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III
Racionalidade





Argumentativa


e
Filosofia


1.
Argumentação




e
Lógica
Formal

Problema

O
que
é


a
lógica?

1.1
Validade
e
verdade


Sumário


O
que
é
a
lógica?

Frase
declarativa
e
proposição

Proposição
e
argumento

Validade
e
forma

Lógica,
inferência


e
argumento


Tomemos
o
seguinte
argumento:

 As
proposições
1
e
2,
usadas
como

ponto
de
partida,
são
premissas.

1.
«Todos
os
portugueses
são
europeus.»


A
proposição
3
é
a
conclusão.


2.
«Todos
os
lisboetas
são
portugueses.»
 O
processo
de
passagem


das
premissas
à
conclusão


3.
«Todos
os
lisboetas
são
europeus.»

é
a
inferência
(neste
caso,


é
um
argumento
válido).



É
isto
que
a
lógica
estuda.
Finalidades

da
lógica

 Formular
as
regras
a
que




























os
argumentos
devem
obedecer
para

serem
válidos

 Distinguir
as
formas
válidas


















das
formas
não
válidas

 Desenvolver
técnicas
de
avaliação

dos
argumentos


Aprender
lógica
pode
ajudar‐nos
a
melhorar
o

modo
como
pensamos
e
argumentamos.
As

regras
lógicas
mais
básicas
são


os
princípios
da
razão.

Etapas
do
desenvolvimento

histórico
da
lógica

A
palavra
lógica
deriva
do
termo
grego
logos.
 Logos


Aristóteles
é
considerado
o
criador
da
Lógica.
 significava


simultaneamente


Lógica
simbólica
moderna:
  
razão/pensamento

 
palavra


 processo
de
construção
iniciado
por
Gottfried
Leibniz


 desenvolvida
apenas
a
partir
dos
finais
do
século
XIX

















































por
matemáticos
como
George
Boole
e
Gottlob
Frege


ARISTÓTELES
 LEIBNIZ
 BOOLE
 FREGE



Século IV a.C. 1646-1716 1815-1864 1848-1925
Filósofo
grego
 Filósofo
alemão
 Matemático
inglês
 Matemático
alemão

A
lógica
é
o
estudo
das
formas
de
argumentação
válida:


  formula
as
regras
a
que
os
argumentos
devem
obedecer
para
serem

correctos

  distingue
as
formas
correctas
das
formas
incorrectas


  desenvolve
técnicas
de
avaliação
de
argumentos

O
estudo
da
lógica
permite
compreender
e
treinar
o
uso
das
regras
da

lógica,
aprender
técnicas
de
avaliação
da
correcção
dos

argumentos
e
melhorar
a
capacidade
de
comunicação.

Um
argumento
é
um
conjunto
de
proposições
relacionadas
de
modo

a
inferir
uma
conclusão
a
partir
de
premissas.
É
constituído
por

proposições

(o
pensamento
expresso
por
uma
frase
declarativa).


Exercícios 1 e 2
Frase
declarativa


e
proposição


Para
pensar
necessitamos
de
linguagem.


As
línguas
naturais
organizam
as
palavras

para
obter
enunciados
com
sentido:
as

frases.

As
frases
podem
fazer
uma
asserção
(dizer

algo
sobre
a
realidade),
dar
uma
ordem,
fazer

uma
pergunta
ou
exprimir
um
desejo.

Quando
dizem
algo
sobre
a
realidade,
têm

um
valor
de
verdade
(V
/
F)
e
chamam‐se

frases
declarativas.
Jorge
Martins

Têm
valor
de
verdade
quando
o
pensamento
que
 Lengalenga

2002‐2004,
grafite
sobre
papel

expressam
–
a
proposição
–
é
verdadeiro


ou
falso.
Tipos
de
frases


manual,
p.
22

Frase
declarativa

e
proposição


A
frase
declarativa
e
a
proposição
não
se
podem
separar,


mas
são
diferentes,
pois
uma
frase
declarativa


é
um
enunciado
linguístico
em
que
dizemos
algo
acerca


da
realidade;
uma
proposição
é
o
pensamento
que
nela


está
expresso.


 A
mesma
proposição
pode
ser
expressa



por
frases
declarativas
diferentes

 Uma
frase
ambígua
pode
expressar

proposições
diferentes
(uma
frase
é
ambígua

quando
pode
ter
dois
ou
mais
significados

diferentes)

Frases
declarativas


manual,
p.
22


Exercícios 3 a 6
Proposição
e
argumento


Seja
o
seguinte
enunciado:


Estudar
lógica
é
útil
para
todas
as
pessoas
porque
aprender


a
argumentar
com
correcção
facilita
a
comunicação
e
porque

aprender
lógica
desenvolve
a
capacidade
de
argumentar.


Este
enunciado
contém
três
frases
declarativas,
portanto,


é
constituído
por
três
proposições:



1 Argumentar
com
correcção
facilita
a
comunicação.


2 Estudar
lógica
desenvolve
a
capacidade
de
argumentar.


3 Estudar
lógica
é
útil
para
todas
as
pessoas.

Conectores

As
proposições



Argumentar
com
correcção
facilita
a
comunicação.

Estudar
lógica
desenvolve
a
capacidade
de
argumentar.

Estudar
lógica
é
útil
para
todas
as
pessoas.


estão
ligadas
pelas
palavras
«porque»
e
«e»:
são
os
conectores.

Duas
proposições
constituem
o
que
é
apresentado
como
já

adquirido
e
que
é
tomado
como
ponto
de
partida,
ou
justificação
(as

premissas),
para
uma
terceira
que
delas
deriva
(a
conclusão).


Premissas
(razões,
ou
o
ponto
de
partida)
 Conclusão


Argumentar
com
correcção
facilita
a
comunicação.

 Logo,
estudar
lógica
é
útil
para

Estudar
lógica
desenvolve
a
capacidade

 todas
as
pessoas.

de
argumentar.

Argumento



O
enunciado
linguístico


Estudar
lógica
é
útil
para
todas
as
pessoas
porque

aprender
a
argumentar
com
correcção
facilita


a
comunicação
e
porque
aprender
lógica
desenvolve
a

capacidade
de
argumentar.


é
um
argumento
porque
é
um
conjunto
de
proposições

relacionadas
de
modo
a
defender
uma
ideia
–
conclusão

(«estudar
lógica
é
útil
para
todas
as
pessoas»)
e
são


apresentadas
razões
para
a
justificar
(as
premissas).

Argumentos
na
forma
canónica,

ou
forma
padrão


Os
argumentos
podem
apresentar‐se
de
modos
diferentes:



Enunciar
a
conclusão
em
primeiro
lugar


Enunciar
a
conclusão
entre
as
premissas


Intercalar
considerações


Omitir
uma
ou
mais
premissas


Mas
há
um
modo
estabelecido
para
apresentar
um
argumento:

primeiro
as
premissas
e
depois
a
conclusão.
É
a
forma
canónica,
ou

forma
padrão.


Argumentos
na
forma
canónica,

ou
forma
padrão

Enunciar
a
conclusão
em
primeiro
lugar

1 O
ensino
deve
privilegiar
o
desenvolvimento
de
competências,
uma

vez
que,
hoje
em
dia,
o
conhecimento
está
disponível
on
line
e
os

cidadãos
só
precisam
de
saber
procurá‐lo,
seleccioná‐lo


e
fazer
a
sua
apropriação
pessoal.


Forma
canónica,
ou
forma
padrão

Premissas

O
conhecimento
está
disponível
on
line.

Os
cidadãos
só
precisam
de
saber
procurar,
seleccionar
e
fazer
a
sua
apropriação.


Conclusão

Logo,
o
ensino
deve
privilegiar
o
desenvolvimento
de
competências.

Argumentos
na
forma
canónica,

ou
forma
padrão

Enunciar
a
conclusão
entre
as
premissas

2 A
minha
irmã
adora
cinema,
por
isso,
tenho
a
certeza


que
vai
gostar
do
Batman,
dado
que
não
há


apreciador
de
cinema
que
não
goste
do
Batman.


Forma
canónica,
ou
forma
padrão

Premissas

Todos
os
apreciadores
de
cinema
gostam
do
Batman.

A
minha
irmã
adora
cinema.


Conclusão

Portanto,
a
minha
irmã
vai
gostar
do
Batman.

Argumentos
na
forma
canónica,

ou
forma
padrão

Intercalar
considerações


3
«A
lógica
formal
é
o
estudo
da
validade
dos
argumentos,
coisa


que
é
do
interesse
de
todas
as
pessoas
e
especialmente


dos
grandes
oradores,
e
a
validade
é
condição
necessária
para

garantir
a
verdade
da
conclusão
de
um
argumento,
isto
é,


a
adequação
do
pensamento
por
ela
expresso
com
a
realidade


a
que
se
refere,
condição
que
nem
sempre
é
respeitada.



Forma
canónica,
ou
forma
padrão:

Eliminando
as
considerações
e
as
explicações,
obteremos
a
forma
canónica,
ou

forma
padrão.

Argumentos
na
forma
canónica,

ou
forma
padrão

Omitir
uma
ou
mais
premissas

4 «Precisar
de
dominar
os
outros
é
precisar
dos
outros.


O
chefe
é
um
dependente.»


Bernardo
Soares,
Livro
do
Desassossego


Forma
canónica,
ou
forma
padrão


Premissas

Quem
precisa
de
dominar
os
outros,
precisa
dos
outros.

Quem
precisa
dos
outros
é
um
dependente.

O
chefe
domina
os
outros.


Conclusão

Logo,
o
chefe
é
um
dependente.

Identificar
as
premissas


e
a
conclusão

Para
identificar
as
premissas
e
a
conclusão
temos


de
procurar
no
enunciado
argumentativo


os
indicadores
de
premissas
e
os
indicadores


de
conclusão
(palavras
ou
expressões
que
antecedem
as

premissas
e
a
conclusão).


  Para
encontrar
a
conclusão,
perguntamos:



o
que
é
que
este
argumento
pretende

demonstrar?


  Para
encontrar
as
premissas
perguntamos:
que

justificações
são
apresentadas
em
favor
da

conclusão?

Identificar
as
premissas


e
a
conclusão


Indicadores

 Indicadores


de
premissas
 de
conclusão

  porque
   logo

  visto
que
   portanto

  dado
que
   então

  por
causa
de
   por
conseguinte

  como
   segue‐se
que

  considerando
que
   daí
que

  devido
a
   consequentemente

  uma
vez
que
   por
isso

(e
outras
expressões
equivalentes)
   segue‐se
que

  infere‐se
que

(e
outras
expressões
equivalentes)


Exercícios 7 a 9
Validade

e
forma


Consideremos
o
seguinte
argumento


(na
forma
padrão).


Premissas

Argumentar
com
correcção
facilita



a
comunicação.

Estudar
lógica
desenvolve



a
capacidade
de
argumentar.

Conclusão

Estudar
lógica
só
tem
utilidade
para



os
programadores
informáticos.


Mesmo
que
consideremos
as
premissas


Jorge
Martins

Cena
de
contemplação

e
a
conclusão
verdadeiras,
não
podemos

1993,
óleo
sobre
tela
 dizer
que
a
conclusão
decorre
do
que
é

afirmado
nas
premissas.


Validade

e
forma



Imaginemos
que
«Todos
os
Tra‐la‐lá
são
Tro‐lo‐ló»


e
«Todos
os
Tri‐li‐lí
são
Tra‐la‐lá»
são
as
premissas


de
um
argumento.


Qual
é
a
conclusão?


Sabemos
o
significado
das
palavras
«Tra‐la‐lá»,


«Tro‐lo‐ló»
e
«Tri‐li‐lí»?


Como
é
que
podemos
saber
qual
é
a
conclusão?


A
conclusão
terá
de
ser


«Todos
os
Tri‐li‐lí
são
Tro‐lo‐ló».


Escrevemos
«terá
de
ser»
para
traduzir


uma
necessidade
lógica.

Validade

e
forma



Se
em
vez
das
palavras
«Tra‐la‐lá»,
«Tro‐lo‐ló»

e
«Tri‐li‐lí»,
usarmos
letras
«A»,
«B»
e
«C»,

respectivamente,
teremos:

Todos
os
A
são
B.

Todos
os
C
são
A.

Logo,
todos
os
C
são
B.


Esta
formulação
traduz
a
estrutura


do
argumento,
a
que
chamamos


forma
lógica.

Validade
de
um
argumento



A
validade
lógica
é
uma
propriedade
da
estrutura


dos
argumentos
e
não
depende
da
verdade


ou
da
falsidade
das
proposições
que
constituem


as
premissas
e
a
conclusão,
mas
do
modo
como


as
premissas
e
a
conclusão
estão
relacionadas.

Um
argumento
é
válido
quando
está
correctamente
 George
W.
Hart


formulado,
ou
seja,
quando
as
premissas
sustentam
e

legitimam
a
conclusão.


Uma
vez
que
a
conclusão
é
sempre
verdadeira

se
as
premissas
forem
verdadeiras,
então,
um
argumento


é
válido
quando
de
premissas
verdadeiras
é
impossível
derivar

conclusões
falsas.

Validade
e
forma

Argumentos
válidos 
Valor
de
verdade


1
Premissas

Todos
os
portugueses
(A)
são
europeus
(B)

 
Verdadeira

Todos
os
lisboetas
(C)
são
portugueses
(A) 

 
Verdadeira

Conclusão

Logo,
todos
os
lisboetas
(C)
são
europeus
(B) 

Verdadeira


2
Premissas

Todos
os
lisboetas
(A)
são
portugueses
(B)
 
 
Verdadeira

Todos
os
parisienses
(C)
são
lisboetas
(A)
 

 
Falsa

Conclusão

Logo,
todos
os
parisienses
(C)
são
portugueses
(B)
 

Falsa


3
Premissas

Todos
os
lisboetas
(A)
são
parisienses
(B)
 
 
Falsa

Todos
os
portugueses
(C)
são
lisboetas
(A)
 

 
Falsa

Conclusão

Logo,
todos
os
portugueses
(C)
são
parisienses
(B)
 

Falsa

Validade
e
forma

Porém,
se
no
caso
1
substituirmos
 por


Todos
os
portugueses
(A)
são
europeus
(B)
 
V
 Todos
os
portugueses
(A)
são
europeus
(B)
 
V




por

Todos
os
lisboetas
(C)
são
portugueses
(A) 
V
 Todos
os
franceses
(C)
são
europeus
(B) 
V

Logo,
todos
os
lisboetas
(C)
são
europeus
(B) 
V
 Logo,
todos
os
franceses
(C)
são
portugueses
(A) 
F


mudamos
a
estrutura
do
argumento.
Se
escrevermos
as
duas
formas

lado
a
lado,
veremos
que
são
formas
diferentes.


Todos
os
A
são
B

 Todos
os
A
são
B

Todos
os
C
são
A
 Todos
os
C
são
B

Logo,
todos
os
C
são
B
 Logo,
todos
os
C
são
A


George
W.
Hart


Neste
caso,
a
forma
do
novo
argumento
não
é
válida
e,
por

essa
razão,
já
não
temos
nenhuma
garantia
de
que
a
verdade

das
premissas
seja
preservada
na
conclusão.

Validade

(dos
argumentos)

e

verdade


(das
proposições)


Argumento

 Proposição

Conjunto
de
proposições
em
que
uma

 Pensamento
expresso
por
uma


deriva
das
outras
 frase
declarativa


Validade
(propriedade
dos
argumentos)
 Verdade
(propriedade
das
proposições)


Depende
do
tipo
de
conexão
existente
entre
 Uma
proposição
é
verdadeira
quando

premissas
e
conclusão.
 expressa
adequadamente


as
características
da
realidade


É
independente
do
valor
de
verdade


a
que
se
refere.

das
proposições
que
o
constituem.

Um
argumento
pode
ter
premissas
verdadeiras


e
conclusão
verdadeira
e
não
ser
válido.

A
validade
garante
a
verdade
da
conclusão


de
um
argumento
que
tenha
premissas
verdadeiras.

Forma
lógica



Forma
lógica
de
um
argumento

é
a
sua
estrutura,
ou
o
modo
como

estão
relacionadas
as
diferentes

proposições,
independentemente

do
seu
conteúdo
(matéria).



Podemos
substituir
o
conteúdo


das
proposições
por
um
símbolo:


 na
lógica
aristotélica,
substituímos
cada

elemento
de
uma
proposição

 na
lógica
proposicional,
substituímos

cada
proposição
globalmente

 Jorge
Martins

Entropia

1998,
óleo
sobre
tela

Forma
lógica



Lógica
aristotélica

Substitui
cada
termo
por
uma
letra
maiúscula


1 Argumento

Premissas

Forma
do
argumento

Todos
os
A
são
B.

Todos
os
Tra‐la‐lá
(A)
são
Tro‐lo‐ló
(B).
 Todos
os
C
são
A.

Todos
os
Tri‐li‐lí
(C)
são
Tra‐la‐lá
(A).
 Logo,
todos
os
C
são
B.

Conclusão

Logo,
todos
os
Tri‐li‐lí
(C)
são
Tro‐lo‐ló
(B).

Forma
lógica



Lógica
aristotélica

Substitui
cada
termo
por
uma
letra
maiúscula


2
Argumento
 Forma
do
argumento

Premissas
 Todos
os
A
são
B.

Todos
os
artistas
(A)
são
criativos
(B).
 Todos
os
C
são
A.

Todos
os
poetas
(C)
são
artistas
(A).
 Logo,
todos
os
C
são
B.

Conclusão

Logo,
todos
os
poetas
(C)
são
criativos
(B).


Forma
lógica



Lógica
aristotélica

Substitui
cada
termo
por
uma
letra
maiúscula


3
Argumento
 Forma
do
argumento

Premissas
 Todos
os
A
são
B.

Todos
os
poetas
(A)
são
criativos
(B).
 Alguns
C
não
são
A.


Alguns
homens
(C)
não
são
poetas
(A).
 Logo,
alguns
C
não
são
B.

Conclusão

Logo,
alguns
homens
(C)
não
são

criativos
(B).

Forma
lógica



Os
argumentos
1,
2
e
3
têm
um
conteúdo

diferente,
mas,
quanto
à
forma:


Todos
os
A
são
B.

1 Todos
os
C
são
A.

Logo,
todos
os
C
são
B.

A
mesma


Todos
os
A
são
B.
 forma

2 Todos
os
C
são
A.

Logo,
todos
os
C
são
B.


Todos
os
A
são
B.

3 Alguns
C
não
são
A.
 Forma


Logo,
alguns
C
não
são
B.
 diferente

Forma
lógica



Lógica
proposicional

Substitui
cada
proposição
globalmente
por
uma
letra



1 Argumento

Premissas

Todos
os
Tra‐la‐lá
são
Tro‐lo‐ló
(P).

Forma
do
argumento

Todos
os
Tri‐li‐lí
são
Tra‐la‐lá
(Q).
 P
e
Q,
logo,
R

Conclusão

Logo,
todos
os
Tri‐li‐lí
são
Tro‐lo‐ló
(R).

Forma
lógica



Lógica
proposicional

Substitui
cada
proposição
globalmente
por
uma
letra



2 Argumento

Premissas

Todos
os
artistas
são
criativos
(P).
 Forma
do
argumento

Todos
os
poetas
são
artistas
(Q).

P
e
Q,
logo,
R

Conclusão

Logo,
todos
os
poetas
são
criativos
(R).

Forma
lógica



Lógica
proposicional

Substitui
cada
proposição
globalmente
por
uma
letra



3 Argumento

Premissas

Forma
do
argumento

Vou
ouvir
música
(P)
ou
ler
(Q).
 P
ou
Q,
e
P,
logo,
~Q

Vou
ouvir
música
(P).

Conclusão

Logo,
não
vou
ler
(~Q).

Forma
lógica



Os
três
argumentos
diferem
quanto
ao
conteúdo.
Quanto
à
forma:


P
e
Q,
logo,
R

1
A
mesma


forma

2
P
e
Q,
logo,
R


3 P
ou
Q,
e
P,
logo,
~Q
 Forma


diferente


Sublinhamos
as
expressões
que
definem
a
forma
do
argumento.

Repetem
quando
há
identidade
de
forma
e
mudam
quando
a
forma


é
diferente:
1
e
2
têm
a
mesma
forma;
3
tem
forma
diferente.

Inferências
dedutivas


e
validade


Inferências
dedutivas
válidas
são
aquelas


em
que
a
verdade
das
premissas
é
preservada


na
conclusão,
em
virtude
da
sua
forma.

As
inferências
dedutivas
são
conclusivas


(a
conclusão
é
consequência
necessária
das
premissas)


e
num
argumento
dedutivo
a
validade
garante


que
seja
impossível
partir
de
premissas
verdadeiras

e
chegar
a
uma
conclusão
falsa.


Para
termos
a
certeza
que
as
conclusões
são

verdadeiras,
só
temos
de
verificar
se


os
argumentos
são
válidos
e
se
partem


de
premissas
verdadeiras.


A
lógica
é
o
estudo
das
formas


de
argumentação
válidas:


formula
as
regras
a
que
os
argumentos

devem
obedecer
para
serem
correctos,

distingue
as
formas
correctas
das
formas

incorrectas
e
desenvolve
técnicas


de
avaliação
de
argumentos.

O
estudo
da
lógica
permite
compreender


e
treinar
o
uso
das
regras
da
lógica,

aprender
técnicas
de
avaliação


da
correcção
dos
argumentos
e
melhorar

a
capacidade
de
comunicação.

As
frases
(isto
é,
os
enunciados
com
sentido)
podem


ser
declarativas,
interrogativas,
imperativas


e
exclamativas.
Somente
as
frases
declarativas

expressam
proposições.


O
argumento
é
constituído
por
proposições:

premissas,
que
são
as
razões
de
que
se
parte,


e
conclusão,
a
proposição
derivada
ou
inferida


das
premissas,
sendo
por
elas
justificada.


Um
argumento
dedutivo
é
válido
quando


é
impossível
ter
premissas
verdadeiras


e
conclusão
falsa.

A
validade
depende
da
forma
lógica


do
argumento
e
não
do
conteúdo,
ou
matéria,


das
proposições
que
o
constituem.

A
forma
lógica
de
um
argumento
é
a
sua
estrutura;


a
matéria
é
o
pensamento
expresso
pelas
proposições

que
o
constituem.
Por
isso,
a
validade
é


uma
propriedade
dos
argumentos
dedutivos


e
a
verdade
é
uma
propriedade
das
proposições.

A
validade
é
condição
necessária,
mas
não
suficiente,

para
garantir
a
verdade
da
conclusão;
por
isso,
só
há

garantia
da
verdade
da
conclusão
se
o
argumento,
além

de
ser
válido,
tiver
premissas
verdadeiras.

Chamamos
argumento
sólido
a
um
argumento

dedutivo
válido
e
com
premissas
verdadeiras.

Exercícios 10 e 11