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| Cipreste |15 de Setembro 2009 | 1

“Há um divórcio total entre


os eleitos e os eleitores.”
Vieira de Carvalho | opinião pág.13

1.00 €
II série nº 4 Mensal
15 de Setenbro de 2009
Director: Rui Miranda
Fundado em 1997 Cipreste

1997
Dia 11 de Outubro um destes homens
vai ser o novo Presidente da Câmara
CERCIMAC vai
ter um Lar
A Cercimac viu aprovada uma
candidatura para a con-
de Actividades Ocupacionais) e 24
em internato, no lar residencial.
2009
strução de um lar. Actualmente a Na região foram aprovadas mais
CERCI de Macedo acompanha 20 duas candidaturas identicas
jovens, mas ficará com capacidade
para acolher 54: 30 no CAO (Centro | Pág. 16
2 | 15 de Setembro 2009 | Cipreste |

Da nossa obrigação era disponibilizar um heliporto,


já está, disponibilizar um novo centro de saúde para
Há sempre um pouco de macedense que se fazer as obras no velho, já está, só falhámos um dia.
sobrepõe a qualquer política. Da parte do governo, o falhanço foi total.

Beraldino Pinto - PSD


Cipreste - O candidato à Junta
de Freguesia de Macedo de Ca- Esse processo [a
valeiros é o António José Espí-
rito Santo. Isto é a paga por lhe
vivenda que de An-
terem deixado construir uma
casa num sítio onde que era
tónio Espírito Santo
proibido?
construiu em Perime-
Beraldino Pinto – É importante
corrigir isso. Se esta é uma entre-
tro de Rega]
vista de candidatura, a pergun-
ta não faria sentido neste caso,
está com a tramita-
mas posso responder-lhe a isso. ção administrativa
Não é verdade que tenha havido
qualquer razão para um hipotéti- na Câmara. O depar-
co acordo, compensação, contri-
buto, ou o que lhe quiséssemos tamento de obras
chamar. O António Espírito Santo,
cidadão de Macedo, com uma e urbanismo está a
entrega grande em vários aspec-
tos passados da comunidade, foi acompanhá-lo. A Câ-
escolhido pela Comissão Política
Concelhia do PSD como candida- mara está a cumprir
to, depois de se terem pondera-
do variadíssimos candidatos. Se com as suas obriga-
houvesse alguma ligação entre
a construção que está a fazer na ções. Trazer isto para
sua terra, a empreender em Ma-
cedo de Cavaleiros, e a questão a política é injustifi-
política, não íamos ser nós a não
vetar o nome. Há aqui uma falácia cável.
total. É um empresário de Mace-
do, que decide fazer um inves-
timento, com uma componente
residencial, que meteu um pro-
jecto à Câmara, que os serviços Mas considera que o proces- se uma coisa escondida não fazia zes uma pequena parte, fora do
técnicos apreciaram e que tem o so é claro? sentido nenhum ele ter sido con- perímetro urbano a autarquia
parecer das entidades nacionais vidado politicamente. Ele não foi não permitiu a construção…
e que é um projecto que ainda O processo é claro. Os jornalis- convidado por estar a investir na por exemplo, o lar de Carrapa-
não está fechado. tas não tiveram acesso ao pro- área do turismo e por estar a fazer tas teve de ser alterado porque
cesso? Então é porque é claro, uma casa nova. Ele foi convidado a projecção inicial ficava dentro
Então significa que está tudo caso contrário não teriam. pela pessoa que é: um empresá- do perímetro de rega…
bem, está tudo legal? rio de Macedo com provas dadas,
Mas a construção não corres- e ainda com provas dadas que Não vejo a relação. Vamos falar
Não é essa questão. Primeiro ponde em nada ao projecto que deu na vida civil, tanto no despor- a sério. Não há tratamentos dife-
não há relação nenhuma entre as
duas situações, nem poderia ha-
Cumprindo a legis- foi licenciado… to, como na associação. rentes para situações iguais. Por
exemplo, a do lar de Carrapatas
ver. Repare, o facto de me estar lação pode fazer-se Esta questão era do domínio Ele está a dar uma utilização não é a mesma situação e essa
a colocar a questão é a prova de público há anos e ganhou agora diferente do que para aquilo andamos nós a ajudar a resolvê-
que não poderia haver. Ele é um muita coisa. relevância política. O facto de ha- que requereu. Antes destas la. A do Tozé Espírito Santo tem
cidadão que está a investir em ver edifícios públicos, habitações situações tentou uma licença todos os pareceres para a cons-
Macedo. comerciais ou agrícolas, que têm que lhe foi negada, mas ele trução, a diferença está no uso. A
alterações ou sofrem aditamentos conseguiu dar-lhe a volta. O construção podia fazer-se e ne-
Mas que tem uma licença de é normal em urbanismo. Do que candidato à Junta por Macedo nhum dos seus exemplos são si-
construção de um projecto que eu conheço deste caso é que é é capaz disto… milares ou parecidos. Cumprindo
não tem nada de habitação, um projecto de Agroturismo, que a legislação pode fazer-se muita
mas sim espaços para guardar tem os pareceres da área, a nível É capaz de lutar por aquilo que coisa.
animais, forragens… nacional e tem uma componente quer. Ele não contorna a legalida-
edificada, em que o uso não coin- de. Imaginemos um empresário Então se não há problema em
Mas esse processo está com a cide com o licenciamento, mas que quer apostar na área indus- construir numa zona de rega-
tramitação administrativa na Câ- isso é uma coisa que não é inédi- trial, que tem processo morosos, dio porque é que não se alte-
mara. O departamento de obras ta. Não é o primeiro, nem mesmo entretanto vai fazendo o pavilhão ram estas mesmas zonas?
e urbanismo está a acompanhá- o décimo em Macedo a fazê-lo. e pede a construção do mesmo,
lo. A Câmara está a cumprir com O que está aqui em causa é uma e não do licenciamento de uma Mas está pedido! Como esta-
as suas obrigações. Trazer isto
para a política é injustificável. Na Isso é uma questão questão técnica do urbanismo. indústria. Nós sabemos que ele
pretende instalar uma indústria.
mos de perímetros de regra, de
reservas agrícolas, de PDM?
qualidade de responsável de tudo
o que se passa na autarquia eu das Finanças [sobre Entretanto essa pessoa não
paga IMI ao contrário dos ou-
Trata do licenciamento e instala-
se. Alguma situação anómala?
Essa é uma das razões porque
alguns desses casos já permiti-
estou a responder, mas não tem
nada a ver com esta discussão. o facto de António tros macedenses… Há aqui uma similitude muito
grande para quem quiser enten-
ram a construção e não são incó-
modos.
Este foi um problema que só se
colocou quando se soube que o Espírito Santo não Isso é uma questão das Finan-
ças. Mas, já experimentaram se
der. O empresário fez o caminho
que a lei permite fazer, não violou Qualquer pessoa que quei-
sr. António José Espírito Santo ia
ser candidato à Junta de Fregue-
Pagar IMI pela viven- há outras pessoas iguais, na mes- a lei, contornou a lei. ra construir uma casa de
ma situação, mas de outras áreas habitação e que entregue
sia. É um problema que é análo-
go a mais situações que existem
da que construiu] políticas. Agora e no passado. O O Cipreste conhece casos de um projecto de um edifício
que eu acho estranho é o lança- pessoas que quiseram edificar de apoio à agricultura e que
no concelho. mento deste caso agora. Se fos- na aldeia e que por ficar, as ve- tenha os devidos pareceres
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têm um tratamento igual? partimos de uma situação de au-
sência de inventário, para chegar
Obviamente. Eu coloco-lhe a a uma situação onde hoje temos
pergunta ao contrário. Estes ter- um projecto modelo quase em
renos têm a edificabilidade que termos nacionais.
tinham antes. Quantas famílias já Na área da cultura, sem comen-
foram impedidas de utilizar cons- tários, porque não há concelhos
truções existentes licenciadas ou que em tão pouco tempo tivesse
de alterar o seu uso? criado uma dinâmica tão grande
Alguma foi desalojada ou impe- ao nível das colectividades, com
dida de utilizar o espaço? Não. pessoas a trabalhar e envolvidas.
Esta é notícia porque se trata da Viu-se naquele jardim, com o en-
pessoa que é. É isso que lhe es- contro que fizemos em Agosto. A
tou a tentar explicar. dinâmica do Centro Cultural.
Quanto ao PDM, está em revi- E, depois tivemos o maior ci-
são há imenso tempo e só não clo de investimentos na cidade,
está resolvido por questões bu- o maior desde há 20 anos, da
rocráticas, porque os “Simplex” década de 80: Centro Escolar,
complicaram isto tudo. O Plano Complexo Desportivo, Quartel
demora 10 anos a rever, o que é de Bombeiros, Centro Cultural,
uma vergonha. o Centro de Sáude. Em equipa-
mentos que dão condições a uma
O PSD volta a escolher o seu cidade para ter pessoas nós de-
nome para avançar com uma mos cartas.
candidatura à Câmara Munici-
pal, a terceira. Fez promessas Mas e os outros que não fo-
em 2005 que ficaram por cum- ram feitos, o que faltou? O di-
prir. Não teme que a população nheiro? Por excesso de endivi-
o possa penalizar nas próximas damento da autarquia?
autárquicas?
Falhou o calendário, estão ago-
Os momentos eleitorais são ra em concurso. Atrasou. Gostava po são gravíssimos, provocados em construí-lo. Mas, já são anos.
sempre momentos de balanço, que já estivessem. Não tem nada pela conjuntura. Havia toda uma Não se concretiza. O mercado
entre o que foi feito e o que não a ver. Esse problema poderia não responde, então a Câmara
foi feito e as razões que estive- colocar-se no futuro e não nesta Em termos das gran- zona em expansão, em Bragança
e Mirandela tem zonas recentes, deverá ter de fazê-lo.
ram na base do que não foi feito e fase. Mas, não há falta de dinhei-
também daquilo que foi feito. Não ro para concretizar. des questões que mas paradas. Macedo tem toda a
zona atrás dos Merouços, que é Isso foi uma promessa sua de
são muitos os objectivos que não Quando há um projecto que
foram alcançados. Há algumas está aprovado, tem o parecer da movem o executivo, uma urbanização; a zona desde a
estação ao Centro Escolar tem o
há 8 anos.

obras que não arrancaram a tem- Direcção Geral dos Transportes E tinha a convicção de que es-
po durante o mandato, conforme Terrestres e que temos a candida- como criar dinâmicas licenciamento de um loteamento,
uma zona de urbanização nova, taria feito. A profunda convicção.
tura, surge uma mudança: a alte-
prevíamos, e todos as conhece-
mos porque são emblemáticas: a ração das regras das centrais de
geradoras de riqueza, onde a câmara vai fazer a ligação Dentro de 4 anos vamos ter cons-
da rotunda do Intermarché até truídas duas unidades hoteleiras
central de camionagem que está
agora em concurso; os parques
camionagem, ao nível das distân-
cias dos eixos, etc, que atrasou
para que o investi- cá acima. Está licenciado, é um boas, tenho essa convicção. Uma
investimento privado, com apoio no Azibo e outra na cidade. No
de estacionamento da cidade,
porque passámos a dar priorida-
um pouco o processo. E, depois
houve da parte da Administração
mento privado tenha do município. Se hoje olhar para Azibo temos projectos sólidos
o mapa da cidade e o comparar de investimento, e não é por fal-
de aos parques descobertos, em Central um empurrar da fonte sucesso, criar bem- com anos anteriores, nota-se a ta de apoio da autarquia que não
vez de avançarmos com a cons- de financiamento. A Central de diferença. Aquela zona toda da se concretizam. Este ano, por
trução do parque coberto, na Ave- Camionagem que nasceu para estar imediato, penso Quinta do Casal está toda edifica- exemplo, tivemos de intervir com
nida Nuno Álvares Pereira. Estão ser financiada pelo Orçamento da. Estivemos sempre com um rit- aquelas tendinhas no centro da
a ser concretizados os parques do Estado, o Governo decidiu que o fizemos e com mo de construção que, atendendo cidade com produtos locais, por-
de estacionamento da zona ver- empurrar as candidaturas para o à diminuição que houve, a nossa que os visitantes se queixavam
de, no Parque da Cidade, mais QREN que devia estar agora no muita visibilidade. diminuição é inferior à média. que vinham a Macedo e não ti-
de 300 mil euros de obra e os do auge e está ainda a ganhar ba- Agora, se me disser que a Câ- nham onde comprar artesanato e
pólo escolar, com perto de 500 mil lanço. Neste caso, e ainda no da mara devia promover urbaniza- produtos locais. A Câmara reagiu
euros de obra. O coberto ficou por nova biblioteca, que também era ções, aí falamos de divergências e fez. Mas no mercado imobiliário
concretizar. para ser financiada pela Adminis- políticas eventualmente, porque não faz sentido a câmara substi-
A central de camionagem atra- tração Central, pelo Governo, e se temos investidores privados, tuí-lo porque ele não tem dificul-
sou, mas estão hoje os problemas que eles também tiraram água do com vários loteamentos, o de dade em responder.
ultrapassados e estão já as candi- capote e mandaram para fundos Vale Prados, a zona da Estação à
daturas resolvidas e os concursos comunitários, e as candidaturas Eu não sou de teatra- Lamela, Da Quinta do Casal, dos É sempre difícil não falar na
a arrancar agora. foram agora. É falta de dinheiro, Merouços, o daqui da zona Ver- zona industrial, não acha que
Em termos das grandes ques- mas não da componente muni- das de, estamos a falar de centenas foi pouco o que a Câmara fez?
tões que movem o executivo, cipal. Isso nós asseguramos. Eu de alojamentos licenciados em
como criar dinâmicas geradoras adorava já a ter a funcionar, até termos de alojamentos, faria sen- Não. Posso achar que queria
de riqueza, para que o investi- porque andamos a investir dinhei- tido a Câmara investir um cêntimo mais resultados. O trabalho que
mento privado tenha sucesso, ro em terrenos, em projectos, que que fosse para promover concor- fizemos foi muito grande e cen-
criar bem-estar imediato, penso queríamos a dar frutos. rência de empreendimentos que trado na procura de investidores,
que o fizemos e com muita visi- O Centro Escolar, por exemplo, estão à espera de serem concre- alguns proactivamente, tendo
bilidade, resolvendo problemas a o nosso foi dos primeiros a ser
nível primário para as pessoas. aprovado, porque as candidatu- Sempre que podemos tizados. conseguido trazer alguns, sendo
que cada investidor que vem é
Ainda era preciso investir nas fre- ras foram as primeiras a abrir em
guesias. termos de QREN. Sempre que ir a fundos comunitá- Mas há muito poucas obras
em curso…
sempre acompanhado. Dispo-
nibilizamos os terrenos e ainda
Depois há a questão do Turismo, fizemos mais. Tivemos de com-
que tem anexado a si o ambiente,
podemos ir a fundos comunitários
e avançar, temos ido a concurso e rios e avançar, temos Sim há poucas, mas felizmente prar terrenos para disponibilizar
e todas as questões das despolui- temos ganho tudo.
ido a concurso e não há muitas paradas. Se for a aos empresários e tivemos de
ções, reciclagens, e estes espa- muitos sítios vai ver que há imen- fazer muitos acordos de retoma
ços foram uma prioridade ganha, Há muitos anos que Macedo
temos ganho tudo. sas obras paradas a meio. Ma- de terrenos que tinham sido ven-
reconhecido externamente com o de Cavaleiros não tem uma cedo está a sofrer menos que a didos pela Câmara, em mandatos
galardão do Eco XXI, tendo a me- zona urbana nova. Ao contrário média, na quebra da construção anteriores, e que não foram con-
lhor pontuação da região. do que se passa em Mirande- e na demografia. Macedo tem li- cretizados.
Adoptámos uma política fiscal la e Bragança, que tem zonas cenciados umas largas centenas Neste momento, desde a Feira
atractiva para o investimento e urbanas novas e com dinamis- de lotes para habitações, vão de- de São Pedro até agora, come-
apoio directo aos empresários. mo. Isso quer dizer que Mace- vagarinho, vão aparecendo, mas çaram mais três a construir. As
Criámos um sistema de criação do está estagnado? não faz sentido gastar dinhei- empresas que estão em constru-
de dinâmicas sociais e empresa- Em equipamentos ro municipal em novas frentes ção neste momento representam
riais. Neste âmbito apareceu a Nem uma coisa nem outra. As quando temos estas centenas de mais de cem postos de trabalho.
Cooperativa da Castanha, mas suas perguntas deixam-me con- que dão condições a construções livres para o merca- Agora, infra-estruturação desen-
a ideia é que haja mais iniciativas fundido pelas suas relações não do. Não é uma estratégia munici- freada de terreno rústico para fi-
colectivas também privadas. relacionáveis. Podemos falar uma cidade para ter pal. O município só pode intervir car rústico, isso não.
Na área social, conseguimos a de Bragança e de Mirandela, do onde o mercado não responda.
cobertura do município através percurso que tiveram ao nível da pessoas nós demos Por exmeplo: Parque de Cam- Não acha que a ZI é pouco
de instituições, de redes, de la- construção. Os problemas que pismo. Há recorrentemente em- apelativa, por exemplo a nível
res, etc. Na área da deficiência, as duas cidades têm neste cam- cartas. presários que mostram interesse de arruamentos, não acha que
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a imagem não é a melhor para se calhar também foi isso, foi a um lobbie por Macedo? sem maternidades e nós também
o empresário que ali chega? luta pelos interesses de Macedo, ficámos sem serviços, mas para
aquilo que não é obra, mas que Antes pelo contrário. Nesta his- os quais não conseguimos acor-
Isso não é a perspectiva de um se calhar é o mais marcante. Só tória das urgências, Macedo foi a do.
empresário. Ele tem que ver mais tem um lado bom, que foi o unir única localidade que viu o serviço
longe. Um empresário tem outros todos os macedenses em torno passar a estar incluído na Rede Há forças para que haja mais
olhos. Aquele que vem concretizar de um projecto que foi a manuten- Nacional de Urgências. Não per- empenhamento para quando
o investimento é diferente daque-
le que vem ver terrenos e nunca
ção da urgência. Mas, isto podem
tê-lo sempre como certo: a defe-
cebo que interpretação está a
dar ao caso. Eu trabalho e quan-
Macedo está a sofrer o governo pensar em voltar a
encerrar a urgência, depois de
tivemos essa reacção. O grande
salto em termos de urbanização
sa dos interesses macedenses,
acima de quaisquer outros, políti-
do digo que estou a fazer tudo
é porque estou a fazer, agora o
menos que a média, concluída a auto-estrada?

da ZI vai dar-se com a concretiza-


ção da nova rede de estradas. O
cos, governamentais, partidários.
Mas, ao nível das concretizações
que não vou é dizer o quê. Ago-
ra, essa do lobbie, era o mesmo
na quebra da cons- Já pensei nisso. A nossa dispo-
nibilidade é sempre para Macedo.
trânsito do IP4 vai passar a fazer-
se por dentro da ZI para a cons-
das obras podem ter a certeza da
Central de Camionagem, que já
lobbie para fazer o tal hospital no
Azibo, etc. Eu trabalho direitinho,
trução e na demo- Vamos lutar com a mesma garra.
Podemos não ganhar, porque
trução da Auto-Estrada. está em curso, dos parques de falo com as pessoas, com minis- grafia. Macedo tem não ganhamos todas, mas va-
Podíamos ter feito os passeios, estacionamento, a urbanização tros, com directores de hospital, mos lutar com garra. Há imen-
mas depois na instalação dos do complexo desportivo, a Bela com ex-directores. licenciados umas lar- sas situações que nem sequer a
lotes seria tudo destruído para Vista que já está concessionada, a Nessa altura estava a dar uma população de Macedo chega a
construir os pavilhões e isso se- ligação ao Azibo pela via panorâ- resposta a um deputado munici- gas centenas de lotes saber que lutámos por elas. Por
ria deitar dinheiro fora. Ainda que mica que já está concessionada, pal, que pretendia um lobbie, que exemplo, perdemos a instalação
o empreiteiro repusesse, estava uma obra no valor de 2 milhões pretendia fazer disto uma teatra- para habitações dos serviços da CCDRN, mas lu-
sempre aquilo esburacado. Colo- e meio de euros de investimento, da, mas eu não sou de teatradas. támos por eles. Vamos tentando.
car só à frente dos que já estão, que já tem contratualização com O caminho a percorrer não era Evidente que já pensei nessa
depois a pessoa que circula não o QREN. As requalificações das este. questão, como já pensei no he-
anda a saltar sempre da estrada aldeias: Pinhovelo, Vale Prados e licóptero e já questionei a tutela
para o passeio. A opção foi colo- Castelãos, que já têm candidatu- Mas um lobbie é uma forma sobre essa situação.
car as condições para as empre- ras. Da minha parte já estão. Os de fazer pressão.
sas laborarem e está a funcionar. financiamentos estão assegura- Houve unidade política em
Mas, todos os empresários sa- dos e os projectos estão feitos, Sim, mas quem está nos Macedo de Cavaleiros neste
bem que dentro de muito pouco agora é com os técnicos. meus lobbies sou eu que sei. processo do Hospital?
tempo vão ter todo o seu investi- Há outra que eu gostava, mas Leia o que ele diz. Ele diz Dentro de 4 anos va-
mento muito valorizado. que não posso dar a mesma ga- “mostrar”, é aí que está a pa- Não. Foram caminhos dife-
São duas fases distintas desta rantia porque o modelo financeiro lavra. As pessoas estavam a mos ter construídas rentes, com alguns pontos de
ZI. Temos espaços municipais é diferente, que é toda a interven- querer mostrar-se. Por acaso contacto. Tenho a certeza que
para concessionar posteriormen- ção do Parque Municipal de Expo- até houve um deputado que duas unidades ho- qualquer macedense queria
te. Estamos a falar, a dois anos, sições e do Pavilhão Multiusos. até nos acusou do inverso. Eu lutar pela sua urgência, mas
que estejam instaladas perto de fiz lobbie com quem consegui teleiras boas, tenho havia divergências quanto à
40 empresas, tudo depende tam- Passados quatro anos, as envolver, com quem aderiu a reorganização, nomeadamen-
bém da economia, e aí já teremos obras não são visíveis… este movimento, agora há pes- essa convicção. Uma te na forma como a unidade
um bom número para entrar na
componente crítica da interven- Importantes são sempre as que
soas que, se calhar, não se en-
quadravam neste grupo. no Azibo e outra na de AVC estava a ser imple-
mentada, a saída da cirurgia,
ção do espaço. não estão por fazer. Mas, agora
dizer-me que não é importante o
Passa pela cabeça de alguém
que um presidente de Câmara,
cidade. a traumatologia, aqui tínhamos
uma divergência total. Sempre
A gestão privada não poderá centro de saúde, que não é im- nem que fosse fraco, não fazia invocámos um hospital de Ma-
ser uma solução? portante o centro escolar ou o es- coisas? Não demos provas de ter cedo com melhores condições,
tádio municipal, cinco polidespor- levado a água ao moinho. Toda a com melhor centralidade e a
Essas questões são recorren- tivos nas freguesias. Os últimos gente sabe que em termos regio- não perder valências, mas sim
tes, até já ouvi dizer que esteve quatro anos tiveram o maior ciclo nais houve uma oposição enor- a ganhá-las. O próprio ministro
para ser feita. Uma ZI pode ser de investimento em Macedo dos me em que conseguíssemos o quando veio inaugurar o Centro
montada enquanto um condomí- últimos 20. Agora, temos aqui um que conseguimos. Ainda hoje a de Saúde disse que o Hospital
nio, onde cada um é proprietário pecado, que é o da expectativa, urgência está sob a administra- tinha essas condições. Houve
dos seus lotes, há uma zona fe- porque nós somos ambiciosos e ção do Centro de Saúde, porque isto podem tê-lo e há divergências. Ainda agora
chada onde ninguém anda sem queremos muita coisa e disse- lhes está atravessado o facto de o PS dizia que a saúde em Ma-
ser condómino, onde não há di- mos desde o princípio que íamos termos feito o acordo com o mi- sempre como certo: a cedo está muito melhor, coisa
reito de terceiros e há regras. Há e queríamos chegar mais além. nistro da Saúde. Há testemunhas que eu não concordo. Quanto
situações, como a nossa, onde a Há oito anos ninguém falava em de que disseram “vão pagar caro, defesa dos interesses à urgência de Macedo seria
autarquia começou a vender lotes património, em turismo, ninguém porque falaram com o ministro grave que houvesse gente a
e realizou a respectiva receita, falava no que hoje consideramos nas nossas costas”. Quando saiu macedenses, acima trabalhar para que ela não fi-
mas o investimento não apare- vital e essencial, mas isto é traba- em Diário da República a decisão, casse. Há sempre um pouco
ceu, mesmo com os investidores lho desta câmara, deste grupo, pensámos em tratar de instalar a de quaisquer outros, de macedense que se sobre-
ficando donos dos lotes, podendo deste executivo. E, hoje, é essa urgência no hospital, e depois põe a qualquer política.
vende-los de acordo com o regu- a nossa fasquia. Fico contente os tais lobbies mantiveram aqui- políticos, governa-
lamento. Questões que não são quando ouço num debate na rá- lo como está. E está a urgência A empresa Santana & Com-
pacíficas depois para reaver os dio o deputado socialista elencar afecta ao Centro de Saúde, que mentais, partidários panhia pagou um serviço
terrenos, com reembolso, sem re- como as suas propostas aquilo paga renda ao Hospital, como que foi contratualizado pela
embolso. Temos um conjunto de que nós estávamos a fazer. Fico se o Estado fosse uma guerra autarquia, concretamente
proprietários privados, que têm satisfeito, é evidente. de capelinhas, como se o patrão uma animação no Festival de
lotes ao longo de vias públicas, A partir do momento em que não fosse o mesmo. Podíamos Musica Tradicional, em 2005.
com electricidade, água, acessos, temos as candidaturas aprova- ter feito show-off e o povo ficava O quê que leva uma empresa
etc. E montar aqui um modelo de das em termos de QREN, como contente transitoriamente, mas o de construção a pagar con-
gestão privada… não é nada que temos já a ligação a Vale Prados novo objectivo é que o povo fique tas da autarquia?
possa ser imposto. Já foi pensado e depois ao Azibo, como temos contente com o resultado final, e
e analisado. E há o nascer torto as requalificações urbanas, es- nós conseguimos isso. O projecto do centro Escolar
porque já não nasceu com essa tão garantidas. Quero concretizar E conseguimos também coisas Há testemunhas de foi uma oferta de uma empresa,
filosofia. Não é possível vedar a
ZI, porque ela tem saídas públi-
o campo de golfe, a unidade da
CERCI, a unidade do Piaget, que
a que não foi dado cumprimento.
A unidade de convalescença con- que disseram “vão não foi pago pelo município.
É uma forma da empresa par-
cas, por exemplo para Latães.
Estamos a trabalhar com uma
é importantíssima, que pretende
cuidados continuados e paliativos
tinua por abrir, passado um tempo
enorme. A equipa de socorro, que
pagar caro, porque ticipar na vida da sociedade.

rede de cidades, um projecto para


a gestão conjunta destes espaços
de média e longa duração, que
além de ser geradora de empre-
devia ter um helicóptero e que de-
via ter uma ambulância continua
falaram com o mi- Mas é uma empresa com
interesses no município. É
industriais, mas onde será traba-
lhado, por exemplo, a captação
go é uma necessidade grande
da região. Orgulhamo-nos de ter
por instalar. O acordo não fala só
em helicóptero, porque quando
nistro nas nossas comum?
- É e devia ser mais.
de investimento para os diversos
espaços. Envolve cidades como
apoiado a concretização. este não estiver operacional, a
equipa anda de ambulância. E, da
costas”. [Sobre o caso Se a empresa está a tra-
balhar cá, ganha dinheiro no
Bragança, Chaves e Mirandela. Numa intervenção de Acá- nossa obrigação era disponibilizar das urgências do concelho, é natural que queira
cio Espírito Santo na Assem- um heliporto, já está, disponibilizar intervir na vida do concelho. É
O que é que os macedenses bleia Municipal extraordinária um novo centro de saúde para fa- hospital] até um gesto de civilidade.
podem esperar dos próximos 4 sobre a urgência, ele interpe- zer as obras no velho, já está, só
anos caso vença? lou-o enquanto presidente falhámos um dia. Da parte do go- Qual é o orçamento da sua
de Câmara, dizendo que teve verno, o falhanço foi total. campanha?
Muita dedicação, muito trabalho uma boa oportunidade para Eu tenho a minha maneira de - Não sei não sou eu que trato
e muita defesa pelos direitos de mostrar o seu lobbie por Ma- trabalhar, e o que sei é que aque- dessas coisas. n
Macedo. Se me perguntassem o cedo. Isso significa que nes- les que muito se manifestaram Rui Miranda
que marcou mais este mandato, sa fase não conseguiu fazer ficaram sem urgências, ficaram Miguel Midões
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José Francisco Pedro lidera uma candidatura independente à Junta de Freguesia de Macedo de Cavaleiros. Segundo o candidato,
“as candidaturas, nomeadamente às eleições autárquicas, não podem, nem devem esgotar-se nos partidos. Quando os cidadãos
não se revêem nos programas e muito menos nos candidatos dos partidos, surgem as candidaturas independentes. Foi o que acon-
teceu.” Entre algumas propostas pretende: Atendimento permanente ao cidadão macedense; Continuar a melhorar os serviços
administrativos; Melhorar o apoio às associações da freguesia.
É acompanhado entre outros por: António Rui Silva; Maria de Fátima Pires dos Santos Rodrigues; Rosa Balsemão Meireles Silva;

Autarquicas 2009 - Macedo


PS PSD - CDS CDU BE
Benjamin Rodrigues Adão Silva Maria Idália Ferreira Rogério Esteves Martins
Armando Mendes António Ruano Adalberto Fernandes Rafael dos Santos
Maria dos Santos Maria Escudeiro José Garcia Patrícia Geraldes
Manuel António Carvalho António Afonso Bernardo José Alberto Monteiro
Fernando Gomes José Madalena Carlos Martins Nuno de Oliveira
Assembleia Municipal
Celina Sá Martins Maria Rosa Maria Martinho Andreia Dias
Acácio do Espírito Santo António Lemos de Mendonça António Valadar António Trovisco
Pedro Mascarenhas Paulo Dias Rui Dias da Costa André Pinto
Isabel Maria da Costa Maria Gonçalves Madalena Teixeira Cláudia Morais
Manuel Luís Vaz Manuel Queijo Joaquim Teixeira Rui Manuel Trovisco
Rui Vaz Beraldino Pinto Carlos Cunha
Gilberto Galhardo Manuel Duarte Moreno Fernando Gonçalves
Câmara
Maria Baptista Sílvia Garcia Maria Pereira
Municipal
Manuel Carvalho Carlos Barroso Marcolino Costa
João Correia Manuel Cardoso António Valadar
Freguesias
Ala Manuel António Santos Luís Colmieira Rodrigues
Amendoeira Humberto Trovisco
Arcas Artur Parreira
Bagueixe Jorge Humberto Fernandes João Morgado Moura
Bornes António Romão
Carrapatas Arménio Canalho
Castelãos Carlos Justo
Chacim António Manuel Gabriel José Génio
Cortiços António Maria Rocha Manuel Vieira José Manuel Mendes
Corujas Dinis Rodrigues Eduardo Pereira
Edroso José Manuel Veigas
Espadanedo Óscar Morais Daniel Parente Reis
Ferreira António Luís Gomes Manuel André Morais
Grijó Bernardino Cordeiro Simão Ferreirinha
Lagoa José António Cordeiro
Lamalonga Camilo Morais João Marques Sá
Lamas João Luís Morais Manuel Augusto Vilarinho Pinto
Lombo Francisco Manuel Rosa Armindo Cepeda
Macedo Cavaleiros* Joaquim Seabra António José Espírito Santo Adalberto Fernandes
Morais Mário Teles
Murçós Jaime Manuel Fernandes João Manuel Fernandes
Olmos António Augusto Paulos Maria José Freitas
Peredo António dos Santos Almendra José Libório Ramalho Maria de Fátima Cordeiro
Podence Manuel Rodrigues
Salselas Luís Filipe Escaleira Marco Amélio Ferreira Joaquim Gonçalves
Sezulfe Gualter Mesquita
Talhas Benjamin Rodrigues João Batista Choupina
Talhinhas Jorge Pires Asseiro José Augusto Fernandes
Vale Benfeito Carlos Alberto Sousa António Botelho
V. da Porca António João Trovisco
V. de Prados Idílio João Alves Rui Manuel Santos
Vilar do Monte Maria Margarida Pessegueiro Moisés Caseiro
Vilarinho de Agrochão Manuel António Sá Nico Armindo Pintado Vaz
Vinhas Maria Guiomar Sarmento
* Candidatura Independente “os seis viver macedo” - José Francisco Pedro

Apresentação de listas com polémica

BE candidata-se à Assembleia e a Salselas


O Bloco de Esquerda
vai participar no su-
frágio do dia 11 de Outubro
junta de freguesia de Salselas.
A publicação das listas do
partido estive envolta em al-
tas publicadas pelo tribunal.
Segundo o próprio houve fal-
ta de comunicação e de in-
uma lista reestruturada à As-
sembleia Municipal.
Rogério Esteves Mar-
que não existe em Macedo.
Consciente de que não é
uma candidatura para ter o
em Macedo de Cavaleiros. guma polémica. No processo formação da sua parte, o que tins de referiu nunca ter poder, afirma que o objecti-
A equipa é liderada por de recolha de assinaturas, levou a que algumas pessoas havido má fé em todo o vo é estar atento, chamara
Rogério Esteves Martins con- liderado por Rogério Esteves pedissem a revogação do seu processo,afirmou que a pre- atenção dos problemas e
corre à Assembleia Municipal Martins, este não terá dito aos nome nas listas. Cenário que sença do partido em Ma- fazer com que o poder fun-
do concelho. O partido tem assinantes que o seu nome se cumpriu mas que não im- cedo vem afirmar o espa- cione. n
também uma candidatura à iria aparecer incluído nas lis- pediu o partido de apresentar ço de esquerda alternativa Rui Miranda
6 | 15 de Setembro 2009 | Cipreste |

Acham que este executivo não gostaria muito de ter a varian-


te à cidade feita, que não gostaria muito de ter o Parque da Tenho noção que os próximos dois anos na
cidade, que não gostaria muito de ter a Central de Camiona- autarquia vão ser muito difíceis, e que é pre-
gem, e a Biblioteca? Gostaria. Só que gastou mal o dinheiro. ciso arrumar a casa em termos financeiros.

Rui Vaz - PS
Cipreste - Se ganhar as pró- Câmara Municipal e a ACIMC
ximas eleições vai retirar à devem-se sentar à mesa e pon-
Feira de São Pedro o apoio derar este modelo. Devem dar-
que ela agora tem? lhe o melhor encaminhamento
possível para que a Feira con-
Rui Vaz - Obviamente que tinue a ser a grande montra do
não. Acho é que a feira tem de concelho, dinamizadora da acti-
ser revista, o seu modelo tem vidade do mesmo, mas sempre
de ser objecto de uma análise numa perspectiva de equilíbrio,
profunda, tem de se ver o que porque estamos com uma dívi-
é que se pode mudar e apostar da acumulada de 400 mil eu-
do modelo actual e aquilo que ros.
pode ser alterado, tendo em Este ano tivemos uma entrada
conta que a Feira de São Pedro simbólica de 1 euro, mas man-
é o maior evento do concelho tivemos um nível de cartaz de
e que necessita de ser tratado 150 mil euros. Se baixamos de
como tal. Mas, há uma respon- um lado, temos de baixar do
sabilidade muito grande que é o outro.
equilíbrio financeiro. A Feira de
São Pedro é um investimento Mas também Macedo teve
para o concelho e para os em- uma enchente de gente como
presários do concelho. nunca foi visto…

Mas tem condenado o aval Não concordo, nem é verda-


financeiro do município? de. As pessoas não podem ter
a memória curta e esquecerem-
No modelo corrente sim… se das grandes enchentes da
Feira de São Pedro. Eu ainda
Mas suponhamos que o PS me lembro, em que as pesso-
ganha as eleições autárqui- as não tinham corredores para
cas, a direcção da ACIMC circular e foram várias vezes,
mantém-se, há uma nova fei- mas era normal que assim fos-
ra com o mesmo modelo, o se, pois os grandes espectácu-
apoio mantém-se? los que aconteciam no norte do
país eram aqui feitos e precisa-
As eleições são em Outubro. mente na Feira de São Pedro e ordem económica que influen- essa colaboração?
Em função do resultado das era onde vinham as figuras de ciam. Em anos de crescimento
mesmas, há tempo mais do que cartaz. Hoje, estas figuras de económico, a feira será melhor De forma alguma. Há ques-
suficiente para que a próxima cartaz estão em qualquer lado. do que em anos de recessão. tões que não se misturam: as
Feira de São Pedro seja vista
de uma forma diferente. Para
Naquele tempo não. Fomos os
primeiros a apresentar todos os
Grandes empresas de referên- A Câmara Municipal pessoais com as profissionais.
cia este ano não estiveram pre- Quando chegar à Câmara, o
quem está à frente da Feira está grupos que estavam na moda: sentes. deve ser a primeira representante da ACIMC será
perfeitamente a tempo de apre- as enchentes dos Rio Grande, Mas, há pormenores na Fei- tratado como qualquer repre-
sentar um plano e orçamento da Amália Rodrigues, ou por ra de São Pedro que deixaram parceira da Feira de sentante de outra instituição.
para 2010 e em relação ao cer- exemplo os Delfins. Tivemos de ser acautelados, ao nível da Sou um indivíduo crítico dentro
tame, está-se a tempo para que anos em que tivemos grandes divulgação, da imagem e da or- São Pedro e a pri- da associação comercial, fora
a próxima edição tenha altera- receios de problemas porque ganização, e tudo isto conta. A da mesma nunca ninguém me
ções. Sempre na perspectiva tínhamos os recintos cheios e razão de ser da Feira de São meira a envolver-se ouviu dizer mal acerca do pre-
de melhor o evento e nunca de com pessoas da parte de fora a Pedro é o expositor e não o visi-
o prejudicar. Aliás, quem este- quererem entrar. Houve mesmo tante. Sem expositores não há
em termos financei- sidente da instituição. Antes
pelo contrário, é um investidor,
ve 14 anos na Associação Co-
mercial, acompanhou 14 feiras
um ano em que tivemos de abrir
os portões.
feira. Quanto melhor qualidade
a Feira tiver, mais gente vai ter.
ros, só que as coisas um empreendedor da terra e
como ele há poucos. Isso não
e esteve à frente dos destinos
da mesma durante 7, só posso
Agora, têm-se enchente por-
que o preço é a 1 euro. Antiga-
Quando baixamos os preços devem ser feitas com me canso de o dizer e respei-
devemos começar por eles, to, mas dentro da associação
estar do lado de quem apoia a mente pagava-se e enchia. para que possam vir. Mas nós “cabeça, tronco e sou um crítico. Quando saí da
Feira de São Pedro. Agora, te- estamos a baixar ao visitante. ACIMC deixei obra feita e con-
nho sido um crítico em relação A Feira está mal. Pode ser membros”. tas acertadas, e disse naquela
aos resultados financeiros que o reflexo do comércio mace- A Câmara vai intervir mais hora que estaria sempre atento
a mesma apresenta, porque de- dense? neste processo, sendo mais àquilo que se passa e sempre
notam alguma falta de cuidado activa? que há assembleias eu vou lá,
no que diz respeito à gestão de Isso reflecte o que é a conjun- porque é lá que se critica a ac-
dinheiros públicos. tura não só local, como nacio- A Câmara não vai intervir ção da direcção e não no café.
A Câmara Municipal deve ser nal e internacional. Este ano é mais, vai intervir o quanto baste Agora não sou inimigo, nem
a primeira parceira da Feira de tenho ódio, respeito do senhor
São Pedro e a primeira a envol-
crítico para as empresas, que
fazem mais contas, têm con-
e é necessário, tendo em con-
ta que a entidade que organiza
O que leva a actual António Cunha como empre-
ver-se em termos financeiros,
só que as coisas devem ser fei-
tenção e acabaram por não ir a
eventos que tinham por hábito
a feira é a ACIMC. A autarquia câmara à situação endedor. Como homem, nunca
envolve-se porque tem um pro- tive com ele intimidades. Mas,
tas com cabeça, tronco e mem- ir. Hoje, ou se corta no pessoal, tocolo, mas mais do que isso em que está é preci- é hoje com o António Cunha e
bros. Não se pode fazer a Feira ou se corta naquelas despesas não. será amanhã com quem vier.
de qualquer forma e, no final, que podemos abdicar numa samente a falta de
seja qual for o saldo negativo, a fase de transição. Para além O facto de ter atritos com o Como é que o PS pensa que
câmara suporta. destes pormenores que é pre- actual presidente da ACIMC planificação. vai conseguir votos nas fre-
Com toda a frontalidade, a ciso alinhavar, há questões de não pode colocar em causa guesias onde não apresentou
| Cipreste |15 de Setembro 2009 | 7
lista?

Já foi tornado público que,


mais do que uma razão, levou a
que o PS não apresentasse lis-
ta em algumas freguesias. Pri-
meiro porque há falta de gente,
as nossas freguesias já não
têm pessoas suficientes para
se elaborarem listas, porque
depois envolvem-se questões
como as de ordem familiar, com
pessoas que estão numa lista
e não se querem envolver nou-
tra. Há depois razões que se
prendem com a qualidade que
nós exigíamos para o PS poder
disputar as eleições nessas fre-
guesias. Não me canso de dizer
que temos 21 listas de grande
qualidade, qualquer uma delas
para disputar eleições. Nesta
filosofia, se tivéssemos conse-
guido nas outras 13 elementos
com as mesmas características,
tínhamos avançado.
Podíamos ter avançado com
candidatos que já o foram há
quatro anos, mas achámos que
não valia a pena estar a expor Essa questão levou-nos a
uma grande gargalhada dentro
que não o conheça bem e que
conheça melhor a enfermeira
Temos de trazer o Agora, a enfermeira Adelaide,
nesta componente, vai respon-
essas mesmas pessoas. Tendo
em conta que o povo conhece do partido. Foi o próprio que Adelaide, a terceira da lista. Azibo para Macedo. der ao mais alto nível, e como
as pessoas, quando chegamos trouxe a questão. O Luís Vaz foi Mas, em relação ao segundo, não está comprometida com
a uma freguesia e dizemos esta candidato à AM, mas transmi- encontrei a pessoa certa para o ninguém também será devida-
é a nossa equipa, é porque é a tiu-me que não ia ser candidato lugar certo. É da área de Eco- mente assessorada.
melhor equipa. Se o povo não mais uma vez e que fazia uma nomia, que tem a humildade No quarto lugar surge uma
reconhecer qualidade na equi- exigência, que o lugar dele era necessária para trabalhar em pessoa que já deu provas de
pa, e nós acharmos que aquela o nº10. Ele disse que seria o 10 equipa, não coloca em causa a Farei a ligação a empenhamento e me tem acom-
é uma lista perdedora, sem ca- honestidade e a fidelidade.
pacidade de enfrentar o nosso
do PS em Macedo de Cavalei-
ros. Até lhes digo mais. Com
Santa Combinha, panhado nestas lides. Quando
vejo empenhamento, acabo por
rival, então perdemos o argu- esta história da paridade, quan- Mas não havia em Macedo e por Vale Prados. (…) escolher. O mesmo aconteceu
mento não só para a Junta de do fizemos a lista ele surgia em no partido quem reunisse es- com o mandatário político: Luís
Freguesia, como também para 8º e eu pensei, bem mais coi- sas condições? Assim, temos toda a Baptista. O Manuel Carvalho,
a Câmara Municipal. sa menos coisa. E quando viu desde Março de 2008, até hoje,
exigiu que ficasse em décimo. Não temos em Macedo, ao gente que se dirige têm-me apoiado muito. Sendo
Esta é a pura realidade. Foi fei- dobrar da esquina, economis- um Eng. Florestal, atribuo-lhe o
Não acha que a população
vai pensar: não têm lista nes- ta uma grande especulação à tas, na área do partido socialis- ao Azibo a passar pelouro do Ambiente, da salu-
bridade, dos jardins e também
ta terra, então não vamos vo- volta disso. ta, ou não. É uma aposta forte.
Acho que formei a equipa certa,
directamente por Ma- a componente de ligação às fre-
tar neles?
Como surge o nº2, Gilberto tendo em conta as vertentes cedo de Cavaleiros. guesias. Também tem estado li-
Não concordo por uma razão Galhardo? importantes da autarquia. Para gado à caça e às associativas
muito simples. Luís Vaz há oito mim vou chamara a componen- Eliminava-se o acesso da mesma.
O Gilberto Galhardo reúne as te da área do urbanismo, porque É a equipa certa, porque cada
anos perdeu a Câmara ganhan-
do 25 Juntas de Freguesia. Isto condições que eu impus quando sempre estive atento no muni- a Santa Combinha sector tem uma pessoa afecta
aceitei este desafio. Tinha que cípio e gosto do assunto. Até
quer dizer que as pessoas se-
ter na minha equipa, e de pre- porque, no passado, critiquei
pelo IP4. Todo o aflu- da sua área de formação.
param as eleições. Nessas fre-
guesias, tal como nas outras, a ferência como braço direito, na algumas atrocidades urbanísti- xo do Norte e do Sul A sua câmara terá quatro
mensagem que quero passar segunda posição, uma pessoa cas, e é uma marca que gosta- vereadores?
é que estamos aqui para gerir da Economia, tendo em conta va de deixar. Não sou da área, teria de passar por
a Câmara de Macedo de outra a situação financeira grave da nem Eng. Civil, nem arquitecto, Gostava que a minha câmara
forma. Acho que vamos con- autarquia, com dividas de mais mas não estou comprometido Macedo de Cavaleiros tivesse cinco vereadores, isso
de 20 milhões de euros, preciso com assessores, por isso quero quereria dizer que tinha ganho
seguir fazê-lo porque nessas
mesmas freguesias estão Jun- de apoio nesta área. ter comigo os indivíduos certos. Temos 21 listas de por 5-2, mas contento-me e es-
Esta pessoa é um quadro Quero que o Gilberto fique com
tas fortes e que têm feito tra-
balho e temos de dar o mérito superior do concelho, que vai a parte dos projectos e candida- grande qualidade, tou seguro que ganho a câmara
por 4-3. Não tenho a veleidade
turas, para além da parte finan-
ao adversário quando o tem, e regressar. Uma atitude a que
nos propomos: fazer regressar ceira e há-de ser assessorado
qualquer uma delas de pensar que a poderia ganhar
a câmara com cinco.
eu não tenho qualquer proble-
ma nisso. Naquelas em que o a nossa juventude e os nossos com alguém com qualificações para disputar elei-
mérito existe, mesmo sendo do quadros que foram procurar tra- adequadas. Não quero ninguém Mas ganhando a Câmara
PSD, eu quero-lhes dizer que balho fora. Também aqui esta- a assessorá-lo que seja forma- ções. com cinco, manteria activo o
eu vou ser câmara e vou estar mos a participar nisso. Ele é de do em Análises Clínicas. quinto pelouro?
com essas Juntas, vou estar Talhas, mas vive em Coimbra. Em terceiro lugar surge a en-
com essas gentes. Não o conhecia bem, mas ten- fermeira Adelaide. Quando olho Sim. Todos os pelouros devem
A população de uma fregue- tei colher informações e acho no universo das mulheres ma- ser aproveitados. Ganhando
que estão reunidas todas as cedenses, em que há imensas um 5º vereador, provavelmente
sia não tem culpa das questões
partidárias. Garanto-lhes que condições. mulheres empreendedoras, a Formei a equipa cer- manteria esta situação do vere-
enfermeira Adelaide é de uma
não vamos fazer divisões, nem
distinção de freguesias. Temos Por não o conhecer bem, dinâmica; aquilo a que costu- ta, tendo em conta as ador a meio tempo, porque isso
permite que o pelouro que está
um bolo para distribuir e isso é não teme que possa ser um mo chamar de “vulcão”. É uma
vertentes importan- destinado à enfermeira Adelai-
feito previamente, através de tiro no escuro? pessoa exemplar para a área de poderia ser desdobrado e
planificação. O que leva a ac- da acção social, cultura, turis- tes da autarquia, é a soltar-lhe a componente do tu-
tual câmara à situação em que Não. Há qualidades que deve- mo e desporto. Um pelouro que rismo, que é necessário apoiar.
está é precisamente a falta de mos exigir às pessoas quando funcionou muito bem no tempo equipa certa, porque No fundo, a situação actual,
planificação. formamos uma equipa, como do Luís Vaz e que esta Câmara com a qual concordo.
por exemplo a lealdade. Conhe- deu boa continuidade. A área cada sector tem uma
Luís Vaz é um ícone do PS ço bem a família. Quando digo social nesta autarquia é o único Com que é que os maceden-
de Macedo. Não é estranho que não conheço muito bem sector que funciona. Deu e dá pessoa afecta da sua ses podem contar depois da
o Gilberto Galhardo é porque ainda hoje o mote nestas áreas sua vitória?
que apareça apenas em 10º
lugar para a Assembleia Mu- nunca fui colega dele de esco- e temos de ser justos em dizê- área de formação.
nicipal? la, nem de ensino superior, por lo e eu não tenho qualquer pro- Com várias coisas. Desde
isso é natural que possa dizer blema em fazê-lo. logo, uma nova atitude, uma
8 | 15 de Setembro 2009 | Cipreste |
nova postura, uma nova forma quem tem o know how da ges- rios para gastar na cidade. As muitas vezes as portas da mi-
de estar, porque estes últimos
oito anos para Macedo têm sido
Há três áreas a que tão dos condomínios industriais
e juntámo-nos as três entidades
aldeias têm lá gente e por isso é
preciso dar-lhes condições, mas
nha loja para tratar da ACIMC
e do Nerba, porque o compro-
sombrios. Ou seja, a imagem iremos dar especial à mesa. a cidade é o primeiro salto que misso era de responsabilidade
de Macedo de Cavaleiros não a população rural dá, porque e honrava-me.
tem passado para o exterior. destaque: zona in- Alguma vez, como vereador mantém uma ligação à localida- Sou um humilde comerciante,
Não tem havido uma voz activa. da oposição, sugeriu isso à de. Só não tendo aqui é que dá mas corre-me na veia a minha
Aparte da Barragem do Azibo, dustrial e desenvol- autarquia? o salto maior. Mas, temos que terra.
não temos sabido vender a nos-
sa marca, o nosso produto.
vimento económico, Mais do que uma vez. A ZI foi
dar condições à cidade, para
que o salto seja dado para aqui Em Outubro de 2007, sobre
Já se aproveitou da melhor turismo e agricultu- motivo de várias observações e não para mais longe. a realização de uma Feira de
forma a divulgação da nossa e críticas. Aliás, julgo que apa- Estas obras não são feitas Stocks perto do Natal, disse
terra, do nosso concelho, há ra. São estas o futuro receu em notícia, várias vezes, devido ao endividamento da que era contra essa feira por-
10 anos atrás. Macedo passou por coisas que eu fui dizendo, Câmara, que não tem dinheiro que ia contra os interesses do
por um período de expansão, da solução da ques- desde que ainda estava na ACI- para pagar a sua componente comércio local. Poucos dias
que deu mote em várias áreas MC e depois como vereador da financeira destes projectos.
na região transmontana: cultura tão de Macedo. oposição. Gostava de ao fim de 8 anos
depois, o Nerba anuncia uma
idêntica para a 1ª semana de
e urbanismo, onde só Mirande- de Câmara apresentar estes Dezembro. Tem uma opinião
la tinha alguma coisa e Mace- Como vê o Azibo daqui a 4 projectos concluídos, mas sei diferente para Macedo e para
do deu cartas mesmo antes de anos? que a situação financeira, pelo Bragança?
Bragança. menos num primeiro mandato,
O primeiro passo para uma Um Azibo diferente. Mas antes não me permite fazer muito. Há muita coisa aí que não é
zona industrial de grande di- temos que dizer com justiça que E que ninguém tenha dúvidas verdade. Nunca me insurgi em
mensão, supramunicipal, foi É preciso um parque aquilo que foi feito no Azibo, na que, se este executivo voltar Macedo de Cavaleiros contra
dado em Macedo de Cavalei-
ros, devidamente localizada.
de campismo! altura do Luís Vaz, e agora com
a actual executivo, foi bem fei-
a ganhar a Câmara, teremos
quatro anos de mais do mesmo.
uma Feira de Stocks organiza-
da pela ACIMC. A questão foi
E tudo isto que foi feito não foi to. Mas, é preciso fazer muito Já deram provas que não arre- que Macedo lançou duas ao
aproveitado. Uma mudança de mais. piam caminho nesta matéria e mesmo tempo: uma organiza-
atitude nas diversas áreas do temos um presidente que daqui da pela associação comercial
município é isso que queremos. É preciso um parque de a quatro anos não se pode vol- e outra pela Câmara Municipal.
Neste momento somos um con- campismo? tar a candidatar e, por isso não O princípio destas feiras é aco-
celho esquecido.
Existe alguma coisa em Naquelas Juntas de É preciso um parque de cam-
precisa de prestar contas ao
eleitorado. De 2001 até hoje, a
lher os empresários da cidade
e do distrito, porque o objectivo
concreto que seja “Cavalo de
Batalha”?
Freguesia em que o pismo! Aliás, em relação ao
Azibo há uma questão funda-
autarquia triplicou a dívida. é ajudar as empresas a escoar
os seus excedentes. O Nerba
mérito existe, mes- mental falar-se. Temos de tra- Tinha uma empresa em Ma- tem uma feira de stocks dentro
Existe. Há três áreas a que zer o Azibo para Macedo. Esta cedo, que cessou a activida- do seu espaço, o Nerba não or-
iremos dar especial destaque: mo sendo do PSD, eu é a dura realidade. Temos que de e os postos de trabalho ganiza, sede as instalações que
zona industrial e desenvolvi- ligar o Azibo por Vale Prados. foram extintos. Se aconteceu são pagas e eu tenho que gerir
mento económico, turismo e quero-lhes dizer que Há uma situação viável, que isso à sua empresa, como é o orçamento do Núcleo. Quan-
agricultura. São estas o futuro nem terá sido acautelada com que os macedenses vão ter do há uma entidade que vai a
da solução da questão de Ma- eu vou ser câmara e a construção da A4. Pode pare- confiança em si como gestor Bragança organizar algo do gé-
cedo. Estas têm de ser de gran- cer uma utopia, mas não é. Eu do municipio? nero, somos os únicos que te-
de batalha. vou estar com essas fazia a ligação a Santa Combi- mos um espaço para isso.
Se neste anos tivéssemos nha, por Vale Prados, porque à
preenchido toda a área da nos- Juntas, vou estar com população da aldeia tanto lhe
Da minha vida privada, não
preciso de prestar contas a nin-
Todos os empresários do dis-
trito têm preferência e condi-
sa ZI estaríamos a falar de 300
a 400 postos de trabalho.
essas gentes. A popu- faz para virem à sede de con-
celho que o façam pelo IP4 e
guém. O Rui Vaz na sua vida
pessoal pode ser mau gestor
ções especiais.
Aqui em Macedo insurgi-me
lação de uma fregue- depois Pontão de Lamas, como e isso não importa a ninguém, contra o facto de a Câmara se
Foi o nó que falhou? de forma directa. A minha ideia mas naquilo que eu sou gestor estar a envolver numa matéria
sia não tem culpa das seria entrar na Praia da Ribeira, e que envolve a coisa pública, que não lhe dizia respeito, não
Quanto a mim não. O nó ape- evitando o Plano de Protecção aí eu sou bom gestor. Será que acautelando o interesse dos co-
nas tem servido de desculpa questões partidárias. e ir a Vale Prados. o Rui Vaz foi mau gestor na merciantes de Macedo.
para a inacção em relação à Assim, temos toda a gente ACIMC, quando terminou uma
ZI. Foram precisos seis anos Garanto-lhes que não que se dirige ao Azibo a pas- obra, equipou-a, montou-lhe um Porque é que como vere-
e meio para se dar uma liga- sar directamente por Macedo cinema, um jornal, uma clínica ador do PS nunca chamou
ção condigna à zona industrial, vamos fazer divisões, de Cavaleiros. Eliminava-se o e entregou-a com contas salda- à atenção da autarquia pela
com a pavimentação desde o acesso a Santa Combinha pelo das, sem uma única dívida, foi
Pontão de Lamas até à zona nem distinção de IP4. Todo o afluxo do Norte e do mau gestor?
construção da vivenda de
Tozé Espirito Santo? Por ser
industrial. Todos aqueles em-
presários que devolveram os
freguesias. Sul teria de passar por Mace-
do de Cavaleiros, com a saída
Quando cheguei ao Nerba
herdei um passivo de meio mi-
seu amigo?

lotes, alegando que não ti- para o Azibo no nó da zona in- lhão de euros, uma casa com Não. Ao meu amigo eu disse
nham ligações condignas, ti- dustrial. Isto ia potenciar o que 16 pessoas a trabalhar, uma muitas vezes que era um erro
nham razão. Uma coisa é uma vemos em Mirandela, o negócio casa que passava grandes aquilo que ele ia fazer. Soube
ligação com nó ao IP4 e outra de fim-de-semana, o desenvol- constrangimentos. Passados de todos os passos que ele deu
uma estrada nacional com cur- vimento de uma nova activida- quatro anos e meio da minha ainda no tempo da Câmara do
vas, temos de referir isso. Mas, de que temos latente, mas que chegada é uma casa reestru- Luís Vaz. Quando tive conheci-
também as condições que as não está explorada. turada, pacificada, devolveu a mento que ia avançar mesmo
pessoas tinham na própria na- sua dignidade. Então o Rui Vaz com o projecto voltei a avisá-
cional 15 não eram condignas, Há questões que não Acha isso exequível para o é mau gestor? O passivo neste lo. Não o fiz por ser um amigo,
eram bem diferentes das de orçamento da autarquia? momento é de 300 mil euros e,
hoje. se misturam: as pes- para além de se abater ao pas-
simplesmente não me queria
ver envolvido nesse processo.
sivo, fizeram-se muitas outras
Hoje o nó que vai ser feito terá
características de auto-estrada,
soais com as profis- Acho exequível, mas uma
coisa é o que temos de ideias coisas, as quais não fiz grande
Este é um processo grave, com
uma dimensão forte.
mas não serve desculpa para sionais. e outras é daquilo que é possí- questão de as publicitar, porque Em relação a este facto e en-
quanto presidente de Câmara
não termos uma zona industrial vel fazer. Tenho noção que os para gerir o Nerba queria paz e
com o mínimo de condições. Na próximos dois anos na autar- sossego e assim tenho conse- serei um escrupuloso cumpri-
1ª fase não se acabou a pavi- quia vão ser muito difíceis, e guido. As pessoas têm os ven- dor da lei. É claro que quando
mentação, não se arranjaram que é preciso arrumar a casa cimentos em dia e hoje batem- chegar à Câmara herdo um pro-
os passeios, não se deu conti- em termos financeiros. Acham nos à porta porque nos querem cesso, vou querer saber como
nuidade ao que estava. que este executivo não gos- fornecer. está esse processo, qual o seu
Enquanto presidente da ACI- taria muito de ter a variante à Eu gosto que me façam como encaminhamento e vou querer
MC tive duas reuniões com a O nó apenas tem ser- cidade feita, que não gostaria me fizeram na ACIMC: uma cumprir a lei. O cidadão, pro-
AEP (Porto), no sentido de se muito de ter o Parque da cida- auditoria às contas, porque aí prietário daquele espaço, é um
constituir um condomínio indus- vido de desculpa para de, que não gostaria muito de eu digo: posso ir descansado. cidadão como qualquer outro
trial para a nossa ZI. Para mim,
passa por aí a gestão daque-
a inacção em relação ter a Central de Camionagem, e
a Biblioteca? Gostaria. Só que
E, quando sair do Nerba quero
que me façam uma auditoria às
e por isso vou ver a coisa pela
legalidade, não a posso ver de
le espaço. Porque a autarquia à ZI gastou mal o dinheiro. Tem que contas e na Câmara, quando outra maneira. n
não tem vocação para aquilo, se planificar. Temos de saber o sair, quero que me façam uma
tem de abrir mão da gestão. que temos disponível para gas- auditoria às contas. Porque na Rui Miranda
Há oito anos atrás já eu chamei tar nas aldeias e quais os crité- minha vida privada… fechei Miguel Midões
| Cipreste |15 de Setembro 2009 | 9

Tem de existir um planeamento na constru- Aqui os autarcas andam cada um para seu lado.
ção e era preciso que a Câmara obrigasse a Em vez de fazerem um programa para desenvol-
seguir certas regras verem a região de Trás-os-Montes

Carlos Cunha - CDU


mais ricos que em Lagoa
em termos agrícolas?

Nesses termos são. Aliás,


basta falar com os agricul-
tores daquelas aldeias para
saber como estão este ano a
atravessar a seca, muito mal.
O concelho de Ma- Mas mesmo agora o regadio
não tem estado muito desen-
cedo é um concelho volvido, porque existe uma
comissão para regantes que
conservador, de direi- praticamente nunca funcio-
nou.
ta, talvez por isso é Se as aldeias tiverem água
de regadio a agricultura ficará
que estamos a pagar muito mais rica.
por esta situação… Por exemplo, não interessa
a Câmara andar pelas aldeias
a melhorar as ruas se depois
não oferecem mais nada para
as pessoas se fixarem lá, e
essas pessoas dedicam-se à
agricultura.
Se eu for presidente, a pri-
meira coisa que faço é criar
um gabinete de apoio ao agri-
cultor.
Faz-se uma festa com 1000
tractores, mas os agriculto-
res saem daqui com o quê?
Cipreste - Acha que tem anos pelo actual presidente política comunitária como Não interessa a Com o sorteio de uma ou
hipótese de ser presidente para este mandato, e de ma- das opções de Lisboa. duas alfaias, com o almoço?
da Câmara de Macedo de neira geral, faltam incentivos Câmara andar pelas E ao logo do ano o quê que
Cavaleiros? para atrair empresários. O problema é que hoje em se faz?
dia a agricultura não tem pla- aldeias a melhorar
Carlos Cunha - Tenho as Mas nesse aspecto, a au- neamento, ainda é o que se Tinha falado também no
mesmas hipóteses que outro tarquia diz que foi feito al- fazia há 50 ou 60 anos, a agri- as ruas se depois não Turismo e no Comércio.
candidato para estas elei- gum trabalho. cultura tradicional. Isto acon-
ções, o que decide é o voto tece porque não há um apoio oferecem mais nada Como é que funciona o Co-
do povo. Que empresários se conse- ao agricultor para ele se de- mércio? Com muita gente.
guem instalar ali ao ver aque- senvolver. Houve um apoio para as pessoas se Tanto na Indústria como na
Mas tendo em conta o re- las condições? Os arruamen- para aquela cooperativa da Agricultura, porque se a In-
sultado anterior, seria ne- tos não estão terminados, a castanha, comercialização e fixarem lá, e essas dústria oferecer postos de
cessário um aumento muito iluminação não está a 100%, produção da castanha, mas trabalho, movimento no co-
grande para isso ser possí- segurança simplesmente não e quanto ao apoio ao casta- pessoas dedicam-se à mércio. Havendo dinheiro e
vel. existe. Devia haver um gabi- nheiro? Fez-se algum estudo pessoas, oferta para comér-
nete de apoio para incentivar sobre os castanheiros que es- agricultura. cio nós temos. O agricultor se
Eu candidato-me pela CDU o empresário a se instalar lá, tão a secar? tiver dinheiro, se vender os
porque me identifico com a que deveria funcionar com a Continuando sobre a agri- seus produtos, também o gas-
política de este partido. É a associação comercial. cultura, qual é a sua riqueza ta, e faz movimentar o comér-
força dos trabalhadores, dos Porque é a indústria que faz fundamental? É a água. A cio, o que enriquece a cidade.
pobres que vivem da força falta para criar riqueza. Ao barragem de Macedo, foi fei- Se não há poder de compra,
do trabalho à qual eu perten- criar postos de trabalho as ta para regadio e consumo as lojas têm de fechar portas
ço. Sabemos que não é fácil. pessoas podem ganhar o seu do concelho. Fizeram um re- porque não vendem os seus
Mas também não será difícil, dinheiro cá e gastá-lo cá. gadio para a zona poente de produtos.
sabemos que esta câmara há Em seguida a agricultura, Salselas até ao Romeu... mas
8 anos não contava ganhar e porque é uma área que tem o resto? Existe em termos de Então a solução passa por
ganhou. sido desfazada neste conce- consumo, mas em termos de atrair mais gente, através
O concelho de Macedo é lho, cuja, cerca de 55% da agricultura, zero. Basta ver da Indústria.
um concelho conservador, de
direita, talvez por isso é que
população se dedica. O que é
que tem feito esta autarquia,
por exemplo algumas aldeias
como Peredo, Chacim, Mo-
Se eu for presidente, Da Indústria e da Agricultura.
estamos a pagar por esta si-
tuação…
ou outras, pela agricultura?
Eu não vi nada... Antes de
rais, com bons terrenos para
regadio, e há agricultura em
a primeira coisa que Por exemplo, os jovens já não
vêem nada que os cative, por-
mais, deveria existir um gabi- termos de animais, tanto bo- faço é criar um gabi- que não têm apoios. Se hou-
Se eventualmente for elei- nete de apoio ao agricultor. vinos como caprinos. vesse mais apoios, porque é
to, o que acha que muda- nete de apoio ao agri- que os jovens não haveriam
ria? Então acha que as medi- Então acha que nos terre- de ficar nas aldeias?
das adoptadas por uma au- nos onde há regadio a agri- cultor
Passaria pelo desenvolvi- tarquia podem mudar o ce- cultura está melhor que nos Pegando no exemplo dos
mento de várias vertentes: In- nário da agricultura? terrenos aonde não há? Cortiços, que tem regadio
dústria, Agricultura, Comércio sensivelmente há 10 anos,
e Turismo. Quanto à indústria Eu acho que sim! Está, as pessoas estão mais tem mais jovens a trabalhar
temos a zona industrial, cujos ricas, podem regar tudo o que na agricultura hoje, ou há
novos acessos já deviam es- Mas a agricultura está mui- quiserem! 10 anos atrás?
tar feitos há muito tempo, que to dependente de condicio-
foram prometidos há quatros nantes externas, tanto da Então nos Cortiços são Jovens provavelmente não,
10 | 15 de Setembro 2009 | Cipreste |

mas as pessoas que se de-


dicavam à agricultura mative-
ram-se.

Então e quanto ao Turismo?

Em relação ao Turismo,
e como mencionei antes, a
devia-se fazer [no
barragem não foi feita a pen- cemitério antigo]
sar no Turismo, embora seja
aproveitada para tal. Fala-se um jardim com qual-
agora de um acesso directo
de Macedo à barragem, mas quer coisa alusiva às
temos de pensar no impacto
ambiental. Se for feito até à pessoas que ali es-
primeira praia, teria de atra-
vessar uma zona protegida, tiveram sepultadas,
ou seja, não é possível. Fa-
lou-se também que seria feita ou um monumento,
outra praia... e essa seria só
para as pessoas de Macedo Temos de ter respei-
ou para que passam por lá?
Que benefícios tira Macedo to pelo passado
de um novo acesso para a
barragem? Em que medida
isso se reflecte no comércio?
Muito pouco...
Parque de campismo por
exemplo. Já está projectado
há 4 anos, inclusivé licencia-
do e escolhido o local... mas
agora a prioridade passou a
ser o campo de golf, quando Faz-se uma festa com
antes era o contrário. Haven-
do um parque de campismo, 1000 tractores, mas
quantas pessoas traria a Ma-
cedo? Não seria mais benéfi-
os agricultores saem
co que um campo de golf? E a
nível de hotelaria para apoiar
daqui com o quê?
Eu não sei... A Lactogal foi E acha que em termos de no PIDDAC 2009 (Programa
essa medida?
Com o sorteio de embora, EDP, que entretanto saúde, a criação do centro de Investimentos e Despesas
foi privatizada, serviços flo- hospitalar do nordeste be- de Desenvolvimento da Admi-
Já falámos da Agricultura,
do Turismo, do Comércio,
uma ou duas alfaias, restais... A Câmara deveria neficiou Macedo? nistração Central) na Assem-
ter um papel importante nes- bleia de República pelo de-
da Indústria, mas como vê o com o almoço? E ao se aspecto. Eu não sei ao Eu acho que não, porque se putado do PCP do distrito de
Urbanismo em Macedo?
certo o que aconteceu, mas perderam muitos serviços que Braga, a construção do aces-
logo do ano o quê se eles se mudam de sítio, tinhamos cá. Tanto as pesso- so à zona industrial, a cons-
Na minha opinião, andou
é porque provavelmente lhes as de aqui de Macedo como trução do IP2 1ª fase Vale
sempre pela vontade da es- que se faz? oferecem melhores condições de outras zonas, ficaram pre- Bem Feito/Sabor, traçado da
peculação imobiliária. Mace-
do que aqui, e isso não é ga- judicadas com isso... qual é nacional 102 Vale Bem Feito/
do perdeu bastante a identi-
rantir postos de trabalho. o Hospital do distrito que tem Pocinho que está uma ver-
dade das casas que sempre
Um dos grandes problemas melhores condições, mais gonha, nacional 102 que liga
caracterizaram esta terra, de-
que origina isso, é que, não modernas, que o hospital de Carrapatas ao Vimieiro, mas
vido à construção desmedida
há regionalização. Macedo? Não há. muitas mais... e os deputados
de edifícios de apartamentos
do PS e PSD que represen-
com vários andares.
Defende então a regionali- E não acha que acontece- tam o concelho, votaram con-
zação? ria o mesmo com uma re- tra. Então se eles querem de-
E acha que a orientação da
gionalização o mesmo que senvolver o concelho, porque
Câmara é influenciada por
Sim, defendo. A região aqui aconteceu com este centro votaram contra?
interesses imobiliários?
deveria ser a região de Trás- hospitalar? Ou seja, que
os-Montes e Alto Douro, que tudo fosse absorvido por Acha que é por causa do
Isso não sei, mas falo em
especulação imobiliária, por- O urbanismo andou já estava previsto aqui há uns Bragança ou Vila Real? deputado ser do PCP?
anos, e nem seria preciso
que por exemplo, quando foi
feito cá o Piaget, começou-se sempre pela vontade referendo, não percebo que Nós temos este hospital mo- Eu acho que tudo o que são
medo têm dessa decisão. E derno onde poderiam estar propostas para desenvolver o
logo a construir para vender e
alugar apartamentos... esses da especulação imo- os que há anos votaram con- concentrados vários serviços. concelho, são propostas para
tra, defendem-na agora por- aproveitar.
apartamentos estão agora va-
zios porque as pessoas foram biliária quê? Sim, podia e deveria, mas Quero também falar no an-
Na minha opinião, se hou- nós temos aqui as coisas tigo cemitério que agora está
embora. E porque não outro
vesse regionalização, os fun- e estão abandonadas. Não meio abandonado, porque
tipo de construção que não
dos comunitários teriam de acha então que com a re- nós temos uma ideia sobre
aqueles prédios?
ficar por cá, porque esses gionalização, deixariamos isso. Quem é que fez a vila
apoios comunitários servem de estar dependentes de de Macedo? Foi gente que fa-
Então, mas como alojavam
para ajudar as regiões mais Lisboa para passar a ficar leceu e foi sepultada lá, que
essas pessoas nessa altura?
desfavorecidas a desenvol- dependentes de Bragança e tem história e um passado.
verem-se. Se houvesse mais de outros interesses regio-
Talvez com outro tipo de
desenvolvimento, as pessoas nais?
construção também fosse
ficariam por cá, e os serviços Então o que acha que de-
possível, e não estes prédios
também. Agora, não havendo Eu acho que não. Por exem- veria ser feito naquele lo-
tão altos. Dou o exemplo de Os jovens já não pessoas, fecham-se os ser- plo, aquilo que tivesse Ma- cal?
Valpaços, que tem tudo bem
viços, e sem esses, também cedo, não tinha Bragança e
planeado, com avenidas onde vêem nada que os ca- não há pessoas, e entramos vice-versa, ou em Mirandela. Um jardim com qualquer coi-
está tudo uniforme, e nesse
numa contradição. Por outro Seria necessário dividir as es- sa alusiva às pessoas que ali
aspecto, está mais evoluído tive, porque não têm lado, aqui os autarcas andam pecialidades. Exames de en- estiveram sepultadas, ou um
que Macedo. Tem de existir
um planeamento na constru- apoios. Se houvesse cada um para seu lado. Em
vez de fazerem um programa
doscopia, que eram realiza-
dos em Bragança, passaram
monumento, mas nada do
género de um parque de es-
ção e era preciso que a Câ-
mara obrigasse a seguir cer- mais apoios, porque para desenvolverem a região
de Trás-os-Montes, e vou falar
para Chaves, quem quiser
fazer um exame destes, tem
tacionamento. Até agora nem
sabemos o que a Câmara vai
tas regras.
Há também uma coisa que é que os jovens não mais propriamente do distrito
de Bragança, independete-
de se deslocar até Chaves.
Depois vem cá a Ministra da
fazer, mas pelos vistos, já
existe um contrato para fazer
queria realçar, as pessoas
têm ido embora... quantas haveriam de ficar nas mente dos partidos, exigindo
verbas para isso, mas não,
Saúde dizer que não se per-
deram serviços...
ali um parque de estaciona-
mento. Temos de ter respeito
empresas, quantos serviços
públicos foram embora de aldeias? cada um prefere fazer à sua
maneira.
Vou dar-lhe um exemplo,
houve propostas que foram
pelo passado. n
Macedo? E a Autarquia o que
fez para que eles ficassem?
apresentadas para inclusão Rui Miranda
| Cipreste |15 de Setembro 2009 | 11

Legislativas 2009
Legislativas 2009 - Dist. Bragança Esclatecimentos
BE
O ministro do Ensino Superior, Pedro Lynce, Xira à Lusoponte. Agora é presidente da Luso-
Luís Vale
Liliana Fernandes concedeu uma autorização especial à filha do ponte, empresa com a qual se tem que renego-
Marco Paulo Mendonça ministro dos Negócios Estrangeiros, Martins da ciar o contrato da nova ponte sobre o Tejo.
Cruz, para permitir a sua entrada no curso de Me-
CDS-PP dicina da Faculdade de Ciências da Universidade
Nuno Pinto de Sousa Nova. A Advogada Vera Sampaio, filha do Ex-Pre-
António Ruano Primeiro-Ministro - José Manuel Durão Bar- sidente Jorge Sampaio-PS, foi contratada como
Maria da Piedade Menéres roso - PSD assessora pelo membro do Governo, o Ministro
José Augusto Lima da Presidência Manuel Pedro Cunha da Silva Pe-
reira. É de salientar que não foi o seu Curriculum
CDU O ex-ministro do Turismo do Governo liderado Vitae que lhe permitiu a contratação, pois tinha
Maria Manuela Cunha por Santana Lopes, Telmo Correia, assinou 300 terminado de completar o curso, com uma média
Nuno Augusto Barreira despachos na madrugada do dia de tomada de simples de 10.
Maria Inês Machado Araújo posse do Executivo de José Sócrates. Um des-
Manuel João Araújo ses documentos era o que ditou a não reversão
Maria Eugénia Madureira Gouveia para o Estado do edifício do Casino de Lisboa. O ministério da Educação contratou duas
Pedro Miguel Félix Fonseca Telmo Correia CDS – Primeiro Ministro San- vezes o mesmo advogado para fazer o mesmo
tana Lopes PSD trabalho. No primeiro contrato, o advogado João
MEP Pedroso, PS, comprometia-se a fazer um levan-
Sandra Maria Ferreira Pires Correia
tamento das leis sobre a Educação e ainda a ela-
Miguel Henrique Bandeira Vieira Martins dos Santos
Paulo Portas mandou copiar mais de 60 mil borar um Manual de direito da Educação. O prazo
Ana Carla Teixeira Mesquita Cunha
papéis do Ministério da Defesa, antes de sair do do contrato terminaria até Maio de 2006, mas tal
Marco Paulo Maltez Caciones
Governo. A empresa de digitalização refere que não aconteceu, contudo o advogado recebeu a
Fernando Ildefonso de Morais Carvalho
alguns documentos tinham escrita a palavra ‘con- renumeração. Ainda assim, o ministério da Edu-
MMS fidencial’. O Ministério Público sabe, mas não in- cação fez novo contrato com João Pedroso, com
Sérgio Alípio Domingues Deusdado vestigou os mesmos objectivos que o primeiro, só que a
Fernanda Monteiro Vicente Paulo Portas CDS – Primeiro Ministro - San- renumeração passa de 1500 euros mensais para
Manuel Joaquim Sabença Feliciano tana Lopes PSD 20 mil euros mensais.
Luís Joaquim Martins Júnior
Sandra Isabel Teixeira Ribeiro Barbosa
A Polícia Judiciária enviou ao Ministério Público O Conselho de Administração do Banco de
PCTP/MRPP uma proposta de acusação de corrupção e outras Portugal, composto por seis membros, que au-
Alfredo Manuel Dinis Da Costa Gonçalves práticas ilícitas ocorridas na antiga administração ferem sálarios anuais de 1,596 milhões de euros
Ivone Manso Oliveira Nogueira dos CTT, liderada por Carlos Horta e Costa. Em anuais
Maria Do Céu Fernandes De Freitas Torres causa estão os crimes de administração danosa, A este valor médio de 266.000,00 euros por
Jacinto Fernando Alves Martins tráfico de influência, fraude fiscal, branqueamen- ano, acresce: cartão de crédito para despesas
Isabel Maria Fernandes Freitas Torres to de capitais e falsificação de documentos. En- de representação, telemóveis, viagens, carro
Isaura Da Graça Pires Pereira tre as diversas situações encontra-se a venda de topo de gama com motorista e segurança privada
dois imóveis, pertença dos CTT, em Lisboa e em a tempo integral, etc, etc, …………
PNR Coimbra. Este último foi vendido por 15 milhões
Carlos Marques de euros, um valor várias vezes superior ao que Como exemplo:
valia. Nesse mesmo dia, o edifício acabou por ser Vitor Constâncio- PS
PS revendido por 20 milhões de euros. Rendimentos em 2006 : 282.191,00 euros
José Carlos Correia Mota de Andrade
Manuel Luís Gomes Vaz
Ana Margarida C. Duque Dias
Ferreira do Amaral –PSD, foi ministro das O Estado Português gasta 300 milhões de eu-
Carlos do Nascimento Ferreira
Obras Públicas e durante o seu mandato, entre- ros por ano, em estudos e pareceres tecnicos a “
Maria da Luz Martins Almeida
António Augusto Guerra Nunes dos Reis gou todas as pontes a jusante de Vila Franca de entidades privadas “ (escritórios de advogados ).

PSD Fonte: Correio da Manhã; TSF; Lusa; Expresso; RCP; www.realidadeoculta.com


José Ferreira Gomes
Adão Silva
Maria Helena Gonçalves E podiam ser muitos, muitos mais…
Nuno Reis
Pedro Santos Depois disto ainda há uma solução: votar em Branco!
Isabel Lopes
Ideias & Debate | Cipreste |15 de Setembro 2009 | 13

Última Fronteira

Amar Portugal.
Construir Portugal com futuro. n António Duarte Bento

tos; pois todas tinham um filho

T
odos os democratas o Infante D. Henrique lançou maior, do tempo histórico. Que
portugueses, sendo pelo mar desconhecido na sua sabia que o futuro, o amanhã seu como marinheiro nas cara-
naturalmente demo- grande empresa dos descobri- D. Dinis tinha saudades de Portugal, ele o tinha que co- velas. E os velhos do Restelo
cratas, amam o seu país Por- mentos. D. Dinis criou assim meçar a construir hoje, no seu todos atemorizando Portugal
tugal e, como disse António uma empresa que foi a géne- do futuro de Portugal. E tempo. E tinha orçamento para e os portugueses anunciando
Quadros, já sentem saudades se da construção de uma em- isso? A coroa era rica? Podia ao desgraças atrás de desgraças;
do seu futuro. Porque sabem presa maior criada pelo Infante que tinha a noção clara, mesmo tempo distribuir pão e anunciando a ruína de Portu-
que o futuro de Portugal é o D. Henrique, centenas de anos ouro aos pobres? Sim, podia. E gal se o Infante persistisse em
tempo de o seu povo se cumprir depois, e que lançou Portugal e até clarividente na sua o fez. E assim cumpriu Portugal seguir em frente com a sua
na sua alma grandiosa, no seu os portugueses na realização no seu tempo. Porque a coroa empresa marítima construtora
espírito universal de dádiva, na do maior feito histórico à escala
razão maior, do tempo portuguesa era muito rica em do futuro de Portugal. Para os
sua luz de farol de paz e harmo- planetária: abriu a Portugal e ao histórico. Que sabia inteligência, em coragem, em velhos do Restelo o Infante D.
nia para a humanidade. Todo o mundo todos os caminhos do determinação construtora. Henrique «não tinha razão»;
futuro se começou a construir planeta Terra; fundou a primeira que o futuro, o amanhã A empresa de D. Dinis foi o «estava desligado do país
ontem e hoje, pois todo o fruto globalização; tornou conhecido ouro com que o Infante D. Hen- real»; «estava a levar o país à
se colhe muito tempo depois o que era desconhecido; irma- de Portugal, ele o tinha rique construiu a sua grande ruína»...
do lançamento das sementes à nou todos os povos da Terra. empresa ao serviço de Portugal Como todos sabemos, da
terra. D. Dinis mandou plantar Fica visível que D. Dinis ti- que começar a construir e de todos os portugueses. Não inteligência, coragem, destemor
o pinhal de Leiria para que D. nha saudades do futuro de Por- houve nenhuma família portu- e persistência do Infante veio
João I e os seus filhos pudes- tugal. E que tinha a noção cla- hoje, no seu tempo. guesa que ficasse de fora da Portugal a colher uma imensi-
sem construir as caravelas que ra, até clarividente na sua razão grande obra dos descobrimen- dão de riqueza. l

Eleitos e Eleitores n Vieira de Carvalho

H
á um divórcio total no ou com a política partidária foi ser eleito deputado e apesar acontecesse. Talvez tenha sido
entre os eleitos e os mesmo que essa seja contrária de ser do distrito pouco se inte- pouco mas a manifestação no
eleitores. Estes após aos interesses da região pela ressou pela região. Ao contrário dia 25 de Abril de 2006 marcou a
os actos eleitorais nunca mais qual foram eleitos. São inúme- deste “divorcio”, tem sido feitas, vontade popular e provou quem
querem saber se as promessas ros os casos que diariamente na Assembleia da República , está com o Povo ou quem se
anunciadas são ou não cumpri- se constatam na comunicação algumas petições e perguntas serve dele. Mas, na sua “ san-
das e nem procuram saber por- social, tanto ao nível local como feitas pelos deputados do P.C.P. ta ignorância “, o Povo continua
que foram olvidadas. nacional. Para não irmos mais relacionadas com a Região, com a sua mente infestada de
Não são pedidas responsa- longe basta verificar-se o que apesar de o Partido Comunista “ fantasmas “ e nas próximas
bilidades e talvez por isso seja se passou, ao nível local, e num Começo a convencer Português não ter , infelizmente, eleições legislativas vai voltar
fácil aos políticos fazerem pro- passado recente. Quando do nenhum deputado eleito pelo a cometer os mesmos erros, e
messas sabendo, de ante mão, problema da Saúde, mais con- me que a maioria dos Nordeste. Ao nível da Assem- admirar-se, meses mais tarde,
que não são concretizadas e cretamente com o hospital de bleia Municipal os representan- que nada mudou.
ninguém pergunta porquê. Macedo, basta ver as posições meus patrícios são ma- tes do C.D.S. pouco ou nada Começo a convencer me
No caso dos deputados, são das diversas forças políticas. se manifestaram. Foi preciso o que a maioria dos meus patrí-
deputados da Nação, não repre- Os deputados do P.S. re- soquistas. Perante isto representante da C.D.U. na As- cios são masoquistas. Perante
sentam os círculos por onde fo- presentantes do Distrito e um sembleia Municipal, “encostar isto não há nada a fazer.
ram eleitos. Verifica-se ao longo deles oriundo de Macedo fize- não há nada a fazer. “ as outras forças políticas, e Como alguém disse: “ Cada
da legislatura que são concor- ram como Pilatos. Os do P.S.D. propor uma manifestação reivin- País tem a televisão que mere-
dantes com a política do Gover- pouca força fizeram. Um só quis dicativa para que alguma coisa ce “. l

“Taquetinho
*
ou lebas nu fucinho” n Koky

N
ão vou falar em e apenas dizer que, sem cair,
intolerância, nem ninguém pode levantar-se e
tampouco apelidá- sem provar doce ou amargo,
la por tal substantivo. Não ninguém lhes pode conhecer o
vou recair no lugar-comum da sem cair, ninguém sabor. Impedir alguém de pro-
liberdade, constantemente re- var e conhecer algo novo, pelo
clamada (parece nem conquis- pode levantar-se e receio de perder o seu reinado
tada) desde há trinta e cinco despótico, é atentar contra a
anos. Não vou sequer insultar sem provar doce ou liberdade e proibir a mesma
e/ou nomear figuras, respon- a quem a detém por direito. É
sáveis pelo atraso e bloqueio, amargo, ninguém tão-somente agir em atitudes
e, oponentes do progresso. de intolerância e fascismo,
Nem vou também falar desse lhes pode conhecer o quando se procura derrotar o
chavão que é o choque gera- outro, impedindo-o sequer de
cional, também ele semente sabor. ser. Mas como já disse, não
e adubo da evolução. Vou só vou falar disso. l
14 | 15 de Setembro 2009 | Cipreste |
| Cipreste |15 de Setembro 2009 | 15
Milhões de minas
Há cerca de 10 milhões de minas enterradas no deserto, numa área
de milhares de quilómetros quadrados, cujo principal alvo, agora,
são populações civis nómadas.
As equipas de desminagem conseguem “limpar” 50 m2 por dia.

Mundo
Sahara: Texto e fotografia de
Paulo Nunes dos Santos

o deserto de
minas terrestres
O
Sahara Ocidental é um da Frente Polisário à cerca de 5 anos
dos dez territórios mais atrás, conta apenas com 10 elementos
minados do mundo. O especializados no processo de desmi-
conflito entre Marrocos e nagem. Um número totalmente insig-
a Frente Polisário deixou este território nificante, pelo facto da área afectada
fortemente contaminado com milhares corresponder a cerca de 120 mil qui-
de minas antipessoais terrestres e res- lómetros quadrados, com 20 campos
tos de outros engenhos explosivos. de minas. “Durante um dia de trabalho
A maioria destes engenhos foi conseguimos garantir a monitorização
semeada por Marrocos, aquando da de cerca de 50 metros quadrados”, ex-
construção de um muro defensivo de plica Sidi Aly. “Como vê é um processo
2500 quilómetros - actualmente co- muito lento, especialmente quando te-
nhecido como a Berma - que divide mos unicamente duas equipas de cin-
o Sahara Ocidental em duas partes. co elementos cada no terreno”, acres-
No lado oeste, que inclui a parte cos- centa.
teira e os campos de exploração de O processo para além de lento é
fosfato, fica o território dominado por arriscado, e em muito dificultado pelo
Marrocos. No leste, ficam o Sahara facto das autoridades marroquinas re-
profundo, controlado pela Frente Po- cusarem em divulgar o mapa com a
lisário, onde vivem os refugiados e os localização exacta dos engenhos ex-
guerrilheiros. Esta fortificação de areia plosivos. O facto de a grande maioria
foi ao longo dos últimos 20 anos re- das vítimas de rebentamentos de mi-
forçada por minas terrestres, criando nas serem os refugiados e os nóma-
uma barreira que constitui hoje em dia das Saharaui, faz com que a Frente
o maior campo de minas existente em Polisário colabore abertamente com
todo o mundo. a Landmine Action, e revele o local
As Nações Unidas registaram nes- exacto onde as minas foram plantadas
te território 35 tipos de minas antipes- pelos guerrilheiros durante o conflito
soal e 21 tipos de minas antitanque, armado. No entanto o número de en-
todas elas produzidas em doze países genhos usados pelos guerrilheiros é
diferentes, entre eles a Itália, Espa- totalmente insignificante quando com-
nha, Rússia e Israel. De acordo com parado com os plantados pelas tropas

Legenda
os dados obtidos, as minas existentes marroquinas.
na região oscilam entre os 200 mil e os “É sem dúvida positivo ter o apoio
10 milhões, sendo a maioria feitas de da Frente Polisario”, afirma o coorde-
ferro ou de plástico, o que dificulta em nador de operações no terreno, Karl Em Cima
muito a sua detecção. Greenwood, acrescentando que “eles Uma equipa de desminagem da Organização Não-governamental Landmine Action,
Ahmed Mohamed Sidi Aly, res- (a Frente Polisário) tem sempre de- na província de Tifariti, no território liberado do Sahara Ocidental.
ponsável pelo trabalho da Landmine monstrado vontade em ajudar-nos a
Em Baixo, da esquerda para a direita
Action, a única organização não-go- localizar as minas, mas a participação Um veterano da guerrilha da Frente Polisário e vítima de uma mina antipessoal junto
vernamental (ONG) especializada em vai muito mais longe”. “É de lamentar ao campo de refugiados de Rabouni. Ao fundo, a sua mulher, numa cadeira de rodas,
minas terrestres no Sahara Ocidental, que Marrocos nada faça para nos aju- também ela vitima do mesmo acidente.
afirma que o cenário de localização e dar. Aliás, muito pelo contrário, Mar-
limpeza destes engenhos é uma tarefa rocos mantém um secretismo sobre Um sinal de alerta para o perigo de explosão de minas antipessoais, província de Tifarit.
lenta e extremamente difícil, devido à a localização das minas, e no entanto
extensa área e aos poucos recursos são eles os responsáveis por mais de Uma maquete da constituição do muro de 2500 quilómetros, construído por Mar-
rocos, que divide o território do Sahara Ocidental de norte a Sul, em exposição no
que têm disponíveis. 95% dos engenhos existentes em todo
museu da guerra perto do campo de refugiados de Rabouni. Um corredor com cerca
A organização, que iniciou o tra- o território do Sahara Ocidental”, ex- de 7 milhões de minas antipessoais foi plantado pelas forças militares marroquinas
balho nos territórios sobre o controlo plica. l como forma de protecção do muro.
16 | 15 de Setembro 2009 | Cipreste |

A bandeira verde vai ser hasteadas nos jardins-de-infância de Bagueixe, Caste-


lãos, Morais, Travanca, Vale da Porca, n.º 1 e n.º 2 de Macedo de Cavaleiros, na
Escola Básica 1 n.º 1 de Macedo de Cavaleiros, na Escola Básica 1 de Morais e na
Escola EB 2,3/S de Macedo de Cavaleiros. Um numero de eco escolas que tem
vindo a crescer e faz de Macedo o concelho mais “Eco” do distrito.

Jovens vão poder ficar em regime de internato


Macedo
CERCIMAC vai ter Lar

Maquete obra trará emprego e serviço social

a área da deficiência é uma

O
novo lar residen- Operacional do Potencial Hu- Luísa Garcia promete novi-
cial da CERCIMAC mano), estando a CERCI de dades para o novo espaço. Manuela Cunha, da lacuna a colmatar no distrito
(Cooperativa de Macedo incluída neste bolo. A dirigente pretende que a CDU, elogia trabalho de Bragança, à semelhança
Educação e Reabilitação dos Luís Garcia, presidente da instituição esteja sempre em realizado na CERCIMAC do resto do país e teve tempo
Cidadãos Inadaptados de Ma- instituição, não escondia a crescimento e, por isso “o fac- para demonstrar que, apesar
cedo de Cavaleiros) e o CAO alegria, aquando do conheci- to de ter novas instalações A deputada do Partido de ser uma pessoa “pela in-
(Centro de Actividades Ocu- mento da notícia, mostrando implica ter novas coisas”. Vão Ecologista “Os Verdes”, can- clusão de pessoas deficientes
pacionais) vai ficar localizado que esta era a “concretização surgir mais oficinas, e prova- didata pela CDU pelo círculo na comunidade escolar”, não
junto ao novo pólo escolar de um sonho”. Três anos de- velmente mais uma empresa de Bragança, esteve reunida concordava com este método
num terreno cedido pela Câ- pois de terem sido iniciadas de inserção social, a juntar à com a direcção da CERCI de forçado que o governo está “ a
mara Municipal de Macedo. funções enquanto cooperati- já existente CERCIVerde, que Macedo e ficou surpreendida tentar implementar”.
Actualmente a CERCI de Ma- va, este é mais um objectivo desenvolve trabalhos de jardi- pelo trabalho desenvolvido Manuela Cunha diz que
cedo acompanha 20 jovens, concretizado. Apesar de aca- nagem. por uma equipa, que apelidou “há casos e casos e há ca-
mas ficará com capacidade rinhadas, as actuais instala- Agora, os próximos passos de “jovem, dinâmica e voltada sos muito difíceis de integrar.
para acolher 54: 30 no CAO ções têm algumas lacunas, a seguir são: concluir a segun- para a comunidade”. Manuela Por exemplo, há jovens que
e 24 em internato, no lar resi- tais como o facto dos utentes da fase do projecto, que ainda Cunha constatou ainda haver até muito tarde usam fraldas.
dencial. “terem de se deslocar pela rua deve ser aprovado e realizar a uma “grande força e vivacida- Há deficiências de diversos
A nível da região foram 3 para o refeitório”. abertura do concurso público. de, para actuar em prol dos graus”. E é para exemplos des-
as estruturas que viram ser Como esta foi uma das Uma vez entregue ao emprei- outros, com um projecto com tes que existem Cerci como as
aprovadas as suas candida- melhores notícias que a CER- teiro, este terá um ano e meio pernas para andar e sólido”. A de Macedo de Cavaleiros. n
turas ao POPH (Programa CIMAC poderia ter recebido, para entregar a chave. líder comunista considera que Miguel Midões
Notícias | Cipreste |15 de Setembro 2009 | 17
Encontro organizado pela Rádio Onda Livre Em Peredo. Assaltantes

Ainda há pastores
serão reincidentes

no Nordeste Transmontano Mulher assaltada


e espancada
violentamente

T
udo indicava que seria uma ma-
nhã normal de 18 de Agosto,
na propriedade de José Rodri-
gues, em Peredo, Macedo de Cavaleiros.
Por volta das sete da manhã, como já é
hábito, o macedense saiu em direcção à
Feira de Mogadouro, onde vende habitu-
almente. Mal sabia que nas suas costas,
dois indivíduos planeavam um assalto à
sua propriedade, que acabaria no espan-
camento da sua mulher.
Com 64 anos, andava na horta, quan-
do foi surpreendida por dois indivíduos,
que “atacaram-na por trás e nunca a dei-
xaram olhar para eles”, refere José com
tristeza no rosto. Os indivíduos que, de-
pois de espancarem a sexagenária, rou-
baram cerca de 3500 euros, entre o di-
nheiro que estava guardado, o valor que
a vítima tinha consigo na carteira e ainda
os brincos em ouro que lhe foram arran-
cados à força, já deviam ter o esquema
preparado há muito, segundo o marido.
Orgulho há quem não troque a pastoricia por qualquer outra profissão “Estes gajos já me andavam a rodear por
ali há muito tempo”, afirma José, acres-
centando que já há cerca “de três meses

A
ntónio Cordeiro reformou- a sua grande preferência. Conhece e dos baixos preços da carne. “Se
se da Guarda-fiscal há bem todos os montes do distrito de houvesse saída era uma mina”. alguém o tinha tentado assaltar, mas sem
nove anos e desde então Bragança e chega a fazer quilóme- Também há nove anos pastor é grande sucesso. “Aqui há uns tempos até
que se dedica à pastorícia. É mais tros com as suas “meninas”, faça Manuel, de Alfândega da Fé, mas fui à guarda, porque me roubaram a pas-
um que luta todos os dias para que chuva ou faça sol. O horário de actualmente a trabalhar em Travan- ta dos documentos. Deixei o carro numa
este ofício, que muitos até já ape- trabalho molda-se à época do ano. ca (Macedo de Cavaleiros). “Temos zona de castanheiros e fui para baixo,
lidam de “arte” pela sua, cada vez Bem mais curto no Inverno, com o de nos sujeitar a isto”, sublinha. Le- quando vim para cima já me tinham rou-
maior, raridade. É de Mogadouro, recolher por volta das seis da tarde vanta-se às quatro e meia e fica até bado a pasta dos documentos”. Mais não
mas juntou-se no Santo Ambrósio, e bem mais comprido no verão, com às nove da noite com as ovelhas no roubaram porque também não havia, e
em Macedo de Cavaleiros, a mais os dias a terminar bem perto das dez monte. “Mas, a cria já não dá nada, a dita pasta com os documentos nunca
uma dúzia de colegas que, através da noite. Uma profissão saudável, antigamente era melhor, eu tinha chegou a aparecer. Contudo, as pegadas
da rádio local, marcaram ponto de que até já o fez “deixar de fumar”. umas poucas e tive que as vender”. no caminho e as marcas dos pneus de
encontro neste santuário para con- “Levantar-me às cinco e meia, Afirma que a pastorícia, neste mo- um carro deixadas a um quilómetro da
fraternizar e mostrar que afinal “os seis, todos os dias, não tanto no In- mento, só dá despesas. propriedade coincidem, na opinião de
pastores ainda estão vivos”. Con- verno, comemos alguma coisa e va- Filho de pai pastor, hoje com José Rodrigues, com as mesmas deixa-
sidera que levantar-se da cama às mos à vida!”, atalha. um filho pequeno, o Daniel, garante das neste recente assalto. “Deixaram o
cinco da manhã e levar as cerca As cabeças já chegaram às 130, que é difícil passar a arte. “Ele não carro no cruzamento da Camba, perto da
de 70 ovelhas que tem a pastar é mas hoje não são mais que sete de- quer, morrendo estes antigos perde- barragem e andaram quase 1km para fa-
pura “diversão”. Assiduamente que zenas, governadas por duas “belas se tudo”, diz com tristeza. Ao longo zer o assalto. Dei conta das sapatilhas
o faz há nove anos, mas já antes, cadelinhas”. do dia, o rádio é a única companhia. para lá e para cá e vi onde viraram o car-
pelo menos uma vez por semana, Era necessário realizar um con- “Para uma pessoa não se aborre- ro e arrancaram. Ontem foi a mesma coi-
que passeava o seu rebanho e des- vívio entre todos e muitos compare- cer”. sa e deixaram o carro no mesmo lugar.”,
contraía do seu dia-a-dia de Guarda ceram ao chamamento. “Nós somos Um convívio de pastores, no pas- razões que o levem a pensar tratar-se
Fiscal. muitos aqui no Nordeste”. António sado fim-de-semana, no Santo Am- dos mesmos criminosos.
Depois da reforma, pensou que Carneiro não concorda que os pas- brósio, em Vale da Porca, entre aque-
a única ocupação possível na sua tores sejam uma profissão em vias les para quem uma profissão ainda Vítima deu entrada na
aldeia seria “passar o dia inteiro no de extinção, “o que não são é bem conta mais que uma carteira rechea- urgência de Macedo
café, ao balcão e a beber”. Sendo remunerados”. O pastor queixa-se da de euros ao final do mês. n
a pastorícia uma segunda opção, foi da pouca saída que tem a criação Miguel Midões Devidos aos maus tratos e depois de
ter contactado a filha, a quem primeira-
mente pediu socorro, a mulher foi assisti-
“Adoro a vida dedicada à pastorícia” da no SUB (Serviço de Urgência Básica)
do Hospital de Macedo de Cavaleiros.
Conhecido como “Toninho pastor”, veio de Roios, em Vila Flor, para o convívio no Bastante magoada física e psicologica-
Santo Ambrósio. Uma profissão que lhe ocupa grande parte das horas do seu dia, mente, uma vez que lhe “deram um en-
um ritual que cumpre há 24 anos. saio no caminho quando ela bateu com a
Mais um que começa o dia, muitas vezes ainda sem ter cantado o galo, bem cedo, para cabeça, ficando logo com um hematoma
ordenhar as ovelhas. Nunca vai para o mesmo local dois dias seguidos. “Depois de um e com sangue”. Brutalidade à qual, já em
dia a tratar da comidinha delas”, regressa a casa e volta a ordenhar. Agora sim, tem casa, se seguiram mais: “arrancaram-lhe
tempo para si. Sai até ao café para ver os amigos e colocar a conversa em dia, porque os brincos e pisaram-na, torceram-lhe o
por lá por muito que converse, apenas ele se ouve a si próprio. pescoço, deitaram-na no quarto de bru-
As diferenças são imensas, “a vida da pastorícia antigamente era muito melhor”. Hoje, ços e puseram-lhe os pés em cima”.
considera que são colocados muitos entraves. “Noutros tempos ainda colhíamos o leite Maldades que ficarão para sempre
e fazíamos uns queijitos para vendermos na feira, mas agora não podemos fazer nada na cabeça da vítima, que no dia seguinte
disso, porque se nos denunciam estamos tramados”. já não quis dormir no seu quarto, o local
Há 16 anos que tanto a carne como o leite está ao mesmo preço, o que complica muito das agressões, e mal dormiu devido às
a profissão. Hoje tem 108 ovelhas e para além delas, só mesmo também o rádio é a dores que lhe causaram os ferimentos.
sua companhia. O filho de 18 anos também não quer nada da pastorícia. “Os velhos “Não sossegava com dores. Tem o pes-
estão-se a acabar e os novos não querem esta vida, porque eles querem é emprego, coço negro, os olhos negros. Está toda
não querem trabalho”, garante. Razão pela qual, diz, já não se vêem tantos rebanhos moída. Veio à urgência por volta das oito
pelo monte. horas”, narra o marido.
Mas, no seio deste conjunto de factores que dificultam a profissão, estão também as No local, a recolher provas, esteve a
queixas ao Estado, “não nos apoiam”. Há uma “enorme falta de apoio”. Toninho Pastor GNR de Morais e de Bragança, apoiados
diz que pode ficar sem uma refeição, mas nunca os seus animais. “Pode chegar a hora pelo Núcleo de Investigação Criminal de
de sair com elas, se eu não tiver comido fico sem comer”, sublinha. Mesmo em dia de Bragança. n
convívio, “quando chegar a horinha eu vou botá-las a comer”. Miguel Midões
18 | 15 de Setembro 2009 | Cipreste | Notícias

Doctor Honoris Causa

Armando Queijo
homenageado no Peru
A
rmando Queijo, mace- dins de Portugal e com grandes
dense que dirigiu, des- potencialidades no campo agro-
de o inicio, o instituto alimentar e turístico, com desta-
Piaget de Macedo de Cavalei- que para alguns dos seus mais
ros, a que actualmente ainda se famosos produtos: o azeite e a
encontra ligado através do pólo alheira.”
de Mirandela, foi distinguido, no O “Conselho IberoAmeri-
passado dia 29 de Agosto, na ci- cano em Honra à Qualidade e
dade de Lima, capital do Perú, Excelência Educativa” e a “Ho-
pelo “Conselho Ibero Americano norable Academia Mundial da
em Honra à Qualidade e Exce- Educação”, Organismos Inter-
lência Educativa” e pela “Ho- nacionais não governamentais,
norable Academia Mundial de reconhecidos, entre outras en-
Educação”. O título, honorífico, tidades, pela ONU, UNESCO
é concedido a uma personali- e Governos dos Países Latino
dade que tenha contribuído com Americanos, englobam todos os
os preceitos de uma instituição Países da América Central, Ca-
de ensino, não pertencente a raíbas, América do Sul, Portugal
seu quadro funcional. e Espanha (tendo os Estados
No texto inscrito no diploma Unidos como País observador)
que levou o”Conselho IberoA- e têm como missão fundamental
mericano em Honra à Qualida- contribuir para o desenvolvimen-
de e Excelência Educativa” e a to das Nações que agregam: In-
“Honorable Academia Mundial vestigar, Promover e Incentivar
da Educação” a atribuir o título o intercâmbio entre os diferentes
de “Doctor Honoris Causa” a Ar- Apartir da esquerda: Armando Queijo Ministro da Justiça do Peru, Cardeal do Peru e Bispo de sistemas educativos, Reconhe-
mando Martinho Cordeiro Quei- Lima, Membro de Direcção da Academia Mundial de Educação cer e Distinguir Personalidades
jo, lê-se: e Entidades que são relevantes
“Em reconhecimento à na América Latina”. pus Universitário de Mirandela discurso proferido aquando da na área Educativa de cada País,
sua destacada liderança, do Instituto Piaget, teve a sua laureação, designado por “Ora- com vista a atingir uma Educa-
integridade e gestão exem- Armando Queijo que desen- deslocação ao Perú patrocinada ção de Sapiência”,”considerou-a ção de Excelência. n
plar, ao serviço da Educação volve a sua actividade no Cam- pela autarquia de Mirandela. No uma das mais belas cidades jar- Rui Miranda

Prometido há ano e meio Lamalonga e Fornos de Ledra

Helicóptero tarda em chegar Torneiras secas


A
gora já só em Outubro
é que virá o helicóptero
para Macedo de Cava-
que estão a atrasar a vinda do
helicóptero. “Há leis e a necessi-
dade de ser rigoroso que atrasam
O helicóptero surgiu no pro-
tocolo assinado entre o Ministério
da Saúde (ainda com Correia de
mais uma vez
leiros, que estava prometido pelo os processos”. Campos à frente do pelouro) e
Ministério da Saúde para o início Manuel Pizarro quer que o júri a Câmara Municipal de Macedo

O
verão rigoroso tor- que os casos são pontuais.
do ano de 2008. A ministra da pas- tenha “tranquilidade” para comple- de Cavaleiros, aquando da reor- nou-se, mais uma
ta da Saúde, Ana Jorge, garantiu tar o trabalho, mas espera que o ganização da Rede Nacional de vez, prejudicial às al- Aldeias de Macedo com
há tempos que iria fazer todos os façam “o mais rápido possível”. O Urgências, que levou ao encer- deias da parte noroeste do con- apoio de bombeiros de
esforços para que o meio estives- secretário de Estado não deixou a ramento dos SAP (Serviços de celho de Macedo de Cavaleiros. Mirandela
se operacional em Julho, mas o garantia de qualquer data para que Atendimento Permanente) duran- Lamalonga e Fornos de Ledra
prazo passou mais uma vez. Ago- se instale o meio aéreo de socorro te a noite, estando neste momen- viram a água a escassear nas Apesar de resolvido o proble-
ra, aquando da inauguração da em Macedo de Cavaleiros, mas to apenas um médico à chamada torneias, e mesmo a pouca que ma com autotanques dos bom-
urgência do Hospital de Bragança adiantou que pode assegurar que no período nocturno. Um serviço corria chegou a ser abastecida beiros, a questão gerou alguma
(do CHNE), o secretário de Esta- “se mantém o compromisso de o que está ameaçado de encerrar por autotanques dos bombeiros. polémica numa das sessões do
do, Manuel Pizarro, afiançou que fazer o mais rápido possível”. quando estiverem concluídas as Mas, este ano, a mesma situa- executivo camarário. Rui Vaz,
espera ainda que “em Setembro Recorde-se que anexado ao principais vias rodoviárias para a ção chegou a aldeias bem per- vereador socialista da oposição,
seja apresentado o relatório do helicóptero estava ainda a imple- região, auto-estrada, IC5 e IP2, to da cidade de Macedo, como perguntou qual a razão de se-
concurso e que depois se inicie a mentação de uma ambulância muito embora os líderes socialis- Azibeiro, Vale Benfeito e Espa- rem os bombeiros de Mirandela
adjudicação”. O membro do Go- SIV, com a respectiva equipa, que tas da região acreditar que tal não danedo. a prestar este apoio à população
verno garantiu que são “proces- já está a funcionar, mas sediada virá a acontecer. n A situação foi justificada por macedense. “Estranho se torna
sos burocráticos intransponíveis” no Hospital de Mirandela. Miguel Midões Carlos Barroso. O vereador das constatarmos que para ultrapas-
Obras Públicas salientou que o sar o problema seja necessário
Projecto objectivos distrais aumento da população, nesta al-
tura do ano, especialmente com
recorrer a cisternas, mas que te-
nham que ser os bombeiros de

Macedo mais intercultural


a vinda dos emigrantes, favorece Mirandela a fazê-lo, a abastecer
o aumento do consumo de água, as nossas populações.”, afirma.
o que leva à sua escassez. “Os O vereador foi ainda mais longe
consumos aumentam porque a e referiu que, no seu ponto de
população das aldeias duplica vista, houve falta de coordena-

M
acedo de Cavaleiros tegração das várias comunida- se também houver colaboração com e, em situações pontuais, é ção e entendimento entre a au-
vai ficar um concelho des de imigrantes no concelho das demais câmara municipais necessário o abastecimento de tarquia e os Voluntários de Ma-
mais intercultural e os macedense, de forma a “reduzir da região. água”. A juntar a este argumen- cedo, aumentando também os
imigrantes que chegam a estas as dificuldades que lhes são colo- Este é mais um passo de Ma- to há ainda a considerar que o custos de todo este processo.
terras transmontanas vão poder cadas quando se deslocam para cedo para o melhor acolhimento Inverno foi bastante seco, o que Beraldino Pinto, o presidente
ser melhor acolhidos. Em 2008 foi uma terra desconhecida”. Sílvia dos imigrantes, expandindo o levou a que algumas localida- da Câmara Municipal de Mace-
o Ano Internacional do Diálogo In- Garcia, vereadora da Educação e trabalho até aqui realizado pelo des do concelho, que ainda são do de Cavaleiros desvalorizou a
tercultural e a Câmara Municipal, Cultura da autarquia de Macedo, CLAI, abrangendo áreas como abastecidas por captações lo- situação, referindo que se trata
através do CLAI (Centro Local adianta que o segundo projecto a educação e o mercado de tra- cais, começassem a ter proble- da normal cooperação entre cor-
de Apoio aos Imigrantes), apre- é de âmbito regional, uma vez balho. mas com o abastecimento. porações vizinhas. O autarca fri-
sentou duas candidaturas ao Alto que pretende realizar um estudo Os dois projectos poderiam O problema, segundo o sou ainda que, no dado momen-
Comissariado para a Imigração e de diagnóstico e caracterização começar a ter desenvolvimento vereador, foi resolvido com to, os Bombeiros Voluntários
Diálogo Intercultural (ACIDI), que desta mesma população imigran- desde já, mas são precisos téc- o abastecimento através de de Macedo de Cavaleiros não
viu agora aprovadas. te. “Vamos tentar ficar com uma nicos ligados à área, o que adia o autotanques dos bombeiros. tinham qualquer cisterna dispo-
Umas das candidaturas/pro- ideia da população imigrante no início dos trabalhos para meados Carlos Barroso adianta, no en- nível para realizar este trabalho
jectos, denominado in.te.grar@ distrito de Bragança”. Um objec- de Outubro.n tanto, que “não existe uma pe- de abastecimento.n
agora.mac, visa uma melhor in- tivo que apenas será conseguido M.M. riodização” na falta de água, e Miguel Midões
| Cipreste |15 de Setembro 2009 | 19
Feira das cebolas
Dia 10 cumpriu-se, mais uma vez, a Feira das Cebolas de Chacim. O ano veio fraco de água e

arquivo cipreste
parco de cebolas. Mesmo assim, transaccionaram-se cerca de 20 toneladas. Os preços que mais
se ouviram foram 2.50 € e 3.00 € por cabo. A grande maioria estava vendida a meio da manhã.

Opinião
Economia Consultório de Fundos
Aqui jaz, Comunitários

uma boa empresa n Choupina Pires


Linha de crédito PME investe
IV/QREN - micro e pequenas empresas

O
que leva uma empre- fundamentais para que as em- presa sustentável e lucrativa é, Sou gerente de uma pequena fábrica situada no distrito de
sa a iniciar uma de- presas possam conduzir pesso- sem dúvida uma riqueza para o Bragança, que emprega 20 trabalhadores. Neste momento, a
terminada activida- as e tecnologias de uma forma país e uma fonte de bem-estar empresa debate-se com graves dificuldades financeiras, origi-
de? Um desejo intenso de uma harmónica, com produtos e servi- para muitas famílias. Simples- nadas pela falta de encomendas, dificuldade nas cobranças e
pessoa? A reunião de dois, três ços orientados inteiramente para mente, a sua unidade habitual- escasso apoio bancário.
ou quatro amigos idealistas, em- o cliente, afinal é ele (o cliente) mente é fraca, e tantas vezes a Se não formos apoiados, seremos obrigados a encerrar após
preendedores ou não, decididos quem decide se a empresa deve vemos quebrar-se, inclusive nas as férias.
Como poderemos resolver o problema?
a colocar ideias e criatividade em ou não continuar a existir (em empresas mais promissoras. O
prática e assim resolvem iniciar a Portugal, nem sempre). ideal seria que os empregados
RESPOSTA
caminhada pelo “mundo empre- Porém, as metodologias não sentissem que a primeira e maior Precisamente para tentar minorar os problemas criados às
sarial”. são mais que as ferramentas cer- ambição dos chefes eram eles empresas pela bancos e seguradoras, por sua vez altamente
Nos sonhos, no plano de tas para a manutenção da empre- mesmos e os seus lares. Quan- afectados pela crise financeira internacional, o Governo, a banca
negócios, os novos empresá- sa, em termos operacionais, mas do os subordinados se revêem e as autoridades de gestão do QREN, têm lançado linhas de cré-
rios acreditam não só na recu- no patrão, sentindo-se realmente dito bonificadas (em que a taxa de juro é suportada pelos fundos
peração do capital investido em representados por ele, este não QREN), sendo a última denominada PME INVESTE IV/QREN e
dois a três anos, ou menos, mas precisa de especiais qualidades que poderá resolver alguns dos problemas que menciona.
igualmente em “ganhar algum di- de chefia, porque a sua auto- De seguida, iremos descrever a Linha de Crédito PME INVES-
nheiro”, e vislumbram um pano- o tempo de vida ridade é natural e indiscutível: TE IV/QREN – Linha Específica Micro e Pequenas Empresas,
rama optimista para os próximos a autoridade de quem os serve que se pode aplicar ao vosso caso:
10 ou 15 anos, algo como tornar- dela [Empresa] será lealmente. Não se trata de pa- 1. Montante global: até 200 milhões de euros.
2. Empresas beneficiárias: micro e pequenas empresas com
se uma empresa regional, nacio- ternalismo, nem de uma simples
nal ou até vender “para fora” ou, determinado por união de interesses diversos,
volume de negócios inferior a 10 milhões de euros, que desen-
volvam actividade enquadrada na lista de CAE`s elegíveis e que:
então, a chegada de algum in- mas do mesmo interesse, co- a) tenham uma situação líquida positiva no último exercício e re-
vestidor nacional ou estrangeiro factores como vi- mum a uns e outros, e assumido sultados líquidos positivos em dois dos últimos quatro exercícios
alinhado com os objectivos que por todos.
deram vida àquela organização. são, missão, valores Segundo a literatura especia-
e b) assumam o compromisso de manter o volume de emprego
observado à data da contratação do empréstimo durante a vi-
Na prática, a realidade é lizada, uma das características gência do contrato de financiamento.
outra. É claro que o esforço, a e, de forma pragmá- mais marcantes dos executivos/ 3. Outras condições: a) sem incidentes não justificados na
banca; b) situação regularizada junto da Segurança Social e
tenacidade e, principalmente, a
paixão marcam o início de toda tica, a sua gestão. gerentes das “empresas mori-
bundas” é a soberba. Em geral, Administração Fiscal; c) sem dívidas perante o IAPMEI, a PME
Investimentos, o Finova e as SGM; d) não se encontrar em situa-
a organização ganhadora. Entre-
tanto, o tempo de vida dela será
Se estes quatro ele- a gerência destas empresas
demonstra um sentimento de al- ção de dificuldade, caracterizada nos seguintes termos: possuir
capitais próprios inferiores a metade do capital social e ter per-
determinado por factores como
visão, missão, valores e, de for-
mentos estiverem tivez originado pelo sucesso de
outrora e isso acaba por corroer
dido mais de ¼ do capital social nos últimos 12 meses (aplicá-
vel para empresas que tenham iniciado actividade há mais de 3
os ambientes interno e externo.
ma pragmática, a sua gestão. Se
estes quatro elementos estive-
(e se mantiverem) Os executivos com pouca ou
anos); reunir as condições para ser objecto de um processo de
falência ou de insolvência.
rem (e se mantiverem) alinhados
ao longo do tempo com a ideia
alinhados ao longo falsa modéstia ignoram os pre-
ceitos da boa gestão e buscam o
4. Operações elegíveis: financiamento destinado ao reforço
dos capitais permanentes, a ser aplicado em investimento em
central, esta organização estará do tempo com a crescimento de forma por vezes activos fixos ou fundo de maneio.
apta a fazer parte do reduzido e míope e indisciplinada, ignoran- 5. Operações não elegíveis: a) aquisição de activos financei-
cada vez menor rol das “empre- ideia central, esta do os riscos decorrentes do des- ros, terrenos, imóveis ou viaturas e bens em estado de uso; b)
reestruturação financeira e/ou consolidação de crédito vivo; c)
sas centenárias.” vio da linha central e orientadora
Os últimos sobressaltos do organização estará e, quando os primeiros indicado- operações destinadas a substituir de forma directa ou indirecta
financiamentos anteriormente acordados com o banco; d) ope-
mercado, caracterizados como res negativos começam a surgir,
rações financeiras que se destinem a actividades relacionadas
crise, mostraram o verdadeiro apta a fazer parte do existe a tentação de colocar a
com a exportação para países terceiros e estados-membros,
papel da gestão empresarial culpa no mercado, na concorrên-
nomeadamente a criação e funcionamento de redes de distri-
para a sobrevivência das empre- reduzido e cada vez cia, na crise e até no azar. buição.
sas. E quando falo em “gestão”, Muitas empresas, nesta fase 6. Montante de financiamento: até 25.000€ no caso de mi-
quero dizer a combinação prática menor rol das “em- ainda acreditam que com uma cro-empresas e até 50.000€ no caso de pequenas empresas.
do binómio TI – Tecnologias de fusão estratégica ou a contrata- 7. Prazo de financiamento: até 3 anos, com um período de
Informação e Pessoas. A orga- presas centenárias “. ção de novos gestores poderá carência até 12 meses.
nização só é sustentável a par- inverter a queda. Evidentemente, 8. Taxa de juro a cargo da empresa: euribor a 3 meses +
tir do momento em que conse- e se ainda houver alguma folga 0,25%.
gue conciliar estes dois termos. financeira, essas acções podem 9. Garantias: garantia mútua até 75% do capital em dívida em
Agora, já estou a sentir os mais para indicar o caminho/rumo, ter algum efeito. Mas, na maio- cada momento.
apressados e incautos inquie- para poder continuar a sair-se ria das vezes, é tarde demais.
tos e ávidos a perguntar “mas bem no futuro, o empresário ou Quando o distanciamento entre Praticamente toda a banca aderiu à PME INVESTE IV/QREN,
pelo que deve contactar rapidamente o seu banco.
o foco no cliente não é a razão executivo torna-se essencial que liderança e gestão é muito gran-
de tudo?” Também sou partidário reúna as características de líder de, pouco pode ser feito no curto
desta tese! Porém, se a gerência e de gestor ao mesmo tempo. prazo. Não é possível uma em-
for ineficiente, a orientação para Afinal, à excepção de motivos presa ter sucesso sem que haja
o cliente fica completamente à porventura não éticos, as organi- uma disciplina no cumprimento
deriva. zações tendem a caminhar para das regras do negócio, inclusi-
Metodologias mais ou menos um estado terminal quando os ve num fluxo de caixa sólido, e,
conhecidas como o BSC (Balan- seus dirigentes se afastam cada por que não dizer, muita alegria
ced Scorecard), BPM (Modela- vez mais da figura e do compor- de trabalhar nessa empresa. Es-
gem de Processos de Negócios, tamento do líder/gestor. sas duas vertentes são as molas
na tradução da sigla, para portu- As ambições do empresário propulsoras para garantir a sus-
guês), Lean (sistema precursor podem ser sempre legítimas e, tentabilidade e a vivência das
do Toyotismo) e Seis Sigma são em princípio, são-no: uma em- organizações. l
20 | 15 de Setembro 2009 | Cipreste |

Centro Cultural
Dia 19, reabre a actividade cultural no Centro Cultural com a inauguração da exposição
colectiva de escultura de Eva Alves, Inês Marcelo Curto e Mariana Gillot, três jovens artis-
tas plásticas, seguida da peça de teatro “Rapariga(s)!”, com os actores Ana Brandão, André
Nunes, Jéssica Athayde, Marta Melro e Núria Madruga

Festival Internacional de Música Tradicional


Cultura
Animação, cor e alegria em dois
dias de festival

Mundo Peruanos mostraram o seu folclore aos macedenses

V
ários grupos na- foi a número dez, mas tam- ros filhos de um Perú de An- influências da Bolívia, e dan-
cionais e interna- bém porque a qualidade do dinos, de gente que vive a çarinos. Mas, somos muitos
cionais, bem como evento subiu, bem como dos três, quatro mil metros do ní- mais em Madrid, associados
do concelho de Macedo de próprios grupos do concelho vel do mar, com uma cultura em diferentes grupos.
Cavaleiros desfilaram pelas que nela participaram. que não está morta mundial-
ruas de Macedo, no primeiro Na animação de rua esti- mente. Acima de tudo, de- Os fatos representam
fim-de-semana de Setembro, veram grupos como: Banda pois de várias participações alguma coisa?
em mais um Festival Interna- de Latos de Bagueixe, Care- nossas no mundo ocidental e Sim, as cores do traje,
cional de Música Tradicional. tos de Podence, Bombos de também na América do Nor- Esta é uma forma de representam a identidade de
Nesta décima edição parti- Ala, Fanfarra de Vale da Por- te, principalmente nos Esta- uma Pátria que é o Perú: o
ciparam grupos conhecidos ca, Rancho Folclórico local, dos Unidos e ainda graças ver o mundo andino vermelho e o branco. O Ver-
deste tipo de musicalidade Grupo Mira Bornes e ainda o aos meios de comunicação, melho do sangue derramado
e no palco da Praça das Ei- grupo Toca a Bombar, de Ar- a nossa cultura permanece. e de a trazer até à pela necessidade de constru-
ras, que encheu os dois dias, cas, bem como os Pauliteiros Tratamos de difundir e de ção de uma Pátria e o branco
em pleno centro de Macedo, de Salselas, destaque para reivindicar a nossa cultura Europa da necessidade da paz. E é
passaram nomes como: Gru- os peruanos “Sikuris Katari” com estas participações. o mimetismo com a natureza
po da Casa do Povo de Ma- que o Cipreste foi conhecer. porque estas são também as
cedo, Edu Miranda Trio, Da- Quantos são vocês? cores da plumagem de uma
zkarieh, Cantarolar, Magali Somos cerca de 30 artis- ave característica do arqui-
Trio e Zambaruja. Explique-me, quem são tas, entre músicos, que fa- pélago, que é a pariguana.
Esta décima edição foi os “Sikuris Katari”? zemos “Sikuris”, um género Esta é uma forma de ver o
especial, segundo Sílvia Somos um grupo de peru- musical próprio da nossa re- mundo andino e de a trazer
Garcia, vereadora da educa- anos, emigrantes em Madrid, gião no Perú, da zona sul dos até à Europa. n
ção e cultura, não só porque Espanha e somos verdadei- Andes e ainda também com Miguel Midões
Cultura | Cipreste |15 de Setembro 2009 | 21

Mais 22 músicas

Hinos do concelho
compilados em CD
N
o dia 22 de Agosto,
a Praça das Eiras
ouviu cantar a histó-
ria do concelho de Macedo de
Cavaleiros, nos hinos das suas
38 freguesias. Às 16 que já ha-
viam apresentado as suas can-
ções no ano passado, junta-
ram-se agora as restantes 22.
Esta é a segunda fase de um
projecto que teve início há sete
anos, e que pretende preservar
o património imaterial do con-
celho de Macedo, “uma heran-
ça cultural, que deve ser trans-
mitida às gerações vindouras”,
este é pelo menos o objectivo
de Sílvia Garcia, vereadora
Vale Prados já tem hino gravado
do pelouro responsável pela
iniciativa. “Consideramos que num CD, uma vez que as ou- retalhos”, porque ou já não se
os hinos acabam por contar tras 16 também já estavam, sabia a letra por completo, ou
um pouco das tradições e cos- acompanhados por uma revis- faltava quem ainda com vida
tumes das aldeias são peças ta onde tem a letra dos 38 hi- se lembrasse da cantilena. “Em
importantíssimas no nosso pa- nos e um pouco da história de muitos casos, o hino tinha-se
trimónio cultural e isso é uma cada freguesia, bem como a perdido completamente”, o que
forma de as preservarmos”, referência às pessoas que lhe levou a um trabalho de campo
acrescenta. deram voz. redobrado, elaborado com a
Para acompanhar o espec- Segundo a vereadora, em ajuda do fadista macedense
táculo de apresentação, todas alguns casos, foi como cons- Carlos Baptista. n
as 22 músicas estão reunidas truir uma autêntica “manta de M.M

Noites do Prado

Animação no
Prado de Cavaleiros
I
niciada com o encerra- “Muito Riso, Muito Siso” foi rias e formais.
mento da mostra de cine- um espectáculo da autoria de O ultimo espectáculo foi
ma documental promo- Luís Fernandes, que interpretou uma sessão de fados que con-
vida pela associação Potrica, textos humorísticos de autores tou coma voz de Sara Vidal, vo-
o Prado de Cavaleiros viu as como: Mia Couto, António Lobo calista dos Luar na Lubre, uma
noites animadas em mais duas Antunes e ainda …da Internet, banda de folk galego actual,
ocasiões, que contaram com o comprovando a capacidade de acompanhada à viola por Ma-
envolvimento da Santa Casa muitos textos lusófonos em di- nuel e na guitarra Bernardino e
da Misericórdia de Macedo de zer grandes coisas, nem sem- com duas Ana Rita e D. Teresa,
Cavaleiros. pre com as palavras mais sé- todos estes macedenses. n

Reguila

AJAM com nova sede


“R
eguila”, assim se o salão da Junta de Freguesia, permite fazer jogos de luz e de
chama o novo ou até uma sala do Instituto som.
espaço da AJAM Piaget, os artistas macedenses No espaço amplo cedido
(Associação dos Jovens Artis- reúnem-se agora num espaço pela Câmara Municipal de Ma-
tas Macedenses), destinados próprio, junto ao Estádio Muni- cedo, nas antigas instalações
aos mais novos macedenses cipal de Macedo. do Clube Atlético, surgiu um
amantes do teatro e da anima- O espaço chama-se “Re- palco, um atelier de trabalho e
ção. A inauguração contou com guila” pela quantidade de ele- uma régie, e ainda uma nova
a presença do presidente da mentos jovens, que garantem cara, bem mais colorida.
Câmara Municipal de Macedo o futuro da associação. “São A partir de agora a AJAM
de Cavaleiros, Beraldino Pinto, eles o garante da associação, quer criar um dia destinado a
e ainda com Sílvia Garcia, ve- porque entram muito novos e uma criança em especial, que
readora da Cultura e António depois contamos que gostem e acontecerá mediante sorteio.
Pinto, director do Centro Cultu- que ao longo dos anos estejam Depois disso é essa criança
ral de Macedo de Cavaleiros, o connosco”, sublinha Casimiro que decidirá que espectáculo
principal palco da cidade, bem Vilarinho, presidente do Grupo. realizar, e que pessoas quer ter
conhecido pelos elementos O novo espaço foi cedido presentes como público.
da AJAM, que quase sempre pela Câmara Municipal de Ma- Para o dia da inauguração
estreiam lá os seus trabalhos. cedo de Cavaleiros, mas con- oficial das instalações, que a
Contudo, agora o cenário po- tou ainda com o apoio do IPJ AJAM já ocupa há mais de um
derá ser diferente, a AJAM tem (Instituto Português da Juventu- ano, foram convidados pais
um espaço mais intimista e isso de), e consiste num novo palco, e amigos dos elementos do
poderá levar a uma pequena adaptado a todos os tipos de grupo, tendo os mais novos
mudança no cariz dos espectá- trabalhos artísticos, e um espa- preparado um espectáculo de
culos. ço amplo que poderá servir de abertura, baseado em luzes e
Depois de saltarem por vá- atelier, ao qual foi ainda acres- sombras. n
rios locais emprestados, como centado um espaço de regi, que Miguel Midões
22 | 15 de Setembro 2009 | Cipreste | Cultura
Linha Aérea do Pódio

“Enfarda vais” de Verão n João Paulo Silva

E
stamos metidos numa alguns dos nomes enfaixados na boa colocou a estreia de uma sica e nestes eventos ser onde
crise económica que listagem dos mesmos. Se a sus- boa banda comercial ao lado Urge uma especializa- mais se sente como um peixe na
a indústria musical peição aqui levantada não expli- de duas neo divas do pop rock água, sentir-se uma cobaia de
atravessa há já mais tempo. A ca completamente a chamada de comerciais que decorrida tanta ção nos festivais em laboratório confrontado com os
utilização em massa da Internet certas bandas aos festivais, esta- exposição mediática sobre si acontecimentos no local.
como meio de partilha de fichei- mos perante um enorme buraco devem ter vindo em pacote leve
favor da qualidade. Urge uma especialização
ros, e também de gostos porque negro na caracterização de cada 2 pague 1 do supermercado Há mercado para nos festivais em favor da qua-
não dizê-lo, veio abrandar a pon- festival em que são sugadas mais próximo. lidade. Há mercado para haver
tos quase de estagnação a pro- aleatoriamente várias bandas O Paredes de Coura, estra- haver festivais de festivais de música étnica, elec-
gressiva escalada multimilionária antigas e recentes dos diversos nhamente perdeu o patrocinador trónica, heavy metal, alternativa,
da indústria do entretenimento quadrantes musicais sem que principal, um handicap crucial
música étnica, elec- folk, erudita, jazz, etc, como já se
musical. Já não é de hoje mas haja uma política concreta de para os fundos de maneio de trónica, heavy metal, comprovou pelo sucesso e cres-
tarda em arranjar soluções; um captação das mesmas. Esta falta contratações, conseguindo ape- cimento de alguns festivais es-
consenso geral para novas for- de caracterização faz com que sar de tudo um cartaz razoável, alternativa, folk, eru- pecializados em Portugal. A fatia
mas de expansão ao público, a os festivais de verão se recorram no entanto mais fraco que em de dinheiro que somos obriga-
reorganizar-se, a reduzir a tabela de outros trunfos que não só a edições anteriores.
dita, jazz, etc, como dos a gastar para ir a tais even-
de preçário; preferindo manter música para atrair lá as pessoas O Sudoeste resolveu ajudar já se comprovou pelo tos não pode ser levada com
um estado de guerrilha perante e esperar que um ou dois nomes ao enriquecimento de uma ban- ânimo leve e eu já não caio no
os mais famosos alojamentos bons chamem a multidão que da norte-americana que se reu- sucesso e crescimento engodo de ir por causa de uma
online de conteúdos musicais uma vez lá estando come e cala niu precisamente para encaixar ou duas bandas que me interes-
para partilha do que resolver de- aquilo que se lhe puser no prato. uns “trocos” de tal maneira que
de alguns festivais sam. Ou será que os padrões
finitivamente o problema. “Oeiras Alive” dedica um dia ficaram com um dos cartazes de especializados em altos decorrentes de um pas-
Se por um lado e ao contrário ao “peso”, outro ao “dollar”, outro recurso mais inventivamente ab- sado intenso de boas edições
do que se poderia esperar tendo ao “dinar”, dedicando pelo meio e surdos que há memória, chaman- Portugal. festivaleiras foram rapidamente
em conta a crise geral, os pre- nos três dias um palco secundá- do ao palco principal bandas sul esquecidos? O público-alvo ao
ços de bilhetes para concertos rio ao “euro”, este de qualidade e americanas, portuguesas e es- ser demasiado globalista au-
não baixaram, como que numa interesse consideráveis, mas de panholas, para gáudio da pouco menta no aspecto concorrencial
“vendetta” pela quebra de ven- horários de visita condicionados exigente geração morangos com a execução dos mesmos no sen- a rudeza e emaranhado das ac-
das os cachets, por outro exis- e sem bilhete de entrada próprio. açúcar, tendo ainda protagoniza- tido de organização, planificação tuações, numa escala desfavo-
te espaço para uma suspeição O “Super Rock” foi um super do o episódio da recusa de um e condições gerais para público rável a bandas e público. Até na
fundamentada: na ausência de flop como não há memória, pois músico de continuar o concerto e as próprias bandas. Estamos a disposição temporal o público é
sucesso comercial de bandas na edição nortenha gastou-se depois de se aperceber ao fim de falar de festivais que acontecem, prejudicado, no espaço de um
de menor aceitação à primeira todo o dinheiro para trazer uma uma música que as condições o mais recente há pelo menos mês temos todas as edições
audição, mas em que os seus banda que acabou por não vir, para o concretizar eram nulas: doze anos, e parece que se de- dos principais festivais de verão
patrões e alguma crítica depo- tendo como segunda banda “isto é uma pouca-vergonha” nas saprende ano após ano e se pre- decorridas sendo que a estação
sitem esperanças, haverá uma uma que já deu mais concer- palavras do próprio. tende concretizar em cima do jo- do verão tem pelo menos dois
redução substancial de valores tos em Portugal que a saudo- Não é só a heterogeneidade elho os fetiches organizacionais meses. À que haver seriedade
que as tornem alvos apetecíveis sa Amália, inclusive gratuitos, dúbia de qualidade com que os de quem se acha no direito de e maior preparação para as edi-
para integrarem as listas de festi- e que está longe de encher o cartazes dos festivais portugue- experimentar formatos de produ- ções futuras, afinal não perde-
vais? Isso explicaria com certeza palco de um estádio, e em Lis- ses têm sido feitos, mas também ção. É triste ser-se um fã de mú- mos a esperança. l

Pequeno-almoço,
a regra sem excepção
Dá incontestavelmente saúde e faz crescer, mas não
menos importante, o pequeno-almoço é imprescindí-
vel para um bom rendimento escolar e desempenho

abc
nas actividades físicas.

Após oito a dez horas de


sono, período recomenda-
do para crianças em idade
escolar e adolescentes, é
fundamental fornecer ao
organismo os nutrientes e
energia necessários para
as mais diversas activida-
des. Essencial em todas
as faixas etárias, convém
ter em atenção que nos
mais novos e naque-
les que agora
(re)iniciam as
aulas a privação
desta refeição
reflecte-se sobre-
maneira no sucesso
escolar, uma vez que
diminui a concentração
e atenção, podendo ain-
da provocar atrasos cogni-
tivos e desinteresse.
| Cipreste |15 de Setembro 2009 | 23

José Pedrosa e Hugo Gaspar são campeões nacionais de Voleibol de Praia. A consagração surgiu na praia do Molhe
no Porto. Já na semana antes, a dupla de voleibolistas deu grande réplica em Macedo de Cavaleiros na praia do Azi-
bo. Foram os vencedores do Grand Slam de Macedo e assumiram-se como os grandes candidatos ao triunfo final.
Em femininos o título pertenceu a Rosa Costa e Ana Freches. Juliana Antunes e Francisca Esteves haviam ganho
todas as provas anteriores, inclusivie em Macedo, mas no Porto deixaram-se surpreender pelas suas adversárias.
A prova de Macedo voltou a receber grandes elogios e deverá ver o futuro assegurado.

III divisão nacional de futebol


Desporto
Atlético de Macedo superior ao Morais
O
Atlético de Macedo que á entrada da área amorteceu
venceu o derby do de “peitaça”, e Branco, de pronto,
concelho que marcou rematou forte sem hipótese de
o início deste campeonato. O defesa. Foi o golo mais bonito do
equilíbrio que se prognosticava fim de tarde, e a partir deste, a
não passou de uma falhada pre- partida “acabou”.
visão. Os locais evidenciaram-se
em grande plano e “eliminaram” Reacções
um Morais demasiado verde. A
dupla Eduardo-Branco demons- Rui Vilarinho (treinador Ma-
trou-se endiabrada e Nuno Meia, cedo): “Começamos o jogo logo
um reforço de luxo. com uma contrariedade, com a
O Macedo foi para intervalo a lesão do Toninho, um jogador
vencer por 2-0, e no reatamento fundamental na nossa estratégia.
“arrumou” a questão com um golo Não houve facilidades, houve
madrugador. Na fase inicial do felicidade da nossa parte (…).
jogo a equipa do Morais mostra- As oportunidades de golo que
va-se muito expectante, a defen- tivemos, à excepção de uma ou
der atrás do seu meio campo, ca- duas, em que a bola foi ao pos-
bendo a despesas do jogo ao seu te, fizemos golo e sentenciamos
adversário. Ao minuto 6 a primeira o jogo. Fomos mais felizes e es-
contrariedade para a equipa da peramos continuar assim. Temos
casa, com Toninho lesionado a muito que trabalhar ainda, ainda
sair. O Morais, que se vinha pre- há muitas limitações no plantel,
ocupando mais em acertar nas Derby aqui, Gamito melhor que Eduardo há muita coisa a corrigir, portan-
marcações aos seus adversários, compensar o erro. O jogo entra Aos 36’, Branco brinca na introduzir na baliza contrária, mas to vamos continuar a trabalhar e
apenas através de livre directo numa fase em que as equipas área contrária com Inácio pela a bandeirola já estava levantada. pensar que queremos vencer os
(13’), fez o primeiro remate. abrem mais, e é o Macedo quem frente, encosta um pouco mais Adivinhava-se o golo, (41’), boa jogos que disputamos.”
Depois, Nuno Meia apareceu tem nova oportunidade de chegar atrás, onde aparece Nuno Meia jogada no lado esquerdo do ata-
no jogo e revelou-se o elemento ao golo (24’), através de Eduardo. que remata ao poste, a bola so- que do Macedo, com Nuno Meia Fernandinho (treinador Mo-
mais desiquilibrador. O 9 mace- Valeu na altura Gamito. brou para Tó Mané que voltou a bem a abrir para Tó Mané, este rais): “É importante não esquecer
dense apareceu na direita a cruzar cruzou para a pequena área, onde este jogo, olhar para o conjunto
e, na marca de grande penalidade 3ª Divisão Série A - 1ª Jornada Eduardo, aproveitando o adorme- de erros que foram demasiados.
Eduardo rematou ao poste. Na jo- cimento dos defesas, à segunda A nossa equipa acusou, e de que
gada imediatamente seguinte, Tó Estádio Municipal de Macedo de Cavaleiros tentativa, conseguiu o golo. maneira, o primeiro jogo do cam-
Mané (19’) inaugurou o marcador. Árbitro:Fernando Lhano auxiliado por Carlos Sá Carneiro e Rui No reatamento, ainda o pú- peonato, acabou por cometer er-
Na esquerda, Branco cruzou e o Dias (Bragança) blico retomava seus lugares, já o ros que não se devem cometer e,
avançado, apenas com Gamito Macedo aumentava a vantagem se há jogos em que se perde por
pela frente, não desperdiçou. Macedo: 1.Hugo, 2.Bernardino, 3.Didácio, 4.Corunha, 5.Eurico, (47’). A bola chegou à entrada da 1 ou por 2, hoje perdemos por 4
O golo por momentos desper- 6.Tó Mané (15.Jaló, 66’), 7.Branco, 8.Luís Carlos (16.Areias, 82’), área do Morais, Rui, tenta prote- e, com um bocadinho de jeito, tal-
tou os forasteiros. A perder, viram- 9.Nuno Meia, 10.Toninho (13.Hugo Ribeiro, 6’) e 11.Eduardo ger a bola até à chegada de Ga- vez até estivéssemos à beira de
se obrigados a ter mais a bola, Treinador: Rui Vilarinho mito, Eduardo não desistiu, rouba perder por mais. Talvez se tenha
acabando por a melhor situação Amarelos: 5.Eurico (49’), 8.Luís Carlos (72’), 13.Hugo Ribeiro (80’) a bola, com um pequeno toque notado uma diferença para com
surgir de uma desconcentração encosta em Branco que vem de o adversário, que já vem de trás
dos centrais do Macedo. A troca- Morais: 1.Gamito, 3.Inácio, 4.Ismael, 7.Karaté, 8.Filipe II, trás e à vontade só teve que en- neste sistema e com mecanis-
rem a bola à saída da sua área, 10.Reis, 16.Renato (11.Paci, int.), 18.Pires, 21.Gené (14.Filipe I, costar. mos criados, acabando por hoje
permitem a Reis que a “roube”, 67’), 24.Arrábidas (13.Stigas, 54’) e 25.Rui A dupla Eduardo-Branco vol- ser superior em partes decisivas
este entra na área e, antes de po- Treinador: Fernandinho tou a mostrar-se. Aos 61’, um cru- do jogo.” n
Amarelos: 7.Karaté (29’)
der rematar, é Didácio quem vem zamento da direita para Eduardo, Nélio Pimentel

1º Jornada - Tabela Classificativa


1ª Jornada 6/09/2009 Classificação
Marinhas  0-0  Valenciano Pos. Equipa P
Mirandela  3-0  Limianos 1 Macedo 3
Macedo  4-0  Morais FC 2 Mirandela 3
Amares  3-2  Bragança 3 Amares 3
Maria da Fonte  1-0  Santa Maria FC 4 Montalegre 3
Montalegre  2-1  Fão
5 Maria da Fonte 3
2ª Jornada 20/09/2009 6 Marinhas 1
Valenciano  -  Montalegre 7 Valenciano 1
Limianos  -  Marinhas 8 Bragança 0
Morais FC  -  Mirandela 9 Fão 0
Bragança  -  Macedo 10 Santa Maria FC 0
Santa Maria FC  -  Amares 11 Limianos 0
Fão  -  Maria da Fonte 12 Morais FC 0
24 | 15 de Setembro 2009 | Cipreste | Desporto
O outro lado
Mundo da Bola
Histórias do Derby Haitianos em
O
jogo que opôs o Macedo ao
Morais a abrir o campeonato,
apesar da proximidade entre os
do, ajudou o Morais na conquista do primei-
ro título de campeão distrital em 06/07. No
ano seguinte, saiu por questões pessoais
fuga
clubes, foi apenas a quinta vez que as duas ao fim de 4 jornadas e manteve-se ausente Dois haitianos “puseram-se a cor-
equipas se encontraram em jogos oficiais. da competição até esta época. Hugo Ribei- rer” que nunca mais ninguém os viu.
Em todos eles, a vitória sorriu à equipa da ro chegou ao Morais em 07/08 já o campe- Aconteceu aqui bem perto, em Miran-
sede de concelho. onato se encontrava a decorrer, cedido pelo dela. Os dois jogadores de 19 anos,
Por serem equipas do mesmo conce- Macedo até final de época. Nesse mesmo Mechak e Guensly, defesa central e
lho e, ainda para mais contando para a 3ª ano, Tó Mané chegou à equipa do sul do médio ofensivo, foram emprestados
Divisão, este jogo suscitou muito interesse concelho, onde se manteve até ao final da pelo Grupo Desportivo de Chaves ao
pelos seguidores do futebol distrital. A ban- última temporada. Este ano transferiu-se Mirandela. Ali chegados, rapidamente
cada do Estádio Municipal de Macedo de para Macedo, onde, curiosamente já havia se puseram em fuga e encontram-se
Cavaleiros encontrou-se muito bem com- jogado na época 03/04. Na primeira opor- agora em parte incerta.
posta, com mais de 500 espectadores a tunidade, não deixou de marcar à antiga Os responsáveis dos dois clubes e
assistirem aos 90 minutos de jogo. O clima equipa. até o próprio empresário, foram apa-
pacífico vivido entre adeptos é de salutar. No Morais são 7 os jogadores que já nhados de surpresa. Segundo alguma
Sadio foi também o fair-play com as vestiram a camisola do Macedo. Silva, imprensa, os dois jogadores poderão
equipas se enfrentaram, afinal, quase to- que lesionado não foi opção para o jogo, estar agora nos Estados Unidos, ilu-
dos os envolvidos são conhecidos neste foi campeão distrital no Macedo em 05/06. didos por alguns empresários. No en-
desporto tão fértil em criar amizades. A Reis, formado no clube, foi durante algumas tanto, já é um dado adquirido, que os
ligação entre Atlético de Macedo e Morais épocas sénior no Macedo, já Karaté, esteve jogadores não poderão jogar em clube
FC, apesar de adversários – e não inimigos apenas um ano (06/07) na equipa da sede algum, dado que as suas inscrições
Amizade Rui Vilarinho e Fernandinho
como alguns tolos quererão acreditar – são de concelho. Bruno e Fanã, que não saíram já tinham dado entrada na Federação
alguns os jogadores que já vestiram as ca- neste jogo do banco, são também eles pro- Taças, assim como foram muitos os anos Portuguesa de Futebol. n
misolas de uma e outra equipa, contribuin- dutos da formação Macedense. O guarda- em que defendeu as cores do Macedo na
do em muito para o ambiente saudável que redes fez alguns anos de 3ª Divisão antes e 3ª Divisão, onde foi lançado por Baltemar
se viveu antes, durante e após o jogo.
Antigos colegas no Atlético, Rui Vilari-
depois de ali ser campeão da AF Bragança
em 00/01.Chegou a temporada passada a
Brito aos 17 anos na longínqua época de
93/94, registando pelo meio passagens por
Marijuana
nho e Fernandinho, agora técnicos de Ma-
cedo e Morais, respectivamente, mantêm
Morais. Já Fanã, a cumprir a 4ª época em
Morais, saiu do Macedo depois do título dis-
Mirandela, Rebordelo e Mogadouro. Pires,
hoje com 29 anos, estreou-se no Macedo “prende” árbitro
uma relação de amizade de há já muitos trital em 05/06. Este ano chegaram a Mo- também aos 17 anos, na época de 96/97.
anos. Relativamente a jogadores, do lado rais Pires e Paulo Arrábidas, dois jogadores Pelo meio ainda alinhou no Bragança e O árbitro peru-
do Atlético de Macedo encontra-mos Hugo com muitos anos de casa em Macedo e Rio Ave, já antes, como sénior, esteve em ano Georges Bu-
Ribeiro, Tó Mané e Nuno Maravilha, recen- muito acarinhados pelos adeptos. Disso Lamas – onde, por curiosidade, foi lança- ckley foi preso no
temente confirmado como reforço e que, exemplo é a ovação de que foi alvo Arrá- do por Carlos Neto, director desportivo do Chile, acusado do
apesar de não ter feito parte dos eleitos bidas quando substituído aos 54’ de jogo. Atlético de Macedo até à última época - e consumo de Ma-
para este jogo, também já vestiu a camisola Já com 33 anos, Arrábidas averbou diver- Mirandela. n rijuana. Georges
do Morais. Nuno Maravilha, saído do Mace- sos títulos, entre campeonatos distritais e Nélio Pimentel Buckley ia arbitrar
um jogo entre os chilenos Unión Es-
GDM solidário pañola e os colombianos do La Equi-

Macedense ao trabalho
dad, referente à Taça Sul America, a
segunda maior competição internacio-
nal de clubes da América do Sul. Ao
aterrar no aeroporto de Santiago do
contratações confirmadas. Segundo o trei- Chile, foi imediatamente detido pela

S
ão 16 os jogadores que compõem os nossos jogadores são amadores, ne-
o plantel do Macedense para a nador, “era este o plantel que queria-mos. Só nhum depende do futsal para viver, é um polícia.
nova época. A equipa vem traba- falamos com estes jogadores. Estes atletas complemento. Não comparticiparemos em Na base da actuação da polícia
lhando há já duas semanas, preparando o dão-nos garantias a longo prazo”, garante. despesas com eles, receberão prémios por está um caso que remonta a 1997, ain-
campeonato da 3ª Divisão que aí vem. O ini- O objectivo da equipa “é claramente a ma- presença em treinos e jogos, assim como da não arquivado pela justiça chilena.
cio está agendado para 10 de Outubro, mas nutenção. Queremos praticar um bom futsal, em caso de vitórias”, garante. Relativamente Georges Buckley viveu no Chile como
na semana anterior, haverá o compromisso divertirmo-nos a cada jogo e, quem sabe, à taxa de utilização do Pavilhão Municipal, estudante de Engenharia Comercial,
da Taça de Portugal. Ambas as competições sermos uma agradável surpresa.” “estamos expectantes em ficar isentos no altura em que remontam os casos. Foi
não têm ainda o sorteio agendado. O técnico será coadjuvado por Nataly pagamento dos treinos de seniores mascu- substituído no jogo por um seu compa-
A equipa é composta por jogadores com Rodrigues, professora de Educação Física, linos e femininos”. triota e já chegou ao seu país, depois
uma média de idades bastante baixa dado recentemente colocada em Macedo, e na Esta temporada, o Macedense continu- de ouvido pela justiça chilena.
que “decidimos fazer uma clara aposta nos época passada orientou o Tabuaço no Dis- ará a organizar o Torneio de Freguesias e Dados os erros que os nossos árbi-
jovens formados no clube, colocando-o nos trital de Viseu. apresenta as novidades da I Maratona de tros cometem nos jogos, dos quais só
seniores”, diz-nos o técnico Rui Costa. Paulo Rui Costa adianta-nos que o Maceden- Futsal de S. Pedro e o I Torneio de Futebol nos poderemos rir, no Mundo da Bola
Santos, Paxa, Leonardo, Nélson Pica, Play, se contará para a próxima época com um de Rua do Azibo. n sabemos que a breve prazo a justi-
ça portuguesa abrirá um processo de
Patrick, Lino, Ricardinho e Diogo renovaram orçamento global de 50.000 Euros. “Todos Nélio Pimentel
contracto. A estes juntam-se Nisga, que, por averiguação. A designação até já está
motivos pessoais, se encontrava sem clube, 5-2 é o resultado do primeiro amigável realizado pelo Macedense. Decorreu no escolhida: “Cannabis dourada” n
Camané (Araucária) e Estrela, ainda júnior, último dia 11, frente à Seita do Pé Descalço, um grupo de amigos de Macedo.

Violência
que estava em Andora. Todos estes fizeram Este jogo teve um carácter de solidariedade, já que a receita de bilheteira e
camadas jovens no Macedense. Capulho, bar, revertiam a favor da família de Catarina Teixeira, uma menina de 10 anos
a quem foi diagnosticado um tumor na perna. Desde de Maio último que recebe
júnior de 1º ano, é também opção para os
tratamentos frequentes no IPO no Porto. As receitas de todos os jogos de pré-
seniores. Cláudio, do Futsal Mirandela, Pi- O Mundo da Bola não gostamos de
temporada reverterão a seu favor.
poca e Ruben, ambos ex. Carrazeda, são violência, pelo contrário, repudiamo-la.
Assim, consideramos que certos actos
não deverão cair no esquecimento do
GD Macedense Plantel Campeonato público. Deveremos lembrarmo-nos
deles e esperar que coisas destas não
Guarda-redes Início a 10 de Outubro.
Equipa Técnica voltem a acontecer. Este último mês
Paulo Santos Sorteio ainda não agenda-
Rui Costa (Treinador) teve muitos casos que deve entristecer
Paxa do.
Nataly Rodrigues (Adjun- Luís Sá - Nisga quem gosta de desporto. Para além
ta) Jogadores Campo dos confrontos entre adeptos num
Leonardo jogo do West ham em Inglaterra, regis-
Equipa Médica Play tamos actos entre colegas da mesma
Alípio Marcos (Enfermei- Patrick profissão. Na Bélgica, na Bolívia e nos
ro) Lino Estados Unidos. Não pensávamos que
Rui Linhares (Enfermeiro) Ricardinho isto era possível entre colegas… Alei-
Diogo ja só de ver, acreditem. Deixamos os
Nélson Pica links:
Camané (Araucária) http://www.youtube.com/
Pipoca (Carrazeda) watch?v=zAs1Toslto8
Ruben (Carrazeda)
http://www.youtube.com/
Cláudio (Júnior – Mirandela)
Estrela (Júnior – Andorra) watch?v=cffrVbeScU8
Rui Costa Capulho (Juvenil) http://www.youtube.com/
watch?v=oSSH6VwwQXI n
Desporto | Cipreste |15 de Setembro 2009 | 25

Taça de Portugal – 2ª eliminatória

Atlético cai de cabeça…


O
Macedo caiu em Bar- guimos controlar o jogo, embora desde o inicio dos trabalhos, Rui Jaló estreou-se frente ao Morais, denses. Nuno Maravilha, extre-
celos frente ao Gil não o dominássemos até porque Vilarinho elegeu este guineense mas um pequeno toque sofrido, mo, que durante muitos anos
Vicente e não conse- não nos competia a nós dominar para a frente de ataque da sua impossibilitou que fosse opção alinhou no Macedo, volta agora
guiu alcançar a III eliminatória da a partida. Sofremos o primeiro equipa. O jogador de 28 anos para o jogo com o Gil Vicente. a fazer parte do plantel de Rui
Taça de Portugal. Frente a este golo numa infelicidade da nossa teve como ponto alto da carrei- O outro reforço, já é mais Vilarinho.n
clube de 2ª Liga, o Atlético deu defesa. O segundo foi a terminar ra uma passagem pela segunda conhecido dos adeptos mace- Nélio Pimentel
boa réplica e, não fosse uma de- o jogo onde a equipa manifestou liga, no Covilhã, e no ano pas-
satenção defensiva que ditou o um cansaço físico enorme pelo sado alinhou no Vizela. Ao que
primeiro golo, a equipa poderia desgaste do jogo. Mas mesmo tudo indica, o plantel fica encer-
ter obtido um resultado positivo. apesar da derrota gostei da pres- rado.
A primeira parte não teve tação da minha equipa. Não vou Entretanto, e na semana
grande história pelo que o nulo dizer que a vitória do Gil Vicente anterior ao inicio do campeona-
ao intervalo fosse justo. A segun- não foi justa porque foi”. to, o Atlético já confirmara duas
da metade já foi muito diferente, contratações. Jaló, de 28 anos,
um futebol rápido, as equipas fo- Plantel reforçado é reforço para o lado direito do
ram dispondo de oportunidades. ataque. Com formação no FC
Aos 56’, um mau atraso de Co- Luisinho é o último reforço Porto, passou os últimos anos
runha para o seu guarda-redes, do Atlético para esta época. À nos Açores, representando tem-
resulta no golo de Rui Pedro, procura de um ponta de lança porada anterior o Madalena.
numa altura em que até eram os
transmontanos que controlavam Taça de Portugal – 2ª Eliminatória
o jogo. O Atlético ainda dispôs
de duas oportunidades, mas Estádio Cidade de Barcelos
acabariam por ser os minhotos Árbitro: Rui Costa (Porto)
a marcar e fixar o resultado já
perto do fim. Apesar da derrota, Gil Vicente: Hugo Marques, Paulo Arantes, Sandro, Kiko, João
em declarações à Rádio Onda Cardoso, Bruno Madeira, Rodrigo Galo, Alexandre Camargo
Livre, Rui Vilarinho mostrou-se (Alhandra, 84’), João Martins, Rui Pedro (Duarte, 90’) e Alexandre
satisfeito com a prestação dos Matão (Hugo Vieira, 71’)
seus jogadores: “Só podia estar Treinador: Rui Quinta
mais satisfeito se tivéssemos Golos: Rui Pedro (56’) e Sandro (88’)
ganho. O resultado talvez até
seja exagerado para as oportuni- Macedo: Hugo Magalhães, Bernardino, Didácio, Corunha, Euri-
dades que o Gil Vicente teve. O co, Gancho, Tó Mané (Hugo Ribeiro, 64’), Luís Carlos (Wivisson,
resultado acabou por penalizar 80’), Nuno Meia (Edra, 92’), Branco e Eduardo
a nossa equipa quando conse- Treiandor: Rui Vilarinho Jaló aqui felicitado por Branco, é o recente reforço

Clube Atlético Plantel Campeonato


Macedo Guarda-redes Jorn/Data Adversario Campo Result
Hugo (Rebordosa)
Equipa Técnica 1ª 06/09/09 Morais C 4-0
Tiago (Chaves)
Rui Vilarinho (Treinador) Diogo (Juvenil) 2ª 20/09/09 Bragança F
Quintino Angélico (Adjunto) Defesas 3ª 27/09/09 Santa Maria C
Miro Valadar (Adjunto) Corunha 4ª 11/10/09 Fão F Classificação
Bernardino 5ª 25/10/09 Maria Fonte C
Beto (guarda-redes)
Didácio 6ª 01/11/09 Amares F
Eurico
Equipa Médica 7ª 08/11/09 Montalegre F
Mário Mesquita (Médico)
Eduardo
Areias (Júnior) 8ª 15/11/09 Mirandela C 1º
Jorge Pinto (Fisioterapeuta) Edra (Júnior) 9ª 06/12/09 Marinhas F
Alípio Marcos (Enfermeiro) Médios 10ª 13/12/09 Valenciano C
Rui Linhares (Enfermeiro) Luís Gancho 11ª 20/12/09 Limianos F
Norberto Carvalho (Enfermeiro) Hugo Ribeiro 12ª 03/01/10 Morais F
Ibson (Lixa) Golos Golos
13ª 10/01/10 Bragança C Marcados Sofridos
Toninho (Arouca)
14ª 17/01/10 Santa Maria F
Luís Carlos (Vila Real)
Nuno Meia (Vila Real) 15ª 24/01/10 Fão C
Nuno Maravilha (Sem clube) 16ª 31/01/10 Maria Fonte F 4 0
Rafael (Juvenil) 17ª 07/02/10 Amares C
Zé Rafael (Juvenil) 18ª 14/02/10 Montalegre C
Avançados 19ª 21/02/10 Mirandela F
Jaló (Madalena)
20ª 28/02/10 Marinhas C
Branquinho
Bertinho (Joane) 21ª 07/03/10 Valenciano F
Rui Vilarinho Tó Mané (Morais) 22ª 14/03/10 Limianos C

Breves
Concurso de Pesca do (CCPMC) saiu vencedor em bes mais activos da região. jogadores. A equipa já realizou fundo” no bar do clube e “me-
das Vindimas termos individuais e, por equi- um jogo de preparação em lhorias nos balneários, darmos-
A 7 último, decorreu na Bar- pas, a Trovisport, também de Murça, da AF Vila Real, onde lhes uma cara lavada.”
ragem do Pocinho o Concurso Macedo, foi a vencedora. O me- Talhas com novo perdeu por 4-2. Ao longo da Órgãos Sociais:
de Pesca das Vindimas, orga- lhor sócio do Inatel foi A. Coelho presidente época será realizado um treino Assembleia Geral: Presidente
nizado pelo Clube de Caça e dos Feroviários de Campanhã. O Talhas tem nova direc- semanal, repartido entre Mace- - Paulo Valente; Vice-Presiden-
Pesca de Macedo (CCPMC) O jovem Henrique de Mirandela ção. Eleita com maioria, com do e Talhas. Para Paulo Pires, te - Manuel Rodrigues; Secretá-
com a colaboração do INATEL. foi o melhor na sua classe. 30 votos a favor e 13 contra, “o objectivo é fazer um campeo- rio - João Martins.
Estiveram presentes 58 concor- De salientar o excelente nú- a nova direcção cumprirá um nato bom, procurando estar nos Conselho Fiscal: Presidente -
rentes de várias localidades do mero de espectadores e o mui- mandato de 2 anos. Paulo Pi- lugares cimeiros.” Gilberto Galhardo; Secretário -
norte do país, e o nº de partici- to peixe que saiu das águas do res, Presidente, será o novo Entre os projectos, a direc- Carlos Afosnso; Relator - Fran-
pantes só não foi maior porque Rio Douro. Achigãs, Barbos e rosto do clube. ção irá continuar a posta no cisco Coelho.
nesse mesmo dia abriu a época Percas foram as espécies que O clube continuará a alinhar atletismo e, espera lançar até Direcção: Presidente - Paulo
de caça. Mesmo assim, a orga- mais morderam o anzol. no Campeonato Distrital da AF Outubro uma página de Internet Pires; Vice-Presidente - António
nização mostrou-se satisfeita Pedro Rego, Delegado da Bragança, para o qual já vai tra- “para os nossos sócios emigran- Lopes; Secretário - Vítor Serapi-
com os concorrentes presentes. Fundação Inatel, não deixou balhando. Para já conta com 14 tes, que são muitos, estarem cos; 2º Secretário - Narciso Pi-
Com 3,300 kg, Zé Oliveira de marcar presença no even- jogadores no plantel, devendo mais perto do clube.” É também res; 1º Vogal - Hélder Canedo;
to organizado por um dos clu- no total ser constituído por 19 esperada uma remodelação “de 2º Vogal – Francisco Padrão. n
26 | 15 de Setembro 2009 | Cipreste | Desporto

Taça de Portugal – 2ª eliminatória

Morais não conseguiu futebol de 2ª Liga


N
a primeira vez que o Assim foi como o Macedo, assim em chegar ao empate, e Reis, no lado esquerdo de Inácio, que para se manter na equipa. No
Morais chegou à 2ª foi com o Covilhã. Naquela zona por 3 vezes, teve nos pés e na não se tem imposto. O lado di- meio terreno, Arrábidas é o que
Eliminatória da Taça do terreno, nem Gamito, o guar- cabeça a igualdade. Como quem reito já ocupado por Karaté e mais se tem esforçado, mas pa-
de Portugal, saiu sem prestígio dião, nem os dois centrais, Rui e não marca, sofre, o Covilhã, em Stigas, parece estar remediado. rece desacompanhado a acertar
depois de implacavelmente der- Ismael, se ouvem em campo, ne- dois minutos chega ao 0-3, com Gamito, apesar do erro inicial, nas coberturas. n
rotado pelo Sporting de Covilhã. nhum fala a acertar as posições Beré em destaque ao fazer o ainda tem margem de manobra Nélio Pimentel
Foi a segunda goleada sofrida dos companheiros e, assim, os hat-trick.
pela equipa no espaço de uma disparates são sucessivos. No segundo tempo o Covilhã Taça de Portugal – 2ª Eliminatória
semana, no mesmo estádio, com O Morais entrou da mesma geriu o jogo a seu belo prazer,
os mesmos erros defensivos. forma que frente ao Macedo, fez descansar os jogadores mais Estádio Municipal de Macedo de Cavaleiros
A qualidade superior da equi- expectante, a entregar as des- importantes e, mesmo assim, Árbitro: Cosme Machado (Braga)
pa beirã, do segundo escalão na- pesas de jogo ao adversário e a ainda consegue mais 2 golos…
cional, nunca esteve em causa, defender atrás do meio campo. para não variar, em mais dois er- Morais: Gamito, Inácio, Ismael, Filipe II, Reis (Filipe I, 77’), Sti-
mas os erros infantis da equipa Mas a muralha desmoronou-se ros lá atrás. Um deles foi através gas, Renato (Paci, 55’), Pires, Gené, Arrábidas e Rui (Fanã, 71’)
de Fernandinho não deixam de bem mais cedo que o previsto. da marcação de um penalty, co- Treinador: Fernandinho
ser condenáveis. Em determina- Num passe para as costas da metido pelo lentíssimo Rui.
das fases do jogo, a equipa tanto defesa, Béré foge rápido e à en- Parece-me ficar a certeza Covilhã: Igor Araújo (Luís Miguel, int.), Marcio, Steven, Macha-
está bem, a criar oportunidades trada da área aproveita a saída que o técnico terá que apostar do, Pizzi, Josué, Beré (Bruno Nogueira, 60’), Auri (Diego Navarro,
de golo, como depressa comete em falso de Gamito, para fazer o noutras soluções para tentar 69’), Edgar, Dani, Basílio
erros comprometedores na sua tento inaugural. O Morais esbo- inverter os sucessivos erros lá Treinador: João Salcedas
defensiva que sentenciam o jogo. çou atitude, demonstrou vontade atrás, quer nos centrais, como Golos: Beré (5’, 35’ e 37’), Josué (62’) e Dani (66’)

Morais Futebol Plantel Campeonato


Clube Guarda-redes Jorn/Data Adversario Campo Result

Bruno
Equipa Técnica Gamito (Vila Real) 1ª 06/09/09 Macedo F 0-4
Fernandinho (Treinador) Defesas 2ª 20/09/09 Mirandela C
Zézé (Adjunto) Rudi (Chaves) 3ª 27/09/09 Marinhas F
Ismael (Bragança) 4ª 11/10/09 Valenciano C Classificação
Equipa Médica Stigas 5ª 25/10/09 Limianos F
Luis Pires (Enfermeiro) Fanã 6ª 01/11/09 Montalegre C
Inácio
Karaté (Bragança)
7ª 08/11/09
8ª 15/11/09
Bragança
Santa Maria F
C
12º
P. Arrábidas (Macedo)
Rui (Vizela) 9ª 06/12/09 Fão C
Médios 10ª 13/12/09 Maria Fonte F
Filipe 11ª 20/12/09 Amares C
Renato 12ª 03/01/10 Macedo C Golos Golos
Silva 13ª 10/01/10 Mirandela F Marcados Sofridos
Feija 14ª 17/01/10 Marinhas C
Gene (Mãe D’Água) 15ª 24/01/10 Valenciano F
Passi (Mucifalense) 16ª 31/01/10 Limianos C 0 4
Filipe II (Vizela)
17ª 07/02/10 Montalegre F
Lixa (Bragança)
18ª 14/02/10 Bragança F
Alex (1ª inscrição)
Avançados 19ª 21/02/10 Santa Maria C
Denilson (1ª inscrição) 20ª 28/02/10 Fão F
Reis 21ª 07/03/10 Maria Fonte C
Fernandinho Pires (Macedo) 22ª 14/03/10 Amares F

Morais F C miúdo me disse que ia deixar de jo- Posto isto, é feito um contacto por
gar futebol para se dedicar aos es- Jorge Nogueira, presidente da As-
tudos eu disse-lhe que já me con- sociação de Futebol de Bragança,

Contratações dão que falar taram essa história várias vezes. O


que me disse o pai dele é que quer
que o filho jogue, que seja titular.
a Vergílio Gomes e “qual não é o
meus espanto quando o presiden-
te do Mirandela diz que não dá a
Eu não posso garantir a titularidade carta de desvinculação do jogador.

D
enilson é o mais recen- a jogar nenhum”. O Presidente dos Depois de conseguir o número
te reforço do Morais. alvi negros acrescentou que, após dele, contacto-o explicando o que
O Brasileiro, chegou à este episódio, o seu clube não iria tinha ocorrido – portanto, quando
equipa na semana seguinte ao der- facultar a carta de desvinculação o presidente do Mirandela veio
by com o Macedo e o seu processo para que o guarda-redes alinhasse para a rádio dizer que ninguém
de inscrição deverá estar resolvido no Morais. do Morais o contactou, é mentira.
a tempo do confronto com o Miran- Da parte da direcção do clu- Ele simplesmente me diz que não
dela do próximo Domingo. Denilson be, o presidente Rodrigo Cepeda, dá a desvinculação.” Rodrigo Ce-
é um ponta de lança móvel, apa- diz que “o Morais é um clube mui- peda afirma que “imediatamente”
rentemente com as características to humilde e não quer entrar em informou o jogador da decisão de
exigidas pelo técnico. O jogador foi guerras com ninguém” e conta Vergílio Gomes, esperando que ele
júnior no Vizela e, na época passa- ao Cipreste a história da “novela resolvesse a situação. “No treino
da alinhou num clube do segundo Manu”: “Soubemos por alguém de seguinte, o Manu informa-nos que
escalão austríaco. O também bra- Mirandela que o Manu tinha saído tudo estava já resolvido, assim vol-
sileiro Alex continua a ver a estreia do clube e, como nós sabíamos to a ligar ao presidente do Mirande-
adiada, devido a um atraso relativo Denilson é reforço para o ataque
o seu valor e estávamos interes- la e, de novo, nos diz que não dava
ao certificado internacional. be Mirandela, entrou nos planos da to, não estava a contar com isto. sados em mais um guarda-redes, a carta a ninguém. A partir desse
Nas cogitações dos responsá- equipa Macedense, que depois de Sei que apareceu uma tentativa de decidimos chamá-lo para vir treinar momento, o Manu deixou de fazer
veis do Morais continua a estar a chegar a acordo com o jogador, o inscrição do Morais, não sei o que com a equipa. Assim acontece e a parte dos nossos planos”, revela o
contratação de um guarda-redes, decidiu inscrever na Federação se passou. Já ouvi várias versões, primeira coisa que eu lhe pergunto líder do Morais.
visto ser intenção do treinador, con- Portuguesa de Futebol na última uma de que foi o Manú que se ofe- é se ele saiu a bem do Mirandela. Contactado pelo Cipreste,
tar com 3 homens para a baliza. A semana da pré-época. O pior es- receu, outra de que o foram buscar. Responde-me que sim, que teria Manu recusou-se a fazer qualquer
vinda de um guarda-redes, deverá taria para vir, quando é conhecido Eu soube pelo presidente da As- sido por causa dos estudos e que comentário sobre este episódio.
ser a última contratação do clube. que Manu já se encontrava inscrito sociação de Futebol de Bragança não haveria problema algum.” Fei- Apenas nos revelou que irá de-
pelo Sport Clube. que havia uma inscrição para o to o primeiro contacto, o Morais fender as cores do Rebordelo no
Novela Manu O presidente do Mirandela, atleta pelo Morais”, disse. Segundo decide fazer a inscrição e, “no mo- próximo campeonato distrital. “Já
Vergílio Gomes, apressou-se a vir o próprio Vergílio Gomes, o jogador mento em que fazemos a inscrição está tudo acertado para na próxi-
O defeso do Morais fica marca- a público mostrar indignação com o quis abandonar o Mirandela por- dele, a Associação de Futebol diz- ma época eu jogar no Rebordelo”,
do pela “novela Manu”. O guardião sucedido. Em declarações à Rádio que “alguém lhe andou a dizer que nos que o Manu já estava inscrito adiantou-nos Manu. n
de 20 anos, formado no Sport Clu- Onda Livre, revelou-se “estupefac- ia jogar, que ia ser titular. Quando o por um outro clube, o Mirandela.” Nélio Pimentel
Suaves | Cipreste |15 de Setembro 2009 | 27

Cavaleirada Onde vais É que a câmara deitou abaixo os tanques


do jardim por escoarem a água, mas o
Maria? !?! que lá deixaram está na mesma…
À fonte. !?

Juliano Silva

Suaves
Sabia que... Macedo no seu melhor
Bragança já foi dos distritos mais alfabetizados do país. Há
150 anos!

Robert Mugabe já não é o presidente do Zimbabué… esta-


mos a brincar! Mas não perdemos a esperança.

O Centro Cultural tinha uns candeeiros exteriores que, uma


semana depois de colocados, foram roubados e vandalizados.
Até a Luz incomoda muita gente…

O PS, por estratégia, não apresentou lista a 13 freguesias?

A lista do PSD à junta de freguesia de Vinhas tem mais de 40


elementos!!!?! E há mais casos semelhantes. Afinal há mesmo
concorrência desleal…

Sudoku
Há gente que ainda não sabe, mas Macedo tem um ECOCENTRO, onde se faz RECOLHA DE
CARTÃO

Regras sudoku
O objectivo do Sudoku e preencher os quadrados vazios com números
entre 1 e 9:
1. um número só pode aparecer apenas uma vez em cada linha; Não é yorn mas é insólito, em pela cidade sem condutor. Macedo perde gente mas parece ga-
2. um número só pode aparecer apenas uma vez em cada coluna;
3. um número só pode aparecer apenas uma vez em cada quadro de 3x3. nhar outras coisas
Solução mês anterior

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Porque este jornal é seu. Jornal Informativo de Macedo de Cavaleiros
É de quem o lê, de quem colabora e escreve, de todos os
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que acreditam que a liberdade de expressão é fundamental
para uma comunidade mais justa, equilibrada e apta. Nome:
É ao público e leitores que compete decidir se vale a pena
Macedo ter um jornal ou não. Morada:
Pela nossa parte compete-nos fazê-lo. Código Postal: Telefone:
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Mas para que isso seja uma relação duradoura precisamos Junto Envio: Cheque nº s/Banco
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28 | 15 de Setembro 2009 | Cipreste | Última

40 jovens no Azibo

Diabéticos quebram estigma


O
grande objectivo
do Primeiro En-
contro de Jovens
Diabéticos foi o quebrar do
estigma a que os diabéticos,
principalmente as crianças,
estão sujeitos. Aos olhos da
sociedade, os diabéticos são
vistos como incapazes de re-
alizar várias actividades ditas
normais, no dia-a-dia. Ora, é
precisamente o contrário e,
por isso mesmo, Margarida
Pires, presidente da ADDB
(Associação dos Diabéticos
do Distrito de Bragança) de-
cidiu criar este evento, e nele
incluir várias actividades lú-
dicas e desportivas, numa
parceria com a Nordeste
Aventura.
Aos jovens foram propor-
cionados vários jogos tradi-
cionais, e ainda canoagem,
tiro ao alvo, entre outros.
Como a alimentação é
capítulo fundamental em
toda esta história, este pri-
meiro encontro ofereceu um
lanche ao meio da manhã e
ainda um almoço, no Parque
de Merendas, da Albufeira
do Azibo, que aliás serviu de
palco às várias actividades
da iniciativa.
“Um sonho”, assim ape-
lidou a presidente da ADDB Desporto não é interdito a diabéticos
este primeiro encontro, que reto, Ana Oliveira, médica de de começar o exercício, e gundo avançou Margarida até ao momento estava mais
juntou cerca de 40 jovens, endocrinologia do Hospital mediante os valores é que Pires ao jornal Cipreste, o voltada para os diabéticos
vindos dos vários cantos da de São João, no Porto, mos- se vê se será necessário au- 1º Encontro de Jovens Dia- tipo 2, com uma maior preva-
região transmontana (distri- trou numa palestra como as mentar ou diminuir a insulina béticos serviu de base para lência nas pessoas adultas,
tos de Bragança e Vila Real). crianças diabéticas podem e começar ou não o exercí- sondar a possibilidade da as- uma vez que surgem devi-
“É necessário provar às pes- ter uma vida normal, embora cio no momento”, são estes sociação criar um campo de do ao estilo de vida e tam-
soas, diabéticas e não diabé- regrada, e fazerem activida- os cuidados básicos a ter em férias para crianças diabéti- bém alimentar. A associação
ticas, que se pode quebrar o des físicas, ressalvando os conta por cada jovem antes cas, em Macedo de Cavalei- volta-se agora para os mais
estigma de que as pessoas devidos cuidados a terem. do exercício. ros, aproveitando toda a mais pequenos, quase sempre
diabéticas são coitadinhas”, “Planeamento do exercício valia da Albufeira do Azibo. portadores de diabetes tipo
advoga. Margarida Pires físico para poder antecipar ABBD quer campo de “As pessoas aderiram 1, causada pela ausência de
considera que este encontro aquilo que irá acontecer e férias no Azibo muito bem e só tinham co- produção de insulina pelo
é uma viragem na forma de que tipo de alimentos terá nhecimento deste tipo de pâncreas, muito embora, e
encarar os diabéticos. de ter disponíveis; noção de Este ano chegaram de actividades mais para o sul”. devido à alimentação, haja
Mas, não contou apenas quanto tempo irá decorrer o toda a região transmontana, Um primeiro passo que per- cada vez mais jovens com
com actividades desportivas. exercício e fazer uma pesqui- mas para o ano de 2010 po- mitirá inclusive alargar a diabetes do segundo tipo. n
Pela manhã, na Casa do Ca- sa de glicemia capilar antes dem vir de todo o país. Se- abrangência da ADDB, que Miguel Midões

Discurso Directo Manuela Fernandes Carla Salomé


Chaves Mirandela
(Mãe de criança
diabética)
Cristiano Xavier Assucena Palhas “Ia fazer 12 anos quando soube que
Macedo de Peredo (Macedo “É complicado, muito complicado. O era diabética. Só me apeteceu fugir do
Cavaleiros de Cavaleiros) Hugo é uma criança que tem consciên- hospital, não lidei bem com a situação
cia daquilo que tem, mas eu penso que e não fazia bem as coisas. Mas, depois
“Não sabia o que era a doença. Ti- “Sou diabética desde os cinco tanto para ele, como para qualquer dia- comecei a conhecer pessoas diabéticas
nha apenas sete anos e foi uma coisa anos, por isso há nove. Ao início foi bético, é muito difícil cumprir regras. e vi que aquilo não era nada de especial.
completamente nova. Reagi muito mal. mais fácil, agora de há dois anos para Soube que ele tinha diabetes por- Apesar de poder ter uma vida normal,
Comecei a aprender o que era a diabe- cá tem sido muito complicado. É sis- que ele tinha muita sede, e fui eu que há sempre cuidados que devemos ter.
tes e fui-me informando no Centro de tema nervoso, não consigo aceitar insisti muito com a minha médica de Por exemplo, quando fazemos exercício
Saúde. Depois, comecei a ir ao médico bem a minha doença e também des- família, que não acreditava que ele físico precisamos de ter cuidado com as
ao Porto, deram-me livros para ler sobre compassei um pouco depois da sepa- tivesse diabetes, porque ele nunca hiper e hipo glicemias.
o que era a diabetes e agora já sei mais ração dos meus pais. Tem sido muito desmaiou. Ela então decidiu fazer um A maior dificuldade que tive ao início
coisas. difícil, tenho tido muitos internamen- teste de despistagem e este acusou a foi controlar a insulina e também o facto
Os meus colegas não sabiam o que tos, sempre com os valores bastante glicemia muito alta, já a 517. Foi um de os meus colegas não terem reagido
era a diabetes e, por isso perguntavam- altos. choque, foi horrível. O mundo desabou muito bem, porque achavam-me uma
me sempre se precisava de alguma coi- Eu penso no que devo fazer, mas em cima da minha cabeça. pessoa diferente, porque não conhecem
sa. é fácil falar, é mais difícil fazer. Sei os Gosto que o Hugo participe nestas a diabetes.
Quando pratico exercício físico, lan- riscos e sei os perigos que tenho. actividades porque é um menino mui- Passo a maior parte do tempo fora
cho sempre antes e só depois começo Mete-me nervos porque se como to tímido. As crianças da escola dele de casa, faço a minha vida normal. Pra-
o exercício. Faço insulina três vezes bem, tenho os valores altos, se como não têm diabetes, mas compreendem tico hóquei no CAMIR, em Mirandela,
obrigatoriamente. Quando não cumpro mal, também os tenho altos, então muito bem. A pouco e pouco, e com a e passo muitos fins-de-semana fora de
as regras acabo no Hospital, mas isso como como quero. O meu problema é ajuda da psicóloga, temos conseguido casa. Ao início os meus pais tinham
é raramente.” mesmo a alimentação.” enfrentar.” medo, mas agora não”.