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Construções Metálicas I – CIV621 Capítulo 5: Concepção Estrutural e Pré-Dimensionamento Luiz Fernando Loureiro
Construções Metálicas I – CIV621 Capítulo 5: Concepção Estrutural e Pré-Dimensionamento Luiz Fernando Loureiro

Construções Metálicas I – CIV621

Capítulo 5: Concepção Estrutural e Pré-Dimensionamento

Luiz Fernando Loureiro Ribeiro (DECIV) Curso de Arquitetura e Urbanismo Escola de Minas – Universidade Federal de Ouro Preto

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL e PRÉ-DIMENSIONAMENTO

5.1 - Introdução

A concepção estrutural não pode ser algo aleatório ou apenas o produto da vontade de cada um. Ela depende de fatores externos tais como: estética, custos, possibilidades construtivas, materiais e muitas outras variáveis. Saber coordenar essas variáveis, achando uma maneira adequada de harmonizá-las, é o que conduz a soluções estruturais criativas e bem embasadas.

Qual a melhor solução estrutural?

A mais fácil de construir? A mais bonita? A mais econômica?

Na verdade a melhor solução estrutural não existe. Existe, sim, uma boa solução que resolve
Na verdade a melhor solução estrutural não existe.
Existe, sim, uma boa solução que resolve bem alguns
pré-requisitos.
Proposta simples e direta Permite a passagem de pessoas por baixo Passagem mais ampla Concepção

Proposta simples e direta

Proposta simples e direta Permite a passagem de pessoas por baixo Passagem mais ampla Concepção Estrutural

Permite a passagem de pessoas por baixo

simples e direta Permite a passagem de pessoas por baixo Passagem mais ampla Concepção Estrutural x

Passagem mais ampla

Concepção Estrutural x Criatividade

Uma obra, para ser criativa, não precisa ser necessariamente inédita. A criação do novo passa pela releitura do existente, vendo-o com novos olhos. Portanto, o conhecimento profundo de soluções já utilizadas em projetos semelhantes é de capital importância.

“Nenhuma solução é tão original que não tenha um precedente parecido” (Torroja, 1899-1961)
“Nenhuma solução é tão original que não tenha
um precedente parecido”
(Torroja, 1899-1961)
“Original é o que volta às origens” (Gaudi, 1852-1926)
“Original é o que volta às origens”
(Gaudi, 1852-1926)

5.2 – Estrutura - Definições

Estrutura é um conjunto, ou um sistema, composto de elementos que se inter-relacionam para desempenhar uma função.

Estrutura é um conjunto de elementos – lajes, vigas e pilares – que se inter-relacionam (laje apoiando em viga, viga apoiando em pilar) para desempenhar uma função: criar um espaço em que as pessoas exercerão suas diversas atividades.

Estrutura é um conjunto de elementos, que constitui o caminho pelo qual devem transitar as forças que atuam sobre ela até chegar ao seu destino final (fundações).

- Cálculo e Forma Estrutural

O cálculo estrutural existe para comprovar e corrigir o que se intuiu. Não é o cálculo que concebe uma forma, mas sim o esforço idealizador da mente humana. Portanto, o cálculo é uma ferramenta com a qual se manipula um modelo físico e, por mais precisos que sejam os cálculos, nem sempre conseguem descrever com precisão a realidade.

5.3 – Importância da Forma dos Elementos Estruturais

5.3 – Importância da Forma dos Elementos Estruturais Fio de aço Folha de papel Não é

Fio de aço

Importância da Forma dos Elementos Estruturais Fio de aço Folha de papel Não é só a

Folha de papel

Não é só a resistência do material que garante a um elemento estrutural a capacidade de suportar cargas, na maioria das vezes sua forma é que é a determinante da capacidade de suporte.

Uma maneira de se aprimorar no entendimento do comportamento das estruturas é a observação da natureza. A natureza tende a resolver seus problemas de ordem física e biológica da maneira mais simples, econômica e bela.

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais

- Galhos de árvores frondosas

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais - Galhos de árvores frondosas 6
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais - Galhos de árvores frondosas 6

6

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.)

- Asa da libélula

Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Asa da libélula Gate Wool Mill (Nervi – Roma, 1951)
Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Asa da libélula Gate Wool Mill (Nervi – Roma, 1951)

Gate Wool Mill (Nervi – Roma, 1951)

- Galho da palmeira

Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Asa da libélula Gate Wool Mill (Nervi – Roma, 1951)
Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Asa da libélula Gate Wool Mill (Nervi – Roma, 1951)

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.)

- Galho da araucária

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Galho da araucária - Galho do chorão

- Galho do chorão

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Galho da araucária - Galho do chorão
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Galho da araucária - Galho do chorão
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Galho da araucária - Galho do chorão

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.)

- Pé de chuchu

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Pé de chuchu - Ninho do tinhorão

- Ninho do tinhorão

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Pé de chuchu - Ninho do tinhorão
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Pé de chuchu - Ninho do tinhorão
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Pé de chuchu - Ninho do tinhorão

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5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.)

- Casa do joão-de-barro

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Casa do joão-de-barro - Colméia das abelhas

- Colméia das abelhas

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Casa do joão-de-barro - Colméia das abelhas
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Casa do joão-de-barro - Colméia das abelhas
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Casa do joão-de-barro - Colméia das abelhas

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.)

- Casulo da lagarta

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Casulo da lagarta - Casa do cupim

- Casa do cupim

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Casulo da lagarta - Casa do cupim
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Casulo da lagarta - Casa do cupim
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Casulo da lagarta - Casa do cupim

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.)

- Teia de aranha

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Teia de aranha - Concha marinha 12

- Concha marinha

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Teia de aranha - Concha marinha 12
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Teia de aranha - Concha marinha 12
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Teia de aranha - Concha marinha 12

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5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.)

- Cogumelo

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Cogumelo - Pé de oliveira 13

- Pé de oliveira

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Cogumelo - Pé de oliveira 13
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Cogumelo - Pé de oliveira 13
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Cogumelo - Pé de oliveira 13

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.)

- Bambu

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Bambu 14
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Bambu 14
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Bambu 14
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Bambu 14

14

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.)

- Casca de ovo

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Casca de ovo 15

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.)

- Tartaruga

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Tartaruga 16
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Tartaruga 16
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Tartaruga 16

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.)

- Bolha de sabão

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Bolha de sabão 17
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Bolha de sabão 17
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Bolha de sabão 17
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Bolha de sabão 17

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.)

- Ossos

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Ossos - Caixa toráxica humana 18
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Ossos - Caixa toráxica humana 18

- Caixa toráxica humana

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Ossos - Caixa toráxica humana 18
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) - Ossos - Caixa toráxica humana 18

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.)

Sistema radicular das árvores

-

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) Sistema radicular das árvores - - Dunas e
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) Sistema radicular das árvores - - Dunas e

- Dunas e montanhas

5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) Sistema radicular das árvores - - Dunas e
5.4 – Analogias Natureza e Sistemas Estruturais (cont.) Sistema radicular das árvores - - Dunas e

5.5 – Morfologia das Estruturas

Define-se morfologia das estruturas como o estudo das estruturas sob o ponto de vista da forma, considerando-se as suas origens (morfogênese) e evolução, tendo como objetivo a obtenção de conhecimento básico para a síntese, análise e concepção de sistemas estruturais que correspondam adequadamente aos requisitos de economia, eficiência e segurança.

Considerando-se que as estruturas devem ser entendidas como disposições racionais e adequadas de diversos elementos estruturais, classificando-se como tais os corpos sólidos elástico-deformáveis que apresentam estabilidade (capacidade de receber e transmitir ações), conclui-se que a estabilidade deve manifestar-se não somente através de cálculos estáticos, mas também pela forma visualmente comunicada.

Fatores Morfogênicos:

Funcionais Técnicos Estéticos

5.5 – Morfologia das Estruturas (cont.) Fatores Morfogênicos Funcionais:

Os fatores funcionais são os preponderantes na definição da forma estrutural, uma vez que o projeto de edificações tem sempre origem em sua funcionalidade e está sempre subordinado às dimensões humanas. Assim, podem ser consideradas as seguintes funções fundamentais:

humanas. Assim, podem ser consideradas as seguintes funções fundamentais: Habitação Contenção Tráfego Condução 21

Habitação

humanas. Assim, podem ser consideradas as seguintes funções fundamentais: Habitação Contenção Tráfego Condução 21

Contenção

humanas. Assim, podem ser consideradas as seguintes funções fundamentais: Habitação Contenção Tráfego Condução 21

Tráfego

humanas. Assim, podem ser consideradas as seguintes funções fundamentais: Habitação Contenção Tráfego Condução 21

Condução

21

5.5 – Morfologia das Estruturas (cont.) Fatores Morfogênicos Técnicos:

Os fatores técnicos de maior importância são os decorrentes dos materiais e métodos utilizados, ou seja, a técnica de construção, o estágio dos processos de cálculo estrutural e a economia diante dos recursos disponíveis.

Fatores Morfogênicos Estéticos:

A estrutura resistente, resolvida com lógica e simplicidade (por qualquer meio disponível, com materiais de alta ou baixa resistência), pode comunicar ao observador confortáveis sensações de equilíbrio e estabilidade.

confortáveis sensações de equilíbrio e estabilidade . Capital Gate Tower (Abu Dhabi): Inclinação ± 18º 22
confortáveis sensações de equilíbrio e estabilidade . Capital Gate Tower (Abu Dhabi): Inclinação ± 18º 22

Capital Gate Tower (Abu Dhabi): Inclinação ± 18º

22

5.5 – Morfologia das Estruturas (cont.) Forma Estrutural x Caminho das Cargas

Considerando-se a estrutura como um conjunto de elementos, o qual se torna o caminho pelo qual devem transitar as forças que atuam sobre ela até chegar ao seu destino final (fundações), a forma estrutural passa a exercer um papel fundamental, juntamente com a concepção de seus vínculos.

fundamental, juntamente com a concepção de seus vínculos. MASP (São Paulo – Capital) Anhembi (São Paulo

MASP (São Paulo – Capital)

juntamente com a concepção de seus vínculos. MASP (São Paulo – Capital) Anhembi (São Paulo –

Anhembi (São Paulo – Capital)

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5.5 – Morfologia das Estruturas (cont.) Importância da Forma dos Elementos Estruturais

5.5 – Morfologia das Estruturas (cont.) Importância da Forma dos Elementos Estruturais 24
5.5 – Morfologia das Estruturas (cont.) Importância da Forma dos Elementos Estruturais 24

5.6 – Sistemas Estruturais Básicos Cabos: Comportamento, Flecha e Vão

Sistema estrutural que tende a adquirir a forma diretamente ligada à posição, direção, sentido, quantidade e intensidade das forças que atuam sobre ele, pouco estável para variações de cargas acidentais, principalmente o vento.

variações de cargas acidentais, principalmente o vento. 1 f 1 <<<< <<<< 10 L 5
variações de cargas acidentais, principalmente o vento. 1 f 1 <<<< <<<< 10 L 5
variações de cargas acidentais, principalmente o vento. 1 f 1 <<<< <<<< 10 L 5
1 f 1 <<<< <<<< 10 L 5 25
1
f
1
<<<<
<<<<
10 L
5
25

5.6 – Sistemas Estruturais Básicos (cont.) Cabos: Aplicações e Limites de Utilização

Quando submetidos apenas ao peso próprio podem vencer vãos de até 30km, mas apresenta como desvantagens a dificuldade de absorção do empuxo horizontal e a sua instabilidade de forma quando submetido a variações de carregamento. A absorção dos empuxos pode ser feita por pilares livres ou atirantados.

submetido a variações de carregamento. A absorção dos empuxos pode ser feita por pilares livres ou
submetido a variações de carregamento. A absorção dos empuxos pode ser feita por pilares livres ou

5.6 – Sistemas Estruturais Básicos (cont.) Arcos: Comportamento, Flecha e Vão

Se as formas obtidas pelo cabo forem rebatidas, usando elementos rígidos, resultarão em arcos que solicitados apenas por esforços de compressão. Deve-se procurar dar aos arcos formas que correspondam aos funiculares das cargas que atuam sobre eles, garantindo que não ocorra flexão.

arcos formas que correspondam aos funiculares das cargas que atuam sobre eles, garantindo que não ocorra
arcos formas que correspondam aos funiculares das cargas que atuam sobre eles, garantindo que não ocorra

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5.6 – Sistemas Estruturais Básicos (cont.) Arcos: Comportamento, Flecha e Vão (cont.)

A estabilização do arco contra a flambagem fora do seu plano pode ser feita por travamentos perpendiculares ao seu plano. Para flambagem no plano do arco, deve-se aumentar sua rigidez através do aumento vertical da seção transversal. O número máximo de articulações que podem ocorrer num arco é três. Acima desse número o arco torna-se hipostático.

máximo de articulações que podem ocorrer num arco é três. Acima desse número o arco torna-se

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5.6 – Sistemas Estruturais Básicos (cont.) Arcos: Aplicações e Limites de Utilização

O arco é, depois do cabo, o sistema estrutural que vence maiores vãos com as menores quantidades de material. Coberturas com vãos de 120m são atingidas com certa facilidade em hangares de avião e de 500m em pontes metálicas.

Coberturas com vãos de 120m são atingidas com certa facilidade em hangares de avião e de

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5.6 – Sistemas Estruturais Básicos (cont.)

Arcos: Aplicações e Limites de Utilização (cont.)

5.6 – Sistemas Estruturais Básicos (cont.) Arcos: Aplicações e Limites de Utilização (cont.) 30

5.6 – Sistemas Estruturais Básicos (cont.) Vigas de Alma Cheia: Comportamento, Flecha e Vão

Viga sem vazios em sua alma. Quando apoiada em seus extremos, é solicitada por cargas transversais e se deforma. As seções transversais giram em torno do eixo horizontal e tendem a escorregar uma em relação à outra, originando o esforço cortante vertical e horizontal.

eixo horizontal e tendem a escorregar uma em relação à outra, originando o esforço cortante vertical
eixo horizontal e tendem a escorregar uma em relação à outra, originando o esforço cortante vertical

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5.6 – Sistemas Estruturais Básicos (cont.) Vigas de Alma Cheia: Aplicações e Limites de Utilização

A viga caracteriza –se por transmitir cargas ao longo de um vão através de um eixo horizontal. Os vãos vencidos ficam em torno de 20m, quando considerado o aço e o concreto armado, podendo-se obter vãos maiores com a utilização de vigas-caixão. De qualquer modo, os vãos ficam limitados pelos comprimentos disponíveis no mercado ou pelas possibilidades de emendas.

qualquer modo, os vãos ficam limitados pelos comprimentos disponíveis no mercado ou pelas possibilidades de emendas.

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5.6 – Sistemas Estruturais Básicos (cont.) Treliças: Comportamento

Um cabo submetido a uma carga no seu centro, adquire a forma triangular por forças de tração e aparecem forças horizontais nos apoios denominadas empuxo. Ao se inverter esse cabo usando barras rígidas, as forças de tração se transformam em forças de compressão e o empuxo que ocorria de fora para dentro, inverte-se passando a ocorrer de dentro para fora.

forças de compressão e o empuxo que ocorria de fora para dentro, inverte-se passando a ocorrer

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5.6 – Sistemas Estruturais Básicos (cont.)

Treliças: Aplicações e Limites de Utilização

5.6 – Sistemas Estruturais Básicos (cont.) Treliças: Aplicações e Limites de Utilização 34

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5.6 – Sistemas Estruturais Básicos (cont.) Viga Vierendel: Comportamento e Limites de Utilização

A viga Vierendeel, como a treliça, é um sistema estrutural formado por barras interligadas em pontos denominados nós, porém com comportamento rígido e não flexível (rótulas) como na treliça.

interligadas em pontos denominados nós, porém com comportamento rígido e não flexível (rótulas) como na treliça.
interligadas em pontos denominados nós, porém com comportamento rígido e não flexível (rótulas) como na treliça.

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5.6 – Sistemas Estruturais Básicos (cont.) Pilares: Comportamento

O pilar sofre apenas compressão simples. Em situações especiais, quando sujeito a cargas devidas ao vento ou frenagem, sofre flexão. A compressão simples, dependendo da seção do pilar e do seu comprimento, pode provocar a flambagem.

do pilar e do seu comprimento, pode provocar a flambagem. Pilares: Aplicações e Limites de Utilização

Pilares: Aplicações e Limites de Utilização

Os espaçamentos ideais dependem da modulação estrutural e arquitetônica, enquanto os limites, em termos de altura livre, são dados pela possibilidade construtiva e pela relação entre seu comprimento e seção (índice de esbeltez. É interessante observar que, para edifícios acima de 50 pavimentos, 80% da seção dos pilares de concreto é usada para suportar o seu peso próprio e que o custo dos pilares fica em torno de 20% do custo total da estrutura.

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5.6 – Sistemas Estruturais Básicos (cont.) Pilares: Pré-Dimensionamento

5.6 – Sistemas Estruturais Básicos (cont.) Pilares: Pré-Dimensionamento 37
5.6 – Sistemas Estruturais Básicos (cont.) Pilares: Pré-Dimensionamento 37

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5.7 – Relação entre Sistemas Estruturais e Materiais

SISTEMAS ESTRUTURAIS

AÇO

CONCRETO

MADEIRA

Cabo

5

1

1

Arco

4

4

4

Viga de Alma Cheia

4

4

3

Treliça

5

2

4

Viga Vierendeel

4

4

2

Total

22

15

14

Notas: 1 = péssimo; 2 = ruim; 3 = regular; 4 = bom; 5 = ótimo

5.8 – Associações entre Sistemas Estruturais Básicos Associação Discreta

Os sistemas estruturais básicos interrelacionam-se originando um novo sistema, formado por barras e no qual se pode distinguir e até separar os sistemas básicos.

qual se pode distinguir e até separar os sistemas básicos. Associação Contínua O sistema básico é

Associação Contínua

O sistema básico é repetido infinitamente, dando origem a formas contínuas como as lâminas.

Associação Contínua O sistema básico é repetido infinitamente, dando origem a formas contínuas como as lâminas.

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5.9 – Tipos de Associações entre Sistemas Estruturais Básicos

cabo x cabo

cabo x arco

cabo x treliça

cabo x viga de alma cheia

cabo x viga Vierendeel

cabo x pilar

arco x arco

arco x treliça

arco x viga de alma cheia

arco x viga Vierendeel

arco x pilar

treliça x treliça

treliça x viga de alma cheia

treliça x viga Vierendeel

treliça x pilar

pilar x pilar

viga de alma cheia x pilar

viga de alma cheia x viga Vierendeel

viga Vierendeel x pilar

viga Vierendeel x viga Vierendeel

viga de alma cheia x viga de alma cheia

5.10 – Concepção Estrutural em Aço

Construção Metálica x Estrutura Metálica

Situações Usuais de Projeto

Programa da edificação Forma arquitetônica Sistema Estrutural

• Forma arquitetônica → Sistema Estrutural • Esforços Solicitantes • Elementos Estruturais •
• Forma arquitetônica → Sistema Estrutural • Esforços Solicitantes • Elementos Estruturais •
• Forma arquitetônica → Sistema Estrutural • Esforços Solicitantes • Elementos Estruturais •

Esforços Solicitantes

Elementos Estruturais

Estabilidade e Resistência

Interferências

Sistemas complementares

Material

5.11 – Lançamento Estrutural:

Procedimento de locar (dispor) vigas, pilares e demais elementos estruturais sobre a representação gráfica da concepção arquitetônica, com base em critérios que sirvam de ponto de partida para a materialização dos componentes estruturais e a partir de uma dada hierarquia de pré-requisitos estabelecidos em função da concepção estrutural.

Embora possa ser considerada natural a metodologia de proceder-se inicialmente à locação dos pilares, em termos de caminho das cargas, o correto é partir-se da locação das vigas e somente depois pensar-se na locação dos pilares e demais elementos estruturais (como contraventamentos, por exemplo).

Observação Importante:

A locação das vigas pressupõe a completa definição prévia do sistema construtivo e de seus componentes, como por exemplo o tipo de laje que será utilizado e os tipos de fechamentos.

5.11 – Lançamento Estrutural (cont.):

Locação de vigas

Avaliação dos carregamentos

Modulação

Vigamento principal e secundário

Interferências construtivas

Avaliação dos carregamentos • Modulação • Vigamento principal e secundário • Interferências construtivas 43

43

5.11 – Lançamento Estrutural (cont.):

5.11 – Lançamento Estrutural (cont.): Relações preliminares vão/altura • Vigas continuamente travadas: altura =

Relações preliminares vão/altura

Vigas continuamente travadas: altura = vão/20

Vigas sem travamento lateral: altura = vão/15

Vigas mistas: altura = vão/22

5.11 – Lançamento Estrutural (cont.):

Locação de pilares

Avaliação dos carregamentos

Modulação - Textos Complementares (Firmo, Cap.3 e Mancini, Cap.2)

Interferências construtivas

Capacidade de carga do terreno

Observações Importantes:

a) A quantidade de pilares deve ser adequadamente dosada, de modo a resultar em uma estrutura de fácil execução e economicamente viável;

b) A locação de pilares, associada à definição do vigamento, deve sempre buscar a melhor definição do caminho de cargas;

c) O posicionamento dos pilares afeta, de maneira significativa, o comportamento estrutural das vigas;

d) Os pilares devem ser posicionados, preferencialmente, nos pontos de encontro das vigas principais;

e) Sempre que possível, e em atendimento às condições estabelecidas na concepção arquitetônica, os pilares devem apresentar continuidade de posicionamento da fundação até a cobertura.

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5.11 – Lançamento Estrutural (cont.):

5.11 – Lançamento Estrutural (cont.): Relações dimensionais : Não é possível o estabelecimento prévio e direto

Relações dimensionais:

Não é possível o estabelecimento prévio e direto de relações entre altura e dimensões da seção transversal, dada a diversidade de tipos de seções transversais adotados em estruturas metálicas. Assim, o pré-dimensionamento deve levar em consideração, inicialmente, a condição de esbeltez limite kL/r 200 e aproximação inicial de área dada por:

N A g ≥≥≥≥ 0,5 f y
N
A
g ≥≥≥≥
0,5 f
y

onde:

- A g é a área bruta da seção transversal;

- N é a carga de compressão no pilar

- f y é o limite de escoamento do aço.

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