em árabe. As
traduções para as línguas ocidentais, inclusive o português, foi diluída, alterando o significado de
muitas palavras do Alcorão para adequá-las à mentalidade ocidental. O Alcorão usa as duas
palavras mencionadas acima para descrever cristãos e não-cristãos que não sejam muçulmanos.

O islamismo ensina o seguinte:

1. "Para Deus, a religião é o Islã" (Sura* 3:19).

2. Os infiéis e rejeitadores da fé são aqueles que não obedecem a Deus (Alá) e seu profeta
Maomé. "Dize: Obedecei a Deus e ao Mensageiro (Maomé). Se se afastarem, Deus não ama os
descrentes (koffar)" (Sura 3:32).

3. Os crentes (somente aqueles que são muçulmanos, porque a única religião para Deus é o
islamismo, conforme definido no ponto 1) não podem ter descrentes (cristãos e judeus) como
amigos ou ajudantes. "Que os crentes não tomem por companheiros os descrentes (koffar) em
detrimento dos crentes. Quem o fizer não é de Deus (Alá)..." (Sura 3:28). Outras traduções dizem
que os descrentes (não--muçulmanos) não pertencem a Deus.

4. Alá ordenou a Maomé e seus discípulos que combatessem os (koffar) descrentes no Islã. "Dos
adeptos do Livro (judeus e cristãos), combatei os que não crêem em Deus (Alá) nem no último
dia... e não seguem a verdadeira religião (islamismo)" (Sura 9:29).

5. Os não-muçulmanos são impuros. Eles não têm permissão para visitar Meca e a Mesquita
Sagrada: "Ó vós que credes, os idólatras "mushrekeen" (não--muçulmanos) são realmente
impuros. Que não se aproximem da Mesquita Sagrada após o fim deste ano..." (Sura 9:28).
Atualmente, nenhum cristão pode visitar Meca. A Arábia Saudita fez um grande contorno rodoviário
ao redor de Meca para os cristãos que tenham que passar por Meca em viagem para outros
lugares. Osama Bin Laden começou a sua guerra com os EUA, por que os descrentes (cristãos)
foram à Arábia Saudita, manchando a terra santa do profeta Maomé.

6. O Alcorão afirma muito claramente que "koffar" são aqueles que dizem que Jesus Cristo é o
Filho de Deus. Na Sura 5:72, nós lemos: "São descrentes (kaffara) aqueles que dizem que 'Deus é
o Messias, o filho de Maria...' Quem atribuir associados a Alá, Alá lhe proibirá o Paraíso e lhe dará
o Fogo por morada. Os iníquos não terão quem os ajude".

7. Lemos ainda na Sura 5:73: "São descrentes (kaffara) aqueles que dizem que Deus (Alá) é o
terceiro de três. Não há Deus senão o Deus único (Alá). E se não desistirem do que dizem, um
castigo doloroso os (aos koffar) açoitará".

O Alcorão considera os cristãos como pessoas que descrêem e que adoram mais de um deus
("kaffara" e "mushrekeen"), apesar de em outras suras, Maomé tentar dizer coisas agradáveis a
respeito dos cristãos, a fim de atraí-los para o seu lado, chamando-os de "o povo do Livro." Ele até
disse a eles: "Nosso Deus (Alá) e vosso Deus (Alá) é o mesmo" (Sura 29:46).

Quando Maomé não conseguiu formar a sua própria marca de religião, ele rejeitou o povo do livro.
Quando se mudou de Meca para Medina, ele mudou de atitude. Essa tremenda contradição
apresenta um contraste tipo "O Médico e o Monstro" nessas duas passagens do Alcorão.

Como descrentes, os cristãos se transformaram em alvos de Maomé e seus discípulos. Essa é a


razão por que na Sura 8:39 Maomé pede que seus discípulos os ataquem e os matem sempre que
os encontrarem.

No fim, o próprio Maomé comandou mais de 20 campanhas para matar não-muçulmanos, e o Islã
conquistou pela espada e pela escravidão física toda a África do Norte e grande parte da Europa.

Perguntas sobre o Islamismo

Como o islamismo está hoje ganhando cada vez mais espaço nas manchetes da mídia secular e
cristã, eu gostaria de dar uma olhada em algumas perguntas bastante freqüentes sobre o
islamismo.

Os cristãos e os muçulmanos cultuam o mesmo Deus?

Quando você tenta conversar com qualquer muçulmano sobre os fatos do islamismo, quase com
certeza ele dizer a você que nós cultuamos o mesmo Deus, mas usando diferentes nomes e
maneiras. Infelizmente, muitos cristãos, especialmente no ocidente, acreditam nisso. Mas, a
verdade é que de fato nós não cultuamos o mesmo Deus. Permita-me explicar-lhe esta verdade
com mais detalhes.

O Alá do islamismo não é o Pai. Ninguém ousa ter um relacionamento pessoal com ele, falar com
ele, e amá-lo, como mencionei em meu artigo de outubro. Mas, Jesus ensinou a orar ao "Pai nosso
que está no céu" (Mt 6:9).

· Alá não é o Filho. Para um muçulmano não existe a necessidade da Trindade porque Deus pode
ordenar a qualquer coisa que seja e ela será (Sura 4:171, 5:73, 5:116). Os muçulmanos acreditam
ainda que Jesus foi criado do pó exatamente como Adão (Sura 3:59).

· Alá não é o Espírito Santo. O Espírito Santo no Alcorão é o anjo Gabriel.

· Alá não é amor. O amor não é mencionado entre os 99 nomes mais bonitos de Alá.

· Alá pede aos anjos que adorem Adão (Sura 2:31-34).

· Alá não quer redimir o ser humano, mas insiste em encher o inferno com todos eles. Ninguém vai
escapar dele para sempre (Sura 15:43,44).

· Alá permite jurar (Sura 89:1-5, 91:1-9, 95:1-4).


Há muitas outras diferenças entre Alá e o nosso Pai celestial. Queridos cristãos, os muçulmanos
precisam de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.

O Islamismo Já Existia Antes de Maomé?

Antes de podermos responder a esta pergunta, precisamos primeiro dar uma olhada nas definições
de islamismo e muçulmano. Islamismo é uma palavra árabe que originalmente se referia a um
atributo de masculinidade e descrevia alguém que tivesse agido com heroísmo e bravura na
batalha. Segundo o Dr. M. Bravmann em sua obra The Spiritual Background of Early Islam
(Histórico Espiritual do Islamismo dos Primeiros Dias), islamismo é "um conceito secular,
denotando uma virtude sublime aos olhos do árabe primitivo; desafio à morte, heroísmo; morrer na
batalha".

Nos dias de Maomé, um muçulmano era alguém que lutava com outra pessoa e a dominava. Hoje,
muçulmano é alguém que se submete a Alá e islamismo significa submissão a Alá.

Portanto, a resposta à pergunta é sim; de acordo com estas definições, o islamismo já existia.

O nome Alá já existia antes de Maomé?

Apesar do muçulmano, na média, crer que o islamismo, Alá e o Alcorão são conceitos revelados do
céu a Maomé, através do anjo Gabriel, a resposta é sim. O islamismo, Alá e grande parte do
Alcorão já existiam antes de Maomé. O pai de Maomé chamava-se Abed Alá, que significa
"escravo de Alá".

A Enciclopédia do Islamismo nos fala que os árabes pré-islâmicos conheciam Alá como uma das
divindades de Meca. Também já existia em Meca a pedra negra, por causa da qual as pessoas
peregrinavam para Meca. Os peregrinos beijavam a pedra, prestando culto a Alá por meio dela.
Segundo a Enciclopédia Chamber's, "a comunidade onde Maomé foi criado era pagã, com
diferentes localidades que tinham os seus próprios deuses, freqüentemente representados por
pedras. Em muitos lugares haviam santuários para onde eram feitas peregrinações. Meca possuía
um dos mais importantes, a Kaaba, onde foi colocada a pedra negra, há muito tempo um objeto de
adoração.

Quem era Alá nos dias de Maomé?

Alá era o deus lua. Até hoje os muçulmanos usam a forma do quarto crescente sobre as suas
mesquitas. Nenhum muçulmano consegue dar uma boa explicação para isso. Na Arábia havia uma
deusa feminina que era a deusa sol e um deus masculino que era o deus lua. Diz-se que eles se
casaram e deram à luz três deusas chamadas "as filhas de Alá", cujos nomes eram Al Lat, Al Uzza
e Manat. Alá, suas filhas e a deusa sol eram conhecidos como os deuses supremos. Alá, Allat, Al
Oza e Akhbar eram alguns dos deuses pagãos.

No chamado muçulmano para a oração, os muezzin clamam "Allah u Akbar", que significa Alá e
Akbar. Os muçulmanos afirmam que não estão orando a Alá e Akbar, mas dizendo "Alá é grande".

No começo, Maomé deixava os seus seguidores prestarem culto a Alá, o altíssimo, e pedirem a
intercessão de Allat e Al Oza e Mannat. Depois que conseguiu se tornar militarmente forte e bem
armado, ele lhes ordenou que somente a Alá prestassem culto.

Quais são os Pilares do Islamismo?

Os muçulmanos vivem a sua fé de acordo com seis "pilares".

1. Recitar os dois credos: "Não há outro deus além de Alá e Maomé é o mensageiro de Alá." A
simples declaração desta sentença é suficiente para alguém se tornar muçulmano e garantir a sua
entrada no paraíso depois da morte, apesar de que todo mundo precisa primeiro ir para o inferno.

2. Orações: Eles precisam orar cinco vezes por dia, mas primeiro precisam passar pelo ritual da
lavagem, se não Alá não ouvirá as suas orações.

3. Dar esmolas aos pobres (Zakat): Eles têm de dar dinheiro aos pobres, para o estado islâmico,
para as mesquitas, etc.

4. Jejum: Especialmente importante durante o mês do Ramadan, que ocorre em torno da segunda
semana de janeiro à segunda semana de fevereiro. Estas datas variam devido ao calendário
islâmico.

5. El Haj: É a peregrinação a Meca para os que podem. A pessoa que completar a jornada passa a
ser um haji.

6. Jihad: A maioria dos estudiosos muçulmanos considera o Jihad (que significa "guerra santa", ou
lutar contra os não muçulmanos) o sexto pilar.

Queridos irmãos e irmãs, insisto para que orem para que Jesus Cristo possa manifestar-se aos
muçulmanos e para que eles dobrem os joelhos para o nosso Pai celestial, "que deseja que todos
os homens sejam salvos cheguem ao conhecimento da verdade" (1 Tm 2:4).

Não há dúvidas de que todo mundo gostaria de ter certeza de para onde vai depois da morte,
mesmo que não creia na eternidade. Em Jesus Cristo, temos esta certeza (Jo 3:16). Na Bíblia,
Jesus deu uma descrição bem clara do céu e do inferno, quem vai para lá, por quê alguns irão para
o inferno e outros para o céu, e o desejo de Deus de que todo homem e mulher vão para o céu (1
Tm 2:3,4). Mas, e o que diz o islamismo?

A Descrição do Inferno no Islamismo

No islamismo, o inferno é um lugar de fogo e tormento. Alá preparou-o para ser enchido com os
Jinni (maus espíritos) e seres humanos, e ninguém vai escapar. Foi criado tanto para os injustos
como para os justos. No Alcorão, no Sura (um capítulo do alcorão) Al Hijr 15.43,44, "o Gehenna
[inferno] será a terra prometida de todos eles. Sete portões ele tem, e em cada portão uma porção
destinada a eles". Também lemos no Sura Maryam 19.71: "Nenhum de vocês lá está, mas vai
descer até ele [inferno], pois para o vosso Senhor é uma coisa decretada, determinada. Então,
libertaremos aqueles que temiam a Deus".

Ali Ibn Abi Talib (o terceiro Califa) certa vez perguntou: "Você sabe com o que se parecem os
portões do Gehenna?" Então ele pôs uma mão sobre a outra indicando que há sete portões, um
em cima do outro, Al Baidawi (um comentarista) disse: "Ele tem sete portões através dos quais eles
serão admitidos pelo seu grande número. As camadas que eles vão descer conforme a sua
graduação, são rspectivamente: Gahanna, o mais alto, é para os monoteístas rebeldes; o segundo,
Al Laza [fornalha], é para os judeus; o terceiro é Al Hutama [o esmagado], que é para os cristãos; o
quarto é Al-Sa'ir [a fogueira], para os Sabaenos; o quinto, Saqar [calor ardente], é para os
adoradores do fogo; o sexto é o inferno, que é para os incrédulos; e o sétimo é a Fossa para os
enganadores".

A Descrição do Paraíso

A Bíblia diz que os cristãos nascidos de novo vão estar no céu com Deus, num estado de santa
alegria e adoração dAquele que os salvou do inferno. Um retrato do paraíso que espera os
muçulmanos depois que eles saírem do inferno nos foi apresentado pelo Alcorão; por Maomé, o
mensageiro de Alá; e pela maioria dos antigos e mais recentes sábios muçulmanos. Este retrato
está muito bem apresentado no Sura (um capítulo do Alcorão ) 36.55,56; 37.41-49; 47.15; 55.56;
56.22,23; 56.35-37; e 87.31-33:
Uma coisa muito estranha que o paraíso tem são as houris, destinados a satisfazer os prazeres
sexuais dos homens. Estas houris são virgens, e as suas relações com os homens jamais afeta a
sua virgindade. Não envelhecem mais do que 33 anos de idade. São brancas, olhos grandes e
negros e a pele suave e macia. As mulheres que morrem em idade avançada na terra serão
recriadas virgens para o deleite dos homens. Estes comentaristas concordam com isto: Al Jalalan
(pp. 328, 451-453, 499), Al Baidawi (pp. 710, 711, 781) e Al Zamakhshary (Parte 4, pp. 453, 450-
462, 690).

Em seu livro Legal Opinions (Opiniões Jurídicas), o Xeque Sha 'rawi (o mais renomado Xeque de
todos os países árabes e islâmicos, que tem um programa de televisão no Egito) expôs a sua tese
quando escreveu: "O apóstolo de Deus recebeu a seguinte pergunta: 'Teremos intercurso sexual
no paraíso?' Ele respondeu: 'Sim, juro por Aquele que tem a minha alma em Sua mão que será um
intercurso vigoroso e, logo que o homem se separe dela [a houri], ela voltará a ser imaculada e
virgem'". Na página 148, Sha 'rawi escreveu: "O apóstolo de Deus, Maomé, disse: 'A cada manhã,
cem virgens serão [a porção] de cada homem'". O islamismo é uma religião de lascívia. As
mulheres são consideradas no céu como objetos de prazer a serem possuídos pelos homens, do
mesmo modo como são hoje abusadas em muitos países muçulmanos.

Na página 191, Sha 'rawi diz que se uma mulher tiver sido casada com mais de um homem, ou por
ter ficado viúva, ou por ter-se divorciado, no paraíso ela teria o direito de escolher um deles. Mas, o
homem no paraíso tem o direito de ter dúzias de houris. Compare com as palavras de Jesus em
Mateus 22.29,30. Ao ser questionado sobre o casamento no céu, ele deixou bem claro: "Vocês
estão errados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus. Na ressurreição, as
pessoas não se casam nem são dadas em casamento; mas são como os anjos do céu".

O Contrato de Casamento Temporário


Sábios muçulmanos, em coleções de comentários chamados "Hadiths", descrevem um
"casamento de prazer". O casamento de prazer é simplesmente assinar documentos religiosos no
quarto de uma prostituta, ou na recepção com um Imã (oficial religioso), antes de fazer sexo.
Assim, não existe pecado, pois os parceiros foram "casados" por uma hora.

Maomé legalizou este procedimento, depois o proibiu, voltando a legalizá-lo depois, por isso, a
maioria dos seus seguidores e os Califas consideram-no legal. Os muçulmanos xiitas (100 milhões)
são acostumados com este procedimento e o praticam em várias partes do mundo. Conforme
registrado no Sahih al-Bukhari (um comentário), "Quando estávamos no exército, o apóstolo de Alá
veio até nós e disse: 'Vocês têm direito ao prazer, portanto, desfrutem-no. Se um homem e uma
mulher concordarem em se casar temporariamente, esse casamento deverá durar três noites e, se
quiserem continuar, eles podem'". Ibn Mas'ud também confirmou isto. (Para mais informações
sobre mulheres no Islamismo serão publicadas na próxima edição, nesta série).

O retrato do paraíso no Alcorão tem também as seguintes descrições:

"De altos tronos eles darão ordens" (83.23); "Adornados naquele lugar com braceletes de ouro e
pérolas e as suas roupas serão de seda" (22.23); "Neles haverá frutos, e tâmaras e romãs" (55.68);
"e desposarão donzelas com grandes e brilhantes olhos" (52.20); "reprimindo olhares que nenhum
homem ou Jinni antes deles jamais tocou" (55.56).

Como cristãos podemos nos regozijar porque Jesus breve virá e nós vamos estar com Ele em
perfeita santidade como Ele prometeu. Todos nós vamos nos relacionar uns com os outros como
irmãos e irmãs num reinado glorioso, considerando e honrando uns aos outros. "Pois o reino de
Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo" (Rm 14:17).

Cristianismo e Islamismo

Muitos muçulmanos têm comportamento violento e atitudes que não fazem sentido. Os
muçulmanos brigam entre si, perseguem as minorias cristãs de seus países e matam até os
próprios irmãos muçulmanos em países islâmicos como o Egito, Irã e Argélia. Para entender
porque eles agem assim, precisamos conhecer alguns dos ensinos do islamismo. Mas, ninguém
pode conhecer sem comparar com o cristianismo, que pode revelar o que é verdadeiro e o que é
falso.

Islamismo e cristianismo não são só religiões com uma coleção de ensinos que você precisa
aprender e uma lista de coisas que você pode e não pode fazer. Eu creio que tanto o islamismo
como o cristianismo são mais do que isto. Eu creio que há um "espírito" do islamismo e um Espírito
do cristianismo (o Espírito de Cristo). Através do "espírito" do islamismo vieram os ensinos do
islamismo e o comportamento dos muçulmanos. Através do Espírito de Cristo vieram os ensinos do
cristianismo e o comportamento amoroso dos cristãos. "O Espírito Santo, a quem o Pai enviará em
meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito" (Jo
14:26).

Um exemplo disto é quando Jesus enviou os Seus discípulos: "Eis que Eu vos envio como
cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem alforje, nem sandálias; e a ninguém saudeis
pelo caminho. Ao entrardes numa casa, dizei: 'Paz seja nesta casa!'... Quando entrardes numa
cidade e ali vos receberem, comei do que vos for oferecido. Curai os enfermos que nela houver e
anunciai-lhes: 'A vós outros está próximo o reino de Deus.' Quando, porém, entrardes numa cidade
e não vos receberem, saí pelas ruas e clamai: 'Até o pó da vossa cidade, que se nos pegou aos
pés, sacudimos contra vós outros'" (Lc 10:3-11).

Muitas das coisas que Jesus declarou aqui são o oposto do que Maomé ordenou aos seus
seguidores. Jesus enviou os Seus discípulos como cordeiros para levar cura e paz a todas as
cidades, mas Alá mandou seus discípulos como lobos para conquistar as cidades. Jesus pediu que
seus discípulos não levassem bolsa, alforje ou sandália, mas Alá mandou que Maomé instruísse
seus discípulos a levarem espadas ao entrar nas cidades. Ele os ordenou: "Portanto, quando
vocês encontrarem os infiéis [numa batalha], agarrem-nos pela garganta; e depois de os
subjugarem completamente, amarrem [a eles] com um laço bem apertado; depois, [é tempo para]
generosidade ou resgate, até que a guerra deponha o seu fardo" (Alcorão, Sura 47:4).

Os muçulmanos não sentem vergonha de Maomé e os Califas terem usado a espada para abrir
outros países para o islamismo e forçar os não muçulmanos a se converterem ao islamismo. Na
guerra dos apóstatas, eles também obrigaram os muçulmanos que deixaram o islamismo depois
da morte de Maomé a voltarem para os islamismo. Até a bandeira da Arábia Saudita, a pátria dos
islamismo, contém duas espadas. A maioria dos países do Golfo ainda usa espadas não só nas
lutas, mas também nas danças.

Alguns podem alegar que estas matanças aconteceram no tempo de Maomé, mas que os
muçulmanos de hoje não encorajam a morte de ninguém, mesmo de quem muda de religião,
porque o Alcorão diz que a religião não é obrigatória. Mas, isto não é verdade, mesmo que o
governo seja secular e não aplique tanto a Lei Xaria (lei islâmica).

No dia 2 de janeiro de 1986, as autoridades egípcias prenderam oito homens e mulheres. Foram
acusados de deixar o islamismo e abraçar o cristianismo. Depois que eles foram presos, um líder
muçulmano escreveu para o governo exigindo que fossem executados. No dia 2 de julho de 1986,
o jornal Luz Islâmica, publicado pelo partido Ahrar (homens livres), disse num artigo intitulado "A
Questão do Absurdo": "Duas coisas nós consideramos absurdas. A primeira, é que a igreja egípcia
está exigindo a libertação imediata deles e ter contatado a Anistia Internacional para manifestar a
sua indignação pela prisão de oito pessoas por causa da sua apostasia do islamismo. A segunda
coisa a que realmente chamamos de absurdo é que o governo egípcio se contentou em prender
somente eles. Esperava-se que fosse aplicada a lei islâmica sobre eles, isto é, a morte, se eles não
se arrependerem. O governo precisa deixar isto claro para o mundo inteiro e ter orgulho desta lei,
porque é o veredicto de Alá." (Behind the Veil [Por Trás do Véu], pg. 16).
Quanto ao cristianismo, quando os líderes religiosos vieram prender e matar Jesus, Seu discípulo
Pedro tomou a espada e cortou a orelha do servo. Pedro não estava tentando forçar ninguém a
aceitar a sua nova religião, mas estava defendendo o seu Senhor e Mestre e a si mesmo.

Mas, Jesus lhe ordenou: "Embainha a tua espada, pois todos os que lançam mão da espada, à
espada perecerão" (Mt 26:52). Sempre que alguém fizer uso da espada para matar outra pessoa,
especialmente se a morte for "em nome de Deus", a maldição de usar a espada vai segui-lo
sempre. Eu creio que as guerras nos países instáveis como o Egito, Arábia Saudita, Iraque, Irã,
Paquistão, Afeganistão, Kuwait, Argélia e Sudão, tem alguma ligação com este "espírito" de guerra
do islamismo.

Os muçulmanos não crêem que Deus é Espírito, por isso eles pensam que o Espírito Santo é o
Anjo Gabriel. Não vamos encontrar no islamismo nenhuma explicação sobre o que Deus quer dizer
por "espírito". Quando os companheiros de Maomé lhe perguntaram sobre o espírito, ele não
soube responder. Até Alá se negou a responder à pergunta deles na Sura 17:85: "Eles te
perguntam sobre o espírito; dize-lhes que o espírito é do meu Senhor." Mas, Jesus declarou
claramente na conversa com a mulher samaritana: "Deus é Espírito" (Jo 4:24).

O Ramadã

O Ramadã é o nono mês do calendário lunar muçulmano. Os muçulmanos crêem que o Ramadã é
o mais importante e mais sagrado mês do ano, porque eles acreditam que é o mês em Alá revelou
os primeiros versos do Alcorão a Maomé. Eles asseveram que do céu, através do anjo Gabriel, Alá
revelou o Alcorão. Este ano, o Ramadã vai aproximadamente de 1 de janeiro a 30 de janeiro.

Durante o Ramadã, os muçulmanos jejuam do nascer ao pôr do sol, como parte de um esforço de
auto-purificação e aperfeiçoamento. Isto significa abster-se de comida e bebida, inclusive água,
durante as horas claras do dia. Os muçulmanos não podem usar nem as suas escovas de dentes
durante o jejum. No Egito, como em muitos outros países, os muçulmanos chegam aos seus locais
de trabalho mais tarde do que o normal e saem mais cedo.

Quando estão jejuando, os muçulmanos freqüentemente comentam: "Allahoma Enni Saiem", que
quer dizer: "Ó, Alá, eu estou jejuando". Isto é bem diferente do cristianismo, como diz Mateus 6.16:
"Quando jejuarem, não fiquem com uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a
aparência do rosto a fim de que os homens vejam que eles estão jejuando. Eu lhes digo
verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa". Os muçulmanos também
acreditam que jejuar durante o Ramadã traz perdão de pecados. Queridos irmãos e irmãs, vamos
nos alegrar juntos, pois Deus enviou o Seu único Filho para pagar pelos nossos pecados de uma
vez por todas. Não temos mais de viver pela lei para conseguirmos entrar na Sua presença - Ele
rasgou o véu ao meio para que pudéssemos entrar na Sala do Trono. Não precisamos de uma
justiça própria para obtermos o perdão dos pecados.

O jejum é obrigatório nos países islâmicos; por isso, ninguém pode declarar em público que não
está jejuando durante o Ramadã. Na Arábia Saudita, quem ousar admitir que não está jejuando é
punido. Sendo o jejum um dos pilares do islamismo, os sábios muçulmanos consideram deixar de
jejuar somente um dia do Ramadã um dos pecados mais graves.

Para os adultos casados, o Ramadã também inclui abster-se das relações maritais durante as
horas de jejum (as horas claras do dia). As mulheres não podem jejuar durante a menstruação
porque o islamismo as consideram impuras para jejuar. Foi citado por Termizy e outros Imãs
(comentaristas islâmicos) que Maomé declarou no Hadith: "Todo aquele que quebrar o jejum,
mesmo por um dia, durante o Ramadã sem uma boa razão, nem mesmo toda a eternidade pode
compensar". Durante o Ramadã, os muçulmanos levantam-se bem cedo (uma hora e meia antes
de amanhecer) para uma refeição pré-jejum. Normalmente, tomam uma refeição bem forte,
evitando comidas salgadas para não ter de beber água durante o dia.
No fim do dia, o jejum é completado com o iftar (a refeição "quebra jejum"), que normalmente inclui
tâmaras (pois Maomé costumava comer tâmaras e beber leite), frutas frescas, aperitivos, bebidas e
jantar. Mais tarde, à noite, os muçulmanos participam de orações noturnas especiais nas
mesquitas locais. Todas as noites, durante o Ramadã, é recitada uma porção do Alcorão nas
orações. Durante o curso do mês ele é recitado em sua inteireza.

A noite mais importante do mês do Ramadã é a Noite do Poder. Os sábios muçulmanos discordam
sobre exatamente que noite é esta. Segundo a tradução do Alcorão do Rei Fahd para o inglês,
alguns achavam que fosse a 23a, a 25a, ou a 27a do Ramadã. A Sura 97:3-5 Qadr declara: "Na
verdade, nós revelamos esta (mensagem) na Noite do Poder, e o que poderá vos explicar o que é
a Noite do Poder? A Noite do Poder é melhor que mil meses. Nessa ocasião, descem os anjos e o
Espírito pela permissão de Alá, em cada mensagem: paz! Até o romper da manhã".

Normalmente, o Ramadã é um tempo em que muçulmanos convertidos ao cristianismo enfrentam


muita perseguição. Em Bangladesh, o correspondente da VdM escreveu: "Estamos no mês do
Ramadã... Infelizmente, é um tempo da perseguição mais cruel contra os nossos convertidos do
islamismo. Os muçulmanos ficam muito irados porque os novos convertidos não participam mais
com eles das cerimônias especiais. Os últimos dias do jejum são os mais poderosos e importantes
para eles (a Noite do Poder). É quando os mestres muçulmanos têm mais possibilidade de incitar
os tumultos".

Em Bangladesh, quando uma mulher cristã, Marzina Begum, negou-se a celebrar com os
muçulmanos, eles espancaram o seu marido, quebrando a sua perna, e depois roubaram as suas
duas vacas. Um dos líderes da aldeia queria casar-se à força com Marzina, mas ela fugiu antes
que isto pudesse acontecer. Num outro caso, Hafizur Rahaman foi espancado tão cruelmente que
perdeu a audição dos dois ouvidos. Seu rinquixá (tipo de charrete rebocada por uma bicicleta para
transporte de pessoas e/ou mercadorias) também lhe foi tirado - era o seu único meio de sustento
da família.

O mês do Ramadã é um tempo decisivo para se orar pelos muçulmanos, para que muitos deles
tenham fome de Cristo. Urge também orar pela proteção e segurança dos cristãos convertidos
durante o Ramadã.

Perguntas sobre o Islamismo


Dr Salim Almahdy
Scriptura Comentários Bíblicos - www.scriptura.hpg.com.br

Como o islamismo está hoje ganhando cada vez mais espaço


nas manchetes da mídia secular e cristã, eu gostaria de dar
uma olhada em algumas perguntas bastante freqüentes sobre
o islamismo.

Os cristãos e os muçulmanos cultuam o mesmo Deus?

Quando você tenta conversar com qualquer muçulmano sobre


os fatos do islamismo, quase com certeza ele dizer a você
que nós cultuamos o mesmo Deus, mas usando diferentes
nomes e maneiras. Infelizmente, muitos cristãos, especialmente no ocidente, acreditam nisso. Mas,
a verdade é que de fato nós não cultuamos o mesmo Deus. Permita-me explicar-lhe esta verdade
com mais detalhes.

O Alá do islamismo não é o Pai. Ninguém ousa ter um relacionamento pessoal com ele, falar com
ele, e amá-lo, como mencionei em meu artigo de outubro. Mas, Jesus ensinou a orar ao "Pai nosso
que está no céu" (Mateus 6.9).

* Alá não é o Filho. Para um muçulmano não existe a necessidade da Trindade porque Deus pode
ordenar a qualquer coisa que seja e ela será (*Sura 4:171, 5:73, 5:116). Os muçulmanos acreditam
ainda que Jesus foi criado do pó exatamente como Adão (Sura 3:59).

* Alá não é o Espírito Santo. O Espírito Santo no Alcorão é o anjo Gabriel.

* Alá não é amor. O amor não é mencionado entre os 99 nomes mais bonitos de Alá.

* Alá pede aos anjos que adorem Adão (Sura 2:31-34).

* Alá não quer redimir o ser humano, mas insiste em encher o inferno com todos eles. Ninguém vai
escapar dele para sempre (Sura 15:43,44).

* Alá permite jurar (Sura 89:1-5, 91:1-9, 95:1-4).

Há muitas outras diferenças entre Alá e o nosso Pai celestial. Queridos cristãos, os muçulmanos
precisam de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.

O Islamismo Já Existia Antes de Maomé?

Antes de podermos responder a esta pergunta, precisamos primeiro dar uma olhada nas definições
de islamismo e muçulmano. Islamismo é uma palavra árabe que originalmente se referia a um
atributo de masculinidade e descrevia alguém que tivesse agido com heroísmo e bravura na
batalha. Segundo o Dr. M. Bravmann em sua obra The Spiritual Background of Early Islam
(Histórico Espiritual do Islamismo dos Primeiros Dias), islamismo é "um conceito secular,
denotando uma virtude sublime aos olhos do árabe primitivo; desafio à morte, heroísmo; morrer na
batalha".

Nos dias de Maomé, um muçulmano era alguém que lutava com outra pessoa e a dominava. Hoje,
muçulmano é alguém que se submete a Alá e islamismo significa submissão a Alá.

Portanto, a resposta à pergunta é sim; de acordo com estas definições, o islamismo já existia.

O nome Alá já existia antes de Maomé?

Apesar do muçulmano, na média, crer que o islamismo, Alá e o Alcorão são conceitos revelados do
céu a Maomé, através do anjo Gabriel, a resposta é sim. O islamismo, Alá e grande parte do
Alcorão já existiam antes de Maomé. O pai de Maomé chamava-se Abed Alá, que significa
"escravo de Alá".

A Enciclopédia do Islamismo nos fala que os árabes pré-islâmicos conheciam Alá como uma das
divindades de Meca. Também já existia em Meca a pedra negra, por causa da qual as pessoas
peregrinavam para Meca. Os peregrinos beijavam a pedra, prestando culto a Alá por meio dela.
Segundo a Enciclopédia Chamber's, "a comunidade onde Maomé foi criado era pagã, com
diferentes localidades que tinham os seus próprios deuses, freqüentemente representados por
pedras. Em muitos lugares haviam santuários para onde eram feitas peregrinações. Meca possuía
um dos mais importantes, a Kaaba, onde foi colocada a pedra negra, há muito tempo um objeto de
adoração.

Quem era Alá nos dias de Maomé?

Alá era o deus lua. Até hoje os muçulmanos usam a forma do quarto crescente sobre as suas
mesquitas. Nenhum muçulmano consegue dar uma boa explicação para isso. Na Arábia havia uma
deusa feminina que era a deusa sol e um deus masculino que era o deus lua. Diz-se que eles se
casaram e deram à luz três deusas chamadas "as filhas de Alá", cujos nomes eram Al Lat, Al Uzza
e Manat. Alá, suas filhas e a deusa sol eram conhecidos como os deuses supremos. Alá, Allat, Al
Oza e Akhbar eram alguns dos deuses pagãos.

No chamado muçulmano para a oração, os muezzin clamam "Allah u Akbar", que significa Alá e
Akbar. Os muçulmanos afirmam que não estão orando a Alá e Akbar, mas dizendo "Alá é grande".

No começo, Maomé deixava os seus seguidores prestarem culto a Alá, o altíssimo, e pedirem a
intercessão de Allat e Al Oza e Mannat. Depois que conseguiu se tornar militarmente forte e bem
armado, ele lhes ordenou que somente a Alá prestassem culto.

Quais são os Pilares do Islamismo?

Os muçulmanos vivem a sua fé de acordo com seis "pilares".

1. Recitar os dois credos: "Não há outro deus além de Alá e Maomé é o mensageiro de Alá." A
simples declaração desta sentença é suficiente para alguém se tornar muçulmano e garantir a sua
entrada no paraíso depois da morte, apesar de que todo mundo precisa primeiro ir para o inferno.

2. Orações: Eles precisam orar cinco vezes por dia, mas primeiro precisam passar pelo ritual da
lavagem, se não Alá não ouvirá as suas orações.

3. Dar esmolas aos pobres (Zakat): Eles têm de dar dinheiro aos pobres, para o estado islâmico,
para as mesquitas, etc.

3. Jejum: Especialmente importante durante o mês do Ramadan, que ocorre em torno da segunda
semana de janeiro à segunda semana de fevereiro. Estas datas variam devido ao calendário
islâmico.

4. El Haj: É a peregrinação a Meca para os que podem. A pessoa que completar a jornada passa a
ser um haji.

5. Jihad: A maioria dos estudiosos muçulmanos considera o Jihad (que significa "guerra santa", ou
lutar contra os não muçulmanos) o sexto pilar.

Queridos irmãos e irmãs, insisto para que orem para que Jesus Cristo possa manifestar-se aos
muçulmanos e para que eles dobrem os joelhos para o nosso Pai celestial, "que deseja que todos
os homens sejam salvos cheguem ao conhecimento da verdade" (1 Timóteo 2.4

Resposta Cristã à afirmação Islâmica de que Maomé foi profetizado na


Bíblia
Defesa da Fé
Defesa da Fé

O islamismo e o cristianismo são as duas religiões de maior porte no mundo atual. Ambas são as
que mais se dedicam a missões. Suas crenças são semelhantes em muitos aspectos. São
monoteístas, foram fundados por indivíduos específicos em contextos definidos e historicamente
verificáveis, são universais, crêem na existência de anjos, no céu e no inferno, numa ressurreição
futura e que Deus se manifesta ao homem por meio de uma revelação (ver matéria: Islamismo –
desafio à fé cristã – Defesa da Fé no. 08 – p. 10-23).
Todavia, existem também diferenças óbvias entre elas, particularmente em relação à pessoa de
Jesus, o caminho da salvação e a escritura ou escrituras de fé. Estas diferenças abrangem as
doutrinas mais fundamentais de cada religião. Portanto, mesmo que ambos possam ser igualmente
falsos, o islamismo e o cristianismo não podem ser verdadeiros ao mesmo tempo.

Toda religião que se iniciou depois do cristianismo tenta mostrar que é compatível com a Bíblia,
esforçando-se para demonstrar que a Bíblia se refere a seu fundador ou fé(1). Assim sendo, não é
surpresa descobrir que os muçulmanos também afirmem que seu fundador foi profetizado no
Antigo e Novo Testamentos. Embora o islamismo não seja o único a afirmar ser validado pela
Bíblia, suas afirmações poderiam ser consideradas verdadeiras? Nosso objetivo é examinar as
declarações islâmicas para ver se cada uma delas são confiáveis. A razão deve ser evidente por si
mesma: é muito fácil fazer declarações a respeito de si mesmo, prová-las, porém, torna-se mais
difícil.

ANALISANDO OS VERSÍCULOS

Há alguns versículos secundários e menos específicos que os muçulmanos declaram ser profecias
relacionadas a Maomé. Entretanto, os versículos que a maioria dos muçulmanos citam como os
mais explicativos são Deuteronômio 18.15-18 e João 14.16; 15.26 e 16.7.

Em Deuteronômio 18: 15-18 lemos: O Senhor, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de
teus irmãos, como eu; a ele ouvireis; conforme tudo o que pediste ao Senhor, teu Deus, em
Horebe, no dia da congregação, dizendo: Não ouvirei mais a voz do Senhor, meu Deus, nem mais
verei este grande fogo, para que não morra. Então, o Senhor me disse: Bem falaram naquilo que
disseram. Eis que lhes suscitarei um profeta no meio seus irmãos, como tu, e porei as minhas
palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar.

Estes versículos são tidos universalmente pelos muçulmanos como uma profecia relativa a
Maomé(2). Há várias razões porque acreditam que essa passagem não pode ser uma referência a
Jesus. Primeira, o Profeta Prometido deveria ser um Profeta Legislador . Jesus não apresentou
nenhuma declaração referente a uma nova lei. Segunda, o Profeta Prometido seria suscitado não
dentre Israel, mas dentre seus irmãos e Jesus era um israelita. Terceira, a profecia diz: ... porei as
minhas palavras na sua boca...Os evangelhos não consistem nas palavras que Deus pôs na boca
de Jesus, eles apenas nos contam a história de Jesus, o que ele disse em alguns de seus
discursos públicos e o que os seus discípulos disseram ou fizeram em ocasiões diferentes. Quarta,
o Prometido deveria ser um profeta. O ponto de vista cristão é que Jesus não era um profeta, mas
o filho de Deus(3). Nesse sentido o muçulmano salientará semelhanças entre Maomé e Moisés.
Cada um deles surgiu dentre idólatras. Ambos são legisladores. Inicialmente foram rejeitados pelo
seu povo e tiveram de se exilar. Retornaram posteriormente para liderar suas nações. Ambos
casaram e tiveram filhos. Após a morte de cada um, os seus sucessores conquistaram a Palestina.

A conclusão muçulmana é que esta profecia foi cumprida somente por Maomé: se estas palavras
não se aplicam a Maomé, elas ainda permanecem sem cumprimento(4).

Antes de prosseguir, analisaremos primeiramente estes pontos. A primeira objeção levantada


contra esta profecia ter sido cumprida em Jesus foi a de que Jesus não foi um legislador. Os
muçulmanos que afirmam isso demonstram apenas falta de compreensão do Novo Testamento.
Vejamos o Evangelho de João 13.34 e a Epístola aos Gálatas 6.2: Um novo mandamento vos dou:
Que vos ameis uns aos outros; como eu vos ameis a vós, que também vós uns aos outros vos
ameis. Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo.

A próxima objeção foi que irmãos deve se referir aos ismaelitas, não aos próprios israelitas. Este
argumento pode ser refutado facilmente. Basta verificar como o termo irmãos é usado na Bíblia.
Um exemplo irrefutável encontra-se no próprio livro de Deuteronômio 17.15. Moisés instrui os
israelitas: porás, certamente, sobre ti como rei aquele que escolher o Senhor, teu Deus, dentre teus
irmãos porás rei sobre ti; não poderás pôr homem estranho sobre ti, que não seja de teus irmãos.
Ora, alguma vez Israel estabeleceu algum estrangeiro como rei? É claro que não! Escolher um rei
dentre teus irmãos refere-se a escolher alguém de uma das doze tribos de Israel. Da mesma
forma, o Profeta Prometido de quem se fala no livro de Deuteronômio 18 deveria ser um israelita.

Outra objeção à passagem de Deuteronômio 18.15-18 é que supostamente os evangelhos não


consistem nas palavras que Deus deu a Jesus, dado extremamente importante à luz do versículo
18. Entretanto, dizer que Jesus não fala o que Deus Pai lhe orienta, revela, novamente, falta de
conhecimento do Novo Testamento: Porque eu não tenho falado de mim mesmo, mas o Pai, que
me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar. E sei que
o seu mandamento é a vida eterna. Portanto, o que eu falo, falo-o como o Pai mo tem dito (Jo
12.49-50)(5).

Percebemos, outra vez, que os muçulmanos têm pouca familiaridade com o Novo Testamento. O
próprio Jesus, profetizando sua morte iminente, disse que deveria continuar sua jornada até
Jerusalém: Importa, porém, caminhar hoje, amanhã e no dia seguinte para que não suceda que
morra um profeta fora de Jerusalém (Lc 13.33)(6).

O muçulmano salientará que as muitas semelhanças entre Moisés e Maomé ainda não foram
explicadas. É verdade que existem muitas analogias, mas também muitas diferenças. Por exemplo,
se Maomé era analfabeto como a maioria dos muçulmanos afirmam, então, ele não era como
Moisés que foi instruído em toda a ciência dos egípcios... (At 7.22). Diz-se que Maomé recebeu
suas revelações de um anjo. Moisés, porém, recebeu a Lei diretamente de Deus. Maomé não
operou sinais ou milagres para corroborar o seu chamado. Moisés, entretanto, executou muitos
sinais. Maomé era árabe, Moisés, israelita. Analisando os evangelhos, percebemos que Jesus era
diferente de Moisés em alguns aspectos; em outros, muito parecido. Ambos eram israelitas, o que
é muito importante à luz do que aprendemos acerca da expressão dentre teus irmãos. Ambos
deixaram o Egito para ministrar a seu povo (Mt 2.15; Hb 11.27). Ambos renunciaram grandes
riquezas, a fim de melhor se identificar com seu povo (Jo 6.15; 2 Co 8.9; Hb 11.24-26).

Dessa maneira, percebemos que tanto Jesus como Maomé tiveram semelhanças com Moisés. Em
que sentido, então, este Profeta Prometido seria semelhante a Moisés? A resposta encontra-se em
Deuteronômio 34.10-12, porquanto duas características peculiares de Moisés são mencionadas: E
nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o Senhor conhecera face a
face; nem semelhante em todos os sinais e maravilhas, que o Senhor o enviou para fazer na terra
do Egito, a Faraó, e a todos os seus servos, e a toda a sua terra; e em toda a mão forte e em todo
o espanto grande que operou Moisés aos olhos de todo Israel.

Esta é uma referência direta a Deuteronômio 18.15-18. Referindo-se à profecia anterior, uma
característica de Moisés é mencionada aqui: o Senhor conhecia Moisés face a face(7). Maomé
nunca teve esse tipo de relacionamento com Deus. Deus é tão transcendente no islamismo que,
exceto no caso de Moisés, nunca falou diretamente com o homem. Jesus, o verbo feito carne (Jo
1.14), é o único que teve relacionamento com Deus, assim como Moisés. De fato, o
relacionamento de Jesus ultrapassa em muito o de Moisés: No princípio era o Verbo, e o Verbo
estava com Deus, e o Verbo era Deus (Jo 1.1).

Pouco precisamos falar sobre a segunda característica de Moisés. Os muitos milagres que tanto
Jesus como Moisés operaram são bem conhecidos. O próprio Alcorão testifica que Maomé não
operou milagres(8), mas que Jesus operou milagres (9).

Finalmente, o próprio Jesus nos diz quem é o Profeta Prometido de Deuteronômio 18.15-18:
Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim, porque de mim escreveu ele (Jo 5.46)(10).

EVANGELHO DE JOÃO 14.16; 15.26; 16.7

Os muçulmanos afirmam que os versículos referentes ao Consolador vindouro (Parácletos no


original grego) são, na verdade, alusões à vinda de Maomé. A razão para tal afirmação está contida
no Alcorão, o qual diz que seria enviado um apóstolo depois de Jesus, cujo nome será Ahmad
(Alcorão 61.6). Yusuf Ali faz o seguinte comentário sobre este versículo: Ahmad ou Muhammad o
Louvado é quase uma tradução da palavra grega Periclytos. No atual evangelho de João, XVI. 16
XV. 26 e XVI. 7, a palavra Confortador na versão inglesa é para a palavra grega Parácletos que
significa Advogado, aquele chamado para ajudar um outro, um amigo, bondoso, mais que
Confortador. Nossos doutores sustentam que Parácletos é uma leitura corrompida de Periclytos, e
que no discurso original de Jesus havia uma profecia de nosso santo profeta Ahmad pelo
nome(11). Esse é um dos motivos que leva os muçulmanos a acreditar que todas as nossas Bíblias
foram corrompidas e que João realmente usou a palavra Periclytos nesses versículos, ao invés da
palavra Parácletos.

Ao examinar a afirmação muçulmana de que o texto foi corrompido, a crítica textual deveria
analisar criteriosamente a verdadeira evidência textual. Há mais de 24 mil manuscritos do Novo
Testamento que datam antes de 350 d.C.(12). Não existe manuscrito algum que contenha essa
citação e apareça a palavra periclytos. A palavra registrada todas as vezes é Parácletos. Não há
evidência textual que possa apoiar a alegação de que o texto tenha sido corrompido. A posição
muçulmana encontra ainda maiores dificuldades quando lemos cuidadosamente estes versículos
para vermos o que Jesus estava dizendo. Poderíamos dizer muitas coisas a respeito de cada
versículo. Limitaremos nosso exame às discrepâncias óbvias entre a posição islâmica e o que
realmente está sendo dito: E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador(13), para que fique
convosco para sempre (Jo 14.16). Jesus disse que o Pai vos dará outro Consolador. A quem Jesus
estava se dirigindo nesses versículos? Aos árabes ou, mais especificamente, aos ismaelitas? É
claro que não. Ele está falando aos crentes judeus. Por conseguinte, o Consolador deveria ser
enviado inicialmente a eles, não podendo logicamente referir-se a Maomé. Além do mais, este
versículo afirma que o Parácletos, o Consolador estaria convosco para sempre. Como pode, então,
referir-se a Maomé? O profeta muçulmano morreu e foi enterrado há mais de 1.300 anos.

O evangelho de João diz: o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê,
nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós (Jo 14.17). Aqui, o
Espírito da verdade é um outro título ou sinônimo de Parácleto. Vemos, a partir deste versículo,
que o Parácleto estaria em vós. Reconciliar esta declaração com a posição islâmica é impossível.

A declaração do Senhor Jesus no Evangelho de João 14.26 desmonta completamente a hipótese


islâmica de que Maomé era verdadeiramente aquele profetizado nos versículos, pois eles se
referem ao Consolador ou Parácleto: Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará
em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
Jesus disse que o Consolador é o Espírito Santo. Esta é a razão pela qual todos os apologistas
muçulmanos não citam esse versículo .

O Consolador foi dado aos discípulos de Jesus. Maomé não foi seu discípulo. Jesus disse que os
seus discípulos conheciam o Consolador: ...vós o conheceis (Jo 14.17) Eles não conheciam
Maomé, que nasceu no século sexto depois de Cristo. Jesus disse que o Consolador seria enviado
em nome de Jesus. Nenhum muçulmano crê que Maomé tenha sido enviado em nome de Jesus.
Jesus disse que o Consolador não falaria de si mesmo (Jo 16.31). Em contrapartida, Maomé
constantemente testifica de si mesmo no Alcorão(14). A Bíblia diz claramente que o Consolador iria
glorificar a Jesus (Jo 16.14), e Maomé declara substituir Jesus, estando na condição de profeta
superior.

O Senhor Jesus em Atos 1.4-5, ordenou a seus discípulos: ...que não se ausentassem de
Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes. Porque, na
verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois
destes dias. Estes versículos poderiam honestamente ser aplicados a Maomé, que surgiu 570 anos
depois, em Meca na Árabia? À luz do texto bíblico, a interpretação islâmica é impossível. O
cumprimento das palavras do Senhor Jesus ocorreu dez dias depois, no dia de Pentecostes (Atos
2.1-4) e não seis séculos depois, a centenas de milhas de Jerusalém.
Concluímos, portanto, que não há base bíblica alguma para afirmar que o Profeta Prometido em Dt
18.15-18 e o Consolador em Jo 14.16; 15.26 e 16.7 sejam profecias relacionadas ao fundador do
islamismo, mas, como a própria Bíblia Sagrada declara, o Profeta Prometido em Dt 18.15-18 é o
Senhor Jesus (Jo 5.46) e o Consolador (Jo 14.16; 15.26 e 16.7) é a pessoa Bendita do Espírito
Santo (Jo 14.26).

Notas

1 Por exemplo, Mani, no terceiro século, afirmou ser o Parácleto ou o Consolador de quem Jesus
falou em Jo 14.16. Os Baha'is, que se originaram do próprio islamismo, acreditavam do mesmo
modo que seu fundador Baha'u'llah fora predito na Bíblia. Os mórmons crêem que Ezequiel
profetizou a vinda de uma de suas escrituras: O Livro de Mórmon.
2 Eles acreditam que o Alcorão refere-se a isso na surata 7.157.
3 Hazrat Mirza Bashir-Ud-Din Mahmud Ahmad, Introduction to the Study of the Holy Quran
(London: The London mosque, 1949), pp 84-94. Também cf. Ulfat Aziz-Us-Samad, Islam and
Christianity (Karachi, Pakistan: Begum Aisha Bauany Wakf, 1974), p. 96.
4 'Abdu 'L-Ahad Dauud, Muhammad in the Bible (Kuala Lumpur: Pustaka Antara, 1979).
5 também cf. Jo 7.16; 8.28
6 Também cf. Mt 13.57; 21.11; Lc 7.16; Jo 4.19; 6.14; 7.40; 9.17.
7 Ver. Ex. 33.11
8 Ver. Alcorão 1.59; 1.90-93; 6.37; 6.109.
9 Ver. Alcorão 5.110.
10 Ainda cf. Lc 24.27.
11 Abdullah Yusuf Ali, op. cit., p. 1540 (Também cf. p. 144).
12 A cópia mais antiga do Evangelho de João é o Papiro 75, datado entre 175-225 D.C. A palavra
ali encontrada é Parácletos e não pariclytos, como querem os muçulmanos.
13 A palavra grega Parácletos pode ser traduzida por Confortador, Conselheiro, Advogado ou
Ajudante.
14 Ver. Alcorão 33.40

Entendes o que lês ?


Neil Rees
Revista “Defesa da Fé”

"Allahu Akbar, Allahu Akbar." "Deus é grande, Deus é


grande."

Essa é a forma de os mulçumanos chamar os fiéis para a


oração que se impõe logo ao amanhecer. Sentei-me no
chão para falar com rapazinho que estava lendo o alcorão.
Tinha aberto no Surah, o mais famoso livro santo do
islamismo e recitava com evidente orgulho: "Bismillah
arrahman arrahim, alhamdulilah, arrabi alalamin." Para sua
grande surpresa, repeti com ele as palavras e um sorriso
alegre encheu-lhe o rosto. Um cafir, um infiel, sabia ler e
recitar o alcorão!

Depois de um tempo escutando-o recitar, começamos a conversar em francês e perguntei-lhe:

- Entendes o que lês?


- Não, nenhuma palavra! Nenhuma palavra! - disse-me, surpreendido pela pergunta.

- Gostaria de explicar, mas o mais importante é saber dizer bem e não entender o que significa.

- E com isso regressou à leitura, à recitação cega da escritura de uma língua que lhe era estranha,
imaginando que assim estava agradando a Deus e conhecendo-o mais.

Hoje em dia dispomos de traduções da Bíblia em nossa própria língua e não temos só uma, mas
muitas traduções. Já vivemos nos dias em que a missa só se dizia em latim e era considerado
"pecado" ler a Bíblia em nossa própria língua. Muitos foram os que pagaram com sua própria vida
para que a Bíblia fosse traduzida nas línguas dos povos e chegasse aos que desejavam lê-la, para
hoje podermos desfrutar desta liberdade de culto e leitura.

Não é assim com o islamismo. O alcorão é "intraduzível", sendo escrito em "língua celestial".
Nunca se encontrará uma tradução do alcorão, somente há comentários e "interpretações". Uma
versão, por exemplo, se intitula "O significado do glorioso alcorão", mas não se considera uma
tradução. Não deve nem pode ser traduzido, basicamente porque o conceito islâmico da inspiração
ou da revelação não o permite. Não tem nada a ver com o conceito cristão.

Segundo o islamismo, Maomé não foi inspirado, mas recebeu uma revelação do anjo Gabriel, o
qual estava lendo o "livro-mãe" que existe no céu, em árabe, evidentemente. Ali não entram fatores
humanos, temporais, nem socioculturais. O alcorão é uma cópia terrena do original celestial,
eternamente coexistente com Deus. Como então poderia ser expresso em línguas puramente
humanas? Estamos certos que isso é um dos pontos mais fracos da teologia islâmica, a existência
de uma eterna e imutável "Palavra de Deus" como Allá, aproximando-se perigosamente do maior
pecado segundo o islamismo, shirq ou blasfêmia, tornando algo ou alguém igual a Deus.

Façamos um parêntese aqui. Que coisa é esta de uma língua celestial? Não seria estranho Deus
falar no dialeto árabe de Maomé, uma língua semita da península arábica do século7? Ou qualquer
outra língua, incluindo o hebraico, limitado no tempo e no espaço a um grupo restrito de pessoas?
Estamos certos que não existe "o idioma sagrado", já que a Bíblia demonstra um desenvolvimento
constante neste idioma e os escritos mais novos da Bíblia refletem um "hebraico" bem distinto do
que se usava nos primeiros séculos. Em qual idioma, então, fala Deus? Será que Deus sempre
falou assim? Se, na realidade, a língua é produto de uma evolução de muitos séculos?

São muitas as experiências feitas para demonstrar que Deus fala este ou aquele idioma, desde o
hebraico (evidentemente!), o árabe, passando pelo inglês, o alemão e o chinês. No século 8, o
imperador romano Frederico II de Hohenstaufen copiou a metodologia usada pelo faraó Psametico
do Egito, dois mil anos antes de nossa era, ao criar duas crianças por um criado surdo e mudo,
supondo que assim revelaria a verdadeira língua do céu. Aprenderam a comunicar-se com um
método de ruídos e morreram antes de pronunciar uma só palavra. A mesma experiência tiveram
posteriormente crianças criadas por um governante turco, tentando demonstrar que o árabe era a
língua do céu.

Na Bíblia, cada vez que Deus fala, usa a língua do seu ouvinte. Consideremos o Espírito fala a
Ananias ou a Palavra de Deus que vem a Abrão. Não houve necessidade de ensinar-lhes
primeiramente uma língua celestial; Deus se comunicou na língua deles. E que é isto de línguas
"angelicais"? Do mesmo modo, quando escutamos um anjo falar por meio das páginas da Bíblia,
seja em sonho, visão ou aparência real, fala no idioma da pessoa que recebe a sua mensagem.
Vê-se, então, grande capacidade lingüística ou talvez a comunicação do céu é mais ao coração e
não há necessidade de passar pelo cérebro, boca e ouvido, como fazemos.

Voltamos ao nosso tema. Podemos analisar que não é só o alcorão que é intraduzível, mas
também toda a prática da religião islâmica está encerrada nos conceitos e hábitos do século 7. A
vestimenta, as leis, as relações humanas no mundo, tudo não passa somente de uma imposição e
pretensões de um mercador árabe daquela época (Maomé). Segundo esse conceito, Deus revelou
a sua Palavra eterna e intraduzível neste meio e a sociedade humana ideal ficou então "parada"
naquele momento.

Graças a Deus que nosso conceito da revelação não nos leva a estas conclusões, mas nos
permite uma contextualização da mensagem eterna do Evangelho à nossa realidade temporal,
incluindo a tradução da sua Palavra. Temos certeza de que Deus inspirou os autores bíblicos, mas
cada um escrevia em sua própria língua, colocando também o seu estilo único em seus escritos. O
grego de Marcos não é o mesmo de João, nem o hebraico de Isaías é o mesmo de Jeremias.
Usaram a linguagem normal e corrente, impregnada dos costumes socioculturais dos seus tempos
e de sua personalidade.

Por causa desta variedade de idiomas da Bíblia, entendemos também que Deus autorizou o
processo de tradução de sua mensagem em todas as línguas. Não existem línguas "sagradas"
mais aptas para a expressão religiosa que as outras. O latim não é "veículo santo" para a
mensagem bíblica, só era a língua vernácula documentada há 600 anos antes de Cristo e usada
pelo povo romano, e nada mais. Nem o grego clássico, o dialeto atiço dos escritores famosos, mas
sim o Koiné ou "comum" (da palavra grega Koinonia ou "comunhão"), a língua do povo.

Deus deseja que a sua Palavra chegue a todas as línguas, a todos os povos, raças, tribos e
nações, para que todos possam entender o que lêem e não ficar em vãs repetições. Graças ao
Senhor por isso!

Interesses relacionados