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CEEDUC

Centro Evangélico de Educação e Cultura


Curso: Bacharel de Teologia (Ministério)
Turma: Modular
Carga Horária: 45 h/s
Disciplina: Religiões e Seitas Comparadas
Professor: Sérgio Adriano Lenz

Aula 002 09 de Setembro de 2009


AS RELIGIÕES DA ÍNDIA
O SIQUISMO

O Siquismo é o participante mais recente do cenário das


grandes religiões do mundo. Foi fundado no início do século
XVI d.C. Embora tivesse suas raízes no hinduísmo na Índia,
o Siquismo enxertou algumas idéias do islamismo na árvore
de suas crenças.
Floresceu, naquela combinação, um novo sistema religioso.
Na realidade, o Siquismo era um movimento de reforma que
procurava reunir os melhores aspectos de várias religiões
numa única nova fé. Como o Judaísmo, foi uma das poucas
religiões que fundaram um novo estado.

A Khanda consiste na figura de uma única


espada de dois gumes ao centro, que
representa a fé no deus único e a proteção da
comunidade contra a opressão. As duas
espadas laterais representam o poder
espiritual e material, e o círculo simboliza
esse deus e a união da comunidade sikh.

Definição: A palavra Sikh provém de sisya em Sânscrito ou


sikha em Pali, com o significado de “discípulo”.

Localização Geográfica: O país dos 5 rios no noroeste da


Índia, ficou sendo o palco de grandes batalhas religiosas,
políticas e militares desde o século XV até os nossos dias.
Seu fato mais marcante foi a divisão de seu território em duas
partes entre o Paquistão (islâmico) e a Índia (hinduísta). Os
siques consideram o Punjab o seu lar e profetizam a sua volta
um dia.

O Fundador: Guru Nanak nasceu em 1469 na aldeia de


Talvandi, a 64 Km de Lahore. Religioso, cantor e compositor
de hinos sacros, procurou quebrar o tabu da discriminação
criando um lugar onde muçulmanos e hindus pudessem
comer juntos. Casou com uma mulher de casta superior, mas
não foi feliz, abandonando o lar e passando a peregrinar
orando e jejuando até receber uma visitação divina e receber
a comissão pregar uma nova religião...

As Doutrinas da Nova Religião: Ascetismo / Caridade /


Abluções / Adoração / Meditação

Deus: Segundo Nanak, Deus era, tanto o Alá do Islamismo,


como a representação dos muitos deuses hindus – ou seja, na
realidade todos expressavam o grande Deus. Seu nome é Sat
Nam ou Nome Verdadeiro.

Os Escritos do Siquismo: Guru Nanak nada escreveu, porém


seus discípulos fizeram alguns registros que juntos tornaram-
se o livro sagrado dos siques – o Adi Granth – compilado em
1604, com 1500 páginas e 3384 hinos compostos por Nanak,
Kabir e outros gurus.

O Adi Granth (livro original) tem 7 partes principais a serem


lidas em ocasiões específicas:

o O Japji do Guru Nanak é recitado na oração matutina.


o So-daru (aquela porta) é recitado na oração vespertina.
o So-purkh (ser supremo) também é usado na oração
vespertina.
o Sohila (cântico de louvor) é recitado na hora de dormir.
o O corpo principal dos escritos é entoado em melodias.
o O Bhog (epílogo ou conclusão), contém seleções por
Kabir e Farid, os bardos brahmans e os gurus.
o O Rag Mala especifica todas as melodias (rag e raginis)

O professor Sérgio Lenz abordou o Siquismo.

SUGESTÃO (SUBSÍDIO):
SIKHISMO
O sikhismo é uma religião monoteísta fundada em fins do século XV no Punjab (região
atualmente dividida entre o Paquistão e a Índia) pelo Guru Nanak (1469-1539).
Habitualmente retratado como o resultado de um sincretismo entre elementos do hinduísmo
e do misticismo do islão (o sufismo), o sikhismo apresenta contudo elementos de
originalidade que obrigam a um repensar desta visão redutora.
Principais crenças - O termo sikh significa em língua punjabi "discípulo forte e tenaz". A
doutrina básica do sikhismo consiste na crença em um único Deus e nos ensinamentos dos
Dez Gurus do sikhismo, recolhidas no livro sagrado dos sikhs, o Guru Granth Sahib,
considerado o décimo - primeiro e último Guru.
Para o sikhismo, Deus é eterno e sem forma, sendo impossível captá-lo em toda a sua
essência. Ele foi o criador do mundo e dos seres humanos e deve ser alvo de devoção e de
amor por parte dos humanos.
O sikhismo ensina que os seres humanos estão separados de Deus devido ao egocentrismo
que os caracteriza. Esse egocentrismo (haumai) faz com que os seres humanos permaneçam
presos no ciclo dos renascimentos (samsara) e não alcancem a libertação, que no sikhismo é
entendida como a união com Deus. Os sikhs acreditam no karma, segundo o qual as ações
positivas geram frutos positivos e permitem alcançar uma vida melhor e o progresso
espiritual; a prática de ações negativas leva à infelicidade e ao renascer em formas
consideradas inferiores, como em forma de planta ou de animal.
Deus revela-se aos homens através da sua graça (Nadar), permitindo a estes alcançar a
salvação. O Divino dá-se a ouvir, revelando-se enquanto nome. Segundo os ensinamentos
do Guru Nanak e dos outros gurus, apenas a recordação constante do nome (nam simaram)
e a repetição murmurada do nome (nam japam) permitem os seres humanos libertar-se do
haumai.
Ética e formas de culto - O sikhismo coloca ênfase em três deveres, descritos como os
Três Pilares do sikhismo:
Manter Deus presente na mente em todos os momentos (Nam Japam);
Alcançar o sustento através da prática de trabalho honesto (Kirt Karni);
Partilhar os frutos do trabalho com aqueles que necessitam (Vand Chhakna).
O rito principal é o da admissão entre os khalsa, fraternidade dos "puros", geralmente
celebrado na puberdade.
O principal templo sikh, Harimandir Sahib (o Templo de Ouro, em Amritsar), é um lugar
de peregrinação. Uma intervenção de tropas indianas ordenada por Indira Gandhi no início
dos anos 80 levou à revolta dos sikhs e ao assassinato da primeira-ministra indiana em
19841.

O professor passou um filme sobre Confuncionismo e


Taoísmo.

Subsídio:
CONFUNCIONISMO
O confucionismo é um sistema filosófico chinês criado por Kung-Fu-Tzu (Confúcio). Entre
as preocupações do confucionismo estão a moral, a política, a pedagogia e a religião.
Conhecida pelos chineses como Junchaio (ensinamentos dos sábios). Fundamentada nos
ensinamentos de seu mestre, o confucionismo encontrou uma continuidade histórica única.
História - Dos seguidores de Confúcio, o século I A.C. encontrou em Meng zi (Mêncio, ou
Mâncio) e Xun Zi um grande desenvolvimento e expansão na sociedade. Esses dois
originais autores buscaram compreender o confucionismo dentro de uma perspectiva
naturalista, recorrente nas forças que atuavam na sociedade em seus períodos de vida.
Meng acreditava na importância da educação para retificar a boa natureza humana, que
teria sido depravada em função dos conflitos e das necessidades impostas pela vida. O ser
humano possuiria a capacidade de desenvolver um espírito de ajuda mútua de modo a evitar
os conflitos interpessoais inerentes à existência humana.
Xun Zi - Já Xun Zi recorreu ao verso da moeda para compreender o papel de Confúcio. Ele
acreditava numa natureza perversa do homem, derivado dos mesmos instintos de
preservação dos animais. Talvez pensando nos rituais propostos para a sociedade, e pela
necessidade de ordenação, tal como no fundamento das lendas de fundação chinesas e na
influência jurista, Xun Zi via no interior do homem uma inteligência capaz de articular
meios pelo qual poderia evitar sua condição natural de forma arbitrária, mas que para isso
haveria de ter criado uma escala de valores delimitantes da ação humana.
Mêncio conseguiu uma boa repercussão popular por sua abordagem otimista da vida, mas
as classes altas da sociedade viram em Xun Zi uma explicação razoável para suas dúvidas.
Assim ao menos deixam transparecer algumas biografias de Sima Qian (II a. C.).
Império chinês - O Confucionismo se tornaria a doutrina oficial do império chinês durante
a dinastia Han ( séculos III a. C. - III d. C.), encontrando continuadores ao longo deste

1
SIKHISMO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2009. Disponível em:
<http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Sikhismo&oldid=16708411>. Acesso em: 9 set. 2009.
período que se destacaram em vários campos diferentes. Donz Zhong shu, por exemplo,
buscou revigorar e re-interpretar o confucionismo através das teorias cosmológicas dos
cinco elementos; Wang Chong utilizou-se de um ceticismo lógico para criticar as crenças
infundadas e os mitos religiosos.
Embora tivesse perdido um certo vigor após a dinastia Han, o confucionismo seria
novamente desenvolvido no movimento conhecido como neoconfucionismo, datado do
século X d.C., através da figura de personagens como os irmãos Cheng e Zhuxi, o grande
comentador confucionista.
Antiguidade - Templo de Confúcio em Nagasaki, Japão.De qualquer modo, já na
antiguidade o confucionismo atingiu um pleno sucesso, tornando-se uma filosofia moral de
profundo impacto na estrutura social e cotidiana da sociedade. O valor ao estudo, à
disciplina, à ordem, à consciência política e ao trabalho são lemas que o confucionismo
introjetou de maneira definitiva na vida da civilização chinesa da antiguidade aos dias de
hoje. Note-se que, ao contrário do que muitos afirmam, o confucionismo não se trata de
uma religião. Não possui um credo estabelecido, mas apenas determinações rituais de
caráter social, que permitem a um adepto do confucionismo a liberdade de crença em
qualquer tipo de sistema metafísico ou religioso que não vá contra as regras de respeito
mútuo e etiqueta pessoal.
Dias de hoje - O confucionismo é ainda praticado em vários países. Além da sua origem
asiática, diversos países incorporam alguns conceitos do sistema em suas práticas
notadamente urbanas. No Brasil, é sentido em grupos de indivíduos que estudam religiões
não cristãs.
Ditos do Confucionismo - Mesmo nas situações mais pobres uma pessoa que vive
corretamente será feliz.Coisas mal adquiridas nunca trarão felicidade2.

AS RELIGIÕES DO EXTREMO ORIENTE

2
CONFUCIONISMO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2009.
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Confucionismo&oldid=16604483>. Acesso em: 9
set. 2009.
Levando-se em conta que Siddharta Gautama é oriundo da
Índia, onde tentou sem sucesso reformar o Hinduísmo das
castas, e em sua peregrinação acabou encontrando solo fértil
na Mongólia, China e posteriormente no resto do mundo,
sobram-nos Lao Tsé e Confúcio para tratarmos como
verdadeiros fundadores de religiões chinesas; a grande
comparação entre ambos, para fins didáticos é a seguinte:

Lao Tsé era um místico que ensinava o povo a escapar do


caos do mundo pela meditação...

Confúcio era um moralista que ensinava a ficar e tentar


melhorar o caos em que estava o mundo...

AS RELIGIÕES DO EXTREMO ORIENTE


O CONFUCIONISMO:

Confúcio nasceu em 551 a.C. no estado de Lu, que agora é a


província de Shantung. Sendo caçula de onze filhos, ficou
órfão aos três anos de idade, porém mesmo assim sua mãe lhe
deu o melhor ensino que havia na época (história, música e
poesia da China antiga – tudo escrito em cascas de bambu).
Cedo se tornou um moralista, adquiriu um emprego público
para ajudar a formar um bom governo. Decepcionado pelas
corrupções, resolveu ser professor e, em breve, sua escola
particular, espalhada em várias províncias, possuía mais de
três mil alunos. Ensinava história, poesia, literatura, política,
ciências naturais e música. Seu estilo era semelhante ao de
Sócrates, e no campo da tradição teve sérios confrontos com
Lao Tsé, pois este ensinava a política da não resistência...
Faleceu em 479 a.C. e logo passou a ser considerado um deus
por causa dos seus ensinamentos e escritos sagrados. Durante
a dinastia Han, cerca de 220 a.C., o imperador Han Wu, foi
persuadido por um estudioso a proclamar o confucionismo
como ideologia oficial da China. Foi um grande passo para a
unificação do país!

Significado: A palavra Confúcio provém do termo chinês


K’ung-fu-tzu que significa mestre K’ung. K’ung é um
sobrenome, e o título inteiro recebeu a forma latina de
Confucius, dos missionários jesuítas antigos.

Religião ou Ética Social?: Aos que questionam o fato do


confucionismo ser chamado de religião, citamos a pregação
do próprio Confúcio:

Amor às cerimônias e sacrifícios de oferendas ao “céu”.


Adoração aos antepassados.
Sistema de ética moralista (o que não queres que façam a ti
não faça aos outros...).
Teorias de governo (justiça para todos).
Conjuntos de alvos sociais (igualdade no trato com as
diversas camadas sociais).

Princípios Éticos: Ensinava cinco virtudes cardinais que


levam ao bem comum. Usava a analogia da árvore:

Princípios Éticos: Ensinava cinco virtudes cardinais que


levam ao bem comum. Usava a analogia da árvore:
Jen – a raíz = a palavra pode ser traduzida como “amor,
bondade e humanidade”. A abnegação do Jen resulta nos
relacionamentos humanos apropriados do Li.
Yi – o tronco = significava a justiça (em todos os apectos da
vida humana).
Li – os ramos = o significado da palavra varia com o seu
contexto – cortesia, reverência, decência, justiça, ordem
moral, ritual. Dizia ele: “Li baseia-se no céu, é padronizado
na terra”. O Li era vital para os cinco relacionamentos:
governante e súdito / pai e filho / marido e mulher /
primogênitos e os mais novos / velhos e jovens.
Chih – a flor = significava a sabedoria.
Hsin – o fruto = significava a fidelidade.

Os escritos do confucionismo:
Os anacletas

Subsídios:
TAOÍSMO
Taoísmo (ou daoísmo) é uma palavra empregada para traduzir dois termos chineses
distintos, "Daojiao" (pinyin: Dàojiào; Wade-Giles: Tao-chiao), que se refere aos
"ensinamentos ou à religião do Dao, e "Daojia", que se refere à "escola do Tao (ou Dao)", a
uma linha de pensamento da filosofia chinesa.
Assim, o termo taoísmo pode referir-se a:
Uma escola de pensamento filosófico chinês que se baseia nos textos do Tao Te Ching
atribuídos a Lao Tse e nos escritos de Chuang Tse.
Um movimento religioso chinês com origem em Zhang Daoling no final da Dinastia Han
que se estrutura em seitas como a Zhengyi ("Ortodoxa") e Quanzhen ("realidade
completa").
As manifestações da tradição religiosa chinesa, de caráter popular, que integram elementos
da religião Taoísta, do Confucionismo e do Budismo.

O Tao do Taoísmo - O ideograma Tao (ou Dao) pode ser traduzido como "caminho", mas
assume um significado mais abstrato para a religião e para a filosofia chinesa.
Traduzido literalmente, significa "o ensinamento do Tao". No contexto taoísta, 'Tao' pode
ser entendido como um caminho no espaço-tempo - a ordem na qual as coisas acontecem.
Como termo descritivo, pode se referir ao mundo real na história - algumas vezes nomeado
como o "grande Tao" - ou, antecipadamente, como uma ordem que deve se manifestar - a
ordem moral de Confúcio ou Lao Tsé ou Cristo, etc.
Um tema no pensamento chinês primitivo é Tian-dao ou caminho da natureza (também
traduzido como "céu", e às vezes "Deus"). Corresponde aproximadamente à ordem das
coisas de acordo com a lei natural.
Tanto o "caminho da natureza" quanto o "grande caminho" inspiram o afastamento
estereotípico taoísta das doutrinas morais e normativas. Assim, pensado como o processo
pelo qual cada coisa se torna o que ela é (a "Mãe de todas as coisas") parece difícil
imaginar que temos que escolher entre quaisquer valores de seu conteúdo normativo -
portanto pode ser visto como um princípio eficiente de "vazio" que sustenta confiavelmente
o funcionamento do universo.

Taoísmo e confucionismo - O taoísmo é uma tradição que dialogando com seu tradicional
contraste, o confucionismo, modelou a vida chinesa por mais de 2000 anos.
O taoísmo enfatiza a espontaneidade ou liberdade da manipulação sócio-cultural pelas
instituições, linguagem e práticas culturais. Manifesta o anarquismo - defendendo
essencialmente a idéia de que não precisamos de nenhuma orientação centralizada.
Espécies naturais seguem caminhos apropriados a elas, e os seres humanos são uma espécie
natural. Seguimos todos por processos de aquisição de diferentes normas e orientações da
sociedade, e no entanto podemos viver em paz se não procuramos unificar todas estas
formas naturais de ser.
Como o conceito confucionista de governo consiste em fazer todos seguirem o mesmo
moral tao, o taoísmo representa de muitas maneiras a antítese do conceito confucionista
referente a deveres morais, coesão social e responsabilidades governamentais, mesmo que o
pensamento de Confúcio inclua valores taoístas e o inverso também ocorra, como se pode
observar lendo os Analetos de Confúcio.

Origens - Tradicionalmente, o taoísmo é atribuído a três fontes principais:


O mais antigo, o mítico "Imperador Amarelo";
o mais famoso, o livro de aforismos místicos, o Dao De Jing (Tao Te Ching), supostamente
escrito por Lao Zi (Lao Tse), que, segundo a tradição, foi um contemporâneo mais velho de
Confúcio;
e o terceiro, os trabalhos do filósofo Zhuang Zi (Chuang Tse).
Outros livros ampliaram o Taoísmo, como o True Classic of Perfect Emptiness, de Lie Zi; e
a compilação Huainanzi.
Além destes, o antigo I Ching, O Livro Das Mutações, é tido como uma fonte extra do
taoísmo, assim como práticas de divinação da China antiga.

Filosofia - Do Caminho surge um (aquele que está consciente), de cuja consciência por sua
vez surge o conceito de dois (yin e yang), dos quais o número três está implícito (céu, terra
e humanidade); produzindo finalmente por extensão a totalidade do mundo como o
conhecemos, as dez mil coisas, através da harmonia das Wuxing. O Caminho enquanto
passa pelos cinco elementos do Wuxing é também visto como circular, agindo sobre si
mesmo através da mudança para simular um ciclo de vida e morte nas dez mil coisas do
universo fenomênico.
Aja de acordo com a natureza, e com sutileza em lugar de força.
A perspectiva correta será encontrada pela atividade mental da pessoa, até chegar a uma
fonte mais profunda que guie sua interação pessoal com o universo (veja 'wu wei' abaixo).
O desejo obstrui a habilidade pessoal de entender O Caminho (veja também karma),
moderar o desejo gera contentamento. Os taoístas acreditam que quando um desejo é
satisfeito, outro, mais ambicioso, brota para substituí-lo. Em essência, a maioria dos
taoístas sente que a vida deve ser apreciada como ela é, em lugar forçá-la a ser o que não é.
Idealmente, não se deve desejar nada, "nem mesmo não desejar".
Unidade: ao perceber que todas as coisas (inclusive nós mesmos) são interdependentes e
constantemente redefinidas pela mudança das circunstâncias, passamos a ver todas as
coisas como elas são, e a nós mesmos como apenas uma parte do momento presente. Esta
compreensão da unidade nos leva a uma apreciação dos fatos da vida e do nosso lugar neles
como simples momentos miraculosos que "apenas são".
Dualismo, a oposição e combinação dos dois princípios básicos Yin e Yang do universo, é
uma grande parte da filosofia básica. Algumas das associações comuns com Yang e Yin,
respectivamente, são: masculino e feminino, luz e sombra, ativo e passivo, movimento e
quietude. Os taoístas acreditam que nenhum dos dois é mais importante ou melhor que o
outro, na verdade, nenhum pode existir sem o outro, porque eles são aspectos equiparados
do todo. São em última análise uma distinção artificial baseada em nossa percepção das dez
mil coisas, portanto é só nossa percepção delas que realmente muda. Ver taiji.

Wu Wei - Muito da essência do Tao está na arte do wu wei (agir pelo não-agir). No
entanto, isto não significa "espere sentado que o mundo caia no seu colo". Essa filosofia
descreve uma prática de se realizar coisas através da ação mínima. Pelo estudo da natureza
da vida, você pode influenciar o mundo do modo mais fácil e menos disruptivo (usando a
sutileza em vez da força). A prática de seguir a corrente em vez de ir contra ela é uma
ilustração; uma pessoa progride muito mais não por lutar e se debater contra a água, mas
permanecendo quieta e deixando o trabalho nas mãos da correnteza.
O Wu Wei funciona a partir do momento em que confiamos no "design" humano,
perfeitamente ajustado para nosso lugar na natureza. Em outras palavras, confiando na
nossa natureza em vez da nossa racionalidade, nós podemos encontrar contentamento sem
uma vida de luta constante contra forças reais e imaginárias.
Uma pessoa pode aplicar essa técnica no ativismo social. Em vez de apelar para que outros
tomem atitudes relacionadas a uma causa, seja qual for a sua importância ou validade, ela
pratica uma vida de acordo com o que acredita, "remando contra maré". Ao deixar sua
crença se manifestar em suas ações, está assumindo sua responsabilidade pelo movimento
social que acredita.

Religião - Embora Lao Zi nunca tenha pregado nenhuma religião no Tao Te King e se
tenha sempre mantido no terreno filosófico e moral, cerca de mil anos depois da sua morte
formou-se um corpo de doutrinas e de práticas religiosas e culturais que constituíram a
religião taoista. A religião taoista conserva apenas uns traços da filosofia de Lao Zi com
empréstimos de idéias e práticas culturais do budismo, com a introdução de vários deuses,
deusas e gênios, e uma mistura com algumas crenças preexistentes, como a Teoria dos
Cinco Elementos, a alquimia e o culto aos ancestrais.
Tentativas de alcançar maior longevidade eram um tema freqüente na magia e alquimia
taoístas, com vários feitiços e poções, ainda existentes, com esse propósito.
Muitas versões antigas da Medicina Tradicional Chinesa foram enraizadas no pensamento
taoísta, e a medicina chinesa moderna bem como as artes marciais chinesas são ainda de
várias formas baseadas em conceitos taoístas, como o Tao, o Qi, e o balanço entre o yin e o
yang (Ver Yin yang).
Com o tempo, a absoluta liberdade dos seguidores do taoísmo pareceu ameaçadora à
autoridade de alguns governantes, que incentivaram o crescimento de seitas mais
comprometidas com as tradições confucionistas. Uma escola taoísta foi formada ao fim da
dinastia Han, por Zhang Daoling.
Muitas seitas evoluíram através dos anos, mas a maioria traça suas origens a Zhan Daoling,
e grande parte dos templos taoístas modernos pertence a uma ou outra dessas seitas.
As escolas taoístas incorporam panteões inteiros de divindades, incluindo Lao Zi, Zhang
Daoling, o Imperador Amarelo, o Imperador Jade, Lei Gong (O Deus do Trovão) e outros.
As duas maiores escolas taoístas da atualidade são a Seita Zhengyi (evoluída de uma seita
fundada por Zhang Daoling) e o Taoísmo Quanzhen (fundado por Wang Chongyang).

Influências no zen-budismo - O Budismo Chan, que se desenvolveu como um escola


distinta na China medieval, refletiu fortes influências da filosofia chinesa e, em particular,
do Taoísmo. Com o tempo, o Chan acabou se estabelecendo na Coréia, onde recebeu o
nome Seon. Havia monges que chegavam de outros países da Ásia para estudar o Chan, e a
escola foi se espalhando pelos países vizinhos. No Vietname, recebeu o nome Thien, e, no
Japão, ficou conhecida como Zen. Através da história, essas escolas cresceram de maneira
independente, tendo desenvolvido identidades próprias e características bastante diferentes
umas das outras. Na China, elementos do taoísmo se combinaram com elementos do
Budismo e do Confucionismo na forma do Neo-Confucionismo.

Taoísmo fora da China - A filosofia taoísta é praticada em várias formas, em outros países
além da China. Kouk Sun Do na Coréia é uma dessas variações.
A filosofia taoísta encontrou muitos seguidores ao redor do mundo. Genghis Khan era
simpático à filosofia taoísta, e durante as primeiras décadas de dominação mongol, o
taoísmo viu um período de expansão, entre os séculos XIII e XIV. Devido a isso, muitas
escolas taoístas tradicionais mantém centros de ensino em vários países ao redor do mundo.

Taoísmo no Brasil - No Brasil, existem vários ramos ligados ao Taoísmo, tanto o religioso
(Taochiao) quanto o filosófico (Taochia). Uma das vertentes religiosas mais importantes é
representada pela Sociedade Taoísta do Brasil. A Sociedade Taoísta do Brasil foi instituída
no Rio de Janeiro/RJ, em 15 de janeiro de 1991 com o objetivo de difundir o ensinamento
do Taoísmo em todas as suas formas de expressão - religiosa, filosófica, científica e cultural
- e contribuir para o aperfeiçoamento espiritual dos freqüentadores.
O caminho taoísta propõe a restauração do estado pleno de vida e consciência, chamado
Tao. Para isso, utilizam-se vários meios, como as práticas que promovem a boa saúde física
e mental, o estudo de clássicos escritos pelos grandes mestres do passado, os métodos
místicos para a restauração da ordem interna e fundamentalmente, a meditação, como
caminho de auto-transformação e elevação espiritual.
A Sociedade Taoísta do Brasil foi fundada por Wu Jyh Cherng (1958-2004), sacerdote
taoísta Kao Kon Fa Shi (Alto Ofício, Mestre da Lei). Mestre Cherng escreveu diversos
livros sobre artes taoístas e traduziu o Tao Te Ching, o livro do Caminho e da Virtude, o Yi
Jing (I-Ching), o livro das Mutações e entre outros clássicos do taoísmo.
Em março de 2002 inaugurou a sede de São Paulo, um espaço adequado para a prática e
estudo do Taoísmo, suas artes e sabedoria, e onde se tem palestras abertas ao público,
rituais, meditação e diversos cursos. Entre as atividades de São Paulo, enfatiza-se as
práticas de Meditação, Yi Jing (I Ching), Feng Shui, Astrologia Chinesa (Zi Wei Dou Shu),
Tai Ji Quan (Tai Chi Chuan), e Qi Gong (Chi Kun), e o atendimento de acupuntura e
massagem3.

Fizemos em sala de aula um trabalho sobre a analogia da árvore:


 Jen – a raiz (amor, bondade e humanidade)
 Yi – o tronco (justiça)
 Li – os ramos (cortesia, reverência, decência, justiça, ordem
moral, ritual)
 Chin – a flor (sabedoria)
 Hsin – o fruto (fidelidade)
Citar dois versículos bíblicos que nos mandem utilizar o significado que se encontra entre
parênteses. Entregar em 15 minutos.

3
TAOISMO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2009. Disponível em:
<http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Taoismo&oldid=16684645>. Acesso em: 9 set. 2009.
AS RELIGIÕES DO EXTREMO ORIENTE

AS RELIGIÕES DO EXTREMO ORIENTE


O TAOÍSMO:

Lao Tsé e Confúcio são os verdadeiros fundadores das


religiões chinesas; a grande comparação entre ambos, para
fins didáticos é a seguinte:

Lao Tsé era um místico que ensinava o povo a escapar do


caos do mundo pela meditação...

Confúcio era um moralista que ensinava a ficar e tentar


melhorar o caos em que estava o mundo...
Definição: A palavra Taoísmo, pronunciada “dauísmo”
significa “uma senda ou caminho”. Os taoístas acreditam que
tudo no universo muda e sofre alteração. Movimenta-se num
caminho de harmonia e ordem. O homem perdeu o caminho
por causa da própria desarmonia e dos seus próprios
desígnios. Precisa voltar ao caminho da simplicidade e da
humildade, mediante a ação passiva e de um caminho
moralmente correto. Na prática, Tao é uma filosofia, uma
religião e um sistema de rituais mágicos, tudo ao mesmo
tempo.

Fundador: Lao Tsé nasceu em Chujen, uma aldeia no


distrito Hu da Província de Honan, em 604 a.C. e faleceu em
5l7 a.C. Sua vida é cercada de lendas e uma delas diz que
teria vivido 60 anos no ventre de sua mãe e quando nasceu já
era um velho mestre...

O Taoísmo e a Deidade: O Tao não é chamado Deus, mas


na crença taoísta, realiza a mesma obra que um deus, porém
não sendo pessoal. Vários escritores chamam o Tao de :
“força, razão, ser supremo, providência, deus, palavra,
logos”. Nas palavras de Lao-Tsé: “Os caminhos dos homens
são determinados por aqueles caminhos do céu, os caminhos
do céu, por aqueles do Tao, e o Tao veio a existir por si
mesmo”.

Yin e Yang: As crenças chinesas referem-se ao equilíbrio das


forças positivas e negativas da natureza.
O yin é a força negativa; é escuro, frio, úmido, feminino – é a
terra e a lua. O yang é a força positiva; é luminoso, quente,
masculino, seco – é o sol. Nem são bons, nem são maus.
Quando cooperam em harmonia, a vida é aquilo que deve ser.
Entre outras finalidades e filosofias, o yin e yang são usados
na adivinhação.

CERIMÔNIAS
As oferendas são compostas basicamente por Incenso, Flor,
Água, Vela, Frutas e Alimentos.
O Incenso representa a Transcendência, a transformação do
corpo físico em corpo etéreo, a dissolução do ego.
Corresponde ao conceito Wu Wei, ação não intencional.
A Flor representa a Vida, correspondendo ao conceito
Dez´Zan (Natureza – Naturalidade).
A Água (o chá) representa a Purificação, a remoção dos
apegos, das loucuras e dos traumas. Corresponde ao conceito
Chin Jin (Transparência – Pureza).
A Vela representa a Consciência, o encontro da nossa
consciência com a consciência sagrada. Corresponde ao
conceito Suen Hua (Transformação – Natural).
As Frutas e os Alimentos representam o despojamento dos
valores materiais. Porque a comida é essencial para o ser
humano sobreviver. Os alimentos devem ser vegetarianos.
Todas as oferendas, bem como todas as outras partes que
constituem o altar, refletem nossa verdadeira identidade: uma
consciência pura, livre de apegos e repleta de energia4.

Os instrumentos ritualísticos devem ser utilizados somente


em práticas espirituais (ritual, recitação de mantra e
meditação). Existem oito tipos de instrumentos:
Dzen – Prato singular;
Djia – Prato duplo;
Fu – Prato duplo grande;
Shao – Prato duplo grande com relevo cilíndrico;
Mu Yü – Peixe de madeira;
Dzong – Sino de comando;
Ching – Sino de acompanhamento;
Di-Dzong – Sino do Imperador.

Os Pratos singular (1 é yang) e duplos (2 é yin) representam a


alternância entre yin e o yang. Todos possuem o som grave,
sendo que os duplos são mais graves que o singular. Os
pratos duplos Fu e Shou significam felicidade e longevidade,
respectivamente.

O Peixe de madeira funciona como marcador do tempo,


sendo de grande importância no inicio do ritual para assentar
a mente e na definição da velocidade de recitação dos
mantras. Como os peixes não fecham os olhos, este
instrumento carrega em si o simbolismo da concentração.

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Taoísmo. Sociedade Taoísta do Brasil. Disponível em: <www.taoismo.org.br/stb/modules/dokuwiki>.
acesso em 17 de janeiro de 2009.
Os Sinos despertam a consciência, expurgando energias
distorcidas. O Di-Dzong, Sino do Imperador, é o mais
específico em termos de expulsar energias perversas.
Funciona como uma vassoura que varre todos os excessos.
Alem de suas denominações próprias, os sinos possuem uma
denominação geral – Nim.

DIVINDADES
As divindades que tem imagem humana são ditas
personalizadas. Podem ser do Céu Anterior ou do Céu
Posterior. As Divindades do Céu Anterior são divindades que
nunca encarnaram, como por exemplo a Dou Mu (Mãe das
Constelações) e as divindades do Céu Posterior são
divindades que já passaram pela terra, como por exemplo Lao
Tse (Senhor do Fim e do Principio) e Shuen Di (Imperador
do Mistério).
A imagem humana de divindades que nunca encarnaram
representa a possibilidade de alcançarmos, ainda na condição
humana, o estado de consciência que uma divindade
representa. As imagens de divindades podem ser feitas de
madeira, metal ou louça.
Estas imagens, quando consagradas, passam a ser habitadas
pelas divindades que representam. Quanto mais tempo uma
imagem é cultuada, maior a sua força. Por outro lado, uma
imagem que não é cultuada por um longo período, pode ser
abandonada pela divindade que a corresponde e pode até ser
tomada por entidades ou divindades da obscuridade.

O Tao e a Conduta: No Tao-te-Ching (o livro sagrado),


temos quatro considerações acerca da vida e da conduta:
A força básica por detrás do universo é o Tao. Não dá para
lutar contra o Tao. Ele é a força impessoal básica do
universo. O melhor é viver a quietude e juntar-se ao Tao.
A vida é a maior de todas as posses. Já que o Tao é a origem
da vida, não adianta procurar riquezas aqui... o melhor é
juntar-se ao Tao e ser feliz com a imortalidade por ele
doada...
A vida deve ser vivida com simplicidade. Para cessar as
guerras e brigas, o melhor é renunciar a tudo, inclusive à
família e viver como eremita, unindo-se ao Tao.
A soberba e a glória devem ser desprezadas. É melhor ser
humilde e imperfeito do que se destacar dos demais inclusive
nos erros. A maior árvore do bosque é a que será derrubada
primeira...
Assistimos a um filme “Eram os deuses astronautas?”.

TRABALHO PARA CASA:


O professor solicitou para fazer o resumo do tema: “O monoteísmo no Oriente Médio” da
seguinte obra: GAARDER, Jostein. O livro das Religiões. 7ª Edição. SP. Cia das Letras. P.
104-147.
Entregar dia 23 de setembro de 2009.